Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02336


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Full Text
AMNO XXX.

i.
TERQA FEIRA 31 DE JANEH ) DI. 1854.
Por 3 meses adianUdos 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500 *
Por Anno adumtado 15,000.
Porte fraacrv para o sobscript
r
?
i-
')


ENCARREGADOS DA SUBSCRHHjAO'.
Recife, o proprietano M. F. de Faria; Rio do Ja-
neiro, oSr. Joao Pereira Mariins; Bahia, o Sr. F.
Duprad ; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
1009; Parahiba, o Sr. Jos Rodrigues da Cosa; Na-
jal, o Sr. "Joaquim Ignacio Pereira; Aracaly, o Sr.
Antonio de Lemos Braga; Cear, o Sr. Victoriano
AugustoBorges; Maranhao, o Sr. Joaquim Marques
Rodrigues ; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 28 d. por 19000 firme.
Paris, 340 a 345 rs. por 1 f.
Lisboa, 95 porcenlo.
Rio de Janeiro, a 2 por O/o de rebate.
Acr/xs do banco 5 O/o do premio.
a da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de letlras de 11 a 12 1/8 de rebate.
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 289500 a 29000
Moedas de 65KOO velhas. 169000
de 69400 novas. 169000
de 49000...... 99000
Prala. Patacoes brasileiros..... 19930
Pesos columnarios. ..... 19930
mexicanos ....'.. 19800
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanbuns nos dias i e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex c Oricury, a 13 e 28.
Goianna o Parahiba, segundas o sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
PREAMAR DE IIOJE.
Primeira s 6 horas e 54 minutos da manhaa.
Segunda s 7 horas e 18 minutos da tarde.
AUDIEXCUS.
Tribunal do Conftnercio, segundas e quintasfeiras.
Relacao, lonjas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de rphos, segundas c quintas as 10 horas.
i-* vara do civol, segundase sextas ao meio da.
2.* vara do civcl, quartas e sabbados ao meio dia.
Os Tribnnaes de Justica eslo fediados at o ulti-
mo do Janeiro.
F.PIIEMER1DES.
Janeiro 6 Quarlo crescentc a 1 hora, 29 minutos
e 4 segundos da manhaa.
14 La chcia as 6 horas, 42 minutse
4 12 segundos da manhaa.
22 Quarto minganle ao 38 minntos e
48 segundos da manhaa.
28 La nova as 2 horas, 34 minutos e
48 segundos da tarde.
DIAS DA SEMAKA.
30 Segunda. S. Martinlja v.
31 Terca. S. Pedro'" Rolis
1 lluarta. Jejum. S. Ignacio
2 Quinta. jnj'PuriticaQod.'i
3 Sexta. S. Braz b. m. ; S. (
4 Sabbado.5- Andr Corsino
5 Domingo. 5." depois de
m. ; Ss. Pedro Bapti
PARTE OFFtCIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Wn doAoExm. presidente da Rahia. rogando,
em vista da requisirao do capilito Antonio Francis-
co de Soma Magalhaes, que se digne de expedir suas
nrteiM, para que a Ihesouraria de fazenda daquella
provincia continu a pagar at o fim de jnnho pr-
ximo vindouro a prestaco mensal de lOJWOO rs., que
referido capilio consignou de seo sold nesta pro-
vincia a sen fllio Francisco Folgonio de SouznMa-
galhies que leve hixa do serviro no 2. batathio de
arlilharia a p, fleando S. Ex. certo de que essa
Otia he aqu deduzda do sold desse offlcal.
eram-se as necesarias cnmmuncacncs.
i Dito Ao. presidente do conselho administrativo,
ecommendando que promov a compra dos sellins e
de lalao mencionados na relami que remel-
M quaes sao necessarios ao arsenal de guerra, os
primeiros para salisfazer urna requiscao do Exm.
prndenle do Para, eos segundos para continuario
doi trabadlos das oflicinas da 4. classe do mesmo ar-
iMl.Expediraro-sc a respeiloas necessarms com-
municares.
DitoAo director geral dos indios, dizendb qne,
com a copia qne remelle da informarao do subdele-
gado da freguezia de Tacarat, responde ao officio
S. S. dirigi sobre a prisa do indio Euzebio
Ferreira.
Mo Ao desembargador chele de pulida, fntei-
rando-o de haver Iransmiltdu tliesouriria provin-
al para serem pagas, estando nos termos legaes, as
- coutas que S. S. remellen, sendo, urna das des-
leas feitas em os mezes de outubro enovembrodo
uno prximo Ando, com o sustento dos presos po-
i da cadeia de Nazarelh, e a outra com luz e pa-
rlo para ai prisOes da mesraa.
Ao commandanle do corpo de polica, re-
sudando, em vista do que requisitou o mare-
eommandante das armas, que, excluindo do
po a seu manda o saldado da 4." companhia Fe-
o Bezerra de Santiago, o faca apresentar ao
0 marcclial, alrn de servir na companhia fixa
vallara o restante do lempo porque se contra-
1 Janeiro de 1851.Parllcipou-se ao siipradi-
lo marechal.
irlaria Desnnerando, de conformidade com as
proposlas do desembargador chefe de polica n ba-
harel Francisco de Fariis Lemos ilo cargo de 1.
sopplente do delegado do 1..dislrctn desle termo c
Dr. Joao Jos Innocencio Pogge do de 6. supplen-
o subdelegado da freguezia da Boa-Vista.Com-
oanicoa-se ap mencionado desembargador.
U dem do da 26.
Micto Ao Exm. presidente do Cear, dzendo
qne, com a cerlidao que remelle, dos ssenlatncnlos
lo alteres Delinque Eduardo da Costa Guerra, fica
Uto o que S. Ex. requisitou em oflicio de 9 do
correata.
Dito Ad'Exm. director geral da nfruccio pu-
blica, Ibteirando-o de haver remelldo i thesoura-
ria provincial, afirne ser salisfeila, a conla que S.
Ex. remeneo da despeza feita com a compra dos u-
1 lensis precisos aquella directora.
Ao Exm. mareclia) commandanle das ar-
mas. eommunicandn qne, segundo conslou doavi-
rtte por copia expedido pela repartirlo da
guerra, foi approrada a medida q..e S. Ex. propoz,
de se arrendar pela quanlia de 1 r. diarios o si.
lio qne possue Joaquim Elias do Moura as imme-
diaeoes desta cidade para servir de paslagem aos ca-
vallos porm a despeza por conla das forragens que se abo-
nam 4 dita companhia.Igual copia remellea-se
tliaawiarbt de fazenda.
DiloAo mesmo, recommendando a expedijao
de suas ordens, pira qne seja recebido e Iralado no
regimenlal, np caso de n3o haver inconve-
commissariodobrigue Clrense, Joo V-
ioelle. cumprindo quo o encarregado do
mesmo hospital declare ao commandanle da estacao
naval o da, em que poiler. ser admilldo o referido
commissario.Com^nicou-se ao mencionado com-
mandanle.
ilo Ao mesmo, para mandar recolher a* qliar-
le! do hospicio, al segunda ordem, o sentenciado
Evaristo Mandes da,Cunha Azevedo. Inlerou-se
ae juiz municipal da l. vara.
Dito Ao inspector da thesooraria de fazendas,
cominuuicando haver s promotor publico da comar-
ca de Sanio AnISo, I.olz Correa deQueiroz Barros,
participado que no dia 20 do corrente entrara no
exercicio do seo emprego. Fizeram-se as olras
,-^^_-jainunicacoe9.
DifoV- Ao chefe de policic, recommendando, de
formidade Com o que requisitou a cmara muni-
cipal do Cabo, a exp>dirao de suas ordens, afim de
*qtie *ja .franqueada commissAo nomcada pela
inesma cmara em cum primen lo do disposto no art.
56 da le do I." de oulobro de 1828.
Dito Ao inspector do arsenal de marinha, Irans-
millindo por copia o aviso de 12 do correnlc, em
que o Exm. Sr. ministro da marinha, communican-
do que o engenheiro civil Citarles Neals se acha en-
carregado de examinar o plano e obras do maihora-
menlo *do porto desla cidade, determina ao mesmo
lempo que Smc. ministre ao dito engenheiro no s
a planta, orr.amento e mais dados que serviro de
base a resolnrao que lohiou o governo imperial de
mandar proceder ao ra/erdo melhoramento, mas
(ambem quaesquer outras nformaeGes de que elle
tenlia necessidade.
Dito Ao director do arsenal de guerra, para
mandar''eliminar da companhia de aprendizes d-
qnelle arsenal o menor Antonio Manoel Pereira
Brambella, que se acha alistado na mesma compa-
nhia com o nome de AntonioJSoares, o qual dever
ser entregue a seu pai, o batharel Manoel Pereira
d Silva Brambella. j .
'Dito Ao commandanle superior da guarda na-
cional, recommendando a exptjlirao de suas ordens,
para que seja dispensado de coadjuvar os Irabalhos
do conselho de qualificacao da frWuezia da Boa-Vis-
ta, o ollicial da secretaria do gojerno, Francisco Lu-
cio de Castro, vislo serem necessarios os seus servi-
ros,i mesma secretaria.
Portaria Ao agente da companhia das barcas de
vapor, para mandar transportar para a corle, como
passageiro de eslado no vapor que acaba de chegar
do Norte, o alteres do 2." batalhiio de incautara,
Amalio Maya, caio exisla algum lugar vago.
Dita Ao mesmo, recommendando a expedicSo
de suas ordens para que seja transportado para o
Maranhao,no primeiro vapor que seguir para o Nor-
te, o alteres quarlcl-mestre do 5. batalhiio de in-
Canlaria, Leopoldo Borges Galvao Ucha. Par-
licipou-se ao marcclial commandanle das armas.
Dla O presidente da provincia, atlendendo ao
gee llie requereu Carlos Augusto Lins deSouza,'
pe, segnrido consta de avisos da repartirlo do im-
perio de 2 e 3 do corrente, acha-se noraeado para- os
lugares de agente do mar da administrarlo do cor-
reio e guarda da provedoria da saude do porto desta
cidade.resolve que seja elle admiltidoao exercicio de
taes.lugares, [iercehendo os respectivos vencimenlos
at apresentar os seus ttulos, que os dever solici-
tar quanlo antes. Fizeram-se as necessarias com-
muncaeoos.
Idean do da 27.
OflicioAo Exm. director do lyce, dzendo que
pode mniidar satisfazer os ohjectos mencionados nos
officios que devolve do guarda da bbliolheca publi-
ca desla cidade, visto quo se fazem precisos para o
uso daquelle cslahelecimenlo, enviando S. Ex. a
respectiva conla, afim de aulnrisar o seu pagamento.
DitoAo inspector da thesouraria de fazenda,
inleirando-o de lia\er, em vista de sua infni-niara,
hincado no-Veqiicrimeulo em que Jos Hygino de
Miranda pede licenca para vendor somenle a Ma-
noel Joaquim Baplisla o terreno de marinha n. 235,
silo na ra da Palma desla cidade, o despacho se-
guinle Pagos os foros vencidos, laudemios e sza,
concedo aecnca pedida.
. DitoAo mesmo. recommendando que, 'vista
das inforniares que remelle por copias, dadas, pelo
marechal commandanle das armas, commandanle
do 2." batalbo de infatuara e 1. cirurgiaoencar-
regado do hospital regimenlal desla provincia, rain-'
de S. S. pagar ao boticario do mesmo hospital, An-
tonio Jos de Brilo, mediante um recibo por elle as-
signado, o que -se Ihe esliver a devatde vencimen-
los al o fim de dezembro ultimo, fiando S. S. cer-
lo que se expede ordem para ser o referido botica-
rio comprehendido do corrente mez em dianle, na
folha do mpregados do mesmo hospital.Otlciou-
se neite sentido ao marechal commandanle das ar-
mas.
Dito Ao presidente do conselho administrativo,
para promover a compra dos ohjectos mencionados
narclacito que remelle por copia, os quaes sao pre-
cisos para fornecimento do presidio de Femando,
segundo representou o respectivo commandanle.
Communcou-se ao inspector da thesouraria de fa-
zenda.
Dito Ao juiz relator da junlade justica, Iraus-
tnitlindn, para ser relatado em sessan da mesma jun-
ta, o, processo verbal feilo ao soldado do 2. halalhao
de infanlaria, Francisco Alvos. Participou-se ao
marechal commandanle das armas.
BiloAo inspector do arsenal de marinha, con-
cedendo a autorisacoque pedio,- para mandar fazer
os reparos de que necessita o brigue Ceareiue, per-
Icncente a estarao naval desta provincia e o trans-
porte l'irapama. Communcou-se thesouraria de
fazenda.
Dito Ao mesmo, inleirando-o de haver expedido
as convenientes ordens para ser a roparlico de ma-
rinha indemnisada da quanlia de 93J34I rs., em
que, segundo as duas cootas que Smc. remetteu, im-
portaran! as raroes abonadas as pracas do exercito e
sentenciados que ltimamente seguiram para o pre-
sidio de Femando, no patacho Pirapama, e bem as-
sm aos presos que regressaram do mesmo presidio.
Ollcioii-se heste sentido s Ihesourarias geral e pro-
vincial.
DitoAo mesmo, dzendo que, por parle do des-
embargador chefe do polica, ser apresenlado a
Smc. o menor crioulo Eduardo Jos de Sania Anua,
para ser alistado em orna das companhias de apren-

t
FOLHETIM.
0DQEDEATHENAS.(*)
(Peto maraaez de Foadraa.)
tercero*voTcme.
vir
llavia dousdas que Flavia nao deixava Calhari-
na moribunda. Apenas a peste se declarara na casa,
todos os criados ahandnparam-na, e Flavia sosinha
junto do leito da doent, cumpria os ltimos deveres
como fllha piedosa, e eufermeira iutelligenle e dedi
cada.
Can a velha aa, ella perda seo ultimo refugio,
sua primeira e nica amiga... A' dr de separar-se
della reunia-se um terror secreto... At entilo a mo-
ra tinha estado rodeada de servos, e Ctlharina cons-
tantemente ao seu lauo, vigiara, ruino um anjo tule-
lar, nole e dia sobre sua vida... Atora ella ia licar
sosinha e entregue aos furores de um insensato.
Desde que a pesie cornecra a assolar a cidade.
Klavia nao cessiva de induzir Bis'domini a retirar-se
de Florenfa ; mas lodos os seus rogos eram vaos : di-
r de estado db comprehender a inminencia doperi-
go, elle obstinava-ae em ficar. Sua lenaridado linda-
se tornado violencia. Rev'ultadn conlra una vontade
dilTerenle da sua, e contrariado pelas precaucRes e
pelo isolameolo, que Flavia Cora obrigada a impor
aos haliilantfs da casa, elle ehtregava-se a lodos os
excessos de urna colera brutal.
Mais de urna vez, atacada pelo medo,, a pobre ni-
ea nihlira em evdir-se... Mas para onde hayia- de
ir'! Ella nao linda familia, nem amigos, nem pro-
leetyres... Ealm disto 0 marido nunca a deixava :
pela priroairo vez nesse da repellido pela vista de
Calliarina, que Iulava com a rnorle, elle dessappare-
cra de casa.
Era alia noile, a aa tinha j rendido a alma a
Deus... .Flavia acahava de fazer-lhe uina ultima des-
ped a... qoando ouviram-se os pnssos de Bisdomini
na escada.
eceu... Levada por um senlimenlo
santo respeitoaus restos de sua se-
ulla-los vista deuinleii-
Cecha-la; porm nao era mais
lempo. Bi'domini eslava ao seu lado.
Inentes!... Mas a velha assim
morre si 11 disse elle pumndo o Icncoi que co-
bria o caja',
n-se-lde, a bocea ficou-
ampiadas... Cheio de medo
lldo por um inslincto animal,
'lie atm l com violencia, o lomando Flavia
-------------------------c-^-^ i,____________________
' aattiliPif""
dizes de marinha.Inleirou-se ao referido desem-
bargador.
DiloAo director do arsenal de guerra, Iransmil-
lindo por copia o plano para um macaco,pedido pelo
Exm. presidente da provincia do Para, afim de que
Smc. contrate a sua fahricacao em alguma das offici-
nas de fundicao desla cidade, tendn em vista as re-
commendacOes constantes da caria que lambem re-
melle por copia. ,
DitoAo mesmo, aulorisando-o, em visla de sua
informaco, a admillir na companhia de aprendizes
daquelle arsenal, o menor Marianno. lllho de Mara
do Monte, urna vez qne ella satisfar o disposto no
artigo i. do regularaenlo de 3 de Janeiro de 1842.
DiloAo contador de marinha, dizendo que,,com
a copia que remelle da informaran da thesouraria de
fazenda, responde ao officio em que Smc. solicilou
aulorisarao para incumhr o 3." escripturaro apo-
sentado, Joan Manoel Miguis, do examedas coalas
do almoxarifado do arsenal de marinha, medanle a
gralilieaeao mensal de 20$rs.
DitoAo commandanle superior da guarda naci-
onal desle municipio, para mandar dispeusar do ser-
vico activo da mesma guarda nacional, conforme re-
quisitou o inspector da Ihesouraria de fazenda, os
mpregados da mesma thesouraria mencionados na
relacao que remelle.Communicou-se ao menciona-
do inspector.
/telaran a que ae refere o officio tupia.
I. Escripturaro Francisco Jos Mariins Pena.
2. Jos Filippe Nery da Silva.
a Bernardino de Sena da Silva Gui-
maraes.
4." Jos Candido Viegas.
DiloAo inspeclor da thesouraria provincial, ap-
provando a arrematadlo que fez Miguel Alejandri-
no da Fooseca Galvao, da obra do accrescimo do
arude de Caruar, com o abale de 1 por cenlo no
respeclivo orramenlo.
DiloAo mesmo, devolveodo a reformadas, de
conforraidade com as suas observaccs.asrelaeoes no-
minaesde vencimenlos alrazados, de faldamento das
prajas do corpo de polica, na importancia de reis
i:888S960.
RiloAo niesmo, dzendo ficar inleirado de haver
Joaquim Candido Ferreira, sendo fiador Francisco
de Pinho Borges, arrematado com o abale de 1 por
cenlo a conservacao da estrada da Victoria, e decla-
rando que approva essa arremataran.
DitoAo director das obras publicas, communi-
cando que, segundo eonstou de aviso da repartirlo
do imperio do 10 do corrente, o engenheiro inglez
Carlos Neals, fiira incumbido de revera plaa e
mais Irabalhos mandados fazer para a conslrucrao da
ponte do Rcife, e de propor as aileracoes qucjul-
gar necessarias, ou urna nova plaa e orramenlo no
caso de n3o entender conveniente nem um dclles, e
remetiendo copia n3o s do citado aviso, mas tambero
das nstrucc,oes a quo elle se refere, alim de que
preste ao mencionado engendeiro lodos os esclareci-
menlos e auxilio de que precisar conforme se recom-
menda no mesmo aviso.
DiloAo juiz municipal da 1.a vara, dizendo que,
pela leilura do officio que remelle por copia, ficar
Smc. certo de que nao exisle no presidio de Fernando
o sentenciado Antonio Jos de Oliveira, de que tra-
ta o officio daquelle juizo de 22 de novembro do
anno prximo passado.
PortaraNomeando o Dr. Braz Florentino Hen-
riques da Silva, para dar o seo parecer por parle da
fazenda publica, no requerimento em que Manoel
Caelano Soares Carneiro Montero pede resltuicao
da quanlia de 528>rs., importancia do sello que pa-
gon dos bilhetes da2. parte da loleria, concedida a
favor da matriz da freguezia do Poco da Panella,
vislo terse dado de suspeitocm semelhanle* preten-
do o procurador Ascal da thesouraria de fazenda.
Fizeram-se as necessarias communicaeoes.
Dita O presidente da provincia.'altendendo ao
que Ihe representou o bacliarel Jos Soares de Azeve-
do, sobre a exiguidade da gratiGcaoao de 21OJ000 rs.
que por portara de 7 de abril de 1852, Ihe foi arb
Irada pela revso da impres*ao da obra de eslatisti-
ca desla provinciano desembargador Jeronymo Mar-
liniano Figueira de Mello, e leudo em consideraco
as nformacoes exigidas a (al respeilo, o lando "do
arbitro nnmeado por eslo governo, resolve que a
mencionada gratificado seja elevada a um cont e
duzenlos mil rs. Remelleu>se copia da portara
cima a Ihesouraria provincial.
Dita O presidente da provincias confo;mando-
se com o que Ihe propoz o director geral da inslruc-
cao publica, emofflciode21 do correle, resolve sub-
dividir em tres, os dous circuios luteranos de ns. 23
e 2i, comprehendendo o primeiro a escola do Alli-
nho, o segundo as do Bonito e Bezerros, e o tercei-
ro, cuja denominaco ser 38 (para nio alterar a nu-
meracSoesUbelecida) a escola de Caruar, e ordena
que permanecen! os mesmos inspectores dos crculos
ns. 23 e 24, e bem assim, que se passe Ululo para'
iguaes lunecoes do de n. 38 ao bacliarel Benlo Jos
deSonza, expedndo-se a respeilo as necessarias com-
municares. Remctleu-sa por copia ao director ge-
ral da instruccSo publica.
Dila O presidente da provincia, allendetido ao
q"e llle requereu o paisano Judo Jorge dos Sanios, re-
solve que seja elle admitlido ao serviro do exercito
como voluntario, por lempo de li anuos, a contar do
dia em que se realisar o seu alislameolo, vislo ler si-
do julgadoapto para o serviro em in.pecrjo de sau-
de ; devendo por isso abonar-se-lhe, alm dos ven-
ciinenlosquepor le Ihe compelirem.o premio de 31Mb
rs. pagos nos termos do art. 3 doregulamenloque
haxou com o decreto o. 1089 de 14 de dezembro de
1852. Fizeram-se as necessarias communica-
cfies.
EXTERIOR.
pelo hrajo arrasia-a para fra do quarto, e drige-se
para a escada.
Flavia resiste. .
Segue-me exclama elle com olhar scinlillan-
le. Nao quero viver com morios!... segue-me, j te
disse!...
Nao, responde Flavia com a voz tremola, isso.
nao pode ser... Acalmc-se em nome de Dos!
Vem !... esta casa me he odiosa;.. Vamos p&ra
as catacumbas de Sanla-Reparala... l canla-se, be-
.be-se e ama-se.
Que infamia exclamou a moca.
E escapando das roaos do looco, esconde-se entre
a cama e a pare.lc. Mas o furioso persegue-a, e agar-
rando com as nios seu corpo delicado, procura qoc-
bra-lo com furor.
Mizeravel! exclamou a lilha deGuglielmi. Mi-
zeravcl!... para!...
Vem vem !. lornou o insensato com voz sar-
da... vem ou esmago-le!...
Enlao Irava-se nina lula efne\.....O cerebro de
Flavia exalta-se... a colera e a indignaru veucem o
suslo... as fonlos balem-lhe e as faces abrazam-se-lde.
Parece que o abandono cm que se acha c o perigo
c-xlremo que a ameara augmeniam-Ihe as forras.....
Urna energa febril a reanima e a sustem...
r> Assassino!... sulla-me! grilou ella no paroxis-
mo da dr.
Vem! vem 1.repele sempre o insensato toreen-
do os bracos da victima.
Desm-arado !... seguir-le a esses lugares de de-
sonlem nunca!... ,
Furioso, o louco anarra-lhe do pesenco com as
maos... Flavia eslava perdida... seus senidog per-
urham-se... urna idea vem-lhe ao espirito... ella
iraz comsiao o pual que recehra de Marco... lau-
ra mao delle. cantes que o furioso lenha ronsum-
mado seu allcnlado, Flavia da-ll,e Um golpe mor-
a!... O corpo do negociante florentino cabe.
Flavia foge pa,a o oratoria... Allonla e fra de si
pro, ra-se nos pes.io crucliso... a pomba asm.man-
cha enle-H oppr.m.da dehaixq do peso de um crime !
As horas passavam-se e Flavia nao se levantava.
Immovel e aniquilada ella nao se atreva a orar, e
julgava ver o espectro ameacador rondar em torno
de si. .
Ao naseer da aurora, um rumor annunciou a pas-
sagem dos narros. ^
Urna cruz encarnada na porta indicava' desde a
vespera que a peste eslaya em casa.
Os btccuai entram, e sem examinarem os corpos
levain Calliarina e Bisdomini e taneam-nos no fun-
do do carro com a indiflereuea e cvnismo oropros de
sen oflicio.
Antes de se retirarem. os Ires homens avistando
Flavia proslrada (liante da imageni de Jesus-Cdrislo
chpuain-se a ella e jydem scu salario.
Bajas.vezesacotrciaicsclire(n na casas gAi-
Paris 7 de dezembro de 1853.
Inaugurarlo da estatua do marechal Ney.
Um decreto do governo provisorio com dala de 18
de marro de 1848, ratificado pela assembla consti-
Iuinle, tinha ordenado que um monumento fosse le-
vantado i memoria do marechal Ney ^ principe de la
Moskowa, na avenida do observatorio, no mesmo lu-
gar cm que o Ilustre e infeliz marechal tinha rece-
bido a inerte.
Al 1850, esta decrelo tinha ficado sem exer.orSo,
quando o imperador, entilo presidente da repblica,
approvando o relalorio seginle de Mr. Ferdnand
Barro!, ministro da repblica, salisfez finalmente o
voto nacional tantas vezes manifestado. ,
Relalorio ao presidente da repblica.
Paris 20 da fevereiro de 1850.
a A assembla conslitninle ralificou o decrelo, o
qual ordena a que um monumento seja levantado ao
marechal Ney, no mesmo lugar em qne foi fusi-
lado.
Enlendesles, senhor presidente, que era chega-
do o momento de executar esse decrelo, o qual 1ra-
diiz lao liem um dos mais ardentes e mais profundos
seulimentus do paz. Pergunlei a mm mesmo, se
seria misler recorrer, para a execacau desle monu-
mento, a um crdito especial, e nao duvidava que
urna assemhla, presidida porum dos Ilustres defen-
sores do dere de la Moskowa, acolhesse com sympa-
thia urna igual proposta, mas rellectindo no carador
que devia tero monumento, que se devia elevar ao
marechal Ney, reconheci que o crdito ordinario das
obras d'arle poda ser sudiciente.
Pareceu-me, comefleilo, que umlal monumen-
to, pela nalureza das recordaedes que ha de desper-
tar, devia ser de um aspecto severo e de urna grande
simplicidade. E o que prova, que tal he o espirito
da le, he que ella designou para coliocacao o lugar
deserto, em que o marechal Ney recebeu a morle
sem outras leslemunhas, que seus ejecutores. Vos
nao quizestes, Sr. presidenle, que o monumento da-
quelle que o imperador chamava o orabo dos brazos
fosse considerado como a prova publica de urna r'ri-
lanle recnrdaean, mas smente come o signal de urna
rehabilitadlo reclamadaj pelogrilo da consciencia
publica. Deyja-se escrevercm alguma parte a ex-
pressaodesse pozar, que tinham sentido lanos cora-
(Oes,ecoiivinha faze-lo no lugar mesmo em que ca-
hin o ni are chai.
Nao preciso dizer-vos,'Sr. presidente^ que tenho
escolhido para a execu;ao desle projeclo um dos nos-
sos maiores estatuarios ; sua obra ser digna do sen-
timento, que diclou o decrelo.cuja execuro me pres-
crevesles. ,
Sou com profundo respeilo, ele.
Ferdinani Barrol.
Approvado :
n O presidente da repblica
a Luiz-Napoleo-Bonaparte.
lluje, 7 de dezembro, anuiversario .da morle do
marechal, he que leve lugar a inaugurarlo do monu-
mento, que deve perpetuar sua gloriosa recorda-
cSo.
Os preparalivoseram dignos desta solemnidade na,
cional. "Por delraz da estatua be linha levanta-
do um estradocoberto e ricamente ornado.
Destacamentos lirados de cada um dos corpos do
exercito de Paris, como as exequias dos marechaes-
assisliam ceremonia.
Estes destacamentos, poslos em balalha no boule-
vard e avenida do observatorio, cerca va m a praea
em que se eleva o monumento.
Os minislroj, os grandes corpos do eslado, as auto-
ridades, as deputaciJes militares, os ofllciaes em uni-
forme e os con viciados estavam collocados no estrado,
em redor do monumento ; duas tribunas tinham sido
reservadas para os memhros da familia ; o principe
de la Moskowa, o duque de Elchingen, seu lllho M-
cdcl Ney e o corouel Edgar Ney, ajudanle de campo
do imperador.
S. A. I. o principe Napoleao, arumpandado de seus
ajudanle* de campo, assisa a solemnidade era traje
de general de divisan.
Achavam-se ah :
SuasExcellenciasos ministros de estados, do impe-
rio, da juslica, da nslrucco publica, da agricultura,
da m irinlm, e S. Exc;, o presidenle do conselho de
eslado.
Suas Excellenciaaa marechal Vaillanl, groraare-
cdal do palacio t o nnrerdal Magnan, commandanle
em chefe res, grao meslre das ceremonias.
Os generaes Canrobert, conde de Moolebello, de
Laurmel, Espinaste ; os coronis de Bevlle e Fleu-
levva para regular as conlas dos morios; porm
rtessa vez em vez de pagarem-se por si mesmos, car-
regando alguraas joias, o que nao deixavam de fazer
quando os doenles morriam sem leslemunhas. espe-
ravam, segundo a apparencia da habitaco. urna rc-
Iribuicao generosa. ,
Um dos Ires becchini tinha j repelido o pedido
tres vezes sem obter resposla;
Flavia levantra-sc; mas com o olhar espanlado o
o semblante destello, uo pareca dar pela presenca
dos Ires- homens.
Nao lemos lempo quo perder, disse um dos bec-
chini em tom grossejro; a morte anda depressa, e
temos iiiuiln que fazer.
E como Flavia permaneca calada, aquello que
pareca o chefe chegon-se a ella, e disse-lhe "com in-
dignado :
Pois beml j que de assim... vamos largar seus
defuntos jqnto da porta.
... One querde iniii'.'... responden Flavia emii
a voz desfallecida.
Dinlii'iru, essa de boa !
Enlao com mo aprensada e convulsiva, ella li mu
a bolsa da algjbera e enlregou-a ao becchini.
Muilo obrigado, senhora, disse elle, e depois
filando nella um Uliar eslrnndo, acrescenlou :
Atamanha!
Al amaiihiia! repeli Flavia, 6 lornou a ca-
hir no sonido.
Desde a vespera Flavia eslava atacada da peste, e
durante a noile qac acadava de passar-se, o mal li-
uha feln progressos nssustadores. '
Seu corno eslava coherlo de manchas negras, sua
tez lvida, e todas as angustias da doenra anuuncia-
vam que linda a morle comsigo.
Morrer!... morrcr sosinlia abandonada! de-
xar a vida sem ver Marco! sem dizer-lhe um ulti-
mo adeos!... >
A esta idea, seus olhos encheram-se de lagrimas,
ella ergueu as maos para o co e disse :
Senhor! bemolendo merecido! mas... per-
doai-me 1... meu criina foi involuntario !... Oxal
que a dorrivel morle que me aguarda possa expia-lo
aos vossos odos!
Os hecchini vollaram no dia seguirle, como ti-
nham promctlido, e aedaram a moca no. mesmo lu-
gar... mas inanimada !
No momento em que a levavam, um hoinem su-
, bia a escada : era Ludovico...
A' visla de Flavia, um grlo doloroso sahe-lhe do
peilo, e elle lauca-se sobre a padiola.
Conlija leu camiudo, dsse-lde um dos bec-
chni repelhndo-o brutalmente.
Depois todos Ires desappareeeram.
VIII
Durante o dia 28 a niorlaldade auaincnlru de tal
sorle em Florenca, que a mor parle das cova/i aber-
(as na beira do rio liulinin sido chejae. ,8^^.
Desde que amanheceu, muilos coveiros trabalda-
vam com ardor para cavarcm outras do lado da por-
ta de San-Frcdiano, fra ta cidade.
Esperando que sua ultima dadilaeao eslvesse
prompta, urna parte dos corpoj conduzidns durante o
da jaziam sobre a Ierra ; pois quando anoilecra, os
coveiros extenuados de Tadaea tnliam guardado o
reslo da larefa para o dia seginle.
Dava meia-noite no relogio da calhedral, a la ds-
ela para o horisonte, quando urna mullid- do pov o
appareceu no fim da ra do Orlo.
Chegandu beira da cova, ella parou e largou no
chao o corpo de um menino.
Sim, disse ella chorando e fallando comsigo
mesma, nao ficars muito lempo sosinho, meu filho!
tua mu ir brevemente reunir-se a li!
Ella aperla sobre o corarn o corpo do menino, e
cobre-o de caricias... Depois lauca mao de urna p e
cometa a tirar a Ierra... Masouvindo repenliiiamen-
te um longo gemido, fose assuslada...
... E Flavia, branca como um cysne, levanta-.
-.un pouco... seus odos liiam -se no firmamento, ani-
mada pela fresca brisa respira com prazer, e seus
bracos erguidos ao co purecem agradeccr-llie e im-
plora-lo ao mesmo lempo... Mas volvendo os olhos
em lomo de si, e pondo a mao na fronle, no seio e
as espaduas nuas... ella comprehende, e corre espan-
tada alravez da campia.
Flavia eslava smente desmaiada quando os dec-
chini levaram-na para o carro, e odia que acahava
de passar ao ar livCe e ao sol, reanimando-lhe o sau-
gue as veas a linda silvo.
Urna forte Iranspiraco provocou a crise salular,
que loda a scencia dos mdicos lalvez nao tera po-
dido delerminar.
Depois que deu alguns passos, a fadga obrigou-a
a parar.
-'Ella reconheceu que nao eslava longcdo rio, e vio
pouco disiente duas mulliceos lavarme a roupa bran-
ca de que acabavaiu de despojar os murtos.
Tla'via dirigio-se aellas; mas essas mullicrcs li-
ndam o corarn duro, e receberani-ua mal.
Sania Brgida 1 exclamou urna, fazendo o sig-
nal da cruz quando a vic approximar-se; que medo
me faz ella I
O iliabo leve os espectros! disse a mais idosa.
Pouco fallou que me nao fizesse calar de cosas! Re-
tira-te, c vai morrer em oulra parle !
Com voz branda, Flavia disse-lhes dando um pas-
so para Irs:
Tenliam piedade de mm! acudam-me pelo
amor d Dos!
Mas nem o aspecto da mura mal vestida, tendo os
cabellos sobre o peilo, nem s uas. l'eires paludas,
nem sua lamentosa supplica poderarn enternecer es-
sas almas deshumanas.
Flavia ergucu os odos ao co, e Ivistou a torre de
Sajila-Maria.
res, ajudanles de campo do imperador, e muitas ou-
Iros ofliciaes da casa de S. M..;
Ss. Excs. os presidentes do senado e do corpo le-
gislativo ;
SuaExcellenca o grao chanceller da legiao de
honra;
O governador dos invlidos ;
O general commandanle em chefe da guarda nacio-
nal do Sena.
O vice-presidenle do conselho de estado c os presi-
dentes de secgao; um grande numero de senadores,
de deputados, deconselheiros de eslado ;
Os generaes Regnault de Saint-Jean-d'Angely,
l.aforalaine, hurle, Levasseur, Kevaull, duque tle
Saiut-Simon, Walduer, d-Haulpoul, Damas;
Todos os coronis e olliciaes superiores do exercito
de Paris ;.
O coronel Isnard e o estado roaior da guarda na-
cional ;
O secretario geral do ministerio de eslado ;
Oprefeto do Sena eosecrelario geral da prefec-
tura ;
Os maires e os memhros do conselho munici-
pal ;
O director da seguranca geral;
O prefcilo de polica ;
Prefeitos com licenca;
Muilos personagens estraugeiros, entre os quaes se
va o principe de Moullejr ;
Urna deputarao dos gloriosos restos do anligo exer-
cild imperial.
Finalmente muilos habilanles da cidade de Saar-
louis, onde nasreu o ce era I Ney, vieram, depois da
ceremonia, deporao'p da estatua de seu Ilustre
compatriota coroas de perpetuas.
Urna mullidlo mmensa, na qual se via urna gran-
dequanlidade de soldados, se opprimiaem redor do
cslrado, na avenida do observatorio e ras vizi-
nhas.
A urna hora, lodos liuliam lomado lugar, S. Exc,
o arcebispo de Paris, assislido de um numeroso cle-
ro, se aproximou do monumenlo.dinte do qual esla-
va um panno morluario, eahi recila as precjs da ab-
solvicao; depois S. Exc. tomn lugar esquerda da
estatua, em urna poltrona, que 'Ihe eslava reser-
vada.
A um Signal dado, o veo, que cobria a estatua, foi
lirado; a msica militar e as salvas de arllbaria se
fizeram ouvir.
O hroe de la Moskowa he representado em traje
de marechal, com a espada na mao, na alllude enr-
gica, que elle linha nos campos de balalha, quando
bradava : avante !
S. Exc. o ministro de eslado fez a leilura do de-
creto, que aulorisou acrearo do monumento, e que
he concebido desle modo :
a Luiz Napelcao, presidenle da repblica fran-
ceza ; ,
Sobre o relalorio do ministro da repblica e do
parecer do conselho dos ministros ;
a Vislo o decrelo de 18 de marco de 1818, que or-
denou qoe um monumento fosse levantado memoria
do marechal- Ncj no niesmo lugar em que foi fusi-
lado ;
Visto o relalorio do minislro da repblica em
dala de 20 de fevereiro de 1850, relativo execuro
desta monumento
Decreta :
Fica aberlo ao minislro da repblica, da agri-
cultura e do commcrcio, sobre o exercicio de 1852,
um crdito extraordinario de 50,000 francos, appli-
cavel as despezs da execuro do monumento que se
lia de erguer ao marechal Ney.
Feilo no palach das Tuillierias aos 22 de marro
de 1852. De Persigny. a
S. Exc. o Sr. minislro de estado continuou :
Em execuro desle decrelo, .Mr. Rude.esculplor.
foi encarrgadn da execuro da estatuado marechal,
e Mr. de Gisors, arcliilecto, da do pedesla\
Entilo, S. Exc o Sr. marechal Saint Arnaud, mi-
nistro da guerra, pronudciou o seguiute discurso :
a Senhores:
Vientos boje fazer nm grande acto d reparariio
nacional, vientos erguer urna estatua ao marechal
Ney, nesle mesmo lugar, onde, ha 38 anuos, que o
hroe cabio victima das discordias civs e das desgra-
cias da patria.
b Esta repararao solemne era devida memoria
do principe de la Moskowa. Era devida aos servicos
e aos seus companheiros de armas ; porque, se ha um
privilegio que perlenra a essas grandes existencias,
ligadas aos destinos dos imperios, he serem ju!gadas
por seus serviros e nao por seus erros.
a Seus serviros perlence-Ides. Seus erros so do
homem e do seu lempo.
Em \o vozes eloqueutes liuliam emprehenddo
a obra da rebabiltacao legal do marechal Ney ; nao
se retaza historia com decretos de justica.
H O sentimentp publico nao se enganeu jamis a
esle respeilo : o que elle quera era a realidade da
rcdadjlilaro.
sla realidade, e-la :
Opprimidos em torno da estatua do inareclial
Ney, temo-lo redabilslado por um desses decretos que
baixa aquelle, que deslroe e ergue os imperios, e se
reserva para a seu lempo e por brilhaules rudeios, fe-
char sobre os aconlccmenlos esobre os dmeos o joi-
zo da posleridadc.
A Franja acolder esle aclo de reparajao com om
respeilo misturado de recondecmento.
Soldados! he a vs principalmente que lendo
misso de drigr-mc hoje. A glora do marechal Ney
perlence Franca ; mas ella he cm primeiro logar o
patrimonio dB exercilo.
n Sua vida se confundi as mais bellas recorda-
e,0es da nossa historia militar. Seu nome cresceu de-
baixo da* dandeiras, do balalha em balalha, de El-
cdingeii, Moskowa !
b A Allemanha, a Italia', a Uespanha, a Russia fi-
nalmente conlemplaram.em seus mais famosos cam-
pos de balalha esla figura nobre e esforjada, 13o im-
passivel no perigo, como o bronze que a reprsenla
boje.
a Seguir o marechal nos pormenores de urna car-
rera militar fra escrever a historia de nossos sucees-
sos mais gloriosos ; contenlemo-nos boje de trarar r-
pidamente os prncipaes feitos de sua vida.
a Nascido no mesmo anno em que nasceu o gran-
de homem que devia ser seu imperador, seu meslre
e scu amigo, Miguel Ney senlou prara em 1788 como
simples hussard. Em 92 elle era segundo lenle:
cm 06, general de brigada, e aos Irnla annos de ida-
de, em 1799, general de divisab.
a Todos os seos poslos, elle os havia obtido em ou-!
tros tantos campos de balalha, lodos tinham sido a
recompensa de um feilo brilhanle de armas ou de
urna victoria, e este homem j Ilustre no exercilo,
j condec do e amado dos soldados, cuja confianza el-
le j tinha conquistado, 13o simples, lio modesto,
qunto hbil e valenle, nao linha oulra ambicio se-
no servir ao seu paiz, e recusava duas vezes os
graos, que linda tao liem merecido. Duas vezes, pa-
ra os aceitar, ceda s instancias e mesmo s ordens
de Kleber e de Bernadotle, enlao seus chefes imme-
dialos.
a Em 1800, em Uohenlnden, esta irmaa rival de
Mareoso, Ney auxilia poderosamente os esforjos de
Morcan.
a Enviadoem 1802 Suissa, como minislro'ple-
nipotenciario, o guerreiro lorua-se pacificador, e taz
um tratado de paz, cojas bases sabsislem ainda.
a Chamado ao acampamento de Bolonba, seu ge-
nio se applica a formar o ti corpo, que devia logo
mostrsr-se digno de seu chefe. ,0 imperio eslava
creado, c Napoleao I, que conhecia lambem os ho-
mens, escolheu para mareedaes, enlre seus generaesi
que desde muilo lempo repelliam o uimigo do solo
da Franca, aquelles que linha julgado os mais ha-
bis e os mais bravos. Ney linha alcanzado seu bas-
ti de marechal como lodos os seus graos.
ii Eolio he que o genio do guerreiro cresce com
suaposirao npparece em lodo o seu lustre.
Qual he o militar francez, cujo coracSo nao pal-
plou narraeao desse bello combate da Elchingen,'
que livera sfdo bastante para a gloria de um ho-
mem '.'
a Elchingen preparava a queda de Ulm, Elchin-
gen se prende ao uqme de Ney.
_ Deveremos por accaso' segui-lo no Tjrol, em
lena, onde elle combate ao lado do marechal Can-
iles; em Magdebourg, emExlau, cuja victoria lio
longo lempo disputada e lao custosamenle comprada
elle decide ?
a Mas, senhores, este homem lao ardcnle, 13o jm-
peluoso no ataque, vede-o calmo e impassivel na re-
lirada, dando com sua alllude um eslrendoso des-
mentido aquelles que qoizessenr pretender, que o
Francez s sahe bater-se marchando palia diante.
a Admirai Ney eos soldados que elle cOmmanda ;
elle fez passar para lodos os coracOes sua calma, in-
trepidez c seu poder de resistencia ; ensinou a lodos
nos o que a vontade, a habilidade e a energa podem
obter as circunstancias as mais desespetadas.
a Na Prussia, em Guenslad, o 6 corpo nao conla
mais que 8,000 homens. Bernogsen, frente de
40,000 Kussos, se lisougeia altamente de derrota-l
completamente, porem Ney sabe tornar lodos os seus
esforros impotentes: elle defiende o terreno palmo
palmo, aproveita-se de todas as posiroes, recua com
calma e leu lidio ; em Ires dias caminlia cinco leguas:
e sempre atacado por forras quintuplas das suas, e
sem perder urna pera de arlilhara, rene o exircilo
para Iriumpliar com elle em Friedland.
a Na Uespanha bellas campandas o esperavam
anda, e de 1808a 1811. elle faz aadmiracao dos In-
glezes como dos Francezes.
a Em I812se abre a campanha da Kussia. O im-
perador confia ao duque de Elchingen o cummando
do 3 corpo."
a As victorias de Smolensk, Valentino, Moskowa,
completan) a gloria do marechal Ney ; porem he no
mmenlo em que-principiam nossos desastres, que o
hroe se moslra lodo.
a Ney linda penetrado- e destruido os balalhoes
russos ; boje elle nsdelem, os provoca, os obriga a
conlempla-lo com admirarlo. Com a espingarda na
mao, sera depr obasliodo cumulando, confundido
com os soldados, que elle iiillanima com sua coragem,
multiplicando este punliado de bravos, que cresce
aos seus olhos, elleoppoe a habilidade, a leoacidade
da defeza ao numero ; triumpha no niesmo momento
em que se julgava que vai cadir, e perlence-Ilie a
Eolio levantando as maos para a cruz que se de-
senhava no meio dos ares, exclamou: i
Refugio dos desgrasados, guia-me! salva-me !
E dizendo estas palavras, dirigise para a ca-
pella.
A porta do Jardim eslava aberla; pois desde que a
peste exercia seus rigores em Florenca, uuiguem oc-
cupava-se delle; mas as flores do mez de mao co-
briam os algreles e embalsamavam o ar da noile.
IX
Mil lemhranas doces assallaram ao mesmo lempo
o espirito de Flavia.
Todos os prazeres de sua mocidaderepresenlaram-
se-lde io espirito respirando o aroma das llores.
Ella lirou urna aeurena que acbava-se m3o, e
apertou-a ao seio.
Unan urna lembranra confusa de casamenlo e de
bodas vcio inipressiona-la, e o espectro de Bisdomi-
ni passou-lhe dianle dos olhos.
Um grito de susln escapnu-lhe do peilo, e laucan-
do a flor no cilio ella foi refugiar-so na capella, na
qual passou a noile entregue a una insomuia de-
lirante.
Ao despuntar do dia. depois de urna breve e fer-
vorosa orarao, Flavia sabio e diigio-se para o cen-
tro da cidade. -
Seu andar era lento, seus memhros estavam esmo-
recidos : ella nao se lembrava mais que est mal ves-
tida, a necessidade e o desespero exlinguram nessa
nobre alma a consciencia do pudor. Flavia iguora-se
a si mesma... ella camiuba ao acaso../ lem fume.
Por toda a parle onde passa evlam-na c repeliera
seus rogos.
Pela sua pallidez, pela desorden) de seus cabellos,
e pela sua quasi nudez, todos a julgam delirante ou
atacada da pesie.
Instinelivmenle a infeliz dirigira-se para a casa.
('.desando porta, aeda-a fechada, bale... ninguem
Ihe responde.
Enlao lembra-se de. que nao lonae dadi be a mo-
rada do um amigo de Marco... lalvez elle a reco-
Iha !... E F'lava poz-se novanienle caminho.
Ella linha-se esuuecido de que os Adimari, bem
como Marco se baviam retirado de Florenca, Che-
gando ao palacio, a moca levanlou a visla.... Tudo
est aberlo. Urna niiillido de genle do novo adi
esl eslabelecida, eenlrega-se aos excessos de urna
orga.
Algans homens tendo o copo na m3o estavam i
varanda. quando ella parou dianle da casa, os quaes
apenas a viram. enlraram e fecharara precipitadamen-
te as portas e janellas.
Flavia continuou scu camindo. A6 forcas come-
raram a faltar-lde, e lodos ns que passavam desvia-
vam-se della com espanto.
Era sua afflicrio, u lembranra dos Malavia yem-
Ihe a memoria,
gloria eterna de ler salvado os restos
cez, muilo mais de ler salvado
a Moskowa linha dado seu
no dia de urna victoria ; m;
rioso, a posteridade sempre
oulro em lellras indeleveis:" la Brj
a No meio de tantas acedes 'j
sabis, oh soldados, qual he o
gloria do marechal Ney ? He essa firme
nos revezes. Emqoanlo duraram os di
ra,o marechal Ney linha tido
os ler nos dias dos infortunios.
a 1813! 1814 I tembram
Ney dispula aos nossos i n
nha conquistado, e ferirlo duas >
I.eipsick enlra em Franca p
seu peilo a invaso eslran.
a Champ-Aubcrl, Moii
do do imperador, defienden
solo sgralo da palria.
n Em Walerloo, a fortuna re
gem; tndo. al essa morle do solnau
da ao bravo dos travos, e-que elle r.
menle atravez-da metralha.
(i Aqu, senhores, quizera podar
pensamenlo, como do vossn
das civs que, em 481
Franca ainda mais lalvez do qu r
geros.
o Comovida das uivises da patria, *
rechai Ney se pertnrbou, como
em urna oulra poca a alma i
Condes.
a Como estes, elle commet
que elles os expiou.
a Por islo a posteridade es;
passageira de umheroe, e dir
kowa o queBossuet disse do
a EUe parecen ento com u!
pelo, que as desgraras a
des.
a Assim lie qne o nome do^^H
brecido riela viclorla copsa'-
'inmortal como o desses hroes
dirio traosmitle de secuto em'se
a Entrava.sem duvida nos designios ila
ca, que urna satisfagan su
do marechal Ney pelo hen
a Preenrdida no reinado de
parado nacional offerece
cante para a.familia ede i
ridade.
a Agradecimos portan'lo. sei
pensamenlo nobre e grjnae qu
da Frnra, e permiltioaocxei
rar aspirarse militares ao
grande capitao.
Eslo discurso pronunciado co
frequcnlemente interrompido
sos, e lerminou no rqe'io dos lirado
o imperador. '.
Mr. Dupin ain, que linha
Berryer pai a lionra e a corage
rcchal em 1815, nao podia deix
voz eloquenle nesta grande solemnidaj
O discurso que He" proterio, impre
menle os assistentes.
Discurso de Mr. Dupin'.
a Senhores. Em 1815, qoando P
cupado pelos exercilos estrangeiros.qu^
raeas, ainda fumegantc
Iberias e o Luxembeurgo, Mr. Berryci
mus encarregados da defi
priamos enlao um grate
profisso do advogado. N
tunsos : o Ilustre acensa
Hoje, depois de uro
do por muitas revolac,oes.
recital, assislir ao grande a
da memoria de seu pai
muilo llies agradece de me lererr. i
Trintaeoto aunosse lem |
la fnebre, de que este dia i
jolgo feliz de me achar com um liiols
qne linha enlao, afin) de poder dizer
liberdade, enraro e acento do
sa condemnacao nao foi jus^^H
l'erida em presenta e sob a conipraado]
ro. a He em nome daEuropc
nistro da reslaurarao cmara
Ihe a aecusarao do marechal,
que venho tappliear e pedirle
que julcueis o marecbai Ney.
nanlo nao foi proferida
um artigo formal da conv.
mas na mao juntados muros i
nipotencaros desla convencSo. c
uiunha perarile as cmara
pelo chanceller sobre ,
nossa negocaeio, o general Guillen!
nesles termos, a Foi encarrega
lado maior do exercito de estipe nitlta aja fa-
vordas pessoas, quaes quer qui
opinies, suas fuirOes e sua conducta. Este ponto
foi concedido sem contestarao: Eu tinha' ordem do
romper toda conferencia, se por accaso me

Elles lerao piedade de mim, diz ella comsigo,
e o*oHos enchcin-se-llie de lagrimas.
Mas as Torcas escoladas mal permiltem-lhe arras-
lar-se: ella camiuha penivelmenle, e alcauca a casa
habitada por. Melro e seus lilhns.
As portas e janellas estao fechadas. Flavia bate
muitas vezes, mas de balde!....
Tudo esl perdido! disse ella, c cabio sobre a
Cidrada.
Ouando recodrou os sentidos, a noile envolva
l'"loretir,a em suas sonidras. F'lava nao soffria mais
da Come; porm urna sede ardenle a devorava. Ella
oldeu em torno de si, e vendo urna mufher qoe se
aproxima, um luzir de esperance a reanima.
Do mais longe que julga poder ser ouvida, a po-
bre moca diz com voz enfraquerida :
Tenha piedade de mim!... de-me algum ali-
mento!...
Tin grlo agudo foi a resposla que recebeu.... 1,'m
instante depois ella lornou i ardar-se ssnda em face
da niizeria.
Flavia senlia-se morrer, sen olhar eslava perlbr-
dado, cum suor fro corria-Ihe da fronle: seus la-
bios descerados e enireaherlosdavam passagem res-
pirato penivel e arquejanle.... Quando ia perder
loda a esperaiiea, ella vio um homem dirigr-se pa-
ra a porta de Malavia, reconheceu claridadede
urna lanlerna as feicoes de Ludovico.
inmediatamente retirando toda a sua energa por
um ultimu esforro, ella pOe-se no camindo.
Ao rumor de seus passos Ludovico volla a caliera...
Dos salve la alma diz elle eslremecendo e
fazendo o signal da cruz.
Depois enlra precipitadamente na casae fecha lugo
a porta.
A desgracada Flavia proslra-se no lumiar.... pe-'
de accorm.... mas sua voz xai quelirar-se conlra
una pereda sem cedo.
Lagrimas ardentes correm pelas faces paludas e
(lesfeilaa da pobre crealura.
Marco! Marco! exclama ella em seu desespe-
ro, alma de niinlia alma! responde a minlia voz af-
ilela !.... Reos misericordioso! dai-me forcas para
ir morrer senao sobre seu peilo, ao menos no limiar
de sua porta!...
Dzendo estas pal ivras, ella lev anla-sc e poe-sea
camindo. > A casa mo he totige.... esl adandonada
sem duvida... mas de l que ella quer ir morrer,
Animada por esse pensamenlo, Flavia vai caraba-
Icando, e de esforc em esforz chega prara Pilli
O palacio de Frescohaldi esl em sua frente....
ella o v.... mas as' pernas ctirvaiii-se-lhe e ella
continua arrastando-se.
A' medida que se adianta, uIsa distinguir no inte-
rior do palacio.... oh alegra! urna luz.... seus sen-
tidos perlurdam-se, e suas ideas eonfunileni-se... Es-
sa luz i
firmamento... alguma estrella correndo lentamente...
ou a ultima liallucinacAo de sua alma separaudo-se
do corpo, e vollaodo para o seio de Dos!
Flavia bale.... urna voz exclama:
Es tu l.uduvico?
A porta abre-se com esliendo e Marco apparece
com o semblanle espantado e altonilo, e leudo os
vestidos em desordem: sua vista para sobre Flavia
a qual jaz a seus ps quasi nna, e com os cabellos des-
grenliads....
He Flavia! he ella mesmo.'.... F.
ra a amante, Marco toma-a no depoe-na
em um leito.... Ajoeldado junl eonlem-
pla-a com arrebalamenlo; sol psea-
pam-lhc do peilo,... A alegrii loaue-
agitam-no alternativamente.
Flavia! Flavia! querida de mi nha alma an-
da vives!... torno a ver-te, e a a ,breo
jeito! Dos! dai-me forcas para resistir an prazer
que meopprirae!... Pobre pomba fada, vem. des-
cansa sobre o meu eoraco! aqoece-te sbreosle pei-
lo abrazado de amor! nada pode de ora em dianfe.
separar-nos.... Ternuras inefaveis! santoseilases,
delicias sem nome, rodeai-a com voseas encantos.'....
Anjos do co, celebrai minba felcidade!.... Flavia
emfim he minha!
Dizendo estas palavras com a de
imaginario que passa sbitamente i
de morle e de desespero, s alegriai,
tes rio amor, Marco chorava e ra ao ]
lagrimas abundantes innundavara-lbl
Porm Flavia nao dava mais signa.
Marco procura logo (glhla torna
corro de alguns cordiaeslQpassa o r.
lo della prodigalisando-lde os mais
A dor da morle de Flavia Ikiha
modo a Ludovico,'que a febro a poder
dia seginle, o o relivera cm Floren
Nao o vendo chegar. Marco nao pde suppo
incerteza que o alurmentava ; tom
Flcrenta ecorreu casa do aprend
parle da morle de Flavia.
Em scu desespeio, elle qni
sua amada antes de sabir de Flore. ar-ia-,
um ultimo aileos; porm uq^^^^|
quasi impossivel em razio da deso
uos enlerrns.
Recejando augmentar sua dor, Ludovico nao alre-
veu-sea lirar-lhe loda a esperanca, e promelleo-lde
levar no dia segoinle as informaffies que procurava.
Porm quaes nao foram sua sorpresa, sua alegra,
e podramos dizer lambem sen espanto, quando
chegando ao palacio de Frescobaldi acdou ah Flavia!
No mesmo dia, e nioodslanle o estado de franque-
za em que se aedava sua amante, Marco relirou-se
de Florenca, e ambos ammpanhados de Ludovico
foram para o casal de Pieiro Malavia.
(ConUnuar-et-ha.;



I
fei'o^pwjwsaU mi refmi, o exercito eslava
promplo p: este artigo he que fh* depr
as armas. Finalmente etta eoudcmna^o A foi
regular, parque a defeza do acensado nao foi
l'or isto, no mmenlo em que seus defenso^^T
: -
n^i!jaiH,na oaniara do cons. e o volos fc-
""" o marechal. premu-
:itenupi;ao,proles!ou enrgicamen-
te de un tul procedluiento. Ale
4* defeza pareceu ser livre, porm
agora. Agrado aos raeus
-: tm feilo catan promplo para fa-
prefiro nao ser defendido absnlu-
Dt lar um simulacro de defeza. Pok qut
eoulra a fe dos tratados, e nao que-
aiuvoque I..... Appello para a Eu
ridade '.....
que o marechal rae enlregofi im-
li vivamente recebido peta opiniao
- alado r por sua familia em uro
foi por mim na tribuna, quaii-
^^Hps depulados urna pelicSo dos
ioselle e pediodo que se ergoesse
rechai Noy um monumento publico a eusta do
alado. Este protesto, os filhos do marechal o reno-
vam face do ceu Elles o depoem ao pe desta as-
istes, senhores, ao cliefe do exereito, ao
a guerra, fallando em Dome do governo e
ropresenlanles.de todo o estado m-
tracar-vos em termos eloquenlos os',
i J'ai-mas. os grandes actos de guerra
poleo ( sem injusticia para atguem )
Braco dos bracos, e cada um de
i doluramente do fundo do cora-
i iqui o guerreiro que a reacc.no
n nao se temlembrado dessas
e Bossuet em defeza de Conde,
que acaba de cilar p Sr. ministro
(o pela gloriado seu grande no-
mortaes Ib
pesares da familia, dr tao lon-
^^B* esperaes orna salisfaco !...
I' "de 1830, o seu nobre retrato ja
j museu de Versainas, entre os
i tedas as nossas glorias nacionaes ;
ande sacrificio exiga urna repararlo
solemne.Ksquecamos as pee
amos somente os fados : nao se
es ndividuacs muilas vezes odio-
smpre notis, roas da verdade das cou-
ta para conservar aos aconleci-
carcter immuUvel a anda que
bem para ensinar aos nossos olvi-
o* a detestar os funestos resulla-
cm todas as pocas e em todos
f | cabio victima de urna reacio polili-
idio imptaravel que ama faeeSoan-
illuslres chefes deese grande exerci-
os gloriosos acabavara de ser licenciados
liso, as margeos do l.oire. O roare-
i de Elchingen, principe de la Mos-
xes victorioso nos campos de balalha,
fferecido em expiacao das glorias
^^ra o estandarte tricolor imo-
l branca ..,. Eslava reservad aoso-
rador reparar esse ullra;e, Ikaaommento de honra no logar de um mon-
3 fonebre, e erguer a estatua do here no roes-
o que vio suecurobir a victima ...
i .Homens, que desle modo te evoca do
ntam diente da posteridade do
consolodoros da religiao, s ac-
eoncidados, e, como o marechal
:lo commando !u
foi acolhido com estrondoosos a p-
cjjal na presenta deS. A. n prin-
>. esta grave e locante solemnidade,
os asustantes urna impressao profan-
ar na) grande echo e. toda a Franca.
(Moniteur.)
DIARIO DE PERNAMBUCO,
TERtyA FEIRA 3
31 OE JANEIRO OE 1854.
-
ssssssssssssssWEiA
AL DO BECIFE.
recebe
Kiries
DE ti DE JANEIRO
OE 1854.
. barSo deCapibaribe.
iveira e Gameiro, abrio-se a
e approvada a acta da anlece-
P^pBiTE,
atdenle da provincia, com-
i da repartirlo do imperio
censiou ter S. M. o Impe-
profonda magoa com que
fallecimenlo de S. M.
Portugal, lomado lulo com
! rumecaram naquella da-
-Inteirada.
:-Vsla, communicamlo
i ama infiammaeao d'olhos, em
uercer o seu emprego, segando
facultativo.Mandou-se
^^^B entrar em exercicio.
^^^da verificacao dos votos de
pode ser concluido boje.
Elicoes do Dr. Hanoel Cle-
mda, de Maria Jos de Santa
de Aguiar, secrelario a
pibaribe, presidente.Bar-
oeira.Rego. l'ianna. G-
AltlO DE PERMMBUCO.
IV
se estiver convencido de que
ravo lio raais dispendioso que
diz um celebre economista
difficilmente se poder chegar,
jamasteis que n'isso intervenham,
o odioso systema da escravido, obra daj
estupida avarea, l funesta humanidade, quan-
to ineoiApatirel com as luzes do seculo. Com
effeilo, secundo observa o Sr. de Holinari en seu
estinavel opuaeuJo, muilo tempo levoa humani-
dade u eonbeeimenio das desvaotagens materiaes e
das odiosas necesidades moraes resultantes desse
rbaro systema; e bem que Smlh e Turgol, entre
ssem estabelecido com eviden-
te do trabalho livre sobre o traba-
ron! tudo o fatal rgimen perpotuava-
f qne nao davam ouvidos voz da re-
compulsavaru as paginas dos economis-
idoopho, (aimente se deixaram cegar pela
inauada com o amor do ocio. Para que
WBfcerforce podesse com successo ergow sua vwt
na Inglateri-a contra o trauco dos negros, para que
" hegasse a ser all abolida, raister foj
a esc
as mas~
tlade
que litigiosos assim como as doutrinas
esotjpiores do secuto 18,bouves*em passailo pa
faraiHarisadas com a ver-
"iiiativas pbilanlropicas
lando-lhe *o sen poki
u iiaisieucia. Como porem se effec-
a,, como se che^uu a en-
ilade do cvangellio -e da
relativamente escravid:io T
nblicaco de epiiseiilns que es-
le rodle que por todos podiam
|p iniprensa batitDMHe
aclarecidos e philantro-
nergicas e perseverantes em
os paiws de
e circ n.iina-
:i t8i8, o curso or-
Cliegando queslao^ saber se o trabalho do es-
' he menos diapendioso que oexeeulado por ho-
mens livres, C. Comle levanta-se, cheio de ndig-
narao, mira a immoralidade que semeliiaut gucs-
: niesnws if sbms, posauido dus mesmos
CA, Sg declara com rnais
brandura (jue nao s trata nicamente de saber por
que preep se pode faier trabalhar um liomem,
mas porgue proco se o pedo fazer trabalhar sem of-
fender a justicae a humanidade. Sao fracos calcu-
ladons, diz elle, osque contan a forca por tudo e a
equidade por nada. Entretanto, depois de luiverem
eito ntir quando a qucsUio lie mal estabelecida,
ambos estes escriptores conseguem demonstrar cla-
ramente que o trabalho que.um homem obtem de
un certo numero.de outros, por meio do constran-
gimento e do castigo corporal, custa-lhe mais do que
o trabalho que obteria d'elles pagando-Ibes um jus-
lo salario.
Algumas pessoas admitijndo como verdade, que
a suslentacao do escravO cusa menos que a do ope-
rario livre, eoacluem d'abi sem mais oxamc qtie o
preep do trabalho do primeiro he mais baixo que o
do segundo, cque por conseguinte aescravido in-
teiussa malerialmente aos.senhores, embora a jusli-
ca se Ihe opponba. Mas bem se v que, ainda quan-
do fosseexactoaquelledado, s porsi seria insuificien-
te,e a consequencia lirada, falsa. Nao basta com
effeilo, para esiabelecer bem o calculo e resolver a
questao, o conhecer o preco da sustenta^ao do escra-
vo e do homem livre ; he nocessario alm disso co-
nhecer justamenle as quantidades produzidas pelo
trabalho dessas duas especies de trabalhadores em
lint lempo dado, e depois ainda a qualftlade dos pro-
ductos de cada um; por quanto, se um operario que
faz por diadous pares do sapatos, por exemplo, re-.
ce>e o jornal dedous cruzados, e se o outro que
apenas faz um par, recebe seis tustes igualmente
por dia, he incontestavcl e fora de toda duvida que
o trabalho desle he mais caio que o d'aquelle, ainda
que o salario que representa a sua suslcnlaco seja
mais baixo. Por outro lado, so atleudormos que
a baraleza e earestia nestas materias deve sempre ser
entendida com relaco qualidade dos productos,
porque o mo e barato sahe sempre caro ;e se reco-
nhecermos que as obras do escravo nao podem
em rogra competir com as do homem livre no to-
cante a perfeieaoc acaba ment, teremos enta che-
gado evidencia, e o trabalho escravo se nos apie-
seniar como mitissimo inferior ao trabalho livre,
debaixo de todas as relacoes. Ora, que um escravo
nao pode fazer tanto ncm tao bem como faz um
bomem livre, he o quejulgamos ter j provado ex-
huberantemenle as considera^oes geraes que cima
expendemos. Nao insistiremos portante mais sobre
estes dous pontos ; confiamos na intelligencia dos
nossos concidadaos para comprehenderem urna do-'
mon::tracao que nada tem de obscura ; confiamos no
9bu bom senso e na sua perspicacia para nao per-
derem a licao dos faelos de cada dia, illudindo-se
sobre o seu proprio interesse. Felizmente para a
humanidade, a historia prova que a industria hu-
mana s prospera quando a elasse laboriosa est cer-
ta de colher os fruclos do sen trabalho ; folizmente
para a nossa causa, nenhum homem ha que nao co-
nlleva por experiencia propria, que s trabalha bem
e com gosto quando v que o jeu trabalho he debi-
damente apreciado e retribuido. Os escravps sao
bflmens.........Passemos logo ao outro ponto.
Nos paizes como o nosso, onde o escravo he con-
siderado pela lei propriedade do seu senbor, pode es-
te regularmente emprega-Io de duas maneiras : ou
em servicos improductivos, ou na produccao da ri-
queza ; isto he, como fundo de consumo, ou como
capital. Empregado do primeiro modo, o preco do
ssrvico do escravo he mais alto que o do sorvico do
homem livre. Nada he, com effeilo, mais ordina-
rio nos paizes de escravos, do que ver urna mulli-
do desses empregados no servico das casas dos se-
nliores, e tal como nunca se enconira as casas de
pessoas igualmente ricas,"mas que s admittem cria-
dos livres. Entretanto, apezar da desigualdade do
numero, nota-se que entre os primeiros o servico
nao s he feilo com menos promptidao, regularid-
de e aeeio, do que entre os segundos, como lam-
bem, que he inferior, ao destes na quaulidade, O
servico que dous domsticos livres poderirm fcil-
mente oxecutar, oocupa muilas vezes seis ou oito
escravos ; he um facto rconhecido e averiguado por
todos Os brasileiros que lera residido na Europa, e
que at pode ser observado por que mnunca la foi,
embora lhe nao seja dado experimentar por si mes-
mo as duas especies de servico ; basta ter escravos
Quem na verdade llavera no Brasil, que nao saiba
e naoconheca que urna casa e especialmente orna co-
zinha sao tanto mais mal servidas quanto maior he
o numero dos escravos que nellas se.erapregam ?
Talsenhor que possue quatro escravos he tambem
servido ou mclhor do que outro que possue doz,
dada a igualdade de familia e mais Circitmstancias
altendiveis, t; se por accaso qualquer destes vem a
lierder alguns dosseus fmulos, nenbuma difTcreiica
apparecer no servico. O criado livre olha como
una vergonha o passr por negligente ou incapaz ;
e esu'consideraeo que o aQlige por amor do discre-
dilo, lorna-se para elle tanto mais pungente
quanto sabe que a sua paga tqm de ser propor-
cionada quantidade e qualidade do seu trabalho ;
desde entao procura elle disiinguir-se por sua acti-
vidade e ligeireza alim de firmar sa reputacao e
Obtei' paga mais avullada. No escravo tudo so-passa
pelo contrario : degradado e conslrangido por mos
tratos, a um servicoileque naotira fructo, todo sen-
limento de delicadeza llie he eslranho, elle tem como
mrito junto de seus companheiors o maior odio que
vota ao senlior commum, a repugnancia, a morozi-
dade o o deleito com que so ha no desempenbo de
um trabalho queso serve de augmentara riqueza e o
commodo de quera o conserva na escravido, d'ahi
vem que todo tempo qne o escravo pode subtrahir
trabalho he para elle um lucro positivo, visto que re-'
dunda em perda d'aquelle eme he considorado como
inimigo. Ajnda mesmoque por excepcao nao sejam
laes senlimentos^a causa do mo servico quc.pres-
tam, nem por isso deixara do acontecer sempre o
mesmo pbenomeno (roe temos assignalado ; e a razao
be obvia, se o bomem livre apetece naturalmente o
repouzo e o ocio, com mitito mais veras o escravo;
por isso, logo queestese.acha em companliia de ou-
tros, encarregados todos do mesmo servido, da-
Ihe a tontacao de escapar pelos esforcos dos compa-
nheiros ; e na supposicao de que as suas faltas sero
por elles suppridas, ci-lo que se entrega a preguiea,
aojdeleixo. Como porem cada um por seu turno
faz o mesmo calculo e conta-com a mesnia cousa, ta-
mos em resultado qne o servido ser necesariamen-
te irregular; demorado, e imperfeito -na proporcao
do numero dos escravos. A vista disto be claro qne
os servicos improductivos do escravocuslam mais que
o do eriado livre.
Quando o senhor emprega o escravo como capi-
tal para por meio delle obter. um rendimonto, pode
consegui-lq de tres maneiras:oceupando-o eraum
trabalho industrial empreliendido e executado por
Ma con la ; alngando-o a um cepitalista que Taca
alguma enjpreza manufactureira ou agrcola, e rec-
bendo delle um'ganlio quotidiano deduzidas as des-
pezas da sustentacao ; ou ento exigindo do seu-s-
eravo um Iributo em compensacao da liberdade
que lhe cancede de trabalhar por conta de outrem,
ou'pbr sua poropria conla.
As dtspozas da sustentacao, isto he, o ciusto do
trabalho do ese.ravu, sao as mesmas quer o senhor
o^mpngue, qtier o allugue.; a unicev dillrenca he
que, no primeiro ca?o, o avanco ou adiantamenlo
deesas despezas he feilo pelo mesmo senhor, ao pasJ
so que no segundo he feito por aquello que loma o
escravo de alugnel. Dabi resulla que o proco do
alu;;ni'l necessariu do escravo equlvaa ao do salario
belecer una relaeao entre ambos, e chegar a conhe-

dinai
platel
Brasi
J: : i grandemeip qge na In-
Htv que lait^ emprega:
o&sa'obtexo meam resllado.
_________________________________________________________________________
cer com xaelido qnal das duas especies de traba-
lho eusta mais, be necessario indagar de que elemen-
tos se cumpoe ojluguel necessario do escravo, o ao
io tempo o salario necessario do trabalhador
livre.
1 a libertara* e-
Estrada,
ptawa noticia do estabejMi-'
Ainda o dci
gPW Ote abril de I8W,'qtrf alias
Tle fim um ptazo de dous mezr,
j o egros, com
ruido propasado pela prolamaeo.es* repblica, e
lerandu esfa como incompnlWerom a escravi-
dao, haviam em massa redamad e oblido a sna
O poeco que oproprieiario'deve oxigrrpclo alu-
gnel necessario Jo seu escravo, se quer evitar perdas,
tem de regular-se imiurlniente pelas cinco apre-
B segninies, secundo aanalyse bem exacta que
racaoda vida do escravo, ordinariamente mais ur-
la que a do operario livre, em razo de suas maio-
resfadigas, epeior aliinenlaeao ;
3. Pelas despezas de sna subsistencia ;
*. Pelo reembolso, com juros, da somma desua-
da ao seguro da vida do -escravo, se tal soguro
houve.
b.- Pelas despezas da-adminisiracao (|ue exigem
a subsistencia do escravo e a vigilancia de seus tra-
balhos, administracao que reclama mais cuidados
que a de oulra qualquer es|iecie de propriedade, e
que por esta razao deve ser jnais dispendiosa.
Os elementos que conslituem o salario necessario
do operario livre, sao as despezas da sua propria
subsistencia e da de sua familia.
Ora, como essas despezas servem para esiabele-
cer o preco do trabalho do operario escravo c do
operario livre, e como segundo .clculos evaetissi-
mos, o capital empregado na compra c na instrnc-
cao do escravo equivale as despezas da subsistencia
da familia do operario livre, he evidente que, sup-
pondo mesmo o trabalho desses dous operarios ca-
paz de produzir os mesmos resultados (cousa im-
possivel como j demonstramos), ainda assim nao
poder nunca o preco do irabalho do escravo ser
mais baixo que o do trabalho do operario livre, a
menos que a suslenlacao individual deste seja mais
dispendiosa que a suslenlacao do escravo.
Entretanto, se nos occuparnios de indagar qual
o cusi da sustentacao ou subsistencia individual
dessas duas classes de operarios, nao poderemos
deixar de reoonhecer que a do escravo lie a mais
dispendiosa.
Com effeito, as necessidades materiaes do escra-
vo e do homem livre sao idnticas; e ainda que os
vestuarios e o alimento do escravo sejam mas gros-
seiros que os do homem livre, sua subsistencia
com tudo deve ser mais custosa, porque exige a in-
tervenco de um vigilante ou fettor, de ordiuario
negligente e infiel; o passo que o operario livre
preside geralmente s sua subsistencia. O escra-
vo opprimido e sempre descontente, nao tem ne-
nhum inleresse em que *ua subsistencia seja pou-
co dispendiosa ; pelo contrario he intessado em
fazer soffrer ao seu senhor iodos, os incovenienies
que lhe devem resultar desse genero de trabalho;
por isso elle consom mais que o operario livre,
embora nao seja mais bem nutrido do que este :
furia e rouba quando tem occasiao, destruc o que
pode, o nao economisa de nianeira alguma as des-
pezas de sua sustentacao. O operario livre, rielo
contrario, he inleressadd em passar urna vida fru-
gal, e em fugir de lodos os gastos inuteis, porque
desta economa deve resultar maior somma de bem-
estar para sua familia.
He portento fora de duvida que a laxa necessaria
da sustentacao do operario escravo he mais elevada
que a do salario do operario livre.
Urna prova irrecusaver que vem anda em apoio
desta verdade, he que a taxa corenlo dos salarios
dos operarios escravos em nenhuma parle he mais
baixa que a taxa corrente do salario dos operarios
livres. Slorch, que tratou desta materia com os co-
nhecinientos praticos que lhe fornecia o estado do
seu paiz, assegura que os escravos alugados em S.
Petersburgo (capital da Russia) como, operarios ou
domsticos, contontavam-se mais difficilmente que
os operarios livres com o preco corrente do jornal,
nao obstante o seu grande numero ; e que no in-
terior do paiz, excepcao das capitaes das provin-
cias, o preco do aluguel dos escravos era inai rele-
vado que o do jornal dos operarios livres. Na Ha-
vana, onde s algumas familias nao tem, como na
Russia, o privilegio de possuircm escravos, e onde
por conseguinte os que os alugam nao exercera um
monopolio, o aluguel de uta trabalhador escravo,
por um dia, he igual ao preco do jornal de um tra-
balhador livre ; e se alguma diflerenra ha, provem
ra maior ou menor habilidade do operario, sem
]ue sua qualidade de escravo ou do homem livre
influa cousa alguma. No Brasil sabem todos que,
nos trabalhosem que os escravospodemeompetir com
os homns livres, nao percebem os senhores pelo
aluguel de sua propiedado nada menos do quecos-
tumam perceber os opranos livres pelo seu traba-
lho ; e nos serviros domsticos, acontece mesmo
que o salario do escravo he muilo mais elevado que
o da pessoa livre.. Assim, por cxemplo, podoreis
tomar na cdade do Reeife urna criada ou ama para
o servico interno de urna casa, pela quanlia de seis
mil rs. mensaes; ihas.se por qualquer consideracao
preferirdes tomar urna escrava, nao a tetis de seu
senhor por menos Je dez ou doze mil rs. No tra-
balho braca!, que nenhuma intelligencia exige do
iralwlhador, o salario dosbotnens livres equilibra-se
geralmente cora o dos escravos, tanto uns como ou-
tros podem ser pagos por 640 at; 800 rs. ; nos
trabamos porem quecxigemintolligencia.e nos quaes
I nao podem os escravos competir com os operarios
livres, manifesta-se c phenomeno de que mais ci-
ma fallamos, e que por toda a parte onde ha escra-
vos tem sido verificado ; isto he, a excessiva cares-
lia da mao d'obra, o alio preco do trabalho de um
oflicial mecbanico.'
A vista tM exposto parece-nos que ja ninguem
deixar^convcncer-se da excedencia e pvimazia
do trabalho livre sobre o escravo, tanto pelasua-pcr-
feiso como pela baraleza absoluta ou relativa, con-
forme as dilTerentes circumstancias que temos des-
criminado. Nao nos eslenderemos portante mais
acerca desse assumpto temos necessidade de con-
cluir as nossas reflexes, e ainda nos restam duas
palavras a dizer.
Sempre que entre nos se trata de colonsagao, de
abolico do trafico, dos males provenientes da es-
cravaiura ; quando especialmente se procura esta-
belecer comparacao entre o preco do custo do tra-
balho livre e o do trabalho escravo, como acaba-
mos de fazer ; os nossos senhores de engenho e ge-
ralmente todos os possuidores do escravos, costu-
mam responder a isso com objeccoes liradas da na-
lureza dos trabalhos do campo : elles desenvolvem
os detallies da plantario da canna, do corte, da
muragem ; e insistiudo sobre a rudeza dos diversos
trabalhos que exigem todas- essas operaces, con-
eluem afirmando queum engenho nao pode prescin-
dir de escravos, que a caima nao pode ser cultivada
Senao pelas mijos desses inizoraveis. Cremqg, que
melhor concluso tiratiam elles, se renectissem que
lodosos seus atrazos, todas as suas dividas, origi-
nal amento provem de lo fatal rgimen. De certo
parecem ignorar os nossos scnhoresdeengenlio ate .que
ponto de rudeza leracliegadn o trabalho do homem ;
e admirados ficaiiam, se Ihcs apresentassemos, por
exemplo, os detallies do trabalho exigido por urna
mina ddcarvao de pedra,.e a parda'rudeza do tra-
balho.o perigo de vida que corre o trabalhador livre
o mineiro curopeu. Nao he porem desta maneira
que queremos responders suas objeccoes : outro
cammho temos a seguir ; queremos fallar-lhes de
urna planta inimiga, boje cultivada na Europa cont
successo,
Poder algucra duvidar que a canna nao seja in-
finitamente mais propria para produzir o assucar do
que a beterraba;quonaoconlenha niiiilomais materia
sacuariiia, eque aextracrao desta nao stja muilo
mais fcil ? He o que ninguem ignora, o o que
passa por incontestavel. Entretanto abcierrabahe
cultivada por nios livres, he cultivada com 'intelli-
gencia, com habilidade e affeico por aquellos a
quem interessa o bom xito da sua plantacao. Nas-
cida em Franca ao abrigo da quasi proh'ibicio do
assucar de canna, sob reinado do bloqueio conti-
nental, ella emsceu, e dispoz-se pava una lula ;
quizeram emkirgar-lhe o descnvolvimentocoma iin-
posico de direitos, e ella resisti, e conservou-se
em prognsso apezar delles ; hoje esta prestes a cs-
ijgar, mesmo com armas iguaes, a canna, sua ri-
val e cf.ncurrente. Emquanlo a beterraba enri-
queca o rendeiro francez, a caima, cultivada a
rusia de lagrimas e de sangue, arruinava o fazen-
deiro das AntiBlas, o possuidor de escravos, ades-
pcito das baleras das alfandegas, por elles maneja-
das. J loda a Europa da-se pressa em imitar a
Franca, empreliendendo como ella a cultura deesa
planta, o novas fabricas de assucar se levantam por
toda parte. Em 1851 s" aquello paiz contava,
304fabric.iSBmaetividade,produzindotodas~G,151,
128 kilogratiimas de assucar ;(12)ecomo a indus-
tria dos lieterrabcros vai sempre em progresso, po-
de-se fcilmente avaliar em que estado senao acha-
ra presentemente (13). Em laes circumstancias o
. 1.1 9o juro do capital que lhe custa/am o i
vo ea Instrucco que lhe deu para milliorar sua
faeuidads productivas, isto he, para lhe mandar en-
sinar umotBcio ep-lo om estado.de trabalhar
em urna industria qualquer':
'lo reembolso desse capital em um iterva-
liberdade. a. Garmer, MoraJgjj BH.p. l8l.' Igde lemporfliado segundo a probabilidade da du
(JJornal dos Economistas do mesmo anuo, vol. 2.
(13) Tie rnidos proaressos tem feilo a industria
do asencar de como em quantidade, que semiudo se exprime um
indicioso escriplon (no Jornal citado, em o auno
de 18.50, ja os leslsladorcs francezes arhwn-se em
(alas, sem saber como bao .de proteger ao mesmo
tempo o assucar indgena e o assucar colonial; e
como no pensar desee escriptor o assucar de canna
que ser da industria da canna, principal fonte da
riqueza do Brasil f O decrescimento do preco dos
nossos assucares nos mercados da Europa desde al-
guns anuos, be um facto innegavel esobre o qual
ninguem se deve Iludir; elle nos mostra que deve-
nios apereicoar o fabrico do nosso primeiro gene-
ro de exportecao, por meio de processos intelligon-
tes e regulares, sob pona de tornar-se improductiva
a nosta industria. E os bracos escravos sao inca-
pazes de realisaretn melhoramenlos desta ordem,
poique flta'-ihes a intelligencia e a boa vontado, que
s podeihdar s forcas do homem una direco6 fe-
liz e proveitosa. Por outro lado, as difficuldades c
embaraces que o assucar brasleiro enconira na Eu-
ropa para sua venda e prompta extraejao, em con-
sequencia da concurrencia cada vez maior do as-
sucar indgena, que alm da superior qualidade,
tem a proteccao dos direitos diQcrenciaes, altamen-
te nos clamam que, sob pena de inminente ruina,
devenios trabalhar por diminuir o custo da produc-
cao do nosso assucar, naturalmente aggravado pelas
despezas do transporte, aGm de que ello possa all
entrar em competencia com o assucar da beterraba.
E os braco; escravos sao ainda um obstculo inveu-
civel a consecucao de semelhante resultado, porque
com elles nao ha produccao barata possivel, Nao
existe portante meio termo ; derenunciar ao funes-
to rgimen da escravido, ou sujeitar-se s even-
tualidades de urna industria ruinosa, a urna vida
de atrazos, e por fim a urna morie algum tanto ig-
nominiosa.
Da aboligao da escravido. (14)
O continente americano pode ser dividido om duas
grandes regies, urna situada debaixo das mesmas
lattitudes que a Europa; oulra colocada defronto
da frica e da Asia meridional. A primeira com-
prehende os Estados do centro e norte da Uniao
Americana e o Canad; a segunda estende-se dos
35 graos de latilude boreal at aos confus da Ame-
rica meridional.
Com menos de metade de ierras cullivaveis e um
solo do urna qualidade bem inferior, a regio do
norte nutre quasi tantos habitantes c possue mais
capitaes que a do sul.
Qual he a razao desta desigualdade de siluacao?
Como he que as magnificas savanas das margens
do Amazonas e do Orenoco conservam-se sem cul-
tura o os ricos aneis das Cordilhcias sao apenas
explorados, ao passo que a grande onda da eraigra-
rao europea, depois de ter coberto e fecundado os
flancos desolados dos AHcgharis, se espalha hoje ao
longo daspraias arenosas do Mississipie do Missou-
ri? Como he que a populacao duplica em menos de
vinte cinco annos as regies.do norte e do oeste
dos Estados-Unidos, e fica quasi estacionaria as
outras partes do continente americano?
Mais pasmo nos causara ainda esta desigualdade
de situacao se nos remontarmos a alguns seculos
passados.
Quando a America foi descoberta, a regiao do
norte nao encerrava senao tribus errantes, retiradas
o mais baixo degro da escala, da civilisacao; a
regiao do sul, pelo contrario, possuia populaces
desde longo tempo noticiadas. As nacoes do M-
xico e do Per que Coriez e Pizarra subjugaram,
tenham chegado a um grao de civilisacao igual, se-
nao superior a dos. Egypcios do tempo de Hered-
lo; os iridios pelles-vermelhas que, um seculo mais
tarde, acolheram Guilherme Penn, viviam da caca
e da guerra como as nmadas da Scythia.
Apenas a raca europea invadi o sillo america-
no, Iogo(6ubstiiuio por toda parteas populaces in-
dgenas. As nacoes civilisadasdas regies tropicaes,
tanto como as povoaces barbaras da zona tempera-
da, fofam decimadas em suas lutas com os con-
quistadores. Restam boje apenas alguns destroeos
espalhados de tantos |wvos.
Nao deviamos sup|ior que a mesma lei que pre-
sidir ao desenvolvimenlo das velhas ragas america-
nas, determinara ainda o das populaces emigra-
das, e que o meiodia continuara u preceder o norte
as vas do progresso?
Urna lei opposta prevaloc^u, como se sabe, desde
a conquista. Tanto o sul se achava, outr'ora adi-
antado em riquezas e luzes, quanto permanece ho-
je atrazado.
Entretanto a organisaco poltica e econmica
das diversas colonias do Novo-Mundo nao difterio
sensivelmentena origem. Por toda a parte a ex-
ploraco das colonias pela metropole foi erigida em
principio, e rigorosamente pratcada.
Na verdade,, as colonias do norte quebraram
mais cedo que s do meiodia os pesados grilhes que
as liiiham presas metropole; mas nesse mesmo
facto, nessa necessidade precocede liberdade de que
ellas foramassaliadas, nao se pode achar o testemu-
nho de urna vitalidade mais enrgica e mais gene-
rosa, de umlesenvolvimenlo social mais rpido?
Devenios attribuir a desigualdade dos progressos
das colonias da zona trrida c da zona temperada, a
una desigualdade as raras que foram pvoar o
meiodia e^. norte do novo continente? Devenios
suppor que a raca franceza c a rara hespanhola se-
jam menos iitelligentes e monos laboriosas que a
raca ingleza?
Isso nao he admissivel. A pretendida superori-
dade de aptido eolonisadora, attribuda raca in-
gleza, acha-se alias infirmada pelos tactos. As co-
lonias da Graa-Bretanha as regios tropicaes nao
antecederam em prospe-idade as das outras nacoes.
At estes ltimos lempos, a situacao material e mo-
ral (be Antlhas inglezas tenidifferjo pouco dadas
Antilhas francezas e hespanholas.
He pois. influencia do clima que se dove atlri-
buir. a grande desigualdade dos destinos da colon-
saeao europea as regies do meiodia e do norte do
continente americano.
Para aproveitar o solo virgem das duas Ameri-
cas, eram necessarios trabalhadores agrcolas. A
Europa podia obte-los para a regiao do norte, on-
de elles tornavam a adiar o sol e a vegelaco da mai
patria, nao poda forhece-Ios regiao do sul onde
nao se aclimatavam.
Desde os primeiros lempos da descoberta do No-
vo-Mundo, fez-se na Europa a leva dos trabalhado-
res agrcolas: Os que foram transportados para o
norte prosperaran! rpidamente e tornaram-se o
tronco de una populacao vigorosa :' os que so trans-
planlaram para o sul, licaram pela maior parte mi-
zraveis e sua raca degencrou. Tanto a populacao
branca que-cultiva a trra nos Estados-Unidos he
forte o vivaz, quanto os peqnenos-brancos do nos-
sas Antilhas que utilisaui por si mesmos suas pro-
priedades, sao destituidos de actividade e de ener-
ga.
Nao s as populaces agrcolas transplantadas pa-
ra o sul tcm-se abastardado physicamente, como
tambem seu desenvolvimenlo moral recebeu um "ol-
pe funesto. Em vez d aperfeicoar-se, sua l'mgua
corrompeu-se, signal irrecusavel do .abatimento in-
tolleclual.
A matonea dos trabalhadores indgenas da Ame-
rica do sul foi poisao mesmo tempo un acto br-
baro e um acto desintelligente. Por falla de bracos
convenientes para explorar as riquezas vegetaes e
mineraes enterradas no solo das regies iropicaes, as
mais bellas partes do grande dominio, que o genio
de Colombo alcancra rara europea, escaparam
colonisacao.
Se desde o XVI seculo, as regies tropicaes do
Novo-Mundo houvessem sido exploradas por tralia-
Ihadores agrcolas tao intelligentes e tao alivos ro-
mo os que foram rotear as terras da regio tempe-
rada, he provavcl que o sul livesse continuado a
preceder o norte as vas do progresso, lie prova-
vol que as praias do Amazonas e do Orenoco nu-
trisseiu boje urna popubeao tio superior das
margens do Rio S. I.ourenco e do Mississpe quan-
to a M'gelario dos trpicos excede em vigor e em
magnificencia a dos nossos fijos climas.
Os aventureiros pobres ou burgnezes que foram
buscar forluna ao sul, viran logo abortar seus pro-
jectos de. oxplacau pela falta de trabalhadores su-
balternos. PanTsalisfazerem sua cubica barbara,
elles exienuaram de irabalho os desgracados indios
escapos s malaraias da conquista.
-------------------f------------------ ---------,-
representa todos
francez, farilme
lula nao est cu
raba ras colon i;
Imada e o assi
mundo.
(14) Anda.
Franca, fosse
repblica de fi
lambem a abo!
uacao; bem
ilo seu valor
soflr a peior
c sem nenluiina
. Havia entao sobre a costa d frica urna multidao
de negros que gera.iam na escravido. Um philan-
tropo desse lempo, o exeellenle e pjedoso Las Casas,
pensou que comprando-os a seus senhores para os
transportar Anieaira, faria urna obra til ao mes-
mo lempo aos colonos, aos indios e aos proprios
escravos enriquecera os cotonos obtendo-lhcs
os trabalhadores necessarios explorado do solo,
diminuira o pesado fardo do trabalho (po esma-
gava a raca india, mellioraria emfim a rondro
material dos escravos neg^s dando-Ibes senhores
civilisados em lugar de seiilwres barbaros, e sua
condicao moral, sublrahindo-os a seu grosseiro fe-
tichismo, para faze-los entrar no seio da igreja
ebristaa.
Das prevses generosas do piadoso bispo liespa-
nhol, s a primeira foi realsada. A imporlaco
dos negros no Novo-Mundo enriquecen os que os
transportaran! o os que exploraram seu trabalho ;
mas nao impedio que perecesse a raca india j ex-
tenuada, e nemteve por effeilo melliorar o condicao
dos escravos negros.
Viram, pelo contrario, manifestar-so um facto
em qne Las Casas nao tinha de certo cuidado. Sen-
do o trabalho c genero mais necessario as nossas
colonias c por conseguinte o mais procurado, nao
lardou ocommereio deste genero a tornar-se o mais
lucrativo de todos.. Os homens e os capitaes atira-
ram-se a elle com preferencia, c o irafk lomou lo-
go una extenso toconsideravel, que os proprieta-
rios de escravos da costa d'Africa deixaram de po-
der satisfazer s numerosas cncommendas do exte-
rior. Para ohterem urna mercadora, cuja venda
ora vantajosae segura, elles excitaram, no interior,
guerras ificessantes, e houve n'Afrca recrudescen-
cia de barbaria. (e7onltir-*.Aa.)
inleresses docommcrcio exterior
se rrconliece que a verdadeira
enhada entre o assucar de helar-
mas sim entre o assucar de be-1
ar de canna de todas as partee do
a publicado desle opsculo em
rior a poca la proclamado da
reiro, e por conseeuintc anterior
io da escravido as colonias desea
, comludo, que ele conserva to-
lidadepara quem, como nos, ainda
todas as organisaj3es ecouofuica,
espernra de breve a desterra;
Sota O contrato das carnes verdes.
Temos esperado com ancia pela resposla do Libe-
ral tos nossos arligos impressos vio Diario de Per-
nambuco de 17 e 18 domez que expira, resposla lan-
as vezes prometlida, e nunca apparecda; entretan-
to que o Liberal lira continuado por sua conta a tra-
tar df mesma materia sem inlerrupco, qaando *
nossa defeza fui peremptoria, e devia merecer-llie
maisallencao. Nao tacharemos o Liberal dedesleal-
dade, no de certo, porque no ser de nos qoe par-
tir urna eipressilo menos delicada ou oQensva nesla
enfadonha discusso, mas temos direito de queiiar-
nos do seu desprezo, e tanto mais quanto o negocio
nos dizia pessoalmcute respeito.
Nao he pois ao Liberal que nos erigimos, porque
nada temos que respondcr-lhe, nem lhe merecemos
esla altcnrao ; por agora s nos limitamos a dar mal
algum desenvolvimenlo proposii;Oes por nos emil-
lidas nos citados arligos, e que esperavamos faze-b
quando fossem combatidas ou refutadas. Referindo-
nos ento i um periodo do Liberal, em qiie dizia
que a presidencia, confeccionando as modi(cac,Oe>
de 13 de dezembro prximo pa vistas senao o beneficio dn3 conlraladores, e em nada
o bem da populacao, respondemos i esta tirada com
um facto incontestavel,hoje feralmente sabido, equr
se revella todas as semanas pela poblicaco do Dia-
rio de Pernambuco, isto he, o producto das mulla
dos marchantes para o hospital Pedro II.
Esle facto, posto qu de evidente v,antagem para
a populacao, s por si nao bastara para caracterial
a prudente medida das modicacOes, se estas nao es-
tivessem comidas dentro da lei e dos pareceres da
coramissao de inquirilo sobre o negocio das carne-
verdes. Compre paranlo provar, 1.", que as cita-
das inodificacoes de 13 do dezembro ultimo, cslflo
precisamente nos termos presen pos pela le 311 dr
13 de maio do ao.no prximamente Gndo, e dos pare-
ceres da mencionada cummissao; -2.,que nossas mo-
diflcacOes o presidente da provincia s' leve em vis-
tas o beneficio da populariio. assetiurando e firman-
do a fiel execuco do contrato de 6 de junho de 1851
por parle dos tomecedores; 3., que vista do refe-
rido contrato primitivo, a sua fiel excrurao depend:
de habilitar os remecedores a cumpri-lo sem um
prejuizo cerlo e infallivel ; 4." finalmente, que o di-
minuto augmento no preco da carne longe de ser em
beneficio dos remecedores, o foi s no beneficio do
povo, porque leve nicamente por fim assegarar a
plena execuco do contrato, e por consequencia o
abaslecimenlo de um genero de primeira necessidade.
quando lodos os nimos eslavam agitados pela pers-
pectiva de urna secca abrazadora.
Com effeito, desde fevereiro do auno prximo pas-
sado, faziatn os remecedores ao governo suas recla-
rnaees fundados na estaro penosa, que impeda a
descida dos sados, causando urna mortandade espan-
tosa, e elevando seos precos de maneira a causai
um prejuizo cerlo e infallivel. O governo, longe de
atlender a estas recamac,e, alirou-as para a assera-
bla provincial, nao querendo carregar com a res-
ponsabilidade de admilli-las ou recusa-las ; nem
aquclle modo de proceder pode ler oulra inlerprela-
gito. Os fornecedores, .vendo aproximr-se o lempo
de nmacrise inevilavel, sem a menor esperanza nos
recursos, que lhe garanta o contrato de 6 de junho.
julaaram a proposito pedir assembla a rescuao do
mesmo contrato pura e simplesmente, visto que nao
era do corno legislativo, que elles podiara esperar
medidas administrativas.
Por essa occasiao houve rendida discussAo na as-
sembla provincial, ao mesmo lempo que o Liberal
atacava com todas as soas forcas a execoco do con-
trato, tachando-a de pessima e de fraudulenta de-
bati de todos os aspectos, e aos proprios fornecedo-
res al de..... Nesle caso debatia-se a materia den-
tro e fra do recinto da assembla, qaando ama gran-
de materia decretoua lei 311 de 13 de maio, autori-
sando de novo o presidente da provincia a adoptar
todas as procidencias, que julgasse convenientes
acerca do contrato do fornecimentn de carnes verdes,
podenilo rescindir o mesmo contrato, se eoteodesse
qne o bem publico assim o exiga.
Ora, em virtude de que.ou porque lomou a assem-
bla provincial semelhante medida ? em virtude das
reclamacoes dos fornecedores, levadas sua preseucji
pelo p.esidente da provincia. E, porm, os fornece-
dores haviam ao mesmo lempo pedido assembla a
rescisilo do contrato pela impossibilidade, em quo so
achavam do cumpri-lo era virtude da secca, ou vero
prolongado, que se fazia sentir em todas as provin-
cias do norte ; e o que fez a assembla '.' alargou a
sua aulorisacao ao presidente da provincia al poder
rescindir o contrato, se enlendesse que o bem publi-
ca assirn o exigia. Em ambos os casos, lano das re-
clamacoes como da rescisilo pedida, atienden o corpo
legislativo aos fornecedores, mas fe-lo com demasa
da prudencia, nao em beneficio destes, roas em bem
da populacao, cojos interes-es consultou depois de
rendida e prolongada discnsso.
Uevolvendo ao presidente da provincia esse nego-
cio, para sua ulterior deliberarn, a assembla pro-
vincial s leve em vistas a conservaco do contrato
de 6 de junho com as modificaces uecessarias cm or-
dem a habilitar os conlraladores a cumpri-lo sem um
prejuizo cerlo e infallivel; e tanto que autorisando
ao mesmo presidente para rescindir o referido con-
trato, faz esse acto dependente de duas condirOes ab-
solutas, islo be, da espressa renuncia dos conlralado-
res a qualquer indeinnisacin, seja a que titulo fosse,
e bem assim de abril co mito do contrato celebrado
com a cmara municipal a respeito dos arrugues
mesma pertencenles, como se v do arl.2 da rilada
lei 311 de 13 de maio do anuo prximo pas-
sado.
Se a assembla r.So recondocess o dircllo dos con-
lraladores s inodificacoes pedidas, a que viria a con-
dicao da expressa renuncia qualquer iudeinnisa-
cao? lYiilenlguem reruiiriar aquilloque lhe nito per-
tenca, ou a que no leuda incontestavel direilo ? Se
qe conlraladores, no caso da rescisilo d,o contrato, de-
vam renunciar a qualquer indemnisaro, esl claro,
que elles tinliam direilo a ella pelo facto do nao cum-
prmenlo do contrato por parle do governo, islo he,
por nao serem allcudidas as suas reclamacoes em or-
dem a habilita-tos a enmprir o mesmo contrato sem
om prejuizo certo e infallivel. Entretanto ninguem
ainda disse nem dir, que a assembla provincial s
allendeu aos inleresses dos conlraladores, e em nada
aos inleresses do novo.
E como allendeu a assembla aos inleresses do pa-
vo ? na conservaco do contrato do t de junho, ques-
tao ja debatida al pelos altos poderes do estado, era
suslenlacao di lei provincial 278 de 6 de maio de
1851. Se esta lei foi taita em beneficio do povo, se
o contrato que della parti, acaben com o monopolio
particular dos marchantes, seria extravagante ano-
i vollar ao mesmo estado na ga-
qual seria c
ilnaeip n,ri i>nirntp. Pndia nctp raen n nrdnn.
te negar-se as justas rertamacoes dos conlraladores,'
urna vez provado qualquer dos casos fortui los pre-
vistos no artigo 4. do contrato de (i de jundo ? Nao
poda nem devia, se quzeese dar cumprinllnto a lei
de 13 de ma)fj| e salisfazer cuiiscienciunmenta s vis-
tas da assembla provincial.
Que o presidente da provincia eslava plenamente
aulorisado a adoptar qualquer providencia acerca do
contrato das carnes verdes, he islo de evidencia pal-
mar, porque sao exprestes da mesmalci ; qoe a re-
nuncia dos conlraladores qualquer indemnisacao
s era exigida no e*so da resciso pedida pelos mes-
mos conlraladores, tambem he da lei; que a resci-
s3o ficou dependente da citada renuncia, ninguem o
pode neizar ; masa renuncia ,i qualquer indemnisa-
co nao he eligid* aan nenhum outro caso, em ne-
nhuma oulra medida ou providencia do governo
alem da rescis ; entretanto que sem a rescisilo ob-
teve oipresidenle dos contratadoresa renuncia qual-
quer indemnisasao, e por esla parle foi muito adian-
te da lei, sendo este o nico caso em que elle a ex-
cedeu. Fa-lo-hia pois nicamente em beneficio dos
contratadores ?
Do que fica dito se dpprchende fcilmente que as
modificaces de 13 de dezembro, feitas ao contrato
primitivo pelo presidente da provincia, estao precisa-
mente nos termos prescriplos peta le 311 de'13 de
maio do auno pro'ximo passado ; restando s provar
la flmbem esto comprehendidas em ambds os pa-
receres da cominissao de Inquirilo sobro o negocio
las carnes verdes. Com effeilo a Ires medidas prin-
cipaesse referem as citadas modificaces,a saber:
o augmento dos presos da carne durante os 2 pen-
los do vero e do invern ; a nova fncalsacio da
polica ; e a accommod.ico entre as parles contra-
anles sobre as multas impostas ao; fornecedores. no
verao passado. E como a referida comntlssao nao
fallan das multas por ser objeclo de liligjd pendente,
sodas duas primeirasmedidas se oceupou, isto lie,
<1 o augmento dos precos da rarne verde, e de urna
nova fiscalisacao.
E na verdade taes sao as expresses da mencina-
la commisso, quando ntie(diz ella) que nao con-
ciria oulra providencia senao a de deixar o'aclual
ontrato terminar o Umpo que lhe reste, admillin-
lo midificacBet razoaveii nos precos estipulados
note-se de.m,) e esUbelecendo garantas mais eflicazes
jara o fiel c-umprintento do mesmo"contrato, visto
|ue (continua o primeiro parecer da -commisso) se-
'ia pouo prudente reteindi-lo desdeja, e no lem-
po era que se d a falla e caresta do gado (note-se
inda.) sem dar lempo a que medidas sejam lomadas
ooraquellesquesequeiram dedicar ao fornecimen-
lo do gado preciso para o consumo da cidade. .
Ainda lie majsierminante o seguudo parecer, as-
ignado por Ires dos mais dislinctos membrosda re-
ferida commisso, principalmente na parto relativa
as modificasoes do contrato det de junho, as quaes,
no conceito daquelles Ilustrados cidadios, deviam
ser attendidas por serem de justia. Ora, essas mo-
lificacoes eram as mesmas ja pedidas pelos fornece-
dores em soas propostas ao governo ; por lano satis-
fazendo-as em parle, satisfazla lambem a opiniao da
commissodeinqairilo exarada em seus dousja citados
pareceres.Temos por lano sobejamente provado,
|ue, as mqdificac.es ao contrato primitivo, feitas pe-
lo presidente da provincia em data de 13 de dezem-
oro ultimo, estao precisamente contadas nos termos
prescriplos pela le 311 de 13 de maio do mesmo an-
io, e dos pareceres d commisso nomeada pelo mes-
no presidente para dar a sua opiniao acerca de va-
rios quesitos sobre o negocio das carnes verdes.
Se o presidente se raanteve na rbita da lei, e da
pinio de um certo numero de pessoas respeilavis
linsuspeitasactualmente, porque ates mosltaram
no seu primeiro parecer infensas ao contrato e nos
contratadores ; se elle pode conseguir Mos mesmos
ontratadores mais vantaseus para o thesouro epara
i povo, do que lhe permitlia a propria le, segundo
ja fica ponderado, obteudo, sem a rescisSo do con-
trato, a expressa rf nuncia a qualquer indemnijaco,
-eja a que titulo fosse ; se eslabeleceu garantas mais
fllcazes para o Gel cumprimenlo do contrato, quaes-
|uer que fossem os casos forTOos de secca e de guer-
ra, a que tambem renunciaram os mesmos contraa-
lores al o fim do contrato ; se todo isto fez o presi-
lenle como he de evidencia manifesla, sgue-se que
as modificaces de 13 de dezembro ultimo, longe de
serem um acto digno de censura, sao pelo contrario
de benemerencia.
Para evilarmos o adorrccimenlo.que causa um lon-
go artigo de gazeta. principalmente sobre materia ja
tao sabida, pararemos boje aqu para conlinuarmos
tepois ; sendo objeclo do nosso artigo immediato o
provarmosinconleslavelmenl, quepnas modificages
citadas o prefteule da provincia s leve em vistas
o beneficio do populacao, assegarando o riel cumpri-
menlo do contrato de 6 de juuho por parle dos for-
necedores. Justus.
A'r*. Rodadores. Aproveito-mo da publici-
dade do Diario de Vmcs. para Ihes enviar os docu-
mento abaixo sob nmeros 1, 2, 3, e 4, os quaes ser-
viro de refutarlo missiva inserida no Jornal do
Commercio de 8 do corrente, remedida daqui pelo
seu correspondente, com referencia a vapor Impe-
rador e agencia a raeu cargo. Nao annotarei di-
tos documentos, offcrecemlo-os circumspecco que
devo suppor no Sr. correspondente- pedjr-lhe-hia po-
rm que demoslrasse algum facto al agora deico-
nhecido, com que possa jusliicar-se o <7race detri-
mento para o commercio, e mesmo para a compandia
dos paquetes de vapor, quanto sabida do Impera-
dor para o norte em 23 de dezembro prximo passa-
do (as 8 > horas da manhaa o nao de madrugada) e
bem assim que mallo estimara ouvir do Sr. corres-
pondente quaes foram as muilas. cncommendas e
passageiros que por (al motivo deixaram de seguir.
Permillir-me-ha mais o Sr. correspondente que lhe
recoramende a leilura do final da condicao 9.' do
contrato, celebrado entre a compandia e o governo
imperial.para deste modo auxiliar a S. S. na aprecia-
tao dos documentos que lhe otierero, e a aquilatar o
mrito da sua participarlo conjiinctamenle o clamor
que S. S. diz existir conlra a agencia a meu cargo, o
qual seria ignoradopor rtiuita gente qne nao livesse
visto a sua censuraenviada ao JornaWo Commercio,
lanloquaqloserimpossivela S. S. provar qne al-
gum dos paquetes da companhia leuda seguido deste
porto para o sul, no mesrao dia da sa chegada do
norte, sem que previamente sojenda feito o expe-
diente das costamadas parlicipacoes e annuncios pu-
blicados dias antes no Diario de Pernambuco? Son
de Vmcs. atiento venerador e obrigado.
Thoma: de Faria.
l'ernambuco 27 de Janeiro de 1854.
N. 1.IUm. e Exm. Sr. mselheiro presidente
da provincia.Diz o agente da compandia brasileira
de paquetes de vapor, que precisa para se justificar,
da copia aulhenlica do contedo do offico que o
supplicante dirigi a V. Exc. em 22 de dezembro
do auno prximo passado, participando a chegada
do vapor Imperador dos portes do sul, e marcando
a sua sabida para os do norle, e bem assim da res-
posla que V. Exc. hoave por bem dar ao supplicante
na mesma data.E. JR. M.
a Pernambuco 21 de Janeiro de 1854.Pelo sup-
plicante, J. J. Costa Santos.
i Passecerlidao.Palaco25dejanero del8J4.
Figueiredo.
Certifico em cumprimenlo ao despacito supra
do Exm. conselheiro presidente da provincia, que os
oflicios pedidos por cerlidao na pe lijo retro sao os
sega i ii (es:
a IUm. e Eira. Sr.Participo a V. Exc. que o
paquete brasileiro de vapor Imperador, romrn.-in-
danle Gervazo Mancebo, chegou hoje a eslaMJdade
procedente dos portes do sul, devendo seguir para
os do norte durante o prazo marcado; e se V. Exc.
nao mandar o contrario ser amanha as 7 horas da
manda. Nao tem lugar vago para passageiro de es-
lado.
< Dos guarde o V. Exc. Agencia em Pernam-
bnco aos 22 de dezembro de 1853.Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Denlo da Cuaba e Figueiredo.
presidente d'esla provincia.O agente da companhia
Thomaz de Faria. '
a Desposta.Pode vossa merr fazer seguir ama-
nha para os portos do norte, :. hora indicada eui
eeu oflicio de hoje, o vapor Imperador que acaba de
chegar do sul.
de Pernambuco aos 22 de dezembro de 1853__Jos
Bento da Cunha e Figueiredo.Sr. agente da com-
panhia dos paquetes a vapor.
" E para constar passei o presente em que me as-
Secretaria do governo de Pernambuco aos 27
dajanei'ro da 1854.FranciscoIgnacio de Torree
" ',>/! orfl-i-' r'hara .1- ":. -
a N. 2.-6ertifi<
marcial d'esla prac,a t'leve duraj
dezembro prximo pasr tMHMMfr
a sabida do vapor brasil
tos do norte, no dia segu
e por isto ter verdade e baver-
e firmo o presente documento
prol dos seus direilos do'meen
a Sala das. sesifies da asor
Pernambuco aos 24 de Janeiro
Margues de Amorim, secretar
t N. 3.Illm. Sr. administ
o agente da companhia brasile
por, qne precisa que V. S. lhe i r cer-
lidao o offlcio, que em 22 de dezembro prximo
do, o supplicante dirigi a V. S., participando a che-
gada do sul, e marcando a saluda do vapor Imp
dor para as provincias do norte.E. H. M.
Pernambuco 20 de Janeiro de 1854.Pelo agen-
te da companhia, J, J. Cosa Santos.
Passe.Correio de Pernamboco-23 de jan
de 1854.Gomes do. Correio.
41 Certifico qne revendo os oflicios remeltidos a es-
la administracao, pela agencia da companhia brasi-
leira de vapores n'osta provincia, ser o oIBeio de que
trata a petirao supra do tbeor seguinle:
Illm. Sr.O paqnete M-asileiro de vapor Impe-
rador, chegado hoje dos portos do sol, tem do se-
guir para os do norte amanha 23 do corrente
horas da manhaa, o qne participo a V. S. para que
se digne expedir as suas ordeos afim de seren-fecha-
das as malas s horas convenientes para sabida atar-
cada.
o Dens guarde a V. S. Agencia de Pernambuco
aos 22 de dezembro de 1853.Illm. Sr. Antele J-
le Gomes do Coiseio, administrador do correio desta
cdade.O agente da companhia, Thomaz de Faria.
i' E para constar aonde convier passei apresen
em virtude do despicho-retro. Administracao do
correio de Pernambuco 23 de Janeiro de 1854.O
official papelista, Galdino Joo Jacinlho da Cu-
nha.
(i N. i.IlIm.Sr. administrador do correio.Diz
o agente da companhia brasileira de paquetes de
por, que precisa para bem do seu direilo, que V. S.
lhe mande passar por cerlidao se o vapor. Imperador
sabido pira os portos do norte, em 23 de den
do anno prximo passado, conduzio as malas do
turne para os portos da Paraliiba, Rio Grande do
Norte, Cear, Maranho e Par.E. R. M.
n Pernambuco 21 de Janeiro de 1854.Pelo sup-
plicante, J. J. Costa Santos.
u Passe.Correio de Pernambuco 23 de J|
de 1854.Gomes do Correio.
Certifico que o vapor brasileiro Imperador
duzio as malas d'esla administracao para os portos da
Paradiba, Natal, Ceara, Maranho e Para, no dia 23
de dezembro prximo findo, como consta do rec
que pelo commandanle passou nesta adminUtraco
Joan Jos da Costa-Santos.
E para coustac aonde convier passei a presente
em virtude do despacho retro.
Administracao do correio de Pernambuco 23 de
Janeiro de 185*O ofHcial papelista, Galdino J
Jacinlho da Cunha.
*-aii
Srs. redactores. Agradecendo, como roe cumpre,
ao Illm. Sr. desembargador Maaoel Mendes da
nha Azevedo os testemunhos de tao honrado e <
lo aflectuoso reconhecimento, que desmerec dar..-
te me tributa em seu Diaryp a. II, he para mim
imperioso dever testemunhar aos odos de
su as expresses sao nascidas das bellas qualid
de seu corceo, que lo fcilmente se abre
lacao destes sentimenlos generosos, ubrigando-
confessar favores quem antes lhe deve o'briga<>
o que me faz experimentar o mais vivo p.azer, porX
v-lo dar mais urna prova da nobreza de sea coracc
e da elevac.au de seus senlimenlos, que, como
dito, claramente se Iraduzcm em cada urna de snas
palavras.
A pessoa do Illm. Sr. desembargador Manoel
Mondes he bstanle condecida de lodos, nao sopor
sua llustracao, como por sua honra, que to bem
merecidamente lhe lem arangeado o titulo delypo
fiel de um magistrado perfeite ; por isso considero
asss innlil reproduzir aqui-aquillo que j lodos cor
nhecem. Terminando, porm, direi que aprecio
bastante o completo reslabelecimeulo do IUm. Sr.
desembargador Mendes, cuja enfermidadeuSo passa-
va de incommodos nervosos ; e como amigo do mea -
paiz, faro volos aoco para que o governo do Brasil,
que tanto precisa dos homens de Ictlras, Se tambre
de approveilar os eminentes servidos, que ora pode
prestar o magistrado que tanta honra faz a dislincla
elasse da magistratura brasileira.
Pero descolpa ao Sr. desembargador Mendes.se le-
nbo oflendido, talvez, a delicadeza de sna natural
modestia. Bernardo Amonio Se Miranda.
plblicacOes a pedido.
Bleicao dos decolos que hao de festejar o glorioso
S. Pantaleao no corrente anno, cuja festa lera
lugar no dia 12 de fevereiro prximo futuro.
Juiz por eleic,ao.
O Sr. Antonio Jos Gomes do Correio.
Juza por eleicao.
A Exro.a Sr.' D. L'mbelina Augusta Alcoforado.
Escrivao.
O Sr. Dr. Abilio Jos Tavares.
Escriva.
A Exm. Sr.> D. Anna, senlifca do Sr. Herculano
Francisco Bandeira de Mello.
Thesooreiro.
O Sr. Antonio da Silva Gusmao.
Procuradores.
Os Srs. Dr. CyprianpFenelon Guedes Alcoforado.
Jos Camello do Reg Barros.
Gervasio Pires Ferreira.
Candido Guedes Alcanforado.
Juizes protectores.
O Exm. Sr. presidente da provincia.
Francisco Antonio de 01 iveira Jnior.
Fr. Joao d'Assumpciio Muura.
I.uiz de Maraes Gomes Ferreira.
Antonio de Moraes Gomes F'erreira.
Dr. Alvaro Barbalho lcha Cavalcaati. '
Joizns protectoras.
As Exmas. Sras. 1). Maria Luiza Goncalves da Silva.
D. Amelia Alves da Silva.
D. Isabel de Gusrnao Vilella.
I). Carlota, scabora do Sr. Dr.'Ma-
rloel de Barros Brrelo.
I). Maria Emilia, senhora do Sr. Ma-
noel Alves Guerra Jnior.
Assignado.
Ovigario, Francisco Luiz de Carvalho.
Tendoem consideracao o que me tai representado
por parte de Vine, julgo conveniente declarar-lhe,
que nao deve consenlir que os actores da companhia
desse llieatro, veuham scena a chamado dos espec-
tadores a nao ser em dias de sens beneficios, ou
quando fizerem a sua estrea, e que esta delegacia es-
t disposta a empregr os meios necessarios, para
cumprimenlo do que nesle HTe communico, fim de
prevenir as scenas tumultuarias que por vezes se lem
dado nesse llieatro, no que procede de conformMgde
com a disposico do art. 130 ao regutamenlo 117120
de 31 de Janeiro de 1842.
Dos guarde a Vmc. Deiegaciado 1. dislricto do
Reeife, 21 de setembro de 1853.Sr. eroprezario de
llieatro de Sania Isabel.Manoel Ciernen Uno Car-
neiro da Cunha.
LiTTERATIRA.

O tbeatro Lespamfcol D. euto d*ero.
I ida dos comediantes. ^
Hoja, que escrevia sua viage entretenido no prin- '
cipio do seculo XVII, nos deixou preciosas noticias
sobre a vida dos comedanles hetpanhoes naquella
poca.
O mesmo Rojas poderla ser considerado como o
lypo do comediante liespanhol daquelte lempo. \as-
ceu em Madrid, debaixo do poslico da igreja de S.
Martinho, Sua mi, ao que parece, nao era urna Lu-
crecia ; quanto a. seu pai, nunca o condecen. No
curso de sua vida elle encontrou cinco ou seis pessoas
ageis, cada um dos quaes rivindicava a honra de lhe
ter dado o ser, c se devemos dar-Ido crdito, ter-lhes-
Ine sido impos-sivel provar, que se enganavam.
jas passou a infancia, nao se sabe onde, nem coi
Mancebo, esludou qnalro annos-; depois se fez
em, raereadordeagalhelas, e finalmente orna ootra
cousa ainda, Na idade, de dezeses aunos, sentou pra-
ca. Feitoprisioneiro na balalha de Saint Qaenlin,tra-
balha algum tempo as galeras de Franca. Ressala-
doaassim como outros cornpanheiros de infortunio por
urna duzia de prisionoiros de la Rochella, elle entra
na Hespanha, passa ao principio urna vida vagabun-
da; do genero da de Lazarillo de Toraves de-Gos-
J'lr,...v, z.11. ~~_.---------

II


\
/
I
I

lente do ofucio, seula prca de
novo, km desla vei em urna tropa cmica, em vez
de temas tropas do rei. Rojas lerido-se tornado
philosopho, pensava que era mellior divertir os hu-
men do que mata-Ios.
Um ftnorio da especie de Rojas, que se faiia come-
diante, nao entraya em continente em om compa-
nhia. Kra mbiler passar primeramente os prime-
^cala cmica; devia comecar por ser
/angarilla-, etc., etc. O buMu era
um comediante solado, que corra os prados recitan-
do a lorio e a direilo alguna pedacos de comedias.
No naque erara dous para se responderem. Na gan-
garilla eram tres on qnatro, e podiam em caso de
iiecessulada representar auto da ocelhaperdida.
Depois vlnbaro otra tropas, cada Vez mais numero-
sas, at a companhia, que era a tropa inteiramento
completa.'
es estes comediantes ambulantes passavam a
au mizeravel. Elles representavam as ce-
id para divertir a ceia dos arrieiros, que os eseuta-
vamoomendo; bstanlo felizes, quando os espec-
res, em recompensa de seus Irabalhos, se digna-
vam couceder-me algn maraveds e os restos de
ua ceia.
Se devenios dar crdito a Rojas, (e nos parece que
nisto lhe podemos conceder toda, a connanea), esse
comediantes ambulantes pralicavam as vezes esper-
ezas, que clieiravam ainda a Lazarillo. Rojas foi
muito discreto a esto respeito em suas aventuras pes-
soaes; mas conla duas passagens deRios c de Solano,
que fuerecem urna particular mencao.
e Solano, nao he intil que se saiba, sefize-
ram depois fanasos em sus arle. Rojas, sen velho
*ds,.ouvia delles mesmos oque passo acontar.
Um da Ros o Solano, por causa, nomerecor-
is de que desavenga com a justica, linham si-
do obrigados a deixar Valencia alguma cousa de re-
pente, a p e sem capole. Por lodo dinhero liuham
oito guarios fperlo de doze sidos de nossa
moeda,} Chegam urna tarde,a urna aldcia, onde pe-
dem.um quarto, que por suas boas cataduras, Ihes
recusan). Sem se deixar desanimar, Rios vai (er
a urna oulra albergara," e como linh a tez mnilo
morena, se faz passnr por um mercador ha pouco
rhegado das Indias. Diz que tem urna carrosa, que
os acorapanha, e pede que, emqoanto esperavam a
chegada dessa famosa earroca, que Iraz a sua forlu-
a, me preparem ceia e dous leilos. Emquanto lhe
ram a ceia, elle vai procurar o alcaide do lu-
gar, Ule falla como qutm vai de pastasen) com urna
Jrapanhia, e solicita a aulorisacfl de dar urna re-
presenlaoao na aldeia. O alcaide, homem muito
devoto, lhe perguota se se trata de urna comedia re-
ligiosa, e com a resposla aflirmalva de Ros, he con-
cedida a permisso.
. volla logo para a sua estagem, Occrelaroente
encarrega a Solano que va fazer a cobranca em cerlo
ugar.quelhe designou. Qoanto a elle", cobrio-se
ia barba potica de um comprimenlo desme-
, loma emprestado um tamboril c ei-lo que corre
a aldeia, annunciandoo drama : o Auto de Caim e
3 bons aldeioes se dirigem em mullido
lonvite. Entilo elle.arrancando a barba pos-
ndeixandoo tamboril, volta para a eslalagem,
pede a chave, e para improvisar um vestuario, ar-
aem sua cmara os panno de raz, que cobrem
paredes. Jaz delles urna Irona que elle arremessa
slajauella.e desee apressadamenle para apanha-la.
Mas por um acaso fatal,quando elle chega no paleo,
a Iroma tinha desapparecido. Rios comprehenden-
doo pergo,corre logo a reunir-se a Solano ; diz-lhe
. uae se pasta, e ambos foeem com o dinhero. que
iham recebido ; porm este nao era consideravel,
havia 3 reales e meio em moedinhas.
i-aqui orna oulra passagem do mesmo genero.
Solano, sempre inseparaveis, conlinuavam
aa carreira vagabunda, quando^enconlram
em om aldeia urna tropa cmica, a qual tinha por
ir orna especie de estupidarrao chamado Mar-
Elles se apresenlam ao Sr. Marlinazos, o-
rerecem-lhescus ser\icos, eeste os contrata, medi-
ante es quartos a cada um,por cada representaciio.
Ora, Marlinazos qugria representar urna comedia
' sobre a retsurreicao de Lzaro, d a Rios o papel de
gracioso (em que depois se excedeu) e confia a Solano
Santo, guardando para ti o papel importante, o
hrisu>. Chegada a hora da representacao, Mar-
is, nola-se bem esla parle d ags'seos no-
ves recruls vestidos convenientes, purqne Ros e So-
lano nao linham em cima de si mais que farrapos, e
oram a representacao. Ateo momento dares-
urreisn ludo vai as rail maravilhas. Porm Marli-
nazos, o Chritto, tendo-se aproximado da sepultura,
cora um voz solemne, ordena Lzaro que se le-
: Ltcanta-le Lzaro, lecanla-te'. Nnguem se
bole. Marlinazos renova por tres vezes seu esconju-
ro, e sempre cora lio poneo successo. Por lim se
jalgou que Solano, pora melhor fazer seu papel de
morlo avia dormido j-olliam para dentro da
sepultura, nnguem ah eslava Lzaro tinha desap-
parecido.' Ehlao em quanln o publico sulla frenti-
cas apupadas, e o director em seu embaraco protes-
ta toa innocencia, Ros, recejando algura lance
roinj, tambera foge, esquecendo, como Solauo, de res-
lijuir seu vestuario.
Depois de ler servido um lempo mais ou menos
longo nessas tropas contingentes, e angustiado por
meio da suas travessuras os diveisos Martillazos que
ai dirigiara, o comediante, que tinha algum talento,
acabave por adiar lugar em una companhia. Desde
entao elle lem urna existencia mais bem accomraoda-
da ; heiufcienlemente bera alimentado por seu di-
rector, como qual vive em familia ; dormeem um
bom leilo; equando a tropa se dirige de Sevlha pa-
ra Granada, de Valladold para Toledo, elle viaja,
wa esculla, em um mulo, em urna lleira, ou em
urna carrosa.
Ajanlai a estas vantagens, que os comediantes das
curapanhias gozara Umbem de mais considerado.
Em todas' as grandes cidade do reino, diz Rojas, os
personagens mais elevados em dignidade, o presiden-
te, as auditores, o alcaide'os recebiam em suas casas.
Em Madrid, diz Lopo da Vega (Arle cuta de ha-
cer eonudias' elles eram acolllos, festejados au-
nas melhores casas. L'm s personagero da Iropa nao
era visto pelos seas compatriotas com a mesma bene-
volencia, era o traidor. Suppunham-lhe ingenua-
mente o caracler das partes, que elle represenlava
na scena, e lodos evilavam com cuidado seu encon-

TERCA FEIR 31 DE JANEIRO DE 1854.
-~*RoJa" rffls conla um caso que lhe succedeu, o qnal
pinla o mefyior possivel a paixao dos Hespanhoes
pelos comediantes. Rojas eslava em Sevilha, entran-
do um dia em sua pomada, enconlra ehi um indivi-
duo, qtievinha reclamar o pagamento de urna peque-
a divida. Rojas responden que seu director nao
eslava ahi, e que quando elle Vollusse, pagara. O
redor te enfada, e Irava-se urna allerearo. Por en-
tao a queslao nao leve oulras cunsequencias.
Mat no dia segrale, ao cahir da noitinha, Rojas
he accomellido por um bravo ao vollar urna ra, j
qual lhe alira urna estocada no peilo e o deixa por
morto no cho.'Rojas foi reconhecido nosse laslmo-
so estado pela pessoas que passavam. Immediala-
meole a "mtrttidao se rene em torno delle : um o
is bracos ; oulro o anima ;esle vai pro-
corar um t troacei.de luzet. co*-se para mandar dizer urna
missaemsua inieocio ; e quando lvam o pobre feri-
do para sua cas, urna mullid, numerosa acompa-
nha o eouiboy tragi-comico. Durante os 15 das que
Rojas (lew no leilo, sua casa, dz'ell, nunca eslava
VMia nem da oem nole de eawiHeiro e persona-
gens conuderaveh, os quaes vinham informar-se de
sen estado. As damas sobretodo, elle gaba-se disto,
lhe mostraram o mais amoroso cuidado. Houve una
que veio com tres mdicos, pelo, quaei eita fez exa-'
minar yenda, pagan Jo- depo, generosamente.
Uutra dama, qoe linlia mais confianca nos socconos
doceo, vera-llie pedir com as lagrimas nos olhos que
te encoramende a Dos e a Virgem. collocou na ca-
iieceira de seu leilo.eomoTalismn a imagero de Nt-
* Senhora d'Alocha. mnilo venerad enlo na Hes-
paaha. a Foi esta magera, diz Rojas.que me salvoo;
quando os mdicos deelararam qne eueslava fura
Anda quando houvesse alguma exageracjlo na historia
de Rojas, o indo me parece muito verosmil, e nada
pode dar mellior urna idea da sympalhia apaixona-
d, que o comediantes hespnlioes inspiravam aos
seus compatriotas.
"A corto nao era menos favornvel para elles do que
a cidade. Elles lomavam all Igumas vezes liber-
**, que seriam acreditadas, se nao fossem afflr-
madas pelos mais graves autores. A esse respeito
apresentanot nm faejo referido por Cassiano
Pelller na vida do famoso gracioso "Juan Rava. A
scena i puta no reinado de Philippe IV. Antes
lembrarei somente duas cousas, sem as
-se-hia comprehejMhr minha narracao :
no noURlo 17, o sal3ode
[oal tinliam lugar as representa-
nado de magnficos quadros ;
as damas hespanholas da-
llme de pintaren) a face,
no Retiro om entremez,
o papel de govemader da-
tar destinado a servir de cicero-
fros, que desejavam visla-lo.
ado o JKdim e es aposenioa,
para tala do espectculo, e
onde je cania c se re-
COMMERCIO.
mwuavTaHDrE,RoAS3
ColaOes olnciaes.
Descont de letras de 3 mezes 1 ao mez
AJLFANDEGA.
Rendimenlo do dia 1 a 28. 9fn.(zuf**
294:9989024
Descarrejam hofe 31 de Janeiro.
hamburguez R. D. bacalho
brssileir Brilhante pipas vasias.
Escuna sueca Gefia* sal.
Barca insrleza Sonni tmcaiii/m
prsenla a eomeia. Aqu sentam-se o re e a rai-
uha, all os infantes, acola os grandes eos senhores
titulares.)) Mostrava-lhes depois diversos quadros de
valor, cuj belleza elle"fazia admirar Depois, vol-
lando-s immediatameule para om balcio, no qual
se achavam duas damas da primeira grandeza : A-
gora, disse elle, observai essas duas figuras I Que
naluralidade que verdade que cores frescas nes-
safacesl Por minha alma, dir-se-hia qqe estao vi-
vas 1 s lhes falta a voz. A pintura hoja faz pro-
gressos!...o
Como nao nos dizem qne esta indecente znmbaria
tenha Irazdo urna boa correccSo ao sea actor, he de
presumir que o rei esua corle, excepto as duas damas
'nleressadas, se diverlissem com ella ; e por isso se
pode julgar dos privilegios singulares, de quegoza-
vam os comedanles.
Hvia circumstancias m que este favor geral nao
lhes era intil: por exeraplo, quando rrastados
porvelhos hbitos, lhes succedia malquislarem-se
com a jii A este respeitu deve-seler o capitulo XI da seguu-
da parle do D. Quijote. O hroe do romance e seu
fiel ewiideiro, em cala dessas aventuras que nao lhes
fallan) jamis, cnconlram no campo urna tropa de
comediantes, que, todos vestidos, vo de villa em
villa representar um aulo. O gracioso da tropa, ar-
mado de um baslao, faz medo a Rossiiante; o po-
bre animal, alemorisado, foge com loda a repidez
desse trole proverbial, que sabemos. Depois de ler
corrido um momento, elle nao larda em cahir com
sen dono. D. Quixote furioso quer castigar n inso-
lente do gracioso ; mas Sancho sempre prudente,'o
^lissiiade : Nao facaes tal, meu seuhor, disse elle,
segui mens conselhos, que lio nao contender nunca
com comediantes, tanto que heum'a classemuito pro-
tegida. Euj vi um delles preso por duas mortes,
sabir sera casto da cadeia.u
Sabei, senhor, que todo o miindo, .como elles sao
eenles quedao prazer, os sustenta e protege, etc.,
etc. Estas palavras de Sancho sao mui significa-
tivas. No pensamento de Cervantes, Saocho, como
se sabe, he o representante da sabedoria vulgar, e
exprime sobre cada assumpto a opiniaocmmommen-
te recebida na Ilespanha.
Al aqui nada tenho dito das comedanles hespa-
nholas. ^ Depuis dos comeos, que s ignora, e que
lalvez nao fossem em seu genero mais glonieso qne o
de Royas, de Solano e de Rios, urna vez,1 que lives-
sem chegado i celebridade, viviam cercadas dessas
homenagens, que os homens ociosos rendem tao de
boa vontade s mulheres de thealro. A condessa
d'Aunoi, em suas memorias, trata muito mal as
aclnzes de Madrid : Nao havia alguma. assegura
ella, que nao Tosse a dama de um grande senhor, e
que nao tivesse sido a causa di pm grande numero
de duellos e de genle noria.
Ellas faziam urna despeza espantosa, e os grandes
senhores, que as protegiam. teriam antes deixado to-
da sua casa roorrer de fomo e de sede, do que soflre-
rem que a urna actriz Tallassc a cousa anda a mais
superfina. Nao sei, ajunta madama d'Aunoi, o que
ellas dizem de tao li ndo, mas sao na verdade, as mais
vis carcassas do mundo. Fallando desle modo, roas
por acaso, madama d'Aunoi um pouco -dchaixo da
iinpressSo dessesprejuizos, digamos a expressao, des-
se crme qoe as grandes damas expermenlam algu-
mas vezes contra as mulheres de Iheatro? Confesso
que me inclino muito a crer que Broa. Que as aclri-
zes hespanholas fossem casquilhas. emuito casquilhas,
consnlo quepasse ; porm as mais vis carcassas de
mundo, duvido. Nao, essas mulheres, cuja graea e
belleza os autores hespnlioes os rilis graves gabaram,
que Lopo da Vega celebrava em seus versos, que
inspirara a Caldern suas compararles as mais deli-
cadas ; essas mulheres, que apaixnavam loda a mo-
cidade da corte, e cojoolharsmenle eleclrisava urna
platea enlhusiasla, a tal ponto que a autoridade pu-
blica se julgava obrigada a lomar precauOes conlra
seus encantos, nao, essas mulheres nao deviam ser
nem tao i-i'j, nem tao carcassas, como pretende a
amavel condessa. A nica cousa, que era rigor pos-
so admitlir, he que na poca, em que madama d'Au-
noi visilou a Hespanha, a decadencia, que entao re-
nava por loda a parte naquelle paiz, se fazia ver at
na belleza das aclrizes.
Anexar da dssipacao de sua vida, as actrises e-co-
mcos hespanhoes rquea igreja nao tinha, como en-
tre nos, fulminado com rValhema} eram muilo de-
votos. Nenhum delles, segundo Rojas, deixaria de
no domingo ouvire missa. Um grande numero
frequenlava os sacramentos. Todos faziam parte
de urna confraria, que tinha sido fuudada, vou dizer
em qne occajiilo.
No anno de 1624 nra bufarinheiro asturiano per-
corriiCaslclla a Nova acompanhado de sua mulher,
Catalina Florez. Esla, que se acha\a grvida, veio
a ler o parlo em urna aldeia, e* nao querendo deixar
seu marido partir s, o acompanhou, anles de ler lo-
mado o lempo de repouso, que lhe teria sido neces-
sano. Era no rigor do Invern. Exposta em seu
estado de sofirimento aos rigores da eslavo, a pobre
mulher foi accommetlida de orna paralysia geral.
Chegou desle modo a Madrid, onde havia enlo, na
esquina da ra dej Len, urna imagem da Virgem,
qual o povo da capital era muilo devoto. Catali-
na Florez pz nessa imagem a esperance de sua cura,
e para fazer a Virgem propicia, resol ven fazer urna
novena. Passou pois nove dias e outras tantas noi-
les em supplicas dianle da santa imagem. O nono
da, segunda-feira 15 de julho, diz nossa historia,
depois de urna fervorosa orapio, Catalina se seniio
repentinamente corada ; levantou-se com olivreaso
de lodos os seas membros, e em soa alegra, corren
a comprar presos para suspender aos ps da imagem
suas muletas lomadas inuleis. Esse milagro sendo
logo reconhecido em boa e devida forma pelo vigario
geral de Madrid, muitos comedanles approveitaram-
se da occasiSo para rundar sua confraria sob o patro-
nato de Nossa Senhora da Novena, a qual confraria
contou logo entre seus membros ludo que na Despa-
lilla pertencia ao thealro. '
Mas es-aqui anda o mellior. Muilos cmicos
hespanhoes do seculo XVII renunciaran) o thealro,
ahm de poderementregar-sesera distracco ao cuida-
do de sua salvacao. Foi sobre ludo enlre as aclrizes,
que se viara dessas converses maravillosas. As
mais celebres denlre ellas, as mais applaudidas, as
mais adoradas, davam p exemplo. Depois de lerem
passado urna parle de sua vida no seio do luxo e dos
prazeres, repentinamente locadas da grara, ellas se
arrancavam das sodutOes, que as envolviam de todas
as parles, e corran) a abdicar aos ps do Chrisloseu
amores esua gloria. Nao fallarei da Caldern da-
ma de Filippe IV e mai do segundo D. Juan d'Aus-
Ina, a qual morreoemum claustro: sua conversao
poslo que a citen, muitas vezes, mo parecen um pon-
to constreida, e nao poderia ver nellao cITcito de
um arrependimenlo verdadeiro. Mas quantas oulras
cuja conversao foi loda voluntaria, toda espontanea1
Ass,m a bella Clara Camacho, ao sahir um da da re'
presentado de um aufo, dexa-a scena para sempre
e consagra o rcslo de sua vida s praticas severas da
penitencia. Urna oulra, a divina Francisca Baila-
zara, no meio de senstriumphos, foze de Madrid c
va, procurar um refugio em ama "ermda solitaria
nos arrabah.es de Cajibagena. Una oulra, a incom-
arace/ Mana Riqulme (era esla de unta sabedoria
imprehensive; despe urna manha seus brilhantes
vestidos de thealro para vestir o Irisle veslnario de
beata; raorreem Barcelona cora a fama de sania
e quarenta annos depois de sua morle. os rPligusos
Recoletos daqoelb cidade, leudo aberlo o seu tmu-
lo e achando seucadaver intacto, disputara entre si
os fragmenlos do seu sudario, como as reliquias de
urna sania. -
Estas converses singulares se explican) pelo im-
perio espantoso, que a religio exerca naquella po-
ca sobre as almas hespanholas. Algumas vezes, ou-
tros gnslos.uulras machinacoes podiam logo enlrarcm
partilha com ella ero um curasao, e apartar sua vic-
toria ; porm cedo ou larde,- era mister que elle so
rendesse. Por ventura lenho necessidade de lembrar
Carlos V, passando seas ltimos dias cnlre os monges
de Sao Justo, Filippe II, enrerrando-se no fundo do
Esrural, o qual era ao mesmo lempo seu palacio e
um mosleiro, Filippe IV e suas continuas peregrina-
es a Nessa Senhora d'AtoCha ? I)evo tambera lem-
brar Cervantes afiliando-se em sua velhice a urna
congregado religiosa, Lopo da-Vega e Caldern lo-
manno ordens 1..... Para os comediantes hespanhoes
como para os cheles do estado, escriplores e poetas,
a >ida devola e penitente, a igreja ou o claustro, era
o flm, o desenlace da comed.a.
(Damas llinafd.)
(Preue.j
, Importacao
Brigue nacional Brilhante, vindo do Rio de Ja-
neiro, consignado a Novaos & Companhia ; minifes-
lou oseguinte:.
i fardos mercaduras, 50 pipas vasias, 2 caixes
chapeos. 1 dito rap ; a ordem.
Lancha J:racao, viuda da Baha, consignada a
Domingos Alves Matheus; manifeslou o seguinte :
1,100 alqueires de farinha de mandioca ; a or-
dem.
CONSULADO (ERAL.
Rendimenlo do dia 1 a 28 .42:0328886'
dem do dia 30....... 2:700>46
44:733*312
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia la 28.....4:7*08573
dem do dia 30.......281^818
:022S21
Exportacao".
Rio de Janeiro, escuna nacional Unda, de 153 to-
neladas, conduzio o seguinte: 18 cunhetes a^o,
52!) saccas mlho, 30 pipas agurdenle, 1,275 saceos
com (,375 arrobas de assucar, 3.000 cocos com rasca.
Rio Grande do Sul, brigue nacional Algrete, de
131 toneladas conduzio o seguinte : 830 barricas
com 5,777 arrobas de assucar.
Philadelphia. barca americana Minesola, de 380
toneladas, conduzio o seguinte : 5,000 saceos com
25,000 arrobas de assucar.
Genova, polaca sarda Principio, de 171 toneladas.
conduziu o seguinte : 2,030 saceos com 4,030 ar-
robas de assucar.
Mediterrneo, patacho inglez Vlysses, de 186 to-
neladas, conduzio o seguinte: 2,674 saceos com
13,370 arrobas de assucar.
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBLCO.
Rendimenlo do dia 30..... 5043385
CONSULADO PROVINCIA!.
Rendimenlo do dia 1 a 27
dem do dia 28 ,
Rendimenlo do dia 1 a 28
dem do dia 30 .
4.1:5493664
1:4583048
46:0078712
46:0078712
2:1303379
18:1383091
BlOUtf
PAUTA
dos preros correntes do assucar, algoddo', e mais
gneros do paiz, i/ue se despacham na mesa do
consulado de Puriiambiico, na semana de 30
de Janeiro a 4 de ferereiro de 1854.
Assucaremcaixasbranco.l." qualidade @
2,a
mase........
bar. esac. branco. .i.....
mascavado.....
refinado ...........
Algodao empluma de 1." qualidade
i) 2.a B
0 3. d
em ranlni......,
Espirito de agurdente....... cariada
Agoardeule cachaba........
de car.ua.......
resillada........ a
Genebra.............. "
. botija
Licor...... .........caada

29:i00
13900
I.36OO
2,5t)
137.30
2560
(isooo
5-5600
53200
13.500
3"i00
3260
8100
3400
3W0
3180
denle da provincia de 23 do corrente, que manda
fazer publico que, nos dias 14, 15 e 16 do fevereiro
prximo viudouro, peranle a junta da fazeuda da
inesina the-sourara, se ha di- arrematar a queni
por menos fizer a obra do 5. lauco da rami-
uraguo da estrada do sul para a villa do Cabo, ava-
hada em 19:8008000 rs.
A aneiiiatai.'ao ser foi la na forma dos arligos 2t
e 27 da le provincial numero 286 de 17 do maio de
1851, e sob as clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se propozercm a osla arrematarlo
romparecam na sala das sestees da mesma junta uns
dias cima declarados pelo meio dia, competente-
raente habililiulas.
E para constar se mandn affixar o prsenle e
publicar pelo Diario. Secretaria da thesnuraria
provincial de Peruambuco, 2i de Janeiro de 1854.
O si-crptario. Antonio Ferreira da Annunctacio.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
1." As obras do5." lauco da (ftiiiilirarao da eslrada
do C.ahusern rcilas|clccoufnrmidade coioiiirami'iiln,
plaas e perfiz approvados pela direcloria "em con-
selho e approsculados a approvarao do Exm. Sr.
presidente na importancia de 19:8008000 rs.
2. O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de um rara e dever conclu-las no de 12 mezes
anilms con lados na forma do artigo 31 da lei nu-
mero 286.
1* 3. O pagamento da importancia da arrematacao
realisar-se-ha em qualro prestacGet icuas: al"
depojs .le feito n primeiro lerco" das obras; a 2.
depois de concluido o segundo lorc,o ; a 3. na oc-
casiao do rcrcbimcirto provisorio, e a derradeira de-
lioisda entrega deunlva, aqial roalisar-se-ha um
anuo depois do recehimentn provisorio.
4. Seis mezes depois de principiadas as obras de-
vora o arremalonlc proporcionar transito ao uiibliro
em loda a extenrao .1 lauco. "
,c"rlill"'0 .q"e "" x acha lelermiuado
as presontei. clausulas nem uo ortamenlo, seguir-
se-la o que dispoe a re^ieito a lei numero 286.
Conforme.O secretario, Antonio Ferreira da An-
nunctacao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em ciimprimeiito da resolucao da junta da fa-
zeWa. manda fazer publico, que no dia 16 de feve-
reiro prximo viudouro, vai novunbnte praca
liara sor arrematada a queui por menos fizr a'ob'ra
S +rS2, ca eia ,)a Nilla Seriidiacm, avallada
750&O0Q
A arremalarao ser feila na forma dos rticos 14
i 27 da le, provincial numero 286 de 17 de malo
especiaes
c
de 1851,
piadas.
e sob as clausula
111,110
abaixo co-
garrafa yOlSO
caada

)>
ceulo
a

Arroz pilado duas arrobas, um alqueire
em casca.........
Azeile de mamoua......
mendoim e de coco.
de peixe.........-
Cacau..............
Aves araras........./-.
b papagaios........ .
Bolachas..........Sm ,
Biscoitos.............
Caf bom...........
reslolho..........
com casca..........
moido...........,
Carne secca..........,
Cocos com casca........
Charutos hons..........
ordinarios.'......
i) resala c primor .
Cera de carnauba........
_ em velas...........
Cobre novo mao d'obra.....
Couros de boi salgados......
cspixaos........
verdes..........
de on$a.........
de cabra corlidos. .
Doce de calda..........
1 goiaba........ .
secco...........
jalea............
Estopa nacional.....'. .
eslrangeira, mfio d'obra.
Espanadores grandes .......
pequeos......
Fa-inha de mandioca. '......
milho........
aramia.......
FeijSo.............-;
Fumo bom ..... ....'. ', \ [
. ordinario.........
em folha bom .......*
ordinario ....
reslolho. ....
Ipecacuauha........- .
Guimna...........
Gcngibre......".!!'.".'.
Lenha de achas grandes. .'
pequeas........
toros............
Prancliasdc ama relio de 2 costados. .
louro..........
Costado de amarello de 35 a 40 p. de
e- e 2 ) a 3 de 1. : .
de dilo usuaes. ,.....
Costadinho de dilo........
Soalho de dilo......"!"**"
Forro de dito.........!!*"
Costado de louro......!!!!!
Costadinho de dilo......'.".".' .*
Soalho de dilo .......
Forro de dilo.............!
cedro......!.".!.'
oros de Ulajuba..........quintal
3O0
13280
3720
230THI
13280
53000
urna 103000
um 33000
63100
.53000
23O0
33600
69400
23800
juop
13200
8600
23,)00
.63OOO
88006
8160
8160
8170
8090
153000
8180
8240
8200
8360
8280
I3OOO
I3OOO
29000
13000
38000
23000
:3000
48000
630J0
23000
88000
48000
38000
25000
23OOO
23OOO
13600
8600
98000
urna 128000
78000
208000
108000
88000
63OOO
:tS500
68000
53200
3ttMt
23200
33OOO
i-f..........quiuiai 13200
Varas de parreira...........duzia 13280
aguilbadas......... ijcoo
quiris............ 5960
Em miras rodas desicupira para carros, par 403000
B
. hm
. B
alqueire
. @'.

alqueire
. <$
B

))
alqueire
.
. cenlo
. D
l>

As pessoas que se propozerem a esla arrematacao
roniparecam na sala das sessoes da mesma imita
110 da icima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitada.
E para constar se maudou affixar o prsenle e
piililicar polo Diario.
Secretaria da thezouraria provincial de Pcrnam-
huco 24 de Janeiro de 1854, O secretario, Antonio
Ferretra da AnnunciacSo.
Clausulas especiaes pora a arrematacao
1. (K colicortos da cadetada villa de-Serinhacn
rar-*e-hao de conformidade com o orc,amenlo appro-
vado pela directora em conselho e appresenlado a
apju-macao do Exm. presidente na importancia de
2:/.i03000 rs.
2." O arrematante dar principio as obras no pra-
zo ile um mez e devera conclui-Ias no de seis me-
zes, ambos contados na forma do artigo 31 da lei
numero 286.
3. O arrematante seguir nos seus Irabalhos lu-
do o que lhe fr determinado pelo respectivo enge-
nheiro, nao s para a boa execucao das obras como
era ordem de pao inulilisar ao mesmo lempo para
o servico publico todas as partes do edificio.
4." O pagamento da importancia da arrematacao
tcr.i lugar em Ires prestaces iguaes; a 1 depois
de reila amcladeda obra; a 2 depois da entrena
provisoria; e a terceira na entrega deliniliva.
5." O prazo da respousabiluladc ser de seis
/.es.
6." Para ludo o que nao se acha delerminado as
presentes clausulas nem no orcamento seguir-se-ha
o que dispc a respeito a lei provincial n. 286.
Conrorme. -- O secretario, Antonio Ferreira da
AiiHunaarao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
em cumplimento da resolucao da juuta da fazenda,
manda fazer puuliCo, que uo dia 16 prximo vindouro, vai uovamente a praca. para ser
arrematada a quera por menos fizer a obra dos con-
52L>r cadeia d* villa 823009 rs.
A arrematacao ser feila na forma das arls. 24 e
27 da le provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematacao
comparecau, na sala das scssOcsda mesma junta'no
da cima declarado pelo meio dia coinpeleulemen-
le habilitadas.
E para constar se mandou afilxar o prsenle e pu
nlirar pelo DiarioSecretaria la Ihesouraria pro-
vincial ilc Pernambuco, 24 de jaueiro de 1&54.O
secretario, Antonio Ferreira da AnnunciarSo.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
1." Os colicortos da .-ideia da vijla do Cabo far-
se-hao de conformidade com o orcamenlo appro-,
vado pela directora em conselho, e apresenlado
approvacao do Exm. presidente pa importancia de
82->3000 rs.
2." O arremalanledar principio as obras no pra-
zo de qumze dias, e dver conclui-las nodo Ires
mezes, ambos coudos de conformidade com o art.
31 da lei n. 286.
3. O aiTi-niatanic- seguir na execiiQao ludo o
que lhe" for prescripto pelo cngenlieiro respectivo
nao so para boa execucao do trabalho, como em or-
dem de nao inulilisar ao mesmo lempo para ser-
vico publico todas as parles do edificio.
4." O pagamento da importancia da arrematacao
venucar-se-ba em duas prestarles guacs: a 1 de-
pois de feilos dous terpis da obra; c a segunda de-
pois de lavrado o lermo de rccebiinenlo.
5. Nao liavcn, prazo de responsabilidade.
6. Para tudo o que nao se ada 'determinado
as presentes clausulas nem 110 orcamento, seguir-
se-ha o que dispoe a lei provincia') n. 286.Con-
lorme.O secretario, Antonio Ferreira da Annun-
icaro.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincia
em cun prime 11 toda ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda fazer publico, qua no dia 23de
fevereiro prximo vindouro, vai novamenle a praca
para ser arrematada, a quera por menos fizer, a obra
dos concertos da cadeia da villa de Garauhuns. ava-
llada em 2:2193210 rs. A arrcmalacao ser feila na
forma dos arligos 24 e 27 da lei provincial n. 286
de 17 de maio de 1851, e sob as clausulas especiaes
abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla
eixos
s
Melara.
Milho.......
Pedra de amolar. .
filtrar. .
11 i) relilos .
Ponas de boi. ,
Piassaha......
Sola ou vaqueta .
Sebo c,n rama .
Pelles de carueiro ,
Salsa parrilha. .
Tapioca.......
L'nhas de boi. .
Salan .......
Esleirs de perperi.
Vinagre pipa. .
. caada
alqueire
. urna
. cenlo
mollio
. meio
. @
. urna
.
i>
. cenlo

. urna
. s
163000
8160"
18120
8640
63000
8800
33600
8320
23000
53500
8180
203000
23.560
3200
8080
8160
30?O00
MOVIMENTO DO PORTO.
Xaoios entrados no dia 30.
ACrtIaxC-T 201dja^' Pr,acho brasileiro Emulaco,
de 1,14 toneladas, mestre Antonio Gomes Pereira.
._- e cinco
escravos.
R'?*^*fan,eir.0 i5da* b"S'>e nglez Teaser, de
143 toneladas, capitao John F. Cozens, equpagera
9, em lastro; a C. J.Aslley&Ci
Liverpool 37 dias. brigue inglez Byron, de 190
toneladas, capilo Johnston Brown, equipagem II,
, carga azeiidas; a Deane Voulle & C. Fcou de
quarenlena por seis dias.
Babia8 dias, lancha brasileira Livrarao. de 40
toneladas, meslre Izidoro Jos Baptisla, eqiiipagem
... carga farinha de mandioca; a Domingos Alves
Mal he us
Terra Nova28 dias, barca ingleza Narval, de 245
rondada, capilao James Wallace, equipagem 15
carga bacalho ; a Johnston Paterci Companhia!
Arichat40 das, brigue inglez Lady Falkland, de
lo9 toneladas, capibloF. GeorgeJean, equipagem
10, carga bacalho ; a James Crablree & Comna-
nhia.
Rio de JaneiroI i dias, brigue brasileiro Sagitario,
de 266 toneladas, capilo Manoel de Freilas Vc-
tor, equipagem 13, carga varios gneros ; a Ma-
noel Francisco da Silva Carneo. Passageiros, Dr.
Jos Francisco Arruda Cmara e Juvencio Jovino
do Reg Rangel.
Navios sahidos no mesmo dia?
l.iliraltarPatacho inglez Vlysses, capilo M. Gal-
lichon, carga astncar.
Philadelphia-Barca .americana Mnenla, capullo
James Veacock, carga acucar.
GenovaPolaca sarda Principio, capiuo Stefano
Emile, carga assucar.
EDITAES.
O Illm. 8r. inspector da Ihesouraria de fazen-
da,_manda fazer publico, que da data desle a 30 dias
serio arrematados peranle a mesma Ihesouraria, e
a quem maisdr nos tormos do alvar de 14 de Ja-
neiro de 1807 as torras mtennos c mais pertences
da capella vaga de Nossa Senhora do Socorro, cita no
engenho Soccorro da fregueziade S. Amaro de Ja-
boatao : pelo que as pessoas que quizerem licitar, de-
verao comparecer na sala das sesses da referida Jic-
souraria, as 11'2' horas do da 21 de fevereiro pro-
limo futuro ; advertindo que a arrematacao ser fei-
la a dinhero de conlado.
Secretaria da thetooraria de fazenda de Peruam-
buco 16 de Janeiro de 1854.O ollicial maior,
Emilio Xavier Sobreira de Mello.
O Illm. Sr. inspector da lbcsourapi
^fc-am nimnnmnnln .1^ rt^l-.. .!
ma Ihesouraria, se ha dearremalar quem por me-
nos fizer, a obra do agude na Villa Bella d comar-
ca de Pajea de Flores, avahada em 4:OO40O0 rs.
A arrematacao ser feila na forma dos iris. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maid de 1851,
e sob as clausulas especiaes abiixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremala-
ctlo, comparegam na sala dassessoe da mesma jud-
ia, nos dias cima declarados pelo meio dia, compe
tentemenle habeliladas.
E para "constar se mandn afiliar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco, 24 dedezembro fie 1853.O secretario,
Antonio -Ferreira d' AnnunciacSo.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
1,* As obras deste agude sero feilas de confor-
midade com as plaas e orcamento, appresentados
nesta data a approvacao o Exm. presidente da pro-
vincia, na importancia de 4:0048000 rs.
2." Estas obras deverao principiar no prazo de 2
mezes, e sero concluidas no de 10 mezes, acontar
conrorme a lei provincial n. 286.
3." A importancia desla arrematacao ser paga
em tres prestaces da maneira seguinte : prime ira
dos dous quintos do valor total, quando' liver con-
cluido ametade da obra ; a segunda iguala primei-
ra, depois de lavrado o termo de recebimento pro-
visorio ; a terceira finalmente, de om quinto depo-
is do recebimento definitivo.
4. O arrematante ser ohrigado acommunicar a
repartidlo da obras poblicas com anlecedeocia de
30 das, o da fixo em qu lem de dar principio a
execugao das obras, assim como 'rabalhar se-
guidamente durante 15 dias.afim de que possa o en-
genheiro encarregado da obra assstir aos primeiros
irabalhos.
5.". Para lado o mais que naoesliver especificado
as prsenles clausulas, seguir-se-ha o que .determi-
na a le provincial n. 286, de 17 de maio de 1851.
Contornie. O secretorio, Antonio Ferreira
d AnnunciacSo.
O Illm. Sr. inspector da Ihesooraria provin-
cial, em comprimenlo da resolucao da junto, manda
Tazer publico que no dia 9 de fev'ereiro prximo vin-
douro. vai novamenle praja para ser arrematada
peranle a mesma junta, a quem por nienos fizer. a
obra do aterro c empedramenlo da primeira parle do
primeiro lango da estrada do norte, avallada em
28:0963887 rs.
A arrematado ser feila na forma dos arligos 24 e
27 da le provincial n. 286 de 17 de maio de 1851, e
sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematacao'
compareram na sala das sesses da mesma junla,"nn
ma acuna declarado, pelo meio dia, compelenlemcn-
te habilitadas.
E para constar se mandou affixar opresenle, e pu-
blicar pelo Diario.
Secretoria da Ihesouraria provincial ile Pernambu-
co 9 de Janeiro de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira d'AnnunciacSo.
. Clausulas especiaes para a arrematarse.
l. Esta obra ser feila de conformidade com o or-
camenlo appro*ado pela direcloria em conselho, e
nesta dala apresenlado a approvajao do Exm. Sr.
presidente da provinciana importonciade28:096*887
res.
2.a O arremtame dar principio as obras no prazo
mezes, ambos contados de conformidade com o arligo
di da le provincial n. 286.
3. Desde a entrega provisoria da obra at a entre-
ga definitiva, sera o arremalanle.obrigado a conservar
a estrada sempre em bom estado, para o que dever
ler pelo menos dous guardas empregados conslanto-
menle nesle servicn.e far immcdiatamcnte qoalquer
reparoi que lhe for delerminado pelo engenheiro.
4." O pagamento desla obra ser feilo em quatro
CORREIO GERAL,
A mala que tem de conduzii a escuna Anda para
o Rio de Janeiro, principia-se a fechar hoje(3t).lf
respectivo professor, emOlinda. -
A matricula coliegio das artes, est aborto em casa do respectivo
substituto, na ra da Ribeira.em Olinda.
*4
a/3
_

^ftODE
Sj
TERCA-FE1RA, 31 DE JANEIRO DE 1854.
Ultima recita iufallivelmeule da companhia juve-
nil IhaJiense eulerpina, a qnal a pedido de muitos
pessoas que assisliram ao ultimo espectculo, e de
mui i as familias que anda nao virara sobe scena.
. Depois de urna linda ouverlura pela orchestra,
o sublime melo-draina semi-sacro pastoril, dividido
em 2 actos e 5 quadros,
i REYEUCAO
DO
MTiLICIO DO MESSIS.
Depois do segundo quadro o Sr. Ribciro cantar a
aria do
qoesiao
lanliade
prestaces iguaes : a primeira depois de feilo o terco
das obras do lauco : a segunda depois de completa-
dos os dous tercos: a terceira quando" forem recebi-
das provisoriamente : e a quarla depois da entrega
deliniliva, a qual ter lugar um anno depois do rece-
oiinento provisorio.
5. Pata ludo o mais que nao esliver determinado
as prsenles clausulas, seguir-se-ha o que dispe a
respeito a lei provincial n. 286. .
Conforme.O secretario,
Antonio Ferreira dAnnunciacSo.
Pela directora da faculdadede direto de Olin-
da se faz publico que.n conformidade" do artigo 9.,
cap. lo dos estatutos os exames' de preparatorios te-
rao lugar desda o primerodia ulit de fevereiro vindou-
ro atooullimoda til de marco,observando-seodis-
posto un art. 5, cap.lo dos mesmos estalutos.cada oa-
me durarara urna hora,disposiCao esla que a directora
tara rehsiosamente observar. No lercciro dia til do
mesmo fevereiro comecarao os Irabalhos em todas as
cadeiras de preparatorios no coliegio das artos, na con-
tormidade do arligo 6.o, capitulo 2.. .los mesmos es-
tatutos. Os professores.nos dias emque forem aos cla-
mes, licam dispensados do exercicio de suas cadeiras
na conformidade do art. 10., capitulo 2., dos mes-
mos estatuios. Outro sim; faz-se publico acerca de
matricula no mesmo coliegio das artes, o seguinte:
os professores das respectivas cadeiras comecro a
matricular os sens discpulos dous das anles'do mez
de fevereiro, e admllirao a matricula, sem requisi-
to algum, lodo o esludante que se apresentor al o
nm de marjo, annunciando de anlemo o lugar e
ora, em que recebero o eslndante compleme
matricula. Cada um dos professores enviar ao direc-
tor no hm de morco, urna listo dos seus alumnos. Os
pro essores, purera, de lalim e francez, deverao ad-
mitlir i matricula, nao s no prazo marcado, como
no decurso de lodo anno lectivo ; apresenlarao alem
da lista exigida, nofim de marco, oatras de Ires em
tres mezes. Espera a direcloria da parte dos profes-
sores (que deverao residir em Olinda na conformidade
das ..rdens imperiaes ) a execucao. O offlcal secreta-
rio interino fara aflixar este, e publicar pela impren-
sa, depo.s de registrado. Olinda 26 de Janeiro de
1854. O director interino Dr.
Cocino.
Janeiro
Antonio Jos
DECLARADO ES.
la a cdjjnpra
ido almoArif
_ a rr cma laclo,
comparecam na sala das sesses da juula da" fazenda
da mesma Ihesouraria, no dia cima declarado, pe-
lo meio dia, competentemente habilitadas.
E para constarse mandou aflixar o presento e pu-
blicar pelo Diario.
Secretoria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 30 de dezembro de 1853. O secretorio,
Antonio Ferreira da AnnunciacSo.
Clausulas especiaes para a UrrematarSo.
i." Os concertos da cadeia da villa de Garauhuns,
far-se-hao de conformidade com o orcamento appro-
vado pela directora ei conselho, c apresenlado a
approvacao do Exm. Sr. presidenle, na importancia
de 2:2498280 rs. T.
2." O arremalanledar principio asobras no pra-
zo de dous mezes, e deyer conclui-las no de sei
mezes. ambos contados na forma do artigo 31 da lei
n. 286.
3." O arrematante seguir nos seus Irabalhos ludo
o que lhe for delerminado pelo respectivo engenhei-
ro, nao s para bna execucao das obras, "como em
ordem de nao inulilisar ao mesmo tempo para o ser-
vico publico lodes as partos do edificio.
4. O pagamento da importancia da arrematacao
lera lugar em Ires prestaces iguaes ; a 1., depo'is,
de feila a melade da obra ; a 2., depois da entrega
provisoria ; ea 3., na entrega deliniliva.
5..0 prazo de responsabilidade ser de seis me-
zes,
6.i Para Inda o que riqo esliver delerminado as
presentes clausulas nem no orcamento, senuir-se-ha
o-qiicdispe a respeito a lei provincial n.286.
Couforme. O secretario,
Antonio Ferreira da AnnunciacSo.
Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
em cumprimcnto da ordem do Exm. Sr. presidenle
da provincia, manda fazer publico, que no dia 16
de fevereiro prximo vindouro, peranle a jirnta da
fazenda da mesma Ihesouraria, vai novamenle pra-
<;a para ser arrematada a quem por menos tizer a
ohra dos concertos da cadeia da villa do Pao d'Alho.
avallada em 2:860&O0O r.
A arrematacao ser feila na forma dos arls. 24 o
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851, e
solas clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematarlo,
romparecam na sala das sesses da mesma junta nos
das cima declarados, pelo meio dia, competente-
mente habilitada.
*E para constar se mandou afilxar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretoria da Ihesouraria provincial de Pernambn-
co, 14 de Janeiro de 1854. O secretario, Antonio
tendr WAnnunciarSo.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
j 1.a As obras dos reparos da cadeia de villa de Pao
d Albo sero feilas de conformidade com o plano e
orcamento, approvados pela directora em conselho,
e.apresenlado a approvacao do Exm. Sr. presidente,
tonporlancia de 2:8603000 rs.
_ T" A obras comecarao no prazo de 30 das o se-
ro concloidas no de 4 mezes,ambos contados de con-
formidade com oque dispe o art. 31 do reglamen-
to das obras publicas.
3." A importancia da arrematacao sera paga em
tres prelace sendo, a primeira deMout quinto pa-
gos quando o arrematante honver feito melade das
obras; a segunda igual a primeira, paga no fim das
obra, depuis do recebimento provisorio, e a ultima
pana depois do anuo de responsabeldade e entrega
definitiva.
4. Para Indo o que n3o esliver determinado as
presentes clausulas ou no orcamento,seguir-se-ha as
disposires da le n. 286 de 19 do maio de 1851.__
Conforme o secretario, Antonio Ferreira ciacSo.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 22 do Corrente, manda fa-
zerpubhco, que nos das 7. 8 e 9 de fev.reiro pro-
Q arsenal de mariuha conlrala a cdkipra dos
5njeeWrteguinte, para sorliroeulo do almoftrifado:
.fmftf""!*'* i' 8uroicio, 5,000 ditos peque-
nos, 100 folhas de cobre, 400 ditos de papel lixa 2
arrobas de verdete em p, lOOdedaes derepucho,*)0
agulhas de looa e brim, 100 ditos de palombar, 12
caivetes finos para pennas. % libra de lacre preto,
6 raspade.ras, 32 libras de fi de algodao, 12 lorue-
de quarto: as pessoas a quem couvier a venda dcstes
objeclos comparecam nesta secretaria, no dia 31 do
corrente ao meto dia. Secretaria da inspecrao do ar-
senal de mariuha de Pernambuco 27 de Janeiro de
loi.INo impedimento do secretario,
t Manoel Ambrosio da Conceicao Padilha.
Real companhia de paquetes inglezes
a vapor.
No dia 31 deste mez,
espera-se da Europa
um dos vapores da
companhia, o qual de-
pois da demora do cs-
ume seguir para us porto do Sul: para passageiros,
irala-se com os agentes Adamson Uowie ti Compa-
nhia, na ra do Tiapiche Novo, n. 42.
O Illm. Sr. capilo do porto, para tornar effec-
livaa as disposices do rcgulameuto das capitanas dos
porios, mandado por em execucao pelo decreto im-
perial de 19 de maio de 1846, manda, para conheci-
menlo dos inleressados, publicar os arligos seguiules
do mesmo regulamei-lo.
Art. H.Niigaempodcrdenlrodolitloraldopor;
lo, ou seja na parte reservada para logradouro pu-
blico, ou seja na parte que qualquer tenha aforado,
construir embarcarlo de coberta, ou fazer cavas para
as fabricar eiicalhads, sem que, depois da licencn da
respectiva cmara municipal, oblcnha a do capilo
do porto, o qual a nao dar sem ter examinado se po-
der ou nao resultar dahi algum damno tu porto.
Art. 13. Ningueir. poder fazer atorros ou obras
no hiloral do porto, ou rios navegaveis.sem que lenha
oblido licenca da cmara municipal, e pela capitana
do porto seja declarado, depois de feilos os devidos
exames, que nao prjudicam o bom estado do porto,
ou nos, andaTnesmo os estabelecimeulos naconaes
da marinha de guerra e os logradouros pblicos, sob
pena de demolicao das qbras, e mulla alem da indem-
uisacao do damno qre liver causado.
Art. 14. NiogueiE poder depositar madeiras na
praias nem conservar nellas, ou nos caes por mais de
cinco dias, ancoras, >c{as de artilharia, amarras ou
oulros quaesquer objeclos que embararem o transito
e servidlo publica, anda que tenha licenca da c-
mara municipal. E quando para o deposito e demo-
ra de (aes objeclos der licenca o capilo do porto sem
prejuizoda sobrediUservido, s se poder fazer da
bteme dapreamar das aguas vivas para cima. Os
contraventores, alem da mulla a que forem sujeitos
pelas posturas da respectiva cmara municipal, sero
obrigados a fazer escavar qualquer ra, que se acu-
mule em delrimento do porto.
Secretaria da rapiania do porto de Pernambuco 3
de Janeiro de 1853.No Impedimento da secrelarto,
Manoel Ambrosio da Conceicao Padilha.
O presidente da assemblea geral do banco de
Pernambuco, por convite da direccao do mesmo, con-
voca a assemblea geral para reunan ordinaria no
dia 31 do corrente, as 11 horas da mannV, decon-
tormidade com o arl. 18 dos eslaiulos.Pedro Fran-
cisco de Paula Cavalcanti de Albuqutrque, presi-
dente.Jos Bernardo GalvSo Alcoforado, 1. se-
cretario.
Em conformidade do art. 8. do cap 2. do esta-
tutos da academia jurdica se a_cha aborta a matricula
de geometra do coliegio das arles em casa do respec-
tivo professor, no pateo do Paraizo, esquina da roa
da Roda, a qualquer hora do dia.
Pela ubdelegacia da polica de S. Jos do Re-
ctese annuncia a apprebensao de um preto de nome
Chrislnvlo, que declaran ser escravo de Joo Caval-
canli de Albuquerqne, morador no lugar da Baixa
de Arroz ; e bem assim de um quarlo ruco que an-
dava sem destino pela ra : seas legtimos donos
comparecam nesta mesma subdelegada, que provan-
do exuberantemente o dominio que uel'es iem, lhes
seraoenlreguesi
Aula de obstetricia.
A matricula estar aberta desde o 1. at ao ulli-
mo de fevereiro, e as lices principiaran 15.
A matrcula d'aula de philosuphia do colleao
das artes, est aberta al o lim de marco, em cata'do
No lim do lerceiro, a Sra. Deperini cantar a mui-
to applaudida
CAVATINA DO JURAMENTO
No Dm do drama ir o acto da
MAMA-I VOVO'
em o qual far a parte da velha o Sr. Santa Rosa.
Dando flm o divertimento com o lindo dansado pe-
lo Sr. Ribeiro, intitulado
qtie muilos applansos obleve quando no Marauhao e
no Para foi dansado.
Osbilhetes acham-se venda no thealro.
Principiar s horas do coslunic. *
AVISOS MARTIMOS.
Para o Rio de Janeiro 'seguir' em
poucos dias o veleiro patacho nacional
Henrique, por ter engajado a maior
parte do seu carregamento ; anda rece-
be alguma carga, escravos a frete e pas-
sageiros, para o que se tratara' com Ma-
noel da Silva- Santos, na ra d Cadeia n.
40, ou com o capitao na praca.
Para o Porto com presteza,
o novo e velleiro brigue porluguez /speranca, pro-
cedente d Baha, vem a esle porto receher a maior
parle do seu carregamento. que se acha prompla e a-
penas lem pequeo vao para diminuta carga a frele.
Tambem offerece ptimos rommbdos para passagei-
ros : o pretndeme dirjam-se ao escrptorio de Bal-
lar i Oliveira, ra da Cadeia Velha n. i>.
par.a Lisboa a barca porlugueza CratidSopre-
tende sabia com brevidade : quera nella quizer car-
regar ou ir de passagem, para o que tem acerados
commodo, ciilenda-sc com os consignatarios P de
Aquino Fonseca & Filho, na ra do Vigario n. 19,
primeiro andar, ou com o capilo ca praca.
Para o Aracaty.
Segu em poucos dias o bem conhecido hiato C-
pibaribe, meslre Antonia Jos Vianna, por j ter al-
guma carga prompla: para o resto e passageiros, 1ra-
la-se na ra do Vigario, n. 5.
Ceara', Maranhao' e Para'
Segu em poucos dias o brigue escuna nacional Ar-
Celina, ja lem a maior parto da carga engajada, o res-
tante trala-se com o consignatario Jos Baptisla da
tonseca Jnior : na ra do Vigario, n. 4, primeiro
andar.
- Para es porlos do norte al eVCear, patacho
nacional Amargoso: para carga e passageiros lrla-se
com o meslre a bordo, ou com Bernardino Jos Mou-
teiro, na ra do Quemado n. 44.
Para o Rio de Janeiro sahe com muila brevida-
de o brigue nacional Sagitario, por (er a maior par-
le de seo carregamento engajado; para o resinle,
passageiros e escravos a frele, trala-se Com o eousig.
nalarioajlanoel Francisco da Silva Carrico, ruado
Coliegio u. 17, segundo andar, ou com o capitao a
bordo.
Para o Maranhao e Para' vai sahir
coma maior brevidade possivel, por ter
parte de'sua carga, o brigue nacional
Brilhante, do qual he capitao Francisco N noite de 26 para S
r.,,., r. ___ __ caminno do porto junto ac
Larclia : quem no .mesmo quizer carre- -
gar o ir de passagem, para o que tem
bons coininodos, dirija-se ao capitao, na
praca do coinmercio, ou aNovaesA Com-
panhia, na ruado Trapiche n, 34.
que, para neiiocio que os mesmos senhores nao ign-
ram.J.da SitcaC. &C.
Madama l'oirjon vincia.
O abaixo assignado, a.
dea desla cidade ,1
prximo pas
com o Sr. Man
tou ficar o abai
ITOgOOOrs. a.
meios de pagar esta quantia
ver uma sulis,
neiro de Limae Br:
homem, leodo
quantias qne r-
entregou 128000 rs
com ludo mais ; como se
dado ;.jio contento em
meu dinhero, Uto com a maior
desacreslilar-mc com riie
do ler lirado 2808000 rs.
palando qne eo os tinha jogadi
poi o publico que he falso o q;
neiro (Benevides) d I?r me da.]
menos ler eu os jogado, porque num
ro e menos agora quando o nao lenl.
sobre miro, a.es le Sr. perlen
Este Sr. mora n becco"do Pek
cido por suas Iraficancias, por u
de S Cavalcanti Mteliado de
Precisa-se alagar uma esc
ra o servico de uma casa : no a!
82, primeiro andar.
Precisa-se alegar uma criada foi
que seja fiel, para o servico de uma pi
quem pretender, dirija-se ao armaie*
Coliegio n. 14.
O abaixo assignado, proi
traccao elementar do sego.odo g
ceiro andar da cana n. 58 da
respeilavel publico e espec:
de familias, que acha-se
leri, prompto receber :
para serein desciplinados em materias de
elementar, c tambem em granunalir^ Jalii
ceza.Jos Maa Machado de Figue\
O abaixo, assignado faz s<
publico que lendo-Se constituido
rio Jos dos Santos e assignado
terrea, sita na ra de S. Fren i
ao anligo hospital do Paraizo,
pagar os alugixeis de Ires
previno que ningueui fac/
lo Hemeterio com uma '
1 lorias n.- 63, a qual clisa se ac
-'ueispara pagamento de tal q
que se lem feito.' Francisco Mar,
Um hornero solleiro, doentr, te
separa o serUo, precisa de uma pe__
servico: quem quizer o companhar, din
Velha, na Boa-Vista,-casan. 56.
Quem achou urna c. sr. Mano
valcanli de Albuquerque s
Fria, dirigid, a Francisco Anl
lhe nella ama barrica d
carne secca, com dala de
1853. qeira enlrega-la n.
que ser recompensado.
Precisa-se al ugar para i
cite, um bom preto que seja n
ra da Cadeia n. 12, primeiro
com quem -tir das 8 hor
larde.
A pessoa que annoncou
mo sobre bens d raiz, declare.
procurado.
Precisa-se alugar ura preto p
padaria, com pralica ou sei
ou escravo, que seja r
Ponas n. 106.
Jos Ehiz Ferreira
nome para Jos Carlos Ferrei
igual nome.
Aluga-se orna preta qoe cm
faz o mais arranjo do ama cana- nj
dego n. 4.
Deseja-sesaber se ex
Alexandre de Fonlauge par
na ra da Cruz n. 5. '
. Aluga-se a toja do sobrado na p*
tratar na toja do sobrad amarello da ra
mado n. 29.
por naver
Alerta, alerta I '
Rapaziada o carnaval est na porla, <
no dingirera-se a ra larga doRosariaj
dezas, n. 24, para escolherem
de cera e igualmente de afdir,
dar mascarado com pouco diuli
Precua-se de umeaixeiro para deposito de
sas.equeeulendadepadaria: na roa das Cruze,
n. jj,
Beccbe-se roupa para lavar e engojnn,.
tanto de sabio como de
prnmplido possivel, e pe!
a lOOrs.. calcas e jaquetas a 12
na ra dos Martirios n. 11.
Aluga-se o segundo andar do becrc
1, com commodo para familia : trala-te UtlMm
do mesmo.
Deseja-se fallar ap Sr. Manoel Cavat
Albuquerque, morador em Paulsta ou pe
Sr. Jos Estoves de Barros, morad*
na ra da Cadeia do Recito n. 54.
A pessoa que annunciou querer com
escrava moca de boa figura, ci
deira, dirija-se a ra do Mu
Precisa-se de alagar
deportas a dentro:
segando andar.
LEILO'ES.
O agente Borja Geral-
para torca-tetra, 31 d
corrente, a II huras da
manhSa no eeu arma-
zem, na ra do Coliegio
n. 14, dos objeclos j an-
__nunciados; e alem den-
les haverao outros muilos que terao entregues pelo
maiur prejo que for ofterecido, e ao meio dia em
ponto rao a leilao tres escravos, uma porcAo de ob-
jeclos de puro' francez e uma porro de caximbos
hamburguezes,sem recusa de qualquer preco.
Leilao de uma porco de barricas com genebra
em botijas, no forle do Mallos, no armazem de Manoel
Alves Guerra ; lerca-feira, 31 do corrente.
Timn, Mousen & Vinnassa farao leilao por
ntervcnco do agente Oliveira, de grande sortimento
das melhores fazendas allemaas, suissas e francezas,
tanto de algodao, 13a o linho, como de seda, e todas
proprias deste mercado : sexla-frira, 3 de feverei-
ro prximo, as 10 horas da mauhaa, no ceu armazem
no largo do Corpo Santo, defronte da igreja.
AVISOS DIVERSOS.
LOTEAIA DO RIO DE JANEIRO.-
A lista da lotera iO.a do Monte Po se
espera pelo primeiro vrpor que vier do
sul.
Sexta-feira, 27 do corrente, ficou no porto da
ra Bella um sacco de algodaosinho trancado, qee
tinha dentro 1 vestido de chito roza, novo,! chales,!
lenco de seda, 1 dilo branco, e 2 livros, um do San-
lissimo Coracao de Mara,eoutro Relicario Anglico:
quem n achou leve-o a loja de livros n. G e 8 da praca
da Independencia..
Precisa-se de nm ama qoe saiba cozinhar e
enzommar, para uma casa de punca familia : quem
esliver neslas circumstancias, dirija-se aos Coelhos,
sobrado n. 4.
O pintor retratista D. Sasagna mudou a sua
residencia para o aterro da Boa-Vista n. 82, primei-
ro andar. '
Deposito de oarvao.
Aluga-se um grande armazem proprio
pai-a deposito de carvo, a' beir mar, na
ra de Santa Rila, com trapiche para car-
regar e descarregar a qualquer hora : o
preco he modico.e trata-se na ra do Tra-
piche n. 40, segundo andar.
Precisa-se de uma ama forra ou captiva, para
todo servico de uma casa de pouca familia : no paleo
do Carato n. 10.
Cnlherme Augusto Bodrigues Selle vai ao Ma-
ranhao.
Precisa-se de uma ama que saiba cozinhar e fa-
zer todo mais servico de ama casa : no largo do Ter-
co n. 27, segundo andar.
Precisa-se de um Ijom fficial de charoleiro,
para fra da provincia : qaem esliver neslas cir-
cumstancias, dirija-se ra do Coliegio n. 5, que
achara com quem tratar.
Precisa-se de urna mulher forra oo escrava,
quequeira acompanhar uma senhora Baha, aoode
se demorar um mez. e volla para esla provincia : a
Iralar na roa Nova n. 10.
Precisa-e de urna preto para o servico de uma
casa,dando-se ljflOO rs. mensaes: quem" liver, di-
rija-se ao becco do Carioca, armazem n. 9.
Antonio Jos Fernandes vai fazer uma viagem
a Europa.
madeira de Wiiro com :
pessoa que ofapprehender. dando not
Cadeia n. 19, ser recompensada.
Francisca Lina de I
particular do primeiro grao ele
paleo do Corpo Santo n.
pa aos pai de-suas alumnas, qi
de fevereiro prximo vindouro.
Quem precisar de uma
uma cas, sendo de pouca fami
le de sua conducta um fiador,
ROB LAFFECTELH.
O nico auiorisado por decis
e decreto imperi
Os mdicos doshospjtaes recomuu
Lallecteuv, como sendo o nico autorisa
verno e pela Real Stciedade de Medicii
dicamenln d'um gesto agrada>
em secreto, esl em uso na'm
de 60 anuos; cura radicalmente em pom
com pouca despeza, sera mercurio, as a
pelle, npiogens, as conseqnencas dass."
ceras, e os accidentes dos partos, da
da acrimonia hereditaria dos humor
calharros, da bexiga, as coniraccOes, e i
dos orgaos, precedida do abuso das ingecc
sondas. Como anti-sv phlilico, o arrobe cura em
pouco tempo os fluxos rcenles ou rebeldes, qne vol-
vem incessanles sem consequencia do{joprego da co-
paiba, da eubeba, ou das injecces que represen-
tara o virus sem neulralisa-to. O arrobe Lafleclev
he especialmente recoramendado contra as doencas
inveteradas on rebeldes ao mercurio eao iodoreto
de potasio. Vende-se ero Lisboa, na botica de Bar-
ra], e de Antonio Feliciano Alves de Azevedo, pra-
ca de D. Pedro n. 88, onde acaba de chegar uma
grande porro de garrafas grandes e pequeas, via-
das directamente de Pars, de casa do Sr. Boyveau-
Laflecleuv 12, ru Bichev i Pars. Os terminarlos
dam-se graUs em casa do agente Silva, na-prc de
D. Pedro n. 82. No Porto, em casa de Joaquim
Araujo; na Bahia, Lima 4 Irma;
buco, Souro; Rio de Janeiro, Roch^^l
Moreira, loja de droga; Villa-Nova,
de Magales Leile; Rio-Grande, Pranclsc.
la Coulo I.HtfiBIGItfJaitfMas&S i
__.......... :
Deposito de tecidos da fabrica"
de todos os Sntos. na Baha
Yende-se em casa de Domingos Alves
Matheus, na ma da Cruz do Reeifen. 52,
primeiro andar, algodao transado daquella
fabrica, muito proprio para-saceos e rou-
pa de escravos, assim como fio proprio para
redes de pescar e pavios para velas, por
preco mu lo commodo.
^
Sala de barbe
Antonio Barooza de Barros faz scie
vel publico, qqe lem aberto.oma sala de barheiro, _
ra da Crnz do Recife n. 62, primeiro andar, aonde
so achara sempre prompto a servir a seus fregi.
e mais pessoa que de seu prestimo se quizerem
sar.assim como vende e aluga bichas deHaroh
applica ventosas, limpa e chuin'na den
prala como a ouro; o preco das barbas e cabeilos he'
9 mesmo que na tojas.
AVISO JURIPICO.
A segunda ediccSo dos primeiros elementos para
lico do foro civil, mais bem corrigida e acresceula-
da, nao a respeito do que altern a lei da refor-
ma, como acerca dos despachos, interlocutorias: e di-
finilivaa dos julgadores ; ohra essa lio interessanle
"iwser "
'&*
tos principiantes em pralica que lbVservir de lio
conductor: na pra?a da Independencia n. 6 e8.
Desappareceu no dia 14 de novembro do anno
passado o preto Baymundo, crionlo, filho Jo Ico, de
idade 25 annos, pouco mais ou menos; cor fula, cara
larga, beicos grossos, barba cerrada, estatura regular,
rendido de nma voriiha, pouco volamosa, he muito
ladino, e diz saber ler, he amigo de sambas, onde di-
vert-se tocando flaulm ; o mencionado prelo foi
capturado era o engenho Tapacar d'onde tornoo a
Precisa-se lie um ana com leite : na ral das fpr no flm de 4 dia : quem o pegar, queira levar



,
gnsaj|jHB|
DIARIO DE PERMNBUCO. TERCA FEIRA 31 OE JANEIRO DE 1854.
Quem liver rodas de carrosa novas, e,
lueira
1* da
Aluga-fc o segundo andar do sobrado da ra
da I,apa, no bairrn do Recite u. 13, nuiilu em cotila :
para tratar, na praca da Boa-Visla n.7.
A aula da ra de Apollo principia suas^ljoes de
lellras, giaromalica nacional, latirt, frau-
evereiro : etaas mestuas li-
eoeslfi ramhom'-pi articulares o abano as-
m
vender em coala, anmmcie. au dinja-s
roa do Crespo, na esquiua que volla para S. f rau
CISCO. .
J. Chardon, baeharel em bellas lellras, doutor1
em direilo, formado na univ crsidade de Varis, eusina
em toa casa, rua do Alecrim n. 1, a ler, escVever, v.
iraduiir e fallar conTctameilte a lingpa franceza, e signado.Candiio-Jbs Usboa.
lamben da lijoa particulares em casas de familia- O Sr. Antonio Baptisla Ferreira queira ter a
Preciu-SB de urna ama para o servico de i>or- bondade de apparcceroajrayessa da Madre de Dos
a d &m I n vi* An I it:m >*. i.-. > "1 a^aH I
lasa dentro amento n. 3.'
LO (XMliMERCl.
aixo assignados continuam
a tranquear a todas as classes em
geral os seus sortimentos de fazen-
das por haixos precos nao' me-
nos de urna peca, ou urna duzia,
a dinheiro, ou a prazo, conforme
se ajustar : no seu armazem da
prac,a do Corpp Santo, esquina da
rua do Trapiche, n. 48. Ros-
tron Rooker & Companhia, neg-
les ingtezes. Os mesmosavi-
o respeitavel publico que abri-
ram no oa 5 do corrente mez a
sua loja de fazendas da rua do Col-
legio e Passeio Publico n. 15, di-
rigida pelos senhores lose' Victori-
no dePaiva e Manoel Jos de Si-
queira Pitanga, para vendern
atacado e a retalho.
n. 21. armazem de Jooiarlius de Barros, a negocio
que lhe inleressa
Vende-se meia legua de Ierra inuilo propria pa-
ra sola de animaes, para engcnlio, e siluaran de ga-
dos, assiin romo para agricultura, sendo preciso cer-
car-se, disla da Paralaba de* leguas, para o Brejo :
quem a prelender dirija-sc em Anglicas, a Francis-
co Calislo, que achara com quem tratar.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Star*. & C. cm
Santo Amaro' acha-se para vender ara-
dos de ferro de superior qualidade.
O o> A,
confronte io Rosario de Santo Antonio, enlre as di-
. VMM qoalidadat de bonschocolates que cosluma ter,
* mais o muil recommendado homeopathico
francs.
#*> Aluga-se o sobrado grande da Magdalena,
i que fica em frenle da estrada nova, o qual
desoecupar al odia 1. de marso : a Iralar
atorro da Boa-Visla n. 45, ou ua rua do Collegio
Adriano Xavier Pereira de Brilo.
l'recisa-se de urna ama que nao lenha vicios, e
que leona capacdade, e que saina comprar, rozinhar,
-engommar e faier todo o servico interno da casa de
un homem solleiro: a tratar na rua larga do Rosa-
rio n.aj}, taberna.
MHunpas de santos e santas.
a de miudesas da roa do Collegio n.
1 sortimeolo dos seguintes nomes de sanios e
im poni pequeo e grande : N. S. da Con-
^casameuto da Sania Virgem, Anjo da Guarda,
li, Santa Theceza, Sania Clara, S. Pedro,
e a graje, Santo Antonio, nascimento de
na HaU e, K. S. da Sade, S. Domingos,
ielbo, Sanl'Anna. Sania Isabel,
Aioracao do* Sagrado CoraQoe, Sania Vernica,
San Cetario, N. S. do Ormo, S. Vctor, S. Marli-
nho, S. I.uiz c > Gonzaga, S. Miguel, Decimenlo,
Santa Rom de Lima, Sania Calliarina, S. Joao Bap-
tisla, Jesu Mara Jos, Sania Familia, Nos-a Senliora
Santa Virgem e Sania Isabel, N. S.
do Ren sus entregando as chaves a S. Pe-
lfio Ja Santa Virgem, Sania Suzana,
Jesu caucado. Sania Carolina, Sania Josephina,
N. S. no Egypto, S. Francisco de Assis,
^^^Te Salles, S. Mathens. Sanios Reis,
Santhsimo Sacramento, Agona de S. Jos. Santa
Barbara, SS. Coracoes de Jess e de Mara, Medalha
Sania Celestiaa, S. Jorge, Santa Francis-
ca, Santa Harta, S. SebasliSo, N. S. dos Milagres,
Sania Margarida, Santa Cecilia, Sania I.uzia. Sania
i. do Rosario, Sania Virgem Maria rainha
doaSiMPr Salvador do Mundo, SanUAuza, Jess
poso, as cinco chagas de Nosso Senhor Jess conso-
lando sua mai, Sanio Antonio, e N. S. das Dores ;
assim como oulros muitos nomes qiie se deijam de
annunciar.
mmm
iRETRi; 8 PELOELECTROTYPO.
No aterro da Boa-Vista n. \,
i'ceiro andar.
A. Iettarlt, tendo de se demorar pouco
lempo nesla cidade, avisa ao respeilavel pu-
blico qne quizer lilsar-se de seu presumo,
de approveilaros poneos dias que lem de re-
^^^B>i' os retratos serao lirados com loda
i perfeicao que se pode desejar,
ecimentoha rclralos que semoslram
ia'' que quizerem examinar: est a-
>r lo das 9 hora* da man haa al as i da lar-
ixux
leas e mais modernos chapeos de seda
ara senhoras, su encontrara sempre na
I Mailame Mlllochao, no aterro da
>r om preso mais razoavel do que
emqualquerouliaparle.
lona Senliora do Rosario.
la latera eslo venda nos lugares
^H -'.ndam no da 1 i de fevereiro
"numero de hiHieles que (car
urer e ia 10.O Iheso'u-
a da Silva GuimarSes.
Bichas.
* bichas: na pra^a da In-
te a rna das Oozes n. 10.
a de Olivera e Sonza ensina a
wr a liogua frauc^za : na rua
I
^r. Francisco Ignacio da
Cadeia de Sanio An-
Ir'ancez,
Jaris, tenra honra de prc-
AO riJBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rua do CoUegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por
precos mais haixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
ebes, como a retalho, amanendo-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
alirio-se de combinaco com a
maior parte das casas commerciaes'
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
corita do que se tem vendido, epor
isto offerecendo elle maiores vah-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
.ral, para que venbam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da rua do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos tltolim.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia, que saiba cozinhar e engommar; paga-se bem:
na rua do Padre Floriano n. 27.
Precisa-se de um feitor que entenda de horla
e pomar de espnhos, prefere-se casado sem filhos :
quem esliver neslas circumslancias, dirija-se C.a-
pnnga, sitio de Joo Evmgelisla da Cosa e Silva.
- Precisa-se de urna ama de leile, porm que nao
lenha til lio : a pessoa que quizer, dirija-se a rua lar-I
ga de Rosario n. i(i, primeiro andar.
Aluan-sc urna ama de boa conducta paia urna
casa de- pouca familia ; a Iralar na rua Direila n.
113, primeiro andar.
Na noile do da 29 do correnle desappareceu
da casa de Manoel Francisco I huirle, morador no lu-
gar de Sanio Amaro, um seu escravo de nome Flix,
de nacjto Morambiqne, com os signaos seguintes :
baixo, pernas finas, ps largos e nial fei'.os, denles
agudos, e com faha de um ua frenle da ordem de ci-
ma ; ha seis semanas f<> pegado no lugar do Boquei-
rio, onde oansla ler la familia, era conhecido por
crioulinho nesse lugar : pede-se, pnrtanto, a qual-
quer capilo de campo que o apprehender leve-o a
seu senlinr, no lugar de sua raideucia, quesera bem
recompensado.
A mulher que lava roupa, e que mora na rua
dos Marlirios, dirija-se i rua Nova n. 41, primeiro
andar.
Vende-so urna escrava engommadeira e cozi-
nheira : na rua do Aragio n. :5.
Vende-se 1 pardo sapaleiro e liolicirc, 1 mole-
quede idade 16 anuos, 2 prelas com habilidades,!
parda de meia idade, 1 excellenle pardiuha com lu-
das as hahilidudes.necessariiis para urna casa, e se di-
r o molivo da vendV: ua rna da Glorio n. 7.
respeilosamenle annunciam que no seu exleuso es-
tabelecimento em Santo Amaro, continua a fabricar
coro a maior perfeico e promplidao.toda a qualidade
de machinismo para o uso da agricultura, navega-
cao e manufactura, e que para maior commodo de
seus numerosos freguezes e do publico em geral, lem
aberlo em um dos grandes armazens do Sr. Mesqui-
la na rua do Brum, alraz do arsenal de' mariuba,
om
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dito seu estabelecimento.
Alli acharao os compradores um completo sorli-
menlo de moendas de caima, com lodos os mclho-
ramentos (alguns delles novos eoriginaes) de que a
experiencia de muitos anuos lem mostrado a ueces-
sidade. Machinas de vapor de baixa e alia presso,
taixas de lodo lamanho, lano batidas como fundidas,
carros de mo e ditos para conduzir formas de assu-
car, machinas para moer mandioca, prensas para di-
to, fomos de ferro batido para fariuha, arados de
ferro da mais approvada conslrucc,3o, fundos para
alambiques, crivos e porlas para fornalltas, e urna
infinidadf de obras de ferro, que seria enfadonlin
enumerar. No mesmo deposito existe urna pessoa
intelligeiite e habilitada para receber (odas as en-
commendas, etc., etc., que os aiinunciantes contan-
do com a capacidade de suas ofiicinas e machinismo,
e pericia de seuspfficiaes, se compromellem a fazer
executar, com a maior presteza, perteicjio, e exacta
nuiformulado com osmodelosou desenlies, e iuslruc-
(es que lhe forem fornecidas*
COMPRAS.
Cempra-se um exemplar da obra em Italiano
que lem por titulo As minhas prises, por Silvio
Pellco : na rua do Collegio, a. 1.
Compram-e ossos a peso.: no ar-
mazem da illuminacao, no caes do Ra-
mos, travessa do Carioca.
Compram-se dous compendios de geometra de
Lacroix : quem os liver annuncie.
Compram-se dous escravos proprios para pa-
seos, de pouca idade, c que nao lenham vicios : na
ruadaCniao n. 1.
Compra-se urna casa Icrreaem boas ras: quem
liver, dirija-sc ,i rua do Quemado n. 33, que achara
com quem Iralar.
($ HOMEOPATHIA. I
| RIJA DAS CRIZES9L-28.
No consultorio do professor homopalha
\A Gosset Itimonl, acham-se venda por {
f 15.000 RS.
'<}) Algumas rarleirascom 24 medicamentos e '
;A os coinpeleutes livros, (elementos de horneo- |
?J patha, segunda ellicSo.)
o) > Grande sortimento de carleiras e caixas <
,- de todos os tamauhos por precos commo-
^ distintos. ,
1 tubo de glbulos avulsos 500
1 frasco de }i 0115a de tintura a
escolha.........18000
As pessoas que se dignarem honrar esle
estabelecimento com sua conlianca. depois
de experimenlados os medieamentos, nao
os achando com a energa propria de boas
preparac,oes, poderSo loma-Ios. e premp-
tamenle Ibes ser entregue o importe.
R>4atsi
Vende-se urna prela com urna cria de 10 me-
zes : na rua da Gloria n. 7.
COUl QDE Nt>CA SE VIO.
Collelesde chamaloto feilns, com dous forros efi-
vella, a 3*500 rs.: na rua Nova n. hi, loja do Ti-
noco.
Vende-se o engenho J.inieiiiuha, situado a inar-
gem doTracunhaem, com (00 bracas de testada e
urna legua de fundo, com as obras mais precisas, to-
iIhs novas, e ptima moenda, com bous partidos que
com 2 carros e 4 quarlns podem moer al 2,000 paes
o que be de grande vanlagem para nm principiante,
lie de ptimo assucare de boa producto, lanto de
ratina como de legumes : vende-se com algum di-
nheiro visla. e o mais a pagamento conforme se
poder convencionar : os prelendenles dirijam-se ao
engento) Tamatape do Flores.
GANTOIS PAILHETE & COMPA-
NHIA. J
Conlinua-se a vender no deposito geral da <*
rua da Cruz n. 52, o cxccllenle c bem con- @
@ ceiluadn rap area preta da fabrica deGan-
# tois Pailhele & Companhia, da Babia, em W
grandes e pcqucnasnorrOes,pelo preco eslabe-
@ lecido. r ^ @
SALSA PARRILHA.
he
"js .. "a^aS'"Br' .
As numerosas experiencias- feitas com o uso da
salsa pardilla em todas as ciiferuiidadcs, originadas
pela impureza do sangue, c o bom cxlo oblido na
corle pelo Illm. Sr. l)r. Sieaud, presidente da aca-
demia imperial de medicina, pelo Ilustrado Sr. Ur.
Antonio Jos _Peixolo cin sua clnica, e cm sua alli-
mada casa de saude na Gamlioa, pelo Illm. Sr. Dr.
Saturnino de OIn cjra, medico do oxerclo e por va-
rios oulros mdicos, periniltem boje de proclamar
altamente as virtudes efficazesda
SALSA FARRII.IIA
de
BRISTOL.
Nota.Cada garrafa conten duas libias de liqui-
do, c a salsa parrilha de Brislol he garantida como
puramente vegetal sem mercurio, iodo, polassium.
O deposito desla salsa mudou-se para a botica
franceza da rua da Cruz, em frenn! ao chafariz. .
Os martyres pemambucanos, victimas da II-
berdade, as duas revolucVes ensaladas em
1710 e 1817, por um luso pemambneano ( o
padre Joaqnlm Das SSartins.)
Acaba de sabir a luz n primeira parle desle im-
portante e curioso trabalho, al boje iucdilo. He a
biosraphia de todos os pcrnainbucanos preeminen-
tes que enlraram, ou de qualquer modo se compro-
metieran! na revoluso dos mscales, e na da pre-
tendida repblica de 1817 escripias as aceces
de taes homens no silencio do gabinete, por um pa-
dre dos no-sos dias, e que anda hontem mohecemos
todos na congregarlo do oratorio de S. Filippe Ne-
rv, como um dos ltimos, e mais estimaveis nicin-
brosdessa veneravel casa. O padre Joaquim Dias
deixa-nos ver esses caracteres luz severa com que
os encara, desenhando-os a grandes Iracas ; o lero
elles sem duvida um grande mcrecimenlo para a
posleridade, quandoos houver de julgar serene :
o desabollo do historiador.
Nao ha familia cm Pernambuco a quem este pe-
queo diccionario histrico nao diga respeilo de mais
ou menos perlo, e a quem por isso nao iuteresse vi-
vamente : contem mais de 600 arligos.
Acha-se a_venda no paleo do Collegio, officina de
encaderuacao.
' VINHO CHAMPAGNE.
Superior vnlio de Bot deaux engarra-
fado ; vende-se em casa de Schafleitlin
& Companhia, rita da Cruz n. 38.
Vende-se arroz graudo do Mara-
nhao, e charutos deS. Feli.v, de boas qua-
lidades, epov presos commodos : na rua
da Cadeia.do Recife n. 47 primeiro'
andar.
Vcndem-se na rua da Cruz n. 15, segundo,
andar, boas obras de labyrinlho feitas 110 Aracaly
constando de toalbas, lencos, coeiros, rodas di
saia, etc.
. FARIN'HA DE TRIESTE.
Primeira qualidade.
Tasso Irmos avisam aos seus freguezes, que tem
para vender farinha de trigo ebegada ullimamenle
dencia existe 110 mercado.
Dtpoiito da fubricn de Todos o Santos na Baha.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber &C, na rua
Cruz n. i. algodaO irancadn d'aquella fabrica,
Vendem-se cobertores de algodo grandes a 640
rs. e pequeos a 560 rs.: na rua do Crespo nume-
ro 12. .
da
mu lo propro para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por pre<;o commodo.
Na rua do Vigario n. 10, primeiro andar, ha
para vender, r besado de Lisboa presenlemente pela
barca Olimpia, o seguinle: saccas de farello muilo
novo, cera em grume e em velas com bom sorti-
mento de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em pedra, novissimn.
Gola da Bahia.
Vende-se superior cola, por pre^o commodo: na
rua da Cadeia do Recife n. 47, primeiro andar.
() Os mais ricos e mais modernos cha- (J)
tk pcos de senhoras se enconlram 'sempre 4
2J? na loja de madama Theard, por.um preco J
f^f mais razovel de que era qualquer uulra C)
(0\ P'lrlc- (A
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
micada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
ses bons el'eitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n.20, ar-
mazem de L- Leconte Feron &
Companhia.
Vendem-e pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos: na rua do
Trapiche Novo n. 16.
O SITIO DA ILHA DO RETIRO,
. na passagem da Magdalena.
Vende-se o silio denominado liba do Retiro prxi-
mo a ponle da passagem da Magdalena, o qual tem
muilo boas Ierras proprias para capim, possuuido
urna cxcellenle baixa; tem urna grande casa de mo-
rada bem construida, ealem-desla urna outra por aca-
bar ; contm em si o mesmo silio dous excellenles
viveiros de peiie bem conservados, alem de muilos
arvoredosde fruclo e boas accommodasoes, e mais urna
olaria que est (rabalhando : os prelendenles podem
dirigir-se ao mesmo silio, ou roa do Livramenlo n.
16, que acharao rom quem tratar.
Vende-se manleiga ingleza a 400 rs., cbaprelo
a 28000 rs.: na rua Direila n. 14.
__>'o pateo do Carmo, taberna n. 1, vende-se
muilo boa aletria a 240 rs. a libra.
Vendem-se saccas com milho, a 3$000 rs.: 110
armazem de Tasso Irmlos.
Vendem-se missaes romanos, muilo bem enca-
denados, c da ultima edicto de 1830 : ua rua do
Encantamento, armazem n. 11.
Vendem-se apparclbos de cli, ditos de mesa,
pralos azues e chicaras, vnho engarrafado do Porto
o mellior possivcl, queijos preco de le 10 e 1Q6O0,
cha nacional, a 19600, I58OO e2000 rs., dtohysson
da India, a 2&560. e oulras militas fezendas de nuca
e molhados, por preco commodo : defronle da matriz
da Boa-Visla n. 88, quina do Hospicio.
VENDAS
venir ao put {plmente aos seus fresue-
1 roa da C|*eia do Recife
ieh-o andar ; trabalba de fellio, e lamben)
. oatade dos freguezes, a preco com-
modo Mbalha no genero mais moderno em ludo
izonas e para os disforc de toda a quali-
dade pan carnaval.
Attenco.
niudezas da rua do Collegio 11..I, ven-
es objectos : pape com ugurinos
mascarados, jarros-de porce-
0, proprios para cima de mesa,
Novotelegrapho.
Vende-se o roleiro do novo lelegrapbo que princi-
pia a ler andamento nodia 29 do correnle, a 240 rs.
cada um: na livrnria n. 6 e 8 da (iraca da Indepen-
dencia.
Vestidos de babados.
Vendem-se vestidos brancos ile barra e bordados a
4S000 ditos de 1e2 babados a 49300, ditos de 3 a 5
ditos a 59OOO: na rua Nova loja 11. ,16, de Jos
Loiz Pereira & P'illio.
Cortes de cassas francezas a 2,200 rs.
Vendem-se bon i (os e modernos corles de cassas
francezas a 2?2W)rs. o corle r na rua Nova n. 16,
luja de Jos Luiz Pereira & Filho.
Palitos francezas a 3,000 e 4,000 rs.
Vendem-se palitos Irancezesde brim de linho e
brelanba, brancos ede cures, obra bem feila e da ul-
tima moda, a 39 e 48 rs. : na rua Nova loja n. 16, de
Jos Luiz Pereira |& Filho.J
Toucadores a 2S00 cada un.
Yendem-se ricos toucadores com urna grande ga-
veta para toilete das senhoras, s por 29400, he ba-
rato, ebeguem anles que se acabe : na frenle do Li-
vramenlo, loja de F. A. de Pinho.
Vendem-se ricos leques.penles de tartaruga, di-
tos de bufatoedemassa para alarcabello,ditos de di-
ta para alisar, braceletes de cornalina, adereces, al-
unles de peilo imitando muilo a ouro fino e ludo
por mullo commodo preso ; s para apurar dinheiro :
na frenle do Livramenlo, loja de F. A. de Pitiho.
Franjas para cortinados e toalhas.
Vendem-se lindas franjas brancas e de cores para
cortinados, dilas de relroz engradas para rapolinhos
e manteletes a moderna,emaisbaratodoqne as mais
tojas, ua frenle do Livramenlo, loja de miudezas de
F. A. de Pinho.
Na frente do Livramento, loja de
miudezas de F. A. "de Pinho, se dir quem vende
urna rica puicera de ouro, e um Iranselim de dito
Vende-se um xcellente cr.rro de
quati'o rodas, por preco commodo, e um
cabriolet com os competentes arreios, pe-
lo preco de 400SOOO rs., tudo em muito
bom uso : na rua da Aurora n. 26.
para senhoras, balanca romanas
uer urna cousa sem que para isso se preci-
osos, assim como oulros muilos objectos que se
inundar, osquaea e vendem porp'reei
nodo duque eroNJuira qualquer parte.
""papara r o bonito e goslo a

IfcN
HOMOPATHIA.
O Dr. Sabino Olegario Ludgro Pinho mu-
dou-separao palacete da rua de San Francia-
co, mundo Novo) o. 68 A.
*a>
ATTENCO, DNICO DEPOSITO NESTA
CIDADE .
Paulo Gaignou, dentista receben agua denli-
Irice do Dr. Perre, esta agua conhecida eomo a me-
Ihor que tem apparecido, ( e tem muilos elogios o
seo autor,) tem a propriedade de conservar a bocea
ebeirosa e preservar das dores de denles: tira o
gosto desagradavel que d em geral o charuto, al-
gumas golas desla n'um copo d'agua sao suflicieti-
les; lambem se achara p deu ti Trice xcellente para
a couservaco dos denles : na rua larga do Rosario
d. 36, segundo andar.
JOS' RANDE',
entranrador de cabellos da Gasa imperial,
avisa ao respeitavel publico desla cidade, faz colla-
res, pulseiras, brincos, anneis, correnle)) para relo-
gio, giblas. cordOes, transelins, lambem se faz flo-
ellos. e qualquer obras que deseja : no
ierro a Boa-Vista, n. 38.
D*sja-se fallar cem o Sr. Jos Velloso de A-
raujo Caldas, a negocio que lhe diz respeilo : no
beetodn Abreu n. 4.
l'recisa-se de urna ama com leile e que soja
bom : na rua da Santa Rila, sobrado de um andar
,.85:
Aloga-ieo segundo andar da casa na rua do
Vigario n. 27vmuito fresco e proprio para familia:
quem o pretender dirija-se refinacao por baixo do
mesmo.
Tem-se justo e contratado comprar a casa tor-
rea sita na' roa da l'raia de Sania Rila n. 44, algucm
que se aehe com direilo a ella declare no esparo de
:t diM.
Komao A; Companhia fazem scienle ao publico,
e com specialidad ao respeitavel corpo do conimer-
cio, que Miguel Rodrigues Tevxeira Candido deixoff
descrea :o de seu armazem desde odia 26 do cor-
renle.
^^- Prcisa-se.de urna mullier de meia idade, de
Ikiiii comporlamento e sem familia, que saiba engom-
inar e coser, para estar em urna casado familia : quem
ja-se ruado Seulior Bom Jess das Cri-
uolas, jcasa que lem lanipeilu.
Quem liver passaros ou pequeos quadrupedes
que qncira empalliar dirija-se a taberna da Tamari-
nera na estrada dos Allliclos que designara, quem
Irabalha este genero eom a maior perfeico.
Candida Balbina da PaixSo Rocha, professora
particular de primeiras lellras, approvada pelo gover-
110, faz publico que abro sua aula no da 3 de feve-
reiroprximo, na sua anliga residencia, roa do Vi-
gario ; onde contina a receber alumnos internase
exlernas, por preco commodo.
de donde chegaram ltimamente ; na mesma loja
Irocam-se crimfixos e'dversas obras religiosas pro-
prias para os devotos, ludo por commodo preco: do-
se as amostras sobre valor.
Vende-se urna cabra (bicho), boa leileira e sem
filho: na rua d'Assunipcao 11. 20.
Vende-se um cavallO preto, bonita figura, p-
timo para cabiolel, e mesmo para sella : na cocheira
do SebasliSo, rua da Florentina.
Precisaata^de urna ama para servidos de caa de
senliora viuwenm pouca familia, que saiba coi-
nhar, coser engommar : a Iralar no aterro da Boa-
Visla n. 8.
Precisa-sede um bom feitor para um silio, aa
estrada de Joo de Barras confronto o silio denomi-
nado Cscala, quina do olbo do boi : a' tratar no
inosmo.
__ j. J. G. Ferro'ra, lendo sido caixeiro da casa
commer'cianto dos Srs. Aranaga & Brvan, lera a
agradecer-lhes.a muila bondade com queolratou
sempre o Sr. D. Miguel Bryan y Ltvermore, geren-
Historia de Portugal.
Vendem-se os qualro primeirasvotumesda Historia
de Portugal, que est sendo escripia pelo grande Ili-
terato A. Hcrculano : na rua larga do Rosario, loja
de miudezas n. 22.
Vendcm-so 8 escravos, sendo u 111 moleque do
18 annos, um mulato de bonita figura, muito moco, 5
escravas proprias para lodo o servico, e 1 muala de
19 anuos de idade : na rua Urela, n. 3.
Vende-se urna taberna sita na rua da Calcada
n. 1,"bemafreguezada e propria para qualquer prin-
cipiante por ler poucos fundos : a Iralar ua rua da
Madre de Dos n. 36.
Vende-se i taberna nova da Capunga, situada
na propriedade do Sr. Joo SimOcs de Almelda, bem
afregnezada para Ierra pela sua boj localidades
com um jogo de bola, que rende o aluguel mensal :
a Iralar na mesnia^jue se far todo o negocio.
Vende-se um taberna bem afreguezada, com
fundos a volitado do comprador: a Iralar na rua da
Senzalla Nova n. 4. ,
Vendem-se duas casas torreas de pedra e cal
anda novas, situadas na rua dos Prazeres.no bairro da
Boa-Visla, n. 12 o 14, com commodos para grande
familia, sao construidas em chaos proprios, com co-
zinha tora, cacimba c quintal: os prelendenles diri-
jam-se rua do Livramento n. 16.
AOS TABERNEIROS.
No trapiche do Cunlia vendem-se saccas com. arroz
de casca, maiores do que as regulares, a 498OO.
Vende-se ummulato de 25 a 30 an-
uos, bonita figura, para, fura da provin-
cia ; ao comprador se dir' o motivo por
que se vende : na rua dos Pires 11. 28.
Vendem-se as obras seguintes : tratado de le-
gislado por Beulban.logica classica por Perrard, ari-
llimelica, algebra e geometra por Lacroix, elemen-
tos de geometra por f.egendre.'.ludo em bom uso, e
por commodo preso : na rua Direila, sobrado n. 129,
confronto a torro dn Terco, primeiro andar.
ALERTA KAPAZIADA L>0 CARNAVAL,
Rna do Cabuga' r. 8.
Vendem-se os mais lindos Bcurioos para a rapa-
ziada fazer os vesluarios para este innocente diverl-
raenlo; s quem nilo lem gusto he que os deixar de
comprar, poisse loruam recommendaves lauto pela
sua simplicidide como por serem muilo elegantes e
baratos.
No paleo do Tergo 11. 22, vende-se um inoinlio
de moer caf quasi novo, o precisa-se de um menino
porluguez para caixeiro, que lenha pralica de taber-
na ; na mesma e oflerece um iuo;o para caixeiro de
qualquer eslaboleclmenlo por ler pralica de negocio,
e precisa-sc de um prelo que sirva para todo servico.
Vende-se a taberna dn rua do Pilar 11. 143: a
tratar na mesma rua n. 1 .
70O5OO0 rs.
Vende-se um carro patente intoira, de** redas e
assenlos denlro da eaxa c 2 de liolieiro fr, esl
pintado, forrado e coberlo. tudo de novo, anda por
eslrear : na cocheira'do Sr. Candido, no Hospicio,
se dir com quem deve tratar.
__ Vende-sc na rua da Cadeia do Recito n. 56 um
ptimo braco de batanea de Romito, lendo 39 polle-
Na roa larga do Rosario, paitara n. 48, vende-
se urna escrava, crioula, de idade 35 annos, engom-
ma, cose e cozinha, e esl parida de poucos dias, po-
rm sem filho.
LOTERA DE N- S. DO ROSARIO.
Casa da Fama, aterro da Boa-Vista 11. 48.
Nesla casa vendem-se os bilbetes desla I olera, a
qual corre a 11 de fevereiro imprelervelmente.
Bilheles inleiros. 420t>
Meios.......29200
Uuarlos ....... 19200
Decimos ..*'... 600
Vigesimus. ...**. 320
Saccas com familia.
Vendem-se saccas com muil boa farinha da Ier-
ra, por prejo commodo: na rua da Cadeia do Recito
n.20.
' Em casa de Schafheilln & Companhia de boje
em liante eslao xposlos venda os bem conhecidos
charutos cala-llores, depulados e regalas, obra do
mais aflamado fabricante o Sr. Augusto Wilzleben,
da Babia: rua da Cruz n. 38.
vJndem-se os bem construidos arreios para
carro de um e dous cavallus, cbesados ullinftmente
de Franca, e por preso muito barato : na rua da Cruz,
u. 26, primeiro andar.
* Vendem-se camas de ferro de nova invoncao
franceza, com muas que as fazcm muito maneiras
c macias, chegadas peto ultimo navio francez, e por
preco muito commodo : na rua da Cruz. n. 26, pri-
meiro andar.
Vendem-se licores de ahsynlh e Kirscbs em cai-
xas ; assiin como chocolate francez da mellior quali-
dade que lem apparecido, ludo chegado ullimamenle
de Franca, e por preso baralissimo : na rua da Cruz,
n. 26, primeiro andar.
Vendem-se as seguintes pesas de marmore : 5
estatuas muilo bem feilas e inleressanles, 1 chafariz
com 3 bacas, muilo elegante, para adorno de jardim,
1 urna ou tmulo para deposito de ossos, 24 pedras
quadradas, polidas, com suascaveiras, para catacum-
bas, 1 mesa de meio de sala de marmore escuro, tu-
do por preso commodo: a fallar com Jos Saporili,
na rua de Apollo 11. 14, em casa dos Srs. Olivera
lrinaos & Companhia. -
Rape de Lisboa a retalho.
Vende-se rap de Lisboa muilo fresco, a 40 rs. a
oitava: na praca da Independencia, loja n. 3.
ALHANU.
Sabio a' luz' a folbinba de algibeira,
contendo alm do kalendario o regula-
mento dos emolumentos paroebiaes, e o
almanak civil, administrativo, commer-
cial, agrcola e industrial ; augmentado
com 300 engenlios, alem de outras noti-
cias estatisticas. 0 acressimo de trabalho
e dispendio nao permittiram ao edictor
vende-lo pelo antigo preco, e sim por
400 rs. ; vendende-se nicamente na li-
vraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia-
lotera de n. s. do hosario.
Casa da Esperanza rua do Queimado
n. 61.
Nacaa cima e na praca da Independencia loja
do Sr. Fortunato, est a venda um completo sorti-
mento de cautelas e bilheles da lotera cima, cujas
rodas andam no dia 11 da fevereiro.
Bilheles. 49OOO
Meios.....29000
(.laros. I92OO
Decimos. (00
Vigsimos. 320
Ao barato.
Na rua do Crespo n. ft, ha um completo sorlimenlo
de loallias e giurdanapos do Porto, pelos precos se-
guintes: suardan.ipos a 29600 a duzia, loallias' gran-
des a 49500 cada urna, ditas regulares a :-ii o, dilas
mais pequeas a :19200.
Gomma
em saccas de 4 arrobas, da melhur qualidade que
aqu tem vindoe por menos preso que em qualquer
outra parle : no aterro da Boa Vista, loja n. 44.
CERA EM VELAS.
Vende-se rea em velas, a mais supe-
rior <|ue1ia no mercado (com diversos sor-
timentos a voniade dos compradores} ebe-
gada ltimamente de Lisboa pela barca
Gratidao, por preco mais barato do
que em outra qualquer parte : na rua do
Vigario n. 19, segundo andar, escriptorio
de Machado & Pinheiro.
Vende-se um cavado mellado de bo-
nito fisura., carrega baixo, esquipa e he
muilo manso, tem arreos e sellm novo:
a fallar na praca da Independencia n.
18e20.
Vende-se um diccionario universal de geogra-
pbia moderna, dejcripsSo pbysica, poltica e histori-
es, de lodos os lugares da Ierra, acompnnhado de
um atlas de 59 carias, por A. Perrol: no atorro da
Boa-Vista, loja de urives n. 68.
Vendem-se pianos fortes de superior qualida-
de, fabricados pelo mellior aulor hamburgi'cz ua
Vendera-se velas adamantinas ame-
ricanas, em caixas de 50 libras, que dao
muito boa luz, igual a de espermacete a
560 rs. por libra: em casa de Rostron
Rooker & C. na praca do Corpo Santo,
esquina da rua do Trapiche n. 48.
VLNHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, m
barris de 4., 5. e 8.: no armazem da rua
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar, no
escriptorio de Novaes & Companhia, na
rua do Trapichen. 54.
Vendem-se fardos de tumo para charutos da
primeira qualidade, ullimamenle chocados da Bahia,
e por preso baralissimo : na rua da Cruz. n. 26, pri-
meiro andar, assim como um resto de 2,000 charutos
muilo bons.
Vende-se graxa ingleza de verniz
fireto, para limpar arreios de carro, he
ustroso eprova d'agua. e conserva mui-
to o como : no armazem de C J. Astley
& Companhia, na rua do Trapiche n. 5.
Deposito de vinho de cham- (
pugne Chateati-Ay, primeiraqlia-.(
Iidade, de propriedade do condi (
de Mareuil, rua da Cruz do Re- |
cife n. 20: este vinho, o mellior
de toda a champagne vende- '
se a 56S000 rs. cada caixa, acha- <
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo '
I Conde de Mareuil e os rtulos
) das garrafas sao azues.
meias
Bieber
Vendem-se lonas, brinzaS, brinse
as da Russia : no armazem de N. O.
Companhia, na rua da Cruz n. hi
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Rowmami, na rua do Brum, passon-
do o* "chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8' palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarram-se ou carregam-se em carro
sem despezafho comprador.
Vendem-se. rlogios de ouro, pa-
tente inglez, os melhores que tem vindo
a este mercado, e do mais acreditado
fabricante de Liverpool: em casa de Rus-
'sel Mellors oi Companhia, na rua da
Cadeia do Recite, n.^6.
Atenca de Edwln BEaw.
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmonl
& Companhia, acha-se constantemente bous sorti-
mentos de tai** de ferro coado e balido, tanto ra-
sa como fundas, moendas iueliras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para a rmar em madei-
ra de lodos os tamanjios e modelos os mais modernos,
machina horisonlal para vapor com forja de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro estanhadu
Eara casa de purgar, por menos preso que oside co-
re, esco vens para navios, ferro da Suecia, c fo-
lbas de flaudres ; tudo pq? barato preco.
Moinhos de vento
'ombombasderepuxopara regar borlase baixas
de capm, na fundicao de D. W. Bowman: na rua
do Brum ns. 6,8 e 10.
Na vita da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Hehrique Gibson,
Vendem-se rlogios de ouro de saboncle, de palenlc
inglez, da mellior qualidade, e fabricados em Lon-
dres, por preso commodo.
Vende-sc graxa de verniz para limpar arreios
de carro, lustroso eprova d'agua ; na rua do Trapi-
che n. I.
POTASSA.
No antigo deposito da rua da Cadeia do Recife ,
armazcn n. 12, ha para vender muil nova potassa
da llussa, americana o brasleira,em pequeos bar-
ris de 4 arrobas; a boa qualidade e precos mais J-
ralos do que em oulra qualquer parte, se aflianram
aos que precisaren! comprar. No mesmo deposito
lambem ha barris com cal de Lisboa cm pedra, pr-
ximamente ebegados.
Vende-se" a verdadeira salsa parri-
lha de Sands: na botica franceza, da rua
da Cruz, em frente ao chafariz.
NO CONSULTORIO HOMEOPTICO
DR. P. A. LOBO H0SC0Z0.
Vende-se a melhor de ludas as obras do medicina
nomopalhica t^- O NOVO MANUAL DO DR.
(',. II. JAIIR a Iraduzil cm porluguez pW
Dr. P. A. Lobo Moscozo: qualro volumes eneader-
uadbs em dousf OjOOO
O 4. volume conlendo a palhogenesia dos 144
medicamentos que uro forain publicados sabir mui-
lo breve, por eslar muilo adiantada sua impressao.
Diccionario dos termos de medicina, cirurgia,' anato-
ma, pharmacia. ele. etc. cnradrrnado. 43000
Urna carlelra de 24 lubos, dusmelbores e mais bem
preparados glbulos homopalhicos com as duas
No paleo do Carino, taberna n. 1, vende-se
muilo boa aletria, a -230.
Vende-se urna grande e boa canoa, sendo nova,
por baralo preso : no trapiche do Ramos.
7 Conlinua-se a vender gomma do Aracaly de
superior qualidade em arrobas a 3j> rs. e a libra a
100 rs.: no paleo do Carmo n. 2. .
Charutos finos de S. Flix,
Na rua do Queimado, n. 19, tem che-
gados agora da Bahia, os verdadeiros
charutos deS. Flix, da acreditada fabri-
ca de Brandao, os quaes se vendem por
precos mais commodos do que em outra
parte.
Couro de lustre
de boa qualidade; vende-se por menos .do que em
oulra qualquer parle para liquidar contas: na cua da
Cruz n. 10.
Na rua da Cruz n. 13, segundo andar, vendem-
se por preso commodo, saccas grandes com feijao
muito novo^ditas com gomma, e velas de carnauba,
puras e compostas.
Vinho Bordeaux.
Bfunn Praeger & Companhia? rua da Cruz n.,10,
recebefam ullimamenle SI. Julien e M. margo!, em
caixas de urna duzia, que se recommendam por suas
boas qualiildes.
Primas para rabeca,
a 40 rs. cada urna, muilo novas : na rua do Quei-
mado, loja n. 41).
Vcndem-se em casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na prasa do Corpo Santn. 11,o seguinte:
vinho de Marscilleem caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em novellos ccarreteis, breu em barricas muilo
grandes, aso de miladsortido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e.mcias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do .Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para,o melhoramerito do
assucar, acha-se a venda, em latas de JO
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. 'O. Bieber & Companhia, na rua A
Cruz, n. 4.
*-SANOS.
SALSA PARRILHA.
Vicenle Jos de Brilo, nico agente em Pernam-
buco de B. J. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que lem chegado a esta praca orna grande por-
So de frascos de salsa parrilha de Sands, que sao
verdadeiramenle falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acautelar os consu-
midores de tilo precioso talismn, de cahr neste
engao, lomando as funeslas consecuencias que
sempre costumam Irazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mo daquelles, que antepoem
seus inleressesaos males e estragos da hnmanidade.
Porlaiito pede, para que o publico se possa livrar
desla fraude e dslingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recentemente aqui chega-
da ; o annuncianle faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na rua da Couceiriio
do Recife n. 61 ; e, alm do receituaro. que aeom-
panba cada frasco, lera embaixo da primeira^ pagina
seu nome impresso, e se achara sua firma 'em nia-
nuscriplo sobre o invollorio impresso do mesmo
fracos.
DAVID WTLLIAM BOWMAN, engenheiro ma-
chinla e fundidor de ferro, mu respeilosamenle
annuncia os senhores proprietarios de engenhos,
fazen deiros. e ao respeitavel publico, que o seu esta-
belecimento de ferro movido por machina de vapor,
na rua do Brum passando o cbafaiiz, contina em
effeclivo exercco,ese acha completamente montado
com,apparelhos da primeira, qualidade para a per-
feila confedeafl das maiores pesas de machinismo.
Habilitado para empreheuder quaesquer obras da
sua arlc^Tiavid William Bowman, deseja mais par-
ticularmenle chamar a altensao publica para as se-
guintes, por ter deltas grande sortimento ja' promp-
lo, em deposito na mesma fundisa, as quaes cons-
truidas em sua fabrica podem competir com as fabri-
cadas em paiz estrangeiro, lauto era preso como em
qualidade de materias primas e ma6 de obra, a
saber:
Machinas de vapor da melhor constrnra.
Moendas de canna para engenhos de todos os la-
manhos, movidas a vapor por agua, ou animaes.
Rodas de agua, moinhos de vento e erras.
Manejos independentes para cavallos.
Iludas. Ion ladas.
AguilbOes, bronzes e chumaceiras.
CavilhOes e parafusos de todos os lamanho?.
Taixas, paroes, crivos e bocas de'fornalba.
Moinhos de mandioca, movidos a roaO ou por ani-
maes, e prensas para a dita.
Chapas de fogao e tornos de farinha.
Canos de ferro, torneiras de ferro e de bronze.
Bombas para casimba e de repuxo, movidas a
raa, por animaes ou vento.
Guindastes, guinchse macacos.
Prensas hidrulicas ede parafuso. <
Ferragens para navios, carros e obras publicas.
Columnas, varandas, grades e porlOes.
Prensas de copiar cartas e sellar.
Camas, carros de mao e arados de ferro, etc., etc.
Alm da superioridade das suas obras, ja' geral-
mente reconhecida, David William Bowman garante
a mais evada conformidade com os moldes e dese-
nos remettidos pelos senhores que se dignarem de
fazer-lhc encommendas, aproveilando a necasiao pa-
ra agradecer aos seus numerosos amigos e freguezes
a preferencia com que tem sido por elles honrado,
e assegura-lhesjjue na6poupara esforsose diligen-
cias para continuar a merecer a sua confianca.
TAIXAS E FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Sanio
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
rua do Brum logo na entrada, e defron-
te do Arsenal de Mar.iriha ha' sempre
um grande sortimento anto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, glandes,, pequeas,
e fundas ; e em ambos os logares
existem quindastes egar ca-
noas, ou carros 11' '-. ,peza. Os
presos sao' os mais commodos.
No armazem de C.. Astley & Com-
panhia, na rua do Trapiche n. o, ha
para vender o seguinte :
Balancas decimaes de -600 libras-
Oleo de linhaca em latas de 5 eales.
Champagne, marca A. C.
Oleados para mesas.
Tapetes de laa para forro desalas.
Copos e calix de vidro ordinario.
Formas deolba de ferro, pintadas, para
fabrica de assucar.
Palha da India para empalhar.
Ac de Milab sortido.
Carne devacca em salmoura. -
Um sortimento de pregos.
Lonas da Russia.
espingardas de caca.
Lazaripas e clavinotes.
Papel de paquete, inglez.
Lato em tollia.
Brim de vela, da'Russia.
Cabos de Linho da Russia, primeira qua-
lidade.
Cemento de Hamburgo (novo)>
Rlogios de ouro, sabonete, patente in-
glez.
Vende-se um grande silio naeslrada dos Afflic-
los, quasi defronte da igreja, o qual lem muias ar-
vores de fruclas, ierras de pl'anlasoes, baixa para
capim, e casa de viveqda, com bastantes cumrno-
dos : quem o pretender dirija-se ao mesmo sitio a
enlender-se com o Sr. Antonio Manoel de Moraes
Mesquila Pimenlel, ou a roa do Crespo n. 13, no
escriptorio do padre Antonio da Cunda e Figuei-
redo. '
MOENDAS SUPERIORES.
tense
de medicina,
pharmacia ,
da
j Di cesonario dos termos
Canla anatoma
' etc. etc.
Sabio luz osla obra indispensavel a todas.
os pessoas que se dedicara ao esludo de
medicina. Vende-ee por 4J> rs., erjeaderna- i
do, no consultorio do Dr. Moscozo, ruado
I Collegio, n. 25, .primeiro andar.
Vendem-se rlogios de ouro, pa
ten-te inglez, por commodo pre-
co: na rua da Cruz n. 20, casa de
. Leconte Feron & Companhia.
.... A- I -,, ,
obras cima
L'ma dila de lili tubos com as inesmas '.
Dita, dila *M8 lubos.......
Dila de 111 com as ditas .
CarleirasdeSM tubos pequeos, para algi-
beira............
Dilas de 48 ditos.........
Tubos avulsos do ulobulos .....
MADAPOI.AO' BOM, A 39200.
Vendem-se pesas de rbadapolao de boa qualidade,
com pouca avaria : ua rua da Cadeia Velha n. 24,
primeiro andar.
Vendem-se cerca de 800 formas de folha de
ferro para fabrica de assucar, pintadas, e que levam
tres arrobas cada urna : vendem-se muilo em coula
para fechar : na rua do Trapiche n. 3.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Na rua do Vigario n. i% primeiro andar, tem
venda a superior llanella para forro desellins, che-
gada recentemente da America.
Oleo de linhaca em botijas.
Vende-se a 5J)000 rs. cada urna botija, e por me-
nos sendo em poroso : na rua da Cadeia do Recito n.
47, primeiro andar.
Charutos de Havana.
Vendem-se verdadeiros charutos de Havana por
preso muilo commado : na ruada Cruz, armazem
OLEADOS INGLEZES.
Vendem-se riquissimos oleados para
assoalhar salas, tanto emqualidade, com o
no escolhido gosto de desenlio : no ar-
mazem de fazendas de Adamson Howie &
Companhia, na rua do Trapiche Novo
n. 42.
A bordo da garopera /.iirurSo, fundeada na
praia do Collegio, lem para vender muilo superior
farinha de mandioca: para Iralar, no escriptorio de
Domingos Alves Malheiis, na rua da Cruz n. :>i, e a
retalho, a bordo.
POTASSA E CAL.
Vende-se potassa da Russia e America-
na, superiores, e cal virgem de Lisboa,
tudo por jireco mais commodo que em
outra qualquer parle : na rua do Trapi-
chea. 13, armazem de Bastos limaos.
DEPOSITO DE CAL E POrASSA.
Na rua de Apollo, armazem de Leal
RetS, tem superior potassa da Russia, che-
Soda ltimamente, o da fabricada no Rio
e Janeiro, de qualidade bem conhecida,
assincomo cal em pedra, chegada no ul-
timo navio.
Vende-se CARNE DE VACCA e-de porco de
Hamburgo, em barris de 200 libras :
CHAMPAGNE de marca conhecida e verdadei-
ra, hnvendo poneos gigos de resto, que, se venderio
jira fechar, a -213000 rs. ;
ACD DE.MII.Osorlido;
TAPETES DE LAA, lano om peca como sollos,
para forrar salas, de bonitas cores o muiloem cunta.
OLEADOS > cores para forrar corredores, etc.;
OLEO de linhafa em latas de cinco gal&es : em
2090001 casa de C, J, Aslley & Companhia, rua do Trapi-
13000' che n. 3
405000
453000
503000
1003000
103000
Na rua da Croz n. 15, segundo andar, ven-
dem-se 179 pares de coturnos de eoiiro de lustre,
400 ditos brancos e 50 ditos de bolins; tudo por.
preso commodo.
Pianos.
Os amadores da msica acli'am continuadamente
em casa de Brunn Praeger &Companhia. rua da Cruz
n. 10, um grande sorlimenlo de pianos fortes e fortes
pianos.de diflerenles modelios, boa construccSo e bel-
las vozes, que vendem por mdicos presos; assim co-
mo toda a qualidade de instrumentos para msica.
Obras de ouro,
como Vejam: aderesos e meios ditos, braceletes, brin-
cos, alfinetos, boloes, anneis. correnles para rlogios,
etc. ele, do'mais moderno aoslo : vendem-se na rua
da Cruz o. lo, casa de Brunn Praeger & Companhia.
Vende-se urna laberna, na'rua Nova, casan.
71 : quem a prelender comprar, dirija-se rua Di-
reila, csa n. 0, que se achara com quem Iralar.
Na rua do Trapiclie n. 14, primeiro andar,
vende-se o seguinte :pasta de lyrio florentino, o
melhor artigo que se conhece para limpar os denles,
branquece-os fortificar as gengivas, deixando bom
goslo na bocea e agradavel cheiro; agua de mel
para os cabellos, liipa a caspa, e d-lbe mgico
lustre; agua de perolas, esto mgico cosmtico para
sarar sardas, rugas, e cmbellezar o roslo, assim co-
mo a tintura imperial do Dr. Brown, esla prepara-
S0 faz os cabellos ruivos ou brancos.complclamenle,
pretos e macios, sem damno dos mesmos, tudo por
presos commodos.
ANTIGUIDADE E SUPERIORIDADE
DA
SALSAPARRILHA DE BRISTOL
sobre
A SALSA PARRILHA DE SANDS.
Attenco'
A SALSA PARRILHA DE BRISTOL dala des-
de 1832, o lem constantemente mantido a sua re-
putafo sem uecessidade de recorrer a pomposos
annuncios, de que as prepararoes de mrito podem
dspensar-se. O successo do Dr. BRISTOL lem
Evocado infinitas iuvejas. e, enlre oulras, as dos
, A. R. D. Sands, de New-York, preparadores
e proprietarios da salsa parrilha conhecida pelo no-
me de Sands.
Estes senhores solicilaram a agencia de Salsa par-
rilha de Brislol, e como nao o podessem obler, fa-
hriraram urna t'mtfarito de Brislol.
Eis-aqui a caria que os Srs. A. R. D. Sands es-
creveram ao Dr. Brislol no dia 20 de abril de 1842,
e que se acha em noso poder:
Sr. Dr. C. C. Brislol.
Burato, ir.
Nosso aprecavel senhor. .
Em lodo o anno passado temos vendido qtmnu-
dailes coiisideraveis do extracto de Salsa parrilha dr
Vine., e pelo que ouvimos dizer de suas virtudes
iquelles que a lem usado, julganys que a venda da
dila medicua se augmentar muitsimo. Se V me.
quizer fazer um convenio conifiosco, eremos que
nos resultara muila vanlagem, lanto a nos como a
Vine. T*mos muilo prazer que Vmc. nos responda
obre esle assumpto, e se Vmc. vier a esta cidade
daqui a um mez, ou cousa semelhanle. loriamos
muito prazer em o verem nossa bolica, rua de rul-j
loo, n. 79. ..
Ficam s ordens de Vmc. seus seguros servidores.
(Assjgnados) A. R. D. SaISDS.
CONCLUSAO".
1. = A aliguidade dasalsa parrilha do. Brislol be
claramente provada, pois que ella dala desde 1K12,
oque a de Sands s apparoceu em 1852, poca na
qual este droguista nao pode ohler a agencia do Dr.
2. = A superioridade da salsa parrilha de Brislnl
he'iiicoiilestavel; pois que nao obstante, a concur-
rencia da de Sands, e de urna porso de oulras pre-
paracoes, ella lem mantido a sua reputarn em qua-
si toda a America.
As numerosas experiencias tollas com o nso da
saLsa parrilha em todas as euferniidades- originadas
pela impureza do sangue, eo bom xito oblido nes-
la. curie polo illm. sr. Dr. Saaud, presidente da
academia imperial de medicina, pelo Ilustrado Sr.
Dr. A'nlono Jos Peixolo em sua clnica, c em sua;
afamada casa de saude la (anilina, pelo Illm. Sr.
Dr. Saturnino de Oliveira, medico do exercilo, c
por varios oulros mediros, permitiera boje le pro-
clamar altamente as virtudes cfficazes dasalsa par-
dilla de Brislol vende-se a 53000 o vidro.
O deposito desta salsa mudou-se para a bolica
franceza da rua da Cruz, em frenle ao chafariz.
Na botica da rua larga do Rosario
n. 3o, de Bartholomeu F. de Souza, ven-
dem-se pilulas vegetaes verdadeiras, arro-
be l'aFecteur verdadeiro, salsa de Sands.
verdadeira, vermfugo inglez (em vidro)
verdadeiro, vidrosde bocea larga com ro-
Ih de 1 at 12 libras. O annuucianten-
anca a <|iiein interessar possa a veracidn-
de dos medicamentos cima, vendidos em
sua botica.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se par;
moendas de candas todas de ferro,
rnodello e construccSo muito
FUNDICAO' D'AURORA.
Na fundsao d'Aurora acha-se constantemente m
completo sorlimenlo de machinas de vapor, lano
dalla como de baixa. presso'.de modelloaios mais
approvados. Tambem se apromplam de eneommen-
da de qualquer forma que se possam desejar edm a
maior presteza. Habis omciaes sera* mandados
para as ir assentar, e os fabricantes como lem de
coslume afiansam o perfeilo trabalho dellas, e s
ponsablisam por qualquer defeilo que posta neilas
apparecer durante a primeira salra. Muitos machi-
nas de vapor construidas oeste eslabelecimeolo lem
oslado em constante serviso oesta provincia 10, 12,
eale 16 aunos, e apenas lem exigido mui
cantos reparos, e algumas .al neiiliuns a len-
to, accrescendo que o consummo do coiibuslr
mui incousidcravel. Os senhores de engenho. pois,
e outras quaesquer pessoas que precisarem de
chinismo so respeilosamenle' convidado- i
eslabelecimento em Santo Amaro.
Vende-se em casa de S; P. Johns-
ton va n. 42.
Vinho do Porto, superior qualidade,
garrafado.
Vinho Chery, em barris de quarto.
Sellins para montara, de homem e se-
nliora.
Vaquetas de lustre para coberta de carros.
Rlogios de uro patente inglez.
Vende-se 1 sellm inglez com todos os arreios,
em muilo bom estado, e 1 dito ordinario, t par de
lanlernas de bom gusto, 1 cspelho grande dourado
cm bom estado e de bom goslo, e 1 jogo de caixas de
pregara, tudo por muilo baralo preso : quem pre-
lender, dirija-se rua Direila, laberua n. 53
Vendem-se de 800 a 1000 rs., covados de vo-
lante, sorlidn em cores e larguras, proprio pira ar-
maraode igreja e de procissoes ; na rua do Queima-
do, loja de ferragens n. 14.
P
i
i
t
^
ESCRAVOS FGIDOS. *
Desappareceu no dia 22 do correnle o prelo
Alexandre do nas3o de San Paulo,, idade 35 an-
uos, alto, falla demorada e corpo retorcido; foi
escravo do Sr. Meleqoer, Francer, morador 00 Rio
Doce e ullimamenle perlenceu ae Sr. Eduardo Bul-
l>. Esse prelo cosluma em sua frequenles fgidas
andar por Oiinda e refugiar-se as rapoeiras do Rio
Doce, e ahi se puderi com cerleza encontrar: roga-
se a quem o pegar eu delle der noticia, e obsequio
de dirigir-se a fabrica de caldeireiro ua rua do
Brum n.. 28.
Do engenho S. Joo, do Cabo, desappareceram
domingo 13 do crrenle 6 prelo Antonio Gome*, sen-
do o dito pedreiro, meslre de assucar e de lodo ser-
vico de engenho, be fula, altura regular, bocea om
tanto loria, lem os ps sempre meie inchsdo* e cora
signaes d'erysipela ; he muilo bebado, levou gibao e
chapeo de couro que j us Durps offereceu para ven-
der; nos A Bogados disseque ia para (ioianna, ao en-
contr do seu senhor, etc.', etc. eetc. e lerca-fow* 17
do corrente o prelo Chrislovao, altura.regular, um
lanto cambado, muilo pacho la, leudo o
corlado e custiimanda a Iraze-lo denlro da 1
voii chapeo do palha de aba grande
e calca azul; quem delles der noticias on oa
Recito, ua fabrica de vinagradas Cinc
engenho Fragozu Bario da cidade, 00 as 1 S.
Joao do Cabo, senruera gratificado.
Acha-se fgida desde o anno prximo |
a escrava, muala, de nome Amia, eom os sif
suinles :'estatura regular, cor amareUada, temos
dedos grandes de ambos es ps bastante separado* dos
immediaios. lem a falla um penc mausa,e
serian, porm suppe-se estar aqu na pfll
em alguraa casa, ou andar aqui pelos ar
cidade : por isso roga-se as autoridadespoHoaes, ca- |
pitaes de campo, ou alguma pessoa do povo, de a
apprehender e levar rua do Queimado, toja n. o3,
que serio generosamente recompensa
Desappareceu no dia 2S do correnle o. preto
Bonediclo, de Angola, de idade 35 annus, pj
mais ou menos, de estatura baixa, e tem
quasi calva ; tovou calca de casemira
sa de algodo : roga-se a lodos os capiles
de apprehende-lo e levar rua doTrapicl
mazem de assucar.
Desappareceu a 10 de abril de 1841 a
Anua, de idade de20 annos, cor bem prela, bs
baixa, cara romprida, lesla pequea, sombraucelmis
espessas, olhos pequeos e vivos, naris regular,
ca grande, labios grossos, denles comprdi
dos, lirados grossos, maos pequeasc bem feitas, pel-
los peqnenos, espadoas alias e raraa
fina, iiadecas salientes, ni.
pos pequeos e mal feitos, dV
mu de quem lev bichas,'andar
(ni, e desvanecida, anda munida
alforra : quem a pegar, leve-a aocarlor
nio Joaquim Fcrreira de C qr
10OSO0O.
Desappareceu de casa de abaixo assigaado m
escravo de nome Pedro, reprsenla ler 201nlimarm
barba, cor fula, feiroes bem regulares, e,be
cido, falla um pouco descansado, as veieaanda,
bem vestido e caljado; roubou alguns objeclos de va-
lor, entrando nesle numero um 011 dous reiogiosde
ouro.Manoel Goncalves da .Silva.
Desappareceu de bordo do hrigue Alegre!
negro inarinheiro. de nome l.iriz,reprsenla ler
la e lanos anuos, he alio c algum lanto secco: querri
o pegar, love-o a bordo do dito navio, 01
nhor Manoefc Gonsalves da* Silva, que sera
cado.
No da 27 do correnle desappareceu do silio, da
Estancia 11111 mulato de nome Vicente, o qual repre-
senta ter 20 annos, be baixo e grosso, lenr haslanW
sardas 110 roslo, e as pernas um pouco ai'qucadas,Jie
do serla d'ondc veiocm 1852, e por isso lafvez' par.i
l lenha seguido : quem o pegar, lvelo ao dilo silio,
nu 110 Recife, em casa de seu senhor Manoel Gonsal-
ves da Silva, que sersi gratificado.
No dia 25 do correnle desappareceu de Tiuna-
lau pe de Flores, fregueza de Trarunhaem, o ninle-
rjue l.uureiirn, crioulo, do idade 17 anuos, haixo,
grosso, futo, com cravos seceos nos ps, marca de to-
rida em urna das peritas, um lugar da cabera sem ca-
bellos, sobraiicelhaa grossas e chelas, beicudo c com
olhos vermelliados ; desaparecen de calca,jaquela e
camisa branca, o em om lenco urna opa branca de r-
niandaiie com lilas encarnadas, e urna camisa branca;
e levou chapeo de palha ; quem o pegar, leve-o no
lugar dn fgida a^ senhor Ignacio Bezerra de Sa,
ou no engenho Maj, de Nazareth, que ser bem
recompensado.
Desappareceu 110 dia 7 desle mez um prelo,
crioulo, por nome Pedro, com os signaos seguiolea :
estatura regular, magro, descarnado da cara, com um
signnl no dedo mnimo do p-.esquerdo levantado
mais do que os oulros. idade de 30 annos, lem 00%
co deolciro, e he tirador de leile; levou calsa de
zuarle azul, camisa de madapolao e chapeo de palha:
quem o pegar, leve-o i rua da l'raia de Sania Rila
. I, que sera gratificado.
Fcr-a.i-Typ. de M. F. Farla.-WW.


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