Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02482


This item is only available as the following downloads:


Full Text
A1___


mmmm
A N NO. t>| 1834.
rs, .y.....,,.................
OnTa'feira IfrDE ABRIL, n UM ERO 3$ I.
aitato s Maatmmo.

$ui.M.reve-se iiicmutlmente a ri40 reis. adiantados. Ka Tipotjr;.na
me *r. r.( rhcni <;orrespoiutrii.'-ia<-. e anuncios; esles inRirenire
gran* sendo no* nropnos h>.msii.,iih-- -rnenle e viudo assigaados.
Tudo agiora dVpende de nos mesitins, da deraeiio. e energa : comumemo* como pr'nSipwm-s e sefekot
apuntado com irirac*<> ert|r a *a(|Mt* iih* pitas.
, | t*tuc/'M'v*" I" .J'*?lt,<> Gem do Ihatil
.
*m

Impjccs^o em j&ernamtouco par & 3- De #ltfani>a tfalca'o.
K
DAS da semana.
\
h
5.-S. Ezequiel -Rel.'-de mM Aud. dos J.' do Civ
de m. e de L, e Ch. Pr. as 5 h. 18 m. da t.
6.'-S. le&o -Ses. da, Thez. P. de m. e Aud. do
J. tle Or'os de t. P as 6 h. e 6 m. da m.
Sabbado-S. ffermogenes-Kl'" de m. e aud. doVig.
G. de.t. Preamar a 6 h. 54 m. da m.
Dom,"-,& Sdpicio Preamar as 7 h. 42 minutos
da nwnh
%%%%** %%*%*****
**,* *%%*%%.%**<*%* ****^
c
ARTIGOS D'OFFICIO.
/
tJ Andido Jote de Araujo Vianna Perzidente do Tri-
bunal do Thezouro Publieo Nacional, em soluco d.is
ra vidas, que tem oceorrido em afumas Provincias
do Imperio, acerca da recepeo as Estaces Publicas
de moeda de cobre, cujo pezo he inferior ao di emis-
so legal, ten do porem no cunho todos os caracteres
de vertladeira, resolveo em Tribunal declarar, que
pela disposico do Artigo 7. da Lei de 3 de Outubro
de 1833 ter lugar a prova do pzo da moeda de co-
bre somente no caso de ha ver duvida, sobre a legali-
dade do cunho, devendo ser recebida isas Estaces
Publicas, sem dependencia de tal exame toda aquella
moeda, que neslas circunstancias for a presentada. O
que participa a o Inspector da Thezouraria da Provin-
cia de Pernambuco para MI* inteligencia e devida exe-
ctujSo. Thezouro Publico Nacionol em 22 de Feve-
veiro de 1834.Candido Joze de Araujo Vianna.
Prezidencia da Provincia.
^.FFficio de 31 de Marco ao Cnsul de S. M. B. es-
cuzando a pelico de Joo Zurrele, aprezentada ao
Governo pelo dicto Cnsul.
Em resposta ao seu officio d.itado de 24 do cor-
rente, em que me d parte, que os operarios da of-
ficina de Corrieiros.a deixaro por falla de pagamento
das ultimas duas semanas de Fevereiro, e da primeira
do prezenle, tenho a dizer-lhe, que nao sei combinar
cala participaco com a do Inspector da Thezouraria
em resposta as ordens d'este Governo a semelhante res-
peito, o qtnl me diz, que todos os operarios des*e Ar-
senal de: Guerra se acho pagos at ultimo de Fe ve-
reir p. p. ; e por isso bom ser, que V. S. ponha an-
tes em aelividade o seu Almoxarife para o pontual
cumprimento dusseus deveres.
Lembro a V. S. a remessa de fornecimentos de bo-
ca peridicamente, para as ib reas da Uireita por in-
termedio do Juiz de Paz de Cravat, para que nao
teiilio em tentpo algum necessiclades. Dos Guarde
-a V. S. Acampamento de Limeiras 31 de Marco de
1834rManoel de Carvalho Paes de AndradeSnr.
Director do Arsenal de guerra, Joo Nepomuceno da
-Cosa Monteiro.
Offiio da mpsnvi daeta ao Inspector da Thezou-
raria sobre o ohjecto do -oRcto supra.
Dicto, dito, ao Coronel Inspector das obras pu-
blicas exigindo pira satisfcao de ordem -imniaterm),
urna descripcao circunstanciada d cada urna das pOn->
tes e obras que se fizero no rio Capibsribe dfesde
Marco de 1828. > m : '
- Dicto, dicto o Commandante das Armas apro
vando as medidas-tomadas por S. Ex. sobre.a remes-
sa de municoes de bocea guerra para lornqcimento
da Forca da Direita, e cominuniand havernsa!>tpe-
dido ordem ao Pagador das Tropas para pagar iros ba-
gageirns &c. .....;
Dicto, dicto, ao Major Francweo Mamede d'AI-
meida, Cotnmandante interino da JLegio rfe G. N.
desta Cidade ordenando a entrega do comando ao Ma-
jor Manoel Joze da Costa, visto acharase este promp-
to, e ser mais antigo.
Dicto, dito, o Major Manoel Joze da Costa par-
ticipando o conteudo do Officio precedente. .
Dito, dicto, ao Coronel Inspector das. obras pu-
blicas, auctorizando-o para elevar um telheiro para
resguardo dos trabalhadores e madeirasdas mesmaso-
bras, e para mandar preparar as bandeirola*. do ster-
vico dos engenheiros ; e partidpaodo-lhe ha*er com-
meltido o negocio, de que trata o seu of&eio de 1.8 ao
Juiz de Direito chefe de polica p3ra providenciar.
Dicto, dicto, ao Juiz de Dirilo-chefa de polica
enviando o officio de que traja o precedente sobjre o
abuzo do reiebimento da moeda de cobra para'provi-
denciar, como for conveniente e de Direito.
Dicto, dicto, ao Major Comm.indaute Interino
da Legio de G. N. Manoel Joze da Costa, reiterando
a ordem communicada ao seu antecessor, para chamar
para o servico da guarnico da pracai nos.Domingos e
dias Santos, em quanto durar a ausAioia de S. Ex. os
G. N. da lisia de reserva, e dispensados do servico
ordinario, com a declaraco de que s sero isentos
tiesta determina cao os que positivamente o forero/por
le.
>***%*<%*
PROMOTORIA PUBLICA.
Xtf- SenborDigne-se V. S em favor da Cauza
Publica, de me mandar passar por cerlido, o tbeor
da Porlaria com dacta de 2 do correute, dirijida aos
diversos Collectores da Decima, e Recebetlores de Di-
reitos Naciouaes neste Municipio sobre o recebituento
ta moeda de cobre.
Dos Guarde a V. S. Recife 8 de. Abril de 1834
Illm. Senhor JooGoncalves da Silva, Inspector In-
terino da ThezourariaJoze Tavares Gomes da Fon-
ceca, Promotor Publico.
rp
-rr

/




- *-;
(1448)
rc s
Jy
Extiacto da Fianca Litciaiia, por Importan-
cia, c applicacao da Economa eoltica.
Discurso de M. Blanqum, director da Escola especial
do Commercio; pronunciado a 13 de Agosto de
183.3, na Assemblea publica do Conselho de Aper-
{'eicnamento presidida por M. Jaques Lafitte.
Sendo a Economa poltica, entre as sciencias uteis aos
progressos da civilisaco e prosperidade da huma-
nidad^., huma das mais importantes, nao julgamos
sallr fora da.esfera scienliica, reproduzindo o ex-
cellente discurso de M. Blanqui: sua Corma he to
espirituosa, que nossos leitores o achar ao mesmo
tempo instructivo, e agradavel.
JyUpponha-se que dous meninos, hum nascido na
Turqua de pais turcos o outro em Franca de pais
franceses, sao educados desde a sua infancia, o Tur-
no em.Franca, e o Francez na Turqua. Podera
duvidar-se que o Turco se fizesse hum bbm christo,
r o Francez hum excellente musulmano ? O Turco,
Oficial na Guarda Nacional ; no entinto que o Fran-
cez, educado em Constantinopla, saberia de cor o al-
eo rao, e talvez viesse a ser gram Mufti. Tai he a dif-
ferenca que pode desenvolver entre doushomens, en-
tre dous pevos, o systema d'educaco ou d'economia
poltica, que elles tiverem adoptado ou seguido. Con-
forme os Povos seguem a bandeira dos frades, ou a
da industria, ossim elles se despovoao, como a Hespa-
nha, ou prospero, como a Inglaterra : nao ha excep-
coes; a Providencia decretou que, neste mundo, as
incoe.-, e os individuos lossem recompensados confor-
me suas obras.
Esta primeira compiraco me conduz naturalmente
a examinar perante vos, se o systema industrial, que
seguimos, he o que mais convem prosperidade da
Franca ; e se ha lines eolher no immenso espectcu-
lo, que por toda a parte se offerece. Antes da deseo-
berta da sciencia denominada economa poltica, pro-
duzia-se, da mesma sorte que se digira, entes da
desooberta da indigeslo'; mas desde que as leis da
produeco eoto bem contiendas, nao he permittido
aos governos esclarecidos e aos povos livres esquece-las
sena perigo. Espero provar que nos as esquecemos ca-
da vez mais, e que se nos nao corrigirmos, talvez sen-
tiremos triste* resultados. As despezas publicas regu-
losepor hum budget' formado com o producto do
trabalho de lodos os Cidddos. O budget he huma
ca xa commum estnbelecida pira a satisfaco dos inte-
resses comrtibns. He pois do nteresse geral, que a for-
tuna publica seja prospera, para que o budget nao se-
ia hum onus mui penoso. Nao he a cifra d'hum bud-
get, que de va aterrar masa insuficiencia dos recur-
sos dos Cdadaos obrigados paga-lo. Grandes des-
pezas nada sao para hum povo rico, quando nao sao a
prova da sua riqueza : despezas mesmo imitadas sao
oppressivas para hum povo na mizeria. Vede a Hes-
panha obrigada a contrahir emprestimos para evitar
dfici.s aunuaes n'hum budget de 300 milhoes ; no
entanto que a Inglaterra sopporta hum de quasi 2 mi-
aares de milhoes-
Esta differenca enorme entre as duas nacoes'provm
da diflferenca de seus syslemas d'economia poltica. Na
Hespanha sacrifna-se tudo 2 castas; na Inglaterra na-
da se prefere industria. Aqu a produeco he ani-
mada ; acola ella he sulocadu na sua origem. Na Pe-
nnsula tudo est reduzido monopolio; na Gran
Bretn ha tudo marcha liberdade commcrcial. Nao
he s nestes dous paizes, que as mesmas cauzas produ-
zero semelhantes eflilos; vede as 2 America* p.' exem-
ploj a do Norte marcha na vereda da fortuna passos de
gigante, a do Sul a passos de tartaruga. Admirjvcl
consequencia de civilisaco, isto he da industria huma-
na entretanto que na America do Sul, corlada por
caudalosos rios semelhantes a bracos de mar, e incessan
temente fecundada por hum sol benfico, a produeco
fica quasi estril ; debaixo das latitudes do Norte, pr-
ximamente aos lagos geldos da fronteira do Canad,
as populacoes se multplico, crescem d'hum modo
prodigioso, edifico Cidades, onde ha pouco erravo
selvagens. Nos lugares onde o Co foi prodigo, o ho-
mem fica occioso, e a fortuna afflue, onde a nature/a
pareca ser madrasta !
Se queris reconhecer o que poderiamos ser, consi-
derai o que somos relativamente aos nossos antepassA-
dos. Por occasio da descoberla da America, anda
nao tinhamos vidros as nossas janellas ; as carnizas da-
to do Reinado de Francisco I.; antes de Henrique III
nao se uzavo garfos ; nossos pais servio-se dos seu*
dedos.
No tempo de Henrique IV, conhecendo-se em Pa-
rs hum s coche pata o Re e Rainha, qualquer Pari-
siense ficaria bem admirado, predisendo:se-lhe que,
passados 300 annos, nobrfr; plebeos hirio em bellas
carruagens Marselha ou Bayonna. E para nao re-
montar pocas to remotas; quem se nao admirar
sabendo que, no fim do 18. seculo nao existia em Lon-
dres huma s peca de algodo, que' nao tivesse vindo
da India, entretanto que hoje o algodo vindo em for-
dos deste paiz, pira ahi volta em tecidos, depois d'hu-
ma viagem de seis mil legoas, e por preco menos su-
bido do que no mesmo paiz !
Fcilmente se concebe, que taes maravilhas devem
ter completamente mudado o systema de produeco.
Duas maquinas poderosas, a bomba de Tfal e a con-
tinua de Arkwright tem sido suficientes para operar
esta revoluco. J nao se trabalha isoladamente, mas
por massas ; o material da industria complicou-se co-
mo o da guerra, e produzio modifieaces to inevita-
veis, como na estrategia. O Povo Francez deve ex-
perimentar grandes perdas, se persistir na rotina dos
lempos anligos, desdenhando as necessidades da po-
ca prezeute.. Estas necessidades emanao claramente
danossa posico actual. He evidente, que tudo quan-
to tehde retardar o desenvolvimiento do trabalho,
deve ser nocivo prosperidade das massas, e determi- ,
nar hum incommodo mais ou menos prximo, mas -
nevitavel. Assim quando a nossa Legislaco deixa sem
meios de transprteos ferros indgenas, ou impjjC'in
hum direito enorme aos ferros estrangeiros; quando
he provado por factos irrefragaveis, que estes direitos
equivalem 30 milhoes de francos; he certo que s
obra d'hum modo funesto aos interesses geraes, ele-
vando o preco d'hum material necessario todas as
industrias. Quando he'demonstrado que 'oassucar
sondo comprado as nossas colonias custaria tobem 30
milhoes de menos Franga, ninguenv pode duvidar
da summa urgencia de revisar tarifas t abusivamente
onerosas.
Eis as consequencias. Os Ingleies apenas conso-
mem 10,000 hectolitres de vinhos francezes; i nas a
culpa he devida aos nossos impostos, que excluem seus
ferros dos nossos mercados. Queixam-nos do pou-
co commercio que fazemos no Hali, Brasil, ou na
Havanna ; a raso disto tobem he simples : os habi-
tantes destes paizes s lem assucar ou caf dar-nos
em troca de nossas sedas ou pannos ; se nos vamos pro-
ver-nos exclusivamente n'outras partes destes gene-
ros, com que quereremosque elles nos pagucm ? Per-
tenderemos sempre vender sem nunca comprar ?
Mas dir-me-ho: se o systema he to visivelmente
absurdo, porque o nao mudo ? Certamente o Go-
k
!
?-------
7




f
(Wi)
N /
^
?ero*) _d/Franea nao he eoposto d'insensato^ se.ellcs
vcem o beni, devem fazel-o,e o mal evitado. VIas as do-
re cas fiscaes nao sao sensiveis todos os oihos ; lie pre-
<*so lempo, para que ellas sigo seu curso, e seus
tristes resultados manifeslao-sc algumas vezes mui de
va(iari de sorte que passo desapercibidamente. A-
lem disto sao tantas as pessoas inleressadas na conser-
vaba p destas le?, que suas vozes reunidas cobrem a voz
publica, sempre menos forte, do q' a do interesse p,r.
He difficil imaginar o quanto o espirito de monopo-
lio he engenhosp e pitorsco, quando se apresenlo
circunstancias diris., Hum emissario mandado ao
Peni pelo Governo Hcspanhol, pouco tempo antes da
guerra da independencia, con la no seu relatorio qm-
eiaj, que certos l'rades do paiz nao leudo podido rece-
her em numerario hum dizimo das suas ovelhas, ti-
uhao imaginado reunir as mulheres na Igreja, como
n'huraa officina, todos os das por espaco de trez ou
qualro.lloras, e de as oceupar fazerem meia, ea re-
mendar calcoes. Eis aqui.p bello exemplar das leis
fiscaes, a verdadeira alfandega dos tempos heroicos.
No nosso paiz, e n'hum outro genero, vos veris cou-
kae nao menos curiosas. ,-Quando: no fim do ultimo
sculo se tratou de authorisar a introdcelo dasohitas,
cuja concorrencia era receada pelos fabricantes de pan-
nos de linho cr, o pobre rei Luiz 16 recebeu huma
alluvio de petices, cujo estilo acho algumas vexes
nos queixumes dos monopolistas acluaes. A | Cidade
de Ruo, que liqje nao soffre mu.itocom ocommerciu
das chitas, exclaiqava entao : Snr., vos hides ver as
mulheres, os meninos, os velhos, entregues miseria,
as Ierras mais cultivadas, .ficarem incultas, e a Nor-
mandia, esta bella e rica; Provincia, toroar-se hum
deserto. A Cidade.de Tours va.a huma commoco
que subverteria o genero nervoso poltico. A Cida-
de d'Amiens, mais pathetica, representa va as chitas
como huma mortalha, em que todas as manufacturas
do Reino hio envolver-se ; terminava sua represen-
tacaocom estas terriveis palavras. Basta para pro-
hibir o uso das chitas, q' todos os rcees tremo d'hor-
ror,qdouvem fallar diss. Vox poputi vox del
Tal tem sempre sidoa.lingoagem dos interesses p&*
ticulares, buscando prevalecer sobre o interesse geral.
Em vez de rasoes, produzerp se frasps ; e como a de-
lesa da causa publica exige eonhecimentos profundos
e hum desinteresse mutas vezes recompensado pela
perseguico ou pel esqueciment, nao he para admi-
rar, que as reformas da industria marchem mais lenta-
mente do que as da poltica. Nao ha opino que di-
vida, quando o interesse particular rene; he por
este motivo que vemos votar, com hum acord admi-
ravel, as questoes de cereaes, de ferros, de assucares
ou de lans, deputados mu honrados, cujas hostilida-
des s recomeco, quando se trata das attribuicoes d'
hum guarda-matlas, ou d'hum thesoureiro.de Jgreja,
&c. Agora he'palpare! o motivo porque, entre todas
as leis apresentadas,pelo Governo, as da Alfandega
sao as nicas, que nao ten lufa lido, desde 1830, .ai
honras da discussao. Desde aquella poca os intedss^
ses nao tem mudado. Ou nos tivessemos o Gran-Tur-
co ou a Repblica sempre se-apresentario Cidados"
cOSOi de nos prover, mesmo contra nossa vontade, do
trigo, da lan, ou do ferro, bem entendido que elles
disso colherio proveilo. Que Ibes importa que o jar-
dinero pague mais .cara a sua p de cavar, e que hu-
ma pobre mt nao possa assucarar a bebida d seu fi-
lho sempre haveraS homens ricos para pagar o as-
sucar refinado ; e de mais nao he reconheoido, que o
assucar he hum genero de luxo ? Continuar se-ha.
(Corieio OJficial.)
A LlBEllAttKaaas MARES;
ou
O GOYERSO INGLEZ. DESCOBERTO./
I
1 volume em 8. broxado, precb 3$ res. 'Esta
obra publicada em Franca no tempo de i>apoleao tem
tido m todos os Paizes onde tem visto a luz urna ex-
traeco uumerpeissima, e agora mesmo no Rio de Ja-
neiro onde foi dada ao prelo nao fi menor a sua accei-
tacao : esta obra q' con tem u,m. epilogo das maldades do
Governo Inglez commettidas por .onde quer que a su a
cobica tem feilo chegar os seus agentes, a qual serve
como de introdueco; dividida em trez livros, o
primeiro dos quaes se trata do poder martimo em ge-
ral, n segundo do poder martimo insubr, e no ter-
ceiro da poltica, e conducta exteriores do Governo
Inglez comparadas com aquelles direitos.
Vende-se na loja de livros da-pra'ca da Uniio N>
37 e 38.
IL
*%%*%% v%v
cicnDag.
iVI terreno proprio, e com suficiencia para se fa-
zer urna casa no Bairro da Boa-vista : anuncie.
^^ Urna casa na Caza Forte com duas fronteiras
de tijollo : na ra da Conceico da Boa-vista defroute
da mesma cpella n. 78.
fc^" Vinho Brdeos, superior qualidade tanto em
caix.n como em barris, graxa para sapntos em potes, e
em porgoens : na ra ca Cruz n. 11.
^i^" Bixis grandes de bda qualidade,-vinho che-
gado agora muilo bom a 740 a caada velha, dito doce a
800 reis, e dito de Lisboa a 960 reis : noarraazem de-
fronte da casa da Opera.
^^ Um parlido de lavrador em um Engenho per-
to da praca, que offerece todas as commodidades, nao
s de plantaco, como de morada a margem do Capi-
baribe, com um bom sitio de arvores de frutas : na
casa do Doulor Francisco Xavier Pereira de Brito no
atierro da Boa-vista.
^3" Urna casa no atierro dos A ffogados, que est
a meia agoa coberta, e a outra metade por levantar, e
tem bom fundo : na praca da Unio loja n. 17.
$f^* Um trancelim de ouro com o seo passador ten-
do de pezo 3 oitavas, um relogio horisontal muito
perfeilo, urna abotoadura de ouro com seos diaman-
tes, urna vara e meio palmo de cordo de ouro to
bem superior, com o pezo de 4 oitavas, tudo no valor
de 120$reis: anuncie.
f^ A posse de 100 palmos de terreno com a fren-
te para a ra de Luiz do Reg, e fundos para a estra-
da de Santo Amarinho : na ra da Conceico D. 30.
^^ Um sitio no Barbalho a margem do Capibari-
be com duas Olarias, e dois fornos, casa de vivenda
com commodos para urna grande familia, estribara
para trez cavallos, casa de feitor, Urna pequea bai-
xa de capim, alguna arvoredos com um pequeo jar-
dn, e boa cacimba : as 5 Ponas loja de fazendas
D. 10.
^^ Urna escrava de 22 annos, sem vicio, sabe
cosinhar muito bem, ensaboar, e engomar: na Cida-
de de Olinda, ra Nova no sobrado de falescido Fr.
Miguel Pegado no primeiro andar.
^l^ Um prelo de 28 annos bonita figura, para fora
da Provincia : na ra da Moeda casa do Mesquila.
^t3" As Leis do Imperio do Brazl por preco com-
modo : na botica do largo da Boa-vista de Ignacio Jo-
ze de Couto.
\ v *
TT
*



,
r
u.
Cotopra*
M par de castanhollas de Elwno : anuncie.
Mp*" Um negro ja idozo : anuncie.
"yjr* Escravos de ambos os sexos, sendo mossos : na
ra da Cadeia velha n. 7, venda de Manoel Joa-
quim Pedro da Costa.
^?* Urna lista dos premios da Loteria passada :
anuncie.
A,
atluguns.
.Lluga-se um sitio na Cruz das Almas com muito
boa casa, baixa plantada de capim, que sustenta de 2
a 3 cavados pelo verlo, e com algum arvoredo de fru-
to : fallar na primeira casa de dois andares alraz da
Matriz da [loa-vista, ou a Joze Carlos Teixeira na
mesma Cruz das Almas.
*5^"F Aluga-se um negro canoeiro que anda acos-
tumado em canoa d'agoa ; na ra da Gloria junto a fa-
brica.
M
per&ajs.
i.\j O dia \ di) corrente desapareceo um caxorro a-
travessado, de ordinaria estatura, cor de vinagre, com
orelhas e cauda toradas, por nome Marujo : quem oti-
ver recolhido ou delle souber, e quizer restituir, diri-
ja-se ao beco do Marisco D. 9, que ser recompensado.
3ci)afto.
Pessoa a quem liver faltado dous bois de lote
ha dous para trez mezs, anuncie por este Diario os
seus signaes que conferirido se lbe far avizo do lugar
em que se acho.
Ableos parnculare0.
VJS Subditos Britnicos rezidentes em Pernambuco,
sao por este aviz idos, que a lista das resolucoes adop-
tadas no ajuntamento que leve lugar no Consulado Bri-
tnico no dia 21 de Janeiro prximo passado, para to-
mar em consideradlo o expediento, de se abrir urna
' sobsc ipeo, para por em pratica os fns contemplados
no acto 6. deGeo. 4. cap. 87, seacha prezentemen-
le no Escriplorio do Consulado Britnico ; (junta com
as suhscripces ja feitas) aonde ficar at o dia 17 do
correle, para recebr as assignaturas d'aquellas pes-
soas, cue quizerem contribuir para os fns propostos.
tJC^ Perciza-se fallar aos Snrs. Bazilio Lopes Fer-
rao, e Espinla, para negocio de seus interesses, e co-
mo se ignora suas moradas declarem por esta ou ou-
tra qualquer folha para serem procurados, o primeiro
negocia va com gados, e o segundo ensinava as pri-
meira letras ao p da fabrica do Gervazio.
^3* Quemanunciou querer vender nove libras
de prata de lei ; dirija se a ra da Cadeia do Recife
11. 47 : assim como a pessoa que dezeja fallar com Jo-
ze Fernn des Campos.
^3 Dezeja-se fallar com o Snr. Francisco Romo
Pereira a negocio de seu interesse.
jrjr- Quem percisar de urna ama capaz para otra-
tamento de um 1 casa de hornera solteiro, a qual sabe
ongomar e da fiador a sua conducta ; dirjase a ra
da onlem Teroeira de S. Francisco debaixo do sobra-
do do Major Costa.
^3 Perciza se de um andar com cosinha, ou de
Ulna casa nao muito grande em ama boa ra no Reci-
^
fe ou em San'.o Antonio ; fallar na ra da Cadeia ca-
za de cambio D. *48.
t>* O abixo assigriado faz sciehte ao respeitavel
publico' que he senhr e possuidor por compra que
fez por urna Escriptora publica de m terreno conti-
gaoa ra da Alegra na Ba-vsta para a parte do
nascente, e como continuadamente pessoas mal enten-
didas, ahi mandem seus escravos com carrocas, carri-
nhos, ou vazihas na cabeca conduzrem entulbo, fa-
zendo por isso damnoao proprietario quando'for edi-
ficar, lem o abaixo assignado feto por bem obstar,
mas nada Ihe tem valido que a continuaco tem sido
a mesma, e por isso previne que de agora emdiante a-
hi encontrando pessoa seja qual for, uzar dos meio
que a Lei concede, contra quem uzurpa o bem alheio
sem concenso de seu dono.
Miguel Bernardo Quinteiro.
**ry Todos os libertos ou mesmo escravos que se
quizerem empregar no servico da capataZia da tfan-
dega, ijueirSo comparecer na ra Nova armazem D.
30 para se Ihes dar o seu devido destino.
tyy Quem anunciou querer 200 a 300$ res,
dando fiador, dirija-sea ra Nova D. 25.
^yy Quem percizar de urna ama com bom leite -,
diripise a ra d'goas verdes na loja do sobrad ) D. 6,
^T"^ Estando os herdeiros do cazal do faleseido
Joaquim Apolinario Mayer, obrigadosaos do Cazal do
Calecido Joze Rodrigues de Sena por divida procedi-
da por a compra e venda do engenh Btfnburml, para
cuja cobranea os'herdeiros de Sena intentarn contra
Mayer a comp etente aeco era que trato de ha-
bilitar aos seus herdeiros : e constando aos mesmos de
Sena, que os d Mayer pertendem vender o Engeiiho
o qual Ihes est legtimamente hipotecado, ellts fazera
a prezente dec.laraco para que a nessoa que se proposer
a comprar o dito engnho fique sabendo do encargo
em que elle se acha, e nao se chame a ignorancia a es-
se respeito.
B
jfugtDi0.
.jEnto naco congo, 35 a 40 annos, cor fulla, alta-
Ihe todos os denles do queixo de cima, estatura regu-
lar-, fgido no dia 28 de Fevereiro do corrente anno,
com calca de algodozinho muito grosso, e carniza bra-
ca : ra da Cruz n. II, que ser recompensado.
ty3P"* Joo naco Angico moange, 20 a 30 annos,
estatura ordinaria, cara liza, com urna pequea, falta de
cabello d'um lado da cabeca, no p direito nao tem o
dedo grande, tem no peto do mesmo p urna lerida ;
fgido abbado 5 do corrente, com camisa de algodo,
calca de brm, um saco de algodo, e 480 rea em di-
nbeiro : ra Nova ao p da ponte da Boa-vista ar-
mazem que tem louca.
%** 1
NOTICIAS MARTIMAS.
Navio entrado nodia.
It
_aIO FORMOZO ; 24 horas : S. Tetes, M. Joze
Joaquim Baplista : assucar, e madeira. Passageiros
Francisco Rodrigues de Souza, Miguel Lucio de Mel-
lo.
Saludos no mesmo dia.
I!
BARCELONA, pelos PORTOS DO NORTE 5 B.
Escuna Hespanhol Egaiifa. Cap. Boa ventura omi-
nza : algodo.
LIVERPOOL; B. Ing. Ellen, Cap. Johnson : al-
godo. ________________________^,
i'Eitjr. a'j i yp i>o Diurno 1831*
1
I
o
1
i
TT
rf


MMHlaHMWMnMMMaHWMB
V
~\
9
CORRESPONDENCIA.
fmprrsita em Pernmnbut tu Tgfografia da Otario. \tL
B.
Snr. Redactor.
'Raro, firabissimo! Entaoque Ihedi*
na eu Snr. Redactor, que o nunca assaz
I olivado Capilao Pessoa, tinha feito voto
(ueste ponto he Paulista) de continuar a
dar a** competentes barrigada*, as quaes se
Tora a enumralas seria hum nunca acabar.
Bravo, Bravissimo &c. &c. Sim Snr. oca-
lo*nao lie de rir, he sim bastante serio, por
ter o carcter de huma Proclambalo, een.
tao que "Proclamacao, que at as mesmas
pedras' d erosla grimas de sen tmenlos, que
i into]p* b fa sua singular eloquencia!!! ?
Vamos ao facto : No dia I. do corrente
em que devia ser rendido o Destacamento
V estando a primeira Companhia formada,'
a qual coramanda onossoheroe D/Quixo-
te disse para a mesma em tom de Elafa' -
Camaradas .' Se algum de vos tem amis
leve queixa de mim no curto espaco de .31
dias'que tevej a gloria de vos coramandar,
^stou pronto a darvos satisfacV? = Tudo
ficou mudo, e continuando a instar, disse-
r&o alguns que nenhum haviao receido do
mesmo Snr. CapjfSo, anleslilhares de fa- I
vores porque havia dado provasdestr oieu
Protector contra as insolencias do seu I.
Sargento, (o tal menino de hum so olho;)
o que ouvido pelos demais, foi apoiada cora
aplauzos a primeira parte do Discurso; He-
cebendo tao iisongeirajresposta, disse o no*-
so hroe, pois bem Camaradas, vos have.
is de ter iido o Diario de Pernambuco, on-
de o nosso 1. c Sargento unido ao Brigada,
e Sargento da terceira Companhia vilmen-
te abocan ha rao a minha honra (que H0 c
l^qualquer conza.') porem tempo vira (o
da morosaJ em que a calumnia cahiri por
trra e eu mais victorioso que Numa can-
tarei a palinodia-----Neste momento toca
a eorneta, Companhia* ao alinhamento, e
elle deixando de,' proseguir no resto da
Proclamacao (cujo resto hera o inelhor da
pecaj diz = Companhia Direita volver e
march. Este o facto que prezenciei meio
embasbacado, o qual pelo adiar digno de
ver a luz dos seus luminozosjypos, jie ro-
go d hum cantinho do sen bm conceitua-
do Diario para o prezente, e eu meassigna
do Snr. Redactor o
E*freSa-mr Etfregtme.
T


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EWD8ZJ24Y_5D9ITQ INGEST_TIME 2013-03-27T14:16:36Z PACKAGE AA00011611_02482
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES