Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02349


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Full Text
ANNO DE 1836. TERgA FEIRA
ira
15 DE MAHgO N. 60.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
Perambijco, ha
Tvr.DBM. F de Paria- 1856.
DIASgDA SRMANA-
14 Segunda S. Mathtldc R- A. do Js. do C. de m.
edet. ses. da Tl.ezourana Pulilica.eChanc.de
t Abertura Bmraord.naria da A. Provincial.
15 Terca S. Henriques Re Hel. de m- aud. do J.
16 QuarU s'. Cariaco M. se, da Thez. Pub.
1 7 Quinta S- Patricio Hel. de ni. nud. do J. do
C. de m. e de t- La n. as 3 Ir e 38 m. da m- Pro-
cissad noite.
18 Sexta S. Gabriel Arcanjo. ses da 1 hez. P. and.
do J de <) de t. e"roc. do Sr. aos PaaMM no riecile.
19 Sbado s J0ZE Uapozo da Virgem Alaria.
20 Domingo da Paixao S. Martinho-
Tudo agora depende de n mesmo, da nna pra-
deo... moderacao. e enerva: continuen.o. co.n-
principiamos, i-nmm w^ com admira-
cao entre as Naques niai cultas.
Procamofe da Jutmblta Oerol do Brasil
SnbscreTe-se a lOOOra. menaaea pago* a. .untados
neM.Tjpos.a6a. e na PraCa da Independencia N.
37 3* ; onde e receben, correspondencias leicali-
.ana-. eannuncios; ...seniido Mt* er-l. endo
dos uropr.osaHs.Ci.aiues, e viudo assiKnados.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
Ontem depois de duas horas da tarde
teve lugar a abertura extraordinaria da
Nos* As-.ert.blea Provincial : v pois o
e*colhidos da provincia curar dos nteres-
tes da patria, que eto seu Patriotismo e
sabedoria tudo confia. A falla que boje
publicamos expoem o ponderoso motivo
d'e.sta conVocacaSextraoidinaria, v da-
ina proea convincente, inconte-tavel do
quanto o no>so Governo provincial he so-
licito em promover o bem provincia, e
do quanto S. Ex. traba Iba para que quan-
to antes nos sejam proficuas as mstituico-
eus outorgadas pelo Acto Addieional
Constiluica.
Falla com qne o Exm. Sr. Piezidente
d'esta Piovtncia Francisco de Paula
Cavalcan d'Jlbuquerque abriu a
Sessa extraordinaria da Assembla
Legislativa Piovincial em i4 de Mat-
eo de i85.
Sis. Membros da Asssemblea Provincial.
Cheio de confianc* na sabedoria devos-
sas debberaces eu venho exp-voso ra
tivopelo qual julgueide nece.iidade eon-
viilar-vos a vos reunir antes do dia, que
a Leitem prescrito para o coraeco de vos-
eos tiaballio-. ordinarios.
A di.-posica do Ait. 33 da Lei de 3 de
Outuhro.de i834, que lixou a receita, e
dispeza para oanno fiuanceiro de 1835a
1856 fez com que esta Assembla pezaii-
docoin toda a maduieza os obstculos,
que aparecia ao ectaheleciinento de no-
vas nudas, e os inconvenientes de avulta-
das imposices ento indispensaveis para
occorrer dispeta, qu pela mesma Le
1'i designada Provincial, julgasse pruden-
te na sessa pagada, nao fixar a leceita
Provincial. Hoje por.m depois da Lei
de3l deOutubio de 1835 tendo silo ie-
vcgadoaquelle arl., e desaparecendo con-
bego intrnenle do I.* de Jullio em diante
o recurso, que linliamos de laucar nn
da renda geral, quaudo nao bastaste a
Provincial para atsaaar a respectiva di>-
pc/.a, tdrno-se de urgente nect-ssidade que
t-ste negocio seja, quanto antes, por \^
limado na devida coiisideraca.
Os muios postos V'-ssa diaposicaS pela
i iluda Lei de 1855 posto que Btuis ampios
d.. que aqtielles que vos fora marcados na
Lea do anuo anterior nao sao CulU ludo
Mtficientes para preencher o dficit, que
e manifesia do bataneo da leceia e is-
. pera Provinci.l, que teiibo a lumia de
oijbmeter ao vo> o cotlheciinento -, muiu
i,i i. pilmtule a lala do di.-p'Mo uuait.
11 34 da citada Lei de 1835 segundo o
qual a divida proveniente de impostos
Pmvincues nao arrecadados athe o 1 de
Jullio do corr< ote auno leni de pas r pa-
ra a receita geral do auno liaoceiio que
vai comecar.
H" com effeito dolorozo que huma Pro-
vincia cujas rend..s em totalidade monta
a maisde I7OO cotilos annuaes, se veja na
preciza decarregjr-se de novos imposlos
para fa/.er face aquellas inosmas despetas,
queja se fazia sern precisad de novossa-
ciiliciosanlesda divisa da receita geral,
e Provincial. A vos pois Srs. compete
como reprezenUintes da Provincia preve-
nir de modo fjue em Vossa sabedoria jul-
gardes mais acertado, os embaracos em
quesehadechegar o Governo Provincial
do i.* de Julho em diante na falla de raeios
para occorrer despeza Provincial.
Alm deste oi.jeclo, que molivou a con-
vocaca extraordinaria desla AsseatibJa,
alini de poder qualquer medida que Iftja
de ser tomada, ter execuca e pioduzir
effeito antes de lindo o auno linaiiceiro em
que nos achamos, lia tanibem outros ne-
gocios importantes que sein duvida oceu-
para desde ja a vossa alenca ; mas eu
11,e leu.ilarei por agora a recomendar-.
com especialidade a criatp de huma re-
particad, emqu-sefaQa a fiscalisaca es-
onturafaS e contabilidadi de todas as ren-
das Proviuciaes. Esta medida que cum
instancia be reclamada pelo actual Inspe-
ctor da Tliezouraria nao p-de del Sarde
merecer a VOSsa aprovaeaQ logo que ti-
verdesconlucimenlo do alrazo, em (ue
se acba os l.abalhos da Theiourana por
falta de empreados Buficieides, e qub o
Tribunal do Thezouro Publico se echa
11a inteligencia de nao augmentar o seu
numero, contando com a criacaO de Em-
pregos P.ovuicirtes.
Wa.- 1 dativamente a estes objectO,
sobre que leudes de providenciar com ur-
gencia, mas lambem relaiivamenie a qual
quer oulro cujo coubecimento, e deetsafi
se achem no circulo de vossas atribuices,
o Covertio da Provincia vosofferece huma
franca, e yjcera ooadjuvc6, ministran-
do-vos proiitaiuenie os excfarecimenlos que
Ilie foieui p-r exigidos, e que.etive-
reui ai' ^ru -di anee.
Fianciscu de Pauta Cavalcanti d'Albuq'
CAMBIO .
Marro \i,
JLiOndres, S8 1|2 39 Ds. St por 1 ctd. ou prata
a 50 por cento de premio.
Lisboa 50 por o|o premio, por metal, Nom.
Franca ii -*40 Por '"raneo
Kio de Jan. 6 a 1 por cento di premio
Moedas de 640O ia(XX) a V-.^W
4000 7(HX>a 700
lV/os I,, fio
Premio da prata 50 p. c
da* lettras, por me z 1 2poro|
Cobre -5 por cento de descont
BXPCDJBKTB uassemhi.ka.
I lu. Sr. --- Tindo coneorrido n mi-
ficieniedeJirs. Dt-puUdo I'roinciaes ).-
rrt i'i-eivn u/.j, e urchench.das a> furnia-
lidaiiei y jilo a A-sciiibic-i lu' ii.-sis1 i .' Aclo Rali-
ioso, par* depois del le receber o Exm,
*r, pfcaideuie paia o Aclo da Abeituia ;
uque participo a V. S. para o levar as
cQulitciuieutu do ibcmuu lixia. b..
r-.AllTIDA UOa.COIlKKlUa.
Olinda_Torios os dia >n nieio dia.
(ioiana, Alhandra. Paraiba, Villa do Conde, Ma*
man^uape, r lar, Keal de S. Joiio, Brejo d'Areia,
Hainlia. Pombal. Nova re Souza, Cidiide do Natal,
ViHas de Goiaiiniulia, e Novada Prineeza, Cidxde
da Fortaleza. Villas do Aquir, Monte mor novo,
Araeaiv (ascavel. Canind. Granja, Imperatrix,
S- Bernardo, S. Joan do Principe, Sobrar. Novad'
Klltev, Ico, S. Matheus, Reacboiln sungue, S.
Antonio do Jardim, Quexeramohiin. l'arnahlTia
Segundas e Sextas leiras ao mein dia por via da
Paraiba. Santo Antao Todas aaajniaiai I. ras ao
meio da. Garanbuns, e Bonitonos (lias 10 e 4
de ada mez ao ineio di. Ploresno dia 1.1 de
cada uiez ao meio dia- Cabo. Srrinbaein. Hio Por-
moRO, Apoa Frea e Porto Calvonos .lias 1, II.
e 21 de cada mez- Seriahaen, Kio rormozo, e A-
Ka Preta Spwnda. Quaria. e Sextas leiras.
CU
Dos Guarde a V. S. Secretaria da
Assembla Legislativa de Pernamboco i4
de Mateo de 1836 IUm. Sr. Vicente
Thoma/. Pires de Figueredo Camaigo. -
Lanrentino Antonio Moreira de Caivalho
i." Sei-.relario.
PERNAMBUCO.
GOVEUSO DA PROVINCIA.
Expediente do dia l-i.
lllm, Sr. Mande V. S. entregar ao
Commandante Geral do Como Policial
540.000 rs. em Sedula.s; ou Bilhetes ven-
cidos da Alfandega, para com esla qtiantia
pagar igual imporlaucia de sessenta ca vi-
notes, mandados vjr de Inglaterra pelo Ne-
gocame tiesta Praca Adolfo Schratnoi.
Dos Guarde a V. S. Palacio do G--
verno de Pernambuco i2 de Maico de
,835. Francisco de Paula Cavalcanti
do Albu!|iierque. Sr. Inspector da
Tbesontaria Joa5 Gonpalves 'i-t Silva.
P. Aviso incluso me foi ordenado, delemi-
no que Vm. entendendo-ae com o Director
nleiinodo Curso, informe ^e convem
mudar-sea Biblioteca Publica para o Pa-
lacete dosantigos (invernadores e Capilles
Generis, meando a deapea da obiaque
gPii precito FaZer-e, assini como para se
estabellecer as lojas do mesmo Palact-ke o
Collegio das A'tes.
Dos Guarde a Vm. P. dn G. de Per-
nambuco 12 de M.reo de i83(i. F. de
P. C, d'A'buqueique. Sr. Tenante Co-
ronel de EngeiiherOfl Inspector Geral das
Obras Publicas.
_ A vista do officio em qiio Vm. pro-
poem a esla Presidencia a medida de com-
prar cnimaes pira a conduccaO da Arela
piecisa a nova Estrada do Pao d'Aio, co-
mu mia econoniia do que 0 offeieiitr.eii-
lo cu propohla feila pelo Rendeiro do
Enaenbo (lo Bru, de .-e Ibe pagar cada
alquvite de areia a 3-20 rea, en otori*o a
Vm. para comprar oa anirtiaea preoiaoa ;
n-coiniiienduido-lhe a muior aclividae
nebes imb-lbos.
|),u> Guar lea Vm. P. doG.de Per-
nambuco ade i83(J. P. da P. C. de
Albuquerqne. Sr. Pimino Rureutano
o1.. Mn.i-ei Ancor* ln*pectr Geral das
0\n%9 Piihlicaa.
__ para mandar dwpe*ar d" ser* ico das
Guardan Naciimara qne rmiber a. lina.da
Nacional qe *ra *erv il- esorivaQ Aju-
danteno Jniao de O.feo, emo Vm. ie-
(uesila em sau Offi i< d^ boje, he mistar
uuedeclare u nome ubia e Govpe a que peilenee.
Dos Guarde a Vm. P. do G. de Per-
nambuco la dn Mareo de i836. F. de
1'. C. d'Albiq'u'rquv. -- Si, Jui( de Ur-
fa5s e Mu'nicipil desta Cidade, Antonio
Alfonso Ferei.a.
Vuliu P.ocesso do Canselbo a que
re.-pondeo Amaio Beuedicto Ue S mu ex
5.a Commanddiite da 3.* Con paiiina do
Lorpo do seu t ominando.
Dos Guarde a Vm. P. do G. de Per-
nambuco lade Marco de i836. F de
P. C. d'Aibuquerque. Sr. Francisco
Autunio de Sa brrelo Commandante do
Corpo Policial.
__ iSa coiislando pov a Secretaria deaj
te CoveruoquB a Assembla GeraJ lepro-
vas-eo regulameulo dado pelo Gov.rno
aosArseuaes de Mariuha era l3deJaiuno
de i83i, como Vm. dir ao respectivo 110
seu officio deque me remetto elle copia,
exijoqueVm.de os esclaiecimentos que^
Uvera respeiio, ou que me remella copia
do aclo legilimo pelo qual conste a uuff ap-
provaija do cilado regulaineuio.
Dos Guarde a Vm. P. d- G. de Pei-
nambuco i2 de Marco de i83G-----F. 0?
P. C. d'AIbuquerque. Sr. Antonio Joa-
quiui de Mello, Piocurador Fiscal.
Athuiio-se actualmente completo o
nunieio dos E-Jucaiido do A raen 1 ce
Guana Vm. mandar eniiegar ao Juiz
de Oifos a queui incumbe a Lei a lutelU
dos Orlaos abandonados, o UKinno, oequ^
trata o seu cilicio de 10 do crreme iuc.
Dos Guarde a Vm. P. do G. de Per-
nambuco i2 deMaico de i836. F. do
P. C. 'Albuqueiqiie. Si. Juiz de PaV.
do 4/ Desiiiclo uesla Fnguezia Amoiiio
l.ui/. de i>uuzu.
Incluso achara essa Cmara Munici-
pal un olliciodo Excellentissmio Vic-Pre-
sidente da Provincia da Parabiba acompa-
nbaudo a copia do requerimeiil do Vi^a
110 interino da Freguezia da Viha Fedea'.
de Cbcceiras na Kibeua de Cauri sobic
luniesde Destrictos; e cumpre que Va;,
informem com uigeucia, e circunstancie*
llmenle a scmeibaiiie respailo. 1 em -lli 1.
do a esta Presidencia com a indicada u.-
loi' ac.iO os mencionados pa ei-.
Dios Guarde a Vina. P. do G. de Per-
nau.buco ade Slaico de ib'56 F. de
P. C. d'AIbuquerque. Srs. Presidente
e \ criadores da Cmara Muninpal da vil-
la do Limoei.o.
-- leudo ue tomar assenlo, como De-
pulado na Asseu.bia P.oviuciul no di* I4
Uo coriente o Piohsorde Giam^tica ia-
lia do li.uiio de S. Fre pedro G.-mal-
ve o Padie Jo.iijiiiin HaUel da Silv Vm.
ordenara ao aulist'luio da Lueiras de
Giautaca desla Cidae que ova siib.sLlu
ira Inu U'-- nao licarem pilvaUos tic u.>
lu. cao os re-peclivos alnmims.
UeOsOu.rne a Vm. r. doO. de Pernap
buco ladeMaico de 183.6.-- F. do ;P
C. d'A biiijijeiijue. --- br. Director u
UceW, LaUlelltlUO Alliolilo Molda O
CalVdiho.
-- L.ui. Sr. $. Ex. o Sr. PieVi.
denle uiaudareintllera V. S. p%i sticui



DIARIO DE P E R N A M B U C O.
presentes a Assemb'a Legislativa Provin-
cial acontas do i. de OiUubro de i834
atao ultimo de Setembro du nnno prxi-
mo pas-ado, da Cmara Municipal da Vil-
*la do Bonito.
Dos Guarde a V. S. Secretaria da pro-
vincia de Pemambuco 13 de Marco de
1836. Illm. Sr. Laurentino Antonio
Morena de Carvalho Secretario da Assem-
bla Legislativa xrovinciat. Vicente
Thomaa Pires de Figueredo Camargo, Se-
cretario da provincia.
- Para CirurgiaS Ajadante da segun-
da Expedica a Provincia do Para nomeio
an Sr. Manoel Monteiro de Azevedo, o
pial teios mesmos vencimentos que tem
o Cirurgi&es Ajudantes de piimeira Li-
nha, devendo a presentar-ge ao Exm.
Presidente nomeado para a referida Pro-
vincia o Brigadeiro Francisco Joze Souza
Soares de Andreas.
Palacio do Governo de Pemambuco 12
de Marco de il36. Francisco de Pau-
la Cavalcanti d'Albuquerque.
Dia i4.
Nao posso dcixar de Mlranhar a es-a Ca-
ara a falta de cumprimenlo asordens (Tes-
te Governo quelhe forana dirigidas em of-
cio de a4 de Maio do anno p. p. em vr-
tude da Resolncio da Assemblea Legislati-
va Provincial eiigindo informacoenssobre
oa lemitesdoseu respectivo Termo cornos
Jas Cmaras do Cabo e Serinjiaem. E
umpre advertir a essa Cmara que se abs-
tenha de repetir falla igua'.
Dos guarde a Vms. P.-lacio di> Gover-
no de Pernainburo i4 de Marco de i836.
Francisco de Paula Cavalcanti d'Albu-
Suerque. Sor. Presidente e Vcreadores
a Cmara Municipal de Serinhaem.
Oicio do tbeor do precedente se en-
derecou Cunara de Rio Formozo.
Ao Commandante Superior da G.
&'. para mandar despencar do ser vico a Mi.
guel A ac n j o Feruaodes Vianna Escrivio
Ajudante d'Orfos d'esta Cidade.
Ao Jois d'Oi los d'esta Cidade cora-
znunicando-lhe aordem supra.
Aofix'tl. Pri Para, transmettndo Ihe a Guia Geral de
ci74 Piacas qoe marchatn parr aquella
Provincia, e que se acham embarcadas no
tecipando que no dia 28 docorrente deve-
r se reunir o Conselho de Revista para os
G. N. na cara da Cmara : nteirada.
Oulro doJuis dePas elleito paia o 7.
Dislricto Francisco Alve-de Mello, parti-
cipando nao poder prestar o Juramento por
se axar molesto : a Cmara lezolveo, que
legalizado o .-eu impedimento. .
Rezolveo mais a mesma Cmara que se
cbamasse dous inmediatos paral se jura-
mentan 111 Supplentes pelo Dislricto de Pa-
ratibe, visto a auzencia de Francisco ve-
Ihu do Reg Barros, e Francisco Xavier
Oxa, que eto Juramentados.
A mesnia resol veo, que visto a colecta
da Decima desta Cidade, e a do Poco da
Panella no haver aberacio, firasse da
mesma sorte subsistindo debaixo daadmi-
nis'raco do mesmo cullector actual ; e
que nesle mesmo sentido se officiasse ao
Inspector do Thezouro Publico, eao dito
Colector.
Mandou-se avaliar a caada da agur-
dente para se tirar os 20 por cenlo do coa.
sumo na forma da Lei, na quantia de 320
rs. que se passasse Editaes, e se officiasse
aoCollector.
RrtolverSo finalmente; qus se nomeaB*e
os mesmos Membros da Commissio, que se
icio de S. El.
Poraai a ; Ao Iospector do Arsenal
de Marinha para por a d. sposicio do Ex.mo
Presidente do Pura o Tnnsporte Ores-
te.
Ao Tenente Coronel Engenheiro Fer-
roino Herculano de Moraes Ancora, di-
zendo-the que como elle tem de tomar as-
enlo na Assemblea Provincial, que passe a
Inspeco das obras Pudlicas ao Engenheiro
Antonio Carneiro Leio.
nomi 011 no ti imestre p. p. para exame das
pri/es publicas, e edificios de Caridade
na forma doArt. 56 da Lei de i. deOutu-
bi'o de 1828.
Houvvi So varios requerimentos de par-
tes ; e por dar a hora o Sor. Presidente le-
vantou a Sesso e fiz esta Arta em que as-
signaiio : e eu Manuel da Molla Silveira,
Secretario da Cmara a escrevi. Barros
Falito, I'.; Caidim, Passos, Guedes, Al
buqucrque.
JUIZO MUNICIPAL DOl.INDA.
Illm. e Exm. Sr. J em outra oc-
cazia representei a V. Ex. que a Cadeia
desla Cidade nenhuma s-guranca tinha, e
isto tanto verdade, que em menos de
urna noile podem os prezos fazer um rom-
bo as paredes, por onde te evada. Na
prisa da Enxovia varios sao os logares,
por onde por vetes se evadirlo oulros em
oulras occazi5es; e ainda prximo passado foi concertado em rom
Transporte O este, que est a de.-po- [ bo feito no mesmo logar da Enxovia, on-
DIVERSAS REPARTICOKNS.
CMARA MUNICIPAL D'OLINDA.
5/ SessaS Ordinaria de 26 de Janeiro,
de 1836.
Presidencia do Snr. Barros FalcaS.
Aberta a Sesso comparecero os Snrs.
Passos, Guedes, Cardim, e Albuqiirrqoe ;
faltando com cauza os Snrs. Bebello, Xa-
vier, Oliveira, e Azevedo.
O Secretario dando conta do expediente
mencionou os seguintes officios.
Um do Ex"Snr. Presidente da Provin-
cia respondendo o tifficio da Cmara de 2O
do corrente, que na falta do Juiz de Paz,
que se axar servindo exercera o Supplen te
imediato na forma doArt. iO doCod. do
Proccsso : nteirada; posto que o oicio da
Cmara fussr em outra sentido.
Outro do Juiz de Paz do 3." Distrielo re-
metendo a Lista dos Jurados de .-eu Dis-
lricto ; Cmara resolveose afixasse Edita-
es Mn ser apurada a Li-ta geril em adjun-
to rom os Parochws, e Juizes de Paz a 29, e
30 do corrente.
Outro do Juiz de Paz do 5. Dislricto re-
metendoa Lista doe G. N. deseu Dislricto:
inteirada.
Outro do Joil it Diroilo Interino per-
de me lenho preservado at boje de metter
os prezos de Ju tifa, porque ahi pedrm
e'les ohter com maior facilidadeos instru-
mentos necessarios para o arrombamento,
e at por que o concert frilo em Setembro
ainda est recente, e cfferece maior facili-
dade paia novo Brrombaroento. Tenbo-
os por consequencia conservado na pri/.
chamada do seguro at o dia de boje, em
que acabo de os f>zer descer para o mes-
mo logar da Enxovia, porque, sv sado
hontem noite pelas 8 horas de que elles
estava arrombando aquella prizad, veri-
ficou-se isto mesmo hoje de manha pelas
revistas, que n lia fui fazer, tendo bon-
tem noite requintado mais gente para
Ihe* impedir a fugar durante a noile, a
qual nao eflVituara, na5 por que na5 po-
dessem concluir o arrombamento, por sim
por %iem que Ibes era impossivel por en-
tre tanta gente, que por toda a noite os
guardou. Nestes termos, receando inui-
to que elles se etada da prisa, em que
orate acha, torno a representar a V. Ex.
a necessidade, que h de aerem removi-
dos para a Fortaleza do Buraco, ou para
outro logar, que V. Ex. designar, ao
menos em quanto o rombo novamente fri-
to nao adquire depois de concertado a ne-
cessaria consistencia, e firmeza.
Aproveit. niu a occasiaS, requeiro lam-
ber a V. Ex. algum cartuxaroe para al-
guma diligencia, e necessidades, que pos-
sa occoner, pois que alero desta Ma sao
poucos os Guardas Nacionaes, que tem ar-
mas, e a maior parte das que ha nao (em
baunetas, ojque tudo Ibes serve de pretex-
to para muitas vezes se negarem ao sei vi-
co.
Deus Guarde a V. Ex. mullos annos.
Olinda 1a de Novemb o de 1835. Illm.
e Exm. Sr. Francisco de Paula Cavalcan-
ti de Albuquerqoe, Presidente da Provin-
cia. Doulor Lourenco Trigo de Lou-
reiro Juiz Municipal.
JUIZODEPAZ D >-PRIMElRO DISTRKTO DO
COLLEGlO.
III."0 Snr. Para poder executar a Ley
de 18 de Agosto de i83l, e Decreto de a5
de Outubro 1832 faz-se indispensavel, que
V. S. por amor da Causa publica, man-
de noiifirar os habitantes du i., a.', 3.,
4., 5., 6., e 7." quarteiroens desse Dis-
tiicto de Paz, para hoje as 3 horas da tar-
de comparecerem na casa da Cmara dela
Cidade, sob pena de serem processados por
desobedientes aquelbs que deixarem de
comparecer ante o Conseibo de qualifica-
cSo, que em dito lugar e acha tr.ballian-
do, devendo os habitantes dos mais quar-
teiroens vir no dia immediato as mesmas
horas.
Dos guarde a V. S. Primeiro Dislric-
to de Paz doCol'egio ?4 de Maicode 1836.
Illust. Snr. Joze Felis de Souza, Juis
de Paz do 3 Disti icto do Ca mo. J Tavares Gomes da Fonseca, Juis de Paz
Sopplente.
Juizo de Orfas de Petqueire.
rrrfi
Illm. Snr.Ainda que esleja bastante-
mente convencido a vista da terminante
disposico do art. 35 1. do Cod. do
Proc. que V. S. nenhuma ingerencia pode
ter nos negocios Pblicos do men Termo,
e que assim a mim competa formar o re-
b la rio de suas necesidades; todaia romo
somente de V. S. que o exice o Exm.
Presidente da Provincia, e V. S. de tnuilo
bem grado se uflerece a formar o relatorio
do estado desta Comarca, e suaj preci-
es, querendo eu indicar-lbe as necessida-
des locaes do meu Termo; aproveitando-
me de lio oficioso offi-recimenlo de V. S.
cedo com muita satisfacio de um direilo,
qoe em nada coarela a minba jurisdico,
indieando-lhe as necessidades locaes deste
Termo,
A principal, e mais urgente necessida-
de, que lem todo dte Termo de Cim-
bres consiste em n>udar-se a Villa pa-
ra Pesqueira ; mudanca esta que mj por
si vem a por termo a tantos males, que
paderem seus habitantes: em 1." lugar;
por<|ueieina em Pesqueira nio m grande
abundancia de object' s de priiueira neces-
sidade, como tambera grande parle de ob-
jecin de mero luxo; ai bao se ahi eslabel-
lecidos assougucs particulares, quesuprem
urna grande poreio dos habitantes do
Termo, lujas, e vendas .surtidas, que alem
deste beneficio, que prestio al aosmora-
doies de diflerentes Termos, e Comarca,
grande ornato oftvreeem Povoacio : a-
chio-se tambemestebellecidas em Pesquei-
ra urna padaria, tendaa de A l'iiaie, Carpi-
na &c. &c. ; emfim j urna feira nio pe*
quena abi se forma todos os Domingos, do
que resulta que os que tem de se dirigir a
Povo'cio nio tem o insommodo de se mu-
nirem de matalclagtm, levando cu insigo
alcfariuha, como acontece aquelles, que
se dirigen) a Villa de Cimbres, onde falli
todas estas commodidades. Em segundo
lugar, porque Pesqueira um lugar, cujo
terreno pela sua amenidude oflerece bas-
tante pasto para animaes; o que nao acon-
tece na Villa, e por isso tem os, que para
l se dirigem, tambem o incommodo de
mandarem seus cavallos pastar distante li-
ma legua pouco mais, ou menos ; alem de
que as aguas em Pesqueira sao permanen-
tes, e ptimas. Em terceiro lugar, por
que nao offerece a Villa de Cimbres rom-
rnodidadealguma para os actos Judiei.iri-
os, e mais funeces publicas ; por quanto
as suas casas alem de serem em pequeo
numero, e to pequeas, que un podero
conter um morador, achio se ja em um
perfeito estado de ruina : e a Matriz que
deveria ser o lugar mais decente, e cura-
nodo para cerlos actos f.iz vergotiha, e
horror al diser o estado de aniquilimento,
e relaxacio, em que se acha ; descobeita,
sem portas, nio muitos dias quedeixou
de servir de curial deorelha* por urna pe-
quena cerca de varas, que se poz sua en-
trada ; em Pesqueira porem as casas sao
em maior numero, assaz commods, e a-
ceiadas; ahi j se acho sobrados, que mili-
to bem podem rfalsar Com os da Capital
habitantes, alem de mitras muitas, que pro-
jectlo edificar, se com effeito, como de
esperar, a As-emMea Provincial resolver
em sua sabedoria que seja Villa a Povoacio
de Pesqueira. Finalmente ainda de gran,
de importancia para os babit.mteeque Pes-
queira seja Villa porque est no centro do
Termo, e siluada em urna planicie, par
onde se dirigem as melbores estradas, as
mais planas ; o que nao se observa na Villa
de Cimbres, que situada no enme de um
Sena a-saz alta, a Sen a Urub, est por
isso mesmo cercada de pes-imas entradas,
ladeiraa ingremes, e o mais que qnasi in-
transitaveis pelas muitas pedias com que
s" achio alcatifadas. Emsuma interessaa-
l o mesmo Estado na mudanca da Villa
para Pe.-queira; porque seus habtanlev
segundo son informado se tero compro-
metido faser sua costa urna cadeia mais-
comtnoda e segura^qne a da Villa de Cim-
bres.
Importa tambem muito para maior faci-
lidade e augmento do Comercio deste Ter-
mo para a Capital, e todo o interior do Cer-
to que se faci duas pequeas estradas, ti-
ma deJeremuro alCaisS4rinbaque vai dar
na estrada real para Paja, passando por
Freixeira, e Descobrimenio; e outra de
Pesqueira aSanhai, dahi.ao Brejinho, e
entrando no Termo do Brejo por Capim,
e Inhumas ; por quanto desle modo terio
04 Viajantes, e Comhoieiros nio s um
grande atalbo na viagem, como de c-tmi-
nharem por lugares pl.-'no.s, evitando mui-
tas ladeiiss, entreelias a eufadonha Sena
do Sapato.
Sobre mstrueo ; no Termo ama ca-
deira deptuu-iraa lelras, e seri* conveni-
ente que houvesse tambem urna Cadena
de Gramtica Latina, se neste Termo do
Brejo, que dista muito dsqui, nio eiistisse
urna cadena desta lingua, onde com bas-
tante commodidade pode a mocidade ir ins-
truirle neste Preparatorio.
Algumas necessidades tem ainda o Ter-
mo ; porem omiti, e julgo nio ser de mi*
nha competencia relferillas; porque sobre
ellas a Assemblea Provincial pode smente
dar alguma providencia, precedendo pro
posta da (ornara.
Dos Guarde a V. S. por muitos annos.
Pesqueira 18 de Fevereiro de 1836.Illm.
Snr. Doutor Feliz Peixoto de Bro e Mello
Juiz de O fo, e le Diroto Interino do
Brejo. Jo e Bandera de Mello Juiz de
Orlaos, e de Direilo Interino em Cimbrea.
*IEA DAS DIVERSAS RENDAS.
A pauta he a mesma do NS 47.'
** fc %+%
CORREIO.
O Bi igue S. Joa Baplista de que Ca-
pita Antonio Cardozo Avies, sai para o
Rio Grande doSul a I7 docorrente.
OBiigueS. Manuel recebe a malla
para Lisboa no dia 16 do corrente as 5
horas darde.
NOTICIA INTERESSANTE.
em elegancia, e riquesa, e urna gran-
de poreio de casas de b< m gosto, e
muitajeommodidade principifio t tasar srua
Consta-nos que no Rio de Janeiro aca-
ba de eslabelecer o Snr. Adi Oliveira de
Carvalho, Cidadio Portuguez ha annos
ivsi lente em Londres, e pessoa de muito
mrito, todos os nspeitos, huma falli-
r de pentes de mrrliin tartaruga, unha e
corno, em tudo rival da perfeico das da
Europa, e que ja t rabal ha com 16 pessoas
livres naturaes do paiz : hum eslabeleci-
mento, quenecessariamente, alm do em-
prego de bracos em boma ai te que os
nossos compatriotas nao besitio applicar-se,
como fazem por inveterados prejuizos a
respeito de muitas oulras, nos deve tiazer
o proveito da extracto da maior parte d'a-
quellas materias primas, que al gora na-
da valiio, entretanto que ascomprovaroos
trabalhadas pelo Estrangeiro subido pre-
co. Possa o Sur. Carvalho conseguir p-
timos resultados em premio dos seus t< aba-
Ihos, e seja-Ihe dada a gloria (nio cabida
muilos PoriugoeZes) de estabelecer ao
Brazil huma Crocina pruveitosa.



DIARIO DEPERMAMBUCO.
3
ART1GOS COMWUNICADOS.
i \
A TOLERANCIA.
Toda a Religio pode considerar-se 011
em suas relaces com Dos, como roeio de
ohonorificar, ecoriduzir o homeui a fe-
licidade da vida futura, cu em sua rea-
cdes com a sociedade civil, cu jos inters-
ses pode favorecer, ou encentrar.
Huma Religio, cujos dogmas, e prati-
18 estivessem em opposicin com a n, reza, com as precisdes, e interesses do bo-
mem, e rom os atributo*, e de-iguius de
Dos buffii ienti iin-nte manifestados, nio
eria azada nem para honrara Dos, nern
para conduzir o homem nos caminhos
da sal vacio. Dos, u,ue quer ser aderado
m espirito, e verdade reprovala-ia neces-
-sarianv nte ;'e o livinem, illusliado pelas
luzes daveidadtira Reiigiio, nao p de-
Ta deixar de a condemoar, e de ler lasti-
ma deseos seguidores.
O Sobas ano da sim parte nio di vi; tole-
rar em seus Estados huma Religio, cujo
espirito, eensino sao inconipalies com
os principios da moral social, e auctori-
dade do Governo. Releva pois, que se re-
couhecad duas especies de intolerancia '. a
intolerancia Rt lig o-a, que consiste em
rejeitar, como reprovada de Dos toda a
Religio, que nao lie a verdadeirs, deixan-
do todava ojulgar das consciencws a a-
quelle, que unidamente as pode perscru-
tar; o intolerancia civil, que consiste em
pioscrever a prcfislo de qnnlquer dou-
teina, e culto, oup">t daik.
A intoleranci.. "R ligiosa conrdea 09
cultos i m reliica vida fitina : a intole-
rancia civil em refaci vida presente.
O Theologo examina huma Religiad para
saber, se he verdadeira, ou falsa; a- p>o-
cede de Dos, ou dos horoens : o Sobera-
no, e o Estadista para saber, se he confor-
me, ou contraria ao interesse da Socieda-
de. Ao interesse digo, e nad acrescento
s leis da sociedade ; porque a verdadeira
Religio, sempre de accordo com osinte-
retses dos Povos, pode achar-se em oppo-
sicad com leis.particulares ; e nele caso
nao sedeve rejeitar a Religiad; porem
sino reformar semelhantes leis.
Sendo pois distinctas a intolerancia ci-
vil, e Religiosa ja pelo seu objecto, e ja
pelos seu-motivos; cl.no est, que huma
iid he conseijueticia n ecessaria da outra,
epezar deque nem sempre as tenha suf-
icientemente distinguido ; porque huns
desacreditra5 a intoierancia Religiosa pa-
ra melhor estahelecerem a tolerancia ci-
til; outros, para jus'ificarera a intol- ran-
cia Religiosa, combalrad a tolerancia ci-
vil.
Por huma parte he ceito, que a tole-
rancia universal, que admitte todas as Re-
ligides por igualmente boas, ou antes igu-
almente imitis, a nada menos se ende-
vesssa, do que extinecad de todo o prin-
cipio Religioso. Por outra parle nu se
pode negar, que os direitos da consciencia,
a boa Poltica piescrevem limites into-
lerancia civil. Nesta materia, bem como
em tudo ouanto respeita ordem moral,
cumpre desconfar das opinides extremas,
e buscar o justo meio, que be onde sem-
pre se achaS o verdadeiro, e o til. Pre-
tendo pois mostrar, que a intolerancia, que
a Igreja Catholica professa, nada tem de
incompativel com a tolerancia civil, tal,
qual a reqUer huma Poltica Ilustrada:
e pira nao bastar formar justas ideas d'
huma, ed'oulra.
Sh huma llcligiad existe, que preten-
de remoutar-se a Dos, justificando a>ua
origem com provns taes, que a rasad ilies
nao possa recusar assenso; releva ler por
cuto, quanto ella ensina ; e se ella clara-
mente ensina, que ninguem pode salvar-se,
sead pela crenca de seus dogmas, e pi ti-
ca do seu culto, he manifest, que a into-
lerancia Religiosa faz pai te d sua doutri-
a.
Esta intolerancia he hum dos caracteres
do Chiitianismo a re.-peito das outra* Re-
Iigi5es, e da Igreja Catholica a respeito
dasCommonhdes Chriats, que deila se
ao separado pela heresia, ou pelo scisma.
N*5qnei isto dizer, ques*gundo a dou-
trina d. lgeja he culpado o individuo
preccisameute por nu ser Cbrista, ou
Catholrco ; por que he principio entre os
Theologos; que a ignorancia, e o erro in
vi ns'veis nao sd pecesdos. Mas por cu-
Ira parle nos f zemos profissao decrer,
priineiramenle, que ninguem pode ser .--al-
vo, se nao pela f em Jezu Chri-to, e pe-
los me i 09 desalvaca, que nos elle deixou
em segundo lugar que esta li, e estes n:e-
"8 de salvaca uso se encontrad, se nad na
Igreja Catholica. O primeiro. destes dous
pontos lie i Jaramente ensinado em todos
os Linos do Novo Testamento : piova-se
o segundo mostrando contra lodos os sec-
tarios, que a Igreja me, de que se elles
separrad, foi t quero conservou o depo-
sito da douti na, e dos Sacramentos, e a
successa do Ministerio instituido, porje-
Zu-Chnsto.
Nao (raclamos aqui de expor as provas,
em que esta firmada a mxima fundamen-
tal('ora da Igreja nao ha salvacad : o
que pretendemos Slin he justificar essa mes-
ma mxima dos reproches daquelles Fi-
lsofos, que estad sempie a nci epata, co-
mo hum dogma auti-sorial, proprio para
armar os Povos contra os Povos,- e pertur-
bar a tranquilidade dos Gove nos.
A intolerancia Religiosa nem ^e encarai-
nha s dividir os Povos, nem a perturbar
a ordem social. Quem julgar o Christi-
anismo por seus principios', e lacios, ron-
vencer-se- de que elle, mais quenenhura
oulro syslema filosfico, he proprio para
reunir lodos os Pon- pelos .ros de huma
Caridade universal ffouia Religiad,
que nos ensina, que I Jos os liomens sad
irmos, e nos manda u ir su nosso proxi
m>, romo a nos rutamos, mo-tiando-nos,
que la nosso prximo he o Samaitano,
Ci.ino o Ju leo. og-nn'o, como o Chrsla:
huma Religiad, q-ie nos imppdeiu o ri-
goroso dever da sul)mis-ad as Potestades
da trra, com quanto sejad heterodoxas,
e perseguidoras; que s pela persuasad
procuraconquistar, escoma paciencia
sabe defenderse ; (al Religiad est muilo
lohge de dar motivos, e anda prelexlos
de guerra.
Injustica fra atribuir Ihe as guerras fei-
tas era seu Dome, mas contrarias ao seu
espirito, conlrai asao seus mais expres-
aos preceito-, contrarias s mximas, e
exemplos dos mais bellos seculos do Cnrit-
lianismo; eainda nessas mesmas guerras
em que faziad intei vjv a Religiad, os cau-
dilhos da parcialida.le (como observa Ry-
fc, fallando da Lig^, e dos Ungentos)
nadsemoviad, se nao por interesses pol-
ticos : lauto assim que as heresias s atar
rao dogmas especulativos ; as dispulas to-
rio teseladas nos concilios ; easdivisdes
da Igreja nao Le io perturbado a paz do
Imperin do Oriente, se Constancio, Va-
lente, Zenoi), Anastacio, e Heraclio nao
tivcssem a imprudencia de se querer tor-
nar arbitros da F : mas pelo decurso do
teropo, qliando a sedicio, e usurpaco se
ajuntaro aorro, qwando os innovadoros
semeario doutrnas, qne se encaminhavo
m incestamente a mudar o estado poltico
das Nacdes, quando invadiio de mo ar-
mada oculto, epos>cs>dsda Igreja; des-
prendero-se ento (odi.s aspuxSes, ea
Europa vio-se dilaierada por guerree
trozes, em as quaes o partido mais justo
nio puncas vezes esqueceo-se do espirito da
Religio, que defenda.
a filha de um cmp'ortez e linda, e poile ser poem em urna linha i teta. Nao se I
conveniente de.-fazerem-se do psy, ou ma-
rido. Quando o pobre camponez esco-
Ihido, elle fiera, geralminle fallando em
dezespero. Urnas vezes foge paia as flo-
restas, mas isto qnaze numa llieaprovii-
t. ; poique toda a aldea sendo responsavel
pelo seu immediato appaierimenlo, elle base dassuas ponas. O primeiro circulo
brevmele agarrado, e conduzido piezo i ouannel nioapparere se"nao quando elle
aven-^
do al agoia observado, rom sufliciente
preciSo, oeomumo, eadirecefo, que
vio lomando os dentes deslts animaes.paj
ra se ter da sua idade um perfeilo conheci-
mento, recorreo-se anda a averiguar os
circuios, que annualmenlc se fonnam na
pelos us irmos camponezes ao deposito.
/Outras vezes osdesgracados sealeijo, cu
fazem em si feiidaartificiaes. Otilias fi-
nalmente do s suas almas o consolador
lenitivo, de que se acho debaixo do grande
estandarte; e n'este cazo, com a jovialida-
de propria da sua naio, manho alegre-
mente ao \ugr doexame.
(The Times.)
AGRICULTURA.
A Hygie.nct to Boy.
Extrahido do halado em Francez das en-
ferniidades dos gados, por Mr. Dla-
guette.
Sobre o B-
Y-
tem tres anuos, e depois todos os anuos se
forma um, e desde que e-te animal (era
tres annos, este he n melhor sigual, que
podemos ler p na conhecer a idade, que
tem um boye una vaca.
A vaca tem em ludo as suas proporcis
menos robustas do que asdohiv. Exis-
lem muias racl de vacas, assim como o*
boy, que sao mu glandes, e dio nimio
leile nos pizes em que se crearam, mas
que trasplantadas, com a mudanca de
clima, e qiialidade de alimento, deixamde
ser lio boas leiteiras.
As vacas, as-im como lodas as femeat
dos animaes, devem (er o corpo lgum
lano longo, a pelle flexivel e fina, asjltas
bastante volumosas ; com ludo esta qualj-
dade nao prova sempre, que a vaca sej
boa leiteira, mormente quando astutas sao
csi nudas. As melliores vacas sao as da
Saise, Normandia, e Flandres. OLavia-
dorpara poder escolher com aceito as ca-
can, que dever admittir na sua granja, de-
naturalistas nao concorJo entre si ver attender primeiramente qualidade
qual seja a origem primitiva, deque pro- das suas forragens. Os Lavradores,- que
Coitinuar se d.
VARIEDADES.
O Soldado us-o.
O numero de recrutas tirados na Russia
con forme s necessidades, ou a vontade do
Imperador ; mas em geral limita- se a dous
decada 500 Camponezes machos, inchu'n-
ih/meninos. Entre os ser vos doi nobres,
aescolha feita pelosenhor da Ierra, ou
seu administrador ; e entre os servos do
Governo pelos magistrados da aldea. Em
um. eoutro razo, pode-te, suppr que o
principal cuidado do Imperante desfazer-
se dos mdos snh 'itos, e d'esta maneira o
exercito vem m r reptaculo da es-
coria do paiz. as aldeas dos nobres,
o adunu-tradoi, v. .. u amo tem occazio
deservir-se asi, e communidade. Al-
guraa^s vezrs, por exemplo, a mulhrr, .ou
ceda ele animal : com ludo a mauu parte
delles o consideram como descendente do
ourochs ouuius, a e.-p.ci- maior e mais
f-rte, queseacha silvestre ns (loiefitas do
norlf^edeou'ras regies meridionaes que
possuem o Bufalo, outra esperie de boy,
que he mais lorie e bravia. Exisiem mili-
tas racas de-te animal domeslicus, as quaes,
como todos os mais animars, a influencia
dos climas, e as qualidades do solo Ibes dio
certas qualidades particulares. As princi-
paes ragas desle animal so as de Hungra,
e da Italia, que tem as puntas mui compri-
das, e a cor do pello de rato ; as da Ucra-
nia tem as pontas mui fortes, anda que
menos compridas ; as da Dinamarca e
Hollanda, e de Flandres, que sao de um
avultado corpo : a da Escocia e de lisian-
do : das quaes muitas sao fallas de pontas :
da Snecia, deponas compridase delgadas,
eslaluraalta, ecorpoum poucocomprido.
Entre as racas Francezas, os hoys de Li-
mousin de Auvergue, de Flandies, do Poi-
tou, da Normandia sao os maioies; a Ber-
t.anha os d mui bons, porm peque-
nos.
O boy he um dos animaes de maior pro-
veito para a agiteullura : elle cusa pouco
a sustentar, e trabalha al lempo em
que se o quer engordar. Os melliores sao
aquelles, que tem os membros reforcados;
e cuj barbella ou papada pende quasi per-
10 do chao. Sio mais e-timados aqu. lies,
que lem as ponas fortes e huidas, e os o-
Ihos grandes e pelos, e a fronte larga, eo
narz rombo ou chato, opeito largo, os
mu-culos bem distinctos, a anca forte, a
pelle branda, a cor do pello brilhanie.
Tambera ha hoys de muilas < es ; mas
quando se conserva bem urna race, a sua
cor be quasi sempre a mesma.
Como hediflicil sugwtaro touro ao tra-
ha'.ho, esta he a razio porque nao se con-
sei vam inteos se nao os que sede-Imam
pai a a reprodueco da especie, capando-se
os mais de desoito mezes dous annos, por-
que sendo mais tarde, entretanto o00vi-
Iho na idade de poder piopagar, nao per-
de mais a sua braviza pela castraeco ; be
nesta idade tatnbem em que convm co-
mecar a acoslum.-l-o aotrabalho. Tam-
ben! se reconliece a idade do bov como a
do ca alio, |ielo-denles incisivos, dos qua-
es o queixo nlerior he s prvido; estes
dentes sao oilo, os caducos ou deleite, sao
substituidos pelos permanentes, que sao
maiores e mais fortes, que os deleite, e
chamam-se os segundos do meio os dous
dentes, que ficam entre os dos cantos e os
do meio, estando ao lado das prezas. Lo-
go, que um novdho lem completo um mez
de idade, Ihe apparecem todos os denles
deleite, e ti ndo dez mezes, estes Ibes prin-
cipian! a cahir, e osoulios lhescresrem or-
dinariamente al a idade. de tren anuos, e
nesta poca os dentes forma ni urna especie
de meia eora, que todos os annos se apa-
ga : os dentes principiando pelas prezas se
comprar gados, devem conbecer os hoys,
que sao mais capazes do trabalho, e de en-
gordaren! fcilmente, lint de poderem
avahar, pouco mais ou meno-, o seo esta-
do de nutricio. Para otiahalho devero
escolher os hoys, que se conformaren] ma-
is com o touro ; isto he, que tenharo o pes-
coco curto, peito largo, membros vigoro-
sos, sem serem avultados.
Para se cevarem os boys, qoe sio de cor-
po mais comprido, reunindo ss mais qua-
lidades se deverd preferir os que submi-
nistran) mais carne, e gordura.
Os camict os tem meios particulares
para conhecerem quando os boys esli gor-
dos; elles apalpam minias paites do seo
corro, principalmente os rins, e as reas
das pernas. O infarte das glndulas Jyn-
falicas, he um indicio de gordura. Mr. *
de Domhasle acaba de puplicar urna expo
sico summai ia de experiencias, que se fi-
zeram para se saber, por um meio mui
simples, o peso decaine, que podei ler
cada boy. Para e-te lira se passa enlre as
duas extremidades anteriores do animal
um barbante, e reunem-se as duas ponas
do mesmo barbante sobre a paite supeiior
do garrote ; a pai le do barbante que volla.
por delraz de urna das pernas, devepassar
immediatamente atraz de urna das espadu-
as, e a outra paite passa sobre a outra es-
padua, e mede-se depois sobre um metro
o comprmenlo do barbante al as pontas
da sua teunio.
Assim a medida de um boy de trezen-
lasecincoenta livras, he de um ijjetro, e
oilanla e dous centmetros. Tem-se no-
tado, quede tiezentas e cincoenfa qui-
h ocultan libras, um meio quintal de carne
he exprimido por um comprimenlo de
mais dsele centmetros, de seis centme-
tros, e de menos para os pesos de seiscen-
tas e cincoenta, e selecentas libras. Esta
medida proporcional diminue em razo do
augmento do peso ; os boys de mil, mil
ecem libras, nao produzem seno cinco
centmetros de mais sobre a escalla, por
meio quintal de carne.
He fcil qualquer pessoa interessada
nesle conhecimenlo repetir estas experien-
cias, posto qua se nio possam anda contar
com os seos esuludos, com tudo podetu
ser de grande utilidade. .
Hygena.
O ar atmosfei ico he o principal agente,
que concorre para a conservacad da vida
dos animaes e dos vegelaes : o horaem eos
animaes podem sofre* a pi vacad de ali-
mentos solidos ou lquidos, por mais ou
menos tempo ; mas a privac-o ab-olula Au
ar atmosfrico por alguns minutos, hesuf-
ficiente para que lano o horaem, como
os animaes perecam. O ai mais favoravel
para a vida dos animaes, qwando a tem-
peatuia nao tem subido de mais, he o
'[tiente e seco. Ele ar he estimulante, e


DIARIO DE PE)jNiM W
'
I
coitserva em equilibrio todas as funcces a-
mmaes: se o calor he muito forte, a tris-
pirac6dosanimaes se -augmenta, a c'ucu-
iacad do san*ue he esloi vada pela raref-
fjcca dos humare*, eosanimaes sao su-
jeitos apoplexias, ou estupores. E>tas
Molestias vem frequntemente aosanimaes,
quetrabalhara ta hora do maior calor,
-nrmente quando carjegam muito, ou que
He Ihes d m*ior pressa a caxniohar.
O ar moderadamente fri e seco he tam-
bera muito sadio, elle diminue a trans-
piracao cutnea, esllimula a libra orgni-
ca, e obsta, que os humores nao se dilaiem,
e augmenta a secreca das ominas : o con-
trario acontece quando ofio he intenso,
poique a transpiraca cutnea, de todo
para, a fibra orgnica contrahe-se muito,
us msculos se entorpecen!, e os movi-
mentosse difiicultam.
EsU fri tanihem irrita demasiado o
sistema nervoso : o pulmad fiequenterren-
te nesle caso se inflauima : a humidade
d Rundida na atmosfera, sempre he noci-
va, quer que a temperatura seja fra, ou
quente : a humidade relaxa a fibra, e
augmenta a forca absurveule da pelle, e
por isao sent mais oeffeitoda tempera-
tura que domina.
Uarfio e hmido be mais sensivel:
o sistema nervoso expe mienta urna seti-
sacad mais desagradayel: os animan que
estad constantemente ex pos toa elle sao
siueitos aos achaques caclielicos, e estes
ve desenvolvem de tal maueira, que ua6
Ihespodem resistir.
O calor hmido produz efl'etos peiores,
relaxando de tal sorte toda a economa
animal, queJbe abate quasi de lodo as for*
cas, ediapoem o> corpos a putrelaca, ou
decora posicad, e n-s paragen* em que
predomina habitualmente o calor hmi-
do, existem brejos, agoas eslagnadas, le-
vantad-se gazes mortferos, que introdu-
zido como ar pela respirado, produzem
as molestias epizoticas. As propiedades
cbymicas doar sao alterad* pela respi-
racad, e se os luga re*, que habitan o ani-
maos, sao acanhados e baixos, e as aber-
'turas sendo nimiam'enle fritadas, o oxi-
geno diminuindo, eos gaze* ua5 n-spira-
veia'augmeulaiido, os auimae* d*v< m so-
fier muito, e serum por iso feojeilos
umitas molestias, porque us excrementes
solidos e liquido decoinpuudo-se, forne-
cein gaa amoniaco, que Ututo icrita os o-
Ibos, como os pnliues.
A decora poic dos carpos animaes,
t vtgetaes na* paragens pantanosas, d
becaala a be desenvolver os gazes hy-
drogeho, e azota, que vicuin o ar almos-
l'cl ico.
Os nevoeiros causam rnai* ou menos
docncas peas suban, ia.% que conten eai
issolca, cuja pieseuca he coiihctida
peloolfacto. Em hu o ar he ainda o ve-
hculo de substancias mu bozas, que se
< haiuam minino-, cuja na tureza u* he
anida bem conliecida. Julga-s-, que os-
les misamos sao a cans ilesas ton neis
-nf< rmidade-., que eru cerlos anuo-, na'
i.m grande numero de animaes, sobielu-
Uo da especie bo viua
C"oriliuuai-St-l)J.
piedades de casas terreas, cada urna com
seu quintal murado, separadas d> sua Quin-
ta, todas cinco com sabida para o no, as
quaes vende todas juncias, ou cada urna
de per si, que far venda dellas al o firn
deste mez por se ir embora para a Europa
curar-se, e tambem vende sua quinta toda
murada em roda, de pedra, e cal, com sua ^
grande casa de vi vend, e sanzalla para
nietos,e grande casa para estribara sepa-
rada com grande portao que tem entrada
para qualquer carruagem, ou carrinBO,
cuja quinta cheide arvores de fructo, e
o talce, e no fundo della urna grande CO*
terrea com muitos cmodos sobre a mar ~
gem do rio, tudo de bom goato; tambem
se ha de vender se ouver quem ebegue pe-
la din Quinta, al o lempo estipulado a-
cima, em qnanto o ahnuncianle pude estar
nesie paiz. Tambem tem um sitio na es-
trada de Santo Amaro na trazeira do rom-
bal, com varias qualidades de fruto, com
boa casa de vivenda terrea : todo e qual-
quer Senhor que quisrr comprar sera a
dinbeiro e liobem se venderse fiadas com
letras de boas fi.raas, e poder procurar
no Recite na rtia da Guia n. l6, que se a-
juslara de Urna ou de outra forma, por se
querer transportar-se a tractor da sua
saude.
jy Quemannunciou precisar de u-
ma pess.a para ir cobrar dividas, dando
fiador, dinja-se a ra das Trinxeiras D.
18.
jy Qualquer Senhor rortuguez, ou
Brasileo que piecisar para lodo o lervi-
co de portas a dentro, de urna rhulher
branca, de maior idade procure no hugo
do Terco 11. 3b.
fy Precisa sede urna ama para o ser-
vico interno de urna casa : na ra Nova
. 32, ou annuncie.
ijy Trocare urna porcio de cobre
marcado, por prata: quem o pertender
dirija-se a ra Nova D. 5 e 6.
yy O Sur. Antonio Gomes Porto, e
Gaspar Carduzo Marques, queiiio anunci-
ar suas moaadas para se enltigar a cada
Uth dos ditos Sois, urna carta.
ty Quem anuncioW querer urna pes-
soa para ir ao maito r-ceber bomas divi-
das j dirija-se a ra d-. t nUn, e-quina que
tem lampiio, \X 3. defronte da lgrej dos
Martirios, das 8 al as 10 horas da manlia,
ede 1 at as 3 da larde;
THEATRO.
Amarilla Quarta feira i6 de Marro se ro-
presentar o Drama uovu denominadoA
Guerra Lucift-rina, ou o eombate de >.
Miguel com o DiaboSeguir-se-li are-
prtfsehtarl da hcaS. Engracia Virg.-m
Mrtir.
AVIZOS PARTlCULA&BS.
Francisco Joze do Reg Ecrrio do Ge-
ral e 'I"abeliao de Nols dela Cida.la liit
luiente ao Publico, que tem mudado >ua
reridencia e C-irlorio para a ra da cadea
.obiado D. 9, em que ae acha icmpie
grompto para o epeuierite de seo enipic-
P-
/ap OSnr. que'annunciwi. querer um
Uoicm para ir^cobrar dividas no mallo ;
a.'iiiniicie a *oa morada.
%y Domingos- Rodrigues do Pato,
UHj ai roioajio do tviVtno unco pro-
COM1MAS.
m ornamento completo ]>ai '" PM-
dro celal'rar a mis-a, urna fep"U *"
do era hora estado: 110 aimsem da ra
Noval). 3t, se dir quam compra.
arjr> O i.e2.0tomo dos Diccionarios
de Constancio, de Ira.icez para portugus,
e'deportuguet jura frauce, UHI TeU-ina-
co, eMrtir Ha.nooiei : na ra do Viga-
ri n. 16.
LEILAO.
Joze Antonio Maia faz Ua"o, por sua
COAta, e de quem mais perlenc.er n da Ib
do correnle mez no Forte do Mallos no Es-
lalerrode Jos Percha Campos, dos perten-
cts da Sumaca Sanio Antonio Tnumpl.o,
que vem a aer fro,, faleixa, cabos,p.uos,
e urna canoa, achando-..e ludo vista dos
pe tendente no mesino lugar.
VENDAS.
Urna negra de idade de 18 anuos com
cria, sabe cosinliar, engomar, e ns-boa.,
sein vicios : quem perteiid-r pd *' ***'J
o Mundo novo ra aliaz do K'H-p'1*' : 5
e ira hartar Uoseu .ju-lrcom Ju> Xavier
Hibei.od'Audiade no F. ciiptono do Sur.
Magilhaen Ba-to.
y B.iheies, r rocos B.lhet daiLoto-
ria que est a correr; < prianmos a
5^500, e os segundo* a 2^880 : Ui Praga
da Iudependwicia loja de Uvros n. 3? e
38.
ty* Bara'hosdcartasa 100 res cada
um : na ra Nova I"). "-.!.
Rilhete, e mei-s bilhete di pre-
*
zenle Loteria na ra do crespo loja de fa
zendas D. 8, lado do Norto.
j^ Urna venda em bom lugar para
um principiantecommodos para urna fami-
lia independenle da misma, e 0*ga 5$ rs.
de aluguel : na venda da ra larga do Ro-
sario D. 7 se dita onde.
yy Um cavallo castanho em meias
carnes, earrega e esqnipa, por pre modo : no pateo da Santa cruz D. 3, as-
sim como um selim e cabecadas.
/y Meios bhetes da Loteria: narua
do cabug ao pedo Si. Bandeira a 3^200.
fcy Meios bilheles : no atierro da Boa-
vista h.ja de miudesas de Antonio Francis-
co Gama a 3^200.
*C9 3 muradas de casas terreas sead
ama desoll ese vendem juntas ou cada
urna sobre si, e tiobeni se se recibe em pa-
gamento cffeitos do paiz, e com brevida-
de que se dispoem ; sao desembarcadas de
qoestoesrshab por deirazdo aterro da Boa-
vi.-ta hiudo para o Hospicio: noallfiro da
Boa-vista na venda de Joio Teixeira de
Souza D. 14-
y i rotulas de amartillo para portas,
de 6 palmos: na mesrna venda cima.
^rp. Diariamente capim de planta em
bons feites a iGO : na venda da ra Nova
junio a ponte D. 36.
tjja Meios bilheles da presente Lote-
ria que corre a 2i do correte: em vora
deportas padaiia n. i04.
jcy Uma negra crila de 30 annos,co-
sinha, engoma, cose chao, lava de barrel-
la e muito boa doceira, vende-se por cau-
sa'de divida; na ra do Ncgucira venda
da'esquina D. i4
y Excellente farinha de, bita. rhi-
lo nova: na roa Nova 5 e 6.
j3? Para fora dPiovincia um mula-
to bom official de sapaleii o de idade de 25
anuos : na rasa de Rodolfo Joo Barata de
Almeida se dir quem o vende.
ery TJm cavallo de estribara beril
gordo com moito bon* andares, como sejo
passo, carrfegis baixos, esqpado &c. :
quera o pretender annuncie por esta folh.
^3P* Urna venda 11a ra de Santa Rita
com poneos fundos, e tambem para quem
quise iliudalla paia oulra paite: aniiun-
cie.
ajgij 1 TJm negro muito moco e robusto,
official de s'paieiro, M-m vicios nem acha-
quen : na ra Nova Foja l>. 4.
^y Uma preta, boa Iavadeira d sabio
e variell, Cosinha u diario de uma casa,
engoma liso, cose ibio e faz renda : na ra
d cadeia velha h.'asSe a6.
^py Um e>cravo de i5 para 16 annos:
na ra do Rosario es' rejta D.'l6.
iy Simentes de orlalice muito boa',
prximamente (llegadas da Franga : na
Soledade casa n. 450.
fy Uma mnl'ta moca, de bonita figu-
ra, senvicios, co.-e, faz rend., engoma li-
7.0, cosinha o diario, e ensaboa, e fiel :
11,1 ra do Faguri'Jus D. 7, sobrado de um
aildar lado diitito viudo pela .raRibei
jy Urna rabia bixo parida com duas
filhas : na ra das Aguas verdes D. 36.
3* Folinlias de porta, de Al-
jr/ibeira, e de Padre, para o pre-
sente auno de 1836, por pre<;o
comtnodo, na Praca da Indepen-
dencia, loja de Livros N. 37 e
38, e na ra da Madre de Dos
venaa que oi do Rezende.
PE K DAS.
A perlo de nrtl miz desapareceo urna
canoa decai'ifira iberia, propra decane-
gar familia, iiovi, tem uri rrCOite na bei-
1.1 do pane-iio, piulada de tntenlo; leu-
do desaparecido .mira a mais de ti iheies
sem ser abarla pmein le bom laiiiauho,
com urna xdih de forro I" proa ja velha
potvm em inulto bem slada, e niui'j se-
gura, ambas pe tenceii'e* a Joo Mai la S-
ve : quem tivir eludo o) del. noticia
dllas, di'ija-se ao aiiuuuciaiite que ra
iecompeu>ado.
F,sckavos rtiu I nos. .
Em iode Fevtruro p. p. luio um ne-
gro por nome Francisco de Naco Cabinda
com os signaes seguintes : cor polen lo, com
o rosto urn tanto descarnado, representa
40a 50 annos, aleijado de un dos p,, es-
tando este sem dedos no mesmo, ecom u-
ma crnica ferela no coto do mesmo pt
e outra na mesma pe na no lado direito da
canella, e oulra quasi >ecca por! cima do
calcanhar do mesmo p, este preto tem-se
empegado em cortar capim'para um ca-
vallo condusindo em uma pequea canoa
de Olinda para o Recite, de donde aeau-
zentou ; pelo que se recomenda a todo o
qualquer Capato decampo, ou pessoa par-
ticular que o encontrar o mande pegar e
conducir a ra dos Qoarteis D. 4 e 5 aonde
selhe dar urna gratificado corresponden-
te a longitude em que for pegado.
fjy Joze, official de sapaleiro, fugio a
9 deDesembro do anno prximo paasado,
temos signaesseguiules: espigado do cor-
no, no pesco-so um grande carouco, sem
barba, com 18 annos de idade,^- pet lisos,
e pequeos, e bem feitos. utro Jote,
fugio no da 7 do correnle com os signaes
seguintes: estatura proporcionada, cor na-
tural, tem a testa enrugada, mal encarado,
com as pe as meias arquiadas, e nos 60*
do |ombo uma marca de ferida vrlha, e
do gento de Anguila : os aprehendedorea
poder levar no beco j das' barreiras na
Boa-vista a entregar a JosEiesbio Ferreira,
e na sua auzencio Beuto de Barros no mes-
mo lugar.
. tjy Um negro, crilo, 20 anno, es-
tatura ordinaria, rosto oomprido, falla
do algn deutes, e tem un.a cicatriz de
fuha fistola, que leve ncara do lado es-
qnei.do. Ievou, quando fugio, calea e ca-
rniza bronca: quem o pegar e levar asen
Seiibor'LuizGum s Fernira no Mondego
ii bem pago, liste ascravobe cosmhei-
ro e fui comp.ado ha poueos dias.
Taboas das mares chotas no Pono do-
1
Pernambuco.
27Segunda i Sh. 3D m V
28T:1 a a 3-i8 0. j
39 Q:M 1 0. - 4- 6 f
-0 1Q-^ ^ - 5-18 )M
r aS: 3-S:^-, 4 -D:, a -c 2 3 * 6- 6 B-5t 7- 48 * i /
MsnhS
TCIASMA ttiTlMA. <2
Navio entrado no dia i3.
. HAMBURGO: 70 das5 Galiota Ham-
burgueza Forluna. Cap. Prrter^n : vari-
o. gneros: N. O. Bieber. Passageiro 1.
Dia i4. '
LIVERPOOL; 37 dias; Barca Ing.
Supe t, Cap. Thomac William : varios
genero* : a Rozas & Braga. Passageiroi.
LISBOA; a8 dia, B. Port. Afiraoo,
Cap. Joze da Silva Cruz.: varios gneros:
.Thomaade AquiuoFonceca. Ton. *85.
Passageiros 3.
Navio sahido no dia i3.
ARACATT, pelos TOUROS; S. Ba-
t ella Matutina, M. Vi.euie Hemique ;
varios gneros. Passageiros 10.
Da 14.
BUHA, poit MACEIO"; Pataxo Hero-
na, Cap. CuididoJoae Fiaucisco Guiarle."
carne.
DITA } S. Conceigio Triunfante, !>'
Marcelino Mariins d* Silva : Varios gene ,
ros. Pa8sageiro.*j4. '
Smio a Divisio para o para com oExm- ^
presidente daquella Provincia, sando com*
posta do Brigue de Guerra Brasileiro, o
raalo Januana, a Escuna i9 de Outubro,
e o Brigue Oresle que transporta a tropJ-
Pkiix. m Tvr. iinDnno. I0B*'


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