Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02455


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Full Text
ANNO DE 1836. SEXTA FE1RA
2 DE DEZEMBRO N. 262.
fiiKAaBiico, Trr.na M. F. de P*ai4.
1836.
DIAS DA SEMANA.
23 Segundas. Gregorio 3 P. Aud. dos Jai les. do Cr.
He m. de t. se, da Tin zouraria Publica e
Chae, de t.
29 Ter^a jej. S. Saturnino Re- de m. e aud. do J. de
O de i
30 Quarta >>ff S. Andr Ap. Q. m- a 1 h. e 9. ni. da t.
| Quinta I. de Dezcmbro S Eloy b. Hel. de m. aud.
do J do C. de m. e Ch. de t.
2 sexta s. Bibiano. Faz anuos S. M. I. e C. o Sur-
I). Pedro 8< (II) Grande Galla: nao ha deap.
3 Sbado > Franc. Xav. 4p. das [ Re. de m. e aud.
do V. G. de t cin 'Mi ma.
4 Domingo 2. do Advento S. Barbara.
Ttdo agora depende da nsmesmosna noi pru-
dencia, inoderaco, e energiacontiiinemo coma
principiamos, e reuma apuntados con admira
(jo entre as Kac,5es mais culta.
froclaiitaf da Jtitmblta *ral i* Brasil
Sobsereve-aea lOOOrs. menaaes pagoaadiantado
neta Tyuograna. ra das Cruzes D. S, e na Fra-
ca da Independencia N. 37 e 38 : ondeae rerebein
correspondencia* legaliaadas. e anniincii'; inserin-
do ae atea tralia endo dos proprioa aKaignanlea,
e finito aasignadoi.
CAMBIOS.
Dtsnnbro I.
XJOmlres 38 D. St. poi l cid. ou prata a
SO porecnto de premio Nomina.
Lisboa 55 por o|o premio, por metal, Xom.
Franca255 Un. por franco
Rio de Jan. fi p. o (le prem.
Moedas de H400 IS..200 13,.400
4000 6..T00a 6S0O
Pezos I ,,440
Premio da prata 50 p. C
,. das lettra, por mex I 2poroio
Cobre 25 porcento de descont
PARTIDA DOS CORHRIOS.
Olinda _Tcilns oa das ao nielo ilia.
Guian*. Albandra. Paraiba, Villa do Conde. Ma-
maiiguape. Piar, Rea. de S. Joo, Urejo dArea,
Raiiilla, Pninbal. Nova de Sonsa. Cidade do Natal,
Villas de Goianninha. e Nova da Prineuza, Cidude
da Porialexa. Villas Jo Aqnira. Monte mor nove,
Aracat Cascavel. Canin.l, Granja, Imperatri,
S- Bernardo. S. Joiio do Prinripe, Sobrar. Novad'
El He*. Ico. S. Matbeiis. Keubo do aangiie. 9
Antonio do Jnrdim, Qiieserainnliim. t Parnahi 3a
Srginida e Sextas leiras ao meio dia por via da
Paraiba. Santo Anlao- Todas as quintal fe i ras ao
raeio da. Garailliuns. e Bonito- nos titas 10 e 24
de rada mes aomeio ti. Floresno dia 13 da
cada 0101 ao meio dia. Cabo. Serinhaem. Rio Por-
mozo, e Porto Calvo-nos dias I, He 21 de cad.
mea- ^^_________------.-.
\k 2 U ggezmGro!
Tecer encomios ao Augusto Chefe da
Naca Brasileira no seu Din Natalicio, en-
tre o Brasileiros, entre aquelles mesmos
que justamente o reputio Conservador
da existencia poltica do Imperio, Giran-
te da Conslituiga, Meta da Liberdade,
Centro da Uniio, Melhorador das Les,
Athleta da Religio ; Pai do seu Povo,
quandu anda he pupilo ; Defensor da Pa-
tria, quando anda as armas Ihe sio des-
couheci las; he cautamente assumpto o
mais vasto, e o mais digno das peanas de
cloqueles Oradores!
Estamos chegados ao undcimo Anni-
versario do Serenissimo, rouilo Alio,
muito Poderoso Senhor I). PEDRO II
IMPERADOR CONSTITUCIONAL. E
DEFENSOR PERPETUO DO BRAZIL.
Perene gloria, perpetua felicidade ciicun-
de o Tin ono de S. M. I! Apa, ale-
gra vi.-item boje a habitaca de todos os
aeus subditos fiis tanto as populosas Ci-
dadi-s, como as mais humildes cabinas!
A existencia do Joven Imperador, he hu-
ma felicidade publica : he a prova de nao
estarmos abandonados da Providencia !
Eile nao he acatado naquelles lugares so,
que teto a ventura de possuir sua Augus-
ta Pessoa ; ero todas as Pro ocias onde
seu norne, e sua innocencia sio adorados,
onde a ninguem he orcullo sua benigna
influencia sobie os destinos do Brasil; no
momento em que se pin.ipia a ra-gar
o veo demaggico, e o prestigio de afor-
tunados, poretn mediocres t-ynophantas,
fle esvaessesimilliansa do fumo disperso
pela suave aragem da tarde ; no instante
em que o desengao cometa a reunir-nos
contritos roda do Throno ; a existencia
do Imperador he boma felicidade puhlic,
he huma benco do Ceo. O Seu Dia Na-
talicio, seta aempre todos os anuos, em
todos os ngulos do Imperio, hura Dia de
gloria, de ventura, de jubilo!
Foi o Pai do Serenissimo Senhor D. Pe-
dro II o Fundador do Imperio, o DTen-
sor da Independencia, a Ponte da Liber-
Jade: oSnr. D. Pedro II he o Conserva-
dor de todas estas coi.sas. Aintla mais :
he nicamente o seu Nome a ancora da
tranquilidad*, eda seguranca das Provin-
cias : *e Elle frltasse.. onde estara o Bra-
sil ? O- males que ecte lem soff.ido neste
interregno de Monarrhia, he a prova ma-
is saliente dcsta asierro. O Turono, he
o uosso Saulelato coutra a devastadora
anarqua da America. Ah Qoe verdade
lio misteiiosa! Bras-leiros Firmes n-.s
principios de huma illustraci judiciosa,
e grata, o dever nos ordena de apreciar o
dom do Ceo, que to caldosamente nos
ronservou a mi bemfazeja desse He..s
Grande, que sustenta e dirige as N.ice-,
e tem no seu querer a dracaS dos Impe-
rios 1
Huma hella, e verdadeira popularidad*,
aquella da innocencia, e da vutude, l>?.
voltar naturalmente para o 0OMO Joven
Imperador todos oscorar;5es, e Elle ja te>n
adquiido paraofutuio sem anda osa-
ber exigir, era ler quera Ihe busque, hu-
ma grande authoridade fundada no re-
conbecimento, no amor, na ronviccio :
esta anihoridde sei a salvaca do B.a-
sil: o Brasil nao sabei recusar nada ao
seu Imperador, porque ja de de agora es-
pera d'Elle toJas as suas realidades. To-
das as divergencias, todas as preocupaces
polticas cahii antea sua reclMe. Seu
Titulo de Defensor Perpetuo ser realiza-
do na pacificaca interna, elle se: res-
peitado alem d<> Atlntico. Gloria! Glo-
ria dos futuros Brasileiros! Como trans-
portas os coracSes patriotas, como o teu
atractivo no fat pa'pitar Ch''g4remos a
ti ? Que nos fjlt ? Selle Anniveonrios n'
selle Anniveis.-rio*, eaPatiia sei salva!
He humappice na carreira do lempo; mas
nos periodo, da vida em contemplato
escaoee desta, esperarar selte anuos be
hum sacrificio: no-so, L-giladores o po-
dia diminuir ; nunca occorit-rio lio i-i -
periosas circunstancias! Devorados pela
intriga, flrtgellados pela ambica, pela -
oarquia, pela usohordinac 5, e injasti-
ca ; tozados dequaodo eco quando pelo,
roubos, victimas do sas-ino, cheos de
dividas e de imposto", B.a-iUiros An-
da sette anuos de contingencias, de ansie-
dades... sea mo destruidora da mor-
te?... Nao importa: legaremos nosas
esperancas nossos blhos, no.-sos des-
cendentes; transmitiremos-Ibes nosso a-
mor, n-ssoa deveres para com o Augusto
Chefe da Naci: e antes de enli a' mOI pa-
ra o jirgo de nossos Pis, eutoeiuos chel-
os de enthusasroo e de esperanc* : Viva
S. M. I. eC, oSnr. D. Pedro II Vi-
va a Integ'idade do Imperio do Brasil,
Os B. l.
.. i m i jiji J"
PARTE OFFICIAL.
RIO DE JANEIRO.
ASSEMBLEl OERAL LEGISLATIVA.
CAMARX DOS DKPUTADOS.
Ses ao de 13 deSelembro
A's i0 horas d< mauhi abrn-se a sesio
e lida a acta da antecedente he approva-
da.
Lc-se hum oficio do Ministro da Guer-
ra satisfasendo a requUicaS, que Ihe fora
feita sobre o estado das forcas de-terra, e
se ja concluio o recrulamenlo paia roin-
pleiar essas.forqas, no qual communica
quanlo a primeira parle e implcitamen-
te a segn Ja, que se ach p:eenchido o
numero de pracas decretado excepto no
Corpo de ligeiros de Matto Giosso : a
(jui'iu pedio as informadles.
Do roesmo paiticpando nao poder as-
sistir dscusao das foi cas de lena para
o seguinte nono Bnanceiro, assegurando
que continala a dar por escripia todas
as nfolmac&ea necessoias.
Do Ministro da m>irinha remetiendo
consideracio di Cmara a promocio dcal-
guns Ofliciaes daAimada feita pelo Pre-
sidente do Pai e relaco de outio, qno
n5 ob tante seus b'n< servicos, nao fu
rao naquella oiraia promovidos: C5-
missio deMarinha e Guerra.
Outro do Secretario do Senado partici-
pando que o Regente consentir na re-o-
lucaQ que app ova a pensio alimentara
de ia^J reis mensaes a D. Auna Barbara
de Jexus : fi.a a Cmara inteirada.
Do meamo participando ter o Senado
adoptado ai emendas feitas resolucaS
que ailnvitte a fa erem acta nos cursos ju-
ridiros osestud.int'S qu<- na6 liverem o
esludo do I'>giez, historia, geometiia, e
geografa: fica a Cmara inteirada.
Menciona-se hum officio do Vice-Pre-
sid.nte de SiOta Calttatin remetiendo
os actos legislativos da Assemblea da-
quella Provincia: Commissio respecti-
va.
L-se e approa-se a redacpaS da reso-
Iuca6 relativa ao Conselhairo Antonio Ho-
rneen d> Anata!.
L se o seguinte parecer, que fica addi-
ado por se pedir a palavra.
A CommissaS de polica vio o reque-
rimento do Sor. Depulado Vizconde de
Goyanna, em que requer que a Policia da
Mesa remova da Casa osTachgraphos do
Estrangulo do J mal doCommerro pela
parcialidade positiva com que f..l,ifi'-a os
actos desti Augu-ta Cmara ; eexaminan-
do quaes sao eavea actos, nao os pdedes-
cobru ; por tanto he aCommis'aS de Po-
lica de paieeer que tal reijuei melo na
pode serapprovado.
Paco da Cmara dos Deputados, em
13 de Sembr de i836. Pedro de Arau-
jo Lima. D. Joie Ue-Assis M^scarenhas.
__B. B. Soare^ de Souza.a
L6-se o seguinie parecer da Com. de
Pen-5-s e Oidenados.
D. Maria Magdalena da Careara Bi-
tancourle Oveia, requer q.io se tome
de noto cm coosiderafa o pro jet lo de re-
soloci'6 vindo do Senado, que approvaa
pensa comedida pelo Govcino a seu fi-
nado pai o Senador Manoel Ferreira da
Cmara, com sobrevivencia aos lilhos da
Supplicaute, visto que no impresso sub-
mttlido disrussaS desta Cmara hou*e
erro notavel na quanlia da pensa, que
sendo de i;080 rei no decreto do Go-
vemo, e no projecto original do Senado;
l-se no impresso que foi discutido i:800$
reis, oque talvez desse causa a ser a pen-
sa desapprovd* por pareier xorbitao-
te. A Comii>iss<-, vista do exposto,
entnde, que lindo com elleilo h engao que se nota, n.- foi discutido o
projeito lalqUal veo do Senado, e por is-
so pede ser novamente lomado em const-
deraga, se assim paieeer de juslija a esta
Cama-a.
Paco da Cmara dos Deputados, aos
i2 deSelenibio de I836.-J. F. de To-
ledo.-Gomes daFoneeca.
lie posto a votos e approvado.
O Sur. Souza Martina prope a urgen-
cia para que entre em disrusa a reso-
lutio vnda do Senado, a que se relea o
parecer que se acal a de ler e app'oyar.
A urgencia proposta he apoiada, e jul-
gada discutida, a,prova-se.
Entra em discussio a resoluca do Se-
nado que appiova a peno concedido pe-
lo Govemo ao Senadoe MaiiO'1 Fe reir
da Cmara Bitinronrt e S, em plena re-
muneraca desmis semigos, con sobre-
vivencia favor de seus nota netos.
D-se por di>oulida aies la a voto* heapprov-da,^ e adopiaJa, e
passa Commissio de redact.
Ordem do dia.
Entra em discussa a seguinte rrs tin-
ca 5 :
A Afsemblea Geral Legislativa resol-
ve :
Ar. nico. Manoel Antonio Hen-
i iques Tota, tem dreito a pereeber o ven-
cmentode lOO,^ leis meosaes, que Ihe
foi concedido pordecieto de 28 de Agos-
t> de 182i, competente ao empr.go da
Crurgo Mor do Eierco, conjuntamen-
te com o sold respectivo patente de
Coronel que goza.
Paco da Camra dos Deputados em
ItdeJunha de .835. Lima e Silva.
F. do Reg B-.rrts.Piolo Peixolo.
Ton. So parte na disrussio os Senhor-s
Heori(|uede Rz-nle, V>seo:idedeG y ri-
a, Lima e.Silva, Maciel Monteiro, e
Souza e Olveira, e fica adiada pela ho-
ra para se passar outrj paite du ordea
do dw.
f


2
DIARIO DEPBKNAMBUCO.
L
En Ira em discuss > a c guinlo resolu -
510 oFereci la po Si'. Nabuco.
Arl. UaCO. A le dafixaca de for-
cs de trra pjra o presente auno inin-
ueiro fnart' em vigor pira o uno limn -
. retro de 37 a 38, com as seguintes alie
\ac5es :
1. A dita forca podara* ser eleva-
da desde jaaoseu estado roropUt > fi-
caudo o Governo aatorisado a recrutar
na conformidade da Le de 6 de Outubro
de 1835.
2. O Governo fie auloiisado a
conceder desde ja huma gratificado de
campanba da terceira parte do respectivo
sold alem dos mais vene Bienios a to-
dos os individuos que luerem parte das
fxpedicS's a qualquer ponto do Impe-
rio, ou oelle se achando, oonjunetamen-
te cooperaren? para o retabeleciuHnto da
ordem.
O Snr. Francisco do Reg diz que nao
falaria na materia se nao tivesse nuvido
ler o ollicio do Snr. Mini-ti o da Guerra,
vota contra a fiuc.au porque nao quer
dar o seu voto a hum Ministro que nao
quer esclarecer a Cmara, que se negs a
saplisLzer hum dever.
O Snr. Rodrigues Torres he de votod<>
Snr. Fraucico do Reg ; parece-Iba nao
se estar em hum Governo representati-
vo porque os Ministros toraba da C-
mara zo tu bao do Governo, vota contra
re.iulo.ra5 uiaa dez< jva que o Sr. Na-
buco Ihe disaesse se es' autborisad > pe-
lo Governo a fasel-o ou se sabe se o Go-
verno quer <>u u este projeeto.
O Snr. Nabuco o que posso declarar be
que tudo quanto esta* no pr jecto j foi
vencido na Cmara.
O Stir. Torres mas se o Governo qner
OQ na5 he o que nao sei.
O Sur. Cornelio entende que a materia
fique addiada ate que o Sr. Ministro es
teja de saude pira vir a Gamara ou al
ciae oGuvernj conheca que nao Um Mi
lustro da Guerra enomeieoutro porque
nao sabe como em semelhante qnestase
ba de estar a pedir inf ovaiai "S por es-
cripto.
O Snr. Vianna observa diser o Snr.
Ministro que esta* prompto a d r todas
as iuformaces mas pergunta se elle tem
algura procurador na Cmara ou deve
addiar-se a discussa para offiriar-se ao
Sr. Ministro vota puis contra porque
quer que o Ministro venlia cumprir com
a sua obrigaca.
O Sor. Luiz Cavalcanti dizque he do
aystema Constitucional serem os Ministros
obrigadoaa comparecer em pnblico e mos-
trar se presta ou ru6, e a lies n.<5 cum-
prireui com esse dever d5 via prestimo
em psgar se as Cmaras Legislativas, me-
llior seria declarar-se o Governo absoluto.
Seo Ministro nao quer aturar os Depu-
tado largue a pasta: o remedio que lem
quequem quer ser Ministro be vira C-
mara quando na5 se vota pela fixaca de
torcas: fpta pois pelo addiameulo at
que veuhi o Ministro.
O Snr. Ileiinque de Resende vota pelo
addiamento.
O Snr. Carneiro Lea diz, que houvi-
ra a hum Sur. Deputado que era rne-
Ihor na5 haver Cmaras, nem sy-tema
repreaentativo ; i=to he que o Governo
deseja equec: mas cura pie a Cmara a-
turar tudo quanto del la requer? nada
temafaser? julgaquese deve addiar a
discussa, pois que o Sor. Minjiro era
ao menos se-dumlpa com infei mulade o
que era mais decente, mas dit positiva-
mente que nao quer vir e parece-Ihe que
se deve acusar o Ministro da Guerra por-
que nalhe falta crimes, ecooclue vo-
tando pelo ad liarnento.
O Sr. Alvaies Machado entende que o
Ministro nao tero obrigaca alguma de
comparecer.
O Snr. Luis Cavalcanti nem nos de
votar -mus pela fisaca.
O Snr. Alvares Machado a lei incum-
be a Cmara a votai\unualm> rite a fix gao
de furcas, mas nenbuma L i incumbe aos
MJiii-tros virem assislir a discussiS. Hum
Snr. Oeputado a lei do decoro e da decen-
ci-
O Str. Airares Machado dit, que o i
Mini to ja comparece ) deu es cha
re. imt ritos neccsssrius, quando outrora
se discutio esta mwm*, materia e de que
se traclou entaS quando este o Mi-
nistro presente? da familia do Ministro,
de seos irmas, de seu sobnnbo de as-
sassinio, de julgamentos &e. (nuito apil-
ados) e hom Meuibro que diz precisar de
informsces, nunca estere na Cmara
quando o Ministro fallou: rota contrae
addiamento.
O Snr. Cornelio entre ondas obserra-
cot's que faz observa a ir id 1, que bem
que o Ministro venha a Cmara n6 da va
infurmaijes algamas por naS ser capaz
deas dar, quer que elle comparece pa-
ra que o publico conheca a sua inoapa-
cidade e conclue rotando pelo addiamen-
to.
O Sr. Rodrigues Torres julgaq' o ad-
diamento deve passar e que como o Ilus-
tre Deputado au;h<>r di Projeeto quer
que o recrutameato as faca em virtude da
lei de 6 de Outubro de i835, o que vae
de encontr ao Ollicio do Mini-tro, he ne-
cessario a presenca deste para dissolver
essas diflieuldades apontar os meios ma-
is convenientes para ohter.se o numero
de pcacas necessarias; vota pelo addiuien-
to.
O Snr. Francisco do Reg reforja o
que dissera antes, e declara, que em quan-
to na5 for informado ou convertido da
necessidade de elevar-se a forsa votara'
contra.
O Snr. Bhering em longo discurso mos-
tra a conveniencia de que o Coruo Le-
gislativo, prevalescendo-se do Ministio
nao comparecer, na5 Ihe ateas m6* e
0 inhabelite de em pregar os meios de cha-
mar as Provincias revoltosas ordem, e
depois de outras mais observaces em que
responde aosSrs. que pugna pelo ad-
diamento rota contra alie.
O Snr. Limpo de A breo responde aos
Sii>s. Rodrigues Taires, e Francisco do
Reg, mostrs que n5 he esta a vez pri-
mrira que as Cmaras tem tratado de se-
melhantes materias sera a presenca do
Ministro e que a esta o Maistro nao
obrigaca de assistir porque na6 he pro-
posta roas sim hum projeeto aprsenla
do por hum Membro da Casa, afirma
que se prestara as informaco's que f <-
tem pedidas e vota contra o addiamen-
to.
O Snr. Paim defende o adiamento e
responde aos Snrs, Machado, Bhering, e
Limpo de Abreu.
O Snr. SebastiaS do Reg vota pelo
addiamento porque quer rogar ao Go-
verno pioeagoa, n0 pode votar n.< ma-
teria sem informaces do Snr. Ministro
da Guerra e at v, ta pelo ad liarnento
(o honra mismo dos Sis. Deputados da
maioria.
O Sur. Maciel uonteiro vota pelo ad-
diamento por duas rasos capitalsimas,
por nao querer dar forca ao Goveino e
pira q e o Ministro da Guerra presente
na Cmara mostr na incapacidad.',
e este sentido responde aos S'irs. que im-
pognr o adiamento.
O Snr. Vasconcellos pronuncia-se pelo
addiamento porque informaces ha que
nao podem ser dadas por escrito mas sim
vocalmente e nao se ha de adiar a todo
o momento a discussa para esperar por
ellas e por julgar nao estsr o Snr. a-
buco, author do projeeto, habilitado a
dal as a mane ira dos Commissarios dos
Mini-tros na Cmara Francesa cato
em que era dispensavel a presenca do Mi-
nistro.
O Snr. Sbuza Maitins depois de algu
mas reflexes pronunciarse contra o addi-
mento.
Ad diado a discussa pela hora para
se votar na materia o que nio se appro-
va.
O Snr. Presidente marca para ordem
do da a- mesma materia e levanta a Sea-
so depois d&s dss horas da larde.
DIVERSAS REPART1C0ENS.
PREKEITt KA DA COMARCA DO RECIFE.
Parte do dia 3o.
Illm. eExm. Sr.
O Commandtnte da Patrulha de Poli
ca, que rondn 110 Districto do Corpo
Santo, participa ter prendido, e recolhi-
do a minha ordem ao Gilabjuco do mes-
mo Corpo hum preto de nouie Domin-
gos, |que parece ser novo na trra ,
por nao sal), r la lar a lingos, o qual vin-
nha acoropanbado de outro preto, que
avista da dita patrulha, se evadi; o
Gommandante de outra patrulha de Po-
lica que roadou no Di-tricto de Fora
de Portas prendeu e recolheo igualmen-
te so dito Callboneo o crioulo de oome
Matheos Josa da Silva, por telo encon-
trado eom huma f*ca de pona, que os-
rompanhou : o Sub Prefeito da Fregue-
sia de Santo Antonio remelteo presos ,
e tivera igual destino, Antonio Francis-
co, e Applonia M.ria do Rosario, pre*
tos casados, e moradores na ra do mun-
do novo, por estarem a moa noite fazen-
do grande alarido e ter-se queixado a di-
ta preta da que o marido a ha via acoitado,
tendo a atado com cordas a umquar'oda
dita caza, e Francisco, tambero preto,
estrsvo de Maris das Dores por ser en-
contrado as duas horas da mmh deitaio
no pateo da Igreja de S. Francisco.
No da mais consta.
Dos Guarde a V. Ex. Secretaria da
Prefeitura da Comarca do Recite 30 de
Novembro de i836. Illm.e Exm. Sr.
Francisco de Paula Cavalcanti de Albu
querque, Presidente da Provincia. Ma-
noel do Nascimentoda Costa MonIerro.
ALFA.N0EGA DA8 PAZEKDAS.
OBrigue Inglec Kara vmdo de Lon-
dres entrado em a8 do rocente Cap-
ta Robert Faiscloogh Consignado a M.
Calmont & C.
Manifctou o seguinte :
4 > barricas com chumbo, ao pessas de
ferro, 1 caixa com um raoioho, deasu-
car completo, 9 Taxas de ferro, 3 caixas
rom f.-rr.g.m, 1 cadoz de peixe um tan-
que, 1 embrulho com serras, 27 barricas
com graxa, a arados d ferro, 1 grade de
de dito, 16 bai ras de dito, 1 caixa com
instrumentos de medicina, 1 caixa com
botes 15o barricas com serveja, m6
fardos com fasendas, -ji caixss com dita,
4 ditas com papel, 1 dita com selins, 1
dita rom huma alampada de sima de me-
sa, 1 dita com hura, relojo, 1 dita com
roupa, emuzica, licaixesrom chapeos,
8 ditas com dito de sol, 14 barricas cum
er, 75 caixss com queijos 27 barricas
' com tints, 3 caixas com graxa, 4oo bar-
ricas com farinhs, 3i briicascom salitre,
100 caixss com saba, 1 dita com bter
ros, 1 fardo com dito, 5 pip's com vinho,
835 barricas coro plvora, 5o caixas com
vellas, 1 cofre, 4 pares de pistolas 1 ca-
ixa com instrumentos mathematicos, 1
caixa com hum oceulo e papis.
O Brigue Portuguez N. S. da Boa-Via-
gem, viudo do Poito enlisto em aO de
Nuvembro, Capillo Manuel Antonio dos
Santos, consignado a Joze Pereira da Cu-
aba
Manifestou o se seguinte:
550resteas de sebollas, 502 esdeiras,
25soBa-, a6 barriz com paios, 43 ditos
com'presuntos, 43 caixas c m nozes, 1
caixote com livro 1 \ caixas com fasendas,
3 conhstes com obras de prata, 28 caixas
com chapeos, 4 pes de pedra, 38 barricas
com bacnlho, 3 caixas com fio, a bahus
com obras de prata e meias de linho, 1
caixa com pedrasde afiar, ao caixas com
f-.-rragem, 111 barriz eom dita, 1 b.hu com
ftsenda, 35 canhetes com ferrsgem, 2 ba-
nheiroa defolha, 2 cuicas com guitarras,
6 ditas oom archotes, adjlascona coleado, |
1 cunhete com chapeos de sol, i locador,
a caixas rom | eras secas, 1 sueco cora no-
zes, 96 ternosde condeca, 24 peneiras de
rame, 2 caixas com miudesaa, 564. bar-
ricas abatidas, a5 cunhete com vellas de
sebo, 400 arroub .s de figos em ccira*, 25
pipas, e a7 barriz com vinho, 50 barricas
desevada, 1 cunhete cura obras de ouro,
1 cmoda, 33 mezas, 61 ancoretas dea-
zeitonas, a caixas com luscoito, a caixea
com doce, 28 ieixes de Uboas, 1 b. senda, 4 pachtes de fio, a ditos coro fa-
sendas, 10 caixas coro frutas, apotescom
uvas, ao Ieixes de albos, 1 cama, 100
ceiras de figos, 1 embrufhn com fasenda,
6 bar cas eom castanha, 36 pipas com a
goardenle de Frattga, 5o me os pipas com
dita. 5 qoarloa de dita com dita, 1 pipa de
vinagre.
Fora do Manifest.
1 barril comjcame, 1 dito com agurden-
le, 4 causstras com frutas, 1 caixa com
noses, 1 caixa com cattanhas 75 fexes
d'alros, 3o peneiras, 1 lerno de conde-
ca, 1 canastra de sebollas, 14 bricss
com ferragem 5 cunhetas com dita, 6
casnastras com frutas.
fc- O Brigue I' glez Maiy viudo do Rio
de Janeiro entiado em a9 de Novembro
Capita Wm. Leope, consignado M.
Calmont &C.
Manifestou o seguinte .*
835 Barricas abatidas, 8 saceos com
5.6(i6$7'iu em moeda de prata no valor
de 96O 1 caixa com miud.zas.
O Brigue Ingles Maypo, vindo de Co-
penhague entrado em a9 de Nuvembro,
Capita Ronaid Maxivell, Cousiguado a
Harriasons Latham & Hibbei t.
Manifestou o seguinte :
!5o5 barricas com farioha, no meias
ditas com dita, 554" Ladrilhos, 5o quei-
jos ao presuntos.
SIRZA DAS DIVBRSA8 RRNDAB.
k pauta he a mesma do N. 258.
CMARA MUNICIPAL DE OLINDA
Scssa extraordinaria do 2a de Setcm-
bro de i836.
Presidencia do Sr. Barros Falca.
Comparecers os Senboies Doutor
Chasgas, rOliveira, Passos, e Roselles ,
faltando com caoza os Senhores Barata,
Albuquerque, e Azevedo.
Aberta a Ses>a5 e lida a Acta da antece-
dente lo i approvada; O Secielario dan-
do ronta do Expediente, mencionou oa
Oficios seguintes:
Um do Exm. Presidente da Provincia,
em qne re un lia dous txemplares d s
n laces das Notas, emitidas ua Corte ,
e Provincia do R o de Janeiro :
Outro do Snr. Vereador Albuquerque,
assaz recomroendando o lequerimento ,
que por elle foi apprt sentado na Sessa
pastada.
Foia apresentadas ss con'as do Pro-
curador, que se achava piesente, do tri-
mestre lindo em Marco de 1836, com o
parecer da Commitsa e Mandado dos
Vereadoies, queent servia, para n
se levar em conta a quantia de 2$9bO
feita pelo mesmo. A (Jamara resol veo na
forma da ordem dos Vereadures, e Pare-
cer da ('ommisssa. Assim como tarubem
reaolveo nao se levar em*conta a quao-
tia dei5^o6o, que o mesmo Procura-
dor tiroude por cento, diuheiro irce ido
da Cmara em ma do Amiuitrador das
Balances.
Declerou a Cmara, que foasem reme-
tidas estas coritas, e bem ansien as de De-
zerobro do auno passado a Comraissa
dos Senhores Bairos Falca e Azevedo.
Arispeito das coolas de Marco rejol-
veu, que foiseui eotreajuoeao Procurador


s
DIARIO DEPERNAMBUCO.
o
otra i eformallas. A re-p-to dn de Ju-
nho ordenon a Cmara, que o Procura-
as flpresentasse.
N'esta mesma Sess. se rootinuoii a a-
puracaS geral dos votos para os no vos
Ve rea dores.
HouveraS varios requerimentos de
partes, e por ser dado a hora o Senhor
presidente levantou a Sessi, e fiz esta
Actaem que assignara. CeaJoaquim
Higtno de Motti Silveira, Secretario es-
(irino o escrevi. 154nos Palca5, Presi-
dente, Olveira, Passos, Doator Cbagas,
Rozelles.
NOTICIAS ESTRANC EIRAS.
Bohemia. Praga a de Setembro.
Hontem i do corrente chegaram a esta
capital SS. M\I. ;'n 9 horas da manhi e
a comitiva dirgiu-se desde a cusa dos in-
valido*, onde priaieiro piraram, ate ao
palacio Hradschin apresentando mu es-
pertaculo luzidissmo. Toda cidade es.-
tava armada e adornadas as janellas com
grinaldas de flores e bandeiras com as
cores imperiaes, e escudos de armas das
cidades e provincias adiando se forma-
da a guarnicio de grande uoifoi me em to-
da a estrada que deviam recorrer SS. MM.,
e igualmente o Cor po Municipal, e as di-
versas corporaces de artes e cilicios o
clero 1 os alumnos dos colegios e esco-
las, e a corporacio dos Judeus conser-
vando cada um por ordem o scu logar.
As orne horas da manhi chegou a comiti-
va ao palacio Real no meio de Salvas de
arlillieria repique de sinos, e acclama-
c5ss do povo. SS. MM. fui am receb d >s
entrda da capella de S. Gualberto prlos
meuibros da sua augusta familia que ti -
nham cbegado a Praga os dignatarios e
einpi egados da corte e depois pelos ofi-
ciaes superiores das provincias, os heie-
dil-iios, as deanais authoridadct do go-
verno, da piovincia-, da cidade e uni-
versidade de Praga. Cumpriroent u a S.
II. o Conde de Chotek, piimeiro Bour-
grave com o discurso tteguiule em lingoa
Bohemia :
" Serensimoe podeiosissimo Impera-
dor e raui benignoSenbor :
u No meio das acclam.ces de toda u-
nia naci que v a sua felicidade na glo-
rioa chegada de V. M. atrevo-me, Uva-
do da rilis viva emocio de goso a apre-
seutar-rne ante a vossa sagrada pessoa a
frente dos officiaes da provincia e do Go-
verno.
V. M. dei\ou a capital do imperio e
vtio viciar osseus fiis va ssa 11 os Bohemi-
os a fim de que a coroacio de V. M. co-
mo Rei de Bohemia e da nossa benigna
Imperatiiz e Bamba estreitassem anda
mais os anttgos, e recprocos vnculos d
amor eadhesio que exUtem entre o mo-
narca e os subditos. Apenas deroneu
um anuo desde que todos os Bohemios go-
saram por minias semanas a dita de ver a
V. m. e a sua augusta Esposa a Impera-
triznomeio delles, admirando a piedade
sublime, a bondade e justica e a popula-
ridade incomparaveis ; qualidades quede*
coram a V. [VI. mais que todas as insigni-
as e iias quaes todos os vosios subditos
vem a granlia da felicidade, e bem estar
da patria. Nada pode haver por coose-
guinte mais siucero e real que as manifes-
taces do jubilo publico com que se so-
lemuisa em toda a Bohemia a chegada so-
lemne de um monarc muito amado.
No meio deste agradavel transporte de
alegra geral de todos 01 coraces dgne-
se V. M. laucar benignas vistas sbreos
membros do Governo d que se reputam ditosos de que como or-
gios das mais nobres intentes e de-ejos ,
Selheiktenha permittiJo srvir um Sobe-
rano tio benvolo, e presentar respeito-
ament ao* ps de V. M. os votos que
emiiieu, pela felicidade e duracio do rei-
nado de V. M.
Depois dS. M. ter respondido nos ter-
cios mais benignos desreu dncochecom
S. M. almperatriz, dirigindo-sea porta
da dita capella, oude rtceberam $S. MM.
o cura de urna das grejas mais antigs de
Praga, eoa entrada da capella o Princi-
pe A; cebispo de Piaga o> B spos de Lei- I
traeritz, Koniggratr, Bugdweis, e Brunn.
os prelados cruzados e mitrados, e o cle-
ro. O Ai cebispo dii igiu um discurso em
lingua latina a S. h. que responden no
mesmo idioma. Depois beijsram SS.
MM. a crut dada igreja metropolitana
de Praga pelo dcfunto Imperador Carlos
4. que Ihe spresentou o Principe Ar-
cebispo e voltarsra cathedral acompa-
nh idos dos membros da sua augusta fami-
lia das grandes dignidades da corte ca-
pitiesda Guarda de Corpa, ajudante ge-
neral, camareiio mor camareia mor da
5. M. a Imperatriz, e de mais damas, pre-
cedendo o clero ,ea nobrer.a.
O Principe Arrebispo cuntou na cathe-
dral durante o repique de sinos e salvas
de artilheria as preces pro lecpiendo
rege e o hymno de Santo Ambrosio e
conduiu dando a SS. MM. a benrjio e-
piscopal. Acabada a ceremonia passaram
SS. MM.ssuas habiaces pelos corredores
interiores, e receberam a depotacio dos
K-tados de Moravia e Silesia os ofGciaes
superioiea das provincias e dos Gover-
nos, apresen>ados pelo primero Bourg-
grave eos magistrados e membros da u-
niversidade de Praga apresentados pelo
sub titulo do grin Cbanceller. SS. MM.
chegaram depois janella do pateo de S.
Joige deixando-se ver ao povo reunido,
quemanifi-slou novamente a sua satisfacio
com repetidos e unnimes viva.
( Journal de Fraockfort. )
Suissa, -- Bernc 6 de Setembro.
Assv-guram que o Avoyer ( piimeiro ma-
gistrado ) Mr. Tochatner recebeu ha dias
urna communicacio confidencial do En-
ea 1 regado de negocios da Suisaa m Pars,
segundos qual a Franca nao tomar parte
alguroa no b'oqueio com que tinha amos-
cado a Suissa ; roas ce ministros nos E ta-
dos da Allemanha deviam ter recebido or-
dem para que no caso de nio cederer to-
dos os Cant '8 aoconcluaum da Dieta, re-
lativo ads estrangeiros, se retrrassera im-
mediatamente a Basila fi-cascm van-
ear tropas desde o principio de Site*.b o.
Por otr parte sebe-ge que os governes
Allemies manifestaram a sua saii-f.cio pe-
las medidas adoptadas pela Saiaaa contra
os refugiados turbulentos.
Hoje de ve i radar a Dieta da Causa de
Conseil. Dizem que Mr. Ktller, mem-
bro da rommissio encarregada de oxami
nar as pecas, pr punbs-se convidar a alia
assemblea a que deca i a-se que o Embai-
xador Francei, o Duque de Montebello ,
eseu secretario Mr. d Belleral se hio
tornado culpados de faUificacio de paxsa-
porles delicio previsto pelo cdigo Fii-
ecc e a pedir a Franca que examinassem
a conducta que convm observar a respei-
to dtslas peisonagens cobertas com a im-
munidade diplomtica.
O Conde Bombelles Enviado de
Austria na Suissa, sollicitou eoliteve urna
licenca Ilimitada. ( Federal. )
Lausana 6 de Setembro. Apesar de
se ter adoptado o conclusnm conlinuam
os rumores mais atterradores acerca das
disposices das Potencias a respeito da Su -
isa; sendo preciso convir ue asassercSes
de certos bomens, que por sua alta posico
podem saber o que fle passa tendem
rnai-- a fazer acre.liiar que a desmentir laes
rumores. S> ja o que fr asseguram que
a Franca por caucas facis de advinbar,
dsistiu da desacertada idea de bloqueio,
Os Estados Allemies nio se manifestaos la
dispo-tO' a renurifciar a esta medida de
cuja realisacad na5 duvidavam mediante as
prumessas do Governo Francei. Os mi-
nistros da Santa Allianca acreditados
junto da C'onfrderaca tinbam plenos po-
deres para que avancassem immedi'ta-
mente tropas sobre a fionteira e pode di-
zer-se que se desattenderam nesta parle
os preparativos dos Erados Allemies li-
mitrophes, ao pa*so que Mr. Thiei-a se
contenlou com ameacas, julgando sem
duvida que estas nao necessitariam cor-
roborar-se com demonstrages militares.
Parece que a e nao muito do gO*io dos Enviados das
Potencias. D sde que se p em plano
nao expulsou a ConlVderaca seiia6 ii
dos refugiados mais perig>sos que admit-
tiu no seu territorio a pesar de seterem
envalo as policas Cantonaos listas nu-
merosas formadas* mior p ckfoit. E te'resultado desgosta os agentes
diplomticos que devem lar dado a en-
tender sua prxima partids qu?| se
seguir a re< oncentraca dos coi p>s do
exercito as lionteii s da Sui-s Estes
so os rumore que circulara mas que nos
n.i arliancamos.
Falla-se da remociode Mr. de Mon-
tebello romo de urna cousa decidida j no
G* bint te das Tu Iberias e at ce citam
cartas de Pars que o ratificam. No que
nao cabe duvida que cessou era Brne
toda a relacaS en I re o l'.cnba x .d >r de Fran-
ga ea g neralidade de lodosos Diputados
da Dieta, existindo a m.una reserva a res
peito das outras legaedes. N'uma pala-
vra, a patria acba se n'um daquelles pe-
riodos em que nao eonta com e.stabilidade
alguras, e ameaca a cada instante urna
crise. Le vouvelliste Voudois aflii ma ic-
fiTndo-se a carta de Paiis, que certa a
rernuci de Mr. de Montehello.
Concluiu-seo expedi-mie particular
centra o Coucelho, e remelteram-se as a-
ctas ao procurador geral para que se decla-
re completo.
( G. de T.iuzana. )
Deve ter chegado no s de Setembro
urna nota concernente aos refugiados. O
ceiio queoDeputado Presidente da Die-
ta Germnica nio partir de Fran< klort
seniooito das depois, por causa do* ne-
gocios da Suissa. No gram Dina do de B
den verificaram seoe movirnentos de tro-
pas. Dieem qae os Embaiadores Allemi-
es, no caro d< se 0I0 cumpiirem inteira-
mpnte as condicSes do conclusum iiio pa-
ra B -silea, p.ira mandarem -vancr as tro-
pas que est 6 sos disposicao\
( L'ami d.i Peuple. )
ITALIA.aples, SS d'Ago-to.
A viagem do nsso Fvei deve ter feli7.es
resultados. S. M. escreveu entre outras
pessoas, ao Ministro urna tonga cait- data-
da de Vinaa na qual faz um grande elogio
do Cbnete <]c mineraloga que possue a
quella capital, emamf>stou desejosdque
se estabtleca aqoi urna collercao similhante.
Porem o mais importante o li.-en amen-
to de 10 mil soldados, qui diminue ronsi-
deravelmente as despenas do Estado. Esta
resolucio tem tanto mais mrito, quinto
le conhece a predilercaO do Rei pela classe
militar; predileccaS quecuslou j grandes
snmmasao paie. Na5 meas digna de
elogios conduela do Rei em Paris. Pelo
que diz resp> ito aos negocios commerciaes
sao quasi nullos, as medidas de quarenle-
na emoaracam muito o commercio, poi-
que e-la nteiramente probihida a entrada
da navios de Genova, o de Civila-Vechia.
( Gazelte de Augsbourg. )
Em data de 4 de Setembro escr^vem de
Cbaumont ( llaut- Mamo ) o .-eguinle :
Mint s cidadrs tem dado exemplo de
uma di-posicio, que se g. ramente se adop-
tasse, poderia ira msior influencia no
progresso das bellas ai les. Tem abertos
moseusem que setem recolbido clastifi-
cado por ordem melbodica todos oh obje-
ctos artsticos de escultura, pintura, nu-
mismtica, antt>uidadesetr. disseminados
nos edificios pblicos ou p.-i tencen'es a .1-
preco devido. Um louvavel seiitoun'o
deemulaciose tem apoderado da nos-a
Cmara Municipal e devemoa esperar
que em breve veremos inaugurad uai e~-
tabeleciminto de^te genero debaixu do ti-
tulo de Buuclsardon.
( Journal des Dbats.)
dem, i3.Escrevem do Rio de Janei-
ro em data de 12 de Julho o neguinte :
Recebemos estes dias pissado* noticias
do B10 Grande, que pioduzirain uma
grande satisfacao no commereii. O.cor-
reo uma revo'ugo era Porto Al^gie, ca-
pital d Provincia favor do Governo.
Os rebelde* que se tinham feilo s-nbores
da cidade, deporeiam as armas e seu
chefes foram presos ; espera-se receber
os piimeiros avisos a notxia de que o dra-
ma s-rigiinolenlo que durava ha mais de
um armo na qu. lia di-sgracada provincia ,
se achepor fim terminado. Islo seria uma
furtuua para a n s>a cidade, que liuha
muilocorssummode fruclos na quelle pon-
to, e dar provavelmente alguma activi-
dade aoa negocios.
Em data de 3o*e Ago.-to escrevem
de Fian kfort o seguinte :
Na -e-sao da Dieta de 13 destB mes edo^
ptou-se uma deciso relativa a questio, e
mudanca respectiva do Giio Ducado de
Lux-mburgo pelo Limhurgo. A Dieta tin-
ha anuiinciado nesla resolucio, que con-
sentir na le.'sio, ajuntando debaixo de
quaes condices, e parece que nio bavia
detpieaado astas a Blgica. Poiemna men-
ina ses^ioajuntou sea acta a declaracio do
Rei, como Grio-Duque, na qual S. M.
diz nao poder n n-eriiir na mudanca do
Luxembuigo ptlo Lin.burgo.
E-ta declaracio a mesma que bavia
feilo anteriormtnle, e serve para muslrar
o ca acler firme e deciido do Rei Neerlan-
det, quenaoquiz reconherer debaixo de
condicao alguma o remo da Blgica.
O Principe Constantinode Caradiga,
ultimoMinistiode Gre<*a era Franca, Ib i
notn ado gram OlTicial da Legiio de hon-
ra.
Um despacho telegraphico de Marsilha
annun ia a chegada quelle ponto no Sa-
b.'do iO, da viuia de Mural irru de
Napoleio.
Ouvimos dizer qce 'Mr. Mole* est
indi.-posto em tonsequeocia de um ataque
bili.s'.
Dizem que o General Sebastian! sol-
tar para o seu logar de L-mdr s no 1.* de
Outi.bro, eque para a mesma epocha es-
pera-se Lord Gran villeem Pars.
O maiores segredos diplomticos se-
riara muitas vezes facis de penetrar, se
em vez de fixar a sisla na immensidade ,
olhaasemos para os nossos ps. Quand
se designa para logar tio eminente, e ao
mesmo lempo lio diffscil as presentes
circunstancias um hornera como o Duque
deCogy, dse se ao men< s deixarnos a
facoldaue de crc-lo ou duvid-lo. A mes-
mn bse v.-cio apnsei.ta *e a re-peito do
Marecbal Soult, assim orno tamh*m se
apiesentou para a eleiclo de Mr. Martin
( du Nord ). Os negocios *to bstanla ar-
duos no estado truqese deixa o ministe-
rio de ia de Fevereiro, para que os bo-
mens mais affeicosdos ordem actual de
cousas niohesitera algumas vrzes antes de
entiarna frac ci que Irabalha na nossa
organisacio go ver nativa.
( LaPaix)
Cartas de Ptter-burgo, em dla do
30 de Agosto, dizem que o Baiio de B-
rante pediu explicai&es em nome do Go-
verno Irn, ez ceica do recio lamen lo de
5 bomens por cada mil, ltimamente or-
denada pelo Imperador Nicolao: e anda
que calculado em i00 mil sollados, deve
pr odozir aOO mil. Dizem que o Conde Nes-
selrode retpondeu not. verbal do Bario
de Barante que esta medida nio lera ou
t>o objectoseno proveras vagaturas que
deixai mu as guarnices do interior, e a
remssa de tropas que devem oceupar a
Polonia, orcupacao que necessaria ,
nio s para manter a ordem n no, eomo tamben para conservara tran-
quiHitfadeda Allemanb.
Hi tres dias que o IWini>!eiio hesita de-
clarar o nome da personagem designada
para a embaizada de Midi id. Nao temos
nri-as mesmas razes p->ra e-peiar igual i
lencio ; por tanto d remos, que este Em-
balador mi-, de Coigny, prenle de Mr.
de Sebasliani, que t un. na Cmara d> s
Paies urna posigio similhante de Mr. de
Montebello, e > os procesaos polticos cel-
lo* ou sena linba dos mais implaraveis.
Concedemos porque -e hesita em dar a
conhecer similhante eliii,o; mas eolio ,
p^r que se fez 't
( Journal du Commerce.)
S^gunrfo escrevem de M iscr.w o famoso
sino da sea cathedral que ha cem anuos
estaa fora de uso, acaba de ser tirado do
ponto em que se sepultou ; roncertou-se ,
hizen-sede nove epoa-se sobie um pe-
destal ante um immen=o concurso que a-
cudiu de muitas leguas em redor para ve-
lo.
Esle sioo fundido por ordem da Ira-
peratn Anna Iwinhowa n^5 tem miis
igual no universo iriteno Sua altura de
ai p<; seu dimetro de 13, e sen peso de
19 mil puds Rossoa, ou 40 md libras. Fo-
ram piecisos oito horneo p.-ra tiar trra


DIARIO DE P ERNAMBCO.
-*-
que tiulid no seu vasio
( Juui nal des Debata. )
( Do Diario do Governo de i/sboa )
VARIEDADES.
OS ClRCASSIANOS.
Entre os povas que habitara o Caucaso,
os Cii cas id nos sao una dos ma's incom mo-
dos para os piojectos de invasio da Hu-.sia,
e porconseguinte uon dos mais inttiei-an-
tes par o resto da Europa. Se honver*
mosdeac: editar a maor parte dosgeo^ia-
phos, epaia n>a' cerio poni na-de ver,
tstudar o e-tado so i-I ds iacs do Cauca-
O era ge ral, peque, secundo a opiniio
de ramio.- sabio-, existem entre eslas ricas,
e a nossa, lelaces de origem ciinroum,
pois os nosso* pas eram oriundos daquelliis
regies montuosas.
Os Circassianos que h bitam o grande, e
o pequeo h. la alem do Kubau, cha mam-se a si mes -
inos Aligo ou Adeli. O mul-ummos Ihe
chamam Tche'kesses. palavra que se diz
tr de origem turca, e q e se coinpe de
t her (camin)..) e de kesrook (corlar). Se-
gura! ts'a etyinologiii, de crer que os
Tcherk'Sses pa:,savam por sallead-ves, de-
nominaeao que nio a mais propria para
excitar-nos a ostentar os no-sns t tulos de
paruitesco. Poreru sei jutto recordar u-
nia circunstancia que contradi* esta expli-
c*cio d.i palavra Tclieik's-es, e que os'
antigrsronheciam ja urna meo a que cha-
rnavam Re kctes.que habitan o Caucaso,
e as margena do Mar N gro, e que segn
d todas as. spparencias a mesnia em que
Taraos uceupar nos.
Amigamente o ten iloiio occnpado p ir
te poro se estendia muio mais para a
parle do norte que agora, porern desde os
progresos dos Kussfs, e bobre todo desde
oestabeleciraenio da lli ha militar do Cau-
caso em 1777, os Tchdkesses lem sidoie-
rsedos para o outro lado duTeiek, do
Karka, e do K./bau,
A nopu!...,,) da Pircassia avalia-se em
50 mil habit; rites. Este paiz aprsenla na
ana organiza poltica o duplicado car-
cter de um rgimen feudal, e de Qin go-
verno aristocrtico. A falta de toda a es-
pecie de poder central favorece o inflnxo
dominante d. uobrezs, e impede que se
amalgamen) e igualem as dulcientes con-
Jices sociacs.
Toda a populacio se divide em cinco
classea mu d.a'inctas entie ai. A primei-
ra a dos Principes, que domina todas as
outias. As prerogativas desies Principes,
qoe se subdividem em trez differentes je-
rarchias, equilibran) se em certo modo,
de manen que todos os que estio colloca-
dos aomesmogro de uobreta sio inde-
pendentes uns dos outros, e nao reconhe-
enrn outra superoridade senio a da forea
fysica, ou a Uo vetar intellectual.
A segunda cla>se corope-se dosouzden
cu nobres, que na lingua do paiz se cha
mamwok. Oa libertos livres do nobres
u dea Principes constituem a terceira cas-
be da nobreza : pelo que toca ao servico
militar, (cea aujeitoi aos seus antigos a-
moi. O hbeitjs do< libei tos corapoem a
quarta elasre, e logo fumara a quinta os
teth khott ouaetvus, que se subdividem
era lavradores e em crudos das clas.es
uperiorei.
Cada ramo das casas d s Principes t-ro
debaixo d suid-pendencia muitas famili-
as de nobres. Este.-, podem passar de uro
Principe a outro, e daste modo muitos fa.
nidias, com especahdade as de K.hard..h,
frito poderosas. Oa nobres tem obi igaco
de pagaras dividas dos Principe*, e de
lhes subministrar o necesario para asna
subsistencia, d.nJe resulta que estes en-
cargos recaliem com dobrade pso sobre as
ctattes inferiores, pois desde asmis eleva*
das al s in6m s, todas se fa.-ern reembol-
sar por seus inferiores o que p^gim i .su-
periores, e alrm disso o que ueccssitaiu
para si roesm.
O Ujo i\i nao obstante is-o que o
Principe faca de vez em quan-lo 'guns
mimos aos nobe^que 0"BUStentam. l-ies
dous passamde (m> a filbo, ea lelaco das
causase circuu.t. u ia: que lem t>ij origem, te conserva por tradico, tanto na
familia do que d, como na do que r> cebe.
Q >aodoo vasssallo se negt sem sumciente
motivo a obedecer ao seu Principe, tem
que devolver-lhe todos os prsenles qoe
tem recebidodo dito Principe, elle e sim
anlepassados. Est claro que estas rt!ac6*
es se fundara em principios anlogos aos
que tem dado origem ao sy^tema feudal, e
as regrasda felouia.
A condicio dos lavradores comparati-
vamente mais dura a re.-peio dos Dobres,
que a de ^eus superiores a respeito do Prin-
cipe. Os lavradores tem obripaco de pa-
gar as dividas dos Senhores at as que pro
redem dj ioub.>s; prdem alero disso ser
vendidos juntamente com as Ierras qe
cullivam, roen* s que estas^lhes pertencam
de piop iednle absoluta. Sua situacio so'
prefervel a dos criados dos nobres e
Prncipes, sobre quero tem seus amos nao
so' o poder de vende-los quanuo queiram,
mas tatnbemo direito de vida e roorte.
(Msgaain Univesel.^ ,
(Do Diario do Governo de Lisbju.)
TBEATRO.
Descripco para o 3 d3 a de Dezem-
bro. I. (Mjue a prmti.a Autboridade
da Piovincia tiver subido ao camtiole
competente, os Piore-sores da Orches'ra
daio piinripio famoza Overtura Nos
e Sindu'na. Apareceiio as Deozas Floras,
Amalteia, Venus, as Gracas, Olinda, e o
BizI : Flora em urna Aria Anloga con-
vida as Nerciis, e marchio todos ao Tem-
plo de Flora que j se acha desrripto, e
licara p-tenie a grande illuminaco : a
mriamoi foze do grande camarote, no le-
lugar ueste i." dia nao so' por ser di-
ficohosa na prat ca, como porque a curio-
sidade de alguma pessea que desejas e
ronhecer o segredo, a toruai la impossivel:
e por i so ni'> tei machina neste 2. dia.
Durante a llumintctn > a visla da Impe-
rial E6g;e se recita rio algumas obras de
gosto. Segoir-se-h um nova Aria de-
nominadaGrande sala Illuminida Se-
gu'r-se-h agrande e magestosa Peca inti-
tulada oRico de A'acala ou Henrique 3.*
Re de Navarra. No fin da Peca ser pa-
tente a giande illuminacio com o Retracto
de S. M. I. canlando-se o Hyrooo. Nacio-
nal.
AV1ZOS PARTICULARES.
Jnio Donnelly, tem a honra de annuo -
ciar aos.seus Amigos, e ao publico em ge-
ral, que elle acaba de chegar de Londres
com ikii grande eescolhido sorliraento de
fazendas que pela*, suas qualidades e born
g>sto ronvidio a attencao de seus fregue-
zes, e consta do seguinle-Panos das piin-
cip.ies Fabricas de Inglaterra de todas as
cores e qualidades, cazemiras, merinos,
duraquese brins, valencias, chales, e acol-
cho.-idos, veludostizse lavrados; grvalas
de reda de exquisito goalo e novidade; se-
das pira rolletes o um grande sortimento
de falo fi ito na ultima moda de Londres
que em qialidade e elegancia nunca f i
excedido. Joao Donn-ly aproveita esta
occasiio pira agradeier a m habitantes des-
ta Provincia a decedida preferencia com
que o t'-ro honrado, e asegura a seus ami-
gos e fieguezesque grato a seus favoies ja-
mis se desviar do sy>.tema que sempie se-
guio de vender suas taz. ndas com o menor
lucro posivel : na ra da Cadeia do Rec.i-
fe n. 67.
*9* F'az-se sciente aos Snrs. que foio
rolle lados pelo Anemalarite do Contracto
do Iuipos'o dequarerita reis un caada de
agurdente, vinlio, licores e mais bebidas
e. pe iiii.is.s, (|ueuomezde Dezemhro pro-
simo do coi rente anno deve> compare-
cer no escritorio do Coronel Gaspar de
Menezes VasCoin ellos deDrurooiid s >cio
e eaixa do dito Contracto na ra do Viga-
rio n. 15 p.na satisfzerera o prmeiros-
me-tie que se v nce en dito niz de De-
zc-inb o.
VT^ Airenda-se um sitio pequeo e
queseja p ito da p.aga: quem o t Ver di-
i-ija-seaTvpog'aG Fidedigna, ouann:iu-
ci para ser procurado.
Gonc.ilo Joze da Costa e S, abri
armazem para lecolher na ra da Madre
de Dos aonda foi b-tica, e prom< te ser
alguma cousa mais cornuda do que nos ou-
tros armazens, advetlindo porem que nio
recebe pipas, gigos de loupa, e barricas de
sardinbas, todaa as pessoas que se qtiise-
rem ulilisar podem-o procuiar no ditoar-
atasem.
Wr" Quem annuncou no Diario de 29
d> mez pa-ado i|uc-rer um .-iiio distante
da praca urna legoa, com casa de vivenda,
para ter vaccas de leite, procure no pateo
de S. Pedro a casa I). i3 que achara com
quem tractar, e ficai servido a contento.
fjf^r* O Snr.'qne comprou um chapeo
na roa da Cadeia n. \%v deixon 3 boio<-ns
d'aberlura, por penhor, tenlu a bondade
vir resgtta los no piaso de 3 das ; do con-
trario seio vendidos para pagamento do
me-mo. e para que se no chame a igno-
rancia fz-eo presente autiuncio.
1f'9m O abaixo assignadu faz publico pe-
lo presente annuncio que caso aparece pie-
ztritemente, ou para o futuro qnalquer
titulo de divida, ou de outra naturca, as-
signado por sua mii D. Anna Jo-quina do
Espii ito Santo, j de agora se deciara, que
nenhurn vigor deve ter, por quanio b a-
b.iixo assignado foi informado com ceite-
za de que pessoas entre-familiares do a-
baixo asnignado estando em urna (averna
chamai loa mii do enunciante, que sendo
de i Jadc de 7O para 78 annos, e de mais
a mais bastante simplori.1, a fistro assig-
nar dois papis em branco, lingindo tiles,
que por esta manara, queriio ver se com
* licito ella anda naquella idade esrrevia
bein, comoquando fura moca, e porque
sem duvida estes sogeitosque nio gozario
de boa f podem uestes papis assignadus
formad alguma divida fantstica ou outro
qnalquer titul de venda, alforria, hipo-
teca &c., o abaixo assigoado pieviuC ao
publico a respeito.
Antonc Martirs Vianna.
VSr* No dia 2 de Janeiro de 1837, per-
tende se abrir a Aula j aimuticula por
este Diario, na qual se entinara tod-'s as
contabilidades de contase principios d'Es-
ci ipt uraiao mercantil, com todo o esmero,
e peifeico; para o que, todos aquelles
Snrs. que quisetem d-ir essa applicaco
aos seus Filhos, deverS tt i5 de Dezem-
hro prximo, os matiicular, para alel-
gencia do annunciante, residente ao en-
trar pela na da Cruz na traves-a que vai
ao poi to das Canoa-, sobrado de trez anda-
ros na esquina da ra d Sanzala n. 5.
\fjf Quem piesisar de hum hornero
Brasileiio que sabe bera ler, e tem algu-
ma p tica de negocio ; pira Caxeiro, ou
Administrador d'Alguraa obra mesmo
psra sittio sem se trabalhar d'uxada dV
brigacio ; a fallar na praca do colegio ar-
mazem de Jotquim da Silva Sillas*
19 Precisa se de um rapaz Brasileiro,
ou europeo para caxeiro de tima venda,
que intenda bailante do trabolho della, a-
nuncie.
VENDAS.
Queijos londrinos, presuntos Inglezes,
conservas de diversas qualidades, salmio
em latas, servija bianca e preta, cha al-
jfar e inca i xas de i 6 e2 libsas, vinho
engarrafado do Porto e ta iiadeira da mi-
lhor qualid'de possivel, ocul> s de ver ao
longtt, ea mi-as mui bem feit lio e de tincado, charopanba, chapeos de
palha finos, e ordinarios, mostarda now,
pasas iniudas pua podin, bar iz peque-
nos com vinagre branco milito forte, bita-
t-iS iuglez.'s, rucias rumpri J. queii r.s com deliciosisvima genebra, bar-
iiz pequeos com arenques, sedelitz, pa-
pel almajo, selins inglezes, tinta para s-
i>vei", sapatos ingieres, ba 11 i/, com tinta
bran.a, e azul, g axa, < haruto*, escovas
para d -ules, ditos pira calcado, um apa
relho fino para cb, sal refinado, I julio l
para ariar f cas, e vacouras de cabello : no
armaseni de Joio Cairoll, ra da Cruz n.
4i.
tUjF* Folhetoi que contera a guia dos
Tab lioene Notarios, a fuima com que se
do-ven; Giser te. lnutntoa doacoens c apon-
amentos de letras, todo ab eviado e em
pequeo foi mato : na ra do Collegio D/
a.
ajr^ Um molato de idade de ao a 22 ara-
os, bonita figm a e pe to oficial de sapa-
teiro, a fallar com Antonio Teixeira Lo.
pes na ra da Cruz n. 40. ou com Joze dos
Santos Neves, na ra do Crespo.
99* Azeile de oarrapato a 8 patacas a
caada, e a retalho : na ra de llortas D.
65.
^y Romances de Voltaire, traduzidos
e anotados por a Doutor Antonio da Costa
Paiva : obra interessantissima, pelas licoens
di mais sublime philosophia pralict, que
n'elles s'encena : vende-se a retalho, ou
em partida; por mdico preco: na ra do
Vigaro D. 12.
t3F Um braco grande de balanca de
ferio com suas competentes conchas era
bom uso e por piteo cmodo : ua la du
Qucimado Botica D. 8.
fjr Um sitio na estrada do Arrar.l,
com casa de pedrae.cal para una grande
familia acabada a pouco tempo, pintada o
envidracada cosinha fora e quarlo para
hor, estibaria e grande capoeira para ti-
rar lenha, tem tresentos pez de larangeia
e mitras arvores de fiuctas anda peque-
as; tem capacidade para ter vaccas de
leite, e ioliera se ti oca por alguma esa
utslaPrafa : na praca da Boa-vista D. 16.
ALUGUEIS.
Aluga se para passar a festa urna grande
caza acabada a pouco com seo sitio, junto
aorio Capibaiibe no Engenbo S. .loo da
Varzea, a fall>r com o Sor. do dito E'i-
genho Jo.quim de Almeida Catanho, que
dir quem aluga.
W* Alug. se um sitio na Passagem da
Magdalena, com boa ca aborda di Rio
Capibaiibe: quem a pertender dirija-se
a 1 ua da Cadeia nova casa D. 4.
PERDAS.
No dia 30 do passado perdeo se um re-
logio, desde a ra da Gloria al a ra das
Tiiiixeiras com os seguintes signaes : ira
glez, de caixa de piala, cura caix de tarta-
ruga por fora ; e urna cadeia de transehm
com .-inete de chive, ludo de ouro com es-
malte no passador,e tnele, e Irabalha so
bredois diamauts: quem o achou pode
eutiegar na iua da Gloria sitio n. 44, ou
nesta Blypografia, que ter urna gratilca-
cao correspondente ao vallor da peca.
ESCRAVOS FGIDOS.
No da trinta de Agosto deste an-
no fugiu um muleque de naga6 o qual
chama-se Joaquim hebaixo, cheo do
coipo, cabeea grande e tem no meio della
um lugar falto de Cabellos no braco di-
reito lem urna costura procedida de nina
postema, quando anda troca as pern-s
poucaciusa, o falla rouca, levou valido
calca de peno fino azul ja velha camisa
de biira e chapeo de palha branca com
pintas pretas t os api tendedores meto-o
na cadeia e anunciera para ser piocura-
do que serio bem recompensados.
Taboas das mares cheias no Pono d
Per nambuco.
20 Segunda j 9i. 4a m
aiT;
Jaa -Q:
S-2J--Q:
-rajiS:
q3- S:
a6*-D:
Tarde.
Man.
^ERN., KA TIP. VR M. F. Faria 1836.


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