Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02489


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Full Text
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ANNO DE 18.3-1, SEXTA FEIRA 18 L>E ABRIL
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%^l f%w'wfcw%f w>
NUMERO 368.
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mino q$ rai9ASNH}Q0<
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Siihscreve-se mentalmente a>40 res, adiantados. h.i Tipografa
oDiario, pateo da Matriz de S. Amonio sobrado da porta larpa
onde te rccenein correspondencias, e anuncios; estes iiisrrciH-te
raussendo nos pruprios assiiiaiiu:s uniente e viudo assiguados.
Tildo aporadepende de nos mesinos. da oossa prudencia, m
deracao, e energa : continuemos como principiauas e sercmoi
apuntados coiii admirncao entre as Naques mais aullas.
i*toclamciu iln AntmhUa lieriil do Jiratil'
Impreco em &ernaimweo por a. %z jHiran&a jfalca'o.
*>*><
DAS da semana
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M> %** ^VMVMVMMW *V%* %,*%** %V%*%<*
6. -S. Cardeal- Ses. da Thez. P. de m. e Aud. do
T. de Orlaos de t. P. as 11 h. e 42 m. da m.
Sabhado-S. Hermogenes-Ri.'"- de m. e aud. do Vig.
G. de t. Preamar aos 30 m. da t.
Dom.- S. Sulpicio Preamar as 1 h. 18 minutos
da tarde.
-.v*/fcv*v*
ARTIGO DOFFICIO.
MLlm. Snr. Convindo principiar os trabalhos da
abertura das estradas que devem facilitar a communi-
ratefo entre os diversos pontos militares que se vao oc-
cnpar; ordemna S. Ex. o Sr. Vice Presidente que V. S.
exija dos Senhores dos Engenhos Manguinho, Quei-
mada9, Junco, e dos outroscomprehendidos no terri-
torio f|ue deve ser evacuado, cem escravos armados de
bices, e machados rateiando V. S. esla escravatura
pelos ditos Senhores dos Engenhos, segundo as forcas
d'elles.
O mesmo Exm. Snr. manda prevenir a V. S. que
si algum Snr. de Engenho se negar ainda a menor
parle da exigencia que V. S. Ihe fizer, V. S. immedi-
atamente uze da forca para Ihe tirar aqnillo que por
vontade nao quiz prestar, pira um servico em que
mais que todos interesso os mesmos Senhores de En-
genhos, cujo egoismo (com poucas, mas honrosas ex-
cepc5es) tem sido a cauza prima do estado a que tem
chegado a guerra : para azar pois da forca S. Exc.
manda authorisar a V. S. completamente e al para
prender os que forem omissos, visto que as circunstan-
cias da Provincia exigem promptos remedios.
Logo que na mais S. Exc. que V. S. sem demora os v remet-
iendo a proporco que os for recebendo ao Capito
Joze Antonio Pessoa e Mello, Senhor do Eng^nho A-
ragunba, com urna ndaco nominal em que declare a
quem pertencem os ditos escravos, cajos donos deve-
r cada um mandar o seu f encarregue de os vigiar e dirigir nos trabalhos que
se Ihe dislinarem.
Dos Guarden V. S. Acampamento em Jacuipe 21
de Marco de 1834Illm. Sr. Joze Goncalves de f'a-
ria, Teen te Commandanle das Forcas de Abreo
Joze Bernardo Fernandes Gama, Aiudante d'ordens
do Governo.
PROMOTORIA PUBLICA.
MLlm. Snr.Para poder chamar a responsabelida-
de a quem direito for, faz se mi*ler proceder a exame
na moeda de cobre, que em virtude da Carta de Lci
de 3 de Outubro de 1833, tem sido recolhida na The-
zouraria da Provincia, pira o que requeiro a V. S.,
que a bem da Cauza Publica, baja de mandar notificar
ao Iesp^ctor interino da mesma, e ao Doutor Procu-
rador Fiscal, para nodia e hora, que V. S. disignar
virem proceder o referido exime a que serei prezente.
Dos guarde a V. S. Recife 15 de Abril de 1834.II-
lustrissimo Snr. Doutor Joze Bernardo de Figueredo,
Juiz de Paz do 1. Districto do CollegieJoze Tava-
res Gomes da Fonceca, Promotor Publico.
Illm. Snr.Devolvendo a V. S. os autos de su-
mario a que se procedeo por esse Juizo por a morte
de Damazio Simao de Souza ; peco a V. S. que, a bem
da Cauza Publica, baja de mandar passar por certi-
do o teor dos depoimentos das testemunhas, ejpronun-
cia do mesmo, assim como, o do interrogatorio feito ao
crilo Epifanio ; declarando-me V. S., porque rasao
nao tem, na forma dos Artigos 228, e 230 do Cdi-
go do Processo Criminal, remettido o referido sumario
ao Juiz de Paz da cabeca do Termo. Dos guarde a
V. S. Recife 16 de Abril de 1834Illm. Sur. Juiz
de Paz do 2. Districto da Sania CruzJoze Ta vares
Gomes da Fonceca, Promotor Publico.
Illm. SnrPeco a V. S., que a bem da cauza
Publica, me declare, se ja est feito no seu Districto, o
arrolamento deste anno para as Guardas Nacionaes.
Dos guarde a V. S. Recife 16 de Abril de 183411-
lusirissimoSnr. Juiz de Paz do l. Districto do Pilar
Joze Tavares Gomes da Fonceca, Promotor Publi-
co. N. B. Reste sentido se officiou aos mais Juizes
deP
az.
%%v%*v ,*%*v
EXTERIOR.
FRANCA, pars.
*
Discwso recitado em 10 de Janeiro, perante S. M.
El-Iiei dos F tanceses, pela Deputacao da Ca-
ntata dos Deputadus, em resposta d Falla do
Trono.

Senhor,
/^L. Cmara dos Deputados vem felicilar-se com V.
M. pelo repouso de que goza em fim a Franca depois
de tantas tormentas : a ordem, e a paz se consolido
de dia, em dia, e o commcrcio e o trahalho desenvol-
vendo-se coma seguranca publica augmentarao a feu-
eidade da populacao e a prosperidade do Estado. Es-
ta seguranca, Senhor, repouza na estabelidade de
nossas nstituieoes, na fidelidade com que as guardaes,
e na nossa inabalavel resolucao de manle-las intactas e
puras contra todos os esforcos que tendo a deslrui-
las, ou j>ejo de nalureza a alterar os seus principios.
Heseguindo sempre as vias da juslica e da modera-
cao, he com huma poltica firme e lea!, huma vigilan-
cia sem interrupeo, hum todo de medidas prudente-
mente combinadas, e huma direceo segura na admi-
nistraco do paiz que o vosso governo Triunfar das
f'acces que com tanta audacia se agito. Nao pode-
mes oculta-lo a V. ftf., desordens graves e crim.es af-


(1472)
fligem alguus departamentos do Occidente ; a situa-
co destes malhadados paizes reclama a particular alten-
cao do Vosso Governo ; armado com a irresistivel for-
ca da le he do seu dever po-lps ao abrigo desses ma-
les, protrgendo-se regular constante e efficazmente.
He ja tempo, Senhor, de arranear aos partidarios da
dynastia expelida essa arena ensanguentada, onde re-
benla to vergonhosamentc a sua impotencia e deses-
peraco.
A Franca com hum grito unisono exige o termo d'
essas tenebrozas tramas que tendem a parausar os seus
iiobres destinos. Tanto protesta ella contra os fautores
de hum rgimen de decepeo que, sob o Governo ex-
pellido, desconhecero os seus coslumcs, os seusin-
teresses, e os seUs direilos, como rechaca esses pro-
jectos insensatos que tendem a substituir hum Gover-
no electivo Monarchia Constitucional, e se declara
com indignaeo contra essas doulrinas perniciosas,
essas paixoes violentas que perlurbo a existencia,
abalo a sociedade pelos alicerces, e ameaco ao
mesmo tempo o espirito de familia, o direito de pro-
priedade, o vo da industria, e a liberdade do traba -
lho.
-A actividade da administraco, a firmza da magis-
tratura, a coragem da Guarda Nacional, e do exerci-
to e a nossa leal eooperaco, sao fortes e poderosas ga-
rantas para a represso dessas tentativas anarchicas,
que a opinio da Franca repelle, e que ja se acho
marcadas com o ferrete da impotencia pela reprovaco
publica. O que a Franca quer, e de coraco Snr.,
lie a Monarchia Constitucional, he o systema repre-
sentativo em toda a sua extenco, sao as instituicoes
que olla conquistou, tao disposta contra essas theorias
vas, que leudo em uenhuma conla o estado dos costa-
mes e dos espirites, querem precipita-la as vias pe-
r-i gozas das innovaees sem medida e sem termo, como
alastada de toda a idea de retrogradaco para essas ten-
dencias exclusivas, csses prejuizos damnosos de que se
livrou em 1789, e tod.i a especie de contacto com a
restauracao que pererem por ter ousado fazc-las revi-
ver, e por nao harer comprehendido o quanto repug-
navo as nossas luzes, f a esse sentimento profundo de
igualdade deque he lo justamente ciosa a nossa Na-
ca o.
Senhor, as nossas instituicoes, cu]a forca se acha
provada por essa mesma forte resistencia qup tem expe-
rimentado, icaro em p para gloria e felicidade da
Franca ; e o Vosso Governo assegurar o seu triunpho,
fazendo da dynastia de 1830, o ponto de reunio pa-
ra os amigos sincerse Ilustrados da Monarchia Cons-
titucional, cujas dlsseneocs s podem aproveilar a seus
inimigos communs.
O sincero amor que votamos causa publica, Se-
nhor, nosfar coadjuvar com disvelo os vossos exor-
cos para abrir novas fontes de prosperidade nossa
industria, ao nosso cornmerrio, e sobre ludo i nossa
aftrieultttra, em favor da qual muito ha anda a fa/.er.
Tudo o que interesan as classes laboriosas, ludo o que
tiver por fim augmentar, e torriar honroso o trahalho
Si'ra acolhido por nos com a mais vivas ollieitude, a<-
sim como a nova legislacao das Alfindegas, tao ancio-
sammte esperada, ser da nossa parte o objeto da
mais seria meditaeo, egde exime o mais eonscienrtoao.
Nos nos congratulamos pelo impulso dado in co elementar. A lei que organiza devetrazer felifes
resultados ; c a sabia e liberal educaco do povo con-
tribuir poderosamente para a sua felicidade, e forma-
r os seus ooslumes pblicos, qualidade lo essencial
n'hum Governo livre.
Examinaremos com altencao as proposicoes que se
nos anuncio como ligados execuco de tratados!
Ouvimos com satisfacao que a renda publica tem me-
Ihorado. A Cmara concebe d'ahi a esperanca que
ser tanto mais fcil restabelecer o equilibrio to deze-
jado entre a receita e a despeza 5 ella tem o direito de
esperar que outorgando, como sempre o tem feito, e
est ainda disposta a fazer, tudo quanto for necessari
para as despezas do Estado, os Ministros se limitar
escrupulosamente s quantias approvadas noorcamen-
to.
V. M. nos anuncia as leis que devem completar as
nossas instituicoes. He huma divida que primeiro
que tudo devemos satisazer Franca. Conhecemos
asobrigacoes que nos impoe o pacto fundamental, e es-
timamos poder conceber a esperanca de que ao se-
pararmo-nos teremos cumprido todas as suas promes-
sas.
A Franca acolhe com gralido a seguranca dada por
V. M. daconservacao da paz gem, to importante a
sua prosperidade interna e ao desinvolvimento da civi-
lisaco mas a paz cessaria de ser hum beneficio para o
paiz, se ferisse aos seus direilos ou sua dignidades
vos nunca a aceitarieis a hum tal preco, Snr. nos o sa-
bemos : hum povo que nunca temeu a guerra, e que
tantos sacrificios ha feito a fim de para ella estar prepa-
rado, s pode ser feliz com huma paz que nada custe a
sua honra.
Os suceessos importantes de que a Pennsula ha sido
otheatro, tem fixado a opinio publica. V. M. re-
novando, depois do resta beleci diento da Rain ha D.
Maras as suas rela?6es diplomticas com Portugal, o
reconhecendo a Ranilla de Hespanha D. Izabel II. sa-
tisfez aos votos da humanidade e aos conselhos de huma
poltica Ilustrada, contribuindo para atlenuar os ma-
les que dilacerao aquellos paizes, e manifestando toda 1
solicitude da Franca pira com povos, cuja felicidade
est ligada aos seus interesses e sympalhia.
V. M. ordenou que se estacionarse hum corpo de
tropas sobre as nossas fronte-iras, e (levemos nos persu-
adir que as medidas que tomou erao indispensaveis pa-
ra a proteceo do nosso territorio.
A uniao intima do Vosso Governo com a Gran-Bre-
tanha, o interesse dos povo:?, e o cancasso commum,
nos do lugar a esperar que os negocios da Blgica, por
demasiado tempo interrompidos, sero breve e difiui-
tivamente concluidos.
A prosperidade da Suissa nos inlcrcssa vivamente.
A sua independencia est ligada nossa, e nos congra-
tulamos por ter a sabedoria e firmeza do seu governo
triunfado das dissencoes que havio femenlado em
seu seio os inimigos da sua liberdade. V. M. seguio
huma nobre e generosa inspiraeo, offerecendo-lhe. to-
dos os conselhos de huma amizade benvola e desinte-
ressad.i.
A crise que ameacou o Imperio Ottomano reclama-
va seriamente a altencao do Vosso Governo. Apres-
s.mdo o termo de hura lula, sobre a qual se fixavo
as vistas inquietas de tantos povos, V. M. qniz satisa-
zer aos interesses da Franca, e ao que exige imperiosa-
mente a estahelidade da ordena europea. Vos nos pro-
melteis, Senhor, de em pregar todos os Vossos esfor-
cos para assegurar a sua conservaeo, e nos Vos feli-
citamos por persistir des nessa poltica eminentemente
Nacional.
A Cmara dos Depntados tem a certeza de que o
(invern de V. M. protestoU contra o estado actual
da Polonia, e que reelamr sempre com forca e per-
severancia em favor dessa brava c desventurada Na-
ca o.
A Franca como parte nos grandes contratos Euro-
peos sustentou e sustenta, com raro desinteresse, o es-
tado de posse lo onerosamente estabelecido em prejui-
i


(1473)
zo seu. Ella nenhum esforco tein feito para muda-lo;
mas, por isso niesmo, uem reconheceu, nem pode
reVnhecer em potencia alguma o direito de destruir
ou alterar, sem o seu assenso, aquillo para que ella
concorreu, ou que existe em virtude de consentimento
anterior. Ella confia na sabedoria de V. M., dispos-
ta como est f.izer todos os sacrificios que reciamem
a conservadlo de seus interesses e a defeza de seus di-
reitos.
Taes sao, Senhor, os votos dos Deputados da Fran-
ca : nos vo-los apresentamos com respeitosa confianca.
Sim, acabaremos a nossa obra, seremos fiis a nossos
juramentos e a nossos deveres, e temos a certeza que co-
Iheremos os fructos de uossos constantes exforcos. As
laccoes desalentadas desaparecers (fiante da vontade
soberana de hutn povo que no trabalho quer descancar
das suas longas agitaeSes : a ordem ser d'ora avante
rigorosamente mantida, as Irs conservars a sua for-
ca, amoral osen imperio, e o vosso Trono Constitu-
cional receber do concurso de todos os sentimentos, e
de todos os interesses nacionaes essa forca moral, que
he o mais solido apoio de hum Governo livre.
Rcsposta de S. Magestade.
Senhores Deputados
Recebi coro salisfacSo essa expressao dos vossos vo-
tos.^ Ndla encontr hum novo penhor dessa coope-
rario leal, que so pode dar a todos os poderes do Esta-
do a Torca e energa necessarias para alcancar-se u fim
que to acertadamente haveis definido : o de man-
ler as nossas instiluicoes intactas e puras, contra todos
os esforcos que lendao a destrui-las, ou alterar os seus
principios. Be esse o voto da Franca, e he pre-
henehendo-o que seremos fiis aos nossos juramentos,
aos nossos deveres, e que justificaremos a confianca da
Naca o.
Agradeco Cmara dos Deputados os sentimentos
que ella me manifestou. Partilho as suas esperancas,
e antecipo para a nossa Patria esse pervir de paz, feli-
< idade, e liberdade, que os meos votos e os meus ex-
forcos lem sempre em vista assrgurar-lhe.
(Jornal do Commercio.)
'**.%% %%
Carcter de ). Pedro duque de Braganca.
iv O Brazil, a maioriado Povo quera a Constitui-
dlo; e D. Pedro quera o absolutismo, apoiado em
tropas estrangeiras: Em Portugal a maioria do Povo
quer o absolutismo', e D. Pedro quer dar-lhe forca
a Constituico, apoiadoetn tropas estrangeiras.
U. Pedro Imperador dase, no Brazil, que nao
quera nada de Portugal. D. Pedro, Regente em
Portugal, diz que n&o quer nada do Brasil.
D. Pedro, no Brazil, chamara para seu lado Por-
tuguezes. D. Pedro, em Portugal, lem a seu lado
BruzHeiroA.
( /?o mesnio.)
CORRESPONDENCIA.
Snr. Redactor.
AjScandalza a razo a maneira porque boje tao des-
pejadamente se Ilude o Publico. Refiro-me ao cor-
respondente da Quotidiana N. 129, oqual para des-
truir as razSes, que produ/.i em favor do Doutor Ma-
riani, em pregoU em urna nota Quolidiana N. 138
dois dicterios, e trez termos chulos, concluiudo n'el-
lesaue o Snr. Marian h->v;i indi&namen'' oceupado
a Prezidenr.ia do Rio Grande do Sul. Eu desafio o
correspondente da Quotidiana para aprezentar em
publico provas, que justifiq uem suas palavras : talvez
me responda, que a dimisso do Doutor Mariani u-
ma prova do quanto se elle portara mal no Rio Gran-
de ; redondamente se engaara o correspondente, si
assim pensasse; porque quando muito a demissao do
Snr. Mariani apenas prova que elle nao do agrado
do Director da Floresta. Igualmente se enganou o
correspondente (ou quiz engaar) quando deo por co-
nhecida no Brazil a incapacidad administrativa do Sr.
Mariani. O correspondente, ou falle do Snr. Maria-
ni como Magistrado, ou como agente do Poder Execu-
tivo, hade sempre confessar que noexaminou bem u
vida publica do seo censurado ; por quanto como Ma-
gistrado o Snr. Mariani gosou sempre em o Maranho
(onde unienmente tem servido) da raclhor opinio, co-
mo fcil de se pao va r : como agente do Poder Exe-
culivo apenas tem oceupado a Prezidencia do Rio
Grande : mas o correspondente parece fallar de urna
anterior ; logo faltou a verdade em um, outro caso.
Eis-aqui por tanto como se pertende abocanhar o Sr.
Mariani. Nao sou fantico, Snr. Redactor ; sei apre-
ciar as boas qualidades deste, ou d'aquelle, sem dis-
tincode prente, ou amigo : por tanto nao posso r
sangue fri ver, que se deprima o crdito de um ho-
mem, cajo nico delicio ser independente, e muito
desvelado em executar, e azer execular a Lei, em fa-
vor ou contra este ou aquelle individuo, este ou aquel-
le partido.
Nao tocarei mais neste objecto, ainda quando a is-
so me provoquem os gratuitos inimigos do Doutor Ma-
rani^ e zelozos do bem estar dos Parenses. Entre
tanto prometto ao correspondente da Quotidiana, que,
em podendo haver os documentos do Sr. Mariani, eu
osfarei imprimir, para mlhbr mostrar ao Publico
quam mal fundadas tem sido at agora as censuras qu
se lhe tem feito.
Sou, Snr. Redactor
Um seo assignante.

ANUNCIO.
M
j..
Ao podemos dar lugar no corpo do Diario a cor-
respondencia do Sur. Imparcial
nao ser de interesse publico.
por extenca, e por
s
THEATRODEOLNDA.
Abbado 19 do correte se reprezenla urna insigne
pega, composico do grande Antonio Xavier a qual se
denominaEufemia e -delaidea sua lingoagem
he pura, sua moral sublime, e amor de maos dadas
com a amizade forma oentrexo de excellcnles epizodi-
os, no fim da pega se cantar um dos melhores Duelos
dando fim o expectaculo com a exeellente Farca inti-
tulada aRoda viva.
iWtlVU.
feO0 Do Comi.
\3 Correio Terrestre da Parahiba parte boje (18)
ao meio dia.
fc^" O Correio Terrcstaa do Limeiras parle boje
(18) ao meio dia.
[
IM


(1474)

S=
P Ge, wala por Lisboa.
_hhir com a brevidade possivel, a Galera Brazilei-
ralncomparavel, de que Capilo Antonio Bento Go-
mes : quem na mesma quizer arregar., ou ir de pas-
sagem para o segundo porto, pode entender-se com o
mesmo Capito ou com seu proprietario Antonio Jo-
ze de Amorim.
Vi
****** %v<*%*
Glenoag.
Inho verde bom caada 1440, e garrafa 200 reis:
na ra do Livramento loja de louca D. 3.
fe^Uma venda com muito poucos fundos no prin-
cipio do atterao dos Affogados da parte da sombra, a
qual tem commodos para urna familia, e bom quintal:
tambem se vende a prazo com boas firmas : no largo
deN. S. do Terco n. 10. G
^3 \ inho do Porto velho e claro caada velha
1440, d.to de Lisboa pelo mesmo preco, dito branco
1280, dito marvazilho 1600, vinho de caj, do Por-
to, e moscatel a 320 a garrafa, serveja a 280, genebra
de O anda 260, licor a 240, azeitonas de ervas cana-
da relha 1280, toucinho a libra 280, prezunto boma
280, azeite doce caada 1920, e garrafa 280, sevadi-
nha de Franca a libra 200, cha hisson a libra 1760
chocolate a 360, spermacete de 5 em libra a 680, quei-
jos novos a 900, caf a libra 280, assucar branco a
arroba 250, d.to mascavado a 1920, agoardente do
Keinoal600 a caada, dita de anis 1500, vinagre
bom a o60,eoutros gneros: na ra do Livramento
JL/. I Z.
W Um selim e freio j uzado, e urna espingarda
deespoletamu.toboa: em Olinda Botica da ra de
o. tiento.
W Urna escrava de 25 annos : na ra de Orlas
em caza do Padre Lino.
fcy Uns atabales de cobre muito bons : em fora
de portas n. 200, ou no armazem do pao Brazil.
***>%**'***%%%
U.
Cotnpras.
M livro intitulado Escudo Admiravel : em fora
de portas n. 200, ou armazem do pao Brazil.
t%tv\itw
&c)a&o.
fjem perdeu urna chvae de broca pequea com
um morde a moderna difireme-das outras; procure
na ruada Santa Cruz D. 28, defronto do arco da R-
beira.
******v**v
F.
furto.
Urtou-se urna canoa de carreira com quatro pal-
mos de boca, 45 palmos de comprida pouco mais ou
menos com paneiro, tendo neste urna especie de um
quadnlatero, com correnle ou sem ella, pois pode ser
a terem arrancado; quem della souber dirija-se a
ruaDireila D. 11, 3. andar que ser recompencado.
1V*vi%V
n
abi?ojs particulares.
.jOzas & Braga agradecem mui cordialmente a to-
dos os seus amigos, tanto Nacionaec como Estrangei-
ros, abondadeeefficaeia com que Ibes prestrestaro
seus valiosos servicos por occazio do desastroso incen-
^1
dio da manli de 14 do correnle, bem como aos Snrs.
Capitesdos Brigues Inglezes William Russel, Jarrow,
Jolm Troyhton, Amea, e Madonna o bom grado e
promptido com q' Ibes enviaro as suas tripulaces ; e
rogo aos memoe Snrs. em geral, e a cada um em par-'-
ticular quciio aceitar os protestos de seo sincero re-
conhecimento.
^3* O abaixo assignado convida aos Snrs. Officia-
es (que quizerem) do extincto B-italho- de Caeadores
de 2.a Linha n. 55, para comparecerem na casa de
sua rezidencia, na ra das Bairros baixos, de S. An-
tonio no Recifc, para se deliberar sobre os instrumen-
tos da muzica do mesmo, parase Ihe dar destino, e
pagar a divida contratada em Setembro de 1832. So-
mente nao se achara duas trompas, e um bumbo, que
foro emprestados pelo Snr. Alferes Franci-co Gon-
calves da Costa, e anda nao enlregou ao ditas pessas ,
o dia para este fim destinado ser em 22 do correnle
mez das 9 horas da manh at as 2 da tarde.
Francisco de Faria Lemos.
^3^" O abaixo assignado na qualidades de procura-
dor bastante de D. Thereza Perpetua de Jezus az
sciente ao respeitavel publico que pessoa alguma faca
negocio algum com o pardo Marcelino Joze Serra, ou
sua amazia a parda Roza Maria de Lima e seo procu-
rador o Portuguez Joao Gomes Marlins sobre um es-
crjvo de nome Andr pois que. o mesmo se axa au/.en-
te da caza de sua Senhora mais de um anuo porque
cheg.i agora a noticia que os mesmos foro quem o a-
coitaro e Ihe derao fim como em se verificando pelos
meios competentes que a Lei permito, nem s ficar
nullo qualquer negocio que se tenha feito com as j a-
pontadas, como com outra qualquer pessoa que por
interyenco dos mesmos o tenha praticado, pois que
o abaixo assignado nao sessar com as suas possiveis de-
ligencias, afim de verificar esta escandalosa uzurpaco.
Joao Nepomuceno de Souza Antunes.
&" Quem anunciou ter para vender urna arma-
co de venda ; dirijasea roa do Queimado confronte
o beco da Congregaco venda D. 16.
$C^~ Fieo mudadas as praeas do Juizo de Orfos
para as tercas, e sexlas feiras a tarde no mesmo lugar.
tT^~ Quem quizer dar 400$ reis a juros de 2 por
cento, dando-se boa firma : anuncie.
$l^* Os Administradores da casa de Smith & Lan-
caster avizo, a todas as pessoas que tem eontas contra
a dita casa, as hajo de apresenlar no dia 19 do cor-
rente mez de Abril, ae 10 horas da manh no seu es-
criptorio, ra da Cadeia n. 63.
* v**v ** v
I)
0cravof JfugiDo^.
"Amiana, crila, estatura ordinaria, seca do corpo,
peilos grandes, e est peijada ; fgida no dia 3 do cor-
rete com vestido de xita de fabrica ja desbotada, sai,
preta, e pao tambera prelo, e anda calcada : ra
da Penha sobrado D. 9, que ser bem recompencado.
li
NOTICIAS MARTIMAS.
Navio entrado no dia 16.
LIO DE JANEIRO; 15 das; S. Oliveira, Cap.
Antonio Joze de Lemos : varios gneros: Gaudino
Agoslinho dr Barros. Passageiros 2.
Saludo no mesmo dia.
lwM.ARAI\THAO ; E. Juvina, Cap. Francisco Fer-
reira da Silva : assucar. Passageiro Manoel Duartc
Rodrigues.
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I L E 6 V E T~
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