Diario de Pernambuco

rindo asignados.
'Ondrcs 3S
CAMBIOS.
Oiilut/ro I".
Ds. St. poi l ctd. ou prata a
Un porcento de premio Nomina.
M-l)oa.r.j |>ro|o premio, por metal, Nom.
'r.nica i.ij U,. ,,or fr,-1C(,
l|i"de Jan. 6 p. c. de prem.
Moedas de .,400 I3..200 I3..4O0
.. 40U C.TOOa 6M
l,1'7-"* l44
i remioda prata 50 p, c.
n dn ledras, por me* | 2 por o|0
Cobre S5 por cento de descont
PAUTIDA DOS CORHRIOS.
wrni(ta_Todosos diasao meio dia.
Omana, Alh.mdra, I'.,raiba. Villa do Conde. Mo-
RHIe.v. Ico, S. Matlieaa, Hecho do sangue, S
Antonio doJardim, Quexeramoblm, e I'arnahi a
>"'.'iidas e Sextas leiras ai. meio dia por via da
I a ra lia. Santo A mo- Todas aa rpiin'Hs (Viras ao
niem da. (iaraiibiius. e Bonito no. .lias 10 e 24
de rada mez ao meio da. Flores-no dia 13 de
Caria mes ao meiaajla- Ca!>o. Scrinliacm. Rio Fo
mozo, e Porto Calvo- nos das I, 1 le 21 de cad.i
DIRCURSO.
Reciladn aos Parochianos de S. Frci Pe-
dro Gungalves no dia 16 deOutubro de
1836, em que se reimirad para volar nos
Eleitores, pelo Reverendo Vigario Fran-
cisco Ferietra Baneto.
Para que vos reuns, Snrs.? Porque
motivo facis tos inlervir e ta Religio
sagrada, toda tspiritual, e toda pura, em
vossos ajuntanuntos polticos? Imagina-
reis acaso, que o apparato religioso, que a
voz, aspre.es, e o sacrili o doMinistio
do Aliar, nao sio mais, do qup hutna Ce-
remonia oleril, que a sagaz Filosofa dos
tempes enxertou ai trira-nente em vossi*
reuniSes? P resarc i rom tffeito, que a
Religio pre.-ide vossa cousciencia ? Ten-
des chegado a penetrar-vos bein, de que
ssa augusta lilha do Ceo nfluo.no nosso
ciado social ; e de que lie absolutamente
indispensavel invocar o auxilio doArbi-
tio dasNacS.s, que fexa era suas mi o
destino dcsPovos? Ah!... se o creles
pois, Iremei vista da vossa terrivel com-
mistio Vos e-taes em hum Templo, po-
Toado de Seres invisiveis, que v< ltei.-, e
secur.o (liante do Ttuono do Cordero
sem mancha, olho do Immoital es'at-
iento sobre vos, e penetra o mais remolo
escond ijo do vosso roracaS : esquadrinha.
ercolhc o ultimo, e ornis aba fado dos
vo-sus pensan' nt< s : o seu ouvido est co-
mo a espera da vossa p-.';.vra, e por "n
mandado o Anj, de>te Imperio ,omi em
Sa mi o hvr<- ,
-y ya rerdade elema, e se
prepara a maic.u- os vol--, q' e a condes-
cender a, e a injustita houverem de ar-
rancar vos boje.
A' voi da Religio se une igualmente a
do brasil: desla Patita batida po farce>,
etalhada por desavencas, repartida eotre
aventureiros, subjugul.i pelos mais hal entregue a ignorao- i* da aljuns. cubira
demuitos, malignidade de innmeras eis,
e ao iniJeferentiaino de todns. que v de-
golar seusfillnis pt la liherdado sem poder
gozar d'ella : que uve tio^r os C8tili5f.s
ila anaiquia, de : que qu singue, he parase a1 ysnur n'lium pelado
deintiigis: <|ue amamentp, e ni.tre in-
gratos, o depredadores : que com o ger-
men de Unta prosperidade .' v deten-
yolver-se o da sua ruina: que endetida
por aonhos, e promtss.'S de tisionaiios, e
.brecitanies polticos nao tin chegido ao
que ella podia ser, e nem deve ch.gar ao
que ellesqu.rein, que se>. D*':sla Patria,
que levantando a peos-ua < abeca vcil-
laiite, e quasi moiilmtida, deiraroa suas
\istas por tudoa 08 Udoa, procura mc!ho-
ramenlos, eseriron'ra tributos, e Peri-
dicos : chama por homens de goveroo,
ena5 Iheapparecem, se nao ambiciosos,
e harpas: busca suas riqu zas, e ^ Ihe
entregio papel, diiendo lhe, que b di-
nheiro; que opprimida, e inlalada n'hu
ma miillidaS deempregados, de per ona-
gens, de Autoridades, de tribunaes, de
Cdigos, de Fesolucts, de Decretos, de
Le, nem encor.Ira seguranca, nem espe-
ra l Ir anca-la. Patria, aon^e as nielh.vea
esperareis se convertem em puras illuses:
non.le asplavras supprem as cousus, a
de-trtrra d-n-mina-se OP.rma, ea im-
moralidade t'>ma o ar de Filosofa.
E sbie qu.-in, Srs., peza a re.pona-
b lidaded'esle estado doloroso, e violento?
Sobre aquelles, que ou >o iiidiferenies
aos males, que nosdilacera, e o seu voto
lie huma mera formalidad pira preenrher
a Lei ; ou solire os qup se nutnmi das dea-
g'acas publicas, e folgaS por spos fin>
particulares com o transtorno da Or-
dena.
Em huma Naca, em que desde o Re-
gente at o ultimo dos Verea lores he qua-
si tildo feito p .r eleic6 popular; he u-
niramm'e o Povo, que se pun-, e que se
jlig. U a si mesmo, quando elle nao he
nem envernado. A obra he sua, e quan.
do elle escoH.e, como deve, hegovernado,
como qoer. Pode-se, a p tar de tudo,
ser 11 ludido algumas veze<, mas nem tan
t enem sempre. Os BOMoa votos tem
f-brirado os nos'os ferros; mas be, por
que a nossa escollia tem-se desliado da
rectiJio, e da Jusiica.
Oque deveserhum E'eitor ? HuiTTIi0"
mem dejuizo sao, imparciil, e piobo.
Hum homem, que est ce'lo, que qu>ndo
elle d oeu voto a Religiad leve dirigir
seu pensamenlo, eque a sua Patria o de
ve olhar, como hum mo Cid.tdo, se el-
l*l i rostituindo a sua con ciencia, chega
por fini a vi t.ir. contra a sua convic
c*5.
Quando vos acertaes em escolhcr hum
E'iitor, pen trado desten seulimentos, \s
tendes feito bu-r servico relevantissimo
Paliia. E'le se- Patriota, sem ser enthu-
siasta, livrp, sem ser declamtdor, Piloso
fo, sem ser libutirm, obrar, como po
utico, sem pretenc.i de o ser, e con er-
vando a iot'ireza de Ar tid.s, tei ao
mjsmo empo a iuflexibili lade de Ca-
lad.
Se sus Amigos, extraviados, e impor-
tunos (i|tiea* vez^s n^S sa5 pouco-) Ihe vi-
erem ilitcr a favor de bum perversoF,le
geieste homem Elle respndela Eu vos
mo, raaw eu nao o elijo Se Ihe dis-e-
re ii oulr s, mu hilados pela emnlacH.
emovidos pela inirig Poij que ? Vos
vosanimars a apresentir em vos-as listas
onome de hum Cidadlo, queeu l-.-nho ex
cl-.iiio d s mirillas?Elle Ihes lomar.
Siro, tu tcnlio vsti corag-n: aPatiiipie-
nsi delle, julgnei o com impani.ilidade,
v vos Iluds : eun:<6o riscarei amf.is
Reun vos n> (dir-lh-hio) cabalemos-
(he o termo di mola) Sois la indcil, qie
na5 quejis consultronos? Presum-, t ra-
to de vos-, que despiezaes o conselhop
Eelle Ibes respndela linda A consulta
ni carece da cabala. Se vos vos servs d'
ella contra a P.,(ria, os outos h di s-r-
".rTve ^''"", contra vos. Se trataes de
dividir a ojiinia por meio de ajuntamon-
os, autorizaes hura mal; porque enla
pandes em neoessidade a paite si de reu-
nirse tambero; sequillo que de su*, na-
ttneza nio he hom, torna se absoluta-
mente ne.essario. O couselho na5 tira
a liberdade. Basou o primeiro a proou-
ralo. Vas v-, queris homens-maquiri i.,
e eu nao son, nem authom ito nemescravo.
Ver, pensar, emittir votos com os igaos
de hum partido, e mutas ve/es mo par-
tido, sem re(ltx.i5, nem exame; escolher
por condescendencia, guia -me por intri-
gis ; excluir o mrito de propo-ito ; e-
levar ociime; divergirs opiuides, quando
tilas sa8 justas; espdhar boatos menlirosos;
tornar odioso o homem probo ; supprir
com calumnias, oque nao se encontra nos
factos,------ A'i Eu tenho huma Patria:
e quando eu o nao soubesse, a Religio me
endeara, que Ha existe.
Bra-!eiio.'Seos vossos Electores mir-
charem dehaft d'estas vistas, eslai segu-
ros, que vos seris menos desgracados, do
qua em re.-Iidide leudes sido. 0< seus
votos dir-v, s-ha ?eidadenmr-nte l).-pu-
tad i-1; e ~'''.1 n' veris com firilidade in-
lupid-s as vosufl Assembleas de nr'seraveis,
rab>baiio*, cujas cargar tas, g la las pe-
la estupidez, apenas enloa, en qnttro
anuos' inleiros, m'uco, ou seis apoidas.
Vi nio s veris, cahind > no extremo op-
po-ti), alulliidas de paira lores importu-
nos, cncasqui lados de siliiirne Poltica,
sem sobedade, nem regra em sens dis-
cursos, eternizando quesles inateis, ea
o hurlo de afagar o Brasil, n'hu na mon-
tan de proje: to, de indicaces, detm.n
das, edeaitgos a liivos. N-o as verta
pjvjadas de ir en lig is politKOS, e apeg;i
d >s (dc-salinadamente ) RepresenUcaS
Nacional, como essss pl.mtas parsitas,
que se a^arra s arvoici para lliesd.vo-
lar asubslaneia. N.r as frreis possuir em
seus seins algun< talentos, habis lie ver-
dade, mas em grande parte funestos a .-na
Palri, e que se as em-llu aos ai bustos
de inerte, quej dio suecos, e extra cedes
venenosas., Sim, vos n>5 veris ae ?os*as
Asseniblea torundas n'lium aoftbeatro
de gladiadores, des^ppaieeeudo a modes-
tia do recinto augusto das Leis, e os mes-
moa, que s fabricad huiiiilhanlo-se lodos
Osdiascum invectiva-, com animosidades,
e injurias petsoaes. Nio vetis o Tiono
da Orfo Imperial (Victim infeliz! por
que te cou'ie existir oeste Seculo?) abala-
do com p-"ojeet04 hori iveis de desterro ;
ameicada a Igieja pelo S^isma, e a Religi-
o Divina, ancora dos Estados freio de
todos os Crimea, terna companheira do
inf,liz, que consola o h'imem oprimido,
q re enrhuga aslagrimis daquelle, que
as derrama nacon-itern.icaS, e na miseria;
esta Religiio suave, lilha do Ceo, vendo
I ergoer-se no meio mejmo di Rcpresen-
tagaS Nacin d, huma mi tem erara, sal-
picada de sangue, que piesentao Decreto,
que a dtve extinguir de huma vez e para
sempre no Brasi1. N..5 veris____Enga-
nei-me, Sis.! Vi tendes de ver tudo, se
os vessos vetos na5 sihiie.n da vossa cons-
ciei cia.
S* os nosses Rleilores (d'elles depende
lodo o oosso destn) nao forem religio-
samente escolhidos, eu, e vos seremos res-
poris-iveis pelos males da Patria, e com os
dasoutras Provincias n> o seremos pe|..s
desgeacas do Brasil inteiro. As lagrimas
do rfio, as angustias do pobre, a mise-
ria das familias, os suores do Agricultor,
odes*m,>a pai tirulares caVados em seus direitos, o
infortunio publiro, e o sangue que se
derramar pelo punhal da anarqua, se
levarilar em ondas at os Ceos contra
nos, e clamai ving nca. Ahummida-
do nos enchei de p>agas nos as merece-
remos, e Meo, a- culir.rar. Envolvidos
na disgraca geal, n.5 pie-um.mos es-
capar aodeluvio. O nosso deslino ser o
dos no-sos Concitada.s. Tetemos enthu-
siasts em vez de Legi-ladoris, e ferros em
lugar de Assembleas. A voz da rebeio
vii acord.ir-vos dentro dos voisos leitos.
Q leiereissubjugar os partidos, ebem po-
oe ser, que sej i tsrde! Julgar-vos heis in-
nocenles, e a obia si toda vo=sa. As
Provincias procurars oulro centro, e s
ochar n vos Senhores, a guerra as ter
estrangulado. Dividdos, e fracos, sem
outra manobra, que as inlr'gas, sem mais
apoo, (jue os pn tidos, sem oirro ponto,
do que a revolucaS mesma ; Fatigados da
,no;sa carni a, pranteaodo, oque lomos,
ja s.-in lagrimas para chorar, oquesere-
mos.....EntaS os Esliangeiros. ents
suas naos...entaSseus ex'Trlo .. .enla
seus fe i ios. enta mi Leis. .s u des-
potismo. .. NjS continuemos mais. Meu
Deo> Ba taitevida, Seuhoi bi>la j de
existencia. Se vos aprae, manda! antes,
t|iie a mirilla sepultura se abra, e eu hirei
contenterepousarna eiarnidade comvosco.
Cidadios! Ka vos di, e a vudadc.A liypo-
crisia nao f.dla deste modo: lingoagem do
fanticos naShe esta. I'crdei, ou salvaj o
Brasil. A ininlia consciencij esl livre, e
est em paz.
DI5SE.


JP'I
>
?-
DIARIO DEPERNAMBUCO.
PARTE OFFICIAL.
RIO DE JANEIRO.
SSEMBLEA GERAL LEGISLATIVA.
SENADO
Sessaode-xdeJgoitode i836.
Reunido numero sofliciente de Sanado-
res pra formar casa, declara-se aberta a
sess5; a acta ke lidt e app-ovads.
O prirneiro Secretario da conU do ex-
pediente.
Ordem do da
Entrou em primara dicuss 5 e passao
segunda aaseguntes resolacos : a pr i-
ineira appovando a oierc de metadedu
ordenado que percebia Silvestre Caet no
da Costa pelo emprego de Aministra-
dor Geral dos Servicos Diamantinos,
concedida por decreto de 31 de Jneiro de
,834, para ficar peroebendo o seu orde-
nado por inteiro : a segunda approvando
a tenca de igual quantia concedida a
D. Geitrudes Magna de O iveira.
Passa era piimeira discuc*5 e entra
em segunda a proposta do Govemo so-
bre suspenca de alguma formahdade que
garantem a liberdade individual na Pro-
vincia do Rio Grande do Sul. Discute-
M o artigo I. com o 1.
O Si. Suturnino encela a dscnssaS,
declarando estar inclinado a que odo-
verno teuba todaafoic necessaria pira
suplantar a rebelU que asilado a Pro-
vincia do Rio Grande do Sul; com til-
do occorrem-lhe algumas reflexes a este
respeito, que julga conveniente suhmet
lee ao senso do Senado, para que elle
tomando as em consideracaS delibere
como julgar mais acertado. O nobre
orador observa que, se bem que em Por-
to Alegre, onde piiocipiou a revolucao,
apparect-u hnma contralevoluca em oc-
casia em que as tropas r.bddes seacha-
va longe daquella cidade, a qual foi feij
ta rom tal rapidez que toda a populacho
de Porto-Alegre adherio a cauza da leg-
lidade. A' vista desta rpido acontec*
mento era de rrer que alguns dos indivi-
duos que se declararan a favor da cauza da
legalidade, se tivessem mostrado adhe
rentes a primara reheli5 em quanto el-
la denominou mesma cidade entre-
tanto que boje, por dous motivos, hav-
io mudado de opinio: ou porque reco-
nheceraS o erro em quecahir-5, e sear-
lependera ; ou porque fosara sempre as
suas intences ai de obedecerem as or-
dena legaes, mas coactos pelo paitido re-
volucionario se conservaras em < pposi-
eao a taes ordeni. Lto supposlo, e n5
sendo impossivel que os rebeldes ataquem
Poito Alegre, os cidados que adh-rrad
a ciUM da legalidade seaclu em huma
posca bem melindrosa; de hum lado
elles veem os rebeldes ameacando-< s co-
mo aquelles que os IrahiraS eabandona-
ran; e do lado do Governo esses meamos
cidados veem que os espera huma sus-
pensa de garantas ; o que certamente
he huma posic.5 bem melindrosa. A
vista destas ra,5es entende que se a le
poda ser til antes da restauraca da ci-
dade de Porto-Alegre, hoje poda ser no-
civa por na5 ptoduzir os Gns que se tem
em vistas e ir talvez faser com que a-
quelles cidados que rconherera a lega-
lidade se bandeem com os rebeldes ; e
purisco vota contra ella.
O Conde de Lges re p^nd* a alguns
dos argumentos do ante. ed-nte orador/
e observa que fe o preceito da Le f.sse
absoluto proceda o receio donobieSe-
nador ; mas como Uto se nao o Pre-
sidente da Provincia cora su mina p> udeu-
dencia usar de tal di-posca.
O Sr. Vergueiro emende qoe o Go-
verno deve estar revestido dos poderes de
suspender garantas, e amnistiar como
entender conveniente : reeponde a al-
gumas das ob>ervac5es apresentadas e
mostea a conveniencia do Governo em
em pregar a medida da suspendo de ga-
rantas, e bem asim a de amnistiar.
Por esta mesma ideia se pronunciaG os
Sur*. Snadores, Albuquerque Mrquez
de Caravana, Borges e Parrafea de Mel-
lo.
O Sur. Cu.todi. Das imilla a mesa o
segninte requerimento : Que se remeta
cprojeito ora em discusa asCommissoes
de Constiluica e Guerra, para org.nisar
hum projecto de amnista, eaclorisar o
Gov.ino para suspensaS de garantas.
Heaiond, e entrando (til dscusiS,
depois de mu breves obse vcet>, seu no-
bre aalor pede Ikenca para o retirar, e
Ihe he pe nieltido.
O Sr. Saturnino off^eee a seguate
emenda: No fim no i. do aitigo
i. dig-e Que nao uverem abando-
nalo o partido rebelde, e apresent*n-
do se esta por concluida. p5e-se a vo'os
amale, i do art. i. e I. salva a e-
merida, e fica approvada. A emenda n.8
Os pargrafos a e 3 entraS em discossa
e fica aprov.idos.
O artigo 2. d poU de breves observa-
ces. c" M por discutido, e p sto a vo-
10< fi-a approvado.
Entra em dis. u*sa oart'go3; vern a
m*sa e sa6 apoadas as seguidles emendas
do Conde de Lages : p.imeira, depoia
da palavra Presidente da Provincia --,
diga-se, -- mais autoiidades legalmente
coolituidas- S.Iva relaca; aegun.
di, depois da palavra -inconer- diga-
8Ct _. pelo processo
D.mlo-se o aitigo e emenda por discu-
tidas, posto a votos salva as emendas,
6ca approvado, e estas sao regeiladas.
Teudodadoa hora, da-se para ordem
do da da eguinte srss diversas materi-
as, e levantare a presente deposdasdu-
as horas da tarde.
PERNAMBUCO.
GOVERNO DA PROVlHClA.
Expediente de dia 17.
OFF1CIOS.
Ao Inspector Geral das obras publicas,
di-en-lhe que a pt-dra que informa exis-
tir junto a ponte pequea dos Caivalhos,
asm como a de alveneria do Caes, e
rampas da mesma ponte, que vaser des-
manchada-, eatlerrado o seu lugar, di*ve
ser por ordem d omesmo Inspector Ge-
ral arrecadada contada, e des'-ripta, e
depois de entregue ao Admini-trador
das leferidas obras Pubtias para Ihe dar
app'icaca.
Ao.Juiz de Direi'o doCivelda Co-
marca de Naiaretli respondendo-lhe que
pirece mais conveniente que seja ali
teito o cofre que requesita para os beus de
oiro, e prata pertencentes aos O fas,
indo d'aqui a frragem precisa; por
trege pela pUrulha que rondou no des-
tiicto do Corpo Sanio, por lar mo en-
contrado em desordem em casa de immaa
mnlheres de vida publica ; Jaze, p escravo de Mmoel Antonio de Jezus, en-
tregue pelo commandanle da gusrda ao
Qu.rleldo C.rpo d< Polica, por.lor es-
pancado a urna preta ; Antono, e Joa-
quim, tambem pretos, escravo o pn-
neiro de Francisco FilipedeB.'ros, -se-
guido deFran-iscn Antonio Branco, en-
tregues pelo Commindante da Guarda da
Boi-vita, por desordeiiO'.
Nd* mais consta. ,
Deo< Guarde a V. Ex. Secretaria da
Prefe.tura da Comarca do Rec.fe 18 de
Outubro de i83b\-Hlm. e .
Francisco de Paula Cavaleanti dl Albu-
querque. Manoel doNaseimento da Cos
t. Eonteiro. _
MR2A DASDIVBR3A8 RENDA8.
A pauta he a mesma do N. 2*3.
EDITAL.
Perante o Inspector da Alfandega e
na pollada mesma na manbi do da a4
do cor.ente se h.5 de arrematar a quem
maior preco offerecer as mercaderas a
biixo declaradas por se acharen na di-
ta Alf^ndega e mais d trer. annos. Al-
fnndeza de Pernambuoo 18 de Outubro
dd i836.
O Inspector interino.
Jacome Geraldo Ma.i* Lumachi de Mel-
lo.
18 y. caixoens conlendo 432 chapeos or-
d narios.
i3 ditos com 55a ditos
i > dito com 48 ditos de seda
1 dito com 27ditos
ilO ditos para homem
54 ditos pna rapa
1 caix com 36 rli.ipeos ordinarn-s
2 caiaas com 48 ditos
4 raixSes 96 ditos.
1 Huma quarloll vana
1 poiffi de junco em mo estado
i i) dita pessasdecabo dito,
ao Vinte barricM com bui6es de gra-
sas dito
1 a Humacaixa conlendo o Sfgonte
395 pares de verrumas, 63 duzia
d lap.s, 604 espellios com capa,
I12 ditos de caixaS com gavetas,
385 dusas de cordas para g-.iNrra,
243 ditas de marmb ios, 3500 pe-
dias de fgo 3 duzias de facas, e
gaifos com o cab> liranco 3 ditas
de caivetes ordinai ios.
quanto ura cof. e de amirelo ou secupira
mi
%n ditas com bolaxinha, aoo ditas
comdffa de Soda, 181 ditascom potassa,
23 quartolas com dita a5 caixaa com
cha Hys-on em latas, 397 ditas com dito
dito de i3 Ib. ao ditas cora dito dito
grande, 2o ditas com dito sequim, \d
ditas com caderas, 5>du*ais de Cadenas,
5 caixas rom chapeos de palhas, 200 re-
mos 8 barricas com espirito, 2838 ditas
badilas com seus peitences, 2 vergas, a
caixas com dous carros e seus pertences,
4 dilas com 1 dito dito, 12 quariollas com
aietede peixe, 2 caiaa cora prrparoa
para aparelhos de carro, 6 barra com
pregos, I caxa com falo, 1 dita ,com Un-
ta verde, 24 barricas de tinta.
11 prec
_arefo ou
com as dimen-5es que indica o mesmo
Juiz, na5 poder >er transportado sem
grande deficuldade, e despe-a ; e por-
isso feto elle mande as dimenses da fer-
ragem e fcixaduias paia se mandar a-
promptar.
Navios Despachados no dia l7.
Barca Franceza Vergina Para o
Havre, Mest Sumaca Brasdeira S. J se PaUfox
-^ ParaoAracati pelo Ass, Mestie Ig-
nacio Maiques.
DIVERSAS REPARTICOENS.
PREEITIRA DA COMARCA DO nECIFB.
Paila do dia 18.
Illm. exm. Sr.
Das pules receladas nesla Prfeitura
ronsta tem sido presos a nimba ordem ; e
rerollndos *0 calabouco do Corpo de
Polica para lerem o competente des-
tino os in iividuos adiante declarados :
Caetano Rodrigues da Eacarnacio, en I
ARCKNAL DE MARIRIIA.
O Arsenal de Marinha admitle oito
seiventes, qoatro Mancehos deCarpin-
tei'O, e dous de Calante para serem em
pregados no desmancho da Galera S.
JoaO l?aplista ; e paia a Ferra-ia do mes-
mo Arseul se admitle tambera hum bom
official de Foija. Ar.-enal de Marinha i7
de Outubro de i836.
Antonio Pedro de Carvalho,
Inspector do Ai seal.
CORREIO.
P-ilaxo Paquete do Ro de que he Ca-
ptan Joa Rodigue Amaro, ^ae para o
Rio de Jaueiro no di 24 do correnl'.
.--------TTgai3Bg8sawa"'
ALFiNDEGA DAS FaZENDAS.

O Brigue Americano Globo, vindode
Pbiladelphia entrador^m 18 do cociente,
Capita Johu WaUon Consignado a Lu-
is Gomes Ferreira & Mansfield.
Manifestou oscguinle :
lo5o baricas com farinha de trigo, a4
ditas cuna k farinha de milbo, 200
im
>
OBRAS PUBLICAS.
Pela Administraco Fiscal das Obras Pu-
blicas lera de se comprarem trez juntas de
Bois mansos de carro, para os Irabalhosda
nova estrada do Pao do Albo: a pessoa
que o quiser vender pode aparecer na sal-
la da dita Administraclo, das nove horas
as duas paia tractar do seo ajuste.
A. F. de Moura
Admi-trador Fiscal.
Pela Aministraca Fiscal das obras
Publicas, tem de se comprar mel de furo,
lodo oanno, para custentaca5 dos bois,
empregrtdos na nova estrada do Pi d'a-
Iho ; s pessoa que quiseiem contratar
este fornecimento, obrigando-se a polo,
no lugar da dita obra, podem concorrer
na silla da mesma AministraQa5, lodos
os das, das nove horas at" as duas, para
tratar do ajuste e comprar-se a quem
por menos preio o vender.
Mou-a,
Administrador Fical.
CMARA MUNICIPAL DLOLINDA
8 Sessao o> diara de 3 de Junho de
i836.
Pnsidencia do Sr. Barros.
Compareceiio os Snrs. Xavier, Csr-
dm Mangiinho, e Pereira faltando
com cauza os Snrs. Guedes, Pausse Ba-
rata.
Aberta a Sessa o Sacretaro dando
conta d>expedente mencionou hum of-
ciodoExm. Sor* Presidente Ordenan-
do que a Camura remetles-e a Lista g'ral
do-Jurados ao Prtfeito para comprimenlo
daLei de 14 de Abiil p. p. a Cmara Pi-
coa inleir d.
Outio Oficio dn Secretirio do Gov. rno
reroetendo os exemplares das Le* Pro*
vinciats de numero i4 at 20, iniei-
rada.
Outro Offi-io do Procurador da Cma-
ra do Recite exisginJo da Cmara a
quantia deS-i^rs. de multa por falta do
abracad dos pezos das bataneas do Trapi-
xe do Peloiiuho que nio for o aferidos
no teinpo marcado segundo consta va do
Urrao de.ach da feilo na corr da do Fis-
cal do rtecile, inte rada, e que se res-
p mdesse ao dito PiocuraJor da Cmara
do Recife que se daria as ordena neressa-
rias para o endenisamento da dita mul-
ta se na5 fosse responsavel o A ministra-
dor das mestnas babancas a quem com-
pela faser em tempo dilas abrac" de-
vtndo por consequenca *xgir dtlle se-
melhante multa visto que por sua omissa
deu motivo a ella.
O Sr. Manquinho representou a sua o-
cupica de Empregado na Cmara E-
piscjpil era incompitivel rom as Se.s-es
desta Cmara pelo que se Ihe coiiferu.se
a sua escuza. A Cmara o h>>uve por es-
cuso que se acbamasse o Sur. Doutor
Cbagas visto ter secado o seu em pedi-
mento.
HouvereS varios requermentos de par-
tes e por dar a hora o Sur. Presidente
Itvantou a Sassa5, e G/. est Acta em que
a>signra Eu Manoel da Mott. Svi-i-
ra, Secretario da Cmara o esciivi. Bar-
ros FalcaS, Piesidenie, M Padre Pereira Cardira, Xavier.


at.
DIARIO DE PERNAWBUCO.
i
CONRESPONDENCI \.
Snrs. Redactores.
Li a correspondencia incerta no seu Di-
ario N. a 11, em que o Pati icio Justo re-
fere os importantes servicos prestados pelo
Sr. Doutor Na: es Machado a esta Provin-
ca obre ludo, quandofse tratuu de aproan-
tar a expedicio para o Para.
Na verdade Srs. Redactores, nio aerei
en to injusto que deseonher,a a honrados,
e muitas partes brlhantes do Sr. Doutor
Nunes Machado; confecarei mismo que
elle rooperou mui ativaraente pira a ex pe
dicio, exfor gando sequanto podeeu cum-
fjrir as Ordens do Es .* Sr. Presidente da
Provincia relativas ao recrutamento, e to-
mando todas as providencias qu estavio
o seu alcanse como Chefe de Polica que
entio era, porem he Talco que ludo a e le
se deva, como o inculca o seu correspon-
dente, deprimindo a outros, que sao mere-
rodoresde toda anossa gratidio, cora par-
ticularidade o Ex."0 Sr. Francisco de Pau-
la (acalcante, que, amo Prezidente da
Provincia, maiores exforcos fes, lomando
sobre m, o odio da quelles, que obrigados
marchaiio.
Assevera elle por exemplo, que o Sr.
Doutor Nunes Machado, >e offerecera a
fazer embarcar o contingente do Btilho
7.0 de cassadores, e se a presen tara no res-
petivo Quartel, onde adiando os soldados
amotinados, e depois de exhoitalos que
obdece-j-e'm ao Governo, embucou^om el
les, d.nJo ai n provas da m ior corugem.
Se o laclo se liv-sse passado grande dis-
tancia, nos nio espantara 'tanto a sera ce-
rimonia do Patricio em adulterar to tor-
pemente a verdade, porem teudo sucedido
nenia Cidade, com ef< ito adimira. !
Nio ponderou o seu correspondente, q'
era uolorio, que o Batalhio 7.0 de Casado-
res sempre concert, amaior subordina-
do, acreditando muito neasa parte, os ex-
forcos, e energa de seo respectivo Com-
mati iante ajudado de seos 0(Ti< iaes, o qual
em ocaziens perigozas, sempre tem mos-
trado, energa, para chamar os individuos
deb.xo de seo Coinmaodo verdadeira
obdiencia da Lei. O reito h Srs. Redac-
tores, que como Chefe de Polica teve ca-
bimento no Quartel o $r. Doutor Nones
Machado, nio para o fim que inculca o seo
co' respndeme, mais sim segondo mostra
a b.t razio, como pessoa interessada na ex
pedicio, e que com des jos dever a Po
vincia do Para tranquila, e tambera ao
mesmo tempo, ter o go-to de vpr embarcar
os briosos soldados do Batalhio 7.* de Cas-
sadores que a profia, se ofereciio, para
to honioso servico, os quaes setsfet->s
embarcara, dando vivas de conlentamen
lo, entio o Sr. Doutor Nunes Machado,
suponho, cheio de a'gum prazer, embar
con era hum Escaller, e acompanhou as
demais em barcacoens *th o Navio, po-
rem, me paiece, que com ofin ja ditlo.
Srs. R 'dadores, como ao mismo temp
lenbo muita jf cora o Sr. Doutor Nunes
Mac hado, por isso afil mo que se na rerda-
de tal emsuhordinacio houvegse, o Si
Nunes Machado seria muito capaz de con-
seguir muitos bons rezultados, porem ao
mesmo tempo para isso tr lugar, seria
precizo ter acontecido o facto, e o Com-
rnandtnle, e mesmo os Oficiaes do 7.* B*
talhio de Gastadores fossem, mui faltos de
pericia Militar; Gca pois provado que o
Patricio, nio se aproxiroou a verdade,
quando quiz elogiar o Sr. Dr. Nunes
Machado, e lamento somente que bajo
homens, que para elog;a<-em a outros,
seje precizo. desacredita iem a os mais.
SuvaSse V.""Srs. Redactores encirir em
sua folha esta minha m tracada corres-
pondencia, p dl, porem para demonstrar a verdade,
nunca me pezarei de uzar de nimbas pou-
cs f)i cas, e com is-o Ihe finar assas obri-
gado tote seo ron-taote lei'or.
O Alferes do .' Batalhio.
Antonio Eduardo da Costa.
' CONTINUA?AO' DO ARTIGO
? Celibato Religioso. "
Bastara pois, diz Ferrare ( leigo, e ad-
vogado ) para casar nossas fdhas prepa-
rar a sedurcio nessas eonversacSes justa-
mente respeitadas, das quaes mesan
Religio aparta o* olhos e osoavidos de
hum pai ? Ah se assim acontecesse ,
devramos apiessadamente fechar a sc-
roelbante Religio o ingresso em nossas
casas !
He pois o Celibato EccJesia-lico eviden-
temente huma necexsidade moral, e soci-
al para hum Povo Cbristio : elle priva
sim o Estado de algn* cidadios produc-
tores da riqueza miteiial; porem aquel-
es que ihe tira para os consagrar a Dos ,
trabalhio por foimar cidadios uteis, e
virtuosos; e seos subtrabe ao embaraco
de huma familia e dos n-gocios domsti-
cos he para dar o exemplo de hum su-
btime sacriGcin efazer, que vellera mais
atentamente m manutencio da Religio ,
cujo8 principios nio podera 3er alterados,
sera qae profundamente ^e pertorbem o
ippon.-o, e harmona dos Estados. Fol-
gamos de citar a proposito a opiniio de
hum Acadmico cuja pessoa e talento
tanto presamos, quinto Ihe honramos o
raracter. He o Sr. Brifaut, que pagan
do jua'o tributo de elogios obra recen-
tettu rite publicada pelo Sr. Aim Martin,
a crea da educacio das mulheits, expii-
me-se nestes termos.
? Eulie as diversas qnestdes que o
Sr. Aim Martin sabe profundar com
hum talento filosfico hje bem raro ;
porque ajud*-se da franqueza h huma
de maior importancia em que elle ape-
nas tocou merecendo tod..v|a o exarre a-
lurado do sabio e do Cbristio lato he;
oca-anei'o dos Padres. O Aurtor de-
cide-se com algama precipitacio (a meu
ver ) pela afirmativa : mas alera de que
talassumpto pc'e em hum leigo, que o
Irada certas medidas, e *ttenc5es, que
oSr. Aim Martin alias severo e del;,
cado observador do decoro, nio guardia;
entendo, que se elle fez eobiesair coro for-
Ca os inconvenientes do celibato nio se
importa bastantemente com as rases,
que se pod-m oppor ao estado contrario.
Elle nio olha senio para as provas ter-
riveis, porque podera passar os sentidos
do Padre ; e convida os a que se rasem ,
afim de proteger a sua virtud. Mas ac-
caso ooncidera o Pad e no estado deespoo
so, pai eav? Contemplado no me-
de huma familia, que Ihe disputa no mun-
do a sua primeira familia ? O Padre ra a-
do tem hum p no sancluario e o miro
no aeculo, repartido eDtie os interesse* de
Daos e os de seus filhos. E o que vira a
ser o enthasiasmo sagiado ? Onde bebe-
r elle essa caridade ardente que abraca
o genero humano ? Preso pelos lacas da
paternidlie j un-ai era voar, romo Las
Casas, conquista das almas em os mais
temotos paizes em derramar oseurora-
cio e a sua beneficencia como VC' nte
de Paula, por todos os de-gracados cidos que morrena sem soccorros em
mil cantos da trra; em cobiir, como
Fenelon o seu secu'o e os vindouros
com os raios vivificadores do seu genio
filantrpico ; em unir Gnalmenie romo
Francisco de Saha todos os coraces p
todas as vnntades no amor dos homens?
Mas que digo ? Para que raciocinar se
os factps tera mais elocuencia qoe os ar-
gumentos ? Digne-se o Sr. Aim Martin
de ouvir oseguinte, e decida.
" Houve u Cidade de Auch hum gran-
de incendio. Sabe-O O Arcebispo o Sr.
d'Apchon : corre e appresenta-sc no
thealro do desastre : elle v no mais alto
andar de huma das casas incendiadas huma
pobre mullier que e 11 huma janella ba-
lancea va o beiQo de seu Glinho implo-
rando com gritos a piedade publica nio
para si, se nio para a tenia ciianoa que
nio tardara a ser devorada pelas chamas.
O ha o Pastor em redor de si, e nio v ,
se nao con-ternario, e pasmo. Ficava-
Ihe junto hum, hornera do povo que era
moco e robusto ealic Uva a pe fi ui",
de bracos cruzados, e rom os olhos filos
nesta scena de horrores. G' ita-lhe o Pre-
lado duendo \) >u te 5-> luize< d pen-
sao se te sobii es a!i e cora prop a mos
encostava pare le do edificio abrazado ,
e j em ruinas umi escada que para ala
viera por oidem sua. Exm. Sr. ( res-
pond o -Ihe o bomeni) eu sou pai, aguar-
do-me para os meus lilhos Po:s eu sou
Cbristio ( replicou o Pastor ) e exponho-
me pelos meus semelhanles. Ditoisto,
ai remessa-se escada : chega ao andar ,
queja esteva invadido pelas chamas ; sal-
va a mi e o flho e desee no meio de
aclamacoes de huno povo que jamis se
deslemhrar do sublime sacrificio desta
Apostlo. ,,
Mui grandes so 01 beneficios que o
Christianismo incesantemente derrama
sobre as Sociedades e to preciosos sio ,
que imf,5 a seus Ministros: e em verdade
fallaremos contra as liberalidades da natu-
1 eta ; porque nessa rica profuso de g( os,
que produz, alguns h esteris ?
A respeilo do reproche contrario e
mais moderno, 0 de alentar imprudente-
mente a pnpulacio responderemos ser ver
dade, qtaea Religiio Chi'isti recomenda o
cuidado nos casamentos e que se torne
fcil e prospera a educacio dos filhos :
he verdade, qu ella coneidera a saocti-
dade e felicidade dos casamentos como
hum ntere.Nse publico, e manancial de
felicidades para os E-lados : he igualmen-
te verdade que ella conlrihue para a
con ei vaco da populacio, leprovandoos
maus rostumes dando soccorros econ-
solacei aos desgranados ao* enfermos,
finalmente a todos, que sof isto se limita toda a sua intervenci quan-
to aos ptog'essos da popnlacio; porque
realmente ell 1 p6e a continencia na cltaM
das vi'tudes mais meiitorias e altamen-
te proclama a preferencia, que d ao
estad 1 do celibato sobre o do casamento.
Nio t-e Ihe pode pois lancar em ro to nem
que prejudica a populacio enrao o fi/,' ro
o; filsofos do 18 secu'o, nem que a fo-
menta em demasa como o afirmio os
Ecconomislas modernos. A Religiio con-
servase atste espeito na mais justa pru-
dencia, n'-quella que a mesma Eecono-
mia poltica hoje se v fincada a pedir ,
como hum b-neficio. O Celibato das Or-
dens Monsticas, assim como o Celibato
Ecclesiastiio devia necessariamente mo-
dificar o prcgiesFo da populacio geral :
mas assim para hum, como para outro
nio temos mais just fi -ario qoe appre
sentar a este respeito. Quando se susci-
tan lan'as queixas da superabundancia de
populacio, nao h necessidade de refu-
tar as velhas ou notas declamac5es do
erro, ou da m fe. Nos nos limitare-
mos pois a fazer advertir que se nio fora
oceliiialo das Orden i Monsticas, seria
mos p i vados de^sa milicia sagrada de
Freirs bo pitaleiras de Religiosos vola
dos aos cuidad >s da humanidade e ins
truccio popular que anda he o orna-
mento da Chiistandade e cujo m-delo
nio se encomia em parte aleuraa e nio
em a Religiio Calholica. Nio conhece
riamos essas Ilustres e nobres falanges
de Cavalleiros, cujos annaes encerrio
prodigios t.es de coragem e caridade ,
que boje apenas se po tem comprehender.
Soccoirer a humanidad-, propagara n
liucco, apaziguar a Divindade por su-
blimts saciilicios e temas oraces, til
li o principal fim das instittii<;5es Mo-
nsticas. Se no decurso dos lempos a-
paixes huraanas vinrio alterar o seu prin-
cipio religioso se a opulencia a occiosi-
d*de, e os vicios penetral io em alguns
desses estabelecimenlos he poi que o se-
cuto corrompeo a origem dessas associa-
edes e as arrastrou por caminhos intei-
ramente humanos. Nio dtfendemos rer-
tainent taes abusos, que servilio de pre-
texto a reforma : m. que no mesmo tempo, em que existiio
e-sesabuso< o pauperismo ara qua i des-
conhecido em Inglaterra, assim como a-
mdi o he na finir parte dos Estados Ca-
lholicos. A mor parte das rendas do Ce
ro e ds O. den Religiosas ei > dispeu-
didas em esmolas, era estabelecimento pos, ou de caridade e muitas vetes at
accodiao s prerisSes d. Estado. Em In-
glaterra assim como em Franca a sua
violenta transmissio a outras mos fez sem
d .vida levantar grandes, erapidts for-
tunas : mas poder se- afirmar que re-
almente servisse para m< Inorar muito a
sorte das classes inferiere-? A exce-siva
oppulencia Jo Clero Caholico, a manuten-
cao de mo mora de immensas propie-
dades, os abutos dessis tiquezas he as-ura-
pto, (nio o negamos) de reprebenses
mais justas, e graves, do que a deembara-
car, ou favorecer em demazia o principia
da populacio : mais ser este hura moliro
suffi.-tente para proscrever inteiramente as
Inslituices Monsticas ? Nio seria posai-
vel far.er des- o parecer ns abuzos, e levar
a instituidlo sua primeira origem, e a
hura principio tio fecundo em beneficios
de toda a lata ? Quera pode certamente
desconbecer a utilidade, e at necetsdada
desses azilos, em que o hornera infeliz,
desengaado das iIIu/.oes da vida!, refugia-
va-se, como a hum porto tutelar; ondeo
crime arrependiJo ia expiar se, e encon-
trar hum perdi, que de balde tenha espe-
rado dos homens; onde em fim solitarios
estudiosos votavio*se a imraeasas indaga-
cocs de erudicio < com o fitu no progras-
60 dos conhecimentos uteis? E nem he
possivel pe der-se a memoria dos servicos
feitos sciencia pelos Institutos Religio.-os,
principalmente pelos Benedictinos da
Congregacio de S. Mauro. Esta sabia as-
sociacio parece estar prestes a resuscitar ss
ruinas restauradas d'antiga Ahbidia de So-
lesmes. A Franca Christi, e Luterana
vio com o mais vivo interesse o Sr. da
Chateaubriand reeeber, eacceitaro titulo
demembro honorario da Sooiedade Reli-
giosa, que aeba de formar se no meio des-
se venera ve monumento.
Esta necessid.de nio he s dos lempos
da ignorancia, e bjrbiridade; ella perten-
ce muito mais s .pochas da civilizacio a-
diantada : ella surje anda com maior for-
ca em os lempos de revoluces polticas,
que produzem as grandes virtudes, e ve-
era romper os grandes crimes. Entio os
espirito* nobres so mirados do desejo do
recolbimeuto, da medilaco, da solidio, e
da contemplagio das couzas sublimes, eo
pendor para a vida interior, para o alivio
das mizenas humanas se assenhoria das al-
mas ternas. Hum grande numero de en-
tes fracos, e desgranados querem reunir se
para se consola, ero, e foitificarem mutua-
mente por meio da oracio, das boas obras,
e do trabalho. E-ta necessidade h a da
sociedade actual: ella deveser satisfeita, e
infalhvelmente o deve ser ; por que nio
oigamos possivel sofocar o progresso de
Religi., e liberdaJe. Tempo vira, era
que lodosos errns, e prejuzos propagados
pelo acanhado espirlo, do filozofismo, e
do monopolio poltico dever dezappare-
cer perante os eternos prin< pos da liber-
dade moral do hornera, e das necessidades
de huma alta civilizacio.
O Escriptor do Carapuceiro.
THEATRO.
O Director do Theatro atlendendo ful
ta que anuos experimentara es'e Thea-
tro de hura Pano de Tallo, ou devisfo de
Uto* encomendou-o ao Snr. Andr AI vs
da Fonceca para a por em srena no dia
anniversario da Independencia ; nio pode
esteexecut-r-se, oqoeem parte desgostou
ao Dir, tor, po:s quera rom avi-ta delle,
fasermais explendido aquelle expeclacu-
lo: comludu a ra.-o da faJta era proce-
dida da aublimidade da obra : ella vai a-
p rcer nesta noite 19 de Outubro : o Sr.
Andr desafia os Zoilos ; e com effeito s
hum Genio benfico Ihe poda inspirar a
concepcio, e o desempenhoda obra : mau
grado aos fados seus que o nio fierio nas-
cer noseculo em que assciencias e artes e-
1 lo presadas; ou no Paiz apreciador do
Grande Apeles. O Director sent nio pos-
suir a Corniropia de Amall 1 para Ihe pro-
bar a sua satisfacio : se fosse obra Estran-
geira ella seria admirada, cantada e iouva-
da dos Genios; porem he producto e ee-
cucio de hum humilde cidadio Pernambu-
rario, que se d por pag 1 e satisfeilo cora
med' ere aprova^ao de seus benemritos
Patricios.
O Thealro estar completamente illa*
minado por fura, e por dentro ; principi-
ando o expectaculo por ordena superior as
8 horas.
AVIZOS PARTICULARES.
JoioTorcato Lopes, na praca do Com-
raercio dtfronte do Corpo Santo casa n.
2 ltimamente chegado da Baha, lem esta-
m*~-


ris
iMh
i
wm
^^^^^^^.
belccido m Depuzilo de rap Princeaada
Baha da bem conceituada F-bica de Gas-
se. Este Auctor he bem conhecido na Ba-
bia, e as mais Provincias do Impeiw por
ter sido muitoa annos o principa Mtre
da Fabrica de RapPrnceza de Li b a, e
por Uso afianca o annuncianle a excellen-
fequalidadedorapdoseu Deposito, ces-
ta prompto a trocar qualquer porcao que
'esta Cidade se a lie arruinado pe ten-
ceute mesma Fabrica. Qualquer pes-
soa, ou pra-osa, que quisereo alguma en
commenda de rap Unto para esta Provin-
cia, como para fora d'ella, podem dirigir-
te aodito Deposito onde se.ao as en*om-
mindasquefiseremdeseropenhaJas com o
maior disvello eexactidio.
yp Pitrabens amigas subsciitores dos
2 e 4$000 reis, j estamos com urna s-
peranciuha do nosso oSiaiA da subscrico,
j nosdeo ao prelo o restante do fiuto do
nosso dinheiro em bilhetes d Lotera n."
inteiroi, e raeios que torios sabem os seos
nmeros (Diario n. ai?) porem da qual
Lotera ignora-se, puis presentemente a
duas nesla provincia, eeu que quero meos
dois mil reis quero saber ero qual |se
na do Seminario, ou de N. S. do Livia-
mento, pois tal vez nao me agrade urna das
duas, pois o Snr. nosso ogimy no sabe
da minba vontade, ssim como eu que pe-
dia meos 2$ reis insisto e u stiiei que o
Snr. da subscrico declare qoanto trou,
quinto gis'ou, e quem os socios destes bi
Ihetes, po sosquederio seo dinheiro (co-
moeu)oSnr. da subsciico nao p.ssou
recibo, e que por sto deve apresentar u-
nn relacio nominal d .quelles que dero
seo dinheiro e que tem parte nos meamos
bilhetes j annunciados, para nao liaver
questspara o fui uro, pois poderaui bem
sairasorte em un dos bilbete-, e o Sn .
da subscrico responder a quem ib'- bus-
car seo coutigente que \ receber e>n se-
bolasdo Egito; e que nao tem satisfaco
nenbuma adir, equedahi poder resul-
tar resposta de Dom Queri de Mendonca,
no no Rio ForraoO, esimaqui; portan
to oque quera seos 2$0OO reis declara ao
Sur. tirador da subsciicio, e arrematan-
te, e finalmente quer e ngi que esclare-
ce este negocio j, pois a Lotera esta a
correr, cen nao sei se ieei paite nel'a ou
uo, e e nio se faca reb quista com quem
Do Gachaxo nao llie hade sair.
Precisa-se de tim bom cnixeiro
que entenda de fasendaspara una loja fo-
ja desta Provincia e bem assim um escri-
?o bom ou urna escrava que ententla de
toda o sei vico de casa ; nnun ie.
yy A pessoa queannunci >u noDiaiio
de hontem, queier 3:200$ re9 a premio,
por tempo de sei^ metes ; com s seguran-
zas necessariaa: dirija-se a ra d* Cadea
vilha, noRefeloja do Snr. Maj.-r Qua-
esma, que ahise lbe dii quem faz ease
negacio.
V^" Quem tver nm molato fgido a
mais de umanno, da nome Vital, official
de carpira, com urna algalia na ortlha, o
qual consta ter sidocompiado em Goiana,
talle com o 2 feriente Secretario do 4
Corpo d'Artilbaria que lbe dar noticias
debe, pois to bem as leve por urna caita
que recebeo do m >lto.
j^y D-se 400$ reis a juros de dois
por cenlo ao me', sobre firmas contento,
eadverte-seq'nenhum o abro n-gocio con
?em, excepto penhore* de ouro, ou prat',
que cubri toda quao <; quem qui>er -
nuncie.
YW Precisa-sede 50$000 reis a juros
de 2 por cenlo com seguranc: quem qui-
ser dar anouncie a sua morada para ser
procurada.
yy Quemannuuciou no Diario del4
do correte querer vender urna casa sita
na ra das Agoasveid>s D. 22, dirija sea
mesma ra sobrado D. 38 i. andar.
yy \a ra do Qaeimado D. 3 preci-
za-se de um caixeiro Biasileiro paia loja
de fazendas.e de um poi tugue* para feilor
de um sitio dictante desta p estiver nestas circunstancias dirija-sa a
niesma casa cima que cha' rom quem
Wettr '.,'',
y Pr ci asado um ofiirial de mar-
cineiro para traaibsr em urna ten-Ja : na
iui Diicila casa D. 50.
yy Faz-se todo e qualquer arranjo
(que se; de eicade 03^), ua p.aca dj
Independencia lado da ra dos Quartei*
D. 26 ; vende-se livros em branco, ca US
desilUbas, de duaa qualidades, taboadas,
boa tihta preta, e encarnada, para .escre-
yy Quem tiver'pa alujar preto^ser-
ventes, dirija se a Capunga a tallar com
Antonio Luiz Vieira ou no tern> ra
Boa-vista a fallar com Jote Carlos Teiei-
r as S W Quem tiver para aUitfar urna ca-
noa abena, que ca regu 600 jolloa de
alven.ria,dirija-se as mesmas pessoasassi-
ma nr-s mesm-.s lugares.
IV Pretisa-se de60^reisem pra
para se pagar em carne verde de a sougue
dami'horqiie honver, e d se a rasao d
7 patacas: annunria pa.a s^r procurado.
rtT Quem annunciou no Dtano ie
hontem p.foisardeom caixeiro que en-
t-ndadelojadefasenda, sendo queira um
PortogUM de 20 annos, com bastante
pratica, diri|a-se ao beco do Peixe Lito
D. 3, que ah se di qnem oannunci-
ante, sendo isto com brevidade.
YW Precsa-sc de um sobrado p-ra a-
logar-se, no Bairro do Recite: quem o ti-
ver annuncie. .
y Quem tiver un negro p^aeiro e
fo.nei.oque 0 queira alagar d.ia-se ao
bicodaLingoeta na venda grande n. 4
ou annuncie para ser procorado.
j^y Quem quiser dar 3:i00$ n II a
ju.o< de um e meo por cer.to, por espaco
de 4 mezes,com hipoteca em bens derau,
livr.s, e desembaracados, annuncie para
er procura Jo. #
sjrjy One annunciou no Diario da 1
do correte precisar de 400$ reis a pre-
mio por 6 metes, hipotecando um carre-
ro, queira ditgi.-se a ra do Vigano n.
i4que ftliiacha.com quem tra. tar.
ijry O abaix-> asgnado com venda nis
5 Puntas L). 41 fasseoteaos Sis. roleto-
res e arrematantes do consumo de 40 res
por caada de goardmte de produca
Brasilera, que desde o ultimo de Outubio
nio continua a vender dito genero por que
f;i roiielado arbitrari.-mente em portiu de
eanad'.sque nao vende, a sm como tam-
bera deseja receber seos doi- mil res o mo-
tivo por queja comprou bhete da lot-m
nerteo- ente as obras d* N. S. do L.vra-
mentoepra quechegue ao ronhecunenlo
dos mesruos Sr-. arrematant s lat o iire
ser^eannuncio para que era tempo aluin
a-, nio chamem a ignoranca.
Joaquim Jote Ferien.
Casa da A.lmini.lrac.6 do r"
dos Orf-i em .5 de Ou.ubro de i836.
Jos" M.na da Gru.
Eicripturaro.
COMPRAS.
Pessas, sen ser ds do Imperio, a
13&500 rei^: no arroazem de vidros ao
lado da cad' ia.
Quem annunciou no Diario de
ontein que.er comprar 4 petos de 2 arro
b.s e hura braco de b*anca ; que>en cora suas conxas di.ij .-se : a ra do Viga
,io cata n. 21. 1.* "dar das 9 horas da
mnli a 1 da laida
ajj D. Vlaria dos Praxrre, tem con-
tratado a| rompa d'nroa cas terrea cita
na ra d'Ago a verdes D. aa lado do ,v ec-
le, pertententes a I). The-eZa de Jetus
Pacheco: quem se achar com dueito
mesma cata por qual quer titulo annuncie.
ARRKMATACO.
P.rante a AdministracaS do Patrimo-
nio dos Olaos se h-de arremata* a quero
maiider no da l9 do correte mn a
nnd arinunal d-s seguintes prupneda
de pe.ter.centes ao Patrimonio dns mes-
ir.oi Orf 6s.
Huma morada de casas terreas n. 84
na ra da Guia.
Huma d ta de deus andares n. 86 no
htco da Linguela.
Hum ctio na Malta da Miroeira jun-
to a Beberil-e.
Hum ditona estrada de BelUm no lu-
gar denominado Busarinho.
Hum dito na estr.d* que vai para S.
Anua, e Popo da Pamlla da parte direila
no lugir antigamtnte danominado Parua-
mtiuin,
Huma tira de trras ao p do dito ci
lio em que tem huma casinha Joanna
Francica dusS>nt08.
Aspessoasque aa qulseiem arremsttar
podera compa.ecer c.m seus fiadores rio
dio da 19 asqiatro horas di Urde ua
cad das Ses:5ts-da uifismi Administra-
a,
Urna pieta de naga idade 16 an-
nos bonita Bgura sabe cotinhar, engomar,
e faz todo o servico de huma cata, um mo-
leque idade i2 annos proprio paia qaal
quer o-uo, e faz lo lo o aarvico de urna
cata: na ra de S. fbereza D. a7.
VENDAR.
Potasa nova Americana da primeira
90. te em barril pequeo e alguos grandes,
.llegada agora no Brigue Glohe : quem a
pertender com.ardi,ja se LuuGomes
Ferreira & Mansfi. Id.
jry Sicas com faiinha vindas do or-
te, por pi eco cmodo: na ra do Amorim
armas'm de Lima & Virana.
gp Petatea em b rrit grandes e pe-
queo*, e plvora : na ru da dui n. 56
em caa de Joio Matheus.
Hry Um escravo official de sapatero,
de 16 par 18 annos : na ra do Rosario
estreita D. 16.
jcy Um negro official de serrador, e
urna negra rosinheira rompradeira, e boa
Uvadeira, por preco cmodo : a fallar com
Joaquim Felis, da Boa-vi ta com loja de
couros no pateo da Penha.
jOBF Umi roda desevarmandio',a : em
Fora de portas casa de Antonio Martina
Vianna, na casa da esquina ultima do la-
do esque do perto do Pilar.
/y Urna mobilia d* Angi'-o coroposta
de dntiae meia de cadeiras, um Camap,
una banca de meio de salla, dua9 bancas
paia mangas de vidros, dois pares de
mangis de viJro, duas bancas para espe-
Ihos, urna cama, um berco, duas como
d^s de amarell", urna mesa grande de jan-
tar de amorello e mais alguns trastes: na
roa da Penha sobra lo novo D. 7 ; tudo
em bom uzo ede gosto moderno.
Siy Plvora lina em latas, carne de
vaccasalgada, em banit, dita de Po.co em
meias barricas: em cos de Henrique Fors-
tr & C. ra da San/.alla vanSg o. I.
?jty 5 mo'adas de ca as terreas sendo
urna de solio e todas unidas, quintaes mu-
rados, cada urna com sua cacimba; os rhios
pago 12 reis de f"0 por palmo: no atier-
ro da Boa-rhia ai maeeni D. 8.
ft^. Gaiolas de rame de muito bom
gosto, por preco cmodo : atnt da Miriz
da Boa-vista n. 10.
*jry Umecravo bom ^anhador derua,
e propr o pira sei vico decampo! na ra
do Cldeireiio D. 26, casa que faz frente
com a Igreja dos Martirios.
aj^y Urna da-ia de cadeiras fie p-ilhiulia
em bom uso : na Praca da Lidepen i.-ncia
li j do Sirgur 10, junto a de R^-'y^1:;,,
iqy Um c-vdio rn$ o boa pareiro e
andador bixo esqnipador, gordo e de boa
idade : cm Oho rasa n. 7, se dii quem o wnde.
V Jabu da fabrica da Babia: na ra
do Vig'Ho, caaa n. 8.
/JP" Uoja escrava, bonita figura, engo
madeira, rosinheira, co>tuieira, e oatras
niuius qnalidad s ptimas, e s tem o de-
leito de I" ber dun siadamen'e quando
sil a ra : na ra do Qaeimado D. 3.
ICy Um cabrinba de i3 annos, de
bonita figma, propii 1 para olhcio: no at-
ton o da Boa-vista ua casa de J io Illario.
IHP* Um escravo bom gnh.dor de
iua, e bom trabalhador de risada : na
ra do Caldeireiro D. 26c.s- qu- faz fren-
te c.m o fundo da Igreja u. s \1 r t 1 i )..
yy Urna armacio de ven< a, nova sem
ser sei vida, por pi eco commoJo : no al-
teiro dos Alegados D. i9.
jc3r* Um sobrado de 3a:idares no Bair-
ro do Recife na ra do Amorim no Forte
d > Mallos, cuja casa foi do defunto Fran-
c seo Anloiiiu d-.- I'aiia : no pateo d* Ma-
trit de Santo Antonio sobrarlo de um an
dar junto ao sobrado em que esteve a f y-
po^rafi 1 fio te Di.rio.
fly Um cvalo riiso de puxar carri-
nho, 'i ditos melados, hum dito dtste<
cliegad s ltimamente, de Montevideo por
proyo cmodo na ra da Aurcra segunda
cera de ti es an Jai es.
ARRENDAMENTO,
Arrenda-se um sitio na Povoaclo da-
Vania, que Toi do defunto Vigaiio, com
boa r*aa, ebonscomodos para urna gram'e
familia; quem pe.tender dirija se ao pa-
leo da Matriz de Sato Antonio sobrado de
um andar junto ao sobrado em que eslei
a Typograiia deste Diario.
il
ALUGUEIS.
Aloga-seo3.andar da raa da ra dr>
Queunado D. 7, a qual tem bulantes c-
modos, euingramiesoto : quem o per-
lender dirija-se a loja da mesma casa.
PERDAS,
No dia 16 do coi rente perdeo se no
fheatro alguns Bilhetes de camarotes para
odia 22 -o mesmo; a pessoa que os tiver
echado querendo entregah.s poder lvalos
ao Mestre da mutica do Batalho 7.0, qo
he o B. neliciado; ou na Typog afia Pide-
itipna, ou-no mesmo 'lheatro; licando
ceiio o mesmo Beneficiado, que se at o
dia 20 nao aurtcerem os ditos Bilhetes, el-
le usai de out. a firma para differencar dos
cutios.
I
ESCRAVOS FGIDOS.
Fogio em 1814 um negro por nome Si-
mio do gento de Angola, nago Gacange,
secco do corpo, as maos alguma cousa tor-
tas, estatua regular, com falta de um den-
le de sima com urnas lavragens de sua na-
ci p la hairig, tinha quando fugi" ao
annos de idade e pouca barba. Hum dito
fugi loem 1815 por nome Luiz com falta
le alguna deules de sima, baixo e groco,
toma tabaco, tm os pi ..pallietados, fala
cuno 1 rioulo porque nasceo na vinda para
o Brasil, tinha 2o anuos de idade e pouca
baiba. Hum dito fugi loem 1834 P"r no"
mee Luiz do gento de Angola, naci Ca-
ca rige, baixo, groco, temos pez eas mos
pt-quenis, com falta de nm dente de sima,
oielhas pequea^, um pequeo sinal de
camena fonle bom padeiro, tiuba de idade
18 anuos, com pouca ra c-r qua'quer de.-l>?s escravos na ra da ca-
deiavelhan. 12 a An-on 0 Jote^ Feriea
Mnnit lera 50JJJ reis de gclificacao porca-
da hum.
Taboat das mares cheiai no Pono di
Pernambuco.
8 -Segunda j
6-T:
o
a
faid.
NOTICIA MARTIMAS.
Navio entrado nq dia 18.
Niw-Yonk; 35 das } E-cuua S- ipte
Bibar ftlar, M. Joaquim da Gosta Boma
Guedes : 80C barricas vasias. e 2 maslios:
Jote Pcreira Pena. Ton. 111.
pKKal. NA TU'., i>IS M. F. F*ttIA lbb.
\
ME


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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02377


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Full Text
ANNO DE 1836. QUARTA PE1RA
19 DE OUTUBRO N. '22'


PmiAMBDoo, Tvr.nu M. F. de Paria. 18.16:
das da semana.
17 Secunda S-Heduvffcs D. AuH. los .Tuiz^. do Cr.
de m. e de I. es. da Tliezouraria Paltliea e
Chae, de t. Quartc cr. as 6. h. c 4. ni. da m.
18 Terca S. Lucas E. Kel. de ni. e aud. do J. de
O. de t.
10 (inarta S. Pedro de Alcntara 5cs. da Th. P.
20 Quinta S Joao Canelo Rcl. de m. aud. do J. do
C. de m- e Ch. de t.
21 Sexta S. rsula se*, da Til. P. aud. do J. de
O. de t.
22 Sbado ?. Mara Solomo Re. de m. c aud
do V. G. de t em '>|,|a.
23 Domingo ?. Joao Capistrano
Tirio agora depende e na mismos dn nossa nru
tencia. rnoderacio. e energa continuemos coma
principiamos, e eremm [otilados cora admira-
cao entre aa ,\t;oes maii cultas.
Proclamar rio JtitmbUa Otral d Brattl
8db.cre,e-se. lOOOrs.mensae Pa^nsadiantados
uesia Tipografa, ra das Cruzes f). 3, e na Pra-
Ca d% Independencia H. 37 e .1* de receben,
c'>J*espo.ider.cias legalizada*, e auuiineioai inser.
Full Text
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