Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02557


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Full Text
ANNO DR 1837. QUINTA FRIRA
9 UE FEVEREIRO N. 3?.
;
pum.iuoi.. Trr.ni M. F.de Faaia. I8?.7
das da semana.
6 Set;niida As Chagas de Ch Aud. do Juixe* do Cr.
de m. e de t. ses. da Theaouraria Publica e
Chae, de i.
7 Terca S. iloinoaldo *!> Re- de m. e aud. do J. de
O. de i.
8 Uarla de Cinn'a (jefum ale a_Pascoa excepto nos
DnminfCM) Proc tarde. Nao ha de-p
9 Quima Apolonia V. m. Kel. de m. aud. do J. do
C. de m- e Ch. de t.
10 Sexta-S. F.'colostica V. sessao dajTh. Pul, aud.
do J. de O. de t.
11 Paliado fc Lzaro n. Re. de m. e aud.
do V. Q. '" en alinda.
12 0"mn*n 1. da Quiresma S. Eulalia Quarlocr.
as 9 h. e 18 m. da m.
Ttdo agora depende de nos memo da nossa pru-
dencia, woderacao. e eoer;iacontinueiiioiicom
principiamos, a tremo apnntado enm admira-
cao entre ai Nacoea niait caltas.
Proclamnfi* da JmmbUa Bral rf Brasil
8nl>*ereve-e 1000m. mensas pagosadlantados
nemaTvpoa;rana, ra da? Cruzes D. 3, e na Pra-
ca da Independencia N. 37 e 3X ; oudese n-cehem
correspondencias le do se etles (ralis cilo dos proprios axsiriiaiiles,
a rindo ig-nado.
CAMBIOS.
FiV reir 8.
-L(()ndres37 Ds. Si. poi l ctd. ou prata a 50 por
cento de premio Nomina.
Lisboa 55 por o|o premio, por metal, Nom.
Primea 255 Hs. por franco
Rio de Jan. 6 p. c de prem.
Moeda de ti., loo gl3..0;>0 I3..20O
4000 6,.::M)a 6800
Pezos I..lio
Premio da prata 50 p. c.
,, das lettras, por me I 2 por o|0
Cohre 25 por cento de descont
DIVERSAS REPART1C0ENS.
MESA IHS DIVERSAS RENDAS.
A ptuta be a mesma do N. 4
couheio.
A Crvela Nacional, j deJulho ie-e-
bea malla para o Dfacei, as 10 horas do
dia.
FREFEITURA DA COMARCA DO IIECHE.
Par te do dia 8.
Illm. e Exm. Snr.

Ten lio a partic'par a V. Ex. q-iedas
paite* recebidas consta, que a minha or-
dem loiiim presos e conse vados no cal
laboiico de polica, para tereio 0 conve-
niente destino Tijomaz de Aquino,
biauco, remettido p- lo Goromandante da
patrtilba de Polica, que rondo.i no des-
irielo do Coi po Santo, por ter sido en-
contrado em d fferentes vees a correr
cavallo a toda bride; Antonio Martas de
Couto, branco, icm V d j pelo Comrtmi-
dante da Guarda da Alfandegs, por ha*
?cr espaooado a um mendigo 5 Joao, pre-
to, ecravo de Aguato Classeo, remettido
pela p.ti ulh.i Nacional, que rondu no
Hecife, por desordena Jos Antonio da
Silva, biaoco, por ter ir. al trata ios b tante de p orarla a u-n rn< noi sea raix- i
ro; Fraoc'coGonsalves Regop.ir tei tam-
beai e-ptncad> *o seu caixeiro ; Mmo-
el da Sdva, e Manotl Alexand>e, corne-
tas do piimeiro, e segundo jBatalhes
de G. N. e os pelos Rodrigo, Luis,
Alhanacio e Caelano escravus por
seren encontrados em desordena ; o
doo 1 emi Hilos pelo Sub Piefeuo da Fe-
guesia de Santo Antonio ; Gabriel de Son
< Gtiedes, branco, remettido pelo ffi
eral da primeir* ronda de Polica, por
I he ser eppr> hendido um corapas-o, coro
o qual esta va t.mbem em dc-ordt-m M.i
noel Caelano de Alm ida, pardo, e Fe-
liz da Fonceca c Silva, branco, remmet-
tidos pelo Coronel Manotl Thomtz Ro-
drigue (Jampello, por llie serem ppre-
hendidos doua escravoa faltados do dito
Coronel, na ocosi-6 de serena capturado*,
e Autooio, preto, escravo de Joao da Silva
S.mtus, 1 emetttido pela Patruiha Nacional
que lotidou na Boa-vista, por ser encon-
trado em desordem.
Nada mais con -la.
Dos Gttrde a V. Ex. Secretaria dt
Prefeitura da Comarca do Rccife 8 de
Ftvereiro de 1837. Illm. e Eim. Snr.
Vicente Tbomas Pies de Figueredo C*-
margo, Presidente da Provincia Jo-
te Carlos Teiieira, Prefcito da Commar-
ca.
CMARA MUNICIPAL DO RECIPE.
8. Sessa5 Ordinaria de a7 de Janeiro de
1837.
Presidencia do Snr. Figueredo.
Comparecern os Senhores. Barros ,
Drumond, Pessoa, e Dr. Cintra, fallan-
do com cauta os mais Stnhore?.
Aberla a Sesead o lida a arta antece-
dente foi sanecionada por estar confor-
me.
O Secretario dando conta do ex podien-
te mencionou os oflicios seguintcs :
Um do Vereador Pinho paitecipan-
do nao poder compartcer por ter sido
acommeltido de ataques nervosos, e ver-
tiginosos : inteir da.
Outrodo Fiscal deste* bairro ero que
pedia a Cmara que houves^e de mandar
pigar a qnaoiia de i3^9oo reis impor-
te do conserto feito em huma da* casas
da Praca da Indep. ndencia : qne se pas-
se man lado.
A Cmara resohe, sobre o odiiio do
Fiscal desle Biirro que se ach va addia-
d", que ae nomea-te huma Corarais*>ao
dos S nhores Drmond, e Pes oa, par*
examinaren! o preco de pedia para a obra
do matadouro Nacional.
Mandou-se pascar maridado da quantia
de y 16^690 res aoCiiladio Vicente Fer-
reira dos Guimarries Peizolo piovenien
te dos seus ordenados atra-ados.
A Camaia mindno pascar procuracio
a Francisco Amancio Martins com po-
deres linimento para embargar a tbra
que est fwndo Pedro Celestino Nolaaco,
r.a rna do Palacete. Nomeou le huma
Coatmissio compoata dos Senhores Dou-
tor Cintra, e Barros p..ra ezaminarem
se o lugar da cabanga proprio para o
aja tadouro.
Manduse pasar mandado da quan-
tia de 3^730 reis para ser pago aom.s-
Ire Carpina di obra que fer na Caza da
Cmara.
Continuou se com a apuraca dos vo-
tos para Deputados Provinciaes.
Despachar, se alguna requerimenlos.
Epor ser dada a hora oSr. Pie-idente le-
va 11 lou a Ses-a e fu esta Acta em que
' aijgnareo. E cu Fulgencio Infante do
Albuquarqiie e Mello, Secretario a esrre-
v. Figueredo Pre-idente, Barros, Pes-
soa, Drumond, o Doutor Cintra.
PARA'.
Illm. e Exm. Sr.
Comorespos'a ao officio de V. Bxa. de
3 de Setembro, vou dar-lhe parte do es-
tado da Provincia.
Depois da prisa do Edurdo ficara-
me mais desponiveis algumas foi cas, e
pude dar maie impulso a pacifcacio da
Ilha de Marajo'. He este hum negocio
hum pouco dilficil pc^os muitos lagos, r-
os, eiguaraps que tem a liba, eda5 a-
tilos a pequeos barrios de rebeldes,
qoe por pequeos mesroos podem exis-
tir rnuitos lempos sem seanuncisrem ,
mas ja na5 ha grandes reuniSe*, que pos-
si S dar cuidado. N*5 obstante teohoja
ali aguarnicaS que deve oontrr aquelUs
povos, que he o quarto Baialho de Ca-
ladores cu'0 Commandante fiel sendo
igualmenlo Commandante Militar de to-
da a liba, dexando-lhe eo debaixo das su-
s ordena toda quanta cavallaria tenho,
que bero pouca.
A ExpedicaS de Marajo' debaixo do
Comando do 'Pnente Coronel Josquim
Jose Luia de Souxa, pajeara' em poucos
das a serexpedicio do Amasonas, e da-
remos com ella a ultima de ma5 a estes
tribatoa, rest-ndo-nos deentaS por pun-
te o nico cuidado de conser-var a paz
e qoase impossivel de vencer de aba-
far, o con ter os odios, e vingancaspetso-
aes, lanto mais desculpaveis quanlo
ra ores f ira6 as injuiias, equanlomaior
he anda aceiteza que tem cada horaem
de que o asjassino dos seus parentes, o
violador da sua familia, e o incendiador, e
destruidor dos seus bens hade ficar im-
pune e hade cinda um dia lepitir as
mesmas maldades oa pe menos mofar,
o ecarnecer dos filbos e prenles das soas
Victimas.
He para f vitir ta5 justaa vlnganga*, e
para evitar mesmo acontinuaco dospri-
meiros crimes, porque em 6m os caba-
nos que se apreaentaS tem ao menos a
boa l deconfessaiem, que, o fa-em por
que ae Ibes acabuu a plvora ; que cada
vea preciso de mais gente e de mais em-
barcages e por torisequencia de nuil
dinh ico. De amito me servirlo 01 soc-
corros oltimos recibidos d.-ss* Provincia,
quesero ellas m vida levaramos, poia
fMe a maior parte das coazas nao as havia,
oem donde es hirbuscar, aindaquehoo-
vesse dinheiro para ellas. Agradeco a V.
Esa. rogando-ll>c ao meMDO ternpo a
PARTIDA DOS CORK ROS.
Olinda_Td Qoiana, Alliandra. Paraiha, Villa do Conde, Ma*
inanRiiape, Pilar, Keai de 8. Joao, Rrejo d'Areia,
Rainha, Pnmhal, Noa de Soaaa.Cidade do Natal,
ViMaa de (iniunninha. e Nova da Prineeaa. Cidade
da Fortalexa, Villa do Aquirv, Monte mor novr,
Aracatv, Caxcavel. Canind, Granja, linpcratri/.
S- Bernardo, S. Joao do Principe, Sobrar. Nova -
BlRer, Ico, S. MatheiiK, Keachodo aanjue. S,
Antonio do Jardim, Queieramohim. e Parnftlii
Secunda* c Sextas leirai-ao meio dia por via d +
Puraiha. Santo AntSo-Todas a i|uinta fiirasao
meio dia. Garanl.....a, e Bonito- non dia 10 e *'4
de (adamea aomeio dia. Flores-no dia 13 do
rada inca ao meio dia. Cabo, Serinhaem. Rio For-
mlo, e Porto Calvo-nos dia 1, Me 21 tUcada
mez- _____ __^______
contnoaca5 dos seus socorros em todoa
01 sentidos.
Dos Guarde V. Ex. Para' 11 de
Desembro de 1836 Illm, e Exm. Se-
nhor Prancisco de Paula Cavalcuite de Al-
buquerque, Presidente da Provincia de
Pernambuco. Francisco Josede Souza
Soares d'Andreas.
EXTRACTO DO DISCURSO.
Com que o Pr.sidente da Provincia da Pa-
raiba (!o Norle, fez a Abertura da_Sea-
sao ordinaria da Assemblea Provincial
no dia i3 de Janciio de i837.
Continuado do N. antecedente.
Outra medida nao rr.enos convcniei'te,
(|iie lenlio de recommendr-voi, he subu
a cooservafa das inattas, e II crestas da
Provincia, que dentro em pouco lempo
seraS totalmente destruidas, 6e nao cuiar-
des d'este objerto, alias de tamaita trans-
cendencia. Certo, Sera., se at ontuio.
era fcil obteimos ma.li iras de constrnc-
ch, ja hoje he uia difcil, a mi nos que
nao as procuremos no intaiior do Pas
com enorme dispendio no transporte. Ad-
mira, que os propietarios, que deveri-
fo ser os mais interessados na conservara
de soas maltas, s ja os primeiros a con-
sentir, tolerar, e mesmo aothoiizar ades-
truicaS d'ellas, on com os eontinuado^ cor-
tes de madeiras, que, para aprofeitarse
hum pequeo toro, sa5 derrubadag todas as
ai vores do circuito, ou rom o incendio dos
roisados, qoe reduz a cimas nao rnen-
te as f.imosas madeiras de construcca, co-
mo ateo pao dotintoiia, huma das rique-
zas do Estado ; ao mesmo passoque oulroa
proprietarios mais celoso*, e iustruidos
permanecen sem recursos, obrigados a
longos e dispeodiosos processos contra a
violencia desses invasorea, quo a viva
forca impunemente ludo ealraga. Medi-
tai pois, Snrs. sobre a necessidade dacoo-
-irvaca das matlal da Provincia, e decre-
lai em seu favor as medidas, qne em vo*-
sa Sabedoria mais convenientes acbar-
des.
Dos Balaneos da Receila e Despec Pro-
vincial do aono fioanceiro ultimo veris,
que a ReceiU mouiou em rs. 96:892^),
qua a Deapesa chegoai ara. 86:i46#. Maa
na5 vos lisonjeis, Snrs., com o saldo de
reis 10:716 que como principio de Re-
eita entrou no coi rente anno para es
Cofres Provinriae rois que elle aein du-
vida desappareceria a na5 *er o lapiimen-
to, que na quantia de reis 86:100$ f-> fei-
to pela CaixaGeial a Piovincial ; ou por
que i Rendas da Proviucia nao podessem
0


2
DIARIO DE PERNAMBUCO.
por si (corr,o de facto r, 5 podiio) faser
fa e de pf z a carga da respectiva Ca-
xa ; ou porque a Recata do Balanco con-
tida seja .<5, a que no auno delle foi ai re-
cadad, e riAua tffectiva ; porquaoto nem
he posivel, que distantes, comonou'(i-
nns Collectonas, concluao ellas cora per-
i'e9.. o uTiinjo das respectiva* coota% pa-
ra que, apresentando-as The*ou possa esta proceder a necetsai i.i fiscalisa-
cad ; enera n.escno pode de maneira al-
guma veiificaj- se no ultimo de Junbo o
rerolhimeoto das renda?, a mor parte das
(mes ai ha-se ncste lempo, ou apenas ar-
recadadas, ou d rrimsda pelo centro da
Provincia;
Com os ILIancos de que vanbode fallar-
vos acharis p O comento da Recei'a, e
Desposa para o nao lucluio, e aobre hu-
ma, ebutra coriza vos subministrare! as
informacocs esclareoim. ritos que julgar-
des necessarios, se por ventura as respecti-
vas notas, e observares deixero de faser-
vos : tendo anda a ponderar-ves, que se
nao foi oreada quota alguma para as obras
Publicas, foi por se ru estar ao (acto das
que em vossa Sa hedor ia tereis de resol-
ver.
Aqoi cabe referir- vos que o Governo,
empenhando todas as suas forcas para o
exacto campriraento das vossas Delibera-
edes, deu es R< guame nto, que Ibe pare-
cers adquados a boa airecadacad das
Rendas Provinciaes, nao lmente daquel-
las, cuja cobianca ficou, pela L- da aO
deMaico ultimo, cargo Jos Cobertores,
como das que deixai ao de ser an ecadadaa
deronformidade com os Arligos 29, 31, e
35 da misma Le. Forca he porern pon-
derarlos, que algumas das Rendas nao
tem, em teus resultados, correspondido
as vj-s is esperanzas ; 'ou p rque huma
grande parte da populac. d, como autipa-
tizitido iudistim lamente com ludo quan-
to he Imposto, se riega, e resiste inesmo
aap'iiiiui;, e inlispensavel pagamento j
ou porque as Leis a re-peilo na5 fixaiad
regras apropriadas promoverem a sua
exequibilidade. Fallo vos do Disimo de
lavouras, e planttcd s, inclusive o do
assucar, que creastes pela mencionada I.ti,
fal.'o-voa do Imposto daagoardenle, emeia
Su; sobre cada htim dos quaes he mis
ter, que providenciis de maneira, que,
^uanto ao Disimo, e Imposto se tire so
colleclado o demasiado arbi rio, que sol'
o ponto de declararem com ft ariques*,
que nada consoroem no Paiz ; ou porque
tenha de exportar o^ genero* produzidas, j
ou porque o apiiquem s suas pi cides
aomesticas, sera que s*j5 prove lo-as as
medidas estab; lo idas uus hegulamentos,
cerno v. g. a audiencia, e informado da
visirihanca, que compoita de Uvradores,
fabtcantes, e foieiioa, se nega s decara-
c5cs precisas : j porque sio elles roesmo
interesados na txempead do pagamento;
eja porque, dependentes em gi ande pai te
dosptoprietarios ; e destituidos al.m disto
da conveniente foitalcza, e neces-ario pa-
trietismo, escrupolisad comprometer se, e
umitas vezes arriscar a pouca fortuna que
pi'S'U m : e quanto a meia Si.-a, pos-a a
Faaenda arrecada-la de todas as compras,
que na Provincia ae fiserem de escravos
ladinos no seu valor exacto; pois que to-
dos sabein, que buns d- izad de siti-faze la,
entretanto que nada receio da posse dos
escravos, em quanto o negocio se nad tor-
na letigiosoj e ou tro apenas a satisfasem
em huma pn pf-icsd muito abaixo do pre-
co, porque a venda se eflectafa, illudin-
do-se dest'ai le as Disposicdes Legislativa-;
acairelando-se ao rxtesmo lempo in-
menso prejuiso sobre as Reodas Provinci-
aes t quaes por certo nad bastarlo para
as despezas decretadas, e para qua outrs, quehouverdes de establecer, se,
ou nad curardes radicalmente dos incon-
venientes referidos, oa nao as augmectar-
des, como em vossa Sabedoria julgardes
necessarie.
Aqu compre informar-vos que con-
vencido o Governo ihdo ao que' Ihe representara o Inpector
da Thezourara, teve de authorizar a des-
peza, pela Caixa Provincial, do principio
do correte anno financeiro em d ante, com
dous fimpr-. gados, qne coadjnva.-s ni o re.'
pectifo Expedienta p"t' nao ser justo,
que, eocarftgada a Thesouraria d^ Fisca-
rucfo dss Rea Jas r"rTociaeS| sobre 03
Cofres Geraes pr.assem nicamente todas
as despezas; abitqdo-lkes o salario de
960 res nos d as uteis; --orj) o que se tem
conservado a pr do Sei vic", e a
regulaii-lade d leanVa Expediente. I-
gualmente, e.pelos rfiesraos motivos, ci-
ma pon 'e ados, 0 Governo otli<>i iiou o
despendi de igual salario coa um |ium
outro Em pregado, qae na Alfa.ndega*coad-
juvasse o respectivo Lipidente; e sen4o,
como he, manifesta a u'tli'ta'le, ?* juste-
de taisdelibeiar,5es, e o interesfle, qued'ela
la esultouao servico publico, Cenfio, que
d?reis a vossa approvaco.
Quanto as Collecloiias ellas tem boje
tim som'nle a seucargoa cobianca de al-
gum.is Rendas, que nao seacbao compre-
ben ii las no Ai ligo 17 da Le i deagje Var-
c,o do anno fmd >; a xc-pelo nicamente
das 3e Monte-Mor, S. Miguel, Albandra,
e S. Joio, que, de c rirormi lade com o Ar-
tigo 29 da mesma Le, e'io incumbidas,
como vos hei dito, do Imposto de 2^JO0O
reis, sobieogtdo do con-umo, e Dizimo
do pescado. Masdevo pomierar-vos, Sc-
nhores, que a Commis-o de 1$ p'-r/o
arbitrada aosGolUctores em a referida Le i,
he conheciilani. rite diminuta, e ufo re-
compensa s in disposices, odrosid aturado servido, a qua a fiscalisa;io das
Rendas se ach boje sujeita : desta veidade
he prova incontestavel a demi-s.', que
muitos Collectores com instanciaJtem pedi-
do ; accrescendo isto o ser-lhes tirada a
e\accio sobre o Disimo do gado vacum,"e
cavallar, e Imposto da carnes verdes, e
restando-Ibes aind aobiigacio de lepar-
tirem com seus ag ules, peios quaes sao
el'es iMjicarteiiie responsaveis huma pirte
d'essa mesraa Commi.s o, que Ihea he da-
da. Compre pois, que b-s marqveishum
augmento rozoavel, sem o que nem elles
se dario, com o affinco nere-sa-io, lio
pez^doservico, enema Thezouraiia adia-
r quem, revestido da iudi>pensavel espa-
cidade, elle se preste: em taes collises,
Senhores, o mal pczjr sempre s >!ire as
Rendas da Provincia, que muito v<.scum
pee zular como, hum dos mais importantes
objertos dos vosjos interesssntes tr.'bilbos,
Nio foi somente a despeza, de, que
tractei cima a nica, que o Go\ino
julgou conveniente authorizar. Rtfle-
ctindo, que o despendi com a Captlla-
n'a dos prozos da Cadfa da Cidade,
e Ordinalia do Convento de Santo
Antonio da mesma, se tem constantemen-
te salisfeito, fin viilude das Leis, que
posto antigs, anda se arhio em vigor ;
attnd. ndo a justica, e conveniencia mes-
ma de hum e outro, lezolveo, que ellas
se effectuascm, authorizad>> pelo Artigo
aa da Lei de 29 de Marco j citada :
beni romo, que tsse paga a Profes--ora
de primeiras Letras de mininas da Cidade,
lo ali:gut-l da caza em q^e d aula desde
15 de Junho de 1855 at 3o de Juuho do
anno ultim -mente findo; alienta-as ra-
z5e8 com que bascara a sua pretcncio ,
e com asquees o Governo t-e conloi m>.u ,
a vi-ta da Rezoluca5 tomada a r. speito ,
por o extincto Conseibo Prezidencial.
Rezolvendo pela aflirroativa quanto
as despezas, de que vendo de fallar-vos
o Governo julgou deliberar pela m.gativa
acerca da gralili aca5 do P011< iro do Ly-
TETArfVA DE ASSASS1NAT0.
No JoVy deNkteroy, na se-sio de 2() de
Novembro. *
Foi apresentado no Conseibo de Simlen-
50iiF...... Maltez, sentenciado a
tre armos depria pelo Juiy U Corte
por ter morto um seu comp^nh^iro do
mestico, estando a dormir ; depois de dis-
cutido o seu prccejso retTar 5- rados pira a Salla do Concedi, e ve lian-
do declarara5 o reo incorso no crime a-
cusado, coma pen3 de gales perptuas;
depuia de sentenciado pelo Juiz de Direito,
e publicada sua siri'enca, o reo reparti
em tom ameacador a pa pena : Ga'i
perpetuas Sm. Jo'? de Direito ?! e pedio
Orna palavra em paiticular ao Juiz de Di-
reito o qml Iba re.usou; entr lancou
roa d-- um ferro perfur*nle de tres qui-
nas, e rompendo caminbo para o Juiz de
Direito por entre o Jurado o Sor. Rodri-
go de Vasconcellos Parada c Souza, este
Sur. se defendeo com orna cadeira, por
estar ja prevenido, e ler vLto o cbo do
ferro rfbio, na5 obstante ter -ido apal-
pado por aviso dn outro Snr. Jurado ; es-
te emba ac, que Ihe <>ppoz o Sm-. Para-
da deu lugar a que o Juta de Direito se sal-
vasse, pois o u'o intentava feri lo] logo
foi esfaqueando a torto e a diceito, sem que
felizmente ferisse a alguem ; e na ronfu-
sa5 e desordern, que houve, evadio-sese-
pundo-o ororornandante dos Pedestes e o
Ajudante do Corpo Policial o Snr. Cas-
tiioto, que conseguirn opeg>r psra que
foi mister feril o com duas baiomtadas, e
agn acha-se pnzo cpm ferr; e-^te indi-
viduo j na priza, dizem, ter pretendido
afogar a um companbeiio, -depois de Ibe
ter roiibdii 800 reH, se n5acciidissem os
guardas aos gritos da victima: escusado
he ajuntarmos as r< fl xoes a esle Tarto,
pois que elle em si he o mais atroz possi-
vel; um abismo traz apoz si outro abismo,
nem o *si-'c.o da nossa folba permitte ni-
1 rmoi mais: ajustaremos a este facto um
caso singular: ura outro reo, que n sta
grande confu-o o desampararan, dahi a
um b.m esoaco de lempo o ac.ba>o no
mesmo lugar pod* ndo evadir se, pois k
seachavao Porteiro da Cmara, que be
iim velbo decrrpto ; elle lameut.via
imprudencia de seu c >mpanbeiro, que,
dizia elle, Iheveiia a aer nociva; dizem
que o crime dette ico he leve: Justina Ibe
ji leita,
(Co-r-io de Nicther-y.)
A bypociisi he Immi molestia d'.Ina ;
pi.de j.rovi.- da Epidemia P,.litna. L-
de o seguinte artigo : elle coritas ver
dades nao le |Ssm ? Vas tidos
quereir.os tiver no o>ejo do conlago. .
v 'e que he s para salvar bum paerent
ou amigo criminoso, bypocrisia pos
litica. O qo*rto aposta a cabeqa que.
nao entra em hum trama: mais be poiqu*
sabe, que nio ha lesterounlias-, hypocri-
sia pob'tia, &c. &c. Mas enlr. ijuio o
que accontece com e^la gnier* Q le nio
enganio seno ao tolos cquelles, que
nio lomo o trab lli de p-nsn n.ii
com a gente sisuda o pensante pe dem roaii
o crdito do que se apresentand > desmas-
carados. Bem vemos \.i qual be o seu
fito e OS desmascartrernos se es en>on<
trarmuR. Os Ciailate vio perdendi o
crdito, por isso hio de dmi. u r em
numero ; os impostore< nao se corrigt-m
mas bem se c rrigam os que elles e ira-
nio. Nao s mos lii. ne.sci >i pim pie.
tendermos cor; igr com esc ipt s aos by-
po'c; itas grandes e pequeos ; similhante
as asneiras nunca 0'8 p mas o queprocurareraosfjzer, ser des-
ea sea-o ; rno^traremo8, que em lugar de
honrar a Nat,o a desbonrio que em
lugar de servi-la, a 0|iprimem ; pt'en-
tearemos, quanto podermos as mais iri-
tencSes doura las com t tiraremos as peonas de pave? s gralhas
firn de que fiquern cxpo>tos indig-
nacio e ao d.sp eso daqulles quem
prucurio engaar.
H* rectos hypocrilas pol ticos de me-
nor esphera que nao precio, nem paia
si
nem
para os outros ; sio os que tem
boi.s palanas para com lodo-i ospaitido.
e nio obrio para nenham dos lados, gen-
te de mei.is medidas, ou de meia cara ,
que arruino ludo, e que querendo la-
zer-se de espertalbes, proouro estar bem
para com tod >s, e acabio com nio citar
nem com hinguem. "Em que va parar
ludo >so? Que nin&uem os i|uer p ir
reus, todos os dciprtsio e por fim ficio
esqueoidos nos tinte-iros dos Eleitures.
Prompios justificar ludo promptos
apoiar ludo, nao adiantad nada. Oh.'
hei de ter Fulano para inimigo ? Isso
nao, lu de ter Serano; peior hum pou-
co nem hur nem o outio como se
.franja o ueg-icio? Est ananjadi; Di
rasad agora v hum, amanh'i cutro:
lalUi hoje em favor de hum oegoi |u com
muito calor ; attenuai-lo amarilis em
modo, que nao m< reca a pea de oc-
cupar vos delle. Diris aos Cidaoios, nuo.
voi parece n alvogui bem a vossa
causa ? Dneis ao Poder be pre i o dei-
xjIos h'im pouco dev.bafa- m*s ludo
i>to ria5 val o.ida R tnaior simplicidad*
he o que conv m. -- Vivao til sujaltu] iN'e
be nonitii o seu na rete r !
Na5 he o homem de q-'e se I oca
penhaS se no seu lug*r. Co-
ima. Ora
de
Todo o mundo sbe ( diz ei lo E^< ri-
plo- ) o que he a hyp-cijs-ia Religiosa,
todos sab#m que os Hyporritas, que
fngem o bem, para melbor fazer o mal
sao priores, do que o-. mesm ninguH 11 ig"0 a, 11 u e.-ta gente he geral
e cordialmeule detstala ; porm po que
anda btanlos drlbs? Pftraue ? Por
eco d'esla Cidade, ao qual roandeu pa.gsr 1ut: ba tantos q-ie e.-tirr ruis os seos
tam tmente o Ordenado que Ibe estribe- int-nses, 1
lecera a Lei Provincial de 24 de'Maico
do anro prximo pretrito por Ibe I..I
lar o exercicio de Bebliotecario que
antendeo competir a gratifi< acs5 mar-
cado oo 1. do Ai tino 4. da Lei de 2g
de Marco. A v, Senhores, toca lixar
a verdadeira intelligeni ia de huma e nu-
tra Lei, a fim de que nem fique lazado o
Emprego e nem prejudicada a Fazenda
Publica.
Eis os principaes tpicos tobre osquats
julguei conveniente chamar a vossa alten-
r,a. Sea caco n'esta exporicad eracoo-
trardes falhas e laculas, suppra as vos-
sas depuradas meditaed- s corteza de mi
nhas vi-las; no entretanto deveis confiar,
que o Governo da Provincia velar com
mcancivel zelo na ex(raimad de vossas Sa-
bias Leis; prestando todo o auxilio as voa-
saa patriticas intenyes.
Cidade da Par^faiba do Norte i5 de Ja-
neiio de i837.
Bazilio Quartsma T'orreo."
do que a sua honra ; porque
sabem, que o mundo anda he cluio
de tolos, que se limitiu as appa eneias ,
e que pouc.is qaerem lar o la lalho de
ex.coin.ir o carcter dos homeiis. Diremos
que os hypocrilas leligi.sos t--ni os *B> 1
capitaes euipregados na simplicida te e
preguiga lumana. ,, Hypocrisia Reli
giosa hypociMa pililica, a me-mi arte,
mesmo fundamento, mesmo,lucro.
,, Vem hum Kiijeilo tudo pi upio pr-
laudo ujuito e beirando bem f, rte -So-
berana do Povo Lber lade a mais exten-
si-Independencia de carcter. Guai-
d i voa d'este sujeilo se elle se apanha
hura pouco abo prega' a obdiencia
cga : hypocrisia pulida. Vamootio-
,, Nio.posso aturar os Reis dspotas,
nem os das Challas; quandoos apanho
corto-Ibes as cbecas abomino te-tas co-
rnada. ,, E te be p-ior doque o pri-
mero, se elle poder nos processai por
eiinos Republicano-: ,, hypjciisia poli-
tica. ,, O terceiro brada ,, I depen-
Jdencia do Poderes. Muilo bemj mas
roo ba de contradizer ao seu aroig'
Comenl para ap>.ar o tro nm go. que
nad a tem ? Tem lempo par.1 tiv. All
lia de dar ra-ad ao boiuem de repie-en-
tacad lo^o p buin I) C linh cust.i da perajoa que
se elogiou l dentro. Qne mal l'.z i Ne-
nhirn : as cou-as v>5 andando como
bjaO, e n-d se peide sead a honra.
Hvpocri-ia pot-ra, m f poltica ou
pelo meno- iin'>e. ilid.da poltica que
a ruinados E-tido-, poiqui* da lugar .o^
t-6 i >os e astuto-, a impo-sai-se da
authorida le arbltraiia e persegurem os
horn-sto < Ci i daos e a so sobrar tudo.
N.d sahemos, se osg andes sad que imitad
o< pequeos ou se .ses sad que imitad
os gi-and.-s i o faci be u>e -a liogua-
gein ambigua o )ogo de pao de dois
l'icos e a m fe n >s negocios p iblicos
torn-iu-se aoia a moda, e n d vem nenhu-
ma v..|acad de d.eilos oenh-ma mu o-
Dloe per v. rgonliosa, que seja, qua -e
nad ihe ache. hum cantinho p ra jusli-
fical-a, e algunas vezes paral uval-a;
no entetaoto, que quando e-rs hypo-
crilas polticos estad na pretencad dos su-
ffcagios dos Povos para seren Deputidos,
Vereadores, Eeitores e Juizes dt- Paz nad
cessad de fallar em Soberana do Povo
- Liherdade e mais Liberdade In-
dependencia de carcter ; na ce>s.d
de gritar contraes impotos, contra as
Vexaides dos Povos, contra as mi Leis
(Oiilia os que iiistem na Representacad
Nacional e Provincil conlia preg^dos pubhco--, incub ando-se como
o> uniros capa/es de Lvar a Na > do E--
t*Jo ao Seguro PjiIo de salvaciid. Bo-
r


O D
R II A M B UC O'
tjI8 palavris ; mus qu>n A nos certamente nao que beao os co-
inbeceinos.
zz2-z*xjssv3sma
( Diaiio da B>h:a. )
EXTER IOR.
Noticias dos Jomaos de llespanha.
Madrid 14 de Descmb-.o.
Vitoria lo As nossas rommuniea-
i,ts com Bise j 6 Ibao conliuua cor-
ladas. Se alguma noticia rccebem.s
porfa de -.Cabella, e con atraso (Ei* o
motivo porque d'ali nos teem tranmitdu
tanta patranha a cerca do'ciiio da Bilbm,
incluzivamente o dip'o tnico 'Pnente
6'oroni'l Lemoj, commissionado do Go-
verno Porlugez, no Exer. ito do No te).
O oneo que sabemos coin certe*a que
onosso QuarUl General e^tava no dia a
era Lejona, povo d st-nte duas pequeas
kgoaa do Bilbao, e situado a diieila da
Rii : que desde aquella data se tena dado
alguns ataques perciaes (mes resultado di.
cicivo e que as tropas deambcs os ex-
ercitos pennanesseru a vita. Que a-
man hi de 3 quatro batalhes de Re
serva que es'ava no valle de Vfena, mar-
clia.ii5 na cirecao de Catiro U.di les
commandados pelo Biigadeiio A c la, os
quies devia tbegar a., Qiariel General
no me-mo dia, ou no seguinte. Vimos
a G*z*a de On te de 6, e ua blazona de
alguma Votit-igenn sob^e .Bilbao e contra
onosso ex er cito (E que d.rav as dos ou-
tros dias ?) llotem de manh sahira (pa-
ra casi'lia) deslaCid.de pouco maia de
3 io, prisioni iros facciosos, entre elle.-, tur-
raid e Galianno.
S. Jean de La 8.
Neste memento que sai o correio, ebe-
ga a lamba Fiance-a qiu no dia 5 e^io
para Portugalete com um cilicio pava
o sen Goverudor e pela leiacen que fez
oieip ctvo patra, o qual paieee cheg-u
aquello ponto ante de noute, e se fea pe
vella para aqu 8 2 da madrugada sa-
bemos que ante-bonlem aturde tliegaivS
a l'^qxrteio 4,<>oo bomeus mais de refor-
co bastante cavalara e alguma Artilha-
ria ; qiiv. no aia 5 ho-ive uim aecao Mu-
to renhida entre as tropos leste ea fac-
et, e que de ambas asparles se per leu
muita gente, porera sem que por nt^
se poJesse chegar a Bilb.o (L040 p t leu
Espartei o a cea5 : que se e-tava o locan-
do em vanos pontos pee >s da ai 1 loara,
e qu na ponte de barca ult ma eut
construid,* ha inuit >s emboe-. aore. erjta
(|ue ua pode designar precisamente as
biturs oj pontos queurcoparu aaoosaat
tropas, poiem que ao longe se devisa vad
*- suas f.guti as; que p.ra a prta de
Bilbao se puvia toda aquella noute un
logo tenivel de artilheria, pelo que jul
t;a que a faceao aioda n<6 se havia reli-
a lo mais que continoava hustiliaand >
a povuaco ; e filialmente que hor.tem
de manh se i-eritio do mr m ito figo de
dud-s as ai mas, e p.tiisso S"pp moa que
teiia bavidu outra ucecao.

Cataluuha.
Bando publicado pelo chife Carlista Tris-
tai.y.
Dcclarando-se, romu pelo pteseote
se deca a, em estado de sitio todas as
p .vacej .fortificada pe. s r bolles do-
lebeldes Jos tres districto as minbas or-
dtiis, Manreaa Cartera, e Villafranca
del Pana des, se previne a todas a p s>oa
d-qualquer idade classe, sexo, coodi-
Ca5 e estado -que for ou seja eocoulra-
da a mea legoa de raio debas, era' irre-
niisMvelmenie passada |>elas armas. Co-
mo incorrendo no crime de traidorao Rei
e a II- li^.i..
E para que chegue a nolicia de lod.-s,
e nao su va de descupa a iguoranria ,
ordeno ques. ja publicado o p.esque, da-
do em CastelliMit del Bo.xaos a3 de No-
vembro de 183G- O Brigadeira Bento
TrijUnT.
j Piera 2. Tristaor leva a efft-ito o seu
! bando com cruel cti\ idade: sao muilus
I" ja osinTelises Toril idos nos povos abertos
porTaserem paile das Cmaras Constitu
(ionaes e em vai ias pragem p.iia n-5
seexpoiem a parecer, lem rtsi.b^lecido
as Municipalidades de i83 >. Cida dia
creare adesesperacio dos bons ao ver que
comanla supeiioi dide de'forcas, estad
os patriotas p.reinados a pajar Con tribu
C5 aes facciosos se querem recolher a-i
uisi olbeas. e ao mesmo tem" ae air.li-
nio rom a qoe |>-4ga5 ao G.averno le-
gitimo, sem reu;Udo algn. Oque ve-
mos com escndalo o que nossos pa-
pitiimonios sao roubados pela fac;*5 e
que nao set'.ra as berdadrs do Mrquez
de Stuat eoutios, que per aff.igoailis a
Carlos 5. se arbio em franca, e cu
)o procuradores passeara entre os faci-
OSO-.
CPspanbol).
I 'em. Asegura ee que se o General
E pstero te.n sido em nn-cqn nc a de
ordtns de Lord Paliorsion. No da 6
enlraratn em Saritmdei 4 <> fH'' 'os das
nossas tropras, entre elles o Brigadeo
Cabtanbeda. Aluuns ou'ios feridos mais
gravemente chfg,ram n'um navio mer-
cante rebocado por um vapor. Enera*
vem dos Auides que se nota ba-tante di-
MrcaQ nasGbiraa da LegiaS es'rangeias.
Ni se passa diasem q e n..6 ebegue a
Franca novos dseitor<-a armados e equi-
pados. U.ltimemente ebeg u um Com-
mandante, asegurando que por neobum
preco consentirla emcontif.uar no wrvico.
-Nu dia 5 deixi-u o terctiro batalh*5
faccioso de Guipiizcoa o sen acantname!!.-
to deOy>rzura, para refoicar aa tropas
que sitie o Bilbao.
(Riv. Nac.)
(Kreo, de Lisboa.)
Huma folha ing'eza le hum -arsctoi
bastante reservado, denuncia ao seu fp-
vemo .hum fado dela iu.poitancia. Fa-
I. se de hora tratado concluido recen'e
mente pelogovemo Francer. eom a Ru-
cii, encerrando o reconbecimento. da
Independ-iu'M da C'Toa de Be'gica pelo
d/.-r, aConliQ'. q>e o gabinete das
Tuiile-as abandonara' a ilespanha a ti
msmi. S.be-se o qn.-esta ultima clau-
sula significa emquantu ao s,niido da
poblana Russa,
Nasfdev,', sem duvida, ;colher ta5
levemente revalaca do$o tribuidos
a diplomara quandn es'es fa-
dos s*6 ao-lado*; mais quando os Tac os
cwi(icid.nes .-alt-5 de fules difl" rentes,
ii.5 ^ devetiiobem deixar de lomar no-
ta. D-sleteis inii' s que o pi -i io Doc-
t.inarionof g"verna a eapeaieuia ha
mostrado, q"6 as ombmas6es a^ mais
iiiip.ovave's os olbos d*s pescas que
cont' poral^unn eotra* pwu8 pu-
blica e as antipalbias na. ionaes, at-aba
a mais das veses por se verificaren!, de
pois de t. rem sido esmeniidas pelos ur-
gi* oflkiaes cen graiuitameule hatea
tudas.
(Le lemps.)
VARIEDADES.
Hadji-Ahroe J, Bei de Constanlin*.
No momento < m que a atiendo pub'ica
esidt'igida sobre a np'iccie de lons-
lantina, lei->e-b com algnm inte>e-se os
detalhts 8egu,inle3fobre o bey dcsta pro-
vincia.
Haiiji-Ahmed, bei artual de Constunti-
na perli-me a urna fatns a podera frica. Seoav tamben foi b y, e seo
pai foi lasado com a filha do grandeoberek
dejbate. A ocidaile de Hidji Alim.d
fj muilo di-sipada; o iiliim^ ileydAr-
g.l uomeo.j ocal fado b. y de Con tan in .
Ksta iluRliMfio nio l'oi b-siante p.ra salis-
f^er a ua ambicio ; H-j- Aliu.ed nroru-
roup rtoda a so. te de intriga* ob'er o
beylicado de Con tautma ; mas tendo-s?
di*siob-ilo os seos manejos, f i desterrado
paia M liana; e depoia para BeliJa. Pas-
sados 4 annos, os negocios de Coastantina
tendo tomado um aspecto Iri-te, o Ag,
que temara em affeico Hadji Abmed, e
q.ie respndala de sua fidedade nod.y
d'Alger, fe/.-lo nom-^ar b y de Constanli-
na. Inmediatamente Ahiued eniregou-se
vingauc_a, -ob.e ludo to mo esprito de
i'jpna ; as tiibus fo.io operadas de tom
n.as t normes, e o ^eo bemfeitor vendse
lia ne'cessidade de censo- ar-lhe e'ta con-
ducta, elle con>eguio faiel-o d'S'i'oir, e
rio foi me.-mo estianbo morte oi'qii.ll-
que lhe tioha aervidn de pai, e que f. i es'
h angulado em B.lid, lugr Desde est. poca, Hadji Ahmed nio pez
mais f.em as suas iinlinac.'S. Acccusio-
no de rouboscom violeuci>, de muitas ra-
parigas. Qu.'S todos os dias haviioquei-
xas dulle ao dey : mas como elle pagava ex
aclmente o seo tributo, e alm di-so li-
nha o cuidado de sccrescentar sempte nu-
merosos prcbenlej, cou?a que os seos pre-
ducessoies nunca tmbo feito o azaro |
Mos in dey, nunca prosegua asque'xasj
que lhe fazio contra oseo favorito.
A ebegada do exercito fianrez em Ar-
gJ, Hadji Alimed, c< mbaleo com a,oi-o
caVolleiios atea tomada do foi te do impe-
rador. Tendo-setodepois retirado alm
do Aralch, fez una proclamicio, na qoal
dizia aos turcos que o quizes-em seguir, que
sent Ira--lados rota ttenplo, e teriio o
sildo de cinco boudji'ux por mee. Vl-is
de a,090 tunos se leunirii as mas ban-
deiras, pe rem cb. gados a Cmistantina, o
califa desia did de (endo-lbes f. ilo offire-
cimenti s mais v. n aj"S's, naasatio ao seo
sei vico, e finalirienleem urna revolta do
cada partido Ib rao raassacrados quosi lo
dos.
O carcter de Hidji Abmed, he dissi-
tuulado, e rio deppnsa nielo agum de
conseguir ossto- fina; aecusio-no de mui-
los arlos de baiba iilade, emestro de fe-
ro^idade. Foi assim por cxemplo, q>ie
para chamar si os dous iimos Ben K -
udih'iiik A, chifs dos Rouloiibs de
(.'oii-tt-ntina, elle promctleo Ib s dar em
casmiiiio dula primas suas; ao Oepcis
q.jando os iiwios chegiio, fez-Ios eslan
guiar, e a todo o jue os tinbao acompa-
nhado. Estrf crime, t ridn feiio appare
cer urna revolta, ell a lermin u fazendo
collar as cabecea de l4 dos prinripaesrhe-
fd-.
Desde este fai-to a maioria d< s habitantes
de Con.-tanii w, detesta U >dji idraed; que
.e eiHiduz cum > am veid deiro tyranno ;
e s iC'ii por si as tropas, e as pessoas que
dependen) di.e?t mien'e Hadji Abrned, he de estatura pequea
de uu,n gord'ir m tv(;| ; su 1 bravu;a bf
exti emi.
Coi-tantma est situada $..bre orna mo-i-
lanl:3 ; as obras de d f 1 onsi'tem em 4
f res em n o estado. A populaclu da
provincia compoe-e de 8 .i.ooo'hihitanl-s
pouco mais ou menos diviliios em tre
el ses; os d'eutre oa rabes, e algumas
tribus do Sahue, que reronhecem a au
t'ioi idade d> hey.cui" niiMo-ro (ole ele-
var-se ,\>o.ooo\ s-K-laibe-, qu-s noes
to subjug'do-, que ne pe >e ca leular er
a5",ooo ; e os rabes opposto* Aadji Ab-
med, ue montio a i5o,"0.
1 (V.leur.)
Oanlo se construa urna das piimeiras
b teriaa qiieNap'ileio ( sendo tomman-
danle de Arlilheria ) sua ebegada a Tu-
|.n ordeuou outra o Inglezes ele pe-
dio nms.igent", ou cabo de esqnad*,
q-e s"Ubc.-e escrevei. Um delles sahio
das fileirns, e eserev.o m -m aubre a es
palda o qu- djetava Nap le-. Apenas
d abada a caria um. bila < ^o inmigo a cb 10 de ie> 1. Bem di
e o escrevenle, nio l*T*l n. ces-idade de
..^a. ,. Eslagaec, e o soego com q e
ella foi dila fixou a alte-icio de NapoJe-
io e fez fordiia do sa-gento : ea Ju-
n.)t', dep>is Duque d'ab ame. general
dehiKSa.o<, c-mm.nlaiiie em Porlugil ,
e goveruador ge-al na llyria onl- deu
os piroeirs sigues de um.i demencia,
que gradualnieine se augmentou na sua
roba paraFratfca, e do-e elle mesmo honivehn ente mudado,
pereceo logo victima d* ex.essos q.e l-
nLiio alterado fcua siuda e su._ _ra-
tio.
*
Quol be o mulhor O.verno ?
Fomos a cish do nog-o ms'ie ("ap. tet-
ro que he um fai.'ad >r eterno ; uto falla
: a sernas alguin : de ora explica os
, textos e censura o ra loies. ( Ora
com verJade, alguns hs que nem o diabo
p le ouvir. ) O nos-o me lie Caputeiro
salie ajodar a miss ; inteude de comedias,
e j enlrou no Nabucodunazur I Una
das baldinbas mai.nes, q>ie :e'embe
ineier-se a pofHifo : falla pelos -otovelce,
e nao jauta sem ter lido a!g n- peridicos?
Sentei-me na tiiptca e lhe peigun-
tei : Mes're que me diz a respeto de
Gove no ? Qual lhe parece melbor ? O
Vlestre, pz de p;>rte o ti'ap, persona-
lisa se, escaria *li sua pitada e pi incida N'tiin b nque*
te, que Pciiando (c u a -a' ios sabios di
Grecia se prepoz essa questio, de qu .le:a a
melhor forma de Goveruo para Pavera fe-
li< idade dos povos: pois bem s..be disso
o Mestre em ir d'oratulo que osGoter-
nos forip feilos para os Poves e ti > os
P >vos paia os Covernos. Soln u;ii dos
sete sabios da Grecia que f.-z eq-ieil s
L8 deque tanto se fa'la disse que era
aquelleeni que a "juria leit > a um parti-
cular inter's-ava a todos o- t'iladop, e
sonde a lei oc upiva o logar de um 'yran-
no. Tnalrs di^Srt que era me br o Go-
verno que cons.rviva os Subditos no m-'io
ero o enti- a pobreza e a riquezj. A-
naca sis foi He opinilo que on.'e se honra a
virtude, e se peis-meo v- io all h!
que esta o boin overno. PilnCO lijan-
do os baiebfl di se que o mel'.or ara quel
le em que as d gnr.lades e cmpifgos da
Repblica,' (ao pronunciar e|a pal&vra
o M tre lrnu a carapuca o deu o sen (-
cainnho ) se /.-.nfenco a.i mrito, e
vii lude e nunca ao veo e maldade.
ieob'-lo foi J" opinio ime anude os Sub-
ditos tiuhio uia. id* lo infamia do que
lei, hi havia uti bom Goveino. Chi-
lon, que e.-tava na cebeceira da rnefa ,
reapobdeu : o melhor Goveino be q lel-
U qu escu'a a voz d h i cotzi preferen-
cia dos o ad rig, A ui.'paiou o mes-
tre ufano pe s.-b' r a '11 loria da G ecfa n-
tga. E Vm. Vleflte qul be a su.i
opio io? Dir-lbe bei, re-pent'en elle ,
e-tes sabios antig-.s era > uns pedacea d as-
nos : boje a poltica est omito ada tita-
di : l se muito. Quandovv Soln e 1 Licurgo n5o li t'i I nprensa ,
nemfariovaea, fem M.vimento, ntm
Portugoezei, nem Acadmicos 1 nem pe-
ridica ; em fin nio haviao nofadilida-
ies direilas neru esjuer-l -. H jej
qualquer se afola por ah em "tn lago
le poltica como o logo ie Genova
D'auUl ludo era obdeier hftji to.os
man 'amos, ti dos ltoo e'todosaaov-
mosfque vale Unto nm 5 piteiro, cir.u
t Duque um Rei como um Cvbo dV-
quadra. Todo is>o e-ti muito bom;
lhe 1 emondi eu mas o q' tu quera s ber
era a sua OpinO ? A minba d ssc o mes-
Ice sem fa/.er offeosa a es-en Senhores ,
ha que o melhor Goveno he aquello que
g..venia melhoi !
(O Artilheiro. )
Um Hottem bebe e bi iga ou Pobti-y
11 moderna.
Pastores artib.H, ambos de Gonesse ,
depo-s de baverem jamos por iodos um
da da calmos eslaqa paaloreado seos re.
bor.hcs nos verdes ouleiro-de G** fres-
n e au bn, reoolhiao bj jcnlos para a
casa : acba no caminh.- o-na tabsiiia
rem b.ber uoia pinga diz Braatuo o-
bngalo; ni j t-nbo sede", responde au-
din. Oh que S O) te eade Ja le
iisse qe nio tcnbo sede. Asseguro-to
que oio. Deixa-tediSso ; es's com se-
de vai bugiar : nio tenh i sede. Nao
ten. seda e impo^sivel ; encobres algu-
m ronsa qno queio que me digas. O
,,ne quete- que encubra? J te disse que
uio b. bo pe nao ter ^eie. E eu tsm-
b 111 ja le disse q.e hasde b.b.-r por for-
ea. N5 heid b ber. Ha** b*ber.
N- heide bebe. torno dizel o. Eu-
ta nio i;ieie, beber?.v beca o que di-
ces : na6qu

DIARIO DE
PERNA
M BUCO.
veres... trez vetes... Nao hasde be-
ber. Na5. Entk5 bavemos de bi i-
gir; Tambem na5 quero bi igar. Fo-
li hasde beber. Tambera nao qne
to. Pois tiitiS nao i boruca) ; porque
ora hornera bebe e bi iga. O! que sim ,
que sou hornera. Pois hetn e s ho-
mem anda provar m'o.
E Bresson o pastor urbnno e corte/. ,
cabe em cima do pob; etNaudin e esmur-
raudo Ihe aa ventas, reitera-lhe a paci-
fica offerta de urna pinga. G ousto conseguirs os expectadores separa 1
os ; o vinho que devera ser bebido foi
coi pregado em fnmentac5es e Naudim
foi peguntar ao Tiibunal de polica te/-
reccioual se legitmenle se est obligado
beber sem sede : o tribunal reapondeu-lhe
que na5, coudemnaodo a corteis de Bres
"son a 6 dias de prisao.
( C'iioni-ta. 9
DIVERSAS NOTICIAS.
- Existe entre a familia da Liaocourt e
a de Nettau-Court ura pleito telatvo he-
ranea do Principe de M< mtrnorenry:
dora esse pleito ha perto da um sculo, e
apenas agora acabad de dicidir-se asquea-
toes inri-lentes para entrar m discussaS
da principal, as cusios avulta ja em roa
is de 4oo:ooo fr. ( boje 96;ooo$ooo ) O
momio de resmas do papel que forma5
os autos faz recuar espavoiida a imagina-
cao mais byperbolira.
Escreve-se de Malta q>e om tre-
mo, do trra violento uvbi de causar ter-
rives estragos na Calabria dos districtos
dd Rossana e Crosia. Nem ama casa
deve ter ficado em p. Acciescenta-se
que i9o peisoas perdern a vida e 24*
forad gravemente bridas.
i Esta'i-tioa militar dt Franca. O
estado i Afectivo militar aptementado no
orea meo ti peto ministro da guerra para
o auno de i837, he o seguinte: 347
officiaes genetae*, dos quaes i35 s5 te-
ntalea G., e 2ia marechaes de campo. O
estado dos tenantes generaes apre^euta as
arguintas divis: em servico effectivo 62,
em disponibili tade 39, em reserva 10,
veteranos a 2 j>-gos por outras reptr-
tices, sem rereberem os s us suidos a;
os marechaes de campo sedividem asaim,
em servico activo io7 en disponibili-
lade 49 era reseiva a4 veteranos 28,
pagos por outras repartieres 4.
A differenca deste effectivo comparado
co u o de i836 aprsenla para i837
um excedente de j offiViaes generaes.
Desde 183oat i836 tero havido no exer-
cito i4'9'-i5 promoces de officiaea re-
partidos assim pelos d>fl"erentes corp >s :
infante a 8:375, cavallaria 2:545, arti-
Iheria i 69y eogenhiios 757 gendur
meria 5a8, estado maior 5*3. Eis-aqui
a di vis;-5 por graduacea; coromis a73,
teneotes cornete 4-8 chtfs de bata-
lbad de esquadiao ou majores 98a ,
capitfcs 3:o8i, teoent.s 4:463, alfares
sabidos dos collagios i;a3oj idem sabidos
da elasse dos aargtntr.s 3:8^9, todos 5:o3o.
Acaba da acontecer tm Franca um
faeto que demonstra a babilidade dos fal-
sificadores. Um magi trado nrdeuau a um
qumico que observas e. um passa porte que
so acl ara em poder de om borneo ac-
rusado de roubos, dando isto motivo a
que se 8u-p"itas:e da falcidade dnpa&sa-
portr. Aa experiencias qumicas a qne se
sugeilou o papel mostiara qua as di
versas letras, que pelos reagentes torna
r6 a apparecer ..-rao j.i tiei, e que o
j'ussapo'te tinba .sido lavado duas vezes.
Com effito segundo a opinia dos pe-
litos, o peasaporte tinha servido a tres
diTe-ientes pessoas, tendo sido originaria-
mente dado a una mulher, depois pas-
aira a servir a um sugeito que se disia
negociante, ltimamente tinba o nome
e subrenome de um homem sspeito de
ladrad.
Malhss nosol.- Mr. Colomb Mcnaip
de Ninmes, astrnomo fiancez diz que
todas as vezes que o sol apresentar na-
Ibas no tea disco, a sua temperatura
te torna mais fiia e que quaodo ests
mal has oa sao visivas, be maior o ca-
lor e ha mais tempestades e mais vio-
lentas. Hischell eoncluio o mesoio, de
pois de mais dt 2o annes de cbservacSes.
Todas estas manchas que inr. Menard
ob ervoo ps-a5 de Oeste para Leste,
e 6a redondas Com ludo descubrr5 se
algumas que pareciaS quadradas e outras
triangulares ; poreui suppStm-seser urna
agglomeracaS de p> quena* mancipo, que
d pois tomad a sua forma ordinaria.
THEATRO.
Jlo J ze Firreiri da Foncica ebeg^do
da Capital do VTaranhio vai lser o seu Be-
nefoio Domingo la docorrente co.n gran-
de Expectaculo corrposto de reprtS nta-
clo, toda a qtialidade de J. gos, Mal ba-
res Surtes a Equilibrios sinda nio vistos
neste Theatio, e Daoca de rame executa
da pelo novo Dancarino chegido da Cilia-
da da Baha : o restante dos Camarotes e
B lete se vendem no Recife ri>a da Ma-
dre de Dos lojado Snr. Pena n. la.
AVIZOS DIVERSOS.
Pergunta-se a morada da pessna incum-
bida pelo Snr. D. Vicente Negociante, no
Para da dar certa quantia a um fiho da
mesma Provincia, as-i^trnte ero Olinda.
W^ O Substituto de Filosofa, a Geo-
metra do Coilegio di8 Artes, abaixo assig
nudo, faz publico quemeonvier, que do
dia io do correte mee em diinte se at-ha
encarregado da mat icula de Filosofa, em
ronsequencit dd Uv sido sorteado para o
Jury o Proprietario dota Cadeira: ra
de S. Pedro novo casa D. 4.
Antonio Huculano deSouza Ban leira.
Quem precisar de um.i ama para
o trafico de urna casa estrmgeira j dii i ja-
se ao sobrado junto aos Martiriosst-gondo
andarD. i.
Xa?" Arrendare um sitio no Baibalho
confronte a caza do Snr. Miranda, com du-
as morad -s de casas, estribaiia para dois
cavallos, lulo bem segu o, e cercado, con-
tendo arvoi es de fi uto, algui tai i a de mui-
to boa prodcelo, eproporco para o uzo
de vaccas de leile : quem pietender dirja-
se a roa do Queimado loja de fasendas D. 8.
jry Quem piecisar de urna roulber
forra para ama de cata de homem softeiro,
a qual nao ten filhos, dirija-se a trave sa
que vai da ra dos Assouguinbos, para S.
Jozecisa D. II.
ICJP" Quem precisar de urna pes-oi ca-
paz par qualquer ser vico (pie se lhe Qe-
recer, para fora, e emende de pedrero,
pro ure na ra dos Quai tais D. a, casa de
paste.
%W Quem precisar de um homem pi-
ra caixeiro de qualquer administrado, ou
armasem de assucar ; annuucie por este
Diario para ser procurado.
taV Aluga-se urna escava para ama
de hile (em que be abundante e de boa
qualidad ) a qu.i tem bom genio para o in-
dicado scima : os pretendentes dirijao-t-e
a la da Cruen. 6a, a. andar, para tra-
tar do Si o ajustJ.
IfV Qiiem aenunciou no Diario de
S.ibbado a8 domes lindo ter para vender
urna escrava com urna cria de annoe meio
e que sabe engomar liso, coser, e ro-inbar,
sendo quena vender para receber o di
nheiro no Aracaty, annuncie por esta folba
para ser procurado.
^fW Quem precisar de ama ama ca-
paz para casa ponen familia, ou de homam
aoluiro, de portas para dentro, diriji se
atraz dosMartiiios ra do Caldeireiro'D.
10.
%& Offcrece se 50^000 res de grali-
fcapi a qualquer pessoa, queder noticia
de Manoel Goncalvcs Chaves, branco sol-
teiro, ofticio dinaria, pouca barba, bem bconhecido
da lodos de seu (mo, por ter -ido ero,-
pregado as Obras publicas desia Cidade :
por o Snr. Tnomiz Antonio Nunes (quao-
do luspeclor) foi nomiado para l\?er repa-
ros as Fortificages da Ilha de Faroio.
Tambem marchou noUatalhao 54 de a. "
Lilil-, para Pjnellas, onde foi emprrgado
da Enferroeiro do Hospital, e desde entlo
O epelidarfo por And- do 10 de Agosto de l83i desaparecro da
caza de Domingos de A/evedo Coitiuho,
por haverendoudecido, e coico t o pre-
sente, nio tem aparecido, e n.m h quem
d'elle d noticia.", declara-se tod. circunstancias para milhor ser ronhei ide ;
a pesaoa que souber sonde elle tiste, diri-
ja-se a loja de fazendas D. l2 as 5 Pontas,
que ser gratificado.
jl^T A Pessoa que anuncio no Dia-
rio de Sbado A do con ente Mez de
Feveieiro; precizar de urna Pessoa ca-
pas e que t-nln boa letra paia escrever
em ujn escriptorio queira ter a honda
do de dirigirse em Caa de Ps O pedaria a traz do Coi po S.nto q> ah adiar com quem tratar.
ysja A Pessoa que anunciou no Dia-
rio de 4 do conente percizar da urna
Pessoa capas e que tenhw boa letra para
escrever sm um escriptorio diiija-se a
esta Tipografa que se lhe dir quem per-
tende.
NAVIOS A CARGA.
Para o Aracaty
Segu viagem a bem condecida Sumaca
S. Jote Pal.-fox, com toda a brevidade, por
ter a maior parte da sua carga prompta :
quera na mesma quiser canegar ou ir de
I as igero, dii ija-sea casa de Luiz Fb.y Du-
do, na roa da Cruz no Recife n. 17.
VENDAS.
Um sitio, no principio da Estrada do
Arraal, cbi"S proprios, rom bastantes la-
rangeiras novas, e eom urna extrema qua-
ze cercada de espinboi; quem o quiser di-
rija-se a ra de Santa Tbereza em a ca-a
terrea pegada a obra nova dajmesma, Igreja,
que achn com quem tratar.
fJ9" Um piano drot de si peiioies ro-
les, e urna Forma nova rouito bonita de
ja arand : na ra do Queimado D. 4.
%9 Ummolequede nado Angola, de
iiade dej 15 anuos: na mOotM ra e ca-
za aeimi.
W Una eecrava de bonita figura, e
muito mos-a, com piinripio de costura :
na ra da Cadeia velba n. 7, a."andar.
fjTjp^ Um selim co.n rabonadas de lus-
tro, em muito bom estado : em O inda ca-
za confronte a poita da trav-ssa de S. Pe-
dro novo n. 7.
W Um preto cabra, de 30 .unos,
bomcarniro, e trabalhador deeoxada : na
ra do Queimado luja de Firmiaoo Jos
Rodrigues Ferreira.
W&* Um vio'ao de superiores vozes e
por preco commodo : na ra Direit., Bo-
tica do Peixe.
WW Urna pieta mariscadeira sabe
tratar, e vender falo, e fax o mais servico
de urna rasa: na loja de relojoeiro, na pra-
ca da Independencia n. 32, se dir quem
a vende
fW Um moleque crinulo de 15 para
16 aonos, limita figura,om ial de sapate-
rc, cosiuba, e muito abil para todo o servi-
co; e urna negra de 20 nnos, cosinheira,
fa piodel, en-aboa, muo sadia e sem
vi 10 algum, mas se vende para fora da
(erra : m ra da Ci ut n. 24.
I^" Um sitio no lugar da imbi'i ibeira,
com bastante trra pn p.ias, com dois
viveiros, casa de vivenda, e urna forajida-
vel casa de renxo, com bastante propordo
para lerolher cincuenta civalloa; bem la-
drilhado da (jallos, moito segua por ser
fundado depedra e cal; coberla de tenas :
quem o pertender dirija t-e ao atierro dos
A faga dos em ca-a do seu proprietario An-
tonio Luizde Freilas ; as.im como lob-m
se vende duas moi adas de caaa de pcvlra e
cal, sitas nos A (logado*, ra de S. Miguel ;
ecior-oenta e dois palmos e meio de Ierra
proprias 00 alterro dos Afogados: ao
snesmo proprietario cima, das aeishoias
da manlii ate! as 9 horas do dia, e a larde
das a as 4 horas.
tjrjT Um quarlo de s<-la, e carga, car-
rega baixo, eaoda bem at xiuipar, gd-
!
de e de muito bonita figura, e bem gordo j
e tambem se vende o s<.lim, cabeeadas, 4
maca de lustro rom pouoo uno : em O in>>
da casa,que tica confronte a porta traves
de S. Pedro novo n. 7. |
jnp^ Ums catsea com 49 palmos, p. o-
pria para abrir barcas* : na 1 ua do Rosa-
rio esti-tita venda D. 33.
* /y Tre tomos de Virgilio, e dois de
Horacio, lodos em muito bom uso: na raa
do Coilegio Botica de Cypriaoo Loiz da
Paz.
jy A Sumaca Santo Antonio Milagro-
so do lo>e de 88 louelladas b m consli o-
da de boas madeir pra para a rosta do Serto, hem prompia a
navegar, se acha fundiada defroutu do
Ti era :a f.llar com Guimaraen-. Ftneia
noaimazem defioote da ecadiiiha 'a Al-
fandega, ou com o Mestre e dono n burdo
da mesma aonde s- acha < s documento,, e
Inventario, e tambem se fieta para quai-
qi.er por.
Vjr# lliniia Nigra de N -cao Angola
idade de 3o onno boa lavandeira e oor.i-
nha o diario de huma caza e prupri*
pars servico de campo sem vicio algum
na pi ac da Independencia Loja de cha
peos N.3I.
3
-i
S
o
3 -T:
4 0:
5-Q:
6-S:
7-S:
8 ~D:

P3
6-4
7 30
8 20
9 54
114
ia- 30
Man.
Tarde.
ESCRAVOS FGIDOS.
Benedito negro do genlio de Angola de
idade pouco mait de ao annos, estatura
e corpo regular, cora siratriz de um talru
na fae esquerda, e oulra na cabera, na
mi esquerda tem o stguodo dedo cortado
pelo meio ; fugio no dia aa de Janeiro p.
p. levando camisa e calca de bu'm de relia:
o aprebendedor leve-o a casa de San-
tos Braga, ra da Moeda n. i- 1, que re-
cbela 200$000 res, e a mesma quantia
se offerece a quem denunciar aonde existe
dito negro, guardando-se segredo, poii
que b toda a probabidade de ter sido
Cuitado.
|ry No dia 5 do corrente, fugio urna
negra velba chamada Mara, de nado An-
gola, e o maior signal ter ps de papa-
gaio, ambos virados pata duntio : quera a
pegar le ve-a ra do Coilegio Botica D. 3,
ende serio pagos do trabalho.
fjr^ Joaquina, naci Benguela, dade
16 annos pouco mais ou menos, estatura
ordinaris bobrancelbas feixadas cheia
do corpo, denles de cima de um dos la-
dos, quebrado, ps a pe ras gres-as, com
urna pequea sicatrizem urna das sobran-
celhas, os petos aponlados, levou can,isa
de madapolao cora hadados de ca-sa de
quadros, vestido de chita enramado, com
flores amarellas, e pTttis, e-.i, ou pare e,
pen he de pouco tempo, fug da no dia 6
do corrente mez de Fevereiro p*-las 8 horas
da noto;os aprehendedore levem-na a
casa de Manoel Joze Goncatves Braga, jun-
to ro arco de Santo Antonio que serio ie-
compeusados gencro-amente,
V9* A ib de Dczembro prximo pas-
ssdo fugio hura escravo mulato de nome
Ma- tnho boa estatura espigado d > cor-
po e por n>5 t-r b >a s amarelaiio vestido de cainita da algod.d,
duas zagas, huma era cita parna ita-
de de aoa aa ano >s, cujo orav pe
tense a Mauoel Be/,erra de Metiese*, mora
dor 110 Curato do bom jar Jim e fgi-
do da Caza do Sr. Lu- Joze Boiges
aoji da Igreja do* Aflito-i: qu m J- lie
noticia der, ou apreendtlo levem-o a
Caza de Antonio Joze de Aibuqueique
na Ra Diieita quesera g> a tilica Jo.
Taboas das mares chnat no Pont de
Pernambue.
a Segunda 5 4h. 30m
FBRtf. A TIF. OH M. F. FaRIA 18^,
MUTILAD


Full Text
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