Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02330


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Full Text

f-J
3
SI,
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
TEUCA FEIRA U DE JANEIRO DE 1854.
i
Por Anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor
_,-^w_------ xMHVTn^ i' irancu para o mstriLiur
^aajjjjjjjj. aja ^a- ^^^^ ^^_ ^^^^ ^^^^^^^^^^ ~~ T-T^-v________ co*-
DIARIO DE PERNAMBCO
ENCARREGADOS .V SUtSCRIPCAO".
Becife, o propretario M. F. de Paria; Rio do Ja-
neiro, o Sr. J030 I'ereira Mariins; Bahia, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
douca; Parahiba, o Sr. JosRodrigues da Cosa; Na-
tal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Aracaty, Sr.
Antonio Je Lemos Braga; Ceani, o Sr. Victoriano
AugustoBorges;Maranhao, o Sr. Joaquim Marques
Rodrigues ; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 28 d. por 15000 firme.
Parift 3iO a 34o rs. por 1 f.
I.is4b, 95 por rento.
Rio de Janeiro, de I 1/2 a 2 por O/o de pr.
Arccs do banco 5 O/o de premio.
da companliia de Behcribo ao par.
da eoinVanhia de seguros ao par.
Disconto de lottras de 11 a 12 1/8 de rebate.
METAES.
Ouio------Oneas liespanliolas. 285500 a 299000
Moedas de 65400 velhas. 165000
de 65400 novas. 165000
".' de 45000....
Prala. Pataces brasileiros .
Pesos columnarios. .
mexicanos ....
95000
15930
15930
15800
PARTIDAS DOS CORREItS.
Olinda, lodos os das.
Cmara, Bonito e Garanhuus hosdias 1 o 13.
Villa Billa, Boa-Vista, Ex c Orieury, a 13 e 28.
Goiarina e Parahiba, segundase sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras!
i, PREAMAR DE IIOJE.
Primena 0 e 30 minutos da tarde.
Segunda t) e 54 minutos da manba.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commcrcio, segundas e qnintasfeiras
Relacao, tercas feiras c sabbados.
Fazcnda, tercas c sextas feiras s.10 horas.
Juio 9e Orphos, segundas e quimas s lfUioras.
1.' vara do civel, segundas e sextas ao meio dia.
2." varara) civel, quartas e sabbados ao meio dia.
Os Tribunaes de Justica eslao fechados at o ulti-
mo de Janeiro.
PARTE 0FF1C1AL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Esplente do di SO de Janeiro de 1854.
Ofllcio AoExm. marechal commandanle da, anno de 1852
armas, dizendoque, em vista das orden, impenaes, o Desertando, perder a, vanlagens do premio, e da- traben, amvrrBc,r,m ,- ,- a A"T*t' *" cl,e lto deftii|o dagtwrda doconsal para conseguir a naveg(aoIvrc do Amazonas, ecnm
alteres martel-L re do quinto batalbo de infanta- quellasaque tem direilo peloarlgo HTla rilad aL apP'UeCcr?m ,es,oes ^P'-cada, entre eral francez em Smyrna, afim de permanecer alli raza se pode enerar a cooperario delies a este res-
:.,! .;,,,, h ,.......ron. i: ser. LsiZ, tl??T i.* *? f" r?'"'* acerca \a America Cenlral- A al 0caise taemb.rae.add peto mol* 'accordo pei.o. Quanto mais entendidas sao as vanlagens das
r.ia-ircianha propo/re*olve-las por meio tic um a- dos cnsules dos resDcclivosso\criiosiiafliipl1P lnt-ar iivr*c rehir-Aa.* nmmii cica i{uiiici*fiic9tiv ~" t-------
ra Leopoldo Burgo* Galvo lclioa nito pode demo-
rarse nesta provincia mais lempo do que o que llie
foi marcado por aviso da repartilo da guerra de 29
de noverobro ultimo.
Dito Ao inspector da Ihesoiu aria de fazenda,
para remetler eom brevidade, afim de seren Irans-
n.Midas ao Exm. presdeme-das Alagoes, que as re-
quisita, as guias de soccurrimcnl dos lenles Joa-
quim Car'doso da Costa e Manuel Sabino de Mello.
Dito Ao mesino, transmillindo por (pia o avi-
so da reparlicao da guerra de 10 corrente, no qual
se determina, que por aquella reparlicao sejam pagos
ao mareclial de campo Antonio Correa Se.ira, i vista
da respectiva guia, os sidos vencidos e que for ven-
ceudo. Igual copia remelleu-se ao mareclial com-
mandante das armas.
Dito Ao mesmd, recommendando que. mande
pagar a Jos Baplista. Braga, vista da conla que
remelle, a quanlia de 25000 em que importou um
caxo que se comprou por ordem do consellio admi-
nistrativo, pira condicionar varios objeclos dest-
nanos ao presidio de Fernando. Inteirou-se ao
mencionado conselho.
Dito Ao mesmo. enviando para os cnnvenienles
exames copia da acia do conselho administrativo de
17 do crrenle.
Dito Aojuiz relator da junla de justica, trans-
mitlindo para ser relatado em sessao da mesma junta
o processo verbal do soldado do oilayo balall.jo de
infantera, Joaquim Porfirio da Vesta. Participou-
se ao Exm. presidente das Alagoas.
Dilo Ao director do arsenal de guerra, para
remetler com brevidade, para ser transmitida ao
Exm. presidente das Alagoas, que a requisita, una
copia da tabella do prego das cem armas que ltima-
mente Ibram remedidas para aquella provincia. '
Dilo Ao.commandinle superior da guarda na-
cional deste municipio, recoitmendando a evpediro
desuas ordem, para que seja dispensado de coadju-
var os trabalhos do conselho de qualilicuco da fre-
goezia da Boa Vista, o primeiro esciipturario da the-
souraria provincial, Francisco Antonio Cavalcanli
Coussciro.visto terem precisos osseus serviros naquel-
la reparlicao, segundo declarou o respectivo iuspec-
lor. Comrounicou-se a esle.
IdB do dia 31.
OfllcioAo Exm. presidente da Parahiba. par-
ticipando que, peto mestre do hiate"Flor das l'irlu-
dei. Joo Alvares de Faras.sero entregues naquella
provinci a disposcao de S. Exc. -20 barris com 10
rrobas de plvora grossa.os quaes vieram do arsenal
(fe guerra da curie cpm "*ja |'-i;"~ na escuna nacio-
nal I'eremos.e rogando a S. Ee. que se digne man-
dar pagar a pessoa competente o frete da conducao da
referida plvora, o qual consta do conhccimenlo que
remelle.Communicou-se ao director do sapradilo
arsenal.
DiloAo chefe de polica, inleirando-o de haver
Iransmilliilo (hesouraria provincial a conla da dcs-
pea feita nos mezes de novembro e dezembro do an
no prximo passado.com o sustento dos presos pobres
da cadeia de Goianna, afim de que oslando nos Icr-
mos legaes, seja paga a sua importancia conforme S.
S.aolicilou.
DiloAoinspeclor da tbesouraria provincial.trans-
mitlindo, para qu tenha a devida execuco, oilenta
ejemplares do regulamenlo provincial -de 9 do de-
zembro do anuo prximo pastado,relativamente co-
branca do imposto de 20 % sobre a agurdenle.
DiloAo director das obras publicas, inleirando-o
de haver approvado o ornamento dos reparos de que
precisamaseslradasda Victoria cEscada.os quaes
devero ser feilos por adminstralo conforme Smc.
indicou.Transmiltro-se a copia do orcamenlo de
que se trata i Uiesouraria provincial.
DitoA'junla revisora da freguezia dos Afoga-
ilos, aecusando repebida a copia da acta da qualifica-
C3o dos volantes daquella freguezia.
HMANDODAS ARBSAS.
Q*l (emaral do conmando das armas de
Parnamboco, na eldade do Recife, em 23
da Jaaeiro de I85S.
ORDEM SO DIA X. *7.
O mareclial de campo commnndanle das armas,
en, execro do ar.igo" U do reglame,,'que"hail ^ com meZZZZ S
inenlo, precedeno inspdecco de saude, o soldado .
balaHto n. 9 de infanUra, ManoelFilippe da lio
ra, que fnalsnu o sen lempo.
Este toldado lica bbrlgado a servir por lempo
seis -anuos, percebendo alm dos vencmentos q
do
EPIIEMERIDES.
Janeiro C Quario crescente a 1 bofa, 29 minutos
e A segundos da manhaa.
r> 14 La cheia as 6 horas, 42 minutse
12 segundos da manhaa.
22 Qurio ininguantc ao 38 ininntos c
48 segundos da manhaa.
28 La nova as 2 horas, 34 minutos e
48 segundos da tarde. '
, ..U3 ...m no pescaoores inglezes. julguei convenienle estacionar "promplas e enrgicas para a sua sullara. Mediante
rjosto do referido urna forra naval naquella paragem durante a quadra um ajuste cnlre os agentes dos Eladf-l"ndos e da
: da pesca. Austria, fora elle poslodebaijo dazrda do cnsul
un nremio. a Ha, T,mK.m ..____^_ ____.. ... ...
.raa-Brelanha propoz rcsolve-las por meio de um a- dos cnsules dos respectivos govemosnaquclle lugsr.
ZS ^!"r.aJ.ame.n,0 d.e P"8!'0 C,n V,rlude de J'"<"n.gav,l, e o nosso ministro em Londres rece- Segundoemelhante accordoello foi ,.l,, e presen-
rucroes para entrar em negocares a esle lmente esl de viagem paraos Eslados-lndos. O
imperador da Austria fez do procedimento dos nos-
sos oliicaes que tomarnm parle nesta transacro um
srnlcnei. aveiiiaii-lo-sc esle descont eo perdimento ..
das vanlagens no respeclivo ttulo, como he expresso respeiio
no artigo 7." do supradilo regulamenlo.
AssignadoJos Fernandes dos Sanias Pereira.
Ass.gnado-yoe Femando dos Sanios Pere.ra. commissSo organisada sol. a convengo deoilo de Te- assumplo de grave queixa
Conforme Candido Ual Ferreira, 3\ui\aUle de vereiropassado.alimde ajuslarasreciamaSdesdos nos- Considerando koula
lfiis piif:irrp":irin iln iIpItHio ,-,,.- /,,*;a,,.i.-.-___'____.- a. -
ordens encarruado do delallie.
EXTERIOR.
Primen-a mensagem do presidente
Pierce ao congresso dos Estados-
Unidos, reunido em Washington, a
5 de dezembro.
Cidadiios do senado e da casa dos representan-
tes! .
O inlcresse com que o povo da repblica anlecipa
a reuniito do congresso. e nesla occasiao o'cumpri-
mento do dever raposlo a um novo presidente, he o
signal mais evidente da sua capacddepara realsar
as esperanjas dos fundadores de um syslema poltico
ao mesmo tempo complexo e symmetrico. Posto que
os diflerenles ramos do governo, al cerlo poni, se-
jam independentes entre si, os deveres de todos se re-
rerem directamente i lana do poder. Felizmente,
neslc syslema, uo ha homem de categora ISo ele-
vada, nem ISn humilde, na escala dacsta$ao publica,
que escape ao escrutinio, bu esteja isento.da respon-
sabildade inherente a (odas ad funcQoes espe-
ciaes.
Najuslirae inlelligeocia das.turbasl>'um -over-
no desl'arle or^anisado, existe a onca confianra da
canleilorarao, ea unte seguranza da mais honesta
mais ardenle ilcJicacao aafcus interesses, por um
lado contra as usurpaban e rovases do poder, e por
ouiro contra os assallos da ambicio pessoal.
O inlercssede que cima faltei he inseparavel.n'u-
ma communilade que se governa a si propra e in-
vestiga os negocios, m'ns eslimoMo indubilavelmen-
le. na aclualidade pela cndilo ineerla das nossas
relnsGes com varas potencias cslrangeiras, pelas no-
vas -obrgaroos resultantes de urna repentina exten-
sao docampo de emprezas, pelo espirito com que se
tem entrado ncsle campo, e pela energa admiravel
com que os seus recursos tem sido desenvolvidos para
salisfazer as exigencias da humanidade.
lo lempo os caracteres He ampia e devastadora pesie,
tiouvesse deisado osseus liisles vestigios em aK'umas
cernios a Dos osmilhares de heneaos derramadasso-
bre nos como naco. Beleva que a consciencia do
rpido progresso e da forja que sempre vai crescen
***j*hnKlaalmenla associa.la a- um frequenlesen
suas miloso destino do* homens e das narOes.
ReconJiecendo a sabedoria do ampio principio de
influencia que elle lem exercido sobre a nossa con-
di'caosocial epolilica, fallara eua um dever sagra-
_ doscnnomanifcslassea minha mais profunda con-
viccilo, deque nao podemos ler confiancaem algum
progresso apparenle. se elle nao for sustentado pela
inlegrdade nacional, fundando-se as grandes ver-
dades alllrmadase Ilustradas pela revelarlo divina.
r-------------i- ......a. """" ">" que a iiesp.Tnna lem chamado <
fio meio das nossas agonas pelo aljelo eo que sof- allenrao desle averno sobre urna reclamaco de per
rre,ITe consolador ver nuam nrnmrti^mnnia ni..rn*i.. ilac fre.lle consolador ver quam prompfamcnte o infortu-
nio aproxima dislriclos e cidades largamente separa-
das entre si.e quanto he grato observara forja desse
laco commum de fralernidade que une lodos os co-
rarlos, em lodasas parles desla unib, quando o pe-
rigo ampara do exterior, ou as calamidades pcndeni
sobre nos em'o pai'z. ,
As nossas relaeocs diplomticas com as polenrias
eslrangeiras, nao foram essencalmenlc alteradas des-
de o encerramenlo do ltimo congresso. C"om algu-
nas destas potencias, anda estao pendentes certas
quesles de um carcter perturbador, mas ha razo
para cror-se velmenle.
Desde alguns annos a esta parle, a Graa-Brelanha
tem interpretado de lal sorte o primeiro rtico da con-
vencen de 20 de abril de lKI8,acerc.i .las pescaras na
cosa de noroeste, que exclue os nosso concidadaos
dealguns dos lugares de pesca, que concoman! por
esparo de um quarlo de seculo depois da data da-
quelle Iratado. Os Eslados-Cnidos nunca concorda-
Presenlcmenle esl funecionando em Londres urna
" '.--------'------..vuSuuw imis- Kvimucrauuu Rozzia como se ainua losse subdito
sos conc.da.liios contra a Graa-Bietanha, e sdossub- seu. e reclamando o direilo de prndelo denlro dos
l tS U:'IP7PS rntilrn ^ P.l...t,i.. 1'..:.!.-- i- .;... ....
di los iuslczes conlra os Estados-Unidos.
Por tu ii i tas razoes he desejavel que a lnha de de-
marcacao entre os Estados-Unidos e as provincias in-
glezas ao noroeste, Como est designada na converi-
rio de 16 de junho de 1816, e especalmenle'a par-
teque separan territoriode Washington das possesses
inglezas ao norte, fossem tratados e marcados.
Nesta conl'ormidade snbmeltao negocio vosea cori-
siderajo.
As nossas relaeocs com a Franja coulinuam no
mais amigavel estado. O extenso commercio enlro
osEslados-l.'nidos e aquellepaiz poderia ser aliviado
de alguinas reslrictoes desnecessarias, cora mulua .
vanlagem para ambas as partes. A esle respeiio ja se
lem feilo alguna cousa para negociar-se um tratado
de commercio e navegajao.
Indcpendenle do nosso precioso commercio com a
Uespanlia, temos importantes relarOes polticas com
esle paiz, em conseqnencia da nossa vizinhanrs com
as Ihas de Cuba e PorloBico. Ufano-me de nnun-
ciar que desde o ultimo congresso nao se fez tentati-
va alguma por meio de expedicSes nao autorisadas
denlro dos Estados-Unidos contra qualquer deslas
coloiftas. Se se manifestar qualquer roovirjento den-
tro dos nossos limites, todos os meios ao meu alcance
sero vigorosamente empregados para reprimi-lo.
Varias oceurrencas ncommodas liver*am lugar em
llavana, ou na vzinhanra da ilha de Cuba, enlre os
nossos concidadaos e as autoridadeshespanholas. Con-
siderando a proiimidade daquella ilha s nossas
praias,achando-se como se acha na eslrada do com-
mercio enlre algumas das nossas principaes cdades,
ea vigilancia suspeita com que o commercio ostra n-
geiro, particularmente o commercio com os Eslados-
Unidos, he all observado, pido recear-se urna repe-
licao de laes oceurrencas. Como nenbuma corres-
pondencia diplomalica he permllda entre o nosso
cor.sul.em Ha-ana e caplao general de Cuba, se
nao podem dar explicaroas inmediatas, ou fazer
- i-----.-, ->v.;, -i.......l. ,i- u, .un-iauea1- e*l-
l oslo que una enrermidade que ao tomar em cer- giren. Qualquer queixa da parle dos nossos conc-
ll'llll'n l\ I--.I'.' iclnrn. i\n .,,,,..!.. l^^..._a_ a J_ J~ -
dadnos,cerca do presente a'nsle, em primeiro lugar
deve ser apresenlada a esle : ivern, e enlSo referida
Zrr-ZV 9 *"" em "sam** "" "P""""*' B f "o, e enlid referida lo n verdadeira lnha divisoria enlre o nosso Urftlo-
cermosa Dos os milhares de heneaos ,lerramadasso- autoridades locaes em Cuba, uara iuveslicarao. lina. Fm nrim.i en.,uc .,...., .-..,,..
autoridades locaes em Cuba, para invesligarao, ,
procrastina una respaila al ouvir estas autoridades
Para evilar eslas rtil.iroes irritantes e vexalorias.
j. ,^,t ,,, .' r" ....."" ...... ....c, .., ccxaionas, se coni o,iraiauo ue ouaalupc MUalao, cominclleu um
Tn~< i i ,'nt"U*a'''-rafqnenlesen~ tezauna proposigao quvA lal ttspeo aduUI***sW.,srave cm detanalnar Jiouto inicial no Rio
tmenlo de dependencia para com aquclle.que lem em Ppello direclo o capito general pelo nosso consol, Grande : mas, como a sua deciso era ca, menle
sua* maoso (leslino Io* nomens c das iiarps. em fdvur <1n nnm pnm-i.i^ir,^ .*wa:j *. .... j;_^____... ....
---*------ -.lao -..... ......^..a Ul. h.h^kuiic u. nnrues para ira-
...r.... boje, o aoverno da Hespanha lem declinado entrar car os limiles conlcudos naquelle Iralado, e nao era
abIo a tolerancia religiosa,, proclamado em o ns, m qualquer ajus.e des.aua.ureza. Semelhante com- encon.rada pelo abalsadornomeado por parte dos
p.clorundameal,oregos,jandp-mecom a benigna por.amenlo da sua parle ho profunda'men.e lamen- Es.ados Unidos, cuja concurrencia\Z necessari
influencia aue elle lem exercido snlir a nn.. ^n- lavtl-.noraue semaliimoi,eii ^,___ u i ..Vi .nK.uireni.id era necessana
, v T,e-sem al'um aiusle desla especie, a boa para dar validado a semelhaoledecisao. esle governo
lll P ll"niin:i titilm no ,!.. __t_.^^'a.___ .. .
inlclligencia entre os dous paizes pude ser exposla
alguma nterropeo. O nosso ministro em Madrid,
recebeu inslrucros para renovar a proposijao e ins-
tar pela solujlo peraole o governo de S. M. Calho-
lica.
Ha muilos annos que a Hesp.tnha lem chamado a
s. pae^!:^: %szr^i srrr*rhMnM'de m favoraveI resHl-,los cUeKoa emSmyrna> c depois deMerigunr -fir-
de praja.e concluid.o e.vij,mZTa."datante ot'pr 7 P *" *- "^ pC50adreS m"ihs cumslancias do caso, cuacluio qoe Koala tinba di- para induzir o governo brasileiro, sob convenien.es
ierras de 2,000 bracas quadaadas" maTer2 2 *!}?" -'7'. "'"* col"si"> enlre elles c rei"> 1>">I* > Soverno, e lomou medidas garantias.abrires.agrandeeslrada natural paran com-'
artigo2..dlein.ei8 de Zle "hih T,,.! ~ures ,n^zes-Ju 8ue' "nvenienle estacionar "promplas e enrgica, para a sua sullara. Median.e mercio internacional. Variosesladossul-afl5erlc.no,
DAS da semaxa.
23 Segunda. Os desposorios da SS. Virgem Mae D.
24 Terca. N. S.' da Paz ; S. Themotheb b.
25 (luarta. A conversacao de S. Paulo Apostlo.
26 Quinta. S. Polycarpo b. m. : S. Theogines.
27 Sexta. S. Joao Chrysoslomo.b. dout. da igreja.
28 Sabbado. S. Gyrillob. ; Ss. Lenidas e Flaviano
29 Domingo. 4." depois de Reis. S. Eranciscode
Sales.
em semelhante poltica, e empregar os seus esforcos
para induzir o governo brasileiro, sob convenientes
como se anda fosse subdito
limites do imperio turco, exigi desle governo o seu
consentimento para a entrega do prironeiro, desp-
provajo dos actos dos seus agentes e satisfazlo pelo
ullrage allegado. Depois de haver refleclido madu-
ramente sobre o caso, cheguei a conrlusiio de que
Kozzla Tora preso sem auloridade legal em Smirna;
que fura injustamente delido a bordo do briguc de
guerra austraco; qiie rio momento da sua prsSo se
achava revestido com a iiacioualidade dos Estados
Unidos; e que os actos dos nossos efliciaes, as cir-
cunstancias do caso, eram justificareis, e o seucoiu-
porlamenlo fra plenamente approvado por mim, c
decline de condescender com os diflerenles pedidos
do imperador d'Austria.
Quanto a narrarn cirrumsianciada e as mnlias
ideas a esle respeiio, reliro-vo i-,correspondencia
enlje o encarregado de negocio Austria e o secre-
tario de eslaile. Os principiomi>Olilica sustenta-
dos ueste negocio por parle Jos aviados Unidos scro
applicados, sempre que se der ocoauu.
A coiuiieAo da China presealemente indica, que
ho prnvavel que se operem algumas mudanras im-
portantes naquelle vasto imperio, que permiltiro
relarOes mais extensas com elle. Ocommissario na-
mercio internacional. Varios estadossul-amcricanos
se acham profundamente interessados nesta tentativa
para conseguir anavegajaolvrc do Amazonas, ecnm
livres rclares commercaes enlre as narOes, quanto
mais liberaos dosignids sao mantidos acerca dos d-
relos commiins de lodos ao livro uso desses meios
que a natureza dccrelou para a communicacn inler-
nacionar. Aguarda-se que n Brasil confonnar a sua
poltica com esles designios mais ampios eliberaes, c
remover lodas as reslriccocs desnecessarias ao uso
livrede um rioque allravcssa tantos eslados.e lo gran-
de parle do continente. Ufano-me de informar-vos
que a repblica d Paraguay o a Confederaran Ar-
gentina assentiram poltica liberal sempre impug-
nada pelo Brasil a respeiio dos ros navegaves exis-
tentes nos respectivos territorios. Varios tratados
que conlm assumplos desla nalureza sero suhmel-
lidos ao senado na prsenle sessao.
Um novo ramo do commercio, impvjrlanle'para os
ioleresses agrcolas dos Estados Unidos, foi aberlo
Das consequencas pralicas que decorrem da nalu-
reza do governo federal, a prmeira he o dever de
administrar com inlegrdade e fidclidade o alio car-
go que llie he confiado pela constituirlo, especial-
mente na applicarjo dos fundos pblicos, que sao li-
rados ao povo por meio dos tributos, e apropriados a
objeclos especiaes pelo congresso. Felizmente nao
lenho de lembrar mudanra alguma radical na polti-
ca financcira do governo. O nosso he'qasi, so nSo
absolutamente, o uiico poder da cirislandade que
lem r.ma renda superfina, lirada inmediatamente
dos imposlos sobre o commercio, c por tanto calcula-
dos pela emprezn espontanea e prosperidade nacional
do paiz, com lal relacao indirecta com a agricultura,
manufacturas, e com os producios da Ierra e mar.
capaz de violar qualquer doulrina conslucionat, e
com todo promover vigorosamente a prosperidade ge-
ral. Nem quanto s tontea do (hesodto publico, uem
quanto mancha de conserva-loe dirigido, nao pre-
valece presenlemenle controversia alguma grave, por
que existo urna acquiescencia geral na sabedoria do
actual svstema.
as communicacoes dos secretarios da guerra e do in-
terior.
y i administrarlo da repartirn do correio no anno
financeiro que se acabou em 30de-junhe de 1833, a
despeza toi do 7 milhes 982 mil 756 dollars ; e a
receila, duranle o mesmo periodo,'3 milhoes 9*2 mil
73i ibdlars; sendo que a despeza corrente da repar-
licao exceden renda correle na quanlia de 2 mi-
Iboes- ',> mil e 32 dollars. As causas que, sob o
aclual syslema e leis do Correio, produziram inevta-
velnienle esto resultado, sao plenamente explicada8
pelo relatt.no do administrador geral do correio ;
sendo urna grande cansa as enormes contribuicoes
que a repartirlo foi ubrigada a pagar pelos serviros
das malas feilos pelzs companhias de caminbos de
ferro.
A exposcao no rlatoro do administrador geral do
correio, da renda e das despezas felas com as malas
dos. vapores lio nteressante, e dedjnm carcter que
exige a aejao immediala do congresso. :.
Numerosas e flagrantes fraudes na repartirlo das
penwies foram descoberlas denlro do anno pasudo.
" k^uiucs loram uesconenas dentro do anno passade
O relaiorio do secretario do thesour'o expora crr e, am alguns casos, applicou-se o merecido castigo
iiiisftinriad.iiiipiilA ad,an a..-(;,/"........ ..uit.... ... infui'. ,. i -.,_-__ .
como Pero, depois de alguns annospassados. Nao ministrado por aquella repartirau do governo
f tIHl TMlf A III llinvIllil.L.- ilnnm-llu .1.. ------- -____ II____
obstante os iiiexauslns depsitos de guano as ilhas
daquellc pafz, lem se dado coosideraveis difliculda-
des acercada acqujsijo desle arligo. Infelizmente
houve urna grave coilsao enlre os nossos cidados,
que em virlude daqoelle objeclo linham concorrfdo
,para as Ilhas Chinchas, e as autoridades peruanits all
estacionadas. O nosso.minislro em Lima mmeda-
'amenle exigi rfliaraelo pelos damnos commlldos
por eslas autoridades. Esle objeclo foi agora loma-
do em consideracao, e ha razo para crer-se que o
Per esl dsposlo a oflerecer adequada iudemnisa-
Jo s parles aggravadas. -
Nao nos adiamos somenla em paz com lodos os
paizes eslrangeiros, mas, quanto aos negocios jioliti-
quelle paiz, que foi receu'emenle nomeado, recebeu eos, estamos livres de qualquer causa de grave inquie
infclrMI-r.".!; .i ir-l .n.mllHv .1 .1.. Ul. i.ln.-| T ______I .__-._ _
inslrucroes para aproveilar-se de qualquer occasiao
para abrir e extender as nossas ralafoes commercaes,
o5o s com o imperio da China, mas com as oulras
naeies asiticas.
Em 1852 urna expedijo foi mandada ao Ja pao.
sob o commando de Comodorc Perry, com o fnvde
abrir relajees commerciaesccm aquclle imperio. Re-
cebemos nolica da sua chegada all, e de ter
manifestado ao imperador do Japio o objeclo da sua
vizila ; mas ainda nao he cerlo at que ponto o impe-
radoresla disposlo a abandonar a sua poltica acanha-
da, e abrir aquelle populoso paiz s relMrfles commer-
caes com as Estados Unidos.
Tem sido o meu mais ardenle deaejo manter rela-
,. ---------------, ...&b. .^... ^.u.. ,..bH ,.,.,,0 olUblIK UDK|U lUdIIICI icia-
promplas reparajes, quando as circnmslancias exi- roes amgaveis com os governos desle continente ; e
coadjuva-los na conservarlo de boa intelligencia en-
tre si. Com o Mxico suscitou-se urna disputa quan-
to .i verdadeira linha divisoria enlre o nosso terrilo-
lina. Um primeiro cnminissario dos Estados Unidos,
empregado cm correr aquella linha deconfonndade
se .com o Iraiauo de Guadalupe llidalao, commelleu um
tajao em as nossas relarOes domesticas.
As controversias que anligamente agilavam o paiz
se cxliuguram com as causas que as produziram e
paixesquetnham despertado ; ou, se anda reslam
alguns vestigios, se pode razoavelmente esperar que
esle fado s se cncnnlra na zelosa rivalidade de iodos
osbons cidados em teslemunhar o seu respeiio
pelos direilos dos estados, a sua dedicacilo i unao, o
a sua commum determinarlo deque cada nm dos es-
lados, inslilujocs.prosperidade e paz domesticas, en-
conlram igual prolecco sob a egide da constilui-
j3o.
Esla nova liga de amzade, mulua conlianja. e
apoio, em que lem enlrado o povo da repblica, fe-
cuiiistenciadameute o estado das fiftnras publicas, e
... ...... ------ "* "ivaua c^^n^at lili,
a condijao dos varios ramos do serviro publico ad- nao por falla de evidencia sufncieiitequejgerassecon-
No fin do anno financere, que se acabou a 30 de
junho de 18-k>, exista no thesouro um balanro de II
milbSes 6contse 31 mil 130 dollars. A renda pu-
blica, para o auno financeiro que finalisou a 30 de
junho de 1853, montava a 58 milboes 931 mil 865
dollars de direilos de alfandega, e a > milhoes 405
mi7U8 dollars, entretanto a despeza publica para o
mesmo perodo, afora os pagamentos da divida pu-
blica, montava 13 milhes .554 mil 262 dollars, fiean-
doum halanco de 32milli0es 125 mil 447 dollars de
receila cima da despeza.
Esle faci de augraenlosuperfluono thesouro,lor-
nou-se o assumplo de anciosa consideracao no primi-
tivo periodo da minha admioislrajao. e a eslrada do
dever a este respeiio me parecen evidente e clara,
islo he, em primeiro lugar applicar a rendu. exce-
dente ao pagamento da-divida publica, al o punto
que for possvel; eemsegundolugar, excogitrmelos
para a gradual reducto da renda segundo o.padro
das exigencias publicas.
O primeiro desles objeclos se acha em estado de
execujao, de una maneira e n'um grao altamente
salisfatoro. A somma da divida pblica, de lodas
as classes, erajtm i de marro de 1853, 69 milhOss
190 mil c 37doIl|rs ; nesta razio se tem feilo paga-
mentos, desde "quelle periodo, alea quanlia Ve 12
milhoes703 mil 329 clollar,,. [cando por pagar, e no
continuo eslado de nquidnro.a somma de.56 milhes
lizmenle da indicio e opporlu'mdade pa"ra"a"do"ncao f* ml1 7W'doUan- Esl P^menlos.,posto que
de um Iheor mais extenso e comprehensivo de polil- ltSmo preC COrrenle ,li" reP'"'as clas-
ca c accao acerca dos grandes interesses maleriaes ^ aCS*' f"ram '*'dos pron.pUmente, ese-
do paiz. quer considerados em si, quer em relacao s f" vanUsm Sfral do Ihesouro. cao mesmo
lempo tornaram-se de assignalada utilidad noallivio
potencias do mundo cvlisado.
Os Estados Unidos tem continuado gradual e fir-
nieinenlea eslen.lr-so por meio das acquisices de le.
rilorio que, por mais disputadas que qualquer dellas
lenham sipo, sao agora unversalmenle reputadas o
que occasionaram no mercado monetario, e na pro-
securo industrial e commercial do paiz.
O segundo dos objeclos cima mencionados, o da
tarifa, he de grande impnrianca. e o plano suageri-
appenouirec.oaocapilao general pe nosso consol, Grande : mas, como a sua deciso era claramente "dmitlidas como ,e(lo sido pru,,enies nU1 ,7a ,,i^ Ilo secretario do tbesouro. o qual consisleem
noje, o -overno a Ilespanha lem declinado entrar Car os limites contendus nnilo i,.i-.h .; ... rm nmi,.... .i____.... __,_ liiia.i,vrMm..;;. ...___________.. ..
FOLHETIM.
ODOEDEATHENAS.(*)
,"^** (** aiartaio de Foadraa.)
SEGUNDO VOI.UME.
XIII
. f.'onl'HKfn'.'
O,co"eslava nublado, a ra silenciosa, grossas go-
las de ebuva cahiain na calcada.- As rasas de Floren-
ca com suas torrinlins ^engastadas na parede ejeva-
vam-se na escuridao como pliaulasmas.
Sua archilectura- mageslosa Irazia memoria os
rombales sangiiinolenlos, e os lumultos populares de
que tantas vetes liaviam sido leslrmunhas.
Ksses edificios sombros, essa esruridao epsse si-
lencio sao um presagio funesto p*ra a lillia de Gn-
alielmi. l'ma angustia indizivel alormenla-a... ella
applica os;oovi(lus e procura com um olbar penelriiu-
enxcrgar as Irevas que envolveiu a cidade: mas
ludo esta tranquilloe descro.
lodavia anda nao he alia noile. De vez em quan-
do alguns homens embucados em capotes, e temi
urna lanlerua na mao, passam alendo com paso fir-
me c regular a, cacadas brancfs e hmidas da ra.
, 'a respoiulr ,n nquietacSo mortal do Flavia.
Apenando os milos Urna conlra a outra, ella enlrc-
i convolsoes do desespero, e oxclama erguen-
u is (Mims ao ccu
a^K^^dS,CaWS?; '""vida delinque
1 m?nbanven^n'n ^ZZ^ ^ f'
eV desvanecida, P^:ne ^ *~*
para mim.....nenhuma i.i, .,,i,,, M.
so minlia llicilude por iK ",n- 'TIS-"
nha vida esl acabada, e eiJ 1T ,"."
JH^ Implora -U^n^^^m.
terla engaado fm seu adCt^*^
lo fnebre e crue nSo sena urna hallucinVcao nro-
duznla pela embriaguez? Es a idea allivia un pu^
co o coraco de Havia, a qual appr01ma.se ,,e'Bis.
domloi, mergulliado ainda cm um protondo le-
tharso.
Alravewandn a sala, a moga v aop de una me-
commodo. Afim de remover lodas as diniculdades,
extender os direilos dos nossos pescadores alm dos
limites Puados pela convenci de 1818, e regular o
commercio entre os Es(ados-L nidos e as provincias
iSlezas norle-amcricanas, encetou-se urna negocia-
slnha a sobreveste do marid, que elle tirara ao
Flavia baxa-se para apanhala, a bolsa cabe, e
deua calur no chao o que conlm.
Um papel aberlo se offerece aos olbos de avia
ella apodera-se delle com mfio trmula, e chega-o
Um grito suffocado sah-lhe do pelo... a moca Pi-
ca paluda como um cadver, e cabe aniquilada.'
Pouco depois recobra as torcas e levanla-se. Com
o ollinr espantado e lixo. -ella approxima-se de Cer-
relien, cxamina-lhe as teces ccscuta-lhe a respi-
raran. Elle repousa immovel.
Enlao a moca volla-sc vivamente, apaga a candea,
salie da sala, lira a chave da porla e parte.
. u XIV
A cliuva linha cessado, o ar eslava moruo e hu-
mido.
Largas novena cinzentescobriam o co, e mnven-
do-se lenlamcnle deixavam apparecrr de vez em-
quando ns pnnlos luminosos das cslrellas.
0 pharol da ponto vetha derramava-sua paluda
rlariiladr pela ra Guichardiui. Dos dous lados ele-
vavani-sf as massas quadradas dos palacios riiirenli-
nas, rujas paredes grossas desenli.ivani.se em vagos
relevos, e conlraslavam pela sua alvura rom oauuel
de ferro do cada porta, destinado a rereber a vela
mis illiimiuares publicas. Do qnlro lado da ponte, na
entrada da ra de Sanla-Maria avislava-se no meio
da escuridao a eslalua d debs Marte, anligo oadru-
eiro da cidade. .
Florenra nao o adorna mais, porm conservava o
m'W'1"0 como u,"a lo'ureira guarda o retrato de
urn amante despiezado por lembranca ou por habito.
1 ouro depois passos de cav.llos rctinem na pon-
...... ne um dcstacamenlo da guarda do dunue. o
?eUn aen'to'l C0'ame!!,e prc",li,,u do '=1
aeu sequilo, lodos em silencio.
rcce.CrleJ0 ra>,,,;rOS0 passa' "K**'3-* e desappa-
A ponte e eslalua do dos Marte (ornam a'ficar
na solidan por aluum lempo.
J os reflejos do pbaroi m'ais fracos s derramara
por ...torva tos sua clari.lade moribunda sobre ico-
a pona do palacio Mo. sel.ee, que f,irmil O\uf.ulo
enlre a ponte e a ra de Sanla-Maria, abre-se e
dcixa sabir urna miilher envolla em um capote nre
lo-, cujo capello abaixado cobre-lbe a caneca e nirle
lltil'ii-'t A nni'll InltlJ 1 lin'lin- .
-------- -^ .........BV UV Jll
das, que alguns dos seus subditos softreram, com o
desastre da escuna mistad. Consideram-csla recla-
maco fundada as obrigar-es impostas pelo nosso
existente Iralado com aquelle paiz. Ajusfa dste
negocio fra admitila no principio do marco de
1817, em a nossa correspondencia diplomtica coiri o
governo hespanhol ; e om dos meus predecessores,
cm suamensagem daquelle anno, recoinmendou que
se volasse urna quota para o seu pagamento. Em Ja-
neiro ultimo o negocio tof*novamenle submeltidoao
congresso pelo poder execulivo. Foi recebdo favo-
ravelmente pelas commssoesde ambos os rmos.mas
anda as houve a esle respeiio acto algum definiti-
vo. Teiiho para mim que a boa f exige prompla so-
luco em favor deste negocio, e o aprsenlo vossa
favoravel considerac.no.
Marlim Kozzla.Hungaro de nascmiento.veio a esle
paiz rm 1850, e, segundo a formula da le, declarou
a nlehr.lo de fazer-se cidadao dos Esldos-Unidos.
Depois de permanecer aqui quasi dous annos. toi fi-
silar a Turqua. Entretanto em Smyrna foi preso a
torca, levado para bordo de um brigue austraco de
guerra que enlo se achava no porto daquelle logar,
e ah posto ferros, com o designio expresso de. con-
dUz-lo para os dominios da Austria. O nosso cnsul
em Smyrna e a nossa legaro cm Conslahlinopla exi-
gram a soltura, mas os seus esforcos toram inules:
Entretanto o commandanle Ingraham, com o' navio
de guerra San Luiz, perlencenle aos Eslados-Un-
Vide Diario n. 18.
elevada. Seu frontispicio era ornado de esculturas
de marmoree altos relevos, de cor branca e enma-
rada, os quaes esclarecidos pelos ratos paludos da la
deseiihavam-se na sombra formada pela parede.
basas esculturas represcnlavam em zonas differen-
tes a passsgem desla vida para a do nulro mundo.
v 1,1 se circular de um plano ar ouiro procissesde
almas debalxo da forma humana de todas as idades
e de ambos os sexos ; unas lam para o inferno, ou-
lras Dar o purgatorio, e um pequeo numero pare-
ca Ribir para o firmamento estrellado.
.A' v.!,.la rtesse quadrn phaiilaslco, a llha de Gu-
glielmi julga eslar suphandu, c estremece interior-
mente ; ella olha em loruo de si... mas por toda a
parle reina o mesmo silencio.
Tcr-.ne-hei engaado? pensou ella. Ter Cer-
relien zombado de minha credudade?
A esla idea o coracao de Flavia conslcrnou-se e
pareceu-lhe ver um abysmo diante de s.
Eslou perdida, disse ella romsigo; esenlndo
as torcas ahaudonarem-iia, encoslou-se a um uos pi-
lares, que suslrnlavam a fachada da igreja
uo concluio nada ; mas o, do Mxico considera o ob-
jeclo pur um aspecto difl'ereulc.
Tambera exslcm oulras qoestes de consderavel
magntude enlre as duas repblicas. O nosso minis-
tro no Mxico tem ampias inslrucces para ajusta-las.
Encetaram-se negociaees, mas lo-pouca censase
lem reilo.que se nao pode predzer o resultado pro-
vavel. Convenciiln da importancia de manter rela-
Ces amigaves com aquella repblica, e de ceder
com liheraldade a lodas as. suas joslas reclamac,6es,
he razoavel esperar que seja concluido em ajuslemu-
luamenle salisralorio a ambos os paizes, e qne urna
amizade duradora enlre elles seja concluida perpe-
luada.
Tendo o congresso decretado urna missSa aos Es-
tados da America central, para ahi foi mandado um
ministro em julho passado. Com ludo s leve tem-
po para vizilar um desle% estados (Nicaragua), onde
foi recehido mais da amigavel maneira. Aguaida-se
que a sua presenca e osseus bonsoflicos leraoum
benigno eftoto, harmonisando as dissenscs que pre-
valecem entre elles, eeslabelecendo entre si as res-
peclivas relaces de una maneira mais intima e ami-
gavel, e entre cada um delles e os Estados Uni-
dos.
Considerando as vastas regies deste continente, c
o numero dos eslados que se lornariam accessvcs
pela livro navegajo do rio Amazonas, particular
altencao se lem dado a esto assumploT O Brasil, por
cujo'terrilorio^ elle passa para se ir laucar no oca-
no, alhoje tem persistido n'uma, poltica lo restric-
tiva, quanlo ao uso -leste ro, que tolhe e quasi ex-
clue as relaces commercias eslrangeiras com os esla-
dos que se acham nos seus tributarios o as suas ra-
mificacoes superiores. O nosso ministro naquelle paiz
recebeu inslrucces para conseguir urna modificaro
Marco lendo os olhos nflammadcs, os labios febrif,
o porte altivo o animado de um vivo ardor ouvia o
parecer dos oulros, dava o seu, acabando, como sem-
pre acontece, aos homens enrgicos esuperiores, por
dominar a assembla.
Flavia parle protegida petos monumentos fne-
bres do subterrneo embriagava-.e no prazer insen-
sato e pungente de tornar a ver Marco...
l>ma alegra vilenla e delirante circulava-Ihe lias
veas, e a voz torle e harmonosa do amanto fazia-lhe
baler o corarao...
Mas o tempo corre... o perigo app'roiiia-se... He'
para salva-lo que ella atlronlava Indo... lodavia Fla-
via hesita descobrir-se; lalvez seja mora! Se a lo-
massenr por um espao... por urna infame'... A esla
idoahornyel a Iba de Goglielmi ergueu os olhos
ao ceo e diz: >^ >
Dos lodo poderoso I ajuda (ua pobre crealura '
e se devo morrer, fazeqoe possa salva-lo !
Oarcebispo enlregavaaos gonfaloneros'as handei-
ras: nflo havia mais lempo que perder.
I lavia adianla-se no meio da imiltidao leudo os
no progresso do nosso paiz, ecom este, no prosresso
da rara humana, em lberdade, em prosperidades era
fehcidade. Os 13 eslados se lem elevado a 31, com
relaces que por um lado vao ler i Europa, e por
ouiro*aos reinos distantes da Asa.
Snlo profundamente a immensa responsabelidade
que a presento magniludeda republica,e a diversida-
deemullplcidado dos seus interesses, lauca sobre
mim ; o all.vin deste peso, por pouco que se refira ao
Iheor immedialo dos negocios pblicos, em primeiro
lugar est na confianra que lentio na sabedoria e no
patriotismo das duas casas do congresso ; c cm se-
gundo lugar, na direceo qc me for dada pelos
principios de poltica publica, aftlrmados petos nos-
sos pas da poca de 1708, sancionados por tonga
experiencia, e consagrados de novo pela voz do "povo
dos Eslados Unidos.
Recorrendo a esles principios, que constluem as
bases orgnicas da unao, vemos que. por mais vastos
que sejam as funecese os deveres do governo federa!,
confiados asseus Ires grandes elementos, e legisla-
tivo, execulivo e judicial, com ludo o poder substan-
cial, a torca popular, e as ampias capacidades para o
desenvolyimenlo social e material, exjslem nos res-
pectivos eslados, os quaes, como cada um he por si
urna repblica consliluda, i medida que preceden!,
sao smenle capazes de maniere perpeluara uniao
americana. O governo federal tem a su.-, lnha pro-
pra de aerao nos poderes limitados e especiaes quo
lhes sao conferidos pela constituido, principalmente
quanlo a eslas cousas em qne os eslados tem um in-
teresse commum as suas relares enlre s e enlre os
governos eslrangeiros; ao passo quo o grande numero
dos interesses que perlencem aos homens cultivados,
as oceupares ordinarias da vida, as fonles de indus-
tria, lodos es diversos negocios pessoaes e domeslcos
da sociedade, se fundara seguramente uos poderes go-
raes reservados ao povo dos diflerenles eslados. Ha
democracia cOecliva da naco, e ha esencia vlal da
sua existencia e d.i sua grandeza.
A exallarao que o animava nesse momento supre-
mo, o perigo e a lula ineerla cm que se achava Flo-
renca augmentando-lhe a culera conlra os initmgos
lornavain-no (cruet para com Flavia, cuja sublime
dediraco ignorava.
Mulher de Bisdomiui. que quera Flavia com ci-
to .... salvar-lho vida.. Amarga aombarin! Nao
ib atmlia ella tornado mil veze mais dolorosa do
que a propra morte?...
Comludo, vendo sua belleza entregue aos olhares
prolanos desses homens cncolerisados, urna angustia
indefinivel circulava as veas de Marco, e o lorua-
va furioso. W \
Emquanto perturbado pela paixo, elle abandona-
se n toda violencia de um justo resenlmenlo, Flavia
no perigo que a ameaca, s cuida no perigo de
Ella o v prestes a calur em poder de seus inimi-
gos se nao derem crdito s suas palavras...
lodavia so elle piide garanlr a seusenmpanheiros
. -_i re-
duzir os direilos que pagam cerlosartigos, ejunlar s
lisias livres minios arligos ora laxados, e especialmen-
ic taes'que enlram em manufacluras, e nao sao gran-
demente ou po lodo produzidos no paiz, ser sub-
mcllido vossa candida e allenciosa consjderacSo.
Tambem encontrareis no relaiorio do secretario do
thesouro abundantes provas da perteila proporciona-
lidade do aclual syslema fiscal para salisfazer as exi-
gencias do servio publico, e que, sendo propramen-
le administrado, produz vanlagens communs as re-
laces ordinarias.
Chamo retpeito djirerentes uggesloesde melhoramenlos no eslabelc-
cimenlo das conlas, especialmenle quanto sommas dos alrasados demorados deviifos ao governo,
e de oulras retormas na acco 'adminisUaliva desla
reparlicao, as quaes sao indicadas pelo secretario;
assm como ao progresso feilo naconslrucco dos hos-
pilaes de marinha, de alfandegas, e de urna nova ca-
sa de moeda na California, c urna reparlicao para a
averiguacodo quilate na cidade de New-,York, ha
muilo lempo promulgada pelo congresso ; e tambem
para o inminentemente feliz progresso dos exames
da costa, e do pharol.
Enlre os objeclos que merecem a vossa altencao
tem grande lugar as imprtenles recommendares
dos secretarios da guerra e da marinha. Eslou ple-
namente aonvencdo de que a marinha dos Eslados-
L nidos nao est n'uma condico de torca e efllcien -
cia compalves coma magnilude dos vosdhinteresses
cnmmerciaes e oulros ; e reccmmendo i vossa espe-
cial altencao as Icmbranras fritas a esle reueitn pe-
lo secretorio da marinha. Lembro resinosamente
que o exercilo, o.qual.sqb onosso svstema, sempre
deve ser considerado com o mais alio inlcresse, como
um ncleo em torno do qual as forras volunlariasda
naco se congregam na hora do perigo, exige aug-
mento ou modifiesro, para ser accommodado aos
acluaes limiles extenso e s relaces na frunteira do
paiz, e i condrao das tribus indias no interior do
continente ; a necessidade desla medida apparecer
mas, infelizmente, n'obtras os criminosos escaparan).
irZ7?i:"*" W"JP" nia adianla-sc no meio da inullidao leudo ns
' "|'"ll'l iw ln.M. de Sanla-Keparala. r.| bracos rruzados sobre o pello, e o ros,, cbe,,o "om
os ouirns relogios da cidade repellara como um erhVo rapello. luueno ruin
-_j. ._,..... __,.-----------, meca e liarle
Tosi... A porte torna a fechar-se brandamenle,
r'llaaparla-serapidamenlcdirisindo-senara i i..r
rdeanla-Keparala. B e"
Essa mulher era Flavia.
Chegando diaiilc da igreja, ella parou por arhar i
porla fechada. "
A loo ronierava a derramar urna claridade inrer-
ta alravez das iiuven. De conslrncro varonil tf ,.
vera, a iareja appareria na escuridao maior e niais
ossunsquo vihravam sobre a'rabera de Flavia, c
respondan, s libras de sen corarao."
Iminedialamenle ella ouve passos perlo de si, vej
alguns-homens na prar,a dirigindo-se para a porla do
canto da igreja, c dbil claridade das estrellas re-
conhere os capellus prelos bordados de branco, e
o punhal que ibesbrilha ao peilo rsao o, Alighieri...
A porla abre-se a um signal convencionado, e el-
les enlram... Flavia allonilasegue-os mser perce-
bida, gracas i escuridao.
L-ma alampada suspensa no meio da igreja serve
para dirigir-lhesos passos as Irevas que os rodeam'.
Os j#/foAfer passam a nave e cliegain a urna por-
ta enllocada airas do allar-mr, a qual abre-se sua
chegada.
Antea da desapparecerem, oulros crupos myslc-
nosos enlram e seguem-nos de perj^o: Flavia mislu-
ra-se com elles e vano a mullida.
A porta que acabavam de passar dava para urna
escoda que lerrainava em um inmenso subterrneo
pralicado em baixo da igreja, em cujas catacumbas
eslavain sepultados um grande numero de religiosos
e de cavalleros i.ohres do Florenca.'
Ahi, dai.le dos reslos de seus nnlepassados, os no-
bres misturados cum os burguezes, e com pessoas do
povo, ouviam alientos e respeilosus as ordens doar-
cebispn para o ataque do dia seguinle.
Ahi, os chefes das familias inimigas reunidos com-
priman! seu odio no nteresse commum, apertavam
enlre si as mos, e juravam ahraeando-se execular
sua vinganra, e restituir a liberdade a Florenra.
Ahi achavam-se confundidos osCorsi,'os Donali,
os Pazzi e os Aldnbrandini enm os Medici, os Cer-
ch, os Albzz.os Adirtnri,iq Bardi e os FTescobaldi.
.V sua viste uuia grande agilacao manfesla-se en-
lre* conjurados, as armas brillitm, e lodos qiierem
asseg.irar o segredo pela morte.
Mas Flavia eslu prompla para morrer; ella s lem
um lint, he salvar Marco: se Ireme he o pudor e no
o medo quem a agito.
.rZ7 Se"l",^ e'la ao arcebispo pondo um joelho
em Ierra, urna mulher que nada pode para aindar-
voscom seu braco, vem salvar-vos com risco de sua
vida... e lalvez de sua honra!... As tropas de Gual-
l.ero eslar.lo, anles do amanherer, s porte, de San-
la-Beparala. Daqui a urna hora a greja ser cerca-
da... ao romper .la alva seris presos, e Florenca en-
ireguc as violencias do l\ raimo.
O arcebispo espartado ancou um olbar escruta-
dor sobre Havia.
Mulher, disse elle levantando-a, descobre a ca-
neca, dize leu nome, e como soubeslc da noliefa Que
nos das, para que eu decida se .levemos acredlar-te
I-lav.a eslremeceu, a sombra de Guglielmi e d
lisdomini apresenlaram-se sua magmarao aulirla.
Ella guardou o silencio, Jjfevanlai.do" o capello,
de.xou ver a claridade das loWas seu rosto pallido c
desfigurado... suaicaheca inclinou-se debaxo do pe-
so da vergonha e da dr.
A mulher de Cerrelieri! dizem uns.
A lillia de Gudielmi! exclamara oulros.
lie urna cilada urna infamia !
He um estratagema de seu pai!...
E Flavia com olhos baixos e sem cor permanece
exposla aos olhares e insultos da mullidau agitada
A sua vsla Marco, entregue n lodos os furores
do cime, do amor e do odio, sente-se desredaca.lo
por um horrivel combate.
:.:n.. i..ij./ i ". --..mnfum-..i. a o ros o pal ii
irritado, a lealdade do snasiiilences... s elle pode P dimite .elle
adevinhar o c.iracu I'.unioro. surdos ronlinuavan a abalar o subter-
rneo... Cheia de urna angustia inexprimlvel, ella
pe as mos trmulas, e v aliando para o prelado os
olhos inundado, de lagrimas, exclama com voz dolo^
rosa e suffbeada:
Meu padre! relirc-se! Apresse-se! em nome
da Santissima Trindado e da Virgem Mara, crea
em minha palavra.
Nao d-lhe onvidos, senhor disse com arreba-
lamento I.uggi Bnrcellai, filho do infeliz Govann
lluccellai, morlo pelo duque de Alhenas... Senhor
nao d-lhe ouvidos! A -ilha de um assassino po-
de causar-nos desgracas; sua presenra aqu ae-
menta nosso perigo.
Dizendo eslas palavra,, ellelanra-se comarainea-
rador sobre a moca, exclamando:
Peto tiangue de meu pai! devenios acabar com
ella...
E a pona do punhal tocava j no peilo de Flavia,
quando Marco repellindo-o com seu braco vigoroso,
disse-lhe:
Desgracado de li, se locares em um s de seus
cabellos !...
Depois diriciinto-se ao arcebispo, conlnuou:
Meu padre, esla mulher esl louca... mas diz a
verdade.
Emfim, vollando-se para os conjurados elle ex-
clama :
Bcro a vedes, sosinha, de noile, a eslas boro,!...
esla louca I Mas sigamos seus conselhos. e leiiremo-
nos. leudes boas minas, e o dia ainda nao esl per-
lo de alvorecer... demas qur ella diga a verdade,
quer nao, apressemo-nos a sabir, e confiemos em
nossa coragem. Amanhaa, no Mercado Velho, ludo
sera decidido!
Mas esla mulher, disse anda um dos conjura-
do,, condece agora nosso plano... Ter lempo de tra-
h.r-nos... K
Que veto ella fazer aqu? lornoii ouiro. Filha
de Ougl.elmi, e mulher de Cerrelieri Bisdoniini, que
lutorcsse pode ella ler em salvar-nos' Pela uiinha
Vidal sequerem tomar meu conselho...
E a mullidau apinhou-se noVamente em roda de
Flavia.
Respondo por ella grilou Marco com voz de
irovao lancando u.u olbar fulminanlr sobre a assem-
bla, e tendo a moca *gura pela mao.
Marco era lAo temido quanlo considerado enlre os
conjurados; sua palavra bastou liara applaca-los.
lodos deram-se pressa em sabir desses lugares pe-
rigosos. para so reunirem no dia ,seguule no Merca-
do-\elho.
Durante a desorden occasonada pela sabida dos
conjurados, Flavia desappareceu da vista de Marco
mas chegando ao primeiro degrao" da calcada da igre-
ja o rosto pallido da lilha de Gnglelmi apre^nlou-
A essa visla, a ferida .lo jaren" j
vament sangue.
Marro, disse-lhe ella com um
ibelii.o verteu no-
assenlo m.-ivioso
e penetrante, Marco nflo me repillasif
A eslas palavra,, o inaureboeslremeceu... Mas im-
medalamenle a imagem de Bisdomini apresenlou-
sc romo Um espectro enlre elles, o ciume, essa furia
implacavel. motdeu-lhe o coracao... tora de si elle
repelho-a dizendo-lhe com voz Iremula e sombra
Continua leu caminho! Procurei trunos eni
una arvoreque s dava flores; ellas perdern' logo
o perfume !... \ ai, deixa-mc!
E aparlou-se.
I'"i momento depois elle ouvio um rumor surdo.
Era ocorpo de Flavia, que caba desmaiada nos de-
graos da calcada. ,
A praca u.rnou a ficar escora e silenciosa. Mar-
cos beni linha ouvido a queda de Flavia ; mas como i
..lacado por urna verligem, continuava i andar apres- ci0s meu, *r..-.w". T"""a7 ,u^"' ""'""un
>*-' ------- IPC' meusespioese a laes horas? Semduvida algum
molivo de prudencia imped., seus companheiros de
'rUm re.ui1",*0' a lual foi uecessaramenle diOerida
*: iresrit i, i i mvk-i.i,. ,,,.;(.. i,.r.i
s..dani.i.le. Nao era dos soldad. dcGualliero, nem
ilalillia de Guglielmi que ejlefugia; porm de si
mesmo. fcua dureza para rom Flavia pesava-Iheno
coracao e opprima-o. Ella se exposcra aos insultos
deseos .miniaos, s violencia, de seu marido, a pro-
pra murle para salva-lo.... E elle como a linha tra-
tado f
A esla dea, o mancebo senlio-se cheio de vergo-
nha e de rail.-i.
Sou um mzeravel! exclama elle.... NJo! mor-
ra Marco cm um cadafalso, anles que o nome de
Frescobaldi seja deshonrado por mim, ultrajando
urna mulher!....
E vollando diriain-se para Sania Reprala.
Quando Marro chegnu em frente da igreja, o dia
romcrava a derramar urna, baca claridade pelas ca-
sas c calcadas das ras.
Elle foi ao lugar, em que dcixara Flavia: mas
esla linha desapparerido.
Uispunha-se a correr cm sua procura, quando foi
rodeado pelos soldados de Gualliero, que vinharu
cercar a igreja.
Emqoanlo una parla dos soldado, o cond-iziam
aopodesla, os oulros torcavam a porta de Santa Re-
parala, esperando acharem ainda os conjurados ah
reunidos.
O desmato Aocabo de alguns instantes o ar fri que precede a
alva, reammara-lhe os sentidos. .
Ella levanlou-se, lembroo-se do perigo qne corria,
ereunindosua coragem, voltou a toda a pressa para
O aujo protector das almas fracas e iufelizes ve-
I lava sobre ella.
.rlavia. lornu aachar o marido profondamenle
Salvos pela advertencia de Flavia, os conjurados
nao lardara em serem informados da jirto ,te
Marco. *
Immcdialamenle elles rorleam-se de suas familia,,
amigos e clientes, e fechados, enlrincheirados e...
suas casas todos bem armados esperam a hora doii
combate.
O duque, cuja altencao linha-se dirigido toda pa-
ra a greja de Santa Reprala, nao leudo podido apo-
derar-se da, pessoas suspeilas, comecava a duvidai-
da exaelido das denuncias que recebera na ves-
pera.
Apenas Bisdomini acordou, corren ao palaaiose
soube mesmo de Gualliero o resultado da expedir.,
da madrugada.
Quando o duque accrcseenlou que Marco fra pre-
so na porta da igreja, Bisdomini gento um vivo
prii/i'c.
- Bem v, senhor, disse elle, que o aviso que Iba
arhana o chefe dos con feudos no lugar designado
n E ---..-.., .. .ju.ii mi uecessai
e rrescobaldi avisado muilo larde.
,~p,s hem .'disse o duque|inlerrompendo-o, e
lanramlo um olhar sombro em (orno de si, j que.
nao pude dar urna forma legal puoico delles, vou
corlar o mal pela raz... Seguirei meu primeiro pla-
no.... Daqu a duas horas os chefes da revolla bao de.
vir a convocacSoque lhes mandei fazer... Tudo esl
prompio no palacio para recebe-los... Hoje se lhes
far justica!
Mas, senhor, Marco Frescobaldi...
Est a ferros.... seu processo ser brevemente,
terminado.
-E* elle conseguir cscapolr-so oulra vez"
AOIanjo-lc que ha de morrer. '"
CoRfi>iHar-e-/ia.;
I

8
1
--------------. .....i.. ...^ ,j .i,*.i aw< wn-
viccao, mas em conseqnencia das clausulas de limi-
tarn as leis acluaes.
Segundo a nalureza deslas reclamaces, em eonse-
quenci da louailude dos tribunaes, e do modo por
que as provas sao ministradas, as tentativas do di-,
me tem sido grandemente estimuladas pelas diflicul-
dades evidentes das averiguacoes. Os defeilos na le
relativa a este objecto sao lao apparentes, e lio to-
tees aos fins da jnslica, que reclamam quanto antes
toda a vossa altencao.
Durante o ultimo anno financeiro 9 milhoes 8 con-
tse 90 mil 411 Reiras das Ierras publicas foram de-
marcadas, e lOmilhes 363mil 891 geirstoranjVen-
didas. Denlro do mesmo periodo os leiles para as
compras publicas e entradas particulares montaran)
a l milhfio83 mil 195 geira, ; Ierras sublocadasco-
mo premios-millares t milhes 142 mil 360 geirs;
sublocadas em virlude de oulros (Unios, 9427geiras;
cedida, ao eslado como trras encharcadas, 16 nri-
I lios 681 mil 253 geiras ; escolladas para caminhos '
do ferro e oulros objeclos, em consequencia do actos
do congresso, 1 milhao 427 mil 457 geiras. Somma
total das trras desaproprfadas no correr do anno fi-
nanceiro, 25 TnilhOes 346 mil 992 geiras. oqoeheom
acrescim na quantidade das Ierras vendidas e soblu-
cada, por aulorisaeao e coi.cesses.'te 12 milhes
231 mil e 818 geiras, sobre o anno fmaneeiro imme-
dialamenle precedente. A quantidade de Ierras ven-
didas duranle o segundo e terceiro quarle, de 1852;
era 331 mil 451 geiras. A somma recibida toi 623
mil 687 dollars, A quantidade vendida no segundo
e terceiro quarteis do anno de 1853. foi de 1 milhao
609 mil9l9geras;ea somma iecebida,2 milhes
226 mil 876 dollars.
O numero lotal das Ierras concedidas em virlude
de leis existentes, antes de 30 de'setembro passado,
era 266 mil e 42 ; das quaes se achavam alrazadas
naquella dala. 66 mil 917. A quantidade .las Ierras
requeridas para salisfazerem estes alrazos he 4 mi-
lhes 728 mil 120 geiras'.
Expediram-se ordens em 30 de selembro passado,
em consequencia do acto de 11 de toverero de .1847,
concedendo 12 milhes 809 mil 218 geiras ; em vir-
lude de actos de 28 de selembro de 1850, e 22 de
marco de 1852, concedendo 12 milhoes 505 mil 360
geirasfazendo um lotal de 25 milhes 384 mil 640
geiras.
He inconleslavel qne a experiencia tem verificado
a sabedoria e joclica do syslema aclual, em- relacilo
ao dominio publico, as particularidades mais essen-
ciaes.
Veris pelo relaiorio do secretario do interior, qne
eram errneas as opinies, que muilas vezes tem si-
llo manifestadas em relacao as operaces do syslema
das Ierras, como nao sendo urna fonle de renda para
o. Ihesouro federal. Os producios lquidos da venda
das Ierras publica, em 30 dejunho de 1852. montava
i somma de 53 milhes289 mil'165 dollars.
RecommeiidQ o desenvolvimento do syslema das
Ierras sobre os territorios de Ulah e >ovo Mxico,
com aquellas modificaces que as crcumslancias pe-
culiares exigirem.
Quanto au nosso dominio publico, como principal-
mente precioso para edificares de casa, dos empre- .
.zarios de industria, nao eslou preparado para recom-
mendar alguma mudanca essencial no syslema dos
lerreno,,exceplo por va de modificaces em favor do
aclual eslabelecedor, e um desenvolvimento acerca
do principio qde regula a prioridade das compras em
cerlos casos, segundo as razoes e sobre os fundamen-
tos quo scrao ptenamente desenvolvidos nos relat-
nos que vos bao de ser apresnlados.
O congresso, representando os proprietarios do do-
minio territorial, e encarregado especialmente com '
o poder de dispor do territorio perlencenle aos Es-
tidos Unidos, lia mutos annos, desde o comeco da
admnislracao de M. Jefferson, tem exercido po-
der de construir estradas denlro dos territorios ; e
dao-se tantas e IJo evidentes dislincces ueste exer-
ccio do poder eode fazer estradas denlro dosesla
dos, que o primeiro nunca foi considerado sujeilo
I ^


objeczoes que a fazem ao ullimo, e tal pode ser I cionada ao respectivo valor, e disperdicaram-se
BI*RI0 OE PERNAMBUCO, TERCA FEIRA 24 OE JANEIRO DE 1854.

agora considerada a cslabelecida interpretaz*1 do
poder do governo federal a esle respeilo.
Numerosas applicaces leni Sido feilas, e ihdub-
lavelmeute conlinuaro a se-lo acerca das couces-
ses de terrenos, era favor da cooslruceio de cam-
uhos de ferro. Nao est do espirito aera no alcance
di constituido, que o poder de dispor do dominio
publico seja usado de un modo diflerenle do que po-
de ser esperado da parte de um prudente proprieta-
rio, e porlanlo quo as concessoes de terrenos para
coadjuvar aconslrucco das estradas sejam restringi-
das aos casos em que fosse do ioteresse de um pro-
prielario, que te achasse em semelliantes cir-
cunstancias, contribuir desl'arte para a coustruc-
i;5o destas obras. Quanlo operado pralica de taes
coucessfies al o prsenle, adianlaodo-se os interes-
se dos estados em que as obras sao cllocadas, e ao
uiesmo lempo os interesses substanciaes de todos os
outros estados, fazendo sobresahir o valor e proroo-
xendo a venda rpida do dominio publico, remel-
lo-vos para o relatorio do secretario do interior.
Cora ludo um exame atlencioso mostrara que esta
experiencia he o resultado de justa discriminaran, e
istar louge de animar alguem a urna descuidada uu
no descriminada exlensfio do principio.
Recommendo vossa favoravel considerarlo os ho-
rneas de talento do nosso pail, o quaes, por meio
das suas invenoes e descobertas as arles e cien-
cas, lem contribuido largamente para os melliora-
nienlos doteculo, sein que, em muilos casos, adqui-
ram para si algama cousa semelhante a urna adequa-
da recompensa. (Juanto aos iuteressantes promeno-
res esle respeilo remettemo-vos aos respectivos re-
latnos, e especialmente spbmelto vos. as modificares das leis acluaes por ellas niesmas
suggeridas, primeira vista insignicanles, mas iiu-
parlautes ua realidade.
O espirito liberal que por tanto lempo tora assig-
nalado a aeco do congresso em relacao ao dislriclo
da Columbia, julgo que indubitavelmcute coutinua-
r a ser manifestado.
A erecto de um asylo para os loucos do dislriclo
da Columbia, e do exercilo armada dos Estados
luidos, tem sido um pouco demorada ; mas toda a
prtparaco paran) recepto dos pacientes, antes da
volla do invern, j foi antecipada ; e ha razao pa-
ra crer-se, segundo o plano e os arranjos proyecta-
dos que lem sido Iracados, cora a grande'experien-
cii adquerida aos anuos passados, em relarao i lureza e ao Iratamento das molestias, que ha de ser
na realidade um asylo para as classes mais desvali-
las e afilelas dos soffredores, e ficar como nobre
monumento de sabedoria e cbmpaixap.
Segundo us actos do congresso de 3t de agosto de
IS52, e de 3 de marca de 1853, desuados, a asse-
purar as cidades de Washington c.de Georgelown um
abundante suppiimenlo de agua boa e salubre, jul-
^uei do mea dever examinar o relatorio e planos do
enyhalro que foca eocarregado das averiguarles de
iue trata o primeiro acto cima referido. O melhor,
seuao o nico plano, calculado para assegurar per-
maneotemente o objeclo desejado,era o que propi'ie
tomar agua das grandes quedas do Polomac, e con-
sequernemenle dei a esle a minha approvazn.
Qaanlo ao progresso condioao actual desla im-
portante obra, e a respeilo das suas exigencias, ero
relarao as respectivas acommodar,oe>, remcllo-vos pa-
ra orelaloro do secretario da guerra. -
O actual systema judiciario dos Estados Unidos se
aclia em execuro ha lano lempo, c em sua geral
theoria e em nialos'promenore se lem lomado 13o
familiar ao paiz, e de tal sorle adquerido a confian-
za publica, que se fosse modificado em algum senti-
do, dever se-lo someule naqucllas particularidades
que podessem acommoda-lo grande exicnsao, po-
pularlo e fuocces legaes dos Estados Unidos. Ncs-
la relami, a oVgaoisacao dos tribunaes nao est cer-
lamente adequada s obrigacoes que por elles devem
>erexecnladas ; emeonsequenca deste faci os esta-
dos de Florida, Wiscosiu, lowa, Texas e California,
c os districlos de outros estados, se acham com effeilo
- excluidos dos benelicios lotaes do sxslema geral, por
qoe as fanecoes do tribunal do circuito sao devol-
vidas aos juites de dislriclo em todos os estados, ou
.un parte delles. .
O espirito da constituirlo e um respeilo devido
jaslic,a ixigem que todos os estados da uniao sejam
collorados no mesmo p quanlo aos tribunaes judi-
ciarios. Por lano, recommendo i vossa considera-
ran este importante assumpto, que, no men enten-
der, reqner a scrao immediata do congresso. Se for
necesario, apresenlar-vos-hei um plano que elabo-
re! para o desenvolvimento e modillcaroes do actual
syslcma indiciarlo.
O acto do congresso que estabelece.a inslluirJo
smiihsoniaua mandava que o presidente dos Estados
luido, e outras pessoas nelle designadas, conslituis-
sen um estabelecimenlo com aquella dcnooii-
nacio, e que osmembros tivessem reunoes especiaes
e determinadas para trataren) dos negocios da insti-
tuirlo. Como a organisarao nao tivesse lido lugar,
pareeeu-mc conveniente que fosee rcalisada sem de-
mora. Com eueilo. foi organisada ; e por este meio
oflereceu-se a occasio para inspeccionar-se a condi-
ro da inslluizao, e apreciar-sc o seu feliz progres-
so al aquelle pouto, e a sua alta promessa de gran-
de e geral ulilidade.
J me ia esqecendo chamar a vossa favoravel
considerarlo para a avaliaco das obras de carcter
local em vinte e sele dos trinla e um estados, as
quaes obras monlam a 1,754,500 dollars, por quanlo,
independente dos fandamentos que lanas vezes tem
sido apresentados coutra a appIicac.Ho da renda fe-
doral as obras deste carcter, detigualdade com in-
jastica cousequente, hejnherenle nalureza da pro-
|"0ii5o, e porque o plano se moslroo inleiramenle
iuadequado realisacao do lini desejado.
O objecto dos melhorameulos internos, reclaman-,
do igualmente o interesse e a boa vonlade de lodos,
lem do todava o assumpto de nfuilas diacussdos
polticas, o lem permanecido como orna grave c pro-
fanda linha de divislo eulre estadistas de grande ba-
hilidade e patriotismo. A regra da estricta inier-
l*elaro da lodos os poderes delegados pelos .oslados
ao governo geral se lem armado, de quando em
quandu, contra o rpido progresso das despezas do
Ibesouro nacional feilas com obras de um carcter
local dentro dos estados. Urna poca memoravel na
historia deste assumpto he a mensagem do presiden-
te Jackson, de 27 de maki de 1830, que enconlra o
systema dos melhoramentos interiios.quasi na sua
infancia ; mas o sen desenvolvimento lem sido 13o r-
pido, qne as apropracOes projectadas uaquelle anno
para obras desla nalureza se elevaram a um algaris-
mo do Mis de cem millies de dollars.
Naquella mensagem o presidente admiltio a difli-
euldade de modelar as operaoes do governo confor-
me o sentido da constiuizo de 1793, e assigoalou is-
la como urna prova admoesladora da necessidade de
unaervar-se este inslruroenlo com a mais escrupulo-
sa Vigilancia, contra a anloridade *os precedentes,
qne nao tinham a saneco dosseus poderes mais ple-
namenle deBnidos.
O nosso governo existe sob um pacto escriplo en-
tre estados soberanos, unidos para fias especiaes, e
com garantas especiaes dadas ao seu agente geral.
Se eolio no progresso da administrarlo tem havido
desvos dos termos e das intenrfles do pacto, he, e
sempre serii conveniente voltar ao pudran fixado que
<* nomostfMis nos deixaram.e fazer um esforco supre-
mo para pormos os nossos aclos de conformidarle com
elle. Pareca qne como o facto do principio lem sido
impugnado primeiramcnle por muilos dos homens
maissabiosemaispalriotasda repblica,e romo cerla
poltica bouvesse provocado constante conlestaro,
sem que se chegisse a urna conclusSo que se podesse
considerar comosatisfaioria aos adrugados mais apai- seguranza.'
largas soinmas com objeclos que nao tem correspon-
dido ao precioso fim,os interesses de lodos os esta-
dos exigem que este systema seja abandonado, se
nao ha esperanzas do se reparar o passado.
Com um ardenle desojo acerca da c\crurao das
obras que si o consideradas por todos os bons cida-
daos com sincero interesse, julguei do meu dever pe-
dir i vossa Ilustrado um exame da quesiao, coma
esperanza de que, animado por um desejo de pro-
mover os interesses permanentes e substanciaes do
paiz, a vossa sabedoria pode cncarregar-se da trela
de organisar e elaborar um plano, que, applicado
a este assumpto, proporciname alguma cusa rae-
Ihor do que conlendas constantes, a suspensao dos
poderes de empreza local, oexcilamenlo devaases-
peranras, e a malograriio de aspirarles sonhadas.
Em consequencia da spplioarao das aprnpriar'es
feilas pelo ullimo congresso, appnreceram variosca-
sos, quanlo sobras para omrlhoramento dos por-
los, que envelvrm urna qoesto quanlo au direilo de
solo e de jurisdieco, e lem aineaeado conlliclos en-
tre a autoridade dos estados,e o governo geral. O
direilo de construir quebra-aguas, diques ou repre-
sas pareca necessariamente couter em si o poder de
proteger e conservarscmclhanles conslrucqr.es. lslo
s pode ser feito, tendo-se jurisdiro sobre o solo.
Mas se nao enconlra clausula alguma da constitui-
dlo sobre que se funde o direilo da uniao para exe-
cer jurisdirao sobre o solo de um estado, excepto o
conferido pela oilava seceo do 1.art. daconstitui-
?o. Cumpre saber, se em todos os casos em que
as construeqoes devem ser feilas pelo governo geral,
o direilo do solo nao devem ser primeiraraenle ob-
tido.
Quanlo ao progresso feito na abertura de estradas
dentro dos territorios, em conformidade das apro-
priat-oes do ullimo congresso, remelto-vos ao relato-
rio do secretario da guerra.
Ha um assumplo de nalureza domestica, que, por
sua importancia intrnseca, e em consequencia das
mu i las qucslcs inleressanles de poltica futura que
envolve, nao pode dejxar de merecer vossa alten-
cao. AHullosos meios de coiuuiuiiicarao, pelos
quaes as dillerci.les parles da vasla superficie do nos-
so paiz podem ser aproximadas relativamente i de-
reza e relacf.es commerciaes, e mais especialmente as
que pertencem i communcaca daqoellas grandes
divisoes da uniao que licam nos lados opposlos das
Monlanha's Rocljosas.
Que o go\erno se n3o lem esquecido deste faci,
deprehende-se da coadjuvaran que lem prestado por
va das apropriares para a facilidade das malas e
oulros tins. Mas o objecto geral agora se apreseuta-
r sol) aspectos mais importantes e mais puramente
nacionaes, em razo dos exames ordenados pelo
congresso, e actualmente em wrtude do prbeesso
de execuro, pela communicaco por via de cami-
nhot de ferro que atravessam o conlinenle, e total-
mente dentro dos limites dos Estados Unidos. '
O poder de declarar guerra, de organisar e susten-
tar exercitos, crear e raanier urna armada, o convo-
car a milicia para executar as leis, suOocar insurrei-
qoes, e repellir invasoes. foi conferido ao congresso
como meios de providenciar sobre a defeza commum,
e proteger umlerrilorioe urna populacho ora im-
mensamenle espalhada e multiplicada. Como in-
cidente e indspensavel ao cxcrccio deste poder, fora
necessario algumas vezes construir estradas militares
e proteger portosde refugio. Nao se pode fazer ob-
jecqao seria ;is appropriaces concedidas pelo con-
gresso para taes objeclos. Felizmente para o nosso
paiz, a sua poltica especial e o rpido crescimenlo
da popularo nao nos impOem urgente- necessidade
de prepararn, e apenasdeixara poneos deserlos nao
Irlhados enlre pontos que poden) ser assaltados e jm
povo patritico semprc promplo e geralmenle capaz
de urotese-lus. Estes encadeamerjbjf necessarios, as
emprezas e a energa do nosso povo v3o senrpre se
esforzando para supri-los. A,experiencia aflirma
que em qualquer parle em que as emprezas particu-
lares prosperaren!, he mais prudente que o governo
geral deixc a estas e vigilancia individual a direc-
(So e execuro de lodos os meios de communira-
jio.
Os exames cima referidos liveram por fim deter-
minara direcsao mais praticavel e econmica para
um raminlio de ferro desde o Mississipi al o Ocano
Pacifico. Os partidos presentemente se acham em
campo fazendo cxplnrarocs, onde os exames previos
nao tinham sidosufiicienles, conde havia razao para
esperar-se que o objeclo desej?do poda ser encontra-
do. Como os meios e o lempo sao limitados, nao se
pode esperar que lodo o desejado, o conhecimenlo
exacto seja obtido prcsenlcmenle ; mas esperava-
se que muilas iiifor..iaces importantes fossem addi-
cionadas ao que j se pnssaia, e que reltenos par-
ciaes, se nao completos, dos exames ordenados sejam
recebidosem lempo afim de serem transmitlidos ao
congresso, antes ou na primeira segunda-feira de fe-
vereiro vindouro, como he requerido pelo arlo de
appropriacao. A maguilude da empreza projeclada
cxcittra, e indobilavelmente ha d conjiuuar a exci-
tar, um geral interesse por todo o paiz. Em sua ji-
luacA/i poltica, commerciale militar ella (em con-
quistado grande considerarlo. A pesada despeza, a
grande demora, e, ao mesmo lempo, a falalidade in-
herente s viageus por qualquer das estradas do is-
llimo, tem demonstrado a vantagem que resultara da
communicacao inter-oceanica pelos meios seguros e
rpidos que um caminho de ferro proporcionara.
Estas dirculdades, que se enconlraram n'um pe-
riodo de paz, crescerum e iriam augmentando cada
vez mais em lempo de guerra. Mas ao passo que os
enibararns ja encontrados,- c outros que por ventura
appare(am, possam servir para demonstrar a impor-
tancia de semelhaule obra, nem estes, nem todas as
considriaci.es com.nadas, podem lem um valor ap-
preciavel, sendo pesadas contra a ol.riaarao rigorosa
de adherir conslituirau, c fielmente executar osjpo-
deres que jila confere. Dentro deste lmite e na ex-
len-ao doffnteresse do governo,. se se deparar com
una drecqao econmica e pralicavel, fora conve-
nicnle #proprio coadjuvar, por todos os meios cons-
lilucion.ies, a conslrucrao de urna eslrada, qunis-
se, por meio de transito expedilo, as popularles doS
estadas atlnticos c pncificos. VO-se que, posto que
o pqger de construir, ou coadjuvar a conslrucrao de
urna estrada dentro dos imites de um territorio nao
seja embarazado pela quesUo de jurisdirao que se
suscitara dentro dos limites le um estado, he com
ludo considerado como poder duvidoso, e mais do
que propriedade duvidosa, mesmo dentro dos limites
J nm territorio, quanlo ao governo geral, o empre-
liender administrar os negocios de ora caminho de
ferro, um canal, onoulra conslrucrao semelhante ; r
por tanto que a sua connexao com urna obra deste
carcter fora antea um incidente do que nma 'cir-
cumslancia primaria. Na actualidade, apenas acres-
cenlarci que, plenamente appreciando a magnlude
do assumplo, e conscio deque as praias do Pacifico e
do Atlntico da repblica podem ser unidas por via
de laros hisopara veis de interesse commum, assini co-
mo delenldade commum e deadhesao ii Uniao, esta-
rei disposto, tanto quanlo couber as minhas forras,
a seguirs verdades da conslituiro como s8o expos-
las e Ilustradas por aquelles.cujas opinies e expnsi-
coes conslluem o padro da minha f polilica acerca
dos poderes do goveruo. Jalgo que he escusado di-
zcr que neiiliiima grandeza de empreza, e nenhuma
urgente persuaso qppossa conquistar o favor 'po-
pular, nao faro que eu me arrede deslas verdades,
ou me desvie dessa vereda que a experiencia ha mos-
trado ser lvrayc que cslii huje radiante com o es-
plendor de prosperla le e de legitimo progrssocons-
litucional. Podemos conceder que se aguarde, mas
nao podemos conceder que se reveje a arca da nossa
pode ser duvidosa, deu novo vigor s nossas iusli-
luires, erestabelecdo um sentimenlo do trnquilli-
dade e seguanla no espirito publico detodaacon-
federai.a,.. /Aquelics que me collocaram no lugar
em que me ac]io, ilevem licar cerlos do que esta tran-
quillidade nao ha de ser abalada durante o meu tor-
mo oflicial, se couber as minhas Torcas evitar qual-
quer circumslanaia. A sabedoria dos homens que
conhecem o que valle a independencia, os quaes
tinham regulado todas as cousas na concluan da
conlenda revolucionaria,(ralaram da maneira do
assumpto a que me refiro do nico modo compativel
com a unio desles estados, e com a marcha do poder
e prosperidade que Tez de nos o que somos. He um
fado significativo, que desde a adopcao da constitu-
cao al o momento em que os olllciaes e soldados da
revolucilo descram ;'t sepultura, ou que em conse-
quencia das molestias da idade e ferdas, deixaram de
tornar parle em os negocios pblicos, nao havia s-
mente urna acquiesceucia.masurna xinaanca prompla
dos dueilos consl\|ucionacs dos estados., 0|podefes
reservados foram escrupulosamente respeitados
Nenbum estadista manifestou os acauhadosdesignios
de casuistas para justificar a interferencia e a agila-
qao, mas o espirito do paci foi reputado como sa-
grado aos cilios da honra, e ndispensavel agrande
experiencia da liberdade civil, que, cercado de inhe-
rentes dilllculdades, foi com ludo enflaquecido ap-
parenlemente por um poder superior a lodos os obs-
tculos. Nao ha condemnarao que a voz da liber-
dade nao pronuncie contra nos se nos mostrarmos
i nliris a esla grande verdade. Ao passo que j seno
deve esperar que homens que habitan) em difleren-
les parles deste grande conlinenle sustenten] as mes-
mas opinir.es on iiutram os mesmos sentimenlos, nem
lao pouco se deva espejar que a variedade de clima
ou solo proporcione os mesmos productos agrcolas,
elles se podem unir u'um objecto commum. e sus-
tentar principios communs essenciaes manutenco
desle objecto. Os homens valcntes do sul e do norte
se rcuniram durante a conlenda da revoluc,ao; se
reuniram no periodo mais esforrado que snccedeu
ao clangor das armas. Assim como o seu unido Va-
lor era adequado u todas as exigencias do campo e
dos perigos da guerra,'da niesma sorle a sua sabedo-
ria anida mostrou-se igual maior larefa de fundar,
em profundas e ampias bases, insliluires que temos
gozado como um privilegio, e cuja defeza sempre
constituir o nosso mais sagrado dever. Existe s-
mente a iraca expressao de urna f robusta e univer-
sal, para dizer que os scus lillio-, cujo sangue mis-
lurou-se tantas vezes na mesma lula, durante a guer-
ra de 1812, e que tein mais recentemenle revado' em
Iriumplio o pavlhao do paiz a um solo eslrnogeiro,
nunca permiltrao que nlienafSo de senlimentos en-
frai|uera o poder dosseus esforjos unidos, nem que
dissensoes internas paralysera o grande braco da li-
berdade, levantado para a vinganra do seu propro
governo. ^
Tenho apresentado em um
monia como da corupeo e da extravagancia, essa
singular conlempli^o do bem publico que se irritar
ao ver qualquer tentativa que pretender Iludir o Ibe-
souro com prujectis insidiosos de interesse particular
cohonestado com i pretexto publico,essa saa ad-
ministraran fiscal que, por meio do poder legislativo
previne contra as teulacoes perigosas a possibilidade
de aggravar a renda publica, e, por meio do poder
executivo, suslen a urna alienta vigilancia contra a
tendencia de qualquer despeza nacional extravagan-
te,ao passo que estas cousas sao admiltidas como
elementares devores polticos, podem ser jalgados co-
mu propriameuleapresentados, no intuilo do senti-
menlo mais notatel dessa necessidade que he direc-
tamente suggerida pelas consideraroes actualmente
apontadus.
Uepois do adia.uento do congresso, o vire-presi-
dente dos Eslado#Undos dehoo esla vida, sem ler
entrado no exercicio do cargo que fora chamado
pelos suilragiosdoi seus concidadaos.Tendo oceupado
por mais de 30annosum assenln nimia ou n'oulra
das ddas casas do congresso, e lendo, em virludc da
sua pureza singular e Ilustraran,merecido limitada
confianza e universal respeilo, a sua saude foi esprei-
tada pela naza com melanclica solicitade, perda
que o paiz soQreu em consequencia da sua mor le, sob
todas as circunstancias, ha sido justamente conside-
rada como irreparavel.
Ue conformidade com o acto do congresso de 2 de
marco de 1853, o juramento do cargo llie fora confe-
rido em 2 do mesmo mez; o estado Ariadne, perlo de
Matanzas, na ilha de Cuba ; mas as suas forzas iara
declinando gradualmente, e foi lillirilmenlc possi-
vel lial.iliia-lo a voltar o casa em Alabama, onde, a
18 de abr* na maior tranqaillidade concluio-se a saa
longa e eminentemente til carreira.
Depositando Ilimitada confianza na vossa niel 1 i-
gente e patritica dedicar.no ao interesse publico, e
estando convencido de que nao nutro designio algum
que seja inseparavel da honra e do progresso da mi-
nha patria, espero que seja o meu privilegio merecer
e conquistar nao a vossa cordial couperacao as gran-
des medidas publicas, mas tambero aquellas relazos
de mutua confianza e considerarao que he sempre
to grato cultivar entre os membros de ramos coorde-
nados do governo. Franklin Pitra.
Washiugtou, I). C, Dec. 5, 1853.
(Morning Chronieh.)
INTERIOR.
quajdro succiulo as
lembranras que me parecem especialmente dignas
da vossa considerazao. Para prover o presente, po.
deis aproveilar-vos da luz que a experiencia do pas-
sado lanza sobre o fuloro.
O augmento da nossa popularao, na destinada car-
reira da nossa historia nacional, nos cooduz aclual-
nenle a um ponto sobre cuja perspectiva nos be con-
veniente lanzar os olhos.
As successivas estalislicas decenaes do censo dcs-
de a adopcao da consliluicau lem revelado urna lei
de rpido desenvolvimento progressivo, a qual pode
sor estabeiecida em termos geraes, com duplicaciio
em cada quarto de anno. Parlindo do ponto j al-
lingido, smenle quaulo a um breve perodo de lem-
po applcavel existencia de nacao, esta lei de pro-
gresso. se nao for interrumpida, uos levar a resul-
tados quasi incrixeis. Urna larga concessao para um
diminuido efleito proporcional de emigrazao nao re-
duziria em muilo o calculo, ao passo que a augmen-
tada durazao da vida humana, conhecida como temi
j resultado dos mclhoramenlos scientificos e hygie-
nicos dos passados cincoenla auuos, tender a man-
ler durante oscincoenla annos seguinles, ou talvez
cem, a mesma razao de augmento que' foi revelado
em o nosso progresso passado; e influencia deslas
causas se pode juntar o iulluxo das multidcs labo-
riosas da Asa oriental para o lado Pacifico das nossas
possessOes, juntamente com a accessao provavel
das popnlacoes j existentes em oulras parles do
nosso hemisphero, as quaes, dentro do periodo de
que se (rala, sentirlo, com a torca sempre crescenle,
a natural atraerlo de tilo vasla, poderosa e prospera
r.onrcdcr.ic.lo de repblicas governando-se a si pro-
pras, o procuradlo o privilegio de serem admiltidas
dentro do seu livre e feliz seio, transferindo com si-
go proprias, por um pacifico e sadavel processo de
ncorporacao, espajosas regios de solo vrgene fe-
cundo, que ho destinado a ser coberlo com millif.es da
nossa rara, que sempre val augmentando, e sempre
e desenvlvendn.
Eslas cnnsidoracf.es parecem plenamente justificar
a presumpzo de que lei de populaco cima men-
cionada continuar aproduziroeOeito nao inlerrom-
pido, ao menos duran le a metade seguinle do sca-
lo; e que os milhares de pessoas que j lem chegado
maluridade, e exercem actualmente os direilos de
liomens livres, fecharao os olhos ao espectculo de
mais de cem niilhoes de homens incluidos denlro das
mageslosasproporzoes da unio americana. Nao he
meramente corab um tpico interessanle de especa-
laeio que apreseoto eslas considerazes vossa me-
ililaco. Ellas ofierecem importantes aspectos pra-
lios cerca de todos os deveres polticos que somos
ubrigados a cumprir. Amigamente, o nosso gover-
no n'uma escala em miniatura, em compararn do
desenyolvimcnto que elle deve assumir n'um fuluro
ulo prximo que deve estar pouco alm do presente
da seraro actual.
He evidente quo urna confederarn Uo vasla e lao
variada, em numero e em exlensn territorial, em
hbitos e em iuleresses, s pode ser conservada em
coheso nacional pela mais eslricla lidelidade ao,
principios da consliluicao, como sao entendidos por
aquellos que lem adherido mais restricta interpre-
tarn dos poderes garantidos pelo povo e pelos esta-
dos. Interpretado e applicado segundo estes princi-
pios, o grande pacto se accommoda com facilidade e
liberdade a urna exlensao Ilimitada desse beuigno
sxslema de goveruo federativo, qu h? o nosso ca-
rador gloriosoe mmorlal. Com redoblada vigilan-
REFORMA DAS ALFANDEGAS
XXVIII.
Da falta e etcaises de brarot para a lacoura.
82. Do abandono ou fcnecimenlo da lavoura
da raima por falta de brazos escraxos.
Por oulro lado, a popularan lixre dirigir sua
torrculc para esle paiz logo que a emigrazao forza-
da de captivos cesse : lodos os cuidados, todos os in-
teresses sobre eshQionio convergirao, e as diliicul-
dades desapparecero. Os brazos livres empregar-
sc-hao na cultura mais consculauca s suas forras ;
alcuns ramos de lavoura, que [muco alcnlo hoje tem,
cobraran vizo, Torza e visor, e progredirao com seu
soecorro, e os escraxos serao oceupados em outros
tial.allins mais arduos e penosos, como succede nos
Eslados-Uuidos, onde, nao obstante os seus enor-
mes precos, se compram para a cultura da canoa ou
para a exploracao c trabalbos que demanda o solo
de Texas.
O uuico ramo que yulEanueutc soffrer he
da plantaran de caimas, porque seu trabalho he for-
te. Sobre esle pouto j alguma cousasedisse em
algumas das pasinas aiitecdenles ; mas parere
que nicamente este receio parte de um preconrei-
to. O trabalho de um obreiro das srandes fabricas
he mais pesado do que o de uro soldado segundo
algiins escriplores, o do soldado menos do que o do
mariuheiro, e muilo menos do que o do mineiro, e
do que o dos operarios que csiao no servizo das fo'r-
n albas das machinas de vapor ; no cu I reanlo esles
serviros esUo a cargo de brazos lixrcs, c lia homens
lixTes que bem os descuipenham.
A historia das Anlilhas malezas e francezas
rolloca a questao sobre o fuluro da uossa lavoura de
caima doce c fabrico do assucar pela falla de braros
do modo o mais claro.
A maior produezao do assucar tiestas Ibas deu-se
depois da total exliucrao do trafego de escraxos.
Esta verdade corre lmpida o pura visla das esta-
lislicas desses paizes, ou das notas da importazao de
suas mctropoles, e anda uestes ullimos lempos, c
al 1847, Sem embargo da concurrcucia do assucar
de beterraba este relo foi observado as Anlilhas
francezas.
a O mesmo se eollie dos Estados-Unidos. A pro-
ducrao (lo assurnr depois da exlinczao desse commer-
cio, se nao snrgio de suas riiizas, robrou forzas
c muilo augmentou. Assiui em Java, e igualmente
na ilha Mauriria dqiois da emanciparan da escraxi-
d9o.< Alm deslrs e de outros muilos exemplos, o
Sr. Ward, enviado pela Uraa-Brelanha ao Mxico,
conta que no litloral deste paiz. nos derredores de
Vera-Cruz, as plantarnos com ocraxos axaliadas em
1810 pelo proco de 1,500 a 2,000 francos, foram
pela falla e dsercao dos escraxos nrrotcadas por ho-
mens liv res, com salarios de 3 francos e 75 cnti-
mos por dia ; que una deslas fazendas oceupadas
por 150 Iruhalliailnrcs livres pcmlii/. animalmente
40,000 arrobas de assucar. (1)
Em Porto-Rico ha homens lixres que Iraballiain
na cultura da cauna doce, c pela mor parle sao os
emigrados de S. Domingos. Porto-Rico, diz o Sr.
Ramn de 1.a Sacra, deve'sua produce, nao tanto
ao pequeo numero de seus escraxos, quanlo aos
19,0000 descendentes de Hcspanhes que de coraran
em gerazao se lem identificado rom o seu clima,
tem resistido aos scus reores, e lem supportado as
fadigas e penas as mais rudes, como os proprios ne-
Em Cuha-( conforme o Sr. Morcau de Jous ),
o mesmo Tacto se d (2), e nao he por certo o npsso
clima mais infeuso do que o desles paizes, e nem os
nossos terrenos de mais difficil amanho.
O Sr. Julesl.echcxalier, em 4 de marzo de 1842,
aute a commissilo ift eoloiiisacao da Caiuna frauce-
za, sbre esle poni, depois de fazef varias reflex-
Zes, den o sen ax so nos seguinles termos:
Nao enlreiicmo-iios a estes preconceilos, nao
demos crdito a esses conlos e declamaroes. Eu
ca, cumpre que cstejamos alientos contra a tenlirao snsleuto a opiniao de que : I. a experiencia do
>
\onados, suggcrio e processo para descobrir-se um
l*db que fosse coroado pelos mais felizes resollados.
Sem perceber alguma distinezao, ou sem pretender
levantar algum principio que se oppozesse aos me-
Ihoramentos exigidos pela proleczao do commercio
interno, que se nao applicasse igualmente aos rac-
lhoramcnlos no litloral ngja a proleczao docommer-
cioeslrangero, pergunlWos se au podo ser livre-
meote antecipado qne, te a polilica for oulra vez es-
tabeiecida conla/ as npropriazoes pelo governo geral
ero favor dos melhoramentos locaes em beneficio do
commercio, se as localidades, digo eu, quo por to-
dos modo* e meios claramente legtimos e prupros,
exigem despezas, nao decretariam o fundo necessa-
rio para aquellas eonslruczes que a seguranza ou
o oulros inleresses do seu commercio exigsse.
Se islo pode ser considerado como um sxslema,
que, na experiencia de mais de trinla annos, nunca
penoillo que a opinio publica Ihe desse o carcter
d polilica estabeiecida, o qoal, posln cjlie tenha
4>rodozdo algumas obras de importancia, lem sido
acompanliadu de ama despeza tolalmeol* dispropor-
No he das minhas inlenses dar prominencia a
qualquer assumplo que propriameule possa ser con-
siderado como adiado pelo juzo deliberado do povo.
Mas ao passo que o presente cocer i a promessas bri-
lbanles, e o futuro cheio de aspirazes o induees
para o exercicio dradividade inlellgente, o passado
uunca pode ser destituido de lices uleis de admoes-
lazao o inslruczao. Se os seus perigos oao ser*em
de.signaes, evidentemente deixaro de. cumprir' os
assumptos de um sabio designio. Quando o sepul-
cro se fechar sobre lodos os que actualmente so es lao
esforzando para satisfacer as ubrigarftes do dever, re-
correr-se-ha ao anno de 1850 corno um periodo cheio
de anciosas appreheusOes. Concluio-se urna guerra
feliz. A paz Irouxe comsigo um vaslo augmento de
territorio. Suscilaram-sc qaestoes perturbadoras so-
bre as iiislituirf.es domesticas de urna pureflo da cun-
federacao, e que nvolvcm os direilos conslituconacs
dos Eslados. Mas, nao obstante as dillercnzas de
opiniao e de sentimenlo que entilo exisliam em rela-
co a promeoores e provisoes especiaes,a acquieceocia
de cidados disucios, cuja devoco unio nunca
do exercicio de poderes duvidosos, mesmo sob a pre-
s3o dos motivos de concedida vantagem temporaria
e apparente expedienria temporaria.
O mnimo do governo federal compalivel com a
manutenerlo da unidade nacional e aeran eflicaz em
as nossas relarf.es com o reslo do mundo proporcio-
nara a regra c a medida da inlcrpretazao dos nossos
poderes sob as clausulas geraes da consliluicao. Um
espirito de estrela deferencia aos soberanas direilos
e dignidide de cada estado, antes do que urna ds-
posiefin a subordinar os eslados n'uma relarao pro-
vincial autoridade central, caraclerisaria todo o
nosso exercicio dos respectivos poderes temporaria-
iiiQMle concedidos a nos como um sagrado deposito da
generosa confianza dos nossos consliluintes.
Em semelhante maneira, como condicao manife%
lamente indispcnsavel da perpetuidado da Unio, 6
da realisiicSo do magnifico fuluro nacional, o dever
se vai tornando cada vez mais forte e mais claro pa-
ra nos, como cidados dos difierentcs eslados, .para
rullvamins fraternal c allecluo.i. espirito, lingua-
gem ecomportamenlo pararon) os oulros estados, e
em rolarn aos variados interesses, iuslituizes, e
hbitos de sentimenlo e opiniao que os caraclerisam
respectivamente. Tolerancia mulua, respeto, e nao
interferencia em nossa aczilo pessoal como cidados,
c um ampio exercicio dos principios mais liberaes de
civilidade no Iratamento publico de estado com es-
lado, quer em legislarto ou na execurau das leis, silo
os meios para perpetuar a confianza e fralcrnidade,
cuja decadencia urna simples uniao polilica, em to
vasla escala, nao sobreviveria por muilo lempo.
Sob utro ponto de x isla he um importante dever
pralico suggerido por esla considerazao da magnlu-
de das dmenses, a que o nosso sxslema poltico,
com a sua machina corresponde de governo, he 13o
rpidamente desenvolvido. Coma grande vigilancia
llevemos fazer o que elle requer de nos para culli-
\ anuos as virtudes cardeaes de frugalidade publica e
a integridade oflicial e pureza. Os negocios publi-
cos devem ser dirigidos de maneira que urna esta-
beiecida convieco penetre toda a L'nio, de que al-
guma cousa do mais alto lom e modelo da moralida-
de publica assignala lodas as pprles da adminslrazo
e legNazSo do governo geral. Desl'arte o systema
federal, por maior que seja o seu progresso e expan-
so, continuar a ir brotando profundas raizes no mar
e confianza do povo.
Essa discreta economa que dista tanto ja parci-
emprego do trabalho dos brancos as regioes" e-
quinoxiaes nao se ha feilo de um modo in-
mar-sc ero qualquer latitude do que qualqucl
rara
parec
veniente ; 2, he mais fcil raza branca aclj
ero qualquer latitude
oulra.
.Por cerlo que a rara europea nunca recuou an-
teesla diflieuldade. esomprc quequiz conseguio-o
|ior meio de seus rcrursos monea, de sua cner-
aia, e industria venc-la. Essas colonias que hoje
i em dia, conforme corre, nao podem ser culliva-
das senao pela rara africana, foram exploradas
c arroleadas nos primeiros lempos pela
branca.
a Finalmente o assucar da China, de Cochin-Chi-
oa. de Manilha, de lava c Madura nao he o pro-
duelo de brazo eserav'o.
i O oulro receio parle do nosso clima, da nalu-
reza da maior parte dos nossos terrenos, em
Brande (re paludosos, cheios de mallas vir-
gens, hrejos e Iremedaes, cuja cultura e amanho he
de difficil trabalho. Este mesmo erro parlilhaxa
multa uenle na America Septentrional, mas
que nao pode deixar de desappareccr.
Sos Estados-rnilos exerSplos em conlrario se
tem dado, assim igualmente cinCuba, em Porto Ri-
co, ele, e enlre nos se Vio dando. Os colonos azo-
rianos que a Hespanha transporlou para Allarapas
( Lniana ), nao obstante seus limitados recursos,
ainda xixem e trahalha'm "em o soecorro de l.rarns
escraxos. (3)
Os primeiros Iral.alliadnres dequasi toda a Ame-
rica nao foram escraxos. Nos lempos modcnios, as
colonias inglezas os emigrados daMadeira, osCouil-
lise dilferenlesoiilrosIrahalhadoresse vSo aclimatan-
do e applicaudo a esses rudes Irabalhos.
a A falta de bracos, a diflieuldade" dos Irabalhos
(4), dar lugar inlroduccao de machinas proprias.
A inlelligcncia e scus productos, -ul.iilui,-. com
grande proxeito a hrutolidadr do trabalho escravo.
At hoje quasi que a prosperidade do Brasil he o ef-
feilo antes da nalureza do seu snlfl.do que da intel-
iigenria c arle.
As marliinas de vapor applicadas ao desecca-
meiilu dos panlanos, e oulros nslruineulos e pro-
cessos na Inglaterra lem conxcrtido em ricos domi-
nios os seus roaos terrenos. De emprezas desla e de
semelhante nalureza, as melhores xanlageus tem
colindo a agricultura iugleza nos terrenos reputados
raaos dos rondados de l.inculn c Cambridge.
Da ailopcan do systema norte-americano c sua
applicacao ao curte das madeiras e ao traballio de
rozar, que pela sua m direcr,ao tantos estragos e
prejuizos causam entre nos, grande fruclo se colhe-
r. l'm xjanle a respeilo do sul da Franca e dos
Px roneos (3) faz a seguinte reflexao : a Vi |>os de
a 90 ps de cireumferencia derribados a machado,
ISo re al hados c rachados que foram abandonados,
a Em lana occasies umita-, vezes desejei mostrar
aos iucxpericnles e ignorantes trabalhadores, co-
t uio dous homens peritos em taes Irabalhos nos
I Estados-Unidos com suas serras fariam esses scr-
vizos i> Eslas palavras podem ser muilo hm ap-
plicadas aos uossos labradores.
A applicarjto dos arados de Domhasle, ou de
Roxille, de llalli, e americanos, e de oulros ins-
trumentos aratorios, a dos vehculos de condcelo,
como es cane-carrier usados na ilha da Trindade,
as machinas de debulhar c descansar usadas nos
Eslados-Unidos, c igualmenle as de que usam os
laxradores norte-americanos no mane o do alendan.
os novos prucessns para o melhoramenlo do fabrico
do assucar, substituirn com xantagem a penuria
dos brazos lirados da cosa d"frica.
Nos Eslados-Unidos ( diz o Sr. Carey ) o alto
prero dos salarios determina a redueco do numero
dos Irahalhadores, tanto no trabalho dos campos co-'
mo no das fabricas, e o rpido ausmeuto do capital,
habilita o eropreeopreciso das machinas. O arado
que he ahi de um uso acra), he di lloren lo do que na
Inglaterra se usa : um homem e dous animaes la-
vram sen) grandes fadigas urna geira de Ierra por
dia. O anrinho. movido por caxallns. o desrozador
ambos de uxeucao americana, sao de um geral uso
e emprego, o diniiiiuem o costo da producto. Em
lodas as especies de lavoura emprega-sc o niachi-
nisiun. c a consequencia dislo he o grande augmen-
to do poder productivo. Em muilos Irabalhos da
laxoura as machinas sao serxidas por crianza e por
mulheres, especialmente nos que exicem mais cui-
dado que forra.
A machina empregada no manco, do algodao
lornou a produezao desle genero a mais importan-
te do mundo, c reduzio seu prezo a ponte tal qne o-
I rabal I un Inr mais poprc |ide ter melhor xeslimeuta
do que anligamcnte os homens ricos.
Na Inalalcrra, pelo mesmo (licor, a agricultura
por meio de taes instrumentos e de suas machinas,
poupa miilo* bracos de modo que aprsenla molino
face o eslado de sua industria, do que a de todos os
oulros paizes,.c menor numero de brazos emprega.
Verdade lie que em loda a parte mais ou me-
nos osniovos melhoramentos acham nos laxradores
opposizao. A rotiua tem grande forza c poder.
,Em algumas colonias inglezas esla opposizao
tem partido da parle dos negros, e lem sido lal que
da Graa-Brctaulia e da Escossia os laxradores tem
mandado x ir trabalhadores que saibam applicar o
arado e gado pronrio, conlralados por altos pre-
Zos ; o mesmo lem acontecido as colonias hespa-
llllnlas. ,
a Por aulro lado a rcslaurarao de algumas cultu-
ras abandonadas, de faril amanho c maneio, como
a da coclionilha, pimeuta da India, travo, canella,
baunilha, ein'quc o (rabalho pede mais cuidado que
forja, o nielhnranieulo da do algodao, em que o em-
prcao do trabalho das mulheres e meninos he de
fcil iicce-.ii. as do trigo e do linbu e de alcuns ou-
lros rticos, facilitara especialmente coro os moder-
nos proeessos adoptados em alguns paizes a applica-
rao, do raso de necessidade, dos bracos, que se nao
podessem applicar ao cullixo da caima doce e ao
fabrico do assucar..
o No raelhoramento das qualidades dos nossos
gneros he que principalmente deve-sc applicar a
maior allem-.o. e nao commum cuidado. Da sua
perfeirio maiores lucros (hkIc colher o lavrador.
A promiscuidade dos trabalhadores lixres e es-
craxos he um oulro receio que nos assalta. Neste
ponto he misler qindaiei-orrer aos fados que se dito
nos Eslados-l'nidos. Ixfcle paizobserva-se o seguin-
le : os escraxos passam^le uns para oulros eslados,
de uns |iara oulros ramos de lavoura.
Ni sul ( diz o Sr. Poussin ) grande numero de
pessoas lixres edos proprios brancos e de peque-
nos proprielarios Irabalhan com os escraxos.
Em Altakapas. na ribeira da Forca, na costa dos
^o Allemaaa, na Carolina, na Virginia ou no Tcues-
a se, eu por meus proprios olhos o observe.
XXIX.
Da falla de instrumentos aperfeicoados, e ~de ma-
cliina*, ele, ele.
Como em oulro lugar referimos, a cotomissao inr
dicou como causa do atraso da nossa laxoura a falta
de machinas, e instrumentos ape foicoados. o alto
prezo porque se adquircm estes instrumentos e ma-
chinas, e icualinente os vveres enjrc nos, e final-
mente o grave peso de imposto- de que se acham
sobrecarregados os productos aercolas c a laxoura,
quer na imporlarao c compra dos objeclos necessa-
rios ao seft maneio, quer na exportazao de seus g-
neros.
Para proxa dislo a (rommissao aprofuudou-5e em
um minucioso exame, donde se collige: r.-, que os
insinimeiilus aperl'eicnadns no geral nao sao conhe-
cidos pelos nossos laxradores ou por elles empreca-
dos senao per 'acriUeim, ou como esperieucia que
nao temos, nem dcposito,ondc os possamos conhe-
cer.nem pessoasque delles]nos deem imlicia. e menos
quem nos ensille o seu uso, presumo c applicacao,
e saha arma-Ios e compo-los ; 2.\ que os de que
usamos sao ulicos, de m qualidade, e muilo caros
nos checa m, alientos os altos direilos de imporla-
rau ; :).-, que em geral lodosos instrumentos da la-
x niira.ns aradoseas proprias machiiias.quc nao saodc
nina i menean.nu que nanpudeni mclhorar o fabrico
dos gneros de nsssa cultura, estao sujelos a direi-
los de 2.5* a 30 por J sobre axaliaces s vezes
e'acerailas; 4.', qu sob o seu custo j ser alto
nos nossos portes martimos, os direilos e as despe-
zas de enndiicfin o loma excessixo ; 5.*, que como
os instrumental agrcolas, as tiestas muars, o gado
importado por mar eslao sujcilosaallosdireilos.excep-
to quando silo de raras novas; 6.', que o mesmo se
d a. respeilo da i nipurlaean das forragens, dos veh-
culos de cnndilcan, materiacs proprias para adu-
nar as trras, os vveres, etc. Neste ponto parece-
nos mais til Iranslailar o seguinte trecho do referi-
do relatorio.
O gado x arruin.c outro de qualquer especie, pa-
ca :M) por ua sua importazao por .mar quando nao
he capaz para melhoranieulo da raza.
As forraecus estao sujeilas igualmente a 30
l*>r '.-
As malcras proprias para adubar as Ierras, do
mesmo modo.
As carneas' c outros vehculos de emularan.
to necessarios nossa lavoura, pagara 30 por %, e
as provincias do uortc nao ha quem as faca, c as-
sim por (liante.
Do exposlo x-se que a primeira materia de to-
dos os nossos Irabalhos, de quasi todos os instrumen-
tos (como diz Foufrde 6), que torna-sc o ingredi-
ente mais necessario e mais geral a lodas as iiidus-
Irias. o ferro, pelos direilos de 25 por \ creados pe-
la tarifa de 164*, lornou-se mais caro Assim igual-
mente todos os artcfadosdesle metal, que se empre-
gam em quasi toda a producao de um paiz, e em
tdo quanlo he do uso do" homem, que lamben) fo-
ram sobrecarrecados rom os direilos de 30 por \.
a O primeiro agente de toda e qualquer industria
aperfeScoada, as marliinas, o* vehculos de transpor-
tes e o cado limar, ludo encarcccu por forra (lestes
direilos.
O alto preen dos comestiveis lambem nao deixa
de apoqnenlar a industria dos campos. O sustento
geral dos nossos trabalhadores se reduz a carne, fa-
rinha de mandioca, feijao, niilho e oulra especies
de lecumes. A carne xerde he ciislosv. A nossa
criaran e prniluccau cata sujeila a lodos os inconve-
nientes ila ignorancia dos criadores, do mo eslado
dos paslos, das epizootias, da falla de agua, do mo
eslado ou da falla absoluta de camiuhos, dos impos-
tes de importazao e de consumo,-do monopolio e de
errneas medidas das adiiiiiii-lraros provinciaes.
a O gado importado (nao sendo pata melhoi-amen-
lo de rara paca :10 por % mi ralorem, e a laxa de
I.")a2 por caliera conforme as provincias (7}, c
mais direilos de curial e talbos pertenecntes s c-
maras unicipaes, que ainda nao ha miiilo toram
ncsla corle etevadjfc (8; inxposlos xexatorios nao
s pela sua desigualado e injnsUea com que sao
cobrados, como pela materia sobre que recahem.
s-Pouros recursos desla mercadoria pode lirar a
lavoura, pelo seu exorbilaulc prezo, que em alguns
lugares vai cima da 4 a arroba, c orcasides tem-se
dado em que checa a 6j>400. A carne secca ou de
xarque he o seu substituto natural. Os nossos for-
necedores, alm do Rio Grande do Sul, cuja pro-
ducao nao he sufllciento par o nosso consumo, sao
as repblicas do Rio da^Prala. Os direilos de im-
portazao ou consumo sao de 25 por na razao de i
por arroba.
O pcixe salgado he sujeilo laxa em ceral de
25 por pagando por ronseguinle 800 rs. de direi-
los |Hr arruba e o baralho a 29500 por quintal. .
O sal, rao necessario nossa agricultura, sob
qualquer lado que se encare o seu emprego, osla
sujeilo a direilos de 30 por *, ou de 160 rs. por ca-
da alqueire.
b Os cereaes, feijao, ele, aos de 30 por %, pagan-
do este ultimo 900 rs. por alqueire, ,e as favas
300 rs.
A fariuhn de triso hesugeita aos direilos de 25
por ou ao de 33K1O0 por barrica de 6 arrobas [9).
. e Nos mais paizes productores, que em circums-
lancias idnticas s nossas se acham, as materias
primas, as machinas c instrumentos de lavoura go-
zara de franqua ou^nuxlicidade de direilos. Sem
que se enumeren) lodos os lugares em (fue esla* ra-
er he al tendida e posta em execuzAo, lembrar-se-
ha aqui smeute a ilha de Cuba (10. Por urna cou-
iradirran digna de nola, ao passo que enlre ns as
materias primas para as fabricas gozain de franqua
de direUos, os instrumentos agrarios estao sujeitos a
enormes laxas !
n Por llicor iixersoem loda a parte os goveruos
prncedrin, e procurara tornar faril a subsistencia
das classes pobres, levan lamn a- lu reirs lisiaos, uu
moderando as laxas sobre as materias alimenticias.
i( Assim "a Graa-Brclanha os auimaes vivos, as
carnes frescas ou salgadas, o loucinbo, a batata, fei-
jao, lentilhas c outros legumes, c o sal, sao lixres de
direilos, os domis rticos estao sujeitos a laxas
brandas ou mdicas.
o (jozam iguaipicute de franqua de direilos no
Zollwerein os; peixes, hervas, hortalizas, rereaes
dTerenies legumes; aves donicslicas,.leile, ovos,
fruas frescas, etc.; nos Eslados-Unidos o gado- o
cha, o caf, peixe, ostras, c oulras materias alimen-
ticias.
Neste ullimo paiz (conven) repetir com o Sr.
M. Chevlier (11), he mais fcil seccar-se a mao do
legislador do que esle assiguar, sob qualquer pretex-
to,- urna lei que tendesse ao oncarecimento do
pao e da carne.
Na Russia o bacalho, balalas, aves domesticas,
o triso c avea (importados pelas ronleiras de trra),
diuerenles legumes,* na Austria legumes, leile,
ovos etc., gozam de franqua de laxas,
i' Assim por quasi loda a parte se platica.
Entre nos, onde pela falla de estradas pela ca-
resta dos transportes, os comestiveis sao caros e nao
abundantes, e. Malarios altes, o contrario se seguio
na tarifa de 1844 !
a A creacto de impostes sobre#os instrumentse
objeclos necessarios agricultura ou produzo
rural, como diz o Sr. Banfield'I-i;, obriea e cmg-
nha o laxrador ao desembolso de parle de sen capi-
tal, e pelo seu excesso pode chocar s xezesa'absor-
\ e-lo e a colloca-loMiposizao de nao poder Clilprelien-
derocullixodalerrajOude o fazer ero pequea escala,
oudc uan poder mclhorar o processo da cultura, e al
finalmente de nao peder dar um s passo para o seu
progresso e melhoramenlo !
Una lal medida, especialmente em um paiz
que se reseute da penuria de estabelerimenlos -me-
lallurgicos, e de materias primas para o fabrico de
instrumentos aerarlos, e que foi, he, e ser por lon-
go lempo csscucialmeute aercola, delata grande
falta de iuteresse pelo seu porvir, ou nenhum estu-
do sobre suas necessidades.
iContimiaf-se-ha.J
Dos guarde a V. Exc Secretaria da X~
Pernambuco23 dejaneirode 1854__Itlm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Benlo da Canha e Figaeiredo,
presidente da provincia.0 desembargadr Cne-
tano Joida Silva Santiago, chefe de polica in-
terino.
CORRESPONDENCIA.
Attencao'.
-Sr. Itedacloret.Lendo no Liberal de 17 do cor-
renleo seguinto trecho: que o Dome doSr. Jos
Benlo na advogacia (o devido amizade que Unha
com o Dr. Navarro, quando juiz do civel desla eapi^
tal ; lenbo de fazer sentir ao publico, para evita?
musirs interprelazes, que os que me conhecem de
perlo recoohecem fcilmente a rigidez de cerlos
Principios que me caraclerisam,. sendo o mais eaten-
Cla'. o nao haver amizade ou considerazao algama,
que me afaste da homenagein aos sagrado diclames
da minha conscieucia, no rigoroso desempenho dos
meus dexeres. Comprova esta amereto garjntindo ao
mesmo lempo de loda e qualquer sasceplibilidado
desairosa, que possa deduzir-se da expausso de seme-
Ihante trecho, o authenlico teslehiunlio de varios des-
pachos, escnlenzas minl.as nos cartoriosdesU cidade
contra os clienlesdo Sr. conselheiro Jos Benlo ; o
que he muilo possivel verificar no caso de duvida.
Com esla pnblicacao muilo obrgar ao sea atlencio-
so venerador
Jote Joaguim Geminiano de Morau Savarro.
PIBLICACOES A PEDIDO.____
Os freduenladores do theatro de S. Isabel esperan)
que seja escriplurada madama Deperini que aqu ja
apreciaran), e ainda se conserva nesla cidade ; o Sr.
emprezario vira a ler muilo maior concurrencia,e re-
ceber maior interesse, qual he o habtenlo esta ca-
pital que nao ama a cantona 1 e os que nos visUam
igualmente. Desla sorte possuiremos um Iheatro
a que os estrangeiros que aqui passara (agora lo
frequentes vezes ) sejam couvidados a assUlir ,
que coslumados quasi sempre a frequenlar os
Ihealros, aoade se goza de boas companhias Ix-
ricas, nao vem ao nosso, e basta isso para dos
julgarem um povo pouco civilisado. Emqaanlo nao
podermos suslenUr urna companhia boa, aprtrreite-
se ao menos urna cantora de mrito, como he mada-
ma Deperini, e assim iremos em progresso ; islo ihe
P*^6 -Ipaixonado da cantona.
Illm. SrTanuo presente o ofilcio de V.A dala-
do de hontcm, em que solicita si' desouerado da
subdelegada dessa freguezia, e em resposta devo sg-
nificar-lhe que nao obstante reconhecer a validado
das razoes que V. S. aprsenla para fundamentar a
sua prelenzio, todava julgo i.ao dever a ella ac-
quiescer alientos os bons e importantes serviros que
tem V. S. prestado,e que por sem duvida continuar
a prestar com aquelle zelo, honra e palriotismo que
tauteo dislinguem.
Dos guarde a V.S. Secreliria da polica de Per-
nambuco 16 de dezembro de 853.Ul'm. Sr. Dr.
Rufino Augusto de Almeida, subdelegado da fregue-
zia da Boa-Vista. O desembargadr, Caetano Joie
da Silva Santiago.
Illm. Sr.Tendo o Exm. Sr. conselheiro presiden-
te da provincia, segando me dedaroupor olTicio de
19 do correle, resol vida por portara da mesma da-
la conceder a demissao, que V. S. pedir do cargo
de subdelegado da freguezia da Bna-Vsla, assim lho
commanico para seu couhecimeiilo, aproveitando eu
a occasio para agradecer-lhe os bons e relevantes
servjos que preslou no exercicio do dito cargo, e o
zelo, e dedicazao com que desempenhou as suas
frutees.
Dos guarde a V. S. Secretaria da polica de Per-,
nambuco 21 de jooiro de 1854.Illm. Sr. lk. Rufi-
no Augusto de Almeida. O desembargadr, Wetaho
Jos da Silta Santiago.
Mumim.
Contrato das carnes verdes.
Relarao das pessoas uue mataram rezes, mediante
a multa de 109000 rs. por cubeta, na conformi-
dade do art. 9- do contrato das carnes verdes, e
resolucao da presidencia de 21 de dezembro pr-
ximo passado, sendo ditas multas dos dios 16 a 22
do crrenle mez de Janeiro de 1854.
LITTERATIRA.
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V.
IBIOJ.
(1) Moreau de Jonncs, obra sobre a oscravidao
colonial.
(2) O Sr. La Sagra o mesmo aflirma.
(3) Tocqucville.'obra citada,
(*) Tocqueville, obra citada.
HEPARTIGAO' DA POLICA.
Parta do lia 23 da Janeiro.
Il|m. eExm.Sr.-Participo a V. Exc. quedos
parles honlem e hoje receida? nesla repartzao. cons-
ta terem sido presos: i ordem do delegado do pri-
meiro dislriclo desle termo, o pardo Andr, escravo
de D. Josefa Ayres. partirlo, lienriquel a Mari^da 'desordenados,
Cnnceicjo, e Gara Francisca de Souza, ambas para
averiguazfles pulciaes ; i ordem do subdelegado da
freguezia de S. l'rei Pedro Gouzalves, Tbcrez* Ma-
ra de Jess, para co rreczo; ordem do subdele-
gado da freguezia de S. Antonio, o preto Paulo, es-
cravo de Marcellino delima, por insultos, e Benlo
Jos Rodrigues, para currecran; ordem do subde-
legado da freguezia de S. los, Claudio da Santa
Clara Pacheco, lambem para correczo; ordem do
subdelegado da freguezia da Boa-Vista, o preto Ala-
noel, escravo de Firmino Jos Fex da Rosa, por an-
dar fgido; ordem do cominan lante do quarlo ba-
lalho de artilharia a p, foi por um cabo do mesmo
batalllo recollii.bi ao quartel das Cinco Pontas, o
tambor Pedro Paulo l.animedes, por ser desertor.
O subdelegado do Poz da Panella, lendo dado um
varejo com a forza de polica, que d'aqui inarrhou
as maltas de Genipapo, e.no lugar denominado Pia-
basd'aquella freguezia, com o fim de capturar al-
gnnscriminosos, communicou-me em oilirio de hon-
lem datado que apenas a Manoel Esleves, Henrique
Jos de Souza, Jou Rcmunfo das Chagas Ribeiro,
Aniceto Rodrigues, e Antonio J..s Victoriano, os
dous primeiros, por ser informado quo eram deser-
tores do exercilo, e os ltimos para serem applicados
como remitas ao serviro do mesmo exercilo.
Por oflicio de 20 do correntc partcpou-me o dele-
gado do termo de Isuarass, que fora all p%$0 0
preto Damin de tal, qne involuntariamente assassi-
nara o pardo Manoel Ignacio.
(5; Carex, obra rilada.
(6 Oliesian de eeuunniia polilica.
1,7) o municipio da carie esles direilos sao de
2 por rabera de gado \accum.de 200rs. por cabera
do langero, e de -loo rs. por cabeza do suino. (Lei
de 31 de nulubro de 1835, art. 9.", 8 10, e de 22 de
ouluhrn de IS.II. arl. 9., 3.o.)
as provincias as laxas sao em geral as segurotes:
5 rs, em libra de carne verde c 320 rs. por caliera.
3) Estes direilos na curie sao de la por raheca de
nado variim, de 320 rs. por cabeza de qualquer nu-
tra especie. I.ei de 17 de scleinhrq de 185!, arl.
**, s lu.)
(9) Entre nos o uso do pf,o nflo he geral. as
nossas prox incias cenlraes nao se pode oblcr esle
alimente, c as xezes nao passa- quando chega s
classes abastadas,, Veja-se a esle respeilo o Sr. C.as-
lelnaii. obra rilada.
(101 Segundo a tarifade 1847 sao livres de direilos
na sua importazao os segiiiulcs artigo; arados de
Roxille, boceas de fornalhas e comportas, galos de
ferro para engenhos, rlarilicadnres de ferro nue
cobre tem, cordas de ferro para trapiches, fuiMW
de ferro ou cobre, espumadeiras de ferro para en-
genhos, machinas de vapor ilem, pecas solas para
concert de machinas de vapor-e trapiches, ta.ixns
de cobre ou ferro, lauques de dilo para inci, gra-
des de ferro para engenhos, repartirocs de dilo para
os ditos.
(11) Carlas sobre a orcanisazio do trabalho.
rl2) Orgajtisarao da industria.
COrSTAlxITIItfOPI,A.
Santa SopMtfSA* Mw^-tt.,,
lPor Tlutophilo Gautier.J
Fora perigoso para um giaour entrar as mes-
quilas durante o ramadam ( quaresma), ainda mes-
mo com um firman e debaixo da proteceao dos
cawas ; as predicas dosimans CTcitm nos fiis um
ledobramenlo de fervor e de fanatismo ; a exalta-
cao dojejum inflamma as cabecas levianas, e a to-
'erancia habitual, trazida pelo progresso da civili-
saco, poderia ser esquecida fcilmente nesse mb-
niento. Esperei portante que passasse o beiram
( feste turca depois do ramadam j para fazer esta
visita obrigatoria.
Cometja-se ordinariamente o passe por Sant
Sopbia, que bedepois de Meecao templo mais reve-
renciado do islamismo, e antes do ser urna raesqui-
ta, foi um templo christao dedicado, uo a urna
santa como sen nome poderia fazer erer, mas sa-
bedoria divina (f AgiaSophia personifleada pe-
los Gregos, e segundo ellos, mai das tres virtudes
tlieologaes.
Quando alguem a v da praca" que se estende
dianie de Baba Hummaysum (porta augusta),
com as cosas apoiadas nos delicados lavorts e as
inscri|K;oesinsculpidasda fonte d'r-Jiinet-QI, San-
ta Sophia aprsenla um montao incoherente de
construeces disrormes. O plano primitivo tem de-
sapjiarecido debaixo de urna agiegaco deconsirac-
Zoes posteriores, as quaes obliterara as linhas geraes*
e impedemque sejam fcilmente percebidas. En-
tre.as barbacas construidas por Amurat UI para,
sustentarem as paredes agitadas pelos abalos dos
terremolos se acham agarrados, como agricos as
nerv'uras de ujn carvalho, tmulos, escolas, banbos,
lajas, cabanas, etc.
cima deste tumulto so eleva enlre quatro mina-
retes bastante grosseiros, a grande cupola apoiada
em paredes de enxitbarias altemadamenle branca
e cor de rosa, e cercada como de urna tiara de um
circulo de jancllas; os minaretos nao tem a bella
elegancia dos minaretos rabes, a cupola se acha-
ta pesadamente sobre esse monto de panlieiros
o o-viajante, cuja imagina^ao a
tinha exaltado involuntariamente a esse nome m-
gico de Santa Sopbia, que faz pensar uo templo do
Epheso e no de Salomao, experimenta urna decep-
cao, que felizn)ente uiu continua, quando elle tem.
penetrado no interior. iW-se dier, era defeza
dos Turcos, que a maftr parte dos wonomemos
christaos lamhcm eslo mizcravelmente obsiruidos,
o que lal calhedral celebre e raaravilhosa* tem seus
lados todos enrugados de excrescencias de gesso e
ponas de talwas, o que suas agu.'has trtibalhadas
feicio de renda, rompam a maior parle do lem-
po um catios immundo de barracas.
Para se chegar a porta da mosquita, segue-sc
urna especie de travessa bordada do sicmoros e de
sepulcros, cujas podras pinftjas e dou'radas hrilbam
vagamente a ira vez das grades, c depois de algumas
xollas, seesl .liante de una porte de bronze, que .
conserva ainda entuma de suas meias portas o ves-
tigio de urna cruz grega. Esta porta lateral d c-
cesso em um vestbulo que comav nove portas.
Mudam-seahi n calcado |>or chinelas, que se.deve
ter todo n cuidado de fazer trazer por seu drogman
(interprete no Oriente), porque (Miliar com bolas"
em urna'mosquita fura urna indecencia lo grave,
como conservar o chapeo na cabera em una groja
catholica, o que poderia ter consecuencias limito
mais dolorosas.
Jio primeiro passo quo dei, experimentei um re-
llexo de luz singular, e me pareceu que eslaxa ciu
Veneza, sabindo da piazza debaixo da nave de*S.
Marcos. Somonte as linhas le tinham desmesura-
damente crescido o ludo linha tornado dimenscs
colossaos ; as columnas surgiam immensas do pa-
x i ment colierlo de esleirs, o arco da cupola se
abra como a espbcra dos ceos : as abobados pen-
dentes, as quaes os quatro ros sagrados derraman!
suas ondas do mosaico, descreviam curvas gigan-
tes ; as tribunas so tinham alargado de modo quo.
poda contero povo: S- Marcos he Sania Sophia ciu
miniatura, tima reduccao na escala de urna' pollega-
da por. p da baslica de Justiniano. Nao ha na-
da de espantoso nisto finalmente : Veneza, separa-
da apenas da Grecia por nm mar eslreito, viven
sempre em familia ridadecom o Oriente, e scus ar-
chiteclos deveram procurar reproduzir o lypo da
igreja, que passava pala mais bella e mais rica de
chrislandade. S. Marcos leve principio pelo secute
rJecimo, e scus edificadores tinham podido vr-rSan-
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DIARIO DE PERNAMBUCO TERCA FEIRA 24 DE JANEIRO DE 1854.
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U Sophia" em loda a sua perfeieaoeesplenrlor, mui-
tti tules <|ue ella livessu sirio profanada por Maho-
met II, aconlecmento queso tuve lugar finalmente
nt 1*53.
A mesquita actual de Santa Sonhia foi levantada
sobre as einzas do templo consagrado sabedoria
divina por Constantino o grande, u consumido em
um incendio em conscquencia de perturbacoes en-
tre as facc&s dos verdes o dos azues ; sua'anligui-
dtde tero por fundamento usa^aiiguidade piis
profunda ainda. Anlhemins destalles o Isidoro
de Mileto tracaram a sua planta, diiigiram a sua
constriiccao. Para enriquecer a nova groja, des-
poja'ram os velhos templos pagaos, fizeramque a
cupoladoChristo se sustentasse as columnas do tem-
plo da Diana d'Epheso, negras anda do tacho Eros-
tralo, e nos pilares do templo do sol em Palmyra,
iodos djurados pelos ratos de seu astro ; tiraram-se
das minas de Pergamo duas urnas enormes de por-
tyro, de cujas aguas lustraos vieram as aguas do
baplismo, depois as das aNuces ; cobriram-se as
paredes de, mosaicos de ouro o du pedras precio-
sa, e quaudo tudo estove acabado, Jusniano po-
de bradar em seu transporte : gloria a Dos que me
julgou digno de acabar una obra tao grandiosa :
* Saloniao, eu te venc!
Coinquanlo* o islamismo das artes plsticas, o
lenha despojado de una grande parle de seus or-
namento.", Santa Sophia he anda um templo mag-
nifico. Os mosaicos em fundo de ouro, represen-
tando assumptos bblicos, como os de Sao Marcos,
lem dcsapparecido debaixo du urna carnada de ar-
gamassa. Apenas se teni conservado os quatro
gigantes aos cherubins das abobadas pendentes, dos
quacs as seis mil azas multicore palpilam alravcs
dos fulgores dos cubos de crystaldomados, e anda se
do nimbar, as grades de ouro da tribuna reservada
para o sultao.
Especies de plataformas sustentadas por columnas
demarmore precioso, gearnecidas' de parapeilos ar-
rendados c sobiasahindo das linhas gcracs, se avan-
cam dfe cada ponto do intorsecrao das naves. Pas
capellas lateraes, inuteis ao culto musuhnano, se
amontoam, malas, cofres c fardo de todas as for-
mas ; porque as mosquitas no Oriento servem de
lugar de deposito ; aquellos que viajan) ou recaan)
ser roubados em suas casas pem ahi suas riquezas
debaixo da prolcecao de Dos e nao ha exemplo re
que um aspre ou um para (moerias turcas) lenha
sido. desviado o roubo se complicara cntao com
o sacrilegio ; a poeira se peneira sobro monloes de
ouro e de effetos preciosos apenas embrulhados em
um panno grusseiro ou pedaco lo couro velho ; a
aranha, tao presada dosmusuhnanos por ler tecido
sua lea na entrarla da gruta, em que se linha refu-
giado Mahomet, esienoV pacificamente seos fios as
echaduras, que ninguem loca,
Em torno da mesquita se grupam imareto ( hos-
picios, ), meitess ( collegios ), banhos, cozinhas
para os pobres, porque toda a vida musulmana gra-
vita em torno da casa de Dos : as pessoas que nao
tem asylodormem debaixo das arcadas, onde a po-
licio jamis as incommoda ; ellas sao os^ hospedes
de Allah ; os liis ahi orara, as mulheres mediten),
os doentes para ahi se fazer transportar para se cu-
rarem ou para morrercm. No Orienle, a vida real
nao .se separa da religio.
urci em vo em Sania Sophia o vestigio da
mao sanguinolenta que Mahomet 11., entrando a
cavallo nesse recinto, apoiou na parede em signa)
da tomada de posse, entao quando as mulheres o as
virgens espavoridas se tinham refugiado no altar,
escqnderam as cabreas, que frmam o centro deste'contando assim de seren salvas, rom um mila"ie
turbilhao de pennas, debaixo de um grande llorao
de ouro, porque he um horror para os mulsumanos
a reproducn do rosto humano. No fundo do
sanduario, debaixo da abobada que a termina,
percebe-se confusamente os traeos de urna figura
.colosal, que os rebocos de cal nao poderara occul-
tar inteiramente : he a do padroeiro da igreja, a
imagem da sabedoria divina, ou mais exactamente
da sania sabedoria, kgia Sophia, c que debaixo
deste veo meio transparente assisle impassivelis ce-
resnonias de um culto eslrangeiro.
As estatuas fram tiradas-----O altar feilo de um
metal dosconhecido, resultado como o bronze de Co-
rmibo, de ouro, prata, ferro, bronze, pedras precio-
sas fundidas, be substitnido por urna lage de mar-
more vermelho, indicando .a direci;ao de Mocea.
Por cima pcrSde um velho tapete inteiramente usa-
rlo, trapo ebeio de p, que lem para os Turcos-este
mrito, de "ler sida um dos quatro topetes em que
Mahomet se ajoelhava para fazer sua oracao.
Immensos discos verdes, dados por diffcrenlcs
sulloes, estao suspensos das preles c fazem fulgir
versculos do Alcoro ou mximas piedosas escrip-
ias em euormes lellras de ouro.Lina voluta de
potphyro conten os nomos d'Allah, de Mahomet
edos quatro primeiros califas, Abu-Bekr, Ornar,
OsmaneAli. O pulpito (nimbar) onde o kholib
se eolloca para recitar o Alcoro, est arrimado a
que se nao fez... Essa marca vermelha sera por
accaso um facto histrico, ou simplosnienle una le-
genda ?
Ja que acabo de pronunciar a palavra legenda,
vou contar urna que voga em Constamtnopla,. o
qual os acontecimemos do da dario o mrito da
oporlunidade. Quando as portas de Santa Sophia
se .briram debaixo da pressao das hordas barbaras,
qne sitiavam a porta de Constantino, eslava no
altar um padre que a dizer niissa. Ao ruido que
lizcram as lagos de ]sttaia.no as ferraduras dos
cavallos trtaros, aos rugidos da soldadesca, ao grito
de espanto dos fiis, o padre inlerrompeu o santo
sacrificio, tomn comsigo os vasos sagrados c se
dirigi parede urna das naves lateraes com um passo
firme c solemne. Os soldados brandindo suas ci-
mitarras iam alcanea-Io, quando' elle desappareceti
em una para que se abri e se fechou ; ao princi-
pio se julgou que era alguma sabida secreta, Una
porta falsa, mas nao era ; a parede examinada era
solida, compacta, impenetravel. O padre linha
passado altavoz de un massico de alvenhria.
Conta-se que algumas vezes se uve sabir -da pa-
rede psalmodias.He o padre vagassempre vivendo,
como Barberous. no fundo de sua caverna de Kvef-
hausen, que murmura dormindo as lithurgias inlcr-
rompidas. Quando Sania Sophia for entregue ao
culto christao, a parede se abrir por si mesmo, e o
nelle por urna escada bastante dircita, guarnecida
de duas balaustradas abertas e de um trabalho tao
perfeilo, como o da mais fina renda. O khctib
quando o sobe he com o livro da le em urna das
mos e o sabr na ouira.
Conloes, nos quacs pendem liorlas de seda e .ovos
de abestruz, desce das alwbadas at dez ou doze
ps do solo, sustentando circuios de fios de ferro
guarnecidos de lamparillas, formar deste modo
en lustre. Estantes encruzadas em X, iguaes as
de que nos servimos para folliear as-colticroes do gra-
vuras, esto dispersas aquiealli, esustentam osma-
nuecriptos de Alcoro; multas esto an-madas d ele-
gantes migelas, e de delicados embutidos de madrepe-
rola, de cobre e de conchas.Esleirs ile junco no
eftio, tapetes no invern cobrem o pavimento for-
mada d.'Jages de marmorc, cujas voias ajustadas
com arte parecem correr romo tres rios de ondas
gatadas, atravs do, califirio. Estas esleirs apre-
sentan urna particularidadc singula r : ellas sao
postas obliquameule o contrastam as linhas da qr-
rhitectura,he um como solho colloc ado de travs
e nao quadrando com_ as paredes-que o cercara.
Esta bizarra se exftica. -fcanla Sophia nao eslava
dslinada para vir a ser uma mesquita c por conse-
guinte nao est regularmente voltada para Mecca.
As luesquUcs, como se v, se parerem milito no
ifteror com as grejas protestantes; a arte nao pode
desenvolvec ahi mais pompas e mais magnificencias.
tiseriproes piedosas, um pulpito, esl antes, esleirs
para seajoelbar, eis aqu todo > ornamento per-
millido.A idea de Dos eleve enchor seu templo e
efla he bastante grande para isio. |fc.nirclanlo eon-
lem que o luxo arlistiai do ratbolicismo me pa-
rn preferivel, e o |ierigo allegado de idolatra nao
he para temer senao em povos barba ros incapazs
de reparar a forma da substancia, a in>agem do pen-
samento.
A cupola principal, um pouco arruinada em
sua curva, esta cercada de muitos miaios zimborios
romo o de Sao Marcos em Veneza, ella he de una
altura immensa, e devia fulgurar co mo um eco de
ouro e de mosie antes que a cal mulsumana li-
vease estincto seus resplendores. No estado em
que est, ella prodzio em mira una impresso mais
vivado que a de Sao Pedro;.a arctiitectura bysan-
tina be curtamente a forma necessa ria do catholi-
cismo. 'A archilectura gollica mesmo, qualquer
queseja sua importancia religiosa cao se apropria
to exactamente, apezarde suas degr adacoes de toda-
a sorle. Sania Sophia vence todas as. "grejas chiis-
tas, que tenho vis, c tenho visitad o muias. Na-
da he igual mageslade dessas tobadas, lessas
Iribunas descaiK;audo m eolumnas de jaspe, de
porphyro com capiteis de um cor\ rubio bizarro,
onde animaes, chimeras, cruzes se tmicrlagam cora
asfolhagens. A grande arte da drera, degenerada
he Terdade, ahi se faz ainda sentir; comprchende-
se que quando Jess Christo entrou ueste terapo,
Jpiter acabava de sabir delle. *
Alguns annos ha Sania Sophia arneacava ruina;
as paredes faziam nejo, e as aberturas fundam as
abobadas, o pavimento ondnlava, as columnas can-
radas de estarem em p depois de tao longo lempo,
vacillavam como homens bebados ; n.ida havia aprii-
mado, lodo o edificio penda vi si v el mente para a
direita. Apczar das barbacas de A inurat, a igreja
moquita arruinada pelos seclos, ag ladas pelos tur-
tos, parecaeslaraponlodeseahaler. Cmarch-
to italiano milito, liabil o Sr. Fcn ari, ar-eilou a
illarefa deendireilar eforlaleret- o antigo mo-
iiumeato com uma prudencia e activiidade infatiga-
Brarjaletes de bpnze circularan) as colum-
suas inoradas aereas, esperando uma outra boa for-
tuna. Estes pombos procedem de um casal que o
sultao Bayerid comprou outr'ora a uma pobre, que*
implorava sua caridade, e de qne ello fez presente
mesquita. Ellos tem augmentado prodigiosamente.
Segundo o costuirib dos fundadores de mosquitas,
Bayerid lem o seu tmulo junio daquella a que deu
sen nome. Elle jaz all cobalto de um ta|pctc luci-
do de ouro c praia, lendo debaixo da cabera por
um rasgo digno da humildade christa, uml.jolo
feilo da pocra*ajimtada em seus vestidos e calcados,
porque h no Alcoro um versculo assini cocebido:
Ar|uclle pie se cobrio de p nos caminhos de
Allah nao dc*vc lumer os fogos do inferno.
/'rae.)
COMMERGIO.
KAtAI)0 KECIKE 23 UE JANEIRO AS 3
IIOHAS DA TAKDE.
(ColacOes olliciaes.
esconln de letras de 1 e 2 mezes llel2',ao
anuo.
ALFANDEA.
Kenrlimenlo do rlia 1 a 21. .
dem do lia 23.....
Dtscarregam hoje 24 de Janeiro.
Barca ilsleza Prospero bacaliio.
Barca in^lrza Cruzador mercadorias.
Barca inglrza funila carvfla.
Briane sueco Selma laboarlo. .
Brigue hespauliol *. Miguel carne secca.
Hiato americano Morlliern lght farnha e
bolactiiiihas.
Escuna bratilcira Fortuna fumo e charutos.
Hi.ile brasileiro Amelia idem idem.
Escuna liamburgueza liduard mercadorias.
Importacao .
. Hiale nacional Capibaribe, viudo do Ass, mani-
l'i'-loii o scsuiile :
160 alqueircsdesal, (M) mollios da palha de car-
nauba ; a ordem.
Bi igne licupanliol S. Miguel, v indo de Buenos-
Ajre, consignado a Viuva Amorim & Filliu, mani-
feslou o seguinle:
3,:i00 quinlaes hespanhes rie carne secca, 80 cou-
ros seceos; aos consignatarios.
CONSULADO UERAL.
Itendimento do dia 1 a 21 .*
dem do dia 23.......
approvacjiodo Esm. Sr. presidenle, na importancia
rle2'J8280rs.
2." O arrematante dar principio asobras no pra-
zo ile doua mezes, e dever conclui-las un re se
mezes, ambos conlado na forma do arliao 31 da lei
i). 280.
3. O arrematante seguir nos seus Irnbalhos ludo
o que llie for ilclerminau'o pelo respectivo engenhei-
ro, nao s para boa execuc;V.> ilas obras, como em
ordem de nao inuiilisarao mesmo lempo para o ser-
vico publico lories as partes do edificio.
4.a O pasamento da importancia da arrematar,io
ter losarem Ires preslaces iguaes ; a 1.a, depois,
de feila a nielarle na obra ; a 2.a, depois da entrega
provisoria ; e a 3., lia enreja definitiva.
5.' O prazo de responsabilidade ser de seis me-
zes,
6." Para ludo o que nao esliver determinarlo as
presentes clausulas nem'iio remenlo, secuir-se-ba
Ao que dispoe arespeiloa lei provincial n.286.
* Conforme. O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciastio. .
O IaWn. Sr. inspector da lliesouraria provin-
cial, em comprimento da ordem do Esm. sr. pre-
sidente da provincia, manda fazer publico, que no
rlia 20 de Janeiro prximo vindouro, vai novamenle
a praca, peranle a junta da fazenda da mesma Ihe-
souraria, para seren arrematados a quem pormenos
lzer, os Irabalhos da conservarlo da estrada da
Victoria, avahados em 5:5l796tX).
A arrematado ser feila por lempo de um anuo, a
contar do rlia em que o arrematante tomar conla
da estrada, e sob ascondices ih;n\n copiadas.
As pessoas que se propozerer.i a esla arrematar;,.
coinpare(am na sala das sessoes da mesma junta, no
dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habelitadas.
E para constar se mandou aflUar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de l'ernam-
buco 17 de dezemhro re 18j3. O secretario, A.
Ferreira a"Annunciarao.
Clausulas especiaes para a arrematafao.
4." Oslraballios daconservarAo permauenleda es-
trada da Victoria sero emulados de conformidade
com o ornamento approvado pea directora em con-
scllio, e aprescnlado a approvaeo rio Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, pelo lempo de um anno, e na
importancia'de 5:l"600.
2. O pasamento da importancia d'arrematacao
ser dividido em prestaees mensaes de uma dunle-
cima parle, vista do cerlilicado passado pela di-
rectora das obras publicas.
,3. Para linio o que no esliver determinado as
I presentes clausulas e no urca ment, -esuir-se-lia o
_ | que dispoe a le provincial n. 286.Conforme. O
25:73:i244! secretario, Antonio Ferreira TAnnunciarao.
=
, 2IK):30!)SKI(i
, 10:o3(iJ029
210:84 385
:64c49
27:9971703
PIVEKSA9 PROVINCIAS.
Itendimento do dia a 21.....3:7l083j5
dem do din 23.......3608716
4:O71jp06l
Exportacao".
Marsellia, brigue francez bal Ernest, de 263 lo-
neladas, coiuluzio o seguinle: 4,200 saceos com
21,000 arrobas de assucar.
Mediterrneo, brigue Oelea Charles Ilot/ier, de
220 toneladas, enniluzio o seguinte": 3,000 saceos
com l.OOO arrobas deassucar.
IIECEBEDOIIIA DE RENDAS INTERNAS (iE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Kenrlimenlo do dia 2.3 ... 1-3263120
CONSULADO PROVINCIAL.
Itendimento do da 1 a 21 :l3-fi70$9|3
dem do dia 23........ :<()2862
pilares, que sustentara o absiae. Sobr>s ;padrc sahindo do suu retiro, vir acabar no altar
a missa comerada lia quatro ceios anuos.
Esla legenda, por inverosmil queseja, poderia
inuito bem realisar-se na questaoactual. Por ven-
tura o anno de 1853 ver o pldrede 1453 airavus-
sar a nave de Sania Sophia e subir com seu passo
de phantasma os degros do a I trate Jusliniano
Ao sabir de Santa Sophia visSfialgumas mes,|ui-
las. A do sullo Aclimei, situada perlo do Atmai-
dan, be urna das mais nolaveis ^wll'erece a particu-
larrdade de ler seis minrelos, o que Ihe faz dar em
turco o nomo de Ally r Minareli Djam. Ci-
to esta circumslancia, porque ella deu lugar duran-
te a conslruc^o do edificio, a uradebate entr o sul-
tao c o imn da Mecca. 0 imn hradava con
ira a mpiedade, c orgulho sacrilego, que nenhum
templo do islamismo devia .igualar em esplendora
santa kaaba, lajeada do mesmo numero de minaru-
l.ie. Os irabalhos foram interrompidosji e a. mes-
quila corra o risco de nao ser acabada, quando o
sultao Achmct, como hornera dc^spirito/ achou
um subterfugio engcnlioso para fechar a bocea ao fa-
ntico imn : fez construir um stimo minarete
na kaaba.
A mesquita de Achmct custou sommas enormes,
e calculou-se que cada drachnla de pedra custou ahi
tres aspres; seja qual for o total da despeza, ella va-
le o que custoy. Sua alta cupola se arredonda
magcstosanieutouo meio de muitos mcios zimbo-
rios, entre seus seis gloriosos niinaretos circulados
de balcocs trabalhados como braceletes. Ella he
precedida de um adro cercado de columnas de capi-
teis negros e brancos, c baso de bronze, as quaeS
sustentam arcadas, que formara um claustro qua-
druplcado de prtico, se a palavra claustro soa de
uma maneira desusada na descripso de uma mes-
quila. No meio do adro se levanta uma .fonte
muilo ornada, muilo llovida, rauilo complicada de
arabescos, de folhagens, de cifras cnlacfdas, e co-
berta com uma gaiola de grades dourados, para
proteger sera duvida a pureza das aguas destinadas
s abluces.
O esiylo de toda esta archilectura he nobre, puro
e recorda as bellas pocas da arte rabe, comquanto
sua conslruccao nao .remonte mais longe do que
principio do sceulo dezesele. Uma porta de
bronze, na qual se chega por dous ou tres degros,
d accesso ao interior da mesquita. 0 que d nos
olhos immediatamente, sao os quatro enormes pila-
res, ou antes as quatro torres que sustentam o peso
da cupola principal. Esles pilares de capiteis ta-
Ihados era olalactiles, sao cercados at o'ineio de
uma banda plana cobcrla de inscri|>cSes em' lellras
turcas ; elles lem um carcter de magostado robus-
ta c de poder ndestruclivcl de um cubito arrebatador.
Os'versculos do Alcoro crculam lambcrn ao re-
dor das coplas e dos zimborios ao longo das cor-
nijas, imitaco da Alhaiobra, a qual a escriptura
rabe se presta admiravelmente com seus caracteres,
que se parerem a dezebos de chales de cachemira.
Conchas alternadamente brancas c pretas bordara as
curvaturas das arcadas ; o mirahb, que designa a
direceo de Mecca, e onde repouza o livro santo, he
imbulido de lapis lazuli, de agatlia, de jaspe, e al
dizem que se encontra engastado um fragmento da
pedra preta da Kaaba, reliquia to preciosa para os
musulmanoscomo um pedaco da verdadeira cruz pa-
ra os ebristaos ; he nesta mosquita que se conserva
o estandarte do propheta ; o qual nao so abre, como
o auriflama no lempo da velha monarchia franceza,
s enao as occasies solemnes e supremas.
Mahoraoud o fez desdobraa quando, cercado
dos imans, annunciou ao povo proslrado a sentcn-
?a de exterminio dos jamuras. Um nimbar co-
berto com seu sobreceu cnico mastaches ou pla-
taformas sustentadas por columnatas, das quaesos
mucrlins chamara os renles oracoe* ; lustres
guarnecidos de bolas de crystal c de ovos de abeslrus
completara a decoracao, que he a mesma para
todas as mes-juitas ; como em Santa Sophia, de-
baixo das abobadas lateraes tambem se amontoam
cofre, malas, fardos, depsitos collocados all debai-
xo da prolcco divina pe[a piedado musulmana.
Junto da mesquita est o tmulo de Achmet, o
glorioso podescha que dorme emsua ca|iella fnebre,
debaixo de seu tmulo feilo em talude, cobcrlo com
os mais preciosos cstoffos da Persia e da india,
lendo na cabeca seu. turbante du cucar de pedraria, a
seus ps dous cirios enormes, da grossura de mastros
de navio, l'ns trinta tmulos de menor dimenso
o cercam ; sao os de seus iilhos e de suas mulheres
favoritas, que o acompanham na raorle como na vi-
na. No fund de um armario brilhain seus sa-
hres, seus kaudjars, suas armas ornadas de dia-
mantes, de sapliiras ede robins.
Esta deseripnao me dispensa de entrar era gran-
des minuciosidades sobre a mesquitado sullo Baye-
nde, a qual apenas se differenca por pequeas par-
liculandades de archilectura mais facis de fazer
compreliender pelo creio, do que |)ela puiina. Ob-
serva-se no interior bellas columnas de jaspe e de
porphiro africano ; cima rio claustro que o acom-
panha, wliejam perpetuamente bandos de pombos
tao familiares como os da praca de San Marcos.
Im bom velho turco se conserva dcliaixo das arca-
ih Cm SaCC? de erv'Uia(-'a milno- Compra-se-
he uma medida, que se semuia aos punhados ;
*ao dos minarclos, dos zimborios, das cornijas,
dos espitis, se abatem por lurbilhoes matizados
milbsres de pombos, que se precipitara aos vossos
pes, desce aos vossos hombros, u vos acoutara o
rosto como o ven lo agitado por suas azas. No fin de
alguns minutos, nao ha mais um s grao de milho
no chao e o bando saciado volia outra vez para as
3:273$774
MOVIMENTO DO PORTO.
.Varios entrados no dia 23.
Ass7 dias, brigue brasileiro Amorim. capiao Pe-
dro Nolasco Viera de.Mello, carga sal. Veio lar-
saro pralico e sesuio para Macei.
dem7 dias. brigue brasileiro Feliz Destino, capi-
15o Jos Antonio de Souza. carca sal. Veio largar
o pralico e seguio pura o Rio Orando do Sul com
escala pela Rabia.
Calho de Lima71 dias, barca ingleza Barbadiun,
captao James Mr. Inlyrc, carga guano. Veio re-
frescar e seguio para Cork.
Da commisso Brigue de guerra brasileiro Cearcn-
se, commandante o cpiilo-teiieiile Morono.
Ass6 dias, biale brasileiro Flor do Cururipe, de
97 tonelada, meslre Jos Rodrigues Freir, equi-
pagem 6, carca sal e m Companhia. Passageiros, Eilippe Nery de Carva-
ilioe Silva. JoSo Antonio de Souza, iiomao >' u-
nes da Costa.
Maranhao e Cear20 dias-, do ultimo porto 9,
brigue escura brasileiro Adelina, de 206 tonela-
das, capilao Jos Misuel P< eir, eqoipagem.1l,
carga arroz e mais gneros, a Jos baplisla da
Fonseca Jnior. 3
Navio sahido no mesmo dia.
llamliurgo'pela ParabibaBrigue liamburguez Har-
/ rtt S Mol y, capitao C. A. Rite, carga assucar.
EDITAES.
nss radiadas, pecas de'ferro susliveramas 3rcadas
que se quebravam, subeonsiniccoes solidiGcaram os
pannos das paredes fatigadas ;' as fondas por onde
; infiltrava a agua das duras fora m tapadas, todas
as podras desunidas cederam o lugar a novas pedias;
niassas de alvenana indiisiriosameate dissimuladas,
descarregaramdo peso da cupola os pilares incapa-
zs de a sustentar, e gracas a esta feliz c completa
reslauracao, Santa Sophia pode, pronietter .linda a
si algumas centenas de annos de existencia.
Duranl^os trabalhos, o^ Sr. Ferrari leve a curio-
sidade delimpar os mosaicos primitivos das carna-
das de cal que os empastara, e antes de os tomar a
cohrir, os copin com un cuidado piedoso : elle
deveria mandar gravar e publicar esses desuniros de
umto grande interesse para a arle, u que uma s
occasiao llie permillio contemplar.
Estes mosaicos sao os da cupola c dos meios zin-
borios. Os outros' que guarnecen) as paredes infe-
riores estao arruinadas e se podem considerar como
perdidos. Os mollahs arrancara cada dia cora suas
facas os pequeos cubos do en Mal cobertos du uma
folha de ouro, e os vendem aos estrangeiros. Eu
pnssue uma meia duzia de pedauos tirados em mi-
nha presenr-a; com quantoeu nao seja desses coris-
tas que quebrara o nariz das estatuas para levarem
uma lembranQa dos monumentos que visitara, en-
tendi que nao devia engaar a esparanra de um de-
licado baodiich, que afogava o honrado Osmanli.
Do alto Jessas tribunas, onde se chega por moio
de rampa de dores declives, como as que serpe-
jam no interior da Giralda e d Campanilla, abra-
carse admiravdroenle o todo da mesquita. Plesse
momento, alguns fiis agachados nas esteiras faziam
devotamente suas proslaces. Duas ou tres mulhe-
res envolvidas em seus capotes se coriservavam jun-
io de uma porta c um bar.imal, com a cabeca apia-
da na base de uma columna dorma a somno solt;
uma elaridade doce e serena se derramava das ele-
adas janclas, ejpu via brilhar no henieyclo, dianle
O lllin. Sr. inspector ra lliesouraria provincial,
cm rumprimenlo ila onlcm doEiin. Sr. presidente
ra provincia de 3 do .crtenle, manila fazer publico,
que no da26 de Janeiro prximo vindouro, vai no-
vamenle a praca para ser arrematarla a quem por
menos fizer, a, obra do acude de Pajc de Flores,
avallada em 3:I90000 rs.
A arrematarlo ser feila na forma dfls arls. 21 e
27 da lei provincial n. 287 de 17 de mio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abis.o copiarlas.
As pessoas que sepropozerem a esla arrematadlo,
rompa recan na sala das sessoes da mesma lliesou-
raria no dia cima declarado, pelo meio dia, compe-
tentemente habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da ihesouraria provincial de Pernam-
buco, U de dezembro de 1853. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annuneiacao.
Clausulat especiaes para a arrematacSo.
1." As obras deste acude sero feilas de confor-
midade com as plantas" c on-anienlo.presentados a
approvaeo do Exm. Sr. presidente da provincia na
importancia de 3:190500(1 rs.
2.a Estas obras_ flevero principiar no prazo de
dous mezes. e sero concluidas no de dez mezes, a
contar conforme a lei provincial n. 286.
3. A importancia rlesla arrematacd ser paga
em Ires prcslacoes da maneira seguinte: a nri-
mera dos dous quintos do valor lolal, quando liver
concluido a metadeda obra ; a segunda igual a pri-
meira, depois de lavrado o termo de recebimento
provisorio ; a Icrceira linalmente de um quinlo de-
pois do recebimento definitivo.
.a O arrematante ser obligarlo a communicar a
repartirlo das obras publicas com antecedencia de
30 dias o dia fUo, em que lem re dar principio-a
execueflo das obras, assim como Irabalbar sesnirla-
meule duranfe 15 rlias, alini de que possa o ense-
nbeiro cncarregado da obra assislir aos primeiros
Irabalhos.
5." Para ludo o mais que no esliver especificado
nas presentes clausulas seguir-se-lia o que determi-
na a lei provincial n. 286 de 17 de roaio de 1851.
Conforme.O secretario,
Antonio Ferreira SAnnunciarao.
O IIIni. Sr. inspector da lliesouraria provincial
em cumprimento da resolucao da junta da fazenda,
manda fazer publico, quo no rlia 26 de Janeiro pro-
limo vindouro, peranle a mesma junta, vai nova-
mente i praca para*cr arrematada a quem por me-
nos fizer, a obra do acude da povoacSo de Bezer-
ros, avahada em 3:8145500 rs.
A arrematacao ser feila na forma dos arls. 21 e
27 da lei. provincial n. 286 le 17 de maio de 1851.
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que 6e propozerem a esta arremata-
cao, rompai ceain na sata das scsiOes da mesma jun-
ta no dia cima declarado, pelo meio dia, compo-
lentemenle habelitadas.
E para constar se mandou aflixar o presente e
publicar pelo Diario.
. Secretaria da lliesouraria provincial re Per-
nambuco, l de dezembro de 1853. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arrematacSo.
1. Asobras desle acude, sero fcitasde confor-
midade com a planta e orcamenlo, approvados pe-
la directora em conseibo, eappresenlarlos a appro-
vacjlo do Esm. Sr. presidente, importando em
3:8i500 rs.
2. O arremalaulc dar comeen as obras no pra-
zo de 30 dias c terminar no de seis mezes, coala-
dos segundo o ari. 31 da lei n. 286.
3.a O pagamento da importancia rl.i arreina
ser dividido em tresparies, sendo uma rio valor de As pessoas que se'propozeroii a
dous quintos, quando bouver feilo nielarte d.-i obra, coinparccam na sala ras sessoes da
milla igual a primeira quando entregar provisoria-
mente, e a terceira. de um quinto, depois de um
anno, ua.occasta da entrega definitiva.
_ O Illiu. Sr. inspector da lliesouraria provin-
cial, em cumprimento da' resoluclto da junta da fa-
zenda, manda fazer publico, que no dia 26 de Janei-
ro prximo vindouro,vo novamenle a praca para se-
ren arrematadas a quem'por menos fizer, as obras
necessarias a fazer-se juulo ao acude de Caruar,
avahadas m 1:9803000 re.
A arreroelaco ser feila na forma dos arls. 21 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes' abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremalacao,
comparecen) na sata das sessoes da mesma junta, no
dia cima declarado, pelo meio rita, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernambu-
co 17 de dezembro'de 1853.---0 secretario,
Antonio Ferr/ira da Annunciarao.
Clausulas especiaes fiara a arremutaciio.
1. As obras necessarias i fazer-se junio n acude
do Caruar para evilar-se as filtrarles. serSo excu-
tadas re conformidade como orcamenlo approvado
pela directora em conselho e apresenlado a appro-
vaeo do Exm. Sr. presidentf da provincia na im-
portancia de 1:9805000 rs.
2.> As obras principiaran no' prazo de um mez e
terminaran no de dous, contados conforme o arl.3l
da lei n.286.
3.a A importancia da arremalacao ser paga em
duas prestar;oes iguaes, sendo a primeira quando
bouver feilo a melade das obras, e s segunda na occa-
siao do recebimento.
4. Para ludo o mais que nilo est especificado
nas presentes clausulas, seguir-se-lia a lei n. 286.
Conforme.O 'Secretario,
Antonio Ferreira da Annunciarao.
Illm. Sr. inspector da lliesouraria provincial,
em cumprimento da ordem do Exm. Sr.'presidente
da provincia, manda fazer publico, que no dia 16
de l'evereiro prximo vindouro, peranle a jiuita da
fazenda da mesmo lliesouraria, vai novamenle [ira-
ca para ser arrematada a quem por menos fizer a
obra dos ronre los da cadeia da villa do Pao d'Alho,
avaliada em 2:8605000 rs.
A arremataran sera feila na forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851, e
sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremalacao,
rnmparecaiii na sala das sessoes da mesma junta nos
dias cima declarados, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernambu-
co, 11 de Janeiro Ferreira d'AnnunciacUo.
Clausulas especiaes para a arrematariio.
1." As obras dos reparos da cadeia de villa de Pao
d'Alho serao feilas de conformidade como plano o
orcamenlo, approvados peta directora em conselho,
eapresentadns a approvaeo do Exm. Sr. presidente,
na importancia de 2:8608000 M.
2.a As obras come carao no prazo de 30 dias e se-
(o concluidas ao de 4 mezes.ambos contados de con-
formidade com o que dispe o arl. 31 do reculamen-
te ras obras publicas.
3." A importancia da arremalacao sera paga em
Iros prestac,.es sendo, a primeira de dous quintos pa-
gos quando o arrematante bauver feilo melade das
obras ; a segunda igual a primeira, paga no fin das
obras, depois do recebimento provisorio, e a ultima
paga depois do anao de responsabelidade e entrega
definitiva.
4." Para tudo o que nao esliver determinado nas
presentes clausulas ou no ornamento, segnir-se-ba as
lisposioes da lei n. 286 de 1!J de maio de 1851.
Coulbrrae o secretario, Antonio Ferreira d'Annun-
ciaro.
O Ilion. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 22 do correnle, manda fa-
zer publico, que nos dias 7,8 e de fevereiro pr-
ximo vindouro, peranle junta da fazenda da mes-
ma lliesouraria. se ha de arrematar quem por me-
nos fizer, a obra 'lo a;ude na Villa Bella ra comar-
ca de Paje.i'i de Flores, avaliada em 4:O0!3i0OO rs.
A arremalacao ser feila na forma dos arls. 24e
27 ra le provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
esob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremata-
rlo, coniparecam na sala rlssessoes da mesma jun-
ta, nos dias cima declarados pelo meio dia, campe
lentamente habelitadas.
E para constar se mandou afthar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernam-
buco, 24 de dezembro ne 1853.O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciarao.
Clausulas especiaes para a arremalacao.'
1," Asobras deste acude sero feilas de confor-
midade com as plantas c orcamenlo, apprcscntados
nesta data a approvaeo do Exm. presidente da pro-
vincia, na importancia de 4:0019000 rs.
2.a Estas obras devero principiar no prazo de 2
mezes, e sero concluirlas no de 10 mezes, acontar
conforme a lei provincial n.286.
3.a A importancia desta arremalacao ser paga
em Ires prestarles da maneira seguinle : prime ira
dos dous quintos do valor total, quando liver corf-
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria provin-
cial, em cumprimento la resolucao fla junta, manda
fazer publico que no dia 9 de fevereiro prximo vin-
douro. vai novamenle praca para ser arrematada
pecante a mesma junta, a quem p'or menos fizer, a
obra rio aterro e empedramenlo da prirqeira parte do
primeiro lanru da estrada do norte, avaliada em
28:0965887 r.
A arremalacao ser feila na forma dos arligos 24 e
27 da lei provincial p. 286 de 17 de maio de 1851, e
sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremalacao,
comparecam na sala das sessoes da mesma juula, no
dia cima declarado, pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar e mandou aflixar o presente, e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernambu-
co 9 de Janeiro de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciarao.
Clausulas especiaes para a arrematariio.
1.a Esta obra ser feila de conformidade com o or-
camenlo approvado pela directora em consetlio, e
nesta data apresenlado a approvaeo do Exm. Sr.
presidenle da provinciana importanciade28:0965887
ris.
2.a O arrematante dar principio as obras no prazo
de dous mezes, e os concluir no prazo de quinze
mezes, ambos contados de conformidade com o artigo
.'ilda lei provincial n. 286.
3.a Desde a entrega provisoria'da obra al a entre-
na definitiva, ser o arrematante obrigado a conservar
a estrada sempre cm hora estado, para que dever
ler pelo menos dnus guardas empreados constante-
mente neslc serv ico,e fara imniediatamente qualquer
reparo que llie for determinarlo pelo engenheiro.
1.a O pagamento desta obra ser feilo em quatro
preslarjes suaes : a primeira depois de feilo o tarjo
das obras do lanco : a segunda depois de completa-
dos os dous (reos: a terCeira quando forem recebi-
das provisoriamente : e a quarla depois da entre)
definiliva, a qual lera lugar um anuo depois do rece-
bimento provisorio.
5.a Para ludo o mais que nao esliver determinado
nas prsenles clausulas, seguir-se-ha o que dispoe a
respeilo a lei provincial n. 286.
Conforme.O secretario,
Antonio Ferreira d'AnnunciacUo.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em comprimento da resolucao da junta da fa-
zenda, manda fazer publico, que no dia 26 de Janei-
ro prximo vindouro. vai novaincnte a praca para
ser arrematado a quem mais der. o rendimenlo do
imposto do dizimo do gado cav aliar uos municipios
abaixo declarados:
Limoeiro, Aaliado annualmenle por 585000
Brejo, por 50000
Boa-Vista e Ex, por 1981000
A arremalacao ser feila por lempo de Ires annos,
acontar do 1. de julbo de 1853 i 30 de jiinbo de
1856.
Os licitantes comparecam na sala das sessoes da
mesma junta, no dia cima declararlo, pelo meio dia,
com seus fiadores competentemente habilitados.
E para constar se mandou aflixar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria la lliesouraria provincial de Pernam-
buco 17 do dezembro de 1853.O secretario,
Aittonio Ferreira da AnnunciacUo.
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria de fazpn-
da, manda fazer publico, que no rlia 31 do correnle
ao meio da iro a praca peranle a mesma lliesou-
raria, para seren arrematadas a quera por menos li-
zer e melhor vantagens em favor da fazenda ofiere-
cer, as obras do reparo do-forro da sala da abertura
da alfandega desla cidade, e rio concert da robera
di) armazem n. 1 la mesma alfandega, cojos orna-
mentos se achara nesta secretaria, onde serao Iraq?
queados as pessoas queos quizerem consultar: aqu -
le por lano que pretender licitar devero coi .'-
reeer no mencionado dia, c a hora Indicada, na ,saW
da referida lliesouraria, competentemente lia. Hi-
tado.
Secretaria da Ihesouraria de fazenda de Pernam-
biico 20 de Janeiro de 1854.O ollicial maior, hini-
lio Xavier Sobreira de Mello
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria de fazen-
da, manda fazer publico, que da data desle a30 dias
sero arrematados peranle a mesma lliesouraria, e
a quem mais dr nos termos lo alvar de 14 de Ja-
neiro de 1807 as trras inale iaes e mais pertences
da capplla vaga de Nossa Senhor'a do Socorro, cita no
engenlio Soccorro da fresueziade S. Amaro de Ja-
boalSo : pelo que as pessoas que quizerem licuar, de-
vero comparecer na sata das sessoes da referida llie-
souraria, as II ) huras do dia 21 de fevereiro pr-
ximo futuro ; advcrlludo que a arrematar;lio ser tai-
ta a dinheiro de contado.
Secretaria da Ihesouraria de fazenda de Pernam-
bueo 16 de Janeiro de 1854.O ollicial maior;
/.mi I i a Xavier Sobreira de Mello.
O coronel ebefe do batalllo n. 2 de infaularia.
m cumprimento ao olcio do Bxm., Sr. general com-
mandante das armas desta provincia, faz publico que
em ordem do da desta mesma dala, dada ao bala-
Iho, foi declarado ausente o Sr. al Teres M a noel Bap-
lista Ribciro de I-arias, por ler sido lisiada em or-
dem do dia do qtiartel general sob o n. 45 de 13 do
andante, a lieenca qu.o obteve do governo, por aviso
da repartirlo da guerra de 28 de nulubro prximo
passailo publicada ero uma oulra ordem do sobredi-
lo quarlel general n. 41 de 4 tambem do andante;
pelo que, em virtude do disposto no arl. 3 da lei de
26 do maio do 1853, he o mesmo Sr. alteres chamado
a fazer sua apresentacilo, a fin de evitar a pena de-
signarla no arl. 1." da citada lei para os olliciaes re
sertores."
Quarlel do commando dobatalhao n. 2 de infan-
tera na cidade do Recife22 de Janeiro de 4854.
Manoel Muniz lavares.
pro-
caUjido amelarle <|f obra ; a segunda igU.-il a pri
tW, depois de iavra lo o leriim de recebimento
visorio ; aUerceira finalmente, de um quinto depo-
is lo rcccbinienlo definitivo.
4.a O arrematante ser obligado a communicar a
repartirlo da obras publicas rom ai/lecedeiicia de
30 lias, o dia fixo emque tem de dar principio a
execuro das obras, asm 'como trabalbar se-
guidamente durante 15 dias.atn de ru possa o en-
genheiro encarregado da obra assislir aos primeiros
Irabalhos.
5.a. Para ludo o mais que noestiver especificado
nas presentes clausulas, seguir-se-ha o que determi-
na a le provincial n. 286, de 7 de maio de 1851.
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira
d AnnunciacUo.
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria provin-
cial, eni cumprimento da ordem do Exm. Sr.'pre-
DECLARACOES.
V .
4.a Para ludo o mais que nao esliver
nas presentes clausulas,, seguir-se-ha oque deter-
mina a lei n. 286.Conforme. O secretario.
Antonio Ferj-eira d'Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria provincia
em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda fazer publico, que no dia 23 de
fevereiro prximo vindouro, vai novamenle a praca
para ser arrematada, a quem por menos fizer, a obra
dos concertos da oadeia ra villa de Oaranliuns. ava-
liada em 2:2596240 rs. A arremalacao ser feila na
foi ma dos arligos 21 e 27 la lei provincial n. 286
de 17 de mino de 1851, esob as clausulas especiaes
abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalacao,
comparecam na sala das sessoes da junta da fazenda
da mesma Ihesouraria, no rlia cima declarado, pe-
lo meio dia, competentemente habilitadas.
E>-para constarse mandou alfixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de l'eruam-
buco 30 de dezemhro de 1853. O secretario.
Antonio Ferreira da Annunciaciw.
Clausulas especiaes para a arremalacao.
1.aOsconcerlos da cadeia da villa de Oarauhiins,
far-se-ho de conformidade com o orcamenlo appro-
vado pela direcloria cm conselho, e apresenlado a
sidenle da provincia de 28 do correnle, manda fazer
publico, que no dia 26 de Janeiro prximo vindouro,
vai novamenle a praca para ser arrematarla a quem
por menos fizer, a obra do melhoramento do ro
de liuianna, avaliada era 50:6005000.
orna- A arremalacao ser. roi(a na formn dos arls 24 e
, 27 da lei provincial n. 286 te 17 le maio de 1851,
atacan, | c sob as clausulas especiaos abaixiscopiadas.
nrronialaco,
.- mesma junta
no lia cima declarado, pelo meio dia, competen-
temente habilitadas.
E para constar se mandou afilvar o preseule e
especificado i publicar pelo Dirjp.
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernam-
bueo, 17e dezemhro do 1853. O secretario, An-
tonio terreira d'Annuneiacao.
Clausulas especiaes para a arremataran.
i." As obras do melhoramento do rio de Ooianna
far-se-hao de conformilarle com o iii'cameulo, plan-
las* perlis, approvados pela directora em conselho.
c apresenlado a approvaeo lo Exm. Sr. presiden-
te la provincia, na importancia le 50:6005000.
2.a O arrematante dar principio as obras no pra-
zo le
._ pra
Ires mezes e as concluir no de des annos
ambos contados peta forma do artigo 31 da lei n'
286.
3.a Durante a execucao doitlraballios. o arrema-
tante sera obligado a propnnAiar transito as cano-
as e barracas ou pelo canal novo ou pelu Irilbo ac-
tual do rio. '
' 4.a O arrematante seguir na execuco las obras,
a ordem do trabalho que ihe for determinada rielo
engenheiro.
5.a O arrematante ser obrigado a apresenlar no
fim do primeiro anno, ao menos, a quarla parle das
obras piompla c oulro tanto no Jim do segundo an-
uo, e altando a qualquer dessas condk-oqs pagar
uma mulla de 1:3009000. hB
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira
d AnnntKtaeilo.
Correio geral.
A escuna Sociedade Feliz, recita a mala para
Kio de Janeiro boje as Ires horas da tarde.
O comcHm administrativo faz publico, emcuni-
Ermenlo do arl. 22 do regulamenlo de 14de dezem-
ro de 1852. que foram aceitas as propostas de Bus-
sel Jli'llor- & Companhia, .loao Pinto de I.emos J-
nior, Kirard fiovle, JoSo Francisco de AraujoLima,
Antonio Pereira de Olivcir.i llamos, Deslibeau,
Francisco Maciel de Souza, Joaquim Jos Oias Perei-
ra, Joau do Bego b'lcao Jnior, e Siqueira Perei-
r,-:, para fornecerem ; o primeiro 825covados de pan-
no verde a 2>S00 rs., 1,425 ditos de bol lauda do for-
ro a 93 rs., 2,120 varas de algodaozinho a 170 rs. ; o
segundo, 778 cavados de panno verdea 25000 rs.; o
lerceiro, 3,088 varas de brim branco liso para farde-
tas e calcas a 350 rs'. ; o quarlo 188 bonetes para o
meio balalhao do Cear a 15380 rs., 90 pares der bou-
ricas de laa branca para o 2. balalhao de infaularia
a 500 rs., 70 lilas de dita preta para a companhia de
artfices a 500 rs. ; o quinto 337 bonetes redondos de
panno verde para o 8." balalhao a t))370 rs., 53 lito.
rompridos para o 2." balalhao de infaularia a l?>tTO
rs., 142 listas largas de couro de lustre para bonetes
re caradores a 360 rs., 16 grvalas de sola de lustre
a 360 rs., 2.185 varas de cordao le la preta a 50 rs.,
387 pares de clcheles grandes o 15 rs. ; o sexto, 150
pares de sapalos do sola p vira laxeados, feilos na
Ierra a 19600 rs, ; o aelimo, 758 ditas re sola e vira,
feilos na trra a 15500 rs. ; o oitavo, 901 esleirs de
palha de carnauba a 200 rs.; o nono, 53 garrafas de
l i na prela a 460 rs. ; o 10., lOgrosas de boles de
ssn pelos a 300 rs., 53 dilasde dilos brancos a 240
rs., 0 macos de obreias pretas a 40rs.,. 120 laboadas
a 80 rs., 120 carias de a, b, c, a 80 rs., '69catecismos
a 320 rs., 20 grammalicas porluguezas a 610 rs., 30
pedras de lousa a 220rs., 8 caivetes a 500 rs.. uma
garrafa le areia preta por560rs..30 traslados de bas-
tardo a80 rs., 20 ditos do baslardinlio a 80 rs.. 10 di-
losdecursivo a 80 rs., 2 pedras de amolar cauivetesa
I5200rs., 120 lapis a 10 rs, 110 creos por 220 rs. ; e
avisa aos ditos vende lores une tevemrecolhcraoarse-
nalde guerra os referirlos objectosnodia26docorrenle
mez. Secretaria rio conselho administrativo, para
fornecimenlo doursenal de guerra. 23 re Janeiro de
1851. Bernardo Pereira do Carato Jnior,
Vogal e secretario.
* O delegado do 1." districlo desle termo d au-
diencia, no aterro da Boa-Vista n. 15, segundo an-
dar, onde pode ser procurado das 9 as 3 horas da
larde; pdenlo aipliem se-lo depois disso, ou a qual-
quer hora, em casa de sua residencia, no fin da roa
da Aurora.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia do 17 rio correnle, manda convidar aos
propriclarios abaixo mencionados eniregarom na
mesma Ihesouraria. no prazo de 30 dias, a contardo
dia la primeira pnhliesclo rio presente, a importan-
cia ras quillas cora que deveni entrar para o cal ca-
rnelo di ra da Aurora. Ad ver lindo, ne a falla da
entrega voluntaria, ser punida com o duplo dasj;e-
feridas quolas, na forma do disposlo no 2. doaiVl.
ra lei provincial n. 297-nV-} de maio de 1852.
N. 62 .loin .lose de CarvalluTv^Ioraes .5215685
r 60 Jo3o Vicira da Cunha v 3885655
a 58 Herdeiros de llerculano Alves da
Silva 38857.55
56 Thereza (ioncalves de Jess Azcvcdo 1055930
i 51 Manoel lioiicaives ra Silva 3699221
n 52 Joanna Mara de Dos 3105925
a 50 Maiia Joaquina da Trindade 93276
ir 18 Iternardo Uarle tiran,1.1o 3105925
o ili Viuvacherdeiros de Joaquim Jos
l.iiiirenen ra Cosa 93>>276
ri 41 Jos Jucinlho da Silveira I95326
42 dito 2615952
10 Antonio de Azevedo Vilarouca 1365029
1165.597
capitanas mandarlo escrutar pelo decreto n. 447 de
19 de maio da 1846, ficar sujeito as pena indicada
no ullimo dos citados arligos, e para que se nao alle-
gue ignorancia, faz publico o presenta annuncio. Ca-
pitana do porto de Pernambuco 16 de Janeiro de
S54.O capilo-lenenle,
IMsiario Antonio dos Sanios.
A lliesouraria .provincial, em cumprimento do
ordem do Exm. Sr.. presidente da provincia de 10 do
corrente, lem de comprar os objectos abaixo declara-
dos para o corpu de polica.
Secretaria do corpo.
1 sinele d'armase seus pertences.
2 armarios para o archivo, altura 10 palmos, lar-
gura 7 ditos e II polegadas de fundo.
2 mesas com gavetas para escripia, comprimento 8
palmos, largura 5 dilos.
2 escrivaninhas de metal.
12cadeiras de palhinha.'
Casa la ordem.
1 mesa grande com-gavetas, comprimento 12 pal-
mos, largura 5 dilos.
lieadeiras de palhinha.
6 mochos.
2 escrivaninhas de metal.
Estado-maior.
1 mesa grande, comprimento 12 palmos, largura
C dilos,
1 dita pequea com gaveta comprimento 6 pal-
mos, largura 4 ditos.
2 marquezas de palhinha.
12 cadeirasde dita.
1 escrivaninha de metal.
2 lanleruas de bronze.
1 lalha para agua. .
1 pucaro de cobre.
Guarda do quarlel.
1 barra de madeira.
1 mesa pequea, comprimento 6 palmos, largura
4 dilos.
' 1 larimba.
1 candieiro decobre.
1 lina para agua.
1 pucaro de cobre.
Beparliro do quartel-meslre.
1 mesa com gaveta, comprimento 6 palmos, lar-
gura 4 dilos.
2 carleras de palhinha.
1 marqueza dita.
2caixes grandes para tardamente, comprimento
8 palmos, largura 4 dilos, altura 4 ditos.
1 escrivaninha rio metal.
4 sarlhos de 50 armas cada um!
Para cada companhia.
1 caixao grande para tardamente, npiprimenlo 8
palmos, largura 4 ditos, allura 4 ditoJF
2 mesas pequeas com gavetas comprimento 6
palmos, largura 4 ditos.
2 tnmbortlcs. *
2 linas para agua.
2 ps re ferro.
2 ra i -olios de mo.
2 pucaros de cobre. *
2 barras de madeira.
2 sarllios para 50 armas cada Um.
2 candieiros de cobre.
1 barril para comuccaod'.igo.-!.
As pessoas a quem couvier vender tees objectos, a-
presentem suas propostas em cartas fechadas na se-
cretaria da mesma Ihesouraria,.at 26 do correnle,
advertiudo que os objectos de maeira, serao todos
deamarello.
Secretaria da lliesouraria provincial le Pernambu-
co 14 de Janeiro de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira da Annuneiacao.
O Sr. director do, Ivceu desla cidade manda
fazer publico, que as matriculas do mesmo Ivceu
acham-se_ abertas do lia 15 al o fim do correnle,
e no da :i de fevereiro vindouro tem de principiar
os Irabalhos. Directora do Ivceu 10 de Janeiro de
1854. O amanuense, Hermenegildo Marcellino de
Mirartda.
Para ronhccimenlo de quem possa interessar,
se faz publico, que peto capataz da eslaco do Cupe,
foi remellla a esta repartirn uma jangada de pes-
cara que alli Tora lomada a mis individuos suspei
tos ; prevenindo-se que de hoje a 30 dias nao appa-
recendo dono, ser vendida na portado almoxarifado
do arsenal de marinha, para satisfazer-se as despezas
que se houverem feilo. Secretaria da capitana do
porto de Pernambuco 5 de Janeiro de 1854.No im-
pedimento do secretarioJoo Roberto Augusto da
Silva.
O Illm. Sr. capillo do porto, para lomar efTec-
livas m disposiciies do regulamenlo das capitanas los
portes, mandarlo por em execuco pelo decrel im-
perial de 19 de maio de 1816, manda, para conheci-
mento dos nteressados, publicar os arligos seguites
do mesmo regulamenlo.
Arl. I j. Mugueio poder dentro do littoral do por-
to, ou sejana parle reservada para logradouro pu-
blico, ou seja na parle que qualquer lenha aforado,
construir emharracao de coberla, u fazer cavas para
as fabricar encalhadas, sem que, depois da licem-a da
respectiva cmara miinicipal.-oblenba adocapilo
do porte, o qoala nao tara sem ler examinado se po-
der ou nao rejpllar dahi algum daino ao porto.
Art. 13. Ninguem posten tazer aten-os ou obras
ifo liltoral do purlo. ou ros navcgaveis.sem que lenha
oblido lieenca da cmara municipal, e pela capitana
do porte seja declarado, lepojs le feilos os devidos
exames, que nao prejudicam o bem eslado do porto,
ou ros, anda mesmo os estabelecimeulos nacionaes
da marinha de guerra o os logradouras pblicos, sob
pena le democo das obras, c multa alm da iudeui-
nisacao do daino que liver causado.
Arl. 14. Ninguem poder depositar madeiras nas
praias nem ennservar nellas, ou nos raes por mais de
cinco rlias, ancoras, pecas de arlilhara, amarras ou
outros quaesquer objectos que embaracem o transito
e servido publica, ainda que lenha lieenca da c-
mara municipal. E quando Mra o deposito e demo-
ra de Iaes objectos der licencPi capilo do porto sem
prejuizo da sobredita servido, s se poder fazer da
hlente da preamar das aguas vivas para cima. Os
contraventores, alm da mulla a que forem sujeilos
pelas posluras" da respectiva cmara municipal, serao
obrigadns u fazer esravar qualquer arca, que se acu-
mule em detrimento do porlr.
Secretaria da capitana do porte de Pernambuco 3
de Janeiro de 1853.No impedimento do secretario,
Manoel Ambrosio da Conceicao Padilha.
~ Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
blico, que no corrente mez de Janeiro leve principio
a'cobrauca dos impostes abaixo declarados, perten-
centesao anno linanreirn de 1853 1854: imposto d-
3 por cento, dito de casas de vender bilbetes e caute
las re loteras de nutras provincias, dito de casas de
modas, dito de casas de jugo de buhar.
O arsenal de marinha vende em hasta publica,
na porta do nlnioxarifado, no da 25 do correnle mez,
9 arrobas de bolacha arruinada, 6 ditas de plvora
dita, e uma porreo de botijas e garrafoes vasos que
servirao para contar oleo. Secretaria da inspeccao do
arsenal de marinha de Pernambuco 21 do Janeiro de
1854.No impedimento do secretario,
Manoel Ambrosio da Conceico Padilha.
Peta capitana do porto desta provincia pede-se
aosSrs. Joio Elevcs da Silva. Gregorio JosdeSan-
l'Anna, Manuel dos Nascimenlo. Manoel Figueiroa
de Karia,Manoel Gonzaga Fructuoso llenriques, Ma-
nuel .Marquesita Oliveira, Manoel FjancisPo Xavi,
Joao Cesar, Joao Baplisla de Macedo e Bernanlino
da Silva (umaraes, queiram mandar buscar as ma-
trculas de suas canoas, queja se acbam promplas na
secretaria da mesma capitana. Capitana do porto
de Pernambuco 21 de Janeiro de 1854. Elisiario
Antonio dos Sanios, capilo do porto.
38 Maria Theorlora d'Assumpro
ir 36 l)r. Joaquim Francisco de Mi
1555126
191-5326
2025100
775730
775730
:0585200
5:36051100
ran-
da e mi i ros
a 34 Joo Vieira Lima
32 Herdeiros de Jos Bamos de Oli-
veira
30 Joo Xavier Carneiro da Cunha
i 28 dito
29 Xeniplo dos inglezcs
Res
E para constarse mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario. Secretaria da lhesouraK.i pro-
vincial de Pernambuco 19 de Janeiro de 1851. O
secretarioAntonio Ferreira d'Annunciacao.
-A capitana do porto desta provincia convidaa
lodos ospossuidores do embarcarnos de qualquer qua-
lidadeou Iota que sejam, qnr sejam de uso publico,
querdeuso particular, assim como aos individuos
nellas empregados, para que snlicilcm as competen-
tes licencas annuaes* matriculas ate o dia 31 do cor-
renle mez, das quaes deverflo andar munidos ; pre-
venindo-os que dessa dalaem diante lodo e qualquer
que for encontrada sem que lenha salisfeilo as dis-
posicoes dos arls. 73, 71,73 e 76 do resttlamenlo das
composirao do meslre de baile Jos De-Vecchy.
Principiar s 8 huras.
AVISOS MARTIMOS
Para o Rio de Janeiro seguir' em
poucos dia o veleiro patacho nacional
Henrique, por ter. engajado a maior
parte do sen carregamento; ainda rece-
be alguma carga, escravos a frute e pas-
sageiros, para o que se tratara' com Ma-
noel d Silva Santos, na raa da Cadeia n-
40, ou C^m o capitao na praca.
Para a Baha vai sahir em pouco
dias o hiatc nacional Amelia ; para o
resto da carga e passageiros, trata-secom
Novaes& Companhia, na ra do Trapiche
n. 54, primeiro andar.
Para o Porto com presteza,
o novo e vellero brigue porluguez Esperanza, pro-
cedente da Babia, vem a este porto receber a maior
parte do seu carregamento, que se acha prompla e a;
enas tem pequeo vilo para diminuta carga a frele.
ambem ll'erece ptimos rnmmodos para passagei-
ros : os prelendenles dirijam-se ao escriplorio de Bai-
lar & Oliveira, ra da Cadeia Velha n. 12.
Para Lisboa a barca portugueza Gratidiio pre-
tende sahir com brevidade : quem uella quizer car-
regar ou ir de passagem, para o que tem aceiados
commodos, enlenda-se com os consignatarios P. de
Aquino Fonseca & Filho, na ra do Vigario n. 19,
primeiro andar, ou com o capilo ra praca.
Para o Aracaly segu com brevidade o hiale
Parahibano ; recebe "carga e passageiros : Irata-se
coro Cela no Ciraco da C. M. ao lado do Corpo jau-
to, loja de massames n. 25.
O capilo Elias C. Terry da barca americana
Ohio, arribada a este porto, na sua viagem de Calho
le Lima, com carregamenlode guano, precisa a risco
marilimo sobre o casen, carga e frele do dito
navio, de cerca de"4:O0O3000 rs. para occorrer as
despezas e concertos do dito navio, am de seguir
su viagem : os prelendenles queiram mandar suas
propostas em carta fechadas no prazo de quatro dias,
no escriplorio de IIenry Forsler & C.a, consgnate- "
rios do mesmo : na ra do TrapicheCfovo n. 8. '
Para a Babia.
Saiiira quarla-feira 25 do corrente o hiale Aeco
Olinda, para o resto da carga a tratar com Tasto
Irmaos.
Para a Bahia.
Seguir.em pnocos dias. por ler a maior parte da
carga prompla, a escuna Veremos, para o restante e
passageiros Irata-se com Jos Baplisla da Fonceca
Jnior, na ra do Vigario n. 4 primeiro andar.
Para o Rio de Janfjjro.
segu impreleriv cimente no dia 29 do correnle a ve-"
leira escuna nacional Linda: para passageiros e es-
cravos a frete, Irata-se na ra da Cruz, n. 28, pri-
meiro andar.
LEILO'ES.
Oacenle J. Calis fara leilao no armazem de
M. Cariieiro na ra do Trapiche n.,38, sexla-feira
27 do con ente as 10 horas da manhila em ponte, de
toda a mobilia e pertences do hotel Kecife : assim
como tambem le um piano inglez e um cabriole! com
os competentes arreios.
C. J. Aslley & Companhia conlinuario por in-
tervencilo do agente Oliveira.o eu leilao de espleudi-
do sorlimeiito de fazendas allemaas, Trancezas e suis-
sas, todas as mais proprias deste mercado : terca-
feira, 24 do corrento, as 10 horas da soaoha, do seu
armazem, ra do Trapiche Novo.
Joaquim Ferreira da Silva jnior, faz leilao de
292 raivas com charutos da Babia, por conla de quem
perlencef : auinla-feira 26 do correnle, as 10 horas
do dia no caes da Alfandega armazem de Jos Joaquim
Pereira de Mello, em porces, a vontade doscoinpra-
dores.
AVISOS DIVERSOS.
^Om'+i
0! lATAmitt 26 DE .I.UEIRA DE 18a..
ULTIMA RECITA DA ASSIGNATL'RA.
Depois que os proTessores da orebestra eexcutarem
umabellissiina ouverlura, romposieao do Sr. Oresles,
n companhia juvenil limtenseoiiler'pina representar
o sublime melo-drama semi-sacro pastoril, dividido
em 2 actos e 6 quadros, que se intitula
i REVELADO
DO
SATAUCIfl D01ESSIAS.
A aeco passa-se na .ludia, nos arrabaldes da cida-
de de Belem.
A poesa, a msica, a dansa e as decoraces sao
prorluccoes dos Srs. Morlesto, Oresles, l)e-Vecchy e
Dornellas.
Depois lo lerceiro quadro o Sr. Joflo Jacinlbo Ri-
bciro. por obsequio, cantar pela primeira vez nesle
thealro, a cavatina da
;_______,*
da opera cmica, a Velhicc Namorada, do inaeslro
Mir.
No fim do quarlo quadro Mme. Deperini, e o Sr.
Canlarelli, tambem por obsequio, cantaran o lindo
duelo da
Em seguida o'Sr. Kibeiro e a Sra. Pessna dansa-
riio um passo a dous a carcter, intitulado
REDOWA POLKA.
No fim do drama, o Sr. Ribeiro executar a difilcil
e graciosa
VALSA DO FAXDEIRO,
aqual foisempre coberla de applausos tanto r ni Lisboa,
como no Maranhao.
Dar fim o especiando a reneiirso do lindo e ap_
plaudidu
LOTERA DO RIO DE JA$EIRO.
Aos-20:000$000rs.
Acuam-se'a venda osbilhetes da lotera
40.a do fltonte Po: os premios serao pa-
gos logo qu se fizer a distribuico das
listas.
Claudio Dulienv faz scienle que o caixeiro da
padnria Manoel Archanjn de Mello, despedio-se no
lia 20do correnle, e sabio sem que preslasse contris,
lendo tomado por bataneo lodo o negocio tendente
a pudrira.
Oabaixo assignado. lendo contrahido um debi-
to com o Sr. Delphino Mizuel da Costa darante o
lempo que osleve cstabelecido com a firma de Olivei-
ra & Costa, foi-lho oflerecido pelo mesmo abaixo as-
signarlo fazendas compradas em .ilauns rstabeteci-
mentos para seu pagamente, ao que prompto aonii-
ciou, e achando-se estas conlas em iauaes quantias
pedio o abaixo assignado Ihe passasse recibo ou credi-
tasse cm seus livros a dita quantia, ao que respoudea
dito Sr. Delphi no j se adiar fechada essa conla, des-
eancado em sua palavra julguri nada dever, porm
lendo os credores daquelle estabelecimento fecha-
do-o, e pass ndo a ficar cor elle o sock Oliveira.foi-
me apresentada a dita conla, fallando com dito Sr.
Delphino, prometleu-me passar um recibo com data
anterior, ao mesmo tempo que dizi ao Sr. Oliveira
nao ler eu pago. Vendo prestes meu nome em Tolhas
publicas ou ser chantada a juizo, tratei de pagar se-
gunda vez a ridicula quantia de 19JJ70O. e para que
o publico entre no, coimecimento de qnem he o tal
Sr. Delphino Miguel da Costa e de sen indigno pro-
cedimento, faco a presente declararo, recolhendu-
me por em panto ao silencio at ver se a S. S. resta
algum bocado de consciencia.
Daniel Cesar Ramos.
O Cosmopolita.
Saldo o numero 2 e acha-se a venda na Aa do
Cr~spo,.loja do Sr. Antonio Domingo,.
Quem pretender comprar a taberna da roa de
Santo Amaron. 28, com os commodos januuncia-
dos, pode comparecer na mesma para tratar, por
quauta ella e seu dono se acham desembararados de
tudo que se ihes possa impor. e a vista se declarar.
esappareeeu no dia 13 do correnle mez de Ja-
neiro, a escrava prela de,naco Haca, de nome Ma-
ra, de cor prela relinla, baixa, cheia do corpo, maos
e ps curios, o p esquerdo virado para dentro, uo
Ceilo esquerdo tem .urna marca e jolga-se que lam-
cm a lem do lado direilo: qnem a pegar leve-a na
ra do Crespo loja n. 4, que ser bem recompen-
sado.
Em vista da annuncio pubUsjtdo no Diario de
20 do corrente mez, peta Sr. II. Rellena Perpetua da
Silveira, de que ninguem faca Iransrrio alguma
com seu genro Francisco Antonio de Souza Azevedo,
a cerca de lellras sacadas por Manoel Caelano Soa-'
res Carneiro Monteiro. c aceitas por Joaquim Caval-
caiili de Alhnquerque e Antonio Alves Vianna, jul-
en do meu dever declarar (para que dita Sr. se nao
chame ignorancia e queira promover'questoes in-
justas) que em 26 de agosto do anno pioximn passa-
do negocei uma letra sacada por Manoel Caelano
Soares Carneiro Monteiro. e aceita por Antonio Al-
ves Vianna e Joaquim Cavalcanli' de Albuquerque,
da quanlia de3:5735980 rs., vencivel em 30 de maio
do corrente annoe pagavel ao portador, a qual me
foi endossada por dito Azevedo seu liuilimo portador :'
sen.lo certa que quando com seu annuncio podesse
obstar a qualquer Iransaccao futura acerca das ditas
lellras. nao poda comprehemler as Iransnrres ante^
nrmenle feilas e com o legitimo portador, que nos
termos de direilo commercial poda validamente fa-
zer qualquer transaccao sobre dita lellra que he da
sua natureza neaociavel. Recite 23 de Janeiro de
185*.Antonio Luiz dos Santos.
Desappareceu na dia 22 .do correle o prelo
Alexandre do nacao le San Pauto, idade 35 an-
uos, alte, falla demorad e corpo reforjado; foi
escravo do Sr. Melequer, Francez. morador, no Rio
Doce e ltimamente perlenceu ao Sr. Eduardo Bol-
ly. Esse prelo cusiuma em suas Trequentes fgidas
andar por Olinda e refugiarse nas capoeiras do Rio
Doce, e ahi se poder com certeza encontrar: roga-
se a quem o pegar ou delle der noticia, o obsequio
te drigir-se a fabrica de caldeireiro na ra do
Brum n. 28.
Na capislaria de msica do atorro da Boa Vis-
ta n. 3, despacha-se com proinplidilo qualquer en-
commeinla : na mesma loja se espera brevemente d
Italia e, do Kio de Janeiro nm rico sorlimenlo d
mnsjca. .-,
Aos proprietaros. '
Prerisa-se alugar no bairro do Recite ou Santo
Antonio, um sobrado de um andar ou primeiro, ou
casa terrea sendo em luear fresco, eproferindb-se ter
quintal, para uma pequea familia : quem liver po-
de dar parle na ra do Queimado, loja n. 22, ou ao-
nuncie.
TTENCAO'.
Declara-se ao Sr. Curado e a Sra. Trincbeira de
Macei. que o Sr. I raucisco Jos !e Magalhes Ras-
Ios helao genuino cidadn brasileiro do ij 4.o, quanlo
o he da ultima parte do 1. do art. 6. da constitu-
cao do imperio do Brasilo Sr. Joaquim Baplisla
Moreira, cnsul de Porlusal nesta provincia.
O mzerro de Pera,
C. A. Rodorf, nao pudendo por falta de tem-
po rlespcdr-se pessoalmenlo djalos os seus amRos.
a quem agradece a cordialidade com que o trataran!
dorante o lempo que elle se demorou nesta provio-
cia, pede a lodos desculpa desta falta involuntaria, e
olli roec-llios o sen diminuto presumo na capital la
provincia do Maranhao, onde lem livado sua residen-
cia. .
Desojarse fallar com o Sr. Antonio da Silva
I'..voliuo. ou qnem qoer que he proprietario ou-pro-
curador. do sobrado n. 36 da ra eslreita do Rosario,
a negocio de seu interesse: na ra Nova n. 5, se-
gundo andar, ou no paleo do Paraizo, carlorio n. H.
Prsjjisa-se alugar uma prela que saiba cozinliar
e encommar, nao se duvida dar 2 ou 3 mezes adian-
lados, raso uio lenha vicios, e sirva a eontenlo : na*
praca da Inste pendencia n. 6 e 8 se dit.i quem faz es-
te negocio.



.
I
3:
DIARIO DE PERNAMBUCO, TERCA FEIRA 24 DE JANEIRO DE 1856.
Precisa-se alosar un silio perlo da praca, que
Imilia batante* arvoredos e lugar para planlacSo :!
quem liver paro alugar, dirija-se ra do l'adre
Hotiano n. 27, ou annuncie.
Dl.MlEIRO.
Na roa eslreila do Rosario n. 7, d;i-se dinliciro a
juros mdico, por penhore de ouro. e facilito-seo
oeio de tirar im que estilo penhorados por juros c\-
cestivos.
**U.&*
Deogratiis I,as:igna,pnlor retratista a oleo,
em miniatura etc., premiado com agrande
medalha nacional, de ouro, pela academia
da bellas artes do Rio de Janeiro, tendo
chegado ltimamente, da corle deste impe-
l.rio, oflerece osen presumo a lodssas pessoas
que quizercm lonra-lo. occnpandtjo nos
misteresda na arte: no hotel Francisco des-
de as 9 horas da nianhaa ale as 2 da tarde.
"i."0 ,lerro Boa-Visto, loja de mudetas do
Sr. Manoel Cabral de Medeiros n. 72, se dir quem
d.ittfeOOOr*. alt-.OOONWOrs., com hvpotheca em
rasas terreas.
CAIXA ECONMICA DE PERNAMBUCO.
Nao se tedo reunido numero su lucien-
te de subscriptores para i discussao dos
estatutos, de novo foi marcado o dia 2-V
do or-ente, as 5 horas da tarde : nesse
dia a discussao tera' lugar com o numero
de subscriptores que comparecer.
Perdeu-se na larde do dia-19 do correnle nm
enlute preto para menino, desde a casa de alfaiate
de Flix de Canlalicc ale u ra da Saudade : ro-
ga-se a quem o tiver achado o queira levar tt mesma
roa da Saudade, em casa de Francisco de Barros
l'alcao de Lacerda, ou na dp Sr. Flix, que ser gra-
tificado.
Aluga-se o secundo andar o slito da casa n. 16
da ra da Senzala Nova : trala-sc na ra do Crespo,
loja d. 8.
O segundo-lenenle encarregado do reconheci-
menlo e medican dos terrenos de mafinlia, (ai scienle
aos Sr. Manoel Peres Campello Jacome da Gama,
Silvestre Pereira da Silva Guimares, Joaquim Jos 3
Vieira, Jos Domingues Codiceira. Antonio Jarinlho |
Bornes. JosFernandes da Silva, Braz Antonio da
Cunha e .ilbuquy rque, Francelinn Americn de Al-
buqaerque Mello, Francisco Antonio das Chasas,
Manoel de Almeida Lopes, Joaquim Lobato-Ferrei-j
ra, Antonio Ricardo Antunes Villana, Domingos An-
lunes Villana e Antonio da Costa Ribeiro, queoprazo
que lhes foi marcado pelo edilal da IresourarTa da
fazenda de 10 de novembro do anno passado por or-
dem do Exm. Sr. presidente da provincia, para soli-
cilarem os lilulos de afnramentos dos terrenos que
lhes foram concedidos, espira no dia 10 de fevereiro
vindoiirn ; aquelle, porlanto, que at esla data dei-
xar de liraro seu titulo, incorrer ua pena designada
no memo edilafc
Uflerece-se urna mullier de boa conducta para
dirigir a casa de um homein solleiro ou de pouca fa- I
inilia, sabe coser eengommar, e enlende de cozinha: i
quem precisar dirija-se a na Bella n. 1 loja.
JnSo Keller & C. participam ao respeilavel cor-
podo rommerrio, que tendo o Sr'. Rordorf, um dos
eus procuradores, de relirar-se desla praca cassam
lodos os poderes que o mesm tinha na gerencia de
saa casa, (cando de hnje em diaiilc fazendo as suas
vetes o Sr. Theodor Freiss.
ATTENCAO, NICO DEPOSITO NESTA
C1DADE. -
Paulo Gaiguou, dentista recebeu agua denli-
frice do Dr. Picrrc, esta agua conhecida como a me-
llior que leiri apparecido, (c tem muilos elogios o
seu autor.) tem a propriedade de conservar a bocee
cheirosa c preservar das dores de deules: tira o
Rosto desagradavel que d em acral o charuto, al-
gumas gotas desla n um copo d'agua sao sufliceii-
tes; lambem se achara p dentifrice exccl'.cnle. para
a, conservado dos denles : na ra larga do Rosario
n. 36, segundo andar.
D. Cica Francisca da Silva Coutiiiho participa
aos senhores pas do Familias, e principalmente sos
de suas almnas, que no dia 12 do corrente princi-
piamos trabalhos dcsuaaula particular, na ra Di-
reila. sobrado numero 43, serondo andar. A ao-
nunciantc acha-se habilitada com aliceura do Exm.
Sr. presidente da provincia, em couformidade com
o disposto no artizo :18 do reg lamento provincial de
12 de maio de ISTil. Recebe alumnas pensionistas,
e meias pensionistas, eoeusiuodc stia'aula consla de
seguinle : le, escrever, contar, grammalica nacio-
nal, arilhmetica, dotifrin.i ehrieta, labvriiilhar, co-
zer, marcar, c bordar de dill'erentes nimios, msica o
fazer flores. Protesta aos senhores pais de familias
que se quizerom'ulilizar de seu presumo, que em-
presar todos os meios que estiverem ao seu alcance
para corresponder lietmente aos seus desejos, e nao
se furtari a Irabalho algura com as meninas conlia-
das aus seus cuidados. -
AO PIBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por ^
precos mais baixos do que cinou- &
tra qualquer parte, tanto em por- f
roes, como a retalho, afliancando-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
alirio-se de combinarlo com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas, parn vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto offi^ecendo elle niaiores van-
M tagens roque outro qualquer ; o
ffl proprietarto deste importante es-
fe tabelecimento convida a' todos-os
m seus patricios, e ao publico em ge-
wj ral, para que venbam (a' bem dos
I seus "uit.eresses) comprar fazendas
SI baratas, no armazem da ra do
& Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolfai.
Precisa-se alugar para Irabalhar em umsitio um
nudous prelos, mesmo idosos, lambem se compra rao:
na ra da Cruz n. 34, primeiro andar.
Precisa-se de alocar nm silio, ua Soledade,
Passagem, Remedio, Torre ou AlUiclos, que tenha
boa baixa para capim, e alguns arvoreilos, com casa
para pequea familia: quem a tiver e qnizer alugar
anniialmenle, Anuncie para ser procurado.
Precisa-se de 200{) a juros de um por cenlo ao
mez, pagando juros todos os mozes, com seguranca
Bichas.
Alugam-se e vendem-se bichas: na prac,a da In-
dependencia confronte a ra das Cruzes n. 10.
O Dr. Joaquim de Oliveira c Souza ensina a
irado/ir. fallar e escrever a lingua franceza : na ra
do Arago n. 4.
Precisa-se fallar com o Sr. Francisco Ignacio la
Cmara Pimentel; na ra da Cadeiade Santo An-
tonio n. 30, a negocio.
Traspassa-se o arrendamentoda lojae primeiro
andar do sobrado da- na do Collegio n. 18 : Ira-
la-sc na ra do Queimadu, loja do sobrado amarello
.u 29.
-Denis, alfaiate francez,
cheaado ltimamente de Pars, tem a honra de pro-
cnir ao publico, e principalmenle aos cus fresuc-
55. que abri sua lenda na ra da Cadeia do Recife
em tima propriedade de rasa: a quem este negocio i "* primeiro andar ; Irabalha de feilio, e lambem
convier dirija-se a ra da Senzala Velha n. 110,! dl a* fazendasa vonlade dos fregiftzes, a precocom-
que se dir quem prcisa.
Jos Valentim da Silva, bem conhecido por
ansinar lalim ha 18 annos, lembra a quem convier
que a sua aula existe aberla na ra da Alegra (na
Boa Vista) n. 38, onde recebe alumnos externos, pen-
sionistas e meios pensionistas, dando uplimo Irala-
inenln, tendo os pensionistas a vantagem de (alm do
latim) aprenderem lambem o francez, sem que seus
pais paguem mais cousa alguma por este ehsino. O
professor adverte que lem provjsao passada pelo co-
verno da provincia. *
Kuuharaui doabaixo assignado, de sua casa na
ra do Padre Floriano n. 48, una cacleira com as
-seguintes letras: urna de Jos Antonio Norberlo, ao
Jo Thomaz Pereira, com o perlnce an abaixo as-
sisnadn da quanlia de 50; nutra de Antonio Hen-
riques de Miranda, ao fallecido Malinas Carlos de
Araujo Mariel, da quanlia de f)$: uutrasduas pas-
sadas ao mesmo fallecido*: pede-se a lodas as autori-
dades puliciaes, que tendo conhecimonto do mesmo
rnubo. <^>prehendam as referidas letras e restilui-las
ao abaixo assiguadu: advertindn-sc que .aos mesnios
aceitante-as nao paguem seao ao nlesmo abaixo as-
sinadn. Simo Pinlo Cnrrea.
CASA DE COMMISSAO' DE ESCRAVOS.
Na ra Direita sobrado de tres andares
defronte do becco de S. Pedro, n. 3, re-
cebem-se enera vos de ambos os sexos para
se vender em commissa, nao se levando
mais por esse trabalho do que 2 por cnto
esem se receber cousa alguma de come-
donas, ollrecendo-separa isto toda ase-
gura nca precisa para os ditos esclavos.
Gabinete portuguez de leilura.
Por onleni da direcloria se eoyvocn a assembla
geral para o da 29 do corrente, pelas 10 horas da
manhaa. ser ordem do dia: 1. leilura do relaterio,
2. rleii;iiu da commissa de exame de cosas, 3. elei-
cjo do novo couselho deliberalivo.
Estampas de santos e santas.
. Chapui a loja de miudezas da ra do Collegio n.
I, noTD sortimtuito dos sesuinles nenies de sanios e
-aulas, em ponto pequeo e grande : N. S. da Con-
ceicao, casamento da Santa Virgem, Alijo da Guarda,
Santa Cruz, Sania Tliereza, Santa Clara, S. Pedro.
S. Paulo e a igreja,'Sanio Antonio, nascimenl de
Jess, Santa Mallilde, N'j S. da Sade, S. Domingos,
N. S. do Bom Consclho, Sanl'Aiin, Santa Isabel,
AdoracSo dos Sagrados Corarte-, Sania Vernica,
San Cesario, N. S. do Carmo.' S. Vicior, S. Marli-
nhn, S. Luz de Gonzaga, S. Misuel, Decimento,
Santa Rosa de Lima, Santa Calharina, S. Joiio Bap-
tista, Jess Mara Jos, Santa Familia, Nossa Senhora
coui o meuino, a Santa Virgem e Santa Isabel, S.
dos Remedios, Jess entregando as chaves a S. Pe-
dro, Annrinciac3o da Santa Virgem, Santa Su/ana.
Jess crucificado, Santa Carolina, Sania Josephma,
repouso de N. S. im Egyplo, S. Francisco de Assis,
Paulo, Xavier e Hiles, S. Malheus. Santos Res,
Sanlissimo Sacramento, Agona de S. Jos, Sania
Barbara, SS. Coraces de Jess e de Mara, Medalha
Milagrosa, Sania Celestina, S. Jone. Santa Francis-
ca, Santa Marta, S. SebasliHo, N. S. dos Milagres,
Santa Maraarida, Sania Cecilia, Santa" I.uzia, Santa
Julia, N. S. do Rosario, Sania Virgem Mara rainha
do universo, Salvador do Mondo. -Santa I.uzia, Jess
preso, as cinco cha gas de Nos-o Sen lio r Jess conso-
lando sua mu, Santo Antonio, e N. S. das Dores ;
assim como oulros muilos nomes quese.deixam de
aouunciar.
O desembarga do i Jeronymo Mar-
tiniano Figueira de Mello pede as pessoas
que Uie fallara tu para aforar terrenos
no seu sitio da ra dos Pires, que lia-
jam de comparecer na casa de sua resi-
dencia, afim deescollierem os lugares que
desejam e ellectuar-se o pagamento a-
diantado do primeiro arinp de afora-
ment.
i- Precisa-se fallar com o Sr. Manoel de Jess,
meslre alfaiate, sobre um terreno, que o mesmo pos-
aiie ua Soledade: na ra larga do Rosario,' padaria
numero 48.
O abaixo assignado avisa aos seus comitentes
senhores de engeuho e lavradores, e mais pessoas in-
teressadas, ler modado seu escripluro para o segun-
do andar do sobrado n. 5, na ra das. Larangeiras.
Francisco Joaquim Gaspar.
modo ; Irabalha no genero mais moderno em ludo
para Amazonas e para os disfarces de toda a quali-
dade para o carnaval.
bbbCk
AVISO AO COMMEKOT
Os abaixo assignados continuam
a franquear a todas as classes em
geral os seus sortimentos de fazen-
das por baixos precos nao' me-
nos de urna peca ou urna duzia,
a dinheiro, ou a prazo, conforme
se ajusfar : no seu armazem da
praca do Corp Santo, esquina da
ra do Trapiche, n. 48:M Ros-
tron Rooker & Co'ipanhia, nego-
ciantes ir.glezes. Qs mesihos avi-
sao ao respeitavel publico que abri-
ram no dia 5 do corrente mez a
sua loja de fazendas da ra do Col-
legio e Passeio Publico n. 15, di-
rigida pelos senhores Jos Victori-
no de Paiva e Manoel Jos de Si-
queira Pitangn, para venderem
3or- atacado e a retalho.
J. Chardon, bacharel em bellas Ultras, doutor
em direilo, formado na universidade de Pars, ensina
em sua casa, ra do Alecrim n. 4, a ler, escrever,
Iraduzir e fallar correctamente alingun franceza, e
lambem d lices particulares em casas de familia.
STIO.
Arrenda-se um sitio que seja perlo da cidade, e
que tenha capim para (im cavallo, preferiudo-sc se
Mr a marscni do Capibaribc : aununcie.
Aluga-sc o segundo andar do sobrado da Ira-
vessa de S. Jos.
Francisco Malinas Pereira da Cosa exporla
para o Rio de Janeiro os seus"escra\os seguinles :
Francisco,cabra, de idade 21 a 22annos; Joaquina,
cabra, de idade 18 annos ; Tliereza,. parda, de idade
18 annos ; Luiz. mualo, de idade 7 annos; Ma-
riano, rrioulo, de idade 1S anuos: e Jos, crioulo, de
idade 23 annos.
Atten^ao.
Na loja de luiudezas da ra do Collegio n. 1, ven-
dem-se os seguintes objeclos : papi'is com ligurinos
diversos, proprios para mascarados, jarros de porce-
lana com flores dentro, proprios para cima de mesa,
sapalinhos de laa para meninos,- louqunhas para me-
ninas, ditas para senhoras, balancas romanas para
pesar qualquer urna cousa sem que para isso se prcri-
sod pesos, assim como oulros muitos objeclos que se
dcixam deannunojar, osquaes se vendem por proco
iritis commodo do que em outra qualquer parle.
Passaportes.
Tiram-se passaporles para dentro e fcira do Impe-
rio, despacham-se escravos, e liram-se ttulos de re-
sidencia : para este fim, procura-se na ra do Quei-
mado n. -25, loja de mludezas do Sr. Joaquim Mon-
leiro da Cruz.
Alugairl-se carrocas para couducco de trastes
e quaesquer nutros objeclos, para dentro o fra da
cidade : no fim da ra da Concordia, ultima casa ao
virar para :,s ras do Alecrim e Augusta.
Queni precisar de um rapaz para raixem. de
taberna, chesadn agora, dirija-se ao becco da l'ol
n. 2.
Isaac Mendos, subdito britnico, rclira-se para
fura desla provincia, o declara que nada deve a pes-
soa alsuma; se fiorm alsuem se julaar sen credur,
pJe dirigr-se ra da Cruz n. 17, primeiro audar,
dentro desles Iresdias.
Os abaixo assignados fazem sciente, que dissol-
veram amizavelmente no dia 2 do cmrenlc a so/-ie-
dade que liiiham na loja n. 4 do arco da Conceic.W,
a qual lem gyrado sob a firma de Costa & Brito, Pi-
cando todo o tuvo e passivo da inesmaffa carao do
socio Miguel Goncalvcs de Brito. Julio da Cosa
Jlilieiro, Miguel Oonralres de BrilV.
Quem precisar de urna ama de leitc de boa con-
ducta, dirija-se ao becco do Rosario n. 9, que se dir
quem he.
Quera precisar de Urna ama de ieile, pessoa ca-
paz, dirija-se ra de Santa Rila n. 97.
Dcsappareccram no da 16 do corrente dousjes-
cravos do encenho Camilla, fregtie/.ia de Serinhaem,
com os signaes seguintes : Jos Angico, de Ansola,
de idade 45 anuos, alto, barbado, de bom corpo, fal-
la meio alravessado, j foi casado, os pes apalhelados,
com arestim, j leve bexigas, e sabe bem rozar ; Joa-
quim, rrioulo, ofllcial de sapateiro, de idade 25 an-
nos ponen mais ou menos, baixo, srosso, hnilnte,
ollios brancos e meio amortecidos, bem empernado,
quebra bem as pernas-para Iraz, os ps pequeos, um
tallio de machado no peito do p, e eslacostumadn a
fuair para o Recife ; um oulro de noine Athanasio,
enrulo, de idade 41 anuos, alto, grossura regular,
barbado, nariz chalo, -canella sunie de tacan, lem
marca de ferida na barriga da peina no lado de fcir.t,
os ps a pal helado-, lem urna marca de renda na liur-
naa da perna do lado de fra; este desappareceii em
21 de seteniuro de 1852 : r,oga-se as autoridades puli-
ciaes, capilaos de campo,eoutra qualquer pessoa que
os pegar, leve-os i ra das Cinco Ponas u. 82. ou
ao mesmo engenho Camilla, que ser hein recom-
pensado.
Precisa-se de ilfna pessoa forra nuescrava, que
le fiador a sqa conduela, para criado, preferindo-se
de meia idade : na ra Nova n. (JO.
Gralifica'-se a quem appr^hender o preto, criou-
lo, de nomo Antonio, m*rinheiro de bordo do brsne
nacional Iris, que veio passear i trra o dia 2) do
corrente, e tem os signaes seguintes: estatura resil-
lar, pouca barba, queixo saliente, denles limados
e amarellos, e os debaixo alindas, mrcasele bexieas
prximas ao narz,mos amarelladas de alcalrilo. Con-
duzam-n ao escriplorin de Bailar i\ Oliveira, ra da
Cadeia Vcllia n. 12.
Quem precisar de'urna prela forra para ama de
urna casa, a qual sabe 'encommar e lavar, dirija-se
ao aterro da Boa-Vista n. 11.
O 59 A,
confronte ao Rosario de Sanio Antonio, avisa ao res-
peilavel publico, que constantemente se encontrar
em sen estabelecimento para mais de Ib' qualidades
de bolinhospara cha, juntamente biscnifns de aramia
de qualidades diversas, biscoilos franeczes c inalezes
de diversos tamanhos o roulo proprios para memo-
rias, alguns conferios e amendoas linas, e ricas cai-
xnhas para as mesmas.
O 59 A,
coufronto ao Rosario de Santo Anlouio, entre as di-
versas qualdads de bous chocolates que cosluma ler,
vende mais o muilo recommendado homeopathico
francez.
Al rea-so o sobrado grande da Magdalena, qrffe
fi~" ^em frente da estrada nova, o qual se ha de des-
oc vir al o dia I. de marra : a tratar no aterro da
Bp. isla n. 45. ou na ra do Collegio n. i), com A-
nria .o Xavier Pereira de Brito.
.'OlUrece-se uraa-mulher, qne lem bom leite,
para crear: na ra das Cruzes n. 9, loja.
Do engenho Benlo Velho em S. Anlo, fugiram
ao amanhecer do dia 17 do correnle 2 escravos,' per-
lencentc-sao bacharel i'cdro Bezerra do Araujo Bel-
Irao, a saber Alexandre de 25 auno..rrioulo. cor ful-
la, um pouco alio, ps lmpos, e j foi surtido, e Ve-
rissimo Angola, de 24 anuos, bem fulla, olhos gran-
des, boa estatura e corpo, ps limpos, ambos foram
escravos do engenho Paraizo, boje perlenrem a mi-
nha casa. Como porem o Alexandre, he sertanejo,
c.0.Ver'ss',"0 tem assistidonesta praca, podem ler-se
diligido para o -crian ou para esla praca e sens su-
burbios : roga-se pois as autoridades e pedestredos
lugares onde elles transiten! os prendam elevema seu
-eiilior.em Benlo Velho, ou nesla praja a Anlouio
JorgeGucrra, que se gratificar.
Y.sOOO rs.
Sapales de lustre para homein a i& o par: na
praca da Independencia ns. 1:1 o 15, loja do Arantes.
Na ra da Cruz do Recife n. 52. escriplorio de
Domingos .Vives Malheus. lem para vender por pre-
cos coinmodns os seguiutes afliges.
Jacaranda superior.'
Gales de lie e palhetS falsa.
Cnxns de linho para montara.
Um variad') sortimento de passasos chelos de algodo.
\ ende-se una negra
deira: na ra das Cinc
porque se vende se dir ao compra
STAKK & C.
Vende-se graxa ingleza de verniz
preto, para limpar arreios de carro, he
lustroso e prova d'agua. e conserva mili-
to o couro : no armazem de C. J. Astley
& Companhia, na ra do Trapiche n. 5.
Cd Deposito le vinbo de cham- &
erassarosencadealgodao. ^ p^n,! Chateau-Av, primeira<|a- Cft
o'lt^T^o'lndiv'ol de propriedade do condi S
de Mareutl, ra da Cruz ."ido Re- *
cife n. 20: este vinho, o melhor J
de toda a champagne v^nde-
se a 5GS000 rs. cada caixa, aclia--^.
se unicami'nte cm casa de L. Le- "
comte Feron & Companhia, N. B. W
As caixas sao marcadas a fogo $)
Conde deMarcuil c os rtulos @
^ das gai'rafas sao a/.nes. ^)
Tendem-selonas,brinzan, brinse meias lo-
nas da Russia : no armazem de N. O. Bieber &
Companhia, na ra da Cruz n. 4.
Taixas para engenhos.
Na fiuidicao' de feTO de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua -baver um
completo sortimenlo de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as preco commodo e com promptidao'
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vendem-se elogios de ouro, pa-
tente ingle/., os raelhores que tem vindo
a ^ste mercado, e do mais acreditado
fabricante de Liverpool: em casa de Bus-
sel Mellors & Companhia, na ra da
Cadeia do Recife, n. 56.
Agencia de Edwln Maw.
Na ra de Apollo n. 6. armazem de Me. Calmont
fl Compaiihi,i|i acha-se conslanlemente bons sorli-
mentos le taixas de ferro cnado e batido, lano ra-
sa como fundas, moeudas ineliras lodas de ferro pa-
ra,aniinaes, agoa, ele, ditas para armar em madei-
ra de lodos os tamanhos e modelos osmais modernos,
machina horisonlal para vapor rom forra de
respeilosamcnle annnnciam que no seu extenso es-'
tabelecimento em San to Amaro, continua a fabricar
com a maior perfeic^o e promptidao.loda a qualdade
de macliiuismn para o uso da agricultura, navega-
cao e manufactura, e que para maior commodo de
seus ntiinero-ns fregueses e do publico em geral, lem
aberto em um dos gra ndc armazens do Sr. Mesqui-
la na ra do Brum, alraz do arsenal de mariuha,
um
DEPqBITO UE MACHINAS
construidas nodosi;i| eslabelecimenlo.
.'-111 acharas te compradores um completo sorti-
menlo de nieadas le canua, com lodos os mclho-
ramenlos (alguns del tes novos eoriginaes) de qm: a
experiencia de muilos annos tem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de baixa e alta pressio,
taixas de todo tamanho, lano batidas como fundidas,
carros de mao e ditos para conduzir forrrurs de asqu-
ear, machinas para moer mandioca, prensas para di-
to. Turnos de Ierro balido para farinha, arados de
ferro da mais approvada conslrucro, fundos para
alambiques, rrivos e portas para tornalhas, e urna
jofinidade de obras de-ferro, que seria enfadonho
enumerar. No mesmo deposito existe urna pessoa
intelligenle e habilitada Dar rccclicr lodas as cn-
rommndas, ele. etc., que'os aiiuuticianUs contan-
do coma i-a parida le d suas odenlas e inachinismo,
c pericia de seus o fliciaes, se comprometiera a fazer
executar, com a n\aor presteza, perfei^o, c exacta
conformidade com os modelos ouilesenhos, e instruc-
^oes que IIie forern fornecidas-
MOEXDAS SUPERIORES.
Na fiindirau de C. Starr S Companhia
em Santo Amaro, cha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
rnodello e coiistruccao muilo
Vendem-se em casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na pratjado Corpo Santn. II, o seguinle:
vinho deMarseilleem caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em novellos ccarreleis, bren em barricas muilo
grandes, aro de mflaCsortido, ferro inglez.
Vendem-se pianos forles de superior qualida-
de, fabricados pelo melhor aulor hamburgr na
ra da Cruz n. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala. nova n. 42.
\este estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle. em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto'com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber Cruz, n. 4.
- Na ra do Trapiche n. primeiro andar.
vende-se o seguinte :-pasta de lyrio florenlino, o
melhor arligoque se conhece para limpaf osdenla
branqueee-os e fortilicar as gengiva, dexando
aosto na bocea e agradavel cheiro; agua de n
para os cabellos, limpa a caspa, e d-lhe mgico
luslre; agua de perolas, esle mgico cosmeico para
sarar sardas, rugas, eembellezar o rosto, assttnco-
mo a tintura imperial do Ur. Brown, ola prepara-
cao faz os cabellos ruivosou brancos.com plelamente
prelos e macios, sem daroDO dos mesmos, (u precos commodos.
Vendcta.it? pregos americanos, em
bartis, proprios para barricas de assu-
car, e avaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos: lia ra do
Trapiche Nov n. 10.
Chapeos e manteletes.'
Vendem-se chapeos de seda de cores, eufelados,
proprios para meninas e meninos a 50 cada um.,
manteletes pretos e de cores com colleles e sem elles;
por presos commodos: na ra da Cadeia do Recife,
hija n. 50.
., Vende-se CARNE DE VACCA'e de poreo de
Hamburgo, em harris de 200 libras :
^.jAMPAGNE de marca conhecida f verdadei-
ra, tnvendo poucos ggos de resto, que se venderao
P'l"r"hr.a4S0()0rs. ;
AJ'WMIUOirlido:
lAPfciEh DE I.AA, lamo empica como sollos,
pa^f. rrLfS1".8' de bonitasedres eniuiloern conl.
superiores
Deposito de tecidos da fabrica 1
de todos os Sntos. na Babia.
Vende-se em casa de Domingos Alves 1
Malheus, na ra da Cruz do Recife n. 52,
primeiro andar, algodo transado daquella
fabrica' milito prdprio para saceos e rou-
pa de escravos, assim como fio proprio para
redes de pescar e pavios para velas, por
pretjo muito commodo.
SALSA PARRILHA.
Vicente Jos le Hrito, nico agente em Perpain-
venda, por buco de B. J. 1). Sauds, chimico americano, fHk pu-
blico que lem chegado a esla praca urna grande por-
;ao de frascos de salsa parrilha de Sands, que silo
verdaderamente falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devein acaulclar os' consu-
midores de liio precioso talismn, de caliir nesle
engao, lomando as funestas consecuencias que,
sempre costumam Irazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mao daquellcs. que anlepocm
seus interesses aos males e estratos da humanidade.
Porlanto pede^para que o publicse possa livrar
desla fraude e listingua a verdadeir.i salsa parrilha
de Sands da falsificada e recenlemente aqoi chga-
da ; i) aiintviciaiilc faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente cm sua botica, na ra da Conceic,ao
do Recife n. ti 1 ; e, alm do receituario que acorn-'
panha cada frasco, lem embaixo da primeira pagina
seu nome impressu, c se achara sua firma em ma-
nuscripto sobre o invollorio impresso do mesmo
fracos.
Vendem-se saccas com farelln, chegado ulti-
mamenteMa America, por barato preco: no caes do
i cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslnhado | ^^ "J^JL'Il!^0 Tr!tU'iIieiL-
para casa de purgar, por menos prec,o que os de ro-
bre, esco vens para navios, ferro da Suecia, e fo-
COMPRAS.
Compram-se ossos a peso : no ar-
mazem da illuminaoao, no caes do Ra-
mos, travessa do Carioca.
Cqmpra-se urna casa terrea sendo em mas fre-
quentadas : quem liver annuncie por esle Diario,
ou dirija-se a ra da Viracho n, 9.
_ i.oiupr.i-e urna cscrava moca, que tenha boa
figura, com habilidades principalmente de rozinha
eengpmmado: na ra da Matriz da Boa-vista u.
20.
Compra-se urna grammalica -franceza de Bur-
gniu e um iliccionario de Ranees para pnrlguez, lu-
do coui alguin uso: na ra Nova n. 41.
Compra-se um ou dous ferros de fazer hostias e
obreias, tiesta lypographia se dir quem compra.
VENDAS
ALHASAK.
Sahio a' luz a folhinha de algibeira,
contendo aleta do Calendario o regiila-
mento dos emolumentos parochiacs, c o
almanak civil, administrativo, coimer-
eial, agrcola e industrial; augmentado
cora 300 engenhos, alera de outras noti-
cias estatisticas. O acressimo de trabalho
c dispendio nao permittiram ao edictor
venderlo pelo antigo jneco, e sim por
400 re. ; vendendo-se unicamenle na 1-
vraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Vende-se a fabrica de licores da ra do Ran-
gel, bem montada e afreguezada, com pouco fundos;
ensina-se ao comprador a fabricar com perfei<;So to-
llos os lquidos na mesma fabrican. ."I: a tratar com
o | i uprii'lario a qualquer hora dos das ulei9.'.
$- Vende-se excedente hanha de porco muito no-
va : na ra do Rosario da Boa-Vista rt. 60.
Vende-se farinha ensaccada do Rio de Janeiro :
na ra do Vigario n. 12.
Vende-se urna ptima cscrava de 25 annos de
idade, lem opflma conducta, sabe bem coser, engom-
mar c cozinhar ; assim como vende-se um bom niolc-
co de 20 anuos, sem vicios nem achaques : na ra
doQueimailo n. 29.
Vendem-se velas adamantinas ame-
ricanas, em caixas de 50 libras, que dao
muito boa luz, igual a de espermacete a
")G0 rs. por libra : em casa de Bostrn
Rooker v. C. na praca do Corpo Santo,
esquina da ra do Trapiche n. 48.
Fazendas baratissimas, na nova loja da
na do Crespo n. 14, de Dias & Lemos.
Cortes de chitas francezas muito finas de lodas as
cores, de 12 covados cada corle, com urna pequea
lslra ao lado, fazeuda do ultimo soslo a 25'i0 o cor-
le; ditos de padres mudinhos, fazenda muilo lina,
com I.Vcovados a'29300 o corte, ditos de cassa com
ramagem de cor, fazenda de muito bom gusto, a 29
cada corle, cassas francezas escuras, cor muito fixa,
a 320 rs. a vara, chitas escuras, cores fuas, de diver-
sos padres a 160 rs. o covado, algndito entranrado
mesclado. muilo encnrpailo, fazenda le urna s cor.
prapria para o servido de cnr.npo, a 180 rs. o covado;
brim entroncado de linho lodo amarello, proprio pa-
ra calca e palitos a 580 rs. o envado; dito de cor, fa-
zenda muilo superior da puro linho e riquissinios
gustos a 1J600 avara; cobertores de algodo. lodos
brancos, da fabrica de Todos os Sanios da Baha, a
-650 rs. cada um; meias de algoo'o cruas, muilo en-
corpadas. a 20 rs. o par: aliacas prelas ede cores
muito finas, a 800 rs. o covado; merino preto para
15800. SpiOO, 2?8IKe :3200 ucovado: assim como
muitas nutras fazendas por baixos precos, de tildo se
dito amostras, deixando seus competentes peohores.
Vinho Bordesuix.
Brunn l'raegcr S Companhia. roa da Cruz u. 10,
receb;ram ltimamente St. Julien e M. margo!, em
caixas de urna duzia, que se recomiaendam por suas
boas qualidades.
Carijs a 1,000 re.
Vendem-se chapeos carijs para homctis e meninos,
a 19000 rs. : na ra -Nova n. 1.
Nunca se vio.
Lencos de cassa finos com loque, a 40, 60, 80, 100,
120 e 160 rs. cada um : na ra ova u. 43.
Vonde-se tuna porcao de ol eo de ricino muilo
novoe claro, em lalns. a vonlade do comprador: na
ruada Cadeia riu Recite n. 5}. ?*a mesma loja ven-
de-se duraque azul e blanco mui lo lino, assim como
outras fazendas, como sejam,' pie ote escoro, proprio
para camisas e vestidos de escravo s, pelo baralo pre-
co de 130 rs. o covado. t
Feijao mulatinbo.
Vcudein-se siiccas muito grande 9 com feijao mula-
linno chegado do Aracaji no hate Ducidoso, carnau-
ba de primeira sorte, courinhos uudos esola, todo
por preco commodo e a dinlieiro
do Recite n. 33, .isa do S Araiijc >.
V1XHO DO POBTO MU ITO FINO.
Vnde-sesuperior vinho >io Porto, em
barrisde4., 5. e 8.: no ar mazem da ra
do Azeite de Peixe n. J4, < m a tratar, no
escriptorio de Novs & (Companhia, .na
ra do Trapichen. 04*
No armazem de'C.J. Astley & Com-
lanhia, na ra do Tra piche n. 7i, ha
Vendem-se 8 escravos, sendo I molequede
e 18 annos de bonita figura, 1 mulato de idad
- Aloga-seum escraro pitra Iodo sen ico interno,
de urna casa, ou botequim por j ter alguma pralira:
qnem pretender, dirija-se ra do Vifario n. 29.
Pergnnla-se ao Illm. Sr. major da suarda na-
ciooal do Pawo de Camaragib", Francisco Jos de
Magalhites Bastos, se sua senliuria he Portuguez ou
llrasileiro do 4.-, pois muito fleseja saber
./ trinche ira de Mace i,'
tls mais ricos e mais modernos chapeos de seda
e de palha para senhoras, se eucontram sempre na
loja de modas de Madame Millochau, no aterro da
BoarVisla n. 1, por um preco mais razoavel do que
rmqualquer oulia parte.
Attencao attencito.
A nova fabrica de chocolate homopalhico da ra
das Trntheiras, mudou-e para o paleo do Terco n.
2, onde se encentra .o chocolate homopalhico ap-
provado e applicado pelos senhores doutores da ho-
mopalhia, cha preto e chocolate lerruginoso, dito de mu*gn, dito de canella,
ililo hespanhol fino amargo e entrefino para rcalo!
canella miuda da Putar em favas, e um completo
sortimento de gneros tanto do paizcomo estrangei-
ros, ludo por preco muilo commodo.
PrecisKe de um homem de conducta regular
para ensinar a 4 meninos primeiras ledras, em un
engenho distante desla cidade 10 leguas, afiaura-se
0 bom tralamenlo e paga correspondente ao seu
Irabalho : quem liver as habilidades precisas procu-
re n praca do Corpo Sanio n. 6 escriplorio de M.
I. de Oliveira.
1 .ni cria de Nossa Senhora do Bosrio.
Os burieles desla luleria eslao ,- venda nos lugares
do costme; as rodas andam no dia 11 ddVevereiro
(rom todo e qualquer numero de hilheles que ficar
por vender e s se vendem al o dia ljLr-0 thesou-
rtiroSilvatrt Pereira da .vra GuQmrlle!.

ATTENCAO-,
0 abaixo assignado, desejando amigavelmente li-
quidar suas cumas com seus devedores, roga a Indas
aquellas pessoas que Ihe eslao devendo conlas atrasa-
das de gneros comprados em sua taberna da ra da
Cadeia do Recife n. 2.">, del'rnntedo becco Largo, que
queiram vir realisar seus dbitos at o fim do cor-
renle mez de Janeiro, e aquelles que por suas cir-
cumslancias nao possam (azer, se Ihe tar algum aba-
timenloou trataran um lempo ccrlo d fazer; na
certeza deque aquellos que nao comparecerem para
um oulro fim, se usar dos lermos da lei, nAo at-
tendendo apessda alguma,assim como ser.no publica-
dos seus nomes, lempo e quanlia*. e para que mu-
guen censure tal proceder, ou alguma ignorancia, se
faz o prsenle aviso. s^
Manoel Joi-do Sascimento Silca. *
abaixo assignado, faz publicn que esl em ne-
gocio de compra da casa n. sita na ra Direita
los Afogados ; quem se adiar com direilo na mesma
podc-se dirigir ra Imperial n. 37.
Aleixo do Prado.
No I." de dezembro prximo passado, desappa-
reccu do engenho Canabrava de >'. S. do O', comar-
ca de dinamia, um preto de nome Vicente, o qual
lem os sigpaes seguinles : alio, secco do corpo, com
um lallm na testa da parle esquerda, os cabellos das
fnnles avermelhados, nariz chato, reprsenla ler 25 a
30 anuos de idade ; esle escravo foi do'Sr. Jo.io No-
poniucenu Viegas, em Pedras de Vogo : quem pegar
dito escravo o poder levar no referido engenho, ou
nesla praca, no escriptorio da ra de Cruz n. 21, que
ser generosamente recompensado.
rctira-e para o
Na ra do Apollo,
20, precisase de urna ama que tenha bom leite, para
encarregar-se da crearan de um menino.
i- Precisa-sk de 1:0009000 rs. a premio, por lem-
po de 18 mez.es, laudo-se as necessarias garantas:
qnem os quizer dar, annuncie a sua morada para ser
procurado.
Aluga-se nina escrava para ser ocrupada em
servico de casa* e vender comer cozido na ra : na
Cainbon do Carmo, no becco que fica defronte da ra
das Flores, casa da quina.
Precisa-se de urna ama que cozinhe e engom-
le com perfeicao para casa de pouca familia: quem
esliver neslas circunstancias annuncie para ser pro-
curada.
Quem livor carrocas de um boi em bom eslado
ou novas para vender, annuncie, ou participe na
loja da ra do Caespo, da esquina que olla paraS.
Francisco ; qoem liver bois para as mesmas carrocas
lambem se compran).
W O medico J. de Almeida mudou a sua resi- *f
ciencia para a na da Cruz n. 18, primeiro an-
# dar, onde fui o escriplorio do Sr. Saporili. @
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da roa
estrella do Rosario n. 10: a tratar no segundo an-
dar do me^mo.
o ida-
de 18 annos de bonita figura, 1 mualo de idade de
20 a 22 annts, l escravas de lodo serviro, 1 dita de
bonita figura, engumma e cozinha, e I escravo de
servico do campo : na ra Direita n. 3.
Vendem-se muilos bons materaes para pedrei-
ro, e mandam-se bolar as obras em grandes e pe-
quenas porces, por precio commodo : no armazem
ultimo da ra da Concordia,an virar para as ras do
Alecrim e Augusta. *
Vende-se um preto, crioulo, para fura da pro-
vincia, de idade24 anuos, porni parece mais moco;
lem ofiico de torneiro e fundidor : na Ponte Velha,
casadoJorez, lorneiro francez.
Vende-se urna scrava com Ieile para crear, sap
be cozinhar perfeilamente, lavar, e engommar, com
idade de 20 anuos pouco mais ou menos; na ra da
Praia n. 32.
rob" LAFFECTEK.
O meo autorizado por dtcifSo do couselho real
e decreto imperial-*
Os mdicos dos hospitaes recommendam o arrobe
Latfecteuv, como sendo o nico aulorisado pelo
vento e pela Real Sociedade de Medicina. Esle me-
dicamento d'um goslo agradavel, e fcil a lomar
em secreto, est em uso na marinlia real desile mais
de 60 aunos; cura radicalmente em pouco lempo,
com pouca despeza, sem mercurio, as allct-rcs da
peljfr impingens; asconsequcucias das sarnas, ul-
cefw, e os accidentes dos partos, da idade critica e
da acrimonia hereditaria dos-humores ; coiivm aos
calharros, da bexiga, as conu-acees, e i fraqtteza
dos o: aos. precedida do abuso das ineecees ou de
sondas. Como anti-svphilitirn, o arrolle cura em
pouco lempo us fluxos rcenles ou rebeldes, que vol-
vem incessanles sem ronsequeuca ilo empregoda co-
paiba, da cubeba, ou das iujecees que represen-
tam o vrusjcm aeutralisa-lo. O arrobe I.atfeclcuv
he espccialmenle recommendado contra as doencas
segundo andar da casa n. inveteradas ou rebeldes ao mercurio c ao indurlo
d potasio. Vende-*e em Lisboa, na botica le llar-
ral, e de Antonio Feliciano Alves de Azevedo, pra-
ca de l). Pedro n. 88, onde acaba de chegar urna
graude pnnvu de garrafas grandes c pequeas, viu-
das directamente deParis, de casa do Sr. Bovveau-
l.alTecleuv 12, ru Richev Pars. Os formularios
daiu-so gratis em casa do agente Silva, na praca de
1). Pedro n. 82. No Porto, em .casa de Joaquim
Araujo; na Babia, Lima & Irmos; em Pernam-
buco, Soum; Rio de Janeiro, Rocha & Filhos, el
Morcira, loja le drogas; Villa-Nova, Jo Pereira
de Magales Leile; Rio-Grande, Francisco de Pau-
la Coulo 4 C.
Vende-se em.casa de S. P. .Johns-
ton <& Companhia, na rita da Senzala No-
va n..42.
Vinho do Porto, superior qalidade,
garrafado.
Vinho Chery, em barris de quarto.
Sellinspara' montara, de homem e se-
nhora.
Joaqun) Antonio de Faria, subdito portuguez
i Rio de Janeiro.
para vender o segrate
Balancas decimaes de G0( I libras.
Folha de Ierro.
Ferro deVerguinba.
Oleo de linhaca em lata* de o galoes.
Champagne, marca A. C .
Oleados para mesas.
apetes de laa para l'orn > desalas,
opos e calis ce vidroor dihario.
Formas deolha de ferro pintadas, para
fabrica efe assucar. ^
CordQ.deHnlioalcatrpai Jo.
Palha da India para em palhar.
Ac d Mil^o sortido.
Carne devaroa em san oura.
Um sortimento de pre{ jos.
Lonas da Bussia.
Espingardas de caca.
Lazarinas o clavinotes.
Na ra do aterro da B
lm do grande e variado so
comcstives,exisle um gran
ga ingleza, principiando de'
preco asubirsegundo a qui did.ade.
Conlimia-se a vende-i g nmma do Aracaly de
superior qual idade em are iba ; a :'' rs.' e .1 libra a
100 rs. : no pateo do Carino n .2.
Clianttos finos c
Na ra lo Qtteiiuado
gados agora da Babia
charutos deS. Flix, da
ca de Brandao, os ma
precos mais commodos
parte.
Couro de 1 nitre
navios.
Ibas de ll.-imlrcs ; tudo por -barato preto.
Mohnos de vento
com bmbasele rcpuxo para regar borlase baixas
de r api ni. na fundicao de I). \V llowmati: na ra
do Brum ns. 6,8 e 10.
Xa ra da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Ilenrique (i ibson, ;
vendem-se relogios de ouro de sahonele, de patente
inglez, da melhor qualdade, e fabricados em Lon-
dres, por preco commodo.
" Vende-se gra A de verniz para limpar arreios
de carro, lustroso e prova d'agua ; na ra do'Trap-
clie n. 3.
Vende-se um silio no lugar dos Remedios, junio
a ponle dp mesmo nome: a fallar conl Caetann da
Rocha Pereira. na ra das Aguas Verdes n. 1G, ou
na ra de Hurla, n. 23.
ANTIGU1DADE E SUPERIORIDADE
DA
SALSAPARBILIIA DE BBISTOL
sobre
\ SALSA PARRILHA DE SANDS.
AttencaO'
A SALSA PARRILHA )E BRISTOL dala des-
de 1832, e lem cnuslanleiaeule manlido a sua re-.
pularuo sem necessidade de recorrer a pomposos
annuncins, de que as preparae,oes de mrito podem
dispensar-se. O successu do Dr. BRISTOL lem
provocado infinitas inveja s. e, entre oulras, as dos
Srs. A. R. D. Sands, de Ncw-Vork. preparadores
e proprielarios da salsa parrilha contiecula- pelo no-
mo de Sands. .
Esles senhores solicitaran) a agencia de Salsa par-
rilha de Brisol, ccomo nao o podessem -obler, fa-
briearain urna imilacuo de Brislul.
. Eis-aqui a carta quo os Srs. A. R. D. Sands es-
creveram ao Ur. Brislol no dia 20 de abril de 1812,
e que ss acha em nos/o 'poder:
I Sr. Dr. C. C. Brislol.
Bfalo, c\e. a
Nosso apreciavel seahor.
Em todo o anno passado temos vendido quanti-
dadts cousideraveis do extracto de Salsa parrilha de
Vmc, e pelo que ouvimos dizer de suas rirluc*
quelles que a lem usado, jolsamos que a "venda da
dita medicina se augmentar muili&nio. Se Vine.
quizer fazer um conteni comnoseo, eremos que
nos resujjaria mui la vantagem, tanto a nos como a
Vmc. Tmovs muito prazer que Vmc. nos responda
sobre este assumplo, e se Vmc. vier1 a esta cidade
daqui a um mez, ou cousa semclhanle. leriamos
muito prazer era overem nossa botica, ra de F'ul-
ton. 0,79.
Ficam s ordens de Vmc. seus seguros servidores.
(Assiaoados) A. R. lf. S.-iM'S.
COCLCSAO'.
1.e A anOguidade da salsa parrilha de Brislol he
claramente provada.'pois que ella data desde 1832,
e que a de Sands s apparceu em 1842. poca na
Jaal este droguista uo pode obler a agencia do Dr.
ristol.
A superioridade da salsa parrilha de Brislol
he ii: Diilcstavcl: pois que nao obstante a concur-
rencia da de Sands, e de urna porcao de outras pre-
paraees. ella lem inantidna -ua repulacao em qlia-
si toda a America.
As numerosas experiencias fcilas com o uso la
salsa parrilha em todas ns eufennidades originadas
peta impureza do sangue, e o hom exitp oblido. nes-
la corle pelo Illm. Sr. Dr. Sigaud,. presidente da
academia imperial ile medicina, peto Ilustrado. Sr.
Dr. Antonio Jos Pcixolo em suaelinica, e em sua
na ra da Cruz afamada casa de saude na Garajjiia, pelo Illm. Sr.
I Dr. Saturnino de Oliveira, medico do exercilo, e
por varios oulros mdicos, permillem boje de pro-
clamar altamente as virtudes ellicazes da salsa par-
rilha de llristol vende-se a 5S000 o vidro.
O deposito desla salsa mitdou-se para a botica
franceza da ra da Cruz, em frente ao Chafariz.
POTASSA.
No antigo deposito da ra da Cadeia do Recife,
armazem n. 12, ha para vender muito nova potassa
da Russia, americana c hrasileira, em pequeos bar-
ris de 4 arrobas; a boa qalidade e precos mais ba-
ratos do que cm outra qualquer parte, se nfliaiiram
aos que precisaren! comprar. No mesmo deposito
lamben) ha barris cora cal de Lisboa em pdra, pr-
ximamente chegados.
* Vende-se a verdadeira salsa parri-
lha de Sands: na botica franceza, da ra
daCruz, em frente ao cliafariz.
Vendem-serelogiosdeouro, pa
ten-te inglez, por commodo "pre-
;o: na ra. da Cruz n. 20, casa de
L. Leconte Feron & Companhia.
. MADAPOLAO' BOM. A 3&200.
Vendem-se pecas de madapolao de boa qalidade,
om pouca avaria : na ra da Cadeia Velha n. 24,
primeiro andar.
Vendem-se cerca de 800 formas le folha de
ferro para fabrica de assucar, pintadas, e que levam
Ires arrobas cada tuna : vendem-se muilo em conta
para fechar : na ra do Trapiche n. 3.
' Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
J!4 curesPra forrar corred res, Wr.;
OLEO de linhaca em latas de cinco galoes : em
casa de C. J. Astley & Companhia, ra do Trapi-
che n. 3.
Na ra do Collegio n. 21, segundo
andar, vende-se por barato prero, ou a
prazo, um sortimento de chapeos e ou-
tros objectos de chapeleiro, consistindo
emchapeos de massa, de seda de varias
qualidades, e a gomma lacre, chapeo
para padre, massas para ditos, bonetes
para guardas nacionaes, plumas pretas
para chapeos de senhora, fundos e lados
para chapeos, courinhos com setim, l-
vellas, litas para arrochos e debium,
trancas e outros muitos objectos de cha-
peleiro.
Vestidos modernos.
Vendem-se vestidos de mursolina fina de cores
com barra, fazenda nova-a 53 o corle; dilos de la
c seda c barge modernos a.9 o corlo- de 12 cova-
dos; chiias e cassas francezas novas a 320 rs. o co-
vado e 640 rs. a vara; e outras mullas fazendas por
baratos precos: na ruada Cadeia do Recae, loia
1 \i
de Mdidna,
phaimaite,'
<">\
jDlccioaarto dos termo*
clrmrjia anatoma ,
etc. te.
Sabio luz esta obra indispensavel a lodas
as pessoas que se ddicam ao esludo de
medicina. Vende-se por 49 rs., encaderna-
do, no consultorio do Dr. Mbscozo, roa I
Collegio. n. 23, primeiro andar.'
sicas para piano, violao e flauta, como ^ Lisboa em pedra, novissima.
scjam.quadrillias, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Na ra do Vigario n. t9, primeiro andar, tero
venda a superinrflanella para forro dcsellins, che-
gada recenleraerflMa America.
Na rua das Cruzes n. 22, veude-se urna escrava
de nacSo' Angola,, que engomma, cozinha e lava ;
um ptimo escravo de nacan, bonita figura e ptimo
canoeirn'; c uina muala de 22 annos, engommadei-
ru e cozinheira, cose costura cha e lava desahito.
Oleo de linhaca em botijas.
Vemle-se a 53OOO rs. cada urna botija, e por me-
nos sendo em porcao : na rua da Cadeia do Recife n.
47, primeiro andar.
Charutos d Havana.
Vendem-se ver.dadeiros charutos de llavana por
preco muilo com mudo : na ruada Cruz,- armazem
n. 4.'
>
NO CONSULTORIO HOMEOPATHICO
do "
Na rua do Vigario n. 13, primeiro a
para vender, chegado de Lisboa presentemente
barca Olimpia, o seguinle: saccas de farelto mallo
novo, cera ern grume e em velas com bom torU-
menlo de superior qalidade, .mercurio duce e cal
oa-Visla, loja n. 80, a-
rtimento de gneros de
de sortimento de mantei-
iOOa 1S0O0 rs. e deste
DR. P.A.LOBO MOSCOZO.
V ende-se a melhor de lodas as obras de medicina
Domopalhica 3" O NOVO .MANUAL DO DR.
. H. JAHR J5J Iraduzido em portuguez pelo
Dr. P. A. Lobo Moscozo: qualro voluntes encader-
nados em.dous. 209000
O 4. \olnme ronlendo a palhogenesia dos 144
medicamentos quemo foram publicados saldr mui-
lo breve, por estar muito adiantada sua impressao.
Diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anato-
ma, pliarmaria. etc. etc. encaderuado. 49000
Urna ca.rlera de'2'i tubos, dosmelhores c mais bem
preparados glbulos homopathicos com as duas
5 S.
Flix
, 11. 1!), lem cjie-
, os verdadeiros
acreditada fabri-
obras cima......... 408000
Urna dita de 36 lubos com as mesmas 458000
Dila, dila <'e 48 tubos....... 500000
Dita de 144 com as ditas ...... IOO5OOO
Car lei ras de 24 tubos pequeos para algi-
beira...........' 1081X10
Ditas le 48 dilos......... 2O000
Tubos avtilsos de glbulos..... 1000
Vcndc-se tima linda mulalinha de 18 annos,
que engomma e cose, de ptima conducta: na rua
da l'raia, primeiro andar, n. 13.
Vende-se urna apolice da divida publica : i'o
largo do Collegio 11. ti, primeiro andar.
VINHO CHAMPAGNE. '
Superior vinho de Bordeaux enj;arra-
DAVIDWIL1.IAM BOWMAN, engenhetro ma-
chinista e fundidor de ferro, mui respetosamente
anuunria aos senhores proprierarnSs de engenhos,
fazendeiros, c ao respeilavel publico, que o seu esta-
belecimento de ferro movido por machina de vapor,
na rua do Brum passando o chafariz, contina em
effeclivo ejercicio, ese acha completamente montado
com apparelhos da primeira qalidade para a per-
feila coufec<;a0da< maiores pe<;as de inachinismo.
Habilitado para emprehender quaesquer obras da
sua arte, David William Bowman, deseja mais par-
ticularmente chamar a allencaft publica para as se-
guinles, por ler deltas grande sortimento ja' promp-
lo, cm deposito na mesma fundicao, as quaes cons-
truidas enrsua fabrica podem competir com as fabri-
cadas em paiz eslrangeiro, lano em preco como em
qalidade de materias primas e mao de obra, a
saber:
Machinas de vapor da melhor cnustruca.
Moendas lecaunapara engenhos de lodosos ta-
manhos, movidas a vapor por agua, ou animaes.
Rodas do agua, moinhos de vento e senas.
.Manejos indepeudentes para cavallos.
Rodas dentadas.
Aguillifes, brouzes e chumaceiras.
. Cavilhes e parafusos de todos os laman!ios.
Taixas, paroee, crivos e bocas de fornalha. '
Moinhos de mandioca, movidos a mao ou poraui-
maes, e prensas para a dita.
Chapas de fogao e Ionios de farinha.
Canos de ferro, torneirasde ferro e de bronze.
Bombas para cacimba e de repaxo, movidas a
mao, por animaes ou vento.
Guindastes, guinchse macacos.
Prensas hydraulicas ede parafuso.
Ferragens para navios, carros e obras publicas.
Columnas, \ ai andas, grades e portes.
Prensas de copiar cartas e sellar.
Camas, carros de maOe arados de ferro, etc., etc.
Alm da superioridade das suas obras, ja' geral-
mentc reconhecda, David William Bowman garante
a mais exacta conformidadc'com os moldes e dese-
nlias remettidos pelos seohores queso dignaron de
fazer-lhe encommeudas, apcoveit;aidn a occasiaO pa-
ra agradecer aos seus numerosos amigos o freguezes
a preferencia com que tem sido por elles honrado,
e assegura-llies que nao poupara esforzse diligen-
cias para continuar a merecer a sua conliauca.
OLEADOS INGLEZES.
Vendem-se riquissimos oleados para
assoalhar salas, tanto em pial idade, com o
no escolhido gosto de desenbo : no ai"-
ma/.em .de fazendas -de Adamson HovVie &
Companhia, na rua do 'Trapiche Novo
11. 42.
Vende-se I moleque de idade 18 annos, 1 dito
de 14 aunos, 1 pardinho escuro opli mu para pagem, 2
prelas enm habilidades e 1 uegrinha: na rua da Glo-
ria n. 7.
POTASSA E CAL.
Veude-se potassa da Kussia e America-
na, superiores, e cal virgem de Lisboa",
tudo 1101 preco mis. commodo que em
outra.qualquer parte : na rua do Trapi-
chen. 13, armazem de Bastos limaos.
Palitos e toalhas.
Vendem-se palitos de brim de linho de cores,
bem feitos, a 3 e 4* cada um; toalhas de panno
de linho do l'orlo, pruprias para rosto a 800 rs. cada
una ca93.ii duzia; e pauno adamascado de dais
larguras e boa qalidade para toalhas de mesa a 2J
avara: na rua da Cadeia do Recite, loja o. 50.
FURDICAO DAHOBA.
Na fundicS o d'Aurora acha-se. conslanlemente un;
completo sori.imento* de machinas de vapor,- lano
d'alla como ele baila presso de modellos os mais
approvados. Tamben; se apromptam de encommen-
da le qualquer forma que se possam desojar com a
maior preslei-a. Habis omeiaes serio mandados
para as ir asenlar, e os fabricantes como tem de
costume afiani}am o perfeito irabalho deltas, e. seres-
ponsabilisam por qualqner defeito que possa uellas
apparecer durante a primeirasalra. Muitas machi-
nas de vapor construidas ueste eslabelecimenlo tem
estado em con staute servico uesta provincia 10, 12,
eal 16 anuos, e apenas lem exigido mui insignifi-
cantes reparos, e aigumas al nenhons absolutamen-
te, accrescend o que o consumo* do conhustivel he
mui inconsideravel. Os senhores de engenho, pois,
e outras quaesquer pessoas que precisaren) de toa-
chiiismosao respeilosamebte convidados a visitar o
eslabelecimenlo em Sanio Amato.
Colega Bafea.
Vende-se superior cola, por preco commodo: na
rua da Cade'urdo Recife n. 47, primeiro andar..
Na roa da Cruz n. 15, segando andar, veu-
deni-se 179 pares de coturnos de coriro de tosj
400 ditos hraocos e 50 dilos de boliiis; tudo '
preco commodo.
TAIXAS DE FERRO."
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
rua do BruJHogo na entrada, e defron-r
te do Arsenal de Maiinlia ha' sempre
Jim grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
existem qiiindastes, para carregar ca-
noas, ou arros livres 'de despeza. Os
presos sao' os mais commodos.
Vende-* umgrandesilio na*irada dos AlUic-
los, quasi defronleda igreja, o qual tem muitas ar-
vores de fructas. Ierras de platilacoes. baia para
capim, e casa de vivenda, con) bstanles commo-
dos: quem o pretender dirija-se ao "mesmo lo a
entender-se rom o Sr. Antonio Manoel de Moraes
Mesquila Viraoniel, 011 arua, doCrespu n. 13, do
escriplorio do padre Antonio da Canlta e Figoei-
redo.
Primas para rabet,
a 40 rs, cada urna, muilo nova* na rua do Ooei-
madjf, loja u.49^
Pianos.
Os amadores ,da msica acham conlinuadaroente
em casa de Brunn Praeger & Companhia, rua da Cruz
n. 11), um grande sortimenlo de pianos fortes e fortesi
pianos.do didercnles modellos. boa construcrilo e bel-
las vozes, que vendem por mdicos precos; assim co-
mo toda a qalidade de instrumentos para msica.
Obras de ouro,
como sejam; adrrecos e meios ditos, braceletes, brin-
co., alliuejes, botoes. aunis, crrenles para relogju,
etc. ele, do mais moderno gosto : vendem-se ua rua
da Cruz n. 10, casa de Brunn Praeger & Companhia.
es se vendem por fado ; vende-se em casa.de
Vaquetas delustre para coberta de carros.
Relogios de uro patente inglez.
No paleo do Carmo, taberna 11. I, vende-se
muilo boa alelria, a 210.
de boa qalidade; vende-se U" r menos >> queem
outra qualquer parte para li quid; 'ir cuntas: na rua da
Cruz 11. 10.
Vendem-se ou permutamt epor casas no Reci-
te, ou escravos, Ires propried. ^!t s na cidade de Olin-
da, sendo um sobrado na qiJn. 1 de S. Pedro Velho
encostado ao paco, e duas cas as i errea... tuna no fun-
do do mesmo sobrado, c n o utri 1 na rua do Cabral,
onde mora Alejandrino Cesa r d e Mello : a tratar na
rua Nova 11. 27, 0u 110 Arroi nbaiJo em frente da ma-
triz, com seu proprielaroAn golo Francisco da Costa.-
PARA A PRO\I\' A EIACAO'. '
\ endo-se sement muilo 1 iov.*, viuda pelo ultimo
vapor inglez de Lisboa, de a bollara porquina e buni-
n.i, a que alguns senhores charlan meiiina ; eslas
abobaras crescem a um lar lanh o extraordinario en-
contrando boa Ierra e trat 1, cb egam quasi ao tama-
nho ile um barril de bao tilia ; lambem ejisle se-
ment de melao, a que rba mam casca de carvalho:
os prclendentes procuren! no aterro da Boa-Vista,
taberna n.80.
Na ruada Cruj n. 1! >, segu ido andar, vendem-
se por preco commodo. accas grandes com feijao
muito novo, ditas rom gor orna, e welas de carnauba,
puras c composlts-.
Schaflteitn
do que em outra i & Companhia, rua da Cruz n. 58.
Vende-se arroz giudo do Mara-
i nlmo, e charutos de S. Flix, de boas qua-
lidades, e por precos commodos : na rita
da Cadeia do Recit 11. M primeiro
andar.
i
Os mais- ricos e mais modernos cha- u
pees de senhoras se eucontram sempre a
na loja de madama Theard, por um preco -1
mais razovcl de que em qualquer outra
parle.
DEPOSITO DE CAL E POTASSA.
Na rua de Apollo, armazem de Leal
Heis, lem superior potassa da Russia, che-
j'ada ltimamente, e-da fabricada no Rio
de Janeiro, de qalidade bem conhecida,
assim como cal em pedra, chegada 110 ul-
timo navio.
Deootito da fabrica de Todos os Santoa nal
\ etide-se, em casa de N. O.. Bieber i C.,' na rua"
da Cruz 11. 4, algodaO trancado d'aquella fabrica.
muiloproprinparasaccosdeassucaT e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara-
dos de ferro de superior qalidade,
Vende-se feijao mnlatinlio bom, em saccas; no
armazem da rua da Praia n. 14: no mesmo armazem
vende-se boas travs de '.5 palmos de coinr.rimenlo
da melhor qualdade que pode baver.
ESCRAVOS FUGETJ^S.
Vendem-se cobertores de algodo grandes a 610
rs. e pequeos a .Vil) rs. : na rua do Crespo nume-
ro 12.
@
Vendem-se na rua da Cruz n. l.">, segundo
andar, boas obras de tabynntho fcilas noAracalv,
enlistando de toalhas, lencos, coeiros, rodas de
saia, etc.
Papel de peso pequeo e grande,
dito dourado, lavrado c liso, lirma-se com o me|hor
goslo e com dillerentes caraeleresdeletlras, com mu-
la hrevidade : no paleo do Collegio, loja de livros 11.
6, de Joo da Costa Honrado.
I'eimas de secretaria, as mais superiores que
lem viudo a este mercado : 110 paleo do Collegio, to-
ja de livros ... (i de Joiio da Casta Dourado. I Xa \oyA ,]., ^g nor7as'rm frente do Li-
^a rua la Cruz n. 4i, vendem-se latas de boa
gela, de lodas as qualidades.
$) POTASSA BRASILEIRA. <$
(^ Vende-se superior potassa, fa- {$,
() bricada no Rio de Janeiro, che- (A
(^ jada recenlemente, recommen- ,*,
da-se aos senhores de engenho os S
sens bons elleitos ja'-experimen-' Z
tados na rilada Cruz 11. 20, ar- &
nazem de L. Leconte Feron & W>
Companhia. ($5
FARINHA DE TRIESTE.
Primeira qalidade.
Tasso Irmos avisam aos seus fregueze', que tem
pai a vender farinha de trigo chegada ltimamente
de Trieste, sendo a tnica nova que daquella proce-
dencia existe no mercado.
\ ramn to.
Corles de cassa chita a lid*, rom 7 varas ; chitas
escuras a -jflOOO peca, e 110. 160. 180 e 00 rs. o
covado, chitas largas francezas a 20 rs., chitas para
coberta a 300 rs.. cambrai.is pintadas de lindos eos-
tos a -."iOO e29800rs.. lencos para mito, brancos e
piulados a IliOe pequeos para menino a SO rs. ;
e outras imillas fazendas muilo em conta.
Desappareccu no dia 11 de novembro do anno
p s-ado o preto Raimundo, crionlo, lillio do le, de
idade "i annos. pouco mais 011 menos, cor fula, car
larca, beiros gros-os barba cerrada, estatura regular,
rendido de una verilha, pouco volumosa, he muito
ladino, e diz saber ler, be amigo de sambas, onde di-
verle-se locando flaulim : o mencionado preto fot.
capturado cm o engenho Tapacara d'onde toruou n
fugir 110 fim de 4 dias : quem o pegar, queira letar
i rua Direita ti. 78, que dar-se-ha paga generosa.
Desapparceu no dia -28 de novembro na mo-
lecole de nomo Antonio, que reprsenla ler22a
aniio-.os com signaes seguinle*: estaturargutarau-
co do corpo, com principio de barb, tornando-'
muito cuiliecido por ter sotfrido na cabe?a urna
cmpingem.da qual do meio da caber.* para a nuca, t-
cou com muda falla de cabellos, lem ambos os ps
torios para dcnlro.hemuilo ladino : roga-se as auto-
ridades policiaes o capii3osde campo, que bajara de
agarra-lo e levar ao silio contiguo ao ItospitaV dos
lazaros, ou a rua estrella do Rosario, no segiurfo
andar por cima da loja de cera, que serao generosa-
mente recompensados.
Desapparceu no dia 8 do correnle, do lugar do
Monleiro, freguezia do Poro da Pinella, o escravo
Manuino, de ua;u, com os signaes seguinles : alto,
magro, com falla de dentes. beicos grossos e o de bai-
xo cabido, lem o umbigo grande, representa ler le
idade .>0 a 60 annos : recommenda-se aoscapitaes de
campo a captura de dito escravo ; e quem o pegar, "
leve-o casa do abaixo assignado, 110 Momeiro, quo
ser gratificado. Francisco Cacalcanli de Mello.
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