Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02463


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Full Text
ANNO DK 1836. TERCA FEIRA
13 DE DEZEMimo N. 270.
Piiiii<.iioo. Tvr.na M. P. de r DAS DA SEMANA.
12 Secunda S- Justino M. Aud. dos Juizcs. do O.
de ni. e de t. ses. da Tliezouraria Publica e
Chae, de t.
13 Ter$a S. Luzia V. Re. de m. e au O. de t.
14 Uuari T|>. joj. S. Anelo Ses. da Tli. P.
15 Quinta 5. Euzeliio n. Re. de Id. aud do J do
C. de m- c Ch. de t Quarto cr. a- 7 c,29 ni da m.
lt Sexta Temp.jej. S. Adelaide ses. da Th. P. aud.
do J. de O. iie i.
17 Sbado T|>. jej S. iiartliolomco Re. de m. e aud.
do V. G. de t. em ('linda.
18 Domingo 5. do .-.dvent V S. do 0'.
Ttdo agora depende el? no* ineimni da nossa pru-
dencia, .nioderaeo, e eneris>oontinuemncomu
principiamos, e pruno *p< ntudo coin admira-
Qso entre *h NacocH mait cultas.
rrucloimifii da Atttmblta Qtral dt BraiH
8ubcrere-sea lOOOrs.mannaei pagnuadiantarfoii
nem Ty uofrrafia. ra das Cruzcs I). .'1, e na P ni-
ca da Independencia H. 37 e 3H ondeie rpeeliem
correspondencias le^alisadas, e annunciot) inserin-
o se sces irruiis eudo dos proprioi asgname,
viudo m.ig-iiadni.
(a,y mus.
Dtzi'inbro 13.
XJOndre 38 r),. se. por i red. m prata
50 porCMllo do premio Nomina.
Lisboa (5 por o| premio, por metal, Nom.
rranea255 Hs. por Franco
Kio de Jan. ( 11. r. de prein.
Moflas de fi4t)0 I3,.2ii() l.'l400
4(MM) 6..:oOaO8
Pego 144o
Premio da prala 50 p. c.
.. das lettras, por mez I 2 por o|0
Cobre 25porcento de i'.cscouto
PARTIDA DOS CORK ROS.
Olinda_Toilns os dias ao meio dia.
Go.ana, Alhandra. Paraiba. Villa do Conde. Mi
manguape. Piar, Rea. de S. Joo. rejo d Arria,
Uainba. Pombal. Nora de Soma. Cidadr do Naial,
Viras de Ooianninha. e Nora da Prineeaa, Cidxle
da fortaleza. Villas do Anuirs. Monte mor noro.
Ararat, Cascave!. Canind. (irania, linperairis,
S. hernardo, S. .loando Principe. Sobrar. Novad'
KIKe.Y, Ico, S. Matbcus. Rcarhodo aligue. S
Antonio do Janm, Qucxerninohim. t Parnabi a
>eyundas e Sextas Iriras ao meio dia por via da
Paraiba. Santo A ntao-Todas as quinta l.irasao
meio da. Garanbiins. e lionito nos dias II) e 24
de tada mez ao meio di, Floresno dia 13 de
cada mez no meio dia. Cabo. Seriiibaem. Rio Por-
mozo, e Porto Calvo-nos dias I, ll.e 21 de caiU
mez.
RIO DE JANEIRO.
A8SBMBLB4 GHRAL LEGISLATIVA.
CMARA DOS DEPUTADOS.
Sessa de a3 de Setemhio.
Telas 10 horas da manhi abre- se ases -
sao, e lida a acta da antecedtnte, fie a ap-
provada.
O Sr, 1. Secretario ente.
Ordem do dia.
Entra em discussa a seguinte resolu-
ca5 :
A Assemblea Geral Legislativa re-
solve.
Arl. nico. O Govcrrii 6 a autori-
sadoa conceder 1 manda le co Santi-si-
moSacramento da aoliga S dista Corte,
duas loteiias annuaes, segando o plano
. que Ihe parecer mis conveniente, para o
itn de ecabar-se a Igreja Matigi sendo
revogadas quaesqaer leii e determinaces
em contrario.
Pa<;o da Cmara dos Deputados, i4
de Selembrode i835.M. Odorico Men-
des.F. Alvares Machado.J. J. Fer-
undes Torres.
Julga-se discutida, e posta avo'o-, he
appiovada e adoptada, e pasta Coiu.
de Redacca5.
Entra em di icasso a seguinte resolu
fio:
k A As-emblea Gerai Legislativa re 0'-
ae;
Art. 1. A C'in panhia de Minenca
de Gongo-Soco, pagar d'ora em dianic
os me nios dirtitos que pagio as domis
Companhias e-t.-belecidas no Imperio, a-
lem dos cinco por cento a que i>e obr>ga-
rio pelo seu coatracto.
Art. 2. Fico revogadas as leis em
contrario.
Papo da Cmara dos Deputados, 8 de
Ago-tode 1835. Vianna.
Fica addiada para te remetter ter-
ceira Commitsio de Fazenda o reqoe-
rimento do Seohor Alvares Machado.
Entra em discussio oseguinte:
A Aa&emblea Geral Legi.-lativa re ol-
ve:
Art. nico. Os Continuo* da Secre-
taria e P.gadoria do Arsenal de Guerra
de.-'i Coiie, vencera'5 de ordenado annu-
I 300j^ rs.
Paco da Cmara dos Deputados, 30
de Juuho de i836. Jcze Alaria Pin-
to Peizoto. Francisco do Reg Bar-
ros.
Da se por dicutHa, e pondo-se a vo-
to, he apiirovada e adop'aJa, o passa
Gom. de Ridarr-io.
Enha em discossfo o fiegt A Assemblea Geral Legislativa re-
oJve :
A"t. i. I Ir- milla, edeve repolar-se
como nio esii|ta a di-po ca te.tamen-
taria do finado Luis Antonio derSouza,
relativa doavio de sua terca pa>a insti-
tuicio de ti es vincu'o- em fave de seos
tres fi bos var&es, e todas aa disp0'ic5es
da misma terca, do raso de se nio 'bter a
licctiit para astiluiffo dos mes nos vio-
culos.
Art. a. Todas as disposices tes'a-
menlarias pu doacOes para instituicSes
de vnculos que se nio verificarlo, dnvem
haver-$e como nio e~ci pas, e os he que
fittrao objeclo dellas, perlencem aos her-
tlc ros dos instituidores.
Paco da Camnra dos Denotados, em
25 de A|oto de 1836.On'vtira Mon-
des dos S 1 omio parle na di-cnssio os Snr. Hen-
riques de Rezende, Souta e O ireia, Cr-
ritiro I,io, Visconde de Goianna, e Pa-
im, eica adiada pla ho-a para se pastar
outra parte da ordem do dia.
Conliiiua a discussio dos artigas nMt-
vos dos Son, Vai-concellos, e Carneiio
Leao, off recido em anterior sessio, por
occisiio da discu-so da le-olui.-io que au-
lorisa oGoverno a promover os ollicaes
do Excrciio e Armada que, n.>s Provinci-
as do Pai e Ro Giutide, pre-iarem rele-
vantes trrico, ; e a premiar aquelles que
sollrerem mutila;6es ou ticaiem aleija-
co<.
L-se hura ofilcio do Snr. Ministro da
Marioira, participando que por incom-
modado nio pode comparecer discussio:
fica a Cmara ioteira 'a.
Vem mesa oseguinle:
Ait. Para sejulgar o erv'co rele-
vante, oComnia/idante das Armas respe-
ctivo oomiar hum ronselb de investida
ci, composto de cinco oli. iaes de ps
tente igual ou manir que a do 1 ffici 1
qpetiver p.etado o servipo. Este ronce-
Ido, procedendo s indagac5-s oeeetsariaa,
interpola o eu junco sobie a relevancia
ou nao doservico; et, no caso de straf-
lii tuitivo o seu Juiro, ter lugar a lecom-
pensa do art. 1, que sepubli-ar na or-
dem do dia, com a declaiaca do i-eivico
prestado, e de todas asci'cun.stancias que
o acompaoharad, e tjue concn em pava
que sejaj-iputa lo relevante. Silva a le-
dacca. Carneiro L'-o.
He apoiado e posto em djkcussfo, e seu
nobre nulor pede licenca para relirar o
seu primeiro artigo, sobre o qoe, atado
consultada a Camar8, nisso romera.
He liHa e apo ada a seg inte euetida
do Sr. Rodrigues Torres :
O Gcve no, no exercicio da f^cul la-
de que Ihe lie concedida pelo artigo 1.,
srtputar sei vicos rel vanles o* que lo-
rem pie-lados tm comitales.
O Snr. Limpo de Abren responde ao
Snr. Depulado pelo Rio de Janeiro que
disse que o 01 ador devia votar pela soa
emen a, por t r reronhecido na sessao
anterior a necessidade de se limitar o ar-
bitrio do Governo ; he v> rdade i-to, roas
o orador nota que o Sr. Deputado citou
huma propo-ivo jua solada, e nao quia
citar a oulia, que a emenda dooutroSr.
Diputado limitara, porque oGoverno ^
pode promover as Povincias do Para,
e Rio Giande ; porque o Governo naS po-
de con fe 1 ir se nio o posto immed.alo; por
qoe o Governo ni<* pode promover senio
era circunstancias extraordinarias ; limita
em fim ainda inais, po que o Governo
nio pode promover se nio era virtude de
servil0< relevante: pergunla so oSnr. De-
putado quer mait lirmlaces. Responden
do ao quese leoj querido dar a entender,
que o Governo pode faser promoces a
seu arbitrio, diz nio ser i-so exacto, por
<|Ue oGoverno .- pode fa/.er as promocSes
era viritde da3 intormacOes que livor dos
Gomniandantes dasAims e Presidentes
das Piovineia-; ci 6erem estas autorida-
des aquellas que esli mtis em ciicons-
latifias de pooeiem avaliar esse* servidos;
e est ronver cilo que se o Miniado pro-
roover hum oilicuti sem esiasiilrmaies
lea basado da 1 i, s.ilvo se elle poder
pruv.ir que o ofiicial fe hum servfon re-
eva/ite, t que ape ar dis^o o Piesidente
nio o pmpoz.
O orador agradece a confianca que o S*
D puta lo tem no Governo actual, e diz
que sem t mor dara esle ar bil iu a qoal
quer miro Ministerio, por isso que o oi-
ga indispensavel pa> a se conseguir o fim
de pacificar as Provincia*. Pergutila ao
Snr. Deputado, Sur. Ton es, *e s 0
actual Govemohe que, leen eilo justipa
a; s militan s, e te lie elle quero restituio
nossa Maririba hum olTici *l benemri-
to e carrejado de s turaoa. tml Mini torio? Pas^a a tialar
da em n a u ti i ,i ,,, rile oll'e' eeida, e vo-
|i coulra ella, po que c- que tila nio
prehenche as visia do seu autor ; e pira
pruvar, pergun'a se em con.bate nio en-
tra'ao rnuitos homens que, longe de me-
recerem premio, inHiepio al pascar em
conseibo de guerra ; se em combate nao
e'itrara homens que nicamente com-
pia5 cun o mu dever, Tratando do prin-
cipio daaniigtiidade, repele o que disse
ero outia occasiio, que o roeiecimenlo d >-
principio da antiguidade, e Iras o seguin"
te fado, pra pi ovar que isu mearoo a-
roulece na Inglaterra : -- Em 1800, hum
Guaida Marinha da Armada Biitannira,
em huma lancha, tomn por ab rdagttn
o brigue de guerra fi am.es Le Cerbe;
linda apenas quatro am o de servico, e
a legisIdpaS ingiera exige seis anuos para
pa-s.ir a 'Pnenle. Log que elle chegou
Inglaleira, vita da inforraacio do
Cotiin.andante da Esquadra, por hura ac-
to (I i ('oiiselbo Pi ivado se di.petiM.u ea.-e
t'mpo que Ihe faltava, e foi p-omoiilo ;t
Tenente.Porlanto, a Legislacio de In
g!atena ieconhece a necessidade de pro-
mover por servicos relevantes. O orador
nao .>abe romo nio so quer, en I re n*.
adoptar e->la doulrina ero circun-tan ias
extraordinarias como as em que nos acha-
raos pe'as de.'ordens das Provincias do
Para t* Rio Grande. Conclue volando pe-
la doulrina como j passou, e ronda to-
das as emendas que sem necessidade algu
ma tendem. nao a diminuir o aibilrio,
masa inutilisar a Iti.
OSnr. Rodrigues Torres, respondendo
ao que d -se o Sur. Limpo de Ahreu aver-
a de huma leparaca que te tinha feito,
pede sua E to com os seus col legas. Declara ler feito
parle do Ministerio que priticou o fa to
a que se alinde, ao qual lio bem perlen-
cia o actual VI nitro da Guerra e o fi
gente do Imperio; diz que nesi admi-
nistiaca nio se toma va del beracaS IgU-
ma sem os Minnlros discutiiem o negocio,
sem faserem suas combinat,5es, e que en-
tao, sendo Ministro huma pe-soa que 'a-i-
t consideracio >uerece, toaiO o actual Re-
gente, t'llti cotjcoidou lense aclo, a elle
se deve, e o orad r nio sabe mesiuo acu-
de e t nesta ieinl o Snr. Ministro pateca querer incul-
car.
O Snr. Limpo, oblendo s palavra pa-
ra explicarse, diz que deve dar huma si-
ti-facro ao Sur. Depulado. Suppoz nao
ser noiiia o que di-se o Sr. Deputado,
de que, em quaulo oCeo se lemb-ase d >
Brasil com esta A m ni.-tia io, elle nio
rcearii dar, nio .- este arbitiio, nas
uniros ainda ; o peigunta se tomn dis<>o
salisfacio alguina ao Sr. Depulado ? Sup-
poz que suas palarras e>a t> senlimenlo
do seu coraaa ; e por isso o orador ds-e
que onfiasse in.ijs nos Brazeirosj que
quando o actual Mi ni-lio dcixa.-se o u.
g^r vago, h.iv a de baver ontros Minis-
tros ioiii ba-tanie valor para rasurar in-
jus'icas ; e, para dar mais finca a este mo-
do de pensar, citou en'ad o fado de ler
hum Ministro da Marinha restituido Ar-
mada Brasilea hum ll'u i..| de tanta in-
telligeiuia e valor, q ia bavia sido arran-
vi.i preferir, em lempo de guerra, ao I cado do terrino pela piepolenria debuta



^
^^^
m.jm
8
DIARIO
rag'jfcJgJiaw'JW^'^^^'-VKVfc-ffl'-ijgw
DEPEBNAM3UC O._____
Mini tro de Dam Pedro Primero. Nao
san; pjrqieoS'ir. Dputad nao lu de
(inhem accreditsr qeaspi'nDs do o-
rad. r sao a ttpressa peJe-lhe portanio queute co>u elle de re-
ciprocidade.
C
A materia he julgada suffi.'ientem-'ate
d se Jti la ; a reprovadas totas as emen-
das | e a es daca he adoptada poi 4
TolOS.
OSiir. Piesid*mte mire? p ra a orle ni
do da disnu*a5 das propostas do
Governo sobre IIbeas Corpus, e Polica
das ii horas eiiduuie; e tules disso as
matfia-i dadas.
Levantou a Sessa pouco depois das
duas hora-.
PERNAMBUCO.
OOVBRMO DA rROVMClA..
Expediente do da 11 OFFiaOS.
A o Inspector da Th*i oraria para or-
denar ao A dmiuistrador da Mecadas Di-
versas Rendas que permita o embanque
de barricas, evolaraes pequenog no novo
Trapiche ci Jor Pereira Vianni, man-
dando faier acotiferenria no act do em-
barque por ttin dos Guardas da Mera
quatido nao possa ser feto peto Confercnte
do Trapiche da Alfanoega Velha de que
fac parte o oovo Ti apir he sendo isio re-
querido em horae proprias pelo di (o Vian-
nacujrequeranntu volia tomo pede o
Inspe tur em seo OlBcio de 23 de Novem-
b>o nodo.
Ao I'ispector Geral das Obi os Pu-
blicas respon lendo-lhe que o encanecido
das obras da Errada do Manguiaho em
quai'tobem cumprir os seos de veres, ven-
cer a gratificado mcnsal de 40$000 res
estanelecida para os Eucan gados das
obras.
Ao roe-moresponderido-lhe que de
accordo como Admidisliador Fiscal luja
de marcar a'gratifi aco que f .>r itsoavel ao
Mestre Pedrero, cao cootramestre de Car-
-pimem altcngio as despeis extraordM-
rig, que latero qoando vio examinar al-
gomas obias pnhlcas fora da Cidaie, se-
gundo representa o me>mo Iusp'ctor em
seu ufficio de 28 do Noven,br< passado.
__ Ao Pivfeilo do llo Formoeo lou
vaodo Ihe o fio com qu e hotttro na
niontificacio da Ora do Ju y, e cjmmu-
ni ga. Pe 'ro de que tr.-ta o seu oGL io de 3 do
coi rente passoua f.zero ssrvce n CorjM
Polica1.
Dos Guarda a V. Ex. Secretara da
Prefeitura daCommarcado Recife io de
Novembrode i33G. IHin. e Ettm. Sr.
Francisco de Paula Cavalc-anti de Aluu-
querque, Presidente da Provincia.-Ma-
nuel do Nascimento da Costa Munteiro.
Paite do da 11.
IUm. eEira. Sr.
O Sob-PnVito da F.eguesi de Santo
Antonio remellen pre-o o p l eseravo d-J aquiss Jo* Fe reir por ber
i encontrado arduas horas da rioite a en-
irarpela janelia, rfa casa do pardo Fran-
cisco de Paula cujo prcto se adora fgi-
do oqual |eve o competate deslino i e
e pelo Con-missario de Polica do Porto
das Canoas Ignacio Lopes da Silva, fot
preso Feliz da RoXi hutuem preto que
sendo avisado pira rondar nao qus o-
bedeeer ao referido Com mi osario, o ondo-
sa com una faca.
Nada oais consta.
Dos Guarde a V. El. Secretaria da
rVfetura da Comarca do Recite II de
Desembro de i836. IHm. e Exm. Sr.
Francisco de Paula Cav.deauli de Albu
querque, Presidente da Provincia. Ma-
ooet do Nascimeiito da Coala Munteiro.
BtUA DA.S DIVBaSA.9 RENDAS.
A pauta he a mesma do N. 258.
DIVEKSAS REPART1COENS.
PECFEITI RA. DA COMARCA UO BOCIFS,
Parte do dia 10.
Il!m. e Exm. Sr.
Das partes recibidas cor^t*5 teiem ldo(
recolhidos ao C-aii licia, d' onde t vea diiuo o- pr-sos
Joaquim Tlieo 'o o crioolo, menor re-
medido pido Cninmandanie da EtVttna
Vicioria a iequisi^^5 deMa Prefeit iv, po<
ai-iui o haverem seu< p emcorisequencia de ter sido o dito menor
elutido para embarcar pa.a o Rio de
J..ntiio; Cipria* Villa Veide. espanh-.1.
remolido pelo SubPi>feito da Fr.gucsi-
do Poco pie ter sido en-onlrado a ven-
der varia* pecas d'ouro fu-t das a seu
,mo:eJoa Francisco Valh* te Ncss..
Senhora.e Jo .quim Alve.de O.iveua par-
dos, remctti'os pelo Sub Piefeit- de I-
p juca por teiem assassignad emcami-
i.ho no oia 7 d ro .ente a dous presos
ao quaes elles ewoltava do Engenho
Piadoba, d'ot.deera remedidos, para o
ra Con. ei^a a eolreftar ao dito Sub Pre-
f, lo de cuj atteatado se procede a
C'-rpo de dilicto.
Nada m-*S lOlisl.
R.flexes sobre os ltimos acontecimentos
de l'otugal.
Baqurou a Carta que D. Pedro dera a
Portugal, e huma nvcluca fes resussi-
tar a cerebrina Costituica6 de 18ao !
Mui fetil de desastrosos resultados te me
antuiba este passo, filho, quantO s mim,
da imprudemia, e da ixdtaco das ideias
tiberaes. Em verdade huma Con>tilui-
Cd em Portugal, reducindo a nuliidade
a N-'breaa, huma Constituicio ali procla-
mada com huma so Cmara partee huma
quimera parece hura, sociho, a io ter,
que de pensado se pro ;uovem essesmaru-
Ihos politi.os, se encela a carrera da
go Miguel.
Qnen boje desconh-'ceas desvantag'ns,
e al graves perigo-> de hum Cardo Le-
gislativo na fraccionario, se n.5 iteiru,
ubico, oucoroposto de huma soComar,
e osla de oais a mais coii>tituinle ? o a-
buco do Poder n 5 ha paililha exclusiva
dosgiveinos de hum s : antes a raza,
e a experiencia nov ensina, que hum
corpo colectivo pode tornar-se tinto e
mais de.-pot'co, e oppresso', qumlo o
Principe ruis Voluntarioso, e absoluto.
E o que seta' n> velho Portugal huma
Con-litu:c5 em que a Nobresa d^ia de
< uuar cerno hum ios elem-ntos do Parlo
social? N.t he i^to ir d'en.-ontio an.-
turezaUds couias e qmerer, que esta-: ?e
torr;a5 ao g ito das Instituites e naS
*9 instituices 8 i modelem pelas cousas?
Domis nao he i-l<+ cear e bv^r huma
grande mS* d desconteniamento no 8' i'i
la Patria que ni j.odedtixar deasrper-
tmbadd ?
Queira Dos, se na5 verifique em Por-
tugal o antigo rifo llespanhol Quin
ludo lo qui i todo lo p.erie. Essis u-
'opiasd-i liherdade anda fio restos da rs-
e a nestrad pela experiencia touber
nuioter o Trono, e a Coustituica, eerra*
do os onvidos, as igesies de velliaeos
arnb ciosos, que queir<5 fiescar era asp-
as eavolias! Beati quos faciunt alienne
pericula cauto".
E quinto nao pode o nowo Brasil :p-
pr>'.ve;tar dessesdeacaheiosde Poilugd! O
descontentamento ali he eitraordi-"
oario, ea em graca he huma conse-
(uncia infallivel de lies, e ta con-
siderareis mudancas. Se os Portugueses
obicrvarem, que o Brasil cjfferece garan-
tas, e s guriJade, se virem, que nao
temdeser encommoddos nern em suas
pessoas, nem em su.s propriedades, -
rao para*nosaos milheiros e o Brasil, a-
meo ver, muit) lucrar com est emigra-
c.-8. Nos rnuito caiecems de popula-
cao : e que me!horp:pulaCi6 do que a-
quea, que p-ofesfia a me.-ma religia,
falla a me.-ma Imgua e tein com pouca dif-
frei'Cji o memos costo mea?
' Frarjqucem nisac-6 que a circunstancias nos offe
rece acolh-rnos benignameRtie esses
noastM inn.-5s engrocemos d'e-l'arte
nosa populaca, ese havemos continuar
veigonhos-, einconc lerdamente a im-
portar Africsnos, e a rcolh.r ra nosso
seio elleoenios de horriveis desordens p'-
raofucturo, se havemos pro.-eguir (u*
que nos disemos civilisados, liberara, e
Ctiristas*! a nurcadejar com carne huma-
na; acolhamos o< Portugueses, e quan
las pe-soas litres procuiemas siossasfrat-
s hospitaleira^ e quiserem habitar entre
nos: nem de out-a sorte tem os oossos
conterrneos, dos Estados Unidos aug-
mentado prodigiosamente a sua pupula-
5<5, a sua industria e prosperidade.
Eaiuda havera" qoem se anecie dos
Poit guer.es, no Brasil? A nossa lutada
Independencia ja estn* completamente de-
cutida, e amorte de D. Pedro tet, que se
dissipasse toda equalquer p.etenc^tf de
predominio Portuguer, entra nos. Os
Portugus.s pois, goe a^ora se passa-
rem para o Brasil, forzosamente h.
de acomroodar-se com uosio, e seguir a
nossa aorta. Portugal anda conta ho-
ra ens conspicuos qu r as Ltras, quer
ainda raesmona industria e moito apro
v. ilarenios da o emigracaS para o Bra-
sil. Quaodo o estado dos nossos negocios
polticos e-tava duvi lo-Os, e vacilantes,
quaid .corramos o pleito da nossa Eman-
cipado com a anliga Mii Patiia, fra
mpolitict, e sob emodo desassisado im-
poitar Portugue/.es em no-sas praias:
mash"je lulo esta' mudado : gandamos
acaua, ofirasil ja be huma Naca in
dependente elivre e cumpre que dis-
BIUIOS rivalidades infundadas, accolhen
do em nossos seo aos Poituguet-e, ea
quantos E-trangiros quiserem viver com
nosro. Paiaisso basia, que reuniendo a
C ii'iliic, e o Trono do nosso caro Pe-
dro a. tenamos pax, e desernxos li-
ares e desenipec idos os bracos da gn-
culuira, da indu tiia, ecomm.roio. Tal
a humilde Ojnu do
Esc i iptor do Caiapuceiro.
BAHA.
EXPOZICjA.
S-nhores.
S' o verdadoiro Cidadio, o desinters-
cola eneigmieno publicado ^ecu'opss,- s-do Patrila nao pod>-, sera tallar seus de
lonasaSd! ainda sa5,ti^d.s.dos tenebro- veres o mesmo seus iolereases leptimos,
sos srriptos de J. J. R sseau, M*b'y, loroar-se .alranho as msuiuicoes de seu
PadreR..yn.l, H I ecio, &c cujas ma- Pa-/, nlo da veis admirar, que a menonrfa.
xiina, polticas,! e ante i elig osa, sin da oe de nosso Augu-to Amo, o Sur. D. PE-
na s-tsvseic a era certas >ah cas volca- DRO a, >Sua Orfa .dade, e de Suas &il-
n^c a,|ua5 obst.nl. s os horiiv is exem- g sj.sl ms me impeHi-sem ho convite p-
pos da revuluclo Francesa filha p* imo- ra a presen'e reuniio ; nao he el a hlha da
gemtadctas doutrino. A Pantisoc'rs- npru -lenco, nena do anhelu de conduzr
ci* (Repoblica da completa igualdad-) o povo a novidades, he sim do empenho
pa.ecia ter espirado com a toibulenta i- de encelar moa com ma Imesa meditas de
magimciS do Ingl i Southey e alguns I cununum acord com a primeira Autho-
loucos, que inundara de singue, de ca- ridade da Provmc.a, so fim de malograr
. I J. MI_____*-- l..rva r.1 .l.A MUfl I 1 3 I .. 1 T11 PVltll' f l I I
daveres ed'estragos o bolo da Ilumina-
da Franca: mais cada vez msii se veii-
fica a senlenca d > sabio S'ultorum in- "al do Rio de Jim
fmitus, est numeius Dito so apraidndo acuitados oulios Po?os,
hum plano, que surratero existe entre
bus para separar esla Provincia, da Cap-
ax# mu \i\j #*%'
Esta sejn i a Jo pouco imporlaiia, Senho
res, se uioconduzisse lnultaueanente a
divitio do Imperio, e dealruicio doThro-
no de Sua Magebt.de Imperii!, o Senhor
D, PKDROa.", este Palladlo daOrdem.a
da tranquilidade Publica.
Ha mais de tree annos, que communi-
quei P.esidenciada Piovineia to n.fan-
dop ojelo, e alguns pasaos que officiusa-
meute dei bastaro entio para em de-
han dada o Corifeo desse partido ameaca-
dor, o qual bem que se ntirasse, nioab;,n-
donoucom tudo sua our.ada pretencioiu.
tonada talvet por hua Opsculo, esenpto
em Paria pelo Coronel Blach, qua a seme-
Ihanca d'hum burlte pretenda delacerar
iUsasfaiiilias, med..iite as di-putas in-
unda- que se suscitario acerca daqu-lle a
quen.devesse tocar o Principado Federal.
Tal era a estrategia pota esa pralira pelo
ambicioso, a6ra de collocar-se na Cpula
do edicio social, perder o Brar.il, uu.-sa
Patria, e uzurpar a Coroa de nosso Au-
gusto Amo, que coala do nosso han^ue e
de todos os sacrificios nos cumjresus-
tentar.
A Lei das Reformas Constilucionaes cu-
on hum Regente paraduigir o '^* J
Estado na menoridade do Sor. D. PE-
DRO.0, este lugar eminente recahira
na pesaos do Esm. DOfl.0 Antonio Feij,
V.'c probo de lecoohecidas virtudes,
que na cie maia arriscada da Naca
se vioquanto era solicito era pomover
i tranquillidade do Imperio. A Naca
dando a verdadeira aprtciac so mrito
o elevo a Regencia por unnime *otJ-
?.6; mis ainda bem o escclhido da Nj-
ca nadhavis reeebido sobre seus boa-
uros ta penivel fardo, ja hum partido
comee desenvolverle nesta Provincia,
e aquelle Cidadio passa a ser apregoado
de despota, vingitivo e imprudente, e
isio por se Ihe nao poder assacar outros
crimes; mastd era o qoe coovinha a
amohilidade todas as couia*, pvecussor*
inf^ilivel da desordem e desraanteh.men-
to do Imperio. Em oannopassado aqu
viera tmistaitos para alterar a orden
publica, e eu mesrao fui indigilado i
que.er perturbar a Pioviocia purera
saptitfelte fiquei pelo timph'S abalorio
da impresa. Agora de novo renas ds.ontes aquella ide,e a cada patso se ou-
ve q' nao (seremos fe'ires, em quanto esti-
ver-mos unidos ao Rio de Janeiro : essa
doutrina hbilmente plantada, pode tra-
ter, Scuho.es, c>rf equencias funestas,
epeiigosi-smas a ordera publica: e que
dira o. mundo civil sado se por ventara
p.ogredisse a planta de meia duzia de
mal intencionados ? Oh ie os creados fi-
is Kaes do Imperador menor que nato-
mara a s evitar seu prejuiso e de suas
Augustas limits.
Se huma quadrilbade peraltas, ousso
em nossa presenc dctaiar seu Paco, nao
evitaramos o roubo cusa de nossas vi-
das ? Sira : eu rreto Senho es, que te-
mos pouco mais ou menos tocado esta po-
ca i ejeonvem por tanto que guardando o
direito de no-so Augusto Joven, gu-rde-
mos os noisos. Tenho sondado o espirito
publico, e posso asseverar que ab >irece o
inculcado system; ama a Constituifio ,
adora o monarcha Brasileiro ecoman-
. ia e-pera o felir en-ejo de o ver empunhar
o Sceptrw, esustentar-se no Sol o de stUJ
Augustos Ava. MasSenhores, p Ci-i
ca do Poro t<-m limites ; Leis inquas tem-
se de proposito, e com a peor f do Muo-
do, feito para o desguato geral; os cargns
da N.'Cio tem sido mal distribuidos; em
qoanto o Pai de familia soffre cono esta a
uttairra, e a fome ; n celib-atiro podefre-
qaentir as Assembli*, e procjigalisar
grandes somm*s ao jogo; a rooeda, es-e
cancro roedor das eutranhas publicas pre-
-iste como hum systema, para flagellu da
l-vouia ; fonte p.renne di riqueza publi-
ci, eoque mai- h--paia o,txaspero do po-
bre ; as injusticas, e os patroo.-tos deci-
dero de tu io ; a virlude exi te foragi ta, fS
costumes pervertidos, a moral estragada, e
a Religiio em fim dos nossos Avoeogos in-
bultadt A' pouco Seuhores, vi-tes quso
fatal bia sendo, se nio fo>se a decilidade do
nosso povo, huma empresa temeraria, so
pirque se Ihe a presen tou a face de aniquil-
ar o culto ei'erno, que tanto desespera a
impiedade. Assim, coiivera que por ea
licioos liegisladores se regulen!, e nio -
venturera lea qus se contrastem com os
oostumts i que o Exm. Sur. n\8idenle n


DfAEMODEPERNAMnUCO.
5
aarjnrrtfZTfSsmtaatw m t .16 ligeira Sanelo a esses partos da irreli
gto, eda imprudencia; eque emfim ca-
da huside n.s se empenhe om empregar
todos? possiveise-f reo; para que se man-
tenhiolezas e R ligo, e o Throito Au-
gusto de S. M. L Jo Srqhor O. PEDRO 2.
Tenlio abusado de vossas piciencias, mas
releva que tesumtndo minhas ideas, con-
clua disendo-vos que nos compre faser se-
rawnte vegetar a uniio, e a integii lade
do Impeito, sustentando o Governo de
S. Ilt I., e seus inauf oiris Direilo-: e
se nitc sacrilega ouzar ioc.ir m rea Santa
da All'tica Bra.-ileirs, o- eiendo alterar
quaesqcter do* arligos Constitucintiaes da
Carta do Imperio, decida o ferio, e logo,
o< Km Sessao no da 13 de Noverabro do
836.
Vi-conde de Piraj.
Gentil Homem.
atcnaai
IDADES.
MBnrg.nK77Tg5KCS^OqEi
SBisrts-' gwyrsTyysjjiajaj irre,MKgcas=Es3g!n
EXTERIOR.
Lisboa 6 d'Ontubro.
Do Moning Cbronrle copiamos o 60-
guinte artigo : Carlas de i'eilin de 14 'le
Seteinbro nos aflirmam que a Piussia re*
conlieceria voluntariamente Isabel 2.a co-
mo l linlia de Heapanha con a condicio
de que a Naco Hespanhola abolis.-e a
Con ti Uncen de inia. D. Carlos, dis o
IHim rorre-potdente Prnssino e-t ja
ri eado d Antes dse proclamara (onitituicf o de la
o Pretendite Iha parec* o -Ivadoi da
hgitin idade boje se contentariam ra
ver a Rainlia segura eni sen Tlnono, dan-
do de mi legitimidaHe rom tanto que
( para nos servir-roos das suas exprea.-oi-s)
te Ihes assfgm-sse a ab licio d'essa com-
pliclo hermafrodita da Carta de Re-
publica e de rtfiaichii que se chama Cons-
tituirs de l8li. J liavemos dito Prut-
sia e Rusia, e Ausliia d,ue teropo
tria em que se arrependeriam de sua obs-
tinada Oppo,iri > ao Tratado da quadru-
pla alliauca ee te tempo chegou.
S-bemos moi positivamente que boje
eslo as Potencias do Noite anais opposlas
que uunc a recnoh cer D. (-ai loa ven-
do que este passo poleiia produsir hosto-
lidades qoe as lariam ariepander. Os G -
b'netenab -olutietas pod-iiaro espirar p*
nhar Luiz Felippe; mas a Inglaterra se-
ria mpossivel e nos nio vacilaramos em
disembiinhar a espada para defender a fe
dos Tractado*. Urna demonslracio a fa-.
vor de D. Carlos da parle do Governo
Fiaurez acibuia de perder a causa do
Piit'iideutv | e talve produsiria a ex-
polgfo do territorio Francez da dinasta de
ileans.
( Da Revista. )
De todas as qne-tes polticas que
hoje se agitnos gabinetes da F.uiopi. a
do Oriente lie quepaiece sera' m Vcmcrite decidida : ella ja o lera sido ,
i'.aconleciuienlrS momentosos n.>5 lives-
*tm esp. he tempo [de pieparar o publico Wib-
mellendo-lbe os divci.-O' inti-rcsis cora
promet idos da qoes>a. Ocias resolnr-s
Sao punivew, bum p> la cnseiv&ci<> d
pot-inia Ottoitiana em Constantinopia ,
oulra pela paitilba d.> Turguia Europea.
Omelhoj' modo de considerar os factus,
he confrontar os dous iniens-es polticos
rivaes. Teco-s entie roaos os cimientos
des I a diarajma^ controdictoria, epiinoipi-
emoi a publicar sob o t lulo de CasUs
A Jst i i -cas, as icA xes de hum A!l mo
quese dett. na Km o 111 amos ne.-as cait-<8 poi menons
ebeis de initueses sobre a3tiac po-
ltica da Autria a respeito da Russia e
da P.ucia. O Aucor esta* peisnsdilo
de que toda a AHemanha bejrom<> a
Gu.apa intciira, tecB inteiesse em rumba-
ter a uniio Ru^so-Pruss-iana que trama
coijtuictameiite a ruina da Turqua, o
lmenlo da Austria, e a oppressa da
illemauha.
(Continuar se-ha)
Salto de TeqiK'ndama.
FMe maravilhoBo salto do ro de Bogot
na Nova Granada <; ura daquelles prodigios
da natureca de que nao se lem urna idea
bstanle geral e que mereceum distincto
log%r no Noticioso d<- ambos os Mundos. O
golpe de vista sublime e todos quantos
0 lem violado se tem retirado roaravi-
1 lia dos do grandioso do espectculo. No
anoodel83i foi q^andollie tic a minha
8'Xia e ultima visita, acoaopanbado de
minios amg<8, e eniio foi Umlrm qua-
do tirei o desenlio inclmn. E.-U magnifica
paragem nao dista ni >is de seis ou sete le-
goas dacidade de Bogot, e Osla muilO
prxima do povo de Su'ai ha.
Quando se Iracta de Cnta>aitas, sempre
se poe em primeiio logar a d-* Nigara;
'"> e-la preferencia tem-sedado mais por
Kupposico, quv po'- comparacio. Na ver-
dade o salto de Nigara deve ser olbado
como ama das maiores maravithasdo mun-
do tanto pelo grande voluine de agua que
se preepita eque vai formar o lago On-
tario como por S"ua assombrosa exteoso;
po- n o grande mrito de urna cataract
i-ua e'evacio e ne.-ta parte ha um.i van-
tagera enorme a f.vor da de T-quendama,
sendo romo (inco vezes mata alta que a
de Nigara ; e nio e-ta lio pouro coro-
paravel coro a nutra etn quant ao ponto
de vista. Arvon-8 do immema giancieaa ^
arbustos eofeilados de loris ele diversos
maiizes 5 lochas que paipcem (oliocadas
pela arle e lavradas pnr habis cinZeis ;
passaros de toda a especie, qoe cora sus
melodiosos gO'geios em bel lesa m o< sent
dos; um aspecto sombro, e romntico ,
e um ar suave que ><5 se respira naquel'e
delicioso clima tudo era fim parece a-
juntar-se paia fazer cahir o espectador
n'uma especie de extase csusando-ihe
tio acradaveis sensaces que sio diluiris
de definir ; tal lu o iffeito qu*- sent todas
a,- vezes que me achei a vista daqueiifl si-
lio encantador.
Para dar melhor uina idea do salto, tria-
crevo a d-'sc ipcio que bi um viajante In-
gles que o viu antes que eo o vi-se cu-
ja nairario tio exacta como veidadeira ,
e diz a-.-im :
E-ta cataract urna das maores mar-
vilhas do mundo provatelmeote a u...i >
extcaoi diuti ia da sua especie anda ne>ta
parle do mundo, onde seapre-enta cens-
taniemenle a natarcea as suas formas ma s
grandiosas e f mUsticaS. Temi subido s
alturas apr-S'-ntou se o paizcoberto Hear*
vor-'s frondohiisim -s, e varias especies de
arbustos de urna belleza peculiar. Uin
caminho bogo a tortuoso por um escuro
bo que con la borda do precipicio. O i ir que lera
corrido pela planicie magesto-amente si'
con>rahe aqu n'um canal profundo mas
Ostreito, nao tend miicie i5 varas de
largo ; ambos os lados desle canal e-ta eo*
herios de arvores por entre as qusesse-
gu a crtenle augmen'ando ero foca
por causa da estreileza. Im^gino-se o lei
toe enllocad i borda do piecpirio ao
nivel das agoas do rio distante s urnas
5o varas e vendo este mmemo corpo
d'agua pice pitar-se na prolunddsda de
a5o varas, coro urna forca in lesrripttvel,
n'u na espado-a raldeira, cujas paredes
sio rorhas solidas e perpendiculares.
Oimnio este po le oso corpo de agu *
principia o seu salto fuma um epac so
arco de urna apparencia brilbante ; um
pouco in.iis a baixo apreseota urna supi <
iicie vellosa ; e siliiuuni'nta, no sen po
gress para b milhoi'- de chorros tubulosos nait sim.-
Ibantes a foguetes que a nenliuma oulra
cousa com que os p >ssa coinpirar. As mu
dancas deate-s chorro-l singularmente-
lormo-a tomo variada, devido isto d.He-
rtica de graviticio c rpida evaponco
que expe intentam antes de cheg^r ao fun-
do. O ruido que causa a queda de la
giande corpo de agua espantoso levi-
lairlo-.-e densas nuvens de vapor a urna
altura mu consideravel, asqu.es mistu-
rando-se com a alhrn isphera firmara no
seu accesso os mais brilhautes arcos iris.
Varias experiencias lera si io feitas para
obter algurai idea d< foica tremend* d. s-
ta cataract repelidas vetes so tem (brea-
se llie faziam n'uma p .Uvia j a iiilera-
turaea acieatciai cutumx-riptas al eo-
lio as clausuras, diiundnaiii-sc po*" ta
d s as clames da sociudaclo o pitucipar-
mente entre a nobleza. Pata compiovac
isto, basta s lera lista ce p^t nua -e a-
cb.i liento da pniU'ifa odifu du o-
nun'ista gerai isoproaMi ai ScfialM uoa
principios do icioado u Ca loo i. ,Ve-
em-se all eutre osjlroa mtHtoa MuOsM Um
Jotres, os do Al nir.niio de Caateltfl $
sobrio to do Rei Fl Balado, o clu d..qua
de Alba, Aliiuquerque nia : os dva marquez-s do VilUa.r, Veloi,
e Villa ''rauca e os dos dou condes d
B-navcnte, Ca tro, Feria Hura Pa-
vide eR.vadea. Yjcieieiara inlieaa es-
pecial attencio da illualre 5.ibezau us
archivos e bibliotecas pobioaaj as>uu
que i'undou um astabeleciOieaio desta caa>
se em Salamanca dtsliuado aos eldan-
les (pie cursavam na uuiversidade exi-
gitido abro uisto que lodos as couventos
e calh draes iranqueasseui =j3 bibltotecao
ao publito.
C.mtiidc, apesar da real soliiilude a
pi i.mover a litlerelura nada se le* para
arrancar aos ultiajes do teropo e dea-
truicio da guerra os preciusoa restos da
trallele- iiaciooacs p. uina ordem que facibiase as indagaceg
dos eruditos. A bibliotaca do E-curial
foi o primero estabebeiuieuto luodaiio
com eielim. Filippe a. maudouei-
truir esie vasto edificio reuni.io nelj
uina biblioteca destinada aos mori>esciae
deviam habita.la. Em dou? anuos ofie-
re.eu esta biblioteca urna lolloceio pr-
ci-si-sima. Fippe 2. c a 8ua exallacio
ao tbrono oio perdoou meio algum pa-
ra reunir n*s salas do Escuiial as riqueasj
Iliteraria- disseminadas par (oda a Hos-
panba. Em i6li, crutaado varios na-
vios Hespanboes pelas Cosas bVrbeie-cas .
a>senborearam sede dous hircos pertea-
irentes o Reide narrocos Muley Zeilan.
Entre os olqectos que coBpunh. ^a, rncontraiam-se 3:ooo olumesqueV
quelle prme pe havia comprado no Or*
ente. Muby Zeilan sentiu muitoesta per-
da e off-reteu pelo resgale dos lirroa
70:000 ducados de orno. O rei de res-
pan lia pediu-lrre a l!>erdade de todiai oa
Chri-tios captivos no reino de Maocos,
no que accedeu Mu'ey Zeilan; e a nio
ser pela guerra vil que eiii'ou ao mesan
tempo a nbelliio de Mulay Seikh neto
do Imperador, teria a He.-panha perdido
para sempre esto Ih-eouro liiterano. Das-
so X. rhamados sua corle, h orna dos e giacadamente mai de rielada dos livros
forara consumidos no incendio que em
i76i destiuiu urna parle doF-curial; po-
rm o que ficou basla anda para formar a
colleccio mais rica do mundo.
A bil)lioibee-a,do Escurial est dividida
enitres partes, baix alta, e de manus-
ciiptos. A primeira, qu ea m^iicoiisiJe-
lavel, compe-se de tres gandes salas, das
qoaes urna tem ioop* decompi-'do, e 3a
de Kngo, os armarios sao magnifico!, o
f itoa de ma leira presiosa, O nunit-ro
de volomas (jue rnceira sebe a uns 18,000
entre osquaus ha jOO miiusrriplos gregos,
latinos, e hespanhoos; al^uns doy..9, e
8. 5 seculo. EnronU'j-se lamb m entre
e'les urna copia lirada no principio do so-
culo i4 do famoso livro intitulado Historia
do Conde Fernn Cpnzi'lec, i.m dos maia
antigos monumsntos da litieiotura h<-
panhola. Comprehende a historia de lies-
pmha desde a invasio dos Godos ate o an-
no de g^j. Ha tarabem um compendio de
p emas e chronica", cposto por um rab-
b no chamadiD. Santos Carrion. E' dif-
liiiI apieciar o valor das obis quesea-
cliam nesla parte da bibllObeca por-e uo
ter feito o catulogo dellaa.
A b'bliotbca alia i entero coro pequea
dilleri nca igual numero de volunto- que a
boxa- I.' por asn di/er sua annexa
e compe-se dos mesmos e'< melos. Os
livros qu geralinenie.-eroo tramaos e-lrf-
gciios sio algutis biblias go h<- le illuminadas. A parte mais impoitanto
da bibljotheca a dos manuse iptos. A
-.-la onde esli espacosa e os ai inaiioi
sio l>ellissimos. Ha aiguns manu-ci ipios
ar. bes ; ms os mais delles siogrpgo, t a
laiinos. Entra os primeiros se eucontra
urna magnilica copia dos se le Moallakats ,
com um comineniaiio por AH>ouabd-AI-
lab Moammed al-Ansati do Cordova, aj
do um bo pel coi rente ao precipicio e
nao se tero echado em baixo mais vestigio*
de--te animal que Rlgunias dos seusossos.
Para dar maior cdTeito a esta o'ira poi ten-
tosa, parece que n*turesa tero prodigali-
sado todos os seos tbesiuna para enri-
quecer a acea, i>i e.-eut mdo-a como o
objeto mais encantador e maravilhoso ;
nio -- esli ebeios de plantas o- la los es-
cabrosos da immensa caldeira roas ario-
jam urna grande quantidade de canos d'a-
goa que tem recibido dos vaporas ex
halados, o quena poucu cOutribue pa-
ra o glande efiVito.
Se ascommunicace da Ampriea do Su|
iosseni to facis ecounnodas como as dos
Eitados-Unidos, que de gentes iriam ver
o Salto de Tequmlaroa, tanto pata satis-
faserem a sua euriosidade, como para go.
sarem do d< litiosoclima dscordiilieiras da
NovaGraroada 1
( N.de A. M. )
Moiiumenloa lilteiarios e bibliotbecas de
Hoapaiiba.
O- rea mourc-s que durante o pe i do
de -j79 annos taiisrnittiram uns aos ou-
tros tm Hespanha o irapeiio dos Omnia.
des, foram constantemente piotectoies das
bellas artes e da litteratura. Al H-kei,
r< i de Crdoba ; estahelereu em um dos
seus palacios uina bih iotheca de mais de
6o:ooo volumes, que e chavara oolfooa-
dos por ordem de materias, e cujo cata-
logo coolido em 44 tomos em folio io-
dicava o titulo das obras, o nome dos auc-
tores o logar onde viveram o as datas
de seu as ment e mort. Ao exemplo
desta que foi a piimeiva bibliolhfCa a-
bertaao publico, Malaga, Sevha, Gra-
nada, eoutras cidadr-s, estaheleceiara tam-
bara as suas, rompeliniloco.n a da capi-
tal em surap'uosidade e riqueza de ma-
ueira que em pouco tempo subiu a inai de 7o o numero dellas, cuja nomenclatu-
ra, e circum-taiH iada desc.ripiio txl-t em uma obia escripta no auno de nli da
lieaira intitulada ndice Iliterario.
So bero que os principo* Chrtleo4 oc-
cupados em continuas lide-, nio oonce-
deram a btteratora a me ma pioteccao
coro que (A a hornada do* reis rao o ros .
apparecem sera eabflrgn di'aso de tempo
em tempo na Historia H'-spanhoML reina
dos iliusfe-a em gloria littarara. Sab os
d>-tod.is as n iri's e seil.is fo'iam por Affon-
favoreridos p r aquelle m-nareba cuja
sabedoiia Hlieslam a- ob> s que d- lie tem
clugado ataooosso lempoT Um secuto
depois produz u a Hespanba un novo
pheuomeuo na pessoa do infante D. Mi -
noel n'to dr S. Fernando e auclur do
livro moral e poltico intitulado El Con-
de Lea na r. Esta romp -sicio o fruoto
de uma larga experiemia, e sua leitura
nao p' de deixar de sur prebendar o vr
n'um livro (lespanhol do secuto XIV su-
lilimcs sentimenlos philo-ophicns expli-
cad i cm estilo lio simples como puro.
As con! nuas lelates de aiguns condes
de Barcelona e reis de Navarra com a
l'alia e Piovenca ambas beico* da scien-
cia e litleralura contiibuiam cflcaz-
mente para e-ter.der em Si us estados a- lu-
se-, que logo biilhaiaro no resto de Eu-
ropa.
A He.-panha deve a estes prim ipps sul
mais aotlgn univeisidades como as de
Lrida, Tarragona etc. P.-dro 4* J
Aragiu cbarnoo sua i le os mais cele
b es trovadores, e trovador tambem, cora-
poz entre outras cousas vari' s po mas
que tero chegado ao lempo ero que e.-ta-
inos. Jaime o conquistador tio temido
dos mouros como qoeridu e espeilado
de seus sub titos, liiliutaia igualmenle in
censo s mu-as. Em seu remado iloncc-
raro aiguns poetas celebies, lac-s como
Mosc-n Tordi Musen Jaime Febre ,
Rimiu-'d* de Montants etc. O deseo
lirini uto da imprensa e a reuniio das
provincias Hespanholas debaixo do scep-
tro de Fernando e Isabel deiam novo
impulso liUealura. Fundaram-se es
colas, ennobre eiam-se na corte as sci-
em ias e prolegerara se os sabios, ele
vando os s primeiras dignidades do esta-
do e recompensando as dedicatorias que
*
J<




DIARTO DE P ERWAMBUCO.
300 paginas de .-cripta mu miuda e
desconhecida na Europa. E tiste a'm
di so un c unmenl trio de poe i.a Shauf..r
por AJboul Ktsim Mdharouied, Ben O-
mar. Al Karoi'shhaii, obra que nao se
cha era nenhuma biblioteca publica da
Europa e que.se o s.. bio oiientaiista Iran-
cez o bario Silvestre deS.cy, tiveja po-
dido consuitar qoando traiiu-iu O poema
de Sbanfar leria sem du*ida encontrado
Bella a expliacode inuitas pissagensobs-
curas.
( Continuar-ie-ha.)
AVIZOS PARTICULARES.
Para evitar engaos foco cerlo, que o
Padre Ignacio Joze d>' Quriroz por exeru-
coque se achi apensa a urna de C.uJino
Agoslinlio de 15 n ro-, E-ciivo Pinto, tem
penhora nos sobradas da ra da Conceicfo
dos Soldad-s pertencentesao razal de Ma-
noel Pereira por alcunha o Tirano, e no-
renascenles do- do atteiro da Boa-1 isla que
Domingos dos Pasaos fez arrematar.
Joto Morena Marques.
fc9 Quem precisar deum bomem pa
fa feitor de sitie, ou para qualquer admi-
oistragio ; annunrie, ou dirija-se a venda
do tcempe no sobrado de varanda de ferro
que se dir quem perteude.
ty Quem precisar de ura Portuguez
queentendede todo o servido de Dudara,
. tanto de nuc-iuicomo de t'urneiro, dilija-
sea ra dos Quarteis casa de pasto de An-
tonio Pacheco.
%-W Qnera annunriou queier dar
350$ reis a premio de um por rento ao
nm, sobre penhores, ou boas firma-, diri-
ja-se a ra do Rangel D. 28, quasedii
qnem quer.
%^r* Quem aanunciou qurer dar
350$ i eis a piemio de um e meio por ren-
to ao raez piocure na lujan. |7 que Ibe
dir quem quer,
%9 Precisa-se de 200$ reis a premio
de um e meio por cento ao mez, com se-
g .ranga empenhora: na esquina da ra
do Fagundes c-isa D. i e dir quem preci-
sa des-e 'linheiro.
ajr^ Preii-a se f.llar aoSnr. Joze Jor-
ge Waddingtoo, a nter sse do mesmo,
por tanto se existir nesta Provincia queia
annunciar por esta folha o lugar de sua mo-
rada.
t4? Quem precisar de um bom padei-
ro para qualquer {E'iifiaic-tcao. proeu*
re na ra das Cruzes lado d n -scente O. 9.
IfW Quem annunciou querer d >r 350$
reis a juros deum e meio por cento : an
nuntie a sua morada, e declare se b >as
firmas, ou hipoteca.
K9 Felippe Meno* Callado da Fonse-
ca participa aos seus Cen'es e Amigas,
que tem mud ,-d o s-'m e-criptorio e rei
dencia pira o principio da ra dos Quar-
teis n. a.
rja Faz >e sab-r ao Publico, particu-
larmen'e a< s pruprictarios dds casas da rus
dos QiJai teis do lado do n scente, que, a
requer ment dos moi adores e mais po
prietarioa da mema ma, tem a Cama i a
Municipal do Recite ordrnado, pelo urgi
doSnr. Corch-ador respectivo, que asea-
cas mencionadas se leculhao ao alinha-
ment e coro. a<,ao que vem da rea do Ro-
tarlo todas as vetea que nellas se hcuve de
bulir ; por ser e ta < linlia bem recehida e
dorcinanie, em raslo da sua i <; > i 'h r id .d-,
maior extensa", e elegancia de ronf rmi-
dade coro as P< stur*s da Cam.n. D-sle
roo'lo tmsaiemns bievernenla mais este be-
neficio de civili-acao e como d-de, vendo
desterar o piejuiso e toi lu sidide nota-
"Vel, que fazem e-sas cazas ivellus e mal
constiuidas, as quaes parece que fo ioedi-
iddas de proposita para es'oi varem o
transito Itere do Publico, e as continuas
depend-ricia-d .qiivlle (H ifi.-ipal j,otilo da
aeguranca, a P lela da Cid idr.
y9" O Secretario da S ciedade Appo-
linia ronv da a todos os S ocio-, (la roearoa
a comparvee em a mu ha i3 do coi rente
aS 7 horas da n<-ite ni ra dos Quai teis ca-
ca n, a para tiactarem de objectos inters-
sanies tendentes a mesma Soc iedade.
fy A persoa de Fora de Portas que an-
nunciou pelo Diario de Terca feira 6 de
Uezembro, ter para vender duas canoas a-
bertas, urna do mil lijoo-, e outra de oilo
rentos, queira declarar sen nome, e roo-
radia pira ser prc.cuiado, ou into talle
nesta lypografia, que se d r quem per
t.-ndeas mesillas canoas, pois nao f->i pos
9'Vel descbrir-su a casa n. 11 que diz o
seu annuiicio.
%3T Precisa se de um cosinheiro p-ra
o Collegio dos Orlaos ; no mesmo Collegio,
ou noarmosem da ra do Vignio D. 17-
*/y Pi'Csa-8e para oservico de umi
casa de bomem solteiro, urna molherque
tenha si-ffi ente capacidade, e que d'ella
i' abom-cao : a Gallar com Manoel Grego-
rio da SiUa na ra da Aurora, que elle di-
l com quem se devp traclar.
%ty Preciza-se d'uma ma, que cosi-
nbe, e engome p familia : na ra d'Agoaa verdes, sobrado
D. 20.
ry Offerece-se um Portuguez p3ra
caixeiro d>- venda, armaseis, na praca ou
f na, do que tem pratica, e ra fiador a sua
conducta : na ine.-ni ca^ajvm a.
y Quer-se tomar a 000$000 de rs.
sobpe um .-obrado, po: tempode 10 metes,
e nao se quer por ni ais de I por cento ao
mez ; a quem eonvier este negocio aunun-
ciepaiaser procurado.
X^ 3ni tem ua ra da CVleia do Reale, tem a
honra de anunciar aos sena fregueses e a-
migos, e mesmo ao Publico em geral ,
que elle *cab de chegar de Londres com
hum completo e grande sin tmente escu-
lindo, de fasendas que pelas mas quali-
dades e bom goto, convi lo a atengode
seus fr. gue/.es e consta do seguinie : pi
nos finos das princip-es ab'icis de In-
glaterra de todas as cores e qualidads,
casemiras, murins duraques, briw,
valencias chales, e al ochuados vi'ludos,
lisos e lavrado-, grvalas de seda de x
que-itogosloe novidade, sai jas |para co
leles, a fu si oes eum grande sorlimen-
to de falo feito constando de casacas ,
sub.ecasacas, c*lcas, coletes, j-quetas e
aquaii, tnd,i de panno e de outras mui-
tasdiveLsas fasen 1.8 tuda fe to no ultimo
g'-stoemoda de Londres, que em quali-
dade elegancia nunca foi eic-dido e
agora acabada recebee oulro novo sirti-
ment de ludo quantoassima fica dito, til-
do ja de mhor e mais moderno g >sto.
julo Dornelly aproveita esta ocas-iSo para
agradecer ao< habitantes desta Provimia,
a deeidida pieferencia com que o tem
honrado, ea-segua a seus fieguese* que
grato a seos favores ja mais se desviar do
s'Stema que sempre leve de vender suas
faends rom o menor lucro p"S-ivel.
Jtjr Un Porlngu/z, de boa conducta,
com o pieciso conhecimento do commer-
cio i. be a escrituraQ.'S mircant.l por
partidas singela e dobrada ; offerece ^eu
piestimo aos Seribores Negociantes, que
delle precisarem ; e m-smo para despaxo
de qualquer caa itrangrira tem quem
o afiance ; anuuncie.
NAVIOS A CARGA.
Pira o H'vre de Grace
A Barca Francesa Medicis, Capillo Ma-
niere, sai sem falla no dia aa do coi rente
anda pode riC"ber a'gnns patsagefros:
quem quis*r aproveitai-se des'a uicsio
compasee no Esciiptorio de Lcnoir Be-
surhet & Puget, os mesmos convi-lio aos
Snrs. que j eugajario passagem de coro-
parecerem ateo dia i5 do correute.
COMPRAS.
Portadas completas, e saccad^s para'cin-
co jauellaa, e ignalmen'e para trez por-
toen, sendo tuto de caniaria de Lisboa :
quem liver anuuncie para ser procurado.
VENDAS.
Urna flauta de bano de oito chaves,
muit boa e bem afinada, anda nova; nes-
ta Typogrfia se dir quem vende.
^Caa Um cont de reis em moeda de
cobre gal coro o diseonto que estiver cor-
ren lo ; narua Ha Cadeia loja n. 40.
a/y Um f-irilaroenlocompleto para um
sai genio de G. N. e lambis se vende cada
cousa separada, viudo a hervir parte j>a-
ra um G. N., e pane para sargenio, lu-
do novo e rico : na mesma loja cima.
JC9" Corles de vestidos de xalles ricos
p tildo do ultimo goslo, raeias finas para se-
nboras. ditas pa> a hornera, chitas ordina-
rias a 4$500, 5$, e 5&60O reis prop,i paia p elas, riseado delinbo azul a laO rs.
o covado, tu lo fasenda limpa : na Pracmha
do Liramelo loja de Manoel Francisco
da Silva.
yy fjm moleque official de pedniro,
dado a'a annos, de multo boa conducta,
nao "bebe agoardente, nunca fu^io, e gamba
800 rei. por dia, e urna grande canoa de
75 palmos de cumplida, |de madeira de
ora relio : na mesma casa cima.
KP> Um bego grande prop rio p*a
pesar caixan, e fechos r*a assucar, obra do
Poito, por proco ooinolo : na ra datca-
deia vttna n. 5.
/^" Urna pietade nagio mossa, faz to-
do o servicode urna casa : na ra do Fo-
gt 0. 11.
Hjl Dez saccas de arroz branco : na
prarinba de Livramento loja de fasendas
D. a8.
*j.y Vende si?, ou hipo'ca-se urna ou
duas moradas de ca-a> tai reas, sitas nos A-
fogados : quem as pertender dirija-se a
ra de S.Mgu-I junto ao sitio do falescido
Anaclvto a fallar com Joze dos Santos da
Silveira.
jj Um cavallo carregador baixo ate
meio, e de boa figuia: na pracinba do Li-
vramento D. 2i.
ry Cem pesas de 6^400 ^ can'10
antigo: na ra do Trapee arroasem de
assucar d- Manoel Goncal ves da Cruz.
y^W Urna duzia de cadeiras, 2 bancas,
uraa meta de jantar, a pares de casteaes
e mangas todo de ultimo goslo e outras
mobnas por preco cmodo : na loja de
Frederiro Chaves ra Nova D. 5.
jrjp Umi.iixio comareia preta vinda
de Fernando : no segundo andar do so-
brado da esquina do beco do Serigado.
a_y Duis caval'os de estribara milito
bons; e fo' hinhas de porta e algibeira : na
ra d.isQ ia'teis D. 2.
/y A Escuna Portuguesa Res-us:-ia la
chegada prximamente do Porto a{qual se
acha prompta a seguir viag-ra para qual-
quer p*rte : quem a perten ter falle com o
seu consign.'tai io Manoel Ignacio de Ol-
vena na Prac do Ci mrneivio n. 28.
^ry* Una rica colcha branca de setim
de macau boidada de isatis: na mesma
casa cima.
UJP" Feixos de pinho do Porto pro-
prios pi que di-penso arcos: na metala casa ci-
ma.
tjCJ^ O muito veleiro e vm marcha su-
perior BiL'ue Austiiaco Caroe de 18
toneladas Franreta, construido de aptim.*s
madeiras seis anirs, e forrado esta viagem
em Marsellia, contados os seus pertences e
prompto pira qualquer viagem Quem o-
quizer ce mprar derija se a casa dos .-eus
Consignataiios B. Laperre 8c Compmhia
ouaoCopitio a bordo.
C^P" Un fiqueiio do caisa de madeira
fina euverriis piala, a4 g'.ifos, e 24 culheres, guio, e
facas de trinchar, e de tirar peix", e co-
llit-res (1.! tirarsoupa, e arroz, e i\ cnlhe-
res para cha com as m^is peasas necessai ias,
assim corno ou'ras obras de praia fet no porto 5 ricas < aix s de charlo cm fi-
chas do raadrepirola para o jgo de Vol-
lareie, e urna esleir de sala de psllia fina
feila em Li-bia, tulo de muito boro goslo.
Garrafas do m'i dadeiro Rob anli siplii'iti-
que de Laffecteur, e*vidros de agoa das
caldis da Rainha : no Lrgo da Piafada
Boa-vsta, rasa D. a.
Ihos a OO reis : no armasem de Joe Luiz
Goncalves, 011 a fallar com Miuoel Ferrei-
ra da Silva lid-nos.
ESCRAVOS FGIDOS.
Domingo, naci Cassange, estatura ba
xa, cara redonda, repiesenta ler 18 a 20
anuos, aera barba, ai aleg.e, tem n'um
dos lados do pejtouraa marca de um wu.u
tico, andouaprendendo o oficio de caLf.,1
te, fugio no dia 5 do correute levou Ca*
misa de riscado, caiga de brirn bastante
suja, ruta no joelho : consta por pessoaa
que o virio 3 ou 4 das no P090, falld baa
tante desembarazado ; os aprehendedores
o podero conducir a ra da cad ia do R.
cife, venda de Joze Gocalves da Foote on-
de se lio rjcomp usados.
W9- No da 4 de Agosto deste .nno.
tugio um preto de noroe Antonio rn,
he conbacido por Coi teis por toda a p.ir.
te, levando com s-go camisa de algoda
sinho, Misada bilin pardo tranqado |
sojas e tapeode palha ralhopintado cou
t.uta preta urnas ro las comm em si os
segu.n.es signes; alto, bem preto, co,
urna orclba furada urn p m4s riXjdo
que out.o, tem em um braco urna cos-
tura ; quem o aprehender meta-o na Ca-
deia que ser bein recompen-ndo.
rjr No dia 00 do mee passado foglo u-
ma escrava de naci Anguila por noroe Ma-
riaona, que representa ter 35 annos de
laade pouco maisou menos beicos grecos
cor fjlla, e quebrada da barriga : os a-
prehend.doies levem na a ua do Am-rim
sobrado n. q6", que serio btm recompe^su-
dos.
W No dia lodocorrentedesapareceo
urna preta de nomeThcresa, indo com uro.
taboleiro vender melancjas: Na.ao Rebol;
lo, estatura ordinaria, ebeia docorpo, bem
p.iecida.e bvou vest-da branco com pal-
mas encarnad.s : qualquer pessoa, que a a-
prehender, uu deda tiver m-tuia, dirija-
se a R beia da Boa-vista lado direilo ler-
ceira casa antes de voitar para o Cotovello,
quesera bem recompensado, e protesta-
se contra quem a tiver oculta.
Do Engenho Caxoei.a junto a Villa de
Goianna fugirio d -is pelos um por
nome Miguel de idade de 20 annos bem
paieoidu, e oulro chamado Darriao da
mesma idade, ecom a mesma apparen-
cia ; ha notidia, queao p do Aracaly:
os aprehendedores levmonos uo dito Eo-
genbo Caxoeira 00 no Recife a caza de
Joze Antonio Alves da Silva morador na
Baa-vUia, queseiio generosamente le-
Cnmpensados.
Taboat das mares cheias no Peno do
fernambuco.
Man.
5Segunda a - iO:i. 6 a>
6 -T: B a i0 54
"3 7 Q: a. . 11 -4
S Q: - - 0- 30 *
9-S: m 13 1I8
5 10-S: m 2~ 6 m
11-: O ta a- 54
Tarde
WOTIOIA HARITIHA8.
Navio sahido no dia 11.
Benguella com esralla por Loanda* B.
Portuguez J-./.ela, Cap. Bernardo Joze de
Araujo Soares : vari.-s |generos. Passa-
geiros a.
ERRATAS.
No Diario da Pernamburo de Segunda
feira, no Expediente do Governo houve-
rados beguintes erros :
No i. Officio ao Commandante d.is
Armas linha quaita, em lug.r da-jUipen-
sa5 leia-se suprecsa,
No segundo dito no mesmo linha sexta
cial.
NaOfficio ao Inspector do Arseoa.de
Vlarinha, ultima linha em lugar de Prt-
vincnl leia-se. Provisional.
Na Sessi da Cunara Municipal de O-
linda, avaliacio da agoardenle, em lur
gar de a>o^JJrtis, lease 2oo rs.
PEKrt., MA TIP. li M. F. Faria oJb.


Full Text
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