Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02441


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Full Text

I
I
V
p.

ANNO Dft 1834.
QUARTA FL1RA 12 DE MAl^O
NLTMBriO.34
*,.%**.**'**^~
%.* ,<.
'
*

II I
ftiMio be *um
-"
*
Saisareve-se mensalmente 610 res. BrfVWnrWdoV.'na TipogTuna
*> Diario, pateo da Matriz de t'. Anin..; *tfl>mdd Ja porta larca
nde se receben! correspondencias, e animos; estes uisireni-se
fratissendo dos propriosassignaine. somente < viudo assipuado.
^~SmSSSB HilluT-Tj II
Tildo atrora depende d nos meamos. a/ttmUm atad ncia. Di
deraco. e nicriMa .- ,iiiiimii'iii cotilo ptiuesi^UMUM C serei:
apuntados com aiijiiiracao enire as ,\ atoes mais cultas.
'tuelnmnCHi



3mpjre00o em ptvamtuto pot 3ofe atctorino mabteu.
.
.
DAS da SEMANA.
*
>. 4.* S. Gregorio Ses. da Thezouraria Publica. Pr. as
5 l. 18 m. da t.
S.'-S. ancha- Re."" d.* m., Aud. dos J.'do Civ.
il<' m. e de t., e Ch. Pr. as 6 h. 6 m. da m.
fi.'.S. MtrfMs-Si'*: d-.iTUez. P. de m. eAud. do
.T. de -Orlaos del. P. as 6 h. 54 m. da m.
Sahbadrj-S. Hemique Rl "" d m. aud. do Vg*
(x. de t. Preamar as 7 h. 42 m. da m.
I)):u.-.V. Cyriaco -Preamar P. as 8 h. 30 minutos
Ha m.
^J.M nosso Patricio escreve de Pariz em 15 de Janei-
ro oque abaixo tranerevemos ; assim como o impres-
.u escrito por um liberal Portuguez, no qual se ve o
estallo (Je desgrava t que se cha red.u7.ido Portual pelo
Duque de Braganca. Veja o se os Brasileiros ncste rs-
nclbo, e por abi avaliem qual ser a sua sorte seesse
Tirando rollar ap Brasil.
Illm Senhor.. .. Pariz 15 de Janeiro de 1834
i

un'o ten V. ... hum impresso, donde vai huma ex-
acta n irraco dos Despotismos que tem praticadoo Du-
que de Braga nca rio infeliz Portugal (preza de 2 Tira-
nos) emoilo sinto ainda nao estar prompta certa ana-
lise que se mandou imprimir em Londres, a qual Ibe
heide remeter logo que me ven ha a mao, no rntanto
mostr este aos nossos amigo, e a meo cunhado....., Vai nof isso um Corregedor Mor (para perpetuar a fe
ese Ihe pare'er mande reimprimir abi, para conbe- liz poca da invnso .Tunot) reger, e leocionar os re-
aguma, se outro tanto Ihe fisessem no Brasil, ja nin-
guem queriria ser Caramun............... ......
Seo patricio.....
A CARTA ESTRANGULADA.
Parte 2.*
Quod principi plirnit fpgrs Inbet vigorem. Senhor
manda, preto oherlecc.
Eis aqui q direito pnlitico, o eodigo dos cdigos, u
que a acj Portugueza est reduzida no fim de 13
annos de revolucoes, o calamidades! Eis aqui a rege^
nera,c5o e os regeneradores, reconcentrando n'uma so
mxima todas as maximis de confiscaco, bel prazer,
proseripeo, etyrannia, dispersas ;t agora nos pres-
en ptos de Domicano, nos captulos doCoro e da Bul-
la d'Onro ; nos decretos de Fernando 7., e de dom
Miguel! Eis aqui finalmente o firoiio derrancado d'es-
sa rvore da liberdade, plantada com tanto jubilo, e
regada, ba tantos annos, com as lagrimas, e com n
singue de tantas familias, e de tantos cidndos, que s'
imolaro generosos nos atoares da patria A Carla,
quem pode iovocal-a com seguranza ? Quem pode di-
s^r sera perigo meu Dos, e meu Direito ? Que liber-
dade cosa o Porto, depois de to heroicos sacrificios?
Os Birbnros respe;laro as municipalidades romanas ;
o senhor dom Pedro foi menos generoso : nem sv quer
urna cmara electiva se coneedeo ao Porto, como lem-
branca e penhor do art. 134 & Carta Constitucional!
O Porto, o heroico Porto, aos olbos do senhor dom
Pedro, be huma cidade suspeila ; nao ten) patriotis-
mo, nem e.ipa'idade para escolher seus magistrados !
i
cerem esses infames Caramuns o que nos eslava guar
dado, se por desgraca do Brasil fossem avante os seus
damnados planos, por tanto meu caro em nome da Pa-
tria Ihe peco, que se deixe de caprixos, e de as mos
aos nossos Patricio, que s unidos seremos livres, e
Naco respeitavel, que s unidos poderemos acabar
com esta rac degenerada de Caramurs, que sao os
nossos verdadeiros inimigos, finalmente meu amigo a-
prevel-m o que lem prodnzido nos corocoes Brasilei-
ros essa mensige da Regencia a Assemblea, que tem
sjdp, aplaudida qni, e lem desfeito todos os planos,
eorn a unio, e grito de armas, que deo a grande fa-
milia Brasileira contra o Tirano, hoje conlu'cido por
seus proprios prenles, e 3migos, incapaz de gover-
nar Povos, e esta her a (oa, que se pedia para tornar
ao Brasil. Antonio Parios, e o Menezes aqui se a-
cho entregue ao desprezo, o Mene/.es bem arrepen-
dido de ter c vindo, eo Gigmte doente, e relado de
se ver reduzido a nulidade, e eslou vendo o dia que
arrebenta este orgulboso, e perde o Brasil esta rolum-
iii de gesso. Ell.s sao quem mais mal fallad do Pedro
como a nundei diser a sen Pai, e sei que tem dito pa-
ra o Rio, que se uno ao Gnvernn, e que Jjmu* Boui-
acio pessa a sua demisso de Tutor. Aqui elles sao
vvjiaikH dia, e noiier e do cerlo nSo tem coosideraco
fractarios Porluguezes (1). Reconquistou seus direi-
(l) JVo nos admira a flexibilidade to senhor Mira-
da, homen de ganhar ; mas quizeramos ouvir de se-
nhor Bento Pe reir do Carmo, homem de letras, e
d'oulra polpa, como ertende o artigo 132 da Carta
Constitucional. Parece que toda a gente do Congres-
so tomn a peito desmentir a opihio que delta se for-
mara.
Todo o governo que Ibes d um emprego he ligili-
mo ; todo o ministro que os eham i, um patriota ;^ to-
da a ordem, que Ihos i bivH um ordenado, urna le sa-
grada Se o ex Dei d'Argel mostrar ao long um balde
de fitas, um barril de pitacas, e um i pipa d'E.rcel-
lencias, ronbi-nos a maior parte dos nossos Confucios
do 1820. e26. Verdadeiros Polglotas em Poli tica
fallao as linguasde todos os princepes e tezonros, que
recorrem ao patriotismo, e independencia de/les !
Espedacoii-sn a monarchia, assolou-se o paiz, ainqui-
lou-se a fortuna publica e particular, na espera rica de
re conquistar os foros do homem, a libenl.ide poltica,
civil, e religiosa ; tu lo isl so per como monumento d'um i gr.mde devast jcao, o Jilz dos
Orfos do Porto em cima .do primeiro Tribunal de Jys-
tica Para este, 20 mais. consumdu-se a regenera-
I'
nr


(1362)
4 tos, reconquistan a Carta, o corajozo povo de Lisboa
o (lia 23 de Julho? Certamen!**......Um ministerio
cobarde mas raivoso, nao se atreve com o conde de
Tai par, que Iba gravou na car. o L. do Caes do Fojo,
mas va i <*(Mna \i\x\jachail, desenterrar o prelo, que-
brar is formas, morder os tipos, e eslrangul.ir o im
pressor Tal he a liberdade d'imprensa, symboto
de todas as I'ibeidados, que o governo outorgou nos
Lisboetas Do sangue dTIampden, e de Russel nas-
eu Rorescente a Ijherdade. j-ngleta \ foro medios Mi-
ces o martirs da praca Nova, e s victimas do 'Caes
de Sodr. Cabio, sim, a (yrannia de dom Miguel,
mas nao se levantan a liberdade. A TOTIfWte absoluta
dousurpidor succedeoa vonlade absolu'.a do Prcten-
i ,11' 0; iil
dente; e aos S.jmos d'aquelle principe os Sepno.s d'
este: Qiacs sio peores Em tbese aquelles ; uvs
propongo guardarla,, e altendendo ao lempo, aos prin-
cipios, s promossas, e aos deveres, estes ; por que
a peor de todas as tyrannias he aquella que s'excrce
m nome da liberdade
Qna| he o artigo di Carta que o Governo tem rrs-
peilado? JYeni un s, menos o arltgi 91 ; porque to-
dos os tutores .-ao uniformes no dezejo de prolongar a
minoridaile dos Seas pupilos.
Analisemos o art. |.,0, Na Capital do Reino llave-
ra um Supremo Tribunal de Justiea, composto de Jui-
zes Letrados tirados das Ridacoes por i'uas antiguida-
des&e. De que Rehogo taran lirad< s Joze da Silva
Carv.dbo, c o doutorJoaquim Antonio de .Maga!be>,
para os bancos, e, mais escandaloso ainda, para a pre-
sidencia d aquelle-Triboflftl ? O primeiro do lugar
de Juiz dos orpbao* do Porto, o segundo de juiz de
fora de Taro.ea Ojiando se vio em Portugal atrop-
lar assim una classe inleira ? Quandn se vio abuso,
patronata, escndalosimilhante? S. M. I. nao quiz
proy.ivelmente privar nquelle.Tripunnl, pem das Je-'
trasd'um, nem da n^grgifrfe de ontro____. Em
quanto 5. M. poder assim pagar h'o Hifi bao-de faltar
nem lliniibul >s, nem nra,utos, pois que j Paulo Sar-
p disse Que se a peste podesse dar, penvoeS nao Ih
bavio de fallar partidarios! Este nepotismo tem s
um inconveniente C'nst tiftp bon pouf duvev.....
Art. 7." 4......urna Lei determinar asqualida-
des precias para' se obler Carta de n.ituralisacao.
Qual foi por tanto, a le que naturnlisou urna enxurra-
da de Brasileiros, conferindo-lbe ao mesmo tempo
cargos civiz, e diplomticos da maior distinco ? Per-
da-se a patria, eertamente, se Francisco Gomes da
Silva n empalmasse o seeretariato da Caza de Bragan-
ca Que bella aqnisico/ E anda Portugal nao sab-,
que d os mi trez desses Brasileros, depois de enrodi-
Iharem o Brasil, vierao ser a primeira ongem da p?r-
seguico, que seu deslumhrado amo temaulorisado c-
tra alguna subditos da Rainba de Portugal.
Art. 1P?>. Os Mitislros d'Estado serao responsa-
ves i".. pela fdta d'observanca da Le. Qual
be a lei que regula a marcha dos dos ministros ? Qual
he a lei. velln ou nova, por elJes nao violada ? A
Carla Ioi estrangulada e com ella aquelles, que tivero
a simplicidade de acreditar, .que um principe, que
perder um trono por odio do Brasil bavia respeitar
a de Portugal. Sea Carta morreu assim, as antigs
iffstuuicQes nJo tivero melhor sorte : entn quil be o
regime, qual he ati dos subditos da Rainhi de Por-
tugal ? A violenta estupidez de Joze da Silva Car-
vallio, e a vonlade imperial! Quod principi p/acuit
legis ftafot vigortm.
Art. 107. llavera bum Conseibo d, Estado com-
3o, e a regeneracao siguifieava isto.
.pudenlam
O homims im-
posto dcConxlheiros vitalicios, nomeados pelo Rei. >
Ora o senbor dom Pedro nao he Rei de Rortugal, naa
me?mo be regente legal, nao s porque a Carla o exelu
da maneir. mais peremptoria, e positiva ; mas porque
S. M- mesmo foi obrigado a reconhecl o assim, convo-
cando as Cortes para decidirem a impoitante quesle
"da regencia. A autori lade que S. M. assumio beta
extica, e fugitiva, qu S. M. nunca prestou juramen-
to, nem as Potencias "Estrangeiras o tem querido reco-
nbecer n' oulra eapacidade, .que a d'um govr ino ex-
tra tttgtn. Sendo assim, neiibum IVirtugne/.. desinte-
ressado na questo, podera crer jamis qe S. M. pu-
dps?e nome,arum""Coiise!bo datado vitalicio. Do*
Conselheiros l!! Suponhamos que a Rainba nao con-
f.iva nos Conselbeirs qn<* seu p.i*e' Ibe nomeara, era
mister oomear oulros !'2, e toda a Fazeoda publica e-
ra poQci pira sustentar o fffflSfif d'Estado'!. O b5
publico nao be o alvo desla, e d'outras esp^nioas f>ro-
digalidades. Fazer cieatu\Ms, e comprometer dow
ou trez borne na, em quen o pulido I* gil, e indepen-
d.-nte tinli alguma coiifianca, foi o u'nieo -fim desle
despachos intempeitivos, excesivos, e .despecessarios.
Cumpre aos povos o de< idir ise querem cov.-rr de dia,
morrer de lome de noute, pa-ra manler em .santa oc-
c:o.-.idade um rnilho d' Jrcl chaocellcws, Jvcl-
tlwzotirei/os, Gran cordoas, Ser. &e. a quem o go-
verno tem a, gejierosidado de ceder um, bvaJ.du pa-
mo para devorar o re.-to ; sua vonlade. Se n primei-
ra Cmara de; De puta dqs nao Por composta d'hoiiH$i
assas independentes no governo, para ous;rrem cha-
mar a juizo os contratos de Londres, a> ce-nvem cs 9
Pariz, a lisia das penves, e tos ordenados te. &c.
c.jiiio se fez em Franca, e est fazendo em Inglaterra,
be impossivel qu Portugal possa .fazer face ssu&S des-
pizas, caos seus emprestimns. Fie-se o povo em si;
trate o seu negocio as eleices; e antes de votar, ob-
serve oqueeio ; o que sao; cu>la de quem ; e os
variados pifiis que tem representado' a- maior parta
dos seus primeiro*Candidatos. D'um bido ver rege-
ncradores transformados em Bastos, eFouebs-, e do
nutro muilos Lycurgos, e Solons de 20, e 26, meta-
morphoseadeem Walpoles, polignacs, Birbacenas, a
Calomardes: Imite Portugal o povO inglez ; mande
s Cortes os seus propios 'Candidatos, e nao faca caso
das incinuai 5es do governo, qual qurr que elle r,
nem dos delegados (felle, e mullo menos ainda, das re-
eomendacoes da impresa ministerial, que, por infamia
e traico do gabinete, be a unir que ixiste om Pwrtu-
tugal (-2) O Povo de Londres mandou In-z.vezessuc-
ccivas ao Parlamento Mr. Wllks, redactor d' um jor-
n d, contra a vonlade expressa do Rei, e contra lodos
os exforcos dos ministros. A Fraic, cm 1830, re-
legeu lodos os 221 deputa dos, *;ue linbo censurado
o ministerio do principe de'Polignac. F>te atrevido
imbcil appellou para as od nances, o Povo appelo
para as armas, e todos sabem o rezultado. Agora mes-
mo o Povo do Wurtemberg reelegeo lodos os deputa-
dos, que o Rei'despedir com desagrado, e os depu-
tatlos dignos do povo, tornaro a votar contra a cen-
sura, e recusaro o dinbeiro para o ordenado dos cen-
sores.
Esta coragem a podem ler hemens independen-
tes do governo ; homens a quem nao deslumore i|jp>
(2) O ministerio tem raso, porque o sacrificio in-
sensato, a solacio anti militar dos Voluntarios de Lis-
boa em Val dos Res, e na Barroca d'Alva, ha va < us-
tar-lbe earo, se fotse poasvel aualysar em boa, co-
mo be li'-ilo em toda parte, estas deseoncr-rtadas opera-
c5es militares. Foi a strategia do Caes da Pie^iade,
Sur. A. J. Freir ?
\.
TI
I


(\363)

* sorriso no.palacio; urna fila para iacobrir farrapos,
*ua legalmia excelleueia de Portugal, que a petar
Vandar, desde certo lempo, a' buraco, e#pregao,Hie
inda o tropeco aonde vo esbarr.ir-se os fatuos- come-
diantes, os farristas eon>tilo de reforma, e para avahar as alcavalas, que peso so-
breo povo, que os tirn ihs agoas1 loriadas,' herdo,
merecer, e adquirt-m todas asfMalgr.ias da trra, no
primeiro din que ompolgo o poder Ali Se o deli-
cado Garri, 011 o jovial Tolenlino fossem vivos____
j*osles {JIcmis da fbula1 figui avo todos as comedias
do primeiro, ou as quinlilhts do segundo. Nao ha-
tera nunca em Portugal nm M. de Selgue*, ninas
Caita* Normandas, u\\y,\Nemsis, que slygmatisem
les F.ilp-rras, estes morcados de Safiela Catharina,
deque o miipstorio tem alagado Portugal? O Bem
publico, noi gabinete, he um.V'nhrstraeo, a.tuuYpPii-
Ueneia un prejuizo ; ministros, d.-pul.idos, altas
dignidades &e. Uro, ng0 enrdo se nao em en-
grande* er-se, ou cusa do tisouro, ou dis alfaias
da coroa \ c por isso a eatisa da patria se perdc nesle
abismo d'cgowno. fatnidade, p a va reza. S o mi-
nisterio lie prodigo, fmquantn'tein que dar, niiiguem
Ihe chama prcvaricdor. Os principios s lembro
quando acaba a csnerauca. O mais prodigo, insrn-
sato, desptico, destruidor e vil ministerio, que tem
havido em Portugal, be o dosenbor dom pedro ; a
prodig.ilid.idescrve-lbe de razao, de patriotismo, d-
justica, e de. I .i, c por isso todos os ptroleiros eslo
talados nos altos cargos, e as alt >s (liguidades, em q'
foro collorados. Se alguem pergeniar pela Carta,
pora Rainba, ou pora palria as cre.it n ras do senhnr
dom pedio, be provavel -que respondo todos cornos
versos, que Bt-ri-nger pos na boca dos mercenarios de-
putados de M. de Vi'clle :
J ai bien st/fgh mes frffaires,
Je.su procatetur da mi,
J'ai place re de mes freres.
Mes deux fils ont des emplois. (3)
(3) O nepotismo, a a desvcrgonha do ministerio be
Ul, que al uro tal Felgueiras, que foi da Junta M-
gueli.la de \ auna, Ite procurador da Coroa TJm An-
tonio Joaquim i!e Carvalbo, s porque be primo do
.benemrito Joao da Rocha Pinto, be fidalgo, com-
mendador, e Administrador da Alfandeg do Porto,
sendo negociante no mc#mo lempo... | Atoirmo
do bario de Rendufltj fi-^gou j urna rrct bedoria geral!
Estes Reiiiluffes U-m muito grito para cofres. Quan-
do o sen.hor dom pedro intenlou restabelecer o poder
absoluto no imperio do Brasil [diz o depurado histo-
riado! desses acuntecimcnlos, que poseio S. M. I.
na imperiosa necessidade d'abdicar) a prostituirlo
dos empregos, das dicoracoes &c. &c. foi urna das ar-
anas que o ministerio empregou com maior despejo,
antes da famosa prorlamaco do Orno Pretn Assim
lem feito Joan di Silva Carvalbo. E ras Financas ?
Portugal hade estremecer miando for cbamado a pagar
os extravias1 d LondresHa um barco de vapor fre-
tado ha muilo, 40 por dia, esperando por 00 ho-
mens, que bao de vir da Belge a, nao se sabe quan-
do. ..... Nos estimamos muito que S. M. I. con-
serve, contra a opiniao dr todo o bomem patriota, es-
te ministerio de IWaias, e paranagos, porque Iip o mo-
do raais segura de cbegar mais breve a um 7 d'Abril.
Nem be possivel j i salvar porlug.nl sem issoA Rainba
lem 15 anuos ; be lempo 'acabar rom a peste das Re-
agcncias, ou o ministerio sacrifica a patria a sua ambi-
cio, egoi.mo, e demencia. Porto Dezembio de
1833.
Notas do Aulhor.
\
THEATRO NACIONAL.
j| Endo "(enri o Empieza rio'do Theatro'Nacional
dista Cidadc de dar boje 12 do correte, a pessa inti-
tulada Os Martyres 'da'Libc.rdade Santaye oo
Ibe sendo possivel, por nao poder aprmplar tildo, q'
ella precisa, por isso qu pretende da-la serri Ibe faltar
cotiza alguma do que seu aulbor manda, (except no*
artigo compares, que isso he escusado teimar qne os
nao ha em quinto o govprno nao poder dispensar al-
guma tropa de primeira linba para fazer esse servico,
vrucendo os meamos emolumentos, que pelo diario se
t*hi ottvrecido*.) e pedimlodhe I trovas pessoas a're-
peltco daiLpesta a desiruicao da-la boje, augment.indo o incendio da Cidad, qo
no primeiro dia foi feilo,com receio de que pegasse fo-
go o' Tliealro, por isso ipie be muito pequeo para se-
melbautes Scenas. O acolbimento favoravel, que eHa
rerebeo, e o muito que sgradou a vista da Cidade q'
muilas rK'Ssoas dicero, que, ainda aqu nao f> vista
loibem feila ao ponto de iludir, fez di- idir o Empre-
zario a dar ja a sua repetho. Pr ncipiar as 8 ho-
ras cm ponto.
II
THEATRO DE OLINDA.
0e 12 de Marco se reprezento a insigne Peea
sacra denominada$anla Cecilia esmiilla de Roma.
Nada se deve recear da boa exruco dos Maebinismos
poisque desde 1824 o actual Empreo de Olinda di-
rigi se.mpre com bom xito os maebinismos do Thea-
iro do Recife e o comprova com a besttima execucao
das mgicas da prezenle peca representada no dia 8 do
corrente, cm que a vista assaz dificultoza da bocea ci
inferno, e o rico desenvolvimenlo da sublime vista de
gloria, e oulras, su h i vo muito mais peili ila do que
j mais pode conseguir no Recife-vatilagem tlvez de-
vida ao local nao ser alagadico ; foi ptu\que por -hura
mal entendida ca>prxo,, a maioria dos eircuuslantes a
nao quizessem desfrtn tar ; mas as pessoasque foro es-
pectadoras dcsta lo difiulloza peca em mgicas, abo-
nao a verdade dcsta expozico : e para mostrar que
nao foi o espirito de ambicio; mas simpara recaten*
tantas de^pezas que se fzero com a dita peca, basta-
r i recordar o antigo estado do Theatro, e que deven-
do este abrir-se na I." semana de Quaresma s se po-
de islo conseguir a grandes esforcos no dia 8 de Mar-
co : finalmente o Emprezario determina alem desta,
por em siena asspgnini.es pecas sacrasDia 15 a peca
Santa Isabel Rainba de Portugal. Dia 19 o Dra-
ma sacroSanto Antonio livrando o Pai do patbulo,
em dois actos, eo Entremez sacro intituladoS. -Gof-
calo de Amarante. No dia 22 a repetico primeiras pecas o Entremez sacro denominado S. Mar-
ti nbo Exorcista, e no dia de galla 25 de Marco a in-
signe.peca denominadaA queda da Inquizisico, e
o Triunfo Constitucional.
O "Empresario j mais desconfia da proteco dos no-
bres^Acadmicos, e mais concidados de-Olinda, por
iso espera qne foraecendo Ibe urna cmoda assignatu-
ra sero recarcidas as despezas.
Estas Oratorias sero enlretidas com os seus compa-
tentes coros de muzicas e na de Santa Iza bel se execu-
lara lium excellente DueloA virtude, ea boa f
composico do insigne Mestre Ignacio de Freilas.
Plaleia e camarotes o preco do costume. Principia-
r as 8 horas.
-
ri
7 -
T"
"'" '^


o
qfffl pp Covrew
l-F Cojrreio Terr^ije tlv Garanhuns parte hoje ao
me0 da. |
*j3p- O Correio 'terrestre de Paja de Floros par-
'j'liqje ap meio dia.
3?" O Correio Terrestre d'Agoa Prela parle boje
ao meio da.
i
k^*VV^*^fc**
ClenSaS-
I M cvalo de estribara proro para Son hora de
milito hons carregos : na ra Nova loja de caldeirei-
ro D. 17, das 9 horas at o meio dia.
fcy Um escravo de Angola, mosso, possante, e
sadio, proprio para qualquer servico : no principio
do atierro dos Aflbgados na 5.a casa nova do Cunha
Guimaraens.
^p^* Lindas cassas adamascadas para ricos oortina-
dos de cama : na loja n. 27 ra da Cadeia no Recife.
$&" Vff* pwjrueno cosco de botica proprio para o
malo : na travessa da Florentina D. 6.
u.
Cotprns
Ma Arte de Gramtica Franceza para se aprender
sondo dos que se uzo na cadeira de Francez d'Olin-
Ha, e estando em bom uro : anuncie.
fc^ Um escravo mosso sapateiro sem vicio, assim
como 2 escrava mossas sem vicio, e que sai bao engo-
mar, ecosinhar alguma couza, e 3 escravos capazes
de todo o servico que dependa de forca, proprios pa-
ra o campo : no primeiro sobrado da ra Direita lado
dircito D. 49, aonde morou o Cirurgio Vilella Tava-
res.
^y 2 pretos padeiros ou mesmo nao sendo, que
se^io possaritos e robustos : na ra das 5 pontas D. 16.
\py Urna escrava que saiba comprar e vender na
ra : anuncie.
If^ Fios de pao de linho : na ra do Rozai o Bo-
-lira de Joo pereira da Silveira.


*%*%*%%v %%%
^UlKTWCt.;
..>
."mLluga-se cavallos para denlro da praca e fura del-
la at urna legoa, com a condicoque se dir a qmaliu-
gar : em Olinda ra do Jogo da Bolla sitio do ex-Juix
de Paz do 2. Destriclo.
D.
*-%%./*%*
furto.
'Esapareceo. h quatro dias, da casa de um stu-
dunte em Olinda urna porco de dinheiro do cobre em
um saco $ sup5e-se ter sido lirado por escravo, ou
criado de alguem em ooasio de levar algum buhte,
ou recado, e nao achar na salla pessoa da casa ; faz-se
publico, puraque, caso ten ha isto sido feito por algu-
ma das pessoas cima mencionadas, se o senhor, ou a-
mo, se por algum meio souber, faca rostituir (sendo
possivel) o dinheiro ao dono, que mora na ra de S.
Bento sobrado n. 62, e corrija-se a lu pessoa, afim
do que nao pralique mais o mesmo, podendo acontecer
hir na propria casa : no saco se achavo mais de 20$
res, a Tnoeda quaze toda nova, e seo valor determi-
nado tas mbedas de 2 vintens pelas letras XL, e as
do vintem pelas letras X X.
Q\
Uem,anuncjou querer arrendar, um sitio pertfe da
praca que ton ha suficiencia para sustentar 3, ou 4 va-
cas de leite, ec-om pequea casa do vivienda ; queren-
do iiracoin essas propon oes na Magdalena, dirila-sr ao
atierro da Boa-vjsta lado esquerdo, liintlo da ponte
casa ten ia ao pe do 1 .* sobrado de 3 andares..
^py Miguel Francisco Tavares, retira se para m
Ilha de $. Miguel.
^^* O 3nr. que perdeo 4 buhles, haja de anun-
ciar se fca ua responsalxlidude de lhe passar urna cla-
reza em como o rooobeo, o juntamente lhe dando os
signaes certos, queira declarar por esta folha para o
anunciante declarar a sua morada.
. %3?r Joo Pinto, retira-se de>la Provincia.
^^* Quem anunciou querer comprar um cavalio
bom e manco, querendo um carregador, dirija-se a
Olinda, ra do Jogo da bolla sitio do Juiz de Paz do
2." Destriclo.
^l^* Alluga-se um sobradinbo de um s andar nos
Bairros da S. Antonio, ou Boa visla : anuncie.
^pp* Quem tiver, e quizer allugar urna escrava
mensalmenle, para todo o servico de urna casa de pe^-
quena familia : dirija-se a ra do Queimado n. 76, 3
andar. N
&&" Perciza-se de um caixeiro para loja, dando
fiador a sua conducta ; na ra do CalSug loja do Mel-
lo.
^C^ Dezeja-se fallar com o Snr. Joo Pereira d
Silva para negocio de seo interesse, o como se ignora
a sua morada quvira anuncia-la por osla folha. .
VC?" Os'Admini>(adojes da tasa de Smith & Len-
easter transferiro para odia Quinta feira (13) do
eorrente a rounio dos Credores da mesma ratti para
que linho.sido convocados no dia II, e islo pelas 1(>
horas impreterivol.
II
(fscrnyc-. Jfttgtes.
.Anoel, crilo, sapnleiro, 20 annos, pouco mais
ou menos, com os signaes seguintes : biixo do corpo.
cor fula, cohollos rpidos na testa ; Fgido no dia 1 t
do corronte : a ra do Vigario D. 13, que ser bem
recom penca do.
^S^* Joo, nacfto catango de boa estatura, grosso
do corpo, pomas grossas, cor bem prwta, olhos gran-
des, e brancos, dois dentes de menos da parte de ci-
ma, bom falanteque parece ser crilo ; fgido no dia
3 de Eevereiro do correle anno : a Roque Antones
Correia morador na Varzea, ou a Joaqnim Francisco
de Paulan Estoves Clemcnlo no sitio na estrada dos A-
flielos, quesera bem recom pencado.
NOTICIAS MARTIMAS.
Navio entrado no dia 10.
* *V* %V* <. fc%
I M* -** ,..^v\.vtM..>.x.t.V.AV%>itVtvt%tt\W\Wm
II
.AVRE DE GRACE; 36 dias; B. Francs
Gtand Navcgateur, Capr Maniere : varios gneros:
L. A Duburcq. Passageiros 5.
Pin 11.
LIVERPOOL; 55; dias; B. Ing. Scipio, Cap.
Wiflian Palor : varios gneros : Diogo Cockshost &c
Comn.
AxVTIOPIA ; 65 dias; B. Ing. Ciedo, Cap, Sy-
mon : varios gneros : Antonio Marques da Co>t\i
Soares.
m
l'jfHjir. t<\<. Twp no Dtjmi-Q V&31.
*\
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7-T
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pp


Mffrl
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A
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$B mi ir* f* 3 a Pt $5R wt 3yl
4& ^*

AO DIARIO IV.
IWPRKKSO EM Perkambcco por JoZE Victouixo 1)H ABRRV.
' mf-rs$'
CORRESPONDENCIA.
Wji. Redactor. Como muito se tena
falado sobre a aco de for9a, que intentei
contra o Coronel Francisco de Paula Ca*
valcanli e Albuquerque, sem que ninguem
com ludo tenha querido dar-se ao trabalho
do exame, para emitir umjuizo seguro,
tomo o partido de rogar- lhe queira inserir na
saa estimavel folha as razoes finaes, q' fiz
nessa cauza, a fim deq' o respeitavel Publi-
co, a vista do desenvolv ment da questao,
e das pro vas de facto, e de direito possa fir-
mar o seojuizo; suspendendo-o porem en-
tre tanto, que o meo contendor nao fizer
igualmente publicar as suas razoes.
Sou com toda a atteneo o seo Venera-
dor e Criado
Gervasio Pires Ferreira.
Razoes finaes aprezentadas por Gervazio
Pires Ferreira na cauza de aco de
Jorga, que pelo Juizo do Civel, Escn
vo Regs, mtentou contra o Coronel
Francisco de Paula Cavalcanti de AL
buqucrque.
T,
Em V. S. de julgar do direito e aco
dos A. A. contra os R. R., pela forca, e
esbulho violento, que estes Ibes rizerao, c
os diversos arrancamentos de suas rocas,
plantadas nos sitios de trras, denominados
Mangar, Urub, e Estrada do Catle, e
do Tanque, partes integrantes do Engenho
Bulhoes, asira como das socas de canas,
que existio as tenas, denominadas Uto-
genhoca de Santo Amaro, e de cojo Enge-
nho e trras estavao os A. A. de posee ma-
sa, e pacifica, como distintamente o dedu-
zirao em a sua aco de fl. 2. A questao he
muito simples; e, com quanto os R. R. a
procurem embrulhar, e confundir com a
sqa longa contestaco de fl. 15, e docu-
mentos estranhos a questao, que aj unta rao
de fl. 70 a 133, fcil ser a sua decizo, a
vista da prova literal e testemunhavel, em
que os A. A. undao a sua ac,o, o nenhu
fundamento da defeza dos R. R. e a eo-
tra producencia de suas testemuiihas, como
em sua analize ao depois mostraremos.
Trez sao os requisitos nece.ssarios para
validade da aco de forca, o tacto do eslm-
Iho, o tempo em que este foi cometido, e a
posse do esbulbado. Ora, o facto dos di-
versos esbulbos eitos pelos R. R. aos A. A.,
e os tempos, em que foro praticados, a*
cho-se plenamente provados, nao so pelo
corpos de delicto de fl, fl. fl. fl. .
a que os A. A. fizerao logo proceder pelo*
Juiz de Paz do respectivo destricto, como
pela confissao dos mesmos R. R., em sua
contestado de fl. 15 nos artigos 5 a 9.
Resta por tanto o facto da posse dos A. A.
esbulhados, e eis a que se restringe a pre-
sente questao, por ser esta posse contesta-
da pelos R. R.
Ora, a posbe he adviento,que alguem
taz d'htifffa cousa seja por si mesmu ou por
outro em seu nome, e a detengo subsiste
por acios pocessorios, praticados sen opo-
zieo ulguma de terceiro, circunstancia es-
ta, que est completamente provada na pre-
sente cauza a favor dos A. A. ; por que do
depoiment das oito testenuiunas contestes,
individuacs, e alem de toda a suspetta, e
dignas de le, atentas suas qualidades pes-
soaes, consta evidentemente, que os A. A.
estavao de posse manta e pacifica das tr-
ras a cima indicadas, e de tempo memo-
rial, pelos muitos e succecivos autos poces-
soijos as mestnas trras praticados por si,
e seos antecessores, como plantacoes, der-
rubamentos de muttas, 1 cencas a morado-
res, cobrancas de rendas, &e. Por quanto
diz a primeira Testemunha a fl. .30, q' sa-
be por ver, em razio de ser filho de lium
dos ante-possuidores do Engenho Bulhoes,
de ter morado nelle por espaco de oito an-
nos, e de ter sido Juiz de Paz, que proce-
deo os corpos de delicto pelo arrancamen-
to das rocas, e das socas de canas, de que
trata o requerimcnlo de ii. 2, que os terre-
nos-denominados Mangar; Urub, Estra-
da do Tanque, e do Catte foro sempre
da posse dos senhorios de Bulhoes; tanto
que o Pay delle Testemunha plantn as
r
/ .

T
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I i iiMMMMMIW1m
(2)
>
r
trras do Tanque, e huma Lavradora de sim, que ele testemunha cobra v| rendas
nome Atina de tal plantara as trras do dos diversos moradores, que moravo nes-
Urub, e^as moagens erao feitas no Enge- tas tenas com licenca dos Senhores do En-
nho Bulhoes, sem oposito dos antecessores gento Bulhoes, entre elles de Agostinho de
do contestante. tal, por alcunha o Pir: declarando mais,
Diz a 2. e fl. 31 v., conteste com a J., que do Indo do Engenho Suassuna, estre-
que sabe por ver, em razo de ser filho de ma do Engenho Bulhoes, tfie ao Riacho
hum dos ante-possuidores do Engenho. Bu- Suassuna Meinm, fez elle testemunha hum
limes, e ter nellc morado des de 1809 athe meado de malla virgem, e plantn sem co-
a morte de seu Pay, que os senhores de Bu- testacao alguma dos Senhores do Engenho
Ihes sempre estiverao de posse, sem con- SwtaUM.
tradieao alguma,^ dos sitios de trras, deno- Diz a, b'. Tqriemunba a fl. 36 que sabe
minados .Mangar, Urub, Estrada do.Ca- por ver, des de que tet uzo de razao, e
tole, e do Tanque,, assim como das lenas por ter morado nos Engenhos circnnvM-
denominadas Engenhoca j}etS*into. Amaro ;. nlms,.'e por br dd prsenle as vistorias
tanto q.uc.tiuhao inoraL)ie.i.coniplanUees, Hitas tabre o arranca ment dap rocas, que '
moendo,. no nusim^Engt-nho, como>e-nUe se achavo Cantadas nos sitios de trras,
o-tro^ Aima .Jolina; e assirn cerno o-Pav.- denominados Mano-ar, Urub,-Estrada do
f^T^teiwinhik o gT)s Esca:av.os.-. : Calle, e rtu Tanque*, assiwoomft das ter-
hffa 3. a i 52, v., -..Cirteslecohi.flsan-. ras, denominadas iiigefthoea de Santo A- '
li.'ccvk-ntis% que.sabepor.vsr, em razao de: maro, que todas estas ti rrasJso da posse do'
;e.; morado por espv.c>) xle 40 anuos nos si- Su do Engenho Bulhoes,- sem contsta-
nosi de iVian^aj, e Catle, e.de ler planta- rao alguma do eontestante tanto assim
dq e moido va) Engi\dioj'Ujl.h<"cs, en com-, que, maridando este, quando Vice Prezi-
pan.ia oe ,, a va, c depois,em companhiu. dente da Provincia, abrir Irtfhm picada pe-
de seo av, que estas trras sempre torao lo Teen le Coronel Engenheiro, Fumino '
da posSe do Engenho Bulhoes sem contes- de Moraes Ancora, e elle Testemunha, an-
tacao alguma i\u* antecessores dos contes- tes de ser Administrador, e entrando a pi-
tantes ; tanto que, fazendo elle testemunha cada, que se abri, por cima ctos sitios de
hum rer.do no Urub, e viudo o Pay do Catle, e Urub, a sabir em Mangar, na
contestante examinar, nada duvidou, teco- encruzilhada da Estrada do Tanque, elles
nhecendo por este tacto, que as trras erao A. A. a mandara tapar, por passar pelas
pertencenlcs ao engenho Bulhoes. trras da sua posse, c os contestantes nun-
Diz a 1. Testemunha a fl. 33 v., con- ca se queixarao ; que elle testemunha sem-
teste com as antecedentes, q' sabe por ver, pre planlou nos mearnos sitios, assim come
em razo de ser filho de hum dos ante-pos- os Escravos do mesmo Engenho, e q' nun-
suilores do Engenho Bulhoes, e ter pian- ea ouvio dizer, que houvesse questo dos
laK como Administrador que foi do dito antecessores dos contestantes sobre as refe-
Engenho, as mesmas trras, onde foiao ridas trras.
arrancadas as rotjas, que os sitios de trras Diz a 7. Testemunha a fl. 37 v., con-
denominados Mangar, Urub, Estrada do teste com as antecedentes, q' sabe por ver,
Tanque, e do Catle, sempre foroda pos- em razao de ter morado na Povoacjo deS.
se mansa e pacifica d senhores do Enge- Amaro, e depois a 14 annos no sitio de
nho Bulhoes sem oposito alguma dos ati- Mangar, que as tetras dos sitios, denomi-
tecessores do contestante, assim como das nados Mangar, Urub, Estrada do Tan-
Ierras da Engenhoea de Santo Amaro. que, e do Catle, sao da posse dos Srs. do En-
Diz a 5. a fl. 34 v., conteste com as an- genho Bulhoes, sem contestaco alguma
tecedenles, que sabe por ver, em razo de dos Snrs. do Engenho Suassuna; e q' sem-
ter sido Administrador do Engenho Bu- pre vio plantarn e rocarem, assim como
Ihoes, e de ter plantado, assim como os Es- os Escravos do mesmo Engenho, the a mar-
era vos do mesmo Engenho, que os sitios de gem do Norte do Riacho Suassuna Mei-
trras denominados Mangar, Urub, Es- rim; e que a malta, que havia nesse lugar
trada do l anque, e Catle, sempre forao de Mangar, foi derrubada eni parte por
da posse mansa e pacifica dos senhorios do Joze Coelho da Silva, filho do sobre dito
Engenho Bulhoes, sem contradice alguma Joo Coelho, onde plantara canas e rocas,
dos antecessora do contestante ; tanto as- Diz finalmente a 8. Testemunha a fl. 3
" I
-C*,
! LE6IVEL |
r'v.'i1 T1.


(3~)
V,
^., anda em tudo conteste covn as antee- munhas dos R, R. a fl. 47 v., quando diz,
denles, qfie sabe por ver, em' razan de ter qWi sabe porouvir dizer a varias pessoas,
morado em caza de sen Pa y, Anstnho e a de fl. 61 por ver, e a de l. 61 igual-
Xavier de Miranda, .morador no sitio das
trras chamadas IVfangu; .1 sempre
ptahtou, que os sitios de -trras denomina-
dos Mangare, Urub, Estrada do Taque,
e Catle Sempre forao da posse do En/renno
meiite por ver, que quando. Joo dos San-
tos esteve de Administrador no Emrenho
Bulhoes, priqcipion a trabalhar naquelies
lugares, e a fazer plantas o que prova os
diversos actos poeessorios dos A. A., sem
Bulhoes, a quem paga va renda; que ne.ste oposicao alguma dos R. R., e por tanto a
sitio mordu 50 anuos, e que ja antes delle s,,a po** ao menos des de 1823, em que
tinlia morado em outra casa, levantada na aquelle Joao dos Santos entrn de Admi-
inesmas trras, D. Thereza Mara de Je- nistrador, como do seu juramento a fl. A-
iw ; e que pela mesma razao sabe, que o cresce mais a contraproducencia da teste-
Pay delle Testemnnha plantava indistinta, niunha dos R. l\. a fl. 52, quando, sendo
mente por feotes sitios de (erras, as^itn como peguntado se sabia, quem plantava na-
os E>cravos rio mesmo Engenho Bulhoes. qnellas trras, antes de serem a naneadas
Os depoimentos jurado, contestes, e in- as ?PW< e scas (1( cajias, jura, nueerao
dividuaes destasS testemunhas, depon do to- os Snrs. do Engenho Bulhoes: etn'oora ar-
das de tactos pioprios, e todas con ve gentes rependido talvez de ter jurado a verdade,
ao mesmo fim, prov-o exabundantemente acresce ntasso a quartada de ser con cGsen-
a posse dos A. A. nos sitios de trras, a ci- l,ment dos Snrs. d> En< nho Suassuna,
ma indicados, nos termos da Ord. L. I.
tit. 18 28 tit. 62 11 tit. 98 4.; e qua-
do nao hotive-se huma rao relevante prova,
de subejo era a eonfisso do primeiro Reo,
em carta de 17 de Julho de 18.32 escripia
a Pedro Alexandre Bezerra, quando este o
advirti, que para se com o meado o)ue es-
de que alias estes mesmos nunca se lembra-
rao: acresce mais a contraproducencia da
mesma testemnnha a fl. 54, (piando jura,
que a maltas, que se dizem conservadas
pelos R. R., como do seu dominio e posse,
foraV derrabadas por mando d<. s Snrs. de
Bulhoes, o que de per si-prova hum actp
tava fazendo, pfrr que entrava pelas trras Pocessorio if parte destes, a tace e vista dos
de Bulhoes. Por esta carta a fl. o cont- mesmos Reos, sem duvida ou oposicao al-
tante, nao s nao duvida.va, em razao de g,m,a- A mesma contraproducencia se ob-
iiao ter ido ha dias ao meado, que na re serva na te-temunha dos R. R. a fl 60qua-
ea-eni se livesse entrarlo lpima cotiza, is- .1 Per,,ntario se antes da morada de Ma-
to lie, pelas trras de Btllhoes, como qne r,fl ^a *)(>n,la a palhoca, situada as ter-
confessa, que se agora nao estn as linhas ri,s f, Mano-ar, nao tinlia morado Rita
de demarcacao bem patentes, fem sido por f'e.la'? Jurou; que ambas, tendo morado
que os E.cravos de Bulhoes, as suas plan- Pr:ne,ro a Hita, metida por Antonio de
tacoes, tem entrado pelas trras deste En Maraes, agregado de Felippe Binicio, Ad-
g-enho, assim como confessa existir huma Tinist i ador do En^enho Bulhoes, o que,
casa, e estar a moradora posta pelos Snrs. a,t'm (,c ser um cto pocessorio praticado
de Bulhoes, am de outra com plantacoes, Pr,os A A> e prVwar por tanto a sua pos-
dizendo qire o Engenho Bulhoes se chama- q' prova ao mesmo tempo a faUidade das
va a posse tfie ao Riacho Suasuna Mei- testemunhas, que dizen, que acpiella pa-
lim. Por esta bem explieita confissao dos '10^1 ^,>ra e'ta pouco tempo antes de ser
R. R, se verifica, terem os A. A. pratiea- derrnbnda, por isso que aquelle Felippe
do diversos artos poeessorios naquellas ter- Binicio deixou de ser Administrador do En-
ras, e como destes he que resulta a posse, fi^nho Bulhoes mais re quatio anuos, co-
he evidente, que os A. A. estavo de posse m flu documento a l. Ora se huma so*
dellas, e que os R. R. cometerao Torca, testemunha contraproducente faz plena
quando dellas os esbulharao, arrancando prova, Barbosa ad Ord. L. .3. tit. 65 pr.
as plantacoes eilas, e picando a caza, q' ^oncl. 2. n. 5, Silva n mesma Ord. 2.
agora chamao palhoca, como se, coma 10 e 12 n. 18, que soberana prova nao
mudanza de nome, faziao nao existente o razcm as 6 testemunhas contraproducentes,
atentado cometido. a cima indicadas?
A estas pravas, de huma evidencia mo- ^m verdade he preciso muita ce ral, acresce a contraproducencia das test-- Para os R ^- sodizerem anda possuidoves
) ...
*-*-
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(-<> >
I
1
... *
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dos sitios (le trras e.m questo, a vista de quer mostrar, que os actos pocessonos, pra: j
tantas provas, e da sua mesma confissaona licados pelos A. A., forao sem ellejo saber,
carta a fl T quando alias confessa que tora por tres ve-
Passemos com tudo a lancar lium golpe zes em diferentes tempe ao seo Engenho
de vista sobre o depoimento de suas teste- Suassuna, quando o 2. R. mora efectiva-
munhas de fl. 41 a 69, co.n que pertendem mente naquelle Engenho, e quado tinha Ad- l
provar a sua posse. Nao notarei, que a -1. ministrador, que fazia as suas vezes? q' tris-
testemunha, he cunhado do I. R. como a te puerilidade! Suponhamos porem quena-
fl' 46 v e certido a fl., e por tanto sus- da disto tinha tiavido, por ventura a sua
peo nos termos da Ord. L. 3. tit. 58 9 ignorancia extingue de per si a posse, em
L. 5. De testibus. Nao notarei que, ex- que ertao os A. A., posse que, anda qua.
cepto esta 1. testemunha, e a ultima, todas do viciosa fosse, dava direito a presente ac-
as mais sao trabajadores de enxada, car- cao, nos termos do, 6. Inst. de interdict.
rr iros de pe no chao, e da mais baixa rel, Diz ainda a 1. testemunha a fl. 4J que
conioV. S. presenciou ; e por tanto, que sabe por ver, que a palhoca, outr'ora caza
agarradas foro a dente de caxorro para feita no lugar de Mangare, e derrapada
itrarem, o que se Ihes ensinasse. Nao no- pelos R. R. em Janeiro de 1833, fora eos
tarei, que a 4. testemunha Mauricio Pinto, truida depois que o I. Reo foi para o Rio
que alias disse ser trabalhador de enxada, de Janeiro : como porem disse a fl. 41 v.
e ao mesmo tempo Administrador de Enge- que o 1. Reo tinha ido para, o Rio de Ja-
nhos, e que o fora do Engenho Camorim, neiro em 1829, e a testemunha a fl. 60
hoje dos Reos, depois do anno de 1817, e- disse ter sido Felippe Binicio, que dera li-
ra* nesse mesmo anno ainda escravo, pois cenca para ella ser levantada, claro hca o
que so a 14 annos he liberto, como o de- contraditorio destas testemunhas, e que a
clarou a 59 v. Em verdade hum escravo palhoca tinha milito mais de 3 annos de
de outrem, sem saber 1er, nem escrever, de construida, o que prova a posse dos A. A.
ps no chao, trabalhador de enxada, e ao Acresce que a testemunha de fl. 53 v. jura
mesmo tempo Administrador de Engenhos, contraproducente, que vio feita aquella pa-
he huma raridade, que s se poderia en- lhoca 3 para 4 annos, e que a testemu-
contrar as testemunhas dos U. R. Nao nha de fl. 60 jura, que a palhoca, em que
notarei o adjetivo novo com que os R. R. mora va Maria da Penha, ja antes era ha-
e as suas testemunhas, que sobre isso jura- bitada por huma Rita de tal, o que tudo
rao, ligarao o substantivo socas de canas conspira em prova da ralsidade daquella 1.
dosA. A., que os R. R. arrancarao. Des- testemunha, e contraproducencia das ou-
gracadamente nao viro em sua cegueira, tras. I
que nao podiao existir em24 de Janeiro de Diz ainda a 1. testemunha a fl. 44 v., a
33, socas de canas que nao tivessem sido 2. a fl. 53, e a 4. a fl. 58, que as rocas ar^
plantadas em Julho, Agosto, ou Setembro raneadas 2. e 3. vez pelos R. R., tinhao
de 1832, tempo ordinario das plantacoes sido replantadas pelos A. A. nos mesmos
de canas; e por consequencia, que ellas lugares, em que tinhao sido plantadas p^la y
foro arrancadas muito depois do anno, e primeira vez, sem se lembrarem, que, para
dia da sua plantacao, tempo que da o di- serem apanhados em falsidade, bastava no-
reito da posse nos termos da Ord. L. 1. tit. tar-se, que 80:000 covas de mandioca, que i.
68 25. Vejamos porem o que dizem estas se arrancarao pela 3. vez, como do corpn >,
testemunhas, e em sua analise aparecerao de delicto a fl.,_no podiao caber no lugar,
as iDconsequencias e contraditorios deseos em que estiverao plantadas as 12:000 co-
dittos. vas> arrancadas pela 1. vez, como do res
Diz a 1. a fl. 61, que por singular pao pectivo corpo de delicto a fl.
faz prova, que sabe por ver que o 1. Reo Diz mais a mesn a testemunha a fl. 4q",
voltando em 1829, doente do Rio de Ja- a 3. a fl. 56, a 4. a fl. 59, que as trras da
neiro, aonde tinha ido como Deputado, pas- questo tico fora da vista do Engenho dos
sou a residir no sitio do Pombal the 1832, R. R., assim corno fora das Estradas fre-
e nos intervalos de alguma milhora foi por quentadas, e por isso se conservavo em
tres vezes ao seo Engenho Suassuna, don- Mattas. Que vem porem isto ao caso em
de voltava por piorar. A que vem porem questo da posse dos A. A., ainda quando
aocazo coutravertido esta arenga ? acazo ella viciosa fosse, e nao estivesse pelo con-
M
. W I i II,
i i f


II I I-
.
I t
i

r < (5) ..
trario to plenamente provada ? acazo es- nhores uestas trras, pod ni propor a sua
tavo os|K. H., e seos antecessores na ig- aco, ou de revendicac,ao, ou a de fini-
norancia dos actos possessorios, praticados um regundorum, que ac|iarao os A. A.
pelos A. A. de tempo inmemorial, e a fa- sempre promptos: nao cometo porem at-
ce e vista de todo o mundo, e so depois q' tentados, q' a razao e a Lei reprovao, mor-
veio o 1. R. do Rio de Janeiro, e que, res- mente quando tanto se inculco por seos
tabelecido de suas doencas, pode ir o seo respeitadores.
Engenho, he que soube delles, estando a- Em quanto ao dito desta testemunha, e
lias de possedaquelle Engenhu desde 1822? das outras, quando dizem que sabem por
onde esteve at 1829, sendo alias paro- ver, que os R. R. sempre estiverao de pos-
quiano da Freguezia do mesmo Engenho ? se das trras denominadas Zamba, Barro
onde esteve o 1. R., que alias mora mui- branco, Corgo do Urub, e Mangar, bas-
tos anuos naquelle Engenho? onde estavao ta notar, que, alem de nao serem as trras
os seos Administradores, e os seoe anteces- do Zamba e Barro branco, de que trata a
sores, que alias moravao no mesmo Enge- aco de fl. 2, alera de ser irrizorio, q' tra-
nho? he preciso muita flaqueza, ou ce- balhadores de enxada, e carreiros de p no
gueira, para agarrar-se em semelhantes chao, deponho, com conhecimento de
frioleiras, que o mais simples senco com- causa, sobre ngulos geomtricos, e rumos
mum despresa, por incriveis. do Norte, Sul, Leste, e Oeste; alem de
Diz mais a niesma testemunha a fl. 43 nao te re sido moradores nestas trras, e
v., a 3. a fl. 55, a 4. a fl. 5$, que, que- nada dizerem de facto proprio, como as
iendo Joao Coelho da Silva, antecessor dos testemunhas dos A. A., sao de huma codi*
A. A., avancar das trras da Engenhocade cao muito rale para mcrecerem crdito al
Santo Amaro, para as do Engenho Suas- gura.
sima, os antecessores dos R. R. o imped- Vejamos agora de que pode servir aos
rao, tcando o dito Joao Coelho s na pos- R. R. os chamados documentos, que ajun-
se da Engenhoca de Santo Amaro. Ora, tarao de fl. 70 a 13.3. O primeiro he a co-
se Joao Coelho, antecessor dos A. A., per- pia de huma Sentenca sobre a demarcado,
tendeo entrar pelas-trras de Suassuna, fi- requerida por Antonio Bezerra Monteiro,
zerao muito bem os antecessores dos R. R. que se opoz o Avo dos R. R., e que por
em o impedirem. Que vem isto porem nao ter o sobre-dito Bezerra apresentado os
questao da posse das trras, era que foro ttulos, como o determinava a Provizao Re-
arrancadas as socas de canas ? Se os R. R. gia a respeito, foi julgada de nenhutn efei-
piovassem ao menos, que, querendo Joao to, como consta da mesma Sentenca a fl.
Coelho plantar nesse mesmo terreno, fora 93, e assim o reconhecerao os inesmos R.
embarazado, e nao continuara, fario ai- R, no art. II da sua contestacao a A. 15.
guma couza ; mas isso he o i^ue nao fa- A que fim pois ajuntariao os R. R a estes
zem, e era o faro ja mais. autos a copia de huma Sentenca e*tranha a
Diz finalmente a niesma testemunha a questao da posse, que se ventila ? a nao ser
fl. 46, a 4. a fl. 59, que, existindo hum para engrossar o presente processo, e diri-
marco as estremas dos'Engenhos Suassu- cuitar o seo exame com tanta papelada,
na e Bulhoes, fora arrancado em dias do Latet anguis in herbis.
anuo passado, e ouvira dizer, que o fora O segundo documento, de fl. 114 a 124,
por mandado dos A. A. Suponharaos que he o auto do corpo de delicto, que se
sin), ainda que do corpo de delicto a fl. procedeo, a requerimento dos R. R., sobre
114, que se procedeo a requerimento dos o arrancamento de hum marco, que se diz
R. R., nao consta, que os A. A. o man- existia o nascente da Estrada do tanque,
dassem arrancar, e mesmo, que esse mar- Sera notar a prudente prevenco dos R. R.
co fosse divisorio dos Engenhos Suassuria, em convidaren! gente dois mezes antes pa-
e Bulhoes: que vem isto porem ao caso da ra verificaren! hum marco, que existia as
posse, em questao, dos sitios das trras, em trras dos A A., o que suspeitose torna de
que foro arrancadas as rocas, e soca de quererem por o ramo em huma parte, e
canas dos A. A.?? A questao he de posse, venderera o vinho em ourra ; sera notar q1
e nao de dominio: este mesmo nao preju- todas as testemunhas defl. 115 a 124 repe-
dica ao esbulhado, nos termos da Ord. L. tem a mesma cantiga, e pelo mesmo tora e
3. tit. 40 2 Se os R. R. se julgo Se- palavras, que se lhes havia ensinado, o que
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as torna suspeitas de concert antecipado, A. A. nessas trras, e o direito a sua posse,'
contentar nos hemos em dizer, que desse como a tinhao os vendedores, e nela se de
cbrpo de delicto nao consta, que os A. A. clara. Que analoga porem tem isto com as
fossem os q' arranca rao esse marco, e me- torras da qucslao, e cm que foro arrnca-
nos que elle fosse divizorio dos Engenhos das pelos R. R. as rocas, e canas dos A.
Suassnna, e Bulhoes. Acresce que, quan- A ? he preciso estar co a cablea beiii |ber-
do fosse marco divizorio, nao sendo a pre- dida para perlender ligar a presente ques-
ente questo de demarcado, ou de domi- tao cotizas, alias to estrnhas.
nio, mas sim de posse, elle era estranho ao Bom ser todava, que os R. R. saben-*
caso contravertido ; que, ainda quando do agora, que essas trras sao dos A. A.,
provasse o dominio, este de nada poda va- daqui a pouco nao digao, que sao suas, e
ler aos R. R. na presente a ceo de brea, nao apresen tem em sua prova testeniunhas
a vista da Ord. L. 3. tit. 40 2. taes como as de fl. 41 a 69, como multo
O terceiro documento de fl. 125 a 129 fcil Ihes ser,
he acopiada Escriptura ca venda, feita Ten do analizado os ditos das testemu-
por Rufino Coelho da Silva aos A. A., das nhas dos R. l\., e os chamados documen-
terras denominadas Engenhoca de Santo tos, por estes a presen lados-, e feito ver niais
Amaro, e de que ero Senliores por eranca claro, qtie a luz do itfo dia, a contrapro-
de seos Pas, ducencia de muitas das suas testemuuhas,
Que relacao tem porem prova do do- o contradi torio de outras, e a ociosinade
minio dos A. A, daquellus trras com a dos documentos a presentados, resta-nos a
questo da posse dos terrenos, em que fo- segunda parte da accao de fl. 2, isto he a
rao pilos R. R. arrancadas as plantaces, quantidade das rocas, e socas arrancadas^
que elles haviao feito ? ad quid perditio is- e o aro valor para IJH serem os R. r. co-
ta ? va*ta he a imaginacao dos R. R., e he dmnados.
de esperar, que mostreni com a sua costo- Ora as quanidades das rotjas socas ar-
mada lgica a analoga que tem entre si raneadas, e cuja indemnisacTio se pedir;
objectos alias to disparalados. des de logo, nos termos da Lei 9 C. unde
O quarto document de fl. 130 he huma vi, e da Ord. L. 3. til. 52 5, alem de
carta missiva de Antonio TristaoaosR. R, nao serem contestadas pelos rt. r., acho-
em que aquelle declara, que, quando quiz se plenamente provadas, nao so pelos res
estender as suas plantaces, pedir licenca pectivo* corpos de delictos a fl. a.fl. a fl. a
a estes para plantar nos lugares avisinhados fl., como pelos depoimentos das tes tem u-
ao ponto, em que se acba boje huma Ola- nha a fl. 31, 32, 31, 35, e 37. Em quan-
na. Ora quando huma carta missiva po- to ao rendimentp de cada cento de covas
desse fazer prova contra terceiros; quando (te mandioca, alem de nao contestado igual-
nao constasse da Certidao a fl., e da mes- mente pelos R. R.; as testeniunhas de fl.
ma Escriptura a fl. 125, que esse Trislao 3\, 33, 34, 35, e 37 depoem contestes e ll-
era declarado inimigo dos A. A., por estes ni formes ser de hum a dois alqueires; e
o terem feito despejar do partido do Cachi- por tanto o termo medio he o de hum al-
to, onde primeiro morn, e depois das tr- queire e meio cada cento, medida velha ;
ras da Engenhoca de Santo Amaro, para e em quanto ao preco crtente do alqueire
onde se tinha retirado, comprando-as a to- de farinha naquello fnteo', todas as teste-
do o custo, para nao ter hum semelhante manflas de fl. 31, 32, 33, 31, 37, e 39 de-
visinho, o termo indifinido lugares avisi- poem uniformemente, que era o de 20 a
nhadosde que uza, para encapotar a fal- 30 patacas; dizendo a de fl. 35, q' 0 pre-
sidade de seo dito, em hum Paiz, onde os 90 era de 25 a "0 patacas, e a de fl. 38,
moradores, em distancia de huma legoa,se que regula va de 21 a .30 patacas; o que,
chamao visinhos, mostra bern o sinistro de su posto ofereca alguma di fe renca para mais
suas intencoes. no primeiro preco de 20 pataca-:, confere
O quinto documento a fl. 131 he a co- com tudo com o maior preco de 30 pata-
pia da Escriptura de compra, que fez Joao cas; e por tanto o termo medio do preco
Coelho da Silva, hum dos antecessores dos de cada alqueire de farinha, em que os r.
A. A., a Flix Cardoso da Silva da trras r. de vera ser condem nados, he o de 25 pa-
chamadas Pao seco, outr'ora de Maria R- tacas, e o valor dos oito carros de socas a
gel. Esta escriptura prova o dominio dos raso de 1600 o cam>, como depoem as
T


IV
\)
7
^^^Ite^^


(7)
lestemuflins de 11. 31, .32, V., e .34 V. testemunlias dos r. r., a cima indicadas ;e
A vista do exposto lie evidente a torca e por tanto, que devem ser condemnados a
violento esbttlho, que os r. r. fiserao ao9 levantar mao, nao so dos esbulhos feitos,
A. A., cota o arranca ment das rocas, q' como de outra qualquer perturbacao, que
haviao plantado nos sitios de trras, deno- tencionem fazer; e a pagar aos A. A. os
minados Mangar, Urub, Estrada do ta- prejuisos causados, pedidos, jurados, nao
que, e Calle; assim como das socas de contestados, e provados, nos termos da
canas as tenas da Engenhoca de Santo L. 9 unde vi, e da Ord. L. 3. tit. 52
Amaro, por seren estas trras da posse im* 5.; assim como os rendimentos das trras
memorial dos A. A., e seos antecessores, esbulhadas em relacao ao que poderio pro-
pelos amitos e successivos actos possessorios duzir, se cultivadas fossem, e que se liqui-
pratieados a vista, e face dos r. r., e seos darem na execu^ao, sendo condemnados
antecessores, sem oposicao algwma, como igualmente as custas max ex Supl.
depoe.ni as oito testemunhas dos A. A., pes- e C.
soas dignas de t, e alen de toda a suspei-
ta, v,' contraprodneenmente o depoem 6 das Or. Camela.
^trambuco; na cwogv*?* &o (arto. 1834.


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