Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02573


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Full Text
ANNO DE 18.34,
SEXTA FEIRA2 DE MAIO
NUMERO W).
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m^-ii jMAmmum
>til>screve-se mnsalmente afio reis. adiaptados. ;i Tinosrrhfia
o Diario, patr > da Matriz i'nde se reoeiiem coi respndeselas, e ainiTu:rr>B; estes im ,cim---
(,ratt^ sendo dos |ro|>i ios ilusionantes soiliente e viudo assigtiados.
Ttulo agora depende de nos mesmos. da doma prudencia, m
rieraco, > energa.' feonti menloscomo principiamos e Kercinoa
apontados com admiracao entre as .N.Kjoes niais cultas.
Pi oclamiit iin da Astemhlea Geral t liratii
.T7ATm>Jp-^~ -y ..^f^-
3mp)ce00o eftt pcrnamtmco por a- %ht fftixaxfoa rfalca'o.
ESCH!JMJ.__aS *& DAS da SEMANA
6/-S. Mafaldo- Ses. da Thez. P. de m. e And. do
T. de Orfos de t. P. as 10 li. e 54 m. da ni.
Sabbado- Invcncao da Santa Cruz. Preamar as
11 h. 42 m. da m.
Dom. S. Momea Preamar aos 30 minutos da
tarde.
A%UMV%M*M""*"M
ARTIGOS D'OFFICIO.
/tLTtf.ndendo aos bons serv eos, que tom prestado no
Acampamento Francisco Goncalves Triguciro, Com-
jiiaiidanle dos Indios da Bscada, e da necessijdade, que
lia .le Offieiaes conhcccdoros das posieSes doinimigo :
Hei por bem de o nomear Alferes de Commisso, em
quanto durar a necessidade de se.us ser vicos, para ser
mpregado no Commando em que se acha, ou como
melhor convier : e para esse fim o Sur. Commandante
o.m Cbcfe expedir asprecizas Ordens. Acampamen-
!o emLimeiras 12 de Abril de 1834. Paes d'Andra-
de.
Ao Director do Arsenal de Guerra, pira exami-
nar asgranadeiras, que se aehao recomidas na Alfan-
dega dasFazendasa consignarlo de Luiz Amavel Du-
l>ourq, para o que esto exp"dduj as convenientes or-
dens, informando o mesmo Director do resultado.
Em dita de20 de Abril.
. Nao posso aprovar a execnco da resolucao da
Junta tic Paz convocada por V. S.. cuja acl a me foi re-
mellida rom seu officio datado da 4 de Abril correnle,
por ferir a desposico da Eei de 3 de Oulubro de 1 833;
e aulhorisado pedo Art. 4. do Decret de 9 de Jumo
de 1831, suspendo qtialquer medida, que V. S. lenba
tomado para cumprimento dasupracilada resolucao.
Dos Guarde a V. S. Acampamento de Lim iras 11
de Abril de 1834 Manoel de Carvalbo Paes a" An-
drade Sur. I)r. Juiz de Direito Chele de Policia,
Francisco Mara de Fretas e Albuquerque.
Aulhorisado pela Regencia emNome do Impera-
dor o Senhor D. Pedro 2., a tomar todas as medidas
tendentes a acabar com os malvados Salliadores de Pa-
nellas de Miranda, e Jacuipe, suas emdwcoes, pre-
vino aV. Ex., queosprezos, conolaes, osconiven-
tes com elles, que forem recolbidos minha ordem,
oudo'Ex."10 Presidente das Afaftoata, nao cstao naLinha
dos que podem obter ordens de Habeas Corpus
o que partecipo a V. Ex. para sua inteligencia. Dos
Guardia V. Ex. Acampamento de Limeiras 11 de
Abril de 1834 Manoel de CarvahSo Paes d' Andra-
deIllm. e Exm. Sur. Presidente da Relaco. Tho-
.(a Antonio Maciel M>hrero.
Ao Exm. C'imm ndante das Armas para enviar
ao Governo urna reiacio nominal de todos os Offieiaes
imprecados no 7." Rilalhao de primeira Linha, e oulra
de todos os Offieiaes d' Artilharia desU Provincia, em
que se declare a sua cipacidade militar, conducta civil,
e credo politico. Em data de 12 de Abril.
Ao.Tuiz de Pez deS. Antao Antonio Jorge Guer-
ra, em resposta ao seu officio, dizendo-lhe, que tendo
de ser brevemente resgatada a moeda de cobre, visto
lerem rhegadoasSedulas, que a devem substituir, neni
urna outra providencia tcm o Governo a dar a tal res-
peito. Em data t\c 12 de Abril.
Ao Juiz de Paz da Escada Manoel Antonio Diw
em resposta a um seu officio ; dizendo-lhe, que bom se-
r, que o mesmo Juiz mande bater as mallas Setleran-
cHos de seu Destricto, visto assunpeilas, que ha dees
(arem n'ellas occullos algUnS facciosos, o (juc depoisde
feito pode deban dar a gente, que tom reunida. Em
dala de 12 de Abril.
(Do Diario da Adtninistracao.)
I
PROMOTORIA PUBLICA.
pjL.mo e Ex.m0 Sor. Acbando-sc no Correio desta
Cidadc huma caria vinda na ullima embarcaraochegit-
da da Corte do Imperio com sobrescripto a Salus.tiano
Augusto Pimcnta de Souza Peres, de letra do intitu-
lado General Colombiano, Joze Ignacio Ribeiro de A-
breu Lima ; debaixo decujo nome su posto he provavel
queira rouliuuar a criminosa correspondencia, que
manlem rom seu irmao Luiz, para a restauraco do in-
fame Governo do Dctestavel Duque de Rraganca : a
bem di Giuza Publica, requeiro a V. Ex. que expeca
as suas ordens para que o Administrador do Coerci me
entregue a referida caria para ser aberta judicialmente,
como forao as oulras de haixo dos nomos supptos de
Joao Severiano Henriques da Costa, e_AnloniGabri,
el Corre; i da (iraca, nos quaes se traeca va dafriSslfta
materia Dos (iuarde a V. Ex. Recife 30tieiAbril
1834. Iilust. eExcel. Sur. Manoel deCarvallo Pa-
esd- Andrade, Prezidente da Provincia.Joze.Ta-
vares Gomes da Fonceca, Promotor Publico.
^V*%V1\*%V%
JUIZO MUNICIPAL.
I/.
hh.mo Snr. Estando inleirado da nomeaco, que
V. S. fes do Advogado Jacinto Moreira Severiano da
Canba, para Promotor Publico Interino deste Munici-
pio, pelo impedimento do Promotor Joze Tavares Go-
mes da Fonccr i, conforme leio nos seus Officios de 28
do correnie, nao esperava, que o Promotor impedido,
indo contra a Substiluico por V. S. feila, se concide-
rasse fundido na fnnea, quealcancou, legalmente au-
tori/ndn, a continuar no exercicio de suas funcoes, co-
mo me fez ver onlem jior hum seu Officio : em la< s cir-
cunstancias muito conveniente he a terminante delibe-
racqrwle V. S. a qnem compete dicidir a duvida, pa-
ra quV se nao commelo actos ilefries, ou nao aparcea
dousTromolores em elecliviauc em hum so 1 crino


(1516)
i

y
/
qualquur queseja a deliberaeo de V. S. deve-mc ser
transmeida com brevidade. para miriha inteligencia.
Dos Guarde a V. S. Boavista 30 de Abril de 1834.
Iilust. Snr. Dr. Joo Paulo de Carvalho, Juis Mu-
nicipal Interino do RecifeFrancisco Maria de Frei-
tas Albuquerque, J. D. Che fe de Polica.
Iilust. Snr. Agora passo a responder osoflici-
os de \. S. os quaes logo nao respond por me achar
presidindo a Lotera.
Em quantoao primeiro tenlio a responder a V. S. ,
que tendo nomeado para Promotor Publico interino,
ao Advocado Jacinto Moreira Scveriano da Cunba,
foi este prostar o juramento do costume na Cmara Mu-
nicipal, esta nao consentio, e nem aprovou a minba
nomvaco por nao lh. constar o impedimento do Pro-
pretario, e m-m este se achar legalmenle impedido;
e nao sendo das minlvis atribuicoes julgar se a dita C-
mara obrou Ou nao com acert, e se o Promotor Pro-
pietario est ou nao as circunstancias de exercer as
'un< "> s do seu cargo (pois que lie easo de duvida) por
isso d i.voa quem competir tomar conhecimento de tal
negocio.
Em quanto ao segundo officio em que V. S. me pede
buma lista de todos os pronunciados na revolta de S.
Anto operada pelo Torres Gallindo, tenho a partici-
par a V. S. que ja mandei passar pelo Escrivao respec-
tivo, eo miis breve (pie me for possivcl a remeterci.
Dos Guarde a V. S. Recife 30 d Abril de 1834.
Iilust. Snr. Dr. Francisco Mara de Freitas e Albu-
querque Juiz de Direito e Che fe de Polica. Joao
Paulo de Carvalho, Jui/. Municipal Interino.
CORRESPONDENCIA.
Ai
Sur. Redactor.
Pezar de ter nos Diarios de Pernambueo, Admi-
nistradlo, e Quolidana- Fidedigna, publicados no
da 25 do correle Abril dado huma idea ao Publico
da briga que na Ponte do Recife tive no da 3 do
mesmo mez com o Senbor Joo Manoei Mendes fia
Cunha e Azevedo, hoje julgo do meu rigoroso dever
suprir a lacuna, que por causa da celeridade com que
Ib i escripia contem a citada correspondencia, fazendo
aos met/; amigos buma fiel e simples narracao de todo
o aconte>imento, a fim de que elles decidi se me apar-
ec hum inicfi do carninho da honra, que felizmente
sernpfeime elles.virao trilhar atravs mesmo das maio-
res adversidades, e o Publico imparcial, cujas sen-
tencas \\x sempre respeitei julguc da pureza das m-
nhasAifengoes, c do fundamento da extraordinaria, e
illeg.l persegu cao, que contra mim desenvolveo o Ju-
iz de Paz do L Destricto do Collegio o Dotitor Joze
Bernardo de Fgueredo aconseibado por seu Assessor
o Juiz de Direito Francisco Mara de Freitas e Albu-
(uerque. I
Lendo as 10 horas pouco maisou menos da manhaa
do da 23 a correspondencia do Senbor J. M. M. C.
> Azevedo fiquei sobrennneira admirado por ver esse
Senhar antojarte a dizer, que havia comprado huma
porco de cobre em folha ao Senbor M.uioel Joa(|uim
Ca neiro Leal, por lbe constar, que ess. cobre era
meu e do meu amigo o Senbor Joze Lucio Correia, o
que inrqnrtav o mesmo, que afirmar, que eu, que to
i-rua guerra tenho feito a aquelles, que fascinados por
o mai srdido e vil interesse, antepoem o seu bem es-
tar, aos rnleresses do Brasil nossa cara Patria, Viavia
r-unhado moeda falsa, ou directamente concorrid* pa-
ra o seu criminoso fabrico, noque por certo me/fazia
huma grave injuria $ e a rainha admiracao augmsntou-
se tanto mais, quanto eu observei, que o fim princi-
pal do Senbor Mrndes borra aboeanhar-me, e arruina!'
essa pequea confianca, que felizmente em mim tem
a.paite mais saa dos meus Concidados, por quanto
propondo-se a responder aoque delle disse o Senbor
Mello, veiocomo martelo a introduzirme, em buma
polmica, para cuja existencia eu nem indirectamente
havia concorrido.
Gravemente offendido na parte mais delicada de mi-
nba honra vaclei se devia rmmediatamente chamar ao
respeitavcl Tribunal ros Jurados o meu injusto agres-
sor, para delle receber, como calumniador o premio
da sua ousadia, ou se pela imprensa devia publicar a
prova que tirina para fazer desaparecer peante a opi-
nao publica tao gratuita aecusaco 5 mus vendo por
bum lado, que o primeiro dcstes recursos me nao po-
da ser proveitoso, porque de tal manrira eslava escrip-
ia a correspondencia, e tal Ir ra a redagao das nossas
Leis a respeito, ru o Senbor Mendes, se bem me
tivesse atrozmente injuriado, todava tinha innumera-
veis tangentes por onde se poda evadir da responsa-
be'tid.ide, pera n te os Juran os, e por oulro, que do
segundo me nao podia eu aproveitar por ser necesario
enumerar as pessoas, que me convidarao para cavar a
ruina de minba Patria, fabricando moeda de cobre,
pira me salvar com as resposlas, que entao Ihes dei; o
que sem duvida involvia responsabelidade, e eu nso
podia provar com documentos aquelle convile caso foi-
se levado aos Jurados, por ter elle sido feito verba.-
mente em particular, e por pessoas, cuja repulac o
eu nao quisera manchar. Aflito por me ver to indig-
namente injuriado, e entretanto, que a minha consci-
encia nadava no mais delicioso descanco, eu eslava
privado de mostrar com dignidade a Pernambueo e ao
Brasil inteiro, que s o Senbor Mendes seria capaz
de dizer em hema Cidade onde a minba probdade fe-
lizmente he tao ennbecida, que eu me havia locupleta-
do com o vil trafico de moeda falsi, dirgi-me ao Re-
cife para bir a caza do Smhor Juiz de Paz do 2. Des-
tricto do Corpo Santo, Francisco Xavier de Miranda,
a fim de me informar dflle se j tinha pronunciudo o
Guarda da Alfandeg* Manoei Theodoro, pela denun-
cia, que delle dei, por causa do contrabando feito na
Galera Cames.
Desgrayadamente pouco antes de ebegar ao Arco da
Conceieao eneontie-me com o Snr. Mendes no mo-
mento em que se (lie impurelhava com o Reverendo
Senbor Domingos Abnso Rigueira, esquecendo-me ,
porem que como bomem o devia respeitar, e lembran-
do-me nicamente da injuria que elle me havia feito,
e que a poucos momentos tinha acabado de 1er ; da
iripossibilidada em que me eu va de rcpelila, e do so-
frimento que havia de ter a mnha honra nos lugares a
que ehegar podesse a supracitada correspondencia,
peiguntei ao dito Snr. Mendesse lembrava-se dme
ter visto algmn da associado aos que laboravao no ver-
gonhoso trafic de moeda falsa parater o despejo dea-
vanear na sua correspondencia, (ue eu llie havia ven-
dido huma porcao de cobree dirigindo-me o ditoSr.
algumas palavt as, que j nao pude ouvir pela paixao,
que me dominava, nao podendo conter-me n'aquella
occasiao, ced a colera, eservindo-me de bum fino jun-
co, que por acaso trazia na mo, del-lhe algumas jun-
cadas.
Ludamos pois eu e o Senbor Mendes at o arco de
S. Antonio, ondeodeixei, e fui para a minba caza na
ra do Collegio : algum tempo porcm depois de eu es-
tar em casa, e de ter aparecido por militas vezes na va-
randa chegaro os meus amigos os Senhores Felippe
Lopes Netto Jnior, Joaquim Estanislao da Silva Gus-
mgo, Joze Joaquim deOliveira, Joze Camelo do Reg

.!


,


1
(1517)
Barros e outros, que ouvindo na ra a noticia do acon-
tec ment viero de mim mesmo informar-se dosseus
promenores, sem que encontrassem nos corredores, es-
cada, ou frente della pessoa alguma, ou indicio, por
onde podessem supor, que eu havia sido perseguido
em flagrante ; como se v dos documentos nmeros 1,
2, 3, 4, 5, e 6.
Hum quarlo, pouco mais ou menos, d'ora depois
do acontecimenlo postou-se defronte de roioha casa o
Snr. Mendes, que vomitando quanto sarcasmo Ihe
poude sugerir a cholera, bradav i ao mesmo tempo
as pessoas, que tranzitavo a ra, e aquellas, que por
'uriosidade pararo; para que arrombassem as por-
tas e me pi endessem em nome de S. M. I. ; e hero j
passados alguns minutos que ali eslava o Sr. Mendes,
qnandoappareceo o Juiz de Paz do Districto o Snr.
Doutor Figueredo, que apesar das admoestacoens,
que Ihe foro feitas, de que elle j nao me podia mais
prender, por nao estar em flagrante, a nada quiz at-
tender (tal hera asua sanha) postou sentinellas, inva-
di a minha casa e a varejou, requizitando as trez e
meia horas da tarde, que fosse corrida a casa do meu
Amigo Felippe Lopes Netto da ra nova, como se
v do documento n. 7.
Nao pertendo attribuir o varejo da casa a vonlade,
que o Snr. Doutor Figueredo tinha d prender-me
para vingar-so da denuncia, que delle dei por intro-
dutor de moeda falsa, pelo contrario estou persuadi-
do, que a falsa ideia, que este Snr. liga a palavra fla-
grante foi quem o constrangeo a saltar as raas das suas
nttribuicoens porem o Pnblico imparcial julgar da
rr.oralidade do procedimento do Snr. Doutor Figuere-
do posterior a este varejo.
Descontente o Snr. Doutor por me nao prender re-
t rou-se para saa casa de onde voltou poras duas e
meia horas da tarde acompanhado do Snr. Mendes a
quem devra ter feito recolher a sua rezidencia, de
novo varejou a minha casa abrindo at hum ba, e a
do meu vezinho e amigo o Snr. Theodoro Ma hado
Freir Pereira da Silva, foliando camas roupas suias
&c. e sobre tudo consentindo, nao se i se deproposi-
lo, que o Snr. Mendes insultasse a familia do meu a-
migo, e pouco satisfeito de ver baldada toda a sua e-
nergia requizitou as 4 horas da tarde ao Juiz de Paz
do 2. Districto para quecorresse, como de facto cor-
reo, a casa do meu amigo Felippe Lopes Netto na
ra nova desta Cidade afim de me prender sem que a-
inda houvesse processo algum contra mim.
Eis pois a fiel narracao de tudo quanto a meu respei-
to se passou nodia 23, e a vista della ajuizemos meus
amigos e o respeitavel Publico da minha conducta n'a-
quelle da, e da do Snr. Doutor Joze Bernardo de
Figueredo, que leve a fraqueza de dizer ao meu Ami-
go Joze Maxado Freir Pereira da Silva, que na oc-
casio do varejo de minha casa Ihe fez ver a ilegalida-
decom que proceda, que me havia prender apezar
deludo, porque eu havia denunciado da Junta inti-
tulada de Paz, que na sua opinio estava innocente.
Joze Tavares Gomes da Fonceca.
DOCUMENTOS.
N.M.
Illustrissimo Snr. Felipe Lopes Netto Jnior-
Sendo me necessario saber, se a casa de minha rezi- '
dencia foi corrida por o Juiz de Paz do 1 Districto
do Collegio, Joze Bernardo de Figueredo, no da 23
do corrente por ter eu sido preseguido em fiangrante
dehcto pelas juncadas, que na ponte, do Recife, dei
em Joo Manoel Mendes da Cunha e Azevedo ; rogo
a V. S., que ha ja do declarar ao pe desta, se quando
depois do accontecimento foi a minha casa axou-me ou
nao nella ; se estava s ou com alguem ; se na escada
e barredores havia alguma pessoa, e em fim, se o tu-
mo-fio, ou ajuntamento que depois defronte appareceo
foi ou nao motivado pela vozeria e declamaco, que
na esquina da ra do Crespo fazia ento dicto Mendes.
Eu sou de V. S. Amigo e Patricio obligado.
Joze Tavaies Gomes da Fonceca.
Recife 24 de Abril 1834.
Chegandon'ste momento a esta sua casa rece-
b a carta supra, qual com a maior satisfacao apres-
so-meem responder. Vndo eu do Bairro do Recife
s 11 horas pouco mais ou menos do da 23 do cor-
rente Abril ouvi dizer algumas pessoas, que esta-
vo na Ponte, qne une aquelle Bairro ao de Santo
Antonio, que havio poucos minutos, tinho brigado
dois homens n'aquelle lugar, e chegando a esquina de-
nominada deJoo Cegencontrei algumas pessoas,
que paradas ouviao o Snr. Joo Manoel Mendes da
Cunha e Azevedo, que em altas vozes pedia ao Povo,
que vingasse a injuria, qne elle havia recebdo. De-
zejando porem eu nformar-me circunstanciadamente
do que ha*ia sucedido, e aconteceodo avistar a V. $.,
que na varanda do sobrado da sua rezidencia pareca
observar o que se passava, drigi-me para la, e en-
contrando-o s sou be ento, que V. S. e o Snr. Men-
des da Cunha ero as pessoas, que havio brigado na
Ponte. Algum tempo depois d'eu estar com V. S.
ctiegaro os Snrs. Joaquim Estanislao da Silva Gus=-
man, Joze Joaquim de Oveira, Joze Camello do Re-
g Barros, Theodoro Machado Freir Pereira da
Silva, e Mathas de Albuquerque, Juiz de Paz dos
Aflbgados, osquaes ficaro com V. S., e eu retire!-'
me, e encontrei na occasio da sabida o supra dito
Mendes, que postado defronte da casa de V. S., e'
cercado das pessoas, que pararo para ouvi-lo, peda "
ao Povo em nome de S. M. Imperial, que prcndesse ''
ao Promotor Publico que o havia injuriado. Devo
advertir, que quando subi para a casa de V. S. nao
havia anda ajuntamento algum defronte, e nem en-
contrei pessoa alguma na escada ou corredores d'ella,
Aproveito lo oportuna occasio de assegurar a V."
S. da estima e consideraco, com que tenho a honra
de ser
De V. S. amigo e criado obrisado.
Felippe Lopes Netto \nior.
N.2. J Jf '
Illm Snr. Joze Joaquim de OViye'iraiSeguia-
se o conteudo da carta N. 1, wresv^:.. Zgite--
Illm. Snr. Joze Tavares Gomes da Foncec#\Satisfa'-
zendo o que pede-me, passo fielmente a exp* o que
observei, quando sobi em casa de V. S. nao contrei "
na escada, e corredores da casa, pessoa alguma!. e s) '
encontrei na salla com V. S. o filho do Snr. Felippe'
Lopes; pouco depois, subi rao os Snrs. Gusmo, Jo-
ze do Reg, e Mathias de Albuquerque, a este tempo'
ouvia-se grande vozeria,na ra, dirigi-me a varanda
observei o Snr. Azevedjna esquina da ra do Crespo, '
que gritava em alta v(>s (o que nao perceb) e o Povo '
principava a reunir-se, e logo diigindo-se em gran-
de numero a casa de V. S. acompanhava a este tu-
multo o Snr. Azevedo.
Logo que V. S. retirou-se para o enteror da casa, '
eu e osSenhoresqueestavao na salla retiremo-nos, a
este tempo suba o Snr. Juiz de Paz, e nada mais vi.
Eu sou de V. S. Amigo e P.
Joze Joaquim de Oliveira.
S. C..25 de Abril de 1834.
N.3.
-- Illm. Snr. Theodoro Machado Freir Pereira '
da SilvaSegma-.se o'conteudo da caita N. 1, e a
resposta seguinte--Illm. Snr. Joze Tavares Gomes da
MUTILADO
7TT


Mi
J
(1518)
Fonceca Em regposla a carta de V. S. supra tenjio a
dizer-lhe, que indo eu asuacasa depois do aconwbi-
raento, que entre V. S. e o Sur. Joo Manoel Men-
des da Cunha e Azevedo houve na manh do dia 23
do corrate, ah o acliei em companhia dos Snrs. Jo-
ze Benlo da Costa, Joze Camello do Reg Barros, e
Felippe Lopes Netlo Jnior, aos quaes estava V. S. a
narrar todo caso que havia passado na Ponte do Re-
cife, nao tendo pessoa alguma as escadas, e corre-
dores da dita sua casa ; passando-se ao depois juntar-
se bastante Povo em virtude da vozeria do referido Sr.
Mendes, que requera em altas vozes a sua prizo em
nome de S. M. I. dando lugar a eu mandar feixar a
porta da ra, visto tambem ser morador em o predio
que V. S. mora.
Eu sou de V. S. amigo e P.
Thcodoro Machado Freir Pereira da Silva.
N.4.
Illm. Snr. Joze Bento da CostoSeguase o
eonleudo da carta N. 1, e a resposta seguateIllm.
Snr. Joze Tavares Gomes da Foneeca--Accuso a recep-
eo da carta de V. S. a qual respondo.
Vindo eu do Recife as 11 horas do dia 23 do cor-
rentc, e chegando esquina da ra do Collegio, vi
bastante gente reunida, e indagando o motivo aquel-
la reuuio dissero-me que era procedida por eauza
de huma hriga que V. S. Uvera na Ponte do Recife
com o Snr. Juo Manoel Mendes da Cunha e Azeve-
do e para melhor me informar do acontecido dirigi-
me immediatamente para casa do Snr. Theodoro Ma-
chado Freir Pereira da Silva, e ahi encontrei-me
com elle, com o Snr. Joze Camello do Reg Barros, e
com V. S. que principio!! acontar-me o sucedido, eis
se nao quando aparece o dito Snr. Mendes gritando
que o prendessem em nome de S. M. I. por V. S. ser
hum criminoso ; devo tambem diser-lhe que nao en-
contrei pessoa alguma na escada e corredores da casa
emque V. S. mora na occasio em que nella entrei.
Nada mais posso dizer por ter me retirado immedia-
tamente.
Eu sou de V. S. Patricio e Amigo.
Joze Bento da Costa.
N.8 5.
Illm < Senhor Joze Camelo do Reg BarrosSe-
guase o conteudo da carta N. 1, e a i esposta
seguateHllm. Senhor Joze Tavares Gomes da Fon-
cecaEu/res pon to acabotleVeceber de V. S., tendo dizer-lhe que
estando no dia 23 do corrente por as 11 horas da ma-
nh nadfojlf de Ignacio Viegas junto a de Joze Mara na
esquinirda ra do Collegio ouvi huma gritalhada da
parte da ponte do Recife, c voltando para la, vi V.
S. qu vinha, seguido de Joo Manoel Mendes da
Cunha, o qual parou pelas esquinas da ra do Crespo
que vai para o Colegio, em qiunto V. S. s se enca-
minhava a sua caza depois que) vi o dito Mendes cla-
mar por algum lempo, e encamiuhar-se para a ra do
Crespo, dizendo que hia procurar o Juiz de Paz do 1 .
Destricto do Colegio, fui enlo para a caza de V. onde
o encontrei com Felippe Lopes Nelto Jnior, Joa-
quina Estanislao da Silva Gusmao, Joze Joaquim de
Oliveira, e oulro sugeito mais que eu nao conheci, nao
tendo visto nem na sua escada nem defronte pessoa al-
puma, e s sim depois que chegou o supradito Mendes
epor se por a gritar foi que reuniro defronte algumas
pessoas, que pissavio ; quanto me lembra ter vis-
to. *
Eu sou de V. s. .
Patricio e amigo
Joze Camelo do llego Barros.
N.*6.
Illm. Senhor Rodolfo Joo BarataSeguase o
conteudo da carta N. 1, e a resposta seguinte
Illm. Snr. Joze Tavares Gomes da Foncecasatisfa-
zendo ao que V. s. cima pede, tenho a diser-lh qu
estando eu na praia do Colegio examinando com o Dou-
tor Dornellas os armazens de carne seca ouvi fallar na
questo que V. s. te ve na Ponte do Recife com o snr.
Joo Manoel Mendes da Cunha Azevedo, e vindo al-
guns minutos ao depois pela ra do Colegio nella en-
contrei o Advogado o snr. Joaquim Francisco do Re-
g, que narrou-me circunstanciadamente o facto, e di-
ce-me que a gente, que se achava enlo reunida na es-
quina de Joo ceg estava ouvindo o dito snr. Mendes
que com altas voses queixava-se da ofensa que havia re-
cebido 5 devo de passagem advertir, que al ento
nao havia pessoa alguma em p defronte da casa de V.
s. Algum lempo depois que principiei a conversar com
o referido snr. Reg, chegou o snr. Doulor Joze Ber-
nardo de Figueredo Juiz de Paz do 1. Destricto do
Colegio e dirigindo-se a nos perguntou-me se eu esti-
vesse em suas circunstancias o que obrava sendo-me
requerido departe de S. M. I. a priso de V. s. e res-
pondendo-lheeu que dispersara o povo que principi-
ava a reunir-se, e nao procurara prender a V. s. por
nao estar em flagrante delicio, o que confirmou o snr.
Reg, disendo que elle mesmo tinha visto V. s. na va-
randa de sua caza, respondeo-me o mesmo snr. Dou-
lor Figueredo queja sabia oque devia faser. He quan-
to tenho de certiear a V. s. de quem sou
Amigo e Patricio
Rodolfo Joao Barata de Almeida.
S. C. 28 de Abril de 1834.
N. 7.
Illust. Sr. Juiz de Paz do 2. Destricto. Joze Ta-
vares Gomes da Fonceca necessita, que V. S. Ihe de
por certido o theor da ordem ou Officio do Juiz de
Direito Chele de Polica d'esta Cidade, ou denuncia
em virtude da qual V. S. correo ou mandou correr por
as 4 horas da tarde do dia 23 do corrente a caza de Fe-
lipe Lopes Neto a fim de ver se o suplicante l estava
para o que pede a V. S. haja de deferir-lhe na forma
requerida. E R. M. -- Passe do que constar Recife
25 de Abril e 1834. Paula.
Eu Escrivo abaixo assignado Certifico que no dia
23 do corrente em virtude de huma requizico Offici-
al do Snr. Juis de Paz po primeiro Destricto o Duu-
tor Figueredo, com o cumpra-se do Juis de Paz do
segundo Destricto desta Freguezia, fui com o Official
de Justica Joze Vaz d' Araujo, e duas lestemunhas, a
caza do Cidado Felippe Lopes Netlo, as trez horas e
meia da tarde, e ahi com toda a moderaco, e civili-
dade Ihe dei busca em sua caza a fim de axar nella o
Cidado Joze Tavares Gomes da Fonceca como no
mesmo Offirio se requisita va, e depois de feita as de-
ligencias nada encontrando, disso mesmo lavrei o com-
petente termo, que sendo lavrado no verco d'aquelle
Officio, foi este remetido pelo meo Juiz da Paz, ao
da Requizico, de que dou f. 2. Destricto do Bairro
de A'anlo Antonio do Recife 25 de Abril 1834. Em
f de verdade Joze Francisco do Reg Rangel.
O
NOTICIAS NACIONAES.
Paquete Patagonia chegado das Provincias do
Norte nos d noticias que ellas ficavo em perfeito so-
cego. Tinha produzido grande exacerbaco d'ani-
mos no Para o uzo de filas, flores, e vestidos encar-
nados com que se querio distinguir alguns dos emi-
grados de Abril, e suas familias, e aleicoados; eque


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o dizia destintivo de Car rrnrismo, e resE!rar;.5o; j riria desta \rofn'
mas alguraas protl i i Jo Preside
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O Presidente do Ro (.ixn Je1,
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CORRESPONDENCIAS.
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E
Snr. Redactor,
IXcita compaixao a miseria da corres-
pondencia do Snr. Juiz de Paz Jos Ber-
nardo de Figueredo; excita compaixao,
sim ; porque este Snr. fallando de calum
nas grosseiras, e querendo (como elle diz)
inteirar o publico do seu procedimento,
tantas e to palpaveis falsidades acarretou ,
metiendo as sitas duas maos pela cara,
que nao ha nesta trra ente vivo, que o
acredite; pois que elle podia colorar os
factos de modo, que podesse ainda illudir
os seus affeicoados; mas nem isso mesmo
obteve. Dispenso-me de tocar no que
diz respeito a o procedimento des te Snr.
Figueredo; por que sendo a exposico,
que fiz na minha anterior, inteiramente
opposta 9ua, e havendo-o eu desafiado
neila chamar-me ao Jury, renov o
meu desafio, e nesse duelo legal provarei
exuberantemente, quem o grosseiro ca-
lumniador; publicando, si elle isto se
poupar, a sua covardia, ou antes a sua
convicco da nudez de verdade, em que
se acha a sua dicta exposico. Todava
nao intento deixar intactas algumas boas
cousas da desfructavel correspondencia do
Snr. Figueredo.
Seja a primeira a pasmaceira de todos
inclusive o Snr. Juiz de Paz, por verem a
baixa e iniqua accae de hum homem gra-
vemente offendido em sua illibada honra
dar quatro juncadas no seu caluniador, q'
para mais zombar da paciencia humana o
insultou de urna maneira irreparavel peran-
te a lei; baixa e iniqua accao em um paiz
onde os duelos nao sao tolerados, onde os
covardes se escoao impune e infamemente
toda satisfacao honroza; accao baixa e
iniqua dar com um junco de dia e de fren-
te em um homen pelo menos de iguaes forjas,
armado de um chapeo de chuva que vale
bem um junco da India; accjo baixa e ini-
qua notada e por tal classificada por quem
baixa e iniquamente seportou no caso; por
quem baixa e iniquamente inverte toda a
verdade do succedido.
Seja a segundo o reparo do Snr. Juiz de
Paz de que se naopejasse de infringir a lei
com tanto escndalo e indignidade do logar
esse Promotor Publico, que aFectava tanta
instruccao e zelo da lei que pareca te-la
de cor, e traze la na algibeira. Eisaqur
urna razo, a que nao ha que dizer: quem
tem muita instruccao e zelo de lei, q ue a
tem de cor ea traz n'algibeira, nao de ve
nem pode ja mais infringir a lei, isto tao
claro, que vemos que nao lia um Magistra-
do que infrinja a lei; mesmo incompati-
vel: assim como o Medico nunca adoece,
nem deve quebrar urna perna, levar urna
bala n'um braco &c. &c.: do mesmo modo
o Legista eslft sempre agarrado com a lei,
sem q'as paixoes e fraquezas humanas possao
nelle ter imperio. Isto cousa incontestavel,
mas o q' sobretudo leva as lampas na for-
ea do argumento, haver sido o Promotor
que deu no Juiz de Paz: pois o Promotor
deixa um momento de ser Promotor? O
Magistrado sempre Magistrado: comen-
do, bebendo, dormindo, fazendo o contra-
rio disto, afagando os filhos: a mulher, jo-
gando, brincando, &c. re. sempre Ma-
gistrado, nao resta duvida. Por tanto cir-
cunstancia aggravante do attentado, a qual
junta do pe descalco pela ra o torna
digno da mxima pena.
Deixando em silencio algumasbellez8S
de fraseologa da correspondencia\o^nr.
Figueredo, por nao ser do meu i atento o
chamarsobre elle o ridiculo; direfr-semente.
este Snr. 1. q' quem tao dcil as insiua-
coes, q' certas pessoas lhe dao, nap% deve
pasmar que um homem ceda as admoesta-
ds seus amigos, fazendo o que parece me-
nos airoso para evitar o que seria muito
desastroso ss Creio que o Snr. Figueredo a
pezar da sua caridura ( naivet ) me en-
tende bem, e nao me pedir explicacao :
2. que si elle estava persuadido, que o
Snr. Tavares vinha dizendo = vou me re-
colher a prizao ^ nao devia espantar-se q'
elle mesmo formasse o seu corpo delicto.
Fico a espera da denuncia do Snr. Fi-
gueredo ("perante o Jury) easordens do Sr.
Redactor, declarando, que na minha ante-
rior apareceo o meu nome de duas mnnei-
ra e que na verdade eu sou
O Tutamea.

| MUTILADO


(a;
A,
H So Redactor Vm. ja vio urna
maior illegalidade, do que esta ? Um
crime tao horroroso, nefando, e protervo?
Estamos perdidos I A anarqnia nos ao
commette era nossas cazas, nos bracos de
nossos filhos, no regado de nossas espozas !
Fujainos, sim, rujamos Colegas Dezem-
bargadores, Corregedores, Doutores, e vos
mesmos, cujos nomes de Juizes aj unta rao
por escarneo um titulo, que eu naoentendo,
vinde, fijamos; Oh malditos! nao vedes?
Fujamos, colegas; que nos pegao p'ra
capar. Ui !. Acudao, meu povo, vao
buscar suas facas, em nome de suas reaes
magestades vos invoco, vos appello, vos
aggravo, vos embargo, meu povo, em
nome do re, da lei, e da minha grei, vos
cito, e depreco, e notifico, e a resto, povo
de todos os diabos, para os pes do throno.
Pois senhores, nos nao temos mais autho*
ridades ? Colegas, assim vos deixais insul-
tar por um EX-promotor ? Nao basta va
profanado do recinto sagrado por esses
pes leigos, o desacato das denuncias ; vem
o atrevimento da desobediencia, e a ouza-
dia da opposicao as ordens de quein rae-
lhor do que elle, e pode, e quer, e manda,
est bem mandado? Oh ceos oh trra dos
meus maiores! oh tempra oh morbus!
Ln'i promotor intruso, liavendo um promo-
tor nomeado por seu nome, vivo e bem
vivo E que intruso ? O enxovalhador da
iniilia nobre classe o que se atreve a
chamar-se, arrogarse, usurpar o cargo de
Promotor Publico estando reo. Patifaria !
Um hopetn reo! um homem reo, reo, ca-
tropTo,\Snr. Redactor! Um homem to
abominaV'"i: /jueNnao respeita os crimes de
seus superiores, sem se lembrar, que la diz
o dictado ~ corn ten amo nao jogues as
peras *Um homem reo dos reos, bi-ro,
tri-re^o no exercicio de funccoes publicas !
Vou enforcar-me, vou. Nao quero ma9
viver em urna trra, onde se duvda do que
dizem os meus colegas. E
La quando em mim perder a humanidade
Mais um daquelles, que nao fazem falta
nao vos arrependais to tarde de haver-me
deslembrado, povo do nao sei que diga !
que eu, para nao allegardes ignorancia, fiz
a presente, em fe de verdade, authorizado
pela minha nobre classe, e concertado com
es meus Libnos homens da vara.
Adeos, mundo! Vale, colegas !
Doutor Alcntara.
U COMPRAS.
M Missal para dizer Missa, que esteja
em bom uzo na ra da Cruz N. 23.
Um escravo de 20 a 25 annos de
boa figura, e que nao tenha vicio nem a-
chaques na ra do Padre Floriano D. 22.
Quem anunciou querer vender huma
Armacao de venda sita em bom lugar no
Diario de quarta feira dirija se na ra do
Rozario eslreta D. 28.
U VENDAS.
M Brac,o grande por preco muito c-
modo na ra da Cadeia do Recife N. 5.
Um escravo, inosso, de Nacao an*
golla na ra do Amorim N. 126, 2.
andar.
AVIZO PARTICULAR.
o
Abaixo assignadoaviza aoTherourei-
da Lotaria que a vendo de sahir algum
premio no meio bilhete de N. c 1652 nao
pague senao Manoel da Fonceca Luna,
que cujo bilhete se acha com este mesmo
nome as costas dito bilhete.
ESCAVOS FGIDOS.
c
*r
Aetano molecote magro fulla espigado
sem barba nacao Congo tem hum caroci-
nhocomo lobinhoem hum dos ladosdo ros-
to e no lado oposto huma marca redonda
liza de fogo junto a orelha, rezide para as
bandas de serinhem a 2 annos, consta ter
estado no servico de hum homem velho
ruivo e mui corado que tem para essas
bandas de Ipojuca.
Antonio molecote sem barba estatu-
ra mediana corpo reforcado rosto grande,'
tem desde o canto do olho esquerdo huma
cicatriz cimicurva que circula por baixo
da palpebra inferior, e na face direita tem
outra cicatriz recta e curta: hum pouco alto
cor preta beie,os grocos, nacao Angola,
fgido 6 mezes oficio de canoeiro.
Samuel molecote sem barba fula na-
Cao da costa rosto redondo com pequeos
talhos de nacao estatura media corpo refor-
cado beicudo, tem de menos o dedo mni-
mo do p esquerdo fgido a 6 dias he ca-
pinheiro.
Domingo* negro idozo, de barba,
fula nacao de Angico rosto rugado caxa-
ceiro, fgido a 4 dias levando ao pescoc/)
huma argola e ganxo de ferro ; todos a ra
da Larangeira em caza de Vicente Fenei-
ra dos Guimaraes Peixoto. D. 10.
r-
Pbrj. jtj Tfp. do Dijrio 1834.


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