Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02742


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Full Text
ANNO DE 1837: QUINTA FEIRA
rm
7 DE SETEMBRO. N. 193.


PKRN. na TYP. oa M. F. ur PARIA. 183*.
**
DMS D* SRMANA.
i fecunda S. Rosa d.' Viterbo. Aud. do juiz do
Cr. 3 le'Ca 8. Antonio M. llel- de m. e aud. do
J. dos O. de i.
6 QuariM S. Libania V. Se?, da T.
7 iiuuna (j j-tm) S. Joao Mrtir. nivfrsnro da
Indedcndencia do Imperio Gila Nao hi despacho. Quarto cresc. as 8 h. e
51 mili ca tard.
8 .'i-xia t NativiJade de \. S-
0 SabaMo & J>ergo P. Hel. de ra. e aud. do
V. (i. de t. ein llnda.
10 Domingo s>. Nonie de Mara.
luare' chela para o dia de Setembro.
as 10 liorus e 54 m. da m. > 11 h. e 18 m. dat
Ti do agoradepende de no meimni ita nona pru-
dencia, nioilaracao, e energia:contmuenio com
principiamos, a lertinoi apuntado, cnni admira-
;<> anua a* Nace roai culta.
Vaofamiif if lia Jtumbta 0ral t'atil
Snhacrerc.ie a IOO(>ri.menae* pagoaadiantado
'insta T> poKrfi. ra das Crn/e I). S, e na l'ra-
ca da Independencia S. XI e 3n onde ie recehein
correipnndenciai legiaisadaa, e annunciot; iuieriii-
do i- ente* a-rali* leudo do* proprio* aaaignant*,
rindo **^i i^nailo.
CAMBIOS.
Seteirtbro 6.
JLiOndren 30 l|2 a 3o D. 8t. poi I, ced.'
LiHboafi5 |ioro|o premio, por metal, Noin.
Franca 320 a 315 Ks. por trauco
Kio de Jan. p. c de prem.
.M"-iUs He ii,l"u 13,500 as relbas, novas 15,000
4.000 T.000 a 7.400
Pean Colimares 1.58:'
litio Mexicanos 1,500 1,560
Pulacoes Brasileiros 1,58o
Premio ilu- latina, por mea I I| por o|o
Cubre apar das Scdula
PARTIDA DOS CORHRIOS.
Olinda_Todos os diaa ao meio dia.
< "Ana, Albandra, Paraiba, Villa do Conde. M"a-
maiguape, Pilar, Iteal de S. Joao. flrejo d'Aret,
Hainba, Pombal, Nova de Souaa, t'idade do N*H"I
Vil'as de Goianninba, e Nora da Prineeta, Cidada
da Fortaleza. Villa* de Anuirs, Monte mor noto.
Aracatr Cateare!, Caniul, (irania, Imperarais'
S- Bernardo, S. Joao do Principe, Sobral, Horade
Bllle.r, feo, S. Matheni, lteacho do^angue. S,
Antonio do Jardim. Qucxerainobim. e Parnalidi
- Segunda* e Sextas leiras ao meio dia por ra da
Paraiba. Santo Antao-Todas a quimas feiramo
meio dia. (laraiihuii*, e Bouilo-uo dia 10 e *
de rada mea aomeio dia. Flore no dia 13 do
cada mea ao meio dia- Calio.Seriiibaein, llio Fir-
mlo, e Porto Cairo-nos dia I, II, eil de cada
mez-_________________________________
m
ut
7
)cfcm>rd
Quando a Integrdide do BRASIL st
aciu fin das de perigo, todas as lecor-
iJ.tcei gloriosas do faustissimo 7 DESA-
T VIBRO'de i82a se lornio olorosas
Hoa verdadeiros aaiigos da INDEPEN-
DENCIA, do Impeiio, e < Liberdade,
po que lodos estes objectos sagrados, ma-
cuIjoj, e de geral respeito, se ach*5 co-
mo eclipsados, e sen culto arrefecido ,
quando essa Iutegridade, que fe i oh Ira
sobre a qual se ergueo o templo da Inde-
pendencia se acha aluida puls faCQes ,
pelos odios dos partidos, e pela guerra
civil.
Hoja devora ces9r os pi raposos elo-
gios gloiia quo j passou ; poremd.-iem
e-soar Bin todos os ngulos da* povoa-
c's en todos os ouvidos at que calera
lio mais profun lo dos coraces uYasile-
ios a resenta da todos os seus de veres,
para que na sua execucio p>ao revea-
Uiear a gloria de Setetnbro que ss Ihe es-
capa, merecer as heneaos do Brasil utra
vea cotijolidodo poderoso e feliz, o respei-
to dosconteiporaQeos, a astima e a bou
ra di posteridad.
Aos Brasileiros era Noma da Inlepen-
ileaci> I..-. A sua attaocio est fuca. Nao
podemos diivii.ti' que nos escuto, pji
q ie .sobre esta patritico programla ala-
lia maitissimos se apressma aos reclamos
da Patria pief rindo .sera exitar osin-
terasses dalla, sua fortuna, asu.i trau-
quilidade domestica tiaalmente ao sau
Haugue. De-tes foi em psrtiiha a grande
obra da In lependencia ; estes cumpre de
.* s i-tentar em todo o seu esplendor.
Aoi Brasileiros em Nomo da Indepen-
dencia... Aniimeia idea poltica que
ilete nccup ir boj; o pensamento de lo ios
isamigos da ordero, da todos aquelles,
que no plano da Independencia vira no
termo me no das instiluices liumanas a
estabelidadd e salv^co do Biasil, be a
coruuli'Uco da Monarqua Constitucio-
nal. Nao nos es juaga que foi ella o pri-
meiro prararnma d0 Dia 7 de Setembro :
sem ella nao ha sulvacio politica, nem
Iib.'idade, nem consideracio exterior,
para osfilhosda Santa Cruz : sem ella, o
Brasil tepresentaria a miis anillante l'ir-
ca na scena das Naces modernas, lio
ariltante e ta5 desgranada como a do Me*
chico. Sea' possivel em noma desta au-
j;uita Independencia era honra das re-
cordaces gloriosas dessa poca de iti-
Ibunasmo, dabrio^ da valor, de patrio
ti ni de rleci io, a de herosmo, sera'
poisivel lijut c.inci!i9y eutte todos os
partidos que fracciooa o nosso Poto, por
obj ct >s menos retes do qua de puia com-
petencia eainbiio? S*ra' poasivtl cha-
mar roda do Throno o homeos de me-
I rilo oda concideraco de loos ospaili-
dos e fasallos trabalbar era con mura
para a prosperidad da Patria que> lodos
tiasem nos labios, mas que inultos apu>
ululio erasua* aeca ?
E como f Ttuar essa efusfo milagro-
sa em cojo su.^esso o lh-a-il seria salvo?
Parece qua neste m nnini todas as vistas
se rolla espontneamente paraoGover-
uo : cartamento be ah onde podara a-
char se o primeiro elemento para essa
gando fui lo de honra nacional, Infelis-
meote porem o* Podeies do estado de-
positados em mos de homens disidentes
se acliao tamiiem em opposioio le o
m*is Urrivel da todos os noisos males.
A Naci Brasileira deve estar desinganada,
rellar sobre si mesma, e salvai-se. Mura
inimigoformidarul, o mais ferozde to-
dos os inimigos da sociedade, o Dama-
gogismo nos ameaca ; altanado com os
seus sulosos cnieis nos campos do Rio
Grande do Sul se estande mais longe e
com os movimentos da strpente volteja
pelas outras Provincias illudin lo, amea-
endo, a fraccionando, p*ra depois f >r-
tars: de victimas e de estragos : cum-
pre poil reunir, e resistir. Reunir p>r
amor da Patria, por amor da propria
existencia } resistir por hunrt. pjr de-
ver, por interesse por gloria do da j
de 6ttembio que foi feito para perpetuar
a umio Brasileira, paia ahrir-llie os au-
naes da liberdade, e hj para autborisar
adarisio interna e consagrar o perju-
rio. -
Julga-se que o systama Constitucional
seja insullioienle para conservar a or-
dem interna, roncurrendo de alguma sor-
te para animar a sediccao ou pela blan-
dura de suas operaces, ou peas delon-
gas, que assim mismo estas soQrem na
sua expedivo, Daqui tera resultado re-
ciprocas increpa<;5es, quealguma justica
conten, masque nao sao de huma con-
clu-oabsoluta, porque vemos, qusquan-
do sa abroas poitas ao arbitrario gme-
se da mesma foiie como no Para'. A
iii parece-nos que em tildo nos dlia bo-
je o h mi espirito, e tambera a boa dir-
ccio da poca da Independencia : hura
p >vo sem patriotismo ha incapaz de
nicionaliJaU Longe de increpar n n-
dole do .-ystem, devenios acusar aque-
les q' taut' a debilitaran (asi hoja os q'
mais se queixio porque se virio no la-
go que armavio a outro) s.b a cor da ra
salvar o Poro da preponderancia do
Tiirono. 'Perneo se Aquella qua ici-
luu a lu ispendencia e proclimou a Li-
birddd-.1 j uio se lemeo s<, quiaeraQ p.f-
del-o, o Throno foi despido da moi
parte das prcrogativas. e auetoridade pa-
ra proteger punir, felicitar, e guardar
o Paiz. Des que esta fraques foi reco-
nhecid* a inlegridada do Impario foi a-
'iieacada,a prosparidade nasceute em todos
o i ramos foi oprimid a forga des'apareceu,
o mrito nio teve valor %* honrras cvicas
forio raeno-c.ihada, e pertendeu-^e ludo
supprircom tancas! A ambigi desper-
ara, as tencas nao podando chegar pira
todos muitos querem ter o juz d'hum
equivalente. Choremos sobre os nossos
eiros polticos; elles nos tem cauad
mal s infinitos: a gloria do Brasil, anas
mstituiedea, sua liberdade sualndepen
deucia lio afuscadas por grandes
nevoeiros : d dar os erros, sera' o preludio do dia da
concordia desse dia no qual o Sol pu-
ro do patriotismo tari' brilhac em toda
a sua claridade rn renturoso porvir, o
se npre faustoso 7 de Setembro. Esta
Dia foi o di Unio Nacional, sem esta,
elle perder* a valia nos eoraces Brasi-
leiros, sera'riaca lo da Historia e a pe-
nas fara' lembrar a catrastrophe do miis
be tu fundado Imperio.
PAUTE 0FF1G1AL.
BIO DE JANEIRO.
CMARA dos SENADORES.
Ses sao do dia i7 de Julho.
Presidencia doSr. Mrquez de Baependy
Aberta a Sessio, leu-sa, e approvou-se
a acta da aotei ur.
O Senlior primero Sacrelario fez o
expediente.
Oidem do dia.
Segunda discus^o do Piojvcto letra -O
sobre meJiddi repressivas a importaco
de Escravos. La-ie o artigo que be o
segiiiute. .
Ait. i. He prohibida a importirio
de escravos, e de pretos. hvi es no territo-
rio do Brasil.
M apoiada a emenda -e Miint-.
t*ici em aeu vigor a Lei de j de No?
verabro de 3 i, na pane em que por esta
Le nin for alterada. Lucio Salva a
redacio.
He apoiada e entra em discUssio a se-
grate emenda.
Ha prohibido o coinmercio de escravos
aovos Cassianuo.
Excepluaodo-se os que forera Cididics
Brtiletrev* M. del5ibiccoJ>
He apoiada e entra igualmeate em dis-
cu-sio.
Jiilgada a roattriasuflicienlemeiite dis-
cutida he approvado o aitigo i. a
todas as emendas sio ng-itadas.
Segue-se a discussio teguinte :
Art. a. Nio se comprebeode na prohi-
balo :
i, Osescravoi matriculidos no ser-
vicos de embaicaces peilencentes aquaE
quer N*go, urna vez que se verifique a
identidade 'das pes-oa-, avista do p so-
porte, matricula e mais papis de cada
embarcatio.
a. Os escravos, que regressorera de
huma para oulra Piovincia do Imperio,
tendo fgido ou tb.io'o por consentimento
de seus senhores, huma ez que taes
circunstancias sejo provadis por at-
testados da Polica ou Authoridades l-
caos.
Senlior M. de Baibaceaa manda a
Mesa a seguiute emenda.
Ao primeiro depois di palavra os
escravos accresoente-se e pelos hvres
o mais como es'.
O segundo seja substituido palo 6e~
guinie Os escravos qu regressireu) ao
Ura-il, tendo delle fgido ou sabido por
consentimento dos senhores. A pas^agem
de huma pira nutra Provincia do Imperio
nio se comprehende na importicio.
He apoiada e entra em ditcussio.
A discassip fici adiada, pelo hora e
o Senbor Piesidente marca para orJem
do Ja 180 seguinte :
Primeira discussio do projecloM
desleanno que concede Loteras para a-
ruoitisucio do papel moeda.
Continuacio da. segunda discussio do
Proj' cto O addiada pela hora, e as mais
uuUriis dadas para huje.
L vautou-se a Sessio as duas hora* da
tarde.
PERNAMBCO.
GOVEKNO DA PROVINCIAI
Expediente do dia 5 de Setembro.
Ofllco Ao Coramandsnte das Armas,
para informar s< bre a prelenca do Part-
cular2.* Sargento do 4*Corpo da Atti-
IbaiiaJoa Piul.eiro Gunles i|ue no-re-
querimento que se Ihe envja pede ser pro-
movido ao Posto de a." 'Pnente.
Dito Aomesmu para lo'ormjr a res-
pritodo que no tequeiimento q o se lita
enva pretende Antonio Jos Teixeira
Bastos Tenente de 2. Linha a fiai da
(|iie posa a Presidencia cumprir o l)esp-
cho do Coiis.lbo Supr-ni UUrpio8
liJoein dito requvriuieuto.



2
Dito Ao mesmo para faser publicar
< m unlein do Oa a Provisio do Con.-dho
Supi* mo Militar de 3o*de Junho ultimo
sobre o descont das mensalidades a todos
us OlIicFaes que contribuirera para u Mon-
te i'io.
Dito Ao maimo, prteepando-lhe ,
que fora conctdiu mau seis mezes de li-
enea na forma da Le i ao T** nente Avulso
da l. Linha Joalgim'io Ribeiro Roma ,
u fim de tratar deseos negocios.
Igual pai tecipaca toi dei igida ao Ins-
pector da Thezourarin.
Dito A o Inspector da Thi-aouraiia ,
para licar n i.itelligeruia de que por Avi-
zo da Secretirii da YJaiinha de 8deA-
gosto de-te anuo foi apprcvada a medida
q-.e liavia a Presiducia lomado de inundar
vestir os lecrutas, que tem viudo de ou-
tias V ronncias quazi ns.
Dito Ao mesmo enviando para sua
intelligencia e execuca em cazos idnticos
Provisao do Cooselho Supremo Militar
de 3o de Junho ultimo sobre o descont
da- incnsalidadej a todo os Ofliciats que
contribuirn] para o Monte Po.
Dita Ao mesmo curiando copia do
Aviso da Serretaia de E.tado da Fazenda
de 27 de Julho ultimo pelo qual ver que
o Requerimenlo de Dider Roberto &. C.
podiudo a re-iituica de Direitos que paga-
rao n'Allandega no despacho de urna por-
cao de ColxeUs, por julgarem excesuiva
a avaliaca da Pautt foi indeferido; e
bem assim qua a Paula das Alfandegus s
hi< p le reformar nos termos do Artigo 26o
do Regulndolo para eota seren apph-
cados os Artigos 255 e a58.
Dito Ao Presidente da Reliea ex
gindo que remeta a Presidencia urna
copia authaotica do Ausento do Copselho
Ulti amarino da 28 de Marco de 179a le-
lativ'o ao modo de contar o lempo de Ser-
vicos Militares prestados em Campanba.
Dito Aos Inspectores do Assucar e
Algoda convidando os para o Cortejo do
Dia 7 do crrante.
Dito Ao Director do Curso Jurdico
deOlinda, commonicando lh"e que tendo
o Governo da Sua Magestade O Impera-
dor Grado inteirado de baver o Doutor
J01 Capistrauo Bandeira de Mello accedi-
do ao convite que Ihe fora faito pela Pre-
sidencia para prestar-se a txplicar aos Es-
tudanles do 5. Anno do referido Curso
as materias da l.n Cadera; cumpre qua
assim o faca constar a Cougreg..c,a dos
Lente?.
Dito Ao mesmo enviando Ihe dif-
identes im presaos sobre a distiibuica daa
terres as Colonial Ingtezas e outros ob-
j'-ctos rrlitivos aColonisaca da A usina
Meridional quepodem ser de muito inle-
resse para as circunstanciaesacluaes do Im-
perio a fim da serem depositados na Bi-
bliotheca oude sa ihes dar a publicida-
de neetssaria.
Dito Ao Promotor Puhlico para
promover a aecusaca contra o Estivbo
Pinto o qual tendo recebido de Fran-
cisca Gert'udes a importancia de tres an-
uos dos servidos de urna Afn ana em Maio
de 1834 nao tntrou cflm ssa quaotia
para os Cofres Pblicos como coruja do
requerimenlo da Sunplicante recibo do
dito Escrivio e Oflicios do Juia de Diiei-
to Nunes Maxado e do Inspector da The-
zouraria que se Ihe enviad.
Dito Ao Inspector do Arsenal de
Marinha approvando a denominaca5 de
Esperanca de Beberiba que deo ao
novo Cter como parlecipou ato Officio
ds 4 do correte.
Relacao do Ponto dos OfGciaes e roais
Empgados da Secretaria da Provincia,
pe (encent ao mez de Agosto de i8j7.
. Official Manoel Izidro de Miranda fal-
tou um dia.
Dito, Francisco Xaviere Silva, com-
pareceo.
Dilo, Antonio Joaquim de Mello Paxe-
co faltou um dia.
Dito, Autoio Ji d'Ovtiia, com-
parei-eo.
Dito, Jos Xavier Faustino darnos,
faltou ireze dias por ter tido licenca cora
venrimento.-
Dilo, AnloninoJoi de Miranda Fal-
ci est da lictnca san f encnenlo.
Escripturario Jos Ignacio Soares de
Macedu, nompaieceo.
Dilo, Domingos Jos Soares compa-
reco.
PorUiro Verissirao Antonio de Matos ,
cun pereceo.
Continuo Jos Fiel de Matos faltou 6
dias cum oauxa justificada.
Secretaria da Provincia de Pernambuco
5 de Setembro de 1837.
Manoel Paulo Quintella,
Secretario" Iuterioo.
DIVERSAS REPARTJCOKNS.
TRIBUNAL DA RELAgAO'.
Sessi5 de a de Setembro de i837.
Na appellaca Civil do Juiso de Di-
reto da 2. Vara do Civel desta Cida-
dw *C< iv. Chaves, appallante Jos xhomaz
de Frailas e appellado Ignacio Alves da
Silva S tas embargos ao transito da sentenca pela
Chancellara ; se julgou pelo dispreso dos
ditos embargos.
Na appellaga5 Cirel do Juiso Muni-
cipal da Villa -Vigosa da Comarca'deSo-
bral Provincia do Siara' escrivaS Clia-
vesf appellanle D. Antonia Mara da An-
nunciicaS e apellado, Manoel E?torgo
de Brito e outros, foijulgado nullo to-
do o Processo por "falta de conciliac5
quanto ao appellado dito Estorgio; e quau-
to aos m.is appellados foi confimada
a enlanga recorrida.
Na appellaca Civel do.Juiso Munici-
pal da Villa de S Joa da Provincia da
Paraiba escrivaS Chavea, appellanle An-
tonio Tavares de Faria e appellado A-
maro da Costa Romeo; foi confirmada
a sentensa deque se appel|ou.
Na appellaca Civel do Juiso do Civel
da 1. Vra desta Cid. Escriva Chaves
appellante Luisa Mara da (CoAcuica,
appel'ado Jos Fernando da Cruz ; foi re-
Torrrada a sentenca appellada.
lH) dia de apparecer do Juiso de Direi-
to do Civel da Villa de Goiana escriva
Bandeira, appellado Francisco Xavier Vas
da Silva e appellante* Antonio Vieira
B3rges,e outios; foi o mesmo julgado
empiocedenie.
Na appallaea Civel do Juiso do Orfioa
desta Cidade esciiva Rehallo, appel-
lante Anlouio Joaquim de Almeida e ap-
pellado Alberto Liveniere, em queoppoz
embaigos o dito Almeid* ao transito da
senienga pela Chancellara fr o 'mesmo
dispresados mandando-se cumpiir o Ac-
corda embargado.
Na appellaca Civel do Juiso dos au-
sentes da Cidade das Alagoas escriva ,
Ferieira ; appellante o Juizo e appella-
dos Amorim e Sacavem ; foi julgada a
conrirniica da sentaoga appellada.
Na appallafa Civel do Juiso do Civel
de->ta cidade, escriva Poslhurjio, ap-
pellante jo-el* Mara Joaquina de Mello
appellado Jos Francisco Maitinsde Al-
meida; foi confirmada a sentenca de q'
se appellou.
Na appellaca civel do Juiso Municipal
da cidade das Alagues, escriva Ferreira
appallante D. Rita tgnacia cithaiina do
Reg; e appellado Miguel Alcanjo da Cos-
ta Pc-nha ; foi julgado nullo todo o Pro-
cesso por falta de nomeaga de Curador
aoi Orlaos autos de sentensa etc.
Na appellncao' Civel de JuiO Munici-
pal da Villa de Maceio, escriva Chave,
appellante Joa Francisco Ferreira, e ap
p-llados Jote Correia Paes, Manoil Joa-
quim do Nascimerito, e outros ; foi jul-
gado pala nullidade do Proce-so por ha-
ver sido incompetentemente tractado ao
Juio de Orfns.
Na appellaca civel do luiao de Direto
do < iv.,-1 da (amirca do Brejo da Madre
de Dos escriva Chaves appelUntes ;
Joe Biserra de Meneses e Sera ti m Fran-
cisco da Silva e appellado o Padre Fran-
cisco Alve Biserra da Meneses; foi jul-
gada pela reforma da sentenca appellada.
Na appellaca Civel do Juiso dw Direito
do Civl desta Cidade, escriva Rabello
apptllacite Joaquim N^guera F.mre, e ap-
pellado Manoel Jase Vas de Oliveira ;
foi a sentenca appellada confirmada
nhuma parte ,e revogada ero outra ; pa-
gas pelo appellado duas parteadas rustas
e huma pelo appellante.
Na ppellaga Civel do Juiso do Civel
de-la Cidade escriva B*ndera appel-
lanle Manoel Antonio ala Silva Mola e
appeUado Antonio Josa Perera de Men-
donga e queoppoz embargos o ditoMot-
ta ao transito da Chancellara Ibra os
tnesmos j oiga dos pro vades ruvogado
o Accorda embargado, e a sentenca con-
tinuada.
Sessodde Setembro
Na appellac*> Crime do Juizo de Direi-
to da Segunda Vjra do Crime de*(a Cida-
de appellanle Daniel Antuues dos Rei< t'X
Juiz de Paz do 2.0 D stricto d Santo
Amarnbo da Varzea e appellado Joa-
quim Coneia Gom-s do Almida ; se jul-
gou 'iue a vista do .n t. 1 \o e i87 do
Cod. Penal nao davio provimento.
Escrivio Chaves.
Na appellagao cival do Juizo da Dire-
to da segunda vara uo civel desta Cidade
appellaiiln Aotij Joaquina Xavier, e ap-
uellado o Padre Anlouio Joz'e de Souza ,
Escrivio Ferreira; foi a aeolenca refor-
mada; julga ios provados osembaigos de
terceiio.
Na appellaca civel do Juizo de Direto
docivtl da Villa de floianna appellan-
ttt Joio Muniz da Silva, e sua mulher e ,
appellados Antonio J^se de Freitas, e
su.i mulher: foi confimada a sentenca
recorrida Escrivio Rebullo.
Na apppllacio civel do Juizo de Di-
reto da segunda vara do civel desta Cida-
de appellanle Joatina Mara do Garmo
come administradora de seu filho, appel-
lado Antonio Ferreira Duarte Velloso ,
Escrivio Rebello : foi a mesma sontenga
relormada.
MEZA DAS DIVERSAS RENDAS.
A pauta he a mesma do N. ia5.
OBRAS PUBLICAS;
1 Illm. e Exm. Snr. Emcumprimeo-
to as Ordena de V. Exm. remeto a rea-
cao do ponto dos Empregados da Admi-
nistrado' a mea cargo.
Dos Guarde a V. Ex. Adromistraca
Fissal das Obras Publicas r. de Setem-
bro de 1837. Illm. e Exm. Sor. Vicen-
te Tliomaz'Pires de Figueredo Camargo,
Presideute d'esta Provincia. Amaro Fran-
cisco de Moura Administrador Fiscah
Pjntodoa Empregados da Administraca
Fiscal das Obras Pohlicas em lodo o
mez de Agosto de 1837.
Alnv xarifi) Tbasoureiro Pagador Tho-
maz Antonio Nuues, cooipaieceo todo o
mez.
1. Escripturario Bento Bandeira de
Mello i\ 111.
a. Dito Elias lose Martina Pereira ,
faltuu o dia 18 e juiticou a Lita.
Amaunatnse Aulonio Francisco de Mou-
ra, rompareceo lodo o mez.
Dilo Anselmo Jos Pinto de Souse ,
I Jen.
P01 teiio Luiz Francisco de Paula,
dem.
Continuo Francisco Boige9 dos Santoi
Lessa faltos os dias 6, 7, 8, 9. 11, 1
e 14, justificla a f-.lt*.
Apontador Geral Joa Pacheco de Quei-
roga comprtelo ludo o me/..
Fies dos armasen* Jos Ignacio Ribei-
ro, dem.
Dito Marcelino Jos Lopes dem
Administraca Fiscal das Obras Publi-
cas I. de Setembro de i337.
Amaro Fracisro de Moura.
Administrador Fiscal.
Nos dias 16, 18, e 2o do correte mex
lera' lugar a p pella-roor du S. Pedro Marlyr de Olinda
oreado em Rs. 5:988^44- 0i l-cilan-
1 es ar convidados a coiopaiecer compe-
tentemente *.ibilitados do Fiadores ido-
neos em os referidos dias a darem os aeus
laQccs na Repartiya dss Obras Publi-
cas onde esta pateles os respectivos or-
camenlos para seiem examinados pelos
pe tendentes em quatquer dia mil as horas
do expediente.
luspeccio das Obras Publicas i. de Se-
tembro da i837.
Moraes Ancora.
ARSENAL DE MARINHA;
Illm.e Exm. Snr. Deixando V. Br
a micha escolba o Kome para o novo
Cter, que, se for posaivel cm hnr-stj
a carreira ,"deveia'ir ao mar 110 da I;
pelo ciescimenlo ds aguas terdio aaailM
a honra de scient fi.-ar a V. Ex. que o
vou denominar Esperanca do Bibiii-
be por tev elle construido as roar-
geus desteRio, o em rujas marg-ns lia
esperanca de ser o engran Jerimenloe f r-
necigfcito desla ridade : se V. Ex. assim
se ^Ktr approvar.
Dos Guarde a V. Ex. Inspeccao do
Arsenal de Marinha 4 1837. Illm. e Ex. Snr. Vicente Tbo-
mazPiresde Figuaredo Camargo, Pie-
siihnle da Provincia. Antonio rVdro de
Carvalho, Iuspiclor do Arsenal. Foi
aprovado.
Faz-se sciente aos Operarios do Arsenal
de Marinha q* boje 6 do coi rente te pa-
gara'a feria vencida no ultimo de A-
gosto.
Inspeccao do Arsenal de Marinln 6 de
Setembro de 1837.
Antonio Pedro de Carvalho:
Inspector do Arseoa'-
PREFEITRA.
Parte do dia 5 de Setembro.
Illm. e Exm. Snr. Fora presos a
raiuha ordem e liver. destino os in-
dividuos seguintea : Vicente Ftrreira e
Agostinho Correia pordos, pelo Sub Pie-
feito da freguesia da S por estarem pro-
nunciados por Crimea de ferimento ; Do-
miugos Jos Frrera tambem pardo,
por um rabo de Polica por ser desor-
dero ; e Francisca pela escrava de
Benlo Gonijalves pelo conimandante da
Guarda da Ribeira da Boa-vista por es-
tar fgida.
Nao consta, que bouvesse mais novida-
de.
Doos Guarde a V. Ex. Prtleitura da
Comarca doRecifs 5 de Setembro de 1837.
Illm. e Enn. Senhor Vicente Tilo-
mas Pires de Figueredo Camargo Pre-
sidente da Pioviucia Francisco Anlo-
uio de S Bureto, Preleilo da Comar-
ca.
O Illm. Sor. Prtfeio d'esta comarca
manda faser Publico que na cadeia d'
esla cidade exisleo pretoria nome Anto-
nio escravo de Joaquim Canuto de Fi-
gueredo o qual fora preso na noits do
dia 17 do mez prximo pissado pela x.
palrulba de Polica do districto do Car-
mo,por ter fui lado doisbahus, estar
fgido.
Recife 5 de Setembro de 1(337.
Francisco de Banos Falcan* t.avalcanli d'
Albuquerque.
Secretaiio da Pitfeilura.
EDITA L.
A Cmara Municipal da Cidade do Re-
cife.
Fz saber que pelo Juia de Direto
da 2." Vara do Crime desta-Comarca
Ihe fora feila adetida, paritiipaca so-
bre haver designado o da a5 do Cor-
reata ratz, per as 10 horai d inanha
para dar principio a Sessa judiciaria dos
Jutados, na caaa de huas Seawoeoa 1 em
consequencia do que, lando se K-ito osor-
tiamento na conformidade do Cdigo do
Piores-o Criminal, focaS sortiados os
6j Jurados, que sao os seguintea :
Doulor Fehppa Jansem de Catira e
-L
I

aV
I


\
DIARIO DE PERNAMBUCO.
*MMWII IIH......IMP
Albuquerque. Manoel Angelo di Pai
xa. Francisco Manoel Carneiro. Ma-
tol Anacido Mouieira de carvalho.
Joa Piulo da Motta Nunes. Franc'sco
Xavier Carneiro Lias. D^utor Francis-
co Xavier Pereira da Brit. Coronel
Francisco Jacinto Fereira. Tonente Jos-
quim de Pontea Marioho. Joa Fernn-
des da Cruz. Joa Ignacio do Reg.
'Pnente Coronel Jos Joaquim Coellio.
Joa Caroerro Maxado Ros. Fiancisco
Cavbanle de Mello. Antonio Pedro de
Barros Civaloanti. Manoel dos Santos
Canteo. Jos Alexandre Fr/eira. Fran-
cisco Porreira de Carvalbo. Jos Joa-
fjiiim do Espirito Sanio. Manotl Card-
lo Ay Temme Coronel Antonio Carneiro Ma-
xado Rios. Francisco Carneiro Maxado
Uios. Luiz Candido Carneiro do Cu-
tilu. Jos Venceslao Alonso Rigueira Pe-
reir Basio. Felis faes da Silva. J-'a
Ferreira da Cunha. Maooel Grigorjoda
Silva. BentoJosda Costa. Pedro Jos
Nunes. Manoer-ThomaZ Rodiigues Cam-
pello. Alteres Jog Baptista de Sousa Le-
mcs. Henrique Tope Gira. Antonio
Miguel da Barros. Franci-o Manoel de
Almeja Catanho. Pedro Jos Cardoso.
Antonio Raposo Falca. Alferes Igna-
cio dos Res campillo. Alferes Antonio
de 01 Ve ira Civalcanti. Joaquim Henri-
quns da Silva. Trajano B>ptista. Ma-
l el Lobo de Miranda. Anw nio Cordei-
a Cunta. Luit Antonio Vieira. lu-
e Mello Pitta. Joa do Reg Fal-
Josa Zaferino d'Araujo. Cosme
Jo-e Guedes. Jos Lopes Bosi. Jos
Ferreira de Mello. Capitn Antonio
M H9i I de Maraes de Misquita Pimen-
tel. Manoel Pinto da Motts Nunes. Co-
liego Antonio da Cunha. Jos Das Mo-
i- na. Antonio Gomes Pessoa. Padre
Francisco do Reg Barros. Antonio de
S e Abuquerque. Joa Baposo. Joa
de Dos Moieira de Carvalho. Teen-
te Coronel Manoel de Sonsa Teixeira.
Os qoaes ta os que deverao' servir era
dita SSsao', sendo para cujo fim em
virtude do art. 236 do mesmo cdigo ,
convidados pelo piesente,e bem como
todos us mais inte.essados a comparecertm
no dia, e hora designado nob as penas
da Lei se faltarem.
Paco da Cmara Municipal da cidade
do Recite 2 de Setcmbio de 1837.
Jos Maxado Freir Fereira. da Silva.
Pro Piesidente.
Fulgencio ltante de Albuquerque e Mello
Secretario.
ANNUNCIO.
O Sor. Juiz de Direito da Comarca
do Rio Foruioso manda aser Publico,
qut 110 dia 1. deSulembro *e abre nes
ia Comarca a 2. Sessa Ordinaria do
Tribunal dos Jurados, e todos aquellas ,
que Uverem de faser defisa ou censa-
Cd compiresso no dia mareado.
Rio Formoso 7 da Agosto de 1837.
O Escrivao' do Cr mu.
Joao' Piuhert da Palma.
INTEBIOR.
A' pretexto de rnsnutencr da ordem ;
i pietexto de cbatnar a atteuca da Op-
posica da Cmara dos Deputados, para
o ponto que s cutei.de deveria convergir
o espirito vertiginoso de dtsordera ; aquel-
Je (utsni.i espirito que por algumas vetes
iia de balde tentado a separaes d'esta Pro-
vincia da Corte Central, da iovo resmga,
ecom tanta maior impavidez, quaoto he
intenso o desconieniamento geral, cottra
a Adioirustraca Central, equanta he a
intensidade do publico lmeuto n'nma cli-
se em que tudo parece locar desespe-
rado, em que todos os gneros, de pri
meia uecessidade esla por 0*9 pi eco
mais do que nunca subidos; em que se nao
echa carne nosacougue^, e que finalmen-
te parece oprognoitico de anda maiores
calamidades; poique nenlmma Autboi ida-
de cargo de quera estofa o velar res-
pailo, com isio .-e importa antas d-se
cier, que urna secreta ccnspiraea ex-
iste para isto mesmo que se quer de pro-
posito, e adrede levar o povo desespe-
riiqa ver se si d'esl'arle rompe por
algum excesso,. e a suspirada anarebia
vem por o sello e o esmalte a grande obra
principiada pelas AUthoridades mesmas.
He isto tanto mais digno de reflexa,
queu io se nao pode negar o psrigo*o da
crise, e a facilidade, que por isso teda
de qualquer babil demagogo sublevar a
multida, que de ordioano muito aciedi-
ta 110 que falla com enrgico entbusias-
mo nos direiios impn-rripiiveis, e iualie-
navais ii> Cidaio. Ha mneg^val, nem
nos podemos sulitrahir conliso, que
pela rac parte sao verdadeiros os fados,
que por ventura apresenla os innovado-
es; he inoegavel que s escndalos ,
que jamis se vio nos Goveinos p'ssados.
sao boje ta corriqueiros, sao objeclos t?5
manuaes, que condantando feo* ultimo^
com os piim'iros, crer-se-hia queenta
existamos u'um Gorernu liberal, toda
a prova eque hoje se existe nos ferros.
Mas: seioa integridade do Impeiio, a
unio com o Rio ele Janeiro e as demais
Piovincias, as causas productiva; do ge-
nio do mal, que parece presidir es desti-
nos ineeitus do Brasil ? Quem aniaveiia ,
lia poucas anuos atraz que abatida a bv-
dra que babirava o gabinete tenebroso,
irstaria raonst'oa, que ousassen; empe-
cer a ieguUiil.ide do andamento da ma-
china social? Quem nao qae 08 pre-
juiso9, e Dteresses nao menos srdido*,
como a ambica, a fita de patriotismo ,
o patronato escandaloso a cobica insacia-
vel Oe amontoar iiqiu-/-s, despeito de
que a Patria reduza-se cinsas cegao bb
Authoridades, cega os Cidados masm<>s,
ao ponto de nao poderem consentir, em
capitular com os negocies pblicos !
De urna outra exlremidide do Impe-
rio, um grito unissono ntumbou Fe
deraca Federaca haixo o Governo
Unitaiio, a centrali'icio empece a pios-
peridade das Provincias, Essa grito que
penatrou o Sanctuaiio do recinto do es-
colhidos da Nato, repercutindo d'esse
centro de luzos para lodosos pontos ate*
onde chtgon sua infl enra, deo em re-
sultado as reformas fedei*tivas, de que
boje gozamos, asquaes, afrouxaodo os
lagts ds cerilralisaca desatara os bra-
cos das Provincias, para promoverom ca-
da urna, oque bem eutendesse doseo
progressivo melhoramento. E o que vi-
mos? As Assemblo Provinriaes, espesi-
nliarem, como jamis fez a Geral, os eos
mesrnos Committentes, os spos Concida-
dosloces A nussa Assembla Proviuci-,
al, por exemplo en lytoo a carien a dos
seos aelos Legislativos, com a nunca es
qi eci la L i d> t-u p nso das garantas in-
dividnaes, e isto por o~casia5 d'uma in-
Surreica de Africanos.... Tributos, e
tmistiibtos ai rojados sobreopovo, e
pie-se dizer que as comepces Legis-
laiivas dos nossos Deputados Piovinciaes
u m pro jacto n^ appareceo que nao re-
conhecesse a necessid'de de mais um tri-
buto. Seria caso a Grie do Rio deja-
tieiio, que Ibes -conreinava este comp r
lamento e seria elles os pupillos aulho-
matos da Corte? Eeste ensaio de desmem-
braca, nao nos terve de experieocia !
Que resultou ao Pai de querer casmera-
brar-se da Corta ? Da urna Provincia ame-
na rica, e civilisada reduzio se aots
lado de biibardade, retrogradou a um
annqiiillaniento tal, que apellas ja se pro-
nuucia o noine do Para. He mi-ter pois,
que os e>quentados, imprudentes bombei-
ios, se alguns sentimenios de jud ictismo
os aui.-na nrt aticem o fogo levoluciona-
rio q ue alimentado enla por um mon-
tan de oinbustiveis. accumolados por
causas infinitas qui possa extinguir-se ,
e urna interminavel guerra livil nao nos
arrojar a peior e masmo seremos con-
duiiJosselvajaria. Tire se aos Podeies
Administrativus a possibilidade ta vivt-
lem deabuxos, d'extorses, e inimorali-
dades; estabeleca-se urna escalados em-
piegos pblicos de soite,.que ale-se ao
Poder xecutivo as m-s para os paire-
natos, tenha os Sai vid .resda Naga os
Empregados Pblicos, urna garanta nos
seos officio, para nao poJereru ser desti-
tuidos a alvedrio e caprichos das Autho-
ridades Supunqres, e ua teremos a ne-
ces-.idade da decantadaS9pua(a5 da Cor-
te, que nada menos importa, do que a
proclamaca do Governo Republicano, a
deslruica tolal da Cooslituica este pa-
ldio ds publicas liberdads, esta Arca
Santa que se n deve ia tocar tQ a miu-
do e que talvez por essa m.mia Brasileira
sofiremus os males centra que clamamos,
seiti attendermos, que fora os resultados
da nossa inexperiencia, dos n nos, da nossa coiiii; b. em nada conser-
var moa: e a cada passo antolbar-nos o a-
nhelo de raedai^de formas de governo.
Bastante satem demonstrai'o a injpOS-
bilidade u'um Governo RepubCaiip no
Brasil, mas, nem os laciocinios nem a
experiencia dos nossos \i-inlios Hepa-
nhoes, nem mismo a pjropria experi-n-
cia do que temos scffrido itios ditTe-
rentesensaios, para o republicanismo, fal
la d'uma mam na ronvcuienle efniritol
atiabilarios que ns do oidem geral ,
vr-'ina oidam qiieauhcl.. Toda a na
turczi be verdade, lende peifrica;
mas ha preciso nao perder de vista que
esla peifeie^ ptocede por de envolvi-
meotcs indicados, seguidos, o gradua-
dos ; e se vai carura o fim quo a Nituie-
za indica, e inica o fim social, de d
que6s procede por saltos, e procura se
estabelecer urna ordem contrara indica-
da pela Naluiea e pelo espirito da as-
sotiac poli'ica do Pas, cid que habi-
tamos, e peor, em que nascemos. O
espirito Bi-siluro ua be Republicano,
ao contrario muito se senie da Ai islocra-
li.'o. E'depois, seaiiiule, se a ;gual-
dade e e emra o limitado d'un pas
fot mam a base do Gove no Rppublii ano,
Mpaio propu.i.i.ir df boa t para que osle se
estbelega u'um paiz, coDlra cuja iromo-
ralidade, grita-e todos o das 5 u'um pa-
\l que pioduz escavos, e que os I10-
uicujollun cun indifTei enea e orno se
lossein animaei d'uma nutra e-pecie in-
ilividuoi ingenuos, s per que con'ra rs-
lis eo-,e o fado casual deiiaserem d'u-
ma cor, mais 00 menos escura; e m um
pai, cuja va-tida de leccen he tal que
pioluud.imenle dis-.e um celebre e sabio
Po'iino: lie i'e: vccj mais vasto do que
tirilla ntca-sidade de o ser. Alem deludo;
se um* le nao be lal seoa tanto quanto
he gerai.ni nle recebida spprovada esanc-
cionada peo uo, nunca poderemos ter
e-pii(o Nacional, se, urna vez efeituada
uaia reorma na ConititoicaS Politiza,
traca-e ja de suld v.ir a muliida para ou-
tca e be nao p ocura esiabslecer a Oxi-
dado daiLeis, sem oque ^e nao p>de
Conccber ordem publica; porque, em
vio prot iimem-re Leis faca-se mudan-
caa legi^l^tiva^, se a razi univeisal, eo
espirito Nacional rrgeita ItesLeis, tes
m-jdancas.* Emlim ludo quer-se n'um
povo, qu nem anda ti-m um Commei*
ci proprio onde a sorte Ho povo d< pen-
de do querer d'um especulativo Commer
ci, meramente e de todo estraegeiro.
xal que em vet de li ms de governo ,
se trataste da constituir cosiuroe-; oxal ,
que a boa fe, e o patr olismo seguisseo as
mentes dosgovernantes ; que a Con-titui-
ea ibii-emais religiosamente enmprida c
o Throno mais reverenciado. Enla dias
felices, e de paz, se aproximai i. de ni
proporcio que o Sr. D. Pedro II.', u-
nica eperancas do verdadero Patrila
Brasileo, ch-gas-e maioridade.
(o Diaria da Babia de i9 d'Agosto.)
SCIENCIAS.
Novo Procasso de MuinificacaS.
Jernimo Segato a quem devenios nos-
sas melhores carlae d'Afu'ca, alravessou
em 1820 os defectos destaparte do mun-
do. Gbegando au valle que se extande
ende Mograb e a segunda cataiacta fj
teateeouuhl dehom d-.-ses furaces la
corrimiinsnaNuba que irauspoilafi moii-
taoba de aia a consid.ravil distancia.
Qjan^o o vento acalmoa o n>,S'0 viajan-
te continuando smsexcurses, percebeu ,
deitando-se no chao, aig.ima eousa queso
assemelhava a hum houuin ; ere com tf-
foito lium cadver em co-nplelo esta Jo da
conservapa : a carne e os msculos esta -
va .-eccos ecaibonisados, em haverem
experimentado alter.^a ilguoe apparen-
5
te. Segato aitiibuio naturalmente et
plienomeno a cea 5 do calor da ara ; :
julgou com razi ser possivel obteros
eaesmos fine servindo se de meios arliti-
Oacj anlogo?. S Jepois do seo regres-
so Itilia fui que elle comec.in as tu'as ex-
periencias e chegou finalmente a conae-
gui-rflg.ins re-ul'ados .-aii^fi. toii is.
Osc- ca adqiiiiiin consistencia : a pelle f os
muscuUs, osnivos, Al vea*, .1 g
ra os intestinos uies.nos 'i sofl na
alteraca. A pessoa conserea as su ifl 'ii
ci-s, a si; 1 o ma a sus t4t ,
Wb
, e nao ex~
ros piina-
ala cliero a'gum ; .-eus 1
ne-'em ta tlexiveis, corro os do huma
pessoa viva. A hmida fe, o contacto ar, oe vermes, ea a deteriorad ; ea ex-
periencia lem protado que a podera dear
u'agun por inultos das s^iu risco. final-
mente, iif -e observa mu lauca Fensivef,
seua no ptzo docorpo qae ditninTne. O
tjue ha de nolavel ainda lie que 01 cal el
los cusla oais a arrancar do jue nes p<*s
Malvivas. Os pastaros, e os pe xes nao
perderas penas, nem a cor, nem a pil-
le, nem as esamis; e os insectos conser-
van intacta alea menor das soas pr.i fes.
( )e Bevi-ia Brtanuica.)
(Do Parlamentar)
CORRESPONDENCIA.
Snrs. redactores Vi a resposla do
defensor dos Magistrados prolius em re*
posta a mirilla correspondencia con ti a o
Snr. Jui/. do civ>l e S. Auta era que
dizque he justo a sentenca da que le Ju-
iz, e que Esteva nao tero rasa cen-
cloindo ser eu hum caluniador. 1! m
e.-t dado o ponto da que.>tao': iste Snr.
tero qae provar, que he justos sentn*
ca daquelle j;iix eu promeito piovar ,
que ella he injiislissioa o publico v-dscr
o nosso Julgailor. Deixemo nes mais de
questao' : e a final saiba se quera l.'m
rssao'. S.u assignante.
O morador de S. Antio, ou alias do
Recite.
A V I Z O S DIVEltSOS.
k\t> Ilojeera honra a INDEPEND".N-
CIa. Uo Imparto se adiaut publieaco
do ECH da Region. 16.
Uf Joso Maria Seve, faz publico que
elle lie Senhor do Cilio denominao S.
Jos do Rio direito, cito no marca do Liuioeiio, por amitjavel compo-
sigao que fez com a vinva e herdalro. do
finado Proprietario Jos Barbosa Dim/, u
como quer vender < mesmo cilio, que
tem mil bracas de frente o huma legoa do
fundo, coberto a maior parle de nu.-s,
o d- vide em don" 011 (juatro pedacoa para
maior oommodidade dos pertendeoles,
tendo muito boas tenas tic Aigudao ;
quem o pirtender poile ir a .redar cora o
seu dno.
$:y O baixo assignsdo roga ?s II-
lustres Aulborid-i'es Polieiaw ou qu^tu
o eonheeimento deste ibegar, ou tenhao'
por noticia que no dia para 4 do tor-
rente llia desapareceo um 1 sua e;crav.i,
por no me Mara Bonita, bom conhec-
da nests Praca apoi andar vendenaio Pm-
delo' ; com os si^na-s seguintes: bastea-
teniente baixa e grossa do coi po ps
pequeos, det l s limacias, Ksxi d<>
rosto, eni una das cnac&cns do rosto Urna
Empinge bem visivel ; lev. ndo vestido
de assenio branco ct.m BoiOSJ de-boiadas ,
cabeca de algod sinho paro da Cost;
de listas eompridas jadesbotsdo; julga m
tstar acoitada pois o abiixo asignado ro-
ga a quam a teuha a mande lovar qur> pro#
mal le nao' us-r do IBOO que a !>ty Ihe
concede isto no praso d*8 das do coiitra-
rio proteala contra quem |be a tiver acei*
lada cura todo o rigor da L- y assioa como
esla prompto a pagar genero 1 -me a
quem le a denunciar protesta guardar
segredo otj Uvcn a a ca-.a em tora do
Portas n. Icj.
Joaqun Lepes d? Almeida.
^ & pessoa que aniiuuciiu o Dia-
rio d-oLtsm ur para t'ugar irau c.-tra-


DIARIO DE PEBMAMBUCO.

*
va e um m deque para o servico do
casa quereudo a lugar t dnija-se iu.i da Florentina oa penulii.ua
tasa da parle do oorte.
fgr Oabaixo asignado actual The-
soureiro da Lotera concedida a favor ds
obras da [gn ja de N. S. o Livramento ,
devead pagar aos portadoras do bhe-
les que ua traca da primar, Loleiia
i'oreon premiados sem que Ihe caiba in la-
gar das me-mi'S portadores os Jmeos porq'
fio uva rao tes bilhetes ; avisa pelo piezen-
te a todas aquellas pessoas (que pelo Diario
temanuunciaap perda-s debilteles da Lo-
tei 1.1 que qijanlo antes tratera dos em-
bargar pelos mcios competentes certas
de queassim o nio f gara desse bilhetes premiado, o ab-is.0
as=ignai.o nao esitar no pagamento do
premio a que tu oaprezeotar.
N. I!, da Cinhe.
Pede-seas Autoridades Policiaes
ecapiiies de campo que apprehendio
no casj de rerem auo neg; o de nome Joio
de tia.o Angola, estatura ordinaria, bar-
bado com fallas de denles na frente um
lombinho pequeo em urna orelh* apar-
ta de cima encostado o cabella, serapie-
es' a filiar e rouito mil, fugio a 2 do
correute, gratificar-se-ha com generosi-
i'(k-, a pessoa que o levar as 5 ponas
U. ai, loja di ulacambva.
tj- l'r.wii seo Maooel da Silva Tava-
res lem contiatado coin o Snr. Jo da
Fouieea Silva ( genio do Snr. Joauuio
Le nandi' J compiar Uio a parte qua o
rnesmo lera na casa terrea sita na ra da
Gamboa do Caimo desta Cidade D. |2,
se al .u-.mii julga-se com direit<> ni tina
parle, aouuncie no praso de tres das
xoulado* lo du 4 do cmante em diante,
*3F* O Sr. Manuel Jos Soares Ba-
lara I da liba da S. Jorge e filho do Sr.
Jote I^'iaiiode A'ela queira ter'abou-
dade de annunciu-a sua mirada.
-kV- O -bais assigoado rog eos Srs.
Administiaduies do Patiimonio dos Or-
o, que queir5 por cbtzequo lauca-
remas v stas sobie alguna is piopiiedades
do memo patrimonio, queseachio bas-
,, taniementeeudi ificadas o vistJ que as
mes.iias pmpnedades orio arrematadas
com condicao da mema Adininist sr obligada a mandar iadinisir as mes-
mas pi opriedade*, e f.izer Ihe os ooncer-
t.s queellas a-sim exigissem fe como os
ditos ^Administradores nao tenho cora-
pri io com a dita condicao por este mo-
tivo lie que 0 abuzo asignado dispot s-; a
iazer esta mesma lembram; aos Sis. es-
ptetivos Administradores.
Um-Que'XoBod'j me-mo mal.
*X5*TJ ifa pessoa que teiu alguns co-
nhfcimentosdeGrammalica e que tem
sido matada paia ensiuar, prop-se dr
Jices desta arieocia tendo lugar a pri-
meira no dia 18 do co rente, o> preUn-
ajeoles dinjao se a piaca da In lepen3en-
cia loja u. 59 fue se lias dir quai a pes-
soi que a isso se prope.
j3* Quem precisar de um pirlugU"!
de'ii anuos de idade de muilo bo'a cou-
ducta oqualda fiadora su, conducta,
para caixeiro de venda, mesura tora da
praca o qual tem bstanle ortica dete
negocio nunuricif.
67" A pessoa qus annunciou ter dois
gigos de gai raas vasias para vender, diri-
jaae a ra do Mosario D. n.
ff&* Ue-.eja-ae fallar ao Sr. Jo Jea-
qaim Gomes de Arujo ao Sr. Jos
ivlartius dos Saulos auuuuciem. as anas
inoradas.
y Na noite de A pra 5 d c-r ente
f taiao do serrado de lielem 6 quartaus
com os signats segu.ntea : a oastaahos com
es pea braucos um Lzio emgriu e3
lUisoa., um des'e tem a oielba e aparada: queui deile scub r ou der no
tici* dirija se a ra do Cabug.i' loja de Jo/.e
dq^Stotos Naves Companln* qu.- sera' ge-
ueozamente recompensado.
y eaeja-se fallar a eubora D. R0-
a Francisca Baiboxa du ftlir.nda para
negocio de tea interesse j e com jse iguo-
i a a sua morada queira tnaoanciar.
. C& Pieci^a-fe de am pequvno pira
caijteiro de urna loja de miutleza; oa ora-
ca d iuJepcndeocia n. i2.
|G)r Precisa-ae de urna pessoa ja idoa
para compras de urna pequea familia ; na
pi0c,a da ludepefldebcia o. ra.
Aluga-se o sobrado de 4 andares
rom armazeui no forte do matodefoote da
prenca,do Brito & Frrreira : quem o pre-
tender dirija-be a i ua da'. Cu/. 43.
a*3p* Pteciza se de um Feitor que tra-
te de orla e peinar, n < alterro da Bw*vita
casa do Medico Brito.
O" Roga-se aos Srs. Sub Prefeito* ,
.Hosta e mus Comarcas, e Authoiidades
Policiaes pessoas particulares quesou-
herem ou virera um muleque de nome
V.'lentiin, taco costa tle 14 a i7annoa
de idade e com os signaes seguintes : cor
pela coipo ai ero altura proporcional
a idade, cabaca e oralhas pequeas, olho-j
grandes e abugalhados e mt-ios veig>s,
nariz mats afi'a io do que chato boca abi-
cudada dtut cmprido peilo ouvado mijs e pes
proporcional pernas finas levou vesli-
.do seroult de olgodiu intransado e ja-
queita de rfscadinho, t>upp5em-se estar
tintado, o qual desapareceu em io de
Abul d > Crrente anuo o mande preo-
der e levar ilraz da Matiit da Boa vista
sej. unda casa a entregar a Manoel Eas
de Moura qae gratidoara' generosamen-
te*
(5^3* Pnecisa-se de um canoeiro forro,
ou captivo para se eucarregar de urna ca
nua d'.goa : na ra da praia no srmasem
de sal, a fallar com Bernardo Jaze da
Costa.
ajrjr Quem precisar de um rapaz bra-
ziliiro para caixtiro de ra, oa loja de
ftzendas e outra qualquer oceupayo,
dirija-se a praca da Boa-vista D. 6.
nencia ; por que sete p.^ssos de distancia
dos pontos deabiir, e unir 6Uiras no
ponto, que indica o Official General, be
cousa nunca vista ; e uem te pode prac-
ticar porque da voz aa abrir fifeiras tem
oolll uidc dar trez passos em frente,
um ou dois, pi'a angular a a ptda ,
( poiiijo diagonal) a lazer signal aos
JII'kus suputa para a cmtinenuia sei
antea do Otlioial General; e por conce-
queucia aqu temos booze passos que nao
se podem despmsT. Cumo isto lerilio
respondido ao Senhor Gi do ir-e pan ce n'.sto nada pesca.
Joao Baptista da Silva Manguinho.
lia da enanca ; quem o tvier annuncie.
VENDAS.
Collercio d. tos e lnsl uc-.'es (l--ta" Provincia do
Cjrronte armo de 18,57 ; per urna pataca ,
e as de 1-835 e i836 pel#o mesmo preeo ,
tolas em tormato de quarlo bom lypo ,
e mpres- ; na prapa da Independeucia
loja de livr. s n. 37 e38.
9W" Uai* loja de fzendas com pou-
oos fundos sita iu ra Direila D. 4'i; ua
mes ma.
*.IL#" A posseda um terreno no man-
guinho, com uma porco de ra.dairaso
lijlos : no beca da bomba D. 4.
*jqr Um ptimo i. fe a pose de iq
solos loreiros, em (paos se achad e tirio.-
das igi'ul numero de casas mu realejo de
coidas, a imm taco de piauno forte:
uo atierro da Bji-vi-tal>. iq.
J^> Botins de.Li-boa, aapatos aboti-
nado- ditos de daraque para Sentio-
ras, deludas as cores diltos de corda vio de
Lisboa ditos Fraucezes e chiquetos para
meninos botinzinho paia ditos chenellas
de manoqtiim para bomem e sapatoa de bi-
zerro franceses deumi sola e de duas-
marioqiiins emduzias ebastante sirlimen,
to'j de miudezas de todas as qualidadts tudo
chegado ultim.mente e por menos proco
que em outra qual quer parte na praca da
Independencia loja de Jos Antonio da Sil-
va n. 7 e 8.
jry Urna escrava moca cozinha ,
. lava a taz todo o aervieo de ama casa :
I rJ| u* ruJ da Pr,i' D 3.
*j_j. **-kT" Uina escrava
zinbeira, costureira ,- engommadvia e
leudeira', capaz de ser ama de urna casa :
no pateo de S. Pedro-casa D. a, que uem
. se mostrar, como dase a experi-
mentar as referidas habilidades.
1E^ Urna escrava moca, engomma
sofrivclmante cozinha o diario de urna
casa : u ^^ Pap Princeza feito era a liba de
Jeisy por um F.abieaute que esteve na
lab ica i!e Li>boa'como mesmo aroma e
gosto du de Lisboa a i loo a. libra a a > rs.
a oitava : na loja do Bandeira ra do Ca-
bug.
jcBT Urna escrava de 45 a 5o anuos ,
pfoprifl para o s.rvico de Campo : na ra
do Livramento D. 6.
ajjr Na ra Nova loja D. 9, de F. Re-
gord &C. te-n para vender luvas curtas
de seda para Sentiora, rajadas lauto aber-
tal como feixadas; viudas prxima-
mente de Prauca, o do ultimo gosto de
Pariz.
----- Huma grande porca de tijollos de
al venara giossa, assim como as porcei
que o. compradores quizerem postas os
obras por preco cmodo : a fallar na hija
ue miudezas da Euzebio P, C. ra do
Quciraado D. 5.
ESCRAVS FGIDOS.
, MAVIOS A CARGA.
Para o Rio de J-neiro
t#^ O Patacho Clara Capito Joio
Joze da Silveira sahir com toda a b e-
vidad.-: quem no mes no qui/er oarregar,
ou bu* de passageo, dirij.se a G. A. de
Burros, dtitraz do Corpo Sauto O. 67.
Quem annunciou querer asr^JJr,
a premia tob e pinhoiei de ouro- eluru-,
t-, acndo qaeira com o premio de'deis .na escrava cabra, mastra co-
porcentoao niez ; di'ija se ao uincbo do
Livramento L). 8, que se dii quem osd.
8^> O abaixo assignado faz-sciente pela
ultima vez a tudas *s oesseas que tam pi
uliores daoaro e prala em seu poderos
venha tirar e nao o fatendo os vender
paia seu embolso.
Francisco Antonio de Carvalho Siqueira.
Wp^ O abaixoassignadj, em resposta
a pergunta que Ibe fez um G. N. no
Ulano de- 5docon-enle declara ao mes-
mo Seuhor que nao euti-nii o o que o
abatxoassiguado disse a ie-qx.no do qua-
drado para a marcha de cmlinencia que
elle nioqueiia, que se c-illocassem os pon-
tos de aln ir, e un|r hieras com as di-tan-
cas, que innlio as Manobras; sim,
queii, quefossem pstos com urna dis-
tancia cm que te poderse lazer conli-
Para o A rara i y
fjf^ Omuit veleiro Patacho Mara
Luiza futrado e cavilUado de cobre; quem
nelle quiser canelar dii ija-e a bordo do
niu-rao, ou ui ru> do Livratneulo nu-
mero ao.
COMPRAS.
jt^ Papel para ernbrulho : na botica
de Gypriano Luiz da Paz.
ax#" Esciavos mooa; detraz do Cor-
po Sauto 67,1
aaqsj- Um carotiio que seja manco, a
cornpcteni'.menle rjais.do pira a mjuta-
Fugio um preto canuero de no-
me Francisco do g olio de angola repre-
zeuta id e 18 anuos sem barba, cor
bem preta, cabeca grande, ventas arre-
gladas o paio milito sabido que parece
alejado levou ve.tido camisa de riscadi
ribo azul ja rota e calca de brim velh.a ,
chapeu depalha branQ : puem o appre-
benler leve o ao poi to da Canoas ao preto
Jote Congo.
19* Wddia4 ^ correnta, fugio ara
prelo por nome Malheus naci loanda ,
e rom os sig-iaes seguintes: altura pro*
porcioual, groso do corpj, ps grandes,
Den tllame e baibad, levou vestido
camisa de brim e caLa de ganga azul ,
os appreheudedores que o pegar quena
levar no atierro da Boa-vi.ta, loj i d
Joaijuim de Olivena e Soaza q ie grati-
ficara' geuro ament.
9* Fugio do poder de Ignacio Bento
de Laola um preio da Nacao Mofambi-
qae boa estatura corpo esbelto com
um hriuc em urna orelba de nome Be-
neiclo com oficio de padeiro : a pessoa
que o aprehender o pode entregar a Joa
Pareira da Silveira com hotira ua ra do
Hosaaioe estieit), quesei recompensa-
do-
fl^ Cosme, ciiotib de" 28 anooi ,
[ oHiciai de carpioa ello cspadatido cara
larga pernas finas pes a palbetados
Com signaes de ricati iz de duas cu tilhadas
urna na testa e outra na mi) ambas no
ladoesquerdo, alem de outras piquenas
cicatrif de ferimentos no mesmo braco,
fgido era 14 de Sol- m'iro de i836 do Em -
genho d'agua na Ribeira de Araripe ,
do Teoente Coronel Henrique Poppe Gi-
ra o : o8apprebendedores levom-no ao dit-
to engenho ou oa praca de Peroambuco
a casa de Joze Amonto Alves da Silva, rao-
radtr as Barreiras da B^a- vista, e em
ualquer das partes reaaberio 8o<^ooo rs.
de gratilicaco.
r- No dia 3o de Julbo dezapareceti
um pn-t i nonio e corpo iuide 3o anoos cor fula* denles a her-
ios sem ser ai a limados Iu (liial di sa-
pateiro quam o dascobrir lev. m na 'ra do
Cabuga loja de ourivesde danoel Antonio
Goncalvesque ser generozamenle iecoin-
pensado.
9* 2oo^JJ>oo rs. de gratificarlo a
qurm trocer o moleque Joio, por alcunh>
gozini lem os signaes sjasumies : he ca-
noeiro idade ao anuos [rauco maisou me-
nos cara redonda o.-.oi piqueos em
covaJos testa grauie estatura regnlar ,
sec > do corpo seolura fina canelas das
pernas com algumas fstulas de faridas,
queja teve, lala bem e-pevitado que pa-
rece crioulo; dezapareceu em Abril de
1836: os apprehendedort o entregarao
a J-.ze Garv.lhoda Costa, moialor na.
rua do Trapixa casa D. io de hone S
c^m da Lingueta que pronto satiafar' o que
promete.
jry No dia a3 de Agosto fugio urna
escrava de nomeaMaria e de apelido ca-
brita, &eua do corpo altura ordinaria, per-
nas finas reprezenla ter 18 aiinis para ao
de nacao congo, levou vest lo de xita ver-
melbocarmezim com rtsqdinbas preto mul-
lo fininbas sem panno honlem fui en-
comtrada rtosAfiliios, tomando o cami-
nlio da casa forte quaiquer pessoa ou capi-
llo de campo a queira entiesar a sua Se-
nhora a viuva de Lial de Barros.
%qp" Recomenda-ae em geral e especi-
almente w os S nhores Capilaaa da Campos
urna escrava ci oula cor fulla de nome
Engracia, idade 18 annos baila refor-
jada com signaes de sarnas peto corpo ,
muito (areola que se evadi na manhai de
4 do con ente da casa I). 4 da a andares ao
lado d Matriz de S. Autooio aoida ora
o Tenente C >rori;l Francisco Jos Martina
levou com sigo d-iis vestidos um de q ia-
di inlios verde* e outros tambera de quadru
de casa roxo desbolada e camisa da algu-
di'zinho, quem a pegar leve a casa ja
dita que ser bem recompensado: lam-
beta se protesta uzar do recurcos da I y
quem a tiver occnlta.
*V No dia quarta feira ao de Agosto
p. p. fugio uro preto de nome Maood do
gento de angola, cor preta, baixo pou-
ca barba reprezenla t. r 3o annos pouco
maisou menos e levou vellido duas Cl-
sas se'jio a de cima prda camisa da
algudioznbo e chapeu de palha, os appre-
hendedores levem-noa Nicollio Joaquim
Rodrigees nos affogados ou a Ilanorato
Baigoza da Costa em fora e Paitas que
serio recomp-nsi>dos.
%9* Na dia 4 do corrente fugio um
moleque cabra de 14 a i5 annos rtbrea-
do muito gordo, cara larga, camisa,
ecirouladeafgudlo, muito sujj e roto
sem chapen na leata um pedacu de cbe-
lo^ cortado por cauza c'e um fermento ,
e ja eslava .sacando leve dois de Jos mii-
dohoi, cortaiao-sa-lhe osdefora e por
laso hcario os signaes quem o pegar levu-o
a rua do Colegio botica de Cypriano Luiz
da Paz, que gratificar com neneozidade.
MOVIMEitTO DO PORTO.
Navio entrad> no dia 5.
FALMUI'II; 4odias, Bngue Inglpz Bo-
nanza com 170 T., Cap John Kara'a
carga fariuha : a Horizon Lattaui lleb-
bel.
CAUIS;aji5>idiis', BriguajSardo Joantta
com,l75 T. cap, Joze;S9olta carga.
v-iuhos : a Schraam.
Dia 6.
CEVRA'; 9 dias, Escuna Nac. Mucurp,
M. Alauoel Consalvis Ro lia carga
vatios gneros : a Silva Companhia.
PRUN. NaVTlP VK IW. P, PARIA ,8C"


***>*:
CORRESPONDENCIAS
Snrs. Redactores.
Tendo vislo no Diario de ontem i. de Sep
tembio hum armuncio do Snr. .Toz Rodrigues d'Oi-
veira Lima, em que expoem minha cizudez no ludi-
brio Publico julguei que por rigoroso dever de
minha repulaco eu o devia cubrir de pcjo para
se nao aventunr a inculcar de rico ao respeitavel Pu-
blico rom quebra de meu melindre e circunspco.
Quando anunt-iei, que o Silio em que mora o Sr.
Linda nao lbe pertencia lodo, e queeu her conse-
pbora d'clle fui vista dos ttulos que Ihe envi ,
dos quites vera que tendo sido elle avaliado era
2:0,10sooo no Inventario de Manocl Joz Teixeira
Bastos, coube alguns dos herdeiros o de i:5qI388,
e a di'U* ^n'ys'Gn. Essas partes de 1:5<)i s'388 ,
sendo depois comprada pelo Snr. Lima por
8:ooosooo a pagamentos de 400?00 > ainda assim
dovo ;j:i5osooo j sendo <)5esooo de prestacoos ven
cidas e 3:2oosooo por vencor cuja divida se me
transfcrio |ior imnelo (|ue asseilei por que o Si-
tio ou parte, foi vendido ao Snr. Lima com ipo-
leca especial, de, o nao poder dispor, sem qoe
primeiramente o pagasse. Ora agota verao mus ,
Snrs. Redactores, que as oulras duas partes
4o8s'fita que coube aos dous herdiros, eu as
comprei oomo vero dos rnesmos litlos com os
rendimentcs que lbe corresponde : devendo-me po-
o Snr. Lima de poderozo propriehrio sendo btim
triste pobreto tal vez que o Snr. Lima na esppran-
sa segundo dizcm de receher 4:00o soo por conta do
huma remataco que l-imh^ni se da fizer, pretenda
deste dnbeiro pagar os atrasados ao que sendo cer-
to talvez tero de gemer seos fiadretj Muilo Ibes Ji-
cara agradecida a
Sua Alienta Veneradora
D. I. V!. Xavier.

Os Dorumentos de que fz menso a correspon-
dencia assima sao os aeguiulia.
Huma carta do Sr. Til zoureiro Geni em que
certifica n. estar paga a Letra de Rs. Hos'ooo que
cima menciona.
Certido do Carlorio de Orlaos em que etf de-
monstrado ter sido o Sitia avallado m i:Ooesooo e
t rara berdeira Thereza 45sfio4 e ao herdeiroTho-
m 36 vs'008. rs.
Escnptura de compra f iti pfli Sra. Gorrespon-
dente Vi uva de Manoel Joze Texvira Bwtos das
partes que esta tiiiha no Sitio em questo por
85ofoOQa
Escriptura do Ses"o e traspasa -que fizero Joz da
Co'a R. Rege Monleiro e sua mulher da divida
is o Snr. Lima mais da ametade d vallor das partes que Ibes deva Jo e Rodrigues de Oliveira Lima por
que comproa, e sendo eu Sra. de duas partes t creio 4:I5r,s00, ,, ,,
que sem duvida alguma possuo mais no Sitio do que Esc.ptura de venda que fez C aetano Carv.lho
o Sr. Lima segundo o seu primitivo valor; por RP*o d '" *'' n0 }*F* J l5f,u X M?>"m *
que se as parles que elle comprou validas ento por 8:ooosooo a pagamento de ^oesooo por anuo a
em i:5bif388 subi ao valor de 8-Wooo, que Joze Rodr.gues de Oliveira Lima,
tanto olLresseu por ellas : as duas que eu comprei ,
em propcco subito ao vallor do 3:666 '666 : e co-
mo o Snr. Lima s tenha pago boma quinta parte ,
e meia e resta anda outra quinta parle e meia ,
que sao 4:i5os'ooo que boje me pertence por cessao ,
venbo eu a ler no vallor do Silio, que o Snr. Lima
Srs. Redactores
L a correspondencia inserta no seu diario assig-
lbe chama todo seu 6:816*665 "e o Snr. Lima nada pelo delensor dos Mag.strados probos emnsps-
3:85os'ooo devendo anda"Sos'ooo a Fazenda Pu- ta a outra que, saino contra o l)r. Juiz doUvet do
Llica da Siza das prestaces vencidas de dous annos S. Aniio. Com effeito be mofar-w muilo do 1 ubh-
como vero lo-bem dos documentos que Ibes envi co Duero que o Sr. Ks.evao nao lera r.so !
os nuaes se os nao quizeren enserir basta, que me res- Dizer-se em huma folha publ.ca que se hade mos-
pondoseellesso, ou nao legitimes e concludeo- *\V^_"^]^m*f ^mni
tes
Pi
Lima uza de laicidades par_
sombras d'esses engaos ser-lbe mais fcil o viver be* ao facto digo que a ni( r empn-g.,r puntees
creia que eu .011 incapaz de lansar mo d'esses es- para se tirar fies pacifico, c,<
londao se enes sao ou nao legtimos e cunuuuo-.i- k---------' .1- ..,.,,
es ; como pois atrever-e o Snr. Lima a dizer era da prima*, corresponden-;,,, Oh negra hyprorr,.
>ublCO que o meu anuncio be falco ? Se o Snr. sia e v,l adulaco IU es acausa de muuos malea
,ima uza de falcidades para enculcar'de rit^o e as- Eu que eslou tambera ao facto de toda qu. slao ,
^ RCoago-">e, POs Snrs. Redactores a pubcaco polmica, que nao pede ler multado airoso X tim
destas linbas para que o respeilavel Publico, m-onho- pe.a.
ca a veracidade de meu pnmeiro avizo e nao campe o
Pern. na Typ. de M. t\ de Furia. 7 de frptmbn *j;.


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