Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02420


This item is only available as the following downloads:


Full Text
ANNO DE 183$ QUINTA FEIRA

II bEJUNHO. N. 101.
cKzntstBcm
---------L_
DIARIO OE PERNAMBUCO.
PRNAMBDCO, KA TVP. DEPlNllinO FiRIA. ,1835-
DAS DA SEMANA-
8 Segunba ft 8. Falnstiano.
9 Terca JJ(< S- Primo c Feliciano.
10, Qsrta Ttnip. j u. S. Marjarida tenia da Thez. P. La
CB. as 8 h. e 35 m. da la-,!-.
11 Qeinta Carnab A p. llel. de m. aud. do J. do C. dem.
e de t.
12 Sexta. Temp. Jcj. S.Joio Facur.dj sesslo da T. P, dj m. aud.
do J. de O. .le t.
13 Fabbadf >J< Tcp.jej. ? Antonio-
14 Domingo A SS. Trindade.
' ': -^s;^.?.>:r:xaj**Tressrete^
Tildo agorardepfi raerlo, e encrgiftl continenlo como principiamos, c romos a-
pjadoscoui admiracao entre as aooi niais cultas.
Proclamaran da Jttimblta Gtral da Bratit.
i
'
PARTIDAS DOS CORRE10S.
Olimla _Toilos os dias ao meio dia.
(io'.ina, Alhandra, Paraiba, Villa do Condft Mamaigupe, Pi-
lar, Real de S. Joao, Brrio d'Areia, Batana, Poaabat, N* d
Sotizn. ( idade do Natal, Vil'ao de Goiauninha, e Nova da Prinec-
za; Cidade da Fortaleza, Villas do Aquirs, Monte mor novo,
Aracaty, Cavcuvel,. Canind, Granja, Imperatriz, S- Bernardo,
S. Joao do Principe, Sobrar, Nova d'EIRcv, Ico, S. M atheus, R.
acho do sarigoe, Santo Antonio do Jardim, Qnexcraaiobiui, c Par-i
QarhaSegundas e Sextas reirs ao meio dia.
Santo Antao Todas as quartas feiras ao meio dia.
GaranhuM, e Bonito nos dias 9 e "3 do mez ao meio dia.
Po fesDO dia 13 de cada mez ao meio dia.
Sarinharui, Rio Formozo, e Limaras Secundas, Quartas, e
extas le ras ao meio, dia.
Subscrcve-s8 a 1000 rs. msn.=aps pa?os abantados tiesta Typoffra-
fia, e na Piara da Independencia .'!7 S8 onde se recebetn
correspondencias le^alisada, e aununclos; inserindoste ustet gra-
tn sendo dos projuiosassiguaiitcs, viudo astiguados.
g^aegatsm^ji^^gaffiaaaaaiaBgE
PERNAJIBUCO.
A'ssemblea Provincial.
A< la da 37.* Sessjio ordinali.i da As.-emb'ea Lpgisla-
fBQ tiva Provincial uos 23 de Maio de 1835.
Presidencia do Snr. Dezembargador Macicl Mon-
teiro.-
l^St-ivo prpsenlps 22 Snrs. Deputados, fallando
rom causa parlecipadn os Snrs. Dr. Telles, Mein,
Selle, B^n-to Jo/e da Cosa, Joze Ramos, spm ella os
Sais. Dr. Bjplista, Dr. Gome*, e Manuel Cavalcan-
(i, o Sur. Prndenle abri a sesso. O Snr. 1. Se-
cretario leo nm ofh\ io do Govern ', informando que
a Reprtalo do Lastro fora abolida pelo arl. i5 da
Lei de 24 de Outubro de 1832, mandada observar
por oficio do Governo da Provincia, cuja copia re-
im leo : n CoidmssIo de Petit 6 s, que tinba pedido.
Urna Repres recl.>raac5es sobre o Projecto do Snr. Padre Coi rea,
ooCfeitcendo um Plano para adivislo.de sua Co-
marca ; Commisso de listatistica. Urna Represen-
taco dos Habitantes do mesmo lugar no mesmo sentido,
aqual leve o mesmo destino. Um Requerimento de
Francisco Xavier Carm-iro Lins, admiitido no lugar
do Official da Secretaria, pedindo se Ibe marcasse or-
denado : Cnromisslo de PoIcj. Oulro da Fian-
cisco Duaite Coelho, pedindo se mandaste reformar o
seo Titulo, declarando-se que o Supplente Oflicial
Maior da Secretaria, e que deve perceber 400$ reis
de gratificaco alem do seo ordenado: Commisso
de Polica. A Commisso pprrscntou o seo P.recer,
indtfi rindo o Requerimento de Joze Joaquim Xavier
Subreira, Professor deprimeitas Letras, que pedia
um edificio publico para o seu ern-ino : fui aprovado.
A Commisso de Negocios Ecelesiascos apresintou o
seo Parecer cem urna Resoloeflo, dando Jrmaudade
de S. Joie da Aponia a administraco da Igraja da
Penba : oprovaio. A Commisso de Pocia apresen-
tou o seo Parecer, indeferindo o Requerimento de
Manoel Antonio Sim.s do Amara!, que pedi ser
contemplado no numero dos Ofticiaes da Secretaria
de*H Assemb'ea : apmvado. O Snr. Dr. Peixoto
manden ,Vle.a o segtrinie requerimento, que esta
Assemblea autborise o Presidente da Provincia ven-
der a Galera S. JooBaptista, n fim de se nao perde-
rem 7:000$ reis : purem ficou adiado pelo seguinte
requerimento do mesmo Snr. Deputadoque se no-
meie urna Commisso para vi>ta do Relalorio do
presidente da provincia dar o seo Parecer sobre a lega-
lidadu da compra da mesma Galera; aprovado; e
logo o Sur. presidente nomeou os Snrs. Barata, Dr.
i'eixolo, Camboim, e em Ibftar do Snr. Camboim. que
pedio escu-a, o Dr. Pedro Cavalcanti. O Snr. Raf-
el da Silva mandou o seguinte requerimento, que se
d para ordem do Dia o projecto, que traa sobre um
Compendio p.ira as F,-colas de primeiras Letras, o
qualsearha nos Diarios com a numerarlo 43; e que
entre logo em 2.a discusso ; posto votaco por par-
tes, fui aprovada sotnenlc a priraeira. Teve 2." lei-
tur, e julgott-se objecto de deliberarlo urn projecto-
sobre illumiuatio da Cidade de Olind?. Fui apro-
vado nm parecer da Commisso de Estalistica, acom-
panluJo de tima Re-o!uc<, erigindo em ViHas as po-
vcac5es de Tarantn, Cabrob, e Boa-\ita situada na
margeno do Rio S. Francisco. A misma Commi-si
apri'scniou seo Parece* itAre a Reprcscnlaclo dos lu-
bittntps da parle litoral da Fregueiia de S. Lourenco
de Tijicupapo, o oual pancer foi, que se enviasse a
Representaco ao Juiz de Direito, para que ouvindu
as Cmaras Municipaes deGoianna, elguarass, in-
forme respeito : fui oprovado. A Commisso. das
Propostas das Cmaras apresentou outro Parecer, di-
zendo que as 60 Posturas da Cmara de Seiinhaetn
devio ser discutidas com as emendas, altrate's, e
supresiS 's offerecidas pel mesma Commisso : foi a-
piovado. Foi aprovado o Parecer da Commisso de
Estalistica, sobre o Requerinaef'lo do Vigtrio Joze Fe-
lis Per ira da Taquara, que fusse ouvida a Cmara
deGoianna, eoJuiz de Direito. Outro Parecer da
Commisso das Propostas das Cmaras sobre a Repre-
sentadlo da Cmara do Recie, o. qual parecer foi ((Uo
se llics desse faculdade para npmear pessoa intelligenle,
e marcar-Ibes gratificarlo, para cuidar do alinliatni*n-
lo, e aformozeumento Jhs ras e edificios da Cidade,
levanta ment das plan 9 das pontea, atrad^s, caus,
&c ; fi can do sob a direcca dessa pessoa co ideado r,
cujas lunrces nao podia ser prej ti dicadas : fioou a-
diado pela opposiyo doSnr. Fracisco Cavalcanti. O
Snr. Rafael mandou o seguinte requerimentoque
se convide Commisso de Orcamento, para repre-
sentar A>semblea Geral a necessidade de augmentar
a Receita provincial, tirando daGeral: foi aprova-
do, e como o Snr. Paula nptasse que 2 Membros di
Comn>s-o esta vio impedidos, foro nomcados os
Snrs. .Doutor Peixulo, e Doulor Metides interina-
mente.
Disponsou-se a primeira discusso, e entrou ero se-
gunda o projecto, que marca o subsidio, eindemnisa-
co da vinda e vo|ta para a Legislatura seguidle : o art.
I.4 foi aprovado com a emenda de3^200 r foi aprovado ; e passou o projecto 3.* discusslo. En-
Irou em 2.* discusso o Projecto, que marca o dia da
abertura da Sasslo animal. OS'ir. Paula Cavalcanti
mandou a seguinte emenda A abertura da St-sslo
annual ser rio dia 6 de Marco; nao foi aprovada, e
sim o art., passando o Projecto 3.a discusso. Con-
tinuou a segunda discusso do Projecto N. \2. Foi
aprovado o art. 27. Ao art. 28 off-receo o Sir. Pau-
la a seguinte emenda, que fui aprovadaSeja supri-
mido o art. 28, escos, esubstiluido pelo seguinte
Havet urna administrarlo provincial, encarregid.t
da direceo, construeco, conservaclo, e repnracio
das estradas, e lodas as obras darte da Provincia de
Ptrnambuco. Mandou o mesmo Snr. Paula o seguin-
t artigo aditivo. Esta administraco ser composta
de um Director Geral, un Vice Director, um Secre-
tario, 2 E>criptnrarios, um Escrivo, um Thezou-
reiro, ou Almojarife, e mais Emprcgados necps^arios.
O Snr. Ancora mandou a seguinte emendaO Presi-
dente da Provincia fica aulborisado marcar o nu-
mero, desigoaco, e ordenados dos Empregados dos-
la Reparlico, submettendo todava aprovaclo da
Assemblea Provincial, e dar mesma Reparlicoo
necessario Regiment : foi aprovada, e nao eme-.'r
da do Snr. Paula. O art. 39 foi aprovado, e delibe-
rou-se que passasse o Projecto lerceira discusso.
O Snr, Paula, requereo que o Snr. Ancora fosse en-
carregado de por oso Projecto em armona com as
emendas vencidas, para entrar em lerceira discusso: jj
foi aprovado. Entrou em segunda discusso o Pro-
jecto N. 19. 0 ai t4 !, foi substituido pela emenda
seguinte do Snr. AncoraFica autboridado o Presi-
dente da Provincia promover ftcriacio de Compa-
nbias, qneseencarreguem da abertura, e me!hora
metilo das estradas: ib rio suprimidos todos os mais
art'gns, e entregue o Projeclo aoSnr. Ancora para o
fim cima dito. O Snr. Presidenta deo para ordem
do Dia Pareceres adiados : segunda parte a mesma
da sesslo antecedente : lerceira discusso dos Projectos
sobre o subsidio, e aliertura dassesses annuaes :- pri-
meira discusso do Projecto N. 48-: segunda discus-
so dos Projectos Ns. 7, e 33 : primara discusso do
Projecto N. 43, e levantou-se a sesslo s 2 horas e
inei.t. Eu Urbano Sabino Pessoa de Mello Secrela-
lio Suplente a escrevi.
Thomaz Antonio Maciel Monteiro, Ytti.
Laurentino Antonio Mu eir da Carvalho, 1." Se-
cretario.
Dr. Francisco de Paula Baptista, 2.9 Secretario.
ARTIGOS DE OFFICIO.
BXIm. eExiD. Snr.=TenrJo, pelo testemuulio do
Ccmmandaute em Chele das Tropas ein Operacoes,
finalizado a guerra civil em Panellas, e Jacuipe, ne-
nbun outro dever jul^o mais esseocial, que o de feli-
citar a V. Exc. por hum tara feliz resultado, devido
sem hesitaclo energa, e perspiciente intelligencia
daquelle Commandante, e ao valor, e fidelidade da
tropa do seo commando. Pela Pastoral, que tenho a
honra remcllur ineluza V. Exc, supplicaudo a sua
impresso. conhecci V. Exc, qual seja o prazer, e
jubilo, ^ie me domina cerca de to obre objec-
to.
Na data d'hoje determino ao meo Reverendsimo
Delegado, que na C.tthedral, e as Frcguezias do
Recite, solemnemente so celebro pelos seos respecti-
vos Ministro, o Te Dcum laudamus, em publica de-
monstrado de nossa gratdo para com a Providencia,
q'v benignamente fez escutar a voz da Pieligio, bri-
Ihante e triunfuile, sempre que em sua protecelo
confiamos.
Dos guarde a V. Ex. rauilos anuos. Agoa Preta3
deJunho de 1835Llm.. e Exm. Snr. Vice-Prest-
denle desta Provincia Jao Bispo Dioc.ezano.
Dom Joo da porficaco Marques Perdiglo, Conego
Regranle deS. Agostiuho, por m< rce de Dos, e da
Santa S Apostlica Bi-po Pernambucense, do Cou-
selho de S. M. I. e C. o Snr. Dom Pedro Sguu-
do &c.
A todos osNossos dilectos fiibossaude, paz, c bcuco
imJ, Chr., Nosso Redemptor.
X Erminou com efTeito a guerra de Panellas, e Ja-
cuipe, como consl i do lestemuuho publico do Illustre
Com man i ante em Chefe das Tropas em Opera-
cohs.
Eslo rt alisadas as nossos esperancas, quando firma-
das na Clemenci'i de hum Dcos, de quem procede to-
do o dora perfcilo, intercedendo os rogos da Protecto-
ra dos constituidos coi tribulaca, e os do Glorioso S.
Joze, Padroeiro desta Freguezia, onde por espa9o de
tret mezes Rozidimos, para opportunamcnte Implo-
rarmos o niviao auxilio, lendo antes residido por
tempo de hura mez em Li ice i ras, ePortoGalvo, onde
leve principio a reprezenlaco dos habitantes de Pa-
nellas e Jacuipe. Exultemos de, prazer, e cQtn o pro-
feta e Rei, exclamemos : Snr, qu'.-m semilhante a vos,
que, fasendo brillnr a vossa Gloria,, e poder, ha ve i
1
*


7
w *
DIARIO I>fi JfBfLNAfrf-BUCO.
es
'

manifesta dos quaos sejaS os vossos designios em fa-
vor daquelles, que aherrara do camiplio, que de-
vis Irilliar! Dgnai-vo acceitar as arcoens de gra-
nas, que na senserdade deseo corceo, vos tribu-
a boje o mais mnimo Pastor da vossa Espoza, re-
t onhecendo a beneficencia, que prodigalizaes sobre
o rau, que ae gioriu ue nuuidi' tqueiic miiui, que ia-
veapparccer no.Cco, quan.lo em loJa a vos~a Ma-
geslude vos manlfeslardes par sentenciar o genero
humano.
Por e>le sitial em que hsestes constituir o funda-
mento da Redeanpca humana, como no mais mafiui-
fico Irimnfo de vossa gloriossima Resurrcca, o
da Religla6 Chrisl, haveis igualmente concedidos
ns no-sas almas bum solido prazer, d> pois que a dor
opprimio os nossos cor. coens, lamentando o preci-
picio d'ani-elles, que tam |.,p,'liuasms!ile segus* ora-
ininho tenebroso, ignorando pa,a onde se diriiis Nao ignoramos, dilectos filbos, quaos srja os
sentimenlos de giatida para rom a Providencia,
nilla?, eJaeulpe, a cujas immediacopns Nos apro-
ximamos sob a direcca de bum hbil, inteligente,
e fiel Comumndanle, quepor ordcm, e em nome do
Goveriio, perdoon aos prevaricadores, convencen-
do-os-Ns como Apostlo das Gentes, me o Gover-
noplantou, qnando o perd outorgou, Nos roga-
mos, quando a exhortaca infermeanios, e que
todos estes esforanseri.i baldados, se a Providencia
na conced- sse o incremento.
Como na pratiradas virtudes consista o verdde.i-
roreconhecimenlo, eem virtudedo Nosso Ministe-
rio conveuha excitar, m intermis-a, os Nossos
fimos aquella pra I ira, a vos. Reverendos Sacerdotes,
a quem J. Christo in-tiinio para exemn'o, e edifica-
rse do seo poto, Nos dirijmua em primeiro lugar,
Sara que consideris attentamen'eem vossa conduta.
eflexionai .^obre o inloleravel prejuizo que pode
aoffrer a Rtligi. de J. Cliristo. se os seos Vnistios,
colocados na digulda le de corrinr amelles, a quem
por seo* exemplos, e instrucoena devem ed Tirar,
Ibes occat>ionarein escndalo, prnvoraudo-a ira de
Dos, cuja Jusiica com maior severidad?, devem es-
perar todos aqm-Iles, da quem exige mal exacta c'ir-
canspecca. Removamos lodos os obstculos, q-x?
podein afasiar de nos aproncjac*6 Divina. OTenea-
mos dignamente a saudavel Hostia, e p-u* moio des-,
te Sacrificio, inlcrcedends os votos daquelles, que
eslao designados Templos de Dos, impetremos o que
suppcamos.
Vos, Chetes de f'indias, instru vnssas psporas,
vossos ftlhos. e vossos fmulos, nos deveres Christos,
e civis, exeinplifirando a^ud'es, a quem presids.
Esta a gratidao, que de vos espera hum DeosBemf i-
tor. Se ontro far Vosco procedimento, n.->5 esperis
mellioramentonossolrim.'iitns. que, romo fin par-
dilla, vas perteni erem. Sein.5 potemos prevenir os
males, que a Providencia permitir para nossa cor-
retead, acceitemos a reprehend5. lamentando os
motivos, que a provocaiv. Esie o d'-signiavile D-
os, quando benignamente nos concede o j^azer de
presencia rmos a contrica daquelles, que certificados
de sua illuza, e oppi imidos-pda nudez, te tem a-
presmlado, recebendo os Sacramentos por J. Cliris-
lo instituidas para reparo da fraqueza humana, dos
quacs estava privados, esperan lo Nos que h ivendo
Dos locado os seos coi acoem, pe miltir que uestes
iiquem imprecas as exhorlaces, pelas quaes publi-
ca, e particularmente.Ibes Fzemos ver, quam dil-
ferente deve ser da transacta, a sua futura con.lata,
preveniudo-os com lagrimas, para que verificado o
No.sso discesso, se nao afaslem das dotrias, que.
profes?a, para seguirem as varia, e peregrinas,
que os seductores proco lama, afim de se constilui-
rera superiores aquellos, sobre quem somonte por
fatalidade podem exercer hum poder efemero, a tt>-
do o momento exposto a cahir, como edificio for-
mado sobre rea.
Igualmente Ibej Fizemos conhecer, que dos rou-
bos, morles, "e incendios, albe agora perpetrados,
nao foi oulra a origem, que a execravel intriga, eo
detestando enredo. J(-
He contra este nefando crime, que aflmenla de-
clamamos no meio das mutas, onde oa Existimos, an-
helando que o dbil som de Nossa voz seja ouvido nas
pracas, ras publicas das cidades, e villas, penetran-
do ao mesmo tempo o mais interior de suas razas, pa-
ra que todos o considerem cauz efficienle dos mdes,
sob os qua*s, todo o Universo experimenta funes*
tissinn seffVitos.
A enormidade deste virio, gerado ns mais profun-
des cavernas do inferno, be desronherida, ainda por
aquelles, a quem a propria experiencia dos encommo-
dos supportados, nao pode conveneer. Qje fatalida-
de !
Huma Naco dilacerada pela intriga,4j mais pode
substir. A sua ruina he iievrtavel, romo J. Clnisto
pr 9r. Leas oot declara, dinndo, que todo o rrino
em si mesmo dividido, ser destejido.
A intriga, teasbu.trmri* protegida pelo esprrioso
manto da HusSo, fomeMa o amar proprio, pelo qnal
nos julgamos dignos d'allensio : quando porem a le,
tendo em vista pub'ica utiliJade, nos nao reconhire
como laes, lecemos intriga, mediante a qual, nos for-
:,__.._ _, in (i m eerlos.
(-.-iiiio para COnae{{M nussw niintioa, (v.^.- ^ /
quam momentahea he a fruicSouVquaWfuer prelense,
oblida pela intriga,-semfw *4da pelo impeto das
piiioens.
Quem eonslitoioa Jeius Chrito, Ju* dos vivos, e
dos morios? Quem o clarificou sobres agoas do
Jordjo, sobre o Thabor, e em sua triumfHnte entrada
de Jerusalem? Qnpm Lbe coneedeo hum nomp, a
cuja pronuncia dobra o joelho o Ceo, a Ierra, e o in-
ferno ?
Quem O dpclarou soo Filhn, o Sacerdote sepundo a
Ordem de MelrhisedecH ? Nao foi seo Eterno Pae,
comolemos nos Actos Aposioliros, na Eeislola de S.
Paulo aos Filippensps, nos Evang-^lhos de S. Joo,'e
deS. Matheos, e no S. Profeta, e Rei ?
Se J. Christo, Homem, e Dos, fo constituido lua,
se foi clarifieado, se o nome Lh'e f >i imposto, se foi
declarado Filho, e Sacerdote Eterno por spo Pae,
quem podera constiluir-se suoerior aos outros ?
Bem digamos o zelo, e prudencia dos dois Governos
Pprnambucense, e Alagense, qup por sua sabedona
fi/pro terminar huma questo, digna da imis seria
reflexo. Tributemos-Lhes sincera consideraco, e
obediencia, quando intervndo a proteceo Celeste, sal-
vario as duas Provincias, flageladas por seos proprios
fifhos. Denominemos paternaes os Governs, quena
escolha do Benemrito Commandante em Cbefe (ver-
ladeiro amigo ^a sua Pitria, quando, por todos os mo-
dos, e maneiras, ronlribuio a ultimar conteiida t>m
indecoroza) nenbum outro objecto anhelaro, que o
bem da cauza publica.
Sao reeommendavreis a *e!o, e pedade, que os Re-
verendos Joz dos Passos de Olanda, Vig^rio Eneom-
mendado desta Fregnezia, Domingos Joz da Silva,
Vigario Go'lado da ridade das Alagos, e Luiz Joz
Lopes, manifeslarao no exerricio de suas Ordens, como
Dispensadores dos Misterios de Dpos, administrando
juntamente com Nnsco os Sacramentos da Penitencia,
Fnrharistiaj e Matrimonio nos adultos, e B.iptismo
a parvolos na idade de quatr?, a sineo annos, contando
nos alr boje dpsobigados do prereito Quaresmal, en-
tre Tropa, e appresentados das matas, seis cenias, e
huma pessoas.
" Sio dianas de lodo o elogio, a honra, e exarla obe-
diencia dos Srs. O.Tieiaes Commd.*', que por seo va-
lor ennobreeido-', eorvorre ao p^iatam feliz resultado,
atientas as accoens praticadas, pelas quaes somenle de-
vemos formar dos homens aquelle conceito, que os pro-
prios fartos manifeslo.
A satUf-co que Gozamos presenciando a rogolar-
dade, e disciplina da Tropa, estacionada em diferen-
tes Pontos pura rebater o impeto, e audacia inimiga,
Nos excita a tiibotar-lhe os devjdos encomios para
que continuando no mesmo louvavel procedimento,
Ihp spja atribuida a considerara') inherente aos revan
tissimosservicosque a prol da Patria ultrajada presta-
ro. Agoa Pretaem 3 de Junho de 1835.
Juo Bispo Diocesano.
DIVEBCAS REPAR I'ICOENS.
EDITAES.
O Dotiror Antonio Alfonso Ferreira, Jm'z de Direi-
lo interino, e Cbefe de Polica por S. M. I. que
Dos Guarde 6c.
M. Afo saber aos que este vrem, quo, abrindo-se
o Jury de Senlenca no dia a5 do mez prximo nassa-
do, e enserrando se no dia d'hoje 4 de Junho fo cor-
lenle, forji rni.Itados no grao mnimo do art. 531
do Cod. d> Processo Ciim. por deixarem de com-
parre rsem justo motivo os Srs. Juno Flgueira de
Aran jo Cavalcanle. Bernardo joze da Ccsla, Roque
Antun.es correa, e Joze Francisco d'Almeida. E pa-
ra constar mandou-se publicar o prezenle. Dado
n'c-.ta Cidade do Rec.ife aos 4 de Junho de i835.
Francisco Mauocl Pereira Dulra o escrev.
Antonio Alfonso Ferreira.
O Doutor Antonio Alfonso Feneira, Joie.de Direito
^-nleimo, e C'hefe de P..licia do Termo do Recie
por S. M. 1. que Dos Guarde &.
1; A90 sab.-r ao que este virem, que, jbi indo se o
Jury de scnlenci no dia vinie e cinco do mez proxi-
m-i p.issad<', censeraudo-Se n<> da d'hoje 4 de Ju-
nho, compaieier^d com assiduilade >8 Srs. Juizes
di-Faci n.-iilo se.aslic6, Mano. 1 joaqnin d'oliveira,
Pedro Alexandr.no de Barros, Tlnodoro Machado
rr'ejre da silva, prax-des da tronceos coUoho._ or.
joze aIvcs da silva Freir, Joze Feliciano P.u lilla, An-
tonio .thre* ila Fonceca, Manoel Fdippe cuide, Ma-
noel Jernimo da co.'la Ucha, Joze Mam co d'o't-
veira Maciel, Beniardo Joze da Cmara, M*noel \n-
tonio colho diaabveia, Nicolao Tolentino Pereira da
silva, Joao Goncalves da silva, Fram-Is. o "Man.el de
Almeida Catauho. Luis da Costa Porlo-raiiero. io5
Antonio villa-s-ca, Vicente Ferreira Gomes Antonio
Pedro de s Brrelo, uanoel joquim lo Paraso
Francisco de Barros Falca6 de Lac-rda, Francisco ser-
g:o de Mallos, Minoel Beinanliuo mo iteiro, Manoel
Jnaquim do ne^o, Jguaclo Francisco peivira Dtttr
Padre Felis Joze d'Araujo, Paire J >ze Tie. (taro c>r-
deiro, Th nas Feneia Ramo, Mann 1 pires Ferr'-
ra, pedio Francisco de M lio, j s da cota Rabetio
Reg, e Padre Amonio Theicsc d'oliveira Anliines.
F..rao alguna Srs. Juizes, na5 sorleados, chamados
para snppiirem as Lilas, e enire vstes preslurfo-se
com assiduidade os srs. D-. Henriques Felis de Dj_
ca, josJoaquim pereira d'oliveira, Domingos Alfon-
so Ferreira, Jos Gomes Lal, e Aiilonio lenlo Pies
E para constar mandou-ie publicar o prsenle. D.i.
do nevta D d ule do Recife em 4 de J inlio de 18 >5.
Francisco Manoel pereira Dulra oescrevi.
Antonio Affbnso rerreira.
MEZA DAS DIVERSAS RENDAS.
A pauta he amesma do N." 98.
COHREIO.
vf Palaxo Pernambucano recebe a mala para LiV-
ba no dia 11 do correle as 5 horas di larde.
CORRESPONDENCIA.
Snrs. Redactores.
N-
A6 me espantan a (vitara da atrabiliaria corres-
pondencia d S Bernardino de Sena Lilis, como a
efteSr. a da accuz.ic^o, que !lie iz, e lie a ra/.a;
por que nao espera va elle uem llie fnzia ronta espe ai:,
que en rninprisse meu dever accu- pc'o contrario eslava eucerto, que lazeudo-o encor-
rera em seu desagrado, e teria de suportar seus in-
sulto. He islo de ordinario nas p ssoas do j*ez do
Sr. Lins e nao meespantou, torno *,repetir. Eo
qneqriM'ia o Se Los, que eu fizessv? ^ue o con lassi? Eque lei a isso me obrig.i? E se o fiseise esta-
ra O Sr. Lina pela minlia dicizaS, quando u visla
dos seus documentos, e le.ilemuiilns da parle acusa-
dora, dcjdisse que ca forro o molalinha? Apresen-
ton-meo ncusador teslemiinhas, ouv-as, vi que 11-
sislisSem dser, que o molalinho era forro, eem pe-
dir aacnzac.do Sr. Lina, acuzel-o; sugeilei a cau-
sa a Juiz competente, cumpri meu dever, e nao me
arrependo de lel-ofeito; e o faria ainda quando im* a
prcsenlaseo Sr. Lins fortes documenlosa seu f^vor:
por quetambem havia d'oulro llo piovas em con-
trario e me na6 competa decidir. Pode-me censu-
rar qualqner ignorante; pode-no insuliac o Sr.'Linsj
mas opuhlico entendedor me farjuslica.
Cauza riso o melindre do Sr. Linsem se incul-
car 1 .Rendido p>r urna ac'J>ac.i5 que nao procedendo
o uno deshonra ( legalmen*e) e que se fosse avante
era de si, enademim, quesedevia queixar. Pa-
ra os que oconhecem liad apella o Sr. Los, e tem
razao; pprque Ihe saliiria senlenca, conliaj e eu
que la pouco t"mo os que me couhecem, e os que
nafi; por que nao teubocrimes, ;.pello para lodos, a
el les deeidirasaobrei contra meu d-ver, e se he o
Sr. Lihs de quem se n pos-* suspeitar este limita-
do furto da liberdade de hum desprotegdo molati-
uho. : .
Ea que vem negocios engenhaveii agrcolas, e
conliahandosde eseravos? Sabe o Sr. Lius que al-
Ru.nsefass;? Que ep teuha nelles parte? Tem na
elle pois o sabe? publique >e contra inini o taba, e
ludo o mais, que souber, e guarde-e de que mais
nesleTrime o apinhe eu porquesem receiu de suas
invectivas o deuunciiei.
Agradeco ao Sr. Limo d.scernimento, que pede
me conceda Deo<, a3sm nos qusefse elle conceder
tanto quanto me fossem mi.4vr para me nao escapar
criuiino.vo alium, e nao seria pequea ju-1 ca sua l-
rar de s.dire mim 1 ssa molestia de. que, sem delicade-
za quero fazerSr. Lius hum molivo.de apodo, e la-
sel-a pa-aar alguns desse* Entes inutel, cuja vida
quando no8 he g isla em engaar aos ouiros se pa-sa
alternativamente etilre a banca do jogo, e a cama.
E u-d sen I pe o Publico se lbe ocupei o lempo
com objeclo la particular. Fui insultado por cuin-
prir meu dever, e devia faser conhecer a sem raza
do meu injusto doe6tador.
Dr. Elias Cnelbo Cintra.


DAUtO DE PEA\ \MRUCO.
GOMMUNICADO.

\JS meus Comtnunirados sobre a de-apropriaco
dos bens das Ordens Religiosas nao ibru iiidiilerert-
tes ao'Escriplor da Voz de Rbirihi, o (fitaI mo*l
!S. 3 "ns?a;*e par combaten- as inhibas opiiioeS,
..-.tiilielict'iido ceos principios, quesupposlo elle os
comidero, como incon I inversos; todava verei, seos
ms.iO disli llf coni as armas di ratfo, e da verdade.
Queo Go\cn.o pode de.-apropriar os lions dos Fra-
iles, assiin como os de qualquer cidado, he coiifa,
que UuriCafpii* em duvk'a; pois lie hum principio
Leconhecido pelo nosso Pacto Social : nas quando,
v como? Ah be, que e^-l tudo, este o verdadeiro
e.tado (la queslo.
E te mesma Constituirn Til. 8. D Ail. 179 a2>. <>*<*>,
assm Se o bem Publico legalmeilie veiificado
exigir o uso, e emprego da Piopriedade docd..dgo,
ser elle previamente indemnizado do valor della
E o como lobem se acba na mesma Constituirn no
lugar citado, quaudo di. A Lei marcar os cazos,
em que tei lugar eta nica excepeo, edar as re-
g-aspa ra se determinar a udeinni/.aco Essa L i
existe, como j fiz ver: he de 9, de Sep'embro de
1826, Lei por ventura a mus justa, ebeiu concebida,
queh saludo do Corpo Legislad'*o. Rogo ao Escrip-
tur da Vos de Bihiribi, que se dao trabadlo de a ler,
e meditar; e veja, se nao he mais do que qu rer o
Governo tomar a propriedade dus*Religiosus, e toma-
Ja sb pretexto do bem Publico, pretexto maselasti-
co, do que a materia elctrica, pretexto, que pode
destruir de huma peunada sagrado direito de pro-
priedade.
Mas os Frades nio tem propriedade (diz aquel le
Escriplor); porque os ben., que pos-aiem ou Ibes f.-
ro dados pelo Governo, por particulares, 011 os com-
prarlo com os rend meiilus de ambo.. Eu nao fallo
Uas Ordens Religiosas de ou'ros paizes, como Poitu-
gal, etlcspauha, onde varios.Reis doliio Conven-
ios, &c.: liillo do Urazd, e especialmente de Per-
ii ambueo; e posso asseveiar ao Esa plor da V,z de
liiliiiib, que o Governo por c muitos donativos ha
recebdo dos Benedictinos, por ex; mas nunca lhes
deo valor de hum cuit. Osbens, queesses Religio-
sos possuem, ou lhes foro deixad<>* em Ti s'ameiito*,
como logados,, ou lorio comprado d>s productos da
industria dos mesmos Rdigiosos. Como pois dista*
se, que tai s bens pe tenc m ao Governo ? feo >e for
com o mesmo direito, com que o salteador ihain.i
sea aquillo que por loca extorquio ao viandante.
E o que brgo pela u.r paite esses bens deixados,
como legados, a os Conventos? Foro Ierras brutas,
man nhos, ematagaes, que esses homens, boje cha-
mados inuleis, arroleai-, a,u!livario, toril nao pre-
dios rsticos com o seu ir balbo, e e.-panlosa ecco-
nonjia: mas todas estas coasas de nada vaein : o
Irabalbo, a industria, que para tolo o hoiucn foos
titulo mais valiosos da prop, iedade no -enlir dos F.c-
conomistas Polticos, perdem a sua esencia quando
seencoutro no enleFrade, que dess'artc parece
nao pe temerespecie liamana.
. io *o os frades (omiima o Escriplor da Voz de
Bibribi) veidadeiros propietarios de taes bens; po-
rein mu merosadministradores, usufructuarios, &c 5
porque as Leis prolnbem, que os povSo vender. Se
nao sao os Frades os prophelHiios los bens dos Fra-
des, quem he, que o he? O Governo. (responder-
me-a). Mas doiide veiao Governo o direito de cha-
mar seu aquillo que nunca o Ibi, aquillo que nunca
Iheluidoddo, aquillo que por rie.ihum titulo Ihe per-
tence/ O queasLeisp/ohibem a os Frades he o alie-
Harem lio someule os bens de ral, e ufo os movis, e
semovente*; e se esta lestriccio nica distie odirei-
to de propriedade, segue-se necessariamente, que 04
pupiilo, e os menores nao tem propriedade; porque
e les nao a pudern alienar; que taes bens perUncein
ao Governo, as.-im cuno os Morgados, vnculos, &c.
Se taes principios io>sem admssiveis, nao havia cousa
nielhor, do que ser Governo; porque ia empalmando
tudo para si, e para seus predilectos.
A mor parte das tenas deixadas em Testamentos
as UrdensReligiosas foi para suslenlaco dosReligio*
sos, e culto Divino com oonusporm de tantas Mie-
sas, de tainos iliciosaniiuaes, &c. emuitas foi
doada soba cndilo de taes legados s poderem ser
silisieitospor aquellea Religiosos: mas como o Go-
verno muito de pensado tem prohibido oiugressu as
Orden Religiosas, em cousequeucia do que estas se
adiao del'alcadut de individuos, que faco prosperara
ua Orden, &c. ; eiileud o Illuslre Escriplor, que
o Governo passe a mo em tudo, dizendo de certo
modo-- Debilitei-vos de Coreas para melhor vos po-
ner extinguir: e como seria mais escandaloso tomar
desetiibuc^damenle a vossa propriedade, fui-vos de-
iinhando pouco, e pouco, levei-vos ao tmulo, c
comtiiu-m senhor pleno, e absoluto do que possui-
eis Tem-mc isso a'guns vaos da moral de Ambro-
zio Lamella tm Gl-Biaz.
Longe eslou de negar ao Sobei ano o poder de cre-
ar, relbnnar, ou suprimir as Ordens Religiosas: su-
pruna-as muilo einbora, quando Ihe u pro ver, se nis-
so entender, ganho aRelgigo, e os bolis coslumts:
mas os bena. nue
lo |pg..;........,....,
piSoUi, rtjw
I
repartidos d'esla maneara : dedu/.ulo quanlo seja sul-
ncientc para a decorosa sus'eulaco dos Religiosos,
depoia de ouvidos estes, e convencionado o qunntia-
tivo, ludo mais reverla para a sna origem, islohej pa-
ra oslegilmosherdeiros dos Donatarios com oouus
dos ligados; euuiica aerem laes bena applicadoa por
ex. para remiro medonho dficit, que causaro
NciooSnr. Ministro d'Eslado tal grande t chan-
ibani>ta, o Sur. Depolado qnal, tobem especula-
dor de chancban, &c. &c., nem anda mesmo pa-
ra Colegios de Jover. macho*, et-Jovens leme-
as; ppiua es-as nao Ibi-o cerlan.eule asdispozices
dos Testadores.
Mas dala guza burlado fica o snelo zelo dos car-
pdoies das necesidades do Eslado; porque o grande
cazo be empolg^r-se o patrimonio dos Frailes >db a
cor de que hepara asprec/5 s de hum ente moral,
chamado a Naci, aqual Naci em ultima analyze
vem a fer real, e pe l'eilam.n'e mea duzia de esper-
lissimos matr.ii os, que tmlosabem converterc-m seu
proveito ; e nole-sealmds!o que quaulosdechimu
contra a relaxaco dc Frades (porqua nexcepciodoa
Frades todos >ao huns Anjinhos) nem pila va diz mu
a re.'peilo dos Fianci-canos: toda a sua moraliasi-
ma langa he com os Benedictinos, e Carmelitas; poi-
que como possuem predios urbanos, grandes enge-
nhos, fayendas, escravaria, &c.; claro he, que esli
por isso mesmo muito relaxados, %a Religio (de que
sao muilo zelozos, benza-os Dos) cliora, e dams,
que sejo quanloantessuprimdosjuntainente com os
seus bens.
Os Frades (continua a Voz de Bihiribi) 'lo pre-
judiriaes pelo lado poltico, moral, e Religioso.
Pelo lado pnlitico; porque sio corpos constmiido-
res, e quenada pioduzeiu, rujos bens ufo rendera
n a decima parle do que podenio render, epropar-
cionalmente ernp >brerem a Naci; e por que pie-
> jndirio a popularn favorerendop celibato. Po-
bres Frades Nfohprhi, que le lhes tifo ponha '
a fim de i? llHflsncarem os bens. Mas vejamos, se he
possivel defi-ndelos de tantas impulacS s. Diz o Es-
crintor da Voz de Bihiribi, que sio prejudiciaes os
Frades pelo lado rxililico; porque consoinem, e"ffl-
da produiem, eso mismo lempo afirma, queosbens
dos Frades nao rendem a dcima parte, do que po-
deiio render : logo ellessempiv rendem alguma coli-
sa ; e se rendem alguma consa, como hp, quenada
produzem ? E^le calculo de Eeconomia Poltica he
muito sublime, fica muilo cima da pequea esfera
das mphas ideas.
Nio sei, como se possfo chamar s consumidores,
e nio productores a huns homens, que cullvo nssn-
as trra*, tirio safras dos seria engenhos, pagio os di-
zmos, coii'prio finalmenle, e vendem, como qual-
quer ouiro cidado: he verdade, que muilo mais po-
derlo pnduzir, se o Governo Ih s nao (veste atado
as mos,''pri'hibindo o ingresso de mais Religiosos :
ehesem duvida pasmoso, qnealm de s lolberem a
esstaJjomensos meios de fan-r crecer os valores de
suas Ierras, para 01 esbulhar d.-llas Ibes lancem em
rosto, qu'' nao as sabeni aprovelar: is'o lie ajuntar
o ludibrio injmtica. Quando as Corporices Reli-
giosas tnbo sullicienle numere de indvduas, tira-
rn lucros espantosos dassnas lavouras, Ser. : logo
se boje fazo m muilo menos, nao be p-r cn'pa sua;
mas sim de quem Ibes ha embarazado os meios de
pro perar.
De mais quaes sao os proprietarios, que pe em
cullvo todas as aus Ierras? Quantas existein b li-
dias! Q lan'asdcsapniveilada! L>go pelos principi-
os da V.fc do B biribi sao oulros tantos co isum-
dores, que nao produiem quanlo 1 oderia prn-
du/.ir, e coiiseguinteinenle deve o Governo lanzar
ma dessas Ierras, d S^propriando aos seus possui-
dores. 'Nao sei, nem posso n'ender, com > he, que
o Frades favoreeera o celibato. Par ventura os Fra-
des dogomaiizi, e pregan contra o Matrimonio? J
promulgrao alguma Lei, piohibindo os caza non-
ios.? Eu persuado-m*, que ou baja Frades, ou na5,
ir sempie cazando quem quiter, e poder. Se o
Celibato he hum calado voluntario; que o< Frades
( e no mesmo cato e^ia os C erigos) ob>tao ais ca
zamenlOo? E fra e.les, e aquelles nao b por esse
mundo mil bajes de cehitarios por systcma, por
calculo, e por lbertinagem? E-tes nao p'rejndirao
populacaS: s grande Filia fase 11 popula? 16
dous ou tres carcomidos voltios, segundo di/, o
mesmo Illuslre Escriplor!
Pelo lado moral x ( proseguc a Voi do B ni-
b ) sao prejudiciaes os Frades com sua relaxaca
de costumes, co-tumada inercia, e pelo estimulo
icguica. .. &. SejaD'ns louvado. Todas as eNs.-
>cuio 11 os.'o B az 1 csla puris mas de cosime;.: nao
hHium Magistrado mi rompido," hum Ejnpre^do
Publico ladraG, hum Militar n*ul>ordrnado, tk. 6c.:
relaxados* s.o os Frades, e quanlo inercia nem
pode serde outra sorle, visto con tasar o bomadp
I'^iripioi, que os frades rstao buje red ur/dos a
dom, ou Irez carcomidos velhos; ea preguca nos
vi Ihos, e velhos carcomidos nao se pJe chamar bum
crme. Pelo lado Religioso ( contina o Illuslre Es-
criptor) sao prejudiciaes rom as pralicas abusivas,
quemanlemua popularan, a quem repies-rnta co-
mo tudo oculto externo, nerihum caso fazeudo d.i
mora', primera bazeda Religio. Nao me consta,
que es Myuisterio, vivaSporabi ensillando a fazer bicos,
sanlmor.'as, c ra olice>; o que se", que esses frzem,
e lodo o mundo v, hece'ebrtr o Sacro-anclo Sacri-
fi^ipda i\fi.-sa. Pregaras verdades Evanglicas, e ad-
ministrar os Sacramentos da Sal* Madre Igreja: se
todasessas rou'as n pre^la, tire se aos Padies, e
Frades e.'sa trela, e seja enarregados os bous Flo-
7ofos, que temos, deensinar a boa Mo al pe'o Du-
pny, Helvecio, Le Bon Sen<, Syslema da Nalureza,
e o Com padre Maiheus: ludo melhoiaria a olho vis-
tos, e leriamos huma populaca de Aujus. De as-
sarem permlta-me o nobre Esciiptor, que Ihe diga,
nao ser exoi ta a sua propoz:cao, quando proferto,
que a moral he a prunWa bise da R!igia6. a
primeira bize de qualquer Religin bo o Dogma; poi-
que ningnem obra, se nao em coiisecpicncia ci, de sorle que sem a F, seja no que fr, nao po-
de li-iv:r Moial: isMn me dolrinra os meusMesr
I res dcTheologia: mas roi)io is;o de Tbeologos sao
lodos huns ignora ni es, pode ser, queme ensiiassein
huma cousa, que nao be assni.
N-Sesta as turras, e fz-ndis dos 9 ades lao a-
bandonadas, e de logo moi lo, co no se figurad ao
Escriplor da Voz de Bbirbi. Oa Fiadas anda liraG
suas.-afras, anda planto, e colbero, e tas suas pro-
piedades liabila graluilamenle miibares de familias
pobres, que sesuslentao das suas lavoiraznhas. Se
essas propriedades foiem liradas aosFrada, e repar-
adas, ouadninislradas, ou arrematadas pelos j.hi-
lantropos innovadores, discpulos da Santa Moral da
mola, be riyis, que proxavel, que as mizeras fami-
lias ven5 despejadas, e va5 mendigar pelo mundo. .
O Exemplo do estouvado D. Pedi'o em Portu-
gal, que extingui as Ordens Religiosas, nada pro-
ra pnrn hum aclo de superfino despotismo; e para que? T-
rraS-se aos Frades as suas anhquissmas propre la-
des soba cor, e falso pretexto de que todos a eilo,
e oiga cerrada hav'aS seguido a parcialidade da
ururpaaS, para se darem .10 Sr. J. da S. Carvalpo
cem mil cruzados, aoSr. Duque de tal tantos, e lan-
os con 1 os de rs., &. &., ao mesmo passo, que nao
poucos Religiosos, veneraveis por seus anuos, tutes, e
virtudes mendigan vergonhusamenle por portas. A,
mesma cousa pouco mais, J succeder no
Bra/il, se abolidas forem as Corporaces Religiosas.
E merecers isso os nossos Religiosos^ que la^. rele-
vantes servicos tem prestado s Le ras, e mesma
Independencia, e Liberdade? Oj Religiosos Mendi-
cantes, que ver ladeiimenle consomeo sem produ-
zirem; por que vvein custado Pvo, sao conser-
vados, q Governo Ibes tem franqueado.a admissao de
Novico- e s os Benedictinos, e Carmelilfa, q' p vive-
rom a iiinguem encomodaS, aul' sejha prestado a cun-
cideraveis donativos pira as precuoes publicas; que
pagaSdirelos, dcimas, Se., mereCem ser extinctos?
Em verdade mui relaxados anda esles Religiosos,
vi>to possuirem (ao concideravel, e cobicado palr:
monio: s-5 rieo, e he quanlo basta paraserem no-
tis, prejudiciaes, e criminosos. Despojassem-se.el-
t bs de todos os seus bens com a condica de os deixa-
rem viver de esmo'as em communidade; e eslou, que
oconseguiriade bom grado, e sessario t4 aas de
claniaces. Enlregitem os seus bens Hacao, iato
be; administra<;a6, ou arremalaca dos patriols-
siniOSrs. Fulano, Sicraao, e Beltrano;- e viva6 os
Frades, tomo quizerem : entaS sim n> sera6 preju-
diciaes nem moral, nem Poltica nem Religi-
a5, como o nao sa5 o< Mendicantes no sentir do mes-
mo Governo.
Finalm -nte nao sao esses o< meios de ter dnheiro
para accodir a taas necessid.ides publicas, causadas
a mor parte pela delapidacao dos Administradores do
Eslado. Cuide o Governo em promover o Iralialbo,
Ibule de loda a riquta, nad consenlndo, que baja,
tanta gente occiosa, eculacera: d hum corte mor-
tal nc-sse monslro roedor das eulianhas do Povo,; que-
ro dizei; na praga de Empregadd- Pblicos; promo-
va, e alivie a feiropiada Agricultura, d as devidas
medr incas ao Connnercio; que logo solver as suas
dividas, e lera sobras, sem que Ihe seja mister offen-
der ao sagrado direito de propriedade. E SV quizer
co'her grandes vnntagens dos mesnios Frdcs, relor*


DIARIO BIS l'E-:nNAM|0O
^
~f-> *TMJTiTiH'"i>Tt ""~c<"-~'~
-'-TriW,M^-'-^^Bl"c^:t;*t^';'a'lialiHfli
mirlar-''7 ray^--y^. ?
IIIIIIIMM
rrCT3tCTryrrr.-.nii.imgin
ine-r.<, eonsinta-Jhes 0 ingressode uov'c >;> al lium
nuna-ro dete< minado; obrigur-o.s a enviciar, a Ca-
ihequizar, &, e \er quaiiio nislo ecconoir.taaaj
vazeuda, e qub e.epanUtfak 'antagens col.hein a ReTi-
guii), e o E-lado. NjX -ei onlonnt luz; 6 do sfe-
iMltbj mas la! he a humilde opini.o do
ficiiulor //n Caranuceiio.
IOCoe
EXTERIOR.
1%, Birca Porhignezn, Activa-, vit>d.a de Lisboa, e
Tndiada Kirie porto mudo c urente traz folhas da-
quctj'Cc-pital alo 8 do mejs prk'tn pnssado; a< qua-
s Irazeui noli.--Lis !< Madrid at 28 iTAbril, deLon-
dres at 22, e de I'nriz al \'S do mesnio mese. En
IWtugal tinhio-se cn.-oi r.ulu ;s Cmaras no dia lo
d'Abiil, e i-fio tulla ocrorrido nadade nolavcl se nao
a demis-o que liavia p< didij oDuque de Palmella, do
lugaf de Presidente do Conselho de Ministros, cuja
-tliliUeio a Rlhiha liavia acuitado mitrando para o su-
bstituir o Conde de l.inhares, que foi igun'mer.te en-
rrnesado da ,;.sla doa Negocios da Mariuha e Ultra-
mar prfssando oMi.'Mro desto Repai lelo para osffe-
gncios 'EstraAgeiros enja pasta e-tava a cargo do Duque.
T'lmdla.
Eua Ilespanha tinba Jomado n Commnndo era che-
fe dos cxercto> do norte D. Jeniiimo'Valdez, Minis-
tro da guerra, Militar b avu, e Patriota-; t>qul foi
substituir o Omut.iI Mina eni coiiscqnerlcti doseu
i:au islailo des ule. Em ?.3 eaid'Abrll Valdczat-
lrnii asTpYmhhivetti posires d Zuala-ch repuy, 'e
depois de 'ois dips d n liada p< li ja, este foiobriga-
il abandona!.j, com petdn de5 Bal diioes, (ne forao
quaze aniquilados. Os Carlistas fogem cm bandos
para Franca e asaloridadis" TVanrezas Jai .anaas,
y fa/.( 111 inmediatamente nutrebar para o interior.
OGeueial Viddcz reclamen aosporos da" Navari a
&c. prometiendo anmistia >m nome da Rainba a to-
dos os.que abndona.'sem ti latcao rebelde, e seaprc-
se Uta-e m santor'dades n prazo de iSdias; porcm
dis o General, se continua; d.s no erro ennRebc-
5o, "le bando os ouvUqs a ntfnha voz nao lerei mais
commizeraco {ata fom vosco, vo^sas povoacl)^
serlo arrazadas, e entregues s chamas; o iu'ren-
dio de Moscou foi a sahraeo Ja Russia ice.- Esta
proclamarlo- tinba principiado a produziveTeito, po-
is j se tinhlo appi exentado SmutosCarlbtas. As no-
ticias de Inglaterra inais nolaveisso a queda do Mi-
nisterio Wellirigtot, e a orgauisaco do novo Mins-
leiio, .1 qual lie cumuwfogii.',
Minislros com entrada no Gabinete.
Piimeiro l.ord do tlieisomo Lord Melbourne
Presidente do Conseibo privado I.or.l Lanstoiine
Priujciro Lord do Almirantado Lord Anck'and
Clianceller do Ducado de Loncnsler Lord Hlland
Maltas, Florestas c Sello privado Lord Ouncaiion
Ministro do Reino -- Lord Jolin Rus el
Ministro da Guerra Lord flowiek
Ministra-dos negocios p'sti angeit os Lord Pabnrr^ton
Ministro das Colonias Mi. Ch. Grant
Ministro da Fazenda (Cbaiiceilr do cxcbequ(T)
Mr. Spring Hice
Couselbo das Indias Sir J. C. Holhousc
Junta doCommercio Mr. l'uulettTIumistm
Sem entrada no Gal)inete.
Lord logar Tenenle da Iran la Lord Mnlgcate
Lord Cbanceller da Irlanda Lord l'lunket .
Secretario da Irlanda 'Lord Morpetb
Procui ador ge ral da Coroa S r John Gampebell
Inspector geral do Crrelo Conde de Minio
Lord 1." Camai ;sta Bfarqtici de WeeS ley
As nf4icias do Franca b m das discus- s das C-
maras, liSo olTeiecein nula de intcrefjant"
tra p.essoa, que qneira saber rom que ttulos est de
posse do Eupnbo Novo do Calta, diriju-se a SU5 casa
110 msino Kiipeiibo que Ibosaprsenlara.
$l^ Quem anouiiciou querer dar a premio 500$
a 600$ reis em sedulas, C0111 hipoteca em um s diubo o-Hei'ife ; di- ija-se a ra do Jardim D. 1/J.
que se dir quem perleude.
tjr^?" As pessoas que Bnnunriaro nos Diarios Ns.
97, eD8, preeisareir. de dnheiro premio dando por
hipoteca predios neata praca, dirijao se a ra da Sen-
rala velba 34.
tey O Hiate Prazeres destinado para a Parabiba,
e Ro Grande do Norte, arba se com a maior parte de
sua carpa prompta : quem nelle qui/.er ir de passagem,
00 cftrregrtr^ara qualquer dos Furtos, dirija se a ir.es-
ir.a oa? cima.
^3* Caneado j de ler em o Diario de Pernamburo
Iw.l's pntguntas sobre a Sobseripco Poiiuguezt, cu
esperava que avista da doL.hnigo de Polmicas
interla no mesmo Diuio N.96lodes se callassem, re-
cebendo cada um a dase que de direito Ibes pertenr
rpsse ^ porem nao acontece! as>im pois que o Siir.
Minho n8o contente com ter azedado o estomago sos
que fro a sua insulsa pt-rgunU do n. 94,. pergunta
que certamente cnuzou urna biliosa indigesto pe'n sui
qualdade e-diss bor, de nova encommoda aos benig-
nos It'ilorrs rom eseu ensosso aranzel do Diario n. 98
liero proprio de quem nunca ao menos ouvio fallar
Portuguez, ou para meJior di?.er_de um negro. Nao
seria au (e at era om mun -gratode favor) que cada
um tralasse da sua vida, e deixasse d'encommodr ao
publico com futeis pergunlinhas s prCprias de qupm
nfp- D. Macarronea, Minho, e mais Ilustres Senlmres
que sobre o objeclo lem escrt, aconselliando eu (mis
particularmente ao mesmo Snr. Minho, que melbor
seiia empregar o-tempo que gasta organisando toliem
i?jjpufBpos discursos em aprender a fdllar urna linjoa
que tinto temaviltadp.
Dolor Simfronio Gprundio da Temateira.
V3^ Roga se ao Snr. Jo5o Rotrlbo de Mello que
conaprou urna poreo de Vaqueti na ra da fCrnz
N. 7, que'naja de as mandar conduzir por que o dono
percisa doarmaeem onde as mesmas se acbo reco'hi-
das.
$T2^ Afha-sedepozitado na Villa de porto Calvo a 4
preta Mariana rom trez fi'.hos menores Arma e Manoel
Castao, e dizem que sua senhora Mara Gomes du
Silva, e que tem'uma senhora mossa na Cidade de O-
linda.
%.&* A quem fdtar urna canoa aberta em man esta-
do a qual fui apandada alem da ponte do Amigado :
quem for seu dono diri;a-se ao primeiro sobrado junto
a mesma ponte.
Y ^y* No dia 10 do corrente pelas 6 lloras do dis a-
pareceo na ra do Rozario estreila om cabrinba cativo
com ida Je de 9 at 10 anno* poueo mais ou menos e
nao Sibe dizer quem seu seuhor, por isso se fazsei-
ente h qualquer um que for seu senhor procure na di-
ta ra venda n. 30.
r ^ry* Terci/.a-se de urna mulher que se pro pon ha a
ser Uospiuleira de eacravos em um Engenho distante
desta Praca 6 legaas, ou seja branca, ou parda, ou
preta com tanto que nao tenha familia, a falar com Joa-
quim. Joze deMello pa ra da Cadeia loja de faienda,
N. 47, na mesma'perciza-se de urna estante de livros
eifvidracada e urna m-za de janlar : quem tiver annun-
cie.. .
S\f&: Precisa-se saber, seoVigario de Itamarac,
/poda reunir os padres de oa Fre^uezia ; e f-,zer Ou
cantar lium Tedeum-laudarnos em favor de bum seu
Amigo ler escapado de bexigis; e caso me responde-
,rem,(coroo espero) contarei alguma Cfoi sobre iiuns
ribos que o dito Vjgario leu em sua Matriz.
LOTERA.
IV
.EslSo il e qumhenlos meios hilhetes nicamente;
e qualquer estes diss ser marcado o jmprMerivel
das rodas.
Di
ANNUNCIGS.
H<
THEATRO LO RECIFE.
L.J.Oje 11 do corrente se repreienta a pesso Du-
*que de Ha vierano fi.n da qual a Joven razileira
Cirolina Maria Amalia Janear o MiiMiete-Fscocez,
e-a Caxuxa. Enireme* a Gamcnha : dando fin com
o PaulomimuRvcruta na Aldeia.
AVIZOS PARTICULARES.
vOaquim Cavalcante de Afbuquerquer tem de res-
pont-r ao Annunciante do Diario d'Adininislrac N.
iG, que ante" do seu annuncin, j Ihe hava dado res-
*woslj a sua caita j c que pao el'e como qualrjurrou-
Eu luz um novo Peridico no formato do arrli^o
Cirapuctro, o qual se intitulaA PONTE DA RAO-
VISTATecer-se elogios escusado, p.>is que vista
ai f. Vendem-se os num'eros avulsos a 40 reis
(moeda carimbada-, j5 se sabe) na Typ. Fidedigna ra
. das Flores D. 17, onde elle impresso, e na ra do
Cbugi loja de Bandeira Jnior.
COMPRAS.
%J Ma casa terrea no Rail ro de Sanio Antonio as
ra* stguiles : d'Agoas verdes, de Orlas, Rangel, pa-
teos do Como, e do Hospital do raraizo, o ra das
Cruzes at um cont e dutenlos mil reis em moeda de
prata : na ra ra d'Agua verde D. 36, das G as 8 ho-
ras da manlia, e das 4 as 6 da tarde.
^3^* Dois carneros com carro, ou sem elle : em
forafde Fora de portas no ullinio sobrado do lado es-
querdo antes de chegar ao iWar, ou annujirie.
^2f Um livrnho de horas da semana Santa: fta
venda da ra Nova ao p da ponto D. 30.
LEILO.
z\.Dolfo.Schramm faz lei'o boje 11 do correte do
una poreo de pipase-m vinbo brancp, no caes d'AI-
fandega junto ao arroazem de'Anlouio Juaquitn Perci-
ra.
VENDAS.
O
Engonho S.inta Estevo sHo na Freguezia de U-
na por preco commodo a troco de oulro qualquer pre-
dio nesta l'raca, ou peilo4dellu, dinhero, ou o pra-
<>: tral.ir-se do ajuste com Cactano Joze da Suva
na ra da CAietrftado loja.D. 4.
1 ^3" t bales e lencos de selim.^ditos de linbo, pa-
nos finos, e 01 diinirios, chapeos de castor, de massa,
lensos prelos, ditos pintados, sarja preta, setins de
Lores, bicos de todas as larguras, xitas finas, eordina-
ias, c cambraa liza, por preco c,ommodo, e recebe-so
toda moeda de cobre legd : na ra do Cabug na loja
do Mello.
J3F* Um preto"crio!o mosso,"e sadio/offieial de sa-
pateiro : na mesma loja acinia.
^r^P" Urna negnnha de 14 annos, pnuf-o mais ou
meiis : a fallar com Joze Xavier^Carniiro da Cuaba,
que dir quema vende ; ra da Meeda casa contigua
emque morou o finado Palrfio-mor da barra.
^3? Igualmenle vende-se 50 birrieas d'assucar
fino a troco de dnheiru de cobre, e rebale-se Cobre,
dando-se em pagamento sedula, ou prata : os pe ten-
dentes dirijo-se rasa Racima'mencionada.
^S* Um negro moco de 20 e tantos anuos-, ptimo
canoeiro da carruira, e-melhormeute de canoa d'^goa,
por j estar acoslumado e ser mestre, sem vicios nem
achaques, e ao comprador se'dir o motivo porque se
vende : na praca da Indcp ndencia loja n. 20.
|jcy Urna crila moca, muUo b a cosinheira, do-
ccia, faz pudins etbolos de todas as qua'idades, b-a
engomadeira. e costureira : na ru da Florentina, em
urna das casas de Joo Zurruk, que fies confronte a
casa D. 11.
^r^B Urna negra mossa para todo o servico de u-
mi csa : na ra do azeite de peise no Recife arma-
zem de couros n. 18 se dir quem vende.
^y Azeite de carrapato a 1$I20 reis caada ve-
lha, ea retalhoa 1^280 reis: na ra da Penha D. 4.
^^" Um cavallo de bonitt figura, e andares, novo,
omuito puSante : fallar com o Esciivo de paz dos
Affogdos.
^^ Diariamente capim d* planla'em^bons" feixes a
120, e urna porga de ponas de boi : na^ venda da
ra Nova ao p da ponte 30.
$ry Soientea-se a tollas aquellas pessoas a quem
convier comprar urna grande poreo de tamarindos
embarricados, e munidos de urna conserva tal, que
pudem estar annos intacto, queiro dirigir-se a ra do
Queimado D, 4 loja de ferragem onde se faro ver e a-
jusUr. Este genero tem grande sabida^ em toda Eu-
ropa, 43razil, erresmo na America Ingleza.
$3" Ordeuacs do Reino, Repertorios s mes-
UHu|| Tnl'ado de Tslamenlos, Rorges Carneiro, ).
Civil, Manual do TabeliaO, Loba Notas a Pascoal,
Correa Telies Douliina d'Acces: r.a Prata da lude
[.pendencian. 9. 5?, e 38.
^3P" Huma negra mossa: na ra das Lirangeiras
D. b, la lo do Mscenle, >.. ~ andar.
?y lium esoravo da Co-ta, bonita figura, pro-
piio para lodo servico : na ra da Rola l>. 3.
tt^" llnin soi lmenlo de bons de hoineni, uiui-
to bous, obelados prximamente de Lisboa: lia ra
da Cruz N.c 8.
5?" Taxas de ferro coado, tambores, rodetes, e a
guh, ealgumas fazendas francezas : na rui da Al-
landega velha 11. 5.
NOTICIAS MARTIMAS.
y
Taboas das mares cheias no Por Lo de Pcrnambuco.
ce
9
-5
en
a
13-r-Segunda
J4_T:----- g
.l-Q: I
1G-Q: -
17S:----
18S:----- g
19~D:----
2 h. 54 m.
3 -42
4 -30
5-42
6-30
7-18
8 6
Tarde.
iMauh
Navio entrado no dia 9.
10 GRANDE DO SUL 5 35 dias B. S. Joo B*|>
lista Nacional, Cap. Anlouio Carduzo Aires: carne
secca. Ton. 179.
B
rern. na Typ. do Diario 18'5
ILEGVELn


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EPOEOFPOY_S2Z13I INGEST_TIME 2013-03-27T16:53:12Z PACKAGE AA00011611_02420
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES