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Diario de Pernambuco
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Permanent Link: http://ufdc.ufl.edu/AA00011611/02333
 Material Information
Title: Diario de Pernambuco
Physical Description: Newspaper
Language: Portuguese
Publication Date: Friday, January 27, 1854
 Subjects
Genre: newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage: Brazil -- Pernambuco -- Recife
 Notes
Abstract: The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding: Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation: Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities: Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.
 Record Information
Source Institution: University of Florida
Holding Location: UF Latin American Collections
Rights Management: Applicable rights reserved.
Resource Identifier: aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID: AA00011611:02333

Full Text
i

I
AUNO XXX. N. 22.
Por 3 mezes adiaiitados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
DIARIO
SEXTA FEIRA 270E JANEIRO DE 1854.
Por Anno adiantado 1.5.000-
Porto franco para o subscriptor-
**CM NAMBUGO
KXCARREG.VDOS BA SIHSCUIP CAO'.
Rorife, o proprielario M. F. de Faria; Fiio de Ja-
neiro, o Sr. Joao Pereira Marlins; Bahi; i, o Sr. F.
Duprad ; Macei, o'Sr. Joaquim Bernardo do Men-
dnnea; Parahiba, o Sr. Jos Rodrigues d.-1 Cosa; Na-
tal, oSr. Jo(fluim Ignacio Pereira; Ar: icaly, o Sr.
Antonio de Lemos Braga; Cear, o Sr. Victoriano
Augusto Burgos; Maranhao, o Sr. Joaqi im Marques
Rodrigues ; Par, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre tondres 28 d. por 13000 lirmc.
Pai is, 3iO a 345 re. por t f.
, Lisboa, OSporcciilo.
Rinde Janeiro, a 2 por O/o de rebate.
Aceites do banco 5 O/o de premio.
da companhia de Bcberihu ao par.
da coniiwnhih de seguros ao par.
Disconto de letlras de 11 a 12 1/8 de relale.
MKTAES.
| (Juro. Oncos despalilllas. 289500 a 29*000
Moedas do 69400 velhas. . 169000
de 69400' novas. 169000
de 49000...... 99000
I Piala.Palacucs brasileiros . 19930
Pesos culumnarios...... 19930
mexicanos ....... 19800
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Oliiula, lodos os dias.
Caruari, Bonito e (iaraiuiurrs nos dias 1 c 15.
Villa Bella, Boa-Visla, B c Orieury, a 13 e 28.
f.oianna c Parahiba, segundas sextas fciras.
Victoria, c Natal, as quintos fciras.
PREMIAR DE HOJK.
Primeira as 2 boras c 54 minutos da tarde.
Segunda s 3 huase 18 mininos da maullan.
AUDIKXC.IAS.
[tribunal do Commercio, segundas e quinlasfeias.
Relacio, Ierras feiras e sabbados.
Fazenda, Ierras e sextas feiras s 10 lloras.
Juizo de Orphos, sr-gundas o quimas s 10 lloras.
1 .* vara do civel, segundase sextos ao meio dia.
2." vara do civel, ((liarlas e sabbados ao meio dia.
Os Tribuimos de Juslira esto fechadas ale o ulti-
ino de Janeiro. .
KPilKMKRIDES.
Janeiro 6 Qiiarto crescentea 1 hora, 29 minutos
e 4 segundos da manhaa.
'" 14 La ebeia as 0 horas, V2 minutos c
12 Segundos da manha.
22 (Juarto minguanle ao 38 niimitos e
48 segundos da manhaa.
28 T.ua nova as 2 horas, 34 minutos e
48 segundos da tarde.
DIAS DA SEMANA.
23 Segunda. Os desposorios da SS. Virgera Mac I'-
24 Torca. N. S. da Pa/. ; S. Themolheo b.
25 Qirarto. A coiiversaeo de S. Paulo Apostlo.
26 Oititito. S. Polycarpo b. m. ; 8. Thegines.
27 Sexto. S- Joao Chrvsostoitio b. dout. da igreja-
28 Sabbado. S.'f.yrillab. ; Ss. Lenidas e Flaviaim
29 Domingo. 4." depOis de Rcis. S. Francisco de
Sales.
PARTE OFFICIIL.
GOVERNO DA PROVIN CA.
Expediente de da 31 de Janeiro de 1854.
O presidente da provincia resolved clarar, que o
impast de 8 por cenlo, de rojo paz; menlo foram
peto art. I da le geral n. JHaJdo 7 de. selembro de
1850, dispensadas as loteras concedid; is pela assem-
blca legislativa deca provincia para a edilir.irao e
obras do greja. devo reverter'cm bem 'lirio das res-
pectivas (orejas enneessionnrias ; e or dena que d'orn
em dianle seja islo observado na ui'ganisaro dos
rompeleules planos.
Idea do da 23.
QfficioAoExra. presidente do P: ir, dizendo que,
cerea do soldado Anlcaio Jos Sar ava, o que consr
la na secretaria da presidencia, be (|ue, por avise do
ministerioda guerra de 4 de selem'Orodo anno lindo,
Se dclerminon que 6 dito soldado I oso que linalisasse
a senlenraa que foi condemnado i >or crne de deser-
rao, fosse desligado do balalho'.)." de infanlaria,
que perlencia, com passasem p ira a guarnir.i da
provincia do Amazonas.
Dito Ao Exm. presidente d. is Alagoas, remet-
iendo em salisTajiio a sua requisi jao a nota do prero
i das armas,que foram enviadas para aquella provincia
no hrigue escuna Legalidade.
Dito Ao Exm. rnarcchal com mandante das ar-
mas, transmillindo por copia o aviso da repartidlo
da guerra de 10 do trrenle, no qual se manda dar
baixa do servido s praras de l.> Imbaque foram
consideradas em iispeccao de san le ioleirainenle in-
capazes do servio, e bem assim q na sejam enviadas
com passagem paja a companhia i le invlidos da pro-
vincia da Babia, as que poderein ainda prestar al-
gum servido.
, Dito Ao mesmo, dizendo tirar inleirado do lia-
ver o eapililo rommandanle da guarda nacional a-
quarlclada,.contratado com Francisco Paulino de
Souza Cirne o l'oriiecimenlo tl'agua noces-aria
mema guarda nacional na razo -le 10 rs.- cada bal-
de, edeclarando em resposta que approvasemelhan-
Ic contrato. Communicou-se thesouraria de fa-
zenda.
Dito Ao mesmo, enviando por copia o aviso, da
reparljro da guerra de 30 do dezembro ultimo, de-
terminando que tara seguir para a corte o coronel
commandanle do 9." halalhao de infanlaria Antonio
Mara de Souza, lim de ir commamhir interina-
mente oh." halalbao da mesma arma, son-Jo substi-
tuido interitinmrntenaquellecommaudo pelo leen-
te-coronel Manoel Lopes Pecegueiro,,que eleve vir da
provincia do Maranhao. Igual copia linnsmilliu-
sea thesouraria de fazenda.
Dito Ao mesmo, remetiendo copia do aviso da
guerra de2 do correnlc, do qual consta haver-se con-
cedido "moVcs de licenca com sold simples para ir
a corle, aol." tenonle do i." halalbao deartilharia a
p Josde Ceripieira I.ima.Tamliam se remetleu
por copia thesouraria de fazenda.
DitoAo mesmo, recnnimendaiulo a ejLpeilii.'.T
(Ve suas orden., para^rWsi'Fs-^Ma^^^MMp.aal
inferior, cabo, ou mesmo soblaTO Unta de
eavaUaria. desla provincia, paral^r^Ppir algum
lempo de instructor das prados de avallara do eor-
po de polica da provincia do Para, devendu, o no-
meado estar prompto para seguir no 1." vapor que
pajear para o norle.
DitoAo Exm. director do banco desla provincia,
dizendo que,para poder salisfazcr o disposto no aviso
que remelle por copia, expedido pelo ministerio da
fazenda em 13 do correnlc, faz-se preciso queS.
Exc.envi os ultime* batanos daquelles estahcleci-
mentns, icompanhados dos respectivos relalo-
rio.
Dilo Ao desembargador chefe de polica, intei-
rando-ode haver expedido as convenientes ordensao
commandanle do corpode policia. para fazerj substi-
tuir as 7 pracas du 2." halalbao de infanlaria que se
arham nolennoile Sanio Anlio, poroolras lautas do
mesmo corpo, e ao marerbal cojimanilanl das ar-
mas pira mandar reunir as mencionadas 7 praras ao
destacamento do Rio Formse- Deram-se as onleus
de que se trata.
lo Aojniz dedireilo da'comarca do Boa-Vis-
ta, approvaiulo a dcli bcrarao que. Sinc. tomn de con-
star es jurados para o dia 6 de fevereiro prximo
fkituro, abrindo em seguida a coneicao.
Dilo Aocapilao do porto, declarando qne pode
mandar proceder pelo 2. lente da armada,Manuel
Antonio Vital de Oliveira, aos exames lopohjdro-
graphicns dos portos. barras e nos navegaveis desla
provincia, destinando para a ediidurc.no desse oflicial
emaemelhanle commisaof>bar(aca Prima vera com-
|>ctentemente guarnecida.
Dilo Ao commandanle da eslarao naval, dizen-
do que,rom os reqoerimentosdos grumetes'Joao An-
tonia Calisloe Justino Cascmiro Torres,enva a Smr.,
para lerem o conveniente destilo os termos da ins-
pecrjlo . DiloAo inspector da Ihesooraria provincial, ap-
provando a arremalagSo que fez Joaquim Silvano de
Araujo, da obra do lanquinbo na ridade de (ioian-
na, enm o abale de l'por cenlo no respeclivo orna-
mento, sendo fiador Joao Joaquim da Cunha Reg
Birros.
Dilo Ao mesmo, Iransmillindo por copias o orra-
menlu e clausulas qoenesla dato approvou, do .1."
lauco da ramificarse da estrada do sul, liflm de que
Smr. mande nyr em arremal irao aquella obra.
t.ommanicou-seao director das obras publicas.
Dito Ao mesmo, para mandar fazerelTeclivo,
como se llic ordenon em oflicin de 5 do correnlc, o
pagamento da ullima prestarao dos concerlos da par-
le da estrada do sul, enmprehandida entre as pon les
dos Afosados e MolocolomB, visto constar de infor-
mante do director das obras publicas, que aquella o-
bra foi concluida dentro do prazn marcado no res-
peclivo contrato.
Hilo Ao commandanle do corpo de polica, di-
zendo que. com copia do oflicin do inspector la Ihe-
souraria provincial, remello a Sinc. as relaroes nomi-
naos das praras daquellecorpo, que lem venrimenlo
defardaniento de abril a dexembru de ISTil, lim
de que mande separar o que perlence ao excrcicio
lindo do que loca ao rorrete, para que possa ter lu-
gar o pagamento desle ultimo.
Dilo Aodirecloi das obras publicas, dizendo
que pode mandar lavrar o termo de rccebmenlo de-
finitivo dos reparos da estrada da Victoria, desde o
largo da groja de N. S. da Paz, al o marco de 7,000
braras, corlo de quo nesta data,e\pecte ordem a the-
souraria provincial, para que vista do competente
certificado, pasue ao arrematante daquella obra, a
importancia da ullima preslac,Soaque elle lem direi-
lo. Olll'iou-se neste sentido ao inspector da men-
cionada Ihosourara.
Dilo Ao mesmo, approvando a despeza de 258
rs., em que puderao importar os concedes que Smc.
mandou fazer no cairamente da ponte da Boa-Vista.
Gommuncou-scwuHnspecter da thesouraria pro-
vincial. __^__
Dilo .\o rominandanle superior da guarda na-
cional do municipio do Recife, dizendo que, para se
tomar una deliberara acerca do officioque devolve
do lenle coronel commandanle do 3. batalho da
mesma gnarda nacional, he necessario que o mesmo
lente coronel fara ordenar aos ofliciaes omissos,
queenmpram o dever que ibes impde o arl. 03 1.
daleidelO de selembrodc 1850, enviando urna re-
lacito daquelles que o nao lizerem, para Ibes mandar
applicarasoutras disposirOesda mesma lei.
Porlaria Kesorfcndo, em vista do que spoz o
commandanle superior da guarda nacional do mu-
nicipio do Uecife, que a banda de msica do 2.;ha-
talbaoda mcsina guarda nacional, soja "composta do
n." de praoas designadas no plano ahaixo declarado,
no qtial \a mencionado o fardamcnlo de que devem
usar os msicos.
I'lano a que se refere o vfficio cima.
Instrumentos de que se deve compor msica.
Numero de probas.
I flaulim.
1 requinta.
2 prhneiros i lurinclas.
2 segundos ditos.
1 lerceiro dito.
2 baixos. -
2 trombones. ,
2 trompas,
f rlarm.
2 pistos.
I bombo.
I oaixa de rufo.
1 locador de pralos.
2 tringulos.
1 tocador de campaulias.
22 total.'
O fardamenloMa msica ser de panno azul, bo-
lees amarcllos, ziobos brancos na gola, bonete afu-
uilado, de panno azul com urna fila azul clara; lendo
na frente urna Ijra, c por baixo desla o n."do ba!a-
Ihao. r.ilra branca.intoirou-sc ao referido com-
mandanle superior.
Dita Nomcando a padre Mauoel Tlinmaz da Sil-
va, para o lugar de capellao do corpode policia sem
estipendionlgum. Fizeram-se as necessarias com-
miinicaijic-.
Diln O presidente da provincia conforman-
do-sccom a proposta que em 21 do correte llie foi
apresenlada peto coronel chefe do ! batalho de in-
fantera da guarda nacional do municipio do Recite,
resolvcnos termosdoarl. 48 da lei n.002 de 19 de
selembro de 1850, nomcar para ofliciaes do referido
halalbao, aos culada- ahaixo declarados :
Eslado-maior.
Tenciitc-quartel-mcslrc Antn Joaquim de Vas-
concellos.
Alteres secretorio Francisco Ignacio de Torres Ban-
deira. '
Dito porto liandeira Jo3o da Cunha Soarcs ("uinia-
riies.
1.a companhia.
Capitn Claudino Benicin Machad?.
Tencntc Antonio Rodrigues de Souza Jnior.
Alteres Jos Victorino de Paiva.
2." companhia. *
Capilao Antonio Valcnlim da Silva Barroca.
Tcnenlc Jos l.uiz Pereira Jnior.
Alteres Joao llcnriqnes da Silva.
3." companhia. 9
Capilao Joaquim Jos da Silveira.
Tencnle Antonio Machado domes da Silva.
Alteres Luiz Jos Rodrigues de Souza.
'!.'< companhia.
Capilao Antonio Jos Leal Itcis.
Alteres Pedro de Alcntara Uujmares Peixolo.
5.a Companhia.
Capilao An'onio'F'rancsco Pereira.
lenle Antonio de Paula Fernandes Eiras.
Alteres Mililao liorges Ucbda. *
- 'i.'1 companhia.
Capilao Joaquim Cantoso A vres.
Tenenle Jesuino Ferretea da Si
Alteres l.uiz Francisco Moreira d Mendoiira.
companhia.
Capilao Fraoeisco Jos Raposo.
Alteres Jos Brasilino da Silva.
8." companhia.
Capilao Miguel Jos de Almeida Pernambuco.
Tenenle Antonio Baplista Ribeiro de Parias.
Alteres Manuel (ioines de S.i.
Dito Joiio Athanasio Bolelho. \
Communicou-se ao supradito commandanle supe-
rior. ,
dem do dia M.
OtlicioAo Exm. marerbal commandanle das ar-
mas, para mandar avisat tres ofliciaes superiores pa-
ra servirem de vogaes na junto de jusllca mili lar. a
qual lem de reunir-so no palacio da presidencia no
dia 2fi do correnlc as 10 horas da manhaa.Fize-
ram-se a respeilo as necessarias communicac,es.
DitoAo inspector da thesouraria de fazenda, en-
viando, para os convenientes exames, copias das acias
do conseibo administrativo de 10 e 20 do corren le.
DiloAo mesmo, para que oslando nos termos le-
gaes os documentos que remelle, mande pagar a
lente Mathias Vicira do Aguiar, a quantia do
728180 rs., que elle dispendeu quando em serviro
no destacamento volante das comarcas de Pao d'Alho
e l.imoeiro, sob ncommasido do capilao Manuel da
Cunha Wandertev l.ins e ltimamente como com-
mandanle do destacamento da ullima das menciona-
das villas, com o fornccimenlo de luzes para o quartel
do mesmo destacamento, ecom alugueit de cava lies
para transportar a sua bagagem, armamentos e sul-
dados iloeiilcs. Inleirou-se ao marerbal comman-
danle das armas.
DiloAo mesmo, recommendando que mande in-
deqinisar a reparlirSo da guerra da quantia de
3J675 ti., em que importa a despeza feita, segundo
consta da cunta que remelle, com o tratamenlo do
grumete do patacho l'irapama, Jos Francisco Cor-
roa de Castro, que esleHpecolhdo na enfermara
do presidio de l-'ernanflH^Commuiiicou-se ao com-
mandanle do referido pMMdio.
DiloAo chefe de policia, inteirando-o de haver
(ransmiltido a Ihesouraria provincial para pagar, es-
tando nos termos lgaos, a conla que S. S. remclleu
das despezas feilas nos mezes de oulohro a dezemhro
do anuo prximo passado, com o sustento dos presos
pobres da cadeia do Bonito.
DitoAo inspector do arsenal de marinha, re-
commendando a expedirlo) desuas orden-, para que
o commandanle do patacho Pirapuma ponlia a dis-
posicao do juiz municipal da 1. vara desla cidade
os presy*Evarislo .Mendos da Cunha Azevedp, Do-
mingo Jos Vicira de Carvalho Joiio Malheus dos
Santo, Francisco Jos Vicente, Antonio Joaquim
tiuedes Alcanforado e tion'do '"mnoisco 'lavares,
que vieram de Fernando em o i. Jo palarho.Ofl-
ciuii-se ao nencionado juiz para ^a.er desembarcar
sdade publica. E para melhormente orientar a es-
os iiresos deque se traa
DiloAo mesmo, pira rnulratar rom o meslre de I indicada pnra este lim, milis a.mi
afcuma da* cinliarcare* que tivercm de seguir pa- f pcito," n~-&ar*J* ""***
sa mesma presidencia em sua sabia deliberarlo, urna
vez que disto esla villa qnasi duzentas leguas dessa
captol, entend ser conveniente descrever com a de-
vida, imparcialidade e com toda lidedadeas propor-
ces e conslruceao de om predio, existente nesta vil-
la, propriedade particular do terieule-coronel Paci-
fico Lopes de Siquera, cujo predio com algumas
moditicaees. se tornara suflicien temen le apio para
urna boa casa de prisao, al mesmo polo lado da sa-
luliridade, por ser bstente ventilado pela boa ppsi-
cao que oceupa, e como al Iwje nenhuma provi-
dencia (enlia dado essa presidencia para a conslruc-
rodc urna cadeia nosla villa, ou para a compra do
refeHdo predio, aconleccndo que cada dia se vito re-
conheceodo as grandes dasvanlagensso,iaes ocasio-
nadas pela falta eiposla de urna cadeia, cujos mates
ou desvanlagens nao lia uocessidade de demonslra-
ran, lano nuiis.quaiilo a essa presidencia subeijam-
llio luzes c conhecimenlos pratieo para delto pres-
cindir ; i vista, pois, do quo lica dil nao he possi
vel deixar de solicitar ainda este vez de V. Ex. algu-
nia medida prompla para que srj. slisfeita urna 18o
indeclinavel e urgenlissima neeessidade publica e so-
cial, aincif mais porque nao he possivelque v coa-
linuandn o inconstitucional procedimenlo de se con-
sdrvarem os, mizer'aveis presos alados com cerdas,
ou algemados, por nao ser possivel pode-los conser-
var presos de oulra forma sem correr o itlovilavcl
risco dse evadirem, como infelizmente a por vezes
ha succedido pela nenhuma seguranza da prisao ex-
istente. Se V. Ex se quizer mellior informar do
que seja a cadeia desla villa, sem duvida nessa ca-
pital existirao alguns offlciaes que tenham para aqu
destacado, e silo elles lestemunhas oculares do que
venlin de expender. Atiento pois ao que Boa dito,
confio na j'uslica c sabedoria de \ Ex. que dar as
convenientes providencias, aflm de que cesse urna
tilo palpitante e urgente neeessidade publica, f.izen-
do que se Cnnstrua urna cadeia nesta villa, ou ell'oc-
tuando a compra do predio cima indicado, com lan-
o que venha a existir urna cadeia que preencha
pelas suas necessarias condires o verdadeiro lim
que se preslam toes casas.
'cos guarde a V. Ex. Villa do Ouricury 7 de
maio do 1853. Illm. e Exm. Sr. Or. Francisco
Antonio liibeiro, dignissimo presidente da provin-
cia. Jotio Francisco da Silva Braga, juiz mu-
nicipal e de or libaos.
Conformo.O oflicial roaior, Joaquim Pires Ma-
chado Pnrlella,
N.o 200. Illm. e Exm. Sr. Em cumprimenlo
ao respeitavel despacho de V. Ex. no incluso otlicio
do juiz municipal do termo de Ouricury, em que re-
clama sobren neeessidade de urna cadeia [tara aquel-
la villa, dovo diZer a V. Ex. quo om data de 16 de
fevereiro d correnlc. aun cm otlicio 0.45, infor-
me! circumslanc.adamenle a esteF'xm. governo so-
brea neeessidade desla cadeia, c remoliendo a pla-
a da casa do coronel Pacifico Lepes de Siquera.
im. emilti a inhiba opinao a res-
rf"
uisar mu orramenln que importo em dous contos
I
ra o llio trainte do Norte, renndurrao ile 3 grades
de ferro destinadas para a cadeia da capital d'aquel-
la provincia, as quaes se acham a sua disposico na
fundicao de (',. Slarr &C.-r-Communicou-se ao di-
rector do arsenal de guerra.
DiloAo commandanle da oslar" naval, dizendo
ficar sciente de se haver rccolhido de sua rommissan
o hrigue Crarcnsc, e que quanlo ao imperial mari-
nheiro Manocl JosC, arha-se preso na cadeia desla
cidade para ser processado por crime de ferimenlos,
como ver Smc. da copia que remelle.
DiloAo director do arsenal de guerra, remet-
iendo por copia a informara que den o curador das
africanas acerca do seu otlicio n. 21, e recommen-
dando que sempre que se der fallecimenlo de algum
destes, fara Smc. a communicaro que solicito o re-
ferido curador.
DteAo director das obras publcas.para mandar
desembarcar de burdo do patacho l'irapama, a pe-
dra que o mesmo conduzip do presidio de Fernando.
DilorA cmara municipal desla cidade, aecusan-
do recehido o otlicio que acompanhou copia au-
Ihcnlica da arla da apuraran geral dos vulos para de-
potados desla provincia.
PortaraConcadendo a Joaquim Mondos da Cu-
nha Azevcdo a demisso que pedio do lugar de Al-
moxarife do presidio de Femando. Fizeram-se as
necessarias communicatoes.
DitaAo jjgonle da companhia las barcas de va-
poreara dar transporte para o Para no vapor que se
espera do sul, aos desertores do hatalho i I de in-'
tentara Germano da Cama, Kaphacl Jos da Silva c
Flix Maciel. e bem assim urna mulher que lu mana
de um dos referidos desertores.Participou-se ao
marechal commandanle das armas.
""fy.....
Illm. e Exm. Sr.Logo que a esto termo cheguei
e que cntrta no excrcicio do meu emprego, tive de
communicar a cssii presidencia varias necessidades
urgentes desle termo, as quaes deviam ser tomadas
na devida consideraran, e altendidas a bem da Iran-
quilldadc publica e particular: ilz ainda sentir
quaes os maiores inconvenientes e embarazos que en-
conlravam as autoridades -na repressao do crime, e
as principaes causas do seu incremento, apuntando
entre ellas como urna das primeiras a falta de urna
cadeia, quo devoria quanlo antes ser construida, ou
a compra de algum edificio, que com algumas modi-
ficarles ou reparos podesse bem satisfazer e com
promplido a urna lao saliente e importante neces-

/
FOLHETIM.
0 DUQUE BE HHEH.C)
(Prta amarle, dTondras.)
SEGUNDO VOLtME.
XVII .
(ConlinuarSo.)
O duque de Alhenas consenlio onifiui em abrir is
ras do palacio aoscommissaros do pnv, ,, are\t"_
rispo e aos embaxadores de Sirnnc rncarregadi ,i.,
rapitularo; elle prometlcu renunciar ao direin
soberana de Florcuca, e naovollar jamis aquella ri-
dade.
Com essascondres garjintiram-lhc a vida, o a do
resio de suas Irops al aos conlins dos estados da
epuulira.
No lerceiro dia ao romper d'alva' Gualtiero sabio
ile Fiorenra acompanbado de um pequeo numero
ile ildados de sua guarda, e dos cidad.los nufaveis
que haviam earanlido sua pessoa.
No dia segufnle ao da partida do duque, Calhar-
ni eutregnu a sua ama um billiele que um itesco-
nliordo llie dera.
Esse bilhele era de Bisdomini, c eslava concebido
neles termos:
Consegu sabir secretamente de Florenoa, e adi-
me na estrada de \ alumbrosa em casa de'um ami-
o. Vou por-medcbaixo da prnlecca do papa. Na
porta de San-Pedro achara avalles e um gua se-
guro, o qnal a cunduzir.i para junto de mim. Espe-
ro-a de nuilc.
II. C. a '
Flavia acnbava de receber esla missiva", quando
Mareo enlrou e snubc da resoluetoem que ella esla-
va itecumprir sou dever, indo para o lugar que llio
era design|do pelo maride.
Ouem |>odera coinprehender o excesso do desespe-
ro, e a mistura de dores amargas e de ternuras ine-
faveis, a que licaram entregues sen* cora;0e ?...
Marco procurou cumbater a resolucilo de Flavia4*or56u imant,'r71!"e-|.'i'e
A imagom da amante as mos de Himlomini trans-
|Mirlava-rf de furor. Demais elle roolicria o carcter
'I Vidc OiorroD. 31.
Dos guarde a V. Ex. Directora das obras pu-
blicas 16 dejunbAile 1853.Illm. eExm. Sr. eon-
sellieiro Mc.Jot fenlo da Cunha Ftguciredn, dig-
no presidente do proviuci. O director Jus- M-
mete .11 t Ferreira.
Conforme.(Aottcial maior, Joaqun: Pires Ma-
chado Porlella.
informarlo que te refere o iireclor das oirs
publicas.
Mandei examinar* a casa do coronel Pacifico, que
foi ofiererida a csse governo para compra-la, c jun
lo remello a plaa com todos os detalbes desle edi-
ficio, pela qtial se ve que, posto nao ler sido cons-
truida para esse lim e por isso nao ofterecer o aspec-
to que lhe lie proprio, todava como he bastante
grande, e seja bem construida pode ser aproveilada
(iara esse inister. Nao he ella conslroida com arga-
massa de cal, porm sim com barro, como sao ge-
ralmenle tedas as rdilicarcs desse lugar, visto a
grande difliculdade e enorme preeo desle material
miquillo lugar, porm informam-mc que o barro al-
l empregado as edificarles conten em si milita
cal, de maneira que lhe rfii bastante consistencia.
Mandei proceder um oroamento detalhado de quan-
lo poderia custar es importando em nove coutos de ris, e com quanlo o
proprielario diga, que Ihecoslou dozccontos iteris,
e livesse pedido essa quantia, todava elle decla-
ro* ao ajudanle de cngenhero, all existente, qne
ceder por nove contos de ris, e eu cnlendcndo-iiic
com o seu procurador nesta cidade, disse-me elle
que poderia contratar a venda al oilo contos c qni-
nlienlos mil ris, preeo esse que parece razoavel,
vista do orrainenlo e ilos grandes precos por que all
se vendem os maleriaes.
Dovo observar que, com quanlo sou de opinio,
que as cadeias devem ser cslabeloridas cm edificios
construidos expressamcnlc para esse lim, rom toda
a seguranoa e as acommodres que lhe sao pro-
prias, todava modifico essa opiniHo para um lugar
como esse, a lao grande distancia de.la capital (1K0
leguas), onde a execura de urna obra dessa nalu-
reza seria diflicil de ser bem inspeccionada, e cus-
laria muilo raro ; e como o edificio em questo lem
proporecs nao s para cadeia, como para casa da
cmara municipal e quartel do destacamento, por
isso parece-me que ser mais conveniente contratar-
se a sua compra. Esle edificio para poder prestar-
se a todas as acommudacoes citadas ainda precisa de
se execular algumas obras, das quaes mandei orga-
e cem mil ris. Ouantof porm, ao estado das obras
da matriz daquella villa, nada possopor ora infor-
mar a respeilo, por isso que anda nao recebi as in-
formacoes do came a que mandei proceder. He o,
quanlo posso Informar a respeilo com o que juico
ter cumplid a ordem de V. Ex.
Dos guarde a V. Ex. Directora "dasobras pu-
blicas 1C> de. fevereiro de 1853. Illm. e Exm. Sr.
Franchn Antonio Ribeiro, dicnissimo presidente
da provincia. O director Jos Mmale Aires Fer-
reira.
Corformc. O oflicial maior, Joaquim Pires Ma-
chado Porlella.
Illm. eExm. Sr. Sendo certo, como o informa
o director das obras publicas no otlicio que devolvn,
que atfasa que quer vender a suppltcanle D. Isabel
Adelaide Granja Siquera, sila na villa do Ouricu-
ry, he bem conslrnida e bstenle grande, eque po-
de servir nao so para cadeia, como para quartel e ca-
sa de cmara, fazendo-sc nella as pequeas obras
que conslam do orraincsto que tombem devolvo,
juico conveniente a sua compra, autorisada pelo
arl. 14 da lei do orcamento vigente, visto ser mui-
lo pequea e mal construida a casa que actualmen-
te naquolla villa serve d cadeia; economsar-se
com esla compra rs. 120^000, que se dispende com
o alegue! desla casa, e pareccr-me impossivel fazer-
se actualmente a despoza precisa para conslri\ir-sc
nessa villa urna cadeia. e vencer-se esla obra sem
milita demora e difliculdades, atienta a longitudo
do lugar e a falla de maleriaes e breteos propros.
Quanlo ao preeo, se nao influir a raridade desses
predios, julgo excessivo o de 8:5003 rs., tanto mais
quantoo director das obras publicas avalinu essa casa
em nove contris de ris, incluindo as obras que es-
lao por fazer-se. excepto a pintura. V. K\ mclhur
considerando os inleresses pblicos e as forjas dos
cofres pruvinciaes decidir como julgar conveniente.
Com o expendido creio ter cumprido o despacho de
V. Ex. laucado no requerimento que devolvo.
Dos guardo a V. Ex. Thesouraria provincial de
Pernambuco 19 de agoste de 1853. Illm. eExm.
Sr. I)r. Jas lenlo da Cunha Figuiredo, presi-
dente da provincia. O inspeclor^/oc Pedro da
Silca.
Conforme.O ollcial maior, Joaquim Pires Ma-
chado Porlella. -
Ofierecendo a casa que pretende vender a policio-
noria as necessarias aeommodari'ies e solidez que re-
clama mster a que lem de servir, e sendo exacto
oque se allega us e**mel c orramonlos dos enge-
nheiros da reparloao de obras publicas, acho con-
veniente a compra da mencionada casa.autorisada
pelo arligo i i da lei provincial n. 32(1 pelas razes,
quesuhscrevn la contadoria. Recife 18 de, agosto do
de IS53.<;. Alcanforado.
Conforme.O ollicial maior, Joaquim Pires Ma
chado Porlella.
3.a seccao.-Tendo em vista oque Vine, informo.*cm
otlicio de 11) de agosto ultimo-""', u. 371, acerca do
re-rneriiBaulii d >. luoliel Adelaide rj-'' i-
queira, viuvado coronel Pacifico Lopes do Siqucira,
o aulorisa a ellecluar por 8:500$rs. a compra de urna'
casa que a supplcanle possue na villa do Ouricury,
afim de servir alii. do cadeia, lican I Vm. corlo de
que nesta dato otlicio ao ilireclor das obras publicas
para .mandar fazer os reparos de quis necessila a
mencionada casa, os quaes foram por elle oreados
em2:!009rs.
Dos guarde Vmc. Palacio do governo de Per-
uambuco '.Ido dezembro de 1853. Jos fenlo da
Cunha e Figuiredo. Sr. inspector da thesoura-
ria provincial.Conforme.O oflicial maior,
Joaquim Pires Machado Porlella.
Tendo ueste itela autorisado ao inspector da the-
souraria provincial, a ellecluar a compra da casa
que possue D. Isabel Adelaide Granja de Siquera,
na villa do Ouricury, para servir all de cadeia ; as-
sim o communico Vmc. para seu conhccimeulo, e
nfimde qufj.de conformiJade com o orramento de
quo trata o final de sua infurmaro de 10 de feverei-
ro desle anuo sob n. 45, mande fazer os reparos de
que precisa a mencionada casa. |
Dos guarde Vmc. Palacio do governo de Per-
nambuco 0 de di'/.embro de IS7.1. Jos fenlo da
Cunha e Figuiredo. Sr. director das obras publi-
cas.Conforme. O oflicial maior, .
Joaquim Pires Machado Porlella.
do negociante, e temia pela seguranca de Flavia ;
mas esta na oppoz s suas objetos senao nm mor-
n sileucio.
Ella ouvia o amante com os olhos filos no chao:
dir-se-hia a imaaem da resignarn.
Flavia, insista elle rom a \oz alterada, medis-
te a grandeza do sacrificio?... Poderemos sobreviver
a e li?... yueres minha morle'!... Nao sabes quanlo eu
seria desgrasado separado de li'!...,N.lo, minha Fla-
via, anjode minha guarda, lica junto de leu amigo,
te leu amanto l... lira Seras minha irmaa, hei de
amar-le e. proteger-te como un irmao!... e dire-
mos o perdo do reo pelos sacrificios, que salire-
mos impor-iios!
Marro eslava paludo, seu olhr npaixonado, clicio
de angustia e de dur, pcuelrava at ao fundo do oo-
rac.llo de Flavia.... Isso era muilo para ella !.... En-
tregue a urna agilac.l delirante, a moca despren-
der dos bracos de Marco, c exclama ratonil de
joelbos:
. Senhor! Icnile piedade desla pobre creatura
Satvai-mo ,|0 n,im ,o-ina conccdei-me a forra de
seguir o cuiiinho do doverl... Meu Dos!, dai-me
torcas par,-, rcsi|rJ.|lo!
D'las estas palavras colirio o roste e cabio ani-
quilada.
Marro leon silencioso; elle conlemplavaFlavia com
urna dur profunda ; projeclos insensatos e desespera-
dos volviam-sc Ibe no cerebro; mas a razao renohrou
erofim sou imperio. Commovido pelo terror de Fla-
via, elle procurou acalma-la.- e appellando para a
honra o energa de sua vonlade, disse A mora :
\ai, lluvia, na te delcrei mais !... Algum dia
IHw_o deslinn nos reunir.... Mas. juro pelo co
qiicnulra'inullirr jamis le substituir em meu co-
rarjlo!... jtdeos! vou acabar a vida nos cmbalos, es-
la vida s amor, sem felicidade, sem lim !.....
ades!.....t
Pronunciando oslas ultimas palavras, Marco procu-
rou dominar sua emiico; mas suas feces exprimiam
um vilenlo desespero...
No momento em que elle se dispunba a sabir, o
piinbal que Iraza suspenso ao j>escoi;o, cajiio, a filha
de (iuglielmi apaiMmiyjgj^tomo ella o tinha na
Guanja-o, Flavia, no meio dos pergos a que
vas ser exposla elle le servir lalvez de salvaguarda"
Nessa mesma noile Flavia reunio-se a Bisdomini.
e nmlios tninarom a estrada de Avinhio.
XVIII
Avinhao era o centro de tedas as desorden... Hm
contemporneo a chama o inferno dos titos, a gran-
de tergonha. r* .
Os casamentes l|Nimos eram ah raros, e os habi-
tantes em vez de elegancia linhaui a violencia e o fu-
ror na dovas.ido.
_ Durante o carnaval a desordem e o escndalo nao
tinbam limites. Avenlnreiros de lodos os paizes, e
mullici es de todas as rafas, entregavam-sc ao diver-
limeuto, e oslenlavam um luxo excessivo.
A cidade era |iouco e.xleusa, as rasas pequemts e
por prcoos exorbitantes. Dah resollava. que os bur-
guo/os modestos, os hnmeiis honrados b de pouros
bons iaui habitar em Carpenlras, Vaucluse e nutras
Cidade* de Languedoc c da Prnvenca. S ficavam
cm Ayinhaa os ricos, os fabricantes, os mercadnres.
os artistas de luxo, as mulheros publicas, os msicos,
os dansarinos, os cardeaes e os voluptuosos.
lima lu populara semeava s maoscheias os due-
los, os amores dcscufreados eos crimes.
Quando Flavia e Itisdomini chegarain a Avinhao,
a cidade eslava apinliuada He eslrangeiros, de sorle
que cuslou-lhcs achar onde se alojassem em um dos
bairros. Sua casa, postoque pequea, nao lardou a
ser frequeniada por urna mullido de pessoas no-
laveis.
A riqueza de Cerretieri, e a belleza do Flavia al-
Iraluram logo a flor dessa mocidadedourada compos-
la de principes, cardeaes e cavalleiros de industria.
O primciro cuidado de Cerretieri ao chegar coi-
to do papa foi procurar oblcr urna recommcndaon
de sua santidade para com o governo da repblica", n
qual podesse garantir sua seguranca pessoal em Fio-
renga.
Esperando dirigir bem essa negociarn, elle foi ter
com o caracal Berlrand de Poiel, sobrinho do papa,
homem de intrigas e de prazeres, cujanflucucia so-
bre Joao \\II era poderosissima.
Pormo odio dos Florentinos era muilo mais vi-
vo, e o perigo ilumnenlo para o valido do duque de
Alhenas, se elle ousasse tornar a apparecer entilo em
1 lorenca.
O cardeal de Poiel prometteii-lbc sua prolccfiio
para com o pai aconselhndo-lhe que esperasse, e
llisdomini resignou-se a prolongar sua residencia em
Provenga; porque a vida de Avinhao ooiiviiha-lhe
maraviihnsameiite.
Elle entregou-se de novo aos habites desregrados
desua vida passada em urna riilnde, onde os praze-
exterior:
res e a corrupgo percorriam as mas, e insensivel-
m.-nle foi-se tornndomenos assiduojunto de Flavia.
Suas manciras para rom ella impregnadas ao mes-
mo lempo de indifl'erenoa errilarao teslemuiihavam
paixo e desdem.
A frieza da filha de.Gualielnri o importunava e of-
feudia, e como sua paixflo nao era mais excitada pela
presenta de Marco, Flavia insprava-Ihe menos
amor.
A soeicdade que elle' allralura para sua cosa era
muilo disspada para os goslos de Flavia.
O JogO infernal que era abi permittido, siiscilava
dosavenras. quo degeneravam iiiuilas vezos em due-
los e om orgias.
A mora fugia dessas scenas de desonleui, e ia oc-
cullarscus solTrimenlns na solidao.
Ah. nessa ridade esplendida c viciosa, achavam-
se reunidos onlao Joao de Bohemia, esse principo
amavel, qne por pouco nio assenboreou-sc da lia-
la, nao pela sua terca, mas pela sedcelo de seu
boni genio; n cardeal de Noi, legado de Bolonba,
cuja ainbica chegou a querer repartir a Italia rom
Joiio de Bohemia ; Carlos, marsrave deMoravia, no-
meado depos imperador da Allomanha peto papa,
cmquauto Luiz de Baviera oceupava anda o Ihiono,
necao imprudente e temeraria, que poz cm perigo o
equilibrio da Italia,
Via-se lainbcm abi o marerbal de Mirepoix, eo
altivo conde de Armacuar, o qual sendo prisioneiro
d,\liga lombarda, e.iilgand-s-c de um sanaun mui-
lo nobre para ser Irocado pelo irmao do marque/, do
Este, preferio ficar prisioneiro, e veto a pajear polo
desgoslo de ser sollo sem troca nem rcsgale.
Abi achava-se lamhem Estovan Cotouna, o bravo
dos bravos, dragad lia pouco a Avinbao para pedir
ao pupa ineios de repressao contra a deWdcm que
reinava em Boma ; depois os cardeaes seus nsitos,
e einl'un a gloria da Italia, a estrella da poesa sen-
timental c platnica, o homem mais celebre, o espi-
rito mais vasto c mi-.is esclarecido da poca, Petrar-
ca eslava abi, c lodos tomavam mais ou menos parle
nessa vida galante e;dissipada, que se absorvia por
assim dizer com o ar quenle de,Avinhao.
Petrarca nao pode.ver Flavia sem admira-la. Al-
ira hid pidos sens eneanlos. elle na lardn em ex-
perimentar por ella umaamizade sympalhica.
M'iilas vezes cm sua conversarlo a moca recohra-
va a doce serenidade, que julgava ter perdido jura
sempre, e sua alma desanimada bem dizia o pola
que a consolara em sua afner,ao.
Protesto dirigido pelo arcebispo* de
Friburgo ao ministerio do grao'
ducado de Badn.
O ahaixo assignado loma a liberdade de suhmcller
ao ministerio grao-ducal a seguinlo resposta s orde-
nancas de 7 desle mez, rogando-lhe que se digne lo-
ma-la em consideradlo. ^ ,
Est siillicieiilemenle provado que a igreja ca-
Iholica lem no ducado de Bailen urna existencia le-,|
gilima, clambem que ella deve gozar abi da liber-
dade de cunsciencia ee culto. Estesdireilos lhe sao
garantidos pola^onstiluicau.
Esses direilos nceram para a groja a liberda-
de de seu ensillo, de seu culto e de seu -governo ;
ora, segundo o dogma calliolico, o governo da igreja
perlence ao papa e aosbispos. He prtenlo um di-
reiloe ao mesmo lempo um dd|sr sasredo para os
luspos o obrarem de-conformidade cornos principios
formulados as duas memorias do episcopado da pro-
vincia erolesiaslica do Allo-Rbeno.
O. bispos nao exigem seno o lvre e pleno uso
de seu direito ; elles nio exigem seno a liberdade
de fazer o que sao obligados em cunsciencia a fa-
zer, segundo o dogma calhnlico e direito cannico,
que se apoia sobre esse dogma ; ora essa liberdade
Ibes he garantida conslilucionalmenlc com a liberda-
de de oonsciencia o de culto.
ii As leis do paij. quando imped
po exorna livre c inlcramentc os dev
cionados.e lhe recusam osdreitos qn
nerossaramenle decorrem, sao usurp]
direilos Garantidos a igreja catholic!
usurparnos semellianlos que anteriormente, liveram
logar, explica-se pola circUmtaqria de serem as re-
la'ces da igreja e do oslado ha moilo lempo julgadas
c reguladas debaiio do ponto de vista protestante.
a Na ordenanza de 7 deste mez dirigida pelo mi-
nistro do interior a Iodos os magistrados do grao-du-
cado, observa-se esla exprossao : Direilos soberanos
do estado sobre a igreja cathuca ; ora segnndo o
direito garantid igreja, o estado nao tcm direito
sobrf a igreja, e sim direilos determinados por suas
relaroes com a igreja. He portante de nosso dever
prolcs'.ar enrgicamente conlra csses pretendidos di-
reilos soberanos do estado sobre ella.
Segue-se do que acabamos de dizer que quando
se fazem leis inconciliaveis com a liberdade djjMts-
cienca, eao mesmo lempo incnmpalixeis conrWdi-
retos qne o hispo deriva de Jess Chrislo.-com os de-
veres que Jess Chrsto lhe impe, e com os direilos
e ileveres fixados pelo dogma c pelo direito canni-
co, o hispo deve fazer Irldu o que estiver ao seu al-
cance para obter o revogacSo das mesmas ; e se nao
poder oble-la por suas supplicas, compra para elle o
dever da resistencia, e enfilo evidentemente a respon-
sabilidade de lal conflicto nao recabe sobre o hispo,
mas sobre o poder que usurpa a adminislrarao da
igreja calholica. Por teis injustas pode-se fazer do
homem mais fiel um violador das leis, e consegue-se
faze-lo lal com lano maior certeza quanlo elle he
mais consciencioso.
Se o conflicto que se elevnn en.lrc o governo
grao-ducal c o mui humilde ahaixo.assignado deve
ler um termo, cumpro cessar de julgar a cousa de-
haixo do ponto de visto protestante e abolir toda a
eslipulacao provenienle desse poni de visto einlro-
duzida nas fe do paiz. O abaxo assignado exige
pois com instancia a revogarao de todas as ordf nan-
rasque sSoopposlas ao direito. Essa annullaro nao
seria senao um acto de Justina a honrara todo o le-
gislador capaz do o pralirar.
Pete que diz respeilo especialmente s ordenan-
ras de7 desle mez. o ahaixo assignado loma a liber-
dade de suhmetler as oh'servaees/que seguem.
Essas ordenanzas dispoem que nonbum rescrip-
to do er>para o futuro ser publicado so niio for revestido
- da atetoualo'a approvadoffl do cuuimissario gover-
namsMal ; o ahaixo assignailo rog i ao niinislcrio que
se i'.igmpft pergunlar a si ine'-ui se he possivel que
um hispo, convi-ucido de quo deriva sens poderes de
JoiUirJsLu_sflsnl>niplli a.tal dUousii(
a inspecro de un empregado secular o gnvernr." IA
igreja. lio para o ahaixo assignado um dever de
conscicncia protestar contra essa ordenanza que vio-
la a liberdade de conscicncia e de opilo, e ateca al a
existencia da igreja calholica ; e!l~prolesto lamhem
contra lodaf as penas comminadas conlra as infrac-
r0es dessas ordenancas. \
ii A igreja calholica c as autoridades ecrlcsiaslicas
eslabelecidas por ella sao reconhecidas' pelo estado
hdense, cujas leis garantem a essas autoridades o
livre excrcicio de suas funcres ; entretanto a orde-
nanra de 7 de uovembro collora-os dehaixo da ins-
perran da policia ; ella contradi/ por consegninte rs
leis do estado, e he por isso quo o ahaixo assigna-
do niio podo considera-las como existentes dedirei-
lo. Elle nao dissimulara lamhem que essa medida
parecer aos olhos do mundo inteiro como um aclo
de violencia. Emlim, o escopo que se leve cm viste
nao ser oblido ; Indo o que se poder obter, obran-
do assim, he a cessaro parcial c momcnlanea da ad-
minislraco ordinaria c correnlc da igreja calholica
no ducado de Badcn.
o O abaixo assignado lem demonstrado muitas ve-
zes que, todos os sus aclos funda'm-sc sobro direito.
reconhecidos, derivados do dever que lhe he imposto
por Dcos, que esses direilos sao de nalureza pura-
mente ecclesiaslica ; que portento n.lo locam em na-
da nos direilos seculares qne perlenccm ao estado, e
n.lo podem por consegunle infringir as leis do es-
todo.
Ao mesmo lempo o abaixo assignado exprime
seus sontimentos de dor, por se ter chegado al a in-
vocar conlra elle, conlra seu cabillo e contra os mi-
nistros da igreja em geral, nina lei de policia feila
conlra os perturbadores da seguranca e da ordem;
urna lal applicacao u3o sendo conforme s leis do
paiz, nao he fundada sobre nephum motivo de di-
reito. .
Niio somos do numero dos homens que com ra-
zflo podem ser considerados como pergoso para o
paiz ; somos fiis ao principe lei ; temos silbido
conservar essa fidelidadu em todas ascrcumslancas
do passado ; saberemos conserva-la ainda inviolavcl-
menle, e nconleca o que acontecer.
Seja permittido ao abaivo assignado demorar-se
sobre urna phrasecouda na ordenanra, o que deve
igualmente sna origemao ponto de visto protestante
em que o governo grao-ducal se tem collocado. Pro-
molle-se aos padres caTiolrcos que liverem que sof-
fror una perseguico da parle de seu hispo, por le-
rem obedecido as leis do paiz, que sor.lo protegidos
Ouvindo a narraran dos prazeres puros e celestes
de iim amor que vive de si mesmo, e cujos gozos
ineffaveis podem passar sem a esperanza, a magna-
r.lo exaltada de Flavia julgava entrever urna uova
via de felicidade. e os combates, os.desaostos e as
tempestades interiores que agitavam-na ncessanle-
mcnle applacavam-se um momento.
Seu curasao, candido em suas aspiraooes fervoro-
sas, pensava ler adiado emlim um meio de amar
Marco sem desejns nem rinorsos.
Oulras vezes elevando mais o pensamenlo, o poeta
coiiipraziarSo em depdr nessa alma joven, ignorante e
ingenua a souienle da scienria, c Flavia alenla e
cheia de f ouvia-o ou tilerrompia- rom perguulas
intelligentes, cuja jiHeza nascia da virgiudade do
um espirito inculto c puro.
Essas conferencias liiiham grande encanto para o
pola, o qual, como lodo o honicin. goslava de pro-
var.comsigo mesmo sua superioridade em face de
um ente l'raco e gracioso. '
Assim elle liuha prazer em cultivar e reanimar es-
sa flor delicada, que a ilnr, como o furarau da lem-
pestade, linha esliolado anua de ler exhalado seu do-
ce perfume.
Petrarca amava a sociedade das mnlheres com ar-
dor. Era por amor dellas que preferir a liqgua ita-
liana latina, da qual usavam os polas dessa poca
para escrever seus versos; porque, dizia ello, eu es-
lava sempre enamorado, e quera ser comprehendi-
do por ellas...
Pordoc-nos o grande pola; porm Laura leve
mais de dm motivo para desconfiar do urna itelida-
de lo celebre.* Novella. a maior belleza da poca,
filha de Joao Andrea, canonista, quando suba ca-
deira do pai para professar, tombem vio mais de urna
vez o ulbar ardente d joven pola apparecer no cau-
to da cortina, que ella collocava eulre s e os eslu-
danles para poupar seus coraees.
Muitas oiilris parlieipavam dos pensameulos em-
briagadores quo elle derramava em ses lindos ver-
sos, e em torno do sexo que elle mesmo dizia que
amava com paixo e remorsos.
Elle amava lamhem os prazeres, o luxo e a ocio-
sidade,*e quando enlrava em casa de Flavia com sua
galantaria exquisita, suas maneiras e seu Iraiie es-
colhidos, cohorte de urna lunica branca com os ca-
bellos perfumados, quando arraslado pela sua ima-
giuacn ardente, e conlupdndo os dogmas da f ca-
lholica rom as ci-enras platnicas, explicava a moca
o syslema de Plalao sobre a origein das almas, esla
em tedas as suas funcr.es, e qne se impedir aese-
cucao de quaesqner penas que lhes forero impostas.
Ora nenhum poder exterior lem o poder de conser-
var suas InnrrOes a um padre calhnlico quando o his-
po lh'as relira. Nenhum poder "exterior pode pre-
rva-lo das penas espiriluaes em que lem incorrdo
com as quaes o tere a autoridade competente.
Demais quem nao v qnanto he perujoso em seu
principio essa tentativa do poder leigo.de desligar da
obediencia para com sen hispo os padres calbolicos ?
Com elTeito ella he impotente, visto qne todo padre
verdadeiramenle calholico, permanecendo fiel ao po-
der lempnrol " cousai lempnr:"", l^*^~ seur
bispo nas coasas espiriluana^^^yVcrescenlemOs que a
resistencia mais invencivcl s pretendidas lei-do paiz
he imperiosamente exigida peto siluare do povo ca-
lholico no ducado de Badn. Muilo lempo o abaixo
assignado tem vivido debaixo desse jugo, e tem feilo
urna experiencia mais que sutllcienle do alcance des-
granado dessa lcgislaco sobre o clero e sobre o povo,
debaixo do |Kmlo de visto religioso e moral. Pedin-
do pors rom instancia que o governo temporal so
digne de annullar essas leis,, e resliluir a liberdade
religao calholica, rile nao usurpaos direilos do es-
lado ; nao faz mais que reclamar as condicoes ina-
lienaveis do culto e da f chrisiaa, exigindo-que se-
jam respeiladas e que a vida moral seja assegurada
enlre nosso povo, primeramente enlre o clero, de-
pois entre os leigos.
a Nada pode ser mais agradavel ao abaixo assigna-
lo do que ver esse doloroso conflicto terminado, e
elleiteixatia deser bispo calholico se nao procorasse
a yerdadeirapaz.que protege a liberdade e a indepen-
dencia da igreja ; mas nao se pode esperar obter es-
sa paz por concessoes parciaes feilas ao episcopado ;
nao se pode oble-la seno pelo abandono do princi-
pio da soberana do estado sobre a igreja calholica, e
pelo recouhecimenlo da existencia legal dessa igreja,
segando a constituidlo que lhe he propria, e que lhe
he garantida pelos tratados c pela consliluirao.
O mu humilde abaiXo assignado protesto nova-
monte que perseverar inabalavel, fiel a sua declara-
ra de lli de julho, de querer obedecer a Dos antes
que aos homens.
K Fribnrgo 1 i de novembro de 1853..
f Uermann.
Arcebispo de Friburgo.
Journal des Dbales.)
A emifacao' da Europa para a America.
Cada navio que parte para a America levaum nu-
mero consideravel de emigrados europeus ; miniis*
vezesmesmo nas columnas desla folha lemos regis-
trado o numero desses emigrados, agora vamos dar
as informarnos que obtvomos sobro a maneira de
viverede viajar na Amecioa. principalmente pnra
aquellos que abi ebegam sem seren esperados por
suas familias ou pr seus amigos.
Em o anuo de 1851 rliegaram a New-Vork
89,601 emigrados, dos quaes os tres quarlos eram
Irlandozcs, o a maior parte dos utios ianj da'Xlte-
Uu
'M^'""" IJWP WrUlllliM'l"
prolisso ou de religao, achavam sorrorro graloito
na soriedado que se encarregou dessa nobre mis-
sao.
Quanlo aquelles que rhegam America levando
recursos que lhes permllem tomar um partido, cis-
aqui aj inl'ormaroes que lhes podem ser uleis.
Molis de lodos os precos e para todas as rlasses
aliiiu jain em Nevv-Yorl ; algnns sao magnficos es-
labelecimentos fundados segundo o sysletna ameri-
cano ; n.etles paga-se por morada e sustente imiuco
mais ou menos dous dollars por dia. lia oulroscu-
jo preeo varia de i dollar e 33 cntimos a 1 dollar e.
75 cntimos. Ha alm dissu um grande numero do
pensos huardiugs-houses; nas quaes paga se de 5 a
12 dollars por semana.
Alean disso ha botis, tabernas e pensoes dirigidas
por Francezes,' Italiano., Hespanhues, Inglezes, Es-
eoeezes, lrlandezes e Allemaes, nal quaes os eslran-
geiros de todas as nacoes podem morar ; ah falla-so
i sua lingua ; alo elles encuntram quasi samprecom-
natrolas, o que Ibes permute viver segundo os
usos e habites de seus paizes. Nesses eslabeleciiuen-
tos o preeo por casa c sustento he de 30 cntimos a 3
dollars por dia.
Acham-se ah tombem cartas e guias que do aos
ajantes (odas as informaooos que podem de-
sejar.
. As notos seguintes do a conhecer as principaes es-
tradas e s despezas que se fazem durante a via-
gera:
De Seto-York a Scw'-tngland. Pdc-se parlir
lodos os dias ile New-York, em urna linha especial de -
barcos de vapor e chegar a Stoningtnn nieia noile.e
dah por caminho de ferro chegar a Providencia, em
Rhode-Island petes qualro horas e a Boston s sois
da manhaa. A distancia he de 210 militas e o prero
de i dollars. -
Pdc-se fazer a mesma viagem por caminho da
ferro, pela estrada de New-Haven e de Hartford' em
Comieclicul e pela de Springlield e Worcesler em
Massachussells, duas vezes por da era ilcz horas
pouco mais ou menos,peto preeo de 5 dollars.
De Boston pdc-se penetrar por caminho de ferro
em todos os estados do norte ou do Este com urna vc-
locidade media de 20 a 30 milhas por hora e a prero
ite 2 a :l cntimo, por milha.
De Xea-Yurk ao Canad. Pde-se ir a Alhanv
em barco de vapor (145 milhas) pelo preeo de 50 ce-
imos a 1 dollar, ou por caminho de ferro pelo preeo
encantada por. essas iicroes fecundas e poticas,
embriagada pelas inspirae-ac. da eloquencia do pola
julgava-se transportada a urna estrellado firmamen-
to, onde reunida a Marco em urna fusao divina, go-
zava antecipadamente delirias iiiexprimivcis.
Xl\
Ys esla uoilc casa do dclegadojjmergunlou o
conde de Armagnac ao joven Romano xgapilo, c
efeonlron uina manhaa na ra.
liei de fugr disse, responden Agapilo; porque
esse mizoravel ngorianlo florentino alii estar, e 11.1o
poiteroi'ai liar me m toce delle sem mala-lo.
(Mil oh! rapaz*, Inrnoii o conde, leus apenas
vinle anuos, ej fallas como um veterano!... E que
le fez esse Ftereulnn ?
l'oinou minha amante, a Binadla, essa moca
som minios. Julgue o senhor mesmo: estovamos jo-
gando, e eu j linha perdido ludo, quando elle dis-
se-me: Tornemos a comecar Tenho as algibeiras
vastos, n-pondi-lbe. noresla-me mais urna pisto-
la... mais nada... seno Rinalda, acroscenlei rindo.
Pois bem, loman o traidor, joguemos Rinalda -r-
Jngueinos Rinalda disse eu no mesmo tem julgando
que era gracejo.
Eu eslava esquenlado polo vinho. Tornamos a jo-
gar, e perd... S enlao foi que cahi em mim... Rc-
rlamei, grite, enfiireoi-me: mas elle disse-me com
um sorriso irnico: Eia! alleuda-me, conformmo-
nos com a iteriso de Rinalda.
Ella estova ah, e linha-se submelldA sorle
adiando o gracejo bom. Inlerpellada por mim, que
dosavorconbada! respointeu-me rom ar iiisullanle :
Rapaz, o que est Icilo est teto. Tu me jo-
gaste e me perdeste, eu perlenco a quem ganhou.
E lomando o brajo do opulento usurario sabio e
desappareceu.
I'-la-hia esmagado, se nao fosse urna ronlher :
porm a xuz da honra falln, ouvia, c voltei para
casa com a raiva no coracao, e bem delerromado a
viug ir-mo do mizeravel. .
Tt-lohia j exterminado, se meu lio, carueai,
saliendo da aventura nao houvesse exigiuo miniia.
palavra de nao dar andamento a esse negocio.
Essa he boa, exclamou o conde com ar levia-
no, se queros confiar-me la vinsanca, rapaz, pro-
mello-le que has de ficar cnnlenle. Manguee rnotilo .
hei de espatiter romo um co a esse vil pleiteo 1 H-
xa-me obrar. j
Agapilo por toda a resposta apertou a mac do on-
de, c os dous amigos separaram-se.
de 3 dollars, e de la para o norte directamente a
Logo que. o cardeal legado vio chegar d'Armagnac
sua casa exclamou :
Conde, os soldados o esperam .'
Aqni estou, senhor, responden elle assentau-
do-so mesa.
Tocava precisamente a Bisdomini jogar. sjm aca-
so singular quiz que Cerretieri ganhasse muitas ve-
zes successivameole. Animado pelo vinho e pela
promessa feila a Agapito, d'Armagnac encolersou-
se logo, e exclamou :
Irra vil traidor florentino, queres ganbar-me
assinr. toda a noile ?
Senhor ronde, respondeu-lho o ngorianlo, ent
altenrao aos prncipes aqni presentes, falle de una
maneira mais honesta.
Tenis por acaso inleuco de dar-me urna [irn".'
Bisdomini nao responden ; mas sorrio e conlinuou
a jogar.
D'Armagnac terna a perder.
Viva Dos! se continuar assim, hei de ensi-
nar-le a jogar mais lealmenle. republicano pleben.
Pois bein I faca, disse|o Florentino.
O conde nao espern que se lhe repelisse o desa-
fio, e puxando pela bengala dispoz-.se a dar-lite.
_ Sao sou homem que me deixe baler, senhor
conde, exclamou Cerretieri om colera, e o senhor
nao me hatera I ,,..,,
Dizendo eslas palavras elle linha levado a mo ao
cabo do punhal.
_ Nunca nineuem desmenlio-me, vilo! He pre-
ciso que le mate!
E desembainbando a espada, d'Armagnac ia alra-
vessar com ella o corpo de Bisdomini, quando o car-
deal de Poiel, metlendo-se entre os dous adversarios,
poz fim ao combate.
No da seguinle Agapilo foi casa do conde, e-es-
te apenas avislou-o, disse-lhe :
Meu amigo, nao foi por minha culpa que naq
consegu servir-te. Mas o legado parece ler lomado o
pali te debaixo de-na protereao, o impedio-me de ma-
ta-tono mesmo lugar... que traidor! Nao leve elle a
audacia doenviar-mo esla inauhaaiGrafigny, o secre-
tario do cardeal de Pniet, para propor-re dar-ihe
urna satisfacaos Por esse proco piomelle-gjgm paz
para o futuro. Mandei s favas o omba lar e a
potencia, de que elle aceitou os podjMH direndo-
Ihe que nao trato com viles, e que se U Bra en-
ronlra-lo cm um momento de mo humor, hei de
manda-lo esperar por minhas excusas nu oulru
mundo. JIM DO SEGL'MK) VOLUME.

-^


I ' -,""

DIARIO OE PERNAWBUCO SEXTA FEIRA 27 DE JANEIRO DE 1854.
I I
Qnbec, a por urna estrada o oeste al Monlreal;
mis faz-seesla viagem mais ordinariamente por ca-
mioho de ferro e em barco de vapor, lint cami-
"ho de ferro de Potllaud (Maine) a Qubec ser
hrcvemeiile aberlo ao publico. Esle caminho com-
pletar a communicarao enlre New-Vnrk e o Canad
por via de Boston.
De Xeic-Yorl, ao Noroeste. l)e ew-York, o
viajante que se propfte percorrer s regies dos gran-
de* lagos. fue se dirige para o Canad, para n Ohio
lo norle, para o Michigan, para o Wiscnsin, para a
Indiana, para o Illinoes ou para o lowa, 011 oulro
lucir intermedio, pode escolher enlre muilas eslra-
das: por tarcode Vapor u por caminho de ferro a
Albany, e de l por caminho de ferro a Bulfalo. El-
le pile mesmo ir directamente pelo caminho de ferro
a cala cidade. A distancia he de 400 a 500 millias ;
gesla-se de 18 a 24 horas para vencc-la e o prero he
Je 6 a 10 dolan.
'.llegando a Bllalo, o viajante acha barcos de va-
por para transportadlo a diversos pontos sobre gran-
des lagos.'
De Xtw York a Philadelphia. A distancia entre
"as duas grandes ciliados lio pouco mais oh menos
inek> de communicaeqo e nina estrada que se percor-
re ero parle por barcos de vapor; gasta-se quasi seis
hora ; o pre'co he de 3 dolan.
De Baltimtire para o Sul. De Ballimore a Was-
hington, a dislancia lie le 10 millias, as quaes per-
correm-se em caminhos de ferro em duas horas e por
um dollar e 80 cntimos. De Washington o viajan-
la pode ir para o sul em parlo em barco de vapor,
era parle por caminho de ferro. O prero medio lie
de 4 a 5 cntimos por millia e a vclocidademedia de
12 militapor hora.
Emlim de Ballimore a l'liilailelphia para o Oeste.
O viajante- pode ir, qur de Ballimore, qur de Phi-
ladelpbia para o Oesle'an Ohio em parle por caminho
__jleferre, em parte em diligencias. itage-coacM ; he
"na distancia de 3WTa 600 millias at uncinuaii.a
anal percorro-sc cm trinta horas pouco mais ou me-
nos por 10 a 12 dolan.
Chegado aCincinnali, o viajante pode alravcssar o
ntmenso valle do Mississipi em barco de vapor em
todas as direccoes'com urna veilocidede de 10 milbas
por hora e a prero de 2 cntimos par tnillia.
O presos cima designados 3o para s lagares de
primeira classr, os emigrantes nao pagam ordinaria-
mente seno metade do prero.
O Sr. conde Reynard, ministro de Franca, dirigi
ao ministro dos negocios estrangeiros um relalorio
mu circoraslanciado sobre a legislacao de divenos
Estados da Allemanha a respeilo da emigrarlo.
U ciuco em cinco annos perto de um milhlo de
individuos abandoiiam a Allemanha para irem pedir
Ierra livre dos Estados-Unidos um bem eslar que
a patria Mies retusa. Esse grande movimenlo de
emigracao devia fazer rcflectir os governos, os quaes
pergunlaro a si meamos se era de boa poltica (no
ponto de vista delles) favorecer esse mov ment por
medidas libernes, oo impedi-io por urna legislarlo
restrictiva. Em certos estados o principio da liber-
dade prevalecen, em outros foi o principio contrario
que triumpliou.
Em Saxonia, segundo Mr. Reynard, os estados
perguularam a si meamos se a emigrarao devia ser
tratada como um negocio de administrando publica,
n como um negocio comnium ao imperio allemilo.
Entrelanlo elles propozeram ao rei em 1818, conce-
der aosemigrantes todo o auxilio possivel. Esse au-
xilio adoptado em principio consiste em conceder fa-
cilidades para o transporte dos emigrantes sobre o ca-
minho de ferro do estado, e urna fraca somma an-
imal afim de eulreter nos portosde embarque e de-
sembarque pessoas ncarregadas de ajudar os emi-
granleseom seas consellios.
Demais a Saxonia he o paiz que foruece o menor
contingente a emigracao, gracas as dispusic/es da or-
denanza real de 12 de agosto de 1851 que nao a au-
lorisaseBilodebaixodacondiraodenito atacar ncm
as obrigaroes militares nem os deveres para com o
estado e particulares, prohibindo alm disso a emigra-
rao clandestina.
A Baviera e o Wurtemberg oceupam o primeiro
logar entre os paizes da Allemanha, cujos emigran-
tes se dirigen] para o Havre.
No primeiro desses estados, para emigrar he preci-
w salar munido cm urna au ro isai.au especiar;- w-ac-
gundo isso lie quasi faculUtivo, excepto as condic,es
que os estados da Saxonia lem imposto. Na Baviera
nenhuma difierenra tirilla sido feita al 1837 entre os
emigrantes e os viajantes ordinarios, nenhuma pre-
eaucao protectora linha sido lomada lambem para
aswgntar aos emigrantes a passagem para a America
com todas as garantas necessarias.
Desse lempo para ci, he preciso urna aulorisaro
oo um passaporte especial, depois de preenchidas
a formalidades para justificar que nada se deve ao
estado, e se se tem alguma abrigarlo para com parti-
culares, lie preciso depositar urna quantia que faca
face a todas as reclamarles eventuaes ; emlim he pre-
ciso justificar que se lem com que pagar a passagem.
Utm .inspecsao severa foi atm disso exercida contra
os agentes dos expedicioneiros de navios; acabaran,
mesmo por submetle-los obrigacao de obler urna
conceso ou patente para exercer esta profisso.
Isso era realmente prohibir, ou pelo menos restrin-
gir extremamente a emigracao regular, excepto se o
indix iduoemigrasseclandestinamente, o que nao he
mais a excepeo porm a regra principalmente na Ba-
tiera Ahenana.
A perda da necessidade imposta a lodo o emigran-
te, torna-te todava Ilusoria quando elle volla a sua
patria, sem ter requerido outra nacionalidade. O
estado aclia-lhe eaUo oulro diroilo de burguezia,
qur cm sna anliga municipalidade, qur em outra.
Era Wurtemberg a emigrado est submellida, e
lie essa ama medida assj restrictiva, ao pagamento
de um pculior por um atino a contar do da da parti-
da. O expedicioneiro do navio e lambem obrigado
aopagamentode um penlior, applicado a, garanta
de todas as maltas, indemnidades, Qlc, que possa ser
rondenmado a pagar.
(liando urna empreza de expedirn nao parece
souieientemenle seria ao governos de Wurtemberg
e Baviera, estes publicara em suas gazetas ofltciaes
mna ola que desacredita essa empreza. Varios ex-
pedicioneiros lem sido condemuados a penas severas
por nao terem cumprido suas promessas occasionando
a ruina dos emigrantes que nellas lenham confiado.
A legislarlo do Grara-ducado de Badn !ie quasi
a nwsma qae a de Wurtemberg. e em Carlsrule, bem
como em Stullgardl, cousidera-se a rexocabilidade
das eoueesses oblidas pelos consignatarios como a ar-
ma mais poderosa que se acha entre as raaos dos go-
vernos para proteger seos nacionaes.
Os emigrantes alravessam a Alemanha sem serem
submetlidos a medidas particulares,de iuspeerao. S
a Uesse Eleiloral he que obleve de seus vizinhos o
repeliir para as Tronteiras aquelles que noe. sem em regra.
As companliias dos caminhos de ferro e a dircerao
dos barcos de vapor de Mindeii em Breme reduziram
seus preros de transporte em favor dos emigrantes,
com tanto que estes apreseulem passapurles regula-
re. No Sraii-ducado do Badn, he at concedido o
transporte gratuito de bagagens al a concurrencia
de dons quintaos- por pessoa adulta e de um quinta)
por.nenino.
A repnblioa de Brome lem o mrito de ler sillo a
primeira cm lomar cuidado dos emigrantes que se
rinliaream em Bremerhafen, lim de que possam fazer
a viagem com a maior seguranca e as condicocs as
mais ventajosas. ( Decretos de 7 e 9 de abril de 189
ede .1 e ."> de maio de 1852.) Haraburgo ceguio este
eiemplo (decretos de 3 de jnhode 1850, 26 de maio
de 1851 el de maio prximo passado. i llannvre (le
de 19 de mareo de 1852, publicaeo ministerial de 28
do raestao mez!, e Oldembnrg (lei do mez de junho
prximo passado) fizeram o mesmo.
Todos estes actos legislativos tem por fim prevenir
as tenlaroes que urna especulado criminosa podara
dirigir contra os emigrantes e que as leis dos paizes
da partida e desuno sejam violadas.
Urna disnesieito previdentee que nao devemos pas-
sar em silencio, lie a que obriga os expedicioneiros a
apresentarem autoridide do porto de embarque
apatices de aiseguro, que provem que para cada pas
sageiro elles lem feilo assegurar uro somma equiva-
lente ao proco receido pela passagem, e mais urna
somma de 20 tlialen, se a viagem se limita s cosas
. do Atlntico, ou de 30 se se prolonga alera do cabo
Horn.
Em case de avaria, o diulteir recebido fie deslina-
do, por preciput, continuarlo da viagem.
Ewftm sociedades verdadeiramenle humanilarias
Jl I
se tem formado em Breme, Hnmburgo, Berlin, Franc-
fort, I.cipsick, Stullgardl. Reullingen, Rudolsldt.
ele. para o fim de premunirem os emigrantes contra
certas manobras que poderiam escapar aos ollios da
autoridade, e dirigi-los durante a viagem, c mesmo
depois de sua chegada ao paiz em que vio estabele-
cer-sc. Diz-se muito bem dos resultados felizes obli-
dos pelos escriptorios, de nforraasOes eslabelecidas
cm Breme e Hamhurgo.
Citemos* ultimo alinea doSr. conde Reynard, elle
Iwnra muito os cidadaos da repblica de Breme, por
isso o reproduzimos em sua inlegra:
Urna insliluiao particular i repblica de Breme
he a casa dos emigrantes de Bremerhafen. A conduc-
ta dos armadores e dos negociantes de Breme que fun-
daran! este estabelecimenlo c que o sustentara em es-
tado de prestar os maiores servidos, he tanto mais
meritoria quanto a renda que dahi liram mal che-
ga, segundo se diz, para dar aos accionistas o inters-
s de 3 " pelos capilaes ahi empregados.
.i. Paran*.
. Preste.)
INTERIOR.
REFORMA DAS ALFANDEGAS.
XXXIX
A parle do rotatoria da coinmissao especial sobre
o -Nslcnia protector, com quanto inspire inleressc,
he longa para que aqui extensamente soja tratada ;
basta porlanto que refiramos aos nossos leiloros que
esla'iniporlanlcquestao foi discutida cm rclasao aos
seguintes pontos : ao diroilo de propriodade que
o systoma pcotertor xiol.i ; aos |uinripiosde jiislirn,
um a sua adoprau solfrem quebra ; ; liherdado
que dc\r haxer em ln.las as induslrias nadisposirao
do seus pro^Ktos, e no malicio de suas transacefies
e negocios, g* perfeirao dstes productos, que sem
JLJumilhao daroncurrciiria serao do inferior qnali-
dade. M
Sobre esla materia, depois de .discorrer larga-
mente, diz a rommissao :
Eqi um paiz avaulajado na carreira da indnfr-
tria o das arles esle syslema tem sido quasi sempre
improficuoj e mullas vozes funesto. Em um paiz
novo, sen eduoaeao industrial, anda na iufaucia da
industria e das arlos, que vive na penuria de capi-
laes c bracos, onde os salarios sao altos, que quasi
ludo que he de niisler para o manejo da lavoura o
das manufacturas tira do estrangeiro, que tem ne-
cessidade. de ra, que nos mercados exteriroes" arham forte eoncur-
renca, a adnpcao desle svstema nao pode ser lilb
senao do um erro ou proconcoito, c ir de encon-
tr aos seus mais charos interesses.
Prohibir um povo ( dizia o visconde de Cayru)
fazor tuilo o que pode de qualquer parle do pro-
k duelo do trabalho proprio, ou de empregar o sen
fundo e industria na djreefSn que julga ser-lhc
n mais vantajosa, he manifesla xiolacao dos mais sa-
grados direitos do gcuero humano.
O projudirar em qualquer grao o iulereasse de
o algtima ordem de cidadaos |iara promover o de al-
gumas oulras onlons, he evidentemente contrario
juslica e igualdade de proloccao que o soborauo
deve a todas as diflereules ordens de seus vassa-
los.
A franqueza da industria c do. commercib, lie
una das garantas da coustituieo to imperio.
Ser por por ventura esle syslema fecundo do
grandes resultados Animar a industria c a con-
duzir sobro a vereda da iierfcicao c da urosneri-
dadet
. A necessidade de altos direitos ( romo diz o Sr.
M. Chcvalier ou ainda de urna laxa qualquer pa-
ra nianlcr a exislencia prospera do urna industria,
lem sido desmentida cera vetea pola experiencia.
O estimulo da concurrencia estraugeira pfoduz o
sen apcrrcieoamento, que de oulro modo se nao
i< ,pode roalisar. Desse estimulo dimana, nao urna
arlilicial o mentirosa prosperidade, mas sim um
solido, feliz e duradouro progreso-.
He o que ha com vcics acontecido. Logo que
um governo ilcslrc o rgimen prohibitivo, em
alia grita clamara os protegidos conlra ^triste
poevh- que Ibes espera, o contrario poroni se d;
a industria, quo so desenlia em vsperos de per-
rn iler^se o ablsmar-so. em Inew .U> ..-.....:.;. ^
engrandece c roalca.
Por sem dnvida, o syslema protector forra os
capilaes a se transplanlarenV para as industrias fa-
x crecidas, excita-os a enrelarent novo campo de
proilucrao, grande perigo porein acairela apiis de
si. levanta industrias ficticias que por falsas ou er-
rneas combinacoes soa$Dle se estabelecem para
peso do eslailo, que nunca vao avante, c que s ser-
xcm de sorxeilouro de fortunasesoccorros conlinua-
dos. Esle grande perigo se desenlia por toda a par-
le em que este syslema se introduz.
Em 1852 ( tcstemuiihoii o Sr. Mimerel. c esse
i testemunho deve de ser de grande peso, nao so
pela posic.3o que ocCupa eqi sen paiz a pessoa que
opresin, como por sor elle um dos'campeOes
desse systema ); na Franca a febre da produccao
apoderon-sc de todas os caberas. L"m grande u-
moro de fabricas e inisteres de fiacao so rrearam
o funecionaram. Daqul urna somma exagerada
de productos, c em resulta, a rrise de 1829, quo
se prolongou at 1831, o que, conforme alguns
escriptores, aVarrctou. os moximentos poBOcos
nessa poca. Somonte depois dadeslruicsode
um grande numero desses inleresses e inslrumen-
m (os a industria rollmou-sc cm mclhor p.
Por otilro lado, militas industrias que lngui-
das xixiam sob o dominio do systema prolector ou
prohibitivo, tomaram grande forra, c. como
que cobraram nova xida sob o imperio da livre
concurrencia nos paizes que a adoptaram ; e em re-
gra geral a ausencia no primeiro caso, de incentivo
da eiuuboao, alraza as industrias qne sem receio
da concurrencia. *c com a certeza de lucros vanla-
josos, pouco so dao da sua [erfeicao c adianlamcn-
to. ,
Em anoin dcsla doulrina a comniissao apresenloii
diversos exempls. Entre oslesse conta o seguinle:
A industria da soda na Gra-Bretanlia, que debaixo
do sistema prohibitivo e protector, que por mais de
um seculo a eseudou e ainparor, nao s nunca pode
sabir do oslado de alrazo e imperfoicao em que ja-
zia, mS'lanibcni tocou as portas da penuria e mi-
feria, onlrclanlo que depois da reforma de Huskis-
son, em 1824. que acabou a son respeilo cora as me-
didas prolccloras, a importarao de seda em rama
aiigmeiilou Jogo em 1827 na razao dupla, o nume-
ro ilas fabricas crescen, e osla iuduslria aperfeicoou-
se, o augmeiilou deniodq^au^ajijoon Franca em
Imiuco lempo, en 18:12, comecou a receber seus pro-
diiclds.
Apcsle esemplo cncontram-se reJaladosJo da
industria fabril da Suissa c Saxonia, alguns fados da-
dos na Auslria, na Prussia. na Hollauda, na'Alle-
manha, etc., ele. Do contrario, ilo he, da queda nu
alrazo da industria fabril, nao obstante o syslema
prohibitivo ou protorlor, citou a commissao os da
Hospauha cAe Portugal, e da propria Franca.
Era sogirnToiilo a mesma rommissao prorunu
doslruir o arcumeiilo que ora favorilo systoma pV
lector so lira da rircumslanrla de sua aiitiguidado.
Suas palavras noslo ponto inerorem sor aqui inse-
ridas.
A anlisuidade de um systema ( diz olla ) nao
pode sor tomada romo prova de sua bondado. As-
siin os oros, como os mns', perniciosos, e injustos
sjstcmas tora tido a anliuidade |ioresriido, oarhaiii
defonsoros de grande oome e pot na dasse a
mais osilarorida. A osrraxidao dos prisionoiros de
gMerra, o irafegodps osrraxos, o systema feudal, o
coino'esla praga, a inquisicao, < om niatorias oom-
n.crciaos osxslema morcaiilil, lixeram ora sen fa-
vor os foros da anuguidade. Mil nulros oxomplus
do platicas barbaras suslonladas polo ciKlume e po-
la anliui.lado, so poderiam notar, que acixilisarao
tora destruido. .
a A anlig.ii.lado, disso Oaloaubriand em um de
seus escriplos, tem gasto a Franca, O Sr V ile
Tracx, cni18f8. sogundo este L.'ran,I(. Mejfotor.a
oslo eoneeito aecreatentoo, que ainda por longo
lempo a estragada.
Contra esle argumento dobalorain-sc s .inligos
om lodos os pontos de doulrina que prelrnderain
n a - Milar, e conlra olles arcara sein cossar os mo-
domos. O carador de uovidaile por oulro lado
I igoalmeote serve de obstculo a muilas ideas
ulcis, a muilas vantajosas croaiOcs. Nao ha tal-
vez um pensamento, un syslema novo que nao
l"iia ouronlrado opposilores, nao obstante a de-
a yponslrar.au de sua grande tililidade. O espirito
u de retina, os inleresses individuaos olTendidosconi
as novas deseobertas, sao os maiores obstculos em
l A rNaTN "
que do ordinario tronerara lodosos molhoramen-
los e novas deseobertas. Todas as reformas sau-
daveis ( dizia o sabio V.dc Cajrn, } o revogacoes
i'das leis por^iirylos soberanos, que se eloxailam
.. sobro os coucoilos do vulgo c ideas do seu seculo,
foram introducen do novas Iheorias conlra i-
inonioriaes pralicas eslabelecidas. S do melado
do -seculo passado em diante, Uto fecundo om fac-
( los .-sluiK-n.los. no cogitados pelos nossos anle-
passados, quo uwovaeoes e mudancas se n5o lem
a ro.lo na socedade civil, espocialraenlc nos mais
eollM oslados, em objcclo de economa nacio-
nal '.
Depois doslas reflexos enumorou fados que pro-
van, as opimsices levantada a quasi todas as novas
dseolleras, ao proprio labolocimonl,. ,las fabri-
cas seus aporfeicoainonlos, as machinas ote, as rc-
lormas opora.las por Huskisson, Pool, ele, e lembra
quo seus opposilores tem sido desmentidos cen mil
xozospola experiencia.
Pel mesmo modo preceden a rommissao a ros-
poilo do argumento (irado da autoridade de alguns
escriptores o borneas de eslado, addiizimlo nao s
razos domle se evidencia que suas opinies ou'nto
roram bet^ apreciadas, ou nao podan produiir
arando forra pelos erros do quo sao raimadas, mais
anda contrastando essa autoridade com a de escrip-
lorcseboincnsdo csla.lo de grande poso, e com
experiencia dos povos, o podando por fim quo em
loda a Europa n America sedosonvolxe a maior ten-
dencia contra o syslema protector. Afiii.il mostra
as mais flasrantcs iiuilradicccs das nossas leis pro-
lectoras, e absurdo do systema enlre nos seguido,
parecendo do que revela que faouve Talla do estado
sobre osla materia, ou ao menos; ausencia de Iwzcs
xerdaileiras c-seguras no syslema adoptado. Noslc
pouco minuciosamente so oslendc, seiido digno de
grande aproen o que toca iioss nax egacao e cons-
Irnrrao naval. Continuando sobre osle ponto exa-
mina sobre que mercaduras o objeclos'recahom as
laxas protectoras da tarifa de 1841.
XI..
Para artigo especial (teamos a parle do relalorio
da commissao quo diz respeilo s lavas allapienlc
protooloras da tarifa cm vior. Aqui a inserimos.
i Examinar cape agora oeste lugar quaes as ma-
terias sobre qire prim-qulmenle recahiram os direi-
tos altamente protectores de .40 a 60 * (1).
1. Os cliarulos e ciaarros. fumo cm rolo ou
cm folha i2).
2.o Caivetes em forma do punb.il (.T.
< 3." Balauras, pedras lax radas para lageds, d.
canlaria para portos, portas o janellas, para enra-
namcnlo e oulros misleres, papel de Hollauda, c at
os proprios mnibus (4).
4.o O cha, rap ou tabaco em |), sarcos de ca-
nhamaoo, assucar refinado, cryslallisado e confoila-
do, roupa feita, cartas para jogar, foso de irlilicio,
o sabao e velas de selw e de composieao, o choco-
ale de cacao ordiuario, carriiihos, carruaaons, so-
ciaveis o suas pertencas, c anejos, e as obras de vi-
dro ordinario (j). *.
Aluilos oulros objoetos nocessarios construco3o
naval, 'is arles mecnicas e a dilferonios induslrias,
o diversos insimlenlos o machinas para o maneio
de agricultura e das fabricas, o seboem rama, con-
tras materias primas, eslao sujeitos a direitos de
30 por,.
lira examc aprofmiilado sobre esle ponto con-
xonecr-nos-ha do vicio da tarifa de 1844, e do svs-
leina nclla seguido.
Precisaran acaso de proteectro os cliarulos. i-
garros, fumo em rolo on om folha ? A imporlaeao
eslrangoira nao pode fazor mssa sua producto", o
a nica proloccao que osles producios deraandarinm
ora o allviodos dircilos de exportacao. Noenlro-
lanlo o fumo om folha da Virginia ie nocessariois
nossas fabricas de rap, que o misturara com o da
Babia. ,
Para que essosdireitosprolcclorcs om favor do
fabrico ile caivetes em forma de puiihal?. Ne-
nhuma razao plausixel o pode determinar, c ao con-
trario a sua exolusao por motivo de indicia..
< Para que osla laxa protectora sobre as balan-
58r> Temos fabricas que as prodiizam v
w Sobre pedras de canlaria e marmrea rabo aqui
proiluzir una observado da assoriaoao commercial
de l'ernamburo (6):
a Os_ direitos sobre a pe,ira .lo canlaria ilevrn>
reiluzdos de . para 20 ", ateudondo-so .i noi-cssi-
dade que algumas provincias (como a de Pemanibu-
co) sentcm desle artigo le boa qualidade para soli-
dez e belleza de suas cdilicaces.
As podras de cautaria que ucsla .corte se cx-
Irabem e fabricara nao sao sullicicutes pamas Cons-
Iruccocs urbanas o ruracs.ilc Iodo o imperio, e quan-
do fossem, o seu transporte 130 cnstoso elevara o
seu cusi a um ponte que misler era que renuncias-
sem os constructoros das provincias sua acqui-,
sicao.
ii Por oulro lado, as boas consli uceos urbanas
cm um paiz devem ser o mais iqssixel prolbgidas ;
wnslitucm aos lhos do estrangeiro k pedra de toque
da riqueza, prosperidade, riviHsacSo e vida de um
estado ; e ao-passo que ornamentam, adornam e
cmbellezam nossos parios inaritiniosc nossas cidade
c povoaocs, alime,nlam una industria importante e
um grande numero de trabalhadores. .
Queris saber o que he um povo (diz o Sr. S.
Mareos (iirardin, e aqui a commissao o repetir)
nao inqueri como se governa, mais o que tem feilo.
O Egxfio ainda boje nos paizes civilisados vive
pelo sen passado, petes seus grandes monuraenlos,
pelas suas admiraveis obras e edificios; c assim
anliga Grecia, e esse grande povo de Roma e da
Italia.
ii Qualificar-se o objcclo de pouco ou nculium
inleressc c monta, e collocar-s no numero dos que
se nao devem proteger a couslruccao urbana, lalvez
como, materia de Uno, importe o mesmo que eqn-
ilcmnar-se, nao s o progresso las artes, como o da
civ lisacao, c preferir a existencia e vida obscura,
quasi nmada los povos, c esses roslumcs e ideas
rudos o ante sociacs quo repeliera as arles liberacs,
xida que nos ministra o suave trato de una socio-
dadeoix usada; e essa opiuiao he lo 'absurda co-
mo a dos qute proscrextem todos os artefactos que
croara a prompla e lixre oommunieacao como fu-
nestos a moral publica e corruptores da popularao
dos campos.
o A tiraa-Bretanlia reduzindo a laxa sobre ccrlos
objeclos de eonstrneejo urbana, como lijlos, ele.,
conforme o Icslemunho do um osrriplor, vio em
punco terapo reroustruircm-se e comporcm-se mui-
los|iiodiosquc ostaxamem ruuas,oucoiiservavnni-sc
por niiiiln lempo j^ unvestado lisforme c mo.
Paiz novo, o rtasil lera necessidade de facili-
tar c fomentar conslruccfics lesta ordem: precisan]
muilas lesnas provincias dcslos inateriaes, nao s
para o ralrauciilo de suas ras c pra;as, como pa-
ra cncanamciitos c aquedudos, aformoseaineiilo los
seus cilificios, roiisliuleao le caes," c oulras obras
raaiilimas. ilesquinlia he a tente d'ondc poile extra-
hi-los, alio o sen prceo, e custoso o seu transporte;
c como cm lacs casos justificar a rrcarao desses
enormes dircilos'.'
Para que esses altos direitos sobre o rap e o
tabaco ".' Nossas fabricas medraran sem esla protec-
oiin, e smenle depois lo sna florescencia prospe-
ridade, quando ja nao requeriara favor algnm, esle
Uie foi ofiiriosamonlc ooiiccdido.
Para que esses altos direitos sobre os instru-
mentos agrarios, c outros uiycr.los, e materias pri-
mas necessarias s fabricas, so nao temos de lavra
propria ?
i O que ha feilo esse enorme poso de lavas.cn)
favor la fabrica de S. Roque?
i Para quo esses evorbilanle-.droiliissohroo sobo
em rama.egraxa o sobre as velas de sebo, se as
nossas falirioas prensara do primeiro, e nao ternera,
quanto ao segundo, a concurrencia do estrangeiro ?
Sao menos prejudicial foi a laxa sobre os veh-
culos de transportes, como os mnibus c outros car-
ros semclbanies, as crnicas, ele. A razao que do-
minen ueste poni foi a prolcccio lo algumas olll-
cinas de carruagens existentes nesla corle. Mas em
muili'is provincias, c cm quasi todas, laes olllcinas
nao existiam, nem existera, c romo atrs nolou a
commissao, o cusi do transporto iuutilis.i a acqui-
scao desses producios nacionaes, c no entrotaulo
sobre a industria de urna provincia que requer a
acquisic.au de laes objeclos recabe o imposto que
favorece essa industria da outra, c o que he benefi-
cio aqu torua-se funesto mal cm utra parle.
He este um mal que infalliv cimente se dar a*
respeilo de lodos oulros objeclos prolegiilos, com a
lillicutdadc o grande cusi dos transportes.
Este obstculo torna impossiv el a circularlo de
nuiilos productos las nossas fabricas. *
Por oulro lado, como nao resultar este grva-
me a reqieito do total da popularao e sobre a indus-
tria geral, se, sem allencao aliiuraa rapacdade c
fnrea das fabricas cxislciilcs, sem que eslas possam
satisfazer as suas iieccssidadcs, se -rearara esses di-
rcilos prolectores?
. i Qual o resultado deslas medidas? A popula-
cao solIVeii o mal do imposto, sera poder obler a sa-
lisl'ai.-an de suas necesidades pelo supprinSento ui-
lornoi c os difiere ntes ramos de industria gcmerain.
Tomcm-sc por cxcmplo os utensilios da agri-
cultura, e especialmente as materias primas neces-
sarias para as fabricas de assucar.
Olanlas terSo passado da corle para oulras pro-
vincias ? ii
A commissao a esla queslao rospoude cora abollas
eslatislieas, donde se rcconlicce que le obras nada
absolutamente se exporlot, constando smeulc que
no auno de 1854 a 184> em obras de ferreiro e ser-
raiboiro se exportou de unas para oulras provincias
o valor de 1:4629; no anuo seguinle o de 7498; m
1846 a 1847 o de 1:0059; em 184T a 1848 o de
8468; em 1848 a 1849 o de 3:332;$ e nada no se-
giunte.de 1849 a 1850.
Depois das referidas tabellas a rommissao faz as
seguintes rellcxijes:
Estes c oulros dados reveiam o grvame que
priluzio sobre todas as clusses a tarifa de 1844.
n Se eslas medidas em favor de certos ramos le
industria uasconlc sao reprovadas como precursoras
le grandes males, os altos dircilos toncados sobre
corlas memulonas que se nao prodiizeiu ou fabri-
cara no paiz nicamente pela possibilidaft le serem
produzidas ou fabricadas, alm le fora, de cabi-
uienlo, c vexatorios, ao por cerlo, como em outra
parle a commissao de passagem liouve de notar, in-
justiliraveis. e comlcuinados, nao s pelos saos prin-
cipios da sciencia e da poltica, e como pelo sim-
ples bom senso.
Desle vicio se acha eivada a tarifa de 1844, e o
sen autor fez dclle praca no citado relalorio de
IK5 as segralos palavras: proleccao aos capi-
laes nacionaes ou estrangejros que queiram emprc-
gar-se deulro do paiz cm manufacturas, para que
lonhamos materias primas era abundancia, c de boa
qualidade, impondo uas eslraugeiras de idntica
nalureza dircilos que i.....I raba lance ni as vautagens
que ellas livcreni sobre as nossas, cm consequencia
da barateza de capilaes c.salarios de'que goza o
seu paiz.
Urna larifa protectora leria frazido ao nosso paiz
muilos capitaea, muitos bracos industriosos, que le-
riara oreado pouco a pouco algumas manufac-
turas.
A eoiulcnuiarao dcsla funesta doulrina he iulli-J
gida pelos mais arden les sectarios do syslama pro-
Icclor, c aqiii cabe commissao trasladar as pala-
vras do um d'entrc elles, que ua Hespanlia c na
Europa goza de grande crdito (7) :
As prohibices (diz o Sr. Andr Borrego) de
auloman impostas como moio de favorecer a iu-
duslria Mscenlo, cm vez de bem Ihe causara 'mal,
a entorpecen! e alrazam, cscasScam os podurtos si-
milares, c cerecero o seu consumo. Um'objecto
tosco c mal fabricado, como coslumam ser era geral
os primeiros cnsaios da industria fabril, nao excita
por cerlo a sua procura, especial mente em preseuca
de oulro da mesma especie, bello, apcrfeijoado e
barato, que despert o /tosejo do adquiri-lo.
ai. .na,, i... |,*i.....,0o i...a., .i* na0 tor-se lo
propria lavra um artefacto qualquer, ede um n
dividuo ou companhia cslabelccer jio paiz una of-
licina que produza esse arteteclo, ou mostrar dese-
jos e ter plano de crea-la, julgar-se o governo
obrigado, desde esse momento a reputar esse fraco
ensaio como umserxico publico, et>or eslas razies
oulorgar-sc'um monopolio em favor dequclle, a ex-
peusas c com sacrineo dos consumidores, que cns-
ul ucm a grande massa da popularao, e que lem di-
rcilo a que se Ihes nao empeiore sua sorte em be-
neficio dos especuladores.
i Quando segue-se o errneo principio de pro-
teger urna industria, prohibinilo, ou sobrecarregan-
do lo altos imnoslos os producios estrangeiros, pela
unisa razao deque um cerlo numero de nacionaes
se propOe fabricar objeclos de idenlica qualidade, o
mal resultante desle systema sobremodo se aggraxa;
porquanlo o que se faz a una industria se dever
conceller a oulra, c assim se ir pouco a pouco
esleudendo a lodos o beneficio, e gcneralisapdo os
allos dircilos a Hpiasr todos os artigos : c desle moilo
os consumidores, que nonipein a uiaioria dos liahi-
lanlo?, expcriineulam perdas, pela iiccessidaile cm
que por laes mondas ficara collorados de compra-
rem mais caros os objeclos que Ihes sao de misler, 1
e, o que mais, desl'artc se restringe ocommorrin
exterior, c se diminuea venda c exportacao dos g-
neros do paiz.
As razoes que. se acabaiM le produzir dispon
samquaesquer oulras ponderacocs sobre esle passo,
e pem s claras o errneo principio que lomou por
base a larifa de 1844.
Em pijizesenmo o nosso, rujo territorio he Uo
extenso c dividido era regios dificrentes pelo sen
clima, polas seus ballos e coslumes, pela sua oc-
cupacao c industria, pela sua riqueza, e por mil mi-
tras circumslancias e accidentes, o systema prolcc-
he quasi sempre funesto. O que favorecer 'a
(,i Decreto n. 37Cde 12 do agosto do IS, arta.
2, 3, 4 o 5
i'2i Pagam 66 {.Os cliarulos ou cigarros pagam
19500 por cada cerdo; e u fumo em rolo......m fo-
lha 6M por arroba.
(3; Pagavain 50 % ad valorem; aeliialiponle po-
rm acbara-so piohiliidos por inolivos de policia o
segu-anea.
(4) As balapcas pasam 40 %. as piSlias 50 %, o
papel de lioliamla .10 Jj o os niimibus 50*;
{>) O clni paga 50 ', o rap ou tabaco 0111 p 60
', os saceos lo cauliamaro 50 ", o assucar refinado,
cry slajisado ou ronfeilado 50 ,, a roupa feita 40 c
as cartas para j.igar. 40 ', o fogo de arlilicio 40 'i, o
sabao 10 as velas de sebo c de coraposico 40 1,
o chorla le de cae'o ordinario 40 , os rarrinhos,
carruagens, sociaves, suas piTlonras o arreos 0%,
as obras do v idro ordinario 40 ,
(6) Cilaila caria dirigida :i commissao. A modi-
Bcacao losle diroilo foi proposla na ultima sossao
pelos itepulados do Maranhao, o houve le serdes-
prozaila ante os golpes los sectarios desse svstema
que sacrilicaiu os interesses geraos aos de um bu ou-
lro lubricante desla corle.
tor
urna peder sor nocivo,a oulras |>artes.
A unifio dasdilTerentes parles de um eslado nao
pode jamis ser o efleito das leis c de um plano
adminislralivo; he ao contrario o resultado natu-
ral e nocessario los seus interesses legitimo.
Para o Brasil a mlegriilade de seu IcrriloVio he
una lei do torea, de vida, de grande |torvir c pros-
peridade. Este grande objeclo leve ser o alxo de
IimIos os nossos desvelos e la maior solicilude.
< A saa polilica e a experiencia acoiiselham a
maior prudencia no uso o emprego de qualquer
medida ou sxslema qne. possa ronlraria-|a.
Era alguns paizes o syslema pi oledor ha con-
trariado os iuleresses das iwpulacocs agrcolas, por-
que pe s suas expensas a iuduslria fabril. Cla-
mores se lem levantado, c ha se aUendido a estes
clamores mais por necessidade do que por livre
vn 11 lado.
Era oulra parlo v produzio o exemplo de les-
conteiitamento e agilacao .de diversos estados da
l niao Norte-Americana depois la publicacao das
suas tarifas protectoras.
A existencia da confederacao, que (autos bens
tem produzido, foi amearada ]>ela relirada dos es-
lados do sul que sao meramente agrcolas; porque
seus inleresses roram nossas tarifas sacrificados aos
los estados nanufaetnreiros, o o resultado foi, co-
mo ja em oulra parlo o nolou, a rexgacao dessas
leis!
O oxfniploda Franca cabo igualmente referir,
e para mellan- ser aproeiado, aqui a commissao tras-
ladara alguns trechos de una reprosenlaoao dos
agricultores da Greinle sobre osle assumplo.
Por brevidade omit irnos a iisorcan leslc inlores-
sanlo dooumeiito, o remataremos esle artigo com os
seguintes trechos pie lerirauam a parle relativa a
osla malcra:
Sobre o oxposlo, o cerebrino sxslema de pro-
lecoao oreado enlre mis lio sobremodo onnlradirlo
no; porque se por um lado protege, per oulro
acabrunha aiinduslria fabril rom pesados tribuios
sotes suas casas ou armazCOS, irado seus producios
sao exposios venda. *
11 Assim nesla corle para que una fabrica possa
ler sua casa de deposito c venda por grosso, ou
atacado, a rotallio, ou varete, he misler urna licen-
ra annualda Illni. raniara municipal que cusa "8
(8), e alm dislo silisfazcr un tributo de 20 % por
cada anuo sobre o repeclivo aluguel, as cidades
do Rio de Janeiro, Babia, Pcrnambuco o Maranhao,
e nos deraais lugares una palenle animal que, con-
forme o fundo respectivo lo armazem ou lugar, re-
gula lo 128300 a 40J (9).
o O sxslema protector, que enlre mis se segu,
sobre os defcilos tratados, e os que Ihe sao inheren-
tes, est fra le todas as regras, quanto pro|K>r-
rao em que sao arrecailados os direitos respectivos,
c as nossas rirruraslanrias pccyliares.
i Os direitos protectores variam de 30 a 60 por
rento, e por defcilo das avaliares vao muito cima
desla base.
11 O Sr. Tcgoborski, cuja autoridade ueste ponto
nao pode ser recusada como suspela, assim se ex-
primo sobro igual vicio, que pollina o svstema com-
mercial da Austria.
1 Quando nina fabricaran indgena neressila, pa-
< ra siislentar-so, de um dircilo protector le 60 %,
11 aronipauhado alm disto de rcstrc;es quaulo
i. imporlaoan de producios similares de iuduslria os-
trangeira, a ulilidadc desla proteoi;ao be pelo mc-
nos prohlmalica.
1 U Sr. Andr Borrego, sobre este passo, assim
discorreu na sua obra citada:
1 Um systema de prolecrao bem en! elidido leve :
1, principiar por estimular o consumo, deixando
entrar com mdicos direitos os productos estrangei-
ros que o paiz nao produzrum abundancia; 2, fa-
vorecer c recompensar os que intentamos primeiros
cnsaios de 11111 fabrico ulil; 3, pcrmillr a livre en-
trada las machinas; 4, conceder em ccrlos casos
premios prmluccao. Depois que lacs elementos se
achara reunidos nao dado bous resultados, o por
mete tlcsles inspirado coufianca, c fundado a espe-
rani-a de quo a iuduslria faxorecida chegar a pros-
perar; smenle nessa ronjiinclura cnlao, c uuuca
mais cedo, ou autos conxir crear-se um. diroilo
protector que nivelte a dTcrcnra que existir entre
o ruslo los gneros estrangeiros e dos nacionaes.
fsto purera (conven) refiectir) nao deve militar se-
nao a respeilo daqucllas industrias que conlaui 110
paiz elementos seguros lo prosperidade, e por con-
sequencia si necessilant de protecrao por lempo li-
mitado.
O fado de una industria nao necessitar ao ca-
bo de corlo numero do anuos da proloccao que a
lei Ihe concede, he a prova que dehnilivamcnic le-
ve-so procurar para distinguirciii-sc as qu.venla-
deiramenlc merecem esla prolccoao, das que nao
poderiam viver sera un subsidio perpetuo, isto be,
sem seren alimentadas cusa de um tributo lirado
da bolsa ilos ronlribuiutes.
o F. I.isl, o fautor. scnSo autor do syslema pro-
tector moderno ou'du syslema nacional, condemna
a nossa larifa de 1841 do modo seguinle: 1 Em
< thesc se leve ler como cerlo quo aos paizes em
que 11 ni ramo le industria nao pode nasrer sem o
^soccorro de una prolerrao le 40 a 60 % era seu
< cometo, c suslcnlar-se com o de 20 a 30 %, fal-
tara as rondires essenciaes existencia e prospe-
ridade da iuduslria inanufactiireira.
i EnlrcascausasdeslaimpossibiIidudc.se pode ni
collocar algumas, como a falla de vas tic oorainuni-
carao, ausencia le ronhcrimcntos tcchnicos, de ex-
periencia, e espirito emprehendedor, que fcilmen-
te pdem -cr removidos, e a le pouco amor ao Ira-
balho, falla de luzos o moralidad" do povo, infe-
riondade da aarirullura^ por couseqneircia insuf-
ficicncia.de capilaes, uialeriaes, o o quo he mais, a
exislencia lo ms inslituicoes, ausencia de liberda-
dc o. le garanta, c finalmente um territorio exten-
so que diflirulla c mpossbilila a repressao do con-
trabando, que sao as mais resistentes e difiiccis-tlc
extirpar.
1 Em materia de direitos prolcclorcs convm
distinguir se urna itaro 711er pastar da licre con-
cun-encia ao systema prolector, 011 la prohibirao
a urna protocolo moderada. No primeiro caso os
dircilos levem ser fracos no cometo, c clevareni-se
pouco a pouco. No segundo devem ser desde logo
allos c depois ir inseusiv cimente abaixando.
As fabricas . manufarluras sao plantas que
cresccm Icnlanieule, e nina protectao que allera
subilaraenta as Melanios coramcrciacs exislentes
prejudica ao pa^f em cujo inleressc se crea. Os
direitos devem lexanlar-so.- medida picos capilaes,
a habilidade industrial e o espirito lo empreza aug-
mentara no paiz, ou (he Ira/era os estrangeiros, e
a propnrfOo qne a nai^ao vai loriianiio-se capaz de
por si manipular e manufaclurar as materias bru
las, que d'anlcs xporlava para o exterior (10).
A eslas regras e preceitos se oppde o liital sys-
lema prolcrtor, culabolado 'pela larifa de 1844.
Em seu deaenvolviraenlo ha causado males aos
ditTercntes ramos de industria fabril, inariiiha
mercante, c em geral aos consumidores, sem que
algnm grande bem produzisse, o. ferio le um modo
muilo sensivcl c fatal a industria rural.
Contra lodos os avisos, e fra le sua verdadeira
via, lesnalurado, contradictorio em sen espirito c
fim, por seto anuos ha-se elle conservado enlre nos,
e vive com os foros de um gratulo meio de poltica,
c com as galas de um grande invento. E devemos
os Brasileiaos dar gracas a Dos; porque, nao por
falla da volitado, mas pela cscassez de lempo e dos
meios iudispensaveis para urna obra eminentemen-
te protectora, leixou a larifa le 1854 de ir mnito
alm do que foiem rigores e. eontradicrSes '.'.'.... (11)
XI.I.
Tendo dado conla da opiniao da commissao sobro
o syslema protector, nao podemos deixar de igual-
mente fazer menco da, prudencia que ella recom-
ineiiiia na passagem de um para oulro systema, e da
razao que aiuduzioa ser em algufis pontos, 110 esbo-
00 da larifa que apresenlou, nimiamente protectora,
e qual foi a ordem que em suas inslrucees recclieu.
Eis-aqui suas palavras:
A urna objeceao curaprc ainda acffdir, ou anles
cabe ainda examinar o fundamento de urna e oulra
opioio.
Com o sabio Rossi alguns dizem : A adopro
do syslema protector as vezes, em casos excepcio-
naes, pode ser conveniente. Nao ha pa de fami-
lia que, em saliendo ou irscou jiuIo que era suas
trras existe urna rica mma, nao se julgue obriga-
lo, lendo nicios, a explora-la, o assim abrir a seus
filhos urna fon le de prosperidade. Igualmente se-
ria loucura rematada a respeilo dos mcios e ins-
Irumenlos dedefeza e de guerra, nao proteger os
i estabelecimenlos e fabricas respectivas.
o Por oulro lado he imprudente e sobremodo fu-
nesta a rpida passagem de om systema para oulro;
porque destruir infallivelmente capilaes que loma
vara o canal da industria fabril sob a garanta que
foruece urna larifa protectora.
i A primeia lestas objecroes desapparece a vista
das razes produzidas no curso deste cscriplc, donde
se avidencia que nao he possivel, nem para desojar,
que se restaure a doulrina do laissez /'aire, laissez
passer. e ninguem baque possaconlcslar quo a mis-
sao do governo he aplainar todos os obstculos que
possam empecer a marcha da industria por meio le
leis e medidas ellicuzes, pie garaulara a propriedade
e todos os direitos civis, e assim igualmente os capi-
laes c a emigrarao de artistas e pessoas iuduslriosas,
aniuiaudo-os c promovendo a sua entrada no paiz,
dando livre imporlaeao a lodosos instrumentos, ma-
chinas c materias primas necessarias para o raanein
dos eslabeleciincutos iudiistriaes, e finalmente cni-
pregando prudentemente lodos os rasios indirectos
necpssarios para abrir caminho s scenles, c segu-
rar o passo das industrias que estream ou progridem
na sna carreira.
So que locir'aos inateriaes le guerra, a couirais-
so apenas pondera que laes eslabelccimenlos poile-
r.lo sement suslenlar-se pelos recursos que pndem
tiran do consumo interno; ora segundo lugar, que
de ordinario entre os povos nnx'os custumam a fazer
parte do dominio do eslado, c sua cusa sao creados,
en!rei'las e alimentados, e cnlao na ordem dasexcep-
ees, que fundara e confirmam as regras geraes,
quando esla cxcepcjlo se possa adraillir.
i A terecira objerrfio tem fundamento, por cerlo
a transirn rpida te om para oulro sxslema cm lo-
i a parte produzir grandes males, c he nm pensa-
mento que nu lem em sen apoio npralica das na-
oes civilizadas, nem a opiniao dos mclhores escripia-
res, economistas c rmineiM de eslado. He de misler
que com lenlidao essas reformas se operera, e que
as induslrias que comeeam 011 se acham em mao, nao
sotl'rain abalo c ruinas com laes mudanzas.
(7) Sr. Andr Borrego.Principios de Ec.
PPjicailos reforma da larifa, etc., otr.
Polil.
(9) I.oi lo 21 de oulubro de 1843, arl. 10, e re-
gulamciito n. 361 de 15 de junho de 1844. arl. 1.
(10) Systema nacional, liv. 2.
(11) I.-sea este respeilo. no rilado relalorio de
I81. o seguinle: a Considerada a tarifa pelo lado
le protcixao au trabalho o aos capilaes empregados
no paiz, ilovu confesar quo ella lio pouco satisfac-
toria ; nao porque me fallasse vonlade, man pin que
W Alvara 08, sello 28-l.oi de 17 de selcmbro I ralo livo nem tompo, nem os meras indisnensaveis
de loal, e regulamcuto do sello. | para esse Irabalh.
k O citado Kunl em seu voto separado sobre esle
ponto escreveu eslas palavras, que nos sao'bem ap-
plica veis:
a A responsibilidade de urna lal medida nao pode
* ser assumida por nm homm prudente. He de
misler escolher o meio termo, e conservar urna la-
xa sobre a imporlaeao dos producios similares;
i roa sle direilo deve ser mdico, e o seu simples
n elI'eHo e influencia produzirao a serie de urna gran-
el de prolecro.n
1 O Sr. M. Chevalier segu a mesma opinio a res-
peilo da Franca, aconselha a prudencia, e condemna
a precipilaro. < Convm fdiz elle) que se de as que
eslo em alraso, e que do visos de vida e de pro-
ir gresso, o lempo que for compalivel com o seu esla-
do; as que devem entrar em liquidarli a mora
sufiicienle para o arranjo de suas conlaf. afim de
que a liquidneao nao se torne onerosa, e opere com
11 seu pessoal, material e capital a conveniente Iran-
sir,o para outros ramos mais lucrativos. A e-U1-
(i estabelecimenlos he misler que se continen! os
11 subsidios que liram do publico sob o (lulo de pro-
11 tegidos, ainda que em menor quanlidade.
Estas opinies curaprc respeitar e seguir espe-
cialmente entre nos, que sentimos grande falla de ca-
pilaes, e que mal estreiamos a carreira das manufac-
turas.
Tem por demais a seu favor esle aviso o vol de
grande numero de escriptores e homens de estado,
que enlendcm que se no leve proteger as industrias
meramente facticias e que nao tem probabilidade de
feliz successo, e que loda a prolecso deve de ser
temporaria, e jamis perpelua.
1 Pelo que a commissao tem expnsto; vc-se que,
segundos principios c systema contrarios aos da ta-
rifa de 1844, maior prolecco quer dar a industria
do paiz, a verdadeira o nica prolec-ao que esla re-
quer, do que a que prometteu o citado relalorio, e
foi creada pela mesma larifa. Franqua de direitos
na sabida de nossos productos, isenedo de laxas na
imporlaeao das materias primas, machinas e inslru-
mnlos, laxas moderadas sobre os viveros c commes-
(iveis, sencao de lilas c difl'erenles impastos inter-
na que acabruohara nossa producQo c estabeleci-
menlos indostriaes, inslruccan protessional, croacao
de estabelecimenlos banraes, que Ibes l'oriiccam
capilaes, commercio interno livre de alcavalas e res-
IVieeoes, viasade communicarao aperfeiroadas ; sao
os principacs mcios de proteger que a commissao re-
quer e firmemente desoja para todas as industrias
do imperio.
Nesle sentido ella segu o systema prolector,
que na linguagem mais comesinha conslilue o mo-
derno syslema de commercio livre.
11 Os sectarios deste sxslema nao exigem a exlinc-
C3o das laxas de i mporlaoao, exigem apenas que se-
jam os direitos mdicos, rremtos e conservados, nao-
com o filo de prolecra^ mas sim com o nico inten-
to de creaSao de ren,f7 para fazor face s despezas do
eslado, e que na sua percepcio baja iiiteira igual-
dade.
Esle o sen ponsamento; mas, nao obstante elle,
ohrigada a cingir-se s suas imtruccOes, xt-se na ne-
cessidade de seguir a rota que Ihe'foi Iracada pelo
governo imperial, e por esta razao: t., passar a
examinar quaes sao as fabricas ou manufactura que
jexislem 00 Brasil, e que promellem prosperar se
forem razoavelmenleprolegidas; e sobre os prefac-
ios similiares importados de patees estrangeiros levc-
r propor a crearo dos direitos qne julgar sulUcien-
tespara faze-las sustentar c desenvolver; 2., pro-
curar lambem verificar e definir quaes sao as mate-
rias primas que servem de base s referidas fabricas
ou manufacturas, e sobre ellas dever tancar, quando
importadas de paizes estrangeiros, direitos que nao
excedam de 2 a 15',, conforme Xor maior ou menor a
facilidade de produzi-Ias no Brasil, e a importancia
das manufacturas cm que liverem de ser emprega-
das; 3.", examinar quaes sao os objeclos importa-
dos que se destioam conslrucro e apparelho dos
navios; e a respeilo desses reduzr os direitos de
maneira que se atente a nossa ronstrnerao naval; 4,
sobre os gneros de pri.neira necessidade, ou que
como laes sao considerados em razao de seu geral
consumo, laucar dircilos que nao se lornem muito
onerosos para as classes menos abastadas.
E, fiel ao cuniprinieulo das obrigacoes que llic
foram impostas, entrar na relaja das fabricas exis-
lentes 110 now paiz. do seu eslado c necesidades,
para que possam ser ucm aquilatadas as medidas qu
tiver de propor.
Depois deslas reflexes a commissao entrao exa-
me do alado das dilTerenles fabricas existentes no
imperio, do que precisara e exigem, e do que se lhes
deve conceder. Este Irabalh, comquanlo incomple-
to, he digno de aprero, e era nutro logar, se nos res-
lar lempo, delle nos oceuparemos, pois que jnlgamns
do maior alcance e importancia o que he especial ao
commercio e s a lan dagas. .
XUI.
Depois da exposicao dos principios que em difiran-
les, artigos havemos publicado, apresenlou a com-
missao as bases em que se fundn para eslabdecer a
qoota de direitos em relajo s dilTerenles mercado-
rias. As medidas qne propoz silo referidas do modo
seguinle:
Cabe a commissao exhibir nesle passo a razao,
nos da franqua de direitos de certas mercadorias
que no projecto ds larifa houve d indicar, como das
laxas proposlas para olilras, o da prohibico do des-
pacho'de cetiosailigos. ,
racodosen proj||o de laria jamis perdeu do
pensamento a importante consideraro de que a prin-
cipal fonle de nossa renda sao os direitos de impor-
tacao ou.consumo, c esla idea nao pode deixar de in-
fluir sobre muilas das medidas que houve de propor.
lima grande reducro, como deve desej3r-e, Ira-
ria embaraces financeiros que rumprc evitar.
Enlre nos, como nos Elatlo;-Unidos e como en-
tre outros povos, as tarifas, isto he, os direitos de
imporlaeao ou-consumo, sao um poderoso e frtil
mcia de renda, donde o lliesouro lira o necessario
para cobrir e satisfazer as despezas e ernpenhos do
Kslado. .
a Para o laucamente de direitos, da concesso de
franqua de laxas, ou reslric;ao de consumo, a com-
missao consideViti cada mercadoria conforme sna
qualidade e nalureza, seu uso e presumo natural ou
accidenlal; ja cm relaro socisdade cm geral. mo-
ral e bous coslumes, scguranen e saude publica ;j
em relaro aos dillercnlos ramos de industria do paiz,
conslruce,ao naval, navegacao e a difierenlcs ou-
lras arlej e cilicio.; j em rolaejo s pessoas, corpo-
racoes, servio.) publico e eslabcleeiir culos de utiliila-
de para que fr destinada, e seus privilegios e foros,
conforme os usos icoslumcs geraes, ou o iireito in-
ternacional; j em relaro class? geral dos consu-
midores e dos obreiros, ou a menos abaslada da so-
ciedade ;j.- em relac.io ao commercio ; j em relacSo
ecdiioi-ar.lo ; j finalmente em rejacan boa, oxac-
la e inleiru arrccadac.lo e lisc.ilisaro da rendadas
alfandegas.
Em relajo i sociedade cm ge-ral houve de pro-
por : I, modicidade ou franqua le direitos para lu-
do quanlo pode contribuir ,para o dcsenvolvimenlo
das lu/es e las artes, como os livros, impressos, map-
pas, msicas, tintas, instrumentos c oulros objeclos
o materias necessarias para o manejo das artes, e pa-
ra escolas e cslabeleeimenlos le inslruccdo publica,
museos e gabinetes aroheologicos e de numismtica,
c outros estabelecimenlos semeliantes;^, modicidade
ou franqua do taxas para todos os instrumentos e
materias necessarias para a abertura, inellinramenlo
ou desenx-olvimciilo de v i.is de communicarao c trans-
portes, e oulras obras le nlilidade geral..
i 2."tEm relaro inor.il c ImuIs co;lumes.
.se"uianca publica, houve le propi'ir reslricces, 011
inleira pruhihirao do despacho para consumo de li-
vros, impressos, quadros, o-iarap;.s e -objeclos de
qualquer qualidade ou naliiro/.a, cujo assumplo fr
obsceno; de armas defezas, de armamento, pelrcclios
e munirao de guerra, ede materias quo. pelo seu es-
lado de avaria-e corrupra forera (Uranosas saude
publica.
i 3." Em relaro aos liflcrcnles ramos da indus-
tria do paiz, propz: I", franqua ou modicidade d
direitos para todas as materias em bruto,ou jiuvCeTi-
do recebido algum beneficio e preparo frem neces-
sarias para o maneio e trabadlos da lavoura. las fa-
bricas, c de quaesquer arlse ofilcius; e igualmente
para lodos os instrumentos, machio e quaesquer
objeclos artefactos necessarios para o mesmo fim ; 2"
direitos protectores sobre-os "productos similares de
fabrico ou producto eslraiigeira, conforme houve
de expor na parte quarla desle relalorio; 3o, impor-
laeao temporaria de certos objectCD qseiTO--paiz v ie-
rem receber mellioranienlo ou concerlos^ e de outros.
nao acabados ou promptos, salvo se com o fim dcil-
ludir os direitos prolectores frem importados; 4",
isenoio de direilos dos producios da pesca feita ero
.-illo-mj-, por emharcares. nacionae So'do
direitos das machinas e outros instrurnenlos de la-
voura e da industria fabril que frem ao eslrangero
para compr-se, concertar-se ou recelwr algum Me-
llioramiitu, c igualmente de seos artefactos que fo-
rem rec eher no estrangeiro a ultima de mao, ou qne
viajaren! para mclhoramenlo da sua qualidade.
11 4." Em relaro ao servieo' do eslado, on ios es-
Inheleciinculos pblicos, a commissao jolgou'conve-
niente a concessao de franqua de direilos para lodos
os objeclos necessarios para o seu uso; porm com
urna uni ca reslriccao, que he a de serem laes objeclos
importai los por conta do eslado, oo dos mencionados
cslabeleeimenlos, ou por conla finalmente de parti-
culares, para obras publicas, em virlude de lei es-
pecial, 011 culilralo.
" 5." Em relaro ao dircilo internacional, e aos/
coslumes e usos, e privilegios diplomticos, houve
'gualmeii te a commissao de propor franqua de di-'
reilos par lodos os objeclos c effeilos perleucenles
aos minist.ro estrangeiros e sua'comiliva que vierem
'esidir, 00 lranilarem pelo imperio, e que por estes
forem decl irados necessarios paraoscg uso e servteo
e para as p rovisOes e objeclos importados, on que
transitaren! para consumo das forjas de mar ou de
Ierra do potenciasestrangeiras, dependendo a exe-
cuco desta medida de au(orisa;ao do overn'o.
6. Em. relaro aos' inesrans coslumes diplom-
ticos, igual medida imuve le propor para a mobilia,
trastes e obj ectos de ornato de cas, livros impres-
sos, alfaias, carros e Irem usados; e perleucntes avs
(lossos minis tros e sua comitiva quando estes regres-
sarcm esuiis missiesao imderio.
7." Em relacao i classe geral dos consumido-
res, a corami so houaje de propor direilos mdicos
sobre os com stiveis e oulras materias inilupensaveis
i vida.
8. Era relaro ao commercio, a commisao, cu-
tre mitras medidas, houve de pro pr franqua de di-
reilos : 1", na entrada le lodos os producios dos es-
lados vizinho, elTecluada pelas nossas fronleiras ler-
reslres ; 2", das provisies e sobresslentes dos navios,
necessarios e iudispensaveis para o consnmo le sua
tripolarao, c para osen coslcio, e, mediante deposi-
te 110 lugar marcado pela alfandega, para o que fos-
se de mister par 1 a viagem de volla; 3, para as
amostras de pequeo valor ; 4-, emlim, para os pro- .
duelos nacionaes de retorno."
9." Em relaijao colonisaco. rommissao hou-
ve de propor fraiiquiadedireitossobreinslron
livros c oulros objeclos necessarios ao eiercl
prolisso dos colonos, c iudispensaveis ao usodemes-
lico das pessoas que vierem residir neimperio.
(i 10.- Em relaro boa, exacta e inleira arrecada-
rao e fiscalisaco da renda, houve de propor: fenio-*
dicidaJe de direi :os sobre todos os objeclos que em
pequeos volumespodem accumular grandes valo-
res ; -1", direilos inr inteiro, como se fossem objeclos
acabados, perfeilos 011 pramptos, sobre as pecas e
parles componenies de certas obras que, pera illo-
dir os direitos, c'o slumam ser Irarisportadas era em-
harcares e raisas dilTerenles, e em occasies diver-
sas, como trastes ! objeclos semelhnles ; 3", sencao
de direilos sobre as mercadorias appr'ehcndidas, cojo
producto fr adjudicado ao apprehensor.
-'CoRfinua-te-BicJ
C0KRS3P0NDENGIA SO DIARIO BE
PERNAHBCO.
Natal 18 de Janeiro e 1864.
Antes tarde do que nunca,dizia a minhaav.e agora
lambem o diz seu neto. Bem sei que commcll a in-
qualilicavel grosseria de ausenlar-roe de suaseolom-
nas a franceza. sem ao menos dizer-aos seusanudos
leilores aqui te licam as chaves ; mas' o que
quer.? Todos os homens tem suas faltas, e cu m'izoro
peccador nao pudia ser o puro que as nao livesse :
confiado oois na costnmada boralade,- espero descul-
pa, maxi iie-se nllenderem a que piinha ausencia foi
torrada por quern mais podia a imperiosa leala ne-
cessidade. essa tyranna *,calcunfrpede,corTer scea e mca.ua doce esperaii-
ca demelhora.r minbas finanzas; al que por fim vi
sera remedio, se escuar mim a plhysica bolsa o ul-
limo real : enao sem mais demora lornei aos patrios
lares, deixando a improvisada oceuparao de mar-
chante, h quo me linha dado.mascnm a qualscmpre
embiquei,.c eis-me de novo em vollas coma minlia
auiabelissima jangada aud.iciosi, accommcttcod o
furor los elemenlosi^ proel*!-."-'" uo seio divagas
a ,ri*- ,^ -^ T*" minha pobre familia; e
as horas iteTes:anco, de penna aparada para oceii-
par meu antigo posto, dando-lhe nova desta querida
ierra, com a cosluniada imparcialidade, e exac-
lidao.
Nao posso agora remonar-me ao que vi por pode
andei, e nem ao- que aqui so passou durante inhiba
tonga peregrinacao, perqu seria isto una nfadonha
sabatina, que pouco iirleressSria ios seus leilores, e
muito me fatigara ; por tanto principiarci da poca
astimosa las cleici.es provinci%es desse js ira de
tantos candidatos que se fazam coro jos a nm asien-
to na dignissi ma, mas que ficaram de queixo a ban-
da.vndo desapparecer no horisonle de sua ambico a
ultima ceuteiha da importancia polilica : causa d e
compaixao ouvir a alguns desses que conheco contor
sua derrota : pobres almas J he sabido pois o re-
sultado da eleico- que a mu ver nao he salisfaio-
ria, porque hilado com a costumada franqueza, esi
allendendo aos irrleresses de minha provincia, en-
tendoquo seus. rep-resenlanles boje poucos bens, ou
nenhuus liie podein proporcionar ; nao porque nao
creia que todos mitram bonsdesejos, mis porque em
muilos Ihe fallam lidao para o honro-.w cargo de legisbnr. Nao se en-
lenda que com isto quero ofleuder a ninguem. e he'm
queem mim reina o despeito, porque me conheco e
sou muilo pequeiiiuo para procurar subir a taodeva-
do lugar, mas acho que o partido dominante tinha
era seu seio muita gente habeliladissima para coro-
nar urna assembia que mellinr podesse promover o
bem da provincia. Naojei de quera parti urna lal
chapa, nem mesmo se-.nluvc combiuaco a respeilo
della ; sei porm que ha seus desgostos mesmo no
partido, principalmente porque foi reeleilo o r.
Amaro conlra loda a cipcclaiiva : esperamos porm
pela sua reuniu, c' vejamos'se, como coslumam di-
zr obrasdesmentom signaes.
Ileina com a maior inteiiciihule nesla cidade, c na
povoaco de Punta Negra a.terrivel febre amarella,
e apesardos socconos que para all tem euviailo o
Exm. Sr. Passo?, que tem sillo incansavel cm acudir
.ios afectados do mal. ja enviando um medicoque
maudou vir d'Alagoas, remedios e al alimen los.io-
davia o mal.conliuua n> mesma inlensidade,fazendo
un sem numero de victimas. As peoras igrejasque
ha nesta cidade, eslo coui suas sepolluras per tal
forma entulliadas, que o Exm. Sr. presidente resel-
voii determinar a cmara municipal que, de accordo
com o vi-ario, mandasse escolher um tugar pro-
lirio e benze-lo, para nelle serum enlcrrados os cada-
veres das vid mas da telire oraarella, e hoje parti
para Poata Negra a commissao .la cmara, o El
presidente e o vigario. Nao sei qua,|0 uoss
vernu se desengaar,,, deque urna la, mais ,, "
Untes causas do arraigamento Ir nos, he o torrivel costumo do sepultar os cada-
veres as igrejas onde concorre a populara, 0 vai
receber os myasmas polridos que exalam.asjopl-
luras, quasi sempre mri cberlas ; o quo allamcntc
reclama a factura de cemiterios, despezas que.nao
podem'comportar os cofres de pequeas e pobres
provincias como a liosa.
No lia 8 do correnle, na povoaco de Nova Cruz,
uns criminosos que andavaui acossados pela policia,
emboscarara ao destacamento quelites andava na pista
e sobre elle lesfeixou aigiuis tiros, dos quaes ficaram
, ferido*. dnns soldados: para T parti no.dia Uo
Dr. Hcrculauo, olite de polica, que honra Ihe
soja teila, lera sido incinsavel cm perseguir .-inser-
rabiosos; Irabalh a que en me nao dara, por que
uo val .1 pena prender e processar para o jury absol-
ver romo rosluma.
Est marcado para o dia 25 do correnle o jury des-
la cidade, veremos aloque ponto chegar o jubileo.
A secca j se vai fazendo sentir em algumas pai-
c Dos "que ira nao seja duradoura.
ludo o mais continua na sania paz do Senhor.
Sade e ludo quaulo desoja etc, etc.
A
V
EilBIJCO.
BEPARTICAO DA POLICA.
Parte do da 35 de Janeiro.
Hlm. eExm.Sr.Participo a V. Exc quedas
partes bojerecebi las,esl.i repirlirao. consta terem
sido presos : i minha ordem, Jos Manoel de Al-
meida, por infraceo le posturas mnnicipars, e a-
coulr leserlores; ordem do)>lclegado do 1" dislric-
to desle termo, Ignacio de Lov ola Azevcdo, sem de-
clararao do motivo : a ordem lo subdelegado da fre-
guezia de S. Antonio, o preto Alexandre, escravo de
___
*'


DIARIO DE PERNAMBUCO SEXTA FEIRA 27 DE JANEIRO DE 1854.
el Jos dos Santos, por furto; ordem do sub-
1 da freguezia do* Afeados, Francisco Joa-
Oliveira, por haver espancado a ura menor ;
it do subdelegado da fresuezia de Jaboalao,
preto Manuel, a requerimenlo Je Pedro Joaquim
bornes.
9 delegado do lermo de Nazarelh, em oilicio da 1(
lo crranle, parlicipou-me que, ordenando o subde-
legado do 2. districln do Tracunliaem no dia 3 des-
le mei an inspector do quarlcirao Jos l'ereira de
Araojo, a prisao do desertor do excrcito Mathas Jos
Hibeiro, que se aclia liomisiado no engenho Aldeia,
acceder qne o raesmo desertor resistisse escolta
que oa capturar,'a ponto de ferir giv.vemente a un
dos soldados da dita escolla du nomo Francisoo Go-
mes dos Sanios, cm cujo acto e em resultado de urna
reiiibid.i luln fra disparado um tiro sobro o men-
cionado desertor, que fallecen instantneamente;
sendo qae nenhum outro racio pode ser empregado
pra >e conseguir sua prisao.
Accrescoula o mesmo delegado que, tendo-se pro-
cedido ao competen!e aulo de vistoria, eslava Ira-
ndo-se de instaurar respectivo prncesso.
Ka mesrna dalo participou anda n referido dele-
gado que, uo dia ti, fura gravemente esparcada no
lugar denominado Alago* do Carro, a parda Esme-
ril d tal, por Manoel do Miranda, o qual foca preso
e contra elle se eslava proceden Jo nos termos da lei.
Dos gnarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 2 de Janeiro de 18Vi.lili. eExm.
Sr. consellieiro Jos Benlo da Cunha o Figueiredo,
presidente da provincia.O dcseniSargador Cac-
les*) Tote da Silea Santiago dicto de polica ie-
lerino.
dem do da 36.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que das
parres hoje recebidas nesla reparticao, coasta terem
sido presos : ordem do juiz muiiicip.il da segunda.
vara, Honorato Jos de Oliveira Figueiredo, a reque-
rintento de Tliedooro de Alineida CusL; ordem do
delegada do prime:ro districlo deste termo, a prela
escrava Antonia por iufracrao de postaras munci-
paes ; ordem do subdelegado da freguezia de S. Ir.
Pedro Goncalvcs. Antonio Jos de Miranda, por sus-
peilo; i ordem dasubdelegado da freguezia de S. Jo-
s, Joo Eleulerio\le Dos, lambem por suspeito, c
Augusto Jos de Oliveira, sem tleclaracao do motivo ;
o a do subdelegado da freauezia dos Afosados, An-
tonio Jos Duarle Guimaraes, Joo Bento l.ages,
Francisco o- da Costa, ManoelBodrcuesPinbeiro,
Hanoel Francisco Paes, Manoel Joao Bibeiro, Clau-
dios Marque*. Manoel Francisco deSouza, Benlo Jo-
s Machado Ferrcira, todos para averiguaces.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria de" polica de
Pernambuco -2i de Janeiro de 1854.Illm. e Exm.
Sr. eonselheiro Jos liento da Cimba e Ficueiredo,
presidente da provincia. O 'desembargador Cae-
Uno Jote i SUca .Santiago, clifae de polica inle-
rino.
'
Joaquim Elviro de Moraes Car.valhn, bacliarel Initb-
cencio Serfico de Assis Carvalbc, bacharel Mxi-
mum jopes Machado, bacliarel Sebastin Antonio
Accioli l.ins e bacliarel Francisco Brederode de An-
drade; vos que vos aprasenlaes ao publico como re-
dactores do Liberal, segundo foi publicado no mesmo
Liberal do anuo prximo passado n. 262, deveis lo-
dos (ou pelo menos o rabiscador do artigo de fundo
A Feira da Ladra) por vossa honra e pela irJgui-
dade que deve ornar o escriplur publico, declarar
ludo nanlo sabis acerca da i'mpulaoao que me lari-
caes: deveis publicar os nomes dos recrulas que sol-
fe, c tambem deveis exhibir lodos os documen-
tos e provas quo vos levaram a ullrajar-me lo tor
pcmenle.
Eu vos provoco c vos rogo, senliores por ludo
quanlo lia de mais nobre e mais sagrado em vossa al-
ma, que vos resolvaos a deixar cahir b manto que
vos -acculla em vossas anonymas alliisoes, para que
descoberlos o olTensor e o oilem'ido pnssam ser fran-
cas a aecusaco eadefeza: espero de mis lodos, a
quem sempre Irate com palidez, e de quem espero
proceder de cavalleiros, que mo me occullareis o
rosto daquelle, que Iracociramenlo procurou ferir-
me no que lenho de mais charo na vida. Se, porm,
vos negardes a este convite ficareis lidos c havidos
por calumniadores perante os Peruaqjbuanos juslos
e sensatos, cujo leslcmunlio hoje soleinuemenle in-
voca o
Bacharel.tntonioda Cuhde Figueiredo,
Capelln do exercilo.
Bccife 24 de Janeiro de 1851.
PlIBUCMjiO 4 PEDIDO.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
No dia 29 do correte deve priucipiar a (rabalhar
o novo tclegrapbo, que por ordem de S. E\c. o Sr.
presidente da provincia, fez construir o Sr. ca-
lo porto, Elisiario Anlonio dos Santos, aiim de
rem annunciados exactamente li3o* os navios que
lam a baa desta capital. Ha muilo que
is a insufficiencia do telewapho antgo, o
. sendo tollo- logo depois da Independencia, apc-
a a*dava hsje a eoaheccr a bamleira de meia du-
Koe, com quem enlao coiamerciavamos ; e
a falla de signaes convenientes, nao so deir.ava de
toser corlas indicarles, alias necesarias, como al
collocava o publico em conjeelu'ra-, todas as vezes
qae. uacionalidade e o porto donde vinha o navio
vislado, nao podan) serannunciados com os signaes
a velho roleiro. Remediando esta falta, prestou o
ir. presidente um servico digno de r econhecimento ;
deste nos parece dever participar o Sr. inspector do
nal de mariuha, peto bem que rompreheodeu e
, eieculou a ia do S. Exc.
sr esta occasio lerobrmos lambem ao Sr. pre-
sidente a conveniencia cu antes necassdade que le-
os de que o goveruo, altendendo i falla geralmen-
s sentida de correos psra muilas villas importantes
'interior da provincia, procure igualmente reme-
diar ene mal, uo que de ceno nao ter muita des-
pera, nem oulras dilliculdades a vencer, seguindo-se
itema que vamos indicar. O gov erno pode, por
exemplo, fazer partir do Brojo um c irrcio, em dia
determinado, o qual eonduzir a ni la al a villa
mais prxima ; d'ahj^coMinuan oulr o a viagem at
oulr villav e asslm p?uinW?fe sor te que os cr-
relos sabidosdesta capital, nao toulmm de ir mais
longe" que dez leguas. Alm de ser inconlestavel-
mente mais rpido o servico assim feil o, oQerece de-
raais esse syslema a vanl^em da bara leza, pois que
em qalquer villa do interior facilm enle se encon-
ram boroeiis que lajam urna viagem p ira a villa mais
prxima por prern duiinulo, ao pass o que para vi-
rem i capital eiigcm grande paga, ni o s pela lon-
plude do caininlio, como pelo abandono qne por
mitos das lem de fazer dosseus inte resses locacs e
ordinarios, circumslancias qaesen,l contrario. Segando temos calculado nao se poder
faslar mais de 2:000^000 rs. por anuo' com a adopejio
deste syslema; e se logo uocomeco n( i se tirar a iles-
peza, .todava be iuconteslavel que pal a o futuro ser
ella coberla com vantagem, acresceodo a islo o a-
vor que se proporcionar lavoura ci im o angmenlo
dos bracos quo llie subrevra, visto qa e poupuremos
aos.habitantes do interior o diitrahiret a do seu servi-
co diversos porUdores para muilas ve zes remcltcrem
Carlas sement esta cidade.
Entrou lionlem em nosso porto, procedcnle da
Babia, o vapor nacional Monarcha, perlencente J\
companhia de navegado do Amazont s, e que segu
ao su destino.
Becebemosjornaes daqnclla provincia com dalas
at 20 do corrente. Nenliuma alterar.; u> havia por all
no socego publico.
No dia 20 devia partir de S. Salva. Jor para o Bfo
de Janeiro, a bordo do vapor Impera, tor, oSr. Dr.
Adriano Ernesto de Caslilho Barret o, director da
companhia I.uso-Brasileira, e irmao di i muilo dislinc-
lo poeta portaguez o Sr. Anlonio Fe iciauo de Cas-
lilho.
Nada mais encon Iranios nos jor na t s, que podesse
. ser mencionado.
A'memoria do homem. honrado, modelo de todas
as virtud.es domeslicas e publicas, o Illm. Sr. com-
mandanle superior Francisco Xavier de Carvalho.
POESA
dedicada ao sen neto o Dr. Francisco Xavier
de Pinto Xaima, e ao seu enaltado o Illm. Sr.
capitao' Leonardo Jos Perelra Barjei.
XI est cruel, poignante de perdre ceux qu'on aime,
C'est em enorme poidt qui tombe sur le o ur.
nell.Xlize Horeau.
I
Ei-lo, proslailo sobre a lousa fra,
O egregio Anciao....
Bello exemplo, o phanal da honra o. lirios
Morreu romo Cbrislao !
Sobre ello laucn Dos da gloria sua
Lm rellexo brilhanle ;
E ao anjo da mortc disse um dia:
Parle, va anhelante,
Corlar-lhe o lio desla vida pura,
E lraz-m"a como luz.
Que sobre aliar mysleroso e santo
Perfumada reluz !..
U
Dura lei do Senlior sede cumprida.
Pobre lilba, que o pai lamenta o chora ;
E vos. que filhos seos, lamberp carpiudu-o
N'alma senlis brotar roxas saudades...
Em torno vos a snlido cierna,
Embado a vossa dr perenne gema,
E orvalhe a campa ir amoroso pronto...
Doos qur que, sem horror, os olhos seus
Bcpousem sobre a lage dos finados :
Na bella aurora da existencia colbe
Urna virgeni, que amor n'um sonho vago
Embalavaformosa ;
Ou varao radiante ilc virtudes ;
Vo como ly ros exhalar perfumes,
Ou como lnz serena, Iluminando
Horror das soldes, ilar vida as Irvas.
nr
(iravado sobro a lousa do sepulcro
Sejao'seu epitaphio
Aqu descansa, n'um silencio cierno,
O amigo dos homens.
Por ti;n utnigo.
COMMERGIO.
t/RACA DO KECIFE 2G DE JANEIRO AS 3
MORAS DA TARDE.
Cola(,*Ges ofciaes.
Assucar roascavado escolhido a 1^680 e 1&700 rs.
(xir arn-na.
ALFANDEGA.
Rpiidimeutn do dia I a -2'i.....2o0:ll3Ji67i
dem do da 26.......8:6719612
258:7855286
Dtfcarregam hoje 27 de Janeiro.
Brigue hambiirgiicz b\ D. bacalbo. ,,
Escuno hamburgueza liduard mercaderas.
Importacao .
Hiato brasileiro Agitia Bratileira. vindo do Aen-
rae, consignado a Manoel (ionjalvcs da Silva, ma-
niiesion o segainte : ,
6,848 meios de sola ; a Domingos Jos Pinho
Braga.
CONSULADO GEBAL.
Reiulmenlo do. dia 1 a 25 .32:93985.52
dem do dia 26........4:1559033
37:09I85
diversas Provincias.
Rendmentododa la 5.....4:3229090
dem ilu du 3i 1449987
1:167908,1
JExportacao-
Baliia, brigue inslez a vapor Brilhant, de 279 to-
neladas, conduziuo rcsto.dn seu rarregamcnlo.
Liverpool pela Paiabiha, barca inglcza It'illiam
Rttssell, de 4-41 toneladas, conduzio o seguinle : 2
caxas e i barrica* cobre velho, 6 barricas metal ve-
lho, 22fcixes, 9,200chitas, 853 arrobas de talajuba,
40,000 un has, 2,085 saceos com 1U,425 arrobas de as-
sucar.
HECEBEDOBIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do da 26..... 1959224
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia 1 a 25 .' 39:2029210
dem do dia 26........&8699H9
para ser arrematada, a quem por menos fizer, a obra
dos concert!).da cadeia da villa de Garanhuns, ava-
hada em 2:2499240 rs. A arrematarlo ser feita na
forma dos nrtgos 2ic 27 da lei provincial n. 286
dct7deniaiodo 1851, e sobas clausulas especiaes
abano copiadas. .
Aspessoas que se propozerem a esto arremalacao,
comparecam na sala das sesses da junta da fazenda
da mesma Ibesouraria, no dia cima declarado, pe-
to meio dia, competentemente habilitada*.
E para constarse mndou allixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretoria da Ibesouraria provincial de Pernam-
buco 30 de ilezemhro de 1853. O secretorio,
Anlonio Ferreira da Annunciariio.
Clausulas especiaes para a arremata^So.
1 .aOsconcerlos da cadeia da villa de Garanhuns,
far-se-hao de conformidadccom o. ornamento appro-
vado pela directora cm ronselho, c apresentado a
approvacarido Exm. Sr. presidente, na importancia
de 2:249,>SO rs.
2. O,arrematante dar principio as obras no pra-
zo de dous mezc.*, c dever conclui-las no de sei
mezes, ambos contados na forma do artigo 31 da 'lei
.i. 286.
3. O arremtame sesuir nos seus trabadlos ludo
o (iis I lie for determinado pelo respectivo engenbei-
ro, niio s para boa cxecucilo das obras, como em
ordem de naoinulilisarao mesmo lempo para o ser-
vico publico loik's as parles do edificio.
4.a O pagamento da importancia da arremalacao
lera lusar em Ires preslacoes iguaes ; a 1.a, depois,
de feita a metade da obra ; a 2.a, depois da entrega
provisoria ; e a 3.', na eutrega definitiva. -
5.a O prazo de rcspousabilidade ser de seis me-
zes,
6.a Para tuda o que nao cslivcr determinado as
presentes clausulas nem no ornamento, segnir-se-ha
o que dispfic arespeitoa lei provincial n.286.
Conforme. O secretorio,
Antonio Ferreira da Amnmcia^o.
Illm. Sr. inspector da Ibesouraria provincial,
em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda fazer publico, que no dra 16
de fevereiro prximo viiidoum, peranlc ajunla da
fazenda da mesma Ibesouraria, vai novamente ira-
ca para ser arrematada a quem por menos lizer a
obrados concertosda cadeia da villa do P'i d'Albo,
avallada em 2:8605000 rs.
A arremalacao sera feila na forma dos arls. 24 e
27 d lei provincial n. 286 de 17 de ni< de 1851, e
sob a clausulas especiaes abaixo copiada;.
* Aspessoas que se propozerem a esta arremalacao,
comparecam na sato das sessoes da mesma junta nos
dias cima declarados, pelo meio dia, compelente-
menle habilitadas.
E para constar se mandou allixar o drsente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ibesouraria provincial de Pernambu-
co, 14 de Janeiro de 1854. O secretorio, Anlonio
Ferreira d'Anmmciarao.
Clausulas especiaes para a arrcmalafo.
1.a As obras dos reparos da cadeia de villa sto-Po
d'AIboserao fcitas de conformidade como plano o
orcamenlo, approvados pela directora em conselho,
e apresentadosa approvarao do Exm. Sr. presidcule,
na importancia de 2:8609000 rs.
2.a As obras comesinlo no prazo de 30 dias e se-
rn concluidas no de 4 mezes,ambos contados de con-
formidade com o'que dispoe o arl. 31 do regulamen-
to'das obras publicas.
3.a A importancia da arremalacao sera paga em
tres preslacoes sendo, a p; nucir du dous quintos pa-
gos aliando o arrematante houver feilo metade das
obras; a segunda igual a primera, paga no fin das
obras, depois do rccebiinenio provisorio, c a ultima
paga depois do anuo de responsabelidade e entrega
definitiva.
, 4.a Para ludo o que n3o estiver determinado as
prsenles clausulas ou no orcamenlo, seguir-se-ha as
disposicates da lei n. 286 de 19 do maio de 1851.
Conforme o socretario, Anlonio Ferreira a*Anmm-
ciarao.
O H!m. if- inspector da Ibesouraria provin-
cial, em cumpriWnto da ordem du Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 22 do corrente, manda fa-
zer publico, que nos dias 7, 8 e 9 de fevereiro pr-
ximo vindouro,. perante janla da fazenda da mr-
ma thesouraria, se ha de arrematar i qdem por me-
nos.fizer, a obra do anide na Villa Bella da comar-
ca dePaje de. Flores, avadada em 4:0049000 rs.
A arremalacao ser feita lia forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremala-
cao, cgmpai'ecam na sala dasses'oes da mesma jun-
ta, nos das cima declarados pelo meio dia, compe
tentemento. habelitadas.
E para constar se mandou allixar j presente
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ibesouraria provincial de Pernam-
buco, 24 dodezenibro de 1853.O secretorio,
Antonio Ferreira Clausulas especiaes para 'i arremalacao.
1, An obras deste acude sei o fcitas de confor-
rnidade com as plantas c orc,aivieiito, appreseulados
nesla data a approvarao o Exm. presidente da pro-
vincia, na importancia de 4:0049000. rs.
'2.a Estas obras deverao principiar no prazo de 2
mezes, e serao concluidas no de 10 mezes, acontar
conforme a lei provincial n. 286.
3.a A importancia desta arremalacao ser paga
cm Ires prestaces da manera seguinle : prime ira
dos dous! quintos do valor (nial, quando liver con-
cluido auielade da obra ; a segunda igual a prime-
ra, depois de lavrado o termo de recebimento pro-
visorio a lerccira finalmenle, de uin quinto depo-
is do recebimento definitivo.
4.a O arrematante ser obrigado a communcar a
repartirlo da obras publicas com antecedencia de
30 dias. o dia lixo em que lem de dar principio a
execucao das obras, assim como trabalbar se-
guidamente durante 15 das.alim de que possa o en-
genhelro cacarregado da obra assistr aos primeiros
trabadlos.
5.a. Para Indo o mais que noeslivcr especificado
as presentes clausulas, seguir-se-ha o que determi-
na a le provincial n.286, de 17 de maio d 1851.
Ferreira
42:0719329
MOVIMENTO DO PORTO.
COBRESPOMM A.
1M RECURSO AOS PERNAMB UCANOS.
Havcndo eu, por raeu desagraiLrvel estado de san-
de, demorado-me cerca de mez c meio. cm um reliro,
na freguezia de Jaboalao, estivo all ge izando da feli-
cdade que se encentra nos campos. Iivre da lei-
lura (u ve*f bem pungente) das foll ias polticas:
ignorando B, porlanlo, o que se pass va e se dista,
repousava em minlia cunsciencia, bem longe de pen-
sar que os escritores do liberal cslend, ?riam as suas
crueisalcivosiosao ponto de ferir a qui m, comoeu,
nanea se mvolveu emjenredos polilicos; infelizmen-
te, porem, quando regressei de minlii solido, no
da 19 deste,- la Feira da Ladra no '.iberal de 7
do correnle, e nao pode crer que a hisl. .ria que all
seconla de um padre tumbeiro queso Uou um re-
brilla por dinheiro, fosse allusiva a mir n; antes me
persuad que seria urna daquelbts ccoes inventadas,
peto nico desejo de se deprimir a presd. -ncia; eas-
sii,i eu me rebaixaria se recebesseacarapi 1Sa talhada
par um paire tumbeiro'.'.'.
Mas agora, que me consto (cheio de in dignajao o
digo) que mn ou alguns dos escriplores do Liberal
tiveram a, coragem do dirigir cartas par a o Rio de
Janeiro em que aflirmam que eu, nbusanc lo da ami-
zqfle de meu irmao, lenho conseguido sol ar rerru-
ta* por. dinheiro, enlcndi que nao devia i oardar si-
lencio aqui, onde devo ser mohecido ; vist o que nao
quero a menor reslriccao nem reserva c, uandose
Irala de examinar a minba conducto. Assenlei,
tanto, que me devia dirigir ao publico, para que
Pwsa bem avadar a gravidade o iiijustj. C de lo
alroz calumnbi. e conhecer devidamenlc at que
anto pode chegar o genio do mal'. O pi iblicn de
nambncoque me condece a mim e lodos os meus
actosdesde a miqha lenra dade; os. hr,mci is nota-
' veis que me commonicain. e tj-alam comigo ha lan-
os aynqs, vejam se lo se compadece com o meu ca-
rcter, e julguem-me em visla dos meus prec edenles
e dos d'aquelles que mefazem urna semcdiai ile m-
pulaco. Sim, julguem-mo com juslica e vi jam se
me pode caber a negra calumnia com ue alg iem da
oposicao de Pernambuco pretende marear o c oncei-
to qne al aqui lenho merecictt> filies nlo p ermil-
o que um moco, que ha pouen enlrou n. v vida
publica, guardando o maior respeiio'u decoro so-
iladc, fique cruel e injustamente vulnerai lo no
principio de sua carreira, sem ser espedacado o ferro
da maledicencia que o ameara.
E vos, senhores redacioresdo tJberall Dr.A. oio-
irio Vicente do Nascimenlo Feitosa. Dr. Joaqi lim
Francisco de Faria, bacharel Jos Antonio de Fi-
gueiredo, bacharel Viccnle Ferreira Gomes, uacha r (i
Sacio entrados no dia 26.
Acarac14 dias, biale brasileiro Aguia brasiloira,
de 53 toneladas, mostr Francisco Jos da Silva
Ralis, eqnipagr-m 6, carga sola e mai< geiieros; a
Manoel Goncalvcs da Silva. Passageiros, Domin-
gos Jos Pinto Braga e 3 escravTjs, Arjs Carneiro
da Costa, Francisco Publico de Al'buquerqne,
Joo Romualdo de Miranda, Prexedes Joveniano
da Costo Carneiro. V.eo a esle porto com aaua
iihajija, seu destino era para o Rio de Janeiro.
'" "BsiBlTO-Ayres27 dys, barca americana Marianna,
de 276 toneladas, capillo II. helar, equpagem
12, carga laa, sebo e couros; a Deane Voule &
Companhia. Ycio receber brdens e segu para
New-York,
Terra Nova30 dias, briee hamburgnez Xeir Ed,
de250 toneladas, capitoo P. Oesau, equipaiiem 9,
carga bacalbo ; a Deane Youlc& Companhia.
Rio de Janeiro, Capitana. Cravellas e Babia17
dias, edo ullimo porto 3 dias e 12 horas, vapor
brasileiro Monarcha, de 74 toneladas, comman-
danle Miguel de Miranda Vian.ua, equpagem 19,
em lastro ; a Amorim Irmaos, Veo receber car-
vae segu para Maranhaoe Para.
Lisboa27 dias, brigue escuna sueco Gefim, de 124
toneladas, capitao B. B. Soderberg, equpagem 9,
carsa sal.; a Me. Calmont ,\- Companhia.
CalhndeLima57 dias, galera chilena /lasara,
de 1,003 toneladas, capitao P. Handyslle, equpa-
gem 30, carga guano ; ao capitao. Veio refrescar
e segu para New-York.
Buenos-Ayres27 dias, patacho dinamarquez Adeli-
ne, de 110 toneladas, capitoo C. Jblaad, equpa-
gem 8, carga cnuros c mais gneros ; ao capitao.
Sen destino he para Antuerpia, arribou paracon-
serlar as bombas.
/Vacos saludos no mesmo dia.
Liverpool pela ParahibaBarca ingleza IVilliam
fvssell, capitao Thomaz Walsh, carga assucar.
Ro Grande do Sal por Santa CatharnaBrigue bra-
sileiro Paquete I'entura, capilAo Manoel Joaquim
dos Beis, carga varios gneros. Passageiros, Boa-
ventura da Silva Vinbas c sua familia.
Trieste por Gil.rallar Barca porlugueza Santa
Cric, capilan Adriao Ferreira da Silva, carga as-
sucar.
Rio de JaneiroBrigue inglez Lord Nelton, com a
mesma carga qne Irouxe. Suspenden do lameirao.
BabiaBrigue ingles a vapor Brilhant, capitao Mil-
ehril, com parte da carga que Irouxe. Suspendeu
do lameirao. "
Bio de Janeirol'alacho brasileiro llermina, com a
mesma carca que Irouxe. Suspendeu do lameirao.
EDITAES.
O Illm. sr. inspector da Ibesouraria de fazen-
da, manda fazer publico, que da dala deste a 30 dias
serao arrematados petante a mesma Ibesouraria, e
a quem mais_der nos termos do alva de 14 de Ja-
neiro de 1807 as Ierras malcriacs c mais periences
da capella vaga de Nona Scuhora do Socorro, cita no
eugenho Soceorro da freguezia il S. Amaro de Ja-
boalao : pelo que as pessoas que quizerem licirr.de-
veijo comparecer na sala da. sessoes da referida Ibe-
souraria, as II', horas do dia 21 le fevereiro pr-
ximo futuro ;dverliudo que a arrciualaco ser fei-
ta a dinheirode contado.
Secretara da Ibesouraria de fazenda de Pcrnam
buco 16 de Janeiro de 1851.O ufuci.il maior,
Emilio Xacier Sobreira de Mello.
O Illm. Sr. inspector da Ibesouraria provincia
em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda fazer publico, qae no dia 23de
ferereiro proumo vindouro, vai novameole a pr$a
Conformo. O secretorio, Antonio
d' Annunr.iacao.
O Illm. Sr. inspector da Ibesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da resoluco da junto, manda
fazer publico quo no dja 9 de fevereiro prximo vin-
douro. vai novamente praca para ser arrematada
perante a mesma junta, a quem por menos lizer, a
obra do atorro c empedrainento da primeira parle do
prmeiro lanno da eilrada do norte', avadada em
28:0969887 rs._
A arremalacao ser feita na forma dos arligos 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851, e
sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalacao'
comparecam na sala das sesses da mesma junta, no
dia cima declarado, pelo meio dia, couipeleulemeu-
te habilitadas.
E para constar se mandou afiixar o presento, e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ibesouraria provincial de Pernambu-
co 9 de Janeiro de 1854. O secretario.
Antonio Ferreira d'Annunciarao.
CJausulas especiaes para a arrematara.
1.a Esta obra ser feifa de conformidade com o or-
namento approvado pela directora em conselho, e
nesla dala apresentado a approvarao do Exm. Sr.
presidente da provinciana importauciade28:0969887
ris.
2.a O arrematante dar principio as obras no prazo
de dous mezes, e os concluir no prazo de uuinze
mezes, ambos contados de conformidade com o artigo
31 da lei provincial n. 286.
3.a Desde a entrega provisoria da obra al a entre-
ga definitiva, ser o arrematante obrigado a conservar
a estrada sempre em bom estado, para o que dever
ter pelo rtenos dous guardas empregados constante-
mente nesle servirjn.e far immedialamenlc qualquer
reparo que llie for determinado pelo engenheiro.
4.a O pagamento desla obra ser feilo cm quatro
preslacoes iguaes : a primeira depois de feito o terco
das obras do lauco : a segunda depois de completa-
dos os dous tercos : a lercejra quando forem recebi-
das provisoriamente : e a quarta depois da entrega
delin iti va, a qual lera lugar um auno depois do rece-
bimento provisorio.
5.a Para ludo o mais que nao estiver determinado
as prsenles clausulas, segair-se-ha o que dispoe a
respeilo a lei provincial n. 286.
Conforme.O secretario,
Anlonio Ferreira d'Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da Ihcsouraria provinci-
al, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dcule da provincia de 23 do correnle, que manda
fazer publico que, nos dias 14, 15 e 16 de fevereiro
prximo vindouro, perante a junta da fazenda da
mesma Ibc-souraria, se lia de arrematar a quem
por monos lizer a obra do .5. -lauco da ranii-
ucacjbl da estrada dosul para a villa do Cabo, ava-
dada cm 19:8009000 rs. #
A arremalacao ser feila na forma dos arligos 24
e 7 da lei provincial numero 286 de 17 de maio de
1851, o sob as clausula especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a osla arremalacao
comparecam na sala das sesses da mesma jimia os
dias cima declarados pelo meio dia, coropclente-
iiient habilitadas.
E para constar se mandou allixar o prsenle <
publicar pelo Diario. Secretaria la Ihesnuraria
provincial de Pernambuco, 24 ib-Janeiro de 18,51.
O secretorio. Antonio Ferreira da Annuncxaeao.
Clausulas esperiaes para a arrmatarCto. '
I. As obras do5.lauco da ramilirarao da eslrada
do Cali serao relasjdccoiirormidadecniioorrameulo,
plantas eperfiz approvados pela directora em con-
selho c apprcsputndos a approvarao do Exm. Sr.
presidente na importancia de 19:8009000 rs.
2." O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de um nnjz c dever conclu-las no de 12 meses
anillos contados na forma do artigo 31 da lei nu-
mero 86.
3. O pagamento da importancia da arremalacao
rcahsar-se-ha cm quatro preslacoes iguaes; a I.
ctopo de feilo n primeiro torco das obras ; a 2.
(lepte-de concluido o segundo Ierro ; a 3. na oc-
casiao do recebimeulo provisorio, e a derradeira de-
pois da entrega definitiva, a qual readsai-se-ba um
auno depois do recebimento provisorio.
4." Seis mezes depois de principiadas as obras de-
vera o arrematan le proporcionar transito ao publico
em toda a eitohcaodo lauco.
5.a Para ludo o quo nao se arba determinado
as prsenles clausulas nem no orcamenlo, seguir-
se-ha o i|uc dispoe a respeilo a lei numero 286.
ConformeO secretario. Anlonio Ferreira du in-
mnKiae&o,
O Illm. Sr. inspector da Ihcsouraria prov in-
fial, em ciiniprimculo da resoluco da junta da fa-
zenda, manda fazer publico, que no dia 16 de feve-
reiro prximo vindouro, vai iiovainenlc praca,
para ser arrematada a quem por menos lizer a obra
los concertos da cadeia da vifla Scriibaeni, avadada
em 249508000 rs.
A anemalacao ser feila na forma dos arligos 94
c 27 da lei provincial Humero 286 de 17 de maio
de 1851, e sob as clausula especiaes abaixo co-
piadas.
As pessoas queso propozerem a esta arremataran
comparecam na sala das sesses da mesma junta
o ida cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para cojear se. mandou afiixar o presento o
publicar pc-flfJ'">''<>-
Serrelaria da Ibcznuraria provincial de Pernam-
buco 24 de Janeiro de 1854. O secretario, Anlonio
Ferreira da Annunciarao.
Clausulas especiae* pura a arremataran
1." Os colicortos da cadeia de villa de SeVinhaem
far-se-hao de rontormidade como orcamenlo appro-
v.rdo pela.directora em conselho e appresenlade a
approvarao do Exm. presidente na mporlaiiria de
2:750*000 rs.
2." O arrcmalaiito dar principio as obras mi pra-
zo ile um mez e devera conclui-las uo de seis me-
zes, ambos contados ua forma do artigu 31 da le
numero 286.
3.a O arrematante seguir nos seus trabadlos lu-
do o que llie for determinado pelo respectivo enac-
nheiio, nao s para a boa exerucSo das abras como
em ordem de nao inullsar ao mesmo lempo para
o servico publico lodas as parles do edificio.
4." O pagamento da importancia da arremalacao
lera lugar oni Ires preslacSes iguaes: al" depois
de feila ameladeda obra; a 2" depois da entrega
provisoria; e a lerccira na entrega definitiva.
5.a O prazo'da rcspousabilidade ser de seis me-
zes-.
(' Para ludo o que nao se arba determinado as
presentes clausulas nem no orcamenlo segur-se-ha
o que dispoe a respeilo a lei provincial n. ->86.
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira da
Annunciarao.
O Illm. Sr. inspector da Ibesouraria provincial,
ein ciimprimentoda resoluco da junta da fazenda,
manda fazer publico, que uo dia 16 du fcvpreiro
prximo vindouro, vai novamente a praca para sor
arrematada a quem por menos lizer a obra dos con-
certos da cadeia da villa do Cabo, avadados em
825009 rs.
A arremalacao sor.i jfoila na forma dos arls. 24 e
27 da le provincial u. 286 de 17 de maio do 1851,
c sob as clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pcssas que se propozercni a esla arremalacao
comparecam na sala das sessoes da mesma junto no
da cima declarado pelo meio da coni|>eicnlmen-
le habilitadas.
E para constar se mandn afflxar o presente epn
blicar pelo Diario.Secretaria da Uiesoarara pro-
vincial de Pernambuco, 24 de Janeiro de 1854.O
secretario, Antonio Ferreira da Annunciarao.
Clausulas esperiaes para a arrrmatarS
1." Os concertos da cadciNla villa do Cal far-
se-hao de conformidade cem p orcamenlo appro-
vad^pela directora cm cousellio, e apresentado
approvacao do Exm. presidente na importancia de
8259000 rs.
2." O arrematante dar! principio as obras no pra-
zo de qiiinzc dias, e dever conclui-las li de Ires
(-mezes. ambos contados do conformidade cum o arl.
31 da lei n. 2Sti.
3.a O arrematante seguir na evecucao ludo o
que llie for proscripto pelo engenheiro respectivo
nao s para !>oa excajf,ao do trabadlo, como em or-
dem de nao niililisar ao mesmo lempo para o ser-
vico publico todas as partes do edificio.
4.a O pasamento da importancia da arremalacao
verilicar-se-lia cm duas preslacoes iguaes: a 1" de-
pois de feilos dous torcos da olwa; e a segunda de-
pois de lavrado o termo de recebimento.
5.' Nao haver prazo de rejpobsabilidade.
Vi." Para lirio (i (pie nao se acha determinado
as presentes clausulas nem no remenlo, seguir-
se-ha oque dispoe a lei provincial n. 286.Con-
forme.O secretario, Antonio Ferrriru da Aiinuii-
icarSn.
Pela directora da faculdade do direito de Oln-'
da. publico que.na conformidade do artigo 9., cap-
tulo V. dos estatuios os exames de preparatorios terao
limar desda o primeiro dia ulil de fevereiro vindouro
aleo ultimo dia til demarco, observando-se o dispos-
to no arl. 5.", cap. V, dos mesmos estatuios, cada ex'a-
mo dura rara urna bora.disposi cao esla que a directora
far religiosamente observar. No terceiro da ulil do
mismo fevereiro comecar.lo os trabadlos Pin todas as
cadeiras de preparatorios no collegio das arles, na con-
formidade do artigo 6.", capitulo 2.", dos mesmos es-
tatutos. Os professorcs,nos dias em que forem aos exa-
mes, ficam dispensados do exercicio de suas cadeiras
na conformidade do art. 10.", capitule 2., dos mes-
mos estatutos. Outro sim, faz-se publico acerca de
malricula no mesmo collegio das arles, o seguinle:
os professores das respectivas cadeiras comec.ar'o a
matricular os seas discpulos dous diasantes do mez
de fevereiro, e admittirao a malricula, cem requisi-
to alguin, todo o cstudanlc que se apresenlar al o
fin de marco, annunciando do antcmao o lugar e
hura, em que recebero o estudanle competente
matricula. Cada um dos professores enviar ao direc-
tor no fim de marco, urna lisia dosseus alumnos. Os
professores, porem, de lalm e francez, deverao ad-
millir matrcula, nao s no prazo marcado, como
no decurso de lodo anno leclivo ; a presen la rao alem
da lista exigida, no fim de margo, oulras de Ires em
tres mezes. Espera a directora da parte dos profes-
sores quo deverao residir cm Olinda na conformidade
das nrdens imperiaes: a evecucao. O ofiicial secreto-
rio uterino far.i afiixar esle, e publicar pela impren-
sa, depois de registrado. Olinda 26 de Janeiro de
1855. O director interino, Dr. Antonio Jos
Coelho.
O Dt: Francisco de Assis de Uliceira Maciel, juiz
municipal da segunda rara, preparador dos pro-
cessos do jury do termo desla cidade do liedle
por ,*>'. M. o Imperador, que Dos guarde. m
Facn saber que pelo Dr. juiz de direilo da segun-
da vara criminal desla comarca, me foi ordenado por
ollico de 23-do correnle, para convocar a primera
ses-ao judiciara do jury deste anuo, para o dia 13
de fevereiro prximo vindouro, pelas 10 horas da
mauhaa, cujo sorleamenlo leve lugar boje, e sabi-
ram sorleados os quarenla e oito juizes de fado se-
guintos :
Manoel Ignacio de Oliveira.
Joaquim Francisco Duarle.
Faustino Jos dos Santos.
Miguel Jos de Almeida Pernambuco.
.Manuel Goncalvcs l'ereira.
Manoel dos Sanios de Oliveira Goncalvcs.
Jos Mara Cesar do Amaral.
Joo Bernardo da Rocha Falco.
Jos Francisco de Barros Bego.
Manoel Goncalvcs Ferreira.
Majur Jos Carlos Tcixeira.
Manoel Alvcs Guerra Jnior.
Manoel Yaz de Souza l.eiio.
Joaquim Pedro Brrelo de Mello Reg.
Pedro de Alcntara Abreu e Lima.
Manoel Pires Ferreira.
Francisco Manoel Berenger.
Francisco Anlonio Ramos.
Manoel Joaquim Carneiro Leal.
Manoel da Silva Ferreira.
Antonio da Costo Bibeiro e Mello.
Manoel Joaquim Ferreira Estoves.
Manoel Lu/. Goncalves Jnior.
F'elix Jos Pinto.
Joaquim Bernardo da Rocha Falco. '
Bernardo Damio Franco Jnior.
Dr. Jos dos Sanios Nones de Oliveira.
Manoel Gregorio Paes de Andrade.
Dr. Anlonio Ferreira Marlns Bibeiro.
Manoel r'igucira de Fara.
Pedro de Carvalho Soares Brandan.
Jos Francisco do Reg Barros Jnior.
Luir, de Pinho Borges.
Justina l'ereira de Faria.
Luiz Anlonio Vieira.'
Manoel Camello Pessoa.
Antonio Jos da Costa c Araujo.
Miguel Augusto de Oliveira.
Joflo Ferreira dos Sanios.
Firmino Jos de Oliveira.
Dr. Joaquim Francisco Duarle.
Joito Velluzo Snares.
Feliciano Rodrigues da Silva.
Manoel Joaquim Hamos e Silva.
Manoel Anlonio da Silva Sanios.
Francisco Ignacio .Ferreira Das.
Joo Baptjsla F'errcira d'Annunciacao.
Dr. Joaquim Francisco de Miranda!
Os quaes bao de servir na referida sesso, para
o que sao peto presente convidados, devcmlo compa-
recer, assim como os interessados, no dia e hora mar-
cada, sob as penas da lei.
E para que chegue a noticia de todos mandei pas-
sar o presente, quesera publicado pela imprensa, e
afllxado nos lugares mais pblicos deste lermo.
Dado e passado nesta cidade do Recito aos 26 de
Janeiro de 1851. Eu, Joaquim Francisco de Paula
Estoves t.leinenle, escrivo privativo do jurj o es-
cievi. Francisco de Assis de Olireira Maciel.
ai) conselho de administracn naval contrata pa-
ra os navios armados e maiscstabelecmcnlos do ar-
senal o fornecimenlo dos gneros segaiutos: arroz
bxanco do Maraiihao,aguardenle*de.20 graos, assucar
blanco de primeira sorle, carne verde, farnha de
mandioca, fcijao mulalinho, pao, boltcha, loucinho
de Sanios, azeite de carrapalo, velas slearinas ,
pelo que couviila-se aos interessados em dito fomc-
cimentoa comparecercm asl2boras do dia|28 do cor-
renle na sala das sessoes do mesmo conselho, com
suas amostras eproposla,. Sala das sesses.do conse-
lho d'admiiiislracao naval em Pernambuco 24 de Ja-
neiro de 1854.O secrclario Chrislovo Santiago
de Olireira.
Por ordem do conselho dcdireccaodobanco de
Pernambuco, se faz publico que v.lo ser vendidas 13
accOes correspondentes i quautia de res 2:600000,
que falla realisar para completar a primeira presto-'
cao de 20porccnlo da segunda entrada de captol.
Os piel .Miden les as mesmas acefies podem dirigir suas
propdMas em carta fechada ao consrtho de direerfi",
al sabbado prximo fuluro.
O couselho administrado, em \ilude deaulo-
ri-.ici'.cs do Exm. presidente da provincia, tem de
comprar os objeclos seguinles :
I baste para bandeira.
209 maulas de la.
20fauelas.
6 travs de conslruccao de 30 a ."15 palmos.
6 hadamos de } oilava de polegada.
4 arrobas de ac porluguez.
10 toneladas de carvo de pedra.
8 lences de cobre de 6 a 7 polcgadas.
20 cavados de casemra verde para vivos de sobre-
casacas.
20 ditos, dita amarella para golas.
21 resmas de papel almaco.
5 ditos de peso. '
1,825 penus de canco.
16 tinteiros.
II aroiros.
20 exeioplares de dubas curvas e recias.
1 panno morlnario.
2(K) pares do chnelos rasos. ,
24 copos de vidro.
Quem quizer vender toes ubjeclos, aprsenle suas
proposlus em carta fechada na secretoria do conselho
adminislralivo, s 10 horas do dia 30 do correnle
mez.
Secretaria do conselho adminislralivo, para for-
necimenlo do arsenal de guerra, 23 tle Janeiro de
1854. Jote de Brilo Inglez, coronel presidente.
BernardotPereira do Carmo Jnior, vogal e se-
cretario.
A capitana do porto desta provincia convidan
lodos ospossuidores do embarcacoes de qualquer qua-
lidadeou lote que sjam, qnf sejam de uso publico,
qur de uso particular, assim como aos individuos
nellas empregados, para que solicitom as competen-
tes liecncas annuaes e matriculas al o dia 31 do cor-
renle mez, das quaes deverao andar munidos; pre-
veniudo-os que ilessa dataem diante todo e qualquer
qne lor enconlrada sem que lenba satisfeilo as dis-
posicoes dos arls. 73, 74, 75 e 76 do regulamenlo das
Capitanas mandado execular pelo decreto n. 447 de
19 d maio le 1816, ficar sujeito as penas indicadas
no ullimo dos citados arligos, e para que se nao alle-
gue ignorancia, Taz publico o presento annuncio. Ca-
pitana do porto de Pernambuco 16 de.Janeiro de
1854.O capilo-tei ente,
Elisiario Anlonio dos Santos.
O Sr. director do Ivceu desla cidade manda
fazer publico, que. as malriestas do mesmo lyeeu
acham-se aberlas do dia 15 al o lim do correle,
e no dia 3 de fevereiro vindouro lem ile principiar
os trabadlos. Directora 4b hceu 10 de Janeiro de
(854.O amanuense, Hermenegildo Marcellino de
Miranda.
Para conhecimento de quem possa interessar,
se faz publico, que pelo capataz da estaco do Cupe,
foi remet id a a esla reparlicao urna jangada de pes-
cara que all fra lomada a uns individuos suspei-
tos ; prevenindo-se que de hoje a 30 dias nao appa-
receudo dono, ser vendida na portado almoxarifado
do arsenal de.maiinba, parasalisfazer-se as despezas
que se bouvereni feito. Secretaria da capitana do
porto de Pernambuco 5 de Janeiro de 1854.No im-
pedimento do secretarioJoo Roberto Augusto da
Silva.
O Illm. Sr. caplo do porto, para tornar elTcc-
livas as disposices do regulamenlo das capitanas dos
porlos, mandado por em execucao pelo decreto im-
perial de 19 de maio de 1846, manda, para cBubeci-
mento dos interessados, publicar os arligos seguiules
do raesmo rcgulameilo.
Arl. 11. .\ i iiciiem poder dentro do lilloral do por-
to, ou'seja na parto reservada para logrador.ro pu-
blico, ou seja na parle que qualquer lenba aforado,
construir embarcacao de coberta, ou fazer cavas para
as fabricar encalbaitos, sem que, depois da liccnc^i da
respectiva cmara municipal, oblcnha a do capitao
do .orlo, o qual a na i dar sem ter examinado se po-
der ou nao resudar dahi algum daino ao porto.
Arl. 13. Ninsueir. poder fazer atorros ou obras
no lilloral do porto, ou rios.navogaveis.sem que lenba
obli.lo flccnca da cmara municipal, c pela capitana
du porto seja declarado, depois de feilos os devidos
exames, que n.lo prejudicam o bem estado do porto,
ou ros, anda raesmo os cslabelecimentos nacionaes
da na i-i nba do gueria o os logradouros pblicos, sob
pena de deniolicao das obras, e mulla alem da indem-
nisaeao do damno qve liver causado.
Arl. 14. Ninguem poder depositar madeiras as
praias nem conservar nellas, ou uns caes por mais de
cinco dias, ancoras, jejas de artilharia. amarras ou
oulros quaesquer objeclos que embaracem o transito
e servido publica, anda qne lenba licenca da c-
mara municipal. E quando para o depoiito" e demo-
ra de toes objeclos der licenca o capitao do porto sem
prejuizo da sobredili servido, aMp poder fazer da
hlenlo da preamar das aguas vi? para cima. Os
conlraventores, alm da mulla a que forem sujelos
pelas pusimos da respectiva cmara-municipal, serao
obrigados a fazer escavar qualquer ara, que se acu-
mule em detrimento do porto.
Secretoria da capitana do porto de Pernambuco 3
de Janeiro de 1853.No impedimento do secretorio,
Manoel Ambrosio da Conceirao Padilha.
Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
blico, qq^ no corren-e mez de Janeiro leve principio
a cohranca dos imposlos abaixo declarados perlen-
cenlesao anno luanceiro de 1853 i 1854: imposto d-
3 por cento, dito de casas de vender hilhetes o cauto
las de loteras de unirs provincias, dito de casas de
mudas, dito de casas de jugo de buhar.
em lnlo 3 lindos escravos, diversas podras marmoros
sraitdtise pequeas para consolos e mesas redondas,
c iMfja pgrcao de marmelada. e oulros mu los objec-
los, que so ci ni a vista se pode apreciar.
Scbaffscillin & Toblcr farao leblo, por nter-
veucao do agrille Oliveira, do mais perfeilo sorl-
mento de fazerulas suissas, alemaas o franeczas, d'al-
godao, la, linlita e seda : segunda-feira 30 do corren-
le, s 10 horas da xji.mhja. no seu armazeiu, ra da
Cruz.
Leil de queijos.
llavera hoje 27 do corrente leilo de qtteijos, quo
se veudero por Iodo o pPeeo, chegados no ullimo na-
vio.
AVISOS DIVERSOS.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
A lista da lotera 50.a do Monte Po se
espera pelo primeiro vapor que vicr do
sul.
Na nole de 26 para 27 do corrente tiveram des-
caminho do porto junto a cadeia velha,7 pranebdes de
madeira de louro com as seguinles marcas M M': a
pessoa que os apprebender, dando noticia na ra da
Cadeia n. 19, ser recompensada.
Precisa-se de-uma ama que saiba cozinbar, pa-
ra casa de homem solteiro : na ra Direita n. 53..
Francisca Lina de Oliveira Santos, professora
particular do primeiro grao elementar, moradora no
pateo do Corpo Sanio n. 17, segundo andar, partici-
pa aos pas de suas lttmnas, que abre aula no dia 1."
de fevereiro prximo vindouro.
Januario Alejandrino da Silva Relelho Cane-
ca, morador no largo do Carmo, Sobrado q, 20, lio
I rolixo espaco de um anno ou de dez meze#rian-
cas de (i anuos para cima (nao lendo'ellas inslruccao
alguma) citsina rom perfeiran,a ler, escrever, contar
as qualro especies dos nnmeroi nteirot, e doulrina
rhrisla -oh as condicoes abaixo declaradas. A aber-
tura da aula, cujo exercicio durar smente duas ho-
ra- de mauhaa e duas.de larde, (era lugar no dia 3
de fevereiro prximo futuro, e no ullimo de novem-
bro deste mesmo anno entregar os alumnos a publi-
co e rigoroso exame.
Condicoes.
1. Completo o prazo de um anno, c sabendo o
mciiiuo perfeilamenle ler, escrever. contar as qualro
especies dos nmeros inlciros, e doulrina chiisla
t
Quem aiiuuncinii querer comprar um par de
consolse una mesa de meio de sala, ludo de jaca-
rando, dirija-so a ruado lio; las. u. ft, casa torrea
rom a frente pintada de azul e as portadas de btapco.
Domingo, 29 do correte, sabir. da
rita do Crespo, as 6 lloras da manh.la, pagar seu pai ou tutor a quanlia de 2009000 rs., o
o mnibus Pernambucana, na direo nao saliendo o que dito fica nada pagar,
cao de Apipucos : quem quizer gozar dos exceden- d.a Seo alumno liver molestias, ou occorrerem
les banbos do ameno Capibaribe, v comprar h i I hele circumslancias a que nao se possa resistir, e pelo que
de entrada no cscrploriode Claudio Dubeux, na ra nao possa prcencher o lempo estipulado, ou cou-
das l.arangeiras n. 18 ; o dito mnibus regressa para miara at nreenche-lo para assim completar o trato,
o Itccife as 7 horas da noilc do mesmo dia; estas ~
\iagcns coutiuuam todos os dondngos e das sanlqs,
nao ha vendo alleracao, a qual ser annunciada: ad-
verle-se que quera nao estiver as horas marcadas pa-
ra a partida, perde a importancia do bilhele, e esse
nao lera mais valor.
. Joaquim Antonio Pereira vai a Portugal, edei-
xa eucarregado dos negocios da casa a seu irmao An-
tonio Joaquim Pereira da Silva. ,.
Ap.ioliou-se um praucltackde louro que ia por
agua a barxif: quem tor sen dono, dandajwaignaes
cerlos e pagando o adiad" llie ser entregan' no si-
tio atroz da fundic^ao em Santo Amaro.
Uapo eoOBOOOrs. a premio sobre iiypolheca
cm urna casa nesla praca : quem preleuder,"annun-
cio. '
A abaixo assignada avisa aos senhores pas de
familias,que ensina em sua aula particular, sito na
travest da ra Bella n. 6, a ler, escrever, contar,
grammalica nacional, arithmelica, doulrina chris-
taa, labyrinlbar, coser, marcar,' e bordar : as pes-
soas que se quizerem utilisar de seu presumo, a acha-
rao sempre solicito no bom desempenho de seus de-
veres.Florinda Maria do Xascimtnto Barros.
*- O Sr. Francisco Joaquim de Oliveira itadueta
queira ler a bondade de appareccr no pateo do Crroo
n. 1. visto ienorar-se a sua residencia.
Anlonio Joaquim Ferreira deSduza.
Quem liver rodas de carraca novas, e queira
.vender em conla, annunce. ou dirija-se loia da
ra do Crespo, na esquina que volla para S. Fran-
cisco. 4| ,
Quem liver passaros on pequeos qaadrtipedes
que queira empalhar dirija-se a taberna da'l'amari-
neira na estrada dos All icios que designar, quem
trabadla nesle genero com a maior perfeicao.
J. F. G. KladlYui fazer urna viagem para Eu-
ropa, deivando por seu procurador bstenle o Sr. J.
C. Rabe.
Manoel Archanjo de Mello faz saber que muilo
eslranho llie parece o annuncio do Sr. Claudio Du-
beux, scienlilicando ao publico ter-se despedido de
sua padaria sera ler prestado conlas, he verdade que
no dia 20 do correnle disse ao Sr. Claudio, que li-
nba de despdir-me da rasa, e que procurasse outro
pura meu lugar, eeraquanlo naoachasseeu continua-
ra na mesma, no entretanto respondeume o mesmo
Sr. Claudio, qua poda sabir j, e cmquantu a casa
que enlrcgasse ao Sr. !>omo Burle, islo liz, e exigindo
um recibo de lodo o existente da padaria, pois quan-
lo ao bataneo tiuhaums dado no ullimo de dezembro
do anno pnxaimo passado, os lucros da casa supposlo
nao fossem vantajosos.to.lav ia furam sufllcienlcs, em
consecuencia das vendas que se fizeram. Aproveilo a
necasiao para agradecer ao mesmo Sr. Claudio o
bom Iratamenlo qae recebi durante o lempo que cs-
live em sua casa, e cm qalquer parte que estiver,
screi umseurespeilador.
Na ra do Crespo n. 3, eslo cartas indas da
liba de S. Miguel para o Sr. Arsenio Augusto Ce-
lestino da Costa Pimentel, o para o Sr. Anlonio de
Souza Araujo.
Candida albina da Paixiio Rocha, professora
particular de primeiras ledras, approvada pelo gover-
uo. faz publico que ajire soa aula no dia 3 de feve-
reiro prximo, na sua anliga residencia, roa do Vi-
gario ; onde continua a receber almonas internase
externas, por prer;o commodo.
Aluga-sesuma casa na ra da Soledade, com
bous Commodos e arvoredos sombros : quem a qui-
zer, dirija-se casa n. 38, que achara com quem da-
tar.
Os abaixo assgnados fazem sciente qne dissol-
veram amigavcimente no dia -2 do correle a socc-
dade que lnliam na luja n. 'i du arco da Couceicao,
a qual tem gyrado sob a firma de Costa i Brilo, ti-
rando Joito o activo e passivo da mesma, cargo do
socio Miguel Goncalves de Brilo.Miguel Goncat-
ves de Brilo, Julio Costa Bibeiro.
Precsa-se de urna ama para servicos de casa de
senhora viuva com pouca familia, que saiba cozi-
nbar, coser e eugommar : a tratar no aterro da Boa-
Vista n. 8.
Precisa-se de um bom feilor para um sido, na
estrada de Joao de BaBvs confronte o sido denomi-
nado Cscala, quina no odio do boi : a tratar uo
mesmo.
l)-se dinheiro a juros sobre penhores de oaro
e prala : na loja n. 10 da ra eslreila do Rosario se
dir quem d.
3. J. G. Ferreira,.lendo sido caixeiro da casa
commerciante dos Srs. Aranaga & Bryan, tem a
agradcccr-llies a muda bondade com queolraloa
sempre o SrD.. Miguel Bryan y l.ivermore, geren-
te da mesma casa nesla cidade.
Precisa-se de urna ama para casa de homem
solleiro, para lavar, engominar e comprar na ra :
na rua da Soledade n. 33.
AVISOS MARTIMOS

DECjLAHACO'ES.
Real compaDhia de paquetes inglezes
a vapor.
So dia 31 deslcmez,
espera-se da Europa
um dos vapores da
companhia, o qual de-
pois da demora do cos-
lunie seguir para os porlos do Sul: para passageiros,
tratase cora os agentes Adamson llowie & Compa-
nhia, na rua do Tiapiche Novo, n. 12.
llbn. Sr. inspector do arsenal de mariuha
manda fazer publico que.no dia 29 do correnle, prin-
cipia a fuiccionar o lelegraplio novamente reforma-
do.
Secretaria da inspeccfio do arsenal de marinha de
Pernambuco 2odede Janeiro de 1851. Po impedi-
mento do secretario,
Manoel Ambrosio da ConceicSo Padilha.
Pela subdclegacia da freguezia dos Afosados se
faz publico, quo se acha recodada a cadeia urna pre-
ta de nome l.ui/.a, que diz ser escrava de Francisco
dePa.uja Bezcrra da Silva,morador no engenho More-
nos, pelo que quem se julgarcom direilo compareca
nesle juizo munido de seus ttulos, que provandu
legalmente. Ibe ser enlregue. Subdelegacia da fre-
guezia dos Afogados 26 de Janeiro de 18.1,-0 sub-
delegado, l'ereira Lima.

Para o Rio de Janeiro seguir' em
poucos dias o veleiro patacho nacional
Henrique, por ter engajado a maior
parte do sen cartegamento ; anda rece5-
be algnma carga, escravos a l'rete e pas-
sageiros, para o que se tratara' com Ma-
poel da Silva Santos, na r.ta da Cadeia n.
iO, ou com o capitao na prara.
----Para a Bahia vai saliiv em poucos
das o ltate nacional Amelia ; para o
resto da carga e passageiros, trata-rsecom
Novaes& Companhia, na rua do Trapiche
n. oi, primeiro andar.
Para o Porto com presteza,
o uovoe velleiro brigue porlugqcz Esperanza, pro-
cedente da Bahia, vem a este porto receber a maior
parle do seu carregamenlo, que se .acha prompla e a-
penas lem pequeo vao para diminua carga a lele.
Tambem oil'erece ptimos commodos para passagei-
ros : os prelndenles dirijam-se ao escriptorio de Bai-
lar & Oliveira, rua da Cadeia Vellia n. 12.
Para Lisboa a barca porlugueza Cratido pre-
tende sabir com brevidade : quem nella quizer car-
regar ou ir de passagem, para o que lem aceiados
commodos, enlenda-se com os consignatarios P. de
Aquino F'onseca & Filho, na rua do Vigario u. 19,
primeiro andar, ou com o caplo i a praca. ,
Para a liahia.
Seguir em poucos dias, por ler a maior parle da
carga prompla, a escuna Vtremas, para o restante e
passageiros trala-se com Jos Baplisla da Fonoeca
Jnior, na rua-do Vigario n. 4 primeiro andar.
Para o Aracaty.
Segu cm poucos ias o bm conhecido' hiato Ca-
pibaribe, meslre Anlonio Jos Vianna, por j ter al-
guma carga prompla: para o resto e passageiros, Ira-
la-se na rua do Vicario, n. 5.
Ceara', Marnhao' e Para'
Segu em poucos dias o brigue escuna nacional .Ir.
cetina, ja lem a maior parte da carga engajada, o real
lano lra(a-se com o consignatario Jos llapsla da
Fonseca Jnior : na rua do Vigario, n. 4, primeiro
andar.
Para os porlos do norte al o Cear, patacho
nacional Amargoso: para carga e passageiros trala-se
rom o meslre a bordo, ou com Bernanlino Jos Mon-
leiro, na rua do QuCiiuado n. 44.
^LEIXO^EST
j RETRATOS- PELOELECTROTYPO.
No aterro da Boa-Vista n. i,
terceiro andar.
A. l.ellarte, lendo de se demorar pouco
lempo nesla cidade, avisa ao respeilavel pu-
blico que quizer utilisar-se dea seu presumo, j
de approvcitar os poucosdias que lem de re-
sidir aqui os retratos serao lirados com toda
a rapidez e perfeicao queso pikle desejar,
no estabelecimenloha retratos que semoslram
aspessoas que quizerem examinar : est a-
bert das 9 horas da mauhaa at as i d (ar-
O agente J. Calis fara leiblo no armazem de
SI. Carneiro na rua do Trapiche n. 38, sexla-feira
27 do corrente as 10 horas da man ha a em ponto, de
toda a mullida e pertences do bolel Itecife ; assim
como tambem de um piano inglez e um cabriolelcom
os competentes arrcios. .
O agente Borja Gcral-
des, far Icilao no seu ar-
mazem, qa rua do Colle-
gio u. II, sexla-feira 27
do corrente: as 10 112 ho-
ras da mauhaa, consislin-
do em 4 pianos, sendo I
dellcs de Jacaranda, com-
___modas tic jacarando cora
podras, ditas de amarello.consolo^com trems de Ja-
caranda, ditos de amarcllo, sofs, cadeiras, mesas re-
dondas de Jacaranda com pedra. ditas de amarcllo, 1
relogio cora urna rica caixa de jacal anda, espedios
francezes de molduras de Jacaranda,e dourados, lou-
radores grandes e pequeos dcamarellu e Jacaranda,
marquezas, berros de Jacaranda, ditos de amarello,
camas de armario, ditas francezas, apparadores, la-
vatorios de Jacaranda com pedra, ditos de amarello,
quadros rom bellas estampas cm ricas molduras, tan-
to coloridos como em fumo, apparelhos de porcelana
paraalmoco ejanlar, candelabros, serpentinas, lan-
lernas, candieiros francezes, obras de ouro e prala,
romo bem relogios, alfneles, brincos, annelOes, cu-
li leres de prata,caslic.aes ele, meios aderesos.alfineles
eboioes de ouro francez; c aomeio dia em poni ir
JOS* RANDE'.
entraiicador de cabellos da casa imperial^
avisa ao respeitavel publico desla cidade, faz colla'
res, pulseiras, brincos, anneis, correnles pkra relo-
gios, giboias^cordoes. (ranselns, tambem se faz llo-
res de cabellos, e qualquer obras que deseja : no
torro da fca-Vista, n. 38.
O 59 A,
confronto ao Rosario de Santo Anlonio, avisa ao res-
peitavel publico, que constantemente se encontrar
em seu eslabelecintentb para mais de 16 qualidades
de bolinhospara cha, juntamente bscoilos de araruta
de qualidades diversas, bscoilos francezes c inglezes
de diversos lainaiibus c muilo proprios para mimos
(ou prsenles), alguns confeitos c amendoas linas, e
ricas caixinhas para as mesmas.
ATTENCAO, NICO DEPOSITO NESTA
CIOADE.
Paulo Gaignou, dentista receben agua denti-
frice do Dr. Pierre, esta agua conhecidarfomo a me- \
Ihor que-hw apparoMo.-^-e rem mudos elogios o
seu aulor,) lem a propriedade de conservar a bocea
cheirosa e preservar das dores de denles: lira o
gosto dcsagradavel aue d em geral o charolo, al-
gunias golas desla h um copo d'agua sao suPiicien-
es ; tambem se achara p denlifrice excellenle para
a conservaco dos denles : na rua larga do ltosario
n. 36, segundo andar.
Precisa-se alagar um prelo para servico de ca-
sa, paga-se bem : quem o liver dirija-se a travessa da
Madre.de Dos, a fallar com Joaquim Filippe da
Cosa. t
Desappareceu no dia "ido correnle. andando
janbaiido na rua, um prelo do gento de Angola, de
nome Constantino, representa ter de idade25 annos
pouco mais ou menos, estatura baixa, seccodo corpo,
pernas linas, ps pequeos, com alguma barba, prin-
cipalmente na ponto do queixo, levou camisa de al-
go.iaoziubo, calca da mesmo, panno azul j velho,
chapeo de palha, cujo prelo veio do malo ha pouco
mais de i.'i dias c perleneia ao Sr. Antonio l .encalves
l'crfeira.Sr. do engenho Caciia, freguezia da Eticada:
por isso rccommenilo a lodas as autoridades policiaes
e rapiles decampo, a captura do raesmo, levando
an seu senlior na rua da Praia, u. :.'. que serao gene-
rosamente gradimdos.
A mesa regedora da vcneravel ordem 3. de N.
Sr. do t'jrmojlesla cidade. comida a lodos os sens
cacissmos irmaos, para coraparecerem vestidos cora
seus hbitos na iareja da mesma ordem, no dia l."de
marco do correnle anno, pelas 2 horas da larde, lim
de acompanharcm a procissao de cnza.-quelem de
sabir da vcneravel ordem 3. de S. Francisco, em
virtude do convite feilo pela mesma ordem bem como
bara a procissao de Inumpho que lem de sabir da
mesma ordem 3." ito Carmo na larde do dia 7 de abril
ou mo qnerendo continuar pagar seu pai propor-
cionalrnente. e o alumno liver frequenlado nove
mezes sraienie pagar seu pai toes parles da dita
quanlia ; im lve frequenlado seis mezes pagar a
metade ; sNjiver frequenlado Ires mezes pagar a
quarta parleX
3. O !nesirn\dar-sc-!ia por morle do alumno, ou
do dito JanuarinVlicamliyrfrs herdeiros deste o direi-
to derecebercm j^mesjfci razo.
i. Se sem razo imMlvel o alumno nao pret ncher
o dito tempo, ou perduro arrependimento de sea-
pai, oo por niudaiica p*ra oulra provincia, ou pore
que seu pai lenba conhecido tal adiantamento qu
jolizue nao ser mais precnao a continuarlo, lera
dito Januario vencido o seinajuste no todo ; porqo
assim cuino nao tirando o aluinuio prompto uo fim d"
auno por defeilo dede JanuarnV tem perdido todo o
sen IrabaUo, da mesma forma le\elle Vencido o seu
ajuste no todo sendo, por defeito\do outro contra-
tante.
5. Todas as faltas de comparecime^'o do alumno
serao sommadas e levadas em conla nnVim do anuo
para avaliar-se o adiantamento do al
Quem precisar de urna raulher parta ama de
urna cala, sendo de'poura familia, dando pangsarau-
le de sua coaducla mn fiador, dirija-se traviesa da
na da ttoda, rasa n. .
Uussell Mellors & Companhia par'.icipaml
o Sr. Jos Jerouynu BustorQ' nao he mais caix
de sua casa.
Joao Keller & Companhia parlicipam ao res-'
peilavel corpo do commercio, que lendo o Sr. Ror-
dorf, um dosseus procuradores, de retirar-se desla
praca, cessam lodos os poderes que o mesmo linha na
gerencia de sua casa, licando de hoje em diante fa-
zendo as suas vezes o Sr. Theodor Freiss.
Precisa-se de urna criada paTa casa de urna se-
nhora eslrangeira, que saiba cozinbar e eugommar
alguma cousa, preferindo-se urna escrava : na rna
Bella n. 24.
A casa da rua-do Mondeeo d. 51, nao se pode
vender, e quem quizer ver a verdade v ao carroo
qoefoido tinado tabelo Coelho. Ese he dadiva
do fallecido Manoel de Jess as suas duas alilhadas,
o filho do fallecido Jos Ferreira Ihes dita.
No jogo da bola do caes do Hamos precisa-se de
um caixeiro diligente e qued fiador a sa conducta;
e todos os domingos e dias sanios dous meninos os-
per los para contar os pontos, dando-s 320 rs. pelo
dia. No mesmo se faz alguns peliscos tendo concur-
rentes que encommendem.
O abaixo assignado comprou por conla do Illm.
Sr. coronel Francisco Xavier Torres, um qttarlo de,
l.iHiele da 4. lotera do Monte Pi de n* 5401, cujo"
tica em poder do mesmo abaixo assignado.
Jote Rodrigues Ferreira
Aluga-se o segundo andar da casa da rua do
Vigario n. 25 : trala-se no armazem do mesmo.
_ Precisa-se alugar'um escravo inlelligenle e que
nao lenba vicios, para todo oservico interno eexter-
no de urna casa de pouca*Tamilia : defronle de S.
Francisco, na casa aonde foi a sociedade Apolnea.
Patricio Jo- lSurscsdoFreilasavisa ao Sr. Joao
ll> podio, morador em Santo Amaro de Jaboalao,
que a sua escrava, parda, de nome Marcelina, se
acha em sua casa, onde veio apadrinhar-se, hoje 26
do edrrente, rogando ao dito Sr. que a venha quanlo
antes buscar, visto o aniiunciante se nao responsabi-
lisar pela fuga da mesma.
Passaportes.
Tiram-se passaportes para dentro e tora do Impe-
rio, despacba'm-se escravos, e liram-se ttulos de re-
sidencia : para esle fim, procura-se ua rua do Quei-
inado n. 25, loja de miudezas do Sr. Joaquim-Sjou-.
leiro da Cruz.
ATTENCAO',
O abaixo assignado, desejando amigavelmenlc li-
quidar suas contas com seus devedores, roga a lodas
aquellas pessoas que dio eslao dvendo conlas atrasa-
das de gneros comprados cm sua taberna da rua da
Cadeia do Recito n. 25, defronle do becco Largo, que
queiram vir realisar seus dbitos at. o fim do cor-
rele mez de Janeiro, e aquelles que por suas cir-
cumslancias nao pnssam lazer, se Ihe far algum aba-
lmenlo ou trataran una lempo cerlo de fazer; na
certeza de quo aquelles que nao comparecerem para
um outro lim, se usar dos tormos da lei, nao al-
tendendo a pessoa alguma,assim como serao publica-
dos seus nomes, lempo e quahlias, e para que nin-
guem censure tal proceder, on alguma ignorancia, se
faz o presento aviso.
Manoel Jos do Xascimeilto Silva.
Os martjres pernambbeanos, victimas da li-
befdade, as duas revotaco'es ensatada* em
1710 c 1817, por im laso pernambacaao ( o
padre Joaqnlm Dias BKartlas.)
Acaba de sahir a luz a-primeira parte deste im-
portante e curioso tra.balho, al hoje indito. He a
biographia de.lodos os pernambucanos preeminen-
tes que entraram, ou de qualquer modose compro-
metieran! n revolucao dos mscales, e na da pre-
tendida repblica de 1817, escripias as acedes
de laes homens no silencio do gabinete, por um pa-
dre dos nossos dias, e qne anda hontem conhecemos
lodos na congregarlo do oratorio de S. Filippe Ne-
ry, como um dos ltimos, e mais eslimaveis mem-
bros dessa veneravel casa. O padre Joaquim -Dias
deixa-nos ver esses caracteres luz severa com que
os encara, desenhando-os a grandes traeos ; e tero
elles sem duvida um grande merecimento para a
posleridade, quando os houver de julgar serene:
o desalinbo do historiador.
Nao ha familia em Pernambuco a quem esle pe-
queo diccionario histrico nao diga respeilo de mais
ou menos porto, e a quem por isso nao inleresse vi-
vamente : conlem mais de 600 arligos.
Acha-se a venda no palco do Collegio, ofllcina de
cncadernaco.
AO PIBUCO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rua do Collegio n. 2,
vende-se um complet sortimenfo
de fazendas, linas e grossas, por
preeps mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
eoes, como a retallio, aflianrande-
se aos compradores um s prero
para todos : este estabelecimento
aiiricse de conibnac5o' com
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta doque se tem vendido, epor
isto ofFerecendo elle maiores van--
tagens do que outi-o qualquer ; o
proprietano deste impastante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ac; publico em ge-
ral, para que venliam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da rua do'
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
UOI! l.AFIECTElil.
O nico autorisado,por ieeiiilo Mo conselho real
e decreto imperial.
Os mediros dos liospilaes rerommendara o arrobe
Lahecleav, como sendo )> unico autorisado peto go-
vernoe pela Keal Sociedade de Medicina. Esle me-
dicamento d'um gosto agradavel, e fcil a lomar
cm secreto, est em uso na marinha real desde mais
de 60 anuos; cura radicalmente em pouco tempo,
com pouca despeza, sem mercurio, as affeccoes da
pede, iinpingens, asconsequencas das sarnas, ul-
ceras, e os accidentes dos partos, da idade critica e
da acrimonia hereditaria dos humores; convro aos
calbarros, da bexiga, as conlrac^Oes, e fraqueza
.., dos org.tos, precedida do abuso das ingecc,des ou de
lo correnle anno : cujo aviso se faz rom lempo, para I sondas. Como anli-svpbililico, o arrobe cara em
que os irmaos que nao lem habito, cm lempo o pos-1 pouco tempo os Ilusos recentes ou rebeldes, qne vol-
vem incessaiiles sem conspquencia do em preso da co-
sam fazer.
Do engenho S. Joao, do Cabo, desappareceram
domingo 15 do correnle o prelo Antonio (tomes, sen-
do o dilo pedreiro, meslre de assucar e de todo ser-
vico de engenho, he fula, altura regular, bocea um
lauto torta, lem os ps sempre meio inchados c com
signaes d'ervsipela; lis muilo bebado, levou gbao e
chapeo de Juro que j nos Duros offerecen para ven-
der; nos Allegados disse aue ia para Goianqa, ao en-
contr do seu senhor, etc.', etc. c etc. e lerca-feira 17
do correnle 6 prelo Chrislovo, altura regalar, um
tanto cambado, muilo partila, leudo o braco direit-
cortado e cuslumandu a Iraze-lo dentro da camisa, le-
vou chapeo de palha de aba glande, camisa branca
e calca azul; quem dellcs der noticias on os levar ao
Reriie, na fabrica de vinagre das Cinco Poulas. ou ao
engenho Fragozo perlq da cidade, ou ao engenho S.
Joo do Cabo, ser bem gratificado.
paiba, da cubeba, uu das injcccoes que represen-
tara o virus sem neulralisa-lo. O arrobe Lauecleuv
he especialmente recominendado contra as doencas
inveteradas ou rebeldes ao mercurio e aa iodorto
de potasio. Vende-se em Lisboa, na botica de Bar-
ral, e de Anlonio Feliciano Alvcs de Azevedo, pra-
ca i'e D. Pedro n. 88, onde acaba de chegar urna
grande porrai de garrafas grandes -.pequeas, v in-
das directamente de Paris, de casa do Sr. Boyveau-
Laffeclcuv 12, ru Richev a Paris. Os formularios
dam-se gralis em casa do agento Silva, na praca D. Ped/o n. 82. No Porto, era casa de Joaquim
Araujo; na Bahia, Lima & Irmaos; em Pernam-
buco, Soum ; Rio de Janeiro, Rocha & Filhos, el
Moreira, loja de drogas; Villa-Nova, Joo Pereira
de Magates Leile; Rio-Grande, Francisco de Pau-
la Coulo & t.


/
.
DIARIO- DE PERNAMBUCO, SEXTA FEIM 27 DE JANEIRO DF 1854.
A pessoa que anniiiicioo para ser caixeiro de
qualquer estabetecimcnlo, mi i-p.so <|uO queiraserde
una tabern
da
/
/
;-
i-
:_
'
'-
..'
Atteurao.
Nalnjadc.miude/as da na do Collegio n. , ven-
ia taberna, sendo de boa Conducta : di ijasea ra ; dp 2Z*2, "\T R' ",-'' """
Koda casarca n.,,, onde se dir ,- ,r. ^^1^^)Z^
^*9>#5& ^i^^a^>^ lil"a """ ""r,'s lenlro. proprio para dira de mesa.

<> HOMEOPAT3IA.
8 RL'A HAS CRIZES Y 28.
No consultorio do professor homcopalha
i/ Goseet llimnnl, acliam-se venda por
15,000 ES.
'#9 ^jllgiimas carleiras com 24 medicamentoso
, A os competentes livrns, (elementos de homeo-
^2 palhia, sesnnda edicao.;
i^S) Grande sorlimenlo de carleiras c caitas
,A de lodos os lamanhos por preros comino-
y/v dtttitnos. ,
{0f 1 lobo de glbulos avulsos 500
a i frasco de y onja de untura a
*&) escolha..........IgOOO ^
j As pessoas que se dignaron honrar esle Mfc
?y eslabelecinieuto conitsua confian;.-!, depois J*
(P? de experimentados os medicamentos, nao (p)
os adiando com a euereia propria de boas
prepara;5es, podero torna-Ios, e promp-
tamente l.hes ser enlresue o importe.
0
Precisa-se de um liomem para traballiar em
um sitio : na ra Nova n. 18.
sapalinhos do laa para meninos, louquiihas para me-
ninas, ditas para senhotas, balances romanas. para
pesar qualqner unin'rousa sem que para issn se preci-
se de pesos, assim rninn oulros mutof objeclos ipiese
deitam de aiinnticiar, os (paos .se vendem porpreco
mais commodo do que cin oulra qualquer parte.
Siqucira & Pcreira embarcan) para o Rio de
Janeiro osscus cscravos Lu/za, parda, Silvestre, cri-
oulo.
UOMeOPATIHA. g
O l)r. SabinoyOleaniio l.ndaro Pinito mu-
dou-'c para o pajarete da ra de San Francis-
co. .mundo Xovo: n. (i8 A.
Oll'ercre-se um moro pnrtucuez cliesado ha
pou,co, de }:) anuos de idade. para caixeiro de qual-
quer cstafielccimcnto: quem pretender annuncic sua
morada.
f
COMPRAS.
T3 <. 0.33

* .C 73 r : Cb S 91
S 5 S t
tai*!1;;
os. a
o o e 5 3^; o 5-= S
5"g"*-g es8 --2 x
gs.Bs;8 . ?; g>
2. o _
' Comprani-se ossos a peso : no ir-
ma/.em da illuminarao, no caes do Ha-
mos, Iravessa do Carioca.
Compra-se una casa terrea sendo cm nas fre-
quenladas : quem livor annuncie por este Diario,
om dirija-sc a ra da VirarSo n. 9.
Josi Roberto de Moraes c Silva promellc cem
mil ris, quem querque Me apprclicnder o mulato
Andr, seo escravo, fnRido de seu poller em o dia
22 do prximo passado mez, c a quanlia e 505000
rs. a quem do mesmo dr noticia exacta, os sisnaes
pelos qnaes pdc ser reconhecido sao ossesuinles :
alto, clieio do corpo. cabellos JMhpinlios, olbos
pequeos c que se apertam com oirnr.iiariz crosso,
mos a propor^So, sendo que-tf eme com estas quando
as move para aleiim fim, talla um pouco baixa, re-
presenta ter de (i a .'tanns, e be ollicial de marci-
neiro : suppe-se estar octullo nestii cidade, i nilo
ler embarcado para frd da provincia, como era in-
Icnso sua.
compra-se urna csrrava moja, que lenlia boa
figura, com habilidades principalmente de rozioha
eengommado: na ra da Matriz da Boa-visla n.
20.
Compra-se um par de consolos c urna mesa re-
= : =e- == 5 5 K = ? =--- =5
i: =-6 5 S 2 ~ .= g *-
339"2?esir='
I2r5&-5.5lI--tl3l52; i
31I'cl8-|S.*S" 15
Precisa-se de a/ugar um escravo, que soja fiel,
para oservieo de urna casa na na Nova nfiO.
J. Chardon-, bacharel em bclll#l#rWdonlor
cm direilp, forftado na universidade de Pars, ensina
em sua casa. Ua do Alecrim n. \, a ler, escrever,
Iraduzir e pillar correctamente a lingoa franceza, e
lambem d lines particnlares cm casaa.de familia.
. l'Hia pesson que lem iibe e Maceiri, na proviucia das Alagoas. se ollerece
para promover qualquer cobranca, ineuianle o que
s* Comencionar, oannuueianlc dar a aaranlia prc-
rWa: no paleo* do Paraizo sobrado da esquina, pri-
heiro asegundo andar, se dir quem be.
Precisa-sc de urna ama para o serviro de por-
tas a dentro: na ra do l.ivraruenlon. 5."
Arr.naga & Bryn, participara que
o Sr. Joaquim Ignacio (Jomes Ferrara,
tleixou de sercai.veiro de sua casa de com-
mercio desde o dia 23 do frrente.
I.oiz Thom (ionzaga Jnior retira-se para a
Europa a tratar de sua saude, e deixa por seus pro-
curadores ao seu irmao Jos Joaquina Moreira c ao
Sr. Joaquim de Albuquerque Mello.
Jos Machado PimenteL, caixeiro dos senhores
Itoslron Rooker & C, declara que por liavcr oulra
pessoa de igual nome, se assignar d'ora em diaule
Jos Machado de Sooza Pimcnlel.
O 59 A,
confronto ao Rosario de Santo Antonio, enlrc as di-
versas qualidadas de bous chocolates que costuma ter,
vende mais o meito recommendado liomeopalhico
franeei.
Aluga-se o sobrado grande da Magdalena,
_que'ficaem frente da estrada nova, o qual
se ha de desoecupar al o dia 1. de marro : a tra'.ar
no aterro da Boa-Vista n. 45, ou na ra lo Collcgio
n. 9, com Adriano Navier Pcreira de Brilo.
Compra-se un escravo para um sitio : na ra
Nova n. 18.
Compram-se duas portas em bom, oslado, de 5
palmos de largo e 12 de altura : na ra do Calinga,
loja demiudezas n. :t, sendo de amarello. .
Compram-sc duas ou tres grammalicas france-
zas. i'clemaques e diccionarios, em mio uso : na
ra 'Nova n. i-J.
VENDAS

lg> O medico J. d Almeida miidon a sua resi- SJ
dencia para a ra \ Cruz n. 18, priineiro an-
dar, onde fui o escriplorio do Sr. Saporili. 0
? Atteurao.
l'ede-so ao Sr. M. C. H. S. que venha pagar a sna
ledra da quanlia de .503000 rs-, vencida ha mnilo
lempo, a pessoa que S. S. nilo ignora rio prazo de S estatuas milito'be
dias contados desla dala, e nao o fazendo (er de verJ com :) bacas, mui
seu nome por extenso neste Diario. liccifc 2 deja-11 "urna ou liimulo
i., i - da *>".'i ___/.....w,'.,. /, .*...>' n: .' i'rf.fh. __ ...
neiro de 1854.Joaquim Duarlc Pinto e SiWa.
O Dr. Thomassime suasenltora,reliram-separa
fitra do imperio.
Miguel Joaquim de-Castro Marcarenhas, dou-
lor.cni medicina. Icio a honra de participar ao res-
peilavcl publico, quepassou-se do primeiro,ailar da
cosa em que morava.sila no aterro daBoa-Vista n. 18,
liara o segundo andar da mesma, onde pode ser pro-
curado para todos os misteres de sua profisso.
DINHEIRO.
Na ra eslreila do Rosario, n. 7, da-se dinheiro a
juros mdicos, por penhores de uuro, e facilita-se
meio de tirar os que estao penhorados por juros ex-
cessivos.
No aterro da Boa-Vista, loja de mindezas do
Sr. Manoel Cahral de Medeiros u. 72, se dir quem
d 5008000 rs. al 1:0005000 rs., com hvpolheca em
casas tarreas.
Gabinete portuguez de leitura.
Por ordem da directora se convoca a assembla
geral para o dia 29 do correte, pelas 10 horas da
manhaa, ser ordem do dia: 1. leitura do relator i".
2. eleico da commiss3o di evame de conlas, 3. elei-
cao do novo conselho deliberativo.
Estampas de santos e santas.
Chegnu a loja de miudezas .da ra do Collegio n.
I, novo sorlimenlo dos seguintes nomes de santos e
santas, em ponto pequeo e grande : . S. da Con-
rejao, casamento da Santa Virgem, Anjo da Guarda,
Santa Cruz, Santa Thercza. Santa Clara, S. Pedro,
S. Paulo e a igreja,'Santo Antonio, nascimenlo de
Jess, Santa Malhilde, N. S. da Sade, S. Domingos,
N. S. do Bom Conselho, Sant'Anna. Santa Isabel,
Adorado dos Sagrados Coraroes, Santa Vernica,
San Cesario, N. S. do Carmo, S. Vctor, S. Marli-
nh, S. I.uiz de G-onzaga. S. Miguel, Uecimento,
Santa Rosa de Lima, Santa Calharina, S. Joo Bap-
lista, Jess Maria Jos, Santa familia, Nossa Senbora
com o menino, a Santa Virgem e Santa Isabel, N. S.
dos Remedios, Jess entregando as chaves a S. Pe-
dro, Annuiiciacii da Sania Virgem, Santa Suzana,
Jess crucificado. Slita Carolina, Santa Josepbina,
repousodc N. S. no Egjpto, S. Francisco de Assis,
Paulo, Xavier e Salles, S. Malheus, Sanios Reis,
SalissimoSacramento, Agona de S. Jos, Sania
liarb ira; SS Coraroes de Jess e de Maria, Medalha u t-A-,
Milagrosa, Saula Celesliua.S. Jorge, Santa FraneiaJ K?,,^2S?L T ,-, a. Santa Marta, S. Sebasliao, N. S. dos MilaSres, ern.le df.'aberna da ra da Scnzala \ elha n. 70,
Novo telegraplio.
\ende-se o voleirn do novo lelearapbo que princi-
pia a ter audaiQcnlo no dia 29 riu crranle, a i rs.
cada um : na livraria n. (i e 8 da prnea da Indepen-
dencia.
Vemleni-se os bem conslruilos arreios para
carro de um c dous cavallos, rhegados ullimamenlc
de Franca, e por preco muilo barato : na ra da Cruz,
n.. 2(i, primeiro andar.
Vcnde-se um bonito nndeeolc c 22 anuos,bom
oflirial de sapalciro c muilo hbil romheiro : na pra-
ea da Indepcucia ti. 33, loja decalcado.
Vendcm-se 00 pulhas de coqueiro j em Ierra:
na rna Nova n. 18.
Vendem-se camas de ferro de nova invenrao
franceza, com molas que as fazcm muito maneiras
e macias. cheaadas pelo ullimo navio franrez. e por
preco muilo commodo : na ra da Cruz. n. 2G, pri-
meiro andar.
Vendem-se licores de ahsynth e Kirschs em ca-
xas ; assim como chocolate francez da melhor quali-
dade que lem apparecido. tudo chegado nllimamenle
de Franca, e por preco haralissimo : na ra da Cruz,
n. 26, primeiro andar. .
Vende-sc urna escrava, moca, e com algumas
habilidades, sem vicio nein molestia, e vende-se por
precisan : na ra das Trincheirasn. 40, loja.
Vende-sc mita taberna, na ra Nova, casa n.
71 : quem a pretender comprar, dirija-sc i ra Di-
rcila, -c-.a n. (i, que se achara com quein1 tratar.
Na ra do Trapiche n. 14. primeiro andar,
vende-se o seguinle :paila de Ivrio flnrenlino, o
melhor artigo que se condece para impar os denles,
branquecc-os e fortificaras aenaivas, dcixando bom
gosto na bocea e aaradavel rheiro; aaua de mel
para os cabellos, limpa a caspa, e d.i-lhe mgico
Inslre; aaua de pendas, e*le inaaico cosmtico para
sarar sardas, ruans. e embellezar o rosto, assim ro-
mo a Untura imperial to l)r. ISrown, esta prepara-
co faz os cabellos ruivusou branrns.eomplelmenle,
prelos e macos. sem daino dos mesmos, ludo por
presos commodos.
Vendem-se asseauinles pecas de marmore
m feitas e inleressanles, I cliafar.
i lo elegante, para adorno de jardim,
para depusito de ossos, 2i pedrs
quadradas, polillas, rom suascaveras, pararalacum-
bas, | mesa de meio de sala de marmol e escuro, In-
do por preco commodo ; a fallar com Jo Saporili,
na ra de Apollo n. 11, em casa di; Srs. Olivera
1 nii-w A; Companlna.
Kapti de Lisboa a retallio.
Vende-se rap de Lisboa muilo frasco, a 10 rs, a
oitava: na praea da Independencia, loja n. 3.
Atteurao.
Vende-se um dos sitios da ilha do Retiro, junio a
ponte da Passagem da Magdalena, contando dousvi-
veiros, dias casas de vivenda e olaria : a Iratar na
ra do Livramento n. 16.
Vende-se o engenho LMKirinha, situado a mar-
gem doTracunhaem, com rwO bracas de leslada e
wma legua de fundo, com as obras mais precisas, lo-
das novas, eoplima moerida, com bons partidos que
com 2 carros e 4 quarlaos podem moer al 2,000 piles
o que he de grande vantagem para um principiante.
He de ptimo assucar c de boa produccao, tanto de
canna como de legumes : vende-se com algum di-
nheiro i vista, e o mais a pagamento conforme se
poder convencionar : es pretendentes d,irijam--c ao
engenho Tamala|ie de Flores.
Na cocheira em frente do arsenal de maraha,
vcnde-se nm bnm cavallo com os apparelhos em mui-
to pouco uso, ou sem os mesmos.
_ Vende-se osilio Taboca de Cachoeira, romarca
il Brejo da Madre de Dos, com 155 bracas de fren-
le e urna legua de fundo, tendo riacho no meio. com
.casa de Vivenda, nrmazem, casa para prelos, estriba-
ra, casa devaqueiro, ludo de barro, e cercado para
vaccas. vcnde-se com o gado que exista, ou mesmo
sem elle : a tratar uo ne-mn sitio com Manoel Joa-
quim de Souza.
Vende-se urfla porcao de barris de mel, iVo'
de huiro de (5 palmos de comprido oara vergas de
navios, 2 canoas de 35 palmos de comprido, 2 embo-
nos de cedro, euma porcao de taboas serrad as de hui-
ro, ludo muilo em coala : quem precisar falle com
Antonio Leal de Barros, na rna do Vigario p. 17.
Vende-se n prcto. crioulo, de 20 anuos, ro-
busto e capaz de lodo o serviro : na rna Nova n. 42.
= 2 5 7= ^2 > C/J
' -- = -"C
Ijl s g-i. s 3 i" 3gg.s.-s 1
?: :r= r =.== e = >
Vende-sc um escravo de 5008000*rs. por 33(18
rs., um di de 35090IX) rs. por 209000 rs., outro
Sania Margarida, Sania Cecilia, Santa Luzia. Santa
Julia, N. S. do Rosario, Sania Vlraem Maria rainha
ilo universo, Salvador do Mundo. Sania Luzia. Jess
pre>o, as cinco chagas de Nosso Seuhor Jess conso-
lando sua niSi, Santo Antonio, e N. S. das Dores ;
assim como oulros rouilos nomes que se deixain de
anuunciar.
Os mais ricos c mais modernos chapeos de seda
e de palha para si-nhoras, se encontram sempre na
loja de modas de Madame Millocbaq, no alerro da
Boa-Vista n. 1, por um preco mais razoavel do que
ero qualquer oulia parle.
Loteria de Nossa Senbora do Rosario.
Os biiheles desla lotera esto venda nos lugares
ducoslume; as rodas andana no dia II de fevereiro
com todo e qualquer numero de hilheles que ficar
|>or vender e s se venilem al odia 10.O Ihesou-
reiroSilvestre Pereira da Silca Cuimariies.
AVISO ATCOMMERClO.
Os abaixo assignados continuam
a franquear a todas as classes em
gral os seus sortimentos defazen-
das por baixos preros, nao' me-
nos de lima peca, ou urna duzia,
a dinlieito, ou a prazo, conforme
se ajustar : no seu armazem da
praqa do Corpo Santo, esquina da
ra do Trapicbe, n. 48. Kos-
tron Rooker & Companhia, nego-
ciantes ir.glezes. Os mesmos avi-
3o ao respeitavel publico que abri-
ram no dia 5 do corren te nuv. a
sua loja defazendas da rna do Col-
legio e Passeio PuMico n. 1"), di-
rigida j>elos senbrcs Jos Victori-
no dePaiva e alance! Jos de Si- M
queip Pitanga, para venderem m
por atacado e a relallio. ....^.^
Bicha.
Alugam-se e vendem-se bichas : na praca da In-
dependencia confronte a roa das Cru/es u. 10.
Dr. Joaquim de Olivera e Souza ensina a
Iraduzir, fallar c escrever a lingua franceza : na ra
do Aragao n. i.
Precisa-se fallar com oSr. Francisco lanacio da
Cmara Pimental; na ra da Cadeia de Sanio An-
tonio n. 30, a negocio.
Traspassa-se o arrcndamenlo da luja e primeiro
andar do sobrado da rtia do Collegio n. 18 : Ira-
la-se na ra do Oueimado, loja do sobrado amarello
. 29. .
Denis, alfaiate francez,
chegado ltimamente de Paris, lem a honra de pre-
venir ao publico, e principalmente aos scus fregu-
es, que abri sua 'tanda na ra da Cadeia do itecife
o. O, primeiro andar ; irabalba de fcilio, e tambem
d.i as fazendasa vonlade dos fregoezes, a preco com-
ir,odo ; trabalha no genero mais moderno era Indo
para Amazonas e para os disfarces do toda a quali-
ilade para o carnaval.
seaundojou lerceiro andar, se dir quem vende.
Saccas com farinlialf
Vendem-se saccas rom mi;ilo boa tarn ha da Ier-
ra, por preco commodo : na ra da Cadeia do Itcciie
n. 20.
Vcnde-se um escravo, pardo, de bonita figura,
com 24 a 25 anuos de idade. sem. achaques uem vi-
cios : a tratar com o Sr. Florenrio Tertuliano do Re-
g Costa, no armazem de l'arnha ao vollr da ribei-
ra para a na da Praia.
Em casa deSchafheillin & Companhia de hoje
cm dianlo estilo exposlos venda os bem conhecidos
charutos cala-flores, deputados e regalas, obra do
maianarnailo fabricante o Sr. Augusta Witzleben,
da Baha: na da Cruz n. 38.
^Vende-se om sobrado cm Olinda, na ra deS.
liento; ITOBlMe o oil^p. de S.J'edro Marlvr, em
chaos propios. o-qiiSl rende-! f^TTO rsTnenscs : a
tratar na roa do Trapiche n. 20.
v ende-se ou troca-se por escravos a casa terrea
da ra da praia de Sania Rila n. 4, junto ao porlo
de Santa Rila : a Iratar fia ra dos Marlyriosn. 11.
LOTERA DE N. S. DO ROSARIO-
Casa da Fama, aterro da Boa-Vista u. \H.
Nesla casa vendem-se os hilheles desla loteria, a
qual corre a 11 de fevereiro iinprelerrVelmenle.
Hilheles inleiros. . . 45200
Mcios%..... . 28200
Ouartos .... . 15200
Decimos .... . eco
A igesimos..... . 320
w on-.5 2
P 5.3 3 *>5 ^ t"
r o
B C -t
E^1
23
l-lf*T5sff-9a
P 7TTf 8;5ST55'
le cham-
$i
A'Jl.WAK.
Saino a Juz a Ijjllimlia de algibeita,
contendo alem do kalendario o regula-
mento dos emolumentos paroebiaes, e o
almanak civil, administrativo, commer-
cial, agrcola e indnstrial ; augmentado
com 300 engnlios, alem de otttrat noti-
cias estatisticas. O acressirao de trabalito
e dispendio nao permittiram ao edictoi
veiide-lo pelo autigo preco, e sim por
-00 rs. ; vendendo-se unicamenle na l-
vraria n. G e 8 da praca da Indepen-
dencia .
Vende-se urna ptima escrava de 25 annos de
idade, lem ptima conduela, sabe bem coser, engom-
mar e rnzinhar ; assim como vcnde-se um bom mole-
cao de 20 anuos, scui vicios ncm achaques : na ra
do Oueimado 11. 20.
Vendem-se 8 cscravos, sendo I ir.oleque de da-
de i8 annos de bonita figura, 1 mualo de idade de
20 a 22 annos, 4 cscravos de lodo ervico, 1 dila de
benita Maura, eogomma e cozinha, e escravo de
serviro de campo : na ra Direita n. 3.
\ end^rn-se dous negros crioulos, bons pesca-
dores c canoeiros: quem pretender dirjale a ra
do Queimado n. 31, que ah se Ihc dir quem vende.
Na ra da Penha n. 2:1, primeiro andar, se di-
r quem vende um Irancclim, um par de brincos,
I dilo de rosetas esmaltadas, um dito de botoes de
punho.um Volito de abertura, um anuel de tartaruga
encasioado em ouro, uiii.alfinetc esmallado para pel-
lo de senbora.
LOTERA DE N- S. DO ROSARIO.
Casa da Esperanca rna do Queimado
n. Gf.
Na casa cima e na praja da Independencia loja
do Sr. I'urliinatu^esl a venda um cmplelo sorli-
menlo de cauleMk hilheles da loleria cima, cujas
rodas audan novar 11 de fevereiro.
Bilieles. . 490OO -
Meios. .... -J000
Ouartos. . I3>200
Decimos. . GOO
Vigsimos. . 320
Ao barato.
Na ra do Crespo n. 5, ha um completo sorlimenlo
detoalhas e guardauapos do Porta, pelos oreos sc-
auintes: guardanapos o 29600 a dnzia, loa nas gran-
des a 48-500 cada urna, ditas regulares a 39600, ditas
mais pequeas a 39200.
Gomma
em saccas de 4 arrobas, da melhor qualidade que
aqui lein viudo e por menos preco que em qualquer
oulra parte: no aterro da Boa Vista, loja 11. 44.
Vende-se una preta crionla, de meia idade,
que sabe cozinhar o diario de urna casa de familia,
fazer venda e costuras rlias: a Iratar em Olinda,
atraz da igreja do Amparo 11. 7, que se dir a causa
porque se vende por menos de seu valor.
Vendn-se urna escrava de na{8e, propria para
algum sitio: na rea da Scnzala Nova, 11. '22.
Vende-sc urna escrava do 25 annos. boa figura,
enaomina, cozinha e faz lodo scrvic;o de casa ; assim
como aluga-se um moleque que faz o servieo interno
c externo de casa: a tralai na ra do Vigario n. 29.
CERA EM VELAS.
Vende-se cera ein velas, a mais supe-
rior que lia no mercado.(com diversos sor-
timentos a vonlade dos compradores) clie-
gada ltimamente de Lisboa pela barca
Uratidao, e por preco mais barato do
(|tte era otttra qualquer parle : na 1 na do
Vigario 11. I!), segundo andar, eSCriptorio
de Macbado & Pinbeiro.
Baile Maske.
Sedas baratas para vestuarios, na loja das seis por-
tas cm trente do I.ivranienlo.
Aviso pieinteressa.
Vende-se grasa ingleza de verniz
Drelo, para limpar arreios de carro, lie
istroso e prova d'agua. e conserva mui-
to o couro : no armazem tle C. .1. Astlcv
& Companhia, natrita do Trapiche n. .">.
^) Depouto le vinlio
'$) pfg"0 Cliateau-Ay, primeira qua- (Q
tfc lidade, de propedade do condi ig
de Mareuil, rita da Cruz do Re- 2*
cite n. -i): este vinho, o inelltor ^
^ de toda a champagne vende- v
(j) se a oGJOOO rs. cada caixn, acha- (.
se nicamente em casa de L. Le- -
9 eomte Feron & Companhia. N. R. W
(55 As caixas sao marcadas a logo ^,
d^ Conde de Mareuil e os rtulos ($
i5) das garrafas sao azues. (>
\ endem-selonas, brinza, brins e mcias lo-
nas da Russia : no armazem de N. O. Biebcr (
Companhia, na ra da Cruz n. 4.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do lirum, passan-
do o chafariz continua baver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido d a 8 palmos de
boca, as qimes acham-s a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
emljaream-se ou carregam-se em carro
sem despezado comprador.
Vendem-se relogios de ouro, pa-
tente ir.glez, os melhores que tem vindo
a este mercado, e do mais acreditado
labricante de Liverpool: em casa de Rus-
sel Meliors & Companhia, na ra da
Cadeia do Rccife, n. 06.
Agencia de Bdnla Man.
Na roa de A pollo n. 6, armazem de Me. Calmont
& Compauhia, arha-sc constantemente bons sorli-
mentos de Jabas de ferro roado e batido, lano ra-
sa como funrl|s, nmendas ni-liras fodas de ferro pa-
ra aniuiaes. atoa, etc., dilas jiara a rmar em inad'ei-
rn de lodosos lainaiihos enldelos os mais modernos,
machina borisonlal para vapor com forca de
1 cavallos. cocos, passadeiras de ferro eslnhado
para casa de purear, por menos preco que us de co-
bre, eaco vens para navios, ferro da Suecia, e fo-
llias de llandrcs : tudo por barato preco.
. Moinhos de vento
ombombasdcjrepuxopara regar borlase baixas
decapim. uafundica de ,Wk. llowinan : na ra
doBrumns. 6,8el0.
Xa ra da Cadeia do Recifen. G0, arma-
zem dellenrique Gibson,
vendem-se relogios de ouro de saboneta, de palenle
;..n|n, .1..-----11--------------i:j-.i_ #_,._- _j_. ._. ._
,- Vendem-se cimasa de Me. Calmont & Com-
panhia, na praca do Corpo Santn.11,o seguinle:
vinho deMarseillecm caixas de 3 a 6 duzias. linhas
cm novcUos ecarrcleis, breu em barricas muilo
grandes, ac de milaosorlidn, ferroinglez.
endem-sc pianos forjes de superior qualida-
de, fabricados pelo melhor autor hauburgccz na
ra da Cruz 11. 4.
AGENCIA
Da* Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabeleciitrento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e metas noendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos o tatnaubos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invenrao' do Dr. Eduar-
do Stolle m Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e iliollandezas, com gran-
de vantagem para o melboramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no- idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
porco de
l'JUU
do Recita nVlO, clesdecaselferas de cores, bonitos,
goslus a .'9 cH; sarja hespanhola de superior qua-
lidade a 29 o envado; solini prclo Macan a 3 o cor-
le: crlesele fuslio para collele.fazenda mnilo fina, a
l000 o evrlc^Mfi prcto para palitos, mullo
lino, a 2*500 o corado; curies de neias casemiras de
inelez, da melhor qualidade, e fabricados em Lon-
dres, por preco commodo.
alaodo, bonitos]
liuho riscado
de linho de coi
a 292OO o corle;
um completa soi
sendo a 160. 180;
laa lindos eoslos
800 c. (9600; e ma
Mies, a 19280 o corle: brirn de
los a 280 rs. o covado; hrim
120 o corle; dilo cor de ganga
mnilo superior a 39 o corle;
nlo do ctuta de todas as cores,
i'. 220 e 2(0 rs., finas; chales de
IS'iOO; lencos am completo sorlimenlo de en-
tras fazondas, que se vndenlo por menos do que'ciu
oulra parle.
Fazendas baratas!
Vende-se na nova loja da ra da Cadeia
'ecasfnras de cores, bonitos Vende-sc graxa de verniz para limpar arreios
licspanhohi^de superior qua- de carro, lustroso e prova d'agua ; na ra do Trapi-
che n. 3.
POTASSA.
No anligo deposito da ra da Cadeia do Rccife.
armazem n, 12, lia para vender mnilo nova potassa
da Russia, americana c brasileira, epi pequeos bar-
ris de 4 arrobas; a boa qualidade precos mais ha-
ratos do que em oulra qualquer pa?le, se affianram
aos que precisarcm comprar. No mesmo deposito
lambem ha barris com cal de Lisboa-em peora, pr-
ximamente chegados.
Vende-se a verdadeii a salsa parri-
Iha de Sands: na botica franceza, da rita
da Cruz, em frente ao chafariz.
NO CONSULTORIO IIOMEOP.VTHICO
do
1)1!. P. A. LOBO M0SC0O.
\ ende-se a melhor de (odas as obras ilc medicina
Tiomcopalhira jar O NOVO MANUAL DO K.
G. II. JAlUt -S$ Iraduzido cm portuguez pelo
Dr. V. A. Lobo Moscozo : qualro volumen enrader-
nados em ilous. 1 20S00O
Ol. voliime contendo a palhoaencsia dos 144
j medicamentos que nao for.ini publicados saldr mui-
to breve, por oslar ruito adundada sua impressito.
Diccionario dos lernas de medicina', ciriirgin, analo-
_mia, pharniaria.4k. ele. encadernado. 4S000
lima carleira de 2i tubos, dosmelljores c mais bem
preparados glbulos boincopalhicos comntH^duas
obras cima .
Urna dita de II6 tubos com as mesmas .
Dila, dila .-0 48 lobos.......
Dita de 144 com as dilas ......
Carleiras de 24 tubos pequeos para algi-
heir............
Ditas de 48 ditos.........
Tubos avulsos de alobulos.....
SALSA PARR1LHA.
Vicenta Jos de Grito, nico agenta em Pernam-
bnen de B. J. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que lem chegado a esta prnca urna grande por-
iio de frascos de salsa parrilba de Sands, que silo
verdadciramcule falsificados, c preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se deveui acaulelar os consu-
midores de lito precioso talismn, de calar ncslc
engao, tomando as funestas consequencias que
sempre coslumam Irazer osmedcamcnlos falsifica-
dos c elaborados pela mao daquelles, que anlepoein
scus nlcresscs aos males c eslraaos da human idade.
Vortanlo pede, para que o publico se pssa livrar
desla fraude c disliugua a verdadeira salsa parrilba
de Sands da falsificada e recenlemenlc aqui chega-
da ; o annunrianlc faz ver que a verdadeira se ven-
de unicamenle em sua botica, na ra da Conceieito
do Rccife n. (I ; e, alem do recciluario que. acom-
panha cada frasco, lem cmbaixo da primeira pagina
seu nome imprcssu.e se achar sua firma em nia-
nuscrplo sobre o involtorio impresso do mesmo
fracos.
Vende-sc nm escravo moco, bonita figiia, pro-
prio para todo o servijo al mesmo para marnjo: na
r ua da Praia n. 10.
Vende-e CARNE DE VACCA o de
Hamhurgo, em barris de 200 libra* :
CHAMPAGNE de marca conhecida e verdadei-
ra, havendo poneos aigos de resto, que se venderao
para tachar, a 248000 rs. :
AC DE MILAO sonido;
TAPETES DE I.AA. lano em peca como sollos,
para forrar satas, de bonitas cores e muilo em conla.
OLEADOS de cores para forrar correili.e, etc. ;
OLEO de linhaca em latas de cinco galoe -. em
casa de C. J. Asllcy & Companhia, ra do Trapi-
che n. 3.
Na ra do Collegio n. 21, segundo
andar, vende-se por barato preco, ou a
prazo, nm .sortimento de chapeos e ou-
tros objectos de chapeleiro, consistindo
emchapeos-de massa, de seda de varias
qualidades, e a gomma lacre, chapeo
pura [adre, massas para ditos, bonetes
para guardas nacionaes, plumas pretas
para chapeos desenhora, fundos e lados
para chapeos, courinbos com setim', fi-
vellas, litas para arrocbos e debium,
trancas e outros muitos objectos de cha-
peleiro. ,
Vestidos modernos.
Vendcm-se vestidos de mursolina fina de cores
com barra, fazenda nova a 58 o corle; dilos de la
e seda e barge modernos a 9# o corle de 12 cora-
dos; chitas e casas franeczas novas a 320 ts. o cu-
vado e 640 rs. a vara; e oulras militas fczendas por
baratas preros : na ruada Cadeia i\o Rccife, loja
n. 50.
I Di eclona rio do termo de mediciaa,'
cinu-t la anatoma pharmaela ,
etc. etc.
Sabio ;' luz esta obra indisnensavel a todas
ahjMssons que se dedicaiwao esludo de
ineaacina. Vendc-se por 48 rs., ciicadern-
'I". oftiinsullorio do llr. Moscozo, ruado
Collegio. 11. 25, primeiro andar.
STARR & C.
respeibrsair.cnle nnniinriam que 110 sen extenso es-
(aliclecimenlo em Sanio Amaro, continua a fabricar
com a niaior pcrfcicjte e proinplido.loda a qualidade
de machiuismn para uso da aaricullura, navcaa-
ro e manufactura, e que para maior commodo de
seus numerosos freguezes e do publico cm geral, lem
abcrlo em um dos arailes armazciis do Sr. Mcsqui-
la na ra do Bru, atraz do arsenal de marraba,
um
Vendem-se relogios de ouro, pa
^ ten-te inglez, por commodo pre- i
co: na ra da Cruz n. 20, casa de 1y
@ L. Leconte Feron & Companhia. |
MADAPOLAO' BOM. A 38200. *
Vendcm-se peras de madapoln de boa qualidade,
com pouca avaha : na rna da Cadeia Velha n. 24,
primeiro andar.
Vendem-se cerca de 800 formas de folha de
ferro para fabrica de assucar, pintadas, eque levam
tres arrobas cada urna : vendem-se muilo em conla
para fechar : na ra do Trapiche n. 3.
Na rna do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, ([uadrilhas, valias, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio'de Janeiro.
Na rna do Vigario n. 19, primeiro andar, lem
venda a superior fianella para forro dcsellins, che-
gada recenlemenlc da America.
Oleo de linhaca em botijas.
Vende-sc a 5S00O rs. cada una hotija, c por me-
nos sendo em porcio : na ra da Cadeia do Rccife n.
47, primeiro andar.
Charutos de Havana.
Vendem-se verdadeiros charutos de llavana por
preco muilo commado : na ruada Cruz, armazem
n,-4.

r Pautse toalhas.
Vendem-se paliiiis de hrim de linho de cores,
iem taitas, a '.tj e '1* rada um ; toalhas de panno
de Ifflk do Porto, proprias para rosto a 800rs. rada
nma e a !>S i duzia; e panno adamascado de duas
larauras e 'aoa qualidade para toalhas de mesa a 28
a vara: na rna da Cadeia do Recita, loja 11. 50.
FU NDICAO' D AURORA.
Na fundido d'Aurora acNa-se conslantemcuie um
completo sortimento de machinas de vaportanlo
d'alta como de baixa pressiio de modellos os mais
approvados. Tamben", se apmmplam de encommen-
da de qualquer forma que se possam desejar coma
maior presteza. Habis oniriaes sciilo mandados
para as ir assenta.r,'% qs fabricaules como tem de
coslumc aliancv.m o prfeilo Irabalho dcllas, e se res-
ponsahilisam por qnalqner defeilo que possa nellas
apparecer duranbj a primeira salra. Mnilas machi-
nas de vapor construidas neste eslabelecimcnlo tem
estado em constar, te servirlo nesla proviucia 10, 12,
eat 16 annos, e .apenas lem exigido mui insignifi-
cantes reparos, e algumas at neiihons absolutamen-
te, accrescendo qi je o coiisu mmo do conbnslivel he
mui inconsideravel. Os senhores de engenho, pois,
e oulras quaesquer pessoas que precisarem de rfta-
chinismo -ao res) idiosamente convidados a visitar n
eslabelecimeoto cm Santo Amaro.
Na rna da Cruz n. 15,* segundo andar, ven-
dem-se 179 pan do coturnos de couro de lustre,
400 dilos braeos e 50 dilos de butins ; ludo por
preco commodo.
Veude-se a m grande sitio na estrada dos Aduc-
ios, quasi defrou le da igreja, o qiial lem inuitas ar-
\ ores de fruclas., Ierras de planlaees, baixa para
capim, c casa di! vivenda, com bastantes commo-
do : quem o prolemier dirija-sc ao mesmo sitio a
t-nteuder-se corro o Sr. Antonio Manoel 'de Moraes
Mesquila Pimental, ou a ra do Crespo n. 1-3, no
escriplorio do pa dre Antonio da Cunlia e Figuei-
redo.
Pianos.
Os amadores da musir acham coulinuadamcnlc
em casa de Bruno PracgoriSiCompanhia. rtia da Cruz
11. II), um grande sorlimenlo de pianos forles e fortVs
paiitts,de difler entes modellos, boa conslruccilo e bel-
las vozes, que vcrnlem por mdicos presos; assim co-
mo luda a qualidade de instrumentos para msica.
Cairas de ouro,
como sejam : aderemos c meios ditos, braceletes, brin-
cos, alliueles, t.oloes, aunis, correnles para relogios,
ele. ele, do mais moderno aoslo : vendem-se na ra .
da Cruz n: 10, casa de Bruno l'raegcr Companhia. '
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas 110 dilo seu estabclecimenlol
Alli acbaro os compradores um completo sorli-
menlo de moendas de canna, com lodos os mclho-
ramenjos (aluuns (talles novos eorisinaes) de que a
sid'^M^n.^'"'^ a"amii,n} !>'<"''oa neees- & Companhia, rita da Cruz n. 58.
sidade. Machinas de vapor (tchaixac alta pressao,
taixas de lodo lamauho, tanto bal idas romo fundidas,
carros de mao e dilos para conduzir formas de assu-
ear. machinas para moer mandioca, prensas para di-
1*1 fornos de ferro balido para l'arinha, arados de
ferro da mais approvada conslrucco, fundos para
alambiques, oriuw e portas para frnal!-:as, e urna
nlinidade de obras de ferro, que seria enfadonho
enumerar. No mesmo deposito exista ama pessoa
inlelligenlc c habilitada para receber todas as cn-
conimendas, ele, ele, que os amuinciaiitos contan-
do com a capacidade de suas ofllcinas c machinismo,
e pericia de seus olliciaes, se romprniucltcm a fazer
executar, com a maior presteza, perfeirao, 6 exacta
conformidade com osmodclosoudesenbos, e inslruc-
coes que lhe forem foruecidas-
10g000
208000
18000
VINHO CHAMPAGNE.
Superior vinho de Bordeaux. engarra-
fado ; vende-se em casa de Schaflieithn
Vende-se arroz graudo do Mara-
nhfio, e charutos de S. Flix, de boas qua-
lidades, epor presos commotlos : na ra
da Cadeia do "Recife n. .47 primeiro
andar.
Vendem-se na rna da Cruz n. 15, segundo
andar, boas obras de labvrinlho taitas uo Aracaly,
constando de toalhas, lencos, coeiros, rodas de
saia, etc.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de.C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
rnodello e construccao muito superiores!
X Deposito de tecios da fabrica %&
p de todos os Sntos. na Babia.
. Vende-se em casa de Domingos Alves
^ Malheus, na ra da Cruz do Recife n. 52,
H primeiro andar, algodao transado daquella
I fabrica, piiioproprio para saceos e rou-
pa de escHvos, assim como fio proprio para
FAR1NHA DE TRIESTE.
Primeira pialidade.
Tasso Irmos avisam aos scus fregiiezer*., que Icn,
para vender fariuha de Irigo chegada ullimamenle
de Trieste, sendo a nica nova que daquella proce-
dencia cxislc no mercado.

>
Os mais ricos e mais modernos cha- i
pees de sciihoras se cncoiilram sempre
na loja de madama Theard, por um prei;o
mais razovel de que em qualquer oulra
parte.
400Dt>| __________________
sSouoi P-W1.LA1II BOWJklAN, engenlieiroma-
lOOSOOO i **'"'sln c fundidor ile ferro, mui reepeilosamenle
annuncia aos senhores pruprietarios de enaenlios,
fazendeiros, e (prcspeilavel publico, que o seu esta-
belerimenlo dentro movido por machina de vapor,
na rna do lirum passnndo o chalan/, oonlim'ia em
ell'eciivocxecicio, ese achia coniplelameiile montado
com apparellioa'da primeira qualidade para a per-
teila coufecra das msiores pecas de machinismo.
Hahililado para enitorehender ipiaesqner nbrasda.
sua arte. David WilflMl Bayninu, desoja nyiis par-
ticularmente chamar a aiteneno publica para, as se-
guintes, por ter deltas crlnde sortimento ja' promp-
lo. em deposito na mesma fundicao, as quacs cons-
truidas cm sua fabrica podem competir com as fabri-
cadas cm paiz eslrangeiro, lano em preco como em
qualidade de materias primas e mao de obra, a
Mber: ,
Machinas de vapor da melhor conslrnca.
Moendas de canna para engenhos de lodosos la-
manhos, movidas a vapor por agua, or animees.
Rodas de agua, moinhos de vento e serras. ,
Manejos i i dependen les para cavallos.
Rodas dentadas.
Aguilhes, hrouzcs c chumaceiras.
' Cavilhoes c parafusos de lodos os tamaitos.
Taixas, parees, rrivos e bocas de foruallia.
Moinhos de mandioca, movidos a mao ou porani-
macs, e prensas para a dita.
Chapas de fogao c fornos de fariuha.
Canos de ferro, tornciras de ferro e de hroiizc.
Bombas para cacimba e de repuxo, movidas a
man. por animaes ou vento.
Guindastes, guinchos e macacos. ,
Prensas hydraulicas cele parafuso.
erragcns para navios, carros e obras publicas,
oluninas, varandas, grades e porloes.
Prenss.de copiar cartas e sellar.
Camas, carros de mane arados de ferro, etc.. ele.
J| redes de pescar e pavios para velas, por m
Sfeprec^onuiito commodo. ',
Vendem-se velas adamantinas ame-
ricanas, era Caixas de 30 libras, guie do
muito boa luz, igual a de espermacete a
tO rs. por libra: em casa de Rostrn
.K^.tTevhe'" rt-" ""''V1-'"? ral.,ric'. 'lo Br;1."" Rooker & C. na piara do Corno Santo,
daoemS. telix.os mais acreditados chaiulos regala, ,' .. ',, SU"L"'
que tem vindo a esle mercado, recommendando-se e(|Uina Ua ra do trapiche n. 48.
esleseieelteiilescharutosalodos que sabem appre- VINHO DO PORTO MUITO FINO
ciar o que ha de melhor pesie genero, acham-sc a " j "" .MU11U ril^U.
venda no Pass-jio Publico n. 1:1, e no arco da Concei- i Vende-se superior vinlio lo Porto, em
;iio, loja n. i, onde exista nm completo sorlimenlo j barris de i., 5. e 8. : no anr.a/.em da ra
r no
Companhia, na
de todas as cores pelodimnulonreco-J8500rs.acaix.'i. |, ,
Na ra das Cruzcs, n. 22, "vende-so nina escrava i rriuul.a de bonita llgura, enaominadeira. cose .bem i escriptorio de Novaes S C
chao, taz labvrinlho, cozinha o - Vede-Se una negra crionla de JO a 22 annos "'" U lr*P*&n- 5*'
de idade, muilo benita figura, lava, engmala, cose, No arma/.ein de C. J. i
-Barato.
' Vendem-se Crtesele chita de barra, a ^,500 rs.:
na ra Nova n. VI, loja do Tinoco.
Na botica da ra larga do Rosario
n. !"><, de Bartholomeu F. le Souza; xen-
dcin-se pihilas vegelaes verdaderas, arre-
hel'aUecli'ur verdadeiro, salsa de Sands
verdadeira, vermfugo infde/. (em vidrol
verdadeiro, vichas de bocea larga com ro-
ma-de I ale'12 libras. O aiiminciante.it-
lianca a tpiemintercssar possa a veracida-
de dos medicamentos cima, vendidos em
sua hotit'a. '
Na rna larga do Rosario, paitara n. 4S, vnde-
se urna escrava, crionla. de idade 35 anuos, eugem-
ma, cose c cozinha, e est parida depoucos dis, po-
rcm sem lho.
Vende-se un dos melhores cavallos
cpie tem apparecido, ruco, muito novo,
grande, fogoso, e com todos os andares :
a tratar com Guilherme Sette. ou na co-
cheira do I/.doro, rita da Concordia.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vendem-se saccas com superior l'ari-
nha da trra : lia loja n- 20 da ra da
Cadeia do Recife, esquina do becco Largo.
Vende-se urna escrava, crioula, de
2H a 21) anuos de idade, a qual sabe lavar,
ciigommar e cozinhar o diario de urna
casa : a tratar na ra da Cadeia Velha,
loja n. 22.
quem a pretender dirija-sc a ra do Coltaaio, n. 10.
segundo andar, ou a mala da torre, silio de Manoel
Pereira Magalhe.
(.AMOIS PAILIIETE & CO.MPA-
NM1A.
Conlinua-se a vender no deposilo ueral da
^ rna da Cruz u. 52, o cxcelleiilc c bem con-
0 ceiluado rap arela pela da lubrica de lian- @
lois Patinete & Companhia,
f$ grandes c pequenasporrj
lecido.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
ra do Rrum logo na entrada, e defron-
te do Arsenal de Marinha lia' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como eslrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas f,e em ambos- os logares
existem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. Os
precos sao' os mais commodos.
Vendc-se um cavallo mellado de bo-
nita lignra, cerrega baixo, esquina e he
muilo manso, tem arreios o selliui novo:
a fallar ua praca da Iuilepehdcnciu n.
118 e 20.
Vendc-se uina^nulala de" 20 anuos, que coso,
engnnima perfeitamenle, e faz lahyrinlho : na ra
da Mangneira n. 5.
Vende-se um diccionario universal de geocra-
phia moderna, deschpc.lo plivsira, poltica e histri-
ca, de lodos os lugares da Ierra, arompanhadn le
um alias de 50 carias, por A. Perrol: no aterro da
lioa-Visla, loja de oorives n. OK.
Vcnde-se urna escrava da Costa, moca, de boni-
ta figura: as Cinco Ponas n. :i".
Aslley & Com-
panhia, na ra do Trapiche n. , ha
para vendero seguinte :
Bataneas decimaes de 000 libras.
Oleo de linhaca em latas de ."i galocs.
Champagne, marca A. C.
Oleados para mesas.
tapetes de laa para forro desalas.
iinhia. ,1a JSahi, em H \ Copos e.calix (le viifroordinario.
roes, pelo preco cslabe- {-f I i,-,. ..._, |( ... i
<" m.tMlclollia de Ierro, pintadas,

pa
fabrica de assucar.
Palha da India para cnipalhar.
Ac de MilSo sorlido.
Carne devaccp em salraoura.
Vm sortimento-de prego.
Lonas da Russia.
Espingardas de caca.
Lazartnase clavinotes.
Papel de paquete; inglez-
I.alio em folha.
Brim de vela, da Russia.
Cabos de Linho da Russia, primeira qua-
lidade.
Cemento de llamburgo (novo).
Relogios de ouro, abnete, patente in-
gle/..
Feijo miiialinlio.
Vcndem-se saccas muilo grandes com feijo mula-
linho ebegado do Aracali no hiate Duritosu, carnau-
ba de primeira sorlc, courinnos miudos esola, ludo
por preso commodo e a dinliciro: na ra da Cruz
do llerife n. :t3, casa do S;i Araujo.
Vendem-se fardos de fumo para charutos da
primeira qualidade, ltimamente chegados da Babia,
e por preco haralissimo : na rna da Cruz. n. 2b\ pri-
meiro andar, assim como um reslo de -J.000 charutos
muilo bons.
Deposito da fabrica de Todos os Santos na Bubia.
Vendc-se, emeasa deN. O. llicber &C, na ra
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
3 inuiloprnpriopaiasarcosdeassucar e roupa de es-
cravos, por preco coiuniodo.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
Sara vender, chegado de Lisboa presentemente pela
arca Olimpia, o seguinle: saccas de farello muilo
novo, cera em gruine e em velas com bom sorli-
menlo de saperior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em peJra, novissima. .
Cola da Babia.
Vende-se superior cola, por preco commodo: na
ra da Cadeia do Kecifc n. 47, primeiro andar.
Vende-se cm casa de S. P. Johus-
ton S Companhia, na rita da Sen/ala No-
va n. V2.
Vinho do Porto, superior qualidade, en-
garrafado.
Vinho Chery, em barris de quarlo.
Sellins para montara, de homem e se-
nhora.
Vaquetas delustre pai*a coberta de carros.
Relogios de uro patente ingle/..
No paleo do Carino, taberna n. I. vcnde-se
muito boa alclria, a 210.
Vende-se tuna grande ehoa canoa, sendo nova,
por barato preco : no trapiche do Ramos.
Vendein-se queijos do serlilo do Sirid : na rna
' do Vigario O. I"J.
Conlintia-so a vender soturna do Aracalv de
! superior qualidade em arrobas a I1.J rs. e a libra a
ItWrs. : no paleo do Carmo u..
Clnirulos linos de S. Flix.
Na ra do'Queimado, n. 19, tem che-
gados agora da Babia, os verdadeiros
charutos deS. l-"eli\, da acreditada fabri-
ca de Brandao, os qnaes se vendem por
precos mais connuodos do que em outra
parte. '
Couro de lustre
de boa qualidade; vende-se por menos do qu?ein
oulra qualquer parle para liquidar conlas: na rna da
Cruz. II. 10.
Na ruada Cruz n. 15, segundo andar, vendem-
se por preco commodo, saccas gratules com feijo
muito novo, ditas com gomma, e velas de carnauba,
puras e composlas.
Vinbo Bordeaos.
Briinu Praeger & Companhia, ra da Cruz n. 10,
rereberam ltimamente Si. Jnlien c M. margo!, cm
caixas de ama duzia, que se rccoiumcndain por suas
boas qualidades.
Primas para rabeca,
a 'itl rs. cada una, muilo novas : na ra do Quei-
mado, loja n.<59. '
Vende-se urna pnrrito de oleo de ricino muilo
novoe claro, em latas, a vonlade d > comprador: na
ra da Cadeia do Itecita u. 51. Na nie-ina loja ven-
de-se duraque azul e lira neo mnilo lino, assim como
oulras fazeudas, como sejam, picle escuro, proprio
para camisas c vestidos de escravos, pelo barato pre-
co ile 130 rs. o covado.
ESCRAVOS FGIDOS.
Des.ippareccu no dia 22 do crrenle do.eu-
zonlio Ilom J.crus na comarca do Cabo, o niulalinhu
de nome Candido, de idado 17 annos pouco mais ou
menos, estalu ra rknaja/j mu^Wmco cheio ilo estro.
bastante claro, cabellos corridos e um pouco crespos,
denles limados- olhos pardos, leudo um arraiiho na
testa sobre o nlbo direilo, he bastante alegre': roga-
se as autoridades poliriaes, capitaes de campo, ou
quem o pegar'de o levar ao dilo engenho, ou a rasa
do rnmmeiula dor LuizGomcs Kcrreira, noMondego,
que ser recompensado.
Desappirecen no dia 14 de novembro do auno
passado o prel o Rav mundo, crien lo, lillio do Ico, de
idade 5 anuos, pouco mais ou menos, cor futa, cara
larga, beicos i;rossos, barba cerrada, estatura regular,
rendido de uina verilha, pouco volumoga, he muilo
ladino, c diz saber ler, he amigo de sambas, onde di-
verle-se locar-do llaulim ; o mencionado preta foi
capturado eiti.o engenho Taparar d'onde tornou a
fiuir no fim d e 4 das-: quem o pegar, queira levar
.i na Direita ai. 78, qi No I." d e dezembro proiimo passado. desappa-
rercu do enge nho Canabrava de N. S. do O', comar-
ca de (inianna um prelo de norie Vicente,, o .qual
lem os signaes seguintes : alio, secco do corpo, com
um lalliu na li-sta da parle esquerda, os cabellos das
finitas avermelhados, nariz chalo, representa ter 25a
:10 aniios de iclade ; esle escravo foi do Sr. Joo Ne-
pnmuceno V'iegas, em Pedras deFogo : quem pegar
dilo escravo o poder levar no referido engenho, ou
nesla praca, no escriplorio da ra de Cruz n. 21, que
sera generosamente recompensado.

Uesappareceu no dia 22 do correle o preto
Alcxndre do nacao de San 1'aulo, idade 35 an-
uos, alio, falla demorada.e corpo reforrado; foi
escravo do Sr. Meleqner, l'rancez, morador no.Kio
Doce e ullimai nenie perlcnceii ao Sr. Eduardo Bol-
! ly. Essc prlo costuma em suas li eqoenles fgidas
| andar por Olinda c rolugiar-so lias capoeiras do Kio
Dore, e alii se poder com certeza encontrar: roga-
. se a quem o pegar ou delle der noticia, o obsco.uk
Alem .lasuperior,, ade das suas obras, ja' geral-, ,le ,|irigir-seV fabrica de caldeirciro na na do
mente reconhecida, David vVilliam bu man garante :,|irUii,,, 28_
amaisexaela conformidade com os moldes c desc-: ..' "
nhosremellidos pelos senhores que se disnarem de l ,,~, l.'esapiweceo no da 8 do correnle, do lugar do
fazcr-lhc encoinmendas, aprovcilando a occasiao pa- J;0"!"". uczia do Poo da l'anella. o escravo
ra agradecer aos eus numerosos ariiisos e freguezes M-"1'"'1- de iincao, com os signaes seguintes: alio,
a preferencia com que lem sido por clles honrado, I ">agro. com falla de denles, beicos grossos e o de bai-
e assecura-llres que nao poupara estarcesc diligen- ?? c,,,l'!d"' .c"' u """bigo grande, representa ler de
cias para coiiliuuar a merecer a sua confianca. J^",e ^ a *? "'""^ : recon-mcmla-se aos c.-ipilaes de
ni Vii\rvc ivcince ~" T^mpo a captura de dito escravo ; e quem o pegar.
ULCiAUU!)' INuL,t.E.&. tave-o a rasa lo abaivo assisnado. no Monicirt, que-
Vcndem-se riquissirnos oleados para ser gralificado. Francisco Cacalamti de Mello.
assoalhar salas, tanto emqualidade.com o : ~ ',0, enl*t!,}> Boa-Visia de Uoianim, des.r>pa-
.... .. ,' i reeeu a lanos de abril do anuo prximo passado una
UO eSCOlilIdo gOStO de desenuo : no ar- mualo com ;i5 annos de idade mais oa menos, baixo
ma/.em de fazendas de Adamson Howie &
Companlna, na ra do Trapiche Novo
n.42.
Vcpile-se feijJo mulalinho liom, em saccas ; no
armazem da ra da Prain n. 14: no mesmo armazem
vende-se boas travs de 15 palmos .de comprimento
da melhor qualidade que pude liavcr.
POTASSA E CAL.
cheio do corpo, cabellos poneos sollos, olhos pouco
negros, pequeuos e vivos, sobransethas fechadas,S-e
um pouco crspas,.nariz lirado, bocea regular,denles
limados, lenco um na frente do lado- superiorque-
lira lo. hastanle barbado, as conserva niperiaes, ou
eulilo pe de moleque chamado, cor alaranjada tosta-
da, |>eilos muilo cabelludos c bracos, mos speras e
carnudas, um pouco menos ao lado dir#lo, no andar,
tem as pernas bastante cavalleiras, ps pequeos, e-
; um dos derics polegares.crcio que do p direilo; 'bs-
tanle destruido por una ferida, cojo mal estmgou w
> ende-se potassa da lutssia e America-
iiiiba.diminiiiu o dedo,e fez uo meio urna cintura,Icsv
na, superiores, e cal virgem (le Lisboa,; as nadeaasestragadas do castigo, rhama-se Theodoro,
lem o bom cosime de andar limpo, camisa de ma-
dapolAo, 00 riscado de ateodfur/inho, colarinhodesa-
tudo por preco mais commodo que em
outra qualquer.parte : na ra do Trapi-
lioloado. calca ou ceroulao, Irazendo a camisa euipre-
por rima. Dessc mesmo engenho dess-ppare-
ceu a (antes de setembro prximo passad urna es-
crava denominada Maria, com estes sismes: 21 ati-
no de idade pouco mais cu menos, altura regnlarr
pouco corpo. cabellos desandados, c6r bem fula,
qnasi acabralhada, testa um ponen saliente, e aca-
nliada, solirancelha regular, olhos fiimacados. pe
(penos c vivos, nariz baixo porem lirado, boca regu-
chen. l^i, armazem de Bastos limaos.
DEPOSITO DE CAL E POTASSA.
Na rna de Apollo, armazem de Leal
Beis, lem superior potassa da Russia, che-
jada ltimamente, e ta fabricada no Rio
de Janeiro, de qualidade bem conhecida. S^teSSaS ......raes. Iem sobre as cs,
aSSim COIllO cal em pedia, chegada UO Ill-| do hombro esquerdo. nina marca de fugo rom dor. p.
timo navio- legadas de circunferencia mais ou menos superior- a
! natural da pclle.e com cor legilimamenlc de ci.alriz
Vcndem-secolicrlores de algodao grandes a (iiO de fogo, peilos pequeos, ps pequeiuis e muito boa*
. e pequeos a 5C0 rs. : na ra do Crespo nume- tailos, escm imperleicao algMin,lie naluralranile^w-
prilada, c loma algoma cachaca, foi arreioalada ein
hasta publica pertenfente ao evento : o mesmo Sr.
do engenho supradilo recompensara generos.-unenle
a quem entregar dilos escravos, ou cnlo ao Sr.
Francisco AnlonioMarlins.na Iravessa do Arsenal, n.
9, armazem de carne secca.
O.s" de gratiicacfio.
Em junlio do auno prximo passado, fugio do al,ai-
to assisnado um seu escravo do naco, de nolne Se-
to l_>.
(g) POTASSA BRASILEIRA. fy
1$) m Vende-se superior potassa, la- fcft
g) bricada no Rio de Janeiro, che- (g,
(> .gada recentemeiiie, recpmmen-
1a ila-se aos sen
lores de en
pni
" S (s baslio, reprsenla le mais de iO anuos, alto, rfor-
seus bons elleitos ja experimen- ^'' cado do corpo, ps emana grossas, denles limados,
'.>. pouca barba, falla e onda muilo descancadu, cujo
rt. escravo foi comprado a Ulma. Sra. I). Marijuua ,la
* I Conceico Pereira, moradora na ra das Flores e l.e
:y/> de presumir que o dilo escravo fosse furlado, vMh*
que al boje nao ha noticias dellc, recommcudo-se as-
dignas autoridades policiaes c capitaes de campo*
captura do mesmo.
Fugiram do engenho San-Paulo, os escravos A-
soslinhoe Manoel, com os signaes seguinle:,,
primeiro, lem aliara regular, cor prela, rosto b&iso-
so, cujas marras eslao iiin pouco apagadas, denles li-
mados, e piincipiaa barbar ; o segundo tambem'tem
altura regular or prela. denles limados, roslo liso e
sem barba, c peritas finas ; ambos eslSo ausentes
desde o dia 16 do correte e sao crioulos .- quem os
apprehender levc-os ao mesmo engenho que ser
bem recompensado.
tados: na na da Cruz n.20, ar-
mazein tle L. Leconte Feron &
Com|tanba.
Vendem-se pregos americanos, em
larris, puoprios para barricas le assu-
car, e alva'mde dezinco, superior qnali-

dade, por plecos comnodoj: na na do
Trapiche Novo n. 1G.
Chapeos c manteletes.
Vendcm-se chapeos de seda de cores, entallados,
proprio p.-u-a meninas e meninos a .Vj cada um ,
inauleleles prelos e de coros com colletas e sem clles;
por precos eommndos: na na da Cadeia do Kerile.
loja n. .Vi.
Fern.iTyf,, c M. P. 4e Faria.-ISK.
lil ITII