Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02379


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Full Text
mmmmt^maaalaaaa^^^^Mi
BM
1

ANNO DK 1836. SKXTA Fi'RA

21 E OUTUBRO N. 229.
loco, Tvr.ne M. P. de Pai. 1836.
DIAS DA SEMANA.
17 SefruWUS. Hcdnviges O. Aud. tos Joisea. do Cr.
de m. e de t. es. da Tliezourana Pulilica e
Chae, de t. Quartc cr. as 6. h. c 4. m. da m.
18 Terca S. Lucas E. Re- le m- e aud. do J. de
O de t. _
19 uaita 5. Pedio de Alcntara f>c. da Til. P.
20 Quinta S Joao Caucio Rcl. de m. aud. do J. do
C. de m. e Ch. de t. .
21 Sexta S. rsula sea. da Th. P. aud- do J. de
O. de t. .
39 Salia.lo Mara Solme Re. de m.'fe aud.
do V. O. de t. rm "linda.
83 Domingo S. Joao Capistrano
T' do agora de pende, e mis mesnios da mwi pro
denuia. iiiodcracao. e eneria.'continiu.nio. coma
principiamos, e ifruam ap..nimio com admira-
ban entra ai Nacjoes maii cultas.
Pruclamac' da Juemhlio tiral i* limn
Stthscreve.se 1000 rs. kikhm pagos aitianttHns
nenia Ti>o*;rafta. ra das Cruzes D. 3, e na Pra-
ca da Imlependencia S. 37 e SU : onde te faenera
correspondencias Ir(ralisas, e anininrio; inser n-
do se ete f re til sendo do propnos assigusntes.
rindo ipnadn.
CAMBIOS-
Outubro SO.
JLiOndrcs 38 D. St. poi l c 50 portento de pernio Nomina.
Lisboa A5 nor o|o premio, por metal, Noin.
Franca S55 lis. por Tranco
Kio re Jan. 6 p. c. de prem. 0
Mociiasde 64O0 IS..200 13400
.,' 4,,000 6..:)0a 68lX)
rezos I ,,440
Premio da praa 50 p. c.
da' lettras, por me* 1 3 por o|0
Cobre 25 porcento de aesconto
=*
partid^ nos ronumog.
Olinda_Todn* os dias ao meto da.
Ooiana, Alhandra, Pamibn. Tilla do Conde, Mo-
maii^unpe. Piar, He*, de S. Joo. Brrjo d'Areia,
Rajnha, Poml.al, Nora e Sos**. C'ldadr do Natal,
TiPaa de Goianninha. e Nota Si Prineeia, Cioade
di Fortalcra. Villa, do Aaair*. Monte mor ora,
Ararat* Casca vef. ( anina. Granfa. tmprratria,
S- Bernardo, S. Joao do Prncipe, Cobrar. Norad'
BIHett Ic Antonio do Jardim, Qoeteramnhisa. e Pamabi a
- Sepunda* e Sextas Ierra an aieio fia por rta da
Parailia. Santo Ando-Tudas m ewifit Afires ao
meio da. Garanhans. e Bonitono Ules 10 e *4
de adH mor an meio oSe Flores eo da 1.1 de
cada me/, ao meio da- Cabo. Sari*4ts*ta. Rio Fo
moco, e Porto Cairo-eos diaa I, 11 ti e cada
mee.
PA RTE OFFICIAL.
sTTTTiTiili
sshx
RIO DE JANEIRO.
. ASSEMBLE4 GERAL LEGlSLATITA.
CASARA DOS DEPUTADOS.
a
Se sao de 3 de jigos to.
K A'h i0 borts feite chamada, e adian-
do-se numero legal, loi aberta a se-sa6
depois de lid*, e approvada acia 'ante-
cede rile.
O Snr. i* Secretario di con la do ex
.pedante.
Lse boro officio do Ministro do Im-
perio, remetiendo} ae ioformc6Vs da Ca-
ntera. Municipal de>ta Cidade, sobre o
Heno di Cidade nova : a queru pedio as
i.iformace-.
dem do Ministro da Justica com hura
oflicio da As>einblea Provincial de Mtto
(J'osso, sobre a creagao de huma Rt laqa
li : Commis-o de Juslica Givil.
Mandio-se imprimir para seretn reme-
tidos CommiaSa das Asaembleas Pro-
vinciae, os actos Legislativos da de San-
ta Catharioa.
Julga-se objecto de dtliberaca, e vai
a imprimir bum projeclo de resolucud da
ComtuisssS de Perudes e Ordenados, ap-
pr< vaudo a tenca de 140J rs. ao Teen
Coronel Joao Rabello He Vasconcelos a
Souza Coelbo, abatendo-se-lhe porem a
'quantia de i6& rs., importancia d* mer-
c da comnaenda quottm; e o pi ojelo
da me.-iDi Coromsr.o, confeiindo. a pen-
-aa6 le a00^5000 res Dona Vfaria Lui-
ia Freir, n^5 foijulgado obje to de de-
liberaca.
Vai.a imprimir, por se haver julgade
objecto dedelibsracs o seguinlo pare-
cer.
Jpao Henriqoe Frrese, i-ubd lo Brit-
nico e negociante desla Pr*9a,* expe a
esta Augusta Cmara que, aulboiisado
pela lei d* Asst mblea Prorincial do Rio
de Janeiro, em data de l4 l835,'trabalhaa em Londrea, e com as
melhoic eperancs da resultado, para
orgauisar huma Companbia qie bouves-e
de*mprebeiider as obras que naqtaelU
.rtfeiirio, e deque tantos ben. litios
.5 p.ovir ao paiz. No enUnto a ap-
paricaS do projtcio e lei geral deo de Ou
labro de i835, na Piac de Londres, com-
pU lamente desconcertou t. dos os pano
e eslo.coado menci-nado Free.e, e tet a-
bortar bum tentativa de que se agourava
a prompU realisacaS. Nrsta le de 9 de
Outubro de i855 forio, he rerlo, ton-
cedidoi alguna faf urea Cooipanliia ; iqis
por ouira parte se lhe impunbaS condic
ges mut'i onerosas e d" ditlie liim. iite-
cng6; e con a revogacaS doait. '\ da hi
Provincial de i4 de Abril, era a Compa-
nhia privada dj exclusivo da navegaga
por vapor, entre os porto* de Campo-,
Macab eRi> de Janeiro por espaco de
20 anno<. O effeito de tfernelhante delibe-
rncaS doCorpo Legislativo foi qua o Di-
rector da Companhia, vendo malogradas
todas as sovs diligencias para obter o pa-
gamento das actes que antes ne havia
tornado, teve por melhor entregar a seu
donoso ([ne ex istia em deposito das q >an-
tiis j realisadan, dando com sumrno des-
cosi a sua commissa por acabada, al*
nova deci-io da Legislatura Brasilea. O
stiprilicanle porem, rerto de qoe a em-
prea premeditada ch.gai a eleito, logo
que se remova as candas que impedir,
e frnstrara5 a ana veri6< a esta Augusta Cmara :
vo da oavegapa por vapor, entre os por-
toi de Campos, rVlacahd e R > de Janeiio,
nos termos em que fora concedido pela
Assen blea Legislativa Provincial do Rio
de Janeiro.
a. Que seja permittido Companhia
empregar bracos livres ou escravos, na
culture das Ierras que lhe forao concedi-
das.
?. Q ie o titulo de propriedade das
trras seja passado Companhia, logo
que e ta ti ver comecado as obras.
4- Que a obrigaca5 de collocar 60 ca-
saes de colonos porcada legoa quadrada
de ierra concedida, seja reducida de /JO
individuos. '
A C'nnrnisa de Commercio, Agri-
cultura, Industria e Artes, a qnem foi pie-
serrte o supra mencionado requer itnento,
eotendendoqaea Co ada por lei Pioviocialde i4 de Abril de
|835, .'t'i de vanUjosissimos resultados
pee o pniz, tjuando venha a fl'vi'o, e
que cumpie animar emprezas deste gene-
ro, quea principio tem de lutar com g>a -
vissimo ob-tacubrs; julga alien iivel em
geande parte a preteuoa do i-upplicante,
e, para se i be deferir fvorateloienle, of
ferece o seguinlo piojecto de nsolu-
<; :
A A asea, h lea Geral Legislativa re ol-
ve:
Art. 1. O GoTerno he autor indo a
conceder Companhia queJoaHemi
que Freese organizar, em virlude do de-
cret da As*emblea L'gi-Utiv Prorincial
do Rio de Janeiro, de i4 de Abril de
1835, o privilpgioexclusivo da navegue*)
por vapor, da fox des 1 ios Pjivhiba a
Micah em direilura aoRio de Janeiro,
e por expaco de aO anno.
f f I. Este priv-gio porem na5 im-
pedir que oGovrrno posa estahelecer
Correios por qualquer forma que enfeuda
conveniente.
1 Asemharrac s da Companhia
para g carera o.mencionado privilegio,
atrio antecedentemente nac;onali Ait. a. Se a Companhia na preen-
1 h> r ascondi.5 s que lhe eila5 imp"stas,
e todava hourer ja introduido os Colo-
nos de i) e l rata o art. 1 5 da l< i de 9
de Outiib o de 1835, seio estes manli-
dos na posse dos t< renos que possoiretn
por ariendmenio ou compr. feita i
Companhie, pagando ella oeste caso e va-
lor dilles.
Art. 3. as condices impoftas
Companhia pelo art. 1 da rtfefida lei de
9 re Outubro de i835, o numero dama
is de 60 caues de 'dones por leg>a qua-
drada, tica redu'ido ao de 60 Colonos.
Art. 4. Fiea revogadas todas asdis-,
posices em contrario.
Paco da Cmara dos Depulados aos
a^deJolho de i836 Evaristo Ftrreira
da Veiua.J. A. de .emos a
O Sr. Visronue de Goiino 1 pede a pa-
Jarra pela ordem eobserva, que consta-
do que os rebeldes do Para se retiraraS,
ou capiluiara, esta aquelles iofelizes tm
raso de merecerem a coosideraea do
Corpo L'gisUtivo, palo qoe propondo a
urgencia, remelle mesa o teguinle pro-
jeclo.
A Assemblea Geral Legislativa resol-
va :
Art. 1. Fica amnistiados oscrimes
de sedi c-.o. a rebellnd verificados na Pro-
rioeia do Pai, Mi a compltli restaoraca
do Covi-rno legal.
Arl. a. Fica revogadas lodas as leis
em con' ario.
Ca(,o da Cmara ds Depulados, em
3 de Agosto de 1836. Vronde do Guian-
na.
Apoiada auigeocia, e posta em discus*
tie:
O Sr. Liii'po o'Alireii dit que como a
materia he grave, suppSe que a Cmara
conceder lempo soGoverno para medi-
tar, que oGo\eino o6 liade deixir de
i tleTitsar-M pela sorte de quaesqu'r Ci-
dados Br rsileiros, que mei ec.5 a lemen-
cia ilo Poder ; que na6 se deve fazer bum
improvisb, eque n0 se insislTaT sobre a
urg' ncia emqiusl ao Corpo Legislativo
na5 vierem a comm'inicacSes que leo
o Governo reehijo do est.do do Pa-
la.
O Snr. ViconJe de Goianna dtpoUde
diver-ia icfi xe-, ti nal i a o tu discurso
risistindo m U'geu.ia.
Suscila se queslad de ordt-m para sabe-,
se o Ministro- fundados noque a Cma-
ra dei i lira o octro da, pd m fallar as
veics que qu:3eiem, o que fia ad'ado pa-
m Fe passar d;scusaaS de orcemente do
Kiui-teiio da Faeenda, cem emendas
apoiada^; e tendo orado os Sara. Cal moa.
Casi o e Silva, Vianaa, ? i,-a Peana,
Limpo, e Vaaceoceitos, lee a meterie ad-
diada pira se entrar an Utas* parte da
odem do dia.
Procede-se elei^aft da me a, e sahe e-
leito Pie idenie o Sr. Areujo Ltate cora
quarenle eseia votos.
He eleta para Viee-Prenden te o Snr.
Araujo Vianna cota quarenle e cinco TO-
tu>.
S,. h-m eleitoe Secretarioe: para 1., o
Sr. Belisaiio com 46 votue; a., o Sr. As-
sii Mascarenbas com .18 ; i., Sr. Fer-
r. ira de Castro com 36; 4 Ser. O-
doiico com 35 \ e pira prraaeiro Supplcn-
te o S Menit Baireto cuen aO rotee ; e
secundo Nuplenle o Sr. Coi n. lio com
:8.
O Vice-Pie-idente 4i para orden do
dia 5, antes des 11 heras a prieaeia dia-
cnssao do projeclo n. 7, a maia materia
dada para boje e o otea meo t '. e let/anti
a sessa depeis das duaskoias da laido.
feunisd das du** Cmara;.
Sess&o de4 de A'gito de i36.
Reunidos os Sr.. Sanadores, eDeputa*
dos no Paco do Seriado, presidiado o Sr.
Bento Han oto Pereira, e estando na Me-
za o Sr. 1. Secretario do Sead, e o Sr.
i. Sicretario da Cmara dos Sois. Depu-
lados, fes a chamada, e achando-se nume-
ro suflicieoie, o Sr. Preeidente mmdoa ti-
rar sorte ov raembros de nueve, e ou-
tra Cmara qoe de vilo cora por a Deputa-
ca, que devir receber S. A. I. a Se-
reiii-sim SetihuiB i), lauuarir, q ecomo
Priuceza Imper ial vinba o Paco de Se-
nado pesiar o Juramento da Cenatilui-
cao. Klritos oe Membres no numero i;
seis Srs. Seeadores, e i2 Sura. Depula-
dos.
O-Snr. i. Secretario de Cmara do;
Dr-putadosfez aleitura Oa Arla da penlti-
ma sts-a da A embira Geral,'que foi
approvala; e eui seguida a leiiura da
A. la da eltma 9ta.&, que foi igualmente
appruV.ida.
O Snr. P^e^id^nte suspendea a aessaG a
l que ae anoonciasse a cnegade de S.
A. I.
A' huma hma da tarde, anunciando-se
a ihegada da Seieni s ma Princesa, o Snr.
Presi lente convidou a DepulacaS Humea-
da que dtscesse at aenliada do Paco, e
S. A. L foi condutidj at o Sallo, dan-
do-Ibe o braco ft Eim. Senador Mr-
quez de Baibicena, Gentil R.>mem da

FMPLAR ENCONTRADO


c~
2
V
DIARIO DEPERNAMBUCO.
Cmara de S. M. I-, e cora pan ha da dos
Evcellentissimos Viadores Francisco Ma-
ra T lie*, Ignaro Wvvs Finio de Almei-
da, e Joio Pedro Carvalho de Moraes.
S. A. I. occupou a cadeira que Ihe esta
?a declinada, abaixo do ultimo degro do
Throno, e tomando t.unb m asseuto o Cor-
no Legislativo, e o Coi po Diplomtico, que
oceupava a Tribuna do lado esquerdo do
Throno.
Logo depois o Snr. Presidentexonvidou
S. A. I. para preedar o Juramento, o que
le de joelhos sobie o Missal, que o mes
nio Snr. Presidente Ihe appresentou, e
que leo par. S. A. I. repetir o Ser. i. Se-
cretado do Senado.
Prestado o Juramento, o Snr. i Se-
cretario fez em voz altrf a leiturado re pee-
tito termo, que S. A. I. assignou, e tam-
bero o Snr. Presidente e S cretai ios.
Findo este acto, S. A. I. se reiirou com
s mesmas formalida es.
Fez-s? depon a Itilura da Acta da ses-
sio, que fo approv.di.
PERNAMBUCO.
GOVBRNO DA PROVlHCIA.
Expediente do da 18.
CFF1CIOS.
AoCommandante das Armas pira cm
conformidad*1, do que representa o Ad-
ministra lor da Mrza das Diversas Rin-
das, mandar augmentar a Guaida da
Alfandga a (im de que posa dar urna
Sentinella paiaoTrapixe d embarque
d<> Alg >d .
Ao Coione! Cliefe da Legiao das
G. N. de Olinda disendo-lhn que para
solucade urna duvi la, lie mister que
declare os nome* dos individuo que
nao aceitarlo o Postos de Alers da ter-
ctira, e quarta Companhia do Bttalhad
daquella Cidade.
Ao mesmo p-tra mandar despernar de
todo o servico Antonio de Padua Ce-
xar de Malto, que perence as Com-
panhins do pQO da P.mella, conformr
reiuisita o Adroini-trador da Mera .las
Diversas Rendas, onde elle he empregado.
PORTARA.
AoDiretor do Ai seal de Guerra para
mandar < om hrevidade collocar um
gaarita no Trapixe do embarque do Al-
goda |ia abrigo da respectiva senti-
nella.
Navio despachada r dia i8.
Brigue Dinamarqus Cicilia & So
phi, par* Cabu Vi i de, Mestre ).*
Thomson.
tem do dia ig.
Palazo Biasileino Pernambncano-
Paia Santa Catalina, e Porlos anterio-
res, Mestie .lose Igncio Pimenta.
Expediente dodi a-1.
OFFIUOS.
Ao Conmmandnte da-* Armas para
man lar aviar os Vogaes Militares da
Jo-tica para compareceiem noia aj d'
crrante era que deee haver Sessa da
dita Junta.
Ao Desembargador Grego io ''a
Co.'ta Lima Belmoute, Juz Relalor da
Junta de Juste* pai t-< ipando-llif ha-
ver reuuia da mesma Junta 110 da >. \
do Coi rente.
Partecipaces setii'lh-tntes for. 5 feilas
o Dtsembtrgadoies Tlbniciu Valeria-
no da Silva Tavares, e Jos Libanio i'e
Souza.
( Coniinuar-se-. )
DIVERSAS REPARTICOENS.
TRIBUNAL Da KCU.A' \">
s.sa de 18
itllac^o < 1
ttitq do Civel dista Cidade Appelana
Seaaafi de 18 de Ootulvo.
Na ApprlIaQ* (.iol d. Juizo 'le Di-
Domingos Rodrigues do Paco contra os
Admi-.-trado.es da Companhia heral Ex-
tincta e os herdeiros de D. Ignacia Se-
verianna d' Almeida foi ju'gada pela nu-
lidade d> Processo por ser feita a penlio-
ra por Juizo encomp-tente.
Na Appellac*6 do Joizo Municipal da
Comarca de S-uito Anta Appellante Es-
teva Rodrigues Duro, e Appellado Manoel
Thomc de J.-sus se julgou pela ronhma-
ca5 da 6entenca recorrida.
Na AppelIaC' Ojme do Juizo (extinc-
to) da Ouvidoria de Olinda, Appellante
a Justica, e Appellados Matheus Carnet*
roda Caoba* e outro-,se mandoj lom vis-
ta ao Curador Geral.
Na Appellacio Civel do Joizo de Direito
desta Cidade Appellante Francisco Jos de
Mella, e Appell-do Candido Francisco do
Rosario fui a Senteuca lecorrida e con-
firmada.
Sesi5 de ao dod'to.
Na Appellaca Civel do Juiso do Ci-
vel desta Cidale, Appellante Manoel Jos
Ribeiro, e Apellado Francisco Ludge.ro
da Paz como Tutor do menor Manuel
Aojos Rihtiro f. confirmada a Senten-
Na Appellaca Civel do Juizo ituniri*
pal da Villa do Pombal Appallante Le-
andro dos Santos Barios e Appellado
JoaSGuaberto Ribei.o PfSiOa foi julgado
nullo todo o Procsso.
Na AppellacaS l'i>el do Juiso do Civel
desta Cidade, Appellante Antonio Jos
Mendes e Appoliado Francisco de Mou-
ra foi reformada a sentenca api aliada.
Na Appellaga Civel do JuUo do Ci-
des-a Cidade Appellante, Ignacio Acci-
ole de Vasconcelos, e Appellado Jos de
Melllo Correia foi' aSentenc reforma-
da n'huma paita, e confimiada emuu-
tra.
Na Appella;a5Civel do Juiso do Cive
da Com rea da Paraiba do Norte, Ap-
pellante Antonio Grn"i Correa de Lei-
ro*, e Appellado Pedro Teixeira de Cr-
ftMio foi a Sentenca recon ida confi-
mads.
PREflTl'RA DA COMARCA DO RFXIFB.
Paita do da Sov
lllm. eExm. Sr.
O C'mmi-sirio de Polica doDatricto
de f>ra de Portas, paitecipa te. appare-
cido boje p'las lO hoias da roanh en-
echado em o lugar d pria, que con
fronta rom a fortaleza do Bruno, o ceda
verde hum preto, que, sendo laminado,
nao foi connhecido ; pelo que mandei qu
se procedes^e no termas da Lei.
O Gommis-ario do Forte do M fo partecipa ter prendi-
do a requeriraei'to do Capita da Barca
Ing'eaa denominada Marich-rt -- dos
marujos da tiipu'aca da ciesma Barca,
que o havia insultado, e fgido para tr-
ra, o qu.-es fors revolhiios a minha
ordem ao CaUhouco do lo- po de Poli-
ca.
O Gommissario da Fregnesia da Boa
vista, partecipa igualmente ter prendido
os pelos de noroe Pedro, Robeito.eRo-
fino, escravos d" Fracisco J por t^rem sido encontrados os d ios pri
111 iros condusindo o ult'mo atado com
coidas, allegando e.star el'e fug-do, e como
e de^esseaveriguir a verdale, fora todos
piesos : eo carceieiru da Caieia ter pe-
la* 5 horas da tarde do dia de hontt-m fa-
lescido o preto de nome Manoel em ra-
vo do Revtrend > Joa Fei'osa cujo pre-
to se aclnva pe o e sumaiiado poi cri-
me de faca depona, e estando rom ou-
tros empreg-id 1 na limp-sa da latrma da
Fnxovia e seguro fi. "U infelinnente por
biixo das p-ueJei da mesma latiu, que
por sea estado ruinoso e desobar;i5, ca-
hnrfo sobre o dit > pre'o, que p"Uo< s mo-
mei t->s Bat leve de vida, txpirndo na
Enferaaria para ondo havia sido con-
dn7.'''o.
Nd* miisronsla.
Deo^ Guarde a V. Ex. Secretaria da
Prrf dura da Comarca do Recile o de
Ouiubro de i836. Illm. e Lxon. Si.
F.ancisco de Paula Cavalcanli d'Alba-
qnerque.-Manoel doNascimento da Cus
ti Eonteiro.
HBZA DAS DIVERSAS RENDAS.
k pauta he a mesma do N. 2a3.
CORREIl.
P^la Admnistrac5 do Correo se faz
publico que arte de^le Prt para os
do Rio Grande do Noite, Ceara Mara-
nhaePai o Paquete Nacional Brasi-
lia no dia 1. deNovembro, de que
Command.nte o 1. Tenente Franc.sco
R.mano da S Iva; quem nelle qu.ser car-
rPg.r, ou ir de pas^agam, dirlja-a* Admi-
nistraca do roeamo Cofr.io.
As malas sarao entregues na vespora as
q horas da noite.
O Pa'axo Feliz Aurora, recebe a '!
para a Babia no dia a8 d correte as 4
horas da tarde.
OBRAS PUSUCAS.
Pela Administrado Fiscal das Obras Pu-
blica (em desecomprarem trez juntas de
Bois mansos de carro, para os trabalhosda
nova estrada do Pao do Alho: a pessoa
que o* quiser vender pode aparecer na sal-
la da dita Administraclo, das noTe horas
as dnas para tractar do seo ajuste.
A. F. da filoura
Adai-trador Fiscal.
Vei eadores da Casaar da Cidade do
Fieiife.
OsSenhor Votos
Coronel Joaquina Bernardo de Fi-
redo....................... 845
Jos da Pinho Bordes..........v 789
Francisco de Paola Gomes os
Santo...................... 73a
Joze Machado Freir Peroira do
Silva...................... 7i5
Coronel Gaspar de blenese Vas-
roncellos vio Lrumond........ 7>8
Josi- de Barros FaloaS de l.acer-
da......................... 6i4
Diutor Es Coelho Cmtra...... 5-o
Thoma Lins Calda*............ 531
Francisco Cornaio Machado iios. 50V)
BAHA.
Artiga d'Officio.
I'lm. eExm. Sr. Stil sfnendo re-
quisica5 por V. Ex. ieta era seu oQcio
de 11 da Maio ultimo envi na pie.sente
occasia5 trez, sacos com huma porc.Q- de
rait de gui que a bem da humamda-
de podio a Commissad AdminisiVadora
dos Eiabelecimeotos da caridade nossa
Provincia ; bffl como a copia junta da
recei'.a explicativa sobre o modo de ser
applicado eise anuunciado especi6co con-
tra a Ellefantia-es, nad obstante oAdmi-
. nstiador do llisp tal dos Laiaros aqui
ailirmar nS ter o respectivo Facultativo
at agora colhido oenhuma vantagem de
de su^ aplicacaS, contra oque de novo
se assevera haver sido epe intentado no
P rio de S. Ftll's da Villa da Cachoeia.
De-ej.'ndo pois,queahi pcoduza os me-
1 limes esuitadia, teuho a Communicar
h V. V.%. que, tendo ido preciso tn*n-
d ir vir a dita raz da Villa do Ri de Co -
las, cora isso, alem da demora, sedes
penden a quan>ia de 33^J)6oo rs. ; un-
poitaucia pela qual se ter de s*ccar
cntra a l'hei uir^ria desta a desta Pro-
vincia, por onde foi paga.
Oeos Guarde a V. E. Palacio do Gov.r-
no di Bahia 15 de Ji^ode i836. 1 Im.
e Exm. Sur. President>; da Provincia da
Piovincia de Peruamhuco -- Francisco de
So za l'maizo.
EXTERIOR.
IIESPA1VHA.
Madrid, -iS de Julho.
Anda quando nao tivesse o partido
anarebista muitas qualidades que desdi'
zem donobre carcter hespanhol ; an-
da quena apparecesse viugativo e cruv
el em iuna Na5o generosa e humana ;
fasendo a larde de imptedade entre hum
povoque le-peita a reiigio deseus pas ,
sendo promotor de tumultos e desordena
am hum paiz cansada de padecer por es-
paco de muitos arraor, e qua nada anhe-
la tanto como desfrutar o repouzo sob o
amparo das leis; bastara huma par*
tu-i.lirida.te que o distingue poiT
mais que afate o contrario, pira que ap-
pareca despresivel e odioso aos olho a naci.
Opaitido anarebista, que tanto s"ja-
cta de sinceridade e de franqueza be 9-
sencialmente bypocrita : na5 manifesta
oqneseute ; nao dia o qne pensa ; suaa
aci -s esta em contradi, cao com as suaa
palavras.
Aquillo que primeiro procura, como
est convencido do apego do povo hes-
panhul aos principios da mooarche he
acclamai com peifdia o nome de Isabel
II para que Ihe sirva de passe e salva-
guaida nosseus iniquos planos; secqua
o arrede o temor de prohinar u nome de
huma rainlia de huma orla, de hum
innocente, o invoca e (Ipioclatna ao
mismo lempo que est marhicando con-
tra oTiono, quando se levanta contra
as cutoridades legimas cfl.amette tnceu-
dios e assas-i'iios, faz tanto damno a jus-
ta cauza de Izabel II, como o* que com
mais valor e -inceridadn peleja com
as armas na ma para Ihe arrancar a "co-
ta.
O partidt anarquista ti ibuta tambera
Ion ve 1 es a Rainha GoveruadoTa, porque
.sala o a^rodecimento e araon- que I!.a pro-
fessaaNaco; perm cselogios daquel-
la partido na5 sao sinceros. Finge ic^pai-
lar a uf^osta Christina e conspiro contra
a eu govenro ,. augt.ien'a seus cuidados ;
amarga a sua existencia e p?ga cosa
ingratidaS tantos beucQcio- ; e V2,odoqu
sua augusta m tem fi. meza para contr
o ifcpolt-o da'revoluQa, asaim como a tere
para restituirla Hespanha guaa leis e Ma
liherdadt, considera a Regencia da Mfi
de izabel como hum obstculo a todos
os planos deiubvercaS e de transtorno.
O prtido anarchista tem seiapre r,W3
labios a humanidade as leis da natura-
Za a carta dos direitos ; poim na5 hs
hum t qne rtapeite, bu para toelhor
dizer que nao calque aos ps cito o
ni.ior riese ara ment. Falla da L borda-
de d: pessoas ; porem assim que pode
fase-lo impunemente, as insulta, as mal-
trata e as assassina; proclama que a pro-
priedade he inviolavel; porem piomo-
Te 0 saque oioubo; comprometa a
segur^nga dos bens ataca os direitos ad-
queridos toaba dos ttulos legitimo
piejudica as rlasies productoras, a me-
dren la (aos capitalistas | excita <> povo a
commetter excessos, valendo se delle co-
mo de hum instrumento para alcanca*
seus depravados (iris.
Proclama aquelleji-partido que dezeja
sobietudo a pubcidade ; poimloma
sociedade secretas ; am segredo faz cir-
cular suas ord na ; etn segredo trama
seus planos; em segredo trabalha e cons-
pira.
Esforpa-ae, segundo diz, de dislruir
o fauat smo e e>talielecer a tolerancia; pJ*
re 111 esse pa tido he eseucialmenle into-
lerante e perseguidor a menor conliadi-
Qa5 o irrita ; e em ves das armas da ra-
za, empresa sempre as da foica: aoi
argumeulo.x responde com gritos, aos ra-
coi inu.i rcm insultos, as demonatracoes
com puuliae.s. Se nao eran'la!isa Eu-
ropa com autos de, l be porque no
po le; porem' sua tendencia he inqutM*
tiral ; esta be sua incliuaQ..: piosirove
e qiieima peridicos poique ua5 est
ao seu alcance faser o mesmo em as pes-
soas.
A dar crdito suas palavras, em part"
do, he de adiauUmiealo de progresso}
MELHOR EXE^


-i-ifc...
i.
DIARIO DE PERNAIOCO,
s
ria somenle ridiculos ena podessem
anda cautar transioroos e disgracas.
Proclama a sober-raia nacional, cuio
significado nem se.qier eotende para
leste modo chamar povo sobeiauo aos que
tlvorocao em huma praca ou do gritos
era hum b >lequim ; pioclama a Consti-
Inicio de 181a ( provavelraente se ai a ter
lido) poique tem a idc!a que debilita j
accio do Governo e que otfeiece oais fa.
cil dade para toltar as paixes populares j
aspira a que nio haj senid hum s coipo
legislativo contra a experiencia de todas
"as iNaCes anda das Repblicas mais |-
vres ; porque conhece q ie desla man. na,
em quantp huma faccao desorganizadora
domine uat Coles por sen numero ol
por sua violencia lera abatido a autori-
dade real, e acabar por derribada
O partido an.rchiaia exagera cus da-
leio-deque a Nco hespanboia se ponha
ao nivel da* u*is cultas e civilisadaa da
Europa } quer que consigamos eS5 hum
dia o qu a lnglatei ra c a Franca nao tem
podid i conseguir sanio com o decurso de
inultos auno j cohonesta aua impacien-
cia manifestando que aada anhela tanto
como que sppang* em todo o seu biilho
o honra nacional ; e to uicsmo Umpo
coujiuette crtuie* e attetilados propios
doi secuto* de barbaria ; cscandalis* Eu-
ropa com a*a6iinios pe potrados nos car-
eares a sos templos cofctvibue a qua as
Nacdca adiadas lami comprorsetier-se
mais do que convia em huma canea que
sea aueacada pelos excessos dos promo-
tores da anm-hia, em tanto que estes no
ce6-o da repetir paita augmentar os re-
celos c a descoudiica dos gureruos estran-
geiros, que era Hespanha he necessaiia
atnii revolucio ; que as reformas outor-
gadat pala Coi a e feitas por ineios legaes
el* incompletas, insuficientes nullaa ; o
que he preciso arranca-las forc,a e eslu-
betec las i pelas Qioi do poro.
Poim aquiilo em que osis claramente
se descobra a hypoc isia de paitido enar-
cbista he o que dii ac a respeito da
guerra civil: a toda ahora tero na hora :'
muguen deteja tanto como ella a eua con-
clu-soe termo ; achoca continuaraente <>
Governo qua na. adopta os ruis enrgi-
cos que srico necessaiios para Ihe por
fim. E Je qua modo rontrihue a iss- o
partido anai chista f D cada qo*l mais elic.z : 'distrae a aiJenc3o
augmenta os cuidados do Governo com
oontinuos tramas e maclihi. ganisa a a^ministraclo nos povos e Pro
rimiasonde pede exercer sua perniciosa
influencia ; prrjudica ao crdito do es-
tado tco necesario para achar recursos
d nlro e ora do reino com que pagar as
tropas leaese a Hender sua preciosa sub-
sistencia ; -- cierna que sahiio das praca
eriocombater os rebeldes querido seu
rerdadeiro objecto nao he cutro seno o
de poder alvoracar impunemente a oso
lerem apego as legitimas ratoridades; -
4-spalha boatos injuriosos contra Geocraes
benemritos s porque tem firmeza para
delonder o Trono e a libardade contra a
subverlo a a anarchia ; finge o maior
sin tmenlo, pela menor per da ou desgraca
das nossas tropas e ao mesmo tempo a-
vulta e difiuoue as ms noticias, valendo-
jse desta arma prohibida pata indispr os
nimos contra o Governo ; exaspera
cora insultse ameacas a cidadios irn
fjuillos, ou aqutlles que huma ves per-
doados era quauto nao (toino a roomet-
ter nenhum delicio llavero viver segu-
ros debaixo da vigilancia das autoridades;
almenla o numero das bandas lebeldes ,
pda persegu cao dos mini-tos da religi-
o, e pelos pianos subversivos e itvolu-
ciouario que aprega. -- Sob a rr de pa-
tiiotismo e de eiiitiii-isnio grita as ru
asepiacas, promove alvoroco e tumul-
to atrpela a pesso sioi que est suolevsdn huma provincia ,
e se apresentao os rebeldes pra recolbet
fructo dadeaordom os motinadoieses
rondeni se e nio pelejo.
Tal he o parlido anarchsU) nio ha
Ile qua metiendo a mo no peito ni* ie-
suas forcas e tem visto que nio sao bas-
tantes; poim espera alcancar seu objecto
sem correr pe igos, e qu ca mesmo a som-
bra das leis. A' nscao toca desbaratar
seos plase esperanzas em hura s dia ;
*4 as urnas'eleicoraes est seu triumpho
ou sua senlenca. ( La-Lei.)
uIanifcsto de s.vlaca.
Senhora Quando os males chegfc ao
seu cumulo quando es povos vcem ame-
azada nio s sua hberdade como a sua
mearan existencia, no se deve estranfur
que nio podendo o soffrer mais, se ar-
roj. m na arena em defeza dos seus direi-
tos, porque o aentiraeuto da propria con-
servacio he o prirneiro que a natureta tem
depositado nos indi vi luos e as sociedades,
e o principal mobil de to Jas .-uas ac^Ses.
L*olcroso e intil seria recordar a V. M.
os erros qua conJuziroa Nazo tenive!
crise de nue a salvou hum prodigio da pro-
yidencia em Seicujbro do anno anteiior.
Exasperado poio leal si:,- Rainha la-
mida indignago os tortuoso-- manejos eas
vergonhoias traoaaccSas por jcujo rneio oc-
cupriO os asientos miui-teriae horneas
cujo-,glorioso- antecedentes irih5o-lhes ad-
quirido o apreco e a consideracao de todos
os bons; p.ir.n ao ver eissolvida e ultra-
j ida a representrfcio nacional, atacada a
iuviolabihdade dos Procuradores do Reino
despiesada a opinio publica, e deuuiti-
dos de seus empregos g.ande numero de
patriotas que desempenbavao dignamente,
para p os uas mos dos agentes de huma
faccio oligarchia, nio houve peito qu* ro
se sttisse commovido, uo houv espa-
nhol amante da hberdade qua nio^ppu-
uhasse suas armas, veudo nellas o^nico
recurso que Ihe restara. Provas irrefra-
g'vois disso torio os movimentos simult-
neos de G.uagossa a de Malaga, as alteraz-
es de Valeucia, e cutio-, muitos symplo-
masdehjma geral commocao, calmados
pelo temor de destruir a unidade tao ne
cessaria paia fazer frente hordas Terozes
do Fleten dente. O instiocto do povo o fez
rcpiicairasi mesmo, e suspeuder os efl'ei-
tos da colera qie deviio excitar t0 injustas
pro toca <;5es. Nao foi allucioado por ca-
i inbosaj ol'ertas, ora aterrado por impo-
Seu bom senso, o atnr
tecles ameocas
e o respeito que profesa V. M. c conti-
g.iim* e idolatro da V. M. o povo %erlo: orificio nob.e a-grandioso q,4e
hespanhol depozas armas ao pes d3 ai. ni0 suberio apreciar os que, erees pela
go trono de seus Reis, e *sperou com
tranquillidede e confi-nca ocumprimeoto
das solemnes promessaa que se lbe fizer.c-
prodigaliaou seu saugue e seus hers para'
aesbar de huma ve* com es;a goerra ci.
rd cancro espantoso que nos devora
nenhum secriiirio Ihe paraceu nimiamen-
te grande com tanto que alcaagasse o no-
bre e giandioso objecto de segurara cora
deFelayo na cabeco ta sua innocente ce-
ta ede vestabalecer econsilidcras liber-
dadea adquiridas custa de torrentes de
aangue quando, abandnalo pelos seus
Principes, soube reconquistar e lerjntar
de ooro o trono destruido pelo peder al
ect.o inricto do hornera do de.-tme.
E qual tea sido, Senhora, a recor&-
pensa de esta conducta eoiinentements Gl
e |-ctiiotca? Oigne-se V. Mi ouTreeja
repugnrncio a liuguagera franca o sincera
que obnga a stiuacao terri?el a que uos
tem reduzido os de-acertos, os erros e tal
res a inlenco d..tunada dos conselbeiros
da Coia e dos mandatarios da poJer. L
retdade, pcrdesgrtca, eie qoasi jem-
pre oouviio do> Principes; poim d-re
chogar alelles, quando do seu cooheei-
ment depende a 7do o a gloria do po-
ros. A* aduiaciu cortezi hijue o misera*
val costume da afagar os Monarchas cor;
suares porm mentirosas p.Wavras.
pat'iolismo ea rirtude diraS ssmpreo que
sentem e entendem deixsndo de parte
consideraedes que era hum caso-como e
prsenle serian qu^si criminosos ; o assim
obrando crear, sea enganar-se qua
oiferecem hum trbulo de lealdade e que
cumpien; religiosamente com os deseres
de cidadios selosos e de Ueis subdito.
Na verdade, o Ministerio Mendizabal
nio pieencbeu as e.-parausas que Pe eon
cebei. Talvez uio d. pendesse dello o
reahsn-las coma ceiendade que exiga a
causa publica. Manobras escutas e irape-
uatraveis ; obstculos que lbe nio foi dado
superar, podeio entorpecer a sua marcha
e embaraci-lo as suas operaces. Mas a
confianza da Nacto o rodeis, porque a
Hespanha inteira eslava convencida de sua
re lidio e de suas vistas patriticas e d. sin-
teressadas. Com aleirota f-lsrdaoe para-
ly-avao sens moiimentose 101 navio inute-
ia uas melhores idaa, esses mesmo. qua
ronseguno salvaiern-se do furor popular
a sombra dquele para cuja tuina estavio
conjurados; mas chegou o moaento em
que o Ministerio p le apoiar se na immeo-
sa maiora de humas Corte*, rardadeira
expnssioda vontade nacional, e com lio
p ideroso auxilio anostou os inconvenien-
te-i que at entio detiVerlo sua carrena,
Lncaiiii i-se vigorosamente no caminho
tas raforna. ^io puderio soffit>l os in-
teressados em impoi-las j feCirio do lu-
do Os ouvidos voz da razio, d justica e
que, ce/jo< p
ambicie ou pela ancia de su>(rr.lar p. i!...
gios oppreasiroa, julgrio seguro seu tri-
umpho, e abalada pas compra a tos pecir-
roSi da cpiniSo.
Porcm, quando se v tio depressa des-
vanecida t esperanza jde consegr.ir aquello
objecto; quando, era rez das rantagens
que nos proatttio, to nos trezem desas-
tres; quando os inimigos, rocnpeaJo es-
sas decantadas iinhs, tem t"JTes:a-J<, sem
ch'tQculo ti'.Tii ratitencia, dcadei -Jara at
o GJiza, desde a Navarra at o coracSo de
G-stella a Veln ; obser7ando qu as fac-
coes do baisn Aragao oceupo e dos.2;ia5
o reiointeiro de Valettcia excepca
da Capital e de alguna pontos fortifica des;
que as nosssa tropas mecos em Ctalo-
nha, parecem meros espectadores dos
progre-so* dos rabeld?s e em fim qu* a
rirgeni Andaluzia tera sido invadida e
manchado ssu .'&Io rom o s.n^tie de srqs
filhos, em quanto pela paita de Murcia
mo-tro-se igualmente orguusos e fero-
t& ostiearios do absolutismo : quero pode
r estrauhar que os povos pn-u>eiu a sus
salrscO em suas proprias forgas sacu-
us o jugo de hum governo que kj lem
psder para opprimir o nao para deferid*
los, eque buscando seu eparo no C-
digo Constitucional, monumento eterno
de glyia para os Hespanhes, se leran-
tem em massa contra todos os seus inimi-
gos, sija quaea forera as sossdenomin?-
cea ? Tal ha sido Senhora, o effeito
que tem producido em Msbgi as causas
que rpidamente se tem io.irado. Ma'a
ga rrtificando juramento de fidelida-
de Rainha, rossa angu>ta filha, temf
proclama narchia Flespanbola sanecionada e pro-
mulgada pelas Cotes Renes e extraordi-
narias de Cdiz em i82 tem prejuir >
da que a reprt s-ntacio nacional possa re-
formar emodiica-la fatendo d*sppare-
cer di'l'a iquell-sd^feitos que tem mostra-
do a experiencia, e de que nunua estaS
isentas as mais perfeitas obras do entend-
ment humano. Eiia u6 he. sen5 abtn-
di ira sob cija sombro veneranda rrunir-
se-ha todos os bonj Hespinhes. A soa
visia deapparecia as innurherareise dis-
ciplinadas phalanges do vencedor da Eu-
ropa. A' ua vista desapparecersS tam-
bem as bandas de fanticos qoe se propoem
derrubtr ao mesmo tempo o trono legiti-
mo eo altar da p(ria.
Ao rompim?nio verificarlo nesta Gda-
de, na noite o'e 35, precederse tueovssnfl
la impervisios c irreictidos como tristes
e lamentarais. A Junta creada para ie-
tabelecer a ordem debaixo do srtem. c ni
ltucional nao intentar desculpa-lo de mo
,uo. Eli iea prioeira qua deplora
faclOa o;jcv vici.' r ... '.;r a mais nobre
dasoausa, ta mUsa qua r^rtbeu do iovo
lima gota do seo saugue.
A Junta do Governo de Malaga, levan-
do ao conhecimenlo de V. M. os prece-
dentts q je tem prodozido o levantamento
deta Capital, espera que V. M. se digna-
i considerar e estado a que se acha redu-
nda a INaea, e em cousequencia Jurera
por bem adptar como o raelhor remedio
para segurar a unia em toda a Mooaichia,
o de resiabelecer a L'onst.tuica politice de
1812, com a cnli^a de que as Cortes
pos->aG reformar e melhora la desde a mo-
mento em que se reuuuem. Este, Senho-
ra, seta o termo da revouca hespnbola-
que tamo mats SL-aprasse, producir me-
nos exet-ssos e desgravas. Ha em V. M. ni-
mio amor aos Hespauhoes p^ss na5 abra-
car este partido, desde o momento em que
sua alta sabedoiia se o aprsente cont o
roaisprop io para cimentar a elicidade da
Nac, e por li u aos males que a acabrt*
nbaj. Fdzendo-o V. M. receei o rae-
lhor premio a que podem aspirar os Prin-
cipes sobia a tena: eiernameuta ser V.
M. objecto da gratiJo uacioual, por tic
feito a ventura do magnnimo poro que a
adora, sem que para consegu to Ihe te-
nh.i parec jo excessivoi ueuhama classa)
de sciificios.
G Ceo esnserre a precioza e iateressan-
te ida de V. M. longos e fehzes anaus.
Malaga 23 de Julbu de 16*30___( Segueaj
2a assig.aljrci. )
{ BoIctLi olsial ds Provincia d Malaga )
PORTUGAL.
Qaolxr* tato ?
O movimento est em movimaato l
Correios i. toda a bride se cruzad 1 Posti-
ll oes se encontrad em todas as direccee
desdi Lisboa Pedei neira, e de>de c Por-
to ao Pr ncipado de Fafe I !
Tratar-se ha da prenhez de IUinhn f bo
restabelteimeoto da Polonia ? Entraa O
Genio dos Fv.eneus em Madrid? Desem-
barcara o Miguel em Barcelona, ou outr
quelqufr bagatela ? O mundo Irracional
estara de focmios ao ar ?
Que sei isto ? Os Capateiros largs o
tirap, os A;f..i,te9aag.ilha, os Caixeifoa
pcorodo, o Galcgosu barril, tuda corroa
lado cuchi ha, tudo pasma?
Que ser isto ? s B ipos, os Vigsrios
Cap tu I a res, o Gorernadores Civis, osju-
ites de do rito, os Gtueraes, e todos os ea-
c .1 idos do Senhor, and- n'hnuia deba-
doura .' /
Que tei isto ? As Cmaras da Pader-
n-i.aa, da Gearda, c de F*k cm 3e*6
perm^neute, e consullando Benjamim
Contant, Bentham, Maby, eMot.Uaqa.
ea, rnemo em biechur* !
Que seii isto? Os Leoneis, w Bario*'
n-a. sSancbes. os Macarios, os Pisarros,
os Ferrnraa de Ca.lros, e oa -idus volmnes
Pa-sot, tudo gira, nao se dorme, n0 se
come passeia se viaja-se/
Que sera isto ? Pi eparao-se Csracbav
Hbitos, Ttulos, punhms, cceles?
P.is todo esfoepaihafio, esle aiaf^ma,
este oioviiiiBnto he para engaar e Poro'
Si.ber.no! Sira, custeu nos a dar cora o
rao Trata se da EleicSes, ede reelricoes
pro
da conveniencia gora!, e cobiiuJo-se co..i > dirgese a impedir a toda a cu si,i que se
onomesempre respeitavel da V. M.'.afas- j repiuS, e ao memo lempo a fender s
larao do ruando ao que iiiihio a firma j Constituic.ijor.iQa: deveres com (pin sa-
eontade de emprega-lo em defesa ua causa i ir com
do povo. A Ha^paoha rio com rai tenri.j da Jonia, aiuda 4 ci
denct-bilida.le^ e dand cu!.-.rias: de
euraies. e da rep.eseniaco si ToJosque-
remserPaesdi Patria I Totis aspirad a
er.icrral-a. F.n avant rueusamigos, queiq
quer os fins, bu-.ra osucios : sabia tudo.
mesmo a* borras* e rouia na6 he ta5 m
como isso : a vale bem a pena de ns3 tsc
vcigonha.
(O Aitilhciro. ;
A vida humana, eothomen
inteiresa os mcmbios
asta dederratua- a ul-
O que lio vida hamans? Sead ura
m *esr, a marr das> onda, ;- onua a ca-
da instante mudas nossa situsea t nos
da no/os dosgostos. O que sao os horneas,
el'es mesme-." Sana6 os triste? ludribrios
de so.<5 piizrs'i.^.iensit's, eda rieissitu-
de etcmn dos icontecimentos. Lindos
pela t-oriupta uo son corado a todas as
cousas presentas tiles esta con (las
n um movimeno perpetuo: semilhantes
eaias bgoi Is ojua a rapiza da roda arras-
*
MPLAR ENCONTRADO


M
blARIO
E a N A M B u c O.
ira, elles amis possuera conislecn*e
gura: cada momento h- para elhs urna
nova sitoaca5, elle-fluctua ao a.bitno
dJincolanncia das couta humanas,
que quereodo incensautemente Bxar so
Ls creatur.%, e sem se*ar bralos;i
oe*pcndcr-se: jnlgando a cada pa*so ter
encontrado o logar do sen repou/.o e
sem ccssar f rsados a commecar de no-
vo suacarreira: fatigados de uas agita-
c6e\ e do entaoN erop:e levados pelo
tuibilh-, ellas nada teem que os fixe,
que os consol, que compense suai penas,
quelh*s 6uavise o pesar do mUlunio .
o mundo he de quem elles sequuxao,
maldisemsu cormeocia, cl-mo cont.*
aordem de Deus e contra este se rev, -
ta5 ate. EUea beben at a ultima Jtow
do sea calis de amargura: acb..o mesum
pra-er em passal-o de um para ut.o va-
so consolaren* se de urna pai*.o : ae
urna perdapor urna nova l.gecao, de urna
descraca por novas esperan^, o dogos
toos,.gu por toda a parta--1Ujt*
da5 de situado, poreu 0.0 mud-o de
spp'icio. .
rtr (M ssilon)
(T.ad. por V.)
CAMBIOS.
Buht\ dtOutubio de 1838.
* Londres......... 28 I cobre 30 p.
par3............330 por 1 Iranc.
Lisboa!.......... jooporcento.
Pernambuco ... i5aaoporc.
Rio de Janeiro.... 18 a 20 p.c.
Dob'es Hespan... 30&000 a 31 #000
l Pecas de 6ioo..... 16A00 a 17 $000
Ditas de 4C00..... 8&500 a 9&000
Pesos ttespanhoes.. i05porc. poc.
Pralacunhada.... 105 p. c. proc.
Descont......... I1/* P'c*
Cobre............ 5 P-c- *'<* .
Moeda papel......25 p. c. nominal.
(Do Correio Mercantil).
LOTERA DO LIVR AMENTO.
A Loteria a favor das Obras da Igreja de
Nossa Seuhora do Ligamento, sendo
composta d. deZ mil Bilbcte., apenas res-
tfo dous mil por vender. A prompla ven-
da des-e resto de Bilhetes decidir da bre-
vidade do andamento das respectivas ro-
das, queserannunciado roarcando-se o
dia impretenvel em que se elle deve ettei-
luar. O* Globos em que as sortea tem de
girar rio de vidro ; as mesmas sortes eslar
rao patentes no seo giro dos e-pecladorts,
e Irmaodade nio tem poupado meios pa-
ra conseguir j apresentar na extracao da
soa L-.teria, a maior decencia, e re^ulan-
dade aftm de merecer toda a reputado.
O Burieles continuo a vender-se no Re-
cife Loja de Moraes, em Santo Antonio,
Lojas de Luciano Rota as 5 Ponas, de
Joie de Maii'aos na e-quina do Pas-o, na
da Praca da Inde( endemia n. 37 e 58, de
Antonio Jpie Rodiigues, ra do Qoeinss-
do, de liaodeira, e Botica de J o Mort-
reir no pateo da Matns, na Boto a de
ManoelRomao, ru do Livramento; e na
casa do Thesouieho Nicotoo Rodrigues da
Cunba na Florentina.
AV1ZOS PARTCULA BES.
JooTorcato Lopes, na praca do Com-
mercioedefronle do Corpo Santo casa n.
3 ullimaroente rhegauo da Bahi, tem esta
belecido um Depozito de rap Princesa da
Bahia da bem conceituada Fab'ica deGas-
se. Este Auctor he bem conhecido na Ba-
bia, e as inais Piovincias do Impeli por
tersido muitos annos o principal Meslre
da Fabtka de RapPrinceza de Li b a, e
por uso afimea o anunciante a escellen-
te qu-lidadedorapdoseu Dep-silo, ees-
t promptoa trocar qualquer porcio (pie
n'esia Cidade se a. he arruinado per ten-
cente mesma Fabrica. Qualquer pes-
soa, ou pes oas, que qu-serein alguma en-
commenda de rap tanto para esta P.oviu-
cia, cerno para fora d'ella, podem dirigir-
te ao dito Deposito onde se.o as eucom-
roeniasquefiseremdesempcnhadas com e.
hiaior disvello eexaetidio.
este aonuncio ao Si. Arrematante do Con-
tracto do novo imposto de \0 reis por c<-
nada de bebidas espirituosas, pe. teiicente
ao Termo de Olinda, que d da de boje ao
do correte me* de Oolubro em diante
Dio vende maist-es bebidas em a sus venda
establecida no Ai rombado: e declara del-
xr le vender as ditas bebidas por nao
querer contender em lempo algum com o
mWo Snr. Arrematle, o qual tciido-
odlsWasoadamente collectado ;ia qiianlia
det|'p|)as,i|'iaridonem metade elle p-
de.-SWender no dito lugar, nao recusou
deixar ver no Jato Conciliatorio, a que o
annuncianteoehamoii, o seu desa. rasca-
do cap ixo, e mil entendido interesse, pe-
lo fado de nao querer por modo aUurn
conciliar-se com o annunciante naquella
quautia, que elle poderla rasoavelmente
vender ; o qu assim Ihe faz certo, para
que em lempo algum e nio chame a igno-
lancia.
Domingos da Costa Ferreira.
gr- Quem annunciou no Diario de
Terca feira ultima teP ama escrava molata
e uma negra da costa boascostoreirase en-
g<,mdeir..s, p-ra vender di.ija-se a cit
do JcoSebatio Peiells no pateo da >an-
taCruz na Boa-vista.
*jar O Sor. que tem aununciado por
ebrias vezes no Diai o de Pe oambuco per-
cisar de um caixeiro para fora da Provin-
cia que enteoda de loja de l'asenda, pode
annunciar soa morada ou ali.s procurar
00 beco do peixe frito D. 3 que abi se dir
quem i o annunciante seodo ato com bre-
vidde.
jejr Quem quiVr darsqui a:600$ rs.
pira receher em cobre no Araraty com o
rebate de 10 per cenlo ; annuncie quanto
antes, poiseste diuheiro hade ser pago lo-
go que for apiesentada a letra nof Aracaty
por todo o mea da Novembro a Dexem-
bro. D
*y O Snr., qee quer fallar cora re-
dro An'onio Pinto Freir, sendo negocio
d'urgencia, e qierendo pode declarar
sua rooiada para ser procurado.
^jr Um rapaz Braiileiro, que sabe
ler escrever e contar com toda perfei-
qo e grammatica ; cojo he bastante
assiduo para qualquer servico, e de mu
ptima conducta; dezeja ter caxeiro de
escnptuiacio ou de roa dando fiadoi a
un conducta : quem delle se qui/er uti-
li.r dirij-se a ra de Manoel ct>< e quem
vai donixodoNoiaseguindo o lado diiei-
to no 6m da carreira na penltima caa ,
qaearhaio pertendente ou annuncie
pnr e^ta folha a sua morada para ser pro-
curado.
nardo de Figueredo os baos segowt*.
bumOrstoiio grande, quatro caderas a-
merican.S, huma como-oJa con. tret ga-
vetoens duas bancas de pedra, todo li-tO
por execuco movida, contra Anton-o da
Roxa Gonsalves. Os prelendea.es podem
comparecer em dita praca no da acuna
apoutado, ees horas do oustume.
COMPRAS.
Um braco de ballanca que sirva psraav-
mas.m d'assucir, eseis per.os de riu.s ai-
roubas:; ooarmsem da ra do Encanta-
mentn. 4, ou annuncie por este Diario.
LEILAO.
. B. L>serre & Comp; fazem Kilo boje
21 do corrente d'um fardo de panos a vana-
dos : na casa de sua residencia 1 ua da Sen
zalla veltia D. 4-
VEN OAS.
o uros
NAVIOS A CAUCA.
Para o Assu', pelo Bio Grande, e T
A Sumaca Laureo tina Braseira, asahir
at 30-do corrente cnezde Oulubro : quem
na mesma quiser carreg r para O ditos
portos, dirija-se a ra da Crux n. 3a.
ARRKMATACO.
Pe>ante o Juiz do Civel da i." V^ra na
ruada Aurora re hade anemalar a quem
maiader nos d-as al, 25, e 4 do me'-de
Novembro os terrenos seguinte^ um dito
devoiutona piaiadeS. Francisco defrrn
ledo l'a. que; ou'dito na ra do Cixo;
outrodito na ra de S.Pedro Apo>tolo,
junto a rasa doTheatro; outro dito na
ra de Mathias Ferie ra que *rv|0 de Ca-
pella ; outro dito na ra d > Amp paredtsna frente; outro dito na Bici dos
i saaWt 5 urna casa de taipa terrea sita no
Arrumbado em xos f.reir.s pe tenerme
a fale-cida Vla.ia de Sou/a, cbjos lenos
lorio saquestrados pelo exliucto Juizo de
O fies ite OUoda.
N.* di^S gunda feira 3i de Oulubo se
hade arrematar em praca publica na ra
daPen!i*emcaiadoJui|de Paz do Bairro
de S. Antjuio j liu. Sr. Joaquit Bcr-
Bilhetes e meios das Loteras que e>tlo.
prximas a correr :. na ra do Cabug,
loja do Bandeira. ,
a/y Um escravo official de carniceiro,
n.oitom<'Vq,de bonita figura, sem vicios
era defeitoo lizicos : na ra do Crespo
loja de lasendas n. 1a do Snr. Lisboa.
Vy Uma banelma afunillada, com
oseoapaielho, para G. N., p>r preeo c-
modo : na ra do-Rangel D. 8, das 6 horas
da msnhi ateas io,edHS 3 as 5 da tarde.
a/jr- Potassa nova Americana da pn-
meirasoite em barriz pequeos exiguos
grandes, chegada agora no Brigue Globe :
quem a pertender comprar dirija-se Lu-
iz Gomes Feneia &Manstield.
jry Um cavallo ala o bem cunudo,
bom carregador, esquipador, e novo, sem
sxaqne, eobem se vende outro bem gor-
do e bem novo, tora todas as marxas. bo
nita figura, castanbo: no principio do ai-
trro dos A fogados sobrado de um andar,
del'ronte de meiro ; e na mesma casa ci-
ma vende-se ama porcao de couros espi-
xados grandes, e miudo curtidos, por pro-
co romodo.
i^p> Urna porcio de 5 a 6 mi rapaduras,
e tambera se vende em porco: no alieno
da Boa-visla D. i4, venda que tem arco.
27 Umcaxouode filia, rauilo bra-
vo: na mesma venda cima.
yy Xrcz sitios no lugar denominado
Curcuranas de fora com uinitos pe de co-
queir.s, emais fruteiras, coro uma casi de
pedia e cal e solio, ou troCaV** por pro-
uriedades mata prnca : no pateo de S. Pe-
dro, 2.0 andar do sobradinho que tem
venda, e volta para o ditodo Carino.
$JT Duas bancas de salla j naades por
prr90 cmodo: no pateo de S. Joze D. 11.
trjT* Farinha de milho, taboas daSue-
cia de todas as grocuias e tamanho, plvo-
ra fioa, salitre, e panacea: na ra da Cruz
n. 16. '
fcy Um molequede la annos, ptimo
para seivir uma casa, eapiender qualquer
..flicio- e um pieto de ao annos, bom of-
fical de sapa ten o : na roa do Fogo D. 11.
9 Na ra do R- za>io e.streitasobra-
do D. 35 no a. andar vende-se uma es-
trib.ii i* que acomoda um cavallo e secon-
dur para qualquer parte : nt mesma caa
dassaquem preeiiar uma grande porcio
de lijlos partidos, e lascas de pedra das
G as 8 oras da manhi.
ESCRAVOS FGIDOS.
O abaixo assigpado roga atoJas as Au-
t|l0rid*des rolic.es dos Bairros, eDct.u-
los do Recife, Santo Antonio, Boa-vista,
Poco da fan. lia, Olinda, e das do ir.t.ri-
or.'sssiin como a qualquer presos que sou-
ber ou tiver noticia c^ um escrsvo.de ri-
me Bento, fgido a 23 de Agosto do cor-
rente anno, de naci da Costa, alto, b.ra
preto da cor, lera de cada lado da cara
dois talhos grandes que pega, da te>ta e fin-
dio noqueixo, oiiti-ostrn Ulhosno meio
datera, pou. o barbado, j pintando de
branco en em sima dos dedos ndex
d'ambasas mos, urna niaica compnda
emeada uu, codito dedo da mi direi-
taque tem a marca nio dobra ; e mmto
conhecidona Villa de Mace, por Ler si-
do escravo de Antonio Belem.(dono do
Trapixevelhodadita Vill..) e depois pas-
eou ser.scavodo Major Joio Pedro J-
nior, morador, na mesma Villa ; e viudo
esteasta Pra? com o dito preto, ven-
deo-o ao annunciante: prendi, ou o
mandem prender, e levallocasa do abai-
xo assitf'iado, na ra de rLrtoS D. io,
que dar ao^ reis de gtatificacio.
Fiancisco DuartePereia.
a|3 No da i4 ""o corrente mes fugio
ora escravo preto, de nome Rofino, q-e
foicomprado ero casa de Antonio da Silva
& Comp., eujo escravo trabe!haHU no >i-
lio do dito Sin. que foi, e tem os sifrnn9
seguintes; alto, seco do corpo, um tanto
lula, demeiaidnle; tem un talhos ruiu-
do ns cara, e um ca!ombinbo no mei da
testa : qualquer pes.soaque o pegar, diri-
ja-se a ra de Hortassobrado D. i20, que
lei ie^J) reis de seu trabalho.
Siy Domingos, naci Benguela, cor
bem preta. alto, magro, olhot vermelhos.
reprai-enla ter 35 anuos, e fgido em 14
de Agosto : os apreliendedores o levar
ao atierro da Boa-vi5ta, sobrado de ura an-
dar do lado dosul D. 8, e serio bem re-
compensados.
Tabeas das mares chaus no Fario dt
Feraambuca*
8 -Segunda |
6-T: 2
j .0-0:
iaS:
513S:
"i4 ~D:
-
o
ta
Ob.30
1-18
a- 6
a- 5i
3-4
4-30
5-4a
Ts.d.
ARRKNDAMENTO.
Airenda-se por um nrio casa de lrea
andares cc-m o armas, m, no lugar daria-
, D. 27, perlencente aos
heido-iros de Frann'sco Branco: quem a
quiser arrendar comp.'refa no da a6 do
correte na l'iaca do Sur. Doutor Juiz de
Direit 1 da 1. Vara Joaquim Nunes Macha-
do *ro rujo dia imprelerivelniMite se hade
arrematar por ser o ultimo da Praga.
NOTICIA BARITMAS, i
Navios entrados no dia ao.
Havre de Grace; 5i dias; Galera Fran-
ceza Asena, Cap. D. Acheus : varios ge-
nero : s\l. A. Cuer.a. Ton. 367. P-a-
si iio I.
Rio de Janeiro; 35 dias; G. Transpor-
te 30 de Agosto, Com o 2. Tenente An-
tonio Carlos de Figueredo: conduz maulr*
ibentos paia as Forjas do Para.
Sahidos no mesmo di.
CaboVerds; B. Dinamarqoct Ciciha
Sophia, M. Je])oi,Thon.pori : lastro.
Joianna; HiateS.uto Antonio Fiordo
Brasil, M. )oaquim Marques Pires : varios
gneros. Passagriios 3.
P. S.
As Gasetas que r' c bem> da B >hia on-
temao meio dia, rh gio 4 do correte i
oada conlem de eilraordiaario, nos se-
guintes nmeros daremos Jguns re^ual:,
do que ellas contera de ni lis interesse.
Per, na e!, uu w. F. FaJua 1




;.'
RAZOEIVS
Dadas pelo Advogado da menor Paulina, nos atftos de Inventario
do finado seu Pay Manoei Malinas de Freitas, quesubirSo a Rel-
laco por appellaQao: visto os ex-administradores da casa do
dito finado, terem tambem pelo Preloapresentado as suas
rasoens.
Riostra-se destes autos que tendo-se por o ter-
mo a fl. 204 v. appellado da Sentenca exarada na
lauda retro da mencionada folha e promovidos os
termos dessa appellacao, ella se recebe e mandou
expedir por o Despache a fl. ilfi v. datado em t
de Julho do correnle anno, assignando-se no mesino
Despacho aos Appellantes o termo da Le, q' he o de
3o das marcados na Ord. Liv. 3. Tit- 70 5. :
assimcomo se rnostra da cer lidio em documento ho-
ra junto q' at odia 18 d'Agosto prximo pretrito os
Appellantes nao tinho feito subir os autos Esta
Superior Instancia e ainda mais se mostra dos
termos a fl. ao.3 e fl. 29,4 ? ter sido vemettida,
e apresenlada a appellaeio Esta Superior Instancia
no dia 1. de Setemhro do corren te anno depos
dos 3o e mais at das dessa expedicio, em que
se a.ssignio aos Appellantes os 3o da Lei.
Dadas estas provas e circunstancias, eviden-
ciadas nos proprios autos nao entra em duvida ,
que se nao pode tomar conhecimento deste appella*
o.'o ; por ser appresentada Tora dos 3o dias que
nos Despacho a fl. zf v. Ihe forio assignados e
queu5. da citada Ord. L. 3. Tit. 70 limita
ao Appellantes.
Nem Ihes pode sufragar a ceidlo a fl. 292 ,
em que o Escrivao alarma a deligencia dos Appel-
lantes em promover o traslado dos Autos ; por que
sobre s ter lugar esta ceriidio purgar amra dos
hoje extintos aggravos d'instrumento; ex Ord. L.
3. Tit. ;4 5. os autos mesmos esloaccusando
os Appellantes de promotores demora na sua remes
sa Este Egregio Tribunal; por serena elles os que,
nlo consentido, que seexecatasse a Sen tenca; cuja
appellacio se recebra por o Despacho a fl. a43 v.
no So effeito devolutivo, pedirlo vista e objectan-
do o moratorios embargos a fl. 283 consumirio
na sua propiia discucio e nos seus muitos, e ocio-
ios requerimentos a fl. 227, a 281 muito mais dos
3o dias instando fortemente para serem ouvides
nos proprios autos, ao mesmo tempo que o Appel-
lado iastava para que elles fossem ouvidos em se-
parado.
Testemunhos desla verdade sao os innmeros
requerimentos dos Appellantes d'fl. 227 a 281 e
a resposta do Appellado a fl. 277 v. Ms o que ha-
viio de fazer os mizeros Appellantes ? Se a appel-
lacao se lhes linha recebido no s effeito divolutivo
e lhes nao convinha abrirem mo da xicna nos pro.
pios autos para nao sofrerem a execucio?
Por isso he quelaborou nos proprios autos a ma-
nobra d'embargos, e mais embargos d'fl. 2ti e >85
ot que sabendo os Appellantes acbar-sc o Appel-
lado ja munido da certido hora junta a cordri
como de hum lethargo em que os detinha o cega
dezejode suspender a execucio e pedindo a certi-
do a fl. 292 inapplicavel, e mesmo intil para
purgar amra no coutroverso fatal da appellacio, e
vem mais esperar por a decisio dos ltimos embar-
gos a fl. 283 fizerSo a presentar os autos nesta Supe-
rior Instancia ; porem to tarde e fora do fatal
dos 3o dias que ja se lhes nio pode tomar Conhe-
cimento da appellacio por o prohibir a Lei.
Nem mesmo se pode dizer, que os autos nao
viera em tempo por se nao poderem trasladar ;
visto que delles consta, que a s xicana dos Ap-
pellantes os eteve na Interior Instancia e assim
cerno elles agora os soberio dt/.empalar, sem es
perar por adecisio dos embargos a fl. 283, sequi-
v.essem os podio ter trazidos nos 3o dias sem con
sumirem tanto tempo na teima de fazer suspender
a execucio com aad'missio e discucio d'einhargoa
nos proprios autos para Iludir o eflito divolutivo
da appellacio.
De si, e somente de si se devem qu car os Appel-
lantes e mais do Escrivao, que assi.-.i como lhes
fninistrou a eertidoa fl. 292 lhes poda ensinar ,
que nio consumissem intilmente a precioso tem-
po coma injuradica questo d'emhargos suspensivos,
e at lhe curapria por ao Juiz a quo aduvida de pro-
cessa-los nos propriss autos certos assim os Ap-
pellantes como os Escrivao de que o Imperial Aviio
de 16 de Dezembro de 1829 nio consente que se
ultrapassem nem se proroguem os legaes termos
peremptorios das Causas, e toda a demora he im-
putada aos Appellados como he expresso no Artigo
51 do Regula ment das Relaces do Imperio de 3 de
Janeiro d'i 833: Mas esta du vida poriao E*crivio, se
nio quizesse coadyuvados na empenhuda tarefa de I-
ludir, e inutUizar o divolutivo elfeito em que a ap-
pellacio se havia recebido e*depois de desenga*
nado foi, que cuidou de fazer copiar os autos ni o
servindo aos Appellantes nem ao dito Escrivao
a evaziva de consumirem o muito e muito mais dos
3o dias nesse traslado de autos por isso que a ap-
pellacio se oomeQOU por o termo a fl. 204 v. cm
data de 2 de Malo e desde esse dia cumpria ao
crivio nao perder tempo de fazer copiar autoa ,
tanto por serem elles de Inventario, como p
a questio sobre conbks cujo recurso I
Escrivio praxista que s se recebe so-
lutivo.
Em conseguencia espera o A; liado j que To*-
:
\


i. Luminoso Tribunal se nao hade tomar conbe-
cimento da appellaoao por ser presentada ora
muito fura do Fatal dus 5o dias legaes, quejhe forao
dignados no referido Despacho da exped.cao da con-
troversa appellaco. _
Todavia para que ex ad'versose na5 diga tue
a Sentenga de que se recorre he de hur Ju in-
competente Queh. injusta deie reforma-
da &c &c. &c. Cumpre-no9 dizer duas patarras
demonstrar o contrario das injuridicaS, insolen-
tes e calumniosas allegaces a ti. 297 aeguintea,
que inais parecein a disputa de hu Begateira do
Le o discurso juridiciode hum Litigante aggravado
por o Juiz da primeira Instancia, que de certo nao
he hum Taberneiro, e longe de merecer taes des-
composturas, os seos Despachos, e Senlencas assen-
tadas as regras da Lei, e do justo, s merecem
todo o respeilo e a conhrmacio em qqMer I n-
bunal em que nao seja Juiz Antonio da Silva &
-Comp., e seu ranje.
Despiezadas porem as injurias, com que o nos-
so ad'versario mimoza osJuiea, e mais Funio-
uarioa que nestes autos Iha lem frito oppozcao ,
e mesmo despiezada a questaS de tantos e lao o-
ciosos aggravos no auto do procesa*, tamos em pri-
mevo lugar a demonstrar Que por Direito ex-
prassonaOrd. L. 1; Til. 88 $. j5 e segonles ,
L 4. Tit. 96, 97, e 102, e Titulo umo. Di-
pos, provis.a cerc. da rdra.da Just. Civ. Art. :.o, te.n
os Juizes dosOrfos jurisdicj contenciosa as cau-
sas dos Inventa! ios as que nascem dos Inventarios,
Contas &c. &c.
Tanto hasta a convencer deinjundica a extem-
peranca allegaca de ser o Juizo dos Orlaos incom-
petente para chamar os Appellanles s contas de fl.
l3i 1.i4i assimpor seren elles Administradores no-
meados por o Juizo dos Orlaba, como por nasce-
rera as contas do Inventario a fl. e fl. cujea hens forao
pelo termo a fl. 31 v. entregues aos Appellantes poi-
case mesmo Juizo que ellos sempre reconhecera
competente, e que s agora e beni lora de lempo ,
o arguem de incompetente} por que assim Ihes taz
conta.
He sobre maneira desatcndivcl por extranja a
allegaca dos Appellantes, quando se atino dizer,
que o Juizo os nao podia reaaaver da ad'ministraca,
por que na quadade decredores elles adnnnistra-
va a sua nropria fazenda e nao podia ser della
desempossados.
Ero Direito o credor he Sur. dos hens do seu de-
tedor, e se por mortc desteos ad'miuistra, esta
administraca nao pode exceder ao praio de dous
anuos, como he expresso no Alv. de jdeJunho
de 1766.
A execuca deste Alv. he positivamente recom-
mendado no outro Alv. de a de Outubrode 1811.
7 e finalmente por o Alv. de t de Setembro de
lbi5 se martdou dissolver taes ad'niinistraces ainda
antes do biemmio e logo que heranca do Defun-
to concorreshem herdeiros babelitedos.
Dos autos a tt. 74 e seguintes se raostra que
a Menor Paulina coucorreo habilitada desde o 1.
d'Agosto de 183a, e contado o lempo de 13 de Se-
tembro de i83i, emque os Appellantes por o ter-
mo a fl. 3i v. havia recebido do Juizo ajadminis-
traca, mostra-sa, que desse recebimenlo adata
das contas a 11. e fl. havia decorrido nao rnente os
douB, como muito maiaannos; e estando por Le
extinta a administraca, o molar Tutor Francisco
Manoel d'Almeida Catanho nada requereo a favor
da Orfan deixou os Adminislradores Appellantes no
gozo de todos os bens e fundos da casa do finado
Pae da Menor ; como elles mesraos Appellantes o
reconhecem nos seus embargos a fl* 1^4 t aecusan-
do esse ex Tulor de indolente, e ancioso. Ese
hum dia se na5 noina hum Juiz ciozo dus-seus de-
veres nena os Administradores Appellantes liqui-
daria ja mais as contas da Casa, eos seus fundos
aeria poucoa para as nnormes deapegaa de
Guarda Livros Procuradores, Advogados, Dizimos
de Chancellara, e por ceutos dos meamos Appellan-
tes o que tudo causa o escndalo dos escndalo
snas contas a fl. e fl. I 1 !
Gracas porem seja dadas Providencia !!
Nomeou-se para Juiz dos Orfioso Advogado Jacinto
Seve ianno Moreira da Cunha e vendo este que
o dito Tutor para nada prest a va o remoren da tu-
tora como Ihe cumpiia ex Od. L. i.c Tit. 88
. 5o, lomou coritas a Administraca, e julgando-a
extinta na Couforiuidade das Leis citadas glosou as
illegaes despezas por seren feite fora do hi-nuio da
adminislraca, e sem ordem ilo Juizo nem inter-
vencaS do Tutor, o (Jurados da Orino, herdefra
inleressada na heranca da caza administrada, como
he correntsimo em Direito; e transfer.uda a
ministvaca para o novo Tulor como a di
a Lei, inandou recolher ao competente Cofre o
nhero liquido da heranca que a Orfa tem direi-
to como o dispem a Ord. L. 1. Tit. 88. 34
devendo enl consequenria todos os Credores liquidar
mas dividas, e depois de habelitados, com Sentenga,
e pinhora no mesmo Cofre a boca deste irem re-
ceber os seus paramentes como o dispoem a Lei.
Foi deste pi'orediuiento todo justo, c conforme a
Lei, que dalou a guerra vira, que mostrad estes
autos terem feito d Appellantes assim aos J uizes ,
como ao novo Tutor ; por que em fim estes nao
concordarlo em dexar os Appellantes, ou por elles
o Sur. Silva & Comp. usufruir, e gastar, como
lhe parecese da heriincada Caza do finado Fre tas, a
maneira do que obrara com as testamentarias que
as certidos insertas na correspondencia a 11. 196,
e seguintes se mostra ter engolido, sem ao menos
dar alguma satisfaca de si a tal respeito e ja sao pas-
sados mais de a5 anuos sem de taes testamentaras
dar contas : O mesmo quera elle fazer com a Fa-
zenda do Pae da Menor tutelada do Appellado.
Senhores.
Perraita-se-nospor hum pouco usar da mesrta
fraze do Appellantes Siclicet Que coiiceito se po-,
d*ri fazer de hum tal Ad'minstrador que por mais
de 25 anuos nao tenlia dado contas da gorda, testa-
mentaria de Antonio Rodrigues da Cunha Vianna ,
e que na primeira causa com tanta indecencia, e
acrimonia injuria aos que defendem com dignidade
os direitos de hu desvalida Orfa e que perten-
dem seja rfcolhido ao Cofre os dinhei os apurados
para nao terem o mesmo destino que o bom Ad-
ministrador deo aos grandes fundos daquella testa-
mentaria que nenhum calor ftz ao Sur. Silva,
para nao serem coisumidos em despezas ta avul-


laclas, e illegaes, cjm as que lliegforao glossadasP.'!!!
Se os Appellanles nao tivessem em vista taes i-
deas de certa nio jnlgariao do honrado Tutor da
Menor Paulina o queavanco em as suas razoes ,
cujos improperios permita-te-nos responder que
julga o ladrad por seo coracao.
Em fim Senhores, he este o ex Administrador,
que .se nao pejou de figurar no Inventario a fl. 18
deste autos como procurador bastante de Diogo
Burn & Comp. da Inglaterra fazendo-se credor
da Ofan de mais de quarenta e dois contos de reis ,
esem apresentar hum s titulo cred i torio de tama-
nho debito a faz de mandar por o seugenro L. A.
Duburq paia llie cabera vez de confessar a divi-
da como sem ceremonia o fez na qualidade de A'-
dministrador, depois cobrar a boa soma porexe-
cuco dt preceito de si mesmo contra si mesmo o
que de certo teria conseguido meaos de ae lhe ter
onpostoo iuHexivt'l Tutor da Orfan.
Eis a razo pur que os Appellanles tanto se que-
xaio,, e rom o niaior impenho requerem que se
remora a tutora da Orfjn do honrado inabalavel
Ludjero argumentando lhe com hum previlegio ,
que qoando a se nao achasse abolido por o 16 do
Artigo 179 da Constitualo do Imperio, s elle
prevegiado competera o ditvito de chamar-se ao
previlegio para nao r obligado a servir contra sua
vontade, e nunca competera aos Appellantes aU
legarem esse previlegio alheio e menos o direito
do terceiro ex Tutor que tanto reconheceo a sua
incapacidade e sem rasio, que deixando de appel-
lar da Sentenca que lhes deaprezou os seus embar-
gos a fl. 161 ( obra sem duvida dos Appellantes)
essa Sentenca passou na primeira instancia em jul-
gado e nesta se nio pode reformar nessa parte res-
pectiva daccio 011 remocad do Tutor tanto-mais
por ser esta hu atribuieflo privativa do Juzo aquo.
E quando mesmo assim nao fosse nunca se deve-
rio atlender os clamores dos Appellantes a tal res
peito ; por se terem elles declarado inimigos da Or-
lan e t> dezejarem a sua ruina : Ese algum Juiz
lhe nomeasse por Tutor quem elle quizeasem te-
ria cometido o maior erro, e com essa nomeacSo
desherdado a mesma Orlan cuja fortuna est por
hora dependente de hum Tutor Ludgero j Na5 de-
samparis a desvalida !!!
Fasei bom uzo da vossa honra e do vosso saber
lde os autos com attencao, iazei justica a Menor
quem a Le, e humanidade e o vosso mesmo Co-
1 aco vos chama a defender da cega e insaciavel
ambicad que a quer roubar a vossa sombra: Nao
cousintaes em tal .'! Farei justica.
Francisco de Paula Gomes dos Smntosx
Parn. Na Typ. do AI. F. iUt Faras, i85ft


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