Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02328


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Full Text

*
T
a. /
ANNO XXX. N. 17.
Por 3 mezes adianlados 4,000
Por 3 mzes vencidos 4,500

SABBADO 21 DE JANEIRO DE 1854.
Por Anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor
ENCARREGAUOS V SLRSCMpCAO-.
Kecife, o propriclario M. F. de Paria; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joo Pereira Martius; Bahia, o Sr. F.
Iniprad : Nacri, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
ilotra; Parahiba, o Sr. Jos Rodrigues da Costa; Na-
tal, oSr. Joaquim Ignacio Pereira; Aracaty, o Sr.
Antonio dtoLenios Braga; Cear, o Sr. Victoriano
gastoBordes; Maranho, o Sr. Joaquim Marques
Rodrigues ; Pai, o Sr. Justillo Jos Ramos.
CAMBIOS'
Sobre Londres 28 d. por 13XJ00 firme.
Parte, 340 a 345 rs. por i f.
Lisboa, 95 por ccnlo.
Rio de Janeiro, de 1 1/2 a 2 por O/o de pr.
Arcos do banco 5 O/o de premio.
da compaiihia de Bebente; ao par.
da companliia de seguros ao par.
Disconto de.leltras de lia t2 1/8 de rebate.
METAES.
Ouro. Olajas iHspanholas. 285J500 a 29S000
1635000
Moedas de 65400 velas.
de 635400 novas.
de4O0O. .
Prata. Pataccs brasileiros .
Pesos columnarios. .
mexicanos .
163WOO
93OOO
13930
K5930
135800
PARTIDAS DOS GORREIOS.
Onda, todos os dias.
Garuar, Bonito o Garanhiiiis nopdias 1 < t:
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Orieury, a 13 e 28.
Goianna e l'arahiba.'segundasesexlas feiras.
Victoria, c Natal, nas quimas ierras.
E.
da manliaa.
K da tarde.
PREAMAR DE
Primeira s 10 horas e 6 mi
Seguuda ;is 10 horas c 30 mi
AUDIENCIAS.
Tribunal do Cominercio, segundas e qiiintosfeiras.
rielado, tercas feiras e sabbados.
Fa/enda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Jnizo de Orphaos, segundas c quintas s 10 horas.
1." vara do civel, segundase sextas ao'meiodia.
2.* vara do civel, quarlas e sabbados ao nieio dia.
Os Trihunaes Je Justica estao fechados al o ulti-
mo de Janeiro.
EPHEMERIDES.
6 Quarlo crescente a 1 hura,,-.
< 4 segundos da manhaa.
14 La eheia as.,6 horas, 42
12 segundos da manhaa.
22 Quailo minguanlc ao 38 minutos o
48 segundos da manhaa.
28 La nova as 2 horas, 34 minutos e
48 segundos da tarde.
DAS DA SEMANA.
t6 Segunda. Ss. Berardo, Acamo, c Otbon Mn.
17 Terca. S. Anto ab.; Ss. Eleusippe e Lnnila.
18 Quarta. A Cadeira de S. Pedro Ap. em Roma.
19 Quinta. S. Canuto rei m. Ss. Audifas c A.
20 Sexta.1 S. Fabio p. m. ; S. Sebastrao ni.
21 Sabbado.S. Ignez y. m. ; S. Petrocolo ni.
22 Domingo. 3." depois de Reis. Ss. Vicente o
Anastacio intn.
parte ornan.
OOVBBMO DA PBOVDCIA.
lilaila IKHIIh Janeiro de 1854. I
Oflieio Ao Exiu. marechal commandante das
para providenciar, como jalgar conveniente,
la-qa* a lespeilo de cornetas requisita o direc-
tor da colonia de Pimen tetras no ofilcio, que re-
naetle.
Dito Ao niesruo, para enviar,a lina de ser trans-
millida ao Emi. presidente do Cear que a requisi-
Ua, na certido do* assenlamenlos de praga do al-
tere Henrique Eduardo da Coala (jama, do lempo
ra que servia como cadete na companbia fixa de ea-
v aliara desta provincia.
D* Ao inspector da thesnuraria de fazenda,
reroniidenda a expedidlo de suaa ordens, para
ate na alfandega desla cidade sejapi despachadas li-
neado direos 19200 tclliss de tousa, que o director
da obras publicas mandou vir por inlermedio dos
negociantes N. O. Bieber & Companhia para a obra
da casa de detengan, as quaes vieram na barca ingle-
za Cmzader.' ComruuiiieOu-se ao mencionado di-
rector.
Wto Ao mesmo, para mandar indemnisar a re-
partifto- da marinlia da quaulia do :W^7(l."> rs., em
ausegundo a cenia que remelle importa a despeza
faite coffi daas pregas da escuna Lindoya, que foram
baladas ni enfermara daquella repartido. Com-
aaonicop st'io respectivo inspector.
Dito Ao chele de polica, inleirandc-o de haver
transmiltido a tliesouraria provincial para serera pa-
cas estando nos termos legaes, as cotilas das desue-
las feilas pelo delegado do termo de Po-d'Alho com
o ostento dos presos pobres da respectiva cadeia.
i decorridos do 1' de julho ao ullimo de de-
do anno prximo lindo.
Dito Ao provincial do convenio do Carmo desta
cidade. dizeodo qne, para poder salisfazer a exigen-
cia do aviso do ministerio da justica de -22 de dezem-
bro altuno. fax-ee preciso vossa palernidade reveren-
damata d com brevidade urna infarmago circums-
lancteda sobre os seguinles nonios : primeiro, quaes
os conventos de ua ordem existentes nesla proviu-
*a; segundo, que bens de raiz lles possuem e qual a
sssa renda ; lorceiro, o numero dos religio:
disposigo do 3 do art. 15 da lei n. 602 de 19 de se-
(embro de 1830.
Dito Ao director das obras publicas, commuoi-
candoque o inspector da lliesouraria de fazenda par-
Ucipou, quejeudo marcado a ManiielttilJt.viougal-
ves o prazo de 15 dias a contar de deste.mez, para
dentro delle nao s requerer e promover a expedido
Ao titulo do terreno e alagado de marinha de qne
est de posse na rui de Apollo, mas tambem para
insudar comecar a conslrucrjo da parle do respecti-
vo caes relativa a frenftdo lito alagado, respondeu
o mencionado Manoel Lu, que no dia 10 liavia
contratado com o arrematante da obra do referido
caes, a conslrucgo da parle de qne se traa, c que
passava a solicitar o supradilo titulo.
Portarla O presidente da provincia, tendo em
vista o que Ihe represento o desembargador chele
de polica ero oflieio de 13 do correte, n. 28,. sobre
nao poder continuar no exercico da delegada do
primeiro dslricto desle termo o bacharel Manoel
Cleiueiitino Carneiro da Cunjia, visto estar fuccin-
nandointerinamente romo ju*rte-iiircito da primei-
ra vara crime, resolve nomear para rt^jode dele-
gado ao bacharel Theodoro Machado Freire^erSIsa
da Silva, fekndo desonerado do de subdelegado da
freguezia de S. Antonio, que exenia.Conunimicu-
se ao mesmo desembargador.
Dito Ao inspector do arsenal de mariulu, ili-
aendo Hcar inteirailo de j se acharem promptas a
ancora eeorrenles com manillias, que o xm. presi-
dantada Parahiba requisitou, e recommendando qne
raaetta semelhantes objeclos para aquella provincia
neta primeira embarcado que para all seguir.I'i-
aerara se as necessariasonmmuiicnroes a respeilo.
Dito Ao director do arsenal de gaerra, para fa-
ier desembarcar com brevidade de bordo do biate
Aorlausaa barris da plvora, vindos da corle con
destiao ae Cear, os quaes devem eslar a disposicilo
dolaspector do arsenal do mariulia para serera en-
viados satWa iprwTinea ira |n iiiuIWi J>aWn%*
de. Oajcjuu-se neste sentido ao mencionado ins-
EXTERIOR.
China.
O ministro da marinha e das colonias receben do
commandante da crvela Conttantine, e da sobdi-
visS naval franceza nos mares da China, um rela-
lorio datado de Maco, a ti de outuhro passado, o
qual da minuciosidades ninilo itilressutes' sobre os
aconlecimeulos, de que a China tem sido o thealro
presentemente. Continua os progresos da iusurrei-
Sao no norte do celeste imperio e a tomada de Shang-
hai.
.A' milicia de que na revolucao interna, combina-
da com os movimeiilos dos rebeldes externos, tinha
derribado o |wder imperial nest ultima cidade, o
CtuMri se liulia dirigido apressadamente para pro-
teger em caso de necessidade o europes, que all
residen), e que lnham estado inultos das na appre-
Iipiiso de um saque geral, do qual foram preserva-
umero dos religiosa, tu**- -------- m-, h imaei-va-
eaa cada oro dalles se acba. -^JMJII NllllUo olhciou- Joapeta^atliliide enrgica e medidas lomadas a bor-
a ao aroviocal de S. Francisco e ao a.bbade de S.
dodosdons navios a vapor inglezese urna fragata
americana, que se achava naquellas paragens. Ten-
do sido amearado um dos nossos negociantes e o
cnsul trance*, o commandante da cstajo ingleza
se dirigi para casa dclles apoiado de nma for?a suf-
ficjenle, e ellas foram respeilados. He muilo para
lonvar a conduela tao nobre quanlo generosa desse
ofticial aa urna crcumslancia das mais criticas.
Terminando seu Velatorio o commandante da
Consiantiite aiinuncia que o consol de Franca em
Shang-liai participa ao miulro de Sua Magestado
.na China, que esla cidade eslava ameacada de ser
twua.la oulra vez por 10,000 imperiaes. Os habi-
tules receiavam que os rebeldes, ao relirarem-se,
WjMVtiWi'Mf' pUioaeaB^o teaandio, e i
lam tgnalmililp o excessos do excrcil'o imperial,"
DHo Ao commandante do corpo de polica, in-
teirando-o de haver expedido ordem a lliesouraria
provincial para entregar a Srac, uao s a quantia de
~:leSfta) rs., importancia dos vencimeotos alraza-
dos da fardamenlodaqnatle corpo, conslsnles da re-
torio que Smc. reinelleu, mas lambem a de "jOjJOOO
rs., ajee por ordem de 14 de abril do anno prximo
passada se recolheu a mencionada lliesouraria; e bem
aasim ao arsenal de guerra para lambem enlregar
as 2,9t ', jardas de panno Uno azul que all fo-
ram recolhidas.Expediram-seas ordens de que se
traa.
Dito Aojte municipal da primeira vara desla
cidade, para mandar apresentar ao capito comman-
dante do contingente de guardas uacionaes destara-
dos, un sentenciada para ser empregado no servico
de limpeza do respectivo qnartel.Parlicipou-se a
marechal commandante das armas. *
Dito Ao inspector da lliesouraria provincial,
para qne, vista da coate que remelle, mande Smc.
entregar a<> lenetite-quartel-mesUfe do corpo de noli-
cte a quantia de 679960rs., qne se dspendeu com o
transporte da bagagein e mais objeclos pcrlencenles
aqpelle corpo na ua nwdaoca do quartel do Pa-
raito par'a a fortaleza das Cinco-PoHtas__Inlcirou-se
ao commandante do mencionado corpo.
Dito Ao mesmo, communicantl haver conce-
dido ao fiscal do lliesoureiro daquella repartico Tlio-
mar Pereira Piulo, doas mezes de liceuca com orde-
nado para tratar de suaeade.
Dito Ao mesmo, reeommendaiido que mande
pagar ao Dr. Joo Francisco da Silva Braga a quan-
tia de 609000 rs. que se dispendeu com o alogoel da
qae serve de cadeia e quarlolaa villa do Ouri-
iry desde 1 de julho al 19 de dazembro do anno
liroximo paaiadoCommunicou-ae ae ebefe de po-
lica.
_ Wto Ao commandante superior da guarda na-
cional desle municipio, pera mandar dispensar do
servicoacOvo da guarda nacional ao caixeiro Anto-
nl Lope Rodrigues, que se ada alistado no bala-
lho da artHharia, vislo estar elle comprchendido na
Jlinii, faz a proclamaco seguinte afim de Iranquill-
sar o novo, e que cada um continu em paz o curso
de suas occupac,es. i-
Como emprehendemos abolir a tyranola, e paci-
ficar o povo, no inleresse publico, nao pretendemos
tirar dahi os meos de o prejudcar ; emprehende-
mos tambem extirpar as baixezas e banir os lison-
geiros; e sendo csse o nosso mclhodo para prevenir
a confosao, nao nos propomos crear um pretexto pa-
ra a fazer uascer.
o Por conseguinte, nenhum habitante de denlro
oo f-ira da cidade se alemorise ou fuja ; os jovens, os
hmeos casados, os artistas e os commerciantes con-
linuem em paz o curso de suas oceupaces j o joven
principe, que esl actualmente no throno he igno-
rante < grosseiro; seus mndanos avaros e seas de-
legados infames oceupam para si so a corle e o com-
mercio ; he por islo que os barbaros trtaros devem
ser cxlerminadose a ilyuaslia de Minii restabelecida.
Eu generalissimo, reun meus rectos e benvo-
los soldados para obedecer ao co e condescender
com os votos do genero humano. Pele que, publi-
quei esta proclamario para evitar que os habitantes
fujam em desorden) de suas habila;ues; lenho pro-
hibido estrictamente as inhibas tropas loniem algu-
ma cousa pertencenle a um dos cidados, ou insul-
tar urna de suas raulhcres. Aquelles que desobe-
decercm, sern severamente punidos. Sejamos to-
dos obedientes. (Proclamaco especial allixada na
porta do Norte ; 7 de setembro de 1K53.)
Ordens dadas por Lin, generalissimo, descenden-
te da grande dynastia dos Mino:
eslabelecimenlos.
Se alguem i'oubar ou saquear, ser inmediata-
mente decapitado.
a Lio, ajudanie generalissimo, inlendinle geral
dos negocios eivis e militares debaixo da grande dy-
naslia dosMinn, leudo receido do generalissimo a
ordem de levantar o estandarte do partido justo e de
exterminar os trtaros, pondo ao mesmo' lempo de
parle os partidarios desses vidos ofliciaes e desses
infames mandar ins, ao passo que nao quer que se lire
qualquer cousa pertencenle a umcidad.lo, nem que
se loque em um pedaco de pan ou em urna palha de
una prupriedade, ordena que os mancebos e os
habitantes de fura oude dentro da cidade se entre-
guen! s suas oceupares ordinarias; 'que aquelles,
que perienccm ao commercin, prosigan) seus nego-
cios com de costme, e qne os simple residentes
nao deivem suasiabilaees. Eu, ajudanlc genera-
lissimo, soube que algomas pessoas do povo fugiam
tumulluosamente, o qne he contra o bom senso ; an-
ila maisquando nossas tropas estilo emprestadas nos
aervicos militares, isln deve acontecer entre os habi-
tantes das aldeias. Vos, povo, a quem acabo de fal-
lar, porque nao permanecis tranquil lamen te em nos-
sos casas, e continuis do boa vonlade os vossos tra-
badlos? Haviers de poupi --vos pezarVpara o fu-
turo.
Se alguem lem de quekar-se do roubo 'de sua
propriedade, comparera peraule no-so tribunal para
.< .miuai o negocio, etereteos corlar sem de-
*"Ta-iretenm Crtmm^.---?e'trfUro votootarTo,
trazemlo divisa branca ou vermelha, occasionar per-
se poracaso elle so apoderas-e da cidade. O chefe
dos imperiaes linha escriplo ao nosso cnsul afim dc+1urt,aSano evlerior, basta que deis seu no:ne, e elle

FOLHETIM.
0 DUQUE DE ilHEBAS. (*)
(*alo aaar^aaz de Fondras.)
SEGUNDO VOLUME.
VHl ,
,l,!r.'emJdn,",e ^!pei,1 "lado pos J'lorenlinos
^ ""?M ^f'1"i' o diS ,la fSta de Sau-
Tiato?"'"'. u,"'i(,'le doGnaltiero.
a^Uieaa. P">et""' Profuudn>te em sua alma or-
i2lLq0!."",f,f ODVenfj'1" m vonlade que
suaxerira essa manlfeslarao hostil, elle ao l,a
"mr "m aelo Teilo em um diverlimento publico e
T'd 'nba nennum caracler apparcnle de gravi-
lodavia seu desejo. de vinganra lornava-se mais
denle medida que ia ausmenlando o alrevimen-
to de seus inmigos.e que a faculdade de punidos se
ia entraqnecendo em suas mans.
A absulvirao de Marco sobretodo liavia excitado
seu resentimento, resentimenlo ardente e implara-
vel, que eslendia^e sobre os juizes que o rehabflila-
am, sobre o podesi que se deixra intimidar, so-
aerensores dos jovens nobres, e sobre o pro-
i povo, que exprimir suas symnalhas por elles
com acelamacTies e applausos. -.
Era preciso a todo o cusi que J n iTiuTn i-iiirri
Ti,!ma^r,1!lSe,H0,10 ""'" M<""< o^uTeTT
lin?diTnsuU..feUn,a "mm i"inli'Ia elil'l,a
Z. ZnlZin u T nome ,lianle <"e seus sol-
dados, tonxando-lhe va|osamenle a mpra q,ie e||e
gfflgr M r,cn1!"h0' de "r'^Xaltiero de
Brienne!... Marco devia niorrcr'
Nao querendo confiar m8i, em' Guglelmi. cuja
ammoMda. e contra Frescobaldi p^ ^^ J0
.toque lembrou-se de B.sdomini com o mluilo de as-
sorta-lo a seus projectos de vii,gam.a
A allano deste contra o nobre g'ibclino, sua in-
sistencia no conselho para faz*-|0 condemnar mor-
le, e as palavras acerbas que dirigir ao sogrn, luUo
eoncorreu para lazer o duque crer que Cerrelieri re-
ennhecia Marco por seu rival.
Gualiiero julgava-se ao abrigo das suspelas de seu
favorito, e fundava sua confianca na discriran de
seus salellile e no lerror que pensava inspirar-llies
mas dessa vez sua penelracau falhou.
") Vide Wan'o a. 16, ~
Ihe pedir que os navios fra nemes se oppozesjem a
fgida dos rebeldes ; habitantes notaveis derigiram
eos cnsules urna petro, ua'qual reclama vam sua
proteccao, no caso m que a cidade fosse entregue ao
saque. Foi- Ibes respondido, qtie os navios estran-
geiros, conservando amis estricta neutrtlidade, Ira-
lariaru como piratas a lodo aqnelle qne se enlregasse
semelhanle rapia.
Ao relatorio, cuja analyse precede, estao annexas
algumas proclamacoes dos insurgentes-de Shang-
Uai. Eis aqui o theor de tres das principaes destas
pesas:
ProclamarSo dos insurgente* de Shang-Bai.
Tsac, Punn, Tseu cChang, grao generaes, de-
baiio das ordens do generalissimo Leu, pertencenle
grande dynasla dos Mun, publican) a prnclamacap
seguiulc para pacificar a povo e Iranquillisar o paiz.
lie evidente que, se a violencia nao pode ser posta
de parte, o povo nao pode estar tranquillo ; porque
se a ronfusao n3o est delida o paz nao pode eslar
em paz ; porque os povos sao a bate dos estados, e se
a base he solida, o naiz pode estar em paz. Estes
avaros mandarna e estes infames ofliciaes, com sua
tyrannia e victos, chamaran) agora sobre si a vin-
ganra do eco ; vos, o povo, deveis marcar-lhes o dia
e feliciyir-vos da liberdade oblida. He por islo que
publicamos esla proclamarlopedindo a cada um de
vos, jovens, homens casados, arlslase commerciantes
que continuis o curso de vossas oceupaces ordina-
rias, que de nenhum modo tenhais receins e nao fi-
queis a vigiar-vos. Nos, generaes, somos muito se-
veros em os nossos regnlamenlos, e se os soldados
debaixo do nosso commamjo desobedecer as nossas
ordens, roubarem urna propriedade, estamos reaol-
vidos a inlligir-lhesuma punico proporcionada.
Obedecam lodos reapeilosamente.Nenhum de vos
resista Proclamasao especial.
9 dia da 8.* Itia (11 de setembro.)
Pro^amaeS.0 dos rebeldes de Shang-llai.
. O grande generalissimo Leu, commandante de
todos os corpos'de cavallaria e do infamara em to-
das as partes do imperio debaixo da dynastia do gru
mos cuidar por cooseguiulc nao si qoa as provisoes
para as tropas sejam suflicienles, seno tambem qu,e
se possa occorrer as uecessidades ao povo. Quando
unir'ora um navio chegava felizmente de Shani:-
Sliun H Shang-llai, ninguem s inquielava pelo
arroz.
I Eu, generalissimo e. pouca- depois magistrado
de Shang-llai, receio que o arrot se torne tan raro
como as perolas, e a lenha lao can como a cauel la. e
posto leuliamos bastante para nossas tropas, o povo
pode estar mal prvido. Por isln he que publico
esla proclamaco, pedindo que ai nobreaa e o povo
Iragam para Shang-llai a maior quantidade possivel,
e ennvidem os mercadores de todas as partes para
commerciarem aqor, o que, de u* lado, ser bom
para o governo, e do outro lado mitigar as auxie-
dades do'povo.Nao facais opposirao.
Coiumunicaro especial; primeiro anno da dy-
nasla dos Minn, dcimo primeiro dia da 8. la.
(13 de setembro.) i (Prette.)
IHTEMuR.
BAHA
16 de Janeiro de 1854.
O Brasilea Irouie-uos lambem jornaea de Per-
nambuco, cuja ultima data he l' do correle. A
provincia gnzava de paz.
O Diario de Pernambaco acaba de fazer om ex-
traordinario augmeuio no material de sua officina,
elevando o seu formato sele columnas. (1) A im-
portancia de suas correspondencias particulares, ar-
Ter um pergamolio de bacharel para andar scom
procars entre mSos, embargos citando artigos do
codigo.e pedindo r/./a a quemmuilas vezesa nao lem
para si, lie cousa Irisle.Eu enlendo que um pergami-
nho e urna cnmmenda, leera niuita importancia em
uro salo de baile, e por isso se as livera, procurara
sempre opportunidadede faze-las apparecer; e para
isso promoverla bailes, partidas e novenas, para a.s
beatas, emqu'e me podesse apavonar a contento.
lia muito que me nao resta o lempo para dedicar
algumaslinlias s minlias patricias, que se fazemes-
qnecidas por delraz das avaras rotula*, que as for-
tam aos olhos profanos como os meus. Se ellas con-
demnassem a um auto de f inquisitorial es malditas
laboiuhas cruzadas, eu Ihes dedicara um poema em
verso rhimado. Eipero que se nao moslrem rebel-
des ao progresso que at j vai invadindo a Tur-
qua. .
Os nossos avos portuguezes, prenles sem duvida
dos Turcos, eram de natureza e ndole deseo ulia dos
e egostas, e faziam a iujostic,a de confiar pouco na
bella melade do genero humano, a que lnham o de-
saforo de chamar frgil; como se elles fnssem mais
fortes e menos peccaceis. e por isso fizerara grossos
muros e mesqunhas rotulas, para encerrar as pobres
victimas de sua mizerabilidadee insociabldade.
Nos herdamos o que de mao elles lnham, e com o
mais olalseWagem coslume asialico.
A luTJiasegundo lino seu noticioso Diario, vai
ileslrinaVses cerralhos e emancipando o bello se-
xo da scraVdo injusta em que por tantos anuos ja-
zeu; par iuto llevemos proseguir lambem no pro-
ligse mullasoulraspnblicacoes de geral inleresse, "reo= *er desapparecer esses vergonhososnesli-
Cerreticri eslava cerlo da malvadeza de seu se-
nhor; seus proprios soldados o lnham Irahido me-
danle um salario.
Saliendo da pe lidia de Gualtro, Cerrelieri ficou
indignado e nao sorprezo: elle conhecia-n por um
jugador hbil sempre prompto para apoderar-se do
bem alheio. Todava, posto que semelhantes empre-
/.asato fossem muilo raras nesse lempo de dissolu-
code coslumes, a offensa era viva, e foi sentida pe-
lo favorito.
O duque linha querido Irahl-ln e ultraja-lo na
pessoa de sua uoiva; em tal oceurrenca a inlencao
equivala ao Tacto', e o insulto pedia vinganra.
Mas Bisdomni era astuto e prudente ; procuran-
do ocrasiao de aproveitar-se da arma que Gualiiero
puzera em -na mao, couslrjngeu-se no inleresse de
sua seguranra.
t ni cuidado pnnsenle ocrupava anda o espirito
de Cerrelieri. Marro lvre era urna sombra falal que
o persegua incessantemenle.
Pela primeira vez o demonio do cume apodren-
se ilo mercador fiorenlino.
Emsuu grnsseira ignorancia, elle persuadira-se de
que a pnsse da belleza de Flavia bastara para sua
felicdade ; mas quando pela primeira vez acbou-se
senhor de una moca ornada dbs gracas do pudor,
Cerrelieri enranlado comprehendeu que a belleza
nao coinph-l.ua a mulher: que os prazeres do amor'
nao constituan) o poder, e que a perl'cican da forma
sem a sympalha dos coracues u;lo era sufficieiile pa-
ra completar a felicidad'; elle sentio, emlim que
nunca liavia conhecido o amor, pois nao linha expe-
rimeiitado anda a necessidade de ser amado.
Enlo nessa natureza barbara a dor de um senl-
Hkb), que nao era i-oniparlilhado, tornou-se .un.
despeito vilenlo, urna raiva concentrada, que nao
podia'ter outro termo scnilo o.odio e a morle.
Foi com eslas dsposirOes que Cerrelieri so apr-
senme! no conselho na vespera da absolvico de
Marco.1 Sua irrlaco cania lambem sobre puglielmi.
Poda elle" ignorar a cena que se pastara em sua
casa'? K quem recolhrra Marco? Seria Flavia?.....
Seria sfu pai 1..... Esla duvida e esla desconfianca
atraveasavam o pensamento de Cerrelieri como um
ferro eh) braza. Debalde elle liavia lenlario j por
palavrii amargas e provocantes obter sle Guglelmi
urna explicaran sobre esse falal myslerio, quando re-
cebeu urna vnensanem do duque que ochamava ao
palacio, aon.i foi mesmo de noile.
Cerrelieri, ilisse-lhe Gualiiero, sabes que Mar-
co Frescobaldi foi ateulvldo?
Sim, senhor, respondeu Bisdomni mpassivel.
Admirado de sua iiulillerenca, O duque acrescen-
tou com ar de zombnri: ^"^
E ests saiieieilo rom isso ?
'ser punido conforme a le. Eu, ajudante genera-
lissimo ; lenho dado eslas ordens, e as fazei execu-
lar sem a menor moderaran.
Se depois disto, alguem insistir em mudar de
habitaran, procederemos immediatamente em cha-
ma-lo ordem.-
Proclamarlo especialssima. Primeiro anno da
grande dynastia dos Minn.
.Dechno primeiro dia da 8.a la. (13 de setem-
bro. )
Lin, ajudanlegeneralssimo.encarregadodadi-
reccaodos negocios militares e magistrado provisorio
de Shang-llai. na grande dynastia dos Minn, pu-
blica esta proclamaco na inlencao de annunciar a
queda dos Trtaros e reslauraeao da dynasla dos
Minn. De um lado, consideramos uo que fazemos a
vonlade do co; e da nutro lado, respeilamos os sen-
tmenlos do povo reunido era torno de nos para ex-
terminar os barbaros Manlchoux, examinando bem
os imperadores chinezesda grandedynaslia dos Minn,
nao podemos dexar de observar que seu exterior c
seus ornatos eram bastante grandes e respeitaves
para Irausmiltir sua memoria a cenrgoraces ; ao
passo que estes Trtaros, tao pouco esclarecidos sobre
a elegancia quanto ignorantes dos principios da jus-
lica, sflo a causa de que nos parecamos em nossos
hab los a cavallos, o que prova que elles meamos nao
3o homens.
Esles barbaros perlioazes lem impresso em nossa
nacao um cunti de desgrana, que durar mil anoos.
Nos lomos levantado o estandarte da justica para os
examinar; devemos esperar a vonlade do imperador
para fazer conhecerao povo, de que modo elle, deve
mudar a manen-a de se vestir. .Desde os lempos, os
mais remotos, quando se emprehende urna guerra,
a cousa principal he a intendencia. Quando as tro-
pas sao bem disciplinadas e as provisoes abundantes,
pode-e entregar satisfactoriamente a coiisecucau de
um projeclo, de que a historia nos d frequentes
exemplos.
n Presenlemente Shang-llai he urna pequea 'ci-
dade, e a sua producca pouco consderavel. eve-
Tanto^iuanlo vossa jenhora.^espondeu Bis-
domni no mesmo tom.
Muilo eslimo 1 lornou Gualiiero; e para exci-
tado mais, disse :
Pensava que leu sogro te havia levado a senti-
mentos mais chrisiaos... e que le liavia ensinado a
perdoar a leus inmigos...
Ha urna virlude christaa, senhor, mai diflcil
anda de pralcar-se...
Qual? iiiteiTompeii o duque,
A de deixa-los viver...
Gualiiero encarou-o.
Os olhos de Bisdomni, como os do gavio que es-
prela a presa, lancavam dous raios lumigosos sobre
elle... lua dea vaga, urna desconfianca enlrou no
espirito do duque, e suas fecoes alte*raram-se un)
Instante.;.
Nao, disse elle cnmsgo; he em Marco que elle
Pois lien), Cerrelieri, rontiuuou o .luiiuc, he
preciso fazer melhor anda : .be preciso eflecluarmos
nossa vinganra.
Cuidava na minha, senhor, resixindeu o favori-
to com os o los sempre filos em Gualiiero.
Qual he leu plano?
O acaso 1
E leus meos ? i
A occasiao... meu odio.
Os canlos da bocea e dos olhos de Bisdomni er-
gueram-se com urna expressilo roica...
Gualiiero lioha comprehenddo.
Ello desviou os olhos, levanlou-se e deu alguns
passos pelo salao. Cerrelieri nao moveu-se.
lor um raciocinio rpido o duque eslabeleceu sua
posi Elle sabe ludo; he um inimgo de mais que
icr.a de combiler, se Cerrelieri nao precisasse de
minha prolecplo, e eu dtfseus serviros; mas a vio-
lencia do sangue que o domina ne'sle momenlo se
pplacara brevemente, e o inleresse prevalecer so-
iire a pax3o... Cerrelieri be bom calculador... Oh f
ambos leamos que lemer de parte parle.
Feilas eslas rellcxes, Gualiiero chegou-se Plira
Bisdomni, e disse-lhe com tom imperativo:
Cerrelieri, he misler par toda a malilba da po-
hciaem procura de Marco,, persegui-lo, vexa-lo e
acua-ln ale que dalu Ihe resulto a morle. Derrai na
recompensas asmaos chelas : o estado le pagan i o
que hzeres pelo eslado. Se que as conspracoes co'n-
(inuam... mas odiado castigo' nfio est lvnge. iOs
reforros, que espero de Boionha eslo para cheg r,
ireaenlos cavalieiros estao j nos Apenninos, e br e-
vemente se acharao s portas .le Florenra... Todav ia
nao quero enlregar minha Trastoca, srte do cof a-
oflerecem-llie boje por sem duvida o primeiro lugar
na arena jornalisllca brasilera. Damos os devidos
emboras ao collega que nao ponpa sacrificios elevar
a sua propriedade urna pusiere digna do Brasil, e
da provincia que representa.
(Correr Mercrntil da Baha, i
CORRESPONDENCIA 9a) DIARIO SE
PEHNAMBTCO.
Psrahlba 16 de jaaatro ate 1854.
Grande impretso causn em cerlos nimos fracos
minha miMico.de i do corrate, que appareceu in-
serida em seu Diario de D.-por ter tido o arrojo de
tocar no ninhode a-.'//.--,que aqui beum uminaman-
terespelado ; e agora elou quasl persuadido de que
sou algum valenle, capaz de aOronlar Wgigantes, e'
nosei quantos phanlasma.s, vif que nao tem dar
urna respnsta, nAo tp cnnvenioiile como pretendo, a
quem, tendo nuilo que escoimlr em seus coslumes,
ousa insultar a rcputares solidas,a crditos bem fon-
dados.
Consla-me que os biroaetes ibn conselho determi-
nan! amaciar-me, pelo menosta^pelle ; mas u reco-
nheco-a muito spera para essa.dllicil operario. Em
seus concilibulos devem esludjfe a maneira de refor-
mar seus coslumes, de rcspepr a quera nonca os
offendeu, e de compreheuder (alynce do rifOo po-
pular quem bem diz, melhor ouve. Se lal fi-
zerem virao a ser um dia um vicsimo do que sup-
paen que aatoalmentxao. -
Quanlo ao mais nao se ncomrnodem
bro-me lauto delles como do qne nunca vi.
lie meu dever fazer urna recllncaceo a historia do
capim, que Ihe refer naquella nssiva, dizendo-lhe
que o escravo do baronele mulli-color foi- portador
'le um bilhete inslenle e insulluoso, de eslylo arriei-
ral, e. que nao disse pera ule a victima, que ia pa-
ra dar-lhe na cara, mas sim pecante ontras pessoas,
que Ihe exlranharam a audacia.
Nada lem occorrido oestes das contra a segoran-
ca individual. Os homens amigos dos dias santifica-
dos estao, ao que me parece, mais accoramodados.
Estou, por tanto, fora do risco de me chamaren) soli-
dario em pensamento com os homens das vas y .len-
las. Se alguem pretenda especular com essa inven-
cao perdeu o plano, salvo melhor juizo.
As beigas conlinoam com torca no termo do Pi-
lar, e Dr. Vital por l auda em pugna com as 3 ir-
mjas, e dizem que desarmou uo primeiro encontr a
da Ihcsuura, cujo nome me n;"io miuislra neste mo-
menlo a memoria.
Un? medico, armado da Ihesoura da Parca, eleve
ser um homem mu respeilavel. Eu nao sou da opi-
niao daquelles que leem ds Galenos por auxiliares
das laes veteranas, como dizia um bregerao :
A morte perdendo a Totee
Julgou sua torga desfeila.
Acodo-lba um boticario
Aqu tens esta receila.
E .linda quaudnassbn pensasse sempre faria ex-
ceprao do meu amigo Vital, que sabe onde ten) o na-
riz no templo de llypoerales.
Consla-me que na Cruz do Espirito Santo, tem
apparecido alguna casos de bexga9, mas anda nao
tem sido falaes.
Temos eslado baldos ao naipe dos diverlimentos, e
se contina o pernisticio temos na entrada do inver-
n abundancia de rheumalismos. Nao se em que se
emprega urna rapaziada esperacos, que chegou l-
timamente de Olinda.
A nao ser em esludar Pegas e Ordenacoes, Vanguer-
ve e CoelM da Rocha, lera de ficar embotada e im-
proficua meladeda patria que perlence ao bello
sexo.
; db carraucismo de nossos avos. ^M^
?s minlias palricias nao falla belleza,espirito, gra-
ra-eamabilidade, por lano nao devem lemer apre-
sentar seus dons.
Nao se persuadam que eu fallo por inleresse pro-
pro, porque, com quanlo con liega o valor dos bri-
Ihanles, j.i me falla a vista para conhecer e av aliar a
qualidade d'agua. Sou um invalido e nada mais.
A poltica esto em repouso, os candidatos enfor-
quilhados querendo fazer milagres pela cmara illus-
Irissima, os que se con la m seguros rindo, os que es-
peran) fazer papel t cor inga, amciando, e eu apr>
liando.
t poneos dias dizia um dos que couliam na Im-
nhoinia municipal:
Se jnlgam os volantes.
Qtt'estoii enforquilhado,
Certamente nao sabem
Os poderes do pintado.
Nessa lula Je candidatos a illuslrsema, que ha-
composta de supplentes.loma partido pelos logrados;
mas os outros lizeram com que se apresenlassem os
proprielarios para prestar juramonto. A illustrissi-
ma, escropulosa como um abbade, dnvidou se elles
ItnUnmperdido o tlireilo, e consullou ao governo,se-
guodo me disse o Morles. Esle respondeu que nao
encontrn nos livros dasleis, que os cargos de elei-
cao" popular se perdcsssem por falla de comparencia.
O Mereles nao vai muilo para essa opiniao, porque
fretes, que os poucos navios nesse porto eslam ex-
gindo. Esla falla de navios he inexplicavel, e pa-
rece-se assim com sermao de encommeinla, se bem
que pago porque o nao recommendou.
Ja no anno passado aconleceu a mesraa cousa. Os
assucares foram mal pagos por causa de fretes altos, e
ludo mais quanto as maginac,cs monopolistas cos-
tuman inventar.
Presenlemenle, alem deslcs fretes, feem os taes
meus -en liores a eterna anliphona da i/uetlo do 0-\
riente, que, segundo aieitadmtcabecas, tem de pa?
0 mundo em marasmo, e o genero humano inspido,
sera consumir assucar.
Nao sei o porque as Iripas turcas e russas sao as
nicas que consomem todos os assucares do globo ;
e menos o porque hao de dexar agora de saborear o
agradavel doce, salvo se o czar, e o gro-senh>r en-
lendem inconveniente adjcaSktissoldados, temen-
do que se tornem menosmarctees, do que se toma-
rem o opio.
O remedio a este mal chronico (nao da fraqueza dos
soldados) he a navegaco directa, que nao sef quan-
do serealisar.
Em 13 do andante despaeliou para Uarabnrgo no
brgue 71, dessa mesraa nacao, manifestando car-
ga de 1,400 arrobas de assucar raaicavado, e i.'iOO
couros de boi.
Dizem que esta pequea partida de assucar obleve
menos 10 re. que carga da Midas, de que Ihe fal-
lei, e, porlaulo, reali'sou-se a venda a l740 por ar-
roba, posto a bordo, e os couros a 55000 por arroba
na mesma conformidade.
Se estes meus senhorcs'e contenlassem em fazer
destas pechnehas, sem querer esfolar mais os paci-
entes, (alvez que o clamor nao se tornasse lao geral,
e me nao visse na triste necessidade de empunhar a
1 langa em favor do nosso amesquinhado commercio;
|iorem succede muilo au contrario, eo negocio regu-
la pouco mais ou meaos, como passo a conlar-lhe.
Engajam-se as cargas em Pernambuco, fazem-se as
expedigOes, ese tem bom resollado na Europa, nao
fallam foliclagoes, o genero era superior, foi um ne-
gocio maravilhoso, somos compadres ; mas se infeliz-
mente a quadra foi m, c uo obtiveramo lucro que
suppunliam, e soffreram prejuizo, nao poeto duvida
em reclamar esse prejuizo do pobre negociante com
loda a sem ceremonia, e s veze em lermos bem pou-
co cortezes ; eenlo o assucar he ruim, nao eonrerio
enra as iraostras. o algodao lem pedras, o cnoro he
furadu, e al mesmo allirmam que he de burro, que
he um Dos nos acuda. Assim niuguem negocia su-
jeto aos azares da fortuna, porque o negocio vai di-
rigido de forma quo sempr ese ha de ganhar, e em
caso de mo suceeaso o nico prejuizo, que pode ha-
ver. he o empale do dinheiro.
Pelo que fica exposto avalie quem quizer os v exa-
mes e iiijusiigas, para Ihe nao darmos oulro nome,
que soffre o infeliz commercio desla pobre provincia,
digno por sem duvida de encontrar palres.mais ge-
nerosos.
Notei em urna de minbas anteriores o mo syslema
liavido na confcegao das paulas nesla alfandega, pa-
presideule da-provincia..O desembargador Cae-
tono Jos da Silva Santiago, che!? de polica in-
terino.
RelacSo dos presos, que se atham recolUidos como
criminosos na cadeia da villa de Caruar, pela
respectiva delegada.
Joao Baptisla da Silva, recolhido em outuhro. por
exime de furto de escravos em Rio Formoso; pedi-
ram-se intormagoes.
GaldinoFerreiraCavalcanti, idem, dem; proces-
sdo em Caruar.'
Fernando Theotonio de Sobral, idem, dem; pro-
cessado em Caruar. ,.
Panto Jordao, idem i de novemhro, crirae Tarto
de cavallos, em Caruar.
Anastacio Jos Barbosa, idem a 27 idem, erime de
marte em'sua mulher no lugar Txcait.
Joao Soare da Silva, idem a 5 de dezembro, critne
de furto de escravos, esuspeilo de rime de morte
em Panellas.
Manoel Machado da atocha, idem, idem. crime de
morle em sua mullter. em Panellas.
edro Ferreira da llocha,-idem, idem. por sirs-
petto de morte em sua mulher, % erime de furto de
cavallos.
Jos Joaquim do Nascimento, idem, idem. pr*
cessadd por crime de morte de ama menina, eml'a^
nelias.
Manoel Feri-eira do Sacramento, idem a 12 idem,
suspeito de crirae era Porto Calvo: pedram-te inlor-
mages.
ManoelJtereira da Silva, ieem a 23 idem, por cri-
me de tennHva de morte empedr Marinh de San-
ta-Afina.
Francisco Sebastin d'OmeiM^lfMi a 3 de Janeiro,
por crime de ferimentos no lugar MtaroSo, em The-
nzl'Maria de Jess.
- Francisco de Barros Silva, dem a 4 idem, suspei-
to de crime de morle no Allnho.
Francisco Salvador dos Santos, idem a-7 idem,
suspeiln de crime de morle d Joo Pereira, em Ca-
choeira. .
Antonio Jeroiiymo de Olivcira Peixolo, preso em
Tacail, a i de Janeiro e recolhido a 7, por suspeito
de crime em Allinho e Qulpap.
Manuel l'erreira. preso em Tacail a 4 idem, idem
a I, por suspeito de crime no Brejo.
Antonio Joaquim Ferro, preso no districto de Ta-
cail a 3 idem, idem a 7, par diversos crimes de mor-
le em Carhocira e outros logares.
Claudio Alvesda Cesta, preso a'2 idem, em Ca- "
choeira e recolhido a 7 por indiciado 'em diversos
crimes de morle. ,
Victorino Jos Soares, idern a 10 idem, pOT crirae
de forto de cavallos.
Delegacia da polica em Qkraar 10 d/janeiro de
1854.auremo Francisco de Almijta Catanlio.
e toados argumentos de paridades vip Wsei ^^^^^^!^' "*
. porque lem- onde, rpnr empregado pnblieo, que nao lon!a posse ^UM'fta* mo.ivar.m algotna, red^ette^
bate... eu poderei perder... e se isso deve acontecer,
he preciso que Marco morra antes de mim!
Dizendo eslas palavra. cphwtojifmia do duque
-|l(!1I_kfrt livmliri. r. ____- T"*""*'
tornou-se sombra e ameagadora. Sua barba eslava, :?"> a algebra na Europa. Paol dal Nozzo Foscanel-
arripiada, e com um olliar feroz, elle perrorria as
paredes do salan como se procurasse o ihimigo para
calur sobre elle.
.Vai l disse Gualiiero vollando-se para Cerre-
lieri e balendn-lhe no hombro, vai!... cumpre nii-
nhas ordens, e vera ler comigo amanhaa... ogo re-
gularemos oulras cenias. Em todo o caso toa divida
nao seta recusada. Adeos.
Adeos, senhor.
Restituido a calma, Bisdomni senlio o perigo da
altitude ameagadora que lomara em face do duque;
mas nao se arrependeu dissu. Refleclindo bem, que
linha elle a lemer? O duque precisava delle.
IX
A b.ii hariilade, romo unta torrente, havia passado
pela Italia levando ipa de s os restos da ulica c-
vihsagao; o corpo linha prevalecido sobre a alma. o.
sangue sobre o espirito Quaudo livres do lliigcllo,
as reliquias das ragas privilegiadas pozeram-aa em
procura dos couhecimenlos humanos, o espirito re-
cohrou sua posigo.
Foi essa a poca da moridade do mundo, o reina-
do da inlelligencia comegava: reinado Ilustre para
o qual a Divina Providencia povouu a Italia de ho-
mens escollidos.
As ciencias, as ledras e asarles florescam emsoao
maos activas e vigilantes, o esludo oceupava suas vi--
das elevando Suas almas, c emquanlo os povos do-
norte cresciam fel forra material, as facilidades iir-
leliecliraes reinavam na Italia, c sobre ludo ciu Fio-
renga.
O engenho de Dante ensillando una lingua ao
ine-mn lempo religiosa, poclira c pliilosophica lor-
nava familiares osnomes dos hroes da anliguidade
aos Florentinos, e faza-lhes respirar o perfume da
sciencia.
Admirador apaixouado de Plalao e de Aristteles,
Dante impregnara seu espirito das ideas desses gran-
des meslres, c foi o primeiro que crcou no principio
do secuto XIV csse syslema de esplritualismo ou
amor platonice, imitado depois pelos seus successo-
res, e do qual Beatriz e Laura sao modelos im-
mortaes.
A Dante succederam Petrarca e Boceado: ambos
seguiram-lhc os passos. Archeologos, philosnphr e
historiadores, elles llabalharain com ardor para des-
ernlk-iragarem as liimuas auligas dos termos barbaros
com que a media idaue as manchara.
Esses homens Ilustres e laboriosos coinmeulvam
as obras antigs,- esludavain rom afn os coslumes,
os systemas de philosophia c os historiadores da an-
do lugar, perde-o.
Em consequencia dos das santos defesta seus cora-
pauheiros.a i nda respeilados pelo povo, esleveeste mer-
cado em completa paralyzia. As entradas dos gne-
ros foram augmentando gradualmente, e cr mercado
parece querer che-ar sua normal aclividade. A pe-
zar das noticias do ultimo paquete, que annonciam
baila do prego e pouca procura de nossos producios,
na Europa, as colaces dos gneros continuara quasi
sem alleragao, e nenhum desauimo.
O a-sucar tem dado de I5MK) a UsOO M., e o B.
de 19900a 29100. Exislem em deposito quasi 20,000
saceos de ambas as qualidades, sendo a porgo do
branen mu insignificante.
A safra deste genero est recolhda em mais de
dous (ergos, e por sso podem-se dizer firmes aquel-
les pregos.
Algodao est eslabelecido a jiOO por arroba, e
algumas partidas particulares teem obtido mais atgu-
ma cousa sobre aquella colago.
Sm grande baixa na Enropa, vista da pequea
safra, que de vemos col I icr, he de esperar, que este
genero nao decline do prego, que sustenta. O seu
producto calcula-se em 8,000 arrobas em ser.
Coorosha poucos, e conllnuam \ alendo de 19200
a 49500 rs.
Chifres3-9500 o cento, escassns. Unhas de boi a
560 idem.
Despachou em 30 <|e dezembro prximo passado, a
barca ingleza Midas, com destino a Liverpool, ma-
nifestando 4.200 saceos de assucar masca vado, 271
saccas de algodao, 3,000 ponas de boi, 4,000 unhas
de dito.
Consla-me, que esle carregamcnlo de assucar ob-
teve nessa provincia o prego de 19750 por arroba pos-
toa bordo, islo he, o mesmissimo prego*por quanlo
genero de igual qualidade se vende ahi em Ierra, se-
gundo observo pelos seus Diarios, e pregos corren-
tes dossa praga.
He um tributo honeroso de vassalagem,queonosso
commercio paga ao dessa provincia ; porem o caso
he, que elle se v forrado nu a sacrificar o genero a
um lal prego, ou a embarca-lo de conta propria, o
que boje he impossvcl de fazer-se em razan dosillos
tiguidade. Foi por isso que Florenra dotou o mundo
das dcscoberlas preciosas.
Fibbonacci, homem simples e mndeslo, inlrodu-
lir"pitosoplio, astrnomo e mathcmaUco ao mesmo
lempo, inciicou pelos seus esludos sobre o gyro do
globo o camiite da America a Colombo e a seu ri-
val Americo VespSjo.
Baplist Alberli er? malhemalico, physico, pola,
critico, liisloriadnr, moNl's'a, artliileclo, escultor e
pintor. "*v
Leonardo de Vinci era enctrlopedco, e suas obras
eslo ebeias de descoberlas ciirrJI*3* sobre ? mecha-
nica. Elle canalisou o Arno cnlre''sa e F'lorenga,
fundn sua escola de pintura, e fez-s>$Vce'e,"'e ,am-
bem pelo seu plano de canalisacao, 0 ij8' seguido
pontualmenlo fez da I.ombardia'um verdSdero jar-
dn). Salviuo de Armali invenlou os ocultis*
No principio do secuto XIV, poca em*qoe5P I*"
san) os fados que narramos, Florenra eslava el?"'""
DIARIO BLfElMBlJCO.
:--------------- ------------
emalgons artigos.
Aradecendo a quem competente for a alinelo,
que preslou s rainhas humildes eonsideraes pes-J
go-lhe lirenga para dizer que no prego dos couros de-
ve ser fela alguma reparagao. Esteve esle genero
na patana semana alrazada a 496QP, e a barca Utlu.
despachou loda porgao que cajfgou, onerada com
este elevado prego ; agora porem que nao ha mais ge
ero deste a despachar-se, visteqae o porto est lim-
po de navios, appareceu elle colado nesla semana por
39800 rs.
Se nao he esse salto mora! filho da ignorancia do
actnal eslado do mercado, enlao he, como diz alguem,
do desejo de fazer,pirrara ao individuo, que despa-
chou os couros.
Qualquer que seja a origem desla irregrdaridade
mporla muilo qoe seja previnida, cobservada pelos
cheles das respectivas reparticoes fiscaes.
Nada mais ha, qnemerega mengo. Saude e quan-
to he bom Ihe desejo, e que lenha olhovvo com as
sedulazinhas da Bahia, queenlendeu ser melhor ex-:
portar dinheiro do que charutos, e qiiarlinhas.
PERNAMBUCO.
KEPABTICAO' DA POLICA.
Parte do da 20 de Janeiro.
lllm. e Eira. Sr.Participa a V. Exc. que das
parles boje recebldas nesla repartgao. consta te-
rem sido presos: ordem do subdelegado da fregue-
zia de S. Fre Pedro Gongalves, Jos Francisco de
SaaJ| Auna, para correegao, o marojo americano
Francisco D. W'ant, a reqnisigo do respectivocon-
sul, e Francisco Antonio de Mello, paraaveriguages
policiaes; ordem do subdelegado da freguezia de
S. Antonio, opreto Francisco Luiz de Franca, para
correcgo; ordem do subdelegado da freguezia de
S. Jos, o prelo Francisco, escravo de Antonio da
Silva Gusmo, por haver dado com um chicote era
um menor; e ordem do subdelegado da freguezia
dos Afogados, Joo Jos de Almeda, para correegao.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 20 de JaneirodMdtfti.lllm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Benlo da Cunha e Figueiredo,
do o seu esplendor. A euergia do caracler e a acff^- mto nn hombro de Lu
viilade do espirito dirigam-sc enlflo para urna nobre \ Porque nao ?diss(
eiuulaca.i muilo mais do que para os gozos da vai.la-
,.*,.^- olhos inllammados. Ab se livessemos sabido
de. A pnsican mais imporlanle no estado ramenos, tum,aoecedeuca o diaemquedeva serjulgadomeu
eslmada do que um simples successo nas arles, do pob,r*\Pai Mas emlim, o mal esl feilo,. conl-
que a honra do ler felo urna descobcrla nas scien-
cas, e s o imperio do espirito poda conduzir cc-
lebtida.de,
Assim, ao passo que, entregues a tolas sanguino-
lentas, procuravam em vio aliar a ordem com a li-
berdade, os Florentinos preparavam o dcsenvolvi-
menlo do espirito humano.
Brelo, Catini,Guido Cavalcanli, Dante, Petrar-
ca, Boccacio, illuslravam Florenra ao mesmo lempo
como philosophos, escriplores e polas, cmquaulo
Brunetlischi, Guiberli. Cimabue, Giollo. Odrgiih;
G-.ibbio, Carrella, Nicolo Visan, Arnolto, Simn
Memraio, Taddeo Gaddi, Andrea Orcaona e muitoi
uniros brilhavam nas arles; e historiadores, philoso-
phos. artistas e poetas, iraballiandu de coinmum ac-
cordo, lizeram reOeclii sobre as gerages que os se-
uir.-im a luz de sua inlelligencia.
O que os Florentinos ambicionavam mais que lu-
do era a approvagao e os applausos do povo. Logo
que urna obra de arle, um modelo era terminado,
elles ocxpunham, i imilagao. dos Gregos, na praga
publica para esperar a sanego ou a critica dos que
passavam,
O espirito fiorenlino era propriopara formar o gos-
(o dos artistas.
Enlhusaslas e zombadores an mesmo lempo elles
perrebiim com igual promplidao as bellezas e os de-
bito* de nina obra de arle.
Severos contra o ridiculo, nao permili.nn impu-
nemente ao artista sses desvos de iraaginacSo que,
procurando a nriginalidade, levam-a umitas vezes
longeda natureza.
Os artistas que expozeram suas obras nesse dia na
praga da Santaf.riu submettendo-se censura pu-
blica, misturaram-se na mullidio para ouvir suas sen-
tengas.
Emquanlo o povo conlemplava essa exhlbigao
dignile inveja, muitos mancahos formaudo um gru-
po conversavam em voz baixa junio da taberna da
quina da praga. .
Nilo sei com certeza, j te disse Amanha ao
amanhecer do -ul.,. dizia um rapaz de boa estatura,
cujo semblante Inste pareca annunciar m noti-
cia .
Nao devemosollrer lal cousa lornou em um
tom decidido l.udovico Malavia, o qual achava-se
no numero dos conversadores.
Cris que baja algiun meo de salva-do? per-
gunlou-lhc um uilerlocntnr que estando ao principio
na cslrcmjdadc do grupo, adiaulara-sc e po/.era a
ilovico.
sse esle com a voz 'concentrada.
linn iNrapaz euxugandncom seoslas da man urna
lagrima furtiva, elle esl j livre das garras do tyran-
no. A"o".ra l,ie" 'ao e eu'podemos obrar livre-
menlb I.T^lP1* soldados do duque e-iar.lo na praga '*
__ .\"ao, ?" 'eremos de haver-nos com as cor pora-
roes religr*sa> '"sse PrinieiroinlerIoculor.
Alguma," pessoas que se aproximaran), lizeram que
se calassein
I tu olhar baslou-lliespara que se eiilcndessem, e
lodos seq.'araram-se para reuuirem-se 110 dia se-
guinle.
Orsucci, carniceiro, eslava na porta do agougue,
quando pai;saram Ludovco e o irmo.
Oh bom dia, meus pequeos, Ibes disse elle :
como vai se" Pai *
ObriE.-J"10-meslre Orsucci, respondeu Taddeo.
O corpo vai 'melhor, mas a alma sollre.
E a mi!'1'"* lambem, meu amigo... a minha lam-
bem... Pergi'.'nlcu) ao meu visinbo, lornou o carni-
ceiro com ar eVnlriclo.
__ \ minhaVamuem, disse Nuliomercador de fa-
zendas, o qualcX"1 queixo nas mios e os cotovellos
apoiados no balcaoV gnudo sen coslume, esperava
pacienlemsnle ca,mPra(lres- lo(los nos soltemos
porque ludo va^"'1'-
__ por ciimtrr0 *'e desgraga, exclamou o carnicei-
ro rom um )rdf';,ma'"c0 cruzando os bracos, estamos
amearados pelal fome. Nao ha n.is bos, quasi lam-
bemque nao b,-i mais carneiros, nem ao menos urna
pobre vacca |E note que a mercadoria est fora de
Por carta particular ttKio de Janeiro, consta-nos
que foi noiucado desetBbargador da relagio do Mai
ranbao' i|Sr. B*. Antonio Bautista Gilirana ; e par
ir fttgBr-oVtobeilan deste cidaxte-do Recife i) Sr.
Francisco Baptisle de Almeida.
Chamamos a altenco dos leitores paranjrligo
communicado, quanasle numero vai transcripto.
COMMlifflm
' '....... "' ------------------------- I
A folha opposicionista, a a adihiatetracao'
actnal.
Em quanlo a imprensa poltica de todos os ngulos
do imperio parece mais ou menos disposta a adoptar
om syslema de discussao elevado e proveitoso ; em
quanlo diversos peridicos do norte; que alias com-
batan) com o mais decidido ardor, tambem vgo pou-
co e pouco entrando nos limites da raoderagao, res-
pelando e apreciando com alguma jusllga os actos
pralicados pelos delegados do governo imperial, ve-
mos com nma especie de raagoa, que o Liberal Per-
nambucano, por urna aberragao inConcebivel, por
urna excenlricidade que nao pode ter explicaran ho-
neste, assenlou que devia percorrer urna vereda infe-
cunda e desabrida. E quanto io he digno de repa-
ro semelhanle procedimento nas circumslaucias ac-
luaes do paiz ? Com efleito, se volvermos os olhos
para o vasto campo da poltica, divisamos em todos
os espirites a expresso da tolerancia e da. concordia ;
se observamos a face qne aprsenla a imprensa de
todas as provincias, vemos quasi geralmeure substi-
tu r-se pelas ideas de moderacao e de progresso as lu-
las mesqunhas de nma poltica por extremo egosta e
difamante: e cada dia apparece um novo athleta, que
ardeodo em vigoroso enthusiasmo, vai onir devota-
mente os seus esforgos a essa brilhante cruzada que
seergue era prol da verdad eir felicdade do Brasil.
No Rio do Janeiro o Correio Mercantil, que era
considerado o primeiro campc.lo do partido Luzia,
tem tomado d ha muilo' urna norma decente e pa-
tritica. I la vendo posto de parte todos esees artifi-
cios e recriminages que desvirtan) a sagrada missau
do escriptor publico, elle ocenpa-se quasi exclusiva-
mente de passar era resenha os fados do dia, assim
como tambem o movimento commercial o martimo,
nao se esquecendo jamis de eslampar em suas co-
lumnas todas as noticias importantes que vai collien-
prego !.... Por San .loan meu padroeiro, secohiirfuar
assim nao haver oulro remedio seno fechar o acou-
gue !...
. E seu barrete laucado por um movimento de de-
sespero foi cahir no rosto do mercador de fazen-
das.
. Ueixe-se de violencia, meo vizlnbo! exclamou
Nuli.com sia voz de falsete, dexe-se de violencias.
He preciso aligar o fogo, se quer que elle dure. Oh!
jnlga que so Vmc. he que soffre '.' E se compra caro
sua 'mercadoria, nao a vende por um prego exhorbi-
lanle A Vmc. qneixa-sc, e diz que esta triste porque
a praga da Santa Cruz fica agora deserta todas as lar-
des. Eu porventura' estou contente '.'.... E Vmc.
mesmo, meu amigo, accresrentou Nuti drigtndo-se a
l.udovico.ha muilo lempo que ninguem o ve 110 nos-
so hairro!
Como quer que a gente se aventure a iir,a be-
ber e dansar, quando Florenga esl cheia de espides
e da ly ramios 7 respondeu o rapaz com amargura.
. fe ce'rlu, lornou o carniceiro, s se ouve fallar
agora em prises, condemnaroes e morle 1 Sangue e
marlyrio exclamou elle Iransporlado de indigna-
gao. Melhor fora que livessemos lirado senhores de
de nos mesmos. A gente se batera nas roas como
liantes, e cada um commandara por sua vez. De-
mais ser atacado c poder defeuder-sehe anda um ac-
to de liberdade.
He verdade, disse Ludovco, na lula cada um
pode ao menos dizer comsigo : Minha forra he o
meudireilo ,
Kesumamfs, exclamou Nuli, como diz o pro-
verbio, meus amigos ; Firenzanon si mote, se
tulla non si duole (*)... E como...
Nuli fo inlcrrompido em sua conclusa por gritos
e acclamagies que partiam da praga. ir
C-ario-os e assuslad.is.10 inc-ini) lempo, os iWerlo-
ruloiesdrigiram-se para o lngar. d'ondevinha o ala-
rido, Nuli c Orsucci, tendo lomado primeiramenlca
precaucao de fechar as portas de seus eslabeleci-
menlos ; porm elles nao lardaram em tranquilli-
sar-se.
O povo precedido de urna msica caminhava na
maior ordem.
Immedialamenle depois dos msicos vinbam oiln
homens carregando nos hombros a sania imagem da
Vrgem, obra celebre de Cimabue.
En: sen enthusiasmo o poio depois de te-la admi-
rado e applaudido na praga da Sania Cruz, decidir
por acrl.im.-igao que elle mesmo iria inauaura-la na
igreja de Sania Maria Nova, qual era destinado n
quadro. (Conlinuar-se-lia.)
*<
(*) Florcnga'iiSo semove, seno quaudo toda ell 1
sollre. <
^-
s


DIARIO DE PERNAMBUCO, SABBADO
---------------K.
21 DE JANEIRO DE 1854.
i
do, e que potlcm (er ligacao com os triumphos venta-
josos da irle e da industria. Muilos campeoes da im-
prensa opposicionista, seguindo o generoso impulso
do anligo lidador, abracaram sem demora o grandio-
so programla do gabincla.du 7 de setembro, e pare-
euidispuslosa renunar a lula reprehensivel dos
insultte declama^des, qne alias s pode servir para
promover a desonio dos Braseiros, e entret-los em
um atraio deploravcl : oulros, porm, dominados de
uia sceplicismo al certo ponto louvavel, conlenla-
raro-se cm pedir Iregoas ao lempo: sarharam suas
. armas, e de bracos cruiados, esperam o cumprimen-
lo de ama promessa conlrahlda solemnemenlc do dia
anniversario da nossa independencia.
^ Entretanto sentimos profundanMDte que o orgo
opposicionista, despiezando a ligao da experiencia, e
desconhecendo a grande necessidade que temos de
couduzir a imprensa a um terreno decenio e vanta-
jsM, procure imprudentemente conlrariar todas a*
disposifoes benficas que a oossa provincia vai ma-
nifestando em favor do progresso e da concordia.
i;om islo n3o queremos exprimir una m vontade
quanto existencia da opposico; entendemos, pelo
contrario que esta entidade moral he urna candico
do avalenta representativo ; e quando dirigida pela
bilola dMJDatriotismo e do criterio, pode produzir ex.
cellcnleWesnltados. Bem regularisada e discrela-
isenle dirigida, ella torna-se infalliveknente a salva-
guarda dos cdad.los contra os abasos do poder ; es-
clarece a marcha administrativa, e al em umitas cir-
i'amslancias converle-se em urna mola poderosa que
pode ajudar o governo a ejercer cerlos meios de ac-
eito mais adaptados aoconseguimenlo do bem publi-
co. Infelizmente, porm, lodas as vezes que a op-
posico, dominada por um espirito ambicioso e per-
vertido, adopta por missao quasi exclusiva desmora-
lizar o governo a todo o transe, e innocular no pobre
povo ideas exageradas e eversivae que o podem illu-'
loma por timbre insultar e calumniar os seus adver-
sarios polticos, embora tenham todos os ltalos da
benemerencia, lorua-se em taes casos um flagello,
que o principio conservador da sociedade v-se na
rigorosa obrigar/io de extenuar por todos o meios le-
gaes.
He dessa condijao que desojramos ver atestada a
redacto do Liberal; por que, em abono da verda-
de, de-nos dentro d'alma o ver que a conduela des-
se orgao cm relacao ao digno presidente da provincia,
importa urna regeicao formal de loda a idea Icracao e tolerancia ; implica nada menos que a ab-
i lira rilo de lodo o senlimeuto de patriotismo, de lodo
o vislumbre de inleresse pela prosperidade da pro-
vincia. Com effejjto, pqr mais que esmerilhlmos a
colleccao dos actos da admnistracao actual ; por
mais que nos revistamos de loda a imparcialidade
, que ieye caracterisar o escrptor desinteressado e ho-
nesto, nao he possivel descobrir um motivo se qur
para essa guerra lio acerba, desenvolvidaaeRi Libe-
ral Pernambucano. Somos, he verdadlpaluado da
admnistracao actual ; mas prezamos tanto a reputa-
do de escriplor imparcial, que nao arriscaramos ama
defexa ao digno presidente, so acaso nutrissemos a
mais leve suspeila que s%podesse casar com qualquer
um dos pontos de acensado do Liberal Pernambu-
cano. E quando por ventara se rlisasse a hypo-
ihese que ligramos, guardaramos sem duvida si-
lencio e a reserva que nos temos imposto em oulras
pocas, e spb diversas adminislraces.
Para fazer resallar a olhos vistos a injustita do, or-
gatn da opposijao, instituiremos um breve exame so-
bre a marcha refleclida e prudente da presidencia ac-
tual.
Apenas conslou nesla provincia a nomeagao do
$r. conselheiro Jos lenlo da Cunha e Kigqeiredo,
mu i tos dos seus amigos se coulrslaram profunda-
mente por ver que csse dstincto cidadao vinha lomar
a-direc{3o dos negocios em urna quadra assas la-
mentosa : e na verdadeera triste de ver-sea physio-
t iioroia melanclica e mesmo um pouco indefinivel
que eulao apresenlavam as dnas parcialidades que
se debatiam no campo da poltica. l)e um lado a
Iblha opposicionista, fjtrimoniosa e forte, zurzia
(001 d a admnistracao expirante, e moslrava-se
disposta a fazer urna recepcSo acinlosa ao novo pre-
sidente. Por onlro lado o partido governisla, re-
presentado pela l'niao, acaba va de arvorar oseu
estandarte de opposnjao, tinha pela frente urna
fracrSo de seus antigos sectarios symbolisada pelo
peridico Justica, e que assenlon de prestar o sea
apoto aogabinete.da 11 do maio, e ao seu delegado
na provincia, o Sr. Francisco Antonia Ribeiro. Ha-
via, portan lo, urna djssenrao profunda nos aCraiaes
da ordem, e lodos viam com Urna especie de mgga
avahar cada vez mais essa liaba divisoria, que'ja'
priocipiava ,a ser funesto. OVOio Pernambucano,'
seguindo um norte diverso de seas collegas, guerrea-
va a lodos, e com cspeeialidade ao Liberal, de cujo
gremio acabava de afaster-se. Eslava por conso-
Sninte a imprensa provincial dividida em 4 orgaos
polillfos, que se guerreavam uns aos oulros, pug-
nando lodos clles por ulereases diversos o aiTeiroes
dislinetas. Em semelhante estado de cousas nao
hara quem nao divisasse umVuluro carrancudo para
o funecionario que tinha de succeder ao Sr. Bibei-
fo; priocl plmenle quando se altend apara o esta-
do em que se ochava corpo de polica e o contrato
das carnes verdes, don pontos estes que devam oc-
ennat a altenco e pericia da adminislrajao que a
. nasccr... Nao obstante, porm, as nuvensquese ag-
glomeravara em -nosso horizonte, o Sr. conselheiro
Jos Benlo, querendo provar o seu apreco conQ-
raca imperial, e desajosode prestar mais um servi-
50 sua provincia, de que sempre havia sido amigo
, ^ sincero e dedicado, sacriticou de boamenteo repou-
sotque dsejava ler depois de quilro annosdo radi-
cas aijminhffnrttvas, e apressou-se em seguir i
dialamente para l'efnambuco. apezar dus '!
modos de.sade que entil sfla.
Assumindo. as redes do governo, S. Bu. nao
obslanle a coiilinuac.an de sua grave enfennidade,
lrau-lego de assegurar se lo estado da provincia,
: de empregar um balsamo capaz de acalmar a agi-
tajao dos espiritas. Feamente o orgao do partido
da ordem, vendo no Sr.^os, Bento lodos os predi-
cados de om funecionario prodenle e circumspeclo,
c conhecondo em sua noaMMu una senha de paz
da parle do ministerio, jtj>a!ou o seu pavlho de
guerra contra o governo geral; suavsou um pouco
as expressoes de reseulimenlo qoempregava a res-
)>eilo do cx-presidenle, e procuro* acabar com essa
lata denloravel, que por forja da-circums'tancias,
havia sustentado com a Jusira. Esta folba, que
apoiava a admnislracao transacta, e que marreu al-
mo lempo asrazOcs que aconselhavam a preferencia
desta liuha sobre as oulras que se iam projeclando.
Entretanto, quando estes e uniros fados aparc-
ciam com frequencia, nos senliamos que nao podes-
sera cites locar a libra patritica do Liberal Pernam-
bucano, que alias nunca tinha um vol de reconhe-
cimenlo para o objeclo dos seas rancores.... E che-
gou al a lomar como pretexto de sua hostlidade, a
idea dos destacamentos volanles, os quaes, sendo
urna das medidas que mais realeava a marcha admi-
nistrativa, produzia constantemente resultados .ven-
tajosos que eram sempre registrados no Diario de
Pernambuco.
Mas, enilini, os lempos correram.... e o fervor da
imprensa opposicronisla fo pouco e ponco niinoran-
do; e nos applaudiamos de corarlo o eslylo decente
e comedido que ella pareca lar j\ adoptado como
urna regra invariavel; e em nossos transportes de
verdadero enthusiasmo allribuinmos essa Iransfor-
maco aalular ;i benfica revolarn que o program-
ma do actual gabinete devia necessariamente produ-
zir: folgavamos de ler mais um esforzado cavalleir,
que abandonando o campo estril das deas vagas, se
oceupasse mui seramento dessas qeslOes proficuas
do mellioramenlos e reformas que se come^am a agi-
tar na imprensa: que, alni disto, percorresse de
grao em grao loda a esclla do movmenlo industrial;
e que finalmente tratasse de desenvolver o* seus am-
pios e variados recursos nessa brilhanle senda que
nos foi aberta no memoravel dia 7 de selembro. In-
felizmente falhou o nosso calculo : e agora que a fo-
Iha da oppo-icao lancou m3o do seu anligo plano de
combale, ser-nos-ha permillido sabir do nosso hu-
milde recolhimento, e expender algumas ideas a res-
peilo da conduela do actual presidente.
l.ogo que S. Exc. tomn posse do governo, um dos
prmeiros objeclos que merecern) os seas cuidados
Toi a qfganisatao da polica civil: e a uomerao do
Sr. desembargador Santiago, para chefe interino
desta classe, e a do Sr. Manoel Clementino para de-
legado da capital, foral dous actos que pozeram em
relevo o pensamenlo generoso que diriga a adminis-
tiajan provincial: todos applaudiram taes escolhas,
e o proprio Uberal.jaio proferio em seu desabono
urna expressao por l^fegue fosse. Oulras medidas,
que seria longo enumerar, Ibram tomadas em relacao
polica, e a letura do expediente do governo aties-
ta, que muilos empregados desla calhegoria (alguns
dosqaps merecam as antipathias do Liberal) foram
substituidos por udividuos contra quem ainda senao
lev antou o menor brado de censara. E lodos os que
naoUvercm memoria mui Iraca hao de recordar-se
de que, leudo o Sr. Jos Bentojionieado para laes
cargos alguns individuos que se dh.iam pe'rlencer i
opposirao. o Liberal Pernambucano escandalisou-se
por lol modo, que chegou mesmo a aflifmar que a
tolerancia do presidente era um pensamenlo Itorri-
cel, ante'cuja qualificacao se decia recuar. Isto
prova que o Sr. Jos Bnlo foi sempre tolerante, ao
passo que a folha d oppos^o tem levado o sea pro-
posito de guerra ao ponto do desconheler a verdade
inconleslavel, de que a tolerancia, quando pruden-
temente exercida, he o meio mais adaptado para des-
armar os odios inveterados de partido.
Mas, prosigamos.
Ainda o Sr. conselheiro Jos Benlo se achava no
leilo da dor, padeceodo a enfermidade que lanto o
amigiu dorante o primeiro mez de sua adminislrac,5o,
ecomludo j lanrava as suas vistas para a melindro-
sa queslo das carnet verde/. Querendo S. Exc. dar
urna soluto revestida de toda a necessaria madre-
la, e ha vendo logo imposto aos con tratadores a mul-
ta de que rezava urna das clausulas do velho contra-
to, julgou convciiiAilc nao dispensar o concurso de
cidados provelos: em qpnsequencia, nao s foi no-
meada a commsso para dar o seu parecer, como al
se mandn pela imprensa convidar os homens escla-
recidos para se oceuparem dessa espinhosa questao,
que naquelle lempo quasi que absorvia inteiramente
as atiendes. Mas o Uberal Pernambucano foi pou-
co generoso, e nao qoiz socoorrer a adminislracao
com suas lazes.
Depois de haverS. Exc. entrado na posse de iodos
os dados qne pode obler; depois de ler ouvdo parti-
cularmente o parecer de militas pessoas de criterio,
assentou, por fim, as bases do conlralo, o qual, beVn
como o parecer da respectiva commissao, foram trans-
criptos no Diario. Recomroendando aos nossos lei-
tores ii rcvso e analyse dessas duas pecas, temos in-
dicado a mais plena justificado que pode ter esse ac-
to do Sr. Jos Benlo. Os estreilos limites de uro ar-
lieo nao peni tem que respondamos s censuras do
Mnlfe nem (ao pouco qoe entremos em longos
dclalhes acerca da bondade do novo conlralo: espe-
ramos, porm, que um tal assumplo, do qual a im-
prensa j se le m occojado, venha a ter um desenvol-
vimiento especia^aAfactorio e pleno.
Passando i eflPBio *healro, pouco nos demo-
raremos sobrqveswlponto. Nao ha quera ignore o
eslado pouco llsongeiro ero que se achava esse impor-
tante eslabelecimento, que ao passo queoflercce urna
innocente distraerlo ao nosso povo, he ao mesmo
lempo um meio de viua para o grande numero dos
artistas qu se empregam no seu costeio o movimen
lo. O Sr. conselheiro Jos Benlo, sempre solicito
em prover a lodos os ramo da publica admioistra-
jao, resolveu couceder a aapreza a um mojo de re-l
conhecida aclmdade, e que tinha sobre o-seucon-
pelidor a tiiplice vantagem de ser Pernambucano,
de aceitar as condir,ues apresentadas, e de offerecer
seis fiadores de urna idoneidade nunca desftienUda,
ao passo que o oiitr coucurrenle nao linlia um.s
que o granlisse. llentroem breve, pede esplen-
dor que a empreza conseguio" aUngir, e que deu ao|
nosso Ihcatro o segundo Ingrentre os do imperio,
\eio provar o acert da escoBay e.a creaco do con-
servatorio dramtico foi mais urna flor que veoac-
crescer apalma oblida peloiguo presidente naquel-
le ramo dos negocios pblicos.
E o que diremos do corpo de polica? Que elle
oflerecia urna perspectiva eyioravel, segando era
publico e notorio. Entreunto S. Exc, all.eio a lo-
da eqaalquercoosiderasao quando caidava eaijes-
tiluir os ofliciaes sobre quem recaliiam suspeitasTes-
colheu a individuos que at hoje anda n3o merece-
ram os clamores da opposcao, a qual, grabas to-
lerancia do Sr. Jos Benlo, nao ficou de lodo esquec-
da quando se Iratou de fazer^s nomeacoes. Tendo
o corpo de polica i sua frente um commfndante ex-
perimentado e hbil, piido-chegar ao estado de orga-
nisjciioe disciplina que boje se observa: e o regua-
mento qne. Ihe foi dado no dia 2 de dezembro, veio
sellar mais esse aportante servico que S. Exc. quiz
prestar provincia. '
ella mesma que hoje en dia, j desassombrada, e nao
vendo as cousas pelo prisma das paixSes, louva e
henidiz o syslema feliz da represso adotada pelo
administrador Ha provincia. He .verdade que o Li-
beral fernambucano tem clamado contra a idea dos
destacamentos: mas porvenlura j apresentou elle
em desabono um cxemplo de violencia, ou de qual-
quer abuso mesmo simples.9 Quem observar coro
reflex-ao e calma os fruto-, que essas fracc/ies da forja
publica, sempre disciplinadas e activas, vo produ-
zindo cm lodos os lugares que teem percorrido ; e
quem notar a circumspecco e lina prudencia que ha
presidido ^escolha dos diversos commandanles, nao
poderia deixar desympathsar com o pensamenlo do
honrado presidente, e relevar-lhe mesmo alguns de-
fetos, quando elle porvenlura os livesse. A adm-
nistracao actual he a que mais se tem distinguido
"a ftpressao do crime, disse um peridico desta ci-
dade: c nos comparllhamosesle voto solemne.
Os breves traeos que temos aventurado a respeito
da marcha adminislrfva provam cabalmeule que
ella tem sido fecunda em resultados bem proficuos, e
ainda mais s-lo-ha para o futuro, se accaso os diver-
sos elementos da sociedade peruambucaua se dspo
zerem para receber a benfica influencia do ama dir
reccao prudente e paternal. Para islo convem so-
bre ludo, que a imprensa, como a mola real que de-
ve dirigir os esprilos, se ponda testa da nossa re-
generarlo moral, industrial e artstica : convem que
ella procure atlenuar, quanlo lhe for possivel, o ca-
rcter fcrvenle e convulsivo da nossa gente do inte-
rior da provincia : e o meio mais seguro para se con-
seguir um tal fim he cerlamenle inspirar o amor ao
Irabalho, plantar o estimulo as elasses, e promover-
lhes lodos os maios de aperfeijoamento. lio indis-
pcnsavel lumbem acos(umar-se o povo a respeilar a
le, a obedecer aulordade, procurando-se ao mes-
mo lempo desva-lo das maranhas polticas, como de
um principio pergosssimo. Quando, cm lugar de
se inculir as massas o acalamento ao mrito, ao ver-
dadeiro mrito de qualquer ordem que elle seja, se
procara, pelo contrario, deprimir crunmcnle os ca-
racteres mais respeitaveis e conspicuos : quando em
vez de se doulrinar o povo nos verdadeiros principios
da reiigiao e da moral, se busca instituir uui triste
apostolado que o ameslrc na gyria da descompostu-
ra ; e quando.. em fim, se procfira'com' tenacidade
enraqiiccer a forja moral dos depositarios do poder,
temos irremissivelmenle o genio da destruirn e da
anarchia acastellado na sociedade : e o peor he, que
nesse jogo delestavel a perda he para lodos, e bem
pouco's sao os que vem'a colher a palma da victo-
ria Praza a Dos quedosponle bem cedo a poca
venturosa, em que o pobre povo, ji de lob desven-
dado, possa ler plena consciencia de mi* noptompo
das desordens e convulsocs polticas el!e*8to passa
de urna escada por nndo se crgem os mimosos da
fortuna.
A poltica nao nasccu para llasello ; e por"isso, os
parlidus uio devem viver das tortuosidades e dos so-
phisma* : ellos tcmjsuas arterias, a necessaria aeiva
para poderem sustentar nina vida honesla e vigorosa.
Sigam, por tanto, o trilito do honesto, dirigidos pelo
pharol de urna direcro homognea e refleclida ; re-
pinara de seu seio certas fozes que s servem para
allerar-lhe a pureza, e enlao veremos que um nao
tere jamis de invejar o predomiuio do ulro, nem
de supportar-lhe o jugo : ellos alternaran natural
e pacificamente os gozos do poder,, sem qne para
isso Ibes seja necessario nem a inameno de suas for-
jas, nem lao pouco um prejuizo reciproco na repu-
tacSo de seas metnbros. E at por felicidade, a
mesma opposijuo entre nos lem um campo vasto
brilhanle a percerrer ; porque al nao lhe he vedado
sonhar com cerlas esperancas, que n'uina poca de
tolerancia; como a nossa, todos podem nutrir com
fundamento.
Conclnindo este artigo qne j vai bastante longo,
farcinos sinceros volos para que serene a tempestado
que lem agitado os-arraiaesda opposijao; porque es-
tamos cerlos de que, depois de ssa lula reniten-
te, oremors ser aparlilha infallivel do ageressorin
justo. Descanse o orgam opposicionista, que a ad-
miuistrajao aclual nao ha de infelicilar a provincia,
os seus precedentes, quando mais nao fosse, podiam
servir de penhor nossa-proposijao. O Sr. conse-
lheiro Jos Bento nao he um desses homens amantes
da ostentaco e do apparalo; e he por isso que os
seus ser\ icos Calvez noenosntrem um echo eslrondo-
-o cm cerlos espir tos donli nados por um falso enthu-
siasmo : entretanto elle obra sempre com reflexao,
jastija e madureza. He verdade que elle nao tran-
sige com o seu llover, nem contemporisa com o ge-
nio do mal ; porm nao he perseguidor, nem coslu-
ma poupar sacrificios para cumprir urna missao de
que se encarrega : e he por esla razSo que sempre
costuma hesitar antes de a tomar sobre seos hombros.
Dotado do um pensamenlo generoso, elle nutre ideas
grandes e desejos sinceros a respeito do engrandeci-
menlo de nina provincia, onde lera as suas mais ca-
ras allcicoes. E linalmenle a educajo que elle re-
cebeu entre nos, e os' inlcresses a que se acha ligado,
devem por tal maneirat ter identificado a sua sorle
com a nossa, que nao se pode conscieneiosameute
presumir que elle queira arraslaf-se comnosco
DMiq de umabytmo \
Klaber enumerando os diversos agentes encarrega-1 gueza no tocante a este ponto, que trate de colher as
dos de negoeiaeOes por parte de sua najao, falla dos I informacOes e esclarecimentos do fado criminoso, as
cnsules ao 173, e caraclerisa-os assira :Os cn-
sules sao agentes commerciaes constituidos por um
governo nos pqrlos ou pracas de commercio es-
trangeirat para tellar em seus interesies de com-
mercio, e particularmente para prestar auxilio
aos commercianteif navegantes de sua narSu. No
&T4: A exlensao do poder dos cnsules, suas
inmunidades e direitos pessoaes suo ordinariamen-
te reguladas pelos usof e tratados, o oulras vezes
pelas ordenarnos e decretos do governo que os tem
constituido. Sua competencia limila-se ordinaria-
mente aos negocios nao contenbiosos ou de juris-
dicrao voluntaria. Martins< era suas excellen-
tes obras Preces de oil des ens Moderne, 148
Guide diplomatique 74 e Wheaton Elemens
du Droit internacional, tom. 1:, cap. 2.. 4. con-
firman! o abracam esta iloutrina, enumerando as di-
.versas altribaijoes dos cnsules, o mostrara que estes
agentes eslo adstrictos a rearas mui positivas, das
quaes nao lhes he licito aflaslar-se. Estribado, pois
na grande aulordade de tres autores nolaveis e aba-
lisdos, cujas Iheorias sao de tal guita aceitas pela
nossa sociedade moderna, parlirei da propria naln-
reza da institu jao consular. O lira, pois, desla ins-
tiiuican he assegurar ao commercio exterior ea na-
vegajao naciopat de cada estado a manuten jan dos
seus direitos ; porque i proporjao, qne as differen-
les najoes do globo foram eslreitando os lajos de
communicajo e de allianja, e comejaram a com-
prehender desde o secuto XVI, que o desenvolvi-
raenlo do commercio era o mais va lente e rpido ve-
hculo da civilisajao e da riqueza, sem o quohe
impo-sivel o movment regular e progressivo na vi-
da dos povos, recauheceram que urna das primaras
condijoes prosperidade e garanta da fortuna na-
cional sera rodci.ir o commercio exterior de insti-
tuijOes que o abrigissem das exlorsoes, ou quaesquer
oulras vexajes contra as pessoas de sua nacao em
paiz eslrangeiro, ou ellas houvesseni de partir das
autoridades locaes desle paiz, de eslrangeiros nellc
residentes, ou dos meamos nacionaes entre si. De
taes inconvenientes previstos pelos goveroos uasceu
a necessidade de enviarem agentes commerciaes de-
nominados cnsules i imitaran dos juizes ou chefes
que exercam no seculo XIII funejoes judiciarias
e adminislrativas em alguus palzes do Levanto em
ordem a proteger os nleresses commerciaes dos seas
coocidados,' pelos quaes eram eleitos alternadamen-
te, cujos governos apreciaran! seus sen icos e nao
lardaram recoohece-los. Mas em poca alg'uroa,
quaesquer que fossem os apuros ou circumslaocias
em que se achasse um lado, os consulos jamis
exerceram actos de jurisdiejao criminal, a nao ha-
ver previas estipulajdes, nos tratados expressamen-
le consagradas, os quaes em seu complexo de re-
gra* cpnstitnem o direilo positivo das naj3es entre
si; e se conforme os usos e eslylos, que formara o
direilo consuetudinario dos cnsules, a quem toca
exercer algumas atlrbuijoes de jurisdiejao conten-
ciosa, nunca ser de modo que ollenda a soberana
do estado -era qoe reside, visto que o direito de ap-
pliear a lei.f jus judiciariumj da mesma sorle que
o de faze-la, he nica e exclusivamente da compe-
tencia de cada un) estado independen te, e por conse-
jil i rile na ausencia deconvenjSo expressa consentir
um governo, que ao seu territorio um agente diplo-
mtico, se bem qsv revestido Je carcter publico
e de calhegoria de embaixador, ou ministro nroce-
desse criminalmente de qualquer modo, e applicasse
a lei de seu paiz a algum de seus concidadaos, quer
elle houvcsse cumroetlido a violacao, que o lornasse
punivel, no territorio do estado a que pertence, ou
no alto-mar seria altenlar contra a igaaldade dos
estados perante o direito das najoes, e conseguale
mente tal exhorbilancia da parto do eslrangeiro, en-
volvendo nada menos que urna ollensa formal i na-
cionalidade o soberana do estado, dentro do qual o
agente diplomtico arrogasse a si o poder de julgar,
provocara o soberano offendido a pedir immediata
satsfajao, prompla retirada do seu enviado ; e ne-
gativa seguir-se-ha o appello is armas, ultima lgi-
ca das*najes. Com *maioria de razao os agentes
de ordem secundaria, como s3o os cnsules, despidos
do carcter publico, e destituidos das inmunidades
de que gozam os funecionarios de alta classe, jamis
poderiam exerce/ acto algaro de jurisdiejao conten-
ciosa ou se eslenda a materia civil ou a criminal,
nao s porque o direito internacional expressamenle
o veda, lhes indica lodas as allribnijes, qoe sao
compaliveis cora o carcter de agentes commerciaes,
como tambera pela razo bem sabida, de que afora
o distinclivo de poderem enllocar em suas portes
armas earvorar o paSilbao nacional, nenhurn oulro
ha, qoe o inhiba de confandi-los em o numero dos
oulros eslrangeiros quanto u sujeijao sleise Iribu-
naes do paiz, em que residem, funecionando, caso
violem essas leis, ou em virtude de conlestajo civil
lenham de comparecer anleesses Iribunaes.
gnus roezes depois da actual, nao euconlrou mtvoiJ No locante s obraHilhlicas grande (em sido a so-
para molestar o Sr. conselheiro Jos Brtlo. Ea- Bcilode do aclual presidente no curio periodo de saa
cAo Pernambucano, tendo a principi' guardado dt#
silencio e reservava louvaveis, teceu depois mereci-
dos encomiosa urna adminislrajo, que desde os
, seus primeiros actos pareceu disposta a seguir lodo
os diclames da moderajao dajuslija. Someulo a
redacro do Libaral enlendeu que devia bastear a
sua bahdeira de guerra, para nao desmentir cerlos
rumores que por aqu corriam ncerca do prspusitu
em que elle eslava de hoslilisar em lodo o cato a ad-
minislrajo do Ilustrado conselheiro. Ful assim
que, logo i;chegada desle Sr. e eem que elle hou-
vesse manifestado as snss intences por um s acto
que fosse, (vemos o dissabor de ler na folha opposi-
cionista alguns artjgos bastantemente acrimoniosos
e mesmo extemporneos, os quaes, por conterem
cerlas invectivas alheias de ama opposijao puramen-
te poltica, derara lagar a suppr-se que elles eram
Hinca de resentimenlos pessoaes de dala mu remola.
Sem termos, jiorm. querido averiguar as cansas
de semelhante proced ment, limilmo-nos a obser-
var com um senlimenlo de salisfajo a marcha dos
negocios pblicos: e livemos bellas occasies de
lonvar e apreciar, no silencio do nosso gabinete, e
em circulo de amigos, todas as. dsposijes creado-
ra* e benficas do administrador aclual.
Vamos, por exemplo, 0 esUmolfe protecjo com
qu elle acorojooa a importante associajo dos nos-
soaarlistas: eramos tambera lealemunhas da pres-
feveom qne elle, logo no cornejo de saa adminis-
lracao, poz em andamento as obras publicas, pro-
porcionando desl'arle honesta subsistencia' ao cres-
cido numero de operarios, que hoj eneonlra no
Irabalho constante e regular nica salvaguarda po-
derosa contra os effeilos do vicio, da turbulencia e
da mizeria, que a ociosidade cosluma acarretar:
alm disto, nSo nos podia ser indinrenle o interesse
que S. Exc. lem sempre manifestado pela prosperi-
dade da provincia; inleresse de qne elle, alm de
6utras, deu urna prova mui valiosa no inlcressan-
Te oOlcio que dirigi ao engenheiro Fernando Ha-
feld, e no qual, de um modo frvido e luminoso,
fea conheccr lodas as grandes vanlagens provenien-
tes da airada de ferro que lem de ligar o rio de S.
l'jaocitco i cidade doRecife, aproreilando ao mes-
CORREjTOEXCaAS.
adminislrajo. Com cueitstVo andamento activo *
regular das estradas da provincia, ocaesd'Aarora, a
capella do cemiterio publico, a coulpuajao do hos-
pital Pedro II e da obra da cadeia, que lem recebi-
do um impulso consideravel oestes ltimos lempos,
sao ontros tantos dados sobre qne se pode avaliar o
genio emprehendedor e obrero, queoSr. Jos6 Ben-
to desenvolveu desde a sua adminislrajo na provin-
cia dasAlagoas, onde, segundo nos consta, deixou
padrees que o tornarara credor das benjaos da poste-
ridade. Mas osesforjos de S. Exc. nao se liao limi-
tado ao que cima fica exposto: bellissimos projectos
de mellioramenlos teem oceupado a sua allenjo e
faro oobjecto deseas cuidados futuros: assim, a
ponte do Recife, para a*<|oa j se lem adiantado
algum Irabalho; os quarteis militar e de polica, o
melhoraraento do- porto e o dessecamenlo do pantano,
de Olinda, Obra d immensas vanlagens, e que laly,^
consiga re-ergner aquella'cidade decadente, s3'oou.
(ras lanas emprezas que bao de assigoalar a admi-"
nstraco actual, se acaso ella liver a forln,, ae*rea-
lisa-lascom o mesmo fervor e patriotismo. eom que
as teni acolhido e bafejado.
Nao he smento na capital que S. E,c. (^n. fei
sentir a sua aejao benfica e salular. ge olhamos
para lodas as comarcas, ainda as mais r^motas, ve-
mos atlendidas todas as suas necessidades; [sfeitas
todas as suas r^jpniajOes. Ao .lomar coA|a d pre.
sidencia, o Sr. conselheiro Jos Benlo, ja Lnhecedor
dos nossos caraleres, pode fcilmente veriouar o
mo aspecto de alguns punios do interiorf; e Mla pjf.
da de lempo foram dadas as mais acei-{aaaB prov.
dencias. Rio Formoso, Pao d'Alho, F|ore8 Bonito
e Nazarelh, que apresenlavam symplorp.as Dem desa-
niinadores, voltaram fetizmenle ao s(;u ^1^,, nor.
mal: todas essas comarcas se acham salisfeitas e ea-
rantidas: e a populajo do interi'jr 0b5Crva com
una especie de pasmo os innmero- beneficios queem
lao corlo espajo os destacameneoj volles tem in-
dnbitavelmenle produzido: ella ve os criminosos
A questao', do patacho Arrogante.
\ V1'
IIequipo de^acabarcom a polmica vaga'd'd im-
prensa. que s d.eixa apsde si a incerteza eo chaos,
de fechar os ouvidos as recrim'inaccs e aos doeslos,
he lempo filialmente de despertar a atlcnjo dos
.Porluguczes sensatos, amantes da patria de sua
nacionalidadS nao eivados do espirito de prevenjo,
sobre a importante questao do patacho Arrogante,
cujo desfecho, nico, que convem ser desla vez pe-
rante o tribunal nevero da sciencia. a o qual chama-
mos boje o Sr. |)c- Joaquim Baplisla Morerra, por-
que patricio que somos dS. S. queremos destruir
cora a iofallibilidade do lestemanho dos inelhores
autores de direito internacional, o fraco preconcei
lo de alguns Portuguezes bem intencionadas, mas
que dedicados inteiramente vida exclusiva do com-
mercio, e ignorando com razo o ponto, em que de-
ve acabar a linha de competencia de um agente
commercial da ordem dos cnsules, se deixam na-
turalmente sOduzir pela subtileza e perfidia de dous
ou tres compatriotas nossos, quo tambera Iludidos,
porm de oulro modo, estn serv mo vergoosa-
mente de pedesjal a algum especulador disfarjado,
quo tjuer chocar aos seus fin-, irida que na carrei-
ra qoe tomou pise o escrnela da'quillo que o homem
da civilisajao lem de mais charo "e precioso o bro
nacional I
perseguidos por lodos oslados, prc,;, guarida
as provincias limrephes: ecorao era da que de
antes experimentova o furordos ass assinos, sem qne
um brtxao patritico se levan tuse \m iea favor, be
Anles de ludo, venha o faci encarado pelo lado
que deve cahir no dominio da sciencia. He o caso :
O cidado porluguez, Jo3o dos Santos^-tffpT(u"
do patacho .Irrogante, adroitlio asen !)0rdo a Iba
de S.Miguel, possesso porluguea, crescido nume-
ro do subditos purtuguezesros 'juaes 5o adiando Ira-
balho na raa-pa*.ria, que-Hies proporcionasse salis-
facao as suas necessidades, resolveiara abandona-la,
ea vir procurar o #o da vida cm'paiz estranho na
qualidaJe de cojanca: dias depois o dito patacho as-
simapinhadjj-% gemndo sob urna carga niuilo alm
da sua cancaa(jef tocn e lancou ancora em frente
da bany d Recife, parle integrante do territorio
brasero; ooae cxerce ,1S runcjSes de cnsul oulro
'"ldao tambera porluguez. Verificou-se no consu-
lado que grande parle dos passageiros do Arrogan-
te haviam embarcado sera pnssaporles, assim como
se ver i ficou oulras infraejes de dsposijes porlugue-
zas pelo capitao Santos, o ter de sua propria aatori-
dade efl'ectuado a conduejao de colonos de ama ma-
neira contraria lei de seu paiz, qoe regula casos
idnticos, ehaver consentido ou eonduzido de seu
molu proprio maior numero de individuos, do que
permilla a lolacao do navio do sen enramando.
Podera o cnsul de Portugal ero Pernambuco, co-
mo prolector nato de seus compatriotas, proceder cri-
minalmente de qualquer modo contra o capitao por-
luguez, que no territorio de sua najao violou urna
lei porlugueza, sem quo enlre o Brasil e Portugal
haja tratados, que encerrem cstipulacoos a respeito
do caso vertenlc'T Competira ao cnsul ,de quem
se traa mandar entrar o patacho Arrogante, em-
barga^Jp, forjar seus patricios que io embarcados
com destino cidade do Ro de Janeiro, a ficar aqu,
paralysar a conlinuajao da derrota, sem que tivesse
sobreindo forja maior, que o isentasse da responsa-
bilidade ante os Iribunaes de seu paiz, e da indem-
njsajo das perdas e danos '.' Eslabelecida a ques-
tao nesle terreno, c em termos, que possa estar ao
alcance de todas as inteligencias, posto que novo,
desafio ao velho porluguez a um ajusto de conlas.que
principiaremos pela leitura de boos livros de direilo
das gentes no tocante materia qne nos occupa:|
*
Ora, se em resumo, e segando os principios geraes
da sciencia ao cnsul de S. M. F. em Pernambuco,
como a lodosos mais de sua hierarchia somente com-
pele vellar nos interesses geraes de commercio e na-
vegando, proteger seas nacionaes no gozo legal dos
seus direitos; e no pacifico exercicio de sua indus-
tria ; ser'o orgao em suas reclamajOes e suas queixas,
de conciliador em suas conlestajes, e segundo os lu-
nares! de arbitros, segoe-se que na falla ae esti-
pulaces expressas de modo algum seria competente
para proceder criminalmente no dislriclo consular,
por.jao do territorio brasileiro, contra o subdito por-
luguez Joo dosSantos, capitao do patacho Arrogan-
te, iofractor das portarias.de seu governo de 19 de
agosto de 1842, e de 11 de ootubro do 1853, por ha-
ver em territorio porluguez carregado no supradito
palachoda lotacao de 203 toneladas, qaaulidade de
passageiros extraordinariamente superior lis forjas do
vaso. Supponha-se por momentos, que o cnsul de
S. M. F. conculcasse todas as rearas do direito das
gentes.^c ahnminavelmenle querclasse do capitao
Santos em l'eruarobuco, o consignatario do navio em
cumprimenlo fiel ao seu madalo de fazer exped-lo
ao porto de seu deslino, e IHe diria a intenc.io do Sr.
cnsul por via'da excepcapdeclinatoria fori: que
nao excepcionasse o consignatario, a que Iribual le-
vara o agente commercial do governo porluguez sua
queixa contra o seu concidadao Joao dos Sanios, de-
linq unlo no territorio de sua najao 1 Aos Iribunaes
de Pernambuco ? Nao; porque nonhuma convenjo
existe a lal respeito entre o Brasil e Portugal : qoe
bouvesse um juizou tribunal lao nescin que adrail-
(sse aqu a qurixa do cnsul contra seu patricio, por
crime commeltido na ilha de S. Miguel, uaft se dan-
do tratado previamente celebrado entre os dous esla
lados, em que le penal pronunciara o reo ? Portu-
guesa ? Nao era possivel ; porque a jurisprudencia
de lodas as najoes astabelece, que a juslija penal,
,r*mn ftfln fin nlipnmia- eirctimscTeve-se ao territorio
de cad,- ama, a menos qne exislara eslipulajes era
contrario. A lei brasileira seria aquella em que se
dev esse pronunciar fe querellado? Nao ; porque he
principio de direilo das gentes, que o direito de jul-
gar e partir de cada estado, como o de fazer e execu-
tar a lei, nao se eslendo aos aclos criminosos pralica-
dos alm de suas fronteras, e por tanto sondela aos
eslrangeiros, que sob a prolecjao de suas leis as vi-
lam. Seja porem que a cegueira e o arbitrio quizes-
som a lei brasileira para regular o crime, onda iria o
juz ou tribunal busca-lat No cdigo peoal do Bra-
sil Nao ; porque esse cdigo nao comprehende dis-
posijes para casos desta nstnreza, e bastara ura tal
juiz ler o artigo 310 para medir o abysmo, em que o
linha felo precipitar sua inepcia e degradajo. E
se a necessidade levou-me no decorso leste s Monis-
mo a figurar hypolheses lao orgioaes, foi com o fim
nico de mostrar palpavelmenle ao correspondente
do Diario de Pernambuco, o. 8,de 11 do correle, o
absurdo medouho em que cabio, imputando ao Sr.
Dr. Moreira a culpabilldade de nao haver S. S.en-
trado na apreciacao do fado, e providenciado a res-
circumsjancias que o acoinpanliaram, e leva-lo na
primeira occasiao por intermedio do ministerio dos
negocios eslrangeiros, sob coja direejao est o coi
lado, ao alto conliecimento de S. M. F., alim de
prompla puuijao recaa sobre a cabeja do infractor'
das citadas portaras. A protecjo concedida aos seus
concidadaos, deduzida do fim da insliluijao consu-
lar, ordenada por lei, nao foi denegada pelo Sr. Dr.
Moreira, porquanto o acto de exame requerido por
S. S. a capitana do porto de Pernambuco, prova ex-
huberanlemente que o consnl apressou-se em reme-
diar a vexajao em quo se achavam os passageiros do
Arrogante: que csse mal foi removido m conse-
quenca do allivo produzido pelo desembarque da
quarla parle dos individuos em numero de 100 elan-
os, conforme o julgou pessoa competente enviada
exigencias do cnsul de S. M. F. Logo o Sr. Dr. Mo-
reira em cumprimenlo aos decretos e instrucjdes do
seu governo preslou a protecjo de que falla o artigo
1. doregulamento consular de 26 de novembro de
1851, e nao se apartou um pice de sua missao, vel-
lando no bem estar dos subditos portuguezes. Daqui
vem urna consderajao, queassalla ao espirito de lo-
dos, e he, que o velho porluguez na mencionada cor-
respondencia, confessa a existencia do auto de visto-
ra procedida a bordo do patacho carregado de colo-
nos instancia do consalado, lanto que censura ao
respeclivo cnsul haver recusado a cerlidao requeri-
da, e ao mesmo lempo afllrma com cynica impavi-
dez, que e/le negou a protecrao, que as leis cgnfe-
rem a qualquer porluguez em paiz eslrangeiro, e
que por consequencia acha-se ainda sob a eminente
puniciio, que fulmina o artigo 157 do cdigo penal
de Portugal. Ao vero accento dogmalivo com que o
bom do velho porluguez pretende Iludir aos seus
patricios ignaros da legislarlo patria, e inclina-Ios
em desfavor do cnsul, alvo dos seus tiros, nioguem
dei varo de admirar saa coragem, aflroolando a opi-
niao esclarecida ;c penalisa na verdade, qne aroCrt-
minalista eximio, como Smc, nao seja aproveilado
peto actual ministro da juslija de S. M. F. para es-
crever a Iheoria do nosso cdigo penal : e qae aber-
raodo de sua vocajao se queira dedicar diplomacia
n# consalado de Pernambuco '.
gpescorliuaado a segunda parte da questao cabe
notar, que mui infundada he a censura ao Sr. Dr.
Moreira, por nao ter embargado o patacho Arrogan-
te e obstado a prosecujao da viagem para o Rio de
Janeiro, nica providencia admissivel na rbita de
suas funcjOes: principiando por suppor que se elle
calcasse as prisoes desla cidade o capitao Joao dos
Santos, nada aproveilaria com isso a juslija publica
deseu paiz, visto que, como j demonstre!, oreo nao
entrara aqu em processo, nao sendo o cnsul juiz
compelente, e muilo meno3 a aulordade brasileira ;
e neste p impossibillado o navio de levantar anco-
ra, havera verdadeira coaccao aos passsageiros, os
quaes, como todos saliera, s desejavam sabir para o
Rio de Janeiro, proposito cora que dcixaram a ilha
de S. Miguel.*
Conseguinteraenle forja-Ios a ficar em Pernambu-
co, seria altenlar contra a sua liberdade individual,
e defficullar-lhes a procura de meios, concorrendo in-
directamente o consul.se tal o fizesse.para reduzi-lo*
a mizeria e al a prosliluijao de suas compatriotas.
Releva nao esquecer que bma das raparigas cuja sor-
le deplora o correspondente foi recolhida a casa do
Sr. Dr. Moreira, e no gremio de sua familia, perma-
necen at que S. S.Mnterpondo o seu valimeolocon-
seguio arranja-la no lugar de criada em casa porlu-
gueza capaz e honesta. D'esta sorle intempestivo se-
ria o embargo do navio a requerment do cnsul,
nao s porque produzir i a o mesmo efleiloqiie acaba-
mos de notar quanlo ao desembarque de lodos os pas-
sageiros, como tambem improficuoem relajp ao pro-
cesso de Joao dos Sanios, que ser intentado no de-
vido lempo com a competente nlla', logo que for
scientificado do fado, e seus proraenores o governo
de S. M. F. pelo Sr. cnsul: entreuntoIjue de ou-
tra sorle revertera para S. S. a obrigajao indeclina-
vel de indemnisar aos donos da Arrogante, desde
que restabelecida a commoddade, pelo desembarque
de cenlo e Untos no porto do Recife, o resUnte dos
collono posse chagar k barra do Rio de Janeiro
ordeoaodoassimparalisVo da derrota que produ-
cira a declinajao das obrigajdes do seguro felo em
Portugal, alm da responsabeldade moral que sobre
o Sr. Dr. Moreira houvesse de recahir, e do.clamor
que se levantara conlra sua pessoa poraquelles mes-
mos que hoje o aecusam do contraro! Eis ajnsta
e acertada soluto da questao arrogante, que o espi-
rito de inveja de uns e desordena u'oulras aventou
para que se forjasse urna cruzada contra o muito
digno Dr. Joaquim BaptisU Moreira, subindo 4 pon-
to de alguem planejar urna represenUjao qae lem
de ser dirigida ao sabio e iolegerrimo governo de S.
M. F. em despeito a S. S., qae saber com dignida-
de de hornera sotraoceiro a pequeos pensamenlos
juslitkar-se para com o mesmo governo, e provar
com evidencia, qoe ninguem mais do que elle sabe
desempenbar com prudencia e juslija o honroso car-
go de cnsul porluguez na provincia de Pernambuco.
Becife 19 de Janeiro de 1854.
O novo porluguez.
e terreno pertencen-
leaOneida. .
174,775
Jowa, superficie loul 32,584,960
A deduzir reservas pa-
ra os Indios e pro-
priedades particu-
lares....... 6,400
34,336,583
32,578,560
Missouri, superficie to-
tl........43,123,200
A deduzir proprieda-
des particulares. 1,362,435
------------------41,760,745
Acres.......218,704,564
Arkansas,. superficie to-
tal ........ 33,406,720
A deduzir porpriedades
particulares e ierras
a venda para benefi-
cio dos Indios .' .
118,451
Louiziana, superficie to-
tal....... .
A deduzir, proprieda-
des particulares. .
Mississiptu superficie lo-
A deduzlrj reserva para
os Indios, trras de
Chickasaw e proprie-
dades particulares. .
Alabaran, superficie to-
tal......
A doduzir, reseas pa-
ra os Indios, letras
de Chickasaw e pro-
pi edades particula-
res........
Florida, superficie total.
A deduzir, proprieda-
des caniculares. .
33,288,269
29,715,840
2,584,833
nislrajoo.....
Custo total por acre .
Total recebido pelas
vendas de trras pu-
blicas at ao V de
Janeiro de 1849., se-
gundo doc. ciudo
Corwin......
A deduzir a semino re-
cebida, segundo o
mesmo documento,
pela venda das tor-
ras do Chickasaw, as
quaes nao se achara
incluidas no calculo
refettTo~s-ter|ps pu- -
blicas...... .
A deduzir igualmente :
cusi da acquisiro
das ierras publicas.
Despezas de demarca-
cao........
DiUs de venda c adm-
nistracao .....*'
0,05,32
0,21,80
9 136,772,077. 22
.-I
27,131,007
30,174,080
7,36r)*040
22,808,040
32,462,080
2,755,765
Minuesou ,
total .
Tennessec..
superficie
29,706,315
47,941,520
1,939,789
35,991,731
53,120,0001
3,353,824
Acres. .
Cutio das trras.
Somma paga a Franca
pela Louiziana, ema-
polices o em dihitei-
ro........
teresse das apolices
al o tempo da sua
amortisajo '_
i Hespa- v~
nhapela Florida. .
juros das
apolices dadas Hes-
panha ......
Geor-
gia cm armas e di-
nheiro pela Alabama
& Mississipi ao nor-
te de 31." ....
pela pro-
priedadedeYazoona
Georgia......
para ex-
tincj.ao do direito dos
Indios (tendo jsido
deduzida a parte da-
da em trras) at ao
1" de Janeiro de
1850........
424,103,750
15,000,000. 00
9 8,529,353. 43
' 5,000,000. 09
'* 1,489,768. 66
1,230,000. 00
4,282,151. 12
>_ 3,176,059. 44
133,596,017. 88
55 6l,124|7iV44
9 6,369,838. 97'
7,466,324. 19
3 74,957,879. 38
t '
.- e
.v
Ajttuundo se b. produc-
to de vendas recebido
em 1849 .....
Vem a ser o saldo pro-
veniente da vendadas
torras publicas de. .
Se a isto se ajumav o
valor de 1,25 por
acre das trras dadas
em recompensa de
servidos miKures
prestados pela inde-
pendencia, e na ulti-
ma guerra coro o M-
xico, (11,814,425.
83 acas a 35 1,25
por acre) de. .->'?
Seriavo saldo de. .
se ainda a islo se
njuntasse o- valor das
trras concedidas por
escolas, universida-
des, asylo etc..
(21,827,433. 69
acres a 55 125). .
9 58,638,138. 50
$ !.743,075. 29
?5 60,381,213. 19
J
S 14,668,032. 29
9 78
149,246. 08
9 27,28,292. 11
MonUriaosaldoa 5 102,433,538: 19
Sn. redactores. Lemos hoje no seo acreditado
jornal um annuucio, ero qne, por parte da irmanda-
de de Nossa Senhora do Livramento, se faz ver o pe-
queo lucro, que a mesma irmandade tirn da parle
da lotera ltimamente corrida, pedindo paciencia a
seus credores, visto o prejuizo imprevisto, etc., etc.
Amante do progresso de nossa provincia s diremos,
Srs. redactores, queesleeoutrosannuncios semelhan-
les para nada mais servem, de que para desconcei-
luar as loteras da provincia. He sabido que em no-
vembro do auno protimo lindo correu a lotera da
matriz da Boa-Vista, sem espadar o dia que seu llie-
spurero havia marcado para a respectiva extracto;
logo depois foi posla i venda a lotera do l.ivrameu-
to em questao, marcado o dia 23 de dezembro, e es-
padado depois para 14 de Janeiro, da-em que effec-
'Vamenle correu, coro prejnizo da irmandade, como
afiirma aquello annuncio.
Tem-se dado diOerentes motivos como causa do
mo esUdo das loteras da provincia ; nossa opiniao,
porm, ji abonada por fados, he qae a nica culpa
esl da parle do3 thesoureiros, nao porqua nao ha-
ara pessoas emiaeulemenle capazes as que lem oc-
eupado este cargo, mas porque nem todos servem
para ludo, nem ludo para todos.
Qeiram* Srs. redactores, dar publicidade a estas
linhas de seu constante leitor O vigilante.
mw&\fhb.
- --------------------------------p~
REFI.EXOES A RESPEITO DE COLOMSAQiO.
(ConeluMo'.J
Demmstragao da exlensao das trras publicas,
do cusi das compras, da exlinccao do direi-
lo dos Indios etc.
peilo : assim como depois de ler lido nessa peca pre-
cila a"obra prima, qae o cnsul porluguez tinha
negado proteceao qne as leis do seu paiz conferem i
qualquer porluguez empaiz eslrangeiro, nao posso
exirair-rae de dzer face dos homens entendidos e
profissionaes que he um insigne diplmala o bom
do velhoporluguezl '
Mas na falla de tratados, sIo as leis, os decretos ou
ordeuacOes do soberano reunidas as instruc^Oes con-
sulares, que precisara a jurisdiccoattribuidaaos cn-
sules de harmona eom seu carcter de meros agen-
tes commerciaes e desprovidos de carUs de creoca.
Conseqacnteraente nao havendo, como ja disse, con-
vonces enlre e Brasil o Portugal, que reaulem casos
semethantes, ao consnl pnrtugnez cumpra obrar *em
frente das disposc.es positivas do nosso governo,
quanlo s medidas, a quo deveria recorrer conlra o
capitao Santos; e assira fez o Sr. Dr. Moreira. Em
caso idntico lhe ha ordenado pela legislaoao pottu-
Ohio, supercie*toial; 23,576,960
A deduzir concessoes a
militares d Virginia
3,709,848. .
Reserva paraoConnecti- *
cut 3,666,921. .
Reserva- para os Indios
e trras d vender pa-
ra sjeneficio delles
289,721......7,666,490
Acres.
9 35,589,566. 00
Toul.....
Nao sendo justo earre-
gar-su no custo das
trras os juros das
apolices, por isso que
se nao levam emeonta
os juros das quantias
provenientes da ven-
da das trras, deVe-
se deduzir:
juros da divida con-
trahida pela compra
da Louiziana .' .
pela do da
Florida......
35 71,140,839. 00
''V. >*"*
5
8,529,353. 43
1,489,768. 66
55 10,019,122. 09
9 61,121,711- 21
Toul.'. .
Prefazendo o custo, conforme este base,
0,14,41por acre.
A superficie toul das
trras demarcadas al
Janeiro de 1849, se-
gundo a resposu da-
da ao sdhador Cor-
win, he de.....
deduzindo-se a* tr-
ras do Chickasaw, no
Mississippe, errada-
mente incluidas.'. .
304,376,348,03 acres.
6,283,996,78
Ficant.....
AjunUndo-se a porco
demarcada do l-'de
Janeiro de 1849 ao
1" de Janeiro de
1850.......
Cusi da demarcaco,
incluindo os salarios
do agrimensor ger il
o 'dos escrevenies,
bem como todas as
despezas relativas
demarcaco ....
Sendo o custo da demar-
caco de per acre. .
298,092,351,25-acres.
9,396,275,77
307,488,627,02 acres.
9 6,369,838,07.
t
0,02,07.
Indiana, superficie toul 21,637,760
A deduzir concesso
Clarke 150,000.
Terrenos particulares -
e reserva para Indios
segundo os tratados
306,101..... 456,101
17,910,470
Illinois, superficie totl 35,459,200
A deduzir terrenos par-
ticulares e reserva
para os Indios. 237,891
21,181,659
Michigan, superficie
. total.......
A deduzir proprieda-
des particulares c re-
serva para os Indios,
e torras a vender
para beneliciodelles
Wisconsin, superficie
toul.......
A deduzir reservas pa-
ra os Indios, propri-
edades particulares
35,221,309
35,995,520
280:284
-----35,715,230
34,511,360
Despezas feitas para a
venda das Ierras p-
blicas e sua adm-
nistracao al 30 de
junho do 1845. 9
Dito dito de 30 d
junho do 1845 ao 1-
dejaueito de 1850. 9
Vc-se pois que o loul
das trras publicas,
sobre as quaes se es-
lende o presente sys-
tema excluindo-se co-
mo he claro as do
Oregon, de Califor-
nia e do Novo-Mexi-
co, he de .....
dos quaesestStdemar
cadoq,(at 1- de Ja-
neiro de 1850). .
RSsUrato-jiofcJemarca-
cao al aquello dia .
Do toul das ierras pu-
blicas cima mencio-
nado. .......
foram vendidos ou
dispostos como fica
dito...... .
ResUndo por vender e '
dispor......;. .
dos quaes ficam ain-
da por desmarcar. .
Toul das trras publi-
blicas j demarcadas"
para vender c dispur.
As ierras j demarcadas
nao trarao mais ne-
nhuma despeza ao
goyeqio, se nao a
da venda e adini-
nistracjto ( isto he
167,IOO,t90 acres
a 5 32/' 00 centesi-
mos de dollar por a-
cre ) '......
As despezas das que
nao esto ainda de-
marcadas serao de 5
2 7/100 centesimos
de dollar por aere
com a demarcaco e
i 7/000 centesimos por
acre com a venda etc.
(ll6,615,123 acres
a 7 39/100 centesi-
mos de dollar por
acre).......
Sendo a despeza toul
previsu com a de- .
marcacao, venda etc.
das trras ainda nao
vendidas.....
Sendo o toul desUs tr-
ras, como fica dito,
de 283,715313 a-
cres a 55 1,25 de-
vem produzir .
Fica um saldo para o
governo, provenien-
te dess trras, de .
,Vo qual ajunundo-se o
producto liquido das'
' trras vendidas. .
E se a esu somma so
ajunter o valor de
55 1,25 por acre das
Ierras concedidas por
servidos miliures. .
E o valor das concessoes
e dos donativos. .
Ser o saldo total. "
424,103,750. acres.
307,488,627.
116,615,123 acres.
424,103,750 acre*.
140,387*837
283,715,913 aeres.
116,615,123
67,W,79 ae*.

9 8,889,751. 39
6,341,398. 59
1,124,925. 60
55 7,466,324. 19
9 8,617,887. 59
9 17,507,608. 98
5 354,644,891. 25
55 337,137,282. 27
9 60,381,213. 7
9 397,518,495. 34
9
9
14,768,032. 29
27,2*4,292. 11
439,5W,8I9. 74
100,200,65 3,717,650^.29
Totel......
O toul das trras vend*
das at no 1 de Ja-
neiro de 1849, se-
gundo o documento
j ciudo.....
em resposU a elle
Corwin, era de. .
Deduzindo-se a porcan
do Chtckasa'w erra-
damente incluida. .
Ficam.....
Ajunte-seas concessoes,
doaces miliures o
. oulras sendo ludo di-
rigido por esu re-
particao (doc. cit.).
Ajunte-se igualmente a
pnrrai i vendida econ-
cedida em 1850. .
a
Toul. ..... 140,387,.' 337.20 acres.
Sendo as despezas da venda e. adn inistfacao das
Ierras de 55 0,05,32 por acre. t!
Summario. /
Custo de acquisicao e
96,492,00 i.17 acres.
39,227,05 .4.4f "
4,668,7 76.
de ("xtinren do di-
reilo dos Indios. .
da demarcaco .
de venda e odmi-
9 0,1 4,41 por aere
9 0, 32,0T
P. S-----20 de setembro. As observaces que
precedem j se achavam no prelo, quando nos ebe-
garm s maoj os jomaes do Brasil, viudos no ul-
timo vapoft
Depois de termos o magnifico discurso o S'. Pe-
reira da Silva na sessao da cmara dos depujados
no dia 5 de agosto, besiumos se deveriamos publi-
car o nosso irabalho, porque jendo a fortuna de-
pensarmos na questao, como o distincto orador, as
suas ideas se acham lao bem desenvolvidas, quo
quanto depois delfe disseramos seria urna plida v
inspida redundancia. Dec'idimo-nos porm a'pu-
blica-lo por causa ile alguns deulhes que eseaparam
ao Sr. Pereirn da Silva, deulhes s ao alcance de
quem se acha na Europa, e no centro da Allema-
nha. 11c impossivel esiudar maisaUencMa
una queslo, do que o brilhante orador estudou a
,le colonisacio ; he impossivel oxpo-la eom mais
clareza c precsao.
Tambem lemos urna parte do parecer da com-
missao encarregada do rcgulamenlo da lei sobre as
trras de 1850, que na sessao do senado de 9 de
agosto leu* Sr. ministro do imperio. jComo ano-
bre. commissao, pensamos Umbem que nao con-
vem, nem lie admissivel fazer-se o governo impe-
rial emprebendor de colonos para supprir a lavou-
ra, e as mais falus que temos do brarjes, rme este-
mos convencidos de que sem n sua interven-b, e
da maneira que j dissemos a colonisac^riiio po-
llera prosperar no Brasil.
Os sacrificios finaticeiros que o governo uai de
fazer nao serao eternos, porque no fim de 3 a 4
annos, he de esperar que a colonisacao esteja ar*
reigada rio Brasil, e entao ella continuar esponu-
neamente, e os beneficios que se colherao excede^
rao de mito os sacrificios, que cusuram a saa in-
troduccao. 0 Brasil nao se rrepen'dcrJ do di-



as:

toro que cora igso gistar, quando mesmo sejam
r estes gastos de alguns mil contos.
Tambem nos parece que a vigilancia do governo
ara que os contratos sejam fielmente executados
nao he lio diffic como a primeira vista parece
nobre commissao. Bons inspectores das -colonias,
bons contratos approvados pelo governo tornarao
jcasa tarefa muito mais fcil.
Approveilaremos deste additamento para dar al-
gumas informacoes que podero ser uteis a quem
precisar de contratar colonos, seja para exploracio
presa.
Hoje que os fretes dos navios estao exeessivanien-
le altos, o importe das passagens dos colonos para
o Brasil, comprehondido o alimento e residencia no
porto do embarque emquanto o navio se nao faz de
veU, he de 48 [si*hespanhoes*para os raaiores de
oito annos, e de 34 pelos, menores de 8 at 2 an-
uos, as enancas de um a dous annos nada pagara.
Este preco he conslantementa estabelecido cin Hani-
burgo e Brer.ien; e logo que cessar a caresta dos
fretes essas passagens voltario aos seus precos nor-
maes qu* sao de 40 a 30 pesos.
Por estes precos, e sein mais relribuicao era
commissao algBma, ero addico de qualquer outra
despeza as casas de Hamburgo e Bromen se encar-
regarao, como serapre fizeram, de enviar para o
Brasil quaiitds colonos forem pedidos, ou quizerem
partir. Os Srs. Vergueiro, marquez de Valenca,
visconde de Baependy, Valle da Gama, Quciroz.e
outros nunca pagaram mais de 40 c 30 pesos.
(Extr.)
DIARIO DE PERMlBUCO SABBADO 21 DE JANEIRO DE 1854.
-



4 -v" '

I
. I -.

Por urna carta dirigida de Pars a um subdito
francez residente nesta corle, a qual nos foi confia-
da, vcio ao iiosso conhecimento um facto praticado
por Luiz Napoleo, que, a ser verdadeiro, deve
gtangear-lbe admiracao das almas generosas, e que
a nao ser.... merecera t-lo sido. Eis-aqui como
o refere a carta citada.
l!m joven romano, filho de urna das mais il-
luslres familias da Italia, emigrou, faz algum tem-
pe-, para a Franca, por causa das ultimas convul-
sos polticas de seu paiz. Favorecido por algumas
pessoas, dedicoii-se com aclividade ,ao commercio,
no qual encontrn una decidida proteeco. Luiz
de Bospilliosi, que assim se chama, tem em Boma
toda sua familia, a qual tem mantido durante sua
residencia em Pars. Neste tempp travou tambem
relaces amorosas com urna joven parisiense, filh
de um dos Iwroens mais ricos desta capital. Ani-
mado d bom conceito de que gozava na sociedade,
io trepidou em solicitar a mao daquella a quem
com delirio amava, a qual foi-lhe cqneedida por seu
jai. Devo prevenir-te que M. Bospilliosi ha al-
gum lempo sentir difBculdades nos seus negocios;
devdo lalvez tudo aos cuidados e soccorros que
prestava a toda a sua familia ; para abreviar dir-te-
hei que no din antes daquelle em que ia celebra r-se
a uniao conjugal,, venc-se-lbe urna lettra de
200^000 francos, os quaes nao linha d'onde haver.
Sem ler meio algum para sahir deste embaraco, sem
querer recorrer ao commercio para nao manifestar
estado de fallimento, depois.de ter em vao oceupa-
. do alguns. de seus amigos, dirigio-se ao. imperador
Piapolso do modo seguinte :
Augustissimo Senhor. Perdoai a um
hoiuem que se atreve, pelo estado de desgraca em
quo se acha, a se dirigir humilde e respeitosamen-
te al augusta pessoa de V. M. Sou Bomano,
senhor, perseguido na minha amada patria por cau-
cas polticas, com justica ou sem ella : v-me na du-
la necessidade de abanflonar os poneos interesses
que ah me restavam, e escolhi por minha patria o
solo hosptaleiro da Ilustre Franca. Cheguei, gro-
senhor, asta bella capital, e nao devo queixar-me,
quer fosse pelos antecedentes Ilustres de minha fa-
milia taoconbecida em toda Italia, quer pelo carc-
ter amavel de seus habitantes, encontrei desde logo
um lugar distinelo na primeira sociedade parisien-
le; e, protegido pelo commercio, dei principio a
meus trabalhos cora um regular xito, at que mi-
nha adversa sorte faz que hoje, apezar de tantos
afans, me acto em estado de fallimento completo.
Pcrmitta-me V M. ^Mazer presente que neste
Wmpo tambem taioi, amo, eno cm vao... e quarr-
lo eu vou unir-me para serapre com' o bem que
mais adoro, sinto-me lomado de pavor c de vergo-
nha por urna divida de 2008000 francos que pesa
"sobre mim, que nao posso pagar, que vai acabar
com o raeu crdito e minha honra, e mais que tu-
. do vai frustrar minha felicidade. Tenho recorrido
a meus amigos, augustissimo senhor, a amigos que
outrWa participaramdaoppulenciada minha casa...
dedwMhes meu estado.... pedi-lhes proleccao, e
com frivolos pretextos negaram-me seus soccorros,
mesmo vendo que me ia enlacar com urna das her-
deiras mais ricas da Franca. Que fazer neste caso
Lembrei-me dos fados gloriosos que adornaram e
vida de vosso augusto tio, e que a historia com tan-
ta admiracao refere. Descendeudo V. H..daquelle
mesmo sangue,.daquelle mesmo hornera, nao duvi-
do implorar de vosso beneficio e magnnimo cora-
do o soccorro que ora necessito, para solvar minha
honra, meu crdito, o levar ao cabo meus nobres
lins.
Eu juro a Y. M. que antes de dous mezeshei
de devolver as^iugustas mos de V. M. a referida
quantia, se V. M. se dgnar fazer-me esse enipres-
timo, ahrigando eternamente em meu coracao urna
profunda e inextinguivel gratidao a V.M., pedin-
do ao co conserve por dilatados annos a iinportau-
tissima vida de V. M. e-a de vossa augujta familia
para o bem e prosperidade da Franca.
S. mo reste, augustissimo senhor, pedir submis-
saniente a V. M. o maior sigillo neste negocio,
qualquer que seja a resolucao de V. M., pois delle
depende minba honra e meu.porar.
Sou com o mais profundo respeito de V. M.
humilde servo Luis de Hospilliosi
Eram 9 horas da iioile do- mesmo da quando
chegou um homom porta da casa de Luiz, estan-
do elle entretido a escrever sua amante, para com-
' municar o estado em que se acliava; abre-a um cria-
do, e-o recem-chegado perguntou por Luiz de Bos-
pilliosi : volta o criado para cima a prevenir a seu
amo, o (jal mandou enlrar odesconhecido. Quan-
do Luiz o vio recusou estupefacto, c cabio depois
de joelbos aos ps do Japoleio III l Era elle em
pessoa!
Vos aqui, grao-senhor .' exclaiuou o joven,
a Sim, Luiz, eu mesmo.... respondeu Napo-
Jeao ; nao me recommendais cm vossa caria que
guarde o maior sigillo ? Pois bem, a ninguem
qui* onfia-lo. Levanta-te, joven virtuoso..'.. A
franqueza que usaste para commigo be urna virtude
que admiro. Aqui tens 3005000 francos. S fe-,
liz e salva la honra.
Depois disto o imperador retirou-so, receben-
do do joven romano as raais vivas demoustracoes de
gratidao.
\ Vintcdiasdepois deste suecesa Luiz de Rospil-
liosi depois de ler-se. casado, devolveu s maos de sen
prolector a sorama emprestada e um presente de igual
valor. Napoleo recebeu o prescate e nao quiz acei-
ur os 3003N)00 francos. Napoeao nao referi a
ninguem este facto, porm Luiz, grato a seu bem-
feitor por o ter feito feliz, enclie-se de orgulho cm
referi-lo. (Corris Mercantil.)
1 GueUeur de Saint Quenlin publica sobre as
abethat urna noticia, que ser ida com tn-
teretse :
Vkh f eostumes das abelhat. Becolhamos
um eaxame, mettamo-lo nessa caixinha,que chama-
mos colmeia, vejamos como elle ah se conduz,
observemo-lo em SUas mais pequeas miudezas ;
ais diremos a razio porque elle deixou sua an-
liga morada, e as causas de sua eraigracao.
Antes de partir, essa legiSo de abelbas teveocui-
" i de se prever de mol para tres das. O enxa-
i scompoe de 20, a 25,000 abelhas e de urna
ai (e nao de urna rainha, como at hoje se tem
acreditado) a qual nao tem oulras funeces, seno
por urna iramensa quamidade de ovos, afim de
manter sempre em numero suflicienie a populacao
da colmeia e para dar al essa populacao um ex-
cedente, que serve para formar novas colmeias.
Urna abelha-mai pode dar luz em sete-on oito
semanas 10, a 12,000 moscas, ella nao trabalha
e sua vida he sedentaria. Um enxame pois se com-
pe da abelha-niai, das abelhas operaras e dos ma-
chos ou zangues. As abelhas operaras se dividm
em eerieiras, que s fazem cera, e eonstruem os fa-
vos destinites para reeeber e mel e os filhos,' em
viajantes, que vao procurar as provisoes de f raples
(especie de cera vermelha) e de mel, e em guardas,
que vigiara na segurancadacolmeiaeprovemas ne-
cessidades da abelha-mai.
A primeira colheila, que fazem as abelhas, he a
de propoles, substancia rezinosa, que se cucontra
as arvores verdes : nos salgueiros, alamos, casta-
nheiros, ele. O enxame apoderando-se de una
colmeia, jior visitar esta nova habilacao em todos
os seus cantos, limpar as (laiixles c tapar todos os
buracos o fendas, que poderiam dar accesso aos
animaes maHazejos.
A propoles, que serve para este fin, forma um
totume, que se torna muito duro com o lempo.
Depois de tereni feito cahir todos os corpos estra-
nhos, que ellas encontraran) nos repartimentos da
colmeia, as oporarias descera e os varrem com cui-
dado. He fcil v-las tomar em suas patas um
pozinho, ou uma.palha, voar a poucadistancia do
corneo, e deixa-la cahir e voltar depois para o tra-
balho.
Logo que o local est bem limpo c em bom esta-
do, os gualdas se estabelecem na porta, e form.im
um corpo de guarda. O numero destes guardas
varia comforme aeslaco. Sau sanio he nao dei-
xar que entrera as moscas estranhas e os ladrees,
laes como as vespas, formigas, lagartos o carace*.
Quando um destes inimgos se introduz na colr
meia, he immedilamente atravessado de mil goljies
e se seu cadver he demasiado pesado para que o
possam levar para fora, embalsamam-noitam a pro-
polis, afim de evitar a pulrefacao.
Emquanto se laparam as fendas eatorturas que se
encontravam as paredes da colmeia, e os guardas
se eslatoleceram em seu posto, as eerieiras comeca-
ram seu primeira edificio, que se comp desses l-
veos hexgonos, sobrepostos uns ao lado dos outros,
e rujo todo forma o que se chama vulgarmente um
favo de mel. O primeiro destes favos lie sempre
foilo no meio da colmeia, e desee perpendicular-
mente at que encontr un ponto de apoio. Os l-
veos sao vastos, e os fazqm com grande activdade,
porque he nellos que a abelha-m vai depor seus
ovos. Por isso as operaras, fazem algumas vezes
al 4 ou 5,000 alveos-em m dia.
Nesse interim, as viajantes, que chegam da co-
ltoita, e passam junto da abelha fecunda, se do
pressa em Ihc offerecer, na extremidade de sua trom-
pa urna ou muilas goltas de mel fresco, que ellas
lanram para esse fim. Acompanliam-na em seus
passeios no interior, c, quando ella caminha na coj-
meia, fazem em torno della urna especie de circulo,
cornposto quasi sempre de mais de trinta abelhas,
aqueUaspara as quaes ella se dirige, se afasia m para
ltodar passagem livre ; algumas se aproximara e a
laratom com sua trompa. He raro quando se per-
cebe esta mi na colmeia, que a nao encomrem
acompanhada de um igual cortejo, o que nao deixa
duvida alguma sobre a ternura e resjieito de que?
familia toda est penetrada para com ella.
Nota-se as conslruceoes alguns lveos muito
raaiores que outros, lie porque sao destinados para
recetor os ovos de que sahem os machos ou zan-
goes ; e qnanto aos que sao destinados para dar
abelhas, as operaras estao encarregada6 de os fa-
bricar.
Logo que o ovo, do qual querem fazer urna abe-
lha mi, he posto, ellas destroem em redondo l-
veo, que o conten, todos os que o cercara ; c quan-
do este lveo est pouco mais ou menos seis vezes
tao grande como os ordinarios, fecham-no, deixan-
do una pequea abertura, pela qual do lana
encerrada em nutrimento abundante, que se parece
com urna especie de papa.
A mosca, alimentada deste modo, adquire um
desenvolvmento muilo mais cansideravef do que a
mosca ordinaria, e torna-se mais fecunda. Sua
missao he renovar a geraco de urna colmeia e nao
reinar all.
Eis aqui, segundo Huter, as transformacOes que
oxperimenta este raaravilhoso insecto antes de che-
gar sua perfeico.
Larva de abelha operara. Tres das no es-
tado de ov ; cinco no de larva, no fim dos quaes
os operarios fecham a celia com urna cobertura de
cera.
A larva corneja ento a fiar seucasulo de seda,
e nesla obra emprega trinta e seis horas.
Tres das depois, ella se metomorposea era
nympba e passa seie dias o meio debaixo desia for-
ma. Ella nao ebega pois ao seu ultimo estado de
abelha perfeita seno no vigsimo dia de sua vida,
a contar desde o momento em que fo posto o ovo,
de que ella sai.
Larva da abelha, que deve vir a ser fecunda.
Passa do mesmo modo tres dias no estado de ovo
e cinco no de larva. Depois destes oito das, as
abelhas fechara a sua celia, c comeca logo a tecer
seu casul, operaco que lhe consume vinte e qua-
tro horas, e lica em completo estado de rpouso o
dcimo e ura-decimo dia e s seis primeiras horas
do dia seguinte ; ella transforma-se em nympba e
passa quatro dias e um terco nesse estado.
He pos no dcimo sexto dia de sua existen-
cia, que ella ebega ao seu estado perfeilo,
Larva macho. Tres dias no estado de ovo,
seis e meio no de larva1, e nao se metamorphosea em
insecto perfeilo seno vinte o quatro dias depois de
seu nasciraenlo, conlando-se do mesmo modo do
dia em que foi posto o ovo.
Logo que todas as abelhas rais estao fecunda-
das, os machos lornam-se inuteis, e o primeiro ar-
tigo do cdigo no governo das abelhas, he que to-
do o ser, que he ou torna-se iimtil ,deve deixar de
existir.
Tambem anatureza foi para com este animal tora
avara : ella o fez rude, estpido c sem defeza. El-
le nao tem pguilho como a abelha operara, nem
juntas as patas para procurar provisoes.
Assim pois quaAu elle tem preenchido sua cur-
ia'missao, outra consa nao podeni fazer seno con-
sumir o que os outros ajunlam com lauto cuidado.
Desde o momento em que nao pode ser mais neces-
sario fecundarn das femeas, loraa-sc um animal
voraz e prejudicial aos interesses da colonia.
Por esta razo, os operarios se desembaracam
logo delles por mais de urna carnificina geral.
Pcrseguem encamcadamente os macbos n js favos,
e quando elles vem refugiar-sc no fundo da col-
meia, agarram-nos pelas anlennas, pelas palas ou
pelas azas e depois de os terem por assim dizci- cs-
quartejado, acabam-os com os aguilhes.
.Esta matonea dura as mais das^vezes muitos dias;
os coqdemnados, que conseguem escapar c procu-
ran! niroduzir-se as oulras colmeias, encontram
ahi a mesma sorte. A mysleriosa nalureza nos
ofTerecedeste modo cm nina grande escala o espect-
culo do parricidio, crimo to horroroso que Soln
nao o cra possivel.
. As abelhas fallam enlre si, e isto parece fra de
duvida, posto que ninguem comprehenda sua lin-
gusgem. (Monileur.)
UIVERSAS PROVINCIAS.
Kcnihinenlododia 1 a 19.....
dem do dia 20 .... .
-
do .-..
3:2299I? ment
1979697 qoe
3:4273614 reecr
da i
lado
neiro
bnaUln
verao
ouraria
ximo
bu
Secr
Exporacao'.
Paraliiba do Norte, lancia nacional Conceien .
flor das lirtudes. de 26 toneladas, conduzio ose- huco
euiiKp : 5 barrj, manteica, 1 fardo cravo, 1 sacc ,,u -
punenla, 3 caixas folhas de flandrcs, 10 ditas vidros
para vidraca, 6 chapeos de pallia da Italia, 2 mucos ,,a'
de papel, 1 caita um elobo de vidro, 1 dila merca- se"
dorias. I barrica aeaso m.ite,!, dilas bolacha inateza, a 1
1 dila um apparelho, 1 dita cera, i embrullios tu- ne'
zemlas, 3 caixas dilas e calungas 5 barricas sililre '''' '
1 caiiole livrns, 1 caixa cha, 1 uigo louca, 1 sacca er- en*
vadoce, 32 libras de rame de ferro, 1 caixa utenci- ''
lins para chapeos. 8 chapeos de letreiro 1 cmhrulho
rame, 6 pranchOes laboas de pinlio, 1 sacca cevada, -
1 caixole garrafas de labarraque, 110 barricas baca- xin"
Iho. 1 dila um apparelho de rhi. 1 caixa pelles dei la ?
couro de loslre, 3 pacnlcs e fardos fazendas, 1 cai-
xa objeclns para botica.
__Kio de Janeiro, patacho brasileiro Hom Jesui, de
170 toneladas, conduzio o segninle : 1 caia obras
deprata, 1 dila dilas de retroz, 449 saceos com 7,395
arrobas de assucar, 96 barricas com 701 arrobas e ."i
libras, 40 pipas agurdenle, 14 saccas cera de car-
nauba, 50 arrobas de paos de talajuba, 200 cocos >-.,
seceos, 160 saceos milho, 12 saceos e 2 barricas car- se
vao animal, 2 ditas barro, 2 saccas com 10 arrobas su
de assucar.
Liverpool por Macei, barca ngleza Ij>rd John cni
Russell, de 455 toneladas, conduzio o scguiule :__ ,ia
7,615 arrobas e 16 libras de assucar.
Assu', hiale nacional Angcliea, de 82 toneladas, n
conduzio o segninle :2 vohimes fazendas, 63 ditos dia
moihados. .:.
KECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS CE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 20.....1:Q|ll09
CONSULADO PROVINCIAL. da
Rendimento do da t a 19 30:65088.57 N.
dem do dia 20........1:9428838
cife.
julgar
ferida
32:5933695
EBITAES.
0*IIIcn. Sr. inspector da Ihesonraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 22 do concille, manda fa-
zer publico, que nos dias 7, 8 e 9. de fevereiro pr-
ximo vindouro, peranle junta da fazenda da mes-
ma Ihesonraria, se ha de arrematar i quem por #c-
nos fizer, a obra do acude na Villa Bella da comar-
ca de Paje, de Flores, avaliada em 4:0O4s000 rir
A arremntac.ao ser feila na forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
esob as clausulas espeeiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremala-
S8o, compareeam na sala dassessoes da mesma jan-
la, nos dias cima declarados pelo meio dia, coinpe
tenleiuente habeliladas.
E para constar se mandou affiar o presente
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco, 24 de dezembro de 1853.O secretario,
Antonio Ferreira d!Annunciarao.
Clausulas especiae* para a arrematadlo.
1, As obras deste arude serao feilas de cofor-
muade com as plantas e orcamenlo, appresenlados i
nesla dala a approvaco do Eim. presidente da pro- 1
vincia, na imponancia de 4:0049000 rs. -
2." Eslas obras deverao principiar no prazo de 2
mezes, e serao concluidas no de 10 mezes, acoular
conforme a lei provincial n. 286.
3." A importancia desla arrematado ser paga
em tres preslaeOes ila maneira secuinle : prime ira
dos dous quintos do valor total, quando liver con-
cluido ainelade da obra ; a segunda igual a primei-
ra, depois de lavrado o termo de recebimenlo pro-
visorio ; a lerccira finalmente, de um quinto d*epo-
is do recebimenlo definitivo. '
4." O arremalanle ser obrigado a cqromunicar a
eParl,530 da ohras publicas com .'nlecedencia de
JO das, o dia fixo em que tem de dar principio a
execucao das obras, assim como Irabalhar se-
guidamente durante 15 dUs.am de que possa o en-
genheiro encarregado da obra assislir aos primeiros
Irabalhos. .
5.. Para lodo o mais que nnesliver especificado
as prsenles clausulas, seguir-se-na o qde delermi-
"V leJProvlncial n- ^86. de 17 de mnio de 1851.
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira
a Annunciaco.
. ~~ O Illm. Sr. inspector da Ihesonraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 26 do crranle, manda fazer
publico, que no dia 26d Janeiro prximo vindouro,
vai novamenle a praca para ser arrematada n quem
por menos fizer, a obra do melhoramenlo do rio
de doianna, avaliada em 50:6003000.
* arremalaco ser feila na forma dos arls. 24 e
27 da le provincial n. 286 de 17 de mo d 1851,
e tob as clausulas especiae baixo coplBas.
As pessoas que se prepo^rem a esta arrematacao,
compar^am na sala da1 sessoes da mesma junta
no da cima declarado, pelo meio dia, competen-
temente habilitadas.
'"* lwra con^r se mandn afiliar o prsenlo e
publicar pelo Diario. <.
Secretaria da Ihesonraria provincial de Pernm-
buco, I / de dezembro de 1853. O setrelario, An-
tonio Ferreira d'Annunciarao.
Clausulan espeeiaes para .a arrematacao.
1.a As obras do melhoramenlo do rio de oianna
rar-se-liAo de conformidade com o orcamenlo, plan-
las e periis, approvados pela directora em conselho,
e apresenladosa approvaco do Exm. Sr. presiden-
te da provincia, na importancia de 50:6009000. '
a. U arremalanle dar principiaas obras do pra-
zo de ires mezes e as concluir W de tres annos
imbos contados pela forma do artigo 31 da lei n
COMMERCIO.
PRACA DO RECIPE 20 DE JANEIRO AS 3
IIORAS DA TARDE.
Colaeoes olliriacs.
Cambio sobre Londres a 28 d. 60 d|V.
Descont de letras de 4 mezes 11|8 por cenlo ao
raei.
Frele em Macei para Liverpool, algodaoa 5|8 d. e
5 por cenlo por libra.
Dilo dito para dito courosa 80| e 5 por cenlo por
tonelada de 56 arrobas.
ALFANDEGA.
Rendimento do dia 1 a 19. 182:440934:1
dem do dia 20 .' .-. 7:9219186
190:3679529
Detearregam hoje 21 de Janeiro.
Barca inglez Cruzader mercadorias.
Barca inglczaahonda carvo e ferro.
Barra ingleza Bonita carvffo.
Brigoe sneeo selma laboado e cadeiras.
ntacho ingle/. Clysses cemento.
Cacona brasileira Fortuna fumo e charutos.
Hia e brasileiro Amelia dem dem.
Hiatebrasileiro .Voeo Olinda azeile e vinho.
Irnportacao .
Barca ingleza Prospero, vinda de Terra Nova,
consignada a Jame Crablree & Companbi, mani-
feslou o seguinte :
2,740barricasbacalho; aos mesmos consignaU-
Hiaje Florentina, viudo da Parahiba, manife*lou
o seeointe :
563 couros salgado; a Schramm Whatcly.
Barcada Apolina. viuda do Ass, manifestou o se-
guinte :
100 alqueires de sal : a Jos Manoel Ramos
CONSULADO CliKAL.
Rendimento ' Uem do dia 20........1:9149617
Pela siihdelegacia da polica de S. Jos do Re-
s annuncia a appre!iensaude7 palacOes : quem
Igar com dirclo a elles, comprela na mesma
ibdelegacia para lhe serem entregues."
- O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
cumprimenlo da ordem do Exm."Sr. presidente
provincia de 17 do enrrente, manda convidar aos
proprielarios aliaixo mencionados entregaren) na
ima thesouraria, no prazo de 30 dias, a contar do
da primeira puilicaco do prsenle, a ntporlan-
das quotas com que devem entrar para o caifa-
mente da ra da Aurora. Adverlindo, que a falla da
.cnireya voluntaria, ser punida com o duplo das re-
das quolas, pa forma dp disposlo no Si 2. doart. 1.
lei provincial n. 297 de 5 do maio de 1852.
62 Joao Jos de Carvalho Horaes 5249685
60 Jo3o Vieira da Cunha" 388365.5
58 Ilerdeiros de Herculano Alves da
oliva ooojoo o s
56 Thereza (ioncalves de Jess Azevedo 4059930 em
a* Manoel Gonealves da Silva 3699221
52 Joanna Mara de Dos 3109925
oO Maiia Joaquina da Trindade
48 Bernardo Duai le lando
46 Viovaeherdeiros de Joaquim Jos
Lourenco da Cosa
44 Jos Jorinilio da Silveira
42 dilo
40 Antonio de Azevedo Viiarouca
38 Maria Theodora d'Assumpeao
36 Dr. Joaquim Francisco de Miran-
da e outros
34 Joao Vieira Lima
32 Ilerdeiros de Jos Ramos de 01 i-
2i:814|690
286.
u-
or-
Sr
) prazo
quinze
ilre
quer
3." Durante a execucao dos Irabalhos, o arrema-
tante sen, obrigado a proporcionar transito as cano
ase barcacis ou pelo caual novo ou pelo trilito ac
lual do no.
4. O arremalanle segoir na execucao da! obras
a ordem do Iraballio que lhe for determinada pel
engenheiro. r
5. O arremalanle ser obrigado a apresenlar ni
nm do primeiro auno, ao menos, a quarla parle da
obras prompla e outr-i lanto no lim do segundo au-
no, e rallando a qualquer dessas condices pasar
urna mulla de 1:0003000.
Conforme. O secretario, Antonio Ferreiri
a Annnnctafuo.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin
cial, em cumprimenlo da resolucao da junta, mandi
lazer publico que no dia 9 de fevereiro prximo vin
doury. vai novamenle praca para ser arrematada
peranle a mesma junta, a quem por meuos fizer,
obra do aterro c empedramenlo da primeira parle di
PirS!ruoiant0 da eslrada do norle. avaliada en
28:0969887 rs.
A arremalaco serii feita na forma'dos artigse
27 da le oroviycial n. 286 de 17 de maio de 1851, i
sob as clausulas espeeiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematacao
compareeam na sala dassessoes da mesma junta,'m
da cima declarado, pelo meio dia, competeulemcD
le habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o "prsenle, e p
blicar pelo Diario. F
Secrelaria da Ihesonraria provincial de Pernamb
co 9 de Janeiro de 1854. O secretario,
. Antonio Ferreira (CAnnunciaco.
Clausulas espeeiaes para a arrematacao.
1." Esla obra ser feila de conformidade coro o i
carnete approvado pela directora em conselho,
nesta data apresenlado a approvaco do Exm. i
presidente da proviucia na imnprlanciade28:0969887
2." O arrematante dar principio as obras no
de dous mezes, e os concluir no prazo de ouu
Siczes, ambos contados de conformidade com o Srli
I da le provincial n. 286.' .
3:"J)??Se e,,,rega provisoria da^obra al a enl
sa delioiliva, sera o arremalanle obrigado a conservar
a eslrada sempre em lwui eslado, para o que dever
ter pelo menos dous guardas empregados constante
mente neste servico.e far inmediatamente qualq
reparo qne lhe for determinado pelo engenheiro.
4. O pagamente deslaobra ser, feito em qual
prestaces igoaes : a primeira depois de feilo o li
das obras do laneo : a segunda depois de comple
dos os dous Icrcos : alerceiraquimdo forem recei
das provisoriamente : eaqoarta depois da enlre
aeliniliva, a qual lera lugar um anuo depois do
bimento provisorio.
>' Para ludo o mais que nao esliver determinad
as presentes clausulas, seguir-se-ha o que dispOi
respeilo a lei provincial n. 286. '
Conforme.O secretario,
Antonio Ferreira O Illm. Sr. inspector da thesouraria prov
cial, em cumprimenlo da resolucao da junta da
zenda, manda fazer publico, que no dia 26 de
ro prximo vindouro. vai novamenle a praca
ser arremalado a quem mais der. o rendimento
imposto do dizimo do gado cavallar nos muni
abaixo declarados:
l.imoeiro, avahado animalmente por
Brejo, por
Boa-Vista e Exii, por
A arremalaco serj feila por lempo de tres
acontar dol.de julho de 1853.30 de junho
tS.ilt.
Os licitantes compareeam na sala das sessoes
mesma junla, no.dia cima declarado, pelo meio
com seus nadores tompetentemenle habililatlos.
fc para constar se niaudou aflixar o presenlcc
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pemam-
buco 17 de dezembro de 1853.O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciaco.
rea administrarlo da mesa do coosuiado se
faz publico, que no dia 23 do correte, a 1 hora *
larde se bao de arrematar em hasta publica, a po
da mesma 2 saccas com 6 l e 10 libras de algodao
no valor de 34ft426 rs., appreheudidas a Joao
gues dos Siolos, pelo feitorconfcrenle Jos AUonso
terreirr, por fal-.iticae.-io no genero.
Mesa do consulado de Pcrnambuco 19 de ja
de 1854. O administrador. Joo Xacier C
da Cunha.
O Illm. Sr. inspeclor da thesouraria de fa
da, manda fazer publico, que no dia 31 do cor
ao meio dia irio a praca peranle a mesma Ih
rana, para serem arrematadas a quem por meu
zer e melhor vanlagcns cm favor da fazeoda offere
cer, as obras do reparo do forro da sala da abertura
da alfandaja destactdade, e do concert da robera
i lerc/
lleta
janei
para
nicipios
589000
509000
1989000
anuos,
de
da
i pin
'ameiro
corren
beso
armazem n. 1 da mesma alfandega, cojos orea-
os se acham nesla secrelaria, onde sern fran-
los as pessoas que os quizerem consultar: aquel-
r lanto que pretender licitar deverao compa-
.. no mencionado dia, e a hora Indicada, na casa
referida thesouraria, competentemente habili-
por
Secrelaria da thesouraria de fazenda de Pernam-
20 de Janeiro de 1854.O oflicial maior, Emi-
iavier Sohreira de Mello
O Illm. Sr. inspeclor da Ihesonraria de fazen-
manda fazer publico, que da data deste a 30 dias
-O arrematados peranle a mesma thesouraria, e
uem mais dr nos termos do alvar de 14 deja-
" i de 1807 as Ierras materiaes e mais perlences
jpella vaga de Nossa Senhora do Socorro, cita no
nho Soccorro .da freguezia de S. Amaro de Ja-
*i: peloque as pessoas que quizerem licilar.de-
comparecer na sala das sessoes da referida Ibe-
ria, as 11 ',' horas do dia 21 de fevereiro pro-
futuro ; adverlindo que a arremalaro ser fei-
dinheirode contado.
retara da Ihesonraria de fazenda de Pernain-
16 de Janeiro de 1854.O oflicial maior,
Emilio Xaoier Sobreira de Mello.
e servido publica, anda que tenha lieenea da c-
mara muniiipal. E quando para o deposito e demo-
ra de laes objectos der lie enea o capjto do porto sem
prejuizo da sobredila servido, so se peder fazer da
hlenle da preamar das aguas vivas para cima. Os
contraventores, alm da mulla a que forem sujeilos
pelas posturas da respectiva cmara mnnicipal, serao
obrigadns a f-er escavar qualquer ara, que se acu-
mule cm detrimento do porto.
Secretaria da capilania do porto de Pernambueo 3
de Janeiro de 1853.No impedimento do secretario,
Manoel Ambrosio da Conceiro Padilha.
Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
blico, que no corrente mz de Janeiro ve principio
a cobraura dos imposto* abaixo dcelarKtos, perlen-
I cenes ao 8nno linanceiro de 1853 1854: imposto d-
i i por ceuto, dito de casas de vender billietes e caule
lasde loteras de oulras provincias, dilo do casas de
modas, dito de casas de jogo de bilhar.
DECLABACO'ES
TERCA FEIR\ 24 DE JANEIRO DE 1854.
RECITA EXTRAORDINARIA LIVRE DE
ASSIGNATURA.
Depois que os prnfessores da orcheslra eescnlarem
urna bellissma ouverlura, composico do Sr. Orestes,
_>,._.. a companhia juvenil llialienseeulerpna representar
" o sublime meto-drama semi-sacro pastoril, dividido
939276
3109925
93S276
1949326
2619952
1369029
116959"
1559426
19491)26
2025100
779730
779730
1:0589200
5:3609000
l>li
les
qu
veu-a
30 Joo Xavier Carneiro da Cunha
28 .dito
29 Templo dos inglezes
. para constar se mandou afiliar o presente e pu-
.icar pe|o Diario. Secrelaria da thesouraria pro-
incial de Pernambueo 19 de jineiro de 1854. O
secretarioAntonio Ferreira d Annunciaco.
A capitana do porte desta provincia convida a
idos os possuidures de embarcac/es de qualquer qua-
dadeou lote que sejam, qur sejam de uso publico,
ur de uso particular, assim como aos individuos
Has empregados,para que solicitem as compten-
l licencia annuaes e matriculas al o dia 31 do cor-
rente mez, das quaes deverao andar munidos ; ipre-
vcnmilo-us que dessa data em chanto ludo e qualquer
je fdr encontrada sem que tenha salisfeilo as dis-
Kicoes,dos arls. 73, 74, 75 e 76 do regulamenlo das
apitanias mandado executar pelo* decreto n. 447 de
J9 de maio de 1846, ficar sujeito as penas indicadas
Do u Huno dos cilados arligos, ejiara que se nao alie- a
fina iniitriii-;-! (V-, ,w, l.i:...... _.______>
Ca
duelo da
------.....-.,. ..US, c^i.un (joc-se nao alie- a qual loi sempre col
gue ignorancia, Taz publico o presente annuncio. .Ca- como no Maranhao.
mlailCI (1(1 Tl\rl(, .la P.rn.nlinu IC .1. I_. ~t_- I .. n
t.-- -a-----------. ..-r-w.tMtiiW .iiiiiuo(.IU, v.a-
pilaniado porto de Pernambueo 16 de Janeiro de
1854.O capilao-Ienenle,
EUsiario Antonio dos Santos.
A thesouraria provincial, em cumprimenlo do
ordem do Exm. Sr. presidente da proviucia de 10 do
corrente, lera de comprar o objectes abaixo declara-
dos para o corpo de polica.
Secretaria do corpo.
1 sincle d'armase seus perlences.
2 armarios para o archivo, altura 10 palmos, lar-
gura 7 dites e 14 polegadas de fundo.
2 mesas com gavetas para escripia, comprimento 8
palmos, largura 5 dilos.
2 cscrivaninhas de metal.
12cadeiras de palhinha.
Casa da ordem.
1 mesa grande com gavetas, comprimento 12 pal-
mos, largura 5 dilos.
0 cadeiras de palhinha.
6 mochos.
2 cscrivaninhas de metal.
Estado-maior.
1 mesa grande, comprimento 12 palmos, largura
l ditos,
1 dita pequea com gaveta comprimento 6 pal-
mos, largura 4 ditos.
2.marquezas de palhinba.
12 cadeiras de dita.
1 escrvaninha de metal.
2 Linternas de bronze.
1 lalha para agua. .
1 pucaro de cobre.
Guarda do quarlel.
I barra de madeira.
4 di""'* pequena' coroPrroenlo 6 palmos, largura
1 larimba.
1 candieiro de cobre. ,
1 lina para agua.
1 pucaro de cobre. /
Repartido do quarlel-meslre.
1 mesa'eom gaveta, comprimento 6 palmos lar-
gura 4 ditos. r
2 cadeirasde palhinha.
1 marqueza dila.
2caix0es grandes para fardamenlo. comprimento
8 palmos, largura 4 dilos, altora 4 dilos.
1 escrivaninhn de metal. '
4 sorullos de 30 armas ca/Ja nm.
Para cada companhia.
1 caixao grande para fardamenlo, comprimento 8
palmos, largura 4 ditos, altura 4 dilos.
2 mesas pequeas com gavetas comprimenlo6
palmos, largura4dilos.
2 tamboretes.
2 linas para agua.
2 psde ferro.
2 carrinhos de m.1o.
2 pucaros de cobre.
2 barras de madeira.
2 sarilhos para 50 armas cada um.
2 candieiros de cobre.
1 barril para conduccao d'aaua. '
As pessoas a quem convier vender laes objecin, a-
preseutem suas proposlas em cartas fechadas na se-
cretaria adverlindo que os objectes de madeira, serao lodo
deamarello. '
Secretaria da Ihcsoorfria provincial de Pernambu
co 14 de Janeiro de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciaco.
Real companhia de paquetes inglezes
a' vapor.
No dia 21 deste mez
es'pera-se do ful o va
por Thames, comman
danto Slrult, o qua
depois da demora i
costurar, seguir para a Europa : para passageiros-
Irala-se com Adamson Howie i Compauhia, agentes
da mesma; ijf ra do Trapiche Novo n. 42
l
do-'
os (raballios. Directora do Ivceu 10 de jaueiro de
1854. O amanuense, Hermenegildo Marcetlino de
Miranda.
Para conhecimento de qoem possa inleressar,
ro se faz publico, que pelo capataz da eslacao do Cupe,
;o foi remallida a esta repartido nina jangada de ps-
i- caria que all fra lomada a un* individuos suspei
'"" l^..-C*!"inil<,re 1ue.de hoje a 30 das nao appa
.a
. -------------------------I.......'o ilWhl'tf I
pedimento do secretario./oao Roberto Augusto
Si lea. *
O aesen.il de marinha admitte os operarios se-
guiules: Para a ofllcina decarpinleiros, dous apre
in- dizes (te sexta classe, dous ditos deselima dita : para
ra- a de earpinas, dous mancebos de lercera classe, 3d
id- los do quarla dita, don apremlizesde quinta dita.
a um dito de dcima dita ;**para a de calnales, um
do mancebo de terceira classe e iimaprendiz de decima
- dila ; para a de poliecos, quatro aprendizes de nona
classe : para a de pedreiros, om aprendiz de stima
classe, e viole e dous serventes livres. Secretaria da
inspeceao do arsenal de marinha de Pcrnamhiiro 3
de Janeiro de 1854.No impedimento do secretario,
Manarl Ambrozioda Conceiro Padilha.
,.~ ,I."m-.Sr- capito do porto, para tornar cITec-
tivas as disposiooes do regulamenlo das capitanas dos
portos, mandado por em execucao pelo decreto im-
illa, penal de 19 dflnaiode 1846, manda, para conheci-
mento dos nleressados, publicar os artigos seguiutes
do mesmo regolamento.
Arl. 11. Ninguem poder dentro do liiloral do por-
to, ou seja na parte reservada para logradouro pu-
blico, ou seja ua parle que qualquer tenha aforado,
construir embarcacao de coberla, ou fazer cavas para
as fabricar encalbadas, sem que, depois da licenra da
respectiva cmara municipal, oblenha a do capito
a do porto, o qual a nao dar som ter examinado se oo-
>, dera ou nao resultar dahi algum damno ao porto
Arl. 13. Ninguem poder fazer trros ou obras
no liiloral do porto, ou nos navegaveis.sem que tenha
oblido licenca da cmara municipal, o pela capitana
eiro do porto seja declarado, depois de feilos os devidos
exames, que nao prejudicam o bem eslado do porto,
ou nos, aiuda mesmo os eslabelecimenlos nacionaes
zen- da marinha de guerra e os loajhdouros publica, sub
ente pena de demolico das obras, c multa alm da inoeui-
n- uisarao do damno que liver causado.
C- Arl, 14. Ninguem poderi depositar madeiras as
praias nem conservar neilas, ou nos caes por mais de
cinco dias, ancoras, pecas de arlilharia. amarras ou
outros quaesquer objectos que embarftem o transito
2 actos eli quadros, que se intitula
A REVELtJQAO
DO
NATALICIO DO 1ESSIAS.
de
A accao passa-se na Judca, nos arrabaldes dacida
s de Belein.
A poesa, a msica, a dansa e as decorarles sio
prodceles dos Srs. Modesto, Orestes, lic-Veclijsjc
Dornellas. .
Depois do lercero quadro o Sr. Joao Jacnlho Ri-
beiro, por obsequio, cautar pela primeira vez nesle
i-itrit i (i>ii'^lin'i Jn
theatro, a cavatina da
i opera cmica, a Velbice Namorada, do

maestro
_o fim doquarlo quadro Mme. Deperin, e o Sr.
nlarelli, tambem por obsequio, rantaio o lindo
-~F'
_ seguida o Sr. Ribeiro e a Sra.- Pessina dansa-
im passoa dous a carcter, intitulado
REDOWA POLKA.
No fim do drama, o Sr. Ribeiro executar a diflicil
graciosa
VALSA DO PAMR,
i qual foi sempre coberla deapplausos tantocm Lisboa,
lllllll lili UlVl>M
Dar Qm o espectacalo a repelirao do lindo e ap-
plaudidu
SAH.a&BO CS2STSZ.
Principiar s8 horas.
AVISOS martimos.
Para o Porto com presteza,
novo e yelleiro brigue portuguez Esperanca, pro-
cedente da Baha, vem esle porto reeeber a maior
parte do seu carregamcntq. queso acha prompla e a-
penas tem pequeo vao paTa dintinula carga a frele.
Tambem oflerece ptimos commodos para passagei-
ros : os pretendentes dirijam-se ap escriptopo de Bai-
lar & Olivera, ra daCadeia Velha n. 12.
PARA O KIO DE JANEIRO
segu ate26 do corrente mez, a nova e ve-
eira escuna nacional Linda, pregada
e forvada de cobre : para o resto da car-
ga, passageiros c escravos a fret, trata,
se na ra da Cruz n. 28% primeiro andar.
Para'Lisboa a barca portngucza Cratidopn-
lende sabir cora brevidade : quera nella qnier car-
reaar ou ir de passagem, para u que lera aceiados
commodos, entenda-se com os consignatario P. de
Aquino Fonseca & Filho, na ra do Vicario n. 19,
primeiro andar, ou com o capito ra praca.
Ceara', Maranhao e Para'.-
Segu empoocosdfas o brigue escuna /^iura.por
ter a maior parle dacarga prompla : o restante e
passageiros, para os quaes oflerece ptimo commodo,
Iral-se com o consignatario Jos Baptista da Fon-
seca Jnior, na ra do Vigario n.4, primeiro andar.
Para o Aracaty segu com brevidade o hiale
Parahibano ; recebe eargi 'e passageiros: trala-se
com Caetanc Ciraco da C. M. ao lado do Corpo San-
io, loja de massames n. 25.
_ o capito Elias C. Terry da barca americana
O/iio, arribada a este porto, na sua viagem de Calho
de Lima, com carrcgamenlodo guano, precisa a risco
martimo sobre o casco, carga e frele do dilo
navio, de cerca de4:0009000 i*s. para occorrer as
despezas e concerlos do dilo navio, afim de seguir
sua viagem : os pretendentes queiram mandar suas
proposlas em caulas recitadas no prazo de qualro dias,
noescriptoriode lienry Forster & C, consignata-
rios do mesmo : na ra do Trapiche Novo n. 8.
Para a Babia.
Sahira quarla-feira 25 do corrente o hiale Soto
Olinda, para o resto da carga a Iralar com Tasso
I rmaos. .
Para a Babia.
Seguir em pnucos dias, por ter a maior parle da
carga prompla, a escuna rremos, para o rstenle o
passageiros trala-se com. Jos Baptista da Fonceca
Jnior, na ra do Vigario n. 4 primeiro andar.
LEILOES
O agente J. Gals fara leilao no armazem d
M. Carneiro na ra do Trapiche n. 38, terca-feira
24 do correte as 10 horas da manbaa em ponte, de
tuda a mobilia e .perlences do hotel Recite ; assim
como tambem de um piano inglez e um cabriole! com
os competentes arreios.
Leilo de massag.
Segunda feira 23 do corrente as 10 horas"em pon-
to, no armazem de Joao Tatares Conleiro, na Ir.i-
vessa da Madre de Dos n. 9, haver leilao de 300
caixas cora massas, que so vendern pelo maior preco
que os compradores ollereceiem.
Leilao' de passag.
Segunda, feita 22 do corrente ao meio
-OSr. director do Ivceu desla cdade manda dia:l,avera' eilao de panas em caixas,
fnzer publico, que as malrculas do mesmo Ivceu eios e quartos, no armazem de Candido
acham se abenas do da 15 al o fim do correle. Alberto Sodre da Motta ra do Azeite
e no da 3 de fevereiro vindouro tem de principiar ,l pov i-, Azeue
os Irabalhos. Directora do Kcp.. AVISOS DlfEBSOS.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Aos20:000o'000rs.
Acliam-se a venda osbillietesda lotera
M ROGO AOS PRls-r.-TES*
PERXAMBUCANOS.
Assim como recebemos de Ma-
cei a triste e inconsolarel noticia,
queso dia ( do corrente passou a"
nlelIlo^ vida, e enterru-se com
pomposo funeral, na villa de S.
Miguel, provincia de Alagas, o in-
eansavel, muito zeloso e exacto
nTissionario Fr. Henrique le Castel
S. Pedro de Bolonha. E como elle
sempre se cansou em .procurar o
bem espiritual e temporal dos
habitantes na perattnbucana dio-
cese :: por isso se roga todos os
amareis Pernambucanos que por
pura caridade llie i-ezem agora um
Padre Nossoem sufFragio e grati-
dao. O rice nrefeito
7- Alrmandade do Rosario do bairro de Santo
Antonio faz ver ao respeitavel publico, que no dia
21 pelas qualro horas- da laida, henze-se a imagem
do Sr. Bom Jess da Agona ta sacrista, e domingo
a noile tem sua ladainha ; c pede-se encarecidamen-
te aos juizes das irmandades o obsequio de manda-
rem repicar as rejas a seu cargo, quando ouvirem
o signal, para hjinra e gloria do mesmo santo, de cu-
jo obsequio ficar a mesma irmandade asss obr-
igada. ,
O juiz da irmandade de Nossa Senhora do Ro-
sario abaixo assignado, declara ao publico, que as
cartas que se tem distribuido com as assignaluras dos
senliores Jocob Ribeiro de Mendonca, Daniel' Pedro
Burges e Sevcrino da Costa Lisboa, pedindo esmolas
para urna prncisso, nao sao daquella irmandade,
nem ella se comprometlen de cousa alguma, e s a-
compauhar o acto se houver por convite.
Jacob Joaquim da Si lea.
Pergunla-se aos sajouied portuguezesede lio-
ji uijjiiu, qu promovern! assignaluras para nma
petictlo de queixa contra o cnsul porluBoez, (por
este deixar de fazer o que nao est na sua competen-
cia para ser levada peranle o throno de S. M. F.;
se em duas mil e lautas assignaluras nao acharara
dous Porrucuezes capazes de serem os portadores do
elleilo, de tao iissignaladn leiln, nunca feito, ese era
preciso nomearem um Brasileirodo4.-, para tezer
parle da commissao portadora que he composla de
Francisco Jos de Maaalliaes Bastos, Brasilcirodq
4.-, e Francisco Fernandes Thomaz!! !!!!!!!!!
isto deseja saber o curado.
Pergnnta-se ao Illm. Sr. major da guarda na-
cional do Passo de Camaragibe, Francisco Jos de
Maaalbaes Bastos, se sua scnlioria he Porluguez ou
Brasileiro do -SI.1, pos muito deseja saber
A trinc^ieira de Macei,
O Sr. Galdiuo Lopes de Olivera quera appa-
recer na ra larga do Rosario n. 48, a negocio que
nao ignora.
Precisa-sede urna ama de lodo o servco, para
casa de pouca familia : no Recite, becco do Capim,
n. 128, segundo andar.
Precisa-se fallar com o Sr. Manoel de Jess,
meslre alfaiale, sobre Um terreno, que o mesmo pos-
sue na Soledade: na ra larga do Rosario, padaria
numero 48.
Aluga-seo primeiro andar do sobrado da roa
eslreita do Rosario n. 16 : i tratar no segundo an-
dar do mesmo.
O abaixo assignado avisa aos s"eus comilentes
senhores de engeuho e la\ radores, e mais pessoas in-
teressadas, ter modado seu escriplorio para o segun-
do andar do sobrado n. 5, na "ra das l.artngeras.
Francisco Joaquim Gaspar.
Boavenlora da Silva Viohas, brasileiro,' reti-
rare para o Rio-Grande-do-Sul, levando n sua
companhia sfla senhora, e as escravas- Luizo, de na-
5^0, e Uertrudes, parda, a seu servco.
No dia 17 do corrente fugiram 8 escravos do
engenho Curuar da freguezia de S. Amaro Jaboa-
lao, perlencentc ao abaixo assignado. cujos escravos
tem ossignaesseguinles: Malaquias. alto, seceo, pen-
ca barba, tem falta de nm dedo m inimu de um dos
pes ; levou camisa e seroula de algodao da Ierra e
chapeo de couro novo; Rufino, baixo. grosso, cor
fula, carreiro, paxola, e gosla dn embriagar-se;
Losrae. altura regular, liem preto, bonito figura,
olhos vivos, andar ligern; Vicenta, tem falla de
denles na h-enle, cara descarnada, corcUndo, levou
camisa de baela encarnada, e ou'ja dita de algo-
dao ; Thomaz, baixo, seeen, cr fula, pcilos para
lora, p6 plpenos e peinas linas; Roque, carreiro,
baixo, grosso, nariz chalo, beicos gandes, levou ca-
misa de algodaozinho azul ; Cvpriaino, altura regu-
r, secco, tem falte de denles na frente, bem preto,
levou chapeo de couro novo; Evaristo, alto, grosso,
bonita figura, espadado,o levou ch.ipo de couro;
o abaixo assignado roga a todos o* proprielarios,
seus vizinhos, e mesmo algans de m.iis longo, onde
elles possam existir, que os mandem prender e condu-
cir ao mesmo engenho que pagar todas as despezas,
e a mesma reeommendaco faz a todas as autorida-
des policiaes e capitaes de campo.
Antonio Pereira da Cmara IJma
SITIO.
Arrenda-se um sitio que seja perlo da cidade, .
que lenha capim para lim cavallu, preferiudo-se se
for a margem do Capjbaribe : annuncie.
Severino da Costa Lisboa, declara ao respeita-
vel publico e aos devotos que concorreram com suas
esmolas para a proci.ss.io dos Santos Res, que elle
nao he mais o encarregado da dita procissSo, em con-
^.1encia de smenle existir em caixa a quantia de
IfiWOO rs., visto o que elle thesoureiro declara que
nada mais lem com a dila procissao, e os devotos que
deram suas esmolas enlendam-se com os mais em-
pregados da dila irmandade.
Desappareceu no dia sexta feira 13 do corrente,
um esrravo de nome Sebasliao, de nacao Congo, ido-
de de35 annos. sabio venciendo velas de carnauba e
ccirinlias de figos e larnnjas pela Boa-Visla, at
concluir eslas, vendas, e depois consto queden o
laboleiro rara guardar em urna das tabernas da roa
(lo Colovelln esquina do becco das Barreiras, e consto
la andar efTecIivamenle,'- por via de'um mano que
ah tem em urna das padaras, e lem os signaes se-
gundes : que hcem om dos dedos do p cortado ao
meio, sendo o ledo ao p do dedo grande, e levou
roupa de algodjozinho e he bastante usada : por
tanto pede-se as autoridades Ou capilaes de campos
que o peguera e levera a ra da Roda n. 52 que sera
recompensado.
Desappareceu no dia 28 de nnvembr um mo-
Iccole de nome Antonio, que represento ter 22a 21
a unos,os com signaes segrales: estatura regular.sec-
co do corpo, com principio de bar, tomando-se
muito conhecido por ter sollrido na cabera urna
empingem.da qual do meio da cibera para a nuca, li-
cou com muila falta de cabellos. Icio ambos os ps
torios para dentro.he muito ladino : roga-se as auto-
ridades policiaes o capitaes de campo, que hajam de
aaarra-Io jvlevar ao sitio contiguo ao hospital dos
lazaros, ou a ra eslreita do Rosario, no segundo
audar por cima da loja de cera, que swra. generosa-
mente recompensados.
ptimo cozinbeiro.
Na ra da Maugueira n. 5, ha um cxcellente cozi-
nbeiro, escravo, para alagar, pelo qual seu dono res-
pende.
Alaga-seo segando andar do sobrado da Ira
vessa de S. Jos.
Francisco Malhias Pereira da Costa exporta
para o io de Janeiro os seus escravos seguintes :
Francisco,cabra, de idade 21 a 22annos; Joaquina,
cabra, de idade 18 annos: Thereza. parda, de idade
18 annos ; Luir, mualo, de idade 7 annos; Ma-
riano, crioulo, de idade 18 annos: e Jos, crioulo, de
idade 23 annos.
OSr. Jos Maria Cordeiro de Lima tem carias,
na na do Trapiche n. 31, em casa de Novaes & Com-
panhia.
Precisa-se de nma ama farra ou captiva, que
saiba enzinhar, eugommar, e comprar : ua ra larga
do Rosario, armazem de louca.
Aceita-se roupa para lavar e engommar : na
ra do Pilar n. 10.
Lauriano Pereira avisa as pessoas que lem pe-
nhares ha mais.de anuo em seu poder, para que no
prazo de 15 dias, contados da data deste annuncio, os
venham tirar, do contrario serao vendidos.para paga-
mento do principal e juros.
Precisa-se de um Irabalhador para masseira :
trala-se na ra Direta n. 69, ou no Monteiro, pada-
ria do Brito.
A casa da ra doMnndego n. 51, nao pode ser
vendida por nao ser bens de lierdeiros, e sim dadiva
de um padrinho a duas anilladas, como o abaixo as-
signado pretende mostrar.
Joo da Cosa Monteiro.
A pessoa que annunciati dar 2:0009000 rs. a
premio sobre liypolheca, q-sssTendo dar sobre escra-
vos e una firma a contento, annuncie para ser pro-
corado.
Aluga-se um escravo para lodo sen co interno
de urna casa, ou botequim por ja ler alguma pralica:
quem pretender, dirija-se ra do Vigario n. 29.
Estampas de santos e santas.
Chegou a loja de miudezas da ra do Collegio n.
1, novo sorlimento dos settoinies nomes de santos e
sanias, em ponto pequeo e grande : N. S. da Coo-
.eicSo, casamento da Santa Vrgem, Anjo da Gnarda,
Sania Cruz, Santo Tnereza, Sania Clara, S. Pedro,
S. Paulo e iereja, Santo Antonio, nascimenlo de
Jess, Santa Malhilde, N. S. da Sade, S. Domingos,
N. S. do Bom Conselho, Sanl'Anna, Santa Isabel,
Adoraban dos Sagrados Cora^Oes, Santa Vernica
Marli-
Decimento,
. _L Joo Bap-
tista, Jess Mjria Jos, Sania Familia, Nossa Senhora
com o menino, a Santa Virgem e Saola Isabel, S.
dos Remedios, Jess entregando as chaves a S. Pe^
dro, Annunciaco da Sania Virgen!, Santa Suzana
Jess crucificado, Santo Carolina, Santo Josephina,'
ropousodeN. S. no Egjplo, S. Francisco de Aasis,
Paulo, Xavier e Salles, S. Matheus, Santos Heis,
Sanlissimo Sacramento, Agona de S. Jos, Santa
Barbara, SS. txiraces de Jess e de Mara, Medalh
Milagrosa, Santa Celesliua, S.Jorge, Santa Francis-
ca, Santa Marta, S. Sebasliao, N. S. dos Milagrcs,
Santa Margarida, Sania Cecilia, Sania Luzia, Santa
Julia. N. S. do Rosario, Santo Virgem Mara rainha
do universo, Salvador do Mundo. Santa Luzia, Jess
preso, as cinco chagas de Nosso Senhor Jpsus,conso-
laudo sua mal, Santo Antonio, e N. S. das Dores
assim como outros muitos norntfque se deixam de
anounciar.
Attenco.
Na loja de miudezas da ra do Collegio n. 1, ven-
dem-se os seguintes objectos : papis com figurinos
diversos, propnos para mascarados, jarros de porce-
n llores dentro, proprios para cima de mesa.
^<***.tKev<.:>.
CASA D E COMMISSAO' DE ESCRAVOS.
Na ru:a Direiia sobrado de tres andares
defronti.do becco'de S. Pedro, n. re-
ceben*- e escravos de arabos os sexos para
se vender em commissao, nao se levando
mais po r esse trabalbo do que 2 por cento
esem se reeeber cousa alguma de come-
donas, ijl'erecendo-separa isto toda ase-
guranca precisa para o ditosescravos.
.*norac,ao aos sgranos tajratoes, Santa Ver
San Cesario, N. S. do Carino, S. Vctor, S. I
nho, S. Luiz de Gonzaga, S. Misuel, Decin
Saula Rosa de Lim, Sania Calharina, S. Joo
^Ama deleite.
OOerece-se orna criooia com muito bom leile para
criar : a tratar na ra da Cadeia n. 64i
Uma reuniaodos subditos britnicos, qualilica-
dos pela lei 6. (leo: 4." teri lugar no conaulado bri-
tnico, sabbado, 28 do cotreole, ao meio dia em
ponto. v
Os mais ricos e mais modernos chapeos de seda
e de palha para senhoras, se encontram sempre na
loja de modas de Madame Miltochau, no aterro da
Boa-Visla n. 1, por um preco mais razoavel do que
em qualquer outia parle.
Srs. redactores.Como promelli tornar a in-
commoda-los, no caso de continuar ojiroprielario da
tabernadaruadeSanlo Amaro (forlaiveodelhaobobo,
he a razao por que o faro). Diga-me, Sr. proprielario,
um besliinto besunlao que anda ha pouco andava
compraodo ferros velhos e latoes pelas tabernas para
tornar a vender, j se intitula proprielario no publi-
co, o que dir neste caso o dono da casa a quem o ta-'
herneiro proprielario paga alugael ? o Sr. propriela-
rio da taberna deve apresenlar oseu documento que
diz tem em seu poder para provara sus probidade, e
assignar o seu nome para o publico flear conheceodo
Huei he esse afamado proprielario vendelhao, do
coulrario he um reconhccido palhafd. Diz o Sr. pro-
prielario qite a razo de querer vender a taberna he
para se livrar de alguns mos pagadores e ambiciosos
que so q uerem viver a cusa da sua taberna. Bem po-
da o Sr. proprielario aununciar a venda da sua ta-
berna sem bolir edm este seu aflecluoso, porque se
assim tivesse praticado, de cerlo o n8o chamara a
lerreiro por meio do Diario n. 14, e fique certoiSr.
proprielario da taberna da ra de Santo Amaro u.
28, que se uao respond logo o seu annuncio n. 15
de 19 de Janeiro corrente, he porque estou arranjau-
do uus papelinhos para seu e meu dvertimenlo. Por-
tento assigne o sea nome para o publico couhec'er. e
o Sr. cnsul porluguez quem he o novo proprielario
nesta cidade da taberna da ra de Santo Amaro, do
contrario tica reconhecido asno, palavra que nasilhas
(d'onde Vine, vio de cabolagem para aqu) se usa
muito pronunciar. Adeos, Sr proprielario de alma
larga.Jos Soares da Silva Pereira. .
Roga-scao Sr. administrador da'cmara, que
declare se qualquer cocheiro leudo mandado con-
certar seus carros que eslao numerados, se pode ala-
gar um nutro que coletn como particular em quao-
to nao tem os oulros promptos; isto lhe pede um
qne quer fazer o mesmo negocio, assim como faz um
cocheiro da ra do Cumio.
Roubo.
O abaixo assignado lendo sido roubado de um
bah de folha de Flandres. cm 2J de selembro,
e annuneiado em 28, 29 e 30 do mesmo mez,
e como aiuda nao fosse descoberto, e o roubo
fosse feito no interior da loja, pelo corredor da es-
cada, e desconfia-se ter sido uma negra, escrava dos
moradores do -sobrado da mesma loja, em que tem
taberna u abaixo assignado: e como a negra j.i sabio
do sobiado em companhia da sua senhora, para ou-
tra casa nesta cidade ou de Olinda, aonde j; foi a
sua morada; a qual lem os signaes seguintes : altu-
ra regular, ebeia do corojo; cor prela, caraolba do
olho direilo, tem tratos com um lal Joaquim Coqnei-
ro, o qual j morou cm Goianna, e que pela concur-
rencia q je a tal prela linha em sua casa, fra esla
corrida, porm nada se achoa, por aviso que o dilo
Coqueirij leve, o j se acha por este motivo fra da
cidade; assim, pede-se as autoridades ou pessoas do
povo a qnem for oflerecido algum dos objectos, que
vao abaiMdeclarados, o apprehendam. Os objectos
sao os seguintes: 1 Irancelim com nma medalha, 6
annele, 1 par dechapas de biincos, 1 fivella de ra-
la de arreata, 1 par de luvasdeseda prela compridis
para senhora, 1 dilo de luvas de pellica para meni-
na, 1 j>ar de sapatos de senhora de setim branco, 1
dito de panno de menina, 1 lo prelo de senhora, r
cociro de casemira cor de,cinza bordado, 2camisi-
nlias de menino de fil e de cambraia, 3 calci-
nhas de menina, 2 lencos brancos, 2 frascos de agua
de Colonia, 2 varas de cambraia e 1 par de meiasde
seda prela. Quem apprehender sera gratificado por
Jos Antonio da Cunha.
Sabem todos que a irmandade de Nossa Senhora
do l.ivramento, para manter o crdito de sua lotera,
vio-se na dura necessidade do fiesta- com ocrescido
numero de 363 blheles, e a tanto se comprometleo,
s para evitar uma segunda transferencia, fizando
que corresse a lotera, como efiectivamente correa
no dia 14 do correle, segundo sb promessa since-
ra se havia annuneiado.
Exlrahida a lotera, quiz o mao fado, que pouquis-
simosfossem osbilhetes premiados, de maueira que
por ultimo, deduzidos os ridiculos premios, que cea-
be em sorte a algum dos muitos bilhetes, com que se
ficou a irmandade. anda veiu ella a soflrer o prejui-
zo da quantia de 1:4209000!
Com esla perda, pois, que a ninguem he oceulta,
fica fra de duvida que desla vez bem diminuto ou
quasi nenhuin foi o benefirfo, qoe a irmandade do
Livramento auferio da lotera, e cujo producto pre-
tenden nao s applicar ao acabamentoda obra da
decoraco dof templo, como principalmente solaceo
de alguns de seus empenhos para isto conlrahi.los.
Estooccurrencia, portento, que bem se pode cha-
mar -_ um caso meramente fortuito, porque sobre-
vino independenle da vonlade, e previsao da irman-
dade, tambem deven! servir de um motivo attendi-
vel para seus credores, a quem se pede desculpa, e
mais um pouco de paciencia e demora, al que a ir-
mandade fazendo valer todas as cousideracoes ex-
pendidas ante o Exm. Sr. presidente, lhe requeira
nova concessao para fazer ex'trabir os dous (reos da
lotera, que aind -lhe restam.
Recite 19 de Janeiro de 1854. Joao Baplista Fer-
nandes, juiz. Jajf Avely do Nascimenlo, vico
1?!Z"Pau,ino Baptisla Fernandes, secretario.
Francisco de Paula Martins, procurador geral___An-
tonio Mauricio Bezerra, procurador do patrimonio.
Albino de Jess Bandeira, definidor.Joao Baptista
Correia.Thomaz Correa Peres. Manoel Fernan-
dos Chaves.Manoel Eslevao do Nascimeuto. Jos
Francisco Ben'.o.Pedro de Alcntara. Manoel d
Carino Ribeiro, Ihesuareiro.
.0 abaixo assignados, como leslamenleiros do
tellecido, J. W. iiordqu, ex-consul dos Estados Uni-
dos, avisao a todas as pessoas que forem credores do
dito fallecido, Ijajam de apresenlar as suas conlas no
consulado americano, ao Sf. W. Leltey, denlro do
prazo de 30 dias da data deste, para serem examina-
das e pagas, e nao o fazendo, os mesmos leslamentei-
rosno se responsabelsam mais por quantia ilguma.
. A. P. Youlc.W. Ulley.
Precisa-se de um caixeiro qoe entenda de phar-
maca : na botica da ra do Rangel n. 64.
Caixa econmica de Pernambueo.,
A direccao tem designado o dia 22 do
corrente para a primeira discussao dos es-
tatutos; e por isso convida aos senliores
subscriptores a comparecer nesse dia as
10 horas da manliaa, na ra do Trapiche
n. 17, onde pdeni tambem mandar re-
eeber o projecto dos mesmos estatutos.
., Ossenbores sacerdotes e religiosos,
rjue quizerem celebrar por sullragio dos
irmaos fallecidos, pdem comparecer to-
dos os das uteis na matriz de S. Antonio
do Recife. O -thesoureiro, Hemeterio
Macielda Silva.
- O deembai1|adoi Jeronymo Mar-
tiniano Figueira de Mello pede as pessoas
que lhe fallaram para atorar terrenos
no seu sitio da ra dos Pires, que ba-
jam de comparecer na casa de sua resi-
dencia, afim deescolherem os lugares que
desejam e effectuar-se o pagamento a-
diantado do primeiro anno de abra-
mento. a
Precisa-se fallar com c Sr. Frederco Creslino
Elsler, a negocio de seu interesse: na ra do Livra-
mento, loja a. 2.
D. Helena Perpetua da Silveira, moradora ac-
tualmente nesla cidade, avisa a quem convier, que se
nao faca negocio ou transaeco alguma com as letras
sacadas pelo Sr. Manoel. Oelano Soares Carneiro
Monteiro, e aceitas pelos Srs. Joaquim Cavalcanli de
Alhiiqiierquc o Antonio Alves Viamia, as quaes se
acham em poder de seu georo o Sr. Francisco Anto-
nio de Souza Azevedo, visto que ditas letras lhe per-
tencem.
Em dezembro doinno de 1852 desappareceu
ou rurlaram do segundo andar de nm sobrado, na roa
de Hortas, que fie antes de chegar ao becco de S.
Pedro, urnas insignias naconicas de cavalleiro Rosa
Cruz, talvez as mais ricas que lenham viudo a esla
cidade : tem um rico aventai e cordao bordados de
ojiro, com uma cruz de podras bastante grande. Esla
obra perlenceu ao finado ronunendador Joaquim An-
rolm Pereira de Carvillio, o qual fez della presente
ao abaixo assignado, e qoe pagara a quem as possnir
a quantia pela qual as lenha comprado.
Jos fabelto Padilha.
Ama secca.
Prccsa-sc de uma ama para rozinhar o fazer o
mais servico interno de casa de duas pessoas de famv
l:i : na ra Dircila, sobrado n. 64, segundo andar.
Criado..
Precisa-se de uma pessoa que d fiador a sua con-
ducta, para fazer as compras diarias de uma casa de
pequea familia, e ir a mandados a ra etc. : na ra
Direiia, sobrado n. 64. segundo andar.
lia
sapatinhos de 15a para meninos, louquinhas para me-
ninas, dilas para senhoras, balancas romanas para
pesar qualquer uma cousa sem que para isso se preci-
se de pesos, assim como oulros muitos objectos que se
detxarn de an'nunciar, os quaes se vendem por prego
mais commodo duque em outra qualquer parte.
Passa portes.
Tiram-se passaporles para dentro e fra do Impe-
rio, despacham-se escravos, e tiram-se ttulos de re-
sidencia: para este fim, procura-s na ra do Qnei-
niado n. 23, loja de miudezas do Sr. Joaquim Mon-
teiro da Cruz.
Precisa-se fallarcomoSr. Jos Alfonso do Reg
Barros: no aterro da Boa-Visla n. 77, a negocio...
Francisco Antonio do Valle.
Cobranca8 as Alagoas.
Urna pessda que mora na provincia das Alagoas,
se oflerece para promover qualquer cobranja, tanto
amigavet como judicial, por ter as habililacoes pre-
cisas : quem precisar, dirija-se ra da Praia n. 64.
Gabinete portuguez de leitura.
Por ordem da directora se convoca a assembla
geral para o dia 29 do corrate, pelas 10 horas da
manhaa, sera ordem do dia: 1. leitura do relalorio,
2. rteieao da commissao de exame de conlas, 3. elei-
co do novo conselho deliberativo.
Lotera de Nossa Senhora do Rosario.
Os bilhetes desta lotera estao i venda nos lugares
do costume ; as rodas sudara no dia 11 de fevereiro
com todo e qualquer numero de bilhetes que ficar
por vender e s se vendem al odia 10.O thesou-
reiroSilvestre Pereira da Sika Guimares.
Koga-se ao Sr. Verialo de Freitas lavares e (j-
vor de apparecer na ra Direiia, sobrado n. 64, se-
gando andar.
-

.. ^vil'Wilali .,
-,--'




O Sr. tachare! J. J. dos Sanloaxjitnior, queira
fazer o favor de mandar buscar os carines de visita
que maudou firmar ha inuilu lempo mi luja do paleo
doCollegion.il.
Roga-se aos genitores que mandaran) firmar
citrleseiiapel no palco do Collegio ti. (i, que quei-
ram matma-los buscar para nao (brearen! que seja
preciso os chamar nesla follia pelos setts uomes.
' O Sr. Roberto Ferreira da Cosa Sampaio, es-
ludanle em Oiodit, lem carias das Alagoas, oa pra-
'.'a da Roa-Vista u. 13, primeiro andar. .
l'recisa-sc de urna niullter para lomar conla e
overnar urna-casa de homein solleiro, em um enge-
nta distante dotU cidade: quem esliver nesla. cir-
cumstaneias, dfija-se ao paleo do Carino n. 17.
Precisa-se fallar com o Sr. Francisco Ignacio da
Cmara l'intcnlcl; na ra da Cadcia de Sanio An-
tonio u. :k), a negocio.
, Traspassa-se o arrendamenlo da luja e primeiro
andar do sobrado da na do Collegio n. 18: tra-
' la-se na ra do Queinjado, loja do sobrado amarello
u. 29.
Os socios do gabinete porluguez do leilura em
l'ernambuco, .eslo obrigados a conservar em admi-
mslracilo daqoell
respeilaveis que I
dus aconlecimenlos
estaro ueste caso os Sr's. Joaqu'im Raplisla Morira e
Miguel Jos Alves? A conserva-Ios a suciedade se
degradar e perder o respeito que merece aquella
iustluicAo de moralidade e bem da liutnanidade.
Denis, alfaiate fiancez,
ehegado ltimamente de Paris, lem a honra de pre-
venir ao publico, c principalmente aos scus fregue-
ses, que abri sua leuda na ra da Cadeia do Kecife
n. O, primeiro andar ; trabalha de i'eilin, e tambem
da as fazendasa vontade dos freguc/es, a prerocom-
ininlu ; trabalha no genero mais moderno em ludo
para Amazonas e para; os disfarces de loda a quali-
dade para o carnaval.
No paleo do Collegio n. 6, deseja-se fallar ao
Sr. 1. R. >.
Precisa-se alugar unta ama secta, para tratar
de un menino : na praca da Independencia, n. 22.
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AVISO AO COHHEfiCr
Os abaixo assignados continuam
a franquear a todas as classes era j
geral os seus sortimeritos de fazen-
das por baixos precos, nao' me-
nos de urna peca ou urna duzia,
a dinheiro, ou a prazo, conforme
se ajusfar : no seu armazem da
praca do Corpo Santo, esquina da
ra do Trapiche, n. 48. Ros-
tron Rooker & Companhia, nego-
ciantes ingleses. Os mesmos avi-
sao ao respeitaveLpublico que abri-
ram no dia 5 do corrent mez a
sua loja de fazendas da ra do Col-
legio ePasseip Publico n. 15, di-
rigida pelos senhores Jos Victori-
no de Paiva e Manoel Jos de Si-
queira Pitanga, para venderem
>r atacado e a retalho.
Manoel Fernaudes da Silva, subditos porluguez,
relira-se para o Porto.
I.endo a folhinh para este, presente anno, nella
encontrei entre os engeitlios do Cabo, os eneenhos
Massangano e Paraizo, dos herdeirosde Joaquim Au-
relio Pereira de Carvalho, e como o mesmo nao dei-
xasse herdeiros, dividas nefn hvpolhecas nos mes-
mos e sim a mini sua universal herdeira e leslamen-
leira, porisso fajo esta declralo. Engenho Mas-
sangano do Cabo 9 de Janeiro de 1854.
D. Anna Rosa Ftflcao de Carvalho.
O abaixo assignado faz seiente ao publico, qOe
deixou de ser caixeiro dos Srs. A mor i ni Irmaos, desde
16 do crrente,.Intuido Rodrigues Marlins Fer-
reira.
OITerece-sc un rapaz porluguez para caixeiro
de taberna ou outro qualquer estabelecimento, para
o qu lem bstanle pralica : quem de seu presumo
se quizer ulilisar, dirija-se a ra do Rangel n. 36.
i. Chardon, bacharel em. bellas ledras, doulor
envdirsilo, formado na universidade de Paris, ensina
em sua casa, ra do Alecrim n. 4, a 1er, escrever,
traduzir e fallar correctamente a lingua franceza, e
lambem dn lices particulares era casas de familia.
Koga-se a alguns senhores que eslo devendo
na taberna Ta ra do Collegio n. 5, de vir quauto
untes enleuder-se com o abaixo assiguad/i se naoqui-
zerem passar pelo desgosto de verem seus nomes nes-
la ful lia.Paulo Jote Gomes.
ATTEISCAO',
U abaixo assignado, desejando amig'velmenle li-
quidar suas conlas com seus devedores, roga a Indas
' aquellas pessnas que Ihe estilo devendo conlas atrasa-
das de gneros comprados em sua i .lienta da ra da
Cadeia do Kecife n. 25, defronledu becco Largo, que
queirara vir realisar seus dbitos al o litn do cor-
rente mez de Janeiro, e aquellos que por suas cir-
'umslaiicias nao possam fazer, se Ihe fara algum aha-
f imciilo ou traanlo u lempo cerlo tle fazer; na
certeza de que aquelles que uao comparecerem para
um oulro lint, se usar dus termos da lei, nSo al-
tendendo apessoa agoma.assiro como serao publica-
dos seus nomes, lempo e quanlia<, e para que nin-
guem eensute tal proceder, ou alguma ignorancia, se
Taz o prsenle aviso.
Manoel Jos io.Xmeiminto Silva.
a conservaeo dos denles : na ra larga do Rosario
n. 36, efundo andar.
D. Clea Francisca da Silva Coutinho participa
aos senhores pais de familias, e principalmente aos
de suas alumnas, que no dia lado corrent princi-
pian! os trabalhos de sua aula particular, na ra U-
reila, sobrado numero 43, segundo andar. A an-
nunciante acha-se habilitada com a licenea do Exm.
"Sr. presidente da provincia, eni rouformidade com
HO-
11
horas
CONSULTORIO CENTRAL
MEOPATHICO.
N. l Ra das Cruz* N.
1 Consultas lodos os dias desde as 8
da manhaa at as 2 horas da larde. ,
Visitas aos domicilios das 2 horas em
otante.
as molestias agudas c graves as visitas
serao fcilas a qualquer hora do dia ou da
l uoile.
As' senboras de parlo, principalmente,
| serao soccorridas com religiosa promp-
tido.
Dr. Sabina Olegario Ltidgero l'inho.
Na ra do'Apollo, segundo andar da casa n.
. 20, precisa-se de urna ama que tenha bom leile, para
encarregar-se da crearlo de nm menino.
a B H t" ^ *- cu i-
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DIARIO DE PERNAMBUCO SABBADO 21 DE JANEIRO DE 1854.
Vendem-se velas adamantinas ame-
ricanas, em caixas de 50 libras, que dao
muito boa luz, igual a de espermaceti a
60 r. por libra:- em casa de Rostrn
Rooker ti C. na praca do Corpo Santo,
esquina danta do Trapiche n. 48.
Vendem-se duas moradas tle casas terreas de
peilra e cal, sitas ua ra dos Pra/.eres no bairro da
Boa Vista : a tratar na ra do Livramenlo n. 16.
Vendem-se nove escravw, sendo tres moleco-
les de linnilas figuras, um delles copeiro e lem prin-
cipios demarciueiro; un mulato muitomoeo; qua-
Iroescravos <|e lodo servic, moros; e un! di lo de
servico decampo: na ra liireila 3.
Vende-se urna escrava moea e sadia, vinda do
(ra, ha poneos dias, sabe lavar com perfciQao e
sein principio de engommur: a tratar no-escriptorio
do agente Oliveira.
l'ARINHA DE TRIESTE.
Primeira qualidade.
Tasso Irmaos avisnm aos seus freguezer., t)ue lem
para vender farinlu de Irlgo chegatla ltimamente
tle Trieste, sendo a nica nova que daquella proce-
dencia exisleo mercado.
Fazendas baratissima's, na nova loja da
ra do Crespo n. 14, de Dias & Lemos.
Cortes de chitas francezas muito finas de todas as
cores, de 12covados cada corle, com urna pequea
lislra ao ladn.fazenda do ultimo aoslo a -2WX) o cor-
te; ditos de padrOes miudiulras, fazentla muito fina,
com lllcovados a 29300 o corte, ditos de cassacom
ramagem tle cor, fazenda de muito bom goslo, a 2>
cada corle, cassas francezas escuras, cor muito fixa,
a 320 rs. a vara, chitas escuras, cores fixas, de diver-
sos padroes a 160 rs. o covado, algodao entrabado
mesclado, muilo encorpallo, fazenda de urna s cor,
prapria para o servido decampo, a 180 rs. o covado; i
brim enlraneadn de linho lodo amarello,' proprio pa-
ra cal^a c palitos a480 rs.o covado; dito de cor, fa-
zenda muito superior da puro linho e riquissimos
goslos a 10600 a vara; cobertores de algodao lodos
brancos, da fabrica ele Todos os Saulos da Babia, a
640 rs. cada um; meias de algodao cruas, muilo en-
corpadas. a 210 rs. o par; alpacas prelas e de cores
muilo finas, a 800 rs. o covado; merino prelo para
15801), 25O0, 2S800 e :)S200 o covado: assim como
militas nutras fazendas por baixos preros, de ludo se
dao amostras, dciva.ndo seas competentes penhores.
VinhoBordeaux.
Brunn Praeger & Companhiai ra da Cruz u. 10,
receberam ultiinamenle St. Julieit e M. margo!, em
caixas de orna duzia, que se recomraeudara por suas
hoas qualidades.
' ATTENCAO, UK1C0 DEPOSITO NESTA
CIDADE. 9
Paulo Gaignou, dentista receben agua denti-
frice doDr. Pierre, esta agua con I cenla como a me-
Ihor que lem apparecdo, (c lem muilos elogios o
seu autor,) tem a propriedade de conservar a bocea
cheirosa e preservar das dores de denles: lira o
gosto desagradavel que d em geral o charuto, al-
gumas golas desta n um copo d'agua sao sulUcien-
tambem se achara p denlifrice excellente
tes
para
Feijao mulatinho. ,
Vendem-se saccas muilo grandes com feijao mula-
tinho ehegado do Aracati no hiate Duvidoso, carnau-
ba de primeira sorte, courinhos miados esola, ludo
por preeo commodo e a dinheiro: na .ra da Cruz
doRecife n. 33, asa do S Araujo.
Vende-se a taberna nova da Capun-
ga, situada na 'propriedade do Sr. Joao
Simoes de Almeida, bem afreguezada pa-
ra aterra, pela sua boa localidade, ecom
um jogo de bolla que rende para aluguel
mensa 1: a tratar na mesma.
Os martyres pernambncartoi, Ticmas da U-
berdade, na* duas revalutjo'es ensatadas em
1710 c 1817, por nm Into pemambucano ( o
o disposlo no artig 38 do regulamento provincial de ?**f* Joaejnim Dias Martn.)
12demaio de 1851. Recebe alumnas pensionislas, | Acaba de sabir a luz a primeira parte desle im-
e meias pensionistas, eoensino de sua aula consta de p?rlanle e curioso trahalho, al liojc medito. He a
seguinle : lr, escrever, cuntur, graramatica naci-! "graphia de lodos os pernambucanos preeminen-
Precisi-sk de 4:000JJ000 rs. a premio, por lem-
po de 18mezes, daudo-se as necessarias garaulias:
quem os quizer dar, annuncie a sua morada para ser
procurado.
Aluga-se una escrava para ser oceupada em
erviOB de casa e vender comer cozitlo na ra : na
Camboa do Carino, no becco que fica defrnnle da ra
das Flores, casa da quina.
Precisa-se de unta ama que cuzinhc e engom-
moi com perfeicilo para casa de pouca familia : quem
osliver nestas circunstancia annuncie para ser pro-
curada.
. JOAO PEDRO YMiELEY
fabricante de pianos, afinador e con-
serta com toda a perfeicao'..
-Tendo ehegado recenlemente dos poros da Euro-
pa, de visitar is melhores fabricas de pianos, e tentlo
ganho nellas lodos, os coiihecimentos e pralica de
cnnslruccoes de modernos pianos: oflerece o seu
psestimo ao respeilavel publico para qualquer
conservo e afinages eom lodo u esmero, leudo loda
a certeza que nada restar a desejar as pessoas que
o incumban) de qualquer Irahalho, tanto em brevida-
de cumo em modco;prec,o : na na Nova mirjefo.i 1,
primeiro andar.
Quem liver carrosas de um boi em bom estado
ou novas para vender, annuncie, ou participe na
loja da ra do Caespo, da esquina que volla para S.
francisco ; quem tiver bois para as nicsinas crnicas
tambem se comprara. '
nal, arithmettca, doulrina chrisla, labyrinlhar, co-
zer, marcar,* bordar de dilferenles modos, msica o
fazer, flores. Prolesla aos senhores pais de familias
que se quizerem utilizar de seu presumo, que em-
prestar ledos osmeios que esliverem ao seu alcance
para corresponder fielmente aos seus desejos, e nao
se furtar a trahalho algum com as meninas confia-
das aos seus cuidados.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra lo Collegio n. 2,
vende-se um completo sotfimento
de fazendas, finas e grossas, por
precos mais baixos do que emou-
tra qualquer parte, tanto em por-
gues, como a retalho, ayancndo-
se aos compradores um s preeo
para todos : este estabelecimento
ahric-se de combinarlo com a,
maior parte das casas commerciaes
inglezas', francezas, allemaas e suis-
sas.para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido;^ por
isto olrerecendo elle ma ores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietario deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os'
seus patricios, e ao'publico em ge-
ral, para .que venliam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos &Rolim.
Bichas.
Alogam-seevendm-se -bichas : na praca da In-
dependencia confronte a ra das Cruzes n. 10.
O Dr. Joaquim de Uliveira e Souza ensina a
traduzir, fallar e escrever a lingua franceza : na ra
do Aragao n. i.
Na loja de al raale, na ra Nova n. 60, precisa-
se de ofllciaes para toda obra.
O abaixo assignado vende a sua tatema, sila
no becco da l.ingoeia n. 3, para a liquidncao da mes-
ma, e promelle fazer lodo negocio com o comprador
que a pretender; a qual lem poucos fundos. E ap-
proveila ao mesmo lempo para pedir, qne todas as
pessoas que Ihe sao devednras lenham a bondade de
vir saldar as suas conlas al o lira do correnle mez,
para tambem poder pagar a quem deve ; e tudas as
pessoas que assim o nao lizerem Icro tle ver os seus
nomes por este Diar/o.Manoel Marques de libreo.
Precisa-se de um pequeo para caixeiro, es-
Irangeiro ou filho do mallo, ou fura da provincia : na
ra larga do Itosario, paitara n. 4X.
Ouerece-se um hornera de boa conduela para
feiloroupara holieiro, ou para qualquer oulro servi-
co : na Passagem da Magdalena, a fallar com Eduar-
do, empregado na poate.
Domingo, 22 dffeorrenle, sahir da ra dn
Crespo, as 6 lleras da Qianh.'ia, o mnibus l'ernani-
bucanana, direcci'io de Apipucos ; quem quizer go-
zar dos excelleoles bailes do ameno Capibarihe, v
comprar bilhelede entrada no escriplorio de Claudio
Dubeux, na ra das Larangeiras n. 18 ; o dilo m-
nibus regressa para o Recife as 7 Ic.iras ta uoile to
mesmo dia ; estas viageos continuam lodos os do-
mingos e das saulos, nao havenuo alterarlo, a qual
ser aniuiticiada : adterle-se que, quem nao esliver
as horas marcadas para a partida, perde a importan-
cia, do bilhele, e esse no len mais valor.
COMPRAS.
O medico J. de Aloieida mudou a sua resi-
9f-dencia para a ra da Cruz n. IK, primeiro an-
8 dar, onde fui o escriptoHo do Sr. Saporili.
Attenoao attencao.
A nova fabrica tle chocolate homopalhlrn da ra
das Trneheiras, mudou-se para o paleo dn Trro n.
22, ondeseenconlra o rhocolale homopalhic ap-
provailo e applicado pelos senhores dotilores ta ho-
inopalliia. cha prelo e da India, caf muilo puro
rhocolale ferruginoso, dilo de musgo, dilo de ciinella,
dilo hcspanhol lino amargo e entre fino para regato,
canella raiudada Puxar em favas, e nm completo
sortimenlo de gneros lano do paiz como eslrangei-
rss. ludo por preeo muilo commodo.
. Precisa-te de um homem-de conducta regular,
para ensinar a 4 meninos primeiras leliras. em um
engenho distante desta cidade 10 leguas, afianra-sc
o bom Iralamenlo e paga correspondente, ao seu
Irabalho : qdeoVtiver as habilidades precisas procu-
re na praca do- Corpo Santo n. 6 escriplorio de M.
I. de Oliveira.
RETRATOS PELO ELECTROTYPO.
No aterrada Boa-Vista n. 4
trceiro andar.
A. I.citarle, lendo tle se demorar pouco
lemno nesla cidade, avisa ao respeilavel pu-
blico que quizer ulilisar-se de seu presumo,
de approveilar os poucos dias que lem de re-
sidir aqu os retratos serao lirados com toda
a rapidez e perfeicao que se pode desejar,
no estabelecimento ha retratos que sernos I rain
as pessoas que quizerem examinar : est a-
; berto das9 horas da manliau at as 1 da lar-
de.
-------------------_-----------KMEmtlMt----- ........,
Precisa-se de urna, ama para o servico interno e
interno de nma senhora : na ra do Turres, pri-
oeiro ndar junto ao escriplorio dos Sfs. Joao Pinlo
de Lentos ^ Filho.
Compram-se ossos a peso : no ar-
mazem da Iluminacao, no caes do Ra-
mos, travessa do Carioca.
Compra-se nma casa lerre.i sendo em ras fre-
quenladas : quem liver annuncie par este Diario,
ou (linja-so a ra da Viracao n. 9.
Compra-se nina escrava mora, que tenha boa
figura, com habilidades principalmente de cozinha
e^engommad: na ra da Malriz ta Boa-visla n.
20
. Compra-se papel deJJiario a 120 rs. a libra :
na botica da ra do Kangel n. 64.
Cninpram-so 2 sellins ingtezes com seus perlen-
ces, e que eslejara em bom estado : na ra da Cruz
n. 34, primeiro andar.
les que entraram, ou de qualquer modo se comiro-
metleram na rcvuluro dos mscales, e na 'da. pre-
tendida repblica de 1817 escripias as arenes
de taes horaens no silencio do gabinete, por um pa-
dre dos nossos dias, e que anda hontem ronhecemos
lodos na congregarlo do oratorio de S. Filippe Ne-
ry, cdhjo ura dos ltimos, e mais esltnaveis mem-
hros dessa veneravel casa. O padre Joaquim Dias
dcixa-nos ver esses caracteres i luz severa com que
os encara, desenhando-os, a grandes traeos ; e tero
elles sem duvida um grande merecimcnlo para a
posteridade, quandoos huve de julgar serqne:
o desalinho do historiador.
Nao ha familia em Pernambuco a quem este pe-
queo dicciouario histrico nao diga respeito e mais
ou menos perlo, e a q^iem por isso nao interesse vi-
vamente : conten mais de 600 artigos.
Acha-se a venda no paleo do Collegio, officina de
encadernacao.
ROB LAFFECTEUK.
O nico autorisado po+ dcima do consclho real
e decreto imperial.
Qp mdicos dos hospitaes recommendam o arrobe
-Caflccteuv, romo sendo o nico autorisado pelo go-
vemoe pela Heaf Sociedade de Medicina. Este me-
dicamento d'um gosto agraduvel, e fcil a tomar
em secreto, est em uso iui marinha real tlesde mais
de 60 anuos; cura radicalmente em pouco lempo,
com pouca despeza, sem mercurio, as atV-crOes da
pelle, impingens, as consecuencias das sarnas, ul-
ceras, e os accidentes dos partos, da idade critica e
da acrimonia hereditaria dos humores; convm aos
calharros, da bexiga.'as contracrOes, c fraqueza
dos orgos, precedida do abuso das ingecrocs ou de
sondas. Orno anli-svphiilico, o arrobe" cura em
pouco lempo osfluxos rcenles ou rebeldes, que vol-
vem incessautes sera consequencia do eniprego da co-
paiba, da cubeba, ou das iiijccc,cs que represen-
lam o virus sem neutralisa-lo. O arrobe l.all'ecleuv
he especialmente reeoinmendado ccitra as -tloen^as
inveteradas ou rebeldes ao mercurio e ao iodurlo
de potasio. Vende-se em Lisboa, na botica de Bar-
ral, e de Antonio Feliciano Alves de Azevedo, pra-
ca de 1). Pedro n. 88, onde acaba de chegar una
gratule porciio de garrafas grandes e pequeas, via-
das directamente de Paris, tle casa do Sr. Boyveau-
l.anecteuv 12, ru Kichev Pars. Os formularios
dam-se gratis em tasa do agente Silva, na praca de
D. Pedro n. 82. No Porlo, em casa de Joaquim
Araujo; na Baha, Lima & lrmaus; em Pernam-
buco, Soum; Rio de Janeiro, Rocha & Filhos, el
Moreira, loja de drogas; Villa-Nova. Joao Pereira
de Msales Lile; Rio-Grande, Francisco d Pau-
la Coulo iV L. .
Vendem-se. coroas de onro, e2 resplandores de
oure, 2 de prala e urna baudeira de ouro cravada
com diamantes, 1 relogio de ouro patente Inglez, 1
Irancelim e 1 vara de prala, com nma iuiagem de
ouro: quem quizer comprar laes obras, dirija-se a
ra do Livrameulo n. 4: loilas eslas obras sao novas
e de muilo bom goslo.
Vende-se na loja de ferragens de Thomaz Fer-
naudes da Cunha, ua rtia da Cadeia do Kecife n. 44,
saccasedm feijao hranco ehegado recentemente do
Porlo, assim como ranchados para carpinleiro, se-
guros, e raspilhas para lanoeiros do melhor autor,
fio inglez fino e mais cheio, muito proprio para coser
saceos e para fogueteiros, e oulras mais "ferrageiis,
ludo por prejo mais commodo possivel; e na mesn-a
loja se faz preciso saber se existe nesla cidade ou
provincia Custodio Jos Fernaudes', naluralMa fre-
guezia de Sen la Maria da Torre, conselho de Amo-
res, arcebispado de Braga,
Vende-se graxa ingleza de verniz
ireto, para limpar arreios de carro, be
Listroso e prava d'aftua. e conserva mui-
prova d agu
) : no arma;
ti Companhia, na ra do Trapiche n. Ti.
to o couro : no armazem de C. J. Astley
i Deposito de vilho de cham-
I pague Chateau-Ay, primeira qua,- (
I lidade, de propriedade do condl
, de Mareuil, ra da Cruz do Re^ .
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vende^ ,
| se a 50S000 rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. Le-
' comte Feron & Companhia. N. B.
I As caixas sao marcad% a fogo
| Conde de .Mareuil eos rtulos
|,das garrafas syo azues.
Vendem-se lonas, brinzao, brins e meias
as da Kussa : no armazem de N. O. Bieber
Companhia, na ra da Cruz n. i.
Taixas para engenhos.
Na fundiqao' de ferro de D.' W.
Rowuiann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua baver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preeo commodo e com promptidao' :
embarca m-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vendem-se relogios de ouro, pa-
tente inglez, os melhores que tem vindo
a este mercado, e do mais acreditado
Vendem-se era casa de Me. Calmont Com-
panhia, na prara do Corpo Santn. 11, o seguinle:
vinho de Marseilleeincaixas de 3 a 6 duzias, lnhas
em novellos ecarreteis, breu em barricas muito
grandes, a^odemilao sortido, ferro i nglez.
Vendem-se pianos fortes de.superior qualida-
de, fabricados pelo melhor autor hamborgvez na
roa da Cruz n. 4.
AGENCIA
Da Fnndicao' Low-Moor. Ra da
Sezala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e tai-xas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
AOSSENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vautagem para o melhoramento do
assucar, -acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
SANOS.
SALSA PARR1L11A.
\ cenle Jos de Brilo, nico agente em Pemam-
AWENCAO'.
Cunlia cV Amorim, na na da Cadeia do Recife n.
50, lem p# vender palha de carnauba nova, coo-
ros de cabra bns, peonas de cma, e velas de car-
nauba, a 1500 o cento.
VINHO CHAMPAGNE.
Superior vinho de1 Bordeaux engarra-
fado ; vende-se em casa de Schafheitlin
& Companhia, ra da Cruz n. 58.
Vender, arroz graudo do Mara-
nhao, e charutos de S. Felix,,d boas -qua-
lidades, e por precos commodos : na fu
da Cadeia do Recife n. 47", primeiro
andar.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, ebe-
gada recentemente, recmmen- i
da-se aos senhores de engenho os" ]
seus bons efleitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron & \
innliia.
Na roa do Trapiche o..,
vende-se o seguinle -.pasta de lyri~l__
melhor artigo qne se conhece para limpar ,
branquece-os e fortificar as gengivas, deixando bom
goslo na bocea e agradavel cheiro; asna de mil
bucode-Bi.J. D. Sauds, chimico americano, faz pu- para os cabello, limpa a caspa, e d-llie mgico
tilico que lem ehegado a esla praca una grande por- luslre; agua de perolas, este mgico cosmtico para
GANTOIS PAILHETE & COMPA-
NHIA.
Continua-sc a vfculcr no deposito geral da
ra da Cruz n. 52, o excellente e bem cou-
eeituado rap areia pela .la fabrica de lian- 1
lois Pailhele & Companhia, da'Bahia, eni
grandes c pequeuasporiOes, pelo preeo cslabc-
lecido.
VENDAS
se-
,, ALMAJiAK.
Saino a luz a folhinh de algibeira,
contendo uhtm do kalendario o regula-
mento dos emolumentos parochiaes, e'o
almanak civil,- administrativo, commer-
cial, agrcola e industrial ; augmentado
com 50 engenhos, alm de outras noti-
cias estatisticas. O acressimo de trabalho
e dispendio nao permittiram ao edictor
vende-Io pelo antigo precio, e sim por
400 ; vendendo-se nicamente na li-
vraria n. 6 8 da praca da Indepen-
dencia.
Carijs a 1,000 rs.
Vendeni-se chapeos carijs para homns e meninos,
a 19000 rs. : na ra Nova 11. 1.
Nunca se vio.
nten?SdecMra ,in08 com ,0 \M e 160 rs. cada, um : na ra Nqy o. 42.
Vende-se em casa d S. P. Jolms-
ton & Companhia, na i-ua da Senzala .No-
va n. 42.
Vinho do Porto, superior qualidade, en-
garrafado.
Vinho Chery, eni barris de quarto.
Sellins para inOntaria, de lioincn e
. 11 hora.
Vaquetas de luslre para cubera de carros.
Relogios de uro patente inglez.
Vende-se um molecot de22annos,
bonita figura, bom otllcial de sapateiro e
cozinheiro e milito hbil: na praca da
Independencia n. 33, loja de. calcado.
PARA A PBOXIMA ESTACAO".
Vende-se -emenle muito nova, vinda. pelo ultimo
vapor inglez tle Lisboa, de abobara porquina e boui-
a que alguns senhores chamam menina ; eslas
enhore
1 Mr
BOTICA
CESTRAL H09E0PATIIIGA
51 ruada Cadeia do Recife, 1. andar 51.
Dirigida pclopharmaceutico approvado,
professor em bomeopatbi'a Sr. T.
da P. Pire Ramo.
Nesla botica se encontram os melhores e
mus arredilados medicamentos homopalhi-
cos, quer em glbulos, qur em tinturas,
preparados com a mais escrupulosa exacti-
dao, pelo pharmaceulico approvado e pro fes-
sur era homonalhia Dr. Pires Ramos, sob as
indicares do Sr. Dr. Sabino, com quera h
pralrailti ha i annos,lodas as regras da phar- .
macia homcopalhica. ,
Os medicamentos desta botica, cuja efllca-.j
fia tem sido verificada na longa pralica do'
Sr. Dr. Sabino, e reconhecida por lodas as
pessoas, que delles lem fito uso, exercem
urna grande vaulagem, sobre lodos os que
por ilii se vendern, a qual consiste tanlo ua
promptidao dos seus ^ITeitos, como na qua- 1
lidade de se conservaren! muilo lempo sem '
sofTrerem a menor alleracao ; o que os tor-
na muilo recoinmendavcis, principalmente !
para o mato, orle nem sempre lia facilida- i
de da provisao da novos medicamentos.
Exislem carteiras de medicamentos em
tubos grandes de fino crystal tle diQerenles
precos, desdo lJOOO.al 1-20000 conforme o
numero dos medicamentos, suas dvnami-
sacoes, e riqueza das caixas.
Cadavidrode tintura da quinta dy-
namisarao.......* fgjOOO
Cada lubo de medicamento I9000
A". B.O Sr. Dr. Sabino Olegario Ludge-
ro Piuho se presU a dar 'eselarecimentos a
todas as pefjos. quo comprarera medica-
mentos nesta botica, na ra das Cruzes. n.
II.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barris de 4., 5. e 8.: no armazem da ra
do Azeite de Peise n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes & Companhia, na
ra do Trapichen. 34.
No armazem de C. J. Astley & Com-
panhia," na na do Trapiche 11. 3, ha
para vender o seguinte :
Balancas dcimaes de GOO libras.
Folh de Ierra.
Ferro de#erguinha.
Oleo de lindara em latas (Je-5 gales.
Champagne, manca A. C-
Oleados para mesas.
Tapetes de laa para forro desalas.
Copos e calis de yidroordinario.
Formas defolha de ferro, pintadas, para
iabrica tle assucar.
Cordao de Hubo alcatroado.
Palha da India para empalhar.
Ac de Milao sorbido.
Carne devacca em,salmoura. '
Um sortimento de pregos.
Lonas da Russia.
Espingardas de caca.
Lazarinas e clavinotes.
Na frente da igreja de Nossa Senhora do
Livramento, loja de miudezas de F.
Alves Pinho,
cheaou orna pequea pnreto de crucifuos de madei-
ra tinas envernisada com a imagepi do Kedemplor, de
racial fino praleado c dourado'.ohras primorosas c ca-
caraclerislicas, e o mais perl'eilas possivel, ha orti-
mento em (ainanhos a vontade, pias para agua len-
la,quadrinhns pequeos de diversos pansosdoSenhor,
tercos engrazados em nrame-c de conlas encarnadas
abobaras crescem a udft lamanhn ex'lraordiuarin cn-
conlranilo boa Ierra Wrato, chegam qnasi ao lama-
nho de um barril de bacalho ; tambem existe se-
ment de melo, a que chamam casca de carvalho:
os prelendenles prucurera no alerro da Boa-Vista,
taberna Ir. 80.
Papel de peso pequeo e grande,
dito donrado, lavrado e liso, firma-se com o melhor
goslo e com dilferenles caracteresdelellras, com mui-
la brevidade : m> paleo do Collegio, loja de livros n.
6, de Joao da Cosa Dourado.
Peonas tle"secretaria, as mais superiores que
lem viudo a esle mercado : 110 paleo do Collcsio, lor
ja de livros o. 6, de Jo3o da Costa Dourado. "
Na ra da Cruz n. i7, vendem-sc latas de boa
gelca, de lodas as qualidades.
Na roa da Cruz n. 15, segundo andar, vendem-
se por preeo commodo, saccas grandes eom feijao
muito novo, ditas comgomma, e velas de carnauba,
I puras e composlas.
entremeadas do veronicas.e oulras reliquias proprias
para afervorar aos devotos : trocara-se |>or pouca
cousa.
Na ra do alerro da. Boa-Vista, loja 11. SO, a-
lm do grande c variado sortimento de gneros tle
comestiveis,existe nm grande sortimento de manle-
sa ingleza, principiando de 400a 1^000 rs. c deste
preeo a su liir sean mo a qualidade.
Continua-se a vender omma do Aracaly de
superior qualidade em arrobas a 3} rs. e a libra a
lOOrs. : no pateo do Carino u..
Velas de espermacete.
Vendem-se velas de espermacete de superior qua-
lidade, tle ti ero libra, viudas da America : na ra
do Trapiche Novo n.8.
Charutos finos de S. Flix
Na ra do Queimado, n. 19, tem che-
gados agora daTBahia, os verdadeiros
charutos de S. Flix, da acreditada fabri-
ca de Bramido, os 'quaes se vendem por
precos mais comtndos do que em outra
parte.
Primas para rabeca,
a 40 rs. cada nma, muilo novas : na ra ue-
roado, loja n. 49.
Couro de lustre
de boa qualidade; vende-se por menos do que em
onlra qualquer parle para liquidar conlas: na ra da
Cruz n. 10.
Pianos.
Os amadores da msica arham continuadamente!
eni casa tle lirutin Praeger&Coaipanhia. rtia da Cruz
n. .10, um tirande sortimento tic pianos fortes e forti-i
pianos,de dillerenlesinodeUos, boa roiislrurrau e fiel-
las vozes, ipie venilem itiaTmodcos precos; ssim co-
mo loda a qualidade tle instrumentos para msica.
Obras de Ouro,
como sejam: adrrecus e meiosdilos. braceletes, liria -
eos, altiiicle-, botfies, aunis, crrenles para relogios ,
etc. etc., do tuais moderno cosi : vendem-sc na ru ti
da Cruz n. 10, casa de Brunn Praeger & Companhia.
^ Os mais ricos e mais modernos cha- (9)
(A pcs tle senboras se encontram sempre //*
*2 lla |ja 'le madama Thcard, por um preeo (*''
(^ mais razovel de que em qualquer uulra >S\
parie- Q
Bepoiito da iabriea de Todos os Santo na Baha,
Vende-se, em casa deN. O. Bieber &C, ua rus
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para sarcos de assucar e roupa de es-
cravos, pdr pret;o coiitiiiodo.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-s para vender ara-
dos^de ferro d^superior qualidade.
Vendem-se os dous sohradinhos sitos
na ra do Codorniz ns. 12 e 14: quem
os pretender queira dirijir-se a ra lar
gado Rosario, loja n. 16.
fabricante de Liverpool: em casa de Rus-
sel Mellrs & Companhia, na roa da
Cadeia do recife. n. 06-
Atenca de Edwtn Haw.
Na ra de A pollo n. 6, armazem de Me. Calmont
&#t>ropanhia, acha-se constantemente bous sorti-
meatos de taixas de ferro coado e batido, lano ra-
sa Amo fundas, moendas inetiras todas de ferro' pa-
ra aniraaes, agoa, elc.i ditas para a rmar em madei-
ra de todos os tamaitos e modelos os mais modernos,
machina horisontal para vapor com forra de
4 cavallos, cocos, passadeiras tle ferro estuhado
para casa de purgar, por menos preeo que os de co-
bre, esco \cus para navios, ferro da necia, e tu-
llas de flaudres ; ludo por barato preco.
Moinhos de vento
ora bombas de repuxo para regar borlase baixas
decapim. na fundirn de D. W. Bowmau:na ra
do Brum ns. 6,8 e 10.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Henrique Gibson,
vendem-se relogios de ouro de sabonele, de patente
inslez, da melhor qualidade, e fabricados em Lon-
dres, por preco commodo.
A .S200, e 6400v
4*Na loja de livros de Joo d Cosa Dourado. no
largo do Collegio, vendem-se bilheles e meios hilhe-
es da lotera da irmandade de Nossa Senhora do Li-
vramento, que corre imprelerivelmente no da 14 do
correnle:
Vehde-se graxa de verniz para limpar arreio
de carro, lustroso e pro'va d'agua ; aa ra do Trapi-
che 11.3. 1
Vende-se um sitio no luaar dos Remedios, junio
a ponte do mesmo nome: a fallar com Caetann da
Rocha Pereira, na ra das Aguas Verdes 11. 16, ou
na ra ile Hurlas u. 23.
ANTIG1DADE E SPEKIORIDADE
DA
SALSAPARRILHA DE BR1STO.L
' sobre'
A SALSA PARRILH4 DESAHDS.
Attencao'
A SALSA PARRILHA DE BBISTOL dala des-
de 1832. e tem constantemente manlido a sua re-
pulacSo sem uecessidade de recorrer a pomposos
annuucios, de que as preparares de mrito podem
dispensar-se. O successo do Dr. BRISTOL tem
provocado infinitas ovejas, e, entre outras, as dos
Srs. A. R. 1). Sands, de Nw-York, preparadores
e proprielarins da salsa parrilha couliecida pelo no-
me de Sanda .
Esles senhores solicitMam a agencia de Salsa par-
rilha de Bristol, c comolnto o podessem obter, fa-
bricaram urna imitacao u% Bristol.
Eis-aqui a carta que os Srs. A. R. D. Sands es-
creveram ao Dr.BrisIol no dia O de abril de 1842,
e que se acha em nosso poder:
Sr. Dr. C. C. Bristol.
Bfalo, etc.
Nosso apreciavel senhor.
Em lodo o anno passado lemos vendido auan
dades consideravis do extracto de Salsa parrilha
Vine, e pelo que 011 vimos tlizer tle suas rirt
aquelles qne a tem usado, julgamos que a venda
dila medicina se augmentar muilissimo. Se Vine,
quizer fazer um convenio comnosco, crenos que
nos resultara niuila vantagera, tanto a nos como a
Vmc. Temos muUo prazer que Vmc. nos responda
sobre este assuVplo, e se Vmc. vier a esta cidade
daqui a um mez, ou cousa semelhanle, leriainos
muito prazer em o ver en) nossa botica, ra de Ful-
lon, ii. 79.
Jicara as ordens de Vmc. seds seguros servidores.
(Aasigoados) A. R. D. SaN'DS.
CONCLUSAO'.
1. A anlignidatle dasalsa parrilha de Brislol he
claramente prova.da, pois que ella dala desde 1832,
e que a de Sands s appareceu em 1842, poca na
qual este droguista nao pode oblr a agencia do Dr.
Brislol.
2. A superie-ridade da salsa parrilha de Brislol
lie inroiilcstavel; pois que nao obstante a concur-
rencia da de Sands, e de urna porro de outras pre-
pararles, ella tero manlido a sua reputarao em qua-
si toda a Amrica.
As numerosas experiencias feitas com o uso da
salsa parrilha ero- toth.s as enfermidades originadas
pela impureza do sancue, e o bom xito oblido nes-
la corle pelo Illm. academia imperial de medicina, pelo.Ilustrado Sr.
Dr. Antonio Jos Peixolo em sua clnica, e em sua
afamada casa de saude na Camboa, pelo Illm. Sr.
Dr. Salurnino de Oliveira, medico do exercito, e
por varios oulfos mdicos, permitiera hoje de pro-
clamar altamente as virtudes ellcazes da salsa par-
rilha de Brislol v(:nde-se a 53000 o vidro.
O'deposilo desta salsa mudou-se para a botica
franceza da ra da Cruz, em frente ao chafariz.
Cao de frascos de salsa parrilha de Sands, que"silo
verdaderamente falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo.que se devem acaulelar os consu-
midores de tilo precioso talismn, de cahir neste
ensao, .tomando as funestas consequencias que
sempre coslumam Irazer os medicamentos falsifica-
dos t elaborados pela m3o daquelles, que aolepoem
ataos males e estragos da humauidade.
Porlanto pede, para que o publico se possa livrar
desta fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falailicada c recentemente aqui chega-
da ; o annuncianle faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente era sua bouca, na ra di Graceicao
do Kecife n. 61 ; e, alm do receituario que acom-
panha cada frasco, tem embaixo da primeira pagina
seu nome impresso, e se achara sua firma em ma-
nuscriplo sobre o invottorio impresso do mesmo
fracos.
Vendem-se saccas com farello, ehegado uj-
mamenle da America, por barato preco: no caes do
Ramos n. 16, e na roa do Trapiche n. 8.
j) Vendem-se relogios de.ouro, pa (Qk
i ten-te inglez, por commodo' pre- i
W <;o: na ra da. Cruz n. 20, casa de w
L. Leconte Feron & Companhia. (&f
MADAPOI.AO' BOM. A 3S200.
Vendem-so pe^as de madapolflo de boa qualidade,
com pouca avaria: na ra da Cadeia Velha n. 24,
primeiro andar.
Vendem-se cerca de 800 formas de folha de
ferro para fabrica de assucar, pintadas, e que levara
tres arrobas cada urna : vendem-se muilo em conta
para fechar : na roa de Trapiche 11. 3.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho
tickes, modihhas tildo modernissimo ,
ehegado do Rio de Janeiro.
Na na do Vicario n. 19, primeiro andar, lem
i venda a superior fanelia para forro dcsellins, che-
gada recentemente .da America.
Deposito de cal de '.isboa,
Vendem-se barris com Cal em pedra, chegada no
hiate Lusitano, vindo ltimamente de Lisboa, e
potassa americana, a 200 rs. a libra : na ra da Ca-
deia do Recife, loja n. 50.
Oleo de linhaca em botijas. '
Vende-se a 5$000 rs. cada urna botija, e por me-
nos sendo em porriiu : na ra da Cadeia do Recife o.
47, primeiro andar.
Cal de Lisboa.
Vendem-se barris coro cal virgem de Lisboa, em
pedra, o mtis superior que ha e por mdico preco:
ua ra de Apolla n. 8, armazem d assucar.
Chai-utos de Ha vana.
Venflem-se verdadeiros charutos de Havana por
preco muito coiumado: na ruada Cruz, armazem
"*'.
sarar sardas, rugas, e embellezar o roslo, a
mo a Untura imperial do Dr. Browu, esta, prepara-
rn faz os cabellos ruivosou beticos,completamente,
prelos e macios, sem darauo dos mesmos, ludo por
pregos commodos.
Vendem-se pregos amwicanos, em
barris, proprios para.barricas de: assu-
car, e alvaiade de zinco, superior quali-
dade, por precos commodos: na ra do
Trapiclie Novo n. 16.
Chapeos e manteletes.
Vendem-se chapeos de seda de cores, enfeilados,
proprios para meninas e meninos a S cada uu ,
mauteleles prelos e de cores com colleles e sem elles;
por precos commodos: n ra da Cadeia do Recire,
luja n. 50.
Vende-* CARNE DE VACCA e de poreo d
Hamborgo, em barris de 200 libras:
CHAMPAGNE de marca condecida e verdadei-
ra, havendo poucos gigos de resto, que se venderao
para fechar, a 24|000 r>.;
AC DE MILAO-serlido;
TAPETES DE LAA, tanto em peca como abito,
para forrar salas, de bonitas cores e muilo em coala.
OLEADOS de cores para forrar corrtdore, ele.;
OLEO de linhaca em latas de cinco galos: en
casa de C. J. Astley & Companhia, ra do Trapi-
che n. 3.
Na ra doCollegio n.. 21, segundo
andar, vende-se por barato preco, ou a
prazo, um sortimento de chapeos e. ou-
tros objectos de chapeleiro, consistindo
em chapeos de massa, de seda de varias
qualidades, e a gomraa Lacre, chapeo
para padre, massas para ditos, bonetes
para guardas nacionaes, plumas preas
para chapeos de senhora, fundos e lados
para chapeos, 'courinhos com setim, li-
vellas, litas para anoclios e debium,
trancas e outros muitos objectos de cha-
peleiro.
\ Vestidos modernos-
Vendm-se vestidos de mursulina fina de cotes
com barra, fazenda nova a 5 corte; ditos de Ka
e seda e barge modernos a 98 o corle de 12 Aova-
dos; chilas e cassas francezas novas a 320 rs.. o co-
vado e 640 rs. a vara; e oulras muitas fazenda
baratos precos: na ra da Cadeia do Recife, Me
n. 50.
Diccionario tm
Uaos
aoatomla ,
hoiaanali
POTASSA.
No antigo deposito da ra da Cadeia do Recife ,
armazem n. 12, ha para vender muilo nova potassa
da Russia, americana e brasileira, em pequeos bar-
ris de 4 arrobas; a boa qualidade e presos mais ba-
ratos to que em outra qualquer parte, sataflianr.im
aos que pnicisarem comprar. No mesmo deposito
tambem ha barris com cal de Lisboa era pedra, pr-
ximamente chegados.
Vende-se a, verdadeira salsa parri-
lha de Sands: na botica franceza, da ra
da Cruz, em frente ao chafariz.
NO CONSULTORIO HOMEOPATHICO .
DR.f.A.LOBO M0SC0Z0.
Vende-se a melhor de todas as obras do medicina
Tiomopalhira #- O NOVO MANUAL DO DR.
G. H. JAHR .-"3 Iraduzido era porluguez pelo
Dr. P. A. i.oho Moscozo: quatro valumcs encader-
nados em doust 209000
O 4. volunte conlendo a pathogenesia dos 144
medicamentos que nao foram publicados sahir mui-
to breve, por estar muilo adianlada sua mpressSo.
Diccionario dos lVmos de medicina, cirurgia, anald-
mia, pharmacia. etc. etc. eucadernado. 4(000
Urna carleira de 21 tubos, dos melhores e mais heni
preparados glbulos horaopalhicos com as duas
obras cima......... 4O9OOO
limi dita de 30 tubos com as mesmas 459000
Dila, dita <'e 4S lubos....... 509000
Dila tle 144 rom as ditas.....-. 1009000
Carteiras do 24 lubos pequeos para algi-
beira............ IO9OOO
Ditas de 48 ditos...... 203008
Tubos avnlsos de glolmlos .* -. 19000
Vende-se una boa taberna, sila em fura de
Portas, ra do Pilar, confrontandu com o becco Lar-
so, lera urna bonita aipiaciio e boa qualidade para se
fazer opliino negocio ; nao se duvida dar prazo a pes-
soa idnea 011 que aprsenle garanta ao importe
a quera convier esle negocio procure na ra da Senr
zal Velha, sobrado u. 112, lerceiro andar.
Ra do Queimado n. 3.
Ctiimares & Azevedo, j eslao enfadados de ven-
der fazendas, por isso que csliio revolvidos a vender
o resto por lodo preco, assim como sejam : chapeos
prelos a carija 29000 rs., rhaies de 15a muilo supe-
rior a 19200 rs., lencos brancos par miio de senhora
a 120 rs., fil para cortinados a 400 rs. a vara, chilas
a 59000 a pera, nenies de atar cabello de tartaruga
de pinito ,-) tilo rs. a duzia, grvalas de cassa branca
a200rs., los tle linho a I9OOO rs.
Vende-se um excellente sitio no lugar da Pas-
sagem da Magdalena, junto do sitio do Sr. Manoel
Ignacio de Uliveira, a margem do rio Capibaribe,
leudo urna grande casa nova, com 70 palmos em
quadro, 4 salas eslucadas, e urna dila de lelhava,
4 grandes quarlos, cozinha, estribara e cocheira,
com sotan para dormida de estraves, lem o terreno
100 palmos tle largura e 900 de fundo, rom alguns
arvoredos tle frurlos, cujo silio jn ha oflerecimenlo de
GUO9OOO rs.. de aluguel annual: a fallar com o cor-
rector geral Misuel Carueiro.
Vende-se urna mulata de 30 annos rom nine
cria de 2 annos, muilo elesanle ; a muala engom-
ma, lava e he muilo criadeira de meninos; e urna
prela, crioula, de 20 anuos, com urna cria de 10 rae-
J zes muilo nutrida : na ra de Saqla Rila n.*97.
DAVID WII.I.IAM BUIlM!VJpWBB>fo ma-
rlfiuista e fundidor de ferro, mui respeilosamente
anuuncia aos senhores proprielarios de engenhos,]
fazendeiros, e ao respeilavel publico, que o seu esta-
belecimento de ferro movido por machina de vapor,
na ra do Brum pssabdo o chafariz, contina era
efleclivo exercicio, ese acha completamente montado
com apparelhos da primeira qualidade para a per-
feila ronfeccafl das maiores peras de niachiuismo.
Habilitado para einprehender quaesquer obras da
sua arte, David Willim Rowman, deseja mais par-
ticularmente chamar a attenra publica para, as se-
gu n les, por ler dellas grande sor ti metilo ja' ^romp-
i, em deposito'na mesma fumliraO, as quaes cons-
truidas em sua fabrica podem competir com as fabri-
cadas em paiz estrangeiro, tanto em preco como em
qualidade de materias primas e maO de obra, a
saber:
Machinas de vapor da melhor cnustrucad.
Moendas d caima para engenhos de lodos os ta-
maitos, movidas a vapor por agua, ou aniraaes.
Sodas de agua, moinhos de vento e serras.
anejos indepedentes para cavallos..
Rodasdenladas.
Aguilhoes, brot.zes e chumaceiras.
CavUhoes e parafosos de todos os tamaitos.
Taixas, paroes, crivose bocas de fornalha.
Moinhos de mandioca, movidos a ma ou por ani-
raaes, e prensas para a dila.
Chapasde fogaO e fornos defacinha.
Canos de ferro, lorneiras de Brro e de bronze.
Bombas para cacimba e de reposo, movidas a
ma, por aniraaes ou vento.
Guindastes, guinchse macacos.
Prensas hydraulicas ede parafoso.
Ferragens" para navios, carros e obras publicas.
Columnas, varandas, grades e porloes.
Prensas de copiar carias e sellar.
Camas, carros de maO e aradosde ferro, etc., etc.
Alm da superioridade das suas obras, ja' geral-
menlc reconhecida, David William Uowman garante
a mais exacta conformidade com os moldes e dese-
nhos remetlidos pelos senhores qne se dignaran de
fazer-Uie encommeudas, aproveilaudo a occasiaS pa-
ra agradecer aos seus numerosos amigse fregnezes
a preferencia com que tem sido por elles honrado,
e assegura-lhes que nao poupara esforzse diligen-
cias para continuar a merecer a sua couliauca.
OLEADOS INGLEZES-
Vendem-se riquissimos oleados para
assoalhar salas, tanto eraqualidade, com o
no escolhido gosto de desenho : no ar-
mazem de fazendas de Adamson Howie 4
Companhia, na na do Trapiche Novo
n.*S.
Vende-se pelo cusi tuna collecrao completa de
loda a legislado brasileira, desde 1808 al 1850, per-
feilamente^ cncadernada e nova: o proprielaro
deste jornal dir quem a vende, e por que preco.
-f Vende-se urna escrava, crioula, de idade de 2ri
annos, pouco mais 011 menos, com urna cria masculi-
na,de idade de 7 mezes; a qual sabe cuzinhar, lavar,
ensalmar e comprar na roa: quem a pretender, di-
rija-se loja de miudezas n.'22 da ra larga do Ro-
sario, que achara com quem tratar.
POTASSA E CAL.
Vende-se potassa da Kussia e America-
na, superiores, e cal virgem de Lisboa,
tildo por preco mais commodo que em
outra qualquer parte : na rua do Trapi-
chen. 13, armazem de Bastos Irmaos..
DEPOSITO DE CAL E POTASSA.
Na rua de Apollo, armazem dcLeal
Reis, lem superior potassa da Russia, che-
gada ltimamente, e da fabricada no Rio
de Janeiro, de qualidade bem conhecida,
assim como cal em pedra, chegada no ul-
timo navio.
Vendem-se cobertores de algodao grandes a 640
rs. e pequeos a 560 rs. : na rua do Crespo nume-
ro 12.
Na loja das seis portas em frente do Li-
vramento.
Corles tle cassa
escuras a 58000 a
covado, chitas larg .
coberla a 200 rs., cmbraias'pintadas de lindos gos-
tos a 29500 e 298OO rs., lentos para mito, brancos e
piulados a 160 e pequenfre para menino a 80 rs. ;
e outras muitas fazendas muilo em cotila.
Estampas muito linas.
Vende-se no paleo do Collegio n. 6, ricas eslainp.is
de varias cidades eslrangeiras, proprias para quadros,
por preeo. corainodo.
drmrfla .
ote. ase.
Sahio t luz esla obra indispensavel a todas
1 P6?*039 9De x dedicara ao estndo de
tedicin. Vende-se por 49 rs., encadrrna-
to, no consultorio do Dr; Moscozo, rua do
Collegio. n. 25, primeiro andar.
N rua do Vigario^?, primeircT_________
para vender, ehegado de Lisboa presentemente pata
barca Olimpia', o seguinle: saccas de farello niuiur
novo, cora nv gruine em velas eom- bom' sorti-
mento de superior qualidade, mercurio doce e eli-
de Lisboa em pedra, novissima.
Palitos e toalhas.
Vendem-se palilos de brim de linho de cor,
bem mitos, a 3 e 49 cada um ; toalhas de panno
de linho do Porlo, proprias para rosto a 800 rs. catfa
lima e a 99 a duzia: e panno adamascado de duas
larguras e boa qualidade bar toalhas de nafa a 2
a vara: na rua da Cadeia do Recife, loja u.Tb. ';
FUNDICAO D AURORA.
Na fundicao d'Aurora ach-se constantemente nm
completo sorlimento de machinas do vapor, tamo
d'alla como de baixa presso de methillon otaaais
itpproviidos. Tambera se aproniffam d eaooauDea-
da de qualquer forma qne se possam desejar. com a
maior presteza. Habis omciaes serao mandados
para as ir assenlar, e os fabrieantaB como tem de
coslume afiancam o perfeito Irabalho dellas, e se res-
ponsahilisara por qualquer defeito que possa ostias
apparecer durante a primeira salra. Maltas machi-
nas de vapor construidas neste estabelecimenlo tem
estado era constante servico uesla provincia 10, 12,
eal 16 annos, e apenas lem exigido rani insignifi-
caulcs reparos, e alguraas at nenlfcns absolutamen-
te, accrescendo que o consuramo do conbustivel he
mui inconsideravel. Os senhores da engenho, pois,
e oulras quaesquer pessoas que precisarem de ma-
chinismo sao respeilosamente convidados a visitar o
estabelecimento em Sanio Amaro.
Cola da Bahia.
Vende-se superior cola, por prec.0 commodo: na
rua ta Cadeia do Kecife n. 47, primeiro andar.
Vendem-se na rua da Cruz n. 15. segando*
andar, boas obras de labyrintho fcilas no Araeatv,
constando de toalhas, teucos, coeiros, rodas -de
saia, ele.
Vende-se um negro bom canoeiro, e bstanle
robusto : na praca da" Boa-Vista n. 32.
Na rua da Cruz n. 15, segando andar, ve*-
dem-se 179 pares de coturnos de couro de lastre,
400 ditos brancos e 50 ditos de botina; Indo por
prejo commodu.
TAIXAS DE FERRO.
1 Na fundicao' d'Aurora: em I
Amar, e tambem
no
Santo
DEPOSITO na
rua do Brum logo na entrada, fe defrpu-
te do Arsenal de Marinha ha' sempre
um grande sortimento de taiebas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas,. fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
evstem quindastes, para carregaj- ca-
noas, ou carros livres de despeza. Os
presos sao' os mais commodos.
' Vendem-se 6 livros de msicas modernas viri-
tlas do Rio de Janeiro, por preco- commodo : para-
ver e tratar, no Forte do Mattos n. 12, primeiro an-
dar.
Lacre preto milito fino decores e obrejas pffr
tas tanto em caixas como em pares : no pateo do Col-
legio, loja de livros, n. 6.
Vende-se*mgrand3 silio na estrada dos ACttlc-
tos, quasi defronle da igreja, o qual tem muitas ar-
vores de fruttas, Ierras de planlaroes, liaixa para
c'apim, e casa de vivenda, com bastantes commo-
dos : quem o pretender dirija-se ao mesmo sjli a
enlentler-se com o Sr. Antonio Manoel d Moraes
Mesquia l'imeulel. ou 11 rua doCrespu'n. 13, no
escriplorio do patlre Antonio da Cunha'e Figuei-
redo.
Vende-se 1 moleque tle idade 18 annos, 1 dilo
de 14 aunos, 1 pardinho escuro oplimo para pagen, 2
prelas cora habilidades e 1 tiegrinha: na roa da.OUi'
fia n. 7.
Vcntle-se feijao mulatinho bom, em saccas ; no
armazem ila rua ta Prai.i n. 14: no mesmo armazem
vende-se hoas travs de 45 palmos de comprimen!
da melhor qualidade que pode haver.
ESCRAVOS FGIDOS.
- Desappareceu nodta Ude.novemtiro do anno
passado o prelo Rav mundo, crionlo, Ollio do Ico, de
idade 2.) annos, pouco mais ou menos, cor fula, cara
larca, betcos grossos, barba cerrada, estatura regular,
rendido-do urna verilha, pouco volumosa, he muilo
ladino, e diz saber ler, he amigo de sambas, onde di-
verle-se locando fiaulim ; o mencionado preto foi
capturado em o engenho Taparari d'oude lornou a
queira levar
generosa.
enge-
-,-------... ..........----------, que represen-
ta ler 2i annos, com ossicuaes seguinles: altura re-
sillar, cor fula, cabellos um lano estirados, rheia do
orpo, denles abertos a ferro, ps grossos. rosto re-
dondo, baslante fallante, e muilo desembararada : a
pessoa que a pegar, leve-a i rna Impcrialai. 171, que
ser bem recompensatlo.
Pr..t-TfF. t M. r. rrta.-.
I
*
aan


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