Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02586


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Full Text

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ANNO DE 1834,
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QUINTA FEIRA 22 DE MAIO NUMERO 393.
urna m Hiiinniiiiu.....i...... .....i.........mu iif>mmiminm mmmmuimi.L.. ..,-
S&1&110 M Hmiiiiireo.
B^"
Snhscreve-se mentalmente a 640 res, achantados, na Tipografa
do Diario, pateo da Matriz de 8. Antonio sobrado da porta larga
ende se rece tem correspondencias, e anuncios; e gratis sendo dos proprios assig-naiues Humete e viudo assijrnados.
MI
Tudo agora depende de nos mesmos, da nossa prudencia, mu
deracao, e energa; continuemos como prineipiamsg e seremvs
apuntados com admiracao entre as Nacoes mais caltas.
Ptoclama^au da Asttmblta Geral do BratiV
3mprc303 em j&ernatmwco pot 3- 9!- He Hran&a falcan

DAS da semana
5. -5. Rilta- Re. de m. A. dos J.' do Civ. de m.
e de t. Pr. as 2 h. e 54 m. da t.
6.a-5. Bazileo- Ses. da Thez. P. de ra. eaud. do
T. eje Orfos do t. P. as 3 h. e'42 m. da t.
Sabbado-S. Afra M. R-elam de e aud. do Vig.
.G. de t. Preamar as 4 h. 30 m. da t.
Dom. S. Gregorio VII P. Preamar as 5 h 18
minutos da t.
c
ARTIGOSD'OFFICIO.
Ministerio da Justica.
lOnstando ao Governo Imperial que Vmc, e o
outro Juiz de Direilo, que tem presidido o Conselho
de Jurados nesla Corte, divergem na interpretaeo do
Art. 242 do Cdigo do Processo, quanto formacao
do Jury de Accusaco, resultando disso que cada hum
dos dous Juizrs procede aorginiza lo de forma diver-
sa, e convindo regular hum negocio de tanta monta,
para que seja uniforme a praxe em todos os negocios :
Manda a Regencia, em Nome do Imperador, declarar
a Vmc, em conformidade do Art. 102, 12 da Cons-
tituico do Imperio, que, em quanto a Assemblea Ge-
ral Legislativa nao interpretar o Artigo em questo,
Ha por bem pnfixar a intelligencia de dever-se para
cada Sessao diaria eleger o primeiro Conselho, nao fi-
nando este fixo para toda a Sessao Judiciaria, como
Vmc. opinava, por ser esta intelligencia a mais geral-
menle recebida, e que mais se conlorma rom a ndole
da Inslituico, que principalmente quiz i vitar ajeerteza
dos Juizes.
Dos Guarde a Vmc. Paco em 12 de Abril de 1834
Aureliano de Souza e Oliveira CoutinboSnr. Juiz
de Direito Chefe de Polica.
A Regencia, em Nome do Imperador, quem
forao prezenles com o seu OEcio de 19 do mez passa-
do, as copias das senlenc.is do Jury dessa Villa, que
condemnaro pena de morte aos reos Joaquim Mina,
Joo Cabund, Andr crioulo, Joze Mina, e Antonio
de Rezende, e a petico de graea destes, nao hoove
por bem deferir aos Supplicantes, e ordena que Vmc.
faca emeonsequencia dar execuco s mesmas Senten-
cias.
Dos Guarde a Vmc, Palacio do Rio de Janeiro,
em 21 de Marco de 1834Aureliano de Souza e Oli-
veira Coutinho-Sr. Juiz de Direito da Comarca do
Rio das Mortes.
Illm. e Exm. Snr.Foi prezenle Regencia,
em Nome do Imperador o Senhor D. Pedro II., o of-
ficio que V. Fxc. me dirigi cm data de 6 do passado,
acompanhando nao s a reprezentaco, que Ihe dirigi
o Coronel Chefe da Legio de Guardas Nacionaes do
Municipio de S. Joao d' El-Rei, consultando se o Ma-
jor de Legio pode entrar em concurrencia com outros
Majores Commandantes dcBatalhoes, para tomar con-
ta do Commando da Legio no cazo de ser mais antigo
do que elles, como a resposta por V. Exc. dada sobre
o mesmo objecto ; e de Ordem da mesma Regencia,
tenho de responder a V. Exc, que sendo o Coronel
Chefe de Legio, e o Major della da nomeaco do
Governo na Corte, e dos Prezidentes em Conselho as
de mais Provincias, he mais huma razo para que o
Major substituaao Chefe, na falta de Tenentes Coro-
neis, por isso que he pessoa da conflanca do mesmo
Governo, e Presidentes, em consequencia do que nao
se pode conformar com a opinio de V. Exc, quando
considerando-o em simples commsso, o exclue do
referido Commando.
Dos Guarde a V. Exc. Palacio do Rio de Janeiro
em 3 de Abril de 1334Aureliano de Souza e Olivei-
ra CoutinhoSnr. Prezdente da Provincia de Minas
Geraes.
Tendo-se extraviado grande porcao de armamen-
to, que a Naco d aos Guardas Nacionaes, em con-
sequencia das continuas mudancas de diversos indivi-
duos de huns para outros Districtos; e convindo dar
as providencias neuessarias para que cesse hum tal aba-
so, que to damnoso he para a Fazenda Publica ; te-
nho de recommendar a Vmc, que expeca as ordens
precizas a todos os seus Inspectores, a fim de que ja-
mis concedo a guia de passagem a qualquer Guarda
Nacional, que pretenda mudar de residencia, semque
elle mostr documento do Capito da respectiva Com-
panhia, provando ter j feito a devida entrega do ar-
mamento, que houver recebido, e do estado em que
o deixar. Compre igualmente por esta ocasio reite-
rar a Vmc. a recommendaco de empregar o seu zelo
em (conseguir, que os mesmos Inspectores tenho o
maior escrpulo na exigencia das sobredilas Guias dos
Guardas Nacionaes, que passarem para os seus Distric-
tos, sendo Indispensavel, que Ihe partecipem logo es-
sa occorrencia para serem devidamente alistados, e
que Vmc o communique ao Capito da competente
companhia para serem chamados ao servico na forma
que for de Justica.
Dos Guarde a Vmc Pacoem 10 de Abril de 1834
Aureliano de Souza e Oliveira CoutinhoSenhor
Juiz de Paz do 1. Dislricto de S. Joze.
Na mesma conformidade o todos os Juizes de Paz da
Cidade, e suburbios.
Expondo Vmc noseoOfficio de 29 de Novem-
bro do anno passado a duvida em que se acha sobre o
cumprimento de recurso determinado no artigo 294 do
Cdigo do Processo Criminal: Manda a Regencia em
Nome do Imperador o Sr. D. Pedro II, declarar a Vm.
que conforme a disposicao do mesmo Artigo 294 do
referido Cdigo, lateralmente interpretado, e enten-
dido, em conformidade com o systema eslabelecidoj



(1568)
pelas disposicoes de outros artigos anteriores : ao Juiz
de Direito, no caso de recurso de que trata o referido
artigo, somente compete examinar, e decidir, se, sal-
va a declaracao da procedencia da denuncia, tinha,
ou nao lugar o ser obrigado o delinquente a prizo ;
porque o conhecer da Justiga da pronuncia, ou da so-
hredita declaracao da procedencia da queixa, ou de-
nuncia, pertence, ouaos Jurados pelas formas estabe-
lecidas nos Artigos 171, 172, 228, 229, 231, e 242,
e seguintes, a respeito dos crimes ordinarios, e de res-
ponsabilidade dos Empregados nao previlegiados, ou
ns Relacoes, pela forma indicada nos Artigos 167, e
168, a respeito dos crimes de responsabilidadedos pri-
vilegiados.
Dos Guarde a Vmc. Palacio do Rio de Janeiro em
14 de Abril de 1834Aureliano de Souza e Olivei-
ra CoutinhoSenhor Juiz de Direito da 3.' Comarca
da Provincia de S. Paulo.
Illm. e Exm. SenhrEm resposta aos quatro
quezitos que V. Exc. propSe do seu fficio de 22 de
Fevereiro deste armo, sobre as duvidas suscitadas pela
Cmara Municipal dessa Cidacle : Manda a Regencia,
em Nome do Imperador o Senhor D. Pedro II, de-
clarar a V. Exc. Premeiro. Que o Cidado Jo/.e The-
odoro de Souza, nao pode exercer o emprego de Juiz
Municipal interino, pela mesma razo, que nao po-
deria f-xercer esse emprego, como effeetiro isto he,
por ser actual empregado da Fazenda, e nao ser
eompativel aaceumulagao de dous Empregos, cujas at-
tribuicoes, nao he possivel desempenhar conjunda-
mente de huma maneira conveniente ao servico Naci-
onal, e bem das partes, apezar p que em conlaario
V. Exc. suppoe, altendendo-se quantidade, e qia-
lidade dasattribuicoes dadas pelo Art. 35 do Cdigo
do Precesso Criminal aos Juizes Municipaes : segundo
Que com esta precedente declaracao iba o segondo'que-
sito satisl'trto : lerceiro. Que o Cidado Joz Fernn -
des Carrilho, deve ser convocado paraos trabnos do
Conselho do Governo, nao obstante a pronuncia, em
quanlo seachar sollo, ou seja por nao ter sido pronun-
ciado a prizo, ou seja por estar afiancado; e em quan-
lo nao Ihe for suspenso o exeroieio dos direilos polili-
cos poralguns dos motivos declarados no Art. 8. da
Constituido deste Imperio : quarto. Que o mesmo
Cidado, apezar de ser Conselheiro do Governo, e
Escrivo dos Auditorios, pode exercer tambem o em-
prego de Veriador da Cmara Municipal ; porque ne-
nhuma disposico legal lho prohibe, em quanlo for
compativel a acumuladlo, podendo bem desempenhar
os deveres de todos os empregos.
Dos Guarde a V. Exc. Palacio do Rio de Janeiro
em 15 de Abril de 1834Aureliano de Souza e 01 i -
veira CoutinhoSenhor Presidente da Provincia do
Rio Grande do Norte.
(Do Crrelo Ojicial.)
........
CMARA MUNICIPAL.
78.a Sessao Ordinaria do dia 29 de Abril de 1834.
PRESIDNCU U Sr. OlIVEIHA.
c
lOmparecero os Senhores Camelo, Silva, Ferrei-
ra, JozeJoaquim, Souza, e Gusmo, fallando com
cauza os Snrs. Costa, e Esleves.
Abarla a sesso e lida a acia da antecedente foi sai -
nonada por estar conforme.
O Secretario dando parle do expediente mencionou
os segninles omcios : hum de JoO de Dos Goneakes
acompanhado da attestaco de hum Facullalivo, fa-
zendo por ella ver que por graves molestias que pade-
ca nao poda tomar posse do cargo de Juiz de Paz do
5. Deslricto das 5 Pontas : que se chamasse o immedi-
ato.
Outro de Flix Correia da Silva dando as rasSes por
asquaes nao poda tomar posse e exercer o cargo de
Juiz de Paz do 5. Destricto deste Bairro : que pro-
vasse o que alega va para aceitar se-lhe a escuza.
Oulro do Juiz de Paz do Io Destricto do Sacramen-
to da Boa vista, propondo para Inspector do 4." Quar-
teiro a Joo Valentim Falco : que a vista do parecer
dacommisso nao poda ser aprovado, e que proposes-
se outro Cidado.
Outro do Juiz de Paz do 1 Deslricto do Collegio
participando, que o Promotor Publico se axava pro-
nunciado por crime de ferimento : que se Ihe dissesse,
que nao sendo o crme de responsabelidade do Empre-
go nao poda ser suspenso delle por nao Ihe ser apli-
cavel a disposico do Cap. 5. Art. 165, 2.a do C-
digo do Processo Criminal.
Outro de Joao Facundo da Silva Guimaraes dando
demisso do cargo de Secretario dos Concelhosde Dis-
ciplina dos Guardas Naeionaes deste Municipio, por
mudar-se desta Provincia para a do Cear : que s Ibe
aceitava a demisso e que se Ihe agradecesse os bons
servicos prestador durante o tempo que desempenhou
as funcoes do referido cargo.
A vista do parecer da respectivacommisso a Cma-
ra approvou lodosos Cidados proposlos por o Juiz de
Paz do 5. Deslricto das 5 Pontas, para Inspectores de
Quarleircs, no dia 24 do correle excepto Manoel
de Almcida Lima, em cujo lugar deva propor ou-
( tro.
A requerimento do Senhor Camelo, a.Cmara ati-
thorizou ao Procurador Prxedes da Fonceca Couti-
nho, que prezente se achava requerer as certidoes,
que se houverem mister sobre o debito de mandado
por Barlholomeu Ficiscn de Souza, para se reprezen-
tar ao Exm. Ministro do Imperio sobre a'in justicia com
que se mandou demandar a Cmara, e haver por 09
dinheros Municipaes a importancia dos medicamentos
que o dito Souza aviara para o curativo dos prezos po-
bres.
A commissao respectiva para dar seu parecer sobre
os dois Cidados proposto's por o Juiz do 1. Destricto
da Boa-vista para Inspectores de Quarleiro s.
A requerimento do Senhor Ferreira resolveo a C-
mara que fi.-avo os trez Fiscaes desta Cidade aothori-
zados para trabalharem cumulativamente nos Destric-
tos hnns dos outros, a fim de que possa a Cidade ser
mais bem polici'ada e ella mais bem servida.
Para pagar-se ao Escrivo Rabello as cusas do pro-
cesso crime contra o Doutor Luiz Angelo Victorio do
Nasiimer.to Crepito, passou-se mandado por a quantia
de 8$540 reis. ^
Resolveo a Cmara que se pedisse ao Veriador Es-
leves, que visto sua molestia ser de longa duraco hou-
vesse de mand .r quanlo antes a chave (lo ofre.
A Cmara nnmeou pira examinar as contas da C-
mara do passado auno financeiro, o Snr; Ferreira a
quem enc-irrrgnu o relatorio das mesmas. E por ser
dula a hora alevantou-se a seso. Eu Jozr Tavan-.
Gemes da Fonreca Secretario a escrevi. Olmi-
ra Pro P.SouzaFerreiraSilvaOliveiraGus-
mo.
I
%\
PROMOTORIA PUBLICA.
ALlm. SenhorConslando-me, que por esse Juiso
se procedeo a sumario por tentativa de homicidio a
Romo Joze de Alroeida, e Pedro de tal ; que nelle
TT
r
-t-7-~
".' "


;
(1.569)
salnro pronunciados, Joze Tavares, e Ricardo An-
tones, e que V. S. em vez de remeta, como devera
os autos ao Juiz de Paz do 1." Destricto do Collegio pa-
ra- os apprezentar aos Jurados,: a quem pertence, na
formada Le, ojulgamenfo de semejantes crimes, e
do cuidar na priso dos RR., os admitir a livramen-
to ordinario, concedehdo-lhes Banca : requeiro a V.
-? que a bem-da Cauza Publica, baja de me mandar
pastar por cerlido, o theor de todo esse processo,
com a maior brevidade.
eos Guarde a V. S. Recife 21 de Maio de 1834
lllm. Senhor Fermino Pessoa da Gama, Juiz de
Paz do !. destricto de Fora de Portas-Joze Tavares
Lromesda tnecea, Promotor Publico.
,
ill
JURI DE OLIJNDA.
lAio 14. Foi jolgado no primeiro Conselho com
mot.vo suficiente para ser aecuzado, Domingos Barbo-
za, pardo, pelo assacinio perpetrado no lugar dos ar-
rumbados na pessoa do Indio Joze Severino. O assa-
emo aperar de pronunciado pelo Juiz de Paz eslava
so lo, e segundo nos consta athe trabalhando no Arse-
nal Nacional. Tobem cumprem alguns dos nossos
Juizes de Paz os seus deveres! Julgou tarabem o
Cons(.|ho|li,versufili(.ntemolv'opra a acusa cao de
Manuel Antonio, prezo por furto na venda de Jjze
Bernardo em lora de portas.
Formon-s* o segundo Cometho para o ulgamento
doJozeUetru) de Mello peto furto .le un ea vallo, e
tomando por procuradora Nieol.io Rodrigues dos San-
tos tranca e L..,ie, requereu e.te a sokura do Reo,
por se nao wr aprezenia lo o autor, e ser o crime do
numero aqueles cuja acuzaco nao compete ao Pro-
motor publlio. Houve longo debjtta entre este, e o
procurad,,,- do Reo, por Grn decidi o Doutor Juiz de
IJireilo,qur,Solinha lugar acusaco, e foi sollo o
neo. CVao lu porerr extensiva esta decizo ao criou-
lp Antonio Joze que estando no mesmo caso foi con-
denado pelo Juri em un dia antecedente. Queixo-
jealgunsconira e-la lisposico t\o Cdigo do Processo
Lnminal como dando lugar a impunidnde. Nao he
porem.o Lo,i|;<>, que ella ser cusa mais sim o des-
leixo das parle, oendidas, que nao aeuzarem em mi-
zo os seus ofensores, ou dealgum Promotor publico,
queseurtar a esle de Ver sendo aparte mizcravel.
Aobngicaodeaeusar o Promotor publico em todos
os casos complicara, e sobreearregaria demaziado es-
le emprego, sena um grvame para os cofres, das C-
maras Municipaes, tornara negligentes na defeza de
seus d.re.tos aos Cidados, e dificultara a punicao
dos crimes, que sao melhormenle provados, e persi-
gu.dosquandonisto se intacessa a parte queixoza.
Maio lo. O primeiro Conreino a< bou materia pa-
ra a acusaco de Rfanoel da Silva, Guill.erme Amonio
Monle.ro, Venancio de tal, Joze de tal, Mariano Ca-
rioca pelo .issarino de Francisco Thom, e Manoel Be-
nodito iolug.,rd.,s 4 cantos.
Entrou em julganunlo o Padre Francisco Po Pe-
teirs Campos, esorleando-se os Jurados apenas havio
Jiezpara lormaro Conselho, e nao se completou nem
>uve p:lgamentoO Reo recusou 7, ou 8 Jurados,
JUtros tantos o Promotor, e os Padres se derao por
cuspnos com o motivo de nao nud-rem tomar parte
<*m julgimenlos de peona ultima. Houve por este
motivo calorosa discussao entre o Procurador do Reo,
XNicoIau Rodrigues Franca e Leite, e o Jurado Snr.
[Joutor Cliagas, clefendendo este, ecombatendo aquel-
le a suspeicao dos Padres por este motivo, e a queseo
ticou mdeciza, e se feixou a Sessosem ter trabalbado
o segando Conselho.
Maio 16. O primeiro Conselho achou materia pa-
ra a acuzaco de Joze Francisco, e Joze da Luz pelo
assacinio de Thomaz Joze d'Aquino ; e nao achou
materia para a acuzaco de Guilherme Antonio Mon-
teiro por ferimento dentro da Cadea d'Olinda.
Formou-se o segundo Conselho para o julgamento
do Reo Anselmo Joze Ferreira acusado d cmplice no
assacino perpetrado em Mariade tal no lugar da Biqui-
nha pelo Padre Pi, tomou por Procurador a Bernar-
do de Souza Franco, e comecou o debate. Acuzouo-
o o Doutor Promotor como cmplice no delicto por ser
um dos vultos vistos entrare sabir da casa onde se co-
meteu o assacinio, e no momento em que foi perpe-
trado ; e deduziu a complicidade do fado de ter elle
acompanhado o assacino, de nao ter gritado por soc-
corro no momento em que o perpetrarao, e chamou
medidas preventivas denuncia, que tinba dado
ao Juiz de Paz do destrieto, pedindo socorro para ir
prender o Reo. Mostrou o Procurador deste, que o
sea cliente nao acompanbara ao assacino; mas o se
gira, suspeitando, que ia, nao matar rapariga;
mas brigar com ella ; que nenhuma parle livera na
coraisso material do delicto ; que nao o podendo im-
pedir, eassustado, e temeroso pela sua vida correr,
e sahira primeiro, que o assacino bradando por socor-
ro, e que logo o fora pedir ao Juiz de Paz do lugar, e
que se nao poda suppor medida preventiva esla ida
casa do Juiz de Paz, no momento immediato a comis-
so do delicto, no qual se tijera parte nao teria to de
promtose lembrado de to subtil escapatoria. O Ju-
ri o absolveu.
Maio 17. O primeiro Conselho achou materia pa-
ra a accuzvo de Joo da Costa Meirelles Pai, e Fran-
cisco da Costa Meirelles, e Joao da Costa Meirelles fi-
llios por tirada de prezosda mo da Justtca no lugar
do Rio Doce.
Formou-se o segundo Conselho para o julgamenip
do Guarda Nacional Francisco Candido c'ujo Procu-
rador foi Francisco Olegario Rodrigues Vaz. Acusou-
o o Doutor Promotor por ter recebido dinheiro para
deixar fugir os presos da cadea d'Olinda, ondo esta-
va destacado. Defendeu-o o Procurador provando ;
que o dinheiro recebido de um prezo era urna dimi-
nuta quantia para Ihe correr folha ; que o Reo nao
eslava de guarda, nem sentinella, e que pelo contra-
rio fora o ultimo a se levantar na ocasio do alarme pe-
la fgida dos prezos: e mostrando que a quantia de
3 patacSescora que se dizia fora comprado nao era su-
ficiente para comprar um Guarda Nacional. O Jury
obsolveu o Reo^
Prorogou-se por 3 dias a Sessao do Jury, e julga-
se, que outra prorogaco ser necessaria por cauza dos
muitos processos, que ainda ha por julgnr. Tivessem
os Juizes de Paz competentes enviado os procesos em
ordem, seperados os que devio entrar no primeiro
Conselho, dos que s tinho, que entrar no segundo;
todos no dia da abertura da Sessao, e nao nos seguin-
tes ; tivessem sido laucadas as partes, que nao compa-
recero; nao terio os Jurados levado manhans intei-
rasa se fazer processos, diasajulgar couzas, que esta-
vao peremptas pelaJLei; todos os trabalhos estario j
talvez concluidos; e nao se haveria mister tanta pro-
rogaco em tempp to hinvernoso, em que os Jurados
de fora acho dificuldade em se aprezenlar a Sessao;
e que to prejudicial he aos lunos da Academia de
Olinda, que nao tem aula pelo impedimento dos Len-
tes uns, e falto as suas, oulros, que se acho oucupa-
dos no Jury.
itnvuiivi
*' **
TT
,
TW~
n.,-.ii


-T*
.VI. 'i .!.. lii^..
(1570)
EXTERIOR,
Monte video.
A
Verdade d noticia que demos da invaso do
territorio da Repblica Oriental pelo General^Laval-
leja> est hoje mais que justificada ; e felismente en-
tre a primeira informaco de to desagradavel acon-
tecimento, e a noticia'da completa derrotado audaz
aventureiro, que vinha derramar a desoluco, e a
anarqua no seio da sua Patria, houve apenas a de-
mora de alguns dias. Damos hoje os documentos
mais frisantes relativos este rpido, e decisivo trium-
pho, que terminou ex abrupto huma luta, cuja pro-
iongacao al poderia vir interessar o nosso socego,
e hiremos no* seguintes Nmeros apurando os de-
talhes.
Canelones. Marco 19 de 1834.Neste momento,
8 horas da noite, acabo de receber noticia bastan-
temente segura, deque D. Juan Antonio Lavelleja,
ha sido completamente derrotado 5 quasi toda a sua
gente ficou presioneira, e elle tem conseguido esca-
par com bem pouca.
O infra escripto tem a satisfaco de communicar
ao Exc. Ministro to plausivel noticia, e de o sau-
dar com o maior respeito. -Ildefonso Champan.-
Exc. Sr. Ministro do Governo.
(Do Coneio Oficial. )
CORRESPONDENCIA.
Snr. Redactoi.
^Pueira fazer ver ao respeitavel qublico, para que
chegue aos ouvidos do Illm. chefe de polica, ou a
quem competir que o carcereiro da cadea desta Cida-
de, nao manda fazer limpeza na dita cadea, tanto por
dentro, como por fora, e <|ue se vem as maiores por-
caries : se o Snr. carcereiro est acostumado a habitar
em logares immundos, nao est a guarnico, nem
grande parte dos prezos, entretanto qne elle com o d-
nheiro da Naco sem saber fazer as suas obrigacoes,
dandohomenagema prezos, sem se importar qual seja
o crime, mediante somente qualquer paga, e muito
melhor si o preso tem venda, porque at Ihe consente
que mangue de todas as pessoas, que chegue a grade,
e que alire pedradas ; admittindo para dormirem no
salo mulheres, e meninos, os quaes sobre o assoalho
vertem aguas, que vo cair sobre os desgracados que
occupo o andar debaixo.
Snr. Redactor com esta publicaco, muito obrigar
Inimigo daporcaiia.
O
THEATRO DO RECIFE.
Expectaculo anunciado para hontem lera lugar
hoje 22. Por cauza de urna desinlelligencia que hon-
tem houve entre o Beneficiado Joaquim Francisco Bal-
maceda, eHenrique Carlos, a quem o memo tinha
cedido parte no dilo beneficio foi precizo passar a ou-
tro a parle que elle fazia no espectculo, e por isso fi-
cou para hoje.
O Bem filiado partecipa aosSnrs., qne tiverem bi-
lhetes entregues pelo dito Henrique Carlos, que nao
entro no Thealro, salvo, si pagarem porta, ou se
se entenderem cora elle Beneficiado.
O
atuso* o Correto.
Bngue Flor de Beiris Capito Joze MariaCardo-
zo sai para o Porto no dia 4 de Jun^io.
^3 O Brigue Comercio recebe a malla para San-
tos amarilla (23) do corrente as 11 horas da manh.
^3- A Sumaca Dois Amigos recebe a mala para o
Rio de Janeiro amanh (23) do corrente as 11 horas
da manh.
fcJT O PataxoS. Antonio sai para o Maranhono
dia 28 do corrente.
fc^ O Correio Terreatre de Santo Anto parte
hoje (22) ao meiodia.
^y A Sumaca Coneeico da Ponte recebe a mala
para o Rio Grande do Sul hoje (22) as 3 horas da
tarde.
$3^- O Correio Terrestre da Parahiba deve chegar
hoje (22) e partir amanh (23) ao meio dia.
MUMV
O
atn?00 particulares
Abaixo assignado de novo roga aos seus collegas
Estudantes do Curso Jurdico, que aindaseno digna-
ro de entrehar-lhe as armas nacionaes que recebero,
o queiro fazer avista daautorisaco, eordens do Exm.
Prezidente do Provincia n'estes trez dias em sua casa
em Olinda atraz de S. Pedro Novo.
Angelo Munis da Sdva Fevraz.
$ publico, que fica de nenhum efeito o seu anuncio fei-
to pela Quotidiana, relativo a transaco que fez como
Snr. Joze dos Santos Muniz, de urna letra da quantia
de 952o reis, acceila pelo Snr. Joze da Costa Albu-
querque Mello; porque no dia 19 do corrente mez
lhe foi paga a referida quantia pelo Snr. Muniz.
Joze da Suva Maraues.
&y Tendo o Emprezario do Theatro abaixo as-
signado, de fazer urna viagem Europa a tratar de
interesse, do mesmo Theatro, faz saber ao respeita-
vel puWico, que entrega a Empreza, Administraco
do Actor Manoel Joze da Silva, por conhecer a sua ca-
pacidade, paracujo fim lhe delega todas as suasatri-
buicSes, e poderes.
Joao Joze Ferreira de Fieitas.
^&> A pessa, que precizar d'um Professr de
primeiras Letras, Arilliemetioa, Gramtica materna,
para fra desta praca : anuncie.
s
(PScratMwjfuaji&or.
,. Erafim crilo, muito fullo que parece cabra, moco,
secoe alto, sem barba, boca grande, disdentado, e
com panos no redor da boca ; pos grandes e os dedos
polegaresabertos levou camisa, e calcas deamburgo e
chapeo de palha ; fgido Domingo do Espirito Santo :
ra de Hortas sobrado D. 53, ser recompensado.
mvx^i^M^t^"1
NOTICIAS MARTIMAS.
Navio entrado no dia 20.
H ALIFAZ $ 42 dias; B; Ing. Nawey, Cap. Ma-
rohall : bacalho : Harrison Latham & Hibert: to-
neladas 128.
Navio sahido no dia 21.
1JTENOVA por LISBOA ; Gal. Imcomparavel,
Cap. Antouio ttenlo Gomes: assucar.
->%* v*v y
lJern. na Tijp. do Diario. 1831.
F7


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