Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02387


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Full Text
'ump
""
ANNO DE 1835. QUARTA TOlfU
v>
I.' DK .IU0. N. 11.3.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
PnwAVBcea, nTvp. deTii e FiBla'- I8U.
y DAS, DA SEMANA.
II Fecunda >c redro r X. Paulo Apostlo*.
30 Terca S- Mir;al B. Re. d ni: aud do Jde O. de t-
1 Quarta (l'riniciro de Julho) S. Tliemlnrico Ab. nes-ao du T-
l'.il.
!.' Quinta VisilarSo de X. S. Jlel ele m., aud. do Juiz do C.
de ni. e de I.
3 S-xta S. Jacimhn M. <~.so Ha T. P. de m. e aud. do J. de O
de t. Quarto crvkC aof '11 ni. da t.
4 .Hnbbadn. >. Ixabel R, lUlaco de m- aud. do Vig, G
de t. i-in Oliriila.
5 Domingo, S. Athanazio M. D.
icaigaaB5a3raiTTiw wa^^
EDITORIAL.
^jOnforraeaoquo prometemos no* sao Exlraor-
dmVito ..{, venios n denunciar ,io Corpa Le-
gislativo (a qoem compele receber e-la denuncia on
queiva, segundo o rt. 77 do Cdigo do Procesa)
hum Crite inaudito, de terriveis resultados, anda
que nn tenha tido efVito por i-irrun tanria* indep-m-
ileutes da vonude do Delinquente; competente-
mente autltorisados pelo art. 74 do mesmo Cudigo no
seo 3.",*por ser hum d'aquelles crimen que por -ua
natoreza habilita < qualqm v do Povo intentar a
queixa. e proseguir] nos termos u'teriores do p cesSo. i
A nossa qti'iji se dirige contra o Dr. Antonio F r-.
Tudo agora de|e--dc de n* mesmo*, da iom prudencia, mode
racio. eenerurin: coiitiiuiemo* como principiamos t-ertmo* a-
poatadus toni admiracp entre a Nacoes mais arta*.
Proclamaba d* Afmblea (Sural de trnttl:
Sbcrevee a 1000r. menae pairo adiantados ne( Tpo|rra-
a, e na l'raca da Independencia N. 37 e 38 ; onde e recelieni
correspondencia legalisada, c annuneio: iuseriiido-ne te (;ra-
lis sendo di prop ios asignante, e viudo assigiiiiiles.
PAKTIDAe DO? (.OHHElO.v
Olinda Todo o* dia ao mrio di.
ftoiana, Alhandra. Parailin, Villa do Condn Marnanguipe, Fi-
lar. Ke.il de S. .loan, Hrej d'Areia. Hainha, Pomlial. Nonr de
Son xa. ( idailc do \atal, Villas de fioiunninlix, e Nora xa: t'idade da Fortaleza, Villa. do Aquir-, Monte uior no*.
Arucatv ("ar.avel, Canind. (trana. Imperatra. S- Rernar<.
S. Joao do Principe, Sobrar, Novad raKev, Ico, S. M atltetM, i-
acho do Mugue, Santo Antonio do Jardim, QnexeramorHU, Par-
nailiaSegunda-; e Sexta* feira ao meio dia.
Santo AnioToda as quarta (Vira* ao meio dia.
(.iiaiiliniis, e Bonitono dia* 9 e 23 do me* ao mein dia.
Floreno dia 13 de cada .nez ao meio di'-
ferinhaein, Kio Formo/o, c F.imeiras Segundu*. Qu.irt,
vM.is t'ciras uo meio dia. __________-
i mmm
rio, e muito menn* a subverso da Oidcm, pel.t de.
Iruicio d i Constiluicao, que he a nica garanta dos
mesmos DeputadosSao em verdade inviolars pelas
t|)ini5-s i|U proferirem -o eXercicio de suaa
funcs; p.n-cm estando estas foncSes ligadas a luun
juramento anterior, segue-se que Imitando elle, ha
hum abuso do de ver, e por Unto cessa dtsde logo o
direilo :n isto he, ressa a inviolabilidade no mmen-
lo em que e abusa do dever de conter-se nos limites
que I lie presoree a leiCircunscrito o Depulado
olxervar a Constituito, e a*er fiel ao Imperador,
no instante m que conspira conira huma ou contra
o otitro, dxnu de ser in viola ve I, porque elle mesmo
rasgn a lei que Ihe servia de broquel.
A itiviolab-litlade consiste em uio poder ser respon-
re.ra Fianea,'Oeputado pela Provincia A* Bihia, por >avel |Mlas opiniges que emitir contrarias A iol^resses
perjuro, aleivoso, cllraulor'a pea*a do Imperador. i ftidivWuaf<, "ou aindi esmo aos iuh're*si'S _ i n_:...... .i i __ i -i i- i ,. i i
as dis PrinteKiS da Impe.idl Familia; e por huver
tentado de.-ttuir a Coii^iituica mooarquica do lir.iMl,
>ub>lituitidn-lhc ontra forma de gove ti<>, depoud o
Imperad, r Menor, e declarando pxlinct^ a Oina.li
l.nperanlc ua pessoa do 3nr. Dora Pedio 2 ; como
>e piova pel Projeclo escripto e a.s.sigoado por aqu. He
Depulado, empresentado na Scs>a5 Je 16 do correlo
me e anno.
A le na ti va desle enorme Ciime, manifestada p umjai lo exteiiur, comp o projerl i e.sciilo, lia (auto
mais agravante quilo p.-rq' l.i f. la ,om conh;cime-
io do mal, eintenca5 del satnfe cscanJaJosamenle d.i o oifianca n.-lle posla a-
t.icaodo as b.se.s fundamental.'- i'iitjudo directamente e p>r hum fado delronisar
oI;nperdor, e ptival-o imHo lo/le Ma auloridade
conslilu>'ion pira faier desta arte maj< respeitavel o p flet' da opi
niio, e garantir a liberdade do penjamento Atacar o
abuso do Poder, ainda qiHiido este n pea.->oa do Monarca ; op u"-se hum crecido subsidio
pira o Imp rador ou familia Imperi.il ; entrar no ex-
; ame d.i mliuini.-tracio ; susl nUir a neres*idade da ic
form.i de ua'^uin art. da Consliluico. ain la que l-
r.i os limites ou atribuic'S d. Poder l'xecutivo ; ata-
car os abusos e regalas daCuio.i; cli.m.r a res pon-
i sabilidade os agentes do Poder; coarctar as eTg^nciaS
i de hum partido; .diminuir a influencia (id Nobrcza ou
I do Clero, etc. etc., rom tanto que as bises dCtfiiatila-
ieo spjo respeiljdas ; eis ahi para que serve a invi-
olabi'i-hde de hum Ueput.ido. Poi em destruir a
, darla em seos fundamentos, pi-opr a deslluito do
I operador aiuda Menor, mudar a forma do governo,
I e tudo isio em hum momento lo critico, c m o em
Fna\e Jig quc'o art." 7(5 .lo rits lo To.ligo, do#' que nos ,ieh unos, lie o nui-r do ci me he huma
Proc'sso naoadmilequeixas nem ilciion.ias cintraos lenl ido inaudito, hehumi eonspiracau ricciar.ida, he
Memiiros das duas Camatas Legislativas pelos a dis-
cursos pella* pioiiidos ; poripie im| n.,5 ,lenufcia-
nios huoi discurso, islo he, pal.ivrascom que se ex-
p une t itiscoi .-o meiil.l,i> segonilo .< lorca e genuino
.olido do termo; mas sim hum fulo, que hv o uien
< ion-ido-projecto escrito e kaaitiado, tpio uinguem
chamara discursoAlem de que exi-te o Pkkjuiio,
fioalni-nfe^iom escndalo pin a Cunara dos I). pilla-
dos, e pira a Provincia que o deg-o.
A forma do CoveiMo he a que di-liogie o predi-
cado do Pacto Sieial, islo lie, se <> Chele da 5oeieda-
de he vital o e hereditario, a Conslilnio que n es
labeleee clnma-se Monrquica; si pelo ronlcan'oa-
quelle he temporal eelecliri>, ento e>t cliami-se \\>
ciime atroz routr as leis de I) os e dos homens, e poblicanaNeste caso a nossa Car'a tein o carcter de
contra toda a moralidade dos Povos civili-ado*. ipie i monarcpiira, s<.bre euj is bises se futido I odas asgi-
aniiis que ella oferete Nunca se vio piscar repenlj
nament.- de huma forma de governo p*ra oulra seh
hum forte rerelo, .-em aubvemo da Ordem existen-
te, sem hum transtorno da mor-d. sem huma revo-
udmili-m a -ntiilailo do Joihui^iiIo como regra im-
precreplivcl da viJh Social. O Crime he evideule
ompirando os arts. 2 e 3 do Projecto com a formu
li do juramento prestido pelos Di pu'adas no acto de
lomar senlo 11-1 Camar. ; cuja e- i leneia foi sentida
peluIlUislre Oeputadft Odyricii Meodes, o qual pedio
se Icsse em voz lia para fazer notar a enorroidade do
l'i-JtjuKio, que con i-te em obrar o contrario do que
*e prometeo com juram uto.
Tam pouco he aplicavel ao caso em queslo o art.
26 da Consliluicu, que torna inviolaveis os Membros
dcada Cmara pelas npiuies que proferirem no
exprcicio das uas fu neo Prcced- n lo a todo acto
'leliberativo o juramento, que deve regular a conduc-
ta di Oeputado, valo que prestado na ocaiiio de to-
uiar assento, supue se que elle nao o violara perju--
rindo, isto he, oblando Q oontiario do que linh. ju-
radoHe pois conformando se com o leor, do jura-
mento que o Representante lv inviolavel; de oulra
foinia ah sancoaiia hum Ciime, cu o juramenta
^r| estusadoOeste raciocinio se deduz que a ins *-
K'bJade das opinies 11^0 conipnhcode o perju-
luco de principios; nltiinamente sem destruir
para edificar de novoComo pretende o Depulado
Frmca, que o Brasil amanheca llama Monarqua, e a,-
noileca huma Repblica democratiea com humfeelec
lio e de curta duracSo i Ser possivrl que aquella ca-
beca original podesse eonceber tamanh 1 nionsiruosi-
dade, ou ser huma de tnita* rhocarn'ce., rom que
se tein constituido o Caturra da Cmara dos Depu-
tados ?
Sera embargo, tomemos) t negocio debaixo do
poni de vista mais serio, e vejamos si he possivel quo
a ((inviolabilidade de hum Representante seja ilimi-
tada, 00 se deve ha ver tim termo, que tocado elle
Ihe sirva de freio para conlel o na raa dos seos deve-
res ; si faltando c-tes d-Veres, pode o Depulado ser
acusado segundo a Lei commum ; ou si deve haver
huma l.ei especial para os 0buzos da tribuna ; si f 1
tUiio por espirito de corporaco hum medid.) pie-
ventiva, queconlenlia oulio escldalo semalhatile, o
Povo nao ser provocado medidas lumuluarias
de piopra auloridade pira reprimir a insolencia de
hum Orador ou de hum Projectisl, como sucrede
em Inglaterra, em Franca, nos Estados Unidos, eem
todas as oulras Repuhlicas Americanasltimamente
s se admilteou nao a omnipotencia parlamentar,to
corajosamente combatida por Mrabeau, que foi o
raio da Ttibuna na Convenci Franceza, e por Ben-
tliam, o maior Jurisconsulto do seo seculo.
Huma Assemblea constituidle pude dividir-se em
opinii's, porque trala-se antes de tudo de fixar a for-
ma do Coverho. Ha livre opinar por esta ou por a-
quella, para poder-Ke preferir u ine.lhor, sobra ella
fundar n pacto social ; purera quaudo existe huma \J)i -
liluico, (|ue marea o* li'iiUes do Poderes polticos ;
quaudo em viruide desla Cousliluicao o Corpo Legis-
lativo marcha p ir dos nutres Corpo, como peca da
mesma mquina, p le hum Depulado romper a Car-
ta, e iham.ir--e inviolabilidade ? Quem o torna n-
violavel ? a ConlUiigio. -Quero garante as suasopi-
iiio.'sP a Constitui<,'o.E com que fim ? para que
vele na sua coiiservaco ; para uiaiiter ilesj a dignidn-
de do do Povo que o olegeo, lornaudo-o as.-im inde-
pendeute da accao dos partidos. i.cgo o Depulado
que nao ao nao compre comas coudiv'Oes do seu man-
dado, se nao que obra de modo oposlo, destruindo a
CoiiftiUiiefo, perdeo por isso mesmo o direilo sua
pruteceo, por que se colocou a si proprio fra do seu
dominio.
Todos os Escriptores do direilo rnnsMIueional,
Constan!, Fritot, Bonnin, CotlH, De Lormc, Beu-
tham, Blat kstone, fcete, todos con vem em que o
equil br!o dos Poden s Polticos o Paladino da LP-
bu dade ; este eq librio lo sitnet linele eb-giado por
Montesquieu na Constiluico Ingh-za, qus;t sempro
confi.do hum dostiez Poderes as Repblicas, e as
Monar.juias ao msmo Monarca, dtbdixo de tima nova
ilelegai.il) chamada Poder Real como en Inglaterra,
Poder Neutro cont Ihe ibama Trai y, ou Poder Mo-
delador como admillc a nossa Conatiluico ; por isso
que a Pessoa do Monarca he, alem du invijlavel, si-
grda, e que o Ministro, que n ferenda os actos des-
le Poder, be irresponsavel como aquelle que oexcrce.
ce. Atlenlar pois eonlra > Imperador, contra o I.*
Representante da N.u^o, destruir de hum golpe a ar-
mona dos Poderes po'iticos, c colocar o Legialalivi
.sobre a cpula do edificio social para lornal-o om-
nipotente, he atlenlar contra a Naco, que elegeo a-
qella forma de governo; he a>sas-inar a libenJade,
girautida pela divisio daquelles Podere ; he legali-
sar a anarqua ; be filialmente entregar nos huma to-
tal dissolnco.
Ainda he muito mais incoherente, porque he fils.i
e absurda, a asserco do Depulado Cornelio Franca,
filbo do autor do Projerto ; he huma verdaderu anii-
nomia.He falsa porque diz que o Projecto he ni-
camente propondo a reforma de hum dos ailigos a
Con.-lituito ; he absurda e contradictoria, porque es-
lahelece o principio de que a Conslituicao pode ser
reformada em toda a sua extencao, e que al se poda-
fa/er do nosso go>etno huma perfeila Repblica ou
hum Governo absol. to. lo txtravajjaM" paradoxo
trova huma de duas cousas ; ou bnm reiebro deliran-
te e irritado, ou milita ignorancia das notos niaifftri-
viais do direito eonstilucioial. Porem si proveemos
que na cmisso deslc anunciado iia piehaver igno.

*

i
*


:2/,
V /
DIARIO DE *1TR'NA.MBUC0.
raneia, resultar que houve m fe ; que houve mal-
dad*, isto he que houve animo deliberado de obrar
m.l.
Diz o arl. 174 da Conslituicao Se passados 4
nnos...... se c^mhear que alguru dos seos arii-
gos merrre reforma, se far a proposicn por cs-
crita e\ Ai t. i76. Admitida disrostao, e ven-
cida a necesidade da reforma do artigo Cons-
* titucional ele. Do que se dedoz : i. que so-
mente algum dosartigos pode ser reformado, e
na5 toda a Constituica, corno pretende o Depulado
Coruelio; a. que a pioposica nao poder conter
outra cousa sena a necessidade da reforma de tal ou
qualailigo: 3. c que ele artigo dte ser e pacifi-
cado para poder conhec-cr-se a conveniencia de e-
forma-o : 4. que todas esles precedentes salva
as baiesda Coiistiiuca, que sao imulaveis segundo
< iheor do seu arl. n islo he, que ser seni-
pre monrquica, visto que o Sr. D. Pedro i. im-
perar sempre no Brasil, o que se enlende por i
e por sua decendeucia na forma do arl. n7 ('re-
mos quena5 hatera hum enie ta6 torpe e ta est-
pido que nao perceba ciara edistndlaraente eie'ra-
ciocinio. Ora be ni, o que se pertende no Proje
oto em questad ? Longe de propr que se reforme
tal artigo, estabelece hum presupone que involve
muilosartigos, e destroe de hum g'dpe as bases da
Conslituicao ; longede querer-se huma reforma, se
pertende acabar cem todo o pacto social, eliminan-
do a formado governo, e levando de rojo todo o sis-
tema poltico da Naca Brazileira. He isto o que
determina o art. i74 ? Responda os Depulados
Francas.
Que a Conslituicao pode ser reformada em toda
a sua exlencao, e at que se pode fazer do no so
governo huma prrteila Repblica, ou hum go-
veino absoluto, (noquese Ira ha Iba >em cessar, e
Dens permita que nos engaemos, ) he islo huma
verdade eterna ; porem desejamos saber, quern po-
de prepr a mudanca da Consliluic 5, ou quern es
t authonsado para fter do nosso governo nionar-
qoico constitucin.! oulro republicano ou abso-
luto Parece que o Sr. Cornelio, sustentando
o Projecto de sen Pal, deu entender que era a C-
mara dos Depulados; e nos di.-emos que squelle Sr.
nao eslava em seu juizo quando avansou semelhante
paiadoxo Tornamos dizer que os artigos 174 e
i76 ti alvo da reforma de algum artigo cons-
titucional ; he po;s de hum artigo, e nao da
Constituido em toda" a sua exfenca, que uni-
rajueule pode oceupar-sea Cmara para propol-o
discussa ; e como islo he fa claro que na5 pode
invoirer ignoiancia, segue-se que os Depulados Fran-
cas, pecara por erro de tontade, e nao por erro de
eiilendimenlo, iste he, obra rao com malicia, que be
o conlieciiiienio do mi1 que se pertende causar.
He possivel que homens de letras, que Juris-
* onsiilios abalizados a-sim va de encontr aos prin-
ipios niais Iriviaes do dreilo constitucional, e que
ignorem que a nica garanta para a Liberdade poli-
tica consiste no equilibrio e harmona dos Poderes
pblicos ? Ignora 6 arazo que a Soberana reside es-
scncialmenle na Naca, eqne o seu exercicio est
ifsli buido entro aquellos Poderes por sua especial
YIegacu? Que na5 havendo Soberana ilimitada,
la pouco pode ser ilimitado o poder que a exerce ?
Que sendo a Cmara dos Depulados hum do 3 ramos
lio Poder I.cgi-la'ivo, na6 poderia exercer s por
vonlade geral, que he a suprema lei ? Que a
mudanca da Constituica he hum acto que s pode
emanar da vontade do Povo, como diz loonin, e
que osla nao pode ser manifestada sena por huma
Assenih'a que represente directamente a Sob. rania
nacional? Que huma legislatura ordinaria be poder
constituido, e nao pode destruir o poder que a oons-
tituio? Nao; nao he possivel que islo soja .-- igno-
rancia j he misler de confiar de tanta necedade, de
tanta estupidez.
M'.Tilesquieu pertende que a Soberana do Povo
he hum principio de Liberdade, e nos susten-
tamos que he huma terdadeira garanta ; ella
est declinada impedirque hura ou inwilos indi-
viduos) se apoderen! hum da da suprema aulnri-
dndesem dehg.ica alguma. Porem esta S.iberama
nao ie ilitniliida, por que si o fosse, illa seria ta
prejudicial em mos de hum como de amitos. Des-
de o instante em que a vonlade ge ral pode tudo, os
lepreaenjanles desla mesma vonlade sao ta tem-
vois, quanto que sao o iisliumento d'aqnella pre-
toiisaaiiloridudc ; lies legitiman militas vetes pela
cxtencaO sem limites da Soberana popular, o que
nenhuan despota se atrevera a executar era seo pro-
prio nome. O Povo que tudo pode, diz Cons-
tan!, he t pengnso, e anda mais que hum ti-
rano. Someiite os partidarios do despotismo re-
,oiihecem a Soberana como ilimitada, para tirar a
cuti-equ.-iici* da ligilimidade do governo ubsolu-
'" poi.s necessnro dividir o poder por meif I
de combinac^,jH^l>o)o>sf!ca e equilibrio as
suas diferentes pa^ki
HeopJTlV^fJW*llfcM>*-Pib'icslas, que he
misler e>|abseoerrAt W> instuicoes polticas,
sobie que sefana^.c* ulereases,dos dner.'os depo-
silar< s do P*der ; d*1 Ul-orto-que a sua mais esta-
vel garanlia^a o*st*rem. o --ircunscri!os nos Inni-
les de suas r#pectit|es ^tsj^u-iees. He pois ter-
dadeira epo*sJYl a JiiiUa^8/dsS<'berana pela dis-
Iribin'ca eba'ac*do*Paieia..polili. os. De tudo
quanto temos dito se deduz, que si a Soberana do
Poo nao he ilimitada, ta pouco o pode ser o poder
de nenbuma de suas detegaees, ou individuos repre-
sentantes desla Soberana em exercicio de qualquer
funca legislativa, executiva ou judicial. Como per-
ten 'e pois o Depulado Cornelio, que a Cmara ele-
diva destrua'a Conslituicao, em virtude da qua!
ella exerce huma pequea poica de Soberana?
Quem a investio do poder de mudar a forma do go-
verno ? Cmo he mesmo possivel imaginar-se que
vivamos constantemente de reforma em reforma, do
mudanca em mudanca, sem Icmbiar-nos que esta
mesma Conslituicao j foi reformada o auno passado 7
Onde est o arligO) (ue mande propr reformas to-
dos os annos, sinda quando aqui se tratarse de huma
leforma? Ponmna; nao he huma reforma
simplesmente, a que se prope; he huma mudan-
ca, hum transime de principios he ludo quan-
to pode const luir hum Povo em revoluc. ; e a isto
he que se d o nome de refoi ma 7
Represeiiiantes da Nac5 Brasilera J Vos i-
de- sofrer agora huma pi ova difcil de sosler sangue
fri. Vos ides passar pelo cadinbo do criterio pu-
blico toda a vossa moialidaJe, dando hum exemplo
ao Pyto, que vos bserta, ? da reljgiosidade com
que respeitaes a S^ntidade do juramento. He mis-
ler que a Naca saba', si bum perjuro si hum
u prfido, s hum a aleyoso, tem seguro asi-
lo debaixo da vossi Egide : si o Cnme se torna vir-
tnde, s'porque se cometeo dentio do recinto da C-
mara; si hum Representante do Poto pode agred,
a Conslituicao e a liberdade impuoemeule; si
hum Depntado pode sem rubor a vanear a ci miosa
propoiica de que o nosso governo pode loinar-
.-e absoluto. Si a tanto chega a omnipotencia
parlamentar, podei ia alguem propr que tornas-
sernos ser Colonia dos Portuguezes? Reflecl que
aquella escandalosa opnia podu desvirtuar o nosso
cararier nacional, pode cansar huirra ferida mortal
na moral do Povo, que ainda respeila sem dislinc-
ca as opinies dos seos Delegados. A moral, Se-
nhores, nao dte jamis separar-se da poltica, nem
esta d'aquella, diz o celebre \lably ; porque o ho-
memnahe hum ser abstracto, e u nao ha poltica
sem juslicaeequidade ; de outra soi te seria fazer
do homein hum ser sem relacos, e da poltica huma
medida sem ras, incerla e caprichosa.
Ecomeffeitoj que seriad para o homem todos
os deveres, sientes nao Uve locassem seiu. isoladu-
mente? Quesera para a Sociedade hum eslabeleci-
mento, que nao tiresse oulros principios sena a
sorle dosacontecimenlos, o imperio das ciicunslan-
cas, a vontade das paixes, e a arbitraredade do Po-
der? A poltica nao he propriamenie falando sena
a moral aplicada entre o humero, como simples Cida-
da, e o Corpo social. Si a moral nao forma a ta-
se da nossa legialafaS, podemos assegurar que ha
inleresseem perpetuara ignorancia do Poto, dando
I he huma fal^a idea dosseus deteres e dire. At-
tendei, que a mclhorgaranlia do sistema rc^resen-
lalivo he a opinia publica, e que esla se lem deca-
la 'o de urna niaiieira assombrosa contra a pes.-oa do
Depulado Franc*; he nelle que os amigos da Mo-
narqua tem filosos olhos para ver o inoinenlo do
a sculo cdi entrega. Desgranados de nos
si o Gallo can'a du%s vezes antes que possamos
salvar-nos das garras d'aquelle falso Aposlolo.
Todava, si o citado Projecto causa jnsla ndipMa-
ca, re>o't muito ma;s o discurso do Populado Hen-
'riqtiede Resende, em que depois de avancar que a
a Conslituicao manda que de quatro em quutro anos
se possareformar os sens arligos, conclue decla-
rando que a proposta nao era auti-conslilucio-
nal. Ninguem ainda deo semelliaiite lalitude ao
artigo 17i, fonte de lodosos nossos ma'es, o sepul-
cro do regimem conslilucioual. A reforma he u-
nicamente autorisada por huma tez, por que se mar-
ca positivamente o pe iodo para vcrificJ-a, isto be,
4 annos depo's de jurada a Con-tituca ; nem era
possivel enlender-se de oulro a letra do citado arti-
go. Quem vip jamis huma Conslituicao rela-
Ihos, mutilada, e re-neudailaa cada passo 7 A Cons-
lituicao poltica de hum Estado, que lie a ley das leys,
cujo carcter be o de ser permanente, pode e.-lar su
geila repentinas mudancas, vjcisf)tud4l?tjtf(i4-
tivas de comoces interiores, edaexaltac^ dos par-
tidos? Que garantas poderia ella offerecer Naca,
s cada facei dominante podesse imprimir o cunho
das suas afec^es na ley suprema do Estado? A u-
nica Conslituicao, que menos durou ero seu primi-
tivo ser, foi a que, deo Luis 18 Franca, e sem em-
bargo durou 15 annos; assim mesmo, quinto tan.
gue nao correo para a sua reforma ? Nao falemoa as
3 Constiluices da Repblica Fiancesa, por que
fora lodas ellas efeito de governos iie iransc. O
mesmo uccede com as Repblicas Americanas, on-
de cada partido improvisa huma Cnsttuca, o. por
fim vivem lodas em hum constante interregno da li-
berdade.
Os Americanos do Norte ainda nao torai\. na
sua lei fundamental de!787. ainda que linha o ca.
1 acter de provisoria; elles tinhaj a l'ca da sua
primeira Acta fedetativa. Os Inglezes depois de
Gseculosda sua Carta Magna, e de pe lo de a y
mcio da sua chamada Conlrf!lCi, estad marcan-
do e passo para fazer pequeas alteraces, que re-
clama o Seculo presente; e sem embargo abarte
sensata do paiz treme cada ^z queso prope huma
reforma. As duas nicas Repblicas americanas, a-
lm dos Estados Unidos, que se tem con-ervado em
paz, sao aquellas que te.n respetado o seu primei-
ro pacto social; as de mais como Mxico, Gua-
temala, Colombia, Per, Chili, c Buenos-Aires a-
penasconla hum momento de liberdade entre an-
nos de depolismo. He aca.'O este o ex-mplo q'
llevemos imitar? S esta as l'c-s que no- tronce o
Padre Resende das praias de Vea a Cruz? Pertende
por ventura que leuhamos entre nos hum Santan*
011 hum R#zs. ? ^
Em verdade, quaiuhajvemos ao homem mais es-
tpido que existe na Cmara dos Depulados, sem ta-
lentos sem saber, sem nenhuma virtude que o faca
recomendavelV ao mesmo lempo ambicioso de nome
e de fama, e perlendendo, como aquelle insigne
malvado que queimou o lempo de iJiana em Efesq,
fazer-se celebre por suas opin's exticas, e por
huma serie de actos indignos de hum Braziteiro;
quando o vemos propondo em i853 o barnicento
do ex Imperador; em i834 que se declarasse-que
a Rainha de Poitugal hava perdido o tilul^de Piin-
crza do G; So Para, e no corrente auno principiando
por outra moca sobre a Duqueza de Oocalz, e final-
mente sustentar que o Projecto do Doutor Franca
nao he int-constitucional; nos enchemos de huma
jusla indignaca. equasi que con vimos de todo co-
racaem que o Povo Brasil-iro nao est chamado ain-
da gozar das regabas e ventagens de hum Governo
Representativo. Trabalha-se para huma Ocla-
dura, trabalha-se em exasperar o Poto para abra-
car o primeiro partido que o intrigante iais audaz,
proponba ; trabalha-se em desviar dos negocios p-
blicos lodo homem sensato, lodo verudeiro pa-
triota, empenhando na lula algum a imbcil ou
malvado de profissa'6, que se prese as manejos
da intriga e da cabala esofreremos nos que a.-sim
nos levem pe'a coixla ao patbulo ?
Sem embargo, faltaramos ao mais rigorozo de-
ver, si nao fzesse-mos devida menca da hornos^
conduela do Sr. Araujo Lima. C'ieio de dignidade
e de decoro rechacou com indgnaea a proposla, e
recusou presental- volaca Hum acalorado de-
bate sesoscitou pi e contra, e a pesar da exigencia,
de hum parlido, elle insisti na sua resoluca, le-
ve o goslo de vel-a aprovada por 4i Votos contra 33.
Com ludo o mal eslava feito, porque a propon-
la lnhasido lida, pbrhnro grande deleito do Reg
meilo da Casa ; olla surprehendeo ao mesmo tempo
a Cmara e os espectadores, lm Franca as propos-
la s. lei'as com antecedencia c depositadas sobre a
Mesa do Presidente ; em Inglaterra, n.16 smente de-
vem Mr feitas com mnjta aiilicipai;a, sen.'i que o
Deputadoque lem de fazer huma proposla na Cma-
ra, previne por huma Cuta ao Ministro da Repart*'
cao, que toca oassonto que vae propr, para que
este se prepare, ou para impugnaba, ou para dar
esclarecimenlos caso Ih'os peca. Enla ha ocasi-
a de evitir hum escan hilo como e.te, s^m que o
Povo se aperciba de que Irouve hum Representante,
pie alacou de frente e com descaro a pessoa do Mo-
narca ; em Franca, em Inglaterra sobre tudo, o De-
pn'a lo Franca nao teria ousado cihijler huui at n-
tado de-la classe ; o fado pois dp^ muito contra a
nos-a mor.ilidade ali nao se pefjUra impunem Tamliein fa remos huma confissa, que nos ar-
ranca a decorosa oposica que mostrara os iSeuho-
res Honorio Herme o, Rodrigues Torres e Odorco
Mendes Perlencendo Credo diverso, nao tiiiha-
mos a melbor opinia das suas conjcienCias polticas ;
porm hojehemisler confe-sar que lodos elles nos
mereccmoulro conreito mu distincto. OSr. Her-
melo borrou huma grande impressa desfavoratel,
que a sua passada ndmihislraci tiuba causado no a-
nimodeslePoto,-e o Sr. Torres adquiri a nossos
olbus bum justo titulo todas as honras com que
linha sido galardoado pelo seu partido O Sr. Odo-
rco Mendes moslrou igualmente que em todos os



IMRIO DE PEJtNAMHUCO
V-7
ggj
partido pude haver honra e decoro, anda mesmo
en I te os mafs exaltados e caprichosos Quein cre-
a que o partido moderado fty o que rilis combateo
a proposead do Deputado Franca ? Qaem dira que
do partido Caramur havia de sair a proscriban da
Monarqua edc Monaroha', da mesma boca que i anno
antes chamava escndalo (rom bstanle i arfo) oba-
iiimmtodo Duque de Braganca? Ser islo hum so-
nho, ou huma realdade assombrosa, hura aconteci-
mente inaudito, huma prova mais da instabilidade
das cousas humanas? Ser crvel, que pertenda
proscrever o Monarca Brasileiro aquelle mesmo ho-
mem, que eslava resrdvido abrir a sua porta ao Re-
gente de Poi tuga!? Sira, he crivel, porque o esta-
mos vendo pelos nossos prepros olhos.
Sobre a inconcbivel variedade deste pasmoso ca-
rcter, tera havido opini& cerca do grao de capa-
cidude intelectual do Dr. Franca} huns o creem im-
bcil deenteiidmento, e falto de criterio pela conduc-
ta que era todos os das da sua vida tem observado,
fazeudo-se oobjecto das risadas de quantoa oconbe-
cem; oulros o conceptufo demente, fatuo ou ca-
duco >. por chito da sua avancada idade, ou debili-
dadeorgnica; seja oquefo--, nos nao concordamos
com nenhuma destas opianes; acharaos era ludo a-
. qullo hum cei to que da malicia, que nfo secasa com
a falta da razio, ou cora a simplicidede de hum velbo
enflaquecido pelos ai.nos. Nao he s o projeclo que
. dem.mlra pravidade do Dcputado, o seo discurso.
Mstenla aquella dwutriua, e prova un fundo de mal.
dade, que nao selinba descuberto at boje, nem i-
magmado-se qu. r seno pela Matraca-Este rasgo de
ferocidade aalvagem he comentado pela Aurora
do modo seguute Foi nesta discussjo que oSnr.
A. F. Franca, pe teudendo fundamentar a doutri-
na do seo Projeclo e responder hum Snr. Depu-
lado, oqual com ra/.o dissera ser at falla de
generosidade senulhante proposia, feta na mino-
ndadedo Imperadortrxe ndecorosam n'e -
a afabula da vbora einegelada, aqnecida aoseioe
que depoil mordeooseo benifeitnr; comparaclo
odiostssima, que nao devera ter sabido da boca de
hum Vario sisudo, e que se respeila.
Nao admitimos a demencia lo Deputado Franca,
porque seria mster convir igualmente em que seos
ilhos parlecipo do raes no grao de loucura, em o jo
caso ciemos mu pouco aparente para casa de loucos
a Camera dos Deputados Por omito menos do que
pode avaba-se e( escandaloso ficto, seaconselhou
o annopassado dentro da mesma Camar.i para hum
Illuslre e Respeilavel Membro, a Santa Casa da Miseri-
coidia, lugar destinado para os que sofrem alienacio
mental. Em neiibum paz cvilisado os loucos vago
pelas ras, e mulo menos sao destinados a funrtSei
publicas ninguera confiara huma espada hura fu-
rioso, sera participar da cumprecidade dos crimes que
elle conictesse. As,im he que rechacamos toda a idea
de demencia para .alvar a Cmara dos Deputados
do terrivel compromi-so, em que se acharia, censer-
vandoein seo seo hura bidrophobo rematado. Niu-
guem o pode relevar da p. na, que huma Cmara il-
lustrada deve lazer recalar sobre semelhanle d sca-
lo.
Confessaraos por oulra parte com toda a ngetiui-
dadf (e, quando vimos a volaco classilirada de 4 i
aumbros nicamente, contra 53 (numero simblico
e de nio agonro), osangne segelon eui nossas veids,
viiio podemos con ter a natural ausedade que nos
causen hma divio, que nos pode ser mulo funes-
,a; p,,i isso mesmo que alguna simpces ou gno-
raues da marcha das deliberaces parlamentares
acieditano que 33 membros da Cmara tinhio a-
ponido a pruposicio doSur. A. F. Franca. Po.em
logo que soul,e, nos, qUe o Redactor da Aurora erahum
dosqueUn'ao votado contra a nobre, leal e decorosa
conducta do Illuslre Presidente da Cmara, dedusi-
mos que a deci.-ao nao podia conter outra cousa seno
huma queslo de rdem, sem que se Iralasse de ven-
tilar a naltiresa da a imprudente ou damnosa propo-
sicio, como a denomina o mesmo Redactor,- visto
que pesar da inconstancia de seos principios, e do
mais ou menos grao de ascendencia, que elle lenba
querido exerCer sobre os partidos, com mingua do sen
cr.dilo, devenios declarar que em casossemelhanles
sempre o temo vi,lo postado lias filenas do Trono.
Provada a ncousiiucipnalidade do Proj-cto, e to-
do o horror que causa huma tentativa manifest con-
tra a pessoa do Joven Monarca Brasileo; prvaju
igualmente que. o Deputudo Franca abusou daconfi-
anca uelle posla como Representante da Naci, para
despedazar a Consliluicio, para destituir oIMPERA-
DOR eacabar com a Dinasta Imperante; resulla que
a inviolabilidade cessou no momento do abuso, por-
que ella he garantida uuicam'iile noexerccio cons-
titucional desuas func;5es. Sem embargo, convem
estabelecer hum precdeme, e vem ser: Quera po-
de declarar que oDeputado lallou seos deveres? Em
virtude de que ley deve sfer jnlgado? Existe lev aes-
lerespeiioi- fcsniSo existe, qual dever ser a con-
ducta da Cmara? Ser conveniente fas^r huma ley
especial para os abusos da Tribuna? Nos sustenta-
rnos sr neceasidade de hum exemplo; e sustentamos i-
gualmenlequeo Depuiado pelo seo inslito procedi-
mrnto *o f-Z "A Aa ...~ .i;~i~ -*..- .i..:.....i......
nonio sobreanossa histoiia parlamentar.
Converia pois que hum tal Representante conti-
nuare anda pertencer ao gremio dos escolhidos do
V|-ii k 8I a Camara nio se Ju,ga com direilo de
excluillo doseoseo, dever ou nio ap. lar para a o-
pm.o publica, para afstar de s a odiosidade dese-
mejante escndalo? Eis ah o que em tal caso, se-
gundo o nosso modo de penar, deveria faser-se
Mui'tM exemplos nos offerece a historia de medidas vi-
lenlas empaizesconstilucionaes para repetir a igno-
minia, que hum s membro acairela sobre oCorpo
que pertence. Era Franca o AbadeGregoire foi jul-
gado indigno de lomar asseuto na Cmara dosRepre-
henlantesein !8i9, por haver aprovado asentenca
demorte contia Luiz 16 pela Convengo, anda que '
elle se chasseausenle n'aquella ocasioEm i8j3o
Deputado Manuel, foi excluido igualmente, e arran-
cado dos bancos da mesma Camara pela Gendar-
mera, sopor liaver dito que a familia dosBourbons
Imha vindo Franca tiMda pelas Bayonetas Estran-
geuas, enio pelo vol nacional.
Em Inglaterra o Parlamento exerce huma inttu-
encia absoluta sobre osseus nembros, e os julga, nio
por ley expressa, senio por precedentes, anda dos
lempos de agilacoens polticas antes da sua acta cons-
"Incional. Em 1628 foiio parar Torre de Londres
outrasprirSes, varios membros do Parlamento, que
em eos debates atacarlo a Religo do Estado. Em
lempo do Ministerio Pin, 0 famoso Sheridam foi con
demnado pedir perdi a o Parlamento de joelhos
por ter muliado o parllo ministerial; desie facto
restallan huma picante anedocta do mesmo Sheridam }
depois de haver enmprido com a Senlenca, levantou-
ae alimpando o juelho sujo de p, e exclamando ao
mesmo lempo ; ob! Dos, que porca be esta Cma-
ra !! Lord Cockrane, que todos coahecemos, e-
legido 5 vezes Represenlante, outras tantas foi rege-
tado pela Cmara dosCorauns, t porque eslava as-
inalado com o dedo da opniio publica, por haver
concorrido para huma espi-ciilacio fraudulenta
Nos Estados Unidos he o Povo quem exerce hu-
ma influencia directa sobre os seos Representantes;
ali nenhum se atrevera "alacar a ley suprema dd Es-
lado.
Mr. Clay, Presidente por espacode i4 annos con-
secutivos da Cmara dos Deputados, foi julgado equei-
mado em estatua em a Estados do Sul, s por haver
inclinado a votaco do Presidente da Unioem Feve-
reirode 182D favor de Mr. Adams: n'aquella oca-
sio elle recebeo varias cartas de desafie ; e tendo si-
do nonieado Secrelai io de Estado pelo novo Presiden-
te, o Senado opoz-se esta nomeago; e cedeo nica-
mente ilepois (|ueaqpelle Ilustre personage'n fez a
sua profisso de f poltica. Ern Mxico hum Depu-
tado de Campeche, que lllou contra a Constituico
federal, recomendando a concentradlo da Repblica,
esteve omisudo 5 dias dentro da m^sma Camara, e foi
suspenso doexercicio desu<*s fun^ojs durante loda
aquelia Sessio. -
Em Colombia hiini S -n-d m- atacou no Senado a
Re g'o do Estado, e ocupan lo-se a Cmara dejul-
gil-o, o Arcebispo de Cataras, |Seuador tambem,
contra quem foriodirigidas algumas invectivas, o es-
pern porta, o deo-lhe huma tremenda bofetada ; o
juizo foi etiiio dirigido contra oArcebispo, que foi
excluido para sempre do lugar de Senador, comlem-
p'audo se expurgado da culpa a^uelr? que tinha re-
cebidoa injuria fizica, como castigo bastante da sua
falla -0< Deputados Convenci deOcanhi, Martim
Tovar, e Mariano Echeziiria, tendo-se declarado pela
federscio contra as insti uecoens, que linbo recebido
dos Colegios Eleiloraes de Venesuela, forio espulsos
dopaiz logo que a Convencj< se dissolveo -- No Per
o Deputado Luna Pisarro foi excluido e desterrado por
haver sustentado na Assembla o partido, que ao de-
pois entregou o paiz dissolucio e guerra civil.
Em Portugal todossahem o que aconreo com hu-
ma parle dos Representantes, que em i8a3 se pronun-
ciarlo favor da Ranilla, quando esta se negou ao ju-
ramento da Carla ; cann dilficuldade escaparlo a vin-
ganca publica evitando o furor do Povo Filialmen-
te em todos nspaize- civilisados o crmc de atentar
contra u ley fundamental, contra a Religiio do Esta-
do (onde existe huma preferida), contra a liberdade
poltica, ou contra a pessoa do Monarcha inviolavel c
sagrada, nunca ficou impune, porque semelhanle
impiim'ilade traria horrorosas consequencias, eslabe-
lecendo hum precedente finesto para todo genero de
violacoens, de ataques e de agrecoeus parciaes Se-
remos nos outros os nicos que atacaremos semelbau-
te principio? Que!! a liberdade individual contra
a hberdadi poltica, a snelo do perjurio contra a iu- '
violabilidade da f publica, a licenca contra a Or.'rii,
anarqua contra a estabilidade, e < crime contra u
vrlude? Nio, nio, di-emo^ledo-i.
LEGISLADORES! !! Contempla? na vossa situa-
cao dfficil em me! dos combates da Demagogia, que
G.iispa por tedas as part.j cnlra ssIcmi iecai
que as necessidades pulilicas lem confirmado: cou-
lemplai na poscao ein que se enrontiio tantos ele-
mentos discordantes, qne seexcruem mutuamente
para dar-nos garantas elicases, qnede-assombrem o
paiz dos lmures que o egilo : atlendei os justos
clamores de hum Povo generoso, cuja boa f foi
confiadaYcustedia do Jaiaule Monarca, para nao dei-
xar impune o aleivoso, que ou^ou tentar contra
aquelle deposito sagrado.' EsCulai os gemidos do Or-
fi<>, do desvalido, do inocente, que repousa ao a-
brigo do seio nacional; e quando houverdes contem-
plado na dbil idade daq uelle que sentado no cirao do
poder, he apena frgil depositario dos eufeiles da re-
al sa, esperamos que se ouvir no Santuario da ley
ressoar com o accenlo da indignado mais profunda '
Senlenca do perjuro e do aleivoso A Soberana do
. Povo Brasileiro lega a execracio do genero humano
a nimoria do ex-Depulado Antonio Ferreira Frau-
ea
(Do Mensageiro Nicther >yense),
HT.
DIARIO DE PEUNAMBUCO.
ImiambnTE attenciosos para com os nossos Assig-
nanies, temos sido afogados em humdeluvio de cor-
respondencias de grooo calibre, que no espasso de do-
usmezes em que o Diario subi a grande formato,
nos nio tem dado folego para os negocios pblicos; e
sendo como se lem vislo, qunse (odas estas correspon-
dencias (e algumas que anda temos) de inleresse par-
ticular, temos sido arrestados por saptisfazer em pe-
lillos, a transgredir o 4. do nosso Prospecto, pu-
blicado aule* do N. ix). Esle abuso deve terminar :
temos asss bstanles provas dado de condessendeii-
cia ; mas chegandoa tofrer o interesse publico da nos-
sa folba, e o seu crdito literario, resolvemos fazer
efectivo o referido ^ em toda a sua estencio, para o
que o transcrevemos de novo para conbecimento de
todos os nossos Correspondeules, e Assignanles.
4.. Moral, Poltica, Litteratura, Agricultura, e
Commercio, e admitiremos Cori-espondencias, qu'e
inleressem ao hem Publico, em termos decentes, e
urna vez que nio toquem na vida privada de pessoa
alguma.
Em consequencJa, as correspondencias Sobre ob-
jeclos pectffiares de pessoas, sendo do Assignante ser.
impressa nio excedendo detrinta nhas, para oque
serS por nos resumidas quando. excedi: quando
coutiverem documentos, ou nio queirio resumir, se-
rio publicadas em Suplementos por coala de quem
pertencer; ou mesmo no corpo do Diario A' ped-
do pressedendo inpretcrivelraente a paga adan la-
da.
sRR.
DIVERJAS UEPARTICO'ES.
MEZA DAS DIVERSAS RENDAS.
A paula he a mesma do N.' 10T.
Extractos de Correspondencias.
\J Nosso correspondente o Oliudensequeixa-se
da Caara Municipal de Olinda, pelo mu estado em
que se acha aquella Cidade, com as ras inlranzitaveis,
como sejio as ruts da Biea de S. Pedro, Mangue i ras,
Ladeira da Boa ora, ra do Cabral, do Jogo da Bola,
Bca dos Quatro cantos, fieco da Fadeira, ras dos Ga-
tos, e paco Castelhano, e mui principalmente a estra-
da de Fragoso; elle pergnnts a aquella Camara em
que consom o patrimonio, que anda por 4:000^)000,
e conclue exigindo que a mesma Camara faca aparecer
pela Imprensa a sua conta de receita e dispeza, como
lhe cumpre, e ao Exm. Snr. presidente pede que Unce
suas vistas sobre a mesma Cidade.
ANtfUNCIOS.
M^Reciza-separa o Corpo dos Municipaes Perma-
nentes de quarenta cavados, de 6 anuos de idade, ca-
p idos, de 6 palmos d'allura, sem mmlns, e sem a-
chques, ese forem todos de urna cor millior ; pagar*
se-li'i quarenta mil reis porcada um cllegando gordos:
a pessoa que os quizer dar procure o Commandante
Gera! do mesmo Corpo pira contractar.



)
*/
tAUK
:a*V -r-;araw-c
|
DlAHIODi:
PF.R.WMIU (O.
s^toKK.Bi^ax'sassi.':- riastss
Este oieamo aniiuocioj se fez a IreZ mczes passa-
dos, e corno se ubiigasse a .-.pretrita-los o Sr-, Bernar-
do Dua'-tc Hervir dl o miado do miz passado, de-i -
xcu-se de procurar mus quem os desse, lendo ponm
tallado d oovu se repele.
$3" Weciza-ae de niel pa/a s ca^allos do Crpoi
A I..........-, I l',.ri>i ii.nr.li) ., rif'ttnl ...... (VMIffJP I". .riAi *.t
lUlltilkllJu ? va*.p.w**_. M ., j.n. mui. Illiitli i ai v .
diari.imciiU' este genero procure o Commandante Gen
' raido mesmo Corpo para contrariar.
j^y Dril u luZon. 18 do Aristarco conlrudo os'
guiles aftigos : a ioviulabilidade do Dcpulado he il-
limitada: hum communicado muito inteiessante so-
bre o l'reidele Alinear, despedidas a Vos do Bebi-
tibi. Vende-se na luja do senlior Vnice o, ra do
cabug, e no uHeno da Ba-vista aiaiazcm do senlior
Altixo.
NAVfol A CARGA.
Para frplar ou rarregar.

TdATRODEOLLXA.
M.
|0 da 2 de Julho (de grande galla) urna grande
Orchslra dcsempenhar a oveitura .-eroirames ern Ba-
bilonia : sfgiiir-e-h a repiezeniaco de um Drama
patritico com a a paricao do Redacto do Nosso Augus-
to Joven Imperador Pedio 2.* delicias do Bi'azil, pe-
ante o qualse cantar o himno Nacional : Iqgo depois
se reprezentar pela piimeira re/, h pecaThezouro
de meninos, ou por soceorier sua nmi se vende Uiii
tilhoFindando o Expeelarulo com o bello pantomi-
moOs acazos nocturnos, findando com o Sorongo de
deis. .
AViZOS PARTICULARES.
F,
Azr-mossiieiite a lodo o l'nblico de Pernambuco
que o fraseado, e requebroa do aununciu hoatera in-
serido no n.* 113; sobre aA re de Mnziea em verso
.olionu lie produco nosa ionio parece indirrr :
beni se sabe que umitas vezeso proprio que gera, bau-
tiza .... O seu, deve-se dar o seu dono.
$ R f.
\^ O abaixo assiguado declara que no innum io
de que fzem menso osSnrs. lili, nenbumi parte tem
o Sor. Filippe Marques dos Santos, e sino o abaiso as-
signado, quem este Sur. fez a honra de ceder a m
pretso da obraArte de muzica em verso so'lo.
Joze Rodrigues da Cosa.
%3F O abaixo asignado roga ao Sr. Domingos Al-
ves Barboza queira fazer o favor de publicar por e.-ta
folha, no prazo de Irez dus, os rootvos que dero rau-
ca despedida que fez de seu ser vico ; como se com-
prometeo faaer noaonuovio a quepiocrd o no Diario
de Pernambuco de Subbado 97 do corrate, nao fal-
tando verdade dos motivos que a isso o ebrigou : pe-
na de que, nao etimjiriiulo assim, e i.o pfazo estipu-
lido, o abaixo assijnadu tomar o traballio de salisfa-
/er ao rcspeitavel publico n q ie e senlior Barboze Ibes
prometi lazer.
Antonio Jo/.d de Mag-dlies Bastos.
\fjr Pieciz-i-se arrendar um sitio no lug^r da pas
segem da Magdalena ; quem o liver drij*-se a Tipo
grafia da ra das Cruzes que l. se dir quem perteiide.
tjty JNo di.i 20 do crrente desapaieceo dolugir
dos Allbgados, nlodo Recife para-o lugar do Pio
do Engenlio Suas-una, um rapaz branro de 13 annos
deidad, llio de Alvaro Joo de Sou/a morad-, r no
dito lug^r o dao menino la montado em nm quarlo
russo escuro, e condiizia algumas enromendas com-
pradas o" Pra?a : roSaAe todc-s seuhore Juiz.es de
Paz e Autboii'lades o la cao recomendar para serea
Iregueao'dilo seo Pal, que a qualquer pesso.i rerom-
pencar generosamente a desc tj-y Precixa-se de 100$reis a juros daudo-sc de
hipoteca penWes de ouro ; nota Tipografa se dir
quem os pertcn.le.
^y Quem precisar de urna mullier para servir
em urna casa dirija-** a ra di Peuha 2."sobrado pas-
sandooberodoca.rerriro.
yy Prcciza-se de una ama paleto tendo bstanle
e boBi e de bons cos u mes : quem estiver nestas cir-
cunstancia, dirija se a rus Din-ha s brado do be o do
Sci gado primeiro andar.
^*> Comprou-se um bhvU* W. 3-l da prinni-
la paite da II.* Lotera do Seminario d'Jiinda, por
corita e risco do Doutor J. Q. R S.
a O Botequimda ra do Rozario D. 6 precisa
dequemlhe forney diariamente de leile, nao ihb-
nos de 2 caadas por da, sendo b>m, e as G horas da
manila em ponto : quem lal negocio conviv- dirij<-e
a<> mesmo botequim para traclar do ajusta.
^y D se algum dinheiro a juros de 2 por rento
ao mez rom penhores de prata e ouro : na ra do
Horario D I I- .
^y Alu^.i-se um ou dnis qnartos das lujas Jo srt'-
hr.itlo n*gadu ao oraloiio dcfronl.- da caJctj ; (uiua
do i ropa D -
\9 Brigu* I)inauiar(|8^z H.iHb't, Capitao Nieth, for-
rado de cobre e mi:i vclloiio do lele de 120 tonriladas :
a traciar.com seu consignatario A. SChratfun.
COMPRAS.
IJ,M
fl* negra, que saibacusinbar bem, meca, sadia,
e sem vicios, para ir para o e.eilo : na ra do Roza-
rio sobrado de 4 andares por sima da Botica de Bar-
tbolomo, ou no Forte do indttos prensa de iCordciro
Lcitp.
LKILAO.
iWJaTt'. Ca'mont & limp.is, boje l.'de Julhb as 10 horas da manh no
leu armazem ra da cruz n. 11.
VEKDAS.
I I Oje S'ihioa luz a li>ta dos bilbeles que sabir o pre-
miados hnntfm (l.'dia) na Lotera; vndese nestj
Tipo^ihf i, e na botica dot-nhor Jo/.e \lcxiidio Ri-
beiro, ra do collegio n. 5 ? e em O.'inda roa ^
B .n.fim em casa do Destribiiidor dcMe Diario n. 2.
jr^T* Carne neva de Montevideo de muito boa
(oilidode : a burdo da rolara Sarda Constante, auro-
rad na pr.nia do collegio por pieco commodo, em
moeda rorrente ou a trocosi de geueius: a tratar enm
o rapilo a bordo ou com o seu coiuigiiattiiio A.
Srhramm, ru da rruz n. 27.
tr^P"" A P daca Sarda Ruslico ancorada na praia do
collegio, de ronstrueco Brazilt'ira e pi vegaro do Rio Grande : a trittar com o mesmo A.
Sclira mm.
^ry* Urna escra va de b >a rondurta, lava devarrel-
la, cosinlia o diario de urna puVi, e veudedi-ira de
ra, um p.>r de sinetes de modeo de caxono e de
liom gosto, uns corazes com batames requifif s do ou-
ro, co'ar, cruz, e crucifijo, urna chave do Litio das
de porta rom urna eorrente de ouro para relogi, um
relngio de chave- de ouro e de p >uco prec ', e majs ou-
trax obras de varo de bom goilo, nina biide, um par
de estrivos, e dois de esporas da ultima moda de boa
prata ; no pateo de S Jo/e I). 8, lado do mar.
Jpy Rp'' Prinreza feilo na Baha, goal ao de Lis-
bou, prximamente obegadj as librseoita vas p co'omniodo : na ra da cadeia ve ha por b.ixo de
J aquim Rodrigues i'nheiro.
tJC^T O follieto (Inaicadoi) da 2.* sicco que con--
ta deea-tibio com Franc, e Inglaterra, obra ulssima
para ; ,lq..er senhor Negociante K>lrangeiro : na
venda da ra Nova ao pe da p ule D. 30.
fcy Urna porco dearroi branro puado por d-
nlicii o decob.e legd de 80 ri-is : na praia do c> lleg:o
ao p do arm zea do sal na caioa Boa soi le : adver-
te-se que a retalio, ou por alteado.
tjry' Bizas de superior q lalidtde cbegidts pro\i-
inamente do Porto, e por preco commo Jo: no atierro
da B>a-vista I). 19.
V^r* 2 lixas grandes de c. bre, 2 loriis, urna esm-
madera, urna raspadiira de ferro, prnpriut i> ra nfi-
naco, por preco commodo : na ra doBozaiio p^lrei-
ta primeira pada a junto a Jgreja do Rozario D. 17,
fc^ Brim trancado bramo a lj320a v*ra por co-
br testa liza : na ra da radeia vdlia n. 50, ejunU-
mente um candieiro de globo moderno, um jarro, e
baria de rrist I.
^Cy Um prelo mosso, naco Anguila, cosinha so-
frivel o diario de urna rasa, adverte-se que se prefe-
re vender p ra fora da trra : iia ra do Bozaiiu D.
11.
J3" Uma negra de ;.6 anims. cosinha, lava, e ven-
de : na riijt d'Otas sobrado n. 47.
/y Moida de cobre de 80 reis : na ra dos O jar
t-isD. 6.
VKa** Um negro do gentio de Angola, de 25 pira
24 anuos, proprio para lodo sei vico, < al se faz ne-
gocio pormoeda de cobre legd : na ra da cadeia ve-
iba ii. 19.
tty B.tatjs nglezas, em gigj de arroba emei,
pelo mdico preco de 280 res : na ra nova n. 23, e
no Recife iu 1P3r Uma porco de rolim da India, polassa nova,
mi ias Irarres de farinSa de Higo, i, ||.i, (|e sebo e
barricas de Cntt; de poico: cu rasa de delinque
l'oister A' Comp roa da Sen/ua rha u. I.
If3r Na luja'du Joaquim Ctleluo O'inca'vej, na
Jo Vtv das as qualidades por cobre Imperial quetenha o peso.
\P3f Uma prela deboi figura, sabe engomar, io-
zer, e lavar : na ra do Crespo D. 10.
\py Vende se, ou troco-se uma negra crila muito
boa cosinheim, i hiende do venda e coslura, lava de
varrella e sabao, Irabalha de enxada como qualquer
negro j por uma de 8 at 10 annos: na ra de Orlas
D. 12.
ley l'ma armaco de B.tiea [em bom estado, na
Botica de Joo Perreira da Cuhlia, na praca da Boa-
vista.
ry Taimado de aiiiaixlo de co.-lado, Csladjiilio
e asoa|Jin: na ma do Pa^iurdeg D.3.
\i*y Fazendas por toda nioeda legal; no Pateo do
Terco loja D. 8.
*cy Um mualo: na ra da Cadeia ao p do arco
da Court-ico N. a4< -
*y Urna cabra com don cab fus, r. hom hite :
na ra d.. Guia .\. a3.
I/y Urna pela de m. ia UL q..e cosinha o dia-
lio de nir.a caza : em Fura de portas Sobrado por ci-
ma do B o beiro Minio.
tT3" Um cazal de escravos I na Pracinlia do Li-
vi a ment b-je de Meieulano J< ze de Frella*.
PFRDAS.
\ 24 do passado as 7 horas da noite do pateo do car-
ino al a ra do cul'cgio pe deo-se um chapeo de sola
olitdo com galo de p-la, e eordao pula copa do dito
chapeo: a pessoa que axou poJera levar no paleo do
ca mu I). 9 segando anddr que sera bem rcom pen-
cado.
H
FURTO.
A vendo sido roubtdo a lo|a ilu b.iixo nssi 'nado
cita na roa do Queimado D. 3, na noite do bonleo
30 de Jiu.ho, ofl-iece a quem llie der nolicia rxacla
do rouboo pir-miode um cont de rs., e de nao proce-
der rontra o denunciante cazoseja emprenheodidu no
roubo, assitn como nao publicar seu nouie.
_ j_ Ignacio Bento de 1.a ila.
/y Furtou-se na noite do 'a 25 para unai.he-
rir o (lia 28 do passado, do lugar d > Luca, o p do
Kngenho da Toirn nm cvallo p. drez sujo, opado,
'linasrom pomo cabello, c muito ralas, com o andar
de carrejo de dnis trupez que parece houto, e ji igua-
Ihou. e tem um signal qoe qnando se e>pora co:ixea,
o ferro que tem Pedro T. ixeira de Va^-concePos mo-
rador as caber* iras de Paja ti de Flores, e tem emp-
ina di* mios-dois callos, cujo cavado pertence a Mi-
guel Pereia Geraldes i oga se a lodos os senhrsa
q.ie o dilorav.iilo for ollereeido queira levar.na ra
(Jas cruzvs I). 5 primei do oo qocm noticia elle liver.
$ry* No da 28 de Junbo de noite, na fesla de S.
Benedicto Inr'..i.rao do bolso da [aqueta urna caixa de
pi.ata com figurt. na larnpi, fingiudo tloiSem urna ar-
vurecom Inicio, e p >r denlru por domar : a quem
lor ollereciiia dirija se a loja da praca da Unio n. ~t
que sera iicumpencado.
NOTICIAS MARTIMAS
Taboas da> mates cheuis no Porto de Pernambuco.
-o
3
-
*>
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n
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4Segn.!a 7 h. Al m.
f>T;-, | 8 -30
0-Q:-----, 9-18 '}ManhS
7Q;----- J _|0 -- 6
8:----- 10 54
)_S;----- g _n .. \ n
10D: J 0 30
Tardi
Navio entrado no da 30.
jLTVFRPOOL; 4 lias; Ing. Mclby, cap.
demiipie lidcn : varis geueos : a Napiere &: Comp.
Ton. 230.
Navios sabidos no dia 28.
"OBT0 ; Bi Port. Ventura Feliz, capitio Antonio
Francisco dos Santos I varios gemios. Passageiro
Antonio Prreira Coelho.
' HWIll; B. Birc Camelia, capitao Joo Baplista
A.lri.nni) tiuilbert: v.,rius gneros. Passageiro-
Juliao Joze Borener, Joo Pinto de Lemos Jnior, B.
Fater, Aimiz Dedir Pninct-sa.
\
Peni, na 7'v/;. th nn* '#,5


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