Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02491


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Full Text
ANNO E 1834,
SEGUNDA FETRA 21 E ABRIL
NUMERO 370.
fc
9G0
*m
5nl)Mrreve-ip mentalmente a (4(> res. ndiatiiadnit. h Tipografa
ao Diario, pateo o1 Mam* (fe 6. Ainomo sobrado da porta, larga
une M receben) correspondencias. e*aiuiii*ioai wim msireiii-se
(ralis SCtldn don propino* asMffiaiiievxniifiiu' e viudo a*si;iHados.
Tildo agora depende de n niesmos. da nossa prudencia, m
deraco, e energa; contiminaos romo priiieipranHM e seremos
apontados cora adiiraco entre as .Naques mais cultas.
Pioclamacio da Amcinhlea Geral do BratiV
Siupre^c em ^eriianitouco por a. 31- De jHtvantia jfalca'o.
DAS da semana
EHK CBi
2.* S. Anc.elmo-h. dos J.* do G. de m., ede't., Ses.
daThez. P., eCh. det.-P. as2h. G m. da t.
3.a S.Soterp Rel.,m de m., e aud. do J. dos
Orfos de t. P. as 2 h. 54 m. da t.
4.* -S. Jorge- Ses. da Thezouraria Publica. Pr. as
3 h. 42 m. da t.
.''-S. Fiel- Re.*" 4$ m., Aud. dos J.' do Cv.
de m. e de t., e Ch. Pr. as 4 h. 30 m. da t.
6.1 -S. Marcos Ses. da Tliez. P. de m. e Aud. do
. de Orfos do t. P. ns 5 b. e 18 m. da t.
Sabbado-'. Pedro de II.-VA.'"' de m.e aud. doVig.
G. de t. Preamar as G h. 6 m. da m.
Dom.- S. Tertuliano Preamar as G li. 54 minlos
da m'iph.
*** -** **-%%*%%-%%% ** V % .V* V* -< *V* "V -%* *>% v*
PROMOTORIA PUBLICA.
HL' \i. SenhorTeudo em darla de 15 do correle
mez requerido a V. S., que, a bem da Cauza Publi-
ca, houvesse de proceder, fin minha prezenca, e na
dos, Inspector interino Joo Gonc.nl ves dn Silva, e
Procurador Fiscal, Jo/.e Narciso Camelo, a exame na
moeda de cobre, que se tem recolhido na Thezouraria
da Provincia por constar, queahi se axa depositada
nao pequea soma da denominadafehanchancontra
o dtspoftq na Lei de 3 de Outubro de 1833, Le, que
oi desprenda para se observar nstruccoes, r ordens
arbitrarias do Exm. Ministro da Fazenda em prejui-
/o nao pequeo da Naci, prejuizo, queso devio so-
Irer.os fabricadores de tal moeda, al boje nao se tem
V. S. djguado d irme resposta alguma a respeilo : o.
sendo eu obligado por o Art. 335 do Cod. do Proc,
a denunciar, e promover as aecusacoes nos crimes de
r.sponsabelidade dos Empreados Pblicos, quando
nao bou ver parte requeiro a V. S., que me declare
por escripto, porque razo nao tem procedido o referi-
do exame, como he obrigado a vista do Art. 336 do
mesmo Cod., o qual torno q requerer, rom cilaco dos,
Inspector, e Procurador Fiscal.
Dos Guarde a V. S. Reeife 19 de Abril de 1834
Illm. Sur. Doutor .Joze Bernardo de Figueredo,
Jui/. de Paz do l. Destrdo do Collegio-rJoze Tava-
res Gomes da Fonreca, Promotor Publico.
>%%%%v%% %
ALAGOAS.
H.I.LM. e Exm. SenborLevo ao conlxcimento de
V,. Exc. para ser prezonte a Regenci.i em Nome do Im-
perador o Senbor 1). Pedro 2." os officios incluzo* do
Coronel Joze Lcite Pacheco, e do Jui/. de Pax de Por-
to de Pedras.queixando-se hum dooul.ro, e la/.eiwjo
ronbecer que o g pi do mal', a intriga, e a discor-
dia, que baria desaparecido do Acampamento desde
que delle bavia lomado o Commando o Major Joaquim
Joze Luiz de Souza cometa novamente a aparecer Ira-
zendo desordem e translorno na marcha regular do
servico Publico, e dos negocios da guerra. Respond
ambos reeommendando-lhes prudencia, e modera-
cao, responsabelisando-os por qual quer novo aconte-
cimento desreglado, a que dessrm lugar, coidenan-
do-lbes qtie se limitasse coda bum no circulo de suas
altribuicoes respeitando se mutuamente em quanto eu
pessoalmente iria ronhfcer de lo indiscreta desintelli-
gencia, que podia acarretar funestas consequencias, e
providenciar como fosse justo. Difcil couza be, na
verdade, saber-se de que lado est a razo vista da
queixa de ambos; ambos foro imp udenles, e nao
considerarn o mal, que obraro. E sem pertender
fazer a apologa do Juiz de Paz parece-me (|ue o Co-,
ronel Lei te deu demasiada importancia a huma assua-
da de race la das na praia e hum tiro disparado na Vil-
la, e hlvoz por acazo ; acontecimentos estes lo ordi-
narios, que poderio exigir alguma medida de polica,
e ja mais bum alarme, toque de rebate, tiro de peca,
convocaco extraordinaria da Cmara Municipal com
qualquer numero de Vereadores, Proclamacoes, e
mais azafama, que se v dos seus officios, em que at
assevera a evidencia de hum rompimenlo de Cubanos.
Igualmente parece-me que elle deveiia fazer condu-
zir o Inspector caza do Juiz de Paz, e nao para a en-
xovia. Lamento que o servico, e tranquildade pu-
blica solra de parte daquelles que, primeiros, e mais
zelosos deverio ser na sua conservarlo, e ordem.
Possa a minha prezenca conciliar os nimos divergen-
tes daquellas Authoridades !
Dos Guarde a V. Exc. Palacio do GovernodasA-
lagoas 17 de Fevereiro de 1834Illm. e Exm. Snr.
A ulero Joze Ferreira de Bn'to, Mio^tro eSecretaro
de Estado dos Estado dos Negocios da GuerraVicen-
te Thomuz Pires de Figueredo Carnargo.
* *\v -*v
INTERIOR.
.Cabou a Caixa Econmica de Pernambuco. Hum
avizo fez-nos scienles de gua dssoluco, e esta benfi-
ca nslituico, que va augmenlando a prosperidade
de mu i tos Paizes, que no Rio de Janeiro tem tido mili-
to prospero andamento, apareceu entre nos para des-
de logo, fenecer, deixando alvez mu prevenida con-
tra ella parte da nossa populaco. No Rio de Janeiro
tem ja ella mais de mil, e cem cpntos de res : entre
n- nao passou d.e dois contos, nem, mostrou nenbuma
das. vanlag-ns, que soe ella trazer aos Paizes era que
se estabelec;e. Alguma indisposico contra a .Socieda-
de, que a instluio, a mediata dssoluco desta, a li-
mitada ndutria de nossos Comprovincianos, que nao
produzem o suRiciente para consumir ; e nao tem an-
da o ulilisiiino, bacilo de guardar parte do que riroiln.-
t
/:
4
L


(1480
.
zcm. privando se dos gozos do imedialo consumo p3ra
fruirem as vantagens, mais remolas 5 porem mais se-
guras, e extensivas, da economa, foro sem duvida a
cauza da desfortuoa desta instiluico. Purem nao se
pode negar, que sua in organisaco entre nos, oi, se
nao a principal, urna das principaes calizas deste fen-
meno. A determinaco de um s Thezoureiro : a es-
colha para este cargo de um homem sobrecarregado de
negocios seus, sem mais agente algum, que o ajudasse,
tornou to difcil a entrada, e sabida de accoes, que
impedia o faze-lo anda aos mais interessados na pros-
peridade da instituido. A Caixa Econmica nao foi
inventada para os ricos, ou remediados, que mil mei-
os tem de empregar vantajozamente seus capitaes; mas
para os pobres para aquelles que nao tem suficiente
dinheiro para dar a juros, metler nos bancos &c. pa-
ra aquelles que apenas podem economisar meia, urna,
ou duas patacas por semana, e que se nao liverem pa-
ra depositar estas pequeas quantias lugar seguro, f-
cil te abordar, e onde ganhem juros, correm risco de
i mediatamente as gastar. Para animar taes bomens
he mister nao s, que se ja n instiluico dirigida por
pessoas, em quem files confiem ; mas que lhes nao se-
]a precizo perderem horas ou das para entrarem com
a sua pequea economa ; e para isso que hnjo dois,
ou mais thezoureiros, ou agentes seus em cada bairro,
c bomens de oeeupaco tal, que cada dia, no Sabbado
a noite, ou no Domingo de manh, possa o artista, o
jornaleiro &c. entrar para a caixa com a pequea
quantia, que possa salv.tr ao consumo. He isto um
pouco mais difcil, e Irnbalhozo mas talvez o nico
meio de animar a nossa populaco, e de a fazer sentir
e gozar as mensas vantagens, que industria, e ; pro-
pria moral pode trazer a Caixa Econmica. E nao se
diga, que vera tarde as nossas reflexoes ; ellas sao re-
pelilo do que |a por esta mesma folha, e em lempo
em que ainda exislia a Sociedade Patritica Harmoni-
sadora, dissemos ; e podem ser d'alguma ulilidade
aquelles. que amantes da sua Provincia, econhecedo-
res das vantagens d'uma bem instituida Caixa Econ-
mica quiserem reviver entre nos esta instiluico. Es-
te servico ser mu meritorio, e mais proficuo, que a
instituico de quanta Sociedade Politica ha.
<%%* ^*% ** *
EXTERIOR.
Can ta do Duque de Braganca ao Marechal Conde
de Sal dan ha.
c
Secretaria degustado dos Negocios do Reino.
Onde de Saldanha, marechal do exercilo, chefe
do meu estado maior Imperial, conselheiro (Testado,
ministro c secretario d'estado honorario gran cruz da
anliga, c muito nobre ordem da torre e espada do va-
lor, mrito, commendador da ordem de Christo.
Amigo : Eu o Duque de Braganca, Regente em No-
me da Rainba, vos envi muito saudar, como aqnelle
que amo. Merecendo a rainba ronsider-jco, o reco-
nhciment .publico, a vossa ealdade, os honrosos sa-
crificios, que leudes fcilo pea cauza de Minba Au-
gusta Filha, e da vossa Patria, e os importantes servi-
cos com que leudes poderosamente concorrido pera a
Restauraco do Throiio uzurpado com inaudita perfi-
dia pelo principe, a quem alem de o'nlros molivos a
gratidSo obrigava ahuma extremada ftlelrdade para
com o seu legitimo Soberano, e ao desempenho de se-
us juramentos, e reiteradas promessas, muito me lia-
reis coadjuvado na empresa, queme glorio de baver
tentado, de libertar oiPortGguezes da lirannia, que

sobre elles fez pezar a uzurpaco, e de restaurar o
governo reprezentativo, e as berdades consagrada
na Carta Constitucional, que Eu lhes dei, e que o u-
zurpador tentara destruir para sempre : E querendo
Eu testemunhar-vos a minba approvaco, e o apreco
em que tenbo o servico que acabaos de fazer no com-
mando da ala esquerda do exercito de operaces, par-
ticularmente na aeco de 30 do mez passado, junto a
Pernes, em que os rebeldes, por meio das mais bem
concertadas disposices, devidas vossa pericia, ao
vosso denodo, e vossa actividade e zelo, foro com-
pletamente derrotados, com castigo da sua ou/.adia, e
louca pertinacia, ou perdero a vida no campo, e o
regaro com o seu impuro sangue, ou cahiro em vos-
so poder tendo experimentado a mesma sorte (com
excepeo dos poucos a quem aproveitou o meio de sal-
vaco, que buscaro em huma vergonhoza fuga) a-
quelles que em Leiria, no dia 15, e em Torres Novas
no dia 25, daq lelle mez foro vencidos pelas bravas
tropas que to dignamente commandaes resultando
de to brilhantes feilos, alem de novos ttulos de glo-
ria para o exercito libertador, a aniquilaco de difle-
renles corpos, e novas Ic5es, que nao devem ser per-
didas para os miseraveis que persistem em sustentar a
cauza infame, e perdida da uzurpaco : Hei por bem
em Nome da Rainba fazer-vos merc de vos elevar
dignidade de gran cruz da ordem do Christo. O que
me pareceu partecipar-vos para vossa inteligencia, e
sitisfaco $ e para que possaes uzar da insignia que vos-
compete vos mando esta. Escripta no palacio das ne-
cessdades em 8 de Fevereiro de 1834 D. Pedro,
Duque de BragancaJoaquim Antonio de Aguiar
Para o Conde de Saldanba, marechal do exercito,
chefe do e>tado maior Imperial, conselheiro d'estado.
ministro e secretario d'eslado honorario, gran cruz da
anliga, e muito nobre ordem da Torre e Espada do
valor, ealdade, e mrito, commendador da ordem de
Christo.
'Do Con eio Mercantil da Baha N. 127.J
VARIEDADES.
Le e Medicina.
11 \ m atina nak Francez para o anno de 1834 calcu-
la haver em toda a Franca 1;700,843 Mdicos, eCi-
rurgies, si bem que, diz o mesmo Almanak referin-
do-se a clculos mui exactos; apenas haver 1:400,651
doentes. Fallando dos Legistas diz elle haverem
1:90O,403 letrados, e somente 998,000 cauzas para a
vogir. Ese estes 998,000 desocupados letrados, con-
tinua elle, nao eahem doentes de raiva, e dezespera-
co pela nenhuma ocupaco que acho, leremos
300,192 professores, que nada tem que fazer.
A Gazefa do Japi promulgou o seguinle curio-
so decreto. Recomendase a todos es mancebos se a-
pliquem arte, e meios de se tornaren! altos, e todos-
aquelles, que aos 20 annos rompletos, nao tiverem
che^ido sua maior estatura, se r castigados com pau-
ladas as solas dos psate que tenho crescido suficien-
temente.
*
Otigem dos Jornaes- Nao obstante os impor-
tantes bens, que das folhas publicas tem vindo socie-
dade poucos sao os que sa bem, que aos Italianos se de-
ve esta lembranca, fonle de instruco, e de prazer. O*
nosso primeiro Jornal (Inglez)^sabem todos, que foi o
Euglish Mercury, eomeeado em 1588 -r mas sua lem-
branca tirou o Illuatre Diplomata, Wilkkm Cecil, Lovdi
I


imn*i
(1481)
Y
Burleigh, ta Gazeta Yeue.ziana, que fui o primeiro
vchicujo de noticias, em existencia antes da publica-
co do Mercurio Inglez. De mu antiga data sao cm Ita-
lia as Gazetas, e segundo os annaes de Tcito j no an-
uo- de 60 circulava entre os Romanos, urna, que se
deiiominava Diurna, e pode-se affirmar, que ellas
existem desde antes da era Chrislan. He tambem no-
tavel, que ura Italiano, o eminente Duque de Alri,
Teramo Andreou Mathew Acquaviva falescido em
1528, se deva a idea da Enciclopedia.
*
Times.
A
amsog do Correo.
Galera Bella Pernambucana recebe a malla para
o Porto hoje as 10 horas da manh.
^^ O Correi Terrestre de Limeiras, parte hoje
(21) ao meio da.
J- O Correo Terrestre da Parahiba parte hoje
(21) ao meio dia.
VVi
s.
2abto0 a Carga.
Para o Porto.
? Ahir com a brevidade possivel o Pataxo Boava-
gem de que he Capito Joo Joze da Natividade : quem
no mesmo quizer carrcgar, ou ir de passagem a fal-
lar com ManoelGoncalves da Silva, ou com o Capito
abordo.
elao\
fp Ones & Wynne fazem leilo 3.1 ai rorrente de varias fazendas, limpas e avariadas em casa
de sua rezidencia ra da Cruz n. 43, as 10 horas da
manh.
(lien&ag.
%J Ma escrava de 2! anuos, engoma lizo, coze xo,
lava dr sabo, e cozinha o diaria de urna caza, sem
vicio algum : na ra Direita D. 45.
%&* Um sitio novo com algumas arrores que j
bolso, urna baixa sofrivel para capim, &c. Ve, com
casa nova de pedra e cal, muito fresca, e com excel-
ente vista, tanto por ser bastante alta, como pelo
bom local do sitio que junto a pontp pequea da
Magdalena, na estrada que vai para o Luca, do lado
esquerdo : fallar no sitio de F). Catbarina, do lado
opposto. No mesmo sitio tambem se vende urna vaeea
prenhe, muito boa i\o leite, e costumada em corda.
$t?* Vinhos, branco e tinto de superior qualidade,
genebra de Olanda, serveja branca, azeite doce, vi-
nagre, agoardente de ans, loucinho muito novo, cha-
rutos em caixinbas, papel almasso azul e branco, man-
teiga de superior qualidade, r-b hisson, caf da pri-
meira sorte, quejos multo frescais, s-permacele de 5
?6emlibra, cebo de Olanda, graxa em pote, seva>-
^h, sevadinha, erva-doce, sabo branco e amarello,
nimentado reino, e varios gneros por preco commo-
io: na ra da Cadeia velha venda nova n. 50.
$C^ 2 arrobas de guarann por preco commodo :
na ra do Arago n. 194.
CT Urna Lanxa bem"construida : abordo do P.i-
taxo Boaviagem.
^^- Almosso de cha, ou caf muito bem leiton
OOreis, e dito de bife a 120, e jant,ires para fora
por preco commodo : no Botequim junto a ponte da
Boa-vista.
^3" Um escravo cabra. de!9annos, com officio
de pedreiro, para fora da Provincia : na ra do Col-
legio sobrado D. 2.
^3P- Ura escravo muito bom carreiro, e entende
de todo o servico de engenho, mais com a condico
de ser para lora da Provincia, e urna escrava lavadei-
ra, vendedeira de ra, e cozinha o diario de urna ca-
za : na ra da Paz n. 12, por detraz da ra das Flores.
^^ Cha hisson da primeira sorte a 1600 a libra,
dito perola ou imperial a 1920, tinta de escrever a
160 a garrafa, graxa que d lustro sem percizar de
escova, e bixas ltimamente chegadas grandes por
preco commodo : na praca da Unio loja n. 20.
^^- Urna escrava propria para o servico de campo
com urna cria de 6 para 7 mezes : na ra do Padre
Floriano D. 7.
^- Um negro para fora da trra, canoeiro e cala-
dor : anuncie.
$3- Urna serpentina grande de estanho feta na
Europa, e que serve para quaquer alambique do mes-
mo lote, assim mais duas bombas de madeira : de- j
fronte de S. Pedro sobrado grande com couxeira.
u.
*%*%%% **-
Cotopra^.
J Ma negra, ou parda que saiba lavar de sabo, en-
gomar, cozer, e tratar do arranjo de urna casa : na pra-
ca da Unio loja n. 20.
^& Para fora da trra escravos de ambos os sexos,
principalmente, tendo officios, carpina, ou carpintei-
ro, pedreiro, engomadeiras &c. : na ra da Senzala
velha n. 52, demanh das 7 as 9 horas, e delarde da
2 as 4.
$3^ Urna negra mossa, que entenda de todo o ser-
vico de casa, sem vicios : no pateo do Tergo D. 4.
^y- Um Diccionario Italiano Portuguez por ma-
is de seu valor : no pateo da Santa Cruz sobrado de
2 andares que fica confronte ao oilo da Igreja.
fc^- 40 pecas de ouro de 6400 a troco de prata :
anuncie.
$3* Um negro j de idade, que entenda de traba-
Ihar de enxada : na Trempe boscando o Mondego na
c.isa da calcada alta pintdaa de verdej^m ntfmero.
^^" Um oratorio em bom uzo tendo alguma ima-
gem, e tambem se troca : anuncie.
tty Cobre velho de forro de embarcaco : na sal-
la da Inspecco do Arsenal de guerra.
fcy Urna espada ponta direita e bainha ue ferro:
anuncie.
flrren&amento-
.-^Rrenda-se por preco commodo o Forno da cal pre-
ta denominado Sebastio Lopes, que fica ao p de N.
S. do Monte, tendo o mesmo forno bom armazem,
cercado para bois, e pode ter 30 ou 40 vaccas, lenha
competente para sua factura muito perto de 6 e mais
carradas por dia, e tobem lem bom* barro para olaria:
quem o pertender procure no mesmo forno a seo dono.
*
t
Trr
TT
11 l1 f .'


(1482)
W;
furto
A madrugada do dia 17 do corrente, roubarao do
2, andar do sobrado da ru do Rangel D. lOtrez vol-
ta de colar fino de ouro, urna fivella de cinto tambem
de uro, trez grandes volt.is de cordao de grossura
ordinaria com un grande coraco ludo de ouro, um
par de pulseiras enfiadasem cora/es encarnados tendo
as chapas as seguint.'s iniciaesM. P. R.-um par'
de argolas de prata com grizolitas, dous aneis de ouro
com ditas, um xales de touquim verde com pouco uzo,
um pente do meia la de tartaruga., um crescente de
cu bellos, e aljuma roupa su a, de homem e de mulher,
sendo ludo furtado por urna mulher que assislia na
mesma raza, de nome Francisca de tal filha de Na^
zarHh do Norte, branca cabellos caslanhos, algum
tanto crespos ; trajada de vestido branco com palmas
encarnadas, sapatos de marroquim verde: a pessoa
q^ue da dita souber e do dito furto, dirija se a caza a-
Cima mencionada, ou no Trem Antonio Francisco
IBizcrra, me->tre de pintores, que verificndose dito
turto >t-r generosamente recompencado.
,%%V, v, %,
am^cs particulares.
^^[Jem anunciou querer 400$ reis a prpmio dando
ho.i* firmas dirija-se a ra Direita Botica D. 25, que
se dir quem os '&&m No dia 22 do correnle mez em casa do Snr.
Cnsul Inglez, pelas 10 horas da manh se hado con-
cluir (uremalaco, j anunciada para odia 18 do
mencionado mez.
SX&" Percisa-se allugarum negro dando-se 6$ rs.
por mez, ecomedoria ; na Trempe buscmdo o Mon-
dego na casa da calsada alia pintada de verde s"in n.
v^ A miera convier dar aqu nesta Cidade a
quantia de 43^300 reis em cobre para receber na Vil-
la de Goianna a mesma quantia ou cm pnta 25 patn-
coens dirija se a ra do Rozario Botica de Joo Pe-
reir da Silveira.
fy Quem percizar do urna ama para casa ; diri-
ja-se ao fim das cinco ponas casa terria pegada ao so-
brado do Peixoto.
*&- Quem anunciou querer 400$ reis a premio
de 2 por cenlo dando boa firma: dirija-se a praca da
Boa-vista D, 15, 2. andar.
5^- Perciza-se de urna ama de Ieite, pref. rindo-
se eserara ; na rna da Camboa do ('armo.
^^-Pcrcizj^le allugar um escravo para oservieo
ordinario de casa ;n ra do Vigario n. 12.
.fc^ Perciza-seallugar um sobrado de dois amh-
rescom commodos, e qae seja no Bairro da Boa-vista
ou de. Santo ^Vutonio : anuncie.
^C^* Quem anunciou querer comprar um negro
j idozo ; dirija-se a ra d'Agoas verdes D. 37.
l3?" O abaixo assignado aviza a todos os seos ere-
dores, que hajao de aprezenlar as suascnnla*. ou le-
tras aceitas peio abaixo assignado, no dia 24 do corren-
te mezemsua loja na ra das 5 pontas D. 16, pois
iue o abaixo assignado quer ver o seu debito, afim de
liquidar as suas cuntas em lempo pedido.
, Alcxqndiino Feliciano de Sania .4ana.
ty O abaixo assignado pela pressa com que sabe
desta Provincja, ero raso de ter sido habilitado milita
tarde para tomar ausento na Cmara temporaria como
Peputado por esta .Provincia, nao lem tempo suRci-
ente para despedir-se de todas as pesso-is que o honro
com a siia ami/.ade em Olinda c na Cidade do Reeifc ;
j^gi por isso toda* essas pessoas, queiro desculpar-
Ihe esta falta involuntaria, e acceitar por esta folha as
suas saudosas despedidas^ Grato eleicao, que delle
fisero os honrados habitantes desta Provincia para o
Cargo de Representante da Naco, o abaixo assignado
offerece os seus servicos na Corte qualquer dos ses
Patricios, e asspgura aos roesmos, que receber com
praser quaesquer Memorias ou nstrucoes, que Ihe
quiserem dirigir, tendentes ao melhoramento da Pro-
vincia, e que elle saber promover quanto em suas de-
bis orcascouber.
Vadre Manoel do Monte Rodiigues d' Aravjo.
W\-\1>\.\\.'
Cscra^cr. f ugiDos.
CPOode naco Angola, estatura mediana magro,
bem preto, olhos pequeos, mos e pes secos e com-
pridos, era um dos pes lem marca de ama ferida, que'
teve, carniceiro sempre cortn carne nesta praca e
ltimamente na Boa-vista, donde fugio, foi escravo
de D. Anna Joaquina Vanderley a (piem seu Snr.
Euze.bio Pinto comprou 3 a 3 nnnos pouco mais ou.
menos, consta que este .negro foi p"gado nesta praca
por dois capitaes de campo, ignora se qnem sao e que
preguntando ao negro quem era o seu Senhor, elle di-
cera que era a Sr.' D. Anna Joaquina, e que foi con-
duzido para a Villa de Iguarat..onde est prezente-
mente morando esta Senhora, e seu Snr. ignora o fim
desta tragedia : a pessoa que Ihe d.er noticias deste ne-
gro, sendo certa ser bem recopexicado e ofl'erece 20$
reis a quem o pegar c o levar a sua caa- na ra Nova
officina de Caldeireiro D. 17, ou nos Afbgados segun-
do sobrado do lado direito ao passar da ponte.
tr^* Antonio, naco Congo, baixo e grosso do cor-
poternas cambadas um pouco para,dentro, cara re-
donda e meto fula ; fgido em o dia" 6 do correnle
com calca e aqueta bastante su ja, e chapeo de palha :
loja por baixo do sobrado do alescido Benlo Joze da.
Costa na ra d Cadeia vclha.
NOTICIAS MARTIMAS.
Navios entrados no dia 19.
II)
.10 GRANDE DO SUL ; 23 das; B. Ercules,
Cap. Antonio Francisco dos Santos: carne seca : ao
mesmo Cap.
LIVERPOOL; 33 dias; B. Ing. delaide. Cap.
Roherl Damrell: varios gneros. Passageiros Char-
les Lene, e Alexandre Paterson.
PORTO; 33 dias; B. Pprtuguez Flor de Reiris,
Cap. Joze Maria Cardozo : varios gneros : Manoel
Gongalves da Silva. PassageirosManoel Ferrcira
Ramos, Manoel Ignacio da Silva, Miguel Antonio da
Costa, Manoel Luiz Passos, Lniz,Antonio de Freilas,
Joaquim Francisco de Almeida, Joaquim /Vives, An-
tonio Joze Fernandes Guimaraens, Manoel Joze Fer-
nandez Guimaiaens, Manoel Joze Ribeiro, Joo Luiz
da Cosa, Joaquim Lopes, Joaquim Antonio de Mou-
ra, Joaquim Pcreira, e Bernardino da Silva Lopes.
Sahidos no mesmo dia.
LhLA DE S. MIGUEL; Esi-una Brazileua, Cap.
Manoel Joze, Vieira ; assucar, agurdente e.vaquclas.
Pas-ageirosAulouio Muniz Perrira, e um filho, Iti-
guel Francisco Tavares, e urna filha, Joo Joze Pa-
checo, Joze MunizCabral, Joo Jacinto Rabello, e Jo-
o de Medei ros Bclaberque.
Pbh'jv. ji'j'Vrp ri Dr^tro 1831.
\



CORRESPONDENCIAS.

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i
d

1
Snr. Redactor.
I Av hanaior sem razto do que o A.-
migo do Sr. Sutero, que se v no Diario da
Adminisira.cao N. 79, encrepar me por eu
responder a huma prgimta feita por sa
faina sobreo Snr. Sutero; estivesse, ou nao
o dito. Sor. prezente; se h* que ha culpa,
he da parte de quem me perguntou, e nao
da minha que nao z mais do que dar a
resposta pelo mesmo caso que se me fez a
pergunta; mas como o Sur. Amigo alm
do mais que diz, que tudo desprezo, avan-
ca ath que o Snr. Sutero nao he dos de
Reverendas jaitas, e que prova-se com o
longo servido por elle prestado em diver-
sos Corpos do Exercito : rogo lhe a inser-
so da seguinte Certidao, para que o Pu-
blico conheca o hroe que tanto servido ha
prestado: e queira perdoar-me o Sr. Sute-
ro a sua auzencia, que a isto fui obrigado
pelo seo Amigo, pois nao costumo dar em
homem pelas costas, e creia-me que anda
fina pao para mangas ao
Inimigo das Reverendas fasas.
CERTIDO.
Certifico que das relaeoes Semestres exis-
tentes no archivo do extincto Batalhao 13,
consta de suas observares, relativamente
ao Delegado do Cirurgio-mor do Exerci-
to Sutero Joaquim de Souza o seguinte
Dice o Coronel Lemenha Commandante
do Batalhao no I. Semestre de 1828
Nao tem boa conduta, esquiva-se o quanto
pode do servico, tanto que nao acompa-
nhou o Corpo para o campo este auno,
deixando-se ficar doente na Villa do Rio
Grande, ath o prezente la se acha, tem
boa despozicao.fizica, e he bom Facultati-
vo Dice o meamo Coronel no 2. Semes-
tre do dito anno Nao tem boa conduta,
esquiva-se o quanto pode do servico, nao a-
companhou o Batalhao este anno para o
campo, e por pedidos conseguio ficar em-
pregado no Hospital de S. Francisco de
Paula, deixando o seo Batalhao sem hum
so facultativo. Dice o mesmo Coronel
A i t
- : i: i '
no 1. Semestre de 1829.- NSo tem bok
conduta, e h bm facultativo, porem es-
quiva-se bastante do servido tanto que nao
acompanhou o Batalhao para o campo,
procurando ficar as Povoacoes e depow
que se recolheo ao Corp o'nao tem concor-
rido para a sobordinacao do mesmo. Di-
ce o mesmo Coronel no 2. Semestre do
dito anno. Este Official tem sofrivel con*
dula, e he bom Facultativo, porem esqui-
va-se bastante do servico, tanto que nao a*
companhou o Batalhao para o campo, pro-
curandojficar as Povoacoes, e depois que
se recolheo ao Corpo nao tem concorrido
para a sobordinacao do mesmo. Dice o
Capito Roma quando commandou o Ba-
talhao no 1. Semestre de 18.31. Tem
boa suade e despozicio fizica, pessima con-
duta civil m militar, nega-se o quanto
pode para o servico, nao lie afecto a cauza
do Brazil, e deo parte de doente para se
escuzar melhor do servico do Batalhao.
Sao as nicas relaeoes que existem no mes-
mo archivo. Constando mais no Livro
de registo de Ordens do Dia do Batalhao
na de 11 de Maio de 1827 o seguinte.
Tamben mando reprehender ao Snr. Ci-
rurgio-mor Sutero de Souza por este se
entrometer em couzas que lhe nao compe-
ten, passando a hir a huma Companhia do
Corpo fazer indagacoes, violando assiin a
regala que tem os seos Commdantas, aos
quaes lhe fica o direito de pugnar pela sua
Authoridade: est assignado o Coronel Le-
menha H o que pede o Supplicante no
seu requerimento, cuja Certidao lhe paco
em virtude do Despacho retro do Illm. e
Exm. Snr. Commandante das Armas desta
Provincia o Tenente Coronel Joze Joa-
quim Coelho. Recife 31 de Janeiro de
18.34.
Ignacio dos Res Campello
Alferes Secretario.
Snr. Redactor.
JLiEndo eu o Dioario d'Admin8trac0
**m
i ; ;... \/-


(*)

|
N. o 79, ahi encontrei urna corresponden-
cia as6gnada por um-Amigo do mesmo
Sutero; e asss admirado fiqui quando
uzou atacar k um Baxarel A Africano de
ignobil! Ora Snr. Redactor como eu es-
peja suficientemente informado de boas qua-
lkjades, e capacidade deste Africano e fos-
se ocular, vou tambem como Amigo, e np
como adulador, dizer alguma couza em
ua defeza, afim de que o Publico venlia
na inteligencia de que o tal amigo allou
sm conhecmento de cauza meteudo a ntiao
n'uma searia que Ihe nao pertencia. Em
jprimeiro lugar aquelle Africano muito ae
lizongea de pertencer k quelle Paiz, pois
queja mais Ihe he indecorozo o confessar
sua Patria (Mocambique) nascimento, no-
me, desde o dia em que os recebeu de seus
Pais, e em qualquer Paiz que elle habitar.
Segundo- que aquelle Africano noalizou
bancos d'Academia no Rio de Janeiro, an-
tes os frequentou com muito aproveitamen-
to dos annos lectivos segundo o plano da
mesma Academia, e azendo os seus exa-
mes obteve o seu Diploma, afim de poder
curar amplamente em todo o Imperio, e
nao cora intuito de ser O M. e nem me
consta que baja Le em contrario, embora
o tal amigo diga que Carta de Cirurgioes
importo menos que Bulas da Cruzada, to-
da via direi que aquelle Africano soube a-
proveitar um curso completo Medico Cirur-
gicocom muita honra, e probidade, ecom a
mesma tem vivido at o prezente, sem que
Ihe seja precizo adular, nem praticar indi-
gnidades, nem atacar o melindre alheio por
condescendencias particulares nem meter se
aonde o nao chamo &c. Terceiro que jul-
go mui apto aquelle AfTricano a defender-se
tambem com'a espada se qualquer inimi-
go, em qualquer occazio, e que S'm lao
toi aos Cabauos nao fui por falta de se" ter
offerecido i voluntariamente ao'6rovmo, e
diga-o o SW. CapitaoiManoe Joaquim *T
Oliveira, e o Snr. Tenente Joze da' Silva
Guimares Jnior, e que sta prOm'pto a
todoo tempo que o Governo baja de o no-
mear. Quarto fialmente tenho que adver-
tir ao Snr. Amigo do mesmo Sutero que
se abstenhade ser tao tolo, e adulador (em-
prego este o mais ignobil^ e qu se nao
percebe d'Arte, como de acto nao sabe, to-
me o trabalho de ir aprendel-a para saber
fallar com mais acert, e que seja mis po-
ltico com as pessoas que nunca teveo ma-
is pequeo corhecimento, sua educatao-e
seu nascimento. Emquanto os serviros que
diz; aquelle Africano prestou a esta Cida-
de desde o anno d' 1825, e nunca foi ego-
isia e nem aventureiro.
Rogo Ihe por obsequio queira inserir es-
tas mal tracadas linhas em defeza de hum
amigo que se offndeu sem o merecer.
O Amigo do Africano
Impresso em Pern. na Typ. do Diarto 1834
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CORRESPONDENCIAS.
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'f- Redactor. Ora quem havia dizer
que o famigerado Capitao Pessoa conti-
nuasse a dar rei tenadas Barricadas e he
tao Paulista que nao obstante dua9 salien-
tes admoestacoes que ja sofreo afim de
deixar-se de Quixotadas com o seu San-
cho Panca, continua despejadamente as
taes barrigadinhas. Vamos a ellas. Pa-
ra o actual Destacamento foi nomeado o
Cabo Joo Alves e como este nao cumpris-
se com o seu de ver, o imperial Sr. Capitao
Pessoa nomeou de motu-proprio Sciencia
certa, e alto Poder ao Cabo Thomaz Jo-
ze da Costa e S. O pobre do Cabo as-
sirn atropelado queixa-se ao Snr. Tenente
Ajudante Onofre Joze da Costa, disendo-
Ihe que elle nao era remend de ninguem,
ao que o Snr. Ajudante Ihe respondeo que
elle o nao havia nomeado, e por conse-
guinte que nao fosse para o Destamento.
Porem o meu D. Quixote que em tudo
quer ser hum non plusulira, disse ao Ca-
bo que se aquartellasse, alias que o metia
no Calabouco o que de facto assim se ve-
rificou. Sabendo deste facto o Ajudante
Onofre, a quem pertence a Escalla dos In-
feriores e Cabos foi-se ha ver com o Sr. Ca-
pitao Pessoa (no que tambem deu o Sr. A-
judante a competente barrigadinha> A-
qui he que forao ellas, houverao mosquitos
por cordas, meninos orfaos a cavallo e dis-
ciplinantes pelas teas d'aranha.
Dialogo.
Ajudante Com que authoridade o
Snr. Cap. nomeou o Cabo F. para o Des-
tacamento sendo elle da minha Escalla ?
Capitao Nao tenho que Ihe dar satis-
faces, e ponha se no meio da ra.
Ajud No meio da Ra, mande vosse
por os seos Escravos ou outros que taes.
Cap. J Ihe disse huma vez que se po-
nha no meio da Ra, pois vosse e outros
Officiaes como vosse sao hun9 bandalhi-
nhos, que nao sabem sustentar a Banda.
Ajud.O Snr. Capitao est desafiado
para me dar huma satisfacao do insulto
que acaba de fazer-me.
Cap. Desejo saber se para o desafio le-
vo Espada (ca. ca ca ca .)
Ajud. Eu para vosso nao percizo de Es-
pada, e tenho tao somente dois bons socos
para Ihe arrebentar essas ventas, e tirar-lhe
o resto dos denles.
Cap.i Desafios desceos nao aceito, po-
rem de Espada, faca, pistollas, pao, espeta
&c, &c. estou prompto.
Ajud. Pois vosse nao querjogar o soc-
do que he permettido pelas nossas Leys, fi-
que se em paz, que eu Ihe darei a resposta.
Cap. Va se queixar agora e dizer por
ahi o que se passou entre nos.
Em fim Snr. Redactor, nao refiro o res-
to, por que houverao expressoes indecentes
que por decencia do publico ommito e pa-
ra se accommodar a barulhada algunsSe-
nhores se mettero na danca, quando nao
parece m3 que tinhamos desta vez, chouri
eos de sangue. Ora viva o Snr. Capitao
Pessoa. Boa he a minha trra et Domine.
Sou do Snr. Redactor
O Cabo que nao quer ser atropellado.
Nr. RedactorA cuiiosrlade moveo-
me a hir assistir ao Conselho, a que tinha
de responder o Senhor Capitao Pessoa pela
injuria feita aos Sargentos Brekenfeld, An-
drade, e Barros, em o qual observei boas
coizas, dignas do prelo, que i&b relato pa-
ra Ihe nao roubar o precioso tempo. Disse
o Sargento Ajudante para o Snr. Pessoa,
quede nada se admira va, visto que o Snr.
Pessoa eslava acostumado a tudo negar a
pes juntos; ao que Ihe respostou o Hroe
Dom Quixote, que la fora Ihe da va a res-
posta, e tal foi a raiva com que disse esla
expressao, que de vez em quando se fazia
branco como a cal, outras amarello, e ou-
tras em fim encarnado ou cor de carne.
Fhulada que foi a Sessao (erao 3 horas da
tarde) o Sargento Ajudante contando por
certo com o desafio ^no Ihe ficava airoso
negar se a isso) sahe para fora da Forta-
leza e principia a amolar a espada ; porem
por mais que esperasse, nada de Capitao
Pessoa; em fim desengaado que nao que-
ra brigar com homens, porem sim com
monillos, meteo a espada na Bahinha, e se
foi; e o mais he que ninguem vio por onde
se sumi o referido Capitao Pessoa.
Como esta scena hade interessar os G.
N. e como seja hum del les, rogo Ihe por
obsequio a inserco da prezente para que
corra mundo, e se mais mundo houvera la
chegasse.
O Circunstante.
Imprtsso em Pern. na Typ. do Diario 1834


^^^H^^^^H

da Conceicao D)s Lazaros, e Casa dos Exporto;, do 2. trimestre do anno fnancei-
1834
Janeiro
,p
11
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22
30
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Fevr. c 7
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11

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*
>
DISPEZA.
Or Saldo do trimestre passado, a favor do Thezoureiro da
Administracao.......... ,.....;.....
Pagamento das Amas, Regente, e a Regente da Casa dos Ex-
postos, deste mez, e d' alguns atrasados, Documento N. 1
Dito o Carpina f Manoel do Espirito Santo desconcert da
Salla d'Aula da dita Casa, Documento,N. 2.......
Dito a J. V. d' Abreu, de papel, e impressao da conta da
receita e dispeza, do trimestre passado Documento N. 3
Dito Manoel Figuera de Faria, d' artigos para a Aula
da Casa dos Expostos, Documento N. 4 .,|......
Importancia do sustento,Javage de roupa, 1 baca de rame,
e uiais gneros do gasto ordinario da dita [Casa,?neste mez,
Documento N. 5.............,........
Dito de sustento, e mais gneros do gasto ordinario," do Hos*
pilal dos Lazaros, dito, Documento N. 6........
Dito de dito, e lavage de roupa^ do Grande*Hospital, dito,
incluida adispeza da Enfermara da Marinha Documento N. 7
Ordenados ao Regente, Capellao, Enfermeiro, ^Ajudante tro
mesmo, Enfermeira, Cozinheiro, Porteiro, Barbeiro, Enfer-
meiro da Enfermara da Marinha, e Ajudante do mesmo dito,
Docameoto dito................., f .
Pagamento ao Padeiro Manoel Antonio de Jezus, de pao, e
bolaxa para o dito Hospital, dito, com o abate de5 por cen-
lo, Documento N. 8............t.......
Dito ao Padeiro L. de C. d' Oliveira, de p> para o Hospi-
tal dos Lazaros dito, dito, Documento N. 9.......
Dito ao Farmacutico da Botica do Grande Hospital de va-
rios gneros para a dita Botica neste mez, Documento N. 10
Dito ao Carpina F. da Cunha, de concert das vidracas da
dita Botica, Documento N. 11 .............
Dito a Bernardino Joze Monteiro, de 4 pecas de Macla po-
la o, e 90j varas de pao de linho d' Alemanha, para a casa
dos Expostos, Documento N. 12.............
Dito das Amas, Regente, a Regente, e Mestra da Casa dos
Expostos, deste mez, e d'alguns atrasados, Documento N. 13
Importancia do sustento, e lavage de roupa, e mais gneros
do gasto ordinario da dita Casa, neste mez, Documento N. 14*
Importancia do sustento, e mais gneros do gasto ordinario
do Hospital dos Lazaros, dito, Documento N. 15 ... .
Dito de dito, e lavage de roupa do Grande Hospital, dito, in-
cluida a dispeza da Enfermara da Marinha, Documento N. 16
Ordenados ao Regente, Capellao, Enfermeiro, Ajudante do
mesmo, Enfermeira, Cozinheiro, Porteiro, Barbeiro, En
fermeiro da Enfermara da Marinha, e Ajudante do mesmo,
dito, Documento dito ,,,,,,,.,,,,,,,,,,, .
Pagamento ao Padeiro M. A. de Jezus, de pao, e bolaxa,
para o dito Hospital, dito, Documento N. 17 ,
Dito ao Padeiro L. de C. d'Olivejra, de pao para o Hospi-
tal dos Lazaros, dito Documento N. 18 , ,
Dito ao Farmacutico 4a Botica 4o Grande Hospital, de
varios gneros para a dita Botica, dito Documento N, 19
Dito a F. J. d' Oliveira Barboza, de 1 trimestre de seo Or-
4335451
1475040
95840
195000
135320
1845680
4135995
925$ 170
1055497
745835
195530
112^705
654OO
545820

244#560
156^740
3525440
8725300
1055497
76$965
965030
Rs. 4:
T~T



I.

, I --. m ,.-., .:,f -f i^tltil^^^^mmmm^l
I
MARCO

Transporte da Receita. 2:88$100
10 Por Dinheiro da mnsma Thezouraria por corita da dispeza deste
mcz dos Enfermos da Marinha................ 500$000
Dito de J. M. de B. W. Lins a saber 340#000 de resto da
renda do Engenho Trapixe delpojuca, vencido em Maio 18.32,
e 260$ por conta da renda doarino vencida em Maio 1833, 600$ 000
31 Dito do Padre Venancio Henrique de Resende, de comedo-
dorias de seo escravo Joze.................. 7$680
l>ito do Inglez Stwart, de dito de seo escravo Joo..... 8$000
Dito de J. M. Prtela, de dito de seo escravo Francisco do
1, de Janeiro at 18 do corrente............. 31$200
Dito de M. Z. dos Santos, de dito de seo filho Joze Faustino
do mez de Fevereiro prximo passado............ 15$520
Dito do Farmacutico da Botica do Grande Hospital, de
medicamentos que vendeo neste trimestre.......... 73$950
Alugueis de casas que ero do Extincto Hospital de S. P.
d' Alcntara, recebidos neste trimestre............ 750$275
Dito de dito do Hospital dos Lazaros dito.......... 60$085
Dito de dito da Casa dos Expostos.............. 385$180
Dito Alugueis de casas do Extinto Hospital do Paraizo, dito 638$700
;, Dito de foros de dito..................... 338#530
Saldo a favor do Thezoureiro qne passa a conta nova .... 1:095$282
NB
' !
Rs. 6:992$502
S. E,
Pernambuco 31 de
No Grande Hospital, existio em31 de Dezembro 183350Enfermos, entraro 119, sahirocurados
No Hospital dos Lazaros, existio em dito.tempo 35, morreo 1, e existem 34, sendo 1 escravo do
Da Casa dos Expostos, existio em dito tempo 140, entraro -- 22, morrero -- 10, e existem 152.
O Padre Joaquim Antonio
Joze Theodoro Cordeiro.
Antonio Joze Pires,
Joaquim Joze de
> Joo Francisca-
1$



Transporte da Dispeza 4 412539 5
(leado como Enfermeiro, de sua May como Enfermeira, e
de sua Mana como Cozinheira do Hospital dos Lzaro*
ti* que se vence-em 31 do corrente mez Doeumpntn N o on Az MARco 11 Por Pagamento a M de M. e Albuque^e^tL^ de 45"0
Adm.mstracao, de 1 trimestre de seo Ordenado, que se ven-
ce em dito tempo, Documento N. <=> 21 405000
Dito das Amas, Regente, a Regente e Mestra da casa dos
ilxpostos deste mez, e d'alguns atrasados, Documento N. 22 2695940
I 26 Ditoao Boticario Joze Pedro d' Alcntara, de varios medica- *
Documento N. 23 68^560
.31 Dito ao Solicitador F. L. Netto, de l trimestre de seo orde-
nado, vencido neste dia, Documento N. 24...... 125500
Dito ao mesmo dedispezasjudiciaes, mandadas* fazer pela
Administrado, Documento N, 25 105080
Dito ao Procurador M. da S. Ferreira, de 1 trimes'tr de seo
ordenado, vencido neste dia Documento N. 26 255000
Dito ao mesmo de cart. de dinheiro, papel para 'recibos'
relacoes &c. neste trimestre, Documento dito ....... #900
IJito ao Procurador, e Comprador do Grande Hospital, J. M.
de Barros, de 1 trimestre do seo ordenado, vencido neste dia
Documento N. o 27 ....................; ^
uao ao mesmo de dispezas miudas mandadas fazer pela Ad-
ministrado, neste trimestre, Documento N 28 45220
Dito ao Farmacutico da Botica do G. Hospital, de gneros
para a dita Botica, neste mez, Documento N. o 29 ... 1055840
Uito Pagamento ao mesmo de I trimestre de seo ordenado
vencido neste dia, Documento N. o 30........... 50mo
IJito ao mesmo de 90 dias de jornal do preto servente da dita
Botica dito, Documento dito........... 285800
" n0 fJ>adeiro M- A- de Jezus, de pao, e bolaxa' para
txrande Hospital, neste mez, Documento N. 31 955835
Dito ao Padeiro L. de C. d'Oliveira, de pao para o Hosniia'l
(ios Lazaros, dito, Documento N. 32 IQOf5
Dito ao Reverendo J. A. Lessa, de 87 Missas neste trimestre, pela dispon- '
cao testamentaria de D. Joo de Soma, e 7&500 de 1 trimestre do Ordena-
dodo >acristao da Igreja do Paraizo, vencido neste dia, Documento N 33 V,*34o
" Soc?m0elVNe340 \\. .^.T. ^ ^ D ** ***
Importancia do sustento',' avage 'm^ mais genero, do gasto ordinario ^^
da Lasa dos Expostos, neste mez, Documento N. 35....... 187*9n
Dito do sustento, e mais gneros do gasto ordinario do Hospital dos'Lazaros'
dte, wcluindo 23&040, de 3 alqueires de farinha a 7680, que se ner- #
derao por virar-se a canoa que a condusia, Documento N. 36. W tt'i'n
D,to do sustento lavage de roupa, alguns utencilios, e mais gneros' do Va^
to ordinario do Grande Hospital, incluida a dispeza da Enfermarla da Ma-
rn ha, dito, Documento N. 37..................... oao^m
Ordenados ao Regente, Capello, Enfermeiro, Ajudante do mesmo, Enferl J8-*>8b0
me.ra, Lezinheiro, Porteiro, Barbeiro, Enfermeiro de Enfermara da Ma-
rinha, e Ajudante do mesmo, dito, Documento dito..............H 105&497
Rs. 6:992$502
E O. -
Margo 18.34.
dTto7Hos^aTr ~ 33' e eX'Stem "" 57' al0m dwte8 S '"r" Var0S Rn,,rmos P^es na porta do mesmo Hospital.
Goncalves Lessa, Prezidenle.
Escrivo.
Thezoureiro.
Miranda.
de Chaby. .'
*

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lllustrissimos Senhores do Conselho Provincial.
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a
JEpois de comprimentar-mos Vv. Ss. pela sua mu desejada reuniao,
passamos a dar conta como nos incumbe da receita, e dispeza de Grande
Hospital do Recite, do dos Lazaros, e da Casa pia des Expostos, de que
somos Administradores, por uomiaclo do Excellentissimo Prezidente da
Provincia em Conselho. Em data de 7 de Janeiro deste anno levamos o
conhecimento, e approvacao de Vv. Ss. a conta da receita e dispeza das
mencionadas casas, a qual nos foi reenviada por nao estar conforme com
a desposicao da Ley de 31 d' Outubro de 1831 ; a cauzal dessa reenvia-
co foi a ignorancia da Ley, a divercidade das datas, em que tomamos
conta das divercas casas, e o desejo d'abrir-mos conta nova em o 1. des-
te anno, como consta da escripturaejo, e ncm nos he possivel fazer hum
novo arranjo pelo methodo marcado na Ley, oque alem de ser preciso mu-
dar quasi toda escripturaco, nao podemos sem grande trabalho mostrar a
particularidade das dispezas feita com cada huma das Casas, a qual foi
redusina a huma niassa geral.
O Grande Hospital, que por ern quanto estava reunido em o extincto
de N. S. do Paraizo, e S. Joao de Deo?, foi mudado em o 1. de Julho
deste corrente anno para casa do Hospital Militar, taobem extinto, que
nos foi dada em virtude da Ley do Orcamento pelo Excellentissimo Presi-
dente da Provincia em Conselho, em 9 de Marco do mesmo corrente anno.
Nao pozemos immediatamente em execucao a dita mudanza, por lermos
de fazer reparos dispendiosos, como fizemos e consta da conta da dispeza.
Nao entra em questao o milhoramento da humanidade pobre, e enferma ;
porque alem de podermos admittir hnm numero consideravel de doentes
pela grandeza do edificio, temos taobem a consolacao de ver sahir curados
quase todos, o que se deve depois do zello dos Professores, e dos funciona-
rios a este im destinados, a salnbridade do local por ser bastantemente a-
rejado. Assim como a casa taobem nos forao dados todos os seus utenci-
lios sendo os de maior monta a roupa, e a Botica, a qual ornecida como
est degenero* novas, servem os Enfermos do Hospital, os da Marinha,
que aqui se achao a requisicao do Inspector do Thezouro Publico, decom-
mum accordocom o Excellentissimo Prezidente, e as quaes quer outras
4)essoas que nella quiserem mandar promptihear os seos medicamentos.
Os Enfermos curados, morios, e existentes desde 31 de Dezembro de 1832,
30 deSetembro do corrente anno, vao notados no fim da conta. ^O Hos-
pital dos Lazaros, estava taobem bastantemente arruinado, e por isto su-
geito a reparos de3pendiosos, que se acho ultimados faltando so o concer-
t daCapella, e alguma pintura as portas, ejanellas das enfermaras, por
ser inc^mpativel tanta dispeza o mesmo tempo ; mais ha de se fazer tudo
por ter aquella casa a seo favor alem dos rendimentos privados a quantia
de 2:000#000, dados pela Ley do Orcamento, Dispendeo-se com elle o que
consta da dispeza, e no fim da mesma vai notado o numero dos Enfermos
existentes; mortos, e evadidos. A Casa pia dos Expostos, a pezar do seo
deminuto rendimento tem sido suprida tanto nos reparos precisos para a
conservado do edificio, como na manutenco dos individuos que nella se
achao recolhidos; tem dentro de si Expostos de ambos os sexos, ede di-
verjas idades ; existen) alguns com quem se nao faz dispeza alguma em
companhia de pessoas mui dignas, e outros em casas particulares a quem
se paga, etodos juntos formao o numero indicado na nota. Esperamos que
s
I


MMUMmu
se abra o piedoso estabelecimento tos Orfos para rquisitarmos a entraq>
dos que conlao j 7 armos, a fim de seren instruidos nojque tanto Ihes he
mister, e dar lugar a outros qued novo vao entrando. Nao tem sido pos-
sivel conseguirnos maiores arrecadacoes de dividas, apezar das reiteradas
diligencias, concorrendo muit para isso o tempo, a moeda, e a pouca voii-
tade de alguns devedores. Nada dizmos sobre o Hospital da Misericor-
dia d'Olinda, chamado filial do Grande Hospital, na Lei de 13 d'Outu-
bro de 1831; porque tendo feito a este Patritico Conselho, as devidas re-
clamacoes, ainda nao vimos resultado algum ; por isso pois rogamos Vv.
Ss. por bem da humanidade se dignem attender aos clamores dos infelices
que recorrem aquelle Hospital como nico alivio da 3ua pobreza, e mizeria;
pondo em milhor andamento aquella casa, em quanto se nao decide a
questao suscitada pela Mesa da Misericordia, sobre bens de Irmandade, e
bens do Hospital. Entre os bens pertencentes ao Hospital dos Lazaros,
existe hum sitio no lugar do Arraial, o qual sendo arrendado, edepois ar-
rematado em aste publica deixou de ser habitado pelo arrendatario, que
arrependido de ter levado ao preco de 300#100, o tem mandado por ve
zes entregar sob o pretexto de nao ter a trra que &e dizia, e estar a casa
assas arruinada ; por isso pois, e por fazer milhorar a sorte d'aquelle pre-
dio, o permutamos, depois de eitas as diligencias necessarias com Angelo
Francisco Carneiro, dando este para a compra de hum predio Urbano a
quantia de 2:800#000, resta so* para a sua completa ultimacao a appro-
vacao de Vv. Ss. J pedimos os Estatutos, para por elles podermos regu-
lar as diferentes casas de que estamos encrregados, e novamente o reque-
sitamos. He o que temos de levar a considerado de Vv. Ss, para lanca-
rem as suas piedozas vistas sobre estes estabelecimentos to uteis a huma-
nidade. Dos guarde a Vv. Ss. Salla das Sessoes do Grande Hospital do
Recife 6 de Dezembro de 1833.
O Padre Joaqim Antonio Goncalves Leta.
Prezidente
Padre Joze Theodoro Cordeiro
Escrivao.
Antonio Joze Piret *
Thezoureiro.
Joaquim Joze de Miranda.
Joo Francisco de Chaby.
Imptmio em Ptrnamkueo na Ttfpugrtifla i* Diarle. 1
TT
T


Vi
toKTA DA &ECE1TA, E DlPPKZA DO GANDE HOSPITAL, DE CaHIDADB, HOSPITAL DE N. &
no de 18.34, do 1. de Janeiro a 31 de Maiic/i 1834.
J834 RECE1TA.
Janeiro 9 Pr Dinheiro recebido da Thezouraria da Provincia, por con-
la da despza dos Enfermemos da Marinha, deste mez 500*OU
23 Por Dito da mesma Thezouraria, de subsidio para o Hospital dos
Lazaros s 500*000, e Casa dos Expostos s= 100*0UU, do
trimestre vencido em31 de Dezembro 1833, em moeda de
prata, com o augmento de 25 por cento conforme a Ley 600*000
>, Rebate correspondente a 50 por cento 0U*UUU
48*300 de moeda de cobre chanchan, recollnda a i neaou-
" aria da Provincia, pezn 21* k 1*280 rs. = 27*520,
abate-se = 1*376 rs. de 5 por cento conforme a Ley, (a
qnantia de 48*300, foi recebida 8*980, em 14 de Julho
1832, do ex Administrador as Peixoto s, e 39*320, em Jl
do dito mez, e anno, do ex Regente do Hospital do Para.zo 26*144
31 Dinheiro recebido de Ignacio Joze Nunes, de Laudermo de
30 palmos d'alagado m seguimento da readoM, que
Ihes traspassou Joze Marques Vianna, por 100*000 rs. 2*500
, Dito de Manoel de Barros, de dito, dito ........... 2$"
Dito de*Joao Zurrik, de urna casa terria no largo da Igreja
do Paraizo, que comprou a Jacintho Theodoro Martins de
Oliveira, por 400*000 rs......... ; ,#uuu
Dito do Cnsul Britnico, pela Comedona do Irlandez 1.
" Barclai, do mez de Dezembro 1833............ 23*85
Dito do mesmo, de dito, deste mez.....'''.' VJiln
)ito deM. Z. dos Santos, de dito deseofilho J. Faustino, dito 16*UO
" Dito de Joaquim Machado Portella, de dito de seo escravo
" Francisco, de 13 d' Outubro at 31 de Dezembro 1833 25,0840
t, o 1 Dito da Thezouraria da Provincia, de saldo da conta do mez
* de Novembro -a 1833, de dispeza com os Enfermos da Ma-
rinha, sendo o importe total = 568*265, a saber 258*466
de sustento, lavage de roupa, alguns utencihos, emais gene-
ros precisos, 209*670, de medicamentos, 80*131 de gratifi-
cares d'alguns Empregados, pagos por esta Administrado,
e 19*998 de gratificares do Regente, Capellao, Porteo,
e Comprador do m*z de Outubro do dito anno^ ..... Io#zoj
Dito recebido da Thezouraria da Provincia, de dito, domez
" de Dezembro 1833, sendo o total = 677*841, a saber 337*930,
* de sustento, lavage de roupa, alguns utencihos emaisi gene-
ros precisos = 258*620, de medicamentos, e 81*291 de gra-
tificaces d' alguns Empregados pagos por esta Administrado 177*841
28 Dito de Joze Francisco Ribeiro, de comedonas de sua es- ^
crava Roza.................... J
Marco 1 Dito da Thezouraria da Provincia, por conta da dispeza dos
^ V nermos da Marinha a saber 11*129 do saldo da conta do
mez de Janeiro 1834 (sendo o total ss 511*129, a saber =
248*458 de sustento, lavage de roupa, alguns utenc ios e
nmis veneros precisos, = 181*380 de medicamentos, e 81*291
de ftraliicacoes d'alguns Empregados, pagos por esta Admi-
nistracao (488*223 da conta do mez de Fevereiro p. p.) a
saber- 192*437 de sustento, lavage de roupa, alguns u-
enciluZ e mais gneros precisos, 217*975 de medicamentos,
e 77*811 de gratiricacoes de alguns Empregados pagos por
esta Administrado e 100*648 por conta da dispeza deste mez 600*000
Rs. 2:488*100

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