Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02351


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Full Text
M*4 <
VKTMO DK 1836 QUINTA FEIRA

*
i
I7DEMARCO N. 62l
*
DIARIO DE PERNAMBUCO.
Perkambdco, a Tvr.DtM. F de Paria. 1836.
DAS da semana-
14 'eRiinrta S. Mathtlde R- A. do Js. do C. de m.
e de t. se, da Tlie'zouraria Pulilica. e Chae, de
t. Abertura Sxlrnordinaria da A. Provincial.
15 Terca S. Henriques Kei Kel. de m- ai|d. do J.
de O. de t.
16 Uuarla Cariaco M. ses. da The. Pub.
1 7 Quinta S. Patricio Hel. de m. ad. do J. do
C. de m. e de t. La n. as 8 Ir e 38 m. da m- Pro-
cissao noite.
18 sexta S. Gabriel Arcanjo. ses. daThez. P. and.
do J. de O. rte t. Proc. do sr. aos l'assos no Kccite.
19 Sbado ff* S- JOZE Bspozo da Virgeui Maria.
90 Domingo da Paixao S. Martinho.
Tudo agoradepende de nos menmoi. da noisa pru-
dencia, moderado, e energa: continuemosicoin*
principiamos, e eremos apontado com admira-
ijTki entre a Na Proclama^io da Juemblta Geral do Brasil
Snbscree*se a lOOOrs. mensaes pagos adiantados
nesiaTpografia, e na Praca da liidrpcndencia N.
37 eSH : onde e recebem correspondencias leirali-
satlas. e anuncios ; inserlndo-e etes fr-tis sendo
do propriosassignanles, e findo signado.
CAMBIO .
Mar o 16.
JLiOndres, 88 1|2 39 Ds. St por 1 Ctd. 6u prata
a 50 por cento de premio.
Lisboa 50 por o|o premio, por metal, Nom.
Franca 245 -240 Rs. por tranco
Rio de Jan. 6a 7 por cento de premio
Moedas de 6400 I2000 a l*200
4000 7.,000 a 7I00
Pezos I ,,440
Premio da prata 50 p. c
da lettras, por mez 1 C por o|C
Cobre 25 por cento de cesconto
PARTIDA (> (OKItKIOS.
Olinda_Todos os dias ao meio da.
Goiana,, Albandra. Caraiba. Villa do Conde, M
manguape, filar, Real de S. Joao. Brejo d'Arei
Kainha, Pombal. Nova de Souza. Cidade do Natal,
Villas de Goiannirtha. e Nova da Prineexa, Cidnri
da Fortaleza, Villas dn Aquirs, Monte mor novo*
Aracatv CascaveK Canind, Granja, Imperalris
S. Remardo, S. Joao do Principe, Sobrar. Nova rf,
ElRe.v. Ico, S. Matbrns, Reschodo angue. S
Antonio do Jardim, Quexeramohim. e Carnahib*
Segundas e Sextas feiras ao meio dia por via *
Paraiba. Santo nto Todas as quintas (Viras aa
meio da. Garanhuns, e Bonito nos dias 10 e ''f
de ada me ao meio da. Floresno dia 1.1 d
cada mez ao meio di. Cabo. Serinbaem. Hio For*
mozo. Agoa Creta e Porto Calvonos dia 1, 11'
c21 dcada mez* Serinhccm, Rio. rormozo, e A;
goa Preta Secundas. Quaria. e Sexta feira*.
PARTE OFFlUAL.
PERNAMBUCO:
ASSEMBLEA PROVINCIAL.
Acta da i.' Se,sa5 extraordinaria d'As-
embla Provincial os i4 de Marco de
,1836.
Presidencia
do Snr. Dezembargadoi
Maciel Monteiw.
EstavSo presentes ai'Snra. Deputados.
P,eslaiio juramento etoma.o asento os
Snrs. Deputados Reg, Bairos, Padre
Fonceca, Antonio Crnero, Frauisco
Carnero, Vas Salgad; edepo.s (Teste acto
relirou-sea A-sembl-a paraaMtUr a musa
do Espirito Santo, fineta a qual voltario
todos os Snl*. Deputados. O Exm. Sur.
Presidente da Provincia acompanhacloue
huma commissio composta de 3 membros,
asal.erJoze Ramos, Rrgo Barros, e rir-
mino, eiiltoiin'Asaemlilea, onde sentan-
do-se a direita do Snr. Brdente tez a
Mta falla apprcentaiido os motivos or-
eentes, que leve para convocar extraordi-
nariamente a Asamblea, e jojlrando a,
diversas necesidades da Provincia, sobre
que a Asemb'ea Provincial de'via tomar
sab.as medidas, e depois diblo# retirando-
.se o Exm. Snr. Presdeme da Provincia
Jevalitou-se a sesso.
Tilomas Antonio Maciel Moutciro,
Presidente.
L-urent.no Antonio Moreira de Csrvalho,
I. Secretaiio.
Di. Francisco de Pan! Baptisla,
a." Secretario.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia 15.
Rimellendo a Vm. copia do oflico, que
n\jt data dirijo ao Juiz de Dneilo Che-
le de Polica d'esta Comarca, tenlio de re-
curoinenda.-lhe quedesua parle climpre
f.Rercoinqnedesapp-rrc* sa desarmo-
,.ia e deainlelligencia que enlie am-
bua'exislc, eia5 Hre)udicial he ao &erv.co
Publico. A Le concede eoaJuue* de L)i-
r-.toChefesde Polica a iiihpecca e in-
trucn.6 de de veres aus June, de Pai de-
ve Vm. .cconimodai-se com esta despo-
mc5 ; o saber que a uieatna Le auctoirisa
os Chefes de Pol.cia para la/.erem piiso-
eus i oqueVui. pance duvdsr no ollici
quederegio aquelle Juiz. O Goveruo
senteligencia, e que na5 sera precizo re-
correr a outros meio.-, e a novas adverlen-
Dcos Gu*rde a Ver. P. do G. de Per i
nambuco.i5 de Marco de i836. F. de
P. C. d'Albuqueiqiie. Sr. Jor-e Luir
de Cuidas Lina Juis de Pas do 1. Deatii-
ctodo Rio Fonnozo.
i
__ Como aslnstruccoens por Ven. or-
tianisadas para o rgimen interno dW
Arsenal se. nao opponha ao respertivo
Rpflulamenlo, anles concorra p* regnlri-
dade dos trabalho, sua economa, nielhor
fiscalisaca da Fatenda e dinhei.o porahi
de-pendidos, eu as approvo eauclonsoa
suaexecuca; tendo assim respondido o
seoolTicio de boje que acompanhou as men-
cionadas Instruccoetis.
Dos Guarde a Vm. P. do G. de Per-
namburo 15 de Marco de i836. F. de
P. C. d'Alb.iqnerque. Sr. Inspector do
Arsenal de Marluha. ,
__ Da arinouia, e boa intellisencia en-
tre as autoridades depende muto a cou-
wrvacaS da ordem, e tranqtiilidade pu-
blica ; coiicorrend essa boa intelligeiicia
tahem para exemplo dos subditos, e go-
rernadoa que qnaai empre miUra aos
Superiores. Mo posto, onhecera Vm.
quantoeonvem fater cessar as contestaco-
nns q-ie se tem suscitado entre Vm., e o
lua Calda*Lina, limitndose cada boni ao
circulo de suas alti ibuigoens, e re.speit.ui-
do-se e coadjuvando-se mutuamente. Nao
hadtiTda que Vm. como Chele de Poli-
ca pode prender e ir prender, assim
como aLei oautorisa para inspeccionaros
Juea de Paz, e in>trud-os nos seos de ve -
res ; e por tanto agora mesmo <.Ilo -
quelle Juis adverlindo-o tle confoi inar-se
com as d<'sposic,oen.s da Le. E de Vm,
espero prudencia e moderacao no exeici-
cio .lesnas luncoens, e que n5 tenh i In-
ca r a faier novas reprerentacoens a esl*
GovemO, como a que Tez em offirio de 6
de Fevereiro y: p: que agora respondo
rlepois ferido Juis de Pa, cuja reflpOola satisfaz.
|),.',s Guarde a Vm. P. 6. de Per-
nninbco i5de surco de i836. F. de
P. C. d'AU'tiqoeiqtie. Sr. Jui de
Diieito do Rio Formoio.
En virlude loart. 10 da Le Pro-
vincial de 6 de Jti'iho do anuo passado de-
mittodoCotpo Pcl ciato 1." Commandaii
te Feliciano Joatpiim dos Santos o (pie com
mnnicoaoAr. Commandante Gcal para
Sua inteligencia, e para o faxer constar
aorefeiido i. Commandante.
Palacio do Gove no de Pernamhuco i5
de Marco de i836.
francisco de. Paula Cavalcanli tfvtlbiitf
OHcio ; Ao Exm. Preziiltrii! no
Para retoelleiido-lhe una relaca ihw Of-
liciaes que marcha rain na Brigada Expe-
dicionaria com a declaraga dos veticimuii-
tospie se Ihe- abonaram.
. Ao Doulor Antonio Jo/.e Coelho,
disendo-lhe que o Governo tica scienTe de
l catar elle eocarregadeda iietc.i iirtei tus
do Curso Jurdico durante o etnpedimen-
to do Padre Lopes Gama e communican-
do-lhe que ao Substituto de Filosolia d'
Liceo se ordenou que fosse assi^tir ali
aos respectivos exames.
- Ao Director do L'ceo para mandar
o Substituto de Filosolia apresentar-se ao
Director do Curso Jui id ico d'Olinda para
as-stir aos exames de preparatorios.
A' ('amara de ltamarac, commti-
nicando-lhe que Assemb!a Provincial
foram enviadas as Posturas que a mesilla
Cmara fes.
Pottaria ; Nomeando interinamen-
te em vinude do 6 Art. 5 da Le de 3
de Outubro de 4^3^ Joaquim Joze da
Costa Jnior Secretario Geral das Guardas
NacionaM do Municipio de Goiana, para
oquefoi proposto pelo respectivo Com-
mandante Superior.
Ollicio ; AoCh'pfeda LegiaS de O.
N. de O.inda para expedir as convenien-
tes Ordena, a fim de que o Tenente Fran-
cisco Amonio da Silvetra Instructor das
G. N. do Poco se api-exente ao Comman-
dante das Armas, visto estar despenco.
- Ao Inspector da Thezouraria com-
municando lhe o coutheudo do preceden-
te ollicio.
Ao Commandante das Armas, f*zen-
do-lhe igual eoinmunicaca.
Ilin. Sr. S. Ex. o Sr. Presi-
dente manda remelleraV. S. as infornia-
Coens do Juis de Di'eito da Comarca do
Rio Foimozo, e da Cmara Municipal da
Villa do Cabo acerca dos lemites que entre
os Municipios das Vilas do Rio FormosoSe-
renhaem, e Cabo mais convem a boa ad-
mifislraca dos Povos, e sobre a preferen-
cia fXigida pela Cmara de Serenhaem pa-
ra ser esta a Cdbeca da Comarca, e linal-
mente ^ a Freguezia ti' Agoa Preta retine
as condicoeiis uecessaiirfs para ser erecta
em Villa, conforme foi ludo exigido pelo
Parecer da CmnmissaS da Diviza civil que
V. S. me traiismeliu em ofiicio de s3 tle
Maio do auno prximamente findo; cum-,
prindo-nte privenir a V. S. para conhe-
cimenio da niesma Assemblea, que as C-
maras de Serinbaem, e Rio Fonnozodei-
xai de enviar as inlormacoeus que a
scmelhnle respeito fora exigidas, e (pie
prtate talla acabaS deserextraiiliadas por
S. Bx.
Deas Guarde a V. 3. Secretaria da
Provincia do Pernamhuco 15 de Marco
de i836. IHm. Sr. Laurenlino An-
tonio Moreira de Carvalho Vvente
Tilomas Pires de Kguere lo Camarg>.
__Illm. Sr. S. Ex. o Sr. Prezi-
deale immda romeitar a V. S. para s-r
presente a Asaeaabla Legslaliva Provin-
rial o incluso offi. io da Cmara Municipal
da Villa de ltamarac, cubiindo as Postu-
ras por *\a organisadas.
Dos Guarde a V. S. Srcretarra da Pro-
vincia de Pernamhuco 15 de Marco de
lS3j. Sr, LauranUno Antonio Mo-
rpira de Carvalho. Vicente ThomaS
Pires de Figueredo Camargo.
Igual remessa se fes das Posturas Ad-
dicionaes da Cmara Municipal d'esta Ci-
dade.
S. Ex. o Sr. Prezidente em virt'o-
de do (pie resolveo a A^sembl* Legislativa
Provincial, e foi por V. S. communica*
do em ofiicio de 16 de Maio do anuo pas*
sado que acompanhou a RepreZentatjao
da Cmara Municipal de Ignaras- quei-
xando-se do prejuiso que sotrera na divi-
za do seo Termo com o da Villa de lta-
marac, uuvio as respectivas Cmaras*
que tendo nomeado. Commissoens de pes-
soas piobas, e entendidas apprezenta a
informacaS inclusa que vai coberta com
hutn ofiicio da Cmara de ltamarac ; o
que ludo V. S. se servl de levar ao co^
conbecimento da Assemhlea. E volta
mencionada RepreseutacaS da Cambra de
Iguai-asMJ.
Doos Guarde a V. S. Serretaria do
Governo la Provincia i.l de Marco de
1836. Sr. Laurenlino Antonio Morei-
ra de Carvalho. Vicente Thomaz Prea
de Figueredo Camargo.
Dia 16.
O Presidente da provincia ordena qun
ol.* Coinmandaiiled* CompanHia de Ca-
vilara do Corpo de Poria Pedio AleXan-
drino de Barros pa-se a commandar a 3.*
Companhia de Infamara : oque comrtu-
ca ao Sr. Commandante Geral para sua
intelligencia, e execucao.
Palacio do Governo de Pernamhuco Ib"
de Marco de 836.
Francisco de Paula Csvslcant d'Albuq.*
-- 0 Presidente da Provincia em vir-
tude do Art. 8." da Lri Provincial de 6 de
Junho de 1835, noim io o Gapita de (.
I.inha Antonio LinsCaldas para i." Com-
mandante da Companhia de Cavall. Corpo de Polica Cm O vencimentos, q/ie
pela referida Lt lhe comp*tirem.
Palacio do Governo de PernamlAico 16
de Marco tle 1836.
Francisco de Paula Carv|ranti d'Albuq.*
Continuar sc-.
COMMXNDO D.VSAnMAS
Ouarlel do Command da* Armas de Per-*
namburo 15 de Marco de 1836.
Ordcm Addicional a do DUu
O Commatidan'e das Armas em Co'mnn-'
ment ao Arl. 3 da Besoluco d'AsSTem-
blea Geral Legislativa de 96 de Maio do an*
no p. p. declara para conhecimento d
Guarnicio, que est ausente desde o dia T0
do corrente o Snr. Alferes da Provincia da
Parabiba JoioCoireio Feio, q>uo-acliki*do-'
J


D
I A R 1 O D E P BR NAMBC).
se m servido uesta Provincia, e tendo si-
do nomeada para marchar do Para, deu
uarte de doenle rio da 9, eocultou-se paia
po comparecer ao embarque 110 referido
dWlO. Continuando o rec ruta ment, e
exisliudo aioda algumas pravas das que d-
vilo meaxar para o Para na segunda Ex-
pedicio, s quaes fieaiio por doenles no
Hospital Uegimenlal, econvindo por si-
melhanlc motivo, que haja um Deposito ;
o Commandante das Armas determina,
que este seja como oulr'ora criado na Forta-
leza do lii um sob a direcodo Sr. Capillo
Antonio Gomes Ljal. O Excel. Sr. Presi-
dente da Provincia por despacho de 12 do
corrcnte proferido no requerimento de
Antonio Peixolo, resolveo que o mesmo
Pexoto at aqu consideradooflicial de Se-
cretaria, o seja d'ora eni di.uile 2. Sargen-
to; por i.sso <]ue nao t m Diploma Impe-
rial, em virtude do que determina o Com-
mandante das Armas, que elle s> ja disli-
gado da quinta Classe d'Ofliciaes, e passe a
pertencer ao Bata'.hao 7.0 de Gacadores.
0 Commandante das Armas lansa mo da
qportunulade para faser constar que mili-
to s.iii-l'eltu fu 011 com a D visio, que ar-
1 umou no dia 11 do correte, por orca-
siio do Auniversario da Princeza Imperial,
Senhora D. Januaria, e nao menos se
regosijou o Exel. Snr. Presidente da pro-
vincia, pelo asseio, e boa ordem em que
as Tropas seconservario, eexecutario *a
marchas do costume: por um tal motivo,
O Commandante das Ai mas agradece nSo
so aos Snrs. Commandantes Superior,
Commandantes de Brigadas, e de Cor pos ;
mais -inda a todas as pescas que formario,
tanto de Guardas Nacionaes como de pri-
me ira Linlia o interesse que tomarlo para
tornar blilhante esse memoravel Dia. =
Assignado Joze da Costa Ribeiro Reg
Monteiro, Commandante das Armas.
DIVERSAS REPARTICORNS.
PROMOTORIA.
Illm. Sr. Para desempenbo dos rne-
us deveres requesito a V. S. que me re-
ineta em confianca os papis conceroentes
.a quejxa da par da Mar garida La va contra
Anna Rofiua de S. Joze vulgo agulha
branca a rcspeilo de ciime de querer redu-
sir a mencionada Anua Rofina escravi-
da hum 111 ho menor da queixosa.
Dos Guarde a V. S. Rtcife 15 de Mar-
co de 1836. llm. Sr. Joze Felis de
Souza Juiz de Paz do 3. Destricto do Car-
me Joze Bernardo Galva Alcanfo-
rado, Piomotor Pu'ilico Interino.
Peante V. S. Sr. Illm.Sr. Juiz de
Paz do 3. Destricto do Carmo denuncia
o Promotor Publico Interino Joze Bernar-
do Galva Alcanforado do CidadaS Anas-
tacio Joze dos Passos por ter casa publica
dejogos prohibidos pela Cmara Municipal
como os de parada, e aos quats admitte
multas pessoas, e at flhos familias.
E comosimelhante procedimento seja
escandalozo, ofensivo dos bons costumes,
e se ache incurso na disposica do artigo
28I do cdigo penal, requer o Promotor
Publico Inliiino a V. S. que authoada
esta, prestado o Juramento do estillo, e
inquiridas as testemtinhas indicadas mar-
gem, se proceda na forma da Lei. E R.
Merc.
Joze Bernardo Galva Alcanforado,
Promotor Publico I11 tirino.
Testemunha9.
Manoel Pedro Moreira Temporal, mora-
rador na ra do Collegio.
ManoelJoaquim de S. Anna, morador nt
ra direita.
Francisco Ghavier das Neves, morador na
ra de S. Joze.
Francisco de Oliveira e Mello, morador no
Pateo do Terco.
Francisco Antonio de Figueredo, solda-
do d'Ai tilheiia, morador no Paleo da
Matriz.
u
jiTZODR PAZ BO PRIMEIRO D1STRICT0 DO
COLLEGIO.
lllust. Snr. Findando*se hoje oalis-
laniento dosG. N. do 3." Districlo do Car- |
Dio, deve amarilla principiar o abslaniento
do de V. S. ; a quem peco, que, por a-
inor da Caus publica mande avisar <-s ha-
bitantes do primeiro, e segundo quarle-
roens, paia comparecerem no dia 17 do
corrente por as 3 horas da larde na casa
da Cmara desla Cidade, na na do Colle-
gio aonde se axa Irabalbando oConselho de
qu.lificaro, ro.ndando V. S. prender pa-
ra jeiein processados por desobedientes a-
quilles, que, sendo notificados deixarcm
de comparecer, cuja lisia de nomes eu Ihe
remt-teni, devendo os habitantes de cada
hum dos oulros quarteiroens comparecer a
mesm hora, e no meroo lugar indicados,
nos sub^quentes dias otis.
Dos guarde a V. S. Primeiro Distrk-
to do Collegio 16 de Marco 1836. Ulust.
Snr. Ft-lippe Lopes Netto, Juis dePasdo
2. Districlo de S. Antonio. Joze Tava-
res Gomes da Fonceca, Juis de Pas.
-
__
MEZA DAS DIVERSAS RENDAS.
A pauta he a mestna do N 4''
JUIZO DE PAZ DO SEGUNDO DIsTRlCTO DO
RA1RRO DE sANTO ANTONIO*
lllust. Snr. Amanh lem de celebrar-
se hum Te-D' ui ueste D de gracas aoTodi^l'odeo-o, pelo feliz an-
niveisarie da Senhora I). Januai a, her-
deira niezurnpliva doTrono do Brazil ; e
como setenha derramado o boato deque o
trariquilidade Publica ser alterada na oc-
casiio de taes fvsejos : para policiar o meo
Distaicto, 6 poder prevenir qualqiter aten-
tado que por veutnra se prepare: reque-
sito a V. S. para que amanba pelas 8 ho-
ras da manir mande por a minha despo-
sigiodeis lioinens do Corpo Policial, afini
de rondarem comido.
Dos guarde a V. S. Segundo Districlo
do Bairro de S. Antonio 10 de Marco i836.
Illu*t. Snr. Dr. Bento J'-aquim de Mi-
randa Henriques, Juis de Direilo e Che fe
de Polica. Felippe Lopes Neto, Juis de
Paz.
EDITAES.
O Cidado Francisco Ignacio de Ata ido Ju-
iz de Paz Supplenle do primeiro Distric-
lo da Boa-vi-taem virtude da Ley &c.
Fasso saber, que em consequencia da
delihoraco do Sur. Dr. Juiz de Direilo e
Chcfede Polioi-i : havei reunioda Jun-
ta de Paz no dia I7 do corrente a^ nove ho-
ras da manhl no Con slorio da Matriz
d'esta Freguezia. E para, qae chegue a
noticia a todos os interessados mandei pas-
sar o presente, e publica 1-0 pela Iroprerr-
ca. Primeiro Districlo do Sacramento da
Boa-vista 16 de Marco de i836. Eu Inno-
cenco da Cunha Goianna, Escrivo Inte-
rino osobscrevi.
Francisco Ignacio de Athahyde.
Juiz de Paz Supplente.
O Collector da Freguezia de S. Fr. Pe-
dro Concalves, para sciencia de seos
Collectados, faz publicar a Provisa
seguate.
Manoel do Nascimenlo Castro e Silva,
Presidente do Tribunal do Thesouro Pu-
blico Nacional, em conformidade de deli
beracu tornada em sessa do Tiibunal, e
em additamento ao Regularnento de i4 de
Janeiro de 183a, ordena que o pagaroen-
lo dos Impostos denominados do Banco
creados pelo Alvar de aO de Outubro de
i8l2 sobre lojas, Carruagens, e Barcos se
faca no mesmo acto do lancamento, con-
cedendo-se com tudo aosContribuintes, q
o nao fizerem, 011 nao poderem fazer no
mesmo acto, sement a espera de quinze
dias contados do lan.sament" ; ficando des-
la forma alterado o aiI. 17 d.) sobredilo
Regularnento. Oulrosim ordena que si-
milhantementesepratiquea respeiloda ta-
sa sobre os escravos. O que partecipa ao
Inspector da Thesouraria da Provincia de
Perntimbucopara sua ntelligencia, e exe-
CUC4U*
Thesouro Publico Nacional em 30 de
Abril de i835.
Manoel do Nascimenlo Castro e Silva.
CORRFIO.
O Brigue Fiordo Beiriz, receb a mal-
la para o Porto, amanh (18) ao meio
dia.
RIOGRANDF.DOSUL.
Diz o Capillo do Patacho Previdencia,^
entrado do Rio Grande ero 10 dias de via-'
geni, que o Presidente Araujo Ribeiro, de
combiriHco com Btnlo Manoel, se decidir
a atacar Porto Alegre que eslava em poder
dos revoltosos. Joze de Araujo Ribeiro
marchou por tantoso'irea capital; porem,
em 8 de Fevereiro, recebeu em S. Francis-
co de Paula as pi oclamaces de Bento Gon-
calves, excitando o seu par ido a apode-
rar-se do Rio Grande. Km 9 de Feverei-
ro, Joze de Araujo Ribeiro retroceden pa-
ra o Rio Grande, e no dia 10 publicou hu-
ma proclamago, e Iraiou logo de armar e
reunir a maior porco degnle possivel,
para elle. Presidente, por huma* par te, e
Rento M'1 p'onlra, atacar BenloGouQalves.
Bento Manuel se achava na Caclioeira com
1,000 homens pooco mais ou menos, eo
Presidente Joze He Aranjo Ribeiro tinha
300 homens. Eperava-se algutn resul-
tado definitivo da nova atlitude tomada pe-
los dous partidos. Bento Conyalves man-
dou process-ir asCemaras que dero posse
ao Presidente. Acbo-se col'ocadas pelo
rio abaixo canboneiras, regislando todas
as pessoas que veno de Porto Alegre e in-
terceptando a correspondencia.
PROCLAMACA'O.
RIO-GRANDENSES!
He com a mais profunda dor que ve-
jo desvanecerem-se as esperangas que
conceb de pacificar a Provincia sem elfu-
sio de sangue ; o Genio do mal tem redo-
brado de forcas, ea bypocrisia, a intriga,
ea rnaldade Ihe tem prestado ampios soc-
corros. A Assernbla Provincial que de-
viasera primeira a prestar sua coopera-
co para o lio til e sagrado objecto que
me propunha, he qnem sempre apparece
corno instrumento do pai lido desorganisa-
. dor, e quern poifiosainente trabalha para
precipitar a Provincia nos horrores daa-
narchia. Ao criminoso passo de t> gar me
a posseda Presidencia, a csse acto de re
bellio que era j separar a Provincia da
communbo Braseira, ella ajuntou o de
protestar contra a posse que tomei na C-
mara Municipal desla Cidade, taxando-a
de Ilegal e anarchjca, ecobi indo-a de en-
tras odiosidades, como se j claros nao fos-
sem os verdadeiros molivos da sua resisten-
cia.
Rio-Grandenses Jamis en soube trans-
gredir as leis. Quando tomei posse da Pre-
sidencia fia da Cap tal, pratiquei umac-
toque as mesmas le;s me permitlio, que
tem lido lugar em ontra* Provincias do Im-
perio, e a que me obr gario as circunstan-
cias, e dei hum passo q' o mesmo Governo
Central me recoinmendou que des-e, no
caso de o julgar conveniente. Eser pos-
sivel duvidar-se da sua conveniencia ? Do-
minada a Capital de Porto Alegre por hum
paiiido exaltarlo, que Irab.dha pela sepa-
raco da Provincia, eque ali tem toda a
forcasua disposico, apezar do titulo de
Primeira Authoridade, eu nao poderra ser
naquelle lugar seno o escravo ou instru-
mento desse partido; eu teria desubscre-
ver as demisses de todos os empregados
que, bem que probos e honrados, nao par-
tilha^sem seus perniciosos principios; eu
leria de mandar deportar, de sancionar as
per-eguices de quantos noannuissem
sua desastrosa s cooperar mesmo par a a separ aco da Pro-
vincia corrsentindo que 'se fortificassem as
torres e a barra desie porto contra o resto
do Ur azis, para que essa separaco se effei-
tnasse mais seguramente. E ssr isto o que
vos quoreison o que se propuztro os ho-
mens da Revolucio ?
Ao inesperado protesto que fi-z a Asseni-
bla contra a minha posse, e que me veio
cheio de expreoses injuriosas, ajuntou el-
la hum convite ameacador para que eu fos-
se prestar novo juramento. Pouco habi-
tuado a lo rudez frazes eu vos asseguro.
Concitadlos, quemeu pesar foi intenso e
minha primeira idea dedeixar o ainar-
gnrado encargo desta Presidencia ; mas o
abandono emqnecairia o Governo da Pro--
vincia, e a occasiio que se proporciouava
para salisfacio de tantas vingancas e ran-
cores foro motivos poderosos que meoc-
correro logo depois para nio dar esse ar-
riscado passo. Eu dcbberei entio carregir
com lodo o pe igo, e de ir sem fu rea ou a-
poioapiesentar-me na Capital; mas aioda
eu nao tinha emprehendido minha viagem,
quando me veio s mos a muito mais inju-
riosa aecusaco de 26 do mez passado, em
que a mesma Assernbla que meconvidava
para a Presidencia, me trata de criminoso,,
dero de anarchia, invocando sobre mi-
nha rabeca a espada da Ju-lica. Nio ser
de hvpocri a 011 traico o nome que me-
rece semelhanle proceder? Nio he elle
hum maligno trama para desacreditar-me
noconceito d> nos*>s Patricios e melhor
rnealraicoar ?
Rio-Gran iens-'s A Assernbla Provin-
cial, hojedestuida da maior parle de.seus
membros proprietarios, se lem tornado
facciosa, seus actos dictados pelo pai lido
anarrhico que a domina sio de reconhecida
nullidade. Rsgai a venda com que esse
prrlido vos oflusca os olhos : ponderai os
fados, e nao essos tecidos de injurias e
improperios ; olhai para a Capital de Por-
to Alegre, onde nina essa faeco sangui-
naria, e nella nao veris mais que o exter-
minio, a dessoluco, e o terror. Conlem-
plai os assassinatos que ali se lem perpe-
trado, as perseguices, as depoi taces,
e as cadeas que se enchem de antigos ser-
vidores daNujio, em quanlo as familias
f.igpm espavoridas a curtir na dr e pranlo
a miseria a que se vem reduzidas. Fuzilar
sem procfsso a quem nSo commetleo cr i-
me, assassinar-se impunemente, e rnuti'a-
rem-se os membros de Cidadaos respeita-
veis para precorrerem de mo em mi e
fe irem pendurar porta de hum feroz a-
narehsta nao sio vagas expresses ou ar-
gumentes falsos, sio factos horrorosos que
eslo ajamando vingansa.
Eia, Concidadios, he lempo de ouvr os
gemidos da Patria escravisada, e de layar
suas ensanguenladas nodoas : esquecei-vos
de passadas rivalidades ; a causa publica
est em perigo, e lodosos que a quereme
salvar corramos unidos e concordes, im-
plorrndo o auxilio da Divina Providencia,
para debelUr Csse feroz partido Republi-
cano.
Viva a Corvstiluicio Reformada !
Viva o Snr. D. PEDRO II!
Viva a Integridade do Imperio [
Vivo os Rio-Granderrses livres
defensores da Unio.
Rio Grande 10 de Fevereiro de 1836.
Joze de Araujo Ribeiro.
(Do Jornal do Comnurcio.)
AGRICULTURA.
A Hygiena do Boy.
Extrahido do tratado em Francez das en-
fermidades dos gados, por Mr. Dela-
guel.e.
(Continuaco do N. antecedente.)
Alvergue.
As janellas, em numero sufiiciente, se
devem abrir re maneira, que fiquem su-
periores cabeca dos animaes, e que se a-
bram as duas frentes, ficando todas em
correspondencia urnas das outras : se o e-
dificio estiver separado de outro qualquer,
8brir-se-ho tamhem as duas extremida-
des, para que 6e estabeleca urna corrente
de ar mais forte para fazer sadia amesnw
morada. Todas estas janellas tero cax-
Ihos de feixar e abrir : estas serio envidra-
cadas, ou ainda melhor guarnecidas de um
panno, me seja de linbo, e forte, tran*




P I A it i o n f; p e H SLa M n i; ( o.
prente, que no es'eic deixe passar om ar
fresco, nSo permiltindo ao mesmu lempo
a entrada de moscas.
Em quanto aos malcraos que se empre-
gam na construirlo nao he cousa indiTe-
renle, poique cotne'in quanto for possvel
-sci era roaos conductores do railofco, c nao
sedexarrm penetrar da humidade : nesta
razio os lijlos sao preferiris. No interi-
or as paredes, eos fui ros do cobrimenlo
devem ser bem unidos para evitar a poci-
ra, e nao dar couto asaranhas, eeiitios
insectos. O chio em que esliver as roange-
douras, deve ser msis alto, para que as a-
goas eas ominas escorram, e nao fiquem
demoradas, e deve ser calcado, ou guar-
necido de taboes, ou de tena salitrada, e
pillada.
Os lijlos assentados hoiisonlaluienle lie
oque maisronim para formar o pavi-
mento, porque estando unidos por um
liniii cimento nao imommodara es animaes,
e nem dtixa a urina penetrar o cliso : em
quanto que o pavimento calcado he mais
duro, e fcilmente se descorrerla, forman-
do-se buracos em que a agoa se demora.
As prunas bem (luidas faz em lamben)
um born soalho, mas nao s^ pode dellas u-
sar se nio nos Paiz's, em que a rr.dcii lie
barat : p sol,, em lena salitrada e pilla-
da nao he inoommo'lo para os animaes,
mas deteriora-se promptamente, forman-
do-sc buracos em que a urina se empossa,
e. os animaes estio continuamente na lama.
Convm'que se abra por detrs dos ani-
maes um neg, que d escoamento s uri-
nas : ete receptculo subministrara hum rstrume
precioso. Os forros do cobrimenlo devem
ser de gesso, ou de la boas bem unidas,
porque os que sao somente de varas, que
le ordinai o guardara forragem, deixam
patear as exhalacScs excrementicias, que
penelram o leo ou a pa'.ha, e os faZem in-
.sa I ubres. Pomas eslribaiias ou cunaes
tem nas suas maugedouras grades ; conve-
rja, que estas se pozessem mais baixas para
se perder menas forragem, e que assuas
barras estivessem mais distantes urnas das
oulras, do que nio coslumam estar nas
grades das estribaras. Usara quasisem-
pie de um coxe ou mangedoura, que de-
ve ter suficiente largura e fundo, para
conter a fon agera tanto verde, como seca.
Estes oxes deven) ter o fundo e os lados
bem unidos, para que os graos, as raizes,
e os restos da forragem nio se demoren),
adquirindo um mo chei o pela sua decom-
posicio. Os lijollos ou ages de pedra
convra para guarnecer o fundo, e os la-
dos ; poim se se em prega madeira, he
inister que seja dura e compacta, porque
sendo madeira branca, que se deixe pe-
netrar da bumidade, as vacas tomam fcil-
mente o habito de as lamber : a bera an-
terior deve >er guarnecida de argollas, pe-
las quaes devem passar^facilmente as Cor-
reas. Estas mangedouras podem ser as-
sentadas sobre o massico de al vinaria, ou
sobre pillares : esle ultimo modo permitle,
que sealteie urna parte da cama|em que se
deitam os animaes.
Em urna parte da Albmanha, em que.os
cavallos, e osgalts sao geralnienie bem
pensados, e agazalbados, as grades easmati-
gedouras coslumam estar de tal maneia
do por msis de huma vez poz a bracos I outros pzer8-se mais perlo do espirito
ebristos contra chrislios; se paizes cstabeleceu huma jurisprudencia
contrara aosdireilos da consciencia, islo
sao abusos, deploraveis sem duvida, mas
cabe
ai)
que grande injuslica fura imptalos
Christianismo pois proviera da ignoran-
cia, ou do esquer intento de suas mximas,
abusos, que todava desaparecers a me-
dida, que melhor se foraS conhecendo os
verdadeiros principios do mesmo Christi-
anisnio.
A ReligiaS, posto que invariavel em se-
us dogmas, e sempre pura em sua moral,
toma na pratiea a tinlura do carcter, e
costornes dos Povos, que a professaS. Os
do Norte, que haviaS conquistado o res-
tante da Rui opa, e nao conhociaS oulras
Jis mais, que as da guerra,, inda queli-
vessem abi'acado o Christianismo, conser-
varas os seus cost 11 mes barbaros, e belli-
eosos; guardara5 para com a ReligaS o
mesmo /.elo, que tinha pela honra, ejul-
garaS de seu dever o defender huma e ou-
tra cousa em qualquer occasiaS, efoica
d'armas. O espirito cavalhe.esco nao era
cerlamen'e faoraveI tolerancia ; e o
d-sgracado prejuto, que enlrodu/io ou-
so do .'.nello. naS podia deixar de dar con-
cideracaS s guerras de Religa.
Falla-se da tolerancia, e espirito paci-
fico das antigs RelgiSes: mas s.b --se,
nuio iiitolerarile ero a dos Magos ; que j bem entendidos; o dos principios bem
Xerxes demoli os templos da Grecia ; e entendidos do Cbristianismo nao dimana"),
raciocinar cabe, que tenba quem ajunta
lodos oscrmes, a que homens perversos,
cu Iludidos assoriara a ReligiaS, para
d'alii concluir, que ella promove a des-
graca do genero humano. Com semelhan-
te Lgica; suprimindo os resultados uieis,
e confundndo os aboses de hurn.i insli-
tuicaS com osseus fructos naluraes, nao
seria dilicil o provar, que nao ha cousa
mais funesta, do que as Artes, asSciencias,
e os Governos.
E em que lempo da a estas dcrlamac-
es os incrdulos ? He quando o ChrLta-
nismo, depurado dessa liga, que Ihe ha-
viaS mixturado a ignorancia, e snpersti-
ca, tornou se para todo o mundo, como
no lempo da sua origem, o cdigo mais
perfeito, o mais proprio systema para fa-
ler, que a paz, e virtude floretead sobie | bil com o objecto de subministrar soccor-
a trra. He para lastimar, quehaju quem rosas victimas do incendio. NaSsediisn-
alardee de filosofo; por que palenteou dava de que o thesouro nacional reparar*
calorosamente nos, e abusos, que j de em parle estas desgranas, dando alguna
muito nao tem defensores, ese julgue su- soccorros ss victimas do ultimo incendio
que assolou parte daquella vasta capital.
O estado financeiro da Cr-Bretanha
o assumpto que oecupa hoje todos os peri-
dicos. Com este motivse le no Sun o
seguinte. A situncafl firianceira da naca
putar outras coiisi quencias mais, do que j lal no geral, que iio pode dexar de
aquellas, que dimanan de seus principios causar rhuita satisfaced aos que esperan
1
Londres, Vi de. Janeuo.
O Globocila om (acto curioso relativa-
mente a o incendio de Nova York, que pro-
va a fortuna verdadei.menle exlraordi*
naria do baiiqueiro Mr. Rothschild. No
rucio das charomai que devoravam urna
itilinidade de mercado) ias pertt-nrentes a
diversos negociantes, pode salvar-se um
grande deposito de mercurio de 60 mil
libras.

O paquete Virginia, que sabiu As
Nova-Voik, a ai do me/, passado, trax
noticias de alguma importancia. Torna-
va a reiiascer gradualmente a confiarte
que a ultima cataslrophe linha feito perder
ao publico. O congiesso oecupava-se se-
riamenledesle assumpto, etinha-ee spre-
sentado Cmara dos representantes um
penor aos prejimos ; poique arrastra.lo
pela torrente da opinia, inculcase impo
embum secuto, em que a impiedade tri-
unfa !
A quando Art.ixerxes derrubon no anuo 226
de Jezu-Chi islo o Imperio dos Parlhos, e
restabeleceu a Monarchia Persiana, pio-
hibio sob pena de niorteo exercicio de ou-
tra qualquer Regia, que nao fosse a de
i> > roa tro : e quem ignora o furor, rom
que persegairaS o Cbrstansmo os Impe-
radores pagaos?Na Era deSil Maximino
fet guerra nos Armenios por odio aoChris-
lianismq que ellts haviaS abracado ; o < s
mesmos idolatras n;5 eraS pntre si taS
tolerantes, quanto se diz. Nao ha quem
ignore guerra sagrada, da qnal laS sa-
gasmente se ajudou Filippe de Maccdona
para subjugar a Grecia ; c Juvenal pinta
com a sua costumada energa a sanba, com
queosEgypcirts guerreavS em favor dos
animaes adorados em buma cidade, c de-
testados em ontra. Se a idolatra rara-
mente acendeo guerras civiz, foi porque
nunca teve em vista o preveni'as ; e como
quer que fosse fraca a esse resp. ito assim
para o mal, como psra o bem, di ixava
livre correnleza a essas paixes leniveis,
que saS o germen de todas as guerras.
OChristMiiismo pelo contrario, como
he causa dos maiorts bens, lem dado azo a
alguna males. Os nossos bons uniores
nao era desses Christhos fros, e ergntis-
las, que de nada s arreceaS lano, como
dedareni a Religia mais, do que cdla ex-
ige : pelo Contrario a.quellesapaixnnavaS-
se por ella, como os paranos, c Roma-
nos pela libordade, ea punhaS de parceria
com todas as suas facanhas ; e bem se po-
de julgar do espirito, que os aoimava pe-
las ruinas dos irinuti.eraveis, e magnficos
estabelecimentos, queconsagiaraS pieda-
de, indigencia, e ao estudo. Nesses
lempos de ignorancia, e barbaiidade o
zelo Religioso fazia prodigios de heros-
mo, e caridade, e formava em todas as cS-
se riaS ronsequencias utes, aos individu-
os, c Sociedade. Apparpga huma -
vii lude, queo Evaugelho nao baja acoro-
c,oado, hum vicio, que naS baja sy^inati-
zado com seus anatbemas, lu.-ma paixaS
p'-rigoss, contra a qual nos naS baja ella
adargado, hum infortunio, que deixe de
ensinar a suportar n8 s com resgnacaS,
se o.0 roo bom animo. Pede pois a equi-
dade, que atribuhames ao Cbrstiarismo
todo o bem, que se faz por influencia das
lices, eque motivos, que elle propSe ; e
que deixemos d-rrer por conta daspaixSes
os abusos, t 1 rmos, que so baS comelti-
do em iiome do Christianismo, contra as
quaes nunca se-aou de reclamar o mesmo
Clu ialiunismo.
Continuase-.
EXTERIOR.
TEXAS.
Ilii'iia carta de S. Filippe refere que
pareca incitavel hum encontr geral
entre as tropas de Texas e as do Mxico,
nas'miinediacSes deS. Antonio de Bexar.
As forcas de Texas, subiaoaroil e ilozen-
lo Immens, ao passo que as do Gnnral
Cos nio passavio de 900. O Conseibo
(eral eslava reunido S. Filippe aguardan-
do que si'rendse Bexar, para passar-se
a- esta ultima Cidade.
afasladas das paredes, que se pode andar dicSe's caracteres omito superiores aludo.
em roda dellas, que nio he roisier para se
dar aos animaes a forragem, passar por 10-
toe elles, e porconseguinte evita-se olis-
co de levar um couce, eu urna cbifrada.
Ora as localidades nio permitiera Je sem-
pre se guardar estes preceitos risca ; mas
ser sempre fcil aos Larradores iutelli-
gentes, de fazer com que as suas estribaras,
e enrraes sejam os mais .salubres que po-
derem ser.
Co itinuar sed.
ARTiCOCOMMUNlCAUO.
Conlinuaca do Artigo
TOLERANCIA'.
g
Para responder declamares, de qu
esta por ah cheios tantos voluntes, bast
restabelcrer os fados, e extremar o que
be proprio do homem do que pertence
ReligiaS. Se hum zelo ceg, e mal sofri-
que admiramos d'Antiguidade.
Mas a cobica, e ambicaS abusaraS da
ignorancia dos Povos, e do seu zelo por
huma Religia, que Ihes era por tantos
motivos preciosa ; e d'ahi essas guerras,
cujo verdadeiro motivo raras vezes foi o in
teiesse da F ; guerras, que sabeiia co-
honestar com outro qualquer pretexto, se
o da ReligaS nio fra o mais popular, e
queseria emprehendidas anda sem pre-
texto algum, se o Christianismo miSaeo.
tumasse os Povos a principios de justica,
e submissaS, queosCbefes departido vi-
aS-se na necessidade derespetar.
OsMusolmanos durante o seu primeiro
fervor julgaS-se enviados do Ceo para
examinar o Christianismo, e a idolatra.
MXICO.
Por noticias particulares do Mxico,
sabe-se que o Sor. Daniel Pope, Cnsul
da America emTdbano, leve a sua casa
violada pelas (ropas do Governo ao mi-
do de Martnez, debaixo do pretexto
de procurar o Collertor daAlfandega; a-
pezar do Sor. Pope ter opposto huma re-
sistencia eneigica e protestado contra hum
procedimento to arbitrario, Teve que
ntirar-se para a America do Norte. Os
Mexicanos, parecern deeididos a ter hum
romp ment com o Governo ou o Povo dos
Estados Unidos.
Sabe-se tamben), que a todas as embar-
eacSes, que saben, de Vera Cruz, he pro-
hibido levar carias ou pe odiaos, o que
causa grande prejuizo aocommeici. Es-
ta ordem fez so geral. Os directores dos
peridicos reetbelao intimacaS de naS oc
cupar-se dos successos do dia e lem-se em-
pellido quanto se pode, lodo o meio dse
Saber o e tado verdadeiro das cousas no
que re.-peitaao Vlexico.
-O estado de Taumalipas est debaixo da
bandeira do centralismo ecortada reslrii -
receber. Alguna baver pelo contrario*
qn<> venara rom o maioi' prazer o seu paia
n'um estado menos prospero. Talves Ibes
convesse niuito neslecaso para fomentar
suas faccQes, e suas vistas de egosmo, a
miseria nacional, e a baixa das rendas.
Um peiiodico da rcanb que se distingue
pela opposicaS que faz ao ministerio, tem-
se visto de precisaS de confessar que as co-
lumnas da administrabas nada padecera
na sua solidez, a naS ser que os designio*
ridiculos e imprudentes do ministerio O*
Connell-Melbourne creando um terror
geral, minera os fundamentos de toda a
piop iedade, e por c.onsequcncia de toda
a renda. NaS conviria, pois, perguntar
a esle atrozoador, excellentes lgico, em
que consiste que o pacto formado entre
Lord Melbourne e M. O'Connell para ar
ruinar a Igreja e o Estado, pacto cuja ex-
istencia se est provando lia um .uno por
raeio de todos os argumentos imagiuavtis,
romo que este pacto ri&S aluiu j as^co-
lumnas fiuanceiras da nossa prospe idade
cominercial ?
(Sun.)
Gestado das rendas bimestres foi esta
manfla o objeclo principal de todas as con-
versacScs, e veio justificar nossas previsSes
I dativas sitnacaS do commercio, eslabe-
lecendo o progie.-so, eompai alivamente o
maior nas icparticSesdo sello e dos correi-
08. Da mu se infere que o augmento ties-
tas duas partes provem absolutamente de
urna ex tensa S mais nas transacSes corn-
il ir re .a> s, e esta extensaS manifestade um
modo positivo o tstado prospero das nossas
relatjSe.s interiores., Segundo o testemu-
II lio dos nossos negociantes e fabricantes,
tu nbuiii pe iodo da nossa historia com-
niercal pode offerecer ex*mplo em que
rom respeitoa urna somma similbante, se
tenbam feito laS poucos negocios de espe-
cularas.
(True Sun.)
(Diario do Governo.)
COMMERCIO.
Santos, 3 de Feveieiro de 1836.
Piceos con entes dos gneros de Expor-
co.
Asseitasd'Omar, e Al despedacaraS-se cm J tente toda a communicacaS com elle.
buma guerra porfiada, e atroz, que encon
Ira va a sua juslilie.icaS na dootrina do Is-
lamismo, e noexemplo do seu fundador.
O Alcora ordena as guerras de ReligaS,
o E'angellio as proscreve : finalmente os
Musulmanos e Christios tornariose tole-
rantes; porque hnns spartara-se, e 09
Os Americanos residentes em lodo o ter-
ritorio do Mxico esli SUgeiros a diarios
veamos e incessantes perigos pelos agen-
tes de S. Anna, cujos amigos formigio em
todas a9 paragens.
^ (Folhas de Buenes-Ryrcs.)
Arroz da Ierra- 3,000 a 3,200
delguape 5,000 a 6 000
Assucar fiuo em se. 2,v00aa,300
Redondo i.800ai900
Mascavo 1,500 a 1,600
Caf; l.qual. rom g. 3.500 a 3,800
2. 3,000 al5,100
3. 2,500 a 2.800
['o nba de Mand. 7OO a 800
Feijio com guia 2,8b'0 a 3,000
Milho 1,9.80 a i,4.0
Touclirop.ebaubaa a,880a3,000
* A diulieiro doRio, ou cmpralos.
Alq.
sarco.
ar.


a


ar.




DIARIO PE PSgNAMBC Q.
Cambi sobre o Rio de Janeiro.
*Bm Santo, as letras se tena conseryado
o par uominal. Petos e p.taces i$330
hm, *m_papi. O cobre abunda.Nes-
ta Cidade ja se tern verificado letras a o
por canto sobre o Rio: tambero ha abun-
dancia de cobre.
(o Novo Farol Pauhsl.no.;
PREgOS CORRENTF8.
Buenos A y res, 50 de Janeiro de J836.
Dubleshesp.nhoes iai p*s (empa-
pe) cada hum-dilos da patria IlO a laO
:. M-Apolice.de 6 /.* 65 /,-Ao-
JU do Banco 175 ueSos (nomina) huma
-Cambio sobre Inglaterra 6 :/. pence por
paa_dito .obre Rio de Janeiro o70 peso,
/7prerato-dito sobre os E. Unido. 7 pe-
m s/8 por cd. dollarDescont i f. a
a /. por mea. _
Coi.ro. de hoi superio.es a9 a M"1/. pe-
tos por pesada-ditos da trra 4 a ub i
ideis de a3 a a4 libras 26 a 8 id d-
ditos salgados 20 /. 22 ,d, >d-d.tos de
cavilo 8 '/, a 10 /, peso cada h-*-
neiecca 16. 18 pesos o quintal Uinres
128 a 500pesosomilheiro.
r (Bi'itish Packel.)
CAMBIOS.
flio de Janei-o a3 deFeverciro 1836.
Londres...........
Parii...........
Harubuigo.........
O uro embarras.
Dobres Hespanhes.
Pesos.............
Maaie.de 6400...
de 4fl>000 ..
PraU.............
Cobre rooeda de 80 rs.
Apolicesde6 pe, juro
39 '/, a 40
240 a a4a
44a
75a"/8p. c. prem.
2I#>7
1^2)545 a i#>350
12#650aia*?00
6j50
42 P'c* J A
9 a 10 pc.dedosc.
86'/, 86V4 P- c-
doCommu-cio.)
a S, ditero os meninos de Santa rne7"a
que he o Promotor Publico interino d ta-
lluda, avista desta resposta tornei a hcar
em auspeita de que o hornero no tinha
bom jui que nesta occasio passava quem era aquel-
^y Uma armario de venda, e todo, os
seos pertences: na ra dos Quarteis D. a.
le sugeito, respondeo-me ora meo Sor.
Vm. no conhece o doido Joto rirmer1
Pois saiba que he o tal com que Vm. coa-
versava. O tal doido jtinha se retirado,
e apenas vio que en conversava com a ve-
Uva, vollou faendo grandes escaramuzas,
edice-mecomo Vm. perguntou-me quem
eran Tira xapeff en desde ja lhe-advirlo
que logo que o avistar meia legoa distante
tire a su. barretina, pois do contrario xu-
pa denuncia, isto he o que por alii se da ;
renliquei-lhe, porque o Sor. Promotor in-
terino exige que os Gidadio. Ihe urem os
seos xapeos, quando a Lei semelhanle col-
za nio determina ? A ilo accudio o doi-
do ora tsaa he boa se quer saber da ra>ao
v Iheperguntar, com e.-ta regosta deter-
mnei-me a ir a casa do Sr. Promotor, nao
para saber da nulo porque S. S. exiga u-
macoisapara cuja exigencia a Le nao o
authorisava, e tio tmente para tratar do
raeoengajamenio, mas fui tio inlelit qe
xegandoacasadoSnr. Promotor nooa-
xei tinha hido, dice-me um criado que es-
lava no topo da -.cada que tinha sahi-.lo a
dar humas denuncias e que > legan, de
noite, e am dcixei Ohnda sem nada ter
feito. E como eu nio eslava parame de-
morar em Olmda ale a noite voltei para e*-
h Cidade sem nada ler feito, e tan somen-
te com animo de faser publico o que se pas-
iva de bm pela aquella Ierra, e. esta he a
rasan porque lal o presenta annmHo
O nao lira xapeo.
mono Recife ra da cadeia velha cas. n.
25ea6. m. c
Jlo Mana Seve.

. W* ^ rommiasfo Administradora da
Sociedade Ha. monico The.tral convoca a
Sociedade para Domingo ao do correte
se reunir pelas 10 horas do da na oasa do
Snr. Thesooreito, na ra da oras rub
e cumprir-secom o dposto no art. 4 dos
Estatutos ; e apresentar-se-lhe o relatono
dos trabalhos d'esta administraco e ser in-
teirada dos termos em que s'acha a Socie-
dade. ,
S/jp Pieciza-se d'nm sobrado de 2 an-
dares, e mesmo as lujas, em qualquer das
ras do Bairro de S. Antonio ; quem o ti-
ver, equitar allugar dirija-se a eta li-
pografia.
ANNUNCIOS.
Sahioa lut um novo Jornal intitulado o
Semanario Civil, Moral, Poltico, Litera-
rio, e Noticioso ; o Redactor promette to-
do o esmero na obra. As p&soas que se
quiserem assignar, ou comprar avulsos di-
1 -.jio-se a loja do Sr. Figueroa, e a loja do
Snr. Jernimo Luiz da Costa, ra da crue
do Recile.
- Uma venda na Boa-vista ra do
Aragio junto ao sobrado de Joio Francis-
co, quintal muito grande, cacimba, e por-
tio paraatraz, com ranxo para matutos no
mesmo quintal, e a casa com commodos
par. familia : n. mesma; adverte-se que
tiobem se vende a venda *o sem a casa, ou
todos os [seos pertences para peasoa que a
quiser pa.sr para outro lugar.
Yff Urna 11egr.de i5 a Ib annos, en-
goma, cose, cosinha, e ensSboa, tudo sofri-
velmente : na ra cstreita do Rosario D.
^y Tre tranceln d'ouro fil.gri com
bastante pezo, brincos de fil.gri, muitos
aderecos e aneis, galio entre-fino para bo-
nez, tudo de bom fosto. e por preco cora-
modo : na pra<;a da Independencia n. 28 e
29.
3- Folinhas de porta, de Al-
gibeira, e de Padre, para o pre-
sente anno" de 1836, por pre^o
commodo, na Praca da Indepen-
dencia, loja de Livros N. 37 e
38, e na ra da Madre de Dos
venda que foi do Rezende.

NAVIOS A CARGA.
Para o Rio Grande do Sul.

AVIZOS PARTICULARES.
O Substituto deLatim do Collegio del
Artes prnparatorias do Curso juridNO Je
blinda f* cer.o, que, por impedimento
de ProfesM.r Propnetario, pri 1 iripia a ma-
tricular ua alumnos, que quiserem t.e-
leour. dita Aula, dodiaa! do ciren-
?e.radiante .casa de .,a mjdejaa,Jl
primeira depois da ,H>nte do Va.adouro,
lnt todos os..... u.e. desde as 4 horas da
tarde al a. 6, por s, achar oecupadn de
manli nosemes preparatori-s do C so
Lid-cose, .ogoque-efiodaremosdiU.,
xaiues, principia.a a dar AmU.
Francisco de Borja Uuarque.
- Quem precisar de um caxeiro
de loja 01. ...a, de 18 annos, dando Mi*
annuU, oudiiija-seatr.z da WUI de
Santo Antonio sonrado D. 4i, a. anda..
rr- Apareceado no lliario de Pernam-
huco N. 56 m annu.i.io anignado peu
Sur. Tna xapeo convidando os musi.os da
ronncia p*.-se engajarem no BiUlh.o de
G N d'Olinda.e como ole e o meo mo
dode'vida, d.rig.-meadiU Cidade com o
fin, deconl.acl.r oeugajamenlo com esl-
5Tr.: logo que saltei no Varadoi.ro trale
5e indagar quem era este Snr. Tn a xapeo
e onde morava, e por mais^ue pe.gun.as-
p i emdiverca. casas, ja a mmtas pe.H-
^.ueencontreioingueindeliemedava
noticia, finalmente ja cantado ***
iaaeer laderas, e j com anime de v-dUr
m o Recle sem ter conseguido o Um a
Le liaba me dirigido OHnda, e.s que a
ira se enc..ul.a luim-ageito tocando
corneta de boca, e xeg.ndo-se Junto l|0l-
parou; ora por eal p-ecedencaisconlie-
, que o .uj.ito no tmlia bom jo, luda-
,ia comoeJle incetasse uma longaconver- ,
aagiv. .maqu.l nio deU mosra de r
Uto Llr.m.nle de j...*', an.ajei me per-
gnuUr-ll.eSec..nhecaoS.r.T,raxspr-o,
V.sponde*.me malrreadaovnte ^nm-
ueuiosal.equc.nhe? He lio vtlho romo
J. B. de M. propoem se a rereber
meninos (cujos Pais tnoi-em dislsnte.de.ta
praca) para le-los em sua casa, e ensinar-
Ihes primeiras letras, mu/,ica, Ibnta.e pi-
ano forte aos que quiserem, prometiendo
em tudo o bmn desempean de seu* de ve-
res : quemsequisKi- utilinr do seu preti-
ino dirija-se a ra Velha D. 17.
y Pre4isa-se doumletor para um
aillo na ponte de UollJ qiieentend* de
arvoredo, eoit.l-e eqoe queir. traba-
Ibar*; quem <|iser pode procurar a ra
das Grn.es D. 13, p imeiro andar.
/^'Pede-.e ao Ilim. Snr. Rio-Gran-
dente, que publicoo Sexta feira, 11 do cr-
enle, urna cor. espon'encia no Diario, de
faser o especial faVOf de apparecer na Io-
ta de livros da naca da Urtiio, mi sendo-
lhe mais commodo, na botica IranceS da
ra da eras no Rec.fe, do que se he lean
muito obligado.
^y Piecisa-sed'um,a ama, que launa
bom leite, e sejn lobunta : na ra do colle-
gio D. 5,'a. andar.
^y O abaixo a-signado declara, que o
Snr. Joio Joie Pereira, filho do Mlescido
Cipriano, com venda no largo de N. >. ib
Tei CO, ve;o remir os seos pinhores, que se
aeha'ii" em poder do annuneianle desden
auno de i833, osqiaes eon.UI-i de un
cicilixo, e cordao de 0W.0, e 4 lallieres
de flala velha ; e coro i>lo tem re-pondi-
doa uma arta que. Ihe dirigi a Senhora
Joaquina Filipa, vumi do faiescido (y-
priaiio, e mai do dito Snr. Joio Jote Perei-
ia. ..jo
Anastancio Jos dos lasaos.
. O Bergantim Sania Mai ia Boa Sor-
!<; Cnpiio Antonio Hemiques Mafia, o
qual sai com brevidade e pode rereber al-
gm.s escravo. a frea e passageiros ; a quem
convier pode entender-se com Joze Gon-
calves Cascio, ou coro o Capilio.
ACHADOS.
Achario-ae no campo do Talario eelho
no lugar onde se costuma banbar-se trea
botes de camisa de ouro, quem fnr seu le-
gitimo dono pode procura-lo. na ra da
cruz D. 37.
V- Achou-se uma canoa aberta, de
carregar entulho, com um paneiro na
pia; quem quem for seo dono dirija-se a
Cabanga, que Ihe ser entregue.
COMPRAS.
Uma morada de casa terrea no Bairro de
Sanio Antonio em ra principal : na ra
da Conceicaoda Boa-vista venda D. 30.
Xjp Quem liver uma gramtica hespa-
nhobi, *-)+ nova ou lasada e queir. vender
aiiuunuie pala ser piocurado.
LEILVO.
Cl.aen & Comp. fasem leilo hoje 5 '
f,-ira 17 do corrente, pelas 10 horas, de vi-
nbo de Burdeos e Agurdenla de rranfa,
por detras do camhi na ra da cadeia II.
48.
ESCRAVOS FGIDOS.
Ha um anno que andi fgido um
escravocabra llenme Antonio, conhecido
por Antonio Ignacio ; tem de dade aa
annos maress de bixiga, denles aparados,
cabello, estirados, haixo, pez pequeos,
esperto, e intitulase forro; anda pelo Jan-
g, Paulisla.e Corla-largo, aonde tem uni
rrao escravo de Antonio Joae; o dito ca-
bra costuma vender peixe : roga-se aos
Sms. Jmse.de Pat dos lugares menciona-
dos exijio passaporte ao dito cabra, eaos
Capitaes de Campos, ou pessoa particular,
o pegue e tragio-no a seo senbor na ra
doQotimado D. 7, quesera hem pago.
Taboas das mares chelas no Pono de
Pernambuco.
Quem precisar de um h mem es-
trangVlst, solteiro, para lanoeiro, destila-
dor o qualquer nutra oeupacio, na prava
ou fura ilella : aiiiinncie.
yy Na iuadaCnceici< venda I). 30
precia-s de um homem quequapeulrar
Ue yn-iedada rom umte-C-, t"'l" ,,os B*"
n'n.sda venia, como do ranxo dos m-lu-
IV*, quena mesma existe, pietaudo este
fi.nc. doqoevai lomar com. Na mea-
ni.pre,i.a-,edeun. amaque saib. com-
nh-r, eng<.mar, e faser o ntaW ^rv.c.. d^
una ras...
fff- Ouem prrUsr de um aizeiro
Pon ligue par* randa, ou outra qualquerr
ccupa;io, dirija** a raw> l'*-
tre,t. 20 debsixo de um sobrado nav.
^y Acma-se era poder do analto H-
eiude uma canoa de carreira abarla q
Oda conJu/.ir bastante, pes^a.; quem
uracu dono dirija-se a f,llar com o met-
VKNDAS.
Uma venda de poneos fundos na ra de
Santa Rila nova D. 1 aa mesma.
93a- A maior parle de um silio no lu-
gar da F.nihiriheira, desemliaiacado, por
preco commodo : n. ra do cre.-po loja de
facendas n. 4-
^5- Urna negra de idade de 20 annos,
bonita figura, muito fiel, e sem vicios; sa-
be cosinhar bem, ansaboar e engomar hso:
quem pe tender pode ir ve la em Fora de
Portas 10 eguudo andar ns casas de D10-
go.
a/y Um bo'eedois camarotes proprios
para Navio de 200tonell.da ; tau.bem vi-
udo do Purlo superior em barris e engar-
rafado, e oulias mais qu.hdades: na ra
do R.ibeiros 11. 8.
93 4 rodas de ferro que srrvem para
arraslarmadeias: na ra daConceicao da
Boa*aisla venia D. 30.
qrtpa Pianos uovos de muito boas vo>e::
na ra di Cruz D. a7.
/y Kx.ellentes bixas llegadas ltima-
mente, muito grandes e tambero mean.,
por preco comino-lo ; na piaca da Inde-
pendencia loja n. 20.
jjp- 100,.. 11 200$ res era moeda tes-
ta lisa de 4o r,,,,> oom 'lescu<,u' de ao
porcento: na rrac da Independencia lo-
ja u. !,
27Segund.
I -8T:1
jaO-O:i
m aS;
I 5-S:
4-D:-^
a -
a
2 "
o
31 ~
Manila
N0TC1A8M.A RtTlM\. \
Navtos sahidos no dia i3.
TRIESTE-, B. Ing. Cont, Cap. Wil-
liam Saioll : a-socar. _
LISBO \; B. E cuna Ann. e Mana, C?p.
JoaquunPinheiio Aliada: aasucar, e*
goardenle. Pastageiro. 2. .
' BAHA; S. Feht A mericana, W. Joo
h nionio Gomes : *nf, e palhas. Pasbaget-
1 os 7. T,.
Sabio para acabar de carregar no L
meiro o Porluguet Ligeuo.
A* rEDinO.
No Aristarco de'boje na pg. a col. I ''*
nhas 16 em vez de Restauradores
Constitoicao e Pedro a. leia-se Red.ci^
res da Constituicao, e Pedro 2." ^ (
VEAN. N.vrtp. uo ui.viuo, 183.


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