Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02345


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Full Text
*
J
ANNO D 1836. QUINTA FE1RA
,
tOPEMARCO N. 56.
ARIO DE PERNAJUBIJCO.
Prhamboco. w* Tvf. oH M. F de Farm. 1836.
DAS da semana.
Segunda S. Tilomas de Aq- A. dos Ja. do C. He m.
e de t. scs. da Thezouniria Pblica. eChanc. d
t.
8 Terca S. Jqa3 de Dos, Re. Je m- aud. do J.
de O. de t.
9 Quarta S. Francisca Romana scs. da Thez. Pul).
Q. iiiiik. as 7 h. < 85 m. da t-
10 l-iiimu S- Mclitad- IIel. de ni. aud. du J. do
C. de m. e da t.
11 Sezla S. Caudillo M Paz anuos a Ser'nissiin
Princesa 1.aSeohora i). Januaria, Herdeira Pre-
Eumpliva. 14nao ha deapaxo.
18 lanado S. Gregorio P. ttel. de m. e aud. do V. G-
del em <'linda.
:s Domingo 4. da Qnarcsma S. Rodrigo M
1
Tildo agora depende de nos mesmos. da nossa pru-
dencia, iiioderaco. e energa; eontlnuemo* com
principiamos, e eremita apnniailoa cimi admira-
Cao eii*fi: as Nacoea mais cuitan.
Proctamnco Hn Jittmbtta Oernl do Bratil
Sulw.reve-se a 1000 r*. mensaes pagoa ailiantadns
nenia fpo;rafia. e na l'rari da Independencia N.
:W eW : oude e recelieni ,-tirrespondeiir.ias legal-
saitas. f anmincios; insern l.is proprinaaasignMltes, e viudo tuignadoa.
CAMBIOS.
Marco 9.
.LiOndres. S8 1|3 a 99 Dfr St. por 1 ctd. ou prala
a 50 por cento de premio.
Lisboa50 por o|o premio, por metal, Nom.
Franca845 -840 Rs. por franco
II io de Jan. fia 7 por cento de premio
Mociias de ,,400 I8,,000a 1",.800
40U0 7 ..000 a 710O
Pesos I..U0
Premio da prata 50 p. c-
., da< lettras. por moz I 2 por o|0
Cobre '.'5 por ccato de descont
P A llfl DA IMl CORK BIOS.
Olinda _Todos os diasan meio da.
Qoiana, Alliandra. l'araiba. Villa do Conde, Ma-
n !n_'u.i|>r. Pilar, Real de S. Joo, Rrejo d'Areia,
Hainlia, Pombal. Nova re Sou/a. (idade do Natal.
VIHas de Goianninba, e Novada l'rineeza, Cidade
da Portalea, Villas do Aqilirs. Monte mor novo,
Aracatv Cascavel. Canind, Granja, Imperatriz.
S- Bernardo S. Joto do Principe, Sobrar, Novad*
F.IRev. Ico, S. Mathens, Reachodo sangne. S.
Antonio do Jardint, Qaexeramnhim. e Parnahlba
Secundas e Sextas feiras ao meio cia Pdr via d:l
Paraiba, Santo AmanTodas as quimas feiras ao
meio da. Garantan*, e Bonitonos da 10 e 84
de ada mez anmeio da. Flores-no da Indi-
cada niez ao meio da, Cabo. Seriuliaein. Rio For-
in.izo. Agoa-Pretav e Porto Calvo nos das I, II,
e '.'1 d- cada niez- Serinhnem, Rio rormoso, e A-
gOB PrrtaSegundas. Qi.in.i-. e Sextas tetras.
BagjMresfts.sia<^^
ti&Gaueaxseifrtz
m
VARIEDADES.
Dos diversos modos dp considerar, e es-
crevera Historia.
Cada seciflo, cada Naco tem exigencias
diversas com ideas, gostos e necesidades
itifffrentes: a historia que convinha aos
Rumanos da Repblica, j nao era conve-
niente aos do si culo de Augusto, ea que
roleravao povo de Luis XIV nao pode-
vir a hura 'povo costuinado a onvir a vm-
dade simples, e/iua, a hutti povo illus-
trado pt-l.i liberdade da Itiimeu.sa. Por
isso tendo nos mhSes de Historiadores
intignsott moderno*, todos elles nos. re-
presento, sob aspecto ditferente, as me<-
mas IpOraa e os mesmos acntenme1 <>s.
rs'n fallarlo I lulos a essas di versan histo-
rias: Legendas, Fastos, nae*, Chront*
cas, Coro menta rio, Memorias, Vida*, lle-
Jaces, Auedoclas, Qaadros e Archivo-,
de ludo Ulo temos com farlura ; e con) tan-
tas litllletas, sent' o hornera Ilustrado e
conscieiicioso, > nadadero Historiador
grande difliculdade em descobrir a vei da-
de. Esta verdade oceulta-se e lauto se es-
conde que somos (breados as vezes a hir
jtivestigal-a em canligss, cotilos e cauc-
es ; e que cerios uionumentus, que hoje
fiospaieceiu ou nicossuihenlicos, ou fo
io inapercebido* ou despresados por dess-
/ilo geracSesde Histoiiadores.
Temos sy.sicin.is variados como os no-
li es : Historiador lia cihbre que nos dir.
que oe.-pirilo humano nS po.ie formar
idea dascoii-as distantes, por queasjul*
ga pelas i|ue conlu-te eibe sao presentes.
Toda a historia que nao he contempor-
nea he supeiu, accreseenta hum segun-
Uo. Cuntbrme outro, o Historiador nao
jiode ser contemporneo, porque marcha
fio tiives daschamroas ou deve ser pari-
id ; e he este o mais triste apanagio apana-
^o da hotoanidade. Escolliei pu'....
Anda isto nao be todo : Vembumquar-
lo, Filosofo l-rcbem. tpie, c.iu liando es-
tas duas opinioes, alliruu que nao ha his-
toria rerdadeir*, alm da que fbi dictada
pelo Es|)i.to Santo : os factos suligol sao
ignorados ; os recentes nao devem ser pu-
'hiicados sem altrnelo-.
A'visla do que, parece que devemos
qiifintar os mais repeitadoa voluines, e
qu'biar as peonas.
Soreguemos, lodaS, e authordade
de Vico, Pascal, Massias, e Paiii/.i op-
piinhamos a do secuto deciuiouono, en-
..incido em experiencia, m.ds conscenci-
OSO Sobre ludo que aeus picdeces-oies ;
h acreditemos ra elle, que quando <
'toinem se tem iniciado mi segredo de <|ual
ner povo por honiens que, pOssuindo-o
>tcin meditado e esclarecido, pudcescie-
-, cH ei-iflid- rom C0nfiallC3.
Outra questo ha nao menos importan-
te, e he, se a historia he Utilr
A felicidad he o lint poltica das Na-
ces, is-im como he o filo moral do ho-
tticm. As lig5es da experiencia apresen-
la aos povos e aos R>is, os melhorcs mal-
os de a alcancarem a hisloiia ajada a ex-
peiiencia, fareurlo conhecer os erroa dos
serillos que passaio, e as desgracas, que
loro sua ooftseqnencia j nos por tanto re-
putamos Bem graude sua tililidade, e a po-
de ler muilo tnaior pilo modo, com que
O RCrplOr a conceber.
He a historia srienr.is moral; ella segu
as | h.iM's da civilis.-co, e nao pode ser se
nao aquillo que a fi/.ero OS povos.
As pritieiias bisiorina friO poticas ou
l'eligiuass; mais ao dian'o passarad a hei ol-
eas, soin deixar a poesa, que tud" al..rmo-
seniav, equerouiias vezes fahicou nos-
sas ideias a iepeito da antiga civilisauaS.
Os hroes da Miada bem podiio nao ser
rab hein como os pastores do nosso Floiiatio,
os seIvagen-< do Canlir los Naich sobrenatural be a necessidade los primei-
ros potos, e seus Historiadores hucosa-
mente st'amoldlo a esta necessidade. A
iimginaco cria com a memoria, e obras
assim concebidas, repelidas ou copiadas
por oatros Poelas e Escriplores, atr.ives-
so O' seculos al o momento, em que o
homem jamis instruido e racional, as
nao aceita se nao como ficcSo e as regeila
como hisloria. E-la poca era viuda le
longo lempo quando a Cidade los Ge84-
res otendeiido por todo o globo seu poder
militar, devia lerseiisHi.storiadwies i;uer-
reros como ella, como ella admirado-
res da liherdade e gloria gaohada nos cam-
pos.
Qual he com eTeito a historia dos iiili-
rros? pactos verdadeiros uu falso-, cimba-
dos poim de grande carcter, de eloquen-
cia, e gravidade* arengas em eslylo bu-
llante, generosa indigoacio contra ocn-
me, e maldites contra os lYrauoos, inter-
meiadas de encomios aos hroes mor-
ios.
Eis o epilogo das billas papinas de Tito
Lirio e Tcito : n6i em Po'.ybio aprende-
remos lougas lices de Eslrateuia. e de Ar-
cheologa em Dionisio de Hallicarnasso,
mas nisto seencerra ludo.
i A'Eilosolia da hisloria foi ignorada pe-
los nnlinos, eodeviaser, porque uo li-
nhsS el!e> vislo bastante para que fossem
Importunados da fatigante mohilidade do
espectculo. Em vio sebuseariaoem.su-
as obras vistas filosficas sobre as -ansas
primeiraa dos acontecimenlos, e uecultas
relaqes que as ligio. Aquella interna a-
gilac.30 quequer conhecer, aquellas idea
de phi'anlropia, que Iranshw.eiu em nis-
-os modernos Escriptores, Ibes sao inlei-
ramente desconhecid.is ; he porque as ne-
cessidades mudaro com os seculos; ellas
sao lambi-m ignoradas por eses Cbi'OOitas
da idade media, para quem sao as datas
to importantes, e cuja hisloria s vezes
tngela, nio he muitas vezes mais que o
Alm iiiacli em que se consignarlo as ephe-
merides de cada dia. Os seculos poiem
marchara, e com elles as luzes, e Filoso-
fa. O fro ejoismo cedeo o lugar s vis-
tas generosas ; e entio, somenle enlo, se
algou huma doulriua, vasla como o pen-
sunenlo do homem, bullanle como a es-
peranca : o humano aperfeicoamento .'
Ella surdio da ttirmenta revolucionaria
para dill'uudi- pela lena sem benficos
ratos; ella fez conhecer ao homem seu
poder, e o alvo de sua vida. Ella Ihe
in.-pirou odesejo de ameigar a sor te de se-
u> semelhanles, e esta fecunda idea que
refundi a Filosofa, semaiiifestou gul*
mele n historia moderna. Mas essa Jiis-
tmia tal como a exige onosso seculo, ha
anda diversos modos de a considerar e es-
riever.
Duussystemsa lem prevalecido; masem
roda dalles se appibaS infinitas varie-
dades ; por que, pondo departe ut-ystetua
une adopou, he o Historiador igual a si
mesmu, e nao pode renunciar BAS ideas
para em ludo se conformar com o lypo
que escolheu. Fallemos primeitameiite
ta Eschola narrativa.
Seu fim, mui louvavcl sem duvida, foi
mostrar nonolbos doLeitora verdade sem
formas dramticas, sem relexSes, em a-
formoseamentu de qualidade alguma. Es-
te sv tema, ja vedes, participa anda do
dos nonistas. Se n> possue o rnerlo
deste (porque nem sera pre he dado arte
o imitar > natural dos narradoras contem-
poianeos) ; se ni" 'em o merilo de-te, di-
go, lem lodosos defeilos delle, e muitoa
s*5. A par dos lacios materiaes, ha na his-
loria factos moces que o Historiador co-
ndece, e que deve coromunicar, sdese-
ja que sua oh'a produ/.a interese. Os pe-
dacos dispersos que coligi em tongas vi-
gilias tem para ella hum sentido |ue nao
podem ter para o Leit'-r que delles nao
fez esludo especial. Elle pode, dir-me-
ho, arranjar esses fictos de modo que
delles resstimbre a verdade moral; mas
enta aberra do seu systema, e muilas ve-
zes da verdade, porque, des que ni Com-
posico entra ai le, na5 ha ja verdade, nuil
singele/.a. Esle modo de estrever a hislo-
ria he mais apropriado o curio periodo,
historia de hum seculo, ou de hum rei-
nado que sequer, se assim me posso ex-
primir, construir de novo, com os velhos
materiaes. ... --.
Examinemos os principios deoutra Es-
chola ; c paia aso, remotemos ao sec-
lo dezoi'o que a creoo. Tem esta por
fim explicar os aconlecimenlos por leis
moraes, e proaidenciaes, que .lando-se so-
bre as idade- Ibes imprimen huma acca
lenta sim : mas continua, a que O homem
cede, e obedece aem que disso lenha cona
ciencia ; de surte, entretaulo, que no nuio
dessa f.ilalidade que > domina fica sua li-
beidade plena, einteira. O genio de hum
Filosofo, desconhecido a hum canto da I-
taliss, den poder a este pensamento. Vi-
vo, muito illustrado pira o seu seculo,
nio p le gozar da influencia que teve na
nrte histrica; mas elle tiulia conscienca
de seu mrito, e nao hesitou-a om intitu-
lar a sua obra, sciencia nova, Scienia
Nuova.
He elle a hum tempo a Filosofa, e a
Historia da llumanidade.
Qonsi na mesma poca, hum homem
rujo destino foi mu differente, porque
encheo a Europa de seu nome, Voltaire
accrescentava aestaideia, que elle baria
vislumbrado, a de tracar como Filosofo o
(lesenvolvimenlo do espirito humano. Se
h Vico fallava clareza, eleganci.-, e a-
quelle estilo que leva de iojo as massas,
er.. ellas o principal mrito de Voltaire.
O primeiro nssombrou a FlosoBa ; o se-
gundo, todas as classes deleitores a quem
pU primeira ve/.mostrava tolos os ele-
mentos de civili-c- (|ue c.impe a vida
moral, e material dos povos. Nesle qua-
dro d.senhidocom grandes traeos, e com
persua.-ao, e estilo cheio de encantos, so
huma cousa faltava, oespii (tialismo.
Voltaire percorrendo Os seculos, tinha
tantas vezes vislo os lemeos, victimas de
prejnizos, e abusos do poder ; tantas vezes
linda visto servir a Religa de mascara a
mundanas pmoes.; sede de ambca
temporal, que, em seu ardente amor da
hunianidade, havia concebido entiaila-
do odio aos lempos em que sejia.ssara se-
melhantes desurdens, e em que julgava
elle devel-as atribuir poderosa influen-
cia do Cltristiaiiismo. Daqui procedern
seus continuos iittaqucs conlra esta ReJig-
a; daui nasceo o deseonberer elle r-s
beneficios que ella darramou em todas as
latitudes. Atacar purera u Chrwtianismo
nao he atacar o esplritualismo? He elle
outra cnusa em seu principio? O Cbrintl*
anismo(ia sedisse antes denos, e na5 po-
demos l'ater mais duque iepetil-o)he o re-
sumo completo das verdades metapbysicsa
e moraes encerradas na consciencia. He
elle em suas formas e em seus mythos ins-
linrtivos i Philosopha do povo ; e, para
empregar contra elle a paixio que soltolt
Voltaire, sendo ta5 injusto que nao sepa-
ron o bem do mal ue podem aecnscentar
a seu fundo primitivo as paixes humanas,
era necessaiio ler abjurado as iiobres < n-n-
cas espirilualisias. Elle as tuilia lambem
abjurado esse acpUco e montono Es-
criptor, anquera brtve lallarei, uorque
n6 fez se naG imitar a Vollaire, sem poder
chegar ao encanto que este ultimo lrcva
d'htim espirito fcil e ti fecundo. Home
fundi o mundo, sua marcha e suas leis
p lluuie renegn seus sentimenlos como
CbristaS, como homem, e como patriota;
elle ii qiicr sei senafi Philosopho, e su-


m
i*
DIARIO DE PERNAMBUCO.

pbilusophia ludo desencanta, at mesmo a
verdade quando elle a diz.
Robertaon mais religioso, nao lorocu,
coma Hume, o rno lado de seu mdelo
comnium ; seria porm e fri nao conse-
guio inleressar, e he este entretanto hum
dos principes mritos do Historiador : el-
le sacrifica militas vezes a e-sencia das cou-
sas s formas exteriores, e parece que re-
ceta mover-se ; passa a plaina por rima
das asperezas, con ige os caracteres dema-yi
iado enrgicos, e a ludo d fasli'liosa C gira com piei'eierjria o espirito e costu-


I

falsa regularidade. Donde resulta, obser-
va hum de nossos doutos crticos, que mi
citando a forma da narraca em harmona
com a violencia dos succa-os, se nao con-
ceda como cousas t. pacificamente relata-
das podessem abalar o mundo. M roa pala vi a acerca de Gibbon, para con-
cluirmos com os Historiadores Inglezes.
Tambem este tinha de-conhecido o Chris-
tianismo, e seo poder moral com sua in-
fluencia na moderna civili-aca. Rile nao
divisou nelle sena paixes, hypocrisia e
ridiculo ; ludo quanio ernfi>n avulta a hu-
mana fraqueza, AII. ciado d'da fiza a
respeilo I4 R<>ma e sua magestosa domi-
naca, Cibbon desconhece, no roeio de
authenticas Ion tes o que appai ece mais sa-
liente : a profunda depravaca da antiga
sociedade, e as sublimes viiludes da no
va.
S nos resta agora oceuparmo-nos des-
tes erudiclos Historiadores que, foiga de
invesligaces e compilacts erguVa gi-
gantescos monumentos em que por u
turno bebraS as geracfs provir. Mon-
tesquiea, Herder, Condorcet, emittira5
em algumas paginas hum systema com-
pleto. O primeiro em sua obra Grande-
za e Decadencia d xnelha nein a Vollaire nem a Gibbon : o
aentimento moral domina em seus juizos,
tanto como a verdade em suas aserc5es.
Herder sensualista AUema, liad v na lui-
manidade, sena hum ente organisad<-,
que augmenta e se desenvolve, huma flor
que desabrocha ao S A das idades. Para
elle he ludo o mundo physico, o homem
goza de linrii fatalismo grosseiro. e cega-
nente obedece aos excitamenlos que itce-
be de fra...
Este deleito (e he hem grande a mcu
ver) nao deve com tudo obelar a que veja-
mos em Herder o mais preclaro renovador
da sciencia histrica ; por quanto foi elle
o piimeiro que concebeo n idea de hum
progresso geral e continuo da humani.la-
de, o primeiro que vislumbrou o aperfi-
coamento humano... .
Condorcet, se ni ser imitador nem co-
pista, o seguio nesta nobre estrada ; e fijr-
neceo tambera apreci.ivel modelo da His-
toria Plnlo-oplnc.i, Jal Ion Ihe porm *m-
po e materiaes para consummar a obra.
Inspirado pela philanlbrnpia e apeitado
pela mofl-, screveo admiravejs postoque
incompletas pagina*.... Nenbum outio
ousou laucar im de sua ideia, e boje po-
de fazer se....
Depois de havermos fallado dos diver-
sos Historiadores que adiantara a Scien-
cia, e a fizera o que exige a noasa quadra,
Janeemos rpida vista aos diversos gneros
de Historias, porque evidente he que se
nao pude tratar hum asaumpto como o de
Gibbon com as meimos corea e formas,
que a nai raca de huma revoluca em qual
quer canto da Europa.
A historia de curta rpoc pode limitar-
se narraca simples e singela dos felos.
Permittido he eula ser contemporneo,
vforcar o Jeitor u refLctir por si mesmo
sobre oquadro que se Ihe pe presente;
deveo Hisloiiador por isso identificar-se
iom o povo e seculo, cujos fastos escreve,
edar a sua narraca cor local; foi o que
fez Mr. deBaranie; foi porm misterem
traballio ta simples na apparencia, toda
a eievaca dd vistas e < onselencia Iliteraria
daquelle Ilustre E ficar o quadro dos lempos passados, que
tile desenrola ao espirito do hjtor. Pode
diz'SVse de Voltairequese engaa ou pre-
tende enganar-n"s, quando f. re como ce-
g sem distineca tudo o que loca Rehgi-
a, e a seus MinistiOi. Niuguem porm
se deixar tmbair a si mesmo se elle refle-
rtralgQm fado desconhecido, que bou-
ver truncado ou alterado. Foi tambem o
que praticou uosso infeliz Thierry. cuj r
tillad gados Irabalhos.
Elle demoli e reedificou parle da obra
de Hume, desenterrando a verdade dos
arquivos Normandos, e Chronicas Saxo-
nias em queV occullava arripiada de espi-
nhos. O que porm fizera estes donssa -
bios para hum peiiodico de uous seculos
em huma s Naca, sei appJicavel his-
toria de toda a humanidad? ? /
/ O resumo de prolongado periodo hist-
rico, tal como n he^nos enir/rebendido, se-
roes das Nncts : algumas n flexes, algu-
mas partic ulai idades* importantes, cara-
cterisiii.s, mas breves, e s para dar luz
a materia ; basta os ficto-' prinnpaes pa-
ra servil de laco. Elies teru de mais disso
a utilidade da certeza, que fin va se bus-
ca as narraces minuciosas, e grosseiras
deftiossas antigs Instoiias.
Estudos espeches de Dueito Natura!, de
Philo90phia, de Economa Potica; mu-
tas averiguaces, e a mais sebera impai ci-
alidade sao necissarios a este moo de cievera Historia. Hum resumo bem fei-
lo requer mais tempo, e tr..balbo do que
^e Ihe eos! un a dar. De*e mais que tildo
evitar se aquelle espirito de fysteina, que
fals fiea o raciocinio ; nao julgar os tcm-
pus adazados com o espirito do nos-io,
nao,medir os linmens do seculo IV ou XII
pela estatura dos de buje. As acees, os
(actos nao mud.i, suas causas porm e con-
sequencias nao podem su- as mnsmas, e
em todo se deve tomar conta. 0<|ue na
vrssa Carla he criuie capital, apenas era
falta na media i lade, e iitude lia em nos-
sos lempos rmlistdos, que era vicio ou-
tr'ora.
Visto que todas as revoluces, que tem
mudado a face das Imperios tivea nas-
cenga nos seculos, que s prece''a, de-
ve o Histoi ador buscar essas lontes nos
acoutecimeijlus, neetssidadese grao de ci-
vilisaca dos novos nesSSS causas occul-
tas, que prepara lentamente os violertlos
abalo-, assim como em fnrlutas circuns-
tancias, que os deterin tnra. Para o nos-
so seculo fie que devenios estudar os ante-
riores j e foi ao menos o que eu tenlei fa-
zer.
Aqui sou eu naturalmente trazidoa fa'-
lar do meu plano, e do modo com que o
conceb.
A historia do que ^e chama civilisaca
nao consiste s na narracaS dos tactos, ella
nao consi.ite no de-eiivolvmenlo do e-tado
das Artes, Sciencias, Industria, ou Letras;
ella rm consiste no estado d'Scoslumes de
huma Naca. u de huma poca. A His-
toria da civilisaca he hum complexo de
todas estas rousas, ella as sofre lodas ; o
Universo physico ou moral he de >ua alca-
da ; a mais modesta ana.'v-e do Cbimcio,
a osis simple* observaca do Natura-ta
ua deve/u ser menos ommittidas, que as
aanguentas ?ictori*s dos Conquistadoiis
pelo Historiador da civilisaca, huma vez
que fizera adianlar humpasso a Seiencia,
e a Industria.
He o Christianinno, como j eu disse,
na Historia do Mundo o mais importante
acontecimenlo, considero em sua origem
e inlluenci.i na felicidade dos povos ; elle
do primeiro exemplo de huma nova
existencia.
Razes era estas j assaz poderosas para
meobiigarem a fazer desta immensa revo-
luca, o ponto de paitida de minli.'S ideas;
mas as->ialia-me ainda oulra. Sem tomar
parte na cierna duvda do velho de Ferney
a respeito de tudo o que he antigo, creio
eu a Historia se te veste depois de Christo
d'hum nteresse, que longe eslava de le-
anles, ou fosse por causa da incerteza dos
fados, ou porque o Paganismo destruido
nos commove infinitamente menos do que
o Cbristianismo propagado pela metade do
Globo.
O motivo que me forcou a tratar a His-
toria geral da Europa com preferencia a
qualquer outi a em particular, he queda
eraChiiiti para c todas ellas esta liga-
das; suas retaco sao mais intimas, pie
antiga'menle, ha nella mais generalidades,
que na Hi.-toiia de Alhenas, Esp.ila, ou
Roma ; nao as podemos separar sem gra-
ves inconvenientes, quedeixa de existir
je reunimos os acontecimentos em olta
d'bum centro commum, que os ala pelo
interesse, raageslade, oo forca de cousas.
He o Imnciiu Romauo nccessari.nnente
o dos primeiros seclos ; Conslantinopla
hem que decahida, Ihesoccede, e te o ca-
hos da conquista dos Baibaros o nao ad-
mite, Carlos Magno, a Anlhoridade de
Roma Christ, as Cunadas, as guerras de
Religia &c., mprimein no sen seculo
hum carcter profundo e original. Ese
por vezes me succedeo lomar a Franca
como tixo dos acontecimentos da Europa,
deve .-to descolpaV se em hum Fiancez,
o de facto nao o foi ella tantas vezes ?
A Franca, tenwe dito, governou a Eu-
ropa, quando nesta nao ba*-ia hum s Go
verti, que nao estivesse no ber^o, ex-
cepto o Imperio de Conslantinopla.
Desde esse lempo foi-lbe dado o ligaros
deslinos dos povos a suas ideiasde gueira,
de gloiia, Poltica, e Admnislraca. A
origem das Eeis, rostumes, Ailes, o an-
tigo Direto Publico de vinte Naces est
alli ha oilo ou dez seculos : quer isto i)-
zerque tem sido desde enla a Historia de
Franca para vinte Naces huma Historia
Nacional.
Preris; os Compendios d'Histera hu-
ma idea fundamental dominante, sem o
queso leiia mediocre utilidade. Impon-
sivel hedizer ludo, eludo pintar em hum
r. s imo, que nao permilte desenvolvmen-
lo.
Nao pode, por nutro lado, o esludo
especie! d'lium ramo de conhecimenlos iso-
lar-se dos acontecimentos que o modifica-
rlo ; ronvem pis lomar ham termo m*"
dio : fazer marchar t'do Junto, mas wfl
as mesmas proporces. Aque'le pois nue
lez e-tu lo particular dfl< Sciencias, Letras
e industria pecreva a Historia enm especial
imra deconbececer a fonte deltas, e seguir
sen cur.-o ; busque o Jurisconsulto nella a
origem das b-is, das iostiiuicei, e sua in-
fluencia nos roslume", e in^lrua se O
homeiri u'Estado as insliluic5e poliiicas,
guerrase tractados que mudara a face do
globo.
Resumo assim concebido apresentar
multas vp7.ps maior utilidade do que ex-
tensas obras, em que o fruclo do estudo se
P'rdp di sem i n ni dri.se.
Nao sendo os prog'pssos da c* vil saca S
nosso nico filo, sao todava o ponto de
vista a que ruis ,e volte nossas ob-eiva-
ces. E que assumpto mai-r. e maisin-
teressante poderiamos escolber do que o
desses progressos semprp crescenies node-
^envr^lvilrlerlto da Sociedade, na felicidade
das Naces e dos individuos ?
O espirito humano sigue em sua mar-
cha a le do pezo e gravidade ; vaneando
sempre com a maior velocidad?, tempo
vira em que nao encontr obstculos____
Para chegar porm a esse ponto, qaaritas
r(!V..Ic5es Religia. Polilira, Sn'enci-
as, Relias Arles------ tuo nudou com os
seclos. A thiara, oa llu-onos a aristo-
cracia, lem muitis-imas vezes opposio s
luzes baldada resistencia; os abalos mu'ti-
plicara se, e as Naces eradua?mente
tem chep.ado f. lirdade. Os progressos
da raza e da Sciencia tem produzido a
paz, o commercio e a industria ; el les tem
destruido o poder absoluto dos Res, p dos
Pontfices para Ihe substituir o dos povos ;
o bem de todos tornou se o fio de pda
hum, ea paz perpetua do Ahbadp S. Fier-
re nos nao parece utopia ta desarrap-
ada. Os Publicistas e Pblosophos dos l-
timos secu'os tem coro as melhnres vistas
aconselhado a gueira s Naces : o espiri-
to Nacional coava rouito avante por suas
doutrinas polticas; era elle sua nica ba-
se, eosqoese afislava da dermis bilida
era tratados de visionaiios. Foi Vollaire
o primeiro cuja voz e fez ouvir a prol da
tolerancia universal------Visto porm que
nos adiamos meitidi's em huma digressa,
remontemos mais alto e rec stemo-nos na
Historia.
Lancemos primeiramente rpida vi ta
s revoluces religiosas.
A civilisaca da Grecia tinha f-lo desde
longo l.mpo succeder a brilhantemytholo-
gia pag a huma g.ssera dolatria, quan-
do Socraleee Plala repulara o esplritu-
alismo huma necessidade de sua poca
com ludo a Poltica e o interesse do Sacer-
docio o regeitara por multo lempo ; o
Cbrisiiaiiismo m..is tarde o Irouxe cornos
milagres, oulra precisa do seculo. Este
ultimo e dilfiiidacom rapidez por todos
os pazes.usceplives de o romprehender ;
elle melborou a sorle dos horneo-. ; -
influencia foi itnmen-a. .
Dentro de pouco prazo j elle nao foi
huma crenca mas sim huma instituica,
quelinha seo governoa parte; sua jerar-
qua, suas assemblas, suas leis geraes e
particulares. nico corpo organjsado
suslenlou enta a Inreja rom sua forca mol
ral, e riquezas a Europa abandonada pe|a
iucapacidade de seua Imperadores, e pres-
tes a aniquila i-se com as irrupces dos Bar-
baros. No fim porem d mil annos a
crul j milito poderosa, opprimia em lu-
gar de soerorrer a buirnnidadc. As ordens
dos Papas baixava absolutas do Vaticano
e, ou fo-se temor ou respeilo, ao ouvil-as
ludosecurvava. Ojugose tornava cada
ver m*is pezado, quando hum Frade ten-
tn sacudil-o. O pulpito foi a sua tribu-
na ; espirilosardenles o ouvira e ajuda-
ra, ea Imp/ensa de pouco descolarla
servio ainda melhor a seus vastos designi-
os, espalhando por toda Europa ideiasde
liberdade religiosa, necessidade do seculo
XVI. Este Frad era Marliuho Lulhero.
O Ponlifice furioso vibra seus raios e
nem por ism> deixa de ver suotraftir .se a
seu poder huma parte consiiJeravel d'AI-
Ipmanba, o Sul da Fraila, Henrique Vil
e'Inglaterra, a Suecia, inamarca^Pi us-
sia, Suissa, e Paizes Baixos !...
Espantado de tantas rebellies e esqu-
cen mente humano do Sacerdocio, creou Pau-
lo lll osJeso tas....
Elles f.-rar derramados pela Europa, e
logo expulses por todas as Corles, ta pou-
co eslava em harmona com o grao de lu-
zes scin-lhante instituica OseculoXVII
os regeitou, e cabecas delirantes nol os qui-
zera irnpor no seculo XIX! Baldados
esfoi eos !. .
Nos n cebemos do Cbri-tianismo o amor,
a cau'dade, a liberdade, e todas suas vir-
tudes produzira fructos a travs dos se-
culos e das tempestades; nos estamos ma-
duros para a tolerancia religiosa ; s ella
deve reinar boje, e cora ella a felicidade,
ou pelo menos o socego que reclamamos ;
es>e scelo deque goza a joven Americana,
instruida por nossas discordias, crimes e
desgr^cas.
Somos chgados s revoluces poltica-.
A Historia nusof'rece militas anomal-
as, que nascem da apparicio d'homens de
qenio em seculos cimbados com o sello de
huma harbaridade irr.possivel dt desarrai-
gar-
Lycurgo, Plalo, Aristteles, escrev-
rao sobre a Poltica e Leis excellenles obras
para o spu lempo, e todos admittem a cs-
cravido como de necessidade absoluta!
Na vida da humanidade, as ultimas pagi-
nas nos mostro como loucura o que pare-
ca sabedoria nas primeiras ; quantos secu-
los porm entre ellas! O Irabalbo deste
mundo ezecula-se lentamente, e cada ge-
racio que passa nao laz se nao deixar bo-
ma pedia para a construccio de hum edifi-
cio sonhado por epaitos fogosos.
(Thierry).
Carlos Magno pareceo disciplinar, eaub-
melter a seu genio roussas informes, que,
por sua moiie, recah rio em sua bi u/al
ignorancia.
As primeira&Monarchias Europeas virio,
a e&cravi'do abolida, mas aleudaldade a
havia substituido: Clrigos eLeigus forio.
ent Bares ; o Soberano era somente o
primeiro de todos : quasi nullo no Estado,
o Rei nao tinha poder algum central; ca-
da Caslello era Capital d'bum pequeo Im-
perio, e esta grosi-eira rganisaco era hum
passo!..... Pregio-se as Cruzadas, e po-
vos em massa largo seus campos correr;
mundo, ea civilisacio lucra mstaspiedo-
sis loucuras. As descobertas semullipli-
co. a industria abre caminbo; o Com-
mercio mais allrevido frequenla navios
com auxto,de seus ihesouros; a liberda-
de noestava longe: ondas desaugue ti-
nho corrido para satisfazer vistas pesois,
e defender biiideiras egostas; o povo
Francez, sempreadiante na marcha pro
gressiva das Naces, foi o primeiro que
conheceo que Ihe toe* va em fim o pensar
em seus interesses : elle escolheo d'entre
seus tyrannos aquelle que menos o oppri-
mia, apoiou o Rei. ea libeidade dos Com-
muns foi o resultado deste aclo de sua von-
tade.
A' authoidade dominadora e invasora
do Clero, e dos Fidal'ns^-iouHKtUgaul*
_



I) i A lt 1 O D 13 P E R N A M B U C O.
3
dos Soberanos: a civilisaco achou anda
que Incrar neste poder, tanto na 19 forte
porque era nico; nao podio porein os*
povos arcoraodar-se com Goveruo tal co-
mo o havio fundado Reis absolutos.
A'esta ptimeira levolueo devio suc-
ceder noval inda mais sandaveis. As lu-
zes sempie rtesrenies dasclasses infeiiores,
e raultidi) de circutl-tiiciaS, que tem todas
sua origtm nodesenvolvimeiito do espirito
humano, produziro as 'Inglaterra e
Franca. Esta ultima relinio na Europa
toda, e 1 he com til unir seus resultados.
O povo fez por sen turno'ensaio de hu-
ma tyrannia impossivel, e dizimott seus
proprios filho*.....No meio do mais es-
pantoso cahos, a civilisaco tnarcliava, e
augmcntava som ces.-ar. Tudo se havia
desmoronado, ludo se devia rcfazer, tudo
se regenerou. Para reedificar pon-m, foi
raister huma s" caneca, absoluta, podero-
sa em genio. Ella surdio da tormenta, e
sua appai cao parece por lium momento
suspender marchar progiessiva dos seru-
los, e por de novo emqueslo a lib'rdade
dos poyo*; e-se himero rabio, e nao ha
dia que to nao revele huro novo beneficio
de tiossa revo'ueo. Alguna wpii tos mes-
quitibos, elevados o poder pelo capricho,
ou falso juizo dos Res, alguna restos da
velha- aistocraria quizero, com a queda
do colosso aZernos recuar para o passado ;
mas esta resistencia to impotente como re-
dicula, WserviO de dar ao bom senso Na-
cional novo bro pira quebrar seus ferros.
Vos o -edes : a industria livre de torpe-
os, as Si enejas, a Economa Poliliea ma-
is que tudo, tem prodig'osamcrite acrele-
rado o miso da civilisaco ; ellas tero frito
trumpbar a juslicae comprehetider over-
dndeiro interesse dospovos e dos Sobera-
nos. A igualdade nerante a Lei, e a nica
ai istecracia dos talentos ressumhro do Go-
vern Representativo, ass'm como tote
1 esfumina do adiantamento das luzes. A
Inglaterra linha dado signal, a Franca se-
guindo por duas votes seaexemplo, com-
municou o impulso Europa, e rada po-
vo lera sua vez. Nossa vida ser talvez niui
curta para ver realisar*se esta mmen^a e
ultima revoluco ; que he porm a vida de
hum homem ? Nos temos visto alguns Es-
tados abalarem-se, libertarem-se do jugo;
nossos flhos veiat a mesma Russia re-
gido por Les Liberaes.
O qur nao poderem f.zer as especulaces
dos Philosophos, easlbeorias dos bomens
d'Estado, o consegui a industria. E'la
o far sem eslorcus, sera alalos, e mesmo
sem pensar uisso, e .' pela Jorca de seu
des- nvoLimento. He ella o mais poderoso
vehculo di-ssa civilisaco que lulo abran-
ge, dessa civlisaco, < bjecto nico de mi-
nhas inve-tig^ces histricas, porque ella
tem ajudado a felicidade dos homens, e ten-
de l'azet-a cada vez mais avullada, ins-
truindo e rnelhorando a humana espeeie.
H. Roux Ferrand.
(Do Correio Oficial.)
PE FIN AM BUCO.
COVF.RNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia 9.
Illust. Snr. Devendo baver g>ande
Parada no dia 11 do corrente Annivt rs -rio
doNasciniento de S. A. I. a Senlura D.
Januaiia; Da em que haver Cortejo ao
Retrate de S. M. o Imperador, Compre
que V. S. faca marchar as Legioens do sen
coinmando para o lugar que for destinado
velo Com mandan le das Armas, cm quem
aeentender.
Deoguarde a V. S. Palacio do Go-
verno de Peruambuco 9 de Margo de 1856.
Francisco de Paula Cavalcanti de Alhu-
qoerque. Snr. Francisco Jacinto Pe
r.ira, Ccmmandaute Superio da G. N.
d'este Municipio.
Oflicio; Ao Commamlante das Ar-
mas Cc-mmunicaiido Ihu o conlheudo do
precedente olicio.
Ao mismo para fazer arrumar no'dia
11 do corrente os Corpos de primeira Li-
Ao Conimandante do Corpo Policial
convidando o, e a os Offieines do raestr.o
Coi popara o Cortejo do dia 11 do cr-
lenle.
Ao Inspector da Thezouraria remet-
leudo-lhe as Provizoens do Conseibo Su-
premo Militar sobre o abono da gratines-
cao addecional ansoffiriap* do Exercito, e
Cirurgioens da Armada Nacional quando
estiveiem doeutes.
Ao memo, rtmettendo-lbe s or-
dens do Tiibunal do Thezouro Publico
Nacional sob nmeros iO, 11, e i2.
A' Cmara Municipal da Vil'a de S.
Anlo para pelas rendas do Municipio man*
dar fazer as despezas de agua e luzes para
oQuarlelda Fotca Policial respectiva.
Ao Juiz Mnnicipel dVsta Cidade no-
mea nd<-o para prezidir ao andamento das
rodas da Lotera.
Ao Secretorio da As-embica Pro-
vincial remetiendo-Ihe as contas do anno
financeirodo i. de Outubro de 1834 a 30
de Setembrode 1835 da Cmara Municipal
de S. Anto, para ser preiente mesma
Assemdlea (Assignado pelo Snr. Secreta-
rio do Governo.)
Ao Commandante das Armas, para
expedir ordem a fin de que Victoriano So-
ares, e Luiz Riheiro que csto com praca
na segonda Expedico para o Para deixem
de embarcar, e fiquem em custodia, na
Fortaleza do Brum como requereram, at
que legalmpnlp provena que csto izemp-
tos do recrutamento.
Foi prezente a e>!e Governo o s oflicio de hoje ; aoqual respondo duendo*
lije que devem ser chamados Eleitore Sup
penles na falla de Eleitores proprietarios
para formar-se o Conselho de Qu*lific e entretanto que se elles nao reunein po-
der o Conselhu trabalbar tendo maioria de
membros a exemplo do que pratico todos
os Corpos Collectivos.
Dos guarde a V. M. Palacio do Govrr-
no de Pernambuco 9 de Marco de 1836.
Francisco de Paula Cavalcanti de Al-
buquerque. Sur. Prxedes da Fonceca
Coitinho, Juiz de PasSupplente.
Em viitude do Art. 1O da Lei Pro-
vincial de 6 de Junhode 1835 o Pieziden-
le na Provincia dernitte do Corpo Policial
o 3.* Commandante Amaro Benedicto de
Souza ; o que communira ao Sor. Com-
mandante Ceral para sua inlelliuencia, e
execuco, fnzendo-o rcllaxar da prwo em
que se acba. Palacio do Governo de Per-
nambuco 9 de Marqo de 1836. = Caval-
canti.
DIVERSAS REPARTICOENS.
:i^.aL'ii.jyiaATwBMi^xgir.-g:jv:.CT^^
JUIU DO REC1FFE:
7.* Sessa no dia 8 de Marc,o
Juiy de Sentenca.
Foi condenado a 8 mezes de gales o Reo
Joze Soares Ferreira, PorlugutZ, solleiro,
por cumplicidade de roubo de tscravvs.
Foi absolvido o Reo Rernardo Joze da
Fonceea, Porluguez, solleiro, no crime
de ferimenlo.
CA.MAKA MUNICIPAL D OI.INDA.
I.* Sessa Ordinaria de 7 de Janeiro,
de i836.
Presidencia do Snr. Barros Falca.
Ab> 111 a Sesso comparecero os Snrs.
Passos, Aibuqiurque, ( ardim, e Rebello ,
faltando com cauza os Snrs. Guedes, Aze-
vedo, e Xavier.
O Secretario dando conia do expediento
mencionou s seguintes ofiicios:
Um do El.mo S ir. Pre>idenle ordenan-
do que a Cmara remeta um Mappa do Ba-
talhio dos G. N. datosla do Norte de-.la
Cidade : inteirada.
utro do Juis Municipal partecipando,
que 6e acha interinamente no exercicio de
Jnis de Direilo por impedimento do actual
a fim de que a Cmara nomei Juis Muni-
cipal interino para servir em seu impedi-
ttit:-- -elo que a Camal tou intoa:1.
nomeou ao Bacbarel Francisco Donjingues
da Silva, a excepeo Jo Snr. Passos, que
volou no Advocado Manoel daMolta Sil
vejra : e logo se ofliciou ao primeiro Can-
didato para prestar o competente Jura-
mento.
Oulrodo Juis de Pas do primeiro Des-
Iriclo da S, 11 ni. ti mo a Lista dos Jura-
dos : inteirada.
Outro do Cidado Joze Cei iaco, parteci-
pando nao poder oceupar o cargo de Juis
de Pas por ser incompativel rom o oflicio
deEsciivfio dogeral queexerce; pelo que
foi escuzo, e que se chamasse o immediato
em votos que era o Snr. Cardim, que por
se lear presente eser Veieador, di.-seeme
fazia opcio do cargo de Veieador pelo que
a Cmara rezolveo, que se chamasse o me-
diato em voto?.
Outro do Juis de Pas do 7. Destricto re-
metiendo a lista dos Jurados de seu Dea-
tricto.
Outro do Cidado Antonio Ignacio Xa-
vier, parfcipando nao poder aceitar o cai-
go de Juis de Pas por se achar doente : a
Cmara rezolveo, que legalizasse oseu im-
pedimento.
Outro do Cidado Lurenco Justiniano
Rodrigues: a Cmara resolveo, que lega-
lizasse.
Outro do Juis de Pas il0 5." Destru to de
Paralibi, remetrndo a lista dos G. N. da
Conptnhia de seu Destiicto, e a elleico
dos officiaea da dila Coropanbia : intei-
rada.
llouveio varios requerimentos de par-
tes ; e por dar a h'.'ra o Snr. Presidente le-
vantou a St sso e fes esta Acia em que as-
siguaio : e eu Manoel da Motta Silveira,
S-i retalio da Cmara a escrevi___Barros
Falco, P.; Cardim, Olivcira, Rebello,
Passos, Albuquerque.
JUIZO MUNICIPAL D'OI.INDA.
III.mo Snr. Com cinco Recrula, que
nesla occaaifo remeti a V. S. complelou
0 Ju'z de Pez do a. Distrielo desle Muni-
cipio o numero de 8, que devia dar ?.e-
gundo as Orden?, que por V. S. me forfo
transmettidas, em cotuequencia doqueof-
ficiei liie em 18 do coi rente significando-
Ihe que al nova ordem devia suspender o
recrutamento cm o seu Districto. Os dic-
los Reci utas ora remettidos sao Joze Coe-
Iho Joo Coin?, todos tres para Vfaiinha ; e
Manoel Lourenco, e Francisco Joze da Cu-
nha p. ra primeira Linha.
Dos (iiiarde a V. S. por muitos anno?.
Olinda 20 de Outubro de 1835. Illust.
Snr. Dr. Joaquim Nunes Machado Juiz de
1 Incito Chefe de Polica. Dr. Lourenco
Trigo deLoureiro Juiz Municipal.
Iilu-t. Sur. Tendo eu podido tirar
dVntre os nove, individuos, que V. S. me
fez constar p >r oflicio de 18 do corrente
achaiem-se recolhidos na Cadeia, tres para
Marinba, e dois para primeira Linha, fiz
hontem renvasa clesles ao Snr. Juiz de Di-
reilo Chele de Polica, significando-I.he nao
s ter V. S. completado o numero de8
leciutas, que segundo as ordena por elle
transmitidas Ihe havia requisitad", mas
lamb ni havr eu em consequenca res
pondido a V. S. vida do seu sobi edicto
oflicio, que suspendesse o recrut.ment no
seu Districto al nova ordem. Quanto
primeira parte respmdeu-me o me-mo Sr.
Juiz de Direilo que louvasse eu a V. S. a
prompti lo, e bom desempenho dos or-
deti>, quelheforo communicadas a res-
peilo ; oque eu facopor este com a maior
satisfaco accrescentando a os seus os meus
l.iuvores : e quanto asegunda parte, fa-
zendo-me ver rnecessidade de gente para
Contplelar aforca expedicionaria ao Para,
encarreg"U-me de novo de fizer recrutar
maior numero de individuos, que rslcjio
ness.is cii cunsti ncias com ordem de I los re-
melter por toda esta semana j o que eu
commiinico a V. S. para que naja de pro-
ceder com urgencia novo rccrulamenlo.
Deu G"aide a V. S. por muitos. Olin-
da 21 de Outubro d 1835. Illust. Snr.
Ignacio de Almeida Sarinho Juiz da Paz do
i.'Districto. Dr. Lourenco Trigo de
Loureiro Juis Municipal.
RendimeniodaMeza de Diversas Rendas
no mez de Fevereiro ultimo. #
Dizimo do assucar desla
Provincia.............44:273^634
do AlgodaS dita 7:373$026
de Mioaoas.... 335.55579
Meio por % dos assignados 475$i9o,
Sello dosdoc.umentos dos Pas-
saportes e despachos.... 29^170
Direitos de a por % de ex-
portacaS.............. 12:744^67
de 2O por 0I0 d'agoa
ardenle de consumo.... 11^880
Imposto de 5o rs. por couro 286*5)650'
de 60 rs. por marca
e pezo das sacras de Al-
goda................ 1 a3-^300
Contribuica de iOO rs. por
tara de dita........... 2S3$70Q
de 2O rs. por
couro, e vaqueta....... i38*}J)56
Imposto annual das Embar-
cacoens............... 26/^800
Contnbuica de i500 rs.
por discaiga dos Navios.. 46^(500
Ancoragem............. atlIf^SW
Fa-rol.................. 6a7^900
Imposto da Saude........ 76^)000
Emolumentos da dita..... 3i9*^80O
Direitos depozitados, q' ex-
cedern de anuo....... 52*8)270
Rendimento de diversas Provincias.
Dizimo do assucar d'Alagoas i:a83)400
Meio por % dos assignados 5*2)958
Dizimo do Algoda da Parai-
ba................,'. 491^478
Meio por '/o d08 assignados 3yJ)630
Dizimo do AlgodaS do Rio
Grande do Norte...... 17$707
71:527^708
O Administrador.
Miguel Arcanjo Monteirod'Andrade.
MEZA DAS DIVERSAS RENDAS.
A pauta he a mesma do N' /\7.
*%*%*.*'***'
COIIRRIO.
OHiateNinfa deque Capillo Joaquim
Goncalves Maia, sai para o Maranhio no
dia 15 do corrente.
O Brizne Mari* Umbelina annunci-
ado a sahir para o Rio de Janeiro, destina-
se agora para o Maranbo no dia 20 do cor-
rente.
Existem na Administraclo do Cor-
rejo dousolcios do Ex." Presidente des-
ta Provincia de particular interesse de Vi-
cente Ferreira de Lorena, e de Felis Mi-
guis, ambos ao Ministro da Guerra.
Consnlado dos Paizes Baixos em Per-
nambuco.
A Barca Hollandeza Cornelia Sara, Ca-
pitoP. Jagtman que sahir com brevida-
de para Amsterdam com carga de assucar
e couros, precisa de onze a doze contos de
reis a riscos martimos sobre o casco qui-
Ihaficfe e carga: quera quiser impresta-
l s pode dirigir-se em caria eixada ao
Consulado dos Paizes Baixos at odia 12
de Marco ao meio dia.
THEATRO.
Grande galla, Sexta feira UdeMar$o,
Anniversario do feliz natalicio da Senhora
D. Januari.*, Princeza Imperial, e 4>er-
deira piesumptiva do Throno Conslitariu-
nildoBrazil, se aprsenla ao respeititvel
p .blico o dive lmenlo seguinte. Dar
principio ao Expectacolo a grande Over-
tora Semiramesem Babilonia. Seguir-se-
lla a representaco de um novo Drama c-
posicodeom s.ibio Pernambucano, deno-
minado =A constancia e patriotismo apoiio
-->--- -=. lalerlc*tor*s -= Q ~


DIARIO DE PBffNAMBUCO.
mo, o Cenio da Liberdade, o Genio du
Sitriolismo, o Genio da Legalidade. E
epois de um renhido debate em que be
vencido o Dapolismo se rompe a scena xando ver Magestosamenle colocado o Bus-
to da Senhora D. J anuaria primorosamen-
te retractada, (oque lio confirmado por
pessoas chegadas prximamente da Coi le
do Ri de Janeiro). Depois da aparieo da
Imperial Efigie se cunta*! o Hinno Nacio-
nal. No lim do Drama se executar a ex-
cellente vertura a Festa da Rota. Seguir-
se-h urna excellente Aria de Rocine. Fln-
da esta se executar a represenlacao da
minio insigne e conceituosa Peca OCon-
de de Poitiers 011 a calumnia descoberta rr
t-m que se v triunfar das[calumnias da as-
tuta Anua Fredegaire, a inuocenlc piin-
ceza Leonor de Luziguan. Esta insigne
peca lie Francesa, e Bata Ilustre Naci nos
ibrnece maisesie brilhante assumpto assaz
proprio para ofesltjo desle Da. No fim
do 3/ acto se executar oulra excellente A-
ria de Rocine. Findando o Espectculo
com o pantomimo denominado A Astuta
Modista, o quaj terminar cun a Dauca o
Lundum de Monroy. He este o Experta*
coloqese dedica no festejo de S. A. I. ^
para o qual o Director se nao lein pou-
pado a fadigas e despezas afim de o turnar
assaz pomposo e sublime, por esta convi-
da a todas as Aulboridades Civis e Milita-
re* a que venbo tornar com noas respsitS"
veis presencas neste Theatro mais biilhan-
1e o expectacuio deste dia.
. ANNUNCIOS.
Iloje sahir luz urna folha intitulada
= 0 Anli-regressista s em opposicu ao
pr< tendido regres>o. Achar-se-h a ven-
da as loges dos Snrs.'Bandeira Jnior ifft
ra docabug, Figueiroa na praca da In-
dependencia, NunoGuedes as 5 puntas, e
na case, do Sur. Aleix-j no alten o da Boa-
\ isla.
A.V1ZOS PARTICULA.lt ES.
Dos Rlogios que seadiavio na nio do
defunlo AugusioJeauniaire para coneerta-
|..s, ha ainua, certo numero que osdonos
nao mandarlo recebar e que Ib rao agora
para as mos do Relojueiro Candi Joze
dos Sanios no atierro da boa Vista, para
elle cuidar na entrega.
^JF* Precisae de um hornera q'queira
1ral>alhar em urna canoa para tirar arra,
forro, >u cativo: na ruado Rosario es-_
treita D. 20.
try A pessoa que annunc'ou querer
comprar um globo celeste, eoulro terres-
tre, quereudo uui usodos, dinji-se a 0-
- jinda ladeirada Kiheira cas* de a andares.
^y Na ra Nova U. a6, 2 auda,
precisa-se d'uma iiiulher que 8tiba coi-
nliar, e de una preta, 011 pelo, que saibi
iaaer o sei vico ordinal io d'uma casa.
a/JB* Quem liver para alugar urna es-
ravrf, quo saiba lser o servico ordinal 10
d'uma casa ; auiiuncie por cata folha.
jry Precisa J-e" de nina ama forra para
aser o servico de una casa de mu pe-
quena familia, e sem meninos; annuncie,
ou dirija-se ao attrro dos Amigados em
o sobrado confronte a casa do viveiru para
tratar do ajuste.
fy* Alugo-se quatro pretos robustos
paraaervireni era um arnrasem. pagndo-
se por cada um 3ao reis, e o sustento j
quem tiver annuncie.
STjr Precisa-se arrendar um sitio, per*
to da Frac* que tenha sofrivel iasa de vi-
venda, baixa de capim que sustente duis
cavallos animalmente, ou lugar onde se
uotM plantar, e que passe o rio pelo fundo
do sitio ; quem o liver annuncie.
yy Oueiu<|.ii.-ei alugar um esciavu,
B daudu-se boa comedoria e bun fallarlo, di-
j Ha-se a ra da Guia D. a 9.
r^r* A Me/.a ilegeora da Irmandadc
do Sur. Bum Jczusdos Martirios da Igrer
ja uova, fazscienteaorcspeiUiel publico
que pasa a ser mudado, solemne Prucia.au
do dia tinque de costume lser se, par-
,, dii Sexta feua de Triunfo, que Be Lio
.i-.o-.i... io crrente. Pelo graode
'jkfliajiui v a'iumjifj. ucti'p.' p r us
ser inconveniente, assim ofl'erece-se fican-
do na inteligencia os Illms. Snrs. a compa-
recerem no dia amiunciado que ficaiemos
assaz agradecidos.
Manoel Loizd'Assumpco.
Esc vio da Irmandade.
tfy P'ecisa-se alugar um preto, ou
preta, ou mesmo um nioleque para serven-
te, e tambem precisa-se de urna pessoa que
saiba cosiuhur bem a comida de um hole-
.qnim : airas da Matriz de Santo Antonio
D. S.
ty O Sur. Joo Jos pereira filho do
falescido Cypriauo com venda em N. S. do
Teno, queira ter a bondade de vir ti-
rar os seus peuheres 011 rnander ordena por
escrita, ep dinheiro do principal e juros
pata poder ser entregue.
%rjp^" Alugo-se duas canoas de condu-
zir agoa, e sendo por preco eosmodo, e es-
tando em bom estado compra-se ; quem as
tiver anuuncie por esta folha quauto antes.
W^ A quem faltar um butio d'ouro de
abei tura de cami-a, dirija-se a ra da cruz
n. 62 a fallar com Joze Vicente liroery que
o tddioii a um negro que o andava venden-
do na noiie do dia 5 do crrente.
SCy Precisa-se alegar urna casa terrea
no Bairro da Boa-vista, que nao exceda a
(i$ reis mensues : quem a tivtr annuncie.
y Ouem precisar de um caixeuo pa-
ra qualqucr loja, venda, ou armasem, diri-
ja-se ao becoda Carvalha D. 4 (lue ac'li,r
com qin-m tratar.
"K3?" Qum qufcer aligar serventes pa-
ra obra de pedreiro sendo tata de servico
inui singello, sena pe igo, dirija-se a ra
da cruz r.a venda de Mmioel Figueira da
Silva, na esquina quedobra para o l>cu de
Joze Caetauo, que ahi achara cun quem
ractar.
^^- Precisa se de um rapas Portugus
que tenha 14 a l5annos: na ra du colle-
gio venda 2.
$rj^ Precisase de um rapaz para cai-
xeiro de uina venda, dando fiidor a sua
conduca, e nao se duvida dar um iniere.
se na nwsma >>endo pe-soa de probMede:
na Boa-viata de fronte d- Kihcira sobrado
I). 30.
HTSr E-l-se a proceder novas elh-ices
dns Ufficiaes, p.ira o Balalho das G. N.
ri'Olinda ; e que grande cablla ha !
Curre de planu que um Candidato prome-
te varios po.-tos, como Capilo lente
Ajudaule e Porta Baodeira &c. &c. e urna
grande baudede muzira com todo inslru-
111e11i.1l para o mesmo Batalh#> a sua cos-
ta, com tanto que o ellejo Teneute Co-
ronel. F. como sei qoe naila se hade oppor
a pretencao donovo Candidato pela gran-
de influencia e representcio cbimangal :
convido os inelhores nmzicos da Piovin-
cia para virem tractar do engajamento pa-
ra a msica do dito Bttalho, na Cidade
deOliuda, casa do assas conh.cido O Pi-
ra xapiM..
^ary Quem percizar d'um caxeiro por-
tugiKZ para loje, ouMrinazeui) diiija-bca
ra Nova, loje du Ponchel.
grp" Preciza-.se d'uui auhrado dea n-
dales, e mesmo as lojas, em qualquer dus
ras doBiino de'S. Aniomo ; <|uem o li-
ver, 0 quizer allugar, dirija-se a esta Ti-
pografa.
NAVIOS A CARCA.
Para o Marauho.
S"gue viagem com toda a bcevidade o
Brigue Mana Umbdina : quem IMi BMa-
mo qu^serca legar, ou ir de psagem di-
r|t-aeao Eacriptorio de Gaudmu Agosli-
ilio de Banos, ou au Capilo na Piacci.
COMPRAS.
^f A obia Diccionario Medico-prali-
co, por Joo Lopes CardOXO Madudo, e o
Kulrciuez de Mauoel Mvndfc* : annuncie.
LEILAOj
B. Lasserre & Compinhia f-z leiln hoje
Quinta f-ira ;u do coi rente as 10 lleras da
manb na porta de Antonio Joaquim Pe- 1 na ra da Roda D- 15, do lado do sul
reir no caes d'Alfandega, de 40 caixas
com massas, por couta e risco de quem
pertenec.
VENDAS.
Urna negra de 18 a 20 annos de idade,
bonita figura, um molato de 35 a 38 an-
uos de idade, trahaiha de agricultura : lia
loja de A niouio Rudiigues da Ci uz na ra
du cabug.
^jcy Um sitio no lugar do Jang com
mais de oOO pez de couqueiros, bastante
trra de planlacu, e maltas de tirar lenha;
trez qunrtus do servico quotidiano, urna
vacca (irenhe ; leudo um excellente lugar**1
de curial depcixe, por prego commodo,
emesmotroca.se por alguma prepriedade
na praca de igual valor : na Cidade de O-
linda ladeira du Varadouron. 11.
%rj^ 1 cavado mellado gordo, bornear-
regador, e sem achaque por preco comino-
do: na ra das cinco ponas D. lasedii
quem o vende.
fcy* Um cavallo castanho com bous
andares: u-t ra da cruz n. 5.
^y* Um pardo ptimo hoeiro, e um
preto cosinlieiro, os quaes alem das habili-
dades referidas, >o ptimas figuras: na
ra do Vigario D. 12.
^cy* Urna preta de nai-o ainda moca,
para o servico decampo, e tamliein lava :
na ra da Gloria D. 1 i, que se dii quem
a vende. ,
*rjjh 4 casas terreas unidas, por preco
commodo no lugHc dos Afibgados por d-
lrazdalg>eja d.i Senhorn da Paz .' na ra
dacadei.i do llecile 11. 58.
(T^* I>Iui liosa raccas filhas do pasto al-
gum.o prenbes eoulias paridas de prxi-
mo, boas deleite &c.: quem as pertender
annuncie, ou falle a Antonio da Silva Gus-
tlo na ra do Queimado, que dir quem
as vende.
W Um bom nioleque do gento, de
idade 12 anno, proprio para aprender ul-
ficio, sem vicios neiu achaques : quem
o per tender annuncie.
^y '0 oildvas de l)om uuro a a$ t.'.
quem as qmVer annuncie.
^fW Um.i canil grande de rondn no-
va : ims 5 "ont.is D. 11, ou annuncie por
ista folha.
SGS* Um preto roosso sem vicio, ptimo
|> ii,1 s'iCcr MMnUi'ar : no arniasem de Jjua-
quim ViiUmii) i'iulo junto ao'i'rapixe no-
vo.
Y3F Um cavallo, proprio para menino
por ^er inuito pequeo: no. alterro da
lioa-vista D. 6.
CoINcrs do Ca rapuce U
ro, com innilo boa en-
quadi riihco domada e
i.unliem doseuq'nadi;r na-
da, coniendoS vuuohs, doaunu de 1832,
33, e3, teri'tutodos 3 volumes i20 Qu-
ineros por preco commodo: na Typ. Fide-
digna, e tambem se vende em Olinda titi-
lo enqua lernad-t como desenquailernada ,
em casa* do IX-sti ibuidor do Diario na
ra do i'iiinfirn.
^r^S" Presuntos e queijos ingUzes, cha-
rutos da Bthia curto e compridos, bons
iugleZes, falo para marojos, conservas de
toda a qualidade, vinho de Champanba, e
de todas asontias qualidades engarrafado,
e spalos inglezeS : no drmaseiu 11. 10, da
ra d%cru7.
&3T oin relogios inglrzes um de sabo-
nete de patenta, e o oulro de fabrica des-
cube ita : no mesmo ainu.em cima.
C^* Fulitilias ce porta, de Al-
pibeira, e de Parir, para o pre-
sente auno de 1836, por prec/o
co'oniiuli, na Prac.4 da indt'pjn
delicia, loja de Livros \"# o fffl e
.'38, o na rita *l;i Madre de U'os
venaa ijne fui do Rezende.
HjS* Doi.s lorradores ile cald que torrao
nina nrroba: im veiidn du soiiudo uo Ci-
plio Belxu.r em Pora dr Pullas ao p do
Pillar, por preco commodo.
fjgi" ptimos licoies de varias ()ualrda-
des emba ricitdo para lora da provincia
ondea urna grande esliaeo, em porotada
grandes e pcipieuas a jou ics S (aiiali ;
I-
Lgica, MethaphUica, e Etica .
ia ruado Queimado loja de ferragem u. i.
ALUGUE1.
Quem qi-er alugar urna negra e um
muleque para vender pao oii azeite, diri-
ja-se ao beco d Huspiciu casa junto ao
lampio que achara com quem a justar.
fcy* Aluga-se urna casa terrea com
grande solio tripeira, e janelias para o oi-
to, na ra nova atraz de S. Goncallocon-
tigua a|Olaria do 8r. Miguel Carneiro : na
ra do crespo loja D. 12.
FURTO.
No dia 7 do corrente furtaro do sitio
de Thomaz Stewart no Poco da Panella na
estrada dt fronte do sitio de D. I -.!>.-!, duas
colheres de prala, urna'pata cha, eoiitra
para 1110II10-, tendo nos cabos a marca
p.ii' u;ui.ir de urna mo^aperlando um co.
rucio; quem as adiar, e leval-as ao mesmd
.-itio, ou a ca-a N. 55 ra da cruz, era
geueio-amente recompensado.
%3T" Fin taran du sitio da passagem, 11 -
rea canoa pequea de carreira, com um re-
mend na poupa, e pintada de pelo por
lora : quem achar a dita canoa leve-a ao
atierro da Boa-vista D. 60, que BCi reconi-
pensado.
ESCItAVOS FGIDOS.
Em 10 de Fevereiro p. p. fugio um ne-
gro por nome Francisco de Pacao Cibimta
com os signaesseguintes : corpulento, com
u rosto um tanto desca nado, representa
4l)a 50 anuos-, aleijadu de um rio* p-, es-
lando esie sem dedos no mesmo, ecoiu u-
ma ciouica frula no col do mesmo p,
e oulra na mesma peina 110 ludo direito da
canella, e oulra quasi secca poi- cima do
calcanhar do mesmo p, este pelo Um-se
eiupregadoea corlar capim para um ca-
vallo comlusiiido '-m una pequea canoa
de Otinda para o Recite, d- dmide se au-
zenlou ; p'lo que se recomenda a todo e
i|iialquer Capaiao decampo, ou pessoa p -r-
tieuUr que o encontrar o m-nide pegar e
contruzr a rua dos Qnarteis D. 4 e 5 aonde
selbe dar urna gratificagocorresponden-
te a lougitude em que for pegado.
V9" Maris, naco cassange, boa estatu-
ra, rosto cumplido, cor basiante fula pa-
rciviidoquasi cabra, idade de mais de36
annos, ou quasi 30 ; fugio no dia 8 do cor-
rele: i|uein o aprehender, entregue ao
Doulor Tiburciu, que ser recompeusido.
Taboas das mares chrtas no Pono de
Pernambuco.
20Segunda i 8h. 5* m
31T:----: j aa Q: a X a - 9-42 10-30
23Q:---- mi - II18 11
24-S: o - 1 6
.=:25-S: rt - 0-5t
a6 -D:---- S - 1-42 M
Tarde
I.ManhS
NO TCI ASM A R1TIMA.
Navio entrado no dia 9.
BAHA; 12 das; Bsrea Ing. Hotspur,
Cap. Jonli WsshorJe ; lastro: N. O.
Hi.lier. Ton. 206. Pas-ageiro Joao .lose
Bodngiies de Almeida e Albuquerq^e EjIu-
daiile uo Curso Jurdico.
Sahido no mesmp dia.
GENOVA; B. Amr. (hampion, Cap.
Sthpb<.u Ileisey : SsaUOST.
Pf.rn. >v Tve. uiiDiimii. 1 i "


Full Text
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