Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02460


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Full Text
ANNO DK 1835. SEXTA FElltA
9 DE DEZMBRO N. 267.
Pbrh i aven, m Tvp.im M. F.de Hara- IS.Ifi.
DIAS DA SEMANA.
5 Segunda 8. Qeraldo are- Aud. do Juizes. rio O.
de m. e da t. sos. da Thesouraria Publica e
Chano, ile t.
6 Terca !*. Nicolao B. Re- de m. e aud. do J. de
' O. de t-
7 Qii.-iria (*. Ambrosio Sos. da Th. P. L. n. as 10
h. c 18 m Ha t
8 Quinta 4f Concfi^iO de N. S. Padroeir do im-
perio-
9 Sexta S. Leocadia ses. Ha Th. P. and- do J. de
). .let.
10 Sbado 8 Me'ehiade* !' M. Kcl. He m. e aud.
do V. G. de t ein Olinita.
11 Domingo 3. do Advento S. uamazo P.
Tirio apon depende d t nos meamna .la mii pro
llenen, inmit; arrio, e energa leoiililiuenio* coma
principiamos, < neramoi apiuitailou cura admira-
<;o eutre ai Nac,oc-(, maiaeultao.
ProclatHiifii da JticmbUo ferol ilt Bratil
8uhicrere-Kra lOOOra.meniaei pa?oiiclanU nema Tipografa, rua das Cruzes I). 8, e na Pra-
c,a da Independencia V. 37 e 3H ; oiulcse reeeliem
rorrespondenciaH lesalisadas, e annuncio*) inaerin*
do si -te. fraila enri dos proprios aH8 guantes,
e nudo sig-nado.
CAMBIOS.
Dt'embro 7.
T
J-ZOndren 38 Ds. Si. poi l ecri. ou prata a
50 porrento de premio Nomina.
Lisboa5$ poro(o premio, por metal, Nom.
Franca 255 Hs. por franco
Kio de Jan. (! p, c. de prem.
Moedas de 64O0 IS300 I3400
40U0 TH)a oao
Przos 1,,-HO
Premio Ha prata 50 p. c.
Has lettras, por mea I 2 por o|0
Cobre 25 por cerno He descont
PARTI A DOS COR R ROS.
OI>nda__Todoi os da* no meio da.
(oidiia. Alhamlra, Paraiba, Villa do Conde, J*U-
maoiruape, filar, Rea. de S. Jo3o, Rrejo d'Arela,
Rainba, Pombal, Nova de Soasa, Cidade do Natal,
Vil'asde Goianninha, e Nova da Prinee/.a, Cid-de
Ha Fortaleza, Villas do Anuirs. Monte mor novo.
Araran Cascavel, Caninrfe, Granja, liriperatriiq
S- Bernardo, S. Joiodo Principe, Sobrar, Novad'
F.IRev. Ico, S. Mathem, Kcichorfo sanrue. S
Antonio do J.-.rHim, Qiiexeramnliim. e Parnabi a
Secundas e Sextas reir* ao meio da por tia Ha
Paraiba. Santo An(3oToda aaqulniaa feiraaeo
meloda, (jaranliuns. e lonilonos Jias 10 e 24
da cada mea ao meio Hia. Floresno Hia 13 He
cila mea ao meio Hia. Cabo. Serinhaein. Hin For-
mizo, e Porto Calvo-nos Hias 1, I l.e 21 de cari*
mea.
RIO DE JANEIRO.
Artigos d'Officio.
Illm. e Exrn. Sir.Tendo-me o Re-
gente ora Nomo do Imperador o Sor. 0.
Pedio 2. Momeado por Decreto do 1. do
rorreute Ministro e Secretario d'listado
dos Negocios do Imperio; ar-sim o rom-
munico a V. Etc. para sm ilelligen-
tis.
Dos Guarde a V. Exc. Palacio do Rio
de Jaoeii-o em 3 de Novembio de i836.
Manuel da Fonceea Lima e Silva.Sor.
Pre-iJenle da Provincia de Pernambuco.
Illm. e Exro. Snr.--Tendo-meo Re-
gente era Nome do Imperador por De-
creto do 1. de NoVf ni oro correule No-
meado Mini-t'O e Secretario d'E-tado d>s
Negocios da Guerra, por haver encarre-
gado da Repartic-a dolropeiio ao Coro-
nel M ino'l da Fonceea Lima e Silva j as-
sira Oiommuuiro a V. Ex. para geu eo-
nheci.i ent i, ediiecca da corresponden-
cia OHicial.
Dos Guarde a V. Exc. Palacio do Mi
de Janeiro em 3 de Novenbro de 1836.
Conde de Lages. -- Sur. Presideute da
Provincia de Pernambuco.
Illm. e Exm. Sr. Ten do partido
para a Provincia de Mmas Geraes o actual
Ministro e Secielaiio d'E-tado da R.paiti
cao dos Negocies Eitrneiios, tifim de u-
t;li ar-se da licenca, q e obteve para tra-
tar do restab-Ie cimr-nto de sa sanie; o
Regente em Nome de S. M. o Imperador,
lloiive por bem por Decreto do l. do cor
rente encarregar-roe interinamente da
direceto da referida Reprtelo. O que
mecump.e participar a V. Etc. pa inlelligenria, c,. lia deque h .ja dedhi
gir-me a sua correspondencia.
Dos Guarde a V. Exc. Palacio do Rio
de Janeiro em 3 deNovembro de i836.--
Gutivo Adolfo rl'Auuilar Pintoja.--Si,r.
Prcbideate da Provimia de Peinan.buco.
Illm. e Exm. S'>r.--sendo expres.'O
no art. 7. da Carta de Li de ib" de Seiem
bro de 18)8 que as revistas nao 'suspen-
dt-m aexccuci das sentencas, s*lvo as
cus 'S criniinaes quanJo lie imposta pena
de raorte natural, degedo, ou aals, sen-
do reos rerorretites, e constando a<> Go-
verno (pese nao pode lovar a cffeito ekta
determinaco legal quando os Reos leudo
appellado para a Relacio, e sendo confir-
madti falii as ifnu ncas da i. luslancia,
rstorrem depois para o Supremo Tribo-
nal de Jn-iica, visto que no Jti'zo Munici-
pal, que he o da ex'cucaS nao consta tal
decisio da rne*ma ReUr/aS: O Repente
em Nome lo Imperador o Sr. Dora Pedro
S> gando, Ha por bem que V. Exc. -faca
constar ao Presidente da Relat dessa
Provinci, que quando na mt-sma Relaca5
for confirmada sentenca condemnalotia
da priirieira Instancia sobre raso criminal,
se remetta copia ao Joizo re-pectivo a fim
de er a mesma executada nos termos do
Al, da Ijei citail...
DcosCuarde a V. Exc. Palacio do Go-
verno do Rio-de Janeiro em 7 de Novem-
b.o de 1836.--Gustavo Adolfo de A^uilar
Pdiituja.Sr. Presidente da Provincia de
P. rinmtiuco.
Cumpra-see iegrste-se Palacio do Go-
vemo de Pern^mhaco 6 de Uezembro de
1836.Cayalcanti,
ASSKMBLEA GIRAL LEGISLATIVA.
CMARA DOS DEPUTADOS.
Sessa de 17 de Setembro;
Conlinuaca do n*antecedente.
O Sr. Henriques de Retende rfspondt
a alguna dos argumentos do antecedente
orador (o Sur. Rodrigo..? T01 res), fazen-
rio 'he ver que vio quer o arbitrio, quer
o jato, quer a igunldade : rt-furea a sua
op'niio ja emittida aDatentando a suaemt n-
da.
O Sor. Ministro da Marinhi responden-
do ao Sr. Rodii/vues Torres, dii qne os
servicos que sepokm equiparar com es
do Ro Grande ePir, onde lia o lineo
de vi,:a, foifo a(|uellcs que se prestaiio
na guerra do Sal, e o Gove no eslava au-
torizado a fj-er promoedes como tez; he
o tiiesmo (|ue boje se pede, mas p.ira tirar
oie eioqueoSur. D.-potado leiu ttu po-
mover os Otlii.-iaes que bem quer, man-
dand boje huma expedicio, irnanhi cu-
ta, o orador con vern que se mande huma
emenda diz> ndo :--paile niindar piover
a:s po-tos immediatoa por huma s voz.
--Di/, que nao fez a .sua pioposta para pa-
gas dea*l*TlcOS, maaiim pai alguna ca^os,
como para o Ollicirtl que se distingue e
he I ru em lu-na Cornmiss.' honrosa.
Temos bu.-ii ibeatro gottnt de perigos
e de Ira balboa, is homens que nelle teui
servido, tem-se arriscado tn^is do que ou-
tros que nao Itm ido ao Rii Grande ePi-
ra, logo pede a ju>tiga quateji promo-
vidos a<{ inl s deentie ellt-s que mais se
diitinguirem, obrando-se nisto com pru-
dencia, oq'aemuito iatctessa a. Najc ; e
a natureza mesmo desses servicos recla-
ma essas promocc, que animo a r a
humas Provincias (ao longmquag, sendo
tambem necessario ()ue os subordinados
ten'io conliauca .nos seos Superiores co-
mo habilitados para remunerar os setisre*
lev'nles S6< vipos.
O Snr. Vascoucpllos, nao sabe como o
Sr. Ministro la Marinha est to alheio
a biitoi ia dos nossos dias, que ebega at a
duridar que bouvesse outro ponto do Im-
i'crio em que as tropas corressem perigo
de vida no restahph cimento da ordem, que
niosejio asPioviocias do Para e Rio
GranJe. Pergunta se no Cear n< se
correa perigo de vida para debellar-se
Pinto Vladeira, se o me mo nao aconte-
ceu etn Jacuipe cpniMii.asGio-.irs; in
teipella ao Sr. MinistiO se nao tem noti-
cia do combate que houve no Campo de
Jos Coneia em 1833. esentu im e-tar
prsenla uS'. Maiechal Pinto Peixoto
que poda atlestar se he verdade tec sido
aquelle hum tos mai<-rrs combates que
ii-mos tido, onde os dous partidos se ha-
tera* toro hum denodo ainda na5 prest n-
ciado no Brazil. Os militares que ahi se
di>lioguiro, eslo at o present; sera ne-
nhuma lecomp- usa, e nao sobe se be por
di'o terem cocido peiigo de vida por se-
rem as billas de estopa (risada ). Passa a
responder ao que di-se oSr. Mini-t o so-
bre anlii.'uidjdt". Di/, ser hum dos apai
sonados da antigaidadt?, o par motivos
qoe cleeja seren combatidos. O gene-
ro humano c convencido ai com certas hah'iac5es, esercendo hu-
ma ule ou pi'ulivio qualquer, leiio tan-
to 01.' i p' it; itas nessa aite cu profis-a,
qoantc mais tetnpo a exeicirem. Sendo
i s nossr.s lei le promoces liiroada* sobe
este principio da anti^aidade, n^ s:>be
corno tevoga-Us as arlases circunsISDC*
if, scro se fazer alt.racb alai.mi as ou-
trai partes lie-sas I o -, e pergunta .-e nao
baveiouiio meio de remunerar esses ser-
tis'OS xtraoidinario-, se nao to-n prca,o-
(;is? Ese almirante Ne'soii ni 1 f iiu-
ctiiiibio de tu presas iritiis Sircada, e
em que conqu.stmi huina g'orii imnior
al, sciu que fose mi'er pieterir-se o
nr.m ijiio i.- anliguiKi'e? Observa ju' en-
tre ii()' nenhurra cen iderado se admi t ;
q :e o Goreri o r quer arbitrio, oque tem
pedido desde opnnupio da se.ssio, a
c- m anetca de protextos. Nota que o
arbitrio pedi lo b nc( esai o para s>' re-
compesar o grande Silva Tavarcs, carao
rtj-e-O *" .1ti-lfi. t*H| \ jneu De 1-,
exclama o orador, j esse Silra Tavans
he granule p-ra o Braaii, quaudo o Go-
vt-rno ha pouco daae aos Rio-Cianien-
tes : perdoai-nos o grande delicio que
temos commettido em uon>tar Silva i'a-
raresta
O Snr. Ministro responde aoSr. Vas-
concellos, e diz julgar tambtin serdejus-
liga piotu iverem-se os Ol'n iaes que em
qu.ilquer outro ponto dolmpeiio (enho
prestado servicos relevantes ; e quanto ao
principio de que quanto mais se usa mais
se s-be, nao v que os m-i.s Velhos sejao
os melhores Generaes. I'menne nao era
o militar mas v<:lho d seix tetnpo, e com
todo era hum dos melhores Generaes*
Em abono da sua opn io cita vaiiosex-
emnloa da Repub'iea Frtnceza...
O Senhor Rodrigues Ton es: --Que-
remos nos oGoveinoda Convenci Fran-
cesa?
O Snr. Ministro, continuando, observa
que o principio da anti^uidade denota os
e.-forpos que a Naci lem fiito a fator do
individuo, enio os do individuo a favor da
naci. Diz que Nelson lora piomovido
pela antigudade o'ep.iis do po^to de
Capi'o de Mar e Guerra pan cima, e que
depos de buma batalha tambem lora pro-
movido por anaina o pedir o interesse da
Inglaterra. Respondendo ao que s disse
de Silva Tavarcs, observa ser elle Cap-
to de Milicias, br.je Commaudante Supe-
lior das Gu.ndas N.-ciotiaes, assim toiriu
Berilo Man011, e D.-uto Goucdves tambem
fora Olli iaes de Milicias.
O Snr. Vascont ellos observa que o Sr.
Ministro disse que Siiva Tavarcs he Mili-
ciano, ediz a poposta que bes para pro-
mover os Olficiaes do Ejercito e Artn. (I ;
logo o orador Uve rasio quando se oppo/i
1 que se a presentaste este facto para justi-
ficar o arbitrio; e quanto ao que disse o
Sur. Ministro de que riu t nha noticia
que o Gove no desprov^sse o p;orcdimen>
to de Silva Tavares, o orador bu huma
piOcUmacaS do Presidente do Rio Gran-
de, e por con-equen- ia do Governo, (pois
ronidera que os Prsidrn'es e Getal he 1 mesma cuiisj), pela qul se
apusenta ao 8 a/il, e rouuo priacipal-
menti.' aos reb^lde-i, Silva Tav^res como
que arrependido de ter sido fiel lei.
D de b.-cilo que na Inglatei-ra m so
guarda o principio da antiuidade deCa-
piteo li.-.'-.u- e Garra cuna, como disse
o Sur. Ministio; mas no Br^iil nao
se guarJa nada, por que o Gverno
pode proioover poi esta proposU o Che-
fe deDivUaS, a Ghefe de E-quadra, Vi-
ce Almiiarite e Aliiiraule ; he isto oque
,se qmr.
OSr. Mini-tro retira-se com as forma-
lidades do costume.
aila a luna o Sr. Presiliente designa
paia ordem do dia seguinte, a utesma
rua:eria.
Lwani.i-se a se.-so s duas horas da
tarde*
11

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3
DIARIO
DEPBRNA M'B C O.

Sessio de 10 de Setembro
Dep 9 das det horas da manh, bre-
se a S'.-ssa, e lida a acia da antecedente,
fita approvada.
Ordem do da.
Conlimn a discussa da resoluga que
ulorisa a Governo a conceder aCompa-
nhia que Fian seo da Paula dos Santos,
negociante da Imperial Cidade de Orno
Pieto, houver de oganisar, a falcul iade
de ettrahic diamanta, &c.
TViio pa>te na dsciusa os Sabo-
res Henrique de Resende, Farreira daVe-
ga Vasconcellos Ministro da Fatenda
e ViscondedeGoianne.
Ha pro posto o addiamento pelo Sr.
Visconde de Goiaona, at que o Gover-
no informe sohre ota materia.
A ducussslo Boa addiada para se pas
sar aoutra parte di ordtra do dia.
Annunciando-se a rnegada do Sur. Mi-
nistro da Marin*, he iottoluzido com
as formal dades do estilo toma acento
a esquerda do Senhor 4- Secretaiio, e
tm sua pesenos continua a disiussa
da eso^c-fi do Senhor Nabuco com
as emendas appoiadas na anterior ses-
sa.
O Sar. S^ara cede da palavra que lhe
he dada, porque nao esta' presente n*
Cmara o Snr. V.sconcellos, a quem tem
de responder.
O Sor. Rodrigues Torres dit q ie,
quando ouvio ao Snr. Ministro da Man-
nba pedir a palavra para" responder-lhe
na ultima Ses-a, ent. ndeo que Sr. Ex.
procur.ria desvanecer os receios do Ora-
dor sobre os males gravsimos que po-
dara lesoltar ao Exercito e Aunad i das
dsposices de.-ta retolugaS, e mosirarque
taes receios era infundados, que mal ne-
nhum poda provir desta resoluca ; mas
parece-lbe queS. Ex. deixoa departe a
materia de que se tratara, e declamou
contra os principios de antiguidade que
hum Snr. Deputado io Snr. Vascomel-
los) hava sustentado : attendendo pois
a gravidade da materia, asist anda em
sua opinia. Observa o orador q defender a resoluca se allega que he ne-
cesario ciear hum incentivo para os
OSiciaes que no Para' e Ro Grande es-
to prestando servicos relevantes e que
sem este incentiv mal podeiia desem
penhar os seus deveres que sera elle se
nao pode re.stabelecer a ordem publi-
ca as duas Provincias rebelladas. Redu-
xindo aqutsta aos termos mais simples,
pe guillan* : I. be e-ta actorisa<;ao ,
que ae quer conseder ao Governo ne-
ceas'ia paia se cun-eguir o fim que se
tem em vikUt? a. suppondo que se-
ia necessaria lie ella eflicat ? 3. c ,'qua-
0o inconvenientes e influencias qne da
dispo^ Qo da resolucaS podtm resultar to
Exen no e Arma Ja ? Tats s 5 os tret pon-
tosdtbaixodus quaes emende que a Ca-
ni.-rae o Sr. Ministro devem cousid rar
a resoluco. m t
O Snr. Ministio daMaiinba principia
por demonstrar que o aiguoienio que o
nobre Deputado produzio com mais im.
porlancia fon, o de distruir o exernplo
que se apte-eoloa de no lempo da Con-
venci fcanceta, se dar mais importancia
promoces aomeriio do que a antgud-
de aigumenio e le que na5 M presen-
tado pelo nob e Ministro, sim por un
senhor Deputado (o Snr. Henrique de
Reiende) ; demonstra im baver dito nao
ser t no ternpo da Convenci nacional
qoe se haviad a*8'm dado t^es poro -
ces, tendo-se em vista o m recimento :
mais lambem por occa-ia6 das guerras de
Haspauhae Portugal, bem como ero ou
tros paites ; o exernplo que ae trouxe Ha
Franca fl apre entado como o mais sa-
liente ," porque neoburna nago e vio 1*5
fcttacada por tantos elementos de loicas,
nas pela b bem j elas outras forcas que podem atacar
as instiluicSes do poyo. Nota que o Sr.
Deputa-to Rodrigue Torea doaxfe que
quando houvene patiiotismo nao sera ne-
rhsario tal incentivo ; mais eta' persua-
dido qoe a palavra patriotismo he feral-
mente muilo v*g, p *qua v apregoar-
,e opitr.otismo em todas as bocas, mas
Dio v que lodos os homeo despresem -
ns inieresses pelo patriotismo que assoa-
IbaS ; por Unto, mo:lo pouco i>e deve
esperar, segundo a natures do interesse,
de que por patriotismo.
O Snr. Viseoncellos principia pordiser
que o ministro, n antecdeme sessa,
se persuadi que elle, orador, baria dito
que o Governo quera a desharmonia^em
todo o Imperio quando fez a allusa de
que, o Governo que s quera dioheiro,
arbitrio e furga, era um Governo de-
monio Declara na5 ser sua inenc5
.ff-ndero nobre Ministro, e fe alguma
m intenca se lhe inculca, ella p'ovem
de ni o ser talvet liem entendido em sas
palavras. Dise que o Gorerno que de-
sejava tanto dinheiro, tanta forca e tanto
arbitrio e que tanto pugna por esta* tres
couias distiorias e se constitua hum de-
monio viidadeiro. Declaia quenaSde-
zeja quedexedeser omeiito recompen-
sado, e be por esta raiaque se tem de-
clarado contra o seo amigo, o Sr. Seaia,
que quer esmagar a sua ciasse.
O nobre orador roga ao Sur. Presiden-
te baja de envidar o Exm. Mini.-tro a
dtclaiar feoCommandante-das forca na-
vaes do Rio Grande se acha auloiisado
a p;omover e deque data he essa actorisa-
ca6.
O Sr. Ministro de clara que o Comnfaij-
dante da.-forcas do Sul nao f i auctorisa-
doa promover ;e de pa&sagem nota, que o
Capita Marialb he quem foi com o Com-
mandante, os deraais Officiaea ja ali se
achava.
O Snr. Vasconrellos depois dealguroas
ob^ervagSes, declara que he obligado a
ronfessar que o objecto da sua desconfi-
anza he o Governo, e por isso na6 po-
de votar para que llie seja dado o arbitrio.
Vota contra a resolucaS e emendas que se
tem offerecido.
O Si. Seara declara que as raiSes de
conveniencia e mcessidatte de ?e adotar a
resolucaS tem sido oi teniente demonstra-
das e sustentadas, tanto pelo nobre
Ministro da Maiinha, como p lo Se-
nhor Deputado por Peinambato, e ne-
nhum dos Sois. Depotados que tero fal
lado, impugnando a resolucia as tem
podido destruir j e algumas dessas ra-
z6es sa5 em sea modo de pensar ta
fortes, que nao he possivel dar-se-lbes
re^po-ta.
O Sr. Liropo de Abreu dit que posto
que o seu collega o Sr. Ministio da Mari-
uha j respondesse abiina parte do dis-
curra do nobre Deputado da Provincia do
Rio de Janeiro, julgasse todvia no dever
de pela sua pa te lhe dr huma expli-
carlo : nlo sabe em que se funda o Ilus-
tre Deput do em querer qnusi sempre
no. seos discurtos aUribuir ao Governo o
dfS;g'iio de inculcar a oppotcio com in
teneres hosiis s liberdades publicas; nao
sabe se o Ilustre Deputado pelo seu dema-
siado patriotismo, suppSe sempre taes iu-
tenc s da paite dos meo bros da adminis-
tr.c,ao: o orad r pela sua parle declara
que se uio records de ler profei ido huma
s palavra donde isso se po-sa concluir ;
anies pelo coniraiio tem tratado a oppo-
siio como'!la merece ser tratada como
huma opposicao Ilustre e patritica. No
debate que tem havido sobreest r<8olu-
cao s tem visto reproducir os argumen-
tos (|ue se tdTereevri'i por occasiio la dis-
cu sao dos pifject< s de foiQas de mar e ter-
ia: tudo tem sido materia vellia pe--
nutta-se ao nobie orador esta expns-o
dedirvito he materia que j foiall-gada ,
eja f.i desattendid-. A que.tio redue-ae
a hum ponto q,ue o simplessenso c mmom
baslaiiapiia illucidar : perguuta-se era
(bese, as promoces d ve pieferiro prin-
c p o de antiguidade ao do rnerecimento ?
Ci que propo ta assim a questio > ge-
nero humano nao dir masosenso cora-
mum se pronunciara a favor d > princi-
pio do rnerecimento.
O Sr. Vascricellos : Apoiado.
O Sr. Limpa no Ira que o rnereci-
mento he hum dos privilegia pelo qual
sedevedar prifeenciajiaia os Chrs p-
blicos-, principio este que se ach con grado na no-.sa Constituicio qoan lo de-
clara que t dos tem direito aos caigos
pblicos, segundaos seua talentos e virtu-
des ; porcnoque lie ijuesa lam apresea-
tadoconlit este piiueipio ? Tcos-se dito
que as promoces devem ser feitaaeexecu-
tadas por homens que sio sujet s ao erroe
a paltes ; e que o rnerecimento no he
huma cousa fif 9 que se veja mas que de-
pende do jo a j fallivel dos homens, eque
porsso benecessano que lhe sirva cooio
de contraste a antiguidade.
He lida eapoiada a seguinte emenda do
Sr. Araujo Vianna :
' Ao artigo 1. Compreheno-se os mi-
litares do Exen ito e Armada que presta-
lio servicos relevantes na Piovincia do
Maianhao para o rest^bele imento da or-
dem ali pe turbada pelas selices dosan-
nos de 1831 a i832, ,,
O Sr. Henrques de Rezende pede, e
obtt-m retirar asuatrnenda.
O Sr. S^ara pede igualmente eob'em
retirar a sua emeuda.
O Sr. Vacoocel'os dii que como o Sr.
Ministro dos Eslrangeiros ue-ta que-tto de
promoces se exprimi em lingoagem fo-
rengj, no lhe ser eslranb. Ob-erva que o S>. Ministro di-se que a op-
posicao lepetio hoje o queja toha dito B4
discusflo da fixaco das forjas de mar e
Ierra o que he materia velha t queja foi
desattendida ; n. s.be como hum Desem-
bargador sesquece ate desta marcha tri-
vial ; set a opposicao neste caso a embar-
gente ? mo Ira que ella he a embargada ,
e as rayes que tero sido desattendidas, sao
as do Governo e tanto que se apre.-enta
agora esta res >Iuca que o Sr. Ministro
da Maiinha com toda a raxa lhe chama
propotta ; observa qoe nlo be^ materia
velha porque a considera materia em di-
reito e segundo os mais abalisad s publi-
cistas, mateiiaem direito nao he materia
velha. Quer acompanhar o nobie Minis-
troi|iie cilcu a autoridade de Carlos Du-
p n e diz qoe o Sr. Ministro como abas-
lado de memoiiae de ideas, n5 folheia
muilo os autores por isso que cita Carlos
Dupin como adogado do arbitrio, quan-
do assm nao he Carlos Dupin depois de
esiitv ras Legislaces Inglesas sobre as
promocea entnde qoe naquella p^ix OS
piincipios da antiguidade tem sido exage-
rados mas nao se anima a proferir hum
juico decisivo ; dic que esse principio he o
imito nb taclo sgraqas i ni roen I <>s que o
Governo cos urna dar.
Ctem cmsequencia que o Ministro
quer o arbitrio, mas pede que se l-lle
com franquee* ; o Governo diga que nao
sabe governar sena com ibitrio ea
opposicao pela confianca que deposita no
Governo, oconcedei; mas com ciiBC,es
que provaS o contrario nao. Passa a
observar o que disse o Sr. Ministro que
se armasse oGovemo do arbitrio o qual
para nao f ter mu tas prornoc s, podi>
reservar a reuiuueraca dos sei vc,os i ele-
vantes para o firo da guerra ; o orador en
tinde que o Gove no podia laier isso a-
inda mesmo que nao te5se le, e repele
oque diasfl em outra sesa que o Gover-
no pode dissolver a ('aman dos Deputa-
dos, com a declar.'ca de que este acto
fia dependente da approvaca da Assem
blea Geial ( Rizadas ). Dr que o Sr. Mi-
nistro da Mniiba ru annui de certo a
que se piomova s no fim da guerra por
que o fim be offeiecer bom incentivo paia
que es militar es e af >iiem aos grande pe-
rigos. No'a queoSr. Ministro disseque
se lhe as e^uiassem que as pernes seri
appi ov&dts pela Cmara elle cedera do
ai biti io.
O Sr. Liropo Sendo d-Jo o dinheiro
posteriora aprovaca.
O Sr. Vasconcellos admrase que ten
do o Sr. Ministro tantos meios de obter
isio queira ag ira lser huma ta humil-
de supplica ; quem pode n p^de (K-
z das). Maso orador peiguota se essas
promoces nao onea lambem a Fazenda
Puhlv e n sabe como o Ministro quer
duas cousas, po noces e dinbeiro. Ob-
serva que a hora he d permute responder a todas ascilaces iui-
ponaitesdo Sr. Miuist.o.
A discu-sap fie adiada pela hora; o Sr.
Minislio da M i ni ha retiia-se com as for-
malidades do costume, eo Sr. Pre-iJen-
te mateando para ordem do dia a mesma ,
levanta a seaa depois das duas horas.
'PERNAMRUCO.
GOVERNO DA PROVlHCIA.
Expediente do dia 7 de Dezembro.
OFFICIOS.
Ao Juit de Direito da tercera Vara do
Civel enviando-lbe por copia o Aviso ex-
pedido pela Secretaria de Estado dos e-
cos do Imperio em data de 3 de No-
vembrop. p. eordenando-lhe que pro-
reda a Mr liquidar a-r Loteras que tem
extrado nes'a Provincia em beneficio de
qoaes quer Corporarjes, ou E,tabelec-
inentos Pblicos, efaca recolher os sal-
dos das mesmas Thesourana Gral.
__ Iilm. Snr. Acabo de receber o
Officiode V.S. partecipando baver entia*^
gado ao Teneute Coronel Gradado Ig-
nacio Correia de Vasio-icelloi o Cora-
mando das Armas desta l*., para o qual foi a
despachado pelo Regente em Nome do
Imperador o Sor. D. Pedro Segundo.
Fico sriente, e apioveito a opoituui laJe
para louvar, e agradecer a V. S. os bous
Servicos que presiou a esta Provincia no
seu Comisando servicos que o tormo
cada vez mais credor da estima dos aeni
Considadios, da confi.uica do Governo, e
da Publica gratida.
Deus Guarde a V. S. Palacio do Gover-
no de Pernambuco 7 de Desernbro de
i836. Francisco de Paula Cavalcanti de
Albuquerque Sur. Major Jjse da Costa
R bello Reg Mouleiio.
Ao Inspector da Thesourara com-
municando lhe que- havendosido nomeado
do por Decreto de a8 de Juuho do crten-
te anuo oTenente ('oronel Gradu do de
Artilheria Ignacio Correa de Vasconcel-
los para Gommandar as Armss desta Pro-
vincia tomou Ir je posse do referido
Com mando.
Ao Commandonte Superior nteri-
nodaG. N. do Hecifeordenamdo-lhe que
mande dispensar doexercicioo i., 2.
e. Batalh.do Municipio do Rerife por
lodo o me/ de esembiO correte Janeiro
futuro, ordenando que o Batalh. da Var-
zea o laca efl'e. Iiv.-mente em todos os Do-
mingos, presente o Instructor (eral.
Ao Coronel Chele da Legia de C-
lnda para dispensar do exen i< io o I.
U..talh.- d< mesma Legia em todo o met
de Desembro preceute e J-neiro factu-
o, ordenando que o a. Balalha d i di-
la Legia laca tllect i o exerci io em todos
os Dumiogos.
Ao Commatidante Ceral do Corpo
Policial commuuicando lhe que ja Com-
pariln* montada do mesmo Coi poapresen-
tou-se na Grande Parada do da % do cur-
ente mez ta lucida, e ai i aojada, e com
taldestresa tx-cutou as manobras da sua
arma, que seria nju tiga deixar dejla.-er
especial honro-a roen*a della, louvan-
do nao Os guapos Ullicaes como Os br i-
sos Soldados.
PORTARA.
Ao Coronel Joaquim Bernardo de Fi-
goeredo Nomeaudo-O jintei n -mente
Commandanle Superior da G. N. do Mu-
nicipio do Recite, por ter dado parte de
do rite o CommandiOte Superior da mes-
ma Guarda e bem assm o Coronel Che-
fe da prirueira Legio que fora nomeado
parasuppiir o impedimeuto daqu lie.
Navios despachados no dia 7.
M stico Hespanhol, S. Juan, Mestre Di
VIa. un R ses Para Barcelona.
Patato rasileiro, Bella Amisade Mes-
tre Jote Joaquim Machado Para o Rio
de Janeiro.
DIVERSAS REPART1C0ENS.
TRIBUNAL DA REIXAQAO.
* ^
Sessa'do 7 de Desembro
Nos Embargos opp istos por a Cannra
Muuicipal do Recite, ao acorda na cau-
sa de Appelaca crime contra Fraacico


DIARIODBPERNAMnucO.
Ribeiro de Btito, se jalgoa pelo dispreso
dos msenos.
TREFEITIRA DA COMARCA DO RECIFE,
Parte do da 7.
INm. e Exm. Sr.
ForaS preos a minha ordem, e reco-
Ihid s *o Galabouco do corpo de Poli ia,
d'onde tiv. ra5 deslino Rosa, piel, es-
clava d<* Joan Baptista do-. Sanios, tetne-
11,i pelo Coromis-ario de Polica do Dis-
triclo' de Foia de Portas, por ter com
ama chave fu ido na cabeca ao prelo de
n<>me Antonio, escravo de Domingas da
Felicidade ; Jos de Medeiios, branco,
caixeiro de Uberna e Antonio Francis-
co do Sanios, preto por e-larem em des-
ordens; Francisco, pardo, escravo de
Mano I Jo-e Serpa, por ter maltratado
a urna preta, eso a va de Maria Rila do Sa-
ti niento de que s l diieto; e Lourenco Justino crioul ., por
ser encontrado a pedrtjar a urna taberna,
sem motivo, todos rmettidos pelo Sub-
Piefeiioda Fteguesia de Santo Antonio:
M3noel Jos da Paixio, pardo renuttido
pelo Sub-P,eftito da Fiegnesia de Muri-
bera, por ter a-as-inado cruelmente a sua
mulher com urna ca de ponta, que Ibe
fui ai liaiia e com a qual resisti a Pa-
trulha, que o pi endeo, de que se procedeo
nos tei mos da Le: e J aquim, pardo es-
cravo de Joto Cordeiio, morador na pas-
sagem da Madalena, remedido pelo Sub-
Piefeito da Freguesia de S. Pedro Mr-
tir de Olinda por estar fgido.
O mesmo Sub Pnfito remetteo presos
de minha ordem a Joaquim Jos Jacume,
e Jos Caetano de Vascoocellus, soldados,
e oda Freguesia de Santo Antonio a Ma-
noel Jos Lopes Braga Allerea, todos do
Baia!ha5 de G. Nacional de Olinda, p ,r se
ai harem in cursos no Ai ligo lao do Cod.
Peo., os quaes tiver-6 diferentes des-
tino-.
Nada Dais consta.
Deo> Guarde a V. Ex. Secretaria da
Pref-ituid da Comarca do Recife 7 de
Dezembro de i836. Mm. e Exm. Sr.
Fran. isco de Paula Cavol.anti de Albu
quorque, Presidente da Provincia. Ma-
nuel do Nascimentoda Costa Monteiro.
Curso Jurdico.
EDITAL.
Faco saber que 09 exudantes, que fo-
r*5 admitidos, Como ouvint.s, ao 1.
Auno, visto na5 e-tarem iodos presentes,
p < aliei tura eincei lamento do da ao de
Fevereiio pioximo futuro at o ultimo do
n.esmo mez a fin de podet em ser exami*
nados e novamente matriralados no se-
gundo Anno, e apieveitar Ibes a Resolu-
cao d'Assemblea Geral de i3 de Setun-
bro dsle anno.
E para que ebegueao conbecimento de
quem convier fiz alixar este Edilal e
pubicar p- la imprensa.
O inda 6 de Desembro de i836.
Miguel do Sacramente Lopes Gama.
Director Imeiino.
Al.l-ANur.Gi DAS FAZENDAS.
A Barca H-mbnrgoeta Calharina Do-
rolhea, vinda d Hambutgo, entrada em
6 lo rom nle ; Capit..5 G. Tiemant, Con-
igmdoaN. Oit. Bieber &C.
Manifestou o s< guinte ;
18 caixas com miudesas, Ii2i ditas
to.-n feragem 4y barricas com dita 12
caixas rom videos 7 dilas cora raoves,
ludita-.com lona*, l6i> ditas com queijos,
3 j ce-tos com ganofas, 63 barricas com
geiit bra, 87 caixas com fasen tas, 4 fardos
cora dita, 14 ditos com ppellio, 12 ditos
com papel, a ditas cota pe unc a, 1 bar-
ril com rspiri'O de agoardente 1 dito
com agoa-raz, 4 bai ricas com goma, 9
.caixas com preparo* para chape.s, 8 cai-
xas com dftogas, 6 Fardos com ditas, 1
baril com dita1*, 7 barricas com ditas,
5 ditas com faiinha, 5 ditas com bola-
*rt, l dita com sa^, 2 c.-ixas rom calsa-
do, 1 dita cotn assocar relin .do, 4 ditas
com doce, ao barricas com manteiga, 1
pocote com amostras i3 caixas com ditas,
1 caixa com um relogio a ditas com bi-
serros, 1 dita cm chapeos de palba.
MEZA DA8 DIVERSAS RENDAS.
A pauta he a raesma do N. 258.
ARCENAL DEMARIMHA.
Pelo Arsenal de Marmita se Faz publico
que enconseqaencia das ordens de S. Ex.
o Sr. Presidente, o Regito'do Poito se-
ra' feito pelo mesmo Arsenal durante a
demora quetiver a Escuna Victoria na
CommissH para que \ai sahir : pelo que
todos os Capiles, Mesties, Ansiases, das
EmHarcacdes Nacionaes e E-tiangeiros em-
preados na navegaca do longocurso, ou
cabotaje quetiverem desair iicar<<5 nes
ta inteligencia vindo ponte do Arsenal
com seus pipis cor rentes pai a serem ex-
aminados pelo Oflici-1 empiegado em
tal servico ; e que quando estiverem em
circunstancia para ser. m regulados, i
carao a Bandeira de sua respectiva Naci
paia signal de pedir registo para' assim
largar da Ponte emmedafmente o Escaler.
As canoas e mais eab.irrae.5es miudas
devera vir mesmo a ponte para ahi se-
rem regista das.
E para que rhegue a noticia de todos a
qaein i-tr> d ga respeito maodo publicar
pelos Diarios, e aixar nos lugares mais
pblicos.
Arsenal de Marinha 7 de Desembro de
1836.
Antonio Pedro deCarvalho,
Inspector do Ai seal.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
Off'Tecea-nnsum nosso correspondente,
a tradoccio do Bill que ltimamente se
pecretou em Inglatei ia rea do porte dos
papis pblicos, a esta oiTerta que de bom
grado acceitamos nos impde o dever de
faser mos algoroas rflexdes a respeito,
chamando o exemplo para o Bia-.il. He
opiniio uni vi rs-il e que ninguem inda
contestou qoeasGasetas conliibuemef-
fic'SsissimarocDte paiaa iliustragioemora-
Isbqo dos povns ; e nesle pre^upposto
que todos os Governos lirrai e patriuticos
1. m fav.rccdo a Imprensa piodigiosa-
roente. Infelizmente s o nosso Gover-
no que nao ana d'estas bagaiellas : em-
bota s nosia illustraco .s'ache na raso
d'um para des, comparativamente com a
IngUteira e Franca; embora d'esles e
d'outros paizes que tanto s'avant-'jio a nos,
podessemos lodosos dias adoptar o mais
bellos modellos para a nossa prosperid^de,
e engrande ment ; parece que por de-
creto do infortunio nem o Guverno e
nem lio pouco 01 nossos Legisladores, tem
ate agora escutado o reclamo das nos-as ur-
gentissimas necessidades
A Inglaterra pois no maior auge da sua
grRdeZa e illustraco, nio amplia, mis
favor*ce a Impienea (pois que sem duvida,
tem ella sido um do* mas b Io irsttu-
mentos para a sua espanta giandesa )
por todos os meios mais po ilivos ; e nos
que ainda a dois das deixam lonia que estamos extraoid'iiatiamente
atracad** epobres, que impones con-
tribuices, ee>trvos naquillodd que mais
carecemos Sio porte franco em Ingla- j
trra todos os papis pblicos lemeitidoi I
por va do Coneio, para dentro do Rei-
no Unido, e para as Colonias, e vice-
versa, indo polos Paquetes; e sendo por
navios mercantes pagio um penny (25 1.)
por folha que 4 e 6 vezes maior do que
as no-s.>s.
Tambera nio pagio nada m Inglater-
ra as gasetis Estrangeiras de paites que
^d mil to gratis os seus papis, sendo re-
mettidos pelos Paquetes alias indo pelos
navios mercantes pagio 1 penny ( a5 rs.)
Ora, eis-aqui como os Ingle/es ap'ove
lando a icio do tempos prnmovem o
derramamento da luzes ; tis-aqui poique
o mais infeliz dos Inglezes sabe de todos os
negocios do seo paiz e do mundo intei-
10 ; e eis-aqui finalcenle ao que se ch obras d'um Coverno patritico e Ilustra-
do.
Nos pois que tanto carecamos de diTu n-
dir pelo nos->o povo o gosio da leitura dos
papis pblicos, n- que tanto nos deve-
lamos eslorcar em apoio da Imprensa ,
impomos lheo durissimo e e\t> aordina-
rio impo-to de meio porte taoto tos nos-
sos pup^i como as Esttangeiros De
maneira que, quem querer ter aqui urna
folha Ingleza ou Franceza por 4$'> rs. ou
mais por o. ? Quem ? S qu.lle, que
vido de noticias do su paiz, quer de
tempos a temp s saciar aquel le bom go to
que adequi iu desde a sua tenia infancia :
supposto que a mais das vezes cede o gosto
aos intet e->es e a abandona ao Coi reio
etsflf papis. Sentimrs, que nio s os
nosso papis pblicos nio tenbio porte-
faneo mas tiobem muio sentimos que
nio admittamos gratis, os papis e.-trau-
geiros pois ninguem pode com o exor-
bitante meio porte que realmente d'a-
leijar !
Permitta a i'iovidenria que a nossa
futura A-semblea cure d'esse gravi^simo
embargo nossa civilisacio e que ponda
termo este, eaoutros muilos estorvos ,
que soffre eacabrunha a nossa lio infantil
illustiagio.
" Copia do Bill ltimamente Decreta
do no Parlamento "'Inglaterra para o
Gov. rno do Correio G>-i al, relativamente
o porte dos papis pblicos.
Todos os papis pblicos mandarlos por
va do Correio G> ral para dentro do Rei-
no-Unido da Grao Bretanha seiio por*
te-franco.
Todos os papis pblicos mandados do
Reino Unido peina Paquetes s Colonias
Inglesas, e todos, os mandados pelos Pa-
quetes das Colonias ao Reino Unido serio
porte-franco.
Todos os papis "ub'icos mandados d'u -
ma Colonia para outra, via do Rno U-
nido serio levados pelos Piquetes poite
franco.
Todos o papis pblicos mandados do
Rtino Unido pra as Colonias e ice-ver-
sa ind<* em em^arcacSps inerrantis paga-
fji 01 denado pelo Ministerio das Juaticas
queeu piestasse e fizcvse prestar s pessoag
da minha Adminiatracio um juramento
Po'itico que nio posso p. es'ar sem trar
a minha consciencia. Eu vou dar a V. m.
suicintamente os motivos da uiiuba recu*
sacio.
Fui eu Senbora um dessee poucoi
que proclimaram o dia 4 de Ao to da
t8ao, Proclamaco que foi abajada pela
Nicio inteira. Esta Naci nomeou-me
D puta'o no Congresso -con-tituiote eu
coorjerei no faziment deesa Constituicio '
jurei a em nome de meus constituinte^ e
terminando o Congiesso a jurei de novo
as mos do Augusto At de V. M., qai-
do chamado por elle para Comeihetro
d'Estado. Rasgada esla Conslituicio pe-
los ulicos que o cercar^m ; (ve de e-
roigrarera a de Junlto de i82.3, e nesse
mesmo dia eactevi urna carta ao Mesmo
Augusto Scnhor estampada na Gazeta 4o
Governo do tempo na qual prote-tando-
lbe a minha fidelidadeo assegmei de que
levava commigo os principios proclama-
dos. Um anno depois em 5 de Junho de
1824 biixou um Decreto d'Amnistia ne
qual fui exceptuado como indigno do no-
me Porloguez. Rasidi emlnglateira at
o anno de b"a7 : quando pelo Augusto
P-i de V. M. foiOulborgada a Carla de
29 de Abril de 1826 posto que simples
Cidadaoajuni solemnemente as mi do
Embaixador Portugus em Londres. Che-
gado a Lisboa permanec simpks particu-
lar at que es perseguid a do Uurpador
roecomp.lliram a refugiar-mea bordo das
Fragatas Fram e/as, estsnttS no Tjo a
esse tempn. Apenas live na mi o auto
da Usurpa ci chamado dos Tres Estados
ea e crevi ali um folheto intitulado Duas
Palavras sobreest auto, easenvieia
Londres-o Fml>aix,idor PaJiUguez, on-
de foram impressas, traduiidas, e repe-
tidamente rt-impre-sas em Ingles Fran-
cs, elialiano, -endo eu Senbora, o
primeiio que c.-tabeleceo a questio Jur-
dica acerca dos ireitos de V. m. e que
lez conhteer aos Goveinos e aoa Parla-
mentos esses verdadei'os Direilos.
Revertid a Portugal d,-nde emigrei
de nov.> un o 1. de Fevereiro ae i8a9,
offereci ao Augusto Pai de V. M. de
sempie chotada Memoria o Piojecto d'um
Cdigo deCommeicio Tet rastre e Mariti-
limo. Elle se Dignot aceila-lo e ttteen-
canegoo deestabelece-l<> em todas as suas
paites; e s fica estableido na pcrfei
cao possivel talvez o uni'o ramo oa Pu-
blica Admin8traca5. Conbecedor e sus-
tentador voluntaiio dos Direitos de V.
M. a quem jurei fidelidade ao entrar em
meu cargo e persuadido face da Carta
Constitucional de I826 q' V. M. fnj aceita
rio por n. 1 penny ( a5 rs. )
Todos os ppi> pblicos estrangeiros pelos Pottuguezes como tionco original
renieitidos paia o Beino Unido pagaiio 1 | da sua Dynastia dtbaixo da corntin;. ex-
pennes( 5o rs. ) salo os d'aquelle Paiz pressa no Acto da Ab lcacaO ficando as-
onde sejfo recebidos porte-franco os do | sim Nossa Bainha pelo juiam nio da Car-
R.'ino-Unido que nesse "caso nio pagarao ''" mpaliel com os meus conbeci-
que nesse caso nao pag.
porte os que for quetes para o Rfino-Unido, mas sendo
por navios mercantes pgario somente 1
penny por n.
Tollos os papis pblicos serio mon-
dados sem coberta ou sendo com ella ,
seiaberla sos lados.
O A (ministrador do Correio fes au
thori-adi a examinar os embrulbos de pa-
pis pub'icos e acband algum esrripto
0^1 mateas alem do sobcripto seiio
carregadoscom porte triplicado.
PORTUGAL.
JOS FERRCIRA BORGES.
Resignando as mios de Sos Magestade a
S nbora D. Maria II o sea lugar de
M^gisliado do Commercio e Pre-
sidente do Tribunal Commer-
cial de a.a Instancia.
Senbora.
Eu venho respeitosamenle ante V. M.
pediragraca de aceitar a re-igoacio do
Cargo de Magistrado Supremo e Piesiden-
te do Tribunal Commerrial de a.a Instan-
cia, que ate agora exerci com reemh. ci-
mento e aceitado gral de todos os Porto
memos, com a nimba honra, com o meu
carcter nunca desmentido o amalgamar
os Diieitos da V. M. ao Throno Portugus
com a ordem da Successio legislada na
Constituica Poltica da Monarcliia Portu-
guezade a3 deSelerabro de 182a f. ta em
outtas circunstancias e para ouiros tffei-
tos, queja h je sen. 5 d5 nem podem
darse depois que V. M. Goverua pela
Caita de 1836 sobre o asseo.so econnriti-
menlo expre.-so e jurado de todos os Por-
tuguezes. Eu so podtiia jurar oa ntes
ratificar os meus precedent. s juramentos,
se n's-e que os Direitos adquiidos de V.
M. ica\am Ileso ; mas a sua existencia
incompativcl com a ordem da Dinasta
mrcala na Constituido, e as-im sem que
se declare exptessamente que esta parle da
Constituica nao prejudica os Diieitos ad-
quiridos de V. M. eu n posso ratifi-
car juram titos in ompaliveis em seas
principios e resultados. Aecre-ce, Se-
nbora que <'u acabo de ser eleito Depu-
ta lo pela minha Patria a heroica Cidsda
do Porto por urna tleica pedida e execu-
(ada pelo- meios indados na Carta e para
os fias de-ignados na minha Pro. urac-a.
Qual eu o fui, assim o foram lodosos De-
pu'd betiva. Acaba por tanto a Nac-i de cons-
tituir os seus Representantes. Eu iriac-
gueses e especialmente do Corpo Meican- i ta os deveres que tenbo contrado como
til. A raso porqae residuo porq'.e mej Procurador no mandato que accitei, sj


DIARTO DE P ERWAMBUCO.
-*
fizesse qualquer acto em contravenid del -
le. Nem pode relevar-me que alguroas
Autoridades constituidas ou que de novo
se constituirem jurera a nova ordem de
comas: Nao se illudam quae-quer Coose-
Iheiros da V. M. em ulg-m que tal teto va-
lida o evento; porque as Constituices Po-
lticas sa5 feita ou aceitas pe'os Povos. As
Autoridades constituidas na5 so Povo;
sa5 encan pgados da ixecu'cad das Leis iei-
tas pelos Representantes dos Puvo-i. Aa
Autoridades nao contrabem pelo Povo ,
por tanto seja qual for o comporta ment
das Autoridades, jurando uma Constitu*
<;a6 do Estado ese Tacto, nunca pode im-
portar vinculo rt'obrigacad dus Povos que
nao der>m para issoa sua auloris-yaS ex-
pies-a e especifica. E ta dnutiins da
Caita Constilucinual rticos i4 e M-guin-
te-, e a hie Fundamental da Con tiUii-
cao Politiea de i8a2 onde expressa a So-
berauia do Povo. Ets aqu pos S< nho-
1a os Direilos de V. M. Estes Direitos
tem em mim e em todo _o CidadtS P o> tu-
gue. Deveres correlativos. Eu ua5 sei Fal-
tar testas Deveres Perd no servido da
ruioba Patria quasi totalmente a visa de
meus o I los. N.if) me importa perder o
empreo que resigno, quando no su.i!cu-
ta lo por urna boia mais perigasse o mou
nomeea roinha raoialidade. Pede o meu
carcter, Senbora que eu fale a V. M.
com esta franqueza j porque tendo-se V.
M. Dignado Ddi'-me o Titulo bunoratio de
Cooselheiro d'Eslado ao qual nao resign ,
porque fui graca que V. Al. me Fer e da
qual jinguem pode piivar-me, em desem-
penho desie cigo posto que houoraiio ,
eudevo talar veidade. O Ceo vigi pela
Tida 0 prosperidadede V. M. romo todos
os Portugueses tanto bavemos mister.
J. F. B.
Lisboa 16 de Setembro de i836. -
CONRESPONDENCIA.
Snrs. Redactores.
Em qi-anto estouadubandohuma trinxa
de vittllo novo e gordo, respeilo do ne-
gocios de Poitugal,fl/te5 disso, rogo-lhes
a continuacio do obzequio da insersio do
seguinte, que chamarei isca.
Us peridicos liberae^ (algn-) de Fran-
ca e Portugal, e talvez tambera, quein-
glezes ; achinca bao hum Decreto, que,
(diremelle.') D. Carlos piomulgou, po-
bibindo aeus vassllos Vascong fazer juramentos, e proferir palavias e ac-
coet obseoas. .. Se rusto ha alguma ton-
ta de pueril, he de pre-umir, que os taes
escriptorf-s estar iu iritencio de insinuar
ao* seus Govemos a ATORIStC l'O de
taes ind gmdade!. .. Quem o uuvid'
pelo menos a respeilo do juramento ? Es-
sa he boa Jurar con-tlluives, jurar re-
formas, e mais reformas, isso he o estillo
doseculo. Ac Lu tem tomado Cirio
influxo nos homens sobre este objecto, as-
fcim como o tem sobie as molheies todos
os mezes.
E a respeito des vassallos Vascongado-i ?
Esta Va-Conga Snrs. R dartoi es : <-?- t,i vas-
conga.... Veremos ;e eu logo volto so-
bre as cousas YaaiODgJS.
Oda Mata.
AVIZOS PARTICULARES.
Pede-se a um dos Snrs. que se acbario
na casa do Capitio Servina no Domingo 4
do corrente, que quando se retirou levou
por engao um chapeo de castor b>anco,
poroulro nao menor, so' rom a diffeien-
ca de Mi pardo. Roga-se a este Snr. que
tenha a b< nda ie mndalo trocar aloja do
ni' sino ( api'o.
jrja^ Quem annuriciou ter para vender
urna duza de cadenas, e um camap de ja-
caranda, e m.-ii duas bancas de angi-
co, eoutra de meio de salla, dirjase ao
pateo do Collegio no armasen) i). 13 para
se Iractar, ou aanuocie a sua morada para
ser procurado.
Quem precisar de um bomem
llrasdeiro para caixeiro de ra ou escrita
da qual <'; fiadora sua conducta, anriou-
cie p"r este Diario, ou procure na ra do
Ara gao sobrado de um andar da paite do
su! com varand.i de pao.
19 Piecisi-se de um feitor para urna
grande Ol-ria : os prrtendentes procuiem
a Joio Rufino <'a Silva Ramos r.u.i das
Cruzes junio ao Duutor IVltira cu noMon-
teiro a Joio Francisco do Santos Squeira.
Xjr Precisa-sede um feitor, que en-
tend bem de dsleitar vacca-, e de Orta-
ce, e aiafo plautaces para um sitio da
Hadaleoa : na ra d'Aguas verdea s. bra-
doD. io.
a/jv Preri a-se de urna ama paia casa
de um liMij, .i e trez meninos, e que saiba
cosinliar, engomar, en-aboar e tractor dos
ditosIret meninos: ua iua da Conccicio
di Boa-vista D. 30.
tS^B Quem pietisar de um coiioheiro
E-trhiig' iiOijue sabefaser toda qnalidade
de comidas, e p.istelRiias e entende ri'Arte
de sangrare calulereiro, dirija-se a ira'i
nha da Independencia n. i3 queacbai
com quem tratar,
%C1?- Precisa se de um bem cosinheiro
para ir na Baica Santa Rita, para o Mar-
nli", quem estiver nesta circunstancia di-
rija-.-e ao Recife ra da Cruz n. l2 a fallar
com Jote Antonio Gomes Jnior.
ja" Antonio Rodiigues Samiro, actual
Arrematante do Imposto de 20 por cento
sobre o onaumo das Ag'.as ardents de
produeqio Brazera, faz cerlo aos Collec-
tados do mesmo, que no pie-ente mez de
Uezembro principia a cobranca na casa de
sua residem ja na ra do Rosario larga D.
6, relativo ao i.ime.-tre doconente anno
financeiro, e que findo o dito mez proce-
de' contra os que dexarem de satisfaS'i 5
e para que ebegue ao conhecimenlo de to-
dos Faz publico pelo presente annuncio.
W Constando a ab.iixo a-signada que
Antonio Rcbello da Silva Pe eir tem pro-
curado illudir alguna tabelliaens desta Ci-
dade para reconhecer um recibo de gran-
de quaniia de dinheiro, e diz ser assignado
pela annunciante come procuradora bas-
tante de sua filha D. Clara Francisca das
Cbrtgas, pelo qual se d por paga, e atiffei-
ta do ([ ,e vem a pertencer a sua filha pela
meico dos bens do seo cazal: a annunci-
ante Faz scente ao publico que esta assig-
natura nao sua, e nem tem tido, nio tem,
e nem qoer ter contracto com este bomem,
e que l d > papel que haja de p n ecer as-
s'gnado pela annunciante em F Rebello Falso, millo edenenhum eFeito,
por ser formado pelas caballas desse bo-
mem.
Mara Clara da Boa-Ora.
Quem annunciou querer vender
urna dusia de eadtiras, e uui cjmap de
jacar-ind, a bancas de ang'co, e urna de
meodeS'lla, e urna rama de Jacaranda ;
queira declarar a sua motada.
VJP Airenda-se hum .-ito peito da
praca que tenlia cmodo para pequea Fa-
milii di'ija-ae a Typ gr.ifia Fidedigna ou
anuncie.
y A pesjo ()ie pelo Diario da 7 do
cor rente annuocioa querer tomar a quan-
tia de 2eo$ rrisa premio de a por cento
ao mez, dando boa firma, dirija-se a ra
esti rila do Rosario D. -l8 2 anda, pela
manh al as 10 hora*, e d1 larde dus 2 eru
diante que atha'a com qu>m iractar.
*tj* Quem annunciou ter .paia vender
os ti asiese cadeiras de jaearaud, podee
dirigir a ra do V mu 0.32, nini-.ii'o
andar.
vy A pfsso que se dirigi a Fora de
Portas a querer comp condosir agoa, e um tanque de niadeira
par < deposito da mespa, sendo ainda quei
ra comprar, proisure na ra do Qjeuuado
p^i .sima da bija nova de ferragem na es-
qoim que volta para Fulacio que l acha-
ra com uuem t> arfar.
%V Na roa da cadeia nova D. 4 acha-
te urna carta vinJa ltimamente do porto
para o Sur. Padre Luiz Joze da Silva.
COMPRAS.
Urna preta com cria ou sem ella, com
tanto que tenln leite para criar umacrian-
ci, ou mesmo trocar por outra muito mo-
ca di costa, e sabe cosinhar en Jomar, een-
saboar ptimamente ; as>im como um pre-
to que seja saudavel e bein n busto : no
Forte do Maltosa Frmino Joze Ftlis da
Rose.
}/& 60 a 80 folbas para padaria de Fa-
zer bolaxinba : quemas liver dirija-se as
cinco ponas lado do nasceute n. 80 e8i,
ou anuuncie.
VENDAS.

Uma balanca d-1 pesar conros e bastirs
d'atsucar, um bisco de dita pequeo, 2 pe-
io* de duas arioubas cada um, 1 o i lo >le
fli rouba, 1 dito de meia dita, e oulrus mais
pequeos : quem quiser comprar aunun-
cie por esta t\ Iba.
fc3T* Feijio vindo do Poito por preco
muito cornudo; no armasen! da 1 ua da
Cruz d, ({-i.
V-aV- Quatio bois, sendo um manco de
L^ambo e trx rtfetos e pausados : no Rn-
genho Paulisla a tallar com Antonio Joze
dos Santos.
V4P* Um prcto cosinheiro, e de todo o
sirvico, de 28 annos : na roa da Cru/. por
detrazdo Corpo Santo D. 34.
V&- Polvo' a, salitre, tu boas le pinbo,
pot-ssa em bauiz giandes e pequeos nlli
mamt nte cbt gado por preco cmodo: na
tua da Cruz n. 56.
99m Botinse sapatos de bizerro france-
zes, botinhas de duraque para senborasda
ultima moda, as-im como meaS de linho
curtas, Kusos de seda preta, meias de seda
preta cumpridas para ser.h ras, e Iuvas
cuitas de seda da Fobiica de Lisboa, echa-
rulos mui bons : na loja de Bourgard, 1ua
da cadeia n. 53.
JCP" Uma preta de naci de 30 atino-,
bonita figura, cosioha e lava de sabio e
vaiivlla : na ra da cadeia velba D. i9.
^y Caf tanto em sacras como ero ar.
roubas por preco cmodo : no armasen) de
assucar da ra do Collegio.
V-V- Binas boaschegadas agora de Lis
boa na Barca Activo, por pieco cmodo:
na venda grande do beco da Lingoeta n. 4
de Manuel Goncalves Pereira.
W Um m..leque de Angolla com offi-
co de sapateiio, de 14 *nnos pouco mais
ou menos: na madaCruzD. i5.
aT1 Salea parrilba em porcoens ou
mesmo a retalho, chegada ltimamente de
Maranbo: na ra do Vigario n. 3a, pri-
meiro andar.
V9 Bixas grandes e pequeas de boa
qualidade: no armasem do Machado ra
do Vigirio n. 1^.
Up* Exctllenles doces de calda de di-
versas quadades rbegados pioximameute
de Lisboa, em Fiascos, e pm latas df Folha
mermelada, estas de 4 libras e aquellos de
7 cada um : na e-qu na do beco da Po'e que
viia para os qoarteis.
f3" Bixas de superior q gadas uliimamente de Lisbo<, grandes e
pequeas por pr--co cornudo: na roa do
Vigario venda de Themoleo Pinto Lial n.
30.
%&' Um moleque do gento de Angdla
de 1 2 annos, muito ladino, proprio pa.'ala-
prender qualquer offi. io: na ra do No-
gueira D. ai,aosairna ra de Smta Ri'a,
da> 6 horas da manh as 9, e do meio dii
asi da taide.
nS*" O muito velleiro e bem construi-
do P.itaxo Ameu'cann Acorn f-erado eca-
viibado de eob-e, do 1 te de i30 tonellidas
prompto a seguir viagem para qualquer
pulo: os perlendenl s diiijo se ao seu
cons 'ii itario J io Ylathues, ra da Cruz
n. 56.
9ty Sf bolas a 3aoo cer>t'>, e molhos a
800 : no armasem de Joze Luiz Conc-lves,
ou a fallor com M.moel Ferreira da S.lva
liamos.
fey Uma pre'a de nrfco, bonita figura
sem vicios, e ne.n axaque algum, e faz todo
oservico de uma casa com porleicao e lava
m 111 o em de sabio e van tila : na ra de
S. Tlv re/a D. a7.
|ry* diales bordados de merino' de
muilobjm goto : na esquilada Pracinha
do Li i 1 a,tuto na loja do Bm g s Ponce de
Len.
|ty Farinha de soperior'qualidade em
saccas : no armasem junto a Botica de An-
tonio Pedro na ra da Cadeia do Recife ao
1 6 do arco da Concecfo.
a/y Diariamente capicn de p'anla em
bons Feixes por pi eco cmodo: na Venda
da ua Nova junto a ponte D. 36.
ALGKIS.
Aluga-se um sitio grande com boas ha.
xas plentadasdecapim, muito boas ago*s
cmodos para 6 voceas ein lempo de vern
e de enverno as que poder ter; quem o
pertender dirija-se ao alterro des Afog-i.
dos lado do nas.cente, junio ao sobrado do
Snr. Svestro, adverte se que o sitio no
lugar do Remedio e porto do embarque.
/Jty Aluga-.-e parap.ssara Festa uma
ras, nolugr da Caza-Forte, com bons
cmodos para Familia pequea, a qual bas-
tante Fresca por ficar porto do 1 io, pella,
do do nascenle, milito limpa, e envidiaca-
da, com duas jaiiellaS, e uma porta na fieu-
\ le, cercado, e boa cacimba e tanque : os
npertendeiit'S dirijio-se ao sitio dos aicos
trio mesmo lugar da Caza-Poitp, que alli
Bchaiiocom quem traclar de seu aluguel.
V
PERDAS.
Dosilio de Santa Auna ao p da Caza-
Forle de>apar pela com malbas brancas < bie osquadiiz
e co(D as ponas viradas, c tambem um
bterro j Outiido 1 quem dtlla der noti-
cia ama do Queimado na loja D. 6 ou
noEngeubo wortj sei gratificado pelo
dono da mesma que Caetauo Joze d'Oli-
veira Re6o.
ESCRAVOS FGIDOS.
No da 15 de Dezembro de 1835 fugiu
uma e.scrava crioula donme Clara, de -
dade pouco mais ou menos 40 ann-s, seca
do coi po com ilgumas marcas de bixigas
no rosto, e duas mateas de ferida, ou de
logo em um dos bracos do cotovello para
sima ; consta que Fora em comp<-nhia de
um pardo denome Jorge dos Santos Leal,
baixo, cheio do corpo, quase sempre an-
da com um chapeo de pdlia, dsendo que
a ditaesciava he sua mulher, eonsta mais
que tirara o passapoi te pelo Juz de Paz do
a.destriclo da Boa-vista d'aquelle tempo.
Pede-se a todas as authoridades P<.licia aos Capitaens de mallo que .preen l> rem
dita escrava que a levem a casa de seu se-
ohor Joze Victorino de Lemos, morador
no atierro da Boa-vista casa n. i5 no 2/
andar, ou na ra do Azeite d peixe na
casa de Antonio da Costa Ferreira que se-
lo qem recompensados do seu trabalho.
Taboas das mares cheias no Pono d
Pernambueot
27Segunda | 3b. 18 m \ 4- 6 ..
-' a8 T:
Z 29 Q: S- 5 54 [
* 1 f 1 - 6 6 (Man.
2-S: - 6 54 t
O 3- S: E 7-<
4 D: 8-SO J
NOTICIAa MARTIMAS.
Navios entrados no dia 7.
Marselha, e Malva, com 31 das do ulti-
mo port; Polaca S- M. Joio Chape: vrios geueos : Joio
Pinto de Lemos. Ton. 20i.
Entrn o tingue Sueco que ae acbava
Fundiado noLjmeiio.
Saludo no mesmo da.
Sabio em comisso a 1) cuna de Guerra
N.Victoria, Com. 01. Tenento Caetano
Alves de Souza.
j 1 ,
PEKN., NA T1P. UU M. F. FAZA lb.


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