Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02629


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Full Text
ANNODtt 1834. TERfA FERA 17 DE JUNIIO NUMERO 412.
MHM
W4AH '.V
I^CO<
wywi
MTLT
Satoerete.....mmsalmente a 40 reis. adlaatados. na f iaogrfih
** Diario, pilleo c.i Matriz df S. Anioiiu sobrado a porta larga
n->e m receh<>m correspondencia, e anuncio*: este inatrem-si
eim*cndo do* proprio* asritrnaoje*-.rnente c viudo sMiffHaido*.
Tildo aurora"depende de no* menu>, da nossa prudencia, ma
deraco. e enerfria continuemos como priiieipiainos e eresaai
puiaduN com adrfiiranio entre ** N'aqRe mais callar.
t'inriumiirii ila Jtiemblen Gem u H>l.ui
nwnsim
3mprc0j5o em ^ernamt?uco pet a 9.&eil'urania falc^'o
WHC
DAS da SEMANA
%- ^^. ^ w% %*
3.* S. 77/e/ezrt-Rel. dem-, e aud. do J. dos Or", de
t. P. os 30 m. da t.
4."-S. Leoncio- Sus. da Thezouraria Publica. Pr. a
1 h. 18 na. da t.
*.' -S. Gervazio-J\e\. de m. A. dos J.'doCiv. do m.
ede l. Pr. as 2 h. e 6 m. da t.
6.*~S. Macario- Ses. da Tliez. P. de m. enud. \o
J. de Orlaos del. P. as 2 h. e 54 m. da t.
Sabbado- S. Luiz G Re"" de e rtud. do Vig.
G. ele t. l-rcam.r as 3 h. 30 m. da t.
Dom.* S. Paulino B. Preamar as 4 e 18 minu-
tos da t.
CMARA MUNICIPAL.
10.' Sesso ordinaria do dia 13 de. Malo de. 1834.
c
Preidem-i do Sr. EvTEVES.
lOmparecerfo osSenhore* Jote Joaqun), F^rreira,
ousmo, Son/.., Olivera. Camello, e Costa, fallan-
do rom rauza o Seuhor Silva.
Averia a sesso r lida a acia da antecedente foi sanci-
onada por star conforme.
O S- (iTii id dando ennla do expediente menctonou
o seguintes oficios. Hnm do Kxm. Presidente da
Provincia em respoM* ao em ijue le lli" liavia podido
ou a Ca/a do C para uela se instalar n Tribunal do Jurado : que se
tornaste a oficiar a S. Fx<\ a respeito e ao Provednr
da Ir man dad e d* S. Pedro, pe.lindupaia o dito fim
o Consistorio da mesma.
Oulro do Doiltor Dornellas enm Otea parecer sobre
acajiacid ,de do armatem para aiaoofue no arca! de fo-
ra de Porta : adiado.
Oulro do Duutor Joaquina Ayresde A'meda Frailas
Eleitor de Paro hia d^.la Fregu, a parle, pando que
ai de Juiz de iretto para a Cidade do Natal : nle-
rada.
Oulro do Juiz de Paz. do 5 Destr-to da* 5 Ponas
Ruollo JoaolWai. .le Alun-ida pro,H>ndo a J.-n-riim.
JOze Oaar de Mello pira Inspector doC.- qtiarterao :
ao Sor. Silva.
Oulro de Mi noel Thomaz dos Santos rom alicatado
le hum F/-nIlativo p l rftiH.1 p.rleodia seresouzo do
cargo de Jum de Pz do 5 Destiicto : que apiolase
alte-lado de outro Profesor pois qUe nenbum crdito
merece o de m.ju'I Nuo-. F. rr- a oumar. >
Oulro do Jufz de Paz do Io laricio iU Boa propondo a Mai.M.I Francisco des Sani..s ifi-ndoftca
para I.isp-.t.T do quff-tn Qoarleiro : renrovadn*
Onliode Vicente Antonio(lo Espirito S.nlo Cpn-
maudaule do BalaMiu da Boa-isla para que se nao ap-
provaese o dito Mendonca para Inspector de Quartei-
rlo: que se Ihc responderse que tinha sido reprovado
a visti.das informacous dadas contra elle nao s por o
meamo Jniz de P.iz que o prnpiinli mas tambem por o
CapUo PraX'-des da Foneeea Cf.iilinlio.
Oulro do Iosp"dor i\n Thewfirari sobre lium ter-
reno que na ra da Praia peitende Joao Tliomaz Pf-
reira ; qite b.inia noniuHsso composta dos Snrs. Joze Joaquim, e
ousmfo.
Oulro do Fiscal da Ra-vista queixando-se da (alta
de hnm A'udant" do port< iro para fazer as corridas :
que fi o d.nl.is a nrdens pira que este lodos os (lias
v ler rom elle a fi n de t< r lugar as corridas ; eque
nedtsM ao (piarieis, como aeem o* mais Fiscaes osau-
xilios necesarios pira o desempenlio de seus deve-
re-i.
Oulro do .Tu7. de paz do 3.* Deshielo da Estancia
representando inhrea Ilha de Manoel Catano perten-
i er ao > Destrieto da< 5 Ponas, e mais sobre dois
Reos ifinculns que lnvio qiobado as angas : que
fie.isse a vi>ta das ifl/o^s expendidas na ii pnsentaco
perteneendn a ref. rida I'ha ao dilo 3.' Destrieto da
Estancia, fasendo e RoiHtar esta deliberado a hum e
oulro .fui/ e ao Procurador os nomes d>s Reoa que l-
nno quebrado as Ranea* para robrar delles asquantia
quena formada 1,'ielles deven perder.
Oulro de Joze H*f{inio de Miranda Sat d Par do
4 l)etri('to da Rih.ira propoodo para Ii^pt-etor de
Quarteirin em buya* de Manuel Romn le Carealho, a
J.ize Antonio de Ou'veir* : no Sur. Si'va.
Oulro do .lu/ de Paz do 3. De ti i representando abre diversoa obj^etus puliviaes: que
o Fiscal tesperlivo fe-pou.'ess" sobre a represenlapo
rom urgencia dando llie della copia.
AoSenbor Silva n requerimente de Manoel Antonio
de Son/a em que pede o lug.r de Cordiador, para dar
o sm parecer.
F(i appmvado o p rpe.ir da eommis^o dado a cer-
ca dos limpio s nreei os para diversos lugares do3.-
Destrieto de yaz da Rs|neii, e se deler'miuoU quecom
elle se nffi iasse no F.xm. pres lelile.
O Sur. Joze Jo.quimPrnponho que se mande i
con-ei i .r e reparar as careadas dos ire> R-iirroa desla
Cidade vivi que quazetod.s el'as preci/o de concertos
que as ruinas v* crescendo e se| i depnis mais despen-
ilicizo Re<-ife 13 de M.io de 1834Juze Joaquim de
Olveira: ad Ile/olveo a ('amara que se publicarse Edital para
ser arrematada* a qn da Iu le|). nd-neia fin lo o [>r 'ZO de nove (lias depois
de publicado o F.dit.l sprido de Vol contrario os Senlio-
re%Co>t.i. J ze Joaquim e cusmao por seren ile votos
que todas ella* se nrrem ilasM*m aquem ni is desse po-
rem a huma so p-ssoa u nao cada cza a huma pessoa
co nn Girioile vnio, os de m s Vera dores. E por ser
dadan Uora alevautou se a Sesso eu Joze Tarares
m
TT-


(1542)
Gomes da Fonceca Secretario a <*srrevi. Esteves Pro
P. Oliveira, Costa, Gusmo, Souza, Joze Joaquim,
Camello, e Ferreira.
%***% %%*
PROMOTORIA PUBLICA.
MLlui. e Exm. SenhorAsss revoltante, e crcio,
que de alguma maneira reconhecida por V. Exc, he
a parcialidade que respiro se nao todos os actos da Re-
laco desta Provincia, ao menos todos os accordos.
Janeados nos processos dos Empreados Pblicos deste
termo, que emeumprimento aos mens deveres tenho
denunciado por criraes de responsabelidide, e que por
huma destacada lembranca do Codito do Proeesso vo
ter por appelaco das pronuncias a aquelle Tribunal,
quemis parece disposto a proteger o crime, e desta
arte a empecer a marcha do Governo Constitucional,
-jque felizmente nos rege, do que animado pelos verda-
deros principios de Justica e reclido, que devem for-
jnar o respeitavel adorno dos que se destinao ao hon-
-roso Ministerio de Astri. Gusta a crer, Exm. Snr.,
queem hum Seculo de lates, qual o 19, e dcbaixo de
hum Governo protector, e livre, qual o nosso, que
nao pode terhuma baze segura se nao na opinio pu-
blica, n qual da mesma maneira, que condemna a de-
WBtiada severidade no castigo, abomina e detesta a
criminosa condescendencia da parte das Autoridades
com aquelies, que acabo de ultrajar a Soeiedade enm
m seus eios delictos, e que devem servir de exemplo
para fazer arripiar da carreira do crime, aquelles que
pora o futuro tiverem o terrivel dezejo de os imitar,
procurem-se quase acintementc as mais ridiculas subti-
iezas, os maisgrosseiros sofismas, para furtar ao bem
merecido castigo, aquelles cuja criminalidade salta aos
. olhos do boraemmais ignorante, e cuja denuncia nao
pode encapar a vigilancia dequem por direito eumpria
fazer Nao he fieco o que venho de dizer a V. Exc:
os documentosjuntos de n. 1 a 8 convencer a V. Exc.
do abuzo, que a Relaco d'esta Provincia tem feito da
attribuico, que infelizmente Ihe d o Art. 167 do C-
digo do Processo Criminal, absolvendo a todos os Em-
preados pblicos por mim denunciados, e pronunci-
ados pelos respectivos Juizes de Paz a face de provas
concludentes, que a ella tem recorrido, e que volto,
porassim dizer, authorisados para insultar a Socieda-
r!e com novos attentados, seguros na criminosa prote-
co da Relaco, que parece nssim obrar, nao s para
redieuhrisar a instituirn do Art. 37 do Cdigo do
Processo, como para me fazer acinte, sem duvid'a por
rae ter eu afoitado a denunciar os Dezembargadores,
Thomaz Antonio Maciel Monteiro seu Prczidento,
Gregorio da Costa Lima Belmont, Domingos Nunes
Ramos Ferrei: n, e os Juizes de Direito no Cirel Renlo
Joaquim de Miranda Henriques, e Luiz Angelo Vir-
torio do Nascimento Crespo por crimes de responsabo-
lidade.
Se tenho ou nao raso noque venho le dizer. co-
nhecer V. Exc. do documento n.# 1. que tracta da
denuncia, que ha pouco dei do Juiz de Direito Chefe
de Policia desta Cidade Francisco Mara de Freitas e
Albuquerque por haver como membro da Junta Poli-
cial mandado correr a moeda de cobre falsa, e coma
Chefe de Policia convocado a Junta e feilo execular a
sua extravagante resoluco, como etrcunslanriadamen-
te passo a ex por a V. Exc.
Huma circular dactada em 31 de Marco do frrente
anno e assignada pelo Chefe de Policia desta Cidade,
convocou os Juizes de Paz della para se rennirem em
a casa da sua residencia no dia 3 de Abril afim de que
ormsndo todos huma Junta Policial tomassem decom-
mum acord medidas enrgicas sobre a regeico, que
o Poro fazia da moeda, que ou por nao ter o pezo
marcado no Art. 7 da Lei de 3 de Outubjp de 1833,
ou por ser visivelmente imperfeita nao d^ia correr.
Tal convocaco he Exm. Senhor, inteiramente crimi-
nosa porque os Decretos de 9 de Julho de 1831, e 29
de Marco de 1833, marcando as altribuicSes das Jun-
tas Policiaes, nao as auctorisou para conhecer de taes
objectos, e o Chefe de Policia havendo com ella exce-
dido as raias das suas altribuicSes achava-se incontesta-
velmente comprehendido no Art. 139 do Cdigo Cri-
minal, que nos rege. Apezar disto a maior parte dos
Juizes de Paz assentiro a sua convocaco, e de acto
se reuniro no dia aprazado em caza do Chefe de Po-
licia, e o resultado desta intitulada Junta Policial foi o
que consta do citado documento n. 1, por onde co-
nhecer V. Exc. que ella unnimemente contra a sali-
ente disposicao do Art. 7 da Lei de 3 de Outubro de
1833 mandn correr a moeda de cobre que tiver a 8.*
parte de menos do peso legal, e aquella que for fun-
dida ; moeda esta que nunca estere em circulaco no-
ta Provincia, nem pelo que me parece, em parte ai-
guma do Imperio j moeda que pela citada Lei he man-
dada cortar; moeda, que s a forca empregada pelos
Juizes do Paz, que oompozero a Junta nos seus dife-
rentes Districtos, pode fazer correr, nos dias qje w
mediarn desta extravagante resoluco tomada, at- <
dia, em que loro por mim denunciados.
Al*m diilo, Exm. Senhor. Junta resol'ven, qtp*
se multarse rom a quanlia de 25.j00O reis aquelle Ju-
iz de Paz, que conhecendo os limites de seus devere.
nao se quizesse tornar criminoso, apoyando os de^vni
os da Junta : no que por errto lornou a tr.mspor a un-
ta dos seus poderes, arrogando huma atlrihuico, qu.tl
a mposco de ponas que pela diviso dos Poderes Po-
lticos da nossa Constituico compete a Assemblea Ge-
ral. Por taes infraeces denuneiei, como me cum~
pria, nao s de todos os Juizes de Paz, que assignaro
a acta, mas tambem do Chefe de Policia, que convo-
cou a Junta para hum obje< to, que nao he da sua com-
petencia, e que a presidio e votou no mesmo sentido
dos demais Juizes, por constar da acta, que a resolu-
co foi tomada unnimemente, e o que mais he, que
mandn executar to criminosa resoluco.
Nao me causou a menor admiraco a noticia da nao
sustentaco da denuncia do Chefe de Policia Francisco
Maria de Freitas e Albuquerque, na Relaco, porque--
em abono da verdade eu outra cotiza nao espervt
della, por supor que ella seria coherente com o s>eu an-
terior procedimento as denuncias dadas por mim ; <
que meadmirou, e por certo revolta o espirito mais
fteumatico, foi que os Dezembargadores, que lavraro
e assignaro o accordo, que to bem levo a prezenca
do V. Exc., fundamentassem-no em que da acta da
Junta Policial nao constava ter o Prezidente della in'ei-
vindo na sua votado, nem na sua deliberado !
Da acta, Exm. Snr., consta, que a resoluco foi '>
mada unaniminiente, e por consequeni ia, que o Che-
fe do Policia tambem votou no mesmo sentido, pois d<>
contrario, sendo elle hum Magistrado em quem *e
devo supor bastante conhecimento do nosso Direito. e
vendo que n resoluco da Junta, que elle prezidio ba-
ta de frente as Les em vigor, e que por tanto, c ou tarde se faria efloctira a responsabelidade' daquelW
que votassem daquella sorte, nem consentira, que *
lancasse na acta, que o voto foi unnime, nem deixa-
ria de declarar a sua opinio a respeito: o que por car-
ta nao fez por se conformar inteiramente com os de
mais membros da Junta, pelo que se lornou cumpli'
do dilicto cometlido, ou para nelhor dizer, o nico
crtminono ; por que, como Juiz Letrada devia fazer
!'
i
~r
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(164.3)
q
n
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\r aos inexpertos Juizes de Paz, que as attribuicoes,
jufe elles arrogavo hero prirativas da Assemblea Ge-
Quando rifesmo, Exm. Snr. pelas razoens que ve-
nho de expender nao se aehasse comprometido o Che-
te de Policia, a eonvo.aco de huma Junta Policial
para conhecer da regeico da moeda de cobre, mate-
ria alheia das suas attribuicSes o tinha, sem contradi-
co incurso no Art. 139 do Cdigo Criminal, pelo que
ja mais poderia ser desprezada da maneira que foi a
denuncia, que dei, sem que os Rezembargadores, que
assignaro o accordo houvessem, como suponho, a-
buzado das suas honrozas funcoes, pralicadas por a-
quelles, que o Governo nomeia, e a Naco sustenta
para administrar a Juslica, e nao para fazer imperar
o capricho onde deve reinar a razo. To escandaloza
proteco ahomens sobre maneira crimosos, be sem a
menor duvida digna de ser levada ao conhecimento de
V. Etc., a quem cumpre dar as providencias, que o
negocio exige. V. Exc, cujos conhecimentos edici-
dido amor por o Brazil sao assas conhecidos de todos,
tio deve perder esta occasio de fazer sentir a taes ho-
mens quo desagradavel he ao Paternal Governo da
Regencia ero Nome do Imperador, o Snr. D. Pedro
2 to criminoso procedimento : se V. Exc. assim o
fiztr merecer por certo, ainda por mais esta vez, a
gmtidao doa homens honrados, e livres ; e do contra
iin. pode rao 09 amigos dn Brazil affirmar sem ccmtra-
dicio, queV. Ex**, perdeo talvez a melhor occasio,
que jamis se Ihe offereceo de arruinar o privilegio, que
ua nossos Magistrados, supocm ter, de prolegerem-se
reciproca mente ainda nos crimes mais revoltantes, em
manifest prejuizo da tranquilidade publica, porque
t !-. homens, seguros da impunidade, pel criminosa
condescendencia dos seus Collegas, de ordinario nao
p cohrhem de conculcar a Lei, e de satisfazer as suas
paixnen*, e interesses particulares. Dos gurele a
\. F.x-. por mu tos anuos. Recite 16 deJunhode
1834Illm. c Exm. Snr. Aureliano de Souza e Oli-
veira Coutinho, Ministro e Secretario d'Estado dos
Negocios t\c JuslicaJoze Tavares Gomes da Fonceca
Promotor Publico.
Illm. e Rxm. Snr.Tendoeu requerido ao Pre-
sidente da Relaco, para fundamentar a reprezentaco,
que cm dacta de h^je diriji a V. Ex.1 sobre os Minis-
tros da Relaco desta Provincia, algumas certidoes,
que devio ser passaJas pelo Escrivo das appellacSes,
Joze Peres Campelo, suceden, que as nao podesse re-
meter porque elle, como melhor ver V. Ex.* do docu-
mento junto n. 1 m'as nao quiz entregar, apezar de
estarem pissadas. sem que eu previamente Ihe pigasse
hum sallario a que se julga com direito ; e reprezeu-
tando eu a respeito, ao Prezidenteda Relaco para que
mamlasse o Escrivo dar as referidas certidoes, tive
o despaxo, que V. Ex. ver no documento n. 2, que
veio cubrindoa resposta do referido Escrivo. O C-
digo do Processo, que cria o lugar de Promoctor em
neuhuin art. oconsirange a pagaras certidoes, que se
Ihe fizerem mister para o bem di Cauza Publica, e de-
sempenho dos seus Ucve.res, obrigando nicamente a
Cmara Municipal a pagaras custas depois da fiinal
sentenca ; dest.-i maneira pois encontr hum novo em-
banco no exercio do meu Em prego, talvez, muito
de pt oposito : tio recebo salario algum com que possa
f.izer lace a despesa, que o Escrivo das appe'laces
querque cu pague, e fcil ser conjerturar-se que em
breve esse Escrivo (alias honrado cm seu offic.io ) ser
imitado, e por consequencia inulilisado a desposico
do art. 37 do Cdigo do Processo, e segura a impuni-
dade dos Empregos concussionarios, e prevaricadores,
se V. Ex. nao der prompto, e efficaz remedio a esse a-
buzoDos Guarde a V. Ex. Recife 16 de Junho de
1834Illm. Exm. Snr. Aureliano de Souza eOliveira
Coutinfio, Ministro e Secretario d'Estado dos negocios
da JusticaJoze Tavares Gomes da FoncecaPromo-
tor Publico.
atufos 130 Comi.
\J Brigue Portuguez Flor de Beris, recebe n malla
para o Porto, amanh 18 pela* 10 horas da manhi.
demias.
u.
_ M botequim, coro commodos para familia : no br-
eo do pocinho da panellada D. 12 lado do Norte.
^5 Urna venda na ra das Cruzes D. 12 com fun-
do que nao excedem de 35$0OO reis a dinheiro : na
mesma.
\y^ Urna davina de espoleta em bom uzo : na ra
estreita do Rozario 1. andar do sobrado D. 20.
f^ Urna venda as 5 pon tas com casa de ranxo,
e quintal grande, e armazem de sal : na entrada da
ra de Horlas D. 96.
%^ Cartas de Sitiabas para meninos, Metbodo
razoavel, e abreviado, por preco coromodo : na ra
do Livrament D. 19 loja de couros.
tg Viuho do Porto engarrafado 360, do caj di-
to 400, sem garrafa 320, licores sortidos 320, espiri-
to de vinlu) cannda 2&500, garrafa 400, manteiga li-
bra 660, cha likson 1 &600, caf 260, espermacete
800, queijosnovosa 1$040, vinho p k r veho e bem
claro 1&440. garrafa 200, dito mais tinto 1$120, gir.
960, e 800, branco 1280, e mais gneros por preco
commodo : na ra doLivramento D. 1.
fcy Um preto idoso, que entende de plantacdes
de sitios: no forte do Mattos prenda de Cordeiro-lici-
te.
Yf lima negra moca de bonita figura de 4 annos :
na ra do Crespo D. 7.
ty^- Uma escrava moca, que cosinha, lava, coze.
e engoma : na ra estreita do Rozario D. 29 segundo
andar.
fcy Uma carraca de 1 boi em bom estado j e um
terreno de 100 palmos de frente em S. Amaro : na ra
da Qmceico D. 30.
&&* O segundo Tomo do Diccionario Portuguez,
composto pelo Padre D. Rafael Blutean: annun-
cie.
^y Um sitio na campia do Giqui com caza de
vi venda, que fora de Zacaras de Araujo, official e
tanoeiro, toreiro ao Engenhe: na ra da Penha fal-
lar com Joze da Silva Coelho mestre de Barbeiro.
Compra*.
CjTAarrafas vazias bem limpas, e de conta cuda uma
por 50 reis : na ra do Livramento D. 1.
&^ Conhecimentos: na ruadoCabug D. 5.
^ry Um preto moco oficial de pedreiro ; um dito
oflUial de ferreiro; e moleques de 14 a 16 anuos de
bonitas figuras, e bem robustos; na ra Direila so-
brado de 2 andares D. 49 primeiro andar.
$T^" Uma caza terria em boa ra neste Bairro de
Santo Antonio sendo de 700 a 800$ reis e paga-se
em boa especie : na ra da Ribeira venda da esquina
da ra uo Fagundes D. 13.
*% %-
T
TT


(1644)
D
atluguet*.
'.is moradas de casas tarreas na Solidade, urna
com u.n grande quintal, e cacimba, e rom 4 quartos
cada urna, e cos olas fora : na ra do Collegio por ri-
mado boicquim 2.andar.
tf^ Um prlo por 8$ reis por mez com ofirios
deranoeiro, car u ice ir o, e socolor de asaltear; qnem
o perteuder dirija-sea rea do Trapixe D. 10, venda
clejroute do caes da Lingoela.
...,-,
U.
arrcnamento.
iMa caza com um bom quintal na estrada Aa Trem-
pe p.ra a Solidad* : os pertendtftttes dirijin-se Fe-
liciano Augusto de Vasconcelos na imbrica do fundi.
^b!?o0 particular*- iLlm. e F.xm. Snr.-Diz Vicenle Jernimo de C.nr-
valho, prnprielario do encobo M,nfiihora, que em
seu encubo (qe Sopplicanta Se vo obrigado a des-
amparar para (gir a furia dos eabaos, ou Saltea lo-
res; m armrou em Com mandante ,|s ,msms s,,l,;ado-
res um facineroso Vicente Ferreira de Miranda, o
qua, azendo poni de reonio em o dito desAmp.ra fo
tngcnho, h!. se qualificou cbvfe dos apeadores .
quem capuan.ava, viudo por est, reaidencia d'a.pielte
salteador noeiigeahn do Suplicante n aer-conhenda
vulgarmente aquella ,,...-.Irlia pela denominar de
torca do V. ente de Mangibura. Fnlrefnto sendo
aquelle salteador Vi. ente Ferreira de Miranda per*,
uido, pode evadirse, dando em a fu** lugar ;. que
v. tur. a hoi de aprehender lo execrav.| faccnoro-
zo prometiere por>eu Edilal de 21 de Abril do cr-
reme aun.. 400# res quem ,i apenlas*, morlo. ou
uvoa V. Kxc, od ao Coronel Commnd.nte em he-
te da* larcas em opera, o s. R por,,ue o Supurante
lemo.ne.Mnopruneironome d\.q.ielle rbefe de nu-
dnlba, e be mipnHarfo do rM,\0 engibo VJan-i-
Outa, e alem d isso te,n nimtg*, qoe utilizando*..'al
ye2 do expendido no me,.ri.olil(|o Rdital, e da rilada
igualdade do, no.n.s, possa lenlar contra a su vid.,
ou prlu menosd..r lliegrande encommodo prendendo-
O.e mesmo quaudo nao eorro e*tS circunstancias de
numuadelae. be ponderar-e o risco n que n**m a
vida do >up,,ln;.,te Cidala.. pa.-,fi,o. par de boma
numero>ala.i..l,;,Sexnagen.,.io, a falla, nne se veno
auolLdilaldeodoonomedo verdobiro rrimnos)
que,e conlundecom o Stippheai.te pelararual n.n!
Unca do doniniodo eng.-nbo por is-o_P. a V. Fx .
seja servido declarar por u reepettavel despacho, nne
0 mtucionado naqui-lle supr.,dto RdUalrfe 51 ele A-
inldo.orrenie anoo nao o Suppraole, mas sm
viceute I-erre.ra de Miranda, que nenhuma retado
lem com o meaiim SuppbVanleR. M.
Despacho. Informe Sur Jui/. de Par. de lnna
Acampamento de Lim. iros 29 de Maio de 1834 Paes
a Andrude.
Snpplicante Vicente Jronimnde Carvalho nao
tie Vrenle de Mang.bura derla.ado no Edital, que Ira-
J de Vicente IVrr.ira le Mir,nda. Aeampamenlc
deLimcl.a 30 de Maio de 1834 P..s d'Andrale.
tCP* Quem .iiiumioii (pi, r.-r arrendar t) m engl-
obo, quereiido o enfeudo Saguim, dirija se ,, engv*
nnolobama, a tratar ron S. nimia do'mesmo.
ICF* V recua se de um pabiro. pra administrar e
jlMgir osliabulhos de urna palaria no lug.r do A-
bren ; os pertendentes dirijo a ra Direita D. 2 lado
do Poenle.
*T3* Oabiixo assignado faz publiooliuc a sua re-
zidemia no 8." distrirto na estrada de Brlem lado do
lia se en te.
Jvzn Francisco da Paula Neves.
^r^" Quem annunciou querer comprar urna canoa
meia norria para condtizir lijlo dirija-se a ra da
Senzila velia n. 49.
fcy Jo/e Pereira Vianna & Companhia aviro a
todos os Snrs. que tfverem vendido g-eros para a
sua venda, compra los pelse: ex socio Joze Joaquim
de Moris Costa, Ibe aprezentem as suas rontas pira
erem legalizadas, e pagas, assim romo fazem trente
h todos os devedores mesina venda que nada devem
pifjarao referido ex socio por se acliur desligadn da
soeieda*de.
*& Frurlnozo Joze Pereira Dutra, morador que
foi na solidade faz puhlico que se mudou para o litio de
I). Antonia Francisra3 adianteda traVef do Boina
e*lrda de M.-lem.
*T^ O abaixo assignado, Rsiudanle do Curso Jur-
dico rnga ao Sr que recebeu, ou rereb r da li.hia or-
dem. diobeiro, ou letra para o mesmo por obsequia
ipi-ira fizer avian p-lo crrelo, afn de ser piocura-
do, com oque mnim obrtgado Un- fi ara.
y'itonio J<>ze ele Souzti l.nbo Jnior.
!r^ Dezeja-se fallar ao.Sor. Jone Joaquim da Sil-
va queemaigum lempomrrou un principio da ra da
Aurora para negocio de seo interesse, aouuncie.
. ^%. -%.
F,
($j2tcca^os5 f ugiDou
Rancheo, angola, 18 anno, em barhi, estatura
mediana, b-m f.ilo d* co-po, f.igi do no dia I .r l< ror-
rele, rom '"alca branca sil] 1, rami/..i de m.idapo'Io, ja-
queta de chita enrama la, e *li -pe. novo de baela :
ra do Crespo I). 5. .era gratificado.
Vr^ Domingas 28a 30 anuos, nielo l.ra. rrnie
mnilo pi-ia, b-i os grot^n*., pe$ e m.ios p quenas o
bem fcitm, estatura b ixa. ollms avermclliadns; fugi-
danodi 13 df> correte, com vestido de hita a/.ul
fina, ramiza d.- algodo/.inb', orna -aia br-ura le rbi-
la. e nutro vestidde hifa nia |a 11/. lo. e um c.be-
Co lerissa, I. v ni Carolinas o.a>loid 1 de onro, e co-
rases encarnado no p'-senco, e urnas misaligas a mare-
ta n e encima'I s no braco : s aprelieude leo do Terco casa terrea I). 4, (pie sera bem recuia-
P'Mirado.
krV *% iXoriciAs MAinn\i\.v
Navio entrado no dia I 4.
IVFRPOOL; 51 di; B. Itff. Jnrfian. G.p CtT-
li> M.rlliew le : diferente* gneros : a Dngb Crahtrev
6c Cump. ToneiUdaa 226.
Safu'ilos no mesmo dia.
ilVF.RPOO,; B. Iog. iateHilh Cap. Daniel
(ir ud : dgodo. e -.lUins Pas^a;;eiros--o Coiuill
[ng'ez H ni y Cooper com soa familia.
ABMKU } Hide Nr-iuiial fiazih'a, Com. o l.#Tc
nenie Francijwo Komaoo da Silva. PaSMgeiros-o
Atieres cii a>rdas Naeionaes Jo-> CbrisosMmo de O-
liina i'oni su,, famili.i, 5 Gii.uiias Waionaes, e pai-
sano .loa' Joze.
rtrn, un Typ. [harto. 18-1.3
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1
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