Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02583


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Full Text
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ANNO E 1834.
* .-v. MW i m ,* wwwiwi
SEXTA FEIRA 16 DE [MAIO NUMERO 339.

011110 $$ $a&HM$Q,
>l>screve-se mensalmente afilo rt-is. adiantados. m Tipo^rafia
do Diario, paleo da Matriz de S. Antonio sobrado da porta larga
"inte lerecehem correspondencia--, caminaos, estes insire:n-s<-
f ratis sendo ok proprios assignaiiies somente e viudo awijtMdO*.
Tndh Afora depende de nos mesnios. da nossa prudencia, ma
deracao. e energa: continuemos como principian* seremo-.
aponanos com admirnro entre as K'ac.0ea Ibais cultas.
., --------- >........-,......-.
Pioclamavan da Assrmblea Gem dn frattt
QYnimii
ampresso em ?&ernamtiuco pat a. % De jHtran&a JFalca'o.
DAS da semana
6.* S. Izidro- Ses. da Thez. P. de m. e aad. do
T. de Orlaos de t. P. as 10 h. e 6 m. da m.
Sabbado $. Pascoal R-el1"" de e nad. do Vig.
G. de t. Preamar as 10 h. 54 m. da m.
Dom. Pascoa do Esiiito S. Preamar as 11 h 42
minutos da m.
ACAMPAMENTO.
Correspondencia particular.
jtilmeirae 10 de Maio. Tildo vai o melhor pnssi-
v'el pelo nosso Acampamento os Cabanos i prinripio
a aprezenlar-se, e vo continuando a ser mortos co-
mo bixos. Dez homens acabo de bater cento e tan-
tos Cdb.mos entre homens e mulheres dos quaes mata-
rao trez e aprezionarao urna com todos os seus escra-
vos e buns.
PROMOTORIA PUBLICA.
JlLlm. e xm. Snr.--Constando-rae, que na Admi-
nistraco do Correio desta Cidade bvia huma carta
vinda do Rio d Janeiro, escrtpta pelo suposto General
Colombiano Joze Ignacio Ribeiro de Abreu Limn e
dirigida a Salusliano Augusto Pimenta de Souza Pe-
res, reprezentei, documento n. 1, ao Exm. Preziden-
te da Provincia para que a bem da Cauza Publica,
iiouvesse de m'a mandar entregar a fim de ser aberta
judicialmente, porque havia probabilidade, de que
contivesse a continuaco dos planos d'aquelle degene-
rado Brazileiro a cerca da restaurarao do protervo Du-
que de Braganca, planos que hario sido j deseober-
tos pela abertura publica das cartas do dito General re-
metidas a seu irmo Luiz debaixo dos nomes supostos
de Joao Severiano Henriques da Costa, e Antonio Ga-
briel Correia da Graca.
Reconhecendo o Exm. Prezidente a justiea da m-
uha reprezentacao ordenou, como cumpria, ao Ad-
ministrador do Correio, documento n. 2, que me en-
tregasse a carta em questo, afim de que elle Prezi-
dente como primeiro encarrogado de fazer abortar nes-
ta Provincia to damnados prjectos, houvesse de to-
mar as medidas convenientes, para a sustentaco da
gloriosa revoluco de 7 de Abril, cazo a referida car-
ta contivesse o que com todo o fundamento se supoem.
Em consecuencia do que venho de expender requer,
documento n. 3, ao Juiz de Paz do 1. Districto do
Collegio, Joze Bernardo de Figueredo, pata que hou-
vesse dse prestar a sse Public' servico assisidp a
abertura da supradita carta. Tendo-se porem passa-
do trez dias sem que sse Juiz se dignasse responder-
cxs
me, e nao convindo de maneira alguma que se retar-
dasse a abertura d.i carta, porque ella dizia respeito a
Cauza Publica, e tanto bastava para serem poucas to-
das as fadigas, que a esse respeito se houvessem de
emprgar, tornei-lhe a officiar, documento n.4, pa-
ra que houvesse de satisfazer ao meu requerimento, ou
de fundamentar a sua repugnancia, para eu proceder
como me cumpria, Apezar, Exm. Snr., do grave
perigo, que talvez corresse a tranquilidade Publica
pelo retardamento da requerida abertura; apezar das
reiteiradas, reclamacoes por mim feitas, acerca de tao
importante objecto; o Doutbr Joze Bernardo de Fi-
gueredo, cerrou sos ouvidos a tudo ; a nada se quiz
prestar, e contentou-se em dizer ao Municipal, que
levou o meu officio, .que o recebia nicamente Dura
nao desfeitiar o portador, masque o nao abrira, por
que me nao reconhpcia como Promotor, por estar eu
pronunciado por crime de ferimento simples ftilom
Joo Manoel Mendos daCunha e Azevedo.
A vista pois do que acabo de expender, conhecer
V. Exc, que apezar de ter em meu favor a terminan-
t disposicao do Art. 165 do Cod. do Processo Crimi-
nal, que manda suspender oexercicio das funeces pu-
blicas, por cauza da pronuncia, nicamente nos chi-
mes de responsabilidade, acho-me privado de obrar
no primeiro Districto do Collegio, e por consequencia
de prestar mais algum servico a minha cara Patria, por
qe aquelle Juiz de Paz assim ha procedido sem duvi-
da por ter mal entendido o Cdigo do Processo Crimi-
nal. Nestas circunstancias pois tomei a liberdade de
dirigir-me a V. Esc., para que haja de levar ao c6-
nhecimento da Regencia em Nome do Imperador o
Setihor D. Pedro 2. o embaraco que aqui encontr
na continuaco do exercicio do Emprego de Promotor
Publico, pela simples pronuncia por crime de ferimen-
to simples, a fim de que Ella conformando-se coma
disposicao do Cdigo do Processo Criminal, haja de
tomar as medidas precizas, para que nem o Juiz de
Paz do 1. Destricto do Collegio, nem outro qtialquer
continu assim a zombar da Lei, lazendo distincoesen-
deella nao faz.
Dos Guarde a V. Exc. Recife 14 de Maio de 1834'
rim. e Exm. Senhor Aureliano de Souza e Olivei-
r'a Coulinho, Ministro e Secretario de Estado dos Ne-
gocios da Justiqa.Joze Tavares Gomes da Fonceca,
Promotor Publico. '
Recebi os officios de V. S., os qoaes intactos re-
met ao Juiz de Paz Supprente por me jnlgar suspeito
em todo quanto he acto publico, e de jurisdo que
possa ter lugar entre mim, e V. S.; a esse Juiz de
Paz pois dver V. S. se dirigir como Authoridade
competente para Ihe responder.
Dos Guarde a V. S. Primeiro Destricto do Collegio
14 de Maio de -1&34 Illm. Snr. Joze Tavares Go-
mes da FoncHcaJoze Bernardo de Figueredo, Ju*
de Paz do Collegio.
T


(1556) S*
JIZO MUNICIPAL.
MLlm. Snr.Por a-Tabella de 8 de Outubro do an-
no p. p. que acompanhou a Carta de Lei da mes-
ma dala, e por o Artigo 5." 4. desta, foi extenciva
-a imposicao do Sello tambem aos Bilhetes de Lotera,
mais occorrendo que chegassem as ordens tendentes
esta arrecadaco, em teropo que ja eslava concluida a
venda dos Bilhetes da Lotera do Seminario de Olinda,
e at corridas as rodas ; vou agora rogar a V. S.
bem dosinteresses Nacionaes, me remeta com urgen-
cia huma relaco exacta dos nmeros dos ditos Bhe-
tes premiados ; e nesta data officio ao respectivo The-
zoureiro para nao pagar os premios, sem que os porta-
dores Ihe apresenlem os Bilhetes sellados. Dos Guar-
de a V. S. Thesouraria de Pernarrbuco 10 de Mato
(i 183-4.--Illm Snr. Doulor Joo Paulo de Carvalho,
Juiz Municipal, e Prezdenle da Lotera do Semina-
rio de Olinda.Joo Goncalves da Silva, Inspector in-
terino da Thezouraria de Pemambuco.
*** %% XV \
Publicaco pedida.
.1 Erante V. S. Senhor Juiz de Paz Supplente do
1. Districto do Collegio queixa-se e denuncia Joze Ta-
rares Gomes da Fonceca, morador em dito Districto,
do actual Juiz de Paz do mesmo, o Doutor Joze Ber-
nardo de Fgueredo, sendo a razo de sua queix e
denuncia a que passaaexpor. Tendo sucredido no
da 23 do mez passado as 10 horas para as 11 da ma-
nha por occasio do insudo, que ao Queixozo fez Jo-
So Manoel Mendesda Cnnha e Azevedo, n'uma cor-
respondencia publicada em supplemento a Gazeta
Quotidianado mesmo dia, que se encontrasse o
Queixozo com o dito Joo Manoel na ponte do Recife,
e ah por a dita provocaco com hum junco Ihe desse
humas juncadas de que resultara hum leve ferimento
jo rosto occorreo, que depois de mais de huma ho-
ra, pouco mas ou menos, deste acontecimento, estan-
do o Queixozo em sua caza a ella viera o Juiz de Par.
dito, e por si mesmo a invadir e varejara para pren-
der o Queixozo, passando a invadir e varejar to bem
a caza superior de Theodoro Maxado Freir Pereira
da Silva, naqu^l levou a sua p squiza at fizer correr
trouxas de roupa, eainda depois por as trez e meia hp-
ras da tarde do mesmo dia depreco! ao Juiz de Paz do
2. Districto deste Bairro para varejara caza de Felip-
pe Lopes Nelto na ra Nova, que de facto Foi vareja-
da a essa hora, pouco mais ou menos, e tudo para o
fim de prendero Queixozo com o ostensivo pretexto do
acontecimento, que havia tido lugar com o referido
Joo Manoel, mas que outro era o motivo de tanta; i-
nexaclidao, e vinha a ser a vinganca, que o referido
Juiz de Paz se propoz tomar, em consequencia da de-
nuncia, que o Queixozo, como Promotor Publico,
d'esse e de outros Juizes d Paz havia dado dias antes,
em consequencia do edital, que por a resluco por
ellcs tomada sobre a moeda de cobre, hsvio a fu do
para obrgirem ao Povo receber da dita moeda toda*
que cantra a Lei julgaro, que devia correr. ~E por
que com o dito va re] o, por se proceder contra o Art.
211 do Cdigo Penal, e por o fim da vinganga, e o-
dio do sobre dito Juiz contra o Queixozo, incorreu el-
le na disposico do art. 210, por nao ter lugar a pri-
so do Queixozo sem culpa*formada por nao estar no
cazo de flagrante delicto.; e mais incorreo na disposico
do art. 129 do referido Cdigo Penal, a fim de se faze-
rem effectivas ditas penas, o Queixozo vem dar a pre-
. rente denuncia e queixa cotra o supra mencionado Juiz
de Pat, e offerece desde j o documento junto para
eorpo de delicio, e requer, que provada a sua denun-
cia, equeixa poras testemunhas, que offerece a mar-
gem V. S. pronuncie o Reo a prisao elivramento, man-
dando tomar por lermo o juramento do Queixozo an-
tes, para proseguir-se na accusaco para emenda do
denunciado, exemplo de outros e satsfaco das Leis
Pede a V. S. seja servido Ihe deferirE receber mer-
cRecife 7 de Maio de 1834Joze Tavares Gomes
da Fonceca.
Illstrissimo e Exm. Snr.Diz Joze Tavares Go-
mes da Fonceca, Promotor Publico no Municipio
desta Cidade do Recife, que havendo elle logo que
Vossa Excellencia tomou contada-Vice Prezidencia
desta Provincia, Ihe reprezentado ter em seu poder
dous clavinotes e onze espadas, recebidas doComman-
dante das Guardas da Liberdade, para as rondas noc-
turnas, e havendo-lhe Vossa Excellencia concedido
continuar a conservar em seu poder ditas armas ; suc-
cede agora que o Juiz de Paz do 1. Districto do Col-
legio o Doutor Joze Bernardo Figueredo invadindo a
casa do Supplicante despticamente para prndelo nao
havendo contra elle culpa formada, nem se havendo
elle recolhido a sua casa perseguido para ser prezo,
tirasse d'ella aquellas armas, e as-mandasse couduzir
para casa delle Juiz. Nestes termos recorre o Sup-
plicante Vossa Excellencia, para que seja servido man-
dar, que o dito Juiz de Paz, ou entregue as referidas
armas ao Supplicante ; visto que est responsavel por
ellas, ou as recolba mediatamente ao Arsenal deGuer-
.re-Pede a V. Exc. se digne deferir lhe--E. R.M
Recife 7 de Maioi de l834--Joze Tavares Gmesela
Fonceca.DespachoO Sr. Jniz de Paz Supplicado
entregue ao Supplicante as armas que Ihe tirou de sua
casa pois Ihe forao confiadas por este Governo para o
servico Publico. Acampamento de Limeiras 10 de
Maio de 1834-Paes d'Andrade.
IWlHtW
CORRESPONDENCIA.
Snr. Redacto/.
A Cabo de 1er no Diario N. 385, o Officio de S.
Exc. o Senhor Vite Presidente, dirigido ao Snr. Ins-
prctor Interino da Thezouraria, peloqual S. Exc. com-
munica a este a rrsoluco, em que est de nao consen-
tir na realisaco dos conhecimenlos, dados al ao pre-
zenle, da pessima moeda de cobre, actualmente .reco-
lhida pelos particulares a esta Estacan, nntes da deci-
so da Assemblea Legislativa, quem passa a pedir os
precizos esclarecimentos, e Ihe ordena ao mesmo lem-
po, que fique nessa intelligencia. Ora, Senhor Re-
ductor, com quanto eu me lenha conserrado impatcial
todas aspolemieas, que tem aparecido, sobre diver-
sos objectos da Administracp Publica, apezar do meu
desejo de instruir-me a resp'eito ; e saiba, vista do
art. 113 da Lei de 4 de Outubro de 1831, queos
Prezidenles das Provincias podem chamar, perante o
seu Conselho, os Emprcgados das Thezourarias, e
das outras Repartieres da Fazenda, quando Ihe forem
indispensaveis alguns esclarecimentos veibaes, que por
elles devo ser dados ; e na prezenca do art. 87 da
me>nu Lei queos Presidentes das Provincias, em
Conselho, daro conta ao Tribunal do Thezouzo de
qualquer abuso, ou desvio, que observarem na Ad-
ministracn, Arrecadaco, e Destribuico das Rendas
da Provincia, e podero suspender interinamente a
transaco prejudicial a Fazenda Publica, quando o Ins-
pector da Fazenda da Provincia a nao corrija; toda-
va tocndome directamente aquella ordem, como.por-
ador de conhecimentos quasi todos comprados., nao
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" i-i ni I' I I 1
(1557)
[
sendo ella em conselho, nao tendo sido precedida de
informaco alguma dos Em pregados da Thezouraria,
nao tendo havido previa intimaco ao Senhor Inspec-
tor, para a sua nao continuago, nao se mostrando,
que aquella transacao fosse prejudicial a Fazenda Pu-
blica, e quando o fosse, sendo ella fundada na Lei de
3 de Outubro de 1833, e intruces do Governo para
a sua execucao, decretadas em 8 do mesmo mez e au-
no, em harmona com a mesma Lei e mandando-se
por aquelle officio suspender, nao a continuaco do
troco, se apezar do expendido S. Exc. de per si ojul-
gava prejudicial a Fazenda, mas sim a realisacao dos
conhecimentos por as quantias ja entradas, e por tanto
-de transaccs rindas, em opposicao ao 3.a art. 179
daConst. ; a realisacao de conhecimentos, que tem gi-
rado no Commereio, como capitaes circunstantes, de-
baixo da boa f publica; de conhecimentos, torno a
dizer, que nao parando as mos de seus primeiros
portadores-, mas sim de terceiras e mui diversas pesso-
as, lorna-se um impossivel moral restituir-se ao seu
primitivo estado, sem um transtorno geral do Com-
mereio ; e nao podendo ninguem melhor do que Vmc.
instruir-me sobre esta materia, pelo muito que ja tem
pensado, e escrito, queira fazer-me o obzequio de di-
zer me
1. Em que le se fundara S. Exc. para suspender
a realisacr dos contratos findos, e que estipulados fo-
ro a sombra da Lei de 3 de Outubro de 1833 e debai-
xo da boa f publica ?
2." Se ao Governo compete pelo 12 art. 102 da
Consliluco do Imperio fazer os regulamentos para a
execucao das leis; se nos primeiros qualro arligos da
Lei de 3 de Outubro, nao se trata de moeda boa ou
ma, e so se relere a que estiver em circulacao, regu-
lando-seo seu valor pelo pezo legal, com que forao e-
miltidas pelo Governo, e ftiro as Provincias ; e ten-
do o Governo nos arligos 7. e 8.8 daslnstrucoes de-
clarado, que o valor do pezo legal, por que devem ser
trocada, he o de 1280, sendo moeda de cobre; em que
lei charia S. Exc. a distinco de pessima em que fun-
dara a su* Portuna ou officio?
3. Sesdepois de (indo o prazo de dous raezes,
concedido a operacao do troco, he que a lei, nos arli-
gos 5." 6.c e 7. relativos a forma dos pagamentos, tra-
ta da moeda verdadeira e falsa, e que manda cortar
esta, quando se prezentar as Estacoes Publicas, em
queleiaehou S. Exc. a qualidade de psima na moe-
da recebida por troco na Thezouraria, com que moti-
vou o seu officio ?
4..Nao podendo o Senhor Inspector da Thesoura-
na regular-se no troco da moeda de cobre, determina-
do pela Lei de 3 de Outubro de 1833, se nao pelas Ins-
truces do Governo de 8 do mesmo mez e anno, que
regularo o modo pratieo de sua substituicao, e nSo a-
gradando-estas Instrucoes a S. Exc, nao est igual-
mente, em virtude daquella Portara, suspenso o tro-
co d" moeda de cobre, pela lei determinada
5. Se S. Exc. de per si, der novas Instrucoes, o
Sur. Inspector dever, ou poder reger-se por ellas ?
Entretanto, certo que a sua bondade nao deixar de
instruir-me com a sua resposta a estas simples perguo-
tas, sou com toda a attenco o seo
Aliento Venerador e C.
Oervazio Pites Fenreira.
v>..v
K
Ao combinao as nossas ideias cora as do nosse cor-
respondente a cerca do importante objecto de racta a sua correspondencia, e por isto aproveilamos
a feliz occazio, que elle nos oferece, de emitidnos a
nossa opinio a respeito.
He bem conheciua de todos os habitantes d'esla Ci-
dad a qualidade da moeda, que na Thezouraria d'es-
ta Provincia se tem recebido em troco dos conhecimen-
tos, que em virtde do 19 das IhstrucSes de 8 de
Outubro de 1833 devera er substituidos pelas cdulas;
que o Governo devia remeter para as Provincias, e
que hoje j aqui estao ; eo nossocorrespondente mesmo
nao ignora, por isso que tambem recolheo cobre,' que
s tem corrido a flux para aquella repartico o chan-
chan mais infame e escandalozo, que havia n'esta Pro-
vincia. Com tal recebimento achava-se por certo
gravemente ferida a Lei de 3 de Outubro de 1833
que no artigo l.8 diz mui claramente, que os possui-
dores da moeda de cobre actualmente em circulacao
podero recolhe-la as Thezourarias Provinciaes rece-
bendo cdulas que reprezentem o valor das quantias
recolhidas em razo do pezo legal com que foro emi-
tidas pelo Governo e giro as Provincias, e ninguem
de boa f negar que a moeda de cobre existente em
circulacao n'esta Provincia, em Outubro do auno pr-
ximo passado he a mesma, que hoje circula, isto he,
a legai mandada correr pelo Edictal do Governo d'esta
Provincia, de 9 de Janeiro d"aquelle anno ; e que por
tanto o Snr. Inspector da Thezouraria nao podia sem
cometer hum grave abuzo receber em troco dos conhe-
cimentos indislinctamente a moeda, que se Ihe apre-
zentara : Alem do que os artigos 6 e 7 da citada Lei
rezolvem terminantemente qualquer duvida, que so-
bre o pezo e qualidade da moeda recipienda se possa
suscitar.
O artigo 6 da Lei de 3 de Outubro diz pozitiva-
mentea moeda de cobre falca ser cortada, e entre-
gue a quem pertencer e o 7. define qual seja essa
moeda, que se deve cortar, quando aparecer as Esta-
c5es Publicas dizendojulgar-seh falsa e como tal
sugeita a todos as dispozicoes a respeito a meeda de co-
bre, que for vizivelmente imperfeita emseocunbo, ou
que tiver a oitava parte de menos do pezo com que
foi legalmenle emitida as diferentes* ProvinciasAs-
sim pois que destino ,deva dar o Sur. Inspector da
Thezouraria a moeda chanchan, que tem aparecido
na sua repartico troca-la por conhecimentos ? nao
porque tal moeda nunca esleve aqui era circulacao,
e tem em geral mais da 4.a parte de menos do pezo re-
querido, alem de ser inteiramente imperfeita no seo
cunho: corta-la ? julgamos que sim, por ser esta a
dispozico do artigo 7 d'aquella Lei; mas nao foi isto
o que elle fez, e procedeo de encontr aos citados ar-
tigos.
Constou esse abuzo ao Exra. Snr. Prezidente, a
quem cumpria prover sobre taes materias, secundo o
artigo 26 da Lei de 20 de Outubro de 1823, quando,
como se acaba de aerificar, elle nao poder reunir o
Concelho do Governo; em consequencia do quecura-
pria-lhe tomar quantoantes medidas vigorozos, para
que feita a substituicao dos conhecimentos pelas cdu-
las nao viesse a Provincia a carregar com mais de 100
eontos de reis, de chanchan, adespeito da Lei de 3
de Oatnbro e-em beneficio nicamente dos que hou-
vessem fabricado moeda falsa ; e foi isto o que exacta-
mente fez o Ex m. Snr. Prezidente, mandando huma
Portara suspender a realizaco dos conhecimentos at
ento emitidos, porque a face da citada Lei, a moeda
que elles reprezento deve ser cortada, e jamis rece-
ida como legal.
Nao vemos por tanto, que o Exm. Snr. Prezidente
haja ultrapassado as raias das suas atribuigoes com a
Portara em questo, e pelo contrario estamos con-
vencidos, de que esta aeco de$. Exc. be mais huma

, .' ;! -, T V :-l/" -
r^


mMZ^MMM.
1
(1558)
grova da sua solicitude e desvelo que tena por esta
Provincia.
Tambem nao acharaos como o nosso corresponden-
te nulidade alguma no procediniento do Exm. Snr.
Prezidente por nao ter precedido inf'ormacao dos Era-
pregados da Repartico da Thezouro, porque taes n-
ibrmacoes so sao necessarias, conforme dispoem o ar-
tigo 113 da Lei de 4 de Outubro de 1831, quando
forem indispensaveis; as quaes podem deixar de se
rem tomadas quando o Exm. Sr. Prezidente por ou-
troqualquer meio estiver ao facto do negocio, como a-
caba de suceder ; pelo que temos a responder aos di-
ferentes quizitos do nosso correspondente oseguinte.
Quanto ao 1. artigo que o Exm. Snr. Prezidente
fundou-se pelo que su pomos nos 6 e 8." da Lei de
20 de Outubro de 1823.
Quanto ao 2., que he verdade que o 12 do arti-
go 102 da Const. do Imp. auctoriza o Governo para
dar InstruccSes para a execuco das Leis ; mas que
taes Jnstruces nao devem ferir nem de leve as dispo-
:zicoes substanciaes das Leis ; como succede com as de
8 de Outubro de 1833, que nos artigos 8. e 13
mando expressamente aceitar em troco "das cdulas a
moeda, que os artigos 16--7 da dita Lei reputa fal-
sa, e que como tal eleve ser cortada.
Quanto ao 3., que a Lei de 3 de Outubro quando
difine no 7. a moeda falsa e a manda inutilizar, nao
diz que o corte deve er dado depois da realizaco dos
conhecimentos, e sim logo que ella aparecer as Esta-
c5es Publicas.
Quanto ao 4., que o troco da moeda de cobre legal
pelas cdulas de maneira alguma se acha embarazado
pela Portara do Exm. Snr. Prezidente porque esta
nicamente manda suspender a realizaco dos conhe-
cimentos at aquelle da emitidos.
Quanto ao 5. em fim, que quando as Instrucoes
dadas pelo Exm. Snr. Prezidente forem de acord com
as Leis, que marco assuasatribuicoes, devem ser re-
ligiosamente observadas pelo Snr. Inspector da The-
zourariu.
O
THEATRO DO RECIFE.
Beneficio anunciado para Quarta fe ira nao pode
ter lugar em razo dachnva, o qual ficou transferido
para hoje Sexta feira 16 do corrente.
THEAT RO DE OLINDA.
I^Abbado 17 do corrente se reprezenta a Peca O
Inglez generozoSeguir-se-ha o excellente Dueto
Cazar sem um bom dote remar contra marno fim
deste se executar o PantomimoOs acazos Nocturnos
findando todo o expecta culo com ajocoza Farca
Aldeia de Loucos.
*%*%** v*v%%%
O
at)t#o# Do Crrcio.
Correio Terrestre de Limeiras parte hoje ao
meio da.
t?y O Correio Terrestre da Parahiba parte hoje
ao meio dia.
MVM*|MI/K.
(Bernia*.
W Inho milito bom chegado ltimamente de Trieste,
em pipase a retalho, e.por preco muito rommodo : no
olcquim do hotel Theatro junto.a caza, da Opera.
^^ Bixas a preco commodo, vinho de todas as
qualidades de Portugal, e do estreito tinto e branco,
agurdente de anis, azeite doce, e tudo mais em con-
taque emqualquer outra parte : no armazem da ra
dos Quarteis com porta larga D. 8.
$l^" Pessas de chitas finas de 7$500 a 4$480,
covado de 200 a 120 res, pessas de madapoloes de
8$ a 3$360, vara de 400 a 180 reis, pessas de ns-
cados jarda de 240 a 200 reis, covado de 200 e 160,
pessas de paninho finas de 4$a 3$20Q, vara de 420
a 340, pessas de duquezas jarda a 160 covado 120,
pessas de Bertanhas de 6 varas a 2<$080, de 103/4a
2$240, pessas de patitelha de 8$400 e 5$400, va-
ras a 320 e 240, varas de algodo trancado jarda a
240 e 170, vara a 320 e 220, pessas de algodo lizo
jarda 145 e 130, vara a 200 e 180, e rap Princeza a
libra a l$60O: na esquina da Pracinha do Livra-
mento na taja do Burgos.
^3" Urna venda com 600 a 700$ rs. em muito
boa ra das principaes: na ra Direita D. 2.
U3^ Uua sabia um azulo, um bigode, e varios
passaros cantadores: airas da IVlatris da Boa-vista D.
17.
$r3" Um relogio de patente Inglez caixa de prata,
e regula bem: na casa junto Tipografa deste Diario.
^^" Urna negra moca com urna cria, por preco
commodo: em Olinda atraz de S. Pedro velho sobrado
que fica por cima do buhar.
^C^ Urna malla j usada, por preco cmodo : na
ra nova loja Franceza D. 9. a fallar com Manotl
Joaquim Venancio.
33 Um terreno com paredes velhas na ra de S.
Bento em Oiinda : na mesma ra sobrado n. 30.
^" Penles de tartaruga de gomosa maneira de
concha, tanto aberlos como lizos; e de muito bom gos-
to: na loja Franceza da ra do Cabug esquina da
ra das Trincheiras.
^3^ Urna canoa d' amarello, armada, de carreira
nova e bem construida, e rende por mez 8$000 rs.:
anuncie.
^3* Urna carleira deamarelo, propia para arma-
zem de assucar ou prensa de algodo em conta : na ra
do Rangel D. 15
Cotopra*-
Ma negra de 30 a 40 anuos, quecozinbe, e engo-
me alguma cousa, sem vicios : na ra que atravessa da
d' Alegra para a da Gloria casa de duas portas verdes,
ou anuncie.
t&"* 2 negras, mocas e fortes de estatura cima de
ordinaria, e da-se prata ou muito bomcobre : na ra
do Quimado loja de fazenda I) 9.
%&* Urna negra moca de 18 a 24 annos sem mo-
lestia, ou vicios : na ra que atravessa da d Gloria pa-
ra ad'Alegria n. 4.
<*%%%% %%*%%*
Caratos f usiDot.
JLiLiz, Na cao da Costa, 24 a 26 annos, estatura re-
gular, bastante fornido do corpo, rosto comprida,
denles na frente grandes e a)gum lano aberlos, bas-
tante ladino, porem falla um tanto alravessado : ca-
ra de Joze Francisco Ribeiro de Souza defronte do
Trapiche novo.
n

B54HH9BR*

Peen, m Ty>. liu Diana. 1834.
rnr


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