Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02344


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Full Text
ANNO DE 1836. QU ARTA FE1RA

,*
9E MARCO N. 55.
DIA
DE PERMAMBUCO.
Pkknamblco, haTvt.dbM. F de Fara. 1836.
fT
DAS da semana.
Sejrundft S. Tliomaz d Aq- A. do* Ja. do C. de m.
c de L ses. da Thezourana Publica, e Chae, de
I.
8 Ter^a S. Joao de Dos. Re- de m- and. do J.
de O. de t.
9 Quarta S. Francisca Romana scs. da Thez. Pub.
Q. niing. as 7 h. e 25 ni. da t-
10 Quinta S* Melita". Kel. de m. aud. do J. do
C. de m. e de t.
11 Sezta S. Candido M- Faz annos'a Serraiaaima
Princcza 1. a Senhora I). Jaculara, Herdeira, Pro-
sinptiva. 1 l nao ha despaxo.
|S SabadojS. Gregorio P. Re. de m. e aud. do V. G-
det. i'in 13 Domingo 4. da Quarcsma S. Rodrigo M-
Tndo eora depende de nos mesmos. da nos*a pru-
dencia, moderaco. e energa: continenlo* com
principiamos, e eremo aponiados com admira
cao entre a* Nacoes mai*culta*.
Proclamaran da jleiemblea Gemido Bratil
Snlise.reve-se a lOOOrs. ninitei pagos adiantados
Mata Typografia, e na Praca da Independencia N.
:ii e 38 ; onde e receliem correspondencia*legali-
sartas, e an.....icios : iuserindo-si- eso. erali* sendo
do* propriosassignantes. e indo signado.
CAMBIOS.
Marro X.
jLiOndrcs. 3.4 IfJ i 39 Ds. St. por l a s ou prata
a O por cont de premio.
Lisboa 50 |Mir o|o premio, por metal, Xoiu.
Franca'.45 -240 Ks. por fr.uwo
Hio de Jan. 6 a 7 porecnto de premio
Modas de 6,.4() 12..000 a.) S200
4000 7..000 a 71C0
PcM I ,,440
Premio-Da prata 50 p. c-
., das lettras, por 0lt>* 1 2 por o|0
Cobre 25 por cchto de descont
PARTE OFFICIAL.
RIO DE JANEIRO.
Ministerio da Fazenda.
Expediente do da 11 de Janeiro.
Santa Catharloa. Ordenando que
soja exempia do pagamento de sisa, tanto
por parte da, Fazenda Nacional, como de
Manoel Machado de Sonsa, a arremataca
da Aririacao de Itapocoroy, na formado
disposto no Capitulo 18 ao Regiment dos
encabecaroentos das Sisas ; porque, sup-
poslo o Al vara de 5 de Junho de 1809 do
estabelecimento do Inipotto das Sisas nesle
Iiii,t'iiii, se na5 fi/.esse refei enca aos Ar-
tigo das Sisas, eao dito Regiment para
teim geial observancia as dispozices dos
mesmos Atligos e Regiment, detera e
devem ler obse vancia uaquillo em que se
na5 oppoZerem ao que expressamente de-
termina o referido Alvar, e que juntamen-
te com ellas se pode cumprjr, em virlnde
do que aiuplamenle decretou a Le de 20
de Outubrode i823.
Da i*. Respondendo ao Officio do
Inspector da Tliesoui ai ia, pelo qual par-
ticipa terchegado aquella Provincia o Bri-
gue Americano M alguns Negociantes, que com sigo trouxe-
va sem guia, ou documento al.:um da AI-
fandega, as (sendas que puderaG salvar
de suna loj.is, bem como alguma inoeda de
cobre puntada da que ali corra ; e decla-
ra que, posto o Art. I72 do Regularoen-
to das Alfandegas do Imperio e mus Les
respectivas, piohiba s Embarcaces es-
trangeiraa transporlarem de huus para ou-
trosPorlos do Imperio mercanoria j des-
pachadas para consumo, a Thesouraria
lndoem atlericaG as circunstancias em q'
.se achavad os dorios das ditas fazendas,
inandoii-as admittir a despacho, piestan-
tlo-.-e todava idiica para pagamento de
direitos de consumo, como se tie.!>ejn vin-
do de Paiz estrangei o, no caso que o Tri-
bunal do Thesoui o nao appiovasse aquel-
la esoluca : que lita approvada a men-
cionada resoluca, ltenlas as circunstan-
cias extraordinaiias que motivarao a emi-
g>acad dos referidos Negociantes ; e ini-
possibilidade deoblerem os despachos ne-
das ; cumprindo pois f anea prestada ao pagamento de direitos de
consumo.
Ministerio os Estiangciros.
Paragrapho de hum OlTicio 00 nosso En-
viado extraordinario e Ministro Pleni-
potenciario em Parie, em dala de 16
de Outubro do auno pausado.
Em fin as ieclamac,5cs feitas por parte do
Brasil acerca das madeiras nao forad ob-
viadas. A nova rdenanca contem tex-
tualmente o artigo de reduccao, que me
prometiera o Ministro dos Negocios Es-
trangeiros, em resposta minha Nota de
a5d Abril, e vem a ser que as madei-
ras d'obra branca seriadas a tres decme-
tros de espessura, ou menos, nao sern
sujeilas ao trplice direito, se na5 quaudo
nao forem importadas directamente dos
lugares da produccaS. ,,
PERNAMBUC.
GOVERSO DA PROVINCIA.
Expediente do dia 7.
Oflicio ; Ao Exm. Presidente Nomea-
dodo Para renieltendo-lhe o resultado da
Inspecca feita no 2.* Tenente Joaquina
Joze de Aguiai.
Da 8.
Illm. eExm. Sr. Por occazaS
do feliz Anniversario do Nascimento de
S. A. I. a Sr. D. Januaria haver no
dia 11 do crrente Cortejo ao Reliado de
S. M. o Imperador o Sr. D. Pedio 2.
em o Palacio d'este Governo. E para a.s-
sistira este Acto tenbo a honra de convi-
dara V. Ex., e aos Sis. Officiaes que o
acompanlu.
Dos Guarde a V. Ex. Palacio do Go-
verno de Pernmbuco 8 de Marco de
18$6. Ulm. e Exm. Sr. Francisco
JoZe de Souza Soares de Andrea. Fran-
cisco de Paula Cavalcanti d'Albuquerqne.
Exm. Presidente da Provincia do
Mrathad nfliciou a este Governo diren-
do queym lugar de mil bailas que d'aqui
Ihe Ib rao remettidas s recebeu 97O, e
99 armas, e la libras de chumbo em lugar
de cein que igualmente loia mandadas.
Cumpre que Vm. informe d'onde proveio
esta falla.
Dos Guarde a Vm. Palacio do Gover-
no de Peinambuco 8 de Marco de i85G.
Francisco de Paula Cavalcanti d'Albu-
querque. Sr. Director do Ar.-enal de
Guerra.
- Ofico ; Ao Commandante das Por-
gas Martimas, para em Nome'do Gover-
no convidar para o Cortejo do dia 11 ao
Srs. Ofticiacs de Marinha que se acham
u'esto Porto.
Ao Inspector da Thezouraria, para
mandar entregar a quanlia de dez cotilos
de res em prata a ordem do Exm. Presi-
dente Nomeado do Para, que a requestoii
para as despezas d'aquella Provincia, em
virtude do Governo de S. Magesladeo
Imperador. ,
Ao mesmo para mandar pagar sinco
diasde Vencimentoao Cabo Felippe de S.
Tago Soares, e seis Sldados que condu-
ziram recrutas de Naz.reth.
Ao Commandante Geral do Corpo
Policial, para mandar demiltir do ervic/J
d> Corpo o Soldado Alexandre Teir, fa-
zendo-o depois aprezentar ao Oflicial de
Semana as ordens do Governo.
Poitaiia ; Ao Administrador Fiscal
das Obras Publicas para mandar tapar
com urgencia os arrombamentos feilos no
U-lbado daprizado Corpo Policial, en
tarimba da priza dos presos de justica q
se acham no mesmo, suido esta ultima,
alt-m d'isso, caiada.
Officio ; Ao Commandante do Cor-
po Policialcomtnilnlcando-lhe o conlheu-
doda precedente Porlaria.
-- Officio ; Ao Exm. Presidente No-
meado do Pdi, enviando-Hit;* paiticipn-
qb5 do Inspector do Arsenal de Marinha
por onde ver S. Ex. que o Piloto Joa
Gomes Velludo foi engajado Practico para
conducir. Ex. a Provincia do MaranhaS
Ao Commandante das Armas, p-"?
mandar desligar do Batalbao 7 de piimei-
ra Linlia o Alferes Telesfeio Marques da
ilva, visto que elle nao pode fazer todo o
servico por tanza de molestias chionicas
que sofie.
Ao Inspector do Arsenal de Mari-
nha, diseud-Ihfl que os Ofli'iops que
marchatn para o Para sa5 dois Alferes, e'
o Capital)'Femando da Costa commandan-
te da Forca, o qual ira entender-se com
< mesmo Inspector sobie 08 arraujos de
bordo.
__ Portara- Ao Inspector do Arsenal
de Marinha para l'azer embarcar a bordo
do Traiispoile 0 necessarius pata dusentas Pracas em um
mez.
DIVERSAS REPAKT1COKNS.
juri no reciffe:
G." Sessa no dia 7 de Marco
Juiy de Sentcnca.
Foi condenado a 5 meses e meio de pri-
sa com trabalhns, o Reo Antonio Fran-
chco pardo, poiciime de faca de pona.
Foi condenado a 1 mes le priza cora
trabalho, e perda il'arma, o Reo Antonio
Joze Fimiao, pardo Jangadiiro, por
ti ime de faca de pona.
JUtZODE VkZ Do PUIMEIRO DISTR.ICTO DO
colle'gio.
III."0 Snr. Partecipo a V. S. que
opten! por astillo oras da noute, pouco
mai-i ou menos, veio a minha c.s:i Guilher-
PAHTIDA DOS COKKKIOS.
OIiihIa_TimIos os dias ao meio da.
(ioiana, Alliaiidra. I'arailia. Villa do ('onde, M-
manfuaye, Pilar, Hoal de S. Joao. Hrcjo d'Areia.
Kainlia. I'ombal. Nova de Soii/a. Oidade do Natal.
Villas de ioiaiiiiinha. e Nova da l'rineena, Cidailt;
da Prtale>|n. Villas do Aquira. Monto mor novo,
Ararat, Cascavl. Caninil, Granja', Imperatriz.
S- Bernardo', Si JoSodo Pnnelpe, Sobrar. Novad*
El Re y. Ico, S. Matheus. Keteliodo Hangue. S.
Amonio do .IhiiIiii, Qncxeranioliim. < l'arikihilia
Sr;riiiidas c Sextas frira ao meio dia por vil da
\nailia. Santo AlltSoToda as quintas li-iras :n>
meio da. Garanhiiiis. c Bonitono dias 10 e 84
de < .ida mez ao meio da Floresno dia Indi-
cada mea ao meio dia- Cali. Serinhaem. Ro For-
rnozo. Apoa Preta c Porto Calvonos dias 1, II,
91 d'-rada mes. Serinhaem, Rio rormoso, c A
Coa PretaSegunda, (nanas, e Sextas le i ras.____
BB
me da Silva, edeo-me parte, quen'aquel-
le nstame acabavo de fugir varios presos
da Cadeya : inmediatamente para ah me
dirig, e achei a Guarda da mesma na mai- '
or relaxaco ; e de-cendo a pristo do segu-
ro soube, queoaque fiifliio forlo, Rolino
Manoel da Cruz pardo escuro sentenciado,
Francisco Bordes de Faiia hianco senten-
ciado, Manoel Gomes de Aleucastro pardo
sentenciado irmio do Chico da Ribeira,
Manoel Maiques da Cunha pardo senten-
ciado, Eoiitenco Joze deSanta Auna par-
do, Manoel Antonio, e Manoel Vieira, to-
dos por o proprio alcapao aberto por o dito
Ouilliermechamado sota Carcereiro, o qual
icou lopo preso, fechando eu o referido al-
capao e trazeudo commlgo as chaves do
mesmo, e da poi la da endada da Cadeya*
por nao ter a qiiem dexasseas por najo es-
lar nes que desde a tarde liuha sihdo, dexando
a cadeya entregue aos cuidados de hum ra-
pas, que, quando mnto, ter a5 anuos
de idide, e contra os quaes vou proceder,
como me cumpre. Pore-t occiso don
parte a V. S.; que na semana, acabada no
da 5 do torrente nada houve de nolavef
nesle Districto.
Dos Guarde a V..S. 1." Dslrclo do
Colico 7 de Marc.o 1836. Illust. Sur.
Dr. Bento Joaquim de Miranda Behrique*,
Jiii*t d Diteito, e Chele de Polica. Jo-
s Tavares Gomes da Fonceca, Juis de Pas
Supplenlt-,
III."" Snr. Tendo onlem, serio
oito horas da noute pouco niais ou menos,
fgido da Cadeya desta Cdade, aonde se
axavo preso, Rufino Manoel da Crus par-
do ecuro sentenciado, Francisco Borges
de Faiia branco sentenciado, I.oorenc.0
JozedeSanla Arma pardo, Manoel Gomes
de Alencastro pardoaenlenciatio irmio do
Chic.) da Ribeira, Manoel Marques da Cu-
nha pardo sentenciado, Manoel Antonio,
e Manoel Vieira : eu pe-so a V. S. ; que,
a bem da Causa Publica, baja de emprear
todos osseus esl'orcos a fim de os mesmos
setr-m preso, e tecolhidos ao lugar de on-
de Fugirfo.
Dos Guarde a V. S. i." Dstriclo do
Collegio 7 de Marco 1836. Ulust. Snr.
Juis tle Paz do i. Districto do Pillar. Cons-
tancio da Silva Neves Joze Tavares Go-
mes da Fonceca, Juis de Pas Supplente.
A lodos os mais Juizes, do mesmo
theor.
llKO MUNICIPAL DOI.IND.V.
Illm. Sr. Sendo essentalmente^ie-
cessarioao heni elar dos povos, <|ue as
Leis, e Ordens leieadas Autoridades le-
gitiiiias seja exact.inienie i b< i radas,
chamo por sso a attencaS de V. S. sobre
a executja do que pur ordem .superior llie
foi por rnim i ecommendado em Officio de
12 do prximo passado mez para remet-


2
DIARIO DE PERNAMBUCO.
2
teroito Reciutas, bem como tambem do
que Ihe determinado no ait. 2i da Le
de 18 de Agosto de i851 acerba da remessa
di Iota dos Oniciaes, e Officiaes inferiores
de Guardas Ncionaes do seu Dealicto,
)ue liverem mais de a5 annos de dade.
Aproveitandu a occasia, pondero igual'
'mente iV. S, que os escravos aprehendi-
do! em qualquer Deslricto desle Munici-
pio, como hens de ausentes que sao, quan-
do se ignota seus senhores, ou estes sa5
ausentes em lugares inceitos, ou distantes,
devera por isso, face da Le de 3 de No*
veifbro, e Decreto de 14 de Dezembro de
i830, ser remetlidos sem demora a este
Juzo de OrfaSs e Ausentes, fazendo-se
constar por Editaes na forma determinada
no art. a.* do citado Decreto assim a a-
"prihensao, e signaes dos meamos escravos,
como a sua remessa para e.te Juico.
Dos Cuarde a V. S. por muitos annoa
Olioda 36 de'Oiitobi-o de i835. lllm.
Sr. Antonio Simplicio de Barros Juiz de
Pax do i. Deslricto. Dotor Lomen-
co Trigo de Loureto Juiz de GrfaSa e
Municipal.
---Igual para os demais Deslricto?.
o prendessee tomasse-lhea faca ninguem
meappareceo. Pelo que venho de dlzer
vr. V. Ex. doestado em que seacha
esta Villa, sem ter quem garante a Au tho-
ridade de queme acho revestido, c menos
arainha existencia, srvindo nicamente
de admirador dos delictos; e assim sup-
plico a V. Ex. que mande para ela Villa
hum Destacamento de dez ou doe ho-
mens, com os quaes posaa por era vigor
a Polica, e guardar os presos que se re-
colberem a Cadeia, os quaes sempre que
se recolbem, fogem por n5 baver segu-
ranza, e guarda ; ou me mande ordem
paraengajar o humero de pessoas, que
V. Ex. julgar necessario.
Espero que V. Ex. attendendo a mi-
nha reprezentacaS conceda-me o que Ihe
pesso ; e permitta-me V. Ex. que, com
o devido respeito, Ihe diga que, se V. Ex.
nao mandar o Destacamento que Ihe peco,
eu me nao responsabilizo pelos roubos e
atiocidades que se commetlerem nesta
Villa, e menos pelo soeego della. Em
outro officio j pnrtecipei a V. Ex. que
em Porto de calinitas lugar limtrofe desle
Termo apareceo segundo contrabando de
escravos, e falla-s* que oulros t>e perten-
demfazer, suponhoque o dito lugar est
sem Juiz de Pa, pela duvda de pertencer
a este Termo, ou ao de Sernhaem, e so-
bre so officni ao Juiz de Paz do ii. Des-
lricto e o mais viznho daquelle lugar, e
elle inda nada me re.pon'eo. ^
Aproveito-me desta occaziaS para din-
gir a V. Ex. os meo9 protestos de respeito,
e consideraca, e felicita lo pelas boas en-
tradas de annos.
Dos Guarde a V. Ex. como Ihe dezejo.
Villa do Cabo \ de Janeiro de i836.
francisco Elias do Reg Danlas.
Juiz Municipal.
Porto Alegre, 4 de Janeiro de 1836.
Dr. Marcianno Pereira Ribeiro.
(Jornal do Commercio.)
MEZA DAS DIVERSAS RENDAS.
A pauta he a mama do N.9 l\l.
CORRBIO.
0 Bt'igue Escuna dous Amigos de que
Capitao Manoel Pereira dos Santos, sai
para o Aracaty no dia ao do crtente.
A Sumaca Felis Americana de que
p* Mestre Jo5 Antonio Gomes, sai para a
Bahia no dia 12 do coi rente.
NOTICIAS DIVERSAS.
JUIZO MUNICIPAL DA VILL4 DO CABO.
Illm. e Exm. Sr. Sendo do meo
dever partecipar a V. Ex. todos os ,acon-
tecimentos crimes, e embaraces que sof-
frer na administrado da Justina, e execu-
ca das Les, eu seria culpado se me for-
rease a isso, privando assim a V. Ex. de
a tomar as medidas que julgar convenien-
tes, e ao Povo deste Termo de gozar os
melhoramt-nto-de <)iie necessiuS.
Exm. Sr. desde que tomei posse do lu-
gar que hoje oceupo, tenbo notado com
admii aca5 e dor diversos assassinos practi-
cados em diversos pontos do meo Termo,
sem que teoha visto hum dos seos Au-
thores recolbidosa ptizaS para serem pu-
nidos: e a 1 az5 disto, alem doutras, be
a falta de eneigia dos Juizes de Paz, a
quem hoje est confiado, por assim dizer,
a administraca'5 da Polica. Certo beque
> curto espaco de hum anno, em que lem
de eiercerem a jurisdiccaC de Paz desani-
mad isa tomarem interesse na perseguga
dos criminlos ; por isso que, acabado o
seo anno, finda-se a sua jurisdiccaS, e por
isso ficaSexposls a serem com facilidade
victimas daquelles mesmos a quem perse-
gua 6.
Continuamente se commettem furtos, e
mesmo dentro desta Villa se tem por di-
versas vezes roubado cazas. Em das de
Janeiro do correte anno huma quadrilha
de Ladtoes com hum eset avo, e alguns ra-
vellos furtados atravessars a ra desla
Villa, mofando desla maneira das Autbo-
iJrtdes, eo mais he que se evadirn com
;S prezos! por isso que o morozo acto de
seajuutarem homens que os perseguissem,
d< o lugar a que elles se adiantassem, e se
oceultassm. Depois que estou interina-
mente na Vara de Chele de Polica e por
isso com mais algumas attribuces, tenbo
procurado todos os meios de ver se posso
iiielhorar alguina couza a administracaS
da Polica desla Villa 5 mas Exm. Sr. ve-
jo por trra os meos dezejos ; por is-o que
sera forca nzica, avista do estado em que
se aclta o Brasil, de nada val a moral.
Nesta Villa passe6 e podem passear ho-
mens armados e faccnorosos, porque que-
rendo eu os prender, nao tenho quem
faca, e se me puzer a espera que, mande
notificar algumas pessoas, pois que na Vil-
l*o< cazies ha em que nao se acha, neste
tempo nao s se podem evadir, como at
me insultarem e atacarem. A dias passa-
dos nesta Villa hum f tecinoroso, com hu-
m* f-'cn de pona nua, desafiara, e parta
auuttopara o assa^sinar, a este tempo
cfaegou o Inspector do Quarteirao, e deo-
Ihe vos de prezo a ordem do Juiz de Paz,
e o dilto faccinoroao conspira ndo-se contra aal
o Inspector respondeo-lhe que ha va de do Governo Supremo, aos de Administra-
1 econhecer a elle, e ao seo Juiz de Paz n
ponta da mesma faca, e re tirn se se.m q'
o Inspector o pudes.-e prender, por estar
a, e o faccjnoroso acompanhado ; hoje
mesmo Exm. Si. adaaoeslando eu a hum
sugeito que passavava com huma faca de
pona avita, para que a nao ttoucesse, el-
le se portou mal, e gritando f u por quem
no
le
Rio Grande do Sul.
Rio-Grandenses! A Assemblea Legisla-
tiva Provincial, que extraordinariamente
convoquei para minorar os males que so-
bre nos psvfo, sempre solUcla pelo vos-
so Itera estar e pela prospe idade de.-ta Pro-
vincia, tendo resolvido em kbmmo de 9 do
pretrito es paca r a posse do Presidente
nomeado, o Dr. Jozede Araujo Ribeiro,
ale que o Governo de S. M. melbor in-
formado do verdadeiro estado das nOssas
cousas houvesse de Janear sobre o Conti-
nente anas vi.-tas paternaes, drgindo-lhe
com esse firo boma representacaS motiva-
da, hoje convencida das ntencoes pacifi-
cas e conciliadoras do mesmo Governo, a-
caba de dar hum solemne desmentido aos
falsos e aterradores boatos de pretender-te
separar a Provincia da Commimbao Bra-
zileira, resolvendo empossar quanto antes
da Presidencia da Provincia o dito Pre-
sidente, a quem passo a communicar esta
deliberaca.
Rio-Grandenses! Nao trepidis hum
momento j o hornera destinado para presi-
dir-vos nao vos he astranho ; tambera he
feitma vossa, vosso patricio amigo, e
ber bem alliar os deveres de Delegado
dor de hum povo llvre. Reunmo-nos
pois em lomo delle, e dias serenos bii-
IbarS em nossos hotisontes. Viva a Na-
ca5 Brazileira Viva 0 Senhor D. Pedro
II, Imperador ConsatuciOnal do Brazil !
VivaS os Rio-Grandenses vres! Viva o dia
vinte de Setembro !
Palacio doGoverao da Prowma_em
Despaxo do Governo 10 protesto dos De-
butados. (Vide Diario de hontera.)
As providencias que o Governo tem ex-
pedido pfodiiziraS o aspecto favoravel de
que actualmenie apresentaS os negocios
da Provincia deS. Pedro do Rio Grande,
tirando do desalent, e dando esperances
aos que pat ecia jinteramente desanima-
dos : por tanto, firme na poltica que se
tem propesto, na6 seguir oulra que na6
seja fundada nos principios de publico e
geral interesse, os quaes devem preferir
aquaesquer motivos e consideracSes par-
ticulaies e vistas acanhadas, sempre incom-
pativeis eom o bem do Estado.
Palacio do Rio de Janeiro, em 26 de
Janeiro de 1886.Limpo de Abreu. \
(dem)
Fui-noscommunicada honlem por hum
Negociante desta Praca, huma carta do
Ro Grande, com data de i3 do correte,
pela qual vemos que o dia 14 estava mar-
cado para o Presidente Araujo Ribeiro to-
mar posse na Cmara dessa Cidade. Es-
tava-se preparando alguns festejos pbli-
cos para o dia da posse.
(dem.)
O Governo de Buenos-Aires dirigi
huma reclamaca5 ao Governo do Estado
Oriental, em data de 14 de Dezemhro,
quexandO-se de que a imprensa de Mon-
tevideo se oceupa constantemente em avil-
tar o Governo de Buenos-Aires; eaccres-
rentando que e8ta conducta se deve altri-
huir ao bando de anarchttas, que* depois
de haver assolado a Repblica Argentina,
que desgraciadamente lhesdeu nascimento,
dali fugirtS para evitar a vnganca das
lis que ta5 escandalosamente haviaS vio-
lado ; que nos movimentoa polticos que
occorreraS na Repblica Oriental, o Go-
verno de Rueos-Aires se conservara sem-
pre na mais estricta neulraldade, oppon-
do se al a que cidadios do Estado Oriental
que haviaS emigrado e procurado hum
asylo no territorio Argentino, aproveitas-
sem esta circunstancia para commetlerem
hostilidades contra o seu proprio paz;
que o Governo de Buenos Aires nao se con-
tenlra coro isto, mas interferir al, qui-
to possive! fui, para que a imprensa de
Buenos-Aires nada publicassequepudesse
oiender os Estados vsinhos ; que em re-
ttibuica destes actos de sincera arai/ade,
a nica cousa qu hoje pedia, e
ciddde da parle do Estado Oriental para
prevenir huma conducta que nio devia ser
tolerada em paz algum contra hum estado
limtrofe e amigo, particularmento quan-
do semclhantes artos provnha5 de pessoas
que aproveitavaS a hospitalidade que se
Ihes prestara, para salisfaserem ignobis
paxes; que o Governo de Buenos Aires,
certo da affeicad e apoio do povo Argenti-
no, bou vera de-prezado esses artos dedes-
eperac'5, se nao os houvesse considerado
como oensas contra a dgndade da na^a
Argentina.
Rrspondeu o Governo da Repblica O-
riental que laucara ma5 de lodos os meios
em seu poder para reprimir os abusos da
liberdade da imprensa; que elle haviada*
do repelidas provas do quanto desejava
etreier boas lela^escom as nacSes ami-
gas, e remover as causas que poderadin-
terrompe-las. Disposto por tanto a repri-
mir os abusos de que sequeixava o Gover-
no de Buenos Aires, espera va encontrar
igual coducta da sua parte assim como
daquella dosotros Governos da Repbli-
ca Argentina.
O resultado d ludo isto foi o -ordenar
o Governo de Montevideo ao Moderador,
jornal novartiente publicado, que houves-
se' dea!>ater-e totalmente de fallar de Bu-
enos-Aires. O Editor do Moderador sus-
pendeu a publicaca da sua folba.
O processo dos perpetradores da mor-
tandade commeltida cm Bar|inca Taco, pa
pessoa do General Queiroga e da sua co-
mitiva, anda nao estava acabado. Pren-
drao-se na Provincia de Cordova mais
14 pessoas aecusadas de cumpliridade ues-
te ct inte, as qaes foraS lemetlids para
Buenos-Aires.
A guerra civil continua a assolar o Pe*
r. Na5 contente com o fazer face s nu-
merosas tropas do Presidente Sania Cruz
o General Sala ver ry Ievou as suas aimas
mesma Bolivia. A Coi veta Libertad
enviada por elle, desentbairou em 24 de
Setembro 300 homens no potto de Cobi-
ja. Rouve hum pequeo combate no qml
perecer o Govet nador A rama y o rom al-
guns soldados e cidadios; letrarao-se os
invasores no dia 26, depois de haverem
destruido os edificios pblicos. Peosava-
se que ha vera em breve hum combate na*
val entreasduas esquadras rivaes.
(Idtm.)
Sabemos que a escravalura da Comarca
de MiasSes, na Provincia de S. Pedro do
Sul, estava continuamente fugindo para o
PstadoOrintal do Uruguay, para Corri-
entes, e para o Paraguay. Os Governos
do Estado Oriental e da Provincia de Cor-
rientes annuia s leclamacts dos propt i-
etatos dos fugitivos; dift'ereute Veteda se-
gua porein o Dictador do Paraguay, qu
s exigencias que Ihe fazia5 dava em res*
posla que nenbum tratado linba com o
Biiil
(Mem.)
Pars, il de Novembro. O Temps
publica boje a seguinle noticia que, a re*
alisar-se, seria de importancia :
Se somos bem informados, hum. suc-
cesso mui cuiioso na historia do mundo
se est preparando: he a liga da Repbli-
ca ndependente dos Estados-Unidos com a
Russia govet nada por Nicolao. A mri-
nha Russa, que he ta5 inhbil, sento a
necessidade de poder contar com o auxilio
de huma potencia matitima da prmeira
ordem ; e assevera-se positivamente que
se concluio entre o Governo dos Etados
Unidos e o de S. Petersburgo hum tratado
secreto de allianca, huma especie de unt-
ad contra os eventos futuros.
Anda na5 damos f a esta extraordi-
naria noticia, supposto se esplhasse nos
circuios mais bem informados. Aceres,
cenlatemossomente, em abono desta as-
sercaS, que, durante os tres annos que a-
cabal de decorrtr, a Europa nao prestou
apiecisa attenca aos numerosos tratados
coramerciaes concluidos entre a Russia e
os Americanos sobre o commercio da Chi-
na e do Norte da Asia. ForaS sem duvi-
da estes tratados queuccasonaraS a apro-
ximado poltica de que acabamos de fal-
lar.
(Messager.)
FrankFoxt, 18 de Novembro.O'i
jornaes de Pars de todas as cores derrama
huma torrente de invectivas contra o Impe-
rador Nicolao. O discurso dirigido au-
nicipalidade de Varsova, pelo Journal des
Debats e anda hoje considerado epu^o,
apoct ilo, he objecto de t5 enf^onhas dt-'
clamaces e de ta5 violenta censura, que:,
se for aulhnlico. nao ha de faltar huma
tes posta de S. IMersbwgo. As ultimas
leis protegem pessoa de Loui- Fhilippe
contra as setas d> imprensa, Patisiense.
Parece esta resolvida a inoeranjsar-se de
tal estriccaS, insultando ham Soberano,
eatrangero. Q e beneficio podem pro-
ducir lio furiosos ataques? O discurso pro-
nunciado em Vcirsovia, suppondo que com
efieito seja aulhnlico, naQ he hum facto
solado; est ligado a historia da Europa
depois des medidas preparativas da prirnei-
ta divisad da Polonia. A opr*5 dos con-
temporneos e da poslet idade de Frederi-
co II, de Mara Thenz-, e de Catherina
II, concorda em que a divisa^ da Polonia
foi huma desgraca para os Estados do
Mundo civilizado. N'huma poca mais
recente (18O6 e 18I), conaery-u-s a
Franca silenciosa sobre a conducta dessa)
tres potencias; e quando seachava em s-
juacap da dictar leis Europa, q es-


DIARIO D E P E R i\ A M B C O.
3
taurou a Polonia. Depok da revolmpa
de Julho, na5 prestou auxilio algum in-
surreica Polaca, a n5 ser artigosnas ga-
letas ; e hesitoa eo adoptar o nico meio
possivel para restaurar a nacionaJi Polonia, i>to he, huma guerra com a
Russa. Veremos agora se o discurso pro-
nunciado em Varsovia, e o que diz>m os
jornaes cora vergonhosa violac*5 do deco-
ro da repiensa, da ao Gabinete das'fui-
Iberias mais decidida direcca contra a
Ruasia; e se em S. Petersburgo se julgar
conveniente faief caso das invectivas da
imprensa de Paiis. Sao estas as nicas
questes essenciats a que dar lugar a no-
va controvesia arespeito da Polonia. Nao
a perderemos de vista.
(Sun.)
PERL1'.
Castigo elempar.
Quitel Gfneral ero Bella Vista, O de
Agosto de i835.Addicio orden geni
do da.
Ait. nico. Por ordem superior o
Alferes do BalalhaS de CacadoresdaGuar-
da, D. Joa5 Confieras, que em a noitede
9 den huma prova evidente de cobarda e
baixeza, consentindo, que hum estrangei-
ro o cobrisse de improperios, e lhe disses-
se : que valia oais do que |quatro Officiaes
Peruanos; tenae turnado por lio vil sof-
fiimento indigno de feZer parte da nobre
clas-e dos Oliciaes do exercito : he por
tanto demittido do servico, e amanhi pe-
las 8 horas do da ser degradado na pra-
ca del Cantn na frente do exercito, que
vilipendiou e aviltou.
O Coronel Commandante,
Fernandini.
seguros dos recejos de ruegas, e mais con-
fiados as medidas Legislativa*, que re-
medetfo do possivel modo o mal do meio
circulante, empregio-se mais desvelados
em sua Agricultura, Commercio e Indus-
tria, d'onde esperio rolher aquelles api e-
ciaveis commodos que nunca Ihes propor-
cionarlo as questes poli tiras, e polmicas
depaitidos, que por tanto lempo relard-
i o progresso do seu bern ser, e que s sai -
vem de pasto aos ambiciosos, que, para
rea liserem seus intentos, nio duvido sa~
crificar-lhes o repouso de seus Concida-
dios, infhmmando paixes irrita veis, que
em seus furores obrigio a silenrio a rasio
dos verdadeiros amigos da Patria.
A Sociedade de colinisacio livre prose-
gue em sua gloriosa torefa, como prova a
seguinte Aviso, que aqui copiamos por
nos parecer digno do conhecmenlo dos
no.ssos Leitoi e*: e t de estimulo emula
cao de outras do mesmo genero, que pa-
ecem hir cahindona frouxeza que pioduz
a estacio, por nio disermoa propria do nos-
so carcter.
(Do Correio Offical.) J
e nio dessem
cuzene, e nio dessem a noticia de que o
Conde de Armansperg, acabronhado de-
baixodo pe/.udeseus Irabllios polticos e
domsticos, tinha ofterecidoao Rei sua de-
missio, que foi acceita. Esta noticia, a-
inda que nio proveniente de huma ori-
gem olficial, mas confirmada por diversas
cartas particulares, Mispendeo a paitida
do Rei.
(Messager.)
(Do Correio Olficial.)
Continnaca das reflexes sobre as cousas
do Brasil Em Poltica os erros po-
duzem dimes. Pags.
as
Em consequenca da ordem cima o Al-
feresD. Joo Con ti eras foi conduzido do
Quartel deCacadoresde Ayacuchopor um
Ajudante do Estado Maior General, cora a
compatente escolta e a primeira companbia
do mesmo corpo, praca del Cantn, on-
de se acbava formado o exercito. Depo-
s de passar pela frente das tileiras que or-
mavio oquadro, foi conduzido para o cen-
tro delle, e posto de joelhos sobre hum ta-
blado. Leu-se-lbeentioasentenca da sua
eterna ignominia, procedendo-se depois ao
acto formal da sua degradacio ; e, ao ti-
ra r-lhe a barretina hura corneta de cara-
bineii os, o Ajudante do Estado Maior pro-
nunciou 0 seguinte:
A generosidade do Governo vos pe mit-
4o que diaute das bandeiras nacionaes pu-
desseis cobrir vossas ca becas, na persua-
di de que vossa honra vos faria digno de
ti. alta disli necio ; poim vos nio a me-
recis; vos, cobarde, vos temeetes a ou-
sadia de hum estrangeiro mais do que a in-
Jmia pessoal.
Ao tirar-lhe a espada :
Esta espada, nobre arma dos valentes,
que devereis cingir para vingar a honra
Peruana, e a vusa, quando bssem me-
noscabadas, nio pertence vos, que hu-
milhado nio ti vestes animo para salsfaze-
flas, e quebrada servir de exemplo para os
qu domo vos, temi mais a ousadia de
hum estrangeiro do que a infamia pessoal.
Ao despir-lhe a larda :
convite do Conde, se tinha decidido a hir
Despojai-vos dease unjjbr^e, queso ser- I dar ao Rei seus constlhos patemaes: tis-
vve para equivocar-vas .no.exlerjor com os I aqui como se refere este fado em huma car
Phenoraenos Fzicos.
A aO de Setembro deste anno os habi-
tantes dos campos visinhos do Agar, hu-
ma das collinas do Mendip, em Inglater-
ra, ft>ra lestemunlias dos effeilos singula-
res do ph en om en o ptico, a que oaPhy-
sicos da6 o nome de mirage, ou huma es-
pecie de representadlo meteonca, sera que
ninguem tenha ainda podido saber onde
se acbava os objectos representados. E
rao cinco horas da tarde percebeo-se no
Ceo, encuberto de vapores assaz espesaos,
ba immenso corpo de tropas ca vallo,
que pareciad desfilar ora para esquerda,
ora para a direita, humas vezes pssso,
outras a grande galope. Os cavalleiros,
desabre na ma, etava todos uniforme-
mente equipados, e se distinguan at os
freose os estribos. Este curioso espect-
culo durou at que a obscuridade da noite
veio confundir os bjecios : mas em lugar
de ser hum motivo de admiraga, como
teriasido para observadores esclarecidos,
espaldn o terror na alma dos campouezes
ignorantes, de quem a mesma imagina-
cao eslava mais espantada, que a propria
vista. Todos acredilra5 a prxima n-
vasaS de hum exercito inimigo. Huns se
pozera em oraca, outros se occupraS
em esconder o que tinhadde mais precio-
so, outros i ni fim, e foi o maior nunero,
pensara em abandonar suas babitaedese
fugirem. Pera rile muilos das esta vija
extraordinaria tem feito oobjecto de todas
as conver.-agoes em Bristol.
(Correio Francs.)
(Do Correio Olficial.)
EXTERIOR.
GRECIA.
As ultimas noticias da Grec'a j deixa-
vio pressentir a retirada do Governo do
Conde d'Armansperg, primeiro Ministro,
ou para melhur diser, o nico Ministro do
Rei Othon. A noticia deste acontec men-
t ebegou a Munich no momento em que o
Rei de Baviera, cedendo s instancias de
valentes, que dignamente a ves.lem, e ja
rque pela vossa humijhaglo e baixeza, vos
tendes tornado indigoo detraze-Ia, ide pa-
ra longo debum exercito, que aborrece
cobardes ridade e .no silencio, a vergonha de ter te- ij
mido a ousadia de iium estrangeiro, mais
do que a infamia pessoal.
(Mercurio de Valpariso.)
(Do Jorra-1 do Commercio.)
Dss noticias da Babia iillimsmente rer
erbidas. Tese qq os seus habitantes, majs
ta de Mi nich d< 27 de Outubio.
A ao deste mez chegario cartas de M. o
Conde de Armansperg, enderessadas a S.
M. o Ri i, as quaes elle I he sopplicava de
apressar sua jomada Grecia, aenio que
elle se acbera em huma policio a mais cri-
tica. O tlei depois de ter r Hedido pe ari-
to dous dias sobre a resol 11 co que devia to-
mar, se decidi a emprehender a viagem,
ainda que muilos Merabros do seu Conse-
Iho fossem de huma opiniio contraria.
Huma Nao Ing'eza linda j recebido or-
dem dehir receber S. M. no porto de An-
cn para o transportar C recia. O Rei
tena partido boje mesmo, se cartas de A-
ihenas, ebegadas Legaco da Grecia, nao
annunejaesen a morte da rrinoeza. Canta-
A educacfo da Mocidade he huma d
coma mais necesssrias ; porm que vai,
quantoa raim, em grandedeleixo no nos-
so Brasil. Que aproveita tanto palav iado,
o que undem tantos lonvores da Moral,
estampados nos Peridicos, se cada vez ve-
jo mais desapreciado o fundamento de to-
da a Moral, que he a Religiio ? E na ver*.
dade Moral sera Religiio he edificio sem a-
licrce, heouropel, enoouro, he,quan-
do ronito huma impostura para imbir aos
simplices ; porque ninguem obra bem, se
nio conforme ao que ci ; e onde nio b
F, nio pode ha ver Moral.
Huma grande parte dos nossos Pais de
familias desvelio-se por mandar ensinar a
seusfilhos Msica, e Daraa, &c.: o
menino ainda conta 7, 8 annos, ej rece-
be aplausos pelo bra que desempenba a
Cachucha, oS^rongo, o Montenlo, o
Solo, a &c. &c. ; mas vio-lhe l pergun-
tar a Doutrina Chi isla ? Ignora-a inleira-
mente : nunca tal ouvio d'aquelles, que
Ihedtriooser-, e tal vez que oseuproprio
Mesti e tenha ordem espressa para nio to-
mar o lempo ao fedelhinho com semellian-
tesbugiarias, improprias # doseculo das
luzes, e nada con vinhaveis educago da
gente do grande tom. He verdade que os
Inglezes (como be notorio) siomui cuida-
dosos em infundir os principios de Religiio
eui sens filhos des d'os mais lencos anuos :
mas o nosso pendor de arremedar o estran-
geiro limita-se ao que por l existe deru-
m, ou d'impraticavel para nos. Elles
qnerem, que seus filhos aprendi a Dan-
sa, a Muzica, e outras Ai tes Liberaes; po-
rm nio se esquecein de Ihes dar ao mesmo
lempo a educacio Religiosa ; de maneira
que qualquer menino em Inglaterra sabe
melhora Biblia, do que alguna Padres no
nosso iluminado Brazii: mas a Gri lirela-
nha, he huma Naco cha de prejuizos :
nos por c vamos niuito mais adianla-
dos.
Por outra parte (e esta quanto a mim,
fonte do mal) a uossa Adrainislracio sohe-
jamenie iscada do Filozufismo, desapreci-
ando o estado Sacerdotal, e quanto diz
respeito a Religiio, tem mais que muito
concorrido para a pessiraa educacio da
nossa Mocidade. Tudo quanto be Reli-
gioso tracla-se com indifierenga, ou des-
piezo. Se se augmenta o honorario a to-
das as Aulas do Imperio, attendendo ca-
resta dos gneros, &c. nio participio
da mesma juslica as Aulaa Theologicas ;
porque i--so do I h ologia he huma peta (di*
zeni os muses lollinbos) j eao mesmo pas-
so que s mos chas se desbarata a fazenda-
Publica com tengas, e pen-oes para afilha-
dos, busca-se extinguir os Cabidos ; por.
que os Cabidos dio certa concideracio ao
Clero, fazem mais prestigiosos os Hipos -,
e isto he o que oio convm ao progresso
das luzes; por quanto o Filosofismo, que
muito sede-entran ha pela pureza da Reli-
giio, quer reducir os Padres a descalcez,
e penuria do* primeos seculos da Igieja :
basta, que s os Filosofantes sejio Apriet-
os, e Lucullos.
Desse desprezo a os objectos da Religiio
o que he, que lera esultado 7 O lastimo-
so estado, aque se acha rduzida a Moral
Publica. D'aqui a falta d'aquella obedi-
encia, e salutar respti'o, qneostilhos an-
ligaraunte guardavio a os pais, os subditos
os seus superiores, os mocos a os veihos,
&c. D'aqui o nenhum escrpulo, com
que boje se dio juramentos falsos; porque
onde taita o temor de Dos, e o poderossi-
mo leeio dacrenca Religiosa o juramento
em nada a temor isa a consciencia, e nio pas-
sa de huma formalidad Ilusoria. D'a-
qui a supremazia de todas as paix5es, f
generslidadedoroubo, dosssassinio, edos
mais crimea ; por isso que as leis civis, V
inda postas em sua maior efleclividade, sao
msuftirientes para a prospeiidade publica,
se nio ha huma Lei superior a lodas, que
v imprimir o terrivel aguilhio dosremor-
sos na consciencia. D'aqui finalmente a
venalidade de muilos Magistrados, a cor-
rupcio espantosa da mor partedos Fuocci-
onarios Pblicos. D'aqui..... que direi
mais ? D'aqni o manancial dos nossos o-
ros, edequasi todos os males do Brasil.
He preciso poisein meo humilde enten-
der, que aAdministracio do Brazil torne
sobre si, e cuide roui seriamente era dar
impulso Religiio, sem a qual si o iooleis,
e ale irrisorias quanlas in.-tituices, e re-
formas pode sugerir ao engenho humano o
espirito de novidade. Em vez de nos dei-
xar-mos imbair das seductoras iheorias,
queja alagarto desangue oslo da Franca
nos dias da vertigem filosofante, conserve-
mos cora veneracao as Instiluices Religi-
osas, e celtas Polticas, fructos da sabede-
ria, eexperiencia de nossos Maiores; que
nao se de ve 1er por indigno, e msu abso-
lutumente ludo quanto tem o cunbo d'An-
tiguidade. D-se a devida concideragio ao>
Sacerdocio lio acabronhado, esobre tudo
haja nio > cuidado, se nio disvelo em i
educacio Religiosa da Mocidade. J'ai
touprars cru, (dizia o profundo Leihoitz)
qu'on reformeraite le genre huraaiu, si
on reforma i t l'education de la jeunesse.
Sempre live para mim, que o genero bu-
mano seria reformado, se reformada fosas
a educacio da Mocidade. Taes sao os me-
us humildes pensameotos sobre ss cousas
do Brazil: e se alguem me quiser sssacar a
pecha de supersticioso, ou fantico; res-
ponder-1 he-ei cora osapienlssimo Cicero
Error cui nooresistitur, approbatur,
et veritasqua; minime defensatur, oppri-
mitur. a Quem nio resiste ao erro, ap-
prova-o, e quem nio defende a veidade,
opprimi-a. Os nossos desacertos pululio
de todas as pai tes, os males surgem a cada
canto, todos se mazelio, e queixo reci-
procamente, governanles, e governados
harieo-se as criminaedes: logo existe en-a
tre nos hum vicio radical; e este nio he,
a meo ver, se nio a falta da verdadeifa e-
ducacio Religiosa, e Civil. Assim o pensa,
e offerece consideracio dos Sensatos
0 Escriptor do Carapuceiro.

ARTIGO COMV1UNICADO.
Vai ser cumplido (assimesperamos) o
voto da Provincia ; dois de seus escomidos
os Snrs. Francisco Carneiro Machado Rio,
e Antonio Carneiro Machado Ros, j nio
sio suspeitos de delicio. O Jury da nossa
Capital na melhor ordem e socego apezac
da calorosa di-cirsso que leve lugar entre
os Snrs. Advogados das Partes, eoSnr.
Promotor Publico, era sessio de 5 do cor-
rete a que concorreu um considera vel nu-
mero de espectadores, julgando que estes
dois Cidadios nio erara criminosos tirou o
pretexto com o qual, desprezandose em
limine a literal, e imiuesiion vel desposi-
ci do $ 2. do Art. 8 da Conslituicso, se
conseguiu que nio tomassein assento na
Assemblea provincial estes dois De pul a do,
que a Provincia ellegeu porque quiz, e por-
que pedia. la no nosso exlincto Diario da
Administraciode 1*7 de Marco do anno pas-
sado emetlimos a nossa oppino sohre es'e
objecto : mui franco naevposigio denos
sas ideas, desejando ardeutemeote que a
Lei do Estado seja latamente cumprida
nunca houve, e nem ha, respeito huma-
no que abafe nossos sentimentos dentro
d'alma. Nio podamos pois simpatizar com
a deliberagio que esquecendo aConslitui-
gio illudiu a vonla le da Provincia, pri-
vando dois dos seus Depulados do honor-
fico exercicio das respectivas funcoens ;
mas teodo sido infructferos os, embota
mal expreraidos, fortes argumentos que
(jvjduiiiiios naquelle nosso Diario, vendo
que a terminante e clara de-posico da Le
Fundamental nio mereca atleucio, dei
xamos um assumpto sobre o qual tudo
quanto se dcesse ers superfluo ; releva po-
agera que d'ellc outra vez tracle-
rera
OS.


. j -x." do Art.-8 da Constituicio diz que
tfexercicio dos direilos Polticos se suspen-
,e, por sentenca condemnatoria a pi-
io, e degredo em quanto durarcm os se-
3 effehos. Ora os Si 8. Carneiros nunca
,>ram sentenciados, logo nio podiam Mr
[.vivados doexereitiio de um dos seas d-
gitos Polticos : masobjeclou-se duendo :
. 3." do Arl. 9.J da Gonst. prohibe que
]s pronunciados ejam elleitos, lugo os
nra. Carneiros estando pronunciado nao
odem exercer as funcoens de Depotado*.
nUe raciocinio Quando a Provino* el-
'ego seus Deputados os Snrs. Carneiros
Mies nao estavam pronunciados; no lato
oZode todos os seos di.eitos Polticos el-
Uesforamlegalmente elleitos; era pois pre-
\c\tO que urna sentenca os condenasse a pri-
rfo, ou degredo para que se lhes suspen-
des* o exercicio de seus direitos Polticos,
por qhanto a pronuncia que tiveram mui-
to depois de elleitos, e por um faci pra-
ticado muito depois da elleicao, nao poda
jamis prival-os do exerricio de seus direi-
tos; por qdtoa pronuncia nao he Sentenca
cortdemhatoria, mas rnente he o acto
peloqual o Juiz declara o reo suspeito du
delictoque fas o objecto da devassa. P. im.
t Lin. sobr. oPrc. crimin. Cap. 7 53
Esta poisdemonstrado que osSnrs. Carm-
ros deviam ter tomad* assenlo, e que Se
' entfo lies nao podiam ser privados do ex-
ercicio desusdireitos, muito menos ago-
raque desapareceu o pielexto.
Siem Abril de 1835, quando se perse-
gua os Snrs. Ca neiros, e quando nos
meamos nio sempacamos com multas de
Miaa idea, calorosamente sustentamos esra
oppinjio, agora nio sedeve notar que con-
wAiintf mhle tornemos qnesto pugnan-
do-praque se deixe de ilrdir a voutade
da Provincia.
*gr Precisase de un rapai para cai-
xeiro de lima veuda, dando 'fiador a sua
conducta, e nio se duvida dar um inleres-
se na mesma sendo pe-soa de probidtde:
na Boa-vUta dehonte da Kibcia sobrado
D. 30.
qqj- Q.uero quiccr dar i50$ rs. W*
ros do. a por ce'nto, sobre boa firmas ; di-
rjase ao Aterro d Affogado, en caa de
Joca d'Almeida Lim.
yy precisare d'um sobrado de -a an-
dares, e raesmo as lojas, em qualquer das
ras do B+irr.o de^S. Antonio ; (|uem o ti-
ver, e quicer allugar, dirija-se a e^ta Ti-
pograha.
Vvjr- N* ruado Vigaro, 16, preci-
se d'uma negiva, por alluguel. .;
NAVIOS A CAKGA.
Para a Babia.
Saino dia mo corrente mer. a Sumaca
Felit Americana : qu.ni nella qui.-er ir de
passagera, para o que tem bons comniodos,
dirija-se a bordo da mesma a fallar com o
Mestre.
COMPRAS.
TJ.n Telemaco, os a tomos dos
.Jrcioi.arios de Constancio, euma Ai te de
Hanumire : na ra do Vigorio D. 16.
VENDAS.
CORRESPONDENCIA.
Snrs. Kedcloibs.
Do? parle iVih.*, e ao mundo, que
detbou, e foi de todo ierra huma -arami-
ra, ou monilro. intitulado Igteja da Fre-
guesa da Escad... E como faco timbre de
ser Calholico Romano, desejo s..ber pa-
ra opde levou o Santissimo Sacramento
o Reverendo V.gario daquella Parochra.
Lvalo ia para.sua casta?.. BU o que
iudo desoja saber
-A AlmadodefuntoGueba.
A VIZOS PAUTICU LA ItKS.
' OS ir. Ago-tinho Correia de Mello 1*4
nha a boudade v.r mi mandar p.gar a
quautia de 1ib" reis impoi tanca de ulna
.sua letra que se venoso a 4 do cor renta
mee, e.-ou Aiitonioda Rorha GonClves
yy Roga se aos Srs. Juizes d-'.-ta ida-
de e tora derla, nao di'em passaporle. paaa
tuna ecrav* crila ,qu lepre.-enta ter a5
anuos, de bonita figura e muito cheu do
:orpo, fgida no du 5 de Marco as ^ \\o-
rasdanoite, e toda a certeta de que ^e
ucha ooeulla !>'" levaie.n para o malto
de donde veio vendida.
ww> Precita-S'' de un leilor para um
silio na roitle do Uxa, quequeira traba.
Inar e que ntenda de ai voi edo, ort-lu .s,
? florea : na ra das cruces D. 13, i.'an-
dar.
yy Qnem precisar de um caiien o, ou
pura a ra, ou para lja de I ./.enda com
Wante pratica, e da fiador a sua onduc-
|| aiinuucie, ou procure na ruado l ade
Floriano sobrado o.t.
W* Pertende-se ajustar a pintura >- u
cfsa na ra da cadeia, por emprriudtt, po.. -
o o pintor todo a sua cuM-, e Unido fia-
dor para euiaiprir o tracto do u ajuMe,
tanto no preco, como no lempo : lodoa-
aelle pintor queestire nasc.rcuuslancias
.poutadas podar h a W* Domingos
Rodrigues do rasso, narua da Cu.a ,,. ib.
()oer-se alugir una casa de ao-
1,rado no Baino de Santo Antonio, que
iMt-srwUck .-a it-^OQOei^a-WNs:
^tp wa lin:i alinuoi I .
Urna commnda de jacarandA rom 7 paj-
moa de cumplido, um oratorio de 5 pi-
ntos de alto com 5 imagens, unta cania de
cndnrcom pouco uto embutida leila a
moderna, 6 cadti.as an.eiuan, em roen.
u/0, umac-ixa deamarello de uso anligo,
urna mez-a de amarello de uzoanligo. u
m* mea de amarello de costadmho e sem
gaveta, urna jaw a une lea 5 canecas d a-
goa, um cAko paiv ba.ibo, e um escravo de
pannos de todo seivico d nina casa, de
'naci Benim : no atierro da IW-v^la l).
i4 na venda de Joao TeioiradeSou7.a, se
dir (|uem vende.
7* Urna porco di* aceite de carrapa-
to : no sobrado ao p da Matriz de Santo
Antonio.
^- lima porcao de smente de mani-
r'.olia que serve para faaer caf: na ma de
detrae docalabouco na venda la ve,quina
que tem O lampio.
iry Um mule<|ne dogentio d'Angola :
no atierro da Bua-vista D. l9.
t|y Uro Miau- do lote le 18 caitas,
boro velen, tirando pone agua : na B-
lim le lo/e Kerreira da Cunba na l'raca da
B.a-vi^la.
^T* V.-nladeiro Roh Anri-eifililico le
Mr. Lalfecteur : na Placa da BiM-vistta Bo-
tica D. lo,
ff Um terreno com. a-o palmos de
f.enleali'a l>ai samar no pi inoipio do at-
ierro dos Afogad.., que foi Jo f.leseido Xi-
mendes : na i ua de Manuel Coco Sobrado
l)-6- i
M Una negra le bonita figura, sali
engomar, aoaer, lavar de sabio e varivlU,
, 'siulij diaiio de BU casa: na i ua
Nova D. v.8, se dir o motivo porque sa
vende.
fcjT Um rico hone com galao largo a-
marello, par ..nidal ou inerio, ii" le-
limque.-ei-vepara icorpo de M,niicipae.,
ludo novo, e vndese p* nu-iioi algunia
colisa do sen cusi : narraoa da ludepen-
deucia tota iiry Muito wfvemm ve>udos de groa
de N^iolesUv.a.tos, chaualotadoi e liso.,
pren.,0 de varias cores, ebaies e lensosde
w-um le milita boro gosto, setms lusos e
.aviados, damasco, Maja preta, mu lions
\mmm prelos para grvala, lencoa de ton-
uuim, litas de si Uto le cores eqo.s.Us,
chapeos de aol paru bomens e whoNaj
vestido* de buho do ultimo gslo, o* e
lensos.le trec pontas de linho de todos os
Umaiihos, wmb.aiasde lu.ho mmlo linas,
b.cos e re.idH delodasas larguras, meias
e luvasdeseda pretas para humero, umn.
Coaortiiue.uto4ub'as dcQUgri, eobjec-
tei ia falsa, maugas de vidro las e labra-
das, alante as debom gosto, copos dou-
rados, ricabandejas de todos os tamanh.s,
aparelb>s para cha, lindas colleccuesde
quadros, livros de ouro falso e verdadeiro
e muitosoutros artigos: narua Nova .
io debaixo do sobrado do Adour.
^y Urna mobdia de angico em muito
bom uzo, asshn como outros trastes na-
dos, ludo por preco cominodo: na ra
Nova D. 10, primeiro andar.
^y Uma preta de naci, de 18 aonop,
bonita figura, sbe cosinhaV, engomar, co-
ser xao, e um mulatinho de ia aunoa, com
bom principio de sipateiro ; na ra do ro-
go D. 11
^y Urna escrava crila, que tera de i-
dade 11 alios, boa veodedeira de rua,,co-
smha bein o liario de urna casa, e lava, a
qual vende-se.por nao se ter della piicito :
na ra Vellia D. 8.
t3r Urna iede fina e grande propna
paiatipoia, ou mesnio para qualquer pes-
oa que"qUeiia viajar para o rnatto, e tam-
bein .-e vende 60 meios de sola : na i ua
do crespo Iwja D. 2.
y$- Una parelha de cavallos russos,
bastantes g>rdos, em achaque, e nein
manba alguma, proprios para qualquer
servico, ou mesmo para sege, ou cirri-
nho,'purserem mui bem traquejado>: os
pe tendentes, eiitendaose com o Escrivao
Aliuei'ia, quedii quem os tem para a -
juelle fin.
G^- Foliiihas de porta, de Al-
gibeira, e de Padre, para o pr-
senle auno de 1836,4 por prf^o
cotnmodo, na Praea da Indepen-
dencia, hija de Livros N. S7 e
.'38, e na rna da Madre de Dos
venan pie foi do Rezende.
tty Uma porio de travs de camagari
de raruuNo, com 44 palmos de c.oropiU
ment, e 1 em qumiio : na roa d> Roaa-
no, loje au p da boina de Joio l'eieira
Paraguairu.
S e nico remedio
-,.^ ,,--------
ronliccido para as loiis de denles ; no p
docalaliouco velho D. io.
AIUtKNDAMENTO.
Arrendase em P" aga, e em Maio prxi-
mo ol'.ugenbo.Aiaripe de sima, moente
e correle,sito no lernio da Villa de Igua-
ra>sdUaiile d'e.-.U ci lade oilo luj|Uast e
uro dos meilioies Kiigenlios daquelle ter-
mo : os pe ledenle- podein la diriguem-
se para o e\aininareui.
KSCKAVDS FUDOS.
I'm iode Kevereiro p. p. fuyio uro ne-
gro por nome Francisco de N-cJo Cfbinda
com os sigiiaesseguintes : coipolenio, com
o rosto um tanto descarnado, representa
4a 50 anuos, aleijado de um dos p-, es-
landoeaie sem dedos no mesmo, ecotn li-
ma cnica ferela no col do mesmo p,
e oUlaa na mesma perna no lado direito da
caueila, e oulra quasi secca por cima do
calcaithar do mesmo p, este pieto tem-se
enipregadoem crtar capim pata'um ca-
vallo coiidusiudo em una pequea canoa
d Oliuda paia o liedle, de donde se au-
zentou ; pilo que se recomenda a todo e
qualquer Capalao decampo, ou pessoa par-
li.:ular pie o euconlr.ir o mande pegar e
conducir a ra dos Qiiarleis D. 4 e 5 a.mde
.se llie dar uurt gralifioacjao corresponden-
tea loiigiludeem que for pegado.
%cy Jo/.e, crilo fallando-lhe 3 dentes
adame da pule de cima, alio, seco lo
curpo, ollios nidios allundadose ve.sgos do
esquerdo, falla muito desCiinjada, os per
iiieio eiu h ido; futido no di.i > cr-
lenlo: qie.m o peg.r pollera leva l> a ra
NoVrt u. & e lielioine lo oito loSicra-
inenlo, que sera goueroNanieiile iccoin-
puusaito.
%C3>" f'ugio no lia 6 de Selembro do
iino pAsajiuude mu .litio no lugar de San-
ta Anua um nugVO casado por nome Jo<-
<|uim l'ne-, e deixou a mulkier por noitie
Mura du lios.irio, lorio cativos dofale.Hi-
do Juaipiim l'iiea Per reir, e cstavio em
um *ii;',-,ili" pira Serinlutem e por uioite
do dito Feneira foro vendidos e se julga
elle ter ido para o mesmo Eugeobo ou an-
dar por este mesmo lugar, e tem ossignaes
seguintes; representa ter 40 e tantos an-
nua deidade, tem uma das pernaa tortas
dojoelho para baixo, quando falla subin-
do, magro, e bailo, muito ladino ; fugio
com uma sesta, e diseque hia vender m-
udezas: quem delle souber ou tiver no-
ticia, dirija-se a pracinha do Livramento
loja D. i9, queiecebeiao^reisdc grati-
(icacio.
y Desapareceo no dia 5 do cor rente
as 7 horas da noile, urna negra por nome
Antonia crila, representa ter 25 anuosi;
levou vestido dechamalote amarello, sata
de seda preta por sima : roga-se aos apre-
hendedores, ou alguma' pess>a que della
tiver noticia a queiro mandar entregar a
teo senbor na rraca da Boa-vista Botica D.
i, que *er generosamente recompensa-
do ; assim orno tamCem se proceder ri-
gorosamente a quem a tiver occuliado, pois
que ja ha desconfianca aonde ella esteja.
JOT No dia a5 para 26 do passado mee
fuKo um escravy de nome Francisco na-
ci cabinda, dade de 30 para 40 anuos
poujo mais ou menos, nariz muito xato,
cara marcada de bixigas ecom marcas pre-
tas^ f. ices inuilo grocas, o bei;o de Mina
foveiro, e tem algumas mai c*s pretas pelo
Corpo. e tem os pez e roios muito grandes,
e juntas grocas : roga-se aos captaens de
campo, ou oulra qualquer pessoa que o a-
prhender, dirija-e a ra do Muro da Pe-
nlia nixo da Assumpcio. rasa D. 16, que
ser bem recompensado do sen trabalho.
3- Filisardode naci Nag, estatura
alia, groco do corpo, com Irec riscos nos
bracis, r fula, levou uma calca branca
bastante rote e suja, camisa de baeta asul
com um remend branco: os aprehende-
dores podero levadlo a.o largo do corpo San-
to ai masem de Antonio Pereira Machado.
^CJp- Achando-se allugado a Joaqumi
Clemente dos Santos, um moleque por
nome Jos, naci Angola, idade lB a 2o
anis, alio, seco do coi po, pernas finas,
pz grandes, e com uma sicafris em sima
da pestaa do 0II10 esquerdo; acouWceo,
que na noije do dia 3 do con ente, desapa-
recen do poder do dito Clemente, e do lu-
gar aonde o mesmo est atlcrraod >, ron-
iroitte a Palacio tellio, e lio segniroento da
ra d'Aiuora e como provavel, que 1-
g'um ladrao d'Escravos o tenha seducido,
para o vender; porque eslava com ganxo
110 pescoco, e crtente no p. que o pii-
vava de fugir, a nao ser lunado ; por isso
oabaixoassignado, roga a todos os Snrs.
Juisea de Paz, que suberem d'elle ; 0*lni
Coro aos Commandantes d'Embarcaces,
|uecostumao icceherem, e compraren! Es-
clavos para fura da provincia, aparecen-
do alguiii com os signaos ditos hajio le
annuuciaiem pelo presente, ou participa-
ren!, ao meMiio abxb assignadb morador,
na Boa-vista, ra de S. Confio, casa 11.
lo.
Marcelino JozeL'pes.
^y Fugiu BHl cabra de nome Anto-
nio, eanda pelo.-'lu^r. a le Paulista, Cor-
ta largo, Jan ja, coro Ululo de lorio : roga-
seaosSnrs.Juisesde Pac que exljio delle
pt-saporle, e 0 caplo de -.ampo que 0 pe-
gar levem-no a ra do QueimaJo L). 7 que
icceberS 20^ reis.
-
Taboas das mares cheias no Pono de
Pernambuco.
Tarde
M*nW
NOTCIASMJV RWIllA.j
Navio sahiilo no dia 8.
SANTOS; B. Commercio, Gap. M*-
noel Mariai.no ,1-vnw: mi, e vml.os.
Passaaeiroa Manol Joce Bastse un ?'
c,**o, e leva mais i e-cravas de pas-ngem.
|.,:1.v. N, Tvp. boDubio. !<*___
mi 1
11 a r\ r\


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