Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02329


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Full Text
ANNO XXX. N. 18.
M
i



Por 3 mezes adiantados 4,000
Por 3 mezes vencidas 4,500
SEGUNDA FEIRA 23 DE JANEIRO DE 1854..
Por Anno adiantado 15.000
Porte franco para o subscriptor.
ENCARREGADOS A SL'BSCRIPT.AO*.
Recife, o proprielario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joao Pereira Martins; Babia, o Sr. F.
Duprad ; Macei, o Sr. Joaquini Bernardo de Men-
dmiea; Parahiba, o Sr. Jos Rodrigues da Costa; Na-
to!, oSr. Joaquira Ignacio Pereira; Aracaty, o Sr.
Antonio tle Lemos Braga; Cea ni, o Sr. Victoriano
AugustoBorges; Maranhab, o Sr. Joaquim Marques
Rodrigues ; Pai, o Sr. Justino Jos Ramos.
( Mimos.
Sobre Londres 28 d. por 15000 firme.
Pars, 340 a 3*5 re. por 1 f.
Lisboa, 9o por cento.
Rio de Janeiro, de I 1/2 a 2 por O/o de pr.
Anwes do bancdB O/o de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia do seguros ao par.
Disconto de letlras de 11 a 12 1/8 de rebate.
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 289500 a 29olb
Moedas de 65400 Velhas. 165000
de 65400 novas. 165000
de 45000 .-. 95000
Piala. Patacoes brasileiros..... 15930
Pesos columnarios......' 15930
mexicanos ...... 15800
PARTE OFflCIAL
MINISTERIO DA JUSTINA.
Ministerio dos negocios da justa?. r Ro do Ja-
neiro, em 10 de Janeiro de 1834.
Illm. e Exm. Sr. Co'mmunico a V. "Ex.,
que foi indeferidaa represenMcao da irmandade de
S. Jos, da capital dessa provincia, em a pial se
reclama va contra interferencia, que o respectivo
juiz municipal, ju'ga ler sobre a economa, e ad-
minstracao dos bens da roesma irmandade, expeci-
licando-se uella o acto ltimamente | ira tiendo pelo
teforido jfflz quanto a noniun ao dos empregados da
dita irmandade, acto que, no parecer dos signatarios
daquella repiesenlacao, colloeoii o juizo em mani
lo conflicto cora a irmandade : por quanto tal con-
flicto nao se d, visto como este s be possvel-entre
o juiz, e partes como be a mencionada irmandade,
a quem cabera os recursos que as leis facultan) da de-
cisao do provedor de capellas. Dos- guarde a V-l
Ex. Jos Thomaz Nabuco de Araujo.
Sr. presidente da provincia do Cear.
Dito Ao Exm. bispo diocesano, declarando em
primeiro lugar, que at este momento nenhuma or-
dem recebeu do governo imperial para da. execucao
ao resllamento n. 798 de 18 de junhode 1851, co-
nhecido vulgarmente por lei do censo, tm seganilo
lugar que os boatos, que segundo S. Exc. Rvm. re-
fere em seu oflicio, circulam a tal repello sao inlei-
ramenle falsos, podendo portanlo S. Exc. Rvm.a
aflirmar islo mesmo a todos os parochos, afim de que
elle assim o manifestem aos seus parochianos.
DitoAo mareclial comnahdanle das armas, in-
leiraitiln-o de havcr.eni vista de -ua ioformacao, de-
ferido o requerimenlo de Francisco Pereira de Car-
valho, recumraendaudo que considejfl^ aem efleilo n
''.aloque em 7ao correle se passouaosupplicante
p adraillido do servico do exercito como vo-
PARTIDAS DOS CORUEIOS.
((linda, todos OS das.
Carinn i'i. Bonito e Garanbuii nos das 1 e Ib.
Villa Bella, Boa-Visla, Ex Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundase sextas feras.
Victoria, e Natal, as quinta: feilas.
Pin: VMAlt DEHOJE.
Prmcira as 11 horas c 42 irinutos da niaiiliaa.
Segunda as 12 horas o 6 itinutos da tarde.
i '
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e qiiintasfeiras.
Kolaco, tercas feras afanados.
Fazenda, tercas e sextas feiras as 10 horas.
Juzo de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas,
l.'vara do civel, segundase sextas aomeodia.
2." vara do civel, quartas e sabbados ao raeio dia.
Os Tribunaes de Justica eslao fechados ata o ulti-
mo de Janeiro.
F.PIIEMERiDES.
Janeiro 6 Quarlo crescente a 1 hora, 29 minutos
o 4 segundos da manbaa.
1 4 La clieia as 6 horas, 42 minutos e. 28 Quarla. A conversarlo de S. Paulo Apostlo.
12 segundos da manhaa.
22 Quarlo minguantc ao 38 nnntos e
48 segundos da manhaa.
28 La nova as 2 horas, 34 minutos e
48 segundos da tarde.
DAS DA SEMANA.
23 Segunda. Os desposorios da SS. Virgera Mac D.
24 Torca. N. S. da Paz ; S. Tbemotbeo b.
26 Quinta. S. Polycarpob. m. ; S. Tbeogines.
27 Sexta. S. Joo Chrysostomo b. dout. da igreja.
28 Sabbado. S. Cyrillob. ; Ss. Lenidas e Flaviano
29 Domingo. 4." depois de Reis. S. Erancisco de
Sales.
Ministerio dos ttegoeios da juslica em 10 de Ja-
neiro de 1854.
Foi presente a S. M. o Imperador o oflicio de V.
S. datado de 23 de dezembro ultimo, em que expe,
que entrando era julgamento na relacao dessa pro-
vincia a causa de appellacao civel entre partes An-
tonio Pedro de Miranda Corte Real, e outros, e lia-
vendo empate na votacao, mas nao podendo V. S.
proferir o voto de desempate coiiio presidente, visto
. como era-Jhe defeso intervir na decisao da causa,
por ser seu cunhado um dos desembargadores que
a tinham sentenciado, convidara ao- desembargador
TeUes, para substituil-o na votacao, o' qual anda
que raais moderno, que quatro juizes do feito, era
comtudo o mais amigo dos desempedidos ; e vista
da dita exposicao houve o mesmo Augusto Senhor
por bem. approvar o arbitrio que V. S. tomou de
chamar para substituil-o a desempatar a causa o re-
. ferido desembargador Telles, que era o mais antigo
dos desembargadores presentes. Dos guarde a V.
S.Jos Thomaz Nabuco de Araujo. Sr.
Antonio Ignacio do Azevedo.
-------m-m-------
Illm. o Exm. Sr. Foi presente S. M. o
Imperador o oflicio de V. Ex., datado de 11 de ou-
lubrp do anno p. p. sob o qual rametteu o do
x Je dimito de S. Joo do Principe de 18 de se-
teinbro do mesmo anno em que consulta, se foi ic-
, guiar a decisao qoe tomou de admillir a aprazi-
mento da promotoria, c advogailo.do reo, dovs ju-
ados dos recusados para completar a formacao do
eonselbo de julgamento, vistocomo tinha-se esgotado
i urna, e faltava aquello numero para preencher o
Referido conselho, e houve o mesmo augusto seulior
por bem nao aprovar o arbitrio, que adopto o ci-
tado juir de direito que antes devia adiar o julga-
mento do reo, sendo que o aprazimento do promo-
tor e dragado da parte para sercm admitlidos ju-
radeeja' recusadas, mpnt^.um.i Iransaccao inad*.
'.Waaivel as causas da jiusliea publica, c que nao
podia o.promotor f.izer.nem 0 juiz tolerar.
Dos guarde a V. Ex. Jos Thomaz Na-
ai-0 de Araujo. Sr. presidente da provincia
do Cear.
Rio de Ja-
Ministerio dos negocios da justica.
neiro, em 10 de Janeiro de i 853."
Illm. Exm. Sr. Respondendo ao oflicio deS.
Ex. era que communica a reclam.ac.ao do subdelega-
do da freguezia de Sania Arina dessa capital, pedin-
do ser relevado da multa que lhe fura imposta pelo
joh de direito presidente do jury, por nao compa-
recer s sessoesoflssc tribunal, tendo sido sorteado,
julgando nao poner- ser compellido a esse servico
lublico pela autoridade que exercia ; deve V.
Ex. observar aoditosubdelegado, que era pelo cdi-
go do processo, nem pelo regulamento n. 120 de
31 d Janeiro de 1842, esto exceptuados do
. jury os subdelegados o supplenles, os quaes smen-
le podem ser dispensados pelo juiz de direito re-
quisicau do chele de polica ou delegado, pela neces-
sidade de servico!
Dos guarde a V. Ex------Jos Tkomaz Nabu-
t de Araujo. Sr. presidente da provincia da
Babia.
OOVBRZTO SA PROVINCIA.
Tltltola o 41a 19 d* jaselro a 1854.
Oficio Ao Eim. presidente da Parahiba, aecu-
I recebido oltkio, era que S." Exc. insta pela
la do destacamento, que nos termos do aviso de
'e novembro do anuo prximo Ando deve ir desta
para easa provincia, e declarando em resposta que a
falla de forfa disponivcl de qoe se recente a guar-
nidlo desta provincia, nSo tem dado logar a ser sa-
lisfeito, como desejava,n ilisposlo no citado aviso.
FOLHETUI.
OD0EDEATHEHAS.(*)
(PMasurqmt, Tunera.)
SEGUNDO VOLl'ME.
Dito Ao mesmo, para mandar apresentar ao
subdelegado da freguezia dos Afogados quando. elle
requisitar, um ordenan;* de cavallaria.Communi-
cou-se ao mencionado subdelegado.
Dito Ao inspector da Ihesouraria de fazenda,
recommendando a oxpedir.io de suas ordens, para que
na alfandega desta cidade sejara despachados isentos
de diretos os objeclos constantes da relacao que re-
mello por copia, os quaes tendo o director das obres
publicas mandado vir de Franja para o servico da-
quella reparlicao por intermedio da casa comniercial
de L. Leconl Feron & Companhia, ehegarara na
barca frauceza Jote. Ioteirou-se ao referido di-
rector.
Dilo Ao mesmo, declarando liaver o director do
arsenal de guerra parlicipado, que no dia 16 do cor-
rente fallecer na enfermara diquclle arsenal a
africana livre de neme Anglica, que" se achava em-
pregada no servico do mesmo arsenal. Commuui-
cou-se ao curador dos Africanos.
, Dilo Ao mesmo, dizeado que, para poder dar
cumprimenlo ao aviso que remelle por copia sobre a
conslnicciio do hospital do Hospicio, lie necessario
que S. S. informe que quautia existe para obras mi-
niares no exercicio correte.
Dito Ao desembargador chefe de polica, com-
municando que, segundo consta de aviso da repar-
tirlo da justica de 20 dedezembro ulUmo, ordenou-
se qoe (quera suspensas e de iicnliuiii effelo, as or-
dens que por aviso de 4 de agosto de 1851 foram
transmitlidas a presidencia para a priso de Fr. tial-
dino de Santa Ignez Araujo, monge benedictino e
ex-abbade do Moslero da Parahiba.
Dilo Ao inspector do arsenal de mari'nlia, para
dar o conveniente destino xa guardiao da armada
Manoel Joaquim de Sanl'Anna, que tendo sido dis-
pensado do lugar de meslre da escuna Undoua foi
posto a sua dispusiere
Dilo Ao mesmo, para contratar com o mestro
de algunas das embarcaS6es que liverem de seguir
para o norte, a condueao de om portao da Ierro des-
uado a cadeia da capital do Cear, o qual se aclia a
sua disposicao na fundido de C. Starr & Compa-
nhia. Commuiiicou-se ao director do arsenal de
guerra.
iuad- "i1 Ao.commaudaiile da eslatonaval, decla-
rando qtw ticam expe-lirlas as convenientes ordens,
nao so para qi se d guia de passagem para o br-
gue Caltope ao grumete da escuna Lindo;* Scgis-
nando Jos Marcolino, mas tambera para que sejam
inspeccionados pelos cirurgoes de primera linha os
dous grumetes de que Irala a segunda parte de seu
oflicio, cumprrndo que Smc. para esse lim os mande
apresentar ao mareclial commandanle, das armas
quando por elle forera requisilados.Eipediram-e
as ordens de que se trata.
Dito Ao director do arsenal de guerra, para
mandar apmntplar, alim de coro brevidade serem en-
viados ao Exm. presidente do Para, que araba dere-
quisilar.14 sellins eom os seus c.impeteules arreios e
o- corrame para igual numero de pracas de cavalla-
na,^mviando Smc. a respectiva conla afim de que
sejaini sali.reila, ou sacaudo contra a.thesouraria
daquctla-pruvincia pela importancia dosreferidos ob-
jeclos.
. Dito Ao juiz de direito da comarca da Boa-
Visla, dizeudo ficar scienle de liaver Smc. offlciado
ao juiz municipal stipplente do Ouricury para pre-
sidir junta revisora dos jurados daquelle termo.
Dilo Ao inspector da Ihesouraria provincial,
commonicando para seu conhecimento e dlrecco,
que acaba de conceder a aulorisacao que pedio o'di-
rector das obras publicas para comprar para a obra
da casa de delencao viole e cinco mil lelhas a M^UOO
rs.omilhero, novecenlos caihros de 30 palmos
400 rs. cada um, e cento" e cincocnla duzias de ripas
de vinte palmos a 400 rs. a duzia.-OUlciou-se neste
sentido ao supradito director.
Dilo Ao mesmo, para que.i visto das conlas que
remelle, mande, Smc. pagar ao delegado do termo
de Ooianua ou a quem se apresentar competente-
mente autorisadoaquanti.de 43JJ720 rs., em que
mporlam as despezas feilas com o tralamente e
da^> r^^0* d carniceiro Orsucci cram bem fun-
nrast 15!*!" "S'1 de fome. e o pqvo, co-
teceieml.escircuraS.ancias, acensa-
-e altamente da avidez dos validos
o!0! Uuq"e de Alhen''s'e pulava-
^U^rtT.rVo'p'.V'''8300 d &-"
p-v^qu^r^
Sa.,,.o acompaiihailos^^/anLT": "^
anm insultados pelos K^" Ass,m
Ba sua parle o*amigos de (luaiiior,,__- -. ,
nea^ela,atasque reeZSiSK.^
Rturdayam cun .mparienca a wra,i3|( "''"
rero-se dos conjurados, os quaes acou<4\am ,i v"
lareaa o povo. elfl"
A occisiSo de salisfazerem seus rcsentinienln nn
Jou em oITcrecer-se. Puitcos dias depois ,\a espo.
na pra? da Santa-Cruz, (iuulieln.i M ler coi
duque, e disse-llie :
Seahor, venliodar-llie urna boa milicia: quatro-
c.valleros de Bnlonlia chegarao nesles dous
as portas de Florenca... Eis-aqui o aviso.
aa passou pela visla o papel que o valan
wenlava, sua physionomia lornou-se sombra
disse0*' *d'l",is. de lguns instantes de silencio.
r ordens para aseonvoraees...' Reunis-
laa nnr.it? .
,m, respondeu liuglielmi enlregando-
Trezenlos!... bem #
O duque pnz^e a eacrever.
aqu aordem, disse- elle dando-a a (iu-
a que sala lr lugar a'reuniao? pergunloo
d^i-l PandB ",a 'lo norlc- cujas sabidas sao to-
spor grades de ferro, turno., o duque. Lo-
lacm i^JT"" convocala8 ''verem enlrado to.' nu^lr"" Mri tchl"la-Tens oulras ,,o-
ncia que eommunicar-me ?
>l.is.lrvM^ale",v Sen'"Vr' .,orni"n-se cada
.. Vossa senhoria
dia
na deve perder
't
tempo; a prodenca pede ura grande excmnloln_L!" paaaotniw-pea memoria como urna imvm ..110-
la o ardor do odi, dellcs... sena ,, LiT^ "bna- EHe-perlou a fronte enlre as raaos, P $!"
ollimas |ialavras, os otbos de ("li- '""undaranwe de lacrima-... Envergonhado de sei
acar chamraas. desalent, ergneu a calieca e procurou recobrar a
Iranquillidade habiliial; pnrquanlo Beppo abi esla-
va esperando para servi-IoT
rertnloado o almoen, Ouslielmi preparando-;e pa-
;) Vide Diario n. 17.
duque liloo nrlle um ulhar significativo, bateu-
tfi3?teJi"! h"ral,7- f"eDdu um "S"31 da-
senlinicnto... depon conlinuou a ascrever:
a.^k iV-."*6 elle aovali'10 lerminando... enlre-
E como, senhor i
Na palacio mesmo... fechadas as portas.....to-
dos serao morios... *^
^Guglelmi eropallideceu..... mas, serenindo-se,
Vossa senhoria tem oulras ordens a dar-roe *
O doque nao responde.. Wle pareca hesilar..
depo.s como fallando comsigo mesmo, tendo os olhw
coberl. por suas tongas sobrancelhas, e o olhar es-
pantado, murmuro..:
Nao, elle he Florentino, e poderia...
lora"breve*: mlo*e par" to8Welmi, disse-lhe em
Vai, compre minhas ordens sem demora !... E
depois a Hjppolito ileSancy, que venha rallar-me.
lima hora depois Hvpolilo eslava na presenca do
duque. *
Est lodo disposlo segundo as minhas ordens
Sun, senlior, a suarda esl prevenida..... ella
obedecer... Mas por San-Jacques! he urna rude t-
rela casa que vossa senhoria d aos seus soldados !...
Hi/e-llics que Ibes pronielto em rerumpensn o
saque da cidade... se todava nao escapar nnguem!...
Bem entendido, nao quero que se saiha disso...
O peilo de Gusliclini dilalava-ee com o peiisamen-
10 de que era chegado esse momento lao desej.ido, em
fie .a triumphar de seus inimigos.
Esse partido detestado, esses nobres altivos iam
lieuPPareCer deb"%0 da mao desapieijada de ual-
d."i(inCI"imc",lfe Cuglieimi era mais amargo ain-
8r\ 2uenao..lle fal'ava o remorso. Essa alma de-
re a I rT"i ''nl,a l""li,ln escapar das aspracoes pa-
do va \ drad.Cl '"ollava-se contra si mean.' quan-
procirakh",al*Fl^P"no E^tSr!ul,imns iroulso,.pa-
OpprimCi po es u u,',OS(.D?,mo' da ro,era-
parlada noi..co,,r."l,a,a0/a^rl(;fm' ? u'"a
enlerramenlo' dos bexigueotos da cadeia daquel-
la cidade. Communicou-se ao mencionado dele-
gado.
Dito Ao director das obras publicas, aulorisan-
do a despega de 201)000 rs., em que, segundo Smc.
declarou.poderao importar os reparos urgentes de que
precisa a ponte do Molocolomb.lnleirou-se a ihe-
souraria provincial.
Dito Ao agente da companhia das barcas de va-
por, *dizeudo que a passagem da criada do capilSo
Galvao ha de ser paga integralmente no Par.i, e de--|
pois descontada a sua importancia do sold daquelle
oflicial, e foi nesse sentido que se oflicieu ao Exm.
presidente da jnesma provincia.
DitoA' cmara municipal de S. Aulao, conce-
dendo a auioritaco que pedio para dispender a
quanli^ de 300 a OOsOOO rs. cora urna tapagem no
rio Tapicur, para qoe represando as aguas que na
presente eslae* secca muto lera diminuido, seiam
os habitantes daquella comarca abastecidos d'agua
polavet.
Dilo. A' cmara municipal da cidade de Goian-
na, dizendo ficar iuleirado de haverem sido arrema-
tados os impostos sobre as medidas de farinha dos
mercados pblicos daquelle lermo, das aferices, re-
peso dos acougues passagens da barrada mesma
cidade edo ro Japuraim, e approvandnsemrihanles
arrcmataOes, devendo ellas ter vigor smenle por
9 mezes na forma indicada pela mencionada c-
mara.
Portara Concedendo, em vista da inl'ormaco
do desembargador chefe de polica, a licciira que pe-
diram os negociantes Timm Mouscm & Vinnassa para
reexportarem para algumas das seguinles provincias
Ro de Janeiro', Bahia, Par e Maranho 270 espin-
gardas de caja e 12 pistolas, que receberam de Ham-
burgo pelo navio Miranda, entrado no porto desta
cidade em outubro do anno prximo lindo. Fize-
ram-se as necessarias comniunicages.
Dita Ao agente da companhia das barcas de va-
por, para lazer dar passagem para Macei em um
dos lugares de passageiros do estado, no primeiro va-
por que passar para o norte, ao hachare! Adolpho de
Barros Cavalcanli de Lacerda. .
Dita Descuerando, de conformidade com a pro-
posla do desembargador chefe de polica, ao bacha-
rel Rufino Augusto de Almeda, do cargo de subde-
legado da freaueza da Boa-Vista. Communicou-se
ao mencionado desembargador.
, Ide do da 20.
Ollicio Ao Exm. presdeme de Sergipe, decla-
rando que o ea pilan commandanle do contingente do
ha (ai b.io 11 de infartara, entregou liontem nesta
provincia seis sentenciados, por S. Exc. remettidos
com deslino ao presidio de Fernando, (endo (icado
por doenlc na villa-do Pochim, entregue ao respecti-
vo delegado.o do nome Jo*, escravo.Remetiera ro-
se as guias dos mencionado! irosos ao.dwembargador
cliefe de polica. /
DiloAo cnsul ameyeano, transrotlindo dous
ofticos que foram enviados pelo Exm. presdeme do
AlloAmszonas, com diceccao ao ministro e cnsul
geraldo Brasil nosrKstaflcVtni.los da America, e re-
gando baja de dar-Ibes deslino na primera opportu-
nidade.
Dito Ao inspector da ihesouraria da fazenda,
Iransmilliodo i S. S. para os convenientes exames,
copia da acia "do conselho administrativo de 14 do
correnle.
Dito Ao director da academia de Olinda, inle-
rando-ode haver mandado pagar a con la que S. S.
remelle.., na importancia de 189(300 rs., de concert
do retogio daquella academia.
Dito Ao chefe de polica, remetiendo copia da
relacao dos presos que hontem vieram da provincia
das Alagoas no vapor Guanabara, alim de dardl.es o
conveniente destino.
Dito Ao inspector do arsenal de raarinha, di-
zeudo em primeiro lugar, que estando concluidos os
concerlos do lelegrapho desta capital, compre fa-
z-lo funecionar com brevidade, annunciando-se
pelas fallas publicas com antecedencia o dia era que
dever sso ler lugar, mandando Smc. entregar a
pessoa que j se achava empregada no dito lelegra-
pho os respectivos utensilios, e bem assim o regula-
mento e mappa das bandeiras, e em segundo lugar
que passa a solicitar do Exm. Sr. ministro da juslica
aexpedicao disconvenientes ordens, para ser aquel-
le arsenal ndemnisado da importancia das despezas
feilas com os mencionados concert.
Dilo' Ao director do arsenal de guerra, para fa-
zer recolher i aqueilearsenal todas as armas que pela
secretoria da polica lhe torero emviadas.
DitoAo director das obras publicas, dizendo que
leudo o Exm. bispo diocesano de dar comeco aos
concerlos de que precisa o seminario episcopal de
Olinda, trate Smc. de prestar todo o auxilio de que-
elle necessitar em tal obraCommunicou-se avS.Exc.
Rvm.
PortaraNomeaudo de conformidad
posta do director das obras publicas, a Caudillo E-
midio Pereira Cobo, para administrador da obra da
punto provisoria do Berifcconivencimenlode 09000
rs. meusaes. Fizeram-se a rtspeito as necessarias
communica ces.
Rio de Janeiro, ministerio doi negocios do imperio
em 13 de junhode 1853. *
Exm. Sr.Para se poder otganisar convenio.de-
menlc a commissao de h> giene publica dessa pro-
vincia, segundo o espirito doarl. 13 da lei n. 668
de 11 do sclembro do anno ptssado, cumpreque V.
Exc. indique os professores de medicina, qoe pelas
suas hablitares devem ser Horneados memhros da
mesma eommissao, tendo V. Ele. especialmente em
vista, na proposta que fizer, os serviros prestados
pelos membros do conselho de salubriJade publica,
e as habilUacoesaiie elles houverem manifestado no
desempenho desWcommissao.
Dos liuardea V.ExcFrancisco Gonfalce* Mar-
lili-Sr. presdante da provincia de Pernambuco.
Cumpra-se. Palacio do governo de Pernambuco,
30 de juuho de 1833. Figueiredo.
N. 27.Illm. e Exm. Sr. Tendo em visla o avi-
so por V. Ex. expedido em 13 do passado, relaliva-
menle aos professores de medicina, que devem com-
pora eommissao de hygeue publica n'esla provincia,
lenho a honra de responder V. Exc, dizendo que
submello por copia, considerado de V. Exc, o
que por oflicio do 23 do mez ultimo pouderou-me o
presidente do conselho de salubridade, extinelo por
lei provincial, equeparecendo-rbe razoaveis suas re-
flexes, cumpre-me na forma do citado'aviso, indicar
para membros da mencionada eommissao os empre-
pregadus do dito conselho, que sao os Drs. Joaquim
de Aquino 'Fonceca, presidente, Joao Ferreirn da
Silva, medico do municipio, Cosme de S Pereira,
secretario, Alexandre de Souza Pereira do Carmo, e
Caelano Xavier Pereira de Brito, adjunctos.
Dando eslas inrorma6es VV. Exc, peeu-lhe per-
ra isso para lembrar-lhe a urgencia que ha na na-
meacao da referida Juifta de.hygiene. visto ter eu
necessidade de, emexecucaoda lei provincial, lazer
cessar as funcfles do sobredito conselho de salubri-
dade.
Dos guarde a V. Exc. Palacio do gove'rno de
Pernambuco, 1 de junho de 1853. Illm. e Exm.
Sr. Francisco Gonralves Martins, ministro e secreta-
rio de eslado dos negocios do imperio.Jos Bailo
daCunha e Figueiredo.
EXTERIOR.
Je com a pro-
do eslra'IedP B*m 8b3 ba're'e de Ve"U"
Se vossa senhoria permlte-me.dir-lhe-heiqne...
o velludo preto assenla-lhe melhor... alera disto o
lempo nao esl bom, e...
Vai buscar n que te mande, e deixa de laga-
sitM rn0U <,u8,,e,ln'-Tenho de fazer algumas vi-
Beppo parece hesitar anda... (ca confuso... Gu-
glielmi perlurba-se... urna angustia indefinivel apo-
dera-se de le... Mas recobrando logo o dominio so-
bre si. exclama com ar irado:
Pla.t-llad8flrnme,rt,i-T(1 fer o que
tedisse, do contrario quebro-te os ossos!
A estas palavras ameacadoras, Beppo desappare-
ceu, e alguiis instantes depois vollou com um brre-
le e um gibflo de edr prela.
Queres esgnjar-me a paciencia, desgracado!
disse-lhe Guglielmi procurando conler-se.
Julgava... pensova... que...'
E o olhar triste e significativo de Beppo lilou-se no
amo. j -
Guglielmi calnu-se. A insistencia do criado era
muilo manifesta para nHo altrahir seriamente sua at-
lencao... Ja nm presenlimenlo horrivel o linha ata-
cado au acordar...
Senhor, perdoe-me, lofnou Beppo rom osolho*
humillos o a voz commovda... mas... j* que devo di-
zertudo... nao va para o lado do velho palacio, e ..
lome seu giban de luto...
Guglielmi ahaixoA a cabera e fez-Ilie signa! que
sabase. B '
Elle linha comprehenddo ludo, e cabio como ful-
minado na cadera que acabnva de dexar.
P0RTUGA1>.
Sessa'o lejlslativa em 1863.
As corles convocadas em 2 de Janeiro passado, ler-
mnaram a 13 de agosto a sessao, que deve ser legal-
meute encerrada a 30 de dezembro prximo.
Os trabalhos desla sessSo, comprehendendo os ac-
tos das duas dictaduras, sao muilo numerosos. Aqui
os apresentamos, sendo por ordem sempre de datas,
ao menos reunidos em series o por ordens de mate-
.rias.
Xegociot tttraxgiros.
l.ei aulorisando o governo a confirmar o tralado de
8 de mao de 1852, relativo i successae eventual ao
throiio da Dinamarca.
Leiapprovandoa convensao sobreo correo con-
cluida em a Blgica a 2 de mao de 1842 (ratificada
posua magestadea21 de maiodl853, promulga-
da a 20 de agosto.) .
Lei approvandn o tratado de commercio e de na-
vegacao concluido com a Franca a 9 de tuarco de 1853
[nao foi anda promulgada.)
Financas.
\ de dezembro de 1851.I. Capilalisacao ao par
em inscripces de 1 por 0(0 com juros, a principiar
do I de julho de 1852:
, 1. Juros da divida interna e externa do segundo
semestre do anno de 1850 a 1851 ;
2. Ordenados vencidos dos servidores do eslado,
desde o mez de junho de 1818, al 31 de julho de
1851 ;
3. Pagamento de um emprestimo feito pelo banco
de Portugal, quauto aos juros do primeiro semestre
de 1852,
II Novo descont de 5 por 0|0, sobre lodos os or-
denados, durante o primeiro semestre de 1852.
III Reduccjtoa 18 conlos da sarama de66cotos,
all'uctados cada anno a araorlisacjo das notas do ban-
co de Lisboa, para. primeiro semestre de 1852.
26 de julho de 1^2.Decreto fixando o osc/iinen-
lo geral para o anno econmico de 1852 a 1853, a
somma de 77,332,878 francos, dividindo-se deste
modo:
Divida interna, 11,693,-878 fr.
Divida externa, 11,519,274__
Encargos geraeaj^o7i^w|a rainha.do rei.dos in-
fames, <5c. &c,. j !t,785.886 fr.
Ministerio da fae jK. 1,848,396
dorjg? XjfP 8,550,666
S
Irovao de um lado ao oulro da praja... A estocada
ahala-se e cabe, o povo precipila-se uo circulo, e
checa at ao pe do tablado.
Immedialamenleo frade franciseano, oceupado em
invocar a graca de Dos era favor do condemnado,
volla-se para a multidao, e com os olhos erguidos ao
ceo cnloa os psalmos da penitencia...
A essa vista, o povo para... osjoelhus curvam-se,
as froules abaixara-se. e todos cntram a recitar as
orac6es dos agonisantes o passo que as chamraas da
fogueira envolvem o corpodo pliilosopho. o qual ata-
do ao poste sem dar um gemido rende a alma a
Dos I... r
Duas horas depois Ludovico Mala va foi preso. Era
acensado:
1." De ler locado o sino do convento de OqniSan-
lilogo depois doalvorecer do dia para chamar os
aprendizes e conduzi-los praja do velho palacio,
alim de salvar o condemnado.
2.- Do
i revolla. |1H_
No conflicto de autoridade que resultava dessas
accusacOes, o podesta mandou logo prender o aecu-
sado, e po-lo disposirao de Guailiero.
Ilepois os maEisiaooVlavraram urna"senlenca pe-
la qual o sino serte. 1 -to pelas ras de Fl.'.reuca
carregado por ura u- i stenal de ignominia. "
r' *}J
A irrilac,Kido|^^^igmeii(ava-se de da era
da, o.a revolla esiagg qgMi-nle.
.V frenle da cnnspiftcao dos n,d,res achava-se o
arcehispo. >ao era a primera vez que o chefe da
groja em Horenca. animado de um espirito Mucoso,
lomava parle uas desavengas dos partidos.
Em 1313 D. Antonio Orio com as armas na mao,
Antes dessa poca, era 1306, o bispo Lollieri i.oz
um mandrara na torre de sen palacio para atirar ue-
dr:w snlirn i\a m-.-/,,.-
da juslica, 2,662,674
da guerra, 10.410,708
negocios estrangsros, 1,468,350
e apresentando sobre a cifra votada da receila um
dficit de 2,362,444 fr.
18 de agosto de 1852.Decreto apprvando e pon-
do em vigor as modificacSes proposlas pela eommis-
sao eucarregada da revsao das tarifas das alfan-
degas.
30 de agosto de 1852.Decreto acabando com a
direceo dos fundos especiaes de amorlisaoSo, e ap-
plcando estes fundos e lodos os bens n.icionaes, im-
postos, ttulos do empreslimos, etc., qoe os compoem,
na construcrao exclusiva de um camnho de ferro
vindo do Porto, a encontrar ode Lisboa.uoJrunleira
da Heapanha.
11 de selemhro de 1852Decretos, abnlindo a per-
cepsao de impostos especiaes assignados as alfaudegas
das tele casos, e do Terreiro Publico, para os limi-
tas ao terreno mesmo da cidade de Lisboa, reduzin-
do a laxa das bebidas e das carnes do concelho de
Lisboa ; reunindoas duas alfandegas em urna s, com
o nome de alfandega municipal de Lisboa.
12 de,ouluhro de 1852.Decreto fixando o orna-
mento das cotonas.
Despezas, 4,984,660 fr.
Receilas 1,512.600 '
Dficit, 472,860
18 dedezembro de 1852.Decreto da conversao ao
par e em inser pees de renda de 3 por cento de lo-
dos os :
. 1. Ttulos e inscripcf.es de renda de 6 por U|(J ;
2- a de 5 por 0|0;
3- de 4 por 0|0;
4. Da divida dos Acores;
5. A plices da divida externa de 5 por (Juj :
6. da divida de 4 por 0|0;
7. Apolices e ttulos diversos resultantes de ami-
gos empreslimos, os quaes eslo anda em circula-
cao ;
8. Antigs inscripcSes de 3 por 0|0 de 1818 ;
9. Certidoes da capilalisacao fela ou anda por fa-
aer, autorisada pelos decretos de 24 de dezembro de
1851, e de 5 de Janeiro do anno crranle.
A dilTeren dores dos 5 por 0)0 de 1845 a 1818, Ihes sera. resti-
tuida na operajao da conversao.
Indomnisacan a<.s portadores da, divida consolida-
da interna e externa pelo descont de 25 por 0|0,
que Ihes toi feito de 1818 a 1852.
A junta de crdito publico, foi autorisada a crear
e a emjttir as inscripcSes e apolices necessarias para
a execucao do decreto.
31 de dezembro de 1852.Decreto supprimndo c
reunudo os Ires impostos de dcima territorial, de-
cima de foros, e industria! em um s imposto, chama-
do imposto de reparlicao.
17 de agosto do 1853.Lei aulorisando o governo
para applicar diversas rendas do estado na cooslruc-
<;o do cmiiibo de ferro do este.
17 de agosto de 1853.l.ei aulorisando o governo
a crear, al a somma de 3,600,000 francos, apolices
ou inscriptes destinadas a servirem de garantas pa-
ra o pasamento e amorisaco das sommas devidas
pelo estado a companhia do camin.o de ferro de Lis-
boa, a fronleira de Hespanha.
12 le agosto de 1853.Lei litando nm prazo de
prescriprao para o pagamento daspeuses devidas s
classes inactivas.
18 de agosto de 1853.Lei concedendo aos deve-
dores dos amigos couventos e corpnraces religiosas
abolidas, prazos e facilidades de pagamento para des-
encarregarem-se para com o eslado em lugar "dos di-
tos conventos e corporarocs.
2 de agosto de 1853.'Lei prologando os prszos
concedidos s cmaras municpaes parase desencar-
regarem para com o eslado.
12 de agosto de 1853.Le fixando o orcamenlo
das receilas para o anno de 1853 a 1854, na" somma
de 71,023,278 fr., assim divididos :
Impostos directos, 15,334,578 ir.;
indirectos, 37,505,090 fr.;
Proprieddes nacionaese rendasdiversas, 2,350,220
francos;
Vendas dos bens nacionaes conforme o decreto de
30 de agosto de 1852, 4,023,050 fr.;
Receta das lhas adjaceiiles, 2,562,838 fr.;
Imposto para a mortisajao das notos do banco,
3,516.000 fr.
Deduc6es operadas sobre os ordenados, donati-
vos, etc., 5,799,706 fr.
18 de agosto de 1853.Lei fixando o ornamento
das despezas, para o anno econmico de 1853 a 1854,
na somma de 72,235,874 fr. decompondo-se:
Junta do crdito publico, 16,471,634 fr. ;
Ministerio da fazenda, 14,958,111 fr. ;
( do reino, 6,780,502 fr.;'
. da juslica, 2,625,983 fr.;
da guerra, 17,128,758 fr. ;
da inarinha, 4,958,225 fr. ;
negocios estrangeiros, 890,350 fr. ;
Do ler, bem cuino seu irmo, excitado o povo
rx 0 ~ -----# ui SITOS,
Quaes foranas pradie,;r,Bs l[oUes? Nillgupm pde
abt-lo; poren. e* da ^aiale a r,te d acmI
lava carreaada de i;."iados <,.. Y. ,,"
do e desfigurado mm*^gS%*as?"
^Acordando, elle repe.io ua, SlSTto
Meo meslre! meu charo meslre!..
ilepois a caheca tomou a cahir-ll.e no iravesseiro
*o momto de por-se a mesa, a lembranca da fi-
nia passou-lhc-pcla memoria como urna i
clmi, um especlaculo fnebre e lerrivel se represen-
lava na pra;a do velho palacio.
Em frente desse edificio eslava preparada urna fo-
gueira rodeada de ura tablado, e urna estacada para
impedir os asstenles de se approximarera.
O povo esperava era silencio como cheio de terror;
A s oilo horas ouve-se ao longo o lgubre som das
oracoes, o qual augmenta pouco a pouco, c retumba
emlim na praja quando as corporasoes religiosas ca-
minhando de duas em duas enlraram no circulo.
Entre os franciscanos vnha Ceceo caminliando a
passo lento, mas firme, e enrollo em urna lunica
prcta, que lhe descia al os ps.
Em uin grande carlaz suspenso ao pescoco |jam-se-
eslas palavras em letlras grandes: Condemnado a
ser quemado por crime de nigromancia.
A can.ucha.que levava na caheca eslava clica de
demonios pintados.
dras sobre os pretos.
Acrfuoli, o arcebispo de que fallamos, tiuha sido
um dos mais animados parlidaos de Guailiero : el-
le uexaltra emeus sermes, e usando de son in-
lluencia, nflo desprezara nada para concilar-lhe o fa-
vor publico; porm. quando eduque de alhenas
comecou a abusar do poder, c en I regar-se aos seus
mwM inslinclos, Accifuoli procurou reparar o mal que
linha feito, e lornou-se o mais arderte dos roiiiu-
rados.
Muitas familias nobres linham-sa reunido a elle
as Bardi, os Frescobard, os Rossi, os Scali, os Ma'
galolli, os Slrozz eos Alhzzi, eslavam nesse minie-
ro. O poder dessas familias nao consislia smenle
em sua unan; porm em seu numero,
Nesse lempo havia em Florenca familias nobres,
que contavam at Irezentos individuos.
O partido gihelino linha i sua frente horoens de
alto merecimcnto; reunidos por um mesmo perigo.
ligados pelos inlcresses de urna casia repellda pelo
manir numero, elles brmavam um corpo formidavel.
Os conjurados linham sabido, ao mesmo lempo que
Guailiero, da ebegada prxima dos reforeos estran-
seiros, que este esperava ; a prisao recente de algu-
mas pessoas iniciadas na conjuracao, e o temor de
3ue as dores da tortura Ihes arrancassem o segredo,
elerminaram-nos emlim a dar o golpe que raedi-
tavam.
O duque, cerlo de ser apoiado pelos seus alijados,
marcou a convocacao de Irezentos cidadaos de que
fallamos, para o da mesmo em que esperava teros
quatrocentoscavalleiros deBolonhas portas de Flo-
renca.
Os conjurarlos desconfiando desse convite onern-se,
e as tres conspiraijCes nao fo'rmam mais que umi. Os
.raTercnles ebefes convocados ao palacio couimuui-
cam enlre si seus projeclos, e concordam em reiin-
rem se aquella mesma noite na igreja deSanla-Re-
parala, para organisarem o plano, e. determinaren, a
hora da rehelliao marrada para, o dia seguinle.
Pelos cuidados do arcebispo novas bandeiras li-
nham sido preparadas e guardadas as catacumbas da
igreja para subsliluirera as que n duque, -apenas Ho-
rneado principe de Florenca, lomara aos ganfalo-
neiros.
O inleresse geral adormecer os odios, dissipra as
descoiifianras, e reunir as vm.hules.
Na mesma ni.miela um emis*.rio secreto foi en-
viado pelo municipio de Florenca aos Siennenses, pe-
dindo-llies para o dia seguinle os sorcorros promet-
imos.
Outro mensageirn foi enviado a Pisa para preve-
nir os gibeliuos desterrados, que a I. i eslavam refu-
giados, induzindo-os a correrem s portas de Floren-
ca no dia seguinle.
Obras publicas e commercio, 7,074,004 fr. ;
Amorlisacao das notas do banco de Lisboa, 648,000
francos ;
Despezas extraordinarias, 700,200 fr.
O orcamenlo das receilas se salda com dficit de
cerca de 1,212594fr.
20-de agosto de 1853. Lei aulorisando entra-
da de impostos directos ou indirectas as colonias, e
sua appUcarSo s despezas das ditas possessaes. (As
mesmas cifras do orcamenlo cima mencionado.)
18 de agosto de 1853.Lei fixando o quantum da
contrihuicao predial na somma de 7,320,380 fr.
18 de agosto de 1853. Lei aulorisando o governo
a derogar seu decreto promulgado a 9 de outubro
de 1852.mira o banco de Portugal, e entrar com el-
le era arranjns amigaveis, qnr concedendo aos ere-
dores dos fundos de amorlisacao a (roca.das apolices
do Ihesouro, qu r fazendo mesmo na rganisacao
do banco toes mdificac.6es susceptiveis de augmen-
tar seu crdito e suas operaces.
.dminittrufo interna.
30 de agosto de 1852.Decreto pira a creacao de
um ministerio de obras publicas, commercio e indus-
Iria.
Organisaco. Secretaria e gabinete particular do
ministro. Ilireccao.das obras publicas e das'minas.
Direccao do commercio, da agricultura edas ma-
nufacturas.
.'lO^de agosto de 1852.Decreto creando um con-
seibo geral das obras publicas. (Mencionado abaixo
nos trabalhos pblicos.) '
30 de agosto de.1852. Decreto creando um con-
seibo geralajc commercio,' de agricultura e das ma-
nufacturas. ( Mencionada abaixo com o titulo de
commercio eindustria. )
11 de setembrn de 1852Decreto fixando os no-
vos limites do coneelho de Lisboa, comprehenddo
d'ora em .liante no muro que a circumda, e orean-
do doos novos conselhos dos territorios precedente-
mente administrados pela cmara municipal de Lis-
boa.
30 de setembro de 1852. Oecreto sobre as elei-
c,es s corles.
Disposicoes completando os arls. 5, 6, etc. do
acto addicional, e terminando : 1., o modo pratico
das eleies e o numero dos denotados que se deve
elegor. (Eleico directa.
Um deputad.. por 6,500 fosos___Divisan d
Portugal edas colonias em 18 circuios eleiloraes.
Numero dos deputados, 156 ) : 2.. as incompatibi-
lidades ; 3., os casos de nao elesibilit^e ou de re-
eleic,to ; ',., as npsrares do cea')Ss pravas do
censo eleiloral, etc., ect.
14 de outubro de 1852. Decreto*tordenando que
os regulamentos dos estabelecimenlos conhecidos nos
districlos do reino com os nomos da ceeirot com-
mtins mones-pios, ele, serao revistos. Determi-
nando as condiees e regra* da ^jgujistrarao ;or-
denando a liquidarlo daf^j^wgvas e passi-
va/, etc. etc. -
20 de outubro de 1852. Decreto eatab/lecendo
duas dircccOes geraes, urna das contribute^ea.direc-
.las, a oulra dos bens nacionaes, priendan temen le
reunidas em uina s adniii.islrarao.
21 do dezembro de 1852.Decreto para a rgani-
sacao da secretoria dos negocios estrangeiros, regu-
lando as codicies de admissab e de adiantamento.
28 de dezembro de 1852.Decreto dividindo em
dous circuios eleitoraes a provincia colonial de S.
Thom e do Principe.
13 de maio de 1853.Lei aulorisando os estabe-
lecimenlos econmicos, chamados moiUe-pios para
adquerir immoveis.
20 e 22 de julho, 18. 21,21 e 26 de agosto de 1853.
Lei de interesso local, concedendo as municipali-
dades edificios nacionaes para serem apropriadosa
serviros pblicos, aulorisando certas villas a conlra-
larem empreslimos, ou a Iratorem servicos munici-
cipaes, priucipaluienlAa illuminaco por gaz do
Porto.
Guerra.
16 de junho de 1853.Lei^xando a forra doex-
ercito era 24,000 homens para o auno de 1853 a 1854.
Faculdade de reduzir esta cifra a 18,000, se as cir-
cumslantia u permillirem.
As oulras leis relativas ao ministerio da guerra s
tem por objeclo chamar para o servico aclivo officiaes
reformados, conceder pensOesou reformas, sobrelu-
do a officiaes d'Evora-Moole.
Marinlia e colonias.
22 de dezembro de 1852.Decreto reorgaoisando
o servico de saude da marinha.
Um conselho de saude, compasto de um medico
dous cirurgoes nomeados pela rainha, encarregados
especialmente da adminislracao do hospital de mari-
nha, da inspeccJJo dos navios, vveres, equpageus,
medicamentos, etc., etc, dos regulamentos, nomea-
coes e proposlas concementes ao servico sanitario
lano em Ierra como no mar.
23 de dezembro de 1852. Decreto regulando a
-, sua bravura
eseu habito da arte da guerra.
?! i!ord.nLr_eAisio^a,ye | ? j Sa as leis, procuravam-na na pona da
e quando nilo acha-
lantado, urna densa I umaca elevou-se ao p da fo- j espada
RoSerme^um ra.SUbriae,ta."" """'- Todo's casavam-se. e linham numerosos filhos, ao.
mar-se o sacrifico, ura grito lardo rclu.nba. cpmo u 1 quaes ensiuavam de; Je a infancia a manejar as armas!
XIII
enlrado
Era noite fechada e Bisdomini nao linha
anda em casa. ^
Flavia ralo o havia visto desde a manhaa. Aen-
lada junto de urna canda, ella fiava tristemente ;
porquai.lo prometiera ao marido nflo delar-se antes
delle vallar. Paciente e resignada na apparenca
sorle que sua dedicaco e a falalidade lhe marrara.
eOa viva entregue a dolorosos combates, e a pun-
gentes inquielaces.
A anim.isdade dos Florentinos contra o duque e
seus validos, e a reaccao sanguinolenta, que sem du-
vida Guailiero Ihes preparava. persagiavam a Fla-
via novas desgracas... Alm disso que seria de Mar-
co ^lo 1a elle expor-se aos maiores periaos ? Nao a
llocava no numero de seus inimigos?... N'40 a con-
funda no odio que nutria contra elles?
A esta idea, Flavia deixo'u cahir o (uso, e abando-
uando-se a um movimenlo de dor e de ternura inex-
primivel, disse:
Ah! Marco, nao'adevinliaxte a exlensao de
meu sacrificio? Ser-me-ha roubada al a esperanra
de ler sido adevinliada pelo leo coracSo''... Ah' se
cahesa em leu peilo, e dizer-le anda urna vez : Mar-
co hem-amado... he por leu respeilo quesou lito des-
gracada... foi para salvar-te que ahjsme-me em um
mar de dores! Se cora a vida tivesse podido dar-te a
relicidade, eu vivera de tua vida pela lembranca, e
poderia arrastar corajosamente a cada que rae es-
maga .'
Mas que digo continuo., ella enchugando as la-
grimas que lhe escureciam a vista, e proseguindo em
seu Irabalho. Perdoai-me, meu Dos, esses desejos
insensatos! Nao, en vo-to prumclli. nao procurarei
juslificar-me Ovala que permaneceodo culpada a
seus olhos, eu possa evitar os desastres lerriveis que
mnha justificacao poderia atlrahiNlie!... Lembran-
ca doce e cruel!.;, deixa-me em paz, deixa-me cum-
prirminha tarefa inexoravel!... e... morrer sem re-
morsos.
No meio dessas reflexOes afilicllvas, Flavia oavio o
rumor dos passos do marido, e pouco depois a noria
abrio-se com estrondo.
Boa nole,' mnha graciosa mulher, exrla'mnu
Cerreleri approximando-se de Flavia para abrsa-
la, eis-ahi como eu a amo. dcil, branda, submissa...
E alTastando a parle da sumarra, que lhe eobria o
eolio, arrescentou:
Para que esses veos? Invejosos importunos, ce
dei-me o lugar.
Direudo sso, elle applira os labim sobre a fsiiadua
asselinada da moca.
Flavia levanlou-se liudamente ao aspecto ifessa
alagrJa deawate, dessas maueiras eslranhas, as quaes
<.erreiierienlregava.se pela primera vez para com
ella.
Os Florentinos, no lim dos banquetes, faziam fre-
quentemeiite uso de cerlo licor composlo de plantas
da India mui preciosas, o qual sem tirar-ll.es a ra-
za., eausava-lbes urna exaltarao febril semelhaule A
embriaguez.
Sonhos inefaveis, transportes vivps, extases sem
fim, e muitas vezes palavras imprudentes vniam en-
tao descobrir o rundo dos coracoes com suas inennse-
quencias e seus myslerios.
Vendo Flavia fzer m movimentp para amistar-
se delle, ll.sitoini.il lemou-a pela friura, e fazen-
do-a tornar a assentar-se, disse-lhe:
Devagar, mnha estrella !... Nao deixe-me as-
s.m... Temos urna festa que celebrar juntos... Che-
gue para mais pcrlo demm... Vou commuuicarJhe
os preparativos... he uma sorpr'eza real !...
fc passaudo-lheao braco pela cintura, elle a allra-
.e a si; mas Flavia desprendendo-se, disse-lhe com
hrandiira :
inspeccao e vigilancia do eslabelecimenlo chamado
*alva-vidat na barra do Porto.
29 de dezembro de 1852. Decreto regulamenlai
da admitslracto eda polica do arsenal da marinha,
inspeeces, trabalhos das secretarias, direccao e vi-
gilancia das construcees; armazens, admisso e
promocao dos operarios,
30 de junho de 1853. Lei fixando as torcas na-
vaespara o anno de .1853 a 1854 em 2,383 homens
distribuidos por uma fragata, 3 corvetas, i-brigues,
8 transportes e 5 vaporea.
20 de agosto de 1853.Leis chamando para o ser-
vico activo officiaes reformados, reguarisando pen-
s5es s viuvas ou fiios dos mar'mhciros, eslabele-
cendo disposicoes regulamentares.
Colonial.
13 d? outubro de 1852. Decreto ordenando que
o territorio das provincias da India! chamadas nocas-
eonquieUu, sejara distribuidas em quatro diviafte
administrativas e locaes.
29 de outubro de 1852. Decreto regulamentarda
rganisacao e das allribuicdes do conselho da colo-
nia.
Elle he composlo de um presidente, seis conse-
Iheros ordinarios, seis conselheros exlraordiuarios,
um secretario geral; consultado na interpretocao
dos decretos reformas admoslrativas das colonias,
projeclos de lei, conflictos de jurisdiccao, appello
las decisoes da adminislracao colonial em materia
contenciosa ; recompensas e nomeacoes no servico
colonial; encarregado. de preparar os regulamentos
das leis necessarias, organisar o orcamenlo, verifi-
car cortas, vigiar na execucao dos tratados e leis
relativas i abolicao do trafico, favorecer a colonisa-
c3o, coordenar e publicar as estatislicas e legislaoBes
coloniaes.
29 de dezembro de 1852.Decreto eslabelecendo
o imposto da dcima industrial as cidades de Beu-
guella e Loanda.
29 de dezembro de 1852. Decreto eslabeleceu-
do uma moeda uniforme na provincia de Mocam-
bque ; inlroduccilo d moeda- legal de Portugal;
retirada das'moedas provnciaes ; emssao dos bi-
l.eles do Ihesouro vlidos durante eslas operaces de
Iroca. .
29 de dezembro de 1852. Decreto ordenando
que os direlos de alfandegas, impostos, saldos de
tropas, ordenados dos funecionarios, etc., na pro-
vincia de M.u;ambique, sejara pagos de boje emdiin-
le em moeda de Lisboa.
30 de dezembro da 1852. Decreto aulorisando
governo ^a crear as colonias novas parociiias, ea
reformar as circumscripcoes eclesisticas.
30 de dezembro de 1852.Decreto determinando
que os direilos adquiridos as colonias para a impor-
laco dos vinhos e agurdenles tormera um fundo
especial, destinado a favorecer a colonisaco as
provincias de alm mar.
30.de dezembro de 1852. Decreto regula mentor '
da divisan eda orgauisaco judicaraasprovincias
de Angula, S. Thom e Principe. Tribunal da re-
lacao em Luanda. Tres comarcas em Benguella, Lo-
ando" e S. Thom. As enmarcas divididas cm ;'(-
gados e presidio, segando o territorio est sujelto i
autoridade militar. Disposicoes especiaes para as
formas de processo, noraeaca dos juizes, etc.
Leis creando os cargos de-notarios nos tres deste-
los dependentes do governo de Goa :
19 de julho de 1853.Lei aulorisando iroperalriz
viuva a eslabelecer na ilha da Madeira um hospital
para o Iralamento das afleccoes pulmonares.
20 de julho de 1853.Leis sentando do dizimo
cinco annns os niilhos produzidus em Madeira. Au-
lorisando a in.porlarao livre dos cereaes e productos
agrcolas, enviados al 31 de dezembro do 1853 dos
paizes estrangeiros, a titulo de dadivas.
SO do agosto de 1853.Lellxando os ordenados e
despezas de vingera do capitular provisorio de San-
fhom, e diverso regulamentos para esta diocese.
Obras publica.
30 de agosto de 1852. Decreto aulorisando u go-
verno a fazer construir um camnho de ferro, viudo
do Porto a encontrar o camnho. de Lisboa na fron-
leira de Hespanha. Qoncede-lo em adjudicaran pu-
blica, a conslruccao de muitorlancot^pi adjudicar a *
um meio linanceiru n linha tolal; neale ultimo caso
o estado entrar com um inimero de'acedes corres-
poudeules sommas realisadas pela conversao de
fundo especial de amorlisaQflo ; e as acedes perteu-
eenles ao estado, serio depositadas nos bancos como
penhor das obrigac.es creadas pelo decreto.
30 de agosto de 1852. Decreto creando ura con-
selho geral das obras publicas, composto do ministro
presidente, do director geral, vice-presidente, e,de
qnalro voges escolhidos entre os officiaes das dife-
renles armas, que posniara as aplidoes scienlificas
necessarias. Direito d lomar assento e de votar
neste conselho deflirido aos directores em cliefe das
obrascivis. As opinies do conselho sao somenlecon-
sultalivas, a respeilo de todos os projeclos de estra-
das, canaes, portos, navegarao, irrgiaco etc.
Senlior, c.lou incoinmo.lada, permita que me
relire. K
olhar infla.nmado de Bisdomini fi(ou-se nclla, e
um sorriso diablico se lhe deslisou pelos labios.
Pois bem consinlo disse elle ; mas por San-
Paulo, meu padroeiru, preciso de uma recompensa
pelo segredo que te promet!... he meu todo o mere-
ciinento, .leveser mnha loda a recompensa !
Fallando assim, Bisdomini chegou-se para Flavia
pegou-lbe das raaos, e depois com voz trmula e pro-
funda eonlnuou :
Nao sabes, Flavia, que se me amasses. eu te fa-
eu podesse um inslante (ornar a vr-le, repousar a ria a mais feliz'das maillera de Flore'nsT?... Mas.."
paciencia a morte heminha alliada, mnha fiel auxi-
liar... amanha s amars a Cerreleri. Entao... le-
rei as felicidades! osjuvenis ardores I terei o amor
com suas alegras e seus transportes e... perece o
traidor I... pereca o demonio com lodasas suas enga-
adoras se.l..cees !...
Fallando assim Cerretiere paludo, e com os vesti-
dos em desorden, pareca atacado de verligem e en-
tregue a sonhos phantasticos e palpavcis...
A moja assuslada procurava o sentido de suas na-
lavras. r
Senhor, disse ella dsfarc.ndo sua perturbarlo
com um triste sorriso, qual he esse segredo ? Para q'ue
esse mjsteno ?... Mas uao devo affligir-me por isso,
nao he assim *'"."'
Cerreleri que passeava com agilacao parou. Sen
olhar eslaya; llammejantei sua physionomia contrahi-
jia, e sua falla comecava a tornar-se vagarosa en-
Vera, segue-me, disse elle a Flavia ; so no mvs-
lerio do leito conjugal^e que le destobrirei este se-
gredo.
E como a moc-a resista, elle contnuou com arr-
Datamentu e fazendo um ultimo esforro para allra-
Vem, a (ilha de-Guglietmi ha de agradecer-
me ;.. imrqiieesse Marco... seu protegido... ah! al.!..
Oh 1 que boa noite que boa noite !...
E ahaitando a voz a um lora mvslerioso e lgubre,
disse-lhe aoouvid:
Que bom Iravesseiro he a cabeca separada do
corpo de um nimigo !...
A eslas palavras uma idea horrivel ferio Flavia no
roraco... Ella aproxiraa-se... Cerreleri est immn-
vei...Em sha angustia ella procura fazer o marido
fallar, porque comprehendeu que Marco esl em pe-
rigo... Mas qual he esse perigo, e como salva-lo ?
Esperando dispertar Cerreleri, ella atreve-se a
passar-lhc a mao pelo rosto... Elle estremece, e repe-
le com voz exlincla:
Oh !. Oue boa noite !... Todos... I.o de pere-
cer todos .'... Que boa noite I...
_ Mas quem?.. torna Flavia, quem ? Ah! di-
ga !... por piedade !...'
S o silencio respndeos suas angustias.
Dos de miiericerdia exclama ella com voz
v^r^"-51":"1:0-- Ftf comqna tupa pala-
mysterio T10 6 l"7' C5clacSa-me esle horrivel
Alas Bisdomini parmanecia immovel. Um somno
rotundo apoderou-se delle, e todos o esforcos de
i'la va para tira-lo desse lethargo foram vSos. "
Enujo um delirio sem igual domina a pobre crea-
tura... Marco est para ser morlo, ella o sabe, e nao
pode salva-lo !.. A moca torce as rrUtos com desespe-
ro,-as fonles batem-lbe com forca, e uma dor violen-
la aperla-lhe o coracao... O perigo de Marco presen-
te ao sen espirito aguilhoa-a eagila-a, uma inquieta-
cao inslincliva apodera-se della. Flavia senle a ue-
cessidade de mudar de lugar, de ndar.de obrar.
Pondo a mao em sua fronte arderte, ella procara
um meio, uma inspirara., que possa salva-lo.
Chega a uma janella e abre-a; sen peilo opprimir
do carece de ar, *
nonlinuar-ie-ha.j
m


<
DIARIO OE PERNAMBUCO, SEGUNDA FEIRA 23 DE JANEIRO OE 1854.
23 de dezembro de 1852. Decrete creando urna
intendencia das obras publicas de Lisboa, cncarrega-
da de organisar todos os projeclos. planos e orra-
esplorar,.1 ; 4.- direilos daquelles que tem desco-
berlo ; '>. formalidades dfc concessoes ; (>. abando-
no ou perda do direilo de exploraco ; 7.- direilos
mentos relativos a constrocrio e rep ios pblicos do districtode Lisboa ; faer execular e
v&r osfrabalhns ; por em exeeuco os'regulameii-
ls da cantara municipal em materia de exeeuco, e
fazer conservar todos os utensilios e iustruinenlns
necessarios as obras publicas ; pagar aos operarios.
8 de agosto de 1853.Lei approvando o contrato
feito pelo governo com a compaiihia llislop, para o
eaminho de Trro do Lisboa i fronteira de llespa-
nha.
18 de agosto de 1853.Lei aulorisando o gover-
no a Iratar com urna conipaikhia as estradas do Mi-
nlio e deTras-os-Monlcs.
Commercio, agricultura e industria.
:> de agosto de 1852.Decreto sobre o conmicrcio
do i/ de Setubal ; abolicao da roda : igualdade dos
navios estrangeiros com os navios nacionaes, lias ope-
races de compra e de carrcgamenlode sal ; reuuio
da junta do sal aos escriptorios da alfandega.
5 de agosto de 1852. Decreto permittindo a im-
porlacao do cha de qualquer partee debaxo de que
pavilliao ter ; porte franco principal : 160 rs. por
libra de cha despachado para o consumo.
H de agosto do 1852.Decreto rcduziudo os di-
reilos excessivos, que opprimiam a importacito do
gelo efuando-os em 100 reis por quintal.
II de agosto, 28 de setembro, 31 de dezembro de
IX2.Decretosestabelecendo que os vapores iogle-
n% que fazem as viagens peridicas do Brasil, nao
paguen) em sua demora em Lisboa, direilos de lonel-
lagein sean em razo do carregamento que all to-
luam.
II do agosto de 1852.Decreto regulando os di-
leitos de Compra de navios estrangeiros reconhecjdos
navegaveis: i5 francos na entrada e 60 cenlimos na
cabida por rada tonellada ; condemnados por causa
de nao poderem navegar, 40 por cento do valor da
adjudicarlo ; reconstruidos depoisde terem sktocon-
deranados28 francos 50 cntimos na entrada e 60
cenlimos na sahida por cada tonellada.
M de agosto de 1852.Creacao de um consol lio
geral do commercio, da agricultura e das manufac-
turas, composto do: ministro, presidente, director ge-
ral, vire-presidente ; 15 cogites nomeados pelo go-
verno, e um secretario geral. Oconselho se subdivide
em tres iccces ; cada seceso de 5 vogaes, nomeando
o presidente e-o secretario ; elle emitte seu voto em
ludo(que be relativo ao commercio, a agricultura, s
manufacluras.
11 do outubro de 1852.Decreto regulando o com-
mercio dos vinhos do Douro : !. revogaco da lei
de 2 de abril de 18W,nas disposicOes legislativas, que
eslabelcciam urna distncao de vinhos de primeira e
segunda qualidade, e que nao permilliam a exporta"
cao para a Europa senao de vinhos de primeira qua-
, lidade. Abolicao dos cargos e obrigaces imposlas
pela dita lei de 18*3 eompanhia geral das vinhas
do alto Douro, e suppressAo da subvenrao de 150
contos, volados a dita compaohia.
Estabeleciment de urna commissao reguladoura
da agricultura e commercio dos vinhos do Douro,
comporta do jJIreclor da alfandega do Porto, presi-
dente, de dous membros e dous subsllutos agricul-
tores porlugueies, eleitos exclusivamente pelos pro-
prielarios de vinhas situadas nos limites do Douro,
de dous membros e dous substitutos commerciante
portugueses, exclusivamente eleitos pelos commer,
cianles de viifhos que tenham armazenado mais de
ciucnenta pipas. Esto commissao gratuita he en-
carregaua de lodos os pormenores .de administrarlo
e vigilancia, intormacoes estalisticas, ele. etc., pre-
cedentemente confiados a ex-companhia geral.
Liberdada de exportadlo para todos portos do
mundo sem dislinccao, do vinho declarado exporla-
tei, mediante um direilo principal de 29100 rs. por
cada pipa. t'.onse'guinlcnienlc suppressao do direilo
de sahida de 19200 re. que pesava sobre os vinhos de
primeira qualidade,
2-. Eslabelecimento do imposto especial de 500 rs.
por cada pipa sobre todos os vinhos e argnardentcs.
quo entraren! no Porto ou em Villa-Nova de Gaya,
de II deoutubro de 1852 al 31 de dezembrode
1857.
O producto desle imposto exclusivamente destina-
da a facilitar a agricultura das vinhas do Douro,
juer por meio de premios na exportarlo das agur-
denles, quer abandonando o producto deste imposto
a urna couipauhia que se obrigue a nielhorar a des-
lillacao das agurdenles o a exportar animalmente
1,000 pipas, melhorando os transprtese vias de
coiiimunicaoo.
I" de outubroda 1852. Decreto abolindo todas
as laxas ou direilos de importarlo sobre os navios de
origen eslraugeira. comprados por subditos portu-
guezes residentes em Maco.
21 de, outubro de 1852. Decreto dispensando
que d cauoo os conductores de ea.vallos, muals,
carrocas elc.que entrem pela rronleira de Hespanha
exparlem productos do solo ou da industria porln-
guexa.
\ de novembro de 852. Decreto (xando us#li-
reitos de alfandega para os lecidos misturados de
seda ; ubtitoicao ao direilo do peso de um drerfc
ai caloran, calculado pela urdidura.
17 de novembro de 1832.Decreto elevando a 7
por secra o numero de vogaes do consetho geral de
agricultura, do commercio e das manufacturas. Os
'befes deslas tres repartieses, no ministerio, sao
membros deleito desle conselho.
18 de novembro de 1852.Decreto dispensando
da cerfides de descarga os navios quefazem a rabo-
i.igem uot portos da cooliuente portuguez ou das co-
lonias.
3 de dezembro de 1832.Decreto estabelecendo
que osdireitosde reexporlarao de mercadorias es-
trangeirassejam calculadas pelas declaracOes feitas
na entrada pelos proprielarios ou consignatarios das
ditas mercadorias e sem veriflearao antecedente.
17 da dezembro de 1852.Decreto estabelecendo
e regulando oensiuo especial da agricultura.
Ensino em tres graos llieofico pratico dos trabalhos
da agricultura, dos sv sientas de cultura, principios
-cientficos.
Ensino do primeiro grao em propriedades parlicu-
res, urna para cada provincia. ,
CrearSo para o segundo grio^le tres escolas regias
ciu Lisboa, Vizeu, E\ora. Ensino do terceiro grao
| no insliluito agrcola em Lisboa.
17 de dezembro de 1852.Decreto estabelecendo
cm cada dislriclo administrativo exposiroes annuaes
de animaes para o melhoramenlo das racas.com pre-
ipios e recompensas.
12 de novembro de 1852. Decreto promulgado
por occasiso dos desattres da ilha de Madeira, exe-
cutorio durante um anno :
f." Eximindo dos direilos de visita da saude, da
alfandega, ou da polica, a todos os navios mercan-
tes que se demoren) na ilha da Madeira para tomar
vivera ou deixar passageiros;
2.a Declarando livre a imporlacao das batatas eda
cevada ;
3." Reduzindo a 15 por cento ad calorem os diris
los obra os peixes salgados. *
13 de dezembro de 1852Decreto reformando o
svstema dos pesos e medidas, adoptando o metro co-,
ino base do novosystema legal, e as denominares
da syslema decimal ejecutorio, depois de um prazo
de dez anuos.
22 dedazembro de 1852.Decreto ruando in di-
rastw de exportacao da orcella dos p>rtns do t'.abo
V erde em 3 francos por quintal, para os pnrlo- ,<
raogeiros en. 1 franco e 20 cntimos.
Cor.imereio, agricultura, industria pura ns
portos nacionaes.
30 de dezembro de 1852.Decreto regulamenlar
du tfelo induttrial tres graos de'eusino :
i* Elementar, cumprehendendo mathemalicaj, de-
senlio linear e de ornato -
2' Secundario, compreheodendo os elementos de
geometra descriptiva applieada a artes, chimica e
physica. desenhos de modelos e machinas;
3- Complementar, comprehandendo mecnica in-
dustrial, chimica applieada as arles, economa e Ic-
gWarao industrial, denho. Creacao tj Lisboa de
um insl iluto industrial composto dos cursos dos (res
graos, bibliblheca, muscu, oflicinas de applicarao.
CreacJo no Porto de urna escola industrial para'os
carias dos dous primeirns graos. ,
31 de dezembro de 1852.Decreto sobre as minos
dividido em dez ttulos : 1.' Allribuices do conse-
lho das obras publicas, no que respeila a insliluirao
das pelices de concessao ; inspecrao de minas aber-
laa; exainc dos estabelecimentos mineralgicoseme-
tlicos ; repara;3o das leis a regulamenlos relativos
i industria mineral ; 2." inspecrao das misas, esta-
betoctaaen lose trabalhos mineralgicos; reouiao e
cimfeorao de carias geolgicas; 3.' invcsliga-jao e
respeito entro elle e o banco, e que nao poderain
ser anda resolvidas.
Com ludo, i visla da necessidade de um ajusto, e
com a aulorisa;;So solicitada pelo proprio gaverno e
concedida pelA cmaras, de tomar com o banco as
medidas de rranjamenlo quo fosem necessarias,
deve-se crer que estas difliculdadei se resolvern al-
gum dia. Damaji disso, esse peusamento dominan-
te c conslatilemenla seguido de dolar a lodo o custo
Portugal de duas lindas de ferro principaes, desti-
nadas a ser para o futuro as grandes arterias do paiz,
c das quaes as estra las secundaria; serao o comple-
mento necessario c fcil, conslituem um faci bas-
tante nolave!, para que o lim possa cispansar a pro-
cura dos nicios. As corles saneciunando os que li-
nliam sido adoptado-, iinnrmirain um movimen-
priedade desles privilegios transmissvcis aosberdeiros lo mais firme anda, c iniis decidido nessa poltica
ou cessionarios. Desaiiropriacoes dos diplomas por
causa de utilidade publica. Applicarao do produelo
poslos e rendas devidas ao estado ; i).- privilegio dos
emprehendciloras ; 10.' jurisdicn.
31 de dezembrode 1852.l)%elo sobre os diplo-
mas de iiiccnfo. Diploma conendido pelo governo
sem outras garanlias que as das declaracOes dos in-
ventores ou introductores, em um alleslado dirigido
.10 ministerio do commercio, acompanliado dos dese-
nhos e descripi;oes, moslras, e mediante urna laxa
proporcionada ao numero de annos (30 francos por
anuo Mximum de duracao do privilegio do in-
ventor, quiis anuos. Mximum de duracao do pri-
vilegio do introduclor. cinco annos. Direito de pro-
nova e progressiva.
A .parto do governo nos trabalhos lo numerosos
da sessao, lio a mais consideravcl, porque o papel c
a acro das cmaras nao podein diminuir a honra ta
iniciativa que lo.la Ihe perlcuce. Domis, esla
honra foi mu laboriosamente conquistada para nao
procurar a sua fraqueza nos defitos enrrigdos at
certo duito peto resultado. Convem lembrar, a obra
como a situaran, erain ciieias de pergo. L'ma op-
posirao numerosa e vilenla na imprensa ; urna po-
tencia financeira das mais hoslis, formada pelo ban-
co e pelos capitalisias do paiz, fortemente ratificada
por toda a parle, cconstiliiindo qu.ni um estado no
estado; um exercilo cuja indisciplina acha a consa-
gracSo no f.icto mesmo do poder govefuante ; linal-
meuteas lnancasem um estado desastroso, elodo o
crdito anniquilado: taes eram os porigus que cerca-
vam o governo, quan lo elle empreheudeu a larefa
dje-regencrar o paiz.
Sem dovda a regeneracao he um lim diflicil de
conseguir, mas o melhoramenlo he possivel. Nao
se pode deixar de reconhecer que o governo o tem
feito em um grao real. A ordera material raanliiU
por toda a parle, o exercilo pago, o principio de
autoridade consolidado, e os fundos porluguezes so-
bretodo rcslabelecdos. urna le de ofeamenw mais
em equilibrio, c finalmente um emprestimo recente",
que parece presagiar algum reapparecimento do cr-
dito do estado ; ludo islo proclama inconteslavel-
menle umasiluacao melhor.Em snmma.se ogovemo
nao lem ainda regonei ado Cortugal, pelo menos lem
revolvido prmeiramente o terreno, no qual descan-
cavam lia mpi longo lempo abusos inveterados, e lem
laucado as bases de urna nova ordem de cousas, cu-
jo aperfeicoamenlo e consoidacao nao se pode pedir
senao ao lempo. .
H dilucil, quando 'se considera o alcance geral
dos aclos feilos durante, essa sesso Uto plena, nao
sentir-so que se esto dianle de urna poca nova e im-
portante para Portugal. O que a faz evidentemen-
te notavel he, do-uma^parle, o primeiro golpe vibra-
do no velho edificio dos privilegios commerciaes e
dos costomes abusivos; do outro lado, a fecundida-
de manifesta que conserva esto pensamenlo dominan-
te decaminhus de ferro, que lem produzdo os pri-
raeiros eusaios do uovo arranjo das financas. Esles
dous fados, j volgarsados no pair, encerram, po-
de-se dizer, os elementos cssenciaes e decisivos da
renovaco lao laboriosamente procurada pelo gover-
no actual. Ha razio para se esperar que, seosacon-
tecimentos suspenderem seus resultados, ao menos
nao os dcstruirSo. '
Segregado do resto da Europa pelo isolamenlo,
em que o tem deixado al aqui a falta absoluta de
comniunicaces, Portugal nao tinlia outra perspec-
tiva, senao a de se debater indefinidamente em vi-
cssiludes sem fruclo, como sem lim. Os germens
de suas riquezas tejriloriaes, apenas suspeiladas, fi-
cavam sepultados debaxo da compresso da mmo-
bilidade ou de abusos seculares, nos quaes nenhuma
mo ousava seriamenlc locar, tiracas i sua iniciati-
va de associar-se is emprezas do espirito moderno,
o governo abri a porta aos homens e aos capilaes
estrangeiros, os quaes devem forneccr novos elemen-
tos que reclama a fraqueza propria do paiz. Sao es-
les elementos externos que, por mais que o digamos,
saovhamados sos para completar a obra ensaiada pe-
lo governo, porque s elles podem apagar com o
lempo esse duplicado mal da mobilidade dos gover-
noseda mmoblidade das cousas, e associar Pnrlu-
gal ao moviinenlo geral e regular da Europa.
(Mo.titeur.)
dos diplomas ao perfeicoamcnlo da industria.
11 de jiinio de 1853. Lei elevando a 6 francos
por cada'marco o direilo de exportacao sobre a prala
bruta, i ni barras e cunhada.
12 de agosto de 18.53. Lei filiando em i200 rs.
por 100 libras os direilos de exportacao, e em 5 rs.
os direilos de imporlacao sobre os trapos desuados
ao fabrico do papel.
19 de agosto de 1853. 'Le modificando os regu-
lamenlos relativos i modilcarao dos vinhos e agur-
denles do Douro.
A adopcao de um lypo uniforme para a medicao
dos vinhos enlregues ao commertio (pipa do Porto,-
21 almudes), a partir do primeiro de Janeiro de
1854. Abrogaco dos artigos 2 c 8 da lei de 7 do ou-
lubro de 1837, que linha rslabelecidn urna medida
ofticial, e um imposto de 20 rs. percebido pelas c-
maras muncpaes sobre cada pipa carregada no caes
lo Douro. Obrigaco imposta ao vendedor de veri-
ficar por meio de um bilheto ou 17111a a quanlidade
vendida, 03 nomes e morada do proprietario, ele,
sb pena de ser multado.
19 de agosto de 1853. Lei autorsando a impor-
lacao livre das moeda de ouro c prala nacionaes ou
cstrangeiras.
19 de agosto de 1853. Le determinando que se
nao exija oulros, nem maiores direilos sobre as mer-
cadorias e producios do solo, que liverem sido, ou
forem importadas por navios naciunaes das possesses
portuguezas situadas alm do cabo da Boa Espsran-
Ca, depois de 31 de dezembro de 1852, senao aquel-
es que pesam sobre as ditas mercadorias ou produc-
tos autos do decreto, que modifica as tarifas das al-
fandegas, com tanto que os ditos navios tenham dei
xado os portos coloniaes antes da poca, em que o de-
creto que reforma as tarifas,' livesse ah sido pro-
mulgado. ,
.rustir.
. 3 de novembro de 1852. Decreto delermiuando
que as inrraccoes das leis de polica municipal se-
jam iuslruidas e julgadas pelos Iribunaes de polica
correcional. *
10 de novembro de 1852. Decreto reformando
a legislacao criminal e promulgando uih novo cdigo
penal.
-Vifto. Uma le de 18 de agosto de 853 modicou
de novo algumas das disposicOes desse novo cdigo,
quanle jurisdicro criminal ou correccional; elle
esl' igualmente submetlido ao exame de uma com-
missao de revi-So nomeada pelas corles.
30 de dezembro de 1852-----Decreto para a orga-
nisarao judcarj das provincias de Angola e de San
1 liom (meucionado no ttulo das colonias.)
3 de agosto de 1853. Decreto aulorisando o go-
verno a proceder na reforma das dvisOes judiciarias
do reino e das filias adjacenles.
Jiutrucrao publica.
22.de julho de 1853. Lei creando um lugar de
professor sufriente na escola polytechnica.
13 de aaoslo de 185:1. Lei aulorisando a reuniao
d direccao do^jardim botauico de Ajuda directo
do instituto agrcola de Lisboa, se a necessidade do
servico o exigir.
19 de agosto de 1853. Lei modificando as con-
dicOes de reforma, de aposenladoria e as pensOes dos
professores dos easioos sperior e secundario, assim
como os ordenados dtrvidos aos substituios cncarre-
gadosd ensino. *
Kestabelecimcnlo dos -professores substitutos na
universidad* de Coimbra e regulando as coudic,es
deadianlamenlo. *
19 de agosto de 1853. Lei creando uma cadeira
de direilo administrativo lia uuiversidade de Coim-
bra.
19 de agosto de 1853. Lei creando uma comms- i
sario geral, inspector do ensino primario pelo metho-
do repentino nietliodo de ensino muluo.
19 de agosto de 1853. Lei augmentando o scri-
ro nacional da bbliotheca de Lisboa.
ConclusSo..
Se considerarmos em seus pormenores os liabalhos
que precedem, e se cucararmos as alleracOes queja
se lem feilo no eslado de cousas em Portugal, somos
levados a concluir que poucas sessfles tem sido mais
laboriosas. Pdc-scAijuntar que nenhuma lalvez le-
nha sido to fecunda em allales que preparou.
Pela primeira vez, com elTefl^as cmaras porluguc-
zas foram convocadas para examinar osados de um
ministerio que se esforrava em romper com os gran-
des erros dopassado para inaugurar nina nova pol-
tica mais progressiva; e com quanto estes actos nao
tivessem sido isenlos de dereilos, ells os tem san-
cionado resolutamente. Mutas reformas bao de dei-
xar vestigios importantes, porque, a menos que orna
nova revolurao nao suspenda ou desvie seus efleitos,
ellas sao chamadas para modificar profundamente a
situacao'do paiz.
Entre as medidas as mais mporlaoles, algumas
dolas, laes como a abolir da roda para a venda do
sal, e a exlinccao dos privilegios da companhia de
vinhos do alto Douro, deslroem abusos seculares, e
desembaracam dous ramos consideraveis do commer-
cio de exportacao, dos obstculos, que encadeiavam
sen desenvolvimenlo. Outras medidas, como a da
suppressao dos aolgos pesos c medidas, e a inlro-
duccao do systema mtrico, tendera a extinguir o
fraccionameuto'dos coslumes e a facilitar as Iransac-
coes locaes, submel(endo-as undade. ma outra
ainda,a saber, a reduccao das tarifas da alfandega,
faz desapparecer muilos direilos equivalentes i pro-
hibiciio, e imprimndo uma nova aclividade na im-
portarlo dos producios manufacturados, vulgarisa
seu uso, e foruece um novo alimento ao (rabalho in-
dgena, cujos fados denotamj o augmento propor-
cional. Oulras finalmente, quedizem respeito ao ar-
ranjo das financas e aos projeclos dos caminaos de
ferro, adquirem uma importancia mais consideravel
anda se os comparamos com a situacSo das couias
do anno passado.
O estado do Ihesouro era dos mais crticos, e todo
o crdito linha desapparecdo. Os expedientes su-
premos, istobe, os desconlos multiplicados e a capi-
talisacao dos juros, conseguiam apenas arredar uma
crise eminente. Ogovemo foi evidentemente ao en-
contr do perigo, tomando por si mesmo a siluaco
inevitavel, que o esperava. Decretou a conversao
toreada de'lodas as suas rendas ao algarismo nico
de 3 por cento.
Com elleiln, esla medida offerecia, como resulta-
do final, vantagens aos crcilores do estado. Muilos,
na verdade lucravam um a'ugmetlo do capital co-
nhecido, por meio da operaran de conversao ao par,
qmvlava 120 ao portador dos seis por rento : todos
n ..._______, ....... r^ur |n rsse larui sp. inruaria nominal a sua
n' achavamnesla rednerao emuminlercsse menor, no- aipi.j' .. """
. .. "=""' 1"^ : autorl.iaide na guerra e ale no Iriunip 10 ; nui- a au-
-rem mais serio, nina siluacao preferivel s probabl- inrl.l^i. rtr..i, ,. ,...
,.,,. ...... '"ri'Wilo dnlaclo existira nasmaos do randilhn em
totales de diminuicao < ,-escento, e alvez a snppres-
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO
12 de Janeiro de 1854. -
As folhas e carias recebidas honlcm peto paquete
inglcz Camilla, entrado do Rio da Prata, adianlam
3 dias s datas que i aliamos de Montevideo, e 1 da
s de Kuenos-A \ res.
Confirma-sc offlcialmenle a noticia da completa
derrota das torcas do coronel D. Lucas Moreno, ni-
cas que se achavam em campo contra o governo pro-
visorio. Aquelle chefe e os oflicies que consegu-
rain escapar emigraram para Entrc-Rios.
De Buenos-Ayres e das provincias do interior na-
da ha de inleresse.
O paquete a vapor Badiana, entrado do Re
Grande, traz datas de Porto-Alegre ato 30 e do Ro
Grande at 31 do mez passado
Nenhum acontecimento de importancia linha oc-
corrido na provincia de S. Pedro doSul.
Eslava reunida sobre a fronteira a divis3o.de ob-
servarlo, sol) o commando do Sr. marechal de campo
barao de Porto-Alegre, que o governo al ti manda-
ra postar. .
D. Dionysio coronel e osofticiaesc soldados do par-
tido blanco que emigraram para o Rio Grande esco-
liierum para sua residencia, por permissao do presi-
dente da provincia, a cdade de Pellas.
. O coronel D. JosMaria Reyes, conimssario orien-
tal para a demarcaran de lmites da repblica com o
imperio, liaba chegado de Montevideo ao Rio Gran-
de e ficaya a partir para o Jaguaro, onde j se acha
o Sr. marechal Andrea.
O general Caldwlle, commandanlo das armas
da provincia.havia regressado du Chuy a Porto-Ale-
gre.
OcapiUo Belisaro Loureiro, irmo do finado co-
ronel Lourero, suicidou-se em Missdes, no oilavo dia
do seu casamento com umn-sobrinha.
Hoje que os negocios da Repblica Oriental do U-
ruguaj oceupam seriamenle a altencjio publica, jul-
gamos q"iie sera lida com inleresse a carta que abaixo
publicamos.
Esta carta, que anlecipava e predizia as scenas de
violencia e de sangue que acabam de dar-se naquella
desdilosA repblica, Jje alguma cou*a mal do que
urna apreciarlo retrospectiva. Consigna mnitas li-
ces proveilosas para o guverno regular, que, confia-
damente o esperamos, se hade estabelecer brevemen-
te oaquelle,paiz com com o apoio geneioso e desin-
teressado, porm firme e decidido, do doverno de S.
M. o Imperador.
Os dnecessos de setembro em Mon-
, te video.
Copia de urna carta .escripia, ciu 22 de outubro de
1852, a uma persunagem do partido brancq,
Dissii-lhe na minha anterior que o Sr. Gir leria
de entregar a direccao da gnerraa umcaudilho mi-
niar, e que pnr esse fado se tornara nominal
le. para poder allenur-llic os inconvenientes, modi-
fica-los e exllrpa-los a final.
Tuilo o mais he chinera ; e no nosso caso he a chi-
mera um charco de i.nguc para o interior, um pe-
lourinho para o exleiior. *
Eslude V. Ex'c, o iosso eslado social, e vera que
s poderemos muda-li por meio da paz. A guerra
aggrava o mal. Estillo as condcoes do poder regu-
lar, c ver que s potemos conseguidas por meio da
paz. A guerra dOiojlla a sua acquisco. Esludc
e ver que estamos riiiicdindo, o quero persuadir-
me que reinedindo di boa f nos erros historeos de
1835 e 1836.
Occupando alguna tomens do seu parlido o poder
legal em 1835, quizenm fazer da lega lidade um es-
pada para exterminar o caudlhopopular.general Ri-
vera. A existencia d: 1.1o importante caudillio era
de summa importancia para quem necupasse o po-
der lesal; mas esse nesmo fado revclava que todas
as condicoes da exigencia do poder legal nao eram
ainda as condicoes sociaes.
A paz, que visivel, natural e iiievitavelmeote an-
n nlla m n caodillio, ca lamliein por seu turno o uui-
co lenitivo dos inconvenientes da presenta do caudi-
Iho, e o nico meio de crear e fortificar as condicoes
do poder legal. Mas, >s thebrstas do partido blanco
deram, nial avisados, signal da lula, desltuindo o
general Rivera, aecustndo-n, fcifamando-o ; e a lula
degenerou noniesmo inslanle rio que devia degene-
rar u'uma iota de caiidilhos. De 1836 a 1838
lolaraui Rivera eOrbe nos campos da guerra ci-
vil.
Vencido o caulillia Oribe, quizeram os Iheoristas
do partido blanco fazer da legalidade uma especie de
mytho, uma especie celegilimidade de direito divino
e nao iizeram mais di que per uma bandeira de guer-
ra as inao- docaudillio vencido.
Nao lera V. Exc. presentes as de\ aslacoes, os hor-
rores, as liumill,arries, os crimes, e que crimes, men
Dos! que se commttlcram i sombra dessa bandei-
ra Nao he verdade que se retroceden al barba-
ria, atao canibalismo!' Nao lie verdade, senhor,que
os mesmos que estovan) o lado de Oribe se viram
despojados nao smente dos seus direilos de cid.i-
daos, mas tamhem de seus direilos de homens t Nao
he verdade qu os senhores nicsm i "se senliram hu-
inilliados, degradados, horrendamcnle degradados na
sua patria, em suas mulheres, em seus lilhos'.' Nao he
verdade que os senhores foram victimas, como nos,
do horrivel syslema collectiva o individualmente ?
Naohe verdade, senlior, que a nnssa patria, que os
nojsoslares,.ficaram em ruinas?
Nao he verdade lanibem que islo ainda poderia ler
sido peior se a heroica Montevideo nao tvesse susta-
do o passo barbaria, degollacao, i Rosas, que se
llie apresentova envolto nessa bandeira da legalida-
de '.' que le i,i sido peior se ella nao livesse deudo es-
se Rusas, se niio livesie preparado a sua queda, essa
queda da bandeira da legalidade de D. Manoel Ori-
be, a qual deve o partido blanco a reconquista dos
direilos de cidadaos, dos direilos e dignidade de ho-
mens, a sua verdaileira iniinumissao '.'
Estou convencido que esses resultados* nao entra-
ram nem na previso, nem nos sen limen tos, nem as
conveniencias daquelles que adheriram ao principio
da legalidades correram, ou se preslaram a salva-lo
por meio da guerra civil, e depois por meio da
guerra eslraugeira. He precisamente sobre esto
ponto que tomo a liberdade de chamar a sua alten-
cao.
A guerra civil,acendendo e embravecendo paixes,
creando anlipalhias, engendrando odios, produz ace-
gueira moral, confunde e transtorna as nores do jus-
to e do honesto, desenvolve todos os mos inslinctos
que contera a organisac.ao humana, e o liomem mo-
ralmente ceg em quem se desenvolvera esses mos
astllelos chega a converler-se em uma besla fe-
roz.
Mal convalescenlesainda de uma guerra que exem-
plificou esses Iristissimos resultados, mal enfreadas
ainda algumas das beslas ferozes quo essa guerra
creou, dao os senhoresosignal de uma nova guerra,
lancam-nos em uma nova lula !
Antevio V. Exc. quaes podiam ser as conseqaen-
cias provaveis, mais que provav'eis, as consequencias
quasi certas desse proredimenlo E se as antevio nao
eslremeceu ?
A legalidade do Sr. Giro, sustentada por meio da
guerra civil, ser mais funesta do que a legalidade de
D. Manoel Oribe, porque he urna m alada, e reca-
lada de pessima ndole, de umeorpo extenuado.
Era incvtavel, dir V. Exc, roas nunca, nunca o
provari. Encarregar-me-hia de mostrar que nao era
inevitavel; e lo fcil me parece faze-to, que, se V.
Exc. quzer urna. dscussao lata sobre esto ponto,
aceito-a. .
Cont que V. Etc. appellar "para a dignadade do
gocerno. Mas a dignidade, como Indas as .condicoes
do governo, deve-se olhar do ponto de vista do objec-
(o e lim dessa linsliluicao humana.
O objeclo e lim da insliluirao governo he, co-
nloo da sciencia poltica em todas tssuasapplicacOes,
produzir para a sociedade o maior grao de bem-eslar
possivel. O governo, pois, para preeocher o seu
objeclo c lim, deveaccommodr-se aos modos de pro-
duzir aquelle resultado. Se o governo nao o conse-
guir as consequencias lgicas sao as seguinles:
Ou a forma do governo nao he apropriada ao esla-
do social,ou os individuosquedesempenham o gover-
no nao tem a sulticiencia necessaria para desempe-
nha-lo.
Cumple admltir uma deslas duas consequencias
porquesuppcr que lie necessario sacrificar *o fin ao
meio, a vida de um individuo a um modo de lorna-lo
humanamente feliz, lie cali'ir redondamente no ab-
surdo.
Nao lie verdade, nao pode ser verdade que a dig-
nidade. como toilas as demas coarfiees do governo,
possa chegar a ser incompalivel com o objeclo e fim
do governo. Se apparenlemente apparecer esla in-
compalbilidade, ou ser ella pruduzida por um vi-
cio social, ou pelainsuflicienciailoshomens quede-
sempenham e ciicaiiiinliam o governo.
Na historia da presidencia. 4Jpr. Gir encontr a
contra prova da exaclidao dessas'deduccoes da l-
gica.
Essa presidencia poderia ter prienchido melhordo
que nenhuma i las anteriores o bar da instituic.3o do
governo. Porque o nao rezTPorque vveu arras-
Irando-se ferida de esterilidade desde o berro al a
calaslrophe em que acaba de precipitar-se.
siio lolal do juro primitivo, de que eslavam sempre
ameacados. Quanto ao governo. alm de que a me-
dida decisiva, que adoptava, nao lhe dei xasse outra
alternativa senao a banca-rola debaxo de uma forma
qualquer, achava nella a dupla vantagem de levar
de uma s vez ao activo de seu ornamento uma som-
ma annual de 330,tOO?>00O, e finalmanle, cousa ain-
qnp -e apon.,,, o Sr. Gir para
ccr.
pclejar e para ven-
Eis-ahi a verdade, c infelizmenle ainda por longo
lempo uAo peder ser de outra sorle.
Entregando a causa do governo guerra civil, nao
se sacrifica a legalidade sement no presente, com-
promelte-se lambem no futuro.
A nica poltica sensata e patritica sera a das
da mus importanle, de emprehender seriamente o concessies prudeiilesfcdos sacrificios c das mortifica-
regulamento de sua divida couduzindo uuidadeos
seus principaes elemeolos. Esto ado ao mesmo lem-
po enrgico elao sabio, tem tolo suas consequencias
logfcis c inevilaes, a cifra dos fundos porluguezes,
apezar dos clamores quasi uuiversafs, se elevou por
toda a parle, em vez de diminu-, c tem conservado
depois uma tendencia ascendente.
As medidas financeiras relativas aoscaminhosde
ferro nao tem tido infelizmenle resultados (ao salis-
fatorios. Apezar dahvpotheca feita a esta empreza
de fundos, aos quites Uvera sido mais regular e lal-
vez mais prudente entregar seu destinoapplicadoj
em proveito do banco, tem sido impossivel al aqui
chegar a um arraujamenio liuancero um pouco se-
rio do projecto. O governo leve de ficar quasi s
empeuliado un negocio, nicamente com o augmen-
to das graves dilBculdades que sobrevMram a esto
coes pessoacs, para conservar a paz a lodo o cusi,
para que se rcstabelecessc esla nossa bella palria das
profuiidissimas feridas que lhe abrram em nome da
legaiida.le le I). Manoel Oribe ; para que sobre ella
[cahisseo man da emigracao, da induslriae do com-
mercio ; para que fosscmassiibstitundo. pelo tnico
modo pralicavel, as influencias da caudilhgem,
fillias da guerra, palas influencias, filias da paz,
dos melli.namentos moraese da prosperiilade mate-
rial.
Para conseguir esles immensos resultados que en-
volvem odeslinos das goraooes futuras era necessa-
rio coiiteniporisar, elevar-sc cima, muito cima, dos
mesquinhos interesses e preqccupa^Oes de parlido ;
era preciso transigir, ceder, sotfrer, porqueoio sendo
possivel mudar sbitamente um eslado social (oque
s a Dos seria dado), he forcoso accimiiniodar-se a el-
Passemos agora a examinar como foi entendida a
dignidade do governo pela presidencia do Sr. Gir.
O Sr. presidente Gir declarou: 1; (ola ofucial de
23 de marco de 1832;, que os tratados com o Hrasil
no podiam ler o carcter obrigatorio de lei, eque
o gocerno careca de autoridade para po-los em
xeoufSos !l- (noto do-tll de maio seaoinlc r/tie coit-
Hderaca os ditos tratados como fados consummados
que linha inleresse em mantercomo eontinuacao da
poltica constitucional,
Esses mesmos tratados foram analhemalisados por
todos os modos ; mas depois, smente para pedir um
pouco de dinheiro, dsse-sc na ola ofticial de 2 de
dezembro de 1852, feila de accordo com o Sr. Ber-
ro, e por elle emendada, qne elles garanliam a na-
cionalidade da repblica, e tkfcam a base aa sua
prosperidad e ni.jrandepim^no.
O Sr. presidente Gir declaroajque a base da sua
pollica era o respeito pelos fados consummados, c
dislrihuio pessoalmeole a medalla de Monte-Caseros
sanecionandn sileneiosaiiienle pqaVos mezes depois
urna lei que punha em tA* duTbv.o os faclos Con-
summados e declarava inconstitucional a mesma
dslribnico da medalha de Monte-Caseros!
Nao cito estes d'enlre muilos oulros exein'plos para
fazer exprobraciies, nem leria difliculdde em ad-
miilir que fossem concessoes prudentes, e," peto me-
nos na intenco, sacrificios feilos i paz. Necessitava
porm recordar esles fados para estabelecer que pe-
lo menos al certa poca, enlendia o Sr. Gir que,
para preencher os lilis da sua mi-sao, devia fazer es-
te genero de sacrificios; para estabelecer que, pelo
menos al certa poca, nao julgou o Sr. Gir incom-
paliveis co.n a sua dignidade as graves concessoes
que conlm esses fados.
Estas concessoes que apontei recahem: 1- sobre
inleresses nacionaes, sobre pnntos de dignidade na-
cional, que a sua administraran eosseus amigosjul-
gavanf sacrificados pe^ps tratados com o Brasil;2* so-
bre uma base de poltica interna quo iuteressava si-
multneamente paz publica.
Depoi* de aceito tamhem o 18 de julho esuas con-
sequencias naluraes, encontrn o Sr. Gir a seu la-
do, jiarasustentaren) a sua autoridade, os individuos
do partido da defeza de Monecido, que lhe aprou-
ve chamar aos seus conselhos.
A cooperar,,1o desse- individuos forliflcava o seu go-
verno, e devia dar-lhe esperanzas de levar a bom
terrao a sua presidencia. Davam-lhe elles ascen-
dente sobre a torca publica, meios para dominar a
crise liiianceira, que he a chaga do paiz, para regu-
lar a divida e para equilibrar o orcamenlo.
No momento em que a cooperaco desses indivi-
duos dava garantas de chegar-se a estes resultados,
capazes de fundaren) a gloria da presidencia do Sr.
Gir, e dos quaes lhe vira a necessaria torca moral
pra dominar todas as outras difllruldades da silua-
cao, apresenta-se a exigencia de que os Ircs lugares
de cuetos de polica, que iam vagar, fossem prvidos \
em individuos do parlido da defeza, visto que (odas
as oulras autoridades drpartamenlacs lioham sahido
do partido contrario.
Esla-exigencia apoiava-seem fundamentos razoa-
vis; mas demos que nao, demos que fra uma exi-
gencia de partido, com vistas eletoraes de partido
Siin, senlior, concedo de plano sso, que he o mais
e V. Exc. pode pretender. Mas' concedendo-o,
ehe que se deduz em boa lgica? Oue.V. Exc.
eulendia que a dignidad,edo governo permilla fazer
concessoes sobre inleresses nacionaes, como o seu par-
lido os enlendia, ou dizia entender; sobre pontos de
dignidade nacional, como os eus a enlendiam, ou
diziam enlender; sobre pontos de pollica interna que
podiam afleclar seriamente a paz publica; mas que
a dignidade do governo nao permitlia- que se fizesse
a miiiiiia.roiicessao em uma medida que poda ter
vistas e resultados eletoraes. Oh isso nao!
. Entre concessoes que pudessem dar o triumpho
eleiloral, mas pacifico, ao parlido da defeza, entre a
possiblidade que o futuro successor doSr. Gir tosse
um boincm da defeza, e enlre ir%uerra civil com to-
dos os seus perigos, seus horrores, soas sangrentas
hecatombes, coma mizeria e luto das familias, nao
trepidam os senhores; escolhem a guerra, escolhem-a
cegos de colera. A colera de partidario mala o lio-
mem de eslado, e estoja nao sabe confiar no lempo,
nem na torca moral que ia adquirindo o governo pe-
la cooperaco leal de honicus da' defeza, apezar de
que essa torra moni hbilmente empregada nos dous
largos annos que laltavam presidencia,, devia dar-
lhe esperancas de poder resgatar essas mesmas con-
cessoes. ou modificar seus resultados, se tao odiosos
lhe eram.
Mas nao' Os senhores sao cegos, raizeravelmenle
cegos, e para nao fazerem uma concessao que pode
dar*vantagem cleitord ao parlido da defeza, venha
a guerra, perera a legalidade no presente, compro-
mella-se no totora, voltemos os desierros, aos se-
queslros, s immoralidades e s torpezas da guerra
civil; airuine-sc o commerciante e o proprietario,
male-sc c roubc-se o resto das nossas vaccas, foja a
popularn, brote do solo cnsanguentado ama nova
gerac,So de caudilhos!!! Oh! senhor!
Mas, concedendn anda quo a exigencia tosse inlo-
leravcl para a dignidade do presidente, nao haveria
nadeploravel situacao do paiz um meio termo para
o patrila entre admilli-la, ou appellar, para repel-
h-la, i guerra civil?
Persuado-meque o Sr. Gir, enlregne a si mesmo,
leria encontrado esse meio termo. Persuado-me que
a sua boa razo lhe leria mostrado que, se a sua
dignidade sofiria quebra accedendo a nomeacao dos
chefes polticos, pereca pondn-se a merc do caudi-
lho militar em quem se apoiasse para a guerra. Per-
suado-mc que lhe leria occorrldo idea de que al-
gum oulro cidadio poderia ler mais habilidade ou
mais forluna para dominar as dfficuldades da situa-
cSo. Persuado-me que o seu patriotismo, que ff sua
conscienca se teria horrorisado auto a imagem das
calamidades da ultima guerra, e que o seu patriotis-
mo e conscienca, de accordo com a sua bera euten-
dida dignidade, lhe teriam aconselhado o que os seus
conselheiros nao aconselliaram.
Enlre resignar nobremenle nm poder impolenle
para o bem, ou porque encontra resistencia, ou por-
que he malencaminliado. e converter o seu titulo
legal n'uma bandeira de gfrerra civil, persuado-me
que o Sr. Gir nao leria hesitado se se achasse a sos
comsigo mesmo na calma da sua razo.
Tambem concodere a V. Exc, ainda que s para
argumentar em todas as hypotheses^qu^anomeacao
dos Ires chefes polticos puijejBev^er marfilULIilii
por alguns caudilhitos do seu parlido e inspirar-lhes
algoma tentativa de gucta civil.
Nao acha V.'Exc. iimjdislancia
possiblidade e o faci
guerra civil o meio de ev
ma guerra, procedera V.
para livrar o enfermo de
-deo a morle.
I re ale o ponto de conceder que o Sr. Gir devia
recusar a nomeacao dos tres chefes polticos, e decre-
tar a dissoluco do exercilo. Porque uao recusou
aquillo, porque niio decretou islo? Por lemor de
ser desobedecido, por temor d urna" revolurao'.'
Entre o temor de ser desobedecido, eutro o temor,
de urna revolucao. e o facto da desobediencia e da
revolurao ha lambem uma distancia immensa. Os
senhores nn quizeram reconhecer essa distancia, que
he inmensa repito. Deram por eonsummada a de-
sobediencia, c por feila a revolucao,. porque assim
Ihesaprouvc. Porque precipilaram assim a calara-
dadeque teman)? Porque motivo a lornaraiu sua ?
Por temor individual ?
Quem lem a coragem de abrir todas as veas do
paiz, para que curram torrentes de sangue, quem en-
volve o paiz n'uma guerra em nome da dignidade do
governo, nao deve fallar em lemores pessoaes. Tam-
bem nao he permitlito fallar nesses terrores em uma
cdade onde um verdugo muito conhecido vive com
segu-anca.
Os-senhores sahiam, nao podiam deixar de saber
queaSr. Gir, respeitado por lodos como homcm,
poda desafiar, sem o menor risco pessoal, desobe-
diencia e a revolucao daqueHes que, mal aconselhado,
nao quiz deixar de considerar seus adversarios poli-
lieos.
Resolvidos porcm a fazerem os senhores mesmos a
revolucao que teman), como consultaran! a dignida-
de do governo, o prestigio dorepresentanledo poder
legal?
Quando se lom Uo alia represen tacan em um paiz
viril, cumpre procurar na caneca, quando nao existo
no coracio, a coragem das accoes viris. Quando se
obra em uome da dignidade, he preciso obrar dig-
namente. Quando se obra em nome da legalidade,
he preciso obrar legalmeute. Como se obrou ? Eis-
aqui ns fados:
Fazem com que o chele do eslado se acolita, como
faria um criminoso, debaxo da proleccao de uma
bandeira eslraugeira, primeiro em Ierra, depois no
mar. O Sr. Berro faz o mesmo.
A acephalia em que dcixavam o poder (que nao
hava sido subsliluido nem pelas autoridades de toc-
to de urna revolurao, porque no tinha hacido re-
volucao) poda produzir, e em qualquer outra par-
le leria produzido a anarchia e desgracas sem nu-
isso devia inspirar-lhes a necessidade de dar ouvidos
aos conselhos do Brasil.
Essa necessidade era um dever ; um dever sim,
nao se escandaloso V. Exc, porque o Brasil nao se
hava constituido, nem podia consliluir-se em gen-
darme armado da vontade de um parlido ornado
com o nome de governo.
O dinheiro e o sangue do Brasil nao eslava, nem
podia esUr disposico do governo como um instru-
mento patsivo, inerte,,sem ageio, sem idea, sem de-
liberadlo propria.
Seo dinheiroe)sangue do Brasil pndiamser com-
promeltdos pela poltica do governo oriental era con-
sequencia forcosa que o conselho do Brasil fosse ouvi-
do, e a sua opiniao solicitada. Desallendendo o seu
conselho, nao solicitando a sua opiniao, nem os se-
nhores podiam contar cun o auxilio do Brasil, nem
racional nem decorosamente requere-Io.
Se os senhores tivessem dado ouvidos aos conse-
lhos do Brasil, nao se leria alterado a uvl o Sr. Gir
oceuparia ainda a cadeira presidencial; o nosso po-
bre paiz nao estara em vesperas^to ver cxtinclosos
elementos da suanacionaiidade curre escndalos, hor-
rores e mizerias de todo o genero.
Mas os senhores fecharan) os ouvidos a esses con-
selhos, al mesmo as horas do perigo. Fccjiaram-os
na noile de 17 de julho, e obslinaram-sc na funesta
rormaco do 18. Fecharam-os a i de setembro, e
no mesmo momento em que o Sr. Paranhos, auxi-
liado pelo Dr. Herrera y Obes, oblinha as condicoes
de uma accomraodacao para a qual o mesmo Sr. Gir
o linha aulorisado, rompera por ludo, conduzem o
Sr.-Gircasa da legnr-ao franceza, fazem a acepha-
li:i do poder, provocan a guerra civil, e fazem ludo
isso de mancira offensiva para o Brasil e para o seo
representante !
Acegneira foi completa. Todos sahem quanlon-
ue ni jpuco de qualquer acto a disposico, benc-
daquelle que deve executa-lo ; nasos
i no S nao quizeram, ou nao souberam tor-
nar propicia a benevolencia do Brasil, nos ooflen-
ilerain, senao qu nem cuidaram de collocar-se den-
tro da letlra do tratado.
O art. 6.- do tratado define e eslabele taxaliva-
menle os dous casos em que pode ser requerido e
dado o auxilio do Brasil, Vejamos a lelra do artigo.
Diz assim,:
Art. 6.' Esle auxilio ser prestado pelas torcas
de mar e Ierra do imperio, a requisicao do mesmo
governo constitucional da Repblica Oriental, nos
casos seguinles:
1." No de qualquer motimento armado 'contraa
sua existencia ou autoridades] qual fr o pretex-
todos sublevados.
2.- No da deposicao do presidente por meios anti-
conslitocionaes.il .
Pondo departe a quesla'o do que se enlende por
gocerno constitucional, se o presidente s.se o pre-
sidente com as cmaras legislativas, mxime tralan-
do-se no caso vertente da eulrada de tropas eslran-
geittis, cousas que o presidente cntlitucipnal n3o po-
da permiltir sem autoritacao especial da assembla
seral, como lie expresso na consliluirao, tiveramos
senhores a habilidade de cotlocar-se fra das duashv-
polheses do Iralado, a habilidade de crear umasilua-
cao imprevisto. .
Nao deram lugar a que houvesse o motimento nr-
mado que lemiam, e sem motimento armado no es-
lavam uo primeiro dos cajus do artigo. Nao espera-
rara que o presidenlo fosse deposto ; foi elle-que por
m acto seu a si mesmo se depoz, que deixnn a ca-
deira da presidencia a o territorio nacional (acto esle
quebastava para sua deposicao constitucional), col-
locando-se desla forma tora d segundo caso do ar
ligo.
O vice-presidente nao rcclamou o seu posto
commissao das cmaras, convocada expressamento
para prover acephalia do governo, nflo quiz reunir-
se; os senhores deserlaram lodos,todos dos seus poslos
com uma fraqueza sem exemplo, e creram uma
siluacao que uao s inutlisou o auxilio'do (rata-
do, mas nem deixou um poder legal para restabe-
cia immensa cutre a
^guerra civil? Fazendo da
a possiblidade da mes-
ixc. como o insensato que
afn perigo de morle, lhe
Os senhores aceitan) todos esses perigos, tratando
smente de por suas pessoas a salvo.
A ndole do povo e dos homens que os senhores
tenlaram infamar com os seus ultifnns aclos, conjura
esses perigos; e entao envoltos em "urna bandeira es-
lraugeira, decrelam os senliures officialmente a anar-
chia sanguinosa das ras ; decretara, senhor, que lo-
dos devem armar-se por sna conta, sem chefes, sem
disciplina, sem ordem, malar pelas ras aquelles
que aos senhores aprouve chamar rebeldes !
Chaman) a popularan eslrangeira, essa mesma po-
pularan que os senhores tinham pintado como uma
horda de bandidos, e dizenvlhe que se arme e com-
bala nessa cuerra sacrilega. OAerecem-lh nao s
premios que o governo lhe negnva, al Ihes promet-
lem duplicar-liros. Fulminan) a proscripto e a
morle contra lodos os empregadns militares que nao
abandonen) os seus poslos. Dirigem-se aos agentes
estrangeiros, e, como se se tratasse de um povo bar-
baresco, convidam-os a oceuparem com suas armas as
reparlires nacionaes. Dirigem-se finalmente ao Bra-
sil, e ossenhores.que lo inquietos se moslravam com
as ambicoes brasilciras, eonvidam-o a mandar malar
petos seus soldados os poucos Orienlaes que nos dei-
xou a guerra passada, a devastaren) u pouco que nos
resta da riqueza dn paiz. E como se se comprazes-
sem em exacerbar bem os nimos para que seja mais
crua a refrega.ao mesmo lempo que chaman) Os Bra-
sileros tralam de excitar contra elles os nacionaes, e
dizem ler as mos os pos da intriga brasileira.
Nao posso proseguir nesta analyse... Permilla-me
que repito : *3o cegos, ncuravelmeiilecgos. Por ce-
gos resstiram, desconheceram, violaran os tratados
de 1851, (raladas que foram urna alta prevsao inspi-
rada pelo esludo desapaixonadodus ncissiis elemeolos
e necesidades sociaes. J em preseuca da resisten-
cia que eucoulravam (quasi as i e-peras do 18 de ju-
lho ) o ultimo acto notavel da maioria legislativa, a
ulerpellacao Velasco, foi um acto e um voto de hos-
ldade aos tratados.
Se no estivessem cegos deveriam prever, reconhe-
I cer qoe teriam de recorrer protecco brasileira; e
Na acephalia do poder grande numero de mem-
bros do corpo legislativo fizeram parte do governo I
provisorio, ou a elle adheriram ou aceitaram o seu
servico. Privada delles ficou a cmara dos deputa-
dos sem numero para funecionar ; nao ha cmara de
deputodos, e sera ella nao existo o complexo diy po-
deres, que chamamos poder legal.
Aponlo sto nicamente para dizer a V. Exc. que
s erros desse tonesto 2i de setembrooao nos deixam
outro caminho se nao o seguinte.
Desarmar a guerra civil, mi dos caudilhos que
tem despedazado o paiz e que So despedara-lo se
nao a desarmamos ja, j ; conservara paz, admiltin-
do os fados consummados que nao se podem desfazer
senao por meio da guerra, islo he, da ruina total do
paiz. ho admltir uma appellacao franca para o voto
da nacJo ; pedir a garanta, bem efllcaz e bem defini-
da, do Brasil, para a sincera liberdade deste acto so-
lemne.
Aerificado islo, reconhecer e sustentar o governo
que daqui resultar ; aperfeicoare amplificaras bases
e os meios da nossa allianca com o Brasil, e dar por
esse modo garantas efUcazese sol Jas i paz publica
c a existencia do governo ; accommodar as nossas
leis s necesidades do paiz, substituir a pollica re-
trospectiva e especulaliva pelas qr.estOes econmicas,
as llieorias polticas pelos esludos ailiniustralivos.
Precisamos de muito menos poltica, de muilo menos
lquacidade de tribuna e de imprensa poltica, e de
muilo mais administracao. Propriamente, nunca t-
vemos nem temos administraran.
Devemos tozer sto de boa f, com a boa f que re-
clama o uosso proprio inleresse.
Julga-V. Exc. que existe debaxo do sol uma con-
dicaoraais desgranada do que a nossa, como cidadaos
e como homens ?
Peco venia para indicar-lhe em nma prxima carta
os meios de por em pralica estos ideas : elles sao fa-
cis, se livermos um pouco de elevacao e de abnega-
cao, serasgarmos a venda das nossas paixdes e ren-
cores mesquinhos, e quizermos ver o inleresse da pa-
tria e o^osso proprio inleresse individual onde real-
mente eiistirem.
Por meios brandos ,1c couci lia cao, translcr/loe ab-
negacao poderemos ainda salvar-nos. A paz lie lu-
do, Iodo, lodo! nao haver governo regular, *tem
mesmo palria para nos, se nao por meio da paz. Se
nos obslinarmos na guerra civil, sej?m quaes forem
os esteris patavres que inscrevermos na nossalkan-
deira, se nos empenharmos em que inetade dos nossos
coiicidailos opprima e prosrreva a oulra metade
quando. lodos reunidos apenas bastara m para exis-
trem e organisarem-se como nacao, ento, senhor,
nao b salvaran possivel, cnlo, para aquelles queco-
mo nos nao esto possnidos de delirio e das illusoes
da paixn, do odio dAmnieSo insensata, he chega-
do o momento de rollar o roslo para esperar a morle
em paz.
A intensidade do senlimenlo qu me dcla estas
cartas nao me permitlc medir as palavras. Tenlia V.
Exe, a bondade de perdoar a forma lalvez excessiva-
meule spera, visla do sincero amor peto paiz, e
que espero reronhecer no fundo.
Digne-se, ele. Jornal do Commercio.)
que ninguem pode prever ondesedeler sua marclia
ascendente, figura o celebra Pourter um homem
que se aprsenla aos ministros de Augusto, comum
camtxo e uma bussola na mao, e lhes falla' desla
maneira.
Coma materia comida nesta bagaiella (a pl-
vora) vou mudar a lctica dos Alejandres c dos
Cesares; posso com esla mesma materia, fazer^voar
pelos ares o Capitolio (por uma mina) ; arrazar as
cidades de uma legua de distancia (pea bomba e co-
lubina) ; reduzir, em um minuto dado, a'cidade de
Roma a un montao de ruinas [pela cxplosao de
urna grande quanlidade de plvora); destruir, na
distancia de 500 toezas, todas as nossas le-
smos (pela artilharia) ; igualar o mais frac solda-
do ao mais furle {pela mosquelaria) ; trazer o raio
em meus bolsos (pola pistola de algibeira) ; emfim
posso, com est'oiitra bagatella (a bussola) affronlar
na obscuridade, as tempestades, os oaeliopos, diri-
gir u navio to seguramente como em pleno dia, e
guia-lo por toda parle onde nao se vir co nem ier-
ra.
Concluido esse discurso, diz Fouritr, os graves
personasensdeHonia, os Mecenas e os Vrippas,
teriam lomado o inventor por um visionario., .
E o que diriam elles se o enteiiocutor Iwuvesae
acre?cenlado ludas as gutras descobertas feitas depois
da plvora e da bussola ; se principalmente Ibes
houvesse fallado dos prodigios do vapor ? Fcil lie
prever-se : teriam dito pouco mais oumenoso mes-
mo que diriam nossos pas ha um secuto desla par-
le, se algumadvinbolbes valicinasse que os habitan-
tes da villa de S. Anwsiio do Rccife, -no anno de
1854, haviam de ler regularmente noticias do an-
tigo continente com o intervallo penas de 15 dias,
e do Rio de Janeiro, feito capital da trra da Sania
Cruz, com o de 4 al 10 dias, a despeito dos ven-
tos e mares, entretanto a cousa est rcalisada, c '
s nesla semana ti vemos dalas da corte de 10, He
14 do presente mez y
Tratava-se no Rio, assim como em S. Paulo da
eleicao de dous sanadores, e felizmente ainda nao
tinha aparecido scena alguma sc'melhante a de S.
Josj dos Pinhaes. Tanto essas como as demais
provincias do sul continuama gozarde tranquillida-
dc. As noticias que da corte nos vieran), torito
quasi todas-destituidas de importancia, -e apenas
lornoii-sc notavel a subsliluieao do K\m. Sr. Dr.
Villela na presidencia do Cear pelo Sr. conselheiro
Pires da Molla, que tao bem j administrou esta
provincia, ainda que por pouco lempo.
No norte, haviam encerrado suas scsses as as-
semblas legislativas do Para e Cear; no Mara-
nhao sentia-se a falla de clmvas, tendo sido escassas
a safra do algodao e do arroz; Na Parahiba prose-
gua m os assassinos em sua obra de destruicoo, e a
seguraiica individual tornava-se precaria.
Entre iiqs continuam com fervor os 'passa-lempos
fMlivos, o nao sao os religioios os que Tenos
abundam. No dia 15 teve lugar na freguezia de S.
Amaro deJaboatao', 4 leguas distante d'esta cdade,
a fesla do Senbor Bom Jess, que foi grandemente
concorrda, muila gente aproveitou a bondade da '
estrada, e s distraeces de um bom passeio reuni
os divertimentos de uma fesla de campo, acompa--
nhada de cavalhadas e outros briuquedos mais in-
ventados para entreler e malar o lempo, Dizem-nos -
que a fesla, com os seus accessorios, durou jierto de
tres dias: o ainda que mais durasse, estamos que
nao faltariam devotos para gozarem, at a iilma,
todas as suas delicias.
lim caso que podia ser bem fatal, succedeu no dia
1 Odocorrentc, na ra da Cadeia d'esta cidade. Pelas
8 horas i!a manha d'esse dia, disparou-sc dentro '
da casa da guarda que viga os prezos, uma grana-
deira carregada com bala; e varando esla-o soalho
do primeiro Sudar, por pouco que nao attingioa
scnliora do morador, que lalvez ainda seacbava dei-
lada. Consta-nos que n mesma casa da guarda,
existe grande quanlidade de carluxame em uma
cai\a%nal segura e at sem chave. Alim pois de
prevenir maiores desastres chamamos a aitencao
do Sr. eommandanie das armas para o qne acaba
i de siicceder; e esperamos queS. Ex. nao s provi-
| denciar para que nao andem os soldados com ar- '
mascarregadas; como lambem para que se remova
aquelle deposite de cartuxame, ou pelo menos seja
conservado com mais cautela em lugar seguro, pois
qyc do contrario, nada mais fcil do que uma cx-
plosao, necess'iriamentSfeial aos miradores d'aquelte
predio assim como aos visinhos,atienta a negligencia
dos soldados e o continuado uso'dos charolse ci-
garros.
No dia 20,- na ribeira de S. Antonio, praticou
certo gatuno, um furto em que niuito se tem falla-
do. Passaudo por all o caixeiro de yma casa de
negocio do Recife, approximou-se de um vendedor
de pcixe: e depois de ter ajustado o que quera
comprar, puxou pela carteira, edella tirou uma se- '
dula para o pagamente ; emquanto porm se efTec-
tuava o troco, o larapio-, aproveilando o descuido
do holnem, que puzera a carteira sobre um banco,
surripiou-a cm lal presteza,- que quando elle a
procurou debaxo das mos, j Am vestigios pode
encontrar do rumo que linha lomado.' Immediata-
niente acudi a polica, e sendo corridos os circuns-
tantes, em ncnbun se achou o objeclo furtado, ape-
zar de dizer-se que ninguem dalli se retirara! Pa-
rece pois que na inclgueira j traballiam socios in-
vsiveis. Dizem que o pobre homcm linha na car-
teira cerca de 6009000 lis; e para quem nao he
rico, he um furto de aleijar.
Consta-nos que foram presos no lugar do Puli7
ro, comarca de S. Anteo, pelo respectivo delegado,
Elesbao Carlos da Silva, como mandante 'de um
assassinio, e mais dous individuos suspeitos de se-
ren seus cmplices.
Entrara'm durante a semana 34 embai-caces b
saliiram 22. ?
Rehdeu a alfandega 62,716,7*9 res.
Fallccerain 41 jiessoas: 8 homens, 10 mulberes
12 prvulos livres ; 3 homens, 2 mulberes c ti
PEltMMBliCO.
RECIFE 21 DE JANEIRO DE 185i.
A'S ,6 HORAS DA TABDE.
liKllOSI'rt II SEMANAL.
Qualrovap-)res vimos entrar esla semana emnos-
so porto : o Imperador no dia 15, procedente dos"
portos do norte; u Lusi tanta no dia 16, o (iua-
nabara no dia 19, c o Trames no da 21, proce-
dentes todos do suido imperio 1
O progresso da bumanidade bera dpeMpto ebem
observado he como una cousa tohpMsaaos olhos do
geral dos homens : as sua^flnifestaeoes passam
desapercebidas para cl|glTe quando sejwicura u-
ni-las debaxo de um sii iionlo^is^sta ronseguc-
se quando muito admira-los pelo nume* r*'3
magnilicencia dos resultados obtidos ; dermina-se
mesmo a sua crenca para o que se acha feilo e con-
sumado ; mas se se trate de formar .^njecturas so-
bre as maravilhas que o futuro .-.-erra, ei-los que
se mostrara, scepticos e nep--ico a possib lidade de
fazer-se mais do que jay fez I 0 apostelo incr-
dulo deu a conhecer o que eram e o que sempre se-
rao os homens ; fornwvu a medida da fraqueza de
sua razo, e caracterisou um dos lados jnais salien-
tes da sua naiureza- Raros sao os que vem e al-
cancamas cousas com- os olhos da intelligencia -A
grande ha o Humero dos que csrecem do auxilio dos
sentidos, e que nao podem crer sem tocar com o
dedo.
Querendo dar uma idea dos progressos feilos pe-
lo genero humano, e ao mesmo lempo fazer sentir
diario m mmvm.

i
prvulos escrayos.
REPAHTICAO DA POLICA.
Parta do dli 21 de Janeiro.
Illm. e Evm.Sr.Participo a V. Exc. que das
parles boje recebidas nesla repartirao, consta te-
rem sido presos: i minha ordem, Malheus Gomes
de Mello, por crime de estupro; ordem do dele-
izado supplenle do primeiro dislriclo desle termo,
Jos Correia de Mello, Joflo Weuceslo da Jess, e
Honorato Jos Tcixeira, todos para averiguacbes po-
liciaes; ordem do subdelegado da freguezia de S.
Fre Pedro Gom-alve, John Tould, sem declaracio'
da motivo; ordem do subdelegado da freguezia de
S. Jos, Francisco Jos Bibeiro, para averiguae/ies
policiaes, e as pardas Clara o llenriqueta, "por de-
sordem, da qual resullou esla ferir aquella com uma
lacada sobre o peilo esquerdo ; ordem d subdele-
gado da freguezia da Boa-Vista, o pardo DogoSoa-
res, e Manoel da Silva, ambo? por desordeiros, Jos
Bczcrra, por ebrio, e Manoel do Nascimenso Bibei-
ro, para averiguac.es policiaes; e ordem .dq ub-
^delegado do Poco da Panella, Malinas Bezerra Ca-
valcanli, e Jos Tinoco dos Santos, para averigua-
COes policiaes.
Deus guarde a V. Exc, Secretaria da polica de
Pernambuco 21 de Janeiro de 183.Mu- e Eira.
Sr. conselheiro Jos Bento da'Cimba e Figueiredo,
presidente da provincia.O desembargador Cae-
lanoJotda Sitra Santiago, chela de poliria in-
terino.


Chegou anle-hontem do sul o vapor inglez Tnames,
e por elle nxebemo gazelas do Rio de Jaeir* ato
14 do corrento, e da Baha at 18.
Acha^erflomeado secretario da presidencia da pro-
vincido Ccara, o Sr. baclurel Jos Francisco Car-
dozo.
Foram nomeados cunimandantes la canhoncira
Mica, o 1, lenle Aiaqum Guilherme de Mello
Carrao, e do vapor d!Pedro, o >. lenle Salusita-
no Caelano dos Santos.
Foi commutada ein gales perpetuas a pena demor-
lo imposta ao reo Joaquim Francisco, que assasafnou
na repblica do Paraguay, a Apolnario GoncalTes.
A vclima era subdito brasileiro, assim como lambem
o h o reo.
L-se no Comi Mercantil do Bio :
a O Sr. Polycarpo Francisco de VatcoactHos, re-
quereu por empreza ao guverno imperial para fun-
dar um parque no campo de Santa Auna, e construir
o cenlro um Iheatruque tenlia de subslituiro pro-
visorio, edificando no qualro ngulos lorreoes, dos
quaes um ser destinado para recreio de SS. MM.
l., e de sua augusta familia : haverao no parque
exercicios gymnasticos, banhos, e toda a Mloreaa de
reereios para distractSo dos habitantes desla capital.


DIARIO DE PERNAMBUCO SEGUNDA FEIRA 23 DE JANEIRO DE 1854.
Consli que o governo, tomando era considerarSo o
requerimeulo e propasla dos emprezarios, a mandara
cmara municipal para informar.
Hontem foi arrojado pelo mar i praia de S. Do-
mingos, o cadver de urna mulher. Conhecia-se que
ert brinca, mostrara ler do II a 16 annos de idadc,
alm da camisa e veslido tinha calcas, e nos ps meias
e bolinas. Quem ser esla infelii'! A'iuslica cumpre
responder. Parece que conservnu-se na praia desde
bonleni pela manhaa, al as 6 da larde.
L*m homem casado, portuguez, da provincia lo
Minho, emprcgado na barca que serve do deposilo
de gclo, recolliia-se para bordo dcssa embarcado
tm omi pequea canoa, domingo noite, levando cm
sua companhia urna fillia; menina de 7 annos. Quan-
do npproximavam-se ao navio virou-se a canoa, e es-
te* dous infelizes^norreram afogados. O cadver do
pai appareceu bontem junio ao ancoradouro do na-
vio.
m seu n. de 13 do presente, refere o Jornal do
Commercio oseguinle caso, que nao deixa de ser in-
leressante:
Descobrio-se houlem um roubo-impudente, cjo
perpetrador nao lie anda condecido.
Pelo paquele a vapor Haitiana, remetiramos
Sr*. M. Gachen & C, negociantes cslubelecidos no
Kio Grande, um sacco com 200 onc.as de ouro'. para
ser nlreguo nesla prac,a aos Srs. Durham, Filho i5
('.. O sacco vinlia lacrado com o sello da casa do Rio
r.randeM. Gachen <\ G., Rio Grande do Sul, e,
comojie costume, reccbeu-o o* commandanle do va-
por sem etame e declarou no conhccimento que ig-
norava o contedo.
Chegando o vapor antc-hnnlem a esle porto, foi
mandado o sacco para a acenca c entregue bontem
demanha, sellado como fra recebido a bordo, a urna
pessoa da casa dos Sis. Durliam. Levado para o es-
crplorio destes senhores, all se abri, e em vez de
on$a* de ouro acharam-se moedas de cobre embru-
Ihadas em juruars do Rio Grande,
* O sacco nenhum signal apresenlava de ler sido
aberlo volenlamenle. O sello eslava apagado, mas
pode issoser dcvido ao derrelimenlo do lacre, porque
o mesmo fado se d no sello do conliecimcnlo, no
qoal apenas se podem ler tres lellras do nome da ca-
sa e a palavra Sul.
Em lugar competente vio transcriptas por extenso
as noticias do Rio da Praia, e do Rio Grande do Sul,
ltimamente recebidas na corle.
nanlo a Babia nada lia que lenlia o menor
inleresse.
.'PliBLICACOES A hDioT"

1
?
/
i*
f
Aracaly, hiato brasileiro Dutidflsn, .le 43 1|4 lo-
neladas, conduzio o seguinle: 167 volumcs mo-
Ihados.
Luanda e Bensiiella, hrigue portuguez Maria,He-
lena dc226 lonelndas, conduzio o seguinle :13 pi-
pas, 12 meias dilas el87 barris com 47.071 medidas
de agurdenle cachaca, 30 latas com O arrobas de
sanear.
UECKBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia '21..... 2IO&j!)0
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia 1 a 20.....32ffl93j895
dem do dia 21........ 1:0772I7
Algodo -
Sr. Redactor.Recoaheceudo que aos nume-
rosos amigos meus nesla cortoe as cidatles da Ba-
ha e Pernambuco, accionistas da Companhia Luso-
Brasileira de Navegacao a" vapor, devo o honroso c
espontaneo convite que a direceo da mosma com-
panhia na cidade do Porto me Dzera para tomar o
commando Je seu primeiro vapor, o 1). Varia II
o qual eu fora obligado a.declinai em consequenc.a
ile motivos domsticos que me impedirjrm de sabir
destacone; e achando-me em extremo penhorado
petas novas pravas de consideracao com que a mes-
ma directora acaba de disiinguir-mc cm carta de
10 de novembro p. p, assignada pelo Exm. Sr.
viaconde de Castro a Silva, naqul, exprimindo-se
em termos sobremancira lisongeiros cerca das ra-
zos que uu dera para nao aceitar o referido com-
mando, me offerece ainda o do icrceiro vapor que a
companhia ha de mandar construir, o no entablo o
do vapor Duque do PorUi, assim como o ir assis-
lir eonslrccao do Pedro II, cujo commaudo
nao pode dar-mc jior estar j promettido ao, Sr.
Cunba; eu fallara ao dever que me impoe o senti-
inenio de gratidao de que me aclw possuido por lao
rlistinctase repetidas pravas de considerarlo c cou-
tianea, ae nao Ibes transmilsse os meus agradeci-
mentos pelo modo mais conspicuo, e como nenhum
aeho mais adequado do que o prestnie, lauco mao
deHe para offerecer-lhe os meus votos de gratidao.
Souetc.
Antonio Carlos de Azeredo Coitimio.
Jornal do Commercio.)
-----*-------'
Urna lagrima sobra o tmulo do Sr.
Manoel Joaquim Pascoa! Ramos.
Onnndo o Sr. Manuel Joafluim Pascual Ramos,
ailda sensivel a prd desua carinhosa esposa, quan-
lata por tributar-Ibes um futuro ebeio de prospe-
ridades, a raorle o rouba do seio delles, nico arrimo
que Ibas resta va, a nica esperanza qoe linbam na
Ierra Elles iucoiisrlaveis, subjugados pelo duro
peso da orpbandaile.choram a perda de um pai que,
sahendo comprehemfer o dever de sua pnsico, Ibes
jirodlgalisava as sua mais ternas e palernacs cari
cias. O Sr. Manoel Joaquim Pascoal Rtoos safbia
zelosamente cumprir as obrigac,pes de um pai dei fa-
milia, e nao menos de um verdadeiro amigo ; eri be-
nvolo, afTavel para com lodos que tinbam a ventura
do coramunica-lo :^m seu pcito palpilava una cora-
I*o benefleo ; nelle se divisava um caracter>fle urna
alma compassiva ; a honra c a virtude eranVsuas di-
Viaaa. Sua morlo nao so fui sentida peloj homens
que conheciam sua probdade, como por Aquellos a
qoem elle servia de Unitivo aos seus .Jollrnientiis.
Per laso, conduzido pelo dever da araada, venl.o
boje no meio de lana dr, verter unja lagrima sobre
o sen tmulo : mas como poderei mitigar tanta dor,
tintas saudades, que me licaram de (Km verdadeiro a-
migo? Com ludo, urna nica lembiaviu-a vem saavisar
meucoraco.e he que Dos sendo nflizericordioso,borne
justo, nao deixar de ler recelmio no eo aqurlle que
"na Ierra espalhou com mao benf fazeja, lanos -bene-
ficios, soccorrendo os npprimuos no rigorde suas ne-
eesaldades. A maior, a mais apreciavel heranra que
elle legua a seus filhos foram as suas virtudes. Muito
o lem sabido imitar o se'd genro o Illm. Sr. Sil vino
GuilheimedeBarros, que tornando-se bom filho pe-
la educarlo de seus pais,ser o arrimo de suas virluo-
aaa cuuliadas, sobslluindo-lbes o lugar paterno.
Si, prosegu nesla brilhanl carreira da virtude,
respeilai as cinzas de vosso sogro, o lembremo-nos
' que orepouzo dos justos he na man cao eterna.
A. J. V. S.
33:6705912

PRALA DO RECIr'E 21 DE JANEIRO DE 1854.
AS TRES HORAS DA TARDE.
feeista semanal.
Cambios Ncgociarnm-se tetras sobre Lon-
dres a 28 i. por IjtnlM) dias vista,
sobre taris de 340 a 34."> rs. por f.,
sobre'Gonova a 350 rs. por dilo, e
sobre o Rio de Janeiro a 2 por cen-
tode rebate a 15 dias vista.
ivemos 'rnenle218 saccas entr-
is, t os precos ciinservaram-se a
5j)600 Ts. por arroba dp primeira
sorte e 5&200 de segunda.
Assucar ----- Vendeu-se o branco de primeira
sorle a 2S600, o de segundado
:';'iM a29500, o .le (erecira supe-
rior de 23300 a 29350, e o de ler-
ceir regular de 2200 a 2?>250, o
do quarta de 2S100 a 28200. o de
quinla e sexta de 2 a 25050 por
arroba; o mascavado escolbido de
" I8fi00al8o50,en regular de 18500
a 19550; como cbeaassem r.esla
semana alsuns navios, lalvez se
(orne mais procurado.
Couros ----- Inda foram procurados de 155 a
160 rs. por libra.
BacalbaO Fez-se venda de um carregamenlo
a 128, e rclalbon-sc de 128 13?;
licaram em ser de II a 12,000bar-
ricas.
Carne secca Vendeu-se a 28HO0 por arroba a
do Rio Grande do sul, da qual s-
i.ionte exislcm em ser 3,000 arro-
bas ; e de 28600 a 38700 a de Bue-
nos Avies, da qual lia no mercado
31,000 arrobas, inclusive um car-
regamenlo entrado a 19, que est.
1 em ser.
Cafe.......dem de 48800 a.58000 porarroba.
Carvao de pedra- dem a 168 por tonelada, descar-
ga por conla do comprador.
Farinba de trigo- A existente anda de 11 a 12,000
barricas. Vendeu-se a de Phila-
delpbia de 2255000 a 249. a de
Ballimorc a 235, e a de Trieste a
2iS por barrica.
Descontos--------- Rebaleram-se letras do 3a5me-
zes de I a I l|8 por cenlo ao mez.
Frcles '-------------. Do assucar para o Canal a 90 d. c
5 por ccnlo, para Genova em di-
rcilura a 80 s. e 5 por cenlo; para
o canal carregando em Macei a
95 s. c 5 por cenlo; de couros de
Macei para Liverpool a 80 e 5 por
cenlo a libra.
Ficaram no porto 56 embarcares, sendo : i
americanas, 22 hrasilciras, 1 belga, 2 fraucezas, 3
hamburgiiezas; 2 hespanhnlas, 11 inglezas, 1 norue-
guense, 5 porluguezas, 2 sardas c 3 suecas.
------imiotae-----
PAUTA
dos prero* correntet do assucar. algodaS1, e mais
genero do paiz, que fe despachan, na mesa do
consulado de I'ernambuco, na semana de 23
a 28 de Janeiro Assucarepicaixas branco 1.a qualidade a
2.a
mase........
bar. esac. branco.......
mascavado.
o refinado............
Algodao em pluma de i. qualidade n
i) 2." n
3.a
em carneo
Espirito de agurdente.......caada
Agurdenle cachara........
de r ,i i. n a......
resillada ........
Gcuebra..............
...............bolija
Licor .-..............ranada
N,............garrafa
Arroz pilado duas arrobas, um alqueire

ranada

ccnlo

S
s
COMMERCIO..
PIUCA O RECIPE 21 DE JANEIRO AS 3
HORAS DA TARDE. .
^y*d>TCA ofliciaes.
CapaWir^ailW Londres a 28 d. 90d|v. a prazo.
Uio obre o Kio de Janeiro2 por cenlo de rebate e
I5d[v.
ALFANDEGA.
Rendimenlo do dia I a 20. ..
dem do dia 21 .
190:31.75529
9:9425287
200:3095816
Dticarreqam hoje 23 de Janeiro.
Barca ing eM_ cruzador mercadorias.
Barca ilgleu pro,pero |,ac,|,la0.
Barca ingleza -Bonita- carvao.
Brigue sueco tlma (aboado.
'"i^erMdori,*0'''*""' Uahl ~ '"'"'ha
^i? touirira -f0*1* ~ f'"o e charutos.
Hiale brasileiro Amelia \iem iem_
mportacao
liUMS??"' T'ri! ',a fe,al"b'- consignado ao
aaeamocapitao, manifeslou okauinle
saetas milho ; a Bailar Oliveira, M ecos
aturar ; a Francisco Radicb. *"saccos
Najeiro Amargoso, vindodo Ass, consig-
ado a Bernardino Jos Monteiro & IrmSn, manifes-
ao argsinle :
neires de sal, 68 saceos e 7barriras -era de
earw ta ; a Manoel Alvcs da Silva.
I onroa miado, urna porrao de peixe secco ; aos
nMMui consignatarios.
OONSUI^DO GERAL.
yawlmaaaito do da 1 a SO 24*145694
dem do dia 21........ 9188550
cm casca..........
Azeilc de mamona........
' mendoim e le coco. .
' de peixe........
liaran..............
AvCs araras..........
, papagaios........
Bolachas.............
Biscoilos............?
Uaf bot............
reslolbo...........
ii com rasca..........
moido............
Carne secca ...........
Cocos com casca........
Charutos bous....... .
- .-fl_ ordinarios. .* ...
ii regala e primor. .
Cera de carnauba........
no velas..........
Cobre novo mo d'obra.....
Couros de boi salgados......
espixados ........
i verdes .*........
n de onra.........
ii o de cabra corlidos. .
Doce de calda .........
goiaba.........
secco...........
% jalea............
Estppa nacioual..........
eslrangeira, mo d'obra.
Estaadores grandes ......
pequeos......
Farinba de mandioca......
ii ii milho........
n araruta.........
Fcijao .'.......... .
Fumo bom '.'.........
ordinario .........
ii em rllrn bom.......
ii a ordinario ....
reslolbo.....
Ipecacuanba..........
Gomma.............
Gcngibrc............
Lenba de acbas grandes.....
ii pequeas........
ii loros............
Pranchasoc amarello de2 costados. .
ii louro ....:..-...
Costado de amarello de 35 40 p. de
c. e 2 > a 3 de 1.......
ii de dilo usuaes........
Costadinlu de dito..........
Soalho de dilo............
Forro de dilo.............
Costado de lonro...........
Cusladiubo de dito;.........
Soalho de dito............
Forro de dilo......, ,.....
# cedro. ..........
Toros de talajuba......
Varas de parreira.......
aguilhadas ........
quirs.......'.....
Em obras rodas dcsirupira para carros
ii eixos u
Mclaco................ ranada
Milho...........Q. alqueire
Pedra de amolar............urna
filtrar.......
ii rebolos......
25300
15900
acoo
29100
19700
29560
68000
59600
5200
15500
5500
8320
8400
8300
800
8!80
8400
8180
49400
18280
8720
19200
18280
59000
equipasen) 5, carga varios gneros ; a Manoel Al-
. ves da Silva. Passageiro*, Thomaz Pinlo dcSoii-
za, Manoel Vieenlc dn Cunba, Manoel Alves da
Silva, Jnao Jos de Nepomuccno.
Xacios sahidos no mesmo dia.
Para e parios intermediosVapor hrasileiro Guana-
oara, commandanle o primeiro-tenenle Torrezilo.
Alom dos passageiros que Irome, leva a seu bordo:
Antonio Francisco de Oliveira, Joaquim
dos Sanios, Marques Laurneo Pereira
Pimentel, Carlos Auguslo Rudorr, Dr. M
reir da Silva Brambilla e sua senhora. I)r. Can-
dido Antonio Pereira Lima, Manoel da Cosa Bar-
ros, o capil.lo Francisco Antonio da Fonseca Gal-
vlo e sua familia, 6 presos de juslica, 1 cabo e4
soldados de polica.
Havre pelo Rio Grande do NorleBarca franceza
Jos, capilAo Houdel, carga assucar e algodo.
ParahibaHiato brasileiro Flor do Brasil, meslre
Joaquim Antonio de Figueircdo, carga bacalbo c
mais gneros.
demHhile brasifeiro Santa Cruz, meslre Henri-
quedeS
demII i
des, meslre
eros
Mulalinhu, Francisco Marlins Bolelho, Manoel
Pereira de Araujo.
.Vacio. entrados no dia 21.
Rio de Janeiro e Babia6 dias, vapor ingle/ Tha-
mes, commandanle VVilliam Slrull. Passageiros
para esla provincia, o engenheiro Charles Nealc,
Eduardo Emmanuel Neveuscbwander.
Marselha54 dias, polaca franceza 'Mente, rapilao
Pelilpain, em lastro ; a Dragn.
Ilamburgu42dias, patacho hamhurgue/, Eduard,
le 91 tonelada-, c,|iilao L. Mecblemhurg, equipa-
gem 7, carga fazendas e mais gneros : a C. J. As-
"ey& Companhia.
Dundee52 dias, hrigue inglez Lord Selson, de 280
toneladas,, capiao David Gillespei, equipagem 12,
carga carvao ; a orjlem. Ficnudequareiilena por
6 dias.
Hha de Fernando de Noronha54 horas, paladn
transporto I'irapama, nunmandanle Camillo de
l.ellis Fonseca. Passageiros, Jos Joaquim de San-
l Anna, Isabel Maria Mcudes de Lages,6 filhos me-
nores, 1 escrava el tillo, menor, Feliciana de Tor-
res Lima Mendes, 1 lillio menor e 2 esrravos, The-
reza Candida de Jess Bandeira e 2 filhas meno-
res e 6 sentenciados que liudarama sentenca.
Ciado* sahidos no mesmo dia.
AssHiale brasileiro Anglica, meslre Jos Joa-
quim Alves da Silva, em lastro e alguns gneros.
Londres^Barca ingleza Orienl; com a mesma carga
que IroTixe, suspendeu do lamrirao.
AracalyHiale hrasileiro ucidoso, meslre Jo3o
Henriques de Almeida, carga .varios gneros.
New-BedfordGalera americana Montezuma ; com
a mesma carga que Ironxe. snspendeu do lameirao.
BabiaBarca americana Goccrnor Ion Oxhelm;
comi ni, -ma carga que Irouxe.
Soulhamplon e porlos intermediosVapor inglez
Thamei. commandanle William Slrull. Passagei-
ros que vo dcsla provincia, l Francisco Fernandos
Tlioma/.. Francisco Jos de Magalbacs Bastos.
Salios entrados no dia 22.'
Ceatti e Assi 9 dias, e do ultimo porto 6, hiale bra-
sileiro. Capibaribe, de 39 toneladas, meslre Anto-
nio Jos Viauna, equipagem 7, carga sal ; a Luiz
Borges de Cerqueira. Passageira, Urcula Maga-
Inna o 1 lilho menor.
Liverpool34 dias, brigue inglez Eeerlon. do 204
loneladas, capilao James King, equipagem II,
carga carvao.; a Johnslon Palcr & Companhia.
Ficou de quareulena por 6 dias.
Callio de Lima92 dias, Ralera ingleza Jannet, de
317 toneladas,capilo James Graham, equipagem
16, carga guano; ao'consul iuglez. Veio refres-
car e segu para Cork.
Savios sahidos no mesmo dia.
Colingaiba por MaceiHiale brasileiro .S. Joa-
uim. meslre Placido Jos de Sani'Anna, carga
acalhio e farinha de trigo. Passageiro, Antonio
Jos da Silva, e I escravo a entregar.
Liverpool por MaceiBarca ingleza lord John
Kussell, capitn J. 11. Clarkc. carga asquear.
Luanda por BengucllaBrigue porluuez Maria
Helena, capitn Francisco Rodrigues nelubal, car-
ga assucar e agurdenle. ">
PbiladelphiaPatacho americam /". Ijtper. ca-
pilao. Eduard Kcnney, carga as car.
Rindo JaneiroPatacho brasileiro Ilom Jess, ca-
pilao Manoel Joaquim Lobaio; carga assucar c
mais gneros. Passageiros, o padre Alexandre
Francisco Serbelon Verdeixa e 8 escravos a entre-
gar, todos com passaporlcs.
4.a O pagamento desla obra ser feilo em qualro
prestaces iguaes : a primeira depois de feilo o lerqo
das obras do lauro : a segunda depois de completa-
dos os dous tercos: a lerceira quondo forcm .recebi-
das provisoriamente : e a quarta depois da entrega
definitiva, a qual lera lugar um anno depois do rece-
biincnlo provisorio.
5. Para ludo o mais que nao eslver delerminado
m Gomes as prsenles clausulas, segnir-se-ha o que dispoe a
da Silva rcspcinVa lei prnvinojal n. 286.'
anoel^Pe-' Conforme.O secrelar'io,
Antonio Ferreira d'Aimunciaeao,
O Illm. Sr. inspeclor da (besouraria provin-
cial, em cumprimento da resolurao da junta da fa-
zenda. manda fazer publico, que no dia 26 de Janei-
ro prximo vindouro. vai novamenle a praca para
ser arremslado a quero mais der. o rendimenlo do
imposto do dizimo do gado cavallar uos municipios
abaixo declarados:
LRiioeiro, avallado annualmenle por 589000
Brejo, por 509000
1989000
por lempo de Ires annos,
e 1853 i 30 de junlio de
Os liuitaules comparecam na sala das sesses da
mesma junta, no dia cima declarado, pelo meio dia,
com seus fiadores compelenlemenle habilitados:
E para constar se mandn aflixar o presente c pu-
blicar pelo. Diario.
Secretaria da Ihesonraria provincial de I'ernam-
buco 17 de dezembro de 1853.O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da tbesouraria de fazen-
da, manda fazer publico, que no lia 31 do correte
ao meio ilia irao a prac.a peranle a mesma Ihesou-
raria, para seren arrematadas a quem por menos li-
zer e melhor vanlagcns em favor da fazenda oere-
cer, as obras do reparo do forro da sala da abertura
da alfandega desla cidade, e do concert da coberla
do armazem n. 1 da mesma alfandega, cujos orja-
mentosse acham nesla secretaria, onde ser3o fran-
queados as pessoas qoe os quizerem cunsultar : aquel-
tes por tanto que pretender licitar deverao compa-
recer no mencionado dia, e a hora Indicada, na casa
da referida (hesouraria, compelenlemenle habili-
tado.
Secretara da Ihcsouraria de fazenda de I'ernam-
buco 20 de janeiro de 1854.O ofllcial maior, Emi-
lio Xavier Sobreira de Mello
O Illm. Sr. inspeclor da Ihesonraria de fazen-
da, manda fazer publico, que da dala de,te a 30 dias
ser.m arrematados peranle a mesma ihcsouraria. e
a quent mais dr nos termos do alvar de 14 ile Ja-
neiro de 1807 as Ierras materiaes e mais perlences
da capella vaga deNossa Senhora do Socorro, cila no
engenbo Snccorro da fregueziade S. Amaro de Ja-
hoai i : pelo que as pessoas que quizerem licitar, de-
verao comparecer na sala das sesses da referida tbe-
souraria, as 11 'i horas do dia 21 de fcvereirn pr-
ximo futuro ; adverliudo que a arremataran ser fei-
l a dnheirode contado.
Secretaria da (hesouraria de fazenda de Peruam-
buco 16 de Janeiro de 1854.O oilcial maior,
Emilio Xarier Sobreira de Mello.
Ponas de boi.
Piassaba.......
Sola ou vaqueta .
v'lio em rama .
Pelles de carneiro .
Salsa parrilha ,
Tapioca.......
lidia- de boi. .
SabSo ........
Esleirs de perperi.
Vinagre pipa. .
una 100000
um 39000
jTi 49480
ii* 69400
ii gOOO
i. 28100
ii 39000
ii 69400
38000
28100
19200
8600
29.500
6J000
89000
9160
9160
8170
8090
158000
SINO
3250
9200
9360
5280
18000
19000
28000
1-3000
29000
29000
9000
19000
69000
2900
85000
19000
39000
2590011
23000
29000
18600
9600
11 99000
urna 125000
11 75000
209000
109000
78500
68000
38500
68000
58200
38200
25200
35000
19200
15280
19600
9960
405000
IC9OOO
9150
19120
9610
65000
9800
.5600
9320
25000
59000
9180
183000
23880
9200
9080
.9160
3O3000
. 11
.
11
. um
. o
alqueire
5) '
11
alqueire
. S

11
11
11
11
alqueire

. cenlo
. 11
EDITAES.
DECLARAGOES.
o presente c
quintal
. duzia

par
11
. cenlo
molbo
. meio
I
. urna
, ceuto
urna
25:7339244
B.naimM,.I'>iV?RSA9 PROVINCIAS.
fendltMntododialaSO.....
dem do dia 21 .
3:4275614
2825731
3:7109315
Exportarlo".
Colingaiba por Macei, hiale brasileiro S. Joa-
qun, de 48 loneladas, conduzio oseguinle 170
barrica.bacallao, 6 .lilas cemenlo, 20 ditas farinba
de trigo. 6 barr e 6 meios dito, manleiga, 1 mesa.
1 earieira, 1 sellim e 2 camas de vento.
Hambiirgo pela Parahiba, brigue' handiarguez
Harriel & Molly, de 2j toneladas, conduzio. o se-
arinle :96 canas com 4,707 arrobas de assucar
2 cutiros espichados com 3,368 libra. ^^
Canal, palacho noruegueose Seloilendigheden, de
127 loneladas, conduzio o seguinle: 1,500 saccos
com 7.500 arrobas de assucar.
Fhiladelpbia, palacho americano tt. F. Loper, de
208 toneladas, conduzio o seguinle; 2,450 saccosj
com 13,250 arrobas de asucar, 169 apuros salgados
iMrw.
MOVIMENTO DO PORTO.
Xacios entrados no dia 20.
Montevideo26 dias, polaca sarda Principio, do 141
loneladas, capilao Eslevo Enrole, equipagem 9,
em lastro : a Viuva A moriin & Filho.
Rio de Janeiro10dias, galera ingleza C'haseley, de
661 toneladas, capilao Peler Slanghler, equipa-
gem 18, em lastro ; a James Crablree & Compa-
nhia.
Valparaizo60 dias, barca ingleza Orienl, de 598
loneladas, capilao A. Will. equipagem 21. carga
praia e salitre ; ao mesmo capilao. Veio refres-
car e segu para Londres com I passageiro.
Bostn33 dias, biateamericano Xorthem Lighl, de
VJO toneladas, capilao B. Brown, equipagem 5,
carga familia e mais gneros ; a Deane Voule &
Loinpanhia. Passageiro, Jos SwifL
P*en-lork.lidias, barca americana Oavernor Ion
O.vhotm, deill loneladas, capihlo A.B. Divis,
equipagem 12, carga farinha c ibais gneros ; a
Johiislou Fajer & Companhia.
Rio de Janeiro33 dias, brigue brasileiro Liberal.
de 20/ toneladas, capilao J,0,1o Pereira de Masa-
litles Bastos, equipagem 12, em laslro ; aj-noel
da Silva Sanios-. >cio receber o pratipoe segu
para o Assu'. .. ^/^
dem16 dias, barca sueca Eliiabet, de 288 lone-
- I'1*8' P,a?. J.-.n- *"?" equipagem 11, em
_ huiro ; uJi^Ji. Bieberdi Companhia.
Parahiba24 horas, hiale brasileiro Paquete de 31
toneladas, meslre Beruardino Jos Bandeira' equir
pagem 4, carga assucar c mais gneros; ao meslre.
Passageiros, Jos Tavare Caja, Domingos Ferrei-
ra uabilva. Joaquim Francisco Alves.
niriod'as ',u,ebralero Amarglo, de 40 to-
neladas, meslre Francisco Goncahea de Sajan,
O ll!n. Sr. inspeclor da ibesoiiraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordeif do Exm. Sr. pre-
slcnle da provincia ile 22 do cbrenle, manda fa-
zer publico, que nos dias 7, 8 e 9 le fevereiro pr-
ximo vindouro, peranle junta da'fazenda da mes-
ma tbesouraria, se ha dearrc alar i quem por me-
nos lizer, a obra do acude na 'illa Mella da comar-
ca dePajeii de Flores, avaliata em 4:004000 rs.
A arreinaiaijao ser, feita na forma dos arls. 24e
27 da le provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
esob as clausulas esperiaes abaixo copiada.
As pessoas que se propozerem a esla arremata-
rlo, comparecam na sata das sexes da mesma jun-
ta, nos dias cima declarados pelo meio dia, compe
lentemenle babeliladas.
E para constar so mandn aflixar o prsenle
publicar pelo Diario.
, Secretaria'da tbesouraria provincial de I'ernam-
buco, 24 da dezembro de 1853.O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciacao.
Clausulas especiaet para a arrematadlo:
1,a As obras ,desle acude sero fcilas de confor-
midade com as plantas e 01 camenlo, appreseulados.
nesla dala a approvarao do Exm. presidente da pro-
vincia, na importancia de 4:0049000 rs.
2.a Estas obras devero principiar no prazo de 2
mezes, e sero concluidas nodelOmezes, acontar
conforme a lei provincial n.286.
3.a A importancia dcsla arremataran ser paga
em Ires preslacftcs da maneira seguinle :. prime ira
dos dous quintos do valor total,'quando tiver con-
cluido amelade da obra ; a segunda igual a primei-
ra, depois de lavrado o termo de recebimenlo pro-
visorio ; a lerceira linalmenle, de um quinto- depo-
is do recebimenlo definitivo.
*' P_arremalan(e ser obrgadu a communicar a
repartirlo da obras publicas com anleccdencia de
30 dias, o dia fixo em que lem de dar principio a
execucao das obras, assim como trabalhar se-
guidamente duraule 15 dias.afim de que possa o en-
genheiro encarregado da obra assislir aos primeiros
Ira balboa.
5.a. Para Indo o mais quenoeslivcr especificado
as presentes clausulas, seguir-se-ha o que determi-
na a le provincial n. 286, de 17 de maio de 1851.
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira
d Annunciacao.
O Illm. Sr. inspeclor da Ihcsouraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provinafrle26 do correte, manda fazer
publico, que no dlR6deJaneiro prximo vindouro,
vai novamenle a pra?a para ser arrematada a quem
nrmenos fizer, a obra, do melhorameulo do rio
de Goianna, avaliada em 50:6008000.
A arremataran ser fcila na forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas cspcciaes-abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a osla arremalacao,
comparecam na sala das sessoes da mesma junla
no da cima declarado, pelo meio dia, compelen-
temeule habilitadas.
E para constar sq mandou aflixar
publicar pelo Diario.
Secrelaria da Ihcsouraria provincial de Pernam-
buco, 17 de dezembro de 1853. O secrelario, An-
tonio Ferreira d'Annunciaro.
Clausulas especiaet para a arremalacao.
1.a As obras do melhoramento do rio de Goianna
far-se-h.ao de conformidade com o orcamenlo, plan-
las e perfis, approvados pela directora em consclbo,
e aprcsenlado* a.appruvarao do Exm. Sr. presiden-
te da provincia, na importancia de 50:6005000.
2. O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de Ires inezes e as concluir 110 de lies annos,
ambos contados pela forma do artigo 31 da lei n.
286. 1
3. Durante a execucao dos (rabalbos, o arrema-
tante sera obrigado a proporcionar transito as cano-
as e barcatas ou pelo canal novo ou pelo Irilho ac-
tual do ro.
4.a O arrematante segnir na execucao das obras,
a ordem do trabalho que lhe for determinada pelo
engenheiro.
5.a O arrematante ser obrigado a apresentar no
bm do primeiro anuo, ao menos, a quarla parte das
obras prorapta c oulrn tanto no lim do segundo an-
uo, e rallando a quolquer dessas coudices pagar
urna mulla de 1:0009000.
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira
d Annunciacao.
O Illm. Sr. inspeclor da (hesouraria
cal, em ci
fazer publu-u que 110 na ;i ae levereiro prximo vin
donro. vai novamenle 11 praca para ser arrematada
peranle a mesma junla. a quem por menos fizer, a
obra do alerro e empedrameulo" da primeira parle do
primeiro lanco da estrada do norle, avaliada em
28:0965887 rs.
A arremalacao sera feita na forma dos arligos 2 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851, e
sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremalacao,
comparecam na sala das sessoes da mesma junla," no
dia cima declarado, pelo meio dia, compelenlemen-
le habilitadas,
E para constar se mandou aflixar o prsenle, e pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaria da Ibesnuraria provincial de Peroambu-
co 9 de Janeiro de 1854. O secretorio,
Antonio Ferreira t Annunciacao.
Clausulas especiaespara a arremalacao.
1.a Esla obra ser feilu de conformidad* com o or-
camenlo approvado pela direcloria em conseibo, e
tiesta dala apresenlado a apprnvacao do Exm. Sr.
presidente da provincia na imporlaiiciade28:096-5S7
ris.
2.a 11 arrematante d.u.i principio as obras no prazo
de dous mezes, e os concluir lio prazo do*quinze
mezes, ambos contados de conformidade coid o artigo
31 da lei provincial 11. 286.
3.a Desde a entrega provisoria da obra al a entre-
ga definitiva, ser o arrematante obrigado a conservar
a estrada sempre em bom estado, para o que dever
ler pelo menos dous guardas empregados conslanle-
menle oesteservico.e far inmediatamente qualquer
reparo que lhe for determinado pelo eneenheiro.
O Illm. Sr. inspeclor da Ihcsouraria provincial,
cm cumprimenlo da rdem do Exm. Sr. preidente
da provincia de 17 do enrrente, manda convidar aos
proprielarios abaixo mencionados entregaren) na
mesma (hesouraria. no prazo de 30 dias, a contar do
dia da primeira pulilicaco do prsenlo) a- importan-
cia das quolas com que devem entrar para o calra-
roenlo da ra da Aurora. Adverlindo, une a falla da
entrega voluntaria,'ser punida com o duplo das re-
feridas quolas, na forma do disposto no i 2. do arl. 1.
da lei provincial n. 297 de 5 de maio d 1852.
N. 62 Joao Jos de Carvalho Moraes 5245685
60 Joao Vieira da Cunba 3885655
a 58 Uerdeiros de llcrculano Alves da
.-Silva .1889755
K '/> Thereza Gongalves de Jess Azevedo 405-5930
54 Manoel Gonr,alves da Silva 3695221
52 Joanna Maria de Heos 3106925
50 Mai ia .loaouina da Trindade 938276
48.Bernardo Duarlo Brandan 3105925
v 46 Viuvacherdeiros de Joaquim Jos
Lourenco da Cosa 939276
41 Jos Jacinlbo da Silveira 1949326
" 12 dito 2615952
40 Antonio de Azevedo Vilarouca 1365029
a 38 Mara Theodora d'AsSumpco 1165.597
36 Dr. Joaquim Francisco de Miran-
da e uniros 1.558426
34 Jo3o Vieira Lima 191-3326
32 Herdeiros de Jos Ramos de Oli-
veira 2029IOO
< 30 Joo Xavier Carneiro da Cunba 7787;
8 dilo A 779730
a 29 Templo dos nglezes f 1:0589200
Reis 5:3608000
E para constarse mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario. Secretara da (hesouraria pro-
vincial de Pernambuco 19 de Janeiro de 1854. O
secrelarioAntonio Ferreira d'AnnuneiacSo.
A capitana ilo porto desla provincia'convida a
lodos os possuidores de embarrarles de qualquer qua-
lidade ou lote que sejam, qnr sejam de uso publico,'
i|uorileuo particular, assim como aos individuos
nellas empregados, para que snliritem as competen-
tes lirem.as annuaes e matriculas al o dia 31 do cr-
renle mez, das quaes deverao andar munidos; pre-
venindo-os que dessa dala em dianle lodo e qualquer
que for encpnlradasem que lenba satsfeilo as dis-
posc.6es chis arls. 73,.74, 75 e 76 do regulameirto das
capitanas mandado oxeen lar pelo decreto n. 447 de
19 de maio de 1846. flear sujeito as penas indicadas
no ultimo dos citados arligos, e para que se nao alle-
gue ignorancia, faz publico o prsenle annuncio. Ca-
pitana do porlo de I'ernambuco 16 de Janeiro, de
1854.O capilao-lcnnle,
Elisiario Antonio dos Santos.
A tbesouraria provincial, em cumprimento do
ordem do Exm. Sr. presidente da provincia de 10 do
crrenlo, lem de comprar os objeclos abaixo declara-
dos para o corpo de polica.
Secrelaria do corpo.
1 sinele d'arniase seus perlences.
2 armarios para o archivo, altura 10 palmos, lar-
gura 7 ditos e 14 polegadas de fundo.
2 mesa!, com gavetas para escripia, compriraento 8
palmos, largura 5 ditos. '
2 escrivainhas de metal.
12 cadeiras de palhinlia.
Casa da ordem.
1 mesa grande com gavetas, comprimeitlo 12 pal-
mos, largura 5 ditos.
6 cadeiras de palbinlia.
6 mochos.
2 escrivainhas de metal.
Eslado-maior.
1 mesa grande, comprimenlo 12 palmos, largura
(.ditos,
1 Jila pequea coa gavela comprimenlo 6 pal-
mos, largura 4 dilosT
2 marqnezas de palhnha.
12 cadeiras de dita.
1 eicrivaninha de melal.
2 Linternas de bronze. ,
1 lalba para agua.
1 pucaro de cobre. .
" Guardadoqiiailtl.
1 barra de madeira.
1 mesa pequea, comprimenlo (i palmos, largura
4 ditos.
1 tarimha.
1 candicrd decobre.
1 lina para agua. *"
1 pucaro de cobre.
ReparMrao d quartel-meslrc.
1 mesa com gavela, comprimenlo 6 palmos, lar-
gura 4 dilos.
2 cadeiras do palhnha.
1 marqueza dila.
2caixoes grandes para fardamenlo. comprimenlo
8 palmos, largura 4 ditos, allura 4 dilos.
1 escrivaninba de melal.
4 sarilhos de 50 armas cada nm.
Para cada companhia. .
1 caixao grande para fardamenlo, comprimenlo 8
palmos, largura 4 dilos, altura 4 ditos.
2 mesas pequeas com gavetas comprimenlo 6
palmos, largura 4 dilos.
2 (amboreles.
2 linas para agua.
2 ps de ferro.
2 carrnhos de mao.
t pucaros de cobre..
2 barras de madeira. '
2 sarilhos para 50 armas cada um.
2 candieiros de cobre.
1 barril para couducrao d'agua.
.\s pessoas a quem cnvier vndcr laes objeclos. a-
prcscnlem suas proposlas em O/las |'erha cretaria da mesma (besouraria, al 26 do crrenle,
advcrtindo que os objeclos de madeira, serao lodos
de amarello.
Secrelaria da I hesouraria provincial de l'ernambu-
no liltoral do porlo. ou rios navcgaveis',sem que lenba
obtido licenra da cmara municipal, c pela capilania,
do porlo seja declarado, depois de felos -os devidos
exames, que nao prejudicam o hrm estado do porlo,
ou rios, ainda mesmo os eslabelctimenlos nacionaes
da marinha de guerra c os Idgradooros publico, sob
pena de demolicao das Obras, e mulla alem da indem-
nis.iran do ilamiiu que liver causado.
Arl. 14. Ninguem poder deposilar madeiras as
praias nem conservar nellas, ou nns-ces por mais de
cinco dias, ancoras, pecas de arlharia. amarras 011
oulio qiiaesquer objeclos que emharacem o Iransilo
e servidao publica, anda que lenba licenca da c-
mara municipal. Equandn para o deposilo e demo-
ra de laes objeclos der liceura o capilao do porlo sem
prejuizo da sobredila servido, s se poder fazer da
hlente da prcamar das aguas viv'as para cima. Os
cnnlravenlores, alm da multa a que forcm sujailos
pelas, postaras da respectiva cmara municipal, sern
ohrigailns a fazer escavar qualquer ara, que se acu-
mule em detrimento do purlo.
Secrelaria da capilania do porlo de Pernambuco 3
de Janeiro de 1853.No imprilimenlu do secrelario,
Manoel Amiirfisio da ConctcSo Pudiltui.
. Pela mesa do consulado provincial se faz, pu-
blico, que no correnle mez do Janeiro leve principio
a cobranca dos imposlos abaixo declarados, perlen-
cenlesao aniui (iuaiiccirn de 1853. 1851: imposto d-
3 por cenlo, dilo de casas de vender bilhetcs e caule
las de loteras de oulras provincias, dilo de casas de
mudas, dilo de casas de jugo de buhar.
Pela subdelegara de Sanio Antonio dcsla cida-
de foi recolhida cadeia urna prela baslanle. bruta,
que diz ser escrava, e cbamar-sc Felicidade, nao ha-
vendo todava declarado o nome de seu senhnr :
quem o for, apreseule seus litulos peranle aquella
subdelegara. ^
O arsenal de marinha vende em lia-la publica,
na porla do nlmoxarifado, no da 25 do enrrente mez,
9 arrobas de bolacha arruinada, 6 dilas de plvora
dila, e urna porraodc holijas e garrafoes vasios que
servirao para couler oleo. Secrelaria da inspeccao do
arsenal de marinha de Pernambuco 21 de Janeiro de
1854.No impedimenlo do secrelario,
Manoel Ambrosio da ConceicSn Padilha.
Pela capilania do porlo desla provincia pede-se
aos Srs. Joao Esleves da Silva, Gregorio Jos de San-
l'Anna, Manoel dos Nascimenlo, Manoel Figueiroa
de Faria,Manoel Gnnzaga Fructuoso Henriques, Ma-
nuel Marques de Oliveira, Manuel Francisco Xavier,'
Joao Cesar, Joo Baplisla do Macedo e Beruardino
!la Silva Guimaraes, queiram mandar buscar as ma-
ncillas de suas canoas, queja se acham promplas na
secretaria da mesma capilania. Capitana do porto
de Pernambuco 21 de Janeiro de 1854. Elisiario
Antonio do* Santos, capilao do porto.
^KlWDE
'JA
s*
Tilia FEIRA U DE JANEIRO DE m.
-RECITA EXTRAORDINARIA I.IVRE 1)E "i
ASSIGNATURA.
Depois que os professores da orcbeslra eexcutarem
urna bellissima ouverlura, composicao do Sr. Oresles,
a companhia juvenil Ibalenseeulerpina representar
o sublime meto-drama semi-saern pastoril, dividido
em 2 aclos e 6 quadros, que se intitula
A REVELACA
DO
XATALICIO DO HSSIAS.
A arcan passa-se na Juda, nos arrabaldes da cida-
de de Belem.
A poesa, a msica, a dansa- e as deeuraeoes sao
produee.r>es dos Srs. Modesto, Oresles, De-Veccby e
Dornellis.
Depois do terceiro quadro o Sr. Joao Jacinlbo Ri-
beiro, por obsequio, cantar pela primeira.vez ueste
lliealro, a cavatina da
.*
da opera cmica, a Yelhic Namorada, do maestro
Mir.
No fim do quarlo quadro Mme. Deperini, c o Sr.
Canlarelli, lanibeni por obsequio, caolaiao o lindo
duelo da
Em seguida o Sr. Kibeiro e a Sra. Pessina dansa-
r.io um passoa dous a caracl|r, intitulado
P.EDOWA POLKA.
No fim do drama, o Sr. Kibeiro execular a diflicl
e graciosa
\alsa do mim.
aqual foi sempre coberla deapplausostanloemLisboa,
como no Maranho.
Dar fim o espectculo a repelicao do lindo c ap-
plaodido
BAiiaAuo cmimmzj
composicao do meslre de baile Jos De-Veccby.
Para maior commodidade do-publico que frequen-
ta o para izo, o prero dos hilheles do dilo lugar ser
de 320 rs. cada uro ; por esla noile smente.
O resto dos hilheles de camarotes, platea e pani-
zo acham-se a venda na ra da Cadeia de Santo An-
tonio n. 16, primeiru andar, e no dia no escrplorio
do lliealro.
Principiar s, 8 horas.
dia, ha vera' leil&o de pass&s em caixas,
meios e quartos, no armazem de Candido
Alberto Sodr da Motta, ra do A/.eite
de Pexe n. Ii.
C. J. Asile) & Companhia continuaro por in-
lervencodo agenle Oliveira.o eu leilode esplendi-
do sorlimciiln de fazeildat allemas, francezas e suis-
as, lodas as mais proprm desla mercado : lerca-
feira, 21 do crranle, os 10 horas da mauhaa, no seu
armazem, ra do Trapiche Novo.
AVISOS DIVERSOS.
111111. ,>r. inspector da Ihesouraria provin- r"y,,-,_"J inesouraria provincial dp J'ernamh
cumprimenlo da resolucio da junla, manda ''" '' de Janeiro de 1854. O iecrniario,
blico que no da 9 de fevereiru prximo vio-1 Antonio Ferreira da Annmiciarao.
O Sr. director do Ivceu desla cidade manda
fazer publico, que as matriculas do mesmo Ivceu
acham-se abertas do da 15 al o lim do correnle,
e nodia 3 de fevereiro vindouro lem de principiar
os Irabalhos. Direcloria do Ivceu 10 de Janeiro de
IN.ii. (! amanuense, Hermenegildo Marcellinode
Miranda.
Para conhccimento de quem possa inlercssar,
se taz publico, que pelo capataz da eslavo do Cupe,
foi remellida n esla repartirlo urna jangada de pes-
cara que all fura lomada a uns individuos suspei-
!os ; >i e\cnindo-se que de boje a 30 dias nao appa-
receudo dono, ser vendida no porla do almovaril'ado
do arsenal de marinha, para salisfazer-se as despezas
que se boiiverem feilo. Secrelaria da capilania du
porlo de Pernambuco 5 de Janeiro de 1854.Mo im-
pedimento do secretarioJoiio Jloberto Auautto da
Siten.
O Illm. Sr. capilao do porlo. para (ornar cffec-
livas ai disposicoes do regulaiuiilo das capiianias dos
porlos, mandado piir em execucao pelo decreto im-
perial de 19 de maio de 1846, inania, para conheci-
menlo dos interessados, publicar os arligos segululcs
do mesmo regulamcnlo.
Arl. II.Ningpein poder dentro do liltoral do por-
lo, ou seja na parte reservada para lugradouro pu-
blico, ou seja na parte que qualquer lenba aforado,
construir embarrado de coberla. ou fazer cavas para
as fabricar cncalhaiUis, sem que, depois da licenca da
respectiva cmara municipal, obleia a do capilao
do porlo. o qual a nao dar sem ler examinado se po-
der 011 nao resudar dahi algum damno ao porlo.
Arl. 13. Ninguem poder muer alerros ou obra
AVISOS MARTIMOS.
Para o Rio de Janeiro seguir' em
poucos dias o veleiro patacho nacional
uHenriqueu, por ter engajado a maior
parte do seu canegamento ; ainda rece-
be alguma carga, escravos n frete e pas-
sageiros, para o que se tratara' com Ma-
noel da Silva Santos, na r.ia da Cadeia n.
40, ou com o capitao na praca.
PaVa a Baha vai sahir em poucos
dias o liiate nacional "Amelia ; para o
resto da carga e passageiros, trata-secom
Novaes & Companhia, na lua.do Trapiche
n. .">4, primeiro andar.
Ercla-so um navio para o Assi'i, e de l para S.
Miguel das Alagoas, que pegue em mil a mil c du-
zenlos alqueires de sal : a Iralar em casa de Louren-
co Luiz das Neves, ra da Cruz 11. ti i .segundo andar.
Para o Porto com presteza,
o novo e velleiro brigue portuguez Esperanra, pro-
cedente da Babia, vem a esle porlo receher a maior
parle do seu carregamenlo, que se acha prompto e a-
penas lem pequeo vao para diminuta carga a frete.
Tambem oficrece.uplimos commodos para passagei-
ros : os prelendenles dirijam-se ao escrplorio de Bai-
lar & Oliveira, roa da Cadeia Vclha n. 12.
Para Lisboa a barca porlugucta GrataSo prc-
lende sabir com brevidade : quem nella quizer car-
regar ou ir de passagem, para o que tem aceiados
commodos, enlenda-se com oS consignatarios P. de
Aquino Fonseca & Filho, na ra do Vicario n. 19,
primeiro andar, ou com o capilao na pra<;a.
Ceara', Maranhao e Para*.
Segu empoucos dias o brigue escuna Laura, por
ler a maior parle dararga pruinpla : o restante e
passageiros, para os quaes dncrece ptimo commml.o,
Irala-se com o consignatario Jos Baplisla da Itak-
seca Jnior, na ruado Vigaro n.4, primeiro anV.
Para o Arac.il> segu com brevidade o hiale
Parahibano ; recebe carga e passageiros : Irala-se
com Caelano Ciraco da C. M. ao lado do Corpo San-
to, loja de massames n. 25.
0 capitao Elias C. Terry da barca americana
O/no, arribada a esle purlo, na sua viagrin de Callio
de Lima, cun carregamcnlude guano, precisa a risco
martimo sobre o casco, carga o frelo do dilo
navio, d. cerca de 4:000*000 rs. para occorrer as
despezas e ronoerlos do dilo navio, alim de seguir
sua viagem : os prelendenles queiram mandar suas
proposlas em carias fechadas-no prazo de qualro dias,
no escrplorio de llenry Forsler & C.a, consignata-
rios do mesmo : na ra do Trapiche Novo 11. 8.
Para a. Bahia.
Sanira quarla-feira 25 do correnle o hiale Xoco
Olinda, para o reslo da carga a Iralar com Tasso
Irmaos.
Para a Bahia.
Seguir cm poucos dias. por ler a maior parle da
carga prompla, a escAina 'eremos, para o restante e
passageiros Irala-se cnin Jos Baplisla da Fouceca
Jnior, na ra do Vigario n. 4 primeiro audar.
LOTERA DO RO DE. JANEIRO,
Aos 20:000^000 rs.
Acharn-se a venda oshilhetesda loteria
40.a d0 Monte Po:' os premios serao pa-
gos logo que se zer a distribuico das
lisias.
Claudio Dubeux faz scienle que o caixeiro da
padaria Manoel, Archanjo de Mello, despedi-se, no
dia 20do correnle, e sabio sem que preslasse conlas,
tendo tomado por balanco todo o negocio tendente
a padaria.
Precisa-se alugar um sitio perlo da prjga, que
lenlia bastantes arvorerrbs e lugar para plantaran :
quem (ver para alugar, dirija-se ra do Padre
Floriano n. 27, ou annuncie.
DINHEfRO.
Na ra eslrela do Rosario n. 7, d-se dioheiro a
juros mdicos, por penhores de ouro, e facilila-se o
meio de lirar os que esiao penhorados por juros ex-
cessivos.
O abaixo assignado nao podendo despedir-se pes-
soalmenlede seus amigos em consequencia da rapidez
de sua viagem para Lisboa no vapor Thames, o faz
pelo prsenle, e lhe uflerece na mesma seu limitado
presumo.Francisco Fernandet 'ihomaz.
Deogralins Lasagna, pintor retratista a oleo, em
miniatura ele, premiado com a grande medaiha na-
cional, de ouro, pela academia das bellas arles do
Riodo Janeiro, tendo chegado ullimainenle da cdrle
dcsle imperio, ollerece o leu preslimo a lodas as pes-
soas que quizerem bonra-lo, oceupando-o nos miste-
ros da sua arte : no butel Francisco desde as9 horas
da manba at as 2 da larde.
No aterro da Boa-Vista, loja de miudezas do
Sr. Manoel Cabral de Meilciros 11. 72, se dir quem
dSOOSOOOrs. at 1:0005000rs., com bypolbeca em
casas terreas.
CAIXA ECONMICA DE PERNAMBUCO.
Nao se tendo reunido numero suflicien-
te de subscriptores para a disetissao dos
estatutos, de novo foi marcado odia 2t
do correnle, as 5 horas da tarde : nesse
dia a discussSo tera' lugar com o numero
de subscriptores qu comparecer.
Perdeu-se na larde do da 19 do correnle um
cnlletc prelo para menino, desde a casa de alfaiale
de Flix de Canlalicc at a ra da Sau.lade: ro-
ga-se a quem o liver adiado o quera levar mesma
roa da Saudade, em casa de Francisco de Barros
Falrao de Lacerda, ou na do Sr. Flix, que ser gra-
tificado. ,
Aluga-se o segundo andar e soiao da casa n. 16
ila ra da Snzala Nova : irala-se na ra do Crespo,
luja u. 8.
O abaixo assignado, ajodante do carceroiro da
cadeia desla cidade, faz scienle ao respetavel publi-
co, que 110 dia J9 do correnle mez, as 6 para 7 horas
do dia, desappareceu um prelo escravo, da prsao da
sala livre pela porla ; e para que o publico nem as
autoridades policiaesse persuadan) ou pensem que o
abaixo assignado leve parle nesle acoiilecimenln, faz
o prsenle annuncio para salvar sua respousabilidade
na qualidade de ajudante do mesmo carcereiro.
m Antonio do Carmo do Patrocinio
Desappareceu no di 8 do correnle, do lugar do
Monteiro, freguezia do Poc.o da Panella, o escravo
Manuino, de nacao, com os signaes seguinles : alta,
magro, com falta de dentes, heicos grossos e o de bai-
lo cabido, lem o umbigo grande, reprsenla ter de
idade 50 a 60 annos : recommenda-se aos capiles de
campo a captura de dito.escravo ; e quem o pegar,
4eve-o casa do abaixo assignado, no Monleiro, que
ser grali Picado. Francisco Cacalcanti de Mello.
O segundo-tenente encarregado do reconhec-
menlo e medican dos terrenos de marinha faz scienle
aos Srs. Manoel Peres Campello Jacome da Gama,
Silvestre Pereira da Silva Guimaraes,. Joaquim Jos
Vieira, Jos Domingues Cudiceira, Antonio Jacinlbo
Borges, Jos Fernandes da Silva, Braz Antonio da
Cunba e .vlliuqueruue. Francelino Americo d Al-
buquerque Mello, Francisco Amonio das Chagas,
Manoel de Almeida Lopes, Joaquim Folalo Ferrei-
ra, Antonio Ricardo Aulnec Villaca, Domingos An-
lunes Villaca e A n Ionio da Costa Kibeiro, que o prazo
que Ihes foi marcado pelo edilnl da Ihesoiiraria da
fazenda de 10 de novembro do auno paseado por or-
dem do Exm.Sr. presideule da provincia, para soll-
ci larcn os tilulus de afora melos dos terrenos que
Ihes foram concedidos, espira no dia 10 de fevereiro
vindouro ; aquelle, porlanlo, que at esta dala doi-
xaade traro seu titulo, incorrerusjeena designada
no mesmo edita!. w
llerece-se urna mulher de boa conduela para
dirigir a casa de um homem -olleiro ou de pouca fa-
milia, sabe coser eengommar, e entende de cozinha:
quem precisar dirija-se a na Bella n. 11, loja.
Joao Keller & C. participan) ao respetavel cor-
po do commercio, que lendo 0 Sr. Rordorf, um dos
seus procuradores, de relirar-ae desla praca cassam
lodos os poderes que o mesmo tinha na gerencia de
sua casa, (cando de boje era dianle fazendo as suas
vezes o Sr. Tbeodor Freiss.
Precisa-se alugar para Irabalhar em umsilio um
oudous prelos, mesmo idosos.tambem.se compraran:
na ra da Cruz n. 34, primeiro andar.
No alerro da Boa Vista, loja de miudezasdo Sr.
Dnarle n. 72, se dir quem d a quanlia de 5008 at
1:000& de rs. com hyplheca em casas lerreas.
Perdeu-se no dia 21 do correnle urna ordem
da quanlia de 3205, sacada pelo Sr. Gaspar de Uchoa
Cavalcanli, conlra o Sr. Joo Auguslo Bandeira de
Mello e a favor do Sr. Joo de Barros Wanderley, na
qual j havia um recibo de 2005 por conla: esta or-
dem eslava envolvida h'uma caria do Sr. Joao de
Barros, aulorisando a Joaquim Jos Ramos para po-
der receber o restante: roga-se a quem a aehou o
favor de restitui-Ia a Joaquim Jos Ramos,. no largo
do Corpo Sanio 11. 6, escrplorio do Sr. Manoel Ig-
nacio de Oliveira.
O abaixo assjgnadc, nao podendo despedir-se
de seus amigos, pela pressa de sua viagem para Lis-
boa, o faz por meio deslc annoucio, olerecendo se
n.aqbella cidade para o que Ibes possa ser preslavel,
110 punco esparo de lempo que all pretende demo-
rar-se, c faz scienle aquellas pessoas a quero interes-
sar-possa, que deixa por sen baslanle procurador ao
Sr. Sebastian Jos da Silva, e tambero encarregado
de lodos os seus negocios.
Francisco Jos de MagalhSes Bastos.
Precisa-se de alugar nm sitio, na Soledade,
Passagem, Remedio, Torre ou Afilelos, que lenba
boa baixa para rapim, e alguus arvnredos, com casa
para pequea familia: quem a liver c quizer alugar
annualmenle, annuncie para ser procurado.
Precisa-se'de 2009 a juros de um por cenlo ao
mez, pagando juros lodos os mezes,,rom seguranea
em urna propriedade de casa: a quem esle negocio
convier dirija-se a ra da Senzala Velha 11. 110,
que se dir quem precisa.
Jos Vlenlim da Silva, bem condecido por
ansinar lalim ha 18 annos, lemhra a quem convier
que a sua aula existe aberta na ruada Alegra (na
Boa Vista) n. 38. onde recebe alumnos cxlcrnos, pen-
sionislas e meios pensionistas, dando ptimo Irala-
menlo, leudo os pensionistas a vanlagem de alem do
lalim: aprenderem lauibemofrar.ee/, sem que seus
pas paguem mais cousa alguma por esle ensino. O
profesor adrerle que tem p.rovisao passada pelo go-
verno da provincia.
Roubaram do abaixo asignado, de sua casa na
roa do Padre Floriano n. 18, una earieira com as
segundes letras: urna de Jos Antonio Norberto, ao
Jojto Thomaz Pereira, com o perlence ao abaixa as-
signado da quanlia de508; uulra de Antonio Hen-
riques de Miranda, ao fallecido Malinas Carlos de
Araujo Mariel, da quanlia de 505: oulras duas pas-
sadas 10 mesmo fallecido: pede-se a todas as autori-
dades policiaes, que lendo coubecimento do mesmo
roubo. apprebendam as referidas letras e reslilui-las
ao abaixo assignado: adverlindo-se qae aos mesmos
are i la n tes as nao paguem seno ao mesmo abaixo as-
signado: Simao Pinlo Correa.
O abaixo assignado, commercianle nesla praca,
responde a parle oflical da polica do dia 20 do cor-
renle, publicada no Diario n. 17, qno o preso de
nome Francisco Antonio de Mello, para averigua-
ccs'polciaes.jiao se entende com o abaixo assigna-
do, e sim com oulra pessoa de uouie igual.
Francisco AnVmin de Mello.'
Criado. T
Precisa-se de urna pessoa que d fiador a sua con-
ducta, para fazer as compras diarias de urna casa de
pequea familia, e ir a mandados a ra etc. : na ra
Direita, sobrado n. 64. segundo andar.
, Ama secca.
Precisa-se de orna ama para cozinhar fazer a>
mais servico interno do casa de duas pessoas de fami-
lia : na ra Direila, sobrado n. 64, segundo andar.
D.pHelena Perpelna da Silveira, moradora ac-
tualmente nesla cidade, avisa a quem convier, que so
nao faca negocio ou Iransacclo alguma com as lelras
saradaj. pelo Sr. Manuel aciano Soares Carneiro
Monleiro, e aceitas pelos Srs. Joaquim Cavalcanli de
Albuquerque e Anionio Alves Yianna, as quaes se
acham em poder de seu genro o Sr. Francisco Anto-
nio de Souza Azevedo, visto que dilas letras lhe per-
lencero.
Estampas de santos e santas.
Cbegnu a loja de miudezas da ra do Collegio n.
I, novo sor 1 inieiito dos seguinles nomes de sanios o
santas, em poni pequeo e grande : N. S. da Con-
ceicao, casamento da Sania Virgem, Anjo da-Guarda,
Santa Cruz, Sania Thereza. Sania Clara, S. Pedro.
S. Paulo e a igreja. Sanio Antonio, nascimenlo de
Jess. Sania Malhilde, N. S. da'Sade, S. Domingos,
N. S. do Bom Consclbo, Saol'Anna, Sania Isabel,
Ador.ic.ao dos Sagrados Corarle, Sania Vernica,
San Cesaro. N. S. do Carmo, S. Vctor, S. Marti-
iilio, S. Luiz de Gnzaga, S. Miguel, Decimento,
Santa Rosa de Lima, Santa Calharina, S. Joo Bap-
lisla, Jesos Maria Jos, Sania Familia, Nossa Senhora
com o menino, a Santa Virgem e Sania Isabel, N. S.
dos Remedios.-Jesus entregando as chaves a S. Pe-
dro, Annunciacao da Sania Virgem, Sania Su/ana,
Jess crucificado. Sania Carolina. Sania Josepbina,
repouso de N- S. no Egyplo, S. Francisco de Assis,
Paulo, Xavier e Salles, S. Malheus, Sanios Reis,
Sanlissimu Sacramento, Agona de S. Jos. Sania
Barbara, SS. Cora'c^es de Jess e de Mara, Medallia
Milagrosa, Santa Celestina, S. Jorge, Sania Francis-
ca, Santa Marta, S. Sebasliao, 14. S. dos Milagres,
Sania Margarida, Sania Cecilia, Sania Luzia, Santa
Julia. N. S. do Rosario, Sania Virgem Maria rainha
do universo, Salvador do Mundo. Santa Luzia, Jess '
preso, as cinco chagas de Nosso Senhor Jess conso-
lando sua ra, San|pjAnlonio, e N. S. das Dores ;
assim romo oulros muilos nomes que se deixam de
annunciar.
"28
RA DAS CRUZES
No consultorio do professor bomopalha
Lio-sel Bimonl, acham-se i venda as obras
seguinles:
Segunda ediccao dos elementos de bo-
mopaihia ; revista consideravelment
augmentada, e redigida de proposito para
os principiantes que quizerem de boa f
experimentara nova mederina. bO00
Trntnienlo hnmopalhico das
molestias venreas, para cada um
poder curar-se a si mesmo.....IfOOO
Palbogcncsia dos medicamentos
homopalhicos brasileiros e poso- .
logia bumopalhica, ou adminis-
trarn das doses.......... 3)000
OBRAS EM FRA.NCEZ.
Diccionario completo de morte-
cina................105ofjO(
Organon da arle de curar. 73000
Tialainenlo das moleslias chro-
uicns...............188000
Novo manual cmplelo do Dr.
Jahr................148000
Memorial do medico homopa-
Iba................38000
*, Medicamentos.
Uma earieira com os 24 princi- '
paes medicamentos (tubos grandes)
e t segunda ediccao dos Elementos
de homopalhia....... .208000
Urna earieira com os 24 princi-
paes medicamentos.....108000
Grande sorlimenlo de carleiras
de lodos os tamaitos por presos
cqnimodusimo*.
^ lubo de glbulos avulsos '. .- 500
i- frasco de yi oncil de tintura a
escolha.........1000
LE ILO ES
O agenle J. Gatis. (ara lei lao no armazem de
M. Carneiro na ra do Trapiche n. 38, lerra-feira
24 do con ente 8S 10 horas da manhaa em nonio, de
luda a inobilia e perlences do hotel Rccie ; assim
como lamben) de nm piano inglez e um cabriolel cum
os competentes arreios.
Leilo de massas.
Segunda feira 23 do correnle as O horas em pon-
to, no armazem de Joao Tavares Cordeiro, na Ira-
vessa da Madre de Dos h. 9, haver lei lao de 300
caixas com massas, que se venderao pelo maior prero
que os compradores oll'erccerem.
Leilao' de passis.
Secunda feita 22 4o correnle ao meio
CASA DE COM.MISSAO' DE ESCRAVOS.
Na na Direita sobrado de tres andares
defronte do becco de S. Pedro, n. 3, re-
cebem-se escravos de ambos os se\os para
se vender em commisso, nao Ib levando
mais por esse trabalho do que 2 por cento
le sem se receber cousa alguma de come-
dorias, oll'erecendo-s para isto todaast?-
guranca precisa para os ditos escrav os.
Gabinete portuguez de leitura.
Por ordem da directora se convoca "a assembla
-eral para o dia 29 do crrente, pelas 10 horas da
manhaa, ser ordem do dia : 1. leilura.do relalerio,
2^ eleirao da commissao ile examo de conlas, 3. clei-
cjo do novo cunselbo drliberalivo.
Cobrancas as Alagoas.
lima pessoa que mora na prov ncia das Alagoas,
se offerece para promover qualquer cobranza, tanto
amigavel como judicial, por ler as hahililar,oes pre-
cisas : quem precisar, dirija-se ra da Praia iu 64.
Precisa-se de um caixeiro qoe eutenda de pbar-
macia : na botica da ra do Rangel n. 61.
Urna reuniaodos subditos britnicos, qualifica-
dos pela lei 6. Geo: I. lera lugar no consulado bri-
lanico, sabhado. 28 do correnle, ao meio dia em
ponto.
Os senbores sacerdotes e religiosos,
que quizerem celebrar por sulFragio dos
irmaos fallecidos, pdem comparecer to-
dos os dias uters na matriz de S.Antonio
do Recife. O thesoureiro, Hemeterio
Maciel da Silva.
Caixa econmica de Pernambuco.
A direccao tem designado o dia 22 do
corrente para a primeira discussao dos es-
tatutos, e por isso convida aos senhores
subsoriptores ^comparecer nesse dia as
10 horiis da manhaa, na ra do Trapiche
n. 17, onde pdem tambem mandar re-
ceber o projecto Hos mesmos*estatutos.
O desembargado! Jeron>'mo Mar-
tiniano Figtieira de Mello pede as pessoas
que lhe faliaram para aforar terrenos
no teu sitio ia ra dos Pires, que lia-
jam de comparecer na casa de sua resi-
dencia, alim de escolberem os lugares que
desejam e effectuar-se o pagamento a-
diantado m primeiro anno de a fora-
men to..
Precsa-se fallar com o Sr. Frederico Crestino
Elsler, a negocio de seu interesse : na ra do Livra-
menlo, loja o. 2.
Precisa-se de urna ama de todo o scrvic/>. para
casa de pouca familia: no Recife, becco do Capim,
n. 128, segundo andar.
Precisa-se fallar com o Sr. Manoel de Jess,
meslre alfaiale, sobre um terreno, que o mesmo pos-
sue na Soledade : na ra larga do Rosario* padaria
numero 48.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da ra
eslreila do Rosario n. 16 : a tratar no segundo an-
dar do mesmo.
O abaixo assignado avisa aos seus comitentes
senhores de engenbo e lavradores, c mais pessoa* in-
leressadas, ter modado seu escrplorio para o segun-
do andar do sobrado 11. 5, uasrua das Larangiras.
.Francisco Joaquim Gaspar.
-r Precisa-se de um trabalbador para masseira :
Irala-se na roa Direila n. 69, ou 110 Monteiro, pada-
ria oVBrito.
A pessoa que anBunciou dar 2:000|000 rs. a
premio sobre bypolbeca, querendo dar sobre escra-
vos c urna firma a contento, annuncie para ser pro-
curado. ,
Aluga-sc um escravo para lodo servido interno
de urna casa, ou bolequim por ja ler alguma pralica:
qoem pretender, dirija-se ra do Vigaro n. 29.
Pergunla-se aos seiouiad porloguezes ede uo-
cj|_oif5cu, que promoveram assisdaiiiras para urna
peticao de quexa contra o cnsul porlusuez, (por
esle deixar *le fazer o qoe nao est na sua competen-
cia) para ser levada peranle n Himno de S. M. .;
se en) duas mil e lauta- assignaloras nao acbaram
dous Porlusuezes capazes de serem os portadores do
ellelo, de lao assignalado feilo. nunca feilo. ese era
preciso nomearem um Brasileiro dn $ 4.*, para fazer
parte da commissao portadora que he composla de
Francisco Jos de Maaalhaes Bastos, Brasileiro do
Si 4.-, e Francisco Fernandes Thomaz!!!!!!!!:'.:
islo deseja saber o curado.
Pergunta-se ao Illm. Sr. majar da suarda na-
cional -do Passo de Camaragibe, Francisco Jos de
Magalhaes Bastos, se sua scnboria he Portuguez ou
Brasileiro do 4.', pois muilo deseja saber
A trinchara-de Macei,
Os mais ricos e mais modernos chpeos de seda.
e de palha para senhoras, se euconlram sempre na
loja de modas de Madame Millochau, no alerro da
Boa-Visla p. 1, por um prero mais razeavel do que
em qualquer oulia parle.
HoliIio.
O abaixo assignado lendo sido roubado de um
baln de l'olha de Flandres, em 23 de selembro,
e anninciado em 28, 29 e 30 do mesmo mez,
e como ainda nao fosse descoberlo, o o roubo
fosse feilo no interior da loja, pelo corredor da es-
cada, e desronlia-se ler sido urna negra, escrava -dos
moradores do sobrado da mesma loja, em que lem
1 ahorna o abaixo assignado: ,e como a negra j sahii.
do.sobrado em companhia da soa seuhora, para on-
Ira casa nesta cidade oji de Olinda, aonde ja foi a
sua morada; a qual lem os signaes seguinles: altu-
ra regular, ebeia do corpo, cor prela, caraolba de
olho direilo, lem Iralostoni nm tal Joaq'uim Coquei-
ro, o qual j moran' em Goianna, e qoe pela concur-
rencia q.e a tal prela tinha em sua casa, fura esla
corrida, porm liada se aehou, por aviso que o dilo
Coqueiro leve, e j se acha por esle motivo fra da
cidade; assim, pede-se as autoridades ou pessoas do
povo a qneirf for onerecido alaum dos objeclos, qne
vao abaixo declarados, o apprehendam. Os objeclos
soossesuinlcs: 1 Irancelim coro urna medaiha, Ii
annelftes, 1 par de chapas de hiincos, I fivella de pra-
ia de arrala, 1 par de luvRideseda preta comprdas
para senhora, 1 dito de luvas de pellica para meni-
na, 1 par de sapalos de senhora de selim branco, 1 ,
dilo de panno de menina, 1 l prelo de senhora, 1
coeiro de casemira cor de cinza bordado, 2camis-
nhas de menino de fil e do cambraia. 3 calci-
nbas de menina, 2 lencos hranros, 2 frascos de agua
de Colonia, 2 varas de cambraia o 1 par de meias de
seda prela. Quem apprehender sera gratificado por
Jos AntOltiO da Cunta.
Os abaixo assisnadns, como leslamenteiros do
fallecido, J. W. Gordon, ex-consul dos Eslados Cui-
dos, aviso a lodas as pessoas quefurem credores do
dilo fallecido, hajam de apreseular as suas conlas no
consulado americano, .10 Sr. v\ Lelley, dentro do
prazo de 30 dias da dala desle, para serem examina-
das e pagas, e nao o fazendo, os mesmos testamenten
ros nao se responsabelisam mais por quanlia alsuma.
.4. p, roHi'.rr. Win,.

-


DIARIO DE PERNAMBUCO SEGUNDA FEIRA 23 DE JANEIRO DE 1854.
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=2 2 "c.:.tS2.i?
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Precisa-se de urna niulhor paia (ornar conla,
governar una casa de liomein solteiro, eai uro enge-. 2.
uho distante desta cidade : quem estver neslas cir- 1 "H.
cufustancias, dr]a-se ao pateo do Carmo n. 1"
Precisa-se fallar com oSr. Francisco Igi
Cmara Pimental; na'rua da Cadeia de Santo
Ionio n.$0, a negocio. |o -ps 3 o- a-g 1
Traspassa-seoarrendamenloda loia e primeiroIrs 5 < 3 3 *2.*2 => -
andar d sobrado da na do Colle(flo n. 18 : Ira- 1 3- 2 J g- s 5.3'* J g ??L o o %.
la-se na ra do Queimado, loja do sobrado amarello '
-u J.
Denis, alfaiate raiicez,
enejado ullimamcnic de Pars, lem a honrn de pre-
venir ao publico, e principalmente nos seus fregue-
ses, que abri >ua leuda na ra da Cadeia dn Recife
n. 40, primeiro andar ; traballia de loito, e tambem
d as fazendas a vontade dos freguezes, a preco coro-
-mndo ; trabalha no genero mais moderno eni ludo
para Amazonas e para os disrarces de toda a quali-
dade para o carnaval.
Precisare alugar urna ama secca, para Iralar
de od menino : na praca da Independencia, 11. 22.
%m** iimafe. mm*^
AVISO A CUMMERCIO.
Os abaixo assignados continuara
a franquear a todas as classes em
I peral os seus sortimentos defazen-.
das por baixos precos, nao' me-
nos de urna peca ou urna duzia,
a dinheiro, ou a prazo, conforme
se ajustar : no seu armazem da
praca do Corno Santo, esquina da
ra do Trapiche, n. 48. Ros-
tron Rooker ciantes inglezes. Os mesmosavi-
sao ao respeitavel public que abri-
ram no dia 5 do corrente mez a
sua loja de fazendas da na do Col-
legio e Passeio' Publico n. 15, di-
rigida pelos senhores Jos' Victori-
no dePatva e Mano# Jos de Si-
queira Pitanga, para venderem
Dr atacado ea retalho.
8 39.
* =. 2.5 S 3 -oe.-=' S -*?
= f3 = | = ,li3 = Si g
f-g 3 o e *) 3 =
2 P-"2 12.3 s c o a = = 2
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l3 Ssfsfi" 3 n = 5a = = =. ~
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O -1 *J -j -,
P ~ = 3 5
S > S = w-
- 5 o ,n -
=iiiii|iriii|
lllf=-.?l|if^
=-|2 = se:2.s = ":
^_ t*^" r 3 f.
11 1 1 c; '<. i. / 1 t i- z.
Vendem-se velasjadamautinas ame- > Vende-se grava inglesa devernizt
1 canas, em caixas de 50 libras, que dao preto, para limpar arreios de carro, lie
muito boa luz, igual t do espeimacete a lustroso c prova d'agua. e conserva mui-
' J. Chardon, bacharel em bellas lettras, doutor
em direilo, formado na nniversidade de l'aris. ensilla
em sua casa, roa do Alecrim n. a ler, esrrever,
traduiir e' fallar correr lamen le a lingua frsnceza, e
tambem da lices particulares eoi casas de familia.
SITIO.
Arrenda-se um sitio que seja perlo da cidade, e
que tenlia capim para um cavallo, preferiudo-se se
fr a niargem do Capibaribe : auuuncie.
ptimo cozinheiro.
Na ra da Maugueira n.'.'i, lia um excellenle cozi-
nlieiro, escravo, para alugar, peloqual seu dunu res-
ponde.
Alaga-te o segundo andar do sobrado da Ira-
vessa ile S. Jos.
Francisco Malinas Pereira da Costa exporta
para o Rio de Janeiro os seus escravos seguinles :
Francisco, cabra, de idade 21 a 2 anuos: Joaquina,
cabra, de idade 18 annos ; Thereza, parda, de idade
18 anuos ; Luiz, mulato, de idade 7 annos; -Ma-
riano, crioulo, de idade 18annos: e Jos, crioulo, de.
idade 23 annos.
Precisare de urna ama forra 011 captiva, que
saiba eminhar, eugommar, e comprar : na ra larga
do Rosario, armazem de louca.
Attencao. *
Nnlojadc miudezas da ru.i do Collegion. I, veu-
dem-seos seguintes objectos : papis com ligurinos
diversos, proprios para mascarados, jarros-dajyorce-
lana com flores dentro, proprios para cima de mesa,
sapatinhos de laa para meninos, louquinlias para me-
ninas, ditas para senlioras, balanzas romanas para
pesar qualquer urna cousa sem que para isso se preci-
se de pesos, assim como nutros mullos objectos que se
deixam de annunciar, osquacs se vendeni porpreco
mais commodo duque em uulra qualquer parij.
Passa portes.
Tiram-fe passaporles para dentro c fra
rio, despacham-se escravos, e tiram-se ttulos de re- e meias pensionistas, e o ensino de sua aula consta de j bros dessa veneravel casa. O padre Joaquiffl Uias
sidencia : para este fim, prociira-se na ra do Quei- seguinte :lr, escrevri, contar^ grammatica naci- cixa-nos ver esses caracteres i luz severa com que
roado n. 25, loja de miudezas do Sr. Joaquim Mon- nal, arillunetica, doiilrinn chrUta, labyrinlliar, co- j <* encara, desenhando-os.n grandcD (rr;os ; c lero
lejo da Cruz. zer. marcar, e liordar de dfferentes modos, msica o eBes sem duvida um grande inerecimenlo para a
Precisa-se fallar com o Sr. Jos Alfonso do Reg I fMr flores. Protesta nos senhores pais de familias j pjkstcridade, quandn os liouver de julgar serene :
560 rs. por libi-a: em casa de Rostron
Kooker v C. na praca do Corpo Santo,
esquina dama do Tiapiche 48.
Vendoin-se duas moradas, de casas terreas de !
pedra e ca, sitas na ra dos l'razercs no hairro da
Boa Vista a tratar na ra do l.ivramento n. l(i.
Vendem-se nove escravos, sendo tres moleco-
les da lioiiiias lisuras, um dcllcs cupeiro e tem prin-
cipios de mnreinciro ; um imtalo milito mogo: qua-
Iro escravos de Iodo servieo, mocos; eum diio de
servido de campo: na ra ireita u. 3.
Vende-se urna escrava moga e sadia, vinda do
icrtn, ha puucos dias, sabe lavar co"m perfeiro e
sem principio de engomnuir: a Iralar 110 escriplorlb
do agente Oliveira.
FARINHA DE TRIESTE.
Primeira qualidade. *
Tasso Irmaos avisara aos seus fregueze;:, que tem
para vender farinlio de trigo cliegada nlliniamenle
de Trieste, sendo a nica nova que daquella proce-
dencia existe no mercado.
Fazendas baratissimas, na nova loja da
rita do Crespo n. 14, de Dias rLemos.
Cortes de chilas francezas muito linas de todas as
cores, de 12 covados cada corte, com urna pequea
lislra no lado, fazenda do ultimo sosto a 2&400 o cor-
le; dilosde padroes iniudmlms fazenda muilo lin.i.
com 13 covados a 2&3U0 o corte, ditos de cassa com
raniasieni ile cor, fazenda de milito bom gusto, a 2)
cada corle, cassas francezas escuras, cor muito fixn,
1 320 rs. a vara, chitas escuras, core fixas, de diver-
sos padroes a 160 rs. o novado, algndo entrancado
mesrlado, muito encor pado, fazenda de urna s cor,
prapria para o servieo de campo, a 180 r. o royado;
brim entrancado uc linbo lodo amarello, proprio pa-
ra caiga e |,a"lits a 80 rs. o covado; dito de cor, fa-
zenda muiln superior da puro linlio e riquissimos
goslosal^GOO a vara; cobertores de algudao lodos
brancos, da fabrica de Todos os Santos da Rabia, a
640 rs. cada um; meias de altodao cruas, muito en-
corpartas, a 210 rs. o par; alpacas prelas e de cores
muito linas, a 800 rs. o covado; ineriii prelo para
IS800. 2900, 23800 c 39200. o covado: assim como
militas nutras fazendas por baixos precos, de tildse
.lo amostras, deixando seus competentes penhores.
Vi n lio Bordea 11 x. .
Brunu Praeger & Companhia, ra da Cruz n. 10,
receberam ltimamente St. Julien e M. margo!, em
caixas de ama duzia, que se recommendam por suas
boas qaalidades.
to o couro : no armazem de C. J. Astley
& Companhia, na rita do Trapiche n. 5.
Da
ATTENCAO, DNICO DEPOSITO NESTA Feijao uiulatinho.
ni r.- ji.i i. 1 .- 1 Vendem-se saccas muito grandes com feijao mula-
fri ?2,n? 1ZZ' ial. ,' o Teb?r a?a Ae"U~ \linh0 Che1"10 d0 Aracati no biale Dv.cUlom, cama..-
ho? ,mP*& L~1!aT 1 TiCC T a me" ****> ". cournUos miudos esola, .udo
.n1\^,PEE?S'.i fm,m,,los el0*,~ Por preco commodo e a dinheiro: na ra da Cruz
seu autor,) lem a propr edade de conservar a bocea S0 R^.fe 33 &, do M Ar.,ujo.
;Cheirosae preservar das dores de denles: tira o! "'""'"
gostd1 dcsagradavel que d em geral o charuto, al- f "yre pemambucano, victimas 4a li-
bertada, aas duas revolaco'es ensaladas em
1710 e 181?, por um loso pemambacano ( o
padre Joaqnim Dias Martina.)
Acaba de sabir a luz a primeira parte dcste im-
liiu participa portante e curioso traballiu. al boje indito. He a
aossenhores pais de familias, e principnTmenle aos; bingraphia de todos os pernambucanos preeminen-
dusuas alumiia.-, que no din 12 do concille princi- i les que entraram, ou' de qualquer modo se compro-
piam os irahalhos de sua aula particular, na ra Ui-I melleram na revolur.o dos piascates. erada pre-
reila, sobrudo numero 13, segundo andar. A an- leudida repblica de 1817, escripias as aeces
nunciantc acha-se habiiilada com a licenra. do Exm.' de laes homens no silencio do gabinete, por umpa-
Sr. jiresidente da provincia, em confor 111 idade com | dre dos nossos dias, eque anda honlcm roiiliecemoa
o dispo'to no arliso 38 do regulamento provincial de lodos na congregaego do oratorio de S. Filippe Ne-
gra do lmpe- 12 dr maio de 1851. Recebe alumnos pensionistas, iJ-v, como um dos 'ltimos, e mais eslimaveis mem-
- de re- e meias pensionistas, e o ensino de sua aula consta de bros dessa veneravel casa. O
1 Quei- seguinte : lr, escrever, contar; grammatica naci- dcixa-nos ver esses caracteres.
gumas golas destu 11 um copo d'agua sao sufficien-
ies; tambem se adiara p dentifrce excellente para
a conservado dos denles : na ra larga do Rosario
n. 36, segundo andar.
D. Clea Francisca da Silva Coutinl
Krros: no aterro da Boa-Visla n. 77, a negocio...
, Francisco Antonio do Valle.
ATTENCAO',
O abaixo assgnado, desejando arnigavelmente li-
quidar suas conlas com seus devedores, roga a todas
aquellas pessuasque lhe eslao devendo coutas atrasa-
das de gneros comprados em sua taberna da ra da
Cadeia de ReciTe n. 25, defronte do beceo Largo, que
queiram vir realisar seus dbitos at o Dmdn cor-
rente mez de Janeiro, e aquelles que por suas cir-
cumslancias nao possam (azer, se lhe fr algum aba-
timento ou Iralnrau um lempo cerlo de fazer; na
certeza de que aquelles que nao oiunparccerem para
um oalro um, se usara dos termos da lei, nilo at-
tendendo apessoa alguma,assim como serSo publica-
dos seus nomes, lf mpo e quantias, e para que nin-
guem censure tal proceder, ou alguma ignorancia, se
faz o presente aviso.
Manoel Jos do Sascimenlo Silva.
CONSULTORIO CENTRAL HO-
MEOPATHICO-
N- 1.1 Ruadas Cruzes N. 11
Consultas lodosos dias desdeas 8 horas
da manhaa al as 2 horas da uirde
Visitas aos domicilios das
diante.
as molestias agudas e graves as visilas
serao feilas a qualquer hora do dia ou da
noitc.
As senhoras de parlo, principalmente,
serao soccorridas com religiosa premp-
lidio.
Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinito.
%
Na roa dn Apollo, segundo andar da casa n.
20, precisase de urna ama que lenha bom lcile, para
encarregar-se da crcacao de um menino.
Precisa-si, de 1:0003000 rs. a premio, por lem-
po de 18 mezes, dando-se as necessarias garantas:
qnem os quizer dar, aunuucie a sua morada para ser
procurado.
Aluga-se urna escrava- para ser oceupada em
servieo de casa e vendar comer cozido na ra : na
Gamboa do Carmo, no becco que fica defronle da ra
das Flores, casa da quina.
Precisa-se de una ama que cozinlie e engora-
nte com perfeicao para casa de pouca familia: quem
estiver uelas circunislancias auuuncie para ser pro-
curada.
M PEDRO VOGELEV
fabricante de pianos, afinador e con-
serta com toda a perfeicao'.
leudo chegado recenlemeule dos porlos da Euro-
pa, de visitar s melhores fabricas de pianos, e lendo
ganlio aellas todos os conhecimentos e pratica de
conslruccOes de modernos pianos : ofl'erece o seu
presumo ao respeitavel public pura qualquer
conservo e afinaces com todo o esmero, leudo luda
1 certeza que nula restar a desejar as pessoas que
o incumbam de qualquer Irabalho, tanloem brevida-
de como em mdico]!preco : na ra Nova iwraero.i I.
primeiro andar.
que se quizerem utilizar de seu presumo, quo mi-.! o'desalinho do historiador,
pregar lodos os mcios que estiverem ao seu alcance | Nao ha ramilia em Pernambuco ,1 quem este pe-
para corresponder fielmente aos seus desejos, e nao qnenodiccionario histrico nao diga respeito de mais
se l'urlar a Irabalho algum com as meninas coulia- ou menos perlo, e a quem por isso nao interesse vi-
vamente : con lem mais de 800 artigas.
Acha-se a venda no pateo'do Cullegiq, oflicina de
encadernaejio.
ROB LAFFECTfR,
0 nico autorizado por.deciso do conselho real
e decreto imperial.
Os mdicos dos hospitaes recommendam o arrobe
LafTecteuv, como sendo o nico aulorisado pelo n-
venlo e pela Real Sociedade de Medicina. Este mc-
. dicamentn d'um gosto agradavel, e fcil a tomar
i em secreto, est em uso rra marinha real desde mais
1 de CO annos; cura radicaimenle ein pouco lempo,
I com pouca despeza, sem mercurio, as allceoes da
pollo, impingeos, as consequencis das sarnas, ul-
ceras, c os accidentes dos partos, da idade critica e
da acrimonia hereditaria dos humores; convm aos
cathnrros. da bexiga, as conlraccOes, e a fraqueza
dos ranos, precedida do abuso das ngecc,cs u ' sondas. Como anti-svpliililico, o arrobe cura em
pouco lempo os fluxos rcenles ou rebeldes, que vol-
vem iucessantes sem consequencia do emprego da c-
paiba, da cubeba, ou das iujecees que represen-
1 lam o virus sem ncutrulisa-lo. O' arrobe Lall'cclcuv
he especialmente, recommendado contra as iloeneas
1 inveteradas oy rebeldes ao mercurio e ao iudurlo
I de potasio. Vende-se ero Lisboa, na botica de Rir-
! ral, e de Antonio Feliciano Alvos de Azevedo, pra-
j ca de D. Pedro n. 88, onde acaba de chegar urna
! grande porcao de garrafas grandes c pequeas, vin-
j das directamente de Pars, de casa do Sr. Boyveau-
i Laffecteuv 12, ru Ricliev Pars. Os formularios
D. Pedro n. 82. No Porto, em casa de Joaquim
Araujo; na Baha, Lima (S Irmaos; em Pernam-
buco, Soum; Rio de Janeiro, Rocha & Filhos, el
Sloreira, loja dedrosas: Villa-Nova, Joan Pereira
de Magatcs Leite; Rio-timude, Francisco de Pau-
la Couto & C.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, linas e grossas, por
precos mfcs baixos do que em ou-
ti-a qualquer parte, tanto em por-
gues, como se aos compradores'um s preco
para todos : este estabelecimento
ahrio-te de combinacao com a
maior paile das casas commerciaes
inglezas, Irancezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
cotila do que se tem vendido, epor
isto olFerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o .1
proprietano deste importante es-
, tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venliam (a' bem dos
seus nteresses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n: 2, de ,
Antonio Luiz dos Santos & Roliin.
BOTICA
CEMRVfc H01E0PAT1I1CI"
51 ruada Cadeia do Hecife, 1. andur 51.
Dirigida pflopharmaceotico apprevado,
e proiesaor eaa homeopatbia Dr. F.
da P. Pires Hamos.
Nesla botica se cuconlram os melhores e
mais acreditados medicamentos homopathi-
cosf quer em glbulos, quer em tinturas,
preparados com a mais escrupulosa exacti-
dao, pelo phannaceiilico approvado e profes-
sor em homopalhia Dr. Pires Hamos, sob as '
ndicacOesglo Sr. Dr. Sabino, com quem ha
pralieado ha 4 annos.lodns as rearas da phar-
inaria liomnpathica.
Os medicamejitos desta Indica, cuja elHca- '
ca lem sido verificada na longa pratica do I
Sr. Dr. Sabino,'^ recunhecida por todas as 1
pessoas, que defles tem feito uso, exercem ,
urna grande vaulagem, sobre lodos os que
por ah se vendem, a qnal consiste tanto na
prnmplidao dos seus aeflcitos, como na qua-
lidade de se couservarem muilo lempo sem
soll'rerem a menor alteracio ; o que os tor-
na muilo recommendaves, principalmente
para o malo," onde nein sempreha facilfda-
de ila provisan de novos mcuicamentus.
Exislem carteiras de medicamentos ^m
lubos grandes de fino crjslal de diOerentes
precos, desde 129000 at 1203000 conforme o
numero dos medicamentos, suas dynami-
sacoes. e riqueza das caixas.
Ca nar.ilsacao.......". 2^000
Cada tubo lie medicamento 1^000
.X. B.OSr. Dr. Sabino Olegario Ludge-
ro Pitillo se presta a dar esclarccimenlos a
todas as pessoas, quo comprarem medica-
mentos nesla botica, na ra das Cruzes. u.
11.
Bichas.
A1 imam-se e vendem-se bichas: na praca da In-
dependencia confronte a ra das Cruzes n. 10.
O Dr. Joaquim de Oliveira e Souzn ensina a
traduzr, fallar e escrever a lingua frauceza : na ra
do Arago n. 4. -I
O abaixo assgnado vende a sua taberna, sita I
no becco da'Lingoela n. 3, para a liqudagao da mes-
ma, e promelte fazer lodo negocio com o comprador I
que a pretender ; a qunl lem pitucos fundos. E ap-
proveita ao' mesmo lempo para pedir, que todas as
pessoas que lhe sito devednras lenham a bondade do
vir saldar as suas conlas at o fim do corrente mez,
para tambem poder pagar a quem lleve ; e ludas as
pessoas que assim o nao. lizerem lero de ver os seus
nomes por 1 -lo Diario.Manoel Margues de .breo.
Precisa-se de um pequeo para cnixero, es-
(rangeiro ou filho do mallo, ou fra da provincia: na
ra larga do Rosario, paitara n. 48.
COMPRAS.
Compram-se ossos a peso : no ar-
mazem da illuminacao, no caes do Ra-
mos, travessa do Carioca.
Compra-se urna casa terrea sendo em roas fre-
Ouem liver canucas de um boi ero bom estado _.
on novas para vender, annunce, ou p.rlicipe na "!*>: quem liver annuneje por esle D.ano,
qja da ra do Caespo, da esquina que volla para S
Vemle-sc na loja de ferragens de Tliomaz Fer-
nan.les da Cunlia. na rua da Cadeia do Recife 11. 44,
saccas com feijao branco chegado rerentemenle do
Porto, assim como machados para carpinteiro, se-
guros, e raspilhas para lanoeiros do nielhor autor,
lioinglez fino e mais cheio, muilo proprio para coser
saceos e para fogueleros, e oulras mais ferrageus,
ludo por preco mais commodo possivel; e na metma
loja se faz preciso saber se existe nesla cidade ou
provincia Custodio Jos Femandes, natural da fre-
guezia de Senla Mara da Torre, conselho de Amo-
res, arcebispado de Braga,
GANTOIS PAILHETi: & COMPA-
I NHIA.
Coutinua-sc a vender no deposito geral da '
' na da Cruz 11. 52, o excellente e bem con- @
ccitundo rap areia prela da fabrica de Can- @
,':5 lois Pailbete & Companhia, da Babia, em 3
j grandese peipienaspoicOc-, polo preco e-labe- p;
1 S lecdo. Q
> Vende-se em casa de S. P. Johns-
ton & Companhia, na rua da Seuzala No-
va n. 42.
Vinho do Porto, superior qualidade,
garrafado.
ou dirija-se a rua d Viraeao u, 9.
- ^.* ^* **tt ^*^- vvj v- ^.vu**BB>* u%.v' ******* mr*M**m *_* 1 1
Francisco ; quem liver bois para as mesmascarrosas Compra-se orna escrava moca, que teulia boa -Vinlio Clierv, em bttrris de auarto.
tambem se cornpram. {Iigura.com habilidades principalmente de coznha o 11- 11
hellins para moutarta, de liomeiii e
nhora.
O medico J. de Atmeida mudou a sua resi- &
dencia para a rua da Cruz n. 18, primeiro an- ',:',
dar, onde fui o escriplorio do Sr. Saporiti.
Attencao attencao.
A nova fabrica de chocolate homeoptico da rua
das Trincheiras, mudou-se para o pateo do Terco n.
22, ondeseeneonlra o chocolate homopalhico ap-
provado e applicado pelos senhores doulores da ho-
mnpathia, cha prelo e da ludia, caf muilo puro e
chocolate lerruginoso, dilo de musgo, dito de canella,
ililo hespanhol fiuoamargn e enlrc lino para regalo,
canella miuda da Puxar ein favas, e um completo
sortimento de gneros tanto dn paz como eslrangei-
ros, Indo por preco muilo commodo.
Precisa-se de um liomem de conduela regalar,
para ensnar a 4 meninos primeiras letlras, em um
envendo distante desla cidade 10 leguas, afian^a-se
o bom tratamenlo e paga correspondente ao seu
Irabalho : quem liver as habilidades precisas procu-
re na praca d,o Corpo Santo n. 6 escriplorio de M.
1. de Oliveira. "
mmu
RETRATOS PELOELECTROTVPO.
No aterro da Boa-Vista n. \,
terceiro andar.
A. Lcltarle, lendo de se demorar pouco
lempo nesta cidade, avisa ao respeitavel pu-
blico que quizer ulili&ar-se de seu presumo,
de approveitar os pou dias que lem de re-
sidir aqu' os retratos serao tirados com toda
a lapides e perfeic.no que se pode desejar,
no eslabeiecimentoha retratos qoe semoslrani
as pessoas que quizerem examinar : est a-
berlo das 9 horas da manhaa at as 4 da lar-
de.
rua da Matriz da Boa-vista 11.
e engoramado: na
20.
Compra-se papel Ae Diario a 120 rs. a libra
na botica da roa do Rsngel n. 64.
Compra-se urna grammatica frauceza de Bur-
gaiu e um diccionario de france,: para porluguez, lu-
do com algum uso: na rua Nova n. 41.
en-
se-
VENDAS
ALHANAK.
Vaquetas de lustre para coberta de carros.
Relogios de uro patente iuglez.
Venderse umfnolecote de22anuos,
ta ligura, bom olllcial de sapateiro e
ibeiro e muito hbil: na praca da
Independencia n. 55, loja de calcado.
PARA A PRXIMA ESTACAO'.
Saliin V lnr a 1 ilia Ap nKriUo\rt Vende-se sement muito nova, vinda pelo ultimo
santo a ira a loilunlia ele argioeira, vapof i^edelfeboa, de abonara-pqqBina e Mni-
Precisa-se de urna ama para o servido interno e
externo do urna senhora : na rua do Torres, pri-
meiro.andar junto ao escriplorio dos Srs. Joflo Pinto
de Lemos & Filho.
Lotera ile Nossa Senhora do Rosario.
Os bilheles desla lotera eslo venda nos lugares
do coslume ; as rodas andam no din 11 de levereiro
com todo e qualquer numero de bilheles que Bear
dbr vender e s se vendem al odia 10.--O Ihesou-
reiroSiixtttre Pereira da Silva Guim-res.
contendo alm do kalendaro o
ment dos emolumentos parochiaes, e o
almanak civil, administrativo, commer-
cial, agrcola e industrial; augmentado
com 501) engenhos, ale'm de mitras noti-
cias estatisticas. O aefessimo de trabalho
e dispendio nao permittiram ao edictor
vende-lo pelo antigo preco, e sim por
400 rs. ; vendendo-se nicamente na li-
vraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Carijs a 1,000 rs.
Vendem-se chapeos carijs para liomcus c meninos,
a I3OOO rs. : na rua Nova u. 1.
Nunca se vio.
Lencos de cassa finos com loque, a 40, 60, 80, 100,
120 e 160 rs._ cada um : na rua Nova u. 42.
Vende-se nma porcao de oleo de ricino muito
novo e claro, em latas, a vontade do comprador: na
rua da Cadeia do Recife 11. o. Na mesmn loja ven-
de-se diiraquo azul e branco muito lino, assim como
oulras fazendas, como sejam, picote escuro, proprio
para camisas e vestidos de escravos, pelo barato pre-
co de 130 rs. o covado. t
Vcnde-se urna linda mulatinha de 18 anuos,
que engomma e cose, de ptima conducta: na rua
da Praia. primeiro andar, n. 4:1.
Na rua das Cruzes n. 22, vende-se urna escrava
de naco Angola, que engomma, enzinha e lava ;
um ptimo escravo de naco, bonita figura e ptimo
canoeiro; e urna muala de 22 annos, engommadei-
ra e cozinhmra, cose costuracha e lava desaino.
regula- | na, a que alguna senhores chaman menina ; estas
abobaras crescem a um lamaiihn 'xlraordinarin en-
contrando boa Ierra e Iralo, chegam quasi o lama-
nho de um barril de bacal bao ; tambem existo se-
ment de mrd.io. a que chamam casca do canaio :
os prelendentes procurem no sierro da Boa-Vista,
taberna 11.80.
Na roa da Cruz n. 15, segundo andar, vendem-
se por pre;o commodo, saccas grandes com feijao
muito novo; ditas comgomma, e velas de carnauba,
drasu e compostas.
No paleo do Carmo, taberna n. t. vende-re
muilo boa aletria, a 210.
' Vendem-se ou permulnm-se por casas no Heci-
fe, ou escravos, tres propriedndes na cidade de Olin-
da, sendo um sobrado na quina de S. Pedro Velbo
encostado ao paco, c duas casas terreas, nina no fun-
do do mesmo sobrado, e a outra na rua do Cubra!,
onde mora Alejandrino Cesar de Mello : a Iralar un
rua Nova 11. 27, ou 110 Arrombado em frente da m-
irrz, com seu propietario Angelo Francisco da Cosa.
Vende-se urna apolice da divida publica : no
laigodo Collegio n. 6, primeiro andar.
4S000 .rs.
Sapales de luslre para liomem a 45 o par: na
praja da Independencia ns. I:| e 15, loja do Aranles.
Na rua da Cruz doKerife 11. 52. escriplorio de
Domingos Alves Malheus, tem para vender por pre-
ros commodos os'seguinles artigos.
Jacaranda superior.
Gatees Je fio e palhela falsa.
I'.oxins de linbo para 1nonl.11 ia.
Um variado sortimento de passaro; cheios de algodao.'
Vende-se urna negra de 22 annos, boa quitan-
deira: na rua das Cinco Ponas 11. 38. O pinino
porque so vende se dir ao comprador.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barrisde'4., 5. e8.: no armazem da rua
do Azeite de Pexe n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Nova es & Companhia, na
rua do Trapichen. 54-
No armazem de C.J. Astley & Com-
panhia, ,~na rua do Trapiche 11. 5, ha
para vender o seguinte :
Ralncas decimaes de 000 libras. <
Folha de ferro.
Ferro de verguinha.
Oleo de linhaca em latas de 5 galoes.
Champagne, marca A. C.
Oleados para mesas.
Tapetes de laa para fono desalas.
Copos e calix de vidro ordinario. '
Formas defollia de ferro, pintadas, paiu,
fabrica dassucar.
Cordao de linbo alctroado.
Palha da India para empalhai..
Ac de Milao sortido.
Carne devacca em'salmoura-
Um sortimento de pregos.
Lonas da Russia.
Espingai-das de caca.
La/.ariras e clavinotes.
Na frente da igreja de Nossa Senhora do
Livramento, loja de miudezas de F.
Alves Pinho,
eheoon urna pequea porcao de crucifixos de madei-
ra linas envernisada com a imagan do Kedemplor. de
metal fino praleado e dourndo.obras primurosas o ca-
caracleristicas, e o mais perfeilas possi\el, lia sorli-
mcnlo em tamanbos a vontade, pias para agua Den-
la,quadrnhos pequenos de diversos passosdoSenhor,
lereos ensrazados em rame e de conlas encarnadas
enlremeadas do veronicas.a oulras reliquias proprias
p.'ii a .afervorar aos devotos : trocam-se por. pouca
cousa.
Na rua do aterro d Boa-Vista, loja 11. 80, a-
leni do grande variado surlimeolo de gneros de
cumesliveis,existe um grande sorlimenlo de mantei-
ga inglcza, principiando de 400a 15000. rs. e deste
preco a subir segundo a qualidade.
Continua-se a vender gomma do Aracaly de
superior qualidade em arrobas a 33 rs. e a libra a
100 rs. : no palco do Carmo n. 2.
Velas de espermacete.
Vendem-se velas deespermacelo de superior qua-
lidade, de 6 em libra, viudas da America : ua rua
do Trapiche Novo n. 8.
Charutos linos de S. Flix.
Na rua do Queimado, u- 19, tem che-
gados agora da Baha, os verdadeiros
charutos deS"."lPeli\, da acreditada fabri-
ca de Brando os quaes se vendem jior
precos mais commodos do que em outra
parte.
Primas pa ra rabeca,.
a 40 rs. cada nina, muito novas : na rua do t.luei-
inado, leja U.49.
Couro de lustre
do boa qualidade; vende-se por menos do que em '
oulra qualquer parle para liquidar conlas: ua rua da
Cruz n. 10.
fanos.
Os amadores da musir arham coulinuadamenle
ein casa de llinuii Pijaeger&Compaiiliia. rua >U\ Cruz j J:Jx.r opliino iipi
11. 11), um grande sontiinenlo de pianos file- e lorio-. soa j,|iiea 011 q
pianos.de liillrentcfipdellus, boa roiisiruceao e bel- a qUem convier
las vo/es. que vendjein prfrmmlieos procos; assim ro-
mo toda a qualidade de iii.lruiuciitos para msica.
Obras deouro,
Deposito de vinho d cham- $$
gne Chateau-Ay, primeira qu- ^)
idade, de j>ropriedade do cond A
de Mareuil, rua da.Cruz do Rer ft
j" cile n. 20: este vinho, o melhor 7r
de toda a champagne vende-
Asea 56S000 -s. cadacaixa, acha- *,
" se nicamente em casa de L. Le- "
W comte Feroni Companhia. N. B. '^'
As caixas sao" marcadas a fogo ($i
\j$) Conde de Mareuil e os rtulos $
') das garrafas sao azues. (^
Vendem-se lonas, briflza, brins e meias lo-
nas da Russia: no armazem de N. O. Bieber <&
Companhia, na rua da Cruz n. 4.
Tabeas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passa u-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou earregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vendem-se relogios de ouro, pa-
tente inglez, os melhores que tem vindo
a este mercado, e do mais acreditado
fabricante de Liverpool: m casa de Rus-
sel Mellors & Companhia, na rua da
Cadeia do Recife, n. 50.
Agenciado Edwin Maw,
Na rua de A pollo 11. 6, armazem de Me. ^almont
& Companhia, acha-se constantemente bous sorti-
mentos de laixas de ferro eoado e batido, lano ra-
sa como fuudas, inocudas ineliras lodas de Ierro pa-
ra animaes, agoa, ele, ditas para a rruar em madei-
ra de lodos os tamanbos e modelos os mais modernos,
machina borisontal para vapor com fon-a de
4 cavllos, cocos, passadeiras de ferro estanhado
para casa de porgar, por menos preco que os de co-
bre, esco vens para navios, ferro da Saecia, e fo-
Ihas de ilaudres ; tudo por barato preco.
Moinhos de vento
'dmbombasderepoxo para regar hortase baixas
de capim, na fundicao de D.W. Howniamna rua
do Brum ns. 6, SelO.
Na rua da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem deHenrique Gibson,
vendem-se relogios de ouro de sabouele, de palenle
inglez, da melhor qualidade, e fabricados em Lon-
dres, por preco commodo.
Vende-se graxa de Verniz para limpar arreios
de carro, lustroso e prova d'agua ; a rua do Trapi-
che n. 3.
Vcnde-se um sitio no logar dos Remedios, junto
a ponle do mesmo uome: a fallar com Caetano da
Rocha Pereira, na rua das Aguas Verdes u. 16, ou
na rua de Horlas n. 23.
ANTIGITDADE E SUPERIORIDAD^
DA
SALSAPARRILHA DE BRISTOL
sobre
, A SALS^MARtilLHA DESAKDS.
Attencao'
A SALSA PAi RILHA DE BRISTOL dala des-
de 1832, e tem constantemente manlido a sua re-
putaco sem necc-ssidade de recorrer a pomposos
annuncios, de tiu1; as prcparacOes de mrito podem
dispensar-se. u successo do Dr. BRISTOL tem
provocado infinitas invejas, e, entre oulras. as dos
Srs. A. K. D. Sands, de New-York, preparadores
e propretarios da salsa parrilba conhecida pelo uo-
me de Sands. .
Esles senhores tolicitaram a agencia de Salsa par-
rilba de Bristol, eefmio nao o podessem obler, fa-
bricaram urna imifacilo de Brislol. .
Eis-aqui a caria que os Srs. A. R. D. Sands es-
creveram ao Dr. Brislol no dia 20 de abril de 1812,
e que se acha em nossl poder:
USr. Dr. C. C. Brislol.
Bfalo, &C. 1
Nosso apreciavel senbor.
Em lodo o anuo passado temos vendido qcanti-
dades consideraveis do extracto de Salsa parrilba de
Vmc, e pelo gu ouvimos dizer de suas virtudes
aquelles que a lem usado, julaamos que a venda da
dita medicina se augmentar inuilissimo. Se Vmc.
quizer fazer um convenio comnosco, eremos que
nos resultara nimia vanlagem, tanto a nos como a
Vmc. Temoslmiito prazer que Vmc. nos responda
sobre este assumpto, e se Vmc. vier esla cidade.
daqui a um mez, ou cousa semclhanle. teriamos
muilo prazer em o ver era nossa botica, rua de Ful-
ton, n,79.
Ficam s ordens de Vmc. seus seguros servidores.
(Assignados) A. R. 1). S.NDS.
CONCLUSAO'.
1. f A anliguidade d salsa parrilba de Bristol be
claramente provada, pois que ella dala desde 1832,
eque a de Sands s appareceu em 1842, poca na
nal esle drouisla nao pode obter a agencia do Dr.
ristol.
2. A superioridade dn salsa parrilba de Brislol
he incoulestavel: pois que nao obstante a concur-
rencia da de Sands, e de urna porcao de oulras pre-
parares, ella tem manlido a sua reputaco em qua-
si toda a America.
As numerosas experiencias feitas com o uso da
salsa parrilba em todas as en Tenuidades originadas
pela impureza dosangue, eo bom exilo obtido nes-
ta corte pelo Illm. *. Dr. Sigaud, presidente da
academia imperial de medicina, pelo Ilustrado Sr.
Dr. Antonio Jos Peixolo em sua clnica, e em sua
afamada' casa de saude na liamlnia, pelo Illm. Sr.
Dr. Saturnino de Oliveira, medico do exercilo, e
por varios outros mdicos, permiltem hoje de pro-
clamar ariamente as virtudes elTlcaies da salsa par-
rilba de Bristol vende-se a 39000 o vidro.
O deposito desla salsa mndou-se para a botica
frauceza da rua da Cruz, em frente ao chafariz.
POTASSA,
No antigo deposilo dn rua daAdea do Kecife ,
armazem 11. 12, ha para vender milito nova potassa
da Russia, amei icana e brasileira, em pequenos bar-
ris de arrobas; a boa qualidade e prejos mais ba-
ratos do que em outra qualquer parte, se aflianram
aos que precisarem comprar. No mesmo deposito
lambem ha bnrris com cal de Lisboa em pedra, pr-
ximamente ebegados.
Vende-se a verdadeira salsa parri-
Iha de Sands: na botica franceza, da rua
da Cruz, em frente ao chafarte.
NO CONSULTORIO HOMEOPATHICO
Vendem-se era casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na praca do Corpo Santn. 11, o seguinte:
vinho deMarseilleem caixas de 3 a 6 dozias, linbas
em novellos ecarreteis, breu em barricas muilo
grandes, ac de milaosortido, ferro inelez.
Vendem-se pianos fortes de superior qualida-
de, fabricados pelo melhor autor bamburgeez ua
roa da Cruz n. 4.
AGENCIA
da
Fundicao' Low-Moor. Rua
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas Se vapor, e taixas de Ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da nvenc/10' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregafo as co-
lonias inglezas e hollandezas, Rn gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venua, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo uo idioma portuguez, em casa de
N. O- Bieber & Companhia, na i-ua da
Cruz, "n. 4.
SANDS.
SALSA PARRILHA.
\ cenle Jos de Brilo, nico agente cm Pernam-
buco de 1). J. D. Sands, chimlco americano, Taz pu-
blico que lem chegado a esla praca urna grande por-
cao de frascos de salsa parrilba de Sands, que silo
verdaderamente falsificados, c preparados 110 Rio
de Janeiro, pelo que se devem acautelar os consu-
midores de tilo precioso talismn, de cabir neste
ensao, tomando as funestas consequencis que
seinpre coslumam Irazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela nio daquelles, que anlrpocm
sens ulereases aos males e estragos da humanidade.
Porlanto pede, para que o publico se nossa livrar
desla fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilba
de Sands da falsificada e recenlemente aqui cliega-
da ; o annuncianle I5z ver que a verdadeira se ven-
de nicamente cm sua botica, na rua da CouceicSo
do Recite 11. 61 ; e, alm do receiluario que acom-
panba cada frasco, lem embaixo da primeira pagina
seu uome impresso, e se achara sua firma em ma-
nuscriptu sjbrc o invollorio impresso do mesmo
traeos.
Vendem-se saccas com farrlln, chegado lti-
mamente da America, por barato preco: no caes do
'Hamos n. 16, e na rua do Trapiche n. 8.
SSSSSSS-- $$$$$
() Vendem-^se relogios de ouro, pa (^
ten-te inglez, por commodo pre-
TT co: na rua da Cruzn. 20, casaUe
L. Leconte Feron & Companhia,.
Na rua do Trapiche n. 14, primeiro andar,'
vcnde-se o seguinte :pasta de lyrio florentino, o
melh* arligoque se cnnheee para limpar os denles,
branquece-os e fortificar as gengivas, deixando bom
gosl na bocea e agradavel cheleo; agua de mel
para os cabellos, limna-i caspa, e da-lhe mgico
luslre; agua de perolas, esle mgico cosmelico para
sarar sardas, rugas, e erobellezar o rosto, assim co-
mo a Untura imperial do Dr. BroWn, esla prepara-
ran faz os cabellos ruivosno brdncos.completamente,
prelos e macios, sem damno dos mesmos, Indo por
precos'commodos.
Vendera-se pregos americanos,.em
barris, proprios para barricas de assu- >
car, e afvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos : na rua do
Trapiche Novo n.-16.
Chapeos e manteletes.
Vendem-se chapeos de seda de cores, enfeiladoi,
proprios para meninas e meninos .a 5 cada um ,
manteletes prelos e de corea com rolletes e sem elle*;
por precos commodos: na rua da Cadeia do Recife,
loja 11. 50.
Veude-se CARNE DE VACCA e de porco de
liamburgo, em barris de 200 libras;
CHAMPAGNE de marca conhecida e verdadei-
ra, hnvendo poneos' gigos de resto, que se vender So
para fechar, a 219000 r. ;
AC DE MILOsonido;
TAPETES DE LAA, lano em peca como sollos,
para forrar salas, de bonitas cores e muilo em cania.
OLEADOS de cores para forrar corredores, ele;
OLEO de buhara em talas de cinco galoes: em
casa de C. J. Aslley & Companhia, rua do Trapi-
che u. 3.
Na rua do Collegio n. 21, segando
andar, vende-se^gpr barato preco, ou a
prazo, um sortimento de chapeos e ou-
tros objectos de chapeleiro, consistndo
em chapeos de massa, de seda de varias
qualidades, e a gomma lacre, chapeo
para padre, massas para ditos, bonetes
para guardas nacionaes, plumas pretas
para chapeos de senhora, fundos e lados
para chapeos, courinhos com etim, li-
v ellas, fitas para arrochos e debium,
trancas e outros muitos objectos de cha-
peleiro.
Vestidos modernos.
Vendem-se vestidos de mursulina fina de cotes
com barra, fazenda nova a 58 o corte; ditos de laa
e seda e barege modernos a 99 o corle de 12 cova-
dos; chilas e cassas francezas novas a 320 rs. o co-
vado e 640 rs. a vara; e oulras militas .fazendas por
baratos precos: na roa da Cadeia do Recife, loja
u. 50.

MADAPOLAO' BOM, A 38200.
Vendem-se pecas de madapolao de boa qualidade,
com pouca avaria : na rua da Cadeia Velha n. 21,
primeiro andar.
Vendem-se cerca de 800 formas de folha de
ferro para'fabrica de assucar, pintadas, e que levam
Iros arrobas cada urna : vendem-se muito em conta
para fechar; na rua do Trapiche 11. 3.
Na rua do Yigario n. 19, primei-
sicas pan violao e flauta, como
scjam.rH as, valsas, redowas, scho-
tickes, modj tdp modernissimo
chegado dol feyro.
Na rua do V 011.13, primeiro andar, ttm
venda a superior para forro dcsellius, clie-
gada recenlemente da America.
Deposito di cal de Lisboa,
Vendem-se bnrrjicom cal em pedra, cliegada no
biale Lusitano, vindo ullimamcnic de Lisboa, e
potassa americana, 200 rs. a'libra : na rua da Ca-
deia do Recife, loja n. 30.
Oleo de linhaca em botijas.
Vende-se a 58000"rs. cada urna botija, e per me-
nos sendo em porcao : na rua da Cadeia do Recite n."
47, primeiro andar.
< Charutos-de Havana.
Vcndem-se verdadeiros charutos de Havana por
preco muilo commado : na ruada Cruz, armazem
n. 4.
jDiccionario do* tarso*
dnrgla anata lia ,
ete. te.
Sabio 'luz esta obra indispensavel a toda
s pessoas que se dedicara ao esludo'j"
medicina. Vende-se por 48 rs., eucade
do, no consultorio do Dr. Moscozo,
Collegio, n. 25, primeiro andar.
stgvK*,, &*>,* IW*>y *Ar
Na rua do Vigario n. 1, primeiro andar
para vender, chegado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, o seguinte: saccas de farello muito
novo, cera em srume e em velas com bom sorli-
-* ,. u'i ^v. '- w. mu vv., ju, ,1
10 andari'"tem para "Vender uiveilas mu -menlo de superior qualidade, mercurio doce e cal
do
DR. P.A.LOBO MOSCOZO. ..
Vende-se a melhor de lodas as obras de medicina
nomopaihica %sr O NOVO MANUAL DO DR.
. II. JAI1K SSI Iraduzido em porluguez pelo
Dr. P. A.Lobo Moscozo: quatro volumes encader-
nadns em dous. 203000
0 *. volume contendo a palbogenesia dos 144
medicamenlos que uao foram publicados sahir mui-
i.u breve, por e^lar iroilo ndinntnda sua impressito.
Diccionario dos termos de medicina, cirurgia, analo-.
mia, pbnrmariii, etc. etc. encadernado. 48000
Urna carleira de 24 lubos, dosmelhores e mais bem
preparados glbulos homopathicos com as duas
obras cima....... 408000
Lina dita de 36 lubos com as mesms 458000
Dila, dita -!e 48 tubos....... sat0SSi
Dita de 144 com as ditas.....- 1005000
Carteiras de 24 lubos pequenos para algi-
beira............ 1O5O00
Ditas de 48 ditos......... 20*100
Tubos avulsos de glbulos ..... 18000
Vend-se urna lioa taberna, sita em Fra de
Perlas, na do Pilar, confrontando com o becco Lar-
" go. lem urna bonita armaeflo e boa qualidade para se
egoco ; nao se duvida dar prazo .1 pes-
que aprsente gnrautia ao
quera convier esle ne&ocio procure na rua
zal Velha, sobrado 11.112, terceiro 'andar.
' ATTENCAO'.
Cunha & Amorim, na rua da Cadeia do Recife n.
como sejam: aderecus e meios ditos, braceletes, br'm- 50, lem para vender palha de carnauba nova, epu-
cos, aliineles, boles, anneis. crrenles para relogios, ros de cabra bous, peonas de cma, c velas de car-
DAVID-WILLIAM BOWMAN, engeneTro tna-
cliinista e fundidor de ferro, mu reseilosamenle
auuncia aos senhores propretarios de engcnljios,
fazendeiros, e aorespeilavel publico, que o se
belecimenlo deTerro movido por machina d^pvapor,
na rua do Brum passando o chafaiiz, contina em
efleclivo exercicio, ese acha complclamenle n-ionlado
coroapparelhos da primeira qualidade para per-
feila confeccao das maiores pecas de machinismo.
Habilitado para emprehende* quaesquer obras da
sua arle, David William Bowmati, deseja mais par-
ticularmente chamar a atlenjao publica para as se-
guinles, por ter dcllas arande sorlimenlo ja' promp-
to, em deposito na mesma fnndica, as quaes cons-
truidas em sua fabrica podem competir com as fabri-
cadas em paiz estrangeiro, tanto em prejo como em
qualidade de materias primas e ma de obra, a
saber:
Machinas de vapor da melhor conslruca. '
Moendas de caima para ensenhos de lodos os ta-
manbos, movidas a vapor por agua, ou animaes.
Rodas de agua, moinhos de vento e serras.
Manejos independeutes para cavllos.
' Rodas dentadas.
Aguilhos, bronzes e chumaceiras.
Cnvilhoes e para lusos de todos os tamauhos.
Taixas. paroes, crivos e bocas de fornalha.
Moinhos de mandioca, movidos a mao ou por ani-
maes, e prensas para a dila.
Chapas de l'oano c for nos de fariuha.
Canos d ferro, lorneiras de ferro c de bronze. -
Bombas para cacimba e de repuxo, movidas a
mafr, por animaes on vento.
Guindastes, guinchse macacos.
Prensas b> di ulicas ede parafuso.
Ferrageus para navios, carros e obras publicas.
Columnas, varamias, grades e porles.
Prensas de copiar cartas e sellar.
Cimas, carros de maOe arados do ferro, etc., etc.
Alm dn superioridade das suas obras, ja' geral-
mente recnuhecida, David William Bowinau garante
a mais exacta conformidade cora os moldes e dese-
nhos remetlidos pelos senhores qne se dteuarem de
fazer-lhe encominendas, aproveilando a occasia pa-
ra agradecer aos seus numerosos amigos e freguezes
a preferencia com que tem sido por olios honrado,
e assegura-lhes que nao poupara esforcose diligen-
cias para continuar a merecer a sua confianca.
OLEADOS INGLEZES.
Vendem-se riquissimos oleados para
assoalhar salas, tanto emqualidade, com o
no escolhdo gosto de desenlio : no ar-
mazem de fazendas de Adamson Howie &
Companhia, na rua do Trapiche Novo
n. 4-2.
Vcnde-se pelo cusi urna colleccao completa de
toda a legislado brasileira, desde 1808 al 1830, per-
feitameule cncadernada e nova: o proprielario
dcste jornal dir quem a vende, e por que prec.0.
POTASSA E CAL.
Vende-se potassa da ttussia e America-
na, superiores, e cal virgem de Lisboa,
tudo por preco maig commodo que em
outra qualquer parte : na rua do Trapi-
chen. 13, armazem de Bastos Irmaos.
de Lisboa era pedra, novissima.
Palitos e toalhas-
Vendem-se palitos do brim de liulio de cores,
bem feilos, a 38 e 48 cada un; toalhas de panno
de I i nbo do Porto, proprias para rosto a 800 rs. cada
urna e a98 a duzia; e panno adamascado de duas
larguras e boa qualidade para toalhas de mesa a 28
avara: na rua da Cadeia do Recife, luja o. 50.
FUNDICAO' D AURORA.
Na fundido d'Aurora acha-se constantemente nm
.completo sortimento de machinas d vapor, tanto
d'nlla como de baixa pressao de modellos os mais
approvados. Tambem se apromplam de enconimeu-
da de qualquer forma que se "pifesam desejar com a
maior presteza. Habis orociaes. serao mandados
para as ir assenlar, e os fabricantes como lem de
coslume aliancam o perfeito trabalho deltas, e se res-
ponsabilisam por qualquer defeito que possa nellas
appareccr durante a primeira salra. Muilas machi-
nas de vapor cboslruidas ueste eslabelecimenlo tem
estado em constante servido nesta provincia 10, 12,
eal 16 annos, e apenas tem exigido mui insignifi-
cantes reparos, e algumas at nenhuns absolutamen-
te, accrescendo que o consummo d coiibustivel he
mui inconsideravel. Os senhores de engenho, pois,
e oulras quaesque^pessoas que precisarem de ma-
chinismo sao rcspeilosaineure couvidados a visitar o
eslabelecimenlo em Santo Amaro.
Cola erRixfci.
Veude-se superior cola, por pre^o commodo: ua
rua da Cadeia do Recife n. 47, primeiro andar.
Vende-se um negro hnra canoeiro, e bastante
robusto : na prac,n da Boa-Vista 11.32.
Na rua da"Cruz n. 13, segando andar, ven-
dem-se 179 pares de coturnos de couro de lastre,
400 -ditos brancos e 30 ditos d bolins ; ludo por
preco commodo.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Aikai-o,. e tambem no DEPOSITO na
1 na do Brum logo na entrada, e defron-
te do Ai-senal de Marinha ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estraugeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
existem qundastes, para' carregar ca-
noas, bu carros livres de despeza.. Os
precos sao' os mais commodos. J
Vende-se nm grande sitio na estrada- dos Afflic-
tos, quasi defronte da igreja, o qual tem muilas ar-
vores de fructas. Ierras de planlacAes, baixa para
capim, e casa de vivenda, com bstanles commo-
dos: quem o pretender dirija-se ao mesmo sitio a
enlcndcr-se com o Sr. Antonio Manoel de Maraes
Mesquila Pimenlel, 011 a rua do Crespo 11. 13,- no
escriplorio do padre Antonio da Cunha e Figuei-
redo. \
' Vcnde-se 1 molequie de idade 18 aunos, 1 dilo
de 11 anuos, I pardiuhotescurn ptimo para pngem, 2
pretas cora habilidades e vlngrinlM: na ruada Glo-
ria n. 7. *^VJ
Veride-se feijao muiatinho Mpi, em saccas; no
armazem da rua da Praia n. 14: no mesmo armazem
vende-se boas travs de 43 palmos dte comprimento
da melhor qualidade que pode lia ver.1
ESCRAVOS FGIDOS.
**
ele. ele, do mais moderno tosi : vendem-se na rua
da Cruz 11. 10, casa de Brunu Praeger & Compon bia.
$9 Os mais ricos c mais modernos chfi-
f'tfL peos de senhorns se enconlraui seinp':e
jy na loja de madama Theard, por um pre co
{p) mais rnzovel de que cm qualquer ou'1,1
tk Parte-
9%SSSSSI

Deposito da fabrica de Todos es Sas toa na Babia.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber &C, na rua
da Cruz n. 4, algodao transado 'a quella fabrica,
muilo proprio para sacis de assucar 1 : roupa de es-
cravos, por preco comHdo.
ARM)OS E FE RO.
Na fundicao' de C. Sta rr. & C. em
Santo Amaro acha-se par n vender ara-
dos de ferro de superior qualidade.
Vendem-se os dous se.ibradinhos sitos
na rua do Codorniz, ns. 12 e 14: quem
os pretender queira dirijii -se a 111a lar-
dado Rosario, loja 11. tfi-,
naiiba, a 1,?500 o cenlo.
VINHO CHAMPAGNE.
Superior vinho de Bordeaux
fado ; vende-se em casa de Schalheitlin
& Companhia, rua da^ruz 11. 08.
Vende-Se arroz, graudo do Mara-
nhao, e charutos deS. r'elix, de l>oas qua-
lidades, epor precos commodos :.na rua
da Cadeia do Recife n. 47. primeiro
andar.
Vendem-se na rua da Cruz n. 15, segundo
andar, boas obras de labyrinlbo feitas 110 Aracaly,
constando de toalhas, lencos, coeiros, rodas de
sais, ele.
Papel de peso pequeo e grande,
dilo irourado, lavrado c liso, firma-so com o mcihor
gosloc com dill'erenlescaraclercsile letlras, com mui-
a brevidade : no paleo do Collegio, loja de livros n.
ti, de Joo dn Cosa Honrado.
I'ennas de secretaria, as mais superiores que
tem viudo a esle mercado : no paleo do Collegio, lo-
ja de livros n. 6, de Joo da Cosa Domado.
Na rua da Cruz 11. 47, vendem-se lulas .le boa
gela, de todas as qualidades.
DEPOSITO DE CAL E POTASSA.
Na rua de Apollo, armazem de Leal
'uTsen- Rt;'*' tein SM|)el*'or Polassa da Russia, clie-
gada ltimamente, e da fabricada no Rio
de Janeiro, de qualidade bem conhecida,
assim como cal em pedra, chegada no ul-
timo navio.
Vendem-se cobertores de nlzodo grandes a 610
rs. e pequeos a 300 rs. : ua rua do Crespo nume-
ro 12.

POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, clie-
gada recentemente, recommeu-
da-s? aos senhores de engenho os
seus bons eli'eitos ja' experinicn-
tadpsT*a rua da Cruz 11. 20, ar-
ia/.em de .L. Leconte Feron &
Na loja das seis portas en
vraniento.
frfente do Li-

Corles de cassa chita *9>,fIl*"2B*!ta
-escura a rtfUOO a peca, e 140, IW. 180 e 200 rs. o
aovado, rhilaa lamas francezas n 2',0 rs., dulas para
cobrrla a 200 rs., cambl.HH pintadas de lindos gos-
I..S a 2^00e2980rs.. lencos para mao, brancos e
piulados a ICO e pequeos para menino a 80 rs. ;
e oulras muilas faze,ndis muilo em cotila.
' Desapparecea no dia 14 de nnvembro do anno
passado o prelo Raymundo, crioiilo, filbo do Ico, de
idade 23 anuos, pouco mais on menos, cor filia, cara
laraa, lricos grossos, barba cerrada, estatura regular,
rendido de una verilha, pouco valumosa, he muilo
ladino, e diz saber ler, he aniigodtesambas, onde di-
verle-se tocando llaulim"? o menersnado preto foi
capturado em o engenho Ta pacata irobde Iciou a
fugir no fim de 4 dias : quem o pegar, queira levar
a rua Direila n. 78, que dar-se-ha paga generosa.
Desappareceu no dia sexta feira llrdo corrente,
nm escravo de nome SebasliAo, de naco Congo, ida-
"de de 33 annos, sabio vendendu valas de carnauba e
ceirinhas de figos e-Uranias pela Boa-Vista, al
concluir estas vendas, e, depois consta quedeuu
laholeiro para guardar em urna das libernas da roa
do Cotovello esquina do becco dls Barreiras, e consta
la andar eflectivamenle, por vu de um mano que
ahi lem em urna das padarias, e lem es signaes se-
guinlcs : que be em um dos dedos do p corlado ao
nicio, sendo o deilo ao p do dedo grande, e levou
roupa de- algodaoziiiho e he bstanle osada : por
lano pe.le-so as autoridades on capitaes de campoa
que o peguem e lc\ era-a rua da Roda n. 32 qe ser
recompensado.
Uesappar'eceu no dia 28 de novembro um mo-
lecole de nome Antonio, que reprsenla terSSa 24
amios,os com signaesleguinles: estatura regular.set-
1 co do corpo, com principio de barba, loriiando-se
muilo condecido por ler soil'rido na rabera urna
einpingem.da qual do meio da rabera.para .1 men, l-
con com ninila falla de cabellos, tem ambos os pe*
lortos para dentro,bemuilo ladino : roga-se asauto-
riih.U policiaes o r.ipiles de campo, que dajam de
agarra-loe levV ao sitio contiguo ao hospital dos
lazaros,' ou a rua eslreita do Rosario, no segundo
andar por cima da loja de cera, que serao generosa-
mente recompensados.
>"o dia 17 do crreme fngiram 8 escravos do
engenho Curuar
  • lao, perlenenle no abaixo nssigniilo, cujos escravos
    I (em ossisnaessecuinles: Malaquias, alio, serco, pou-
    lf;i barba, lem talla de 11111 dedo mnimo de um dos
    ' ps : levou camisa e smola' de algodao da lerTa e
    chapeo de couro novo; Rufino, baixo, gcosso, cor
    fula, carreiro, patota, e gosla de e'mbriaaar-se;
    Cosme, altura regular, bem prelo, bonita figura,
    odos vivos, andar ligeirn; Vicente, lem talla de
    denles na frente, cara descarnada, corcuudo, levou
    camisa de bnela encarnada, e oulra dita de algo-
    dao ; Tliomaz, baixo, secco, cor fula, peilos para
    fofa, pe- pequenos e peruas finas; Roque, carreiro,
    baixo, srosso, nariz chato, bcicos grandes, levou ca-
    misa de algodAozinho azul ; Cvpriano, altura regu-
    lar, secco, lem falla de denles im frente, bem prelo,
    levou chapeo de couro novo; Evaristo, alto, grbsso,
    bonita figura, espadando,c levou chapeo de couro;
    o abaixo assgnado roga a lodos os propretarios,
    seus vizinbos, e mesmo algn* de mais tange, onde
    cllcspossam exislir, que osniandemprendere condii-
    zir an mesmo engenho que pagar lodas as despezas,
    e a mesma recommeudarao taza lodns ns aulcrid;.-
    des policiaes e cu pitaes de campo.
    Antonio Pereira da Cmara Lima
    Fern.i-Ty*. de M. P. e Farta.-.ISU.


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