Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02552


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Full Text
ANNO DE 1837. SEXTA FE1RA
3 DFEVEREIR N. 27.
PrRWAMMOco. Trr.oii M. P. de Paria. 18.-7.
.
.V BBM i
Di.i8 n& skmana.
30 Ptruiidai S- Marimba V. Ana. "los .Iukcs. do Cr..
<1: i. e de t. se*, ila 'l'liexoiirana Publica e
('banc. de t.
31 Tarea) S- Pedr Nol. Rel< de m. e and. do J. de
0. de t.
1 Qu-rn* Prineiro de Fever. S. Ignacio b. M. Pe.
da Th. P.
? Quinta {i Piirificacao de N'. Pura.
8 i.-xta S. BfM n. M. sessao da Th. Pnb. and-
do J. de () det.
4 S.ilad. 8. Andre Core. Re. de m. e and.
d V. 0. de t era Ojiada.
5 Domine-oda Uuiiiqir u. as 7. b- e 48 nu da ni.
T'-doaaoradei>ende d^ n' memo da no .lenca. niodftraCftO, e energa :r.nntinwimi un
principiamos, e nrmo apootadoa com admira*
<;ao aatra a N*(,'"i'- mai culi*.
IVoela"fo da _rmftla eral d Bmill
9ohcreve.e lOOOta. mn> pagn.adiantado.
nesta Tvpoprafia. na das Cruzes I). 3, e na Pra-
ca .la Independencia N. SI e SC : onde< rerehein
correspondencia lenalisae'a, e anniincit: ineriii-
done ..te rali eiulo do proprio aavRnaiites,
ind sijrngdo.
PARTE OFFICIAL.
PERNAMBUCO.
CoVmiNO DA PROVINCIA!
Continuaca do Expediente do di- 3 i de
Janeiro.
OFFICIOS.
Ao Coromandante das Arma, rom-
r_uo,cando Ibe, que envindo ler sarnpre
eai vista a niais stiitU ecooomia na admi-
nislracao da Repatt<;5 a Guerra, baja
de ptopor nrste sentido todos 09 melho-
ranrieotos que pussiu ser adepta-lus, lem>
brindo nao s 01 m< os de diminuir a de-
peza leilJ detrimento do sei ico Publico,
mas t.-iobeni o roeihur lYstama de liscalisa-
qn, de conservacan dr p> trechos, e su*
factura, ai reui. destnbiiiiS**, e ludo roais que Ibe oocor-
rera bem do Servico Nacional, a lim de
iiielhorioente ser curiiprido o Aviso de 14
de Dezernbro tto anno |>. expedid'
pela $erttaiia de Estado do N gocios da
Cuei ra.
Ao mesmoenviando-lhe o rr-qoeri-
Di. tito Oo Tenenie Ajudante de Aiti'heria
R orinado J^a F*rnande-de Ostro; a
lim de que subte tile d 0 neo parecer.
Au menino p.ra mandar orgaoiaar
urna relac<<5 circunsUncii Ja de todos Os
individes einpregad'.! no Caminando das
Anuas drsta Provincia, e na ro-pediva
Seutetaiia, coro declar-ce dos ?"bcimen-
tos que ptrctbem, .1 tira de ser en ijada
i Secreta lia d'EslaJo dos Negoci-.s i)a
KiW.Tti.
Ao roesmo comm o meando Ihe para
ta inre-igencia, eexeeocaS na parte que
Ihe. lu a, que o Rejjen'e e.m Nooie dolm-
pt ta or tm visn da Secretaria d'E^tado
los Negocios daGa-rra de i'i de D.-iern
l.ro Ou auno psiodo, rielriinimu que se
f.uniiji a Prorinoia d> Rio Grande do
Norte o deMacann-ritoque se II,e deve d
pui vrrmde do Aviso, e usttuc^Ces c'e 7
de Juutio de 1831.
Ai*-niesmo para iiifnimar quant.is
Aulas es itera no4Cerpo de Attilbeiia,
nuera sao os Lente>, qantoa Oiacipoloa as
IrequfcntaS, aqu^es osC<>rcpet:dios queae-
g-tpoi, a fim do cer ludo comrniiuica<'o
yo Exm. M ntro^dajGter.a.gqae assim o
Ao moamo para !ou?ar ein Oidens
do Dia ao Capitio de 1. Lio ha Antonio
Lins C aldas pelo bora servico que pres-
tou no Coipo de Polica.
_ Ao merr>o putiiipando Ihe, que
tendo sido concedida demis^aS do serveo
doCorpo de Pi.cia ao Cpia5 de 1. Li-
nha Antonid Lias Caldas, por m-sira o
harer requerido, oonferirido se Ihe ao
mesrno tt-rapo seis mezes de lirenc* na far-
011 da Le, curnpre que oeste sentido ex-
peca as eo'tveientes otrlen*-
Ao Inspector da Tberouraria cora-
mn-JiVando-Ibe o coateudo no anterior
offuio.
Ao memo reroettendo a relc Jas
pessoas nomeadi-s para a nssignatur, e
ubstitaicoS das Notas do Novo padro rom
declaiara de-encinient<>s, que devem ter
os respectivos Ecnprrgados.
RclacaS das pes'oas que devem seren-
pregadas na asignatura, e substitui-
95 das NoH do Novo Psdrab, a que
be refere o offiio aotecedentc.
Dtect r, JozedoPnho Ro'ge.
Adjuntos, Jote Rnso? de Oltveira, e
Jo-f|uiiti Candido. Getie
ThfROureiio, JnaquiTn l.ernardo de Fi-
giiprt-do com a gratificacaO niensal de
Aitdant*...........com a gratilica-
ca mental de ttO$ooo.
Esrriplurarlo, Joe PidelleaBarro** da
Mel'o cen RiatificacaO rnen-al de 80^J).
Pnrtoiio Bartbol. rtir-H A've d"Q'n
tal rom g-alifichca raensal deAO.^000.
ASSKiN\TARIOS.
Antonio Ma'qui-s da Costa S>>arts, pW
as Notas de iOOJ rei-.
Mannel Catiii S.'tres Caroesro Mon-
leiro, di'asd-505. l.Srn-,
J..;e Antonio Gomes Jnior, ditis de
20$,- a. >--ie.
Mann-1 Goncalves da Sdva. Ollaa de
iO$. 3. S""rie.
Man el Joaquina R-mos e Sil., dilaa
de 5^J. 4. S^rie.
BotO Joze Alvej, dita de 5$, 5. Se-
rie.
Joe Ci'id'iro de C'a- valbo L'-ite, ditr.s
de 2$, G. Serie.
joHi'i-iii eoc*dio d'Olivtira GuinjaiS-
e, dit.'Stlea^, 8 Srie.
Joa.Mara eve, ditas do 1$, '6\ Se-
rte. '
Antonio Jost Pires, ditas de i), \>j,
Seri-.
Jo/e Antonio d'Olivera, ditas de 1$,
21 Serla.
A Inspector da Thez"iirari. pata
mandu- ett'air em f-rm Igal, a fim de
ser api-sentada aoConelbo Supremo Mi-
filar, a Fe de OlTicio doTenente Ajidan-
le Reformado -'oa5 Fernandes de Cas-
tro, declarando o Titulo, e pagina do
respe, tito Livro, e sent lodos os asstn.
lamentos por extenso. .
CAMBIOS.
VtO.TC.ilJ t.
^Ondref :7 O. St. ioi tc*d. ou prata a 50 por
cenlo le premio Nomina,
r.il>iia .".'> por <>|o premio, |.r metal, Noni.
Prnnca 245 Ks. por ti inep
Rio de Jan. f p. r. de prem.
Mi>i-.las de ..100 13..WO IJ4O0
4.,uo 6..TtX)a 6aO0
Pko I,.440
Premio da prata 50 p. c
da* letlras. p ir mez 1 2poro|0
Cobre 23 p<.r cento de utsconlo
PARTJOA l)(^ CORUR10S.
Olinita_Ti.il os diah ao mrin l'a.
('oi.iiih, Al.ni.lra, l'ni'iiba. Villa dj? Colilla, ma-
m.isuape, Kilar, lte-|. '..mil,., Pomlial, Nova do Souim. Cldade do Nata.,
ViMasrte (toiaiiiiinlia. e Morada Prineaaa, Cid.*d rta Porialeaa. Villas do Aqnirav. Mont1 mor nov ,
Ararat, ('asrarel. Caimul. Granja, Imprra.ri.
S. Drrnardo, >. Joo do Principe. Sobrar, Nova
ElHe. Ico, S. Mathen. Kcacho do sanene, S
Amonio do Jardira, Qnexeramebim, Parnahi**
Sejrimda Sextas teiras a meio ilid por 'ia da
Parniba. Santo A ntio Toda aaiiuin'n reiaaa.
meloda. Garanliuna. e Bonitono da 19 e M
de cada mea ao malo di. Horrano dia 13 de
cada mea1 ao meio dia. Cabo, frinbaein. Ilin K.ir-
iiioo. e Porto Calvonos diau I, 11 e ii d.' Cadi
me/- ____________. .
Aa mesrno, participad Ibe ter
sido concedida dem's*aaoi. Comman-
dante da 4. Companbia do Coi p de Po-
licia AntoBio L'ns Caldas, sendo noiUfa-
do para o substituir, Pcd'O AUxridiiao
de B*i ros, e as nomeaces do a. Commi-
danie da me tencio Alves de Moraes, paia i. Ha- 3.
Cotnpanbia e par o lugar deste o 3. Co-
mndame Luiz da Co>ia Porto Cumi-
ro.
As roesmo, partripando-lhe as no-
meacOea dejte Bernardo dos Res Lima
para %. Corornandante da a. Companhia
doCorpo de Polica, do Secretario do
-Pmo Corpo AntOTiio Camello Pts^oa
de L*cerda para 3. Coromand.mte da mes
oa Companhia, rdoFarriitl Mannel Ca-
mello Pes-oa de Lacerd. para Secreta
rio.
__ AoCommand-mie Gertl do Gorpo
de Polica, cen.mtiDcando-lhr a demiss.,
e nomeaeSes da que tratio oh dous piece-
denles olfieios.
A Coronel Cbefe da Lpgie das G.
N. de Santo Ant5, rfsp< ndendo Ibe, que
pode ptib'icar P.oposts, (|ue acompa
nt>oti osen rflicio de 12 do crrenle pata
OfJiciaes do 3. Bitalba. a quslfoi ppro-
tala com a alterflc de substituir o Ca-
pta da 4. fompanhia, pelo A'e-res da
nip-ma Jo;-5 Pe S' a de Mello, d nao se
pLianem Paiet-tes ao Ajudante, e ao Ci-
rurg. 5 Aj'idame.
. Ao t ororu-l Chefe da Logia das G.
N. de Sa/...r- ti,' diren i Ibe, qut;co_vin-
d'i orfl**IHttr um Esqadri> do (J.ira'Isi ia,
Bcando urna Companbia i0 Pao do All',
e ou:ra e-u Nazarelh, cumpre que ex-
p-ssa a-mce.-sa.'i.s ..idet.s para este lim,
tirando ua n'#ll.eoia, que pata Major
Coaaroandanto do roesmo Eaquadrefl foi
n >medo o Capiufi i'ranviico C-v.-lcanti
de AH>fuerqu.
_- Ao In pe.tor do Arsenal de Mavi-
nha, etiviari.lo-lb.' copia do Avi o espe-
d;d.i pe'a S.ctetai d'E>t-lo dos Negi-iios
da Mario ha erd d*la de l4 de D^zemhro
doan'io pawiedo, acerca doaconaett'H, e
obras em'sN.vios d* Armada, a Cm de
que Ibe '". fX-cuca.
__ Antne.imo, pp: orando o plano, que
apresent-oi pna uSj Arsenal de Matinlia
apiopriado .o local Cora d us Esta!eiro>;
e louvan Jo aP esta ocasia o memo Ins-
pe.lor pelo zelo, e artivdade c-m que 6e
tem poi lado no destmpenbo de suaa loo-
5'S.
__, Ao mesmn, c^mmuncando-lha, que
bavendo o Regenta em Nome do Impera-
dor, por Aviso de 17 de Dezembro rloao-
no paseado, permitudo, que se admita no
roesmo Arenal uro Platicante com a gra-
tificacaS de 50_> a_fcl aoouaes, conforme
leob.eira na Cuntadotia de Maiinba da
Carte, pava o ajudar na escrptur8r?.
e ir-se fO menino teopo Habilitando, Ii en,
de ter para o f turo pela soa anlidaO, a
roroportamento acces" aos oUtroi luga-
res do referido Arsenal ; cumpre que as-
siin o exectite.
Ao Piovedor da Saude, urn_uoi-
caudo-lbe a appanca do Coleta Moibt.s
em Aocona, e nos E lados psniinealara
da Italia, no Egipto, o em Chanlestown
(S. C) ; afi.u do que pouln em pritira r
medijas preveutivas para em?lhaiitv6 ca-
sos.
__ Ao Director 10tirina do Curso Ju-
rdico, romiDunicando-llie, ^ue ha venda
importado na quanlta de 6$ rea ira-
preesad de cada uoaa das Ca tas, que ll.
fora ipraeltidas, e devera seivir de Titu-
lo de Doutor dos Lentes Antonio Jo/.e Co-
dito, e Pedio Autran da Malta e Alt'uquer.
que; cumpie que Ihea intime, que en-
tiem com aquellas qu.it:lias {jara os Co-
fres da Thezourer a Provincial, confot-
in Determina o Regente am NottO do Ira
paiador.
__ Ao mesmo, para enviar urna infor,,
m.ca exacta, e circuustaaciada atbre
estado actual do Curso Jurdico, a lira dH
ser cumprida a detat minaca expedida
pela S ctetarir de Batallo dos Neged-a
do Impetio em Aviso de 14 de DezemUto
do armo passado.
A o mesrno, participando lhf, que a
Regente em Nome do Imperador, mi re-
po.-la ao olfirio que dirigi h reapet.tiva
S.cntaria d'Estade coromuinciad.-, o que
occonera na Congregado p-r orcaai- do
btsor oBicbatel Fiauciico J i~e do Al-
rr.eida, apre.-eolado as suas ti.ees' pira o"
ouloraineiita ; manda declarar Ibe, <|Ue
emqoantu p6 h-Uer L, que po it-
1 amento determ-iie qual deve er o pro-
cedimento do Director no cato de inipate
c v toa as _eogreR*coe, 3eve se exe-
cuiar, oqteasemelhMile respeto prc-
cievo o Regiment uterina do Curso Ju-
rittico.
A'Cmara Muicip-I de Nazarct'r e3-
munic-ndolbe, que _afeo4-e man la-
do oranisar oro E quadiaS de Cavabana
ra Coma tea de N.zareth, ibiinandn-se u-
ma Companhia na Vida e outra oo Pao
do AUo; cumpre que marque parada
da Companbia doseu Municipio.
Panicipara r*B_elhn'e foi dtiigi-
da Cmara Mooicipsl da Vida do Lt-
moeiro.
Coi tinuir-se-lia.


D I Aj I O
DR PERNAMBUCO.
SI
extremidade da E iropa s.hiram para
conquistar e ceve/l*$aiS primeiro foiaua
mostrar nos mares de Ceuta logo, ps-
sido o tremendo cabo Bojador,' nao tar
d.u'a- a ginh ar asfeites regies que rega
o Senegal, o Cambia e oZ'-ire ; donde,
descendo e dobrando o Cobo Tormento-
rio passarain a deseo hrir a C-sta ori-
ental da inmensa peo nula AfnYa
em cujo litoral futidararff-froi as, cons-
truirn) fortes, e 'ons.joi-iaram povos.
Sobre Taiiu< fritos de frica, como em
tantos cutos, Os Poi tuguetes lem sido
calumniados por bistoriadoies mudi-rro<,
que representaran! nossos Guerreiros, e
Niveladores traficando com a e pada na
mo di liaveie e das vidas das Naees
dscoberta. E todava, nao lia um ^
documento en tuda a ptimeira ep de nossos descobrimentos, que nao pro-
ve t|u- o principal, e quasi nico r tuito
do Governo Portugue?era a civilisacao ios
povo8 pelo ineio do Evangelho : o Com. f i
secuudaiio, posto que mei > civilizador
t nibem ; e a doraiiiaga foi um-i neces-
sidade consecutiva, nao um olijecto.
Oseiros de doutrina re giosa e o vi-
cio das medidas polticas, tram do Socu
lo, nao ib s homens.
A India primeiro, depoiso Brasil (et-ms
deixar a frica ti.so miis n. tuial campa
detrebalhos. Mas a col< nisuci do Brasil,
ea explosa de suas minas ; e bem depres
sa o irteresse de todas as oulras potencias
que bou verana o tu quinbaS da Amenca,
forana os matares itiimigos da ( vibsaciu
da frica qu nos ti e rom tanto sa-
crificio de vidas e faseadas baamos co-
medido.
O infame trafico dos negros certa-
ni'-nte urna nodoa indelevel na histoiia
das Ng5es madei as ; raais nao lomos ns
os principies nem os nicos nem os
petares reo*. Compli.es, que dtpois nos
arguiram tanto, pe cajeara mais, e mais
lelamente. Emendar pos mal leilo,
impedir que mais se n*6 laca de ver
da honra Pe tugii-sa, e. do inleresse da
Coroa de Vossa Mageslade por que os
Dominios que po.su irnos naqellt paite
do mundo sao anda os n-.ai.s vastos,
importantes e Valioso* que nenbuma Na-
ci europea possue na frica Austral.
Para os avaliarmoa nao devemoa so'
considerar o que actualmente sao mas
o de que sao susceptiveis. O astado em
que se achara t devirio nao s ao
mao Governo que tena tido a Metr-
poli-, mas a este ter prestado a sua a'ten-
cio qnasi exclusivamente ao Brasil.
Ua natur.es da Afinca Imana appre-
sionado- e transporados alem do Atln-
tico para tomatera rico una immenso
pais cojos habitantes se recusa vana a c-
vil;s?ca6. L-se n'uma mentara antga,
qne bouve teuipo em que na Ilha de S.
Thom exittiiam desessele i rigen lio- de
a-sucar jue o G iverno de Poiiugal
oiandou destiuir para nao prejuearem
a endura da cana que naqut-1'e ti mpo
piornovia no Brasil 1
Era uo-sas Provincias Africanas exis
lem ricas minas de orno, cobre ferio, e
pedras precios-.]: ai pod todo quinto se cultiva na America pos-
suimos tetras da matar fertilide le na*- I-
Ibas de C bo Verde, i ra Guie', Angola,
e Mocarobiqoe : grandes i i< s nag-,vei
ferteli-a algumas das *aos.jas Provincias,
e facilitara o seu remaaerco ; na.melle'
vasto territorios poderemos cultivar em
grande cana do aasucar o arroz, ail,
a'gnda calli- e cacau ; n'uma palavia
todos os gneros cbam los coloniais, e
todas as plantas das Molucaa, e de Ceilo,
que produzem as espe iaria- ; em ti a-
bundancia, que nid somente bastera ao
con-umo de Portugal, mas que posa o
ser exportados ira rauito grandes ipi.nii-
dades para os oulros mercados da europa,
e por menores p< ecos que os da America,
visto que ocu!fvador Africano ojo sera'
obligado a buscar, e a comprar traba-
Ibadores de outra banda do Atlntico, co-
mo acntete ao culvador Iba-ileiro, que
paga por alto prego, augmentado ainda
pelo risco do coutrabn lo, os .sc.ava-s
que em prega.
Promovamos na frica a cotanistcio dos
Europeos o desenvolvimento da sua in-
dustria, o emprego de seus capil.-es; e
n'uma curta serie di annos tiraremos os
DIVERSAS R3PARTICOENS.
MESA DiS DIVERSAS ItMUS.
A paut i be a mesma do N 24-
PBETEITcRi DA COMARCA DO RECIFE.
Hipa, e Esm. Snr.
Encirregado da Prtfd tura des'a Cora-
marca poi-nomeagio de V. Ex. de %9 de
Abril do anuo prximo pass^do, leabra-
me qtf ea eoti'5 delaiti a V. Ex. que
aper.ar de lgmas dificitdadei que eh-
roiitrava atienta o meu ertado de --aude
para saplisfazer dignamente a roufianca
que tinha Vossa Excellencia potio em
mira, n.6 duvidava iaber um saciili-
oio a airiisade, e consHeracO, tan-
to ma:s quanto ist.vi ceito que a sabia
adninistra9"5 de V. Ex. *m jos negocios
d'cstj Provincia j-aii o sucesso dod meus exforsos, Ci> -
o que os naSpoupei, e oelo menos tenho
gloria de afimara V. Ex. que o de-
z.jo quesnipre tive de be.n curaprir os
meus deveres b sta para descnlpar quae*
quer falt.'S que por vertura tves s du-
rante a missi-Sde que h- jetpetSoa.V. Ex.
ha ja de desonerar-me dando-mea demi-
;Io: do emp.ego da Prefeitora desi'i Co-
ma rci1, pois com demss-5 de V. Ex.
do lug.r de^PresWnita u'esta. Pronucia
cesara oa motivos porque encarregu-ii-
uie d i'rtfetura.
Dos Guarde V. Ex. Secrttaiia da
Preleitura da Commaid do Recife 30
de Janero de 1837. Illm Exm. Sr.
Francisco de Paula C valcanti de Albu-
qun que, Presidente desia Piovintia--
Manoel do Nascimentoda Guata Montei-
10, Prafeild da Comaica.
Dir, Sik. Concedo-!he a demiss-5
que pede do lugar de P.efeilo dtsta tom-
maixa. E por lata ocabiaS cumpre m
louvar muitooello, actividade, e inte-
l.gencia, que V. S sempre dcenvolvee
nod^mpenho daa fuucv5eSido 1 efe.ido
Eeo?Gaarde V. S. Palrcio;do Gover-
nodePernambuco3l de Janeiro de 183;.
Francisc* de P"1 Cavilcanti d'A'bu-
queique.
AN.N UNCI.
CaEsimiro de Sena Madunia. por estar
servinJo de Pufeito interino desta Com-
naarra, fat s.b-r a quera comier, que o
fxprdienle da Pitfcilmi couamea doia
em diante na rasa de ma residencia 1
iuad-9 Tiincheira D. 24 as hoM eos-
tmidas.
EXTERIOR.
PORTUGAL. -
Secretaria de Estado dos negocioseslran-
geiros.
SeJbora A civil Sarao da frica tem
ido oestes ltimos lempos o pensamenlo
querido dot S bios e dos phiantropos e
na5 menos o desvelado cuidado dos pnn-
cipaes Governes que, noantigo e no novo
continente marchan a testa do piogivi",
promovem o melhoramento datspeeie
humana ; em quanto Portugal, que ilu
tinte cecolo-i haviatrabalhido nesta gran-
de obra, boje, em vei de promover,
llie da obstculos,
O primeiro titulo que os nossos Gran-
des Re.s, Augustos Avi de V. M. ao-
CTescentaiam ao de Rei de (Portugal, foi
o de alera mar em frica, eo ua 5a-
nlio es de Gui. Empunbadas pelas
toaos de 110 sos navegidores diiigiJas
pela atrevida scienria de nossos astrno-
mos, ai Quintas Portuguesas, que deta
grande resultados que oul'ora obtivemos
das hossis Colonias.
Ms pira sso neressario q'ie refor-
mn inteiramente as no^sts Leis Colo-
niaes,
Se pelo resultado se p >de julgar o sys-
tenia de urna LegU|agio nenhuina pode-
ra' ser peior do que a das nosaas Pos-es-
s8es : secutas tem decorriiio dep-iis qne
s arham no dominio Portugus, e pou-
co diferente') estaS em cinilisaga do que
eram' no tempo da conquista em quan-
to como conliaste, a visinba Cobmia
do Cabo de Boa Esperanca em milito rae-
1 O? ti-mpo tem cuscido rpidamente era
populado branca ce--) 'ic]ue-a.
A gloiia de 'continuar a niaode erop^e-
isa comegaja pe"Seob'-r D J >a lista-
** reservan! a Vossa Mages'aile. A cvi-
lis-aco d' Afnca de que tantas Nac5. S po-
derosas lera desesperado, mais po-S'T-l
Rainba de Poitugal que e n Sas M.oa
tem s chaves e piiicipaes- portas por on-
de ell.< pode entrar,e cuja auChoi dade o-
bedecida em v.nios punios do interior da-
qnelle vasto continente, que se aclu si-
tuados a raais de duzuntas legoas do mar.
E asMni como foi p ssivel aoa solieran is
da Portugal abiir estradas para a c.vi-
I zaqio que nenhum ootro Piincipe
oosou lser commeiler ser Ihes ha tam-
bera pos'ivil arlimiti ar, e fiser piospe-
rijr naquellas regidas esta planta heni-
fica.
Cono preliminar indspensavelde todas
as providencias que para este granle
ftr:, de acord Com as Cortes (Jera-s da
Naci, Vossa Mscestade 016 dejnra de
Dar em S .a Alta Sabe lona, Religia a
Humanidade, os Seus Secretarios d'Es-
tul tem boje a honra de y opor a Vosa
M,ige-.tade, no seguinte Pr.ojecto de De-
creto a inteira e completa aboli i.a do
trauco da escravatura nos Dominios Por-
tugueses.
Secretara de"Estsdo dos. Negoetas Es-
trangeiros, em 10 de Desembro de 1.836.
(Assignados) Visconde de Sjda Bandeira,
Antonio Manoel L^pes Vieira de CastiO,
Manuel da Silva Pasaos.
Tomanda em consideracfo o Rplstono
dos Secretaiioa d'E-tad das d ff rentes
Repaiticea Hei por bem Decretar o se-
g 1 inte :
Ait. 1. pica prohibida exporta-
dlo deescr>vj, s-ja por mar 011 por tr-
ra em todos os Dominios Portugiu-tes ,
sera exrepco, quer ejam situados ao
n >rte quer so sul do q-iador, desde o
da em que na Capital de cada um dos di-
tos Dominios fu publicado Q pamente De-
creto.
Art. 2. E do mestno modo prohibi-
da a importaca5 de esrrivos feitl por mar ,
sob qualquer pretexto que se pietenda fa-
zer.
. nico. Todo oe>c.-avo que for im-
portado por tena devei ser competente-
mente manifestado a sua chegada ao Ter-
ritorio PorlM8Ue7.
Ait. 3. E'exceptuada da rpgra es-
tab lecidas nos Ai tig 1. e a ex-
pirlagio e imj o tagio dos escravos feita
por um Colono qu- r nacional quer
estrangeiro que deuini pane dos Do
minios Pe tu^ue/.t-s em frica f-.r estbe-
le, er-se em outra pule do-, msenos 1 q.
minios^10 Continerite, ou libas Africa-
nas.
. nico. E' do mesmo modo eicep-
tuada da regia csiabele< i la no Artigo 1
a in poi tago d< esclavos por mar bita per
um Colono quer mcionol, quer eslran
g- no que de i|Ub|u>r pai^ nao sujeto a
nimba Cora vier estabelecer-aeem albura
dos Dominios della em Afica.
A't. 4. A ficulrtade concedida pelo
Artigo 3. n principio de-te Decreto se-
r rguiada pela mam-ira seguinte :
. 1. O numero de escravos expor-
tados, ou impoi lados segundo permis-
so e Artigo 3. in'principio, nunca podei str
mais de det.
. >.f Antes da t-xpoi iaca > declanr
o-eiiiur dos esciavos, perante i Autbo-
rid.-de superior da Alf.mdega do porto em '
qne embarca o nnmeio de escravos que
leva, prestando banca idnea, e eories-
pondente ao doplo do valor dos escravos
que preteudeexportar, de como iffecli.
vamen'te os ha de desembaicar no logar 1
que declamo destinar-se.
. 3. De se haver preeri^hido o que
determina o autecedenle se lavrar Au-
to era um livi o especial que pira sso ha-
ve< na Alfaml-gi inseinio-.-e no mes-
roo Auto a declaraco feita peloseuhor dos
eteravos. e o Termo da funga por elle
prestada.
. 4- A Autboridade superior da Al-
fandeua aoudesa lavrar o Amo deque tra-
ta o antecedente, enviai traslado au-
tbeniico do mesmo Aulo em carta cer-
rada de officio Authoiidade superior
da Alfandega do porto a que o teahor dos
escravos declirnu de.-linai'-se.
. 5. O senbor dos esoravos pnde-
r rom Ceni..o da apre.-f nlagio dilles,
pnss-.d 1 p-la Auihoridade supeiior da aI-
land.^a oo poitoi que declama destinar-
se, maudar requerir alevantamento da
llanca queprest'iu na Alfandega do porto
donde sal.io. E Ihesei imraediaUtneotc
def rido.
. 6. Nao se api sentando o senhor
dos escravos tona elles no praso de seis
m 7. s i" na los da data do Auto de que
trata o 3. c Authoiidade superior
da Alfandega do porto a que deelarou ir ,
e-la o participa-a oflicialmente Auihori-
dade supe ior da Alfandega onde se lavron
odi'oAuto, para que pelos meios cem-
pe'enies se faga effectiva a fianga.
5. 7. O fi.idor no cato de provar
naufragio, ou mor te do afHancado, ser
absolvido da Sanca.
No caso provado de morte de todos os
escravos declarados, ou de parte delles ,
tambem ser o fiador absolvido do todo, oa
da paite correspondente da fianga.
Art. 5. Por cada escravo exportado
segundo o modo prescripto no Artigo 3.
111 principio se pagaroos mesmos diiei-
toa que be pagavim quando a exporta-
90 de escravos eia per un ti da.
. I.* Iguaes di 1 eitos seiio per'cebi-
dos por cada escrav que Ior importad
no-, la-os permiilidos pelo nico do re-
ferido Ai tigo 3.
. 2. Os mesmos direltos se perce-
bi rao por cada um dos escravos que foi ena
m po> lados por trra.
Art. 6. Nao sedaiio Passaportes aoj
Navios mei cantes para os territoiios Afri-
canos situados ao sul do prllelo de vinte
graos de lalitude septentrional sena que
seus dorios, e Capitaes OU Me-tres te-
tilla ni a-signado Termo de nio ie>eberem
a bordo delles escravos (Iguns, que nio
se j ah 'os que pel Art, 5. deste Decreto
permittido transportar.
Art, t. Os Navios Portuguezes ou
Entran ; ros, que se promptarem nos
portosdestes Renos, e Ilhas adjacenles ,
e mas portos da \donan ha para oave-
garem para a Afica ao sul do parajli lo do
vigsimo grao de lattude septentrional ,
serio visitados no da da sua sabida pela'
Authoiidade civil do poito acompanha-
du de uaa dos principaes Empu-gados da
Alfandega, ou na faba destes por um 01-
lici.il de l os qu.es sob sua esponsabi-
lidade > xau.inaro com o maior esn upu-
lo e vigilan, ia o Navio; e nio a. bando
cousa que cause tuspeita o deixaiio par-
tir liviemente.
. 1. Encontrando porra objctos
que indi |uem que o dito Navio vai ein-
piegar ai-lio trauco de escravos, se o es-
ies objecios tomad, s como contri bando ,
fi. ando oCQiaos os interesados no Navio ,
o Capitn ou Hestie, os Pilotos, eos
Can gadoiesdelle as penas tb.,to de-
claradas ( Ai tigo 17. )
. a. D, po da visita nada p.d-i
er 1 e ebi 'o a (tordo do Na vis.
. 3. No eso de o Navio nio ser c5-
(1 innado ; dnxando com ludo suspeilas
de queso destina ao trauco de esciavos,
podei a Authnridade competente tsigir
fiama suffi. ente dos nteiessados no mis-
mo Navio de que no faiio o dito trafi-
co.
. 4- Se no espseo de 18 metes nao
houver denuncia ou ai cu agio contia o
afiiangado, ser-Ihe-ha levantada a fian-
za; e do mesmo modo Iheter levantada
a fianca ainda quando dentro do rele-
rido praso teja eccusado, se d* pois lar
absolvido.


1) U R I O DE PERMAMDUCO-

. 8. Oj objrctos que se consideram
indicar o projecto deo Navio se destinar
ao trafico de escra vos >In mencionados
na Re c> arme xa a este D.crtti, que
de le faz parte ; e vai assgoida na data de
lioje pelo Secretario d'Estsdo do Nego-
cios Estrangciros,, Presidente do Concilio
de Ministros.
Art. 9. Nos Passaportesquese derem
os Navios mercantes pura 08 menriona-
dos Terr>toriosJAfi icaoos ir sempre ex-
pres-a a clausula, de que .tend encontra-
dos *m contra venci a]e-te Decreto ptlaa
Embarcac s de guerra Porluguezas, po-
dero ser por ell Art. io. Os Capiti s dos Navios mer-
cantes, q 18 forern a qualquer dos pollos
dos mencionados tenitorios, logo que
futrJearem t-erio obi gados a mandar er
da um o Passaporte do s. u Nav> Au-
ihoridade superior da AUandega re-pecli-
va que o conservar em seu poder at ao
dia da nhida do Navio a que elle p . 1. No dia da sabida do N.u>*n-
tregaf a dita Authoridade o p ssaporte
de! I.' a uro do Ollicaes da mesroa Al n Je*
g< pelo qual responder, pa que Bo-
te pagando a bordojdo Navio e lendo
acbado pela revista que deve pausar que
elle nio cundux escravos, seno dos que
tracta o Artigo 3. nena lem seu bordo
objectosdo memionados na Relami an-
nexa a este Decreto entregue o mesmo
Passaporte ao Capiti. no acto de ae, la-
zer de vela e depois de te.' suspendido. E
de assian o haver cu .npri 'o dar o dito Of-
fir,.l parte porjesciipio JAulhoiidade su-
perior da Alfapdega que a laiY guardar
do Archivo cit-lia.
$. a. Adiando poim o mesmo offi-
cial a bord escravos cuja txportacio
prohibida por este Decreto, ou algn* do
o'jectos mean unidas n.i sobredita Rea-
cao, faii detero Navio, odaiV Paite por
escripto Authoridtde superior d Alf. n -
dega pira se proceder na conbrmidade do
mesmo D.-cieto.
Art. 11. Em todos os casos de Irans-
gressio do determinad > ne ta Decreto se
impora' penado perdi ment dos escra-
vos que foiaui objeclo da mesma trans-
gresiio.
. i. Todo o escravo assim perdido
ficaia' inimediatamente line, ea Aullio-
rida-ie competente lbe passira' ex-oflicio
a Carta'de Altan ia sob pena de suspeoftSo,
se assim o nao rumprir.
. a.0 A Authoridade publica o Tu
tor, e Curador legitimo do libertos assim
feitos, e os dar' de soldada am hasta pu
blica a y estrs de o (lie ios mchameos que
se obriguetu a easinar I lies os meemos of -
Ge ios.
Ait. la. Em todos os casos cm que
segundo o Anig> antecedente ha perdi-
irunlo de escravos, se no acto da appre-
hensio nao foiem encontrad" todos, c'
parle delles se f-ra' seque-tro nos b 11 >
de seus donos, comprado)ts vmdedo-
rts ou conductores osquaes todos res-
pndelo in solidum pelo valor dos escia
vos que fallaren.
1. O valor dos escra vos que fal-
iarem sera' sempre computado pelo preco
que ao tunpo do seques! ro livereui no
mercado os roelhores escra vos.
. 2. O siquestro seta' ito de modo
que *>gura toda a extens6 da respon-abi-
lidada segundo o valor doo Esclavos que
faltar*fu liouver de ser multiplicado na
conformidade das penas impostes an s que
la/.t m contrallando.
Art. i3. A falla de cumplimento do
que detei minado no nico do Ait0
2. sea'punida alm da p-r< cT"Vij Com asootias pinas importas ao
que f.i/mn (Oltrabando as quaes lbe e-
ro applioadxs em seua d ff- rentes graos
seg uni a gravida>te d-s cii constancia-.
Art. 4- Em todo 01 aso de onis-ao
011 inex.11 iiiJa de cumprimeuto do deter-
minado 110 A superior da AUaudega incorrea' na pena
que lbe f. julgada segundo a gravidade
da culpa.
. 1. O mnimo da pena sera' ama
multa de quatrocentos mil M.
- 2. O mximo da pena (sera1, urna
multa da um cont e duzentos mil r., com
perdimtntodo empiego e inbabilidade
pra outio qualquer.
Ait. i5. Todo o Matre^ ou Cpiti6
de Navio encontrado ao Sul do vigesim >
grao de I-iitude sepleotridnal e a me-
nos de duzentas milbas de distancia do
Continente de frica sem Passapoite na
forma- que pre=creve o Ait. 6. ou a
quem se prove que fez aquella navegado
sem levar o dito P.iSiapoi te sera'punido
cosa tres annos degalo ; e os dono*, Ca-
[lilaou Me.-tre do referido Navi licam o-
bngadosin -ol lum a urna mulla igual a'
meiade do valor do mesmo Navio.
Art. 16. A otniso ou rugligencia
da Autlioridade C vil ou do Empiegado.
ouOin.ii.I deque tiata o Art. 7. : sera'
punida coma mulla de -eiscentos mil r-.
paga por cada um delles.
nico. E ta multa sera' e.n tresdo-
blo Officios e inliabilidade para outios quaes
quei 6e Ihes fr provada rounivtucia.
Art. 17. Sao applicadss aos lran>-
gressores do que determinado nos .
i.ea. do Art. 7. as peOM impos-
tas aos que f >7.em contrab.muo.
. nico. No ca-o pievenido por este
A< ligo se lara'imiuedi.'tau ente eml s>b'eoNavio, e sua caiga para segmau-
5a d&s multas em que pos-am tir inci.riido
o Capitio ou Mistre, Pilotos donos e
ca regadores delle pelas quaes todos res
pondeiad in sol lurr.
Ait. 18. OOfficialdaAlfandeg, qoe
nocaodo. |. do Art. 10. der un a
Parte falsa peidera'o seu Ofttio Bcava'
inhbil para outio qufllquer, e psgara'oma
multa dequ.itrocenlos nnl rs.
'. nico. A Authoridade Superior da
Alfandega que empiegou o dito Oflicial
que deo a Parte fal-a pagara' tamliem a
multa de seiscenl' s mil rs., se da sua
parte houve negligencia, a qual mulla
sea' em tresdoblo rom perd ment do
seuEn>piegn, e inhabilidade paia outro
qn.-'l-jiier, se tambm lbe fr prvida a
connivencia.
Art. i9. Os Gobernadores, ou Au-
iho (a.lea principaes qoe as vezes delles
bzerem em qualquer tenitoiio dos Do-
minios l'oituguczes o d se provar que
por sua om8sa ou negligencia teve lu-
gar cxportacaS, ouimpoit*c5 de e-cra-
Vos, quern-seja a permitlida pelo Art.
3. deste Decri to incorrera na perda
dos seus respectivos Cargos e inhabilida-
de por tempo de cinco annos para serv
rem outros. Nocasopoim de se provar
que da sua parte tamheni h .uve conniven-
cia a'em de [>>g .rem cada urna multa de
doi'8 con los ders. a cinco tontos de res,
teiv a pena de degredo por espseo de cin-
co annos em um Presidio to interior da A-
frica.
, x. Oo Cap"ties, ou Meaties, e
Pili tos dos Navios que seempiegarem no
trafio deescravos, e os tiltil individuos
enca regados da romj.ra, ou venda dos
mesroos escra vos pt-ra taes Navios, e da
sua conducca para elles, soffeaS peoa
de gales de dous a ciuo annos, e urna
multa de quinhentos mil rs. a deus con-
tos de rs. cada um e in sulidum.
a. Tcdos os mais individuos en-
contrados a lii.r.io dos Navios empega-
dos no mencionado Iraco, nao compre-
hendidos no a mere Jen te aerad con-
jinnados a su 1 virt 111 He doi'S al qualro
annos a boido das Embaicaces dv Guei ra
do Estado sem venciuieuto de sold e
na classe que se julg*c por sentenca se-
gundo a ge vi 1 de d'S circuuistatu is.
A't. a >. Q lalqiier contravenca ae
di-|H'ato neste Decreio declarada crime
publico, e a sua aecu-aca da obnga-
ra e-pecial dos P 1 oru 1 doi es Regios, e
seus D> legados, sob pena deusp,ensa5 e
compeiente alen di?so a qi.alquer pes-oa
to P'i'o que pn-leiV ser tambem admiiti-
daa d^r denuncias de qualquer sobiedila
ioQliavenc-6.
Art. ai. as tranogresses desse De-
cn-lii n.-O lia pre.trnpc5 paia o conheci
ment especial dell, e imposica das pe-
nao.
Art. aa. Os Juizesde Direiio dos re<-
pt-cvos Uiotiictos scra os competentes
para lomar OuofaeciiUOUto das tiansgre-.-
ses deste De reto ; mas d gas >e appellara' sempie por parte d Jus-
t ca para o Supiemo T1il1un.1l de Coro-
nieici do Remo.
. nico. Tauto 3S Jjizasde Direito ,
conij o Tribu tu I proporcioaoraS as pe-
nas como fr de jusiica dentro dos limites
prescpos por este Decreto.
Ait. 23. Os Cnsules, e Vce-Con-
sules de Portugal piii quab|uer porto es-
trangeiro a quefoiem os NaVKH Poriu
gnezs, sao eucarregados daex-cucaS do
piest-nte DeCietq ; e achando alguma con-
tra venca a elle, podei a requerer a com-
ptenle auiImi idade do p^iz o embargo no
Navio, e pnsa dos culpados, lanudo
defins lenietle o Navio p esos, e cu-
gaao Mtiiisteuo da Matinlia, pata nr.nd.r
tomar de lulo Ciibecimento pela Autho-
1 i da de a quero com p< tir.
I. O Cnsul, ou Vice-Consul ,
quem >e provar onii-.sa5 na execuca
deste Artigo, ser' punido com a peda do
seu, empisgo, e inliabilidade para servir
ouiro qualquer.
2. Em caso de connivencia, alm
de mcorrer as penas meueionadas no
antecedente, pagaia' urna multa de^dous
contos de rs. a cinco conlos de rs.
Ar. a'4. \t sommas provenientes de
todas ao mullas impostas e flaneas n5
levantadas serio pplicadas metade para
o fisco < meiade psiaum,cofre do qual se
prover' s necessidadesdos lilitulos que
em virtude deste Decreto tiverMn obligo
sua (aria de Alforria.
.i. As Cmaras Municip-es d-s
Districtos respectivos sera6 as dmiui.t>a
doras de-te cofre, e da sua adm nist>aca
daraSco.ila authoridade competente.
. a. Nos easos em que (houver de-
nuncia sera' dividida a quantia em tres
paites senio urna para ol co umi pa-
ra o cofre dos libertos", e a ootra para o
denuncian.'.
. 3. No caso de apprehen$a6 feita
em ti ira ou dentro dos porios anten
de se proceder divisaS de que trata o .
antecedente, se tirara'piecipua a quantu
que por jei compete eos apprchensores.
4. Nos casos de apr< samen to feito
no^ mar se ? gira', qutnlo a* repaiti-
ea5 da presa, oque las Les, e Regulainente anlerjoits.
Art. a5. 3 O presente Dee 1 eto sera'pu-
blicado na forma do roitume pelos Gober-
nadores dps Dominios ltrtroaiinQ^ l go
<)uporcllv'3 f.ircccbdo | mas dando a-
lem dis-o umexemplar delle a cada urna
das Cmaras Monicipies, as reapecliv^a
Alf'odegas, e aos Juizes de Direito.
. nico. Pelo Ministcr'O dos Nego-
eios Estrangeiros sera remedidos exem-
pL.ies do piesente Decreto a Legace, e
Agencias C.nsulares de Portugal trn todos
O* pases l'.s rangeii oo.
Os Secretariun de E-tado das d'ff lentes
Re,Militos assim o lei.ham entendido, e
fac-ro executar. Pal.-cio das Necessidades,
em dez de uez ttibm de md oitoeeuios
tiinlae seis. RA1NHA. Vsconde de
Sa da Bandeira. -'- Aulenio Manoel I.o.
pe Vieira de Castro Mainel da Silva
Pas-os.
( Do Diario do Governo de Lisboa. )
NOTICIAS DIVERSAS
Augroentos predigioso de Jorn-es.
Expediram-se d* L mdres por estes ul-
ti'i'OS correios 74 mil peiiodicos mais
do que eia cottu ne em os antecedentes.
Expedics de Afn'ca. Aexpf-dciode
Cou-ianliua deve ver fi ar iinnieoiaUmeii-
tf. O Ministio da Guerra francez aun*
douoideusao Mareclial C'auael, enerre-
gsar o prepaialivo-.
Casameriio. Parece q>.e tera' lesulla-
do saptist'atoiio o pioj. ca lo calamento d
duque de Orleans rom a p iuceza Helena,
da Corle de JVJet klemburgo.
Viagm-. A viagem a Pars pnj-ita^a,
pelos piitnipes da caa de Prucia ficou
sus|ieiisa al ao auno emidi to. O p iuci-
pe real o participou ao duque O'Oileans
par carta autbogiafa.
Mr. de Thiers. Sabio de Roma para
Florenca. Durante a sua estada naquella
citado, leccbeo do p prnva- de heuevtleiii ia.
Rei do 1'rucia. As cartas de Berln fal-
lad da piofiinda melancola de-te rao
na. cha, que ja fez vaiias tenUtivas para
renunciar a coioa, e reinarse para pas
est'rugeiro.
P.e-ica ingles.. N- cesa de se oceu-
par em g-.ral da inudaooa poltica de
II -panha e Portugd. Pteos no meio
det.. acalorada lula periodistica, todos os
orgos do partido liberal se tem pronun-
ciado com maii ou menos franquesa a fa-
I vor da adroinistraco hespanhola.
Movimeoto diplomtico. D.sde a vol-
ta dos ministros fance.es do acampa-
mento de Compiague nao cesst as idas
e vollas, e as conferencias dos embaixado-
ies e cncarregados de negocios da cua-
drupla alliin.,a.
Fionteirasde Italia. O governo napou
litaoo tomou todas .ra medidas deprecau-
ca para 1 eprimir qualquer movimento re-
volucionaiio receaudo que 0o|aconteci-
iiirinios da Pennsula piodusa alguma
rea< o nopaz.
Mr. Tabyran-1. Na Piese se l que
por nao e-tir o principe de acord com
o actual gibintte. supiimio este a m-
dica p>nsa de 3o mil francos quo
perstbia do Thesonro um faveiilo do
principe, por servig s elficases de diplo-.
macia pi estados ao vellio diplmala.
Lei de impiei^a. O douriimos nao
oa ja a Iti de Stembro de i83j coma
soffieiente'l paiecefqua sej apre=entaia'
outia na prxima Legislatura mu severa
e sem exempl j oonira as Saciedadjs sc-
cietas.
Embaixaias. O bara Delabre, lti-
mamente enviado extraordinario na Cor-
la de Marrocos, teve a 6 do correte urna
audieuciajjde Luz Felippe lbe entre-
gou cartas aulhogralas do imperador
Ab'leirliamaij quesegunda o co^tume
do paiz atavio envolviJas esa um panno
de se la.
Incendios. Na mnbl de cinco do cor-
rente p gou fugo na Univ.rsidade de Lon-
dres. Todo o edificio fitou reduiido a
cintas.
L ndres. Uma casi respeitavel des-
ta ciJa Ir icmetteo para a Hespanha a
4 deste mea uno grande qoantidade de
espingardas, o que contribuid pira subida
dos fundos.
Irlanda. Uro Viajante, que ltimamen-
te visilou p> lo meridional deste paix,
diclaia que os habitante* vivem e ve-tem
com tal pobresa come os caf.es. He es-
ta a alinda da Inglaterra ?
Quesla sui.osa. Urna caria de Berne
publicada em um Peridico inglez, di
que o Min'stio de Inglaleira tem ordena
do seu governo para < orar como mediador
entie a Franca e a Suissa.
P'.'innia. Em Cracovia bouvem alguna
tumultos, duiante quena tres Mini,tros
residentes de Ruslia, Prkcif e Autria,
e os Senadores # ai hav. er.i um banque-
te que Ihes deo o pi evidente ILIIer. Al-
guns atildantesgntaia5 viva a lib.rdadel
a liberdade p. ra sempre 1
Argel. Para verificar a expedieso da
Conslaiitina, pedio c iv.aiecbal Clau-
sel ao g ivtrno um re ro de 3 mil ho-
mens.
General Sebastian!. Chegou a Douvrca
a 5, donde sahio n,* crrsmo dia para Lon-
dres em companhU des ja espora.
Imperador da Rusta. Segundo o ulti-
mo boletim S. Magslade Imperial esta'
inteiramenle re.-labelecido e disposto a se-
guir > iagem. O imperador a pesar deste ac-
cidente prupe-se (onlmuar a sua viagem
as pioviiuios meiidiouaea do imptrio o
pausar por Var-ovi*.
Suissa. Dizem que o conselho d'esta-
do resol.eo depois de urna madura ddibu-
lagao f'a-er o gahinete luglez arbitro da
contena enlie Fra nca e a Suissa. Se este
p.os-o nao tivar bom existo, eniio ae tra-
tara' de repetir af rea pela forca.
Mr. T ers. O Measager refere cmisas
estupendas acerca da magnificencia desta
personagem. O ex mtniotro maniou dis-
tribuir pelos soariotieiri* dobanode va-
por que o couduzio a Civil* -Vw.bia, urna
grat.tcaca de lo mil francos, e com-
prou em Boma o valor de 3oo mil fran-
cos de ant'gaidadie o outroj objectoa du
artes.
Reino de aplo. Uaa Carta parti-
cular de Taeaaa, annuncia quo houvo-
a nesta cidede novea tmuuttos. Pujni-
roartdaa com as oltinu) no'itita 1e Hes-
panba as penafat atoa beije, irrita-
tos os ToIanUfJoo, o* leatuiioni aierad
as mos os dous par.ido resultando al-
gum eaogue de moas asparles.
(Peridico dos Pcrea.)


4
DIARIO D
rn*:A,i;AJ-^l**i>l-irm. i^mXmV
E P E N A W B C O.
CL i-.^P tajea
irtae'B^jaw^ja^ui^iiMManajjiwti
THE ATP. O.
Hura Novo dsncario de .'rame tbegido
h-i Folios do Sal, vm no da* Ssbhido 4 do
cortete, dar lium brillunte expectaculo
romposto ^d represenlacio, e na ni ^b'-
roes e aniscaJ. s.vtes scbre o rame, tai
q' desenvolver 'jiuitoie diferentes exerci-
cios da Gybasicn. O- canm otes Bilhetts
se vendcrn ni ra da Madre de Di-< s n. 1*2
1 jt do Sor. Pena.
AVIZOS DIVERSOS.
O nhsito ns-ignnd i declara que su mn-
In^r lenta rhaii.aJo luixg para un* ju-ti-
IfeteciO d tito*! a {>r meto deste dda-
13 que no ter vigor oachnma cifacfo, se-
ia pelo Julio de rar, oti p~lo Civt, scm o
*b^Ko.>ssi|nrf.lo estar aViignadu com i !fi-
ci.l que lh Fo fa*er qualquer < acio, e
aclara ccais qu-ie.-f rezMIndo rom o seu
vai noseu sitio ta Estancia, o it ese anun-
cio pira nao se cliaii.ar.cn a ignorancia.
J'.o T-.rtuliano Morena de Catvalho.
Furtario na da i. do rorrente
dcima do balcio do Sur. Manoel Gonc*l>
ves da Silva e-taudo-se a redeber urna por
ci de dinheiro, urna stdula de cem mil
res de !i. i36i as-i,;na I.- pelos Sor*. An
ionio Joze Pire, Tbomaz Joze da Silva
Gosmiu, Antonio Marques da Costa Soa -
res, e Joio Pires Ferrera ; a quem fur
entregue em pagamento nio a receba, e
roga se a kv.rn a mesoia loja que serio
gratificados.
V9* Quera quiser copiar comedias
com toda a brevid.de, e acert a iiJJftOO
reis rada uma, dirija-se aoThes tro a fallar
ro.'n o Director.
**W Albro-se 2000 palmos de terreno
na Campia do Giqui a beba d,a nova es-
trada, com 400 palmos de fundo, era cojos
terrenos podcrn so fazer olarias, casns e vi.
veiros dn peix* : quera os quise aforar no
todo ou em retilbo enlenda-se com o Pro-
prttaiio do Rosendo Oinir' Manuel Ca-
Valcaoti de A'buquerque.
W Quera precisar de um escrevenle
par* um Cartoi io annuncie para ser pro-
curad?.
IV Quera tiver e quitar alujar U-na
aerara que saiba vpnder na roa pigndo-
se 3a 1 reis, e dando s o sustento : : cie para ser procurado.
"ajiikv-" Aluga-se uma escravo pira ama de
Iete(em que abundante e da boa quali
dad-) e muito bom genio pa-a o indicado
cima : s pertendentes po-lein Hi;jgjr-se
a ra da Crol n. 6j, segunda andar para
tratar do seu ajaste.
%3?" A pessoaque prpcor dp um ad-
ministrador para qualquer Erig-ujv, sen
do per toda Praca, too que ae fi*nca
pie e ta Bajwoa capat e cacado: quem
tlellc pieci-ar annutnie.
*5> Arien-ia-seom sMio de trras jun-
to a Cidade de Olind com grande caza ;Je
ivenda, c ui ed6.ios preprios para
qualquer fubtica. kt U reas, e uoss' para plnn'a'-, pira criaci
degido: oa ru* do V g..i iu u. 16.
trjy- Pr.-cisa-.se de 800^ reis premio
de d jis por cen o, bipotcandi)-se una iro
Valla de ca- terrea no Hirco de Santo Ao-
tonio': anii.Tiiie por eila f.Iba.
QTSr Arrendare uma nova eexcellcn-
te casi e com Oi niliores cornnirdoa ps-
veis aeodo t itnl ern toda murada e baol'o
ao |, no logar do Arromba-io: qm. a per*
tender frijaseao m-sm lagar cusa ter-
rea de va anda de ferro que ahi. ha
laaj (|uvm tratar,
VCjF Oabaiao ^ssignadr> faz sciente ao
repcl*val publico qaa iiinupm coolra'e
tjego.ioal^um com Manuel AitonioCoe-
Jbode Alme-laex-Tbelio e moiador na
Villa do ('abo, poja o d>to se acha de posse
de tiei rscravos de nom< Joio, Paulo, e
Joann], 'Oi)>eo8qii4i'a too entrar CV e.\-
cucio coiii o dlo, por estar detiorando bens
que nio llie compete.
Joat Francisco dos Saatos M troca.
O Sor. qoe aonuaciou na Diario
du.-s semma. emquedit tinha vndo um
rapaz de Lisha (jue ari.lava ero procura
de mo Pai, diiiju se a iua Nova loja de
chapeos D. i7, que est en-uinbido di-so,
e elle niesnio dir quem seo Pai, e a s;ia
morada.
%1r Rxiste uma cart* vin^'a da Ilhi de
S. Miguel par o Sor. Antonio J.?qoin)
da Cu,la, e por s-eigr orara sua raorait^ e
nio tein curar na ra ireita padaiia D. 33 do la^o
tio nascerite.
+0 Nesta rraca deseja-e fallar enca-
re i lamente, ou ao Snr. Joze R>;diicu?s
de Mederoi, iu ao Sur. Constan tino rfa
Silv, o qual 6 portujue, a necocio de
amb s, (u-i'So por este Diao anuncia-
rehj < sna inralas para se I lie ftll.r.
>^f O airem.'tH.le do conuimo d aa
por ce rito ds igoarden'ea de proJ ucean
Ibvsi'e i-, torna f.iser acinte s pe^o s,
que ain-la nao pigiro, qwe venhio Sits--
fiaer na CMsa de sua nsi lenca na rua do
Ilnsiro laiga D. 6 t o dia 3 da roen
Ir; o quea-'im nofisereiu passa acohr.tr J
na (ovala da L i.
tjaai A'orio se a 10 palmos de Fren'C
com igual larguia nos funde*, por preco
("Hi-ndo, na esira.la de Joio delWros,
e-'pjioa do Espiibeird 5 aanj os preten-
der dirija-ae ao raesmo sitio que aclmr
com quem Saciar.
?jcl?" A'oga-.e uma casa terrea f.-ta a
moiler, acab>da a pocco ta roa Nova da
Trempe toda envidragada, o piulada a
goso moderno, com bastantes coturno loa
para grande famila, bom q.itin'al morado,
e ('oa cacimba : quom p' rtvnder dirija-sa
a iua dosTanoeiros nrmasemdu assuaar n.
5, que chara com quem t-alar,
ty Arrenda-se uma padaria no palto
da Santa Cruz rom os seu* perlenctm, e j
mijito .IVegueZ'da : na me.-uia.
jr^ O abaixo assgnado. declara, que
tendo negocio de sociedade wm o Snr.
Fr*ncisoi Jof Fereia da'Veiga, do qual
o mesm Sur. Veigassempre fot admiuis-
trador, e caix, ciqa sociedade por conven-
ca dp ambo f.i e;;t nta em ao de Detem-
bro p. p., e leudo fito uosioi ajostea de
conlas, o fiiesmo Snr. Veit>as s apresen-
too com toda a 6de ida le, e exacao, enjo
proced ment omito oahonio ero-u* hon-
ra,' e li' ando ambos Siti-feito*, e pra cons-
Ur lago esta decurc0.
A'iloni > Manoal de Moraes da Mesquita
Piu.cntei.
Preri-fe de um hornera queen-
tendu de ecsinhi, compras, e rraojosa}a
uma cas, nao importa ser captivo, p-eio
o ti branco Ruropeo, Com tanto q ue se ji fi-
el : n< Do'ica do Snr. paxero, raa da Cruz
se di quim () etende. -
jr^a Per leo-e urna espora de prata de
corr. nle ec-riauea; si'pem -e que pela
roa do Collogo ou da praia ,* quem a adiar
pode diiijir-se a P>aca (in independencia
n.37 e 38, ou na ruada Larangeia &ob-a-
do i), g, que seta re.-onip' usado.
NAVIOS A CAHUA.
Para Lisboa
O Brigue S. Joze Tiim.fmle, segu via-
tem toc a btevid de: quenj qo r cuf
gir, filie com o seo Capi.u Julo Gutcl-
vn Rt>cba ou coui o -'-o Prop ietai o Anto-
nio Marquea d.n Cotia Soare*.
Para o Porto
& Segu visg^m com mu ta luevi-
d*do h Galera Fea reir, Capto Antonio
Gonaalves .Vlaia : quem na rn sma quiser
ca 1 egar 011 ir de pjssagam dirij t-.-e ao Ca-
pillo, ou a seu con-i Jiiala: io Manuel Joa-
qun) Hamos e Silva.
Para a Babia
9* Sahit no dia i5 do Feverero o
Palaxu Sanio Ambrosio : quom no me.-.mo
quiser canelar ou ir de passagem diiija-
se a sea consignatario Manoel Joaquina
Hamos c Silva.
LKILAO.
Franca &0<>mp. f^em elio de 7 cai-
xas de queijes Flamengts no estado em
que se achteni, por ronla de qumi pt-r-
tenor bojeSexla f-ia 3 ('< conente no
caes d'AHandr-ga delronle da e^cdinha.
jnjr* Adoif- Scli>uim fa/ ieilio ni casa
de su a residencia roa da Cruz O. 27 de di-
versas faZendas !npis boje S. x'a fe'n a 5
de Feverviio s io horas da manb por
ronla do quem pirtemer.
COMPKAS.
\] vn molita nue tnnha bom frite.
eqOeeejada primeita banig, e de bons
coslumea, e qi-ni pasaeide 18 a 20 anuos
deidades r-a 1 ua da Moeda n. l4* ["'"
meiro au lir, a toda li-oa i'o dia.
^Tf U.tia nenia que faiba lavar, engo-
mar, e Cosii bar ; na ra da Cruz u. 06.
VENA8.
Urna negra de 35 ttnos, qae sabe etign-
tn u ; e co>i"bar o diaria de urna ca-a, e da-
se a comento sent a pessoa couhecida do
vendedor: na ra do Collegio u. 9, 3
andar.
*jy A L'iix Garopeira. ancorada un
praia do Collegio, recenteroente chegada
do Rio de S. Pram is.o, muilo b'-m cons-
truida e de 1 xcellenie marcha : quem a
pertender airija-sea bordo da mtsma que
adiar cm quem fra> tar.
(ajy* Uma porviode aiea piopria para
qualquer obra: na ra da L rangeia D.
1 o.
JC3 CanoRi de 35, 40, 45, e 50 pal-
mos, com soIu'ieTicrri pa'a abrir, a muilo
saeos : na ra 'larga do Rozario D. 6.
Y3J" 15 quadrosproprios para sola por
pieco com modo, 1 frasqueira que terve
para emba que, a qNsl tem arranjos pra
mais de duas ptssoas ; na ra doQu-ioia-
do D. 5.
ty Urna balanga com coi rentes de
ferro, e braco : na ra do C llegio aima-
zem de carne de Manoel da Mulla, que fica
confronte de Palacio.
'0' Um m dalo de a j annos; bom sr-
venle de uma ca^a, e bom pagem, e uma
eserava de a o anno-, salta co,inha., engo-
mar, ro-e-r, lava roupa de sabio e varrel-
la : na ra do F^go 0. 11.
JF" Charutos de muta boa qutldide
rhegad-is ltimamente : na ra Nova U.
6 do lado da Matriz.
'tJCP* 10 vnecas de le'e todas prnx'mi-
mente pandase muilo bos Jeiteir*s e pos-
temadas no pasto : no aria] das 5 Puntas
D 6.
U"s^ Uma morada da casa de sobado
s la ua 1 ua da Clona L). 43, ruja se a-"ha
liipntetada a Joxa Antonio, po f.tudegi. A rasio de se vender para re-
01 ir dita h.potnca : na 1 ua do^Livi rmtniu
loja tle cooro-, junto da Bolica do Louren -
co e 'Sa do latnpiio.
jCp" Uma esCs ava tnocx, Sidia, e hbil
pata todo o -ervico de uma c.-sa taba cosi-
nb.r, liga i-tideiea, e coslureira : atrs da
Ma'rz dt Sanio Antonio no sobraHo que
fica no fundo da ca.a de Didier Co'ombier
&C>nip.
rgP" S-lio da muito superior qualidadot
na leja tle ferra^ern n.-6 defrontw do Covuo
S'into, tanto em bai ri> a romo a reti-lln.
V'ff* A-narello serraflo era as.-oalbo, de
palmoe ni. io a dois de laigura a 1 60 rea o
palmos, e I uro a 50 re, adverlin.io-.-e
que nenburO d'vateaashOalhna seachioffos
eoi t.,d<> o cumplimento de 25 p.dm-.a, nio
sorviudo por coosi qu"ncia para a-roa!ur
ca esimp obras que nao ocupan todo o scuonmpii-
m*nio: em a ruada pria serrana junio
ao tanque u'agoa.
9" Por'seu dono se retirar para fora
da Prjvric'a, uma mobila em b.un u/o:
na i i 1 > Hospicio casa isrrd>t Capaila
Inglesa, d. s q as 1 1 ho a da inanbi, e das
3 as 5 da tai d..
9" Un escravo de naro da Cosa
alto, bonita figura, s cude-s-.1 paia o matio :
quem o pe tender procure a Joaqun J.ze
Ferieiran -Forte do tf^tios na prenda de
Francisco Ribeiro de 13itopara tratar ne-
gocio.
K9* Um negro de bonita figura, rom
idade Je 23 a a4 un.:s, roui'o fiel : na 1 ua
da Cadei.- O. 4.
jjp^ Urna e-crava d gento de Aug la,
moga, bonita ligiua, boa qottaadrira, 10-
srahetra, e nuito delgrte p^ia oaev.fieo
je ra : no beco do Marisco 1). 1.
9T$r A 1 ja do atierro da Boa-vista l).
63 com os sisados, que denti o lem de Lis-
lua e da letra, cornos, giaxa, I>>iius, e
miu lezas, a qual vende-se por seo doiu
ter dr retirar se a tratar de sua s :u:iu : os
pe tendeles dirijto sr a mesit.a.
W" Cbias limpia em pns>as a 4'*&5 >o ,
5$ e 5yj..o rs. o a corados a 7, 8, e
o, violtii, ; panos finos rasados t verdes ,
aiua e rr da rap, a diz p.itacaso ca-
vado pnqitiis pata jatj ele e calcas de
m mUi ia e, para roop^ de meninos de
e colas : chitas em cas! de lstias de mul-
to bam gos'n: fioissinaos m-d-poles para
carnizas ditos muilo encorpado, piopiio
o.-ra loi 1 .> : pescas a bretanha tle bam-
burgo de 6 varas ; tinas de i3 fitas, de
4I, pioprias para lencoes : plaiilb. s lin..
de buho puro : mojas filias feixadas, o
bordadas para Senliora, a>mu tofinss pa-
ra lomera : bicos Urgns'a .treitos ni nio
bonitos pr vestidos de Senboras, e l*n-
os de seda : na luja de Manual Francisco
da Silva na Praciuba do Li rameal o.
KSCHAVOS fUdJIJOS.
No dia a9 do carrela fugio um mole-
que crioulo de nome Euxtbiu, ofiicial da
alfaiate, de idade de iSaonos pouc rusia,
iu meats, estatura regular a seco do cor-
po, levando algumas pecas da ouro que far-
tou dauaia de seu .e:ibouo; quemo en-
contrar o payln saguiar a rotidutr ra
Diraita no a. andar do sobrado D. i3,
advertindo-saque s procedei na forma
da Le eantia tdoaquello que pop ventura
acontar.
aJir* Fugio um preto alto ora idade de
30 auno-, de naci Angolla, bom ladino,
bom corpo, muito pouca b,rha, sem suitjas,
caneca, olhos algum* cousa vei-metilos, pei9
grocos e malfeilos, e para mais inlelligen-
cia tem os a dedos grandes dos peis alguraa
cousa cados para os outres, urot das raaos
alguma cousa caspenla, p e-a queseja di-
rija *e a Boa-vsta roa do Arago venda D,
4a, onde ser beca rerompens.do.
df'No dia 9 do correle, .um escravo
pardo de n jme Manoel, representa ter ma-
is de 40 anuos de idade, cor clare, cal
v.', o tema falla Gnu, oqul foi escravo de
JwZO da Rocha Carvalbo em T lcupape,
e nilima/neote fabsceo na Ilha do liamai a-
c, o dito esciavo he cazado com Thcodo-
ra parda loria, a qual se acha morando na
dila Ilha cima; quem o prebendar levem-
no a 1 ua do Queiutado loja de faeodas U.
8,
'faboas daj mares cheiai no tono t e
J*ernarnuc*.
24 N-gunda I

"5
2 26
*a8
a9
1
i
T;
Q
:
S:
I):
ih. 4a n
a 3
3~i8
4 0i
5-54
5-i8
6-
Mao.
son cas
M \r.rnMA8.'Ti-V-S
Navio saludo no dia 31.
Cmara gibe ; S. S. Jote Vencedor, M.
MrioeI Soares Bjlelbo : lastro. Pssa-
geiro j.
Dia I.
Aracaty, B. Escuna Ca oca, M. Flo-
rencio Ferreira de Sampaio : vaiios gne-
ros.
. Rio de S. Francisco S. Sinta Cruz De-
fensora, M. Joze Rodrigues dos Santos,
Passageio 1. ~
l'ER-s-., \A TiP. UK M. F. FaRIA I8.7.
/


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