Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02332


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Full Text
ANNO XXX. N. 21.
QUINTA FEIRA 26 DE JANEIRO DE 1854.
Por 3 mezes adjuntados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500
Por Anno adiantado 15,000.
Porto franco para o subscriptor-
*
I
V
V
^
.<
EXCARRECADOS D.\ SI IISCRIPCAO'.
Recife, o proprielario M. F. tic Faria; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joao Percira Martins; Bahia, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo do Mcn-
donca; Parahiba, o Sr. Jos Rodrigues da Cosa; Na-
tal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Aracaly, o Sr.
Antonio delemos Braga; Cear, o Sr. Victoriano
AugustoBorges;Maranho, o Sr. Joaquim Marques
Rodrigues; Para, o*Sr. Justino Jos Ramos.
i: \ muios.
Sobre Londres 28 d. por 13000 firme.
Paris, 340 a 345 rs. por 1 f.
' Lisboa, 9o porcenlo.
Rio do Janeiro, a 2 por O/o de rebate.
Aceoes do banco 5 (l/o do premio.
da companliia de Bekeribe ao par.
da companlaa de seguros ao par.
Disconlo de leltras de 11 a 12 1/8 de rebate.
Ouro.
METAES.
Olajas hespanuolas. 289500 a 29000
l(i000
Moedas de 69400 velhas.
de 69400 novas. 169000
de 49000...... 99000
Prala. Pataces brasileiros..... 19930
Pesos eolumnarios...... 19930
mexicanos...... 19800
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os das. ,
Caruar, Bonito c (iaranbuns nos das 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex cOricury, a 13 e 28.
(oianna e Paralaba, segundas e sextas feiras. '
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
PREAMAR DE HOJE.
Primen;.-! s 2 horas e 6 minutos da larde.
Segunda s 2 horas e 30 minutos da manhaa.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas n quiniasfeiras.
Relaco, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, lerdas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1 vara do civel, segundas o sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
Os Tribunaes de Juslica eslo fechados al o ulti-
mo de Janeiro. < *
Janeiro
epiiea;erides.
6 Quarto crescentea 1 hora, 29 minutos
e 4 segundos da manhaa.
14 Loa chela as 6 horas, 42 minutes e
12 segundos da manhaa. "
22 Ruarlo minguantc ao 38 minutos e
48 segundos da manhaa.
28 La nova as 2 horas, 34 minutos e
48 segundos da larde.
DAS da semana.
23 Segunda. Os desposorios da SS. Yirsem Mac D.
24 Terca. N. S. da"Paz ; S. Themotbeo b.
23 (Juarta. A eonversaco de S. Paulo Apostlo.
26 Quinta. S. Polycarpob. m. ; S. Theogines.
27 ScxtatS. Joao Cbrysosiorao b. dout. da igreja.
28 Sabbdo. S. Cyrillob. ; Ss. Lenidas e Flaviano
29 Domingo. 4." depois de Reis. S. francisco de
Sales.
PARTE OFFICIAL
GOVERNO DA PROVINCIA.
t.'seccao. Rio de Janeiro. Ministerio dos
egocios do. imperio en 29 de dezembro de 1833.
Illm. e Exm. r. Ficando inleirado de haver
V. Ese. celebrado o novo cntralo constante da copia
que acompanliou o seu oflicio n. 110 de IG do cor-
rele mei, para o fornecimenlo das carnes verdes
para consumo da capital dessa provincia, mediante
rondice niai* vanlajosa do que as do anterior, que
encontrara eroliaraco na respectiva execueao : as-
siin o eommunico i V. Exc. para sou conliecimenlo.
Dos guarde a V. Ele. Luiz Vedrelra do Cau-
to t'erraz. Sr. presidente da provincia de Per-
naaibaco.
---------
EXTERIOR.
CHRONICA DA. QINZENA.
ParU 30 de novembro de 1853.
Se alguma cousa lia que na senlir a necessidade
de se ler semprc vista o., grande* lados da queslao
qoe se agita no Oriente ; que se nao entregue inleh%
lenlenopiniOesjnerce dos aconlecimentos, he
enlmenle a mobilidade desses mesroys aconleei-
uienlos, e incerteza de ludo que vem dessa rog'ies,
onde elles lem lugar. Com cITeito, observemos um
niomenlo : DepoUque oa gabinete* estao oceupados
em procurar um meio-ile reatar as n egociacoes sem-
pre imputantes ; depon qiie a essas ncgociacOcs in-
frueluosasa guerra succedeu definitivamente,guer-
ra seria e dieta de pergo* entre a Rusa e a Tur-
qua,qual he w dia em que o aspecto das cousas
nao lenlia mudado, on nao tente vollado ao faci da
vespera para o ratificar, interpretar ou explicar 1
EU incerteza cresce com i distancia do Utealro dos
aconlecimenlos, com a obscoridade calculada eem
duvida, em que se envolvem hoje os dietas das for-
ja* masas e'oltomanas, e algn!as vezes lambem,.so-
breo que nao pode haver duvida, por causa do inlo-
reasc, que lem os especuladores europeus em derra-
mar na circulacao as noticias mais contradi lorias.
Muilas vestes ajo se coucorda com a dala de cerlos
cmbales, nem roesmo com sua existencia, nem com
o lugares onde elles se deram, nem com o rerdadei-
ro nomc delles. No meio desla singular- confusa,
que resta (azer, senao procurar distinguir oque lie
iiwsDlestavel, separando incidentes que 1109 podein
trazer a paz, assim como o que podem levar a guer-
T suas consequiwcia* mai* extremas ?
A lula entre a Kussia eaTurquia.se prosigue bo-
je, como se sabe, em nm duplo Iqjttb, na Asia e na
Europa. Comecemos pelo Danub^r Alguna dias ha
*fs Tarcos lenlavam um ataque dos mais onsados,
Miando o rio e pondo o pijnos principados em mili-
tas pontos ao raesmo lempo, 'diante de Turtukai, em
torgewoeem kalafatflb resultado pareca sorrira
este arrojo do xercilo onmano. O primerocomba-
lacom osRiissosem Ollenilza era rodoem favor dos
"ftos, e estes ficavam senliores de /sitas posices ;
Mpre*lava mais. a^quo yarei, .mo marrliarcm
sobre Ruchares!. Entretanto os nonlecimeulos mu-
dam repentinamente. No momento m que um cho-
joe decisivo se tornava immiueiite, soube-so que os
Turcos, depois de lerem destruidos scus enlrinchei-
ramenlos em Ollenilza, linham (ornado a passar o
Danubio e se acliavam na margein direila do rio.
Qoal era O segredo desse mnvimenlo de retirada, que
ssagem do Danubio nao f.izia presentir ? He o
jde nada pode explicar com precisflo. O que he cer-
be. que os Turcos se retiraran! voluntariamente e
em boa ordem, stm terem sorido derrota, sem se-
inquietados nem opprimidos pelos Russos. Tal-
vez que Omer Pacha nao quizesse dar wma balalha
decisiva com forjas' 15 inferiores, s que linha o
prwdpe Gorlscliakor; Uvez que preferisse tomar
ouis vez suas primeiras posices, na podendo conti-
nuar operarles mais importante* emumaeslaro 13o
lesTavoravel. Em todo o caso, o Danubio se acha
lira vea sendo a barreira entre s forjas dos dous
imperios. Das posices que linha tomado na mar-
gara esquerda, o xercilo ollomauo s conservou Ka-
lalal, na pequea Valachia* oceupada anida pelas
tropas turcas. Ahi he que se concentrar por agora
lata? ou os Turcos abandonarao, como os outros,
os Russos se aproximassem para Ihes disputar ? ir
o xercilo atacar os Tarcos em Kalafal? Nada se po-
de presentir evidehtemenle a esle respeito, e ai ope-
racoes da guerra na Europa pqrccem estar antes a
poni de serem suspensas d que serem continuadas
com mais Vigor. ;
O rompimenlo das hoslilidades na Asia foi sig-
nsl de alguas succossos para o xercilo ollomsuio. As
Iropas .oreas, depois de se haverem apoderado do
"Hort4R Clioflwlil, so lem conservado ahi com ener-
ga. EllastiveranV-dercpelIfrialaquesdiis Russos,
e 3 veaes (karam senhoras do terreno. Um navio
russo, qile trazia tropas de desembarque, c tinlia si-
do alcanrado pela arlilharia ollomana, enlresou ao
onobrar um cerlo numero de prisioneirns. I'oruma
circamslancia singular, esle navio*o Foudrpyanl,
era o mesmo que conduzia ha 8 mezes o principe
Menschikoff Constautinoplu, o eslava sempre a sua
disposicSo, como ^orlador das meusagcnsda gnerra.
He porlanl, como se acaba de ver, com probabilida-
des dniguaes, queso abre a guerra ; ella he mais fe-
liz do que desfavoravel para-os Turcos ; porem nao
lem ainda um resultado notavel. Os primeros snc-
cessos Oblidos nq Danubio e na Asia lem lido somen-
lepor efleito enlrcter e inflaminar ainda mais o pr-
ior nacional. Os bollelins da victoria de Oltenitza
'ieram augmentara coniianra dos Turcos. O proprio
governo ollomauo parece seguir hojo esti impulso.
Osullao, por um hat imperial, anonnciou que iria
eslabelecer-se na primavera em Andrinuple, para se
aproximar do Ihcalroda guerra. Ao mesmo lempo,
um dos principaes homens da Turqua, Fuad-Ef-
fendi era emia lo como commissario exlraordinario
ao campo de Omer Pacha, para representar ah sem
duvida o pensamento poltico do Divn.Ora, se Icm-
brarmo-uos de que Fuad-Ellendi he justamente o
homem, cuja retirada do minislerio dos negocios es-
traugeiros foi determinada pela chegnda do principe
Meuschikoll ;i Constatilinopla, nao podemos ver evi-
denlemenle em sua missao actual o leslemunho de
nm espirito de coeessao ede fraqueza. Em urna pa-
lavra, o governo turco, impellido lerrivel exlremi-
dadeda guerra, suslenla com firmeza o peso dessa
siluacHoe mareba resolulamenlc para urna lula que
elle nao proenrou.
-Mas qual he, de oulro lado, a allilude das polen-
cias europeas ? Que fazern sobreludo as potencias
jparilimas, como chamou oSr. de Nesselrode Fran-
|a a Inglaterra '.' Tal ve/, que se encontr aqu,
primeira vista, tanta incerteza, como a respeito das
operaees do xercilo turco ; nao qnc esla incerteza
exista esencialmente, mas exisle para o publico.
Olanlas vezes nao se lem feilo enlrar as esquadras da
Franjas da Inglaterra nos Dardanellos, para Je.an-
nunciarno dia seguidle que ellas nao linham deixa-
do sea ancoradouro '.' Entretanto ellas eslao hoje de-
cididamente as aguas de Constanlinopla ;e al habilidades que cada dia oflerece.
dade; lem lutado bstanle para]
intacta, e poderem figurar em
em negociacocs, mas nao se lem
aqu para que Icnliam serios rev
chagas muilo vivas para curar com
sua honra
le igualdade
lo bstanle al
a vingar, nem
a victoria. O
proprio imperador Nicolao lem orna hora decisiva
para escolher, aquella em que a guerra, que elle
suslenla, perdera o carcter de urna guerra com a
Turqua, para lomar o de urna lula contra o espiri-
to occidental, assim como dizem algumas vezes cer-
los publicistas russos. le esle com elleiu^p sentido
de urna brochura rcenle, escripia coln talento :
Algumas palacras sobre as commun$ oeciden-
ics por um chrislo orlhodo.ro. Aosvlhosdo au-
tor, o un:nilo occjdfuJaJ perece, oucaU^iaknu
debate cin sua impotencia e em seu abatimenlo,
protestantismo nao val methor ; so a religio orthi
doxa pode salvar e remorar o mundo. Islo se p
dizer sem duvida em pagiuas de philosophia reli=._
sa, debaixo do sello de una f ardenle ; mas islo n3o
pode ler cabimento em poltica. Se assm devesse
ser, oh cnlo fdra evidentemente urna lnia ggan-
lesca. Se se trata smplcsmenle de urna queslao,
por grave queseja, de regular com a Turqua,o
imperador Nicolao, como soberano inlelligenle, nao
poderla fazer dell'a o pretexto ila coainuaro de
urna guerra, que, terminando por communicar-se ;i
Europa, leria em primeira reiullado incendiar lo-
das as conllagraroes exlinclas.
A qticslan do Oriente parece vir a ser Um desses
negocios diflices, perigosos, desolugo semprein-
cerla, cornos quacs compre acommodar^se para vi-
ver, procurando o mais que he possivel interrogar o
segredo das eventualidades futuras, pesando as pro-
versos decretos, dcixando o mais ao zelo da aclivi-
dade individual. Se, como se deve crer, essa acl-
vidade, estimulada pelas circumstancas foi suflici-
cnlc al o fim s neressidades mais urgentes da ali-
menfaco publica, o principio das IransarcOcs lvres
lera manifestado urna vez mais, a efiicdcia natural
c jumple.s que elle conten em si. O que be mais no-
tel aj) governo torna mais sensivel anda, fa\nre4
icndo-se de una carta deTurgol. escripia em flK|
para crcuinslaiicias anlogas, he o (rabalho e lempo) pmenlaes, nao s offerecem as mais das vezes um
deficil, senio ainda sao ama fiejao. Ora he esla urna
essa entrada das esquadras combinadas nos Dardanel-
los lem dado lugar enlro as duas marinhas a urna
dessas scenas, em que se inoslra loda a rvalidado, a
emulaco dos dous povos. "A realdade he, c nao se
deve gloriar dislo. que a esquadra franceza foi a mais
feliz nessa passagem mais dillicil do que se pensava.
Emquanto que os navios inglezes lulavam'com o
mo lempo, os navios francezes os passavam a des-
peito do mar, e o iam esperar algumas millias dis-
tante de Constanlinopla, para se apresentarem jim-
ias dianle da capital do imperio ottomano ; mas
quando elles se linham reunido aos navios inglezes,
esles passavam, porlia para serem os primeiros em
saular a Ierra c ancorar as aguas'dc Corne-d'Or.
desla lula singular, na qual loda a honra de procedi-
menlo nao esla pelo menosdo lado dos navios ingle-
zes, que se deve concluir 1 He que com duas mari-
nhas deste genern reunidas, muilo se pode fazer pela
paz, ecsla a moralidade que devem lrar dahi os go-
vernns. Nao ha porlanlo mais duvida hoje sobre a
presenca das esquadras combinadas dianle de Cons-
tanlinopla ; mas aqu apparece oulro motivo de du-
vida : as duas frotas entraran) ou vito enlrar no Mar-
Negro 1 Posto que esla noticia tenha sido dada e
desmentida mutas vezes, e (alvez que por isto, nada
nos parece cerlo anda.
Se as dua. esquadras entrassem no Mar Negro,
nao se deveria sem duvida dar o sentido, que dav\o
.,................................, iiucm^ii que se aorera, ilfinl^lf rnliihrlrrrm rnli
Journal de Caslantnople, mostrando as naos da nos que morrentlollliras que modam, So'quo
Tranca e da Inglalerra viudo reiinip sn iywll.'n iv-._______:___ ._
Vem a experiencia das opinioes populares ;que im-
Franca e da Inglaterra viudo reunir seu pavilhao ao ir
pavilhao ollomano e (.garando om urna acrlo com- porla o the.Uro? he o movimCnto verdadeirol,
mum tora islo s.mplesmenle urna declarado di- coequo.idiano dos povos que se deixa percebe Ej
ecta de guerra a llussia,-,-eo d.a em que esle facto a Franca lamben, lem sua histff*; lem ata, tato-"
ver lugar. he quando se houver lenlado, emprega- resses, que nao eclipsa phenomeno mw rt^so
do, asuntado lodos os meios para terminar de um ou- das mesas dansanles, ainda mesmo cc*S; To,
ro modo essa infeliz queslo. Ora, por*alguma gra- aperfeicoamentos, que esle phenomeno .^reTdes-
vidade que tenham tomado ullimamenle os negocios tinado a receber todos os das.
.Arealidade que ha para 9bservar, he o poni exac-
to em que se acha hoje o pai/, do que respeila a sua
alimenlaro. A crise alimenticia, que se annuncia-
doOrienle, deb9Xo do poni de visla europeu, como
debaixo do ponlo.de visla turco ainda nao chegaram
felizmente a esse ponto.
._ .' ..uno,,, /viisc diuiieiiiicia, que s<
Con, a mlcrripco forrada das operacOes milita- va.se lem ella por .ventura aggravado ? Nao
res .hiran.e a gnerra, e com o, auxilio de alguma pelo conlrario, modificado o seu carcter grave '
pradenca, porque se nao lenlam alguna prelmina- Por mais ameacadora" que lecha podido apparecer
res, queservissem de base a urna negociado mais om mmenlo. eUa ..So parece moslrar-se presenle-
efiicaz A medida que marchan, o aconlecimenlos mente debaixo das mesmas cores. O governo o di-
eo lempo pa.ssa, lia.evidentemente para as potencias zia em um recente relalorio do Momteur : o deficil
conlmenlaes un, ullimo esforco que lenlar, nao s da Franca em cereaes he perlo de dez mili, .e de
parasen imam, rnnu ni..... i,Ar ,, i.,, i.__._,:._ ..... ...
para sen inleresse, como para sua honra, que lam-
bem se acha empenhada em nao deixar retentar
urna crse, que ninguem deseja. Ainda ha poucos
das, o Sr. do Maniriiii'ei dizia na abertura da,s c-
maras prussianas, que o governo do re Frederico
liiilheinie rnnlmiara a dirigir em lodosos sentidos
scus activos esforros, e a fazer ouvir urna lingiiagem
tilo iidependente como imparcal, alm de fazer
triuinphar a paz e a uuiileracSo uesla queslao, dieia
dfcconseqneiicas. O Iriumpho da paz e da mude-
I raco he em deliuiliva o fim de lodos, e de todos os
gabinete*, e o melhor meio de o assegurar, he
ainda a anj.io collcciiva da Europa, nica capaz de
se inlerpor con, autoridade, de-fazer prevalecer urna
solucao pacifica pelo espectculo de sua uniitoi He
esla urna obra, para a qual nao faltara o concurso do
Sr. deManteullel, bem como o da Austria. Demais,
os gabinetes>arecem tor hoje o senlimenlo desla
situacao, e asseguram-noa de que nao estamos longe
de ver-se abrfr oulra~'vsc em Vienna novas confe-
rencias, na qual se acharam a Russia o a Turqua
para tratar de um*ajusle debaixo da inlluencia col-
lecliva das qualro grandes potencias, de novo reuni-
das para concorrer para a paz, ou irrpo-i desta vez
em caso de-necessidade. Alm disto, lalve que a9
FOLHETIM.
0 DDODE DE 1THEH1S.' *)
' (Veto manraea de Fondras.)
SEGUIvDO VOI.LME.
raveis. A Turqua e a Russia se lem batido, lie W
>
XVI
(ConUmafao.j
Nes*e momento a porla da nismorra abre-se rom
eslrondo, e Gualliero aprescnla-se seguido de alguns
' guardas.
A essa visla o duque ordena aos sollados que se-
narem.iK dous cumbalenles ; mas a allilude audaz,
a lez animada e olhar srnlillanle ile Marco parecem
amearar esse novo inimign.
Marco Frescobaldi, ilz-lbc (ialtiero, ests
livre.
Immedalamenle a um rignal do dizque, os gilar-
wa Iralam de quebrar os grlbOes do'preso.
Espero, coiitinooo o duque, que concedendo-
Miberdade i|,1o ganharei um iniuiigo de mais.
nao aceito condices, respondeu Marco com
*|"j^"nbn. tirando os grilboes das mos dos sol-
i.??IUfro """""U silencio por uro momento. Sua
Zll%,ava,P*ll e coberla de suor, os labios Ibe
iremiam, o elle aparlou o* olhos do Marco como pa-
amrir-nie o cmbale Inlerior que o atormen-
Pois bem (rINe eillfim rdenando aos soldados
que coiilinii.issi'iii.
Marco au se nppoz. '
ft mativo secreto Gualliero de Brienne
he lao magaanimo para com Marco Frescobaldi, no
qual amdatagora inandau assassinar'! dsse Marco
sorrindo com amargura e com u3 0|ho4 (|us ror.
rente que Ihe tiravam do bra^o.
O duque desrjou esmaga-lu nesse instante ; mas
procurando duminar-se, lornou com calma e urna
especie de dignidade:
Nao leus razio. Marco : esse liomem (designan-
do Bisdomin) acaba de obrar sem ineumiiliecimenlu.
Gualliero laucn um olhar irado para o valido, c
depois cooliiiuou dirigindo-se a Marco :
* Segoe-me, e vers quo nao le engao.
Emquanto o duque fallava assim, Bisdomin aju-
() Vlde Oarfo n. 'JD.
dado dos oblados lnha-se levantado, tornando um
I pouco asi do estado deploravel a que a lula o re-
duzira. -
Elle displinha-se a seguir Gualliero, quando os sol-
dados repellindo-o para o fundo da prisao fecharam
i porla... Tal cQ a ordem que linham recebido do
duque.
Mano fura restituido aoprfto; mas o combale
conlinuavafcom os gritos: Morra o duque! morram
scus tulido !
A' tarde Irezenlos cavalleiros e qualrocenlos ar-
cheros siennenses chegaram em soccorro dos assal-
lanles, eem seu seguimeiUn, como um bando ile
abuli es que desee a um campo de morle, urna mul-
tidao de caiii;.noe/es do- arredores da cidade arma-
dos de Indos os insliunieiilos corlantes,. que pode-
ram achar, espalharatn-sc pelas ras de Florenra.
Os nobles desterrados chamados pelos seusapre-
seiilam-se lambem para loniarein parle, no combate,
e conlrjbiiirem para o livramenlo ile Florenca ; mas
o poMi sempre desconfiado dos grandes, recusa-Ibes
a entrada gritando: lira a liberdade'.
Os infelizcs despedrm-se outra vez de seft lares,
c vollam para o exilio.
as nionlanhas elles enconlram as Iropas alliaJas
de Gualliero que os alacam, e apezar de urna heroi-
ca defeza, o numero os opprime;
A mor par; delles licam ahi mesmo morios, e os
outros dispersain-se pelas montauhas dcixando as
armas as roaos dos inimigos.
Depois disa facanba, as tropas de Taddeo sahen-
do da revofla do Florenca vollaram para Bolonba.
.Marco Unha-se misturado com os combalenles, i;
tnmava parte rom seus amigos no cerco do palacio:
mas qaando soulm dos arlos de vingonca excrcidos
pelo pnvu contra os parlidarios de Gualliero, Flavia
orrupoii lodooscii pcusamcnlo... Teria ella sido sal-
va no meio dos cxressos commctlidos na casa do ma-
rido
A essa idea a sombra de Cerrcleri veio perturbar
o espmlo de Marco...
Que misrravel! dsse elle comsgo.
"epeisrepellindolodoopensamenlo eslranho ao
pengo de Flavia:
. T" S>"sinha, sem prolecco, que Jhe lera acontec
oo. b como rtexa-la abandonada meio .los per
Wquearodeiam?... Mas onde icha-la? Coinlud
"eii de salva-la, se anda for lempo.
Acompanhado de um pequeo numero declenli
e de criados, Marco foi primeirameiite casa de Fli
va esperando ohler algumas informaces seno c
siiapropria residencia, ao menos na v'izinliancj.
Mas enlraudo na rua de Sanla-Maria, elle vsta
palacm de Bisdomin cnvolio em chamnms e em fn
liles
Ha olo mezes j que dura esla queslo, desde a
ramosa apparijao do principe Menschikoff i Cons-
tanlinopla. Quantas vezes se nao lemjulgado na
vespera da solorilo! Esla solucao nao leve lugar e
nem devia ler lalvez, porque nao esl na nalureza
de semelhanles questoes poderem ser Uto fcil e
promplamente resolvidas, ainda mesmo pela guerra.
Ouem pode prever aindMestc momento sglia em que
a crise oriental ha deltabar, o modo porque ha de
ser resolvida, as phases diversas e novas, pelas quaes
ser misler ella passe antes de chegar a urna com-
posico,. que ser em si mesma ama dilarlo, urna
especie de pedra de espera do futuro '/ E com ludo
atada mesmo debaixo do imperio desta importuna-
cao universal, ha sempre ama mullidao de fados,
de inleresses^ _ug)a outra ordem, que seguem seu
curso. 1'oofl he tenhamos os olhos lixos uo 0-
riente. neaj IB) deixa manentojB Wjjki os aconlecimenlos, os actos, as
decises qM tao do dominio da vida qualidiana.
Cada paijf tesa sua parte nelles ; cada paiz lem sua
bistorei *&* ^ comp-e dos lacios polticos os mais
'irarbjrtWS, ,| desenvolvii -uto dos seus inlc-
resses, jb|rate)ho,d suas j tuirtes. do mow-
menl xbll opiniflaF e dos Cirilos e dos inci-
dentes, que debtgm un, vestigio qualquer. Veja-
mos a Europa Bjfaiomeolo actual: ha parlamentos
se abrera^^gjaiaajiiiieseeslabeleccm, sobera-
sanlementc augmentadas debaixo de um ou de oulro tostado vjnostraram-se na nomea^ao dos secretario
nome. do senado, dexam-se ver no congressn, e a imprensa
A innelicicncia dos recursos destinados s despezas nao he a ultima em fazer echo desla hosllidade, que
obrigalorias foi supprida com os recursos allcclado*
* despezas facultativas; mas como estas despezas
nao eran, menos obrigalorias que as primeiras, e os
recursos destinados a esla cal iiegoria eran, j insnfii-
*4pnles, o excedenle geral das despezas continuoii a
penvolver-se.. Resulla dahi que os bu l-'el> depar-
condicoes acluaes nao sejam in.eiramen.e ul av I ^TlZT'T.TfT^V^^-
raveis. ATurauia e a Russia se ton, batido. &''?%*. 8 ol'*laculos. '""" alimwto do
hectolitros. Mais de tres milboes de hectolitros de
trigo cslrangeiro lem j entrado em nossos porlos,
e um grande numero de navios vem cada dia sup-
prira falla, oa solcam do Levanto e da America pa-
ra as nossas praias.i Ert summa, o essencial era sem
duvida que.se fizesse o abaslecimenlo da Franja;
mas aqui apparecia urna das questoes mais graves, a
saber, como o em que condirSet esse abaslecimenlo
se pdia fazer. O governo nao hesilou em confiar
ludo accao livre, regular e natural do commercio
privado. Ningum fez mais palpare!, do que, elle
em seu ullimo relalorio, quanlo seria perigoso e im-
possivel mesmo a ingerencia do estado as operaeoes
do, commercio. Imagine-se com effeito o estado
commerciando, exigrado Ircs ou qualro mil navios,
indo procurar trigo uo estrangeiro, dialribaindo
ros por loda a soperficie do piz, fizando o prc,eo,
tendo um novo pessoal para administrar seu nego-
cio, forrado a procurar recursos no imposto, vezan-
do ainda a agricullura, ou a um empreslinio, multi-
plicando as causas da perlurbarao financeira, e aca-
bando por mulestar lodos os inleresses, sem conse-
guir mesmo alcanzar seu fim Que poda e devia o
estado fazer Nao podia nem devia seno faZer livre
de lodo direilo a entrada de gcaos, abaixar as barrei-
que he misler a um principio, como o da liberdade
ibis Irniisaegei, para Iriiimphar v ir a ser a reara
pralca dEWda commercial de um paiz. Ha quas
um secuto qtae Turgol cscrevia. Tildo o que elle
m suas minuciosas inslrucjoes. dirigidas aos
denles da gei.cralidade (1) de l.imoges, lodos
beneficios inherenles i liberdade das Iransaci.Oes,
que eHc moslrava, ludo a expefieDca lem confir-
mado.
Esto principio reina hoje por toda a parle, onde ex-,
isle a civilisarao.e o ullimo inimigo que lem encon-
trado e pode encontrar ainda, he socialismo, debai-
xo de qualquer mascara que elle se disfrce. A pa-
lavra mesmo de liberdade commercial, perdendu seu
sentido primitivo o resnelo, loma urna significarlo
mais geral, ese applica de hoje em dianle s relaccs
de estado para estado, o ao mesmo lempo s fransac-
coes entre as'diversas parles do mesmo paiz. Apenas
ha para conciliar aqui a lgica de um principio ab-
soluto com a necessidade de assegarar algumas vezes
a cerlos inleresses. a certas industrias nacionaes,
urna proterro sulliriente.. He esla. como se sabe,
urna grande queslao para o commercio francez ; em
oulros termos, lio a lula dsde muilo lempo aberla
entre o proteccionismo e o liberalismo commercial. O
governo acaba de-dar nm passo na via de modificar
as tarifas com o decreto de 22 d6 novembro, o qual
reduz os direilo, de importarlo do carvo de pedra,
dos melaes fundidos e dn ferros eslrangeiros, e faz
desaparecer, a menos em parle, a desigualda-
de olTensva. que resulta do syslema das zonas. He
bastante alguma* cifras para conhecer a importancia
do ullimo decreto. O carvo,que pagav a at 55 cn-
timos cada 100 kilos, pagar 33 cntimos na laxa mais
elevada. O ferro bruto passa de um direilo de .7
francos para urna laxa de 5 francos, que descera a i
francos em 1855. As obras de ferro, que pagnvam
de 16 a 45 francos a importarlo, s pagaran em 1855
um direilo de II a 15 francos. O governo lem obra-
do moderado e parcialmente, e he esle sem duvida o
meio mais seguro de dar um caracler pralico e cfficaz
reforma das leis. que regem o commercio. Refli-
ta-se entretanto, que os direilos sobre obras de ferro,
ao,menos uo que linham de mis excessivo, foram
logo establecidos provisoramenfem 1814. O mes-
mo acontece com or.lros imposta, com o dizimo de
guerra,por exemplo,que subsiste ainda depois de mais
de 30 annos d paz. Seja como fr, o rcenle decre-
ta, como dizemos, he um passo no caminho das re-
formas Commerciaes. "4j^
Uaveria certainentc emlodo o lempo urna impor-
tancia real en, medida* deste genero, as quac- ino-
s ndu,s>ii^gonsiderave!s e
nsuoio universal. Para 81-
zer a ventado, ahi be que a poltica se concentra bo-
je. Ha .momentos, cou, effeito, em que a poltica,
nao be mais poltica, se nos permittem a expresso
he commercial, industrial e administrativa, yuanl
mais prerogaliva- governo absorve, tanto mais he
abrigado .ncliidar por sua autoridade propria, en,
fados os Inleresses positivos do pafz ; quanlo maior
poder e responsabelidade elle assume.msis Ihe heto-
dispensavel imprimir na adminislrarSo um impulso
aclivoe vigilante. O correctivo da omnipotencia ad-
ministrativa, lie a iotelligencia dos adminislradores.
O governo actual, por urna tendencia natural, vol-
lou a urna instituisao, que exista ja no imperio, oa
pelo menos leude a fazer de um dos principaes cor-
pos do estado, o uso que outrVa fez delle o impera-
dor Napotoao. Porura decreto destos ullimos das,
os auditores do conselho de estado rao receber um
novo destino ; sern empregados nos departamentos
junto dos prefeilos, para se fazerem ; inlelgencia
dos negocios, pratica adminislcaliva. ao manejo de
todos os inleressos, que um da podem ser chamados
para decidir. O que a repblica linha querido fazer
um momenlo peta creajao de urna escola superior de
adminislrajao, o governo procura realisar boje debai-
xo de ama forma anloga ao sea principio e s suas
tendencias, e alem disto,, uao se pode duridar que a
dgcaro |dminislraliva, assim adquerida no esludo
quolidano e na praica dos negocios,tenba um carac-
ler mais efliraz, do que a nslrosSo Iheorica bebida
em urna escola.
Esla applicacao seria .i urna ordem de trabalhos
poeo importante, nao he lalvez tora de proposito,
nao s quanlo ,o presento, como para o fuluro. He
cerlo que a administracao dos departamentos, neces-
silahoje do um augmento de zelo e de vigilancia.
ltimamente se pode ver por um fado. O prefeilo
do Sena verificava no budgel do deparlamento um
deficil permanente^ don.le resultara nma divida que
elevava a mais de 7 milhoes. O que se dar no de-
partamento do Sena, aconteca em lodos os oulros, e
islo seexplicadeum modo bastante simples peta com-
binaran dos recursos limitados e das despezas inces-
lende a tomar Um caracler singular de vivacidade.
lano que depois de alguns das apenas, se lem falla-
do oulra vez de urna suspenso possivel oa de urna
disoluco das corles. Se assim acontece quando nc-
nhuma discussao seria lem tido anda lugar, que se-
r quando urna queslao inquiranle vier apaixonar os
espirito*".' Em quanlo as cmaras nao eslavam reu-
nidas, fazia-se dislo um rrime ao governo ; mas ago-
s(uac,o,cujopengo nao precisa ser demonstrado. Se- ra que ellas l'unccionam, deve-se fechar as portas do
r defeilo de legislarao, cnmnse diz'.'Se assim fosse, recinto legislativo? He desle modo que lodos
V ,' ......------., ...wi,,,.i v oimiento un
paH debaixo ito todas as formas; como o fez por di-
rla! -Mnl'aS al)a,,doni,u> e rua de-
Os rcvoltosos,depois de fazerem pequizas inuleis
para acharen, os Ihesourosde Bisomini, linham lan-
jado fogo uo interior dos qcartos.
.v^gUC?"e,'aVa0Ccul""lu ''eapaga-lo, nem de
?.,r,. 1 l1" qUe casa eot'lia. como se a jus-
ira do poro, bem|omo o raio do <*.. fosse um ob-
jec lo de respe loSk susto. \
Marco perdia-sWm incertezas morlaesS.
Teria ella fgido a lempo dn pergo ?(rizia el-
le ComsSgO. ou encerrada en, algum retiro oceurk. da
casa f0I presa das cbammas?... Teriim esses furto-
sos(insultado e profanado a nobre e honesta mora '. >
Marro eslremereu, e esporcandu o carallo,'lan-
roii-sr no meio das ras em procura de Flavia
Vendo a irritadla augmentar, o arcebispo quiz
tentar indiizir os dous partidos a lralaren
l'rimero que ludo foi preciso eslahelcrrr nm go-
verno; porquanto a desordem eslava em sen auge.
Mullos ridadaos nolaveis reuniram-se na igreja il
Saula-Keparalii para ronferirem ron, o arcebispo.
Oualorzc represenlanles foram Horneados, melade
d cutre os nobres, melade d'enlreo puro, tendo Aiac-
cinoli a sua (rente. J
Um podesl c seis cdadaos foram designados pro-
visoriameiile para fazerem juslica.
Tomadas estas disposicoes, os sinos deram o sgnal
para reunir o poro, e propor-lhe urna accommoda-
jao com o duque.
O povft appareceu armado, e repellio loda a ac-
commodarflo antes que o duque hoiivesse enlregue
(uglielird dAceesi e Cerretieri Bisdomin.
Gualticrn recusou : entre a morle a a infamia, elle
escullieu a moKe, accao louvavel, e pouco de aecr-
do com sua vida.
Mas quem saliera jamis comprehender o ebraco
iiiniann, esse abysmoao mesmo lempo abjeclo e su-
Ouaiido os soldados de Gualliero soubcram de sua
resolii(ao, rcyollaram-se; porqoanlo desanimados e
esiaimaclos, uao riam oulro termo sua stuaro se-
no a morle. *
Pela primeira vez elle achou-os rebeldes sua voz,
e romo o poro insisla. pedindo que Ibe enlregasscm
i- os dous validos, o* soldados depois de terem procu-
lo ra. o inulilmenle o Bisdomin, agarrara*! no desgra-
sado Guglielmi, c enlregaram-no ao povo...
As lagrimas.e as caesdovelho nao poderjin slva-
lo da mullidao...
Aquelles que nao poderam ler-lo em vkia. veem
leri-in depois de morlo, e quando o cadver Dea bem
mutilado pelo ferro, elles alassalham com as maos e
- rom os denles... Esses coracoes que au linham es-
remectdo a vista das tondas saugrenlas, que niio se
lintiam commovido aos accenlos da dr, aos grito* e
ao* gemidos da victima, locavam nos pedacos de scus
memuros pizados com urna delicia feroz, e para sa-
lisr.zcr sen furor levavam aos labios a carne e o san-
gue deseu inuiugo
Salistola a raiva popular, tralou-se de determi-
nar a accommoitarao com o duque.
Gualliero renunciou solemnemente a loda a auto-
ridade sobre Horenca, bem como a lodos os diretos
que adquirir pela precedente eleicSo do povo
-Na larde desse da fatal, em urna casa da rua de
lS Un"' ".-a .eslava recoda em una ca-
deir.i de brarosjunb.de urna janella. donde avisla-
'"-seps jardms tora da cidade.
taha sido abrazador, umn leve virarao. m-
preeinntada cinanaroes perfumadas da Ierra ani-
tava os s.wWi e as acacias floridas, que assoln-
,u ...a.!ia ,a^na,s a ue urna humidaiBa|csaila e sulloranle
v.14 I"?-" |,a.reu'' ^^L- sua resP'raC""> era peni-
vel. e do peito Ihe escu|fS\am suspiros.
Em suas paluda* reicocslwilliavam duas lagrimas
demoradas como cryslalinas olas de ch,va suspen-
as as folhas das rosas depois da lempeslide
Seus olhos lnguidos eslavam hxos e ,, ex'pressao
como se a vida Ihe bouvesse fgido para longe. ao
passo que seus ouvidos ltenlos pareca m procurar
percelier sons longinquos. '
Pouco distaste dalla eslava um homem, que linha
japassado o apogeo da vida. Seu rorpo haixo. ma-
gro e nervoso leria indicado ainda o verdor di I ido
'-'nao Ira a enfermidade qoe o retiuha subm'is-o'em
um le.lo de repobso, c dispuslo a ser transportado de
un, lugar para oulro.
Em roda delle eslnvan, espalbados papis pih-
nusrnplos. '
lodavid umn dea eslranha aos seus Ira bullios pa-
rela ler-se apoderado deltae absorv-lo.
De rez em quando elle litara na mora um olhar
deromm.seracao. E.nlim. pondo as maos co m om
movnnento convulsivo, elle exclamou balend forle-
mento sobre um maro de papis que |h. 0s
joeiiins r
Quando pens que a neta do homem na is no-
bre e mais virtuoso da repblica esl unida um...
Bisdomin... Por lodos os sanios dn Paraso lenho
desejos de ir rombaler lambem, mesmo con esse
mico pe que me deixaram, para livrar Floren ca de
sen* infames oppressores I...
Flavia, pos era ella, vollou a cabeca e lancoi um
ciliar de censura sobre Pielro Malaria... lima tril-
len mortal cobria-llic o rosto.
Perdoe-me, miuha filha, cada nm pude pe. usar
ninguem hesitara em modifica-la. Porvenlura nao
ha liimbem nesse fado un pouco dessa tendencia
universal em no leiwn d^ficiU, m o ^
ludo, sob prclextoda ulilidade da dcspezmsem cal-
cular os recursos, contando, nao sabemos com que
meio maravilhoso, que vira ludo remediar E*se
meio maravilhoso niio he ISo desconhecldo quanlo se
pensa ; em definitiva lie sempre aquelle que o pro
feilo do Sena indica,um novo appcllo ao imposto
que se lornou necessario. Cerlamnte esla he urna
da que*!oes mais graves, feila para chamar a solci-
(ude da admjnislraco e dos conselhos geres Pro-
curamos nao fazer do dficit urna sorle de condico
normal de nossa evsIencnMuianceira no meio de lo-
dos os dcsAivoivimenlos da industria, do commercio
e da riqueza publica.
O acohlecmemo mais grave boje para a Suissa
he cerlamnte, a quedado Sr. James Fazy, em Ge-
nova por cansa las eleires. que acaban, de renovar
o conselho de estado daquelle canlo. Ha 7 anuos
j que o Sr. Fazy era o chefe.o dictador da repblica
genoveza. Elle linha sido o principal aulox de um
desses movimeutos revolucionarios que. desde 181C
prcludiavam na Suissa a guerra do Sondcrbund, e
assim he, que elle lancava o fundamento de um po-
der que lem permanecido em p al hoje. final-
mente o Sr. Fazy gnvernou Genova com lodo o des-
potismo radical, e muilas vezes mefmo creando urna
especie de independencia para com as autoridades fe-
deraes. Por muilo lempo, oSr. Fazy, conservou
grupadas em lorno de-si todas as tarc,0esdo partido
radical e ahi adquerio sua forra. Entretanto as divi-
nal romeraram logo a se manifestar no radicalismo
genovez; As sciscs proseguirn!, enrenenando-se
a poni de deixarem oSr. Fazy sem o apoo de urna
por?ao de seus antigos partidarios, e entao se lizeram
singulares medificacoes nos diversos parlidos, as
aproximares das eleicoes, para a renovaro do go-
verno cantonal. O Sr, Fazy .abandonado por nma por-
o de seus anligos amigos, se rollou para o lado de
urna fracrao dos ralholicos genorezes, chamados ul-
Iramonlanoi,e chegon o ponto de chamar os jesnio
las. Essa fraeco leve a eslranha condescendenci
dar um apoo ao mais togoso promotor da guerr
Sondcrbund, no dictador radical de Gouova. D
lado.os radicaos dissidenles.cah^ados de sOtlrer a
la Jura de sett chefe.se voRaram para os conservado-
res protestantes e se aliaram com elles, tormandejj
junios urna opposiro poderosa. Eta orrposi.;a ti-
nlia urna forja dupla : apoiava-tfe em um senlimenlo
prolotaute, oftendido* pelo ascenitenle que 0 Sr. Fazy
davaaos ullramnntanos, e no,senlimenlo nacional",
que leve de receber mais do urna, vez favores particu-
lares do dictador a respeito de cerlos refugiados. As-
sim tomos atada o affouiamenlo/eaL desse rgimen
do Ivrannia democrtica. A eler,Ges se a presen la varo
desle modo: De urna parle o Sr. Fazy e os catlmlcos
ullramontauos, da oulra prtaos consertadore?pro-
leslanles c urna fracc,ao dos radicnes.
Estos ullimos ovenceram inseleices que liveram
lugar a l de novembro. Sobre perlo de dez mil
votantes, o Fazy e a lista de scus candidatos, nao ob-
liveum mais de 1,700 votos ; seus concurrentes live-
ram de 5,000 a 5JD0 rolos. Finalmente, cumpre
dizer. no governcH^madn pela urtiao dos conserva-
dores proleslautes e dos radicaes desabusados, esles
formaram a parto mais ampia ; elles coropoem a gran-
de maioria do conselho de oslado. Em summa, o
caracletmais salieule desle voto he o resultado, que
poz'lim ao rgimen personificado peto Sr. Fazy. Pos-
to que) os radicaes eslejam ainda no poder, o radica-
lismo soltoeu urna derrota em. um dos pontos ruis
importantes da Suissa.
O radicalismo nao reina na Europa, mas a silua-
cSo poltica desse paiz nao deixa de ler mais didi-
culdades internas escus pernios de oulra ordem. A
19 de novembro he que as cmaras deviam reunir-se,
c con, eftolo se reunirn. Nao bouve discurso de
abertura da rainha Isabel, aquem saa s'iluacao nefl
te momento, vespera de seu parto, prohibe que ella
apparcra nessas ceremonias solemne*: O gabinete se
limlou en, abrir o parlamento em nome da rainha,
e seu prirneiro arlo; o mais significalivo, foi retirar
osprojeclos de reforma constitucional, de qu ocon-
gresso linha ficadode posse. O ministerio pfesentou
ao mesmo lempo diversos projeclos de leis, un so-
bre a reforma do cdigo penal,oulro tendente asauc-
cionar as concesses de caminhos de ferro, j fcilas,
o eslabelecer um lodb de disposicoes legislativas so-
bre os caminhos de torro; mas esle he o menor feilo
da siruaco actual da Hespauha.
A verdade he que. abrindo o parlamento, reti-
rando os projeclos a reforma constitucional, o mi-
nislerio presidido pelo conde deao-l.uiz de nenhum
modo lem desarmado as opposirOes de todas as*rores
politice. Estas oppo-icic* j se tem mesmo nian-
parlidos, sem o presenlirem, pelo modo porque pra-
licam o rgimen representativo, seoecupam em o de-
nos que ha evidentemente
nRM^m tlUlIjpliina Um vicio profundo, que he
lempo de remediar ; esle vkio he a ausencia de lodo
o impuUo poltico, de toda forra no poder minis-
leriai, de toda coherencia nos proprios parlidos. Bem
longe de se abandonaren, a urna sorle de guerra in-
leslna estril, lodos os humen* que lem representa-
do em qualquer grao a opiniao moderada na Hospa-
nhii, deveriam empregai seus e-toreos em reconsli-
luir esle parlido. O que ha de mais Irislc, lie qui
ludo, alm dos Pirineo*, se prelacia a fazer um
grande governo conservador e liberal ao mesmo lem
po. I ni senlimenlo monarchico poderosissflb o tor-
na fcil, a necessidade do paiz o chama, as resisten-
cas revolucionarias nao Ihe poem mais obstculo*:
s os homens he que fallam. Nao porque nao baja
homens irlelligenles e de um caracler elevado, ma-
porque niio sahem se entender c obrar de accordo.
E comludo a Hespanha esl em lima stuaro, em
que ella deveria poder conservar loda a sua lberda
de de aeco, nao s em seu inleresse interno, ma^
ainda na previsao das complicaroes, que poderiam
fazer nascer o infeliz aconleciinenlo, que acaba dt
ler lugar em um pazvisinho. em Portugal.
Esse aconleciinenlo. que pode ser ainda para Por
lugal a occasio de muilas perturbarnos internas, hi
a morle da rainha I). Maria da Gloria, a qual deix*
a roroa a seH filho mais velhoj o principe D. Pedro
de Alcntara, anda menor. A rainha do Porlogal
morreu de parlo; posto que jovenlinha trinla <
qualro auno,D. Mara linha tido um destino real
laborioso. Muilas vezes ella se linha visto no raen
de todas as revoluc.e*. que linham lespeilado BO>
coroa. Na realdade ella era para Porlugal a'perso-
nilicaco do rgimen cous'litucional. Em 1826 su-
bi ao llirono, succedendo a seu pa, o imperador D.
Pedro, o qual linha abdicado a coroa de Porlugal
para conserrar a do Brasil. Sabemos como se seguio
logo a guerra civil, como o infante D. Miguel, irm3o
de D. Pedro, e nomeado por elle regento durante a
menoridade de D. Maria, se servio de sua aulorida-
para se apoderar da coroa e se proclamar.rei. co-
finalmenle elle foi UncOTo tora de Porlugal em
por I). Pedro, que correu a defender os direilos
.ia filha.
>N"a poca mesmo da derrota de D. Miguel, he qne
a joven rainha linha sido declarada maior, com quan-
lo nao livesse chegado dade fizada peta conslilui-
cSo, c desde onlao muilos movimenlos revoluciona-
rios se linham snecedido al o ullimo de 1851. Foi
pos, pode-se bem o dizer, um deslanj real laborioso,
premaloramente cortado boje.. Depois da morle da
rainha Maria, senlilho, o infante D. Pedro, foi
proclamado re de Portugal, e at poca de sua
maiordade, lie o pai do novo soberano, o re D.
I eajaudo.que foi.invesUdo da regencia em. virtud;
de urna le especial feiUrfcm 181u. O que ha de
mais singular he, que partidarios de 1). Miguel le-
itbam imaginado reivindicar, a favor desse principe, o
direilo de exercer a regencia. Elles se baseam em
um arligo da caria de 1826: | Entretanto quantas ve-
les esta carta lem sido modificada depois' O texto
da lei de 1816 sobre a regencia nao pode alm dillo
deixar duvida, e finalmente he permilldo ajuntai
que a primeira regencia de D. Miguel o excluc suf-
ficienlemenle de urna segunda ; nao se pode elevar
pois rras prrleucoes; a legilimidade de D. Miguel
como regento, vale sua legilimidade como re; mas
islo he bstanle lalvez para excitar algumas novas
agitares, lano mais facis de provocar durante urna
menoridade, e este o ultimo lado grave deslas pre-
tencoes em a nova situacao feila a PorlugaJ pela mor-
le da rainha D. Maria.
Se a Europa lem a parle priucipal no movimento
ronlemporaneo. se ella lem, como se acaba de ver.
seus tacidenles, suas lulas de opinioes ede inleres-
ses, suas reaejoes, seus fados imprevistos ao lado
mesmo da crW, que domina ludo hoje, nao ha tora
da Europa um oulro mundo, que vive e se agita, e
cuja vida tem peripecia* singulares f Lancemos urna
vez por oulra urna visla na America do Sol : sao re-
vologes que continuam, ou que comecam ; sao in-
surroicf.es que sesuccedem ; sao guerras que rehn-
(am, tud.isto as mais das vezes fael icio, arlificial e
fazendo suspender o desenvolvimeiilo real daquellas
rcges, lao inulilmeule recaudas al aqui. Os esta-
dos mrsmos os mais prosperas nao eslo isenlos de*-
sas Irihulares. O Per he um desses estados, e nao
deixa de ler ainda boje urna guerra entre maos, urna
verdadeira guerra com a Bolivia, sem conlaralgnn*
incidentes interno--, que n3o gao sem significarlo.
Como uasceu a guerra enlrc o Per e a Bolivia ? A
primeira causa esl evidentemente na m voulade
desle ullimo estado. O Per linha.um ministre na
Bolivia, e esle ministro linha por inslrucci.es, recla-
a
seu modo ; mas nao se deve oQ'endcr o. corar.io ile
ninguem... Einlim, um pai lem sempre o direito de
ser respetado por sua filha... Com tdo, qual seria
o desespero de seu av, se a visse hojelsem apoo. e
com um nome deshonrado! a senbora, cojo coracAo
de ouro, e cuja belleza celeste mereciaui um Ihrono !
Oh! meu protector! meu amigo! meusenhur! fi-
zeste bemmorrer!
A cabera do notario cahio-lhc sobre o pelo, e el-
le calou-se.
Alguns instantes depois conlinuou :
Emfim, lenho ao menos a ronsolarilo de ler s.
do ulil ao ramo da familia do* Allivoli."
7 Sim... diga.melh-r, inlerrompeu" Flavia, o se-
ntar safvon-me a vida! Mas porquo acaso l.u.i..-
vicu.....
Ol! lornou o notario, l.udovirn nunca rpcuui,
dianle do pergo; quando Irata-se do fazer luna boa
arro... He ihii coraijao nobre !... h.a nao linha lor-
nado a ver meus lilbos depois que o tvranno os fiza-
ra prender, quando na abertura itas^ttisoes elles me
foram restituidos. ,
.No momento em que iam reunir-se tropa de Dn-
nali, Taddeo disse-me:
Meu pai, promello segui-los; mas quemar!
assassinar isso nao assenla nem em miin nem em
meu irroao. Se podesnemos dirigir-nos para a pra-
ca dos Priores.....sim!.....l combale-sc contra sol-
dados !
0e dizes! queimar! assassinar!... Aquem...
Puraque?...
Smibe entao delle. quo o povo excreta miis rin-
ganras contra os partidarios de Gualliero. c a ima-
gen, da senbora apresenlnu-se dianle de meus olhos:
a sentara liflh nascido da filha de meu hpmfeilor...
Apenas proimnciei seu nome, l.udovico iulerrom-
peu-me exclamando:
Hasta, meu pai! havemos de salva-la ou de
morrer por ella...
Que nobre mancebo disse Flavia rommovda.
Nao era a primeira vez que elle me linha prolegido
contra meus inimigos .
Entao a filha de Guglielmi referi brevemenle a
Malaria o servico que seus llhos Ibe havam presta-
do no dia da Testa de Sanla-Maria.
Alguns momentos de silencio succederam a essa
conversarlo.
Flavia medtava tristemente, e o olhar de Pielro
lev clava urna anciedade secreta.
Meus lilbos nao chegom 1 dsse elle, o lempo
passa!... o da vai rhegando ao fim !...
Elles nao podem lardar, Pielro, respondeu Fla-
via com a voz entrecortada pelo receio. Bem saltes
mar principalmente a execncao de um arligo do tra-
tado de 1817, chamado d'Arequipa, em rirtude do
-pialo governo boliviano se obriga a por tormo ao fa-
brico de urna rooeda de um quilate inferior. O Pe-
r lem tanto inleresse ni*lo, quanlo, por causa das
'nmniunicacoes incensantes dos dous paizes, elle se
acha damnificado por essa moeda, que lauca a per-
turbarn em todas as relaces commerciaes. A Bo-
livia nbjecta, he verdade. que cada estado tem-o di-
reilo de cunbar moeda, como entender, e'qne cumpre
ao Per preservar-se. mas ha um tratado internacio-
nal, que prescreve a suppresso da moeda de baixo
qutale, e a Bolivia nao deixa de continuar a procu-
rar nesla singular operaco seu recurso principal. Se- '
ia como fr, alguns mezes ha j que o governo bo-
liviano lancava fra de urna maneira brutal o minis-
tre penrano.-Tl'Sr; Paredes, cujas reclamac/ies se lor-
navam mais.vehemenles, o mesmo aconteca ao cn-
sul do Per em La Paz. Dahi urna exigencia de sa-
sfago, das rocas dos ullimatiins, e urna gnerra de
'epresalias, que acabou por atacar os inleresses dos
lous paizes. A Bolivia fez aprehender cavallo* viu-
los tas provincias argentinas e com destino ao Peni,
'. o Per por sua vez fez tomar as,mercaduras boli-
vianas no portade Arica. Alm dislo, torras nvaes
emanas foram-aecupar Cobija, o nico porto da Bo-
ma no ocano Pacfico. O governo peruano nao
somos nos que imaginamos esta analoga, prosdeu
nm pouco, como' o imperador da Russia com os prin-
ipado danubtados, proveu-se de nm penhor mate-
rial, esperando assalistares moraes, qoe reclamara.
O acto em si mesmo. nao era sem duvida pralicado
-USia resolver a queslao,uao s na America como
na Europa. Por isso a guerra, j imminenle.naosc
fez romper por mais lempo, quando o Chile finalmen-
te acaba de interpor ou Je oferecer saa inler-
venrao.
Nesseinlerim, um incidente imprevisto linha 'la-
gar em Lima. Um homem de urna posicoelevada,
de urna fortuna consideravel, gozando de urna cer- *
popularidade, alm dislo notavel na poltica de
cu paiz, o Sr. Angelo Ellas, diriga publicamente ao
presidenta, o general Echenique, ama carta, na
ual moslrava com a mas.penosa evidencia a situa-
CaonanceiradoPer. EUe fazia sentir o que ha-
va de precario m urna situado, que repousava em
recurso nico, o do guano, recurso desuado a esgo-
lar-se em um lempo dado. O Per acaba de proce-
lera consolidado da dvi.la interna, composla'de
lodos os alfazados da guerrf da independencia. O
sr. Ellas moslrava, como resultado do modo por que
e fazia essa liquidacao. urna divida enorme, que el-
lo elevava a400.ou 500 milhoes le francos. Elle via
em ama palavra nessa opera jao.uma victoria da agio-
agem. que linha conseguido apoderar-se dos ltalos
maisoumeoos valiosos dos primeiros iqleressados.
'H'riasem duvida exagerarlo na carta do Sr. Ellas.e
alvezque a* rerdades.que ellacontm,sejam daquel-
las que se dizem anles cm ora conselho,doque sobre
ludo em um.momcnlo.de aterra. S'ja como tor, o
invento resppndea, fazendo prender o aalor da c*-
la, porem o Sr. Ellas pdefceapar e refugiar-sc em
casi do oncarreSado dos negocios de Franca. Esse
nao (sarjou de nenhum modo a verdade do gover-
no, nem ain.l menos seo" .tosej de fazer embarcar
o preso evadido. O Sr. Ellas se emharcou pos, mas
o governo peruviano o fez acompanhar por um na-
vio do estado al Panam, para se assegurar de que
elle nao lentaria enlrar oulra vez no paiz, c O qui-
lla de m9s singular, he que uo momento en, que se
emharcava o Sr. Ellas, honre urna, especie de emo-
cao popular, um principio.de agitado para o procla-
mar presidenta. A melhor esplicasao de lodos esles
fados lalvez, he que esh? para chegar a poca da e-
toiao presidencial, e que lodos os parlidos como lo- '
dos^ os candidatos sepreparam para a tata.
Se as cousas as costas do ocano Pacifico es'an
nesle estado, ellas sao mais Irists ainda na eslrcmi-
lade opposta da America, as margens do Piala,
mesmo em Buenos-Ayres c em Moulevido. Quanto
a republica argentina, nao te sabe hoje onde esl o
po.ler, nem que especie de organisa as uilimasrevoIUCoes. Buenos-Ayres fez urna rom-
pida independencia ; maso general l'rquizacaifccr-
va ainda o apoo das oulras provincias e do congres-
o, sempre reunido em Sania F. De ambos os la-
dos a toaqueza he igual. Urquiza acaba de assignar
com o* agentes da Franja e da Inglaterra tratados
que nao foram reronheodos por Buenos-Arres. Os
Americanosoveularm urna palavra para designar
esta estado de desorgaiiisarao completa : .he -o estado
acephalo. A repblica argentina goza maravilhosa-
menle da acephalia. Infelizmente pata ella, a re-
pblica oriental, que tinte ldo algum socego, de-
pois do levanlamenlodo sitio em 1851, acaba de ca-
lor nesse estado singular ; leve sua revolocao rebu-
te, e as circumstancas, que acompanharam-n'a, nao
deixamjde. ser caraclerislicas. Ha na republica ori-
ental dous parl.los, os broncos e os vrmelhot, o que
nao lem o mesmo senlido que na Europa. Os bran-
coseram o* parlidarios do general Oribe ; os verme-
lies os defensores de Montevideo, dorante o ultimo
sitio. Ora, quando lia dous anuos, o general Oribe
era arremessailo vida privada, e o parlido da defe-
za Iriumphara, que succedia O paiz, em grande,
parle nomeara partidarios do general Oribe ; eleva-
va sobreludo presidencia um dos homens mais no-
tareis dessa opiniio, o Sr. Gir, de tai sorle que o
partido da .leeza se achava, em seu recento Irjam-
pho, legalmcnle privado la influencia poltica ; dahi *
que Ludovico promelteu-lhe ro.lar antes le anoile-
cer, e o sol j rai-se pondo. .~
Sim, disse Malava, sem duvida elle nao quer
volfar sem trazer noticias do sehhor Marco, como
promelleu.
A este nomc Flavia estremeceu.
Mas, imliiiiu.il o notario applicando o ouv-
do... nao me engao, eslou ouvindo a voz de Tad-
deo.....elle vem subindo com o irroao.... reconliero
seus passos... mas nao vem sosinho... nao... Taddro
indica meu quarto... urna voz forte e sonora respon-
dc-lhe... loiivado seja Dos I... He ella... he...
Nesse momento abre-se a porta, e Marro Fresco-
baldi ofterece-scaosolhos de Flavia.
XVII
Alguma cousa de sombro rolniaas fee.e< de Mar-
co. A imagen, ilo suppiico lo inimigo .anda pre-
sento ao sen espirita imponte silencio s suas quei-
xa., e a piedade substituir i ao rescnlimcnlu.
Vendo a amanto, e lembrando-se do passailo, nma
perlurbarao nexprimivel apoderou-se delle. Flavia
immovel e con, os olhos filos nelle pareca interro-
gar o pensamento do Marco; o coracao hatia-lhe
com violencia, e um vivo rubor corava-lhe as face*.
Ella poz as maos, e duas lagrimas inolharam-lbc
as palpebras.
Marco julgou v-la em Santa-Beparata... os joe-
Ihos curvarain-se-lhe, c Flavia lancou-se-lhe nos bra-
co*... Seus coraces lnham-se entomrido.
Emquaiilo Pietro Malaria e seus lilhos ronversa-
vam sobre os aeojitecimenlos que agitavam Florenca,
Flavia revelara.ao amanto o motivo secreto qu a
determinara a unirle Bisdomin.
Ajoelhado a seus'pis, Marco nao saba mais se
aiiorava-a como um anjo, ou se amava-a como a
mais completa las mulheres. A a.hnira.ao, a senda-
de. o desespero, ilividiam enlre si seu coradlo.
tile procurava com protestos apaixouados leslc-
munhar-lhe os seulimentos diversos que o oppriiniam.
~~ Flavia..... minha roinpanhcira, auiiha mu-
lo'ii.... que destino cruel nos scparoul'^feue na;o
allionlei todos os perigos para ir procunaMe nessa
noile fatal, Iranqiiillisar-le peta esperanra de meu
livramenlo, e temperar la coragero na f intima,
na* inspirarnos de meu corado!..... Como podeste
crer as indignas amerras desse homem sem pieda-
de '.' Nao sabia* que era meu inimigo".'... Nao devias
desconfiar delle?...
Marco... elle era meu pai 1
A horrenda morle de (iiiglelini apreseulou-se no-
vamente a Fresrolialdi. EUe guardou o silencio.
Meu amigo, conlinuou Flavia, o terror nao ra-
ciocina, era essa implacavel inimizade mesmo que
me fazia tremer por l... Que sacrificio estara ci-
ma de minhas torcas, quando via j tua imagem en-
sanguenlada, despedazada pelos algozes!... A essa-
idea a razao perturbou-se-me... Salvar-le foi o grito
de meu coracao. Ab! que me importa va una vida
de mi/ci ia e de desespero, se por esse pre-o cu po-
da conservar-lea vida!... A li, Marco, meu nico
bem! dolo do meu corarao! alegra de minha alma !
Lagrimas ardenles saltaran, dosolhos da mora. Em
suas pupillas animadas hrilhavam ao mesmo lempo
oenlhusiasmoeador. Mas como exprimir os seuli-
mentos vilenlos qne abalavam Marco ao pensar em
tanta felcidade perdida, ao contemplar essa belleza
leste. eesas lagrimas allectuosas qne rahiam-lhe
de nma em nma sobre o roraro !
I ma horrenda (empeslade* roncava lenlrn delle
mesmo...
Nao exclamou Marro em seu desespero, essa
unan odksa nao be legitima, be ol.ra do erro, o de-
ve sor recovada por Heos e pelo* homens!
Hei le faze-la annullar, anda queseja preciso per-
der a riqueza c a vida! Irci ler com o santo padre, e
pleilearei nossa causa.
As leis humanas nao poden, separar dous entes t3o
bem unidos pelo amor! Al, venham meus inimigos
dispular esla vida que aborrecen!, eu Iba vemlerei
chico !... Mas lomar-me Flavia !...Que mizeraveis!
que cov ardes Procuram ferir-me no coracao... no
Jugar sem defeza, e mais sensivel!... Nao ho de
consegu-lo nao has de ser minha a despeito de
seu odio!...
Marco, la fazes-me morrer! exclamou Flavia
patala como una mortalha, e prestes a desmatar.
Apossibilidadede romper o* tafos que a un iam i
Bisdomin nunca linha se apresentadn ao seu espiri-
to, c essa idea appareca-lhe pela primeira rez.
I ma alegra profunda assaltou-lhe o corado...
seus sentidos estremeceram.... mas sua conscienca
assuslada procurava repello- esse luzir de esperanza.
Nao lemas nada, anjo do co! disse-lhe Marco
apertando-a sobre o corarlo, eu saberei mpeitar la
virlude. Emquanto nao consigo de.-fa/er essa exe-
cravel unao voa procurar-le urna residencia se-
gura....
He impossivel exclamou ella espantada... o
Bisdomin '.'
Ha derelirar-se do Florenra.
E meu pai".'
Teu pai.... '
Sim falla !... acaba !... meu pai?...
He morlo....
(Cotinuar-se-h.)


' '---------- t* ,
_.
... .,o w,'!,.^




DIARIO OE PERNAMBUeO, QUINTA FEIRA 26 DE JANEIRO DE 1854.


nasceu um resenliraenlo profundo e ama lutasurda,
que nao tem deixado de existir.
Esa juta tornava-se bastante viva, para dar lugar
a urna agitaran era Montevideo no mez de julho
paseado, e o presidente, em urosenlim'enlo de conci-
iiacao, admttia no ministerio dous homensdo parti-
do da defeza, o Srs. Flres e Herrera y Obes ; mas
islo apenas faiia transportar o antagonismo para os
conselhos do governo. Logo os novos ministros re-
claraavam o banimento do general Oribe ; pediam
qae frente das provincias se pozessem liomens de
seo partido. O Sr. Gir ceda i primeira exigencia,
resista i segond, quando por Um, negando esta
lata ao grao de vivaridade o roais extremo, o presi"
denle era obrigado a refugiar-s* a bordo de um na-
vio francez, e sg organisava erh Montevideo um go-
|provisoro ; este governo se compuriha dos se-
tVheco y Obes, l.avallega e Fructuoso Ri-
vera, efanligo rhal da influencia de Rosas no Piala;
a qual dos tres geueraes* perleucer boje o poder'!
Onal he aquello que se promelle nao ser derribado
pelos meamos meios, que o liverem elevado? ttedes-
to modo que. os movimentos se succedem* naquellcs
deeditosos paizes, lie assiiu que as revote jies sao
facticias, que a mesma paz.que ludo finalmente o he,
excepto a intil fecuiididade do solo e dessa rica na-
turexa, da qual nioguem se nrcupa.
(Revue des deux mondes.)
INTERIOR.
REFORMA DAS ALFANDEGAS.
XXXVI
Dos direilos de exportarao.
No obstante a auloridade de alguns estadistas,
que opinara pela reduejao isual sobre os direitos
ile importarn de lodos os nossos productos, o sem
embargo de havermos, anda que de leve, locado j
nesle; ponto, forja he que consagremos est artigo ao
exame desta opiniao.
A igualdade que representa a quota de um im-
posto sobre producios de diffcrcules ramos da in-
dustria nem sempre pode importar ignaldadc de pe-
so ou sacrificio para lodos.
A belleza que se desrorlina nesle systema Iraz
quasi sempre eomo resultado grande sacrificio sobre
os ramos de industria que. eslao na infancia, ou que
soffreni por qualquer razan, on que. vao caliindo ou
finando. A igualdade porlaulo nao eleve ser invo-
cad nesle ponto, existindo entre nos ramos de in-
dustria qnc mal coniecan), ateuus aue muilo sof-
frem, e outros que se acham aineajjkdos de queda,
como se diz, e liiialinenle rerlos que. ou floresrem,
ou, se soffrem, nao Ibes cabe o nial com o mesmo
peso que acabruuha os parceiros.
A falta.de bracos lie um mal librente a todos os
ramos da nossa lavoura ; tambera o lie a falla de es-
tradas e a difficuldade dos transportes ; o da con-
currencia nos mercados eslrangciros, porem, lie mais
fatal ao nosso assucar, algodSo, arroz, agurdenle,
fumo, etc., do que o be ao caf e a]guns outros g-
neros. A gomma clstica, os despojos do eado, co-
mo os couros, sebo em rama, dina, etc.. 11S0 sup-
portam os males da concurrencia. Alauns dos nos-
sos gneros que.nos mercados do Rio da Prala tem
grande procura, como o mate, fumo, arroz, agur-
dente, ele, dada a florescencia da cultura do Para-
guay, e a abertura ci facilidade de seu commercio,
grande baixa soffrerao.
O nosso algodlo nao pode supporlar o preco que
Ipm, atiento o alto custo de sua prodcelo. Ao as-
sucar talvez em pouco o mesmo venha succeer se
nao economisarraos as despezas de scu fabrico e mc-
Iborannos sua qualidade. Assim como estes, outros
d'entre os nossos productos. ,
Para alguns, como ogssiicar, o mcllioramenlo de
sua manipularan demanda grande sacrificio de ca-
pilaes. educaran profcssonol. machinas e instru-
mentos de grande cusi. A cultura da raima doce,
o fabrico do assucar he um dos trabadlos que, como
se er geralmcnlc, nao se coaduna em geral com
bracos ivres.
Os de mais productos, por exemplo, caf, ele*,
nao se acham as mesmas circumslancias". SSo de
facH amanho, requeren) pouco mellioramenln no
sen fabrico, pequeos capilaes em compararn aos
que ileiiiaudaiii o assucar, etc., etc., csobreludo nao
sofTreniconcurrencia que desanime, diminu can de
proco que os acabruuhe, o o seu transporte he mais
fcil e menos dispendioso que o do assucar om ca-
xas como usamos..
Sobre esta materia os dados cslatistiros reuuidos
pela'commissao, de cujo Irabalho nos oceupamos
pouco deixam a desejar. Nao o. transcrevemos aqu
por se,r longo o Irabalho, e mal cabida a sua inser-
co as columnas de um Jornal; nao podemos po-
rem deixar de recommenda-las por sorem'sobrc cu-
rioso, de grande importancia..
He inquestionavel porlanto qu o eslado de cerlos
ramos de iiidiislrik he, em rolaran ao de oulros,
mo, c que opsc-odos.niales que soflre nossa lavou-
ra nao recabe com igual forja sobre todos os seus
ramos, c daqui j se v a necessidade de soccorro
mais extenso a uns do que a oulros, e de maior alli-
vh de impostes alcumas do que a todas.
Resta-nos aluda fazer valer urna considerarn que
nos; ia escapando. Esta igualdade que se- invoca
actualmente nao existe, quer considerada em aeral
a massa dos imposto-* geraes c provinciaes, quer
particularmente os direilos de exporta jao. cobrados
por eonla da fazenda provincial. .
Por sem llovida ahi esta o caf que no municipio
da corle e provincia do Rio de Janeiro paga 9 e
o assucar c oulros gneros 10 V Assim em oulras
provincias.
Dir-sc-la tal\e : ax protiheia* que cuidem du-
ro. Esla evasiva nao pode sabir do animo cultiva-
do c expedente de um homm de eslado. As pro-
v indas lem taas despezas a seu cargo, que Ihe
pastoro sem receita correspondente, que pouco
podem fazer. A administrarn geral est em er-
ruroslanoias mais felizeg, a ella cabe principalmen-
te cuidado sobre o porvir le uossas industrias, e
quando 1110110$ o exemplo s provincias scibre esla
materia, e para que disso cuidem.
Parecanlos pois que o governo usando da fatui-
dad* que lhe foi concedida podia : 1., conservar
por emquauto os mesmos dtreitoe. de exportajao so-
bre o caf, lesumes c ccreaes, couros, sebo m ra-
ma, graxa, dina e oulros despojos animaos, made-
ras, gomma elstica, cv animaes vivos ; 2., reduzir
a 1 % os do assucar, agurdenle, alendan, arroz; ca-
cao, ojeos e azeiles vegelaes, fumo, charutos, doces,
mate, fruidas diversas, niel, melado e mola ; 3.,
dar franqua de direitos de sabida a lodos os produr-
t tos de nossas fabricas, e quaesquer de nossa lavoura
cima nao especificados. Com esla medida um gran-
de hem faria ao paiz; porque, como poiiderou a as-
soriacSo coiuniercial de Pernanihuco ronimissao
encarrczaila da tarifa, be mais proficuo urt peque-
no imposto addicional sobre o consumo no caso de
absoluta e imperiosa necessidade, que compense o
dlct resultante de sua aludirn, do que consrva-
los em perda de nossa lavoura e industria fabril,
que mal comer.
xxxvn.
Da falla de das de communicaco e da difficulda-
de de transportes.
Entre os males que adligcm a lavoura, a commis-
so enumeran, como dissemos, a falla de vas de
communicaco. c a dOlculdade e penuria de meios
de lrans|Mirlrs. Na demonstrar! desta propnsico
examino.....lillereule e elevad.r-ruslo de dkn.poi i..
que, quer por mar, quer" |ior Ierra, se darte urnas
para oulras provincias, e de aluuns punios decre-
tas provincias para o seu lilloral.
Uestes dados se foUie aluuina consa do curioso ou
le lastiniavcl em rolarn a cerlos ramos da nossa
lavoura. Por ovomplo urna, a de alumino de Miusa
Novas, oblem no nosso mercado da corle 69*00. O
(usi.odo seu transporte anda par cerca de 5! Os
freles da Babia ou Pcrnamhuro para o porto do Rio'
de Jauc.ro sao, senao maiores, ao menos iguaes aos
deste porto para quasi Indos os da Europa! !
Dista falla de vas do communicaco. penuria o
alto precn dos transportes, origwa-se a e-cace/ do
gneros neeemarios v ida em certas povoados e pia-
ras, sen alio proco quasi geral, o, em militas po-
cas, os apuros da fonje e da mizeria.
Daqui a ueressidadeimperiosa que corre do abrir
novas estradas, e oulras vas de transporto, malcra
que hoje deve' oceupar a nossa adniinislrarao publi-1 bre as
ca, e o pensamento de lodos os nossos bonicos de
estado.
Sobre esle ponto transcrevemos aqu alguns tre-
chos dorelalorio da commisso :
Niuguem contestara a necessidade curando uli-
lidade de faeHi,tarem-se os transportes e comrauni-
cacOes,j pel.lado polilico c admiuislr^ivo, j pe-
to lado inlii siria I.
Os meios aperfeiroados de Iransporle e commu-
nicaco reduzem e encurlam as dislanrias, nao s
ile um extremo a oulro, como de urna a oulra po-
voacjlo, de urna a oulra hahilacn; e sobre este
bem (como diz o Sr M. ChevaHcr) acarrelam o da
conservacilo do Eslado, eulacam cum nos mais forles
suas dilTcrcules parios, ronsolidam asna uniAo, c le-
vam a lodos os pontos a oivilisacao, a industria, c o
bem oslar.
A creacao de urna estrada, de uin canal, de
urna navegarn regular, imperta sempre una dimi-
niiico de des|>czas. especialmente da parle da la-
voura e do commercio. Nos paizesasrcullores, co-
mo o nosso, essa falla coiidciiina mizeria o pro-
dnrler senlior dos lerrcnos os mais feriis, c conver-
ts estos erii sen proprio mal ; nos paizes manufactu-
raros estanca a producan, e encarece a materia
prima ; nos coninierciaes amortece o movimenlo das
placas, que he a vida dos cscaimbos, e sujeila as
transronos lei dos esiiecuLMlores. A eneraia e
iiiiidiiile adminislralva por demais he impossivcl
conseauir sem esle erando recurso.
Em alauns paizes parece que esla classe de
obras o melhnramenlos sao mais applicados sm pro-
ve do commercio do que da lavoura ; daqi par-
lera sera cessar de lodos os lados na Frauca rccla-
macoospara o estahelecimenlo de caminhos vicinaes,
e de oulros meios de rnnmiuiiicacoes que" facililom
os transportes dos producios aercolas.
Os caminaos yicinacs para a lavoura sao de
una ulilidade Iranscendenlc, e as cnmmunicaces
que por meio dellesse ahrom sOo mais extensas do
que as de grandes eslradas. Esle fado he geralmen-
le observado iiosproprioscaminlios de ferro. O con-
de aru, em sen relalorio sobre o r.iminho de ferio
del.yao ( Franca), demonstren que os lucros reali-
sadosem vrindo da frequenria dos viajantes de uns
para oulros lugares pouco distantes, eslavam para o
total dos lucros da onipreza na razao de GO, 80 eilO
", c que a renda roalisda pela qutas dos que per-
corriam os extremos das linhas, ou grande distan-
cias, era diminuta.
Conforme esse dislim
exislirem numerosas relac5es*enlre
e familias de villas c ahMas que eslo urnas das nu-
tras a pequea distancia, as alliancas e os hbitos
que natural e rommiiiiimcnle as iineiri de tonga da-
ta, delermiuam a necessidade de frequentese diarias
rommunicaeoes que mais se amiudam com a facili-
dade los Irausporles. Entre osTIusarcs remolos, ao
ronlrario, o conlaclo he menos intimo, menor e
mais frara forca.de al I carean, as viagens mais caras
e incommodas, e o seu numero por cousequeucia se
dimima.
n Mpesouro cerlo ganha com a fundaco o aber-
lura Je boas estradas ceraes, provinciaes miinici-
aes e vicinaes. A' proporcjlo que ellas facililarein
os transportes e as rommunicaeoes, o vaiordas pro-
priedades existentes subir, novas proprieilades se
t'umiarn, a produc;ao' cresecr, as transferencias
dasprimeirasso turnarn extensas e activas, a som-
ma dos valores exportados e de consumo auamen-
tar, e as acluaes rendas cresccrao proporcional-
mcnle. (
o Entre as cousas que o arando Bacon considera-
va como uecessarias para constiliiir-se e formar-sc
urna nacao srande, rica c poderosa, enlram, lepois
da fertilidadeda Ierra, obons meios de lrans|iorles.
Se no nosso paiz as soramas gaslas com tanta profu-
sSo em certas obras e objeelos,. talvez de. ulilidade,
mas nao le inmediata necessidade, tivesscm sillo
a ppl iradas a oslo ti ni, grandes vantaaens loria colin-
do a sociodado, c a sua produccSo c riqueza teriam
adquirido maior extensan e forca.
a Se livera' 30 ou 30 milliSes (dizia o Sr. V. Tar-
cy) (1) jamis applicaria q meu pcnsamenle na cous-
IruccJo de palacios maanificos, nem de villas e cas-
lellos s portas le Paris, ou a pouca distancia les-
la aramio ridade ; cmpciihar-ine-hia ao contrario
simplesmcnte na grande obra de metamorphosear
em um verdadeiro jardim muilo piloresro e muilo
prodiirlivo o lislriclo o mais pobre, o mais infeliz,
o mais atrasado, e a sua l?scoherla nenhiim Iraba-
lho roe dara, porque cerca ilc un ter;o diwle
paiz acha-se quasi inculto.
Esta idea,.quo em mim nao passa de um
porque fallccem-me Capilaes, tan til, quo uceessa-
ria, nao sei co.mo u3o ha occopado por alauns Sis-

paz e da Iranquillidade publica, em que principal-
mente se empenluiui os aovernos esclarecidos, a
misso mais nobre e hrilhaiilo le nina lula adiuinis-
lracao, que de coracao l'iir volada nrosneridade lo
Brasil.
i Os exornlos de dona grandes povos, os fhsjezes
e os Norte-Americanos, nos ensiam o caminho que
llovemos Irilbar. He por estes' meios que Hes
dous colossosdc torca e riqueza so levaularam por
cima de ludo.
ii A prospe idade da nossa lavoura esla osscnrial-
nente ligada irprosperidade de lodo o Brasil. Dcl-
a depende a florescencia lo nosso commercio c a
mauulciico dos encaraos pblicos,
O seu porvir dopoiulo de quasi lodos os traba-
Ibos nialeriaes que podem iiinlrjbiiir para o inelho-
ranienlo le no.so paiz. A Indas as obras que locam
ao esuoto das aguas perniciosas que ilamiiilicain a
salido publica, e ao apmvcilaniculo las ulnis, lou-
camenle se perdoni ; s vias de coramiincacao por
Ierra e por agua, que farililam assim as operacics
do commercio como as la administrarn, c promo-
vem j a alliauca das dilferenles povoaces do m-
peiio, ja a unan de todas as suas partes, e por cun-
seqiiencia a iilearidaile de seu terrilorio, esUfo in-
liiiianiente laados olnelboraueiilo e pnisperidade
la nossa lavoura.
" Estas verdades sin do ha muilo riinhecidas no
nosso paiz ; >s males sob cujo (H'sii gemp a nossa
lavoura nao dalan por corlo de agora, sao anligos,
c objeclo de continuas reelamaees e queivas.
Qual porem o remedio que em 1841 se Jho a|i-
plifou 1a parle la adiuinislracao, que os ennhecia a
fundo, os apreaoava de um modo rloqucnlc, eos
ileseiihava rom cores carreaadas, feias e liiauhrcs.?i
' Pili, nao olisiaue o poder colossal da iudustriM
fabril da tiraa-Brelanha, tirn do abalimenlo enf
que jazia a sua agricultura, e dola colheii rerursos
para o Ihesouro, poder e forca para o eslado, col-
locando-a nesse bello estado que allralie e excita a
adiniraru de loilos.
A prosiieridado da lavoura da Franca (dix o Sr.
'2 depende de grande solicilude dn ao-
a adminislraijlo muilo lia Irabalhado ues-
tes ullinros^erapos em seu favor. Como na Franca,
o mesmo se d era oulros paizes. Os governos r~+i
clareriilos da Europa procurara e einpenham-sc em
erauer osso ramo le ndiislria.eiii importar dn exte-
rior as uor"ies e melhnramenlos le que rarcrem.
aiiiiuam seus Irahalbns c recompeusam seus primo-
res. O re la Bavera, em rompanhia lo le Wiir-
lemhera, nao se desprezou ile repartir por suas pro-
prias raaos, nao ha muilos anuos, premios aos lav ra-
dores. As exposicOes ifsV priuftlctos la imliislria
agrenla hoje ein da se succedem urna s oulras
em varios paizes da Europa.
A fomentar os Irabalhosagrirolasoni quasi lodosos
oslados da Europa tenilem nesl(;s ltimos lempos os
cuidados, pciisamciitos c medidas de seus aovemos
e bonicos de eslado. Para esle ponto convergem
seus osforoos, j em virtmlc da desoirn los lia lu-
an! i dn ranipu paraos grandes centros da popula-
cao, j |ielas desgranas que se testcmuuham as
grandes cidados manufacturaras*, pela fainc e
desespero que nidias lavrain, ja finalmente pelas
ideas, aiarrhicas canli-sociaesque domiiiam as tur-
bas los operarios, guiados, por horneas ambiciosos
e laiiariis.e por inimiaos do re|iOuso e da |iaz publi-
ca. Nesses arandes conlros|de popul-lean oliserva-
sc muila mizeria, umita imraoralid.idc e descon-
tenlaiiionlu.
Como lzia Bacon, mutn desronlenlamcnln e
minia pobreza saW>s maleriaos das sediriies. Estas
niara val lias se prestara ans incendios, e estos lav rain
com Torca ao aceno dos mais obseuros ambiciosos.
ii Enlre nos gual n.rcrocdiode queso ha lanza-
do inao |>ara extirpar os males que soflre a nossa
lavoura, e que furam reconheculos e di^scriplos pelo
autor da tarifa em vigor com exaaeracao 1 Tina la-
rifa que encareceu com o peso de forles diuheiros w<
instrumentos airados e difliriillon asna acqiisicao,
ilma tarifa que encarecen os aenerhs iicressarios
iilisislencia da classe dos Irahalliadores, a consena-
de mpostos que' diflicullam a sabida de seus
lucios e a sua concurrencia rom os seus suma-
nos mercados exteriores, eque rollocam os nos-
sos lavra'lores na triste wlliso, ou de abandonaran
a lav ia da Ierra, ou do suportaran rudos aolpes por
lanles a iiinilc <|os uossos proprietnrios, capilalisUsl amor da jndustiia fabril.
e linanceiros: e tanto mais, quanlo nalra-Brela-
nha, na Allemanlia e na Italia, o exemplo tem sido
aborto por particulares, e at '.por principes e res,
c sirva de prova o grande Frcderico, que vencedor
c arbitro da Europa, nao se desprezou de, no gozo
de una lonaa paz, consagrar seus cuidados c Ihesou-
ros ao Irabalho de aarirullnra, ao desseccamento e
benefirio de luaares inhspitos, de. brejos, e Iremc-
daes sem serventa alaunnu ,e reputados infeifsVs .i
sawle publica, e de convite-Ios em feriis c vastos
dominios dos seus estallos. ....
I lepois da commisso liavr dcmouslrado quaes as
razes que tclerminam o atraso la nossa lavoura, e
de que a taes ra"ics cnao i da influencia funesta bis
nossas tarifas liscaes se deve altribuir' esse at-
raso, t conclueiiystc ponto o seu trabalbo com as
scaiiintcsqucstocs :
Serao invenciveis, vista do que a commisso
ha exposl; os males com que lula a nossa lavoura";
Per corto que nao. Qual ser seu porvir ? Serao,
invenciveis os obstculos que cmharac.am o seu pro-
gresso t A nossa lavoura s precisa de preteecSJo
nao (romo dizia emlSil o Sr, Dclehaye, que pr<
XXW1I1.
A commisso, dopois le demonstrar, romo ha-
venios referido, que o alrazo do nossa lavoura nao
prov inlia de nossas larifas fiscaes, que nao se 'poda
provar a preferencia la fabril sobre a industria ru-
ral, esnecialinenle em paizes novos como o nosso;
depois de discorrer larcamenl sobre difiranles
posHus em -velacao sorle la nossa lavoura; antes
de entrar na qucslao especial dos direilos proteclo
res, condujo suas reflexes do moilo seauinle:
i Do que a ciimnissan acaba de expr. anda
que pela penuria de seus recursos, de um nimio in-
compleluc pouco salsfarlorio, v-se que a ailopcao
do syslema proleclor nao pdft jamis fundar-se,
nem as necessidiules ocnunnAms do estado, nem
(c muilo menos) no mesquinho eslado de nossa
prnilucci) aaricola, ou no reccio de ura fuluro des-
aracailo de uossa lavoura.
n Assim me, se lio neressario e vanlajoso para o
Brasil plantar om sen solo, depnis de rnnveiiienle-
nieule preparado, a industria manufacturara, nao
posirao
sidia a solemnidad!- da dislribuico los premios I importa menos sita prosperidade soltar a,'lavoura
conferidos an- lav radoses, pelo jury da expasica dos
pi'niluclus da lavoura da Blgica ao respeclivo m-
nis'.ro do interior) dessa proleccao que nao favorece
senao ao proprielario sem proveito do Irabalhador,
mas da que lem por lim c resollado rtielliorar c
auamentar a proalucco .; dessa prnlyco que fun-
daros na crea;ao e progressivo augmento dos meios
de -111111 ii u o iea crios, pii^ dol rain o- piven- dos pro-
ducios do solo, na destruirlo de todos os obstculos
que limitara a prodcelo, ou lhe levantara maiores
encargos c lhe acarrelam maior peso.
O grande porvir da lavoura de qualquer paiz no
prsenle e no fuluro somonte depende da adopcao
los processos, molhodos e inslrumeutos aperfeiroa-
dos, allviooremocao de lodos os obstculos, que
oniporom sua niai-cha prnarossiva. o do urna lircc-
;ao esclarecida em ledas as suas operacOes.. Entre
nos, que eozamos da* vantagens de ura clima lem-
porailu, o de um terreno vasto e friilssiuio, slas
eircumslaiicias muilo predominan!.
Allivio do uiiis resultante de mpostos, que tor-
nara caras as machinas, os instrumentos do trabalbo
agrcola, o sustento dos obreiros, e.eslorvam a sa-
bida dos producUwda lavoura ; allivio. do onus re-
sidanle das taxas^slrirciies, Ipie vexam, amofi-
1111111 e dimiiiuem o oniniorrio inlerior, e a nave-
ga;ao oosloira ; allivio lessas taxas que recabcni e
destrem o -apital aaricola ; creacao de novas e
melhores vias de communiraijao, que inleresse'm
ao mesmo passo o commercio e de meidas que faciliten! a entrada de bracos livres
e que eyilcm sua dispersao e pcrla por falla de re-
cursos; a fundarlo de fazeudas uormaes, de escolas
que disseminem a uslnic.jao Iheorjca e pralira la
setente da cultura'dos campos; o eslabelecimculo
das caileias da rolina que a prndeh, dar-llie o ira-
pulso necessario, proleae-la nicamente com o alli-
vio de lano peso de imiiostos pie a verea, le lan-
os embaracns que a nianietam, e abrir-lhe, por
meio de iustiluiccics azadas ao seu foraenlo, de es-
tradas, n de um hom s~ysleiua de communicaco que
facilite os transportes deseos producto-, o nonti
que lhe marca a ferlilidailo de nossos lerrenos. a
natiireza'de nossos piwluclos, e a nossa
coinniorcial.
A*'lvrc inijiorlarao dos objectos artefactos, a
c< livre oxporlaco los productos naluraes tdizia o
Taiilor lo Zollwerein, que pelas suas loulriuas de
corameicio, com rostrieces, c3o pJe-'si'r aver-
ii bailo de stispeilo auimam fomenlam a lavoura,
r excilaiu e levantara una arliv idade proilarlora c
< fecunda era um paiz novo e pouco ailiaiitado na
carreira da industria da riv usarn. s res-
< trioles uao ato apidicaveis indistiurlamentc a
ludo, sempre. e a toda parle. Ao sr.io superior
de rivisacao, cosun ao inferior, sao lamnosas c
i falaes; em ambas oslas livpolbeses igual mente se
i ilevem excluir e prosrrev-Ias.
Os anligos fomenlavain a iiiduslria manufactu-
rara, promovendo a einiarai;ao dos industriosos.
Os res, honrando,* oiuiobreceiido, S4H'<*orreinlo-os
de teda manera gy. Eis a marcha los Inalezes e
los Fraucezcs, e de lodos os paizes; e o vclho Por-
luaal, apezar de sua moliiia, lanibcui assim o prali-
cou alguma vez.
Nos lempos modernos os governos esclarecidos,
para o dosenvr.lvmonto destas e oulras industrias,
proiiiovem a creacao de corlas institu cues o escolas,
procurad! modelos, lera rommissarins nos paizes
tinuamenlc as fablicas (4). as expusimos los pro-
ducios dn industria que se fazem ua Europa, agen-
tes de lodos os paizes as assistem, nao com nutra in-
lenco. A Franca crea missfies mliislriaes para
lodosos paizes donde pode liraralaum proveito
(i), funda escolas induslriaes para a sua mondado,
e iaiialmenlc eslahelcciinenlos apropriados a <"sse
arando lim, e assim por loda a parle se pratica (O1.
E nos?...- Contentaino-nos apenas com una larifa
protectora c dola esperamos ludo !
Para o mclhoramcnto da agricultura era lodos
os paizes mi-sos se creara, e a par desla medida a
insUbitejo do escolas orticas, a ai-qiisicao le ma-
chinas e modelos; lo-se socorros, e ludo <|anto
he demistor para levantar, animar e encaiiiiiiba-la
prosperidade, e lira-la das fachas ou Cadetes da
rolina. Enlre mis (repetir curapre) senle-s o seu
desfallocmenlo e penuria, cx.aera-se sua siluaco;
lia quem sem eisar lamoiilo seus pailecimeiilus em
pbrasis sentiiiionlaos que locam o coracao ; mas
alm de pomposos discursos qual o remedio'?....
una larifa proleclora, que a hem da industria ma-
nufaclurera a arahruuha.... lima s lei do or;a-
nenlo nan lhe ha consignado nina pequena quaniia
.... eas destinadas para estradas licain por muilos
anuos em ser I
Jovcllanos em iauaeS rirriinslancias a rospolo
da llospanlia assim esrrevia. Como ha sido o go-
v'erno lao proiliao na concessao de lanas sencocs
c araras industria fabril, desatentando a primei-
ra e a mais importante de (odas as industrias? Que
i do fundos nao base ilesperilicailueesbaiijado? Que
n de sacrificios nao se lem feilocn damiinda lavou-
ra para o inrraiicnlo das oulras iiiduslrias ? Nao
(^ lera aiiuhisido suflicicnle aaaiavar-sc o.seulla-
o deciinonlo o empeiorar-se a sua cundicap com o
fr peso le trillos Ii huios e vexamesX: A
veos nos arrodo do um ln esi-.-ikrbso Caiiiinlio.
tl"OH/(utW^Bo.)
') IMT P
PARAK1BA.
Relatorio apresentado a assemblea le-
gislativa provincial da provincia da
Parahiba, pelo Exm presidente del-
ta o Dr. Joao Capisti ano Bandeira
de Mello, na abertura dasessao' ex-
traordinaria em 13 de dezembro de
1853.
Senhores membrot da attembla legislativa pro-
vincial.
A sessao ordinaria dos vossos Irabalhos legislativos
nao basluii confecciio da lei do nrc.imenlo. A con-
cluso- desse imporlanlc acto, que deixasles em Sfc"
discusso, boje vos toma a reunir em sessao extraor-
dinaria, e proprciona-me maisdepressa do que me
era dado esperar, o pftzer de achur-me no recinto
dos legisladores da provincia.
Daodn-vosassim cunta, Srs., do objecto que exi-
gi a VOS convocado, reconhecereis sem duvida,
alenlo o curto espaco de 8 diasque lhe foi marcado,
a conveniencia de consagrar exclusivamente os vos-
sos trab dluis fuajau dos arliaos da receita e de-pe-
za. Nao provocarci. poi, asor o vosso pensamen-
to para os variados-ohjeclos da adiiiiiiistracau. Nesla
cunjunclura Seria menos conveniente, seria urna de-
sercao do assumplo especial a qqe se devem referir
as dscusso.is que cumpre aclualmenle prendam a
vossa allenco.
Oulro motivo ainda me impoe esa reserva como
um dever de prudencia. Ton lo lomado poss la ad-
niinislracau om > deouliiliru prximo passado, ha
decorrrdo menos de 2 mezes ; em lao curio novicia-
do seria quasilemtridade apresentar-vos sbreos 0-
leresses da provincia numerosas appreciaces; seriara
ellas menos consideradas, menos criticadas, e por
cerlo sem o abono de minha propria ezperitfn-
cia.
Resisto, pois, a sediic^odo alarde de urna concep-
$o prompta e fcil sobre esses inleresses ; vos mes-
mos nao lereis lempo paia cousidera-los. Cuiivenro-
me, porm, deque para elaborardes a lei deque se
Irala, uao vos faltaran esclarecimentos officiaes. A
falla com que nao ha muilo, foi aborta a vossa sessao
ordinaria, eos dous relalorios sulwquentesque pr-
ximamente liveram lugar em virlude do aviso de 11
de marco de 1848 nfierecer-vos-hao, pens, sullicien-
les informa^oes. Tambem pela secretaria vos serao
ministrados quaesquer dados de qne possam carecer
as vossas deliberaCOes.
Os limites porem, Srs., quame prescrevi me nao
tolhem alaumas consi.lei-acfies. Folgo antes de ludo
de declarar-vos que a paz publica nao lem sido alte-
rada, al as ultimas dalas, nem nesla, nem em oulra
provincia do imperio, mas em compensado, as pa-
ves indvidnaos laucara em nossos serios, camode
ordinario, o turto sobre o lar das familias. No^iez
de oulnbro foram victima! dos sicario 8 individuos;
nenhtim assassinato, porem, cracas a boa fortuna do
mez ultimo, leve lugar, durante o seu curso segundo
me fo|parlecipado.A polica em perseguido daquelles
tem feilo algumas pwsesimportantes ; tilas porcer-
to, eonvencerao aoscidadios que a vindicta ds lei
mesmo naquellas paragens, uo esl abandonada ao
escndalo da indillerenr.i.
Teuilii compridn por essa forma, senhores, o dever[
que: me impoe a vossa solicilude pela tranqullidade
do imperio, e pela seguranza dos cidadaos, dir-vos-
hei pouco sohre^ilguiis ohjeclos quoe liaain mais di-
rectamente receita ou despeza da provincia, nu que
puralauma considera;5o me parecem digoo do nao
sere'm retardados aos vosso conhecimehlo.
Vos sabis que rtuas Importantes obras acham-se
em andamento nesla capital, a carieia e o theatrn. O
emprezario que toroou conla de ambas, lera j na
forma de seu confalo, recebido raelade da ultima
prestarn. Isto quer dizerque as seccoes que elles
impreilaiam rslu prestes a chegar a seu termo ; esle
termo, segando o mesmo contrato, deve verificar-se
em o ii I limo de marco do auno vindouro.
A cadeia lem sido em grande- parle feita por conta
do. cofre geral. A quota de 12:0!XfeOOO rs.. que pe-
lo governo imperial foi destinada aos melhoramenlo*
provinciaes, lem sido applicada s despezas daquel-
le edificio, restando smenle a quanlia de 89-38I
rs. Eu j solicilei do governo imperial nova sub-
ven;ao para o correle anno financeiro. A neces-
sidade desla obra summamnle a recommenda, e eu
me empenho em promover a factura de melade del-
la, com a possivel hrevidade, para que presle logo as
vanlagns doseu destino, continuando depois a ou-.
Ira melado logo que aquella termine. Em consc-
qtienci, mandei que a thesouraria da fazenda rece-,
lies* propolas para o fornecimento da madeira ne-
ces-ari ; duas me foram apresenladas, e tenlio de
resolver a r*speilo, lendo attenco lei do orcamen-
toquedecrelardes. Dizondo-se-me que )pr motivo
da pouca concurrencia nesla provincia poderia lal-
vez vir de Pernambuco a madeira com mais vanta-
gem, eslou informado com os dados necessarios para
determinar o que for mais conveniente ao* inleres-
ses da fazenda provincial.
Quanlo ao Ihealro bstanle disseram os meus an-
tecessores. Cortamente, na ilcfurieneia de meios,
nao pude cnlrar em duvida, quo oulros melhora-
menlns com jusliea reclamara a preferencia Convi-
ria talvez nolcr principiado ao mesmo lempo duas
obras de lao avullado ornamento. Receio que ellas
para runlnuarem simnllaneamcule imporlem o sa-
crificio de oulras necessidades mais imperiosas. Se
asiiiiveucn do governo imperial continuar, acredi-
to conveniente nao deixar o Ihealro inleiramenle pa-
rado, porque sem algum sacrificio ser elle impos-
sivcl uesia provincia.
'Aponte do Sanhao declarou-se aiuda carecida
de noves concert,. Mandei orja-los e po-los em
arrcmalaco.
Os dous concedo* da mesma ponle que aolerior-
menle_liveram lugar dentro leste auno, importaran!
em 2:7ft rs restandu-se anda ao contraante a
melade da ultima prestarn.
Um dos meus anlccessores mandn enlrezar
1:01)0$ rs. em 5 db abril desle anuo ao coronel Is-
mael da Cruz Uouvea para o concert da malriz lo
Pilar ; depois foi entregue ao padre Antonio Kog?-
rio Freir oulra igual quanlia. Em ollico de 16 de
julho prximo passado declaren a commisso cncar-
recada desse concert, que a iereja o nao admllia,
e cuiiYulia fazer um novo templo, para n qual, co-
mo ja vos fui communicado no relatorio de vossa ul-
tima sessao, tinha o povo da fregoezia concorri-
do com 1:0003 rs. Verificada a impossibilidade do
concorto, como brevemente o ser, por inspecrao
do engenheiro, parecc-me consequencia necesaria
a edificacao do um novo templo. Poder-so-ha com
as quanlias j destinadas para a referida matriz prin-
cipiar a capella-mr, a qual com mais alguma pe-
quea consiaiaco, poder tirar durante o anno fi-
nanceiro stiucientemento adiantada.
A falta da lei d i ore imenlo obriaou ao inspector
da administrarn das rendas provinciaes a consul-
lar-me, se devia proceder a ai remalacao j annun-
ciada, por edilaes, dos impnstos das carnes verdes,
cocos e pedagio da ponte do Sanhao, os qiaes lem
de cohrnr-se no seguinle auno financeiro. A alllr-
maliva pareceu-me determinada pela forja da ne-
cessidade e ronleiiiencia das linanoi> da provincia.
Muilos prelendentes haviain-se presentado lava
ros c loiiaiuqiios pontos ; a arreradaco dos mesmos
impostof tiln i de i-omecar. comndisse, no pnnei
do auno seauinle. Se nao livesse luaar a arrenxala-
jo no lempo Osado, alm de oulros inconvenientes
palpaveis, forcoso seria miniar osvslemad.i arreca-
dacao durante o prximo anno financeiro, eospre-
juizos da fazenda provincial seriam nao pequeos.
Resolv, pois, como as circumslancias exigiam. Fo-
ram arrematados os referidos impo-lo, ; o a arre-
malaco das carnes verdes excedeu ;'is bases appro-
vadas na quanlia de 7:4423487 rs.
Os memhros da cmara municipal desta ridade,
os quaes em virlude de ordem de ura de meus an-
tecessores foram suspensos pelos motivos declarados
na exposicao que elle fez ao entregar a presidencia
em 7 de nutubjg do crrente auno, acabam de en-
trar noexerofl Be suas funcres. O juit de direilo
e a rel.icaoM iilriclu nao achara-n culpabilida-
de no icio pBhI.foram chamados a responsab-
Varias posttins foram sujeilas provisoriamente pe-
la referida cmara a minha approva<;iio. A mais im-
portante be a que respeila ao fechamenlo das tejas,
armazens e escriplorios nos domingos, edias sanios
de guarda. Eu approvei esla e mais algumas que
vos sern roininunicadas opporlunamenle para re-
solventes sobre sua definitiva approva$3o.
Os prof"sores le primetras leltras Anlonio Jos
liomes Barbosa e padre Manod de Carvalho eSilva,
aquellod^fieaue/ia de Campia (rande, e esle da
de Patofi^quercram as jubilai;Oes que lhe foram
concediilajfcas leis novsimas de 31 de agosto e de
26 de setemBro do rorreiileanno. 0 1." o leve com
d totalidade do nrdenado na confurmidade da 1.a le
referida. O 2. foi jubilado com rs. 236--I09, que
ve~ -
deu erranle c onde se encontr, a cada passo um fe-
relro; nao senhor, nem para la vai. Tem morrido s-
menle mais aigumas pessuasdo que o coslume; mas
o Anselino, sacrista do l .-ario nao lem mos
medir. ,
Seeu fora legislador aria um decrete Nps lu-
gares em que a illuslrissima municipalJadc for
surda, os sacrisiaes ser jo aleijados de ambos os bru-
jos.
Nada temhavido de novo, xceplo que a cmara il-
luslrissima desemburrou edeu posse c juramento aos
vereadnres, que se haviara esquecido de loma-la em
lempo. Veremos o ultimo recurso dps ciiforquilbados
que lulam como hroes.
Tambem lis de novo, que illuslrissima Icmbrou-
se de mandar rojar as malas, que bordavamesla ci-
dade, privando-nos assim de nossos passeios pblicos
e jardins bolanicos.- Nao sei onde os porquinltm, que
alimpam e aformnscam esla ridade, passaro agora a
calma meridiana,c nem onde se acuitar quera quzcr
sondar a profundidaile do venlre alheio.
Nada rae consta contra a Iranquillidade pu-
blica. *
As bexigas vio mais felinas e uo (eolio ouvido
dizer, que seus estragos bajara canliuuado.
O nosso mercado vai na mesma o nesle mo-
mento entra no porto tira navio, cujo noiue ignoro
ainda.
A farinha continua escassa, mas em Maraangoape
nao ha quem nao lenha -200 a 600 saccas desse gene-
ro, que se esteja corrompendo com iudizivel prejuizo,
senao e/nbarca-las j e j.
Tanla tarima em un, e lana penuria m oulros
lugares. ,
Nao lenho podido conseguir mais milicias acerca
do negocio dassedulasinhas, e parece que o diabo ge
encarregou de encapa-te contra seu louvavel cos-
lume.
Apppareceram impressas nesla provincia, niliiia
impressao, na (ypographia de J. K. da Costa, s poe-
sas do meu patricio o caplao-mr Francisco Xavier
Montero da Franca, mandadas publicar por scu
em a ser o ordenado proporcional ao lempo do l(i aenro, c intimo ami= o major Manoel Caetoo N'el-
nnos, imii mez e -2~> lias, |oso e e
de bancos que faclilera ip, mdicos encreos aos ^^SSSJT^Tl
lavradorcs os meios de mellioramenln de sua indus-
tria ; e sohreludo paz e Iranquillidade; cs-aqui o
que demanda a nossa lavoura.
Estas sao ao mesmo lempo as necessidades raas
instantes que lomos, os Brasileos, i sia salisfa-
yo importar* o progresse material de nossa patria.
Os mellioi-amenios nmteriaea teq a propriela-
de de salisfazer em ut-ral, assim os inleresses parli-
iiilares e privados, como os aeraes, e de ao inesinu
posto aogmenfar a soinina dos recursos de um |iaiz.
< Assim nao ulilisara a salisfarao dessas necessi-
dades unicameulc a lavoura; qualquer industria
existente no paiz, o commercio,a adniinislrarao pu-
blica, o mais remoto literesse ndivdiial, gozan dos
resultados ilesses beneficios.
n As vias de coniniiiniacopoi- ana o por lena,
quo appinxiinaiii e limini os luuuen- ,. ,s musas ; as
iiisliiicfies le crdito, por meio das quaes, se os ca-
pilaes so nao multiplicara, ao menos se eslendoin c
am.'iifi'ulain sera cessar sua arcan o o seu poder; a
eilucacu^uierfal e professional; o ensino indus-
trial ; uflaV1" de lavas absurdas que recaliem so-
jas primas e seeros necessarios vida;
e liualmenle a exlinccao las reslriccflcs que op-
jiriiiieui o commercio interior: eis aqni o grilo que
por loda a parle hoje se ouve levantar ; eis aqu, os
clamores de linios osagricullorcs, de todos os fabri-
cantes, o de lodos os economistas ; eis aqni final-
mente, (lepois jo o,--11,i,, dever la .conservajao la
1 ) Carla sobre a agricultura.
e os iiiicioin nos
seus iiielborameulos, novos processos eiiiarliinisuias.
i A Inglaterra, nao obslant o i-slalo prospero
le sua industria, o faz. Manila senles especiaos aos
pai/.es nianiifacliireiros examinar o esiadode sua in-
dustria, 0 liaiisplanlai- para son seju os'seiis nelliora-
inenlos e iioid.ides. A Itiissia. mais particulai-
inetdc ei.proga esto mojo, ^.luaiuln em Paris esle-
ve o sen ininislrn, o ronde do .Meveniloif, e o que
a esle succedeu, o ronde le Bouloski, liiiha sen-
les que cxaiiiiiiavain, o cora esle lim visilavam cou-
( 2 ) Obra diada.
(3)"A Franja em llili.") (no U-mpo le Colherl. pa-
ra que as suas fabricas de la si' a|ierfeijoasscm,
iiiaiulnii vir.la llnaiida Josse Vaiirobav.
Sob o governo consular ha o exemplo j rilado,
do iniiloz Douslas para u inlroducjao le inethodos
novos machinas as faiiriras. e eslahelereii urna
escola para......sino do maiu-io lis' machinas em
Passv, no convente dos Bo)is-Homn>.
Como estes, muilos nitros cxi'inplos piHliara ser
rilados, e era oulro bisar algous ja o foram, assim
de coiii-111-s.ns o de premios, coran le honras e ou-
lras recompensas para estmulos de artistas, sua ar-
quisi.o o venda de miras Ierras.
A Franca em 18.19 encarreeot: a Molar de, na
Inslverra. colbcr nformajoes sobre o oslado da
industria ingleza e le suas machinas, etc., com lif-
foreutes oulras pocas a dillereiilos homeiis nola-
veis, e enlre ellos o Sr. Carlos Dupiu, e as despezas
destas missnes tem sido amplaiuenle iudemiiisadas
pelo rouliecimenlo e propalaoo de processos uleis,
pie nesse paiz foram adoptados.'
a lim governo que pretende a emancipai-a.i u-
duslrial (diz o Sr. Goslazobra citadai lev sem-
pre promover e fumenlu a Teajao c deseuvulvi-
meulo dos estabclcfimeulus arlislicos. a
(4} Discurso lo Sr. Ducos na cmara dos depula-
dos da Franca em I8ii.
Eis-aqui o trecho desse discurso lo Sr. Duros:
< Nao acreditis, senhores, que sejain utopias o que
aspiro. A i ra Brelauha, a Kussia, a Prussi
Saxonia, a Blgica e a Suissa nos bao dado
po. A Kussia, durante qualro anuos IcvenaT Fran-
ja'b conde Meyendorf. Esle dipliipiau^ri ohrisa-
do a visitar e inlroduzir-se m hidictris iflirinas o
fabricas, v a fazer inonsalraeidiioira relaluriu de
luilo quanlo a industria frenfeza |m'kIc prodii/ii.
Tinha alm disto subaMosnos que vi.ijnv.iin (K-las
ridades manufarluri-iulsTo lera lo hem .salisfeilo
sua missga que foijffcoiiipeiisado com o Ululo de
ramareiro-mr peWseu nioiiriha, e hoje he son
ministril. l-ojj4KsT!iiilo pelo conde Itouioski, que
lera a .....-m.i inis.au e muilos asentes s suas nr-
dens.
A i ira-lirei.inli.i lem lous senles especiaos
que vem niuilas vezes a Paris para lisoalisar o que os
outros asents, q,.....sto na cauital. da Franja, do
conta em cada periodo del. lias, listes uitimus
sao pasos pelo oinhaivadnr iugle, C lem as mesmas
obiisacoes qne s Uussns. e |iatVtP*!as fazem col-
lecjoes de nossos deseiibos, el.
Os aeeules dos Eslados-l'iuilos percorrem nos-
sis maiiiifaeluias. Na exposicao de 1844 os Savo-
nios, os Prussianos. os Belgas os Suissns lem man-
dado seus asentes nui o niesnin fin, n
(5) Da missao da China obleve modelos, marhi-
nisnios e outros instrumentos, de que os Chinas se
serven no fabrico da seda, ele.
ti No Jornal dos Hconomislas eiironlra-se a se-
auinle noticia:Para o ensino industrial (em Fran-
ja para os adultos existen) lies escolas. As de
Chalos c Ansers se reorsanisarara em 18:12. Crv
oii-se em Aix urna nova em 184:1. Exislem alm
lisio a de l.eo, chamada l.aiiiarliiu'irc. e o prv la-
uco Monard as vizinhaiijas de Blois, a de minas
era Paris. Alm deslas, exislem oulra* particula-
res em Leito, Marselha, Ru.1o, Nanles, Tuulouse, e
em Passv ; as portas de Paris existe urna oulra diri-
aida |ielos irmaos da Doulrina ChrisISa, que conta
mais de 00 alumnos,
Mandei |n>r concurso as cadeiras que em conse-
Jliencia ficaram vagas.
O corpo de polica acha-se aclualmenles com
prajas. As razos que ja vos forora-presenles nos re-
lalorios anteriores explicara c justificara o sen estado
eflectivo.- O destacamento do lialallin II que aqu
permaneca-, scguio para o Para. Tendo eu repre-
sentado ao governo imperial sobre a necessidade, que
lem a guarnijo desla cidadede maior forja de li-
nha, delerminou o mesmo governo que vesse para
esla provincia um contigenlc. Eu o espero breve-
mente. A sifcrda nacional auxilia anda o servijo da
guarniro. Muilo desejo dispensa-la desse mus.
O governo jlsnu mais conveniente aproveitar em
oulro lugar o,s serv icos do digno'magislrado Claudio
Manoel deCasIro. eremoveu-odc chele de polica des-
la provincia para a do Prnuliv,por decreto de -is de ou-
tubro prximo passailo. leudo noraeado para o subs-
tituir o Dr. Silverio Fernandesde Aranjo jorge. O
Dr. Joaquim da Cola II i heno, acaba de ser nomea-
lo juiz municipal los termos de Sou/.a e-Panc.'Con-"
linuam sem juiz muuicipalos termos do Pilar e Ma-
raanguape.
Tendo o soverno encarregado ao capiae Alfonso
de Almeda e Albuqucrque das obras desla provin-
cia, eu iioiiieci o mesmo capitn engenheiro da pro-
vincia, com a sratilciijo que lhe compete.
Nao roncluirej, senhores, sem recommendar-vos
duas obras. Esla cidade anda u8o lem urna casa le
mercado. O ccmilerjo he a oulra obra. A primeira
he reclamada pela aclividade dos vivos, a segunda pe-
lo reptni/o dos morios, e principalmenle (ambem pe-
la salubritladc daquelles, Jj&
A illum#ajao desla ciilj^Hos concerlosdas ma-
Irizes, o estado das cadeias^vesafiam i vossa consi-
derajo.
A villa do Calle do llocha, reclama como urna le
suas primeiras necessidades a conslrncco te um a-
jude. As paules e estradas silo enndijoes essencaes
a pro.perid.i.le da nossa agricultura, e ao progresso
da renda publica. Vos o conheceis, e justo he que
nos lmites dos recursos provinciaes, nao c-:quecaes os
melhoramenlos de que carecen.
Fu o acredito, senhores, deSSJttsflattender ao
mesmo lempo a todas estas necessH Iknas a cifra
ile vossa receita se insurge contra *( H|KJos.
Mesas circumslancias, a vossa sabeitorla vos inspi-
rar o mi'llior partido, alteudenite com-prel'erencia
s maisursenles. e vns. na couscienci de ter feilo o
bem possivel, esperareis tu futuro com o gradual
desenvolvimenlii da riqueza, os meios de salisfazer
aspirajoes do vosso i oti-rao.
, Eis o que lenllo hAt-vos, senhores, nesse discur-
so, prologo obrisailiM vossas dnpisoes.
Parahiba lo Nnrle"m 13 de dezembro da 185').
inao Ca/iisinno Bdtvleira.de Mello. i
Discurso proferido pelo Dr. Fausto frnfamim da
Cruz Goucea, corno relator t mimbro da depula-
gao tonteada pela attemMa legislalia procin-
cial para felicilar ao l-:.xm. Sr. presidente da
prociwia.pela sua nomearo para digno admi-
nistrador da rntem*
Illm. e.Exm. Sr.Reunida aas,embla legislativa
iro\ uria w I primcijM vez, depois que V.
SJando emifa dos redeas do soverno, disna-
mertti preside, ella sem duvida quando nao fal-
m ohrigacionecessaria, a um dever riso-
roso, esqiieceria as'rogras le rividade e corle/.ania,
deiiaiiilo decomprmeBlar a V. Ese, consralulan-
do-e pela commisso impnrlante de que V. Exc. fu-
ra encarcelado, e offcrecendo-lhe'seus .exisuos ser-
vijos, para ludo que fdr de mister' ao complemento
das arduas incumbencias, que se acham a cargo de
V. Exc; a assemblea, porm respeitosa e sempre so-
licita na salisfajSo d'esles deveres, nos enva em com-
misso perante V. Exc, para que, como seus liis
nlerpelres.teslemiinhemos ossen lime utos de que el-
la se acha possuida pela relevancia da diana Hornea-
ran de V. Exc. e pelo sabido couceilo, que lis prece-
dentes de V. Exc. autorisam a fazer. de qne esta
prov inda ser* feliz sobos auspicios de orna admi-
nislrajaojusta e Ilustrada.
- A assemblea compraz-se c bemdiz o nome do nos-
so magnnimo monarcha por ter dotado esla provin-
cia de om administrador, que j amstralo na e#r-
reir ilas admini-iracoes tem por tantos litlos hoi!-
'rosos se lomado creildr do respeito, e reconbecimen-'
lo do paiz, e cojo nome se acha registrado nos fastos
das nossas notabilidades polticas.
Profundamente convencida o assemblea de que V.
Exc. continuar a Irilbar esla senda gloriosa, que
Jem conslanlcraenlqj^eEuido, prolcsta-lhe a sua ntei-
ra cooper.-ijo p?raodesenvolvimnlo da poltica lu-
minosa, que rom lauta habilidade, V. Exc. eslreou
nesla provincia.
Lisongeanifo-se a assemblea pela noticia de que a
pazpublica .nao lem sido alterada, e senlindo que
pelo interior da provincia, diversos allenladoscontra
a seguranja individual do ciilailflo, lem sido com-
metlidos, ella espera que o nome prestigioso de V.
Exc, as suas sabias medidas, removeraocm parteas
lanas causas que infelizmente occasiooam actos lao
selvticos ; eque na adniinislrarao de' V. Exc a per-
sesuijo dos criminosos ser um' duende fatal que*,
sem treguas os acompanhar.-.
Certa a asseuihlu do motivo da sua convocajo ex-
traordinaria, e de ludo quanlo V. Exc. se digiiou ex-
piir era sen hem elaborado relalorio. tratar de dar
inleira execujao e salisfazer ao que eslver dentro
das raas das suas atlrihiiijcs. e quanlo o permitlir
o liinitado lempo da sua remiao. -
Siio estes os votos da assemblea, que toteamos 1ra-
zer ao conliecimenlo de V. Exc. de quem esperamos
os aceile como seus curdiaes senlimcnlos.
Paco, da assemblea legislativa provincias! 19 de
dezembro do 1833. Fausto Benjamim da Cosf/t
Goucea. Frausca Antonio de Auicida e Alht-
aHirque. Manoel Martim Casado. Jos L/tcas
de Sousa Itangel. Adelina Candido Carnet" da
Cunta.
S. Exc. respondo!! o seaiiini- '
Srs. da Ilustre commissai.Kecebo comrceonlie-
cimenlo as expressocs de benevolencia que me 'dirigs
em nome da assemblea provincial, e no empenho de
ser xitil a esta proviivia procurare'! corresponder aos
lesleiiniiilios de cnisiderajo coinjjaje a mesilla as-
sembli rae henra.
Parahiba em 10 de dezembro oT18>3.
toSo Capistrano Bandeira de Mello.
de li em loda sua Uberdade, mas os soldados que sao
um pouco egostas, c que entendem .s elles devem
andar armadoc.levaram ao delegado o cujo, que 1ra-
ziaum instrumento atirante; porem, meu amigo, a
polica he muilo indiscreta, ao'receber lao precioso
mimo deu urna busca na algibrira do Uuslrisnimu.'e
achou a asneirade firjOSOOO em olas falsas de 509000;'
esle Sr. Lalo,guoi gue jeunelem urna chro-
nca nao hu e dizem que no Limoeiro esl pronun-
ciado por eslase oulras agencias.
Esqueda-me dzer-lhe que oslamos quasi sem
aaua ; o pequeo regalo que a fornece du fundo, e
apenas recorremos a alguma fonlesnha que nps-d
com pouca abundancia ; e a continuar o sol, estamos
brevemenle a precisar de algum Hoyss para exlra-
bi-la de alguma pedra, c romo he provavel. por que
aqu nao se acha esla virga miraculosa, muilo nos
convem a factura .le um acude, que nos abastera des-
se genero de primeira necessidade, e que figura a par
du pao e agua. O compadre da Caruar roe escre-
veu, mas a carta lhe nao reproduzo por que nada
Ira/, de importante, e so falla desses criminosos cujos
norues j sahiram no seu Diario ,t,i recoir.
(Carla paicular.j
BREJO U lADRrDE DOS
12 de Janeiro' da 1864.'
Grajas a Dos, o nosso Brejo vai mil mara-
vilhas.
Podemos dizer que vai correndo a lodo panno, so-
prando-lhe i popa o largo tenio da Iranqotliilade
publica. Ou, roelhor diremos, vai pacifieamenle
bordejando defronle da estrella barra da civilisaco :
oxal que bom pratico e fresco noto, chegando a
vencer os cachopoi do nosso alrazo moral, podeHem
fazc-lo largar ferro no ancoradouro, pelo qual iodos
nos suspiramos.
A fesla do'natal livemo-la bem folgada e alegre ,
sob as tedias algumas partidas hem agradaveis o ron-
corridas : e as ras a viola e o pandeiro exerceram
a sua soberana sobre o povo frenticamente diver-
tido.
A' meia-nole de 21 para 25, sob um docel decen-
temente erguido o-hom pa.si'or da nossafreguezia sa-
crificou o cordero immaculado na presenja do sen
pacifico rebanho, religiosamente Curvado sobre urna
asradavel campia dcbaixo do palio de um ce bem
estrellado. Fallou-nos ( como diram os senhores
poelas) o mago clarao do facho de Diana, derra^
mando mais um pouco de poesa sobre aquelle qua-
dro myslicamenlc maaesloso. Assim foi, porque
gapella, que uns serve de malriz, faltava a necessaria
capacidade para cunler lao numeroso adjunto.
V
passar a poslerdade.
A felicdade nao esl em sor grande, dizia nao sei
que magano, que suppnnha selo.est em ler quem
o eternise. Eu tambem pens assim.
Cama nao seria boje lao volirmoso seno fosera os
volumes das Luziadas.
Para eslemundo andar em regra, alim de oulras
cousas que por amor a brevidade omiti, logo que
nascesse um hroe, devia vagir ura poeta. Quanlos
hroes nao se perdem i falla, d poelas, o quanlos
poelas falla de hroes 1
Nao posso ser mais extenso, porque alm da falla
de materia, lenho de lossir.
Sade bons bocados lhe desejo por innnumeros
anuos, s he dos muilo aOerrados vida.
* t
1
t
eu pude pilbar urnas pravas, as quaes le-
nho apreciado as bellas producjes do meu contem-
porneo.
A'obra acompanha a biographia do poela. Honra
ao major Velloso, que arrancou ao esquecimento a-
quellas poesas, e s lenho a lamentar a parcimonia
modesta do Ilustre poeta.
Se lodosos liomens fizessem iguaes sacrificios para
publicaren) aquellas obras, dignas de se-lo, que lhe
fossero s mos, coi lamente n.1o teriam ficado no esri
qoecimentij muilos noines, e mulas obras dianas da No ctanlo temos urna espajosa igreja, bem prin-
GOHBESPOIvIDHNGIA SO DIARIO DE
PERNAMBUCO,
Parahiba 20 de Janeiro do 1354.
Tcnho eslado uestes tres diascom una furiosa ca-
larrhal, qdc quasi me pe, e ai n la be possivel qne o
faca, uas mos le algum dos senhores mdicos, su-
COMARCA DO BONITO.
Bonito 16 de Janeiro de 1853.
Na que leve a safisfacao de dingir-lhe em das do
andaute mez, dada lhe dsse desta pequea parle do
nosso globo terrqueo. As novidades eram poocas
o correio, que j se achava com a mala s costas, que
lhe dizia.como aquella voz ao sapaleiro Samuel, de-
pois transformado em judeu enante, caminba.... ea-
minha... nao rae consenlio dar-iheas poocas que ha-
viam ; mas hoje que eslou com um Mercurio s por-
tas, e s minhas ordens, quero derramar sobre pa-
pel algumas linhas relativas ao lugar, donde lhe en-
vi esla littera,,eu principio. Passou-se a fesla por
aqu sera que a muilo veneranda paz sollressc a me-
nor quehra em sua dignidade. O mesmo succedeu em
Bezerros. Nao sei a quem render srajas; se i energa
que continua a mostrar a polica do termo, se ao vo:
cajtuto 'Camisao. nome com que se desmaman! por c
os rapazes, o (naliiienlc se a reforma dos mal inlen-
cionados. Uou pelas duas primeiras hypotheses.
Duas noiles antes do natal eslivemos aquarma
tirumque canoporque appareceu urna daquellas
falsas noticias, das quaes j urna vez lhe fallei, de
que queriam rcsgalar o nosso preso d'estado. Tudo
porem foi como espernvam os que no creem em pa-
taratas. Todava ser muilo ron veniente que a poli-
ca, quando apparejam desses boatos, jndague-lhes a
origem, e meta na dita os quo Ihes deram 4 exisr
leticia; pois quasi sempre sao inventadas. No mez
passado em urna quiula-feira sahio o leoenle Moraes
Reg cora a tropa de linha dixando-nos m clicas,
e a cada quisque a uberdade deformar o seujuizo
posto que mesmo sem base, a respeito dessa missao
diplomtica, e isto pela manta que lera essa gente
de nunca declarar por onde vai e nem aypie lira e o
resultado he que iienhum acerlou, e nem mesmo a
tropa que'aqui chogou para o amanhecer do sabbado
com um Francisco Jos dos Santos de acancadot ja-
neiros, em lugarde Francisco Jos Vieia que dizem
ha dous mezes
Forjado da fatal necessidade .
O espirito dea 1 quem Ih'o tinha dado.
rom estas diligencias muilo se gaiiha, porque
quando se nao prende o deliuquenle ,se ihe faz ver
que nao se eulra impunemente no caminho do crime.
Muilos beneficios nos lem Iraziilo o Camisao, que s
suas delicadas maneiras rene as qualfddes de um
inlero militar, e a prova <-sl no modo porque lem
porc desempenh'ado i commisso de que o encarre-
gou o nosso dislinclo presidente, a quem deve caber a"
satisfajao que vai lendo de qne nao .sao baldados seus
constantes esforjos para a puniro dos sceleratos,
lendo felicdade de ver que a sua polica o vai
comprehendendo, e ajudando a desenvolver um des-
ses nobres pensamenlos escriptes pelo illuslrado Sr.
do Paran no seu lao applaudiils progrumma, cora
que inauguran a subida dn-minislerio de que o Sr.
conselhero, Jos he dlno delegado.. Maja vista as
prisOesquese hao fc'io, com espeetelidade nsta co-
tnarca.
No Kibeirso sem ser o lo coronel Mai tinho, vi-
nbam a errer dous Rohles. cada qual 110 seu cor-
sel, ma; a noite, j lendo desdobrado do seu negro e
iyim/no veo, nao consenlio que os lialcoe* se avislas-
sem, pelo que foram de encontr um ao oulro, abal-
roaram, resultando do embale dos i animaes o flea-
rem dous inco'ilincnle morios ; iif e*t, um de -2 pos
e oulro le, um lerceiro espadoado, edic de sup-
por que o quarlo nao ileasse Ileso. sOlhe que lem si-
do falaes os taes eavaltes a muila gente.' Anlesisio
succeda por c que ljicla elhorea zona, entre os ca-
calleiros celestes, por que, se is'lo aconlecess'e, talvez
uo licas-e o negocio s nisso, c tivessemos baga-
tell de um diluvio, como prognoslicam os calculistas.
Porem felizmente, dizem us homeus da astrologia,
que a possibilidaite de um lal evencmenl. ser
de um contra milhes. Esle caso e resultado deii
que fazer a algumas cacholas, que nao sendo da seila
dosacataleplico son incomprehensores.lrataram de des-
cobrr a causal dessa scenade horror e depois de al-
uumas reflexes rhegaram ao seguinle accordo : que
eipiWa. Doe no coracao o abandono em que a ve-
mos !! os alicerces todos concluidos ; a frente aftda-
menle erguida ; e os maleriaes, ahi ainonloados, ri-
se consumindo sob a acjo dos invenios. Todo islo
por falla de duas palavras'na lei do orjamenlo pro-
vincial !: paciencia ; talvez que os nossos netos se-
jam mais felizes. '
Nao fica ahi.
Um elegante edificio, que nos serve de cadeia, ha
pouco lempo levantado, cora esparosns sales, que
se prestara as reunioes da cmara e jury, esle mes-
mo nao durar muilo, porque sendo edificado em
urna declividadc, vao as enclturradas no invern des-
cobrindo os seus alicerces por Talla de una calcada,
que os defenda. Esla obra he' absolutamente indis-
pensavel, lano pela razo exposla como porque te-
riam os sentncllas onde passear, um quasi conlaclo
com as grades das prisies, urna das quaes desde a fu-
ga do celebre. Domingos (jomes que foi arrancada
pira concert; que nunca ter fim. Ainda podemos
fallar d,rimperfeic.o daquell edificio com a falla da
referida calcada.
Desgraciadamente esperamos um ar bem inficiona-
do : o carojodo algodo, que espalham aqu por lo-
da parle, ou apodrece com o itWernn, ou arde com
o fogo; no primeiro caso temos o nosso ambiente cor-
rompido pelos njdjknas ptridos, que nao sao menos
desagradaveis fa^as exalajes la pulrefacSo dos
animaes ; o segundo eis a nossa pequena villa h-
volla continuamente em. urna densa nuvem de fumo
acre e penetrante. Este mal he chrnnico. e j eslou
desengaado que paraelldjtoan ha remedio. Hoje
esl descoberlo que nada he mais nocivo saudedo
que o elfeilo do. lal carojo sob acrao'do fogo : lan-
o assim que os especuladores ( em algumas parles )
abandonaran! a idea de exlrahina substancia oleosa,
que elle em si yonlem.
Esla he a rarao, pela qual o calarrlio se lem tor-
nado um mal iiideiiiico desle lugar ; presentemente
reina por aini urna losse ueral ; e sabe Dos quanlos
plmoesnao andam arruinados.
. Temos ldo algumas proraessas de diuva ; o por
duas vezes visilou-nos urna boa trovoada oom sua
chuva de pedras, que, a nao screm lao miadas (como
avelaas) leriamos bourgarisado o sueco dos nossos
gustosos manazos, que pouco pedem emprestado aos
seus abacaxis. E nao* se admire Vine, disso, porque
j nao ha muilos annos, lomamos bom sorvele, gra-
cas ao gelo que o co nos manda s vezes. "
A farinha varilla enlre 16 e 20 patacas; e a carne
dfl-se por 10 e 12 a arroba : dir Vmc. qae pouco se
importa com islo, e lem luda raza; mas conilPslo
he eslvlo, v l !
Falla-nos aqu principalmenle.) o seu S. Isabel
( mais pequeo alguma cousa, j se enlende) e as
aguas crvslalinas dos seus chafarizes ; pois c por
liora sd temos boa a do pingo; mas este n3o pod pin-
gar para lana gente. dem.)
Adeos, al oulra vez.
'\
;eilo aos seus recipes, pugillos e anas. Esse incom- os taes montantes linham cortamente deixado a razao
modo quasi me priva do prazerde escrever-lhe, ni-
co que gozo nesle valle de amarguras,onde me acho-
peiur dn qno ocynico Dogenesem seu hislorico tonel,
que lana celebrdade lhe deu.
Esle mundo he muilo injusto Nao quero perder
esta refiexo. Porque o lal senhor Diogeues, e quan-
lo a mira unicamenle por sso,nasceu cora disposijiies
a ser enaarrafado, f-lo um sabio, e deu-lhe celebr-
dade, cu,que mo lenho dessas lolices, quero mais al-
cuma cousa para esle corpinho,.que nao estando a
commodo, perturba suflicientomcule ao espirito, hei
delirar 110 esquecimento ; e nem ao menos o bello
sexo, porilespeilo ao cynico, que foi seu mortal ni-
mio.", lia de erguer-me um monumento! He muilo
injusto o mralo lenho dito.
E a lal catarrhal de peccados Por mais que faja
para esquecer-mc dola, ella me persegue. Aderrou-
se-me a garganta, dahi nao sahe por mais drogas que
ensilla.
Urnas chuvHihas sem permanencia, substituidas por
um sol abrazador, teem motivado esses e oulros iu-
coramodos, qua s redundara em beneficio da clnica
e coveiros.
A inorlalidade lem crescido, e os sinos esquecidos
de urnas celebres posturas, tremitlicam as turres
sollriv el met lo. Nao vn pensar que mis estamos em
ama cidade cubera de lato, uiiJelenlia entrado o ju-
era profundo so.....o, motivo principal, porque nao
se haviara bispado os involuntario* contendores, e
nopoderam coiiler os celes, fini da evitar o en-
contr ; que sendo os diversos coi-pos espalhados no
espaco sustentado nos seus respectivos assenlos pelas
duas forjas centrpeta e centrifuga, di?.-olleras por
Sirlzac, islo he ruma que a ira he. nutra que repel-
le ; ha re ao sempre desses choques, una vis: que urna
das duas seja mais forte, como u que leve lugar 110
caso verlenle, onde a centrifuga reagio demasiado
sobre a oulra.
Este mez lem bavido por ci seus bailes, sendo Mr.
Jancrier recebido com um. Afora (loque cxposlo
lenho nao lhe dou mais 'noticias pnr quo nao sao 11-
Icressanles.em rojo cso s julgo as de Uro, tacadas,
ele. etc., deslas felizmente 'nao habemus. Hemos
ti lo tambera cavalhadas,mascarados, e muila pucha
donde deve concluir raalhematicameute que pueri
ludunt, e nada de chuva.
Entrn no da ^picorrenle para a cadeia o escra-
vo que no da 27 de noverahro de 53 malou a seu se-
nhor Manoel Barbosa de I.ima, c pelo que j eslava
pronunciado. Muilo eslimo que a polica nao des-
menlisse, o queem urna de minhas epstolas, lhe dis-
se, que ella se empenhava seriamente na captura
desse malvado. Esl iambe.ni seguro um lal Manoel
Lalu, de Grvala, qae aqu cltegon muilo senhoi-
COMARCA DE NAZARETH
34 da Janeiro de 1864.
Prncipiarei por dar-lhe a agrdavel nolicia, de
que lemos sido favorecidos com algumas chuva* que,
nao obstante serem ainda linas, leera todava feilo
um bsm Incalculavel s plantas novas, que eslavam
em termos de ir-se a Ierra por falla leste alimento,
lendo tambem diminuido mito a intensidade do ca-
l-lor, que se ia lornaudo iiisupportavel.
Depois desla nolicia^^jueposso-tfaT
nos agrdavel, senSo mais, beque a comarca goza de
Sbcgo, segundo as informaces mais rcenles ; to-
dava, asseveram que nos lugares da Vicencia, de
Alagoa-Secca o de Allianja ba urna grande agitajao
enlre os diversos, habitantes, por. causa da transfe-
rencia-las feiras, e que a tudo eslao dispostos, al
resisleilda armada, lira de que estas sejam conser-
vadas nos mesmos das, em que eram d'antes, sendo
que por ora s se leem soccorrido do meio de pe-
sao, para que a cmara revpgue a sua delibera jo.
Na povoajao de Alaga-Seeca 11 m sugeilo, que di-
zem criminoso de homicidio, andou jogando as crU-
las com um inspector de quarteiro, e sendo por este
preso, faj sollo pelo subdelegado respeclivo ; valha a
venlade.
A junta revisora da qualificajao desla freguezia
conlinua a funeciouar com allugados, como prece-
denlemeule lhe havia dlo, mas dizem que. lodos os
aclosserao assignados pelos allugadores; e que assim
ficar ludo legal .'
O uosso inllulado medico sem Ululo, ampu.ador
de pernas, favoreceu-nos com sua ausencia, eora di-
zera-me que acha-se emP/io-d'Alho, onde lem urna
grande crinica, (palavra Tette) e onde lem feilo cu-
ras niara illio-as, sendo a mais nolavel a de urna mu-
llier, que por nao ler o que fazer, foi viajar* contra
cosa.
Ainda grassam as bexigns, e dizem-me que as
taes inoculadas teem sute falaes a mai de um.
Estamos com boas esperances de iermos as nossas
ras caljada* e asseadas ; forque dizem-me que a
cmara soparon, um quantilatiyo de qualroeentos p,
lautos bagos. |iara esse fim ; lomara que j chegasse
esse da : mas....o meu mal he o scepticismo. '
< que por aqui est mais barato he o ilinheiro ; se
Uver precisa de algum mande boscar.com lanto que
mande em Iroca farinha, carne, ou n que qoizer,
sendo mangivel.
-Al mais ver. v
. ___,__ (dtm.) .
VILLA TUlARASSi
23 de Janeiro de 185*.
Como 1ie esla a primeira vez que llic cscrevo esle
auno, nao quero deixar de dar-lhe ashoa> testas, e
significar-lbe quanlo desejo, que Vmc. leiiha entra-
do com o p direilo uo novo anno, que Deosqueira,
seja tao cheio de felicidades, como resa cu almanak,
e que algans ris cheguera lambem para minha po-
bre bolsa.
O anno de 1S53 fechou sem eslrondo suas por-
tas nesle termo, mas o mesmo nao fez 1834, qne
abri as suas com alaum eslrepilo, que grujas ao Al-
lissimo, alurou pouco: quera fallar do que por aqui
fez a lei lo censo. A populajo ainda nao conven-
cida, de que o decreto de ISde juuhode18.it nada
lera de oHcnsiro para sua Uberdade, e leimando em

m
<

**


esluptaimente permanecer emuma crenca estpida,
eoulinu adarprovas de hoslilidade ao referido de-
creto. No primeiro dia de Janeiro frrenle apresen-
hram-se na missa paroehial mulas pessoas com ar-
ma ocultas, aQra de pronunciarem-so contra a pu-
blicac,oda iet 9e porventara a houvesse, nolando-se
a coincidencia de aprescnlarem urna creanca para ser
baptisada, e o cadver de outra para ser sepultado.
Felizmente para Iodos nos oenhuma ordem do ge-
verno liavii para se por em execucao o decreto; di-
go Felizmente, porqoo seriamos victimas mudas, se
qualquer cousa pparecesse, visto como nao hav eli-
do aqu forca de qualdade alguma, poderam os
levantados fazer o que bem llies parecesse, sem que
alguem cuidasse em oppoMliesa mais Traca resisten-
cia. Informam-me, mas nao garanto a veracidade
d informarao, que o Moraes de Inhuman fez com
que um grupo, que armado vinlia sobre a villa, se
dispersare, fazendo ver que se acliavam (ludidos,
e que fossem para suas casas; se assim he. admira
que o revolucionario de. 18(8 ja tenlia apagado o fu-
go de suas nrdenles ideas ponto de por esteno a
um promincjamenlo armado, que algum'mal tazia
so governo, que aborrece. Pode mui bem ser, que
o arrependimento de tor concorrido.para tantas des-
granas ou reeeio de mais incommudos o lenha feito
maisajoadn. O cerlo he, que o mo de ludo que
podessa apparecer, seria para as autoridades e para
nos, que absolutamente indefensos, nenlium recurso
linliamns, senao cruzar os bracos ante as cousequen-
cias de frios prejnizos.
Conclu o l)r. Mello Reg com sea ajudsnte
o exime do rio, a que mandou a presidencia proce-
der em cumprmento a uro le provincial; masa
VKtj do que tem dito o engenlieiro e de urna sua cor-
respondencia mandada para a Vniio, estarnos bem
recelosos, de que o governo no mande fazer a obra.
He o Sr. Mello Reg do opiniao que se nao faca a
abertura autorisada pela asserobla provincial, por-
que trazendo ulilidade smente paraa villa, devees-
se melliorameuto ser feilo peja municipalidades no
cnlanlo julgo, que ponessa mesma razio nao deve o
governo deixar de mandar faie-lo.
Nos nao temos ainda lo grande popularlo, e tan-
6 povoados para que desprezemos a villa de Igua-
rass, que por muitos respeitos merece a attengao
do governo: a cinco leguas do Recife, compropor-
efles para augmentar consideravolmente, nao devia
ter ehegado ao abandono em que a vemos, quando
nao queiramos fallar na importancia com que figura
na historia provinciana, de que he lalvez a priroelra.
pagiua. Porque tem Iguarass tocado o ponto de
decadencia em que existe:' Por este maldito indine-;
renliimo, que tem presidido em quasi todos os nego-
cios do Brasil. A accao do governo nao he lao limi-
tada, que nao possa,,contando com tantos recursos,
mostrar-se em todos os pontos da provincia ; porque
Rio Formoso, Nazarelhe Victoria progridem, nao vem Igoarass, Goianna, etc. (car uo esquecimento.
guando se (rala Je estradas|de ferro para o su |, por-
que esta pobre villa nao merece runa rasgadella n'uma
porcao- de Ierra, que torna o no que a turaba. Uto
tortuoso e cstreito? Pois pela razo de figurar urna
exceltenle cadeia na capital, que alias a merece, nao
pode a pobre Iguarass levantar urna casinha, onde
guardem os presos com mais seguranza, sobrando
cgmosobiam-lhe os precisos materiaes? He urna in-
justica que at boje temos sodrido, mas de que espe-
ramos rparaco pelo aclual administrador da pro-
vincia. Os seus antecessores, filhos todos de provin-
cia estranha, naoconheciam ou nao queriam ver nos-
sas necesidades; mas o Sr. Jos Bento que ama
Pernambuco, onde sempre tem vivido, nao limitar
suas providencias a certas localidades. Ilojc o pre-
sidente que quizer perpetuar sua memoria, trate dos
melhoramenlos materiaes de nossa (erra, porque as-
sim ver cada Ieltra de sen nome escripto em cada
pedra das obras que levantar.
A abertura do nosso rio he de palpitante necessida-
de, porque proporcionando o roaaaaercio em maior
escalla para a villa, 'proporcionadle' tambera o seu
incremento. Iguarass precisa multo e muito de ua
cadeia, porque temos um quartinho inmundo, como
j Ihe disse, onde se prendem reos de crimes impor-
taotea, nao havendo, como actualmente, um homem
o guarde." Iguarass precisa de consertos para
sua matriz, que nao olTerece a decencia com que de-
ven) ser tratados os actos religiosos, Iguarass pre-
cisa de urna agencia que faciUte a comrounraro
com essa cidade, o que jle'm sido por vezes recla-
mado, e ltimamente pelb Dr. Adelino, juiz muni-
cipal, queat/jfrereceu-se a dar um agente que ser-
vase da.graca. Iguarass precisa de melhoramenlo
para o recolhimento das freirs, que sendo um esla-
beleeimento pi, que pde em guarda a honra do mu-
ta rapariga pobre, nao deve ser esquecido. Final-
mente Iguarass precisa que o governo por algum
lempo estenda sobre elle seu braco protector, a me-
nos que uan queira que para um futuro,, que lalvez
nao esteja muito ionge. se'diga: all foi a primeira
villa da provincia. Nao sou lao gnnranle, que jul-
gue que ludo se possa fazer de repente, mas desejara
que ao meaos se moslrasse oulad<# e que lento e
lenlo se fussem decrelaudoolmielhoramentos mais pe-
cessarius.
PermUyque repiia, o Brasil (em muito territorio
e pouca populado, e um dos primeiros cuidados de
qm governo zelosoe aman le do progresso de seu paiz,
(aera promover u.adiaulamenlo dospovoados; nao
he gmenle engajando-se colonos com grandes despe-
ga que se conseguir esse fim; prolegendo-se os lu-
gatajes, que prometiera adaiitamento, muKo se eon-
or lambem. lia ueste termo a povoaco de Pas-
mado, que aprsenla algum admolamenlo, e que
maior appresentaria, se o governo livesse lomado a
providencia de dcsapropriar o terreno onde se acha
plantada ; emquanlo for propriedade de Jo9o Vieira
da Cunha nao poder Uorscrr; visto como nao per-
mute esle, que se conslrua senao mui ligeiramenlc,
para lambem ligeiramenle despedir os moradores que
alevam as telhas ; inrormam-me que ltimamente
prohibi que se edifique. Assim, all es( perdida
urna povoaco que poda \ ir a ser urna villa, a nao
eslar em Ierras do eogenho deJoao Vieira da Cunha.
No dia 1" do andante, depois de dous dias de
trabalhos preparatorios, comecou o jury desle termo
i fiincrionar. Compareceram nesse dia i barra do
mal os celebres Filippe de Santiago da Cunha c
Jenuino Celestino da Cruz, conhecidos por Boto e
len, pronunciados pdr urnas poiicas de mortes, que
fe* urna quadrilha, deque erara raeinbrosouchefes..
esidia o Sr. l)r. A|andrc Bernardino dos Res e
a, juiz de direilo da segunda vara do crime da
arca. Permita que mencione os nomes dos sor-
dos- para que chame sobre elles o elogio ou cen-
sura que merecerem.
"epois de recusados por urna e nutra parle os do-
l!mm'")0* I*1 lei- compoz-se o conselho dos se-
les enhorw: Manoel Lqeas de Oliveira.
N'pomuceno Cavalcanli.Manoel Joaquim da
*ca OaUjo. Joaquim dos Santos Ferreira.'
Jos. Francisco Monteiro.-Roberlo (Jomos de Fraga.
Pedro Jorge da Silva Humos.- Geralllo I.ourento de
Siqueira Vare,an.;-juaauim Branco deAlb ,
P,res.-Manoel Cavalcanli de Albuquerque Cadelha.
Manuel Francisco de Albuquerque. Jos Rufino
Coellio Calanho. -
OSr. Dr. Queiroz Fonseca, promotor publico, fez
nina excellenle aecusarao, mostrando que 05 ros
eram com effeilo os autores das mortes mencionadas
oiibello, eque deviam ser punidos comas penas
U artigp 192 do grao mximo; moslrnu que a pena
de morle oau devia horrorizar osjuizes, por ist nUe
era a pena mais convinhavel para deudos daquella
ord*m, e abracada por quasi todos os povos, ainda
oamatt lima como os Estados Unidos.
O Sr. Dr. Serpa Brandan foi o defensor dos ,n-cusa-
dos. Ae meii ver o Sr. Serpa condemnou os seus
clientes, porque dizendo que elles fizeram parle da
revdotfto de 1848, de que proceda o processo, nao
fe mais do que manifestar o seu orgulho por lam-
bem ler andado na revolla, a poni de dizer que era
o sea padrao de gloria.
ao gostei da maneira pouco prudente porque de-
fendeu o.Sr. Serpa, qne podia dizer qu.nto fosse
bem deiemchenles, ^^ acrimonjfl jf fe.
volver cliaga que procuramos s;,rar. O jury con-
demnouo.ro.gal.,pwpeluaSi m;l< 0 advogado
proleUe4f>r rovp jolgamen.o, como lhe permute
a hn,
Se o crime fosse meramente oiiiico, eu seria de
opiaUo que se absolvessem os acensados; porque
quando o governo imperial trata ,ie eslender seu
melo benfico sobre esse passado negro, nao deve-
rlsmosser nsquem fosse descobri-lo; niasesses ho-
mens sao amas feras que se aproveilaram da quadra
da revolla, para pralicorem as mais revolUnles bar-
baridades, e assim seria de pouco senso largar esses
brulos uo seio da sociedade.
No dia 18 compareceu Marcolino Antonio do Es-
DIARIO DE PERNAWBUCO QUINTA FEIRA 26 DE JANEIRO DE 185/.
*
#.


l
pirilo Sanio, para responder pelo crime de reddzir
i escravidao pessoa livrp, previsto no artigo 179 do
cdigo criminal. Foram do conselho os senhores:
Joao Vieira de Albuquerque.Cosme Damilo Jaime
GalvaoAudr Alves da Molla.Joaquim dos San-
tos Ferreira. Manoel Cavalcanli do Albuquerque
Gadelha.Luii Ignacio*h'eicira de Araujo. Jos
Joaquim Ovidio-----Manoel Ignacio da l.uz-----joao
Luiz Antonio da Silva. Alcxandre Ferreira dos
Martvres.Joao Rufino Coellio Caianlio. Estevao
Francisco Pessoa.
Foi o ndvogado da defeta o Sr. Dr. Salcrmo. O
jury absolvcu o acensado por ouze votos. Coiu gran-
de pesar digo-lhe que lia niuilo lempo, ou lalvez
nnca vi um jiilgamenlo lo escandaloso. Um pa-
pel de venda rom leslcmunhas conKecidas, oilo leste-
munhas iro processo, sendo una o proprio compra-
do, a confissao do reo peranleo mesmo consi-Iho nao
foram pravas sullicienles para o animo dos senhores
jurados, porque houve 71101/1 se inleressasse por esse
homem, que por loda defeza diziaiu maluco; uSr.
Dr. Salermo deferjileu-o por commiserario, pois es-
lava convencidodo sua culpabilidade. O juiz de di-
reilo appellou B he de esperar que a relaco do dis-
Iriclo mande Marcolino novo jury, afim de ver-se,
se o novo conselho"mais bem aconselhado nao deixa
passar mnsscandalo semclhanle.
Recollicu-se umdia destes a cadeia, Damiaoda
l.uz. que depois de malar, dizem, que por brinca-
deira como j lhe disse, um seu camaaada con um
tiro de espingarda, poz-se ao fresco por contar com
certas proteccoes; agora sabendo que 0 jury eslava
reunido, veio apresenlar-se i prisao, contando que
as mesi.nas proleceoeS o pozessen. na ra ; porcm.sa-
hio-lhe o anuo bissexlo; porque nao estando o seu
processo preparado, vai passar algum lempo na ca-
deia de Olindn al que baja outra sessao do jury.
Como lodos seus correspondentes lhe fallara no
prego dos vveres, nao quero deixar de Hzer-lhe,
que temos lido carne fresca do doze a qualorze pata-
cas, que a farinha deseen de 180 rs. para 440 rs., e
que o milho veude^se por 240 rs. a cuia. .
Basta por boje de massada, quo desculpar
em allencaoao tempo, que nao lhe escrevo.
Saudee felicidades lhe desejo sinceramente.
(Idenul.
Victorla 23 de Janeiro de 1854.
Em miuha qarta de 8 do correte fiz ver a Vmcs,
que durante as novenas do nosso padroeiro, o gloriosf
Senhor Santo Antao, feriamos chrisma, e que o que
rendesse o Exm. hispo linlia applicado para os obras
da matriz desla cidade, porm nada dislo aconleceu,
TorqueoExm. Sr. hispo nao concedeu.ao vigario a'
licenca para haver o chrisma,e por consequencia me
relralode quanloalli disse'a respeito.
O auno passado participei-Ihes de 11111 liro que sof-
frei^Manoel Jos dos Santos morador em Bocea da-
Mala desla comarca, e do qual depois de dias mor-
reu ; dizem que o matador, que lambem j morreu
de lacadas em Pajeu, declarara que linha feito esta
mprle 11 mandado do Elesbiio Carlos da Slva.e de A-
gostinho de tal ; em virlude, pois dislo, foi preso por
ordem do delegado de polica o tal Elisbao, e mais 3
individuos que com elle cstavam, e que (em estado
presos para averisuacoes de polica, lendo de seren
3 afinal sollos por nada apparecer contra elles.
Coosta-me que o delegado de polica nfficiara aos
subdelegados do !. c dislrctosda Escada, para
dissolverem a (eir de Frecheiras, e que o do 2."idis-
Irctoleu parle de doenle, e igualmente os seussup-
penles, e que o do 1." districlo requisilara ao dele-
gado a forca de um dos destacamentos volantes, para
poder fazer a diligencia difficilem rem puUulatti
sobre o pretexto de nao se liar na forca dos seus
dstrictanos, e assim nada pode o delegado fazer por
esta vez, conservahdo-se mero expeclador da insu-
bordinado e desordens pralicadas pelos Frecheren-
ses em sua felra.
Os nossos poyos na verdade eslao amamenfados
com esse le^le, a forca do raciocinio pouco os con-
vence, e so a forca bruta he que faz conler os seus
xcessos, eos faz entrar em seus deveres; por tanto,
fallando esla a auloridade seja ella qual for, lera
de fazer urna figura triste.
Honlem leve lugar a Testa do nosso glorioso pa-
droeiro, cuja.missa toicelebrada pelo Sr. deao a
festa eslevo expleudids, o prgador foi o Sr. padre
Capislrano, epoeconseguute j ve Vmc. que o ser-
mao foi excellenie; a igreja ficou cheia a ponto de
nao receber mais alguem dentro de si; por quanto,
desde a penltima novena para aqu auluiram mu-
tas pessoas, e mesmo algumas familias por causa das
caviflhadas que houveram lugar nos dias 20 e 21 e
lerminou a funecao com procssao e Te Deum lau-
damut, rogos de vista, e S haloes aeroslalicos, e sem
que bouvesse a menor desordem ou dissabor,
A Iranquillidade publica nao tem sido alterada,
os genero de primeira necessiJade vao na mesma
caresha, e he quanlo tem a informar-lhe por esla
vez V rictoriense.
____ Udtm.}
BEPABTIAO?*DA FOiaCIA.
-Paite do dia 24 de Janeiro.
illm. e Exm. Sr.-^Parlicipo a V. Exc. quedas
parles-boje rccebidasnesla repartido', consta lerem
sido presos : ordem do delegado do nrmeiro dis-
iricto desle termp, Feliciano Birnarduio da Silva
por crime de estelionato; i ordem do subdelegado"
da frcgueza de S. Fre Pedro (oncalves, Flix
Francisco.- pelo crime previsto 110 arl. 209 do cdigo
penal; a ordem do subdelegado da freguezia de S.
Anlouio, o preto l.uz, cscravo.de Joaquim Marinho
por espancamenlo; ordem do subdelegado da fre-
auezki da Boa-Visla, o prelo Silvestre, eseravo de
Josefa de Queiroz, por fermentos: e i ordem do sub-
delegado da freguezia da Varzea o pardo Jos Fran-
cisco, para averiguacoes poliriaes.
Dos guarde a V, Exc. Serrelaria da polica
Pernambuco 2i de Janeiro de 18,'irIllm. eExr
Sr. conselheiro Jos Bento da Cunha c Fgoeredo
presi.lenle .la provincia.O desembargador Ca
tao Jos da Silca Santiago chefe de oolcia -
lerino. r
Assucar mascavado regulara ISjO rs. porr-
rona. ,
Dito dito escolladoa 1700 rs. por arroba.
Ucsconla de letras de t> mezes 12 ao auno.
_ ALFANDSA.
Rendiracnlo do da 1 a 2*. .
dem do dia 2j ; .
. 29:4'i27:t
. 20:668.3401
2.50:113*674
, Detcarrrgam hoje 26 de Janeiro.
uriguc sueco Selma ferro e caderas.
Barca ingleza .Cruzador lijlo c'louzas.
Hialc brasleiro la-Noto Olinda mercaduras.
Patacho brasleiro Ilenrii/ue diversos gneros.
--cuna lianiburgueza Edard mercaduras.
Escuna brasileira .Inelina vinho e azeile.
de
Exm.
th
COEIESPOUDEJICU.
Adrede, no dominio das conjecluras, se me atlribue
a paleniidade de correspondencias, inseridas em al-
guns jornaes da Babia, que concernm aornegocios
pliblicos desta provincia.
Esto juzp, que poderia nascer de um erro todo oc-
casional, como o do astrnomo que, pela iongnqui-
dade dos objeclos, er reaes movmentos apparenles,
e estavelo que se move, conlrsta-me dizer, que be
parto aborlivo de malignos espiritse sdenlo* de-
sejos de me iancarerii nos vrtices das odiosidades-
infernal machina de guerra movida por damnados
arMeros
A lingagem picanie, forle e vchehenlo deslas
correspondencias, lilha lalvez de reientimenlos, pro-
vocasocs e ultrages, Taz u brjlhanlc contraste com
a daquelle, que loma por apanago a moderarlo em
suas opiuOes, e um respito, quasi supersticioso,
pelas reputajoes alheias.
Al ha bem pouco um senlimento enrgico de-dig-
ndade ordenava-se o sleneio. Mas hoje, que certa
de imperar esla raxap, pela volla do segundo vice-
presidente aos"Irabalhos inglorios de sua lavoura e
cessaco de sua administrado, que servio de Ihema a
laes correspondencias, levanto um dique progres-
so de tao miseravel ardil, prolcslaimo solemnemen-
te contra a sua calculada palernidade, com b desafio
formal aos Srs. redactores de laes jornaes habanos
de conlestarem minha asseveraco.
Nao veja porm alguem nesla prolestarao franca,
sincera e leal, o reeeio da lingagem c.vnca, sarcasli-
ca e viperina de algum Levita, e scs feros de le-
vantar veos, que,.laucados de proposito para enco-
brirem a belleza, deixara todava por entre as ma-
llas de sua rede, escapar a elegancia das formas,
porque lambem laucadas cerleiras pdem deitar a-
baixo a viseira do Lenta, que, enrolado 110 boloren-
lo capote do anonymo e com o punhal disfarcado da
calumnia, lem gravemente ferido a militas repula-
eOes, que lhe sao em ludo superiores; e nem o reeeio
do veneno de alguma serpenle, semelhanle a Seheieu,
que, tomada de raiva e assanho, l.wou de si lama-
nha quanlidade delle sobro a terra,-que nenhuma
alma vvente lera escapado, se o dos Sva, toman-
do a forma humana, nao o livesse absorvido lodo;
porque na pureza de meus artos e moralidadc de m-
nlias acjiies encontrar sempre o seu poderoso an-
udlo.
Declinando de mm a palernidade de laes corres-
pondencias, compraz-me declarar, que assim obro
por cnnlemplacao nicamente i algumas pessoas,
neltas envolvidas, a quem trbulo araizade e res-
peito.
Rogo-vos, Srs. redactores, a insercao deslas poucas
linaas mi- olumnas do vossn (o lido Diario.
Parahiba 16 dejanajro de 1834.
Anio Salathiel Carneiro da.Cunha.
~~ COMMERCa
****"uriavil tjuc uib|juc i ici ]i|-ii\ inri.ii n. ou.^jHllIorm
2tt:&^&s!fc secre,ari- An'ni" **** ^'-^0.
gninte :
I barril carne ; a A. Yotile.
: "-;-" *..... .- ..%. cirt, em (.'uui|irinieuio na resumidlo na lunla da fa-
J&TJSX22 iXK8.' embruliio m"^-publico, que no dia 26 de janei-
objeclos para cama, 1 caixn culilaria, escovas, fazen- ro Prosimo vindouro.vao novamenle a praca para se-
da de cor etc.; a Poingdestre. rem arrematadas a quem por menos fizer, as obras
I raixa sellms franczes, 2 .litassedas, 1 lardo nan- ,. 1 Z
ide laa, I volumee 1 cmbrullio amostras. 1 caixa Meesa,ri "** J'0 ao aCde de Caruar,
podc laa, I vulumee 1 embriilho amostras, 1 caia
tecidos de laa ; a J. Keller cv C.
8 barris vinho do Porto e Xerez ;. 11. Wyall.
30 caixas queijos ; a Fox Brothers.
1 caixa lencos de Seda e de algodSo. 1 dita escovas,
navalhas, afiadores, e pomada; a L. A. de Si-
1 caixa conservas ; o ordem^jl
1 caixa tecidos de seda ; a I. t. 6ensh .
1 cniaa objeclos francezeS ; E. Burle.
1 caixa vasosejoias francezas ; a L. l.econte Fe- mente habilitadas.
ron 5 C,
I caixa joias ; a F, Souvage. \
42 barris semilhas; ao capitao.
1 aneprela vinho.; a Jos Mara Borges.
30 barricas milho, 30 barricas e 77 saccas feijao. 16
barricas nozes, 23 dilas Tarinha americana, o dilas
caslanhas, -4 saceos grao ds bico ; a Oliveira Innao
& C.
CONSULADO CERAI..
Itendinieulo do clia 1 a 24 -30:030*489
dem do dia 2>........ 9:40!1>063
1> para constar se mandou afliiar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
secretaria da thesouraria provincial de Pcrnaiiibu-
ibro de 1853.O secretario,
Antonio Ferreira da Anmnciacao.
Clauulatespeciaes para a arrematado.
1." As obras necessarias a fazer-ee junio no acude
le Caruar para evilar-se as filtrac,Oes, serao execu-
ladasdcconforniidadocomo orcamonlo approvado
fel uirecloria em conselho e apresenlado a appro-
yay.o do wn. Sr. presidente da provincia na im-
IMVERSAS PROVINCIAS.
Rendimeiitododiala21.....4:H!)J72I- porlancia de 1:9808000 rs.
dem do dia 23.......172S37JF
4:32230%
Exportacao-.
Canal por Macci, briguc* ihglez Spray, de .343
toneladas, conduzio o secuinte : laslro de pedra.
UECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenln do dia 25 ..... 639S437
Rendimento do dia
dem d dia 23
'CONSULADO PROVINCIAL.
1W'. .
37:0318947
2:1705263
39:2025210
MQVIMENTO DO PORTO.
A'acioj entrados no dia 23.
Assii9 dias. patacho brasleiro Hermina. capitao
Jos Luiz Brrelo, carga sal e pallia. }/eo largar
o pralico esegu para o Rio de Janeiro.
dem8 dias, brigue brasleiro Paqaete.de Pernam-
buco, d 191 toneladas, capitao Antonio Fernan-
das Loureiro Jorge, equipagem- 13, carga sal ; a
Mauoel Goncalves da Silva.
A'aros salados
MarselhaBrigue fun
. sy, carga assucar.
Rio de JaneiroEscu
capitao Joaquim A
carga assucar e maS
misino dia.
t Ernest, capitao Bos-
isileira Soviedade Feliz,
.1 Goncalves dos Santos,
leros. -Passageiros. Jos
Francisco Rodrigues, Clara Mara.
CorkGalera ngleza Jannet, cnm. a mesma carga
que Irouxc. Suspcndeu do lameirao.
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
em cumprmento daordem do Exm. Sr. presidente
ila provincia d'3do corrc-nle, manda fazer publico,
que no dia 26 d* Janeiro prximo \indouro,' vai no-
va inenle a, pifC para ser arrematada a quem por
menos fizer,-aobra do anide ile Paje de Flores,
avaliada em 3:I9(!-(KM) rs.
A arrevoi HSo ser fcita na furnia dos arts. 24 e
27 da leiorovincial n. 287 de 1" de mao de 1851,
e sob as clausulas especiaes abai copiadas.
As pessoas que se propozerem \ esla arrematacao,
comparecam na sala das sesSoes/da mesma liiou-
i-aria no dia ,-icima declarado, pelo inco dia, conipc-
tenlemcole habilitadas.
E para conslar'se mandou affixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco, H dedezembro de 1833. 0;secrelario,
Antonio Ferreir^ ttAnnunciacao.
Clausulas especiaes para, a arrematacio.
1. As obras desle acude seriro fcilas de confor
midade com as plantas e orcamento aprasenladc :.
approvacao do Exm. Sr. presidente da provincia na
importancia de 3:I90?}000 rs.
2. Estas obras deverao principiar no prazo de
dous mezes, e sero concluidas no de dez mezes, a
contar conlorme a lei provincial 11.286.
concluido a melado da obra ; a segunda igual a pri-
meira, depois d lavrado o termo de lecebimenl
t- -------------------------------- tlilllUJIU un UII.IIIH
provisorio ; a tercera finalmente de um quinto de- abaixo declarados
pois do recebimenlo definitivo.
4.a O arrematante ser obrigadn a comhiunicar
reparlicilo das obras publicas com antecedencia de Boa-Vista e Ex, por
30 dias o dia fixo, em qne lem de dar principio
execucao das obras, assim como Irabalhar seguid
mente durante 15 das, afim de que possa o eug_
nhero encarregado da obra assslir aos primeiros
Irabalhos.
5."
Clausulas especian para a arrematacao.
1.a Os Irabalhos da conservado permancnleda es-
Irada da Victoria sero executados de conformida'de
com o orcamento approvado pela directora cm con-
selho, o apresenlado a approvacao do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, pelo lempo de um anno, e na
importancia de5:517$600.
2.a O pagamento da importancia d'arrcmalacao
ser dividido em prestaees mensacs de urna duod-
cima parte, visla do certificado passado pela di-
rectora das obras publicas.
3." Para Indo o que nao esliver determinado lias
presentes clausulas c no orsamento, seguir-se-ha o
|ue dispon a le provincial n. 286.Conforme.__ O
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
al, em cumprmento da resolucSo da junta da Ta-
avaliadasem 1:9808000 rs
A arremetacao ser feita na forma dos arts. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851.
e snb as clausulas especiaes. abaixo copiadas.'
As pessoas qne se propozerem a esta arrematado,
comparec,am na sala das sesscs da mesma junta, no
dia cima declarado, pelo meio dia, compeiente-
2. As obras principiarao no prazo de um mez e
terminaran no de dous, contados conforme o arl. 31
da lei n. 286.
3." A importancia da arrematacao ser paga em
duas prstacoes iguaes, sendo a primeira quando
houver feilo a roelade das obras.easegunda na occa-
siao do recebimenlo. l
1. Para ludo o mais que ngo esl especificado
as presentes clausulas, seguir-se-ha a lei 11.286.
Conforme.O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumpriinenlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 26 do corrente, manda fazer
publico, que no dia 26 de jaueiro prximo vindouro,
vai novamenle a praca para ser arrematada a quem
por menos fizer. a obra do melliorameuto do rio
de Goianna, avaliada em 30:6008000.
.A arrematacao sera feila na terina dos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1831,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematacao,
comparecam na sala das sessocs da mesma junta
no dia cima declarado, pelo jueio dia, competen-
temente habilitadas.
E para constar se mandou auixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretara.da thesouraria provincial de Pernam-
buco, 17 de dezembro de 1853. O'secretario, An-
tonio Ferreira d'Annunciacao..
Clausula/ especiaes para a arrematacao.
i. As obras do melhoramenlo do rio de Goianna
rar-se-hao de coutermidade com o orcamento, plan-
jas e perfis.approvados pe(a directora em couselho.
e apresenlados a approvacao do Ettn. Sr. presiden-
te da provincia, na importancia de 30:6008000.
2. O arrematante dar priucpio as obras no pra-
zo de tres mezes e as concluir no de Ires anuos,
ambo contados pela forma do artigo 31 da lei o
286.
*
3.a Durante a execucao dos Irabalhos, o arrema-
tanl ser obrigado a proporcionar Irausito as cano-
as e carcasas op pelo canal novo-ou pelo' Irilho ac-
tual do rio.
4.' O arrematante seguir na execucao das obras,
a ordem do Irabalho que lhe for determinada pelo
cnsiilicirdl g.
'>.' O arremaifte ser.i obrigado a apreaenlar 110
fim do piiineiro'anBo, ao menos, a quarla parte das
obras pronipta e oiitrn tanto no fim do segundo an-
no, e fallando a qnalquer dessas condicoes pagar
uma'mulla de 1:0008000.
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira
4'Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
.... -------- ----- ai. uisprcioi n,i inesoiiraria nrovin-
3.a A importanoa desla arrcmalar-o ser paga cial, em cumprmento da resoluto da junta da fa-
em tres presiacoes da maneira seguinte: a pri- zenda. manda fazer publico, qua no da 26 do janei-
meira dos dous quintos do valor lolal, quando ver ro prximo vindouro. vai novamenle
conrtiiiim .1 m..l i.l.i .1.. ..I..-.. ........... i.. !___, _..
a praca para
i- er arrematado a quem mais der. o reiidimenlo do
lo imposto da dizimo do gado cavallar nos municipios
Limoero, avallado aiinualmente por
a Brejo, por
588000
508000
1988000
A arremaac.ao ser feiia por tempo de Ires annos,
la- acontar dol.de julho de 1853 30 de junho de
e- 1836.
Os licuantes comparecam n sala das sessoes da
mesma junta, no dia cima declarado, pelo meio dia,
. "" juma, no uia cima ueciaraiao. pelo mciu
rara ludo o mais que nao esliver especificado com seus fiadores competentemente habilitados.
P.l'llllK rl:UI'llii ronnip aua },,. >.. J_J____* r<
i-KACDO RECIFE 23 DE JANEIRO AS 3
._ JblORAS DA TARDE.
^Xoiaffe's ofdciaes.
Cambio de lelras sobre o Ro de Janeiro a 15 diasa
2 e a 1 3|4 % de descont.
Descont de letra a vencer em poneos dias121 ao
anno. r
as presentes clausulas seguir-se-ha. o que determi-
na a lei provincial B. 286 de 17 de maio de 1851. .
Conforme.O secretario, j ^
Antonio Ferreira d'Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial
em cumprmento da resoluco da junta da fazendat
manda fazer publico, quano dia 26 de Janeiro pr-
ximo vindouro, perantn mesma junta, vai ilova-
menle praca para ser arrematada'a quem por roe-
nos fizer, a obra do acude da povoaco de Bezer-
ros, avaliada cm 3:8448500 rs.
A arrematacao ser feita na forma dos arls. 24 e
27da lei, provincial n. 286 de 17 de mao de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
A"s pessoas que se propozerem a esla arremata-
cao,, comparecam na sala das sessOes da mesma jun-
te no dia cima declarado, pelo meio dia, compe-
tentemente haheliladas.
E para constar se mandou alDxar o presente c
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 21 da dezembro de 1853. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciarao.
Clausula/ especiaes para a arrematacao.
1. As obras d|^ acude, sero feilas de confor-
midade com a pAc orcamento, approvados pe-
la directora em coHstlho; capprcsenlados a appro-
vae,ao do Exm. Sr. presidente, importando em
3:8448300 rs.
2. O arrematante dar cornejo as obras no pra->
zo de 30 dias e terminar no de seis mezes, conta-
dos segundo o rt. 31 da lei u. 286.
3.' O pagamento (Ja importancia da arremalaso,
ser dividido em tres parles, sendo urna do valor de
dous qoinlos, quando houver feilo melade da obra,
oulra igual a primeira quando entregar provisoria-
mente, e a terreira. de um quinto, depois de urm
anno, na occasiaa da entrega definitiva.
4. Para ludo o mais que nao esliver especifica< Jo
as presentes clausulas, seguir-se-ha oque delcr-
mna a lei o. 286.Conforme. O secrelario,
. Antonio Ferreira d'Ai&unciacao.
O Illm. Sr. inspector* da thesouraria pru vin-
elal, cm cumpriinenlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, manda fazer publico, q-je no
dia 26 de Janeiro prximo vindouro, vai nov: enle
a praca, peraule a junta da fazenda da mes- .na lhe
souraria, para serem arrematados a quem p( jr menos
fizer, os Irabalhos da conservacao da eskrada da
Victoria, avallados em 5:5178600.
A arremtelo ser teila por lempo de u m anuo, a
contar do da em que o arrematante Ion wr conta
da estrada, e sob_ as condicoes 'abaixo cop adas.
As pessoas que se propozerem a esla ar remalaco,
comparecam na sala das sessoes da mesma junta, no
dia cima declarado, pelo meio dia, r inpeleiitc-
menle haheliladas.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretara da thesouraria provincial, <1e Pernam-
hoco 17 de dezembro de 1853. 0/secrelario, A.
Ferreira d'AnnunciarBo.
E para constar se mandou affixar o presente c pu-
nrfr pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 17 de dezembro de 1853.TO secrelario,
Antonio Ferreira da Annunciacao.
O Illm. Sr. iospeotor da thesouraria de fazen-
da, manda fazer publico, que da dala deste a 30 dias
serao arrematados peraule a mesar thesouraria. e
a quera mais'dr nos termos do alvar de 14 de Ja-
neiro de 1807 as trras materiaes e mais perleuces
da cape Un vaga de NosstSeuhora do Socorro, cita no
cngeiilio Soccorro da freguezia de S. Amaro de Ja-
bnaiao :,peIoque as pessoas que quizerem licitar, de-
verao comparecer na sala das sessocs da referida Ihe-
souraria, as II'.' horas do dia 21 de fevcrero pr-
ximo futuro ; advertindo que a arremalaso ser fei-
ta a dinheirode contado.
Secrelaria da thesotararia de fazenda de Pernam-
buco 16 de Janeiro de 1834.O oflicial Inaior,
limitio Xavier Sobreira de Mello. .
1,825 peunas de canco.
16 tinteiros.
11 areeiros.
20 excmpfares de linlias curvas c recias.
I panno morluaro.
200 pares de chnelos rasos.
2 copos de vdro.
Ouem quizer vender laes objeclos, aprsenle suas
proposlas em carta techada na secretara do conselho
administrativo, as 10 horas do da 30 do corrente
mez.
Secrelaria do con'sellio administrativo, para ter-
necimenlo do arsenal de guerra, 23 de Janeiro de
1854. Jos de frito Ingle:, coronel prosidenle.
Bernardo Pereira do Carino Jnior, vogal e .se-
crelario. 1
A capitana do porto desla provincia convida a
lodos ospossuidorcs de embarcaroesdegualquer qua.-
lidade ou lote que sejam, qur sjam de uso publico,
qurdeuso particular, assim como aos individuos
aellas empregados, para que solcilem as compelen-
tes licenras aunuaes e matriculas al o dia 31 do cor-
rele mez, das quaes deverao andar munidos; pre-
veui;ido-os que dessa data em dianle todo e qualquer
que for encontrad.1 sem que lenha satisfriio as dis-
posiroc. di arls. 73, 7,4, 75 e 76 do regulamcnto das
capianas mandado exeeular pelo decrelo 11. 447 de
19 de maio de 1846. ficar sujeilo as penas indicadas
no ultimo los rilados arligos, e para que se nao alle-
gue ignorancia, faz publico a presente anuuncio. Ca-
pitana do porto de Pernambuco 16 de Janeiro de
1834.O capilao-lerente,
Fiisiario Antonio dos Santos.
A Ihesouraria irovincial, em cumprmento do
ordem do Exm. Sr. presidente da provincia de 10 do
corrente, tem de compraros objeclos abaixo declara-
dos para o corpo de polica.
Secretaria do corpo.
1 sineted'armasc seus perlcnces.
2 armarios para o archivo, altura 10 palmos, lar-
gura 7d.;tos o 14 polegadas de Tundo.
2 mesas com gavetas para escripia, comprimenlo 8
mimos, largura 3 ditos.
If 2 escrvamnhas de metal.
12cadeiras de palhinha.
Osa da ordem.
1 mesa grande com gavetas, comprimenlo 12 pal-
mos, largura 5 ditos.
Wcadeiras de palhi-jha.
6 mochos.
2 cscrivaninhas di metal.
Estadu-uiaor. ____. .
I mesa grande, comprimenlo 12 palmos, largara
i. ditos 4
1 dila pequea com gaveta comprimenlo 6 pal-
mos, largura 4 ditos.
2 marquezas de palhinha.
12 cadeirasdedita.
1 escrivariinia de metal. ,
2 lanleruas de hroaze.
1 lalha para agua.
1 pucaro de cobre.
Guma 1..! quarltl.
1 barra de madeira.
1 mesa pequea, coinprimenlo 6 palmos, largura
4 ditos. '
1 tarimba.
1 candieiro de cobre. '
1 lina para agua-...
1 pucaro de cobre.
Reparlirio do quarlel-meslre.
1 mesa com gaveta, conipiimento 6 palmos, lar-
gura 4 dlos.
2 cadeiras do palhinha.
1 marquezadla.
2caxoes grandes para Tardamente, comprimenlo
8 palmos, largura 4 ditos,altura 4 uilos.
1 escrivaninha de metal.
4 sarilhos de 50 armas cada um.
Para cada companhia.
1 cusan grande p-ira fardamenlo, comprimenlo 8
palmos, largura 4 ditos, altura 4 ditos.
2 mesas pequeas com gavetas comprimenlo6
palmos, largura 4 ditos.
2 lamboreles. ,
2 linas para agua.
2 ps de ferro.
2 carrinhos de mao.
2 pucaro de cobre.
2 barras de madeira. #
2 sarilhos para 50 armas cada um.
2 candieiros de cobre.
1 barril para conducraod'agua.
As pessoas a quem com ier vender laes objeclos. a-
presentem suas proposlas em cartas fechadas na se-
cretaria da mesma Ihesouraria, al 26 do corrente,
advertindo que os objeclos de madeira, serao todos
de amarello. v
Secretaria da thes< arara provincial de Pernamhu-
co 14 de Janeiro de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciacao.
r- O Sr. director do lyceu desla cidade "manda
fazer publico, que as matriculas do mesmo lycei
a cha 111-se aberlas do dia 15 al o lim do correar-
e no dia 3 de fevereiro vindouro tem deprincipi
os Irabalhos. Directora do Ivceu 10 do Janeiro _
1854.O amanuense, Hermenegildo Marcellino de'
Miranda.
Para conhecimenlo de quem possa uteressar,
se faz publico, quo pelo capataz da cslacao do Cupe,
foi remedida a esla repartirlo nina jangada de pes-
caria que all fora lomada a uns individuos lucpei-
'.os ; prevenindo-.se que de hoje a 30 das nao appa-
recendo dono, ser vendida' na porta do almoxaritedo
do arsenal de marinha, para-salisTazer-se as despezas
que se houverem feilo. Secretaria da capitana do
porto de Pernambuco 5 de Janeiro de 1854.No im-
pedimento do secretarioyoiio Roberto Augusto da
Silva. -
O Illm. Sr. capitao do porto, para lornareffec-
livas as dsposices do regulanienlo dus capitanas dos
porlos, mandado pi em execucao pelo decrete im-
perial de 19 de maio de 1846, manda, para conheci-
mento dos interessados, publicar os arligos'seguiutes
d mesmo regulameilo.
Art. II.Ninguem peder dentro do liiloral do por-
to, ou seja na parte reservada para logradouro pu-
blico, ou seja "na parte que qualquer lenha alorado,
construir emba cacan de coberla, ou fazer cavas para
as fabricar encalhadjt sem que, depois da licenca da
respecliva cmara mfnicipal, oblcnha a dp capilao
do porto, o qual a nv dar sem ler examinado se po-
der ou nao resultar dahi algum daino ao porte.
Arl. 13. Ninguem poder fazer aterros ou obras
no liiloral do porto, ou ros navegaveis.sem que lenha
oblido licenca da cmara municipal, c pela capitana
do porto seja declarado, depois de feilos os devidos
exames, que nao projudicam o bem estado do porto,
ou ros, ainda mesmo os estabelecimenlos tiacionaes
da marinha de guerra e os logradooros pblicos, sob
pena de demolicao das obras, e mulla aleiu da ndeni-
nisacan do damno qva liver causado.
Art. 14. Ninguem poder depositar madeiras as
praias nem conservar nellas, ou nos caes por mais de
cinco dias, ancoras, oecas de arlilharia, amarras ou
oulros quaesquer objeclos que embaracen) o transito
e servjdao publica, ainda qu lenha licenca da c-
mara municipal. E quando para o deposito e demo-
ra de laes objeclos der licenca o capitn do porto sem
Iirejuizo da sobrediLi servidao, s se poder fazer da
i.ilenle da preamar das aguas vivas para rima. Os
contraventores, alm da mulla a-que forem sujeit-
pelas posturas da respecliva eamara municipal, serao
Ohrigados a fazer escavar, qnalquer arca, que se acu-
mule cm detrimento do porto.
Secrelaria da capiania do porto de Pernambuco 3
de jaueiro de 1853.No impedimento do secretario,
Manoel Ambrosio-da Cbnceicuo Padilha.
Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
blico, que no correne mez de Janeiro leve principio
a cobranca dos impostas abaixo declarados, perteo-
cenlesao anuo financeiro de 1853 i 1854: imposto d-
3 por cento, dito de casas de vender bilhetes e caule
lasde loteras de oulras provincias, dito de casas de
mudas, dito de casas'de jogo de buhar;
Arsenal de" marinha. '
Resumo das quanlias que foram entradas na Ihesou-
raria da fazenda, durante os seis mezes de julho
dezembro do anno (indo, pelos soccorcas prestados
por este arsenal a diversos navios, assim como das
mullas, que em dito tempo foram impostas pela
inl'raccao doregulamento das capitanas.
paite do sefi cariegamento ; ainda rece1
be alguma carga, esclavos a frele e pas-
sageirfts, para o |itege tratara-cotn Ma-
noel da Silva Santos, na i\ia da Cadeia n.
40,ou com o capitao na piaca.
Para a Baliia vai Sabir em poucos
dias o hiate nacional u^melia>i; jara o
resto da carga e passageiros, ttala-secom
Novaes &Companliia, na ra do Trapich
n. 3i, primeiro andar.
Para o Porto com presteza,
o novoe vrtleiro brigue pbiluguez frperanca, pro-
cedente da Babia, vem a este porto receber a maior
parle do seu earreganieulo, queso acha prompla e a-
penas tem pequef o vao para diminuta carga a frele.
Tambem ofTerr-ce ptimos enmmodos para passagei-
ros : os pretendemos dii ij in--e ao cscriptorio de Ral-
lar & Oliveira, ra da Cadeia Velha 11. 12.
Para Lisboa a barca porlugueza Gratidao pre-
tende sahir com brevidade : quem nella quizer car-
regar ou ir de passagem, para o que tem aceiados
commodos, enteuda-se com os.consigiialariosP.de
Aquino Fonseca 1 Filho, na ra do Vigario n. 19,
primeiro yidar, ou com o capilao ra prara.
. Para o Aracaly segu com brevidade o hiate
Parahibano : recebe carga e passageiros : Irata-se
com Caelano Ciraco da C. M. 1 lado do Corpo San*
lo, loja de massames n. 25.
Para a Bahia.
Seguir em poucos das, por ler a maior parle da
carga prompla, a escuna I eremos, para o restante e
passageiros trala-se com Jos Baptisla <|a Fonccca
Jnior, na ra do Vigario n. 4 primeiro andar.
Para o Riq de Janeiro,
segu impreterivelmenle no dia 29 do corrente a ve-
leira escuna nacional Linda: para passageiros ees-
cravos a frele, trala-se na ra da Cruz, .g 28, pri-
meiro andar.
Para o Aracaty.
Segu em poucos tas o bem ronhecido hiate Ca-
pibaribe, mestre Antonio Jos Vianoa, por jaHrl-
guma carga prompla: para o resto e passageiros, tra-
la-se na ra do Vicario, n. 5.
Geara', Maranbao' e Para'
Segu em poucos dias o brigue escuna nacional Ar.
celiua, ja lem a inaior parle da carga engajada, o res-
tante trala-se cooa u.ejogjgnalario Jos Baplsta da
Fonseca Jnior : na rTdo Vigario, n. 4, primeiro
andar.
Para os porlos do norte al o Cear, patacho,
nacional Amargoso: para carga e passageiros Irata-se
com o meslre a bordo, ou corr Bernardino Jos Mon-
leiro, na ruado Cueimado n. 41.
iiiuk>iI)eja\eirodkis:;.
ULTIMA RECITA DA ASSIGNATURA.
Depois que os professores da orcheslra eexciilarem
urna bellissima nuvi-rlura, composico do Sr. Oresles,
a companhia juvenil Ihalionseeulerpina representar
o sublime nielo-drama semi-saern pastoril, dividido
em 2actos eb" quadros, queso intula
EEVELA?A0
DO
jVATALIC 111M 31ESSIAS.
A accao passa-se na Juda, nos afrabaldes da cida-
de de Belein.
A poesia, a msica, a dausa e as decorar;0e8 s3o
producjOes dos Srs. Modeste, Oresles, De-Vecchy e
l)ornellas.
Depois do (erceirn quedro b Sr. Joao Jacinlho Ri-
beiro, por obsequio, cantar a applaudida cavatina
da
O abaixo assignadu, lendo em vistas dar urna
salisfacaoao publico, sobre o anrinncio que no Dia-
rio do honlem sabio, firmado pelo Sr. Delfino Mi-
guel da Cosa ; e nao o podendo fazer, sem primeira-
inenle sr justificar peranteos tribunaes, (segundea
provocarle (lo mesmo Sr.) muito breve o espera fa-
zer. prevalido que o credor 4aSr. Delfino, da quan-
la aniiunciada, e epillielos laes.como em seu annuu-
rto lhe arroga, s homens como o.Sr. Delfino saodel-
les digno. O abaixo assignado nunca precisou de
mascara, e por isso Iha Iranfere para que S. S. della
se v servindo, al quo pro ve ao ahaiio assignado
nada dever. /JoniW Cesar Hamos
A pessoa que annunciou para" ser caiieiro de
qualquer estabelecimeulo. no caso que queira ser do
urna taberna, sendo de boa conduela : dirja-sea roa
da Koda casa terrea n.52, onde se dir quem qoer.
DEGLMaAQd*ES.
Aeal compaobia de paquetes inglezes
a vapor.
No dia 31 deste mez,
espera-se da Europa
um dos vapores da
rompanhia, o qual de-
==-ae; t-ii-----it~ pois da demora do cos-
tunie seguir para os portes do Sul: para passageiros,
Irata-se com os agentes Adamson llowie & Compa-
nhia, na ra do Ti a piche Novo, n. 42.
O conselho de administrarlo naval controla pa-
ra os navios armados e mais estabelecimenlos do ar-
senal o fornecimenlo dos gneros segnintes: arroz
branco do Marauhao.aguarderite de 20 graos, assucar
branco de primeira sorte, carne verde, farinha de
mandioca, feijao r.nlalinlio, pao, bolacha, tnurinlto
de Sanios, azelc de arrpalo, velas slearinas ,
pelo que cWida-sc aos interessados em dita forne-
ciinenloa curupareccrcm asl2horas do dia{28 do cor-
renle na sala das sesses do mesmo conselho, cora
suas amostras c- propostas. Sala das sesses do conse-
lho d'admjnislracao naval em Pernambuco 2 de Ja-
neiro de 185!.O secretario Christovo Santiago
de Oliveira. ^
Por oidem^Hkiiselho dcdireccAo do banco de
Pernambuco, s^^Bublico que vao ser vendidas 13
accoes coi re: po'lBanBH ; quantia de res 2:6005000,
que falla 1 ealisar par 'completar a primeira presla-
c.lo de 20 por cento da segunda entrada de capital.
Os pretendentes as mesmas accoes podem dirigir suas
proposlas em caria fechada ao conselliodedirecrao,
al saldiado prximo futuro.
O conselho administrativo, em virlude dcautn-
rsaces do Exm. presidente da provincia, lem de
comprar os objeclos seguillcs :
I liaste parahandeira.
21)'.) mantas de la.
20 ranetas.
6 travs de conslruccao de ;10 a 35 palmos.
6 badaiues de ) oitava de polcgada.
i arrobas de .u.o porluguez.
10 toneladas de carviio de pedia.
8 leuces de cobre de 6 a 7 polegadas.
20 rovados de casemira verde para vivos de sobre-
casacas.
20 ditos, dila nmarella para golas.
21 resmas de papel almaco.
5 dilas de peso.
Mezes. \ Soccorros. \ Multas. \ Total.
Julho..... 120800
Agosto. ... 1:070*140
Selembro. | 3605000
Oulubro. j 9
Novembro 23000
Dezembro | 189000
14*8000
608000
I6800O
168000
6'ifeOOO
428000
1:4938210 I 3128000 | 1:83552*0
Relacao dos individuos multados pela infraccao
dorozulamenlo mandado exeeular por decrete n. 17
de 19 de maio de I846,e para que nao allecuera ig-
norancia, ainda queja foram todos pelo oflicial das
diligencias notificados para tal fim, manda u .111.n.
Sr. capilao do porte que se proceda ao conveniente
anuuncio peto pessoa!:
Izidoro da Silva, Joo d Dos Pereira, Joao Mar-
lns dos Santos Cardoso, Jos Antonio doNscimento,
Jos Antonio da Silva, Jos Francisco de Oliveira,.
Jos Manoel Rodrigues,Jos Manoel de Souza, Jos
Pereira, Manoel Freir de Mello, Miguel Pereira
Barbosa, Pedro Cavalcanli de Oliveira, Domingos
Eleulerio Freir, Anifr Paiante, Jos Mendes, Joa-
quim Rodrigues da Paz Badetra, Joaquim Telles de
Souza,Jos Riheiro do Valle, Manoel da Costa, Ma-
noel Es'pindnla de Mendonca.Jos Feliciano Fernan-
des, Manoel Pereira da Silva, Serafim Jos de Souza,
Claudiano do l.ivramenlo de Andrade, Miguel da
Rosa l.ima, Pedro Bazilio da Trindade, Themolheo
Gomes da Costa, Antonio Jos do Amaral, Alaliha
Francisco Alves, Caelano /acharias da Silva, Clatidi-
no]Ferrora do Espirito Sanio. Elizario Innnrencu,
GcrvazoJos Portado, Jacinlho Mendes Montciro,
Joao Jos da Silva Castro, Joaquim Antonio Rodri-
gues, Joaquim Jos de Kizueredo los Thomaz Pe-
reira, Jos Antonio da Silva Jos Carneiro da Fon-
seca, Manoel Gouvea de Souza, Jos Morerra Balea-
do,-Manoel Serfico Riheiro, Romualdo Gamillo do
Sscramenlo,. Theotonio Rodrigues de Seiws, Traja-
no Roberto dos Santos.
Capitana^ do porto de Pernambuco, cm 25 de Ja-
neiro de 185*. No impedimento do secrelario,
Joao Lint Cavalcanti de Albuquerque.
AVISOS MARTIMOS-
fcera cmica, a Velhicc Namorada, do maeslro
^M|av JJi'pe ini cantara a
CAVATINA DO JURAMENTO
do maestromercadanle.
No fim do drama .0 Sr. Riheiro e a Sra. Pessina
daosarao umpassoa dous a carcter, intitulado
REDOWA POLKA.
Em seguida ir o arto da
DIAMA'I VOVO'
em oqual, a pedido de alguus senhores assignaudes
e amigos, o artista Santa Rosa far. por salisfazer a
cunosidade publica.
Scguindo-se pelo Sr. RiSeiro a diflicl
VALSA DO PAIDEIRO,
Dar fim o espectculo a reneticao do lindo e an-
plaudido \
' MAUmA^O CBDEfflSZ,
composii;ao do meslre de baile Jos De-Vecchv.
Principiar s 8 horas.
LEILOES
..T. 0a.8enle J- Calis Tara leililo no armazcm de
M. Carneiro na ra do Trapiche n. 38. serta-fera
27 dococ/enle as 10 horas da manhfa em ponto, de
loda a moblia e pertences do hotel Recife : assim
como lambem de um piano inglez e nm cabrioletcom
os corr.pelenles arreios.
Joaquim Ferreira da Silva Junior.fazlelaode
292 canas com charutos da Baha, por conla de quem
perlencer : quinla-feira 26 do corrente, as 10 horas
do da no caes da Alfandega armazemde Jos Joaquim
Pereira de Mello, em porcoes, a vonlade doscompra-
dores. "
O agente Borja Geral-
des, far leilo no seu ar-
mazem, na ra do Colle-
gio n. 14, sexta-feira 27
do corrente. as 10 labo-
ras da manha.i, consslin-
do em 4 pianos, sendo 1
delles de Jacaranda, com-
___modas de jacarando com
pedras, dilas de ara,rello.cor,sol*i com trems de ja-
caranda, dlos de amarello, sfs, cadeiras, mesas re-
dondas de Jacaranda com pedra, ditas de amarello, 1
relogio com urna rica caixa de jacaiand, espedios
francezes de molduras de Jacaranda,e dourados, (cu-
radores grandes e pequeo* de amarello e Jacaranda,
marquezas, bercos de Jacaranda, ditos de amarello,
camas de arriyicao, dilas francezas, npparadores, la-
vatorios de Jacaranda com peda, cutos de amarello,
quadros rom bellas estampas em ricas molduras, lan-
o coloridos como em fumo, apparelhos de porcelana
paraalmoco ejantar, candelabros, serpentinas, lan-
leruas. candieiros francezes, obras de ouro e prala,
como bem Telonios, alfinetes, brincos, anneles. eo-
Iheres de pr.ili.c.isiic^es o'^.^tiaift a dcreros.al lineles
eboles de ourd^iijfe^aJcWwnenVilia em ponto ir
em leilao 3 lindos escravos, diversas pedras marmrea
grandes e pequeas para consolse mesas redondas,
e urna porreo de marmelada. e oulros muitos objec-
los, que s com a visla se pode apreciar.
AVISOS DIVERSOS.
Para o Rio de Janeiro seguir' eih
poneos dias o veleiro patacho nacional
Henrque, por ter engajado a maior
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
A lista da loteria 40.a do Monte Po s
espera pelo primeiro vapor que vier do
sul.
Qucmaniiiinriii querer comprar um par de
cmmilnscuma mesa de meio de sala, ludo de jaca-
randa, dirija-so a ra de Hurlas, n. t2, casa lema
rom a frente pintada de azul e as portadas de branco.
Domingo, 29 do corrente, sahim da
ra do Crespo, as 6 horas ra manhaa,
_ oomniliiis Pernambucana, na dirce-
cao de Apipucos : quem quizer gozar dos evrellen-
les bandos do ameno Capibaribe, v comprar I.Hiele
de enlrada no escripterio'de Clauilio Duhens, na ra
das l.nrangeiras n. 1S; o dito onmibus rgressa para
o Recite as 7 horas da noite do mesmo dia : estas
viagens continuara lodos os domingos e dias sanios,
niin havendo alteraran, a qual ser annuneada'; ad-
verte-se que quem n.lo esliver as horas mareadas pa-
ra a partida, penle a importancia do bilhele, e esse
nao lera mais valor.
Roga-se segunda vez ao Sr. Verialo de Freilas
lavares, o favor de vir a ra Direita, sobrado 11. i",
secundo andar,"afim de receber urna caria de sua fa-
milia, em Lisboa, que deve lhe ser entregue em mao
propria.
Joaquim Antonio Pereira vai a Portugal, edei-
xa encarregado dos negocios da casa a"seu irmlo An-
tonio Joaquim Pereira da Silva.
Apanhou-se um pranchao de huiro que ia por
agua a haixo : quem for seu dono, dando os signaes
cortos c pagando o adiado lhe ser enlregue: no si-
tio alrajf da fundido em Sanio Amaro. *S
USo-sc 600000rs. a premio sobre hypolheca
em urna casa nesla prac,a : quem pretender, aniiun-
cie.
A abaixo assignada avisa ao; senhores pas de
familias, que ensina em sua aula particular, sita na
Iravessa da ra Bella n. 6, a ler, eserever, contar,
grammatca nacional, arillunelica, dnutrna chris-
18a, l.div rnili.'ir. coser, marcar, e bordar : as pes-
soas que se quizerem nlilisar de sen presumo, a acha-
rao sempre solicita 110 honi desempenho de seus de-
veres. Florinda Mara do .Sascimenlo tarros.
Precisa-se de um homem para Irahalhar em
um silio : na ra Novan. 18.
r) HOMEOPA.THIA.
I RA DAS CRIZESN. 28?
? No consultorio do professor horaopalha
9 Gosset Bimont. acham-se venda por
I -' 1S.00O RS.
^ Algumas carleiras coro 24 medicamentos e
os competentes lidlts, (elementos de homeo-
patina, segunda eolco.)
j) Grande sortiraenlo de carteiras e caitas
4 de todos os tamaohos por precos commo-
y dtssimos.
Jf 1 tubo de glbulos avulsos 500
Rl frasco de % onca de tintura a
escolha .-.-.. ijOOO
fe As pessoas quo se dignaren) honrar esle ,
estabelecimeulo com. sua confianca. depois
9 de experimentados os medicamentos, nao
\, os adiando com a energa propria de boas
7 preparncOes, pdenlo torna-Ios, e promp-
g lamente Ibes ser entregue o importe.
A abaixo assignada, lendo no Diario de Per-
nambuco n. 17 de 21 do correle, um annuncio de
seu genro Joao da Costa Monteiro.em que previne ao
publico, que nao faja negocio algum com a casa da
ra do Mondego, n. 51, contigua ao boceo das Bar-
reiras, por nao ser bens de herderos, e sim dadiva
de um padrinho duas anilladas ; apraza ao mesmo
sen genro para provar esla s ja assercSo, sob pena de
passar por desappropriador, e cmo tal ser conhec-
do, visto que dita casa s abaixo assignada perleu-
ee, como provar em occasiao competente com os do-
cumentos que cm seu poder existem, o que oulro
tanto nao far dito seu genro,Mara Joaquina das
Neves.
Fug-am doengenho San-Paolo, os escravos A-
goslinho eManoel, com os snaes seguintes : o
primeiro, lem allura regular, cor prela, rosto beiigo-
so, cujas marcas eslao um pouco apagadas, denles li-
mados, e principia a barbar ; o secundo tambem tem
allura regular cor prela. denles, limados, rosto liso e
sem barba, e pernea finas; ambos eslao aosenles
desle o da 16 do corrente e sao crioulos : quem o
apprehender leve-os ao mesmo engenbo que ser
-bem rccwnpensado.
- A lypocrsphia de-Santos &.Companhia, ruada
Cruz do bairro do Recife u. 66, precisa de urna
pessoa, livre ou escrava. para o servico dos prelos :
a quem isto convier, dirija-se a mesma tvpogrsphia
para, tratar do ajuste.
O COSMOPOLITA.
Sabio o lerreiro numero, e arha-se venda na ra
do Crespo, loja do Sr. Antonio Domingues.
' O Sr. Francisco Joaquim de Oliveira Baduem
queira ler a bondade de apparecer no paleo do Carmo
n. .1, visto ignorar-se a sua residencia.
Aionio Joaquim Ferreira de Souza.
Quem liver rodas de carrora novas, e queira
vender em conla, annuncie. ou dirija-se loja da
ra do Crespo, na esquina que volla para S. Fran-
cisco.
Qoem liver passaros oo pequeos quadropedes
que queira empalhar dirija-se a taberna da Tamari-
neiea fia estrada dos A til icios que designar, qoem
Irahalha neste genero com a maior prfeico.
J. F. G.. Kladtvai farer urna vage'm para Eu-
ropa, deixando por seu procurador bastante o Sr. J
C. Rabe.
Manoel Archanjo de Mello faz saber-que mito
estranbo lhe parece o annuncio do Sr. Claudio Do-
heui. scienlificando ao publico ler-se despedido de
sua paitara sem ler prestado contas, he verdade que
no da 20 do corrente disse ao Sr. Claudio, que li-
nha de despedirme da rasa, e que procitrasse oulro
para meu logar, e emquanlo nao achosse eu contina- .
ra na mesma, no entretanto respondeu-me o mesmo
Sr. Claudio, qua podia sahir j, e emquanlo a casa
que enlregasse ao Sr. Romo Burle, isto fiz, e exigindo
um recibo de lodo o existente da padaria, pois quan-
lo ao bataneo Mullamos dado no ultimo de dezembro
dO anno prximo passado, os lucros da casa supposlo
nao tossem v.-intajosos.todavia foram sufficienles, em
consequencia das vendas que se fizeram. Aproveilo a
occasiao para agradecer ao mesmo Sr. Xlaudo o
l.om tralamenlo que recebi durante o lempo fue es-
tive em sua casa, e cm qualquer parle que esliver,
serei um seu respeilador.
Desappareeau no dia 22 do corrente do en-
genbo Bom Jess na comarca doXabo, o mulatinho
de nome Candido.'de dade 17 airaos pouco mais ou
menos, estatura regular, um pouco cheio do corpo,
bastante claro, cabellos corridos e um punco crespos,
denles limados, olhos pardos, lendb um arranho na
lesta sobre o orho direilo, he bastante alegre : roga-
seis autoridades policiae, capiUes de campe, ou
quemo pegar de levar ao dito engenho, ou a casa
do commendador LuizGomes Ferreira, no Mondego,
que.ser recompensado.
_ Na ra do Crespo n. 3, estao cartas vndas da
Illia de S. Miguel para o Sr. Arsenio Angosto Ce-
leslino da Costa Pimentel, e para o Sr. Antonio da
Souza Araujo.
Antonio Goilherme Araujo Silva faz saber ao
respeilavel publico, que durante o tempo que esle-
ve em casa do Sr. Ricardo Chrisostomo Rodrigues
nunca lhe pagou alocuel de casas nem comeoorias;
como algumas pessoas andavam fallando, aules pelo
ci>ntrariu muito agradece ao Sr. Ricardo o tempo que
esleve em sua cas, e juntamente o .tralamenlo com
que o hospedaram, e para clareza faz o presente.
Candida Balbina.da PaxSo Rocha, professora
particular de prmeiras ledras, approvada pelo gover-
no, taz publico que abre sua aula no dia 3 de feve-
reiro prximo, na sua anliga residencia, roa do Vi-
cario ; onde continua a receber alumuas internase
externas, por proco commodo.
Aluga-se urea casa na ra da Soledade, com
bons commodos e arvoredos sombros : quero a qui-
zer, dirija-se casa n. 58, que adiar com quem tra-
tar.
Os abaixo assignados fazem scenle que dissoi-
veram amigavelmenlc no dia 2 do corrente a socie-
dade que tinhatn na loja n. 4 do arco da Conceicao,
a qual lem gyradn sob a firma de Costa & Brito, fi-
cando lodo o activo e passivo da mesma, a cargo do
socio Miguel Gqncalves de Brito.Miguel Goncal-
ves de Brito, Julio Costa fibeiro.
Precisa-se de urna ama para servicos de casa de
senhora viu,va com pouca familia, que saiba cozi-
nhar, coser e engommar: a Iralar no alerro da Boa-
Vista n. 8.
. Precisa-se de um bom feitor para um silio, na
eslrada de Joo de Barros confronte o silio denomi-
nado Cscala, quina do olho do boi : a tratar no
mesmo.
Do-s dinheiro a juros sobre penhores d ouro
e prala : na loja n. 10 da rna estreita do Rosario se
dir quem d.
J. J. G. Ferre-ra, lendo sido caixeiro da casa
commerciante-dos Srs. Aranaga asradcer-llies a muila bondade com queolralou
sempre o Sr. D. Miguel Bryan y I.ivermore, geren-
te da mesma casa nesla-cidade.
Precisa-se de urna ama para casa de homem
solleiro, para lavar, ensommar e comprar na :
na ra da*Sledade n. :i:. ~
\ RETRATOS PEToELECTROTYPO.
. No aterro da Roa-Vista n. -i,
terceiro andar.
A. I.eilarle, lendo de se demorar pouco
; tempo nesla cidade. avisa ao respeilavel pu-
blico que quizer ulilsar-se de seu presumo,
de approveilar os poucos dias que lem de re-
sidir aqui os retratos sero tirados com toda
a rapidez e perteicao que se pode desojar,
no estabelecimentoha retratos que scmoslram
as pessoas que quizerem examinar : esl a-
i das S horas da manliSa al as 4 da
JOS" RANDE',
entran^ador de cabellos da casa imperial,
avisa ao respeilavel publico desta cidade, faz colla-
res, pulseiras, brincos, annpis, correnles para relo-
gios.-giboias, corddes, transelins. lambem se faz llo-
res de cabellos, e qualquer obras que desoja : no
Ierro da Boa-Visla, n. 88.
39 A,
confronte ao Rosario de Sanio Antonio, avisa ao res-
peilavel publico, que constantemente se encontrar
em sen eslabeleciniento pura mais de 16 quididades
de bolilihospara cha. juntamente bisadlos de ararula
de qualdades diversas, biseoilos francezes e inglezes
de diversos tamaitos o muito proprios pan mimos
(ou presentes',, alguns conteilos e amendoas linas, e
ricas caixinbas para as mesmas. *
ATTENCA, MCO DEPOSITO KESTA
CIDADE.
Paulo Gaianou, denlista receben agua denti-
fi-ice do Dr. Pierrc, esta agua rouhecida como a me-
Ihor que lem apparecido, ( e lem muitos elogios o
seu autor,) tem a propriedade dnnnservar a bocea
cheirosa e preservar das dores de deutes: lira o
goslo desagradavel que d em ccral o charuto, al-
gumas gotas desla n um copo d'agua s|o sufficien-
tes; lambem se achara p denlifric excellenle para
a conservaco dos denles : na ra larga do Rosario
n. 36, segundo andar. -2
AVISO JCRTDICO.
A segunda ediccao dos primeiros elementos para
ticos do foro civil,"mais bem dirigida e acresecnta-
da, nao s( a respeito do que alleroUj a lei da refor-
ma, como acarea dos despachos, inlerlacttlorias e di-
finitivas dos^ulgadores ; obra essa 15o inleressante
aos principiantes em pralica que lhes servir de fin
conduclor^h praca da Independencia n.( c8.

4
A M% '
II
_ ^



Di ARIO DE PERHAMBUCO, QUINTA FEIRA 26 DE JANEIRO OE 1854.
0 3!) A,
Offerece-se um muso poiluguaK chegado lia
roufroule a.t Rosario de Sanio Antonio, entre as di- rl,"-r> le '* anuos versasquMidadas de bous chocolates que cosluma ter, i quer cslabelecimculo: que.n pretender aunoncic sua
vende mais o inuilo rccomnuindado homeopalhiro inora francez.
Aluga-sp o.sobrado grande da Magdalena,
que tica em frente da estrada nova, o qual
se ha no alerro da Boa-Vista n. 15, ou na ra do Collegio
n. 9, cum Adriano Xavier Pereira de Brito.
C. A. Rodorf, nao podendo por falla de lem-
po despedir-se pessoalnientc de lodos os seus amifios,
a quem agradece a cordi.-dhlado com que o tralaram
turante o lempo que pile se demoiMu nesla provin-
cia, pede a lodos desculpa desla falta involuntaria, e
ofl'ercce-llies o sen diminnlo'preslimo na rapilal da
provincia do Maranhao, onde tem fixado sua residen-
cia. -
lle-rja-se "llar enm o Sr. Antonio da Silva
l'avolinu, ou qncni quer que lie pioprielarin ou pro-
rnrador do sobrado n. 36 da ra estrella do Rosario,
a negocio de seu inleressc : na ra Nova n. 5, se-
gundo andar, ou no palco do Paraizo, cartorio u. 8.
Precisa-so almiar urna prela que saiba cozinhar
c eugommar, nao se duvida dar 2 du :i iqfr.es adian-
ladns, caso nao tenha vicios, e sirva a contento: na
praca da Independencia n. ti e 8 se dir quera faz os-
le negocio.
J9 @S@:y@K@sa@
i O medico J. de Almcida minlou a sua resi- 5$
?* dencia para a ra da Cruz. 18, primeiro an-
G dar, onde- fui o escriplorio-dit SKSaporiti. fef
Joaqnim Antonio de Karia, subdito porluguez,
retira-sc para o Kin de Janeiro.
ATTSNCAO'-
Ueclara-se ao Sr. Curado e a Sra. Trincheira de
Marei. que o Sr. Francisco Jos d Mngalhcs Bas-
tos lie (ao genuino cdado brasleiro do i.", quanlo
o he da ultima parle do $ I." do arl. 6." da constitui-
rn do imperio do Brasilo Sr. Joaquim Bapti9la
Moreira, cnsul de Portugal nesla provincia.
O Bezerro de Pera,
Oucm prctcniler cumprar a taberna da ua de
Santo Amaro n. 28, com os comn.dos jannuncia-
dos pode comparecer na mesmn para tratar, por
quanto ella e seu dono se acbam desembarazados de
ludo que se Ibes possa impor, e a vista se declarar.
Na capislaria de msica do aterro da Boa Vis-
ta n. 3, despacba-se com promptidno qualquer cit-
comnienda >na mesma toja se espera brevemente da
Italia e do Rio de Janeiro um rico sorlimcnlo de
msica.
Aos proprietarios.
Precisa-se alugar no bairro do Recife ou Sanio
Antonio, um sobrado de um andar ou primeiro, ou
casi (errea sendo em lugar fresco, e preferindo-se ter
quintal, para una pequea familia : quem tiver po-
de dar parle na ra doT)ucimado, lojan. 22, ouau-
uuncie.
Attenco.
Pede-se ao Sr. M. G. H. S. que ven'ia pagar a sua
lellra da qnanlia de 505000 rs., vencida ha milito
lempo, a pessoa que S. S. nSo ignora, no. prazode 8
das contados desla dala, e nao o fazendo lera de ver
seu nome por extenso neste Diario. Recito 2t deja-
nciro de 18.">S.Joaquim Duarlc Pinto e.Silca.
O Dr. Thomassimc suaseiihora,reliram-separa
fura do imperio.
Miguel Joaquim de Castro Marraren lia-, dou-
tnren) medicina, lema honra de participar ao res-
peilavel publico, que passou-se do primeiro andar da
casaemque morava.sila no alerro daBoa-Vista n. 18,
para o segundo andar da mesma, onde pode ser pro-
curado para lodos os misieres de sua protisso.
DINHEIRO.,
Na ra estrella do Rosario n. 7. da-se dinheiro a
juros mdicos, por penhores meto de tirar os que eslao penhorados por juros ex-
cessivos. .. '
Deograliis Lasngna,pintor retratista a oleo. P5
em minia,! ura etc., premiado rom a grande ?3
.medalha nacional, de ouro', pela academia
das bellas artes do Rio de Janeiro, tendo
chegado ltimamente da corle desle impe-
rio, otlerere o seu prcstinio a lodasas pessoas"
que quizercm honra-lo. orcupando-o nos
mislerosda sua arte: no liolel Francisco des-
de as 9 horas da iiianhiia al as da larde.
_ No alerro da Boa-Vista, toja de miudezas do
Sr. Manuel Cabral de Medeltos n. 72, se dir quem
da 5009000rs. al ItOIWKKtrs., com hvpolhecaem
casas terreas.
Jos Valenliiu da Silva, bem conhecido por
ausinar lalim ha 18 annos, lembra a quem eonvier
que a sua aula exisle abena na ra da Alegra ,'na
Boa Visto) n. 38. onde recebe alumnos externos, pen-
sionistas e meios pensionistas, dando ptimo Irata-
ntenln, tendo os pensionistas a vanlageni de (alm do
lalim aprenderem tambeni o Trance*, sem queseu9
pa.s peguem mais cousa alguma por este ensno. O
professor adverle que lera proviso passada pelo go-
telo da provincia.
Gabinete porluguez de leitn'ra.
Por ordem da directora sr convoca a assembla
geral para o dia 29 do correntc, pelas 10 horas da
manhaa, ser ordem do dia : 1. leitura do relalcrio,
2. eleirao da commissao.de exame de cenias, 3. elei-
rao do novo conseibo deliberativo.
Estampas de santos e santas.
Chegnu laja de miudezas da ra do' Collegio'n.
1, novo sorlimentu dos seguintes nomes de sabios e
sanias, em ponto pequeo e grande : N. S. da Con-
ceiro, casamento da Santa Virgen), Anjo da (inarda,
Santa Cruz, Sania Thereza. Sania Clara, S. Pedroi
S. Pauto e a igreja, Santo Antonio, nascimento de
Jess, Santa Malliilde. N. S. da Sade, S. Domingos,
N. S. do Bom Cousellio, Saiil'Aiina, Sania Isabel,
Adorarn dos Sagrados CorarOes, Santa Vernica,
San Otario, N. S. do Carmo. S. Vctor, S. Marli-
nlm, S. Luz de Gonzaga, S. Miguel, Uecimento,
Sania Rosa de Lima, Santa Caltutrina, S. Joo Bap-
lisla, Jess Maria Jos, Santa Familia, usna Sculiora
com o meninu. a Sauta Virgen) e Sauta Isabel, N. S.
dos Remedios, Jeeus entregando as cliaves a S. Pe-
dro, Aniiunriaro da Santa Virccm, Santa Suzaoa,
= O.J3
C 5
= ir
-
_ l'ma pessoa que tem de irao Paro de Camara-
gibe c Maceio, na provincia das Alagoas. se ollerece
para promover qualquer cobraur.a, mediante o que
se convencional*, oaiumnrianle dar a garanta pre-
cisa: no paleo, do Paraizo sobrado da esquina, pri-
meiro e segundo andarf se dir quem be.
. Precisa-se de una ama para o serviro de por-
tas a dentro: na ra do Livramenlo n. .i.
Quem precisar de nina ama para casa de poura
familia : dirija-se a Iravessa do f.aldeireiron. 10, que
achara com quem Iralar, a qualquer hora.
Ar&naga di Bryan, participam que g -
o Sr. Joniiuiin Ignacio (ornes Ferreira, Qo&
i:____j.. '____:..,;..,> ,l <.,,... ,i ._ =?
deixou de sercaixeb' ue sua casa de coin-
mrcio desde o dia "2."> do corrente.
I.uiz Tftom lionzaga Jnior relira-se para a
Europa a Iralar de sua pande', e deixa por seus pro-
curadores ao seu irmao Jos Joaquim Moreira e ao
Sr. Joaquim de Albuquerque Mello.
Jos Machado Pimenlel, caixeiro dos senhorrs
Um. don Itookr tV C, declara que por ha,ver oulra
pessoa de igual nome, se assiguara d'ora em diaute
Jos Machado de Souza Pimenlel.
.los Roberto de'loracs e Silva prometi cen
mitris, quem quer que Ihcapprchcnder o mtalo
Andr, sen escravo", fgido de seu poder era o dia
1 do prximo passado mez, c a quanlia de o00l)
rs. a quem do mesmo dr noticia exacta, os signaes
pelos qnaes pode ser reconhecido sao os seguinles :
alio, cheio do corpo, cabellos carapinhos, olhos
pequeos e que se aperlam com osorrir.nariz grosso,-
poura barba,rustoinaisri.mpridodoqueredondo.laliies
grossos, rom toilos os denles, ps grandes c grossos e
raaos proporrio. sendo que treme com estas quaudo
as movepafa algiim fim, Talla um pouru baixa, re-
presenta ter do 26 a 30 anuos, e he ollirial de ntarri-
nciro : suppe-se estar occulio nesla rid.ide. a uo
ter embarcado para fura da proviheia, como era in-
Icnsao sua.
" = 2.2. T 2.3?
ato aBf*---~^^r;
lf!|StilJfti. '
_ r-. _. e* _* e n 5t 3 ~ 3 7
S"||Sf&f fft|Bf|=.
o,o_5s^- S 9 e 3 a
ff.,?2s!'i _x- o = 2.; o ;,S" -_ = "
Prec"isa-sele alugar um escravo, que seja fiel,
para oservico de urna c asa: na ra Nova n. fi.
J. Chardon, bacbarcl em bellas leltras, doulor
em direilo, formado na unixersidade de Pars, ensina
em sua casa, ra do Alecrim n. a 1er, escrever,
Iraduzir e fallar correctamente a lingua franceza, e
tambem d licoes particulares em casas de familia.
Atteneiio.
Na toja ilc miudezas da ra do Collegio n. 1, vn-
delo seos seguintes objectos : papcis com liguriuos
diversos, proprios para mascarados. jarros de porce-
lana com llores dentro, proprios para cima de mesa,
sapatinhos de laa para meninos, louquinhas para me-
ninas, ditas para senhoj-as, balanzas romanas para
pesar qualquer. urna cousa sem que para isso se preci-
se de pesos, assini como nutres tm-ilos objectos que se
deixam deannunciar, osquaes se vemlem porpreco
mais commodo duque em oulra qualquer parle.
Passa portes.
TifdlRe passaporles para dentro e fura do Impe-
rio, denpacham-se escravos, c lirani-se lilulos de re-
sidencia "..para este fim, proenra-se na ra do Quei-
mado (I. 2.">, toja de miudezas do Sr. Joaquim Mon-
teiro da Cruz. ,
ATTENCAO',
O abaixo assignado, desejando amigavelmenle li-
quidar suas cbulas com seus devedores, tol-.i .a ludas
aquellas pessoas que Iheestao devendo conlas atrasa-
das de gneros comprados em sua taberna da ra da
Cadcia do Recife n. 25, defrnnledo becco Largo, que
queiram vir rcalisar setis dehitos al o lim do cor-
rentc mez de Janeiro, e aquelles que por suas rir-
cumslancias nao possam (azer, se lite far algum alia-
l menlo ou tratarn um lempo certo de fazer; na
certeza deque aquelles que nao comparecerem para
um oulro lim, se osar dos termos da lei, mo at-
tendendn a pessoa algum,nssim como seMo publica-
dos seus nomos, lempo quanlia*, e para que nin-
guem censure tal proceder, ou alguma ignorancia, se
faz o presente \ i..
Manuel Jos do NtuciwentO Silca.
S@@g@488@ Si^?iK@@@@
& Ilomeopatliia. Gt
O Dr. Sabino Olegario l.udgro Pinho mu-
'S dou-sc para o palacete da ra de San Francis- @
~ co, inundo Novo) n.-(8 A. it
O abaixo assignado, faz publico que esla em ne-
gocio de compra da casa n. -t,' sita na ra Direita
dos Afogados : quem.se adiar com direilo na mesma
-pode-se dirigir ra Imperial n. 37.
Aleixo do Prado.
COMPRAS.
Coinpram-se ossos a peso :
mazem da Uuminacuo,' no caes
nios, travessa do Carioca.
Compra-se uina casa terrea sendo em roas fre-
quentadas : quem liver aununcic por esto Diario,
ou dirija-se a ra da Viraro n. i).
-onipra-se urna escrava moca, que teiiha boa
figura, com habilidades priiiriplmeute de roziuha
e engommado: na ra da Malriz da Boa-vista ti.
20.
Compra-se um par de consolos c una mesa re-
donda de Jacaranda: quem liver, annuncie.
Comp'ra-sc um escravo para um sitio : na ra
Nova n. 18.
Compram-se duas portas em bom estado, de 5
palmos de largo e 12 de altura : na ra do Cabug,
toja de miudezas n. 3, seno de amarello.
VENDAS
Sautissimo Sacramento, Agona de S. Jos, Santa
Barbara, SS. Coracoes de Jess c de Maria, Medalha
Milagrosa, Santa Celestina,S. Jorge. Santa Francis-
ca, Santa Marta, S. Sebastiilo, N. S. dos Milagros,
Santa Margarida, Santa Cecilia, Santa l.uzia. Santa
Julia, N. S. do Rosario, Sania V-gem Mara rainha
do universo, Salvador do Mundo, Santa l.uzia, Jess
preso, as cinco cbagas de Nosso Senhor Jess conso-
lando sua m, Santo Antonio, e N. S. das Dores ;
assim. como outros muitos nomes que se deixam de
anounciar.
t.ls ni ni, ricos e mais modernos chapeos de seda
e de palha para senhoras, se eiironlram sempre na
toja ile modas de Madame Millochaui no aterro .da
Boa-Vista n. 1, por um preco mais razoavcl do que
em qualquer oulia parte. r ,
Lotera de Nossa Seniora do Rosario.
Os bilheles desla lotera esiao venda nos lugares
dorystume: as rodas andam no da II de fcvereirn
com todo e qualquer numero de hilhclcs que licar
|H>r vender e s se vfendem at o dia 10.O thesou-
reroSilvetlre Pereira da Siira (uimariie*.
C!is^*#iS^
AVISO AO CO.MAlIKC10.
Os abaixo assgn:i a tranquear a todas as cla'sss em
"eral os seus sortimentos de fazen-
das por ljaixos presos,. nao' me-
nos de urna peca, ou urna duzia,
a dinheiro, ou a prazo, coiifoiime
se ajustar : no sojj armazem da
praca do Corpo Santb, esquina da
ra do "Trapiche, n. 48. Kos-
tron Rooker & Coinpanliia, nego-
ciantes inglezes. Os mesmosavi-
sao ao respeitavel publico que abri-
am no dia 5 do corrente me a
sua loja defazendas da ua do Col-
legio e I'asseio Publico n. 15, di-
rigida pelos senhores Jos Victori-
no de Paiva e Manoel Jos de Si-
queira Pitanga, para venderem
atacado e a retalho..
In-
Bichas.
Alugam-see vendem-se bichas : na praca da
dependencia confronte a roa das Cruzes n. 10.
0 Dr. Joaquim de Oliveira e Souza ensina a
Iraduzir, fallar e escrever a lingua franceza : na ra
do Arago n. 4.
Precisa-se Tallar com o Sr. Francisco Ignacio da
Cmara Pimenlel-, na ra da Cadeia de Sanlotn-
l onio o. 30, a negocio.
Traspassa-se o arrendamenln da toja e primeiro
andar do sobrado da ra rio Collegio n. 18 : Ira-
la-se na roa do (Jueimado, loja do sobrado amarello
.ii 29.
Denis, alfaiate francez,
liegado ltimamente de Paris, tem a honra de pre-
venir ao publico, c principnlmenlc aos seus fregue-
zes, que abri sua'tema na ra da Cadeia do Recife
n. 40, primeiro andar',- Irabalba de Teitio, c tambem
d as Blendas a \onlade dos frcuiezes, a prcro com-
modo ; Irabalba no genero mus moderno em iujn
Sara Amazonas e para os disfarces de loda a quali-
ade para o carnaval.
Quem precisar de um rapaz para caixeiro de
taberna, chegado agora, dirija-e ao becco da l'ol
n.2. .
Isaac Mende, subdito brilaniro, relira-se para
fora desla provincia, e declara que nada deve a pes-
soa algi^tt'Se porm alsuem se julgar sen credor,
pude diriair-se ra da Cruz n. 17, primeiro andar,
dentro desle Iresdins.
j^- Quem precisar de urna preta forra pira ama de
uVrn eaia, a qual sabe eugommar 0 lavar, dirija-se
ao aten-o da Boa-Vista n, II.
No largo do Pilar n. 13, veinie-se urna escrava,
parda, recoltiida, corla vestidos, fac labyrinlho, mar-
ca e engomma. tudo com perfecao ; o motivo se di-
r ao comprador.
Vende-se um escravo moco, bonita figura, pro-
prio para lodo o servico al mesmo para manijo : na
ra da Praia n. 40.
Vendem-se os bem construidos arreos para
carro de um e dous cavallos, chegados ltimamente
de Franca, e pur preco muilo barato : na ra da Cruz,
n. 2b, primeiro andar.
Veudem-se fardos de fumo para charutos da
primeira qualidadr, ltimamente chegados da Baha,
e por preco barallssimo : na ra da Cruz, n. 26, pri-
meiro andar, assim como um resto <)e 2,000 charutos
multo bous.
Vende-se um bonito molecole de 22 annos, bom
ollirial de sapa ir i u e muilo liaiiil coziiiheirn : na pra-
ca da Independa n. 33, toja decalcado.
Vendem-se liO palhasde coqueiro j em Ierra:
na ra Nova n. 18.
Vendem-se ramas de ferro de nova invencao
franceza, com molas que as fazem muilo maneiras
e maria-, cheaadas pelo ultimo navio francez. e por
preco muilo commodo : na ra da Cruz. n. 26, pri-
meiro andar. -
Vende.m-se licores de ahsyntli e kirsch* em ca-
xas ; assim romo chocolate francez da melhor quali-
dadeque tem apparecido, ludo chegado ltimamente
de Franca, e por prero haratissimo : na ra da Cruz,
n. 26, primeiro andar.
Vende-se una eserava, mora, e com alaumas
habilidades, sem vicio ncni molestia, e vende-se por
precsSo : na ra das Trincheiras n. 40, luja.
Vende-se urna taberna, na ra Nova, casa n.
71 : quem a pretender comprar, dirija-se a ra Di-
reita, casa n. 6, que se achura com quem Iralar.
Vende-se uina grandee boa canoat sendo nova,
por barato preco : no trapicho do Ramos.
Vendem-sequeijus do serlao do Sirid : na ra
do Vigario n. 12.
Veiule-se nm cavallo mellado de bo-
nita figura, carrega bailo, esquipa e he
muilo manso, lemarreios e sellim novo:
a fallar na pra<;a da Independencia n.
a^s^ana 18 e 2tt.,^_ ^-
> Vende-se una muala de 20 a:mos, que [cose,
engomma perfeilanVnle, e faz lahxrinlho : na ra
da Mangueira n. 5. \
Vende-se um diccionario universal de ueogra-
j pha modeiua, descripro physica, poltica e histri-
ca, de lodos os lugares da Ierra, arompauliado de
um alias de 59 carias, por A. Perro!: no alerro da
Boa-Vista, toja de orives n. 68.
Vende-se urna escrava da Costa, mora, de boni-
ta figura : as Cinco Puntas n. 37.
Vende-se um dos memoren cavnltos que lem ap-
parecido, ruro, limito novo, grande, fogoso, e com
lodos os andares : a tratar com tiuilherme Selle, ou
na coebeira do Izidoro, ra da Concordia.
Vendem-se as seguinles pecas de marmore*
estatuas muilo bem fcilas e iiileressanles, I rhafarz
com 3 bacas, muilo elegante, para adornode jardim,
SS I urna ou Inmuto para deposito de ussos, 24 podras
^ j quadradas, pulidas, coiu suascaveiras, para catacum-
bas, I mesa de meto de sala de marmoto escuro, lu-
do por prero coinniodo : a Tallar rom Jos Saporiti,
-na ra de Apollo n.. I em casa dos Srs. Oliveira
Irmaos i\ Coinpaulii.
Rap de Lisboa a retalho..
Vende-se rap de Lisboa muilo Trsco, a 40 rs. a
oitava: na prara da Independencia, toja n. 3.
Attncao.'
Vende-se um dos silios da ilha do Retiro, junio a
ponte da Passageni da Magdalena, coulenito dousvi-
veiros, duas casas du xivciida e otaria : a Iralar na
ra do l.ivrainculo n. 16. .
Vendr-se o engeuho l.imoii iiili.i, situado :\ mar-
gen) do Trariinliaem, rom .600 braras do testada e
uina legua de fundo, rom as obras mais precisas, to-
das nnvas, eopKma moenda, com bous partidos que
Com 2 carros c i quarlos pndeiu moer al 2,000 piles
que he de grande vantagem para mu principiante.
Ue de ptimo assucar c de boa produccao, tanto de
canna como de legumes : vende-se com algum di-
fiheiro a visV. e o mais a pagamento confunne se
[lodr conveiiconar : os pretndeme* dirijanfse ao
engenhoTamalaiipe de Flores.
Na coebeira em frente do arsenal de marinha,
vende-se nm bom cavallo com os apparelhos em mui-
lo pouco uso, uu sem os mesmos.
Vende-se sitio Taboca de Caciioeira, comarca
do Brejo da Madre de Dos, com 155 bracas de fren-
te c uina legua de fundo, lendo riacho no meio, com
casabe vivenda, armazem, casa para prelos, estriba-
ra, casa de vaqueiro, tudo de barro, e cercado para
vaccas, vende-se com o gado que exisle, ou mesmo
sem elle : a iralar no mesmo silin com Manoel Joa-
quim Je Souza.
E$tK.*5W!
s'i'-= Ca?--' = ?=>
I-2.*-i g.g sg^;i.3
' 2 = = =" 5 "2 5' =' H. S n ,
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=_ =.^.S-=lOr?.at'-
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: slfs.-fiiiiiiSo
r Vcnd-se graxa ingleza de verniz
preto, para limpar arreios de carro, he
ustroso e prova d'agtta. e conserva mili-
to o como : no armazem de C. J. Astlev
A Companhia, na ra to Trapiche n. 5.
4>
Deposito de vinho de cham- B
piigiiej Chateau-Ay, primeiraqua- t)
lidadij, de propriedade do condi Sk
I., xi____M* _.;_ j.. r___i .!_ n. W
ra da Cruz do He-
este vinho, o melhor
champagne, vende-
4lMArXAk.
Sahio a' luz a blhinha de algilwira,
contentlo ale'm do kalendario o regula-
mento dos emolilmentos parochiaes, e o
almanak civil, administrativo, conimer-
cial, agrcola industrial ; augmentado
com 300 engenhos, alcni de outras noti-
cias estatislicas. O acressimo de trabalho
e dispendio nao permittiram ao edictpr
vcnde-lo pelo antigo prei'o, e sira por
400 i'S. ; vendendo-se nicamente na li-
vraria n. 6 e jS da praca da Indepen-
dencia.
Veni!e-se a fabrica de licores da rua do Ran-
gel. bem montada e arreguezada, com poneos fundos;
ensina-se ao comprador a fabricar com perfecao lo-
dos os lquidos na mesma fabrican. 5: a tratar com
0 proprietarioa qualquer hora dos das uleis.
Vende-se excellenl banlia de porco muilo no-
va : na.rua do Rosario da Boa-Vista n. 60.
Vende-se familia eusaccada do Rio de Janeiro :
na roa do Vigario n. 12.
Vende-se urna uplima escrava de 25 annos de
id.ule. lem ptima conducta, sabe bem coser, engom-
r e cozinhar ; assim como vende-se um bom inole-
o de 20 annos, sem x icios ncm achaques : na rua
doQueimado n. 29.
- Vendem-se 8 escravos, sendo i moleqoede ida-
de 18 annos de bonita figura, I mulato de idade de
20 a 22 annos, escravas de lodo servico. t dita de
benita figura, engomma e cozinha, e I escravo de
sen ico de campo : na roa Direita n. 3.
Vende-se umatscravacnm leilc para crear, sa-
be cozinhar perfeitamento, lavar, e eugommar, com
idade de 20 anuos pouco tnais ou menos; na rua d*
Praia n, 32.
Vendem-se dous negros rrioulos. bous pesca-
dores ajanoeiros: quem pretender dirja-s; a rua
do QuWliiadn n. 31. que ahi se Ihe dir quem vende.
Na rua da l'enlia n. 23, primeiro andar, se di-
r quem vende um Iraflcelim, um par de brincos,
1 dito de rselas esmalladas, qm dito de hotes de
.piinlio.iini holao de abertura, um annel de lartoruga
encasloado em ouro, um alfinelc esmallado para pei-
lo de senhora., ( '
LOTERA de n. s. do rosario.
Casa da Esperanca rua do Queimado
n. fil.a
Ncaa cima e na praca Independencia luja
do Sr. fortnalo, esl a venda nm completo sorli-
inenlo de cautelas e bilheles da lotera cima, cujas
rudas andam no dia II de feverciro.
Bilheles. 4000
Meios.....2S0(K>
Quarlos. l2tKi
Decimos. 600 ,
Vigsimos. 320
Ao barato.
Na rua do Crespo n. 5. ha um completo sortimeiilo
de loallias e guardanapos do Porlo. pelos presos se-
guinles: guardanapos a 25600 a duna, loalbas gran-
des a 49500 cada urna, ditas regulares a 33600, ditas
mais pequeas a 3j200.
Gomma
em sarcas de arrobas, da melhor qua I id,ule quo
aqui lem vindne por menos prero que em qualquer
oulra parte : no aterro da Boa V isla, toja n. 44.
Vende-se urna prela croula, de meia idade.
que sabe cozinhar o diario de urna casa de familia,
fazer venda e costuras rhaas: a tratar em Olinda,
alraz da igreja do Amparo n. 7, que se dir a causa
porque se vende por meuosde seu valor.
Vondem-sesaccns com familia por prero com-
modo: na taberna da esquina da rua das Flore.
Vende-se urna esrrava de nargo, propria para
algum sitio: na rua da Scnzala Nova, n. 22.
Vende-se urna esrrava de 25 annos. boa figura,
engomma. cozinha o faz lodo servico de rasa ; assim
como aluga-se um moleqne que faz o servico interno
e externo de casa : a tratar na rua do Vigario n. 29.
CERA Eli VELAS.
_ Vende-se cera em velas, amis supe-1
rior que ha no mercado (com diversos sor-
timentos* vontade dos compradores) che
gada ultiinamente de Lisboa pela barca
Gvatidao, e por preco mais barato do
pie em outra qualquer parte : na rua do
Vigario ii. 10, segundo andar, eseriptorio
de Machado & Pinheiro. '
Baile Mask.
Sedas baratas para vestuarios, na luja das seis por-
tas em frente do I .i runenlo.
Aviso que interessa.
Acaham de chegar da Babia, da fabrica do Bran-
dio em S. Felinos mais acreditados charutos regala,
que tem vindo a este *meredo, recominendando-se
estes excellonlescharutos a todos que sabem appre-
ciar o que ha de melhor nesle senefo, acham-sn a
venda lio I'asseio Publico n. 13, e un arco da l'.oncei-
cao, lujan. 4, onde existe um rompido sorlimcuto
de loibis as corespelodimiiiulopreco 2-?5IIOrs.acaixa.
-^Na rua das Cruzes, n. 22, vende-se una esrrava
crioola do bonita figura, ciigominadeia, rose bem
chao, laz lahvriiilho, cozinha c lava de sabio.
Vende-se urna negra erioiU de 211 a 22 anuos
de idade, muilo bonita figura, lava, eugninina, cose,
quem a pretender dirija-se a rua do Collegio. n. 10,
segundo andar, ou a mala da Turre,, sitio de Manuel
Pereira Magalhes. .
GANTOIS PAII.HETE cV COMPA- I
| NHIA.
(.nnliniia-se a vender nt deposito gpral da
@ rua da Cruz u. 52, o oxcellente e bem ron- 9
reiluailo rap arria prela da fabrica de Can-
luis Pailhelc Si Companliia, da Baha, em @
S grandese pcqupn.ispnrroes.iicliiprcroeslabe- @
Si lerido.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, c tambem no DEPOSITO na
na do Bi'iim logo na entrada, e defion-
te do Ai-senal de Matnha lia' sempre
um grande sortimento de taichas 'auto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, < fundas ; e em ambos os logares
erislcm quindaslcs, para carregar ca-
noas, ou cai-EOS livres de despe/.a. Os
precos sao' os mais commodns.
Fazendas baratas.
Vende-se na nova lojada rua da Cadeia
do Recito n. 10, cortes de casemiras de cores, bonitos
goslus a 3S o corte; sarja hespanl:ola de superior qna-
lidade a 2 o corado; selim preto Miran 3J o cor-
le: cortes de fuslao para collete.fazenda mnito fina, a
l_5fi()0 o corle;-merino preto para palitos, muilo
fino, a 2~500 o corado; corles de nefas casemiras de
algodio, bonitos padrocs. a 13280 o corte; brim de
linhoTlscaito para palitos n-2S0 rs. o covado; brim
de lio bu de cores a 1*920 o corle; dito cor de ganga
a 29200 o corle; dito muilo superior a 3fj o corle;
om completo sortimento de chita de, todas as cores,
sendo a 160, 180, 200. 220 e 20 r., finas; chales de
la lindos gustos a IJOO; lenco* de seda de eores a
800 e 1>60; e mais um completo sorlimento.de mi-
tras blendas, que se vendero jior menos do que em
oulra parle.
.S'OOO rs.
Sapales de luslrc para lioinrin a j o par: na
praca da Independencia ns. 13 c 15, toja do Arantes.
Na roa da Cruz doKerfc n. 52. eseriptorio de
Domingos Alves Malheus. lem para vender por pre-
ces enmmodos os seguinles uiligos.
Jacaranda superior,
(aloes de fio e palheta falsa.
Cnxins de linho para montara.
Um variado suri i ment de p.issaios clieios de lgodao.
STARR & C. rw-
respeilosanieiilc aonumiain que no ten extenso es-
tabelecimeiilo em6ant0iAniaro,_cuiilhua a fabricar
rom a manir perfeico aproniplidao.toda a qualidade
de machinismo para o hso da agricultura, navega-
ro e manufactura, e que para inaior eommodd' de
seus numerosos freguezes e do publico cm geral, tem
aberlo em um dos grandes armn/.ens do Sr. Mesqui-
la na rua do Brum, alraz do arsenal de marinha,
um ,
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no ditosen cstabeiecimento.
A achara o os compradores um completo sorti-
meulo de moendas de caima, com lodos os niclho-
ramenlos (alguns delles iiovos eoriginaes) de que a
experiencia de muitos annos tem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de baixa e alia presso,
laixas de lodotamauho, tanto batidas como fundidas,
carros de mo e ditos [jara conduzir formas de assu-
car. machinas para moer mandioca, prensas para di-
to, tornos de ferro balido para lrinha, arados de
ferro da mais approvada coiislnicco, fundos para
alambiques, crivos e portas para fornflHtas, c uina
uilitiidade de obras de ferro, nuc seria eiifadonho
enumerar. No mesmo deposito exisle una pessoa
intelligcntc c habilitada parareceber todas asen
commeudas, etc.. etc., que os aimuiiciantes contan-
do com a capacidade de suas ollirnas c machiuismo.
e pericia de seus olliciaes, se coiupromellein a fazer
excrutar, rom a inaior presteza, perfeiro, e exacta
contormiiladccom osmwlelosou desenhs, e inslru*.
<;e que Ihe forem torneoidas- **^
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, anha-se para vender
moendas de caimas'todas de ferro, de um
modello e construccHo limito superiores.
Deposito de tecidos da fabrica M
de todos os Snos. na Baha. M
Vende-se em casa de Domingos Alves M
Matheus, na rua da Cruz do Recife n. 52, &s
primeiro andar, algodo transado daquella p
fabrica, muilo proprio para saceos e rou- S
pa de escravos, assim como fio proprio para 4*
redes de pescar e pavios para velas, por
preco mnito commodo.
i*
>^:
metas
Biebcr
lo-
&
de Ma|reiu
^ ci'e ni. 20:
w) de toda i
^ se a tiiOOO rs. cada caixa, acha- /j,
" se nicamente em casa de L. Le- S
5v crate Feron & Companhia. N. R.
W As caixa sao marcadas a fogo
Conde de Marcuil e os rtulos
das garrafas sao azues.
Vendem-se lonas, brinzao, brinse
as da Kossla : no armazem de N. O.
Companhia, na rua da Cruz n. 4.
Tabeas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, nairua do Brum, passan-
do o chafar9K continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e hatido de 5 a 8 palmos de
bocea, as rjuaes acham-se a venda, por
prero commodo e" com promptidao' :
embarcam-se ou carregamTse em carro
sem despeza ao comprador.
Vendem-se relogios de ouro,, pa-
tente inglez, os raelhores que tem vindo
a este mercado, ,e do mais acreditado
fabricante de Liverpool: em casa de Iuis-
sel Mellors & Companhia, na rua da
sladeia do ltecife, nv36.
Ageacla de Edwln Kan,
Na na de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmonl
iV Companhia, acha-se conslanlemnte bons sorti-
mentos de tainas de ferro coado e hatido, lano ra-
sa como fundas, moendas inri iras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para a rniar em madei-
ra de Indos os tamanhose modelos os mais modernos,
machina horisonlal para vapor rom forc,a de
i cavallos, cocos, passadeiras de Ierro estanhado
para casa de purgar, por menos prec,o que os de co-
bre, esco vens para navios, Ierro da Soecia, e to-
ldas do (landres : todo por barato precn.
Moinhos desvento
'ombombasdercpuxopara regar horlase haixas
decapim. na fundicao de U. W. iiowinaii: na rua
do Brum ns, ti. Se 10.
Na rua da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem deHenrique Gibson,,
vendem-sc relogios de.ouro de sabonete, de patente
inglez, da melhor qualidadr, e fabricados em Lon-
dres, por preco commodo.
Vende-se graxa de verniz para limpar arreios
de carro, lustroso e prova d'agua ; na rua do Trapi-
che n. :t. >
TOTASSA.
Xo antigo deposito da rua da Cadeia do Itecife ,
armazem n. 12, ha para vender muilo nova polassa
da RussA'a, americana eMWIeiravcm pequeos bar-
rs de i arrobas; a boa qu
ratos ilo que em oulra qua!
aos que precisaren) com|
tambem lia barris com ca:
ximamente chegados.
' Vende-se a verdadeira salsa parri-
Iha de Sands: na botica franceza, da rua
da Cruz, em frente ao chafarte.
NO CONSULTORIO HOMEOPATHICO
do
DR. P. A. LOBO M0SC0Z0.
Vende-se a melhor de todas as obras de medicina
Iiomopatfiica S2T O NOVO MANUAL DO DR.
(i. II. JAll'. .3 Iraduzido em porluguez peto
Dr. 1>. A. Lobo Moscozo: quatro voluntes encader-
nados em dous. 2O900O
O 4. volunte contando a patbogenesia dos 114
medicamentos que nao toram publicados saldr mui-
lo breve, por e-lar jfjuiln adianlada soa impressao.
Ls de medicina, cirurgia, analo-
etc. encadernado. 48*X)Of
lios. dosmelhores e mais bem
hciiicopalhicos com as duas
40000
Vendem-seenj casa de Me. Calmont i Com-
panhia, na praja do Corpo Santo n. 11, o segoinle:
vinho deMarseilleein raixas de 3 a 6 duzias, linhas
em novellos ecarreleis, lireu em barricas muito
grandes, ac de milaosorlido, ferroinglcz.
__ Vendem-se pianos fortes de superior qualida-
de, fabricados pelo melhor autor hamburgoez ba
rua da Cruz n. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.^
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para ngenho', ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, paa
dito
AOS SENHORES DE NGENHO. _
O arcano da invencao' do Dr.-Eduar-
do Stolle em Bevlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portugtiez, em casa de
. O. Biebcr & Companhia, na rua da
Cruz, n. 4.
precos mais ha-
parle, se afliancam
"o mesmo deposito
isboa cm pedra, pro"-
SALSA PARRILHA.
\ cenle Jos de Brito, nico agento em Pernam-
boco de B. J. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que lem chegado a esla praca orna grande por
Cao de frascos de salsa parrilha de Sands, que silo
verdaderamente falsificados, e preparados po Rio
de Janeiro, peto que se devem acaulelar os consu-
midores de lAo precioso talismn, de cabir neste
engaito, tomando as funestas consequencias que
sempre costumam tra/.er os medieamenlos falsifica-
dos c elaborados pela man daquelles, que anlepoem
seos interesses aos males e estragos datiumanidade.
Portanto pede, para qoe o publico se possa liyrar
desla fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recenlemcnle aqui chega-
da ; o annuncianle faz ver que a verdadeira se ven-
de ii n ir menle em -un botica, na rua da Couceicao
do Recife n. 61 ; e, alm do receituario que acom-
[lanlia cada frasco, lem embaixo da primeira pagina
seu nome impresso, e se achar sua firma em ma-
nusrripto .sobre o invollorio impresso do mesmo
traeos.
Vendem-se saccas com farelln, chegado nlli-
mami'iite da America, por baralo prego: no caes do
Ramos n. 1(1, e na ruado Trapiche n.8.
Na rua do Trapiche n. 14, primeiro andar,
vende-se o seguinle :pasta de lyrio florentino, o
melhor artigo que se moliere para impar os denles
hra*nquece-os a fortificar as gengivas, deixand boot
goslo na bocea e agradavel ebeiro; agua de niel
para os cabellos, limpa a caspa, c dii-lhe mgico
luslre; agua de perolas, este mgico cosmtico para
sarar sardas, rugas, eeinbrllezar o rosto, assim co-
mo a tintura'imperial do Dr. Brown, esta prepara-
cao faz os cabellos mitos nu hranros.cumplelanie'nlc
prctos e marios, sem damno dos mesmos, ludo por
presos commodos. ,
Vende-se CARNE DE VACCA e de porco de
ll.iinliuiso, em barris de 200 libras:
CHAMPAGNE de marca cuuhecida e verdadei-
ra, havendo.poucos sigos de resto, que se vendero
para fechar, a 213000 rs. ;
AC DEMII.AOsorlido;
TAPETES DE LAA, tanto ero peca como sollos,
para torrar salas, de bonitas cores e muilo em conta.
OLEADOS de cores para forrar corredores, eh% ;
OI.EO de I ni haca em latas de cinco galoes : em'
casa de C. J. Asllev & Companhia, rua do Trapi-
che o. 3.
Na rua do Collegio n. 21, segundo
andar, vende-se por barato preco, ou a
prazo, um sortimento de chapeos e ou-
tros objectos de cbapeleiro, c>nsistindo
em chapeos de massa, de seda de varias
((nulidades. a gomma lacre, chapeo
para padre, massas para ditos, bonetes
para gualdas nacionaes, plumas pretas
para chapeos de senhora, fundos e fados .
para chapeos, conrinhos com setim, fi-
vellas, fitas para arrochos e debium,
trancas e outros muitos objectos de cba-
peleiro.
Vestidos modernos.
Vendem-se vestidos de mrsulina fina de cores
com barra, tozenda nova a 59 o corle; ditos de laa '
e seda e barge modernos a 99 o corte de 12 cova-
do-; chitas e cassas francezas novas a 320 rs.* o co-
vado e IiII rs. a vara; e outras muitos fazendas por
baratos1 preros: na ruada Cadeia do Recife, toja
n. 50.
Vendem-se relogios de ouro, pa
ten-te inglez, por commodo pre-
co: na rua da Cruz n. 20-, casa de
L. Leconte Feron & Companhia.
453000
50S000
1005000
108000
Dicciouariodos ten
_ ma, pharmacia.
Uina i artrira de 2i
preparados globul
obras cima
Urna dita de lio' tubos com as roesmas .
Dita, dila i'c 48 lubo.......
Dito de 144 com as ditas......
t'.arteirasde 2 tubos pequeo- para algi-
beira............
Ditas de 48 ditos. ......... 205000
Tubos avulsos de glbulos..... 1&000
VINHO CHAMPAGNE.
Superior vinho de Bordeaux engarra-
fa (I & Gompnhia, rua da Cruz n. ,18.
Vende-se arroz graudo do Mara-
nliao, e charutos deS. Flix, de boas qua-
lidades, epor precos commodos : na rua
da Cadeia do Recife-n. 47 primeiro
andar.
Vendem-se na rua da Cruz n. 15, segundo
andar, boas obras de labyrinlho feitas no Aracaly,
constando de loalbas, loncos, coeiros, rodas de
saia, ele.
FA1UNHA DE HUESTE.
Primeira qualidade..
Tasso Irmaos avisara aos seus fregueze". que lem
para vender familia de trigo chegada ltimamente
de Trieste, sendo a nica nova que daquella proce-
dencia existe no mercado.
5-*S
MADAPOLAO' BOM, A 38200.
Vendem-se pecas de madapoto de boa qualMade,
com pooca Maria : na rua da Cadeia Veiha n. 24,
primeiro andar.
Vendem-se cerca de 800 formas de folha de
ferro para fabrica de assucar, pintadas, e que levam
tres arrobas cada urna : vendem-se muilo em conta
para fechar : na rua de Trapiche n. 3.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, viola e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, schor
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do ltio de Janeiro.
Na rua do Vigario u. 19, primeiro andar, lem
venda a superior flanella para forro desellis, che-
gada recenteinenle da America.
Oleo de linhaca em botijas.
Vende-se a 58000 rs. cada urna botija, c por me-
nos sendo em pureilo : na rua da Cadeia do Recife n.
17, primeiro andar.
Charutos de Havana.
Vendem-se verdadeiros charutos de Havana por
prero iiuiiio comiiu.do : na ruada Croz, armazem
I. }. ,.,-j-j.

de medlclaa,
pkanaada ,
Nendem-se velas adamantinas ame-
ricanas, em carcas de 50 libras, que do
muito boa luz, igual a de espermacete i
")(j0 rs. por libra: em casa de Rost ou
Rooker i C. na praca do Corpo Santo,
esquina da rua do Trapiche h, 18.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barris de i., 5. e 8. : no armazem da rua
do Azeite de Peixe n. I 't, ou a tratar no
eacriptprio le Novis i\ Companhia, na
rua do Trapichen, oi-.
NiiaimazeiiulcC .1. Astlex i.\ Com-
panhia, na rua do Trapiche n. ,", ha
para vender o seguinto :
Balancas decimaes d 600 libras.
Folha de ferro.
Ferro de verguinha.
Oleo de linliaca em lalas de galoes.
Champagne, marca A. C.
Oleados para mesas. .
Tapetes de laa para l'i>rrlBB|alas.
Copos,e i-al\ de t dinoixlinn in.
| Formas de folha de Ierro,, 'piuladas, tara
fabrica deaitsucar.
| Cordao de linho lea troado.
Palha da India para empaliiar.
Ac de Vliluo sortido.
Carne devacea em salmoura.
| l,m sortimento de pregos.
Lonas da Russia.
Espingardas de cara.
Lazarinase clavinotes.
Feijo mulalinho.
Vendem-se saccas milito arailes com feijflo miila-
linbo chegado do Ararali no date Duiidoso, carnau-
ba de primeira sorle, conrinhos miu los csola, ludo
por preco commodo e a dinheiro: na rua da Cruz
do Recife ii. ;I3, usa do S Aranjo.
p) Os mais ricos e mais modernos cha- (9
A peos de senhoras se enconlram sempre /
Pt na loja de madama Theard, por mn prejo W
3 n|ais razovel de que em qualquer outra {,
'9) Par,e- ^
Bepotito do fabrica de Todo o Santoa nm Babia.
V ende-se, em casa de N. O. Bieber & C, na rua
da Cruz ii. alzodad trancado d'aquella fabrica,
muito proprio par a saceos de assucar c roupa de es-
cravos, por preco commodo^
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
para vender, chegado de Lisboa presentemente pela
I barca litnpia, ososuinle: saccas de farello muito
I novo, cera em sumir e em velas com liom sorli-
I ment de superior qualidade, mercurio doce fi cal
de Lisboa em pedra, novissima.
Co.'a da Baha.
Vende-se superior cola, por preco commodo: na
rua da Cadeia do Recife n. 47, primeiro andar.
Vende-se em casa de S. P. Johns-
1 cm & Companbia, na rua da Senzala No-
va n. 42.
Vinho do Porta, superior qualidade, en-
garrafado.
Vinho Chery em barris de ([nato.
Sellins para montara, de homem e se-
nhora.
Vaquetas de lustre para cubera de carros.
Relogios de uro patenteigle/..
No paleo do Carino, (alterna n. I. vende-se
muilo lio i a'.elria, a -210.
Vende-se um preto, crioulo, para fura da pro-
vincia, do idade24 anuos, porim parece mais moco;
lem oilicio de lorniro o fundidor: na Ponte Velba,
casa do Joro/, lorniro frunce/,.
Contiiiia-se a vender gomma do Aracalv de
superior qualidade em arrobas a 39 rs. e a libra a
100rs. : no paleo do Carino n. -*.
Charutos unos de S. Flix.
Na rilado (Jueimado, n. 4!(, tem c!ie-
gados agora da Rabia, os verdadeiros
charutos deS. Flix, da acreditada fabri-
ca de.Rrandao, os epiaes se vendem por
precos mais commodos do que em outra
parte.
Como de lustre
de boa qualidade: vende-se por menos do qu.iem
outra qualquer parte para liquidar conlas : na rua da
Criw it. 10.
, Ma ruada Cruz n. 1.1, segundo andar, vendem-
sepoi|irero roiimiodo, saccas grandes com leijao
muilo n ovo, ditas comuomma, e velas de carnauba,
puras e <|ompuslas.
. Vinho Rodeau.v.
Brunn Vraeger i\ Companhia, rua da Cruz n. 10,
rercberan ltimamente St. Julien e M. margo!, em
caixas de urna duza, que se reconimcudam por suas
boas quali iladcs.
Pri mas pa ra rabeca,
a 40 rs. ca la urna, muilo novas : na rua do IJuci-
mado, loja o. \\>.
Vend ?-se unta porcilo de oleo de ricino muilo
notoe claro em lalus. a vontade du comprador: na
rua da Cadri a do Kecife n. .11. Ka nie-una loja ven-
de-se iliir.iqii c azul e branco muito lino, assim como
outras la/rn I ss, como sejam, picle escuro, proprio
para camisas i. vestidos de escravos, peto baralo Jire-
i.o de no rs. o ovado.
DAVID WIM.IAM BOWMAN, ensenbeiro ma-
chinisla c tundidor de ferro, mu respetosamente
aiiiiuncia aos senhores proprietarios de engeghus,
fazendeiros, e ao respeitavel publico, qunseu esta-
belecimento de ferro movido por machina de vapor,
na rua do Brum passando o chafan/, cooliua em
effectivo ejercicio, ese acha completamente montado
com apparelhos da primeira qualidade para a per-
feila ronfecrao das maiores peras de machinismo.
Habilitado para emprebeuder quaesquer obras da
sua arte, David VVilliam Bowman, deseja mais par-
lirularmcnte chamal* a attenca publica para as se-
gojnles, por ter dellasgrande sorlimenlo ja' pronip-
to, em deposito na mesma fundicao, as quaes cons-
truidas em sua fabrica podem competir com as fabri-
cadas em paiz estrangeiro, lano cm preco como em
qualidade de materias primas e inao de obra, a
saber:
Machinas de vapor da mrllior construcao.
Moendas de caima para engenhos de todos os la-
manbos, movidas a vapor por agua, ou animaes. -
Bodas de agua, moinhos de vento e serras.
Manejos iiidependeutes para cavallos.
Bodas dentadas.
Aguillioes, bronzes e chumaceiras.
Cavilhocs e parafusos de lodos os tamaitos.
laixas, pares, rrivose bocas de forualha.
Moinhos de mandioca, movidos a maO ou por ani-
maes. c prensas para a dila.
Chapas de foi^ao e tornos de fariuha.
Canos de ierro, tomeiras de ferro e de bronze.
Bombas para cacimba e de repoxo, movidas a
mao, por animaes ou vento.
Guindastes, guinchos e macacos.
Prensas hidrulicas ede parafuso.
Ferrasen! para navios, carroso obras publicas.
Columnas, verandas, grades e portOcs. ,
Prensas de copiar cariase sellar.
Camas, carros de mafie arados de ferro, etc., etc.
Alm da superioridade das suas obras, ja' geral-
mentc rcconliecida, David William lio man garaulc
a maise.acia ruiilbrmidade cornos moldes e dese-
nlioj reniellldus pelos senhores que se dignarem de
fazcr-lhe encommendas, aproveitando a occabia pa-
ra agradecer aos seus numerosos amisos e frcuczes
a preferencia com que tem sido por elle* honrado,
e asscgra-lhes que nao poupara estorcose diligen-
cias para continuar a merecer a sua couliauca.
OLEADOS INGLEZES.
Vendein-se rquissimos oleados para
assoalhar salas, tanto eraqualidade, com o
no escollado gosto de desenlio : no ar-
mazem de fazendas de Adamson Howie &
Companhia, na rua do Trapiche Novo
n. >.
Vende-se feijm mulalinho bom, em saccas ; no
armazem da rua da Praia n. 14: no mesmo armazem
vende-se boas travs de 45 palmos de compriineuto
da melhor qualidade que pode haver.
POTASSA E CAL.
Vende-se potassa da Russia e America-
na, superiores, e cal virgem de Lisboa,
tudo por preco mais commodo que em
outra qualquer parte : na rua do Trapi-
che n. lo, armazem de-Bastos Irmaos.
DEPOSITO DE CAL E POTASSA.
Na rua de Apoll, armazem de Leal
Reis, tem superior potassa da Russia, che-
! Diccionario dos terqM
cirnrfta anatom'a ,
etc. etc.
Sabio luz esla obra indispensavel a todas |
pessoas qoe se dedicam ao esludo de
medicina. Vende-se por 49 rs., encaderna-
do, no consultorio do Dr. Moscozo, rua i
Collegio, n. 25, primeiro andar.
Palitos e toalhas.
Vendem-se palitos de brim de linho de cores,
bem feilos, a 355 e 48 cada um ; toalhas de panno
de linho do Porto, proprias para rosto a 800 rs. cada
urna c ,i ; ;i duza; e panno adamascado de das
larguras e boa qualidade para toalhas de mesa a 2$
a vara: na rua da Cadeia do Kecife, toja n. 50.
FUNDICAO' D'AURORA.
Na fundicao d'Aurora acha-se constantemente un)
completo sortimento de machinas de vapor, tanto
d'alta como de baixa presso de, modellos os mais
approvados. Tambem se aprOmplam de encommen-
da de qualquer forma que se possam desojar com a
maior presteza, llfbeis omciaes serao mandados
para as ir assenlar, e os fabricantes como lem de
coslumc afianr.-im o perfeito trabalho deltas, e seres-
ponsabilisam por qnalqner defeito que possa nellas
apparecer durante a primeirasalra. Muitos machi-
nas de vapor construidas neste estabelecimento tem
estado em constante servico nesla provincia 10, 12,
eal 16 annos, e apenas lem exigido mu insignifi-
cantes reparos, e algumas al uenbuns absolutamen-
te, arrresrciido que o ronsumino do conbiistivel be
mui inconsideravel. Os senhores de engenho, pois,
c outras quaesquer pessoas que precisaren) de ma-
chinismo sao respeitosameute convidados a visitar o
estabelecimento em Santo Amaro.
Na rua da Cruz n. 15, segando andar, ven-
defn-se 179 pares de coturnos de couro de lustre,
400 ditos lirnncos e. 50 ditos de botis ; ludo por
preso commodo.
Vende-se nm grande sitio na estrada dos Afflic-
los, quasi detronteda igreja, o qual tem muilas ar
vores de fructas, Ierras de plan taces, baixa para
capim, e casa de vivenda, com bastantes commo-
dos : quem o pretender dirija-se ao mesmo sitio a
enlender-se como Sr. Antonio Manoel de Moraes
Mesquila l'imenlel, ou a rua do Crespo n. 13, no
eseriptorio do padre Antonio da Cunta e- Figuei-
redo.
Pianos.'
s amadores da msica ncham coiilinu.-damenlc
em casa de Brunn Praeger Companhia. rua da Cruz
n. 10, um grande sortimento de pianos tortea e fortes
pianos.de diflerenles modellos, ba conslrucraoebel-
la- vozes, que vendem por mdicos presos; assim co-
mo loda a qualidade de instrumentos para msica.
tbras le ocmi.
como sejam: adereros e meios ditos, braceletes, brin-
cos, aUineles, bolOes, aunis, frrenles para relogios,
etc. etc., do mais moderno aosto : vendem-se na ra
da Cruz n. 10, casa de Brunn Praeger & Companhia.
escravos fug:
iqr i Utmp
TDOS.
Desappareceu no dia 14 de novembro do anuo
passado o preto Ba> mundo, crioulo, lillio do Ico, de
idade 25 anuos, pouco mais ou menos, ciir fr,la, cara
lama, lricos grossos, barba cerrada, estatura regalar,
rendido de lima verilha, finiicu volumosa, lie muilo
ladino, e diz saber ter, he amigo de sambas, onde di-
verte-se locando llaulm ; o mencionado preto toi
caplnrado em o ensenho Tapacari d'onde tontn a
fugir no fim de4 dia* : quem o pegar, queira levar
rua Direita n. 78, que dar-se-ha paga generosa.
(iralifica-se a quem apprehender o preto, criou-
lo, de nome Antonio, ronriitlieiro de bordo do brigne
nacional Iris, que veio passe.ir ierra in> da 23 do
correule, e lem os signaes seguinles: estatura rega-
lar, pouca barba, queixo saliente, denles limados
e anlureltos, o os debaixu aluidos. marcas de beiigas
prximas ao nariz,maos amarelladas de alcatrao. Con-
duzam-o ao eseriptorio de Bailar & Oliveira, rua da
Cadeia Velba n. 12.
No I. de dezembro prximo passado. desappa-
receu do engenho Canabrava de N. S. do O', comar-
ca de (inianna, um prelo de nome Vicente, o qual
lentos signaes seguinles : alto, secco do corno, com
um talho na lesta da parle esquerda, os cabellos das
fonles avermelhados, nariz chalo, reprsenla ter 25 a
30 anuos de idade; este escravo toi do Sr. Joo Ne-
pomuceno Viegas, ent Peilras de Fogo : quem pegar
dito escravo o poden levar no referido engenho, ou
nesla prasa, no eseriptorio da rua de Cruz n. 21, que
ser generosamente recompensado.
Desappareceu no dia 22 do crrenle o preto
Alexaulre de naco de San Pauto, idade 35 an-
uos, alto, fulla demorada e corpo reforjado; toi
escravo do Sr. Melequcr, Francez. morador no Rio
Docee ltimamente pertenceu ao Sr. Eduardo Bol-
I). Esse prelo cosluma em suas frequentes-fugidas
andar por Olinda e refugiarse' as capoeiras do Rio
Doce, c ahi se puder com certeza encontrar: roga-
se a quem o pegar ou delle der noticia, o obsequio
de dirigir-se a fabrica de caldeireiro na rua do
Brum u. 28.
Desappareceu no da 8 do corrente, do lugar do
Mouteiro, fieuuczia do Poro da Panella, o escravo
Manuino, de naco, com os signaes seguinles : alio,
magro, com falta de denles, beisos grossos e o de bai-
\o cahiito, lem u umbiso grande, representa ter de
idade 50 a 60 anuos : recoiumeuda-se aoscapilaes de
campo a caplura de dito escravo ; e quem o pegar,
iteve-o i casa do abaixo asignado, no Momeiro, que
ser gratificado. Francisco Cavalcanti de Mello.
Do ensenho Boa-Vista de Goiaoua, desappa-
receu a tantos de abril o auno prximo passado um
mulato com 35 annos de idade mais ou menos, baixo
cheo do corpo, cabellos poucos sollos, olhos pouco
negros, pequeos e vivos, sobranselhas fecliadas.j
um pouco crespas, nariz tirado, bocea regular.dentes
limados, tendo um na frente do lado superior que-
brado, bastante barbado, as conserva imperiaes, ou
eulio p de inoleque chamado, cor alaranjada Iluta-
da, peilos muilo cabelludos e.bracns. ntaos speras o
carnudas, um pouco menos ao lado direitb, no andar,
lem as pernas bstanle, cavalleiras, ps pequeos, e
um dos dedos polegares.ctceio que do ji direilo; bs-
tanle destruido por urna ferida. cujo m.-.l estrigou a
iinlia.diiiiinuio o dedo,r fez no meio una cinlura.tem
da ltimamente, e la fabricada no Rio a< nadegasestragadas de casitoo, rhama-sc Theodoro.
de Janeiro, de cpialidade tem conhcida,
assim como cal em pedra, cherjada no ul-
timo navio-
Vendem-se cobertores de algodo grandes a OSO
rs. e pequeos a 5ti<) rs. : na rua do Crespo nume-
ro 12.
m
i
potassa rrasileira:
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-sc aos senhores de engenho os
is eTeitos ja' experimen-

lados : na rua da (Irii/, n. 20. ai
ma/.em de L. Leconte Feron &
Companhia.
Vendem-se pregos americaios, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e avaiade de/.inco*, supenor quali-
dade, por precos commodos: na rua do
Trapiche Novo n. lp-
Chapeos /---Trianteleles.
.Vendem-se chapeos de edi- de cures, enfeilados,
proprios para meninas e meninos a 5 cada un ,
manteletes prelos e de cures com rolletes e sem elles;
por preros commodos: na rua da Cadeia do Recife,
toja n. 50.
lem o bom coslume de andar limpo, camisa de ma-
dapoblo. ou riscado de algndaozinbo, rolarinho desa-
holoado, ratea ou cri rola", li.izcndo a camisa sempre
por cima, 'nesse mesmo engenho, desappare-
ceu a tantos de selembro prximo passado tima es-
crava denominada Marn, com esles sinars : 2 an-
uos de idade imuro mais ou menos, altura regalar,
pouco corpo. cabellos desandados, cor bem fula,
quasi acabrallwda, testa um ponto saliente, e aca-
nhadi, soliranrellia regular, olhos fnnlasados. pe-
queii'is e vitos, nariz baixoporem tirado, boca regu-
lar, drilles perfeilos e tiaturacs lem sobre as costas
do 'hombro rsquerdo, una marca de fogo com dez po-
leiiiula* i..i"iural da pellc.c com cor legtimamente de cicalriz
de foso, peilos pequeo*, ps pequeos c muilo bem
feilos. o sem imperleiro ala>una,hn natoralmenle es- -
prilada, c loma alguma cachaca, toi arrematada em
! basta publica perlenccnte ao evento : o mrsino Sr.
I do ensenho supradilo recompensar generosamente
;.i quem entrenar ditos escratos, ou entilo ao Sr.
'jfl : Francisco Antonio Marlins.iia travessa do Arsenal, n.
' 0, armazem de carne ser ra.
! 50* de gratilicacao.
Em junho do auno prximo passado, ftiio do abai-
xo assignauo um seu escravo de n.iro, de nome Se-
bastio, representa* ter mai* de 10 anuos, alio, refor-
cado do corpo, ps c miins grossas, denles limados,
pouca barba, falla e anda muilo descanrado, cojo
escravo toi comprado a Illma. Sra. I). Marianna la
Conrrirao Pereira, moradora na rus das Flores c be
ile presumir que o dito escravo fosee fuVIado, vislo
que ale boje nflo ha noticias delle, recommenda-se os
dignas autoridades pulciaes c capiles de campo a
captura do mesmo.
Per.;-TTr>. o M. F. de Farla IBM.
:*

AJ
i An



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