Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02334


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Full Text

ANNO XXX. N. 23.
SABBADO 28 DE JANEIRO DE 1854.
f

Por 3 mezes adiantado 4,000.
Por 3 mezes vendidos 4,500
Por Anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPTO'.
Recife, o proprielario M. F. de Faria; Ro do Ja-
neiro, o Sr. Joao Pereira Marti ns; Bahia, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donca; Parahiba, o Sr. Jos Rodrigues da Cosa; Na-
ja!, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Aracaly, o Sr.
Antonio de Lemos Braga; Ceat, o Sr. Victoriano
AugustoBorges; Maranho, o Sr. Joaquim Marques
Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
' CASNOS.
Sobre Londres 28 d. por POOO firme.
Pai is, 340 a 345 rs. por 1 f.
Lisboa, 95 porcento.
Rio de Janeiro, a 2 por.O/o de rebate.
Acccs do banco o O/o de premio.
da companbia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lellras de 11 a 12 1/8 de rebate.
METAES.
Ouro. (Incas hespanliolas. 28$500 a 29000
Moedas de 65400 velhas. 169000
de 69400 novas. 169000
de 49000.......99000
Prata. Palacoes brasilciros..... 19930
Pesos coiumnarios.......19930
mexicanos...... 19800
PARTII
Olinda, lodos os
Caruata, Bonitoe (jaranhuus nosdias e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
tjoianna c Parahiba, segundas e exias. feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
PREAMAR DE BOJE.
Primeira s :i horas e 42 minutos da larde.
Segunda s 4 horas c 6 minutos da auhiia.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e quintasteiras.
Relaco, tercas feiras e sabbados.
Pazenda, ierras c sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orpliaos, segundas c quintas s 10 horas.
I.* vara do civcl, segundas c sextas, ao nie-io dio.
2.a vara- do civel, (filarlas e sablwdos ao mcio dia.
Os Tribunaes de Justina estao fechados al o ulti-
mo de Janeiro.
Janeiro
EPIIEHEIUDES.
6 Quarlo crcsccnte a 1 hora, 29 minutos
G 4 segundos da maiiha.
14 I.uacheia as 6 horas, 42 minutse
12 segundos da inanha.
22 (.toarlo minguantc ao 38 minutos c
48 segundos da manha.
28 La nova as 2 honras, 34 minutos*'e
48 segundos da larde.
MAS DA SEMANA.
23 Segulida. Os desposorios da SS. Virgen) Mi D.
24 Terra. N. S. da Paz ; S. Themotheo b.
25 Quarta. A conversacio de S. Paulo Apostlo.
26 Quinta. S. Polycarpo b. m. ; S. Theogines.
27 Sexta. ^Joo Cbrysostomo b. doul. da igreja.
28 Sabbado. S. Cyrillob. ; Ss. Lenidase Flaviano
29 Domingo. 4." depois de Res. S. Eranctsco de
Sales.
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
N. 437. Illm. e Exm. Sr.Comprimi o respei-
tavel despacho de V. Ese., que me foi honlem apre-
sentado no incluso requerimento assignado por al-
gae* uegoeianles, relativo collocacao da ponle pro-
vieaa do Recife, teuho a honra de informar V.
Exc o seguinle: o itfto
As razoes presentadas pelos supplicaiitoaBJBbu-
danrado localda ponte provisoria do RecifafPuzem-
8 as segrales : l., que a ponte junio a secretaria
da polica, dever ler ,seguudu dtzem) 1,700 palmos,
no enlantoque junto a actual paute
00 tantos palmos: 2., que o local o
ella em constroeco, flea muilo Ion
le provisoria e muilo perlo para unT ponte
nenie : 3., que a ponte junto a secretaria da polica,
.faz perder de valor, os estabelecitnenlos prximos
actual ponle, nao s facilitando un desvio para o pu-
blico, como tambero porqoe os devedores de cons-
cieucia nao muilo pura aproveilar-se-hao dessa
circunutancia para se furtarem ao respectivo paga-
mento : 4., que o publico j se ada costumado i
putar na actual ponle do Recife, e nesla direccao
existem maitos eslahelecimenwBB' flnalmenle.que
tein sido cusimenesta provincia sempre que se re-
conslroe qunlqoer ponte fazer o passadro ou ponle
provisoria ao. lado da mesma ponte. Segurado, pois
a raesma ordem de expoticSo de motivos apresenla-
dos pelossupplicaules, passarei mostrar o engao
em que elles laboran).
Primeramente direl que nao he exacto ter a ponte
provisoria junto secretaria da polica 1,700 palmos
como dizom, mas sim 1,328, e que a ponte junto
acluat ponte do Recife deveria ler 936 palmos. He
verdade, que nomo assim ha urna difieren;* consi-
deravel; por ora, se altendermos que junto i poote
do Rncife a profundidadedo rio no momento das ma-
ros bailas he 30 palmos como se v da planta jnnta,
ao quereuoindomais 10 palmas quesobem asmaros,
e 10 palmos para vio da ponte sobre o nivel das prea-
mares, lercmos que o pavimento da ponle ficar 30
palmos cima do fundo do rio; e como soja necessa-
rio que os eslcios fiqnein enlerrados ao menos 15 pal-
mo ne terreno, e alm disso lem de perder-se ama
parle na extremidade superior pelas pancadas para o
entincamenlo, [eremos que serio necessarios estoje*
de 70 palmos de comprimenlo com 12 polegadaKle
grosauri em quadro ; tnadeiras essas muilo anteis
de se encontraren); d'onde resultar grandes demoras
obra lio urgente. Deroais Picando o pavimento
ponle 50 palmos cima do fundo do leitodo rio, e
sendo a correle das aguas muilissimo fortenaque I le
ir (como he geralmeote sabido) segue-se que flea
ra a ponte sujeila muilo fortes oscillacSes, o que
,e cerlo deveria causar algons recejos a sua seguran
ca. Alm disso, m autro inconveniente se apresen-
la pta conslrurcao da ponte provisoria prxima
le do Recife,e vera ser, queo embara-
etciaa^yrpUt' agua, produz
^mi ra^K sentir em dis-
de 200'palmos, coito boje se observa
na actual ponte do Recife, o que muilo embarararia
e prejudicaria aos Irabalhos da nova ponte. E-las
s por s sao milito sullicienles para mostrar,
que a pona provisoria jamis deveria ser feila no
lugar indicado pelos supplicaules, alm de que ou-
tras considerares adianto expendidas, mnstram que
essa ponte provisoria construida o tusar em que se
aelia principiada he de grande conveniencia para
publico, Na direccao em que se cha principiada a
porfe provisoria, a profundidade d'agna he de 1, 5
e 6 palmos, e apenas de 10 oa extcnsilo de 150 pal-
mos, d'onde se v que he mais fcil a sua conslruc-
cao nesse lugar, alm de que a sja maior extensan
faz com que.os "obstculos dos sleios sejam menos
seusiveis i correle das aguas. O motivo de ser esla
ponte mais transitada das 9 horas do dia al is 4 da
larde, lempo em que o calor do sol se faz mais sen-
ti% nao pode servir de obstculo, por isso que nao he
naaxlenso da ponte que mais se sent os efieilos do
calor, e pelo contrario ah ha quasi sempre viradlo,
que abranda o calor e torna mais suave o transito.
Emquanlo s ras da proximidade da ponte ve-
mos que, na ra di Cadeia sempre ha ver boa som-.
br desde o amanhecer do dia, al ao meio dia, e na.
Aia do Caes haver sombra do rleio dia em dant
e por conseguale em nada se prejudica" o commodo
dos viandantes. A segunda razao presentada ne-
nhuma torro tem, por isso que nao lio pussivel que
urna localidade seja ao inesino lempa milito .perlo e
moito longe de um mesmo ponto ; pois se ella he
tonga para urna ponte provisoria, seria conveniente
para urna ponte permanente, e comoessa ponte lem
do ser construida cora solidez snllicienle para esse
fim, por sso ser de grande ulilidade a sna ennser-
vaciio. e facilitar o transito publico ; c senao he lon-
ge enlao acha-se bem situada como ponte proviso-
ria, 6 por conseguinte nenhuma razSo ha para ser
desprezada. A terceira razao aponlada lambem nao
pode produzir. Porquantn as pessoas fue liverera
de ir ao bairro do Recito, segoirao sempre o mesmo
caminhn, que estavam acoslnmada, al o lugar do
arco de Santo Antonio, ed'ahi seguiro para a ponte
provisoria, urnas pela ra do Caes detrada cadeia,
c oulris pela ra da Cadeia. Dessa inaneira nao sao
prejurjicados os interesses dos estabelecmenlos das
ras prximas ; o comraercio tomar maior deseri-
volviinculo eslendendo-se pelas ruasda Cadeia e do
o publico ganhar com a facilidade do transi-
to os predios destas roas augmentarlo de valor, e a*
rendas publicas augmentarn na mesma proporco ;
isso pelo que diz rospeilo a bairro de Santo Anto-
nio.
Quanto ao bairro do Recife, nesse- nenhuma alte-
radlo llavera, pois que terminando a ponte no caes
de Apollo, natural mente tero de seguir todos os
viandantes pela mesma ra al a ra da Cadeia, que
he a de mais forte commercio daquelle bairro, visto
que a ra d caes de Apollo he especialmente oceu-
pada por armazens de assucar, e depsitos de gneros
cm grosso quo em nada prejudicam o commercio i re-
lalho. A razao de que a nova poute facilita aos de-
vedares de pouca coiisciencia rucios para se furtarem
ao cumplimento de scus deveres, nao lem importan-
cia alsuniri para que se possa responder, pois que pa-
ra esses individuos, outros sao os meios de os reler, e
nlo a posico dessa ponto, o nem seria justo que por
iuteresse de meia duzia de pessoas soffra o publico
em gcral. O quarlo motivo de que o publico j se
acha aeo-tumado transitar na direccao da actual
ponte do Recife, e que nesta direccao se acham mai-
tos estabelecmenlos, seria urna considerarlo allen-
divel, se se Iralasse de mudar definitivamente a pon-
te do Recife,como ja fiz ver no meu relatorio em que
tratei dessa materia ; porm nao pode ler lugar para
o caso vertcnte, da ponte provisoria, que tem de du-
rar por um cerlo lempo determinado ; pois dar-se
lio vasta intelligencia ossa considerado, concluir- '
se-hia que jamis se deveria augmentar as vias de
eommiinicacav. A razao finalmente apresentada de
que he costnma nesta provincia, fazer-so as pontos
provisorias ao lado da mesma ponte que "se va i re-
construir, nada prova em vista do que Tica exposto,
por sso que para essa ponto da-se as circumslancias
especiaos ji mencionadas. Posto que pelas razOes a-
presenladas,me parece ler suflicien teniente demonstra-
do a boa esculla do local, em que se est construindo
a ponle provisoria do Recife; todava para corroborar
essa ininlia opinjo, e mostrar anda que em nada
otTrem os interesses commerciaes tenho de observar
que,sendo una obrigac.5o da.associaco commeraial
desla provincia, imposta pelo arliao 31 parasrapho
segundo e quartn dos seos eslntulns represen
tar sobre ludo .quanto possa causar prejuizos ao
commercio, e leudo sido presentada a inclusa pe-
licao a aquella assnciacSe, lia jtilgou que nao devia
represeatar sobre este bi>c4*, o que >(SMtV ntjBjV
Dos guarde a V. Ex. Directora das obras publi-
cas 31 de dezembro de 1853. Illm. e Exm. Sr.
conselheiro Jos Rento da Cunlia e Figueiredo,
digno presidente da provincia. O dilector Joti Mu-
mede .llcet Ferrtira.
Conforme.O oflicial maior, Joaquim Pires Ma-
chado 1'orMla.
Ada da dcima stima sesso ia directora em
comelhn, no dia 1!) de dezembro de 1853.
As 11 horas da manha na casa da directora das
obras publicas, estando prsenles os genitores: enge-
nheiro director Jos Mamede Aires Ferrcira os
engeoberos Joan l.niz Vctor l.ieuthier, Francisco"
Raphael de Mello Reg. Uenrque Augusto Milet,
e Francisco do Reg Barros Brrelo, os ajudanles
Manoel Lourenco de Mallos, Adolpho Herbstor, Fe-
liciano Rodrigues da Silva, e Joaquim Pires Car-
ueiro MoHleiro; o Sr. director declarou aberla a
sesso. Declarou o Sr. director que havijjjppareci-
do urna representacao assignada por alguns negoci-
antes para que se nao fizesse a pon#provisoria do
Recife no lugar junto secretara de polica, onde
j se liavia principiado, pelo que desejava labor
qual a opiniio desle coiiselho a respeiio, e pesia a
materia em discusso, foi decidido por unauioaUa-
de de votos, que nenhuma posu-o era tao conve-
niente e nem ofTerecia tantas vanlagens, como aquel-
la em que se deu principio.Conforme. O aecreta-
tario Joaquim Franc'nco de Mello Santos,
Conforme.O oflicial maior, Joaquim Pires Ma-
chado Porlella.
[Cadeia,
I arteria do con?
rcadouros e a al-
Se se consultar
da actual ponte
de 90 a tOO bracas
ieRecife, parlindo
mo que urna
achavanlas.i
berou-SiTS^pBQPj
emiltir jsMKlgum a n
carcter rreWeprcsentacSi
peclivo estatuto. Em vi
rece que a ponte proviso:
ser nielhor situada, do
icao1
nbros, deli-
'ovincia sem
de todo a
lt> do res-
posto, me pa-
nao poderia
principiada,
pois que em nada eJEffln'eiMgoteresse pblicos, nem
do commercio em particular, eque pe'a sua posiro
nio s lem de prestar grande ulilidade para o futu-
ro, augmentando as vias de communicaco, -como
tamben) muilo facilita a sua esecicao. A ranocao
desla ponle presentemente nao s Iraria comsigo af
perdade todo o trabalho tollo, como lera por conse-
quencia urna longa demora de mais de dous annos,
para se; obtor as madeiras precisa* para o lugar que
se pretende; o que nao lie conufnienle.alluntnn esta-
do de ruina em que se acha a actual ponle do Hecife.
Dos guarde a V. Exc. Directora das obras pu-
blicas 10 de dezembro de 1853. Illm: Exm. Sr.
conselheiro Jos Bento da Cunha Figueiredo,a\%-
nisrimu presidente da provincia. O director, Jos
Mamede Aires Ferreir.
Con forme. O ollicial-maior, Joaquim Pires Ma-
chado Porlella.
Illm. e Exm. Sr. Para corroborar a minha opi-
nio sobre a melhor posiro da ponte provisoria-dn
Recife, quo a respeiio Uve a honra de informar a
V. Ex., em dala de 16 do correte mez, em oflicio n.
487, incluso aprsenlo V. Ex. por copia a opiniao
de lodos os engenheiros desla reparlirjo, aos qu'aes
consultei na sesso do conselho desla directora no
dia 19 do crlente.
FOLHETIH.
Illm. eExm.Sr. A commissan nomeada peto
respeilavel despacho de V. Es. proferido no incluso
requerimento de varios cidaaaos, judicados com a coostr'ucrao da ponto provisoria no
lugar em que se est ella levantando, depois de pe-
sar maduramente as conveniencias e inconveniencias
da ponte em questao nesse lugar, e naquelle em que
os peticionarios a desejam, vacilla em fixar defini-
tivamente o lugar a que se deve dai* a preferencia
, para essa conslruccao, por Ihe fallarem alguns da-
dos, que s se ohteriam com ensaios pralicos sobre
amwos os lugares, e com o conhecimeolo do cusi
leal de taes puntes ; visto que nao he raro as obras
que, nao sao de fabrico usual importaren) ellas quasi'
sempre, por circumslancias que sobreven) sua
conslruccao, o dobro e, al o triplo das quantias or-
eadas para sua fabrica. Por tanto, julga a commis-
so coiiseiitaneo ofl'erecer a allencao de V. Ex. as
seguinles consideraenes. Se se concluir a ponto pro-
visoria no lugar onde esl comerada, o incommodd
dos viandanles origiuado pelos ardores solares e a
despeza da sua manutengo sero incontostavelmen-
temaioresdo que, sendo a ponte mais curto mi sen-
do urna |irovisoria que se lizesse junto da ponte
actual permanente do Recito, se nesse lugar se nao
offereeerem difliculdades de gra de monta na inlro
ducrSo dosesleios e travs deu leito de riocheio
de pedras, [angadas j do propo^-i para solidifca-
lo, j ao acaso pelo desmorona tile nlo da ponle pri-
mitiva, alm da maior velocidad* da correte, das
raaiartt tUaMiuoes, que dcveui ler all esses esleios.
a introduccao de esteios no Ingar da proviso-
cada he facilima, |>orque o lveo do rio nao
lem ahi os ol>staeulos cima mencionados, mas nao
lia duvida que o numero deesteios, travs e estivas
precisa, e em suiium o custo da ponle he muilo
maior, visto que o sen trajelo he de 160 a 170 bra-
cas, em quanlli que o da provisoria junto da actual
permanente ilt Recito ser pouco mais ou menos
igual ao desla, oitenla e tantos. Acabando-se a pro-
visoria no lugar em que se romecou, he natural que
depois de acabada a permanente em projecto, se
queira couservar aquella e torna-la tambera perma-
nente com repelidos reparos, nao s porque ella le-
ra, com razo, bntos propognadores quantos to-
rero os que lucraren) coro o sea cstabelecimenlo,
como porque he da conveniencia publica, que a
commaicaco entre os bairros do Recife e de Santo
Antonio cresca de da em dia, al lornar-se a mxi-
ma,' construindo-se lanas ponles quantas forem as
ras que desembocan) uas praias reciprocamente
fronlciras dos dous bairros. He indubitavel que os
estabelecimeutos mercantes, collocados as testas e
cercanas da ponte do Recife, sorem depreciameoto
com a provisoria enmecada ; e que bem assim de-
crescero os alugucres dos edificios dessas immedia-
ees, osquaes deixarao de ser tao procurados como
sao para noVos eslabelecimentos do commercio, e
mesmo para.habitaran das familias dos individuos
dessa prolissao: um, tal depreciamento estar na ra-
zo directa do lucro que tero os eslabelecimentos e
predios situados as testas e cercaros da ponte pro-
visoria comerada : mas he preciso ponderar que es-
te depreciamento he temporal o, somente em quan-
to se nao lovanla a ponle permanente em projecto,
porque as extremidades dos bairros, que a proviso-
ria comerada'lera de ligar, anda quaudo se podei
sera ampliar por a [fluencia do comjiereio, nuara
derao ter a competencia dns rui
Cabug, Nova e do Aterro, ni
mercio urbano, em quanto os
fandega s conservarem onde
a planta da cidade, v-se qoe
do Recito se pode tirar ama lin
enlre os bairros de Santo Antn'
dos fundos da cadeia, em cuja d)recraogBm volita-
sen) se poda levantar a provisorft, vistosa* o fun-
do do rio he ahi, como no lgar&nde se aU levan-
tando essa provisoria, de-scis palpos ; e visto'quo,
por arredado da ponte actual daRecife, nao se en-
contrara pedras na iai iljiin|lC Co:
provisoria jonto da actual xlo Recito poder aqul
la servir de andaime e de via-secca dos materiaes e
dns operarios da pa^mertH em projecto. Se se
consulla anda a plaa da cidade v-s claramente
que todos os vehculos e habitantes dua bairros da_
Boa-Vista e Santo Antoni, que flea ao'sulda pne-
te do Recife, os quaes coiutiluem uaaa Haiora ein-
sidejavel, lerao mais facittdd|)sna saa marclia eex-
te ao passar para o prmeiro bairro da cidade
a ponle, do que se liveNnde faxer o trajele
provisoria comerada, aiMfeqiando ella tosse
da mesma exleuso da do Recife, |r quanto ga-
ra dnjr-se extremidade boreal desta ou a
qualquer ponto, que Ihe fique dVeOa, lem de se
andar os tres lados de mquad
lo lado formado pela mesma ponte
cluiremos as cbnCderagoes qoe co
delidade nos 'dfejiario fazer, Irazeadtta colleccao a
seguiule.CtjBa) provisoria comecada enconlram-
se, ainda que leBiporat||meute, ta# ou qpaes direi-
vez do quar-
ecife. Con-
frnqueza c fi-
los adquiridos, ito que difllcilmenle liresciiide. em
quanto que com a provisoria cerca d, actual perma-
essea direilos
jos : mas,
, pois, das
o para pro-
desses luga-
alealdade,
e inconvenien-
as liypolheses.
0 DUQUE DE ATHEHAS.
(Palo anarqaez de Pomdras.)
(*)
TERCEIRO VOLUME.
A Rinaida era a mais formosa das mulheres publi-
. cas de Aviulio.
vida e aaxlaz. ella amava o brilho, S achava-se
misturada em todas as mprezas ousadas e em todas
as devasswoes.
indo o bispo de Alende propoz que se prohi-
base essa s crea I ii ras o moraren! perlo das igrejas e
. do palacio de sna sanlidade, e que se abolissem as
re! ri lu i roes que paita vam ao marechal do papa, Ri-
naldi frente desoas companheiras collorou-sc na
paasagem do papa, e e^Bir.ou : o Sanio padre, dei-
xai continuar o iiupo-tu. pennclli que conservemos
nossas habilar;es perlo da vossa, afim de recebermos
VOisa beueo de mais perlo 1
Oulra tez o papa eslava indisposlo, e dziam que
.eslava deha-ixo da influencia dos sortilegios
As ordeos mais severas foram dadas pal-a q'ue com-
parecessem diante da polica torios os individuos que
linham lujas de figuras mgicas, pelles deserpenles
e outras merendonas para compor c decomiior os'
venenos.
Depois de muitas pesquizas e orares o santo pa-
dre rnsUbeleceii-se.
Na noile do dia em que ssa noticia foi anminrin-
da, Rinaida acompanhada de urna mullido de dan-
sarinas collocou-se debaito das janellas do papa, e
deii-ibe urna sernala cantando coplas, impruvisadas
PK celebrar o reslabelecmenlo de sua sade.
Rinlda aueiroava-se de prefereAa aos eslrangci-
^sque chegavam a Avinhao ; por sso Cerro-
nao lardou a lornar-se o bjcclo de seus cal-
i^!!r procu,ra> em seu rico repertorio um prelex-
ra liw/'l. "P'^nlon-lhe urna bella oecasio.
?" ,ui"ebrdad uo fui de longa dunlclo.
2.?.! 'e riumcs" eU:l '">metlia lodos
d'mini. nc|er pouco tolerante de Itis-
wim, cada .lia trazia novas enas. e novas exi-
genena que seu amanto nao soll.ia con. paciencia.
Osgoslos desregrados .de Carrelieri dv.m lugar
frequenlemente a aventuras escandalosos, quo provo-
caran) os furores da prostituta.
As lagrimas,' as accusacOes. rrebatamentos. o
eslrondo e a violencia, nada faluva ma5 nada sor-
, 1.4 ireito.
1 Cerrelieri nao quera ser atormentado, e resislia ns
lagrimas e aos gnlos, ,impassivel, desdenhoso, e s
veze brutal.
.A Rinaida vendo que nSo consegua por esses
meiosdomina-lo, e que sua assiduidade iadiminuin-
ilo rada vez mais, comprchendi'ii que-se linha i
ganado.
() Vide Oi'ano u. 22,
Enervado e voluvel Bisdomini corren apos oulros
prazeres.
ludo annunciava a prostituta que seu reinado i
era passado..
Despenada efuriom ellajurou vingar-sc. Mas
por ora muda de lactfBT, e va i ao encontr dos ca-
prichos de Bisdomini convidando suas rivaes a re-
partir com ella os prazeres, as loucas alegras e as
desordena que euchiam sua vida e a de seu amante.
Flavia em seu retiro nao pndia ignorar a conducta
libertina do marido; sua devassido nao fez mais do
que augmentar a aversao que elle Ihe inspirava, e
essa vida intil, desprovida de ludo o que faz o en-
canto ila mocidade, associada de um hornera odio-
so e dcsconceituado, tornoii-se-l'ie pesada.
A energa de soa alma, como a ponta acerada de
um pui>hal, voltando-se sobre si mesma magoava ca-
da dia sua ferida.
A morle do papa, que aconteceu nessa poca, veio.
destruir as esperaneas de Bisdomini; por quanto o
cardeal dePoiet perdeu com seu protector todo o
furor.
Todava os inleresses do negociante florentino cha-
mavam-no imperiosamente Toscana, pois experi-
menlava grande difllculdade em realisar sninroas
consideraveis, elle devia, pois, allronlar o perigo e
vollar aFlorenca? Jlenhuraa medida hostil linha
sido lomada a sen respeiio depois da partida do du-
que de Alhenas, c ludo dava lugar a crer que a ani-
inosidadc eslava einfiii applacada.
Novos interesses oceupavam os Florentinos.
Todava anles de lomar uiria determinaran. Cerre-
lieri quiz consultar un nigromante; po'mil guar-
ou-so bem de descubrir seu- projeclos de partida i
Hmida.
II
l.ivres da Ivrannia de tiualliero, os Florentinos
liiiliam-sp oceupado cm formar um novo governo.
Era diflicl conciliar todas as prelenres.
Os ricos burguezes durante seu poder linham nug-
inenlado atia iniporlancia no estado pelas proprieda-
et,crrilraes, que baviam adquirido.
v, 1,7 lam.Dem l'"ham palacios fortificados. Ierras,
nI?i cl,e',les e auginentavam assim a inveja quo
o povo Ibes linha. '
vd10,"mI'."i? esle" se" omplo, comecou a di-
oocs ie n L. hre,"C' ClaSSe" d,b*M cnes de inedia hurguezia e de artistas.
...d' i-nai"*!. ,p"-taVil ou,r;' P'croacia : com
Depois da,,ar.ida de Flavia, Marco Frcscobaldi
""" i>, '^"Teom "or no meio dos de-
bates pblicos esperando achar nelles ama distrac-
jao a sua dor.
A imagem de Flavia sempre presente era o objec-
lodeum culto torno e sagrado no fundo de seuco-
rarao.
N'os trabalhos que,elle se irapunba era ella que
'como una eslrelia o guiava lio camin,,, do ilever.
A Iranquillidade leve pouca d uracu ntreos Flo-
rentinos.
Os nubres maltratados, e repellidos ha muilo lem-
po '.inliam muitas oflensas que vingar, muitos insul-
tos que f.izcr seus inimigos espiarem.
Alguns, aproveitando-se da rehdliilila<;ao que Ihei
tora concedida, usaran) de represalias, e persegui-
rn! muitos de seus antigs adversarios.
Esses eveessos erara acompauhados de utna altiva
nenie do Recito se deixam deco:
a quem em verdade lambem a
que ainda os nao esl fruindo.
dilliruldafts que cuconlra a
nunciar-sa conscienciosamenle
res, julgou conveniente apresen1
quelhe he propria, todas as vanla
cias, que encentra em cada u
deixando ao esclarecido criterio 'fie V. Ex. a prefe-
rencia entre ellas.
Dos guarde a V. Ex. Sala das sesses do arse-
nal de marraba de l'ernambuco 28 de dezembro de
1853.:Illm. e Exm. Sr. conselheiro Jote Benlo
da Cunta e Figueiredo, prcsidenle da provincia FU-
siario Antonio ttos Santos Jos Joaquim Ilo-
driguet Lopes Chrisliano' Pereira 4e Azeredo
COII tillhn.
Conforme.O oflicial maior, Joaquim Pires Ma-
chado Portella.
------KOKr-------
COMMABTDO DAS ARMAS.
Quartel general do commando daa armas da
Peruambuco, na eldade do Recife, em aP
de Janeiro de 1854.
ORDEM DO 3>IA M. 9
O marechal de campo coinmandanle das armas de-
can;, em virtude do.art. 17 d rcgulamenlo que
baixou com o decreto n. 1089 de 14 de dezembro de
1852, que nesla data contrahio novo engajuraenlo,
depois de inspeccionado de saurte, o soldado do 9."
balalhao de infinlaria, Joaquim JosGnnralves, qoe
linalisou o seu lempo, licando obrigado a servir por
lempo de seis annos e eom direito a perceber. alm
dos vencimentos que por lei Ihe competir, o premio
de 4009000 rs., pagos era parles iguaes nos pi i luci-
ros de mezes de praea, o concluido o engajameulo
urna data de Ierras de 22,500 bracas qua.lradas, nos
termos do art. 2." da lei n. tilS de 18 de agosto de
1*52.
Na caso de dcserc/io, incone na perda das vanta-
tagens do premio, e daquellas a que tem jus pelo
arl. i." da citada lei, ser considerado como recru-
lado, descontando-se no tempo do engajamentu o de
prso em virlude de seulenca, averbando-se este
descont, e o perdimento das vanlagens no respec-
tivo lilulo, como heexpresso uoart. 7." de mencio-
nado regulamento.
AssignadoJos Fernandcs dos Santos Pereira.
Conforme Candido txal Ferreira, ajudanle
d'ordens encarregado do detalhe.
insolencia, e dessa violencia que anima o fraco con-
tra o torte, quando urna reacio vem ouerecer-lhe a
oecasio de vinganca. ,
Como les imprevdenles nao podiam alcaosar os
culpados, o povo queixou-se, c pedio que os gran-
des fossem novameiile retirados do poder; mas estes
resistirn!, e um combale encarnizado travou-se en-
tre os partidos.
Eiitao Frescobaldi poz-se frente da mocidade
nobre, e preparou-se para defender seas direilos
communs; porm vencidos na lula foram obrigados
a rclrar-se. e sahirara da cidade com as armas oa
rano e combaleado emquanto o povo entregava-se
pilhagem.
Vinle e tres palacios foram destruidos depois de sa-
queados, e aias torres queimadas ou derribadas.
A noticia das perturbares de Huronea auligio vi-
vamente a Flavia ; sua agitarlo e seus receios mor-
laes nao escaparan) a Bisdomini, e despertaran) seus
furiosos ciumes.
Elle nao perda urna oecasio de envenenar as do-
res da lilhu de Guglielmi pela narraran rirciimslati-
ciada das buinilhacrics e dos perigos, de que os no-
bres florentinos eslaam rodeados, e acrescentava a
essas particularidades reflexes insultantes, e amar-
gos motejes contra Marco e seus compauheirus.
Flavia expermentava urna irritaco profunda per-
cebendo as inton;es hoslis de Bisdomini; senlia
augmentar a aversao que elle Ihe inspirara, e s np-
punha s suas provurariles um silencio fri e re-
signado.
Porm Cerrelieri lornava-se mais violento, e en-
lo ella defendia-se com urna especie de coragem
sombra e determinada, que sorprenda o negocian-
te, e la/ia-i mais implacavel iufundindo-Uieao mes-
mo lempo respeiio.
Mas quando nr> silencio da noile achava-se. si", com
sua dor e sen amor, entregue aos violentos accessos
da paix e do desespero, ella evocava a imagem do
amante.
Marco proscripto, despojado de seus bens. e entre-
gue o todas as amarguras dns fraudes e das inimiza-
des, tornavn-se unin parle delta mesma; urna ternu-
ra profunda e inefinel approximava-a delle.....A
piedade, confundida com o amor por urna sympa-
Ihia sublime, apoderava-se de sua alma, u quat,voa-
va para Marco, sua vida, seu nico amor!
Em um quarlo exlravaganlemente ornado do pe-
quenas estatuas de cera, que representavara demo-
nios, mocas, cavallciros.e cardeaes, forrado de pin-
tuias, que figuravam sceuas dos infernos, um homem
e una inulher ceiavara alta noile.
So fundo do quarlo avisla-se urna grande mesa de
eb inn sobrecarregada de manuscriplos e de livros,
un i dos quaes meio iberio deixava ver caracteres ca-
balsticos. '.
Em urna praleleira bilhavam claridade das lu-
zes frascosde crysal de Veneza, contendo licores de
di versas cotes classificados com cuidado.
(l homem que eslava ceiando era de estatura alia,
ti nha* a tez paluda, as faces descarnadas, e de seus
o I los encovados sabia nm togo sombro, que aiiiuin-
c t.tva a energa da mocidade e a violencia de paixOes
iluminan I os. *
t A ni'jlhr que achava-se junio delle linha o as-
pecto do descaraiiienl,,. Seus olhos negros scinlilla-
ram pelo vapor do vinho, seus labios vcrmelbns e
lull.inunaik,- aiiuuiieiiivain o habito da desurden) e
da orgia.
EXTERIOR.
Appello ao braco dos povos.
Algum lempo ha que se faz um rumor considera-,
vel em redor doSr. arcebispode Friburgo. O Uni-
ters denuncia lodosos das a persegiiicao abomina-
vel feila aos calholicos de Badn peto governo do
grao-ducado ; a colera Ihe arranca brados de insur-
reic5o, appcllos para a revolta. e as rojos delle esl,
fuBrincipe regente de Badn seja transformado
pnsthumn do imperador Ncrn. Senao co-
nheceaaemos os hbitos ila polmica daquelle jornal,
nos Ihe pergunlariamos como, approvando a perse-
guirlo, quando os perseguidos sao huguenotes, a re-
prova-sqjfcite quando, em vez de ser exercida, he
solTrida iBa igreja. Mas declinaremos da questao,
porque prevemos a resposta. Dir-nos-hiam, que he
na verdade permillidii perseguir o erro, mas qu nao
he permillido ao erro perseguir a verdade : quo a
igreja catholica lem s o direito de perseguico, por
que s ella possue a verdade ; que os huguenotes
eram gente digna da Torca, e os padres de Badn
sao sanioso marlyres ; que l.niz XIV esto no co. c
que o principo regente de Badn ir para o inferno.
Univers. Ellasiiu sao. ro-
nVoSe pode verpsrartodos ; poderiaMp* reTula-Ias e
absolver o prncipe regente tao proinptamentc, como
0 Uniris absolve Luiz XIV; mas essas armas nao
sao as noas ; temos oadres priocipios, professamos
outras deotrinaa. Rcpeliimos tofla a violencia, temos
horror de toda perseguico, e logo que nos for de-
monstrado que o governo de Badn he um governo
perseguidor, o condemnaremos em nome da toleran-
cia, que he nosso estandarte, e da liherdade, qoe pe-
dimos para todos, com a mesma severidade qne o
Univers fallando em nome da intolerancia e do des-
potismo e pedindo a liherdade para si somcnle. Va-
mos pois examinar os fados, e indagar se as lamen-
taques dos nnvos Jeremas sao to motivadas, como
as do antigo, e se conven) augmentar mais ama pa-
gina ao martyrologio da igreja.
Cumpre antes do tudo restabelecer os toctos,-que
o Univers inverleu.como heseu costme. Trata-se,
segando esse argo infallivel da verdade, de urna
conspirarlo urdida pelos principes contra a igreja,
eespecilmcnle contra os (fcrs da provincia eccle-
siastica do Alto-Rheno, cornprehendendo as dio-
ceses*e "Friburgo Moguncia, Fuld, Limbourg,
e Roltemburgo. Estas dioceses perlencem ao grao
ducado de Badn ao grao-ducado de Hesse,
Darmsladl, da Hesse-Eleloral, no ducado de Nas-
sau e no reino de Wurlemberg. Os soberanos
ilestos estados lem emprehendido. no dizer do Uni-
vrse para fallar com elle, mover uraa cruzada con-
tra seas subditos calholicos. Elles tem jurado dar
igreja o ultimo golpe. O grao duque de Bailen
foi encarregado de romper o ataque, e pode contar
com o apoio do re de Wurlemberg, do '-'rao-duque
e do eleitor de lletse e do duque de Nassau. A al-
ma da conspiracao he o imperador da Russia, que se
julgava oceupado com oulros negocios, e que nao
tem molestado sem duvida a Turqua, seno para
desviar a allencao publica. Desde ja, os calholicos
do grao-ducado se acham tora da lei, su jeitos an ar-
bitrio de agentes de polica, despojados de todas as
garantas consttacionaes. A imprensa, livre por
oda a parle, nao existe para elles : a propriedade, os
direilos solemnemente jurados, nao sac Tespeilados ;
e a opiniao liberal como he, nao impoc o seu voto.,,
Em todas estas assrcoes, uo podemosadmitlir a-
ralo a ulliiii. He perfeitamenle exacto, que a opi-
niao nao se agita nem protesta. Depois do couflico
flivciain lugar cleiees ; ellas foram eomplclente
favoraveis ao governo, que tem a certeza de* conse-
guir das cmaras um bil de indemuisacao, c, seuun-
do osalgarisinos memo do L'nieers, o grao ducado
conta mais de 900,000 calholicos contra 440,000 pro-
testantes. Concordar-se-ha que urna perseguiro.
quepruduz tac* effeitos, he um phenomeno cnico na
historia. Seja como for, concedemos ao Urctrr,\
que elle quer provar, a ipathia da opiniao. Tudo
o mais he inventado c mal. Nao ha nem conspira-
cao, nem cruzada. Niiigucm peiMaflrjn dar a ultimo
golpea igreja da provincia do alttjHjeno ; os calho-
licos nao eslo tora da lei ; nao estao despojados da-
carao lias eonst i tucionaes. Seo esl i vesseni, el les as tors
nariam a oblcr, por quanto sao 900,001) contra
440,000. He no contrario das allegaces do Unicers,
que se deve'procurar, como sempre, a verdade. Nao
lie o governo de Badea que tem emprehendido contra
(igreja, he o Sr. arcebispo de Friburgp que tem em-
prehendido contra o estado ; he a igreja que ataca,
he o eslado que se defiende. Nos o provaremos pela
pastoral mesmo do prelado perseguido, o qual expe
suas queixas nesles tormos :
He notorio que no' principio deste secuto, no
lempo da confederacao do Rbeno, nos das das maio-
res hurailiaeoes, a igreja na Allcmanha perdeu. cora
a queda do imperio, a prolecco que o direito geral
Ihe assegurava pelo imperador e pelo imperio. Em-
quanto que o chefe supremo da igreja eslava cxposlo
s penas e perseguicoes as mais esmaca loras, e mes-
mo por algum tempo reduzido escravidao, maior
parte das ss episcopaes da Allcinanlia Gcaram vagas,
e toda organisaeao ecrlesiastica eslava perturbada, e
por assim di/.er aniquilada. Naquellapoca. a organi-
saeao ecclesiaslica dependa de tocio e completamente
da vontade arbitraria dos governos particulares.
"Enlao he que, a 12 de fevereiro de "1803, appareceu
nesse paiz'de Badn olerceiro edito da organisaeao
relativamente religio, e a 14 de marco de 1807 o
edito da ronstituicao ecclesiaslica. Estes dous edilos
dispunham igualmente de um modo soberano da
igreja catholica edaconfisso protestante.
Em 1809, a organisaeao geral do paiz attribuio
ao estado urna tao grande parle no governo da igre-
ja, que nao ficon maisao bispo, sen5o urna pequea
porcifo deatitoridade ecclesiaslica, de sor le que elle
nao tinha mais. do que era necessario para governar
a igreja, segundo as prescripees cannicas e os.de-
veres da conscienca. As queixas, que a igreja fez
no cougresso de Vienna, nao foram ouvidas, e a or-
dem esperiluai chegou a um tal ponto de decaden-
cia, que os proprios governos se vram obrigados a
procurar remediar um lao grande mal. He isto
que fez o governo grao-ducal com muitos outros es-
tados da confederacao. Elles encarregarara scus
plenipotenciarios de elaborar em 1818 as bases de
urna concordata, que submelteram depois a Santa
Se.
i Mas i declararlo, conlfda nesse acto, era lao-
opposta f e constilnico da igreja catholica, que
o santo padre a regiluu a 10 de agosto de 1819 to-
dava,para por lira ao;eslado intnleravel daigreja,esla-
do tao prejudicial salvarao dos calholicos daquelles
paizes, sua santidade creou em 1821 1827 a pro-
vincia ecclesiaslica do Rheno superior pelas duas
bullas Prvida solertque e Ad dominici greg is eus-
lodiam. Estas duas bullas garanlesm a nossa igreja
lodosos direilos, que o episcopado de nossa provin-
cia, reclama actualmente ; porque, segundo o para-
grapho 6 da bulla de 1827. O arcebispo em sua
diocese e provincia ecclesiastica, e cada bispo em
sua diocese particular, devem exercer de pleno dj-
reito ajurMiccao episcopal, que Ihes he attribuida
pelas insliJbocs da igreja e pela disciplina exis-
testes.n
a Apezar de ludo isto, os muilo altos governos da
provincia publicaran, a 30 de Janeiro de 1830 um
decretoinleiramenle contrario a sobredila delinicao
constitucional, t esto decreto reduzio a auloridade
episcopal e a constituido da igreja catholica a um
estado inleiramenle insufficiente. He por isto que
a s apostlica declarou, por um breve de 30 de ju-
Iho de 1830, que esle decreto linh sido feito de um
modo contrario promessa publicamente feila pe-
tos governos ordenou aos bispos, que se oppozes-
sem sua execuca"o de modo que.o lizessem retirar.
Esle decreto era em substancia idntico a declara-
cao que a Sania S tinha regeitado por diversas
vezes, e os governos abandonado, declararlo con-
traria doutrina e s leis da igreja catholica.
a Sem contar com as reelamaees do soberano
pontfice, os governos pozeram em xecucao o dito
decreto. Nesles ltimos annos, os grandes estados
da Allemanha fizeram finalmente i igreja a justica,
que por tanto tempo tinha sido negada. Nos nos le-
vantamos por nossa vez para reivindicar o direlo de
nossa igreja, mas os episcopados dos outros paizes nos
precedern) nisto.Submeltemos nossa memoria de 5
de Janeiro de 1851 aos altos governos, que a ella res-
pondern) com os decretos conhecidos do mez de
marro de 1853. Esses decretos regeitam as exigen-
cias dos bispos em todos os pontos essenciaes, e sus-
tentan) as antigs condices. A provincia ecclesias-
lica do Rheno superior, a Allemanha catholica, lu-
do o mundo calliolico so enebeu de admiracao e de
dor ao ter sciencia desses decretos. Elles pem a
igreja catholica tora de todo o direito, e a circu-
lar ministerial do 1. de marro, que as acompa-
nba, diz litleralmcule : ce N.o queremos examinar
mais attcntamenle o que dispoe o direlo existente ;
basta considerar o quo exige a bem do estado e da
Ellji nuvio o nigromante era silencio, com o coto-
velo apoiado na mesa, e quando elle acabou de fal-
la* dissc-lhe com voz ronca e tom breve : .
, Muilo Alzo, o acaso lie por nos, devenios apro-
veitar-nos delle. Fere-lhe a imaginaco para que el-
le pague antes de partir...
Queres enlao que elle volle para Fiorenca 1
perguntou Azzo.
Que me importa se elle bumilhoa-me, (rabi-
me, elomou Zanina ero meu lugar?... V-se! mas
seja eu \ ligada !
O feiliceiro com os olhos filos na cor transparen-
te de um copo de vinho da Sicilia, que beba vaga-
rosamente saboreando-llie as delicias, tornou:
Como le agradar..... Queros que elle morra?
estuu s tuas ordens.
Nao... melhor ainda!
E filando um olhrir atrevido em seu cmplice, Ri-
naida dissc-llic bah.inho ao onvido:
Recorro tua sciencia! Quero que dorante al-
guna das fique brando como um viioe !... que curve
debaixii de minha volitado que trema minha voz
como o homem ha de tremer ao som da Irombela no
dia final! Depnis... que parta 1 e que sua vida ver-
oiiliosa lennie-se na imbecilidade e na impoten-
cia !... uves, Azzo!... E ters um bom qainhao nos
despojos!
III.
Na noile seguinle dessa scena, Bisdomini enlrou
em casa do nigromante e achou-o cora a cabera bai-
la e absorto em suas niedilaroes sobre um grande in
folio abertoiliante de i.
I.'ma can,lea allum iava-lhe o rosto, e deixava o
resto do quarlo na esc uridao.
A noria tornou a fe'har-se sobre Bisdomini quan-
do Azzo deu musirs de perceb-lo.
Tenho-rae occup.ido com o senhor esla noile,
disse-lho o feiliceiro; revelai;Oes importantes o espe-
rara. Mas para o texto sur-lhe coramunicado be mis-
ler prepara-lo para recebera luz dn iiilelligencia;pur-
quanto sem esse preliminar ser-llie-hia impossivel
comprehender as palavras do espirito oceulto.
Azzo |,egnu de um frasco que eslava sobre a me-
sa, e derramando algumas golas cm um copo apre-
senloii-o a llisdomini com urna mao ; e pondo-lho
a onlra sobre a rabeca, prociunciou algumas palavras
era lingiid e-lianha e rude...
A deseonlianen natural ao negociante florentino ap-
pareceu um insume... seu olhar de gavillo lilou-se
no do feiliceiro... mas j os. olhos fascinadores de Az-
zo o dominavam involveiido-o lodo com essa fiir^a
prestigiosa, que d o descoohecdo junio ao raaravi-
llioso, assim como a aguia, estendo as azas, abre as
garras e cabe sobre a presa.
Apenas Bisdomini acabou de beber o licor ronlido
no ropo, sentio urna especie de abalimentn Nos sen-
tidos perlurbaiv.m-se-lhe e os elhos fcehawim-se-
lhe..... v
Azzo f-lo assenlar-se junto de si, c a canden apa-
gou-se.
No dia seguinle Bisdomini jutoava ler coramuni-
cailo com os espiritas infernaes. Elles linham-llie an-
iiuuridu duranlc seu lelhargo, que poda vollar sem
receio para Fiorenca; mas que uraa grande desgra-
sa o amearava, se nao desse amanto, que acabava
de despedir, a maior das dividas quo a cobrar na
Toscana.
Serenando-se tira pouco, e cujdaudo uu condieii
que Ihe tora imposta, algumas dcsconliaticas eleva-
ram-se era seu espirito...
A Rinaida, pensou elle, he iutrigante... Tai-
vez en lenha sido engaado por un, impostor. Mas a
lemhr.uica da visila, que julgava ler feito de '
aos espii tus occullos, e suas ameoras vem togo pi
turba-lo.
O ncgocianlc florentino d um profundo suspiro,
e diz comsigo :
Nao ha remedio... as isso acha-se s mil ma-
ravillias!..dHeu maior credor he insolvavel!
Bisdomini tomou um prazer em ir pcssoalmeule
entregar Rinaida o contrato que a fa/.ia senhra de
om (hesouro, que ella eslava longe de suppor ima-
ginario.
Porm quando quiz sahir senlio os membros en-
torpecidos: -uas palpebras eslavam pesadas, c as ar-
ierras 1,alian,-Ihe lentamente.
Elle mal pode chegar casa da Rinaida. e
A amante desprezada recebeu-n com dcmonslra-
resde alegra, llngio-se desinleressada, e opprimio-o
de ternuras.
Entretanto o eslado de deperecimento do burguez
florentino ia em augmento. Para dislrahir-se, elle
engolphoa-se mais que nunca na devassido, e pou-
co depois sua intelligencia comecou a escurcccr-se.
l-dmiiiii passava dias inleiros sem pronuncia'
urna pal.ivr.i, e se FJavia inquieta dava-lhe' alsuraV
mostra de inlcresse, repelli-arom violencia, ou rom-
pa era gritse iinprcraef>es.
Outras ve/es deixava-se coudiizir como un, meni-
no sem queixar-se nem murmuiai, acompanhando
esses actos de doeiliitode de um surriso, que linha o.
cunho da degradaro moral.
Pouco ilepoi's elle nao sabio mais.
Nada pareca ilar-lhe prazer; seu Irage em que
oulr'ora lauto se esmerava, lurnra-se desprezado, e
suas fciees descarnadas e fatigadas, anuunciavara
urna deerupitude anlecipada.
0 senlimcntodo dever e a piedade obravam po-
derosamenle sobro o coracao de Flavia; mas no
meio da commiseMr;ao que he inspirava o eslado do
marido, e vista desse sertihlanle' eslragado pela de-
vassido, ella nao poda eximr-se de urna profunda
aversao, e de nm iuvencivel desprezo.
Todava F'lavia cumpria corajosamente sua peni-
vel larefa; mas, medida que se prestava s pliau-
I,islas do doenle, as exiccaciMJHesto augmentinmi,
e a vida da mora passava-se Wre a l'adiga p o susto.
1 n, da mais abatido que de cosame, elle con-
senlo em ir para Marselha.
Isso era approximar-se da Italia, e Flavia senlio
um nmsiinciiin de prazer.
No dia seguinle. ao de sua chegada, ella lenlou
dislrahr Uisilomini com um passeio- beiro do mar.
O movimenlo das ondas pareceu alegrar doenle,
o qual, esgotado de l'adiga, assenlou-se cm um banco
ao lado de Flavia.
Bisdomini parceia reanimar-so,' respirando livre-
raente o ar vivo do mar.
lluvia solTra. A" vista do vasto elemento sua al-
ma Iranspnrtoii-se alm da praia... Ella julgava ver
no horisonle Floreara, a bella c a querida de seu
coracao !... mas minia c robera de una morlallia!...
Marco nao eslava mais ah!...
A esla idea lagrimas escurecram-llie os olhos, e
urna imrticn tristeza apoderou-se-lheda alma.,,.
Ella \<>ltou a'Cabera para ocultar sua emoriio.
igreja ; c acrescenla gue o governo pode mudar,
arbitrariamente e quando quizer
todo o eslado db
direito. {Kechlszustand.)
Resulto desla expesiojj que os ltimos actos, que
regulara a situaco dr Igreja no grao ducado de Ba-
ilen rcmonlam a 1830 ; que estes actos, com quanto
censurados e regeilados pela Sania S, nao foram
menos accilos pelo clero interessado, e foram consi-
derados e applicados como leis de eslado, sem ne-
nhuma opposieao at era 1851. Elles conferem ao
eslado o direlo de noraear curas, e inspeccionar o
cnsiiio dos seminarios. Nao negamos que estes di-
reilos sejam incompativeis com as prelenoes ultra-
montanas. A greja romana lem sempre aspirado a
orna autonoma absoluta e a um imperio sem inspec-
co, porm ella jamis tem conseguido realizar com-
plelamente o seu ideal. Ella tem sempre concor-
dado, anda mesmo na idade media, jamis a si-
tuaco do clero foi idntica cm lodos os paizes ca-
lholicos ; nunca eem parle alguma os direilos da
igreja foram recebidos sem contestaran e sem exame.
Em ludas as pocas esses direilos lem sido o objecto
de datados, que de boa vontade chamara diltoren-
ciaes, urnas vezes raais favoraveis ao eslado, e ou-
tras vezes igreja. segundo era mais forte o as-
cendedn do principe ou o de Roma. Sabe-se bem
que n3o somos partidarios desses compromissos ; so-
mos pela independencia absoluto e reciproca do es-
lado e da igreja. Queremos que o eslado nao lenha
direlo sobre, a igreja, nem obrigaces para com el-
la. Mas nao 'se trata aqui do que queremos; traa-
se do que he. > Nao estabelecemos principios, elu-
cidamos.toctos. Tudo quanto podemos dizer be que,
se a igreja tivesso sido sempre e por toda a parle
separada do eslado, o conflicto que nos oceupa, nao
i
teria ldo nenhum pretexto, bem como os mais gra-
ves conflictos do mesmo genero, qne em oulros
lempos perturbaran!. e ensanguentaram a Europa.
Mas a repararlo nao existe no grao ducado de Ba-
dn, nem em nenhom paiz calholico. A situaeao
da igreja he regalad por toda a parto, pof coosen-
(imenlo da SantHB. qoe tem assignado urna mul-
lido de concordara* por meio de tratados e de leis.
As leis que regem a materia* no grao ducado e em
todas as provincias ecclesiaslicas do alto Rheno, fo-
ram, como acabamos de dizer, censuradas pela Santa
S; mas foram aceitas desde 1830 pela mesma S,
que se levanta nesle momento contra ellas,
N8 procuramos saber se o clero fez o sen dever
desdMa'ecendo an papa : he esta ama questao, que
cumpre decidir entre elle e o chefe da igreja. Bas-
_ .ja
leis do estado depois de viole annos de tranquillida-
de, apraz a esse mesmo clero achar mo, o que ach
bora. Elle1 se rene e formula suas qoexas, E a
quem se dirige par obter a repara cao dellas ? Nao
se dirige ao papa, de quem elle depende, dirige-te ao
eslado, cojos direilos elle contesta, cuja compe-
tencia entretanto adirrilte por seu procediraento. Re-
correndo ao grao-duque de Badn, o arcebispo de '
Friburgo Ihe reconhecia evidentemente o direito de
conceder ou de recusar ; de ontra sortc sua conduc-
ta nao teria lido sentido, e elle nao poda fazer im- .
mediatamente o que fez depois, procedendo, como se
as leis livessem sido abrogadas.
Temos dito bastante para mostrar claramente toda
a evidencia de seu direito. Que faz o clero e particu-
larmente o Sr. arcebispo da Fribargo T l'rotegae, co-
mo se ogoverno tivesse desapparecido. Invoca os di-
reilos anteriores e superiores da greja, os quaes exis-
tem em 1830 como em 1853, e procede de um modo
contrario a todas as leis. Nao he, pois, o governo de
Badn, he n Sr. arcebispo de Friburgo, qoe diz des-
pticamente: sievolo, sic jabeo. O estado nada tem
decretado, ordenado, ou inventado ;e quando o I-
niverit nos representa o poder espiritual, oppondo s
pretendidas ordens expressas do eslado a nica torca
de sua ennsciencia, e dzendo iranqu i llmente : Non
possumus, perguolaroos: porque se pode, durante
vinle annos, o que se declara nao poder mais, e acres-
centamos, que uo ha lugar de fazer alarde de ama.
conscienci, que dormio por tanto tempo. Objeta-ae
que as circumslancias nao eram favoraveis. O argu-
mento he singular para osque aspirara ao marlyrio.
l'olj cueto ponderou nasleircumstaneias para quebrar
os dolos ?
Temos eslabelecido a verdade no ponto essenciil:
a aggresso he da parle do clero e nao da dos gover-
nos. O governo de Badn, uaprimeiro, ondea insur-
reicao clerical se mauifeslou por toctos, se defendeu
como pode. Nao queremos fazer a apologa desse go-
verno, nem saber se elle tem sustentado bem ou mal
a lula ; mas sendo asrelacOes da igreja e do estado o
que sao, e os padres o que niio deveriara ser,ao mes-
mo tempo subditos do papa ede um soberano taiga,
duvidamos que nenhum governo tivesse procedido
de um modo contrario. Persistindo o Sr. arcebispo
de Friburgo em suas resotoc,des, o governo Ihe asao-
cnu, como commissario lcigu, o bqjgomeslre da ci-
dade do Friburgo. He esse magistrado, queo l/'ev
rers o* atsemblmnaiionale tem chamado a gente de
polica; elle prohibi a publicarlo de un ordem
que niio deixnu de ler um immenso rumor ; he a
uipprcsso da liherdade da imprensa, de que falla o
/ nfcrx ; suspendeu sua congrua e as dos curas re-
calcitrantes, he o alicatado contra a prosperdade,
denunciado pelo mesmo jornal. Finalmente prendeu
alguns padres era flagrante delicio de desobediencia
s leis. Todas estas medidas foram tomadas de accor-
do cora o supremo conselho ecclesiastico, composlo
exclusivamente de calholicos. Ellas constituem actos
de represssao legal, que se pderlamenlar, roas que
foram provocados. Em nenhum paiz, era nenhuma
lingua se pode chamar a isto perseguico. E se o qui-
zerem chamar, driemos que o Sr. arcebispo de Fri-
bprgo se raoslrou,- elle mesmo, lao perseguidor como
lem sido aggrcssor. Elle iM lem estado era ocio, e se
tem servido das armas, def que poda dispor. Tem
fulminado contra seus adversarios, e sobre tudo con-
tra os membros d conselho superior ecclesiastico,
uraa pena, que a igreja considera como a mais lerri-
vel de todos os castigos huruaoos: a excouimunbao.
Esses horneas conscicnciosos, colocados pela forra das
cousas e pelo vicio' da constituicao da igreja, em uraa
siluacao dilliciI. obrigados a escolher enlre dous de-
veres igualmente imperiosos, se pronunciaran! pelo
eslado, e por isto sao repellidos do seio da jgreja e da
comuiunhao de fiis. Onde est a violencia ? 'onde
esl a perseguico ?
Nesse mesmo momento, o governo oflerece enlabo-
lar negociarnos directas com a Santa S, com a coa-'
dicao da retirada anlecipada da excomraunhio. lie
um expediente, franco, he ao mesmo lempo um appel-
lo caridade do Sr. arcebispo. Veremos se elle ser
ouvido. Se as negociacesse enlabolareni, ellas ha
de terminar por una ajlkordata favnravel igreja ;
pois que se lem reflectido as circumslancias, ou sa
tem reconhecido sem duvida,que ellas sao proprcias.
Mas,.qualquer que elle possa ser, o novocompromis.
so contera o germen,de novos conflictos ; por qoe,
Porcm n3o havia que temer, Bisdomini nao a ob-
servava.
Elle linha na mao um ramelheie de sargaco, que
apandara, e seus olhos vagavam no espaco, em que
purece.-se lembrar-se que sua companheira eslava
junto de,si. ,
Pouco depois urna vela appareceu no horisonle, e
Flavia ulianlou-se para o caes.
Nesse momento, alguns officiaes passaram por jun-
io de Bisdomini, o mais meco delles reconheceu-o e
disse:
Oh! vil rapozo, ests agora em Marselha? Nao
adiaste raais prostitutas que mercadejar em Avi-
nho, mais jogadores que esbulhar, piis credores
que arruitrari* -" ----- '" ^N^'
Bisdomini le van Ion os olhos, e encarou estpida-
mente aquelle que fallava-lhe sem parecer reconhe-
ce-lo, e depois conlinuou a trancar a coroa de sarga-
co e'ra silencio. ,
Cuino he incivil esse usurario! Nem ao menos
leva a mo ao barrete ?
Estas palavras foram acompanhadas de um gesto
araeacador.
Bisdomini er.carou-o novamente, sua phisionomia
allerou-se e tomou visos de temor.
vista desses militares armados, que o rodeia-
m pareca inspirar-llie inquietaran ; mas elle nao
_ pondeu ao que acabava de inlerroga-lo, e conti-
nuando sua occupaco poz-se a folgar com os sarga-
eos espalhados en seus joelhos.
Vejara que insolencia, senhores!.... Por San-
Pedro voii ensinar-le a ser eorlez! ,
E tirando o punhal sospendeu con) elle, mui ha-
liilmeiite o brrele do negociante e alirou-o alguns
pa-Mis dl-laule.
FLste muviineido foi aromnanhado de urna grande
risada, repelida por aquellos que foram testcmunlias
delle. Essa provocaciio. essa vozerja, esses milita-
res, e essa arma nua/lao perto de sua cabera asssta-
ram o desgrarado velbo.
L"m tremor convulsivo apoderou-se delle, os olhos
encueran,-se-lhe de lagrimas, e deiando-se cal,ir
com as maos 'poslas pedio misericordia aos seus ag-
gressores.... .
Nesse inslante urna .mullier admiravelmenle for-
mosa, nas roja pallidez indicava grande sofirimeiito,
preciplou-se sobre Bisdomini, e levanlou-o dizendo
cora um ir de iiidignacao contida:
__Senhores, esle desafortunado esl privado da
raza,,.... F-ai outro lempo elle teria vingado urna
injuria....
E litando um olhar altivo era Agapilo, pois era elle
mesmo, acrresrenlou com voz commovlda e cheia de
reprehendo:
Gm nobre Romano pode insultar assim um
louco? A '
Os odieiaos ficaram interdictos, e Agapilo balba-
rio,, algumas excusas.
Flavia sem responder-lhe lomou o braco do mari-
du. o qiial seguio-a como nm menino e relirou-se.
Porm miando acbou-se ssnha ella dosfez-se em
lagrimas.
Todas as hnmithaces, loda a deshonra, e todas as
vrgonhas de llisdomini cahiam sobre ella como urna
moulanha, e esmagavam-na...
Aprovelaiido-se do terror que essa scena causara
ao marido. Flavia ronseguio em um de seos mo-
mentos lucidos faze-ln consentir na partida, e dous
dias depois embarcafam-se para Fiorenca.

IV
Marco retirado em Luca com os mancebos nobres
que linham combatido ao sen lado, esperava que om
aeontecimento feliz o chamara brevemente para
Fiorenca, mas a oobreza havia sidra completamente
proslrada pelo povo, o qual vendo-se senhor absolu-
to da auloridade reparto-a enlre si."
Cadacalhegora leve sua parte, al o povo miado.
As ordens contra os grandes foram restabelecidas.
Nao s elle perdern) seus direilos polticos, mas
qiiinhentas e triiita familias nobres obliveram como
um favor serem privadas da nobreza o classilicadas
nii ultima ordem social, para conservarem seus direi-
los de eidadao.
Essas cartas de rompimento eram-lhes concedidas
debaixo da condicao de lornpr a fase-Ios grandes a
primeira falla que comraeltosse um de seas membros.
A nobreza humilhada procuro imitar as maoeiras
populares, aOeclou a grosseria nos costme*, e na
linguagera, perdea as virtudes militares, eludo o
senlimento de grandeza e de glora.
Hccebendo essas noticias, Marco envergonhou-se
de sua classe, e renunciou esperanza de vollar para
Florenoa.
Sempre dominado "por um senlimento cavalleiroso
elle deseja cambater por urna causa justa;, mas para
que lado devia dirigir seus passos? Onde achar a jus-
tica, osse sonho das almas grandes?
Os estados da Italia, entregues a cunvulsGes inte-
riores, yiviam era urna lula continua. Chetos atrevi-
dos, acn,pan hados de tropas de salteadores aregi-
menlados declaravaro guara aos soberanos, e faziam-
nos lemer pelos seus thronos.
A\ ent ureiros com o ferro e o togo na mao, percor-
riam repblicas e reinos, pilhavam, rnubavam e de-
vaslavam, elevndole grandeza para lornarem ;
eahir e desapparecerem.
O imperador Luiz de Baviera, pelo qual os chefes
gibeiinos lao nobremenle linham-se sacrificado, reti-
rara-se da Italia depois de l-los (rbido e despoja-
do. O papa, refugiado em om ruchedo estrangeiro,
deixava Roma entregue a desordeme anarchia.
Marco procurava em vilo um emprego para as fa-
culdades de tai alma. Patri, liherdade, amor, li-
nham alia/nativamente rasgado seu coracao.
Por loda a parle urna aclividade ardente consu-
mia-o, e alembranrade Flavia lornava-se mais tor-
te na solidan.
Sabendo da ignobil coratocla de Bisdomini, e dos
snllrimentosqtie ella supporlava, o furor e a piedade
dispiilaram-lhe o coracao.
Elle arda no deseio de vingar aquella que rada dia
loriiava-se-lhe mais chara, e as vezes tormava o
projecto de furta-la. de leva-la" para climas longiu-
quoa econsagrar-lhe a vida...
Porm manchar o que havia no mundo de mais
puro e de mais per feito! isso era quebrar seu dolo,
e despoja-lo de sua aureola de gloria!
. O amor que Flavia insprava-lhe era impregnada
de urna exaltacSo sania; mas quando a imagem dos
allralivos da mofa assallava-lhe os sentidos, elle
abandonava-se a toda a extravagancia da paixo e
entregue an delirio e dor laacava-se no campo, pro-
curando pela rapidez de seu andar fugirde seupro-
prio pensamenlo....
Vosesforcosl yollando para ca ella tbrnava a
achar Flavia em seu coracao, do qual nunca linha
sabido. ''
(Conltnna-$t-ha.)

*-
\T


m^mm
Sfig1'-
repeliroo-| irgreja e o estado nao viverao m paz,
em que elle se ignorarem reciproca-
mente. S o absoluto lie razaavel e satisfactorio.
(Priue,)
CHILE.
Siluaro iuletiur do Chile cm t8o.Estado dos
partidos.A niensagem do presidente e a raeusa-
gem do socialismo chileno.Poltica da nova ad-
ininislracio e Irabalhos legislativos.OueslOes ex-
teriores.Tratado de commercio cun a Franca.
Procedineulo do Chile em o negocio de Flor.__
A sua poiilica na desavena do Per cun a Bol-
viSituaco material, commercio e finanzas.
^Dizem que os povos mais felizes sao aqaelles que
nao lem historia, islo he, aqaelles cuja historia he
desprovida desses successos que fazem da vida de un
paiz um drama cheio de lulas e de cataclysmas de"
toda a especie. Sob esta relacao, a mor parle dos esta-
dos da America do Sol lem urna historiad ainda que
seja vulgar eeonfusa. O Chile he urna nolavel excep-
to : ha 23 annos que nao soUre revolucoes ; o auno
do 1852ainda foi um auno de socegoe|to movimen-
to regular,apenas liouvcram alguus incidentes de ca-
rcter poltico. Em lff5t, leve lugar a eieico pre-
sidencial; em 1852,o congrcsso se renova igualmente,
e se renova sob os mesmos auspicios conservadores*
que presidiram a forroacjo do novo poder ejecutivo.
O nico Tacto em que a violencia tenha procurado
manfestar-se he orna tentativa militar que Uvera lu-
gar no mez de selembro em Santiago,lenlntiva em
si mesraa de pouca importancia, agitada por urna
sorpreza de corpo de guarda, e*u(tacada dentro de
alguus instantes. Verdade he ojJHe Chile oestes 20
annos decorridos at boje leve^rises as vezes mu
graves ; mas seraprealravessou-as com felicidade, em
consequencia do bom senso do povo, e lambem por
cansa de urna constituirlo prudente e dos poderes
pblicos iutolligentes: foi o que conteceu em 1851,
corno mostramos.o anno passado.
Quando enmecava o anno de 1852, sania Chile
de urna crise das mais graves : acabara d ter lugar
a reeleicao do presidente, liavia da asaos ue to-
dos os partidos, todas as pautes se prepiravam para
a lula e aguardavam o momento.da elec,o. Os par-
tidos revolucionarios desapnssados pelo suflragio le-
galmente manifestado haviam recorrido :i violencia.
Toda gente se lembra das maiiifestaroes demaggi-
cas que vieran dar novo carcter a estas agitantes ;
n'uma palavra, a guerra civil arrebenlava ao norte e
ao sul da repblica. Ao receber a autoridade su-
prema, o novo chele do poder ejecutivo em primei-
ro lugar ohg urna rebelliao a vencer. Foi somenle
no mez de dezembro de 1851 que o enligo presiden-
te, o general Bulnes, a frente do ejercito, comprimi-
r definitivamente a insurreirau ea deixavasem ou-
Ira conclusao mais do que urna capitulado pela sua
victoria de Loogomilla ; foi desl'arle que o anno de
1852 se abra pelo desbarato da insurrecto, pela con-
solidacao no poder da poltica de conserva rao que a-
cabava de receber nova consagraban do paiz, e por
orna renovarlo de seguranza para todos os interesses
momentneamente ameacadosou parausados. Es-
tas condictes. mais favorveis se desenhavam cada
vez mais medida que se iam exlinguindo as eonse-
quencias da guerra civil; assim, abrindo o congres-
so no mez de jonho de 1852, e expondo a siluaro
da repblica, M.' Honlt poda dizer na sua niensa-
gem s cmaras : Coadjuvado pelos esforros gene-
rosos e patriticos doexercilo, epelos lriumpho>obti-
dospela sua valenta em l.ongomilla e em Cqpiapo,
em virtude da cooperarse activa e elTIcaz dos bons
cidadaos, e em consequencia dos elementos de ordem
accumulados dorante 20 annos de paz, posso anruui-
ciar-voa que toda a repblica se acha boje pacificada;
desde urna extremidade a oulra reina a ordem ; a
coufiancd lornou a entrar nos espiritos, e a prosperi-
dade nacional toma um novo e poderoso desenvoivi-
menlo. Com ludo apezar desle melhoramenlo real,
fora necessaria alguma previdencia para se nao per-
der fruclodesta victoria da legal idado e da ordem.
Em presenca das perturbares qne tiveram lugar, o
poder execulivo fora revestido de facultades extra-
ordinarias. 'Qgandonomez de selembro de 1852
chegava o termo em queeslas fatuidades expiravain,
foram renovadas pelo congresso por um anno, ainda
menos como neotssidade, imperiosa'do que como
roco preventivo puslo a disposico da autordade eje-
cutiva. Estes poderes conleriam 4 presidente o di-
reile de lomar medidas de urgencia para a manuten-
cao da ordem, fazer prender on inteurar os homens
que fossem julgados criminosos, etc.
' A conclusao da insurrerno de 1851 loha por ef-
feito, como diziamos, deixar a siluaro do Chile mais
livre e consagrar ainda urna vez a victoria da poli- ..
tica conservad! sobre os diversos gritas da poltica d,fl,c"ldadc V
revolucionaria. Em essenca qual era esta poltica m um "Bl>os,
que acabaia de Irisfciphar ? Nao tenda de nranei-
ra algnma a urna compressao inlelligente e violenta.
Italia somente como principio a conse'rvajiio da
consliluirao de 1853 e das grandes leis polticas exis-
lenles, e, por outro lado^m materia de commerc jo,
fiaancas, economa polilm, edurarao popular, emi-
gracao, professava o liberalismo mais e meis deci-
dido : de modo que satisfazla 'ao mesjnn lempo as
dua, necessidades mais imperiosas e mais evidentes
do paiz, a necessidade de ordem e eslabelidade as
instituidles, e a necessidade de melhoramentos prali-
cos no dominio dos interesses positivos. Tal era 'o
liensamento que tinham succcssvamenle personilica-
ilo no poder general Prieto e o general Bulnes, e
que represenUva depois dclles M. Manuel Montl.
Por outro lado, qual era as suas diversas gradadles
a poiilica que acabava de suecumbir ? Em primeiro
lugar liavia u partido liberal progressista, ou que se
' reputara tal, fluctuando entre o partido conservador
e o partido revolado ario mais exlremo, ao qual se
a I liara aflnal na ultima erise. Esta frac rao interme-
diaria da opiniao se offendia e ainda se oliendo por
ser repatada anarchisla, tjdvez nao quizesse anar-
rhii, mas preparava-a conll inlroducrao na poiilica
do espirito de faccao. liavia nina consliluirao que,
dorante 20 annos, tinha sido urna garanta do.lran-
quillidade e de paz interior, permillindo lodos os pro-
gressos,e ella se dava pressa em reclamar a refor-
ma desta consliluirao. O programma qua publicara
como penhor dos seas senlimentos moderados he a
prava mesma das suas ideas desorganisadoras. E o
que era na reafldade este programma ".' Consista em
operar a inslabelidade e anarchia por (oda a parle,
prohibir a possSldade da reeleicao do presidente,
em diminuir as altribuictes dn poder execulivo, que
(icaria reduzido nada, conferir ae congresso o "di-
reifo de nemear os arcebispos, bispos, generaes, coro-
neis do exerrilo, capitaes de mar e guerra,o direi-
to de aecusar os membros do sopremo tribunal, in-
tendentes das provincias, ministros, desembargado-
res,o direito de conceder amnslias. Es o que os
liberaes progressistas chamavam reformar a conslilui-
cao n'um.sentido favuravel, e realisar a repblica.
Na realid-.de, s leriam conseguido mergulhar o
Chile em a anarchia em que se debalem tantas re-
no mez de junho do 1853, M. Francisco Bilbao, re-
fugiado emLima, publicava a mensagem do socialis-
mo chileno em resposta niensagem de M. Manoel
Hontt. He certamente urna peca curiosa, semi-po-
lilica, semi-evangelica, semi-lilteraria. Excusado he
dizer que II. Bilbao v as cousas ascugelo. Faz
ver debaixo de urna luz particular esla ordem que
reina nn Chile e acerca da qual SI. Montf se felicita
lo justamente ; mnslra a rcvoliiro vencida e calca-
da debaixo do carro do vencedor, a liberdade inmo-
lada no sangue, o genio da inorle pairando por toda
a perte ; faz manobrar a oligarchia e a religiao do fu-
turo fundada sobre a soberana universal do homem.
Se queremos chegar i repblica, diz M. Bilbao,
passemos audacisamenle subte o cadver da consli-
luirao do privilegio. Se vos queris convencer, exa-
minai o complexo de leis, decretos, insliluirtes, pra-
tcass, cuja abolido era reclamada pela democracia
para aproximar-se da realsacao do direilo completo:
liberdade de commercio, liberdade da imprensa, li-
berdade .los cultos, abujijao dos dizimos, do monopo-
lio, das alfandegas, dos privilegios, da usura,orga-
iiisacao do crdito gratuito democrtico por meio da
associarao, conlrbuijao nica o directa sobre o ca-
01 ARIO OE PERMMBUCO, SABBAOO 28 DE JANEIRO OE 1854.
1 .......-* _________
pilal, descenlralisarjo, indepemlcncia das municipa-
lidades, jury universal, guarda nacional universal,
sufiragio universal, urna cmara nica e (odas as re-
formas secundarias. yue conteceu e que acontece-
r de ludo o que so pede ?... Emfim, M. Bilbao
lema franqueza de confesar os meiosdoseu partido,
zumbando de alguma sorle dos revolucionarios" que
pretendem obrar legalmente. Tudo contra a cons-
tituir,*, diz elle, nada com ella : eis o santo pelo
qual a democracia chilena deve comerar o combate.
Para realisar.o chrislianismo universal as institui-
coes, na vida geral e particular da repblica, he for-
ra conquistar nao so o direilo, mas o poder desle di-
reilo, e nunca o haveraos de conseguir sob o imperio
da lei prfida que he a constituisao. Ve-se que
miscelnea de illuminismo, de exallacao revolucio-
naria, de confisstea, algumas vezes ingenuas, ha nes-
le socialismo exIravagaole expulso do paiz,mas no
entanto, seguudo parece, a luz da ressarreicao. Ha
trechos mu longos desta natureza na mensagem de
SI. Bilbao, com o acompanhameoto obrigado de in-
vocacoes ao Christo, sania igualdade, fralernida-
de universal. Emfim, M. Bilbao nao poda duvi-
dar que o resultado he que a democracia fora
completamente batida, de modo que hoje se acha re-
duzida a promulgar no exterior os seus evangelhos
sem echo. O tempe, das predicas das turbulencias
demngugicas, das demonstrantes facciosas tinha pas-
sado para o Chile; era de hoje em vanle o lempo'do
trabalbo, dos melhoramenlos reaes, de poiilica prali-
ca.e esla era mais favoravel, he ao Iriumpho das
inas conservadoras que se devia abrrcom alguma
probabilidadede rorluna para todos oflkeresses'.
Com effel.se alguma cousa he capaTdc carado
risar a slpacao do Chile cm 1852, he.ess especie de
eviccao completa dos partidos que s deixou lugar a
um pensamenlo de govemo pralico. As discusstes
puramente polticas desapparecenf; resla somente
una emulacao universal de reformas administrativas,
econmicas, financeiras,movimenlo em que enlra-
ram junios o congresso e o pader execulivo. Deque
se oceupavam um e outro, coadjuvados nislo pela
opiniao publica ? Tinham de oceupar-se com cami-
nhos de ferro, com urna reforma do correio, com a
questo dos morgados, com planos destinado a favo-
recer a emigracao, com a organisacao de urna repar-
.. ----------------i ^----------------......- ^ rL..w im ^iiiid runics> IIIUUIU-
iijao de estalislica, com a subsliluicao do dizimo caces, eslas alterac.tes seriam combinadas de ma-
por um imposto agrcola, com urna reforma do reg- neira que nao mudassem em prejuizo dos patenta-
ren liypolec.no. lodos estes projectos foram vota- veisfrancez.es a laxa proporcional da sobretaxaac-
dos ou ubmeltidos a exame. O projeclode substilui- luamenle existente entre os cidadaos do paiz o os
[ao do dizirao por oulra canlrihuirao melhnr ian<._ e,,m,nr...,,.i. ..____-___ _
deita especie,e n| ordem material o liberalismo
delles, muito menos pralico do que o do partido con-
servador, s bou vera servido para embargar o desen-
volvimenlo dos interesses, de modo quoobrassenfem
sentido inverso das necessidades do paiz. O desba- -
rato desees homens fora completo;encelaramalula
que ero 1852 esle partido, que centava M. M. Vial.
rrazurs, Laslarria, entre os seus rbefes, represen-
anno precedentes. Havia lomado "ludo quanlo po-
a demagogia europea para disto fazer Urna a,
Cao do dizimo por oulra conlribuirao melhor lanza-
da era em particular um dos mais importantes, em
lavel nesle.moviraento, be que se vollou essencial
mente para a agricultura.
a vencer obstculos mu serios, com ludo se vo desen
volvendo todos os dias, e o anno de 1852 ainda vi
chegaraos portds do Chile novos emigrados. At
Allemaes na provincia de Valdivia desde o comee
lo anuo. O algatsmo total desta emigracao nos lre
ou qualro annos passados se clevava a mais de mil in-
divdnos do populacoeuropca.lransporlados por urna
scasa dcllamburgo. Ja a presenca desta popula-
cao so fazia observar na provincia de ValdivHK em
virtude dos seus hbitos, dos seas mel.Wos de traba-
lbo, do seu espirito-de eropreza, aondese tem fixado,
craotl nrna esjjga^le^tividade nova^ixe I> um es-
timulante para os propros habitantes nacionaes.
O que seria bom, he que o aovenio, offerocendo
premios aos introductores de emigrados eslraugeiros,
mullplcasse tambera as facilidadesc vantagens para
o cslabelecimcnlo dos colonos, fazendo largas conecs-
(as dimeuldades 13o frequenlemente suscitadas pelos
oulros estados sul-amecanos. Anda mesmo nesla
liypoUnse um dos actos principaes nao faz mais do
que entrar nesla,ordem de preoecupacoes praticas de
que lemas fallado, he o tratado de commercio e na-
vegacao cofn a Franca. Esle tratado leve um des-
tino singular. Fora assiguado primeiramenle a 15
de selembro d,e 1S1G, mas antes da ralificaeao, sus-
citaram-sc duvidas ccrca ,|0 sen,jdo de ccrll ar|gog>
Dahi.as negociaces licara.n pendenlcs, c emfim al-
guus arligos ad.lcionae e explicativos, assignados
em .tOdejulhodc 18.52, vieram aplainar todas as
d,fl,culdadcs de inlerprelarao, A troca das ratifi-
Ctes leve lugar cm 12 de majo de 1853. Este Ira-
lado se compoe de Irnla artigo) principaes. Os
rrancezes no Chile e o. Chilenos em Franca poderao
entrar com os seus navios em lodos os porlos e ros
Poderao fazer o commercio de escala, descarregar
parcialmente os seus carregamentos, sem que toda-
va possam descarregar os productos recebdosn'oulfo
porto do mesmo estado, o que corrstiluira um com-
mercio de cabotagem, o qual cada parle contratante
reserva para s o direilo de regalar segundo as suas
proprias leis. Os cidadaos dos dous paizes poderao
reciprocamente viajar, residir, coinmercar tanto em
grosso como a retalho, alugar e oceupar casas, rece-
ber consignarte!, ser admiltidos como caurao em al-
fandega sobre o territorio de cada um .los 'doos esta-
dos. Nao sero suseilos a mais pesados encargos,
impostos ou contribuiroes do que os pasos pilos sub-
ditos da naci mais favorecida (art. 1.). Os subdi-
tos respectivos gozarao, nos dous estadus^pfotec-
Cao cmplela para com suas pessoas c profHTdades;
scrao isentos de qualquer servico pessoal quer no
exercilo, qnr na guarda nacional, assim como de
todas as conlribuices de guerra, empreslimos torea-
dos, requintes militares art. 2). A .liberdade de
conscicncia he garantida aos cidadaos dos dous esta-
dos nos lmites fixados para o exercicio do culto peta
consliluirao de cada paiz (rt. i). Os Francezes no
Chile e os Chilenos cm Franca pndem adquirir qual-
quer especie d^ bens por qua'rqoer va do direilo.
Os subditos di um e outro estado nao podem ser sur
getos a embargo algum, nem ser retidos com os seus
navios para qualquer uso sen urna indemmdade de-
batida e fijada anteriormente pelas parles interessa-
das. Em caso do guerra, ser concedido aos cidadaos
de cada um dos deas estados residentes sobre o ter-
ritorio do outro urna moratoria para regular os seos
negocios. Em caso algum, as suas propriedades po-
derao ser embargadas ou sequeslradas, nem tao pon-
co qualquer valor do oulra especie. O commercio
francez no Chile e o chileno cm Franca sao tratados
sob a rejaro dos direilns de alfaudegasobre o p da
nacao mais favorecida (arl. 8). As mesmas condi-
rOes de reciprocdadesp estipuladas acerca de lodos
os direilos de (onelagem, de piarol, de porto, e.
Se o Chile egneedesse o iralamcnlo nacional a outro
paizs a Franca gozara delle por este nico fado e
reciprocamenle (arl.lflk Seguem-se certa numero
de eslipulactes desligas a fuar o estado dos na-
vios, as condictes reciprocas em caso de sueva de
ama das parles rom um terceiro paiz, a situaco dos
agentes diplomticos e consulares. O tratado lie val-
jido por dez annos ao parlir da troca das ratifica-
ctes. As difficuldades quesesuscilarameram de es-
pecies diflerentes. Osarligosaddicionaes assignados
a 30 de junho de 1852,resolveram-nos flxando : 1.
que se a tarifa das patentes no Chita sofiresse modfi-
de interesses exteriores: he a desinlellgencia que t-
nlia lugar no comeco de 1853 entre o Per e a Bol-
via, e que anda re acha pendente. A corfleuda
equatoriaua eslava longe. esla loca aos confins do
Chile, e pode compromellor lodos os seus interesses,
assim como a seguraoca dos seus n.ciouaes. Quau-
do se Iralava de resolver por meio das armas a ques-
to da expulsao do ministro perpano e da nao exe-
cucao do Iratado de Arequiga, fora islo j para o
Chile urna circumslaucia das mais gravea do que urna
sucrra as suas fronlciras. Se por psrte da Bolivia
se Iratasse de qualquer prelcncao mal dissimuloda
sobre urna provincia peruana do lilloral dn Ocano
Pacfico, sera cousa ainda muito mais grave. Em
presenca desta dilorenra, o govemo chileno se julga
aulorisado a escolher entr diversos systemas de pro-
ceder,urna simples ueulralidade, urna medacao
amigavel, urnainlervcnrao armada,ou entao elle
s lem a escolher entre estes deus ltimos meios, se
urna estricta ueulralidade for impossivel sob a rela-
cao dos seus interesses comprometlidos. O Chile
proceder provavelmente"segundo as circunstancias.
Ale aqui, a nica mauifestarao oflicial das suas n-
leun'ies he a declarsrilo, conlcuda na mensagem prc-
sideucial do 1. de junho de 1853, donde resulla que
o governo chileno nao poderia ficar como espectador
indifrente dos tactos que neste grao interessam i
naz o seguranca da America. Por outro lado oque
eompllca de alguma sorle u questo he que o proprio
gabinete de Santiago, senfio tem sido tratado abso-
lutamente como 0 gabinete peruano pelo general
Belzu, ao menos vio um dos seus agentes muilo mal
recebido em 1.a P, para onde fora enviado afim de
regular qucsloes lia muito lempo pendentes entre os
dous paizes. Enlreinto.fem virtude disto, Chile po-
de interpor com fruclo a sua autoridade mediadora.
Verdade he que nesla circunstancia a sua poltica
s pod,obedecer a um pensamenlo, o de defender a
eguranca internacional e a seguranca de todos os
justificirao ila sua obra, rabe-llic com tudo parti-
cularisarcssa exposicao a alguns objeelos, c ao mes-
mo passo exbibir os motivos de algumas disposirtes
que conten o projeelo de tarifa que offerecc no des-
empenlio de sua missio.
Sobre a prohibicao do despacho para consumo
do ataas arligos,|a concessao de franqua de direi-
los para as materias primas das dificrenles indus-
tria existentes no paiz e o lauramculdc laxas pro-'
lectoras sobre a mporlarao de producios similares
de nossa industria fabril, e de alsmis da lavoura,
cm diOerenlcs lugares desle relaloro a commissao
quanlo eoube em suas tarcas, houv c de ponderar
e molivar as medidas que piopz ; agora procurara
jushear oulras medidas que pareceu-lhc de mister
indicar.
A commissao julgou conveniente, para evitar o
abuso que se pode dar ou j tem apparecido, de
maudarem-sc despachar livres de dircitos objeelos
pertenecntes ao servico de pessoas particulares sem
motivo alsum de iuteresse publico, e de, ao mesmo
passo, igual concessao tazr-se a objeelos comprados
nos mercados do paiz por conta das calas parlicu-
lares dos regimculos c uulros cornos militares, ele,
etc., exigir: l.o, que, afora dos casos marcados.pe-
ta tarifa, neiihuma concessao desta natureza seja
feila sent em virtude de um decreto especial ; 2.,
que smenle tenha lugar a concessao de franqua de
direilos |iara objeelos destiuados para o servico pu-
blico, no raso desles seren importados por coula do
vezes at os novos panos, ainda nao. experimenta- por a disposico do hispo e de sua comitiva i barca
dos, que comsign traziam ira ... ._; ., a*h~, rt.ran.... a. .-..,
dos, que comsigo traziam para^ seus sigos e p-
renles ; mas anda a de liavcr-sf lomado esse favor
geral a lodos, mediante documentos graciosos, que
dislribuiam abusivamente a qualidade de artista a
lodosos passageiros que traziam coinsso esse objec-
lo. Alguns aftWM desle modo, por ordem do tri-
bunal do thesouro, lraram da alfaudega desla corle
os seus pianos, inicuamente nevos, e no dia seguin-
Ic os venderam por altos preros. -
(Continuar-ie-lui.)
PEVIBICO.
REPAKTiCAO- DA POUCX&.
Parte do da 17 de Janeiro.
lllm. e Exm. Sr.Parlicipo a \. Exc. que das
parles hoje reccbi.las nesla reparlirno, consta lerem
sido presos : ordem do subdelegado da freguezia
de S. Antonio, o prelo Jos dos Sanios Paulsta, por
ollensas phisicas; i ordem do subdelegado da fre-
guezia da Boa-Vista, Kulino de Siqueira c Silva,
ser dclaracao do motivo; ordem do subdelegado
Activa, da consignacao do-Sr. Aquino.e que se cha-
va nesla provincia : o que oi .llige'ntemenle salis-
feilo. O Sr. D. Thomaz nao pode vir nessa barca
por nao estar auda promplo, mas seguio logo depois
para esta cidade, achando, como, elle detejava a casa
que o Sr. Jos Benlo lhe havia preparado no Moa-
leiro. Mais ainda. O Sr. Jos Benlo ompenhoo-se
com os seus amigos para que o Sr. D. Thomaz tivesse
a sua congrua, c o Sr. Urbano sabe disso : oSr. Jos
liento pedio ao Sr. barao da Boa-Vista a nmeacjto
de .lireclor do lycu para o Sr. D. Thomaz, e este
fallecen em Pernambuco, deixando os restos de suas
economas aos ejtabelecimenlos pios, e tendo-sempre
.vivido em intimidade comoSr. Jos Benlo, que por.
sua parle, como amigo sincero e dedicado, fechou-lb
os olhos sem nenhum nleresse nos seus bens.
Esla succnla narracao nao vem para dissimnlar
um Taclo que se considere degradante, qual o de ser
um individuo familiar de uro hispo, e delre protegi-
do : nao ; porque s poderia jolgar tal circumslau-
cia como desairosa, nm escriptor vertiginoso, apaixo-
nado e liberal como o Liberal Entretanto bom lie
que esmerlhemos a verdade dos tactos para desrnas-
carar r,,.,..:.. ....... .. .
)

-------------------^ w Hivaaiu n vaut.su uw .DU#Hw.vpii"- a's"i-------------- ---------- / h h.-ino3-
da freguezia dos Afogados, a parda Mara Jos do r 8enio da iolriga e da calumnia *bom he que
Espirito Saulo. Dar tnmriaumrXtm nnlMaaa. n a nre- !ni3 Plenle aos homens incautos a maneira por
Cruz, e Jos Tavares da PazJambns sem declaracao
do motivo.
estado ou .o9estabe.ecime,osnacionaes-,"ou depaZ ,%% Z&ZgglL
ticulares cm virtude de contrato com a adniustra- Sr ronulhaim ?~ n-_i i r, .- *'"
,... ,. sr. conseineiro Jos Bento da Cunha e Figueiredo,
Cao provincial ou ceral, ou le que o autonsc. nriHonio a ^.,.,;-.:. n j f .
, r ^L .. ., presinente a provinciaO desembargador Cde-
concessao de franqua dt direilos naquella lao Josda Silva Santiago chefe de polica iu- qerem torna-las. odiosas para a consccurSo de fin
a livimlhesi' inmitrla urna ilknoncsi la historia rluic7 nler o do Chil' t,^" ", '"^T T '"^ "^ *Dtt de 185i : f,mes <"> P"Posi"' concor
consoluhd;TaordemresHurtta T PDb'lCa I'0"'0,a 1co""n"8i,'"e aeul"nen, *l"-^ de nem venialmente, para que impresa se desv
oiiaaoa, a ordem restaurada, o espirito revolu- igualdade que a domina ni suas propostas. Por do camnho H,n.. .n,t Z. ... J...:.
commercianles eslrangeiros; 2." que, no caso de
embargo, senao excedesse seis dias, nao haveria lu-
esle lempo das despezas de sustento com as suas equi-
pasen!,e que se o embargo se prolongasse, entao
smente se abrira o direilo a perdas e damns pelas
avarias e prejuizos soflridos pelo commercio. Em-
fim, depois de algnmas oulras clausulas, lica deler-
roinado que o arligo 28 do tratado, que assegura ipso
facto a cada um dos dous paizes, por va de recipro-
cidade, qualquer vanlagemque podesse ser .concedi-
da a urna oulra nacao, nao prejudica o direilo
. i .__ ---------' ---------o-, w-v^wc-^c ?cu itia, uau uaveria iu-
razao dos enqpgos que esle genero de imposto fez pe- gar para ndemnidade alguma ; se excedesse a seis
zar a agricultor., sobre o proprio cultivador. Esle dias, os capitaes de navios seriam ndemnsados por
progecto nao tara votado, nem mesmo se apresentava "
no estado de legislacao formulada ; mas o governo
faza delle o objeclo de esludo especial confiado a
urna commissao composla de SI. SI. L'rmenela, anli-
go minisiro das (naneas e presidenle da cmara dos
depulados, Garcia Reyes, Joaquim Prez, Santiago
Satas, ele, e baslava ver as quesloes que estabelecia
poder execulivo para recouhecer qne tudo nao
fcil as reformas mais simples e mais re-
cetadas pela opiniao, para distinguir tambero algu-
ma cousa grave que ellas, lem. O governo pedia .
commissao o seu parecer sobre os diversos pontasse-
guinles que lhe deviam servir de texto : primeiro, se
o novu imposto devia ooerar os immoveis rsticos s-
mente ou se devia eslende%se s propriedades urba-
nas, se devia recatar sobre o rendimenlo do imroovel
ou sobre o valor proprio.elc. Observe-se que alem da
difliculdadc immensa quo quanlo ao estabelcci-
sobre as propriedades n'oro
paiz, que se nao cunliece cabalmente a s proprio,
que ainda nao lem eslalisUca. Beste facto resulla
que o governo parece limilar-se na aclualidade a ten-
lar a applicacVdo novo imposto, primeiramenle na
provincia de -Sanlago, cuja eslalislica elle man-
dara organisar. Em definitiva vai caminhan-
do na estrada do possivel afim de evitar
os'erres dequalqunr especie a que se exporia, prali-
caiidosemalaum dado exacta. Ctam.is esle fado pa-
ra moslrar que nao basta fallar em reformas naquel-
les paizes; cumpre realisa-las, dando-Ibes carcter se-
rio, e justo.
O governo nomeava igualmente, urna commissao
para examinar um projeelo de cdigo civil prepara-
do por M. Andrs Bello, umdos publicistas ameri-
canos mais dislinctos. Por outro lado, certa numero
de depulados se reuna para submeller ao congresso
una lei lendente a favorecer a emigracao. Otlerece-
ra-se um premio aos introductores de' emlfrados, o
qual premio varava de i5 piastras para um'lraba-
IhadOT a 8 piastras para um menino. Emfim, como
se sabe, reina depois de alguns annos nm movimenlo
bastante pronunciado de emigracao n'uma porgando
o espirito revolu
rundada n'um syste
protector, ao mesmo
(evi
a poliv,
auzem em algarisroos nos progressos do commeatio e
das f.nancas publicas. Basta recordar a ejlensSe.ta
movimenlocommercial do Chile enlre 18 e 181.
Na|riraeiradeslas Meas, o commercio chilca#^a'
representado por onT algarismo de 14 milhoes de
piastras; em 1851, era de 25 milhoes; elevou-s no
que a domina m suas propostas. P__
|iia aos principios de juslica que um iu-
ire, que conduz do eslrangeiro comsigo
consolidada, a ordem restaurada, o espirito "revolu- igualdade
conario desarmado, a victoria fundada n'um syste- corlo rep
ma de governo intelligente e protector, ao mesmo dviduo ^.c, yl
tompocouservadore liberal, que nao leve interreg- alguns trastee o
".! Vl'e f"108- elfe''OS tro^fcem virtude .!.- suas posi^Oes ou de suas
rctacJfcs, se d um prcvilesio de isenrao das lei e o
laxaras alfandegas. a
, jpftesile 25 de abril de 1818 os objeelos importa- h
dos por eonla da casa e familia imperial lraram '
sujeitos a direilos, e Uo restricta e puntual be a ad-
seucomnlevo esntK 4 iuib .------- .- .....------. ------------ '^ "'">"*> iem vauuo para que o orsao refor-
imtn.. a % 9,43*-WB P'"-m. mmislracao respectiva, que nao obstante urna ouou- mista arripie a carreira desabrida que cucetou <
4 milhSes de piastras de mais ou 20 milhoes de fran- Ira vez ter ordenado o tribunal do thesouro o des- promelle accelerar m.l.7mT- ,^,. I"':,?,!
la Ar
Chilcm^rovincia de VAH^70 ,W ZlnZ "m^-''/'-'"'--^' "egocios es,r,ngeiro,;
lavel ne,le.movimen(o, he que se vollou .eneiT M" Amon, Va"s- respondendo, ndala de 14 de
A poiilica exterior da repuhlica chilena no proprio
continente dajBkrica do Sul. islo he para com os
oulros estados^Povo-Mundo,.senao achava com-
promelti.la em complicacOes direelas ; mas.se achou
em presenca de diversos incidentes que deviam cha-
mar a atlcnro do governo, impondo-lbe o dever de
lomar um comportamcnlo decidido. O primeiro
desles incidentes he o negocio do general Flores.
Pela sua propria nalureza, potas crcumstaucias em
que se produzia, a expedido de Flores se complca-
va, como se vira, com urna especie de lufa de Icn-
dencias entre alguns dos estados sul-americanos.
No momento cm que esta lula se lornava um faci
patenta, por meio de urna nota de 15 de abril, 'o mi-
nistrb dos negocios eslrangeiros da Nova-Granada,
SI. Jos Mara Plata, provocava o governo chileno a
se explicar. Obrigava-o a se pronunciar, e em caso
de necessidade a aceitar urna parle d'acco contra a
eipedrao, como se acaso se Iratasse de urna questo
que inleressasse a toda a America do Sul, assim como
acontecer cm 1856; quando se aecusava Flores de
pretender restabeleccr a ronarebia hespanbola em o
Novo-BIuudo. Ora qual era a eie respeilo a polti-
ca do Chile? llesullava ao mesmo lempo ja mensa-
gem do presidenle (do I. le junho de 1852), e de,
um despacho do ministro dos negocios eslrangeiros,
junho, nota do governo granadino. O Chile n^o
licsitava em reprovar os meios empregados por Flo-
Flas i..>i9i.. a____i ....tu cu icpiuvar os meios empregados por Fio-
!Z!SSZ!Z2^f2k" ,C"l"'"n ^ 'PritPte; mas ai, mes-no lempo ,.aquerta
vencerobslaculosmu serios.mm inapto ,.r;.,,i ____,____ r -ni",
i- reconhecer o carcter geral c internacional que a
-Nova-Granada pretenda dar a esta expedeo. Se-
gundo a sua opiniao, nao era um negocio americano,
mQzdeselml.rn'^.^i ,----- 8U "*" op.niao, nao era uro negocio americano
publicas americanas prvidas de urna consliluicao ses e assegurando ao menos as communicajOes da
sede das colonias novas no mar.
He disto que se Iralava em 1852 por viados Iraba-
lhos de colonis.-irao de um dos ros da provinciar
Valdivia. Alem disso. um servico regular do nave]
rao a vapor subvencionado pelo estado era creado pa-
foram vencidos; foram sucesivamente em todas as T"""' M" C ? Dr'e da rePublica- Os caminhos
eleictes quo dahi em vanle. tiveram lugar, de orle deferr 'ram ta.mbein Uma da* PrinciPa preoeenpa-
qne em 1852 esle narlido.uTe eonl.iva M M vi,. f,.* f"""? e ,l" lvenio-ii 1852. Naos.', a li-
nda de Valpar.ii/n e Santiago era definitivamente
lonre.irila.tnas os lrabalhoser.ini coniceados.e no mez
W imignificanle papel na poTilca do Chile hara ?,*""'* S '!! "2" "-****
perdido toda a sua influencia. de *l*li'rl>" Pdenle M. Alonll hi em pessoa lan-
perdido toda a sua influenria.
Cr a primcira pedra. Raje os trnlialhos ronliniiam
luanto ao partido puramente revolucionario, se ao ntesmo lemp>bro varios.pontos. Estalinha,que
ece/n as suas proezas pelo queja dissemos nos comprehende quas Iriula leguas, ser depois de feta
les. Havia inma.ta iu .u a mas consdcravel da America do Sul. Nem esta he a
|i- nica cuja conslruccao tenha sido decidida. Diversos
" .="- -i":., para ins.o i.i/er uma ap- nica cuja consiruci;ao lenna sino ileciulda. inverso
pilca o-ariiricial e sumcenlementa phanlaslica ao projectos toram submeltidos-an'congresso em 1852
pedosAndes. Naoteve nm i,__________:.:. ______:.i___...^______=_....,..., .
pe do, And.. Nao leve ro Iriumpho mui-posi.vo,
mas lizera buUia um momento por meio dosseus
clubs, do, seus jornaes, das suas demonstrares e\-
centricas. fiesta partido especialmente qu'e licara
sepultado debaixo das ruina, da guerra civi|
cada pelo, seo, excitamento,. Balido pur varjas ve.
zes desde que fuera a sua apparisao no Chile linha
conservado todava IgUmasesperanras.fumij'ias ^
bre aagilacao do paiz, emquanto a elecao presiden-
cial nao leve logar, c emquanto a tarca nao vco re-
solver a quesiao cm proveito da lei e da ordem.
Desde este momento dexou de existir. Os seus clie-
fes se viram obrigados a levar as suas predicas a ou-
lras parles. Ja se nao poda produzir n'um paiz hos-
til, sob um governo disposto a nao tolerar mai, esta,
agitarte, ao mesmo lempo burlescas e facciosas. As-
sim, ja nao resta vestigio algum da aecodemocrti-
ca no interior do Chjle em 1852. Tdavia, de quaij-
ta em quando, esta'democracia 'turbulenta, dispersa
taiud* inr M___iv 7 '""iiinam nos termos mais pacifico, e mais regu
dapel, tenor, procara lembrar que elli te, e I lares; nao esiavam embaracada, com nehuma des
e especialmente os de um eaminho de ferro desde La
Serena ale ornar, desde Copapo at o ponto chama-
do Tres Puntas: emfim Iratava-se de uma linha for-
rea, cqlre Concepciou e Talcahuano, ao Sul. He nc- .
cessario juntar a islo o estabelecinicnlo (le uma linha
de telegrapbia elctrica entre Aalparazo e Santia-
go. As duas cidades principaes se acham assim em
communicaco instantnea e permanente. Taes sao
alguns dos Irabalhos uu dos projectos que tinham o
primeiro lugar no movtmento interior do Chile cm
18">:>. Saosufiicientes para caraclerisar a polilicaque
sahira vicloriosa de una crise lerrivel, poltica es-
".ncalmenle pratica, assim, como diziamos, inleira-
meme applcada ao descuvolvimenlo dos interesses
positivos e dos recursos productivos do Chile.
Por outro lado, quaes ao os fados mais notaves
da poiilica exterior do Chile em 1852 ? As relajees
da repblica chilena com a Europa primeiramenle
se manlinham nos termos mais pacifico, e mais regu-
Se o mcu governo, dizia 31. Varas, vsse na pre-
bleque,tan uma questo americana, scjutgasseom
perigo a independencia dos estados do continente,
nao seria elle que desmentira o seu comportamento
anterior, que recusara de cumbaler projectos como
os formado, na Europa em 1846, sob q.omc do ge-
neral Flores; mas na aggresso actual, elle nao pei-
cebanema mesma origem, nem o mesmo objeclo,
nem os mesmos perigos para as repblicas ila Ame-
rica. Seaundo a opiniao do meo governo, o general
Flores he, nao um conquistador coadjuvado pelos
movernos monarchislas d'alem mar, mas* um Equa-
oriano que, valeudo-se das divistes interiores.dessa
repblica, pretende desmoronar u governo que exis-
te, ou para apossar-se do poder, ou para da-lo ao
seu partido. Sendo desl'arle eslabelecido o caracler
da lula, o Chile nao linha oulra cousa mais a fazer
Fdo que manler uma estricta neutralidade enlre os
larl.los inimigos, emquanto a lula nao mudase de
Caracler. Quanlo ao modo de proceder do governo
granadino e quanlo sautrisardesqus recebera para
intervir.no Equador, para em caso de necessidade
destarar sucrra aos oulros estados, o govemo chileno,
em uma nota posterior a M de jolito, arrescenlava
que nao pretenda de sorle alguma interpretar as
convenres existentes entre i .\"\a-<.ranada e o
Equador. mas que os tratados dn allianea defensija,
em direito inleriiacinnal, nao aulorisavam as nler-
vencoes em caso de dissenses interiores ; alm disso
ellesejulgava fundado, pela sua parle, a pedir al-
gumas explicacoes ao governo nco-graiiadno acerca
do comportamento quas-belcosSque lomara para
no Equador para tornar-se decididamente uma guer-
ra de tendencias polticas cutre os .versos estados
do Ocano Pacifico, era evidente que o governo ch
leo reservava para si o direilo de proceder como
governo conservador singularmente iuleressado em
scmellianle lula. Assim o Chile, tanto por esto cau-
sa como pela poiilica iulerior que segu, est pouco
disposlo a favqrecer os demcratas da Nova-Granada
e do Equa.tor ; masa tallar a verdade, a sua ap'pro-
vaejio lio uma vanlagem que dpensa e nao am-
biciona.
Mal se havia concluido o negocio de Flores, e j
oulra questo senao mais grave, ao menos mais di-
jr ------ -,--, .uu jJiaHlM, (iu
4 mllhSes de piastras de mais ou 20 milhoes de fran-
cos pooco mais Ol menos cm um anuo. Esle movi-
menlo commercial pode dar lugar algumas obser-
vasoBessenejf.es. Primeiramenle^Meva observar
'luc este augmento do 1851 a 1852 jKtie de sorle al-
guma o resollado de circumstanciasfxfraordinarias e
anorm.es'cono acontecen efn algu/is outro, annos;
heum fruclo natural de um deseuvolvimenlo conti-
nuo da prosperidade publica sombra da ordem e
da paz. Entretanto o commercio de 1852 aprsenla
um facto caracU|ico e novo, be o augmento sen-
sivel das exportantes chilenas. Al o psente as
exporlacoea tin*bMi sido somente de um terco pouco
maisou menos ;|ni 1852, quasi que igualaram as
importacoes, as Sjmeiras tenrto sido de 14,087,556
Plastas, e as segendas de 15,3*7,333 piastras: he o
ymptoma mais cedo do crescimenta da produjo
mleror. O progresso commercial do Chile se pode
exprimir sob oulra forma. Em 1851, a parle media
de cada habtame, no complexo do commercio do an-
no, era de 20 piastras; foi de 25 piastras ero 1852,
algarismo superior ao que d3o as estalislcas de mui
grande numero de estados da Europa. O que hs
ainda a observar, he o sentido em qae so desenvolve
o commercio exterior do Chile; augmenta com a
Europa, diminue com a America, salvo ou Estados-
Unidos. Asimportaca^francczas se elevaram de
1,705,929 piastras cm 1851 a 2,231,486 piastras em
1852; as da Inglaterra, da 4,319,861 p. a 5,450,007
; as dos Estados-Unidos, de l,2 1,487 p. a 1,631,
^3 p. Pelo contrario, as mportacoos dn resto da
J-nericadiminaera; asmporlajdes mexicanas, que
piastras,
som-
,. .-------- --------quL
o Chile lem para conceder s repblicas vizinhas da ......-<....
America do Sul favores especiaes em troca dos favo- eram em 1840 de mais de meio mlhio de pa
res de igual importancia concedidosaos producios desciam em 1850a 113,041 piastras,eem I852
semelhanles do Chile. Assim se coricluia esla qaes- ma insignificante de 9.412 piastras, se reduzem em
ISo, que colloca sobre novas bases as relajees dos ,852a 1,970 piastras; as da America central desce-
dous paizes,,c este he o facto dominante da poltica ram de 121,737 piastras a 42,241 piastras em 1850 e,
exterior do Chile as suas retacee, com a Europa
1852, e no mesmo espato, as do Per desciam de
1,616,644 piastras a 795,587 piaslras ;as do Equador
de 120,732 p. a 79,723.
E aqui se poderia agitar uma questo mui grave
parao Chile, especialmente para Valparazo: he a de
saber como se explica esla diminuicao. O estado de
draordemeo que se acham algumas deslas repbli-
cas pode contribuir sem duvida para este fado; mas
islo nao provaria tambera que estas repblicas mau-
lera menos relartescom o Chile e Valparazo porque
fazem directamente um commercio que raziara at
aqui pelo intermediario do porto chileno, que leve
primen ,i bypolhcsc importa uma dispensa da lei. terino
Seja embora o lliesouro aulorisado para a concessao
de taes dispensas por motivo de recouliecida utili-
dade publica ; seja porcm essa dispensa eflecluada,
nao por meio de um aviso ou carta particular, de
seus interesses commerciaes, de lodo o mu desenvol- ^ue ha excmplos no archivo da alfaudega da corlea
viniente material. e "sim por un decrete do |>oder legislativo; nao seja
He sob este ultimo aspecto que nos rrala moslrar filialmente esta liccura objeclo particular.
marcha da repblica cbileni em 1852. Vio-sepe- Nao he uma idea mesquinha que dirige neste
oulros arraujos que Ibes sao necea-
peso dos direilos, e que a nm ou- nao azedar a discossio, e"encarar s'menie pela's'upe'r-
cie o montao de acerbos improperios com que
Liberal Pernambucano tem ultrajado a primera.
autoridade da provincia, que incontestavelmente se
ia portado como o prototypo da juslica. paciencia e
oleraocia na gerencia dos negocios pblicos. Porm,
i que nada disso tem valido para que o orejo refor-
promelte accelerar mais e mais : J qne em vista da
ira vez ter ordenado o tribunal do thesouro o de^
pacho Une a ccrlos objeelos importados por sua con- catilnara estampada no /,6era n. 17, estamos pla-
ta, lia paso os direilos respectivos, lalvez para ser- menle convencidos de que os redateres dessa fo-
vir de til europio c lic3o para os particulares. Iha nao leem outro intento se nao alluir caprichosa-
A restriccao creada, na segunda hypothcse pa- mente a tarca moral do actual administrador da
'- provincia, tornando-o odioso e desprezivel perante
a populacho incauta, a qoera o Liberal parece que-
rer mu de proposito concitar, julgamos um dever
deconsciencia dar o mais formal desmentido a todas
as calumniase lalsidades de que se acha pejado o
arligo a que alludimos : mas todava procuraremos
aiuda guardar a decencia e gravidade que os escrip
tures polillos e de certa ordem nao deveriam jamis
perder de vista.
Comejaremos por desprezar completamente o con-
selho sanlauico.e mesmo irrisorio com que o Liberal
rece commissao u,uc lie degrande importancia. As
leis do orcamenlo costumam ser continuamente 1-
Indidas pelo modo actualmente cm pratica. Os pe-
didos sao feilos ao corpo legislativo conforme os pre-
Cos do mercado ; uestes enlra a importancia dos di-
reilos de consumo; surcle porem que um grande
numero de compras de objeelos necessarios para os
eslabetecimentos pblicos sao feilos nos mercados
internos pelos preros correales, e no enlretauip a
sua sabida dos depositas da alfandega costuma ef-
fcluar-sc livre de dircitos.
lia urna disposico muito terminante, que declara
que os objectos importados para o servicodreslado,
e por conta do governo ou das adininstractes pu-
blicas, sao sujeitos aos mesmos onus e laxas que os
importados por coula de particulares.
Na Blgica o mesmo se ha decretado, e a nica
isenrao de dircitos que concede lie especial s nm-
nictes de bocea c de guerra destinadas ao ejercito
em opeiaroes e s fortalezas; epara esse fim, e por
conta da rcparliraoda guerra importadas.
A commissao nflo julga que se deva iitciramen-
te seguir .o exemoB desles dous paizes ; er porem
indspciisavcl qufltoinenle uo caso da importacao
de taes objectosW por conta da adnimislrara.i ge-
ral ou |i!"\ ineial S d e-sa isenrao.
i. A commissao julga conveniente que se couscr-
vem os antigos usos de rouceder-sc isenrao de di-
rcitos a lodos os objeelos c cfleilos dos ministros e^
Irangeros e sua comitiva, mediante sua rcclamacao
ou requisico, c ordem do tribu nal do lliesouro. sera
limilarao de lempo, conforme o houvc de estabele-
cer o decreto n. 477 de 8 de outubro de 1846. Esta
lie a marcha seguida em quasi loda a parte.
O abuso que dctcrmiuou esta restriccao tera-se
dado cm muilos paizes. A sua. correccao se pode
oblcr por vas diplomticas, e sernos inconjeuiciil.es
da limilarao.
Por .lema> a experiencia ha mostrado q vicio
proveniente dessa restriccao, de modo que nao est
ha muito cm uso. Mediaule a competente requisi-
cao, nosso governo lie franco em conceder isenrao
,__ .... de direilos cm qualquer lempo aos objeelos e eflei-
por muito lempo o privilegio de ser o grande merca- los pcrlcnccules aos minislros eslrangeiros.
do do Ocano Pacifico > Este tacto desapparece no ..Algumas qucsloes se hao suscitado entre esles
progresso do commercio chileno. Haveria oulra cir-' agentes c os empregados das alfandegas a respeilo
cumsta ncia a observar, he qua o numero Sos navios do exame de sotamos importados por sua conta e
empregados no Commercio vai dimnundo. A di- censuras se bao feto aos;emprezados fiscaes. No pa-
minuisSo ha sido, em 1852, de 218 navios na entra- recer da commissao esse exame deve ser permissivo
daede292 na saluda, oqueenconlra lalvez a sua ejamis deve ser prohibido, quan.o for denisler.
explicacao noque disseramosacercado decrcscimenlo Sigam-sc nesle ponte cutre nos as leis iuglezas. as
do coromercio europeu com o Chile e do crescimenta alfandegas da Gra-Bietanha os volumes perlencen-
do commercio americano. A Europa emprega me- les aos ministros eslrangeiros sao examinados. 'en-
iios navios para levar niercadorias de grande preco, Irc cllcs escolhem-sc dous para se averisuar o seu
os estadofamericanos empregam rauitos para trans-
portar productos naluraes, malcras primas. A par-
te da ruarinha mercante chilena vai crescendo de
nno em anno; foi de 215 navios em 1832, ao passo
que fora somenle de 112 em 1851. Emfim, no mes-
roo inlervallo, o produelo das alfandegas se elevou
de 2,729,506 piaslras a 3,465,038 piaslras.
---------------------- ,,_, MIIUU1LU|(. mesmo irrisorio com que o Liberal
Para prevenir taes abusos, na tarifa de Franca Pernambucano pretende concencer-not de que de-
I Ullla disiinsra.l milito Inrmin.iln n,,a iWU.. mmMiUn> .__.. ____,. .
ron leudo, c se este combina com a uotado respecti-
vo ministro entrega-se-lhe o resto sem exame.
.< A commissao julga que a isenrao de direilos se
.leve nicamente conservar sobre as alfaias, a mobi-
li-
. -----------------------------,,. .
lia, ornatos de *-a. louca ou servidos de mesa, ..
vros e mpressos, carruagens, sesos, e Irem de qual
quer nalureza c suas perteucas, importados pelos
Olanlo siiuaejo financeira do Chile, cujo pro- ministros e roramissarios de qualquer nalureza do
duelo dasaJlMdegas he ara dos clementes, ella nao governo do Brasil, que oltarcm de suas missoes,
da menos qc^a situaco commercial a medida da com lauto que sejam usados, e efiectivaracute llies la'im) para completar a sua educaco no collegio de
prosperidade crescenle do paiz. Em lodos osfamos
de rendas, ha um progresso assignalado. Em lil
as rendas publicas linluuii sido de 4,426,907 pias-
tras; em 1852, ellas eram de 5,180,480 piaslras.
Eram estes os recursos normaes: se podia juntar a
isto 120,000 p. provenieule do juro de 6 por 100 da
divid de 2 milhoes de piaslras recouliecida o anno
passado peta Per; mas he islo tanta menos um re-
curso normal do orcamenlo, que esta divida deve
ser proximamenlo amoriclda, o que o seu capital pa-
rece dever ser Obelado ao pagamento da subvenrao
que o govemo chileno tarnece para a conslruccao
do eaminho de ferro de Valparazo a Santiago. Sem
levar cm conta esta somma, o augmento de recela
nao tem sido menos de um anno a outro de 1,053,372
piaslras. Dahi resulta para a repblica chilena uma
siluaro financeira das mais livres. da, mai, tacis,
e um excesso hablaal das receilas sobre as despezas.
As reformas de impostas que sao projccladas nao fa-
rao mais do que cousolidar esta situaco, melhoran-
do-a cada vez mais, sentando-a ao menos sobre bases
mais razoaveis e mais normaos.
Por tanto o Chile, quer se observe sob o aspeclo
poltico, quer se considere sob o aspecto material,
commercial e financeiro, continua, pelos progressos'
pala eslabelidade das suas insailuicOes, pela ordem
deque coza eqne snnhe conquistar, a ser urna .tas
honrosas excepcoes da America do Sul, a mais uota-
vel lalvez. Foi uestes cnn.ltaics que elle chegava ao
1."dejunhodel8.VI, .pora en que o presidente,
M. Montl, podia denunciar estes resultados na sua
mensagem au
interior romo
julgava dever restituir desde esle momento ao~ con-
gresso as taculdadesexlraordinarias do qae elle tara
perlcnrain, para evtarem os abusos de taes pessoas
comsigo imperialtiu objectos e mcrcadorias de com-
mercio, ou para o uso de terceiro, ou de seus ami-
gos c parenies, como infelizmente ha succedido.
A.commissao ueste lugar julga do dever justi-
ficar uma oulra providencia. Conservando a dispo-
sico de franqua do direilos, concedida pelo rosil-
lamente de 28 de agosto de 1849, a roupa c calcado ..-, = -
usado., livros dos passageiros, c. inslriiiiienlos dos ar- rda casa, como lambem o
listas que rieren) residir no paiz, houvc de modifica- ulhos daquelle negociante
1a nos seguintcs pontos : ,
Res.trinaindo esse favor: 1., aos livros usa-
dos que nao vierem cm duplcala ; 2* cjclundo
delta os pianos, harpas, orgaos e rialejos.
i. 2. Ampliando-o a bem: l.o, dos colonos a res-
peilo de certas peras;de louca e videos ordinarias c
usadas, espiiganlas'de caca, instrumentos de arar,
trastes c objeelos insicnificantes de sen uso, com-
anlo que nao sejam novos, e correspon.lam a seo
llaveros c condirOcs ; 2., aos trastes, mobilia, e ou-
lros objectos de uso domestico, da lavoura, c de
qualquer oulra industria, arte oh officio, pcrlcnccu-
les a qnaesjqu.'r individuos hrasilciros ou eslrangei-
ros que dos paizes vnonos vjercm pelas nossas fron-
leiras terrestres residir no imperio; 3., aos relataos
de fazeiidasc objcctosusadosperlencenlr-s aos passa-
seinis, cujos direilos nao excedem de 200 rs. por
esiduos dos inaiitimenlo-
PIBLICACAO A PEDIDO,,
O Iliberal esta' vertiginoso.
"O pnblico lem sido lestemunba da paciencia e mo-
deraco cora que temos soflrido as duras|iovclivas do
Liberal Pernambucano desde que enlrou a correr o
anno de 1854 : firmes no proposita de nao concorrer,
do eaminho decente e comedido em que desejaramos
que ella marchasse n'uma quadra quo se nos pbre
tao esperancosa para os mellioramenlos reaes da nos-
'" bella trra, temos tai lo os matares esforcos para
Espirita Sauto, para averisuaroes pohciacs, e a pre-
la l.ui/.a, escrava de Francisco de Paula llezerra da ".----""> eiu veneno mor
Silva, por andar fgida; c ordem do subdelegado "a0 se"ao um ha!samo|vivificador : bom he, fu
da freguezia de S. I.oureuro, Joao Francisco da me,,le' 1"e rCnio, conheccr aos homens do povo,
Cruz, e Jos Tavares da Paz^mons sem declaracao ?ea,'*ue 3 ?ue alrecla>n liberdade, fraternidades
.gualdude, sao os primciros a C01lsiaerar uma vila
Secretaria da polica de ler-se uascido pequenno. o lcr-Se'recebido prolec-
.n,m P.m cao, ler-se ama cor haca \< i E to a, pessoas que
se achara em taes condicoe, as mesma, a quero os
liberaes doi liberaet esligmaisam viimute quando
querem l~"
siDislros ao passo que nunca se pejam d endeosa-
las ba'ixaroeote, quando pretendem tazer deltasm-
chuasde guerra para osen eoarandecimenlo, de-
ri|ftcscabeltas paraste elejsarem, e depois grita-
reroWj* alio canalha !, cmo fez o.............
ido mizeravel chavao dobispo D. Thomaz,
ahi vero a historia do umbigo. k O Sr. crner
llieiro Jo6 Bento nao^tem o seu umbigo em Per-
nambuco, e jnlga-se com direilo de nturalis
para nb confessar a gratido em que deve atar
om esta provncia,que o hacend adopladnjta
fc^Ktelle o que elle naopodia nunca^fnertcer.
Causa-nos bastante nojo o discutir essa mesquinha
queslao de arrebique, a qual j foi julgada na assera-
bla provincial de 1849, quando um dos.cainpetel
da opposicao, o Sr. Jos Antonio de Figueiredo ali-
rou-a sobre o Sr. Jos Benlo. que lhe dirigi uma
resposta tao victoriosa e esmaguadora, que o Sr. Fi-
gueiredo, mais generoso e ingenuo, e pao tao obseca-
do como os redactares o Liberal, lhe dea uma com-
pleta alisfacao, Jpe ver nos discursos dessa po-
ca, que IraiiscrefBbs para renovar a memoria do po-
blico, de quem o Literal quer srpre escarnecer. O
Sr. Urbano mesmo cliegou a envergonhar-se; quando
na assembla geral em 1847 se agilou essa queslao d
umbigo, emque o Sr. Jps Benlo apontau-liie
com immensa vanlagem as candidaturas dosseoho- "
res Ernesto e Chicborro, que o gos. ou nunca os enterraram na proviucia de Per- '
nambuen. Entretanto o Sr. Jos Benlo, sem afanar-
se por exhibir as suas bullas de pernambueanitmo,
que alias ninguem pode contestar de boa f.colen-
t.ni-sc cm dizer qne lhe era Jastanlescr brasiletro.
Se, pos, a queslao de umbigo tem por fim
guerrear d'antemao a sonhada candidatura do Sr.
conselhero a senatoria, que ainda nao vagou, mas
que o Liberal' j est olhando-a como o urub-rei '
ollia para o animal moribundo, entao pode ficar com
o. seu coracao mu tranquillo: o Sr. conselheiro Jos
Benlo tem dado em toda a sua vida tantas pcovasir-
refragaveis de desinleresse, que nem por um iHoj-'
mente se pode presumir que elle queira, a preliexl
do bem estar do paiz, dar um s passo atrazdesM
maldito pao-de lo, que tanto allucna o Literal, e
que o torna vertiginoso de um dia para outrn. Nao
lita Liberal que o Sr. Jos Bento at hoje nunca '
------^----.
vemos deixar correr revelia, nao censuras que baja
porvenlura merecido o acluai admnistrador.massm
uma serie de insultos tao vise a squerosos, que qual
vi^r,iemiDe,n,e,me,,t? rancoros' purm i"e s
vZaZZlye k ^ e,,UCa,> n5 SB alffr Rcnusa "'?Para si, riera para os seii paren^
ZJlnT ? SeU ,nmg figad"'- En' le'' ,endo Mi* -*<> Pvinci, Son-
roon artT"nlTnSd0 Lber'lrS0<- "Wcda plena confianca d'os diverl rai"e-
ma rUradinnVPH P"'S- "^ ri 1 ha servido Se acau.a dasdialribe,
tal r k qU'leram 1^,l"Dg,^ Pr- d0 ,-beral frnambucano para com o Sr. conselhei-
eustemrnR tTi .'",e nu"M Peto D0S he a queslao do osso, prepare-se o collega para
em vTerlra ', "" ^ *"* T *"- ro-' 8em arreceia-se de que o direo de nZtJaU.
raTd^l ^nI nCm, T d **!" e "f5 <" Sr. Jos Benlo lhe queira emb.rg.r o pas-
Ftau L^dn S 1 duCU"ha C 8- M"9 3 Verd"de ,,e "ae oSr- onselheiro, sem
figueiredo tai e tero sido sempre o nosso alliado fiel,
dedicado o preslmoso : e assim como elle nunca nos
desamparen na, agonas do nosso partido, quando
gemamos as garras do partido advers, assim
lambem o acompanliareiuos pelo mar tempestuoso
das calumnias do Liberai; e haviamos de faze-lo
com a mais decidida'firmeza, anda mesmo que esse
distincto cidadio nao fo.-se pernambucano ; ainda
quando naaMivesse ralzesVlao profundas queo prn-
demeos deslinns.de Pernambuco. Nao sao os redac-
tores do Liberal, bajuladores consianles de um Chi-
chorro, defensores est/ensus de sua candidatura, os
homens mais proprios njrJrnc|r-nos doutrina d
bairrismo. Que o Sr. cSnsel'ier Jos Benlo he mais
pernambucano do quo os redactares do Liberal, nos
o dcmonslraremos com a evidencia dos fados. Recla-
mamos, pois, a-paciencia dos nossos leitores, visto
ique desla vez nao taremos remedio senao seguirpari
passu as tristes pizadas do Liberal.
Como os redatores da folha reformista sabem per-
feilarnenle que nao poderao catar na adminjstrarJo
do actual presidenlejima infracc3o^por mnima que.
seja, da, regras do -justo e do honesta, um acto se-
qur de persegucao para cornos amigos da lber-,
dade, i-los que vo descucavar u/n cortejo de cir-
cumslancias, as quaes em tudo aqillo que apresen-
laro de pnnderavcl, rcverlem por certa cm favor de
S. Exc
A histeria do fallecido bispo D. Thomaz do Nora-
------------------~. .-j w w> f U1UVI11LII Um OOU1
querer ser cousa em Pernambuco, deve a s mesmo
tudo quanlo vale, qur como homem publico, quer
como homem f articular deve-o ;i maneira porque
se (cm comporbjj^ljsimKrtaiueiile asen iraha-
Iho lclo, sero^pura d^rneos ignobeis. Em qual-
quer parte do imperio ser sempre o Sr. Jos Bento
um homem de mereeimento: e sea provincia dtPer-
nambuco o tem distinguido coro os seus suflragio,,
tero elle correspondido confianca de sea, commit-
(entes de um modo bem digno de louvor. Antes de
ser homem poltico, j;i elle se interessava mui viva-
mente pela prosperidade desta provincia : o he assim
que seu uome so acha mais ou menos associado a al-
guns melhoramenlos materaes c raoraes, que se tem
realisado de-de a patritica adrainislraclu do baro
da Boa Vista. Aim de ler sido o Sr. Jos Beiilo um
dos benemritas que trabalharam na obra do enca-
melo das aguas polaves, foi ello lambem socio ios-
tallador do gabinete hllerario. e autor do projeelo
da le provincial que leve por fim a factura das es-
tradas, assim como deoutros rauitos, em queS. Ele.
leve a iniciativa e o mais .IL-cidrilo empeno. Como
mcinbro da assembla provincial nunca empregou
sCu lempo em meras declamantes; e ninguem.ha
que descouliesa o seu ardor em promover a prospe-
ridade e grandeza de Pernambuco: citaremos para
prova do que aflirraamos todos esses discursos profe-
ridos pelo Ilustrado representante da provincia, e
que correm mpressos nas collecres de 1844,1845,
ro I8 e 1849: ah se encontrara certamente um roa- *
iiha, de que o, homens do Liberal'(aim ha mult* 'luro'c ecl''mo,juzo sobre as questes mais iro-
lempoo seu chavo.l.onra muito o Sr. Jos Bento; he |,orla"lei e c"Uo re ^'avam : ver-se-hie prtaci-
penaque aquello virtuoso prelado nao eslea vivo I""5 T. orlh10,,,,MMef" J 'B"P^ "
paraco.a-.a miudaroen.e como nos mesmos tive- "ades^ e"o Tm "Vd|M.,""MM7^n,,h
m ^., i. j .. e ar,es, e o senilmente da mais pronunciada protec-
mosoccasiao deouv.-la de sua propria bocea. >ao ,Sa em f.lvor lla pr0veilO5a cla dus h ^
fo. como auxilio do Sr. lhoraaz que o Sr. Jos rall, objectos que oceupavam constantemente osenso
Benlo consega.o Iransporos umbraes d'acaderaia. maduro e a recouliecida circumpeeao do Sr. Jos
Destinantlo-se a nrinr.inin villa e-rlp^iasni n c. uin. ^-.i^_:___. ......______
" r------------------ -----..,. mauuiu a recoiineciua circumspecjao uo sr. josc
Uestinando-se a principio vida ecclesiaslca, o Sr. Benlo. E at poderiamos apresentar, conta uro* pro-
Jos Benlo eslava de parlda cora o finado padre Jo- va dos serv0s de S. Exc. a parte principal que elle
s Antonio Marinlio (que tai seu oriraeiro*Ieni de leve outr'ora na rerfiecin do nerindeo Pernambuca-
comoulros estados sera designa-tas. Enlretanlo a-
contecia a derrota de Flores. Com ludo como se v ^evest"lo, e as 1uaes

ravam no mez de selcm-
o governo chileno l.nha sullicienlemente desenliado f.' .ReS,am Mm duvida as difficuldades creadas pe-
a poscao que elle eutamlia acollar ou temar ueste- *ies""cll,Se"c,a ll V" < Bolivia; mas a i>-
negocio: priineiranMle era a neutralidade, c se o l.ervensa0 do C1,ilc> sob negocio transpozesse os limites de nina lula interior S" P'le '" ?n""'6 i"rluenci:'' Para manler
a pnz, ou para impellir esta guerra extraordinaria a
REFORMA DAS ALFANDEGAS.
X1.IU.
Transrrevcmos agora a ju,iiiicaeao das medidas
propostas pela commissao : ,
.-,_. ..._.., ,.. .- a Nao obslante a .exposicao ecnerica que a com-
recta, se levantava para o Chile, sempre na ordem missao acaba de fazer parecer-* sufflcicole para a
cada un ; 4., aos residuos dos inaiitiinenlos per-
teiiceules a cada um colono, c que por sda propria
ronta hoiixerem comstao transportado, com unto1
-v.,.t ,;-,c- irsuiiiiuos na a que sua inual, representando a Iranquillidade e que nao leiiham oulio lira que o seu sustento ; 5.
e adiando tarabem firmada, qua> elle conc-deiido ini|Mirtacao temporaria ou franqua de
restituir desde esle momento ao m. dircitos soIht caucao aos objeelos proprios para re-
presentadles e cs>ectaculos pblicos, a roupa, orna-
tos i' mu/iras das cumpa ninas lv ricas e dramticas,
que entraren) no paiz, com a coiidirao de sua ex,-1
portarn no prazo de (i mezes ; (i., dando iau.il fa-
>or isscih's clrem .le viajantes que eiitrarem no pa-
iz pelas suas froiileirns terrcslrcs, sob .iintlir.'n. .te
ana exportarlo-dentro de ceiio prazo; 7., a lodos
os iiisliuineiilos de msica, excepto os de que a c ma
traten 'pianos, harpas, orgaos e harmnicas), per.len-
rcnles quaesiiucr [lassaaciros. comanlo que sc_iam
usados. '
As raides em que se fundara estas med das
san igualmente obvias, e algumas .tallas, como a q;uc
loca aos individuos que pelas fronleiras de trra m-
um promplo desenlace; lie o seu interesse e a sua
poltica, e he o interese mesmo daquelles que co-
meraram esta lula.
i Annuairc des deitx mondes.
INTERIOR.
Carassa, quando passou pela villa da Barra o Sr. D
Thomaz de Norouna, c reduziu o joven estudante a
vir para oseminario de Olinda, onde devera encou-
Irar matar somma de esludfe. O Sr. Jos Benlo,
aceitando os cunselhos do bispo, parti para Pernam-
buco, sendo recommendado i casa commercial do
fallecido Benlo Jos da Costa, que o supprio de me-
sada, segundo o otlestaro nao s os livros da refe-
testemunho valioso dos
Vindo b Sr. Jos Benlo
com destino para o seminario (que lae, eram as or-
dens que Irazia de seu pai, o capitao. Manoel da Cu-
nha e Figueiredo, para o lina.ta llsuto Jos da Costa)
ficou todava alguns anuos era companhia do Sr. D.
Thomaz, que sempre o considerou e distingui, leu-
de-e em conta de seu melhor amigo, orno sabem
os contemporneas de Olinda. Sob o exemplo e cop-
selho de tao virtuoso prelado, obteve o Sr. Jos Ben-
to dar mais algum deseuvolvimenlo as boas disposi-
Ces de que era dotado, c que mais larde lhe trouxe-
ram esse firmo conceito de que merecidamente goza
por sua iutelligencia e alia moralida.le.
Abriildo-so a academia jurdica de Olinda.oSr. Jo-
s Benlo.leodo j deixado a melhor empregar-se nos seus estudos sem a menor
distraccao, raatri cnlou-se na retarida academia, re-
cebendo anda mesadas da casado fallecido Bento
Josda Costa, ao lempo era que o Sr. 11. Thomaz, a
qacm o seu recommendado nunca pedir censa af-
guma, se havia retirado para Portugal. Conchita o
Sr. Jos Bento seus estudos com os recursos de sua
familia, ministrados por intermedio e favor do ca-
pilao-mr Joio Mauricio Wanderley, pai do actual
presidente da ll.ihia.
Ora, saiba ;mais o Liberal que o Sr. 1). Thomaz,
depoisde deixar o bispado de Pcrmanbuco, e liaven-
cuinprc i commissao exhibir as razos de uma d as
duas restricefies que prope.
Deleriuuou a priraeira deslas medidas, nao i
o abuso de quererem tirar -seu* pianos e harpas, a
Ululo de arlislas, os principiantes ou furiosos, e s
i
------ provincia,
por fim n'uma extrema pobreza era Portugal, a .
lo de pedir esmolas. como mandn dizer os seus ami
gos. Sabendo disto o Sr. Jos Benlo, e estando j
le bispo, na qual muito conseguic nleressar o finado
baro de Ilamarac. E como o Sr. D. Thomaz
a nao quizesse aceitar senao em ultima eslremidade,
como elle proprio dedarou ae pa,lre RSueira, por.
lador do producto quo se havia oblido.foi por cone-

love outr'ora na redaccan do peridico Pernambuca-
no, queja ia apresenlaudo um Bello corpo de doctri-
na, o qual se conlinuasse a ser ampliado e propagado,
poderia conseguir que a proviocia dessa algum passo
no eaminho da prosperidade; assim como gil vez po-
desse concorrer para o fraude niifire da regenera-
cao dos prelos, e para o completo desmhrimcnlo das
aventuras polilfeas, de qae o Sr. Jar Benlo tai sem-
pre um dos inimigus mais cncamicados.
Alm do que temos dito poderiamos ainda exibr
oulras proras: mas para que? Nao preleudemos fj-
zer ajara o panegrico de S. Exc: o nojso intento he
nicamente pulverisar as calumnias do Liberal Per-
nambucano em relacao ao mereeimento c servijos
doSr. ronsellieiro; e porlanlo, se guizesseroos ser
concisos de nias, bailara que a presentsemos
como padro .lej gloria de sua vida publica a grande
parte que S. Exc,(iiiou no estabelecimenlo das co-
lonias militares, qu conseguiram desencaste llar e
afusenlar de lodo os imptacaveis salteadores das
malas".
Oque importa, parenl jido islo se S. Exc, como
diz o Liberal, tece uma'&acociio apoucada, sobre
ludo quanlo gencrosidade, Que s pffdt bem ex-
pandirse no lar paterno, nessa independencia e
nessa liberdade de obrar, que nao reennhece rnjei-
rao official.
A um contendor que a-sim se exprime, de nada
aproveila a despeza darazao: fora necessario ma-
nejar contra ello as armas do desprezo. para nao em-
pregir as da insolencia, cm justa revindicta.
Nao ha remedio, porm, senSo acompanliar o Li-
beral na serie de seus improperios.
a Tendo o Sr. Jos lenlo, diz o Liberal, tomailo
o grito de doutor no lenfpn em que se era argido
por tres lentes, pode, sd/ie feos romo, obter dout
votos contra um,e ei-lo substituto da academia.
Diremos ao mberal a maneira porque o Sr. Jos
Benlo lomou o gra.do doulor. e obteve nomeaeo
de lenta. Durante o sen currirulo acadmico, leve
Pile de ncorrer no desagrado de alguns lentes, por
r-----..- vTiiiammcu, c ..=- -- ------. ---'-*>* >.c aiguua lentes, por
do doado S e ao seminario quasi lodo o dinbeiro Itaver protegido a dous condiscpulos seus (que nao
quelinba ecnuomisado nesla provincia, arhor.-se apontaremos' contra justas on injustas persegu roes
f'ii I i>: imr (i'ili-n1 IapIa- s*___ a
pon- taita, por oulros lentes. Cumiado, apezar de ha'vec
: oSr. Jos Benlo, por mui doenle que era, dado nm"
grande numero de faltas nos annos lectivos, merecen
lodavia plena approvarao em Iodos os apnos de fre"-
comsua banca de adverado no Becfe. promoveu '"'va plena apnrovacao em todos o, apnos de fre'-
imroediatamenteuma K,^ a tavor daquel- *?! VLTlZ*?* ^JZllZ
------ ......,.uuv0 ^w r, .... ..u,.,^.au0 v..v. ....- ...uva uw piuuucto quo se lian* w"uui,u' r" w-u-
Irarein para o nosso paiz, tem era sen favor a leais- oiinle esse produelo qeej se acliava reduzido
larao da Itataica o de Sardculia, c nao.distante islo lellra commercial) convenienlemenle restituido aos
subscriptores. Entretanto, o Sr. Jos Bento mandou
convidar d sea distinelo jjjjigo para que voltasse a
Pernambuco, onde nSThe tallara o pao : e cnlo
pedio ao Sr. TliurTz de AquinoFonceca.aquemdis-
seque responda pelapassagem o obsequio demandar
Mi mi Ano
dous lentes dos mais rigorosos da academia, e que
lhe nao eram attacoados, sem duvida pelo ardimento
com que elle so comprometteu por seus condisc-
pulos.
Corra o anno de 1833, quando n Sr. Jos Ben|p
tomuu o grao de bacharel formado, lempo em que
esiavam prvidos lodos os lugares de juizes de direi-
to, crcadus peta cdigo do processo: e entao o Sr.
Jos Benlo procurou tomar o guio de doulor pira pre-
tender o cargo de sopremo magistrado do commer-
cio, na forma do primeiro projeelo do cdigo respec-
tivo.
Pensnndo o? lentes seas denfaclos qne o Sr. Jo
*i% i'wrt


DIARIO DE PERNAMBUCO SABBADO 28 DE JANEIRO OE 1854.
Bento visuva unta das cadeiras da academia, e cor-
reado a falsa noticia de ser elle o redactor da Pal-
matoria, que eiitose redigia no Recite, e em que
mudos dos lentesettm gravomenle insudados.encun-
trou elle oSr. Jos Bento urna barretea invencivel
eeulri urna prelencao, qne alus Tora mui fcil aos
ourruseo-protendenles, l)ebalcu-se o Sr. Joso Ben-
to quasi um anno com a indisposiro dos lenles, que
marcando diversos das para a defeza das llieses, nao
oompareciam na liora do aclo, fruslando assim a pre-
encadosoatros. Contra islo protestoa o Sr. Jos
Benlo peranle a congregac.ao,requerendo sempre qne
se lbe marcasse novo dia para o aclo. Alinal, depois
de multas reluctancias, e de episodio* que por brevi-
dade nao queremos referir, la chegou urna occasio
em que, por sorpreza, achou-se reunido o numero de
lentes que a le exiga, e o Sr. Jos Beato tez o seu
acto, contando de certo com a m vonlade e despelto
(como era natural) de alguna leu les que o nao dese-
javam ler por compaolieirn na academia. Sa dlsse
que um desles lentes, entenlendo qile o doutorao-
do qita nSo tivesse a unanimidado de votos nao po-
da ser opposilor as'cadeiras, deu um voto contrario
queimmedialaraenle lirou, logo que soube,por declara
580 do director, padre Manoel Ignacio de Carvallio,
queaquillo n;lo embaracava o pretndente de entrar
concurso : e assim nao se tez menc de lal voto na
acta, e todos os lentes que arguiram*o Sr. Jos Benlo
deram-llie honrosos attestadas do liaver defendido
perfetamente as suas llieses, e alinal loman elle o
grao Conhecendo depois o Sr. Jos Benlo a m.i vonlade
deque alguns lentes preoecupados se acliavam posr
suidos, formulou emires dias as suas llieses do cun-
ean, competi com'os Srs. Drs. Baplisla, Bandera,
I.ooreiro, e nao sabemos quem inais ; e apezar da in-
dispoicaio que existia, leve a satisfarn de ser com
elles proposlo pela congregarlo para um dos lugares
vagos da academia, rMuerondo, porm, nomeada-
mente b de subsliluto^ara podec vir advogar no Re-
cife. Logo depois pasou lente, sem o querer, por
ter um dos cathedraticos pedido a sua dennssSo. Eis
como llcou o Sr. Jos Benlo na academia, lendo sem-
pre resistido a todas as contrarbju'ades, as quaes sem
duvida, nao silo da ordem daquellas que denai lu-
a que os dous priucipaes corypheos iVo J4K0I
mal succedidos nosseus actos icadeuiic^^M
de um lavou Ires BR, e oulrb qualro; isto he, *vo-
tos contra 5, e 3 contra nada : e todava estamos cor-
tos, e nem queremoscontesla-ln, de que elles se lerflo
em cotila de notabilidades e salvadores da patria que
os vio nascer, e pela qual esperam derramar a ulti-
ma gola de sangue.
a Eilabelecenio-te como advogado nesla citlade
('continua oLiberal) o crdito do Sr. Jos liento fox
em grande parte decido a amizade do Sr.
Dr. Navarro, juiz do cire que fo\ desta cidade.
O Liberal quando cita o noitio do Sr. Navarro,
nao he cerlameole para provar qualquer especie de
proleccao que delle recebesse o Sr. conscllieiro ; por-
quanto os redactores do Liberal, assim como toda a
provincia, e oSr. ministro da juslica Nabuco sabem
mui bem que, quando o Sr: Navarro chegou despa-
chado a Pernambuco, o Sr. Jos Benlo ja linha um
crdito asss radicado, que havia sido adquirido, nao
u eusta de trapazaste mexericos forenses, nem por
iueiodebajulac,cs ou invectivas despeilosas para com
os magistrados, mas sim por sua conduela severa e
nunca desmentida, por sua honradez e inlelligen-
cia: lodo uTdro de Pernambnco sabe disso. O lni,
portento, do Liberal he outro mui diverso: elle quiz
augmentar a afllicco ao aflliclo; porque conhece
quooSr. Navarro esl decahido das boas gra;asde
algum membro do ministerio, a quem o Liberal de-
seja cortejar, embora em oulras pocas o houvesse de-
testado. He assim que, para explorar vilmente urna
mina estril, lembrou-se o Liberal do Sr. Navarro, a
quem nao julga anda bem castigado com os infortu-
nios que pesam sbreos seus hombros. Felizmente
ahi esl wo o Sr, Navarro ; elle que diga se algum
dia o Sr. Jse Benlo, na qualidade de advugado, va-
leo-je de sua\ auloridade ou inQuencia como jote.
Quem nao mora em Pernambuco nao pode rerlamen-
le calcular o grao de perversidade de samelhanle er-
gotete dos homens\da liberdade e Aifraternidae.
Pelo queperlenc, porm, repulaco jurdica do
Sr. Jos Benlo, ah, esiao para allesla-la a grande
clientela que elle deHou ao sabir do foro; ahi eslo
os juizes que leram os leus trabadlos, que presencia
raa ai defezas veibaes
jury, nocivel, nomilit
que os contemporneo:
presentero com falsa procuraco do partido praieiro,
querendo vingar oOensas que este nunca receben, c
comprometiendo dest'arte os caracteres mas nobres
desse mesmo partido.
O Sr. conselheiro Jos Bento, nfip entrn com p
avenlureird nascona poltica, nem tao pouco nacar-
reira administrativa. Conlenlandu-secomasuaprofis-
sao de lente e advogado, fra, todava, sem previa
consulla, chamado pelo goveruo imperial para presi-
dir a provincia das Alagos. AoSr. viseando de Pa-
ran, que lhe truuxe a carta de nomeacilo. o Sr. Jo-
Descarregam hofn 28 de Janeiro,
Brgue sueco Selma ferro e laboado.
Brigue hamburguer. /:'. I). bacalho.
Escuna hrasileira .irtelina diversos gneros.
Importacao .
Brigue hamhurguez Ed, viudo de Toara Nova,
consignado a Deane Voule & Companhia, manfeslou
o seguinle:
'2,680 barricas bacalho ; aos mesmos consignala-
rios.
. CONSULADO GERAL.
Rendimento do dia 1 a 26' 37:09i585
dem do dia 27. .......3:257607
-

s-Bsjjtodeclarou que nao poda aceitar a honra que
se lhe ofl^era : e so depois de nanitas considerarnos
fui qne'&resolveu a partir para aquella provincia,
onde se demnrou qualro annos'por nao poder alcan-
zar a exonerarlo que niu'i vezes pedio instantemen-
te. Nessa commisso o Sr. Jos Bento adquerio
no\os titules a magnanimidade imperial, c fui por
fim lembrado para a presidencia de Pernambuco,que
elle nunca pedio e onde se conserva por obediencia,
ao monarclia, e por nao querer recusar um sacrificio
provincia onde habita. Todos apreciam os rele-
vantes beneficios que o Sr. ronselheiro Jos Benlo
lem felo nesla ultima e penosa trete, de que elle se
encarregra por mera dedicarlo : lodos apreciam
os servicos prestados por esle dislincto servidor, ex-
cepto o Liberal Pernambucano quo nao os acha
bons, por que,nao sao feilos pelos mimosos do sen
gremio, pelos homens do umbigo, que alias
teem muito mais patriotismo do que o nobre barao
da Boa-Vista eoutros muitos dngenuinoum bigoper-
nambucano, aos quaes, todava, o Liberal faz lana
guerra como aos propros adventicios, sendo que a
razao valiosa de ludo islo he certamen le porque o um-
bigo estaa barriga.
Nao entraremos de modo algum na apreciaran que
0 Liberal Pernambucano faz das qualidades oralo-
rias do Sr. Jos Berilo. Ainda quando nao fossem os
discuraos, que nas duas assemhlcas, geral e provu-
cial, elle profirira, com applausos das pessoas enten-
didas e dcsapaixonada : anda que nao lvesse dado
elle muilas provasdes.ua reconhecida ijlustrarao,
sabemos que he mui fcil ler Timn, ou qualquer e-
pilome de eloquencia ; copiar um numero de reeras
a respeilo das qualidades oratorias internas ou exter-
nas, c depois, applicando-as a um individuo qual-
quer, dizer que elle as nao conlice. Ninguem em
tal caso ser tao nescio que pretenda lular, em ma-
teria de gosto e cslylo com quero por que quero
do Liberal. O Sr. conselheiro nao lhe agrada porque
lem a cor baca : pois bem, fiquemos nislo e volla-
mo-nos para o que importa.
No locante finura e. astucia do Sr. Jos Bento,
islo sim, merece com efleilo a mais seria altcnrao ;
por que em verdade pode a astucia 7io ser consi-
derada como urna proca da alta intelligencia. Es-
le argumento he irrespondivel. e quando muito pode
1 apenas ser contestado por quem tiver nococs bem
elaboradas, e ter plenamente versado cm bellas ar-
tes, litleratura, historia, sciencias philqsophicat,
scicncias jurdicas e sociaes, economa poltica, di-
reito citil, direito commercial, direilo criminal, di-
relo natural, e oulras traquinada* com que o rol-
lega eslirou o seu arligo, e em que alias, nem nos,
nem o Sr. conselheiro, podremos jamis meller o
dente; visto como quem deve nicamente ser juiz
em taes materias sao os redactores do Liberal, que
sahiram mais sabios que seu mcslre. Bealus renter
gui te porttil. Admiramos profundamente a qu-J
da que teem os collegas para amontoar palMBjjes a
<0:352J192
IMVERSAS PROVINCIAS.
Rendimentododalao.....4:4673083
dem do da 27 ...... 19ti3'J67
'i:66300
Exportacao-,
Canal por Macef, barca ingleza Prospero, de 357
toneladas, conduzio o seguinle : 600 barricas ba-
calluio, e laslro de rea e podra.
Canal, barca ingleza Meleor, de 432 toneladas,
conduzio o seguinle: 5,600 saceos com 28,000 ar-
robas de assticar.
Porlo, brigue porluguez S. Manoel I. de 2.V> to-
neladas, conduzio o seguinle: 1,580 saceos, 8i
barricas e 1 cara com 8.382 arrobas e 32 libras de
assncar, 62 saccas com 358 arrobas e 26 libras de :il-
odao. 131 saccas arroz, 655 couros salzados.fi di-
tos espixadus, 250 meios de sola, 10 barricas gomma,
24 taimas vinhatico, 15 quiutacs lalajuba, 5 pipas
agurdente, 3 barris mel, 1 caixolc doce, 1 ditomiu-
dezas, 4 fardos ourelo
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAalBUCO.
Rendimenlo do dia 27.....1:1565223
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia I a 26.....42:07l32!l
dem do dia 27 ........2:4783335
44:5193661
BIOV3MEMTO DO PORTO.
.varios entrados no dia 27.
Montevideo27 das, brigue hesnaiihol Copernico,
de 178 toneladas,capilo Francisco Planes, equi-
pagem 12, em laslro; a Aranaga &Bryan.
dem27 dias, barca hespanhnla y ella Soca, de 256
toneladas; capilo JoAo Codina, equipagem 13, cm
laslro; a Amorim Irmos.
dem27 dias, barca hespanhola MercediUtt, de 203
toneladas, capilao Jaime Conslanco, aquipagem 14,
em lastro ; a Amorim Irmos.
Savios taidos o mesmo dia.
Canal por MaceiriBarca ingleza Prospero, capilao
J. Towill, carga baca I lio. Passageiros. Manoel
Joaqim da Silva Leao, Antonio Jos da Silva Bra-
ga, Agoslinho Jos da Costa Ciros.
Maranhaoe ParaVapor brasileirn Monarcha, com-
mandante Miguel de Miranda Vianua, em laslro.
Canal por MaceiBrigue inglez Spray, capilao
Ilenry Ropper. em laslro.
Rio de JaneiroBrigue brasileirn Pagele de Per-
namhuco, com a mesm" carga que trouxe. Sus-
pendeu do' lameiro.
O Illni. Sr. inspector da lliesouraria provin-
cial, em cumprimenln da resoluro da junta, manda
fazer publico quo no dia 9 de fevereiro prximo vin-
doiiro. vai novamenle praja para ser arrematada
peranle a mesma junta, a quem por menos lizer, a
obra do aterro e empedramenlo da primeira pa>le do
primeiro- lanco da estrada do norle, avahada m
28:0968887 rs. '
A arrematarlo ser feil.i na forma dos arligos 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851, e
sol as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas quo se propozerem a esta arremalaro'
comparecen na ssla das sesses da mesma jiinla.'no
dia cima declarado, pelo meio dia, compc-lenleroe-
leliabililadas. *
E para constar se mandou aluxar o presente, e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesoiiraria provincial de Pernambu-
co 9 de Janeiro de 1854. O ecrelario,
./Ionio Ferreirad'4nnuncacdo.
Clausulas especiaes para a arrematara.
1.a Eslaobra ser,feiladeconformidade com o or-
namento approvado pela directora em conselho, e
nesla data aprescnlado a approvaao do Exm-. Sr.
presidente da proviucia na iniporlaiiciade28:096&887
res.
2. O arrematante dar principio as obras no prazo
de dous me/es e os concluir no prazo de quinze
mezes, ambos contados de conformidade cora o artigo
31 da le provincial 11. 286.
3." Desde a entrega provisoria da obra al a enlre-
ga definitiva, ser o arrematante obrisado a cunservar
a eslrada sempre cm bem estado, para o que devora
ter pelo menos dous guardas empregados constante-
mente nesle servicn,e far immedialamenle qualquer
reparo que lhe for determinado pelo engelibeiro.
4.a O pagamento desta obra ser felo em qualro
preslaroes isuaes : a primeira depois de felo o Ierro
das obras do lanco : a segunda depois de completa-
dos os dous tercos : a lerceira quando forem recebi-
das provisoriamente': e a quarla-depois da entrega
de!!nilia, a qual lera lugar um anuo depois do rece-
bimculo provisorio.
5.a Para ludo o mais que nao esliver determinado
as prsenles clausulas, seguir-se-ha o que clispOe a
respeilo a lei provincial n.286.
Conforme.O secretario,
Anlonio Ferreira (tAnnunci'iruo.
O Illm. Sr. inspector da thcsoiiraria ijiovinci-
al, ero cumplimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia fazer publico que, nos dias 14, tS* 16 de fevereiro
prximo vindouro, peranle a junta da fav.euda da
mesma Uie-suuiaria, su ha de arrematar a quem
por menos fizer a obra do 5." lauco da innii-
ficacao da eslrada do tul para a villa do Cabo, ava-
hada em 19:80115000 rs.
A arremataran ser feila na forma do arriaos 24
e 27 da lei provincial miuicro 286 de 17 de maio de
1851, c sol as Clausulas Speciaes abaixo copiada*.
As pessoas que se propozerem a osla arTeniaiacao
i'omparecam na sala das sesses da mesma junta nos
dias cima declarados pelo meio dia, co-mpcleute-
niciile habilitadas.
E para constar se mandn aflivar o nrcscujg e
por escriplo, produzidas no
, no ecclesiastico. Bom seria
dessm analy sa-las, em lu-
gar de le oceuparem em cuspir injurias calumnio-
E quanlo he deplo||Vel e indigno ver um collega
que nem ao menos lem
competencia dosprova-
uw redactores do
i.
\
% :
*
Ainda est o Liberal a espea de um trabalho te-
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da Ibesouraria de fazen-
da, manda fazer publico, que da dala' deste a 30 dias
sern arrematados'peranle a'mesma Ihesouraria. e
a quem mais dr nos termos do alvar de 14 de Ja-
neiro de 1807 as Ierras materiaes e mais pertenecs
da capella vaga de Nossa Senhora do Socorro, cila no
enacnlio Snccorro da fregueziade S. Amaro de Ja-
bnaiao : pelo que as pessoas que quizerem licitar, de-
verio comparecer na sala das sesses da referida llie-
i as 11,'i' horas do dia 21 de fevereiro pro-
xinHBrluro ; adverliudo que a arrr"ialaro ser fei-
la a dinheiro de rnnlado. %/
Secretaria da Ihesouraria de fazenda de Pernam-
buco 16 de Janeiro de 1854.O oflicial maior,
Lmilio Xavier Sobreira de Mello. .
------,....... ., timilio Xavier
no esacculenlo do Sr. Joso Bento em materiaseccle* _q \\\m. sr. inspector da
delurpar a fama de ou!
agora o crime de esta
ra I ? ... Meu Deo
Liberal'. V.
Melteute-lhe na caneca entrar na carreira po
lillca (prosegue o Liberal): empregou para este
fim todos os teusrecurio* ainda bem '.) e obteveno
dominio iapraia ser iiupplenle na depnlacSo ge-
ni. i
E porque nao podcr.iao Sr. Jos Benlo aspirar as
glorias polticas Ser/por causa da cor baca '! Nao,
porqae ningiiero a leii mais baca do que os redaclo-
resdo Liberal: ese J duvdam olbeui para s. Ser
|Mir teabracado
nasrido fra dos
os corypheos do
uelos da la;
causas,
lo, fazcr-iier
baiu Indos esses
do' Liberal nos
palavras magct
r4iamaudo-os par!
rec^ao de um bispo'? por ter
ellos feudaes"! Nao porque
berl nao sao filhos do sol, nem
desrendente de um procurador de
!c um lorriciru ; e dizem, alcm dis-
803 velhos pcrgaiuiuhos. Pois sai-
lomeuj do povo, a quem os amaves
lias de liquidaran insuflara rom
de liberdade e igualdad ?,
banquete da patria e do com-
muusmo ; saibarb esses homens do povo, dizeinos
us, da mancha eolravagante por que os taes ami-
go* da liberdade, u\o podeudo presenlcmcute figu-
rar de aguadores, enVendem que quem tiver una cor
baca, e quem frpolyc, nao pode ler aspirarnos po-
lticas. Tome o pobffe poco nota di'slo, que nos irc-
siasllcas, na* quaes esle senhor rjutr pnssar por es-
pecialidade; c nem os homens J^f.ibernl, exigen-
tes como sao, podem canteniar-necom o discurso que
S. Exc. pronunciou bem mal e rasteiramenle ' semb'ia provincial, acerca da necessidade de serem
ouvidos os hispos na divisao das freguezias. Mas
que culpa lem o Sr. Jos Bento pjr nao lt 'a honra
de satsfazer o fino gosto dos redactores do Liberal,
embora aquelles brilhanlcs improvisos tivessem agra-
dado aoSr. Dr. Farae ao Sr. Dr. Jeronymo Villela^
que leudo sido naquelle lempo um dos contradicto-
res do Sr. Jos Benlo, afinal recebeu a sua donlrina,
e hoje a professa publicamente .'..... Para oSr. con-
selheiro ser sem din da mas valiosa a opiniao dos
dous professores citados do que a do Liberal, apaixo-
nado e cgo. Acerca dessa importante discusso cm
que S. Exc. prirnou, escreva o Sr. arcebisfo da Ba-
ha a um amigo desta provincia o seguinle, que sahio
impresso aqui e no Ro da Janeiro:
l-'aca-nie o obsequio de com primen lar de minlia
parle ao Sr.JJr. Jos Benlo de Figueircdo, c agrade-
cer a maneira lao honrosa, guante pouc merecida,
com que me distingui na famosa discussao sobre o
direilo dos hispas as crgacoes de freguezias. Sua
defeza victoriosa, e que he lem merecido grande lou-
vr pela altivez de sqas erguientes, e vallicVlo de
snas luzes, n.1o careci' por corlo de um lo fraco a-
poio. Todava parecendo-me conveniente que lodo
o episcopado brasileirn se explique e tome parte em
urna to importante quesillo, julguei dever a prove lar
a oceurrenca de urna intormaca 1 assembla desta
provincia, para expender um pouco mais largamente
a mesma opiniao, que leuho sempre sustentado so-
bre esta materia, que pedera ler maior e melhor
desen voh imenlo, se me nao faltasscm lempo e forjas.
O vigario da Estiva mandn imprimir a "tilla imfor-
raacao, e ah remello a V. S. oilo cxemplares, dos
quaes lera a bondado de oflereccr dous ao Sr. Dr.
Jos Benlo.....n
Ora, depois desla opiniao, quem poder execular o
iberaf >
Ihesouraria provincia
inrimpnto da ordem do Exm. Sr. presidente
da provHRia, manda fazer publico, que no dia 23de
fevereiro prximo vindouro, vai novamenle a praca
par ser arrematada, a quem por menos lizer, a obra
dos concerlos da cadeia da villa de Garanbuns, ava-
hada em 2:2499240rs. A arrematacao ser feila na
forma dos artigus2e 27 da lei provincial n. 286
de 17 de maio de 1851, e sobas clausulas especiaes
abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematacao,
eomparecam na sala das sesses da junta da fazenda
da mesma Ihesouraria, no dia cima declarado, pe-
lo meio dia, competentemente habilitadas.
l E para constarse mndou aluxar o. presente e pu-
blicar pelo Diario.
' Secretaria da 'ihesouraria provine ti de Pernam-
buco 30 de (le/.emliro de 1853. O jbc'relario,
Antonio Ferreira da A^unciafdo.
Clausula! especiaes para a rrematac,lo.
1. Os cocerlos da cadeia da villa de Garanbuns,
far-se-hao de conformidade com o orcarr-enlo appro-
vado pela directora em conselho, e presentado a
approvacodo Epn. Sr. presidente, na importancia
de 2:2i9280 rs.
2.a O arrematante dar principio as obra* no pra-
zo de dous mezes, e dever conclu-las no de seis
mezes, ambos contados na forma d arligo 31 da lei
n. 286.
1

mos adianto,' cumprijudo enlrclailo observar que'' 'cliegou ao desatiuu d
se e Sr. Jos. Benlo leve a audacia de cruzar os h-
lenles da poltica, uaovofez cortamente com p aven-
turan), nem com as tretas c ganancias dos que nao
lem merecimenlo reall No lempo do barao da Boa-
Vista ( e nao no domMiiu da praa), quando o Sr.
Jos Benlo j era depulado provincial, os seus ami-
gos quizeramraprescnlar", e elle se rcrusou, aflirman-
do qiic nao desejava entrar nas lulas elciloraes ; as-
sim mesmo leve soffrivcl vbtacao, sem nada Iraba-
lliar c sem ler a proleccao do goveruo. a seguinle
lecislalura, j no iloniiuio praeiro, aiircsenlou-se. -de
novo como candidato, obtendo lao brillianle vola-
rao, que a'nao ser o fallecido loiienlc-coroncl Ma-
noel Iguaciode Ca-allio, que foi era pessoa artaurar-
lbeos volosjdo collegio do Bonito, loria sidoo Sr. Jos
Bento o nico depulado que sem proleccao alsuma
Ao partido guabiru, rompera a chapa de bronze dos
praieiros, que nesla occaslao deram excmplo ile urna
eleicao cerrada e nunca vista. Com esta volaran
foi o Sr. Jos Benlo cmara em 1847 para fazer
estremecer os Jiomens da praa, que nella eslavara
caileUados, sem urna voz de Pernambuco que o
incommodass.
Paro ter cntradana cmara,' diz o Liberal, o Sr.
fos Bento obtivera carias de reconmendar&o, que
ha'umenle tolici'tou do eg-pretidente Chicharro*
do* amigos ia depuacao praeiras.
Esla calumnia anliga dos adversarios pnlilirog
do Sr. Joso Bento j foi exuberantemente respondi-
da na assembla provincial, e por lauto, nada mais
faremos do que Iranscrevertcm nossa gazela o dis-
curso com que o Sr. los Bem,,, honra lhe soja fei-
la, confundi plenamente o seu antagonisla.
Mas qne figura tez o Sr. Jftsc r,P,u a ^^
temporaria '! Amis nuzeratel, diz o Liberal, i'rin-
cipiou of[endeudo toramente ageites mesmo* de
fuent havia tolicilado a reconimendacoes.
Nao lendo o Sr. Jos Rento, como evidentemente
econhecerdo discurso provado a que nos referimos
celebrado compromisso algum com a praa, de iiaem
art inmgo poltico, elle na cmara nao tez mais oo
que fulminar a administrarn do Sr. Cbichorro, P
proplielisir de un modo geral os males porque Per-
aambueo devera pistar (como intelizmetile arorfie-
cen; : mas entretanto nunca dirigi a menor alfronla
pestoal a nenhum dos memliros da deputacao praiei-
ra, como se ver dos registros do parlamento : e tan-
to assim que o Sr. Jos Benlo, bem que fosse do cre-
do diverso, nunca deixou de enlreler relacoes de cor-
lezia e al de amizade comas proemi.nencias do par-
lido praieiro, com os Sri. Urbano, Nunes Machado,
Jos Pedro, Bego Monleiro e oulros. A estes lti-
mos cabe deimenlir a asRreao do Liberal: elles que
drgam se algum dia o Sr. Jos Benlo os tratara for-
ptmente : oo mesmo se depois do fatal da 2 de fe-
vereiro, algum dos merabros da praia, por mais in-
Iralavel que seja, tem soffrido'do Sr. conselheiro o
menor ignai de despreto, o mas pequeo aclo de
perseguir*), tanlo nesla provincia como na das Ala-
gdas, onde sabemos nos que se foram asylar muitos
dos comprometalos na revolta, para alguns dosquaes
S. Exc. al pedir amnista, deixando que oulros, sob
nome supposto, e disfarrados, andassem seduzndo a
gente incauta para amolinar-se. Muitos nomes pe-
deramos aqui citar, se nao quizesse'mo* furla-los a
polmica do Liberal, lio, parlante, eminentemente
ridiculo que os rcdictorf-i do orgao refomsli se a-
Liberal ?
Pretendendo a redacefla desla follia devorar cani-
namente a honra e probidade do Sr'. Jos Benlo,
lie dzer: que a arreira polilica
deS. Exc. lie s nolavel por iraicnes ie.fi coala.
por baixezas revoltantes : anda foi mais adiante :
accrescenlou que o Sr. Jos Benlo servir ao Sr.
Euzebio para desmura Usar o Sr. visconde de Para-
n, que enlao o mallralou horrivelmente.
E ser esle o modo permillido de censurar a aulo-
ridade em paiz que tem leis ? lio de semelbanles
phrases que deve usar quem tiver um ccilil de brio'!
Se, como enlende o Liberal Pernambucano. lia
cousas que se nao podem responderse nao com faca'
de ponta (! !!, us diremos, que um paiz em que
certas petulancias se tolerara, nao pode jamis
ser grande, nao pode ler nacionalidade : sera um
paiz selvagem. Ja que o Lihevr.l insulta, concite e
anarchisa, he necessaro que aie seja execulada ;
ou enlao nenhum hornero de honra deve servir o es-
lado: gauhar muilo mais em ser Irampolineiro ou
rebelde..... 1
Mas em que consistem as accoes baixas e as trai-
{Ses do Sr. Jos Benlo ? Em que servio elle 30 Sr.
Paran'.' Desaliamos o Liberal para que seja e,\pli-
clo, para que desenroleessameiada : e nos protes-
temos cnvcrgonha-lo c coufundi-lo. Se porventura
se quer fazer alluso historia de Pedro Ivo, desde
'j declaramos ao Liberal, que ella s serve para ac-
cumular de honra o Sr. Jos Benlo. Ahi estao como
fundamento do que asseyeraraos o relalorio apresen-
lado por S. Exc. asserabla%as Alagoas, e onde
elle (rata minuciosamente do tal negocio : ahi esl
como prova das puras iatcnces de S. Exc. a juslica
que Ihes fizeram as proprias folhas da.opposigo no
Rio de Janeiro c na Babia: ahi esl a exposico de
Miguel Alfonso e Pedro Ivo, que corre impressn, e
que responde pela lealdade'coni que o Sr. Jos Ben-
lo proceden em lodo esso negocio : ah estao as car-
tas do proprio pai de Pedro Ivo, que desmcnlem a
imaginaria Ira ieao : ah eslo o tcstemunho de lodos
quanlos assisliram a esse episodio da revolta calue :
ahi eslo'..... mas par; que nos demoraremos mais so-
Jare, um facto que ha muilo j obteve sculcnca l'a-
voravel no tribunal da opiniao publica '!....
Nao continuo o Liberal Pernambucano a lanzar
modcaliuscK infundadas e ridiculas: n.lo conti-
nu a tecer intrigas, que nem ao menos podem en-
contrar repercussao nem apote no simples bom senso.
Quem nao sabe, porexemplo, que. nem o Sr. Euze-
bio seria capaz de induzir o Sr. Jos Bento a desmo-
ralisar o Sr. Paran, e era este ponera ler omesqu-
nho peusamenlo de maltratar o Sr. Jos Benlo, cuja
probidade elle tem reconhecido, cunlinuando a depo
sitar-lhe coofanra"!
Nao queirantos homens do iberaipr em jogo os
nomes de IresAladaos ta0 dislinclos, cuja reputado
j.scacliaeslabelccdadeuma maneira inconcussa.
T.rerr, de oulra maneira o .en chapeo, sem machuca-
rem-lheasabas.esemcanirem a ,amB ao fazcr a
corlezia.
E basta por hoje.
3.a O arrematante sesuir nos leus Irabalhos ludo
0 que lhe for determinado pete respectivo engenhei-
ro, nao s para boa execucao das obras, como em
ordem de nao inulilsar ao mesuro lempo para o ser-
vico publico todes as parles do edificio.
4.a O pagamento da importancia da arrematacao
ter lugar em Ires preslaces iguacs ; a I.", depois,
de Coila a mefade da obra ; a 2.a, depois da entrega
provisoria ; e a 3., na entrega definitiva.
1 5.a O prazo de responsabilidade ser de seis me-
zes,
6.a Para lude o que nao esliver determinado nas
prsenles clausulas nem no ornamente, seguir-se-ha
o que dispoe a respeilo a le provincial n.286. 4
Conforme. O secrelario,
Anlonio Ferreira da Annunciaejio.
Illm. Sr. inspector da Ihesouraria proviucialt
em cuinpriineiilo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda fazer publico, que no dia 16
de fevereiro prximo vindouro, peranle a junla da
fazenda da mesma Ihesouraria, vai novamenle pra-
ra para ser arrematada a quem por menos lizer a
obra dos concerlos da cadeia da villa do Pao d'Albo,
avahada em 2:8603000 rs.
A arremalaro sera feila na forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial n.286 de 17 de maio de 1851, c
sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla ai reuialac.au,
eomparecam na sala das sesses da mesma junla nos
das cima declarados, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
COMMERCIO.
PRAGA DO RECIFE 27 E JANEIRO AS 3
HOKAJsDA TARDE.
ColacGes olliciacs.
Descont de letras de 2 mezes 1 ^ ao mez.
ALFANDEGA.
Rendimenlo do dia 1 a 26. ,
dem do dia 27.....
E para constar se mandou aflixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernambu-
co, 14 de Janeiro de 1854. O secrelario, Antonio
Ferreira rfAnnunciarao.
Clausulas especiaes para a arremalaro.
I." As obras dos reliaros da cadeia de villa de Pao
d'Allui seao felns de conformidade como plano c
orcamcnlo, approvados pela directora em conselho,
e ipre.-entadns a approvarao do Exm. Sr. presidente,
na importancia de 2:8603000 rs. .
:2.a As obrad comecarao no prazo de 30 dias e sa-
rao concluidas 110 de 4 mezes,ambos motados de con-
formidade com o que dispoe o arl. 31 do reculamen-
te das obras publicas.
1 3.a A importancia da arremalaro sera paga em
Ires preslaces sendo, a primeira de dous quintos pa-
gos quando o arrcmalaute liouvcr teilo raelade das
obras ; a segunda igual a primeira, paga no fim das
obras, depois do recebimcnlo provisorio, e a ultima
paga depois do aun o de responsabelidade e entrega
definitiva. -
4.a Para ludo o que nao esliver determinado nas
presentes clausulas oii 110 orcamenio, seguir-se-ha as
dsposoes d le 11. 286 de 19 de maio de 1851.
Conforme o secrelario', Antonio Ferreira d'Annun-
ciarao. 1
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimenln da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 22 do crrenle, manda fa-
zer publico, que nos dias 7, 8 c 9 do fevereiro pr-
ximo vindouro, peranle juula da fazenda da mes-
ma Ihesouraria, se ha de arrematar 1* quem por me-
nos fizer, a obra do acude na Villa Bella da comar-
-ca de Paje, de Flores", avahada em 4:0048000 rs.
A arremalaro ser feila 11a furnia dos arts. 24 e
27 da leijnroviiicial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas quo se propozerem a esla arremata-
cao, eomparecam ua sala das sesses da mesma' un-
ta, nos dias cima declarados pelo meio dia, compe
leu teniente h'abeli tedas.
E para constar se mandou aflixar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco, 2* dedezembro de 1853.O secrelario,
. Antonio Ferreira d"Annunciarao.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
1,a As obras deste acude serio teilas de confor-
midade com as plantas c orcamenlo, appreseutados
nesla dala a approveco o Exm. presideale da pro-
vincia, na importancia de 4:0043000 rs.
2.a Estas obras devero principiar no prazo de 2
mezes, e sern concluidas no conforme a lei provincial n. 286.
3.a- A importancia desla arrematacao ser paga
em tres preslaces da maneira seguidle : prime ira
dos dous quintes do valor total, quando livor con-
cluido amelade da obra ; a segunda igual a primei-
ra, depois de lavrado o termo de recebimenlo pro-
visorio ; a terceira finalmente, de um quinto depo-
is do recebimenlo definitivo.
4.a .0 arrematante ser obrigado a communicar a
repartcu da obras publicas com antecedencia de
30 dias, o dia fixo em qne tem de dar principio a
excriico das obras, assim como l rabal liara se-
guidamente durante 15 dias.afim de que possa o en-
genbeiro encarregado da obra asststir aos primeiros
IrabaUtos.
5.a. Para lado o mais que naoeslver especificado
nas presentes clausulas, seguir-se-lia o que determi-
na a lei provincial n. 286, de 17 de maio de 1851.
Conforme. O secrelario, Antonio Ferreira
269:3909593 VAnmnciaca.
A Uniao.)
258:7853286
10:6059307
publicar pelo Diario. Secretaria da ieso
provincial de Periiaiiihui-n, 2i de Janeiro 1I0 IKVi.
O secretario. Antonio Ferreira da An nunriarao.
Clausula&espcracs para a arrema tacen.
1." As obras do 5." lauco da ramificara! 1 da eslrada
do Cahosciilofcilnsjdcconformidade orno oiramClilo,
plaas e perfil approvados pela director ia cm con-
selho e appreseiitados a approvac,3o do Evm. Sr.
presidente ua importancia de 19:8003110 (l rs.
2.1 O arremaianle dar principio as o bras-jH) pra-
zo de ti m mez dever conclu-las 110 i le 12 mezes
ainliosroiiladu* oa fonaa do artigo 31 ua lei nu-
mero 286.
3." O pagamente da importancia d arrema(ac,"io
realisar-se-ha ero qualro preslaces iguaes; a l.n
depois depois de concluido o segundo terco ; 9 3." na oc-
rasio do recebimenlo provisorio^*a di rradeira de-
pois da onlreaa definitiva, a qual reas, ir-se-ha, un
anuo depois do recebimenlo provisorio..
4."tSeis mezes depois de principiada! 1 as Abras de-
ver "o arremaianle proporcionar tnjbsi te ao publico
era teda a extencao dfl lauco.
5." Para ludo o que nao se acta determinado
nas prsenles clausulas uem 110 orean icneu, seguir-
sc-4ia o que dispoe a respeilp a lei mimero 286.
Conforme.O secrelario, Antonio Ferreira da An-
nunciarao.
O Ilbu. Sr. iuspeelor da Ihoso irara provin-
cial, em cumprimenln da resoluc/io da junta da fa-
zenda, manda fazer publico, que nodia 16 ile feve-
reiro prximo vindouro, vai novamenle praca
para ser nrremalada a quem por meu os lizer a obra
dos concerlos da cadeia da villa Seriultaera, av aijada
cm 2:7503000 rs.
A arremalatao ser feila na forma dos arligos 24
o 27 da lei provincial numero 286 de 17 do maio
de 1851, e sob as clausula especiaes abaixo co-
piadas.
. As pessoas que se propozerem a esla arrematacao
eomparecam na sala das sesses dii mesma junla
no dia cima declarado, pelo moio d ia, competeiilc-r
mente habilitadas.
E para constar se mandou aluxar o'prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thezourarra provincial de Pernam-
buco 24 de Janeiro- de 1854. O sec rctario, Anlonio
Ferreira da AnnuncurSn.
Clatumla* especiaes para a a rremalacao
I 1.' Os concerlos da cadeia da vil te de Sc'riiriiaem
fiir-sc-hae (le conformidade com o o remenlo appro-
vjdo pela directora em conselho 8 appreseuladc a
approvacjJo do Exm. presidente na importancia do
2:7503000 rs.
2." O arremaianle dar principio- as obras no pra-
jto dc'um mez c devera cunclni-las no de seis me-
zes.'ambos contados na forma do artigo 31 da lei
numen 286.
. .3." O arremaianle seguir uos seus Irabalhos lu-
do o que lhe for determinado rjclo respectivo cuge-
nlieiro. naos para a boa execura o das obras como
em ordem de nao inulilsar ao i nesmo lempo para
o sen ico publico (odas as parles do edificio.
4.a O pagamente da importancia da arrematacao
tora lunar em Ires preslaces unaos; a 1* depois
de feila u nielado da obra; a 2" depois da entrega
provisoria; c a lerceira na entre:a definitiva.
5." O prazo da responsabilidad ser ale seis me-
h*cs.
6.a Para ludo o que nao se cha determinado nas
presentes clausulas nem no orea mente seguir-se-ha
o que dispoe a respeilo a lei provincial 11. 286.
Coni'ornio. O secretario. Antonio Ferreira da
Annuiiiiacao.
O i I! ni. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
cm cuinprimciitoda rcsolucio da junta da fazenda,
manila fazer publico, que 110 dia 16 de fevereiro
prximo vindouro, vai novainentea praca para ser
arrcinahtda a quem por meuos fizer a .obra dos coli-
cortos da cadeia d villa do Cabo, avahados cm
8-255009 rs.
A arrematacao ser feila na forma dos arls. 24 c
27 la le provincial u. 286 de 17 de maio de 1851,
c sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematacao
eomparecam na sala das sesses da mesma junta no
da cima declarado pelo uieio da competentemen-
te habituadas.
E para cous.lar se mandou aflixar o presente e pu
bliear pelo Diario.Secretaria da Hiesouiaria pro-
vincial do Pernanihiiriij 24do juiie.irajjdo 1854.O
secrelario, Anlonii Ferreira da Ai inUneiacao.
Clausula* especiaes una a arremalaro.
1." Os concerlos da cadeia da vi lia do Caito far-
se-hao do conformidade com o oiranienlo appro-
vado pela directora em conselho, o presentado
approvarao do Exm. presidente ia imporlauciu de
8255000 rs.
2." O arremaianle dar principie as obras no pra-
zo do quinze das, o devora ronclui-las uo.de Ires
mezes, ambos contados de conformidade com o arl.
31 da lei 11. 286.
3." O arrematante seguir na "execucao ludo'o
que lhe for proscripto polo*nge ihoiro respectivo
naos para boa execucao do trabalho, como cm oj-
deni do nao inulilsar ao mesmo i-unpo para o ser-
viro publico loilasas parles do edlicio.
4;a O pagamento da importancia da .-.rremalacao
verlicai-sc-ha em duas prestarnos iguaes: a I" de-
pois do feilos dous tercos da obra; c a segunda de-
pois de lavrado o termo de recebimenlo.
5." Nao llavera prazo de responsabilidade.
0." Paca ludo o' que nao se acha determinado
nas presentes clausulas*:ieni up orrauculo, seguir-
so-ha o que dispoe a lei provincial n. 286.Con-
forme.O secretario, Antonio Ferreira da Aniiini-
icaciio. 1'.
Pela directora da faculdade do direilo de Ohn-
da, publico que,na conformidade do arligo 9.D. cap-
lulo V. dos estatutos os exames do preparatorios lerao
lugar desda o primeiro dia ulil de fevereiro vindouro
aleo ultimo dia til de marco, observando-sc o dispos-
to inrarl. 5.", cap. V, dos mesmos estatuios, cada exa-
me durarar urna bora,disposico esla que a direclo
far religiosamente observar. No lercciro da tihlw
mesmo fevereiro comerarao os irabalhos em toda as
cadeiras de preparatorios no rnllegio dis arle*, na con-
formidade do arligo o.0', capitulo 2., dos mesmos es-
tatuios. Os professorcs,nos dias emque forero aos exa-
iucs, firam dispensados do exerccio de soas cadeiras
na conformidade tir/arl. 10., capitulo 2.", dos mes-
mes estatuios. Outro sim, fa/.-se publico acerca de
matricula To mesmo coltegio das arles, o seguinle:
os professores das respetivas cadeiras comecaro a
matricular os seus discpulos dous dias antes'do mez
de fevereiro, e adrailtirao a matricula, sem requisi-
to algum, todo o estiidanle quo se apresentar al o
lim de marro, annuncaudo de antemo o lugar e
hora, em que recebero o estudanle competente
matricula. Cada um dos professores enviar ao direc-
tor no lim de mareo, urna lista dos seus alumnos. Os
professores, porein, de lalira c francez, devero ad-
inillir matricula, nao s no prazo marcado, como
no decurso de lodo aano lectivo ; aprcsenlarao alera
da lisia exigida, no fim de mareo, oulras de Ires em
Ires mezes. Espera a directora da parte dos profes-
sores que devero residir em Olinda na conformidade
das urden! imperines: a execucao. O oflicial secrela-
rio interino far aflixar esle, e publicar pela impren-
sa, depois de registrado. Olinda 26 de Janeiro de
185S. O director interino Dr. Antonio Jos
Coelho.
caivetes finos para pennas. i libra de lacre prclo,
6 raspadeiras, 32 libras de fio do algodao, 12 lornei-
ras de ntct.il, 10 caixas do pennas de ac, 10 jopos de
linteros de eslanho, 200 saceos de condcelo, 6 ocu-
los de alcance, e 12 ampulhclas sendo de raeia hora c
de quarlo: as pessoas a quem conver a venda desles
objeclos eomparecam nesla secretoria, no da 31 do
crrenle ao meio da. Secretoria da inspocc,ao do ar-
senal de marraba le Periiainbuco 27 de Janeiro do
1854.No impedimento do secretario^
Manoel Ambrosio da Conceirao Padilha.
O Illm. Si. inspector da lliesouraiia provincial,
em cumplimento da resuliicao da junta da fazenda,
manda fazer publico, que a arremalaro do imposto
do dizmo do gado cavalter, foi Iransferida para o 1.
de fevereiro prximo vindouro. Secretoria da Ihesou-
raria provincial de Pernambuco 20 de Janeiro de
1854.O secrelario, A. F. d'Annanriarao.
Real companhia de paquetes ioglezes
a vapor.
No dia 31 desle mez,
Jespcra-se da Europa
"um ruiupanliia, o qual de-
pois da demora do cos-
tume seguir para os portos do Sul: para passaaros,
Irala-se com os agentes Adarnson Howic & Compa-
nhia, na ra do Tiapche Nove, n.42.
O Illm. Sr. inspector do .arsenal de marnha
manda fazer publico que.no dia 29docorrenlc, prin-
cipia a funecionar o lejegrapbo novamenle" reforma-
do.
Secretaria da inspeceo do arsenal de marnha de
Pcrnambuio 25 de do jneiro de IS54.-r-No impedi-
mento do secrelario,
''Manoel Ambrosio da Conceico Padilha.
Pela subdelegara da fregueza dos A togados se
faz publico, que so acha reeolhiila a cadeia urna prc-
la de nome Luiza, que diz ser esrrav de Francisco
de 1'auhrSezerra da Silva.morador no ciigenhu More-
nos, pelo (Jucquemse julg.ir com direilo comprela
neslo jizo munido de seos ttulos, que 'provandu
legalmenle. Ihc ser entregue. Subdelegada da fre-
gueza dos Ategados 26 de Janeiro de 1855.O sub-
delegado, Pereira Lima.
O conselho de adminislrac,ao naval contraa pa-
ra os navios armados e mais eslabelecimenlos do ar-
senal o forneciincnlo dos gneros segundes: arroz
brancredo Maranhao.aguardcnte do 20 ros, assncar
brancu de primeira sorle, carne verde, farinba de
mandioca, feijJomulaliiibo, pao, bolaclia, loucinhu
de Santos, azoitc de carrapalo, vajas slearnas ,
pelo que convida-se aos inleressadosm dte fornc-
ciineulo a comparecerein asV2boras do dia 28 do cor-
rento na sala das ses;es do mesmu conselho, cora
suas amHras e propnslas. Sala das sesses do conse-
lho d'adminislraco naval em Pernambuco 24 de Ja-
neiro de 185i.O secretario ClaMtovao Santiago
de Oliveira.
Por ordem do conselho de diretcSto do banco de
Pernambuco, se faz publico que vao ser vendidas 13
arries correspondentes quanlia de res.2:6005000,
que falla 1 eah-ai para cumplidor a primeira presla-
i.'o de 20 por ccnlo da segunda entrada de captol.
Os prelendenlcs s mesmas accoes podem dirigir suas
propostas em caria fechada ao conselho de direcro,
al sabbado pruximo futuro.
O conselho administrativo, em virludo de auto-
risacoes do Exm. presidente da provincia, tem de
comprar os objeclos seguintes :
I hasle para bandera.
209 mantos de la.'
20 canelas.
6 Iraves de conslruccilo d
6 hadantes de }i oilava di
4 arrobas dcai.u porluguez.
10 toneladas de cnrv de pedra.
8 lences de cobro de 6 a 1 polegadas.
-0 cov idos ile casemira verde para vives do sobre-
casacas.
20 dilos, dita amarella para golas.
21 resmas de papel almacp.
5 ditas de peso.
1.825 pennas de cauro.
16 linleiros.
II rcenos.
20 excmplares do linhascurvas e roelas.
1 panno inorluario.
200 pares do chnelos rasos.
24 copos de vidro.
Quem quizer vender laes objeclos, aprsenle suas
proposlas em carta fechada na secretaria do conselho
administrativo, s 10 horas do dia 30 do correte
mez. >
Secretaria do conselho administrativo, para for*
necimenlo do arsenal de guerra, 23 de Janeiro de
1854. Jos de Brilo Ingle:, coronel presidente.
Bernardo Pereira do Carino Jnior, vogal e. se-
cretario.
A capilania do porto desla provincia convida a
lodos os possu idres de em barra c o r de qualquer qua-
lidade ou lele que sejant, qur sejam de uso publico,
quer de uso particular, assim come aos individuos
ncllas embregados, para que soliciten) as competen-
tes licencas animaos c matriculas al o dia 31 do cr-
renle mez, das quaes devero andar munidos ; pre-
veiiindo-os quedessa data ero diante todo e qualquer
quo for encontrad sem que tenha fatisfeito as dis-
pusieres dos arls. 73, 74, 75 e.76 do rcsulair.euto das
capitanas mandado execular pelo decrete n. 447 de
19 de maio de 1846, ficar sujeitu as penas indicadas
no 111 limo des citados arligos, e para que se nao alle-
gue ignorancia, faz i. ublicoo piescnlo rouiincio. Ca-
pitana do porlo do Pernambuco 16 de Janeiro de
1854.O capito-lerenle, -
Elisiario Antonio dos Santos.
O Sr. director do lyceu desla cidade manda
fazer publico, que as inatrculaa^jo inesnio lyceu
achara-se iberias do dia 15 al^Hp do correle,
e nodia 3 de fevereiro vindouro- ande principiar
os Irabalhos. Directora do lyceu 10 de Janeiro de
185i. O ainanuens:, Hermenegildo Marccltino de
.Miranda.
Para conhecimenlo de quem possa inleressar,
se faz publico, que pelo capataz da estajo do Cupe,
foi rerueltida a esla repartirlo urna jangada de pes-
carte que all fra lomada a uns individuos suspei-
os ; prevenindo-se que de boje a 30 dias nao appa-
recenilo dono, ser vendida na portado almoxarifado
do arsenal de marraba, para salisfazer-se as despezas
que se houverem feilo. Secretoria da capitauia do
1YIAMAI VOVO'
em o qual far a parte da velha o Sr. Sania Rosa.
Dando fim odiverlimenlocom o lindo dansado pe-
lo Sr. Rbeiro, intitulado
ACR0C0YIM4,
que muitos applausos obteve quando no Maranlio e
no Para fru dansado.
Os h I heles acham-se venda 110 Iheatro.
Principiar s huras do coslume.
AVISOS MARITIMQS
Para o Rio de Janeiro seguir' em
poneos dias o veleiro patacho nacional
Henriqte, por ter engajado a maior
parte do seu catiegamento ; ainda recer
be alguma carga, escravos a frete e pas-
sageiros, para o que se tratara' com Ala-
noel da Silva Santos, na tvia da Cadeia n.
-i-0, 011 com o cap tao na praca.
Para a Bahia vai sabir cm poucos
dias o liiate nacional Amelia ; para o
resto da carga e passageiros, trata-secom
Novaes& Companhia, na rita do Trapiche
n. 31, primeiro andar.
Para o Porto com presteza,
o novo e vellciro brigue porluguez Esperanca, pro-
cedente da Babia, vem a este porte receber a maior
parle do seu carregamcnlo, que se acba prompla e a-
penas lem pequeo vflo para diminuta carga a frete.
Tambem olferece ptimos commudos pift-a passagei-
ros : os prelendenlcs dirijara-se an escriplorio de Hal-
lar & Oliveira, ra da Cadeia Velha n. 12:
Para Lisboa a barca portugneza GralidSo pre-
tende sabir com brevidade : quem nella quizer car-
regar ou ir de passagem, para o que lem aceiados
enmmodos, entenda-se com Os consignatarios P. de
Aquino l'onseca & Filho, na ra do Vigario n. 19,
primeiro andar, ou com o capilo ra praca. r
Para a Bahia.
Seguir em poucos dias,' por ter a maior parte da
carga prompla, a escuna eremos, para o restante e
passageiros trala-se com Jos Baplisla da Fonceca
Jnior, na ra do Vigario n. 4 primeiro andar.
Para o Aracaty.
Segu em poucos dias o bem conhecido liiale Ca-
pibaribe, meslre Antonio Jos Vanos, por j ter al-
guma carga prompla: para o reste e passageiros, 1ra-
ta-se na ra do Vigario, n. 5.
.. Ceara', Maraohao' e Para'
Segu em poucos dias o brigue escunatteional Ar-
celina, ja tem a maior parte da carga engajada, o res-
tante Irala-se com o consignatario Jos Baplisla da
Fonseca Jnior : na ra do Vigario, 11. 4, primeiro
andar.
Para es portes do norle al o Cear, patacho
nacional Amargoso: para carga e passageiros Irala-se
com o mestro a bordo, ou com Bernardino Jus Mon-
leiro, na ra do Oueiniado 11. 44.
Joaqun) Dias da Silva Lemos, despedio-se arai-
gavelmrnle do Sr. Joaquim Azevedo de Andrade, no
ultimo de dezembrodo anuo prximo pasudo; e pon-
deradamente palenleia ao respeitavel publico, as ma;
ueiras cavalleirosas com que'soube tornar-se credor
das inhibas svrapalbias e de tollos aquelles que live-
rem a honra de ter com o dito Sr. relacOes.
CuuliaiV Amorim precisam contratar cora al-
guma pessoaque d fiador,, a cobrauca de algumas di-
vida- tora desta cidade : na ra da Cadeia do fiedle,
11.50, loja.-
Precisa-se de um ama para rasa de pouca fa-
milia, que saiba rozinhareeitsommar; paga-se bem:
na ra do Padre l'loriaiioii. 27.
Domingo, 29 do correiite, sabira da
ra do Crespo, as 6 horas da manha,
o mnibus Peruambocana, na flirec-
rao do Apipucos: quem quizer gozar dos excelleh-
tes banlins do ameno Capibaribe, va comprar bilhele
de entrada 110 escriplorio de Claudio Dubeux, na roa
das f.arangeiras n. 18 ; o dito mnibus regressa para
o Recite as 7 horas da noile do mesmo dia ; estas
viagens continuara lodos os domingos e dias santos,
nao ha vendo alienadlo, a-qual ser annunciada : ad-
verle-se que quem nilo esliver as horas marcadas pa-
ra a partida, perde a importancia do bilhele, e esse
nao ter mais valor.
Quem tiver passaros ou pequeos quadrupedes
que queira erapalbar dirija-se a taberna da 'i'amari-
neira na eslrada dos All icios que designar,' quem
trahalha nesle seero com a maior perfeico.
J. F. G. Kladt vai fazer urna viagem para Eu-
Lropa, deixando por seij procurador bstanle o Sr. J.
C. Rabe.
Candida Ralbina da Paix9o Rocha, professora -
particular de prmeiras lellras, approvada pete gover-
no, faz publico que abre sua aula no dia 3 de feve-
reiro prximo, na sua nnliga residencia, ra do Vi-
gario ; onde coulina a receber alumnas internase
externas; por preco commodo. ,
Precisa-se jrMg'"" ama para servijos de cSsa de
senhora viuva cndHbouca familia, que saiba cozi-
nliar, coser e engorAaiar : a tratar no aterro da Boa-
Visla n. 8.
Precisa-se de nm bom feilor -para ora silio, na
eslrada de Joao de Barros confronte o silio denomi-
nado Cscala, quina do odio do boi : tratar no
mesmo. .
J. J. Ferreira, lendo sido caixeiro da casa
commerciank: dos Srs. Aranaga & Bryan, lem a
agradecer-ltics a muita hondade com queolratou
scrapreo Sr. D. Miguel Bryan y l.ivermore, geren-
te da mesma casa nesla cidade.
Precisa-se de urna ama para casa de homem
solleiro, para lavar, engommar e comprar aa fu :
oa ra da Soledade n. 33.
a 3-9 na I mos
legada.
LEILO'ES.
ScbafliBlliii ; C. farilo leililo por inlcr-
veuraodo agente Oliveira, do mais perteilo 'sorli-
raento de fazendas cuissas, aleinaas e francezas, d'al-
godilo, la, hubo e seda : segunda-feira 30 do corren-
te, s 10 horas di. mauhaa. no seu armazcm, ra da
Cruz. _
LLAO' DE PASSAS.
pluje (28) haver loililo de 100 caixas com passas de
superior qualidade : defronte da poitu da altendega,
as 10 horas da mantilla..
Leilo de vinlio branco.
Segunda-feira, 30 de correnle, haver leilo de 10
pipas com vinho branco de Malaga, as 10 horas da-
ma nha. no armazem de Candido AlbertoSodr da
Molla, o qual ser vendido por conla e risco de quera
pertencer.
AVISOS DIVERSOS.
porte de Pernambuco 5 de Janeiro de 1854.No im-
pedMenlu do sec
Silva.
O Illm. Sr. capilo do porlo, para tornar eflec-
livas as disposicoes do reculamculo das capilanias nos
disposres do reculamente das capl;
portos, mandado poi em execui3o pelo decreto im-
perial de 19 de maio de 1816, manila, para conbeci-
mento 'dos inleressados, publicar os arligos seguintes
do mesmo regulamei lo.
Arl. 11. Ninguem poder denlro do hltoral do por-
to, ou seja na parle reservada para logradeuro pu-
blico, ou seja na parte que qualquer tenha aforado.
construir embarcaran de coberla, ou fazer cavas para
as fabricar euealba-h-s, sem que, depois da liccnra da
respecliva cmara municipal, oblcnha a do capilao
do porlo, o qual a ua 1 dar sem ter examinado se po-
der ou nao resultar dahi algum dainno au porto.
Art. 13. Ninguem poder fazer atorros 011 obras
no lilicir.il do porto, ou ros navccaveis.sem que toaba
oblido liccnra da cmara municipal, o pela capilania
do porte soja declarado, depois de feilos os devidos
exames, que nao prejudicam o bom estado do porto,
ou rios, ainda mesuro os estabeleciinenlos nacionaes
da niarinlia de guerra c os Iogradeuros pblicos, sob
pena de demolico das obras, e mulla alm ua iiidem-
nis.-icau do dainno qi c tiver causado.
Arl. 14. Niiiguen- poder deposilar raadeiras nas
praias nem conservar nellas, ou nos caes por mais de
cinco dias, ancoras lecas de arlilbaria, amarras ou
oulros quaesquer objeclos que embaracen) o transito
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
A lista da loteria -iO.a do Monte Po se
espera pelo primeiro vapor que vier do
8 ,.
O Cosmopolita. *
Sabio o 4." numero, e acha-se a venda na ra do
Crespo leja de livros do Sr. Antonio Domingues.
Precisa-se de alugar urna ama para o servico
de portas a dentro: na ra larga do Rosario n. 33,
segunpo andar.
Aluga-se o segundo andar da casa na ra do
Vigario n. 27, muito fresco e proprio para familia:
quem o pretender dirija-se rclinacao por baixo do
mesmo.
Tem-se justo e contralado comprar a casa ter-
rea sita na ra da Praia de Santa Rila n. 44, alguem
que se ache com direilo a ella declare no espaco de
3 dias.
O abaixo assignado deixou* de ser caixeiro do
Sr. Joaquim Azevedo de Andrade desde o ultimo de
dezembro do anno prximo pausado, e vera' pondcra-(
damcnlc peranle o respeilavel publico' palenlear o
l)om (ralamente e maneiras sublimes que do mesmu
Sr. recebeu durante o lempo qne em sua casaexer-
ccii o'lugar de caixeiro, e penherado pele bom caval-
leiriimoe philanlropia cora que o dito Sr. Andrade
me Iransmelia suas respeitaveis ordens das quaes
lhe pesso desculpa por ingenuamente qo seren tao
restrictamente ejecutadas como seria de meu justo
dever ; e desde j muilo desejaria poder lhe mostrar
meus sinceros votos de amizade do tribute de rainha
sincera gratido, que eternamente Me serei deveder.
Joaquim Dias da Silva Lemos.
Desappareceu a 16 de abril de 1841 a crioula
Anna, de idade de 2!) airaos, cor bem prela, bstente
baixa, cara comprida, lesto pequea, sombrancelhas
espessas, odios pequeos e vivos, naris regnlar, boc-
ea grande, labios grossos, denles compridos e lima-
dos, braros aros-es,'raaos pequeas e bem teilas, pei-
los pequeos, espadoas altas e carnudas, cintura
fina, nadegas salientes, perlias curias e grossas,
pes pequeos e mal feitos, dedos curtos e ruidos co-
mo de quem leve bichas, andar sacudido, falla alia,
fin,, e desvanecida, anda munida de urna caria de
alforria : quem a pesar, leve-a ao carlorio de Anto-
nio Joaquim Ferreira de Carvalho, quo receber
1003000.
Precisa-se de urna ama para casa : na ra Di-
rcila n. 5t.|primciro andar.
Em rcsposla do que diz o Sr. Manoel Archanjo
de Mello no Diario n. 21, respondo quo be falso cli-
zer-rae em lempo que se despeda de minha.casa, e
sin) sao jutas as suas palavras:dou-lhe parte que es-
tn despedidodesua casa,eu dio respond que sim.
e que cnlregasse a casa ao Bornot, islo na quinta-rei-
r. 19 do correnle, as 3 horas da larde ; na sexta-
teira do nianha quando ebeguei de Apipucos fui a
padaria, pergiiulando pete Sr. Manoel. disseram-me
que linha sabido e levado o hvio de entradas e mais
um caderno, islo fez sem dar bataneo : 05 lucros que
apresentoii sao nenhuns, porque conterindo o balan-
ce linha oSr. Manoel deixadn de dar entrada a 100
barricas com farinba compradas em 23 de dezembro
prximo passado aos Srs. Russell.Mellors '& Compa-
nhia, emais 10 ditas compradas aos Srs. Deane Vou-
le & Companhia, ludo na importancia de 2:5159000
rs., os lucros apresenlados pelo Sr. Manoel lorain de
2:3859912, por conseguinle ha um alcance de reis
1579088, c mais o servico de dons annns do qualro
escravos; esla he a ultima resposla que lhe don.
Claudio Dubeux.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de iizeudas, linas e grossas, por
precos mais baixos do que emo-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retallio, amanendo-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
ahricse de- combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas maisem^
cnta do que se tem vendido, epefr
isto olerecendo eMe maioret van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietarto deste importante es-
tabelecimento convida todos os
seus patricios, e ao putlico em ge-
ral, para quevenhm (a' bem dos
'f. seus interesses) .comprar fazenda
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos &Rolim.
e servido publica, ainda que tenha licenra da ca4 Anlonio Francisco Xavier Lisboa relia-se pa-
reara munidpal. E quando para o deposito e demo-
ra de taes objeclos der derroca o capilo do porlo sera
prejuizoda sobrediLi servido, s se poder Tazerda
hlenle da preamar das aguas vivas para rima. Os
conlravenloocs, alfii da mulla a que forera sujeilos
lelas posturas da respectiva cmara municipal, sero
obrigadns a fazer escavar qualquer'area, que se acu-
mule'cm detrimento do porlo. #
Secretaria da capitana de porto de Pernambuco 3
de Janeiro de 1853.No impedimento do secretario^
.Manoel Ambrosio di Conceirao Padilha.
Pela mesa do consulado provincial se. faz pu-
blico, que no corren:,: mez de Janeiro leve principio
a roliranea dos imposlos abaixo declarados, perlcn-
cnlesao anno finaneeiro de 18-53 1854:imposto d-
3 por cenlo. dito de casas de vender Indicies e caule
las de loteras de oulras pruvincias, dilu de casas de
mudas, dilu de casas de jugo do bilhar.
ra a Babia.
Hernn & Companhia fazem scienle ao publico,
e com especialidade au respeilavel corpa do cornmer-
rio,.que jli-iiel Kodrigues Teixcira Candido deixou
de sefraueiro de seu armazem desde o dia 26 do cor-
renle.
Aluga-se segundo andar du sobrado da ra
d
Na noile de 26 para 27 do correnle liveram des-
raminhn do porto junto a cadeia velha," prancbes de
madeira de louro com as seguintes marcas M M : a
pessoa que os apprebender. dando noticia na ra da
Cadeia n. 19, ser recompensada.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar, pa-
ra casa de homem soheiro : na ra Direito n. 53.
l-'rancisca Lina de Oliveira Santos, professora
particular do primeiro grao elementar, moradora no
paleo do Corpo Santo n. 17, segundo andar, partici-
pa nos pais de suas alumnas, que abre aula no dia i."
de .fevereiro prxima vindouro.
Januario Alejandrino da Silva Heledlo Cane-
ca, morador no largo do Carino, sobrado t). 20, no
r. relixo espaco de um auno ou de dez mezes Crian-
ras de C anuos para cima (nao lendo ella inlruceao
alguma") eusina as qualro espedesTios nnmeros inteiros, a doulrina
iChrislaa sob as condioes abaixo declaradas. A aber-
tura da aula, rujo exorririo durar smente duas ho-
ras de niaubaa e duas de larde, lera lugar no dia 3
de fevereiro prximo futuro,'e no ultimo de novem-
bro desle mesmo anno entregara os alumnosa publi-
co e rigoroso exorne.
CondieOes.
- 1. Completo o prazo de um anttk e sabendo u
menino per ledamente ler, escrever, contar as qualro
especies dos nmeros inteiros, e doulrina chtislaa
pagar seu pai ou tutor a quanlia de 200900 rs.,.e
nao sabendo o que dito Rea nada pagar.
2. Se o alumno liver molestias, ou occorrer
circumsljurias a que uao se possa resistir, e pelo l_
nao possa preencher o lempo estipulado, ou conti-
nuara al preeuclie-lo.para assim completar o trato,
ou nao querendo continuar pagar seu pai prupor-
cin'nalmenie. Se o alumno liver frequenlado nove
mezes smente pacar seu pai Ires parles da dila
quanlia ; se liver frequenlado seis mezes pagar a
melade; se liver frequenlado tres mezes pagar a
ipiarla parte.
3." O rae^mo dar-se-ha por morle do alumno, ou
do dito Januario, fcandoaos herdeiros deste o direi-
lo de receberem na mesma razo.
; Se sem razan pl.i-.isi vel o alumno nao pt ncher
o dito lempo, ou por puro arrependimcnlu d seu-
pai, oa por inudanea para oulra provincia, ou por-
que seu pai lenha conhecido Cal adiantamenlb que
julguc no%er mais preciso a continuaran, ter o
dito Januario. vencido o seu ajuste no lodo ; porque
assim como nao ficande o alumno prompto no fim de
anno por deleito delle Januario tem perdido todo o
seu iral-albo. da mesma forma tem elle vencido o seu
ajuste no lodo sendo, por defeito do outro contr-
tente.
5.a Todas as fallas de comparecimeulo do alumno
serao seminadas e levadas em conla no lim do anuo
para av ahar-se o adan lamento do alumno.
Quem precisar de runa mullier para ama de
nma casa, sendo de pouca familia, dando para garan-
to de sua conduela um fiador, dirija-se travesa da
ra da linda, casa u. G.
Joao Heder & Companhia participara ao res-'
peilavel corpo do ceminercio, que lendo b Sr. Ror-
dorf, um dos seus procuradores, de relirar-se desla
praja, cessam lodos os poderes que o mesmo linha na
gerencia de sua casa, Meando de hoje em diante fa-
zendo as suas vezes o Sr. Theodor Freiss.
Precisa-se de urna criada para casa de una se-
nhora eslrangcira, que saiba cozinhar o engommar
alguma cousa, preferindo-se urna escrava : na ra
Bella n. 21. >m
No jogo da bola do Caes do Ramos preciJa-se de
um caixeiro diligeale e que d fiador a sua conducta;
e tudos os domingos c dias santos dous meninos es-
pertes para cdnlar os pontos, lando-se 320 r>. pete
nscos lendo
.dia. No mesmo se faz teuus penseos lendo coneor
a Lapa, nu bairro dpjjtecifen. 13, inuij Er cenia : : rentes que encommendem.
ara Iralar, nprajada RoiPfisi n'~. __Alust
Urna reunan dos subdiliw britnicos qualifica-
ttga-se o s'eguudo andar da casa da ra do
i na reunannos >;nm,i< iunoiueos i ii.iiimi.i- ... .,- ._..-_- arnftzeiu d
dos pela lei 6 tico \fi, lera rugar nu consulado brila-1 ^'S""-*- -> "*- ""'*"'" 0
DECLARACO 'ES.
O arsenal do marinha contraa a compra dos
objeclos secteles, para sortimento do almoxarifado:
5,000 pregos grandes de guarnirn. 5,000 ditos peque-
nos, 100 tedias de robre, 400 dilas de papel lixa, 2
arrobas de verdete em p, 100 dedaes de repucho,200
agujhas da luna c brjm, kki dilaj de palombar, 12
TERCA-FEIRA, 31 DE JANEIRO DE 1851.
Ultima recita infallivelmenle da companhia juve-
nil Ihalieiise eulerpina, a qual a pedido de mudas
pessoas que assisliram ao ullimn espectculo, e de
militas familias que ainda noyiram sobe scena.
Depois de urna linda ouvrtura pela orcbcslra,
o sublime nielo-drama semi-sacro pastoril, dividido
em 2 actos e 5 quadros,
& REVELADO
DO
SiTAllf III DO BESSIAS.
Depois do segundo quadro o Sr. Ribeteo cantar a
aria do
nico, hoje 28 do correnle ao meio dia em ponte.
A pessoa que procura Joao da Silva Barbnza,
queira apparecer na ra do Cabug n. 6.
ATIENCAO'.
Os eticarrcgados da testa da Senhora da Paz, na
freguezia dos Ategados, iirevincm aqueni inleressar,
que fura por inconvenientes transferido o dia da
mesma, para fevereiro prximo futuro.
A aula da ra de Apollo principia suas henos de
kprimeiras ledras, grammaliea nacional, lalim, fran-
T e musir, no 1. de fevereiro : essas mesmas li-
ces d lamlient'por casas particulares o abaixo as-
signado.Candido Jos Lisboa.
Acha-se fgida desde o auno prximo passado
a escrava, mulato, de nome Auna, cora os siguaes se-
guintes : estatura regular, cor amarellada, lem os
dedos grandes de ambos os ps'bastanfo separados dos
inmediatos, lema falla um pouco mansa, ella foi do
serian, porcm.suppc-se estar-aqui na praca occulla
em alguma casa, ou andar aqui pelos arrahaldes da
cidado : por isso roga-so as autoridades pnliciaes, ca-
ptaes de campp, ou alguma pessoa do povo, de a
apprehendcr e levar roa do Qucimado, teja n. 53,
que sero generosamente recompensados.
O abaixo assignado ruga a pessoa que achou
um vigsimo n. 1102 da loleria do Rosario, que est
a correr no mez prximo vindouro, queira ler a bon-
dade de entregar ao abaixo assignado, na ra Direila
n. 27, segundo andar, que lhe ficar agradecido ;
laiiibcm pede ao tuesoureiro dailila loleria. que se
acaso sabir algum pieinin no dito bilhele, su pague
ae abaixo assignadoFlix Pereira de Araujo.
Desappareceu no dia 2S do correnle o prelo
Benedicto, de Angola, de idade 35 ranos, pouco
mais ou menos, de estatura baixa, c lera a caueca
quasi calva ; levou catea de casemira escura c eami- P"ba, da cubeba, ou das injeccoes que represen-
sa de algodao : roaa-se a lodos osea pitaes de campo lam o virus sem neutrahsa-lo. O arrobe I.aBecleuv
No fim do lerreiro, a Sra. Dcperini cantar a mui-
lo applaudida
CAVATINA DO JURAMENTO
No fim do dran ir o neto da
ATIENCAO', *-
O abaixo assignado; desejandu atnigavelraenle li-
quidar suas conlas com seus devedores, roga a tedas
aquellas pessoas que lheeslao devendo coutas atrasa-
das de gneros comprados em sua taberna da ra da
Cadeia do Recite n. 25, defronledo becco Largo, que
quiram vir realisar seus dbil* al o lirado cor-
rente mez de janeim, o aquelles que por suas cir-
cumslancias nao possam lazer, se lhe far ateura aba-
timentouu Iralarao um lempo cerlo de iier; na
certeza de que aquelles que uo cemparecerera para
um outro lim, se usar dos termos da Id, nao al-
lendendo a pcssua algumaiassiin como serao publica-
dos seus nomes, lempo e quanlia, e para que nin-
guem censure lal. proceder, ou alguma ignorancia, se
faz o presente aviso.
Manoel Jote do Sascimento Silva.
ROB I-AFFECTEliR.
O nico autorisado por decisao do conselho real
e decreto imperial.
Os mdicos dus huspilaes lereromendam o arrobe
Laleolcuv, romo sendo o nico autorisado pelo go-
veruo e pela Real Soriodade de Medicina. Este me-
dicamento d'um goslo agradavel, e fcil a tomar
cm secrete, esl em uso na mariuha real desde mais
de 60 annus; cura radicalmente aDm puucu lempo,
com pouca despeza, sera mercurio, as affeccoes da
pelle, impiigens, as consequencias das sarnas, ul-
rerab e os accidentes dos partos, da Uade critica e
da .irTinRinia hereditaria dos luimores; convro aos
r.itbarros, da bexiga, as conlraccCes, e i fraquwa
los org.los, precedida do abuso dus ingeceoes ou de
sondas. Como an-svphililico, o arrobe cura ent
pouro'lempo os flaios recentes on rebeldes, que vol-
vcm inressantes sem consequencia do emprego da "co-
. roga-se a lodos os eapdae:
de a pprebenile-lo e levar ra do Trapicho n. 24,ar-
uiazem deassucar. '
O Sr. Antonio Baplisla Ferreira queira ler a
bondade de apparecer ua Iravessa da Madre de lieos
n. 21, armacem de Joao Marlins de Barros, a negocio
que lhe interessa. ... .
Precisa-se de urna mullier de meta idade, de
bom comporlameiilo e sem familia, que saiba engom-
mar e coser, para eslar em urna casado familia : quem
quizer, dirija-se -i ra do Senhor Bom Jess das Cn-
oulas, casa que lem tempeo. .....
Fortnalo JosAIves Sampaio, brasileiro, rc-
tira-se para o Rio do Janeiro, o leva em sua compa-
nhia sen servico, os seus escravos Thomaz, crioulo,
e Joao, pardo.
he especialmente recommendado contra as doencaas
inveteradas ou rebeldes ao mercurio c ao iodurelo
de.potasio. Vende-se cm Lisboa, na botica de Bar-
ral, e de Antonio Feliciano Alves de Azevedo, pra-
a de D. Pedro n.88, onde araba de ebegar una
grande porcao de garrafas grandes e pequeas, viu-
das directamente deParis, de casa do Sr. Boyveau-
Laflecleuv 12, ru Richcv Pars. Os formlanos
dam-se gralaem casa do agente Silva, na praca de
. Pedro n82. No Porlo, em casa de Juaquim
Arauju; na Babia. Lima & Irmos; cm Pernam-
buco, Souui; Rio de Janeiro, Rucha & Filhos, et
Moretea, toja de drogas; \ illa-FlMJoo Pereira
de Magales I.eite: Rio-Grande, FWneisco de Patr-
ia Couto ,\i..
1


DIARIO DE PERNAMBUCO, SABBAD 28 DE JANEIRO DE I8b4.
Manuel Arclianjo de Mello faz saber i|ue inuito
estranho lhe parere a aununcio do Sr. Claudio Du-
heux. scienlihcando ao publico ter-se despedido de
sua padaria sem ter prestado coillas, lie verdade que
liodia -JO do correle disse ao Sr. Claudio, quo li-
nlia de despedir-me da rasa, e que procurasse oulru
para meu lugar, eemquanlo 11.10 achosse eu continua-
ra na iiiesma, no entretanto respondeu-me o mesmo
Sr. Claudio, qua podia sabir ja, e emquanto a i-asa
que enlregasse ao Sr. Bunio Burle, isto fia, e exigindo
um recibo de todo o existente da padaria, pois quan-
lo ao balando tiohamos dailo no ultimo de dezembro
do anno prximo passado, os lucros da casa supposto
nao l'ossem van(ausos.lodavia foram sufllcienles, em
cousequencia das vendas qoe se l/.eraiu. Aproyeito a
occasjso para agradecer ao mesmo Sr. Claudio o
bom Iratamenlo que recebi durante o lempo que es-
Uve em sua casa, e em qualquer parle quo esliver,
serei um seu respeitador.
Joaqun) Antonio Pcreira vaia Portugal.edei-
\a encarregado dos negocios da casa a seu irmao An-
tonio Joaqun) Pereira da Silva.
Apanhou-se um pranchao de louru que ia por
agua a baixo : quem for seu dono, dando os signaes
cerlos e pagando o adiado lhe ser eulreguc: no si-
lio alraz da fundirn em Santo Amaro.
Dao-se 600jfOOO rs. a premio sobre hypolher'a
em urna casa nesla praca : quem pretender, annun-
cie?
A abaixo assignada avisa aos senhores pas de
familias, que ensina ero sua aula particular, si la na
travesea da ra Bella n. 6, a ler, escrever, contar,
graiumalica nacional, arilhmfelca, doulrina chris-
l.ia, labyrinlhar, coser, marcar, e bordar : as pes-
soas que se quizerem utilisar de seu prestimo, a adia-
rla sempre solicita no bom desempenlio de seus de-
\etes.Florin O Sr. Francisco Joaquim de Oliveira adiiem
queira ler a bondade de apparecer no paleo do Carino
u. 1, vislo ignorr-se a sua residencia.
Antonio Joaquim Ferreira de Souza.
Quem liver rodas de carraca novas, e queira
vender em conla, annuncie. ou dirija-se loja da
ra do Crespo, ua* esquina que volla para S. Fran-
cisco.
Attencao.
Na luja de miudezas da ru do Cullegio ll. I, ven-
deni-se os seguinlcs objeclos : papis com ligiiriuos
diversos, proprios para mascarados, jarros de porce-
lana com llores dentro, proprios para cima de mesa,
sapalinhos de laa para meninos, louquinlias para me-
ninas, ditas para senlioras, balanzas romanas para
pesar qualquer una cousa sem que para isjo se preci-
se de pesos, assim como nutro* niuitos objeclos que se
deixaai deannunciai, os quaes se vendem por proco
mais commodo do que em oulra qualquer parle.
HOMEOPATHIA.
RllA DAS CRIZES N.' 28.
No consultorio do professor homopalba
Gossel Bimout, acham-se venda por
15,000 RS.
I Algumas carteirascom 24 medicamentos e
, os competentes livros, (elementos de homeo-
palha, segunda edieo..
i Grande sorlimenlo de carleiras c caixas I
. de lodos os tamaitos por precos commo-
' dissimo. (
\ 1 tubo de glbulos avulsos 500 i
1 frasco de i unca de tintura a
escolha .......1SOOO
| As pessoas que se dignarem honrar este
estabelecimeDto com sua confianza, depois
I de experimentados os medicamentos, nao
Ios adiando conv a energa prnpria de boas
preparac,6es, podero torna-Ios, e promp-
| lamente Ibes ser entregue o importe.
HOMEOPATHIA.
O Dr. Sabino Olegario I.uducro Pinho mu-
g dou-sc para o palacete da ra de San Fruncs- @
9 co, |intuido Novo) n. 68 A. $5
@@@@@> &8at*$9988
Sala de barbetro.
Antonio BarDoza de Barros faz sciente ao respeila-
vcl publico, que lem abcrlo urna sala de barbeiro, na
ra da Cruz do Becife n. (2, primeiro andar, aonde
se adiar seibpre promplo a servir a seus freguezes
e mais pessoas que de seu presumo se quizerem utili-
sar, assim como vende o aluga bichas d Ilamhnrgu,
applica ventosas, limpa e chumba denles, lano a
prala romo a ouro; o preco das barbas e cabellos lie
o mesmo que as lejas.
AVISO JUHIDICO.
A segunda edicto dos primeiros elemeulos pura
lieos do foro civil, maisbem coi rgida e acresccola-
da, nao s a respeilo do que allerou a le da refor-
ma, como acerca dos despachos, inlerloculorias e di-
finilivas dos julgadores ; obra essa 15o interessante
aos principiantes em pralica que Ibes servir de lio
conductor : nafrara da Independencia u.6 e.
Desappareceu no dia "i do ro rento, andando
ganliando na ra, um prelo do gento de Ansola, de
nomo Constantino, representa ter de nlade > anuos
pouco mais ou menos, estatura baixa, secco do corpo,
peruas linas, ps pequeos, com alguma barba, prin-
cipalmente na pona do qucixo, levou camisa de al-
godiloziiiho, calca do mesmo, panno azul j velho,
chapeo de palha, cujo prelo veio do malo ha pouco
mais de 15 das e pertencia ao Sr. Antonio Goncalves
Ferreira,Sr. do engenho Cacu, freguezia da Escada:
por isso recommendo a todas as autoridades policiaes
e capiles de campo, a captura do mesmo, levando
ao seusenhor na ra da Praia, u. 2, queserao gene-
rosamente gratificados.
A mesa regedora da veneravel ordem 3." de N.
Sr. do Carmo desla cidade, convida a lodos os sns
carissimos irmaos, para enmparecerem vestidos com
seus hahilos na groja da mesma ordem, no dia I. de
marro do corrente auno, pelas 2 lloras da larde, fim
de acompanharcm a procissao de cinza, que lem do
sahir da vajkavel ordem 3. de S. Francisco, em
virtude do convile feilo pela mesma ordem bem como
para a procissao de Inumpho que tem de sabir da
mesma orden) 3. do Carmo na larde do dia 7 de abril
do corrente anno : cujo aviso se faz com lempo, para
que os irmaos que nao tem habito, em lempo o pos-
sara fazer.
E3ATTENCAO, NICO DEPOSITO NESTA
CIDADE".
Paulo Gaianou, dentista receben agua denli-
frice do Dr. Pierre, esla agua condecida como a me-
ihor que lem apparecido, (e lem muitos elogios o
seu autor.) tem a propriedade de conservar a bocea
cheirosa e preservar das dores de denles? tira o
goslo desagradavcl que d em geral o charuto, al-
guinas gotas dcsta n um copo d'agua sao gunden-
les ; tambero se achara p dentifrice exrellcule para
a conservacao dos denles : na ruaftrga do Rosario
o. 36, segundo andar. ,
Precisa-se alugar um prelo para servico de ca-
sa, paga-se hero : quem o liver dirija-se a travesta da
Madre de Dos, a fallar com Joaquim Filippe da
Costa.
Na ra larga do lo-ano. padaria u.48, vnde-
se una escrava, crioula, de idade 35 anuos, engom-
ma, cose'e coziuha, e est parida de poneos das, pu-
ri'in -em lillio. .
Vende-se ou Iroca-se por escravos a casa (errea
da ra da praia de Santa Hila n. i, junio ao porOo
de Santa Rila : a tratar na ra dos Marlvriosn. II.
' LOTERA DE N. S. .Dq ROSARIO.
Casa da Faina, aten-oda Boa-Vista n. 18.
Nesla casa vendem-se os bilhelcs desla lolcria, a
qual corre a 11 de fevereiroimprelerivelmenle.
4JB0O
Aviso que interessa. Vende-se grasa ingleza de verniz
Araham de ebegar di Babia, da fabrica do Bran-. preto, para liinpar arreios de carro, lie
dao emS. Felix.os mais acreditados charutos regala, I .
que lem viudo a este mercad", rccomniendaiido-se
esles excellenles charutos a lodos que sabeni appre-
car o que ha de rntllior ueste ;eiicro, acham-se
ljOtl
600
320
RETRATOS PELOELECTROTYPO.
No aterr da Boa-Vista n. Efe'
terceiro andar.
A. I.citarte, lendo de se demorar pouco
lempo nesla cidade, avisa ao respeitavel pu-
blico que quizer utilisar-se de seu|prestimo,
de approvcitaros poucosdias que (em de re-
sidir aqu os retratos sero. tirados com toda
a rapidez e perfei^ao que' se pode desejar,'
no estabelecimentoha retratos que se moslram
as pessoaM que. quizerem- examinar : esl a-
herto das horas da inanha at as da tar-
de.
Josi Roberto de Moraes e Silva promelte cem
rail ris, quem querque lhe apprchender o mualo
Andr, seu escravo, fgido de sen poder em o dia
22 do prximo pastado mez, e a quanlia de 50^000
n. i^uem do mesmo dr noticia exacta, os sigoaes
pelos qnaes pode ser reconhecdo sao os seguinles :
alto, clieio do corpo, cabellos carapiuhos, olhos
pequeos e que se apcrlam com o sr'rir,nariz, grosso,
pouca barba, roslo mais conipridodoquc redondo,labios
grossos, com todos os denles, pos grandes e grossos e
maos propor^ao, sendo que treme com estas quandu
as oiove para algum fin, falla um pnucw baixa, re-
presenta ler de 26 a 30 anuos, e heoflicial de raarci-
neiro : suppe-se eslar occullo- nesla cidade, nao
ler embarcado pura fra da provincia, como era in-
teusao sua.
J. Chardon, bacharel em bellas lellras, doulor
em direilo, formado na universidade de Paris, ensina
em ana casa, ra do Alecrm n. a ler, escrfvcr,
traduxir e fallar correctamente a lingua franceza, e
laiubem d lces particulares em casas de familia.
Precisa-se de urna ama para o servico de por-
tas a dentro: na ra do Livramento n. 5.
O o) A,
roufroute in Rosario .de Santo Antonio, entre as di-
versas qualidadas de bons chocolates que cosluma ler,
vende mais* o muilo rccommeudado homeopathico
francez.
Aloga-se o sobrado grande da Magdalena,
__. qoe tica em frente da estrada nova, o qual
ae ha dedesoecupar ate o dia t. de marco : a tratar
no aterro da Boa-Vista n. i .">, ou* na ra ilo Collegio
n. 9, com Adriano Xavier Pereira de Brilo.
Predsa-se de urna ama que nao lenba vicios, e
qne.teoha aapacidade, eque saibacomprar, cozinhar,
engommar e fazer lodo o ser)i^oa|Rterno da casa de
um homem solleiro: a tratar nana larga do Rosa-
rio n. 52, taberna. ,
DINHEIRO.
Na ra estrella do Rosario n. 7, dii-se diidieiro a
juros mdicos, por penhores de ouro, e facilila.se o'
meio de tirar os que eslao penborados por juros ex-
cessivos.
'No aterra da Boa-Vista, loja de miudezas do
Sr. Manoel CtVal de Medeiros n. 72, se dir quem
d 5009000rs. ale l-.OOOBOUO rs., com hypothccaem
casas terreas.
Gabinete portuguez de leitura.
-l'or ordem d directora se.convoca a assembla
ff-al para o dia 29 do crrente, pelas 10 horas da
manhla, ser ordem do dia: 1. leitura do relalorio,
2. eleico da commissao de exame de conlas, 3. elei-
<;ao do novo conselho deliberalivo.
Estampas de santos e santas.
Chegnu a loja de miudezas da ra do Cullegio n.
1, novo sorlimenlo dos seguinles nomes de sanies e
santas, em ponto pequeo e grande : N. S. da Con-
ceicao, casamento da Santa Virgem, Anjq da (juarda,
Santa Croz, Santa Thereza, Sania Clara, S. Pedro.
S. Paulo e a igreja, Santo Antonio, nascimenlo de
Jess, Santa Mathilde, N. S. da Sade, S. Domingos,
N. S. ou Bom Conselho, Sanl'Auna, Santa Isabel,
Adoracao dos Sagrados Coracoes, Santa Vernica,
San Cesario,.N. S. dd Carmo, S. Victor, S. Marli-
nho, S. Luiz de Gonzaga, S. Miguel, *Decimenlo,
Sania Rosa de Lima, Santa Calharina, S. Joao Bap-
tisla, Jess Mara Jos, Santa Familia, Nossa Senhora
rom o menino, a Santa Virgem e Sauta Isabel, N. S.
dos Remedios, Jess eplregando as chaves a S. Pe-
dro, Annunciac,ao da Santa Virgem, Santa Suzana,
Jess crucificado, Santa Carolina, Sania Josephina,
repousodeN. S. no Egypto, S^ Francisco de Asss,
Paulo. Xavier e Salles, S. Malheus, Santos Reis,
Sanlissimo Sacramento, Agona de S. Jos, Sania
Barbara, SS. CoracBes de Jess e de Mar, Medalha
Milagrosa, Sania Celestina, S. Jorge, Santa Francis-
ca. Santa Marta, S. Scbasliao, N. S. dos Milagros,
Santa Margarida, Santa Cecilia, Sania I.uzia, Sania
Julia, N. S. do Rosario, Sania Virgem Mara rainha
do universo, Salvador do Mundo, Sania I.uzia, Jess
preso, as cinco chagas de Nosso Senbor Jess conso-
lando sua mi, Sanio Antonio, e N. S. das Dores ;
assim como outros mullos nomes que se deixam de
Jiinunciar.
Os mais ricos e mais modernos chapeos de seda
e de palha para senlioras, se euconlram sempre na
loja de modas de Madame Millochau, uo alerro da
Boa-Vista a. I, por um preep mais razoavel do que
ni qualquer oulia parle.
Loteria de Nossa Senliora do Rosario.
Os bilhetes desla lolcria eslao venda nos lugares .
docostume; as rodas andan no dia 11 de fevereirn a tratar com uillienne Sette
com lodo e qualquer numero de bilhetes que lirar
por vender e s se vendem al o dia 10.O thesou-
reiroSikettre Pereira da Silva Guimaraes.
JOS' RA*DE',
entranrador de cabellos da casa imperial,
avisa ao respeavel publico desla cidade, faz colla-
res, pulseiras, brincos, annois, correnles para rolo-
eios, giboias. cordes. Irauselius. lambem se faz flo-
res de cabello-, e qualquer obras que desoja : no
Ierro da Boa-Visla, n. 38.
O 59 A,
confronte ao Rosario de Santo Antonio, avisa ao res-
peilavcl publico, que constantemente se encontrar
em seu eslabelccimento para mais de 16 qualidades
de bulinlios para cha. juntamente hiscoilns ele ararula
de qualidades diversas, biscoilos francezes^e inglezes
de diversos lmannos o muilo proprios para mimos
(ou prsenles), alguns contritos e amendoas finas, e
ricas caixinbas para as mesmas.
Deseja-se fallar com o Sr. Jos Velloso de A-
raujo Caldss, a negocio que lhe diz respeilo : no
becco Precisa-se de urna ama com leile e que soja
bom: na ra de Santa Rita, sobrado de um andar
n.85.
Desappareceu de casa do abaixo assignado um
escravo de nome Pedro, representa ter 20 annos.sem
barba, cor fula, feicoes bem regulares, e bem pare-
cido, falla um pouco descansado, as vezesanda muilo
bem vestido e calcado ; roubuu alguns objeclos de va-
lor, entrando ueste numero um ou dous relogios de
ouro.Manoel Gonraket da SUta.
COMPRAS.
Compram-se ossos a peso : no r-
mazem da illuminacao, no caes do Ra
mos, travessa do Carioca.
Compram-se duas portas em bom estado, de 5
palmos de largo e 12 de allura : na ra do Cabug,
loja de miudezas n. 3, sendo de amarello.
VENDAS
AVISO AO COMMERCIO.
Os abaixo assignados continuam
a franquear a todas as classes em
geral os seus sortimentos de fazen-
das por baixos pi ecos, nao' me-
nos de urna peca, ou urna duzia,
a dinlieiro, ou a prazo, conforme
se ajustar i no seu armazcm'da
praca do Corpo Santo, esquina da
" ra do Trapiche n. 48. Ros-
tron Rooker & Companhia, nego-
ciantes ingliv.es. Os mesmosavi-
I sao ao respeitavcl publico que abri-
ram no dia 5 do correte mez a
sua loja de fazemlas da ra do Col-
legio ePasseio Publico n. 15, di-
rigida pelos senlidres Jase Victori-
| no dePaiva e Manoel Jos de Si-
queira Pitanga, para venderem
3r atacado e a retallio.
Bichas.
. Alugam-seo.vendcm-se bidias : na praca da In-
dependencia confronte a ra das Cruzes ll. 10.
O Dr. Joaquim de Oliveira c Souza ensina a
Iraduzir, fallar c escrever a lingua francesa : 'na ra
dcfArago n. H.
Precisa-se fallar com o Sr. Francisco Ignacio da
Cmara Pimenlel; na ra da Cadeia de Sanio An-
tonio n. 30, a negocio.
Traspassa-se o arrendamenfo da luja e primeiro
andar do sobrado da ra do Collegio n. 18 : tra-
ta-se na ra do Queimado, loja do sobrado amarello
u a9-
Denis, alfaiate francez,
rhegado ullimamenle de Pars, lem a honra do pre-
venir ao publico, e principalmente aos seus fregue-
e, que abri sua leuda ua ra da Cadeia do Recife
n. t), primeiro andar ; (rabalha de felio, e tambeni
d,i as fazendasa vontade dos freguezes, a prero com-
modo ; Irahallu no genero mais moderno ero ludo
l>ara Ainaznnas ejtaru 09 disfarces de loiia a quali-
dade para o carnaval,
Novo tclegrapho.
Vende-se o roteiro do novo lelegrapho que princi-
pia a ter andamento no dia 29 do corrente, a 240 rs.
cada um : na livraria n. 6 e 8 da praja da Indepen-
dencia.
- Na botica da ra larga do Rosario
n. 50, de Rartholomeu F. de Souza, ven-
dem-se pilulas vegetan verdadeiras, arro-
be l'aiiecteur verdadeiro, salsa de Sands
verdadeira, vermfugo inglez (em vidro)
vertladeiro, vidrog de bocea larga com ro-
llia de 1 af 12 libras. O annunciantaf-
hanca a quem interessar possa a veracida-
de dos medicamentos cima, vendidos em
sua, botica.
Vende-se um dos melbores cavallos
que tem apparecido, ruco, muito novo,
jrande, fogoso, e com todos os andares
ou na co-
Idia.
faMt m AiNIToca .
Vendem-se saocas com superior fari-
nha da trra : na loja n. 20 da ra da
Cadeia do Recife, esquinado becco Largo*
Vende-se urna escrava, crioula, de
25 a 20 annosde idade, a qual sabe lavar,
engommar 'e cozinhar O diario de urna
casa : a tratar na ra da Cadeia Velba,
loja n. 22.
Vendem-se duas pequeas casas na ra Augus-
ta : (rala-se no sobrado de dous ajidares da ra de
Horlas n. 48.
Vende-se una escrava engoniniadeira c co/.i-
nheira : na ra do Arago u. 35.
. Vendem-se saccas com milhn, a 3$000 rs.: no
arma/ero de Tasso limaos.
Vendem-se missaes romanos, muilo bem onc.i-
dernados, e da ultima edirao de 1H50 : na ra do
Encantamento, arinazcn n. 11.
Vende-se I pardo sapaleiro e bolieiro, 1 roole-
que de idade 16 anuos, 2 prelas com habilidades, I
parda de meia idade, 1 excellenle pardinha cun lu-
das as habilidades uecessarias para nina casa, e se di-
r o motivo da venda : na ra da Gloria n. 7.
Vende-se urna preta com una cria de 10 me-
zes : na ra da Glora n. 7.
COISA Ol E NUNCA SE VIO.
Bilhetes inteiros.
Meios.....,
Quarlos ....
Decimos ....
Vigsimos. .
Barato.
Vendcin-sc corles de eliila de barra, a 2->")0O rs. :
na ra Nova n. 42, loja do Tinoco.
Vende-se um escravo do 500&000 rs. por 350
rs., um dito de 350*000 rs. por 2505O00 rs., oulro
dilo de 600S000 rs. por 450IO00 rs. para hrevidade :
defronte da taberna da ra da Scnzala Velba n. 70,
segundo ou terceiro andar, se dir quero vende.
Saccas com farinlnt.
Vendem-se saccas com muilo boa farinha da Ier-
ra, por preco commodo : na ruada Cadeia do Rcciie
n. 20.
Vcnde-se um escravo, pardo, de bonila figura,
com 24 a 25 annos de idade. sem achaques nem vi-
cios : a tratar coro o Sr. Florencio Tertuliano do Re-
g Costa, no armazcm de farinha ao voltar da ribei-
ra para a ra da Praia.
Em casa de Schafheillin & Companhia de boje
em dianle eslao exposlos venda os bem condecidos
charutos cala-flores, depulados c regalas, obra do
mais adamado fabricante o Sr. Augusto Wilzleben,
da Baha: na da Cruz n. 38.
' Vende-se am sobrado cm Olinda, na rna de S.
liento. dTrnnte do oitao'de S. Pedro Marlyr, em
daos proprios, o qual rende 169000 rs mensacs : a
tratar na ra do Trapiche n. 26.
Vendem-se os Iiem construidos arreios para
carro de um e dous cavallos, chegados ullimamenle
de Franca, e por preco muilo baralo : na ra da Cruz,
n. 26, primeiro andar. 'Af%if8B|iT''"
Vendem-se camas de ferro de nova invenran
franceza, com muas que as fazem muilo mauciras
e macias,cllegadas pelo ultimo nato francez. e por
proco muilo commodo : ua ra da Cruz. n. 26, pri-
meiro andar.
Vendem-se licores de absynth e Kirschs em ca-
xas ; assim como chocolate francez da melhor quali-
dade que tem apparecido, ludo chegado ullimamenle
de Franca, e por nreco baratssimo : na ra da Cruz,
n. 26, primeirqjjldar.
Vendem-sWsscauintPs petas de marmore : 5
estatuas muilo bem feitas e interessanles, 1 chafariz
com 3 bacas, muito elegante, para adorno de jardim,
1 urna ou tmulo para depusito de ossos, 2 pedras
quadradas, polidas, com suascaveiras, para catacum-
bas, 1 mesa de meio de sala de marmure escuro, lu-
do por preco commodo : a fallar com Jos Sapnrili,
na ra de Apollo n. 14, em casa dos Srs.- Oliveira
IrniSos & Companhia.
Rape de Lisboa a retalbo.
Vende-se rap de Lisboa muito. fresco, a 40 rs. a
oilava: na praja da Independencia, loja n..3.
AttencSo.
Vende-se um nos sitios da ilha do Retiro, junto a
ponte da Passagem da Magdalena, conlendo dous vi-
veiros, duas casas de vivenda e otaria: a tratar na
ra do Livramento n. 16.
Vende-se o engenho I.imeirinha, siluadoamar-
gem urna legua de fundo, com as obras mus precisas, to-
das novas, eoplima moe'nda, com bons partidos que
com 2 carros e 4quarlos podem moer at 2,000 paes
o que be de grande vanlagcm para um principiante.
He de ptimo assucar e de boa produeco, lano de
canna como de legumes : vende-se com algum di-
iiheiro vista, e o ihis a pasamento conforme se
poder conveucionar : os prelendenles dirijam-se ao
engenho Tamalape do Flores.
Na cocheira em frenle do arsenal de marinha,
vende-se um bom cava lio com os apparelhosem mui-
lo pouco uso, ou sem os mesmos.
Vende-so osilio Taboca de Caciioeira, cumarca
do Brejo da Madre de Des. com 155 bracas de fren-
te c urna legua de fundo, lendo riacho no meio, com
casa de vivenda, armazem, casa para pretos, estriba-
ra, casa de vaqueiro, ludo de barro, e cercado para
vaccas, vende-se com o gado que exislc, ou mesmo
sem'elle : a tratar no mesmo sitio com Manuel Joa-
quim de Souza.
Vende-se urna porro de barris de mel, 1 paos
de louro de 65 palmos de cumpridu para vergas de
navios, 2 canoas de 35 palmos de comprid^ 2 embo-
nos ile cedro, c una poican de tahuas serranas de lou-
ro, ludo" muito em conta : quem precisar falle com
Anlonio Leal de Barros, na ra do Vigario n.17.
ALtoK.
Sabio a' luz a folbinba de n!;iboira,
conlendo alm do kalendario o regula-
mento dos emolumentos paroebiaes, e o
almanak civil, administrativo, commer-
cial, agrcola e industrial ; augmentado
com 500 engenlios, alm de outras noti-
cias estatisticas. O aeresimo de traballio
e dispendio nao perinittiram ao edictor
vende-lo pelo autigo pceo, e sim por
400 rs.; vendendo-se nicamente na li-
vraria n. 0 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Vende-se urna ptima escraya de 25 annos de
idade, lem ptima conducta, sabe bem coser, engom-
mar e cozinhar; assim romo vende-se um bom mol, -
cao de 20 annos, sem vicios nem achaques : na ra
do Queimado n. 29.
Na roa da Penha n. 23, primeiro andar, se di-
r quem vende um trancelim, um par de brincos.
i dilo de rosetas esmaltadas, um dilo de boVes de
puiihn.um botao de abertura, um annel de tartaruga
encastoado em ouro, um alllnete esmaltado para pei-
toTle senhora.
LOTERA de n. s. do rosar o.
Casa da Esperanca ra do Queimado
n. 61.
Na casa cima e na .praca da Independencia luja
do Sr. Fortnalo, esta a yenda um completo sorli-
menlo de cautelas e bilhetes da lotera cima, cujas
rudas audam no dia 11 de feverciro.
venda mi Passeio Publico n. 13, e no arco da Concei-
cao, loja n. 4, onde existe um completo sorlimenlo
de todas as corespolodiminulupreco 2@500rs.acaixa.
antiguidadCts SL'PEUIORIDADE
DA
salsaparrtliia de rristol
Sobre
A-SALSA PARBILIIV M SAXDS.
Attencao'
A SALSA 1'AHHltHA DE BKISTOI. dala des-
de 18:12. e lem rnnsUnteniciilc manlido a sua re-
putarlo sem nei cssidade de recorrer a pomposos
annuucios, de que asprcparaOcsde mrito podero
dispensar-so. O successo do Dr. BRISTOL lem
oso e prova d'agua, e conserva mui-
to o couro : no armazem de C. J. Astley
& Companbia, na ra do Trapiche n. 5.
provocado infinitas ovejas, e, entre outras, as dos
Srs. A. II. I). Sands, de Now-Vork, preparadores
c proprictarios da salsa parrilha couhecida pelo no-
mo de Sands.
Estes senhores solicitaran! a agencia de Salsa par-
rilha de Brislol, e como nao podessem obter, fa-
briraram urna imitt&ode Bristul.
Eis-aqui a carta qoe os Srs. A. R. D. Sands o
creveram ao Dr. Brislol no dia 20 de abril de 1842,
e que se ada cm novo poder:
Sr. Dr. C. C. Brislol.
Bfalo, &c.
Nosso apreciavel senbor.
Em todo o anno passado temos vendido quanti-
dades consideraveis do extracto de Salsa parrilha de
Vmc. e pelo que ouvimos ilizer de suas rrlude*
quelles que a tem usado, julaamos que a venda da
dita medicina se augmentar muititsinio. Se Vine.
quizer fazer um convenio comnosco, eremos que
nos resultara muila vanlagcm, lano a mis como a
Vmc. Tennis muilo prazer que Vmc. nos responda
sobre este assumpto, e se Vmc. vicr a esta cidade
daqui a um mez, ou cousa senielhanle, leriamos
muilo prazer em o ver em nossa botica, ra de Ful-
ton, 11.79.
Ficam s ordens de Vmc. seus seguros servidores.
(Assignados) A. R. D. SaNDS.
CONCLUSAO'.
1.c A anliguidade da salsa parrilha de Brislo] lie
claramente, provada, pois que ella data desde 1832,
e que a de Sands s appareceu em 1852, poca na
qual este drozuisla nao pdde obter a agencia do Dr.
Brislol.
2. A imperioridade da salsa parrilha de Brislol
he incoutestavel; pois que nao obslanle a concur-
rencia da de Sands, ede urna porco de outras pre-
parares, ella lem manlid^a sua reputacao em qua-
si toda a America.
As numerosas experiencias feitas com o uso da
salsa parri Iba em lodas as enfermidades originadas
pela impu reza dosangue. c o bom xito oblido nes-
la corle pi do Illm. Sr. Dr. Sigaud, presidente da
academia inprrial de medicina," pelo Ilustrado Sr.
Dr. Anlonio Jos Peixolo em sua_clnica, e era sua
afamad.i '.asa de saude na Gamboa, pelo Illm. Sr.
Dr. Satiirn ino de Oliveira, medir-do exercilo, e
por varios outros mdicos, pi-rniiitcTn boje de pro-
clamar alt menle as virtudes eflicazes da salsa par-
rilha de Brislol vende-sc a 59000 o vidro.
O deposi lo desla salsa mndou-se para a bolica
franceza da ra da Cruz, em Trente ao chafariz.
Fazendas baratas.
Vende- se na nova loja da ra da .Cadeia
do Recife u 10, corles de caseiniras de cores, bonitos
gostos a 53 o corle; sarja bespaiihola de superior qua-
ldade a 29 o covado; selm prelo Macan a 39 o cor-
le: i lirios de fiislao para rollete,fazenda muilo lina, a
I98OO ocoi-le; merino prelo para palitos, muio
fino, a'29501) ocovado; corles deraeias casemiras de
alsodao, bonitos padres, a 1"280 o corle; brim de
linho risr.nl o para palitos a 280 rs. o covado; brim
de linhq- de cores a 19920-u corle; dilo cor de ganga
a 29200 o ci Tle; dilo muito superior a 39 o corle;
um completo sorlimenlo de coila de lodas as cores,
sendo a 160, 180,200. 220 e 240 rs., finas; chales de
Irla lindo%ccslqs a 19400; lencos de seda de cores a
800 e 19600 ; e mais um completo sorlimenlo de ou-
tras fazendas que se vender ao pur menos do que em
ou|ra parle
Deposito de vinho de cham-
pagne Chateau-Ay, primeiraniua-
Iid^ide, de propriedade do condi
de Mareuil, ra da Cruz do Re-.
ci'e n. 20: este vinho, o melhor
de tod a champagne vnde-
se a 5IJS000 rs. cada caixa, adia-
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. R.
As cai.vas sao marcadas a fogo ^
Conde de Mareuil e% os rtulos @
das garrafas sao azues- ^
lo-
&
Vendem-se lonas, brinzaO, brins e mcias
as da Russa: no armazem de N. O. Bieber
Companhia, na ra da Cruz n. 4.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
lio\y 1 na nn na ra do Rrum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento. de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes- acham-se a venda, por
preco. commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.-
Vendem-se relogios de ouro, pa-
tente inglez, os melhores que tem vindo
a este mercado, e do mais acreditado
fabricante de Liverpool: em casa de Rus-
sel Mellors & Companhia, na ra da
Cadeia do Recife, n. 56.
Agencia de Edwln Maw.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmont
cV Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
mentos de taixas de ferro coado e batido, lano ra-
sa como fundas, moeudas ineliras lodas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para a miar em madei-
ra de todos os taannos e modelos osmais modernos,
machina borisnlal para vapor com forra de
i cavallos, cucos, passadeiras de ferro estanbadu
para casa de purgar, por menos preso que us de co-
bre, oseo vens para navios, ferro da Suecia, e fa-
llas de (landres ; ludo por baralo preco.
Moinhos de vento
"ombombasderepuxopara regar borlase baixas
decapan, na fundirn de I). W Bowman:na ra
dn Brumas. 6, 8 clO. .
Na ra da Cadeia do Recife a. (JO, arma-
zem deHenrique Gibson,
vendem-se relogios de ouro de sabonele, de patente
inglez, da melhor qualidade, e fabricados em Lon-
dres, por pre^o commodo;
' Vende-se graxa de'verniz para limpar arreios
de carro, lustroso e prova d'agua ; na ra do Trapi-
che n. 3.
Vendem-se em casa de Me. Calmont di Com-
panhia, na praca do Corpo Santo u. 11. o seguinte:
vinho deMarseilleem caixas de 3"a 6 duzias, inhas
em novellos ecarreleis, breu em barricas muilo
grandes, ac de milaosorlido, ferro ingle/.
Vendem-se pianos fortes de superior qualida-
de, fabricados pelo melhor autor harabofguez na
ra da Cruz n. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engnih, ma-
chinas de vapor, e taixas de ierro latido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co
lonias inglezas e bollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
SANDS. .
SALSA PARRILHA.
Vicente Jos de Brilo, nico agente em Peruam-
buco de B. J. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que (em chegado a esla praca urna grande por-
co de frascos de salsa parrilha de Sands, que sao
verdadeiramenle falsificados, c preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acaulelar os consu-
midores de ISo precioso talismn, de cahir nesle
engao, lomando as funestas consecuencias que
sempre coslumam lrazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela roao daquelles, que anlepoem
seus inlcrcsses aos males e estrauos yda humaitidude.
l'uriantu pede, para que o publico se possa livrar
desla fraude e dislinzua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recenlemente aqu chega-
da; o anuuucianle faz ver que a verdadeira se ven-
de vnicamente em sua bolica, na ra da Couceicao
do Recife n. 61 ; e, alm do receituario que acom-
panha cada frasco, tem embaixo da primeira pagina
seu nome impresso, e se achara sua firma em ma-
nuscripto sobre o involtorio impresso do mesmo
traeos.
Vende-se CARNE DE VACCA e de porco de
llamburgo, em barris de 200 libras:
CHAMPAGNE de marca conhecida e verdadei-
ra. havendo poucos uigos de resto', que 5e venderlo
para fechar, a 248000 rs. ;
AC DE MH.AO sonido;
TAPETES DE LAA, lauto em pec.a como sollos,
para forrar salas, de bonitas core e muito em conta.
OLEADOS de cores para forrar corredores, etc.;
OLEO de linhaca em latas de cinco galoes : era
casa de C. J. Astley & Companhia,' rna do Trapi-
che n. 3. .
Na ra do Collegio n. 21, segundo
andar, vende-se por barato preco, oii a
prazo, um sortimento de chapeos e ou-
tros objectos de chapeleiro, consistindo
trm chapeos de massa, de seda de varias
qualidades, e a gomma lacre, chapeo
para padre, massas para ditos, bonetes
para guardas nacionaes, plumas pretas
para chapeos de senhora, fundos, e lados
para chapeos, courinlios com setim, fi-
velias, fitas para arroclios e debium,
trancas e outros muitos objectos de cha-
peleiro.
Vestidos modernos.
Vendem-se vestidos de mursulina fina de cores
com barra, fazenda nova a 53 o corle; diloa de 13a
e seda e barge modernos a 9 o corle de 12 cova-
dos; chitas e eassas francezas novas a 320 rj. o co-
vado e 640 rs. a vara; e outras umitas fazendas por
ba ralos precos: ua ruada Cadeia do Recife, loja
o.50.
doi termos
amronla ,
da nlirlna,
pbarimacla '
Vende-se um escravo moco, bonila figura, pro-
prio para lodo o servico al mesmo para maruju: na
ra da Praian.49.
Vendem-se relogios de ouro, pa
ten-te ingle/., por commodo pre-
co: na ra da Cruz n. 20, casa de
L. Leconte F-eron & Companhia.
POTASSA.
No anligo deposito da ra da Cadeia do Recife
armazem n. 12, ba para vender muilo nova putassa
da Russia, americana e brasileira, em peq
ris de 4arrobas; a boa qualidade e pre
ralos do que em outra qualquer parle,
aos que precisarem comprar. No mesi
lambem ha barris com cal de Lisboa em pl
ximamcnlc chegados.
Bilhetes. . . 48000
Meius. . . 29000
Quarlos. -. . 13*10
Decimos. . . 600
Vigsimos. . 320
Iba de Sands: na botica franceSa.^cfa ra
da Cruz, em frente ao chafariz.
NO CONSULTORIO HOMEOPATMC<2r
do
DR.P.A. LORO H0SC0Z0.
A ende-sc 1 melhor de todas as obras de medKnt
nomopalhra Cs" O NOVO MANUAL O DM
G. H. JA Hit .J--X Iradnzido ero [lorluguei.pelo
Dr. P. A. Loira Moscozo: quatro volurocs enader-
uados em dous. :i0-O0
0 4. voliime conlendo a pallogencsia dos^^^
medicamentos que n?o foram publicados sahir m1
lo breve, por ejftir muilo adianlada sua impress.
Diccionariodoaermos de medicina, cirurgia, anal
_ mia, pharmaMa. ele. ele. encadernado.
Urna casteira preparados glolulos bomopathicos coro as dua*1
obras ncima........ 40jfl00
Urna dila de 36 lubos com as mesmas 459000
Dita, dita .V 18 tubos....... 509000
Dita de 144 com as ditas......IOO9OOO
Carleiras de 24 lubos pequeos par algi-
beira............. 105000
Dilas de 48 ditos......... 20-5000
Tubos avulsos de glbulos.....' I3OOO
VINHO CHAMPAGNE.
Superior vinho de Bordeaux engarra-
fado ; vende-se em casa de Schalheitlin
& Companhia, ra da Cruz n. 58.
Vende-se arroz graudq do Mara-
iliSo.-e charutos deS. Flix, de boas qua-
lidades, epor precos commodos : na rita
da Cadeia do Recife n. 47 primeiro
andar.
enumerar. No rnesmo deposito existe urna pssM \- Vendra-se na ruada Cruz n. 15, segundo
intelligculojc habilitada para receber lodas as enjudar, boas obras de labynnlho feitas no Aracaly,
commendas, etc., etc., que os annunciaules contaaWconstaudo de lualhas, lencos, coeiros, rodas de
docomacapandadedesuasollicinas e machinismo, ftais, ele.
e pericia de-seus offlciaes, se compromeltem a fazer
Vende-se a verdadeira salsa parrSP !4 venda a jyierior flanella para forro dcsellus, che-
nada recenlemente da America.
STARR & C.
respeitusamenli! annunciam que no seu extenso es-
labclecimento um Santo Amaro, continua a fabricar
com u iii.iini toi-foi^o o prontptido.toda t qualidade
de machinismo para o uso da agricultura, navega-
cao emanufactura, e que para maior commodo de
seus numerosos fteguezes e do publico em geral, tem
aberto em um dos grandes armazens do Sr. Mosqui-
ta na ra do Bi um, alraz do arsenal de marinha,
um
DEPOSITO DE MACHINAS '
construidas no d ilo seu eslabelecimenlo.
All acharo menlo de moeiid.is de canna, com lodos os roelho;
ramenlos (alguns dellesnovos eoriginaes) de que a
experiencia de muitos annos lem mostrado a ueces-
sidade. Machinas de vapor de baixa e alta presso,
taixas de todo tamaubo, lano batidas como fundidas,
carros de mi e dilos para condzir formas de assu-
car, machinas para moer mandioca, prensas para di-
to, fornos de ferro balido para rarinlia, arados de
ferro da mais approvada construcc,o, fundos para'
alambiques, crivos e portas para fornalhas, e urna
intinidade de obras de ferro, que seria enfadonho
MADAPOLAO' BOM, A 3&200.
Vendem-se prcas de madapolao de boa qualidade,
com pouca avaria : na ra da Cadeia Velha n. 24,
primeiro'andar.
Vendem-se cerca de* 800 formas de folha de
ferro para fabrica de assucar. pintadas, eque levam
tres arrobas cada urna : vendem-se muilo em conta
para fechar : na ra de Trapiche n. 3.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
scjam.quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tiekgfc modinhas tudo modernissimo ,
cliepfco do Rio de Janeiro.
Na ra do Vinario n. 19, primeiro andar, lem
mente da Ar
delinhac
, Oleo d^Hhaca em botijas.
\ ende-sc a 5^000 rs. rada urna botija, o por me-
nos flih'do em purrau : ua ra da Cadeia do Recife n.
47, primeiro andar.
^Charutos de Havana.
tMt verfladeiros charutos de Havana por
preco muilo conimado : na ruada Cruz, armazem
11. 4. .
cxecular, com a maior presteza, perfei^o, e exacta ::
conformidadecom osmodclnsoudeseuhos, e instrue-
^ues que lhe forem fornecidas-
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de caimas todas de ferro, de um
modello e construccao muito superiores.
Ao barato.
Na ra do Crespo 11. 5, ha um completo surlimenlo
de loalhas e guardauapos do Porlo, pelos precos se-
guinles: auat danapos a 2^600 a dnzia, loalhas gran-
des a 43500 cada urna, dilas regulares a 3*600, dilas
mais pequeas a 35200.
Gomma
em saccas de 4 arrobas, da melhor qualidade que
aqu tem vindo e por menos preco queem qualquer
oulra parte: no alerro da Boa Visla, loja n. 44.
Vende-se una prela crioula, de meia idado,
que sabe cozinhar o diario de urna casa de familia,
fazer venda e costuras dias: a tratar em Olinda,
atraz da igreja do Amparo n. 7, que se dir a causa
porque se vende por monos de seu valor.
Ycnde-s* urna escrava de nacao, prnpria para
algum silio: na ra da Senzala Nova, n. 22.
Vende-se urna escrava de 25 annos, boa figura,
engomma, cozlnha e faz lodo servico de casa ; assim
como aluga-se um moleque que faz o servico inlerno
e exlerno de casa : a Iratai na ra do Vigario n. 29.
CERA EM VELAS.
Vende-se cera em ve|as, a mais supe-
rior que ha no mercado (com diversos sor-
timentos a vontade dos compradores) che-
gada ltimamente de Lisboa pela barca
Gratidao, e por preco mais barato do
que em outra qualquer parte: na ra* do
Vigario n. 19, segundo andar, escriptorio
de Machado & Pinheiro.
Baile Maske'.
Sedas haratasypara vestuarios, na loja das seis por-
las ero frente do Livrainculo. -
ABADOS DE PERRO.
Na fundicao' d Deposito de tecidos da fabrica
de todos os Sntos. na Babia.
Vende-se em casa de Domingos Alves
Malheus, na ruada Cruz do Recife n. 52,
primeiro andar, algodo transado daquella
fabrica,^muito proprio para saceos e rou-
pa de escravos, assim como fio proprio para
redes de pescar e pavios para velas, por
preco muito commodo.
FARINHA DE TRIESTE.
Primeira qualidade.
Tasso Irmaos avisam aos seus fregueze?, que lem
para vender farinha de trigo chegada ullimamenle
de Trieste, sendo a nica nova que daquella proce-
dencia existe no mercado.
^ssssssssssss
a
d
Os mais ricos e mais modernos cha-
peos de senlioras se euconlram sempre
na loja de madama Theard, por um prejo
mais razovel de que em qualquer uulra
parle.
('.oliles de chaniatolc feilos, com dous forros e li-
vella, a iiSJOO rs.: na ra Nuv'n. 42, loja do Ti-
noco.
Vende-se na malta da Torre, dcfronle do arco
de Sani Amia, urna casa terrea cum telhado.de pedra
e cal, e cum bom bananeiral, e porc.to de Ierra de ca-
pim, pagando animalmente o dito comprador ao se-
nhorio do fuudo a quanlia de 208000 rs.
Vendem-se apparolhosde cha, dilos de mesa,
pralos azues e chicaras, vinho engarrafado do'Porlu
o melhor possivel, queijos i preco de l^MO e 1G00,
cha nacional, a IJXiOO, 15800 e 28000 rs., dito hysson
da India, a 2J>560, e oulras militas fezendas de louca
e moldados, por preco commudo : defronle da matriz
da Boa-Yisla 11.88, quina do Hospicio.
Vende-se um excedente cerro de
quatro roilas, por preco commodo, e um
cabriolet cornos competentes arreios,pe-
lo preco de tOOsOOO rs., tudo em muito
bom uso : na rna da Aurora 11. 20.
acha-se ara vender ora-
Santo Amaro _
dos de feri-o de superior .qualidade.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambera no DEPOSITO na
ra do Bruin logo na entrada, e> defron-
te do Arsenal de Marinha lia' sempre
um grande sortimento de taiehas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
e\istem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros lvres de "despeza. Os
precos- sao' os mais commodos.
Vcftde-so um cavallo mellado de bo-
nita figura, carrega baixo, esquipa c he
muito manso, tem arreios < sellni novo:
a fallar ua praca da Independencia 11.
118 e 20.
Vende-se urna mulata de 20 annos, quo caso,
engomma perfeilamenle, e faz labvrinlho : na ra
da Mangueira n. 5.
Vende-se um diccionario uui*teral de eeogra-
phia moderna, descripco physica, poltica o histri-
ca, de todos os lugares da Ierra, acompanhado de
um atlas de 59 caitas, por A. Perrol: no alerro da
Hoa-Visla, loja de ourives 11. 8,
Vendem-se velas adamantinas ame-
ricanas, em caixas de 50 libras, que dao
muito boa luz, igual a de esperniacete a
O rs. por libra: em casa de Rostron
Rooker & C.'na praca do. Corpo Santo,
esquina da ra do Trapiche 11. 48.
VINHO DO PORTO MUITO FIN.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barris de 4., 5. e 8.: no armazem da ra
do A/.eite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes & Companhia, na
rita do Trapichen. 54#.
No armazhi de C. J. Astley & Com-
panhia, na ra do Trapiche n. 3, ha
para vender o seguinte :
Bataneas decimaes de OO libras.
Oleo de linhaca em latas de galcs.
Champagne, marca A. C.
Oleados para mesas. *
apetes de laa para forro desalas.
Uftpos e calis de vidro ordinario.
Formas de folha de ferro, piuladas, para
fabrica de assucar.
Palha da India para einpalhar.
Ac de Milao sortido.
Carne devacca em sahnoura.
l'm sortimento de pregos.
Lonas da Russia.
Espingardas de caca.
La/.arinas e clavinotes.
Papel de paquete, inglez.
Latao em folha.
Brim de vela, da Russia.
Cabos de Linho da Rusfia, primeira qua-
lidade. ,
Cemento de Hamburgo (novo).
Relogios de ouro, sabonete, patente in-
glez.
Feijao mulatinbo.
Vcndom-se saccas multo urandes con; feijao mula-
linho ebogado do Aracali no hiale DvtidOtO, carnau-
ba de primeira sorto, cournbos iniudos esola, ludo
pur preco commodo e a dinlioiro: ua rila da Cruz
do Becife 11. 33, asa do S Araujo.
Ycndem-se fardos de fumo para chatulns da
primeira qualidade. ltimamente chegados da Babia,
e por proco baralissinio : na rna da Cruz, n. 21!, pri-
meiro andar, assim cuino um resto de 2,000 charutos
muilo bons.
Bepoiito da fabrica de Todo os Santoa na Baha.
Vende-se, era casa de N. O. Bieber & C, na ra
da Cruz 11. 4, algodaS trancado d'aquella fabrica,
muito proprio para saceos do assucar c roupa de es-
cravos, por prec,o comnlbdo.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, lia
para vender, chegado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, o seguiule: saccas de farello muilo
novo, cera em grume e em velas cum boro sorli-
menlo de superior qualidade, mercurio duce e cal
de Lisboa em pedra, novissima.
Cola da Baha.
Vcnde-se superior cola, por preso commodo: na
ra da Cadeia do Becife n. 47, primeiro andar.
Vende-se em casa de S. P. Johns-
ton & Companhia, na ra da Senzala No-
va 11. 42.
Vinho do Porto, superior qualidade, en-
garrafado.
Vinho Chery, em barris de quarto.
Sellins para montara,, de homem e se-
nhora.
Vaquetas de lustre para coberta de carros.
Relogios de uro patente inglez.
No paleo do Carmo, taberna n. I, vende-se
muilo boa alelria, a 21U.
Vcnde-se urna grande e boa canoa, sendo nova,
por barato preco : 110 trapicho doBamos.
Vendem-se queijus do serUle duSirid: na ra
do Yigario n. 12.
fL,Conlinua-se a vender gomma ihi Araraty de
superior qualidade em arrobas a :lj> rs. e a libra a
lOOrs. : 110 pateo do Carino 11.2.
Charutos finos de S. Flix.
Na ra do Queimado, n. 15), tem ohe-
i gados agora da Rabia, os verdadeiros
charutos deS. Flix, da acreditada fabri-
ca de Brandiio, os quaes se vendem por
precos mais commodos do que em outra
parte.
Couro de lustre
de boa qualidade; vende-se por metros; do queem
mitra qualquer parle para liquidar coalas : na ra da
Cruz 11. 10.
Na ra dn Cruz n. !.">, segundo andar, vendem-
se por preco commodo, saccas grandes com feiju
muilo novo, dilas com gomma, c velas de carnauba,
puras c compuslas.
Vinho Bordeaux.
Bruim Praeger & Companhia, ra da Cruz 11. 10,
receberam ltimamente St. Julien e M. margol, em
caixas de una duzia, que se recommcudam por suas
boas qualidades.
Primas para rabeca,
a 40 rs. cada una, muilo novas : na ra do Quei-
mado, luja 11.49.
Vende-se una porcao de oleo de. ricino muilo
novoc claro, cm lalas. a vontade do rnmpraifcir: na
1 ua da Cadeia du Becife 11. .VI. Na mesma loja ven-
de-se duraqiic azul e blanco muilo lino, assim como
oulras fazendas, como si-jain, picote escuro, prnpriu
para camisas e vestidos de escravos, pelo baralo |ire-
co de 131) rs, o cuYailu.
DAVID WILLIAM BOWMAN, engenheiro ma-
clinista e fundidor de ferro, mu respeilosamente
anuunria aos senhores proprielarios de eugenhos,
fazendeiros, e ao respeitavcl publico, que o seu esla-
belecimenlo de ferro movido por machina de vapor,
na ra do Brum passando o chafaiiz, contina em
eflcclivo ejercicio, ese acliacompletamente montado
com apparelhos da primeira qualidade para a per-
feila confeccad das; maiores pecas de machinismo.
Habilitado para emprchemler quaesquer obras da
sua arle, David WiUiam Bowman, deseja maispar-
(icularmente chamar a atlenca publica para as se-
guinles, por ter dellas grande sortimento ja' promp-
to, em deposito na mesma fundicao, as quaes cons-
truidas em sua fabrica podem competir com as fabri-
cadas em paiz estrangeiro, tanto em preco como em
qualidade de materias primas e mao de obra, a
saber:
Machinas de vapor da melhor construca.
Moendas de canna para engenhos de todos os ta-
maitos, movidasa vapor por agua, ouanimaes.
Rodas de agua, moinhos de vento eserras.
Manejos i ndependeutes para cavallos.
Rodas dentadas.
Aguilhes, bronzes e ebumaceiras.
Cavilhoes e parafusos de todos os tamaitos.
Taixas, paroes, crivos e bocas de fornalha.
Moinhos de mandioca, movidos a nia ou por ani-
ma es, e prensas para a dila.
Chapas de fogaO c fornos de farinha.
Canos de ferro, torneiras de ferro e de bronze.
Bombas para cacimba e de repuxo, movidas a
man, poranim'aesou veuto. ,
' Guindastes, guinchse macacos.
1'rensishidrulicas ede parafuso.
Ferragens para navios, carros*e ubras publicas.
Columnas, varandas, grades e portees.
Prensas de copiar carias e sellar.
Camas, carros de mane arados de ferro, ole, etc.
Alm da superioridade das suas ubras, ja' geral-
menle reconhecida, David VVilliam Bowman garante
a mais exacta conformidade com os moldes e dese-
iilius remeilidos pelos senhores que se dignarem, de
fazer-llic enconimendas, aproveitando a occasiaO paJ
ra agradecer aos seus numerosos amigos e freguezes
a preferencia com que tem sido por clles honrado,
e assegura-lhes que nao poupara esforcos e diligen-
cias para continuar a merecer a sua confanca.
OLEADOS INGLEZES.
Vendem-se r|uissimos oleados
I Di eclomario
clmrjla ,
te. etc.
Sabio luz esla obra indispensavel a lodas
as pessoas que se dedicin ao esludo de
medicina. Vende-se por 48 rs., encaderna-
du. no consultorio do Dr. Moseozo, ruado
Collegio, n. 25, primeiro andar.
Palitos e toallias-
Vendem-se palils de brim de linho de cores,
bem feilos, a 38 e 48 cada um ; loalhas de panno
de linho do Porlo, pruprias para roslo a 800rs.cada
urna e a'J8 -> duzia; e panno adamascado de duas
larguras e boa qualidade para loalhas de mesa a 28
a vara: na rna da Cadeia do Recife, loja o. 50.
FUNDICAO' D'AURORA.'
Na fundicao d'Aurora acha-se constantemente un
completo sortimento de machinas de vapor,, lanto
d'alta como de baixa pressao de modellos os mais
approvados. Tambero se apromplam de encunimen-
da de qualquer forma que se possam desejar com a
maior presteza. Habis ornriaes serSo mandados
para as ir assentar, e os fabricantes como tem de
costme auancam o perfeilo trabalho dellas, e se res-
ponsabilisam por qualqner deleito que possa ndlas
apparecer durante a primeira salra. Multas machi-
nas de vapor construidas neste estabelecimenlo lem
estado em constante servico nesta provincia 10, 12,
eat 16 annos, e apenas lem exigido mu insignifi-
cantes reparos, e algumas al nenbuns absolutamen-
te, accrescendo que o consummo do conbustivel he
mui inconsideravel. Os senhores deeugenhu, pois,
e oulras quaesquer pessoas que preeisarem de ma-
chinismo sao respeilosamente convidados a visitar o
estabelecimento em Santo Amaro.
Na roa da Cruz n. 15, segundo andar, ven-
dem-se 179 pares de coturnos de couro de' lustre,
400 ditos brancos e 50 ditos de bolina ; ludo por
preco commodo.'
Vende-se um grande sitio na estrada dos Afllic-
los, quasi defronte da igreja, o qual lem multas ar-
vores de fructas, Ierras de plautacOes, baixa para
capim, e casa de vivenda, com bastantes commo-
dos : quera o pretender dirija-se ao mesmo sitie a
entender-se com o Sr. Antoniu Manoel de Moraes
Mosquita Pimenlel, ou a ra do Crespo 11. 13, no
escriptorio do padre Antonio da Cunha e Figei-
redo.
Pianos.
' Os amadores da msica achara continuadamente
ero casa de Brunu Praeger Companhia, rna da Cruz
11. 10. um grande sorlimenlo de pianos fortes e fortes
pianos.de oUIlereules modellos, boa conslruccjlo e bel-
las vozes, avie vendem por mdicos precos; assim co-
mo toda a qualidade de instrumentos para msica.
Obras de otro,
como sejaro: adoreros e meios/ditos, braceletes, brin-
cos; aUiueles, botos, aunis-'correnles para relogios,
ele. ele, do mais moderno aosto : vendem-se na ra
da Cruz u. 10, casa de Bruni Praeger & Companhia.
Vende-se um bonito nvolecule de 23 annos, bom _
iflieinl ilesapaleiro e muilo laahil cozinheiru : na pra-
ca da Independa n. 33, loja Decalcado.
Vende-se urna escrajfa. moca, o com algumas
habilidades, sem videHTeirV molestia, e vende-se por
precisu : na ra das Xrii boiras n. 40, loja.
Vende-siruma~faoPrviia, na ra Nova', casa u.
71 : quem a pretender cotnprar, dirija-se roa Di-
reila, esa n. ti, que se achar com quem tratar.
Na ra do Trapiche1, n. 14, primeiro andar,
vende-se o seguinte :pasia de lyrio florens, u
melhur artigo que se connote para limpar os denles,
hranqoece-os e fortificar asjeengivas, deixando bom
goslo na bocea e agradavel cheiro; agua de mel
para os cabellos, limpa a aspa, e d-lhe mgico
lustre; agua de pendas, este mgico cosmtico para
sarar sardas, rugas, e omholloVar o roslo, assim co-
mo a tintura imperial do Dr.YBrown, esla prepara-
cao faz oscabellos.ruivosnn bnjncos,complctamentc,
pretos e macios, sem damno doJL mesmos, Mdb por
precos Commodos.
ESCRAVOS
riquissimos
assoalhar salas, tanto emqualidade, com o
no escomido gosto de desenho : no ar-
mazem de fazendas de Adamson Howie &
Companhia, na ra do Trapiche Novo
n. *:
Vcnde-se feijao muialinho bom, em saccas; no
armazem da ra da Praiu n. 14: no mesmo armazem
vende-se boas travs de 15. palmos de comprmento
da melhor qualidade que pode haver. -
POTASSA E CAL.
Vende-se potassa da Kussia e America-
na, superiores, e cal virgem de Lisboa,
tudo por prero mais commodo que em
outra qualquer parte": na ra do Trapi-
che n. 15, armazem d Bastos Trma'os.
DEPOSITO DE CAL E POTASSA.
Na ra de Apollo, armazem de Leal
Reis, tem superior potassa da Russa, che-
gada ltimamente, e Ua- fabricada no Ro
de Janeiro, de qualidade bem conhecida,
assim como cal em pedra, chegada no ul-
timo navio.-
Vendem-se cobertores detnlgodao grandes a C40
rs. o pequeos a 500 rs. : ua ra do Crespo nume-
ru 12.
ftf& Vende-se superior potassa, fa- B
a brcada no Rio de Janeiro, che- (g.
i i,a:l iceentemeiite, recommen- (t*
Z cla-se aos senhores de engenho os !v
seus bons el I ei tos ja' ewDerimeii- St
W lados : na ra da Cruz ll. 20, ar- Jg
& raazem de L. Leconte Feron Desappareceu no dia 22 do crrenle do en-
genho Bom Jess na comarca do Capo, o>oulatiiilio
de nome Candido, de idade 17 annos poucoNnais ou
menos, estatura regular, um pouc/o cieio doNorpo,
bstanle claro, cabellos corridos e(um punco crespos,
denles limados, olhos pardos, lendlo um arranha na
testa sobre o olho direito, he bastante alegre : roga-
se as auloridades policiaes, capitaes de campo, ou
quem o pegar de o levar ao dito engenho, ou a casa
do commendadur l.uiz Gomes b'erreira, ooMondego,
que ser rocompensado.
Desappareceu no dia 14 fe novembru do an.10
passado o prel Kav mundo, criolo, fillio do Ico, de
idade 25 anuos, pouco mais ou menos, cor fula, cara
larga, hcicos grossos, barba cerrada, estatura regalar,
rendido de urna verilha, pouco volumosa, he muilo
ladino, e diz saber ler, he amigo de sambas, onde di-
verle-se locando flautim ; o mencionado preto foi
capluradc/eni o engenho Tapacar d'oode lornoa a
fugir no Qm de 4 das : quem o pegar, queira levar
ra Direili n. 78, que dar-se-ha paga generosa.
No 1. de dczembro prximo passado, desappa-
receu do engeidio Cnabrava de N. S. do O', comar-
ca de (ioiamia, um prelo de nome Vicente, o qual
lem os signes seguinles : alio, secco do corpo, coro
um talhu na testa da parte esquerda, os cabellos das
fonles avermelhados, nariz chato; representa ler 25a
30 annos de idade; este escravo foi do Sr. Joao Ne-
pomuceuo Viegas, em Pedras de Fogo : quem pegar
dilo escravo o poder levar no referido engenho, ou
pura j nesla praca, no escriptorio da ra d Cruz n. 21, que
ser generosamente recompensado.
ba
car, e
Vendem-se pregos americanos, em
rrs, proprios para barricas de assu-
alvaiade dezinco, superior quali-
dade. por precos commodos : na ra do
Trapiche Novo n. l*
Chapeos e manteletes.
Vendem-se chapeos de seda de cores I^W
proprio para meninas*meninos a ->, c'u'a"'n
maiileloloi pretos e de coros coro colleles e sem elle
iKir procos commodos: na ra da Cadeia do
luja 11. 50.
Becife,
Desappareceu no dia 22 do crrenle o prelo
Alexandre do nacao de San Paulo, idade 35 an-
uos, alto, falla demorad e corpo refurcado; foi
escravo do Sr. Melequer, Francez, morador 00 Rio
Doce e ullimamenle pertenceu ao Sr. Eduardo "Bol-
ly. Esse preto cusiuma em suas frequentes fgidas
andar por Olinda c refugiarse as capoeirasdo Bio
Doce, c ah .se puder cum certeza encontrar: roga-
se a quem o pegar otf delle der noticia, o obsequio
de dirgir-se a fabrica de caldeireiro na ra do
Brum n. 28.
Desappareceu no da 8 do crrenle, do lugar do
Muiileirn. freguezia do Poco-da Panella, o -escravo
Manuinu, de nacao, cum os signaes seguinles : alto,
magro, com falla de denles, beic,os grossos e o de bai-
xo cabido, tero o umbigo grande, representa ter de
idade "i0 a 60 anuos : recommenda-se aos capiles de
campo a captura de dito escravo ; e quem o pegar,
leve-o casa do aban asrflgnado, no Moiueiro, que
ser gralilicadoT Francisco Cavalcanli de Mello.
Do engenho S. Joao, do Cabo, desappareceram
domingo 15-ducorrenleopreto Anlonio Gomes,'sen-
do'o dilo pedreiro, meslrerie assucar e de lodo ser-
vico de engenho, lie fula, allura regular, bocea pm
tanto loria, lem os ps sempre meio incitados e com
signaos d'ervsipela ; he muilo bebado, levou gibo e
chapeo derouroque j nos lluros ofleieceu para ven-
der; nos Afl.ogados disse que ia para t.oianna. ao en-
contr do seu senhor, ele, de. e etc. e terca-feira 17
do corrente o prelo Chrislovo, allura regular, um
lano cambado, mullo pachnla, lendo o braco direit-
cortado e. cuslumando a traze-lo dentro da camisa, le-
vou chapeo de palha de aba guinde, camisa branca
e calca azul; qucm oe,les l,er "olicias 00 os levar ao
Becife, na fabrica de vinagre das Cinco Puntas, ou ao
engenho Kraguzu perlo da cidade, ou ao engenho S.
Joao do Cabo,ser bem gralilicado.
30.s' de gratilicacao.
Em junho do anno prximo passado, fugio do abai-
so assignado um seu escravo do nacao, de nome Se-
bastin, reprsenla-ler mais de H) ani.ios, alio, refor-
jado do corpo, (ts e mos grossas, denles limados,
pouca barba, falla eanda mtiilu descanrado. cojo
escravo foi comprado a tilma. Sro. D. Mariaiina da
Couceicao Pereira, moradora na ra das llores e be
de presumir que o dilo escravo fosse furlado, vislo
que al boje nao ha noticias dello, reconinienda-se as
dignas auloridades policiaes e capiles de campo S~
caplurado mesuro.Jote 'Goncahes Malceira.
l'ugiram du engenho San-Paulo, os escravos A-
gosiinho e Manoel, cum os signaes seguinles:o
primeiro, lem allura regular, cor prela, roslo bexigo-
so. cujas marcas oslao uro pouco apagadas, denles li-
mados, e principia a barbar ; o segundo la 11.boro tem
allura regular cor prela. denles limados, roslo liso e
sem barba, e peruas finas ; ambos eslao ausentes
des.le o dia.16 do crrenle e siio ci ionios : quem os
approlionder levis au ine-ino engenho que ser
bem recompensado.
Peru.1Typ. de M. F. de Farla.-WW.


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