Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02342


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Full Text
ANNO DE 1*36. SEGUNDA FEIftA
. DBMAHgO N. 53
DIARIO DE PERNAMBIJCO.
pRKMAMnaco, aTtf.DIM. r dcfAKM. 1830;
DAS. DA SUMA NA-
*
7 StRNI S. Thomi* de A q. A. torJ*. do C. de m.
e de t.jses. da Thezouraria Publica, eChant. de
t
Terca S. Joi5 de Deoe. He|. ak'm. aud. do J.
de O. de t
S (Mita 8. FranciieailLoniana tea. da Thez. Pub.
Q. miuj- m 7 h. e 36 m. da t.
10 Quinta S. Melitao-, Hel. de | m. aud. do J. do
C. de m. e de l-
11 Seita S. Candido M- Fas annoifa SerniM Princesa 1. a Senhora D. Januaria, Herdeira Pre
umalim. 14-nao ha despaxo.
11 Sabana S. Gregorio P. Hel. de ni. e aud. do V. G-
det em Olinda.
Domingo 4. da Qaresma S. Rodrigo M-
Tudo (oradepende de non nwinoi, da na prn-
drndla, morisrarao, e energa: cootinuertm rom
pfini0iaino, e ?rimn apontados com admira*
<;io entre a* Nacoet mais culta.
aVaelaaseca* da ji$*mH*m 0rl 4 Br,l
Sherera-ae a 1000 ri. meniaes pago ndinnUdoi
ae*t* T*po|trafla, e na Praca da Independencia N.
S7 a 38 t onde *e recehem corretponderlcia tearali-
sadas, e nnuncio ; interindo*** tu (ralla tendo
dos proprioiaiaif naatei, vindoasiicnano*.
CAMBIOS.
tMarco 5.
JLiOndre*. 38 IrJ 39 D. St. por I
a 50 por rento de premio.
Lisboa 50 por o|o premio, por metal, Kom.
Franca 245 -840 R*. por franco
Rio de Jan. 6a 7 por eruto de premio
Mocdas de S.,400 12000 a i%,iOO
4000 7..000 7IC0
Pea* I,.440
Premio da prata 50 p. c-
.. da* lettra, por mea 1 & 3 por ojo
Cobre 25 por ceato de descorito
ctd. ti prata
PARTIDA DOS CUKRKioC
Olinda Todo ns das ao meio da.
Gmana. Alhnndra. Paraiba. Villa do Conde, Ma-
manKape Pilar, Real de 3. Joan. Brrjo d Arria,
Kainha, Pombnl. Noa de Souia. Cidade do Natal,
Villa de Goianninha. t Noya da Prineeca, Cidade
da Portales*. Villa do Aquira*. Monte mor oro.
Aracatr, CascaveJ. Cannd, Granja, lmperatrix.
S- Bernardo, S. Joan do Principe, Sobrar. Novad'
EIRe. Ico. S, Mathen. Rcieho do sanRue. S.
Antonio do Jarllim. Qt!exerainn9>m. e ParnahiNa.
Secunda e,Sexta fe ira ao meio da por. via dn
Paraiba. Santo A ntnTodas a quinta* fe ira ao
meio da. Gdranhiin. e Bonito- no* da* 10 e 24 '
de cada mex ao meio dia. Cabo. Serinhaem, Rio For-
mosro. A roa Preta e Porto Caito- nos da* 1, II,
c 21 d> cada mea- Se rinneen. Rio ronnoio, e A
goa- Preta- Se guma*. Quaru. c Sextas leira*.
EXTERIOR.
Na Europa, cuj>s destinos poderosa-
mente influem as outras partes do Mun-
do, devisio-se dous principios altamente
proclamado, que a dividem em dous gra-
bes partidos : o do Governo Representati-
vo eSoberana do Povo, eo do Absolu-
tismo e Legiiimidade. Oprimeiro e mais
recente destes principios Tai progredindo
rpidamente diiigido e representado pela
Inglaterra, Franca, as qoaes adherira a
Blgica, a Grecia, e a "Peo i os a la Ibrica.
O segundo adoptado pela Rossia, Austria,
Prussia, domina, dtbaixo da influencia
deataa tres Potencias, todo o Norte, e a
Italia. At agora elles se tem coatrabddan-
chado, malo equilibrioacbar-se-a destru
do, sea Franca, como recen temen te se tem
inculcado, desertando da li^a feitacom In-
glaterra en passasse para o lado da Rus-id.
Tnket ettuspeita teuhasua origem no*
receios, qoe a poltica .seguida por Luiz
Pilippe leui causado ao amigos da Liber-
dade. Imitador dos Bourhons, elle acaba
deaprovetr-ae da oecasiad, em que se
cenivetteu huso aitenlado contra sus pes
aoa-, para propor e obler das Cmaras Le-
gislaiiras hume le subversiva da liberdade
da raprensa, equand" a mesan Austria
redus o numero de suas tropas, elle con-
serva huns exercito de quatrocentos mil
humen, mostrando assim quam pouco se-
guro sejulga no sea tbrono, e que o Rei
Cidadio procura abrigo no Pavs dos n-
tigos res feodaes : alem disto elle guarda
npoio na Cmara alta, para a qnal acaba
da nuuiear novos Pares, bem que a Na-
9a j tivesse desapprovado huma seme-
Jbanie medida adoptada igualmente pelo
ultimo dosBourbona. Na Hespaaha o ac-
cusi de mostrar ruis sympathia pelo par-
tido deD. Garlos, que pelo da Joven Ha-
inlia, fundando-se entreontias raxSes na
1.1'cilid.ide com que os Carlistas recehem
pela i'rooteira aantiroentos, e municoes
*it> guerra : estas circunstancias nao tem
.podido obstar prosperidade, da qoe a
Tranca continua a gozar pelo desenv.dvi-
tnento de sua agricultura, industria, e
conimei'cio ; all abrem>sa novos caminho
cantes; o Governo cedendo opinia
publica estituio colonia d'Argel o con-
aufBadt* General, o hbil Administrador,
que ella reclamava. O Mareehal Claasel
apenas empos^ctao recbacou os Moriros : e
o Duque d'Orlenns, filho do Rei, para ali
parilu em Outub'o uiu so para com a sua
pieseucx animar as tropas, mas Umbein
p<*r conbecr peasoalmeni* (junes as me
tlidaa que conten adoptar-se para a pros-
peiidade da colonia. Deve por tanto la-
meutar-se a poltica que tem seguido o
Governo Francs, e oxel que illa nio d<*
occasia novas porturbacScs rjue venba
por m perigo s nova dyeavtii.'
A Inglaterra segne huma marcha mis
franca e leal. O Rei tem sacrificado a bem
do Povo sua inclnscps, e opinibes pes-
soaes. O Ministerio Toiy, ultimo esfor-
qo da Aristocracia Britnica, nao pode
8ustentar-sj apeaar do nomo de Welling-
ton, e rio talento da Sir Rorberto Peol.
A reforma poltica vai-se operando presen-
tftmente mediante as mutuaes e sainas con-
cessSes dos dous ramos da Legislatura. O
Agitador-mor Daniel O' Connel, na sua
marcha triumpbante pela Inglaterra, Es-
cossia, e Irlanda prega ao povo que se
us aparte don principios da legalidade ;
reclama altamente a reforma da Cmara
dos Lord*, e, a imitae>6 da Franea, pros-
ci eve o patrimonio da dignidade de Par.
O Governo IngleK, pouco seguro da con-
tirniaca de soa allianca com o Francs,
observa com desconfinnca os pasaos dados
pela "Ruseia, qae procura attniquillar a
influencia Bi i tan nica no Oriente, e que
tendo hum numeroso exercito augmenta
progrsi va mente sua armada, epor hom
tratado clandestino com a Turqua cense-
gol fechar Inglaterra, e as maiA Nacoes
a entrada dos Dardanellos. M*is aferra-
da do que a Franca as institu^es litara-
es, a Inglaterra apoia o novo Ministerio
hespanhol, e assim cumpre o tratado feito
pela qtiadruple allianca por ella formado;
por mitro lado lbertou os escravos as sit-
as Colonias, e continua a cooperar eflVeli-
vattiente por meio de tratados, e eqaa-
dras para a inteira abolica do trafico dos
Africanos. Esta naci marcha testa das
mais para arivilisaca. industria, navega-
cafl e commerrio, aervindolhes de mo-
delo : e o espirito de associaca se ramifi-
ca seu exernplo por todo o Mundo em
prorello dos povos, e dos Governo*.
A Rossia appresanta hum aspecto intei-
raitiente diverso. Ah a vontade absolu-
ta do Autcrata hequemimpera sobre tan-
tos povos diversos, pelos coatumes, clima,
e religiad. O Gibinete de S. Petersburg-
exerce s^mpre buma poltica a mais alnta{
e a Nicolao i. pode-se applicar o que
Mapolead disia do Imperador Alexandre
Aiexaadre he hum Grego. Depois de
despojada a persia Nicolao dirige sua
vontade as determinaces do Divn de
Constantinopla, e espreita o momento fa-
voravel para e>bulhar lio fraco adiado. A
heroica Polonia sutiofeltida ao jugo Mos-
covito perdeo ana nacional idade, e geme
debaxo da vara de Ierro de hum Vioa-Re
Rusaiano : ella vcseuamait disfinctos ci-
dadios, seus miis intrpidos guerreiros e
defensores ou nos ferros, ou no exilio ; o
Governo Francs foi surdo a seus gritos, e
hum nohre povo contra a f dos tratados
os mais solemnes, deaappareceu da lista das
Naces da Europa.
Na Austria com a morte do Imperador
Francisco i. subi ao throrro seu filho Fer-
dinando t. Este Principe tesa mostrado
at" sgnrs prudencia e tnodeiacto, e bem
que tenha conservado no Ministerio das
Kelaces Exteriores o Celebre Principe de
Metternick, todava aua conducta e prin-
cipios contrastad com os da Russia, e
Prussia. Os Bourbons decahidos, se bem
que tratados com o respeilo devido i Re-
aes infortunios, na5 achsO nelie apoo pa
ra sua pertendida restaurado; onlro tan-
to tem experimentado D. Mignel de Por-
tugal, e D. Carlos da Nespsnha. Nao foi
sem difllculdade que Pernando assiatio s
manobras gnerreirasde Kali*ch,eao con-
gresso de Tfeplitz 5 e grecas a sa neutra
lidsde, esa famosa reuna de Soberanos,
em que se pode dicer que s bourecum-
printeotos e festejos, ern nada altern o
Stado das consss na Europa. Os Archi-
uques, tros do Imperador, influem roui-
to as snss decises, o que he hum prrnbor
de mais para a tranquillidade di Euro-
pa.
O rei da Prussia, velho e doento, ter
hum successor menos pacifico: o Princi-
pe Real, cunbado do Imperador da Russia,
he condecido por suas di*posi(,-O)s bcllicas;
sua allianQa com a Familia Real de Hol-
landa, ea mal disfarcada proteccio, que
esta presta, nio agouro nada de hom
para o futuro: mas seo Prncipe Real su-
bindo ao tbrono consultar aeus verdade-
ros interesses, conhecer que, longe de
se intrometler nos negocios das outras Na
ces, cumpre-lhe acabara trela, queem-
prelien den o Principe de Hardemhurg,
dando huma constituicio, qae venha li-
gar provincias devididas, e fazer hum to-
do compacto de huma monarqua, que
no estado dedesuuia&em que se acba, nao
pode ter duracaS.
Na Stiecia, o deatrn Bernardote, Rei Car-
los Joa, o nico dos Tenentes de Napole-
o, que tem permanecido no seu throno,
occtipa-se angariar a aflvicio to* povos
por soa atTahilidade, fatendo repetidas vi-
agerii pelo interior de seus Estados para
conhecer pessoalmente suas necessidsdes,
e remedial-as. Seu filho o Principe Real
he igualmente popular na Stiecia, e Nor-
vrega. O Rei v com pesar oacolhimento
dado pela Russia e Prussia ao Filho do ex-
Re da Suecia Gustavo IV, hoje Coronel
Gustafson, e lembra-se com magoa da per-
dada Finlandia, huma das mais bellas pro-
vincias sueca"} que actualmente pertence
Rossia.
Os Estados menores do Norte esto de-
baxo da influencia da Austria e Prussia.
Esta os fez entrar no seu plano de rettic-
ces contmerciaes faVorvol industria
Germnicas contrario da Inglaterra.
Com tudo na Ssxonis, e Dinamarca (enjo
Rei araba d o'utnrgar huma Constituica)
em Wurtemherg, e Biviera a sorte dos
povos tem melhorado com a pac. Esta ul-
tima potencia deu hum Rei Gracia ; O-
thon t. reina em Alhenas, e depois de
aua maior idade tem-se oceupado em curar
as profundas chsgss abertts pcls guerra de
exterminio, que os Gregos sustentare o con-
tra seus oppressores, eque foi terminada
pela utertencaS da Franca, e Inglater-
ra.
O Rei de Hollanda Gnilherme de as*
ssu, alias protector esclarecido do eom-
mercio e industria, tem mostrado contra
os hemes Belgas, seuS antgns subditos,
huma firmeza, qiie degenera am teima ;
ja os Estados Geraes do Reino com custo
Ihe vota imposto*, e elle ver-ae ra obri-
gado 1 reconhecer a independencia da Bl-
gica depois de ha ver-Re fechado acinte-
mente os mareados de Java.
Leopoldo 1. Rei dos Belgas, be hum
Monarcha verdadeiramente Coristiiuco-
nal: genro de Loiz Filippe elle obra ma-
is francamente, e fa nio conta tanto com
o apoio do sogro. A Befgica dotada de
hom Governo Representativo reconstitue?
suas fabricas, procura-lhes novos lugares
de consumo, acaba de abrir hum novo ca-
minho de ferro, eespera que Antuerpia
tir a ser mais hum dia o Emporio da A
lemanhs.
A Suissa, que acaba de ser agitada pe-
las intrigas de sua Aristocracia fermenta-
das pelas potencias do Norte, eoube re-
sistir s amecas da Sin la Allianca ; e acha-
seem de.-inlelligencia, com o enviado d
Ltiix Felippe.
A Italia suspira por huma liberdade, d
que nao se tem mostrado digna, n'em em
aples, nem nos Estados Pon tilica es,
nemem Modena. Hum Joven heie, So*
brnho de Napolef o, ali morreu por ella.
A Austria viga at tenia no seu Reino da
Loinhardia, e a Franca continua a oceu-
par Amona, obra da poltica do lamenta-
do Casimir Perrier. D. Miguel, e os fca-
des proscriptos na Hespanhra acha asilo'
em Roma, eoRei de Sardanhs, afleieoa-
do D. Miguel, est em dsavenca's com
Portugal, ponto de fazer sabir de seus
Estados oCavalheiro Rodrigues, que alli
estiva como Representante da Rainha D.
Mi. ia 2.
Na Hespanha D. Carlos perse vera em sus-
tentar seu perteodido dreito ao Tbrono,
alimentando a guerra civil, para o que se
aproveita do espirito de Provincialismo e
aterro aosseusprivilegios, dos Brscainhos,
e Na van ennes : Sua ruina parece inevita-
vel logo que se acabarem tYs discuss'es po-
lticas das mais Provnolas, o quepromet-
te realisar o novo Ministerio, cuja tes-
ta se acha Mendisabal, pelas medidas enr-
gicas que acaba de tomar, chamando a
NdCd s armas, e mandando j para a*
Exercito mais cem mil homens. A Rai-
nlii gorvernadora em consequencta da sua
poltica vacillante, com que tem compro-'
me t ti do a sorte de bnm Povo magnni-
mo, estava a'meacstda de ser. substituida
na Regencia pelo Infanta D. Francisco d /
Paula.
Sao para lastimar-te os excesaos conaane^
lides em Bsreelone, e outras Cidadaw.


r
l
) 1 A R 1 O D ti pMM N A M BUCO.

,no podem achar escusa no pielexloda
Lbeidade, que d'esla fo na tuinava-se ein
'anrrchia. Finalmente o 'nnpl.ealava disposto a rtconhtcer a Iide-
pendencia das suas antigs Colonias,
f Portugal livie do despotismo, ma.sp.i-
vado de sen Retaurador ; e do Esposo de
sua JavenRainha, contrasta con seos VI-
sinhos. D. Pedro ennobreceo o fina de
sua Can eir ; por grav.s <|ue s-j" as
queixas contra elle formadas pelr sua con-
ducta nt'Tior, seu Mos retentes asdc-
lemfaser oquecer. Sua Angola Filba,
que reina no coiacaS dos Lusitanos, pro-
cura por ineio de huma admiunrtreoao sa-
bia reparadora fccliar as chegss abertas
p.t usurpaceS ; a divida publica extin- i
gue-se : os bensdo Clero leparlijos pelos
cqnopradoies industuosos prometiera ao
Gover.no o apoioce huma clas.se e.scUreii-
da, einteressada no socego, e bem ser pu
blico. Em represalias da aggiess5 do
Rei de Saranha, Portugal fechou seus
portosaps Navios d'esta NacaS, e apioia-
ptou huma Esqtadra de observaeaS. D-
se como certo o contracto de casamento
celebrado entre a Rainba, e bum Princi-
pe da Casa de Saxe-Cobourg, Sobrinbo
do Rei dos Belgas. O Governo Portu-
gus ern jusja letcibuica do auxil o,
que I he prest ou a Hc-p.inha, fez entrar
n'este Reino huma D visaS auxiliadora
oiuposta de seis mil homens para ajudar
o-semtoverno a expulsar o Perlendente.
. Seda Europa pasaunosa frica, Temos
a nova Colonja .d'Argel ern estado prospe-
ro, e vemos os mais Povo< governado- por
Principes ab>olutoa, embrutecidos e sem
melhoi amento algum, excepto os do Egy
po, auude hum hornera Extraordinario,
q Bacbi Mehemet-Ali, appresenta a reu-
nan d'hum despotismo flrreo cono a in-
trodcelo u artes, e descobertas da Eu-
i opa. O mwfflo Principe, que tem sido
o flgello dos Cregos, que tem ameucado
a existencia da Turqua, que dilata sea
Imperio rednziudo.pela loica das atmasa
Syria, e Nubla, cba.ua para si homens il-
'tisliadbs da Europa, os pem testa de
sua admimstiaca, do seu Exercito, e Ar-
mada, abre Cais ao N.lo, pertende cor-
tar o istimo de Suez, e prepara novas ma-
rayilhas trra dos Fharaes.
i Na Asia, a Persia enflaquecida e aliada
pelas conquistas da Russia v-se pertur-
bada pelos pe leuden tes ao seu Thiono
depoi* da moite do Seu Soberano. A-sm
a Russia vio abaixarem-se as barrea*, q'
se opp'unha a sua au.bica j ella qa te-
me nem a Pe sia, nema Turqua, nenia
Polonia,-e va i eslendendo seus bracos agi-
gantados, da Sueca at a ('h na, d'Olej-sa
ale a America. Seplentriolial. Paite da
Asia be subdita da Inglaterra, que estem
deavencascom a China ; sta* partes le-
motas do globo peimanecem immutaveis
no seu ser estacionario de tantos seculos,
sem participaren! do movimento, que vai
mudando a face do reato do Mundo.
AproJrmando-nos do nosso Continente
encontramos na America do Noi te o povo
o mais mercantil, e industriozo de todos,
repartido ern duas grandes seccSes ; a dos
Estados do Sul possuidora de escravos ; e
na do Norte incessantemenle povoada pe-
la colujiisacaS Europea : a divergencia
le se.< :;teresses ja tem suscitado serias
mteflBn equasiftz ternera ruptura da
Umi6- O inexivel Jakson, sen actual
Preidenle, lem-se pronunciado contra os
capitalistas na questaS dos Bancos, e a
frvor dos cultivadores. N'um relatorio
ao Carpo Legislativo elle soltou alguroas
meabas contra a Franca respeito de hu-
ma reeiamacaduvidza de vinte e cinco
niilhes de francos piincipn negada pe-
las Cantaras Francezas, e ltimamente
eoneedida. A Franca moltrou-se indigna-
da contra a conducta do Presidente, que
pareoeu esquecer-se que o Povo America-
ao Iba be devedor em grande paite de sua
idepencia, e etramou inmediatamente
o seu Ministro em Washington; o da A-
erica tambero rciuou-se i\ Parra, e pos-
to ojueesta quebr ij tateja decidida,
be deepeiar-se que <> }* am gvelmen-
te, equn se restabelerea iiueuament a
boa baunonia que exi-tia *ntre o doua
Goyexnos.
A.An*nca Heapaahola Trac loriada em
tuibuienta' Repblicas wlerece bumfape-
ctacule depluravel: na major f*1* deL"
las tem por vezes reinado a guena civil,
succedendo.se rapidamenleenhe*eros Ere-
side.ueseleit(,s, ed-postos pelo^Soldados.
As noticias ipaw recentes do Mxico an-
nunciado, que o P.esi lente Santa Anna
eslava p-oximo a ser investido da Dictu-
dnraeicompadecas sedofim, que teve
O de*-racado lluibide. No Per Salla vi i-
i de*^raca"------------
i v disputa o Supremo poder co n O bgO-
so o Presidente de L'olivia veio pessoal-
me'nte coro hum Exercito, que unido 808
Partidistas d'.sle tem batido eu ronUa-
,o e o-se qiu>>m breve lempo l esta desgracad*guena civil. Buenos Ay
reS vio ossacinar-se Quiroga hum dos seus
nnlhores, e mais i- fluentes, poi-n mais
crueis Gentraes. O Presidente Rusas, q
<uM o systrma do Federalismo o
IjniUriO aceitn a Dictadura, duas ve/es
por ee recusada : eutnpre porem dl*er
que elle exe. ce o poder em proveito do
Povo, blroduzindo a economa no bo-
verno. ,
Montevideo, vio-se livrc das car. e ras ne
Lavallcja, e tfrariuo'aoW*jg fu subs-
luido na Presidencia por Oribes.
Volvendo-m-a em lim para o BrWI
v mos assrntdo no seu THrono hum Jo-
ven Monardia-Brasileiro, as reformas da
Constituirs ejecutadas, e bum Regente
nomeadopelaNacaS no cxercicio de sur.
Autho.idade, e que, se so podejulgar pe
los seus precedente, br rtfiw o remo
d Legali lade. uaa Provincias do bn-
pero foraS desgracadamente perturbadas :
o infeliz Para tem visto Scenas de bonor,
mas as eneigicas providencias, que acaba
de dar o actual Regente, fazendo aproni-
ptar huma expedic.S composta de dous
mil homens, que seraS elevadas a tres
mil, ede huma Corveta e quatorze \axos
pequeos (-micos que se. vem naquelUs
aguas) fazem esperar, que ero breve lem-
po ordem ser .es'abelecida, e que a-
quella Provin-ia>era salva dos horrores
da anarchia. Na do Rio Grande do Sul
hum Piesidenle impopular tem sido ille-
aalmente expulso, e aIguns excetsoa rom-
metlidos; mas n'este momento tudoen-
trou na ordem, e foi recelado e empossa-
doonovo Presidente, que o Regente.es-
colheu, e para alimandou (l). Ha lempo
seacba te. minada a guerra civil de Wmas,
e a dos Cabauos de Pernambuco. Os lun-
dos pblicos B.asleiros favorecidos as
PracasEUrangeiras vaS subindo -progres-
siva.nente: seos gneros achaS nos mer-
cados da Europa fcil consumo, c vao i-
gualmenteem grande augment.
FundraS-se na Babia, e n esta Corte
duas Sociedades, que tem por fim prote-
ger promover a Colonisaga Europea pa-
r o Brasil, cuia necessidade Ik> igualmen-
te sentida pelo Governo, que pela sua par-
t. tem dado providencias a tal respeto.
Em resumo o Brasil, depois de ponderar.
se a posicaS actual, e a futura dos roais
Povos, pod* coro satisfa?5 olhar para a
sua. Elle possue hum terreno vasto e
fe, til, inmensas praas, a feliz, reumao
de varios climas e culturas; aqu nao se
teme os rigorosos invernos, nem a chole-
ra, nem os vulcaSs, e inundacSes : a agri-
cultura, commercio, e artes tpdwlnaes
va prosperando substituir-se-ha o tra-
balho bruto do braco cativo pelo trabalhu
livre do industrioso Colono : o espirito de
associacaS vai-se desenvolvendo por c-do
o Imperio ; tempo vira em que o Brasil
sulcadoporcanaesnivegados pelo Vapor,
trilhado por novos camiuboa, coberto de
fasendas de cultura, augmentada sua po-
pulacaS com uumerosos Colonos, dolado
de estabelecimeotos de ensino publico,
superior Europa por seu clima, e_pro-
duccSes, nada ter a invejar-lhe em hber-
dade, civilisacaS, commercio, e indus-
(Do Paquete.)
ITALIA.
A Italia eseu poivir.
Ha seculos a sor te da Italia tem sido
seropre deciJida sem sua coope aco ac-
tiva, por vezes n'buns campos de ba'alha
n^oi di Untes do seu solo, oulras veses
n'humas conferencias as quaes sus en-
viados forafi apenas- admitido, e para
(i) fe falca esta rwttia.
saberatti das resolucSes tomadas. Cahida
juntamente com Alemanha, e pelos mes-
motivos, ella vc-se impedida no seu mo-
vimenlo d'ascenso por obstculos q"e
anda nao llie lie dado superar. Masas
guerras de Napolea tpm podenco auxi-
lio para despertar o sentimento nacional,
em quanld a domn para ajudar os pslor^ps ('o< propagado-
res d unidade llbana. Ateseiiio elles
mais eeases se a Pennsula inteira sea
(astasse, sen> intermedio nlpnm, db'"xo
do dominio daAustiia. Un mrtvimen-
to nascido mesmo dentro Ha Italia haveria
malograr-^o qual o de i821 em Tunm,
qual o de l8i em Bolonba, pela rivali-
dade das Gidades que teiio pertencSes
iguaes para serem ou ficarem a Cap'tal da
da Italia regenerada. Mas huma impul-
SaS dada de fra e provndo d'linm rr>n-
ficto entre o princio progressvo e o prin-
cipio estacionario vi. ia certamen'e a ser
0 igual d'buma explosaS geral. Nao ba-
vei ia nem in-ureico contra os fidalgos co-
mo em I7RR na Finca, nem Municipa-
lisacso maderada e polida como movimen-
lo de 183 r, isto nao ; mais Kveria, e
huma violencia proporcionada oppres-
saS, anniquilamento das forgas governa-
mentaes boje existentes. Este movimen-
to vinha a ser temivel para os frades em
Roma e Tunm, para os Astriaco em
Miln, pira os das Alfandegas em apo-
es, para o Soberano om Moden, emfim
para os Jnises em Palerm". Obrar-se-
bia primeiro e depois explicar-se osgo-
vemos naS tem partios que Ibes perten-
cp, poisque os emoreeados a nio cons-
tlutm hum partido, e para crear nutro
falla dinheiro. Lmanlar se-ha nica-
mente as pedas pecuniarias e o aperto
momentneo. O prestigio tem-se des-
vanecido, porque rom as restauracSes nao
tem vindo de vofla o bom do tem anti-
go com suas vntagens, e porque ellaa
desti uiudo o que na administrarlo Fran-
ceza era preferivel aos abuzos anlenores,
tem cuidadosamente conservado o que nel-
la era oneroso e ist com o simples fim de
colher o maor dinheiro possiel.
Com dr temos visto em iB-20 trans-
portar na Italia a Constituic He-^panho-
la. Ella tem cauzado as d nao ignoramos. Por acaso noso seculo
nao sabe nem crear, nem 1er, nem advi-
nhar na historia dos povos, para nella
desenterrar, para assim diser, os verds-
deiros fuudamenloade cada huma naci-
nalidade, modificadas pslos varias preci-
sSes, pelo rlma que nella influe con^
figuraran do solo an que ella re de ?
Com dr tambem vemos nos homens ani-
mados do mais arden le selo pela sua bel-
la patria, huma tendencia naufesta
para a mais pura democracia. Alera de
que esta forma de. noverno nada convera
a huma Naga. cuja imaginacia he viva
eaaclivdade momentnea ; seus antece-
dentes tem feto impnssvel humo prepa-
rado e transicio necessarias para passar
hum estado diamettalmente opposto u-
nidade, a igualdade e a publicidade.
A historia nos ensina que a aristocra-
cia na Italia tem permanecido n'huma
vide prolongada, gloriosa ehomoganea.
Isto nos afiance, a antiga Roma coma hi-
erarchia aristocrtica no lempo da sua
grandeza e tamb-m Venesa e Genova.
A democracia de Florenca teve huma
existencia mu curtH e agitada Ao de-
pois, a cidade a mais bella, a mais rica,
a mascivilisada do seu tempo aceitn o
dominio d'hnma familia que moslrou-se,
tio detestavel como soberana quadistin-
lincla como piivada.
A Corsica que gosava das vanlagens
da legislaco Franceza, o dislriclo do Te-
sin, que partilha de todas a liberdade
Helvtica com provto, que mesrno de-
pois de tanto tempo, o povo Iialiano an-
da nio tem adquerido e.sta flegma, e>t.
abnegaco de si mesmo indispensaveis
nos Estados democrticos. Muitos auno
bao de decorrer antes de serem apagados
todos ossignaes da quella prolongada mi-
iioridade a qual foi condemnada por
sua religiio e seu governo, huma gran-
de NacaS.
Ror tanto, o ideal doa votos das es-
perancas que nutrem os homens os mais
sodios da b-lia (nisto mu differenle
d'outros homens dotado de mais energa,
menos expe mentados) vem a ser uni-
dade de baivo d'buma forca dictatorial,
firme, progces>iv, indepndente de to-
da e qimlqner inRnencia da Corle Ponti-
fical. He mister hum Fredrico Grande,
Italiano, que saba constituir a Nato
pelo exercito, abrir caminhos, instruir
as cIjsms inferiores, e influir poderosa-
mente na imagino ardeute de seus sub-
ditos.
Mais tarde, chegaria a e'pocha em que
_everia tralar-se da Constiinicio. Expe-
l mentar-se-h'a a precisaS d'huroa a-
ristocracia compacta mais accessivtl as
somidades do talento e da liqiiesa. Pa-
ra i so a Italia offerecia mais faculda-
de do qne qualquer outia Naci da
Europa tirando a Hungra. A admiri's-
traca" se.ia ornis pos-ivcl adoptada as
localidades, porque o espirito da Naci
temse conformado mais que em outra par-
le com se melhantesystema.
A poch'a da oceupacio Franceza mos-
tr que oe'ementos para huma organi-
sacio progressva sa5, na Italia, promp-
los b organisarem-se, Foi entio que.se
vio, como por incanto, surgirem nume-
rosos administradores, oradores, guerrei-
ro", ecripto.es; tem se visto desenvol-
ver-se juntamente zelo, patriotismo eap-
tdaS, pelas nspiacSes do amor para o
novo progresoque vinha mar-seas lem-
brancasda gloia antiga.
Isto tndo tornar a apparecer. Dia vi-
ra' em que com JicSes do exilio e in-
fortunio em quegemem hoje muitos dos
mais distinctos dos seus filhos, a liaba
sera' enrequecida de umitas ideias e ex-
v riencias colhidasem trras mais livres.
0 mesmo e-xemplo da Constancia e paci-
encia germnica nao ser perdido para
os Lombardos. Tranquilla e resignada
na appsrencia, a mocidade espreita ha
tempos o momento opportuno para o
qual ella se tem preparado. Sua attilu-
de quieta he m.is significativa do que
naS o era sua explosaS precipitada.
Esta esperance lie nutrida pelo culto
prestado ao Dante, que lamentava 5oa
airaos as mesmas degracas que ainda bo-
je oprimem a Italia e pelo esludo assiduo-
de Machiavel. Este VaraS tem escrito
seu livro nicamente para curar as cha-
gas feitas a sua patria pela diviter e pe-
la con upcaS. O que era enta de fazer
e deevitar-se ainda hoje deve aser-se.
O resto o fara' a pene traca 6 propria da
Nac<6 Italiana. Ella sabera' sacrificar a
l forma ao resultado que Ihe segura o de-
j senvolvimento de sua cvrlsacaS, as ne-
1 cessidade da Europ, e mormenle a mar-
cha orgnica propiia de cada huma Na-
i caS, marcha que nunca ica impuninien-
! te utei rompida.
(Le Temp-).
(Do Paquete do Rio).
INTERIOR.
PERNAMBUCO:
GOVKRNO DA PROVlSCIA.
Expediente do dia 3.
Oflico ; A Cmara do Rio Fornlost,'
disendo-lhe que atteiidendo o Governo a'
necessidade que lia de serem quanto antes'
processados os presos da foi talesa do Ta-
mandar os quaes seacbaS inc liados pe-
la in-alubridade da referida piisaS como
partecipou o Juiz de Direito respectivo, re-
solveu que aquella Termo em q.'anto n5
lera casa para os trabalhos dos Jury, fi-
q' reunida ao deSeiibaem, como pcimitem
os artigos7 do Cdigo do Prooesso, e 27
das Imtrucces, e para esse effeito reme-
teu Cmara de Serenhaem a Relac<5
dosJuises de Facto enviada pela Cama*
ra, a quero por este officio se oirige.
A Cmara de Serebaem, enviando-lhs
a relacio doa Juii.es de Facto do Rio For-
mozo, e orc'enando a providencia cons-
tante do oicio precedente,
Ao Che de Polica de Ro Formozo,
communicarido-lhe as providencias orde-
nadas nos precedentes cilicios.
Ao inspector da Tbesouraria, disen-
do-lhe que o Inspector do Ai-cenar da
Marinlia representa qe na divido paciv*


D I A 111 -O I) E. P rfl2i A.M B V C 0.
d'aquella Repiiligao.se acliio englobados
despesas que pertencem a outros Minis-
terios, eque para se estreroarera fto pre-
cisos ofTiciaes que sedediquera a es9e ser-
vico osqnaes o mesmo Inspector da The-
sourai ia llie mandar.
Ao mesmo, remetendo-lhe a ordens do
Tribunal doThesuuro Publico s<>b nme-
ros i54, i55, 1, a, 3, ?, 8, e 9.
Dia 4-
Illm. e Exm. Se TVnrt > expedido
orderaao Doiitor 1 Medico pira reunir
8 man ha no Grande Hospital de Cndale,
pelas duas horas eXtincta Junta, afim de insperion^rem o
2.' Tnente da Armada Nacional Joaqun
Jote de Aguiar conforme V. Excellencia
icquesitou em seo Officio de boje 5 e para
odevido elFeito V. Excellencia expedir
s suas ordens, para que o mencionado
a.'Tenente se aprsente n'aquelle lu'g'r
a hora indicada a repenliva Junta.
1 Dos Guarde a V. Excedencia Palacio
do Governo de Pernambuco 4 de Marco
di l856. Hlm. e Exm. Sr. Francis-
o Jo/e de Sotiza Soares de Andrea.
Francisco de Paul? Cavolcante e Albu-
qoerque.
Illm. e Ex ni. Sr. Pasfo as mos
de V. Ex. o incluso Procca* Verbal do
Soldado de Cagadores de primVira l.inha
Amaro Jote Joaquim, julgd<> peta Junta
deJustica, afim de que V... Ex. Ihe d o
competente destino.
Dos Guarde a V. Ei. Palacio do Go-
verno de Pernambuco [\ de Marco de
i836. Illm. e Exm. Sr. Bazilo Qua-
resma Torrea, Presidente da Provincia
do Rio Grande do Norte. Francisco de
Paula Cavalcant de Albuquerque..
'" Igual officio foi dirigido ao Exm.,
Vce-Presidente da P.arabil>a, Manoel Ma*
ria Csrneiro da Cunha, enviando < pro-
csso Verbal do Soldado Joze Alexandie.
1 r=i llrn. Sr. Remetto a V. S. os
inclusos procPssos verbaes do 1 Tenente
doeltincto Regiment de Artilbmi d
primeira Linha desta Provincia Antonio
de Castro Delgado, e dos Soldado Bazio
Joze R.beiro, e Vicente Campello do 7.
Batalha de Caeadores, e J.>a5 Rodrigues
do 4 Corpo de Arliheria, todos juli>ad<>s
pela Junta de Justc, afim de que V. S.
I'es fuga dar o conveniente destino em
conformidade das respectivas Sentencas.
Dos Guarde a V. S. Palacio do Go-
verno de Pernambuco 4 de Marco de i836
.Francisco de Paula Cavalcanti-de Al-
buquerque. Sr. Commndante das
Armas Joze da Costa Rebello Reg Mon-
te! 10.
Officio ; Ao Barharol B. J. de M.
Manriques, para remetler a relaga dos le-
crutas que pela sua Repartirlo tem .ido
mandados ao Ofiicial as ordens do Gover-
no com as declaracoens exigidas no Ai t.
16 das Iustmcoens, relaca esta que deve
sempreacompanhar os recrutas que man-
dar.
Ao Tenente Coronel Engenheiro,
Inspector Geral das Ulnas Publicas, para
arrematar os Irabalhos da estrada do Man-
guind na testada do sitio do Dezembar-
gador ftfaciel Mooteiro, pubcando Edi-
taes qu deciarem as clausulas dos 1.,
3., e 4." da Le provincial de.lo.de
Junio do anno passado ; paca propor em
que lugar convir estabelecer e a barrei-
grade que trata o Art. 25 da citada Le; e
para em fim dar o seu parecer sobre o
cuantitativo dos empostos, quera os deve
pagar, e a forma de sua cobranca.
Ao Cbefe de Policia do Bonito, di-
endo-lhe que nao sendo possivel man-
dar-lhe o deiiacamento que requesita, pelo
desfalque do Corpo Policial/que continu
a fazer a Vicia de sua Comarca, e a guar-
da dos prezos, como tem feito at o pre-
sente*
__Ao mesmo, acruzando a recepcao
de 3 recrutas, e do Soldado Manoel Joze
da Fonceca.
Ao Tenente Coronel Engenheiro
Inspector Geral das Obras Publicas autho-
1 isand.-o para entregar com a devida cau-
lella a Joaquim-da Fonceca Soires de F-
gueredu encarsegado da planta de urna das
novas estradas o estojo malhematico que
elle requesitou.
Ao Inspector da TKpzourfri;, para
mandar pagar 7 das de vencimento ao
Cabo Pedro Tavares, e 8 Soldado.-, que
escoltaram recrutas da Villa do Bonito.
Portara ; Ao Inspector Geral da
0*l>ri9 Publicas, para fazer apromptar as
lujas das cazas da helaca, de maneira que
sirvam para .0 Jmy fazer n'elUs suas, ses-
soens, transfei indo pira *lli os movis q'
txistem ero Palacio.
Ao i. Medico da Junta do ex'incto
Hospital Militar, para fazer reunir no
Grande Gospital de Cuidade uo dia 5 do
crrente pelas 2 horas da tarje a mencio-
nada Junta, a fim de inspe< ionar o .'Te-
nente da AiTii.-ida Jo.iqum loze de, Aguiar,
que para esse Gm se Ihe deve aprezentar.
A o Director do Arsenal de Guerra,
para fazer comprar e remetieran Chele de
Polica do Bonito G pares de algemas, pelo
Cabo Pedro Francisco, para conduca de
recrutas.
Ao Commandanle da E-*cu.na Vito-
ria, para receber e conservar a,. seu bordo
em quanln n.'O tem o convenie'e destino
o Piloto, Iiscrirap do Paquete Palag'ouia,
que te^e Altado HoHtital.
Dia 5.
Illm.Sr. Para solemnisar-se o
dia 11 do corrente, feliz Anniversai o de
Sua Alteza, a Senhora D.. Januara ceza Impciial, e para tmalo maisbri-
Ihanle e pomposo, tenbo ordenado que
baja grande parada de Tropa de primeira
Linha, e Guardas Nacionaes, e que se fa-
c Cortejo na Salla no Docel ao Retrato de
Sua M-meslade o Imperador, o Sr. D. Pe-
dro a.: e para esse fim convido a V. S.
para que compareca no referido dia as cu-
se hora da manh em o Palacio d verno.
, Dens Guarde a V. S. Palacio do Go-
verno de Pernambuco 5 de Marco de 1836.
Francisco de Paula Cavalcanti d'Al-
buqnerque. Illm. Sr. John T. Mans-
H--Id Cuii.suI dos Estados Unidos da" Ameri-
ca.
- I(''Ull-l: 3 tortol OS S' B. Co"KlloB, V
Consule, e Chefes das Publicas Egtares.
Officio; aoJuiz de Direito Intirino
Villa de Goianna, di/.endo-Jhev que se el-
le enlen le que he intil em Timbauba o
destacamento Policial que I e.-t, e que
liede interesse Publico que volte para a-
quella, que n'es-e cazo, o fa;a voltar, e
despeca o* Guardas Nacionaes.
AoJuiz de Direito da Villa de S.
Anta, para despencar a Guarda Nacional
do servico da guarda dos prtzos, visto j
ter sido possivel iemptter-se para aquella
Villa um destacamento do Corpo Poli-
cial.
Ao Chefe da Legia de. S. Anta,
communicando-Ihe o contbeudo do officio
precedente.
S. Ex. oSr. Prezidente manda re-
metiera V. S. para ser presente a A. L.
Provincial o requirimenlo incluso dos ha
hitantes da Villa de Cimbres, e seu ter-
mo para se nao fazer a mudanca da Villa
para o lugar da Pesqueira, nempanhado
da informaca do respectivo Juiz de Direi-
to interino.
Dos Guarde a V. S. Secretaria da
Provincia de Pernambuco 5 de Margo de
Marco de 1836. -- Illm. Sr. L.iurenti-
no Antonio Moreira de Carvalho, Secre-
tario da Assembla Provincial. Vicen-
te Thomaz Pires de Figueredo Ca margo,
Secretario da Provincia.
DIVERSAS REPARTICOENS.
EDITAL.
Jernimo Joze Ferreira Juiz de Paz do
Priineiro Deiiiiclo do Pilar Freguezia
deS. Frei Pedro Gonsalves do Recife.
Faz sber que na Gadeia dpsta Cidade
est recolhids huma preti que diz cba-
mar-se Rita, naoaS da Gota da Mina,
cor fula, j idoza, e que venda fazenda,
esua Sra. chama va-se Mara de tal reziden-
te as cinco pontas, e que fura para Pe-
timb m companhia de Bernardina de tal
por contecimento de sua Sra., ede Petim-
t> foi;a conduzida por om matulo para es.

te Recife, ea mesma Mernardina a entre-
gara em cara d Joze Rernardo de Souzs
doiule fo^.lirada por mandado a requeri-
mento de Dona Damiana Mara Randeira,
que na6 trt apparerido neste Joir.o desde
i 37 de Fevereiro passado, em .cojo dia foi
a preta acariada e parece nao ser a prucu-
' rada : e para constar niandei afixar opie-
! cent'- Edital nos logares do costume deste
Destricto ; e publicar pela Imprensa.
RcirV #> Destricto do Pitar 1 de Mar-
co de 1836.
Jernimo Joze Forreira.
MEZA DAS DIVERSAS RENDAS.
A pauta he a mesma do A'. 47.
Mlinww
Conlinuaca das reflexSes sobre as rou-as
do lrazil Em Poltica os crios po-
duzem ciimes. Pags.
A cqnservarem-se (o qne Dios nao per-
muta) os Snrs. Juizes.de Paz com aa iitri-
buicSes menstniosas, e gigantescas, que
ora. tem, cntend, devrm os Padres ser
tambem dispensados de exercer semelhante
empiego. OsJuizes de Paz de boje sSo,
romo se costuma dizer, pau pira toda a 0-
bra ; poique preparo feitos "(anpzar da
nir parte.delles entenderem lauto disso,
como eu entendoQS geroglificos Jo Nilo, e
d'ahi a facilidade com que se anullo os
Sumniarioii) sao Juizes Polciaeg. &c : e
qne linda cousa nao be ver Hm Sacerdote
com huma faxa a lira-cola, torneado des-
cribas, efai izeos, todo pressuro-o, afa-
tigado, rom fuios de Ferrabraz, mandan-'
do fazer fogo a hum adjoncto de gente tu-
iiiuliuaiia, que se nao quiz aquietar, era
dispersar, noobstanles as trez admoesta-
c5es Cannicas? Como rio serio edifi-
cados os fiis, vendo o seu Reverendo Ju-
iz de Paz, quesahindo do Altar,onde nf-
fereceo o sacrificio incruento do Cordei-
iunocenle, e immaculado, vai com a-
r Jo I\--l-Si> mandar afrar, nmal>r a
ismo a seus irmios, e filhos em Jezu
Cbristo ? Qu' harmona entre este pro-
ceder, e os preceitos, e concelhos Evan-
glicos Bem dig eu, qu o Art. 5.
Tif lc da nossa Coiistituicfo que diz
A Religiio Catlica Apostlica Roma-
na continuara' a ser a Religiio do Impe-
rio parece estar ali pro foi mua : por-
que na pratica nio vejo couza deque me-
nos caso se faca. 'Ora tira-se aos Padres
o privilegio do seu f'*o ora porfa-se e
propoemse, que se Ibes levanto a saudavel
obrigaco do selib lo, ora se Ihes impoem o
ouu* deseutencear em crimes de pena ul-
tima, ora finalmente permite-se, quesejio
eleifos para hum emprego, em o qual tem
algumas vezes ohrgacio de mandar a ti -
rar ao Povo E viva a nossa Santa Re-
que
lig:5o. -
Bem faz o Sur. Rafael de Carvalho,
nio gusta de hypocresias : faz jogo deseo-
berto, evai logo as do cabo. Separe-
mo-no-i da Cornuhio Romaua : abaixo
com Padres e Frades, que para nada
prestio, destruaS-se as Imagens, os Tem-
plos sejio convertidos huns em Publi-
can, outros Co'egios de Juvens casculi-
nos, e femmnos, onde adquiio as lu-
zes do seculo ; instale-se oculto da Deo-
za Razio, queimeut e rancosos Livros da Theologia ; o a no-
va geracio, nutrida com o puro leile do
Catheciswo doCidadio Fnncez, doCi-
tador, e outros Anginhos da mesma esto-
fa dar' bons burros ao dizimo.
S porem- forera os Juizes de Paz re-
duzidos, como devem ser, a meros con-
ciliadores, nio vejo rasio para nue tal
empiego deixe de recahir sobre- Pjdres.
Agora passarei a tractar da mais mons-
truosa das nossas Intituic8es modernas,
quero dizer ; as mui guapas, e nunca
assaz louvida* Gusrdas Nacionaes. A-
c\v i grabas em certo velho (que Dos ha-
i) o-qual, discorrendo sobre a inexauta
materia da Poltica, dizia, que a nossa
Admnistracio bem se podis appelidara
Administracio do tambem nos. Os In-
glezes tem Banco ? Tamb-m a>. Tem
Jmy ? Tambem nos. Tem Juizes de
Paz? Tamhem nos. Tem Gnardas Na-
cionaes o* Franoeis ? Tambera nos.
Ena verdade como pouV ha ver couza ut-
s- fa, monstrrosa 3o que o theor p
que esli organizadas as nocus Guaidta
Nacionaes ?
A Resoluca de ib de outubro de i832
diz no artigo 3. Seiio alistados pa-
ra o servico das Guardas Nacinaes nal
Bidades do Rio de Janeiro Babia, Reci-
fe, Maranhio e seu ic-perjivos Termos :
1. Todos os ( idadius Brasileiros, qu
tiveiem de Renda liquido aunual aOO^
rs. por bens de raz, industria, commer-
cio, ou empiego, com tanto que tenhaS
menos de 60 anuos de idade je mais de
18.
A lei da creacio, que he de 18 de A-
goslo do 183r, Ait. 5i Capitulo 4.
diz Em cada Parochia ou curato os
Guardas Nacionaea disiguados para for-
mal cm huma Companhia, ou Seccio de
Companhia se reunirio sem armas par*
procederem, sob a Presidencia do Juiz d
Paz a nomeaciu dos seus ellicit-es, efjic-
aes Iufei iorts, e cabo-.
Por estas disposices vemos, qne a ex
cepcao dos mendigo, velhos discrepto,
e meninos quase tudo mais deve ser
Guarda Nacional, tanto mais, quanto fibra
dusCidades supra indicadas a Le so exi-
ge a renda de OO^OOOrs- Alem disto
sio os soldados os que nomefio os seus f-
ficiaes. E o que he, que se pode esperar
de taes nomeaces, se nao o que estamos
observando todos os das,fisto he, ser esco-
da com popcas excepces a peior gente,
os homens mais indignos, os mais relaxa-
dos que sio por va de regia os que
mais agradio ao maor numero dos mea-
mos soldados ? offic aes da tal estofa, a
que esli na intvira dependencia d'aquel-
les para haverem de ser reeleitos, com-
temporisa com ellas, adula os e u-
os podem chamar a lio iudi-peniavel dii-
cipna.
He preciso, qt.anto a mim, cerrar os
olhos a evidencia ou desconhecer inte-
1 menle as circn tancias da populaca5
doBra.iil para estabelecer semelhantesys-
tema de eieicis: porque oreultado se-
r recoirem empre, com poucas exce-
pces, nos homens mais indignos, e tu ,
capases de prehenclier os fins da Insti-
tuicio- Olanlo, quaudo acabarenfos de
conhecer a vista da propria experiencia,
que o Brasil nio he o mesmo que a Fian-
ca, a Gran. Brt-lanha, e os Estados Un-
dos d'America do Noite ?
O que tinhaS de ms as nossas Mali-
cias per serem, como fora6, cortadas pe-
la raiz, e substituidas por esse monstrr
chamado Guardas Nacionaes? Paraqui
quar se convencer da confuzio, e ver-
atilidade de tal instiluico, ba-,ta saber,
que a respeto de Guardas Nacionaes ja
tem appan cido no ourlo espaco de 3 an-
nos dous Decretos, e 16 Avisos, e Porta-
ras, e as taes Guardas Nacionaes cada
vez a peior. Porque a este respeto nio
vollsremos hum poucoatraz? Deixerno-
nosde officiaes de vapor nomeados tem-
porariamente pelos seus soldados. Res-
tadeleca -e o Regulamentoa de aO de D-
zembro de 188, que he ptimo ; e de-
xemo-nos de novidade impraticaveis
que so servem de nos tornar ridiculo.
Continuarse-d.-
PERGUNTAS.
Ao Snr. Neptuno onde esludoa a Jerar-
qua administrativa ou militar,"para faser
crime ao Secretario da Saude de nio ter
dado parte ao Provedor das faltas do prof-
lessorda mesma, como se honl inferior po-
desse representar de seu superior ? Se as-
sim fosse a dos subordinacau : Veriaroos o
cal>o dar parte deseu chefe, e hum esorip-
turario d'AUaridega de seu Inspector, &tf.
Ao Sur. Fiscal do Recife porque motivo
comente, que se levante em fora de portas
huma casa em contraveneno no prospecto
eslabelerido pela Municipalidades #
Aos Fiscaes dos trezb.iirros Se os catal-
los dosalmocreves podem tomar conta das
calcadas e Impedir o tranzito, parando era.
lotes as ras comodiarUmente acontece,
principalmente no Recife? E j que a
Cmara consente o uzo das rarrossas, com
pezos indei minados, se nao Ihes he veda-
do passar por cima das 'ditas raleadla V ai
destruir com ^as rodas ?


r

l'IIH i I. iJ
nri i n -1*ii
DIAUI de peanambuc.
5

AV1ZOS PARTICULARES.
Por este Juio se acha recolhido a cadeia
tiestaCidade, lira prto de nomo loaqim
que dit ser escravo doX5irrgiio Mor Ber-
Brdo morador no Rio'Grande do Norte,
eiopretoja de mia idade. Acha-ae
tumben) nesteloiso, um meio Bhete da
S. parte da It.'Xoteia do Seminario,
ornado a um muleqne : quem seachar pre-
Sudicado deve procura-lo ta roa da c rus
no "Recife fi. 51. Igualmente ae acha um
chapeo de tal de seda, que he da suppor o
deixaaaemporetqueciuieto, a quem laltar
poder procurar que danto oa signaes Ihe
ser entregue.
a/y Precisa-se de i5>reiscom o ju-
ro deum e meio por celito debati de boa
firma: qoetn oa'quiter dar dirija-se ao
atierro dos Afogados, a fallar con Jote de
Aimeida.Lifiia, qhe Ihe dir quem pertten
de "fosero negocio.
yy Precisa-se de ama ama de leite:
na roa Direita D. a5, ou annuocie para
1er procurado. '
jry Aluga-se um andar de aobrado naa
, ruaa Direita, Ligamento firc. que nio ex-
' ceda o preco mental de oito a dea res :
quera o tiver aununcie.
ajry Um hoaem aolteiro precisa alugar
par o ser vico de aua rasa, um negro, ou
era Talla deste, urna negra ; nio preciso
. que lenbo habilidades, maa rim que ae-
I jo *fieis; quem tiver procure a luja de
\\sios da praca da Uuo n. 37 e 38.
%rjp Belli'or jote dos Beys, Pidtiro da
1 Bvra desta Cidade, fa* publico qua elle
ufo era, oque exista emba cado abordo
da Becuna Fluminense, que deo motivo a
pariiapacio doExtu. Presidenta da Pro-
vincia, b 'Inspector da Marn ha, traua-
1 ciila nestetfiaYio do dia quinta frira.
/y rVecisa-se d m Portugus para
eer'fitor doseseravo* deum Eugenho dis-
tante da Praca 4 legn* : quem estiver nes
... .rHiB'i.Mwi 4inj*-'- ru. las Aft
Ades D. 56, das t horas aa 9 da inenhi e
1 das S aa,6 da tarde para tractar do mu ajus-
/Jp DfS>ja-. nio VieraMaituis, 'cm o Snr. Manuel
Jos Pacheco de aullo, >Mi-a aeentregar
urna carta rinda da, eidade do porto i no
acriptorio do Sur. ManOel Joaquina Re*
moa eSilva, ra da Madre de Dos.
ajqp Precisa-ae de um Por tugue* que te-
nha H i4 annos de id*>> para ir para um
Eugenho distante da praca i4 hfotW! quem
etliver n'esta* circuuatancias dirija-i*; a
ladeira da Misericordia casa n. 6, em Olin-
da.
ffh O atinuncio de a corrente de urna
raer va por todo o dinheiro, boa engoma-
dira, lavadeira, fiel, e apta pava o serv-
co inleno de um. casa, sem achaques, nio
toi comblencionava-ae : e" sim urna estra-
ve de ib* a 10 anuos de id*de, eni acha-
ques con a habilidades seguinte*; engo-
nadeira perita, fiel apta para o serrico in-
terno d'oma casa de poucc familia, e mes-
nio que saftw coainhar elguma cousa ; ao-
nuncie para ser procurado, e ae tractar
deste negocio.

NAVIOS A CARGA.
Para a Baha.
S'gue viagetn dom toda a brevidade por
i lr parte de aua carga o Ptaxo Nacio-
nal Gratido: quem quieer carregar ou ir
de paasagem dirija-se ao escripiorio de
Manoel Joaquiu Ramos Silva, oa iu
commaudante a bordo.
Pan o Rb de Sanano.
ar OBiigue Mara Umbelioa, Capi-
tio mnoel Jo*o Sila Maia : quem 110
niesanoquiser carregar ou ir da p-a-gem
dirija se a liaudino Agotuinbo de Batios,
ou ao Opitfo abordo.
Op.tio leander. forrada eencaVilbila
de cobre, cbegada ltimamente de Liver-
pool, dirija-se os consignatarios Mo. Cal-
mont & Comp. ra da ero n. 11.
COMPRAS.
Dota globos um celeste, e oulro terrestre
etn segunda mi : quem os tiver annuocie
sha morada.
W Um braco de ballanca portnguei
proprio para pesar seis arrobas pouco maia
du menor: quem o tiver annuocie, ou di-
rija-se ao armasen de Guilherme Soares
Botelho: na rraia do collegio.
/y Um Telemaco Ingles: na ra Di-
reita Botica D. 11.
LEILAO.
B. Lasserre U Comp. faa leilio terca
feira 8 do con ente a* 10 horas da man ha
na porta de Antonio Jaoquim pereira no
caesd'Allandega, de iOraixascom massas,
por conta e risco de quem perleneer.
Ujr PertendftM faser leilio (por cotila
e ris" de quem perleneer) de una barrica
de rame de ferio, avanado, e viudo de
Liverpool pelo Br gue Cybele ; terca feira
pelas onze horas da marina, na tua da crtla
B.9.
yy. Joiu pinto de Leraos faz leilio por
conta e risco de quem pertencer de urna
porcio de cobre velho do forro do Bngue
Orantes, na Praca do Comroercio as 11 ho-
ras da maubixle hoje 7 de Marco.
NAVIO A FRBTE.
A mu;to MaWH pum l"g' CifWi
t
VENDAS.
Para fora da provincia por preeo com-
modo um mulato, de muto.boa figuia,
b>MUnt.vmenti- 1 Lro. da idadv de t.r unos.
s<-m vicios, e ptimo para pagem : na ra
Nova oasa 1011 ea ao p da Igreja da Con*
ceicao.
ffl^ Urna preta ainda noca, boa ladei-
ra e engornadeira, e tendedeira de t.bo-
leiro, dogentio de Angola: na ruado Ret-
gal 0. 1 do lado esquerdo.
tgjr Um rico bon com galio largo a-
maiello para oficial ou ulterior, uui'te-
lim que serve para o coi po deMunicipaes,
ludo iiovo; veode-sc p-r menos alguma
cousa do sea custo : na Praca da odepen-
dencia lojadechapeteiro u. i3.
trjr Salitre em saccas, farinlia de mi-
lito em barricas recenteraente chegada : em
caaa de II. Porster 8c Comp., ra ua Somal-
ia vel ha n. I.
yy B|ancas Romanas de arios tama-
nbos de 400 t ^300 libras propria* para
rmasenMie assucar: na aestm ca^a aciaaa.
t/y Um moieque de 9 para 10 anuos
dn idade, crilo, e proprio para aprender
olirio : na rus estrella do Rosario D. 30,
.* andar.
J9 Um grande armasem na ra No-
va D. 14, aondeeiiste a fabrica de caldere-
ro de Josa Pereira Teixeira, guatro casas
terreas no largo do Carino D. 4 a 7 ; qua-
tro ditas ditas por acabar, maa com gran-
de parte dos materiaes, para as acabar, si-
taa na ra da paz, urna dita dita no largo
do Hospital do Paraiso; urna dita dita na
ra da Roda ; escravoa pedreiros, carpidas,
urna escreVN cosinheira, engoma e cose,
com un filho de l3anoos, outra dita, so
cosinba o ordinario de urna casa ; tuboas
de andamie, ditas de amyi ello de escada,
mais g< o.-sas, que as de as caxilhos, um aparelho com moitoens de
tre* gomes, ecab- de coico, e pedraspara
hombrearas de portas : na ra da Pai D.
1 a por detrs da ra das Flores.
*ss- Viahodo Porto fetiuria de supe-
rior qua I idade, em bar riz de 5 em pipa:
no armasem de (oiicalo ioe da Costa e
S. .
a/y Ums negra do gentio de Angola
com idade de 30 a 40 anuos, poico mais
ou menos, pare lora ds Ierra, ou para o
mallo: na ra do CotovaJIo vsada comas
poitadaa ama relias.
e/y A pos.e de ni* terreno no fimda
iva da Roda ondao f.bni.i. canoas, com
10 j palnKttin 'jusdio pou^o o* 1 ou me-
nos qne'ae podem faser 4 moradas de casas:
na roa Nova loa de fefragem D. 18.
yy Para fura da trra urna mblata d
95 ai8 annos de idade com todts as habi-
lidades; na roa Nora loja deferragem D.
10.
sjrgp Umt canoa aberta e em bom oo
prtpria para um tudo, e tero de comprido
de 30 a 40 palmos, e de largura 4 na
praia do collegio D. t3.
qrss Urna preta de 18 annos, bonita fi-
gura, aab cosinhar, coser, e engomar, e
um moUlinho de i annos, de bonita figu-
ra, com principio de sapaleiro : na ra do
FogoD. it.
trtp Por prepo rommodo um sehm em
muito bom uso : na Praca da Boa-%ista Bo-
tica do Goemao.
qry. Urna casa na roa da bica dos 4
cantos, enm chios proprios, e grande quin-
tal, e arvores de Iructo : na ra do Hundo
novo a fallar com Barbara Mara da Con-
ceicio, 011 em Olinda com Lourenco dos
Santos, roa do Amparo.
*j3p Continua estar venda nmjalam-
bique novo de folha dobrada, de 4 a 6 ca-
adas : em Olinda ladeira de S. Pedro casa
n. 30.
g^ Burlamaque droit naturel, el pu-
blic. Fritot L'esprit du droit, Baccaria
delitis et peines, Pascoal direito civil pa-
trjo. Dore de Brie des lois sociales, Discur-
avjuridico-economico-politiro por Do-
mingos Nune d'Olivtira e Souza prim^i*
raslinhas sobre o proeesso criminal, Sil-
vestre pinheii o curs de droit interne et eK-
terne, L. Bailly tiactalus vera religione.
Biblia sacra, R. Salas direito publico cons-
titucional, Puezias de Nicolu Tolentino,
Arte Francesa por Mr. L'Homond, um La-
caille, e um novo methodo de 11 uta o ma-
is modernu posiel para duas (lautas, a<
sim como urna flauta d'lbano: em Olinda
Udeira do Varadoiiro n. 11.
%rjr- Urna preta de naci Angola, de
a5 unios bonita figura eoaiiiha muito bem
0 diario de urna Dasa, lava de sabio e varrel-
la, e boa quiitainieira, por preco copimo-
do: ua roa do calderreiro u. ati, que faz
frente com os fundos da Igreja dos Mar-
tirio.
^r^ 2 fl 1 lides para vander aaerte, e doi
bar/, para botar o mesiiK aaeile : na mes-
ina casa cima.
jtj Potes Trisienses purgativos, an-
ti-syphililieos, anti-dartro-*ot, eanti-blio-
aos. E'ies pose obtero unta grande ce-
li-b. id.de em toda a fCuropa,e os seus suc-
Ctsoa maravilhisos de cada di Ihes mere-
cnii una apcovavio geral, o que prove
que nenliuma pr-parcio goss ib; propcie-
dades lio eminentemente depurativas.
.Os primes parisienses sio o verdadeiroes-
ppcilico as iiiolesfias segred.is, recentes
ou inveteradas. Como depurativos do san-
gue sio da maior edicaria em todas as mo-
lestias entret (fas por mu vinas qna'quer,
quaesas inlermidacdes da pelle, morphe,
as empinen, as sarnas antigs 011 repercu-
tidas, as doresrhumatisinaes, as hITmcps
esi^orbulicas e eacrofolosas, em tim em
toda acrimonia do sangue annunciada por
comidios, calmes, iiodoas amareilas e
vermelhas, hemoroidias, pregos, pstu-
las iw resto, aphte ulceras na boca ou
dentro dagarganla, cor lvida do rosto,o-
1 los a ver mel liados, flores h raneo, hu-
mor melanclico, pal idas corea, ataques
de nervos, ktade critica dat muheres. O
uso permanente deataa poses entretem a
frescura do rosto, e a liberdade do ventee.
V se seguudo o eeposto que acabamos de
faaer que estes pose seo utiltsimm em mul-
tas afiecces criminiosa, desias qUe nio
tem um carcter suspecio, e de mais sio
reconliecidos como um dos mar poderosos
aosant i-biliosos. Veiide-ao ao pedo cal-
labouc" velho sobrado D. 10.
jrss Feixosd'asaocar de superior qua-
tidade de qtutro arrobas, prurios para
embarque ; ua ra do Vigaro arma-ein de
Antonia Francisco Mais.
3* Fuliiilias de porta, de Al-
gibeira, e de Padre, para o pre-
sente anuo de 1836, por prec,o
commodo, ua Pra<;4 da Indepen-
dencia, U>ja de Livrcw N. 37 e
38, 1 na ra da Madre de Deus
venca ESCRAVOS FUtltoOS.
Em'iodeFevereirop. p. frigio mal ne-
gro por neme Francisco de {faci Cabinda
com os signaet seguidles : corpolento,com
o rosto um tanto descarnado, representa
40a 50 arinos. aleijado deum dos pes, es-
tando este sem dedos no mesmo, ecom u-
ma crnica ferida no coto do mesmo pe,
e outra na mesma perna no lado direito da
canelia, e outra quasi secca por cima do
calcanbar do irtsroo p, este preto tem-e
empregadoem cortar capim paia um ca-
vado condusindo era una pequea canoa
de Olinda para o Recite, de donde ae au>
zentou ; pelo que se recomenda a todo fe
qualquer Capalio decampo, ou pesaoa par-
ticular que o encontrar o mande pegar
conducir a ra dos Qoarteis D. 4 e 5 aonde
telbe dar urna gratificlo corresponden-
te a longitde em que for pegado.
^ Lourenco, nHcjio angolla, alto e se-
co do coi po, 30 annos pouco mais 011 me-
nos de idade; algrms panos pelo rorpo, bs-
tanle pirado das bixrgas, tem urna velroia
no olho direito, calieca grande, deiMes da
frente podres ; fgido no mex de Janeiro :
os aprehendedores levem-no a casa de Ro-
dolfo Joio Barata de Almeida, que serio
bem recompensados.
VW Nodia 29 de vareo de 1834 d"-
ptreceo desta cidade; fgido, ou fortado,.
um pavdiubo dame Berlarmino com i-
dadee t3 a i4 annos, secco do corno,-
rosto comprido, olhoa grandes, naris afil-
iado : qoetn delle delte souher dirija-se n
casa de Jote Francisco do Reg Rangel que
Ser ge oe rosa me ole beatificado.
fcjpi Em o dia al do corrente fugo
negro, crilo, com os signaet t-eguintes,
moco, idade de viole seis anuos, baixo, e;
grosso docorpo, com pouca barba da par-
te direita, e da esquerda um talhoquepor
rauta delte{uio a tem, olhos vermelhos,
testa a carneirada, pernas geostas, pee
pequeos, e Ihe bastante convivente; quem
o apreeuder leveo a Francisco Pedro Soa--
ra Brandlo, no obrado da ra do Ospi-
peio, qu^ ser recompensa 19* Huma negra fula, biiza, com
hnm signa I na testa, tem acara pequea,
olhos grandes, e orelhas pequeas, com
falta de dentea da paite esqueida, afio
relilo, foi vestida de viitido de rscardo
a>ul e parto daCista embanhado novo :
queredella snuber a pod^rad levar a casa
de Rita Mtria de Mello que cura escru-
vos, ea lila preitfpt-rtence, quesera' bem
gratificado, no Reeife ru* da S-niiU de-
froote da casa do falesrido Beato Jos da
Costo.
Taboas das mares chtiws no Pono da-
Pernambuco.
Tarde
MUnlit
20Segunda i 8b. 5* m
I 9-42 .'
10-30
:-----i -H 18 a
^ 12 6
ga5-&:r 2 0-5*
NOTCIAAMA K1TIMA.
Navios entrados no dia 5.
ASSTJ'; 10 dias-, S. Fet America'
na, M. Joo Antonio Gomes: palhas, eal:
ao mesmo Mostr. Ton. 94. Paamgei-
ro< Mai ia Francisca de Abreu, e Antonio
Francisco de Abreu, com familia.
HALIFAX; 40 di%s; B. log. Mm
Cawson : bacalhu : ao mesmo Capitao.
Ton. 18O.
Saludos no mesmo dia.
TRIESTE, pea PARAHIBV ; B. Bar-
ca log. WiUiam Rusaell ltiro. I'eaaa-
tagairo< a.
LIVERPOOL -, B. Ing Hyblandor, Cap.
Jones Garduer : assucar, e algodio.
Obse vacet.
Fundiou no Lameito una Escuna,
qua I licMi de q oes entena.
iv.

Tve. nofli.au. Itt^


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