Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02481


This item is only available as the following downloads:


Full Text
..-, 11 I lili
^
ANNO DE 1834.
QUaR TA FEIRA 9 DE ABRIL
NUMERO 360.
*%'%^-^*'**%"'***%**> **v^%*%*%n,%^%i%W %>%%%%VW**V
y ** ** *% /%.
8t&&$ ll ?&&li&3Bll^GQ<
MitW revece inen*alnient iMii res, adianudba. Tjpofrafla
4- Diario, uaifo oa MMrl nr S. Amonio sobrado da porta lara
Hite se rci-itcm eorrrspoiiririi'-ia. hiiiiiicios; eMcs insirt'iii-sc
(flMM sttiMu Jos proprios aatus u..iur uniente e viudo assi^uados.
Tildo apora depende de nos mesmos. da IIMM prudencia, m
deraeo, r enersia: continuemos romo p 'ineipiameft e seremoi
,i|m>ii lados c.oui amuiraco entre as .Vicor- mais cultas.
lh ocliimacin ilu Ai tembl* Ueral do Hratil'
Jwprcssc em ^ernamtmco por a % dc ttiranDa tfalca'o.
DAS da semana.
BK H
'Ai-JLOB
P
b ***. ** %* .**
4*S. D/imetrio-Si>.s. da Thezouraria Publica. Pr. as
4 h. 30 m. da t.
S.'-S. Ezequiel -Re.""di m., Aud. dos J.* do Civ
de m. e de t., e Cli. Pr. as 5 h. 18 m. da t.
6.* -5. Leo Ses. da TUez. P. de m. e Aud. 'do
J. de Orlaos dc l. P. us 6 h. e 6 m. da m.
Snl)bado-5. ffermogenes-lW"* de m. eaud. doVig.
G. le t. Pleamar a 6 h. 54 m. da m.
Dom.'- S. Sulpicio Preamar as 7 h. 42 minutos
da manh
%*'*%* %%fc^%%^% *.%* % ** %-** **
*>%* **%%*%*'*%'***
m.Ahof.1. de Carvalho Pacs d'Andrade, A Ran-
cia Permanente em Nome do Imperador o Senhor D.
Pedro Segundo, vos Envii muito saudar. Tendo
eonsideraco aos vossos dislinctos merecimentos, pa-
triotismo, adhez.o Sagrada cauza deste Imperio, e
mais qualidades recommendaveis, que concorrem na
rossa pessoa : Ha por bem, em virtude da Carta de
Lei de vinte de Outubro de mil oito centos e vintee
trez, Nomear-vos Prezidente da Provincia de Per-
nambuco, de que foi desonerado, por assim o ler pe-
dido, Francisco de Paula de Almeida e Albuquerque;
e d'aquelle lugar tomareis posse com as formalidades
do estilo, recebendo do mesmo, e da Cmara da Ca-
pital as noticias, que forem convenientes ao Ser vico
Publico ; friendo matitT a religiosa observancia da
rilada Carta de Lei, para prosperidade, e seguranca
dos Povos, que vos sao confi idos. Escripia no Pala-
too do Rio de Janeiro em vinte dous de Fevereiro de
mil oito centos e trinta e quatro, Dcimo terceiro da
Independencia e do Imperio.
Francisco dc Lima e Silva.
Joo Braulio Moniz.
.Antonio Pinto Chicorro da Garra.
Para Manoel de Carvalbo Paes d'Andradc.
(Do Diario d' Administraco.)
acampamento em Jacuipe.
Or ordtin do dia 25 lo passado foi nomeado Ca-
pito de commisso o Sur. Alferes Francisco Mauocl
Aciioli. Pela de 26 o Sur. Major Joze Thomaz Hen-
riqnes devia marchar no lia 27 para apprezentar-se
,-iu Exm. Piv/.idrnte das Alagoas e tomar o comban-
do de que eslava encarregado o Snr. Capillo Antonio
Paz Corte/., este pas'iva a comm indar as 4 eompanhi-
as do 7.* Batalho de Cacadores de 1.* Linlia, e o Sr.
Cipito Joo Francisco de Mello as duas da Paraliibi
unidas a 7.'e 8 do corpo de Cacadores de 1.* Li-
nda : o Snr. Major Pedro Antonio Vellozo da Silveira
foi auclorizado para aullienlicar em Agoa Preta as des-
pezas ordinarias com conductores de viverc>, hospital,
e outras : o Furriel de Guardas Nacionaes de Olind
Marcos Evangelista d Rareclos foi escuzo do servico,
e remettido prezo para Agoa Preta por insubordina-
co, eroubo. Por ordem do dia 27 o Snr. Tenente
Coronel Antonio Machados TSios ficou encarregado do
^oramando das Tropas durante a pequea au/.encia do
Snr. Commandantc em chpfe, que parta para Agoa
Preta : o Snr. Capito Jnze Antonio Pessoa de Mello
passou a commandar o Bitalho de Guarda Nacional
de Unna no impedimento do Snr. Capito Manoel Vi-
cente Callado.
(Extrahido do Diario a" Administraco.)
*v > %* V
PROMOTORIA PUBLICA.
JlLu. SenborPeco a V. S., que, a bem da Cau-
za publica, me declare por escripto porque, contra
a Lei de 3 de Outubro de 1833, est recebendo ness*
Collectoria moeda de cobre fundida. *
Dos Guarde a V. S. Recife 8 de Abril de 183*.
Illm. Senhor Antonio Morena da Costa, Colector (U
Decima do Bairro do Re-ifeJoze Tavares Gomes da
Fonceca, promotor publico.
Domesmo theor se exped rao aos Collectores doi
Bairros de S. Antonio, Boa-vista, e Aflogados.
Illm. SenhorPeco a V. S., que, a bem da
(^auza publica, baja de me declarar por escripto por
que contra o disposto na Lei de 3 de Outubro de 1833,
est recebendo, e tem recebido 5 segundo consta, nes*.
sa Thezouraria moeda de cobre denominadachan-
cbane outra, que, oom qnanlo nao seja da mesma
natureza, he todavia faha por nao estar nos termos da
ctala Lei.
Dos Guarde a V. S. Recife 8 de Abril de 1834^
Illm. Senhor Joo Goncalves la Silva, Inspector In-
terino da ThezourariaJoze Tavares Gomes da Fon-
ceca, Promotor Publico.
Ill0 Sr.Faz se precizo, que, a bem da Cauza.
publica, V. S. mande passar as eertuloes pedidas, nos
requerimentos ineluzos, com o theor da acia, que a
intitlala Junta de Paz reunida nesla Cidade e caza
de V. S. no dia 3 do corrent mandou lavrar, e na
qual se acha a resolueo tomada sobre a moeda de co-
bre. ,
Dos guarde a V. S. Recife 8 le Abril de 1834
Illm. Senhor Juiz de Direito e Chefe de Polica,
Francisco Maria de Freilas e AlbuquerqueJoze Ta-
vares Gomes da Fonceca, Promotor Publico.
Illm. SenhorPela terceira e ultima vez eiijo
de V. S. a cerlid > pedida em 24 do passado, e 4
do correte, com o iheor das pronuncias, que livero,
o Capillo Vi'tor Elou, L, A. Baudaux, e Manoel
The>loro, Guarda da Alfandeg, as denuncias contraelles dei poros crimes de nenjuro, n;ila, e coa,*
trabando,
r:\~~
7-


(143!
^
Heos Guardo a V. S. Reeife 8 de Abril de 1834
ltm. Senhor Francisco Xavier d:> Miranda, Juiz de
Paz do 5. Destrieto do Carpo SantoJoto Tavarcs
*>mes da Fonceea, Promotor Publico.
%...****%-*
fexumo do quadro demonstrativo dus (Guardas Na-
cwnaes da Provincia do fio de Janeiro.
Municipio da Capital.
i.* Legio....................
9.# ....................
3.* *....................
Macaca.
Legio de Sanio Antonio de 56.,... 1:068
Manca.
L. de Marica.................... 1;390
Itabo f ah.
L. dellaborahi.................. 1:480
Campos de S. 3oao da Barra.
L. de Campos................... 2:662
Valonea, Paralaba, e Vassouras.
fe de Valenca................... 1:183
Cantagallo, e Nova Friburgo.
L. de Canlagallo................. 1:358
Aorados liis, Parati, eMangara-
tiba.
L. da IlhaGrande................ 1 -662
Cabo-frio.
L. de Cabo-frio............... 1:978
Jguass, Itagoati, e Mag.
L. de Iguass................... 1 :932
S. Jcao do Principe, Barra Manca, e
Jlezende.
L. de S.Joo do Principe.......... 1:799
Praia Grande.
L. da Praia Grande............... 1:153
3:87 praras.
1:953
2:597 u
Total.................. 24:302
(Extiahid) do Coneio Oficial.)
VlVVlV/tWW
\9 Abaixo assignado pergunta a quem competir, e
saiba responder, se estar ou nao comprehendido o
EscrivSo da Abertura, c Descarga da lfaudega das
Fazendas, Thomat Lins Caldas, encarreg.ido do Sello
e lacraco dos Navios, qne entrao ueste Porto com-
prehendido noart. 135, 5. do Cdigo Criminal (les-
te Imperio, queflizassimPelo que, para cumprir o
s'eu dever, exigir directa, ou indirectamente gratifi-
caran, emolumentos, ou premio, nao determinado por
LeiPenasperda do Emprego, prizao por dois me-
ma quatro anuos, e de multa de cinco n vinte por
ento do valor exigido, que restituir, se o liver rece-
bidoHa seis anuos que o referido Sr. est de posse
dn lacraco, e sello muito a seu bel prazer, e contra o
disposto na Porlaria da cxlincta Junta da Fazenda de
19 de Abril de 1826, queimndou estar a dita lacra-
co e Sello, a cargo do Guarda Mor. No decurso de
todo arjuelle immenso lempo, lena mandado receber
por varios Guardas da mesma AHandega, nos quaes
ancarrepavaMe lacrar e sellar as escotilhas dos Navios :
!. Joze Lopes, 2. M a noel Tbeodoro, 3o Joao Fran-
cisco Regis, as bem viudas 23 patacas em prata, por
descarga que fazia de noile, contra o For.nl, e Pdrlaria
deste Governo de 8 de Outubro de 1832, e contra
outra do Juiz Interino da mesma Alfandeg.i Luiz Joze
de Sampayo, de 12 do mesmo mez e anuo. Para es-
cla'rccimento de quem competir e queira vingar a Lei,
declara-se como teslemunhas, todo o Corpo de Com-
mercio desta Praca Nucionaes C Estrangeiros, e no-
meadaraenle os Senhore Smilii & Laneaater,
Matheus & Fosler, L. A. Dubourcq. Antonio Jo*'*
de Amorim, Bento Joze Alvea. Nuno Mara de pe*
xas. Antonio da gilva & Corapanhu, Johnsto Patf
& Comp., Joo Pinto de Lemos, o Mirinlio Mar, Gaspar Joze dos Res, e o mesmo Guarda Mm
Jacinto Joze Thomaz da Silva.
Recife 7 de Abril de 1834.
Caetano Pinto de Veas.
P
Ergunta nm opsso subscriptor, por que rafia se
vendem os cffeitos de primeira necessidade, depow
que houve ordem para se aceitar toda a moeda de co-
bre, que tivesse o peso, pelo preco duplo do que rm>
reciio anteriormente a essa ordem : queixa-se que
lenbeiro, o padeiro, o vendelho &c si os vexo pa-
ra receber a moeda na forma do Edital da Junta d
Paz, chego a fecbar as casas, e nao vendem os sem
gneros ; que s elle tem recebido da moeda em qurs
tao por obediencia s Aulhorjdades, cuja obediencia
cuida pagar com a perda do seu dinheiro. Invoca
finalmente o nosso assignante o cuidado dos Senhore*
Juizes de Paz com este povo, que est muito malcrea-
do, que faco que se executem as suas ordens, que se
nao mella a bulba a sua aulboridade &c. &c.
Dezejaramos responder ao nosso abonado pergun-
tador circunstanciadamente, mas tendo nos recebido
neste momento a correspondencia, que nbaixo trans-
crevemos, remette-mo-lo a ella, limitando o qne ago-
ra nos occorre ao seguinteQuando as Icis sao inexe-
quiveis por sua nalureza, anda que dimanadas ftfjfo
da fonte compleme, nao ha forca, que as faca respei-
lr't, nao admira, que sejao menoscabadas as que su
obra de quem para faze-las nao lem poder.
PAGINACAO
-n;
M
CORRESPONDENCIA.
Snr. Redactor.
W I com surpresa a decisao da Junta, de Paz em ses-
sao de 3 de Abril, mandando receber moedas de co-
bre, que a Lei de 3 de Oulubro de 1833 manda mni
posilivamente cortar. Diz a Lei que he moeda
falsa, aquella que liver de menos a oitava parte do pe
zo com que foi emitida as respectivas Provincias, ou
cojo cunho for visivelmente imperfeilo. Diz mais que
a moeda falsa seja cortada. Ora se isto assim be, com
que authoridade determina a Junta de Paz, que qu;;l
qtter moeda leudo o pezo marcado na Lei, ainda que
fundida seja, se receba ? Por ventura as Cazas de Moe-
da undem as moedas ? Nao vfll os Senhons du
Junta de Paz, que nao f.izem se nao augmentar o ba-
rulho, impondo penas aos Juizes, que violentaren! o*
particulares a receber moeda falsa ? E as ArrecadaeoV
Fiscaes eslo obrigadas a encher a Thezouzaria de mo-
eda fal Mas diro e'.les que o Ministro da Fazenda as Instru-
ces de 8 de Outubro, Ai t. 8. manda receber no
Iroco pelas sedlas ludo que for moeda de cobre. De-
mos isso de barato. Mas qual he mais irmolavel a L'i,
OU as Inslrucoes do Ministro? Querer a Junta de
Paz passar pelo resultado da responsabelidade do Mi-
nistro por enUSd da manifesta infraccao da Lei ? Por
ventura as Instruces que servem para o recolhimento
do cobre devem servir para o giro do mercado? Se o
Promotor Publico fiscr o seu dever, a tal Junta d
Paz ver-se-ha em caifas pardas. Mclbor se uso leu
T

v

TV-


MU
\
(1439)
i
9
l
i
wo-trado gcrahneol;- fallando, os vendedores, do que
* Junta de Paz, que tena Unto direito para maridar o
m r/orqute tanto a latea do peto, como a grosera do cu-
u'ho sao regeitadoa pela Lei. Se o mercado regorgita
nonio determina a Lei, e como liles faculto as lnstru-
t'Jes do Governo, alias fiquem com ella na mo, aquel-
ii-s que Ihe liverem amor mas, nao a qtieirao impor ao
merca'do. Por semethante guisa ate o enanchan entra-
r no mercado daqui a dois dias. Mais tinhi que di-
ser a tal respeito, porem contentarmc-hp, com dizer
que quein tem Untos recursos de jorsdico, bem po-
da esc usar actos do Poder Legislativo.
O Legalista.
*.v %% .
Publicamos a seguate pera em at.tenco somente d
ella estat a milito lempo no escriptorio, e haber-
te dudo palavra de a publicar.
Snr. Redactor.
P
Ara que o publico taca lumia idea aproximada, e
ven ha no conhecimento doquanto lie Grande em Ad-
ministradlo o Sur. Antonio loaqui'm de Mello Ex-Pre-
zidento da Parahiba do Norte, quena Uanserever em
sua folha este Artigo que vrm no principio do Raioda
Yerdade, que Ihe remello, em cujo Artigo se v em
epilogo as ultimas facanhas ileste Sapientissimo Gi
gante, a quem s foi permitido a entrada no Santua-
rio ila Sciencia, probidade, moralidade, e Patriotis-
mo, pois todos os mais sao huns estupidos, ineptos,
r mentirosos, como despeadamente, uzando das ar-
mas do Sarcasmo, e regaterice, proprias das almas
> iixa-, vancou o Autor do Comunicado em o N 343
de sua folha. Por cuja publicacao Ihe ser grato o
Ante-manhozo.
Damos a possos Conridados a grata noticia de
haver largado as redeas do Governo o xieaneiro Anto-
nio Joaqun) de Mello \ entregando-ai no dia 7 do cor-
rele mt7. aoJIlm. e xm. Senhor Affonso de Albu-
querque Maranho Cavalcanti 'ste dia foi para os
Liberaes Paraibtnos de um proser menso : casas se il-
tuminaro at I E nao poda deixar de assim aconte-
cer Um degenerado Per na mbuen no ; que jurou fa_
ar victimas ao seu sanhudo despotismo a todos os pres-
trnosos Liberaes, deixando impunes abuzos infinitos
de Carunxojos absolutistas ; nao poda deixar de ser ba-
tido eom denodo, e eoragem dos perseguidos ; e aca-
bar os das de seu reinado com infinitos votos de gra-
tas de todos aquelles, que podero arrostrar com tan-
tas violencias ; e fiear votado a eterna execrado O
nomo de Antonio Joaquim de Mello ser lembrado pe-
los Pamba nos com horror Mil pragas eboverfl *o-
bre seus dias Podeste. monstro, sim podeste (diro
01 homens da Patria) roubar o Em prego ao Patrila
Peixolo, intorpecesle llie a sua carrrira na Magistra-
tura ; e s porque uquelle digno Patriota declarou-se
na Para iba Amigo da Liberdade, e Inimigo dos Res-
tauradores Mas elle um dia ser remunerado ; e tu
perverso, ex posto as iras bem merecidas de um povo
betn fazejo ; um poro t y re Podeste aferrolhnf em
spera prizo o Patriota AlIVres Paira, e nem lhecon-
eedeste o refrigerio de Mas elle j est ix^lituido ao s^-io de seus charos Ami-
gos ; e tu odiado sers dos homens livres em quanto
xislewia livores Podeste urdir um prnresso a lem-
pre livre Soeiedade Federal Pamibana Mas viste o
eu presidente responsabelisar-se pe'o Aio denuncia-
do ; e afinal absolvido ser pelo recto Tribunal dos Ju-
rados Podeste semelhantemente attribuir 3 crmes
orajoxn Cmara dsta Capital 5 aquella Cmara que
'btt'no de 'i o temor dos Dspotas i que te tr.ictou sem-
pre cWio devota \ que alcou sua livre voz no Recinto
Augusto da flepre/entacau Nacional para .manifestar
tua ineplido, e malvadeza no Governo fiHyt ella
mostrar perante o Brasil, ijue o crime nao infecta a
homens livres, e que tu dando assenso a luasdesre-
gradas paixoes tiveste o arrojo de attribuir crime, on-
de s existia virtudes. Tiveste finalmente, oh! per-
verso, a animozidade de rmndur conhecer de fictici-
as insobordiriaLes do Patrila Ajudante Magalhaes
em tempoera que elle se acbava hlenlo os Restaura-
dores capitaneados pelo celebre Rothea Mas aquella
patriota ser absolvido i e tu aprezentado ao Brazil
como um ceg instrumento para o masacre dos seus
mais dignos filhos Foge, monstro desaparece das
piagis earaibams, e nunca mais as encares; porque o
proprio ar le abalar o pestfero alent !
Piraibaos Liberaes, refcpra alegres; o vosso ini-
migo vos nao perseguir ja mais : o Governo da pro-
vincia se axa depositado em as mos de vosso escolla-
do o Exm. Senhor V. presidente Affonso de Albu-
querque Maranho Cavaloante, que sabio e pruden-
te se dirigir na perada tarefa que ihe incumbales :
rodalo de Conselbeiros patriotas, elle l'ar reappa-
recer a paz e a tranquilidade publica, de que lauto
necessilamos em cri/.e tao medoriba.
Exm. Snr. V. P jubiloso a vos nos dirigimos sau-
dando-vos : e pedindo em nome de nossos Concida-
do9 nao desmintaes o bom conceilo que com razo de
vos forma.
O Redactor do Raio da Verdade (
Henrique da Silva Ferreia liabello.
vv*'
Publicaco d pedido-
F.de o Autor Jote Mara Faria de Mallo, dos re-
os Haddon Clark &Comp. em seu Libello, a quantia
de trez eontos quindenios e setenta mil novecentos e
sessenta e seis reis producto de setenta saccas de algo-
clo, que Ibes vender a oitomil equinhentos reis por
arroba, em trinta e hum de Agosto do anno prximo
passado, com n condicao de ser feito o pagamento em
sette de Setembro seguinte pelo maior preco, porque
se pagasse nesse intervallo aquelle genero, e que sen-
do o maiwr a que subir o de nove mil e seiscentos rs.
por arroba, deve na conformiilade dwsle ser feito o pa-
gamento. Confesso os reos em sua contrariedade a
existencia do contracto, mas nego qife neste se esti-
pulasse o maior preco porque se pagasse o referido ge-
nero, porem sim o maior preco con ente na Praca,
que foi no dito intervallo o de oilo mil e seiscentos rs\
por arroba, segundo o qual nao duvido pagar ao Au-
tor, e querem ser condemnados de Preceilo- O quti
ludo visto e o mais dos Autbos, nao se acha provady-
pelo Autor, como era misler, o modo como se fixou o
preco do contracto da compra e venda, por quanto as
Testemunhas pie decorrem a fl. 30 verso, n^da de-
poem a semilh .ule respeito, nao existindo outra pro-
va alm da eonLso dos reos, que sendo fcita com
coartada cima dita, nao pode separar-se desta nem
ser aceita em parte e regeitada rm parle. Provao ple-
namente os reos com as Testemunhas a folhas trinta
oito verso que o preco correle do Algodo durante a-
quelle intervallo fora de oito mil e seiseentos reis por
arroba, posto que a casa de commercio de Menriqu^
Joo Moon & Comp. comprasse pelo mesrao'lempo al-
gumas s.iccas a nove mil e seiscentos a arroba, o que
nao pode constituir preco corrente, porque esle he a-
quelle. que corre gcralmente no mercado, e nao o por
que se faz huma ou oiltra (ranzaco, alera do que sen
Trr

T
1 '
PT


(1440)
ifo Acrecida no mesmo dia por diversos a esta casa de
Commercio a venda de mais algumas saccas de Algo-
do, ella se recusara ao preco de nove mil e seiscen-
tosreis, e nem pode destruir a prova dos reos a oerli
do de folhas quinze, por conler apenas huma declara-
co extrajudical feita na Meza das Diversas Rendas
desla Curarle por dois Negociantes, hum dos quaes se
ha tornado sospeito aos reos. Por tanto e o mais dos
Autos at mesmo porque o Autor com manifesla con-
tradiecoaoque articula em seu Libello reconhece na
petico de fl. 14, e contasde folhas dez, que na ven-
da de que se tracta, se convencionava o maior preco
corrente at o dia do pagamento, condemno os reos
de Preceito a paga re m ao Autor a quantia de trez con-
tos quinhentos e sete mil novecentos e setenta e dois
res importancia das referidas setenta saccas de Algo-
do razo de oito mil e seiscentos reis por arroba,
maior preco corrente e fasendo-sea competente dedu-
eo do Disimo, e em oito partes das cusas, e ao Au-
tor em a nona parte das mesmas. Maranho 16 de
Janeiro de 1834.
^signado ) Francisco de Paula Pereira Duarte.
%**%%%'%'%'
3m0C0 do Correto.
/m Sumaca Ave Maria de que he Mestre Amelmo
Joze dos Santos sai para o Aracati no dia lRdocoi-
rente.
*py* O Brigue Cicilia Constante de que he Mestre
Joaquim Joze da Silva sai para a Bahia no dia 10 do
crrente.
$T^ O Correio Terrestre de Limeiras parte hoje
a* meio da.
$l^" O Correio Terrestre de Santo Anlo chrga
hoje e parte a man ha ao meio dia.
IL
3lenoa0.
Maescravade naco Angola, 40 annos, vendedei-
ra d'agoa : na ra d'Agoas verdes lunlo a Ijjreja do
Terco D. 24.
tf^" Um cavalo russo com bous andares: na ra
da Cruz n. 43.
yzg* A Sumaca Ventura Feliz, com todos os uten-
silios, esobrecelentes, em muito bom uzo : na rasa do
Vi uva Costa & .pililos, ou na de Antonio Francisco
Branoo.
%3F Barricas de serveja, barris de vinho de p n n
e do mediterranio, batatas, presuntos, mauleiga nova,
?ellas de spermacete, charutos, bacal ha 0, graxa, tinta,
iarinha de trigo, e de mandioca, conservas, esa patos
Inglezes: no armazem de John Sleele, ra da Cruz
i.24.
3rreniamento.
-JmRrenda-se o sitio denominado Sania Anna, no
Rio Doce, com boa rasa de vv<-iida, apella, e grande
oqueiral : em casa de Viuva Costa & Filhos.
3m?o3 particulares
\J Abaixo assignado, vendo-sc as circunstancias
de a cada passo estar im|>orluuan(lo ao respeilavcl
publico : tentn descarna!-o por espaco do lempo em
'juemelhorar de la sorle; lransporlando-se pira a
Corte do Rio de Janeiro, e que.cuja graca deve anda
mais ao mesmo publico, a quem o abaixo assignado he
eternamente lembrado em atcnco de seos exforcos, e
deste acto de caridade, pois em recompensa de to
benignos favores rogar aos Ceos para que nosacista
com a Divina providencia eternamente. To bem ro-
ga a lodos os seus conhecidos, que Ihe dispenssem a
Calta de atlenco que praticou na sun sabida, Meando
certos de que se nao morrer, em potico lempo voltara,
e dar urna completa satisfaco.
Ignacio Francisco Gomes Jardins.
^^ O abaixo assignado embarca-se hoje 8 do cor-
rente pira o Rio de Janeiro, tem procurado pessoaU
mente despedir-sede muitas nessoas de sua amizade,
mas nao Ihe sendo possivel assi-.n continuar pelo pre-
zenle despede-se das mais, a quem faltou com este de-
ver*.
Joze Aaiia Ildefonso.
^T3 Quulqucr Scnhor de Engenho perto desta
Praea, que liver fi'.hos de ambos os sexos, e os queira
mandar ensinar a ler, eserever, e contar ; cozer toda
qualidade de costura cha, bordar &c. ; querendo para
esse fim ulilizar-se do prestimo de um Brazileiro com
pouca familia, di rija-se a ra das Trincheiras D. 24,
2. andar, que lase dir quem .
^^" Quem anunciou querer comprar a Escriptura
Sagrada ; dirija se a ra do Cabug toja de relojoeiro
D. 3.
^^ IVrciza-se fallar com o Snr. Estevlo Joaquim
Martins para se Ihe entregar urna carta de importan-
cia viada do Maranho, na ra da Madre de Dos lo-
ja n. 12.
Sj3- O abaixo assignado faz scienle ao publico, que
Antonio Joze de Santa Anna, nao mais seu caixeiro
por motivos; e todos aqudles, que devem, ou liverem
obras para fazer da toja onde foi o mesmo caixeiro, ha>
jo de hirem salisazer as referidas quantias. igual-
mente entregarem as obras de que esto de posse.
Domingos Barbosa Rodrigues.
^&" Perciza-se allugar, ou comprar urna preta,
que saiba cosinhar : no beco de Joo de Barios pas-
sando o nixo quarta porta.
^^* Qualquer pessea que percisar de urna parda
para o serrico de urna casa de portas para den tro \ d-
ri|H-se ao beco do Adique D. 4.
$r^ Da se 50$ reis a juros de dois por cento ao
mez, com penhores le ouro ou prali; na ra do Cal-
deireiro D. 26, se dir quem da.
(0cravo. ffucuDos.
Aulo naci congo, 30 a 38 annos, alto, roste
comprido, com um talho desde o canto da boca at o
meio do rosto, pouca barba, s no buco e no queixo,
pernaa finas, pe pequeo*, qoando anda fgido muda
o nome, e fiz-se bruto, foi vislo para as bandas do
Rio Formozo ; fgido no dia 4 de Fewroiio do pre-
zenle auno : a ra dos Burgos u 09 refinaro de Do-
mingos Soriano, ou in n da cadeia velha n. 60 re-
finaro de Antonio Joze Braz, que receber 50$ re i a
degritificayo.
\5^* Joo, do gento de Angola, representa 15
annos, estatura ordinaria, seco do corpo, cara com-
prida, olhos grandes e fumaceutos, bofa grande, na-
riz afilado, cor fula, com urna das orelhas luradas,
pea pequeos ; fgido em Dezembro de 1832 : ao p,-
leo de S. Pedro D. 21, ou na Poroaco de Goianinha
a Vicente Ferreira Coelho da Silva Prolessor de pri-
meiras letras.
PgRjy. *- Tr.p (id TJi^Hio 1831*
7
l
*
n


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EMY21S5YL_COM5MA INGEST_TIME 2013-03-27T16:23:19Z PACKAGE AA00011611_02481
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES