Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02624


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Full Text
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ANNODE1834, TERA FEIRA 10 DE JUNHO NUMERO 407
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A.A%% **f%\*
*imio & tiauNNiGO*
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Suliscr i-ve-st- mensalmente a 640 res, adjuntados. Ha Tipografa
da Dianu. pateo da Matriz de S. Antonio sobrado da porta lara
nde se receheni correspondencias, e anuncios; estes inairem-st
gratis sendo dos propnos assig-uantes soiiieuie e viudo asnados.
Tudo ag-ora depende de nos mentios, da nossa prudencia,
deraeo, e enerara: continenlos como prinei|);auns e sre
apuntados com admiracao entre as NaCOe* uiais cultas.
Pt oilamiK aa iiii Asnemblca Gerrtl rf Bratti
%\\\PXZ2$q em ^ernanuwco pot a. % De Kratffla Falca'o-
DAS da semana
**%**%**% MU%VIM
*- (i i >mmy^i*>,*yv^>^"","'"~'~w-^^"' -- --------------------
l.'S. M*rgaridm-1e\. de m-, e aud. do J. dus Or", de
t. P. as 6 h. 54 m. da m.
A.'-SBainabe- Ses. da Thezouraria Publica. Pr. as
7 I). 43 m. da m.
S.* -5. Guido- Re. de m. A. dos J.* doCiv. de m.
e de t. Pr. as 8 h. e 30 m. da m.
.*-# S. Antonio de Padua Pr. as 9 h. 18. m.
da m.
Sabbado- S. Bazilio- Re" de e aud. do Vig.
G. de t. Pleamar as 10 h. 6 m. da m.
Dom.* 3. Fito M. Pleamar as 10 e 54 minu-
tos da m.
k%*% %sv%%%^MtjffMMlM%%%%%%**%*
RIO DE JANEIRO.
Contmunco dos trabalhos da Cmara dos Snrs.
Deputados.
s.
'Esso de 14 de Maio Depois do expediente en-
traro em diseusso diversos propios creando, ou
providenciando sobre escolas em di Arenles Provin-
cias, e 1 sobre patrimonio ile urna Cmara do Mara-
nho : passou-se diseusso de Pareceres de Commis-
ses que foi interrompida pela iulroducro do Minis-
tro do Imperio, que fez a leilura do Relatorio da sua
repartico, e retirado conlinuou a diseusso, que fin-
dou com a hora.
Sesso de 15Versou a diseusso sobre rcsoznluco
es de Coneellios Gcraes \ 1 dasAIngoas sobre fregue-
zias ; 1 de S. Calbarina sobre demolimento de barra-
ras; 2 de S. Pedro do Sul sobre escolas; 1 de Mallo
Grosso sobre frnguezias. O Snr. Henrique de Rezen-
de pedio a palavra, e disse que propunha a urgencia
para que se marcasse bum da em cada semana para
se Iralarem das Proposlas dos Conselhos Geraes, e Pa-
receres ; e tambero pira que se discuta o sen Projecto;
N. 113 do anno passado a cerra do impedimento vol-
ts do ex-Imperador (A'potados.) Foi o objecto lo-
mado em considraaco, e proseguio a diseusso de Pa-
receres, que findou com a hora.
Sesso de 16Enlrou em diseusso o seguinle Pro-
jeclo.
A Assembli Geral Legislativa Decreta :
O Ex Imperador do Brazil Pedro 1. fiea para
semprc inhibido de entrar no Territorio do Brazil, e
de residir em qual quer parte delle, inda que seja
como Eslrangeiro, e individuo particular; c se o con-
trario fizer, de quaiquer forma que seja, ser tido e
tratado como iuimigo, e aggressor da Naco Brazilei-
ri.
Cmara dos Deputados 26 de Junho de 1833.
Jlem ique de Rezende.
O Snr. Goncalves Martins prnpoi o adlamento da
qnesio, o qual sendo apoiado enlrou em diseus-
so.
O Snr. Paula Aranjo disse que desepvii saber as ra-
zoes em que se funda va o Iltuslre Deputado que tinbe.
proposto o adiamento.
O Senhor Goncalves Martins comecou o seu dis-
curso protestando de que nao era suspeito qu nido fal-
lasse no banimento de D. Pedro, porque ainava a li-
berdade do seu paiz, e quera a sua felieidade, nm
nao por meio de intrigas, e facco^s ; que tinha pro-
posto o adiamento porquatro razes: primeira por
ser intempestiva a discuco de semelhanle Pro|ecto : se-
gunda, por ser perigosa ; lerceira por ser inulil;
quarla, por ser pouco g^neroza a deciso de (al Projee*-
lo; disse mais o Illuslre Deputadn, que tinha visto iu
psssadd Legislatura as leis serem defeituosas, eque al-
gu mas al pas>aro sem diseusso; que o Brazil por
lahlo reclamava medidas primeiras do que esta, co-
mo por exemple o melhoramento do meio circulante,
e a diseusso das Resolueoes dos Conielhos Geraes das
Provincias ; por Me quanilo ellas tem (rabalhado n*
melhoras do seu rgimen, as suas Resulucoes tem tb-
do permanecer na Cmara tiez e quatro annos o qu
nao era prnpt io de imm paiz livre ; que tamhem liavi-
o cotizas que Iralar respectivas s Cmaras Municipa-
es, de que nao se tratava ; e para que huma medida
fosse til ao Brazil, era preciso que nesta Cmara hou-
vesse liarmonia, e que todos se tratassem como Irmaos,
e se deixassem dessas odiosidades e insultos, que em
outras SessSes da passada Legislatura se havio obser-
vado. O Illuslre Orador contiuiiou a fazer muitas ob-
serv-icSesem prova das assenoesque a vaneara, eton-
cluio di/endo que a diseusso era prejudicial, e que
nao previa qual havia de ser a deciso.
O Snr. Evaristo da Veiga disse que em primeiro
lugar faria juslica aossentimentos do Senhor Deputa-
do que acal) iva de fallar, e que o seu patriotismo e pu-
ros sentimentos ero reconheeidos nao s na sua Pro-
vincia, como no Brazil inteiro : porem, declarando
queia responder a os argumentos do mismo Honrado
Debutado, disse que o Projecto em questo nao poda
ser julgado por si mrsmo como intempestivo, e que era
de todo o lempo, e de toda a poca (apoiados); que
esle era o lempo das Leis, e que as circunstancias em
que a Naco se achava devia discutir-se semelhanle
Projecto, sem estremecer ; que a ocasio era mui pro-
pria para ventilar se sobre materia to importante ; que
muito dse ja va que se tritasse das reformas Constituci-
onaes, mas que eumpria em primeiro lugar tratar dos-
le objecto, e mostrou que nao existia nenhuma faccao
de Ri'sl aura dores na Cmara (apoiados) ; e espera va
que a maioria da mesma Cmara volasse contra tal adi-
auicnlo, porque de sua adopro resultario maiore$
inconvenientes, do que aquelles, que se supppoe, se
o Projecto se ventilar ; que elle ja fora appreseulade
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(1(522)
ib 1831, depon em 1833, e que trer annos era lem-
po bastante para que esta questio nao viesse apanhar a
Cmara de sobresalto. O Illustre Depulado continuou
a fallar nesta materia, e a responder as objecces do
5ar. Goncalves Marlins, e concluio pedindo que se
passasse a tratar do Projecto.
. OSenhor Moniz Brralo disse que em queslo de
to grande interesse julgava que deveria dar o seu vo-
to ; quelinha votado em 1831 por este Projecto; que
m 1833 votara por elle, e que agora mesmo votara,
mas que por ora requera o seu adiamento; porque
suppunha que as circunstancias actuaes o Projecto ira
prduzir mais males, do que bens.
OSnr. Henrique de Rezende, como autor do Pro-
jocto, o defendeu com fortes razoes, e volou contra o
adiamento.
Ao meio da o Snr. Prezdenle' convidou a Illustre
Depulaoo que tinha queaprezentar Regenera a res-
posta Falla do Trono a sabir da Salla.
O Snr. Figueira de Mello votou contra o adiamento,
.a-favor do Projecto, dizend que elle ia dar hum
arte ao partido Restaurador.
Houve huma pequea discusso de ordem sobre as
pesque es Senhores Deputados podio fallar nesta
discusso, e foi lido o artigo do Regiment da Cma-
ra, que determina que o Depulado em questoes dessa
nalureza nao poda fallar mais do que huma vez, ex-
cepto o autor do Requerimento.
OSenhor Ministro da Marinha entre muitas refle-
mof$. que expendeo contra o adiamento, leml)ro\i que
era neeessario dizer-se que a Cmara dos Depulados ja
mais eon-sentir que nao se repella da maliera a mais
ft*ral, e a mais justa qualquer invazo j que Ella tam-
be nao ha de consentir que o Duque de Braganca ve-
nha. aportar ao Brazil, sej.i qual for a manera. para
ooncorrer para a deslruico da grande obra do Dia Se-
to de Abril ; que se passsse o adiamento, dr-se hia
que a Cmara nao quera tocar neste negocio pormedo;
??que desle modo s ra dar armas aosinmigos da Na-
efpj que gtdtS porque o Illustre Deputado. autor
ponqureceava o man effpito das dCUSsS >s do Projec-
to ; mas que tinha a terebrar Ihe que a discusso sobre .
adiamento tinlia ja pro luzido esse mesmo resultado,
c Iraria hum perigo de multo maior transcendencia,
q*ie nao hava de trazer a do Projecto.
OSnr. Araujo Lima pon* o fallou nesta materia, e
disse que votava contra o adiamento porque era isso
oque a sua consciencia Ihe dictaV, e que era preezo
ter se-mprc em vista os intertsses nacionaes (apoia-
do.)
O Snr. Limpode Abreu, como Presidmte da De-
piitaco, pedio a pa'avra, e sendo Ihe concedida, dis-
se que. n Deputaco havia sido recebida com as forma-
lidades do estilo, e que aprezentindo a Regosta a
Falla do Throno, Ihe (ora respondido:qup a Regen-
cia em Nome do Imperador o Senhor D Pedro II,
louva muito os patriticos sentimentos da Cmara dos
Swnhores Di-put-idos.
O Snr. Prezidente disse que esta respost era rece-
bida com muilo especial agrado.
Continuou a discusso do adiamento.
Coniinuar-se-.
N.
A6 podendo nen dar aos nnesos letores a i n lepra
dos Relatnos dos Ministros d'Estado, jidg'amos que
lo Ibes ser desagrada vet a fritura de nlguns tpicos
del les, que nos p4recera mais inteYeSsarites.
No colatorio do Exm. Ministro da Guerra, diz S.
Kxe. fallando do esereito.
Outra medida urgente, e sem duvda huma da
primeiras que convem adoptar sobre o mesmo objeclo
de disciplina, he o separar-se do Quadro do Exerct*
hum grande numero de Officiaes, que por muitas ra-
z5es bem sabidas nao podem, nem devem ser nelle
empregados. De ordem do Governo brevemente Vos
sera apresentada huma Proposla pira e6se fim, que
sendo vantajosa para estes Officiaes, segurando-Ibes
huma subsistencia certa, sega ao mesmo tempo da mai-
or economa para a Fazenda Nacional ; alem de con-
correr essencialmente para habilitar os Officiaes que
ficarem dentro do Quadro a terem aceessos e esperan-
cas de adantamento que ao presente nao leen; cir-
cunstancia esta tambem asss atlendivel, pois que mui-
tes Officiaes ha, que desdeo anno de 1824 nao tem
lido accessoalgum, sendo alias disto merecedores ; co-
mo acontece com os da Bahia, Rio Grande do Sul, e
outras Provincias.
Augustos e Dignissmos Senhores Reprezentante*
da Naco, huma idea vena dispertar outra ; e qunndo
se trata de ter huma forca bem disciplinada, capaz de
fizer frente ao iiiimifjo, qualquer que elle seja, occor-
re logo que a organizaeo actual das nossas Guardas
Nacionaes, pouco propria para habilitar esses Corpos
para a Guerra : nao basta s o valor, a por vezes ex-
perimentado, dos nossos Guardas Nacionaes; a sua
grande Torca numrica nao ser suffic.ionle ; e elles sc-
ro vctimas do seu patriotismo, se sem instrueco e
conhecimenlo da Arte da Cuerea, forem levados ao
campo, tendo de combater hum inimigo -aguerrido e
disciplinado. E nao estar por ventura evidentemen-
te provada a necessiila le que temos de huma forca dis-
ciplinada, e adestrada para a eampanha, pela dura cao
ainda da porfiosa luta de Panellas e Jacuipe. que tan-
tos estragos tem causado ? Outro inconveniente nao
menos ponderoso, que resulta da actual organisaco
das Guardas Nacionaes, he o nao se poder distribuir
em legra, o armamento, e muito menos fis exaeco ; para islo >eria preciso que a Repartico da
Justica tivessse tambem seus Arcenaes, Fabricas, Ar-
mazens, etc. ; e poderia isso convir boa ordem e e-
conomia ? Parece-me que nao, e em favor desta op-
nio tenho o parecer de muilos Militares experimenta-
dos, e excellentes Patriotas. Tal he, Senhores, a con^
Banca que o Governo tem na justica de seus actos, ea
persuaeo em que est, de que a Assembla Geral Le-
gislativa e>tar convencida disto mesmo, que, vista
do que fica exposto, se jnlga habilitado a pedir autho-
rzaco para reformar a actual organisaco das Guarda
Nacionaes.
O Governo espera que a indspensavel Le do Re-
orutamlo ser um ilos pfjncip i<*s objectos d VotM so-
licitnde na presente Sesean; pois sem ella nao he possi-
ve| obterem-se recrutas. a fim de se poder espedir al-
gum resto de pracas que tem coplelado o tempo de ser-
vico : e ainda mais urge a decrelaio de.4a Lei, quan-
do vemos rem tomando corpo os parti.lo no E>tado
Oriental ; atear-'se a guerra entre. Paraguay e Cor-,
lenles ; e ao mesmo tempo a Provincia do Rio Gran-
de do Sul sem Tropa su reciente para cobrir as suas
Fronteiras.
He do me.udeverfazerchegarao Vos^conhecimen-
to, que as FortificacSe de todo o Imperio, excep-
co das dcsta Capital, se acho quasi completamente ar-
ruinadas, e que o Armamento que temos nao he bas-
tante as circunstancias actuaes ; por isso o Governo
me determina solicite providencias do Corpo Lepislati-*
vo, conforme a Proposta apresenlada na Sesso do aa
no passado. De toda a parle se pede Armamento, e
o Governo, querendo occorrer oom as providen- asao
seu alcance sobre hum objeclo de tanta gravidade, re-
t
I


*r
(162.3)
Miren, $ue se fizesse encommenda de algum mais in-
dispensarel, sendo pago dentro dos limites do Orca-
menlo, pela somma decret.. parlicao da Guerra j entretanto (juetem muito em vis-
te que o Armamento do Exercito possa ser todo fabri-
cado dentro do Imperio, para oque s falta o numero
aecessano de armeiros.
No principio de um periodo fallando S. Exc. dos
onhecimentos dos Offioiaes do nosso Exercito, con-
que : por isso julgao Governo de absoluta necessida-
de serautonsado a mandar estudar e praticar na Eu-
ropa alguns Officiaes de reconhecida boa ndole, vi-
gorosos, e com sufficiente instrueco preleminar ; a
fim de ali se habilitaren a ser peritos Militares em cam-
panha ; a melborar os nossos Arsenaes e Fabricas :
c a emprehender novos Eslabelermenlos, ou quaes
quer outras obras de publica utilidade : de vendo o Go-
verno proporcionar-Ibes os meios de decente subsislen-
a nos Pai/.eN pira onde forera mandados.
Sobre aFabrica de Pdvora :-0 Governo nao
eessa de lomar todas as medidas ao seu alcance para fa-
tjst prosperar este importante Estabelecimento, e pelas
providencias que tem dado espera que nao lardar a -
pora em que o Salitre, que ,t %% ado pelo r-.st.Mng.nro, afluir com abundancia das
rov.n.jas de Minas Ger.es, e Cear, asquars sao to
feriis. d.-,le miuen.l,. que nao s poden abastecer*.
ota Fabrica de Polvo,.,, mas al fazer de la para o
.ilurohum.nt.-ressanleMrtigo de expo.taco; tanto
mais lucrativo, q.ianto o no.so Salitre lie superior em
qinlnia.Ie a todos os outros alagpra condecidos, como
esUcomprovudoj(or di versas exneri n< ius que se tem

. ..%
JURI DEOUNDA.
oho 2. Entrn em julgamento Manoel (|os p_
Os, cr.oulo, forro, morador no Bairro de Sanio
Antonio, pro com urna ae, de pon M0 ,da
Ceta Forte, que tpmou por Procurador na ocazio a
Bernardo (fe Sent Franco. Confe^ava o Reo o cri-
me, I.oIm testemunbas de visla, e pediu o DoUtor Pro-
motor a pena mxima do art. 3." da Lei de 26 de Oo-
nbro de ,831. Def-ndeo-o p s Procurador, mos-
trando, quea .ea.era inslrumenln de seu oficio de ca-
pale.ro; que a (razia por ler |,do a lugar longe, de
no.te, e por estradas perign/as por rauz, de ladrSes;
que era o R-o pacifico, e de b..a conduda e que es-
lava prezo a I9mez.es, pena superior mxima do r-
tado artigo. O J. y. talvez em ,lief,co ao longo lem-
po de pn,o, quetinba o Reo sofrido, o eonde'nou na
pena nunima do citado arligo da Le 35. das de pri-
zao simples. '
Enlrou maisem julgamento Antonio do Monte Fer-
reira, pardo, prezo pelo furto de 2 c.vallos em Olinda
br se. 1 rocorador o Adog..d, Joze Vellez deGoiva-
a, que pedia firasse perempta a aceto por nao ler com-
parecido a parle, e nao ser atte dos crimes que pode
acotar o Doutor Promoior. O Doutor Juiz de Di
reliodeciiiocon Ir a o Reo por Un ler se servido da
etcepcio era lempo, e ler ja contrariado perante o Juiz
de Paz o hbcllo aprezenlado pelo Doutor. Promotor.
Oadvogolo do Reo deixo,, o lugar, que f subslitu-
por Jote Joaquun dos Sanios que conlinon sua defe-
ca, mostrando que nao bavio contra elle provas su-
ficientes. O Jury o absolved.
Junbo 3. Eulron era julgamento Manoel Mar-
ques daCunha, pardo, soldado, que foi da arlilbaria,
prezo por cauta do assacinio feito na peisoa de Joa-
qun JozcFraneo no lugar de S. Auna. Era seu Pro-
curador Bernardo de Souza Franco. Acusava-o o DoU-
tor Promotor por assacinio com intento de roubar, o
pedia a pena mxima dos artigos 192, e 271 do Cod.
Crim. : que he a de morte. Mostrou em sua defeta
Procurador, que s urna pessoa, tendo vindo pela
mesma estrada porque vinho o morto, e o Reo, ti-
nha os visto entrar por um caminbo, ouvido gritos,
visto depois pusar o Reo, correndo com um instru-
mento na mo, que nao pudera ver ; mas que esta
testemunha era um escravo, que segundo as ordenaco-
e9, e Cdigo do Processo nao pode depor em juito \ o
que o seu depoimento era infirmado pelo de outra tes-
temunha, que se dizia seu Meslre, o qual no mesmo
dia jurara ler ouvido aquelle dizer, que tinha pre-
zenciado a morte, e visto dar a facada. Mostrou mais,
que outra testemunha que jurava ter visto o Reo que-
rer pasear o Rio grilar assustado por Canoa, e regeita-
la depois escondendo-se n'agoa, se conlradizia man-
fesamente em seus dois clepoimentos perante o Juiz de
Paz, eperante o Dezembargador do Crimeque urna
3.' referida apenas jurava ter dado os signaes do Reo,
segundo tinha ouvido a urna prela, que be linha dito
ter encontrado um pirdo assustado, prguntandd se
havia gente na passa^em de Sania Anna-que duas que
juravp ter ouvido o Reo Cunfessar o crime discordavao
sobre o lugar, e nao foll prora, principalmente por
que urna jurava ler elle confessado perante o Juiz de
Paz, eesle em sua parte omita umaeircunstanca tO
esseticialquea tentativa de roubo careca atbe de ift~
dicios porque s a afirmaro de passagem duas teste^-
munbas de ouvidn vagae que por lano s resta vio
contra o Reo indicios remolos lirados da sua pessoa, e
figura, Irages, circuntancias de eslar molha'd, os
quaes nao azio prova a'gUma segundo a opinio dos
melhores Jurisconsultos. O Jury o condenou n fie*
na mxima do arligo 193 gales perpetuas. I
Somos, na qualidade de Procurador do Reo, d'al'*
gum modo parte nesta cauza; por isso, e porque lie/
mui difcil poder bem-avahar o julgarNento dos Jura-
dos, que julgo ^e o devem fazer) segundo prov,is dos
autos, e proras de fura, nos nao atrevemos a dizer que
nao a julgaro bem. Parece porem que assim foi, s&
attendermos que nao houver.) circunstancias agra-
vantes, e que s podendo e>lar ineurso no art. 193 em
que o eondenaro, nunca podia ter lugar a pena mxi-
ma, sendo to iracas as proras, que contra o Reo ha, r
cometido o crime em lugar tal, que nenbum oulro co- <
ribecimento be crivel, que delb*s livrssem os Snrs. do-
CouspIIio do Jury. O Reo porem prolcstou por ou-
lro julgamento peranleo Jury da Capital, e nelle vere-
mos como sai.
Enlrou mais em julgamento Joo da Cosa Meirel-
les, prezente, e seus di los Joo e Francisco da Costa
Meirelles, auzentes, acuzados de tirada de prezo do
poder da Juslica. I'oi A drogado do Reo prezente
Advogado Francisco Marques de Araujo Goes, que o
defendeu mostrando, quea prizo nao era legal, e que
elle fora desarmado buscar o prezo, e nao lira-lo. O
Jury absolveu o Pai, e condenou os filbos na pena
media do artigo 121 do Cod. Crim. l anuo de prizo
com trabalho.
Junbo 4. Enlrou em julgamento Francisco de
Monte- alegre Portuguez, acusado de tentativa de rou-
bo, earhada d'armas defezas. Deendeu-o seu Pro-
curador Francisco Olegario Rodrigues Vaz, moslrando,
que nenba prpva havia da fBiatira de roubo, e que
as armas, com que fora encontrado, eio um baca mar-
te, e um espadago com que ia para o mato, para on-
de be costume irem todos armados 5 e que ja isla va p
Reo preto a 6 metes. O Jury 9 conenuu na- peiv
T"
TT


.'

(1624)
mnima do art. 3/ da Le de 26 de Outubro de 1831
35 dias de prizo simples.
Tem-se d'algum modo deficultado o julgamento dos
Reos por falta de comparecimento dos Advogados do
termo, a quem, sendo os Reos pobres, compete defen-
de-los. Segundo nos consta sao advogados do Termo
de Olinda, e existem na Provincia osSenhores Doutor
Rozelles, Doutor Chagts, Doutor Loureiro Promo-
tor, Manoel da Molla SiWeira, Joze Vellez de Goivara,
Franei-.cn Elias do R'go Danta*, Barharel Joze Benlo
de Feg eiredo. Custodio M.moel da Silva Guimaraens,
Joze Antonio Esteres, B.izilio Quaresma Torreo Jor,
Antonio Alfonso Ferreira, Cnetano Vicente d'Almeida,
Luiz Anl. Barhoza d'AImd.*, Francisco Marques d'Ar.*
Goes ; e asr.aozas tem sido defendidas, 1 pelo Snr.
Doutor Autrant, e Santos1 pelos Senhores R'go
Dantas, Doutor (.hagas, e-Doulor Autrant. 1 pelo Se-
nhor Richard Joze Maria Coelbo e Santos, 1 pelo
Snr. Advogado Vellez. e Santos, 1 pelo Sr. Motta Sli-
viira, 1 pelos Srs. Advogado Reg Dantas, e Goes. 2
pelo Sr. ico'o Rodrigues dos Santos Franca e Le i te,
2 pelo Sr. Advogado Goes, 3 peloSr. Francisco Olega
rio Rodrigues Vaz, e 5 por Bernardo de Souza Fran-
co. Os outros Snrs. Advog-idos nao tem compareci-
do, nem tem sido adiados, e ha delles milita necessi-
dtde por isso, que ha muilas causas de prezos pobres,
t poucos, que as qweiro advogar.
O
ANUNCIO.
Arsenal da Marinha precita comprar 2 ferros de
11 a 12 qui.taes Portugueses para soccorro das Ein-
barcacoens : quem os livrr, e osqueira vender, diri-
ja se ao mesmo Arsenal pra trntarem do ajuste rom
o respectivo Inspector. Arsenal da Marinha 7 de
J mili o de 1834.
Alexandie Rodligues dos Arijos.
arrematacao

XjLCha-sp em Praca pelo Juizo de Orfos para ser ar-
rematado udos os dias da Lei, um eseravo de nnme
Francisco, e de idade de 40 anuos, avahado por 160^
reis.
O
Letlao'.
'S Administradores da casa de Pedro Muller fa-
zem leilo de varios trastes, e urna meza de jogo de
Bilhar, com os seus perlences era bom uso, no da
Quarta feira 11 do crrante, em a casa de sua resi-
dencia, ra da Cruz n. 36, as 10 horas da munh.
O
flentoj*
'Inheiro de prata por menos 1 por rento do que
vendem os cambistas; no Forte do Mallos prenca do
Pinheiro.
erDas.
M A noite de Quinta feira 6 do prezente mez de Ju-
ho perdeo-se urna espora de prata <, quem a tiver a-
chadoquerendo restitui-Ia, procure na roa doTigt-
rion. 32 a F. F. R. Sette, que compencar generosa-
mente.
atn?oj3 particulares.
\3$ Administradores da caza do falescido Joze Praa-
cis'Oda Costa, concordes com a deliberarn da maioria
doscredores, ja julgada por sentenca, tem consumada
a proposta sociedade, entre a viuva daquelle l'alescido,
Rilla de Almeida Costa, eseu cunhado Antonio Fran-
cisco da Costa, que assinar dt-baixo da firma social
Vi uva Costa & Comp., to somente em objeetc*
inherentes a mesma sociedade. Os Administradores
abaixo assignados, declaroque elles vo lomar inge-
rencia em todos os actos sociaes, e ter nos irais ponde-
rosos urna aeco delideraliva, sendo os guardas tl'umi
regular Esciituracao.
Joaquim de Souza Pinto.
Fiancisco de i aula Pites Ramos.
^^ Por engao se publhouque a arrematacao das
casas do Patrimonio dos Orfos era nos dias 9 e 12 da
ntrenle, pois deve ser nosdia- lie 14, e continuar
as Quailas e Sabbados quando nao brem dias de
guarda.
$T^* L. A. Dubourcq mudou sen Fscriptorio para
a casa I). 63 da ra dsCadeia do Recife.
ty^ Quem annunciou ter um esclavo cosinheire
para alugar falle no Botequim graaude da Praca, oua-
nuncie, ipie sendo bom se ajuslr
^^ Os Administradores da caita do falesrido Jote
Francisco di Costa, abaixo assgnados, derla rio, qne os
rredores, e devedores da mesma cusa, lao somente
elles se deveffl dirigir, visto serem os gerentes nicos
de lodosos negocios da mrsm.i casa.
Juaquim de Souza Pinto.
Jraai'isco de Piada Pires liamos.
NOTICIAS MARTIMAS.
Navios entrados no dia 8.
SaNTA CATHARINA 21 dia; B Tiiumfo A-
meiicono. Cap. Manoel Simo -s : furiuha : a Antonio
Marque da Costa Soares. TooeHudas 255.
BAHI \ ; 4 das; S. Qpi Africana, Cap. Joze Rai-
mundo da Silva : gneros do paiz: a Manoel Joaquim
Ramos e Silva 'Ponchadas 118. PassageirosFr.
Francisco de 5 Joze fttsgalhaens, Fr. Juo de Capis-
Ira no, Fr. Mauoil de Santo Agosliuho, Joiquim Ma-
ria deCarvalbo, Joao Soares deSou/a, e Alberto Joze.
MACF.IO'; 2 dias; Htale S. Guntalo Boa soite,
M. Custodio da Silva Soulo: assucar: o mes-
mo VI slre. Passageiros Braulio Ribeiro de A-
maral, Joo Gomes de Souza, e Malheus da Costa Mo-
raes.
Fundiou fora do alcance da halara urna Galera
Austraca.
Da 9.
RIO DE JANEIRO vtsk BAHA : 18 dias; Paq.
Ing. Heutaldo, Com. o Tenerte Heile. Passageiros
Liib' Mr. Jameron.
MON VIDEO ; 35 dias; Placa Sarda S. Joao Bap-
tifta, Cap. Guidmonte Chete: carne, lingoas, a
6278 palai oes.
Fundiou nolameirioa Escuna Americana Emilia,
que anda a pesca.
Fe/.-se de vrlla a Fragata Francrza.___________
Pern. nu Typ. du Diario. 1834
,





T7T
T


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