Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02577


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Full Text
ANNO K 18.34.
SEXTA FERA 9 DE MAIO
NUMERO .383.
11110 11 tSMtlI WQQ*

I

i ""wa"'.
BBH!
'ubscreVe-.e mentalmente a 640 reis. adiantados. wa Tipografa
do Diai'o. pateo da .Matriz de S. Antonio sobrado da porta lacffa
onde t recehem correspondencias, e anuncio*: estes msin-m-se
gratt* sendo nos proprios assig-nantes viniente e vindo assifaados.
!.
Tudo agora depende de nos mesmos, da nossa prudencia, m
deraco, e enerpa: continuemos como principiantas e serenSo
apontados com admiracSo entre a* Na<;oes mais cultas. U
i'tuclanui^ao da JstembUu Q-ertil do Bratil
wriift
Impreco em l&ernamfcuco por a. % De ttiranDa falca'o.
^qpqii!. iji,j.,ib
DAS da semana

*%%*w % %*%%%/%%v
6.*-5. Gregorio Ses. daThez. P. de m. eaud. do
.T. de Orlaos de t. P. as 4 h. e 30 m. da t.
Sabbado 5. Antonino R-el*" de e nud. do Vig.
G. de t. Preamar as 5 h. 18 m. da t.
Dom. 6'. Anastacio Preamar as 6 h. 6 minutos
da t.
RTICOS D'OFFICIO.
_jOnstarido a este Govprno, que nessa Capil.il tom
hivido frcquentes desordens futre o Povo, motivadas
pelo intempestivo Edital, que V. S. fe7. publicar para
o reccbi ment da moeda de cobre em consequencia da
resol ocao da Tunta de Paz, cuja arla me foi enviada
por V, S. e reprovada, por frir a disposico d Le
de 3 de Outubro do atino passado, em officio de 11
do Crrente ; ordeno que V. S. faca quanto antes cons-
tar por va da imprensa o nenlvum effeito, que deve
ter o sopr.idito Edital ; o que ja devera ter eito ao re-
epbimento do mencionado officio.
Dos Guarde a V. S.Acampamento de Limeiras
29 de Abril de 1834 Manoel deCarvalho Paes de
AndradeSenhor Juiz de Direito Chefe de Polica,
Francisco Mara de Freitas e Albuqnerquc.
(Do Diario da A dminstrete ao.)
% xv\%.\*
rellaca de pernambuco.
Appelaeoes distribuidas ao Escrivo Joaqaim loze
Ferreira de Car val lio, que nao tem tido anda-
mento atgurn por falta de preparo.
IrE Antonio Joze Texera com Miguel Narczo No-
bre.
De Anna Joaquina do Sacramento, e Francisco An-
tonio das Chacas.
D Auna Ferreira de Mrllo com Estevo Rodrigues
Duro.
De Cosme Barbdhode .Moracs com D. Mara Mano-
ella de Dos. (
De Francisco Joze Pereira, Joze Antonio Pereira,
outros com I). Mara Magdalena de Jezus. (Cr-
me.
De Francisco da Costa Cabral com Luiz Flix de
Vasconcellos.
De Joze dos Santos Silva com Damazio Simo de
Souza.
Dd Justica com Alexandre da Cruz Luduvice Cam-
brainba do Imperio! (Crime)
De Lourenco Antonio de Albuquerque Mello com
D. Ijnez da Encarnaci de'Jezus.
De Manoel Gomes da Silva com Alexandre Joze de
Souza Lima.
De Vicenoia Rodrigues de Oliveira e seus filbos, e
Lourenco da Costa Dourado.
i\\tUV vv*
COMMUNICADO.
lM A dias queouvi filiar em um Edital de urna Jun-
ta de Paz sobre a Moeda falsa; ignorando o seu teor
fui leve em snppor que boas resultas d'elle feriamos a-
t que ne veio s maos esse papel, que tantos elogios
merceeo de homrns, que se aplaudem de entendidos,
e grandes Polticos. Si a boa presunco, que tem
direito todo o Cidadao, antes de nos ter dado provas
de m f, e principalmente as Autoridades, a quem
incumbe velar o bem publico me nao fizesse crer, que
as medidas declaradas no mencionado papel sao ninas
do ardente zelo dos Juizes de Paz, e Chefe de Polica,
eu a primeira vista supporia, que ellas fu rao tomadas
por Moederos falsos, ou pessoas com elles conniventes;
longe porem de mm essa idea, e com quanto firme-
mente d ns nossas Autoridades Policaes as meihores
intencoes, estou intimamente convencido, que proce-
dero illegalmente, j a respeito de sua reunio |
quanto as medidas, que tomaro, e mais dire, que
usurparao altribuitoes do Poder Legislativo, decretan-
do penas, e estabelecendo urna nova ordem de Juizo,
e um processo sppcial. Examinemos o facto.
O Chefe de Polica convocou 31 de Marco urna
Junta de Paz, composla (I05 Juizes de Paz dos diferen-
tes Districtos deste Municipio a fim de tomarem-se me-
didas sob're a arbitraria regeieo da Moeda de cobre.
Reunidos a 3 do mpz passado 14 Juizes de Paz, seron-
do o Chefe de Polica de Presidente da Junta, delibe-
rarlo, que fose recibida toda a moeda de.cobre que
tivesse o cunho visvel, (sem distincao de ser, ou nao
fuitdda, e de falta de algumas letras) e o pezo com-
petente ; a saber : a deoitenta res sete otavas ate o-
to; a de 40 res Ireze meia para cima, e a de 20 reis
de urna e trez quartos para cima. Decretarlo se as pe-
nas de vnte cinco mil reis pela primeira vez, e de 50$
na reincidencia contra o Juiz de Paz, que fosse omisso
no cumprimento dns medidas adoptadas, aplicada a
multa ao grande Hospital ; edevendo verifiear-se' a
ommis-o por denuncia spontanea do Juiz de Paz ma-
is vsinho, ou pela reprezentaco provada dos Povos,
dirigirla qualqner Juiz de Paz, que a deveria fazer
prezente ao Juiz de Direito, o qual convocando quatro
Juizes de Paz decidiro difinitivamente sobre a o mis-
sao, e comnaro das penas.Custa a crer, que um
Juiz Letrado deste teor proeedesse, valha-nos ao me-
nos ser isso nao de Bichareis de Olinda, que na op-
nio de eerto luiz de Direito nem sabem ler ; mas de
um homem, que por cinco annos vio as crescentes do
Mondego !
Temos o facto, agora toca confrontal-o com a LeL
V

I -
n


m
Poi legal a reunio dos, Juizes da Paz, denominada
Junta de Paz ? Pelo art. 2t4 do Cdigo do Proeesso
TOra haver Junta de Paz precizo, que o Governo
'Provincial margue os lugares, e determine as vezes
em que ella dever proceder-se, e teria acaso o Prezi-
dente em Conselho sobre informadlo das Cmaras Mu-
nicipaes determinado isto? Certaraente que nao. A
sua rl legal rdade anda aparece, considerado o'fim. Da
Acta consta, que o Juiz de Direito fzera ver, que con-
vocara a Junta para tomar medidas enrgicas sobre a
eaprixoza regeico da moeda de cobre, sobre a falsifi-
eaco da mesma, e para conferenciar sobie os meios
policiaes, de que se devem tancar mao em confor-
midade dos artigos 6., -e 7." da Le de 3 de Outu-
bio de 1833, c finalmente para prevenir, que da par-
te do Juiz de Paz haja desleixo e ommisso. O art.
516 do Cdigo do Proeesso marcando as attribuicoes
da Junta de Paz assim dispee--Compete a estas Juntas
conhecer de todas assentencas dos Juizes de Paz, que
houverem imposto qual quer pena, de que se tiver re-
corrido em tempo, e as confirraaro, ou revogarS,
ou alteraro, sera mais recurso, que o de revistaTe-
mos pois que a Junta de Paz fui illegal em quanto ao
seo fm, e que s a supina ignorancia da Lei faria, que
ella se convocasse para esse fm. E verdade que do
/Literal sentido dasseguintes palavras do Juiz de Di-
reitoe conferencia sobre os meios policiaes de que
se devem tancar mo em conformidade dos aitigos 6.
e 7." da Lei.de 3 de Outubro de 1833se deduz,
que a Lei nos citados artigos manda que as Juntas de
Paz tornero medidas policiaes sobre a regeico arbitra-
ria da Moeda de cobre* os citados artigos porem so-
mente mando cortar a moeda de cobre falsa (art. 6.)
e clacifico a moeda de cobre falsa (art. 7.) e nao
dispoem oque o Juiz de Direito asseverou, donde se
deduz, ou que o Senhor Juiz de Direito nao sabe ler,
ou se o sabe nunca a vio. Vamos oulro ponto. Po-
de o Juiz de Direito convocar a.Junta de Paz, pode
presidil-a, e ler parte-nell ?-
A' vista da Lei o Juiz de Direito nao pode convocar
a Junta de Paz, e menos presidil-a, e tomar parte em
suas funcSes. O Cap. 4. do .TU. 1;* do Cdigo do
Proeesso marcando as attribuicoes dos Juizes le Direi-
to lhesnega o direito de convocar as Juntas de Paz. O
art. 213 dispoe que a Junta de Paz ser prendida pe-
lo Juiz de, Paz que em scrutinio secreto obtiver a mai-
oria de.votos de seus colh'gts, e este mesmo artigo idi-
fine Junta de Paz n reuuio do maior eu menor nu-
mero de Juizes de Paz.
Tenho ouvido que todos os artos da Junta de Paz
eslo cobertos pelas Insirucoes do CVnverno, ou Decre-
tos de 9 de Julho de 1831, que em consecuencia des-
(as Instruyes ellas alem d.is funcoes marcadas pelo
Cdigo do Proeesso 5 tem outras, em cujo numero en-
tra o conferenciar medidas policiaes para maivler a or-
dena publica. S a ignorancia da nossa Legislaco
isto, nosconduziria.
verdade que tendo a Lei de 6 de Junho de 1831
ampliado os poderes dos Juizes de Pnz, dando Ihes ju-
risdico sobre todos os crimes Policiaes, o Governo
nas.Instruces, que deo para a boa execuco desia Lei
Criminal mais graduado 5 a sua reunio se efJVituava
na Corte urna vez em cada mez, e nos mais lugares li-
ma vez em cada seis mezes. Suas attribuicoes se li-
mitavo conferenciar sobre os meios mais adquados
par man ler a ordem publica, e a conh^cer, como
Tribunal de A ppelaco, dassentencas do Juiz de Paz,
de gue se recorra, e nesle ultimo cazo deverio ser
presididas pelos Ouvidores, e Corregedores do Crime.
(art. 1., 2.a. 6.*, e 7. do dito Decreto.)O Cdigo
do proeesso porem abolindo a Intendencia Geral da
polica, os Ouvidores, e Corregedores do Crime,
todas as mais Autoridades Criminaes, que ento ezis-
to, deo tiro bem nova organisaco estas Juntas, de-
terminando, que ellas se composessem somente de Jui-
zes de paz, que fosse presidida por um d'entre elle
que reunisse em scrutinio secreto a maioria de votos,
e dando ao Governo o direito de marcar- Ihes as vezes
e lugares de suas reunioes, nao podendo ellas ter lu-
gar mais de doze vezes no anno, nem menos de quatro,
e restringindo as suas attribuicoes, (art. 216) ftearSo
reduzidas meros Tribunaes de Appelacao. Como po-
is sequer que anda voguem as Inslrucoes de 9 de Ju-
lho de 1831 em despeito do Cdigo do proeesso publi-
cado 13 de Dezembro de 1832 ?
At qui temos mostrado que a reunilo dos Juizes de
paz fot iHegal, que o Juiz de Direito excedeo dos limi-
tes de sua jurisdico convocando a Junta de paz, tt
que arrogou a si um Direito, que nao Ihe competi
quando a prezidio, e tomou parle em suas delibera-
res, em outra ocasio moslrarei, que algumas medi-
das que se tomaro, estavo em opposico a Lei, que
outras erao perniciosas, e que finalmente uzurparo
os Juizes de paz, e Cbefe de polica as attribuicoes d*
poder Legislativo.
**%** *.%%-
ED1TAES.
M
_Anda o Illm. Senhor Inspector interino da The-
zouraria desta Provincia fazer publico que nos dias 4,
9, e 11 de Junho futuro se hade arrematar a quera
por menos fizer por tempo de hum anno, que ter
principio no 1. de Julho vindouro a illuminaco des-
ta Cidade.
As pessoas, que a isso se proposerem comparecern
nos indicados dias na Salla dasSesses da Thezoura
ria a hora do expediente.
Secretaria da Thezouraria dePernambuco 2 de Maio
de 1834.
O Official Maior interino
Joaquim Francisco Bastos.
MV VWMVMV W%%
Or ordem do Illm. Senhor Inspector interino da
Fazendase faz publico, que a Thezouraria desta Pro-
vincia precisa comprar plvora para fornecimento do
Arcenal de Guerra.
As pessoas, que tiverem o dito genero, e quiserem
vender devero primeiramente levar as amostras, e
precos ao Director do mesmo Arcenal para se conhe-
cer a qualidade, e depois comparecers na dita The-
zouraria nos dias de suas Sesses para se efleilutir a
dita compra.
Secretaria da Thezouraria da Fazenda de Pernam-
bucoGde Maio de 1834.
O Official Maior interino
Joaquim Francisco Bastos.
' Rodolfo Joo Barata de Almeida, Fiscal do Bair-
10 de S. Antonio do Ilecife c.
W Az sber aos habitantes do mrsmo Bairro, que he
prohibido pela Posturas Municipacs o uzo de fugo
sollos vulgarmente chamados buscapes, assim como o
de bombas, roqueiras Sor. por serem prejudicialissi-
mos ao Publico ; e quaesqmr que a despeilo das mes-


(1535)
tnas Tostaras soltarem os referidos fogos, sero multa-
dos na conformidade das supramencionadas posturas, e
sofrero todas as penas inflingidas pelas Leis Policiaes.
E para que nao posso alegar ignorancia, manda publi-
car o prezente, e afixal-o nos lugares do costume. Bair-
ro de Santo Antonio 8 de Maio de 1834. Francisco
Antonio Marlins Ajudante do Porteiro da Cmara o
'tascrevi.
Rodolfo Joao Barata de Almeida.
*/%*%
3t>0O0 Do Correto.
Ela Administradlo do Carreio se fai publico, que
a sahida do paquete Januaria para os portos de Jara-
gu, Bahia, e Rio de Janeiro se verificar sem falta no
da 15 do correte por assim o ordenar o xm. Snr.
prndente por Officio de 5 do corrente. As mallas
serS fechadas na vespera logo depois das 9 horas da
noite.
ww ******
dTeuDa0.
u
|JM bom quarfo de carga : na ponte de Uchoa si-
tiojunto a tenda de Tanoeiro defronte de um taraari-
neiro.
fc^- Urna meza de jantar de amarello, nova, com
6 palmos de comprimento, e 9 de largura, ra Di-
reita loja de selkiro n. 313.
ft^* Farinha de mandioca de superior qualidade
vinda de Santa Catharina no Brigue Novo Jpiter,
que se acha ancorado defronlc da escada do caes d'AI-
fandega : abordo do dito Brigue ou na da Cruz do
Recife n. 22 a fallar com Joaquim Jote de Amorim.
fc^ Graxa de lustro de superior qualidade ero por-
ocs grandes e pequeas ; ra da Cruz n. 11.
*J*~ Urna erara mossa sem habilidades : na roa
do Crespo D. 5.
fcy No Engenho Janffadinha, distante desta pra-
ea duas legoas e meia, mil e quinhentas caadas de
mel de Engenho: a saber, posto nesta praca a 400
res a caada, e no Engenho a 360 ; os pertendentrs
dirijo-seou ao dito Endrino, ou a ra da Cadeia de
Santo Antonio D. 10, 3. andar.
fc^* Urna porcio de pedacos de tijollos para ali-
oerce um canario do Imperio, outro d'Angola, e um
rorijo : na ra do Arago D. 42, segundo ardar.
W|" Um Diccionario Italiano e Portuguez, de Cos-
ta e S, 2 volumes : anuncie.
tt^- Duas bandas para Oficial em bom uzo, e urna
espada de bainha de asso ja litada, tudo por preco
commodo : ra Direit'a sobrado D. 30.
fc3 Urna venda na ra da roda com poucos fun-
dos, f commodos para familia: mesma venda D. 8.
V^ Urna venda com poucos fundo; em Olinda
nos quatro cantos principio da ra de Mathias I er-
reira a dinheiro, ou a prazo com boas firmas : na
mesma.
K2T Manual de Botnica, do Herborista, de His-
toria natural dos molusques, do Znophle, do Vina-
grero, de Gardes Malades, de Historia natural dos
crustceos, Campestre, do Jardineiro, d'entomologia,
dornitologia : na loja do Pinto defronte do Collegio.
5^ Vinho do Porto caada 1600-, engarrafado
280, de Lisboa caada 1280, garrafa 180; branco
aada 1280} tinto do estreito 800, garrafa 120}
manteiga arratel 480; caf de !. sotte 240; cb hit-
son 1600; queijos flamengos a 960; ser veja a garra-
fa 240; passas arratel 200; figos 140; sabao l40j
cominhos 200; ervadoce 260; azeite doce garraa
320; geoebra de Olanda botija 260, em porco 250 ;
licor, garrafa 240 ; e tudo mais por precos commo-
dos : na ra larga do Roza rio venda D. 8 junto a es-
quina.
tyC^ Urna padaria as 5 pon tus D. 19, com todo*
os seos utencilios : na mesma.
^" Sement de hortalice de varias qualid" chegada
ltimamente de Franca ; boas mezas, bancas, cadei-
ras, commodas, cuadros novos e uzados; e outras mui-
tascouzas que avista do comprador se mostrars: na
armazem de trastes ao p da ponte da Boa-vista na ra
Nova D. 34, onde se recbem-todos objectos tanto no-
vos como uzados para vender.
$r^F* Urna venda no beco do peixe frito D. 4, com
poucos fundos: por cima da mesma no primeiro andar.
^3" Um cazal de escravos de meia idade, para fo-
ra da provincia, que por issoae vendem por preco c-
modo : na ra do Collegio lado do nascenle D. 9, se-
gundo andar.
ty^ Farinha de mandioca por preco commodo :
na ra do Rozario Botica de Joao pereira da Silveira.
^T^* Rieger Direito Ecclesiastico 5 volumes, Gmei-
nerilnstituices Juris Ecclesiastici 3 vol., Mably Di-
reito publico 3 vol., pardessus 1 vol., Gouvea Pinto 1
vol. Burder 1 vol., Tratado de Bulln obra mui rica
toda estampada : s 5 ponas sobrado D. 80.
Cotoprag
Va negrinha de 3 at 8 annosde idade: na pra-
ca da Boa-vista D. 2.
Vy* Urna venda em bom lugar, e com preferencia
no Bu'rro da Boa-vista : anuncie.
$cy Compra-se, ou aluga-se urna casa terria, ou
sobrado de um andar, de commodos suficientes para
urna familia regular ; quintal e cacimba, em boa ra:
anuncie.
lE^- 50 caibros de 30 palmos de boa qualidade :
na loja de ferragem ao p do Corpo Santo n. 69.
$3^* 1:000 cocos em,casca ; ra Nova D. 34.
A
SUIusuet*.
Lluga-se um sobrado de dois andares na ra do
Amorim D. 114 : ao forte do mattos prensa que foi do
falescido Amarinho, a fallar com Joo Francisco de Al-
buquerque e m.'IIo, ou na ra Vclha da Boa-vista casa
terria de vidraeas junto a aula do Sr. Victorino.
abtf00 particulares.
o
'S Collectores dos Bairros de Santo Antonio, Boa-
vista, Recife, e Fora de Portas, fazem certos aos seos
Collectados que no da 15 do con ente principio na
arrecadaco dos Novos Imposto*, respectivos aos ditos
Bairros, correspondente ao corrente atino financeiro^
assim como na arrecadaco da Decima do l.de Junho
prximo vinuouro, relativa ao primeiro semestre deste
anno, e findo o prazo marcado pela ki, se proceder
^T


W36)
HHMHMSMkHtfHNBBMMI^^^^^BHI
Antea aquelles que deix&rem de satisfazer o que de-
yem.
^C?" Roga-se ao Snr. Joo Baptista dos Santos
Loyola anuncie a sua morada para se Ihe entregar
urna rarta.
^t^ Ninguem negocie Letras Obrigacoens ou con-
tas; ninguem compre escravos, ou faca negocio de
qualidade alguma sobre semilbantes objectos perten^
cenes fio meu Cazal com Joaquim Jdze da Costa Oli-
vrira e seu filbo Joo Chrizostomo de Oliveira sob
pena de eneorrer as que se aeho eslabelecidas no
Cdigo Criminal Arligos 257, 258, 259, 260, 263
i", e Artigo 265, em virlude dos Artigos 4, 5 e 6
que protesta reclamar.
Isabel Francisca das Qhagas Lieutier. ,
^jl^ Na ra direita, 3. andar do sobrado D. 37,
engoma-se roupa com muito aceio, promplido, e c-
modo preco.
$g&" Quem percizar de um caixeiro de ra, an-
nuncie por este Diario.
$C3" Defronte do Jardim err. Olinda, N. 2 ha urna
ama de leite. ,
^3*" J'ao Andrews retira-se desta Provincia.
^^* Quptn anunciou a venda de um piano pro-
prio para aprender, diriia-se a ruada Cadeia n. 47.
$C^ Quem,percizar de urna ama com muito ebom
leite, (lirij.i-se a ra do Arago lado rlireito D. 9.
^p^ Perciza se allugar um sobrado de dois anda-
res no Bairro de Santo Antonio com quintal : anuncie.
^3" A pessoa que no Diario d'Aministraco de 5
docorrente, dezeja fallar com Manoel Cavalcante de
Albuquerque e Couceiro, dirija-se a ra do Arago
D. 194.
^t^" Pi-rcisa-se de um padeiroque entenda de ma-
ceira e forno, forro, ou cativo, aquemeonvier procu-
re no beco do azeite de peixe padaria n. 7.
$T^r* Da-se por anno a juros do costume 1, 2,
3:000$ reisem boa moeda, bavendo quem segure com
firmas de proprietario desta Praca, ou com hipoteca
em boa propriedade nesta Praca; N. S. do Terco
loja de fazendas do Peixoto.
\5T^ Preciza-se fallar com o Snr. Joze Policarpo
de Freitas, no armazem da ra Nova D. 30.
&&* H i para trocar urna rica Imagem de N. S. da
Piedtde de pedra ; nesta Tipografa do Diario se
dir quem |a tem.
%3f Precisa-se de urna ama para tratar de urna ca-
za, no Botequim por delraz do Corpo Santo n. 66 a
fallar com o dono Felis Joze de Mello.
^^* O mesmo preciza de um bom cosinheiro.
$C3" A pessoa que anunciou no Diario jle 7 docor-
rente querer vender urna canoa de carregar agua, e
um negro canoeiro dirija se a caza, que foi do falesci-
do Luiz de Mello, na ra da praia defronle do Mar-
roquim.
^y O mesmo quanto a canoa somente : loja de
ferragem ao p do Corpo Santo n. 69.
V^" O mesmo quanto a canoa, sendo de 6$000
reis d'agoa, e estando em bom estado ao armazem de
vidros ao lado da cadeia.
tC^ Pede-se ao Snr. Francisco do Reg Rarros,
que no Diario n. 375 anunciou ter em sua lazenda do
Mallo Grosso, Termo do Pau do Alho um preto de
nome Joze titulo de forro, vivendo de trabalhar a
diversos, tenha a bondade de declarar, se dito preto
de estatura comum, meio corpo, preto, com urna
cicatriz na parle posterior de cada braco, provenien
te de chbala, outra sobreasobrancelha de um dos o-
ihos, provinda de instrumento contundente; olhos
grandes, os pes lizos, e bem feitos, WacO Angola ;
fgido 6 para 7 anuos, se assim for o dito Sur. do-
clarar, para este Diario por ser procurado, e ficar
*uthorizado para o prender, em quanto a anunciante u-
za dos meips para o mandar.buscar, ficando a mesm
responsavel por todas as despezas, que com dito se
fizerem.
Maa da Paixoe Mallos.
%&* O n!> xf> assignado, adverte, que o leilo a-
nunciado paraamanh Sabbado 10 do corrente, as
9 horas da manija.
Jartholomeo Francisco de Souza.
/%%.%%&%/
THEATRO DE OLINDA.
^mmanh, a Beneficio do Actor Dionizio Joze de Oli-
veira e Silva se reprezenlar a pecao Conde Ge.no-
vitz, ou a Espoza Fiel no fim do primeiro acto a
Aclriz Prima cantar urna excelente aria; no fim do
segundo se cantar um dos melhores duetos, e ;no fim
do lerceiro se dancar o solo Inglez no fim da peca,
ter lugar o pantomimo do Amante Estatua que Cuida-
r como Lundum d'Monrua : asLoucuras da preocu-
paco no qual a Aclriz Joana Januaria tantos crditos
tem adquerido em lodos os Theatros que elle em su-
bido ascena, desempenhanJo ao mesmo temno trez
diversos caracleaes difierentes uns dos outros.
(RttvarostfugiDor.
Fi
Ilippe, Angola, serrador e rarreiro, baixo. gros-
so, 50 armos, birbado, j pinta de branco, finta, pes
compridos; fgido a 4 de Maio do lugar mung.ilamba
freguezia da Muribeca : ao 'mesmo lugar en asa de
Severino Joze Filgueira.
MWIVntMm>MMU
/*%< V/%'%^/%V*'
. M kv% t\fc*W)%*w
NOTICIAS MARTIMAS.
Navios entrados no dia 6.
R.
JO GRANDE DOSUL; 32 dias; B. Impea-
du>, Cap. Luiz Gomes de Figueredo : carne ; a An-
gelo Francisco Qirneiro.
RIO DE JANEIRO; 15 dias; B. Novo Jpiter,
Cap Joo Lins Rodrigues : farinh.i : Antonio Joze
de Amorim. Passagciros Andre do Rio, e o 2. Te-'
nenie da Armada Joo Joze Rodrigues.
SANTOS; 25 dias; S. Gvnceicao Feliadade do
firazil. Cap. Ignacio Goncajws Lima : farinha, ar-
roz, feijo, e fumo. PassageirosAntonio Vicente
Guimaraens, Joze de Bitancurt Amante, Joze Fernan-
des da Silva, e Francisco Anlonio da Costa.
Dia 7.
RIO DE JANEIRO; 15 dias; pataxo Danubio.
Cap. Ignacio Antonio Ordozo : carne, e laricina : o
mesmoCap. pn^sageiro Francisco Borges.
MARANHA, pelo CEARA'; 24 dias ; pataxo S.
Antonio, Cap. Antonio da Silva pereira : arroz, e
mais gneros ; o mesmo Cap. P.issageiros--Antonio
Ftlis \Ienezes, Anlonio Joaquim pereira, Bento An-
tonio Alves, Joaquim Jo/e jachado piraentei, e Luiz
Martins de paula.
Saludo no dia 6.
m fORTOS DO NORTE; Paq. Nacional Constanca,
Com. o 1." Tenente Henrique Manoel d* Moraes Val-
le. Passageiros-o Juiz de Direito do Rio Grande do
Norte Joaquim Aires de Almeida Freitas, e Auna
Maria da Cunha, com 3 fillios menores.
Per/i. na Typ. do Diario. I834.
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~^T
T


I*
CORRESPONDENCIA.
Impresso em Pernambuco por A. J. de Miranda Falcao. 1834.
L
Snr. Redactor.
lEndo emseu bem conseituado Diario
de quarta feira 7 de Maio hum anuncio
feito por minha sogra a Senhora D. Iza-
bel Francisca das Chagas Lieutier, fiquei
adimirado tanto pelo facto como pelo di-
reito com que me amiassa, e a meu Pay o
Senhor Joaquina Joze da Costa Oliveira,
em quanto a meu Pay pode a Senhora mi-
nha sogra estar segura, que elle nao inter-
vem nem intervira sobre objectos de seu ca*
sal, porem em quanto a mim nao pocler
com direito privar-me sobre as prezalias
que eu haja de fazer a esta Senhora.
Eu sou cazado com huma sua filha ligi-
tima de nome Margarida Anna Paula Li-
eutier, e por tanto ja se deixa ver que o di-
reito com que me amiassa nos artigos do
Cdigo Criminal pela desposicjio do Artigo
262 do mesmo Cdigo nao tem lugar pelo
que respeita ao facto, he adimiravel que
sendo minha sogra huma delapidadoura
dos bensda caza em prejuizo nao so* meu
como de sette filhos menores meus cunha-
dos, e talvez chegue a ponto de tanta ne*
cessidadeque nema educacjo primaria Ihes
possa dar ; tenha a affbitesa de fazer semi-
lhante anuncio. Minha sogra subnegou
vinte dois escravos no inventario os quaes
j vendeu trez, e hum mais com escripto
procurando comprador subnegou huma
fazenda de gado comprada pelo fallecido
meu sogro por hum cont de res em prata,
e a vendeu por hum cont de reis em cobre :
subnegou huma divida com hypoteca, e
esta nao piquena, e tudo isto tem metido
em si para prodigalizar-se com desanove
pessoas estranhas e quando Dos quer mais
algumas se agregao: logo se eu como er-
deirome apropriar de alguns destes sub-
negados por conta do que deve pertencer a
minha molher nao devo ser responsavel si
nao a conferir no inventario seu valor, po-
rem minha sogra milhor aconselhada, e en*
trando era comportamento sizudo que nao
deshonra a memoria de seu marido he de
esperar declare a inventario todos os bens
de seu casal dos quaes j nao deve ter me-
ac5o pelo disposto da Ordenacao L. 1.
tt. 88 9. espero nao so por i ulerease
proprio como por amor, e comizeraqo aos
innocentinhos meus conhados que a Senho-
ra minha sogra queira declarar no inven-
tario todos os bens da nossa caza por que
assim cumpre com seu dever, e nao ter
lugar de fazer anuncios intempestivos que
so podem ter lugar contra ella mesmo, es-
pero de Vm. queira dar ao prelo a estas mal
escripias linhas porem verdadeira?, com que
deixar obrigado ao seu assignante.
Recife 7 de Maio de 1833.
Joao Chrisostomo de Oliveira.
ANCDOTAS.
Em certa cidade vivia uui medico for-
mado pela sciencia do pai em urna das ma-
is acreditadas Universidades da Europa, on -
de gozavada melhor reputa cao, quer como
um perfeitoe abalizado Facultativo, quer co*
mo um hornera de tino e perspicacia inesti -
maveis, e dotado de todas as virtudes sociaes,
e domesticas. Algumas ancdotas de sua vida
que se colherao com trabalho, vao dar aoi
nossos leitores urna fraca idea deste hornera.
Fazia odoutor um dia o papel demudo era
urna roda de parladores, quando um dos cir-
cunstantes chegando-se elle, pergunta-lhe
Doutor,estas febres q' vogao actualmen-
te nesta nossa Cidade, sao endmicas, epi
demicas, perniciosas, ou pindaricas?
Hornera, (responda o Doutor) eu nao es-
toa bem certo nestas cousas d febres ; mas
tenho la em caza um livro que tracta del-
las, si quizer eu trago =: Nao traga, Dou-
tor; o seu livro pode fazer faifa as pessoas
que o cnsulto.
Ete doutor era assistente de um Mo-
teirobem povoado: suucedeu qu un pobre
monge adoecesse, e viesse a morrer. O per-
guntador q' era arteiro, como o diabo, encon-
tra o nosso hornera e vai-se a elle : = Dou-
tor de que morreo U\ Basbaque ? voce foi
quera o tratou, nao ? Fui ; mas nao sei
de que cousa morreu elle ; porque o fiade
teve primeiro uns carbnculos, odepois
vieao-lhe um nao sei que, e morreo. =
Morreo, doutor? Morreo, homem.
(Continuar se-ha.)
(Do Jornal de sandices de Figoreduo.)
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