Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02447


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Full Text
ANNOsL>E1834, QUINTA FEIRA 20 DE MARfO
NUMERO 347.
* ,..
MM*MM*MMVHt^M /%**%< V%
%%.%%% %%>%%%%%'*** %***%%<^% M ,
suliscreve-se meiisaimente a 640 reis. adiantattoH. na Tipos rafia
do Diario, pateo da M.nnz de S. Antonio obrado da porta largv
onde se recetn-m corresoomiencias, e aunncio .. s msirem-se
gratis sendo dos proprios assiliantes someiite e viudo a>siHauos.
Tm'.o agora depende de nos mesmos. da n>ssa prudencia, m
deracao. e energa.' continuemos como principiamos e ereiMO
apontados com aoiniraciio entre as Nafres mais culias.
Pioclumafio da Assemblca Gr Impreco em p>ernami3Uco por 3jo?c atctormo neabtcu.
DAS da SEMANA.
*<(! lilil !
5.'-S. AIartinho-\h'\."n(\-, m.. And. dos J." do Civ.
de m. e de t., e CFi. Pr. aos 30 m. da t.
6.'-5. BentO~$e*. da The*. P. de m. e And. do
J. de Orlaos de t. P. a 1 h. 18 m. da t.
Sabbado-5. Emidio Rl."" de m. f and. do Vig.
G. de t. Preamar as 2 h. 6 ni. da t.
Dom.- S. Felis Preamar P. as 2 h. 54 minutos
da t.
*%** %* % %**%%%%%* %* *
RTICOS D'OFFICIO.
IUcas Antonio Mnnteiro de Burros Viseonde de
Concn has do Campos, do Consclho de S. M. I. Co-
mendador da ordem de'Chrislo, Senador do Imperio,
0 Presidente do Supremo Tribunal de Justiea.Paco
saber no Presidente da Provincia de Pernambueo, que
sendo denunciado a este Tribunal pelo Promotor Pu-
blico dessa Cidade, o Dezembargador Thomaz Anto-
nio Maeii I Monteiro, foi ordenado pelo Conselheiro
Ministro (este? Tribunal Jo7e Ricardo da Costa Afili-
ar por Desp^-ho de 12 de Dezembro de 1833 que o
mencionado Dezembargador respondosse em o tempo
que a Lfi marca a denuncia, para oquesclhe remette
por copia : o que dever l'izer cnmprir. E eu Cyrino
Antonio do Lemos Secretario do Tribunal a esorevi.
Rio 10 de Janeiro de 1834Visconde de Congonhas
do CampoRevistada a f. 38 do L. 1.
HUn. e Exm. Senhor Presidente do Supremo
Tribunal de JustieaPerante V. Exc. denuncia Joze
Tavares Gomes da Fonceca, Promotor Publico neste
Municipio da Cidade do Recifo, do Dezembargador
Thomaz Antonio Maciel Monteiro, actual Presidente
da Relaco desta Provincia, e a razao de sua denuncia
consiste no que passa a ex por a V. Exc. Que, tendo o
Art. 22 do Titulo nico das DisposicSes provisorias
eerca da Administraco da Justiea Civil extinguido os
lugares de Chancelleres em todas as Relacoes, e man-
dando, que estas fossem presididas por hum dos De-
zembargadores mais antigos, he evidente que exlincto
tao bem ficou o Regiment de sallarios dos antigos
Chancilleres; mas o Denunciado, dando Lei huma
interpretaco exquisita, continua, por o Regiment
dos mesmos, a perceber emolumentos das sentencase
mais papis, que ainda tranzito por a Chancellara,
como consta do documento n. 1, recebendo ao mes-
mo tvmpo, emqualidade de Presidente da Relaco, o
ordenado de douseontos e oilo rentos mil reis, que Ihe
l'oi arbitrado em virtude do Artigo 23 do dito Titulo,
e DisposicSes, provisorias, por o Exm. Presidente da
Provincia em Conseibo, documento n. 2. E como
com semt'lhante procedimento, o Denunciado tenha
comedido o crime de concusso, e por isso estoja i-
curso as penas do Artigo 135 5. do Cdigo Penal,
o Denunciante vem perante V. Exc. denunciar o fado
exposto, praticado pelo Denunciado, para que contra
elle se mande proceder nos termos da Lei at final sen-
tenca, julgando se a denuncia provada com os referi-
dos documentos juntos. E Receher Merc. Renle
14 de Novembro de 1833O Promotor Publico Joze
Tavares Gomes da FoneeraEst conformeO Secre-
tario Cyrino Antonio de Lemos.
"
COR R ESPON DENCI A S.
Snr. Redactor.
N,
Ada mais justo que a propria defeza, e para res
ponder cabalmente n pergnnta inserta no sen rWm cti-
ceituado Diario N. 339. forcoso he que reserve hum
eantinho do mesmo, para a minha ju>tifiraeo, tfde-
t'arte confundir o meu gratuito calumniador.
Tcve principio o lacrarem-se as Escotillas fias Em-
barcacoes mercantis que enlro neste Poro, em o l-
de Abril de 1826, dia em que a elle ehegaia > as Gale-
ras Rrasileira, Incpmparavel ; c a Frnncc/a, Appo-
lona primeira vinda de Lisboa, e a segunda do Ha-
vre de G.raca-levando a este fim par teci paca vocal
ao Juiz d'Alfandrga. o Administrador da Estiva, Jo-
ze Alexmdre Fcrreira, da parte do Deputado extra-
ordinario dacxlincta Junta da Fazend.i, Antonio Cae-
tauo da Si'va, que so posesse em rxereicio o lacre as
esootilhas fias Embarcacoes que fossem entrando com
mercaderas. Em virtude dcste avizn, fui nnmwido
'vocalmente pelo Juiz da mesma Joze de Pinho Rorges.
para ser enearregado deste expediente, e nelle presisti
tt o mez de-Main do 1828.
Havendo sido chamado a Meza Grande pelo Juiz In-
. terino, .Toao Antonio de Miranda, o qual disse-me q
o lacre das i;sco(has das Embarcacoes na Corte do Ro
de Janeiro, eslava cargo do Escrivo da Descarga, e
se eu punha duvida na sua entrega para poder do dito
EscrivoRrspoudi-lbe que o sello se achava em meu
poder por ordern verbal do Juiz Proprietario, e como
aquella instituirn nao era de atribuico minhas como
elle disia, quedo bom grado o entregava a quem per-
tencesse. Determinou-me o mesmo Senjior Juiz In-
terino que fzesse a dita entrega, ao Escrivo da Des-
carga, Thomaz Lins Gildas, o que pmmptamente
cumpri.
Chegando me depois ao eonhecimento, que tudo e-
ra pido contrario, mandei vir da Cid ido da Rahia Do-
cumentos relativos ao lacre, e quem devia dar os i-
Ihetes para as deseargis, pelos quaes se evidenoiava
serem aquellas duaa attribuicoes da minha competen-
cia em consequencia do que apresentei minha supli-
e; em 27 de Setembro de 1830 a extincta Junta da
Fazenda m Presidenci 1 do ex Presidente Pinhciro, e
l'jsendo tanto pezo os ditos Documentos, que para ma-
is de 14 mezes levou a dec^dir-se contra mirn^ tendo

"-
T
'*T


( i386 !
isto lugar na Presidencia do ex Presidente Pacs d,'An-
dmde em 16 de Dezembro d 1831 da en que o Se-
nhor Paes de Andrade se nao achotl na dita Junta.
Eu nao live, r nem tenho Patrono, por isso que
me nao deferiro com a justica que devia esperar, cal-
wndo-seassimaospsasLeis existentes, foral d'Al-
hmdega de Lisboa, dito e Regiment da do Porto, e
Portara da Secretaria d'Estado dos Negocios da Fa-
.enda de 10 de Dezembro de 1824, e 29 de Janeiro
de 1829.
Oque deixo referido he maisque su furientemente
para demonstrar, que entre mim, e o Senhor Escri-
vao da Descarga, nao houve convenco, ou ganancia,
ignorando a existencia da Portara da Ex ti neta Junta
dai Fazenda de 19 de Abril, de 1826, que manda es-
tabelecer a dita lacracao neste Porto, da qual s tive
conbecimeuto quando a v transcripta no Diario d'Ad-
rainistraco n. 196, /azemlo parte dos Documentos
que juntou o Guai.;da Caetano Pinto de Veras na re-
presentacao quelevouaoconheciuK'nto do Illm. Sur.
..Inspector da Thezouraria. Se o meu gratuito calum-
niador julgou desarreditar-me, cha-se engaado j e
em campo, com documentos ou testemunhas, fican-
do elle certo, e o, respeitavel Publico, para o qual ap-
pello, que eu nao dou cha e jogos em minha caza, nao
compro sitios, cazas, nem passo a festa a la grande,
como Duque ou Mrquez.
. Sou Proprietario de hum officio polo qual dcio meo
.dinboiro, oqual rende-se para eu passar e minha fa-
milia com decencia, e nao foi nlcancado com bajulft-
,.c6es e indignidades, e nem to pouco a casta do san-
gue dos meus Patricios em 1824, e outras pocas &c.
Scc. &c.
Sou Senhor Redactor seo respeitador .Patricio e o-
hrigado.
O Guarda Mor dlAlfandcga
Jacintho Joze Thomaz da Silva.
**fM/tV%*
Snr. Redactor.
.Pezar de gravemente ferido por trez assassinos,
que rae atacarlo hontem a noite, quando paqueo me
. rec.olhia a minha caza, eu rogo a inseno dos seguin-
tes documentos a cerca da,lacrado dos Navios, ps ;
.quaes ha dous dias pude obter da Coutadoria depois
de imensos exforcos.
Seo venerador e criado
.Caetano Pinto de Veas.
. Illm. Senhor Inspector-Diz Caetano Pintp de
Veras, Guarda supra d'Alfendega desta Cidade que
Ihe laz a bem q.ueV. S. Ihe mande passar por certi-
.d.) o Decreto, Portara, Avizo, ou oiltro qualquer
,JJespach0/]a extincla Junta, ou mesmo de V. S. que
determine, que o Escrivo da Descarga da mesma Al-
laiideg Thoma/ Lins Caldas, ou entra qualquer pes-
soaque se arhnr encarregada da .lacracao das escotillas
.dos Navios mercantes que entro neste Porto com mer-
caduras percblo do Cnrpo doCommercio vinte e trez
.patacas em prata por cada huma descarga que houver
de dar o. Navio ; ou finalmente quaes os emolumentos
que a vista da Porta- ja de 19 de Abril de 1826 da ex-
tiuli Junta que estabeleeeo a mesma lacracao determi-
na que reeeho : por tantoP. a V. S. seia servido
assim o mandarE. R. M.
Despacho.Pase. Thezouraria de Pernambuco
7 de Marco, de 1834.Silva.
Certifico que no Archivo desta Secretara nao exis-
te ordeno alguma, que aulhori?e a percepeo dos emo-
lumentos exigidos pelas descargas dos Navios, e que^a
Portaria de 19 de Abril de 1826 que estabeleeeo a la-
cracao, nao marcou emolumento algum. E para cons-
tar passo a presente por mim assignada. Secretaria
da Thezouraria de Pernambuco 7 de Marco de
1834.
, O Official Maior interino,
Joaquim Francisco Bastos.
Illustrissimo Sur. InspectorDiz Caetano Pin-
to de Veras, Guarda supra d'Alfandega das Fazendas
desta Cid ade, qaeahem dos reuriinienlos da Na cao,
preciza que V. S. Ihe mande passar por certido ao p
(leste em quanto foi cutado o Officio do Fscrivo da
descarga, e abertura da mesma Alfandega, que exer-
re Thomaz Lins Caldas; em que tempo tomou posse,
e com quanto tem entrado para o.Thezouro, e no caso
de estar a dever, qual a quanlia, e igualmente quem
sao eosadores : por tantoP. a V..S. sea senti-
do assim o mandarE. R. M.
DespachoPasse Thezouraria de Pernambuco 8
de Marco de 1834Silva.
Em cumplimento no Despacho supra certifico, que
revendo as "cotncoes de Officios, a que em diversas da-
tas se lem procedido, consta haverem sido lotados os
de Escrivo da Abertura, e Descarga da Alfandega das
Fazendas, primeiro em quinhentos ml reis annuaes,
dpis em trez contos e quatro centos mil reis. Cer-
tifico mais, que doLivro respectivo, consta ler toma-
do o Supplicado Thomaz Lins Caldas posse do Officio
de Escrivo da Descarga, e Abertura da All'aydsga
das Fazendas desta Provincia, em vinte e sete de Sep-
tembro de mil oito centos vinte e quatro, nao.constan-
do dos competentes. Livros existentes no Cartorio-des-
ta,Thezouraria, ter elle entrado com qutia alguma por
cotila da somma de seis contos setecentos cincoenta e
sete.mil o i tcenlos sessenta e quatro reis, de que de-
vedor Fazenda Publica at trinta de,Junho do anno
prximo passado, relativa a terca, parte do rendimen-
to dos ditos Officios; nem mesmo nue para segura n-
ca desle debito, tivesse prestado flanea alguma. E
para constar passei a prezente por mim assignada.
Cartorio da Thezouraria de Pernambuco 15 de
Marco de 1834.
( l"
O Official Cartorario.
Jlfanoel Joaquim Perda Lobo.
EXTERIOR.
Imprensa Inglez.d, depois xle ter uzado de todos
os artificios da sua lingongem para fazer acreditar a
impossibilidade.de huma Soluco da questo Portn-
gueza, entretanto que D. Pedro figurar nella, fingi
tomar osea partido sobre este Principe. Iloje porem
por hum novo fingimento, ella procura fazer acredi-
tar que ella consenlio em huma intervenco ,Jngleza,
e que mesmo a reclamara. Talvez em pouco tempo
espero fozer-nos acreditar que D. Pedro lera pedido
para deixnr Portugal, para o abandonar s-Tropaseaos
Diplmalas da Gran Bretanlia.
O^ Gabinete e os Jornaes de Londres tem sempre
suspirado por huma intervenco em Portugal. Elles
nao tem cessado de temer que ocararter independente
e caprjxozo de D. Pedro nao o lance nos bragos da
Franca seos Ministros desta Potenqia souberem atra-
liil-o. Quanlo a i->to os nossos vesinho podem estar
tranquillos, nos nao nos intreraetemos com p que se
passa tSo fonge de nos.
Soja como for o Globo que passa por ser mudas.ve-
zes depositario .dos pensamentos Ministries, parece


i i



Mi
(1387)

anunciar hoje da parte dos seus Patres a intenco jie
e autorisarem Ha intervenco da Russia na Turquia
para intervir definitivamente sobre as margens do Te-
jo. Isto sera huma dobrada vantagem para elles o po-
derem laucar em fim os harpos sobre esta apetecida
trra de Portugal, to chara aos especuladores Brit-
nicos, e tomar hum acrente despique do Tratado de
Constantinopla que elles nao podero impedir, e da
retirada da Esquadra Inglesa que no.seatrevero dei-
xar no Bosphoro. Nos nao seriamos por tanto admi-
rados deste ultimo resultado que ha tanto tempo espera
e deseja o Gabinete Inglez. E depois que go'pe de
mesare, proclamar em Lisboa que a Carta nao se pode
sustentar, tancar fora o Regente, e instalar no poder
a Palmella, e hum simulacro de Constituioao, ou
hum governo a Zea Bermudes !
(DoTcmpotf? 1553.;
M%%MM>*
O
ati0oj3 Do Corrno.
" PaqueteJVa^ional Feliz de que he Com. o 2.
Tenente Hernesto Alves Branco Muniz Barreto parte
dcste Porto para o do Rio Grande do Norte, Cear,
Maranho, e Par.i no dia 1. de Abril : quem nelle
quisfr carregar, ou hir de passagem dirija-se Admi-
lustrarlo da Correio.
As mallas sero entregues na vespora as 9 horas da
noite.
^3* O Correio Terrestre da Parahiba parte ama-
nha (21) ao meio dia.
^C3r* O Correio Terreslre d'Agoa Preta parte a-
manha ho meio dia.
&^ A Sumaca Temeridade de q.ue be Mostr Jo-
ze Rodrijjuc Freir, sai para o Cear no dia (-28) do
correte.
*%% v** v**%a
A
j3afcio#.a Cruva.
Escuna Nacional Maria da-Gloria, Capito-An-
tonio Carlos d'Azevedo Coutinho, a chegar da Babia,
deve seguir para o Rio de Janeiro no dia 6 do prxi-
mo mez de Abril ; as pessoas que n'ella quizerem
. hir de passagem, podem engajar se com seus consig-
natarios Rozas & Braga, no largo do Corpo Santo n.
Para os Portos do Norte.
^- Acha se a carga a Sumaca Desengao Feliz
sendo seus (retes muito commodos, que sahir at o
-im do correnle mez; quem nHIa quize.r rarregar ou
hir de passagem, djnja-se a ruado Vigario D. 13, 1
andar.
Para Trtestte.
KP" O Brigue Inglez Bovne, fabricado no princi-
po do anuo prximo passado e da raelhor construco,
de que he Capito Robert Thomson dever sahir na-
ra aquelle porto at o fim do mez Abril e tendo a mai-
or parte de sua carga engajada, anda tem lugar pa-
ra noventa ou cem toneladas deassucar, o qual rece-
be por frete mui commodo : quem nelle quizer carre-
gar dirija se seus consignatarios Harrispns Lalham &
Hibbert na ra d'Alfandega velha-.
O
%v %-%--.
cienaa*.
Uatro encerados novos proprioa de cobrir caixas
com assucar, por pr.eco commodo : anuncie.
$Ey Todas as qualidades de gneros, tanto por a-
tacado como a retalho, por toda qualidade de moeda,
menos fundido, e voador : o pe do Bolequim da por-
ta larga D. 4.
^gr 2 moleques de 13 annos muito espertse na
ra da Cadeia do Reci'e n. 3.
^3* Urna crilinha de 15 annos, .boa custureira :
no atierro da Boa-vista junto a ponte n. 2.
S^* Um carrinho de duas rodas bem construido
fom todos os arreios : na cocheira Franccza da rux
Nova.
&&- Um alambique de cobre em muito boitt uzp,
jpor preco commodo : na ra das Agoas verdes D. 17.
fC^ Arroz de casca ?m barricas, ou alqueires, um
terreno que d 4 moradas de casas, um dito no fim da
ra da Roda de 80 palmos, vende-s todo ou parte de
25 palmos, ou menos: na ra do Collegio D. 7, 3.8
andar.
t^y* Para fora da trra urna negra da Costa con
24 annos de idade, engoma, e cosinht o diario de li-
ma cn$a : no sobrado pegado ao da Tipografa dcste
Diario.
^?" Urna negra de Naco, 16 annos, tem princi-
pios de cosinhar, coser, e engomar, e sabe ensaboar
roupa : na ra por detraz da Matriz da Boa-vista na
casa terria junto ao priineiro sobrado do lado diieito.
$^" Urna negrinha de 13 annos com principios de
cozer, e engomar : na ra do Rangel D. 8.
$T^" Um preto da Costa, de bonita figura, sem vi-
rio, de 25 annos, pouco mais ou menos : na ra d'Or-
tas sobrado D. 25.
c
AM1\MVVM
Co\qpra0
LjOidiriimenlos do Tho7ouro der>U Provincia: no
armazem de couros no principio do atierro, de Naci-
mcnlo & Comp.
&3*" Prata : na r,ua Nova armazem de louca.
$^"" Um prcto cosinheiro : na ra do CabugD.
5, e se pga em prata ou em, bom cobre.
fc^* Urna banquinha, e seis cadeiras uzadas : an-
uncie.
*m v v *%%
^lluaueis
CpXIuga-se urna canoa de carregar ngoa concertada
de novo, que leva 4$ ;reis d'agoa : na ra do Colle-
gio D. 7, 3. andar.
v** *% v****
lfifos jravnci.sres.
Abaixo asignado em resposla ao avizo inserto
no Diario N. 315 faz sciente'a esse seu intitulado de.-
vedor que os seus caixeiros sao os seguintes : Francis-
co de Paula, \ ictorino Joze Ferreira, e Jopo Joze Go-
mes Lial, e s estes lie que estao aulhorizados para re-
ceber as suas dividas, Meando persuadido que o Snr.
Caetano Aureliano de CarvalhoCouto, numa procu-
rou receber de seus devedores quantia aguma em ti-
tulo de ser seu caixeiro, ou de authorisacao para isso,
pois que o nao concidera capaz de commeter semelhan-
te indignidade, sendo... tal vez smente feito de pro-
posito para desacreditar o referido Sur. Caetano.
Luiz Antonio Goncalves.
^3 Quem tiver urna,negra fiel para todo o sorvi-
co de casa de prquena familia, e queira allugar, diri-
ja-se ao armazem de couros no principio do atierro dos
Affogados, ao p do Viveiro do Muniz.
I
f
T
T
T


(1388)
' fc^- Adverte-seno Sr. que gratuitam" temespalha-
do noticias falcas para deprimir o crdito de Joze Joa-
quirn da Silva Braga da Parad i ha, que o pode conti-
nuar a fazer na certeza que.he considerado como um
rao que ladra la.
$3P* Preciase de um feitor para um sitio na pas-
sagem da Magdalena, que possa aprezentar quem afi-
ance sua conducta, e carcter : quem estiver nestas
Circunstancias aprezenle-se no Escriptorio de John Ol-
dham Se Comp.
$3* Percisa-se de seis offlciaes de carpinas que sai-
bao trabalhar : as 5 pontas D. 11.
t?3" Roga se ao Snr. Antonio Joze Gomes d'Aran-
tes, queira dirigir-se a ra de Santa Rila nova D. 18
da parte do nascente para tratar de nm negocio de seu
nteresse, visto se ter procurado em sua casa por trez
vezes, e nao se ter achado.
^3" Antonio Pinto de Moris, retira-se desta Pro-
vincia a tratar de sua saude.
tE3^ Avia-sque ninguem aceite urna ordem da
quantia de 100$ passada pelo Snr. Nuno Maria de
Seixas contra o Snr. Antonio Joze da Silva Carvalho
datada de 12 de Marco por se ter perdido dita ordem
do poder de Gaspar Joze Dias Paredes, e o mesm'o ja
prevenio ao Snr. Carvalho para nao pagar se nao a et
le.
^3"* Preci/.a-se de um hbil caixeiro para tomar
cor.ia de urna loja de miadezas : quem se adiar nestas
circunstancias dirija-se a loja n. 4l, na ra da Cadeia
do Recife.
$C?- Joze Thomaz de Campos Quaresma, faz pu-
blico que deixou de ser sen caixeiro Manoel Ferreira
da Silva desde o dia 20 de Marco de 1834.
^- Joo Bautista Vieira, faz sciente ao Respeita-
ve! publico que deixou de ser caixeiro do Snr. Domin-
go Fernandes Viant.a, no dia 16 do crreme mez ;
ficando tu para com elle sem dependencia alguma to-
cante a negocios da caza ate a mencionada dada.
K- Perciza-se de urna casa terria, quetenha bons
commodos no Bairro de Santo Antonio, ou Roa-vista
que nao exceda de 8$ res mencaes : anuncie.
$T^- Urna pr>ta de 16 a 18 annos, de bonita fi-
gura com principios de costura, e ptima para todo
servieo de urna (asa, t> um preto mosso de bonita fi-
gura proprio para qualquer servieo 5 para fora da Pro-
vincia : na ra do Arsgo D. 1.
&& Alluga se um sitio que seja na estrada de Be-
lem, Rozannho, ou na da Conceicao de Joo de Bar-
ros : na pracada Boa vista n. 134.
^^* Q'"'m percizar de roupa engomada com mili-
to aceio; dirija-se a ra Direita no 3. andar do so-
brado D. 37, lado direito.
^3* Perciza-se de 150&aeis a juros de dois por
cento ao mez, dando-sc de hipoteca urna casa terria :
anuncie.
^^" Pcrcza-se litigar um sobaado ou casa terria
en boa ra, no excedendo o seu alluguel de 8 a 9$
res : anurcje.
ndaF.
* '-se um corito de reis a premio, sobre pe-
nhores de ouro, e prata, ou boas fimas, por espaco
de 12 mezes : na ra do Rozarlo estreita sobrado D.
"29, 2.
<&3craro$ jfugiDoy.
A-
iLexandre cabra acabocolado, cbelo duro, e cres-
po, cara com espinhas miudas, e descarnada, ossos
das massaes levantados, sem barba, olhps pequeos, e
rasos, nariz grosso, com os dentes de cima quebrados,
boca regular, falla fina, estatura mediana, alguma
cousa cheio do corpo, pernas grossas, e curtas, ps me-
dianos, dedo; grandes, e vollados para dentro, que
mostra grandes joanetes, 30 annos; fgido a 2 do cor-
rente, com chapeo de pelo preto velho, camisa, e cal-
ca branca, ou siroula, e mais roupa. Luiza crila,
46 annos, alta, magra, fula, com marcas de bexigas,
rosto pequeo, e um tanto xato, dentes pequeos, e
os de cima quebrados, ps grandes; fgida no dia 9
do corrente, com saia de algodao com franja, e levou
mais roupa com um saco de estopa : botica da ra
da Cruz N. 23 de Luiz Pedro das Neves, onde se gra-
tificar com 50$000 reis em muito boa moeda de co-
bre.
^T3* Fugiro do Engenho Mscate, na Freguezia
de Uuna, dois escravos seguinles : um cabra por no-
ffie Sancho, Official de Carpina, 20 a 25 annos, baixo,
cheio do corpo, boa prezenca, alguma barba. Caeta-
110, moleque de nacao Congo, 16 a 18 annos, os den-
tes da frente limados, mal parecido na figura, altura
ordinaria, tendo levado vestido siila, c carniza de al-
godao da trra, e um ferrn no pescosso: o mesmo
Engenho, e na Cidade de Olinda no sitio chamado dos
Arcos ao pede S. Joao, e no Recifc defronte da Ca-
deia D. 7.
fc^" Maria, crila, estatura ordinaria, feicoens re-
gulares, boca pequea, nariz afilado, as macaens do
rosto um tanto sabidas, cara descarnada, reprezenta
25annos, piza pin dentro, bem ladina, porem no
fallar tem seo sutaque por onde mostra ser natural de
outra Provincia, lavadeira, peitos cabidos, tem as
costas ao pedo pescoco urna marca antiga de caustico,
filha da Capitana do Espirito Santo e bem conbecida
no lugar do Monteiro onde lava; fgida a 14 de
Marco do corrente anno i o nterro da Boa-vi:>ta D. 9.
^^" Sabino cabra idade pouco mais ou menos 18
annos, baixo, grosso proporcionalmenle, carregado de
phisionomia, page, e aprendiz de sapateiro : a ra
larga do Rozario por cima do Botequim, 11. 147, 2o
andar.
^3^* Benedicto, crilo, official de carpina, j ve-
lho. com cabellos brancos na cabeca, e na barba, pez
apalhetados, e um gro.so por cnuza de Erezipela^ tem
o osso do quadriz da parte esquerda lancado para fora,
consta andar trahalhamlo de carpina no atierro das
cinco pontas, e j a muito que se intitula forro ; f-
gido no dia 4 do corrente do sitio da Soleilade de Fr-
cisco Goncalves da Rocha ; o dito sitio n. 498, que
ser bem recompensado.
%"-*^%-"%v...%.%^v.-..*..'.^...-v.'....^,... ......
NOTICIAS MARTIMAS.
Navio entrado no dia 17.
ft
AMBURGO; 120 dias; B. Dioamarquez Bo/vi-
d/or, Cap. H. J. Freq : varios gneros : N. O. Bie-
ber.
Navios sahidos no dia 16.
IV
EW-YORK; B. Sueco William, Cap. C. Fe-
quiplo : assucar.
SANTOS ; S. Santo Antonio Vencedor, M. Fr-
cisco Gomes de Migueredo : sal, e vinho.
lJsnj\'. jys 7. no Dr^R/u I&34.
/


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