Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02619


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Full Text
I
I II

Mi
MH*

ANN Uf f 834,
TERfA FEIRA 3 DE JUNHO
NUMERO 40*
veo*
Vil.screv.i-se mensalmente a 640 res, adiantados. Na Tipojrrafi*
Oiario. pateo da Matriz de S. Antonio sobrado da porta lara
I
I
do
ur.de se receben correspondencias, rem-at
*ratis sendo doa proprios ass.-names somente e viudo asaiffRadoa.
Tudo agora depende de nos mesmos, da nossa prudencia, oa
deraco, e energa: continuemos como principiamos e seren*
hpuntados coni arimiracao entre as .\acoes mais cultas.
Ptoelamafie da istemblea Geral da Bratii
B
impreco em pernaminico pot X % De j&iratffla faica'o-
DAS da SEMANA
OMti^im im/uvim.
%%%^^**V%%/W^^"*%^^^^^f^%>%^fc%^%^* M11U1M
3.* S. Paula-T{e\. de m eaud. do J. dos rf. de t.
P. aos 30 m. da t.
4'-S Quinao- Ses. da Thezouraria Publica. Pr. a
1 h. 18 m. dat.
S-* -S. Pacfico- Re. de m. A. dos J.'do Civ. de m.
ede t. Pr. as 2 h. e 6 m. da t.
6/-J& O SS. Coracao de Jezus. Pr. as 2 b. 54. m.
da t.
Sabbado S. Roberto- Re' de e nud. do Vig.
G. de t. P rea mar as 3 h. 4i m. da t.
Dom." S. Satstiano Preamir as 4 e 30 minu-
tos da t.
ARTGOS D' officio.
Li m. e Exm. SenborDas copias incluzas ver V.
ElC. o provnito que lirn dos sitiadores a partida do
Capilo de Commis>ao Manuel Becerra do Valle, que
se rerolhpo no dia 24 do crrante ao Ponto de Praci-
nlia donde havia sabido. Este OlfiVial para quem pe-
di ao Fxm. Snr. Prezidente da Provincia a Commisio
de Capilo, he hum dos que milito importa na lucia
actual, nao s pelas suas boas qualidades como homem,
como pelea seus bojis scrvieos como Soldado. Por es-
ta occazio cumpre-me declarar a V. Exc. que estas
comniodes nao tem sido por mim pedidas, nem pelo
Exm. Snr. Presidente dadas, como remuneraco de
serviros prestados na !uet actual, porque neste cazo
tiuba de remunerar a mor parle dos Officiaes, que se
nao excedem aos agraciados tambem Ibe nao sao inferi-
ores em merecimenin; tem sido sim pela necessidad*
de nvistir aos postos de maior graduaco a Officiaes
que a ncressid.ide cbama para os Commandos.
Accuzo recebido os Offi.ios de V. Fxe. de 20, e 21
(tocorrete, e o senlituento que V. Exc. me rommu-
nica terlhc canzado a molestia dnCapito Acciole, de-
ve dcavanecpr-se com a milbora que tern tido da qual
espero bum breve nst d)e!erimento.
Dos Guarde a V. Exc. por muitos anuos. Qonr-
tel do Commaiido em Chefe das Tropas em operacSes
ontri os Sdtiadores de Jacuipe, e Panellas de Miran-
da no Bngiiiie Limeiras25 fie Maio de 1834 Illm.
e Exm. Snr. Joze Jnaquim Coelbo, Commandanle das
Armas da Provincia de Pern imbucoJoaquim Joze
Luiz de Souza, Commandante em Chefe.
Do Diario da /idmimstrac&o.
* IV* W*W*.
"M A muito que se reclama a instalaco do Jury nesta
Cidade, que por desgraca nao s fi>ou traz de todas
as outras do littoral do Imperio, romo que mesmo nao
tomou a dianteira dus do oais Municipios da Ptovin-
cia, o que alias nao era de esperar. Depwis de vencicfos
outros embancos apareceo a dificuldade do local: o
Municipio nao tem caza propria para os tr;jbalhos ao
Jury, pedio-se por tanto ao Exm. Snr. Prezidente ou
a Caza do Conselho Provincial, ou a Salla do Beja-
Mo : S. Exc. respondeu quejulgava nao dever qns-
por para aquee fim destas duas salas destinadas a ou-
tros inteiramente differentes, ainda mais bavendo j
o exemplo do .-.buso que no Conceibo de qualificaco
de G. N. do Recife tinha havido na primrira, ebe-
giudo a ponto de se extraviaren) papis pertencntes
ao archivo do Conselho ; e lembrou differentes consis-
torios desli Cidade, ondeo Jurypoderia interinamen-
te por em effe. tividade os seus trabalhos. Requisilou
pois a Cmara Municipal contraria deS. Pedro ose
consistorio, que Ihe foi negado ; tendo o mesmo resul-
tado igual requisico feita da sala dos arlos aos Religio-
sos Franciscanos-. Tal vez se diga, que nao comps-
tivel com o respeito devido Di vi n da de e aos seus
templos o uso inteiramente profano de logares desti-
nados as cotizas de Dos ; mas isfo urna evasiva mi-
seravel. Nao servem essesconsistorios muitasvezes aos
banquetes, d'ordinario crapulosos dos carissimos cdn-
frades? Nao vimos nos ja nessa sala dos aclos dos Fran-
ciscanos represenlar-se pecas dramticas? Ser tudo
isto feito para maior gloria, e honra de Dos? Pode-
ria ser este o pretexto ; mas nao a causa, que sem d-
vida veio do egosmo de>tes Seuliores. Nem outr'a
cousa se devia esperar desses zanges da Sociedade e
dos Padres que dirigem h^je a Contraria de S. Pedro.
Ora si os Ftciscanos que tem os seus bens'nas boleas Ho
Publico, ousao rom tanto despejo negar para o servi-
co do mesmo Publico urna sala, que Un-* intil ; o
que se devia esperar de Padres, que governo urna
CUSa que elles pela regra do poder Divino dos reis jul-
goque muito sua, de Padres com.. o celebre Leitao
que a voz publica denuncia por beato ebumbeiro, e
comoo Marinho, sobre quem nao preciso dizer pa-
lavra, um dos quaes redimi, e ontro assignou o officio
dirigido a Cmara IMuui< ipil ? Devia-se esperar eonr
fiadamente que elles fizessem oque fizero, uma ver
que se Ihes falln em tom de pedido. Porem nos jul-
gamos que ainda pode a Cmara Municipal fazer ou-
liv diligencia, que ; podir a (|uem de dirrilo Cor que
ordeoe urna dessas Sot i d wles a entrega da casa pe-
digo do Proeesso. que diz As Sess-s do Jury,, ou
Juntas de Paz, se fr > nos Consistorios dasIgrejas,
ou Capellas, nos lustres onde nSo houver casa pu-
blica, para isso destinada : m com o que por certo
nao quisero os Legisl tdor. s d.-ixar o prest i mo d,ssas
cazas, no nosso caso udispensaveis, ao arbitrio capri-
choso de fanticos ego>ias, ou perversos nimigos da
Liberdade, e da Ndc.o.
-CS"
T
"m^%u
E
SI


?.-v#.'
(1604")
BISPADO DE PERNAMBUCO.
Dom Jo&o daPwificac&o Marques Pe digno Co-
nego Regrante de Santo Agostinho 5 pela Grac
de Dos, e da Santa 5 do Conselho de S. M. I. e C. o Snr. D. Pedro
2.' Sfc.
A todos os Nossos filhos, a quem em Jezus C. Tri-
butamos amor, e lnviamos Saude, Paz, e Ben-
cao.
1M Ao Podemos, dilertissimos filhos, confer em Nos-
so coraco o prazer, que a vossa piedade Nos occazio-
nou, cooperando de lo boa mente ao Culto do Santis-
smo Sacramento na solemnsima feslividade, e Pro-
cissao, que no dia 29 do mez p. p. celebramos. Nos
calillamos de jubilo na consideraco de que foj com-
pletamente satisfeita a Nossa expectaco, nem outro
procedimiento Esperavamos, pnis que os vossos, sao os
ssos designios. A tranquilidade ( o 1." dom tempo-
ral que o Ceo nos pode conceder) e o fervor com que
fdi'celebrado aquelleaclo, Nos induz a crer, quoju-
cundo foi aquello, em cuja veneraco vos singularizas-
ts.; Nos bem di/.emos a vossa devocao, p Tiastes a Nossa magoa, para que em verdade Nos se-
j licito diser com o Profeta, e Rei SantoSecundum
mullitudinem dolorum meorum in corde meo, conso-
tytoies tua? Lrclifieaverunt animam meam. Do mes-
irio nfodo que ha veis, Snr. Dos, sustentado o meo CO-
r^ com o pao das lagrimas, ignalmeate me haveis
accmulado de consolacoes espirituaes.
' "Tende amantis^imos filhos, mais hum novo testemu-
ho a prol d'humi Religio, que perseguida, e vexa-
daI'desde seu exordio, sempre lem florescido, e admi-
ravclmente triunfado : do que se collige, que a sua
iystituico he Divina. Alienta tal asserco, he indis-
pensavel condemnar como f^lsa, outra qual quer que
occltamente seja persuadida, como reprovada por Je-
zlis'C., quando, comparecendo no 1. Tribunal para
ser julgado,' e Inquirido a cerca de sua doutrina, disso
qti a sua doutrina tinha sido anunciada a todo o Uni-
verso, e jamis fallara em st-gredo ; e em outras occa-
zi'fis determinon a seu discpulos, reprezentanles da
futura Igrcja, que annunciassem publicamenlc a sua
doutrina. E nao nos persuadimos, tendo pre?ente es-
te Evangelho, que toda, e qualquer doutrina estranln,
semiente pode ser suggerida pelo poder das trevas, e
be diabo? E se este por Jezus C. he denominado
pai da mentira, como poie intimar a verdade, anda
mfesmo quando transformado em demonio meridia-
no?
Filhos carissimos acredtai o vosso Pastor, quotidi-
aamente solicito em suplicar a salvaco das suas ove-
lhas. Nao inutiliseis os fructos do incruento Sacrifi-
co, que em vosso favor oerecemos, na qualidade de
Mediador, posto que indigno, entre Dos, e v(U. De-
litem-nos na observancia dos Divinos preceitos, se
Sertendemos disfruclar oseffeilos das nossas oracps.
iilectare in Domino, et dabit tib, peliliones cordis
tai.
Nos momentos em que a Divina Clemencia Nos su-
porta, sempre tmido, copprmidos com o pezo de
ta'Ata resporisabelidade, huma esperanca Nos resta, de-
pois de Confessarmos perante todo o Mundo a Nossa
insuficiencia, que se pela doutrina, e exemplos nao
Corisguirmos o fim que Nos propomos, a Religio de
Jezus C, que cordialmenle Abracamos,, remunerar
misericordiosamente a Nossa intenco. Tal he o carac-
lar 'da nica rerdadeira Religio, que premeia anda
L

as boas intensos, quando estas se nao poded reali-
zar
Palacio da Solidade 31 de Maio de 18 34.
Joo, Bispo Diocesano.
^^^^^^i w^^r ^^'w
CORRESPONDENCIA.
O
Snr. Redactor.
Jur d'Olinda no da 7.7 do corrente merece ben
ser publicado com todos os seus promenore ecomoV.
M. falla sobre asdecizes daquelle Tribunal em geral,
bom hedarlambem lugar em oseu Peridico ao caso es-
pecial, cuja expozico vou fazer como Procurador do
Reo naquelle dia. Francisco Joze de Mello era o of-
fendido, Francisco de Paula e Souza o Reo : tratava-
se de ferimento : e como as palavras do corpo de dilic-
to nao ero claras seo respeito para se poder elassifi-
cal-o, e em consequeucia designar o aecuzador, reque-
r antes de tudo, que'sc examinasse previamente quem
competa aecuzar na especie oceurente 5 por quanto eu
pretenda demonstrar, queodelcto era de aecuzaco
particular, e que nao comparecendo o oftendido, dc-
va ser posto o Reo cm lberdade avista do art.
221 do Cdigo do Processo Criminal. Suslentou o
Snr. Promotor, que Ihe competa aecuzar por estar o
fado elassificado no art. 202 do Cod. Pen. em que
elle somente funda va sua aecuzaco : eu deffendi o
contraro, e por fim requerendo o Snr. Promotor, que
o Snr. Juiz de Direito decidisse por ser queslo de Di-
reito, e vendo eu que o negocio dependia todo de se
enlenderem as expressoes do Perito no corpo de de-
licio, isto he, de urna decizo de facto, requer, que o
Snrs. Juzps de Facto (qnc se duvidou serem todos,
ou s() os doze do Tribunal) examinassem. e decidissem.
Houve algum debate acerca de ser, ou nao a queslo de
facto, e em consequencia jnlgaro os Jurados, que o
Snr. Promotor Publico podia aecuzar, isto he, que o
facto era dos do art. 202, em que nicamente declarou
o Snr. Promotor fundar o seo libello. Comecava ago-
ra arcuzacao publica ; mas antes de entrar nella,
quero tambem referir as proprias palavras1 do corpo
de delicio, e do art. que se julgou correspondente.
Diz o Perito naquelleque achara no oendido trez
iu&izues no te.co superior da coxa, urnas das quaes
fez grande estrago nos msculos, e vazos venozos,
d'onde rezultra grande perda de substanciaE este
Se houver, ou rezultar mutilaco, ou destruico de
algum membro, ou orgam dotado de um moviment
dislincto, ou de urna funco especifica, que se pode
perder sem perder a vidaPara nao alongarmos a
correspondencia, nao circunstanciamos o debate sobre
a indiligencia das palavras, estrago, mutifc&o, des-
truivo ; assim como 6obre quaes ero os membros, ou
orgaos, de que falla o art., devo com tudo declarar
(porque desejo ser Ilustrado, ou convencido) que sus-
tentei, e muito melhor, que eu os Snrs. Doulor Au-
tran, e Franco, ser estrago-coma muito diflerente de
destruico, oque negava o Snr. Promotor. Vamos
aecuzaco. Toda ella se fundava na infraco do art;
202 do Cod. Pen. ; no corpo de delicio; e em duas
testemunhas de vista : eu a destru (e nao a exlraguei)
mostrando, que o corpo de delicio mencionava trez in-
cizoes;as (luis lestemunh is dizio ter visto o ofendi-
do rom urna choupada, que atraves^ava a coixa, c dis-
cordavao nis circunstancias, pelo que tinha o Juri dr
jlgar um feitocom corpo de delicto, e sem testemu-
nhas, ou com estas, sem aquellr ; pois que sendo op-
postos, um devia ser falso : findo o dubate, retiraro-
se os Snrs. Jurados a sentenciar. Quem, quem sen*
, I /
/
T7-5-


(1605)
agora capaz de imaginar a sentenca, que tinha de ser
Jarrada por elles ? Quem pensar como elles. Foi a
sentenca, que o Reo eslava inourso no grau minimo do
art. 205. Snr. Redactor, o caso he serio, mas excita
o rizo. Snrs. Jurados tinho decidido reqoerimen-
to meo, que o Reo estava incurso no art. 202, e por
isso aecuzou o Promotor: se enta-0 decidem, que o
Reo estava no art. 205, elle era mediatamente sollo,
pois cu requer o cumprimento do art. 241 ; elles po-
rem vo depois decidir o contrario do que havio de-
cidido com a notabissima diflferenea, que devendo es-
sa intelligencia producir absolvico do Reo como e-
videntemente produzira ; sefossedada quando reque-
r o exime da competencia, ella produzio a condem-
nacodomeo pobre, e mizeravel constituinte, a des-
sete mezes prezos, c prezo agora at que se destrua o
errodaquelle Juri, j que infelizmente o Snr. Juiz de
Direito nao ad ver lio, que a sentenca do Juri era a a-
bsolvicao do Reo.
Por quanto sendo a aecuzaco no art. 202, sendo
ese o art. que o aecuzadnr mostrou era virtnde do
art. 261 doCod. do Proc. Crim., e pergnntando-lheo
Snr. Juiz de Direito em vii tude do art. 269 3." do
mesmo Cod., em que grau de culpa tinha incorrido o
Reo, sua pergunta se reduzia estaem que grau do
art. 202 est o Reo incurso ?Ea resposla do Juri
No grau minimo do art. 205(que he mesmo pelo
aso em que se fez a pergunta) equivala a estaO Ju-
ri nao- acha o Reo incurso em grau algum do art.
202; logo imporiava absolvico do Reo, para nao
haver, como houve, urna sentenca sem partes, sem
aecusaco, nem deffeza ; por quanto o Snr. Promotor
acuzou no art. 202, c nao, e nem podia, no art. 205 ;
o Reo deflendeo-se da actuaco no art. 202, e nao, e
nem poda d*-ffender-sc de oulra ; pois o art. 255 do
Cod. do Proc. ordena, que elle seja para essa deffeza
citado pelo menos 3 dias antes; entregando-se-lhe a
eepia do libello, edocumento; mas do libellos cons-
tava a acusacao no art. 202 ; logo nao houve aecuza-
dor, nem Reo; logo a sentenca do Juri d'Olinda do
da a7 do corrrnle Coi muiss^nl) porque os Snrs. Ju-
rados Sabino Pessoa de Mello, Ignacio Antonio de
Barros Falcio, Manoel Angelo da Paixfio, Manoel da
Assumpcao Cardim, Antonio Dias Ferreira Lobo, Jo-
ze Antonio da Silva, Antonio JoaquimGuedes, Pedro
Cavalcante Lins, Felipre Neri de Bareellos, Umbeli-
oo Ferreira Clao, Antonio Sebastio da Silva, Mano-
el Joze do Espirito Santo Barata, que ocornposero, fo-
rao Juizcs, Aceuzadores, e sojosu^foq inplicitamen-
te. Peze, Snr. Redactor, bem todo este desarranp,
eestou que hade, eos que o lerem, concluir romigo,
que a instiluico do Juri be couza muifo bella, dada
erta inslrucao. com certos Juizes, alias be melhor, e
eu o prefiro, ser jugado na Turquia : l, Ibe seguro
eu, que o meo constituinte nao teria sentenca to in-
justa ; embora podesse ser talvez peior. Resta agora
esperar o resultado da decizo do Tribunal da Rela-
cao, para onde apelei, fundado no art. 301 do Cod.
do Proc Crim., que esse direito me concede, quando
se nao tem imposto ae delicio a pena marcada na Lei.
Sou, Sr. Redactor, seo venerador e C.
Francisco Olegario Rodrigues Faz.
Pergunta interessantissima.
Ergunla-se a quem souber responder asseguintes
propositos1.* Qual a moeda decpbre que deve g-
rt,r, eqnal a sua cor2/ Se o povo lodo pode ter um
conhecimentos ex teto da mpeda verdadeira ou falsa
3va Si de Macambique vem dinheiro Imperial4.a Si
os Inglezes ja deixaro d' o fazer, e trazer5. Si se
deve andar sempre ao lado com um vendelho, ou um
negro co'um ourves, ou latoeiro ; co'um pauegetista
da verdadeira moeda, ou um chaochaneiro6." Si se
deve andar sempre com bajanca, e pezos pelos acoa-
gues, vendas, pracas, &c, pezando moedas___7.a Si
a moeda deve ter tamanho, e grossura certa, e si he
preciso urna vitola8.' Qual o pezo certo que deve
ter cada moeda proporco urna da outra9.a Si e
3ue tememprego, ou offino he algum vadio para ao-
ar feito S. Miguel de botica pezando moedu por moe-
da; vendo tamanho por tamanho, grossura por gros-
sura, cor por cor, dezenho por dezenho, Scc. (que
Lgica !) 10.a Si o povo, que obrigado isto se
emprega, nao deve mais trabalhar, nem comer (que
paciencia! )11.* Quem he a cauza deste mal, ea-
t^ quando tem de durar12.' Finalmente si este me!
nao tem mais cura.
Quem souber, responda com clareza, e nada de era-
polamentos, e Francezadas. (por caridad)
Um Fatigado.
i i Yf*i f^ fQ*i
H.
THEATRO DO RECIFE.
LO je Expectaculo para solemnizar a possedo Exr.
Snr. Prezidente.
O
ANUNCIO.
i i
Arcenal da Marinha precisa quanto antes de do-
us Canoeiros libertos que se queiro engajar, as si re
como d'alguns serventuarios tambem libertos para e
servisso do Arrasto, e Trosso. Arcenal da Marinbe
2 de Junho de 1834.
Alcxandre Rodrigues dos Anjo.
Ma preta, que sabe hem cozinhar, lavar, e arraa-
jar o interior de urna casa ; m Olinda ra do Thea-
tron. 13.
&^- Um cao de fila novo : narua das Agoas ver-
des D. 33, das 3 horas d tarde em diante; v-
f^" Pao de linho adamascado para toalhas de me-
za, e lavrado para guardanapos-j-chapeos de castor
brancos e pretos de muito superior qualidade ; brins
delinhos trancados muito fino; veludos de Genova'pre-
to e azul a 3600 o covodo ; damasco de la, amarello,
e encarnado a ,480, e 560 o covodo : Da ra da Ca-
deia velba loja de fazendas n. 51.
} ^^" Obras de Gil Braz broxura, 4 volumes, 1$
Teis cada obra ; na mesma loja.
^T^~ Urna sacrataria em bpm uzo, e por preco c-
modo : na ra da Cadcia velba, venda de Manoel do
Nascimento Fonceca.
^C^- Um silio de arvorep, e lavoura, junto ao
Engenbo Fragozo e ao Riaxo Mirueira debaixo, que
comprebende de longilude pouco menos demeia legoa,
e delalitude o que se achar, pois nesta parte se acha
quazi dermrrado : 400 a 500 coqueiros, ja meios cria-
dos e livres de risco os mais delles ; perto de 50 laran-
geiras, de boa qualidade, e outras arvores em ponto
mais pequeo, como romeiras, cafeztiros, mangueirs,
mang'beiras, dois grandes jambaros, e um grande
bauaneital, agora reformado, e mui poderoso; gran-
des plantas de mandioca, e outras lavouras, como cana
crila, e anexa a mesma venda um parlido de cana
caiana de lavrador dp Engenho Fxagozo; casa de taipa
TT
..


TE
(1606)
concertada nestas proximatchuvas, e oulra de raadei-
aa de amago, que parou pelaenfermidade do Proprie-
tario, contendo aquella casa de farinha, e seus per-
tences, o que tudo se vende por 2:500$ reis em moe-
da corrente de bom cobre. Tambem se vendem al-
guhs eseravos, fabrica domesmo sitio, conforme o va-
lor que se a justar por cada um. Eole sitio vende-o seu
proprietario por se achar a tempo rauito enfermo, nao
ter quem promoya o adiantamento do dito predio, e
menos afeitorizacao dos escravos, e ser obrigado a re-
sidir em Olinda onde Conego, e Vigario Geral. fye-
cebem-se por a corita do valor exposto, algumas peque-
as moradas de cazas, em qualquer dos trez Bairros
do Recife, ou de Olinda.
$3* Una cabra muito boa de leite com cabrito j u-
ma cazaca azul, urna calca de cazimira, um colete de
seda tudo novo, por preso commodo: na ra da Ca-
dea velha n. 6.
%^ Urna caza de taipa com cerca de limo, na Ca-
za Furte defronte da Gamileira, e urna venda na ra
Velha de'ronte do beco do Veras : nesta.
^^ Um moleque, bonita figura, 18 anuos: na
ra larga do Rozario D. 11.
^^ 6 cadeiras americanas: na ra do Fogo D. 3.
u
%*'%%%*'*%*
Cotuprag
M mosquee um molato de 16 a 18 anuos, hbil
para aprender officio : na ra do Colegio, primeiro
andar por cima do boleqnim.
iry* Urna negra comera femea de 7 para 8 annos
de idade, e um molatinho de 9 a 10 annos : na ra
do Terco D. 8. ,
$3* 20 travps de 30 palmos, e 40 enxams de 36
palmos, madeira de qualidade : no atierro da Boa-
vista D. 16.
fc%%*%V%
ailuguets.
,m
xjLLluga-se um preto bom rorinlieiroa 12$ reis por
nfrez, dando-se 200$ reis adiantados com o juro cor-
rente; quem qtn/erauuncir.
$& AI luga-se urna ama de leite parda
Nova D. 22 2. andar.
na ra
N<
f%*% *%**%%*%,****
f>crDaj3.
O dia 31 de Maio do corrente anno, a raeio dia
perdeo-se urna Utra, um recibo, dois Prs, e urna car-
ta perlencenle tudo ao Anudante do Batalho de Santo
Anto Joze Ellias de Souza por isso que nao tem vigor
estas letras, recibos e prs no caso que seja aprezenta-
do ao pag'dqr que nao poder pa^ar sem segunda or-
dem do mesmo A judaute, por isso que se faz sciente a
pessoa que os adiar queira entregar no ranxo das 5
poutas em casa da Sen hora Belinha que ser bem pago,
%**%%* *%*%%v
o
&toi503 particulares.
Colleetor dos predior Urbanos d'Olinda, faz pu-
blico, que. no 1. de Junho doicorrente auno, ha for-
ma da Le. passa n arrecadar as Dcimas do 1. se-
mestre do referido armo, e as atrasadas.
fc^ Jo*j Henriques de Mello, relira -se desta Pro-
vincia.
Dezcja-se faHar ao Snr. Manoel Velho da Ro-
cha, ou a reu filho Manoel Garcia do Amaral a nego-
cio de seu interesse.
^r^- O abaixo assignado faz publico, que foi rou-
bado desua Ipja na noile de J4 para 15 do passado
Maio um nilbej/ Vl'Alfahdega sobreoSnr. Bernardo
Lasserre, da quantia de 3l$882 de cobre, vencido
em 8 do mez p. p. cujo Snr. est prevenido para o
nao pagar, e como por esse billiele se possa saber quem
fez o r'oubo, porque do Thezouro passou este biihete
a roo do Snr. Commandante das Armas, e deste para
a do anunciante por isso se previne, para que nao re-
cebaoem transacao sem se averiguar do portador de
quem o recebeo, e se alguma pessoa ja o tiver recei-
do faca o favor de o aprezentar paro se fazerem as n-
dagacoes precizas.
Thamaz d A quino Fonceca.
^^" Preciza-se de um hbil cosinheiro, Portuguez
ou Frwncez ; no sobrado da ra da Cruz D. 61.
^r^- O abaixo assignado faz publico aos Senhores
com quem trata negocios que Clemente Rodrigues
de Mello nao mais seu caxeiro, e por isso s trala-
ro negocio com o abaixo assignado, e entregaro al-
guma couza porsua firma, desde o dia 1. de Junho
do prezente anno.
Manoel de Jezus Prajfittns.
^3?" Preciza-se de urna caza de dois, ou trez an-
dares, com cmodos para grande Emilia, na Boa vista,
sendo no Hierro, Praga da mesma, ra do Arago, ou
Pateo da SinlaCruz : a fallar com Francisco Elias do
Reg Dantas, no Recife ra do Vigario junto do Silva
& Comp. caza do falecido Jacinto Ferreir Ilomem de
Ahreu.
eneraros fugiiof.
jOErnardo, escravo deLniz Xavier de Souza mora-
dor na Villa do'Ro Formozo, rapiuheiro; duas cica-
ti /.ps redordas de huma e oulra pule do(|ueixo pro-
curando o pescoco, o a parle superior de amitos as o-
relhas cinzenlas como calor de fig do, po-
rcm sem ferida fgido em 29 de Maio p. p. : ao di-
,to Souza n'iquella Villa, ou nesta Cidode a Ignacio Al-
ves da Silva Santos na ra da Gloria.
NOTICIAS MARTIMAS
Navios entrados no dia l..
KlO FORMOZO ; a das ; S S. Joze najante,
M. Henrique CWrueiro de Almeida : assu ar : tonela-
das 3b-. PassageirasCoslodio (jomes Fe reir, Do-
mingos Lopes, Jo Alvcs, Manoel Joaquim da Costa.
Dia i.
AMSTERDAM; Galio.. H.landeza Qndtonemmy,
Cap. K. P. Haasnoot ; queijns, genebra, e cevadinha:
N. OBieber : tonelladas 91.
Navios saludos no dia Ia.
BAHA, por MACF.IO' \ S. Boa Esperanca, Cap.
Thomaz de Aqiiino Jardini : difn renles gneros. Pas-
sageirosJoze Luiz Moreira, Manoel Juaquim, Joze
Freir* Maciel e sua mulher.
na 2.
MONTEVIDEO-, B. Oriental Guia do Uruguay,
Cap. Joze Antonio da Cunta: agurdenla, e assucar.
ARACATI;S. Estrella Matutina, M. Inloio
Rodrigues Lima : agurdenle, e assucar.
HALIFAX; R. Iog. Nancv, Cap. Manoel Henry
R. Marshal!: lastro. ,_____________
Pern. f/ Ti//), do Diario. !8.'M.
mmrm
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