Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02470


This item is only available as the following downloads:


Full Text

ANNO DE 1836. QUINTA FE1RA
22 DE DEZEMRRO N. 277. .1
PlRiKnfiarn. Tirn M. f.-i Fi- Ih^6

DAS DA SEMANA-
Aud. rtos Juizes. do Cr.
da Theiouraria Publica e
19 SeRiinila S. Fausta
de ni. e de l. es.
Chae, de t.
20 Terca jj. ". Domingos Re- de m. e aud. do J. de
O. de l.
21 Uuarta ?. Thom Ap.
22 Quinta S. Honorato M. IU-1. di m. aud. do .1 do
C. de m- c Ch. de t. Loa ch. as 4. h. a 38 ni. da t.
23 Sexta S. Servido M. ses. da Th. Pnb. aud.
do J. de O. .lee
21 Sallado jej 5 Gregorio H. Re. de m. e aud.
do V. G. de t em Ulinda.
25 Domingo Nasciniento de N\ Sr. Jezus Chnsto*
Tirio ^utIim'i'ii'I" da no raesimii da IOUI pra-
denoia. moderafo, e enera;ia continenlo onnaai
principiamos, e aeremos punindoii com admira
o entre a Naques mais cultas.
Proclamar da Jinnbleo Btrnl A Arate'
SuliscrnTa-sp a lOdOrs. mfimn pagoiariiantartos
ne*t Tvp.ijrafi. rila das Cruzes I). 3, e na Pra-
ca da Independencia ti. S? e ."< : onde t rrceliem
correspondencias l.'jaiisaMas, e annunOIOtl inserin-
tfO se a'tat f rafia t enri dosproprioa assipiiaiites,
* vinrio Msitrnadon.
CAMBIOS-
fltznnbro SO.
JLlOitdreaS7 a.'i7 l|2 D->- -t. poi l ced. ou prU a
r>i) porcentu de premio Vomina.
Liahna "> or o|o premio, por metal, Nora.
Praiicn 355 Rs. por franco
Rio de Jan. (i p. c. de prem.
Muertas de ..4I>'J 13..200 I3.,4(0
4 ,,000 li..7:K)a tIH>
Pezos I, .440
Premio da prata 50 p. c
das leltras, por me* 1 2 por 0|O
Cobre '5 por cenio de descont
PAHTID.4 ()( COKHRIUS.
Olinda^T.'rtos os di.i-.ao me'o dia.
oiana, ATIiandra, Paraiba, Villa d<> Conde. Va-
maiureape, Pilar, Rea, de S. Joo, Rrejod'Area,
Rain ha, Poutbal, Nova de Aooxa. Cldadr do Natal,
Cillas de Goianninha, c Nova da Prineexa, Cidade
da Fortale/a. filias do A unirs, Monte mor novo,
Aracatv CaacaTel. Canind, Granja, Imperis!*,
S. Bernardo, S. .'oto do Prncipe, Sobrar. Novad*
Klllev. Ico. S, Mathens, Reachodo oangue. S
Antonio do Jardim, QuexeramoMjn. e Psraahi *
Segundas e Sexta* eiras ao meia dia por via da
Paraiba. Santo AmaoTodas as quintas feiraa ao
meiodia. Garntalas, e Honito un .u 10 e 24
de tada iner ao nielo da. ploresno dia 13 dn
cada es a,i meie dia- ("alio. S i iuliaein. Rio Fer-
inos o. e Porto Calvo-nos dias I, I l.c-l de cad*
niex-____________________________,
bh
PAKTi OFFICIAL.
RIODEJANEIRO.
DECRETO.
O Regente, em Nome do Imperador o
Seohor DoPedro Seguo io, Ha por bem
que as Alfaodepas do Imperio se observe
aTabea junta, assigu-da por Manuel do
IS8cimenio Castro e bilva, do Conselho
do Mesino Augusto Senhor, Ministro e
becrt-taiio de Estado dt Negocios da Fa-'
zenda, e Pies dente do Tribunal doThe-
bouro Publico Nacional. O mesmo Mi-
nistro aS'im o teoba entendido, e faca ej-
ecutar com os despachos necesaarios.
Palacio do Rw de Janeiro vinie oito de
Maio de mil oiio ceiilos trinta e seis, d-
cimo quinto da Independencia e do Im-
perio. Uiogo Antonio Feij.--Manoel do
Ndscitriento CasUO e <a.
Da Tabella que Faz menga o Decreto
assima copiamos o que diz iepeito uos-
sa Proviucia.
PERNAMBUCO.
i 9/lOpor
/0d renda divididos em 197
t parte.-.
Inspector 1 ordenada i:500^) ^ 1101 1 1 )
Esciiva.. i:100 ll
Primeitoi
Escriplu
rariwi A-judat.U-s.. 600 6
2.' ditos 50D 5
Amanti' n- 300^2) I-.100 a 3
Thei-, e Fiel........ 11
G. Mor... i:i00# 11
Ajodante. K 700^ <( 6
FisCiiv.da Decara. 800 8
Ajudantes 600 6
Feit.con-
fereul. in-
ternos 0 externos.. R 700 7
Ajud. dos Cooi". exi. 300 u 3
Steieome-
tra e Are-ometra.... 700 7
Aiudnnte. 500 5
Porieiio..
Adm. das
(.'apataz -
as, quan-
do n'5 f>-
rem arre-
matadas...
Guardas (1)
Contiuuos.
Correios...
600



a/i000
400
3oo
300
Ns Alfanclegas qoo reunem o expedi-
ente das Mesas de Rendas, a porcenta^ein
do Administrador dasCapataiiS *er de-
duzido das renda somente que sao pro-
prias da A'fandega. Rio de Janeiro a8 de
Maio de 1856___Manoel do Nascimento
Castro e Silva.
iSSEMBLKA GERAL LEGISLATIVA.
CAMJMIA DOS DEPUTADOS.
SessaS de 30 de Selembre.
Ordem do dia.
Continuado do diVnrodo Sr. Ministro
d' Jusiic-*
iVio exista ali l'-rc Armaba c o Gh< fe
de Pulicia, imparcial a partido^ par
providenciar tudo tmantoea nec.ssatio?
Nota mais que o Jut de Pa/. fui depois suspenso; que e>se Jua lio-ba
mandado pr onze, e depois mandou-os soltar; nao ha
aqni eliuso de poder r* Nao sao e-sas raxo-
ea que o Sor. Dpuinio diaae a> qii fm
damenUrio o decreto de u0ensia ? Na6
Forafi os abusos que comroetU-u como Meai-
hro da Me a Parochia.1, foi o jiliuso que
praticou como Juit de Pai do Di-trieio
a quem compel.1 rmntTa ordem publi-
ca; sebou\era diatmbios, eabeoaa que-
bradas, ect., ao Juis de Paz nao com-
peta mandar soltar ; curopria ornar a
culpa; aautoridade nio p.-da agraciar
anies de instruir o processo ; nao forman-
do culpa commetteu exceso deautoiida-
de; e seo ciime era dos que nao roere-
i-ein a prso antes da culpa formada, en-
lo para que os prend u? Por este lado
commt'tteu excesso de jui sdic.ca atten-
tando contia a libertlide do cidadfo. De
ruis, o Juiz de Paz federou se coui o Go-
verno nomeando Parochos. Disse-se que
ello recabara hum bilhete do Parodio,
mas em tal bilhete nao falla em sua res-
(1) Gratilicaco, quaudo embacados
3a0 15. diarios^
posta; sdz que tendo ido hum pteto
diter ahora dos fmulos de sua cai-a quo
o Vigaro e>Uiva doente, elle oiciara a
nutro bomem; e devia o Joiz de Paz
guiar-se em objeotos desta ordem pelo
que diz hum prelo? Nem elle o podia
mesmo; roas iigurou o Vigaiio dovnle ;
nole-se a letra do officio que dirigise ao
Padre Mqraes p>ra l gario; he de lium dos merobros que de-
noi-i tora da M<> n ; h* i-tn hum in-
nocencia ? Nao he sio ser esersvo d
hum partido, e guiar-se por elles? O
Goveino porem, que nao quer abusos
nem exce-so dje jurisdccaS, pode ser ar-
gido de ce involver em eleices ? F. oqne
tem oGovemo com eleices ? Sahia elei-
to quem Sabir, mas decida a Mesa na
fot ina dal.i; outro he o Juiz que deve
conheepr da'idmpetencia da Mesa : o Go-
vtrno s quer que seus empregados e^ta-
j5 circunsciiplos a seus deveres e nao a-
busem delle, eq' ando ho'ivesse perigo do
excesso extraordinario, e poique podu
coi prometter se a seguranca publica, o
Go?crno poda, pela atitoridade que Ihe
he conferida pela Cooslilaioafl do Esta-
do, suspender o Juiz. Que ra/a5 podia
haver no Juiz paia ser levado pelo dito
de hum preto ? E quem diz porque lado
fosse mandado es e preto? Mas mesmo
aliando essepreto (TCsae dito que o Viga-
i.) na6 p- di. ir Me-a Eleitorai, com
peti 1 ao Juis de Paz noroear hum Paro-
dio de suaaulO'i'ade? Nao he exceder
multo de sus altrihuicts? Quantoar-
!7t!ct6 de ter o Governo mundatio 300
Permanentes vot^r sem lerein as neee^sa-
ri.is qualificBcdes, declara que nem o T.o-
vrno maiid"u Parmanecer, ncmdis>e que
v..ta^sera os que nao lives-em a idde le-
gal e os mais lequisito* Ha lei; isto era
da altr'biiicao da. Mesa Parochial, e se es-
ta os adiniuio bvm ou mal, he o qoel-
le. Ministro, oto pode decidi ; pjolga
que olirou bem a Viesa, porque eaodo.es-
t> s bomena C ladoa Bvasileiroa, e no go-
zo tie.-eus diieitos, se as quah'i'.cues a
hi exi.-tein io. (rlanicipaea Pcrmaoentes,
a Mesa ro poda to'.ber.lijes 8 l^culdade
de votar. ...
Hum Sur. 0. pitado :E a idade?.. *
O Snr. MioistipiN6ai das uts i-
dade-i, p"is nloteoho ocaialogo das ida-
des do> Mnoicipasta Permanentes; i lo
cu pitia Mesa. PaOihial. Se algnra
erro houve, nasedeve imputar ao Go*
vtino, mas sim Mesa, nem creio tue
o Imuv<-; porque se vo'ita aOO Perma-
nentes, sen lo a eoepo de 400 e tantos, he
po que os oulros nio se jdgara com 1-
dade de poder votar. Pergtinta se, sn o
Goveroo pode mandar processar a Mesa
Paio.-.hiar? Sobre istu appella muito bu-
mildemente para hum nobre Deputado,
rnembro da oppo^ica, porqoe bouvo
quem lizrsse o ptocesso a hum Mesa Pa-
rochial ; quanto a elle Minisiro, nao pro-
cessou, n.'5 mandn processar, nem nter
veio em negocios de eleices ; apenas ex-
amiooo se o Juiz de Paz, nesta qualidade
tinba invadido attriouices alheias, ^ ti-
rilla empromettido a seguranca publica.
Ooradur ci que muit gente e>ta invol-
vida oeste negocio de eleices muito im-
mediataraente, que amitos membros dos
Poderes Polticos influern, por suas ex-
pres-es na Cmara, uestes negocio, e
julga que na6 he inhibido a hum Cida-
io in lium roembro doGoerno para ter a hon-
ra de assenlar-se naCamaia, t porqu
he membro do Coverno, s porque tem
este titulo de prosciipca. Entende pois
que be livre a cada hum volar em quem
he membro do Governo, ouemquemnad
o he, e oxal que as eleices se faca na
forma que as leis prescrevem !
Quauto pro posta em discu.'sa, prin-
cipia observando ao Sor. Deputado que
voion cootia ella, porque o Governo po-
da abusar, que nao sbese por este mes-
mo tumor de eme o Governo abuse, se ve-
nda a cahr noeffiito muito contrario ao
que da lei e deve esperar. Para que o
Governo nao abuse, nao se deve tirar ao
Govi-rno os nitios de pover segnanca
pohlica. iNa sao os Olliriaes da Guarda
Nacional que interven naa qoa(fteac6es,
naforms do artigo 1., nomead.-s pelos
proprios Guardas ? Alem desaes Offieiaes
B3& serem creaturas do Governo, tWD'ae
do desig lar o numero de Guardas que
bao de comir os Coi pos distacados na
Formada leioiganica : oaGuardas tero de
ser designados por 'assas. Uetnis, a le
ci'cunsiievtu o servido d >* Corpoa de*la-
cados aos caaos da osurreica inv'sao e
rebtilia deinimigos : e a s-.- podeerer
qoe em alguma otca>i. Goero>, pf
mesquiilu e ignobeis prant;oes q ei-
r vingar-se de iium ou OUliO quaodo a
causa publica esta' em pvrgq, quaodo hu -
ma nacessidade mais urgente insta quH
elle removao mal. Qu-nlo a diser-seq.1
a lei d* Guarda Nacional nao br boa e
que o G.v,-in-> devia piopor huma refor-
ma compl.-la deata lei, lambra que o Go-
remo querendo remediar os males do
Rio Grande, Untando laocar m. desl
medida da lei, 0a8 | e f.-niicr hum
OorpO destarado ; e as circunstancias cri-
lia em queseachava quil pintor hu-
jaia m.di a quelhe otT venientes pa em pregar de .'piompto hu-
ma forjs 110 Rio Grande e n-6 csjrou de
organisar huma lei da Guarda National .
p>r ser processo mais Irabalkoso e p'C
entender que pudia mais de espaeo latar
d^sto negocio. Demais, esta atgu;a5



*
DIARIO
DEPERNAMBUCO.
m he bastile justa porque se o Go-
verna podie ofFereeer hura remedio luda
org*nis*ca6 da Guarda Nacional, esta'
o n> bre Depotado esta outros nobres
Depwados inhibidos do o fazei ? Na6 be
goal aobrif-icaS que tem hum membro
do Coi pe Legislativo a que t. in o Gover-
no? naS sa5 todos obligados a propr os
me>os uecessarios para promover a felici-
di-de publica ? Huma tal argoicaS pois
parece justa.
O Sur. Primeiro Secretario pede apa-
labra pala ordem e l o seguinte offi-
ci:
Illm. e Exro. Sur.Passo s mios
de V. Exc. a copia inclusa do decreto da
data de boje, pelo qual o Regente, em
noine do Imperador o Snr. D. Pedro II,
usa ido da attriboicaS que lhe he confe-
rida pela ConstituicaS do Imperio, art.
1O1, 5: Ha por bera proiogar nova-
mente a presente sessio ordinaria da As-
semblea Geral Legislativa, at aodia ulti
roo do mex de Outubro prximo Futuro,
a fin de que V. Etc. haj. de faser pre-
sente na Cmara dos Senhores Diputa-
dos.
Dos Guarde a V. Fxc. Paeo, em
30 deSetembro de i836. Gustavo A-
dwlfo de Aguilar Pantoja.,,
O Snr. \liui-tro retira-se com as for-
malidades do estilo.
Dada a hora oSr. Presidente designa
para ordem do dia seguinte, a misma
materia, a diversas reso Incoes.
Levanta-se a sessio *s duas horas da
tarde.
DIVERSAS REPARTICOENS.
ALVANDeFa DA FAlEMDAS
O Palaxo Portugus, Primavera, vindo
de New-Yorck, entr Jo #m i9 do cr-
rante, Capito Jos Carlos Fe reir Soa-
res, Consignado a Manoel Joaquim Ra-
mos te Silva.
Manifestoo o seguinte:
13 bsrricas com ferragem, 8o tonela-
das de pedras para lastro, a barricas com
maces.
O Brigue Escuna Brasileiro Carioca ,
vindo da Babia, entrado em 19 do corren*
te CapitaS Florencio Ferreira de Sam-
paio Consignado a Manuel Joaquim Ra-
mos t Silva.
Manifeslou o seguinte :
35 eaias com fasendas, 9 fardos com
dita, 1 bar ca com vinho engairafadu,
83 ditas abatidas, 28 sacas com alfae-
ma, 78 ditas com pimenta, 1 caixa com
rap, 1 embrulho com esleirs.
MESA DAS DIVERSAS RENDAS.
A pauta he a mesma do N. 2 76.
CORREIO.
(TA Sumaca BtijaFlor de qne he Mestre
Jos Honorato dos Santos sai para o A ra-
ce ty no dia 1. do Janeiro prximo fu-
turo.
ContinuscaS da lista nominal des Cartas
a que tendo-se de proceder nos teimos da
le at o dia 3o do coi rente, o con-
sumo pelo fogo das cartas retardadas
neota Administraco abaixo transcriptas :
avsa-se por este motivo as pai tes nteres-
sadas, para que com tempo as tiren, 00
as manden tirar at a vespora d'aquelle
dia, para que por insciencia desse pro-
cesso na5 venhaS depois a ter os propieta-
rios dallas algam prejaiso.
Jernimo Ferreira Pinto.
Jnxiiniano Baptista Suza
Jaii-to Jo-e Mdriros
Ignacio Francisco Mal tos
M Joaquim Sdva
Xavier Fasendas

>

t
i

Joaquim Aires Reis
Antonio Pinto
CosU Faiia
F*ne Guedes
Custodio Gomes:
Emidio Aires
Ferreira P.
Francisco Souza
Costa M'oraes
Jorge Monteiro
Jacome Pinheiro
Ignacio Calmio
Jos
Costa
Floriano
Gomes A.
Faria
Sampaio Jnior
Vianna
Lopes
Martins Ramos
More ira Gama
Pereira Xavier Overa
Santos
Joio Alrm-ida
Antonio Baptista.
i. Silva
Baptista Ourja
Corroa A Ivs
Das S. Mamede
Ferreira Costa
Gaudie Liy
Gonsalves Roxa
Jaque Judo
Jote Lopes Jnior
1, Pinto Santos
Silva \fou ro
,, Pereira
Pereira Silva Guimaries
Tavares Cordeiro
Xavier Bibeiro Andrade
Jote Apolinario Conha
Alves Biserra
Aotonio Carvalho
Carvalho Braga

>
>
*
1


I

**

>





f

>
*
1

t





I
Ferreira Costa
Carvalho
Mu reir
Por -!- At>
Bernado FemandesGama
Carvalho Albuqnerque M.
Dias Silva
Es mecido Abreu A*
Emiquiles
Emidio Costa Alvareng*
Francisco
Gonsalves
Ribeiro
Neves
Vieira
Gomes Lio
Gonsalves Cruz
,, Pe eir
Ignacio Xavier
,, Oiiveira
Joaquim Biserra Cavalcanl
Joaquim Freitaa Guimaries
,, Oiiveira
(Continuar se-ha).
PREFEITuRADA COMARCA DO RECIPE.
Parte do dia 2O.
Illm. e F.xm. Sr.
Foi preso por um soldado do Corpo de
Polica o preto de norria Luis esoravo de
Joio Rodrigues de Miranda, por estar em
desurden com cutro preto, e teve o com-
petente destino.
Nada maisconsta.
Deus Gnarde a V. Ex. Secretaria da
Prefeitura da Gominarca do Recife aO
leDesembro de 183G. Illm. Exro. Sr.
Francisco de Paula Cvalcanti do Albu-
qurrque, Presidente Provincia XI. do
N. da G. Monteiro
Promotoria da Comarca do Recife
Illm. Sor. Cumprindo-me promo-
ver a accus pelo assassinio cometido em o fallecido Jo-
io Gualberto, be mister qua V. S. se
digne de indicar-me quaes as testamoobas
desse altentado e referir as iuformaedes
que rolbeo a respeito pois que me nao
tem sido possv pezar de muitas diligencias embregadas :
outio simrequeiro a V. S. qae declaie
se ae den a circunstancia de flagrante de-
' lo, e que me remella o auto do corpo
de dilcto a qu> ae procedeu ou original
ou por copia. He desairoso a Polica, e a
Ju-tica que hum crime desta na tur esa fi-
que impone.
Deus Guarde a V. S. Recife 3 de De-
zembro de lo36. Illm. Snr. Manoe do
Nascimento da Costa Monteiro, Prefeito
de.sta Comarca. Jo.e Tbomaz Nabuco
de Araujo Jnior Promotor Publico da
mesma.
Illm. Sor. Consta-me que bouve ba
poneos dias hum assassinio 110 Jugar do
Barbalho e posto que a fama publica ja
tenha indigitado oseufUlor lodavia na6
tenho coihid'i as necessana9 provas para
proceder como he de direito pelo que re-
corro a V. S. para que se digne de dar-
me iufoi mac5 a respeito e remetter-
me o corpo de delicto a que sepiocedeo.
Deus Guarde a V. S. Recife 3 de De-
zembro de 1836. Illm. Snr. Mjuoeloo
Nasciraeoo da Costa Monteiro Prefto
da Commarra. Joze Tomaz Nabuco d'A-
raujo Jnior, Promotor Publico.
Illm. Snr. Denunciej peante o Juiz
de Direito da 2. Varado Crime do Te-
nente Luz Francisco Vicens dos Alfa-
res Manoel Jozo Lopes Braga e Vicen-
te Joze Gorr< ia do Cabo Joze Caetano
de Vasroncellos e do Soldado Joaquim
Joze Jacome avista dapute do Notario
Joa5 Sergio Cezar d'Andrade por V. S.
remittida, em a qual se elle queizava
desdes individuos por lhe sereno tirado de
seo puder o preso Joze Roma6 e offe-
rere as testemunbas que o mesmo Nolaiio
indicou : poiem contra a minba espe-
cializa todos eiles depuzeraS a favor dos
denunciados, e donde me he licito con-
cluir ou que o Notario cumprio o se
dever p iod.rnn leoi'tnnnha.s que nada"
virad, ou qae as testemunbas fui i seduzi-
das : stja romo >r hum diliclo desta na
tureza n*6 pode ficar impune, pelo que
exijo que V. S. d as necessanas ordens
ao Notario pata que em pregue to lo o ex-
forco em adquiir novas te-temunhas a
lim de que eu possa denunaciar dos au-
tores de um delicio ta gi ave.
Dos Guarde a V. S. Recife 11 de De-
zembro 836. Illm. Snr. Manoel do
Nascimento da Costa Mont iio Prefei-
to da Comarca. Joze Th< u'Araujo Jnior Promutor Publico da
mOsBMi
Illm. Snr. Faz-semi-ter e exijo que V.
S. mande que o Sup-Prefeito da S da
Olinda Felippe Manoel de Ch.isto Lial
declare se foi por sua ordem ou c<>n-
sentioento que o Notario Joa Seigio Ce-
zar d'Andrade procedeo a prizad de Jo/e
Rma Soldado do Batalhad de Ginid s
Nacionaes de Olinda : outro sin que V.
S. me transmita a reterida declaracaS.
Deo Guarde a V. S. Recite 1% de De-
zembro de 1836. Illm. Snr. Manoel do
Nascimento da Contn Monteiio Prefei-
to da Comarca. Joze Thomas Nabuco d*
outoada a presante denuncia, digne-ae de
mandar citar as testemunrus m^rgem ,
e proc4er no- termos de Direito. Segne-
se as testemunbas -JjseTuoma* Nabuco
de Araujo Jnior.
Illm. Sr. Perante V. S. denuncia o
Promotor Public desta Comarca Joze
Thomas Nabuco d'Araujo Jnior de Ma-
noel Jos da PaixaS preso na Odeia desta
Cidadee he motivo de sua denuncia ter o
denunciada em odia 4 do corren te, e o lugar du Buraco Freguezia de Mari-
beca ss.issinad > cruelmente sua infiliz mu-
lher. Ar.Tt,. .0 de urna faca de poota ,
preso uo momento em que acabiva de
conmiett r o delicto, coofesso na prasenca
do Sub Prefeito que o interrogo j com
tantas lestemunhas de vta e taes aio as
que esta indigitadss a margem o de-
nunciado n*-5 pode escapar a punicio di-
Ju-tica : est rcurso no Ait. i92 grao
mximo \> >r se darem as ciicunstancias
aggravantes dos nmeros 6, 7, 8, 9 1 5.
V. S. outoada a presenta denuncia ; e ci-
tadas as testemunbas a margem digne-se de
mandar proceder nos termos de direito.
Segue-se as testenuuha<. J. T. N. A. I.
Araujo Jnior, Promotor
mesma.
Publ
ICO
da
Illm. Sr. Doutor Ju'z de Direito do
Crime. Perante V. S. denuncia o Pro-
motor Publico d maz Naboco d'Araujo Jnior de Joio
Francisco Vilh.te N. Senhora Joa5
Francisco Bizerra Joaquim Alves de O-
liveira, moradores no Engenho Pud.bi,
presos na Cadeia desta Cidade e he ob-
jeclo de>ua denuncia o que passa e expor:
Foi ao incumbidos os denunciados e mais
"U ros pelo seuhor do mesmo Engenho
Ptndoha de levarem a presenca do Sub-
Prefeito de Ipojuca dois Portugueses que
elle encontrara em furto e prendera em
flagrante, porem longe de desempenha-
rem a soa commissa os denunciados ao
entrar na mata do Du-gunzo em o da 7
do coi rente assas>inario cruelmente os dois
infelbes pelo que esli ocursos no Ai t
192 grao mximo no Cdigo Crim. por se
darem as cii constancias aggravanles dos
nnmeros i, k, 6, 8 10, 15, 17. V. S.
DIARIO DE PEBNAMBUCO.
As Caretas que ltimamente recebemos
da Babia vieraS esclarecer-nos sobre
desairoso motim, que n'aquella Cidade
em ultimo resultados airazou oC-mile-
rio Publico denominado Campo S*n-
to, .-em ficar pedra sobre pedia. Es-
ta noticia era ja verificada entre nos, to-
dos sabiad do facto, 111 s nunra quisemos
expender sobre elle refl-x5es, se nio a
vista do Juizo dos escriptores pblicos
d'aquella Provincia. Abaixo da mos
hum longo artigo do Diario da Ba-
bia, que bem esclarece o sucesso, posto
que mais ainda o conteudo do discuiso
de inauguraca do Cemiteno.
Si4 rrrvol, gque (co'>o o faseui crer
os csciiptoie-) nicamente mol o-de in-
teresse paiticular, re.solvessem a popula-
ca6 a tomar parte lio activa n'liuma
resolacio ta5 rpida, e tio decesiva ?Na
parece crivei, nem se apresentio motivos
8uflTioiente8 para o suppor. Desaprova-
mos altamente o procedimento do povo
da Bhia, mas nio o nodoamos suppoo-
do-o vil instrumento de meia dusia de in-
triguistas, e deoutros tantos ambiciosos
eontrades. Hum povo. que como o nos-
so se de'Xa a cabranhar deimposices,
que sent tome todos os dias mais por
falta de reguUmento- polici es, do'que por
desmranjo das eslayes, abilar-se ia mili-
to pouco para hir sati-fazer a dspoto da
sua illustraco e de seus cmodos (se 0-
havia no novo e-tabelecimenlo*) a aro-
hissa5, eosod'Sde huns poneos indiv-
daos. De mais, na5 s6 oj prndutos dos
enterros dos moitos, o queatissa a gai.u-
cia de algn* carolas sa,6 airo o pingas
rendimento dos patrimonios, as esmollas
&c. &c. : por outro lado, o Cemiterio
publico, n.inhihia a so'eraoidade dos
enterros, logo 0 rendimento destes con-
linaariio a ser destribuidos pelos mesmos
que dalles subsistio e por cons^quencia
nenhum motivo para insurgir contra a
nova insttuicio. Mas, e por acaso se
prejudicavo os intereses das Irmandades, poique motivo se nio atten-
deu e servio procuro' satisfazer esse
derfalque das fundacS.s pas ? Os Legis-
ladores do Brasil temsempre curado mu
pouco das couzas estabelecidas dos uzos
dos costumes, do culto, e mesmo d>s
prejuis'is moraes do poyo : querem que
a sua omnipotencia brilhe ta fcilmen-
te sobre ludo isto como bnlha sobie o
papel. Poiseisahi na Bahia hum* lcefr
contra esse desempaxo de reformas imita-
tivas : contra a snfo armada que na le-
gislacf o nao estremece de ferr usos e roi-;
turnes; porsso que sobie os uzos ecos
turnes rodaS todos os .ntfreces soeiaes : o
dever de milbora-los na5 induz a golpal-
os, e he pi eciso confessar que entre as
nossas numerosissimas reformas, algumas
que se levio a execussa sao a mor par-
te no que pertence a igreja, a populacfo
vai de.-cnfi.indo deste sello, sello que
infelismeote aonde inflae, o culto exter-


i
D I 4 R I O DE PERNAMBUCO.

hodimmue. El:, senos nao engana-mos,
a motivo original da preveoc.6 contrae
Cemiterio, sebe q-ieout.os niohouvera
como ul vez o maior erapo* le para ob-
ter-ae huma sipultara ordinaria....
Parece-nos, qae se no fa^mentoda* Le
Provincial para hum Cmiteiio publico
ae tivesse incumbido, toda,as confrar.as,
e Inuandades a prompfioacio desle,
sendo por todos ero cumwun leita a d*s-
pesa, e por todos rep.rtlos os tde8 lucr08
em propocao das entradas, se obviara
muitos inconvenientes, e ferii at m is
airoso, e decente, a administracio eleita
tmpora, lamente por v,U9|0 das cor 0.
poraces religiosa*. A-sin, se arredariad
auspe.tas fanticas, assira se compensara
o disalque das caixas das irmandades. A
lembranca de comroetter a huma empre-
sa de pa.t.cula.es, obje. tos em qoe se
envolve o culto externo, f, devisada,
e tere hum resultado infeliz. S-o I>c5es,
aprendamos, evitemos, e milhoremos.
BAHA.
Beocio do Cimite.io.
Dcroingo, 23 do correte mei de Oa-
tubro, dirigimo-nos, pe|a p,rae,a v.z,
o -- Lampo Santo onde se acba col-
locado o novo Cemiterio a fisi de velo*
e lestemooha. mo, o acto religioso de sua
B. ncio, conforme haviio anoonciado os
prsanos do m*smo Cemiterio, pelas
folba pubicas desta Cidade. Seria qua-
tro horas da tarde, pouco mai ou menos,
quaodo ali chegamos acompauhados da
alguns amigos e ja adiamos muitos uu-
tros espectadores, fasendo se po tavel, que das aucloridades que ali es
peram^s achar para ssistencia do acto
da Beuca, s estivesse o Snr.Douor
-uu de Direito da pfimeira Vara do Cri-
ine, e chefe de Polica da Comarca da
Cidade.
A'essahara ( quatio pouco mais ou
menos ) peante grande numero de ouvin
te, o Rev. Sr. Vicario da Victoria o
Dr. Joaquim d'Almeida, recitou um Dis-
curso, anlogo ao objecto dao,uella reuni-
a da Capella erecta dentro do Campo
Santo. O orador, tomando por thema
as palanas do Gen. m.cp. a3 v. u -
Agrum trado tibi-------8epc|i mortoum tu-
Utn-- Este campo servir paia sepultura
do teo defunto principiou por mostiar ,
qoeaqueile Edificio magestoso, cuja for-
ma te disiinguta das fabricas comamos,
n* era a morada da opulencia e do pa
*er; pois que encarando seo del.-nge,
eram todos logo pievendos dossentimen-
tos de piedade e venerac-6, como a Casa
do lecolhimento e da Supplica ; do mesmo
modo, qieaoapioxin.ar-sedela, eram
todo penetrados do magestoso quadro
d uro Daos que triunfando de seos in.
migos, uos estava recommendando o Dog-
ma Consolador da noss. mmortali lade -
que *!i seria a casa da Supplica de todos o
altar das oblar6es de todos, o lugar Santo
d eterno iepouso de todos ; devendo os
restos dos morios que no -Campo San-
io temdeaer depositados, de offerecer
mais um molivo para locar o coraca de
todos, iust.uir edi,igra todos, acbando-
se, como que recolhidu todo o coito eli-
gioso, na extensaS do Cemiierio Cam-
po S>nto, -cuja solemne Benca le hia
ceUbra'.
O Orador pagjou mostrar que, se
os eniiineoios religiosos urgiam por a-
quelleeslabelecimento por elle nio roe-
iDsbiadavam os rlamores da Humaoida-
Ide ; que ba muito lempo suspiravam
por urna Casa em que os ret tos se aiilassem sem ofivnder eiistencia
dos vivos ; em que o acenso, que se offe-
rece nos Templos, nao podesse ja mais ser
misturado com as ptridas exalaces dos
cadveres nelles sepultados e ser a-sjm
elevado ao Supremo Arbil-o do Universo
perleitamente glorificado ; e nao incorres-
sem'eui contagio ameacador aquellas crea-
turaa que fervorosas Ihe iam aos rnesmos
1 emplos dirigir os mais santos, e sinreo-i
cultos de sua devoclo e religiosidade. O
fazer conhecer a neressidadee ulilidade do
Cemiteiio, destinado dar sepultura aos
que passarem desta para melhor vida e
mostrar ao mesmo tempo o respeito qne
veio restituir 0 decoro aos T-mplos e a
salubrirlade ao P.,vo foi o filo w incipal
daquelle Orador no seo discurso ali pro-
nunciado para conseguir o seo designio
?He fez patente qoe grande foi sempre o
ceidido dos Pov.sem reverenciar os des-
pojos dos morios segn lo a idea de um
espirito imrnoi tal, de qoe se achavam
possuidoa; queo jasigo dos cadveres me
receosemp.e, a maior solicitude desde a
ms remet antiguidade e trouxe por
exemplo, para mostrar, que estes e-am
ossenlimentos inspirados pela ternura des
Paas pela piedaue filial, pelo amor dos
esposos e pela religiaomesma a passa-
gem da historia que refere, que Alexan-
die ant.-s d^-emprcliender a gu.rra d'A-
sia saeii.iiou sobre o tmulo de /Yrchi-
les fim e evidenciar, que os tmulos
iormataui o m-tivodeum culto Divino,
e que os juramentos pronunciados sobre
elles eram t o solemnes como sobre os Al-
teres.
Os diversos costumes dk Naces acerca
dassepulfuras no n.eio da Ierra, como as
mais antigs t rommuns, -- o e-emplo
dos Hebie< s, que ansiara i s*"* cadve-
res, epor fita escolhiam as everaas as
ni o irta ribas para depo-ital os comolnaac,
Rabera e Lia, qoe descaucaram no sepul-
cro de seos Paes Rach-I, que foi se-
pu'tada nocaminho, que ia de Jerusalem
a I'.ulrat-s o terreno comprado por Ja-
cob aos flhos. e Si< bem para seo tmulo
o ter sido entairalo o Profeta Eliseo em
um* gruta, onde se achavam oulros cad-
veres -- o offererimento de Joe de Anma-
hea homem de representacio entre os
Judeos, do seosepulcbro que Iheperten-
cia i seo D vino !VJestre sspulrhi o collo-
cadoem uro jardim junto aGalgo-a -o te-
reui ti o as Pe sonagens mais celebres to-
das seos tumul.-s fora de Jerusalem e
muitosoutroH exemplos tirados d'entieos
Judeos, e anda mais dos E^y'pcios, desses
povos, em cujos funcraes bnihavam pom-
pa Rel'giosa e anmpioosidaHs mas que
todavi.. nada entre el es havia de mais cri-
minoso que derrubtr Turnlos, espa-
Ihar as cintas di.s morios deixar rada-
veres insepultos edificar sobre lugares,
onde estivessem corpos sepultados e eri-
gir templos em terrenos, que tivessem
recobido cadaTe:'es o cuidado dessrs Po-
vos ero se uio coofundirero os vivos com
os morios f. Cidade pratica do*Mace jouios The-
banos dos hablantes de Cbersoneso de
toda a Grecia, que emuregavam tolos os
meios de venerar a memoria dos morios ,
sem queest>s podes-em offender a couser-
vaco dos vivos a pratica dos Romanos,
a pratica dessa Capital do mundo, >empre
ambiciosa da gloria de seis Habitadores ,
que abracando as li-is das doze Tahoas ,
recolb las de Spnrta e Atlienas entie el-
las se a cha a probibicio expre-sa de se
queimaram ou sepulta>em corpos dentro
da Cidade; e exmpl<> de Numa Pom-
pilio sepultado no Monte Janicolo dos
Res depositados no Campo de Marte -
Aurelio, Flaminio, A| mullos Outros que abrilhantavam a Roma
com a magestade de eos Tmulos erectos
fura do povodo todos estes exemplos
foram argumentos de que o Orador se
servir para mostrar, que os campos e nio
os Povoados eram os destinados para as se-
pulturas.
Entrando na poca do Christianismo ,
elle fet ver com Bergiar, que a innoceucia
emprebendera um cosa que com sigo
trouxe tristes consoquencias e disse ci-
tando Pomasino que a poca de se en-
terraron- os corpos as Igrejas, foi a da
relaxado da disciplina Ecclesiastica ; e
qoe Constantino que muitos servicos ha~
via prestado Igreja nascente foi o pii-
meiro que deo o exemplo sepultando se
na sua Baslica', dedicada aos Santos A-
postol' s ; eqoed'abi foi qoe se origina-
ra m Untos males ; porque eolio vio-te
dentro de urna raesma cidade a pratica
contradirtoria das Igrejas ; urnas alen a Has
a anliga disciplina e nutras acreditando
ser grande relo da Raligio o dar-se sepul-
tma aos corpos dentro das Igrejas sendo
entioque Theodosio o Grande, despei-
to das vias pretendes e supplicas da Corte,
renovando todas as derisdas de seos ante-
cessores | nlo so prohibe as iabums^des j
saea
as Cidides como at ordena, que se
> ondn/.am para fora todas as urnas e sarco-
fagos que ali existissera tendo igual pro-
cedimnto o Imperador Cario* Magno O
procedimento de Tlie<>dolfo, Ui-po de Or-
leans ; d'llincmar, A de Gregorio 7. Pi 4. e Pi 5. as De-
cise- dos Concilios, Brncar xeie, deBeaovois, de Mantua, e os sen-
tmenlos dos SS. PP. que a elles as-i ti-
ra m todos pi orurando reatituir aos Tem-
plos o antigo decoro, eopp>ndo seaoper-*
oksioito abo*o das inhumaedes dentro das
Cidaoes, rujo pei'go indgues Autliorts
U-iii levado ves argmentos de que o O. ador se servio
para mostrar qoe na5 se devia confundir
a mal entendida piedadecom os verdsdei-
ros piiucipios egioso., piocoraiilo
cam bar o Teuplo de eos e enf,ctan-
do juntamente a ande poblica.
O orador com luio o -eo discurso fazen-
do ver |.- Que os paizes boje mais vi8ados da Euiopa e America pnssocm
Cemiterios e Campos Santos que serv m
at de o menlo assuas Cidades e < fft*
recem co homem o lugar, qne be pro-
piio, e destn ducidade da vida, onde deseancam para
sempre o grande e o p pobre o Sai e> dote e o Leigo ; seo-i que
os mausoleos, as py ami.les, e es obelis-
cos que dilTerencam o hornera aosolbos
do mundo, o passam difTeiencar peante a
Religiao diante da qual desappirecem s
distiri' coas r reeminencias, e n fijando ludo absorvido t o p da terra. 2/
Que todatia esses mausoleos, pyramides,
eobeliscos, que adornara os famosos ('<
ujiterios da-. NacSea mais antigs no
deixam de prestaralguma ulilidade; mui-
tos nos podem instruir ess-es troplic js da
moite; infinitas ideas pi.dem susciNir o
mausoleo do patente do amigo ou de
qualquer outra pessoa, que por algura
titulo BOI possa iotaressai -, infinitas re-
cordaces poJs traier o tmulo do bene-
mrito da patria daijuele que triihou
no mondo a estrada da honra ; e que se a-
caso nao podemos ja apuntar monumen-
tos de grandes bjuSteM cujas irtude-, e
accScs gloriosas hirvara de iefiammar, e
locar nossos corac. s; ttmpo vira, poi-
que s o lempo o pode fazer, em que a
Urna esposa arorrpanhada doqueiido fi-
Iho, possa visitar o srpu'hro do fiel co-
horte, e ahi diga no iBt>| e da saudade t- meo tilho aqu est a
sepultura daquelle que le deo o ser ;
lembra-te das virtudes, que odistinuiram
sobre a Ierra; s virtuoso com elle.....
3. Que estando collonada naquelle Cam-
po Santo a Copia de Jess Chri-to que
por no* oiTeieceiucessanlessupplicas a seo
Eterno Pai ; ella se tena o doce objeclo
dono-so amor firma as nos-as e-peran-
cas suavisa as desgracas da vida e lim-
(a as uossas laorimas; que estando all o
Quad o con-elidor de um Dos que
ti mofando de seos inimgos, nos est lem-
brandoodia, em que podemos tambem
triunfar dos inimigos da no sa salvaca ,
levantando dos do seio da Ierra para ir-
mos conhecer de perlo Aquella, que nos
quiz re-gata r &c.
C ncluindo assim este Discurso, e qu
do o mesmo Rev. S>. Vigariosedispunha
para a B ncio do Cemiteiio Campo Si-
lo chegou o 1:1. Sr. Commarid nte das
Armas, e assistio a Btnco com todos qui-
tos ja ali se achavam. Concluida esia, to-
dos proruraram examinar minuciosamen-
te nio ; as catarurobas, como es bjtctos
de conducio, que e*tavam patentes aos
concoirentes; e cada um, segundo o juiso
que fort aam dos objectos que ob-ei v .v ,
ja declarando sua opioiao; eenlo tivemos
occasiio de observar, e foglamos Ce ver a
maneira prudente e (in uuspert com q.'
o Povo fazia taes ind.-gaedes, como i|ue
pouco atiemlia, se malea ou nio Ihe pro-
vinha daquelle e-tabelecimenlo.
Foi nesl.is c i re un-la ncias pois, que nos
retiramos, t-eriam cinco horas da tarde,
deixando urna grande orqut&u na Cpela,
e encontrando numeroso Povo, quese.di-
rigia para ali, p, avallo, em cari i-
nho, e cadeias. Eis o qoe podemos fir-
mar do orco 11 ido na tarde de Domingo 23
do correte, no Campo Santo, por occa-
siio da sua Bencto.
Note-se, qua o Discurso de que falla-
mos, foi distribuido, imp es-o, pelo Po-
vo que ali concorrera.
Na manhi do da seguinie, a." fe ira
24. obs*rvou-se, que es atjeutes'das Coo-
11.1 ras e I* ruindades da Cidade, avisavam
seos r>spectivos Irmios, em conseqoencia
de iccoido tomado por alg'.ims d-llis em
Juntas, que haviam procedido no da
antecedente, etorreo geiaimente, que um
aemelhaote aviso tinha por fim o reuni-
rem-se toda de Cruz aleada, e irero jun-
tamente ao Palacio do Governo lazerem ie-
cl.unace-, contn o Cemiterio do Campo
Santo. Esta notieia, com eleno, poz em
expectacio os Habitantes tornou se esteobjecto a conversa'ao ordi-
nal ia de todos, api escolando cada um sua
opniio a respeito.
Amaohece o dia 25, e os Campa-
narios das Igrej*s por toda a parte do-
bram, e os lgubres sous, quu elles mo-
veoo, nunciam a chamada dos Irruios das
Irmandades, e Conran'as que elles per-
tencem. fcJesde en to toda a Populacio
d -ta Capital aguarda o momento de pre-
senciar um semelhante espectculo, toda
anceam pe.'a occasiio do complemento de
urna cous initiid0lao| nova n. Hi.-toria
de nos.-a- Irmaodades e Couf.arias. j o
eitabeleciraento do Cemiterio do Campo
Smk> tanto obrigariam eertos horneas,
iiue Llgavam com ver as cousas correrem
ocgli.-, em quanto, que seos intereses
part, ula.^s fossem prvidos, ou em qui-
to apedree iam no:Jo da ocioaidade.
C m eff.ito, seriara .onze horas, quanl
do vi., weolrar a Praea de Palacio as I.--
inndades e Coofrarias ( menos a de S'
Fran. isco, bem que alguns de seos irmios
se annexaram de S. Domingos ) com um
prande numero de odividuos, que circu-
lando a mesraa Praca, liveram de diriair
urna Hepresentacto ao Excel. Sr. Presi-
dente da Provincia, fJou intermedio do /u-
u de Paz deste l. iaSficto da S, que fo-
ra saber delles o que p.e'endiam, man-
dado do mtsmo Kxcel. Presidente. No
sabemos o que confiaba a Representacio
masa decisiod.da pelo Governo, b-m's
dtixa ver, qual |0
Sr. Presidente deferio a Representacio di-
rendo, q,Je maodana sobr'estar na execu-
cio dos entirramentos dos cadveres no
novo Cemiierio, e que passava convocar
extraordinariamente a Assembla Provin-
cial, para tomar em sua considerarlo, e
s,bedor.a o contbeodo da Represealacao,
que acabava de receber.
O Povo, que se reuni na Praga de Pa-
lacio, e pelas roas e janellas, por onde
pasaavam os Repreentanies, foi numero-
ssimo. Muitos vivas relumba.am noar
dentro e fora da Praca ; e por esta occasi-
ao, algumas pe-soas do P010 dirigiram
pedrada pa.a' o Escriptorio da Compa-
nhia do Cemiterio, que clava na mesma
Praca, at que lancaram por ten a a tabo-
lets, queindirava em seo rotulo er alio
niennonado Esciiptorio. Melhor seria,
que os Ja. tos que seseguiram, como fos-
sem nao ficar pedra sob e pe ira no Cemi-
Ito, nao comprometiere a dignidade
Bahiana. A dignidade dos Representan-
tes Mas ja nao tiUe Cemitei o.
( Do Diario da Baha.)
AVIZ S PARTCULA RES.
O Escririo Bizerra prisa ao Procurador
das Senhoras D. Mara Joaquina de Basto-1,
e D. Joaquina Roza de Ba-los, venba quan-
to antes receber no seo Cartorio a Carla
precaioria qoev. o do Rio Forraos, para
ser citado o Sargento-mor Fiancis -o Gon-
clves da Rocha, c sua mulber D. Auna
Til. odora de Bastos que ha mais de um
maz existe pr. rapta, e que p r ordem do
tlito Procarador se aprompluu.
/y Prerj^a-sede| um homem que en-
tenda bem depadaria, lano de foi no, co-
mo de tendedeira, e que reparta de manhi
pi na ra : quem estiver ne-ta ci-con.-t 11-
cia dirija se a ra da Sanxalla velba n 44.
jr^T Qu m precisar de um menino de
9a 10anuos,proprio p ra tmar educ#cao,
procure na roa da M< eda n. Mi, o qual
sabe ler, ecrever, e contar, proprio pare
cuixeiio de lo|a defaeudas.


*
DIARIO DE P ERMAMBUCO.
!!
No dia 13 do crrente lomou-e
ro aliin rija he a ra Diicita na paliara d A-
or.u.
">JJ" Precisa sede alugar um negro pa-
a jse o-cvico de urna casa: na ra da
uro* n. lo.
&W O abdixo assignado avisa oSnr.
J; G. S. (pie n>> prefino piazo de oito
dias v rerair sjoias de oiipo e podras que
lhe t iiip iiiion, iiitel'igeii iaisdo o de que
ssiin nao o fasenuo ficai ellas p< la im-
portancia do seu empeuho ; e lbe pede
disculpa da pobIic.ic.io (leste por ignorar a
sua residencia.
Manoel Fernandes da Cruz.
IjLjP1 Precisa-se de um caixeiro para
vender pao com um preto: na ra Jirei*
ta 34 lado do poecte.
X3" Preiisa-edt-um rapaz Pcrluguiz
dos chegados a p meo oeste* ltimos na-
vios, de idade de 16 a 20 annos para cai-
xeiro de urna padiria, qoer-se que s. iba
ler, e-ciever sufr vt I, e lenlia boa educj-
fio: aununcie j ra ser procurado.
atJT" A pesMM que a ui.ig annunciou por
esie. Liiario qu ier se eucarregar de Cobrar
dividas ua l'rovincia do Ceaia qu<-ira diri-
gir se a encadado losi indo no sitio do
faliscido Manoel Josa encontrar pessoa que lem urna letra de
um codo e tantos mil res muito segura
par* ser cobiadi de urna pisso-i na Cida-
de da Fo tlete,
KP" Nesta Praca deseja-se fallar enca-
recidamente, ou ao Sur. Antonio Domin-
gues di Silva, uu ao Sur. Francisco An-
tonio Cocido, a negocio de ambos, quei-
iio par este Diario annunciaiecn asbuas
moradas para .-e lhes fallar.
tfy Precisa-se de um hbil padeiro pa-
ra Uabalhar em padaia distante desta pra-
c/a doze leguas, e quera dito negocio lbe
conTer dii'ija-se a Cidade de Olinda la
do Amparo sobrado L). 22 para amatar.
TJT Nesta iraca deeja-se ("alfar a< s
Snrs. Manoel Martina das Neves, e Anto-
nio Ramos de Oliven a, a negocio de seus
iut re>se-, queirio annunciar .-as moradas
por e-.it' Diario, para se Ibes fallar.
IT4P* Precisa se alugar um negro, ou
moleque diariamente at mein da, e pa-
g-se bem : as 3 punas D. 48.
NAVIOS A CARGA.
Para o Porto
Sjgue vi.-gem com toda a brevHade, o
Bugue Seubora da Boa Viugem, cora mui-
to bous cmodos para Fa^sa^eiros, quem
nelle qiser ca regar ou ir d-' passagein,
diiija-se ao Capuao ALucel Amonio dos
Santos na Praca, ou com Jote P reir da
Cunda, na ra da Cadeia do Recife.
Para o porto de Lisboa
1&* Sibila brevemente a Barca Po> tu-
guea Activa, Cap ti o Sabino Antonio do
Cabo Almeda. Reo be ca-.g hele, e tem
bous comuiodos para passageirs : quem
quiser camgar, ou ir de pas-ager, en ten -
da se com o Cepillo, ou ci'Oi Antonio Jozc
d'Ainoiim.
COMPRAS.
Para f ira da Provincia duas negras de
dad--d" la 20 annos, que taibaiu cos
n'.ai diino. en-mmar, e ensaboar; tra-
ta se com SanlusBiaga, ra da Moeda o.
141.
f&* Um escravo de 18 a 20 annr-s,
aem vicio-, entm achaques, de boa figuia,
que sirva paia pagem, com principios de
sapaieiro, ou sem estes: quem tiver so*
nuncie. <
ty 3 arroubas de copitn de planta
diariamente m tat D. 48, para tractar do ajua'.e.
VENDAS.
Folinhas de Algibeira a dose
vintn* e de porta a seis vintens:
Na Pratja da Independencia loja
m liv.os ti. 37 e.3&, na loja do Sr.
Antonio .'ose Bandeira de Mello ,
na do Cabuff na ra dos
Quarteis e defronte da Igreja da
Madre de Dos, venda que foi do
Rezende.
iry" A posse deom terreno sodo no
atierro dos Afolados rom 60 paonoa 'i"
f cite e iOO de fundo pelo pieOO de 300i^>
res ; <)iie'o ijuis^r anoancie.
^r3S" lm Orvallo andrino b'.rn airla-
dor : n-, ra do o-ano ia>ga 2 and. sima do note(|uim ta poita iar;a a qual
quer hora do dia.
^fl9 Urna auzia de caderae, e um ca-
mapc de ia< arand, Cua^ bancas deengit'O,
uaia baiia ue uieio de Silla deangico, u
ma cama de Jacaranda, e um piano Ham-
burgutv., tudoein buin uo; querii pn ten-
ue r aiinuucie.
iTJ|i* Pirlas da familia chegadas ulli-
mamente do Poito com os seos competen
t>-$ folfictos : na ra do Rosario eatreita Bo-
tica de JoioPereira daSilveira.
VJf Pie un;osc queijos londrinos, con-
strvas de toda quaiidade, latas dt-salino,
sardiohas, ervillia, toucinho ingles, vinbo
do Porto, Henry e madeira em birriz e n-
ganvf.do, champinba c vmho de R01-
deaux em caixas egigos, sedeliiz era caixi-
nhaseem fra.-cos, Joas, BgOa-raS, holxa
para oiarujos, carne de vacca em baiiz, la-
to para marujos, boneis ingieres, cli pre-
to, bisson e aljfar, charutos em cixas de
25CWe 2000, batatas em g g"S e latas, xaro-
pe de limioe vai iosoutros gneros por pro-
co cmodo : noarmasem de Joio Uow-.ey,
ra da Cruz n. 10.
iy Um aparelho de salla do ultimo
gusto vindo de Li>boa, e por pi eco como-
do : na Praca da Bo.i-visia D. 16.
vty U/i! moldo de s3 annos, monto
bonita Gguia, sem vicios alguna, mui 10-
bu&to, e propriu para todo o serviqo : *'eu-
de-se por oio querer ser pagem, e sim lo-
do ouiro qualquer ser vico : quem o quiser
anouncie.
W Bixas uuiloboa8 grandes e peque
as chegadas ultimameolt* do Porto, por
preco cmodo : na ra do Ro*aiio estulta
Botica de Joio Pen ira da Silveira.
9'J^ Urna es^iava crimila de 16 annos
deidade, boa figura, cose cha, engoma, e
cosinh.i o diario de urna c^sa : na ra d'A-
goas verdes casa terrea d!unia porta e duas
j.neilas, que fcu defronle do scbv.do U.
lt.
K9" Um ravallo alasio muito novo em
muilas boas carnes e muito melhoies anda-
rea, por preco cmodo : na* Ponas L). 48.
5'i** Por preco cmodo o rendimento
dos foros de dois terieucs; um com 4i2
palmna, que p.igidefiro 8"^5 00 ; ouiro
com 300 palmos, que .pag* 60J5000 reis,
anuuae.4,silos ua estrada djalo de Barros,
que vai para a Msn^Qnho] quem o pei-
tind r diiija se a ma Ho ho-ario da boa-
vista, Tamba D.6..
v3T Na padaria di rua Direita d te da casa do fllescido Joie F nhavMiie-se pao de muito boa farinba a
seis por qoatro vioteus, asMro como hola-
xa, e bolaxinh, poi puco cmodo; as
pessoas que quiseiem podem mandar a di-
la padari que serlo ''era servidas j assim
tioKcm a'gumas pessoas que o quiserem
lomar para pagar por semina, ou lodosos
meZes, sendo pessoas de crdito serio acei-
tas rom a dita condicio.
yy Um piano fule de efcellentes vo-
iec, clieea'Jo p.ioximamenicde H-imlni; \:o:
na ma Po* O. 11, primevo andar, por
cima da fabrica Hejchapeos.
KJJ* O lindo eexcellente Brigoe Ame-
ric?no Ta!:asc.T, forrado de cobre, e cavi
h-do lie cobre com todo* os perteoce,
coniestire^, e Bias sibrecellentea ; esta
proinpto para viajar dentro em 24 Roraa" :
(|uem o pertender dii ija-se ao Bscrittrio
de John Oidbam & Loiup. ma di cadeia
do Recife.
fcjp Urna carrosa nova ainda nao ser-
vida para carallo, e tambera serve para
b'.i,~muitr>propria para condcelo de ma-
teriaes e para servico de sitio: na Boa-
vista, ra do Rosario casa de vidraca 6.
*r Assucar refinado, e bolaxa, todo
em eout 1 e se reiwbe bom cobre : n p -
d.iria e reGnaco nova do Forte da
Mattos n. 43.
iry Um negro de naco de 22 a 25 an-
nos, e bonita figura, bem fallante proprio
para o servico de urna casa : na ru 1 da Cruz
n. 56, e avista do comprador se dir o mo-
tivo da vesda.
Jjegr- Um.. pretasern vicio alguai, lava
roupa de varrtlla, ecotn principio de en-
gomado : na ma do R sano larga 9,
em o.n armasem de vender pao, que se di-
r quem'a vende.
\C^ Um tscivvo He nac?o de 18 a 20
annos, bonita ligma, sabe. cosnhai, engo
mar, e bom para pagem. nina escrava ca-
bra de I5annc, cose, faz renda, e lava-
rioto, propria pira (euro de urna casa,
pornio ter vicio algura : na ra do Fugo
D. 11.
153>* 12 vareas muito Ieiteiras, estando
6 paridas de'pouco, e as oulra- prenbes,
entre as qu.-ea algumas fiHws do pasto, eaa
mais afeitas ao mesmo pasto; na ra do
Queimado loja de faspndss O. 8.
^ff" 100 garrafas de vinho do Porto de
Superior quadade da rolbeita de 1820 :
no aimaseni, que foi de Marcelino de Son-
tu Pereira Brito, e boje de Joio Tavares
Cordeiro, na ra da Cadeia velha.
%3r UmaNegia de N bonita figura, idade le 18 a 20 annos,
quem pertender derija-so a iu do Quei-
mado l). 14 I- ja de Ferragem, de Jos A.
M. Basto & Comp.
W* Uoa prela mossa, de to de casa, cosiulu e lava ; um relojo desala
pequeo, vetids de filio* de linho, e b^ns
relojo-s de ouro de patente orisontal : ua
ra dsSanzalla velha D. |3, sobrado de-
fiontede lampiio.
ARRENDAMENTO.
Arrenda-se um sitio na Passagem da
Magdalena com muito boa casa, e.ti ibaria,
sanzalla para pelos, com 4"0 a fjOO pez
de laiangeiras muito carreg.das e madu-
ras, quar-e todas de embigos 50 pez do co-
qiii'in, bem Ci ras, rom 3 mil jac.is ja princifiando a ma-
drucer, muitas limeims de ambas asquali
dades, cajueiios, rom trueles, mangueil'as
da mesma maneira, e com exteucio paia
l4varciS deleite, um p de fructa pi
com mais de 1000 fructas; este arrenda-
mento e por dois mezes ou mais conforme
o pr tendente: a fallar nos Affogado* no
sitio.doSrir. Manoel do Nascimento da Cos-
ta Mouteiro Pn ledo desta Comarca.
FURTO.
No da 20 do corrente rs 11 horas da ma-
nhi lo; taiio um caVaBocooi canglha, cu-
jostiignaero os seguintes: cardo ruda-
do, bem novo, t linas um tanto cresiidas, e
cauda ripada : quera, o achar pede tomar e
lrvar na iua de Santa Rita em Ctn-a de An-
tonio Marques que sei betn giatilicado.
ESCUAVOS FGIDOS.
Fugio no dia i5 do correnle urna npgra
de Dome Ueifiua, idade 16 armo-, seca do
coi po bixa, cara redonda, oom panos
veimi Ihos pelo corpo, a saber um giancle
as costas, e mais um em cada braco, e nu-
tro pequeo na cara, e o maior signal
urna feridt debaixo do dedo grande do pe*
eiqoerdo que a priva de andar direito, as-
siiu como o p in w virado, e tem es-
te mesmo pe bastante enxado, e um pao
prr rima rio nie^mo : os aprehende lores
everu-ua a ra de M -ruel Couco em casa
de Jo/e Ignacio Ribei/oj. que sei re-
campeo a-io.
%2F Fugio no dia i5 para 16 do cor-
rente urna tnolata, de 20 a 22 annos, e
com ossignaes seguintes; de boa estatu-
ra, cliea do corpo, cor plida, bonita fi-
gura, pez- bem feitos, cumplidos e seceos,
I l'f'HiH 11IIII1IIIII J
tem urna sicatriz em sima da sobrancelha,
cara rejunda, pellos grandes, as palma^
ALi mos preias e muito risemas: quem a
pegar dirjase ao Rom Jardiiii q.ie se
gr^y Fugio no lia 14 do correnta uma
escrava de notne Mara Rita, que f.i es-
crava do falescido Capitio Roma, e que i-n-
dava veodendo piodelo' em urna bandeja,
representa ter de idade 28 a 30 annos, do
geulio de Angolla, naci Cabinda, estalu-
ra regular, beicos grocos, denles limlos,
e em um dos bracos um quadro com duas
cruzes dentro, e vaiias marcas de logo, cor
fulla alguma cousa: h noticia qua anda
pela Cid-ide deindal o Popo da Panel-
la, Apipuccs, e Barbibo, e por onde ha
caj'; os aprtheuoedores levttn-na ao ar-
masem da ra da Cacimba n. 5, que serio
b^-fii i-., (impensados : adv< rio-se quea di-
ta escrava levou vestida saja pela velha, e
pao ciscado da costa.
ar** No dia i3 do correte fugio um
escavo por rmrae Joze Songo, com os m"-
nes seguintes: baibado, e-t*lora ordina-
ria, greco, bem prdo, calvo, calsae carni-
za de estopa ingleza, ladino, e embarca,
dico: quem o aprehender dilija se a ru*
Diieita O. 38 duronte do beco do Seriga-
do.
$^"^No dia 18 do correnle fupio urna
negra do. gento de Ar.gollr de nome Roza
com os Mgoaes seguintes,alta e meia fulla,
elem uoia coroa na cabeca de cariegar
pesos, e tem urna fetidinha em urna per-
a por sima a teixar, cuja ferida foi pro-
cedida de umcax>.'io quejiha mordaos le-
vou vestido um cabecio de algodi, um
vestido hiaoco, com urna palma encarna-
da, e um pano preto, esla escrava cos urna
ii negociar dsqui ate Sanio Anlo, e Rio
Formoso, e tambera pela Cidade delin-
da at a'.Idia de I'.amarac, e muito sa-
gaz, e anda disendo que j est forra, 0
por isso roga se a todas as authorid.oli s por
onde ella pos-a pas>ar a faci prender e
remeter para e.ta praca a seu Snr. Fran-
cisco Joze de Souxa morador na Praca da
Boa-vi-aa, ra do Aragio D. 18, que satis-
far toda e qualquer depeza que se fi/.er,
e o mesmose recomenda a ledos os C.q>i-
taensde campo.
Hr* Florencio,.ciioulo, idade 28 a 30
annos, piincipia a naserJho alguns ca-
bellos por baixo do queixo, alto do bom
corpo, olbos vermelhos e papudos, beicos
giocos, peinas giocas e mal eilst, pee
grandes egrocos, a maneira de euchados,
lem nos tombos urnas costuras feitaa dere-
lho, minio la un I em vi-to ecouherido
nesta estrada do Recife para onde sempre
comerceia fgido no dia 6 para 7 de Dezembro : os
apiehendedorvs levem-no a seu'seahor no
Pu do Alho que Antonio Joaquim de
Lcinos e Vascouoellos, oti nesle Recife
ao atierro da Hoa-vibia U. 19 a Manoel de
Azevedo Maia que qualquer urna deslas
pessoas recoropeiiaflr bem o seu trabalho.
Tabeas das mares cheias no Puno d
Pernambuco.
5h. 4 m
430 .
5 42 ,
6 30 \ Tarde
7I8
8 6 '
854
I2 Segunda la
Si3-Ts C 63
i4-Q:
^i5 -Q: -
3 16 S:
S17S: a-
18: 0
**h_
;p* noticias martimas.^
ftavio entrado no dia 20.
,Terra Nova : 3i das ; Galera Ing'ez
Britania, Cap. H* Sbdrt: bacailio: B.
Lasstrre. Ton. 270. P-ssageiro 1.
Sabido no mesmo dia.
Baha; Pataxo Horacio, M. Francisco
Marques : varios g-neros.
FKKrJ., NA TIF, li M. F. FAIUA 1.ib.


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E2QH4Y8RK_XM0YF7 INGEST_TIME 2013-03-27T14:06:12Z PACKAGE AA00011611_02470
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES