Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02469


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Full Text
ANNO DK 1836. TERA FEIRA
20 DE DEZEMBRO N. 276.
l ...... awaB i
i
Pirkahkdco. m Trr.ni M. F. de P.hia. 18.16
DAS DA SEMANA.
19 Secunda S. Frusta Aud. dos J11i7.es. do Cr.
de m. e d.5 t. sus. da Theioararia Publica c
Chae, do t
2,) Terca jcj. *. Domingos Rcl- de ra- e aud. do J. de
O. de t.
21 Quart.i # S. Thom Ap.
2i Quima S. Honorato M. Re!, de m. aud. do J d.i
C. de m e Ch. de t La di. as 4. h e 98 111. da 1.
23 Sexla S. ferrlo M. ses. da Th. Puji. aud-
.lo J. de O. del.
'2^ Saltado jej Gregorio M. Re. de m. e aud.
.lo V. (5. de t em lumia.
25 Domingo Naaoimeato de N. 8r. Je/.us Chinto-
Tcdo a^oradepende d no meimni da nn pro
denca. IMfldaraCftfl, e enerifia:cnlinueini)* rom
principiamos, e remo* tponladoi com admira-
"Ju entre as ,V<-(ie maii Milla.
Fructatinr da Jurmblta Btral i B'aiil
"*MlirrcTr-r 1(100 rs. menae pagon ailiantadn*
nfMta r* filigrana, rua das Cruies I). S, e na l'ra-
<* daklndepenHencia N. .*? e:i : mnleae receliem
correspondencia le(raliwila,e iiiwnoio'-i inserin-
do ap ('-i.-s gratis scimIo dos propnoa assi^iianles.
e viudo aai^iiiiHna.
( AMBIUS.
Diz miro II.
JLiOndre* 38 D- Si. poi l c.t d. 011 prata a
So porcento de premio Nomina.
Lialina ">.> por o|o premio, por metal, Nom.
PraueaSSfi Ka. por franco
Rio de Jan. (i p. r. de prein.
Mocitas de (..KM) I3..200 I.'t.,4d0
4(HK) ti..700a G.,800
Peso l,.440
Premio da prata 50 p. o
,, das lettras. por me7 I 2 por o|0
Cobre 25 porcento de descont
PARTIDA lilis COliKKIOS.
Olinda _Todos ns das ao humo dia.
Uoiana, Alham. ParaibV, Villa dn Conde, Ma
BMIlguapa. Ciar, lien, de 8. J0S0. Ilrejo d'Area,
llainha, Pnnibal. Nova de Soma, Cidadc do Natal,
Vili.is de Golanninha. e Nova da PrimVza, Ciliada
ila l''nrtale/a. Villa do Anuir*. Monte mor novo,
Arac.iir, Caaeavel. Cantarte, Urania, Imperutria,
S- Bernardo, S. J0S0do PnWipe, Sobrar. Novad'
RIKev, Ico, S. Matliena, Reachndo anarne. S
Antonio do Jardini. Qucxerainoliim. r Parnahi a
Secunda* e Sexta (eiran ao mein rfia por \ia da
l'.iraiba. Santo AnlSnToda* aiquin'v fcirn ao
meloda. Qaranbnnt, e Bonitomu .lia' lo e 4
de ada niez ao meio da Floreno dia ISde
rada mex ao meio illa. Cabo. Sernliaem. liio Por-
mozo, e Porto Calvonos ilias I, ll.eil dfcndM
nii'7-
RIODEJANEIRO.
ASSEMBLEA GHRAL LEGISLATIVA.
CMARA DOS DEPUTADO8.
SessaSde 30 de Selembro.
Depois das dez Ikms abre-se aeaso ; e
lida a acti da antecedente Eca approva-
da.
Ordem do dia.
Continua adisou-sad ResolacaS, vin-
da do Senado q a cada hu>n dos Mioist Estado, alera do ordemnado humagia-
tifieacSo animal de dous contos equatro-
ci utos mil reis.
O Sor. Rodrigues Tone lera a palavra,
e diz que a pedir para mandar huma
emenda substituir a mera ; ma* como
a rmenda n*5 he mrito peqtiena, qei la
pedir aimpreasa d.-la,' e, at que ella
eslivesse impre-sn, propor o adiamento da
questa ; e para que a Contara faca huma
idt'a da emenda, pede licenca ao Sur.
Presidente para que elle mesmo Depota-
do, a ler, em conseqneucia de nao estar
escrita em boa letra. O nobre DepuUdo
depois de ler a sua emen la observa que
ella be substitutiva da resoluQo, que se
acha sohiea meta ; e como a Cmara nao
querer.' discutil-a desde ja poi isio pro-
poe o adiamenio da qu^slio at que se
imprima a emenda, para depois entrar
ludo em ducussa.
A emenda he apoiada e bem assim o
adiamento proposto.
Dando se o adimento por dicuti.in ,
posto a votos 0*8 p.ssa. Fica a maler addiada por ser annunciada a chegada do
Sin. Ifiuiatro, oquil be iotroduiido rom
as formalidades do estilo, e toma o res
pectivo asento; em sa piesenca conti-
nua a discu-s 5 da pr-po>ta do Governo,
relativa a Gurda Nacional, no arligo
primeiro, emenda do Senhor Vascon-
cellos a elle ofl'eiecida na antcedente ses-
h.
OSnr. M-ciel Mooleiro responde a al-
guns dos argumentos apieseutados pelo
Snr. Ministro do Imperio na antee den-
te be sao, .ra defesa da propona do Go-
- venio. Ob-erva queo"Governo It-m f-r
sa ha.-tanle para imrehar e nota que he
necessaiio firroarem-se as ideas eobatr-
?*r-se que be quanlo no Seindo se forma
bun pr-'ieelo ampliando as ailriboices-
do llnente qU'.- se dn que tojas as par-
L
tes que o Governo he f.aco que tero mei-
os- para sustentar : he nesta misma occasi-
a qiasequer que elle tenh o poder de
dar con lecoracS-s, litlos Ve., e ttlvet
tamhem a dictadura. Mas se o Governo
quer ter o poder dictatorio, melhor he q
falle francamente ao Brasil: mas obo-n
sen 0,0 boro pensar dos Braseiros Iho
nao condera'. Quer se que o Governo
(colla o poder de dissolver a Caraira dos
D potados ? Masa Cmara acto-*I nao he
d'> merca 'ora, nem o Governo tem del-
la razio algutna de queixa porque com
quanto o nobre Ministro da Jusliga tenhi
-o( ido duas ou trez derrotas em suas pro-
postas, lod.via o G iverno leu consegui-
do o liaverem passido outras de nuior
importancia ; huma Cmara puis que tera
prestado 52 votos, nao he tneiecedoia
deste pr.icediroent". T.dvcz qoe o Go-
verno deseje ter esse diteito para o em-
prear para com a Cmara futura, e > Go-
verno tiiaso tem al unta razio, porque a
Cmara futura talvez nasija a de hoje,
lalv't n<6 ten ha os roe-'ns elementos de
sympathia para com o Governo segundo
os fados que se va5 apresentando em Inti-
mas Provincias, como a de S. Paulo e
outras, as eleic5es das qoaes o Governo
nao pode depositar milito boa e"peranca
de que osseus poda batalha B:etoral.
Na passada .-casad tambem se susri-
t u huma duvida a re-peiio das eleifes
da Freguesia dajCloiia, eonobie Miuis-
t o dos Estr.uigeiros disse que o Gover-
no nao tem intei ferido nns eleigSes. A
Croara diz o nobre Orador nio e.la'
>alvet informada do que se pas-ou na
Freguesia da Gloria, en o evpoiei em
pnucas palaviat a lira de obsc var-se o
procedime'ito do 'Governo para com as
eleices des-a Freguesia prov. ou nio,
que elle tem tomado naselleiycs p.Tle ac-
tiva.
No dia marrado pela pottaiia do Snr.
Ministro do Imperio, se teuniraS osCida-
daos na Parochia de N. Senhora da Glo-
ria a cojo acto presidio o Ju>z de P*z
respectivo, o qual, de acorde com 11 Vi-
gano, pioclamou os individuos que de-
via compoc a mesa sobre o que oceor-
r>ra algumas duvi las, masa lina! instal-
lou-se a Mesa. Sabia-se que hv a5 bil-
mas cento e (antas lista apcrifas de in-
dividuos que nao erad domicilanos da
Fivguesia nem ce acbavio comiempN-
dos d< lisia do Jin't, neto n.*s eleicSe*
para Juii de Paz haviio votado. Sobre
este rerebioento se su-ciiou duvida que
deje-m/i abumi grande di cus a, ea
Mesa a final n.di resolveu porque tres
membros della era5 de voto que seacei-
lasero e tre de votos que nio fos-emacei-
Us j mas cono n le das lustnicqes se
diz que todas as duvi las teraO deci lidas
pela me/a definitivamente a Mesa m-
lendeu que havendo empite, era neces-
sario sahir-se de buu tal embaraco e
pondo-s" isto a volacao decidise cjue o
Joiz d'' Paz tcese Totto do qu.ilidnde e
deridisge a qriestad.
Immed.atametite dous ou tres mam-
bros da mesma Mesa ofliciara ao Gover-
no expondo o facto e declarando que en-
lendid que aqoelle negocio na6 poda
ser decidido se na5 p'do Governo, dando
por este molo ao Governo maja direi'os
que a Con^tiluic- Ihn concede. N>s(e
caso o que f>-z o Governo ? dfrigio ao Juiz
de Paz o siguite :
Manda o Regente, emNomedoIn-
ppi a'or o Sm. D. Pedro Segundo, pela
Secreteiia de Bstado dos Negoc;os do Im-
perio que o J117 de Paz da Fnguesia de
N. Senhora di Gloria responda cor ur-
gencia sobre a uriana Repreenlaci as-
signada por a'guns memb-os que com-
|i.'tn a Mesa Parorhlal da mesma Fregue-
sia para se poder em lempo providenciar,
como parecer ju>to. Palacio do Rio de
Janoiro, &<*.
Escrito pela propria lelra do Snr. Mi-
nistio. N'te bem a Cmara que a deci-
sio he da Mesa, e Manda-se qu o Juiz de
Paz responda ; mas este entrando em du-
vida espondeti lugo que nio pod'a res-
ponder porque cstaa ecupado. E este
Juiz be suspenso p lo Snr. Ministro da
Jusliga, arilesde dsr a e.-po ta ou informa
cao rxgida.
Snr. Ministro : Esta' engaado.
O Snr. Maciel Monteiio : Compre
tambem que a Cmara conheca humavi-
to que o n bi e \liui-iro da Jostica diri-
gi ao Chele de Polica suspendnndo o
dito Juiz o qujl he conc bido uestes tir-
mus :
Teno o Regente em Nove d> Im-
perador o Senhor D. Pedro Secundo ,
decreto da data deste, mandado suspen-
der Manoel Moreira Liiio do exerc'io
do lujar de Jun de I' az do 3. Dsti icto
de S. Jos, ora da nova Fi>gueia da Glo-
ria peo .ibuz 1 de poder cum que se tem
huid 1 na Pro-i leotM dtq Illa Fregoesi ...
De maneira cine Governo entendeu q'
podia mu ui lalmeute -u-pender bum
indi loo porahuo praiicadw na meza e-
leitoral ? E nn6 sera' i-to atorar todas
as gtr.mti s e calcar aos ps os dir i
tos os mais aagradui di s cididios ? Eu-
tcn le ac o o nobre MillW'ro que p do
mandar suspender desuas fnneces o S--
croiario ou Escruta lor de huma Mesa E-
leitoral.
O Snr. Ministro : Nio.
O Snr. M.ciel Mouteiro : A sus-
pe asa 5 da Juiz de Paz em tal caso impor-
ta a susperi'io de hum einpregado c'a
Mesa Eleitoral, e nio do luis de P*z pro-
p> lamente diio : ser'i-so nao querer in-
tei vir as leiijes (apoiedos)? O nobre
Ministro, apear da bCUI abalisados ta'en-
tos, ru p dera' cnnte>tar que o Juiz de
Paz nesta foi tOSprnsO na5 como (al,
1B1H sim como tuemb'O di Mesa Eleito-
ral, cuja miioria na5 he milito sympatica
como actual Ministerio. O decieoda
Regencia at quer inculcar que o Juiz de
Paz empregou forca contra o-. Cidaio-;
de manena que o Governo entende qaen
elle be que compele examinar os direitos
eleitoraes dos CiJadios, con-idei ando
tal direito va do qual elle a seu ai bitrio
pode dispor como e <|uando bem Ibe pa-
recer. Mas qual seria a 1019a queempre-
gaiia es-e nobre Juiz de Par, o qual mere-
ce os maiores ellogios, pela maneira com
que se poiton (^puiados) Surs. a,b.i-.-i:
q*ie os proemador-s do Go*ernc, que
nao quer intervic 0 -S elei^esfapoiados),
os procuradores do Gov-rno (lie eiprarS
que cabe bem) manda a vir ria panoli a
e oulrus ponL 3 grande numero de bo-
mens rom o nico fim de atiapalhaiem
o arto isquaes se BpieCOUr*5 ali rom -
mandados por bum chamado Cahac. a
coininetiei a alguns insultos perluibm-
do aOidem. O Juiz, obse Vatido isto ,
e que al alguns dille* se arhiv 5 arma-
do*, mandou qne alguns lo.-sem post ero < Mstodia aonde MlifeaS dez ou do-
zeli.itis. Foi talvez e?te o acto queden
motivo asuspenco de la benemrito Ju-
iz de Paz, o qual tera' de ser substitui-
do spgundo lupar, por a'guin individuo
queseja maisal cto aoGovemo procu-
rando se tambem ligo m ieti xio para
se suspender o que entrii em esercicio.
Estes lirios piov.,5 o quanlo o Guverro
desejou inieivir tas ileiges, o(]ueHntla
mois justilicado fica com o qii" >conie-
teu na Freguesia de S. Jase, para onde,
pelas 8 boias da matiba se inandara
aoo a 3uo Permantntes, os quaea nomea-
r.>5 a Mesa \ e uestes' se c.mi,. muitoa iti -
dividuos que nio tem a idade que a le
ex-sge para terem voto, e al talvez a
qualidade tucessaria.
Cumpre lamlxm 1 bsarvar hum nitro
e-lralagema em pregado na Freguesia da
Gloria pelos procura lotes do Governo '
sabia se que a M sa que tinha de ser pro-
clamada sai ia tuba dos otos dim*oria
dos fregueses a qual he compo-la de
Cidadaos muito honrados ; poivm como
e-samaioiia se havia ptonon. iad con-
tra a chapa do Governo, era preciso era-
prrgir-se o meio il se eviai que is-o se
rea'ise e para is-o enviou-se hum bilbete
falso ao Juiz de Paz Lirio, e.-criplo em n...
medoVigaiio, disendo-se nelle que por
iocommodado nao podia comparecer e



s
s
DMB
DIARIO
DE PERNAMBUCO.
MUUUW1WWI" i i *
e que o Juie de Paz se entendase corn o
Paire Morrea ; tuachiavelisnn este que
pouco depois fui desmaseacado cora a pre-
senca d > Vigai o que decltrou falso ul l
Ilute, ficau io Hilada a conducta do Ju-
ix porque este facto tarabem deu cuu a
huma poilaria do Governo em que se
cxgia informa cao a respeito a quat se nio
c-perou suspende tilo-se o Ju's. O Go-
vtroo como .^e por encanto ti?-sse noti-
cia t ou podesse prevar que naqudlj Ftfe-
guexia se dat-ia algara* desorden* expcdio
a angun! portara :
* O R-g-rate, un noaie do Imperador
o Sr. D. Pedro II, querendo occorrar u
qualquer acontecimiento que possa influir
nos. ceg publico deste Distriolo pela
ina teir- que fr tois conveniente, orde-
na que Veo. nao mova forca alguma da
i.iu-.rda Nuio.tal ne.rn de Pe mnente ,
sem requi-ila-la pieviamenle por e-la Se-
creta! a de Estado. ,, Oque lliepirtici-
po para sua inleliigeneia e eie. uya5 pre-
Tnialo-o de que tiesta coaformidade se
lem expedido as convenientes oidens Un*
toa Comraandanle Superior da Guarda
Nacional, como ao Coaiman Jante do Coi -
po de Permanente. ,,
O orador observa que esta ordera he
irrisoria } e pergnnla se he et>te o melhor
e fnais prora pto meio da se occorrer a um
disturbio? O uanilo v esse o i ocurso para
elle se accommodar poda ja toda a geote
da h'i eguesia estar murta. A' vista de to-
dos estes documentos entende que 0G0-
verno tem intei vindo por huiu modo mui-
to inmediato as eleices. O orador con-
clue fazendo algamas breves r fl-x5es a-
cerca do a>t. i da propona, contra a
quaJ d-clara votar.
O S>. Ministro da Justica. -- Sinto
que meu estado de saude n>5 ote permit-
lis-e na sessa pausada vir a (jamara pata
responder mais cabalmente ao Sr. Depu-
ta.1< a-situ romo anda boje e.-e meu
tno estado nao me permita dizer tudo
quanto devia. Nao vindo pieparado se-
na para discutir o objecto p convidado e n.5 para o negocio de elei-
efes, e principalmente de ele.ces da Fie-
guesia da Gloria iud me muni por h-o
de documentos autbentcos que em rasa
lenlio, para poder bem re-ponder ao Sr.
Deputaoo que me preceden 5 mas respoo-
derei solne fictos que sao pblicos a re-
cantes, e nos quaes tvtiho sido nvolv io
na qualidade de Ministros. Declaio ao
nobre Deputad > e a toda a Cmara que
uad sri quena sej*6 esses procuradores do
Governo de que o S. Deputado 1*1 >u; nao
te-ihu notici de ter o Gove no conferido
a alguem poderes especaes, pblicos ou
primados, para influir as eleices: pela
ininha parte, a ninguem confer lae9 po-
deres, e teuho-me abatido, quanto be
comenieule.de negocio de ek-iedes ^ mas,
po
1 o Guve 110 n.>5 se involver ne>te ne-
gi.it, nao se s gue que deva ser indiffe-
r- ute as inl'ractes da lei | e'as au'ori 'a
des, eias aberrar ie suas a'ir.buK s,
e aberrar coni uerigo da seguianca indi
vidual. O S>. Miistro dos Negoiios E>
lrang-iros (i argid por ter esciipto
linra aviso por sua popria mao ; esta ar-
guicca tamb m sob.e mim de ve recahir,
porque os tenlto Mcripte tambem. O
i.iad-r de.l.;i que, seod informado o
Goveino que o innocente Joiz de \\ b. m intencin do Juiz de Paz tinha cha-
mado forra armada, c que estava letla
de 3) e tunos hmeos, sa'iendo o Gravar*
ii qve as dus ('ompanhias da Guarda Na-
. ion.'l e-tavoSdiver^tniPs, tile, Miui-tro,
> o h< ras da noite, qu-ndo a Secretan
eria'v.i lechada, na6 davia diztr (iip nao
era A iiiaiiui n-e, e assim deixnr de dn as
providencia que lh^ parecio convinicn-
t s, e t ipid< o aviso ao Juiz de r*ar pa a
que 11*0 a)Oie*-e forca aimsda ; e e-le vi-
zo que o Si. Depulado < iuma irrisoiio, o
h>", ou porque v nobie Depu ai nao esl
liem inioi-mado, ou porijUe quiz orrultar
ciicuD.lan ias coiico'iimianie-. O J 1 7.
de Paz, niteiessido p >r hura partido, li-
nha C'iiim-niio arlo' de ciiminalidade,
nao eslava babi iUdo a dispr o's ,1'ocia ar-
mada, e por i-so lie, Ministro, ordenou
o Cbefe de Polica que Usse na gfgaran
ca publict, mandn hum destacamento
forte oh.lar s d--oi4euB, e ordenou a Juia
de Pz que n5 movesie a forca sem ioter-
Atuca do GoVtfuo. Eser iato abando-
nar a Freguesia da Gloria, deix-la dilace-
rar-se em quanto o iuie de Paz se dirg*-3
aoCoveruo pen.io forcas paca obstara
quatquec acoatecuento ?
(Continuar*e ha.)
pgRNAMBDOO.
COVERNO DA PROMNCIA.
Erpedieate do da 17.
OFFICIO.
Ao Inspector da Thesouria eowiando-
Ihe exempiares da Tabella que acompa-
nhou o Decreto de i te anoo, regulando o numero vencioaen-
t-s, dos Kmpregados das Alfandegas do
Imperio, para que Ibes faca dar a devida
exetu--. dopiimeiro de Janeiro futuro
em dianle na parte relativa a esta Provin-
cia.
Navios De-pachados no da 19.
Brigue Inglez Beliance, Me^tre Tho-
mas Threailgold Para Live pool.
Pataxo Brasleiro Otario Rlestrc
Fianci.-co Maiqucs pa a Uahia.
Brigue Dito, Rocha, Mestre Jua Fran-
cisco Para o B o de Janeiro.
Aasucar mase, novo l.'smte... 1 55500
2. .... I&400
UlvERdAS K HARTlCUE'NS.
>LFADEGA DiSFiZENDAS.
O Brigue Inglee Metecr, vindo deTr-
ra Nove, entrado ero 19 do coi rente. Cap.
John Cibhs, consignado a Heiiry Chiis-
topbeis 4" Charle Roope.
Manifestou o seguinte:
2830 barricas com bacallio.
O Brigue Dinamarquer. Sirius, vindo
de-Hamburgo, Cap. H. S hrnid, enirado
em 19 do corrente, con ig na do a Adolfo
Schram.
Manifestou o seguinte :
53 caixas com miudeeas, 7 harria com
azeile, 53 caixas rom ferragem, a4 barr.
cas com dita, li fardos cora lonas, 2 caixas
com vinho, 42 barricas com ginebra, 12
ditas com potassa, 35 caixas com fueiidas,
2 ditas com massas, 1 fardo com dita, 'i
ditos com fasend, 315 han iras r o- ta-
rtana, 1 caixa ro-n conservas, i44 c"l,lS
com queijos, t0 larricas qHartla com vinho, 1 barril cjm dit fardos com papello, 6 d.los com ptp 1, a
ancor. Us com l'eijio, 1 caixa Com vidios,
1 dita com carnes e ervilhas, 1 eais- com
pnpel, lo g'g-ts com garrafas, 4 txas
cem chapios 500 gair.-foens vasios, r
caixa com colla, 2 b.rriz com manieig,
3 preiunt'S, 1 barrica cim ditos, 1 caixa
com licores, 2000 barrica*batidas, 1 cai-
xa com rt-logio, 5 pips co u vinag e, lo
meias pipai com dit", 1 caixa com charu-
tos, 1 barrica coro pata. 5 s
Fora do Manifest.
3 caixas com agoa de tolouiax) dita-,
com miudexas, iditac>m ppel, 8 man-
as de carne, 4 caixas com fonse vas,| 8
barricas com ffijio, meia dita coro b-*as,
2 banquinbas com b laxinha, e 8 can ros.
HE A. DAS DIVERSAS RENDA.9.
Paula do preco eorrente do sfiuoar, al-
godo, e ro is gen- o- que se de pacha
na Meza das Diverja Premias Naci
nes de Pernamhuc nasHBanada n
a 21 do mez de D.z-mliro del836.
As ucar branco IlOT^ 1.a 2. -orle... .... 2.350O 2^400
3. 4. 5. 6. M f||| i a .... 2^300 2#>I50 2^)000 foUjO
As&ucar branco reltio r." sorte a^Jj300
2. .... 2&200
3. ____ a#t00
{. a .... i$<)50
5. a .... ijQ)H00
6 ____ i5)650
Assucar mase, velho i." sorte... iJ)300
a. .... 1^2/200
Algodao
i. sor le... 7^500
a. ____6$500
Monteiro Administrador.
jo'ao Pinto d Lemos.
J. M. Braga.
al. C S. Carneiro Monteiro.
ARCF.NAL DEMARIMICA.
O Arsenal da Marinha precisa para
fomeciment dos Armasens, de vinte har-
ris de carne salgada da melhor qualidade :
as pessoas que os tenhod equeia vender
li.ija de comparecer na sala da In-pe no dia 23 do cociente mandando hum
barril para amostras a (ro de ser exami-
nada a quantidade. e bom estado.
Arsenal de Marinha 10 de Desembro de
1836.
Antonio Pedro deCarvalbo,
Inspector do Ai seal.
CORREIO.
O Pataxo Oacio, reciba a malla para
Babia boje 2O do curente, as il horas
do dia.
Continuacsd da lis'a n rainal das Cartas
a que tindo-se de proceder nos teirnna da
le ai o dia 5o do corrale, o con-
sumo pelo logo das cartas retardadas
"e-ia Adminislrapio abaixo tran>ciiptas :
avi-i se por este motivo as paites inters
sadas, para que.com ttmpo astmm, ou
as mandem tirar al a vespova d'aquelle
da, para que por insolencia desse pro-
cesso nao veuha depois a ter os propieta-
rios deltas algum prtjniso.
Fancisco Jo-e Pneia Braga
i% Locadio (truno
Liiiz Ferr. ira
0 iveir (i liituia s
< Pa\e> 0 S *
Paul* B-rre >> ,, Ferreira Maiques
t% Mdtiul Santa Anni
n Solano Aiaujo
' S Iva Santiago
41 Xavier Minies
Cregorio F'amisco Torres Vasconcellos
H llena 1 ei peina Silv i a
Jacob S. T.ago
Jmuario Alixadi mo
(Continuar se ha).
quim preto escravo de Dona Joanna
do Gre^o, remmcttido pelo Commissario
de Polica de Fora de Portas por ter da-
do uns roices na preta Rosa, escrava da
mesroa Seuhora ; Ignacio Camp< lio sol.
dado da quinta Companhia do Blalha5
stimo de Cassadoves, por ter tirado da
baioneta eooi que e lava armado, contra
o msico do primeiro Bat>lh< de G. N.,
Alexandre Baibos, e insultado ao Sub-
Prefeto da Fieguesa de S. Antonio, e
aP Gonsahes, por aerencontiado as duas ho-
ras da manha bastante ebi io e ter insulta-
do a patrulha rondante ; todos remedidos
pelo Sub Prefeito da dt Fieguesia :
Candido, preto, escravo de Joq ai ai Joe,
remet ido pelo Commandante da Paira-
Ida, que roadou na Boa-vista, por ter es-
pancado a um caixeiro de taberna ; Vf a*
noel d > Na-cimento, e Felippe licnii io,
pardo aimeltido pelo Ollicial da a. Ron-
da de Polica, por terem sido encontrados
depois de meia noite, vagando pelas
ras.
Deus Gnarde a V. Ex. Secretaria da
Prefeitura da Gomtharcajdo Recife i9
de Desembro de 1836. U 1ro. Gxm. Sr.
Frailesco de Paula C qucique, Presidente Piovincia M. do
. da G. Monteiro
PREFEITURADV COMARCA DO RECIFE.
Parte do dia 18.
Illm. e Em. Sr.
Parlecipo a V. F.k. que das parteTre-
c-bijas s mente coinIj q-ieoSub Pre-
f ito da Fieguesia de S. Amonio pien-
dira e riiolhera so CallaboUQo do Corpo
de Polcia, a Mria Francisca, preta, por
*er insudado a pat 11 h,i do dio G upo, em
uroa Di-es Guarde a V. Bxa. Secretaria da
Prefeitura da Comarca do He i fe 18 de
De -cubro de 1836. Illm. e Eiro. Si:
Fiancisco dn Paula Cavulcanti de Alhii-
qiierqnp, Presidente .U Provincia. Ma-
noal do N sc;men(o da Costa M ntei o.
Paite do dia 19.
Illm. e Exm. Sur.
Fori5 recolhi los ao Callaboaco de Po-
licia d'onde liver6 destino, os presas Jo-
Juizo\critico sobre o ciado actual de
Portugal.
Por Antonio Feliciano de Gastilbo.
a de Outubro d'i83G.
...Eu que tenho ainda os meus labios vir-
gens d<- beijamio.H, e a-sim espero lvalos
para o sei da teres, tunbem nao l-ou-
geani a populaca. I'e. p<. trou ella tuna
tio facaniio-a obra de ttemen ia, lancou
to vil escutua sua pe'asupeificie d < soci-
edade, que se aiguma cousa me podesse
faser abjurar o dogma da popul
nia, te-lo-hht sido esteexemplo giandi.-ti-
mo de leviaudade imprudente, ingrata e
immoi al. V's declarastes o poVo sobeano
e a Constitoirio sugei'a o dbale; emit-
i p proiiro como metbro da soberana a vos-
-a condemnacft} estou no meu pleno di-
lito, respeitai-mo.
(} as rascs .oe-tas, mas poi so mes-
roo nao serio entendidas da p> pulac, po-
yo selvag.-m encravado no m* io das ua-
(6es civilizadas, e mais pi opilamente e-
lemenlo que gente humana. D'ahi pro-
ceder que o meu pobre livro sera ji.l^ado
e ron dero nado sem processO no tribu nal
evolucionarlo da populaca jo'naista; e
nao sem fundamento o digo, pois que a
um d'es es tribunos, veid'a'ieio Gtacho
de lab' rnas e lupanares, ds-e era urna sua
Folia, disrur>aiido acerca do penltimo
opsculo d'e-le volume, que stu authrr
era migu lista, e para se abracar cora a
sombra do Teles Jord.i, hvin transposto
o Tejo. Oh lealdade, oh subtileza 1 oh !
talento in ignissirco deesciiptor! qupa-
la d.fainar um p pe, transloiOia um Li-
beral respi itavel ein mgaeli.ita, elhe im-
puta como prova esse me^ni papel h-
beralissibio. e que todava elle nao es-
enveo Nos por 1 lies trat'dos de migue-
listis, nos, que se D. VJiguel vn'lusse 8
e.-te reino pela porta que tiles Ihe e.'tio
franqueando, seriamos dos seus p imeiros
supplici,idos, em quanto n poucos d'estes
llie dai io convertidos vivas, e coi oafido
se com oslouros d.s portas vinh sis que
mais freq lenlo, viriio ci n-a 1 dansa de
ebrios em roda da no-Sa fogueira! De taes
uisos e conscienrias nao fiiuft pela im-
piensa conquistada e senlloreda boje de
haibiro-, eantropfag.-s, e por so tam-
bero nao f iIi.to daqui por diante a quem
leas iinmundiiies peridicas, occasies de
ouvir injurias e calumnio uossa costa.
Asrim va i esta idade! por taes meios se
preparou a tevolucaS com taes ptrodias
ridicul s dos Franciscanos e Jacob/nos
Frncezes, peitende tal vez segrar-se 'o
novo GoVerno Pelo que p 1 tence a mim,
lioraem de nenhum partido seuin da Li-
beidadfe sincera, declaro, que na5 serio
elles poderosos para me arrancar viro do
meu caminbo, per mais que se ladiem,


espumea, e arrelo. Abracado com a
l,ul.arMlr <* lvberd.de, deixareTas
ass.m como p.,ss,o t,das a, pes;es e raia
..brade. PJlu,e,u l '
ye d.sseeu o volver Portal, e mt|it(|
dade ii.elle boj tio remoto, co,o do
aoceg, oda ventura. E' o Gove.no Dic
t .dor sobre aS le.s Dictad.*, f nprensa
sobro o Governo, Dictadores os .ssatinios
ibre.l,Tr.n>a. Ningein COfl(a
com o seu prego, nem cora a 8ua repu .
^ m COak futur< da sua Patria.
Nao seda tempo aos poro, de conbecer os
Funccionario,, nem ., Funcc.Wios de
conbecer 8a, ob.iga.es. lao?a 8e em
t.da parle eeo, iodos os sentidos; inno-
va-se antes dse conocer o que, e ra
que, spela fu,i. de innoe.r,
a pubhe. felicidad* oa osse como as ma-
s bnlbantes crst.lsacSes, obra lenta do
ttmpo edeuaxa natureza serena e orde.
da. Alira-se um talco de redueces e
projettos aosolhos do publico, para o nao
deix-r tonteroplar o repentino descrdito
ein que se v* abismando os ruissos fun-
do. O furor demUsorio abra rige com
todos oa amigos de D. Pedro, nao s os
cidadav s mais carregados de servicos. se
nao aos proprios Justicados ao, Filhos
dosMipplic.ados pelo Usurpador, e islo
vsta daCidade Eterna sobre o sido mes-
mo conde anda fuma o sangue paterno,
m qusnto se cooferem os de .-pachos aos
sem fime, uera virtude, nem entend-
ment, nem outro mrito mh que o ter
vocifrado na Grande Noite Morra a
Carta, morrsd os amigos da Carta Se
e/itiaes naa Secretaria, vedes os que se G-
era primeiros agentes do poder rodea-
dos familiarmente, aturdidos, aconselha-
dos, governadoseariastado, porhomens,
que u nbuma familia houesta acceitaria
aiud. honlcm paiaaervos. Procuraes no
Ejercito os grandes Capities que no Por-
to e no Algai ve, em Almoster e na Aceis-
se'ia, ocnduzrio victoria; desappa-
rv a6. Corris a estudar a fisionoma
da riaqa nos passeios e espectculos; a-
ch.i los deserto. Frequentaes a'eito as
Sociedades; desconsola prolundo, e re-
ceios nqu taes pela Nobresa, inda hontem esqua-
dro cerrado da Liberdade ; des^mj arua-
cos Entendis it vistas pi las Provincias;
esto pasmada! Alongaes mais as conje-
turas pela Furopa; vede> g andei ni-
migos aguardando a boia Corris para
onde sao aqu e alem algara alarido de
entiiusiasmo; eucont.ae urna orgii! Ap-
plicais ooivido; ni di-lingus por en-
tie a coiifsio mais que bla-f-.'fiii.is e
gros-eias araeagas contra asmis vene-
randas Pea nagens que meiecerwtnos a coi da do algo/, .seas
escievessemos A imprensa turaiilturia-
meute accom. tti Ja, v- pal i tas vocifei an-
do na tribuna q>ie se pe siga, oh Jornaes
accendendo a gueir. evL adicta fura,
i deposicio, a proscipc.5... que bellos
siuiptoiii.is de urna libid.de sincera!
Q hosco sangue A este Pitado de destruicaS
nos chegou a de.-Ir..ico da obra de D. Pe
dio I
Ma?, niSei. anda tudo, (umpiiaque
este monte de immoiali iades e ab-unlos
fose dignamente coroalo; com effeto o
f>i c<>m mra ralidade e absurdo o mais
inaudito. E' a Filha de D. Pedio quem
condemn oc. ntiact social de D. Pe-
dro; e a Fdha mais piedusa e mais deve-
dora a eu Pai quem ra-ga o Titulo em
que seu Pai a legou por Mai aoa Portu-
guezes, e aos PoitugiK zes p. r seus lilhos
e defensores! i'.' em seu nome que se Ihe
despedetn .Amigos e Consellieiros; em seu
pioprio Noinu que a cercad de descoube
eidos, e Dos sah seiiifmigos! Eo seu
Kome se agradecem os falcse importunos
Parabens com que os Municipios a filici-
ta6 de ter cabido Por soa p opri i\1.5
* ni fina coiupeliem a perpetrar an'e o
tnuudo e a posteridade o ma s omplt lo, o
tnais inrrivel suicidio moral. Nao violar
a t nie.-ino t mpo des M^geStades, a do
Throno, a d.< Nag..5, a da N.iliireZa Sim,
PERNAMBUCO.
e tudo sso exprjiuo mudaote as mal
iustidas lagrimas com que a Neta dos Reis, j
Istia do Lbert.dor ao.mpanhava ., p. r.
juro Juramento a que aforcara o terror.
Por Dea q ,. ha ah ranJv respon-abi-
'i de a q.,e tal vez hura dia recia tobife
culpados e innocentes.
Qjctn fosera os primeiros cabegas d^*
sed.cQao nao ha sab.-lo, ninRuem at
oje ie*iridicou peante o publico essi
gloria, p-rom incontroverso oe os cha-
mados Mioitioi da Coro. a, tuaes co.,-
verterao es^s vozes sedicioas em facto
positivo e pe.manete; derio-llie corno,
sislBern, utoudade, o dai-lhe.hio uTn-
bemd..e..o e antid.de, se a tivessem.
Memoro do povo Su|,e,ano emi.to a mi-
nha opuiio; oofamento o repUo, res-
pitai-mn. Porque r.za, Seohoies Mi-
nistros, ii. foi o vosso primeiro, e .inda
otossO nico acto, declarar atdioioso e
traidor aqavlie pi imei.o preg de rebel-
da, sustentar a Caita ju.ada por todos
contra as voies de buena pequea f.ao-
cao da aocitdade ? Se diies que cedestes
expressio da vontade gcral, confundir-
los he., os com a veidad,-. A *ontade ge-
ral naS.-elioha inda declarado, a von-
tadt^ geral nu era esa: v, fustes os
que mandando imperiosamente jurar por
todos ovossofeilo, crease* pata Iheser-
ir de .ruma um fanla-ma, um. anmbra
vi de voeiUdegeral; e assim como havieis
feto queaRaiuha jurasse, sem Ihe con-
sultares o animo, a>sim fizestes que ..b^-
decendo o>dens que extorquieis da Rai
nha, jurassem lodos os F.mpregados que
podia temei se da vo*sa viuganc. Es-
to hei: ou fbslf cumplices romos insur-
gentes, ou instrumentamos faros deque
se eslies seivj.a. No primeiro caso, tal-
lece-vos como a revolui ionarios a mino
lidaJe legal, e sois criminos de alia
traiyio ; no segundo faJIece-vu a aulho-
ridanVcomo a coactos.
Horneo intrusos! porque rifo tendes
ao menos ate' ao6m o valor dos grandes
sediciosos? Para que obedecis 1.5 cedo
ao remorso? Pa-a qoe 4 ese afervorado
decretar de estatuas a D. Pedro no dia,
na liora, e no lugalr mesrno, em que des-
pedacaes e calcaes a mais formosa das su-
as estatuas, a que'elle m.-smo fundir de
sua propria mo para a inimorialid.de, a
que nos adora.eroos anda debaixo do
lodo em que a sumiste*! A qiem perten-
deis engaar lavando perarite o Povo as
mos, dep.-s decondemnardes o innocen-
te? Era assim que o* Farizeos crunfican-
do oFilho do Horom o saudava por
Mestre, s bie a cabeca Ihe in-cieviaS o
titulo d- Re. Deixai-o ao menos soce-
gar no tmulo: nem elle pret isa das vos-
sas esiaiuas, nem as vossas mios t r 5
lempo par Iha esculpir, nem mesmos
seachegas^es a com luir poderieis ra a-
na mu presenta riubre, e magnnima.
Al a(iui porem s ha ataques mais ou
menos fortes, mais ou menos directos i ra
sao humana, d.cenca portuguesa, ao
iiistim to conservador das naco s : pre'
ci o consumar o escndalo, utho'isar e
validar Corr o nome d^ D-.os a obra re-
proba dos homens. Na falta de natos
meios de forra, deout>os ttulos deinvi-
olahilidide, cmdou-se em conve ter a re-
volta em religiio, pelo juramento. O,-
denou se o juian.ento como se ordena o
tributo, encarngi-se os exactores deo re-
lolhir pontualm. rile ; ron.o se o que a
maior parle paga < m falsa moeda os en-
rtquecesse a elles N.o est a virtude do
juramento no hbo que o proferto, nem
na ma que seimpoem S"ftr o Evange-
Iho; e-l no coraca que nnguein ouvr,
nem v, mm constrang- : He cada m:l qoe
na Ierra seesirevem, lalvez l ero cima
um nico se na5 ec.ea. Nadadequ-
to nqoer em semelhanl. actos a raiaS
religioso, e anda a simples raza filosfi-
ca, nada sedaiiui: nem a plena libar-
dade de quem jura, nem a cerlea de vir
a rumprir o que se jura,* nem se quer o
ronhecimento da cousa que se jura pois q.'
anda nio exste, e nem ao menos s pode
advinhar o-que a hlo do fazer, podendo-
se alii anlrv.r deslejcjue es-ej prosi-
ilios constitu .'Are sero f-itoS s b o in-
fluxo^tle urtl p*rli io veocedor e inleressa-
do ; por consequencia com coatclo das
Votante, e por con-eq ien. ia hil, E que
virtude, e que talanlos se haviio de espe-
rar dos futuros constitu loies, p.-ra n'elles
deposilAr urna le implcita, se ojseus no-
m's serip indigitados por qiem es' var
rendo d. s empiefeos virtu les e talentos?
Diia um pileta R imano, que Jpiter no
alto do so thiorio ra fus juramentos do
amante-: ol que nio diiia elle agora dos
juramentos dos polticos com os quaes
nem Oeos nem ti.mens j e entcnlero.'
Uc-bdde pertetlde po, a sedicio acerca.-se
para aeguranc* com urna selva tspessisi-
ma de juramentos: todos elles lem a laiz
no perjurio; que hurto p dem dar seno
o perjurio? Qiliieiio tomai de forca pa-
ra socio o Dos d.,s Fxenitos, que a O.
Pedio provou ser (amb< m o das victorias
inciiweis; e nao Ih-s brcorieo que elle
ao mesmo lempo o Hei dos Rhj*, e que -e
mede no vaso dss vingangas as l.g imas dos
Povos, nao menos m. de s lagrimas dos
u.onarchas justos. Membro da Solierani-
a, eu vo-lo digo pela ultima v.z; Mu-
nicipios, Fuoccionarios, Soldados, Povo,
vsna juiastea coasU {guia.
y.iiiH!ill^5MtAKi
i'^^kvaau !w '''Ji'jc^r
-
VARIEDADE.
DA CLASSE MEDIA HA EUROPA.
Julga-se geralmente em Franga que a
claa-e media nao gusa de nenhu.u dirtito
politico no resto do continente, e es*e
um erro de que t rela ni de se aproveitar
os S.ber.nos de alguna paize, fingimlo
eom o Sin de se popularizar, que procu-
moi conceder direiios aquella clase, par.
ter nel!a um epoio contra a n<>brcza ; mas
a cJasse inedia gosa em loda a parte de d-
rtitos qua Ihe sao proprios, que io da
suaessencia, e que se bem como os piogres-
soa da civilisafio devam ir em augmento,
osgvernos tiaclam mais de resurgir que
deamplitr. Para nos corivencermos des.
ta verd..de lecoiramos os d.ffeientes pases
da Europa.
A Sueria e|Noruega sao duas monarchias
em queros di eilo> polticos da elas-e media
emnada cedem aosda nobreza. -Na No-
ruega, por esempln, as cidades comme.--
ciana por si so'e sem nenbuma uoiio com
osaldeioa, quecorope urna ordem s> pa-
rada, elejjeru a te.ceira parte dos mam-
broa d. Storthing, ou Dla, Assemb'a
Geral de Legisladores, qQed-signa a qua -
la, pailede seus iadividuospara foiro.li o
Lathing om prin.eia Cmara, Constiluiri-
doo res lo a segunda, chamada Oesthing;
eceitamenle ha liberalismo nqu- lia Cons-
liloivo, que as p.econisadas de logia-
terr* e Frang-.
Ainda que as instituiges Suecas no ilo
lo ampias romo ss Noruega, rale s<-ni
embargo disso ssegur..r se que a claise
media orcupa um logar mu bonro-o na-
quella monarchia pois a iep.es>-nlacio
Sueca se devide em quatro ordena .todo
nece-jario o voto de tres della> para formar
a le e das quafio eompSera duas os al-
deaos e a < lasse m- da.
Uaqui re-ul a que qua-squer que poisam
ser a, circumslaucias, a ciasae media uni-
da aos habitantes do campo por um n-
tuesse cominum, acha-se sempre repre-
s.ntida de um modo favoravel, sem que
jamis baja de pissar pelas vicisitudes que
urna Ite'Mcio do modo eleit. ral faz fof-
frer ma cla.-Se media em Franca e In
gl.terrs.
Na Dinamar. a eisi,'ameai lempos n-
ligosinsliluic.s de,t.- genero mas che
ga.am rouomper-se e para atalhar es-
te mal ufo achata.ri outro lemedio as clas-
ses media e rural sena'o a creac.'o dodespo
tsrao. Era isso caitamente ariiscar mu i
t>; poim a prova Ib.a ssbiu b m, poi-
urna serie de Soberanos populares usaiam
em Dnamarca do poder absoluto, unica-
irentepira comer na nobresa om inmi-
go, que o era igualmente da c as,e m.dia,
dtixaado a esta o goso de urna indepen-
| dencia que a tem inv. ja io muitos povo ;
e agora que se aprsenla em perspectiva
um soberano fur bundo; o mornreba se
cunta naci e a convoca para consa-
grar seus dir. tos a fim deque s aullio-
ridde real nunca pos, u-u pi-|o. Em
ludo isto se acha urna ratio e urna pru-
dencia, que ainJs se nio viu uos outios
paites.
O Ducado de Mtrklemburgo scha se a-
uOa nok an'igis enos da ordem social ,
raa5 isto nio impede que a classe media
reunida as dm,s ci la les o r.merciaei ,
Rosto k e Wismar npp n .a f,r. leg .s nobreza e o mesmo soberano, nem
o pr.va de meioi p,ra subti iftir *- ,ex'a-
eges d< fsico e iy annia seiihorial, pois
al o Duque t- m q lL. ,r j ,,r c l|U 0J ,m_
biimtes dastas di.as cidades sempre quu
mcssiti de nneiro.
Na Prussia*, sotes de i8n nio sedo-
nh-cia mais que B>n iei alisoluto uma
ebrtMI feudal um.i cfasse media a quero
se podia gravar arbitrariamente, o uns
cultivadores que tinaara que pagar o que
exigia delles o cap icho ; por n naquella
epocha *-pprecuna Piussia um geuiosu-
perior, o principe de Hjr.lenherg, naci-
doem Hinovcr, e familiai isado com ss
irislitui.es Ingleza^, que desuobriu o ca-
bos da legi l.,ca Pru-sian,. Aquellegr-
de hornea de estado por meto de decre-
tos suiirnamenie sabios, separou osinte-
resses das dilFerent s clases; come Jen
aos Senhores a livre disposigsb dos seus
heos; fez propietarios os cullivudores ;
institu u corpos municipaes outorgando-
Ihes lea-ilorise direitopolilicos, e con-
ferir! Jo aos povos a eleic dos magistrados
que h.via.n de encarr. g^r-se da >ua ad-
ministraca. Esta emami^aca do povos
pouca couia para a lib.rda.Je, p s em
Franca existia sis seclos auusda rero-
lup.6 eemHe.p.nha e P.rtugal desda
t mpo immemor.al ; p.,r..D muito pr.
a prospend.de de um, nac., e se a c|aS!<
media da Pruss.a que b.ja possu. dir*,
tos e tem chegadoa dominar nos tribuna-
es n um paizem que a .dmmstraca ce
ve.ihcaquasiexclusivamenle por m'i-iode
sentenc-s, sabe condusir te cum pruden-
cia n. (arda.em adquirir o primeiro
grao na nv-narchia.
A Russia una paB de servid5 me
e mi ter de.x.ra um lado sempre que ee
queiramrecapiiul.r as iosIluv5es da Eu*
rop, que lem por objecto o bem da hu-
man.dade. Nao obstante, e apesar da a-
loc.ac.a, acharn e i.mbe.n nelfa siaoara
deindep.ndenciadaelasse rae lia ; os asa*
vos goveroam-se a si mesOo de moa ex-
tremul*.eaoutr. do imperio as provin-
cias da Curlandia, L vonia e L'sionia
quande se entregafam aosCsaies estaba
le- eramce.t.s reservas f.voraveis classe
media; a Finlandia conserva ainda restos
das excellenles nstiluicSes de que g0aou
debaixo da dominado Sueca, e em fim naa
provincias Polaca das tres lepaisicfa
oinegonantes, letrados, e proprielari S
pequeas consltuem urna uobreza u~
gundaiia, que gosa dedi.eilos, e que na
real.dade nao mais que ugf boa el.Sai -
media. Em lodo o resto do imperio Rus
siano um individuo desta classe olba >e co-
roo u.n ente la desprcsivl que para a
p-d.rem apresen'ar em qualquer parta
di! icam no com ahora ntlo mihtai r
pordui estas sa5 fBsttuicbea lispraladas
que se hnad eclipsan io an'e o r>p rito
-culo, equeaiiingue.n p ..lera eng.nar.
pois n, ha quem ignore que n'u.n impe-
rio de 13o anuos de ex t-ncia, e cun pr -
meiro soberano tevequenier uro eajfoicn
heroico para sabir do estado $ Ivagem, n. 5
pode a nobresa spresentar litufoj mu rea-
peitavei-.
O lmpe.iod'Austria compe-se de pro-
vincias cuja maior p ,rle se entregaran, aos
soberanos reservandu-se feiiipre direito
quwaqielies trm resp tajo esnupulosa-
m-n.e; rosa estes direitos n,5 .erain fvo-
rave s somente para a nobr. za pis a
classe m-dia tinha tan.bem cuns-guiu cons.grar, e de que cliia.'roen.
le gosa. Asegunda obre-a' Hngara ,
como a Pulacd a verdad, ira dase me-
dia ; esta na Bohema gosa Ka maior rn-,
sid.rai,a6, e o mesmo su. cede em t .do o
Imperio d'Austria.
Na Italia conhece-se Ia5 .ouco a 'ii-
tancia entra a classe atedia e a nobreza
que no reino de aple, e n. s estados
Komnos, o que compra um principado
ou um ducado, loma o tiltil., de (al o
i xe.ee i.s dir.tos que aquehe h- ionf sem rienhuma con.essa especi.-l d s -be-
. ano. E' veidade que a op nia e*tabele,,
c ce. ta difierenc, mas a lei nao a a imit-
le, e islo basta p il que po-Samosassegu-
nr quena Iialia esig^ald-dede .iquesa
oiistitue a desigualdade de jerarebias
como s.'Cctde as monarebias icgtnea-
das. Por outra parle sabido que a cas.


DIARTO DE P ERHAMBCO.
3
e media d> ii a To-raua os ras soberanos
"mais iHU'h 9, qut Lu.ca, Genova, V-
neta forsm moit t-mpo lepoblica que
o Mihmet acaba de s lo por utn momen-
to, que Si'< Murmo o indi e iiho ,-c
pide erer ratoavelinente que aclis->e me-
dia tenrw fi adu si-m neniaras dii tilos ero
pases em que a nobresa peideo os eeus.
pelo que dit espeilo a Paima Modena ,
Saideriha, sa5 os pases mais atrasados
d-> liaba eachando se aelles suppnmidas
lo tas as cle;*es como querem que hjs
um* excepga u favor da media.
N Suissa esla cltsse a soberana, com
mu poicas excepwes, pois nella no se
conhecero mas que ridadaos que fizpm as
leis, a executam, e lecelxm a loa acgfo,
e riera por is-p seacha o pan peiorgover-
nado. %
Se dtqni pajsamos a Allemanha achaie-
mos ana clasae meda, di qual as de F< an-
ca e Ingl.tena p -den-ro 111 vejar alguna
direilos. Km Badn lodo o proprielario
eleitor; ere Nassau nao > o sao os pro
piieta i>s, mas tambero os artistas, que
envan ao corpo legislativo tres deputado-,
que os repie eii'aro. N->te duca>lo b pigar i5 fianco de contribu'o paia ser
* le tur, e pira ser legislador se neiessi-
ta de p-'g*r 40 ; e a mrta-se que o soba-
iaii", ioiD'1 os pii liculi es, paga a quota
que ibe per'ence as co ti ibunes. Na
R.niea, Weimar, Satonia, Uarostadl,
Car-sel, lem sua reuretenlacfo as cidi-de,
o c ropos, os c u p >s de iustruccjo ; e em
Wurlembeig, nico Adetnao como o de
Hos-ie elcitora|f cuja carta uro contract
en'rc o poto e o soberano, a uobre/a, o
estado eclesistico, as cidades, eos distri-
Clvs nirac-, coocoireai a fot mar a Cama-
ra de depulados. V-se pois, que quasi
tin lodos us pontos de Allemnba, a clas-
se media lem na Cmara electiva forga
bastante para poder defenoer-se. Ajuma-
se s islo que a Allemanha o paiz da Euro
pa em que a uobre/a se separa menos da
citase media; porque es nobre Alltmes
titalisam (ouliouamentu entre si em qui-
to a titulos, anliguidade, e prerog.aivas;
poicui tudo isto esq acero nasjsua* relaco-
com a ciarse media, a qual huscam, a-
proximando-ss della at lal ponto, que
umitas vete* em uro logar pblico, a mes-
an a nuieni de fumo de laboro cjrcumda
rtibces, commerciantes, tenhor s de to-
das as jerarrhus, e at o Soberano do pa-
it. como poderia deixar de tt r consi-
derscso a ciaste media n'iim paiz que ha
beta pouco lempo govemava quarenta ci-
dad< s livi es, e seos tei ritoi ios ? As jei tr-
chiss dis-iparam-se, e a pequea differen-
ea que restl, nada tem de repugnante,
tendo entrado no dominio da ror'ezania.
^ Para romp, tu este quadro, s falla di-
rigir uro golpe de vista para a Hollanda,
Blgica, Inglaterra, Franca, e a Peninsu-
la, paites lodos em que os direitoa da cas.
se inedia ou se acbaui ja nivelados rom os
das Oaii ca ases, ou mu prximos a esia-
io ; monarchias em que a le nao reconhe-
ce outro envilecimento que o da crimina-
lidade. Por consequencia resulta desta
leca pitu lacio, neeessariaroente rouito suc-
cinta, que inexacto d z r que a classe
media se acha na Europa n'urn estado de
aviltamento de que Halara de tiral-la al-
guu sbennos; que onda quer tara direi-
tos, insuIR. antes algumag vezes, masque
Ibe sao iuheientes, e nu necessitam crear-
te. Nada mais appeLcivd, riera mais con
ioune ao inUresse daa nac.s como e tra-
tar o principe de epproximar-se della,
porque a forga dos e-lados nao pode provir
aeu da uno do que manda com oa que
devein executar, e do que gista rom os
que deven pagar. A nobie/a uro. ex-
ctp.io, urna corp u-iiio o clero, eso os
campos e as ci lades lontm a v.-rdadeia
populacio ; por consiguile que a compdem .-So o- que p ;r s-u namenj,
lorc.a, e nquexa constiluem quas a t-.tali.
dade das rMces. Da conformidad entie
o principe e o povo nasce a ronsolidacjo
do Ihi'ono, is-itii (Orno o seu trantrno
vem da immiz-ide que Saja nlreelle-, e
deui.'ii-dos exi;mplos o lera demonstrado
em ni ss s 'lias p-fd que os soberanos pos-
sarn hs tai eica do intei e>se que tem em
se gdiiliar a afleicau das -us nacis.
( l." Coiiiiii'i'ioniK I. )
(Do Diario d.1 Goei lio (le l.lli )..).
AVIZ S PARTICULARES.
Precisa-se com urgencia de urna cs^a,
que seja situada na uiurgein do Capibaribe,
ou periodo Rio; quem a liver para alu-
gar pelos dois meZei da festa ; annuncieo
lugar, onde deve ser procurado para tal
ajuste.
tr^F* Precist-se de um bom cosinheiro
para ir na Barca Santa Rita, para o Ma-
lanbio; quem estirer tiesta circunstanoia
dirija-se ao Recife ra da Cruz n. lia
fallar com Joze Antonio Comes Jnior.
Jr^r* O Snr. JozeJanuario Soaras Fer-
rciraqueia ter a hundido de snnunciar
sua morada, para se Ihe entregar urna
earta de seu mjin>, vinda de Lisb a e pro-
cure na Icj* de Iranes, na tua do Rosati<>
esle ta, confronte d ra da Lajangeira.
7P* Pieci a-se de aOO$ reis a premio
de d s por cenlo ao met, por espapo de
seis metes rom 1. a fuma : quem se pro-
poser a dallos anuuncie ponsta falla para
ser prorurado.
*y O ahaixo assinarlo fazsciente acs
Sms. arrematantes dos 40 reis por cana-la
de bebidas espirituosas que do di 3l de
Dezemb'o ero diante deixa d venders
ditas bebidas na sua venda em Fora de por-
tas n. 22.
Antonio da Rocha Compago.
%T^ Qualqner Vfeslre de Trombio, e
onl 1 o de coi neta de chave, e que eslejio li-
vrodea'gum contracto, e qoei'ose en-
gajarem no 1.' Bitalho de G. N. de O'in-
da, entendi se rom o Major do men o
Batalhfo.
fy* Prerisa-se de urna ma q' faca lodo
o-em'co de uro. casa de nm homeme trez
uunines, para cosinhar, engomar, ensa-
saboar, en ais que for da sua obrigaejo :
quem se arbar nesta circunstancia dirija se
a ruada Conceuio da Boa-Tist D. 3i.
KSP f" se a piemio por lempo de um
snnoquat'O ontos de reis ero morda de
prata pelo vallor antigo de q60 reis o pa-
trSo sobre urna ou mais ledas, que appre-
tentem dUas firmas fortes, e contento ;
qu.m o.s quiser falle coro Joio Ferreira da
Conha Boticario confronte da Matriz da
Boa vista, qce dii rom'quem se deve pro-
curar pra trartar dVste.negocin.
jr^ Fi anci-co Gomes da Silva Perei-
ra declara que nao deve nada peso al
goma, eqoe se alguma possoa for tomar
em seo noroe qualquer objeclo, ou pedir
dinhe 10 rilo pelo impoite que houverem do tomar, ou
pedir.
IQI Um Cidado Brazileiro de meia
idadecom muitoscoiihecimentos de cam-
po ffiecese para dministrador < e al-
gura Engenho, ou feitor de algum sti, i>u
mesuro pa>a algura armasem de ai-sucar:
quem sequi-er otilisarde seo piestimo de-
clare por esta (olba para ser procurudo.
VTJT Oab.ixo assignado avisa aosSnr.
que tem p. ii'icres em seu poder ja a mais
dea annes, bajo de es vir remir dentro
dopiaso de 30 dias contados da publica-
cao deste, dorondario pass'i- a vendellos
para su embolso, a pesar de que riles nao
chegio a importancia e juntamente os ju-
ros que tem decorrido the e pres nte, e pa -
ra que em tempo algum se nao cbamem a
iguoramiafit o presente anuncio.
Juio Francisco de Pinho.
O Uoutor J0S0 Joze Pinto, parte-
npa ao respeitavel Publico que tem muda-
do a sua residencia para a ra da Cadeia
doBairrodo Recife casa D. 74, 3.* andar,
junto a casa de cambio do Snr. Vieira.
y&T Sesta fuira 16 do corrente met d-
Deiernbro no Arroazem que fica por
baixo das ranas do Si. Jo/e Antonio de O-
bve ra no beco do Capim do bairrnrdo Re-
c.ffu entie^ou se huma caix.i com 5o

jos do Reino, a dois pretos gmb-doies,
para o levar a ra da Cadeia dtfronte do
beco largo n. i2. e como sao passad'S
tez dias e a dita Caixa nao Ib i edr goe na
r iei ida rata roga--ea quero o reerb^o ,
tenlia a boudade de pti tecipar na mea na
oaiadarua da Cadeu n. i2 pira s. u
d 110 a hir reieb r, e pagara detpezu que
ouver feiio e por bto se Ihe ficai eterna-
meute grada ido pois apr dos pi-
los screra conhecidos iguora-se o nome e
onde roo: o &c
NAVIOS A CARGA.
Para o Htvre
no Forte do Vlsttos, casa de Bolli e CIuj
van oes Freres.
fj Por preco cmodo o rendimenlt)
dos foros de dois terreras ; uro roni A\%
palmas, que paga de foro 82^)^00 ; outro
A Barca Francesa Mediis, feixa a mal com 300 palmos, que pag. 60$000 reis,
la amauha 21 do con ente ao meio da em ,nr|UiieS) .stos na estrada de Joio de Bar os,
casa dos consignatarios Lenoir Besuchet & qe va p,,., 0 Manguind; quem os per-
P.ge!. tender diiija se a 1 ua db Rosaiio da Boa.
COMPRAS.
Urna rede nova, nao fendo ainda serv
da: quera a tiverannuncie.
VENDAS.
Folinhas de A!gil)c?ra a dose
vintens e de porta a seis vintens:
Na Pra^a da Independencia loja
de livros n. ?1 e 38, na loja rio Sr.
Antonio Jos Bandeira e Mello ,
ra do Cabuo e defronte da
Igreja da Madre de Decs, venda
que foi do Rezende.
ST^ U'n par de bancas de conduru'
rom seusembotidose gfela, e meiaduzia
de cadeiias americanas, urna meza grande
de janlar, urna dita pequea de amar ello,
e urna enroa de mol le ulico, ludo era
milito bom estado, por lee seivido muito
pi-uco, e por preoo emodo: na ra do
Nixo do Noia casa ao pedo sobrado D. 5.
tJP Um cavado ala.-o oaxito bom es-
quinado', e carregador, arreado : na ra
do Risa i io eslreila D. 16.-
|ry Dois cavallos carregadores, noTos,
sera achaques : na ra de Cabug loja do
Mello.
ty Para fora da Provincia, urna preta
para todo servigo de urna casa, por romo-
do preco : em Onda, I admira de S. Pedro,
caa n. 30, se dir o motivo da yenda ao
comprador.
yW Um par de esporas de prata por
prepo cmodo : na roa do Vigario n, 30,
que sedii quera o vende.
%W Urna negra muito boa para ven-
der na ra de 18 a t9 annos, crioula, la.
?a, e engoma : no beco da Liugoeta n. 4
*9' Obras de filagran chegadas do
Porto de toda qua'i iade, muito bons ade-
recos e colares ticos para senhora bran-
cos de todo tamanho, aneloens labrados, e
esmaltados, com bi ilhantes muito bons,
alfinetes com esmalte e brilhantes de toda
qualidade proprios para senbnras, cora-
c5escom a cora Imperial e esroaludos, e
mais diTerenles obras por preco muito c-
modo : no atierro da Boa-vista loja D. 47
de Joze Ignac o do Monte.
JOP* Um alambique de cobre, arada no-
vo, mito bera feilo, e aparelhado, que
1-T8 7 caadas da medida velha: em raa
de Victorino Francisco dos Santos, no at-
ierro dos Afolados defroote do viveirodo
Mui.il.
*?* Espirito de Taho de 36 graos a
2#>560 a caada, e a retalho a 320 a gar-
r.fa : na ra do Livramento Botica D. al.
\9~ Agua das caldas e smenle de O ta
lice ltimamente ebegado de Lisboa ; na
Praca da Boa vi ta D. 46.
&9~ Urna prela de bonita figura, sem
vicio algum : no patio da Santa Crutcasa
n. 11.
"93P, Urna canoa de carreira com 34
palmos de cumprido e 3 de boca muito sin
d- puna a proa, a Jqual se acha di fronte
do portSi do Trero : na ra do Csbug ao
pd< loja do Sflr. Ban leira.
TJP- Um neg'O paia todo Irabalho : na
roa dos Quarlei- pa dara D. 6.
WP Urna venda cora fondo de 400$
ivis, a diuneirp, ou d mdo alguroas deso-
b iga-: as 5 l'on'as ca reir do Pexoto.
# U n cavado rugo de tod servico:
na ineim. casa cima.
9J** Uma preta mossa, de l. do servico
decur, c .sioh. elava,; um re I ojo de sals
p.qoeuo, vestid sdrf filio' de linho, e boaj
relojo de ouro de p*tnte orisonlal : na
ra da Suualla lelha D. i3, sobrado de-
fionle de lampio.
%&~ Biblias e no>os Testamentos ero
PjrlBguei, Fraucu/, Ingles, A!lami :
tender diiija se a ra db Rosaiio da Boa-
vista, esquina que volts para o beco do
Taoib' D. 6.
ALUGUJUS.

Aluga-se para serapre uma caooi de
carreo : quem a qui-er annuncie, ou di-
rija-se a Onda ladeira da bies de S. Pidro
casa n. 30.
ARR10NDAMENTO,
laSegunda 5
5
- i3~T:
Ji4 Q:
IGS:
o '7 S:
18D:
e
m
3h.4a
430
5 4a
6 30
718
8 6
8-54
m
Tarde
NOTICIAS MARTIMAS.
Navios entrados no dia 18.
S. Joio de Terra Nova ; 3a dias; B.
Ing. Edmcombe, Cap. George Duglale.
bacalhu : Crabliee. Ten. lal.
Rabia ; 33 dias; B. Escuna Ca oca,
Cap. Manuel Floien< io Ferreira de Sam-
paio : varios genems: M. J. R. e Silva.
Ton. 93. Passsgeiros3.
Dia 19.
Ter-a Nova; 27dias; R Ing. Angola,
Cap. Tul'is: bacalhu: Humique Fuis-
ter. Ton. aao.
Saludo no mesmo dia.
Arscaly ; S. Delmira, M. Jote Jcaquitn
Alves : vai ios g-eros. Passageiros 19.
a i<
I'IiK ,., NA TIP. UU M. F. I'ARIA ltjtl.

Arrend 1 se pordous rae/es ura sitio no
Arraial m >to a<> do Sur. Padre Mauricio,
coro boa casa, e bastante ai voredo por pit-
eo iwj commodo ; porque o seu Proprie-
lario pretende reinar se : na ruada Pe-
nda ao lado direito da Igreja, sobrado D.
10.
%3F Airendo-se duas moradas de ra-
zas terreas lecentemente, e cora muito as-
si io ucab. das, sitas na ra Nova, que vai
para a Trompe : a fallar com Joio Sobas,
lio Peretli em sua casa no pateo d. Sania
Cruz.
ESCRAVOS FGIDOS.
Desapareceu no dia 16 do corrente as 8
horas da noiie umesciavo por nome Cae-
tauo, levando vestido caigas de estopa e ca-
rniza de chila, e a cara com biguaes de bi-
xigas e um tanto fula : quem o pegar pode
leva-lo n< i-ua do Rosario larga caa D. 1.
rjv" Fugio uma negra crioula, nio
muito mos-a de nome Germana; estatu-
ra regular, secca do corpo, o que leva uio
iguora-se, visto ter levado a roupa que li-
nhacm um balaio : julga se ter hido com
direciio aos ACfgauos : quem aapprender
poder leva-la a ra oos Mar tu ios casa
D. 14 que ser bem iecocnpensado.
Taboas das mares cheias no Pono d
Pernambueo,
1


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