Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02579


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Full Text
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ANN DE 1834.
SEGUNDA FETRA 12 DE MAIO
NUMERO 385.
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>%%*** HMWMini
mmm m tiMtiiBmso%
>ul>screve-se mensalmente a A40 res, adiantados. na Tipografi*
do Diario, pateo da Matriz de S. Antonio sobrado da porta larg
onde te receben) correspondencias, e anuncios; enea mircm-ae
fraila sendo dovroprioa a wi fritantesrnente e viudo asi nados.
Tndo agora depende de nos mermas, da nossa prudencia, m
deraco, e energa: continuemos como principiantes e seren
apuntados cum admiracio entre as Nacoes nafa cultas.
Ptoelamafio da Asaemblea Geral du iratti
iwi* ar m rmm mmmm
3mpjre$0o cm j&ernamtwco pot 1 % De jHtrantia Jfalca'o.
B^ffiSSSBSOO
DAS da semana
2/-vV Joanna-K. dos J.' do C. de m. e de t. Ses- da
Thei. P. e Ch. de t.- P. a 6 h. 54 m- da m.
3.a. -N. S. dos Maityres Re.1- de m., e aud. do J.
dos Orfos de t. P. as 7 h. 42 m. da m.
4.*-S. Gil- Ses. da Thezouraria Publca. Pr. as
8 h. 30 m. da m.
5.' -5. /orto Nfpomuceno- Re. de m. A. dos J.* do
Civ. de m. e de t. Pr. as 9 h. e 18 m. da m.
-.'-S. Izidro- Ses. da Thez. P. d m. eaud. do
I. de Olaos de t. P. ns 10 h. e 6 m. da m.
Sabbadp-5'. Pascoal R-plam de e and. do Vig.
G. de t. P rea mar as 10 h. 54 m. da m.
Dom." Pascoa doEsitito S. Preamar as 11 b. 42
minutos da m.
*.**- i
R<
ARTIGOSD'OFFICIO.
.Esolvendo estp Governo dar por cada um ca vallo,
que for aprehendido aos rbanos quatro p.i tardes de
gralificaco, para serem empreados na conducao das
I) i;;i;;>'ns para os diversos pontos do Acampamento; e
bem issim que os Snrs. dos escravos, lobem rbanos
aprehendidos dessem para os 'prebensores as gratifi-
cacooa de vinle mil reis por rada escravo, e dedez por
eaJi esciava, sondo robustas, osquaes devem ser ven-
didos para fora da Provincia, romo se pralieou com
os arpiilombidos ; V. S. far saber esta resolueo a to-
da forca Aeampada ; declarando-lhe, que estas grali-
fieaedes se rao destribuidas por todos os Soldados da
partida, que fi/.er a aprehencao, e nao ao que apre-
hender o cavallo, otl escravo; para que nao aconte-
ce seguirem, ou perseguirem todos a semelbantes,
deixando os Cubanos a quem mais, que ludo se faz
precizo aniquilar. Dos Guarde a V. S. -Aeampnmen-
tu de Limeas 25 de Abril de 1834 -Manoel de Car
v.illio Paes d'Andrade--Sur. Coronel Commandante
em Chefe, Joaquim Joze Luiz de Souza.
PROMOTORIA PUBLICA.
flXi-M. e Exm. SenhorConstando-me pela voz pu-
blica, que o Inspector da Thezouraria desta Provincia
Joo Goucalves da Silva consenta, ou havia aulhnri-
zado os Empreados daquella repartico, cncarrega do trwco, que da moeda de robre se tiev'n fizer por
sedulas, em virlude da Le de 3 de Outubro de 1833
contra a mauifcsla, esaliente desposico dos Artigos
1.", 6., e 7.* dessa Le, e com grave prejuizo do
Publico para que se recebesse a moeda, vulgarmente
chamadachanchan voadoristo he, huma moeda,
que nao tem nem o pezo nem o cuuho verdadejro da
?jue emitida ib i pelo Governo, e que deve ser resgala-
da pela Naco, e que em conformidade do Art. 6.'de-
ve ser cortada, ofli-iei em virlude do Art. 336 do
Cdigo do Processo, aosupradito Inspector'para que
me esclarecesse sobre to estranho procedimunto; do-
cumenton.* 1, afindeqneeu podesse cumprir a res-
pailo asobrir;ic5es do meu cargo. Pouco salisfeiio po-
rem da ambigua resposta que obtive, e que se encon-
tra no documento n 2 tornei a officiar-lhe para que
houvesse de permitir (documento n.3)queeu acompa-
nhado do Juz de Paz do Destricto examiuasse a moe-
da, por quanto oque elle Inspector di/.ia nao quadra-
va com a voz publica, e com o que nfirmava a Admi-
nistraco do Grande Hospital de caridade (doeuihento
n. 4) noque deo a resposta (documento n. 5). E bem
longe Exm. Senhor, do Inspector se conformar com a
minh i requisico, que liera tanto mais justa, quanto
eslava bazeada nos Arts. 74 2., e 335 do Cdigo
do Processo Criminal, deo ao Juizde Paz que a reqe-
rimentj meo (documento n." 6) to bem llie omri,yu a
es n. 7, e com a qual tolheu-me, por assim dizer, de
cuwprir com os deveres do meu cargo.
Convencido deque apezar da singular resposta do
Iu-pector da Thezouraria, oJuiz de Paz em virtud
do art. 335 do Cdigo do Processo Criminal podia por
si fizer o requeridoexame, remet Iheoofficio, quese
encontra no documento n.' 8 cuja resposta se ve no do-
cumento n. 9.
Bem longe eslava en, Exm. Snr., de esperar, que
esse Juiz de Paz se esquecesse tao grosseiramente di
Cauza Publica, pela qual todo o Brazileiro honrado se
deve sacrificar ; porem nao podendo duvidar ja da sua
criminosa repugnancia, dirigi-lhe o ofirio exarado no
documento n. 10, ao qual at hoje ainda se nao dignou
responder.
To extranho procedimento, Exm. Sur., he digno
d'tleneao da Regencia em Nome do Imperador, que
to solicita se tem mostrado em todos os seus actos pela
prosperidade da JVaco cujos deslinos por fortuna nos-
sa Iheeslao confiados. Necessario he pois, Exm. Snr.,
que esse Inspector nao continu em to criminoso pro-
cedimento, onerando desta maneira a Naco com acom-
prt de huma moeda, queea nao emiti, e que se nao
acastele na Thezouraria, negirido-me os meios preci-
sos pira denunciar dos abuzos cometlidos naquella
Repartido, tornando se desta arte infructfera a salu-
tar disposico do art. 325 do Cdigo do Processo Cri-
minal.
Considerando, Exm. Senhor, as funestas consequen*.
oi'as, que resultar podem da indolencia do Juiz de Paz.
Provincia, e Nacointeira, docaprixocom que o
Inspector jnlgi-se exceptuado da regra geral a que es-
lo sugeitos os demais Empregados Pblicos de sorte
(|ie reputa nao haver aulhoridade competente para de-
nunciar dos graves abusos, que se tem pralicado, ou
se houverem de pralicar naquella Repartico, se nS
houver quem fa?a conhecer a aquelle Funccionarifl
i-


MaMtman
---**"1-
MMBHBM
BMa
M542)
'Fabuco o erro em que labora, erro tanto mais funesto,
qnanto recabe inteiramente em prejuizo da Naco; to-
nei a resoluco de por V. Ex. ao facto de todo este nego-
io, a fim de que se sirva de leval-o a prezcnca da Re
genciaem Nome do Imperador, o Senhor D. Pedro
!, a quem eumpre dar prompto remedio a to gran-
de abuzo.
Daos Guarde a V. Exc. Recifc 9 de Maio de 1834
Iflm. e Exm. Sur. Aureliano deSouza e Oliveira Cou-
fnho, Ministro e Secretario d'Eslado dos Negocios da
Juti-nJozeTavares Gomes da Fonceca, Promotor
Publico da Cidade do Rerife.
Sobre o mesmo objeclo se repre^entou Assem-
bla Geral Legislativa.
JLi.m. Snr.Tendo o Exm. Prezidente da Provin-
cia, em resposla ao que lite reprrzentei, em nlficio de
30 do pnssado ordenado ao Administrador do correio,
ifue me ntrense a carta viuda do Rio de Janeiro com
Sobrescripto a Salustiano Augusto Pimenta de Souza
Pires, de letra do su posto General Colombiano, Joe
Ignacio Ribeiro de Abreu Lima; e tendo-se-mo com
effeilo entregado dita carta : a bem da Cauza Publica,
fequeiro a V. S. que baja de disignar dia e hora para
a mesma ser aberta judicialmente em minha prezenca,
e na do dito Salustiauo oaxeiro do vire Cnsul Por-
togoez, morador no 2. Di^lricto do Corpo Santo, que
apparecco exigindn a do Correio, dopois que ofFi'ici
a respeilo no Ex."0 Prezidente da Provincia prdindo
V. S. ao Juiz de Paz do rcfeiido Destrieto, que man-
de notificar aquelle caxeiro pira comparecer ante V.
S. no dia hora, que disignar para assistir a obertura
da mencionada carta.
Dos Guarde R V. S. Reciflb 10 de Miio de 1834.
Ill" Senhor Doulor Joze Bernardo de Figueredo
Juiz de Paz do Io Dest rielo do CorleanJoze Tavares
Gomes da Fonceca, Promotor Publico.
III."0 Sr. Para poder d"sernpenltar as obrigaroes
do Cargo de Promotor, requeiro a V. S., que, a bem
da Onza Publica, baja df me mandar diser o nome
do Cidadso, que foi condozido preso a sua prc/.enca no
dia 7 do rorrete, or o Inspector de Qhiarieiro Anto-
nio Joze Pinto, eo(iuarda Nacional Joze F&fneisco
morador na ra da Praia, com urna grande na al ha
de ponta com que esta va, e slto por V. S. a rogo do
dito Inspector.
Dos Guarde a V. S. Recifle 10 de Maio de 1834.
III.mo Sr. Juiz de Paz do 1. Deslrido do Collegio, Jo-
tf. Bernardo de Figueredo Joze Tavares Gomes
da Fonceca, Promotor Publico.
c.
<*%v. **%v
PERNAMBUCO.
lOnMa-nos, que o Promotor Publico deste Muni-
cipio o Senhor Tavares fora de iiOvfl Broces* ido em'
um summario pela adiada dcalgumas puncas arims em
sua cara no dia em que n correr >, e (pie Ihe nlo qui-
zara aceitar fi inca o Juiz de Paz do seu Desli icio o Sr.
Figueredo. Este summario por armas, que laivez co-
mo Promotor livesse requi/.itado, ou por alguma cir-
cunstancia se achassem em sua c.iza ; a denegaco da
(Sanca em crime, que mais que muito a admilte, e at
dadas circunstancias est fia razio daqu< lies em que o
Reo se pode livrar sollo para nhriga-.o a evitar a pri-
zSo, ou para prende-lo procurando assim po-lo em
circunstancias de nao poder exercer o logar de Promo-
tor Publico ; provo claramente que inda mais deze-
jo efirtos Senhores do que re-lo fora daquelle logir ;
eque a guerra, que se las'he m*> o Promotor Publi-
co, do que ao Senhor Tavares. Nos nao pretendemos
fazer a defeza daquelle Senhor, nem fallar no seu ac-
to contra o Senhor M ndes, sobre que ja demos nos<
opinio ; e que bem podem julgar aquelles, que sa-
bem conciliar a necessidade de recorrerem s lcis para
nos desforcarmos, com a difculdade de resistir justn
colera da honra, e melindre oFendido de modo, que
difcil Reja achar-se nellas satisfaco. Mas he nosso de-
ver como escriptor Publico contribuir para defeza, o
sustentadlo no lugar, de um Cidado, que s be ata-
cado 'r porque bem serve ao Publico, e nao perdoa a
abuzos, e crimes onde quer, que os veja. E nao st>
he nosso dever ; he-o to bem de todos nossos Concida-
dos, que dezejo ver perseguidos os- prevaricadores,
e criminosos, e postas em rigor as Leis. Si o Snr. Ta-
vares nao encontrar apoio na maioria de seus Concida-
dos, sio Promotor Publico nao for sustentado pelao-
piuio, este lugar que to til, e proficuo pode ser,
ser por elle, e por todos us Cidadaos probos regeita-
do, e s aceito por um desses espiritos fracjs, que se
nao quercm comprometer, e que feixando os olhos
todos os crimes, e prevaricacoes, tornarao intil, e
e desprezivel um lugar de tanta consideraco, e ne-
cessidade. O lugar de Promotor nada rende, a honra
so o pode fazer dezcjadn, e he mister pois honrar, dar
consideraco, e prestar todo o apoio nos que bem o
dezempenhao : ao Senhor Tavares, e ao Senhor [^tu-
tor Lourenco Trigo de Loureiro, que muito activo lem.
sido no Municipio e a quem procuran atacar hawins
que como os do Recife', viven dos abusos, o eslo en-
golfados em crimes. A e;te Snr. to bem se procura-
intimidar, ja ameacando exigir inuVmnizacffo. esaiis-
faco por acusacoes, por elle comecadas. ecahilasn
Juri ; ja ameacando-o de o acusar por um acto, que a
sellie poder altribuir, pprovar, seria documento de
sua eoragem, e patriotismoa morte de um S miado,
que sendo chamado a render se no aloque da Cadeia d"
Olinda na Septembrizada, recuzou, atirou sohre o gru-
po, que o surprehendia, e baha morlo de nitritos ti-
ros, depois de ter com o de su i grimdeira l'erido *
um Exudante, que em razio da ferida cortn um bra-
co. He tal acusaco effeilo de mildide, canibalismo,
ou loucura ? Ou de todas juntas ? Mis o Senhor Lou-
iciro, eremos, nlo lem medo di cocas, e continuara
a perseguir os malvados, e concussiunarios.

'.-
ED1TAL.
Or ordem doIlluMrissimo Snr. Inspector interino
da Fa/.eoda se faz publico o Offieio do Exm. Snr. Pre-
nd ole da Provincia, do theor seguinle -
Estando este Governo na resoluco de nao concernir
na realisHco dosconhecimenlos dados at o presente
da pi'ssima nmeda de cobre actualmente recolbida p>-
los parti-Milires essa F^taco, antes da deci/o d;
Assemblea Legislativa n quem passo a pedir osperci-
roi esdareeimenlos. V. S. fiear nesta ntelliaenCM.
e me enviara exacta relaco das quanlias rerolhlda, r
a <|U'in pertencentes. Dos Guarde a V. S. Acampa-
mento em Limeiras 5 de Maio de 1834 Manuel d;-
Ca valho Paes d'Andrade.Sur. Joo Goncilves %i
Silva, Inspector da Thesouraria.
E para conbecimenlo &c. Thezourai a de Pernam-
buco 10 de-M.iio de 1834.
O Official Maior intei no,
Juaquim Francisco Bastos.
IV
CO R R ES POJN D EN CtA.
Snr. Redactor.
Acartar que ha poucos dias Ihe remetti, em res-


M^I^H^HbmhhmihHIHHHhhbmbm
i
i
(1513)

posta ao Senhor Amigo da Verdade do Diario d' Ad-
ministradlo fiz ver, que os argumentos com que elle
.principia ;i defender o Senhor Inspector da Thezoura-
ria d-i acensado intentada pelo integerrimo Promotor
Publico deste Termo Joze Tavares Gomes da Fonceca
pela criminosa recepcio da moeda chanchan na
,'fhezouraria desta Provincia, ou carecem de (brea, ou
se a tem he para arrumar a prooosco, que o Senhor
.Amigo da Verdade defende ; hoja porem continuando
na mesma tarefa passo a responder ao resto daquella of-
ficio correspondencia.
Ja mostrei, que de maneir.i alguma o Senhor Joo
(encalves deveria etar pela exquisita resniuco da
Junta de Paz por ser esta Ilegal, e como tal incapaz
de producir effeito, salvo contra os scusauthores, que
por ella estn sugeilos a-foc-n entendida responsabeida-
de; porem como o Sur. Amigo da Veniade, repisa a
cada instante este argumento, tal vez por persuadir-se
que elle he sobre, maneira solido, necessario se faz que
eu Ihc advirta, que o Senhor Inspector qunido se re-
sol v? o a reeber moedachanchan ein troco dosconhe-
cimentos, f|ue bao de ser substituidos por sedlas, que
cedo on larde tom de ser rehiladas pela Naca" o anda o
Senhor Doutor Francisco Maria de Freilase Albuquer-
que bao cuidava cni convocar essa Colendissima Junta
de Paz, que a nossa vista havia de tan escndalo-amen-
t legislar sobre a moeda de cobre; porque des.le que
aqui ehcgou a L.-i de 3 de Outubrode 18.13, e as cele-
brrimas instruco s (I l'xm. Mini-lroda Faaenda, que
a acootp'tnbario, que o\ encarregados do troco da mo-
eda, coinetii-m esse horrivel abuzo : Prtanlo ou o Snr.
Amigo da Ver Ja de nao atienden a essa particularida-
de, (piando lonr.oua sua correspondencia, eento per-
mita, queeu Ihe diga, que reflua niais no que escre-
ver pan o Publico, ou se alteo.Ico, persuadise que
taes Leitores t.ria, que fcilmente tragaran o opio; po-
rem b experiencia pelo que vejo, Ihe vai demonstran-
do o contrario, e tinto basta pira que se eonvenca,
que as sua pil avras nao fue rao fortuna desta vez.
Tanta infracao de Lei, Postura inohservada, nao
se aecusa, s se aecusa a ta> til medida Policial,
que tanto bem tiouxe ao Povo ( h inchanUa) p. que
~uai de accordo com a da Coi te, diz o Snr. Amigo da
Verdade. Tres ideas Snr. Redactor, se podere co-
Ifier deste periodo da correspondencia, do Sor. Ami-
go da Verdade. 1.a Que exi-tem militas i,fo<-.>s
de Lei, e de Posturas entre n tomada pela Junta de Pa, trouxe muilos bens ao Povo.
3.% que outra da mesma naturesa foi tomada no Rio
de Janeiro. Em quanto primeira direi, que con-
jrdocomoSr Amigo di Verdade, e que acrescento
que lobem existan militas denuncias dadas pelo in-
tegerrimo Promotor; porem ista nao ahila ncm a cri-
minalidade do Senhor Inspector, nema Justei da ac-
cusaco; por quanto embora todos o nossns Empre-
ados Pblicos, por ex., estejao comprometi 'os em
crime. de responsabiiidatle, embwaoSnr. Promotor
faltaste ao sen dever pira com todos, ou fosse parcial,
para rom a maior parle, huma vea que coucc ler-
mos, que o Senhor Joo Gonsalves foi de encontr a
Le, recebendo, ou consenliudo, que se recebesse na
>ua reparlico moeda que ella manda inulilis.ir, jamis
poderemos negar que qualquor denuncia que a es'se res-
feito delle der o Promotor be bizeada em lodos os
principios de Justina, e de rtlo.
Km quanto porem a segunda lea do Sr. Amigo da
Verdade, islo he, que a medida da intitulada Junta de
Paz trouxe muilos beiis ao Povo, fofeoso he que eu
diga, que anda etou por descubrir o menor bem Pu-
blico produzido pela deciso da Junta, salvo a caresta
total dos gneros da primeira necessidade e o desair-
mament completo do Commereio. Antes do Snr.
Francisco Mara ter a degracida lembranca de reunir
em sua casa huma Junta, que como mostrei ra minha
antecedenle, nao poda (ncm mesrao boje pode) reu-
nir se em parte alguma (n'esta Cidade) ; antes dos Se-
nhores Juizesde Paz se arvorarem em Legisladores;
antes em fim de arbitrariamente se mandar correr a in-
fame moeda chanchan, os gneros e*lavo por hum
preco mu rasoavel, attentas as nossas circunstancias ,
a B.hia, a Parnhiba, e muitas outras Provincias itive-
javo a moeda, que gira va no nosso mercado ; os chan-
chanistas, ou nao trabalbavo enlo, ou se trabalha
vio hera nicamente para remeter os frutos dos seus
crminozissimos trnbalbos, para outras Provincias, cu-
jo Povo mais incauto do que o nosso recebia- toda a
moeda sem dislinco. Logo porem que os Snrs. Jui-
zes de Paz, preziddos pelo Snr. Francisco Mara (a-
pesar de ser Magistrado) involvero-se com a queslo
da moeda ; queslo como j mostrei inicuamente a,-
Ibeia suasallrbucoens ; logo que se mandou des-
pticamente correr a moeda fundida s-m o pezo legal,
e visivelmente imperfeita, os gneros triplicarlo de
valor, e o consol, que a pobresa leve Coi moment-
neo, e semelhante aos effeitos do rajo, que atumia on-
de dexa a morte ; porque, se o Pai de lamilia, que
desgostozoestiva por nlo poder empregar certa moe-
da, que elle desapercibidamente havia recebtio, po-
de hum dia alimentar seus filhoscom os gneros com-
prados com o chanchan, no da segunle rconheceo,
que os seus rendimentos ja nao chegavo para as suas
despezas necesarias, que havio crescido considera-
?elmente ; os Logistas ou fecharo as suas loges, ou
princpiaro a vender os eTeitos por hum preco tal,
que apezar do descrdito da moeda, que principiava
a correr, elles nao vnho a perder couza alguma ; to-
do o prejuizo pois reverta para a ciaste indigente e
consumidora, que teve de romprar huma libra de ba-
calho por ex., por doze vintem ou bnma pataca, em
lugar de comprar por trez ou quatro vinlens, como es-
tiva poucos dias antes, sem que os seus rendimentos
crescessem na mesma proporco : onde pois Snr. A-
migo da Verdade. eslo os beneficios, que a diciso da
Junta trouxe ao Povo? Onde os. justos mol vos de.
lo extica delheracn ? Qnem vira a ganhar com
ella, o Povo, cujo sofriment salla aos olhos, ou os
chinchanistts, que acharan assim huma porta franca
a-i suas infames especula oes ? A que estarip redu-
zidas as nossas fortunas dentro em mnto poneos mezes.
on que seria de nos, se passasse lo grande absurdo?
Dnide saca o Snr. Amigo da Verdade, a odosdade,
que afincad mente qoer acarrisr sobre o Integerrimo
Promotor Publico, que com a denuncia, que deo, fez
hum relevanlissimo servco ao mesmo Povo, ao Co-
mercio de Pernambneo, em fim ao Bra/.il iuteiro?
Em quanto a lercera deis, coufesso-lhe, Snr. Re-
dactor, que ou o Snr. Amigo da Verdade expremio-se
mal ou cilou bura fado que nunca existi; porque
diz (fallando di aecusaco) a tao til medida Polici-
al, (ue tanto bem trouxe ao Povo, e que -vai de ac-
coido com a da Cortepois anda quaudo para ado-
car a expres-o do met adversario, eu tomasse aqui a
palivra Corte pelo Rio de Janeiro, jamis o poderia
deixar de taxar de improvisador, por quanto nao
me consta, e creio, que a nngem constar, que ne
Rio de Janeiro houve Junta algumi de Paz, que to-
masse medida alguma sobre o cobre, anloga, a que
loraou aqui a colendissima Junta de Paz, prezidida
por o Snr. Francisco Maria de Frelas e Albuqueque.
Tenho sido, Snr. Redactor, mas exlenso do que
quera; desculpe me eslafalta, porque suponho que
-_
?T



(1544)
Bao vollarei mais sobr pondido tenho ao Sor. Amigo da verdade.
Seo venerador &c-
O Amigo da Rectidao.
\J Ma pipa, que foi de azeite de carrapato, um flan-
des de vender azeite, e outras vazilhas, e pertences
de semelhante trafico, por prego commodo : anuncie.
^PF Farinha de mandioca de superior qualidade
vinda de Santa Catharina no Brigue Novo Jpiter,
que se acha ancorado defronle da escada do caes d'AI-
fandega : abordo do dito Brigue ou na da Cruz do
Recife n. 22 a fallar com Joaquim Joze de Amorim.
^^r* Urna venda com pouros fundos as 5 pontas
D. 51, lado direito: ra do Bozario D. 11.
^2^ Urna negra, que sabe cosinbar, engomar, e
ensaboar, e de todo servico : no sobrado da esquina de-
fronte da Ordem terceira deS. Francisco.
t^* Um moleque de 9 annos: na ra que atraves-
s- da da Gloria para a da Alegria D. 4.
^^"* Um earrinho de duas rodas com cavallo : no
armazem de carruagens na ra Nova junto a casa que
servio de Hospital.
$C5* Um escravo preto, robusto, e de 20 30 an-
nos deidade, bom serrador, e apto para qualquer ou-
fro servico : o Padre Prior do Convenio do Carmo
desta Cidade, Fr. Tbomaz de Santa Marianna.
t&* Um garrote de bom (amanho e muito manco :
lravessa da Florentina D. 6.
^"^ Urna mobilia de gosto moderno por preco com-
modo : no beco de Joo de Barros n. 8.
O
Cotopra*.
'S diccionarios da lingoa Franreza : ra de San-
ta Rita D. 18, ludo do nascente, ou anuncie.
^^ Urna manga de vidro bordada para fazer pa-
relha com outra : no sobrado novo por detraz da ra
do Palacete.
t&" Urna casa terria no Bairro da Boa-vista, nao
sendoem becos; assim como urna escrava que saiba
engomar, ecosinbar: na Botica de Joo Ferreira pra-
ca da Boa-vista.
^ Urna cabra boa leiteira : a fallar com Felician-
no Augusto na fabrica de Gervazio.
**%%%"%%****
avrentmmcnto.
j.TLRrenda-se um sitio na Caza forte, principio da
estrada do Arraial, boa casa de vivenda, ago.t excel-
lente, bastante arvoredo, e terreno para grandes plan-
taces de mandioca : ra do Collegio D. 3.
D
*%.%%%%*%
persas.
'Esapareceu a semana passada de um sitio de S.
Amaro urna cabra prela com pintinli.is amarelase bran-
cas, e amojada : quem a restituir ao enfermeiro do
Hospital Grande do Carmo ser bem recompensado.
^cy Perdero-se por fallescimento do Deo uns
Autos, em que autor Francisco Thom de Villa no-
va e Reo Joze Nolaseo : quem os acbou leve-os a ra
d'Agoas verdes sobrado D. 20, que ser bem recom-
pensado.
furto.
19 de Abril p. p. desapareeeo urna trouxa rr
roupa, conduzida por um ganhador, vindo do Poco
da Panella, e ao entrar na ra do acougue da Roa-
vista que se valeu daescurido da noite, para fugir
dona da mesma, que continha as pessas seguintes : 15
carnizas de mulher, 13 de homem, e meninos. 4 si-
rlas, 21 vestidos e 3 jaquetas: quem do dito furt
souber, anuncie por esta lolha, ou procure Joaquina
do Sacramento, atraz de S. Rila.
-%%v* *
O
&tn?o particulares.
Snr. que o(lereceo6400 por cada arroba de vellas
do Porto querendo-as anda todas; ou outro qualquer
Snr. pode dirigir-se no breo de Joo de Barros n. 8.
^3* Os credores do Engenho Varze grande podem
ir receber asquanliasque Ibes perlencem pelo rateio,
em caza de Mano 1 Goncalves da Silva.
t3 Quem percizar de um rapaz d.) 15 annos pa-
ra caxeiro de lojas de fazendas, do que tem prauca
de dois annos, e presta fiador a sua conducta ; dirja-
se a casa do Major Costa, ra do Collegio D. 3, ou a-
nuncio.
$C^* Quem percizar de um Mestre, para ensinar
aseos filhos a ler, escrever, e contar, ainda para
lora da praca, procure a casa do Escrivo do
Juizo de Paz Antonio Francisco Rodrigues M aga-
Ihaens defronte da Sacrista do Livramenlo, para a con-
cluzo desle negocie.
$t^" Quem percizar de um caixeiro de boa con-
ducta paru engenho ; anuncie.
Cscrapos JfugiDor
IWMAria da Penhn, estatura mediana, cheia do cor-
no, ollios afumacados, urna fstula no rosto, mete os
is para dentro quando anda 5 fgida do Engenho
'oco-redondo no (lia 29 de Marco p.p.) e consta
andar nesta praca como ganhadeira : os apreliendedo-
res dirijo-seao atierro da Boa-vista casa de Joo Viei-
ra de raujo, ra do Colovelo D. 30, ou ao dito
Engenho.
$^ Germano, angola, 22 annos, estatura ordi-
naria, cara fula, olhos enxados, boca pequea, e com
cicatrices na coca direita; fgido ha qualro mezes: a
ra Velln n. 22.
^^ Joo, angola, 18 annos, pernasarquiadas; f-
gido de 8'pnri 9 do corrente de bordo do Brigue Escu-
na Do os amigos, fundiado na piaia do Collegio : ra
da Cadeia casa de Joo Joze de Carvalho M o raes.
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NOTICIAS MARTIMAS.
Navio saludo no da 9.
JNeW-YORK; B. Amr. Rebeca, Cap. Filippe R
Shanhape : assucar.
Dia 10.
BARCELONA ; Caico Espanhol N. S. da Eoavia-
m. Cap. Paolo Pojes: algodo, e toros de angico.
re ni
PORTO ; Palaxo Portuguez N. S. da Boavia-
geni, Cap. Jo Jo/e da Nalividade : assucar. Passa-
geirosFrancisco Alves da Cunha, Joo de Oliveirj
Souza Guimaraens, e Antonio Martins de Castro.
Peni, na Typ. d'j Diarto. 18.31-.
I

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