Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02348


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Full Text
m
ANNOflDE 1836. SEGUNDA FE1RA
^N
14 DE MARgO N. 5fc
DIARIO DE PERNAMBUCO.
Pirhahbdco, m.Tir.Di M. F deFAiA. 1836.
das da semana.
U Segunda S. Mathtlde II- A. doi Js. do C. de m.
e de t. sea. da Thezouraria Pulilica.eCtianc.de
t- Abertura Bxiraordinaria da A. Provincial.
15 Terca >. Heoriques liei llei. 4e va- aud. do J-
de O. de t.
16 Uara .". Cyriaeo M. ses. da Thez. Pub.
1 7 Quinta S. Patricio liel. de m. aud. do J. do
C. de ni. e de t- La n. as 3 Ir e 38 m. dam- Pro-
cissao a noite.
16 Sexta s. Gabriel Arcanjo. ses. da Thez. P. aud.
do J. de O- de l'roc. Uo Sr. aos Passos no Hecifc.
19 Sbado >)c S. JOZt Ksuozoda Virgem Mara.
20 Domingo da Paixao S. Martinho-
Tudo agora depende de na meamos, da nona pru-
dencia, moderacao, e energa: continuemos coma
principiamos, e seremos apnntados com admira
gao entre aa Naqoes maiscultas.
Pruclatnuco da Atttmblea Qtral da Brasil
Snlrscreve-se a 1000rs. meosaes pagos adiantados
uesta Tvpograba, e na Praga da Independencia N.
37 e 38 i onde se recebem correspondencias legali-
sadas, e anuuucios ; i inser udo*se estes gratis sendo
dos propriosasiignantes, e rindo aaaiguados.
CAMBIO .
Morro 11.
JLiOndres, 38 \\'i 39 Ds. St. por 1 ctd.|on pfata
a 50 por cento de premio.
Lisboa 50 por o|o premio, por metal, Non,
Franca 245-240 Rs. por franco
Itio de Jan. 6 a 7 por cento de pre mi
Moedas de 6400 12000 a 1*2U0
4000 7 ,,000 a 7I00
Pezos l440
Premio da prata 50 p. o
das lettras, por mez 1 2poro|o
Cobre 25 por cento de descont
PARTIDA US CUKKIU.
Olinda _Todns os das ao meio di a.
Ooiana, Alhandra, Paraba, Villa do Conde, Ma-
manguape, Pilar, Heal de S. Joao, Brejo d'Araia,
Hainlia, Pomlial, Nota de Sosia, Cidade do Natal.
Vil'as de foianninlia, e Nora da Prineeia, Cidada
da Fortalesa, Villas do Aquiras, Monte mor novo,
AracatT CascaveU Canind, Granja, Imprratriz,
S- Bernardo, S. Joao do Principe, Sobrar, Novad*
BIHer. Ico, S. Matheus, Reichodo sangue, S.
Antonio do Jardim, Quexeramobim. e Parnahib
Segundas e Sextas feiras ao meio da por via da
Praiba. Santo Anlio- Todas aaquiltas fi-iras ao
meio da. Garanhuus, e Bonitonos di as. K) e 2*
de tada mea ao oieio da. Floresno da 13 de
cada mea ao meio dia. Cabo, Serinbaem, Kio For-
mozo. Agoa Preta c Porto Calvonos dia 1, II,
e 21 de cada mez- Serinhaem, Kio rormoio, e A-
goa Preta Segundas, Quartas. e Sextas le iras.
"WRlO^DifpRlJfflTiTOr""*
O BRILHANTE DIA.ll DEMARCO.
No qual S. A. I. a Princesa Sra.
D. Januaria completando 14 annos de i-
dade ficou habilitada pata segundo o Ar-
tigo 106 da Constituica prestar em As
sembla Geral o solemne juramento de
Manter a Rebgia Catholica Apostlica Ro-
mana, observar a Constituic. Publica
da Naca Bt azileira, e Ser obediente as
Leis e ao Imperador foi em Pernambuco
(e sem (iuvitla em todo o Imperio) um dia
de jubilo, ternura, e euthusiasmo pii
os Patriotas, para os amigos da Constitu-
ica, e da Mo'narchia l Tudo quanto ha
de locante ; tudo quanto move ternura
todas essas coiii-ideracoens que, abalando
O coraca do homem, de-aliam suas sim-
palyas se aprezentaram vivamente na i-
da dos Peuiambucano* A Fdha Augus-
ta do Fundador do Itrioeno, d'Es>e Prin-
cipe Liberal que, desprezando os proprios
i ulereases, la relevantes servigos pres'ou
a nosaa Independencia ; A Filha, a In-
nocente Filha do Primeiio Imperador do
Brazil, j Orfun, eanda na flor da idade,
C'iiiiompliida pela N.-ca como o Paladio
do Moiaich.i Seu Augusto e Innoceniinbo
Irma ; Como o firme sustentculo tia
Monar< hia, e da Constituica do E-tado;
como o regresso (a) contra a anarchia, e
cunta e.-Sd horrorosa Dictadura (b) com
qie Oleadamente ameacam o Brasil, eiam,
r sa6, em verdade objedos de ternura e
entpu.-irfsmn para o hornera verdadera
rnerfte amigo da prospe idade de sua Pa-
lriJ.!
Ja em a noite do dia iO girndolas de fu-
go do ar, repiques de sinos, illumiuaca
tal vran das de muita* cazas e Quarteis de
pin.eira Linha, e mu-ica militar peroor-
ii-iido as ruai haviam annunciado que o
dia do Anniversario Natalicio de S. A. 1.
hera o primen o, que a.-soroaria em tiosso
hotisonte. Com elFeito esse desojado dia
aparecen ta bello, que mis nao era da-
do d tejar: atea N*lure/.a parece, que se
alegrou Pelas seis bocas da manbi urna
sal^a da.- Feriales! e Embarca^oens de
guerra surtas no RuMu Porto, den comee-
* olemnitlude militar do da ; potem ten-
do urna Sociedad' de Brazilnros desimotos
Patriotas convidado as Hrincipaes Aullio-
idad'-f, Func i-mrios Publico*, e um
ofiriMlWavrl iiiim'i'n de Cidads5< para as'
(i) R.gresso significa,-biigo, refugio,
aiolhida, guarida, iuiiparu &. Se. Le.v>e
y Decionaiio de ijinoniooos d.i Lingoa Por-
tuguera. Pagina 2.r>5, que ah ^e achata
esta delinica, t|iie hi que sempieque-
i|mns e"v|>iinii, quando us servimos do
irru o li< i!ie.so
(I) l>it(.duia, ij r.m'i, ejciavida, sao
sistirem ao solemne Ta Deum que em se-
ca 6 de gracas ao Todo Poderoso se ha via
entoar ta lgreja Matriz, de S. Antonio,
foi preciso Uemoraretn-se os festejos mi-
litare. N'este acto de puro Cathole-
cisen e prazer o Publico Pernambuca-
no deu nm testemunho authentico do a-
mor, do puro e sincero amor que consa-
gra A Augusta Familia Imperial e a Cons-
tituica que nos rege, e do quanto confia
na recia e lial Administraca do Eim.
Sr. Presidente Francisco de Paula Caval-
canti d'Albuquerque. Embora os asse-
clasda revoluca, o> filbos das magas ja
pelo prelo, eja verbalmente tivessem asso-
alhado que se pretenda acclainar o deipo-
lismo J (miseraveis quem mais despotas q'
vos !)euibura em elebs decretassem amea-
Cas ; emboca se esbof.issem para enctitir o
snsto, e a desroiifianea no PoVo ; lodo
foi baldado : o Poto, o experimentado Po-
vo, j oscoiiheceee} nad ci mais em taes
hypocrilas, e com justa iudign za seus embustes! Pelas de horas do dia
cometjou o Templo, que eslava tica, e
mageslosamente armado, a encher-se de
um Dumeroso concurso : o Exm. 5r. Bis-
po, o Exms. Sis. Presidentes d'esta Pro-
vincia, e da do Para, todos os Sis. Cn-
sules, eVice Cnsules E>trangeiros, todos
os Sis. Dezemliai gidores, inultos enopre-
gados Pblicos, quaze lodos os Srs. N->
gocianles, um numero cnsideravel de
Officialidlde Militar ; em fim mais de selle
ceios Cidadads ricamente vestidos, entra
os tiuaesse destinguiam onze Commenda-
dores, dois creados do Paco, e quarenta e
seis Cavalleiros (c) das diversas ordens Mi-
litares apinbara un o Templo dentro do qnal
mu se poda respirar; trido porem de
moustrava Religiosidade, Pat>iolisrn>, Hon
ra, Amor ao Brazil. O Rm. Sr. Vigario
do Recife Francisco Ferreira Brrelo, su-
liiudo a Cadatca da verdade pionunciou
um pompozo, e eJIoqoente de-cur.so, que
deixou lodos os espectadores transpoiUdO',
e .-aii.sl'.-itos : concluindo o de-curso os Sa-
i enlutes em coro, secundados por una
harmonios.! Msica que arrebatava, os co-
umaea raesma couza. O Dictador, sem
ler limiies em sua A uh -i Jade, n.and..
sequeslrar os beus do OidauaO, pieiidel-o
oti matal-o s por que qu-:r, e he soa vi,n-
tade Anda o auno pascado u Dictador
de Buemis Aires, de>pensando as forma
do Pfocesso, mandn fu ti lar trm Ulicial
pie tiuha leito relevanle aarvflOa a sin
Patria. Eis contra o qu-* queremos op-
pop oRegresso, iio he procranos,
na Gonslituio.i to Throno, na esial>iida-
de da Monarcliia um Refugio, um Abrigo
ni Amparo que nos livre da Uicladora, do
Goveino Republicano, com que os do-
ineiu do pro^resso rtvolucionaiio, aiuda
U.. confeutes de estragos, pieitn-Jem,'
mas em va, ensanguentac o Brazil.
(c) Este* loraro oque podemos contar.
racoens, entoararo o Te Deum laudamos,
no fin do qual numerosas girndolas de
fogo, e repiques de sinos advertiram que
o istejo continua va.
Entretanto que oh Cidadaos mo|Mili-
tares se derigiam ao Templo para dar gra-
cas ao Ouiputente pelos beneficios que Sua
lmmensa Mesericoi dia nos tem Concedido,
asduas Legioeus da Guarda Nacional, e
os dous Corpos de primeira Linha em i e-
quissimo uniforme formaram em grande
parada na praca da Boavista, aob o Com-
raandodo Commandaote Superior o Sr.
Coronel Francisco Jacinto Pereira, e se
postai ani em linha na ra Nova al que,
leudo feito as continencias do estelo Suas
Excel leticias, ensarilhai a armas em quan-
to se cantn o Te Deum a que asaistiu com
muito prazer eenthusiasmu toda aOfficia-
lidade- Coneiuido o Acto Religioso as
tropas pegaram em armas, e marcharan*
para a ra do Collegio, onde postando se
eui linha outra ve/, as ensarilharam pelas
tinas horas da tarde em quanto os Srs. Of-
ficiaes, e Cadetes cortejavam o Retracto
deS. iVI. I. oSr. D. Pedro 2* Muito Po-
deroso, Respeitado, e Amado Imperador do
Brazil. O Retracto de S. M. I. acha-
va-se em a Salla do Docel rica e mageslo-
samente ornada. Tres bandas de Musi-
ta Militar a porta d'esta Salla tocando al-
ternadamente o llyno Nacional excilavam
oentbusiasmo, e abrilhantavam o i Cortejo a
que concneu a maior parte dos Srs. que
assistiram ao Te Deum. Concluida esta
ceremonia, pecando outra ez as Tropas
em Armas deram as tres salvas do custuruc
de Arthelbaria efuzilaria, que for.im cor-
respondidas pelas Fortalezas, e erdfearcu-
coens le guerra. Dapois das Salvas o
Exm. Si". Commandante das Arma* foi
a frente das Tropas, e dm Viv. A Cons-
tiluica, A Sua Mages'ailp o Impprador,
A Familia Imperial, que foram Cf-.-i-es.
pondidos c vel tanto pela Tropa como pelo Poto qu"
apinhaTa as rus, e as arandis do Sobra-
do abrilhantadas pelo bello sexo Pernam-
bu-ano. que em Patriotismo nad lem qti*
ceder ao do ontros Ptivos. O Sr. r.m-
mandaiite Superior den tambero depois
rasan Exm. Rgeme do Iitiperin, a
Tropas Pernamburanas, e ao Exm. Sr.
Prezidenle d'esia Provincia, Tiras qlie
foram la bem correspondidos prlnepal-
mente os dois ultimo, qne se rorrespnn-
leram com enlhusiasmn quasi 'goal os
priinei'tis sollado pelo F.xm. Si. Com-
mandante da Armas. Dados os Vivas a
l)ivi/.* melleu nm Columna, marrhon em
coniineiicin, e rccolheu se a Quarteis de
senvol'en lo estas nfaiiobraa de urna ma-
neita >atillatoria, que bem provou quan-
to esta disciplinado os Cotpo. quemar-
churaui, sendti ainda mais para admirar o
eerem os dous de primeira Linha quazi lo
dosccmposlos-de rerrutas. De riite bou-
ve Theatio onde confoirei numeroso con-
cuno : recitou-se um Drama anlogo ao
Sublime Assumpto do dia, apparecendoos
Retractos do S. M. o Impe ador, edcS.
A. I. a Sra. Januaria. Quando apa-
receram os Retractos d'Estea dois Entes
que atrahem aa simpalyai de lodos o Bra-
/ileiros, levantaram-seos Espectadores, o
o Exm. Sr. Presidente deu viva ao'Im-
perador, a Conslituicad e a Princesa &
D. Jonuaria ; vivas que foram com en-
thuaiasmo correspondidos : aiuda o eco
as abobedas repela o som u'eates vivas,
quando o Sr. JoseTavare Gomes da fon*
ceca Juis de Paz do !. U.stricio da Fie-
guezia de S. Antonio soltou de um Cama-
rote dous vivas ao Exm. Senbor Fej Re-
gente em Nome do Imperador, e o Exm.
Sr. Piezidente d'esta Provincia, aosquaei
vivas con espondeiam alguna apretadores
da Platea, onde logo um Hieial Militar
rompeo em Vivas a Sra. 0. Januaria : an-
is de.-en* olveu-se de novo o euibusiasmo:
os Viras a Sra* D. Jauuana rapetirau-ao
de tal surte que nao be possivel. Uescrever.
Cantoue o llynno, Reprezentou-ae ama
Pec% anloga, e pela urna hora da noite re-
colheu-se cada um a sua caza satisfeito.
Mullas cazas se illuminaram, o Pt lacio, a>
Foitalezas, eQuaiteisdv piimeira Linha
da mesma soi le estireram ellegantemeniu
Iluminados. D'esta sorle .-e passou nm
dia todo de prazer, todo de alegria, todo
de Patriotismo ; d'esta soi te deu em fim o
Povo Pe>naiubucano urna lico aos revolu-
cionarios : praza a leos que elles d'ella sa
apioteitem, e que nao desafien! miis a
colera de un Povo que a 5 anuos lem fer-
i opeado, e queso pelo espiito de ordem
que o domina, anda os sufre.
Grrti
AGRICULTURA.
Necessitlade de establecer urna Sociedado
de Agricultura em todos os districtos.
(Art. tiad. do Jornal dos Conhe-
timentos atis.)
As Sociedades de Agilcnlttifi, sendo
muito antigs em Inglaterra, em Franca
foram s estabelecidas no ultimo secuto;
mas ja trm conli boHO muito para propa-
gar rnuitns praficas ag iColaS, ionio ridaj
em diversos rmn-s cattangeicos, e noia-
oamente a tos prados arteficiaes, e a cul-
lur.< das batatas. *\,,s nhimos lempos
lem animado --iugolarmenle as plnnlaco-
es das ai votes fructferas, e a- riafa, quo
se lem por toda a paite multiplicado rom
una cmutacaQ at al>i Sem rxempto. bfa
o ser vico mais assignalado, qu taes Socie-
dado tem feito Franca, e a humanidade,
lie o de lerem contribuido para destruir
os prejuizos, que degradara* a Ag cul-
tura ; de lerem lirado esta profisaad do
estado debumilhacaS, e de despreso, etn
queseachava, asseguraado-lhe acoaiide-


^
2
DIARIO DE PERNAMBUCO.
;



racio, que merece, por ser, como he, a
primeira das artes, amis importante de
todas assciencia*, a mais til de tudas as
.industrias. Estas Sociedades lem a gloria
At ty feito numerosos prpsdvtos, e contar
centr -seos rnembros hometis distiuctos por
49!!HRlfctdes era o*E>tifo, e ra.s anda
por seu mrito pessoal, nao se dedigna-
vam de se occupar em suas Unas, dos ma-
is piqueros processos dos trabalhos ru-
Tacs.
O interesse publico, solicita a niullipli-
cac,a das Sociedades ag colas. He paS,
dezejar, que se estibeieca OlSa un cada
Municipio; seriarh 'cultos tatitos ckhtos
de insliuec-, cujos raios, tocanito' todos
osponlos de cada jim dos districlos, con-
tribuli effirazmente para propagar as
laces, e excitar os cultivadores a fazeretn
os ensaios, 'tj, a socitfade julgasse a-
pr.opriados ao solo, debaixo da sua influ-
encia.
C)s estatutos dests sociedades agrcolas
poderiam ser un i fui mes para toda a Fran-
ca. Urna das principies di>posices deveria
ser, que ao menos mlade dos socios fus
sem agricultores. Poderiam tambero ter
'dWbciads correspondentes m todos o
districlos do seu departamento, e mesmo
em oda Franca. Mas, para seren uieis
semelbanltseftiblecinDentos, heessmcil,
queseiam cumpleiarmme livivs.
"Rfhita* -ftfhrrri 4inportanJes poderiam
*er iltrbuidas estas sociedades, taes co-
mo :
C-vre-pOrldere-a com o Ministro do
'ulterior, -c com vodis'as sociedades agrico-
'1k* dos departamentos.
. Examinar, e escomer alumnos para s< m
,Jmt enfilados fs escolas espfeciaes 'agricul-
tura, e nellas instruidos rusta do Esta-
do.
estribiilr aos cultivadores, que 1 ive-
fem soflVido graves pedas pela pedra,
- pelas innundaees, e pelos incendios, os
soccorros pblicos concedidos pela Lti,
que i4o especialmente consagrados este
objpcto, mas que muitas vezes U-m outro
destino;
O- atribuir prevmioi annuaes aos cultiva-
dores d' di tucto, que e julgarem mais
digno* de I les.
^ A redarea-ode um corno de iostrurca.
ompreheri'tendo as pralicas de agricul-
tura )<* conhecidas,- e nutras, que de novo
se-possa introduzir.
Se no artigo, que dcixamos traduzi-
do, em Tez das palavrasFranca, depir-
- lamento, Ministro do interiorse lestem
Brasil, provincias, Ministro do Impe-
rio ninguem du vida ta, de que. a duu-"
trina selle expendida, sobre a utilidade
da* sociedades d'ag cultura, fu part-
culai mente destinada para os agricultores
Bra-ileiros, aos quaes .-a5 anda mais ne-
, ees-arios aquellas estabelecimentos, em al-
iene. 5 a< stado peculiar da nossa indus-
tiia agrcola, con-iderada em todas as MI
s retacees. Se na Franca, onde todas as
artes esU, com pouca differen<;a, ao ni-
vel da maise'evada illuslraca do lempo ;
onde s.- multiplicados os meics de diffun-
dir os conhecimentos as mass .s populares;
onde a applicaco d.s sciencias phisica-
i artes be vulgar e usual; onde innume-
raveis sabios, e pe-soas instruidas, dpei-
sas por lo lo o ten torio, e as Mun ip<'
dades, sab:a, eefficazmente organizad s
t'-m vulg risado as novas pi tica-, os mis
convenientes procesaos, e as maquinas ma-
is perfeitas; se ua Franca, onde, para a
sim dizt r, a alhmosphera est eropregua-
da de ideas, eilustraca de todas as scieii-
cias, e ai tes, eemcujo territorio seamon .
toa uma popula cao numerosa, e activa ;
no centre da Europa culta, ecom osmas
promptos meios de communicac., ainda
assim mesmo sao necessarias as associac.5es
agrcolas, em cada um dos seos districlos;
qual ser a oecessidade de taes estabeleii-
mentos no nosso immenso, e despovoado
Paiz, onde a instrucca anda na iufaucia
apenas pertence a a'guns individuos, onde
doiitinain anda as antigs praticas, efal-
leceui tob-s os meios de introdcelo, e
fulgarisac 5 ios oovos inventos, a nao se
adoptar o das asaoL-jaces, que alias he < e
ttdos v mais p d es mais adiantadas na vida industrial?
A lyrla duiaca da nossa vida poltica,
ou antis da nossa i ufa ocia poltica, que,
secundo orden natural das cousas, nos
dexa muito atr^z das Naces, que Um
corrido niais longa carreira industrial; a
distancia, que uos separa das Nbces mais
adiantadas de ambos os hemispherios, dif-
ficultando a introducn de l*r'*, machi-
nas, e toda a soite de inventos, qe cir-
cunstancias mais favoraves l facilitara, e
promovis ; a dispersan da nossa mu pou-
ca populacho branca ; a inapiida inteHeti-
tual, e m vontade da populacaS bgra, e
iiihabi'idade de seus bracos >ervs: b 1si>-
lamento resultante das distancias, e da
diiculda >'St pela falta de estradas, e navrgabilida-
. de de"tios e'ranaesj cy finalmente, a dis-
cordia, e as rivalidades, que destacada-
mente nos devidem ; os pi-ejui/os, e hbi-
tos inveterados, e outras muitas causas de
atra.-o, sa5 outros tantos tmpe embaraca a marcha da nossa industria
em todos os seus ramos, partcula'menee
a agricultura ; e> poderio ser removidos
pelo poderoso roeio das associaces. Se
pelo passado se pode calcular o lutiro, se
as mesmas causas devem em gualdade de
cirenn-tamias produziros n.esmos effeitos,
a Historia da indnstiia das nacSrs mais
opul. nas, e cultas, e paiticulannenle da
Ingl-.teira, da Franca, e dos EstadcsUni-
dos, deve convencer os Brasileiros, de
que s este principio vivificador he capaz
de desenvolver a pindgiosa fecundidade
do nos.-o incoinpa'avel lerritorio, elevar-
nos ao ponto culminante de*r;queza, e
prosperidade, que lera locado aquellis
Nacoes. O espirito < bservador do Brasi-'
leiro Ilustrado, epatriota, e do e.-trang i-
ro, que faz votos pela prospeiidade desle
Paiz, sem igual, quando corre o e-paco,
que nos separa do ponto de adiantainento
industrial do seculo ; quando c'ompaiabs
nossos meios incalculavtis, eas facilidades
incomprehensiveis, qse nos prodigalizou
aNatnieza, com os limitados, e mesqui-
nhos meios, com que Naies activas, e
industriosas term praticado maravillias, e
prodigios espantosos; quando considera,
queso de nos depende a prompta realisa-
ra5 da nossa possivcl grandeza, e gloiia,
fazendo succeder o espiito publico ao e-
goismo, o espirito de associaejao ao i-ola-
ment, a moral, ea illuslraco, sptix-
es,' e aos prejuzos, a concordia, e a ar-
mona social miseraveis inttigas, e ao
furor do espirito de facca'8, nio i ode de-
morar-se sem dor ueste parallelo do exis-
tente, e do possivel, da nossa miseravel, e
incominoda posica estacionaria, com a
marcha rpida, .ocrgada, e mages>osa,
que nos indica a Natureza, e a IUza
Voltando amateiia, deque em ceito
modo nos a parln um m minenlo, que
oo-ses lt iloM a nao poder condemnar,
he lora .deciuesla^ que eonvem antes de
ludo promover as bssoi ces agrcolas era
lodos .,s districlos, em que for possivel ik-
zel-o ; eesta necessidade he tanto mais
pa'pavd, quauto no sos variados climas,
e differenles producc,Vs, nos diversos ter-
itorio*, comprehendidos na vaslida do
Imperio, exigem difieren tes conherime -
.to', e differenles platicas, que o cultiva-
dor solado, nao pode nem introduzir,
nem vulgarsar. O tlTcitcs de tats asso-
ciaces serlo iscal ulaviis, e tanto maio-
res, quauto mis ellas se multiplirarem ;
pois (jue alera dos ensaios, que tira urna
applicacio local, ha cbjeclos de geral ap-
piicaio a todo o territorio ; e para es con-
-eguir ser o mcio mais ifiicaz, ou antes
o nico, a cooperaca das diflerenles as-
sociaces, que aidentidade de fin-, e de
vistas, e urna coi rc-pondencia assidua, de-
vem por em contacto, e lser convirgr
para osmesmos objectos. iesta Provin-
cia a Soeiedade Promotora da Industria,
lem tambein seu cargo os progressos di
agricultura, como a primeira das parles
di seu tripule objec to ; mas pela amplitu-
de de seuslins, e por sua posica excntri-
ca, arespeito dos dierenles pontos do
nosso grande territorio provincia), nao
pode supprir a dita de associaces locaes,
que ten ha m porfin particular, promover
a agricultura, eo aperfeicoamento dascri-
aces de gados, em espacos mais cinum
ciiptos. Os pati iofas activos eillii.-lrados,
dos differenles Municipios, lem nesleob-
jeclo mteiia digna do seu zelo e patrio-
tismo.
(Do Jornal da Socicd^dede Ag cuitara,
Necessidade da observaca, e das experi-
encias para os progressos das ariete
particularmente para a Apicultura.
Qnalomeio mais elicaz pata alcangar
steobjcto?
Os progressrs do espiito humano sao
de* idos em todas as pocas s luzes, que a
experiencia de uns vai legando inexpe-
riencia dos que. Ihes siu redero, ofqties por
tu turno v.i linsmitlindo aos oulrosa-
quelle deposito, ja enriquecido pela sua
propria observaca. He ao conhecimen-
lo desta vtrdade, em que se fundn a fi-
losofa moderna auxiliada pelo meio po-
dero-issimo do invento da Imprenta, qoe
se devem os inralru'avcis progresos do ge-
nero humano nos ubirnos teropos, e este
e-panlcsoadantamento, qu- lano nos so-
para das geivc-s antigs, anda as mais
industriosas, e cultas, lie este princi-
pio, de incalculavtis te-ullados, que o h<-
mem deve o ter sabido co estado selva-
geni, da estupidez, e da imociabilidade,
em que ainda vemos estacionarias algumas
tribus miseraveis da nossa especie. Quae>-
quer, que fo.-sein as causas d ffeitntcs, que
deram urna poref- da Humanidade o
impulso, e iriovimiiito progressno, e fi-
zeram ficar a oulra estacionaria, e incul-
ta : o ceito he, que o con'raste do alto
poni de corib'cimen'os, e cvil!sacaod's
geraces cultas, e da so moa prodigiosa de
suascommodidade-s, e prazers, comai-
gnoranria, grosseria, mi-eiia, e ajecQ-
das racas seivgens, nao he devdo se'na
ao principio da experiencia em urnas, e
vida puramente animal ns outras ; por
que nestas todas as idc!as adqiiidasse per-
dem com a morte, tendo o filbo, cmo
os irraclonaes, de Irilhar de novo o cuito
espaco, que tiilliou o pai. Mas de todas
asarles necessarias, e uteis, nenhuma h-,
que tanto dependa das experiencias para
os seos progressos como a Agricultura : as
legras, que diiigem as ai les, e os seos
proce-sos, nos ramos da Indusliia propii-
amt nte dita, a que lem spplicaca mais
immediata, Fsica, e Mccbanica, ser-
vem com peq-iena, ou nenbunii niodifi-
caca, em todos os lugares do Olobo, em
todas as latitudes, e climas, com tinto,
que concorram as materias primas, e os
agente, e motores, que sao iodlspensa-
vi s. Mas pode-se diser o mesmo da A-
grirultura, na qual a lalitude, a exposi-
ca, as diversas combinaces da trra, Os
melbeoros, e tantas outras circunstancias
produzem urna diferenca ta sensiv.l de
um ponto oulro ? O sabio, que nos ge-
lados campos da Moscovia, observa os < f-
feilos da nev, e do geloj'nfls produrces
do seo agro ingrato, ou especula sobre a
creaban da Rene, animal para elle, mais
do que todos proveitoso, oceupa-se de um
traballio intil para o vinhaleiro do Ren< ,
do Ebro, e do Douro ; para o cultivador
d'oliveiias da Andaluca, e da Grecia ; e
paa o plontador de caf da Arabia (de
Mi su), do Brasil, e das Anlilhas ; eos
seos li-.ibaiho-.'ser.- do mesmo modo sem
proveilo para o criador de merinos da Hes
patiha, e para o Estauci>-iro criador de
bois d'America Meridional. Nem he ne-
ce-saiio ir bu-car ta remolas differencas:
09 m-sm > paiz, e na mesma comaicaa
natureza da trra, que vaiia, bem como
a temperatura, e outras circun tandas,
pede differenles ensaios, novas expi rien-
das, e variados proeessos. A mesma plan-
ta, queem cerlas circunstancias exige um
genero de cultura, em outras demanda a
que he abs. fritamente conlrai'ia. M.sa
quem incumbe promover, e (iiff.indir e
te pdneipio essencial do desenvolvimento
da yirimeira das ai tes, da fon te originaria
d toda a producca ? Ser ao sabio, que
por amor das sciencias observa a Nature-
za ? Ser ao Proprietaiio, ou ao cultiva-
dor, que lem interesse em procurar o
meio mais promplo e efiVaz de augmentar
os seos productos ? Muitos servicos tem
feito Agiicullma as observaces dos sa-
bios ; mas as obras de tal materia, alera
de raras eolre sos, p< la maorp do escripias debaixo da nlluem ia de oulro
ceo, a para outras produces, pouca, e,
em alguna objectos, nenhum spplicaca
podem ter para a no-sa agricultura. Os
proprielarioscomraumente sem os conde-
cimentos da natureza dos objectos, que
mas os inte ie-sain, ignorando as leis da
phisiologia vegetal, e da i onomia ani-
mal ; a natureza das diversas Ierras, as
snas conflbinaces, e seos 'resultados;
principio da acca cbvniica e mecbanica
dos estrumes, suas di lie rencas, e se< s va-
riados effeitos nos diversos trenos; des-
conhecenclo mesmo as noces mais obvias
do-meios de aperfeicuar as racas dosani-
rnaes ; limitara so ordinariamente s ve.
1 has praticas, icando e-tac onai i. s no
ponto, em qucs dtixaram os se"s nuv.
es. Ha dons mil anuos, (jue Julio Ce*
sar lev u Pennsula Hespanh la ti arado
Romano, e ainda naquella paite do mun-
do (na Europa culta !J se lavra com aquel-
le piesente do conquistador das Gil as,
sendo baldadas as in-inuaces dos sabios,
que ha muito inculcara mquinas mais per-
fritas. Tamben os seos esforcos ainda
nao poderam introduzir a fouce aperfei-
coada, ja muito usada em outros paizes,
com a qual um s hornera, e com incora-
paravelmenle menor trabalho, e daino
da sde, f.z tanto como 8 ou 10 rom ou-
tras tantas fouci'nhas : tal he a forca do
habito, e tanto a dificuldade de vulgarsar
os novos inventos, e as novas prat'cas,
quando a influ ncia be particular, e lo-
cal, n. partindo sena de alguns propri-
etarios zelosos, e il'u Irados.
Esse n e.-uio interese, que se quer fater
o agente e mobil das' experiencias no pro-
pri'tario, he de'o i dina lo mais urna,an-
sa para as nao < mprehender. As esperi-
encias na Ag cultura precisam pelo me-
nos a revoluc das quatro estaces do ati-
no, quando as plaas sao annuaes : ese
se qierein comparar muitas experiencias,
o qu he indispensa vel para obter dados se-
guros, mu tos annos sao precisos ; bem
Como quando as plaas sao vivazes, as
quaes a fructilieaca dista mais ou menos
massTnpre slguns anuos da sementera,
ou |ilantaca ; e do mesmo modo quando
sefazem ensaios sobre as differenles racas de
animaes, e sobre as >uas utilidades rela-
tivas; parque t?n loo lavrador, ou odi-
ador, de empregai? os seos cap'aes de urna
mamira, que m pouba em contingencia
a sua subsistencia, e a da sua familia, na5
pode> occupar em grandes ensaios os ter-
renos, e os capitaes, de que carece para
a cultura, por um melhodo ja sabido, e
cujos resultados sao certos, ou ao menos
pi oraveis, salvu o insedito acontecimento
de urna de esterildade extraordina-
ria. Muito oonvria, por exemplo, aos
nossos criadores a aquisica de cavallosa-
rabes, e hespanhoes, de vacca de Hollan-
da. de ra nei-ot merinos, de plantas das
differenles qualidadesde oliveira (*), e de
outras ai vores anlogas ao clima ; mases-
tas pequeas emp eris demandam relac-
es, e mesmo meios pecuniarios, que mui-
tos nao tem, e que a maior parte nao que-
rem arriscar em txperiencias, cu jo r< sol-
tado ignorara: e quando um ou ontrofa-
ca tats ensaios, o seu exemplo nao pode
ser couhecido, sen^ dos mais visinfjos,
(cando assim de m di na rio esquecido,, a
suppbntado pela forca dos habitantes e>
dos preconceitos, todo o trabalho, e toda
adespesa de om Cidada illu-trado, e ze-
lozo. Nao baver, pois, um meio-, que
facilitando esle principio de aperfeicoamen-
to, o mesmo lempo assegure os seos re-
sultados, eeslenda a sua acco simult-
neamente todo um ten torio, toda
urna Provincia? Ha sim a natureza dan-
do ao horaem a necessidade de ser ocial, e-
de ter um Govcrno, depositario de toda
a forca, e de um fundo dos assoeiados,
descobrio-lhe o caminbo do seu progresi-
vo aperfeicoamento, e de sua indeffinida
felicidade : tile s incumbe seguil o, d-
cil aosdictames da Raza, e s inspirac-
es das suas proprias necessidades. O sa-
bio Sinclair resolveu este problema, lem-
brando o meio effic z das quintas experi-
meutaes; idea, quefoi recebida, e adop-
tada com recouliecida utilidade, na Iu-
(*) A propagaca da o!i> eir, por se-
ment, alm de exigir depois a euxeitis,
he diiiiilima, falhando quasi serapre os
ensaios e piepaiacos da sementera ; *
por essa raza se costuraan propagar por
estacas, ou rebentos.


u A l [ o i; P O M A M II U C o.
V
glaterra, Franca, America do norte, eem
ouiros paize*. Semelhsntes estabeleci-
im-nios podem ser veidadeiras escol-s na5
s da Agricultura, mas de lodos os ramos
da Economa rural, inrluindo a criaco e
aperficoamenlo das ragas de anitn.es, ea
arle vet'riharia ; e dhi esulu, que a sua
otiTidade he ncnritesUvel, e geral, po-
den lo ter app'icaoaS lodos os pai7.es, vm
mu I o*, ou alguns dos ramos do seu Tasto
'onfacio. M*' ela impelante roattrta,
pela sua iranscend. nc'ia, pelas div. r.-as re
laces, em que pode ser considerada, ja
emquanioi .-na- differVntea applicacS I
ja resuelto ita mei s pr ticos Je intro
duzir, eterificar nt > nos 1.5 uteia es*
ti.bt'lecnneiitos, fxi>e que iie m V> volle*
raosa traul a em artigo particular, e prj-
valit>, que lera lug.'i- insta puhliraca,
tra occa>ia5 opportuna.
(L)o Propagador da Industria Rio-Gran-
dens'.)
dem.
DIVERSAS REPARTICOENS.
COMMAND DAS ARMAS.
Qusrtel do Gommando d*s Armas de Per-
nambuco 9 de Marco de i836.
Ordem A Adicional a do Dia.
O Efccl. Snr. Piesidenle da Provincia
quercndo solemnisar o Oia 11 de Margo,
em que S. AUeza Imperial a S. D. Janua-
Tia completa 14 anuo*, idade, que o nosso
Cdigo Fundamental lem marcado para
qne Ella preste Juramento de manter a
Religio Catholica Apostlica Romana, ob-
8. rvar a Constituicio, e ser obediente as
Lei, eao Imperador, lem resolvido, que
nes>e Memoravel Dia se formem em Gran-
de Parada a Guarda Nacional, e a Korca
de piimeira Liuha. OCommandanle das
Armos fin vii lude de semellianle delibera-
cao ; determina, queaprimeira Leg'odo
Municipio do Recite com o 4.|Corpo de.
Arlilheria de Pozicooini*m huma Briga-
da, e a segunda L'gUo do mesmo Munici-
pio com oBatalhio 7.0 de Capadores for-
mem a segunda, esta comandada pelo Sr.
Coronel ManoelThomaz Rodrigues C*m-
pello, e aquella pelo Sr. Coronel Francisco
Jore da Costa. As 9 horas da mauhi am-
bas as Biigadas soba direco doSr. Corn-
mandaite Superior Francisco Jacinto Pe-
reira deveiio estar formadas no largo da
Praca da Boa Vista, e as iO horas impre-
tenvelmente toda a Forca tomar posico
na ra Nota detemvolvida em Linba de
sorte que asua direita loque a ra das
Trirtxeiras. Ah esperar que se 6ude
11 Acto Religioso, que m lestemunho de
regozijo pela E-tabelidade da Monarchia
Constitucional do Brazd se pe tende cele-
;brar nalgreja Matriz do S. S. do Bairro de
S. Antonio.
Findo o Arto o Sr. Commandanle Supe-
rior far mover a Divizo para a ra do
CoMegio postando-a da in.meia pue se lem
athe agora pralictdo em an nmamentos la-
es-, e assim esperar as ultimas orden*. O
Co'rmaii'lanir das Armas convida a^s Srs.
Olliciars de pnm'ia. e -rg nd* Linlia, da
Guaruicio para q'ie compareci na Secre-
talia Mi litar as 9 h>ras do refeiido dia, a
fim de tornarem coui suas prosrncas o Ac-
to mais respeitoso, e de as-islirem ao Corte-
jo que ter lugar em o Palacio do Governo
. as horas do costume. As muiicas dos Cor-
pos locar o recolher aos das iO, en
no Largo de Palacio, d'onde sucessiva-
raente vo'tai a seos Quai teis, e a alvo-
rada deste ultimo sei locada pelas Muzi-
cas do 4. Corpo, e 7. B.iUlhio em seos
rospectivos Quarteis. Assignado Joze da
Costa Rehello Reg Monteiro, Comman-
danle das Armas.
Dita
Pela Secretaria da Presidencia se despacha-
1 ao os segumles Navios na semana pas-
eada.
Barca Ingleza Countiss of Deimore para
Triesie.
Pataxo Brazileiro F.roina para o Rio de
Janeiro com escala pela Bahi.
Sun. ac Bruzdeira Estrela Matutina para a
Aracaty.
S. Jze Viajante para o
Rio Formozo.
Caipira para Marei.
S. Joze Vencedor para
Seiinhaem.
Conceicio Ti unante
para Baha.
S. Antonio para Baha.
Pataxo nglez Cezar para Liverpool.
Galeota Hollandeza lenckrom para Ams-
tcrda.ni.
B'igue Porlugu-z S. Manoelpira I.i-boa.
Bi ;ie Ing'e' Broad Axe p*ra Trieste,
turnara O. ental A'aulpa para Monte Vi-
ile< .
B'igne meri uno Susan para Babia.
Brigue Biazileiro Anua Mar i a para Lisboa.
Dila
Dita
Dita N
Lancha
CMARA MUNICIPAL d'oLINDA.
4.* Sessad Ordinaria deiO de Janeiro,
de 1836.
Presidencia do Snr. Barros FalcaS.
Abeita a Sesso comparecero os Snrs.
Passos, Guedes, Cardim, e Alhuqnrrque ;
fallando com cauza os Snrs. Rebello, Xa-
vier, OIvhi'8, e Azevedo.
O Secretario dando conla do expediente
memionou um ofE< io : do Juis de P. segando Destricto Ignacio de Almeida Sa-
nnho, pedudo esclarecimenlo a vspeito
da-entrega da vara ao 4.a Juramento visto
elle ter seivido desde o anno passado por
impedimento do Juiz, queenloe#ra o Dr.
Ui bao Sabino Pessoa de Mello : a Cma-
ra resolvto, que se Ihe re>pondesse, que
entregasse a vara ao immediato visto ser
conforme a Ly.
llouvean varios requerimentos le par-
tes ; e por dar a hora o Snr. Presidente le-
vanlou a Sesso e hz esta Acia em que as-
signaiio : eeu Manuel da Molla Silveira,
St-cretario da Cmara a escrevi. Barros
Falcio, P.; Caidiro, Passos, Guedes, Al-
buquerque.
B3 -J'
MEZA DAS DIVERSAS RENDAS.
A pauta he a mesma do IV." l\7.
ARCEMAL DE MARINIIA.
Pelo Arsenal de Marinha se faz publico
que nos das i4> e i7 do corrente se hade
pgar as pessoas abaixo declaradas, por
conla da divida passiva contrahida pelo
mesmo Arsenal at o dia 22 de Janeiro pr-
ximo lindo. Arsenal de Marinha 12 de
Mci90 de 1836.
Antonio Pedro, de Carlho
Inspector do Ar.-enal.
Relaciodos Credores do Arsenal de Ma-
rinha d'e.sta Provincia que devem ser pa-
gos com a quantia de i6.000$000 reis,
que n'esta data se pedem a Thesoura-
ria da Provincia.
Nomes des Credores
Auno Fmaiiceiro de i835a i836.
N.-
' DOS co
NIIECIMT."
Importancia
Pelo que fallou para c5-
pletar o conhecimenlo
N. i04 de FriciscoMa-
mede de Almeida que
por engao se pedio a
quantia de i09$7i8,
quando o conhecimenlo
he de 190$7i8, como
se verifica a vista da re-
taceo anlerior a esta... 81.5)000
dem para completar o
conlieciment N. 18O de
Antonio Botelho Pinto
de Mesquita da quan-
tia de 4.6<>680, pedin-
do-se por engao 4'625
res, romo se verifica da
mesma relacio........ j^680
787 Joze Pedro de Alcntara a62^40
i9i Maduro Fonceca e Silva 98i#>920
I95 O mesmo............ 1:044$?90
4
itt
m
7.CA
a53
254
255
358
199 Antonio Pereira Machado 163^260
2O1 Antonio Bolelho Pinto
de, Mefquita......... 83$04O
a03 Fi-ai'cisco M meida.............; 613^750
20t O mesmo............ i60$150
05 O mesmo............ 900$000
a 12 Antonio Pe eir Vla( ha-
do................. i33O30
223 Anlonio Botelho Pinto
'de Mesquita......... IjO^lQO
251 Miguel Antonio da Costa
e Silva............. 39l$450
*40 Francisco Man>ede d'Al-
meida.............. i93$800
>\i Caetano da Silva Azeve-
do................. 890^400
Elias Bapti-ta da Silva.. 364^000
Francisco Mameded'Al-
meida.............. 322&350
Antonio ,Botelho Pinto
de Mesquita......... 'i i7^JJ000
Francisco Mamede u'Al-
meida.............. 450^910
Elias Baptisla da Silva.. 550^000
O mesmo............. 550^000
O mesmo............. 550<2)000
O mesmo............ 550^000
Antonio Botelho Pinto de
Mesquita............ 4 *8$000
259 Viuva Cosa &FIhos... 136^000
262 Joze da Silva Neves____ 408^000
264 Ji-rge Brochleusl....... a9^910
275 Angelo Francisco Car-
ntiro............... 550$000
274 O mesmo............ 550$000
2*7 Joze Tavares da Gama.. 6o,6$699
292 Joze Tav'ores da Gama.. I:i98$930
293 Antonio Jote Gomes... 33^^000
297 Antonio \ Botelho Pinto
de Mesquita......... 86$680
298 Miguel Antonio da Costa
elva............. 1:884#040
Reis 16:012^759
Arsenal de Marinha 4 de Marco de 1856.
Alexandre Rodiigiies dosAnjos
Secretario do Arsenal.
CORRBIO.
O Biigue P01 tugue 2 de Julho deque
('pito Jacinto Apolinario Romano,sai pa-
ra Lirboa no dia 17 do con ente.
O Brigue Escuna Anna e Mara, re-
cebe a malla para Li boa no dia 14 do cor-
rente, as 11 horas da manh.
REFLEXOES.
Sobre o actual Eslado-poh'tico do Brasil
(Continuacio do N. antecedente.)
O Duque de Mayenne, que se linda leilo
declarar Regente pelos Estados geraes, na
morte de HenriqueS.* mantinha limii ex-
ercito formidavel contra Henrique 4.; ti-
nha anula ao seu partido grandes Cidades,
e tiabalhava por convocar de novo os Esta-
dos geraes afim de declararem Henrique
como intruzo na t-ono da Franca, e no-
mear-se hum outro Rei.
O Papa, eo Rej de Espanha, cada hum
por diversos interesses, favoretio o Du-
que de Mayenne, lendo o 1. grande par-
le do Clero de Franca que o secundava,
por todos os meios aoseu alcance, eo2.
grande numero de Nobresa, a quem por
nteres-es de familias, ronvinha o adjuto-
lioespanhol, donde esperavio a reslitui-
cio de privilegios, que Henrique nao pa-
reca di.-posto a conceder-llirg.
O Duque deSaboia, que sendo hura dos
mais ocarnicados cheles contra os Hngno-
les, e contra a pessoa de Henrique IV, se
havia apoderado do Marquesado de Salu-
ces, para o que o Rei Ihe nao supunlu di-
reito, instigava lodos os que poda chamar
a seu partido, para a queda do Rei, efa-
zia cnu-a commum com quanlos obravo
neste sentido.
Taes, e oulros muitos embiracos encon-
trou Henrique 4." quando tomou as redeas
dogovemo da Franca E qual oi sua
po'itica ? Ella consisti emtrazer as di-
versas opinies a hum nico fim ; e a mos-
trar, por suas actes, que jilo liitha outro
.filo mais, que a ftlicidade do R.ino, e'sje
nenhnm modo prestar proteccio pairial,
ainda quelles deseus amigos, que oha-
vio coadju\ado na giande tola da aecla
m;co.
Hum esquecimrnto total de opiniSes,
dusantea guerra civil, e hum aclhimeiito
encanlador a todos os que se apiesentavfo
ao Rei, i]iiae-qier que honvessem sido seus
passador feitos, pz em inteira segnridade
os quedelle podiio recear vingancds.
Huma escolha de empregados, em at-
tenco mais que aptidiopara esempre-
gos, junta buma exacta vigilancia sobre
o cump iroentu dos deveres dos que empre-
gav, fez desvanecer de lodo as ideas de
qi oterco q ue o Rt i comedesse exclusiva-
mente a'gum do> partidos; e deque se
nao julgasse influido 'por qualqoer dellet
em sua.** delibeaces.
Huma exacta observancia nos dereres,
praticas da Religio Catholica, que tinha
abracado, e huma tolerancia caritativa das
mais citas, que se professavio entfo na
Franga, f mo sincei a a sua converso, tii ou os receioi
aos outro*, evitando assira as emigrac5es,
e o Rei conseguio, por meios brandos, cha-
mar milharea de homens ao gremio da Igre-
ja Gatholica.
Respeitoso tracto com a S appnstolica,
e o mais exacto cumprimento de tus trac-
lados comas potencias ei trangeiras, gran-
gearo a Heni ique nao -i) a amisade, e alta
consideracio do SummoPontifice, como a
alliancu de todos os pi incipaeschr.staos, de
c|U( ni fui ai bil o, em moit.es ques'5es me-
lindrosas, eevitou sanguinolentas guerras,
por sua mediaco.
O Duque de Meyenne, o mais incarni-
cado inimigo de Henrique, e que ainda sO
baleo com elle em'campanha, depoit d
sua elevado ao trono da Franca, se lbe
lancou nos bracos; e obtendo deile ma-
is sinceras demonstrac&es dee quecimehto
do passado, acabou por ser hum de seas
mais fit-is confidentes*
O Duque deSaboia cedeo de suas per-
teneces, e fez com Henriqne 4-" os trete
dos mais vantajozos Franca.
Exacto observador das leis do Reino,
Henrique fez, por seu exemplo, 1 enunci-
ar aos nobi es da Franca as pe t ene oes -,
buwvas de odiosos privilegios, e leve nel-
b'.s hum firme appoio as empiesas, que
tenlou em favor do Reino, e de seus sub-
ditoi.
Hum dia de aparato de corte, em q> e o
Embaixador de Espanha se moslrou admi
1 ado do grande numero de nobres que cei -
cavo o Rii, e que, como porfa, forCu-
javo por se aproximaren! del'equanto pn-
dessem. Is'o he nada (disse Henrique
ao Embaixadoi) para o nnmtro de meot
gentishomens, que meceico, ebusdo
iuntar-se a mini nos das de bata'ba. a
Tal foi o comporUmenlo deste grande
Rei, e taes forao osiesultados, que por el-
le obteve, em favor dos que governava, ea
quem elevou ao auge da prospe idade:
ninguem ainda o negou !
I'em se diga que os homens de 1500 nao
sSo os do piesenle heculo ; que os estmu-
los, eutio applicados sua conducta, nio
podem portanto quadrar actualmente, e
menos em diversas naceg. A 01 ganioacio
physica dos homens daqnel'.e seculo be a
mesma dosactuaes, eem todo o mundo :
e suas paix5es, que sem duvida nsscem
desta 01 ganisacSo devem mover-se com os
meamos estmulos.
Augusto teve semelhante comporlamen-
lo e bleve Os mesmos resultad) a e o Secu-
lo de Augusto nao fi o de Henrique 4*
nem os Romanos erfo^ .vncezes.
C.ttinuar se->
CORRESPONDENCIA.
Snrs. Redactores.
Li em o seu Diai io N. 57 de 11 do cor-
rente um artigo do Snr. Pn motor, em o
qual fazia ver, que o actual Professor da
Sande est processadoporcrime de desobe-
diencia ; fique 1 pasmado saber, que um
Cidado pronunciado esteja exerrendo um
emprego, e isso a despeito da Le: ui Srs.
Redactores, que he isio ? Grandea mils*


r

4
*re* se Ctten m Pernambuco .
dewemoi de murmurares, Ulrez o Snr.
Provedur, ou a Cmara ignoren este fac-
i j epoi is-o niotenhio ainda dado as
providencias, cono be do sea rigoroio de-
ver } poim tei possirel, que assin seje ?
I-lvez..... em lim basta por esta Tez, e
oca em obaerraoo
O Nereo.
DIARIO E PEa NAMBVCO.
EXTERIOR.
GRECIA.
Alhenas 5 d'Outubre.
Amagoa pela perda da Princesa Canta-
cuseoa (filha do Conde Arruansperg) foi
universal, e o seu funeral un dos tnaia toe
cantes que se podiao ver, porque, em ra-
zo da quarenlena, o corpo nao podia an-
da, receber o repouzo no Cemiterie geral
de Alhenas. Um grande numero deOffi-
ciaes de Estado, Empreados Civis, &c.
embarcario na tarde de o5 de Setembro, do
Piieo,e desembarcarlo na liba dezerta de
Psytalia, Situada entie o Piro, eSalamis,
que fui o lugar determinado para o enter-
i amento da defunta Pnnceza. As 4 ho-
ras foi ocadavor desculo do barco de vapor
Amano para um bote, esendo accompa-
nhsdo poroulros a5 barco, esquipidos
por marinheiros Gregos, Ingleses, Fian-
ceses, eRussos, foicouduxido so seu des-
tino. A Fragata Inglesa Barham, n cujo
bordo voltou M. VouKobell da boa via-
gem, dispara va pequeas pecas a lempo
que passava a proemio funeral. Quando
chegou a Postaba soou do alto das rochas
uua tocante hyrano fnebre, eeontinuou
t que o esquife, que era accompanbado
pelo afflieto Pay, foi |erado peluS mar.
beiros Ingleses ao cume dooutei.o, e de-
positado na Sepultura. Aqui o Capelin,
Visino, que anda poucos meses antes ti
nba consagrado a defunrta i.a soa entrada
em as materias obrigacSes da vida, ten-
ton sustentar um discurso, mas a cumoccio
do digno padre inrerroinpia abei lamente
uaspalarras, e* lagrimas que inundario
sua*laces, eiio o Sermio Cneme m' pro-
gne me se podia facer sobre esia mureliada
de. Velho marinheirosderramavSo pran-
to uedor pela detuma, e ro haviio olhos
eachmos, quando sepronunciou a meio
final, pois que a atmosfera estava j tinta
coin os ltimos raios do Sol posto.
Trieste 5 de Novembro.
a fermentacio nosespirilos do poro, ms
tamben abrir oras fontes, s artes, e
sriencias. Nio ha noticias do Egypto.
Dit-se que o cordio sanatorio nos Estados
Pontificios por causa, da cholera ser que-
brado.
Munich 6 de Novembro.
A partida do Rey para a Grecia est de-
signada para o da 16 do corrente. S. Ma-
gestade lenciona rollar em Marco prximo
futan.
(The Times.)
As nnssss noticias da Grecia nSo sio mm-
lOaatistatoriai. Paiece que ha considera-
ve l iermen I ac o em IUbj, deque ahiu-
tnM'pnsoas mal intencionadas podenio fa-
Mlmenlap.oveitHr-se para embarcar o
Coverno. NVias ci.cuiisiancias nao e
proweljueoCondeArmanspergab.iido-
ne a Cien;., e deixeofiVy qoe t-lresago-
ra mata que nunca lenha necesside d'elle.
OespuMo d.. Conde receben cet lamente
un choque mm lerrivel pela perda de sua
lilha mais reina, eoicancado de residir
m um l'a.z, onde teni solTrido tantas coa-
las dwagcdaveis; c,n ludo, petar de
tudoisto, elle uio deixar p.ovavelmeiile
Greca at a chegada do Rei deBrviera,
que lencion visitar Alhenas no decurso
1 este mes. Cartas de Monique diZem que
oHeyLuis de.xaria a sua Capital a !8(lo
renle mes, e embarcara s coin peque-
o sequ%, ou qf ou em Ancona em
direilura para Alhena*. Soa Mage,ide
se demoraia Les metra na Greca : e-te
lempo ser gasto em ajodar sen amado fi-
Ihonadifficultoza larefc ,,ue ||,ecouhe por
sOite, de regenerar urna nacaoavduda por
renlos de escrav.dao, eemconven.er-.-e
por sua propr.a experiencia do eS|do da.
cruzas e.nump,,/. q,iP pt|a e|r.Vac0 de
um memhio da lamil.a Real de libera ao
IhronoCrego, nainraloienie *e un.Y em
Ka viera em estieito laca*. Oniro objeto
do Ry proratelmei.i letsafaarr n rfesefo
que como amigo das ai les, tem fomenta-
do, dar sitar eqaelle pz c1>smo. \to
p de b*ve. 'Imita deque risita d'ete
tVpUV I Sob. i-Jii. 4 (i.e.i* m* .,in f^.
I'/ *r..ni,,...,..,, ,,.,. |., ,rM mm
AVIZOS PARTICULARES.
I>-se 5oO$ reisajuros de 2 porcento
sendo comhypoteca em bens desembaraza-
dos, penhores de ouro, ou boas firmas;
quem os pretender dirija-se a ra do col-
legion. i.* andar do sobrado onde mora o
Tenente Coronel Cavalcante que se dir
quem os da.
%^ Precisa-se de dois homens que sir-
vi para um Botequim, e casa de pasto:
quem quiser dirija-se atraz do Corpo San-
to n. 66 para tractarcomseos douos.
%9" Precisa-se de urna ama para o ser-
vico interno de urna casa : ua ra Nora .
5 e 6, ou annuncie.
T^r* Antonio Leile dePinho, tem com-
! prado de ordeiii do Se. Juze Ignacio de
Rrifo, morador na Cidade do Natal um bi-
Ihete de Lotera de n.* a583, e um meio bi-
Ihete den. a3ir.
&* Precisa-se alugar duas pretaspa-
ia venderem azeite: no sobrado ao peda
Matriz de Santo Antonio.
*V Precisa-se de urna pessoa para ir
aomatto receber urnas divida, dando fia-
dor ; annuncie para ser procurado, e se a*
justar.
V9* O Officiaes de tanoeiro que quise-
remlevantar barricas a sooreis cada urna,
dirijio-se ao a> masem d'assucar-da praca do
Corpo Sanloii. 3.
JT" Quem precisar de 600$ res a
premio de don por cento com pnihores de
ouro ou prata. e tfobera se d com boas fir-
mas; annuncie por e.la Mha, ou alias di-
rija-se a ra do fiamjel sobrado U. 50, 1.
H'lar, delronle da casa d.s Diversas Ren-
das.
*" No da 12 do corrente apareceo na
roa Direita em esa de Francisco Ramos
Maia com loja de funileiro, una cu'oula
que diz ser escrava do Sur. Francisco Xa-
vier Maririlio Falco, morador no Engenho
Carauna, procurando senhor peta a com-
prar. Seomesirio Sor. Xavier est re-
sidvido a rendidla pode apaierer, ou man-
dar pensoa auihorisada para eflitaar^M
venda e quando noqueira mand^ por ella
inmediatamente a casa do dito Ramos, o
qualcum ludo nao se resporisabilisa pela
mesma e.'Crava.
^& ^ abaixo a^^ignado previne o
Sor. Tliesooi eiro da LHera, que nao baja
de pagar se nao ao ine.m aba'ixo as.igna-
do, algn premio que haja de sabir no
meo bilhtte da pie-ente Lotera n. 299,
sloo mesinnter desaparecido ; e acha-.-e
no verso earrilo Theodoro Silva, e Gi-
ras raens do Sello.
*3s* Precisa-se de urna pessoa para o
serrigo de urna casa de homem solteiro ;
Uni de ra, como de casa : quem quis r
annuncie.
W^ Precisa-se de urna para casa, forra
ou cativa : ,, ruH 0 Vigario n. 16.
*** No principio da ra dos Hospicio,
ladoesque.do, quarla ca.si terrea de vi-
Iraca existe urna caria pac o Sor. Luis
(.usalves Agr,,, v.fula do Rio Grande do
Sal,
COMPRAS.
Um quarto de carga em boas carnes
nio sendo muilo caro : annuncie.
VLcV1 Um jogo degamso com pedras de
raarfim, ou osso: quem ti ver anuuncie por
es i a folha.
*pO" A collecclo das Leis Extraragantes,
e Reportorio as meninas, tudo j uzado ;
quem tirer annuncie.
AMAS DE LEITE.
Quem quiser alugar ama ama deleite,
dirija-se a ra do Lirramento D. 9, ou
annuncie a sua morada.
U loja de miudesa de Francisco Gana.
WT* Tinta para escrever de superior
qualidade : na ra da cruz n. 40.
C3- Folinlias de porta, de Al-
gibeira, e de Padre, para o pre-
sente anno de 1836, por preco
commodo, na Praca da Indepen-
dencia, loja de Livros N. 37 e
38, e na ra da Madre de Dos
venda que foi do Rezende.
ESCRAVOS FGIDOS.
VENDAS.
ARREMATADO.
V rail te a Adniinist.acao do palrim^ni..
dos Orlaos se bao de a. remallar a qaeui
msis iler aseasas nume,os4i *** '* "l '--
J". e08da do Burgos, ambas no Bairro do
Mecile ; sa pe,so-s que>e proposerem a ar-
renati.as pdera .ompa.-ecer no dia 16
d.. corrente nie as 4 oras da tarde com
seos adures.
Um terreno com 18 palmos de largura,
da parte da mar grande, com casa de tai-
pa, silo no atierro dos A litigados defronte
uo i-avio : annuncie.
IflP' Urna preta de naci de idade de
iSannos, sab? cosinhar, engomar, eco-
zer : na ra do Fogo D. 11.
H^W Urna preta crila moca de bonita
figura, engoma, e cose lis", cosinha o dia-
rio, e faz renda : no becoda Florentina na
segunda rasa de Joio Zurrick.
*V* Urna escrava de Atigolla, boa lava-
deira de varrella, *em vicio, nem molestia
algoma: na ra das Trinxeiras sobrado D.
18.
Ws* Meios bi Hieles da prsenle Lole-
ria pelo preco de 3$aoo ic's em prata a
9(0 o palacio : ne ra do cabug defronle
do Se Bandeira loja D. 7.
|%y Em bom uso e por preco commo-
do os seguinles livros : urna Gramtica La-
lina, urna Arte Potica, u. Salustio, um
Elemento de Potica, um Z iller, n urna
Biblia : na ra do Rosario Bolica D, 7.
VW* Urna venda com poneos luirlo* e
commndos para familia : no atierro du
Boa-rihta passando a ponte do lado direilo
trreeira venda.
ry Meios bilhetes da prsenle Lotera
a 3$>.oo em piala, e ^0 res e-n cobre: na
ra .lo rrespo ladodosol luja I). 6.
I3* Carrinbos de mi par enduces
de aterro: na roa do Vigario n. 16.
*y O i.e'2.lomo dos Diccionarios
de Constancio, da francs para poi tuguen,
e deportugo^s para francs, um Telen)
en, enlaifir Haoioaier : na mesma casa a-
cinia.
WT* Rilhetes da Loteiia: na ra do
crespo D. 7, lado sul.
*jr- Urna canoa berta ainda em bom
nso propiia para um tudo, que lem de
cumprido 40 palmos e de largo A : na praia
dorollegio l). la.
^ "'i* """sos para carro : no Eoge-
uno Tam..taupe de Kiores.
.. **", ",,, P'?,;1 de naci, cosinha o
diario de urna rasa, ensaboa, e engoma,
sem vico nem achaque: no becoda Pol
sobrado I). 1.
ry Urna preta boa lavadeira de varre-
la, engoma perfe.tamente, e mui fiel : no
principio da nudo Hospicio, lado Muer-
do, T U na cabra (bixo) parida, e d
hastantele.te: na meaina ca cima.
T .ll.ele.-, e meios, da actual Lote-
ra do Seminario na|ja de Joii NBpolu.
ceno Ba.ro>o em prafa e moed, |egal a
ruadaradeti do Re.if,; n 27.
ty Urna preia de naci, moga robus-
Ue.,em v,,,u, com.ha o diario, lava de
bao, e boa qnjvandeiiyi: na.ua Nova,
Ma de caliieireir.,, (jUe T0|u ,, a ^
boa 01 Carino.
TJ- esrr..v crilo, de 50 anuos
ne i.la.le e C0iiIlha o diario de ,., v<,
ruatfora do i-.rio das canoas no 3
andar delronle da, cas^s grandes do M o-
q na.
Em 10 de Fe ver eiro p. p. fagio um ne-
gro por nome Francisco de Na^io Cabinda
com os signaesseguintes : corpolenlo,com
o rosto um tanto descarnado, lepresenla
40 a 50 annos. aleijado deum dos pi, es-
tando este sem dedos no mesmo, ecom u-
ma crnica ferida no coto do mesmo p
e outra na mesma perna no lado direito da
canella, e outra quasi secca por cima do
calcanhar do mesmo p, este preto tem-se
empregadoem cortar cipim para um ca-
vallo condusindo em urna pequea canoa,
de Olinda para o Recite, de donde se au-
zentou ; pelo que se rtcomenda a todo e
qualquer Capatio decampo, ou pessoa par-
ticular que o encontrar o mande pegar e
condsir a na dos Quarteis D. 4 e 5 aonde
selhe dar urna gralificasio corresponden-
te a jongitude em que for pegado.
fc3 A o amanhecei- do dia 22 do cr-
lente, fugio a Joio Francisco Sanios da
Siqiieira um negro de nome Vicente, que
parece cn'oulo, oficiar de sapateuo. que
j foi esoravo do ftnr. Rabello Escrivio do
cimea quem o mesmo Siquea o ci-m-
proo, tendo taob 01 aquelle comprado a
hum homem de Santo Antfo: os siguaes
sio os seguintes, corpo regular, echeio,
muilo regrista. eafletado, anda meio coi-
Xo por molestia veneria, igoorando-se a
ronpa com que fui vestido, por levar com
sigo Inda a que tinha : roga-se a lodos 09
Snrs. Juises de Paz, e Commandanles de
regalos toda a preveneo do aprehende-
rem ; assim como a qualquer Capilio de
Campo toda a deligenci por pegar dito e-
cravo, e levarem-noao lugar do MOuteiro
a sen Snr. ou den) 10 do Recife a ra da
Cadea a Francisco Joaquim Pedro da Cos-
ta ; e scontrcendo a pega rem no para as
Povoacesd Sul, onde o mesmo >cie
be muito pratico, o poder entregar no
Enaenho Meri.z ao Snr. Joaquim Cmdi-
do Gomes, em rindoba ao Snr. Felis Ji.u
da Camera Pmente1, e no Engenho Ma-
ranhio ao Sur. Joio de Sonsa Leio, cerli-
fi.ando-sea quem o aprehender, quesea
bem gratificado.
7"flPoa5 Has mares rheuo no Pono de
fetnambuco.
27 Segunda
J29-Q:-----.
S -Q: -
5 5_s:__ J
2h. 30 m
3 18 a.
4- 6
5-i8 a
6~ 6
6-5*
7- 48 a
Manlii
NOTCIASMA RlTTia. i
Navio entrado no dia ia-
JBftSEt, 35 das; Palaxol.g. Surpie-
2", Uf>.lore Oange: Faiendsi: a Csl-
moit& Comp. Ton. 84.
Saludos no mesmo dia.
** Un. podo, oplimo boiieiro, boa
"'ira, |,,m comoum pelo, pr.,orio para
toloo.ei.Ko, e lem principios de co>i-
n-e.ro, boM,oe, de oleo de Imhac-, em
P*'?""......', ou menor; a ru- do V.-
t5*rio I), a.
MonM Mlheles da Loleria que bi-
J-V.olV. H-dlV-tlh p.,,;, deAOO .0,
i><*<- ..i-. u. j-o.,..).r.1.,,;4i ru
TRIESTE; B. Ing. Brsdet Capilio
Jonn (eveav : SSfUOaP, e romos.
ROFORNOZO; S. S. Jose Viajante,
M. Ilenriqiie Caroeiro de Almeida: lastre.
(Jbse vaces.
D.u fundo 110 Lameiro urna Crvela
Ingleta d Guerra, e bordeja no mesmo
um* Barca Sarda.


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