Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02574


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Full Text

M-
I*
ANNO DE 1834.
*%
SEGUNDA FEILIA 5 DE MAIO
miM
w *m*r%*w*mf %%
NUMERO 38(5.
W Jf.
11110 $$ *&M&tt&t>GQ
* n>u,,screve-8e mf.nsalmente a 640 res, adiantados. na Tipografa
o Hr.o. pateo da Matriz de S. Antonio sobrado da porta Wa
.ra,i8errCeJ,em corre"Pondenc.afi. e aun neos; estes insirem-se
C ralis sendo dos propnos ass.trnaues soiuente e vindo assiguados.
dera
Tudo ag-ora depende de nos mesmos. da nossa prudencia, m
._cno, e energa; continuemos como principiamos e serej&tM
apuntados coni admirarlo entre as Nac/iet niais cultas.
l'iov.lamaco da Jstemblea Geral do BratiV '
2ropj:e00o em &ernamiwco por a. % De jHirattDa faicao-
DAS da semana
*^* *%*
2/ -S Pio-A. dos J.'
Thez. P. e Ch. de
%.* -S, Joo Rel."m
Orlaos de t. P. as
4-* -S. Estanildo Ses.
as 2 h. 54 m. da t.
5.a %c Ascensao do
e 42 m. da t.
6.*-5. Gregorio- Ses.
J. de Orlaos de t. P.
Sabbado 5. Antonino
G. de t. Preamar as
Dom. 5. Anastacio
da (.
MWMWMMMf %%*.%< v* **>*'%*% m m* vtvt*V
do C. de m. e de t. Ses- da
t.-P. a 1 h. 18 mda t.
de m., e aud. do J. dos
2 h. 6 m. da t.
da Thezouraria Publica. Pr.
Senhor- -Preamar as 3 h.
da Thez. P. de m. eAud. do
as 4 h. e30m. da t.
-Re.- de e aud. do Vig.
5 h. 18 m. da t.
- Preamar as 6 h. 6 minutos
.-~..v,, %M*M MMM
'% > >x % v
N,
A6 sei o que fiz aos Snrs. do Diario de Per-
ftambuco para me teiem tanta ogeiiza, que nao
poupo lancopara alirar-me com picuinhas e sar-
casmos. Otitrora o Fi. Somnmbulo valeo d? mul-
to d csse mesmo Diaiio : boje o paradeiro de tudo
quanto contra mim desejao vazar os meus gratuitos
mulos e inimigos. Sao palavras do artigo do Snr.
Fr. Somnmbulo no Diario d'Admnistraco N. 96,
dirigidas minha folba em desforco das seguntes da
correspondencia do Senhor LegalistaVao'estava a-
hi o Fr. Somnmbulo para dirigir a opiniao publi-
ca e sustentar a determinaco da Junti ?desforco
queeu estranhara muito, si "nao soubera que a ojeri-
za que o Senhor Frei Somnmbulo tem a este Diario
data de mais lempo, anda que por to fracas rasoes,
como a prezente.
Nao me dei por offendido do que em minha auzen-
ciadissedestafblhaoSnr. Fr. Somnmbulo quando
andou as escarapelas com osseus comprados ou gratui-
tos mulos e inimigos; mas nao posso relevar o balrlo
que agora em minha prezenca Ihe assaca ; porque do
meu dever defindelo, com quanto nao pertenda e
muito menos deseje jogar as cristas com o Senhor Fr.
Somnmbulo, a quem alias sempre tratei com a maior
urbanidade e>tima e amizade.
Cumpre pois que eu diga qual foi o valimento que
o!r. fr. Sonambulo traz por diante ha ver prestado ao
Uiano. Quando em Maio de 1829 appareceo o Cru-
zeiro nesla Cidade o Diario contava mais de 700 assg-
naturas tmha crdito e voga, e ja despertava a invej'a
dos ambiciosos, tanto quemis por ella do que mesnio
por motivos polilicos se projeclou e deu a luz essa fo-
na : a sua apparco, e forcada subscrpeao fizerao
descero Diario a pouco menos de 700 assignantes, era
cujo pe se conservou ateo meu livramenlo; lempo em
que completou novamenle as 7 centenas. Entretanto
'O lrez a quatro mezes (si rite recordor) depois da pu-
blicarlo do Cruzeiro que o Senhor Fr. Somnmbulo
romecou a sua correspondencia no Diario, correspon
dencia que na verdade era lida com prazer por urna
parte dos meus honrados subscriptores, mais que na-
da influio no conceito do Diario : era um (rucio que o
Diario ofTerecia aosseus leitores ; mas que nao influa
em suas raizes. E tanto isto verdade, que bavendo
o Snr. Fr. Somnamblo depois da morte do Cruzeiro
quazi inteirarnente ee?sado de escrever para o Diario,
este augmentou ainda de assignantes a despeito
da guerra, que por esse lempo sofreu do Mercurio,
de sorte que quando me relirei para a Franca contava
a cerca de 800 assignantes: ainda mais, quando o Sf.
Fr. Somnmbulo nao s nao escrevia para o Diario, co-
mo que outorgava o seu valimento novos invejozos
do Diario, e Ihe fez guerra. aboeanhando-o, e meten-
do o ridiculo ainda elle subi em assignaluras con-
tando hoje mais de 840 assignantes (dos que pago).
Parece-me avista do que levo dito, haver mostrado,
que o Snr. Fr. Somnamblo escreveo para o Diario,
no que sempre Uve muito prazer ; mas nao valeo ao
Diario, comodisse: pouco me importa o nchincalhe
que o Snr. Fr. Somnamblo atira minha folha j que
ella seja paradeiro do que se vaza ou nao, pouco in-
flue sua existencia e minha tranquilidade : si as-
sim nao fora muito mal haveria eu estado no tempo em
que o Snr. Fr. Somnamblo escrevia para o Diario.
Resta-me dar urna satisfago. Nao me serv do
nome~Fr. Somnambul o--para o ib ter ou menospre-
zar, foi somonte por que tralava de um ai>Jgo asig-
nado com aquello nome. Seu auctor nao V"^jwzo
al^uma para duvidar da amizade, que Ihe eonsagri,
e que anda Ihe consagra apezar da ofc^nJ
propiielaiio do Diario de*Pemambu$o.
^W^^ W%r^wM^l *%^m^
COMMLMCADO.

O.las as vezes, que os crimes, e os abuzos tem si-
do tolerados por urna long serie de lempos, e se a-
coito na flaqueza das Leis, ou corrupeo dos Magis-
trados, formo na Sociedade um corpo to formdavel,
que nao agredido seni o desar de quem o ataca. A
simpalha commum, que liga os homens pela semilhan-
sa dos hbitos, e dos costumes, manifesta-se mais po-
derosamente ainda nos criminosos; alem da semilhan-
sa da profsso um nleresse forte os aproxima mais es-
tultamente a necessidade de serem de apoo uns aon
outros, sem o que nunca taes parles terio tempo de
tomar urna consistencia to forte. Nao fallamos tanto
dos criminozos, que se homisio nos ermos, porque
estes quanio nao a Justica, ao menos temem aquelles,
a quem agridem, traamos mais particularmente dos
que xatnados guarda das Leis, enoarregados da Pu-
blica Adminslracio san os primeiros em viola-las sem
que nada temi. Taes homens nunca patriotas, por
q^ue nunca a yirtude e ca.z.a cora o vicio procurio sea*


*-L_
ri522)
pae pera se seguraren! apoiar-se as ideas no terapo :
ada Ihes importa a Patria, tudo, excepto o interesse
ti!, que os arrasta, lhes indiferente. Todos seus
xforcos tendem a'tornar permanente a vida, que a-
doptarao, eparaefeito disto nos tempos convulsivos
fMSso como as balsas sobre os rioi, que impedidas pe-
Ja enxente deixo-se levar mansamente ateo remanso,
onde de novo se emmaranho para perturbar a corren-
te. Sao rarissimas as revolugoes, que expurgo da
#aj?So semelhante peste ; esses homens sabera amoldar-
se s circunstancias, e temendo a forca popular, sabem
guardar-se para quando esta tem p.issado. Os mos
Empregados Pblicos formo esse corpo respeitavel.
Quando por muito lempo elles eslo costumados aos
abu/.os, o silencio, e tolerancia das leis parecem dar-
Jhes to seguras garantas aos crimes, que crime Ibes
nrece falar-se-Ines em lei, e nao se nao como em de-
era dos seus direitos, que repellem todo acto, que se
dirige a perturbar o invilavel de seus abusos. Des-
graciada enlo a instituidlo, que feila para combate-
Jos,, e mais desgragado ainda o patriota corajozo, que
' foma a tarefa de cxecuta-la. Quaes venenosas serpes
assanhadas <|uem ousa xegar-lhes, taes se elles lanso
sobre o miseravel, que em nome da Le os inverte, e
coma ma'dade de ladro, momento nao perdem, cir-
cunstancia nao experdico, em que delle se nao bus-
que todo custo desazer. O Povo, o incauto Povo,
que nesta lula deveri. unir-seao executor da Le i para
se vingar dos inimigos de sua.felicidade, muilas ve-
zes a victima das arlimanhas destes. Nunca os mos
Empregados Pblicos alario os fiis executores da Lei
se nao uoseu pessoal; os malvados receio acordar o
Povo em seu desfavor, lemem, que este ven ha co-
lhecer, que atacando elles o executor da Lei em nome
da inslituico, que Ibes da o poder, mostrem o rancor.
que.consagro aquella : dirigem-se as claras conlra
as Pessoas, que a execulo, porque assim desfazendo-
se dellas, pondo os Cidados na dura colio de nao
servirem, ou de servirem mal, por urna empreza sem
perigo alcanso o fim dezejado, a morte da Institui-
dlo, que os desconcerta, aquelles servem de capa a
guerra occulta, que a estafazem. Na vwdade nao se
|hes pode negar grande pericia no manejo de laes ar-
mas. Exemplos .mil teremos em caza, que sirvi de
altestar o.que vimos de di/.er. Que opozo teve no
*eu Go^ruo o Senhor Manoel ZfWno dos Santos !
'Urna rtiuviao de inimigos adquiri: e por que ? por
que nen(ium Prezidente al enlo mais afoilo se atrp-
veo entrar iro wiolavel dos abusos dos Empregados
Pblicos.. Outro ainda mais prximo no lo provar.
O Senhor Joze Tavares Gom.-s da Fon. era era eral-
mentir estimado nesta Cidade. Seus relevantes servi-
cos prestados em diversos tempos prol da Li-
berdade do nosso Paiz, a independencia le seus
principios, e para assim me exprimir a regidez de seu
carcter Ihe liavio grangi-ado um geral coneeilo, e pu-
blica eslimaco. Depois porem que (p.>r mo fado dos
mos Empregados Publico) pnincipiou a exeroer as fun-
coes de Promotoria Publica para que foi nomrado, e
sto mais por fazer ser vicos a Patria, acreditando urna
Inslituico to proficua, que bia comecar, do que por
particular inleress, um mlio de qucixn/.os apareci-
do tem contra o Senhor Tavares, e a mais r.rua guerra
se Ihe tem feito (*) : de maneira que outro qualquer
nao ser o Cidado constante, que sabe aparar as re-
(*) Com toda a razo. Nada havia de melhor do
que um Juiz de Paz receber odinheiro de urna parte,
e tallar comjuslica a outra. Nada melhor do que um
Magistrado ajustar por si, e pelos seus as camas sem
temor de que o accusassem.
metidas dos criminosos o campo nauilo Ihe* feria j*
cedido. Mil coizas contra o Senhor Tavares se tem a-
Icvantado, e o acontecimento, que teve logar entre el-
le, e o Senbor Joo Manoel Mndes tem sido figura-
rado com as cores as mais negras, de proposito para
sobre elle fazer-se recahir o odiozo de um espadan
chim, quando todo Pernambuco sabe da maneira por
que se tem o Senbor Tavares sempre conduzido. Se-
us inimigos, ou antes os inimigos do Promotor Publi-
co valero-se dessa circunstancia, em que as vezes a
forcosa necessidade arroja o homem mais prudente pa-
ra se delles vingarem, ou para se vingarem das accu-
saces, que aquelle lhes tem feito. Urnas vezes o a-
batem como a um criminozo, oulras elevo seu con-
tendor s eminencias di La, nao ihes escapando nem
a nobre linhagem donde o fazem.preceder. Nao creta
porem o Senhor Joo Manoel Mendes, que seus apo-
logistas o exalto por amor ; mas creio todos, que
isto de proposito para derramar maior veneno contra
o Senhor Tavares, a quem mais criminozo jlgopor
levar as mos contra um homem nascido de 'boafamilia
Felismente ambos sao bem conhecjdos, e ser5 jul-
gados antes por esse conhecimento do que pelo que di-
cerem partes sempre parcia.es : e o 13 do art. 179
da Const. do Inperio nao consente, que o crime do
Senhor Tavares seja maior por ter sido cometido con-
tra um Nobie. Volveremo-nos ao acontecimento, sem
darmos a razo um pouco mais remota, que isso deo
lugar, porque as Folhas Publicas se tem dito a ac-
cusaco, que o Promotor intentou contra urna extrale-
gal Junta de Paz, que derrogou a Lei de 3 de Outu-
brode!833. O cazo que no dia do mez p. p. na
Quotidiana Fidedigna apareceo urna correspondencia,
em que o Snr. Tavares era calumniado com o rpitheto
vergonhozo de Chanebanista. Voltando do Bairro do
Recife onde acabara de ler aquella correspondencia o
Senhor Tavares enrontrou o Sur. Joo Manoel Man-
des na ponte do Recife, o qual sendo argido por .?-
quelle a respeito da mesma correspondencia teve nova-
mente a audacia de sustentar, que sim, que o Senbor
Tavares era Cfian ebanista e que elle era o artor da-
quelle papel. Quando em nosso retrete consideramos
urna scena semilhaute sentimos fugir-nosa reflexo, e
ferver o espirito em buscar meios de urna justa desa-
fronle; quanto mais se eslivessemos em Publico, c ten-
do di ante dos nossos olhos o inimigo da nossa reputa-
co Somos amante da Lei, nao queremes se nao a
sua exeruco, por isso nao Inuvamos o acto do Snr.
Tavares em vingur-se do seu inimigo levando sobre
elle as mos : mas nunca o aecusamos daquillo, que
qualquer outro homem collorado em sua po/.ico prati-
caria. A Lei cuja forca deveria elle entregar a pu-
nico doseu injustoralumniador era nesta especie es-
cassa para o Senhor Tavares, por que seu inimigo com
um dizem havia destruido a respotisabelidade legal: e
enlo o que fazer com o Senhor Joo Manoel Mendes,
que sabe, e que tem mu la razan para saber, queoSr.
Tavares nao Chancban.i-ta ? Sofrer urna semilhante
calumnia:' tolerar, que fosse abalado o seu crdito, <
a sua reputaco, o tezouro mais precioso do ente mo-
ral ? So dir aquelle cu jo cordelo estiver alheio de to-
dos os sentimentos de brio, e pundonor ; aquelle que
nao tiver lido o cuidado desde os mais verdes annos
de formar o esteio de sua repulac) para pizar tfkivo
entre seus Concidados. O crdito do homem influe
muito na sua existencia social, elle faz parte do Cida-
do, alaca-lo pois o mesmo que atacar a pesoa da-
quelle que est inherente. O Senhor Tavares nao
tioha a proteco da Lei, rept-llindo o insulto, e a ca-
lumnia doseu injusto agressor nada mais fez, do que
uzar do Direito Natural de defeza, recjnhecido pelo
>
1 MUTILAD 0 I
,it"""r-


\. .i. .....
Djreto Commum. Para que pois tanta bulha ? Para
que tonta exaltaco ponto decoraeterera novas ilega-
lidades da parte das auctordades to empenhadas m
prender o Senhor Tavares ? bem aplicado oLatet
anguis in herbis. Nao era o Sehor Tavares o que
se procura va as trouxas de roupa, e cazas dos seus
migos, era c/ Promotor Publico, esta importuna Sen-
tinella da Lei, uniese quera perseguir para nao bra-
dar contra os abusos dos maos Empregados Pblicos.
frMas-engairao-se : o Snr. Tavares ja apareceo, est-afi-
ncado, axar jstica no Respeitavel, e Integerrimo
Tribunal do'Jury, e continuar mo grado de seus
gratuitos inimigos, a exercer as funcoes da Promoto-
ra. Entretanto eumpre, que nossos Concdados ma-
is perspicazes cohheco as manobras dos inimigos de
' 18o til Instittico, que se desengaen, que a guerra
tetia'ito Snr. Tavares dirigida somenle Pronotoria
Pufelioa, que elle exerce ; que do Promotor acuzar
aurtoy jmcos, ou rrenhuns males nos VrS em pro-
pordio afc qW*lPtiamos se elle nada aeuzasse : para que
assim esta salutfera -Institcao anda to nova se nao
'desabone, e tome a Torca, que Ihe mister para des-
triro corpa petigozo, qne'se forma na Sociedade da
Teuirio de todos os mos Empregados, oque ntrenos
"ftio pequeo, nem menos terrivl.
r. c.
*%%%%% %*v
A
3M303 Do Corrno.
Escuna Portugueza Armonia de que lie Capito
Antonio Pinto Maxado, sai para o Porto no dia 8 do
corrente.
^y A Sumaca S. Joze Pal ifox recebe a malla pa-
ra Ararat i boje ( 5 ) ao meio dia.
te^* O Correio Terrestre da Parahiba parle hoje
ao meo dia.
^3- O Correio Terrestre do Limeiras parte hoje
ao meio dia.
fc^ O Brigue Principe Imperial de que he Capi-
.lio Serafim Marques sai para o Rio Grande do Sul
con escalla pelo Rio de Janeiro no dia 13 do cr-
lenle.
fcy O Brigue Aguia do Brasil dequeh Capito
Joze Milito Texera sai para o Rio de Janeiro no dia
( 12 ) do corrente.
\fcy A Sumaca Dois Amigos de que h Mestre
Francisco Roxa Cruz parte para o Rio de Janeiro no
dia 10 do corrente.
dataos n -carera.
Para o Rio Grande do Sul, com escalla pelo Rio
de Janeiro.
O
Brigue Principe Imperial forrado de robre e de
superior marcha, a seguir com toda a brevidaftV ;
quera no mesiro quizer ir de pas9agem, ou earregar
escravos para os reflridos Portos dirija sea Gaudi'no
Agostinho de Barros, Praca do Corpo Sinlo D. 67.
Para o Rio de Janeiro.
%&* A Sumaca Dois Amigos, deve segnir viagem
no da 10 do corrente ; quem n'ella quizer hir de pas-
segem, dirija-se a seus consignatarios Rozas & Braga
mo Largo do Corpo Santo N. 5.
Para a Bahia
*3" Segu viagem com brevidadea Sumaca Boa
Espranra Capito Thomaz de Aquino Jardim : quem
nette quizer car regar ou hir de passagem dirija-se ao
mejmo Capito, ou a seu consiganatario ManoM Joa-
quim Ramos e Silva.
*Mll
M,
lUao'.
.Odia 6 de Maio fax leilo as 10 horas do dia 9
Cnsul Inglez, na mobilha da casa no Hospicio ncrcn-
minho que vai para o Pomb al.
^T^" Os Administradores da casa do falescido Jo-
ze Francisco da Costa, que acabo de ser envestido na
mesma Administracao, em virtude da sentnca con-
firmativa de'27 de Abril passado, fazem leilo^e s-
cravos, mobilia de casa, escritorio, e utencilios dear-
mazen, na ra da CfZn.'36, qnarta feira 7 do Cor-
rente as 10 da manh.
iLTtntta*.
M'negramossa de boa figura, boa cozinhira al
de massas, engoma lizo, c lata de'varrella : ama
do Rangel D. 24.
^?3* Rap Princeza a libra 1$600 na lpja d#
ferragem na esquinado beco do Lobato.
^3?- Um palanquim novo, moderno que anda,
nao foi pintado, por*preco commodo : na ra de Or-
tas D. 27.
^C^ Um escravo canoero de 23 anuos: na ra do
Caldereiro D. 26.
^^* Um escravo cosinheiro de naco Angola ^e
25annos: na ra Direila O. 62.
$C^ Espanadores de todas as qualidades, riltftft;
singelos, e de diveesos tamanhos, era porcnens pata
embarque, ou aretalho; na ra da Moeda casado
Mesquita.
$d^" O sitio denominado olho d'Agoa no lugar das
Curcuranns com pcrto de 100 pez de coqueiros, e4
curraes de Peixe, e trras suficientes para plantar-se :
no arial do Forte, casa D. 4, que com a vista do com-
prador, se pora patente as nais bem feitorias, e tama-
nho.
tiCy" 6 caxilhos de boa qualidade : Ha ra da Ca-
deia do Rerfe n. 3, a fallar com Antonio Gomes Li-
al, ou com Manoel Theadoro.
^y Urna cabra com um Cabrito, boa de lete :
no pateo do Carmo sobrad da esquina.
^cy* Duas pipa* d'agoardente cachaca :*na ra do
Vigario armazem de Antonio Francisco Ma\.
^&* Vinho muito superior de diversas qualidades
e por diversos precos em grandes prc6es, i e a reta-
Iho, doze globos de vidro, e um pbno proprio pa'a
se aprender : no armazem do Ottel Theatro junio a
casa da opera.
$3^ 2 eccravas ladinas, urna de todo o*servcp de
ra, e casa, e a outra do servico de casa : nao-ua da
Santa Cruz, lado dreilo quaze ao voltar para a rua
doCotovella D, 12.
II
**%%*v Cotopta.
[Oleques que reprezenlcm de 12 a 18 annos $ frt
ra do Trapixe n. 3.
V7" Um selim em meio Uzo, anda mesmo nao
tendo todos aparelhos : no Mondego venda da gara-
pa.
$3^ Um quarto que seja por pre^o commodo : na
mesma venda cima.
^^ Escravos de ambos os sexos para fori da Pro-
vincia : na ra do Cullegio D. 8.
^t^* Escravos de ambos os sexos para fora da Pro-
vincia : na ra da Cadeia do Retife n. 43, 1. andar.
^9* Um espada de baiuha de ferro, e ponfa II ", / / :/


jZ
L
(1524)
reita, que seja do fardamento de G. N,: na ra do
Rozario no Botequim D. 3.
%%%.%%*%*;
SUlugueuf.
kL!uga-se um primeiro andar no Bairro de Santo
.Antonio ; fallar com Andr Tubino no Ollel Thea-
tro junto a casa da Opera.
N,
***** *v* *v
persas.
A ra por detraz dos Martirios, ou no beco do
Amorim, que vai para a mar, perdeo-se um pontei-
ro de ouro, com trez oitavas, enfiado era um tran-
celim de cabello, e suppoem se ser raptado por un
moleque a um menino saludo da Aula do Professor
Monteiro. Pede-se a quem for offerecido para o
comprar, o retenha, e faca avizo na casa do lalescido
Escrivo Peres, favor que agradecer.
furto.
J/ Urtou-se no da 27 do mez passado, trez voltas de
cordo de ouro, rom hum coraco de vidro encastoa-
do, roga-se a qualquer ourives, ou outra pessoa, a
quem for offerecido dito cordo, o poder tomar e
levar a salla livre da Cadeia desta Cidade que ser bera
recompensado.
O
3bt?o* particulares.
'S Subditos Britnicos rezidentes em Pernambuco
sao por este avizados, que o ajuntamento proragado
relativo ads fins competentes no acto 6 o de Geo: 4.
cap: 87, ter lugar no Consulado Britnico, no dia
7 do corrente, as 10 horas A. M. para tomar em con-
sideracao os mais passos que posso ser necessarios oes-
te acto, Jbm particularidade, aquelle mencionado no
artigo 4 da lista das resolucoes j tomadas.
$qp- Aluga-se urna ama de leite, sendo captiva, ou
mesmo fow^irem que esta se sugeite a fazer o ser-
vico perlencenteVa enanca ; no beco da Bomba D. 5.
&&* Quem percisar de um rapaz pardo para cria-
do de homem solteiro ; dirija a ra d'Agoas verdes ca-
za terrea de vidraca pegado ao lampio.
$l^ Quem tiver para allugar urna casa terrea no
Bairro de Santo Antonio qie nao soja em beco, ou
lugar mui retirado, que tenha suficientes commo-
dos para grande familia, e que nao exceda de 10$
reis mensaes; dirija-se a ra Nova D. 33, 2. andar :
na mesma eugoma-se com todo o asseio.
^y* Quem percizar de urna criada para cosinhar ;
dirija-se a ra do Caldereiro D. 14.
fc5* Quem tiver para allugar urna escrava que
entenda de vender na ra : anuncie.
Sg^ D-se a quantia de 400$ reis a premio sobre
hipoteca, ou boas firmas : na ra do Rozario estreita
D. 29, segundo andar, e tobem d-se maior ou me-
nor quantia.
^f?P Quem por este Diario anunciou ter negocio
de importancia cora D. Thereza Francisca de Almei-
da, queira anunciar a morada para ser procurada.
^C3* Quem percizar de una criada : dirija-se a
ra Velha D. 23, *
%3p Quem percizar de um pardo de 16 annos pa-
ra caixeiro de loja ou ra, o qual sabe lerescrever,
contar, e da fiador a sua conducta : anuncie.
^^" Francisco Joze de Moraes vai a Europa.
ty^ Roga-se a qualquer pessoa que trouxe do Ce-
ara cartas para Miguel da Fonceca Soares Silva, que
haja de as entregar na loja da ra do Crespo n. 5, ou
declare a sua murada.
^y* Perciza-se fallar com o Snr. Estevo Joaquim
Martins que se supoem habitar nesla Cidade, e romo
ignora-se a sua rezidencia, roga-se haja de ter o bon-
dade de aparecer em casa de Joaquim Pereira Penna,
na ra da Madre de Dos, para se lhe entregar urna
carta de seo Tio, vinda da Cidade de Maranho.
$ty Faz-se scienteque ninguem contrate negocie
algum rom dois escravos se julgo furtados, no dia 28
do mez p. p., um de nome Joaquim Gordo, de naci
angola, 24 annos, boa estatura, muilo preto, pernas
e bracos grossos, e nao he mal parecido, e oulro de
nome Joo morro, de naco angola, 16 annos, mei
barrigudo, grosso feianxao, levou calca, e carniza de
brim com mangas curtas ; roga-se por tanto a qualquer
pessoa a quem forem offerecidos tenha a bondade d-
partecipar no Cortume do Coelho a D. Izabel Francise
ca das Chagas Leutier.
'*%<*WM'
(fcrayog jfugi&or.
llMlguel de nacao, estatura ordinario, grosso, re-
presenta ter 25 annos, sem barba, tem um talho na
sobrancelha, pernas alguma cousa zambas ; fgido no
dia 29 de Abril p. p. : venda da ribeira esquina da
ra do Fagundes D. 13.
**%***^**'***i**VVV*'** ******** *%/***%%** *** ****%* ****** MM
NOTICIAS MARTIMAS.
Navio entrado no dia 1.
ORTO ; 40 dias, B. Comercio, Cap. Joo Gon-
calves da Roxa : sal e mais gneros. Passageiros
Manoel Joze de Castro Major d'Artilharia que se re-
colhe com sua competente licenca, Antonio Joze da
Cunha, Domingos Joze Rodrigues Braga, Francisco
Soares da Silva, Manoel Guilherme Machado, Luiz
Alves Barbo/a, Narciso Peixoto Guimaraens, Mano-
el Luiz Castelas, Francisco Joze da Silva, Joze Tei-
xeira, e Joze Peireira.
Dia 3.
RIO DE JANEIRO; 17 dias; Pataxo Bom A-
migo. Cap. Antanio Joaquim Fernandes: carne :
Gaudino Agostinho de Barros. Passageiro 1.
R
Navios sahidos no\dia 1..
.10 GRANDE DO SUL; B. Escuna Bomfim,
Cap. Antonio Joze dos Reis : sal, e vinho.
Da 2.
ARACATI pelo CEARA'; Esc. Mucuripe, M.
Manoel Goncalves da Costa : diferentes gneros. Pas-
sageiroso Juiz de Direito da Cidade da Fortaleza,
com sua familia, o 2. Tenente de Arlilharia Joze
Joaquim Soares, Francisco de Paula Primo Barata,
Custodio Joze Ribeiro, Antonio Ennes de Freitas,
Joze Lopes d'Araujo Costa, Manoel Francisco da Cos-
ta, Joaquim Joze da Costa, Joaquim Ribeiro do Nas-
ciment, Joze do Nascimento, Vicencia Mara Joa-
quina Moreira da Costa, Francisco da Costa Peixo,
Bernardo Fernandes Vianna, e Joo Joze de Alraeida.
r t
Pern. na T\jp. do Diario. 183^.


CORRESPONDENCIA
Snr. Redactor.
LEndoo supplemento Quotidiana Fi-
ledigna, numero 1 '6 de 13de Marco,
vejo com espantos falsos,ecalumnias deq'
o Snr. Phlantropo lauca niao para injusta-
mente inchuvalhar, e diminuir o bem mere-
cidocrdito dos habitantes da Villa do Li-
moeiro; e antes de entrar no que me pro-
ponho a manifestar ao' Publico, permita-
me dizer duas palavras a cerca do titulo,
de que se reveste este devorador da honra,
e crdito. Sur. Philantropo, suppor S. S.
que o povo Brasileiro, anda existe com os
olhos ixados, e que tomando S. S. o nome
de Philantropo, far incutir, como verda-
deras, as suas falsas imputares! Pois en-
ganou-se! porque todos sabem, o que li a
gravidade deste sagrado nome, e que lium
homem Philantropo jamis li capaz de di-
zer oqueS. S. avancoualeivozamente con-
tra os honrados habitantes do Limoeiro:
por tanto das duas li: ou S. S. li milito
burro, e ignora o significado do termo
Philantropo: ou h muito malvado, que
nao se satisfazendo com o morder, e arra-
zar a honra e o crdito dos homens hones-
tos (o que em S. S. falta) quer de todo ver-
ter hum nome, de que nos servimos para
demonstrar a especie o grau de virtude
deste, ou daquelle: afim de que confundin-
do o nome da virtude com o do vicio, pos-
sa S. S. campiar de bom.
Snr. Philantropo, quer S. S. figurar a
villa do Limoeiro as bordas do abismo, e
o foco da intriga, e despotismo. Vejamos
agora a razao disso, s para colorar as ar-
bitrariadades, e despotismos praticados por
Joao Pedro Pessoa de Mello, eVigario Fe-
liciano Pereira de Lira, acrrimos detra-
ctores dos Empregados desta Villa, actos
estes tao claros, que toda a Villa osconfesa.
Vejamos pois quaes os motivos, q' tem o Sr.
Philantropo para fazer tanta-declamacao.
Apona o Snr. Philantropo a morte de Jo-
ao Rodrigues Honorato, que a attribue
pessoas 'desaffectas; mas nao diz que este
Honorato em 1824 roubou mais de
6:000#000 reis da loja que o Tenente
Joaquim Luiz de Mello Carioca tem
nesta Villa; que roubou no caminho de S.
Antao a Patricio Joz de Moura huma ca-
nastra com ronpa, e algum dinheiro e hu-
ma carga de familia e que roubou, e dei-
xou limpa a Loja e caza do Pprtuguez JO-
ze Francisco de Medeiros, morador na
nitrsma Villa, e que atacou com huma pis-
tola a Mano;l Ferreira deOliveira, por al-
cunho o rico, estando prezo, para llie dar
400#000 res em fjrata: anda mais nao diz
que este Honorato foi aquelle mesmo, que
matou a Francisco Simoes de Vasconcellos,
chamado =Chico de Cnristo =com hum ti-
ro nos peitos em sua propria caza, estando
estedoentede pancadas, q'lhe linhao dado.
Etifim, Snr. Philantropo, nao diz S. S. que
este Honorato, tao lastimado, era huma e-
radevoradora do genero humano, e que te-
ve a crueldade de matar no tronco do cad-
a da mesma Villa, a horas da tarde, dois
prezos, e que era hum rallador da vida
alheia e hum detractor da honra, e crdito
fbem comoS. S.) em comsequeuciadoque
nunca se pode saber queni foi o auctor des-
ta morte; por que tendo elle tantos inimi-
gos, pelos seus bellos feitos, nao ha quem
com certeza possa affirmar couza alguma
acerca da dita morte.
Mas Snr. Philantropo, como S. S. nao
ha de lastimar aquella morte, se elle era a-
quelle mesmo, que tendo sido ininn^p acr-
rimo do sogro do estupido Juiz de i*az, e
amigo de vossa merce passou depois a ser
acolhido pelo dito sogro, so Qpm medo de
ter semelhante fera por suainimiga, e de-
pois disso, taobcrn com especial agrado, re-
cebido pelo bello Juiz de Paz, que o ahou
com capacidade para servir de instrumen-
to as suas malvadezas, o que de facto acon-
tecen; e em fin coliado com o Pastor da
Igreja desta Villa, para traz-la toda enre-
dada, como vaga a noticia, que o Juiz de
Paz, e o Vigario mandarao o sen dito ins-
truniento, e outros apedrejar as cazas vizi-
nhas de Luiz Theotonio, so para incul-
car malvadeza este Cidadao, que na ma-
drugada seguinte se mudava para a Villa
do Pau do Alho, por nao poder mais sup-
portar as insolencias destes hroes, e mais,
e mais .... Em fim, o resto diga quem
o conheceo,


I
i 2 )
Snr. Philantropo, a 'Villa do Limoeiro
sempre exisitis em paz, e armona, e quem
a inquietou foi a chegada, c estada de
.Joao Pedro Pessoa de Mello, de seo Primo
Joze Francisco Lupos Lima, e o Vigario
Filiciano Pereira de Lira, hroes estes, que
vierao transtornar a tranquilidade desta
Cmara,e tentar plantar o dispotismo, como
se observou, q' na casa do Juiz de Paz se-
trata va da restauracilo, e isto se tem pro va-
do, alem d'outros tactos, pelo que acconte-
ceo em hum dos dias santos de Festa, que
se reunindo os Portuguezes desta Villa,
com toques e dantas forao dar as boas fes-
tas ao Pastor da Igreja, e ao Magistrado
Popular, com discantes, e voltario com
ideas lio esquenladas no dezejo da restau-
ra cao, que lunn delles de nome Joze Piulo
ouzadamente cautou em altas vozes a se-
guinte quadra : =
De verde, e amarelo
Fez D. Pedro a Carapuqv ;
Morruo lodos os Brazileiros ;
Viva tudo quanto he puqa.
Ah chicote, onde mmavas nesta occa-
ziao, que nao levaste aquelles palifes a-
companhados ath o Interno!! Masque,
Snr. Redactor, si o Juiz de Paz era o ca-
bera da turma; e que tudo isso annuia com
especial agrado! Ento, Snr. Philantropo,
oque diz S. S. isso Attrever-se-ho a
negar este faeto o Juiz de Paz, e Vigario !
De certo que nao, porque li to publico,
e notorio, que, posto que elles seja conhe-
cidos, camo huns grandes calumniadores, e
mcutrdzos, todava nao se avanzan a ne-
gar ; alem de que nos consta que este dig-
no Juiz^df^Paz mantia correspondencia
neisa Placa de pessoas suspeitas, e huma
deltas ja fi suspensa do seo Emprego, e
ordenado.
Ento Snr. Philantropo, quem exacerba
a paciencia dos Povos, com tactos iguaes
aos que tenho contado, nao ser quem
transtorna a sua tranquilidade, e rouba a
sua paciencia? K como S. S. quer ttribu-
ir as desordena aparecidas nesta Villa a
nutras posoas ? Snr. Philantropo, tanto
prova (]ue estes ero os que formavaoas
desorden-, que com a sabida de Joao Pe-
dro, e com a do Vigario ( que por malva-
do ainda ficou alguna dias, depois da salu-
da do primeiro, a fazer pasquins, e_a atear
a intriga ) pacificou->e tudo. ei bem, Sr.
Philantropo, que S. S. o que quer li dimi-
nuirs malvadezas praticadas por estes
hroes, e por isso he que figura que a Villa
do Limoeiro est em huma anarchia, que
he para se pencar que quem mantia a or-
dem ero aquellas duas pecas ; mas, meo
Philantropo, enganou-se, e perdeo o seo
tempo. Coitado! Eu tenho pena de S. S.
Pessoa seo dinheiro a quem o aconselhou,
para que fize-te isto, que o enganou ; por-
que todas sabem que quem alimovia a in-
triga, e a desordena ero Joao Pedro,1 e o
Vigario. Snr. Philantropo, ainda mais te-
nho de Ihe dizer: S. S. falla tanto na mor-
tedo Honorato, conhecido por todos como
fera, e para que nao falla as duas mortes
anteriores esta, e no tempo do dignissimo
Juiz de Paz seo intimo amigo Joao Pedro,
alem de nutras trez, duas na ra do Ju,
perpetradas huma ao uieio dia em Francis-
co Anastacio, e outra em Alexandre, e a
terceira no G. N. Joao Joaquim de Castro,
morador na Piranira, feita dentro da Villa
por Ignacio Dias, amigo, e guarda costa
do prudente, e sabio Juiz de Paz ; e quaes
as providencias, que deo acerca das duas ?
Nenliuma. E acerca da terceira ? Conti-
nuar a andar armado ao lado de S. S. Juiz
de Paz escandalazamenle por todas as par-
tes.
Ento, Snr. Philantropo, o que me res-
ponde a isto,? Onde est o seo genio de
carrasco, que nao aecuza estas mortes ? On-
de a sua Pliilantropia, que ? a excrcita
com aquelle, e nao com estes? Ah! Phi-
lantropia, muita injuriasofjres de seme-
lliante asno!! Snr. Philantropo, cu sai por-
que S. S. so grita contra este asesino, e
nao contra aquelles, he sera duvida, por-
que este foi platicado no tempo, em (pie o
Juiz de Paz j-eslava de baixo, e por is.io
he que S. S. grita, afim deexaltaro tempo,
em que elle e>tava de cima; mas aquellas
nortes como forjo feitas no tempo de seo
Jnizado, na sua presenta, nao digo bem,
as sutS barbas, e este nenhuma providen-
cia deo, como j cima disse, este o moti-
vo, porque S. S. cala as, para nao cnehuva-
lliar o Juizado do seo amigo Joao Pedro.
Com muito furor-falla S. S. (los G. N.,
e muito mais (piando se refere ao Major
Coinmandante e diz ps. Eu vejo (pie a G.
N. em vez dos ins de sua criaco de de-
fender a Patria, marchando para Panellas,
serve de clientela para indignos i tentt s de
alguns chefes, que se oppoein as sabias di
k
,r i i 11



( 3 )
recaes do Juiz de Paz da cabera da Co-
marca Joao Pedro Pessoa de Mello = Ora,
Snr. Philantropo, a nao ser S. S. tao men-
tiroso, nenhuma outra pessoa se attreve-
r certamente a dizer isto. Si S. S. disser
que o Major nao tem instruccao militar,
por ser tirado da classe dos paizanos, e q'
nao he dezenvolvido em sua reparticao, diz
huma verdade ( o que nao he seo costunr\e)
porem querer S. S. roubar-lhe o crdito do
seo Patriotismo, e adhesao ao bem publico.
e o cumprimento as ordens superiores ; is-
to nao pode ser filho, se nao da sua malva-
deza, inveja, e orgulho; si a mais tempo
o Major nao tem operado com os G. N.
do seo commando na marcha de Panellas,
como de prezente o fez, nao tem sido a
falta da sua energa : destacado sempre
nesta Villa, o que o cabano Juiz de Paz
nao ser capaz de negar. Mas, Se-
nhor Philantropo, como o Major ha-
de obrar, si encontra insobordinacao na
tropa, e talvez promovida pelo mesmo Ca-
ramur Juiz de Paz, que com ambicao de
estender os seos poderes, e campiar de ni-
co Empregado publico, que cumpre os se-
os deveres ("como diz o Snr. Philantropo),
como bem se prova pelo chamado delle as
G. N. para servicio ordinario, prizoes a ou-
tros, e castigos, como fez aos G. N. Joao
Raimundo, Cipriano de Barros, e outros.
Com effeito, Snr. Redactor, o Caramur
Joao Pedro he tao ambicioso do verbo
Jubeo mandar com imperio que athe se
aposso das chaves dos. quarteis Dga-
me S. S. onde existe a sabia prudencia des-
te digno Juiz de Paz neste facto? Por
ventura taobem os quarteis pertencem ao
Juiz de Paz ? Diga-me mais, Snr. Phi-
lantropo, como se livrar o sabio Juiz de
Paz da arguicao, que lhe fazem de ser el-
le quem mandara seduzir pelo seo amigo
Honorato o destacamento de Nazareth,
que marchou para Panellas, e passou nes-
ta Villa, e o primeiro destacamento, que o
Major fez marchar, para se evadir, e nao
cumprir as ordens do Commandante, o que
bem se prova pela prisao, que fez a dois
paizanos, por se terem ido offerecer ao Ma-
jor para marchar ? Em fim Snr. Philan-
tropo, o seo prudente Juiz de Paz he tao
falto de carcter, que para colorar os seos
fados sedicciosos, quando se trata va de
fazer o terceiro ajuntamento de tropas, in-
culcou-se ao Governo de bom Constitucio-
nal, requizitando o Coronel Aleixo hum
destacamento ao mesmo tempo que o Ma-
jor tratava de reunir as G. N. para o mes-
mo fim, por ordem do Governo, o que j
tinha participado ao prudentissimo Juiz de
Paz; e o mais he, que este bello impostor
no seo officio de requizicao increpou ao
Major de se oppor s ordens do Governo,
e de cabano, com vistas de ser preso o Ma-
jor, e olhado como hum homem sem con-
cideracao, e conceito para o Publico, co
mo se conclue de S. S.; mas nao se com-
pletarlo os seos gostos ; porque elle so te-
ve a intimado da prizo, e nao a entrada
da Fortaleza; pois o Governo reflectinda
sobre o caso, conheceo a grande intriga
deste hroe das imposturas. Eu so quera
que o Snr. Philantropo agora me respon-
desse qual o motor desta intriga, se o Ma-
jor, ou o meritissimo Juiz de Paz.
Com efito muitas sao as virtudes do
Juiz de Paz Joao Pedro!! Snr. Philantro-
po, antes que passe a outras materias por
S. S. falladas, quero ainda merece-lhe o
favor de S. S. responder-me: si hum Ma-
gistrado popular sabio, e prudente devia
mandar calcar a hum cidadao em hum
tronco do dois pes, sem outro motivo mais,
do que querer lanca-lo fora de emprego de
Escrivao de Paz, para introduzir o seo Pri-
mo, facto este prohibido expressamente pe-
la Constituicao, e por todas as Leis; nao
se satisfazendo o dito Juiz de Paz de ver
o irmao do dito primo feito Secretario da
Cmara, e outro seo primo Lopes Lima seo
feitor de campo, e dantes carniceiro".po-
rem de bons nascimentos, cujos pais ainda
hoje se ignorao nesta Comarca! Jejtp Ve-
nador, e depois da execucao do Cdigo,
Juiz Municipal interino, onde conjugou o
verbo surripio a seo gosto, rompendo o
Testamento de Joaquim Alves, morador
na Palma por 300$ reis, absolvendo cri*
mes de morte as Queimada3 por 100$
reis; absolvendo crimes de rebelio, e moe-
da falsa ao Europeo Muniz, morador nessa
Praca por 200$ reis, o que deo lugar a que
este sugeito em pouco tempo campiasse de
Lord com bons cavallos deestribaria, boas
carnizas bordadas, (muito gado, e escra-
vos) tudo com muito luxo, o que com os
habitantes do Limoeiro tudo se prova.
E o que diz Snr. Philantropo, estes
factos praticados por Joao Pedro, e seo
Primo! Mas que! tudo isto he filho da
-','.-/ 7
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(4)

sabedoria, e prudencia do Juiz de Paz,
que quiz prudentemente arranjar os seos
prenles a custa dos outros, lembrando-se
daquelle proverbio Matheus, primeiro os
teos.
Sr. Philantropo, ainda o quero importu-
nar com duas perguntinhas, a primeira :
qual o motivo, porque o sapientissimo Juiz
de Paz nao se justificou da increpacao, que
Hie fez o seoinspector Antonio da Motta Ca-
valcante, como lie publico, de ter recebido
&. S. para a soltura do recruta Joz Correia
de Amorim 50$ reis? Onde jazem os dois
eavallos,eo oiio doOrfo, filho da Barbo-
zinha, e quem S. S. nomiou para seo tu-
tor; o Oratorio do talescido Christovao de
S. Tiago, eos 10$ reis, que este deixou pa-
ra se Ihe dizerem Missas ?
A segunda vem a ser: qual o motivo,
porque o Juiz de Paz, depois de ter casti-
gado os Guardas Nacionaes, os mandou
buscar escoltados a' sua casa, e passando-
Ihes o corrige, dizendo-lhes que ainda ti -
tilia trez anuos para os governar, e massa-
erar, e que acabados estes, si eles ossem
desavergonhados, tinha dinheiro para Ihes
mandar dar hum estoiro, e pancadas ? Em
fim, Snr. Philantropo, se nao quizesse ser
enfadonho aos meos teitores, muitas per-
guntas semelhantes estas eu Ihe faria
(bem conio, quando este Caramur foi Ju-
iz Ordinario, porque soltou o reo de Poli-
cia estando ja summariado, e prompto a
ser remettido a Rellano, desappareceo o
processo, e o homem foi solt por cern mil
rete; por estas e outras ganhou antipathia
geral, e se nao tivesse padrinhos, nao se-
ria 3ixm de Paz, e Veriador : lembre-se da
barrera do Colegio Eleitoral), porem que!
tudo isto nasce da prudencia, sabedoria, e
probidade do Juiz de Paz, Empregado
Publico, que merece ser preferivel todos
os outros, e que se deve reduzir todo o Li-
moeiro acinzas, parase reempossa-lo do9eo
Juizado, seni o que nao pode o Limoeiro
gosar paz, como bem diz o Snr. Philantro*
po no seb aranzel impresso na Fidedigna.
Ora, Snr. Philantropo, como S. S. no
dito aranzel, onde pareceo-lhe empregar
todas as figuras de Rhetorica, falla do Pa-
dre Joz Pedro, nao quero deixar o caso
em silencio, e em primeiro lugar mostrarei
a origen* da intriga por S. S. apontada, e
a seginte: 'sendo composta a Cmara do
Limoeiro de Joao Pedro Pesgoa de Mclk),
Lopes Lima seo Primo, e o Vigarij, todos
estes inimigos figadacs do Padre Joze Pe-
dro, por declamar d'elles puras verdades, e
por seoppor cabaladellas no Collegio E-
leitoral; a este foi necessario pedir C-
mara hum attestado, para poder cobrar o
seo quartel, que Ihe pertencia na qualida-
de de Mestre de Gramtica Latina desta
Villa, o qual Ihe toi negado na Sessao de
22 de Janeiro de 1833, coniventes nesta
negacao o Padre Christovao por satisacao
ao seo amigo Vigario, como o disse a va-
rias pessoas fidedignas, e aos outros Vena-
dores pelo receio de discordia na Sessao
de 17 de Dezembro, em auzencia do Pre
zidente, sendo Vice Prezidente o Padre
Christovao, officiarao ao Governo, que a
Cadeira de Gramtica Latina estava sem
exercicio, e por consequencia devia ser pos-
ta a concurso, quando estava ella em effec-
tivklade pelo mesmo proprietario. E o que
diz S. S. esta passagem da Cmara ? Se.
r isto intrigar, e mentir, ou nao, e quem
os auctores desta intriga? 9er o Padre Jo-
ze Pedro, ou a Cmara ? S. S. responda.
Alem disto acontece que o Juiz Munici-
pal o nomiou Promotor interino, e a C-
mara oppoem-se a que se tomasse o jura-
mento ao nomiado, alegando, que esta re-
gala era privativa da Cmara ; ao que
responderao o Prezidente, e o Veriador
Lacerda, que era legal aquella nomiacao,
e que a Cmara devia tomar aquelle jura-
mento. Eis toda a intriga formada pela
Senhora Cmara, isto he, pelos Venado-
res cima apontados. E o que responde a
isso ? Sao estes os Em pregados, que ope-
rao no circulo da Lei ? Et quid sit do Lo-
pes Lima, que no dia 18 de Fe ve re ro do
corrente anno, estando a Cmara reunida,
e prezente o Snr. Juiz de Direito, apre-
zentou-se de arrrojo porta della a caval-
lo, e acompanhado de 4 faccinoras a pro-
porcao armados, e em altas voses pergun-
tou com arrogancia Ja' entrou a Ses-
sao Ao que tudo pasmou, e nada se
Ihe respondeo, e com o mesm arrojo foi
para a casa do seo Primo o prudentissimo
Juiz de Paz, d'onde officiov. Cmara at-
revidamente, que se dimittia, e mudava-
se para a Comarca de Nazaretli (aondej
morava) e passado isto vagou por todas as
ras, com os meamos arrufos, e com vistas
de insultar a algumas pessoas. E dirse-h
qu este homem he obediente Ltf, que


. --.
*Ui
L.
; H
(5 )
K
lie de probidade, que honesto, e pruden-
te ? So o pode dizer o Philantropo.
Nao nos devenios esquecer da parte do
aranzel do Senhor Philantropo. em que
falla do Pastor desta Villa. Snr. Philan-
tropo, se S. S. tivesse huma oitava de ver-
gonha, e carcter, jamis se dispona a def-
fender este homein, mas estou beni certo
S. S. he seu panegerista, por ser seu igual
em sent men tos. Como pois temos de fallar
nesta boa pec,a, bom ser referir alguns ca-
sos praticados por este b?m digno Pastor
ta> fallado, e louvado por S. S., para que
os que ainda o nao conhecem fiquem cer-
tos dos sena bous procedimentos, e da falta
de carcter do seo panegirista.
Senhor Philantropo, este bem digno
Pastor, o mais dentro de todos os ladres,
ser o manufacturarlo de moeda Nfalsa, e
pos^uidor de huma fabrica, des de que pa-
rochiou em Bom Jardim ? Nao ser aquel-
le mesmo, que delapidou o Patrimonio de
Santa Auna de Bom Jardim, fui lando todo
o gado, e nao pouco, que o velho Antonio
Gomes Fallieiro*, morador no Tamboal,
deo a Santa Anua, e era o seo mesmo va-
queiro, como na hora da morte o con fes-
son? furlando os ornamentos ricos, e luiin
relicario da Igreja de Bom Jardim, e hum
calix pequeo, huma custodia pequea, e
hum resplandor grande da Igreja do Limo-
eiro para azer hum coco de prata ? Nao
ser aquelle mesmo, que furtou humane
grinha a U. Auna de tal, moradora no
Borba ? Nao ser aquelle mesmo, que co
brou de Manoel Pe reir Freir oseo inter*
ro, ainda antes de morrer, nao sendo fre-
guez? Qu mandn fazer seques tro nos
bens de Francisco Luiz de Govea, taobem
antes de morrer, e nem sendo seu fre e nao possuia mais do que hum cavallo, e
j a vi uva lhe devia trinta e tantos mil reis
a mais de trez mezes, por cuja divida se o-
brigou Antonio Joaqim de Sena ? Nao
ser aquelle que negou o Sacramento, no
artigo da morte, a Auna Thereza, mora
dora em Trez Lagoassi acaso lhe nao en-
tregare hum cvalo, unieo traste, que
possuia ? Nao ser aquelle mesmo, que
mandn matar Manoel da Silva Galhardo,
morador na Arueira, reguezia de Bom Jar-
dim; e que offereceo 100$ ao cabra Joa-
qim de tal para matar Joao Caetano de
Albuquerque? Nao ser aquelle mesmo que
em Bom Jardim fez mais de cincoenta ca-
zamentos millos, dispensando muitos primos
legtimos para se cazarem, por 100$, 50$,
cada um conforme as suas posses, como fez
com as netas do falescido Joo da Matta
Ribeiro, de quem o bom pastor foi testa-
mntelo por sedceles suas na confissao
da hora da morte; de sorte que deixando
o mesmo Joao da Matta 50$ reis a cada
huma das suas netas primognitas, nenhu-
ma dellas rec do em pagadas dispensas, e-foro obliga-
das por S. Exc. Rvm. a se cazarem se-
gunda vez? Nao ser em fim aquelle mes-
mo solicitante, esegilista, de quem o po-
vo, e Parocho de Bom Jardim requererao,
e se queixaro a S. Exc. e Rvm. a fim de
obstar-lhe a collaco nesta Igreja do Limo-
eiro? Ento, Senhor Philantropo, bom
Pastor Pastora bem as ovelhas do seu re-
banho, e at os seus bens, e nao se esqe-
ce de pastorar lo bem os bens dos San-
tos!
Ainda mais lhe pergunto: Este Pastor
nao he aquelle, que tirou por copia hum
Decreto da Assemblea, que manda va aos
Parochos do Bispado de Minas cobrar as
conhecenc.as a 80 reis cada pessoa de con-
fissao, e depois de o ler estacan da Mis-
sa, o pregn porta da Igreja, donde lhe
resultou intrigar-se com todos os seus fre-
guezes, por nao quererem estar pela peta,
que Ihes quera pregar o bello do Vigario;
e querendo cobrar em Passassunga, intri-
gou-se com Manoel de Olanda, por se op-
por ? Nao ser aquelle, que mandow matar
e aproveitar hum boi, que andava solt na
serra do Genipapo, dizendo que lhe perten-
cia, por ser elle o herdeiro dos*'atizentes?
Bom herdeiro, Senhor Philantropo, bom
Pastor! Attrever-se-ha S. S. a negar estes
factos tao sabidos por todos d'aquelle's luga-
res? Serio estes bois trazidos pelo vento,
e sem dono ? Ou serao to grandes as ma-
tas; e tao distantes os visinhos, que se nao
soubesse quem era o dono do boi? Certa-
mente que nao, mas como o Padre Vigario
do Limoeiro lie herdeiro dos auzentes, po-
de comer os bois que apparecerem soltos,
porque nao tem dono.
Senhor Philantropo, este Pastor teve a
capacidade no tempo de Pinto Madeira, e
Torres Galindo de subir ao Pulpito onde
so* deyia pregar virtudes, e verdades; e ex-
citar o povo daquella Villa a matar todos os
Liberaes, por seren irreligiosos, passando
(
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'"' -^ >..... :r~rr
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(6)
& insultar os seus freguezes, chamando-os
chtelos,' patifes, moleques, e bandalhos*
He este pois o Pastor tao louvado pelo Snr.
Pliilantropo ?
E o que ser si se di&ser, como he facto,
que este Pastor aprezentava com suas a-
mazias na Capella mor da Matriz daquel-
la Villa em das festivos, sem respeito a
Religiao, que professa, a modestia das fa-
milias, e ao Santuario! Em fim, Senhor
Philantro; o, se eu quisesse referir todos os
factos praticados por este malvado homem,
e seus eompanheiros, suponho que me fal-
tara papel para o fazer; mas a propurcao
que for respondido, hirei desenvolvendo ou-
tros. Todos estes factos, que acabo de
expor ao publico, estou prompto para pro-
var, em qualquer Tribunal, a que seja
chamado.
Senhor Philantropo, nao seja tao patife
em querer defender hum homem que todo
o limoeiro conhece as suas malvadezas, e
nao figure as desordens do Limoeiro feitas
por outras pessoas, alias capazes, e sezu-
das. S, S. confesse que o impostor Joo
Pedro com es seus bellos eompanheiros fo-
rao quem fizerao transtornar toda a Villa
do Limoeiro, e que o belo do seu amigo
Vigario, anda depois da sabida de Joao
Pedro, ficou na mesma Villa, para pregar
pasquina, e accender o facho da discordia,
como o ez, e depois veio as carreiras para
o Recife, fingindo, que vinha fugindo do
assassinio, que Ihe queriao fazer. Por
tanto Snr. Philantropo, nao carece que o
Snr. advirta ao Governo para esbandalhar
a cfila pestfera do Limoeiro, que ficou
com a sabida de Joao Pedro ; por que o
Governo est bem certo, que a peste est
em Joao Pedro, Viga rio, e seus sequazes,
e que destes he que hia passando para os
oulros habitantes do Limoeiro, o que ata-
Ihou-se com a saluda destes viz intrigantes;
Senhor Redactor, qurira perdoar o ser tao
extenco pela primeira vez, que para outra
serei mais breve, e dando ao publico esta
manifestaejo, muito obligar ao seu vene-
rador
O Inimigo da Calumnia.
]
A
Pehm. a\ Trp. do Diario 1834.
i'


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