Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02346


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Full Text
-t
ANNO DR 1836. SEXTA FEIRA

ll DEMARCO N. >j
DIARIO DE PERNAMBUCO.
Pbrbabbboo, ha Ttr.DiM. F de Farm- 1836.
das da skmana.
Se?unda Tlnmsz d-- Aq- A. do Ja, do C. de m.
e de i. ses. da Thczouraria Publica, e Chae, de
t.
8 Tere; S. Joao de Dos. Re- de m. aud. do J.
de O. de t.
9 linaria S. Francisca Romana se, da Thez. Pub.
Q. min;,-. M 7 li. e 2."> m. da t-
10 Uiinit S. Melitao. Re. de m. aud. do J. do
C. de m. e de !
11 Sexta S. Candi'lo M Faz annos a Serenissima
Princessa I. a Senhora I). .latinara, Herdeira l're-'
snni|iliva. 11 nao ha despaxo.
VI Saliaao S. (in-gorio P. Re. de ni. e aud. do V. G-
del em Olinda.
13 Domingo 4. da Quarcsma s. Rodrigo M-
tmammBim&sitimmsrjPKsstii*
GLORIA! UNIAO! PROSPERIDADE!
GARANTA AO THRONO, E A PATRIA !
O DA 11
de MARCO.
Apsguera-se de huma ves os fazos da
discordia, que tem espalhado as veneno*
cas faisca da rivalidade para nosso proprio
mal: unanio-nos para berilios feliie, e
respetados. Adoiensrw o nos-o Joven lm-
peador, e as rrtlRHMI Suas Augustas
Iimi.is, pt-nbor*s da paz cun que mu l'"
niimor.iou o Brasil. Adoremos a Consti-
tuica, essa ai ca sania de quem esperamo-,
a nos-a felicidade. Veneremoa respetosa-
mente nossos Anciio* a quein esta ennfia-
do o poder legislativo, e o poder execuli-
~vo, ponhanio nelles huma conlianca sin-
cera. Respeitemos em fm, todas as au.
thoridades a quein esta entregues os dif-
ieren tes rain o* da adm nistiaca publica,
-coniendo-nos nos limite* a que surtios o
Wigados, segundo as nossas circunstanci-
as, e sejaraos bons cidadios. Final-
mente olhemos com providencia para to-
das as necessidades do braz.il, esmermo-
nos na educac publica, na propagado
dos principios da nossa sania Religi pa-
ra serillo mi i uosos. iVliuin Povo seni
virtude uc pode ha ver libordade : a 11-
fcerdade sem virtud'', be a fonte da anar-
qua. Nao acredtennos as palavras de
homen* idiotas e viciosos; este lem sidu
huin impenioavel eiro da uoss* conduela:
bata. He lempo de leflectir, e de ronhe-
*eer u verdadeiro tnerecimento.
(Do S. de J.)
taes
EXTERIOR.
aSC
El-Rei de Dinamarca, pela sua ssponta
nc-a e livre vonlado, acaba, de conceder a
heu povoos lieneli *ios de huma Represen"
taca Nacional. 1", le aelo he lano aiafc
mrito i io, quanloo poder absoluto de que
SO?*va, eaque pucha limites o mesmo Rei,
havia dealgui modo recibido a saneca
popular na revnlucao extravagante de
J660, que trasladou s para o poder do
ft- i o de que ab.isava os N.brea. He
Verdade que a nova Oiistituica de Di-
xamana, lo'lavia, nao he niai.i do que hu-
ma tmida concessi sos prircipi'S, por
iUti) ter a Assemblea sena poderes consul-
tos; mas de vemos reconhecer a boa l q UC
cmi.lio formaca do novo Cdigo Poli-
Jiro; o espirito de Liberdade que excita-
:"jr. tat ens%ii>a Ccunlai C9 "uitircs g>r
Tildo agora depende de nos mesinos. da nossa pru
delicia, moderadlo, e energa-* coiiiiiiiiemo Coma
principiamos, e remo i>oniado cora admira-
<;io entre a* Nacoes mais cultas.
Proclamafo da Ai%tmb\ta Qmal do Bratil
Snlinrprp-*e a IIMIOr. niPimap pa^ns adiantados
nemaTypofrafta, e na Praca da Independencia N.
3i e 3ii : onde e recehein correxpondeuciH lejrali
s.ielas. c aiiniiiicio: naerilldow p dos propriosasHgliantes, e viudo signado.
CAMBIOS.
[Maro 9.
JLiOndrcs, 38 l|2 39 Ds. St. por I ctd. ou praU
a 50 por cento de premio.
Lisboa 50 por o|o premio, por metal, N om.
1'ranea 246 -210 Hs. por ntico
Rio de Jan. 6a 7 porcenlo de premio
Muertas de (,,400 12000 a 1^,200
40()d 7..000 a 7'.'J
Pezoa l4K)
Premio da prata 50 p. e-
da Icttras, pormez I 2poro|u
Cohre 25 por cento de descont

PA KTHJTA DOM.'U'KRKtUS.
OlindaTodos ns dias ao meio dia.
Giana. Alhandra. I'araiha, Villa do Conde, Ma-
maneuape. Pilar, Renl de S. Joc.Brejo d'Areia,
Rainlia, Pnmbal, Nova ce Soura, Cidade do Natal,
Vil'as de (oianninha. e Nova da Prineeaa, Cidade
da Fortaleza. Villas do Aquirs, Monta mar novej
Aracatv, CascaveL Canind. Granja, Imperatria.
S- Rernardo, S. Jlo do Principe, Sobrar, Nora d"
KlRey. Ico, S. Mathens. Revhodo laneue. S.
Antonio do Jardiin, Quexcrnmnhim. e Paraahiba
Siriindiis e Sextas fe i ras ao meio dia por vil, (J
Paraiha. tanto A nio Todas as quintas friraa ao
meio da. (ar.inhnns. e Bonito nos diaa 10 e 34
de rada mes ao meio di. Floresno dia IS de
tuda mea ao meio dia. Cabo. Senniaein. Rio For-
inozo. Apoi Preta e Porto Calvonos dia 1, 11,
c 21 d cada iitez. Serinhaem, Kio Formoso, e A-
gmi PretaSegundas. Quartas, e Sextas leira..
m^^^^^!^rana^fi^^3^0i
ssjtiEaTKwaiZBiBta
mens, e far ptoduzir ludo o que ha direi-
lo a esperar.
Publicamos o discurso da abertura dos
Rstados, pronunciado pelo Commissario
Real Osled. Ha na sua iiguagem tan-
ta franqueza, jjecoro, e respailo s leis do
p*'\i, que os Ministros da Nacv mais Cons-
titucional, nelle poderia encontrar bons
modelos para seguir.
Eis o discurso pronunciado da primeira
Sessa, qual a^si-tui pouco maisou me-
nos i70 ineiubros.
a Mui honrados Concidadios. Revesti-
dos da ronfianca de El-Rei e da Patria, a-
qui vos achaes reunidos para huma gran-
de e importante solemnidade. O Dotno
querido Mona relia sempre tem estado per-
suadido deqoe nao goza do poder que her-
dou de seos pais para si mesmu ; mas para
a felicidade do povo, cujo destino Ihe es-
l confiado, e por ano mesnio quer dar-
Ihe em hiMna iisiiliii(,<) dtiradoura novas
garantas do espritu de benevolencia qoe
anima o seo governo. EI-Rei nao se ca-
pariiou que podeiia faier a menor mudan-
ca na Couslituica, sob a qual a Dtiamir-
ca goz >a felcidade por espaco de 1;5 nos; porera reseivantlo para si e para
seus descend^nle o poder transmiltdo a
Fredeiico 111 pelos nossos antepassados,
quitS. M. arcresceuiar a esta Constitu-
cao certas disposices, com o (im de Ihe
fazer ieiubrar ncessintemente, assiro co-
mo aos seus descendentes, que lodos o. se-
us esfoi eos tlevem aspirar a consoli>Jac5
ta felicidade do povo, inseporavcl da de
El-Rei.
Por isso S. M. ordenou que em lempos
determinados se retnitaem homens lvre-
mente escolhidos pelos seus Ctincidados,
pai a dehberarem acerca dos negocios da
patria, primeiro que seja decididos por
Decretos Reaes. Esta reunia se acha-
la em estado de determinar os votos, e as
opinies mais apuradas acerca dos objec-
los que foretn interessantes para a prospe-
ldade Nacional; e o sen Irahalho pre-
paraloiiu mais illnslrar oSeberano para
fazer a escolhi das mais aceitadas lesolu-
QOes. AIem disto de.-ejoso de que o sen
povo seja participante das deiiberaces do
inlcresse geral, S. M. conredeo hum pla-
no mais extenso, que couclaia as ueces-
sidades da patria com os deitos dos < lula-
dios. A necessidade de chamar paio estas
deliberaces sorceule boineii-., cuja inde-
pendencia .'ejj reconhecida, e cojos iule-
res^es possa garantir a siu adbeso aos
principios da ordetu pub'ica, obrigou S.
VI. a tomar por base daselaicesa piopi-
edade di raiz. Mas uem por isso se IemJ
b ou o Governo de chamar, para a dis-
cos-ao dos interesses da p ili a, os propri-
etarios, crear excluses em prejuizo das
niail classes, nem formar huma Assemble-
a em que o povo seja representado s pe-
los pioprelaros, carecendo as outras clas-
sj deocjaiarios antes no cootraro o
valor da propriedade de raiz, que be nte-
cessaria para aeleica, se limitou de roa
neira, que possa a eleica recahir no
maior numero possivel de Cidadios de
todas as classes.
Se se comparar o sv.stema eleitoral deste
Reino com o de muiros outros Estados,
ver-se-ha que o no.so systema he fundado
sobre bases mais ampias, do que sao em
oulra qualquer parle. Ficacomprehen-
didos no numero dos Eleitores depois dos
Conselheros de El Rei at aos emphyteu-
tas, posto que na5 seja verdadeiros pro-
p> ietarius, pudendo formar aquelles parte
da Assembla, se a elle forera chamados
pelos votos dos seus Concidadios. El-Re
nesta posse, adquirida em virtude da lei,
achou a mesma garanta como na propri-
edade; e n. merosa, como interessante dos seus subdi-
tos, carecesse de representantes escolhidos
por ella ou por mitres eleilores.
He de certo cousa nolavel que nenho-
ma ciaste, segando a nessa Constituica,
posstie privilegios costa das outras. He
verdade que se eonredeo a alguns grandes
propiietai ios o (finito denomear certos
mandatarios que oceuparao lugar nesta
Assembla ; mas seruelhante privilegio nao
depende da sua qualidade, havendose que-
rido smente que a par da repre>entaca5
p >r liieca mais numerosa emais unida, das
Cidadcs, ouvesse oulra /lomeada pelos e-
leilorcs do campo, queequillibras.se a influ-
encia mu grande dos outros membros; e
tal he o motivo que decidi o Governo a
incorporar certo numero destes grandes
pro|.rielnos no m.vo Conselho Real, co-
jos membros sao todos iguaes em direilos
e privilegios. Consiste qub o carcter par-
ticular da nossa nova LegislacaS, em que
aqu podem os Eleilores nomear directa e
inmediatamente as pessoas que obtvera6
a sua coui.U1C..-I, quando nos outros Esta-
dos Constiluriotiaes. os primeirns Eleiio-
ns nomeaS outros que depois nomea5 os
Oepntades.
O Governo tem so abstido com hum cui-
dado particular de inlervir nastratisacc-
es eleitoraes, e poucas Assombleas Electi-
vas podem comparar-se com a nos>a. O
vo5so mesmo Presidente deve sereh-itoli-
vreiuenle noseio da Assembla. Edevi-is
advertir que a inleira confanga, e absolu-
ta, que El-Rei poz na excedencia das loa-
tittiices nacionaes, elle a deve somenle s
stias proprias inspiraces ; favor especial
que o povo apreciot, tanto mais, qurnto
sabe de pial fonte emana .' Qe doce sen-
timeuto para os nossos coraces he a gra-
lida, por huma institiiica devida s ins-
piMtes generosas de Jium Rei, que ha
ineio seculo esta dando ao inundo provas
que nao considera o geu poder, sena ro-
mo huma inissa de providencia de glo-,
ria, e de felkidade para o pai/. confiado a
sua ule nal benevolencia .' Deste modo
ser ejecutado v pensameclo !isbTj e
bello do Monarcha. Vos sois, honrados
Cidadios, aquelles em quem descanea
coiifianca gcral para ajudar o Monarcha
em mUsa ta5 importante. Por hum ma-
nifest extenso, e hem entendido dos direi-
los outhorgados por El-Rei, vira a sera
nova instiluica o que por interesse do
sfcu povo S. M. espera que se ja. Senho-
res, vos nao deixareis frustrada a duplica-
da esperanca do seu povo, e do Monar-
cha, eosvossos nobres esforcos responde-
lio dignamente s insinoaedes da malevo-
lencia, se se atrever a pretender que esta
Constituica seja nicamente huma palar
vra vi, ouque se convertaem hum podar
destructor, que -t.-que e destrua o Gover-
no. Vos conhecti eis toda a importancia
do impulso, em que seris os primeiro k
d*-lo ao novo sysleroa do Governo. Ago-
ra a atteuch geral se dirige par o Pala-
cio Legislativo de Rotschild ; os Ettrangei-
i os curiosamente pergunta qual he o es-
tado das vossas tarrfis parlamentares:
genio da historia no meio de buma atten-
ca sisuda, empanda ja o buril que deve
fazer eternas as vossas deliberaces) u
posleridaderosjulgars, e vossa poca,
conforme o espirito que animar a vossa
Sessa, e a influencia que tiver exercido.
(Constilucionel.)
No momento em que o desposta de S.
Petersburfto parece esforcar>se por abju-
rar a glo:j. dessa civdisaco que adquiri
Russia desde o n inado de Pedro o Grande,
hum' discurso do Sulto Mabmond depu-
tacio de Tutiis vem njuio a proposito para
mostrar a cruel brutalidado das patavras
do Imperador Nicolao.
a, O. habitantes de todos 6s paizesque
compoem os meus Estados, disse o Chcfe
do Imperio Ottomauo, pouco o muito
distantes daqui, ricos ou pobres, to hum
deposito collocado por Dos as Bombas
mos. Conheco o valor deste deposito ex
mirilla esponsabilidade. Devo a lodos
lranquilid indi>pensavel de ver, e fic.ai ceilo deque
a nenhuns esforcos me pouparei para fiel-
mente fi dtsempeuliar. Eolretanlo, 4l-
guus dos meus subdilos, sem procurar mp-
nelr.ir a benevolencia das rainhas inleno
es, e cedendo falsa idea que tem dos me
us senlimentos, antes qtierem tornar-si-
criminosos para com o met governo, do
que recorrer francamente aoaeu Sobera-
no ; e desl'artu fazem recahir sobre elles
mesmosca-tigosque o nieu corado v com
pezar. Admillmdo minha preselcai o
Enviado de bu.:i paiz quelorm p.ire do
me'ii Impeirio, a minha inlenco h que mi-
li da miiilia pcop i.i b ca a expr -a los"
ineusse tilntenlos < Votilade. T que alguem tiver hum esejo a m. h'asri i-eijuerimenlo m fascr, cu qua occor-


DIARIO 1)E PURNAMBUCO.
rer alguma dificuldade ou desavenga local
enlre chefes rivaes, dirijo-se directamen
lie a ipitn cum coiifianca, porque pudetn
|cotojrcom a miriha protecio. Todo o
peJRFpWbiCWnipativtlooni o bepi geral
ser concedido.
Tal he a l'mguagem de um Soberano
que, nao ha muitu, era tratado como hura
brbaro; mas he elle quem a vanea noc
E minhoda civilisaco, era quanlo Nicolao
I fege delle. O brbaro boje cui da be o
'Czar.
(i Ccmparem este discurso-coro brutal a-
euga do monsiro Nicolao, ediglo-nos de-
I pos quem heais digno da allianca e da
I amisade da Gram-Bretanha. Reconhere-
rno no Salto opai do cu povo; e vemos
'. no Aufocrata o sanguinolento algor da In-
I dependencia Polaca.
(Sum.)
(Do Jornal do Ccmmercio.)

GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia 10.
\
Tendo a honra de participar a V. Ex.
que liei convocado extraordinariamente a
Asscrr.hl Legislativa d'esta Provincia pa-
ta o dia i4 do correle mez, V. F.X. n'es
ta intelligncia sserViri de cumprir pela
parte qoe lhe toca a despostad do art.
la da Carta de Ley de 27 de Agosto de
1828, que serve de Regiment intirino da
mtostna Assembl.
Dos Guarde a V. Ex. Palacio do Go-
yerno de P. iO de Fevereiro 1836.Ilm.
eExm Sr. D. Joao da Purificaca Ma-
ques PerdigaO, Hispo d'esta DioceZe. __
Francisco de Paula Cavalcanti d'Af|)U.
querqne.
Illm. e Fxm. Sr. O* objerios
eonSt.m'es da Relaca in 'lusa me fon-5 re-
meltidospelo Exm. V. Prndente da Ba-
ha para eu os mandar Provincia d0 pa_
r ; conseguintemente os fi/. embarrar n0
Trahspotte Orests, que leva Tropa aquel-
la Provincia, o Gca5 a desposiga (>e V.
Ex. d/quea Thezourana, e Arenai e
Guerra tem ordem para entregar pPSSOa
por V. Ex. auctorisada o dinbeiro, e ma.
i objectos que reqniskou.
Dos Guarde a V. Ex. Palacio ,]0 Q(l.
Terno de Pernambuco i0 de Marco de
836. Illm. e Exm. Sr. Franc'sro
Joze de Souza Soares de Andre3j prez.
dente Nomeado do Pava. Franci5C0 de
Peora Cavalcanti d'Albuqnerqur-,'
Att-ndendo a repri/.entaca5 que V,
M." me dergio em ofricio de 8 d0 crran-
te obre ter sido individanientc recrutado
t>a Provincia da Purahiha quando li fora
pcscaiia em corr.p mliia do Fgi o menor
Li/- Ribeiro morador nu seu Destricto,
rd.nei' Para, e lcssedilido na Fortaleza do Brum
atqne gilmente prove o qoe allega pe-
ranteo Exm Piezidente d'aquella Pro-
vincia, por ordem i'o qual f0 reculado,
e fi por ordem do qu*! f0 recruiad'o,
espr cuja reclamadlo o entregarei, nao
podendo soltar es recrutas que por lrc me
sao remetldos.
Dos Guarde a Vm. Palacio do Gover-
tio de Peruambuco 1O de Marco de 1836.
Franci>co de' Paula Cav.dcan'i d'Albu-
querque. Sr. Luis d'Oveira Maciel
Juiz de Paz d Catuama.
Conslando-me pela parle dada ao
Commandante das Armas pelo Ofln al Sj-
periof do Dia que hum auxilio de Forcn do
Corpo de seu cornmando fora d.da na noi
te de 6 do crrante ao Juiz de Pas do i.
Destelo do Bairre deS. Antonio, esen
do a prestacio d'esxe auxilio contraria as
01 dens dste Govemo, qire lh?ordenou de
o 11I0 dar se nao rrqaisicf o doJus de
Direito Chefe de Polica, cumpie que Vm.
informe do motivo desemelhante trans-
gresso.
ftcos guarde a Vrn. Palacio do Gover-
Tio de Pernambuco iO de Marco de i83\
Francisco de Paula Crvalflanti d'Alhuquer-
que. Snr. Tetiente Coronel Comman-<
danteGeral do Corpo Policial Francisco
Antn? deS Barrito.
i- OBHo ; Ao Inspector da Theaoura-
ria para mandar pagar 4 d as de vencimien-
to ao Cabo Simio Rodrigues dos .Santo.-, e
5 Soldados que conduziram fecru'.as de
Nazareth.
Ao mesmo pna mandar fiag'r 5 das
de igual vencmento ao Cabo Mfcnoel Mo-
r. ir.i da Silva, e i5 Soldados que o nd.u-
ziram lecrutas da E-cada.
Ao V. Cnsul Portugus em repos-
ta a um seu ofliro, dizendo-lhe que si o
Conseibo de QualiGcaco, desattendend> os
doeuuientos d-s individuos a re.-peiio dos
quats o nif su.o Cnsul reclama, isconsi-
derou Cidadios Brasileiros, e corno taes
Guarda.*-Nacionaes foi porque 1 >) acbou
que taes documentos leg.ilroente p>ovf
sen o seren elles subts Portugueses. E
romo a Lei nao marcou n'este razo nutro
erui'no se nao o o Jury de Revi ta, a el-
le sedtvem cncaminhar os mencionadas
individuos, a fovoi1 dos quacs nao d ve o.
Governo intenir a sua Autboridade, vis-
to que nao em fundamento se duvida de
que Paiz sao tiles Cidados ; e finalmente
que no niemio Jury podem aprezetilar
quaes qneroutros documentos que lliesa-
pioveite.
Portara; A os P..mc' M.mbios do
Cbido da Se de Onda, convidando-os
paia assi.-liretn no Cortejo ao Reliarlo de
S. M. o Imperador boje 11 do crtente.
Ao Commandante das Foi cas Mar-
timas para fazer salvar I re vezes na forma
e as botas do coi. tu roe nS'embarcocoensde
guerra surtas n'este Poit boje 1 1 do cr-
lenle, Aniversario do Nascimto de S-
A. Imperial a Senbora D. Jannaria.
Ollicio; Ao Inp.ctor da Thezoura-
ria, remellendodhe a conta da despeza
feita com o f-uslento dos prezo<'pebres de
Jiistica ret >lli dos a Fortaleza de Turnan -
daicnompz de Fevereiio p: p: ; e a re-
quesicada quantia de d5$O0O rs. para
as despezas do corren te mez, a fim de que
o mesroo Inspector mande examinar a p i-
meira, e s. Ao Commandante das Anuas com-
irunican lo lhe o contbeudo do precedente
ufficio.
D1VEMSAS REPARTICOENS.
JL'RI DO REClFFE:
8." Scssao no dia 9 de Marijo
Juiy de f't ominei.
O Jury nao acbou materia para aectisaro
comra Joze Joquim do E-pirito Sanio,
na Denuncia de Joze Comes Lea.
O Jury nao ncbou materia para aecuzaca
no Sumario a que proredeo o Juiz de Piz
do 5. De-lricio do Recife era i83i,
contra o R o Franci-co Cardozo Jior fe-
l iinenlos feilos no Marinbeiro Joze de
Lima.
O Jury acbou materia para aecuz icao con-
tra Marcelino Rcdiigues no Sumaroa
que proceden Juiz de Paz do 2.0 IVs-
trictoda Roa-vista em 1833 pelos ffr-
menlo* feilos nos prelos Joaquina e Ma-
noel, escravos de Joaquini Joi dos
Reys e Gusraao Jnior.
CMARA MUNICIPAL I) OLINDA.
2.* Sessao Ordinaria de 12 de Janeiro.
de 183 b".
Presidencia do Snr. Barios FalcaS.
Abei ta a Sesslo comparecero os Snrs.
Passos, Xavier, Albuqucrque, e Rebello 5
faltando com cauza osSrus. Oliveira, Gue-
des. e Azevedo.
O Secretario dando conta do expediente
mencionou os seguinles oilicios :
Un do Dr. Jui de Direito interino LoQ-
renco Trigo de Loureiro, parlecipando
(juenodia 15 do cociente, deveracom
dous Vereadores rerolber na moa osno-
misdosOfficiaes de C. N. para os Conce-
Ihos de Diciplina na forma da Lei: iht'i-
rada, e foro nomeados os Snrs. Vereado-
res Albiiquerqtif*, e -Xivjtr.
Outro d> roesmo Juis de Direito Interi-
no requizitando buui attestado para cobrar
o seu ordenado doquartel vunidoem De-
zembro p. p.: d< < ido.
Um do Cidado Antonio Manoel Fer
nandes ; e outro de Antonio INunes de
Mello, requizitando cm uzas dejnizesde
PasSupplenlesdo 2. Districlo ;, visto ser
incofupalivrl com >eu< Empiegos : escu-
zados. e reZolveo que febamassem os
immediatos que ero os Cidadios Joze Eus-
taquio Mari 1 Monttiro, eJoao Antonio
de Oliveira Marques, e que fo-sem oOicia-
dos ; fiCHiido igualm.nte tscuso Antonio
Ignacio Xavier por ter legalizado a so mo-
leslil
Outro do Fioal de S. Pedro Mrtir An-
tonio Manuel Lobo, rtim tendo o Mappa
das f-srolbs.de siu Disiiiito: inleirada.
NesN Sesso o Administrador das fal-
lancas Joze Antonio da Silva, pivzenlou
a quantia de30i^a00rs. de sua araeca-
dac,o ; e por que o cofre, que existe na
Cmara nao esteja com a devida seguranza,
a Cmara rcsolveo, que fica-sedita quantia
na mi do dito Administrador the que se
lbe de>se seu deslino : porem como apa-
iece:se o Procurador da me e^le se mandou, que recebesse dita quan-
tia para Facer as despezas ordenadas pela
mestua Cmara.
llouveio varios requerimentos de par-
tes : e por dar h< ra o Snr. Presidente le-
vantou n Sesso e liz esta Acta em (pie as-
sigtrarfo : e en Manoel da Molla Silveira,
Secretario da Cmara a escrevi. Barro
Falcan. P.; Pasaos, Xavier, Albiiquir-
que, Rebello.
JUf/.O MUNICIPAL d'oi.inda.
Illust. Snr. As iluas horas da mJ-
nb de boje acconleceu, que, apre^enian-
(lo.c-me na Praia de S Franeisco 1 i
Teixeira Lima, e Manoel Joaquim da Pai-
xio. p-rii ncenles a Pctrnlba, queroear-
companbava rom os Ir,sp"Ctores Manoel
Al ves, Salvadoa Tlenrique de Albuquer-
q:i, e Antonio Sehaslio da Silva, e que
tinbo ido levar Cadeia nm dos individu-
os apn bendidos para recrutas s<>b roirtha
drecco, eordem, di-se me eprimeiro dos
diclo* dois conductores, que, fuindo-lbes
0 preso j perto da Cadeia, lera elle nm
tiro aoar para o intimidar, e embargar-
Ri a fuga ; o que ourdo por mira, e n-
terrt-gado Manoel Joaquim da Paiio,
pren i, e fiz recolher a Cadeia o dicto Jo-
o Teixeira Lima, por ter praticado tal
acto, e mesmo por nfio fer en podido obter
cei leza se com ff ito o preso se tinha eva-
dido sao e salvo : agora consta-me que ef-
ectivamente nio lera apparecido o menor
indicio de que elle fos>e f-rido. Todavia,
como nao <* iss-i bastante para que Gque in-
teirarhbJe impune semelhanle procedi-
miento, que H) a resistencia formal podia
auctorizar, lica des|p acora o diclo J '>
Teixeira sOeilo a Jurisdico de V. S. para
proceder a Summario na forma da Lei, pa-
ia o que rcm^tto-lbe por esc pta os nomes
de todas aspe,ssoas, que coinptinhio a Pa-
tru'hi, e que pre-enrirtrio a narraco do
facto, e immediala prizSo do rtferdo Joo
1 cixeira.
Deus Guarde a V. S. prmuios. On-
da 24 de Outubro de 1835. Illust. Snr.
Ignacio fie Almeida Sarinbo Juiz de Paz do
. Districro. Dr. Lourenc Trigo de
Loureiro Juis Municipal.
Illust. Sur. Rermtto a V. S. para
servirero na Mai inha os Recrutas por mim
aprehendidos. Manoel Luiz dos Santos,
Francisco Felis de Oliveira. Candido Al-
ves de Gouvf-a, e Antonio Gomes das Ne-
ves ; e bem assim J>>io Carneirn, o. Gre-
gorio R berto aprehendidos pelo Juiz de
Paz do 2 o Districlo.
Dos Guarde a V. S. por muitos annos.
Olinda 25 de Outubro le 1835. Illust.
Snr. De Joaquim Nunes Machado Juiz de
Direito Chefe de Polica. Dr. Lourenco
Trigo de Loureiro Juiz Municipal.
Illm. Snr. Remello a V. S. para
servirem na Marinlia os Recrutas por mim
aprehendidos, J.>ze da Silva, S.bsti..5
Jo-e, Francisco Solano da Conccica,
e Manoel Moni?, tolos solleiros, e sera
cauza legitima, que os isente do recruta-
mento. Remello igualmente para priinr-
ra I,inha Joio Pilota, e Jos Marino;
vindos do 3. Distrcto, e Ambrozio Ca-
bial, viudo do segundo DistricloDeus
Guarde a V. S. por muitos annos. On-
da a7-de Novembro- de ib35 Illm.
Jim. DoUlor Joaquim Nunej Ma< hado
Juiz de Direito Chefe de Polica. Dou-
lor Lrurenco Trigo de Loureiro, Juz
Municipal.
lilil. Sur. Incluso remeti a V.
S. a rellaco dos presos le Ju^tica, fupj.
dos de bordo da Galera S. Joo Raptista
a im de que, se por ventura ap.Tece-
reifi, ou vierem aapparecer alguna del (en
m seu Distiicto, baja V. S. dos faser
prender, e remetter a mim, ou ao Snr,
jiiizd Direito Chtfe de Polica, na Cida-
de lo Recife.
Deus Guarde a V. S. muitos annos.
Olinda 3i de Oatubro de 1835. Il|m.
Sir. Antonio Simplicio de Barros Juiz de'
paz do j. c Di-tric'o Doutor L uren- -
co Ti igo de Loureiro Juiz Municipal.
Igual para cada um dos de maj
Dislrctos lo Trro'.
lllro. Snr. Em rfsposla ao'seu Oli-
cio. desla raesma data, no qual, parleci.
paulo me leiem sido presos em flagran-
te Eudg ro Marcelino, e Miguel Alves
aquelle poique aunado de um e.a*fele?,
desafiara o segundo, e este porque arrn-
cala contra o prirneiro a faca de punta 1
que com este lliedevolvo, acrescenta qne
se e entender que, em lugar de oereui
proces-ados, s?ja melbor manda-los para
assentarem picea em primeira Linha, as-
sim o faca ; i.fferece-se-me diwr a V. S.
que eu nao posso subtrabir esses dois n-
dviiluos pena, que roerecerem pelo de-
licio, por que fora presos ; e por sso os
.subrne.lto de n>*oJ juisdcca5 de V. S.
para que trate de es processar, <>u M|;l9
consi.liara respeito o Sr. Juis de Direito
Chefe de Poli-ia, a quem compete decidir a
duvida, em que V. S. se acha.
De s Gna-de a V. S. muit>> anuos. O-
linda iO deN-venil.ro de 1835. I||m.
Sr. Antonio Simplicio de Rarro* J,7. de
P..sdo t. Destricto. Dr. L"uien?o
Trigo de Loureiro, Juis Municipal.
rnOMOTORIA.
Perante V. S. Illm. Sr. Juiz de Pa
do 1. Destricto da B >avi.-ta denuncia u
Promotor Publico Interino desle termo
Joze Bernardo GalvaS Alcanforado, d
Cidada Joa Domingues da Silva, ex-Ju-
izdePaz, cacado, e morador nesse mesmo
Deslrirto, e o mo'ivo de sua queix be o
que passa expender.
H..vendo ido o referido Joa Domingues
da Silva processado, e pronunciado por
rmele respnnsabilidadeaos 5 de Feve-
rei o do crrenle auno, e a final intima-
do da pronuncia a os 9 do mesmo mez, co-
mo se v claramente dos documentos N.
1 e a, que esta se ajunt nada obstante, a exercer fuuces do em-
prego, de queentao eslava revestido, com
nianifesla infraraS do aitigo 1()5 a do
Cdigo do Processo Criminal, que posilF-
va, e expressamente suspende o emprega-
do pronunciado do'exe'cirio de todas as
funQes publicas \ e por i.-to se acha in-
curso as penas eslabelecidas noarligo 140
do Cdigo Penal. ^
Que denunciado soube 'licialnJnte que '
fora pronunciado, e que por consequen-
cia se achaca suspenso consta na5 s dos
documentos N. 3 e 4, onde declaradamen-
te oconfessa, mas aihda da inliiuagad da
pronuncia, iue se pro va com o j citado
documento N. 1.*, tornando se mrs es-
candaloso o seu procedoienlo, porque
sendo admoestado pelo Sr. Dr. Chefe de
Pocia que devera entregar a vara au Sup-
plente, documento N. 4, insisti em cou-
servai-la, Documento N. 4 e 8. allegan-
do cire o negocio compela ao Exm. Sr.
Prezidente da Provincia, pois que exi-lia
conflicto de JurisjJica, e decidindo esie
o negocio a final, como se ve do docu-
mento N. 5, conlinuou obstinadamente
a exercer a vara, c 1110 se prova cora os
documentos N. 6 e 7, dos quaes se v que
no dia t de Fevereiio ainda despachar,
sendo o officio do Sr. Dr. Chele de Poli-
ca datado a Ir, edoExm. Sr. Presiden-
te a 20 do mesmo mez. JVem pode de
mancha alguma approveil.lr ao Dendirci--


DIARIO 1) K P f; II N A M fi U C O.
3
n-mr*
PjttyE&-)32.'-1
LloMMmmni"!!. T-wf ^n
ndo a frtil razaS de que estando o Juiz de
V. Paz Supplente Athayde pronunciado, es-
lava inhibido de inais exercer Cuneos do
seu cargo, e por isso o nao poda pronun-
ciar, tornando &c por tanto ilegal semi-
Jhante procedimegto : por quanio alem
de na5 ser ti Denunciado pe.-soa coinpe
tinte para conbecer da competencia, pn
incompetencia da pronuncia, accresce q'
na5 leudo si lo Athayde intimado da Pro-
nuncia, como se prova com o docummlo
N. 9, e na0 pudendo por consequencia
>abr se eslava pronunciado, lie evidente
nuc era pes.oa uiui competente para pio-
vessar, e pronunciar o Denunciado.
Por todas estas ra.->5> s, e pelos documen-
tos offt-recidos se mostra que o Denumiado
m> aclia ocurso as p u->s do artigo i -i0 do
Col. Penal, e porque a denuncia e.-t suf-
Ikienlernente prov-da rom os mismos do
cumentos, requer o Promotor Publico
Interino a V. S. queaulhoada, e presta-
to o Juramento do estilo se se proceda
na Coima da Lei, E R. M.
Joze Bernardo G.ilva Alcanforado.
Promotor Publico Iuleiino.
Jutzo de OrfuSs de Pe-queit
a.
lllm. Snr. 2 Acha-sej i e-pirado o pia-
no concedido pe' Decreto de a de No-
vembio de 1835 aquelbs Cidadaos que
voluntarios, qujtessem sentar pracajjno
pre-enle.iecrutsmento; e como uinguetu,
Ifiilii querido approveitar-se das grandes
vmlagens cfem idas pelo mesmo Decreto,
e publicadas em Edilaes do Kxni. Presi-
dente da Provincia no lugares im.is p-
blicos deste Termo, e. deva e-le Termo
pelo menos dar 6 recrutas quena V. S.
proi eder o i igoroso rci mmenlo e |*Sf i -
me remes* do* recrutadns, paia qui
lser a e-collia dos mais capis-* para o
servico militar. Deosguaide aV. >. Pes-
<|ueira 4 de Fevereiro de J 836. = lllm.
Sur. Juiz de Paz da Pesquen a. = Jos
Jidiideii a de .Mello, J uiz de Ot faos e de Di
jeito Interino.
Do mesmo tbeor a todos os Juiz de
Paz du Termo.
Juizo Municipal da Villa do Cabo.
lllm. e Enn. Sur.Conslamie por no-
ticias vagas que, tm dias deste niez se fi-
Zt-ra deseinba que de liuin conUabau.ln d'
A li canos no logar de Porto de Galinhas,
e que estes infehzes homens victimas da
desordenada a cube.o ja se ach*5 dividjdos
por diversas pessoa*, que calcando aospe
os direitos mais sagrados, e imprescrept-
veis, s# constiluem seus Sentares! Note
V. Bv MUt Ju be S'-gundo que se ,?.
nest lugar, o qual est tm dute'a, se
pertence a este termo ou ao de Serinbapm;
tanto assim que o Juiz de Paz do la.Dis-
triclo deste, e o Juiz de Paz do 6. Distric-
1o do Termo de Sermhaem discordad so-
bre a Jurisdica do rile, do lugar ; e pa-
ra aosiui dizer nao teai Juiz de Paz que o
inspeccione i pelo que os ambiciosos con
Irabandislas apiovtitando-se deste conflic-
to de Jurisdica va5 ali dar saltada as vic-
timas da tscravido. Os Juize* de Paz
vi-.inbos a aque.le lugar inda nada me par-
ticiparas, mas be vos publica, e por isso
passo nest data a otliciar-lhes, para que
tome ni interesse, e activ dude na indaga -
cao deste laclo, e que entrando no conht-
cimenlo* delle, pon|)ii5 em vigor asLeis.
Pasmo Exro. Senhor quando vejo tan-
ta audacia na pi alie a dos i rime-, e tanta
tranquiiidade naquellas Aucloridade-, que
collocadas em seus Dislriclos devem vigiar
sobre tiles e permt .'-me V. Exc. dizei -
lhe que, boje he quasi impossivel desem-
penbar se bem lugares de Magistratuia,
principalmente no que dis respeilo a Poli-
ca, porque a immoralidade progride.Je
ueste estado de nada valem asleis puniti-
vas quando na6 existem as preventivas,
do que muito carece o Brazil !
Aprovcito-me desta occasia para diri-
gir a V. Exc. osmeus prolesios de respeilo
e estima.
DeosGuardea V. Exc. Villa do Cabo
i2 de Dezembro de 1835. lllm. c Exm.
Snr. Fisnci-co de Paula fia rainla de Al-
buquerque Presidente da Provincia de
l'ei nambm'o. Francisco Elias do Reg
Dantjs,vJuiz d'Oiphos e Municipal da
YIIj do C lllm. Snr.ll que no Iug.tr de Poi tu de Galinbis se des-
embarcara hum contrabando d'Africarus,
e que estes ja se seba dividiilos por diver-
sas rjessoas, que nlhando nicamente aos
seu inteiesses, n.<5 duvidao tirar aos ou-
tros aquillo mtsmo que mais aprecian em
si, como a bberdade ; por tanto se V. S.
anda na5 leve noticia de.-te l'..cto, apezar
de ser praticado un logar muito prximo
ao noque mora, V. S., pai licipo-lbe, e
espero que V. S., conduendo-se da bu-
manidade, tome o maior inteiesse, a Hm
de descobrir omle txi>lem eses Affrieanos.
desgmeados, para se prem em bberdade,
eem etTectiva responsabilidade os seus de-
tentles.
E assim confiando na rbilaotropia de
V. vS. cont coro o feliz esultado deste
negocio ; e de ludo qtiaulo se passai' me
pai tecipe.
DeosGuardea V. S. Villa do Cabo 12
de Dezembro I* 1885. lllm. Snr. Joa
Cavalcaoti de Albuqu rqu-, Juiz de Paz do
i a. Distrirlo da mesma VillaEianriico
Eli.is do R-jgo Daii.is, Juiz d'Orphos e
Municipal da Villa do Cabo.
MpzA DAS DIVERSAS RENDAS.
A pauta he a mesma do A. l\l.
COKRKIO.
O Hiig'ie de Guerra Brasileiro, recelie
as in.l -Hs para o Maranlia e Para no dia
i3 do oriente as i i oras do dia.
OPataxo Heroina rec*be a malla pa-
ra o Rio de Janeiro com ocal* pela Rub*
no dia i f do correrte i i oas da manb.
O Bi igue Portuguez ^4 de Julbo, de
(jue he ( 8|)i(. o Apoliuario Romano, sai
paia o Porlo no dia 37 do coi rente.
A Sumaca Emilia de que be Capitao
Francisco Joze Frnandrs, sai para o A
racaly 110 dia 1 4 do corrente.
REFLKXOES.
Sobre o actual Estado poltico do Brasil
Nolavpisacontecimr-ntos liveio lugar no
antioque acriba,, <""ja influencia nos desli-
nos politices do Brasil; do lugar asmis
serias i'- fl x5es ; eque, pesados na batan-
ea da Adininislraco, tem de foruecer da-
di s p. r.i a adopeo da mar. lia, que verno baja de seguir em suas operaqSes ;
e O corpo legislal ivo, sobre a conleico de
leis apiopriadas, 011 reforma maduramen-
te re Hedida das actiiaes.
He preciso confissar, que al a noli, ia
da morte do Duque de B>agmca, grande
pirle da populaci" do Brasil se aiimentava
iom a e-peianc.a da sua voba, com to a-
fincada credulidade, qu os tsparancosos
fecbavio os olhos aos mais bem fundados
raciocinios contra o complemento des'os
desejos j despre-avio todos os fados cpa-
les de os dissuadir, e nenhnm peso Ibes fa-
.'i o nao baver jamis aquelle Piincipe,
nem anda indirectamenie, dado a conbe-
(er, que taesero suas intences : persua-
didos, (e muitos de l>oa l) que s a pre-
senca de D. Pedro seria capaz de sanar a
etifermidades, de que o Estado e va assaU
lado, julgavo demonstiada a effectividade
da tolla do Principe, ea necessidade de a
fcil i lar por todos osmeios ao seu a I.-a rice.
D'aqui nasirio, sem duvida, in-urreic5-
es em difieren tes pontos do Imp* rio ; hn-
mas com o fim de mostrar ostensivamente
a D. Pedro o numero de paitidarios, que
linba no Brasil, e consecuentemente quio
fcil I be se lia a sua reinlronsaco ; outras
tendentes a substituir huma Regencia de se-
us piincipius, qna diredacnriHe concor-
resse aos lilis, a que os inesmoi partidarios
se piopunbio.
O Gove uo, oppondo-se taes tentati-
vas Rio podio dcixnr deattribuir sobraos
individuos, quecompuuho aadministra-
co, o odio que rialuralmenti; nasee da p> scio que os bomens encontiio sius
proji-ctos ; mrmcnle, quando se jo lirio,
como muilos julgavo, ledenles a fins
juntos. O amor Sagrada Pessoa do Snr.
D. Pedro II, corrioninii a iquelles mem-
biosdos dous partidos, que piqcdio de
boa f, nao foi cupaz de osenneiliar : por
isso que, huns Oencar*io coojrO olegili-
mo lMonaica, pola solemne abdicaco de
Seu Pai. eos oulros unicamenle como le-
gitimo futuro siKcessor da Cora, por
roorle dol.npeadnr PeJro 1.*, olliando a
ahdcaco como milla, pelas circunstanci-
as, que aacampanhario ; ou quando mui-
lo, criio de absoluta necessidade, que a
Regencia do Imperio, na minoridade do
Impprador, fosse dada exclusivamenle
sen Pai.
Excessosccnimeltidos de parle a parte,
driogninde vrillo, e levaio eslts odios a
nuin alio poni. Para se tornar odioso o
Gove no, e augmeular em consequencia o
desojo da apparico rio Salvador, ni(b/o-
vc rreio, por alijarlo que fosse, de <|iie se
nao lancasse mi, para deprimir, nao t
osados da Admini |iac<-, como aspe>so-
a.senlo empregadas, qualquer qu lOSSe 0
gi eo em que sp acbassem ; o que, nao con
coi reculo em nada para a correccio deal-
guns abusos da mesma Administracin, e
menos para relacbar as pesquizas t onlra os
partidarios da resiauracio, nao poda dei-
xar de exacerbar as p*s-oas, que se filo
tilipendiada11, e imlispl-as cada vez mais
contra os individuos, que compunho o
partido < pposlo.
De outio lado, os que defendiio o Go-
verno, usando de armas semelhantes s de
seus contrarios, nao limilaio a vindicta
aos bomens que perlenciio (ippo-ico.
O Principe, quo era p seu idolii, asna es-
pc ranea, foi menoscabado com huma inde-
cc ni ia alcm das marcas : t<>dos os en os de
sua jiiveutude folio, assoalbados. e exag--
radameule elevados grande vulto ; appa-
ircenrb', no meio dealgumas verdade-, ne-
gras calumnias, de que os meamos calum-
niadores mal pqdio esperar a cren-a publi-
ca-. Eles atg avos forio mais sen ivei-. que
ludo: e de.Jes mesen os, ecom fructo1 o
partido aggi avado sesee vio para manifestar
a m f de seus contra 1 ios, f.izendo crr
q-e esla devja accompanbar todos os seus
actos pretritos, presantes, e futuros. ...
Faoiias, que mais se amavio at enlo, se
di vidi o, e coi tai So suas coinmuuicdcd'-s j
os memhros de cada familia s- desviarlo re-
cipio menle, reinando a desconlianca,
dsi.nio, edtsordem por loda apaite...
mas, fui Dos seivido, por seus iriexcrula-
veis Jui/.os chamar a si o Duque de Bra-
ganca..... Nem sempre que ces-a a cau-
sa, o (ffeilodesapparece : a forca que do
impulso lialla, (aneada pelocanho, ces-
sa no momento, em que i oprime o movi-
iii uto ; mas este continua, e vai depois
produzir seus leniveis lcitos.
lie a remeci daquelUs funestos efleitos,
cuja causa eftiienle desappsrec eo, hum
importante problema, que a actual Ad-
iiiini!: ario lein de resolver.
O Imperio e l inanido, e sem forc porque os Cidadaos B'a-ileiios, que, por
sua reuni, e s por sua reumo, o Com-
poern, eslu ainda divididos.
O. deu notaveis acontecimentos, a mor*
ledo Duque de Braganca, easubstiuicio
da Regencia permanente, nao trouxeioef-
fectivamentn unio os Brasileiros.
INos dous flancos do Imperio, a desorden]
s nnni!'eia, e pruduz em hum delles es-
pantosa carnagem : a retaguarda se revol-
ia, eosexc grao : o resto noapresenta aspecto de se-
gurancia ; e a flaqueza, que a desurdi tem
produzido, nao permitte emprear a for-
ca, para a reparacao dos males, quo ap
parttem, e previ ncio de que continuera,
augmenlem, ese propaguem.
A' unio de iniei es-es, ede vonlades,
parece portauto, redusir-se o principal
problema resolver : com ella selario a-
pagar os odios, que os partidos acendrio,
e que ain la irilelizmeute grasso, nao obs-
tante a desapparico de Mas causas pri-
niouliaes : com ella se conseguir loica
precisa para reprimir as desoldeos, cau-
sadas pela ambiqio, e cujus mal intencio-
nados factores, nada mais tem em vista,
que o roubo, a libei linagem, e o gozo 111 o-
abe
" *^r~-i wm h n imii wa
menlaneo do inaudo, embola a Pitiiase
abi-rne.
Naoera pofsivel, que a pessoa, e-colbf-
da para o eminente cargo de Regente do
Imperio, deixasse de pe tuicer algcim
dos partidos, no momento, reluctantes-:
poi.s que, achando-se todo o Brasil fracci-
onado emires secces, dealguipa deltas
de va sem duvida, fater paite, qualquer
cidadio notavel, em qu-.m, por outras
qualidades, bouvesse de recahit* a escolha :
partee poicin, que amaioria dos Eleilo-
res, alistraliio daquella circunstancia ; por
isso que, se lm quasi a evidencia de que o
Snr. Diogo Antonio Feijohleve votos de
muilos, que hatio perlencido a diversas
cornonhes : c nam o contrario era possi-
vel, vist;i das grandes ramilicaces, que,
por todas as Piovincias, linba cada hum
dos paitidcs, e da maiorioria de votos, que
o Sur. Feij all alcancou : muilos da-
quelles, qeie, por espirito partidar o. ou
por terem encontrado neste cidadio, rpjan-
do ministro, embaraqo seos projectos,
lhe nio eio pessoalmenle afleicoados, re-
conhecerio sua aptido para o importan-
te cargo, que era indispensavel prover, e
lhe derio seu vol! eis-aqui hum symp-
toroa saliente da disposiic dos Ria-ileiros
reunalo de vontades, deque o Estado
tanto ha mister: isto deveanimar a Admi- '
iiislragio cogitar^dos meios maisapropri
ados a conseguir hum fim, que exclusiva*
mente, no nos-o eniender, nos pode salvar.
O Govern o lem eireclivaniente prometti*
do, e nenhuma rasio temos para duvdar
de sua boa f ; oinesmo interesse indivi-
dual dos Membros da Administraco no-la
garante, pois quenada seuio ella, os pode
man r, eatlrabii-lhes as bencos de seus
rompali citas : elles o devem conbecer
Resta que o Corpo Legislativo, aproprie a
legislacio as mi'indrosas circunstancias^
em'que seacba o Imperio, confidu seus
cuidados. O Governo s p<>de marchar de
accordo coma Lei, ce e ti nao he adap-
tada s verdadeiras neceasidades da Naca,
o esultado deve ser nocivo ; 011 sua mob-
servancia, por justificada quepareca, pro-
duzir o descrdito do Governo, e exemplo
ao despreio daquellas, que mais convenba
execular : a desmorolisaco publica he a
consequencia immediala. Este principio
pode explicar muilos males, que soff remos.
Continuar-se-d.
NOTICIAS CURIOSAS.
Forcas Militares de Gri Beelanha. Hum
documento official, S'hido do Ministerio'
Inglez, estabelece do modo s guinte o nu-
mero das forcas Militares que possuia a
Gri Brelanba no anno de i83'i : 5,914
cavallos, 4,497 olliciaes com meio sold,
7035't Sddados de p. B-M tres nme-
ros reunidos f.nm hum total de 81,171
bomens, tlni de 4 rgimen I os de drag5es
e de a O regimenlos de infanteria para o
.cr\i'co da Iridia onde apresentavaS huma
total de i97'O. H ije ronia-se na Ingla-
terra 29,640 homens de todas as armas, na
Irlanda ib,538; as Colonias e guarn-
ces Estrangeiras, a8,58 ; India, i46a2:
Total 80,190. A lei do orcamento con-
sagrou s preci-es do servico militar hoy
ma quanlia de 138:883,70 francos.
Recen:emenlos. A populaca da Aus-
(1 a divide sedo mod > seguinle, quantcJ
s crencas (religiosas : 500 Musulmanos,
13,000 Aimenios, 50.000 Unitarios,
480,000 Israelitas, 1,190.000 Luthera-
nos, 1,660,000 Membios da Ignja relbr-
mada, 3:0i0,000 da Igreja Grega, e 26,999
Catholicos.
A populagaS de S. Petersburgo he de
480,044 individuos, dos quaes gmente
14O.78 dosexo feminiuo. Divide-seas-
sim: a2,748 nobres, 40,768 Cidadaos,
55,207 militares, 11,70 Ecclesiaslicos,
11.440 Commercianles, li,094 operarios,
57,691 individuos de diveisas profi.-s5es,
iOa,975 lavradores ou gente de servfjco,
I4l,7a6 Campon^zes, 14 663 Eslrangei-
ros.
Teve lujar a reuniaS anniversaria da
Sociedade de Temperanca Americana, en
Boston. Sabc-se que hum dos fins prmw



^
DIARIO l)fc P $ A M B C O.
Icipaesda Sociedade he provar que a gur-
dente he hum veneno. Entre os tacto*
mals s.uislrtctorios enunciados na ielac-5
nnual, acharos os seguintes : Socie-
dades de Temperancia foririarao-se un lo-
Idu o Estado- da L'nia, menos em llitm.
[Contad se 8,000 Sociedades locaes. Cer-
[ifica-se que 4,000 destilado-e.s ferliara
La Fabricas ; 8,000 Mercadores abindo-
^ narao seu comeaercio humoral de licoies,
le iOO Navios MileaS boje o Ocano sena
; Gurdente a bordo. ,, Os Jornaes de
| Temperanea tem inmensa cncuUc', e
e.-pera-se queconi o andar do tefiulo o us>
loa licores fui tes vira a ser mui laro : >e-
r isiohumpigVcssu no interese da bu-
inluidade.
(loi uat do Comniercio.j
(Do Correio Ulhcial.)
Transcrevedoa correspondencia hfra
romp irnos coni o que temos protettido
,m ReUcqa8 desia follw, aera com todo
parlilhar-mus o pensar do nosso corres-
pondente, o Si. lo-Graudense; pois q
levar o Bare5 de Jaguary, meia grasa, ou
meia duzia, indiferente pa a ignomi-
nia ; e ii'-m nos recordamos ler visto essas
repieseutacSes o Poder Exemiivu, e Le-
gislativo; einewio i*.. ley existentes ti-
jlbaOOsRio-Grandenses o meio de se ve-
jem livres dos seos oppi eawurea, semre-
orrem ao weib das armas, bem fslal, eo

ibes fa
Con
,uv a experiencia mes Ma omtroeer.
qyailtO desorden do Rio-Grande nao
i-hegara5 inda as do Para, ncm por issO M-
verao diferente principio, ?> muito dse-
i.i nao lunha os Dicaloa lin.
Os R. R.
Sr*. R. do Diario. Vi wm ma.coajraoa-
,..jton so* Wtiiuael folha de lO le
l'yaieiro dte auno hum artigo lnie-
,, do Escriploi do (aVpurei'O 5 on-
de laiijando n mas longiquaa *ta*do
Aamtoid.s, ao Piala ; e-iieon-ee- e todo
ovni osacuiileriiiientu.* do Rio Grande d
Su l /inda Ma ido que cotn os do infelii
rara, a prava desU verdad* a leitura do
tilo artigo; e he por i-so que ch'gjndo
0 a po'co, das ue minh Provincia onde
brtzeiieie n movimentn de 2>> le Setcm-
mo inquflhi Provincia direique lie hum
,j,., maiores absurdo pur ai a |r das .-en-
nestfe ww piatcad*e no infalit Pata ;
Mdea beltea, vida, e prop.iedsde aa
presas da feoci dado de luon-tro?, a imo-
jnUJ-.de pft, eeriies* platicadas na mt-
lili Provincia nao lora certamente por
tiihas della, un por avenloreiro da <>-
traa. ORjiaS h laguaiy rom magua di-
eiuuehd veilo ler ledbido bolos, nla^
nao mfcul grasa cuino diz o Csrai'UCeiro
por ber inieiaiuvnle fa'Q receb-*u sin
uieia duza uncalBciite, ne falco ll>em
Uiei-se yun a IVooimza iuJo ein soccor
jwdcseu maffklo levara ioin fl palmatoria
pe* cabeija, e espl. A levolo-
t9 de 2o de Setembio naqtiella Provincia
VOile servir ao $ I de biiui exemplo aero
keuundo de moderscaS. Os Venmlores
iiaiaro uiens em cobiliar planos de ata-
que, do que- em evitar a r-futaS do Railgui;
ucnos empenho ii.uecerc le na rietoria,
do que em poupar as Vida* dos stos ad-
wrsarios* ,
5000 bomeus prgaraS ein armas em to.
les >s aliglo* 0a Piovinca, pji'i ep, l-
]n de seu seto o ex Presidente Braga, <>
Commainlaritc das Armas B.nr. lo, contra
c, qoaes avia-.^ea milito declarad., a gr.,ii-
deunioria, Brrelo inda era dos da 110-
ni^ca do ex Imperador, Vaiial repre-
zentac/iens lora presento* ao l'oleres
J'.xecutivo e Legislativo} us nunca oa
l'ovos foi"*8 ali ailendido, mni pelo 0o-
\rno, UjMP pela ina esculla dos repre-
nniaiiteida Provincia a A^einb'. eral ;
jupiado 1 'W ,)a 'l^'H'S recuiso ; os
Iii)-gtandeiies appellaS as anuas, e a ana
frente corajosos MilHaies de mai servicia
iU Provincia. >ai o Carapu- eiro qoe ocil
estes iOOO mil lionx", neo te deqM> com citas* huso O riel da KaXenda PUbli-
va. armsra *, e nioirtaraS se a sua costa
,t,iV;ti'H rc*i leiiri de B>gi M l ratii.
eta .j -i-;i-'! fa,u mam co 11 que
se prestarad os vencedores. Belo po-
rem conheceudo-se fett algum prastigio
relirou-se (como mais pruderte) a Rep-
blica Oriental onde se conserva, mor era5
alguns dignos filbos da Provincia, duran
tea estada de Braga na Provincia e inde-
pendenie della o CapitaS Nello mandou
pausar seis pela* armas em virlude de ha-
verern assa.-sinado hum Mdico Frailee?!
no tentp<> da administi-aco do Dr. Braga,
eesle o nico proceder que dever extre-
merer ao Bscriptor do Grapocetro por
ser contrario aos qnezitos da Lei, outro
a8sjnfo appsr*ceu nos suburbios de
Poito Al'tgie. que fui maturi-m a hum
Glho de hum Lavrador que se recolhi a
Oidade, e constando ao Vico PreZidenle
Miciano, ex pedio raedistamente huma
escolta em procura do agressor, dando or-
dens eXpressaa de o mataiom unde o en-
contras*", cuja orden fei cumprids. O
aulhor dos bolos nao passou de hum Padre
Pedro, natural do Rio de Janeiro, e he o
mesraoqi'cos den no BufaO de Jaguary,
mas nem por isso deixou de ser bem rc-
roRiiieusadu o dito Padre por hum BiesmO
Farropilha, obligando* a passar recibo
rom as Ibrinalidades que o Rev*reudoexi-
ga qualldo Os dava 5 e estas he que m t
cme/.asqoe fasextremecer o Carapnceira,
em lempos que t-eb..li5 o- p.nido*, e que
nao eia possivel sellar se as leis em vigfci".
[ovRio Grande do Sol onde os Farropi-
lha licarao vencedores, nao se arruinhoo
huma *6 porta, e oienoa se proatituioa
bel lela, virtud*, a guerva f te leila a upo -s a5, depuis de se ler esco-
tado os ulliiiios recur>oa que as leis parim*
tem ao* P vo., e lie do que sei ihe o dia 7
deJiieioem que oali cahi. Sirv -se3rs.
fleda< lore dar lugar na sua rsfilttavel lo
Iha ; que com a pupKctda.de muito me o-
bngira, t us meo Patricios.
O Rio-Grandvnae.
THEATRO.
Para inai brilhanlijnio do liperiaculo
aniiiiiiciado; apaiecero iiuDama tlem do
Bu'to . M. I Ci i> Sor. I). Pedro >.. <:o e^ia
Legenda C<>ntituic&o e Pedio 2.*
A NN UNCIOS.
Derloa InzorNunifros 7." e 76 do A-
r-tarr, eontendo arlin> asubre a Resen-
ta dt>. A. I. sSendera l). Jaiinari.. Ven-
de-c na l..ja de livros da praca da Inde-
pendencia.
de irpessoalmeute beijar as mos a todos os
Snrs., que noshourario com ua presen-
ca, e tiverio, a hondada de se interessar
em nosso obtequio no dia 5 do presente
Marco; recorremosaos lypos para jusliBcar-
Ihes o notso vivo recordierinientoj aggra-
decer-lhes os importanti oflicioa de ua
sincera amiside, e proteslarlhes os voltos
constantes de nossa eterna gratidio, e res-
peito.
Francisca Carneiro Machado Ros.
Antonio Caineiro Machado Ros.
Joaquiro Carneiro Machado Riws.
AVIZOS PARriCULAHIS.
Aulouio da Silva (Jaimar.ens absso
asignado Hacrilurario dos Sor Admi-
nistradores do ('aal do hilescido Maiiutl
Matinal da Freitaa, partecipa aos meamos
S'ii>. que. elle no din 21 do Janeiro do pre-
zeiiteaiiuo dirigi Carla.i aos Coadmiui
Irenores il>. do-> Cazal S-'. Coronel Gaspar
deMenexe Va-coneellu de Urumond, e
Snr. Caetano Pereira G"ncalv. s da Cuolia,
nartecipaiido a este que elle e da va j>or
despedido e desligado Ooservico do Hs.i ip
lorio do dito Sus. Administradores al
o dia 19 do menino Janeiro, e 11 cone-
qtieneia d.' ler dito Guimei'aens requiia
lo ao Coatmnioliador do iik-moo Caial o
Sur. Antonio da Silva & Coilip. pote de
seu Expendio vencido, e esie rtapondeo
que nao p^giva e nem eslava pa user
ile^inbolsos; por lalllo pede o mestno
(J-iiin.n-.eis ao mesmoi Snrs. Arluiiuistr*-
don.s o favor de drsii.nK til o di* e hora
ftnt que elle pnie comparecer enu dito s u
Btcrip'orio pira Ihe aaldareos coi!* do
Kslipeudio que re>tareni a elle Gilillli-
raens; e deate recebereni as Ciu*,|#U*
E criv,iiiuha> ipteeiiuei rao todo-, us Dotoi-
iiieilioa uertenceulea .-o mesmo Cazal. no-
cil't de Penuinliuco 9 de M Ant-'inio da Silva Guimaraens.
jy Nio nos seoorj posaivcl .1 s.iii fatjo
O Snr. Corris 011 Correiv, quei-
ra procurar nina carta viuda do Ceaia, na
ra do Crespo D. 2.
"K3" Qoem annunciou pelo Diario de
10 do 'oriente querer vender inn mule-
que, dirija-se a iMacinha do Livramenlo
luja D. 19.
%\fT' Preciza-.se d'um sobrado desan-
daros, e mesmo as tojas, em qualquer das
ras d H.irro de*S. Antonio ; quem o li-
vor, a quser llagar, dirija-se beata Ti-
pogrnGa.
y^* Ouem pen izar d'um caxeiro por-
tugii'z para loje, onarmaseni; diuja-sea
ra Nova, loje do Ponchcl.
COMPRA,
Um jogo degamonovo, ou ja servido,
: nu smenle ti labola: quem oliver-de-
1 clare por en|a f-dha para ser procurado,
Vjr U n Numero do Velbo de lKi*r :
anuuucie.
VKNDAS.
ha f'ma morada de casa terrea depe-
B di- e tal sita mi largo da Ribeira :
JH BEL i filiar com Joie Bernardo de Aa-
ii|o na barga d muroda Penha D. 17.
M* 4 casas terrea unida-, p >r preco
c.omni"do no logar do-* AlToga-l* por de-
traz da Ig eja da S-ubnr* da Paz: na ra
dacadeja do Recile n. 58.
Ifjp1 'l'reientas ineiat doblas*: na luja
de cabos >ie Jlo Leite de Azevedo defroii-
te do Corno Sanio.
ggpa Cm negro moco bl para qualipier
ser viso e bom locador de caita* e tocador
?,< aasiMar 1 n* rus da Alfandega Velba n.
1 st-gondo andar.
^g-^ Cm cavallu com bons ailares por
puco animodu : na r-Ja d'Alfandega ve-
Ibo u. 0.
|QP Um mulata, de bonita Rgura, co-
se, engoma, e fas renda, e tern abilidnde
para ludos us arraiijos de Cdha, tern^de idd-
de ao anuos : n > sobrado du ladodir<-ito
indo para o H tspiciu de Francisco Pedro
Suare-i Brando.
dade, sem vicio-, e apio p.ra qualquer
officio, e i>ervico que se I he quena aplicar:
na roa da K 01 entina casa confronte a .
10.
lt^^ l'm-i pivli de naci da 18 annns,
sabe co.-iuhar, engomar, coser, e um
mol.itiiho de ia anuo-, com bom princi-
pio () sap,ileri : na ra do Fogo I). 11.
\tjp- 2 prelos moco-, com habilidades :
na ra dosTaiitreieoB no Recile sobrado de
um andar que Un leuda iu lauoOiru na
toja.
V2?" l'ma firda Coarda Nacional qua-
si nova : im Tvpograha d este Diario,
&3T Umaiinagem de N. S. da Sole.U-
de, tic pdr., nova, eom .-ua peaulia e
manga ue vidro : 11 i-sta J yp'grapbiu se
dua quem vende.
^r<5r Llni p.i'anquim moderno, cm bom
ti-o ; im un iit) rg*ij(idea sobrado tl- um
auda por >iiin iliiinii.i venda I). \
gr2"" BinS% chegadas ullimainiwle, e
ramas da vento iH<>ileriM,lde amarello por
preco countodu : n. ra do cullegio ar-
lliaseiil l). ?-.
tTJ6e* Uuiquailau rutSO pedrez muilo
niiiiMudo, 1 lorie uor preco muito com-
inodo : na ra doNogoera sobrado I), b.
*r3f Urna negra moca que soba engo-
iimi e cosiubar : na ra di cadea vellia
n. ;">().
WB1* l iii Piannu ln muito boas vl/'s :
u.i 11..1 rii'.-. Tri'ixi i
*UT Meios bilhetes da presente Lotera
a 3)200 em prata : ao p da loja do Sqr,
Bandeira.
|ry Paraguairu. S e^unieo remedio
conhecido para as dores de denles: ao p
do calabouQu velbo L). 10.
fi3* Folinhas de porta, de A-
gibeira, e de Padre, para o pre-
sente anno de 1836, por prec/
com modo, na Pra<;a da Indepen-
dencia, foja de Livros N. 37 e
38, e na na da Madre de Dos
venoa que ibi do 'Rezende.
de caruiiAi), com 44 palmos de compri-
menlo, e lemijuadro: na ra do Roza-
rio, loje ao p da botica de Joo Pe ira.
BSCRAVOS FGIDOS.
F.m inde Fevereiro p. p. fugio um ne-
gro por uoiue Francisco de JN'.icao Cabinda
cora os signaes seguintes : corpulento, com
o rosto um tanto descarnado, represento
40a 50 anuos, aleijado deum dos p<, es-
lando este sem dedos no mesmo, ecom u-
nia ciunica Ki id, no coto do meMiio pv
e outra na mesma peina no lado direito da
canella, e outra quasi secra por cima do
calcanhar do mismo p, este preto tem-se
empreg.idoem collar c-pim paia um'ca-
vallo coudusiiido em una pquena canoa'
de Oliuda pai a o Recile, de d< ude seau-
zenlou ; pnlo'que se recouienda a lodo' C'
inalqtierCapato decampo, ou pessoa par-
lii'iilar que o encontrar o mande pegar e
conducir a rita dos Quarteis D. 4 e 5 anude
sclhe dar urna gratificarlo corresponden-
te a longilude em que for pegado.
^ry* Benedicto, mulato de 20 annos da
d*ile, eslotura ordinaria, seco do coi po,
oflicial de sapateiro ; levou calsa prela e
jaquetn branca : os aprehensores levem-no
aiua Nova sobrado l). 22, .'anw.
^ry" A o am-nhei er do dia aa do ror-^
lente, fiiglo a Jco Framisro Sanios d
SiqUeuS um negro de m>me Vicente, que
pateca ciioulo, oflicial d' sapateiro, qire
jfoiescravu do Snr. Rabello Escrivio do
ciime aqueiu o mesmo Sioueira o om-
pioo, leudo tob-m aquelle comprado a
hum bomem de Si uto AnlSo: os siguaes
sao ua s muito regnsta. e afielado, anda meio coi-
lo por mole.-lia venena, ignorando-so
roupa com que foi Vestido, por levar com
aigo toda a tjue linb.i : ro^a-se a todo os
Snrs. Juise d Paz, e Commandantes da
regalos luda a prevencio d'o aiirebende-
rem ; a^sim como a qua'quer Capillo de
Campo loOa a deligeucia por p^gar dito -
cravo, e levarem-no so lugar do arontf u o
a seu Sur. ou dentro do Recife a na da
Cadeia a Fi'anci.-cu Joaqoim Pedro da Cos-
ta ; e ac-'iit rondo a pegarem-no para as-
PovoacGt du Sol, onde o mesmo eaeiavo
he muito pratico, o pode rao entregar no
Engeuho Meruz ao Sur. Joaquim Cmdi-
do Goniea, em pindoba ao Snr. Feliz Jote
da Camera eimentel, e no Engenho Mu-
ra iihio ao Sur. Joo de Spoza Lelo, eerli-
6cando-sea quem o aprehender, queset
bem giatiQcado.
Taboas das maros chutas no Pono de
PeinantbucO'
20Segunda i 8h
al T:----- 1-9
Tarde
i.5i m J
-42 .\r
a-Q:. -10-30
^o-Q:----- .: 11 18 1
**-* -J2- 6 a |M4bM
SH>:- p 0-.>t
S, |). l.
afl ^D:- 4 i-42
NOTCIASMA RITIHA.
Savto saltillo no dia 10.
BOSTON J Pataxo llliorn, Capillo
Barmoiti : cuuro-, e uaSUCar.
Pena. ^ > Tve. iioliimi>. m.i'


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