Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02343


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Full Text
ANNO DE 1836. TERCA FEIRA
M1 I II IIIMiaj
8 DEMARCO N. 54.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
OAS DA SRMANA.
7 Segunda S. Thomaz de Aq- A. dos .Ts. di> C. de m.
edet.se-.. da Thezouraria Pulilica.cClianc.de
t.
8 Terca S.Joao de Dos. Re. de.m. aud..'do J.
de O. de t.
!) QuarU S. Francisca Romanases, da Thez. Pul).
Q. miiiK- as 7 li. e '-'.:> ni. da (
10 Quinta S. Mclitad- Kel. de m. aud. do J. do
C. de ni. e de t-
11 Sczla S. Caudillo fM Fax annosfa Serenissima
Prince/a I. a Scnhora D. Janunria, Hcrdcira Pre
sumptiva. 14nao ha despaxo.
12 Sbado S. Gregorio P. Re. de m. e aud. do V. G-
de: em Olinda.
13 Domingo 4. da Quaresma S. Rodrigo M.j
PimuMBuco, ha Trr.oiM. F de Faria. 1836.
Tildo agora depende de no meamos, da nossa pru
Hcncis. uiorierac,o. e energa: continuemos coma
principiamos, e iprcini apnntados cim admira*
Clio entre as NaQoes mais cultas.
Proclamario da tiemblen Qtral do Bratil
Siil>*creve-ae a 1000 r. mensaen pagos adiantadns
nthia Tjpografia, e un Praea) da Independencia N.
:i1 e 38 : onde "e receliem correspondencias legad-
sartas, e annuucios ; iiisenndi>-e rruria sendo
rtos propriosassignaiites, e vindo assignados.
CAMBIOS.
Marro 7.
-LiOndres. SS ]\1 39 Rs. St. por l cd. ou prata
a 50 por cento de premio.
Lisboa 50 por o|o premio, por metal, Nom.
Franca 245 -240 Rs. por Trinco
Rio de Jan. 6a 7 por cento de premio
Moeiias de 6400 I2000 a tVJOO
4000 7 ,,000 a 7..I0
Pczos |440
Premio da prata 50 p. c-
das lettras, por niez I 2 por o|o
Cobre 25 por cesto de descont
r-.it ?-.>&*.
PARTIDA DO.s COIIII RIO*.
Olinda_Todos os diasan mein dia.
Ooiana, Alliandra. Paraiba. Villa do Conde, Ma-
mangiiape. Pilar. Real de S. Joao. Brejo d'Areia,
Rainha, Pnmbal. Nova de Souxa. Cidade do Natal.
Villas de Goianninha. e Nova da Princesa, Cidade
da Fortaleza, Villas do Aquirs. Monte mor novo,
Aracatv, Cascavel. Canind, Granja. Imperatri.
S- Bernardo, S. Joo do Principe, Sobrar. Novad'*
EIRcv, Ico, S. Matheus. Reachodo sangue. S.
Antonio do Jardim, Quciernnviliim. Parnahilia
Segundas e Sexta-, feiras no mein dia por via da
Paraiba. Santo Antao-Todas as quintas leiras a
mein da. Oaraalnm, e Bonito ana dia lo c 84
de i ada mez an meio di* Floresno dia 13 dn
cada iiii'z ao mein dia. Cabo. Sernhaem. Rio For-
Dioxn, Apoa Preta e Porto Calvonos das I, II,
c2I ri-cada inez- Serinhceni, Rio Formozo, c A
gua PretaSegundas. Qiimmh. c Sextas Icira*.
INTERIOR.
Rotatorio da Comarca dnJ'Brejo da Ma-
dre de Dos.
Illm. eExm. Snr. A mais sublime
trela, que, no cuito espaco de lempo em
que vivo collocado im meio desle Povo, te-
nho exercido, he sem duvida o Relaioiio,
que V. Exc. araba de confiar a meus cui-
dado; elle n 5 a presntala dados cert<>s
sobre, que posta ashenlar nossos Legisla-
doren Provincials as suas delermitiaces ;
porque observar a extensa localidatle des-
la Comarca, meditar assuas mais urgen-
tes necessidades, e escolher com pruden-
cia, e sen.so os meios mais aprop iados ao
seu progresivo melhorameuto, he em-
presa, que obre} exceder a minha lenne
capacidad e se nao ple desempenhar com
per pela urgencia c.,m que li exigi-
as para ao imporlanle trahalho, e no ex-
pediente liaiio dednas pesa ti as varas, que
tenlio constantemente exeicido.
Eo fallarei puii com roais cerl-a subte
a Villa do Brejo da Madre de Dos, em
que tenliofeitu a minha residencia, e por
tradic.o dos meus dous Colegas fallare!
las V1 Has de suas Juii-dices, Cimbres, e
Gara nhu'ns.
Se; que poda cirr.unscrrver me a sim-
ples i'ndicaco das necessidades locaes desta
Coma rea ; mas como me no.mja vedada a
enu uciaco de meu.-pensamenlos, e podem
el\es por ventura minha ser apiovetados
por nossos Legisladores, cu niu de*> re-
cusar me de emilil os, e o larei com metlm-
dologia para nao cancar a rneuie de V.
Exc. *
Iuatrucclo.
Sea boa Legislarn be a que abraca as
relaies do Piz para que he Vil*, >p de-
Ve olhar aos'o, i stia exrenco, aoclm*;
assim como ao lemperanierUo, genio, eos
turnes, e ideitis don HahiUnles, ella deve
l*P ignalmenle pur principal cuidado a
educaco, e iiistt uceo dos Fovos, iuspi-
laudo llitM seulimentos, ideios, e virtu-
des, i|ue llie- sao necessarias, aproveitan-
do-te d,i(|uell.i idade em que o homem es-
t i.isposto a rece he r as m. J)iesss, a ser doutrinado nos seus deve-
$, no amor d juslica, e da tiitude, ea
preparar&e em lim pa os diferentes rtel-
os ilieg.i a virtluiade. S; he vtrdade, que
M'loadle tjue m>vert) a toth deve sei mais
.cibio, que ludo ; he igualmente certu,
que .-era KUM lelis aquelle que governar
liomens Virtuosos, e illu.tradi'S.
Esrolas de piimeiras letras exislem as
tita Villas, que compero esla Comarca,
e. nao se leudo introdirsido al boje o me-
Wiodo duetiaiio mutuo, que milito venta-
joso seria ao adiantamento dos Alumnos,
convem ao menos estabelecer-se hum Subs-
tituto para suprir qualquer falta, que
haja em algum dos Professores; e para
que se nao renovem as clamorosas queixas,
que fazem actualmente os Paes dos Alum-
nos da Villa do Brejo, que condemnados
estio a perderem o ensillo de seus filhos
pelo espaco de tres metes, em que deve es-
lar licenciado o Professor, e por mais lem-
po anda se assim for preciso para conclu-
ir os seus negocios no Aracati.
A Villa do Brejo, Exm. Snr. aprsen-
la cincuenta Alumnos de piimeiras letras,
e esta mucidade com juslica nos acusai
pela sua taita de illustraco.
Seria igualmente proveiloso criar hu-
ma escolla de meninas na mesina Villa na
qual reside hum grande numero de fami-
lias, e cuja populaco vai augmentando
prooressivamenlaj.
Os Orfos, esla parle da populaco, que
rptrece em todos os Paizes os cuidados da
Lecislaco, eslo pelo nosso Centro em
hum perfeilo abandono, el les sao destitui-
dos dos bens da fot tuna, e los meios pre-
cisus para receberem boma cuiveniente
educaco. Eu creio, que decada Comar-
ca se di-vem chamar algnns para o Cole-
gio dosOifo, que nao fui creado priva-
tivamente para a Capital, assim como pa-
ra oTraro, e mesmo para a Marinha. He
sobremaneira ofensivo, que os benefli'ios
provenientes de taes Instituices nio setas
ti ndo tobem pelo nosso Centro.
Polica.
H- este ham objecto entre todos de que
pretendo filiar o mais iuleressanle para
qualquer Saciedade.
A Polica, que leve velar sobre a exe-
ecuco das Leis, sobre a conservaco los
cos tunes, e seguranca dos Cidadios,
tem-se tornado nulla em ak>uns lugares, e
desaparecido inleiramente deoutrus. Nun-
ca ttvemos, he verdade, huma Polica bem
organizada ; mas nunca os malfet^rea
passeiaro to impunes, e nnm se respeitou
menos a moral publica. Estes meios,
que vemos consagrados em nossos Cdigos,
estas deligencias, que elles ronlioaos nos-
sos Juizes ie Paz para nao consenttem
iessoas suspeilas, tpie venho de outros
ng^res carregados de crimes, tudosetein
tornado elmero; nem seprevineni o de-
udos, e nem sesujeilio a punicio os ver-
ladeiros delinquenles. Pouco se mpoi-
lo os vadios de apresentar him meio de-
enle de subsistencia ; porque ou se con-
teolao cora a prodigalidade da nal'urez^,
suslentando-se com a caca, resultado do
Irahalho deduas, ou tres horas, passando
toiluo maistempo no ocio ; ou se su-(eolio
a costa do trabalho allieio, que elles con-
sideifd como hum suprimenlo diario as
suas necessidades, e > mais he pie mnilos
jo tipiit-tatios de trras [H'rmiltt'in fcil a-
silo a semelhantegent'. deslembradxis, que
he mais huma familia, que sustenlo.
Huma rigoro-a Polica sobre o grande
numero de vadios, que esto espoliados
pelo nosso Centro tiara mensa utilidade
a nossa agricultura, augmentando Ihe o
numero de bracos, augmentar tobem a
populaco, que depende das subsislencias,
e diminuir grandemente o numero de cri-
minosos.
Hum Destacamento a disposico do Che-
fe de Polica, e de Tropa regular, anda
que oigauisad* seja no mesmo lugar, o a-
judata a garantir a execuco das Leis, da-
r vigor as suas delcrmiua^es, eolivra-
r d|ualquer.ssalto, que a ousadia dos
criminosos Ihe queira preparar.
A n*ssa Asserohlea Provincial pode re-
mediar o prime o mal, impondo penas aos
vadios, e aos propietarios, que accesso
Ihes derern em ansa trras.
He necea ario e.-tabelecer penas para os
actos le rujo uso se pode passar fcilmente
' para 0abuso. Potlt-remediar o segundo,
ou augmentando o Corpu Policial, e des-
triboindo-o pelas diferentes Comarcas, e
Villas, ou mandando organisar as mes-
mas Corpos de Polica parciaes.
Cadeias.
Faltando Cadeias, que sirvo para cas-
tico dos condemnados, e seguranca dos
SutpeitOi nao he possivel, que baja Juslica
Criminal, e Publica Irauquilldade que
milito depende da punicio. Exigir do
Wagiitrado a fiel execu;o da Lei, e nao
coiiceder-Jhe os meios precisos para to
instofim, be comprometter a sua segu-
ranca, desacreditar a sua authoridade, e
coIIociI-o na triste stuaco de ver com o-
Ihus tranquillos a perpetraco dos delic-
tos.
0< nialvados, que aliri lo abrigo, que
Ibes fornecem nossas malas, conto com a
fuga, que Ihes proporciona huma casa mal
emparedada, e aberta por todos os lados,
nao lemem de desaliar a sensibilidade Jo
olFen Jido ; este nao encontrando na Soci-
ed.ide a prolecco que Ihe deve, toma a
Vnginca por suas proprias roaos : dali a
insolencia dos malIVitores, daqui a mull-
pluilade dos delirios. 0 pacficos Habi-
tantes da Villa lo Brejo, aquelles, qoeletri
aveiso aos mos, e que xivem indigna-
doa contra suas malieitoras se convidaro
mutuamente, para a sua costa levantaren!
huma Cadeia ; hum sobrado particular,
que se principiava a construir fui com-
prado pelo Valor de quatro c-ntos mil rs.,
seis rentos mil res exis'em em cofre, e
I) ni .grande numero de assiguados pur
cobrar.
He necessario pos, que nao conlnuem
a ser desatteiidiilas as reclamaces desta
ViII. como tem acontecido com a'guniab,
q\it^ tem sido inderessada^ pela Cmara
Muoiclpsl, rquv nosso tsri
vincial, nprovetando-se do generoso etn-
penho dos Habitantes, designe na Lei do-
Orgamento hum quantitativo para o com
plemento da obra.
Concluida tobem nao est a Cadeia de-
Cimbres; mas como conseguida a transi-
co da Villa para a Povoacao de Pesquei-
ia ilii dte ser outra erecta a custa dos
Habitantes, nenhum melhoramento devo
para ella pedir.
S i, que a de Garanhuns demanda con-
certos ; mas elles se far5 com aqullo que
for designado para o concert de cada hu-
ma das Cadtias da Provincia.
mhita Pro.
JuiseS de PaZ.
Esta Itisliiuico consagrada em nossa
Lei Fundamental, que tem sido o p.fluli-
nmdePovos livres, ecujo anijuilamento
s6a hoje por toda a parle, necessita de pru-
dentes reformas. As infinitas iltribuices
dequeseinvestro os Juises de Pas, ea
di*uldade que elles tem de encontrar no
seu perfeito desempenlm, sfo os motivos
por que vemos os Cidadios negando-se a
exercerem hum tal emprego; alem disto
elle deve recahir pelo Centro em indivi-
duos, que empregados na Agricultura se
nio podem della dfstrahr seni grave pre-
juzo de seus interesses, e nenhuma com-
P'nsacao se Ihes d por lio grande sac li-
rio. No primeiro deste auno quando devi-
o lomar as varas novos Joizes, foi-me pre
ci-o para na8 ver alguns Desirictos aban-
donados andar pedindo pessoalmente a al-
guns Cilados, que se impossassem das
varas. Se en na5 f>.se votado de coracaS
a esta Initituicio, ella principiara a rnot te
preinatuia a que est propinqua. Sirva
este pressagio a Nossa Assembla Provinci-
al para dar-Ihe remedio.
As Cmaras Muncipaes dividirn os Ter-
mos em muitos Dislfictos sem preslareni
tlevida atenca aoai t. 4" das Instruccea
de i5 de De/.emhio de 183i, que recotn-
meuda o numero de pessnas idneas para
Juites de Paz : na Villa do Brejo Oeslric-
loh em que hum, ou dous individuos ex-
islem com capacidade para conciliar ape-
nas algumas partes; mas nunca para pre-
pararem Processos, quedependem de for-
mulas, e pral.icar oulios ai los de igual dif-
liculdade; Jiiis de l'at ha, jtie recusa de
continuar a servir s<> poique se Ihe pede
hum Mappa de Populaco. Limile-se
numero de Juizes de Paz, lmiiem-se lw
beni assuas attrihuic5e$, seja5 organisa-
dosos Procesaos Crime* com as-istencia dos
Juizes le Direito, q e em pouco se orqp-
pa pelo Centi n, s?j.5 os Juis le Pas
por -lies instruidos, eas-im ii<5 veVemo
a impunidade ao abrigo las iiulltdaapa, e
nem Procesos sem panes integr.iiiles como
o Corpo de delicio, o que acontece todo*
os das, aexcepca do i. Destlelo desta
Villa em que o Juiz he Letrado, e algum
outro, que se esforca por desempcnhsr so
uj del eres,


2
DIARIO I) E P E R N A M BUCO.
Acomodem-se as lnstiluicSesaos Povos,
cao seu estado de illustrca5, e nao ie
queiraS derruir, quandu ellas principia
a bosquejar. Que conceito mere-eremos
de Nac6es estraohas, que nos vremradi-
ar na carrea da civiUsacuS, e da liberda-
de? O estado retrogrado anda suspeilado
causa horror, e nao pode deix.tr le ser
" x?raivhado por quem conliecendo a Fysio-
logia do CorpoSorial, vi-que o Brasil aina-
da nao chegou ao lermo do nnriculo d*
gloria, donde costuma principiar a deca-
dencia dos Impelios.
Ouaida Nacional.
Os diferentes B.italhSes de Nacionaes
desta Comarca nao lem sido instruidos, nao
se tero fardado, e competentemente arma-
do : h>ei aS .-e, he verdade, as el'li ices dos
Officiaes, mas ncm empre se fonnaSas
paradas, que sao di terminadas por Le.
Os In-lruclores ainda 11*6 chegamS para
aqu, e s por ineio dVIIes podera os
Guardas chegar ao estado de din ipliua, <]
lhes convero.
Reduzir a "menor numeio os Guardas
Nacionaes, mudar a forma das elleic s de
seus Olficiaes, e constituir o resto da po-
pulacaem Ordenanzas cun seus Com-
mandantes, talvez s. ja o meio mais .-eguro
de conservar esta Iiit.tituic.a5.
Sese observase primeiiO a comi eso do
povo para enla oigani^-ar-se a sua Legis-
lacaS nao nos veramos na dolorosa mc< s-
sidade destygmatisar hoje, o que idolatra-
mos honlem.
Cmaras Municipaej.
Estes Corpos sem Patrimonio nao po-
der occorrer as suas dispetas, pagar a se-
us Empregados, e conservar a diguidade,
que os deve caraclerisar; todava pesso-
as ha que se tem prestado gratuitamente
aos servicos de Secretarios, e Procurado-
res, e os meamos Venadores, qesaS coro-
mumente as pessoas mais gradas dos loga-
res fasem a sua piopria custa as dispezas
do arquivo.
Sei, que ellas tem constantemente re-
quesitado CirurgiSes de Vaccina ; mas su-
* as reclamaces ttm insurdrecido osouvi-
dos daquelle a quem sa5 derigidas, ea nos-
ea ropula se encontrar o recurso da Hygiene publi-
ca, que deve vdar na conservata dos
Habitantes.
Entradas.
Os benefi ios, que resuItaS do melho-
lamento das estradas esta a toda a luz, e
por isso deixando de fallar sobre as exis-
tentes, indicarei nicamente doas, que
pode ser desconheiidas pela Assembla
Provincial, eque devera mcrecer-lbe se-
ria atencaS. Para facilitar o Commercio
da Capital para o interior, e dar maior
importancia a Villa de Sirnbi es convem -
bi ir huma estrada do lugar Jei imuro at
Caissarinha a qual ir encontrar a estrada
geral, que sobe para Paja passando por
Frexeiras, e Descobrimenlo.
Outra estrada se deve abrir de Pesquei-
ra para Sanhar, e dahi para o Biejinho,
entrando no Termo do Brejo por Capim
* Inhumas. Com estas estradas apresen-
ta-se grande atalho aos Viajante-, cami-
nhos mais planos, iivi es de laclen a?, e da
grande Serra do Capoto.
A transferencia da Villa de Cimbres pa-
ra a Povoaca de Pe queira vai por o ulti-
mtum ao meu Belatoi io, n&3 se inlenda
porem, qi e a importancia deste objecto
tem o ultimo lugar na e.-cal!a das uecessi-
dadesda Comarca, ao con trino ella de-
ve merecer paiticular a lenca de nossa
Awbica.
Cimbies riluada no cume da Serra de-
nominada Ararub, arredada das estradas,
que Ihe poderiaS Ibrnecer o Commercio,
cercada de ladeir.-1, pedias que dificultaS
o transito publico, balda de casas, e sem
esperanzas de augmeutal-as, com mais de
30 annos de antguidade, e sem ler conse-
ja ido ale boje huma Feira, destituida do
objecto do consumo diario, e para ende
devia ir IbrneciJos os Cidadas, queo-
bi gados era a exercer ali funcSes Pu-
blicas, nao be propriu pura ter em si a se-
de da Villa. A modei na Povoaca de Pes-
quena, habitada pelos mas lieos Propieta-
rios do Termo cercado de boas a;o.s, e
permaufutei, tendoja em^ei a residencia J
do Juiz de Orlaos, e do Pr.fessor Publico,
fazendo as nuniSes di Cmara, asim ro-.
modos Coll-gios Elleitoraes, que no se
lem mais queiido sujeitar aos encommo-
dor, que encontraras na Villa, he a que
deve ser ellevada a cathegoria de Villa. Su-
as propriedades sao novas, e de bom gos-
lo, osen numero vai augmentando pro-
gresivamente, lies ellegantes .obrad os ja
txistem, hnm piincipio de Feira v-se lo-
dosos Domingos, e milito poder augmen-
tar rom o augmento das ca-as, e lc5. Os Habitantes se comprometen!
de a presen tai* a Cadeia a sua rusia, e mul-
to conveniente sei ia que separassem o ter-
reno em que i st rollocada a Puvoacao pa-
r Patrimonio da Cmara a fim de convi-
darem pessoas e.-lraoliss, que va paraban
construir su^s propriedades. N5 sao as
informac5M de interessados, que rnovem
a minba lingoagem, pessoas ii.leiram.-nte
imparciaes lenlio cu consultado a este res-
peilo. e toHos me assever.-S a huma, que
a neees-i'lade da tranzic 5 da Villa para
aquella PovoaqaS.
Os H..bitanes do Cpt-taS, Exm. Se
deposilaS as mas de V. Ex. sin- 6' mes
esperances, e se persuadem, que V. Ex.
como orcade loda a Provincia levara as
mcessidades, que lenlio ncultado ao seio
da Assembla Provincial, a qual estreme
das desavencas Politizas, qup entreiverao
quasi loo1 o lempo de sua priroei'a Sessao,
e guiada pelo farol da experiencia, nica
mestra em Po'ilica, gabera acomodaras
novas InstilnicSes a materia, que he dada,
e que llie naS he permillido mudar, esco-
rando em fim a nova planta, que parece
querer definar se.
Villa do Brejo 28 de Feve>eiro de i83G.
Flix Peixolo de Brilo e Mello.
THESOUBARIA dv PROVINCIA.
RTICOS D OFFICIO.
Illm. S-. Com a relacaC inclusa
adiar V. S. oilo Letras no valor de oito
mil ff uat 1 o cenias-, e Irinta e quatro ; no-
ve Schelins, e dez Penneg a fim de se-
ren negociadas nessa piaca. e dar'-se ao
seu producto, na ronformidade do meu
officio de 18 de Janeiro prximo pausado
o destino determinado Dlas ordens do Tri-
bunal do Thesouro Pub'ico Nacional. O
Cambio enlre essa praca, e a de Londr s,
pebs ultimas noticias aqui recebidas, esla-
va a 3o Pennegs por mil rp*, mas se j
tiver sofrido alguma alteraga, e achar-se
normis de33, e a necesMdadedos Cofres
dessa Provincia naS forem taS uigpntes,
que possaS esperar a continuapaS de 011-
ras remessas, V. S. remetiera as ditas
Letras caza de Samuel .Phillips de l.on
di es recomendando-Ihe que abone a sua
importancia na qu"ta tiesta Provincia.
DeosGuaidea V. S. Thesonraria de
Pernambuco y de Fevereiro de 18"6.
Illm. Sr. Inspector da Tbesouraria da
Provincia do MaranhaS. JoaS Gonfal-
ves da Silva.
RellacaS das Letras sobre Londres que a
Thesouraria da Provincia de Pernam-
buco tem comprado a Francisco Anto-
nio de Oliveira pelo cambio de 38 '/, ,
e remelle a Tliesouraria do MaranhaS
para serem negociadas na mema Pro-
vincia.
1687 lO Saque de 5 deD'-zembro
por 4 vas de Birrkhe.'d
& Comp., a 60 a/T o
b Comp. de Londies.
8513,iO(Sa,'Uede3 de DeZem-
brode 1855 por 4 vas
de Moon Irmas & C.
a 60 d/v sobre Moon Ir-
mas de Liverpool a pa-
gar em Londres.
500 \, /. 1 o 1
, asaque de 20 aeaelem-
500 ~ (< ~" "(
bro de 1835 por 3 vas
de Alexandre Brown &
C.omp. de Liverpoo,
ordem de Jda Hulson,
endonada a Maxivell
yVright, & Comp.
i?al6""""}Saqude5deDeiem-
1350 ) ^
bro por 4 vas de Dur-
ham Price & Comp. a
90 d/v sobre Diogo Dur-
ham & Comp. de Man-
chuler, pag.'1 em Lon-
d res.
500 1 Saque de 26 de S"tem
brode r835 por 5 vias,
de G.mt & Thomaz A-
dair, de Baltimore a 90
''/v sobre Fleleher A-
leandre & Comp. de
Londies, a ordem de
Mavivell Wiiglil&C.
8434 9 i0
Thesouraria de Pernambuco 17 de Fe-
vereiro de 1836-
JoaS Gongalves da Silva.
Illm. Sr. Envi a V. S. a relac 5
da divida passiva conhecida at odia 22 de
Janeiro em que tomei posse desta Beparll-
QaS. J se amoi tizaraS 15:730$090 rs ,
e agora remello a relacaS parcial do que
tem amortizar se no prereule mez, se V.
S, a isso annuir, extiahida da relacaS to-
tal. Ao A'moxarife Pagador tenho dado
o respectivo ped'do para ser presentado
a V. S. Eu pronlifiqu'i a Diviso de 5
Navios para o Para, alem dehum Paquete
do Norte, e a da EstacaS da Provincia, e
agora estoucom o restante da mesm Div-
saS q' saS, 4 Navios de Guerra, e 1 Trans-
porte, e para isto se prontifcar he rieces-
sario dinbeiro : o cd're est vazio, e V.
S. providenciar como ju'gar convenien-
te.
Dos Guarde a V. S. Arsenal de Ma-
rinhn 2 de Marco de i836. Illm. Sr.
JoaS Goncalves da Silva, Inspector da
Thesouraria da Provincia. = Antonio Pe-
dro de Carvalho, Inspector do Arsenal.
lilm. Sr. Tendo recebido o of-
ficio de V. S. da data de ontem que acem-
panhou o orcamenlo das de-pezas quese
devem fazer por esse Arsenal no correnle
mez, e igualmente o que hoje me derigio
com as relacSes da Divila Passiva, e da
que deve ser j amortizada, julgo suffci-
ente resp> nder-lhe que ficaS a sua disposi-
caS, tanto a importancia de 13.80o$i90
constante do orea ment, como a somma
de 16:012^759 declarada naquella ultima
relacaS.
DeosGuarde a V. S. Tb*souraria da
Frtzenda de Pernambuco 2 de Marco de
i836. -- Illm. Sr. Antonio Pedro de Car-
valbo. Inspector do Arsenal da Mariiiha.
JoaS Goncalves di Silva.
ll!m. Sr. Tendo mostrado a expe-
riencia ser desnecessaria a practica al a-
gora observada de requererem esta The-
souraria, as pessoas, que vendero gneros
para esse Arsenal, rom os conbeciinentos
da entrada dos raesmos generes, para de-
pois de examinado o calculo pela Conta-
dora se Ihe mandar fazer o pagamento pe-
lo Almojarife respectivo : foi deliberado
em sessaS desla Tbe-ouraria, que d'ora em
dian'e todos estes pagaincutos se facaS por
despachos de V. S., viga dos mencio-
nados conhecimentos, juntando-se elles
asrdeos, queaulhorisaiaS a compra do-
gneros ; para no exame, 011 r.evisaS de
(ontas se conhecer da legalidde, ou ille-
gadade do pagamento, e exigir se ares
ponsabelidade de quem competir.
De<'S Guarde a V. S. The.ourara da
Fazi nda de Pernambuco 2 de Vi arco de
1836. Illm. Sr. JoaS Nepomuceno da
Costa Mouteiro, Diie tor do Arsenal de
Guerra. JoaSGoncahes da Silva.
DIVERSAS BEPABTICOENS.
JUIU DO RECIFFE:
5.' SessaS no da 4 de Marco
Juiy de S enteriza.
Foi condemnado a bum mez de piizaS
com trabalhooBeo Angelo Custodio par-
do, natural de Goiana, por ftcbda de
um punhai.
Dia 5.
Jury de Sentenca.
O Jury declaro que nao bravia crime
no fitcto da sedic de 21 de Janeiro
doanno passado, emque estavaS compie.
hendidos Antonio Carneiro Machadu-R0s
Francisco Carneiro Machado Bios, Joa.
quim Carneiro Machado Bios, Marcelino
Jcse Lopes, Manoel Pegado de Albuquer-
que, Joaquim Joze Ferreira, conhecido
por filho de Joze da Penba, Ti. moteo de
Assis Sanios, um Gibo deste com o sobre-
nome de Paz.
OJuiy declarou nao existir cri|ne no
factoda sedica da Villa de Goianna em
Marco do auno pas.ado, cm .jue sta-a
compreenhidosAntonio Carneiro Macha-
do Ros, e Francisco Carneiro Machado
Bies,
CURCO JURDICO.
EDITAES.
Faco saber a quem convicr, que anda
nao lem principiado os A clos do 3. Anno
que ficrio do Anno prximo passado. se-
gundo p determinado pela Congregarlo do
i. do correnle: porque nao ha Lentes des-
tmpedidos para esse eTeito.
Secretaria d'Academia Jurdica d'Olin-
da 4 de Marco de iS36.
Miguel do Sacramenlo Lope,Gama
Director Interino.
F..co saber a quem cor.vtr, que em con-
srquencia de'se haver prestado para o ser-
vigo d'Academia bum dos Lentes, nao obs-
tante o seu encommodo de saude ; amanh
j podem tirar Pontos os Alumnos do 3.
Auno.
Se. retira d'Academia Jui idca d'Olinda
5 de Marco de icJ36.
Miguel do Sacramento Lopes Gama
Director Interino.
ALFANDEGA de PERNAMBUCO.
Na manba do dia io do correnle das
onze horas em diante na poita da Alfande-
ga,^ e perante o Inspector da inesma se
hade airematUr a quem maior precoof-
ferecer rento noventa e huma duzias e
quatro boloen3 para carnizas avaados em
66^is., sugeilos a direilos, impugnacaS
feila pelo Feilor Ignacio Firmo Xavier no
Despacho de Lenoir Btssui hel & Puget.
AH'andega dePemambuco 5 de Marco
dei836.
O Insperlor inteiino.
Jacome Gerardo Maria Lumache de Mello.
Ezislindo nesta r< partica cenlo e
trinla e cinco barricas de farinha de trigo
arruinada, e xeia de bixo que ameaga de
ruina grande quanlidade do mesmo gene-
ro que se aclia em bom e-tado j se avizaa
pe.->soa a quem pertenrerem para as retira-
rem dentro de quarenta e oito horas findas
as quaesse la.isaraS na ra, ou se dara
& consumo.
Alftndega de Pernambuco 5 de Mirco
de 1856-
O Inspector interino
Jacome Gerardo Maiia Luroache de nidio.
MEZA DAS DIVERSAS RENDAS.
A pauta he a mesma do N" f\"l'.
ARCFKAL DE MARINUA.
O Sr. PalroS mor me informar : i."
se os Proprietaiios dos Navios submergi-
dos, e dosquaes eslaS encalhados tralara
dedar cumprimerito raiiiba ordem para
seiem tirados, e dtmanchados as pre-
sentes aguas vivas : i." : se a Galera S.
Joa Baplisl*, hoje debaixo da guarda do
Arsenal, j eslava com o robre d'este bor-
do arregacado, e aborda do mastro deTra-
quete para avante ari uinada, e que indi-
ca batruadela de algum outro navio, ao
lempo em que da llie foi entregue a liiu,


DIARIO DE PERNAMBUCO.

de que coni sua infurtnacaS po-sa dar as
providencias queexigem taes falla.
Arsenal de Maiinha 5 de Marco de i836.
mm Carvalho.
Conforme
Alexandre Rodrigues as Aojos.
Inspector do Ars-nal.
JUIZO MUNICIPAL DOUNDA.
__ IIIm. Sr. Constando-me hon-
iem noite que o commando do Batalha
deG. N. tomar s m.-5s de V. S., a-
preaao o p.rtecipar-lhe. que a forja
n(.r ii.ira r< qurallada ao sea Antei Msor pa-
ra gualda diaria da Cadeia consta de do/e
pessoas, e umOfiicisI infrio.. Aprovei-
tandoa occasa, significo a V. S., que,
podendo be. or er a necessidade de se fazer
alguma diligencia repentina dmtro da Ci
dude, a qnal na5 xoffra tarara,' moro-
las requisices, convem que urna dasobii
gaces do Commandanle da mesraa guarda
.eja piestar requisic5 minha para taes
diligencias repentinas os Guardas Naci-
naes, que ahi nao fitereni falla por mo-
mentos.
Dos Guarde, a V. S. linda 18 de
Oatubrodel835. Ul- Sr- Ma,10el
Antonio dos Passos e Silva Commandanle
Iutiiinn do Batalha deG. N. Dorilor
L-yoreuco Trigo de Loureiro, Juu Mui
cipal.
COR re o.
O Brigue Boaventurade que Capita
Ralthasar Joze dos Reis sai para o Rio Gra-
de do Sulcum escalla por Santos no da
i5 do coi rente.
ContinuacaS das r-flexSes sobre as cousas
do Brazil Em Poltica os en os po-
duzem aimea. Pags.
Quanto mais medito no actual sy-dema
das nossas Guardas Nacionaes, mais incon-
venientes, mais absurdos se me antoiho
de todas as partes na sua execuco, emais
meconvenco da extrema necessidade de
refermar essa monstruosidade, que por c
se nos erica mpou tal vez por esse espirito de
arremeto, tas das cousas modernas do Brasil.
E na verdade quem h ahi to de-pido
d'oi'H"lho, vaidade, que huma vea elei-
to, Quicial (por faS, ou pnir nefas, co-
mo vulgarmente se diz) se sujeite a retro-
ceder, pausando a simples soldado, e de-
pondo a prestigiosa, efaifalheira banda?
Creio, que pouquissimos teroa humilda-
de Serfica de tragar cora deda-tio, e boa
sombra a amarga piluU de passarera de
Guardiesa Porteiros. Eo que he, que se
deve esperar ? Aquelies Officiaes, que nao
uoderem alcancar a graca da reeleicio, ou
do accesso, buscars todas as tracas para
se forrar ao d ssabor de volverem a simple-
ees soldados-, huns saltinbando de Deshie-
lo em Des i ricto ; outros alegando nfer-
. middes chronicas; quem apadrinhando-
se coiu osJu zesde Par; quem finalmente
"exC"gdando outros pretextos para noen-
liarmeiu snvico ) e de la gila dentro
de hum ct-rio numero de annos sei a <|uan
tidade de Officiaes incmparavelmente mai-
or, que a dos Soldados.
Bem pouca, ou nenhuma experiencia do
corarlo humano, ccoracao Braziieiro, ca
be, que tenlia quem se persuade do con-
trario do que hti dicto a este propozito.
Nao oblantes as bellas theorias liberaes,
copiadas dos Livros Francezrs, nio obs-
tante toda essa farfalhada de pro^ressos
mar vil hosos, e luzes do aemlo (capote
esfarrapado, que muitas vezes cobre t-
bidos desatinos) o nosso Brazil he habita-
alraente Aristecratico, ja pela sua educa-
cao deseculos, ja pela heterogeneidade da
sua populacio : e ceiiameute em hum pa-
iz onde existe to crescido numero d'escra-
varia, onde esta fica lo eiti emada da gen-
te livre, onde huns sSo liberto?, outros de
ventre livre, &c, &c. n> podem tingar
esses enxertos de Democracia, uem haver
essa iguuldade, que rouitos preconizo;
porque debatera-sepor sairda propria nu-
liiiade.
D'aqui infib, apontando para a experi-
encia, que entre nos as eleices para as
funccus publicas seio tanto mais defeitu-
ossa, e desconvenientes, quanto forem ma-
is directas. De todo o exposto concilio,
que era minha humilde opinio osOfficia-
es das Guardas Nacionaes devetn ser lodos
da escolha do Gove no, como aconteca
com asno>sas antigs, e bem organsadas
Milicias.
Oque h, que temos visto, e vamos vena-
do dtsse nosso systema de eleices quasi
dilectas? Nao h bicho careta, que nao
tenlia, ou que se nao pr suma ter a00$ i s.
de renda: coi rem todos Volacjn : equa-
e-. -oos elitos ? Ordinariamente as pes-
soas menos dignas ; e nao poueas vezes a-
contece oerppar o impontantissimo cargo do
JuizdePaz, por ex o ignobil individuo,
que apenas U ve hum voto no seu Destricto !
E venhio-me c re tos especulativos que-
brar a cabeca com a sua arenga de vonta-
de eraly e nutras bufoneras da mesma
estola. Por mais que me preguem com
essas theorias; asss escarmentado estou, e
j ninguem meapadUo convicio; que
a mor parte das cou-ns, que se f.'zem entre
i)\ he a expi essao da vontade dos mais es-
peitos e ousados. Sei, qi.e estas verda-
des me tem gangeado a desaffeico dos
zancos do Capitolio, e dos patinhos, que
Ihes compSe o cortejo : mas heantiquissi-
mo o rifo Peritas paiit odium ; e
isto as^s me Consola,
Bern quizere tractar dos nossos dous C-
digos, isto he ; o Criminal, e o do Pro-
cesso : masfallece-meocabcdal preciso pa-
ra entrar era metida, e rigorosa analyse de
tses mateiias ; e.eu nao gasto fumaradas de
Jurisconsulto. Todava cruzando-me
sahedoria de sius Ilustres Anctore, buso
proferir, que, tegindo omeu fraco pen-
sar, taes Cdigos nao sao pioprios para re-
ger o Brazil. O primeiio parece-me, que
s enraroii cuno grandes criminosos a os
Empregados Pblicos ; pelo que nesles nao
admitle culpas/enidl, ecarrega-Ihes a me
desapiedadamMle, ap mesroo p^sso que
para os malfeiltjaa he urna fon te de gra-
pas, e condeseendtncia1'. O segundo he
toengrovinhado, e cheio de lactinas, que
em vez de aplanar e facilitar, parece, que
veio por maiorea tropecoa adminislrac,o
da Justca. Alera disto combinado com as
diipOsifiOes doGodigo Penal he huma mina
para os Snrs. da Justica. E as ensanchas,
que offererem as () dens '1'tabeas Corpus
a qualquer Juiz ladino, e matreiro Fi-
nalmenie o Brazil nio vai bem do modo,
em que vai. Tem-se estugado o passo pa-
ra a ciirllisacio, e esta vi.lencia h dtsme-
Ilunado quasi todas as nossas cousas.
Continuarse-.-
DtvEESAS NOTICIAS-
Para.
O Chrfe de Divisio David Jewett, que
antes de hontein pailio p^ia Ni\v Yik,
vai encarregrdo pelo Gove no de S. M. I
da rompa de duas barcas de vapor, cons-
truidas prova de fuZ, edealgumas ca-
nhoneiras armadas cum as novas pecs de-
nominad is repetition guns. E-tas embar-
carjes, que devem pai tir dos E-'ados Uni
dos para o Para com a maior brevi lade pos
sivel, sao destinadas a reforcar a expeJico
que se dirige sobre aquella Provincia, ea
suacooperacao ser sem duvida de grande
vant'gem.
A'm desta commisso, que oSr. Jewett
lera de desempenhar de acord com o nos-
so Encarregado de Negocios e ton, parece ir S. S. tambem encarregado
da iemesa de todas as munices de guerra
e de boca que o General Audi.a venha a
carecer, e que pode reetber dos Estados-
Unidos em muilo menos lempo, e com ma-
is facilidade, do que se tivessem de ir de
qualquer ponto do Brazil aquera do Mara-
nbo.
rfl" V rT*r*VTJ,"*"*-f
Rio Grande do Sul.
Protesto dos D< potados Assembk'a Pro-
Tiucial de S. Pedro do Sul, que se
achio nesta Corle.
Senhor Os abaixoassgnados, Mm-
bros da Assembla Provincial do Rio Gran
de do Sul, respsitosamente inclinados pe-
lante o trono, penhor da unio Brazileira,
vrm com o mais profundo acalamento em
rime delles, e em nome do seus conslitu-
intes a presentar a V. M. I. e C. o mais
solemne protesto contra osados ultima-
mente platicados naquella Provincia, e
quepoem patente o decidido iutento da
faecoque boje impera na c'dade de Porto
Alegre, e que a dispeito da maioria dos
Rio-Grandenses, pretende sopara-los da
ciande cnmmnnbo Brazileira. A pfirase
das folhas da faccio, o discuiso do intruso
Vice-Presidente na abertura da illegal ses-
so extraordinaria da A^sembla Provinci-
1 al, i acto de recusar-se a posse ao Presi-
dente legitimo, e as ampacas de separaco
exaradas na representacSo dirigida a V. M.
I. e C. pela mesma Assembla acabo de
desengaar arguelles mesmos, que na sedi-
co de 2o de Setembro p. p. viro to ^-
mente hum acto de vingauca pessoal, e nio
o comeco dehum lerrivel drama, que a-
travez de mil scenas de anarchia, ir ter-
minar com o eclipse total de huma das ma-
is brlnntese-tiillas do pendo auriverde,
se nao extendemos a mo de auxilio e soc-
corro aos amantes da le, maioria da Pio-
vincia. A iliuso, a audacia, o terror, a
conservarn por a'gum tempo-subjugada 5
mas cilla comeca a sacudir o jugo; hum
partido se pronuucia com loica e eoergia
contra os lacciosos e esse pai tido promp-
lo a ptifi-nar pela unio, segu nao s a
vontade geral da naco, mas tambem a
vontade da maioria, ou antes da quasi to-
t-didadeda Provincia doRio GrandedoSul.
Sim, Senhor! Os habitantes do Rio Gran-
de do Sul desejo tmente o trono e a cons-
tituico. Osados platicados em contra-
rio, pelos que se dizero Representantes da
Provincia, nio s eslo fora da aleada, que
no pacto social reformado se marcou s
Asambleas Provinciaes, nao t exoibito
de lodos os principise regras geraesdedi-
t eito, mas nem ao menos se podem fingir
expresso (posto que illegalmente pro-
nunciada) da vontade dos Rio Grandenses.
OsMembros da As-embla Piovincial do
Rio-Grande do Sul'mais votados e imparci-
aes, ou se ahstirero de tomar assento, ou
pelo insulto e pela an.caca foro obligados
a deixa-lo, ou se viiio conslrangidos a sa-
hir, ou conservar-se fora dos1 limites da
Provincia, paia evitarrm hura sacrificio
intil de sua existencia e de sua honra.
Dominada a As>emlila pelo espirito faccio-
so, e rfmeacada pela forca que Ihe tiravo a
liberdade da discussio e votacio, oceupa-
dos em grande parte os assentos dos Repri -
sentantes Provinciaes por homens que nio
representad a maioria da Provincia, mas
sim pequeas fra'Ces dosCollegos Eleito-
raes, e convotada a Assembla por autori-
dadeilbgiima, como intruso que he por
meio de sedicio no governo da Provincia o
Dr. Marciano Pereii a Pibeiro, he claro e
patente que em face das mais vulgares rr-
gras de direilo sao rritos, ede ntnlium ef-
elo legal todos os actos platicados por
huma tal Assembla, aiuda mesti:-> quando
eses actos nao estei .ol'oia das atlribuices
de huma Assembla Provincial. Cmple-
nos pois aos abaixo assignados protestar so-
lemnetnentes, como dito he, contra lodos
os act vincia do Rio Grande do Sul, na se-.sio il-
legalnitrite convocada pelo intruso Vice
Pi esidenle o Dr, Marciano Pereira Ribei-
ro, e contra lodos e quaesquer actos ten-
dentes a separar aquella Provincia da gran
de unio Brazileira. Em nome de nossos
constituidles, e em nosso nome assim o
protestamos perante o trono augusto de,V-
VI. I. eC, justamenlamente confiados
em que nossas vozes nao sero sons inuteis e
perdidos n* considerafo do Honiem Foi te,
que em nome de V. M. I. e C. rege os
destinos do Brazil, e de cujo patriotismo,
luzes e bem conhecida energa esperamos
remedio prompto e tfficaz a nosssos nia-
les.
Rio de Janeiro, 23 de Janeiro de i836.
Rodrigo de Souza da Silva Ponle8> Jo-
o Francisco Vieira Braga, Pedro Rodri-
gues Eernandes Chaves, Manoel Felisardo
de Souza e Mello. *
Ro deJneiro.
Os calores quasi nsnportyeeis que ha
muilo exprimentavamos, a condensaco
da atmosphera que mal deixava respirar,
tudo ameacava huma dessas tremendas ex-
plcses elelricas com que de lempos em
lempos costumamos ser visitados, mas que
taras veses causo grandes estragos, e que
sempre diminuem a temperatura suffoca-'
dora ijue as precede. Com elfeito, antes de
honiem, pelas cinco horas da tarde, des-
I' i liou a lormcnta ; e podemosdizer que
to lerrivel eatu ada nio a tinhamos na
visto, havia muitos annos. A agua calna
em torrentes, e o Huido elctrico descarre-
gando-se repetidas vezes, azia ressoar os
ecos das monlanhas que nos rodeio. Mas
se o aspecto que apresentava a tormenta e-
i a medonho, mais terriveis ainda foro os
seuseffeitos que deixaro &p* si dolorosas
recordacois. Cahiro laiosem muitas par-
tes, causando grandes estragos ; poi m o
ncontecimeuto mais lastimoso de que te-
nhamos ouvido fallar, be aquelle de que
fo o theatro a ilha de Paquel, huma das
mais formosas da nossa euseada. Em casa
do Sur. Francisco Antonio de Medeiro,
hum raio Ihe maloi a filba, menina de dea
annos, e bro levemente seus outros fi
Ihos !.....Deploramos a perda do in-
consolavel pai de familia, e esperamos que
sejo estas as nicas victimas da terrivel
tormenta que arrebtntou sobre a cidade.
(Do Jornal do Commercio.)
tuplicacaS a pedido.
III.mo e Ex.mo Snr. Tendo-me chega-
do o Diploma Imperial de Juiz de Direito
da Commarca de Sobral, e devendo eu par-
tir j para essa Provincia, a fin de cont ,
nuar na pos-e do meo lmprego, o nio fa-
qo agora por haver oblido do Go%ernp
Central seis mezes de liceuca, como V. Ex;
ver doAvi/.o da S cnlaria u'Eatado dos
Negocios da Justica de iO de Septembip do
anuo p. p. que incluso remello para V.
Ex. por-lhe o necessario cumpra-se; e
sendo eu avista do Diploma, que appresen-
to, o legitimo Juiz de Direito Jaquel!?
Commarca, he de raso, e justica, que V:
Ex. expessa'as conveniente ordena, p* qua
deixe de continuar no exercicio do nferi-
Emprego o Bacharel Joo Fernandes Bar-
ros, fieando na forma do 1. do ar. Q
do Cdigo do Processo Criminal os Juizea
Municipaes em seos re-pertiv< s Municipios
exercendo as funecoens, que me perlcn-
cem, em quanto durar a minha licen<;a.
Dos Guaade a V. Ex. Cidade do Recife
7 de Marcode J836. Ilust. elixcel. Sr.
Joze Marliniano d'Alencar Presidente da
Provincia do Cear. Bernardo Ri bello
da Silva Pereira, Iuiz de Direito Che fe de
Polica da Commarca de Sobral.
CAMBIOS.
Rio de Janei o a9 de Janeiro l83\
Londres........... 4o
parz.............. 240 effectuado
Ha.ii burgo......... 440 _
uro em barras..... 75 a 78 p. c. prerx,
Dobres Hespanhes. 215)350
Pesos............. 1&330
Moeds de 6J5400.. 12$700
da, 4^000 .. 6#>350
Prata............. A1 p. c.
Cobre moeda de 80 rs. 9 a 10 p c de dcsc.
ApolicesdeG pe, juro 87 */ P- c-
(Jornal do Commercio.)
ni .
Bhia i4 de Fevereiro de i836.
Londres..........* 33 e /,
Dito em moeda papel. 4


DIARIO 1)11 PERNAMBUCO.
Pars.............. 85 por i franco
Lisboa............. 0 por cento.
Vemambuco....... i5 a 20 por c.
Rio de Janeiro...... 18 a 20 p. c.
Dobioes llespanhoes. 29$000
Pecas de 6$4oo..... 16$000
Ditas de 4 2)_________ 8$u00
Pesos tlespanlioes.... 80 a 85 por cento.
Prala............. 5 p. c.
Cobre.............. 9.0 p. c.
Notas do.Banco. ... 20 p. c.
"(Crrelo MercantH.)
Rio Grande do Sul 18 de Dezembro 1835.
Prata a 65 por cento.
Ongas 27$000 ra.
Pessts de 6&400 14#>000 rs.
Moedas de 4$000 7000 rs.
Cobre miado 6 por cento.
Dito de 80 rs. 3 por cenlo.
Couros 150 'libra.
Cabello 4-^000 rs.
(Do Mensageito.
THEATRO.
'tbahi Quarta feira 9 de Marco. De-
poisda primeira sinfona, seuir-se-b a
representacio da excellente peca sacra de-
nominada Os munges da Serra de Santi-
lliana.Em que <> aclaal Administrador, e
machinista protnette esmerar-se na exe-
cucao das mgicas, ou tramlormacoens,
que recomenda m'o aOthor. Finda o Ex-
peclaculocom o Entremet intitulado zzS.
Crispim, eCrispiano.
Os dias de Theatro passo agora a ser
as Tercas ti iras, eso osera as Quintas
quandouestas ouver da Santo de guarda.
3!
Consnlado dos Paizes Baixos em Per-
nambuco.
A Parca Hollandeza Cornelia Sara, Ci-
pit'oP. Jagttnari que sahir com brevida-
de para Amslerdam cotn carga de assucar
* couros, precisa de on/.e a doze con tos de
jis a riscos martimos .sobre o casco qui-
Hia fete e carga : loa pode dirigir-se em carta feixada ao
Consulado dos.P..i/^s Baixos at odia 12
de marco ao meio dia.
sempre que forera pegados os upraditos
osera vos que tambem sulrer pristo ua
"forma das Posturas.
fcjr O raesmo Fiscal/precis de dois
serventes.
XW Joo Perera da Silveira partecipa
que vhastiao da Silva Fereira Lima j nao
ruis seo caixeiro desde o dia 5 do corren-
te.
$ry precisa-se de urna mulher de ida-
de que seja muito capaz e de -fiador a sua
conducta, para tomar conta da casa de um
hornera solteiro, procure a ra do crespo
loja-D. 6.
IO^ Na mesroa casa se procura igual-
mente um criado que seja hrfbil e de bem
procedimento.
/y Aluga-se urna ama quetenha bom
leiteeroboraseja cativa, ou forra : na Pra-
ca da Independencia loja n. 20.
%^ Maria Thcresa de Jetus, avisa pe-
la segunda vez aos devedores do falescido
seu marido que venbSo saldar suas contaa
alias far publico os seos nomes pelas fo-
Ihas dando smente o prazo de 8 dias.
t/y Deordem do Snr. Joo Francisco
Regs Quiniela tica comprado nesta Cida-
de, e em poder de seo mano o Bilhete n.
i696 da 2. parte da i." Lotera do
Seminario de Olind.
Jp^ Preciza-se d'um sobrado de 2 an-
dares, e roesmo as lojas, em qualquerdas
roas do Bairro de*S. Antonio ; quem o ti-
ver, e quizer allugar, dirija-se a esta TI*
pogniliu.
AVIZOS PARTCULA rs.
Precisa-se de urna ama com bom, e lias-
tante leite, je tiue nao tenha ibo : na 1 na
di Aurora L). 10, t andar.
V^y* Precisase de um rapa/, para cai-
xeiro de tuna venda, dando fidor 1 sua
coududa, e nao se duvida dar um (ulera-
te 11a mesma sendo pe?soa de prouidade.
^3f liija se filiar com urgencia ao
.Snr. Pedro Teixeira morador no L'.ngeuho
Caxoeiririba Procurador do yr. Antonio da
Suva Martina sobre um iscravo do mesmo
de nouie Leandro, que se acha na cadeia
dtsta cidade dUpoaicjo do Senhor Dou-
lor Chefe de Polica, cojo efteravo foi
pelo mesmo Snr. pedio Teixeira justo com
o tinado Capdo Cosario Miriaiino p-lu
preco de 500#000 reis, e como julga se
que o Snr. do eacravo anda nao he acha pa-
go, fa/-se o presente aviso para oer deci-
dido este negocio, ficando ceilo que pea*
boa alguna tv responsabilisa pelo que po-
der acontecer ausobradito escravo
O/y Rodolfo Joo Barata de Almeida
Fiscal do baino de S. Antonio p-'d- aos
moradores da ra nova, e suas vuiohan-
ias que se abjtenluo do abusivo, e veig
nho.so castume demandareui sen* escr.ivos
lser ao lado da ponle da Boa-vista o depo-
zito 0 quanla iinmuiidice e iixo mando
dfiturfoia: poique altni de causar grate
dimuoa Faseuda publica, deslea e Ua ar-
ruinara mesoia ponte dolido resulla ignal-
mente o prejuiso enorme a Paseud i Publi-
ca e pede por raso ao* ditos o.orador.s
lueiro adveitir a-a ifleridos susescra-
v.s de eli n|lo h reui faser despejos do epn-
| Li3 el1. .'13'laTa iirii.i*l.-"iiei.:. | do-
f
COMPRAS.
A Obra de Moral por Fenafiel, Lgica
kletbaphisica, e Etica : na ra do Collejiio
ID. II, *. andar.
jC^ Urna porfi de garrafas pretas e
brancas para moscatel: na venda nova no
fundo dn Igreja do Livramento.
Wy Urna net>ra que teja da praca, ou
do rii.Hto, e que lenh.i leite para criar nina
CTanca, emb na tenba filho, ou sein elle :
na pisca da Independencia loja 11. o, se
dir quem compra.
1f3r Metbeologia dos Deoses em por tu-
gues em rolme*! quem liver annuncie.
WJtJtn Perequito slrt-la: anuncie.
^3^" Gallos de campia, sangue de hoi,
econclizes, vivos 011 morios : n esta Ti-
pografa, se dir quem.
LBItiAO.
R. Lasserre & Comp. fal leilo hnje3.(
feira 8 do crrenle a 10 horas da mauli
na porta de Antonio Jao<|uim pereia no
caes d'Alfandeg*, de 0 raixa.s com massts,
por conta e rCO de quem perloncor.
S3?" Perteude-se faser leilo (por conta
e rs~o de quem pertenece) de una barrica
di Araran de ferro, avanado, e viudo de
Liverpool pelo Br gue C'yb-le ; boje 3.a f.
pelas on/.e hoi as da maulla, na 1 ua da cruz
n.9.
VENDAS.
Arroz branen superior em saccas d* al-
queire da medida velh : na ra do Ran-
gel confronte o beco que vai paraoTrem,
D. 2.
jLjf1 Uro Hiate do lote de 18 caxas,
bom veleiro, tirando poucj agua : na Bo-
tica de lo/o Ferrcira di Cuuha ua l'raca da
B .-vi fy Urna parelha de ravallns russos,
bastantes gordos, sem achaque, e neni
maub.i alguma, pioprios pai.< servico, OU mesmo para sege, 011 Carri-
nho, por seren mupbem Iraquejados: os
pe> teiideim s, enieiidio-se coro o Escrivao
Aimei (juelio fim.
\j3P Parafora ilaProviocia|por prec" c-
modo um mulato, de inuilo boa 6<>uia,
I).si iiit-iileule 1 taro, do idade de 35 anuos,
sin vicios, ptimo para p->gem : na ra
Nova casa tenca ao peda Igreja da Con-
Ciici .
fc.p l.'ma caba ('iixo) prende b>a lei-
tc-iii a'.ojUinud>. a triar eiiiu03 : uaLi-
dade de Olinda, nos 4 cantos sobrado n. i7
se dir quem vende.
j^" Muito boa tinta de escrever, cartas
de silabas em manoscripta, traslados de
differentes modellos, compendio de don-
trina christ para uzo das escollas por S.
H. d'AIbuquerque, bom papel almaco 1.a
sorte, aparado : na loja do Encaderuador
lado da ra dos Quarleis D. a6.
j3^ Oslivros de Orlando Furioso: na
ra de Santa Tberesa lado esquerdo D. 1.
fcJT Sapatinbos de duraque de varias
cores e de cordavo vindo de Lisboa, i-
gualmente raeios botins, ou chiquitos de
varias cores, ftudo por prego commoo :
na rua do Rosario"estreita loja de sapatei-
ro D. 31.
U-5" Urna molata de 30 annos, sabe
cosinhar, engomar, coser, e lavar: no por-
to das canoas venda de Antonio Joze Coe-
Iho Braga.
fjC9* Verdaderas pilulasda familia, bo-
col indas de marmela de^boa qualidade, sa-
g da primeira e segunda sorte, e tapioca:
no armasem do Machado rua do Vigario
n.41. '
XtJF Um selim Iuglez com todos os se-
as perlenees em bom estado por prego c-
modo; na rua da Ponda D. 7, i. andar.
%ry* Urna venda com os fundos de
200$ leis, em bom lugar, com comroo'loS
para urna familia, indo pendente da mesma,
e paga 5$ re- de aluguel : na rua do Ara-
gio venda D. 6, se dir aonde.
1X9* Violos, rederas linas e grocas, ola-
rinetan, flautas de Enano e Buxo, trombo-
nis, ecordas para olio da primeua qua-
lidade cliegodas prximamente; na casa
de Mr. Lnboutier na rua Nova.
fcy Caixas de superiores vellasdees-
permacfte londi inas: oa rua da cruz n.
o.
fcjfr- Urna negra da costa, cosinha o
di 11 io ile uma casa, boa lava'deira do var-
rella, bem sadia, e s"-m defeilos: na rua
Nova 1). 5, defronte dc> raldeireiro.
WT" Chitas a 16O, 200, e a40 o cova-
(ilo, bicos do lindo preto e di anco, oba-
malotesa 30 reis, madapol"|a 900,6 aoO,
e algodosi'ilio a 18O : na loja do largo do
Li vi menlo D. |3.
^ry Uma escrav, que lava d* varrel-
la, engoma, e cosinha, e muito [fi-1 : no
principio da roa 1 o Hospicio ca.-a terrea,
junto da dohmpio, se dir o motivo por
que se vende.
WS1- Urna cadra (bixo) parida de pon
co leinpo.com dois cabritos; e d garrafa
deleite, e niais diariamenle: ni mesma
casa rima.
*T^T* Um reloj' de repeticio, que rego-
la milito bem, com caixa correnies, e j-
lite de ouro, por preco -ouramodo: na
rua Direila sobrado de dois andares' na
esquina do beco do Serigado 110 segundo
andar.
fc2J^ Urna pela do naco, cosinha odia-
rlo de urna casa, ensaboa, e <|iiitandcira,
sem vicio: na loja. de caldeireiro da rua
N.va D. 14.
Cy* Urna venda com poucos fundos, no
beco da cacimba 11. 8 d vi ron te da venda do
M.iihi.is : na mesma.
*3T 200, ou 850^5000 reis em moeda
testa lisa de 40 ieis, e tamdem tem 50$
reis em moeda de ao reis da mesma : na
i'riica da Independencia lojd n. 19, se di-
r quem vende.
Ucy Uma preta crila moca de bonita
figura, que cose liso, engoma, lava, tac
leuda, e cosinha o diario de uma casa ; na
rua do tang-l segundo andar D. 24-
93F* Uui muloque crilo de 8 annos :
na mesma ca.-a.
fcT^F* Urna cabra moca perita en Rom
deira, cosinheiri, roslureir, *ndedeiia,
engoma odias de lindo que fica como
novu, kui vicios ; ua mesma rasa cima,
putem d-.ve* r prucuiada da* 3 horas da
tarde oto diaule.
^r^T* Apaiv'dos dourados para darreti-
n.is ile Guardas Naciouaes: ua loja de Tho-
iQac de Ai| lino Eonceoa.
WT* 77 Couros de rabia corlidos: na
rua do coflegio loja de b D. II.
T3T* Poraguairu. S e nico remedio
conliecido p,ra as dores de denles: ao p
do Calabouco Vfllio I>. i o.
V^" Aoite doce de superior qualidade
a 4JJ 1 s. acauada, n>arcos de ferio a ^
oifte; Usi'ueda [Madre de De os, N. 18.
ACHADOS.
Na jnandS de 6*do corrente dia desnor-
tiando-se pelo 'rio assima orna canoa com
lijollos, sem caooeiro; quem for seu do-
no anuncie dando o cumplimento e largu-
ra, que se Ihe dir onde 'existe ; o anmi-
ciante'adverle que se nao responsabelisa
por qualquer cousa que acontecer possa na
dita canoa.
ESCRAVOS FGIDOS.

Em iode Fevereirop. p. fugio ura ne-
gro por nome Francisco de Naci Cabinda
com os signaes seguintes : corpolento, com
o rosto um tanto desca nado, .representa
40 a 50 annos, aleijado de um [dos p%, es-
tando esie sem dedos no mesmo, ecom u-
ma crnica ferida no coto do mesmo p,
e nutra na mesma perna no[lado direito da
canella, e oulra quasi (secca por cima do
calcanbar do mesmo p, este preto tem-se
em pregado em cortar capim paia um ca-
vado condosindo em uma pequea canoa
de Olinda para o Recife, de donde seau-
zentou ; polo que se recomenda a lodo e
qualqueVCapaio decampo, ou pettoa p:-r-
lieiilar que o encontrar o mande pegar e
conducir a rua dos Qnarteis D. 4 e 5 aonde
se Ihe dar uma gratificago corresponden-
te a longittide em que for pegado.
Wp~ Joao, nacao Jd'iimirlla, alto, tem
nO p esquerdo calor de ligado, provedido
deferidas, e anda rom apcalas; fgido
no dia 5 do corrente i os aprehendedores
levem-no a casa do Commandante do Cor-
po policial.
flT^r* A um mez, pooco roais ou menos,
fugio um preto de nome Lonrenco, do gen-
to de Angola, estatura regular, cor pieti,
com marcas de bixigas na cara j um tan'o
gago, e coin parte dos cabellos da baibt
blancos, e lem grande testa : quem o apre-
hender levp o a Fora depoitas D. i9i, que
sei recompeii.-ado.
Taboas das mares cheias no Pono de
Pf.i nanibiico.
Tarde
Mandi
20Segunda 0 - 8h.5 m
2t T:---- 3 n - 9-42
^aaQ: a. - 10-30
^ >Q: - 11 -18 H
, 2+S:----- = ar.~S:----- ? -12-6 0 5 i )l
a6 -D:. s - 1- 42 a
NO TCI ASM A R1TIMA.
Navios entrados no dia G.
MAR-iNIIa'Oi a5diaei Pataxo Nin-
leros :
absagciios
fa, 1)1. Joaquim (\h Maia : v.inns
Manoel Duai le Rodrigues.
2.
BAHA ; 9 d>ai; B. Ing Andes, Cap.
Ron, li.rn.ll: lastio,
R. GRANDE, pki.o RIO DE JANEI-
RO ; di dias ; S. Mediaitna, M. Jos Car-
los dos Santos : carne secca : Caudino
Agostindo de Barro-*. Ton. 101.
RIO FORVIOZO ; 2 dias ; H.ate S An-
tonio Feliz : vai ios (gneros. Ton. 3l.
Dia 7.
l.ulrou anidada ueste porto a Escuna
Poriugueza Formiga, vinda de Angula pa-
ra o Gado verde, e consignada Angelo
Pra*H iioo Carneiio.
BAHA j afi dias S. Gentil American*,
M. Lua Gomes da Figueiedo: vatios g-
neros.
RIO PORMOZO ; 3 dias ; S. Jote Via
pnie, M. Heuriqoe Carneiro de Ahneida:
assnca: Manoel Goncalves da Silva.
rastagetroa 3.
Navios tbidos no dia 6.
BvLTIMOUE;, B. Amr. F-don Ba-
Iher: ssucai.
|;MI1\; B. Arar. Suztn, Cap. David
C. Coiuplaud : fariuda di trigo.
l'i;n s;. >v Tve. iioIImkio. I.S.I'
m.


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