Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02454


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Full Text



ANNO DE 183. QUINTA FEIRA
I. DE DEZEMBRO N. 96y
M. V.dt Ctiu. 1836.
das da semana.
28 Seipinda S- Gregorio 3 P. And. do Juis.es. do Cr.
de m. e de L es. da Thezourana Publica e
Chae, de t.
29 Terca jej. 9. Saturnino Re- de m- e and. do J- de
O. de t.
SO Quarta >fr S. andr Ap. Q. m- a 1 h. e 9. ni. da t-
I Qitinla 1. de Deaemhra S F.lov n. Re. de m. aud.
do J do C. de m. e Ch. de t.
3 sexta 8. niliian.i. Fax annos S. M. I. c C. o Snr.
I). Pedro 2. (II) Grande Galla: nao ha desp.
3 Sbado 9* Franc. Xav. Ap. das I- Kel. de m. e and.
do V. G. de t era Olinda.
4 Domingo 3. do Advento S. Barbara.
Ttdo agora depende denos meamos da nossa pru-
dencia, modaracao, e energiaicontinuemas enm
principiamos, e eremos apuntados con admira*
Qao tutre as Naqoes maiscnltas.
trocismof m JuimbUa Ctrai d Braill
Siibcree-sea 1000rs. mensaes pagos ad.iantados
nesia TrpugraAa. ra das Cruzes D. 3, e na Pra-
ca da Independencia N. .17 Mi onde se recehem
correspondencias lee/alisadas, e annnnciosi I Mara*
do se estes rraiis sendo dos proprios assignantes,
rindo ssig-nadns.
CAMBIOS.
Nooembro 29.
-J-iOndr' 38 Ds. St. poi I,
30 porcento de premio Nomina.
Lisboa 55 por o|o premio, por metal, Nom.
Franca 255 Rs. por franco
Rio de Jan. 6 p. c. de prem.
Moedas de 6400 IS.,200 l.1400
.. 400 6T0Oa 68D0
Pe*os |t,44o
Premio da prata 50 p. c.
das ledras, por mea I a 2 por o|o
Cobre 25 por cento de descont
ctd. o* prata a
PARTIDA DOS COR R ROS.
Olinda _Todos os das so mrio dia.
Goiana, Alhandra, Paraiba. Villa rio Conde, M-
maiijruape, Pilar, Rea; de S. Jlo, Brejo d'Areia,
Hainha, Pombal. Nora de Son a. Cidade do Natal,
VilUs de Gniunninha, e Nova da Princesa, Ciliado
da Fortaleca. Villas do Aqnir*. Monte mor novo,
Aracatv Cascavcl. Canind, Granja, Imperatris,
S- Bernardo, S. Joan do Principe. Sobrar, Novad'
ElRev. Ico, S. Mathens. Reseo do sangne. S
Antonio do Jardim, Qiicieramnhim. e Pamahi 3s>
Segundas e Sexta feira ao meio dia por via da
Paraiba. Santo AnioTodas as quinUs feiras a
meio dia. Garaiibuns, e Bonito nos das IO e 24
de rada mea ao meio da. Cabo. Serinliaem. Rio Por-
mnxo, e Porto Calvo nos das I, II.e 21 de cada
mor.-
PARTE OFFICIAL.

RIO DE JANEIRO.
A8SEMBLBA GBB.AL LEGISLATIVA*
CMARA DOS DEPUTAD05.
Ses-o de 13 da Setembro
A's iO horas da manh abre-se a sessfio
e lida a acia da antecdeme he approva-
da.
L-se bam cilicio do Ministro da Fa-
zenda, cora a tabella do reudimerito da
_ primen a e segunda decima utbana dos
predios da Instituics5 da Caridade a car-
go da Irmandade do SS. Sacramento da
Candelaria, nos annos financeiros de i833
a 1834 e I35 a 1836 : a quem pedio as
nformaces.
Outro do Secretario do Senado partici-
tando que o Regenteconsentir as rw>
Iic5es qoeapprova as tencas a Joaquim
Moura Praheiro, Paulo Freir de Andra-
de, e Fredesvindo da Silva Leite.
Hum officio do Snr. Paulo Joze de
Mello, participmdo naS poder compare-
cer nasessio de hoje e pedmdo que se de-
clare na acta, que votou contra o crdito
pedido pelo Governo.
Approva-sea redacca da resolucaS que
approia a Jubilando de Jote Theodoro da
Rocha Cama.
L-se e approva-se o seguinte :
A Gommissio de Redacca, tendo de
redigir o artigo proposto pelo Snr. Dipu-
tado l'aim, e adoptado pela Cmara, *p-
provntido todas as j ubi Incoes concedidas
pelo Governo, antes da reforma da Cons-
tituido, a professotes pblicos, que pe-
la rnesma reforma passar6 a ter ein-
pregados provinciaes, e entendendo qne
os noraea e quant as devem ser declara-
dos na redacca, requer que se peca ao
Governo huma relaco circunstanciada de
todos os profesares provinciaes jubilados
anteada reforma, cujas merec oaesleja8
inda appi ovadas pela Assemblea Geral,
com dtclai ac.au das datas dos respectivo
decretos, a fim de poder faze.r a redac9a5
com a conveniente exactida.
Paco da Cmara dos Deputados, 9
de Setembro de l836. Candido Jote
de Araujo Vianna. Rodrigues Tor-
res.
L-ie e approva-se a redarcio das e-
menda* proposta do Governo sobre o
crdito de dous mil contos de rei.
He lemettido rom urgencia Gom.de
Redacca o seguinte:
Nao teodo sido discutida a segunda
parte du O doait, 8% capitulo 6door<
cemento, romo determina o regiment da
casa, requeiro que se olicie ao Senado
declarando-se Ihe,* que por engao pis-
sou na redacto este accrescimo. he-
rios, a
L-se e approva se o seguinte pare-
cer:
A Meta examinou o reqnerimento e
documento annexo a elle, do OHcial da
Secretaria desia Augusta Cmara, Mano-
el Joze Conc ia Calheiros, que representa
sentir todos os dias deteriorar-se osis a
sua sande, e de novo pede a esta Augusta
Cmara se digne conceder-lite doas tnnos
de licenca com o ordenado que for justo,
para r Europa tratar da sua snele. O
supplicante mo>lra o seo estado enfermo
por attestados de doQs mdicos, eporou-
tros mtiitos documentos mostea ter vinte
e quaho annos de ser vico, grande .parte
dos quaes sao feitos nesta casa, onde Ira-
balha dtsde a primeira sessio da Assem-
blea Geral Legislativa, e entre estes docu-
mentos se v hiim attestado do Conselhei-
ro Oflicial Maior da nossa Secreta,
ra, que informa ter o Supplicante sem-
pre desempenhado com louvavel telo e
inteligencia todos os trabalhos de que o
tem encarregado, e que alem disso Ihe me-
rece o conceito de cidadio homado, ei-
guilmente diz que seresponsabilisa pelo
expediente da Secretaria na falta do *up-
plirante.
Em attenca a todo o exposto, he a
Mesa depaieter que se conceda ao sup-
plicante hum anoo de licenca com o sen
ordenado.
Paco da Cmara dos Deputados, i o
Setembro de 1856.P. de Arsojo Lima.
B. B. Soares de Souzs. V. Ferreira
de Castro e Silva. D. Joze de Asm* Mas-
carenhas.Manoel Odor ico Mendes.
O Snr. Rafael deMaredo prope a ur-
gencia para que entre em discuss5 huno
parecer da Commi.-sio de Constituiga5ad-
diado desde i833, acerca da prelencad de
Antonio Americo de Urtedo.
A urgencia proposta he apoiada, de-
pois de julgada discutida, he approva-
da.
Entra em discossaS o seguinte :
a Foi visto pela C'ommiva de Cons-
tituicio o reqnerimento de Antonio A-
roerico de Urtedo Lente da Academia Me-
dico Cii urgica desta Corte, no qaal qaei-
xando-se da injaitica que Ihe fiera oex-
Ministro do Imperio, jubilando-o com
seu ordenado, contra a di de 3 deuinbio do anno pretrito, que
i mandou dar tal destino os Pi ofessor. s
que por tua i lade e enfermidade naS
podessem continuar noexercicio do Ma-
gisterio, pede que esta Augusta Cmara
pro va de remedio a lesfo qae Ihe fura
causada.
a Sobre o qae, ponderando a Com.
que o supplicante pi ova rom efTeito que
apenas ronta 46 annos de idade, sem que
eolra enfermidailes que o inhabiliiem de
continuar as fuftrcoes em que se achiva
empiegado, que foi sempre reputado h-
bil para aquellas funccSes; e que a jubi-
laco que Ihe foi dad^ pelo decreto do i.
do anno coi rente, e-t lora da Iti que re-
ge o estabelecimento a que pertenen o
supplicante ; e que nao informando o Go-
verno sobre a queix* do prejudicado,
coosa digna de a I tender se, julga a Com-
missio que se obrou njQStioa cora o sup-
plicante, a qual deve ces-ar reintegrando-
o ao lugar de que foi tirado sem que o
pediese,
E he por isso de parecer que assim se
diga ao Governo, e que Ihe deve defetir
como parece justo.
* Papo da ('amara dos Deputados, aos
i2 dejulhode i833.~J. C. de Dos e
Silva.M. A. BrsncoA. da Costa
Ferreira.
Depois de discutido he posto a votos, e
regeitado.
Vae a imprimir hum parecer da Com>
missio de Justica Civil, sobre a represen-
tarlo de Victorino Joze da Rota, acerca
desentencas de revista contra Manoel Ci-
tano Pinto.
Approva-se o seguinte parecer que he
remedido ao Sr, Pre-idente.
A Com missio de Mirinha e Guerra
tendo visto os OHicios do Ministo e Secre-
tan de Estado dos Negocios da Guerra,
datados de t e 9 do corrente mez, solici-
tando da parle do Governo, providencias
do Cuipo Legislativo sobre a frca arma-
da, a fim de poder comprimir as rehelli
oes do Para e Rio Grande do Sul; julga
a Corarais io que as medidas reclamadas
pe acho comprehendidas nos projectos,
que em data de 3 deste mz o .Snr. De-
pulado Niburo de Aianjo ffereceo a es.
ta Augusta Cmara ; por Unto a Com.
e-pera que o Exm. Snr. Piesidente, lo-
mando es'e ohjecto em con derac<-5 se
dignar por os ditos pi ojelos em disrus
sao, psra que a Camna baja de deliberar
a respeito como entender conveniente e
justo.
Pago da Cmara dos Deputados, i*
de Scttembro de i 836. Lima e Sil va.--
Pinto Peixoto.
Ordem do dia.
Continua a discossaS da resolues, re-
lativa pietenca de I.ouienco Antonio do
Rrgo, com a seguinte emenda apoiada
na kessio de 7 de Maio do correte :
aaVit. nico. O Goxeino fica authori-
aado a jPgar na forma d Iei de 15 de No-
Rego, a quantia constante da entrica que
e-te obteve contra a Fazenda Nacional, na
disputa acerr dos prejuisos, prrdas a
damnos que Ihe resultarad d aprazamen-
to de huin novio seu, Jeito pela Esqua-
dra de Lord Cochraue no lempo da guer-
ra com Portugal.
Falla na materia os Snrs. Visconde de
Goyanna, Bafael de Carvalho, Ministro
da Fazenda, Souza e Oliveira, Hollanda
Cavaloanli, e Maciel Monleiro, e poste a
votos he regeitado o art. e approvada a
emenda que passa Commisso de reda-
cca.
O Snr. Sehastiio do Reg pede a urgen-
cia para entrar em discussa5 o projecto
de resoluca que declara ser extenciva s
indemnisac5es que possio ter lugar pelos
piejui/.oscausados NscaS e amnista ion-
cedida aos sediciosos de Margo de 183J,
na Provincia de Minas -Geraes, o que sen-
do pprovado e mesmo Snr. 'manda a se-
guinte emenda.
Que se recommende ao Governo que
faca cessar o procedimento havido rom os
supplicante^, mandando restituir saas
prop. iedades.--Sehastiio do Reg.
A resoluca lie leprovada, mo filia-
do contra ella o Snr. Carne 10 Leio.
Entra em disru-so e he approvada sem
debate a seguinte reoluca5:
A Assemblea Geral Legislativa resol-
ve :
Art. nico. Fica approvada penslo
annual de 360$ reis, concedida por de-
creto de 4 do crrenle met, ao Cspifio
de Fragata da Ai mada Nacional Guilher-
me Eyie, em attenc5 a ter sido grave-
mente ferido no combate que sustentla
contra os rebeldes da Piovincia do Pa-
ra.
Paco da Csmara dos Deputados, ?9
deJ.ilhodel856.-J. F. de Tolede.-G.
da Fonceoa.
O Sr. Bh-ring pede a urgencia para se
discutir logo a seguinte resoluca viada
do Senado:
" A A-semblea Geral Legislativa resol-
ve:
Ai-t. 1. A Congroa do Arcebispo Me-
tropolitano fica elevada tres contos e seia
ceios mil reis, e as dos mais Bispoa do
Imperio a dous c<-ntos e qualro rentos mil
reis. A dos Monsenhores da Imperial
C-pella a hum cont eduzentos mil reis,
a dosConeg'S a oiiocenios mil reis, a dos
Capellies a qualro centos mil reis, a dos
Coufessores a trezentos e cinc enta mil
rs., e a dosSecristas acento e cincuenta
mil rs.
Ait. 2. Fica derogadas as disposi-
ces em contrario.
Paco do Senado, em 6 de Setembro
de 1836.- Benlo Barroso Pe eir, Presi-
vembio de i8a7, a Lourcnco Antonio do dente. Visconde do Rio Vermdho, S;


s
DIARIO DE f E R N A M BUCO.
i-,
f
5
\
Secretario.--Visconde de Co ngonhss do
Campo, 2. Secretario.
Heapprovada a urgem ia, e entra em
discassa a reEolucu com esta .mcnda ot-
farecida pelo Sr. Aleibiad.s.
(( Que o* Bispos n. percebio mais e-
moluiuenlo algum porqualq^er pretex-
to que n-)\ ou titulo de Chancellan*.
Toma pate na diicus-*i> os Sr. (-i.
de Reten de, Bter ing, Cameiro Lelo, e
Al' ibiad-s, e posta materia a voloa aj>-
prova-se a resoluca.
D se para ordem do da o prrjecto N.
i5t desleanao que mrca as loicas de
terr, oprojecto N. 54, e vaiias resolu*
ces.
Levanta-se n sesiio a horas da lar-
da.
'.
.PERNAMBUCO.
GOVRRNO DA PROVl5Cja
Expediente do dia a>
OFFICIOS.
AoPiesdenle da Rea?. 5 para infor-
mar coro o sea parecer a cerca do re-
quer ment de Elias Gomes Ferreira, que
ae llie enva, o qual tendo sido rermtlido
para o Presidio de Fernando como de-
gredado por toda a vida, dali reveiteo
para esta Capital em Dina BLa por or-
dem do respectivo Comroandanle a ao-
licitar soccorros.
AoCom-nandantaSupaiior das Guar-
das Nacionaes do Recife, para ordenar,
qae o Porleiro do Arsenal de Guerra Fe-
licianos Cavalcanle de Souza, e o Apun-
tador sejd dispensados somenle do sei vi-
co da< Guardas.
O Prndente da Provincia dirige os se-
na respeitos ao Sur. Cnsul deS. M. Bri-
tnica nesla Provincia ; e tem a honra de
oierecer a S. S. as espas incluas de um
flicio do Inspector do Arsenal de M- linhi e do P&tra Mor sobre a ruina
futa em om escaler d'aquella repartiere
por alguns marinheiros da Curveta Ingle-
sa, que a pouco esteve fundiada ne;te
Porto ; pedindo a S. S. queira tornar
esta occorrencia em consideraca e pre-
venir que se ella na5 repita para o fu-
turo.-
Palacio do Govemo de Pernambuco 29
deNovenbrode i836Fiancisco de Pau-
la Cavalcanli de Albuquerque Sr. Ed-
ward Watts.
PORTARAS.
Ao Director do Arsenal de Guerra co-
municando que f.i expedida ordem para
seri-m dispensados somenie do servico
dasGuaidas, o Porleiro, e o ApouUdor
degella Reparticn.
_ Ao Administrador Eisral das obras
Publicas respoudendo-lhe que continu
a pagar o ordenado de Francisco E-L-vao
Cbspelain.
Navios despachados no dia a9.
Sumaca Bra>i!eira C nceca do Pilar,
Mostr Pedro Gald no Pintopara Goi-
t.i.n.
DIVERSAS REPART1C0ENS.
TRIBUNAL Di RElLaCAO.
Sessa de i de Novembro
Nos Embargos do Mjor Felippe Duai-
te Pe eir oppnslo* ao Axcorda contra
elle piferido na cania de Appell.i Civel
cora' Micaellafdos Aojos, sejulgoupor
o despre.-o de!les.
Na Cauzda Appellags Civel do Juiso
do Civel da Cdade da Fortaleza, Appel.
Late Manoel Jos inriin, Ribeiro e Ap-
pellado Luii Mari n de Paula >e man-
dn ov'ir ao Procurador do Jui o dos
A senles, eao Curador Geral.
PREFE1TI RA DA COMttOA DO RECIFEi
Paite do da 38=
i
Illm. cExm. Sr.
V
O Commisssrio de Policia" do Deslnrto
de Fora de Porta, partecipe que, sahin-
do bonlem asnovehoias da noite o por-
tugu-z, ratrujo, de nome Antonio de
Souza, de braco tacado com R.fino de
tal, fora por esle desolado defio'n te de hu-
marada, para a qual logo se evadir, sem
que fosse possivel encontral-o mais na
dita casa, e sim a Jos Joiouim de Mo-
rses, o qual, por diser o ferido ser elle
do conidio do dito Rono, foi presa, e re
colindo ao Calaboqco do Corro da Polica, .
d'onde teve destino.
Fui a igualmente presos e recolbidos
os dito Calabouco Jos de Carvailio da
Finceca Lima, pardo por lurlo de im
Cavallo, o qual fr.i appieliendido com
urna cngalhas e rea olhido ao menciona-
da Corpo de Polica ; Jernimo Coelho,
pardo, por desod* m cmprelas; Gra-
na preta, escrava de Manuel Galva e
B.-nta, tamb.m preta, -escrava de Ignacia
Mara ; por briga ; Felisbei t"., parda por
ser de vida Publica, ebria, e inquietadora
da visinhanca, e ser caua, que em sua ca-
a fosse le ido com dua- estocadas o sol-
dado da sttima companbia do Betalha s-
timo Fclisardo Antonio, pelo paisano Pe-
regrino de tal que deixou de ser preso
por se ter posto em fuga; lodos reraetldos
pelo Suh-Prefvito da Freguesa de Santo
Antonio : Manoi I Jos da Silva Lisboa,
branco, e Antonia Carolina, bianca, re-
mcllidos por um Soldado dePliria, por
estarem em desordi m ; Mano. 1 F ancis-
co do Nascimento, pardo, remedido pelo
official da segn ia de vizita, por ser sus-
ptito.
Nada mais consta.
Dos Guarde a V. Ex. Secretara da
Prefeitura da Comarca do Recife 28 de
Novembro de i836.Illm. e.Exm. Sr.
Francisco de Paula Cavalcanli de A'hu
querque, Presidente da Provincia. Ma-
noel do Nascimento da Costa Monteiro,
cor rardinhls ^ eaixotes de garrafas com
yinho, 5 lat8 com biscoito, 5o molhos de
srhollas lo3 ffioioa e 4 fatigas de sal, 57
voluracs obras de mideira enxcrges. e
colxSes 1 caixa:rom louca, 1 volara-
com capaxos 1 caixa com holoes para cae
saca, a bahus, e cajxinha o^jectos Sagra-
do, 5 barricas com trem-eos 2 dita*
com castanhas,. 3 bahus com calcado 44
barricas m drogas 2 garrafas com a-
goarderrte e g'njaa 1 caix > com objec-
los de ferro, 1 prdra de capaxo., 1 caixa
com papel, 3 cornos de sola I caixote
comervhas e amendoas 55 bauicas
com fundos e duellas.
Fora do Manifest.
1 saco com 1000 peso* 766 pessas, 1
astia de bahdeirs, 1 barril com carne, 1
Jala, 1 sacro com deiras de 6g>>s, 5o mo-
lhos de scbollas, 5 vacas com crias, 2 br-
ris com pec salgado, 2 seires pira car-
regar lena, 11 cmbrulbos ignota je, 2
caixotcs ignorase.
O Bi-gue Ingle?. Britamnia,, vino,
de Jarse V entrado 110 da 28 do crrente ,
Cap. Caudin consignado a M. Calmont
&C.
Manfctou o seguinte :
725 barricas com farinha, 80 ditas enm
bacalhao 26 caixas com cidra 22 to-
neladas deb. 8 barricas com bolaxa, 1 caixa com POO
pa, 4 ditas com champanha, 21 d tas com
conserva*, 1 dita com tintas 2 ditas com
gcaxa, 61 taboas.
Parte do dia 29.
Illm. e Exm. Sr.
Partecipo a V. E. que fpra presos a
mirilla ordem, e recolbidos ao Caliabou-
co do Coi pode Palicia, d'onde tiveraS o
conveniente de-tino Antonio Joaquim
do Nascimento pardo, por taj maltrata
di a seu sogro segundo informa oSub-
Prefeto da Freguesia de Santo Antonio ,
e Jos preto es.cravo remeltido pelo
Com misario de Polica da Boa-vista, por
fu > to.
Nada mais ronsta.
Dos Guarde a V. Ex. Secretaria da
Prefeitura di Commarca do Recile 29 de
Novembro de i836. Illm, e Exm. Sr.
Francisco de Paula Cavalcanli de A)bu-
querqne, Prezidente da Provincia. Ma-
nuel do Nascimento da Costa Moniciro.
alfakdega d\s fazendas.
A Galera Brasileira Nova Aurora viu-
da de Lisboa, entrada em 28 do coi rente
Capila Jos Joaquim Dias dos Prastres ,
con ignada a Viuva de Costa & Y I los.
Manifestou o seguinte:
i3 pipscom vinagre, 46 ditascotfivi
nho, 9 dilai com agoardi ule 26 barris
comvinbo, 2 ditos com di'o b.auco 1
d lo com vinagie 89 ditos com fi.:o, 15
ditos com feijao 4 ditos com asaila di-ce ,
16 dito com carnes, 9 ditos rom ateite
de mamona 2 caixas com lages 65 Jilas
com vidros, 3'ditas, caixes, e f. as|uei-
ias com dote, 3 d{u>s e caixSes com vel-
las de cera, 12 caii's c-ro chapeo, e
barretinas, 3 caixa com rafe, 1 dita ce m
agoa das caldas, e banhot ditos, 20 ditas,
e barricas de frutas 1 dita de obras do la-
I. miii fin 1 dita com urna Imagem,
1 dita com urna |> dra de sepultu% 6
gedo ,
CMARA MUNICIPAL DE OLINDA
Sessa extraordinaria do id de Setem-
bro de i836.
Presidencia do Sr. Barros Falca.
CompareceraO os Senhores Doutor
Cbasgas, liosciles Albuquerque, e Aze-
vedo, faltando com caoza os Senhoie.s
Passos, Oliveira, e Barata.
Aberta a Sessa5 e da a Acta da antece-
dente foi approvada ; O Secietario dan-
do ronla do Expediente, menciouou os
Ollicios seguintcs :
Um do Escriva do Juizo de Paz da
Freguesia do Poco representando, que
tendo-se dado porsuspeito oJuz de Paz
da dita Freguesia em huma Cauza, liou-
vesse esta Cmara de lite indicar, qual
o Juiz de Paz Suplente juramentado, po-
selle o ignorara: a Camaia li.ou in-
teiradada e resolveu que se oficiaste ao
segundo mmediato paia vir prestar ju-
ramento na Sessa de 22 do crrente e
que huma vez cessad > o impedimento do
seu antecessor deixasse continuar em di-
to cargo.
Outrodo Professor Public de Piimi-
ras letras de Bebiribe pedin o licviica
por deis, ou dote das vilo se achar mo-
hsto c n 'O poder continuar a dar Aula :
in tenada.
Ouiro do Juiz de Paz Suplente da
Freguesia da S, esclarecendo a du-
vida, que se acbava n'Acta d Elei-
ca5 Vereadores pela Freguesia da S, na
parte em que por duas ves-8 vinha o no-
me do Cjdado Jos Antonio de Oliveira
e S Iva d clarando que o dito Cidada
tinba nicamente cenlo e trinta votos e
o Cidadio Manoel Antonio dos Passos e
Silva centq e tiinta e quitro; Jicando
d sta uianura desvanecida toda a duvi-
da que se oppunba a re-p> ilo de hum *
digo que ap;ja.eceu n'Acta d'qoella
Ficgnesi'i : inteirada.
Outi o do Administrador das Bataneas ,
esclareceudo algunas duvilas a respei*
to do estado dVquella Admini-traca : a
C.maia julgou, que houvesae de ser ad-
diado p na a reuuia seguinte.
Resolveo a Cmara qae se chamas**
acs Senhons Vereadores Jos Joaquim de
Almeida Guedes, Jos Ignacio Xavier,
para que cuntinuassam a lomar assmto, na
ialta de Vereadores que xige a Le ser
prebenchido o numero. As-im como or-
caixutes rom Hvros, 895 pedias da^gtdo I denou que se chamasse ao Procurador
1 lata com ebjllaa de flores, 3j barricas i para na Se.-saO de22 do couente vir dar
suas coritas, e saptitfazcr as duvdas, qug
aparecera pela Comtnissa5 encarregada
d'as rever e igualmente saptisfaaer H
que encontrou as cobrancas, que teve de
f.iser sob- psna de s-.r despiiiJo da stii
procura torio.
N?esta Se sao continuoo-e a apuraca
geral dos votos para os novos- Vereadores
e nao foi conhecida.
Dcspacharad se varios reqnerimentos de
partes, e por ser dado a hora o Senhop
Presidente levantou a Sessa, e fiz est
Acta em que asstiar*5. R eu Joaquiui
Higino de Mol* Si'veira, Se retario es-
tirino o escreyi. Barros Falca, Presi-
denta, A'zevedo, Rozelles, Doutor Cha-
gas Albuquerque.
BZA DAS D1VKRSA8 RRNDA4.
pauta he a mesma do N. 258.
EL1T0RES DO LIMOEIRO.
, votos.
Doutor Firmino Pe eir Montei-
ro ........ 633
Vigario Feliciano Pereira de Lira 63
De Antonio su.npc< Cabral 63a
Dr. Custodio Mauoel da Silva Gui-
maraeus...... Ga6
Juiz de Paz Joa Sarai va d'Araujo
Galva....... 624
Antonio Peres Quintal 6l9
Professo Seve iao Alexandie Vila-
rim ......... 618
Major'Joa de Moura Borba. 618
Antonio Gomes da S Iva Cumn 618
Dr. Joa Mauricio Cavalcanle da
Rocha Waudtfrley 617
Tenente Coronel Vicente de Paula
Cavalcanli d'Albuquerque 6t5
Joiz de Paz Joa Ped o Possoa e Mel-
lo .. .' -. 614
Luis Caetano deSoUa 6i3
Advogao'o Antonio Joaquim Ferrei*
ra ....; 6I2
Manoel d'Olaiida Cavalcanli 6lo
Jos L-5 Pereii de Mello 607
Antonio Inoocencio de Pinho 6oi{
Maximiaoo Antonio de Pinho e Oli-
veira ; ... 6*1
Pedro Soares d'Albuquerque 600
Mam. 1'l'enoiio Pereira de Moraes 600
Jop l ranc8co.Borba .- 599
Manoel Boiges Das ... 598
CosoreCoelho de Mello .; 53
Ciruig-6 J .eintho Dornellas Ribei-
10 I'(i soa...... 561
Francisco Lopes de Vaseonrellos
Galva..... SS
Manoil Rodrigues dos Santos Jnior 496
Joaquim Jos Lnpe< Guimaraens 49
liento Jos Gonsilves Guimiraens 260
Jos Ignacio de Figueredo 21
(Hum nosso As-ignante roou-nos a pa-
p bbcaa precedente.
CONTIlNUACAO' DO ARTIGO RE-
LIGIAO'.
Qumtas vocaces se emendo e se ad-
quirecn com o lempo? No governo da
Repblica muitos homens, quesetmpie-
gio sem os principios neces-aiios para o
seu desempeoho, forca de liabalho, e
de exercicio lem adquirido a aptido suf-
. fi. i- ule. Isto no estado Rel'gios ainda bs
mais fcil ; porquanto para hum'Religioso
difuiii a vocablo, que ao principio nao
leve, basta conesponder aos auxilios da
Graci que o move a querer viver com a
sua conseiencia ajustada ; porque eolio
vendo as obi goces que Ihe incuinbea >
equea sua 6al*a?io depende d<>8la obser-
vancia por esta mesma Greca se move ao
seu desempeaho o que nioenedn os li-
mites da Providencia ordinaria no syslems
da Graca. M*s esta nio basta multas ve-
zes em hum estado- Secular ; porqaYanto
anda que com ella possio evitar os delei-
tos, que na-cem da liberdade, nio po-
dem suprir os dotes naluraes- quesio
precisos para desempenho das suas obri-
gacvt, nem poderapor em obra o nao-


DIARIO DEPERNAMBUCO.

rmenlos desta grace sem se dimittirem
dos empregos, para que nio te.n talentos,
ou sem esperaren! hum milagre, que os
supra. -
Papamos sobr'este ti ligo algumas re-
flex8es ainda mats serias. Era pira desa-
lar, que todos os que entriu na Religiio
tivessem huma vocacio adcquada peiei-
cio sublime, que requerem dos Religio-
sos os Doutoes uyslicoa: mas estas Voca-
c5es sj raras, e he hum dom paiticu!ar
de Dos, que contede gratuitamente a
quem ello quer e ras circunstancias, que
tem determinado a sua Providencia: po-
Tm nao se po le negar que a sua graga
tem muitos modos de chamar o homem
por meios que nio conbccemos, nemse
manifestio no principio. Temos visto
vestircm muitos o habito sem biguaes appa-
rentes de devoco, e nio poucos entraiern
as Religies com violencia : com tudo te-
naos vito destes mesmos que com o an-
dar do lempo se accomodio ao estado, e
aliracio com resignacio as dilli.ul i>cl s ,
(iue"""e encoolrao, vindo ao depois a
etrem vaies de virlude abalisada. Dre-
nos admirar os designios da Providencia,
nue por modos incgnito chama a muitos
iogratos e reparte com elles dos seus
dons gratuitos, julgando, como diz Sn-
to Aijo-itioho que he melhor tirar bens
dos niales, do.que nio permittir, que
houvesse males. Mas hum mancebo hum
educado e de boa ndole sem costuraes
oppostos nein aversio ao Estado Religi-
oso tem a vocacio, que bista e d to-
da a. esperance de que ser propiio para a
observancia regularle de que fai nella
pe fritamente o seu caminho.
Alguns pais ha nesta mateiia summa-
mehte reprchensiveis. A predileccio por
hum dos filhos os converte ero fy-annosa
rsspeito dos outros e este impeiio que
exerctio sobre a liberdad do estado he
o mais insofrivel abuso do poder paterno.
Em vio a Igreja tem fulminado as suas
censuras contia este brbaro procedimen-
to: aexcommunho he huje pouco temi-
da por muitos, por isso que 'os seus efiei-
tossio espiituaes o de ordinario s se
teme o que o lien de o fizico. Assim em
tanto que a leis eiviz nio occorrem com
Iguma saudavel providencia a este perni-
Cbo abuso deveio I ar sabendo os Pre-
lados, qae o conhecem e os acceitio,
que sin correos nesta violebcia paternal ,
e que peccio gravemente na sua recepcio.
Para condoir este as-umpto nio me res-
te senio faser trez advertencias aos Pais ,
aos Prelado e ao Publico.
i.a Que os Pais deixtm absolutamente
livre aos filhosa esoolba do Estado e que
nao lh'o proponha, seua por Via de
concelbn.
2.a Que os Prelado- faqa exaraes par-
ticulares sobre a ndole, costumes ,,.e vo-
cava5 dos catididatos, sem se limitarem s
informaces dos Pais ou Tutores.
3.a Que o Publico, por ver queen-
to5 alguna sem vocaca no Estado Reli-
gioso iiem por isso o deve reprova; pois
deveudo a ua censura recahir por Menli-
dade de rasd sobre os outros estados, ca-
ta opiniad nat seria absurda mas se-
diciosa.
Todavia dequanlcs argumento- produz
o filosofismo para combater o estado Rell-
gioso, oenhqiu paiece la vigoroso, co-
mo o da lelaxaca das Ordens Regulares:
e e.m verdade assumpto li ote que deve
excitar hum zel.jsancto, ttnipre que se
coutenha nos seus justos limites : n.as
desgracadameiite procede-se boje nesta
materia com a mais palpavcl injustics.
Devemosaqui por de paite as declama-
Ces dosProle.tanles, que julgando o es-
tado Religics cheio de superficies, e
opposto ao Evangelho o repuli como
huma relaxacio do Cbristianismo e por
tal O nio lole.ro. na sua reforma. O mes-
m devens, fazer aos decursos dos imp-
os; que atribiud R.igo todos os
males, uecess. ignorad e stntem mal d'-quelles que
por voto Ibes sao adhei entes.
Uepois de estabelacidos atea principio,
eu confeso ingenuamente, que era ajgu-
mas Relgies tem afio.x do o rigor da
olise vancia nao s a re^peitoda discipli-
na dos p" imeiros Seclos, mas *iuda da
Disciplina moderna que por causa da
mu janeados coslumes populares, e do
diversos ministerios em que os Regula.
res se oceupa havendo-se multiplicado
os motivos desta decadencia he mais mo-
derada. Mas a'reUxjcJb na5 he to gran-
de como se apregoa ; porque os vicios
d'alguns particulares nao p uk-m em sum-
ni.i inj jsii.;a atiibuir-se aocommun das
Religies. Este modo inepto de argumen-
tar lie muito antg. S. Joa Cluisosto-
mo o deo a conhecer de huma maneira
victoriosa no su Ojiusculo contra os de-
tractles da V (J.i Monstica. Santi Agos-
tinho queixaudo-se do, seus Al" icauos ,
cie iasticos os atiibuia a todos, os arga
de inconsequentes ; p is.constand j que
havia em Alnca mais do que cm outros cli-
mas temperados grande numero de mu-
Ih'its .(lut i as, n nhu-n delles se repu
lava adult'rio ;.e que assim como do a-
dulterio de algumas se n.5 podit atribuir
este defeitoa todas, da me^masorte dos
Vicioa de alguna paiticulares se na5 defia
argumentar contia todos. S. Boaventu-
ra eS. Thomaz tractaraoe.-te ponto com
a mais sublime FilosoB as Apologas do
Estado Monstico contra as rapsodias de
Guiurmc de S. Amor.
Pdese conceder de plano, que lia
muitos Religiosos t"6 no nome ooja'l ac-
ces s'5 muito aldeas da sua prolissn ;
porc'm concluir d'aqui, que todo ocorpo,
de que elles sa5 membros, he digno da
mesma censura be extravagante conse-
queucia. Grande pa'te dos Christos nao
rive conforme o Evangelho : neste syste-
ma deve abolr-seoCliristianismo. Glan-
de parte dos homens na6 vive conforme
ao Direito Ntural : por esta lgica deve
ser destruido o genero humano. Pode ha-
ver raciocinio mais absurdo?
Se ha muitos Regulares cujos costu-
mes sao absolutamente alheios da sancti-
dadedo se estado muitos as h que
instruem os Povos com doutrina si, e os
edilici.5 com virtuosos exemplos. Alguns
se encontra no mundo que nada pare-
cem menos, do que bomens que o re-
nunriraS : masem descont nao existem
em tod do mundo que a5 liei aos seua votos,
quevvem, e moriera em paz as som-
bras do silencio, e do retiro ?
O escndalo que os maus frads, e
particularmente os frades mocos, dao no
mundo quande a elle saem ta longe
est de ser hum fundamento para argir a
relaxado da sua Od.m, que antes de
vei ia provar coutrario ; porque repre-
sadas as paixes pelos obsTicTos da vida
Regular, vendo-s era liberdad rom-
pemcim huma forca correspondente vi-
olencia que as continha j e ainda aerea-
culo, com mais forca pela contradic-
cio que os esp.ra quando torno a re-
colber-se. Assim a maneira de proceder,
que tem hum destes, nio deve ser a me-
dida porque sa hio de julgar os oulms, que
sinosprimeiros a lamentar as quedas de
seus irmios errantes.
O, clamores e qiicixas que semelha-
tes individuos coslumio excitar contra es
Prelados e compan'uiros sao serapre^us-
peito-as. A calumnia he a arma favorita,
que ellesempng'5 em sua delVsa: nem
he de admirar que hum dest s s.fra ve-
xa oes domesticas; pois qu*nto a Reli-
gia cm que elle vive for mais observan-
te e maior o numero de suje? >s que
aelema snctidade do estado tanto maior
oppo,ica5ha de encontrar, succedenlo
do ordinario a bum destes o custar-lhe
mais o ser dissoluto do que lhe cust ia o
ser virtuoso.
E que falta de Lgica nao he pretender,
que seja abolidas as Ordena Religiosas;
poi que nellas existem individuos maus ? A
prnneira familia dvi raunlo leve hum Ca-
im : na Arca, em que se s tos do genero humano e debaixo do im-
perio d-. justo No" houve bum Cbam :
entre os filhos de hum Rei segund o
C-raca de Dos houvohum Ammon in-
cestuoso c hum Absalon itbelde. Na
primeiraCommunidade da Lei da G ac ,
de qiM J. C. fui Cabera visivel hoove
hi.m Judas entre os primeiros Diconos ,
e^colhidos por homens cheios do E piulo
Santo houve NiioUu. Do gremio da I-
greja Santa tem sa.d) hum grande nume-
ro de herejes e nelle vive concideravel
numero de maus Christos. Que uiuito
que n-s Religies se enoontiem alguns
prevaricadores mormenle oestes lemp >s
relaxados', em que a liburlinag m t j multiplicado os exemplos que a piuvu-
cao ?
Sao por tanto frivolos e sol-lieos
quaiitoa argumentos produzco] os Qiosu-
lantes para deslruirem as O del Religio-
sas : *e o que mais a j.mira he ver a intole-
rancia, com que perseguem aos Rehgio-
hOS aijuelies meamos que pregs a mais
iuteira liberdad a.juelles mesittol que
alias estabelecem que a cada bum lie li-
vre abracar o estado que lhe parecer. De
mais nao se prohibe, que b Da minados, Cerbooarios, Scc. e so se
ha de declarar guerra a queni quer seguir
a Jesu-Chrislo ?
Finalmente ata nos Estados Unidos era
as Provincias onda predomina oCatho
lecisino em Mootreal, por ex. exis-
tem Conventos ; e so no Brazil be, que
nao pedern existir ? Mas os Frailes .-*
inutiis ( disem os tacs filosofantes quasi
sempre refinados va dios) Innlis! Saiba o
Estado aproveitar o seu piestimo, o co-
nhecer se-io as vaolagens que dilles se
podem tirar Quem descvrahece os rele-
vant s si rvicos que as Ord>ns Religiosas
tem feito Roligia huminid.ide, e s
Letras ? Hum Monge inventou a plvo-
ra : e o Benedictino do Mosteiro de Ogna
na Hespanha Fr. Pedro de Ponce foi o
primeiro j que n Europa desiobrioa cn-
genhosa e utilissima Arte de por sos Sur-
dos-mudos a palavra, e inteligencia, snb
tiluindo os gestes s arlicutaces da voz.
Se boje (.a nossos Frades nao apprestnla
ulilidade publica he poique o Governo
os tem indirectamente cohibido di-so. Sai-
ha elle aproveitar o seu prestimo e ver.
( Hum Anonymo desinteresssdo. )
EXTERIOR.
REVISTA.
Lisboa 35 de Outubroj

-
As Folbas de Hespmha, que recebemos
s.--6 te'l8 do rorreute, e trasem noti-
cias importantes, deque damos parteaos
uossos kitores ja, 9 oa parte exteii
or.
O Governo tem tomado eneiglcas me-
didas relativamente a finncas e nel'as prq-
,;pgUe. A Junta prtparat r a das ('or-
le^ ja celtbrou a sua pnimira Sessa, ela
uh maisbem fundadas espe rucas as Cor-
tea por .-so que hum grande numero de
Deputados sa5 nio s pelas modiliraies
proclamadas, poiem queieui-nas essen-
ciaes, como s*5 doas Cmaras, veto e
vigorosa separaca de po leres. Esta he
ao menos aoppiniad geral q>e se colhedo
espirito de imprensa e das cartas par-
ticulares, de solt que em quanto em
Portogualuma facca mco.isidei ada pro-
clama a demagogia, e respeita um i Car-
ta que reconciliava todas as opin oes :
os nossos vi-ribos melhor aronselhados
pzrece tomare ni para mcdelo da su. no-
va Consiituico essa mesma Carla.
A noticia da derrota de Gomes por A-
laix havia cauzado em Madiid extnmo
contentamento e d a motivo a acr.di-
lar-se que ascombinacs de Rodil sera6
eoroades comas vicio"ia: entreiin'o o
Pat "la ainda ensinua rereios de que pos-
sa Gomex acolner-se a extiemadm, v
all ser orig'-ra de desordens e de cala-
midades. E' Preri'o que Rodil, e Ala-
ix obrem com energa igual ao acord
que tem mocado, p-rque se ainda falhafi
suas disposices e. Gmez no fica
anniquiado, quem he que jamis acredi-
tara' suas palavias? Crdoba 8 ff eu
infinito dos horrores pratica tos p^los
rehel les, mas nao fui menos oque sof-
freu Malaga dosbaiidosdos chafados pa-
triotas, e que sao verdadeiros anarquis-
tas.
NasAsturias havia o Rebelde Sauz rece-
bidoum golpe considcravel, e o Ceneivl
Pen e Castaeda a devisaS portugue-
za acbava6-se de combi iava5 e p'oxirnos
a esoaimeratj-lo de modo que mais naft
po.sj im|uet..r nem as Asturias nem al-
guma outra proviucia Cjnfirmav.ne
a derrota de Vlaioto.
Podas estas noticia* b iG feito reanimar
oL.-pi.ito publico U g>-ralme,iite abati-
do ; oxai se ceoliiion.ii ai im> que
nos seja hvre respirar meuo* aasomln'a-
dos.
Do no^so Poitogal poacohoje diremos,
poique pouco baa aeu. eeeiiiar o que ul-
lini miente dissemos. Procegue oues-
petismo diUtonal demitimito ioJos quaii-
tos supp.m dtsufl^ito", e ctumaudu pa-
ra os empiezos todos, a cujus bjiia ser-
Vqus deveiur du pwcter sija que nao
sej > dclUs dignos ou ao meuo po* a
ml descinpenhaieui luuc(,o>-s que in-
te iraiiicole ingnoru
Correa noticia de que foi lavrada ja
a Poi taria para a dissoiucja da Cmara
Muiiicip'd de l.ii'i >. por Uesc-lcCia a ac-
tual oruem de causas ; a at uisin al-
guus por que Contra ella protestara '
Accre-8euta-se que^se mandara por en
activo servic> urna correspon,uecia tele-
grfica para o Algrvc
Tem se se duvida que miguebjsahira da
It lia, e s propeni a aproveit^r-se do
transtorno e disgusto em que ludo por a-
quie-t: eremos porem rirmemente que
de todo o ponto se engaiis. {*
O'nosso conemporcneo do Nacional
em um artigo em que sen-ura abusos da
Impreusa, diz algumas cuuzas tinque
eoucordamu e -pulamos quanto re.-peita
ao aditamento devido a Magestade Real ;
porem a nao serem miguelistas oTourei-
io foi ha* Ministerial que dea o exemplo
( ontinuf.
(Da Revista de 25 de Outubrode i836)
/
S. H. TREATRAL.

i .
.
Tendo alguns Socios repieaentantea da
Nni-ieUada W.. moniro-'i heairai indicado
Commis o Adminislntiv* da mes-
ma Secicddde para que fosse o anniversa-
rio do natahe o. do Joven Alonai cha o Snr.
D.Pedro 2. solemuemente festejado no
Tbeairinho ^particular, subindo sceoa
nosdiasi.#ea deOezerobro duas diffa-
rente pecas; por este se avisa a todos os
Snrs. Socios que vio ceceber no da quin-
ta feii a c-m casa do Socip Thezoureiro 8r.
Jote Antonio Vieira de- Souza ra da Ca-
dcia velha os bilheles para a noite do dia 2.
THETRO.
O Diie'.to!-alenden 'o a que o bical do
Tin airo nao i'onse'leo o aeeoderse a tota-
hdaJe da grande illuiniiago, fez construir
h-nna nov na paite inleiior doTheatro
da inaiueira seguinte. l)es< ripcio do a.4
dia a i de Desternillo. Dezaicd! Jero-
gl'fnas foim 'Pcmplo dedicado Fio a : e-te Templo se-
r lo'O Iluminado a fog>.s de cove*, o
centro sei oceupado p. lo Phrono Impr-
rial : ss ai cadas serio e-ev.-d-s a maior al-
tura do Thcalro : os enUrtalIcs rio seas
ba/es seao orcupados por grandes jarros
de flores: ornados os dt-fogos ar-
tilia..es da composicao do 6nr. Marnxl Al-
ves, os degra>>s do Throuo serio Ilumina-
usdoi pela mar-'Vi'hoza descoherta de ht
Moiitgolfien. O gaz Hydrog no sei a-
plica lo em diversos Tubos de d, le rentes
core*, deia tnaiavilhosa cm que jmente
pela viilude do Gaz te lumioao os gran-
des TI ej ti es da Europa: estailluminacie
nio tem por combusdvt.1 parle alguma so-
lida, nem liquida mais que o Caz llydro-
geno : do centro dcste sumpluoso Templo
iii.irciui em hum magnifico carro de plu-
magens a Imperial E6ie, lirada ) or des
indianos ve-nio.s igualmente de pluma-
gen*. R. citado o Drama, a illnmincio
ficar patente tolo o espaco de lempo que
os isues ouveremde recitar as nbias po-
ticas: findas estas, se soltar (hU primei-
i a vez m-ste Tluatio dentro d, patela e
por sima dos Expcctidoies buma machi-
na Hj Ir gena ; que pela mai aviihoza des
r-obirta de Mr. Montglfivn,aubira atm of-
f. mlcr algun dos Expectadoraa, (-alvoa* i
quel-c quet tocar ofeu lendo-a) : eita ma-
china nfo aebindo sabida na plateia, uea
-


s
DIARIO DE P ERNA M BUCO.
N
camarotes, inl'alivelmente procurar o
ponto central do Theatro, onde encon-
trando trez lustres deve necessariamen-
te ler o sea occazo : ao estrondo ocosio-
nado pela dita, sofrea o camarote princi-
pal da frente horra roetamoiToze que fai
levantara todoa os expectadores; e con-
\ servaiioem p durante a dita que ser de
cinco minlo*: finda esta mttamoi Toze te
tocar o Himuo e bailar o novo nano de
Tato.
Dando piinripio a muito apetecida Peoa
denominadaA Moi te de Teles Jordao
Depois que o Duque da 3. vence a ba-
talha de A Imada o Theatro torna repenii-
namente a aparecer Iluminad > cura a mes-
illa vista da illu ninacio do Templo de
Flora coa o Retracto de S. M. I. eantan-
do-ae o Hymuo Brasileo.
res ; o meimo Sr. dirija-sa ao armasen!
para^negocio de seo interesse.
*y Quem precisar de um caixeiro ,
para venda o qual tem muta piatica :
anuncie.
jqfct Precsa-se de uro caixeiro de urna
venda eqoeintenda deste negocio; na
roa do Rosario 0. il(
ARREMATADO.
No da 6, e 9 de Dezembro do presente
anno pela |. Vara do Civel desta Ciilade
e hade arrematar um sitio de tenas rom
bastantes roqueros no li.gar do Rio Doce
penhoraHo a Francisco Ignacio de Faia e
sua mulher Maiia Joaquina dos Santos
porexecucode Joio Franc-co dos Santos
e Siqueira.
AVIZOS PARTICULARES.
Pelo presente annunrioa abaixo as-igna-
da declare, qae fraseado ella um pleito ce-
tra o Padre Jos Filteio de Me ira Lima, so-
bre o Engeobo Pao-amsrello na freguez'a
da Unna, que seo Pai vtndera fiado ao
mesmo Padre, mas que at o presente elle
tilo tem pago o preco : aahe agora, que o
Padre vi ndera o m>smo Eng. nho litigioso
Francisco Jos Tavai es de Lira, seo pa-
tente; e porque a abaixo assigoada nao
pode j oppor-se a eta venda pelos meios
judi< iaes, em raio de que o Padre, e o seo
sobi nho n orio na Provincia das Alagoas
entretanto que ella mora em Peruambuco,
faS este annuncioem que protests sustentar
oa seos direitos, e ao mesmo tem po para
desmascaiar esta trapasaa.
COMPRAS.
Um batellio que leve tres a quatro pes-
soas: quem ti ver annuncie.
LEILO.
Jones Wynne & Eduards, fasam ilo
de fazendas limpas e a variadas, no dia i.
de Desembro futuro, em casa de sua resi-
dencia ra da Cr uz n. 43 : principiar as
10 horas da manbf.
Jozefa Pimentel.
^ A abaixo assgnada Beneficiada
do dia 16 do correte roga segunda vez aos
Sor*, que aceitario bilhetes do seu benefi-
cio, (e que (anda* nio pagarlo) tenhio a
Conoide Oe deixarem em suis rasas, oa
mandaresB i oa da Roda na esquina da ca-
sa aonde se deitavo os engeiadot; por
que a abaixo assigoada ignora aonde mo-
rao algons dos sajas, protectores.
VENDAS.
Anua Epifana de Souza Bitancourt.
y& Qi>em preci ar de urna ama para
criar coni muito b m leite, parida de pon-
eos lempo, .-endo eta cativa e muito a-
morosa para as criancas, cuida-loza esem
icioalgum, di.ijs-se a roa do Faguodes
D.g, sobrado de um andar lado direito
viudo pela Bibeia que th se dir quem
tem.
Jflt" Precisa-se de urna pessoa que se
quena encarregarda .ciipta de urna ca-
sa, que niooceupa todo o lempo: quem
quser dirija-se a esta Typugiafia.
*jr^T" Precisae de um cont de rtis a
premio, com seguranca em propriedade :
nesta Typografiasedu quem quer.
*5P* Quem annuncou querer um sitio
distante desta Praca urna legoa, e que te-
nha capacidade para ler 16 vacos deleite,
diuja-seapraca da Boa-vitta D. 16.
**" D(,*eja-se fallar ao Sor. Joo Alves
deUrvalho, ou ao Snr. Joze Raimundo
oe ranas, a negocio de precisio, queirio
porobtequi* dcla.ar por esta folhaassms
moradas para se Ihes fallar.
"** pessoa que quisrr alugar pretos
para vender ateite todas as lardes: annun-
cie, ou procure a casa de Jernimo Juze
feneica em Fora deportas que achara
com quem tratar.
W Q"* tiver alguma Casa terrea
em i ua publica, que sii va para negocio, e
que tenl.a cmodos para familia, dirija se a
ruada Roda O. n.
1K9* Qoem annuncou querer 200$
res com hipoteca em urna cssa, sendo des-
embaracada, dirija se a ra de mundo no
vo(X3a.
jt^ NoArnusem de assocar da casa
da risa da Cacimba existe urna carta para
o Se. Fuando Cuilherme Cerdoso da
Costa e Sdva o m-smo Sr. oa os seos
Procuradores oa Erdeiros dirijfo-se ao
dito armasem para Ihe ser entregue por
ser de recommenda|o oda da Cdade do
Porto. No mesmo armasem asima per-
i Lijar coso o Sr. Aatonio Luis Tava.
Um piano chegado ltimamente de
Hamburgo de excedentes vozese por preco
cmodo: na ra Nova fabrica de chapeos
D. ii. K
Xa^ Um Magnam Lexicn, e nmi Ar-
te latina, todo novo, e por menos de seu
valor : a fallar coro o deslribuidor deste
Daiio em Olinda.
jrjr Urna mola la de 16 anno, e tro
ca-se por urna negra, eu negro conforme
as suas abelidides: na ra de Hurtas D.
68.
* Urna cartera de duas faces em
bom uso, e por preco cmodo, e tohem
urna porcio delouca da Baha, e ferrsgens
deEngenho de loda qualidade, assim fe-
xaduras de porta, e enxadas, ludo por pre-
co cmodo: na ra da Moeda ao p da
Boi boa. F
/y* Urna porcio de obras de prala ve-
Ihas, tendo algumasaindt boas prra servir
tods de muito boa pr*ta : defioute da ca-
deia D. 7.
WP Urna canoa de carrei.'a com 30
palmos de cumplido, e 4 de boca, nova
propria para conducir 6 a 8 pessoas : no
porto das canoas del'ronle do telheiro a fal-
lar com Manoel Antonio da Silva.
W Um palanquira novo so'tendo ser-
vido cinco a seis veses, e moderno no gos-
to : na casa deftonte do Palacio do B spo.
jr^P Um escra vo dogentio de costa de
40anno-, bom do servico de campo, pen-
la e linipa muito bem cpio>, e liobem se
troca por urna escra va da mema idade q'
kii va para lavadeira: na menina casa ci-
ma.
fc#~ S'lla muito superior: na casa de
Jernimo Jefe Ferreira em fora de portas.
tW Urna preta de napio, deiGannos,
sabe cosinhar, engomar, e lavar roupa de
sabio : na ini do Fogo D. II.
Jt^ Luvas biancas de algodio e de ca
murca amarella ; na ra do Cabug ao t
da loja d<> Sr. Bandeira.
/^ Urna escrava de naci cassange,
boa para negocio de ra e do campo: em
casa do Alferes Joio Francisco Cavslcanle
iodo da tiempeparao mondego.
W O Bilhar com os seos pertenece da
ra por detraz da Matriz D. 7: na Pracs
da Indepi ndencia loja n. II.
}f9* Urna barretina e um bon para G.
N., em bom e.tado, queso' servio duas ve-
*c* :_n* 'u' Direita loja de coaros D. 4.
IHP" Sapalos franceses de morroquim
muito bem feitos com sua competente fi.
Telia, franja 0 fita, e lem sortimento para
se esco'.her das cores que agradarem ao
compradores, e tambem tem de daraque de
Lisboa, ludo com abundancia e preco com-
modo: na praca da Independencia loja
jrJP" Smenles de ortali es de varias
qualidades e de repulho : no armasem do
Machado, ruadoVigario n. i^-
jejr* Um molatinho de laannos, sem
vicio algum, muilo profiri para pagem,
ou para algum officio, o qual vende-se por
precisio, assim como d se o mesmo por
penhor de a00$ ieis a juros: na iai Ve
llia D. 8 lado do noi te.
Wt" Um cuname de como de lustro
-com as ferragens douradascom nenhum u-
zo : na Praca da Independencia loja n i3.
I/Jp Rob-enticifililco e escencia de sal-
sa parrilba chegada a pomo de Franca :
na loja de fasei.das junto ao arco de Santo
Antonio de Manoel Jos Go'ncalves Braga.
9 Botins e saja tos de bi/erro fiao-
cez para homem, botina da duraque de
cores para senboras da ultima moda, assim
comomeissde lnbo para homem, e cha-
rulos muito bons chegados ltimamente:
na roa da Cadeia velha 11. 53, esquina do
beco largo loja de Boorgsrd.
9P" 2cavallos, um bom pacero, car re-
gador, e com principio de esquipido,
com orna muda por faser ; e outro pacei-
ro com duas raudas a faser: na roa do
Rangel D. 28 : um molatinho de 18 annos,
sem achaque e nem vicio a'gum ; para fo-
ra da Provincia : na roesma casa cima das
6 as 8 horas da man ha, e do meio dia as 2
da tarde.
/^ Um sitio na estrada do Arrahl,
com casa de pedra e cal para urna grande
familia acabada a pouco lempo, pintada e
envidracada, cosinba fora e quarto para
fitor, estribara e grande capoeira para ti-
rar lenhs, tero tresen'os pez de larangeias
eoutras arvores de fiuctas anda peque-
as: tem capacdade para ter vaccas de
lete, e liobem se ti oca fpor alguma esa
nesta Praca : na Praca da Boa-vista D. 16.
& Na me.-ma rasa cima se acha a
venda as seguiniea obras ;em francs, Li-
CesdeRelou'ca e Bellas Letras pur Balair
ero 3 volumes, um Tratado do sublime em
portuguez, e um Telemaco em Francez j
tudo em muito bom tizo e por preco com.
modo.
^^ H'joi moleque de 17 annos com
principio decanoeiro do gento de Ango-
lea Praca da Independencia N. 3i.
jt^ Um ca vallo de carro decoralasa5,
bastante gordo, e de bonita figura :
roa do Colegio D. 3.
SsJ* Urna tipoia de muito bom gostne
o preco comrnodo: ao alterro dos affogados
defionte do viveiro do Mua, armasem
de sal D. 21.
*W Mantas de seda com bordarlos de
difluientes cores muito ricas, grvalas e
fitas bordadas de muito bom gosto, p.^ra
Seohora, coeiros de gasimira de todas as
qualidades, e corres para meninos, e meias
lisas para senharas, e curtas para bomens
de iinbo fioo. tudo por prer;o cmodo :
no paleo do Terco loja D. 8.
V#- Um molequa de idade de 12 an-
nos, e com principio de pedreiro: na
ruado Colegio D. 3.
^ Urna laxa de ferro coado, por pre-
Co commodo. e tambera seda a prazo:
meso a casa cima.
**" A -bia deFilangieii, dita de Be
cana, dita de Jeremas Bmtham, dita de
Pascoal em latim, dita de Fri.ot dita de
Burlamaqui, dita de Silva Lisboa, Cdigo,
Comm.rciaesFiaocez.e Portuguez, Log-
ca eMethafisica, tiaduzidas em vulgar,
Oeom.tna de Euclides, tudo por pieeo
cmodo : a Olinda ladeira do Varadouro
numero 11.
por isao muito asseada, en vidrapada, e so-
bre tudo por preco cmodo para se pausar
a festa, tem seu quintal com suas arvores
de fruta para deleitar quem a allugar: na
ra Direta D. 27.
fjr^ Aluga-se no Mondego urna casa
com cmodo suficientes para familia, tem
quintal grande camurado : quem a per-
tender dirjase ao mesmo lugar, ou na
ra do Co legio casa D. 3.
** Aluga-se um negro para padana
da qual ja tem bastante pralica: na ra
do Queimado loja D. 7.
*9~ Al"ga se urnas casas novas na ra
ova da Alegra, lem urna cancelinha de
Ierro frente, eum lampiio : o perlenden-
te falle a Eraygdo de Souza Lobo Brandio
ARRENDAMENTO.
Arrenda-se um sitio no lugar do Han-
gunho; o ultimo que vai da Soledade para
o mesmo Mangunho, que parte nfrente
com o sitio do Qwembargador Macel Mon-
teiro: qoem periender falle com a dona
do mesmo a viuva do falescido Jote Ber-
nardo da Gama, oa a Amaro Fernandes
Gama em Santo Antonio.
WT Arrenda-se ama casa omito boa
para passar a festa na Cidade de Olinda de-
f.onle da Ribera ao peda cadeia, cuja ca-
za tem muiios bons cmodos e muita fres-
ca : a pessoa que a p rtender falle na Cida-
de de Olinda Botica do Gontaga na ra de
S. Bento ou no Recife ra do Rozario Bo*
tica de Joio Perera d* Silveira.
PERDAS.
Na tarde do dia 23 do correte desapa-
receo um menino filho de Benedicta Berto-
leu moi adora na ra do Rosario da Boa-
vista D. 18, cojo menino cbama-se Joa-
[qu.m, tem de idade 8 para 9 annos, tri-
gueiro da cor, olh-s grandes, a denles ti-
rados ta paite deba.xo, urna costura no
beipo de cima da pai te e querda, o cabello
umianto pegado ao casco, e levou calcada
riacado azul j disbotada, camisa demada-
poao.esem sapatos: qualquer pessoa que
delle tiver noticia, ou souheP onde eiLte
poderlevaradilasua mii moradora na
dita ra do Rosario, que promete alguma
g.atincacio, cujo menino j foi enconga-
do ero companha de matulos para o L-
raoeiro, e se alguem o comprar pensando
ser captivo, perder o seo dmheito, e sa
procedei conforme a Lei
Taboas das mares chetas no Porto de
Pernambuco,
20Segunda j
5
es
531-T:
Jjj- Q:
^23-Q:
24S:
gaoS:
a6-D:
Tarde.

O
a
ALUGUEIS.
Aluga-so urna casa terrea rom cmodos
para urna grande familia, a qual trm um
grande solio cooa quartns e grande quin-
tal, acabada a pouco lempo : quem a per-
tender dirija-se a praca da Independencia
loja n. ao que se dir quem aluga.
/^ AI uga se na ra da Caza-Forte la-
do do naacente urna casa grande para aco-
molar urna familia sem constrangimento,
acabada de pouco lempo, a moderna; I
WOTICIA8 MARTIMAS.

Navio entrado no dia 28.
Porto ; 29 d'as j B. Portuguez Boa sor-
te, M. Manoel Antonio dos Sautos : taiioft
g- eros : Joze Pereira da Cuuha. Ton*
a 13. Pa.sageiros 23.
Dia 29.
Marselha ; 35 das; B. Austraco Cali-
roe, Cap. Pieti o Glinhislavichj: vai ios ge<
eros: Laeeerre & Comp.
Pbrs., HA TIF. OB M. F, Faria 1836,


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