Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02575


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Full Text
1_
WMMMn
4
l1
ANNO DE 1834
TERA FEIL1A6 DE MAIO
NUMERO 381
p
ftttllO Hl Hllllim,
Subscreve-se mensalmente a 640 res, adiantados. n;i Tipografa
4o Diario, paleo da Matnx de S. Antonio sobrado da porta larga
uie w receben correspondencia, e aninicios ; estes insirem-se
gratis sendo dos proprios assignaiues rnente e viudo asi {ruados.
Tudo afora depende de nos mesmos. da nossa prudencia, m
deracao. e energa: continuemos como principiamos e aerean**
apontados cotn adniiraijito entre as Nacoes inais cuita1-.
Pi octaviaba o da Ai$embUa Gernl v lirutti
ampjre00o em ^etnambuco por a. 91- De jtttranDa falca'o.
DAS da semana
* V^V*(* %%***%%*
% -*v
3.' -S, Joho Re.
Orfos de t. P. as
4.' -S. Estanilo Ses.
as 2 h. 54 m. da t.
5.* Jft Ascensao do
e 42 m. da t.
6.' -S. Gregorio Ses.
J. de Orlaos de t. P.
Sabbado S. Antonino
G. de t. Preamar as
Dom. S. Anastacio -
de m., e aud. do J. dos
2 h. 6 m. da t.
da Thezouraria Publca. Pr.
Senhor- Preamar as 3 horas
daThez. P. de m. eaud. do
as4 h. e30 m. da t.
R-el de e aud. do Vig.
5 h. 18 m. da t.
Preamar as 6 h. 6 minutos
da t.
*%"*%*<%*4
*%%* Mi|M|MMM%ii|M *%* *%*% *?*%**%*%% v% ******
AC PAMENT DE LIMEIRAS.
Extracto de urna caita.
JLFEpois que as nossas partidas entrarlo as mattas,
e que se lia postado guerrilhas na travessa de Jacuipe
(para Baixa seca, e Massiape) do rio Mangoaba, os
cabanos se tem visto em urna roda de fuzis ; j nao fa-
zem rezislencia, nem lempo tem de carregarem os
seos morios, devoco que tinlio at ento : avallamos
o numero de morios em mais de 120, vistos pelo Ac-
ciole a maior parte. ltimamente voltou o Acciole ao
lugar Castelhanos ja explorado, encontrou urna por-
co de cabanos, que forao perseguidos como se fossem
viados, e nao dero mais de 8 ou 10 tiros, bem que
morressem muitos com as armas carregadas, e com 1
a 5 cartuxos as patronas: o Acciole conla ter visto
15 morios, incluzive um que pelo vestuario, pela a-
chada de armamentos, e afirmativa de um soldado se
supSeser o Padre, que entre elles andava, bem que
Ihe tivessem levado a cabeca, e nao pouesse por is-
so ser conhecido; os soldados porem afirmio que o
uumero de morios excedeo muito de 20, e assim de
crer, por que o Acciole tio poderia ver tudo o que
*e passava em 2 legoas de malta, onde a tropa se ha-
>ia derramado aos 6, 8, e 10 soldados: tal a fraque-
za do inimigo, e desassombro da nossa Iropa. Por
compaixo o Acciole lirou da malta, nessa occazio, u-
mas 20 a 30 mulheres, e outros tantos meninos, na
maior parte enchados e amarellos. O CapiloJoze
Alves, com 400 pracas, enlrou agora a baler as mat-
las, entre Jacuipe e Pimenteiras, e he de crer que o
Carneirinho Antonio para o lado de Panellas active o
negocio, de maneira que a perseguico se torne geral:
nao sei o que tem licito a Tropa das Aiagoas, que an-
da em exploraces igualmente, para aquelle lado, e
obre islo lalvez estejas, mais do que cu, informado.
Junde Olinda.
B.A10 2. Por falta motivada dos Snrs. Doulor
Manoel Ignacio de Carvalho, e Anlonio Clemente s-
teves foro sorteados para o 1. Conselho os Snrs. Joa-
quim Jernimo Serpa, e Bernardo de Souza Franco,
e entrando este em trabalho exigiu mais esclarecimen-
tos na cauza, que por tentativa deassacinio move Flo-
rencio Monteiro contra Virissimo Antonio dos Sanios;
achou motivos para acuzaco contra Manoel Ignacio,
branco, viuvo, pelo furto d'um cavallo; e contra o
ex-Juiz de Paz Lourenco Antonio d'Albuquerque, e.
Mello pela soltura d'um Guarda Nacional encontrado
com urna faca de ponta; por nao ter inquirido teste-
munhas de dentro da cadea por um ferimento, que
ah houve ; e o despronunciou do crime de soltura do
Inglez Mors, achado em Olinda com urna faca de
ponta, que mostrou trazer com licenca do Juiz de
Paz de Pasmado, e de ter soltado por dinheiro, como
era acusado.
Maio 3. Por falta motivada dos Snrs. Conego Ma-
noel Chavier da Trindade, e Joaquim Joze dos San-
tos sahiro por sorte para o 1. Concelho os Snrs. Jo-
ze de Mello Cezar d'Andrade, e Joze Maria Vellozo,
e entrando em trabalho julgaro criminosos na morte
do Portuguez Antonio Ribeiro Nunes ao seu caixeiro
Antonio Joaquim Monteiro, Portuguez, e mais a
Antonio Teixeira de Souza, Portuguez, e ao pardo
Filippe. Sao aquellos os dois, que demos noticias te -
rem sido soltos por habeas corpus ; agora nos consta
terem sido de novo prezos.
Pernambuco.
Deba-te-se entre nos a queslo si o Empregado Pu-
blico pronunciado fica suspenso do Emprego era to-
dos os casos, ou si somenle no de crime de responsa-
bilidade. A pronuncia do Promotor Publico o Snr.
Tavares suscilou esta queslo em que se declarou pela
afirmativa em geral o Juiz Municipal db Termo desta
Cidade o Juiz de Direilo Chefe de Polica, e outros,
e pela negativa com limitarn a Cmara Municipal e
outras pessoas. Aquelle, o Juiz Municipal,, nomeou
interino Promotor; mas esla noojuramentou, e con-
tinua em ejercicio o Promotor pronunciado. Nos es-
tamos, que os Empregados pblicos so fico suspensos
de seus lugares, quando a pronuncia he em razo de
crimes de responsabilidad?, e he neste sentido, que
entendemos o artigo l6i do Cdigo do Processo Cri-
minal : elle est colorado no Cap. 5.*, que s trata
dos crimes de responsabilidad?, e razo nenhuma h,
jara que se queira aplicar esta dispozieo a todos os
rriones. Si o quizesse o Legislador te-lo-bia coloca-
do em ontro lugar ; e nao s o nao mostra querer, co-
mo nem ainda o devia. Nenhuma vantagem se que-
ra, antes muitos prejuizos a direco dos negocios pu-
plicos, e ao Thesouro Nacional, si por qualquer pro-
nuncia, ainda a mais insignificante, fcasse suspenso
o Empregado, privado o Estado de seus servicos, e
obrigado a pagar nutro, ou ler de sobra para su-
priremas faltas continuas, que tal desposico acarre-
tari a consigo. A suspenco nos crimes de responsa-
7TT
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m< !' "


; '; ,;--------- ii Milllii ^ ii
(52<5>
bilidade he necessaria para conter o Empregado, he
necessaria para conter a carreira s suas malversacoes ;
he necessaria para livrar dellas o publico, e o offendi-
do, e porque este alcance imediato remedio. Mas
qual a vantagem sua nos crimes particulares? Ne-
nhuma. He contra a Lei, contra principios-, ne-
nhum fundamento tem. He insustentavel talopiniao.
Esta tinha por fim lancar do Emprego de Promotor o
Sur. Tavares, que muito risco tem feito correr a cer-
ta gente, cujas agencias embaraca, e que mais he de
recear pela aproxinoaco dos trabalhos por Jurados,
perante quem s Ihes convem ura Promotor frouxo, e
passa passa. A imprudencia do Snr. Tavares nos ia
pondo em risco de nos vermos privados de seus bons
servicps como Promotor, e realizando, o maior dos
dezejos dos que entre nos engordo com os abuzos, a
sua suspendi, ou dimisso do lugar: ella se nao
fzia necessaria para sustentaco de seu crdito, como
homem de probidade, que he de todos conhecido. E
Dos nos livre, quetaesmeios fossem entre nos ne-
cesarios, e usados Elles podem ser muitas ver.es
desculpados, attendendoaos motivos, e circunstancias;
mas devem como mu perigosos ser sempre reprovados.
1.MM1UUV
CORRESPONDENCIA.
Snr. Redactor.
Jl\| A5 est em minhas mos o deiiar de responder ao
Senhor Amigo da verdade, por anthiteses, do Diario
d'Administraco N. 94, porque estou persuadido,
que deixar alguem de defender hum Cidado honrado
e Patriota qual o Senhor Tavares, que no exercico do
seu nobre emprego, s tem cm vista a prosperidade de
sua Patria, a quem verdadeiramente ama, declarando
a mais dicidida e cruenta guerra aos Empregados ve-
naes e prevaricadores, piando he injustamente attaca-
do ou por aquelles, que justamente temem a sua im-
parcialidade, e rectido, ou por quem inveja os ver-
des lo uros, de que elle merecidamente se vai cobrindo
na espinhoza tarefa, de que se axa encarregado, he
tornar-se cumplice em to grande attentado ; por tan-
to es-me disposto a contestar nao o que o Snr. Amigo
da Verdade di* a cerca da integridade do Senhor Joo
Goncalves, porque julgo, que ella nada tem com a nos-
sa questao, mas sim o que a vanea sobre a conduela do
Promotor Pubjjco deste termo, no que respeita a jus-
tissima denuncia, que pertende dar do Inspector da
Thezouraria pela criminosa recepeo da moedaenan-
chan
Iledust) Senhor Amigo da Verdade a questao da
denuncia a dous pontos (que elle chama) universaes,
hum de facto e outro de direito, e passando por este
ultimo como Gato por brazas, pergunta Existe ou
mo o Edital ? Nossa legislaco exclue alguem de obe-
decer aos Juizes de Paz ? Fo corroborado e ampliado
aquelle Edital pela Portara do'Exm. Ministro da Fa-
zenda ou nao ? J ouve ordem em contrario ? Ora se
tudo isto existe e he hum facto indubitavel, onde est
o exime em quem cumpre os mandatos, emanados da
Authoridade legal ? Deste montlo de interroga-
ces, quer o Senhor Amigo da Verdade tirar a conse-
cuencia deque o Senhor Promotor nao obra conforme
a Lei, equic o seu dever, dando a denuncia em
questao; consequencia esta que se nao contem em to
errneos principios, como pa*soa mostrar.
Existe he verdade hum Edital, porem de quem ? e
sobre que? de hum corpo moral, que ainda nao pode
ter aeco, e sobre hura cajelo ajheio as suas attribui-
ces, ou pira me explicar com mais clareza de huma
Junta de Paz, que nao pode trabalbar por nao estar a-
inda designado o lugar das suas reunioes conforme o
Cap. 10 Art. 214 do Cdigo do Processo Criminal, e
sobre a moeda, que he huma das peculiares e mais in-
teressantes attribuices da Assemblea Geral, como dis-
poemo Tit. 4., Cap. 1., Art. 15, 17 da nossa
Constituico. Entao quidinde, Snr. Amigo da Ver-
dade ? que prestimo tem esse Edital, de que falla Vmc.
no caso prezente ? nem hum porcerto. Logo de na-
da val esse seu argumento, e por tanto nao nos canse-
mos com elle e vamos adiante.
Nossa legislaco (continua o Snr. Amigo da Ver-
dade) exclue alguem de obedecer aos Juizes de Paz ?
Tendo as Leis de 15 de Outubro de 1827, de 6 de
Julhodel831, e de 18 de Agosto do mesmo anno, o
Cdigo do Processo Criminal, e algumas outras cuja
enumeraco seria agora ociosa, marcado as attribuices
dos Juizes de Paz, e nao .lacificando entre ellas o po-
der de revbg.Vr Leis, impor penas, e tomar medidas
arbitrarias sobre a moeda de cobre, salta aos olhos,
que he illegal qual quer resoluco tomada sobre taes
objectos por todos os Juizes de Paz, de Pcrnambuco,
do Brazil inteiro, ou por cada hum in solidum, e foi
por essa razio que o Exm. Presidente, escudado no
Art. 4. do Decreto de 9 de Julho de 1831, suspen-
deo a criminosa resoluco tomada nodia.3 do mez
passado sobre a moeda de cobre por os Juizes de Paz
desta Cidade ; mas disendo o Art. 42 do Cdigo Cri-
minal, que as ordens illegaes se nao devem cumprir,
que a ellas ninguem se deve sugeitar, podendo toda-
va oppor-lhe toda a resistencia, claro fica, que esle
argumento do Senhor Amigo da Verdade he contra
produefntem, quero dizer, que urna vez que os Jui-
zes de Paz transposessem as raias das suas attribuices.
perdio a forca que deve revestir as suas decisoes, e
que por consequencia, nem o Senhor Joo Goncalves,
nem pnssoa alguma deve sugeitar-se ellas sem tornar-
se igualmente criminoso. Logo este argumento do Snr.
Amigo da Verdade, bem longe de salvar o Senhor
Inspector da devida responsabilidade, torna-o, se he
possivel, mais criminoso.
Foi corroborado e ampliado aquelle Edital (o de
22 de Fevereiro de 1834) pela citada Portara do Ex.
Ministro da Fazenda. ou nao ? Aqu Senhor Re-
dactor, queria eu deixar passar hum paradoxo do Snr.
Amigo da Verdade, porem nao posso, porque he mui-
to grosseiro; por tanto vamos a elle. Corroborar he
segundo Moraes, fazer forte, fortalecer, inrijar. Para
fazer-se alguma cousa forte, eampliala necessario he,
que ella ] exista por que do contraro sao ideias, que
repugno, o augmento, e fortalecimento, com a nao
existencia. Como pis poda a Portara de 22 de Feve-
reiro, passada no Rio de Janeiro, Corrob >rar a esqui-
ziti resoluco di Junta de Paz, tomada em Pernambu-
co em 3 de Abril do enrrente anno ? He por tanto urna
verdadeira asnera do Snr. Amigo da Verdade, o que
encerro estas ultimas palavras ; porem eu o desculpo
porque he proprio de quem sem estar preparado pro-
poem-se a defender to injusta causa ; e continuemos.
Suponhamos mesmo por um instante, que a referida
Portaria corroborava o que aqui fez a Junta de Paz ;
por ventura devena o Snr. Inspector conformar-se
com isto? Talvez o Snr. Amigo da Verdade diga, que
sm, porem eu Ihe assevero que nao ; porque a este
respeito o Exm. Ministro da Fazenda est na mesma
razo, que a Junta de piz ; ambos arrogarao huma at-
tribuieo, que pela divisodos poderes polticos perten-
cia a Assemblea Legislativa, ambos esto criminosos;
e a ambos nao devia o Senhor Joo Goncalves obede-
cer,
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I
(1527)
Devenv as Authorjdades ser obedecidas quando
nao vo de encontr a Lei ? Aqui Senhor Amigo da
Verdade, espichou se Vmc. como huma enanca : aqui
nao meditou no que disse : pelo que este argumento,
tem o mesmo deslino do antecedente. Se pois nem os
JuizesdePaz, nem o Snr. Ministro da Fazenda po-
dem resolver couza alguma a cercada moeda, e se nin-
guem, como ha pouco vimos, deve estar por suas deli-
beraces a tal respeito, em que protege Vmc. com isto
causa que advoga ? Nao he isto comprometer o seu
Cliente? Creioquesim.
Continua o Senhor Amigo da Verdade a sua aren-
ga, e taixa o Senhor Promotor de parcial por ter aecu-
zado o Senhor Joo Gonsalves, por quanto diz elle
quando mesmo fosse crime cumprir (a decizo da Jun-
ta de Paz )todos pratico a mesma aeco eso uro he
rriminozo?Sim, Senhor Amigo da Verdade, em-
bra todos os particulares recebao a moeda-chanchan-,
cm troco das suas mercadorias (o que llie nao concedo)
o Senhor Promotor devia nicamente acuzar o Senhor
Inspector da Thezouraria ou oulro qualquer Empre-
ado na arrecadaco das rendas Nacionaes, que o fi-
zesse por que estes Senhores nao esto as circuntan-
cias d'aquelles; aquelles podem dar o que he seu de
graca, ou pelo que quizerem ; por que se algum pre-
juizo houver, elles o sentirlo; e estes laboro com d-
nheiros Nacionaes, e por tanto s podem receber por
conta da Naci, aquella moeda, que ella por meio de
seus Reprezetantes, os aulhorisou a receber; a qual
nao he por cerloaque ch>mamos-chanchan, com que
o Senhor JooGonsalves tem emprenhado os cofres Na-
cionaes ; os Particulares em reeeberem a moeda falsa
nao comelem delicio algum, entre tanto que os Em-
pregidos Pblicos, que o fizerem por conta da Fazenda
Nacional excedem o seu mandato, e por tanto cometem
um delicio publico, pelo qual duvem ser aecusados pe-
l Promotor Publico em vista do Art. 335 do Cdigo
do Processo Criminal. Creio Senhor Redactor, que
tenho de algum modo aluido os argumentos do Snr.
Amigo da Verdade, colocado no principio da sua cor-
respondencia, e para me nao tornar fastidioso concluo
esta carlinha, rogando-lhe que despense-me parte de
alguns nmeros dos seus seguintes Diarios para o mais,
que resta adizer acerca do mesmo objeclo ao
Amigo da rectido.
-vvi~
E:
Snr. Redactor.
iStamos no seculo das raridades; cada dia vemos
pratiearem-se novas couzas, que supunhnmos; e com
toda a razo, que jamis ap.nrecerio entre nos : o offi-
cio do Senhor Francisco Maria de Freitas e Albuquer-
que inserto no seu Diario N. 379 de 2 do corrente es-
ta sem a menor duvida comprehendido neste numero.
Quem diria meucaro Redactor, quem dira, que hum
homem como o Senhor Francisco Maria, Bacharel for-
mado pela universidade de Coiinbra, Juiz de Direito
Chefe de Polica do Recife redigiria hum officio da-
quelle lote hum officio, em que S. S. categrica-
mente assevera ao Juiz Municipal deste Termo, que
estranha, que o nunca assaz louvado Promotor Publico
continu no exercicio de suas nobres funcSes, depois
de afiancado por crime de ferimento simples feilo no
Senhor Mendes da Cunha estamos no seculo das ra-
ridades nao o podemos negar. "I
O Cdigo do Processo criminal, he assaz explcito
a respeito das suspences dos Empregados Pblicos,
quando pronunciados; elle dedicou pozilivamenle hum
Capitulo (o 5.) denuncia dos crimes de responsabili-
dade dos Empreados; Pblicos, e forma do processo
respectivo, e nene diz da.maneira a mais conduciente,
que a pronuncia de taes crimes obrigaria o reo a sus-
penso do Emprego, o que parece fundado na sa ra-
zo, por que sendo necessario para a pronuncia algu-
mas provas reaes, nao hera justo, que continuasse no
exercicio do mesmo Emprego, aqueile que nelle eslava
suspeito de crime, por ex. : nao era consentaneo ao
bem geral, nico fim de todas as Leis, que ficasse ain-
da com os cofres Nacionaes, aqueile Thezoureiro, que
havia sido pronunciado por extravio de dinheiros p-
blicos ; por que certo este de que havia ser laucado fo-
rado Emprego pelas provas que contra elle existio, e
fiear manchada a sua reputaco, necessariamente apro-
veitar-se-hia do lempo, que mediasse da sua pronuncia
a sentenca, e furtaria quanto podesse para ter com que
alimentar-se, cazo (raras vezes sucedido) Ihe n*o des-
sem outro emprego. Mas nem os Cdigos do Processo,
e Criminal, nem outra alguma Lei nossa, que esleja
em vigor, quiz, nem devia querer que aquelles que
pronunciados fossem por crimes particulares afianca-
veis ficassem inhibidos de servir o respectivo Euipre-
go, em que podio prestar ptimos servicos (como a-
contece ao Senhor Tavares) tanto assim que o mesmo
Art. 58 do Cdigo Criminal tolera, que oscondemna-
dos a suspenso do Emprego posso servir os lugares
de eleico popular, como os de Juiz de Paz, Deputa-
dos Ve. &c. &c.
Nao tem por tanto fundamento algum plausivel a te-
nacidade do Senhor Juiz de Direito Francisco Maria
em querer que o Juiz Municipal nomeie hum novo
Promotor; o que me faz crer,' que, ou o Snr, Fran-
cisco Maria nao tem lido com a devida atlenco o C-
digo do Processo, e leva em gosto sustentar opinioes
filhas dos seu bestunlo ; ou se tem lido nao o tem en-
tendido, e ento melhor fora abandonar hum lugar
para o qual a natureza parece nSo o ter formado ; ou
seo tem lido e entendido, qiier de proposito ver se jl-
lude a Ilustre Cmara Municipal, da'mesma maneira,
que illudio o Juiz Municipal, para ver se desta sdrte
se descarta doSenhor Joze Tavares, que he na verda-
de huma espinha de S. Braz para a garganta dos mos
Empregados Pblicos.
Forva he que se desengae o Snr. Francisco Maria,
se he que tem essas lencoens sobre a Cmara Municipal,
por que esta sempre desposta a sacrificar ludo no altar
da Lei, jamis transigir com a sua raiva para coai O
Snr. Tavares, que tao mal parece ter hospedado o
Snr. Chefe de Polica dando delle urna justsima de-
nuncia por introductor de mdeda falsa, fazendo-llie
desta sorte senlir, que o Termo do Reciffe nao he a
a pova Comarca do Serto----Adeus Snr. Redactor al
muito breve. Eu sou seu
Amigo
Manoel Mendes-
D
Snr. Reactor.
'E publico se tem diloque eu fora o aecuzador dos
Guardas d'Alfandega, Manoel Theodoro, Antonio de
Paula e Mello, Geraldo Antonio da Costa, e como me
seja precizo desmasrarar lio alroz calumnia, rogo-lhe
a publicaco da prezente, com a carta incluza, e d'est'-
arte fiearao convencidos os prezenles e futuros, de
uiinha innocencia, tapando assim a bocea a meus gra-
tuitos inimigos. Sou do Snr. Redactor Amigo obri-
gado.
Caetano Pinto de Peras.
Illm. Snr. Joze Tavares Gomes da FoncecaA fim
T~T
TT


H528)

de dismascarar alguns gratuitos inimigos, desejo que
V. S. me declare ao p desta se tire a mnima parte
naaccuzaco, quer directa ou indirectamente, contra
os Guardas da Alfandega Manoel Theodoro, Antonio
de Paula e Mello, Geraldo Antonio da Costa, que
V. S*. do dos mesmo perante os respetivos Juizes
de Par. Dos Guarde a V. S'. Recife 22 de Abril
de 1833.--De V S. attcncioso venerador e criado.
Caetano Pinto de Veras.
Illm. Snr. Caetano Pinto de VerasNem directa,
nem indirectamente V. S. teve parte as denuncias de
que trataEn sou de V. S. atiento veneradorJoze
Ta vares Gomes da Fonceca.

ati0O0 Do Correto.
_ la Adminislracao do Correio Geral desta pro-
vincia se noticia que o paquete Nacional Januria
Comandante o Io. Tenente Bernardino de Senna e
Araujo nao tendo podido ise effectuar a sua sahida
para os portos do Sul como cumpria no Io. do cor-
rente em razo da necessidade de fabrico partir no
dia 10 se Sua Ex\ o Snr. Prezidente a quem esta
rezoluco foi communicada nao mandar o contrario,
^fy O Paquete Nacional Constanca recebe as ma-
las para as Provincias da Parahiba, Rio Grande do
Norte, Cear, Maranho, e Para hojc (6) do corrente
as meio dia.
jgatuff a carga.
Paia ffamburgo.
JL Em a maior parte de sua carga a bordo e sahir
at o dia 25 do corrente mez o Brigue Dinamarquez
Adler : quem nelle quizer carregar ou ir de passagem
dirija se a N. O- faeber & Compauhi, na ra da
Cruz n, 63.
Lelao'.
_B Arlholomeo Francisco de Souza faz leilo no dia
10 do correrte, de bens movis j uzados, na ra do
Rozario D. 1. andar.
pen&a*.
.JMa corrente derelogio de ouro com urna chave,
e um sinete de Carolina encastoada em ouro por pre-
0 commodo: na ra de Santa Rita nova D. 18 lado
do Nascente.
^3 CaixSes de vellas de cebo do Porto, de 6 em
libra, a arroba 7$ reis; canarios, um camap, e 12
eadeiras ; no beco de Joo de Barros n. 8.
fcy Urna venda com poneos fundos, na ruado
Fogo D. 13, com comraodos para urna familia : na
mesar.

Cotopra*
JBAncos com iocosto, ou sem elles: na ra da Pfaia
sofera (io do Marroqu.
fcjp Urna arte, e um Diccionario Inglez; anun-
^5 Urna arte, e um Diccionario Italiano: anun-
cie.
tfy Dois mil tijollosde ladrilbo, e trez mil deta-
pamento, sendo bom, e quatro mil telhas sendo bem
cosidas : na loja de ferragem da Praca do Corpo San-
to n. 69.
^y Para fora da trra urna negra, que seja boa
lavad'eira de varrella, mossa, de boa figura, e sem vi-
cio : na ra do Callegio primeiro andar D. 9.
/*\*V%* ^\Ml\ V
s.
$bt?o0 partteulare*.
'Endo da obrigaco rigorosa do Thesoureiro da
Lotera pagar os premios a quem lhe aprezentar os
bilhetes quesahirem premiados por ser esta a legenda
dos mesmos bilhetes, Manoel Caetano da Silva actual
Thezoureiro da prezente Loteria 1.a parte da 9.\ faz
sciente a todos os Snrs. que tem em diversos Diarios
anunciado'ou perda ou extravio de seus bilhetes, que
quanto antes cuidem em embargar pala Aulhoridade
competente em sua mo os premios dos referidos bi-
lhetes, pois o anunciante nao pode e mesmo nao de-
ve sem o referido embargo deixar de fazer o pagamen-
to aos bilhetes premiados sejo elles aprezentados por
quem forem.
\Z* Perciza-se allugar um pretil pagando-se 320
reis por dia, e dando-se o sustento ; na ra do Livra-
mento venda ao p da loja da esquina do beco do Pa-
dre D. 1.
^y Perciza-se fallar com o Snr. Manoel Caval-
canti de Albuquer Cour-eiro, a quem se pede avise sua
morada, ou diga nesta Tipografa para ser procura-
do.
4%%%*%V
Edro naco Mossambique, ladino, bastante alto,
grossura ordinaria, com algumas marcas de bixigas no
rosto, conserva ainda urna ppquena cicatriz em o dedo
mnimo de um nos pes, por lhe ter cahido a unha do
mesmo dedo fgido no dia 4 do corrente : casa do
Padre Joo Barboza Cordeiro, na ra do Cabug, de-
fronte da loia do Bandeira que ser recompensado.
%%%*/%**%%%'*%*'***
II
NOTICIAS MARTIMAS.
Navio entrado no dia 4.
m**<
JALIFAX-, 57 dias; B. Ing. Jonhn, Cap. Ro-
bert Boemner : bacalho : Diogo Cokshost & Coro-
panhia.
Dia 5.
RIO DE JANEIRO j 20 dias \ B. Escuna Anbal,
Cap. Frarwisro Joze da Silva : carne : Guadino Agos-
tinho be Barros.
Saludos no mesmo dia.
iRIESTE i B. Ing. Bojne, Cap. Thomson : assu-
pal*
RACATI', pelo ASSU i S. S. Joze Palafox,
Cap. Ignacio Marques: diferentes gneros. Passa-
geiros 6.
ACARACU;S. Desengao Feliz, M. Joaquim
Nunes Evaristo : diffeittes gneros. Passagcros.
Pfrn. na Typ. do Diario. \S34-
T
TT
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