Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02589


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Full Text
V
ANN Dt 1834,
SEGUNDA FEIRA 96 DE MAIO
NUMERO 396.
I W.VIV**tVlW(Vl v%* V%***
'....]!..!>
iili^O

"

Sutiscrev-se nlrnValmejite a (iO re:, adianudos. h;i Tipofrifi*
d Diario, pateo da M;nnz d J.-^niumo tilinute da porra ir^a
nde serereNem correspondencias, e Mjtmicioij e*te insn-em-s.
f ratis sendo uor. proinos aV>iijfiikiites onieme e yindo ssienados.
Tu do a jora depende de nos Hilemos, da nossa prudencia. m
diT.icao. e cin-rina : i (lomudos, com admiraran entre as Naces mais cultas.
Ptu^(amaig da JuetnUu (eral <" Hintil
nnnnm.i
Jmpr'e&jo mi pcrnmtmco pot 1- 9|. Dc&iraaDa JfalQ'c
DAS da SEMANA
' i (
2.* <5. Eluteiio-A. dos Js. do Civ. de m. e det. Ses.
da Thez. P. e Ch. de t. P. as 6 h. e 6 m. da m.
3.' Ranulfo-J{e\. de m eaud. do J. dos Orfos de t.
P. as 6h. e54 m. da m. r
4.a -S Germano- Sos. da Tbezouraria Publica. Pr. as
7 b. 42 m. da m.
5." Fesiadb Coipo d Dos. Preamar as 8 h. 30
m. davm. '
6.* -S. Flix- Ses. d'Tlie/.. \ de m. eaud. do
J. de Orfos de t. P. as 9 li. e 18 m. da m.
Sabbado $. Dioso- Rd"" de e aud. do Vig.
(i. de t. Preanvir as 10 b. 6 m. da m.
I)om. S. Fumino M. Preamar as 10 e 54 minn-
los da m.
%%*%* %*,
% **<%*
*<%%% V* .* ***
CORRESPONDENCIAS.
IV
Snr. Redactor.
AO podr-ndo ser indifTerenle ancnnlcudo do Ofi-
io do Exm. Sur. Presidenta da Provincia ao Exm.
Scubor Commandante das Armas, datado de 19 de
Abril p. p. e inserto no Diario .da A'lministraeao Pu-
blica N. 99 de 7 Ao corren le ; no qual sou argido,
e mandado velar ntrcumpiimento de meus deveres.
lo que fie o a minba maior gloria, e todas as minbas
facilidades empreo para o bem despmpenhar, vou ro-
gir-lbe a publicaco do incluso documento, que mos-
tra evidentemente quanlo a falla de inteligencia ou tn
fe concorre para a lalsa informaco que transmilliro
a S. Exc. o Senhor Prezidente. Advrta-se alem dis-
to, 1. que n officina deserralheiros .de Areenal hoje
compost.t de um numero .assaz mdico de artistas,
nao s pela falta que temos de taes individuos, comp
principalmente pelos (Yacos recursos que a Thezou-
raria publica se acba : >.." que essa mesma officina nao
trubalb.i s em conseno do armamento, aseslacSes pu-
blicas, o Batalbo 7." e o scu quarlel, as fortalezas e
>s reparos le artilheru a tem tambero occupatlo du-
rante a estada de S. Exc. no Acampamento, em cousas
que lamber sao de urgencia. A vista do expendido,
o do documento seguinte, aquellcs de boa fe, que nao
eotdieccm de perlo este Areenal n-me-bo justica,
que ludo a quauto aspiro. Sou de Vmc. &e.
Joo Nepontoceno da Costa Moneiro.
Mapir Director do Areenal de Guerra.
Recife 21 deMaiode 1834.
Documento 'd que se refere a correspondencia su-
pa,
Relacio do armamento de ferro que tem sido con-
certado na officina de Serralheiro do Areenal de Guer-
ra e tem said para a Tropa de I.' Linlia, Naeionaes,
Brigue barca como abaixo se declara desde o 1. de.
Marco t 9 do corren le.
'
a
50 Espados de Cavallaria concertados, recelieo em
7 de Marco, o Quartl Ivlsrre da Le^iao tt'fino
Joze Correia de Almeida. :-> "' ^
12 Granadeiras, Tece.heo em 11 do'dito Tejiente
de Guardas Naeionaes de Goianna Joaquim Bapris-
' ta-* ,.'. .,.
50 granadeiras, recebeo o Alferes Quartel Mertro
7j Batalbao de Cassadres Tboraaz Pereira Pimo
em 21 do mesmo.
4 Baramartes, recebeo Canuto Joze Vetazo da SijvVv-
ra para remeter ao Commandante da Guerrilha'Jo,-
ce Pelro Vellozo da Silveira em 21'd mesmo.
50 Granadeiras, recebeo o Alferes Quartel meslre do
, 7. Kalaihp de,Cassadres Thomaz Pereira .Pinto...
, em 22 de Abril.
3 Pistolas, recebeo o Furriel do Brigue Barca Sa'nta
Cruz Furtunato JozeCardozo em 11 de Abril.
28 Granadeiras recebeo o Commandante do' BrigUe
Barca S. Cbristovao em 16 de Abril.
] Recebeo o Teen te Francisco Ronla-
[no da Silva Commandante da Escu- .
,na Bralia, em 5 d Marco para se-;.. ...
Irem entregue no Acampamento.
30 Martelinbos
30 Sacalropos
50 Martelmhos
50 Sacatrapos
25 Martelinhos
25 Sacatrapos
Recebeo o Canoiro Jernimo Perei-
ra aVDeus em 11 de Marco parase- .'
rem entregues no Acampamento.
| Recebeo o Canoeiro Joze Rjbeiro da
Silva em 11 de Abril para serem en- .
(treges "no Acampamento.

13 Martelinbos) RpJbeo Canoeiro ,Jo5 Agostinb
13 Sacatrapos (do Nascm em 7do Abril para se-
r ] rem entregues no Acampamento. '
26 Martelinhos )Rr7beA,0.ptn'9Pro Jote .Baln* em
26 Sacatrapos ,e Abnl Para serem entregues n
1 ) Acampamento.
30 Granadeiras) Recebeo o Canoeiro Jernimo Pe-
25 Martelinbos ) reir de Dos em 6 de Mat'o para
25 Sacatrapos )serem entregues no Acampamento.
1 Recebeo o Juiz de Paz do 5. Districto
40. Espa.does [de Santo Antonio Rodolfo Joo Barata
40 Suxos l para as rondas nocturnas do dito Dis-
. 1 trelo em 9 de Maia.
N. B.
I Ferragem de Reparo de C. 3.)
1 dita de bum Cofre \
Acb.indo se entre mos varias ferragens de C. 6, e
oudasditas de Reparo d Onofre.
Joao.untonio daSdva.
Ajudante.
Alem dos objectos incluidos ueste docomenlo fiz
remessapara o A,can>pani.et)tQ do Umeiiias em 6 do
-*!rr
,
T"
i
f.7l" .'i


(1589)
orrente de 30 granaderas, 25 martehnho? e 25 sa-
r.alrapos ; e nesta dacta foro mais 20 granadeiras 50
sacatrapos, e30 martelinhos.
Snr. Reactoi.
11 com toda a attenco, a sua resposta as perguntas,
que, confiado na sua bondade, tive a li'berdade de Ihe
facer, insertas urna e oulra cousa no seo Diario n.
389; ecorn qtianto muito Ihe agradeca a sua prompti-
do, e os novos principios de Direilo Publico Nacio-
nal, que apresentou para minha instrucco, devo com
ludo levar a sua consideradlo, l.que, nao fazendo
eu mais do que perguntas, na duvida, em que estava,
avista dos factos, e d lei, sobre a legalidade, exe-
,quibilidade, e consecuencias da Portara de S. Exc
de 5 do Maio docorrente, nao tinha emettido opini-
o alguma. que se podesse combinar, u divergir da
sua, como Vm. o entendo; e 2, que sentindo e mui-
to, que a sua resposta nao pozesse o meu espirito em
estado de formar urna opinio, sou forcado, bem a
meu pezar, a encommod-lo de novo, ea rogar-lbe o
obzequio de responder-me sobre os quesitos seguin-
tes. B
l.Se o art. l. da lei de 3 de Outubro de 1833 r
se refere, era quanto a operaco do troco, a moeda de
obre actualmente em circulaco, como Vm. o reco-
nhece : se ella nao fez distinco das moedas, qoe ti'ves-
sem o pezo de 8, 7, ou 6 oitavas ; se o Edilal do Ex-
Presidente da Provincia, marcando o pezo de 7 oita-
vas e /, na moeda de oitenta res, com qoanlo louva-
tcs fossem suas intencSes, foi Ilegal por offender a
privativa altribuico da Assembla Legislativa nos ter-
mos do 17 art. 15 da Constituidlo :'fo? mesmo a lei
trata no art. 7. de vordadeira a moeda de 7 a 8 oih-
vas, porque tabella se deveria reger o Snr. Inspector
da Thezouraria na operaco do troco, pelas Instrucoes
do Governo, 6 nico autorizado a d-las pelo nosso
Cdigo Consticional, ou pelo Edital de 9 de Janeiro
do transado Governo da Provincia, ou pela opinio
deste ou daquelle particular, ou pela de S. Exc.
2.SeVm. reconhece, que s ao Governo compete
dar instruyes para execuco das leis, quem decidi,
a* de 8 de Outubro de 1833, decretadas pela Regen-
cia, firiro a lei de 3 do mesmo mez e anno, para se sus-
pender a sua execuco ?
." 3. Mandando S. Exc. como Vm. o diz, suspender
to soinentea realizaco dos conhecimenlos, t aquelle
dia emitlidos, e nao o troco da moeda de cobre legal ;
e nao podendo continuar este, como at agora, se nao
pelas Instrucoes do Governo, que na roa opinio, e na
de S. Exc, ferem a lei, queiradizer-me em quan-
to nao estiver decidida esta questo nao fie pirado o
troco?
4. Se o Snr. Inspector da Thezourarii nao deve
admitlir ao trocse nao a moeda legal, i*to he, a que
tivero pezo de 7 oitavas e /, na forma do Edital de 9
de Janeiro do Governo da Provincia, nu a de 7 a 8
oitavas, como determina a lei de 3 de Outubro nos pa
gamentos legies ; se esta moeda he reeebuh na Thezou-
raria, na razo de 1280 a libra de pezo, e do seo valor
se deduz 5 por % para a Fazenda Publica : p por tan-
to, se o portador de 100$000, em moeda legal de 7
oitavas, tem de perder, para reduzi-la a cdulas,
16#875, incluindo os 4$375 dos 5 por %: se de-
jis estas cdulas devem ser trocados em moeda de co-
bre legal, na forma do art. 2. da lei. qual ser o C-
dado to estupido, einimigo da sua bolea, que leve a
Thezouraria o cobre legal, que tiver, para depois o
tornar a receber, com o prejuizo cima indicado ?
5. Se s o Governo lie a autoridikde competente pa-
ra fazer os reglamentos, necessarios a execuco das
leis avista do 12 art. 102 da Constituidlo, como
Vm. o reconhece, como he, que o Snr. Inspector ha de
regular-se pelas Instruce^ da.das porS. Exc, quando
forem de acord com as leis que marco as suas altri-
buicSes se neuhuma lei o tem autorizado a esse fim ?
6. Se a lei de 4 d<* Outubro de 1831 revogando to-
das as leis, e disposites em contrario, marca a forma
do proceder dos Presidentes, relativamente aos abusos,
que posso haver as Thczourai as, de que pode ser-
vir ao caso controvertido o art. 24 da anterior lei de
20 de Outubro de 1823, relativamente as dispasicStts,
que por aquella se acho revogadas?
Agora Snr. Redactor tenho mis a pedir-lhe, que se
dae trabalho de ler a lei, dessasombrado de preocu-
paces, e ento ver, que depois d'ellas tratar nos arts.
1. a." e 3. sobre o troco damoeda de co>e porcedulas,
do tempo em que sedeve effeituar esta operaco, das ce-
dulas em moeda de cobre legal, e determinar, que el-
las sejoadmillidas como moeda as Estac.6es Publicas,
passa enlao no 5. 6 e 7. arts. a tratar da for.m.i dos
pagamentos, depois de Modo o prazo 4e dous mezes.
marcado pelo 3. art. para a operaco do troco, e s
ento he, que trata no 5." artigo da quan'idade de
moeda de cobre, que se deve reober nos pagamentos
le^aes, sento heqne manda pelo artigo 6. corlara
moeda de cobre lalsa, que nesses plmenlos senpre-
zentar, eso enlo he que, pelo art. 7.a, marca os sig-
naos caractericos da fdsidade : e por lano reconhece-
r que elle trata de duas operacoes difcrer.tes. huma
do troco da moeda, e outra dos pagamentos lerae*, e
que dispoe especificamenle sobre um e outro 'objeeto.
qne para desassocego publico, desgracadumente se
tem querido consumar.
Com a sua resposta talvez fique salisfeito como agra-
decido este seo
Venerador e C.
Gervazio Vires Ferreira.
O
* ",,,,
Nosso correspondente pouco salisfeito por certo
do que Ihe respondemos em o nosso n. 389-torna a
dirigir nos perguntas acerca do troco da moeda de co-
bre, sem todava querer insistir francamente a sua o-
pinio, que apenas tem dixado lobrigar, apezar da
transcedencia da queslo, e da necessidade, que para
a sua completa soluco o Publico tem dos vastos co-
nhecimentos, que o adornan; tornamos pos de boa
vontadoa respond* r-lhe, entrelauto que o convidamos
para que refutando a nossa opinio, baja de mostrar-no*
com evidencia a verdadr. qne prometemos immedia-
mente abracar, pois. como o nosso correspondente
nao ignora, mm somos perlinn/es as nossas opinioes,
nem temo* interesse al^um immediato, que a Lei de
3 de Outubro de 1833 seja entendida d'esla ou d'.i-
quella maneira, salvo aquelle, que nos deve tocaren
mo membro da guinde familia lirazileira, si for fiel-
menle cumprida como desejamos a vonlade da nossa
Assemhlea geral, que deve ser reputada a vonlade na-
cional. Entremos na malerii.
O artigo 8 das Inslrcucoes (Je 8 de Outubro t\c
1833. que assignadas pelo Fxm. Ministro da Fazenda,
acompanharo a Lei de 3 do mesmo mvz e aino diz--
A moeda assim nprezentid.i nao sofrer mais que asse-
gunlesaveriguac5es--I.*sehe moeda de cobre 2.
se em lotalidade tem o pezo declarado na ola do
portador. Fcito isto oThezoureiro receber do por-
tador a moeda averiguada, e Ihe entregar o equiva-
lente em cdulasTendo porem disposlo o artigo 6.
df l.- nara cuja execuco se fizero laes Instrucoes,
7f



(1581)

-que a. r.ioeda de Gdbfe falsa ser cortada e entregue a
quem pertencersalta os olhos que a face d'este arti-
go ella de nenhuma maneira pode ser trocada nem re-
ceida cm Estaco alguma, pelo que su pomos, que he
de prmeira intuco a oposicao em que se acha este
artigo da Le com o 8. das Instrucoes. A' Leijmanda
como se ve do artigo 1., que dizOs possuidores da
nnoe.da.de cobre actualmente em circulacao podero
recolile-la nasThezourarias Provinciaes recebindo a-
higcedulas, que reprezentem o valor das quantias, em
azao do pezo legal oom que forlo emitidas pelo Go-
vernodu 6. que manda cntar a moedd falsa e en-
tregn-la a quem pertenceie do 7.'que dizJul-
gar-sf-!n falsa e como tal sugeita a todas as dispozico-
es a res paito a moeda de cobre que for visivelmente
mperfeita em seo cunho, ou que ti ver de me-
nos a oilava parte do pezo com que foi legalmente
emitida as Provinciasque antes do recebimento se
averige, se a moeda a presentada tem ou nao o pezo
legal, para no caso de ter efectuar-se o troco, ou do
eontrario inutilizar-se, sem duvida para nem hr per-
turbar de novo o giro' do Comercio, nem tobem fi-
car por conta da Naci, que a nao emilio : as instru-
eoes porem abstrahindo de pezo, que rada moeda de-
ve ter mando no arligo 8. recebe-la in globo, e pa-
gar com cdulas o valor nominal correspondente to-
talidade do pezo, vindo d'est'arle a firar por conla da
Naco toda a moeda de cobre existente, quer as mos
ja a considerav8o perdida, quer as mos dos infames
ehancbamslaA, que nao podero espalliar, toda a que
fabricarlo (I).
Taosiliente oposicao nao foi declarada nem neces-
sitava stlo, por auclordade algumi, e o simples bom
enso he mais que suficiente pira fazercom que o Em-
pregado, a quem cumprea exeruco d'tqtleilo Le nao
ponha em execu o o arligo 8. das Instruios, por
conter materia alhea s atribuio-s do Poder Exeruti-
ro,cujo Minero por cauza de tan^fo nfraco
daCoitttltU.co Poltica do Imperio ser acusado, e
julgado convenientemente.
Nao estando porem os de mas artigos (salvo o 13)
das citadas Inrtrnrfi sem opposico com a tambem ci-
tada Le. de3 de Oulubro julgamos, q(IP 0 Snr. Ins-
pector da ihezourana por cl|es se deve dirigir, nao
recebendocomootemdesgraculamente feito, moeda,
que deve ser cortada; e d'esta sorte supomos, que
nao fica p^ahsado o troco das redlas pela moeda le-
gal, apewr da Portara do Exm. Prezidente da Pro-
vincia.
He ver.lade, que pe|0 .r^ (la Ln e g dp 0(,.
tnbro, o possurdor da moeda de cobre, que a for trocar
por cdulas tem de sofrer o nrejnizo d 5 por cento
do vilordas quantias reeolbidas; mas como o cobre
tica rom a apando das cdulas ronsideravelmenle de-
preciado, todos quererlo de boa vontade pprdcr os 5
por cento com lauto que receban huma mnedn, que
lencamente gire no mercado, e aa recebida far|
mente as Estacn Publicas, em lugar de ouira. que
penas sera recbida conforme o artigo 5. dr Lei de
3 de Oulubro al a quantia de mil reis em cada tran-
sacao, salvo sendoexpressamente estipulado o contra-
rio.
Quanto a realizado das cdulas, ella nao he obriga
tona d entro dos dous mezo* do troco, e outros dous
(I) lao escandaloso foi o abuzo, qu* andavo no
lempo do troco muitas pesssoas comprando as casas
particulares o enanchan vulgar mente voador a 160,
ou aOO reis a libra para vndelo na Thezouraria a
IftoO.
eoacecutivos, mas sim conforme o arligo a." da citada
Lei s tem lugar dentro d'aqiel lempo, e no caso de
qu bs possuidores das cdulas queirao o cobre, o que
nao he de su por ltenlas as razes, que vimos d pon-
derar pelo que julgamos, que estupido einimgo da
sua bolsa, ser aquelle que estando de posse das cdu-
las, que tanto no mercado como as EslacSes publicas
sao recebidas como moeda, as v d'entro dos 4 mezes
marcados pelo artigo 2.# realizar pelo cobre que ellas
reprezento, e que hade de servir menos s suas per-
cisSes, por ser mais difcilmente recebido as suas tran-
sacoes.
Quando em nosso n. 389 dissemos; que se as Ins-
trucoes, que o Exm: Prezidente der ao Snr. Inspe-
ctor da Thezouraria forem de accordo com as Leis,
que marco as suas atribuicoes, devem ser religiosa-
mente por este observadas, nao queremos dar inten-
derquecom efleito o Exm. Prezidente possa boje dar-
Ihe Instrucoes, mas sim fallamos no caso de alguroa
Lei lhe dar esse poder.
A Lei de 20 de Oulubro de 1823 nao est re roga-
da1 como supoem o nos rogamos a baja de ler com mais sangue fri : o artigo
26 d'essa Lei em que, como supomos, se ha va funda-
do o Exm. Prezidente, quando lancou a Portara so-
bre a suspencao da realizaco dos conhecimentos diz
Nao estando o Conselho reunido o Prezidente prove-
r como for justo em lodas as materias eomprehendi-
das no artigo 24 (que marca as atribiicors do Conce-
lho)a excepcao das que traclo 00 13e 14(so-
bre a suspensao dos Magistrados, e Com mandante de
Forca armada) submetendo depois o que houver feito
a deliheracodo Concelho &c.podendo por este ar-
ligo o Prezidente tomar a si as atribuicoes do Conselho
quando este nao estiver reunido, afim de nao padecer
tranquilidade, e prosperidad^ publica, que Ihc-cum-
pre proteger, e temos nao s que o Exm- Snr. Prezi-
dente, executando o artigo 26 da Lei de 20 de Oulu-
bro le 1823, lomou a si a faculdade de suspender a
reah'saco dos eonh^rimentos emitidos em troco de mo-
eda enanchan; fa uldade esta concedida ao Conselho
do Governo pelo artigo 87 d. Lei de 4 de Oulubro de
1831 que assim se exprimeOs PrczMcntes das Pro-
vincias em Conselho daro conta aoTiibun-il do The-
zouro de qualquer abuzo ; ou desvio que observaren*
na Adminislraco, Arreeadaco, e I)e>tribuii6es das
Rendas Nanonaes, epodero suspender interinamen-
te a transaco prejudicial a Fazenda publicare.
quando o Inspector da Fazenda da Provincia a nao cor-
rijamas al que ella rinha muito ao caso e que nos
citamoe convienlemenle em o nosso n. 389.
Paramos aqui para nao sermos enfadante*) c por
nilgar-mos respondidos os quizitos do nosso correspon-
dente ; se a nossa res posta lhe nao agradar, como es-
tamos persuadido, de novo lhe rogamos para que a
ha-a de aberlamente eombater, advertindo porem na
sua refutado, que nos nao temos feito al aqui mais
do que expor com Ihaneza o que pencamos a respeilo,
por qnanlrt nem aborrecemos ao Snr. Inspector da
Thezouaaria/nem temos com elle inlimidade, nem lo
pnuro nos adiamos comprometidos com o erro em que
elle cabio.
EXTERIOR.
Portugal.
Earoo tomado em Considerarlo o Relalorio dd Mi-
nistro Secretario de Estado dos Negocios da Fazenda,
depois de ter ourido o Conselho d'Eslado : Hei por
bem, em nome da Rainha Decretar o seguntt :


r
- ,:< -W.V,
I
(1582)
Art. 1. O Porto de Lisboa he franco a todos os Na-
vios mercantes de qual quer paiz que nao esteja em
guerra com Portugal; e nelle, sero admeltidas a de-
posito todas as mercadorias e gneros de Commrcio,
seja qual Cor sua nalureza, e a handeira porque forem
importadas.
Art,: 2. Em cazo de guerra as mercadorias, e g-
neros depositados, nao-podero soffrer embargo, Ou1
coufiscacao ; antes pelo contrario ser respcitada reli-
giosamente toda a propriedade particular que se achar
no dito Porto, ou posteriormente entrar debaixo de
bandeira amiga, ou neutral.
Art. 3. As mercadorias assim admitidas a deposito
podero ser reexportadas livremente, pagando s o di-
reilo de hum por cento, e as despezas bracaes, e de
sua guarda at' sabida do Porto.
rt. 4. Scm embargo quandpas ditas mercadorias
nao entrarern. em depozito, e se.trosbordarem de hum
Navio para oulro, estaro sugeilas. a pagar hum por
cento, e as mais despezas de soa guarda regulados em
huma porporqo razoavel.
Art. 5. O direilo de transbordo, ou de reexporla-
co s,e dejiuzir do preco da pauta nos arligos que nui-
les forem contemplados, ou do valor da factura, quan-
do nao baja paula.: e na falla de ambos ser dedUzido
ad valorem.
Art. 6. Nenhuma mercadnra pagua armazend-
gem durante o pireiro anuo, fndooqual pagpr hum
alluguel iiK-nsal porlodo o lemjvo que se demore nos
armazens depoi* daquelle prazo.
Art. 7. Sorap reduzidos lodos os encargos que tti-
zo sobre a Navegando Porlugueza, a 6m de fazer me-
nos dispendioza, e poder coheorrer sem Navegaco
Eslrangiirn.
Arl. 8o Todos os gneros o mercadorias que se a-
charem d'aulos da Allandcga,grande de Liboa, ou em
armazens debaixo da sua insperco, sera5 considera- '
dos como em deposito para gor.afom de lodos os bene-
ficios desle Discreto, como se livessem entrado poste-
riormente.
Art. 9. Sero extensivas Cdade do Porto todas
,as dispo>coej do prezeute Decreto logo que- all se ha
jo tomado as medidas necessarias para facilitar a sua
execuco.
Art. IX). Fico abolidas todas as franquas salvo em
caso de (brea maior. Continuar odispacho para
consumoisegundo a Legslaco actual em quanto por
Lei nao fo/em determinados, e com a devida ante-
cipaco publicadas, as alleraeoes convenientes.
Parraffo nico. Exceptuo se desfa regra Indas as
mercadorias, que por sua nalure/.a combustivel nao
posso ser depositadas na Alfandega ; e nesle caso se fu-
ra o deposilo lidiis em armazens particulares custa
de seus donos.
Arl. 1 l/> Fieo revogadas todas as Leis e disposi-
eoes em contraro ao presente Decreto.'
O Ministro e Secretario de Estado da Fazenda ote*
nha assim entendido}- faca executar. Palacio (fas Ne-
cessidades em 22 de Marco de 1834D. Pedro Duque
de BraguicaJvze da Silva Cai-valho.
ANUNCIO.
i m Arrematacao da renda do armazem do Forte do
Mallos, que fbi oceupado pela extinesa Inspecco.du
Algodo, poreivga.no sea*unciou para as ses*5<-s da
Thetouraria da Fazenda dos'das 28 do torrente \ e
por isso se faz publico, que ser 1 ealtsada nos das 2O,

"
23, e 25 de Junho prximo vindouro. Secretaria da
Thezouraria de Pernambuco 24 de Maio de 1834.
O Oficial Maior interino,..
Joaquiai f rantisco Bastos.
MVl V
fttmf
UM molerjo" .! 13 annnos para Cora .'!;,
no Eitaleiro de Ju 'Phomaz, ao p i' \

sal.
P.
rov'inca:
armazem do
fc^- Umerilo, moco, boa figura, e bom alfaatcf
para Jora da Provincia : na ra dos QuarleisD. 2.
$3* Urna porco de ponas de bi : ..bordo do
Brigur Augusto fundiad na praia do Collegio, ou na
Pracinha do Corpo Santo I), #7.
r^ O Brigoa Augusto Aindiado defronle da praia
do Collegio : a bordo do m'snSo ou referida casa.
&y Urna preta de 20 a 25" anuos coze, e engoma
li'zo, boa rendeira, e lavadeira de brrela: no pateo
de S. Pedro Casa de Amonio 'Vital'd'liveir.


E
Cotpptjs
F.cravos moscos no Atierro da Boa vista D. 21 la-
do do Sol.
^y Um esrravo offi'-ialde tauoiro para lora da
trra a bordo do Palaxo Nacional Danubio, na praia
do Colegio com carne a venda em fenle ao Palacio.
IV
... .,
fimo.

O da 23 pelas 10 horas da manh, da venda do
Machado no |)>te> do Collegi>, um prelo furlou
uoia sulvade praia no muito moderna, com um pal-
mo punco [triis ou 'menos de dimetro 5 a pessoa a
quem for oforf oda, querendo fazer esta obra dr ca-
rdade poder lmala e dirigir se casa de A. Vital
deOliveira no pateo de S. Pedro, que generosamente
r eco m pe niara.
.: :
.. -.
.i
%%v%v%%/
'
!
Am?03 parncuiisres.
F.
O desencaminhada, ou furlada do armazem de
carnes, de Antonio Pinto defronte'do Collehio, urna
ordem de Re 400$ sacada por Nuno Mara de Sei-
xas, contra Antonio Pinto, com data de 10 de Maio,
e sob N. 1088 a qual ja linha sido paga, pelo sacado
Antonio Pinto, do que se previne o Publico, para\
que se nao faca com ella alguma Iransaco.
C^ Perciza-se de prelas ou moloques para vender
azeile decarr.ipato pagando-se 320 porcada caada
vendida ; na ra detraz dos Martirios D. 29.
C^" ^a ra de S. Joze D. 18 ha urna ama dn
lete omito boa criadeira, com bo n leite, e pessoa ca-
paz.
ra qualquer ocrupaco, dirija se o casa D. 4 ruaatraz
de S. Joze.
ft3* Quem aunnncou querer comprar urna Gra^
raatica se Solano, dirija-se a ruado Colegio Botica
D. 5.

Pr:i. ni V ,j i*.
TT
T


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