Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02335


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Full Text
**"*
ANNO XXX. N. 24
Por 3 mezes adiantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500
SEGUNDA FEIRA 30 DE JANEIRO DE 1854.
Por Anno adiantado 15,00(L
Porte franco para o subscripl \
49

kx*\rreg.vdos da sebscripcao'.
Recit, o proprielario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joo Pereira Mariins; Baha, o Sr. F.
Dtiprad ;,Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
doufa; Parahiba, o Sr. Jos Rodrigues da Costa; Na-
lal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira i Aracaly, o Sr.
Antonio de Leraos Braga; Cear.i, o Sr. Victoriano
AugustoBofSesjMaranho, o Sr. Joaquim Marques
Rodrigues ; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 28 d. por 1000 firme.
Pars, 310 a 345 rs. por 1 f.
Lisboa, 95 porcenlo.
Rio do Janeiro, ,a 2 por O/o de rebate.
Arcos do banco 5 O/o de premio.
da companhia de Bcberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconlo deletlras de 11 a 12 1/8 de rebate.
METAES. PARTIDAS DOS
Ouro. Oncas hespanliolas. 285500 a 293*000 Olinila, todos os das.
Mocdas de 65400 velhas. 165000 Garuar, Bonito e Garaiibn&os dias 1 e lo.
de 65400 novas. 165000 Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricuiy, a 13 e -2c!.
de 45000. ... 95000 Goiaiuia e Parahiba, segundase sextas feiras.
"rata.Palaces brasileiros..... 15930 Victoria, e Natal, as quintaaeiras.
Pesos columnarios. ..... 15930 puf. amar de Boje.
mexicanos...... 15800 Primen a s 6 horas e 6-Ututos da manhaa.
| Segunda s 6 horas e 30|||utos da tarde.
ALDIEXUAS.
Tribunal do Commercio, segundas e quinlasfeiras.
Relaco, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, Ierras c sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1." vara do civel, segundase .sextas aomeiodia.
2." vara do civel, quartas c sabbados ao meio din.
Os Tribunacs de Justina csto fechados al o ulti-
mo de Janeiro.
EPHEMER1DES.
6 Quarlo crcsccntc a 1 hora, 29 minutos
e 4 segundos da manhaa.
1 4 La chcia as 6 12 segundos da manhaa.
22 (Juarto minguante ao 38 minntos e
48 segundos da manhaa.
28 La nova as 2 horss,*34 minutos e
48 segundos da Urde.
. DAS da semana.
30 Segunda. Marimba V. in. ; S. Jacintha de -M-
31 Terca. S. Pedro Nolasco ; S. Cyro marty,
1 Quarla. Jejum. S. Ignacio b. in. ; S. Peonio.
2 Quinta. iJu^PurilicacaodaSS. V. MideDeos.
3 Sexta. S. Braz'b. m. ; S. Celerino diac. m.
4 Sabbado.-S. Andr Corsinob. c.; S. Jos de L.
5 Domingo. 5." depois de Reis. S. Aguida v.
m. ; Ss. Pedro Baptistaaseus comp. m. do J.
PARTE OFFIGIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Illm. e Exm. SrTemos a honra de accosar arc-
cepco do oflicio do.V. Exc. de 21 de deiembro pr-
ximo pastado, enviando-nos a copia da resolur/to da
mesma data acerca das multas, a que esiaosujeitos
marchantes e cria-lores, que ma ndarem talhar gado
por.sua conta. Esla adminslrac.ao, Exm. Sr., nao
tem expresses baslajiles para agradecer V. Exc.
m nafne do3 desvalidos, entregues caridade publi-
ca, toda a sua solicllude, todo o seu interesse, e toda
a sua philanlropia em favor dessa classe a mais des-
granada da sociedade. J na le do orramenlo pro-
vincial vigente, tiulia V. E,xc. marcado 16:0008000
rs., para a obra do hospital nosso cargo, em ver. de
1-2 que era* antes marcados pelos antecessores de
V. Excragora com esla sabia e providente medida
conta a administrarlo com mais de 2:0009000 rs.
iiicusacs, devidos a paternal solo-ilude de V. Exc,
em virlude do novo convenio cora a companhia do
forneci monto das carnes verdes, pois que as cinco
primeiras semanas j enlraram para o cofre do mes-
mo hospital 2:502ft600 rs. Quem souber, que so de
aluzuel da casa em que presentemente se aclia o hos-
pital, paga i administrado a quanla "-!:00 nualmete, ver quqnV. Exc, dando lano incre-
mento grandiosa obra comecada, ser devida a sua
nctusao no mais curto prazo possivel, ao menos da
parte mais urgente para a prompta reraoco dos do-
entes. -
' Entretanto, unindo as nossas preces s dos desvali-
dos, quem V. Exc. fez lo grande merco, licamos
rogando Dos pela preciosa saiide de V. Exc.
lieos guarde V. Exc. Adminislraco dos estabe-
lcimenlos de caridade 25 de Janeiro de 1854.Illm.
e Exm. Sr. consclheiro Jos Benlo da Cunha o F-
gueiredo, presidente desta provincia.Monseuhor
Francisco Moni/. Tavares, presidente. Amonio Jos
Gomes do Correio, escrivao, Joito Pinto de I.emos J-
nior,Ihcsouriero inlerino.
COMMANDODAS ABUSAS.
Qaanel ternera! do commando das armas da
Pernambuco, na cldade do Recife, em 28
de jaaeiro ds 1854.
ORDEM SO DA N. 50.
O marechal de campo commaiidanteilas armas, leu-
do ciencia de que a represculacSo paslorilque bou-
ve lugar na nuitc de 25 do rorrenle no Iheatrode
Santa Isabel, fra perturbada por diversos espeeda-
dores, dislingnndo-so entre elles os Srs. Alferes Joito
Bibiano de Castro do 2V batatn o de infantaria, e
Leopoldo Alves Barro, da'companhia fixa do caval-
laria, os quaes em contravengo as ordens, e inlima-
res da anloridade policial qae alli se achava pr-
senle, promoveram, e deram incrementos a pertur-
baran, com applausos e exigencias descomedidas,
mandn prender os referidos sculiores ofllciaes, e
conviudo que portal motivosejam corrisidos como me-
reenf, determina que um conselho 'composte dos Srs.
tenante coronel Jos Marta IldefonsoJacom e da Yei-
ga Vinn4 Mello, e cpteles Joaquina Antonio Pen-
IzoStver.-o luio Evangellisla Nerv da>ncCa, e
congregue no qoartel general no da 30 do correte
pelas9 qeras da manhaa, afim de investigar do faci
oceorrido era dito theaten,' com referencia aos milita-
res nelle comprelwo**. em vista das communica-
ees dos Srs. desembargado? {befe de polica, e dele-
gado do 1.* dislriclo deste termo, que ao conselho se-
rio prsenles.
U mesmo marechal de campo, commndanle das
armas, por conveniencia da disciplina, e com o liin
d'e fazer respeitados os Srs. ofllciaes do exercilo sob
sua jnrisditSo em qualquer para que apparecam,
ordena que d'ora em diante os mesmos Srs. oflicas
s possam comparecer em actos pblicos trajados com
os sens uniformes nilares.
AssignadoJo' Fetnande dos Sanios Pereira.
Conforme Candido /.nal Ferreir, ajudanle
d'ordens encarregado do detalhe.
denle um contrapeso na resolurflo, que acabara de
lomar a Inglaterra, a Franca, a Prussia e a Austria.
Em definitiva a baso desla resoluto, sem que soja
preciso oulro tratado, he a convenrao de 18il ; s
falla a Russia cujo papel mndou, e que se senle
precisamente amea^ar a obra, para a qual tambem
cooperou. Quando esla crise comerava e deixava ja
presentir toda a sua gravidade, os governos da Eu-
ropa bem viam, que havia para elles um dever
commum a cumprir no interesse da seguranra geral
do continente. Viam que um conflicto no qual es-
lava empenhada urna quesOo de soberana e de in-
dependencia para o imperio ollomano, era natural-
mente da aleada de lodos os gabinetes. D'ahi linda
nascido o pensamenlo da primeira conferencia de
Vienna, e (ambem a ola proposta um momento
aceitaran da Russia e da Torquia. Infelizmente, to-
dos sabem a pouca fortuna dessa nota : dcsappare-
cen em um dia, dcixando quasi dissolvida a confe-
rencia, que a tinha elaborado. Quem linha (eilo que
ella so malograsse? Quasi todos, procurando inler-
prela-la estrictamente. Como se podo explicar esse
mo successo, que denolava fraqueza ? He que lal-
vez a hora nao eslava tao evidentemente chegada.
Apezar do que*havia de grave no conflicto enlre a
Russia e o imperio ollomano, a Austria e a Russia
nao se mostravam lao francas, como a Inglaterra e
a Iranca, ou hesilavam prononciar-se. Talvez que
lamhem os soberanos allemaes, unidos por alliancas
mais intimas ao imperador Nicolao, eaperassem al-
guns ruclos Depois, as circiimslancias se agsra.varam, a opiniiio
publica na Allemanha muslrou-se cada dia no senti-
do dos. inleresscs do continente. A* cnlrevislasrcaes
de Ollmulz c de Virsovia tiveram lugar, e so nada
se obteve do espirito do imperador Nicolao, he ver-
dade lambem dizer que, de um lado, o czar nao con-
seguio arredar a Austria e a Prussia de sua verda-
deira polilica; o aconlciraenlo hoje o demonslra.
O imperador da Russia nao linha recebido neVihuina
segiiranca sobre a duraeao e alcance da neutralidad
da Austria. Finalmente a guerra se alcou em lodos
os [ionios enlre os exercitos russos c ollomanos, (0V
esquadras da l'ranra e da Inglaterra enlraram no
Bosphoro, e a possibilidade de urna eonflagrarao se
tornava cada vez mais evidente ; pensamos que lo i
desle modo, que lodos os governos, em presenta d
calaslrophcs inevilaveis, que deviam reauilar dcst;
siluarao. foram (razelos ao seulimcnlo de sua ferda-
deira missao e de seus verdadeiros inwressosi pos-,
los de enjaoem dianle sol a salvaguarda datfolu-
eau decisiva de 5 de de/.embro. Cabe agora aos
bneles fazer esla resoluraojecisva e^fuBl
que devam encoulrar alm disto no mofl
riics oppostas, que ellos tem de couciliaofl das irr-
lajOes.que lem de calmar.
A primeira cousa que se deve saber,'Jjiitm dw
vida em que estado se acham hoje as M
em que siluarao reciproca o prulocalp'de* VltOpa
adra a Ku'sia c a Turqua. Se esla sjifio lie moi-
lo dflerenlc. da que era na poca da primeira con-
ferencia de Vienna, ella nao lem sensivelmenle |M-
dado depois dos primeiros incidentes, que asslgna-
Inram o comer da guerra. Jro_summa, as probn-
i hoje eiam quasi as mesmas mais favo-
ras eis Turqua do que Russia. Depois do com-
i-
da tirn dessa divisao naval lurca ; a ultima fragata
que os Turcos conduziam Sebastopol, leve de ser
abandonada ao mar. Corri s v, um penoso revez
vem equilibrar os successos parciaes, que lem co-
roado os prmeires esforros das armas ollomanas.
He nesta condirao, pois, que a nova inlervcncn
da Europa, obrando em commum, acha a lula em-
penhada enlre a.Russia e a Turqua e a derrota que
arabam de soflrr os Turcos serve para melhor mo-
tivar essa inlervenro, e dar-lhe um carcter de ne-
cessidade'mais invencivel.
Mas se o inlcresse mais evidente da Europa con-
siste em fazer cahir as armas das miios dos belligc-
rantes para sua propria cunservacao, se a inlerven-
jo actual das qualro potencias do novo reunidas se
funda justamente nesle inlercsse, ao qoal est liga-
do a seguranza do continente, quaes sero os meios
proposlos ?. Qual seni sna medida de aeco as cir-
cumslancias diversas que podem nascer dessa nova
phase ? Silo oulras lanas quesles, que se offere-
cem ualuralmenlc ao espirito, e que a diplomacia
cerlamenle deve ler resolvdo, anttfs de tralar oulra.
vez desla grande queslo. # Qiianlo aos metos preli-
minares para chegar a um ajuste definitivo della,
alravez de lodas as versOes que lem podido circular,
o que perece mais provavel,, he que os governos se
pozeram de acrordo, para pflerecer a Russia e a Tur-
qua o entrarera em um congresso, no-qualserSo
discutidas todas as difliculdades, que se referem s
ultimas complicarOes, e reguladas as relares geraes
do imperio oltomano con) a Europa. Ora, a primei-
ra coudijiio para que esta obra se possa fazer lvre
e ventajosamente, he a asignatura de um armisti-
cio, que suspenda os efleitos da guerra, o'evite as
prelenroes de declinar segundo as probabilidades de
um combate feliz.' <
He esle evidentemente um motivo poderoso ; mas
ha um oulro ainda, ao que nos parece: he que a
Franca c a Inglaterra nao poderiam deixar que se
prolongue, por muilo lempo, urna siluarao, em que
as esquadras ancoradas diante de Constanlinopla
~novar-se o espectculo das lulas navaes no
c desastres da frota turca, ao passo que
acia, em Vienna ou em qualquer parte,
em defender a supremaca do sulto em
'u aperio. Jlavcra visivclmenle nislouma con-
ailir.lo sinuubrissima. I'oderia resollar dahi, que
lfintde iifiWas negoeiarOes nAo se (icaria menos
reijado a um supremo conflicto, apenas em condi-
c9|i infinilamenlc mais desvautajosas. Quato a
peOVmenlo mesmo da inlervenro actual da Europa
elle nao pnderia ser duvidoso para quem refleclisse
^ios precedentes dessa temivel queslo. no carcter
[lito grave c ISn poderoso que ella (em (ornado nesses
llruos buipos. Esle pensamenlo, he aquello que o
novo eofbaixador francez em Constanlinopla, o ge-
MR Baratmay-d'llilliers, exprima deflnitivaments
wb apresentar ao sullo soas rarlas ^redencaes ; ha
Squelle queemillia o Monileur ai iniciando a as-
ignatura do protocolo de Vienna:, (antera nte-
gridade territorial do imperio oKomwfio, cuja exis-
tencia indepeodeulc, nos limites que os tratados Ihe
tem assignado, se tornou urna das con.lieoes essen-
ciaesdo equilibrio europeo, u A' medida que se
lem desenvolvido, a queslo do Orient tem mda-
lo muilas vezes de face; por muilos lados ainda ella
EXTERIOR.
.
CPRONICA DA QUINZENA.
Parte 14 de dciemaro de 1854.
Os fados vieram feliz e premplamenle confirmar
oque, haquinze das, eramos os primeiros a dizer
sobre o novo 'aspecto, que os negocio's do Oriente es-
lavam a poni de (ornar. O reslabelecimenlo de
urna accilo commum enlre a Franca, Inglaterra,
Austria o Prussia, nao lie boje mais urna simples
evenlualidade ; he urna realidadeallcstada pelas de-
clarar"ies oulciaes, e que aflirmaram ainda mais, sem
duvida alguma, os actos com que foi justamente fri-
to esse novo occordo enlre as potencias do occidente.
A 5 de selembro ,be que foi assignado. em Vienna.
enlre as qualro curies, o protocolo destinado a apro-
' ximaf e confundir, sua polilica, e deste modo se
acham assegoradas as probabilidades da paz diante
das probabilidades de conllagraces, qae cresciam de
modo singular. Succeda o que succeder, presen-
te no duplo bealro, em que se agita a lula
da enlre a Russia e a Turqua, ha no occi-
FOLHETIM.
ODOEDEAIHEMS.'*)
(Pelo anrqaez de Foodraa.)
TERCEIHO VOLUME.
-i
N
' IV
Conlinuaean.l
Chegando a Florenca, Flava senlio renovarem-se
as impressOes de sua infancia. Urna mullidilodc lem-
hrnras, de alegras e de solfrimcnlos vcio agila-la ;
oorm enlre essas vivas sensafOes e rssas imagens do
Kilo, nada poda consolar sua alma coiislprnnda...
arco, seu pai c scus amigos, lodos liiiluim dcsap-
parecido I
Adiaiiihi-se Bisdomini fra de estado de necupar-
sc ileveus nteresses, Flava recorreu aos seus pren-
les para tratar dos cuidados, que exiga sua foituna.
Esle aproveilaram alguns momentos lucidos para
obler delle as informaces necessanas; mas Bisdo-
mini roiiipreliPiidendo. que se Iralava de seus negu-
cios, lornou-se mais feroz e mais iudomavel que
nunca.
A desconfanra apndernu-se-de sen espirito ; per-
suadido de que queriam despoja-lo de snas riquezas,
elle aecusavu a lodo os que o rudeavain, e Flava
vio multas vezes sua vida em perign.
A noticia da vullaile Flava Florenca augmen-
lOB os Irausporli de Marro. Estar pello della, rps-
piraro mesmo ar.e iin v-la, mo ouvrrsua voz do-
ce o barmunion, cuja lemhranra o fazia estremecer
.le alegra...
Todos os ..lias Mao saba da c.lad'e e caminhava
pela estrada de Ilorenca. Pecando que cada passo
.. npprox.mava della, elle ,dnva muilas vezes bs-
tanle leguas.
A'medida que caminhava pareca-lhe que o eco
nava-s mais azul, o ar m. puro, e ;, nuvells
Mas quando as sombras da neil, enmecavam a co-
brir a Ierra, Marco vollava ln,temen,0 \,,ra reno.
var cu patseio no da seguinle. '
Nessa apota um (lagello lerrivel cabio sobre Flo-
renca. "^
A pesie enlrou na cidade, e essa nolica nao lardou
i a espalbar-se.
O suslo de Marca chegnii ao sen auge, e levado
pela paxao, elle parlo em procura daamanlp.
no para a margem dreita do Danubio, nenhum en-
contr serio leve lugar. Os Turcos avanraram, co-
mo se diz, um dia de marcha de kalafal, que elles
nSo lem deixadu de oceupar, e (omaram um campo
forlilicado. Eniretanlo ainda nao resullou choque
enlre as forras oKomanas e as forjas rusaas. Os
dous evereitos eslo antes em urna altitude de ohser-
vaco, do que de lula Iravada. Quanlo (.passagem
do Danubio pelos Russos, he urna operaeo pouco
provavel, em quanlo o principe Gortchakof nao po-
der dispur de forras mais consideraveis. O ultimo
acto mais decisivo do imperador Nicolao be cipe-
dco do general Budberg, como commissario exlra-
ordnario para goveruar os principados em lugar
dos hospedares, que, como se sabe, se retiraran).
Se na Asia lambem nao ha encontr, que se eleve
ordem de urna balalha, ha pelo menos una serie de
combales parciaes felizes para os Turcos. Os Rus-
sos parecam ler soflrido novo revez dianle do furlp
de Cbefkelil. Algumas vanlagns foram igualmen-
te oblidas pelas Torras ollomanas as frunleiras da
Georgia, em Bavezid, em Ardaham, e as'noticias
mais recentes deixavam os Turcos no territorio rus-
so, senhOres do forte de Akis'ka e oceupando o ca-
olinita deTflis. O que ha de mais grave na guerra
levada a esse ponto, lio que ella loca em um dos la-
dos mais vulneraveis da Russia, indo augmentar as
difliculdades da lula permanente, que os exercitos
do rzar sustentan! nos paizes do Caucase. Mas se
os Turcos silo felizes em seus combales em Ierra, a
forluna nao parece sorrir-lhes do mesmo modo no
mar. He boje fora de duvida, que elles acabam
de soflrer nmi dcrrola de nalureza tal, que da um
golpe singular em sua forra naval. O porlo de Si-
nopp, as praias da Asia-Menor foi o thealro de um
combale dos mais graves, no qual, urna diviso da
csqaadra russa deslruio em orna hora Ireze navios
turcos, ficandn prisioneiro o commandanlc dessa
porcao da esquadra ollumana, Osman-Pacba. Na-
que ella fosse bem succedida. o que nao lenha de
vencer (errives difliculdades. Essas difliculdades
podem vir da Russia e mesmo da Turqua. Todos
presenten! a sua nalureza ; mas a garaulia conecti-
va da Europa be cerlamenle ama grandissima vanla-
gem em favor da Turqua, para que o goveruo olto-
mano ceda aos conselhos de paz expressados com al-
guma decisan por seus alliados.
Quanlo Russia, como nao admilliria ella urna
composiran sobre um principio admitldo por ella
mesma'.' Como se obstinara em proseguir urna guer-
ra, que nao pode ler milis resollado decisivo para
ella, ou que s poderia ler pondo loda a Europa em
armas"? Ainda he permitilo erer que a iulilligen-
cia c a prudencia, em um soberano, como o impera-
dor Nicolao, sao bstanles para dominar os arrasla-
menlosde um dia. Em deflinilivB, nao ha nutra al-
trnala o, senao preslar-se s combinaroes propostas
pela Europa, ou arriscar urna eonflagrarao geral, na
qual & Russia Picara s. A expressao dessa silbaco
he o segredo da manhaa.
Ao passo que nesse ponto os fados se apressam ou
se deinoram ltimamente, interrogados lodos os das
com anxieilade por lodos os espirilos para saber o
quevai sabir desse importuno conflicto ; ao .passo
que observamos em sua mobiidade os aconlecimen-
tos do oriente, os quaes rsumem as quesles mais
serias da polilica geral, as preoceupaefies da Europa,
seus interesses de seguranra e lalvez os seus perigns,
nao ha por ventura oulros signaes proprios para ca-
racleri-ar nossa poca, s phases moraes ou polticas
do nosso paizdebaixo de um nutro poni de vista
diflerente t Na verdade que sim; a polilica hoje,
em Franca, Irazida a conliroes imvariaveis e limi-
tadas, depois de se ler deleitado nos espacos sem li-
mites, lie pouco fecunda em arontecimeutos e sor-
prezas. A eleirao de um novo dcpulado, com urna
maioiia qualquer, nao pode ser evidentemente con-
siderada nenj como um aconlecimenlp, nem como
urna sorpreza. Ha mesmo instantes em que senao
pode mais contar muilas dessas medidas, devidas
iniciativa do goveruo, c que perteneci organisac,ao
administrativa ou aos interesses positivos c maleriaes
do pai/. Apenas se poderia notar ueste momelo
as disposiees, que manlcm al 1S54 as reducees de
direlos sobro a entrada dos graos eslrangeiros e as
franquezas concedidas ao transporte de cerlos gene-
ros alimenticios. Islo nao querdizer, que no silen-
cio mesmo dos aconlcciincnlo* internos, e fra do
dominio dos interesses maleriaes, nao se produz mili-
tas vezes desses fados qne. por nao serem estricta-
mente pullicos, tem anda seu valor e sua. significa-
cao. Ha fados que parecem abrir aos nossos ollms
as paginas de'sua historia interna, mostrando os re-
r ocessos que se fazeni. Oulros ha que sao o indicio
do trabalho e das tendencias geraes dos espirilos de-
pois das commores profundas, e linda lia oulros
que, das espheras da lilleratura c das arles^dpixam
cahir urna comu nova luz sobre o curso das cousas.
Quando os aronlecimentes se calam, um cerlo nu-
mero de discursos pronunciados em silaac/ies bem
dillreiiles. lem sea lugar enlre os caracteres da po-
ca. .A vida polilica e mural de urna socedade nem
bale de Ollenlza fe da relirado do exercilo Alloma^ he dcsconbecida. Entretanto ha hoje um ponto in-
Chegaudo s portas da cidade, nao achou nenhum
obstculo para entrar, pois eslavam aberlas para
lodos. m
Marco dirigc-se ao sen palacio, o qual era guarda-
do por um velbo criado.
Para sso era preciso alravessar urna p.lrle da ci-
dade... Mas quanlo eslava mudado o aspecto de Fin-
renca Nessas roas uulr'ora lao frequenladas por ci-
dadaos ricos e nobres, s se enconlravam mendigos
esfaimados ; as lojas eslavam fechadas, os Irabalhns
suspensos, as casas c os palacios abandonados, os tri-
bu naes vasios e a juslea muda : roubos e homicidios
commelliam-sc as ras em pleno da, sem que nn-
gupm cuidasse em impedi-los ou puni-los.
Chegando prara Plli, onde eslava situado seu
palacio, Marco vio oilo becejun (*) conduzindo pa-
diolas.
Ellos raminli.ivam apressadamenle sem olliar em
lorno de si, e um sacerdote orava em frente do en-
lerro.
A' medida que esle adianlava-se das mas adjacen-
les e das casas vzinhas oulros esquifes erain Irazi-
dos, os quaes reuniame nos primeiros, al'un deapro-
velarem as oraces do sacerdote.
Todos camiilhavam apressadamenle porque eram
perseguidos pela morle.
Os religiosos e os serves eram raros, os dtfunlos
numerosos.
Quando Marco chegou casa achou seu palacio
abcrlo e abandonado... O velbo Pielro nao eslava
mais-ubi... J'eria suecumbido *\ doenca, ou leria fu-
gido? Nada indicava o que era foilo delle; porm o
que escapara pilhagem fra furiado.
Marco prrndeu oravallo pnrla da eslribaria, e
sabio em procura de alguin alimento para o pobre
animal. *
Na ra oiivio ranlos e risadas, que vinham de urna
(averna, que Ihcficava rronleira. Algumas pessoas
do povo embriagada! linham oiivi^ln as oraces do
sacerdote, que atiiinnciura a passagem de muilos ca-
dveres, e para snHocaffllie n voz voriferavam, dan-
savam e escarneciam do enterro, do religioso, e de
si mesnias como atacadas de verligem...
Marco pa*ou adanlc eslremeceudo, e aletins pas-
sos ilslaule cnconlrou um rapazinho paludo, magrb
e dislor.me que, encoslado a um pilar, canlarolava
una ranso chula, pergunlou-lbc como poderia ob-
l^r alimento para seu cavado, e elle respoudeu :
Sei onde ha, agora ludo he do lodos, e o arma-
zeiii do Zaconni, mercader de forragem, meu vizi-
nlio, esl abandonado a quem quizer... toda a fami-
lia parti liontcm para o oulro inundo... Mas, acres-
cenlou elle rom ar aslulo, nao direi onde he o ar-
mazpin.
Porque ?
i*) Vid'c Diario u. 23,
(*, Ilomcus cncarregados de sepultar os morios.
variavcl e flxo, em que seapoia a poltica europea,
he a maniilencao da integridade e da independencia
do imperio ollomano, e ainda assim, como o general
Baraguay-d'Hiliers fazia observar em seu discurso ao
suliao, o mrito das complicarnos rcenles, he ler es-
tabeleri.lii claramente a queslo.
Ora, se as qualro graudes potencias esl%
cordo nesle ponto, por ventura se pensa qi
autoridade baem sua palavra, qu'ando ella
juntas :
Tudo o que be incompalivel com a integridad'
lerrilorial e com a independencia polilica do impoi
rio ollomano, he lido por nos como oullo ? Prov:
anlecipadamcnte, como diz o Monileur, que a guc
ra aclual nao poderia em nenhum casolrazcr a*n
dilicaces no eslad de possesso, que o lempo tel
consagrado no oriente, nao he reslrngir-lhe o,c
p e levar a desnlelligcncia sobrevinda enlre o g
bineledcSao Pelersburgo eo da Sublime Porla
termos, quepermillirao diplomacia europea exer-
cer urna accao eflicaz e estabelecer, debaixo da ga-
ranta collcctiva, urna paz solida enlre a Russia e o
imperio ollomano .'
Tal he.a queslo boje. .O mrito do novo protoco-
lo de Vienna, he mostrar urna polilica geral propria
para fortificar as probabilidades pacificas, onde s
havia urna acro solada, dislincla, no risco de pro-
dazir sempre a guerra, lie Irarar linules, admiliindo
alm disto nesses limites lodas as condires honrosas,
que poitem facililar una transaccao. Pode haver ahi
aos nossosolhos um resultado mais consideravel, se
a diplomacia conseguir seu fim: he que a Europa,
prolegcndo com sua garaulia collecliva, a indepen-
dencia do imperio lurco para com oulros paizes, tem
o direlo de estender essa mesma garanta civilisa-
ao e condico dos chrislaos do Oriente para com o
poder musulmano. Finalmente, por grande que se-
ja esse (ni, por ulil queseja a obra actualmenteem-
preliendida pela diplomacia, islo nao quer dizer.
mesmo lempo que se julgava obrigado a fallar de um
goveruo cabido, em urna linguagem que ninguem
falla mais.
Cousaeslranlia,all ondeo anligoliomem poltico
fallava como adYugado, eu como segundo lenle do
exercilo do I.oire, ltimamente reformado, Ve ver-
dado, he o Sr. marechal de Sainl-Arniaml, que fal-
lou como liomem de estado e com um senilmente c-
levado. O marechal Ney, dsse simples'o nohre-
mcnle o Sr. ministro da guerra, cabio vicloria
das discordias civise das desgrapas da patria. He
que com elleilo, se Ney era dolado de lodas as virlu-
des militares, linha lambem essa inexperiencia das
''r"MnaH'1"3* T'" faz que se pcrc*.-fae
um tal lurbilhao ; cis-aqui porque o Sr. minslflTda
guerra pode dizer dejle, que seus erres eram de sen
lempo e das rircumslancias, que sua glora e sau
serviroseramdelle smente. A maior homenagem
auejidc ser prestada ao marechal. Ney, era dizer
qunua alma se perlurbou como a de Tnrena e de
Conde, que commelleu fallas como elles, e que como
elles lambem as espin; que su desgranas final-
mente vieram augmentar o seu oHlno o nao sei
que de perfeil de que 'falla Bossuet. He assim
que se faz ludo, que se pode honrar os homens, sem
fazer de sua memoria e das honras, que se Ibes d,
urna injuria para quem for, alm de que o Sr. mare-
chal de Saint-Armand, com o inslincln. de soldado,
soube nao insistir nos faelos da invasHo, que oppri-
mem o sentimento nacional, p Com os quaes se acom-
moda anda a elqucncia de Mr. Dupin. He assim,
aiTeseenlaremds.que se pode tirar das desgranas pas-
sadasa liran do prsenle e do futuro, nao s para os
homens se nao para os governos. .
-O mrito de nosso tempo, debati de m ponte de
vista superior, e o mrito de lodos os lempos, que se-
uupin as grandes a gi la roes, he preslar-se a cundirnos
mais justas,substituir nos julgemciilus um senliuienlo
de conciliaeao e de justira s amargas sugesles das
paixoes. No meio das lulas, das divisoes. das scises,
que acabam por lomar una socedade impotente,
deixando-a abatida e desarmada, como poderia nas-
cer logo dessa mesma "situarlo um espirito novo, pro-
curando aproximar certas forjas do mundo moral?
Um dos espectculos dos mais curiosos be o desse 1ra-
bnlho em lodas as religes, em que elle se faz de urna
maneira mauifesla ou mysleriosa. Nao he cerla-
menle o accasoque reuna ltimamente a ponca dis-
tancia dous fados de urna nalureza bem difireme,
mas que va ambos ao mesmo fim. Ha poucos das
ainda. o Sr. arcebispo de Pars iustiluia e fazia cele-
brar urna fes la das escolas. O objedo desla i escola'
era aproximar a religioda scencia, e fazer sua alli-
anra mais palpavel por meio de urna ceremonia re-
ligiosa. O prelado parisiense moslrava a sciencia e
a f vindo da mesma fonle, preslandu-se um auxilio
mutuo e leudo os mesmos fins. Quasi no mesmo
instante, Mr. Cousin ajunlava um prefacio a una
nova edirao de seu livro Da V'rai, du lleau el da
/7/e/i,enessas pagiiasaelle saudava em nome da plii-
losophia o despertar da f as almas religiosas, e
lanci das lellras, o que ellas sao relativamente ao
deserlvolvimento das sociedades polticas, o que os
governos podem por ellas com sua prolecro. Na ver-
dade nao be adminislrando-as e pensionando-as, co-
diz Sainl-Marc Girardin, que os governos podem dar
s lellras am vigoroso impulso ; be pelo bem que el-
las fj/.em sociedade, pelo grao de Vilalidade que
Ihe do. He desle modo que Henrique IV, Riche:
lieu, Luiz \IV lizeram e seculo XVII : a lisia dos
pensionistas de Richclieu e de [uta XIV pode pare-
cer bizarra ;>porem elles lizeram melhor : crearan) de
alguma sorle o solo poderoso, cin que se pode elevar
o genio de um Corneilleon de um Moliere. E nao so
queuo ni. io de seus desenvnlvimenlos Ilitera-
rios, Mr. Sainl-Marc Girardin desprezcos esbozos en-
genhosos, os relralos delicados; vede esse Pomponius
Allieus da anliga Roma, da Roma que passa da rep-
blica para o imperio. Pomponius Allieus he o lio-
mem de urna poca, em que a vida publica se apaga,
c nao resta mais que'vida privada debaixo do sceptro
imperial. Porisso elle se acautela de loda paxao po-
lilica ; be amigo de lodos, e procura prosperar alra-
vez das guerras civs, e das proscrippOes, que nao o
alcanr un ; e elle nao solicita os mesmos empregos
pblicos; cteos evila como poaco lucrativos sera
duvida, ou como compromelledores. Em urna pala-
vra, diz engenbosamenle Mr. Sainl-Marc Girardin,
elle nada foi.e fez alguma cousa Assim be que as
recordarles da anligudadc romana vem confundir-
se com as recordaces do culo XVII nesse discurso,
qup acabo'u 'eslabelecendo a independencia das lel-
lras para com os governos e as revolurocs, para' as
prender ao deslino da sociedade.
Lancemos agora urna vjsla d'olbos em alguns pai-
zes. ruja situacJbrierece algum novo inciden^ fra
dijs preoccupacOti,que se ligama os negocios do orien-
te. Pouco tempo ha que fallavamos do Piemonle e
de urna crise ministerial, que acabava de ter lugar.
ltimamente foi urna crise parlamentar, que reben-
lou de improviso e leve por consequencia a dissolu-
rio da cmara dos depulados. Nesse momento se aca-
bam dMazer cleices e a nova cmara deve reunir-
se a IMe dezonibro. I) (pie he de mais singular, he
Uiue clp dissoluco da cmara electiva nao foi de ne-
nhuma sorle o pfleito de um incidente proprio dessa
mesma cmara. O presidenle dn conselho, o Sr. de
Cavour,jiisCnenle preoecupado da siluarao lnanre-
ra du Piemonle, linha preparado diversas leis, das
quaes linha .por fim confiar ao banco nacional o ser-
vico da tlicsouraria do eslado. lie essa mesma lei,
que defins de urna disciissao bastaJk animada, foi
rejeilada pelo senailo a 18 de novembro. Por grave
que fosse essa derrota, o gabinete de Turim neo leria
devido hesitar em laucar mao de um recursoexlre-
mo de urna dissolurao. qilando o voto do senado li-
nha realmente um carcter m.iis tinameiro que pol-
tico ? He hoje is,lo urna queslo retrospectiva. Em
presenra da opposrao de um ministerio piemonle/. quiz consultar o paiz, o o paiz
respondeu'pres'enlemenlc. O resudado da maior par-
le das cleies lie conherdo ; era esse resultado mu-
preslava ao chrisl.iai.ismo a mais grave e a mais co- do por ventura a siluacao respectiva do paiz ?
Kr*
ente liomcnaiiem. Porvenlura ha soraenle ahi
sempre se conipe (elizinenln ilo sceuas inesperadas, uma'coiucidencia, a inspira^lo accidental de dous
Ella lem seus malzes, seus sv mpiomas e lambem suas
revolares mystcriosas.
O fado mais proprio para de alguma sorle apre-
senUr dianle de nos nossa histeria passada em loda
a sua eloquencia, nao he por ventura a inauguraran
recente do monumento elevado ao marechal Ney ?
No lugar mesmo em que calda, ha 38 andosresse il-
lnslrc guerreiro, eUe obtem hoje urna estatua. Es-
Iranbo fado'.' Eis-aqui um homem que durante 20
annos, pereorreu lodos os campos de balalha da Eu-
ropa : sua coragem se musir sempre a mesma em
lodos os peruos c em ledas as emprezas de guerra.
I ni dos primeiros entre os soldados diquelle lempo,
elle nssocia seu nome as gloras de Elchingen, dina,
d'Eylan, de Smolensk, de Moskow, afrontando mil
vezes a morle. Entretanto succede, qae um da elle
vai cahir, de um modo Iragico e vulgar ao mesmo
lempo, debaixo do fogo de urna execucao mililar.
Que se apercebe no inlervallo dessa gloria e dessa
desgrara? Ha, 1811e 1815,-o des'moronamenlo do
imperio, duas revolurocs successivas, duas mudan-
ras de goveruo, urna transformaran radical da Fran-
ca e da Europa. He nessa tempeslade que de-
sapparece .Miguel Ney, para erguer-se boje na i ma-
gem inimovel que o reprsenla. Quem pronuncion
a expresso, a verdadeira expressao desse aclo de se-
parado, quehe o ciimprimenlo dffm decreto do
governo"! Foi Mr. Dupin em seu iscurso ? Ad va-
gado do marechal em 1815, Mr. Dupin linha muilos
ttulos sein, duvida para figurar cni urna tal ceremo-
nia. Nao lendo podido infelizmente gauhar a causa
da vida para Ney, julgou-se iuteressado em gauhar
a de sua glora ; smenle elle nao apercebeu que er
esla urna cansa ganha, ha muilo lempo, para a qual de
nenhum modo era necessario apnareccr como advo-
cado e pleitear, lano mais que quando se advaga li
de coslumc ser em presenta de conlradizenles. Por
ventura o marechal Ney foi legalmcule julgado'.' Era
competente o tribunal, peranle o qual compareca ?
O Ilustro aecusado nao eslava protegido por capilu-
laces? Quesles importantes, a respeto das quaes
Mr. Dupin entendeu qne devia abrir seus autos, ao
Porque carero de um penhor.
Marco promelleu-llie dous florins.
De um sallo o rapazinho desappareceu e vollou
carregado de dous Teixes de feno e um cesto de ce-
vada. Eslava lodo suado c lvido.
Marco lirn da bolsa a recompensa prometila ;
mas quando eslendeu a mo para entrega-la o rapa-
zinho jada no chao fulminado pela doenra...
Cheio de terror Marco poz-se em procura de Fla-
va. Dirigo-sc para a ra Guichardini, onde ella
morara ; mas achou todas as casas abandonadas ou
fechadas, o as pessoas que cnconlrava as mas, evi-
lavam-nu ou tegiam logo que elle lentava approxi-
mar-se.
Scguindo a ra dosBard, Marco avistou um enor-
me fosso cavado perto do rio, e cm (orno delle mui-
los coveiros eslavam oceupados em tirar a Ierra com
a p para sepultar os morios.
Irra diza um a seus cmara.las enebugando
com as cosas da mao o suor que enrria-llie do rosto.
maldito si-ja o Ibgetlo! Comeen a parlicipar bastan-
te delle !
A tercia he dura Mas, compadre, somos bem
'pagos!
Sim, sobre um que nos rende largos beneficios
lia mil que s nos dito a fadiga de enlerra-los! De-
roais, se lodos morrerem auinlempo, deque vivi-
remos depois'.'
Meus amigos, algum de Vmcs. pode ensinar-
me a morada d Cerreleri Bisdomini'!
Nos s couhecemos a morada dos morios, res-
poudeu um dos coveiros com voz surda, c continuan-
do seu trabalho.
Marco aparlou-se rpidamente desses tristes luga-
res, e encaminhou-se para a prara da Sanla-C.ru*.
Ah um espedaculo cslranho' oflereceu-se a seas
olhos.
Em frente da groja brilbava um fogueira, em ro-
da da qual dansavam muilos becchii e mulhieres
dos^renhadas c horrendas, cu^o oflicio era guardar e
despojar osdoenles. Todos sallavam sem comp asso
aosomde umaranlga lamenlosa, que canlavam em
choro, e rujo eslribllio era :
Bem viuda seja a pesie! Bem viudo sejn o
m iv de maio! ele. n
Marco cheio de aversao e de tristeza enlrou ra
igreja.
V
Posto que j fosse chegada a hora, nada eslava pre-
parado para o oflicio divino na igreja da Santa-Cruz.
Alguns frailes passeiavam com ar pouco reveren-
te. Marco dirigio-se a lodos de um em um esperan-
du saber driles a habitaran de Flavia; ma Indos o
ignoravam, e suas resposlas foram alias pouco pu-
lidas.
Elles qucixaram-se em alia voz de serem mu pou-
co numerosos para o serviou da parochia, e espera-
vam suecumbir senao peste, fume : porque nao
Ibes era permitlido sabir, e os vveres comecavam a
fallar.
Essas quexas furam acompiphadas de palavras
vilenlas e maldicoes; porquantn nelles a revolta do
corno em soflrimenlo prevaleca sobre, o cuidado da
alma e o temor de Dos.
Marco nao desanimou, e dando-se pressa cm sabir,
dirigio-se para a calbedral.
Flavia era piedosa e frequcnlava as grojas, e no
meio da afllicro aeral era ahi que Marco esper.iva
adiar vesliios della.
Sanla-Reparala eslava deserla. S duas ou li-es
velhas cobertas de seos mantos oravam as tribunas,
e liravam quasi enroberlas airas dos enormes ramos
de plantas odorfera-., que punham dianle de si ppa
se preservaron! do contagio.
Appruximando-se dn allar-mr, Marco reparou
que a porla das catacumbas eslava aberla.
Do fundo desse asylo dos morios sabia um murmu-
rio ile vozps misturadas rom os sons de nina orchiss-
ll .1 r-.llmu, *a.
invado pela ruriosidaile, Fresrobaldi deseen aft
gujis degros, e ficou eslupefarlo em face do espec-
laruln, que aprcseqlou-se a seus olhos.
A' rlaridade brlhanle de um grande numero de
luzes, homens e mulberes com Irages ligeros o eo-
roados de flores dansavam a perder a respraeo em
roda dos tmulos, os quaes eslavam coherlos' de co-
midas abundantes e de carrafas de viuho. As paredes
sombras e hmidas eslavam lambem ornadas de flo-
res e ilegalles, como par urna fesla...
A morle eslava impressa nesses semblantes lvidos
e macilento.
Nn mnmenfo mais animado a dansa foi inlerrom-
pida. Urna mora escapando dos bracos de sei i par-
reiro acabava de cahirIhe aosps pomo fulmi nada...
I inmediatamente a liram dalli, e a dansa coi ilina.
Marco assuslado, loma a subir com precpi lacio :.
mas chegando ao ultimo degro, tropera el n um
corpo.
M peste le mate! exclaman una voz mura.
Mareo abaxou a caliera e vio urna velba de coro-
ras, cujo olhar sr i ululante eslava filo nos domado-
ra,.. Ella espreilava as victimas do contagio pira
leva-las a morrer em oulro lugar.
A agitarlo de Marco er.i exlrema, e o lugar em
que se achava linha-lhe desperlado lembranras ilo-
lorosas.
Elle procurou a Iranqullidade na oraran, e ab-
sorte em seus pensamenlos esquereu-se de que porlia
serouvido.
Meu Dos! dsse elle em voz alia, nao innia.rei
a adiar Flavia t
Flavia Flavia repeli urna voz.
-Marro volla-se e v porlo de si urna moca de luto
sentada nos degros de urna rapella ao bulo de um
lumulo.
homens enronlrando-se na mesma linguagem ? Nao
ha pelo contrario o indicio dessas lendcncias, qae
nascem as sociedades experimentadas? Nao he a
expressSo dessa necessidade, qu tem as inlelligencas
de se-esclarecer >m a dupla luz da f c das ciencia'.' lie
misler deixar que os espirites chfeos e vilenlos
faram sua triste guerra a essas lranp>es,que vSo u-
reito para ondeos leva seu instneln diimerco, qne
pretendan) desteir a phlosopbia pela religio, ou a
religo pela philosophia. Todosavao seguramente
contra seu fim, e s fazcm augmentar a deso dem
moral e nlellcclual, cavando o mais qae podem um
abj sino enlre duaS potencias creadas para, obrarcm
juntas sobre us homens. O que esl hoje na necessi-
dade cummun, he esla sorle de concordata entre a
relgiao e a sciencia, e nao he muilo eslas duas forras
retiidas para dar urna direcro s inlelligencas, le-
va-IHio raminhodas verdades .obscurecidas, para ex-
altar os caracteres, para Irabalhar em urna palava,
como diz Mr. Cousin, na grandeza moral da huma-
nidade. Ahi est o ponto pelo qual laes manifesla-
Crs rao ler ao eslado moral da sociedade ; ellas re-
levam um ma tornado profundo, e moslram o ubico
remedio possivel, o qual consiste em fortificar os co-
rarles, em sanar as deas, cm reanimar as eonvic-
eoes, em desenvolverosgermensdessa virlude moral'
que sabe submeller se sem survilisnio e ficar livre
sem revolta.
Esla acedo fortificante nao perlence s a relgiao c
sciencia, perlence tambem s lellras, e onde pode-
ria ella adiar melhor seu lugar do que ua cadeira do
professor, esla conimunicarAo com um auditorio ac-
cessivel a tedas as impresses justes esalutares Aqu
ainda se ncunlram os cursos iflljmamente aberlos na
Sorbonua por Mr. Saint Marc Girardin e Mr. Nsard.
O merilo raro de Mr. Sainl-Marc Girardin, he Iracar
umacarreirae percorre-la com urna facilidade fami-
liar, com urna certeza de meslre, multiplicando os
punios de visla, as apprcnaroes e as diverses enge-
nbosas. Nao he porque elle nao faja a si mesmo as'
mais serias quesles. Por exemplo de que se Iralava
onlro da '.' Tralava-se de saber-se qual lie a impur-
Uma maioria consideravol-esl do lado do ministe-
rio ) mais esta maioria exista ja. De oulro lado,
opposrao radical, obteve alguma volarao, c se a op-
posiro clerical nao tem augmentado numricamen-
te, olla sera, ao que parece, representada na nova
cmara por homens mais notaveis. Em summa, a si-
luarao nao lem, como se v, mudado csseucialmenle ;
apenas o gabinete de Turim recebcu urna solemne
saucrao do paiz. Era islo sem duvida o que o Sr. de
Cavoor quera. Em que sentido se servir elle boje
dessa forra, que o voto popular acaba de Ihe dar ?
Se ohscrvarraos bem, veremos que o Piemonle esla
em urna psito das mais delicadas e das mais difli-
ceis. Nao be somonte as linuipas,quesoflVem um def-
ficil, quecresco lodosos dias; ha tambem problemas
nao menos graves ; lia todas as quesles que locam
as relares do poder civil e do poder religioso. Des-
de algum lempo, que eslas quesles lem dormido um
pouco.em consequencia da rejeirao.qne o senado fez
o anno passado da Ici do casamento civil. O gabine-
te de Turim nao deixa de ler hoje amigos discretos,
que o represcnlam como decidido a continuar a lula,
depois de se ter fortificado com o sulTragio popular.
Se assim fosse, fra esse o vordadeiro perigo para o
poder do Sr. de Cavour, e nao s para o presidente
do conselho, seao lambem para o Piemonle. Ape-
zar de lodas as provocaces que o podem cercar, he
pouco cbnjecluravel anda que o Sr. de Cavour se
lance avenlurosamenle cmsemelhanles tentativas. O
que he mais provavel be que elle medite a realisa-
difinitiva, nao he impossivel que o nico resallado
das ultimas eleires seja assegurar mais algum suc-
cesso a esses planos.
Em lodo o caso ha um fado que se deve observar,
be a calma em que s lizeram as. cleres geraes no
Piemonle. Esla regulardade nao be infelizmente o
que ha de mais caracterstico n maneira, porque
funeciona a vida constitucional em llespanba. Oque
ltimamente previamos, o lardou em se realisar.
Apena; as corles eslavam.reunidas, quando se poda
j considerar sua sQspenso, como prxima, Esla
suspenso he hoje um facloconsumado somonte se po-
de pcrgunlar, se ella ser seguida de urna dssulucao,
Nao te approximes de mim dsse ella, eslou
atacada da pesie.
Mas... Flavia f
. Has de acba-la na ra da Scala... no canto da
prara de Sanla-Maria-Nova.
Ditas eslas palavras, a tesconhecida cobrio o ros-
te com o veo, e proslrando-se* novameule flcou ini-
movel no chao.
Marco lenlou fazer ainda algumas pergnnlas; mas
nao obloiulo ncnhnma resposla, sahio da igreja e en-
Cjimiuhou-se para a ra da Scala.
A noile apprnximava-se. Era o momento cm que
se depunbam os cadveres s portas das casas: nes-
a hora iv perigo lomava-se ilumnenle. O ar empes-
lado que lodos esses corpos exhalavam era pestfero.
Marco senlindo-seiiicoinmodado, Jhlrau em una
bolica, onde fez previso de drogas orientaos c de
Iriaga.
Tomadas eslas precaucaies, conliniiou ooaminho.
e nao lardou a chegar eulcada da ra da Scala.
Cia casa hurgueza de um s andar fnrmava o
caulo da prara eda ra.
Marco approxima-se, e adiando a porla aberla,
entra... una fraca luz sabe do interior: guiado por
ella elle adianla-se... Em um Icilo meio desfeilo ja-
zia o cadver de una niulhei... Junio della urna mo-
ra acocorada meio nua, lendo os cabellos cm desor-
den!, o rolovelo apoiado na beira do leilo, e'a fonle
na mo couleniplava a detenta.
Seus olhos brilhavam de urna maneira eslrauha...
Seu peilo e suas cspadqas eslavam j coberlas de
manchas rxas, seu rosto lvido e seus labios azu-
lados.
A' visla de Marco, ella nao moveu-se e disse:
Vena Irazcr-me snecorro? Nao he mais lempo.
Nao rccohberendo Flava na doeule. Marro quiz
fugir dosse Iriste espectculo ; mas a formosura da
moca robera das sombras da morle sustevo-o invo-
luntariamente...
Elle ficou dividido enlre n horror e a compaixao,
e quando a moca pprmitrio-llie fallar disse :
Flavia! eu procurava Flavia.
A moca sorrio tristemente c respondou :
_ Eu son Flava... se a cunheccsle una noile,
nao dlves mais reconher-Ia! Islo nada lem de es-
Iranho... Depois de lo Iriste vida... urna morle lao
Irisle!...
Marco vio brilhar urna lasriina nos olhos ardenles
da mura, e rada vez mais enternecido lenlou appro-
ximar-sc della assevcrando-lhe que eslava proinplo
para prcslar-lbe lodos os cuidados que seu eslado
exiga.
Nao, disse ella movendo brandamenle a rabe-
ra, iiiio te approximes de mim. Tudo he nulil.....
sinloj a morleem meuseio!...
E voltando-se para o cadver estendido junto de
si, conlinuou
e se urna nova cmara ser convocada. Qual foi o
motivo serio ou o pretexto do acto, pelo'qual o gabi-
nete hespanhol suspendeu as cmaras '.' Em Madrid,
como era Turim, he no senado que se formn a mais
viuvo opposrao con (ra o ministerio ; todava cumpre
nolar, que he em condices muilo menos explicaveis,
que o senado hespanhol sabio ao encontr de um gol-
pe, que era fcil d prever. Foi a respeilo de urna
lei sobre os caminbos de ferro, que a lula rebenlou
enlre n gabinete eo seuado. (I gabinete linha aprc-
senlado a lei ao congresso ; de seu lado, o senado es-
lava oceupado por alguns de seus membros de urna
proposta sobre o mesmo objeelo. O ministerio vidon "senado para adiar a|d!SCSs5o, c a volajao da
proposla em presenra da lei emanada da iniciativa
do governo. Dahi nascea yma lula de prerogativas,
que o senado resolveu a seu favor por um vol, e o
gabinete decidi por sua vez com a suspenso das c-
maras. De fado, be evidente que a opposicSo do se-
nado hespanhol se. fundava em oulra cousa do que
na queslo de saber, de urna proposta individual se-
ria discutan dianle de urna lei do governo. A ver-
dade be que nao se quera que o gabinete aclual fi-
casse no poder. O presidenle do conselho, o conde de
Sao Luiz, em procurou mostrar, que havia temado
da opposicao seu programma, o diamntenlo do
general Narvaez.a convocarlo das corles, a sus-
penso de loda a decisSo sobre os bens do prncipe da
Paz, ele. ; elle nao fez oem mais nem menos. O que
he melhor ainda be, que se mslruu qae o gabinete
linha feilo tudo o que linha podido, quando snbio'ao
poder, para fazer aceilar os primeiros empregos do
exercilo por am crlo numero de generaes. J) gabi-
nete hespanhol pode ver hoje, que ntilidade lia em
se lomar o programma das opposices. 0 que ha
de mais Iriste, he esta siluacao, efn que um ministe-
rio nao pode apresenlar-se mediatamente s cama-
ras sem ser exposlo a urna hostilidade svstemalica, e
em que o parlamento nio pode ficar aberlo um mez
sem ser ferido de suspenso. Tudo islosc eneadea,
lodo islo lio o frute das paixoes pessoaes, qae tem
invadido Hespanba, e esse eslado singular, em
que ludo be possivel e nada he possivel, lio cerla-
menle de nalureza de fazer refledir os homens intel-
ligenles e sensatos, que conta anda a Pennsula. Por
agora a quesillo est em saber, que us far "o gover-
no actual do poder discricionario, que elle reasumi,
como os gabinetes precedentes, depois de ter tentado
obrar de um modo contraro ao delle. Far novas
eleires ?deivaras cmaras indefinilivamente sus-
pensas. Concordaremos que um fado de regularda-
de polilica, fra possivel fazer-semelhor', do que essa
siluarao indelinivol, que entretente se prolonga ha
dous annos para a llespanba.
A Hollanda sabe felizmente se preservar dessas pe-
ripecias. A nica queslo, qne a lem agilado duran-
te o anno, be a queslo religiosa, nascida da orga-
nisasaodajerarcliia-calholica. Legalmente resolvida
ha muilos mezes, nao excitando mais no paiz a emo-
cSo, i|iie provorou um momento, ella sedesperlava :
entretente ha poucos dias, nos oslados geraes,por oc-
casiao da discuagp do qrramenlo dos callos. Nao foi
sobre o essenciar^ne versaran! estes debates. Trala-
va-se de saber a verdade cm um ponte que tinha fica-
do dos mais obscuros. A corte de Roma linha com-
municado ao governo neerlandez sua inlcnrao de
proceder a organisacSo do culto calbolico, assim como
ella afllrma. Esla cnoimanicacao anlocipada, linha
sido pelo contrario desprezada, assim como afllrmam
os ex-ralnislrns de Haya 1 A ques#eslava ahi. O
fado he qae, provocado para dar novas nfermacSes,
o ministro aclual do cullo calholico, o Sr. de Sigb-
tenveldl, que no esli passado fez urna viagem Ru-
ma, declaroa que nao er duvidoso aos seus olljps,
qae a communicaco anlecipada livesse sido feila pela
corte de Roma. OSr. de Sighlenveldt beba esta con-
viejao em ludo que linha visto em Ruma*ou em suas
secrelarias. Tudo Ihe linha ser-vido para Ilre demons-
trar, que a communicaco linha tido lagar. Urna car-
la do internuncio em Haya.de nina data auleror
organisaclo do cullo calholico, fazia menro della.
Exista as secretarias do ministerio urna nota, na
qual eslavam escripias as cifras provaveis das despe-
zas, que podia fazer a creacSo de novos bispados.
Comprehende-sea gravidada das palavras do Sr. Lig-
htenveldt, depois das aecusares feilas contra a cor-
le romana, no momculo era que elle tinha organisa-
do o cullo calholico na ,Uollanda. Achava-se em dc-
finiliva que-a Sania S linha preenchido ama forma-
lidade. a que nao eslava rigorosamente obrigada. He
verdade dizer que. respondendo as asserces do Sr.
Lighlenveldl, os ex ministros, Thorbecke, van Bos-
se, Slrens negaram por sua vez, que nenhuma com-
municaco Ihe tinha sido feila. Ora, a discassao,
urna vez ejn penhada nesse terreno de asserces contra-
dictorias, que podia resallar dahi'! Nada sem duvi-
da. Cabe ao publico avaliar asrazes. Quanlo a c-
mara, onde se agilava esse debate sobre proposla do
Sr. Groen, passou adianle, reduzndo a queslo a um
equivoco involuntario. Entretanto a impressSo ulti-
ma, que em summa deve resultar desle incidente, tem
sua gravidade, porquanlo mostea que urna assereo
duvidnsa pode ler sua parle na aglacui religiosa,
que ha poucos mezes existi um momento na Hol-
landa.
Mas nao devo ser lamentada ; porque le vi mer-
gulhda na dr... vi-le onlregue s angustias da
morle... e gozei disso c dssc-le: Soll're snll'ro !
madrasta cruel, a lemliranra do mal que me fizesle
envenene.tila afnnia Mjijljyil^fl^.m ,.,,. ...inl^, jn.
fancia, privase-me dos cuidados udispensaveis
fraqueza da dade... Depoisabandonste-me sem soc-
corro nem conselhn... despujasle-me da fortuna de
meus pas, c volasle-me mizeria... rouhasle-me...
ah! os bracos paternos, c se Dos nao me bovesse
soccorrido, ter-me-hias mergulbado jio lodarjl da
corruprao para forlificarcs em meu pai u odo que
me linbas!
A' medida que a desafortunada fallava, sua tez
animava-se, seus olhos sculillavam e scus labios Ire-
miam... ludo annunciava ama crise funesta..
Sofl're conlinuou ella, e sabe que proenrei o
veneno da poste para l'o rommunicar, para derra-
ma-lo em leu seio em pagamento dos males de que
me encheste a vida!... Morrer isso he mida... mas
morrer vingada !... soll're soll're !...
Npssa momenlo o delirio apoderou-so da infeliz, n
qual, lulando no meio das ultimas convulses, cabio
mora.
Marro cobrio o rosto, e sabio lago da rasa.
Chegando prara de Sanla-Maria-Nova, elle as-
senlou-se nos degraos do porliro. e licou alguns ins-
lantes como aniquilado.
VI
Quando Marco abri os olhos, ludo eslava'tran-
quillo em roda delle.
As estrellas brilhavam no firmamento, e a mages-
lade da noile pairava sobre a cidade cmpeslada.
Marco comerava a desesperar de adiar Flavia. Os
meioj que leriam podido ajuera-lo em suas pesquizas
lornavaiu-se nsuflicicrftes ou impralcaveis em ama
cidade entregue ao terror e desordem.
Kcpenliiiarr.ente vcio-lhe urna idea ao espirito.
Pielro Malavia eslava provavelmenle inleirado da
chegada de Flavia Floreea... S ello podia dar-
lhe informaces sobre sua sorle...
I inmediatamente Frescobaldi poz-se camnbo pa-
ra a ra de San-Joao, e alguns instantes depois
acbou-sc em frente da babilaro de Pielro Malaria.
Tudo eslava lechado... elle baleu porla; mas
ninguem respondeu. ,
A casa pareca inhabitada... O corarao de Marco
bata dolorosamenle.
Sua ultima esperanza eslava perdida I Todava
pensando que lalvez fosse o temor que impeda Pie-
lro de abrir... p que elle se renderia a sua voz, Mar-
co exclama cheio de angustia:
Malavia! abre... nao recoiihcces minha voz?...
A eslas palavras ouvo-so um rumor no interior da
casa, e pouco depois appareceu um-homem i va-
randa.
Senbor cavalleiro, respondeu Ludovico, que
ordena de seu rerviso','
(Heme des deux mondes.J
Tenho necessidade de fallar-te.
Soja bem vindo! Vou abrir.
l!m nstenle depois Marco foi inlroduzido em ca-
sa de seu cliente; mas s achou ah Ludovico.
leu pai que he feo delle? perganto-lhe
Frescobaldi espantado.
Meu pai est de sade, respondeu o maucebo. '
Receiando que foss atacado pela doenca, decidi-o
a sabir de Florenca, e relrar-se paia um pequeo
casal, que nos perlence, e que dista quinze leguas
daqui... Meu rm3o acompanho'u-o.
E lu I
Fiquei cabecera de um amigo atacado da
peste... Vi-o morrer!... Depois o mal apoderou-se
de mim; mas a torca de, minha cqnstiluico Irum-
pbou delle, eaproveilo-me dissopara soccorrer os
infelizcs ; porque quem rcslabelece-se urna vez dessa
dornc;.! nao deve temer mais o contagio... Mas, o se-
nhor, para que vollou Ktorenra este momento ?
Para que allronlar assim o perigo?...
. Ah'. Ludovico, venlio reclamar la assislen-
oia... Flavia esl em Florenra... (levos sabe-lo.
Pois eo o ignora va ; quando rbegou ella?
, Ha perlo de um mez.
Meu pai lem andado doeule, e nesles seis me-
zes lenho feilo muilas viagens no interesse da fabri-
ca. Alm diste na vida retirada que passamos, ra-
ras vezes nos chegam os boatos da cidade.
Allirniii-te que Flavia esl em Florenca e de-
baixo do jugo de un insensato. Bisdomini prdeu a
razSo, e a infeliz vive nesle momento enlregue a
dous flagellos... Desde que amanheceu, lenho per-
corrido a cidade em sua procura ; mas sem successo...
Obremos de acord.... He preciso acha-la! he pre-
ciso salva-la!
_ Eslou prompto para ludo, disse o filho de Pie-
lro commovido.... Mas por favor permitla-me que
mpoiiha una condicSo....
_ Qual?
Que o senbor r remir-sc a meu pai.... Eu
nao corro muilo perigo.... Mas o senhor!.... Demais
sua presenca em Huronea he intil... Confie em mim,
v e espere. Nao lardar que nao receba nolcas
mmhas..... lalvez mesmo qne me veja chegar com
Cllfla
Pronunciando eslas ullimas palavras a voz d Lu-
duvico enfraqueceu, seu espirite perlnrhou-se idea
do perigo que corra Flava; mal elle procurou oc-
cullar esle pensamenlo a Marco para nao augroenir '
sua alllicco.
Apezar de sna insistencia, osle persiia em ficar
em Florenca para ajuda-lo em suas pesquizas, e na
ceden senao quando Ludovico assevernu-lhe que
obrara ssinho mais eflicazmenle, e Ihe levara no
dia seguinle as noticias que livesse podido recother.
(Contittuar-ie-ha.) '*
JL
.
'Wr ------




y
DIARIO DE PERMMBUCO, SEGUNDA FEIRA 30 DE JANEIRO DE 1854.
1HTERI0R.
REFORMA T 5ALFANDEGAS
- XLIV.
Dos sobresalenle dos navios, amostras, mercado-
ras de retorno, e massame dos navios naufragados.
Sobre a franqua de dirclo* aos productos dos
estados vinhos, importados nada nossas fronleiras
terrestres, a rommissao pela accresccntar ao que
fica cxposlo v era oulro lugar, c portante passar a
examinar o ponto relativo franqua de direitos das
provises e sobresalcntes dos navios, c nelle nao po-
de deiar de demorar-se, tanto mais quanto foi este
, um objeclo de grande disputa na imprensa, nao ha
limito tenipo ; < ante tildo examina^ a lccktlaefln
de diflcrcnles paites, que contraran! a aftrmalva
de abrumas pessoas que disseram, que ciu lodos os
patee* civ ilisados eram livres (odas as provises c so-
brcsalentes ilos navios. O contrario se deduz, e al
siiccedc que cm alguns, iicm o* propros romesti-
vris, excedeudo de certa quanlidade, para os pro-
pros nav ios uaciouaes, unza ni dcsSe priv ilegio. Eis-
aqui o que se ceibo da legislaban de alguus paizes.
Graa-Bretanlta.Os sobresaleulcs c provises
achain-se sujeilos mesma reara de liscalisatfU) e
aos incsmns dircilos que as demais mercadoras. Po-
dem ser guardados emquaesquer depsitos alfande-
gados, e reservados para viagem de volla em lugar
do proprio navio a que pcrleuccrem, seguros e fe-
chados com sello, sob pcua de mulla do 24'ibras no
'caso de dilaceraran do mesmo sello, ou abertura do
lugar do deposito e seu extravio. A'respeilo da
agurdenle reslrr^Oes maioros se dSo c se cstemlem
al os proprios navios da Escossia, e da Irlanda.
Franca. O que consluc ou se chama cm
Franja provises de bordo comprehende ludo o que
he destinado ao cousumo dos navios ao seu costeo
e servico.
Os regiilamoiilos relativos aos manlimcnlos nao
sao os mesmos para entrada e sabida, c differom j
cm retacao aos navios franeczes, e aosnavios estran-
goiros ; existe porem una disposicao que coniprc-
lipude todo e qualqucr navio, qualquer que soja a
sua baudera. Esta disposicao he o preceto da de-
claraeao da- quanlidade, numero, qualidade. oto,
feita na occasiao da chegada dos navios, c dentro
do termo, c pela mesma forma por que so fazein
as declaracesou inaiiifcslnsdasmercadorasquc for-
niain os carrcgamenlos. As mesmas regras se ap-
plicam na sabida dos navios ; islo he, nenhum ob-
jeclo pode ser embarcado a pretexto de nialitiruenlo
sciuio depois da declararlo fcila na alfamlcga, c
medante licenca da autoridade competente.
Os vveres c provises de bordo que um navio
francoz tiver recebido em porto estrangeiro ou as
colonias fraucezas, o que no forcm consumidos du-
rante a viagem, sao sujeilos s dsposc6cs da tarifa
por toda quantidade que exceder da necessara para
sen consumo durante a viagem.
O vveres o provises que existem intactos a
. bordo dos nav ios, depois de concluida a sua descar-
ga, sao considerados como excesso desnecessaro,
como foi explicado pela circular n. 1185.
As mercadoras alimenticias pertenecidos aos
sobresaleulcs que nao se bouverem consumido 'du-
rante a viagem podeni ser guardadas em deposito, c
depois reembarcadas, sontas de dircitos, para o na-
vio a que perteucerem, para a sua viagem, para o
estrangeiro, obligados os capitaes ou consignatarios
do uavio caucau prescripta para os casos de recv-
porlacao ; seguiudo porem' o navio para portos de
Franja, os direiles de laes provises devem -ser pre-
viamente pagos.
Na viagem para o estrangeiro, os gneros de
produeco franreza, os vveres uecessarios para o
sustento da tripularan dos navios francezes, siio 1-
>res, comanlo que sua quantidade nao exceda da
slrictamente necessara para seu cousumo a juizo do
respectivo tribunal do commer'cio.
Os vveres e sobresaleulcs de navios eslrangei-
. ros sao sujeilos ao rgimen da tarifa como oulra
qualquer mercadnria, com excepcSo porem dos re-
siduos ou r41aulimentosq11c.se conservaren! abordo
durante a sua estada uo porto, ou que forcm reex-
portados.
Os capitaes a este respeito sao obligados a suhmct-
lerem-se as medidas pnliriacs c fiscaes que se julga-
rem necessarias para prevenir qualquer fraude.
b O iiiaulimenlo uecessario para a viagem de Mil-
la he snjeilo a direitos de exportaro, excepto unica-
nienlo a bolacha, quaudo sua quanlidade nao exce-
de da eslrirlamenle necessara para seu consumo.
Como sobresalenle se lomam as forragens para sus-
tento ilos anmaos que os navios transportan!, c o
\asilhame para aguada, nao sendo novo.
felyica&Sa entrada do iiavo.hc o seu capitn
obrigado a apresntarseu inventario, ea lista desuas
provises e sobresalon.es: c ludo quaulo lie, ou
nosse acto, ou depois, encontrado a hordo, nao
mencionado uessa lisia, u competentemente mani-
festado, considera-se subtrahido a direitos. e lie ap-
preheudido.
Conccdc-sc franquia de dircilos ao que he de
mister para o sustento da tripolacao do navio du-
rante a sua descarga, 011 durante a sua eslada no
porto, quando a tripolacao reside a bordo, a juizo
do inspector respectivo. D-sc o depsilo do exce-
dente, oudc todos os sobresaleulcs, conforirfcas by-
polheses cima referidas, ou em armazeni alfande-
gadn. ou a bordo do mcsino uavio em lugar seguro,
- fechado e sellado, donde se nao pode tirar para o
consumo seni o pagamento do respectivo dircilo.
(i Estados-Unido. O eapilao de lodo e qual-
quer navio que entrar em alguin porlo alfandegadn
dos Estados-Unidos he obrigado a mencionar no seu
manifest paos as provises que Iraz a seu bordo,
e aflirmar. dehaixo de juramento, que taes gneros
sao com effeilocomcsvcis de bordo, e nao sao im-
portados para serem vendidos, ncm embarcados co-
mo mercadoras. Se o respectivo colleclor ou guar-
da-mr (nos lugares onde o liouver) jutear que a
quantidade de sobresaleulcs he excessiva, podo exi
gir a cobranca de direitos do seu excesso. 0s objec-
tos comprados fora do paiz para'serem usados, como
parte do equipamenlo c costeio do navio, nao sao
considerados como provises. Se se encoutram a
bordo oulros gneros a Ululo de sobresalcntes, alcm
daquelles que fura 111 ileclarados e mencionados, ou
se os sobresaleulcs e provises forcm desembarcados
sein I cenca previa, laes gneros sao aprehendidos e
o raptilao incurro na mulla do triplo do \alnr dos
objeclds assim omilli-los 011 desembarcados.
Portugal. Conforme o rcgJHnieiilo do porto
de Lisboa, que a ronimissao ronsullou, deve, .na oc-
casio da entrada do navio, dar o eapilao una lista
exacta de snas provises e sobresaleulcs, e 2i hora
depois de feita a competente visita de busca 3o estes
roufei idos polo ^uarda-moi, e o que parece a esle
OlDcial alin do uecessario para o cosleio do navio c
consumo da tripolacao he conduzido para a alfau-
As provises dos proprios nav ios porluguezes sao
sujeilas aos direitos de reexportarn dentro de cor-
tos limites lixos por urna tabella.
llespanha. As provises c sobresalcntes dos
navios, e o earvao de podra dos barcos de vapor sao
senlos de direitos, quando nao excedem da quanti-
dade necessara para o seu cousumo.
a Sardenha. Sao isentes de direitos as provi-
ses e sobresalenles-nccessarios para a manteuca da
tripolacao do navio respectivo durante o lempo da
eslada 110 porlo. O excesso da quantidade uecessa-
ria para gozar de franqua de direilos he deimsilado.
Estados-Pontifirios. Sao nicamente livres
os sobresaleulcs e prov ises uecessarios para a man-
icura da iripniacan ceoslcio do navio.
o Spoles. Os regulamcnlos respectivos exi-
gem a declaraban dos sobresaleulcs c prov isoos do
navio na occasiao 'da entrada, e dao lvre o cpie he-
de mister para a tripolacao e passageros, excepto
o awlc doce, ainda que seja para a mesa dos pro-
prios navios nacionaes.
Bussia. As provises c sobresalcntes devem
de ser manfeslados, c he obrigado o seu deposito,
, quando a ailmiiiislracao ila alfamlcga julga convc-
nieule. Concedem-sc porem turres todos os nianli-
inenlos, c do proprio deposito sao tirados, c dados
do mesmo Iheor, quando os que foram concedidos
livres se acham exhaustos
Ha porem a esle tespeito as seguinles rcslricee.es:
smenle se conceden! livres al 2ancorlas de azei-
te, de viulio para loila a Iripolacao, 40 arralis de-
socar, 10 ditos de caf, 1 de cha para cada homein
da equpageni, incluido o capitn. O excesso alm
de qualqucr destas quanlidadcs paga dircitos, ou po-
de ter reexportado.
11 l)esle ligeiro estaco se deduz que em todos os
lugares sobre as provisOes e sobresalcnles dos navios
lia mais ou uieuos resircooes, que em geral coosis-
tem no deposito dos sobresalcnles, e na obrigacao de
rcexporla-los, 011 de pagar dircilos sobre o que fiir
julgado como superior a necessidade da Iripolacao
do navio, e cm alguns porlos se concedem livres
nicamente os que sao de mislcr para o lempo da
descarga do navio.
iossa legislaran actual (rectilamento de 28 de
agoslo de 18W) exige a lista dos sobresalcnles e pro-
visOes, e o deposito do que nao be de misler para
consumo e cuslcodo navio o sua' tripolacao, passa-
geros c animaos que esle condiizr, durante sua es-
tada no porto, sendo o depsilo obrgalorio.
Esla legislaran ha soflrilo scu|rcmoqiies o cen-
suras, leni levantado queixas e suscitado rcclama-
ccs, e parece incompleta.
Esle*.rcmoques, queixas c rcplama<;cs ver-
san! : I", sobre a apprcheusSo de objectos perlen-
cenles ao mcame e uso do navio; 2", sobre o nial
resultante da obligado do depsilo, como despe-
zas, ruina c perda dos gneros: 3, sobre o arbitrio
de determinarle a quanlidade uecessaria par o
gasto 1I0 navio e da tripularan dura uto a sua oslada
no porlo. 4 ,
Quanto ao prunciro poni, parece que a si de-
ve altribuir o eapilao o nial da apprchensao"; por-
quanto dever organsar sua lista de sobrcsalenles
avista do seu inventario.
O segundo poni de queixa be a Abrigarlo do
deposito em virtudc da despeza, ruina, otit, que
podeui soffrer os comesliveis. Para obviar esla rc-
clamaeao cumpre dcixar ao capitn a faculdade do
deposito; ou cm armazem da alfandega, ou cm al-
guin lugar 1I0 navio, fechado sob sello, c dcbaixo
da pena de mulla no caso de dlaccraeao do sello,
abertura do deposito sem licenra da alfamlcga, ou
de extravio do sobrcsaleulc depositado.
(i O lercciro ponto da reclaniacao versa sobre a
possiliilidailo de conccilcr-se menor quanlidade de
comesliveis e oulros objectos do que a necessara
liara o consumo do navio e sua Iripolacao. O ar-
bitrio qifn se leu aos inspectores das alfandegas
lem sido mais favoravel aos capitaes do que as la-
bellas que fixavam as quanlidadcs sem atiendo s
rrcumstancias, e obrigavam a deposito os residuos
c cousas nsignilieanlcs, o esle actualmente e sem-
|>rc ileioiniiiiado jicla situaran e ncccssdadcs do
navio.
n Nao obstante eslas razcs, a rommissao julga
que se deve*conceder, dada a necessidade, ou de-
mora do navio alm do lempo provavcl, da quan-
lidade depositada, oque for de mister para seu con-
sumo livre de direHos.
a A commissSo julga porem que se deve csla-
bclcccr urna reslricoao a respeito das bebidas espi-
rituosas, c do cha, e que se nao deve conceder
franquia de dircilos a laes provises, alenlo os
abusos que sombra do privilegio d sobrcsalenles
se CQinnielIcm, e que lodo o pao 011 balacha e Ic-
gume deve ser concedido livre de direitos.
a Finalmente a conimissAo er uecessario notar
que o deposito uaodcve estender-sc aos objectos que
pela(larifa gozam de franqua ilMUrcilos, e que no
caso do eapilao ou consignatario Tn navio nao lia-
ver depositado as provises marcadas, deve salisfa-
zer em dobro os dircilos respectivos como pena.
o lima oulra providencia cm favor do coinmer-
rio he a iscncao de dircilos das amostras do dimi-
nuto valor, dada c entendida i risra a definirn do
$ I (i do arl. t" do regulamento de 28 d Agosto ite
1849 sobre o que seja anioslra.
o He mesquinha >or sem duvida a cxaKcia de
dircilos so"bre um rovado de chita, ele, ele, que
vem para amostra, e uecessario he ueste ponto dar
toda a largueza aorommenin.
A Graa-Brelanha, paiz que cm pontos de com-
mcrcio se deve lomar sempre por norma, concede
por suas leis a faculdade de lirarem-se dos voluntes
amostras doil gneros que cslcs conlm em dimi-
nuta quanlidade, conforme sua qualidade, livres de
dircilos.
A quanlidade para amostra de certas mercado-
ras consta de urna tabella c nSo excede de Vi 2, 8
e 12 oncas por volunte, em outros vai de !s ale 4
libras, euios vinhos al Jf pinl. (0,08. da ranada
e dasmais mercadoras, nao uclnidas na referida
taladla, ccrla porrao, cujos ilircilos, nao excederem
de6d. (222 rs.) 7
u Nosles termos a roinmissao julga uecessario que
se faculte a lirada das amostras das Aicrcadoras
cuntidas em eada volme a saber:
a Nos lquidos sujeilos a dircilos por medida de
apacidade, 1 quartilho.
Nos lquidos sujeilos a direitos pelo seu peso.
laes como drogas e producios chimicos, ou materias
ineilicinaes, 1 011ra.
n Nos lquidos de qualqucr oulra qualidade, 1
arratel.
i' Nos grflos, Icgumes, cercaes, comesliveis c ol>-
jeclos semelhanles, ; arratel.
as l'azenilas e quaesquer outras merradorias
semelhanles, um rctalho ou fragmento, 011 a quan-
lidade eslrclainculc uecessaria para dar a conlieccr
a sua qualidade.
o as mercadoras sujeitas a dircilos pelo seu
numero, nicamente urna pora, comanlo que os di-
rcitos respectivos nao excedam de 20>n.
A oulra providencia em favor do rommerco,
da qual resulta igualmente beneficio i lavoura o
s domis industrias, c lem sido por ellas redamada,
consslc'na franquia de direitos das mercadoras de
retorno.
a conservaban das dis|K>sccs do rilado regidaineu-
to de 29 de agosto de 1819, nicamente com as se-
guinles modificiircs:
11 1." Que os producios vollem por conla de
qualquer pessoa, ou do proprio. exportador, ou de
oulro qualqucr negociante nacional ou estrangeiro.
:'..' Que se estenda a franqua de ilreitos s
obras da industria do paiz, que forem acabadas 011
aperfeicoadas no cslraugciro.
n 3. Que se cslcudan ao chi, rap e oulros
producios semelhanles,-que para inclhornmcnlo.de
sua qualidade, bouverem de ser exportad^ para
viajar, c Millar dentro do prazo niarcado 110 rilado
rcgulameulo, conforme cm oulro lugar se iudicou.
. Que cm lodos os casos se d a circumslan-
cia do destino da volla da 111 creador a para o porlo
de sua sabida, exporlarAo ou origcm, c nelle sua
descarga se effeclue.
Estas medidas tem por fin obviar o inconve-
niente resullanle.de exigir o referido regulamento,
para a iscncao de dircitos cm tal caso, que a pessoa
importadora Iciiha sido a propria que por sua con la
desparhou a mercadura em sua sabida para fina do
imperio; rircumslauca esla une raras vezesse pode
lo que muilas vezes por contado vendedor
o desparun"eres,*p^*,a*l e"rarnr"a niercadoria
segu por conla i\p primeiro, segundo, ou do ter-
ceiro comprador, ern^vrtiide de (ransacres eflec-
luadas depois do referido despacho, e al depois
do embarque e sabida do genero; e a sua volla 011
retorno por conla destes. 011 ainda de oulros, e cm
taes casos he justo apenas e\ igir-se a prov a de sua
verdadeira orgem.
11 A rommissao julgando que se deve conceder
cm favor do rommerco franqua de direitos ao m-
came e aprestos salvos dos navios naufragados, c es-
lendendo esse beneficio s embarraroes nacionaes
que naufragassem em qualquer parle, para as es-
trangeras, comtudo limiloii o ao caso de naufragio
as costas do imperio, ou dentro dos limites de seus
mares (errtoraes. Por obvia deixara de exhibir a
rnzAo desta dilferenca, e ponleniais esla providen-
cia lem a seu favor a legslacao de iliHcronlcs povos
comuierrianles, como a Kussa, o Odie, etc., ele.
testa rommissao justificar nina providencia, e
\ein a ser a scncAo de dircilos dos objectos appro-
hendidos, rujo producto for adjudicado o appre-
hensor.
O 'Om desta medida he. estimular o zelodos em-
pregados, e habilila-Ios para arroslrarem com S odio-
sidadeque acarcam quando retrtelos no cumpli-
mento dos seus devei'os.
Actualmente apprehenses se' tem dado, cujo
producto oaochga para o pagamento dos direitos J
cargo dos appreliensorcs. Islo succedeu em quasi
Mas as mercadoras, cujas laxas excedem de.:!0 %,
ou que tem na |iaula avaliares exageradas, como
os charutos ordinarios, os cigarros, as carias de ju-
gar hespanholas ou ordinarias, ele. A respelo des-
la ultima classe, o sello empeiora a surte do appro
les direlos sao o alvo de contrabando. Os altos di-
rcilos sao o alvo do contrabando. Os allos dircilos
alimenlaiii o espirito de fraude, e rream e suslcn-
lam esla illirla industria. Para, reprimir o con-
trabando he mister oppor aos inleresses dos fraudu-
leulosos dos empreados e agenles fiscaes, nsp-
rnr-lbes coTilianciuia usa remuneracito de seu zelo,
e abriga-los das marliinaoes da malevolencia e do
odio dos nllcujilos.
11 Nossa IcgislacAo actual pelo contrario al'uuenla
a fraude por ineio de dircilos exhorblanles, e tira
ao niesino passo aos agonlos fiscaes, como a coni-
niissao acaba de untar, loda a e-poranca. (oda a
cnnlianca c certeza de una justa remunerarao de
seu trabalho, edo seu zelo, fazendo que a sen car-
go fiqiem os direitos dos ol.joclos apprebendiilos,
que alisorvem grande parle, ou lodo o produelo rca-
lisado cm praca. -
c"owi'ini'-.'.c-/in.)
Wc o
mesma vaccna, leudo degenerado, ia sendo falal a ,|o Paran, apresenlndos imaras legislativas, lo-
CORBESFONDEtUCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Farahiba 23 de Janeiro de 1854.
J'.oin mais duas ou tres experiencias, estou solici-
tando de Y. um diploma de adevinbn.propheta, ora-
culo, vale.onrcomo melhor nome e lugar baja um di-
rcilo, e um diploma cm pergaminho das proporeiics
de seu Diario para ser Vslo de um a oulro hemis-
pherio. Em urna de minlias ultimas, as mnbas ma-
nifcsla^es de bous desejos, angute-lhe que o nu-
mero de seus correspondenles se triplicara, e mcu
dito foi foito.
Es q%e icio em um de seus Diarios gigantes tres
correspondencias de Mamanguapc, desja provincia.
Oh prazer J minha provincia vai mostrando para
quanto presta, j Mamanguape convencen mundo de
que lem nao ums, mas tres filhos seus, que sabem
mover os dedos com urna penna bem aparada, j eu
lenho quem me ajude em minha pesada tare la de 110-
licador.
Ueste novo mundo as criw,
Vem com feico mais robusta,
O que annos em oulro cosa,
Nesle vem a custar das,
Assm di/ia em oulro assumplo, o nosso vate
Franca, e dizia ama verdade indispulavcl. Seora
possivel destacar para esla cidade um dos taes corres-
pondentes, enlo rcstabelecer-sc-hia o equilibrio, e
salisfar-se-hia a lei das compensares ; mas nenhum
quercra deixaroseu bello e importante Mamangua-
pe, ecu tenbode Rearaseis nesla triste cidade onde
o calor ine abraza, c o defiuxo me consom.
.Milito me lem feto sismar urna noticia dada por
um dos ditos corrcsporiileiites, relativa a urna fuma,
caverna, casa subterrnea, pagode do I ndo-lAo, esca-
vano de formigas, asylo de fuglvos, ou como seja,
que visitn por dia e meio,. com o novollo de Theseo,
que por ser de barbante, deva ler grpsso volume pa-
ra alcansar meia ligua, e por certo, se ainda vivesse
o meu papa leguas, (cavado pelo'qual sempre hei de
chorar lauto,quando leio desias historias,quar,lo cho-
rava a velhinha por seu finado burro, quando ou^ia
gargantear o cura) eu Ihe recollocaria sarnelha a
minha anliga sella,
Essa sella seu anligo ornamento.
Que de torio prego jaz pendente,
Despojo intil do inconstante vento,
e ira em romana en tal labyrinlhqMamanguape,
morada outr'ora de Flamengns roubados, e hoje de
morcegos, curujas e oulras aves agoureiras, onde,
para completo romanlismo, nicamente falla orna co-
lonia de I-n i ai Wampa, tiasparmies, ou oulro qual-
qucr communisla e sectario' das compnsame*.
Eu que sou curioso como urna vclha cigana, que
de dcscoherlas importantes nao faria naquelle pala-
lacio de Plulo, que de materia para meus esludos
da anUguidud do mundo e sus carnadas* arglo-
sas. .
De ludo eston privado falta do mcu prestiraoso
qua.lrupcdc, cuja ossada alveja por essas campias, e
quirj reduzida a carvAo animal por.algum maldito
chimico.
Por fallar nesls caprichos da madre natura dir-
llie hei. que tambem no rio que segu desla cidade
para o Cahedcjlo. cm urna legua de distancia pouco
mais ou menos, exisle urna ilba ou pennsula,, cha-
mada ilha do Tiriri, na qual ha orna caverna sub-
terrnea, e hmida, lauto pelas aguas que lillram-sc
pelas snas abolladas, romo porque seu solo he punco
mporior ao nivel lo mor, a qual nao tem slrtrt aluda
inicuamente devassada pela escravidao, que nella
reina, e tambem porque nao rontm em seu interior
sufficiente ar respiravl. coma indica o apagarcm-se
os ardiles, logo que se penetra de certa distancia em
dianle. .
. Sua entrada he difllcil c repugnante ; porque nao
sci quedivndade infernal nella habita, que adoplou
o ceremonial e diquela oriental, e mandou edificar
a porta (o baixa, que sci de rojo se pode penetrar at
cerla distancia,e bem v que nao he das melhores
causas arraslar-se o rei da creacAo por um pavimen-
to lamoso, e mimando, e soffrendn de quando em
vez um acuito na face, dado pelos"azas dos repugnan-
tes passaros de Morpheu. i
Eo ja quiz penetrar na tal cspeculanea, mas, em
vista do introito, perd toda a cunosidade, pote nao
lenho disposees para rcplil. ^
Deixo esse trabalho aos homens da seicnenr, que
paciencia de bo de carro.
nlremos na parle noticiosa,que hehoie a menos
imprtanle.
O calor coulinua intenso, e o nossoi'ate Franca, se
fora vivo podara repetir.
Vio com espanto Babilonia altiva
a Tres inclytosllebreus adolescentes
Pizar tranquillos por carves ardeules,
a Respirar com socegochamma viva
Vio a soberba, que fornalba activa,
lie zephro as almas innocentes,
1 Que reos so foram as fainos crrenles,
jadas conjra a mi, SiAo captiva.
E l nAo vis o ngeme cidade',
i< Que o fogo do um calor insuportavel
k Kouba vidas i trislo humauidade ?
E collamente a mortaldade contina, bem com oa
escassez de vveres.
A farnha est por subido precfl, e Mamanguape
nadando na abuudancia della, deixa de soccorrer-
nos, que somos seus prenles mais prximos, para
soccorrer os looginquos, que melhor Ihe pagam. Por
sem duvida que ellos ignoram o rfo popular Ma-
llieos, primeiro os leus. ,
EllesquCrem plena liberdade commercial, e cla-
mamconlra ccrlasmeddas de prudencia administra-
tiva, mas oulro seria o cantar se os lugares se trucas-
scm.
Os thuggs vAo-se conservando, ou enfilo as noticias
eslo paralvsadas, e nao nos lecm Irazido suas obras
de de-iruieao.
A bexga contina no Pilar, e anda l se acha o
Dr. Vital, que tem conseguido vaccuar algumas pes-
soas, o que he bstanle admiravel.
O nosso commerciovai na mesma ;e nAo sei quan-
do lera seu dia deemancpacAo.
Nada maisjlia de nuvo, que inereca as honras de
una inencao.
Sade, dinhero, Iranquilldade de espirito e boa
vizinhanca lhedesejo.
PERMMBICO.
algumas pessoas.
Em Santo Antofora presnnm lalElesbii e oulras
como implicados no assausinalo do Manoel Jos dos
Santos, segundo a propria confissao do mandatario
desse crime,que havia fallecido em Pajeude Flores,
expiando a sua pervertidade com o mesmo genero de
suppllcio por elle infligido ao mizrro Santos.
Em Isuarass fuuccionavao tribunal do jury, e
depois de alguns arrufo* do povo nos prmeiros dias
do correle mez, pela sua nbslinacao em acreditar as
paira nhas que lite procuraran) imhulir com a rliama-
da Ir i i/.) i'oimi, nada mais ocenrrera que fizesse re-
celar pelo socego publico.
Mais desagradareis, sem duvida, foram as noticias
que recebemos da provincia do Rio Grande do Nor-
te. S-junde a ai lado nosso corresponden lo da ca-
pital, grassav a all com inlensidade o flagello da fe-
bre amarellr-.lemlo j feilo crescido numero de victi-
111. i-, lie nm inimigo que lano lem de lerrivele cruel,
quanto de falaz enimboso. Cumpre, porlanlo, que
estejamos sempre precavidos contra os seus engaos,
o (pie 11 enverno seno descuide um s momento de
tomar (odas as medidas aconselhadas pela sciencia
para prevenir suas tentativas de irrupso. Confiar
as treguas de semdhan|jp epidemia, he expor-se vo-
luntariamente aos seus estragos, e a triste si luacao da-
quelles que appellando s para a Mizericordia Divi-
na, mnrrem sem a consoI;io de ludo haverem feito
por conservar o precioso bem da vida. Em lal Caso
resignaban he sempre mais difficil, e as murmura-
oesno deixam de manifeslar-se.
No dia22 do correle, pelas5 horas da manhaa, oi
horrivelmente espancado na ra das Cinco Ponla, o
dono de um deposito de pao, que leudo sido caixeiro
de urna padarin da mesma ra, e havendo-a dcixaoo
para estahelecer-se, commelteu o grave peccado de
chamar asi as freguezias daquella rasa. O pobre ho-
mem ficou com duas coslellas quebradas, com urna
perna e a cabera partida : e por aquelle anteceden-
te, suspeita-se que lAo caridosa remessa Ihe viera da
parle do seu co-palrao, 011 cousa que o valha.
Em a noiledo 26 h venios uminteressnnte e diver-
tido espectculo no lliealro de Santa Isabel. Kepre-
senlon-se o melo-ilrama seini-sacro pastoril, intitu-
lado a /lecelacao da natalicio do Messias, e a compa-
nhia de meninos que o execulou, mostrou-se tan ades-
trada que quasi nada dexou a desejar. Entre as
pastoras sobre ludo, algumas meninas se fizeram no-
lar pela uaturaliilade dos gestos, assim como pela
grara da expressio, qualidades que denolam o ger-
men de um talento dramtico digno de cultura e ani-
ma(Ao. Os espectadores foram constantes cm aco-
lher com palmas o joven actores, c as coroas de flo-
res tambem choveram por assim dizer sobre o palco.
Em um dos inlervallos do nielo-drama canlou a se-
nhora Deperini ufacana do juramento,' do maestro
Mercadanle.e aindA desla vez foi justamente applaodi-
dapela suavidadee harmona de sua voz sempre igual
esegura. Nolcrminouporm odivertimento sem que
a plateasecncarregassedeencerra-lucom umafarcade
pessimogoslo, cm que o prestigio das autoridades po-
liciaes nAo deixou desoOrer sua quebra. Tepdo baila-
do opanno pela ultima vez, assentaram osdiletanlU
de chamar scena os actores, embora seja isso vedado
pelo regulamento do lliealro. D'ahi originou-se um
grande tumulto; lano bateraiu, lauto berraram os
taes spibores, que afinal conseguirain o seo intento,
sem duvida pela indeciso e falla de previdencia da
policia. Opanno foi erguido; e nessa occasiao de
balde reclamou urna das autoridades presentes o ciim-
primenlo da lei: sua voz foi suffocada pelo tumulto;
a lei linha sido infringida; e o exemplo da falla de
respelo o cousderacfm polica-eslava dado. A re-
pressA deva ser severa', para que nao conlnuem a
repelir-se scenas desla ordem, que assuslam e afu-
genlam as familias, ao passo que desmoralisam o po-
vo com o exemplo de desrespeito lei e s autorida-
des; assim porem nao aconlereu. Algumas prises
se (eularam, mas o tumulto continuou sempre, e a
resistencia appareceu. Dizem-nos qde apenas fora
preso um alferes de tropa de linha, o que todava
nao consli da parle da polica desse da.
Continuamos a soffrer os rigores da calma, apezar
mesmq de haverem cabido alguns aguaceiros as
noiles de 26 e 27, e tambem na manhaa de 28. Sao
prognostcos que apenas nos alenlam a esperanza de
que o invern no lardar. Dos o traga quanto
antes.
Kulrarain 28 embarrac.les esahram 27.
lleuden a airandega8:t:3l32.'i2.
Fallecern! 36 pessoas: sendo 12 homens, 3 mu-
Iherese 15 prvulos, livres; 2 homens, efi mulheres,
escravos.
-t~>ee<'-
CMARA BIUNIGIPAL DO RECIFE.
3. SESSO ORDINARIA DE 10 DE JANEIRO
DE 1834.
Presidencia do Sr. barao de Capibaribe.
Presentes os Srs. Barros Brrelo, Vianna, Dr. S
Pereirn, Mamede, Olveira e (iameiro, abro-se a
sessan e foi lida e approYada a acia da antece-
dente.
Foi lido o seguinte
EXPEDIENTE.
Um offlein do direclor das obras publicas, dizend
que,sendo uecessario aquella repartirn, para org;
uisaeiio dos projeclos de obras.qneno seuarchivoesi:
lam copias das plantas de armamentos do munic
po, pedia houvesse a cmara de permillir que ell
direclor mandasse um desenhisla exlrahir copias d
plaas da Passagem da Magdalena, ATogados e Po
da Panella, que foram ltimamente approvadas pelo
governoda provincia. Mandou-se responder que
sim, ecommuncar ao engenhero cordeador, para
franquearas plaas.
Oulro do contador, participando que o estado de
sua sade, pruffido pelo documento que aprsenla-
va, nao Ihe pernmlia comparecer anda repartirlo.
Inteirada.
Oulro do fiscal de S. Jos, remetiendo o mappa do
gado morlo para consumo, na semana de 2 a 8 do
crrenle, sendo itO rezes, inclusive 48 pelosperlicu-
lares.
Foram approvados dous pareceres : um da com-
misso especial compnsla dos Srs. Vianna e Mamede,
dizendo respeito do ollicio do governo da provin-
cia de 6 de outubrodo anno lindo, que posto se
lembrassem d'um terremoto havidono seculo presen-
te nesla provincia, todava nao se recordavamde sua
poca especial, masque, segundo as nformac.es que
obliveram, leve elle lugar em o auno de IS1I ; e ou-
lro da commissan de pelices, versando sobre limites
da fregueza de JabnalAo com a de Afogado?, sobre o
que ronsullou ao governo da provincia o juiz de paz
do i." dislricto daquella fregueza, Jos Francisco
Pereirada Silva, c resolveu a cmara, que no senti-
do dos referidos pareceres se informasse i S.
Esc. ._____
Apuraram-seasaulhenlicas que reslavam, dei-
xaudo-se para o da seguinle o resumo da volacao
pela ordem numrica.
Despacharam-se es pelres de Francisco (ioucal-
ves Aleixo, de tinslavo & Praeger, do Dr. ,1 o5o Jos
i'erreira de Agoiar.de Jos Machado Bolelho.do Dr.
Cae la no .los da Silva Santiago, de Paulo Cordero
Lei le. eli'vanlnu-sea sesso.
Eu, Joao Jos Ferrera de Aguiar, secretario o
subscrevi.
Barao de Capibaribe, presidente. Barros Bar-
yeto, Mamede, S Pereira, Oliceira, Oa-
nieiro
cao
hciisor, porquanto sobre os direitos de 10 ', que sa-
tisfaz sobre a alta avaliacAo de por cada duzia de
lia ralle.s, accrcsce o sello d ISU-rs* por cada I .ara-
bio que est a cargo do arrematante, e assim ainda
a concurrencia dos Unanlos. Dslo ha excinplos
anligos c rcenles qu repellen! qualqucr cnnles-
tacAo.
Em geral os objectos sobre que se laacam for-
RECIFE 29 DE JANEIRO DE 185*.
AS 6 HORAS DA TARDE.
BETROSPECTO SEMANAL.
Por intermedio do nossos curra-pnudeu les tivenios
esla semana noticias do Bonto.Biejo.Natarelh, Sanio
Anulo eiguarass.As suascarlas.quepublicamos em
nosso u. de 20, dao-nos %sses diversos lugares em
completo socego. No Bonito havia sido preso gm tal
Manoel l.alo, de t',raval,que dizam estar pronun-
ciado em Lmneirn, e a quem de mais, encontraram
no aclo da prisao com una arma de fcan ea bagatela
de OOaOOO rs. em olas falsas ileOSiOOO rs. A moc-
ita papel falsificada he urna praga in fernal que lem
invadido todas as nossas provincias, ecujo dcsenvol-
viieenlo no mais alio grao veritica-se com predilec-
to as comarcas centran, porque lie mi.iMfeque os
nossos scrlancjose matulos soffram, alera de^ulras,
mais esla calamidade, de que alia s genio podem 11-
vrarpela sua ignorancia ou simplr.idade. Ainda a-
quipois, saoas.lrevas, o refugio o a. condieaoda per-
pelraran do crime ; e por isso mesmo tan'o mais vi-
gilantes e severas-deverao ser as au toridades do nle-
rior. i
No Bonito liuliam apparecido .ilgumas trovoadas,
acompanhadas de chovas de ped!ra miuila, o que
era considerado como signal de prximo Invern.
Era N'azareih ainda grassavam as besigas, ea
REPARTICAO' DA POUCIA. *
Parte do dia 38 de Janeiro.
Illin. e Exm. Sr.Parllbipo a V. Exc. "que das
parles boje recebdas nesla reparlicao, consta terem
sido presos : i ordem do subdelegado da fregueza
de S. Fre Pedro ilonciiljics, o preto Leocadio, es-
cravo de Mara Francisca de Almeida, a requisicao
ilaseiibora; i ordem do subdelegado da fregueza de
S. Antonio, o prclo escravo Adrin, por roubo ; e a
orden) do subdelegado da fregueza da Boa-Vista,
o prclo Sabino, escravo de Francisca de lal, viuva
de Manoel I.ourenco, tambem por furlo.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pcrnambuco 28 de Janeiro t|el83i.Illm. eExm.
Sr. conscllieiro Jos Benlo da Cuuba c Fgueiredo,
presidente da provincia.O desembargador Cae-
lano Jos da Sitea "Santiago chefe de policia in-
terino.
DIARIO DE PFMMBim
O notavel empenhn com que o governo imperial
lem ultimamcnic procurado reprimir o trauco dos
escravos em nosso paiz, proinoveiido a fiel obser-
vancia da lei de 4 de setembro de 1850 ; o pro-
posito que a es*c respeito manifestou o actual pre-
sidente do conselho de ministros, o Snr. Visconde
go depois da sua asecnco ao minislerio, um pro-
jeclo tendente a aggrnvar ainda mais a repressao
d'aquelle crime, ampliando a comxitencia dos au-
ditores de marinha para proccssa-lo e julgal-o, o
tu i na in lo mais eompreliensi vas as penas da tentativa
delle ; a inteiiQo que, alem disso, inostrou de com-
pletar as vistas c as medidas do governo, declaran-
do no programma ministerial que o novo gabinete
Iratar de promover a colonisaco c cmigraeao ; e
finalmente a ausencia de iileias saas que se nota na
maior parle dos nossos concidados, capitalistas o
propietarios de escravos, acerca dos funestos- in-
convenientes e gravissimos males resultantes do r-
gimen -da escravidio, assim como acera dos nieios
de o alleiiuar e extinguir, circumstancip esta que
eolloca o governo cm terriveis apuros e dilUcul-Ja-
des pela falta absoluta de coadjuvacao da jarte i|os
inlere.ssa'los no trafico, o mais que todo pelas frau-
des e artificios de toda sorte com que buseain Iludir
e frustar o seu benfico empenbo ; tae> foram os
motivos que nos induziram a offerecer boje ao pu-
blico,! li'ailuci'oilointeressanlcopusculodoSr. Guj-
tvo de Molinari sobre a Aboltrao da Escra-
vidao.
Condomnado pela religiao e pela philosopliia,
como contrario a nalurcza do hornera c diametral-,
mente opposlo ao ensrandecimento e pros|xiridade
das naguas, nao ha de certo paiz algum que, con-
tando oppor-sc a marcha progressiva da civilisaco
do mundo, |Kissa esperar manter em seo seio ad
perpeluum ou. mesmo por muilo teropo o odioso e
falal rgimen da escravatura ; e por conseguin'e
todas as medidas e usforeps empregados com o fim
de reprimir o trafico de africanos, s devera ser con-
siderados como meros expedientes de transigi,
tendentes a habilitar o governo para, de mn modo
mais suave e promplo, preparar e por em execucao
a grande providencia daaboliroo. Mas, poroulro
lado, e em quanto nao chega esse termo providen-
cial, ninguera haver curtamente que |iossa des-
conhecer o grave risco que corrern a industria e a
riqueza publica de um paiz que, como o Brasil, em-
prega os bracos escravos, (juando se pensa que, ces-
sando a nlioducr;ao d'estes pela repressao do tra-
fico, ncccssarianiente vira a faltar-Ibes o seu primei-
ro elemento, o trabadlo. A represo, por tanto,
implica a ideia da colonisaco, como o nico meio
(le encher a lacdna deixada pela diminuicao sticces-
siva dfflnumero dos eseravos, c salvar o paiz de
una erise miosa.
Sob qualquer dos dous (ionios de vista indica-
dos, limito recommendavel se torna o opsculo que
traduzimos, c jiara o qual solicitamos vivamente a
atteneao do publico n do governo. N'elle o Snr.
G. de Molinari, com o seu reconhecidft saber, com
os conhecimunlos solidos e ortliodoxos de um eco-
nomista de pi'imerra ordem, com o costumado en-
cailoaineiiin lgico de suas proposices, coiA a cla-
reza, concisao e elegancia que caracterisam o seu es-
lylo de escriplor, ao passo que succintameiile nar-
ra a historia da escravidao moderna e a da sua abo-
licao naspossessoes inglezas, demonstra de urna ma-
mara satisfactoria, que essa grande experiencia ( da
aholicao das escravidao lias colonias) nao foi mais
que o triste resultado de um grande erro econ-
mico, apesar de ser, quanto intencao, um
de eterna honra c gloria para os que o ei
ram e execularam; faz sentir, por meio
po vivo, a eminencia do perigo que a
qualqucr paiz que, pronioveiulo a sup
bracos escravos, nao procura ao mes;
meio de substitu-las por bracos livres
e desenvolve um plano razoavel pal* aholicao
escravatura; e a final expe e sustenta-afua!
dieces iiidecliuaveis de urna boa e segura ei
para os paizes intertropicaes, como o nosso
Seria ao mesrao lempo superQua e tem
querermos levar adianto a exposieao critica do
odente opsculo p Sr. de Molinari ; falla
mesrao os clementes necessarios para julgarmos
sua combinacao com inteiro conhecimen
na parlo relativa ao projcclo de abolicao,
mos demais o risco de desviar para as n
servacoes a attdkcao doleilor, que desojramos fi
coiiceiitraila seje esse trabalho de real mcrccimeui
Km um toinnfifm que mui poueps sao os que leei
os livros, o Cinf que o maior numero apenas le os
rtigos do gazetas, com a condieo todava de serem
breves o picantes, para que tornarnios extensa, sera
necessidade, uraa publicacao >juo s abrango o fra
eo interesse da sciencia e do bem publico ?
peijueno tratado da Abolicao da Escravidao en
cerra, em nosso entender, quanto basta para legi-
timar o fraco elogio que acabamos de-fazor-lhc, e
par-ice-nos bem eloquento o persuasivo para por si
s conseguir o que almejamos. Assim soja elle
digno da medilacao do governo imperial, c a-paz
de despertar no publico o desejo de aprender com
a sua. leilura, alguma cousa de positivo e de verda-
rlc.jjtCjMu'c urna das quesloes capitaes da nossa pa-
trialj Ba fecunda de rauitos inconimodos e ma-
les ijjw soiTremos. '
Quando nos adiamos no meio do urna organisa-
.o social, a cuja origem nao assistimos, e que
llmenle recebemos como o legado dos nossos an-
ipa.-sadns, de tal sorte se acostumam nossos: olhos
o espectculo presente, que experimentamos
ma dilliculdade infinita em conceher outra or-
nfeaco difTerenlc ; e logo o poder oceulto ,do ha-
bito "reunindo-sc forcaalierta dos prejuizos, quasi
que naturalmente nos dispc a otilarnos o slatu
quo como o nico meio de existir possivel, e at
mesmo como aquello que, mais nos conveni. Se
alguns espirites esclarecidos c providentes, penetran-
do o passado para bem sondar o presente e calcular
o futuro, chega m a descobrirem seas clocubracos
osgermznsde ruina e de mortaque encerraa actua-
lidade, e tentara a sua reforma, tedas as probabilida-
des de rao xito apresentam-se do seu lado. A ig-
norancia que oceulta a uns o bem e o mal, torna-
os iudeuerenles ao beneficio que llies querem outor-
gar; o erro que. obscurecendo as nocoes de ambos
corrompe a ojiiniao de outros, fa-los aborrecer e de-
testar a reforma projectada ; finalmente os inleres-
ses particulares daquelles a quem a ordem eslabcle-
cida iminediatamente aproveita, levanlam-se com
todas as armas da m le para combatercm o quo
chamara innovaciio. Tal em resumo o quadro
qu nos aprsenla a historia Jas vicissiludes e dos
progressosdo genero humano.
D'ahi resulta que todas as grandes reformas que
um governo patritico e esclarecidointcnta realisar,
corn as vistas no bem publico, devem achar previa-
mente preparar os e bem dispostos os nimos dos
govevnados, afim de que, eucarnando-se na massa
da pojiulacao, possain toniar-se, sem abalo.*, verda-
deiramente saudaveis o diiradouras. Nenhuma re-
volucao, com cffeito, segundo o testemitnho inces-
sanle da experiencia, pode cITeituar-se e persistir
no mundo material, sem que j se aclie consuma-
da no mundo das inlelligi.ncias, ou para melhor
dizernios, sem que o maior numero daquelles
quera ella eflecto, esteja convencido de quo a mu -
danca operada ou que se pretende operar, aclia-se
realmente de aecordo com a verdade c com o sen
proprio interesse, taes como Ibes dicta a sua razao.
Ora, de todas as quesloes que se agitara em nosso.
paiz, e que bao merecido a atteneao do governo
imperial, nenhuma nos parece mais complicada c
momentosa que a da repressao Jo trafico, c total e<-
linccao da oscravidao no Brasil ; e felizmente lia-
ra honra nossa, o que em oulros lempos s foi ten.
lado fronxamente, boje vai sendo proseguido com
.lignina perseveranoa e afinco. Mas nos o (Use-
mos : ncm a rcpresso ser completa, neni a abo-
c,o nina medida provavcl e de prxima realisacao,
se acaso o governo se nao compenetrar da necessi-
dade indeelinavel de espaldar na jiopolacao as ideias
e doulrinas que favorecem e,apoiam seus projectos,
empregando sistemticamente lodos os meios aptos
para o conseguir, cstabelccenilo em summauraa
j,verdadeira propaganda oliolicionista. Para os in-
teressjulos de m f existem, he verdade, as penas da
lei de 4 de seiombro, e'contingentemente a inte-
gridade dosjiilgadores*: o que haver porem que
possa substituir a fiia indiflerenca da populaeo
pelo sen activo concluso, alias ndispensavel ? O
incentivo de urna recompensa pecuniaria, algtinias
vezes corruptora, pode ser destruido jiela esperanza
de tima recompensa maior no caso do silencio o
da consciencia. Nao resta por tanto oulro meio ef-
fieaz quo nao seja a iiislruccao.
Comas instiluicoes que temos, com a constitui-
rn liberal que regula a acrSo dos nossos poderes
polticos, c fazendo jusiica legislado que rege as
nossas relceos de cidadus, s o rgimen da es-
cravidao nos parece dever absorver os primeiros
cuidados do governo e os seus mais valiosos recur-
sos ; e so a reforma de to funesta organisacao n-
conomica, a nica que mereca a convergencia dos
esforcos de todos os homens patriotas o pensadores.
Tudo assim o prescreve: a hnmanidade, a honra
nacional, a pros|ieridadc c o engrandec ment do
Brasil. -Entretanto, ninguom o poderia dissimular :
para o feliz exilo de tan grande empreza misler he
que accao dos esforcos individuaes se rena a ac-
cao do poder publico, forte e prestigioso, visto que
sd'ellc pode provir-lhcs, na falta do espirito de
associacao ainda jiouco desenvolvido, a cohesao ne-
cessara para resistir e suplantar velhos preconcei-
tos o desesperados interesses. A qualidade de mi-
nistro do soberano he certamen te mui elevada ; po-
rem nao he menos tallo nein menos glorioso ser
ministro de un prinrquo humanitario cuja ap'-
plicacan instaHtcmente reclama a nonsa-patria;
aquello que chegasse a realisal-o, entre nos- ele-
var-sc-hia mais alta eclebridade que um estadista
esclarecido possa andiicipuar, o o seu nome seria
inscripto a par dos nomes venerandos de um Sulv,
de um Colbert, do um Turgot, de um Pilt de un
Huskisson I
A imprensa do Brasil, toda preoceupada, de urna
ettremirade a oulra do imperio, cora enfadonhas.e
esteris discussoes jiolilicas, s urna vez ou outra
rnterrompe o echo montono que aspaixoesafazcm
propagar, jiara fallar de repressao do trafico, de co-
lonisaco e de abolirn da escravidao. E entretan-
to a civilisaco do Brasil geie oppressa sol o jugo
ignominioso e esmagador do inis funesto rgimen
econmico 1 Vamos jiela nossa parte prolongar o
echo saudavel da interrupeo ; vamos conduzir a
nossa pequea pedra para o edificio do nosso futuro
engrandeciinento.
111 .
A fim de fazennos comprehender as eonsequen-
cias da escravidao' jiara os senhores, para os es-
cravos, para a raca humana inleira, julgamos, antes
de indicar os meios de livrar a sociedade jl'esse fla-
gello, dever apresentar aqu urna analyse do excel-
lente livre deM.Comte sobre a Escravidao Do-
miiai(i).(soolhamos, comelTeilo, como o tratado
mais completo, mais abio, mais pliilosophlco que
jamis tenba sido cscripio sobre a escravidao e sobre
seus desastrosos effeilos. Sem duvida a humanidade
ilicin a mais de um philosoplio eloquenles arrazoa-
dos contra esta instituirn tao ultrajante para nossa
esjiecie; mas ale o presente os senhores de escravos
linhm julgado poder desiireza-los, ou mesmo lo-
mavam a liberdade de admira-los, sem resultado,
porque, dizam ellcs, o escriplor nao conheciaos
factos, pui.pie as mais bellas theorias aehavam-se,
na applicaco, n'excquivcis. Aqui, jkjIo contrario,
sao os factos que noSso appresenlados, os factos de
todos os lempos, os fados de todas as regies do
globo, e o sao com urna preciso, com urna exac-
lido, com uraa aullienticidade que nao deixam a
sombra de uinaMluvida sobre sen aecordo, e sobre
as conclusoes que d'elles so devem tirar Assim se
exprime o celebre Sismondi cm um dos seus incom-
paraveis ensaios econmicos (2). Eo que podere-
mos agora fazer, tratando da mesma materia e cora
as mesmas vistas, depot de a terem esgotado tao
grandes mestres? Nada de melhor, seno seguir
os seus passs,. servirmo-nos das suas ideias, c at
uzarmos algumas vezes das suas expressoes, tirando
seus escriptos tao somonte aquillo que mais nos
rocem reclamar as circuraslaniias do nosso paiz,
usando n'isso mesmo de loda a reserva que nos
pieserere o seu estado melindroso. Com razao se
quera o Sr. de Molenafi de que nao lesscni os
sendeiros das colonias franeczas os livros que por
ni proari^itercssejmaisdevcrara tirar das raaos;
c nj (jtwnum procul ab Mis) muito felizes nos
repujareraojl se o resurarao. que vamos fazer,
crecer alguns instantes de alteucao as nosr
leiros, aos nossos senhores de -engenho,
todos oMnossuidores de escravos.
:o domestica e legal, bem como existe
In; nos, be o maior e mais desastroso obstculo
que spode oppor a produeco e crescimento da ri-
queza jSpica. prosperidade c nioralisaco do paiz:
trabalh* do escravo lie de Indos o mais caro,
tanto para o senhor como para a humanidade.
Todas as riquezas que possuein as nacoes sao o
producto do trabalho do hornera combinado com as
foreas da nalurcza. A m/ior liarle das cousas que
xislem concorrem, sem duvida, do colicorto com a
industria humana para a formaeo dos objectos que
.. nos sao necessarios. O ar, a Ierra', a nguor-otogo
.leo vento nos prestao suas torcas para produzirmos
11-L -
.> nqi
escravos. Os.Grogos e os Romanos deapresavam lo- .
do trabalho corporal e esligmausavam a industria
como urnaoceuparo indignado homein livre. O
proprio Cicero, apesar da grande superioridad
do seu espirito, partilhava ainda, era urna poca
arancadada repblica, os prejuizos antisociaes de
seus concidados. Quem poder sahir honrado
de urna loja, exclamava elle com ingenudade: no
seu Ta 1. dosDev., Iiv. 1. scc. 42, o commercio
he cousa srdida, quando he de pequea importan-.
cia, poique os pe<|uenos mercadores nao podem
ganhar sem mentir Augusto fulminou a penado -
niortc contra senador Ovini por ler-se desdourailo
au pnnio le dirigir urna manufactura; Oresto que
x'tulo boje extraordinario aos nossos olhos, parecem
todava mu natural aos. Romanos. (4)"Ha anti-
gmdade, cm urna palavra sil urna industm nao era
aviltante para os senhores: a de coinprarFvender c
alegar homens. Marco Clao, o guarda dos coslu-
nies, oceupava-se d'esse trafico, e venda particular-
mente os velhos que j Uro nao dava inulom lucro
e podam lornar-sc imitis. (5)
Esse desprezo de lodo irabalhu manual, queso
elianiavaservil, cera universal entreGregos e Roma-
nos, to bem o he cm todas os paizes pje encerram
escravos. O proprio Arterao europeo, estigmatisa-
lo corno malfeitor^ de Sismondi, se chega a ad-
quenr um escravo, julga logo quo nao pode entre-
gar-se a um trabalho productivo sera desdouran sua
nobleza. Os Hollandezes, que lano sabem apreciar
entre si todos os gneros de trabaIhos uteis, expri-
mentam em Batavia, como noVabo da Boa-Esperan-
c,a, ura desprezo e urna averso invenciveis a toda
occup'aco industrial. Os Ingle/es em Santa Hele-
na, na Jamaica, em todas as suas colonias; os An-
glo-Ainericanos nos dez estados do sul, renunciaram
da mesma mncira a loda especie de trabalho. Ha
Hungra, na Polonia, na Russia, os sentares, nun-
ca trabalhain ; os sernos sos irabalham na. trra;
nao se enconlra alguma industria seno entre os .
Jdeos, que, joppriraidos pelo desprezo, nao po-
dem incorrer em mais, tomando-se uteis. E ser
preciso cilannos exornlos (jue comprovom a eis-
tencia de to brbaro prejilzo ciitrc nos os Brasilei-
ros? Nenhum haver do hom senso, ,ijueos nao
tenha oliservodo aos mil. Tomos uecftidade de
eircumscrevermos, eporisso limitamo-nosa desper-
tar cm nosbosconcidados estas ideias. dei-xando-lhes
o cuidado de faier, a devida applicaco aerqw se
passa dcbaixo do seus olhos. Deste modo, ainda
que a escravidao nao vicia ,'it-cessariamente os or-
gos phisicos dos homens que perlencem classe dos
senhores, tem todava por effeilo tornar nullo o
exercicio d'elfes era todas os gneros de oecupac6e.s
que sao necessSrias oxislanijia dos povos, sao ins-
trumentos que nao s sao inuleis ao genero humano
considerado em massa, mas que nao servem ao in-
dividuo que os tem seno "pelo mal que produzem;
para outros imiilos, o castigo.
Passemos s facilidades nlelloeluaes.
Tanto o desenvolvimenio industrial be para-
usado entre os senhores por seu desprezo do traba-
lho, quanto o he entre os escravos pelo erabruteci-
mento a i|ue a sua condieo os reduz. Tres
sas concorrem para o enbrutecimento dosescr-
vos:a primeiraffc o cuidado que geralmente e
prego os sentares para lorna-Ms estupidos, aliiii de
contaren! com a propria seguranca,a segunda,
os trabalbos com que Os opprimem,.e que no.lhes
deixo o lempo de refiectir sobre cousa algu-
ma :a lerceira, 'a ausencia completa de todo o
interesse em esclarocerem-se. U escravo s procu-
ra desenvolver sua inlclligencia para eseapai
mos. tratameutos de seu seolior; elle torna-se vil,
mentiroso ou lisongeiro; porm nao tem. motivo
para tornar-se mais iulelligente c mais .industrio-
so, pois que nao pode dispr dos productos de Sua
industria. Todo principio de actividade acba-se
n'elle ex tinelo ; nada o excita a fazer progreseos:
os esforcos que empregasse para Iraballiar melhor
ou mais lempo, nao potduziriam nenhum bem, nem
para elle, nem para sua inulher e filhos, nem para os
seus compauheicos de escravidao. Trabalharia acaso
O

-1
k
s
m
riquezas, para crannos madiias ; po-las cm ino~
vimenlo ; mas essas forcas s sao verdaderamente
productivas quando dirigidas pela inlclligencia do
homem. Se elle nao soubesse dirigi-las, nao existi-
ram hoje nos paizes civilisados mais riquezas do que
exista ha pouco na Nova-Hollanda e n'este Brasil,
anles da chegada dos europeos. Si lodo Irahailio
cessasse entre .as nacoes mais ricas, em pouco
lempo ellas desapareceriam da face da trra; o solo
que Habitara seria, dentro de poneos annos, seme-
lhante aos desertes em que nunca penetrou a civili-
saco.
Propriamente fallando, portante, nao podeirt
existir riquezas sem que concorramos para a sua
produeco; mas como concorremos nos? De ires nia-
neiras, explica C.' Comto : jxslo desenvolvinienlo
de nossa intellgencra, quo nos faz conlieccr as forcas
da nalureza e que nos ensilla a tirar partido dol-
as;pela aglidade que damos aos nossos orgos
phisicos para executarem as operaces que concebe-
mos;pelos habites inoraos, cm lim, que nos .loo
o meio de conservarnos e augiuentarmos nossas ri-
quezas',.ou de dispormos d'cllasda mancira mais
vanlajasa. He pois necessario, para liem poder-
mos apreciar os elleilos que a escravidao produz
sobre -) crescimento ou diminuicao da riqueza
publica, julgarmos primeramente dos effeitos que
produz sobre todas as faeuldades humanas.
Comecemos pelas phisicas.
Os orgos phisicos dos possuidores do escravos
nao parecem, de corto, delcriorar-sepelo rgimen da
escravidao. As causas que entretem as forcas do
corpo sao o uso de um bom alimento, um ejercicio
sufficiente, os desaneos c certos confortos da vida
material. Ora, os sentares, quer no estado d bar-
baria quer no de civilisarSo, reuiiem todas essas
vantagens. O seu alimente he sempre seguro e
sao ; o habito, ogosio dos prazeres e a mesma poli-
tica Ibes fazcm pelo menos ter os exercicios que os
lornam. proprios para a caca, para a guerra, ou ou-
tras dislraccoes semelhanles. Em desforra porem, \
a escravidao vicia cdeteriora, necessarianiente a or-
ganisacao pliisica dos escravos, pois que ellos s
recotam o aliment, a roupa n o aposento, que os
seus senhores llics querem dar; c alguns. ha entre
estes, cuja tyramnia ecegueira sobre o seu proprio ii>-
teressochegama tal ponto, que cntendoin convir-lhes
sustentar os escravos com alimentos corruptos, tra-
ze-los cobcrlos de andrajos, e deixa-los alm dslo
apodrecerem no acalmado recinto- de asquerosasc
infectas cabanas. Ho nosso paiz, onde segundo o
proprio tcstcmuiilio de eslraiigeiros viajantes, sao
os escravos sem duvida alguma mais humanamente
tratados, do que as colonias inglezas, franec/as,
hespanholas ou hollandezas, lia todava a deshonro-
sa oxeepeo da alguns senhores de engenho, cujas
fabricas mais jiarecem grupos de esqueletos e- inu-
ndas que aggrcpacocs de homens vivos." Todo
exercicio que pode dar aos escravos forca, destreza
e coragem, de ordinario Ibes he prohibido romo
sendo perigoso para os seos jiossuidores (3): e o
pequeo numero de operaces mechan'ieas a que so
obrigadosa dediiarein-se, nao pode desenvolver se-
no'alguns dos seus orgos. Ainda assim, nao dei-
xa esse o descnvolvmcnto de ser mui resnelo, visto
que ura exercicio forrado, excessivo, e acompanha-
do de privacoes, bis antes una causa de fraqueza que
de forca.
O descnvolvimenlo norcm da organisacao phisica
deve sobre tudo ser'considerado em relaco aos meios
que elle d ao homem de obrar sobre as cousas. e
je torna-las proprias para salisfazer suas necessida-
des. Ora, a escravidao parausa esse desenvolv meti-
lo mliistrial, quer nos senrorr-s quer nos escravos.
O primeiro elTeilo qucayeSraviilao produz a resucito
dos senhores, he d^jfrsii-los dos iiab.dhos que for-
necetn iumiediata^icnie os meios de subsistencia ;
o segundo he fajc-los encarar com desprezo esses
mesmos trabalhts, consideTado-os como aviltanles;
prejuzo funesto que desgracadamente se estende a
mesma classe dos homens livres quo nao possucm
por amor da gloria e. do sua reputacaC? sao cousas
que nao existem para escravos. Trabalharia para
a raca dos senhores? sao mimgos que o seu inte-
resse s Ibes manda destruir. Ora, como nossas
orgos phisicos sao apenas os instrumentes de nos-
sa inlclligencia, he evidente que ellos s exceutam
bem o que o espirito concebeo bem; e quando este
nao tem recebido nenhum desemolviment) nial
podo dirigir aquellos. Daqui resulta, por conse-
grante, que os escravos sao incapazes de todo tra-
balho que exig; intelligencia, soslo e cuidados,
Em sua* viagem a iMxiana ( tom.'3, cap,
68 ) refere Robn que utateolono francez repeta ali'
constantemente quo 'najtS Hiauiio como negros
espiriluosos, e- qmMOda sua allenco dirigia-se a
impedir que elles adqn'uisseni tal qualidade, o que
consegua ptimamente. Esses colonos,, observa
C. Crate, nao pensara de urna maueira diversa da
que ponsavam os Romanos. O censor Clao nao
va nada de mais perigoso do que escravos com iu-
lelligencia. (luando os seus nao irabalhavaio, elle
os condemnava a dormirem : tanto mdo tinha que
nao se lembrassem de pensar (6). Os Anglo-Ame-
ricanos dos estados do sul quo ainda recentenicute
eram dos menos ignorantes e menos brutees dos se-
nhores, repelem entretanto com tarrur a. ii ia de
raandarem aprender a'lcr os seus escravos. Em
algumas colonias foram expulsos ou condenina
a mrte rassienarios que iam ensinr a religiHo
I
i' '

christaa, e os mesmos homens que julgriaiu avil-
tar-se condunndo urna pedra para a con8rucjb de
um edificio, nao recearam desdourar-se dediedo-
se deslrui^o de um templo ? (7)'
Pelo que respaila as faeuldades iutellectuaes dos
senhores, mislcr he distinguir enlre os i|ue gozam-
ila liberdade poltica e os que d'ella sao privados ;
os primeiros conseguem muito bem desenvolve.
quellas deslas faeuldades intellecluaes,' que Ihe
vera servem para influir sobre os seus ignaras,
passo ipie nao desenvolvem aquellas pelas quacs
pederam obrar sobre a materia : os segundos, nao
desenvolvem nem unas ncm oulras. A .pnjguica
do homem faz-lhe'preferir a forra aaraciociniOi a
autoridade jiorsuaso, todas as vezes que cfc (io-
do escullid- ; mas o ciddo dos estados livre
anliguidade, nao pudendo mandar aos seus iguaes
como inandava a seus eseravos, via-so na min-
cidade de aprender a persuad-tos. Elle cshjdavn,
por lano, o homein seu igual, s'obre quem e\ia
obrar pela persuasu mas nao esludava a nalurc-
za, sobre a qual s deva oblar pelos bracos d seus
escravos. Parecia-lhc intil dcscobrir o meio de
poupar-lhes ura pouco de fadiga / tao bet
ludas as applicaces da sciencia indii
ci.im-lhe unidesdouro. Quando o cidado perdei
liberdade poltica, nao teve interesse em -\
dar o homem, o nao o leve mais que d antes emes-
ludar a nalureza ; renunciou a ura tralialta sin
fim ; todos os conhccimcntus exiinguiram-se, e a
volla da hartara foi a conscqucncia dessa mudanci-
Enlre as colonias dos europeus, as dos ngtozos
sao as nicas m que os colonos obticerani'ila me- #
trojiole algum poder jiolitico ; c por essa razio, sao
tambera aquellas cm que elles sentiram a necessida-
de de um descnvolvimenlo ntcllcctual que os tor-
nasse capazes de persuadir seus iguaes, de ad (uirir
sobre elles alguma autoridade pe|os un%s me0<
que admitte a. litanlade poltica- as colonias dos
outros povos, que a metropole 8overna cora um po.-
ilcr absoluto, os senhores, nu lendo majsque obe-
decer e mandar alternativamente, mostraram a e>-
llipd'ez que be propria dos dspotas o dos escravos, *
com exeo[ico soinontc dos individuos que mamb-
rameilucar'nanielrpolo.k.nge.iloosi
cravi,lo.i:.Comieprovaroinfaclos,como(^ tgnho
i rcHinstanciado de finios os viajantes, o desprezo
de inda oS|*vie de nslruceo que tem os Hollande-
,,.<,[, Cali da Boa-Esperanoa; os Francees da Lui-
riana, os colonos hespanhcs naqucllas de suaspro-
jlucias mulo os esclavos sao mais numero
(1) Uc o quinto Kvro do Tratado de Legisla-
ran. ,
' i.-2) Dos effeitos da Bscractdao sobre o rara hu.
(3V'AsiiB, vemos no Dig. le. 9. til. 2, f. 7,
4, que o exercicio da lula era prohibido aos escravos
mesmo no lempo dos imperadores.
I Blangui /lint, lia lirn., Bol. cap. "."
.">. Pltano, vida de M. Catan.
t) Plutarco, vdajlc,M-. Calan.
7) r. Cvmte, liv. .>.> cap. :,.-. No Brasil, onde
sao os escravos geralmeufe bem halados, como j
d isscmos, dan-so ale algumas oveepooes de seidiores
que mandam aprender a ler os escravos chamados
ma ; mas, alein de que esta enerosnlade coincide
quasi senipre com a promesaa ou uleucao da altor-
ra, he visloque ella nao podo infirmar a reara geral
tao constantemente observada aqu como em oulra
qualqucr parte. Nos estados do sul da liniao he pelo
contrario expressanienle prohibido a lodo possiiidiij
de homens, o desenvolver as faeuldades inleller-
tuaes de sens escravos. Sesuudo urna le rilada por
C. Cumie o que fosse convencido de ter eusinadu a#
ler um escravo, sera punido rom una multa sele
vezes maior do que a quella em que incorre ia se
Ihe houvesse corlado as maos ou a liugua. Nesle ul-
timo cazo seria condemnadu a urna muHa de 11 li-
bras : no primeiro, soflreria urna de duzenlas'.'


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DIARIO DE PERNAMBUCO SEGUNDA FEIRA 30 DE JANEIRO DE 1854.
V
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Nos Eslados-Unidos, como ha libertado poltica.
a. ha deseiivolvimenlo do intclligencia ontre os senho-
rec. lilas os cidadSps, nos estado do sul, s de-
senvolvem as faculdades que os habililam a obrar
sbreos horneas ; os cidaduus, nos oslados do norte
querem obrar sobre os bomcus e sobre as,cousas, o
dodieam-so igualmente a essas duas carrcirns. Por
ossa iao os estados do sul deram tah'ez mais ho-
rneas proprios para o governo. Washington, des-
W tinado: combater v. nascar sobro urna torra explorada por escravos ;
mas Franklin, destinado a esclarecer o mundo, e a
."**^. dar incremento ao poder do homom sobre a naturo-
^|J xa, s poda desenvolver-se'em um paiz onde as ar-
tes eram cxrcidas por lilaos livres. O que aconte-
ce-nos Estados-Unidos, voriliea-so da raesma sorte
om o noseo paiz. A verdadeira poca do desen-
volviiuento intellclual dos BrasileirOs dala sm du-
vkia da nossa etnancipcao poltica p do estabeleei-
mento do governo representativo ; mas eetf desen.
volviiaeoto, em abono da verdade, quasi que he
limitado inslrucfao o aos eonheciraentos neces-
sarios para fallar cm .urna assemblea legislativa, es-
crnvor urna gazela poltica etc,, ele. O pequeo
progresso que se nota as arles he quasi todo devdo
aos estrangeiros. Verdade he que antes da indepen-
dencia tivenios alguns homens celebras, cujas repu-
lacocs tornaram-se europeas ; mas onde foram elles
educados senao na Europa, lcoge do espectculo da
escravido ?
Entretanto, se a eseravidao condemna o; senho-
res a degpretarem a industria, e os escravos a se-
ren incapazes d'clla, llavera algum recurso para a
naca que tal rgimen admiti, na classe d'aquel-
e nao sao nem senhores nem escravos ? Bcm
u quasi millo. Tcndo a eseravidao por ef-
foito infallivel ovillar o Irahalho do hornera sobre as
cousas, he impossivcl que o trabalho seja aviitado,
sem que o desprezo de que ello he objecto se com-
mimiquo aos trabajadores de qualquer es
pecie. Por toda parte onde oxiste a escra-
vido. ella tem pois por effeilo fazer cahir os ho-.
nwjfe nite spodemvivc'revercitandoalguma indus-
tria, em um certo estado de abjeccao quasi anlogo
a mui vizinho do em quo se acham os esclavos.
Quem entre nos, podando metler um filho na aca-
demia, ou alcancar-llie um emprego publico, con-
que elle siga a'profissao de msico, sapalei-
ro, ou ajfeiatc, |K>r mais decidida que soja o voca-
qr. para una destas industrias ? E toda-
fia, nao s nao conhcccmos o mal que d'ahi tesul-.
ta, con ah ninguem se lembra de que a eseravi-
dao lenha a menor inlluencia sobro se mullante phe-
nomeuol
lis outro effeito notavel produz o rgimen da
eseravidao relativamente classe dos homens livres,
nao sao enhores : ella os collona na impossi-
bidadtde acharem urna oceupacao constante e ro-
; s Ibes deixa fazer aquillo que nao po-
er execulado pela populacao escrava, o os reduz
conseguinte a supprir a classe considerada
tfino, a mais abjecta : porraitii-hes, lio verdade,
torrrarem-se soldados, marinboiros, ou empregados
pblicos ; mas nao deixa quasi trabalho algum pa-
ra- as mulheres qu nao sao cscravas. Os homens
livres, que para existir carecem de trabalhar,
aelum-se em concurrencia, nao propriamente com
escravos, mas rom os senhores desses, que os alu-
gam para disso tirarem um rendimnto ; n por esta
cauta vem-sc ruitas vezes condemnados a licarcm
occioeos ou a sercm desprezados. Sendo o servico
or das cazas e os trabadlos do campo feitos
par ros, restan apenas paraos operarios livres,
neeidentaes ; e ainda assira, muilos des-
iteuhsm ser criados, -oulros querem lavrar a trra
dem! 'So as artes mais aperfcieoadas en-
contram elles algum recurso, visto que os escravos
nao as cxereeni bem, mas'disso mesmo resulta o
grave inconveniente da excessiva caresta ,da mao
d'obra, tal como se notaem nosso paiz (8). Tao
sensivel se ha tornado no Brasil o terrivel eflito da
eseravidao para a classe media ontre os senhores e,
os esclavos, que governo afun de o neutralizar,
tem prohibido a admissao dos escravos aos tnbalhos
pblicos, para que os homens livres jiao soffram
com sus- competencia: mas esta medida ali da sua
iusullicifincia notoria, he constantemente Iludida
petos possuidores de esetavos, qu, por fas ou por
nefas, os fazem'admillir aquellos trabalbos. Muito
se m fallado entre nos da concurrencia que fazem
i* estrangeiros aos nacionaes, no commercio raido;
cntaHanio eremos que anda ninguem se lembvou
do fallar na concorrenefa dos africanos cm oulros
gneros de trabalho ; tanto a eseravidao nos parces
natural e innocente I......
A historia dos diversos paizes confirmo plena-
mente o, que acabamos de expor. O estado dos pro-
letarios, na repblica romana, repelidos de todo
trabalho, Ou pel'dcsnrezo, ou pela concurrencia dos
escravos dos patricios ^ heiMiTxeraplo espantoso e
memoravel da degradai^feda mizeria a que a escra-
a classe 'ue aquj chamamos media.
Hados do sul da ,-uiiio americana, os homens
dessa base s acham /refugio na emgraco para os
Ke, on* se pode exercer qualquer tra-
balho se iiprrer mi aviltamento.
rezumo, os principaes effeilos da
lobr a prganisacao phisica, a industria
lelligencia. Tratcmos agora dos seus elteitos
sobro os coslumes *u hbitos mora.es.
Cnw das primiras consequencias desta natureza
quo produzio a esleravido entre os Romanos, foi o
amor da ociosjda de. Da ausencia de* aclividade
lib ica e'd posse das riquezas adqui-
ridas pela pilhage n.nasceu nina paixo desenfreada
para todo* gqzi is sensuaes a mesa, as mulhe-
res, osj a ar, os espectculos. Agloloneria
e a vorscidade doi grandes chegaram a um ponto do
que he hoje irapcAssivel fazer-se deia. A trra foi
devastada para folnecer as suas dovassidOes, e-'as
provincia foram consumidas em
nodo a casa do um magnate urna
os' de ambos os sexos, os costu-
Ixperimentarjim promptainenie os
doviamlresultar do urna tal mistura :- a
f mece -exemplos estrondosos da
'< jpravacio. C. Comto assignala
s nilhantes da repblica : a con-
nulheres de senadores, convenci-
) para envenenarcm seus maridos
que as deiprezavam pelas escravas, e a assoca^ao de
s mulhei es, para onlregarem-se em,com-
vassidao.J descoberta no anno 539 de Ro-
to dosl crirtiinosos, cuja maior parle
res, exfVdeu a 7000 ; o mais damela-
^los ao ultimo suplicio. I.a-
SI|uiidi nao poder- seguir a C-
Wi escravido romana aggra-
vando-se cada, vez m^lJwawii^ progressos da rique-
l|jsenliores\asiacoesde viveras di-
ravos e os suplicios lornando-
nsurreices, as guerras civis,
dos escravos multiplicando
' os perigos para cadajsenhor epant o estado. Es-
peramos, todava,- qute estas pucas linlias sobre os
coehimes sero sulhciibntes' para despenar a razao e
oe nobles sentimenlos "do leii que ponto be viciaba a educacao dos nossos fi-
lhos brasileiros pelo contacto de escravos profun-
danMOte corrompidos ebrulaes. Desde a infancia
at fjuventude o menino sorve a longoWlragos o
veneno da immoralidade dos negros ; elle imita
as aeces torpes que v praticar na cozinha pa-
tera; aprende cent urna promptidao admiravel as
pabvradas fcais oncenas ; e afiual, qnondo sent
os estmulos da sensualidade, encontro i|a niellior
disposicao todos os meios de satisfa/.e-los e exerci-
tar-ee......;por outro lado, vendo a maneira por-*
que sao tratados' os escravos, aprende a ser ano-
gante, intratove; caprichoso e cruel.
Todas as vetes que cortos homens sao condem-
nados a trabalhos sem descanco e sem fruclo, que
nao sao senhores de nenhum dos seus movimentos,
que sao constantemente expostos ao desprezo, ao
insulto e a castigos arbitrarios, a morlc simples
deixa deser para elle urna pena.Para que ella se torno
f temivel.he itecessario que seja acompanhada de tor-
' mantos que excedam por sua intensidade todas as
dores soffiidas no decurso da vida. Foi.necessaro
porttnlo que os Romanos que quizeram punir com
nos escravos propriedades. O genero de supp-
cio mais geralmente adoptado foi despedacajps
com chibatada's e prega-Tos depois cm urna cruz.
Os tormentos do individuo a quem.assim haviam
pregado, duravam muitos das antes que a
rnorto viesse por termo a ellos, salvo quand o
o executor, movido pela piedade, afacava alguma
das partes essenejaes vida. Os escriploves que
nosderam a descrtjicao desse supplieio, nao dizem
que delles fossem exceptuadas as mulheres, nem
te; mas he exercida sem cuidado e sem intolligen-
cia. Colhitas que exhaurmem o solo succedeu-se.
alli sem inlerrupcSo c sem deseando; os escravos,
a quem nenhum inioresse excita a trabalhar, mal
pilem fazer em um lempo dado, segundo dizem
os viajantes, a dirima parle dos trabalhos qne ope-
rarios livres executam na Europa. Dab resulta
que os gneros produzidos por seu trabalho sao no-
cessaramento mais caros. A deterioracao do solo,
o nenhum progresso da agricultura por toda parle
mestno os meninas da mais tenra idade, que alia] onde a eseravidao he estabolecida, sao fados notorios
eram condemnados a. perecer, quando seu senlinrj tanto as colonias, como na parle meridional dos
Daqui se po- Eslados-Unidos.
morria por urna causa desco'nhecida'.'
de ver bcm claramento porqu razio, entre nos, tem
sido quasi infructfero o rigor da loi de 10 junbo
do 1835. Algunssenhoresdeengenho;pclasuaparle,
excogitam os meios de torlurarom os seus escravos
[abra de corrigi-los e torna-Ios trabalhadores docois
c obedientes: todas as suas crueldades sao baldadas ;
e o escravo.soffre os mais. atrozes castigos com a
mesma impassibilidade com que encara a forra.
('.. Comte passa depois em revista as colonias mo-
dernas, (9 para mostrar que a eseravidao produzio em
lodasi'llas os mesmos effeilos: ainlemperanca.adifso-
lueao, a ferocidade. Nos nos absieremos de esbo-
zar aqui as parles ainda menos horriveis desse qua-
dro. Peilsamos, ter rcprqdu/ido bastante para fixar
a reflexo do lcitor sobre o mais profundo do lodos os
males quo atacam a nossa sociodade.
Nao cabe tambcui nos lmites qu*'nos tracamos,
o acompanhar aquello inestimavel aulor em todos os
desenvolvimentos que empresa paca demonstrar os
preniciosos ejleitos da cscrarido sobre, o crescmen-
lo da popularan, sobre a raligio dos senhores, so-
bre as garantas da liberdado. privada ou poltica,
sobro a seguraiica dos individuos, c sobre a indo1
pendencia das naccs. Assaltado, porem .pola re-
cordaeo do espantoso.jiuriioro do ajsassinatos pie
aiiiiuaJmenU' commettem os escravos as pessoas de
sciis'senhores em todas-aS provinciasdo Brasil, com
espocialidade as do sul, sem i|ho a severidade da
lei excepcional que os fulmina, tenha consegido al o
presente o menor temperamento a tal respeito ; e
leudo Ixsm presento a memoria do certqs tactos lti-
mamente oei'orridos nesta provincia, mas qhe nao
seria conveniente ventilar -aqlr; n^o podemosBei-
xar Je despertar a attencao do lettor, e fazer-lbe
sentir que detodos.os fados c argumentos colligidos
por Comte, para bem julgarmos da influencia da es-
eravidao Sobre a seguranca individual dos-senhores.
o sobro a independencia dos povos, resullam duas
verdades igualmente importan los oinevitaveis.. A
primeira, he'que todos os humen- que se fazem pos-
a
y
urna
ntar. Ene
los senbores t
mnuindo para os ej
se mais atroz
as vingancas privn
a I
suidores de escravos, tem conslaniemente sua vid;
a men dos odios o da ferocidade daquelics que con-
servam na eseravidao; c para maior desgraca, collo-
cam-sc po;'csse unicoiado sem remsso, entre duas
especies de inimigos : elles expoem-so a ser massa-
crados -pelos homens que possuem, eu a sercm sub-
jugados por eslrangeirus ambiciosos. A segunda,
he que loda as vetes que^sc /orina urna verdadeira
Ijga entr o inimigos interiores eos inimigos exterr
nos, np tem os -senhores nenhum raoio de resis-
tencia,
, De tudo que al aqui,haxpmos dito resulta com
evidencia que, se a eseravidao nao deteriora os or-
gaospbisjcos dos senhores,obsta pel menos quo elles
-os appliquem ao apcrfeicoamenlo das causas que a
natureza poz*a nossa disposicao;que, so em cer-
tas cireumsiancias'clla favorece o desenvolvimeiilo
intellclual dos individuos dessa classe em ludo que
lie proprio para ampliar.o imperio do homem sobro
seus semelhantes.estorva invariavelnieiite o desenvol-
v menlo dasmesms faculdades sobre, ludo qu pode am-
pliar o imperio do homem sobre a natureza ;que
vicia os homens perlencentes classe dos escravos,
na constituirn de s ni orgaos phiseOs, e os enlloca
na irapossibildade de fazerem delles algum emprego
vanlajoso, quer para si proprios, quer para os ou-
tros;quo he um obstculo invencivcl ao dosenvol-
vimento das faculdadades intellectuaes dessa raesma
dasse da populacao ; que deprava, os costumes
dos senhores, ihelinando-os a tratar com desprezo c
crueldado a natureza humana ;e que finalmente,
tirando aos escravos a vontade ou a direceo de suas
acopes, determina'o seu cmbrutcimenio, e nao
Ibes deixa mesmo a prctenco de terem costumes.
Ora, proyadas estas conclusoes, pro vado fica que
nenhuma instituico mais funesta que a escravido
pode'ser introduzida em urna sociedadp qualquer; c
que nenhuma h3 que constitua maior c mais pode-
roso obstculo produccao e crescimento da riqueza
publica, prosperidade e engrandecimento de um
paiz.
A histrjria da industria entre os antigos est
longe de ser bem conhecida por nos;-.todava pelo
que della sabemps, parece que o periodo da prospe-
ridade industrial entre os npvos que na antiguida-
du admiuiram a escravido, limitou-sc apenas ao
lempo em que os escravos ainda pouco numerosos
eram assoeiados ao trabalho, em verde seren del-
le encarregados exclusivamente. A agricultura flo-
resceu pa Italia dbaixo das mos consulares, c era-
quanto os Romanos cultivaran! tao bem -por si
mesmos a trra ; mas desda que a repblica ,sees-
lendo^ desdo que o numero dos escravos augmen-
lou, e desde que a estos foi exclusivamente con-
fiado o trabalho dos campos, o paiz perdn a sua
fertilidade, e cahio em tal estado de abatimenlo,
que os seus Habitantes foram obligados a tirar a
maior parle do.trigo que consumiam dos paizes con-
quistados, principalmente da Scicilia, da Hespa-
nba e do Egypto; e s campos que outr'ora haviam
produzido magnificas seras, foram convertidos cm
pastagens. colhoitas? pcrgtinta Plinio, fallando dos primeiros
lempos da repblica: he, responde elle, porque
eolio nao coravaiu os homens consulares de faze-
rem-se cultivadores, c porque lioje a trra be culti-
vada por mizeraveis carrejados de grilhoes, cuja
fronte be marcada com o estigma da escravido. O
homem livre nao s trabalha com mais gosto, como
tambera,d ao seu trabalho mais perfeicjio. Por
outro lado, observa C. Comte ser bem provavel que
os prodigios da industria romana, om oulros geno-
ros de trabalho, fossem execulados por homens que
se haviam adiestrado as artes cmquanto foram
livres, e que a guerra havia feito escravos ; por-
(iiianto, desde que os Romanos, tcndo conquistado
lodos os povos industriosos, nao poderam, mais fa-
zer qscravos senao entie os barbaros, todas as ar-
les, toda a especie de industria declnaram rpida-
mente entre elles, e os proprios ciyilisadores do
mundo cahirarama barbaria.
Emquantc durou na Europa o rgimen feudal,
poca em que sendo os escravos romanos substitui-
dos" pelos servo? da gleba; nao Itava outro trabalho
senao o execulado por estes, a industria nenhum
desenvolvimcnto recebeu o o commercio leve sempre
[.pouca extensao. A agricultura consorvou-so cm
atraze, em pregando processos imperfeitos; as fa-
bricas eram em mu pequeo numero, e a[x;nas
produziain mercadoris grosseiras. Logo porm
quo scmelhante systema foi abolido, a Europa mo-
derna entrn nocamiulio da civilisa^o, prpgredindo
na's artes, no commercio e na industria..E todava
a servido da gleba em um rgimen algum tanto
mais suave que a escravido domestica 1 O eseravo
deixava de ser cousa e propriedade do senhor, e
passava'a,constituir un accessorio da torra, cuja
sorte de ordinario gtfjiihava. Na idade media,
confirma Storch, a afBcyltura era lo pouco fio-
rescente que o mesmo esparo de Ierra, entre os po-
vos'que alxjliram tao funesto systema, d hoje tres
ou quatm vezes mais productos do que obtinham
entao. Este cscriptor assegura que .alguns pro-
prietarios russos, polacos o dinamarquozes, tripli-
caram em poneos annos suas rendas, pelo nico
faeto da liberdade que oulrgaram aos setis servos.
Refcrindo-so eppe da ihaugurncao dc/ systema
da liberdade na Europa, Robertsori exprimia-se
desta maneira: O agricultor dspodo desdo en-
lao de sua propria industria, o seguro d colher os
fructosde seu trabalho, tornourse o rendeiro das
ierras que d'anles era forcado a. cultivar por coma
d'outrem. Os nomes odiosos de senhor e de es-
"cravo foram banidos, ea libefdade do trabalho
abri urna nova carreira industria, offerecendo
aos povos libertados novos meios de evereo-la, por-
que a esperanca s de augmentar cada um sua
No que respaila s arles, ho sa-
bido que as de carpnteiro, marcineiro, pedreiro,.
etc., etc., eslao geralrrfnlc abaixn da capacidade
dos escravos. Os habitantes dos estados do sul da
L'nio sao obrigados a mandarem vir com grandes
despezas os operarios dos estados do norte para cons-
iruirem suas casas; mas como csses operarios des-
apparccem logo que acabanl o trabalho para que
foram chamados, acontece que, para concertar o
reparar as casas, he necessario esperar-se quo algu-
ma nova construccao os chame no fin de muitos
atynos. Por essa razo poucas casas ha quo se
conservem em ltom estado, e algumas Vezo sueee-
dc ver-so una mesa sumpluosamentc servida o co-
bei la de vasos de piala, em urna cmara onde falto
a melado dos vidros dostlc 10 annos (10). Em sum-
ma, nos pafos do esgravos, he indispensavel que os
senhores lirem urna parto dos seus alomemos e lodos
os productos manufacturados dos paizes estrangeiros,
que paguem mais, caro todOB os serfieps. qu exigem
inielligencia, o -que entreunto nao irem de suas
Ierras senao a melado do rendimnto que tiraran)
se nao tivessem escravos. Por isso qnasi todos os
senhores, quasi todos os proprielarios de Ierras v-
vem obcradps do duvidas c em urna penuria conti-
nua ; sendo que os das colonias s se sustentara
com o auxilio do syslama protector, nao havendo,
ainda .asshk, tarifa que os satisfaca, o que possa
livra-Ios da ruina.
O que prova exhubcranleinenlc a historia dos
paizes amigos e modernos, que admitiera escravos,
verilica-se igualmente no Brasil. Entro nos, on-
de a agricultura eonslituc o principal ramo de' in-
dustria c a primeira fon te da riqueza publica, he
singular o espirito de rolina que reina nos cam-
pos; sao ncvaveis o atrazo e a imperfetgo de todos
os processos agrcolas. Sem entramos aqu, em am-
pias domonstraepes a tal respeilo, bastara dzermos
quo b arado, symbolo e instrumertto do maior pro-
gresso da agricultura, quasi que nao he usado nos
engenlios, nem as oulras propriedades campestres.
Na provincia de l'ernambuco, urna daquellas era
^que a plantaran da canna he fcita cm maior escala,
talvez nao -se contera cnco sniores de engenhps
que possuan csse instrumento e o appliquctu 4 roba
da trra. Quanto s artes, he cerio quo alguns
progressos temos feito : hoje, cm Pernarabuco no
Rio de Janeiro, irabatha-se com pprfeicao em mar-
c'uieria, cm carpintera, nos offiejos de pedreiro,
alfaiato e sapateiro; mas nao se poder desronhecer
' que isso be devido aos artistas que diariamente "nos
chcga'm da Europa; e tao verdadeira he essa causa,
que as ciddes 'contraes c mesmo as martimas
onde elles nao aportara, ou s apparecem raras ve-
zes e em pequeo numero, nenhum progresso se
faz notar.
Temos demonstrado a primeira parte da nossa
(hese-com adoutrina o cara a hisjoria; restamos
tratar da segunda, que embora'comprohendida na
primeira, demanda todava para os espirilos menos
esclarecidos e menos r.-ipazes de generalisarom, urna
demonstraco especial. (Conliniiar-se-ha.)
Pelo qiie respeita a verba da qual so te lirado o i rasiao do recebimenlo provisorio, e a derradeira de-
dinheiro para obra em queslao, sabem todos quaolos Pis da entrena definitiva, a qual rcalisar-se-ba um
., .. ,. _,-.., I anuo dcpnis do rrrebimenlii provisorio.
leemo expediente do fio no provincial, publicado + gis mezps (|p|)0s (|e ^.j,,,.^!,,.,.,, as ollrs,ie.
na fullia olficial, que por aviso do,ministerio do im-
perio Toi mandada por adlsposi;n6 da presidencia da
provincia a quanlia de 30:0008 para dar-se principio
a obra da referida ponte; bem como que tal quanlia
foi mandada rediUier ao cofre da lliesouraria provin-
cial, e lie com ella que se tem suprido as despeas
feilas, e que so ha de supprir as que se bouver em de
fazer al que seja espolada.
Fazendo essa breve expsito do occorrido acerca
da obra da poule provisoria, de que m tenho adia-
do cncarregado at o presente, julgo cumprir, sem
oflender pessoa alguma, o dever do enpregado publi-
co qu possuindo a conciencia de seus actos, nao
declina de si a responsabilidad? delles; mas nao he
meu proposito provocar nem aumentar polmicas,
para as quaes me nao deixam lempo as minhas inn-
meras occdparOes.
lien fe 27 de Janeiro de 1855.
Jote Mamedc Altes Ferrara.
COMMERCIO.
fKACAUO HECIFE 28 DE JANEIRO AS 3
MOKAS DA TARDE.
Colaeors ofilciaes.
Nao houveram boje cotaepes.
Al.l-.V.MUil.A.
Rendimnto do da 1 a 27. 2fi!):390S,V.)3
dem do dia 28.......I i:->:iyi7."i
2S3:623S068
Deicarregam hoje 30 de Janeiro.
Brigdl'inelez titclon carvo.
Brisue hamburguez E. D. bacalho.
Escuna sueca depon sal.
Importacao
Escuna sueca Ge/ron.ivinda de Lisboa.consignada
a Me. Calmonl & Companhia, maoifeslou o se-
guinte: I
J Mi e 3 moios de sal ; aos mesmos consignata-
rios.
Brigueinglez licerlon, vindo de,Liverpool, con-
signdoa Johnston Paler& Companhia, manifestou
o se?uinle: '
267 toneladas carvo de pedra;aos mesmos consig-
natarios. .
Barca america O/iio, vind de Culhan de Lima,
manifestou o-segninte:
550 toneladas de carvo : an capito. (
_ CO.XSUIrADO GEKAL.
Hendimento do dia 1 a 27 .
dem do dia 28. .
DIVERSAS RROVINCIAS.
Rendimnto do dia 1 a 27.....
dem do dia 28 ...
40:352*192
1:6808691
-----------r-
42:0328886
4:6648050
768523
4:7408573
CORRESPONDERA.
Tendo apparerido no Liberal Per.iambucano de
hontem um pequeo artigo, em que nao sse pre-
tende censurar a governo da provincia pela^ esculla
do local, em que se est conslrnindo a ponte provi-
soria do Recite, como se d a entender que aquella
obra est sendo executada sem a necessaria consigna-
o ilo poder competente; julgo do meu dever, co-
mo Cncarregado palavra's a respeilo, mesmo al como urna salisfaeo
consciencia de minhas opinies, alim de qua a oiv-
trem nao seja lancada a responsabilidade, que semen-
t a mira deve caber.
Tralando-se da reconslrucrao da ponte do Itecife.
e sendo reconhecida a necessidade de fazer-se urna
oulra provesorra, tanto para llar tranzilo ao publico
em quanto darassem os tralialhos d'aquella, como
para prwinir qual quer calaslrophe que por ventura
podesic provir domo estado da actual ponte, era for
{oso dar comeen quanto antes a dita ponte provisoria,
taoto*mai9 quanto a sua conslrnero nao podi ser
eflectuada em menos de um rnno. Entao appareceu
logo a queslao acerca da posico em que devia ella
Picar, c com quanto S. Ex. o Sr. presidente da pro-
vincia ( cumpre dizel-o) se inclinasse um pouco a
opiniao deque devia aquella ser ao lado da aclual,
altendemlo as ra/es que expend cm minhas infor-
ma(es, resolveu que fosse preferido o lugar por mim"
indicado c proposto, que he o em qne se esl ella
conslrnindo. Depois de comcrados os Irabalhos, va-
rias pessoas do commercio desta cidade, entre as quaes
algumas havia que se deixaram levar per con templa-
(Oes de amizade, persuadidas de que a projeclada
ponte provisoria \iesse a'ficar permanente, sem que
Se reconslruisse a antiga, e mal apreciando mesmo
os motivos do interesse publico que enroboraram a
minh'a opinifln, coofeccioaaram um abaixo assignado
com o fim de dirigirem ao governo, reclamando con-
tra o local escolhido, e pedinde-se su-itasse a execu-
rao da obra all, para ser eflectuada ao lado da actual
ponte.
Levado esse abaixo asignado a associacad commer-
cial desta pra^a, para que salisfcilas as formalidades
dos estatutos, podesse elle ler o carcter de represen-
tar!) commercial, e acontecendo que se coiiliecessa-
pela discussao. que poneos eram os membrds daquel-
la cornorarao, que o apoiavam, resolveu-se, alim de
evilar-se que susceptibilidades fossem ofrendlas, que
se remellesse ao governo tal reclamaran sem se lhe
dar o carcter de representaco da prara, srvindo a
assoefacao commercial como um canal entre o mes-
mo governo e os assignatarios, sem todava ficar res--
ponsavel pela opinio desles.
Apenas recebido' o di'.o abaixo assignado mandou
a presidencia que cu informasse immdiatamente
acerca do seu conteudo, recummendando-me verbal-
menle que. nao proseguisse em fincar os esleins da
ponte provisoria emquanto nao houvesse resolvido a
queslao.
Cumpriudo com a possvel prestezaessa ordem,
disse o qne julguei convir, respondendo a todos os ar-
gomentos dos assignatarios, e conrluimlo por mostrar
que a posiQSo escolluda era a melhor. e mais vanlajo-
sa sob qualquer ponto de vista que se quizesse enca-
rar. Mas como o governo quizesse proceder nesse
negocio com toda a mndureza, e iRe tivesse recoro-
mendado (oda a reflexo sobre elle, resolv ainda ou-
vir sobre a minha opinio j formulada e assenlada o
voto de todos os engenheiros> da repartirio das obras
pulriicas; e em sessSo da direcloria em conselho os
consultei. E porque todos, em visla dns razona que
liveram de apreciar; fossem acontes acerca da pre-
ferencia do local escolhido, urna copia da acia de tal
sessao foi tambero remetlida ao governo, quando este,
guiado sempre pelo mais louvavel escrpulo, j ha-
via moneado ama commisso de pessoas habituadas,
composta dos senhores inspector do arsenal de mnri-
nha, majores deengQpheiros J,,s,'- Jiwipiim Rodrigues
Lopes e Chrsliauo Pereira ile Azeredo r.oulinlio,
examinar a queslao e dar sobre ella a sua opi-
Exportacao-.
Falmonth, brigue inglez Titania, de 314 tonela-
das, conduzio oseguiule : 4,200 saceos com 21,000
arrobas de as-ocar.
KECEBEDOKIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO. .
Rendimnto do da 28..... 1778528
. "-------
PRAGA DO RECIPE 28 DE JANEIRO DE 1854.
AS TRES.HORAS DA TARDE.
Revista temajial.
Cambios r Mui pouco se lern feilo por se es-
pesaren) os vapores da Europa e
Ki do Janeiro: porm bouve le-
, iras oflerecidas a'28 d. por 18-
Algodo -.-Enlraram 232 saccas, esleve de
59600 a 68 por arroba de primeira
sorte.
Assucar ----- A entrada foi pequea. Vendeu-
se o branco de 282(H> a 2a00 por
arroba, e o mascavado de 1700 a
18800. .
Couros ----------Vendera'm-se _a 160 rs. por libra,
e ja Ho foram'iao procurados.
Bacalho---------O earrenmento do navio Sew-Ed
dizem que foi vendido de 1208OC
a 138 Pr barrica, e com elle o de-
posito anda por 1,000 barrica.
Bolacbinha------Vendeu-sc de *60O a 58200 por
barriquinhn.
Cabos- Tdem a 238 por qui.ilal dos do
.Cairo.
Carne secca------Vendeu- arroba da de Buenos Avres, e de
38200 a 8, a do Rio rande do
Sul; licandoem ser22,000arrobas
Parinlia de trigo- dem a 23 por barrica da de Bal-
timore; de 228500 a 2|fc da de
l'lnladelpliia; a 2.-? da p'ricsle
SSSF e Fontana; ficandTem ser
10.000 barricas.
Garrafas prelas dem a 9* rs; por groza.
Manleiga- dem de 450 a 480 rs. por libra da
franceza.
I Massas ----------,Idem a 68 por arroba.
Desceios- Continan) os da semana ultima.
, l-'reles-----------Para o Canal por Macei a 95-^-,
para Gibrallar a 90, Genova 80, e
para os porlos ioglezesaSO: en
vista da falta de navios os prerbs
sSo firmes.
licaram no porto 51 embarcaces, sendo: 1
americana, 25 brasilciras, 1 dinam'arqueza, 1 fran-
ceza, 2 hamburguezas, 5 hespanhnlas, 6 inglczas, i
porluguezas, 2 sardas e 4 suecas.
MOVIMENTO DOPOBrTO.
, Nado entrados no dia 28.
Rio de Janeiro19 das, brigue brasileiro BriUutn-
te, de 287 toneladas, rapililo Francisco Carda,
equipagem 14, carga vasilhame ; a Novaes & Com-
panhia.
Sidnex88dias, galera ingleza Maitland, capillo
R. M. Miller, carga laa e inadeiras ; ao capito.
Veio refrescar e segoio para Londres, condozindo
- 19 passageirns que Irouxe.
Savias sabidos no mesmo dia.
CanalBarca ingleza Meleor, capito James Bavde.
carga assucar.
LiverpoolBarca americana OAio, capito Elias C.
Terry, com a mesma carga que Irouxe.
New-YorkBarca americana Marianna, com a mes-
ma carga que Irouxe. Suspenden .do lameiro.
demGalera cliilena./?oan'a, com a mesma carga
que Irouxe. Suspendeu do lameiro.
Navios entrados no dia 29.
Parahiba4 dias, hiale brasileiro Santa Cruz, do 31
toneladas, meslre Henrqur de Sonza Maura, equi-
pagem 5. carga loros de mangue.; a Vicente ter-
rcira Lopes,
dem2 dias. hiato brasileiro Conceifao Flor das
Virtudes, de 23 toneladas, 'meslre JoAo Alares de
Farras, pquipagem 4, carga loros de mangue; a
Paulo Jos Baplista. Passageiro, Jos Januario
Aranba.
Camaragibe2 dias, hiale brasileiro iVoeo Destino,
de 21 lonelada^mestre Eslevo Ribeirn. cquipa-
gem 3. carga ncar e mais gneros ; a Jos Ma-
noel Marlins. Passageiros, Theolonio Jos de
Barros Lins, Marcelino Jos de Mello e Manoel
Joaquim dos Sanios.
Paraliiba2 dias. lale brasileiro Tres frmaos, de
30 toneladas, meslre Jos Duarte de Suza, equi-
pagem 4,cuma loros de mangue; a Joaquim Hilar-
le deAzevedo. Passageiro, Josda Costa e*iva.
Navios saludos no mesmo dia.
PortoBrigue porluguez S. Manoel capito Jos
Francisco Cameiro, carga asquear e mais gneros.
FalmonlhBrigue inglez Ttanfo, capito 11, Pear-
ce, carga assucar.
ver o arrematanle proporcionar musito ao publico
cm loda eilencsjo ilo lauro.
5." Para ludo o que mo se acha determinado
as prsenles clausulas nem no orramenlo, sr-guir-
sivlia o que dispr a respeilo' a lei numero 286.
Conforme.O secretario, Antonio Ferreira da At-\
nunciarSo.
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria provin-i
ca!, cm cumplimento /la resoluto da jimia da fa-
zenda, manda lzer publico, que un dia 16 de feve-
reiro prximo vindouro, vai novainenlc prara,
para ser arrematada a quem por menos Otar a obra
dos comerlos da cadeia da villa Seriuhaeni, avahada
en. 2:75O9C00 rs.
A arrematacao ser feila na fofma dos arligos 25
e 27 da lei provincial numero 286 de 17 de majo
de 1851, e sol) as clausula especiaes abaixo co-
piadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremalaro
romparecain na sala das scsses da mesraa jimia
no (lia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habituadas. ^T
E para conslar se mandn aflixar o presente c
publicar pelo Diario.
Secretaria da thezouraria provincial de Pernam-
buen 24 de Janeiro de 1854, O secretario, Antonio
Ferreira da AnnunciarSo. '
Clausulas' esgeriaes para a arrematacao
1." Os conrertos da cidria da villa de Serinhaem
'far-sc-hao de ronformidade com o orcamento appro-
vado pela direcloria cm conselho c apprrsenlado
approvarao do Exm. presidente na importancia do
2:7508000 rs. .
J. O arroma I a n I o clara principio as obras no pra-
zo de um mez e devera concluidlas no de seis ine-
zes, amitos contados na forma do artigo 31 da lei
numero 286.
3. O arrematanle seguir nos seus trabalbos tu-,
do o que Ihi' (6f determinado pelo respectivo enae-
nlieiro, naosi') para a boa execu^So das obras romo
em ordem de illa inulilisar ao mesmo lempo para
o srrxirn publico (odas.as parles do edificio.
, 4." O pagamento da imporlaiiiia da arrematacao
fer lunar em tres .pres'ares iuiiacs; al depois'
de fciUi a ini'lade da obra; a 2" depois da entrega
provisoria; e a.leaceira na-enlrcea drliniliva.i
5." 0 prazo da responsabilldrfdc ser de seis mo-
zos.
6." Para tudo o que nao se acha determinado as
presents clausulas nem ,no ori-ameiilo seguir-sc-ha
o que dispor a respeito a lei provincial n. 286.
Conforme. O secretario. Antonio Ferreira da
tiiniiiiriarSo.
O Illm. Sr.iiispeclor da lliesouraria provincial,
em cumprmenloila -resolurao da junta da fazenda,
mauda fazer publico, que" ur* dia 16 de feverciro
oroximo vindouro, Vai iiovamontc a prac.a para ser
arrematada a quera por menos'fizer a obra dos cou-
ccrlos da cadeia* da villa do Cabo, avallados em
8258009 rs.
A arrematarlo ser frita na ferina dos arls.-24e
27 da loi provincial o. 2811 de 17 dcinaio de 1851,
c so* as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As jiessas que se propozerein a osla, arrqmalatao
roniparefam na sala das scsses da mesma juula no
diaarima declarado polo mrio dia competentemen-
te habituadas. "''
E para conslar se mandn alllxar o prsenle e pu
blicar pelo Diario.Secretaria da lliesouraria pro-'
vinrial de Pcrnambuni. 24 de Janeiro de 1854.O
secretario, Antonio Ferreira da Annuha'acao.
.Clausulas espeeiaapara a arrematacao.,-
1." Os Colicortos da cadeia da villa do Cabo far-
sc-hao de confnrmidadc cbm o orramenlo appro-
vadopela direcloria cifi'ronselho, o apresenlado "
approva?ao do Exm. presidente ta imiiorlancia de
8258000 rs.
2." O arrematante dar principio as obras no pra-
,zo de qiiio/.e dias, r ilrvrra conelui-las no de tres
mezes, ambos contados *de couforinidade com o art.
31 da lei D. 286.
3." O arrematanle seguir na /xcrucao ludo o
que lhe for prcscriplo pelo eugenliciro respectivo
nao s para boa execueSo do Irabnlho, como em or-
dem de nao inulilisar aoiiirsino leni|K) para o ser-
vido publico todas as partes do edificio.
i." I) pauaiiioiilo ila importancia du arrcmatacilo
v rri(irar-sc-lia em duas' presla^oes iruaes: a 1" de-
pois de filosdous tercos da ob'ra; e a segunda de-
pois de lavrado o Iprm de recebinienlo. .
5." Nao havcr prazo de responsabilidade.
6. Para ludo o que nao se acha determinado
as prsenles el,nsulas nein no orramenlo,- secoir-
se-ha o que dispOe a lei provincial n. 286.Con-
forme.O secretario, Antonia Ferreira da Annun-
icaco. '
Pela directora da faculdade de direilo de Olin-
da se faz publico que,na conformidade do-arligo 9.,
cap. Io dos estatutos os exames de preparalorios le-
rao lugar desda o primeirodia ulildefevcreiro viadou-
ro al o ultimo dra til de marro, ohservando-se o dis-
poslo no art. 5o, cap.l" dos mesmos esta loi os,rada exa-
me durarara urna hura,disposicao esta que a directora
far^ religiosamente observar. No terceiro Uia til do
mesmo fevereiro comer..rao os trabalhos em todas as
caueiras 8e preparatorios no collegio das af tes, na con-
formidade do orliso 6., capitulo 2.", dos mesmos es-
tatutos. Os professores,nos dias emque forera aos exa-
mes, ficam dispensados do exercicio de suas cadeiras
na conformidade do art. tU.(v capitulo 2.", dos mes-
mos estatutos. Outro sm, fase puGlico cerca de
malric.ila no mesmo collegio das.arles, o sgnnlc:
os professores das respectivas cadeiras comearo a
matricular os seus discpulos us dias antes do mez
de fevereiro, e admiltira.o a matricula,.sem requisi-
to algum, lodo o estudanle que se apresenlar al o
fim de marfo, annunciando de antemao o lugar e
hora,- em que recebero o'estudanle competente
matricula. Cada um dos professores enviara ao direc-
tor no fim de marro, urna lisia dos seus alumnos'. Os
professores. porem, de lalim e francez, deverao ad-
miti" matricula, nao s no prazo marcado, como
no decurso de lodo anno lectivo ; apresentaro alem
da lista exigida, no um de marco, oulras de tres era
tres mezes. Espera a direcloria da parte dos profes-
sores (que devero residir em Olinda na conformidade
das ordens imperines ) aexecuco. O offictjl secreta-
rio interino far.i allixar este, e publicar pefatimpren-
sa, depois de registrado. Olinda 26 de Janeiro de
1854. O director interino Dr. Antonio Jos
Coelho.
menlo dos interessados, publicar os arligos seguiules
do mesmo regulamaiilo.
Art. 11. N n Am-poder dentro do litloral do par-
lo, ou leja na |Hrle reservada para logradouro pu-
blico, ou construir embaftjo de ci
as fabricar encarhadi-s, en?
respectiva camra rr.unicipa,
do porlo, o qual a naj dar sem ler exai
derou nao resollar dahi algum damno o porlo.
Art. 13. Niiigueii. poder fazer aterros ou obras
no litloral do poi lo. ou ros oflvegaveis,sem que lenlia
obtido licenea da cmara mujjtpali e pela c
do porlo soja declarado, dci>H feitos os devidos
Sxaraes, que nao prejudicanfnrm estado do porto,
u pos, ainda mesmo os estabelecimenlos nacionaes
da ntarinha de guerra c os logradooros pblicos, sob
pena de demolido das obras, e mulla alm da indem3
uisatao do damno qve liver causado.
Art. 14. Nioguen- poder depositar madeiras as
praias nem couservar nellas, ou nos caes por
cinco dias, ancoras, ic^as de artilharia, ama
ontros quaesqer objeclos que embaracen) o transito
e servido publica. ainda que lenba licenea da c-
mara municipal. E quando pa/a o deposito e demo-
ra de#es objeclos der licenja o capito do porlo sem
prejuizo da sobralta servido, s se poder fazer da
batenle da preamar das aguas vivas para cima. Os
contraventores, alm da multa a que farem sojeitos
pelas posturas da respectiva cmara municipal, serae
obrigados a fazer escavar qualquer arca, que se acu-
mule cm detrimento do porlo.
Secretaria da capiania do porlo de Pernambuco 3
de Janeiro de 1853.No impedimenl do secretario,
Manoel Ambrosio.di Conceieao-Padilha.
Pela mesa do consalado provincial se faz pu-
blico, que no crreme mez de Janeiro teve principio.
a cobranza dos imposloa ahaixo declarados, perlen-
cenlesao anno financeiro de 1853 1854:ini|>oslo d-
3 porcento, dito de casas de vender bilhetea^e caule
las de loteras de oulras provincias, dito de casas de
modas, dito de casas de ogo de buhar.
COKREIO GERAL. .
Carlas seguras existentes, ua adrainislracao do
correio, para os senliores : Antonio Leonardo de
Meniloiica, JuSo Mari da Cosa, brigadeiro.Jos Le-
le Pacheco, alteres Jos Mara Nascimculo (2) coro-,
nel Leonardo Bezerra deSlqueira Cavalcanli, padre
Manqel (vicario de S. LourenCo da Malla Manoel;
Antonio Pereira de Lima.
Britisli Clerks' provident association.
On Wednesday IslFcaruary 1854, belweeu lhe
houisof5arid6P. M.lh'cTrcasurerwill attend at bis
rooms n. 42, roa da Cruz, lo receive th deposils
dneon Ihat day. By oidor. 7bomas Dlakeley.
Uonorary S-cretary."
P presidente da assemblea gcral do banco de
Pernambuco, por convite da direcrSo.do mesmo, con-
voca a assemblea. geral para a rcuniao ordinaria no
dia 31 do correte, as II horas da manhu, de con-
formidade com o art. 18 dos estatutos.Pedro Fran-
cisco de Paula Cavalcanli de Alouquerque, presi-
dente. Jos Bernardo GalvSo Aleo/orado, 1. se-
cretario
Em conformidade do art.*. do cap 2. dos esta-
tuios da academia jurdica se acha aberla a matricula
de geomelria do collegio das arles em casa do resrifec-
lvo professor, no pateo do Parazo, esquina da ron
da Roda,, a qualquer hora do din.
Faco saber a quem couvicr que na quarta-fei
ra, 2 de fevereiro prximo vindouro, comecaro os
exames.preparatoriosda maneira seguinte:
Quarla-feiragegraphia e historia.
Sexla-feiralalim.
Sabbadofrancez e inglez.
O oflkial que serve de serrelario far oflixar esle nos
lugares do eslylo e publicar pela imprensa, depois de
registrado. Faculdade do direilo de Olinda 28 de
Janeiro de 1854.Dr. Antonio Jos Coelho, direc-J
tor interino.
achando-se prso na pa-
ssar.?
Oabaixo
deia desta cidade
prow
coan Sr. Manoel A!
Ion ficar o abaixo as
1708000 rs. ao mesnj _
meios
ver ui
neiro de Lima e Bri
homem, tendo recel
quanlias que
com todo me
nao contente em (i
meu dii
do ler I
palando qu
neiro (JJen?viu
menos
ro e ritev
sobre mim, so a esle
Este Sr. mora no litceo dq Peixolo
cido por suasiralicancias, per ora I
de S Cavalcanli Macha
Dcsapparrccn un i
crioulo, por nome Pedro
eslalura regular, magr
signa! no dedo mnimo do pe
mais do que tu oulras. idade
co deoleiro, e he tirador de leite
zuarteazul, camisa de madapol.1i
quem e pegar, lve-o i ra da
n. 1, que ser gratificado.
Precisa-se alagar urna osera
ra o servico de urna casa : no aterro di
82, primeiro andar.
Precisase alagar urna cr
que seja fiel, para o servico de i
Suem prrtender, dirija-se ao armazej
ollegio n. 14.
No dia 25 do corrente deaappa
laupe de Flores, freguku de Trai
que Lpurem;o, crioulo, grosso. fulo, com cravos seceos
rida em una das pamas, um ln
bellos, sohrancelhas grossas e c!
nlhos vermelbados ; desapp^reci
camisa branca, e om um I
mandade com fitas enea
e levou chapeo de palha :
lugar da fgida a seu senhor Ign
ou uoengcnlio Morojo, M
recompensado.
O abaixo assignado, profetsj
trueco elem.enlar do segundo gr"
ceiro andar da casa n. 58 da
rcspeilavel publico e tsp
de familias, que aclia-s
lerio, promplo receber
para screm dsciplinados em
elementar, c lambem cm eral
ceza.Jos Maria Machr
Adverle-se 'a cerlo caixeiro
va n. 37, que seja mais. comme seus habiios raseiros. e lrmbre-t
que lhe no'hc permillidn
nheiroonde dorme em fralda
vesse solado no campo entre
cabras, e nao entre casas liahi,
rlusirea do seo pal
respeilo a visinhan
rio a sua brulalida
pelos meios mais asados*
caso o exigir

I
I
^W^
&<
TERCA-FE1RA, 31 HE J.\NEIHO DE 1854.
Ultima rerila infallivelincnle da companhia juve-
nBthariense eulerpina, aqual a pedido de muilas
pessoas que asssliramao ullimo cspeclacfllo, e d
militas familias que ainda nao xirim solio i seena.
Depois do una luida onvirlura p'ela orebestra,
o sublime melo-drma seuii-sacrd pastoril, dividido
em 2 apios e 5 quadros,
A REVELACA
DO
DECLARACOES.
Depoa do segundo quadro o Sr. Ribciro c'anUr a, ''"*' ,,a B
ia do I Ouem
-^ i^ "^ -. valcaiili do
.EDITAES.
proprios para aterrareiu os homens os mais fati-
gados de suppurtarem a vida, foses supplicios
nao podiam ser deteraiiniidos senpo pelos capri-
enos don -res, visto qu as leLs s viam
(8) V!
do Trat
sobre ai
d'uhn.
aajajl
r-se o cap. 16 do" liv. 5.
acerca da influencia da eseravidao
dnstriaes e sobre o preco da mi
a morle seus escravos, imag.nassem supplicios i fortuna foi um mohil poderosisfimo para excitar a>u
ardor e desenvolver sua inteugencia.
Melhor Hemos julgardosefleitos da escravido
as moderuas colonias europeas, quer enTrlacao
agricultura, quer em relacao s arles. A primeira
he quasi o nico ramo de industria quo nellas etis-
Esta commisso apresentando o resultado de seos
Irabalhos, fez diversas consideraciies pro contra,
analysando a queslao sem eomludo emllir om jnizo
deflinilivo, nem dar a sua opinio terminante, dei-
xando presidencia o resolver como julgasso mais
conveniente. O qne cumpria, pois, fazer cm laes
crcumslancias, quando o governo procurando es-
clarecer-se, achava da parle da repartcao das obras
publicas una opinio-fundamentada, que conduzi.a a
urna decisao-que nao so pode tachar de irrefleclida?
Eis como procedeu o governo provincial no nego-
cio da, ponte provisoria do Recife; e lauto mais es-
treroe se acha elle da pecha de leviano e caprichoso,
que porvenlvira se lhe queira laucar, quanto be cerlo,
,queguiou-se menos por suas opihies individuaes,
do que pelas informares ofilciaes que teve de con-
sultar, e que lhe levaram ao animo a convierno da
justeza do meu proceder.
-----------------------------------------------*:-------------------------------------------
(9) Cap. 7, as-Holandetas; cap. 8,'asJuglezas;
cap. 9, as Auglu-amerkaiuis; ra-, 10, as Iraucezas;
it^at-iftapanhol.
,10) La Rochefourauld. viagem aos Eslados-Lni-
dps; tom. 1">, cap. 6, pas. 92. (Hoje lie provavel
que j nao seja Uo sensivel seu estado de atrazo ;
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria de fazen-
da, manda fazer publico, que dadala desle a 30 dias
sero arrematados peraule a mesmu lliesouraria, e
a quem mais dr nos termos do alvar de 14 de Ja-
neiro de 1807 as Ierras malcraos e mais perlcnces
da capella vaga de Nossa Senhora do Socorro, cila no
enenlio Soccprro da fregueziade S. Amaro de Ja-
bnaiao : pelo que a pessoas que qoizerem licitar, de-
verao comparecer na sala das sessOes da referida llie-
souraria, as 11 } lloras do dia 21 de fevereiro pr-
ximo fui uro ; adverliudo que a arrematarlo ser fei-
la a dinheirode conlado.
Secrelaria da lliesouraria d fazenda de Pernam-
buco 16 dejaneiro de 1854.O oflical maior,
Emilio Xavier Sobreira de Mello.
, O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provinci-
al, era ciiniprlineiilo da ordeni do Exm. Sr. presi-
donle da provincia do 23 do correnle, que manda
fazer publico que, nos das 14, 15 e 16 de fevereiro
prximo vindouro, peranlr a junio da fazenda da
mesma'Ihe-soirraria, se lia de arrematar a quem
por 'menos fizer a obra do ,5." lauco da ram-
liacu da estrada do sul para a villa du Cabo, ava-
llada em 19:8008000 rs.
A rrrmalarao ser feila na forma dos arligos 24
o Si dn Iri provincial numero 286 de 17 de maio de
1851. e sol as .clausulas especiaes abaixo copiadas.
-As pessoas que so propozerem a esla .irremalacao
c'oiiiparecam na sala das sessoesda mesma una nos
dias cima declarados pelo mcio dia, rompelenle-
meiile habilitadas.
E para constar se mandou allixar o presente e
publicar pelo Diario. Secrelaria da lliesouraria
provincial dr Pernambuco, 24 dejaneiro d 1854.
O secretario. Antonio Ferreira da Annunciac&o.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
1." As obras do 5. lauro da ramifiraeflo da estrada
do Carioserao fcitas|de conformidade rom o orcamento,,
plaas e |x'.rliz approvado* pela direcloria em con-
selho c appresenlados a approvarao do Exm. Sr.
presidente ua importancia de 19:8003000 rs.
2." O arrematanle dar principio as obras no pra-
zo de un mez c dever roncliii-las no de 12 mezes
ambos contados na forma do arligo 31 da lei nu-
mero 286.
3." O pagamento da importancia da arremalcco
realisar-sr-lia em qualro prestaros* iguaes; al.
O arsenal de marinha contrata a compra dos
objeclos seizuinles, para sorlimcnlodo alinoxarifado:
5,000 pregos grandes de guarnirlo, 5,000 ditos peque-
os, 100 follias de cobre, 400 ditas de papel lixa, >
arrobas de verdete em p, 100 dedaes dercpuclio,200'
agulhas de loa e brim, 100 dila* de palombar, 12
cauiveles finos para peanas, f libra de lacr prelo,
6 raspadeiras, 32 libras de fio de algodao, 12 lornei-
ras de metal, 10 caixas de pennas de a^o, fO jogos de
linteiros de eslaulio,.200 saceos de conitueco, 6 oce-
los de alcanc, e 12 ampulhetas sendo de roeia hora e
de qmirlo: as pessoas a quem covier a venda desles
objeclos comparecen! nesla secrelaria, no dia 31 do
correnle ao meio dia. Secrelaria da inspeecao do ar-
senal de marinha de Pernambuco 27 de Janeiro de
1854.No impedimento do serrelario,
Manoel Ambrosio da Conceicao Padilha.
Real companhia d paquetes inglezes
a vapor.
No dia 31 desle mez,
espera-se da Ejiropa
um dos vapores da
companhia, o qual de-
__ pois da demora do cos-
turae seguir para os pullos do Sul: para passageiras,
trata-se com os agentes Adamson llowie & Compa-
nhia, n ruado Trapiche Novo, n. 42.
O consellio administrativo, em virtude deaulo-
risates do Exm. prcsidcnle da provincia, 'em d
comprar os objeclos seguintes ; m
I hasle para bandeira.
209 mantas de la.
20 canelas.
6 Iraves de conslruci;ao de 30 a 35 palmos.
6 badaraes de )% olava de polegada.
i arrobas dearo porlosur.z.
10 toneladas de carvo de pedra.
8 lenriies de cobre de 6 a 7 polegadas.
20*covadps de-casemira verde para vivos de sobre-
casacas. '
20 ditos, dila amarella para golas.-
_ 21 resmas de papel atmaco.
5 dilasde peso.
'1.825. pennas de ganro.
16 linteiros.
II areeires. ^
20 exemplares de trabas curvas e recias.
1 panno morluario.
200 pares de chnelos rasos.
24 copos de vidro.
Quem quizer vender laes pbjeclos, aprsenle suas
proposlas em carta fechada na secrelaria do conselho
administrativo, s 10 horas do da 30 do correnle
No fim'do terceiro, a Sra. Deperini cantar a mui-
lo applaodida^
CAVATINA DO JURAMENTO
No fim do drama ira o acto da
MAMA'I VOVO'
em o qual far a parle da verba o Sr. Santa Rosa.
Dando fim o divertimenlo com o lido dansado pe-
lo Sr. Ribciro, intitulado
que muilos applausos obleve quando no Maranho e
no Para foi dansado.
Os biHieles acham-se a venda no llicalro.
Principiar s horas do costume. -
AVISOS, MARTIMOS.
t- Pata 9 Rio de Janeiro seguir' em
poucos diasb veleirt) pataclio nacional
i parte do seu capregamento ; ainda rece-
be alguma carga, estravos ,t frete e pas-
sageiros, para o que se tratara' coin Ma-
poelda Silva Santos, na r.ia da Cadeia n.
40, ou com o capito na prara.
P.ira o. Porto com presteza,
o noy e velleiro'brigue porluguez Esperanca, pro-
cedente da Baha, vem a esle porto recebsr a maior
parle do seu carregamenlo, que se acha prompla e a-
penas tem pequeo v3o para diminuta carga a frcle.
Tambem'offorece ptimos commodos para paseagei-
ros : os pretendenles dirijam-se ao escnplorio de Bal
lar Oliveira, ra da Cadeia Velha n. 12.
Para Lisboa a barca pprltigueza t!ratidio pre-
tendesahir com brevidade : quem nella quizer car-
regar ou ir de passagem, para o que lem aeeiados
commodos, eufends-se com os cqnsignalarios P. de
Aquino Fonseoa-; Filho, na ra do Vigaro n. 19,
primeiro andar, uucom o caplo oa pra^a.
Tara a B a lira.
Seguir em poucos dias. por ler a maior parte da
carga prompla, a escuna I eremos, para o reslanle'e
passaseiros Irata-se com Jos Baplisfa da Fonceca
jnior, na ra do Vigaro n. i primeiro andar.

Para o Aracaty.
Srgue em poneos dias o bem conhecldo hiale Ca-
pibaribe, mestre Antonio Jof Vianna, por j ler al-
cuma carga prompla: para reslo e passaseiros, 1ra-
ia-se na ra do Vigaro, n. 5.
Ceara', Maranhao' e. Para'
Segu em poucos dias o brigue escuna nacional Ar-
ceKna, ja lean a maior parle dacarsa engajada, o res-
tante trata-se com o consignatario Jos Baplista da
Fon'seca Jnior : na ra do Vigaro, n. 4, primeiro
andar. _
rara os porlos do norte al o Orar, paUfcbo
nacional Amargoso: para carga e passageiros trata-se
com o meslre a bordo, qu com Bernardino Jos Mon-
teiro, na ra do Queiroado n. 44.
___ -
LEILOES
os progressos nesse parlriilar lao bcmjiSo de- depois de feilo o primeiro terjo- das obras ; a 2.-1
de ter do mui nnlavrf .**~,ir*\*me.. l vem de ter sido mui nntavp
Secretara do couselbo administrativo, para for-
necimenio do arsenal de guerra, 23 de Janeiro de
1854. os de Brito Ingle:, coronel prcsidenle.
Bernardo Pereira do Carmo^/utaor, vogal e se-
cretario,
A capiania do porto desla provincia convida a
lodos os possuidores de embarcaes de qualquer qua-
lidadeou loteqoe sejam, quer sejam de uso publico,
qur de uso particular, assim como aos individuos
nellas empregados, para que soliciten) as competen-
tes licenras annuaes e matriculas al o dia 31 do cor-
renle mez, das quaes deverao andar munidos; pre-
venindo-os que dessa dala em dianle todo e qualquer
que fr encontrado sem que lenha salisfeito as ilis-
posicoes dos arl. 73, 74, 75 e 76 do reclmenlo das
capitanas mandado execular pelo decreto n. 447 do
19 de maio de 1846, licar sujeito as penas indicadas
no ultimo dos citados arligos, e para que se pan alle-
gue ignorancia, faz publico o prsenle anuuncio. Ca-
pitana do porlo de Pernambuco -*6 de Janeiro de
1854.O captao-lercnte,
Etsiario Antonio dos Santos.
O Sr. director do lyceo desta cidade manda
fazer publico, que as matriculas do mesmo lyceu
acham-se .iberias do dia 15. al o um do correnle,
euodia 3 de fevereiro vindouro lem de principiar
os trabalhos. Direcloria do ljceu 10 de Janeiro de
1854. O amanuense, Hermenegildo Marcellinodm
Miranda. "
O Illm. Sr. caplo do porlo, para lomar effec-
tivas as disposicoes do regulamenlo das capitanas dos
porlos, mandado por em execuqao pelo decreto im- "1
---------...I _i_ .., .1- --:-- *""' ---------' --- '-
scbafheillin I& C. fr3o leililo por inter-
vciirilo do agenle Oliveira, do mais perfeilo sorti-
meniu defazendas suissas, alemilas e francezas, d'al-
odo. laa, linho e seda : segunda-feira 30 do corren-
le, s 10 horas da manha, no seu armazem, roa da
Crnz.
LeililO de xinlio branco.
Segunda-feira, 30 do corrente, baver leilao de 10
pipas com vibo branco de Malaga, as 10 lloras da
manha. no armazem de-Candido Alberto Sudr da
Molla, o qual ser vendido por coala c risco de quem
pertencer. -
O agente Borja Geral-
de Iransferio'o leilao que
devia ser sexla-feira, 27.
para (erca-feira, 31 do
correnle, s II horas da
manliaa no sen arma-
zem, na ra do Collegio
n. 14, dos objeclos j an-
____________________^.Dunciados; c alem des-
les haver.lo oulrds muilos que erao entregues pelo
maior pre^o.que for offerecido, e ao meio da em
ponto h-3o a leilao fres esefavo. urna porcao de ob-
jeclos de ooro francez e nma porcSo de caximbo
hamburguezes.sem recusa de qualquer prejo. '
Leilao de urna porjo de barricas com genebra
em botijas, no forle do Mallos, oo armazem d Manoel
Alves Guerra ; lerja-feira, 31' do correnle.
AVISOS DIVERSOS.
___________!__________________________________----------------------------------1
LOTERA DO RIO E JANEIRO
A lista da lotera 40.a do Mont Pi se
pelo primeiro vapor i|iie. vPer^
spera
33 Sala de dansl
| Ui\x(
a Acha-se abe
jj e sexla^-feiras,. desde as 7
as9f na ra da Cadeia de
16, primeiro andar.
Desappareceu
negro marinheiro. de ni
ta e tantos annos, he all
o pegar, levt-o al
nhbr Manoel Goncatves
cado.
No da S
Kslancia um I _
senta ler 20:
sardas no rosto, e ai
do serian d'on'dc vei l
l lenha seguido :-quem i
ou no Recife, em ca-
ves da Silva, que ser gra:
O abaixo assignado
publico que leodo-se cuq^^^H
rio Jos dos Sanios e asslg ^
terrea, sila na ra de S.
anligo hospital do P^^^H
pagar os alugueis '
previno que ninguem f*\^^^H
lo Hemelerio com urna c,
Hurtas n. 63, a qnalcasa
gneis para pagamenlo de l
jjue se lera feito.Frabc.
Um homem solleiro
se para o serUojtprecisa de un
servido : quem quizer o companj
Velha, na Boa-Vista, casa n. 56.
aclinu um; caria dnj
o Albuquerque s
Fria, dirigida a Francia
lhe nella urna barrica de _
carne secca, com dala de
1853. queira entrega-la n^
que sera recompensado.
Precisa-se alugar para!
cife, um bom prelo que
ra da Cadeia n. 12, prii
fom quem Iralar, das 8 horas di ^^^
larde.
A pesso.1 que annunciou
mi sobre heos de raz, declare i
procurado.
Precisa-se alugar um pr.
podara, com pralica on sem el
ou eseravo, que, seja refina
Ponas o. 106.
-r Madame Poirs%n retira-se des(j|
Precisa-se de ornar rniriher forra |
queira acompanhar urna sei
demorar um mez, e volla para e-4j
lar na ra Nova n. 10.
Jos I.uiz Ferreira U
nome para Jos Carlos Ferrer;
igual nome.
Alnga-se urna prela que
faz o mais arranjo de urna casa:
dego n. .
Deseja-se saberse existe nesla pr
Alexandre de F'onlange para negocio d
na roa da Cruz n. 5.
Aluga-se a loja do sobrado da r|
n. 18, com armrcao nova, propsp p
tratar na loja do sobrado amarello di
mado n. 29.
Pela subdelegaca da polica |
rfese annuncia a apprehens3ode i
Chrislnvao, qe derlaron ser escr
canli de Albuquerque, morador nq I B^^
de Arroz ; e bem assim de um quarlo i
dava sem destino pela ra : seus
compare^am nesla mesma subdelegan.;
do exuberantemente o dominio que oelles tem,
serao enlregues.
Aula de obstetricia.
A matricula estar aberla desde o I." at ao ulti-
mo de fevereiro, e as I res principiado '15.
Alerta, alerta !
Ripaziada o carnaval esli na porla, e he necessa-
rio dirigirem-se a ra larga do Rosario, loja de miu-
dezasi n. 2, para escoUierem as delicadas mascaras
de cera e igualmente de rame, e assim faz gosto an-
dar mascando com pouco dinheiro.
Precisa-se do um caixeiro para deposito de mas- !
sas, e que enlenda de padaria : na rita das Gruzes,
n. 30.
Reeebe-se roupa para lavar e ei
lanto de sabao como de vrela, n
promptidao possivel, e pelo preco sep;
a lOOrs.. calcas ejaqueas a 120 rs.,a>:
na ra dos-Martirios n. 11.
Aluga-se o segundo andar do
1, com .commodos para familia : Iraia-se
du mesmo.
I)eseja-se fallar ao Sr. Manoe
Albuquerque, morador em Pau
Sr. Jos Esleves de Barros, morador
na fu da Cadeia do Recife n. 54.
A pessoa que annunciou qurrt comp
escrava moca de boa figura, cozinheira e engomma-
deira, dirija-se a ra do Hundo Novo n. 36. ?
Offerece-se urna mulher casada'siu familia pa-
ra ama de leile, u para criar algum mei
ras : na. ra das Aguas Verdes n. 15
Constando que hoje pelas 91
ser investigado no quartel general
lugar no lliealro de Sania Isabel,
crtenle, na occasiiin dse haxf
"rna pastoril, e pelo qual se ach
BariHn e Bibiano : roga-se as
acharan) dse prestaren anm de dii
peilo presenciaram.
Um espectador que:
Na noite de 26 para 27 do corj
raminhn do porlo junio a cadeia ve!
madeira de louro com as seauinti
pessoa que os apprehender, dan_^
Cadeia n. 19, sCr recompensada?!
Fraocisca Lina de Oliveira J
particular do primeiro grio elen
pateo do Carpa Sanio n. 17, s
pa ans pas de suas aliimna?. que abr
de fevereiro prximo vindouro.
Quem precisar de urna alH^Mi de
urna casa, se
te de sua conducta um fiador,
ruada Roda.
Joao Keller & Companhia participara ao res-
peilavel corpo ilo commercio, que tendo o Sr. Bnr-
ftorf; om dos seus procuradores, de desla
praca, cessam toaos os padere no tiuha ua
cereocia de sua casa, fleando de hoje em'diante fa-
zenda as suas vezes o Sr. Theodor Freiss.
Aluga-se o seftndo andar da cata da roa do
Vigaro n. 25 : trau-Se no armazem do mesmo.
isa-se de alagar nma ama par o servico
a dentro: n roa larga do Rosarlo n- 33,




DIARIO DE PERNAMBUCO, SEGUNDA FEIRA 30 DE JANEIRO DE 1854.
Qoem liver rodas de carrosa novas, e queira
vender em cunta, annuncie. on dirija-se lqia da
na do Crespo, na esquina que volta para S. Fran-
ebeo.
J. Chardon, bacliarel em bellas Ultras, doutof
em direilo, formado na universitrade deParis, ensina
- Ldo Atecrim,,. /,, a ler, escraver,
{a lingua fr aceza, e
casa de familia.
t pura o servico de por-
------------|uoKMniios continuam
^^fr a todas as cjasses em
Sos seus sortimentogxe fazen-
_ s por Jjaixos precos nao' me-
nos de urna peca ou urna duzia,
adinlieito, ou aprazo, conforme
yustar : no seu armazem da
^^Sorpo Santo, esquina da
B^^Bpiche n. "48. Ros-
tral llooker & Companhia, nego-
ciantes ingtezes. Os mesmosavi-
Mteo ao respeitavel publico que abri-
ram no dia 5 do corrente mez a
sua loja defazendas da ra do Col-
legio ePasseio Publico n. 15, di-
rigida pelos senhores Jos' Victori-
no de Paira e Mahoel Jos de S-
queira Pitanga, para venderem
atacado-c a retal lio.
f
Aluga-se o segundo andar do sobrado da ra
da Lapa, no bairrodo Recite n. 13, muito em coula:
para tratar, na praca da Uoa-Visia aj.
A aula da ra de Apollo principia suas lices de
ljjMto letlras, grarnmalica nacional, lalim, fran-
(oiica, iiol. dfeverero : esaas inesmas li-
iamhSas- por casas particulares o abaiio as-
otanado. Candido Jote Lisboa.
O Sr. Antonio Baplisla Ferreira queira ter a
bonriade de apparecer na travessa da Madre de Ueos
n. 21, armazem de Joao Marlius de Barros, a negocio
que lheinteressa;
Cuaba A Amorfe |
Vende-se um dos melltores cavallos
que tem apparecido, ruco, muito novo,
grande, fogoso, e com todos os andares :
a tratar com Guilherme Sette, ou na co-
clieirado Izidoro, ra da Concordia.
FARLNHA DE MANDIOCA.
\ enlem-se saccas com superior fari-
nha da trra ; na toja n. 2(i da na da
Cadeia do Recite, esquina do berco Largo.
Vende-se urna escrava, crioula, de
_lprecisam contratar com al-
K'unM pessoaque d ftaHr, acohrauca de algumas di- a
vidas tora dcsta cidade : na ra da Cadeia doBecilej *<> a 20 annosde idade, a utial sabe lavar
".A l-> i- I
O 59 A,
confronte m Rosario de Salto Antonio, enlre asili-
i^piNdadas de bous chocolates que cosluma ter,
ala o muito recornmendado homeopalbico
n.50, loja.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia, que saiba cozinbar eengommar; paga-se bem:
na ra do Padre Floriano n. 27.
Quem liver passaros on pequeos qoadrupedes
que queira empalliar dirija-se a taberna da Tamari-
neira na estrada dos Afilelos que designar, quem
Irabalha neste genero com a maior perfeioao.
Candida Balbin da Paix.1o Rocha, projessora
particular de primeiras ledras, approvda pelo! ever-
iio, Taz publico que abre sua aula lio dia 3 de feve-
reiro prximo, na sua antiga residencia, ra do Vi-
gario ; onde contina a rfceber almonas internase
externas, por prec,o enmmodo.
Precisa-se de urna ama para servidos de casa de
senhora vi uva com pouca familia, que saiba cozi-
nhar, coser e engominar : a tratar no aterro da Boa-
Vista n. 8.
Precisa-se de um bom feilor para um silio, na
estrada de Joao de Barros confronte o sitio denomi-
nado Cscala, quina do olho do boi : a tratar no
mesmu.
J. 1. G. Ferreira, tendo sido caixeiro da casa
commercianle dos Srs. Araoaga & Bryan, tem a
agradecer-lhes a milita bondade ron queotralou
sempre o Sr. 1). Miguel Bryan y I.ivermore, geren-
te da mesma casa nesla cidade.
E.
Aluga-se o sobrado grande da Magdalena,
que fica em frente da estrada nova, o qual
Je desoecupar al o dia 1. de marc,o : a tratar
-Vistan.45, ou na ra do Collegio
com Adriano Xavier Pereira de Brito.
recisa-sode orna ama que nao tenha vicios, e
i capaoidade, e que saiba comprar, cozinbar,
**7 Bar e fazer lodo o servicp interno da casa de
f^^ lomem solleiro : a tratar na ra larga do Rosa-
. taberna.
itaipas de santos e santas.
a luja de midezas da ra do Collegio n.
ovo sortimento dos sesuintes nomes de santos e
tai, em ponto pequeo e grande : N. S. da Con-
, rsmenlo da Saota>Virgem, Aojo da Guarda,
uta Thereza. Santa Clara, S. Pedro.
a igreja, Santo Antonio, nascimento de
Ma Malhilde, N. S. da Sade, S. Domingos,
^^km Conselho, Saol'Anua, Santa Isabel,
i dos Sagrados Corariies, Santa Vernica,
N*. S. do Carmo, S. Vctor, S. Marti-
^P^P^pW Goniaga, S. Miguel, Decimeolo,
de l.im, Santa Catliarina, S. Joao Bap-
Mara Jos, Santa Familia, Nossa Senhora
ino, a SauU Virgem e Santa Isabel, N. S.
nedios, Jetas entregando as chavea a S. l'e-
munciacao daSanla Virgem, Santa Suzana,
rarificado, Santa Carolina, Santa Josephina,
N. S. no Egypto, S. Francisco de Assis,
ivier e Salles, S. Matheus, Sanios Res,
simo Sacramento, Agona de S. Jos, Sania
ilra, SS. Caraces de Jess e de Mara, Medalha
rosa, Sania Celestina, S. Jorge, Santa Francis-
anla Marta, S. Sebasliao, N. S. dos Milagres,
Margarida, Santa Cecilia, Santa l.iizia. Santa
o-Rosario, Santa Virgem Marta rainha
loamvtnq, Salvador do Mundo, Santa Luzia, J esos
neo chagas de Nosso Senhor Jess conso-
lando sua mi, Santo Antonio, e N. S. das Dores ;
assim como outros mu (os nomes que se deixam de
aannaciar. .
k ** xVK Jajaiajat H^JP.**!
ATOS PELOELECTROTYPO.
aterro da Roa-VisflF'n. 4,
terceiro andan
irte, tendo de se demorar pouco
_ *eidade, avisa ao respeitavel pu-
[ Mico que quizer utilisar-se de seo presumo,
. .lar os puncos dias que tem de ro-
retralo% sero lirados com loda
e perfeiQito que se pode desejar,
Itfelecimentoba retratos que se mostram
^^pHi- que quizerem examinar: est a-
i das 9 horas da manlia at as i da
AO FULIGO.
No armazem de fazendas bara-
tas, roa do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por
precos misbaixos do que emou-
tra qualquer parte, tanto em por-
C,oes, como a retalho, amanendo-
se aos compiladores um s precio
para todos : este estabelecimento
ahrip-se de combirtac3o com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
! isto offerecendo elle maiores van-
tagens do que outro proprietarto deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazen da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dosSantosiSiRolim.
engommar e cozinhar o diario de urna
casa : a tratar na ra da Cadeia Velha,
loja n. 22.
Vendem-se duas pequeas casas na ra Augos-
la : trala-sn no sobrado de dous andares da ra de
llorlas n. 48.
Vende-se urna escrava engommaileira e cozi-
nheira : na ra do Aragilo n. 35.
Vendem-se saccas com milho, a 39000 rs.: no
armazem de Tasso Irm.Tos.
Vendem-se missaes romanos, mnilo bem enca-
dernados, e da ultima edieso de 1850 : na ra do
Encantameiilo, armazem n. 11.
Vende-se 1 pardo sapateiro e bolieiro, 1 molc-
que de idade 16 annos, 2 pretas com habilidades, I
parda de meia idade, 1 cxcellenle pardiuba com lu-
das as habilidades necessarias para urna casa, ose di-
r o molivo da Venda : na ra da Gloria n. 7.
Vende-se urna prela com urna cria de 10 me-
zes : na ra da Gloria n. 7.
COLISA QUE NUNCA SE VIO.
Colletesde chamalolc feilos, com dous forros c fi-
vella, a 39500 rs.: na ra Nova n. 42, loja do Ti-
noco.
Vende-se na malta da Torre, defronte do arco
de Sant'Anna, urna casa terrea com telhado.de pedra
c cal, c com bom bananeiraf, e noreao de trra de ca-
pim, pagando animalmente o diln comprador ao sc-
nbo'rio do fondo a quaolia de 2OS0OO rs.
Vendem-se apparclhosde ch<, ditos de mesa,
pralos azues e chicaras, vinho engarrafado do Porto
o melhor possivel, queijos i prero de 19140 e I96OO,
cb nacional, a I96UO. 19800 e 29000 rs., dito hysson
da India, a 29560, e oulras militas fezendas de onca
e molhados, por prejo commodo : defronle da matriz
da Boa-Vista n. 88, quina do Hospicio.
Vende-se um excedente carro de
quatro rodas, por preco commodo, e um
cabriolet com os competentes arreios, pe-
lo preco de 400^000 rs., tudo em muito
bom uso : na rita da Ampia 11. 2G.
Na roa larga do Rosario, padaria n. 48, vende-
se urna escrava, crioula, de idade 35 anuos, engom-
ma, cose e cozinha, e est parida>de poucos dias, po-
rni sem filho.
Vende-se ou Iroca-se por escravos a casa terrea
da ra da praia de Santa Rita n. 4, junio ao porlo
de Santa Rita : a tratar na ra dos Martyriosn. 14.
LOTERA DE N. S. DO ROSARIO-
Casa da Fama, aterro da BoarVista n.48.
Nesla casa vendem-se os bilheles desla lotera, a
qual corre a 11 de fevereiro imprelerivclmente.
Bilheles inteiros. 49200
Meios.......29200
Quartos......19200
Dcimo*...... 600
Vigsimos...... 320
Barato.
Fazendas baratas.
Vende-se na nova loja da ra da Cadeia
do Recife n-10, cortes decassmiras de cores, bonitos
gostus a 59 o crtej sarja hespauhnbi d superior qua-
lidade a 29 o'covado; sclim preto Macau a 39 o cor-
te: cortes de fuslo para collele.fazcnda muito fina, a
l800 o corle; merino prelo para palitos, muito
fino, 29500 ocovado; corles de neias casemiras de
algodao, bonitos padres, a 1928J^> corte; brim de
linho riscado para palitos a 280rs; o covado; brim
de linho de cores a 19920 o corte; dito eir de ganga
a 292OO O corle; dito muilo superior a 39 o corle;
um completo sortimento de cliila de todas as cores,
sendo a 160, 180, 200, 220 e 240 rs., linas; chales de
15a lindos goslos a 19400; lencos de seda de cores a
800 e 19600; e mais um completo sorlimeulo de mi-
tras fazendas, que se venderao por menos do que em
outra parle.
@@ >S@@S @ S:
GANTOIS PAILHETE & COMPA-
NHIA.
Continua-se a vender no deposito ccral da
ra da Cruz n. 52, o cxcellenle e bem con-
ceituado rap areia prcla da fabrica de Gan-
lois Pailbetc & Companhia,' da Balia, em
grandes c pcquenasporrOcs, pelo preco estabe-
lecido.
m
mmm
mais ricos e mais modernos chapeos de seda
pata senhoras, se euconlram sempre na
modas do Madme Millocbau, no aterro da
. por um preco mais razuvol do que
iuer outia parte.
5 Nossa Senhor do Rosario.
desla loleria rslilo venda nos lugares
I rodas andam 00 dia II de fevereiro
fuer numero de bilheles que ficar
se vendem at odia 10.O Ibesou-
ilvetlre Ptreira da Slloa Guimaraes.
Bichas.
reodem-se bichas: na pra^a da In-
^^K ra das Cruzes n. 10.
n de Oliveira e Souza ensina a
ver a lingua franceza : na ra
fallar com oSr. Francisco Ignacio da
tel; na ra' da Cadeia de Santo Au-
otio.
o arrendamenloda lojn e primeiro
da roa do Collegio n. 18 : Ira-
ta-se na roa do Queiraado, loja do sobrado amarello
.0 .
Denis, alfaiate francez,
Bio ltimamente de Pars, tem a honra de prc-
oblics, e principalmente aos seos fregue-
ia lenda na rna da Cadeia do Recife
^^Hndar ; Irabalha de feilio, e tambem
^^Hbntade dos freguezes, a pre;o com-
^^^Hf no genero mais moderno em ludo
as e para os disfarces de toda a quali-
dade para o carnaval.
' Attencao.
de midezas da ra do Collegio n. 1, ven-
us seuuinles objectos : papis com ligurinos
diversos, propros para maseamdos, jarros de porce-
lana em flores dentro, propros para cima de mesa,
os de 13a para meninos, louquinhas para me-
ntas para senhoras, bataneas romanas para
pesar qualquer ofia coosa sem que para isso se preci-
sada pesos, assim como outros muilos objectos queso
deiiam deanuunciar, osquael se vendem por preco
mal* commodo duque em outra qualquer parte.'
' Januario Alejandrino da Sirva Ketelho.Csne-
ca, morador no largo do Carmo, sobrado a. 20, no
j relixo esparo de um anuo ou de dez mezes crian-
zas de 6 annos para rima (nao lendo ellas inslruccao
alguma) ensina com perfeicao a 1er, e-crever, contar
as quatro especies dos nnmeros inteiros, e doulrina
chrisla sob as condirocs abaixo declaradas. A aber-
tura 'da aula, cujo exercicio durar smente duas ho-
ras de manlia c duas de tarde, lera lugar no dia 3
de fevereiro prjimo Tuturo, e no ultimo de novem-
bro desle me-mo anuo entregar os alumnos a publi-
co e rigoroso evini.
CcndicGes.
1.a'Completo o prazo de um anno, o sabendo o
menino per Tci lamente 1er, escrever, conlar as quatro
especies dos nnmeros inleiros, e doutrin. cluisiaa
pagar sen pai ou tutor a quanli de 2009000 rs., e
nao sabendo o que dito fica nada pagara.
2.a Se o alumno liVer muleslias, ou occorrerem
circiimstancias a que nao se possa resistir, e pelo que
nao possa prcencher o lempo estipulado, on conti-
nuara at preenche-lo para assim completar o Iraln,
ou nao querendo continuar pagar* seu pai propor-
cinnalmente. 'Se o alumno liver frequenlado nove
inezes sement pasar seu pai' tres partes da /dita
quantia ; se liver frequenlado seis mezes pagaT a
mclaile ; se liver frequenlado tres mezes pagarj^a-j
quarta parle.
3.a O mesmo dar-se-ha por mortc do alumno, on
do dito Januario, ficandoaos herdeiros deste o direi-
lo de receberem na mesma razo.
4.a Se sem raza plausivel o alumno nao prc ucher
o dilo lempo, ou por puro arrependimcnlu de seo-
pai, 00 por mudanza para outra provincia, on por-
que seu pai tenha condecido tal adiamntenlo que
julgue nao ser mais preciso a continuarlo, (era o
dilo Januario vencido o seu ajuste no todo ; porque
assini como nao ficando o alumno promplo no fim di
anno por defeilo delle Januario tem perdido todo o
seu Irabalha, da mesma forma tem elle vencido o seu
ajuste no todo sendo, por defeilo do outro contra-
tante.
5.a Todas as fallas de comparecimenlo do alumno
serao sommadas e levadas em conla 00 lint do anno
para avaliar-se o adiantamento do alumno.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar, pa-
ra casa de homem solleiro : na ra Uireila n. 53;
COMPRAS.
Compra-se um eiemplar da obra em Italiano
Jue tem por titulo As minhas prisoes, por Silvio-
elico: naroa do Collegio, n. 1.
Compraru-se ossos a peso : no ar-
mazem da illuminacSo, no caes do Ra-
mos, travessa do Carioca.
HOMOPATHIA.
ODr. Sabino Olegario Ludgro Pinho mu-
i dou-se para o palacete da ra de San Francis-
mndo Novo) n; 68 A.
Vendem-se ertesde chila de barra, a 29500 rs.:
na ra Nova n. 42, loja do Tinoco.
Saccas com farinjia.
Vendem-se saccas rom muilo boa fariuba da Ier-
ra, por prero commodo : na ra da Cadeia do Rccie
n. 20.
Vende-se om cscravo, pardo, do bonita figura,
com24 a 25 annosde idade, sem achaques nem vi-
cios : a (ralarcom o Sr. Florencio Tertuliano do Re-
g Cosa, no armazem de fariuha ao vallar da ribei-
ra para a ra da- Praia.
Em casa de Schafheiliin & Companhia de hoje
em diante eslHo exposlos a venda os bem condecidos
charutos cala-dores, dcpulados e resalas, obra do
maisaffaroado fabricante o Sr. Augusto Wilzleben,
da Babia: ra da Cruz n. 38.
Vende-se um sobrado em Olinda, na ra de S.
Benlo, defronle do oilSo de S. Pedro, Martyr, em
chaos propros. o qual rende I69OOO rs. mensaes : a
tratar na ra do Trapiche 11. 26.
1 Vendem-se os bem construidas arreios ^>ara
carro de um e dous cavallos, chegados ltimamente
de Franca, e por preco muilo barato: na ra da Cruz,
n. 26, primeiro andar.
Vendem-se camas de ferro de nova ihvencao
franceza, com molas que as fazem muilo maneiras
e roacias, chegads pelo ultimo navio francez, e por
preco muito commodo : na ra da Cruz. n. 26, pri-
meiro andar.
' Vendem-se licores de ahsynlh e Kirschs emeai-
xas ', assim como chocolate francez da melhor quali-
dadeque tem apparecido, tudo chegado ltimamente
de Franca, e por prero baralissimo : na ra da Cruz,
n. 26, primeiro andar.
Vendem-se sseguintes pecas de marmore : 5
estatuas muito bem feilas e interssanles, 1 cbafariz
com 3 bacas, muilo elegante, para adorno de jardim,
1 urna ou tmulo para deposito de ossos, 24 podras
quadradas, polidas, com suascaveiras, para catacum-
bas, 1 mesa de meio de sala de marmore escuro, tu-
do por prec.o commodo : a Tallar com- Jos Sapuriti,
na ra de Apollo n. 14, em casa dos Srs. Oliveira
Irmaos & Companhia.
Rap de Lisboa a reta Ib o.
Vende-se rap de Lisboa muito fresco, a 40 rs. a
oitava: na praca da Independencia, loja n. 3.
>de-se urna porcio de barris de mol, 4 paos
de loufo de 65 palmos de comprido para vergas de
navios, 2 canoas de 35 palmos de comprido, 2 embo-
nos de cedro, c urna porcao de lahoas serradas de lau-
ro, ludo muilo em conta : quem precisar falle com
Antonio Leal de Barros, na ra do Vigario n. 17.
Aimk.
Saino
SALSA- PAIHLHA.
DE
As numerosas experiencias feilas com o uso da
salsa parrilha em todas as enfermidades, originadas
pela impureza do sngue. e o bom xito obtido na
corte pelo Illni. Sr. I)r. Sigaud, presidente da aca-
demia imperial de medicina, peloilluslradn Sr. l)r.
Antonio Jos Peixolo em sua clnica, e em sua afa-
mada casa de saude na Gamboa, pelo lllm. Sr. Dr.
Saturnino de Oliveira, medico do exercito c por va-
rios outros mdicos, pcrmitlem hoje de proclamar
altamente as virtudes eflicazes da
SALSA PARRILHA
de
BRISTOL.
ola.Cada garrafa conten duas libras de liqui-
do, e a salsa parrilha de Bristol he garantida como
puramente vegetal sem mercurio, iodo, potassium.
O deposito desla salsa mudou-se para a botica
franceza da ra da Cruz, em frente ao chafariz.
Os martyres peraambucanos, victima* da li-
berdade, nas duas revolaco'es ensatad em
1710 e 1817, par om loao pernambucano ( o
padre Joaqnim Dias Martina.)
Acada de sadir a luz a prmeira parle desle im-
portante e curioso trahalho, al boje inedilo. He a
biographia de lodos os pernatnbucanos preeminen-
tes que enlraram, ou de qualquer modo se compro-
melteram na revolu^ao dos mscales, e na da pre-
tendida repblica de 1817 escripias as acres
de taes homeus to silencio do gabinete, por um pa-
dre dos nossos dias, e que anda hontcm 'conhecemos
Iodos na congregarlo do oratorio de S. Filippe Ne-
ry, como um dos ltimos, e mais eslimaveis mera-
bros dessa veneravel casa. O padre Joaqnim Dias
deixa-nos ver esses caracteres luz severa com que
os encara, desepliando-os a grandes traeos ; e lero
elles sem duvna um grande merecimenlo para a
posleridade, quandoos houver de julgar serene :
o desalinho do historiador.
Nao ha familia em Pernambuco a quem esle pe-
queo diccionario histrico nao diga respeilo de mais
ou menos prto, e a quem por isso nao ulerease vi-
vamente : conlem mais de 600 arligos.
Acha-se a venda no pateo do Collegio, officioa de
encadernarao.
Vendem-se velas adamantinas ame-
ricanas, em caixas de 30 libras, que do
muito boa luz, igual a de espermacete a
5(50 rs. por libra: em-casa de Rostron
Rooker & C. na prara do Corpo Santo,
esquina da ra do Trapiche 11. 48.
VINHO DO PORTO ftftlITO FINO.
Vende-se superior vinlio do Porto, em
barrisdei.; 5. e 8.: no armazem da ra
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes & Companhia, na
ra do Trapichen. 54.
Feijao mulatinho.
Vendem-se saccas muilo grandes com feijao mula-
tinho chegado do Aracali no hiale Ducidoso, carnan-
ha de prmeira sorte, eourinhos miudos esola, ludo
por preco commodo e a linheiro: na ra da Cruz
do Recite n. 33, asa do S Aratijo.
Vendem-se fardos de fumo para charntos da
prmeira qualidade, ltimamente chegados da Baha,
e por pre^o baralissimo : na ra da Cruz. n. 26, pri-
meiro andar, assim como um resto de 2,000 charutos
muito bonsr-
Vende-se graxa inglesa-.'de verriiz
VINHO CHAMPAGNE.
Superior vinlto de Bordeaux engarra-
fado ; vende-se em casa de Schalieitlin
& Companhia, ra da Cruz n. 58.
Vende-se, arroz gratido. do Mara-
nhao, e charutos deS. Flix, de boas qua-
dades, e por precos commodos : na ra
da Cadeia do Recife n. 47 primeiro
andar.
Vendcm-so na na da Cruz n. 15, segoml
nadar, Inas obras de labynnlho feilas no Aracaty,
constando do loalhas, lencos, coeiros, rodas de
saii, ele.
FARINHA DE TRIESTE.
Primeira qualidade.
Tasso Irmaos avisam aos seus freguezer,, que tem
para vender farinda de trigo chegada ltimamente
le Trieste, sendo a nica nova que daquella proce-
dencia existe no mercado.
Depoaito da fabrica de Todot os Santos na Baha.
Vende-se, em casa deN. O. Bieber &C, na ra
da Cruz o. 4, algoda trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para sarcos de assucar e roupa de es-
cravos, por prero commodo.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ta
para vender, chegado de Lisboa presenlemeole pela
barca Olimpia, o seguinte: saccas de farello muito
novo, cera em grume e em velas com bom sorti-
mento de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em pedra, novissima.
Cola da Baha.
Vende-se superior cola, por preco commodo: na
ra da Cadeia do Recife n. 47, primeiro andar.
Vendem-se cobertores de algodSo grandes a 640
rs. c pequeos a 560 rs. : na ra do Crespo nume-
ro 12.
% POTASSA BRASILEIRA-
Vende-se superior potssa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-J
da-ce aos senhores de engenho os j
seus bon& tados : na rita da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &'
Companhia.
Os mais ricos e mais modernos cha-
peos de senhoras 'se encontrara sempre
na loja de madama Theard, por um preco
mais razovel de que em qualquer oulra
parle.
Vendem-se pregos americanos, e
barris, proprios para barricas de. assu-
car, e avaiade dezinco, superior qualr-
dade, por precos commodos: na ra do
Trapiche Novo n. 16.
Na ra do Collegio n. 21, segundo
andar, venderse por barato preco, ou a
prazo, um sortimento de chapeos e ou-
tros objectos de chapeleiro, consistindo
em chapeos de massa, de seda de varias
qualidades, e a gomma lacre, chapeo
para padre, massas para ditos, bonetes
para guardas nacionaes, ptimas pretas
para chapeos de senhora, fundos e lados
para chapeos, colorinos com setim, (i-
vellas, Jitas para arrochos e deb un,
trancas c outros mui tos objectos de cha-
peleiro.
{retnaU)ara limpar arreios de* carro, he
ustrwt> e prova d'agua, e conserva mui-
to o couro : no armazem de C J. Astley
& Companhia,'na ra do.Trapiche n. 5.
VENDAS
Deposito de vinho de cham-
E~ agne Chateau-Ay, primeira qua-
dade, de propriedade do condi
^ de Mateuil, ra da Cruz do Re-
cife n. 20: e$t vinho, o melhor
W de toda a Champ agne vende-
^ sea 56S000.rs. cada caixa, acha-
l se nicamente cm casa de L. Le-
w comte Feron & Companhia. N- B.
As caixas sao marcadas a fogo
($) Conde deMarcuil e os rtulos
}) das garrafas sao azues.
No paleo do Carmo, taberna n. t. vende-se
mnilo boa alelri, a 240.
Vende-se urna grandee boa canoa, sendo nova,
por baralo prero : no trapiche do Ramos.
Continua-se a vender gomma do Aracaty de
superior qualidade em arrobas a 3J> rs.-e a libra a
100 rs.: no paleo do Carmo n. 2.
Charutos linos de S. Flix.
Na na do Qiteilijado, n. 19",-tem che-
gados agora da Babia, os verdadeiros
charutos deS. Flix, da acreditada fabri-
ca de Brandao,, os quaes se vendem-por
precos mais commodos do que em outra
parte.
Couro de lustre
de boa qualidade; vende-se por menos do que em,
oulra qualquer parle para liquidar conlas: na ra da
Cruz n. 10.
Na roa da Cruz n. 13, segundo andar, vendem-
se por prero commodo, saccas grandes com feijao
muito novo, ditas com gomma, e velas de carnauba,
puras ecomposlas.
Vinho Bordeaux.
Brunn Praegcr & Companhia, roa da Cruz n. 10,
rerberam ltimamente Si. Julien e M. margol, em
caixas de urna duzia, que se recommendam por suas
boas qualidades.
Primas para rabeca,
a 40 rs. cada urna, muito novas : na ra do Quei-
mado, loja n. 49.
Vendem-se em casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na praca do Corpo Santn.11, o seguinte:
vinho dcMarselleem caas de 3 a 6 duzias, linhas
em novel los ecarreleis, bren em barricas muito
grandes, aro de inilaOsortidu, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fnndicao' Low-Moor. Rna da
Senzala nova n. 42.
"Neste estabelecimento contina a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, papa
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado nas co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o mellioramento do
assucar, acha-se a.venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
DAVID VvTLLIASTBOWMAN, engenheiro ma-
chinista e fundidor de ferro, mui respeilosamenle
annuncla aos senhires proprietarios de engenhos,
fazendeiros, c aores peitavel publico, que osen esta-
belecimenlo de ferrfl movido por machina de vapor,
na ra do Brnm passando o chafaiiz, contina ero
efTectivo exercicio, ese acha completamente. montado
com apparelltos da primeira qualidade para a per-
feita conechao das maiores pecas de machinismo.
( Habilitado para emprehender quaesqner obras da
sua arle, Dnvid William Bowman, desej mais par-
ticularmente chamar a attencao publica para as se-
guimos, por.-Jecjellis grande sortimento ja' promp-
lo, em deposito namesma fundirn, as quaes cons-
truidas em sua fabrica podem competir com as fabri-
cadas em paiz estrangeiro, tanto em preco como em
qualidade de materias primas e-ma de obra, a
saber :
Machinas de vapor da melhor conslrncaO.
Moendas de caima para engenhos de todos os l-
mannos, movidas a vapor por agua, ou animaes.
Rodas de agua, moinhos de vento eserras.
Manejos independentes para cavallos.
Rodas dentadas.
Amiilhes. bronzes e chomaceiras. *
Cav ilhcs e para tusos de todos os tamaitos.
- Taixas, paroes, crivos e bocas de fornalha.
Moinhos de mandioca, movidos a maO on" porani-
macs. e prensas para a dita.
Chapas de foca c fornos de farinha. .
Canos de ferro, turuciras de ferro e de bronze.
Bombas para cacimba e de repuxo, movidas a
maO, por animaes ou vnlo.
Guindastes, guinchos e macaros.
Prensasbjdraulicas ede parafuso.
Ferragens para navios, carros e obras publicas.
Columnas, varandas, grades e portees.
Prensas de copiar carias e sellar.
Camas, carros de maearadosde ferro, etc., etc.
Alm da superioridade das suas obras, ja' geral-
mente reconhecida, David William Bowman garante
a mais exacta conformidade com os moldes e dse-
itUos rcnicllidos pelos senhores que se dignaren! de
fazeWhe encoramendas, aproveitando a occasiaO pa-
ra agradecer aos seus numerosos amisos e fregueze
a preferencia com que tem sido por elles honrado,
e nssegura-lhes que nao poupara esforcose diligen-
cias para continuar a merecer a sua confianca.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Auora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
ra do Brum logo na entrada, e defron-
te do Arsenal de Marinlia ha' sempre
um grande sortimeiito de taichs tanto
de fabrica nacional como estrange
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
existem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros Uvres de despeza. Os
presos sao' os mais commodos.
No armazem de C.J. Astley & Com-
panhia, na ra do Trapiche 11. .", ha
para vender p seguinte :
Bataneas decimaes de 600 libras.
Oleo de linhaca em latas de 5 gatees.
Champagne, marca A. C.
Oleado!' para mesas.
Tapetes de la papa forro de salas.
Copos e calix de vidro ordinario.
Formas de olha de ferro, pintadas, para
fabrica de assucar.
Palha da India para empalliar.
Ac,o de Milo'sortido,
Carne devacca em salmoura.
Um sortimento de pregos.
Lonas da Russia.
Espingardas de caca.
Lazarinas e clavinotes.
Papel de paquete, inglez.
Latao em folha.
Brim de vela, da Russia.
Cabos de Linho da Russia, primeira qua-
lidade.
Cemento de Hamburgo (novo).
Relogios de ouro, sabonete, patente in-
glez.
Vende-se o engenho Limeirioha, situado 1 mar-
gem do Tracunhaem, com 600 bracas de testada e
urna legua de fundo, com as obras mais precisas, te-
das novas, eptima moenda, com bous partida que
com 2 carros e 4 quartos podem moer al 2,000 pites
o que he de grande vantagem para um prinel
He de ptimo assucar e de boa prod uceo, Unto de
canna como de legumes : vende-se
itheiro vista, e o mais a pagamento al
poder conveucionar : os preteiidenles dinjam-
eogenho Tamalaps de Flores.
Vende-se um grande silio na estrada d
tos, quasi defronle da igreja, o qual tem nJ
vores de fructas. Ierras de planiacoe, baiu
capim, e casa de vivenda, coro bastantes commo-
dos : quem o pretender dirija-se ao mesmo. sitio a
entender-se com o Sr. Antonio Manoel de Moraes
Mesquila Pimentet, ou a ra doCrespo n. 3, no
escriptorio do padre Antonio da Cunha e Fignei-
i
I
redo.
/
dos termos de medicina,
anatoma pbarmacla ,
i Si cclonarlo
cirurgla ,
ato. ate.
Sabio luz esta obra indispensavel a todas
tas pessoas que se dedicam ao esludo de
. medicina. Vende-se por 49 rs eucaderna-,
no consultorio do Dr. Moscozo, ra do
legio, n. 2j, primeiro andar.
Ndvotelegrapho.
_ Vende-se o roleiro do novo telegrapho que princi-
pia a ter andamento no dia 29 do corrente, a 240 rs.
cada um : na livraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Vestidos de babados.
Vendem-se vestidos brancus de barra e bordados a
4&000 ditos de 1 e2bbados a 48500, ditos de 3 a 5
ditos a 58000: na roa Nova loja n. 16, de Jos
I.uiz Pereira & Filho.
Cortes de cassas francezas a 2,200 rs.
Vendem-se bonitos e modernos corles de cassas
francezas a 25200 rs. o corte r na roa Nova n. 16,
loja de Jos I.uiz Pereira & Filho.
A mesa regedora da veneravel ordem 3. de N-
Sr .* do Carmo desla cidade, convida a todoa os seus
carissimos irmaos, para comparecerem veslidos com
seus habilos na igreja da mesma ordem, no dia 1." de
marro do crranle anno, pelas 2 horas da tarde, fim
de acompanbarem a procissao de cinza, que tem de
sabir da veneravel ordem 3." de S. Francisco, em
virtnde do convite feito pela mesma ordem bem como
o de Irtumpho que tem de sabir da
mesma ordem 3.a do Carmo na tarde do dia 7 de abril
do correle anno : cujo aviso se faz com lempo, para
que os irmaos que nao tem habilo, em lempo o pos-
sam fazer.
ATTENCAO, NICO DEPOSITO NESTA
CIDADE.
Paulo Gaignon, dentista receben agua denli-
friee do Dr. Pierre, esta agua condecida como a me-
que lem apparecido, (e tem muito? elogios o
sen autor,) tem a propriedade de conservar a bocea
beiiosa e preservar das dores de denles: tira o
*>to desagradavel que d em geral o charuto, al-
las dcsta n um copo d agua sao suflicien-
em se achara po dentifrice encllente para
io dos denles : na.rua larga do Rosario
indo andar.
Precisa-se alugar um prelo para servicp de ca-
iaga-se bem-: quem o liver dirija-se a travessa da
e de Ueos, a fallar coro Joaquim Filippe da
Cosa.
JOS' RANDE ,
entraneador de cabellos da casa imperial,
> respeitavel public desla cidade, Taz colla-
brincos, anneis, correnles para nelo-
ardoes, Iranselins, tambem se faz.lp-
llos, e qualquer obras que deseja
loa-Visla, n.38.
eja-se fallar com o Sr. Jos Velloso de A-
ds, a negocio que Ihe diz respeilo : no
Vbreu n. ?.
Precisa-se de urna ama com leite c que seja
bom : na ra de Santa Rita, sobrado de um andar
Palitosfrancezes a3,000 e4,000 rs.
Vendem-se palitos Irancezesde brim de linho e
bretanha, brancos ede cores,obra bem feila e da ul-
tima moda, a 39 e 49 rs.: na ra Nova loja n. 16, de
Jos Luiz Pereira |& tildo.]
Tucadores a 2#400 cada um.
Vendem-se ricos loucadores com urna grandet ga-
veta para loilele das senhoras, s por 2(400, he h-
lalo, edeguem antee que se acabe : na frente do l.i-
vramenlo, luja de F. A. de Pinho. "
Vendem-se ricos leques.penles de tartaruga,di-
tos de bfaloe demassa para alar cabello, ditos de di-
ta para alisar, braceletes de cornalina, adereros, al-
linrles de peilo imitando muilo a ouro lino e lodo
por muilo commodo preco ; s para apurar dinheiro :
na frenlc do Livramenlo, loja de F. A. de Pinho.
. Franjas para cortinados e loalhas.
Vendem-se lindas franjas brancas e de cores para
cortinados, ditas de relroz engradas para capolinltos
ejnanteleles a moderna,emais barato do que nas mais
fajas, na frente do Livramento, loja de midezas de
F. A. de Pinito.
a' luz a folhinha de algibeira,
contendo alem do kalendario o regula-
mento dos emolumentos parochiaes, e o
almanak civil, administrativo, commer-
cial, agrcola e industrial; augmentado
com 500 engenhos, alm de outras noti-
cias estatisticas. O aeresimo de trahalho
e dispendio nao permittiram ao edictor
vende-lo pelo antigo preco, e sim por
400 rs. ; vendendo-se nicamente na li-
vraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Vende-se orna ptima escrava de 25 annos de
idade, .tem ptima conducta, sabe bem coser, eugom-
inar e cozinhar ; assim como vende-se .om bom mole-
cao de 20 annos, sem vicios nem achaques : ha ra
to Otieinia lo 11.29. _
Na roa da Penha n. 23, primeiro andar, se di-
r quem vende um (rancelim, um par de brincos,
1 dito de rosetas esmaltadas, um dito de boloes de
panda,um bolao de abertura, um annel de tartaruga
encasloado em ouro, um alflnele esmaltado para pei-
lo de senhora.
lotera de n. s. do rosar o.
Ca da Esperanra ra do Queimado
n. 61.
Na casa cima e na praca la Independencia loja
do Sr. Fortunato, est a venda um completo sorti-
mento de cntelas e bilheles da loleria cima, cujas
rodas andam no dia 11 de fevereiro.
Bilheles. 43000
Meios.....2000
Quartos. ... 1>00
Decimos. ... 600
Vigsimos. 320
Ao barato.
Na ra do Crespo n. 5, ha um completo sorlimeulo
de loalhas e guardanapos do Porlo, pelos precos se-
. guinles: guardanapos a 28600 a duzia, loalhas gran-
JNa trente do Livramento, loja de des a 4500 cada urna, ditas regulares a 32600, ditas
midezas de F. A. de Pinho, se dir quem vende Biis pequeas a 33200.
Gomma
Vi
^c o segundo andar da casa na roa do
i; proprio para familia:
dirija-se i relina rao por baiso do
relii u-se pa-
Tem-se justo c contrita lo comprar a casa ler-
1 da Praia de Sania Rila n. 44, alguem
-imcom direilo a ella declare no espar.o de
Vnlnia'ranciaqajR^^HF^
ra a
Boma0(5Companhia fazem sriente ao publico,
e com especialidade ao respeitavel corno do coromar-
rio, que Miguel' Itndrigues Teiieira Candido tletxou
de se* eaiieiro de sen armazem desde odia 26 do cor-
rnle. -'
_ Precisa-se do unta multar de meia idade, de
bom coiuporlamento e sem familia, que saiba engom-
mar e coser, para estar em urna casa de familia i qnnt
quizer. dirija-se ra do Senhor Bom Jess das Cri-
uma rica pulceira de ouro, e um Iranselim de dilo
para relogio, obra muilo bonita o g09lo a franceza,
de donde chegaram ltimamente; na mesma loja
lrncnm-se cru.tifsos e diversas obras religiosas pro-
prias para os devotos, tudo por commodo preco: do-
se as amostras sobre valor.
Vende-se nma cabra (bicho), boa leiteira e sem
filho : na ra d'Assumpcao n. 20. *
Vende-se um cavallo prelo, bonita figura, p-
timo para cabiolet.e mesmo para sella : na cocheira
do Sebasliao, ra da Florentina.
Historia de Portugal.
Veudom-sc 09 qualro primeiros voluntes da Histeria
de Portugal, que esl sendo escripia pelo grande Ili-
terato A. Herculano : na ra larca do Kosario, loja
de midezas n. 22.
Vendem-se 8 escravos, sendo um molequu dn
18 annos, um mulato de bonita figura, mnilo moca. ,j
escravas proprias para lodo o servico, e 1 muala de
19 anuos de idade : na ra Direila, n. 3.
Vende-se urna taberna sita na na da Calcada
11. 1, bem afreguezada e propra para qualquer prin-
cipiante por ler poucos fundos : a tratar na ra d
Madre de eos u. 36.
Vemte-se taberna nova da Cipunga,. situada
na propriedade do Sr. JoSo Simftcs de Ahnelda, bem
afreguezada para Ierra pela sua boa localidade, e
com umjogo de bola, que rende o aluguel mensa! :
a tratar na tesina, que se far lodo o negocio.
Vende-se urna taberna bem afreguezada, com
fundos a vonlado de comprador: a tratar na ra da
Sen/alia Nova 11. .
dos, assim como para agricultura, sendo preciso cer-
car-se, dista da Parahiba dez teguas, para o lirejo ;
quem apreleuder dirija-se em Anglicas, a Francis-
- "-il*.----------.'- -.. i-.,..
em sarcas de 4 arrobas, da melhor qnalidade que
aqui lem viudo e por menos preco que em qualquer
oulra parle: no aterro da Boa Vista, loja n. 44.
CERA EM VELAS.
Vende-se cera em veles, a mais supe-
rior <[ue ha no mercado (com diversos sor;
timentos a vontade dos compradores) che-
gada ltimamente de l.ijlioa pela barca
GratidSo, e por preco mais baratado
que era outra qualquer parte : na ra do
Vigario n. 19, segundo andar, escriptorio
d Machado & Pinheiio.
Vende-se om cavallo mellado de bo-
nita figura, carrega baiio, esquipa.o he
muilo manso, lem arreios c sellim novo:
a fallar na praca da Independencia n.
18e20.
Vende-se um diccionario universal de geogra-
phia moderna, descripcao physica, poltica e histri-
ca, de todos os lugares da. trra, acompanhado de
um alias de 59 cartas, por A. Perro!: no aterro da
Boa-Visla, loja'de ourives n. 68.
Aviso que interessa.
Acabam de chegar da Baha, da fabrica do Bran-
dao em S. Felix.os mais acreditados charutos regala,
falue tem vindo este mercada, recommendando-se
estes eicellenles charutos a todos que sahem. appre-
ciar o que ha de melhor neste genero, acham-se a
Vendem-se lonas, brinzao; brinsc meias lo-
nas da Russia : no armazem de -O. Bieber &
Companhia, na ra da Crnz n. 4.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowman ti, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de ~> a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
1Vendem-*e relogios de ouro, pa-
tente inglez, os melhores que tem vindo
a este mercado, e do mais acreditado
labricante.de Liverpool: em casa de Rus-
sel Mellors & Companhia, na ra da
Cadeia do Recife, n. 5C.^
Atala Je Edwla Kan,
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmonl
& Companhia, acha-se constantemente bons sorli-
menlos de la i vas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa como fuudas, moendas ineliras todas de ferro pa-
ra limaos, auoa, ele. ditas para a rmar em madei-
ra de todos os tamaitos e modelos os mais modernos,
machina horisonlal para vapor rom forra de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslanhado
para casa de purgar, por menos preco que os de ro-
bre, csco vens para navios, ferro da Suecia, e fo-
Ihnsde flaudres ; tudo por barato proco.
Moinhos de' vento
'ombombasde repuxo para rogar borlase, baixs
de capim, na fundicao de t. W. Bowman: na ra
do Brum ns. 6,8 e 10.
Na ra da Cadeia do Recife n. tO, arma-
zem deHenriqueGibson,
vendem-se relogios de ouro de sabonete, de patente
inglez, da melhor qualidade, e fabricados em Lon-
dres, por prero commodo.
Vende-se graxa de verniz para limpar arreios
de carro, lustroso e prova d'agua ; na ra do Trapi-
che n. 3.
POTASSA.
No anligo deposito da ra da Cadeia do Recite ,
armazem n. 12, ha part vender muito nova polassa
da Russia, americana e brasileira, em pequeos bar-
ris de 4 arrobas; a boa qualidade e .precos mais ba-
ratos do que em oulra qualquer parte, se aflianeam
aos que precisarein comprar. No mesmo deposito
lambeta ha barris com cal de Lisboa cm pedra, pr-
ximamente chegados.
Veude-se a verdadeira salsa parri-
lha de Sands: na botica franceza, da ra
da Cruz, em frente ao chafariz.
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DR. P. 4. LOBO MOSCOZO.
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medicamentos que nao foratn publicados satura mui-
lo breve, por estar muilo adiantada sua impressiio.
Diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anato-
ma, pharmacia. ele. etc. encadenado. 45000
Unta carteira de 2t tubos, dosmelhores c mais hem
preparados glbulos homopalhicos com as duas
SALSA PARRILHA.
Vicente Jos de Brito, nico agente em PTuam-
buco de B. J: D. Sands, cbimico americano, faz pu-
blico que lem chegado a esta praca unta grande por-
cao de frascos de salsa parrilha de Sands, que silo
verdaderamente falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acautelar os consu-
midores de lite precioso talismn, de cahir neste
engao, tomando as funestas consequencias que
sempre coslumam trazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela nulo daquelles, que anlepoem
seus interesses aos males e eslragos da humanidade."
Portante pede, para que o publico se possa livrar
desta fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recentemente aqui chega-
da ; o annuncianle faz ver .que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na rna da Conceieflo
do Recife n. 61 ; e, alm do receituaro que acorn-
panlia cada frasco, tem embaixo da primeira pagina
seu nome impresso, e se achara sua firma' em ma-
tmsrripto sobre o involtorio impresso do mesmo
freos.
Vendem-se relogios de ouro, pa
ten-te inglez, por commodo pre-
co: na ra da Cruz n. 20, casa de
L. Leconte Feron & Companhia.
MADAPOLAO' BOM, A 3200.
Vendem-se pecas de madapolao de boa qualidade,
com pouca avaria : na ra da Cadeia Velha n. 24,
primeiro andar.
Vendem-se cerca de 800 formas de folha de
ferro para fabrica de assucar, pintadas, e qne" levam
tres arrobas cada urna : vendem-se muilo em conta
para fechar : na ra do Trapiche n. 3.
' Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta,, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo
chegado do Rio de Janeiro.
Na ra do Vinario 11.19, primeiro andar, tem
venda a superior llanclla para forro desellins, che-
gada recentemente da America.
Oleo de linhaca em botijas.
Vende-se a 5}000 rs. cada urna botija, c por me-
nos sendo em porcao : na ra da Cadeia do Recite n.
47, primeiro andar.
Charutos de Havana.
Vendem-se verdadeiros charutos de Havana por
prero muito commado : na ruada Cruz, armazem
n. 4*.
OLEADOS INGLEZES.
Vendem-se riquissimos, oleados para
assoelhar salas, tanto emqualidade, com o
no escolhido gosto de desenlio : no ar-
mazem' defazendas de AdamsonHowie &
Companhia, na ra do Trapiche Novo
n. 42.
Vende-se feijao mulaliuho bom, em saccas ; no
armazem da na da Praia n. U: no mesmo armazem
vende-se boas Iraves de 4o_ pathios de comprimeuto
da melhor qualidade que pode haver.
POTASSA E CAL. >_
Vende-se potassa da llussia e America-
na, superiores, e cal virgem de Lisboa,
tudo por preco mais commodo que em
outra qualquer parte : na ra do Trapi-
chen. 13, armazem de Bastos Irmaos.
Vende-se meia leuiia de Ierra muilo propra pa- venda no Passeio Publico n. 13, c no arco da Cuncei-
ra sola de animaes, para engenho, e siluacao de gaf Sa.'"ja *. onde existe um complete sorlimenlo
de lodas as corespelodiminuto preco JjOOrs.acaiva.
Vendem-sc pianos forles de superior qualida
de, fabricados pelo melhor aulo liamburguc: u
obras cima...... 40S000
Urna dila de 36 tubos com as inesmas 438000
Dila, dita .'e 48 tubos....... 50JOO0
Dila de 144 com as ditas....... 100000
Carleirasde 24 tubos pcqucttos para algi-
beira ............ lOSOOO
Ditas de 48 ditos......... 208000
Tubos nvnlans il* "lbulos *. ISOOl)
DEPOSITO DE CAL E POTASSA.
Na ra de Apollo, armazem de Leal
Rei$, tem superior potassa da Russia, che-
gada ltimamente, e da fabricada no Rio
de Janeiro, de qualidade bem condecida,
assim como cal em pedra, chegada no ul-
timo navio-
Vende-se CARNE DE VACCA e (le porco de
Hamburgo. em barris de 200 libras;
CHAMPAGNE de marca conhecida c verdadei-
ra, havendo poneos ggos de resto, que se venderao
para fechar, a ijOOO rs. ;
AC DE MII.AO-sqrlido;
TAPETES DE I.Ait, lauto em peca como sollos,
para forrar salas, de bonitasefires- emuifoem conta.
OLEADOS de cores para forrar corredores, ele. ;
OLEO de liuhasa em latas de cinco gal&es : em
casa de C; J. Astley Companhia, ra do Trapv
che "
Na roa da Cruz n. 15, segundo andar, ven-
dem-se 179 pares de coturnos de couro de lustre,
400 ditos brancos e 30 ditos de bolins; tudo por
preco commodo.
Pianos.
Os amadores da msica acham continuadamente
em casa de Bruno Praeger'&Compaohia. na da Cruz
n. 10, um grande sorlimenlo de pianos fortes e forles
pianos.de difiranles modellos, boa cnnslrucrito e bel-
las vozes, que vendem por mdicos precos; assim co-
mo loda a qualidade de instromenlos para msica.
Obras de ouro,
como sejam: aderecos e meios ditos, braceletes, brin-
cos, allitieles, boloes. anneis. correnles para relogios,
etc. etc., do mais moderno costo : vendem-se na ra
da Cruz n. 10, casa de Brunn Praegcr 61 Companhia.
Vende-se urna taberna, na ra Nova^cnsa n.
"I: quem 'pretender comprar, dirija-se rrua D-
reita, c-a n.6, que se achara com quem tratar.
Na ra do Trapiche n. 14, primeiro andar,
vende-se o seguinte :paste de lyrio florenlino, o
melhor artigo qoe se ennhece para impar os denles,
brauquece-os a fortificar as geiicivas, deixando bom
gosto na bocea e agradavel cheiro; agua de mel
para os cabellos, limp a caspa, e d.i-lhe mgico
lustre; agua de perolas, este mgico cosmtico para
sarar sardas, rugas, e embrllezar o roslo, assim co-
mo a tintura ipiperial do Dr. Brown, esla prepara-
cao faz os cabellos ruivosou dranros,completamente,
pretas e m.icios, sem daino dos mesmos, Indo por
presos commodos.
ANTIGU1DADE E SUPERIORIDADE
DA
SALSAPARBILHA DE BRISTOL
sobre
. a SALSA PARRILHA DE SANDS.
Attencao'
A SALSA PARRILHA DE BRISTOL date des-
de ISt, c tem conslanlemenle mantido a sua re-
pulacao sem necessidade de recorrer a pomposos
annuncios, de que as preparacoes de mrito podeni
dispensar-se. O successo do Dr. BRISTOL lem
provocado infinitas invejas, e, enlre outras. as dos
Srs. A. R. D. Sands, de New-Vork, preparadores
e proprietarios da salsa parriil condecida pelo no-
me de Sands.
Esles senhores solicilaram a agencia de Salsa par-
rilha de Bristol, ecomo mo o p'odessem obter, fa-
bricaran! urna imilaeSo de Bristol.
Eis-aqui a caria que os Srs. A. R. D. Sands es-
creveram ao Dr. Brislol no dia 20 de abril de 1842,
e que se acha em nosso poder:
Sr. Dr. C. C. Britlol.
Bfalo, &c.
Nosso apreciavel senhor.
Em todo o anno passado temos vendido quanti-
dadet consideraveis dq,extracto de Salsa parrilha de
Vmc, e pelo que ouvimos dizer de suas virlude
quelles que a lem usado, julgamos que a venda da
dita medicina se augmentar imu'iisrimo. Se Vine.
quizer fazer um convenio, comnosco, eremos que
nos resultara muita vantagem, tanto a mis como a
Vmc. Temos muito prazer que Vmc. nos responda
sobro este assuniplo, e se Vmc. vier a esla cidade
daqui a' um mez, ou cousa semelhanle, leriamos
muito prazer em o vereui nossa botica, ra de I'ul-
ton, n.79.
Ficam s ordena de Vmc. seus sezuros servidores.
(Assignados) A. R. D. SaNDS.
CONCLUSAO".
1.e A anliguidade da sal parrilha de Brislol he
claramente provada. pas que ella data desde 1832,
e que a de sands s appareceu cm 1842, poca na
Sual este droguista nao podo obter a agencia do Dr.
fistol.
2. A superioridade da salsa parrilha de Bristol
he inconleslavel; pois que nao obstante a concur-
rencia da de Sands, e de urna porcao do outras pre-
paracOes, ella tem mantillo a sua reptttacao em qua-
si toda a America.
As numerosas experiencias feilas com o uso da
salsa parrilha em lodas as enfermidades originados
pela impureza dosangue, eo bnm xito ohljdu nes-
la corle pelo lllm. Sr. llr. Sigaud, presidente da
academia imperial de medicina, pelo illuslrado Sr.
Dr. Antonio Jos Peixolo em sua clnica, e em sua
afamada casa de saude na Gamboa, pelo lllm. Sr.
Dr. Saturnino de Oliveira, medico do exercilo, e
por varios uniros mdicos, pemiiltem hoje de pro-
clamar altamente as virtudes eflicazes da salsa par-
rilha Ue Brislol vende-se a 54000 o vidro*.
O deposito desla salsa mudou-se para a holica
franceza da ra da Cruz, em frente ao chafariz.
MOENDAS SUPERIORES^
Na fundirlo de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
mpdello econstruccao muito superiores.
FUNDICAO' D AURORA.
Na fundicao d'Aurora acha-se conslantemente nm
completo sortimento de machinas de vapor, tanto '
d'alla como de baixa pressao de modeqa osinais
approvados. Tambem se apromptara de ene
da de qualquer forma que se possam de^^H
maior presteza. Habis omciaes aerar. lado*
para as ir assenlar, e os fabricantes como tn
coslume afiancam o perfeito trabalbo dellas
ponsabilisam por qtlalqner defeilo que possa Bellas
apparecer durante a primeira salra. Muitas machi-
nas de vapor construidas ueste eslabelecimlo lem
estado em constante servico nesla provincia 10. 1
eat 16 annos, e apenas tem exigido m-&SKfl|H
cantes reparos, e algumas at nenhuna absolut;
te, accrescendo que o consummo do conbustivel he
Mu nconsideravcK Os senhores' deefl^^^^^H
c oulras quaesquer pessoas que precisaren da ma-
chinismo sao respeilosamenle convidados a visitero
estabelecimento em Santo Amaro.
Vende-se em casa de S. P. Johns-
ton & Companhia, na ra da Senzala No-
va n. 42.
Vinho da Porto, superior qualidade,
garrafado.
Vinho Cherykem' barris de quarto.
Sellins para" montana, de homem
111 tora.
Vaquetas delustre para coberta de careos.
Relogios de uro patente inglez.
en-
e se-
ESCRAVOS FGIDOS.
Na botica da ra larga do Rosario
11. 3G, de Bartholonieii F. de Souza, ven-
dem-se pilulas vegelacs verdadeiras, a'rro-
be l'affectour veruadeiro, salsa de Sands
verdadeira, vermifugo inglez (em vidro)
verdadeiro, vidrosde bocea larga com ro-
Iha Je 1 ate 12 libias. O annuncianteaf-
fiant;a a quem interessar possa a veracida-
de dos medicamentos cima, vendidos em
Desapparecea no dia 14 de novembro do anno
passado o prelo Raymundo, crionlo, filho do Ico, de
idade i annos. pouco mais ou menos, cor fula, cara
larga, beicos grossos, barba cerrada, estatura regular,
rendido de urna veril lia, pouco volumosa, he muilo
ladino, ediz saberler.be ainijio desambas, onde di-
verle-se locando flaulim: ( mencionado prelo foi
capturado em o engenho lapacar d'onde tornou a
rugir no Gm de 4 dia* : qum o pegar, queira levar
a ra Direila 11. 78, qsedarse-ha paga generosa.
No 1. de dezembro prximo passado. desappa-
receu do engenho Canabrava de N. S. do C, comar-
ca de Goianna, um prelo de nome Vicente, o qual
tem os signaes segoinles : alto, secco ^lo corpo, coro
um lalho na testa da parle esqnerda, os cabello
fontes avermelltados, nariz chato, representa k -^5a
30 anuos de idade ; esle eseravo foi do Sr. Joao Ne-
pomuceno Viegas, em Pedras de Fago : quem. pegar '
dito eseravo o poder levar no referido engenho, ou
nesta praca, no escriplorio da ra d Crnz n;^, que
ser generosamente recompensad:').
Desappareceu no dia 22' !do correle o prelo
Alexandre do nacao de San Pitla, idtde 35 as-
nos, alio, falla demorada e cotpo refurcado; foi
eseravo do Sr. Melequer, Kram+ez, morador no Rio
Doce e ltimamente perlenccu o Sr. Eduardo Bol-
Iv. Esse preto cusiuma em suas frequenles fgidas
anda por Olinda e refugiarse as capoeirasdo Bio
Dore, e ahi se poder com certeza encontrar:, rosa-
se a quem o pegar ou delle dejr noticia, o obsequio,
de dirigir-se a fabrica de calileireiro na ra do
Brum n. 38. ~
Do engenho S. Jo5o, do CLibo, gB
domingo lo do corrente o prelo JA nlon 1 {mm
do o dito pedreiro. meslre de aajsucsr e de toda ser-
vido de engenho, lie fula, allurta regular, bocea um
lauto loria, tem os ps sempre imeio techados e com
signaes d'erysipela ; he muilo ltebado, levou gibao e
cha peo de couro qne j nos Dunis oOereeeo para ven-
der; nos Allegados disseque ia para Goianna, ao er
roiilro do seu senhor, ele.', ele. do corrente o prelo ChrisjovSo, altura regular, un
lano cambado, muilo pachola, lendo o braco direit-
corlado e coslumando a Iraze-lo dentro da camisa le-
vou chapeo de palha de aba {'ande, caral 1 branca
e ca^a azul; quem dellet der noticias ou os levar ao
Recite, na fabrica de vinagre d as Cinco Ponas, 00 a
engenho Fragozo perlo da cidade, ou ao engenho
Joao do Cabo, ser bem gratificado. .
- Acha-se rugida desde o tnno prximo passaA
a escrava, muala, de nome 1 nna, com os signaes w-
auinles : eslalura regular, dr amarellada, le os
dedos grandes de ambos os u bastete separada dos
immedialos, tem a teJUjtm. | ooco mansa, elU foi de-
sertan, porem suppoe-se eslr/ aqui na praca oculta
em alsumacaaareu andar apui pelos arrabaldes da
cidade : por isso roga-se as aptoridades policiaes ca-
p (aes de campo, ou algumajpessoa do povo, de a
apprehender e levar rna doKJueimado, loja n 53
que serao generosamente recompensados.
Desappareceu no dia fe do corrente o prelo
Benediclo, de Angola, de Pade 35 annos, pooco
maisou menos, de eslaturabaisa, e tem a cabo-a
quasi calva ; letou calca de aseraira escura e cami-
sa de algodao : roga-se a lodps os capilaes da campo
ile apprehende-lo e levar ra do Trapiche n. 2i,ar.
mazem de assucar.
BjPI'arcceu .1 16 de abril de 1841 a crioula
A "na, dUtlade deOanitos, crheui prela, bstenle
baxa, cara romprida, les pequea, somhrancelhas
espessas, olhos pequeos e vivos, naris regular, boc-
ea grande,.labios grassos, denles compridos e lima-
dos, bracos grossos. mos pequeas e bem feilas, pj_
los peque nos, espadoas alias e carnudas, cin'.ura
fina, nadegat salientes, peritas curtas e grossas,
pes,pequeiiose mal'feilos, "ledos curtos e ruidos co-
mo de quem leve bichas, andar sacotlido, falla alta
fim, c desvanecida, anda munida de urna caria do>
alforria : quem a pegar, leve-a aorarlorio de Anto-
nio Joaquim Ferreira de Carvalho, que rece'jeri
IOO9OOO.
Desappareceu de casa do abaixo assignado um
eseravo de nome Pedro, representa ter 0 annos.tem
barda, cor rula, feic&es bem regulare, o bem pare-
cido, falla nm pooco descansado, asvetasanda muilo
hem veslido e calcado; roubou alguna objeclos de va-
lor, entrando nesle numero um ou dous relogios de
ouro.Manoel Gonealcet da Silea.
Desappareceu no dia 25 do corrente, andando
candando na na, nm prelo do senlio de Anzola, nome Constantino, representa ter de idode25 annos
poco mais ou menos, estatura haixa, seeco do corp o,
peinas linas, ps pequeos, com alguma barda, pri 11-
ripalincnle na pona do queixo, levou camisa de jil-
codilozinho, cal^a do mesmo. panno azul j vettio,
chapeo de palda, cujo preto velo di utato lia |>nco
mais de 15 dias e pcrlencia ao Sr. Antonio Cune i ves
Ferreira,Sr. do engenho Cacu, freguezia da Escaria:
por isso recommendo a lodas as autoridades pn'cues
e capilaes de campo, a captura do mesmo', levando
ao seiysenhor na ra da Praia, 11. 2, que serao gene-
rosamente gratificados.
. ,Typ. M. F,, de rari.~.l8M.

{
i


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