Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02327


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Full Text

i
v.
ANNO XXX. N. 16.
SEXTA FEIRA 20 DE JANEIRO DE 1854.
Por 3 meses adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500
Por Armo adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor
ENCARREGADOS DA Sl'BSCRIPC.YO'.
Rocife, o proprielario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joao Pereira Martins; Babia, o Sr. F.
Duprad ; Maeei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
' doea; Pnraniba, e Sr. Jos Rodrigues da Costo; Na-
tal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Aracaty, o Sr.
Antonio de. Leraos Braga; Cear, o Sr. Victoriano
Augusto Borges;Maranho, o Sr. Joaquim Marques
Rodrigues ; Pa, o Sr., Justino Jos Ramos.
CAMBIOS*
Sobre Londres 28 d. por 15000 firme.*
Pars, 310 a 34o rs. por 1 f.
n Lisboa, 95 por rento/
Rio de Janeiro, de 11/2 a 2 por O/'o de pr.
LAcres do banco 5 0,'o do premio.
da companbia de Beberibe ao par.
da companbia de seguros ao par. *
Disconto.de lettras de 11 a 12 1/8 de rebate.
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 285500 a 295000
Mocdas de 69400 velbas. 165000
de 655400 novas. 165000
de 49000. : 99000
Prala. Patacoes brasilciros..... 19930
Pesos eolumnarios...... 1&930
mexicanos ...... 19800
PARTIDAS DOS$ORREIOS.
Oliudn, odos os"dias'.
Caruar, Bonito e GaranhuJ
Villa Bella, Boa-Vista, Ex
Goianna e Paraliiba, segu
Victoria, c Natal, as quii
nosdias 1 c 15.
Orcury, a 13 c 28.
e sextas feiras.
feiras.
, I'REAMAR
Primeira as 9 doras o 18 l
HOJE.
nulos (la manbaa.
Segunda s 9 horas e 42 minutos da larde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do-Commcrcio, seguidas c qnintasfeiras.
Relacao, tercas feiras e sabbados.
Fazeuda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orpbaos, segundas c quintars 10 horas.
1 .* vara do civel, segundase sextas ao meto da.
2." vara do civel, (piarlas e sabbados ao raeio dia.
Os Tribuuaes de Justica estiro fechados at o ulli-
mo de Janeiro. ~~-v
PAITE
EPHE.MERIDES. ,
Janeiro. 0 Quarlo crcscentc a 1 hora, 29 minutos
v e 4 segundos da manhaa.
14 Luacbeiaas6 horas, 42 minutos c
12 segundos da manbaa.
22 Qnarte minguanic ao 38 minntos e
' 48 segundos da manhaa.
28 La nova as 2 horas, 34 minutos c
^ 48 segundos da tarde.
MAS DA SEMANA.
164tegunda. Ss. Berardo, Acurcio, e Otlion nim.
17 Terra. S. Antao ah. ; Ss. F.leusippc e Lilaila.
18 Qua*a. A Cadeira do S. Pedro Ap. em Roma.
19 Quinta. S. Canuto rei m. ; Ss. Audifase A.
20 Sexta. S. Fabin p# iu. ; S. Sebastiao m.
21 Sabbado. S. lgncz y. m. ; S. Pctrocolo ni.
22 Domingo. 3. depois de Res. Ss. Vicente c
Anastaco mm.
OFFICUL.
COMANDO DAS ARMAS.
Osarte! feaeral commando das armas de
Fanaaabneo, na cidade do Rada, em 19
ejaaaira da 185*
ORDEN DO DIA N. (6.
O manchal de campo commandanlo das armas, de-
clara para conhecimenlo da guarnicAo devida ob-
servancia, que o governo de S. M. o Imperador bou-
ve por bero conceder passagem ao Sr. lenlo do
segundo balalMb de intentarla Joaquim Nonato
Hvaefnfho para o corpo da guarnirao fixa de Goyaz,
caa ejercicio ale ajudante, e desle para a fileira da-
, quell bata I ble ao Sr. tenente-ajudante Manee I Al-
reira da' Motn, segando conslou do aviso do
ministerio dos negocios da guerra de 30 de dezemhro
de anno prximo (Indo ; e por oulro aviso de 23 do
amato mez prorogar por (res mezes a licenca que
leve para ir corte Sr. primeiro Icnenle quarlel-
laeilrc do quarlo batalbo de arlilbariaa p.Cacta-
noda Silva Paranhos :' oque ludo fui romnionicado
residencia desta provincia, em ollicios datados
de 17 do eorrcnle.
AssignadoJote Fernandet do* Sanis Pereira.
Conforme Candido Leal pendra, ajudante de
ordena encarregado do delalbe.
exterior!

t o
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'1

X
Lisboa 8 de dezemhro de 1853
A questo da federacao ibrica tornou-se a or-
den do dia para os jornaes da nacao vsinha.
inoras de D. Maria II he o pretexto para (pie espi-
ritos mais aventurosos do que avisados e prudentes,
supponham prximo osse grande facto da federacao
peninsular.
He realmente deploravel que as pocas moder-
nas, quando o movimento das sociedades" depende
de ideas e interesses altissimos, quando sao os pro-
gressos da civilisacao que determinara as grandes
reVolucoes na economa social e as retacos polti-
cas, se d tamanJia importancia a um acontecimen-
to, doloroso de certo, mas que em nada altera as
coodices com que Portugal,pode e deve aspirar a
existir.
As (radicos da vclha poltica nao podem servir
deexeinplo, nem de prova para .alimentar esperan-
cas, quo os homcns*illustrados apenas prevean rea-
lisaveis nos largos horisontes do futuro.
Nao sao alliancns de familia, nem enlajes de dy-
nastia, nem aproximarles de parentesco, que po-
dan eonseguirgrandes resultados polticos, na ques-
to, que ba tantos anuos preoecupa os espirito! em
ambos os paizes.
Suppor possivel a solucao deste problema em no-
mo de pactos de familia, be ultrajar as ideas e as
aspr aees da civilisacao moderna be commelter
um fatal anachronismo, e reproducir os planos
diplomticos de Luiz XIV c da sua poca.
A federado ibrica nao lie um facto quo se im-
ponba, ncw Sf^Jp^ das armas, nem pelas com-
% binacoes ariiliciaes de un tratado, nem pelos ma-
nejos de urna conspiracao, nem pela audacia de
urna insurreicao. Hovpeto ideiidadc da civilisa-
cao, pela harmonia dos inleresses, pela energa do
desenvolv mentp econmico de ambos os paizes, que
ea pode conseguir-se.
O sentimentb da naciojialidadc, alimentado pelas
iradiccoes. cscripto na historia, e nos monumeulos
hade protestar de continuo contra a violen* de
^ qualquer tentativa prematura. Dous ou tres rami-
nlios de ferro ho de fazer mais para a questo, do
que fantsticos o sonhados accoidos dynasticos, e
domsticos. As nacoes nao se fundem em matri-
monio poltico do mesmo modo do que os princi-
pies: e nenhum thalamo nupcial pode servir de se-
pulcro a urna nacionalidade, quando ella existo
arreigada ap solo, e ao coraco d'uiu paiz.
Por em duvida que a pennsula hade constituir
do futuro urna grande nacao, seria negar os effeitos
que se derivara das' grandes les que regem os mo-
vimeulos da civilisaQuo. Determinar desde j as
condicoes com que senado operar csse acontecimen-
to, seria fazer urna profeca pelo menos lo aventu-
^osa como intil
Pedir s_ dj nastias, por mais Ilustradas que el-
las sejam, a resolucao de certas ideas he ignorar a
historia, e contrariar a ndole do principio que as
manietn, e conserva no poder.
As dynaslias, por va do regra, aspirara im-
mobidadc, e incliuam-se fatalmente resistencia.
A sua espbera nao he no circulo das grandes inno-
vacoes, e aquellos que sollicilarcm a su interven-
Qo activa em qualquer arrojada o^ipreza poltica,
^orapromeltera os sous esforcos, e arriscam o desti-
propria causa.
_ __**
t
i
F0|LHETIM.
ODBWEDEATHENAS.C*)
(Pala aaarsja de Foadras.)
-ElJDO^mME.
IlF
Continuarlo.}
Aalai de despedir-*e do duque, Guglielmi signi-
fieau-|he auf dewjava fallar-lbe em leslemunbas.
< mi fices.
Senltor, diie este ao duque quando se acharam
so, permita que Ihe assignale oulro pongo... Ceceo
do Ascoli eslit preso...
Ol! que me importa ? inierrorr.peu o duque
com impaciencia. Sua caoa esta fra, de minba jii-
risriiecao... lo loca ao FrancLrnos.
(ioshelmi encarou o duque lisamente, e depois
continuou:
Pude ser; mas aecusam a vossa senhoria de le-
lo denunciado, de l-lo mandado premier, e lalvtz
de eondeqina-1 >
Nan temo nada, di ase Guantero com allivez.
Sou bstanle forte para lomar sobre mim a n-spnn-
salidade de ininh'as acre. Occo lie mIM, jnimigo
pessoal, elle censura publicamente os actos de men
governo.
Ijmi prova, senhor, que nto conspira...
Sim; mas forma ronspiradores.
-* Entao cnnvm lem-los, pois elle lem um aran-
de numero de adeptos... e sua priso os irrita...
Pois bcrtl, seu aupplicio Ibes far medo.
. Ou os far revollar-se.-
O duque, vnllando-se para Gugltelmi, disse-lhe
em lom breve e severo ao mesmo lempo:
llevo contar-le agora no numero de meus ini-
migoa?
lar i
Senbor.'lie so tninha dedicaro que me faz lal-
r assim. Florenra esUt sobre urna min*..... Tenba
.'1
----------..... u w.-,., BVMH, liillH lili
cubado de i,ao 1-ncar-lbe urna faisca !
em 1 Taremos retardar a senten;a.
__... CJ* M'io e o pnvo se sublevar o os pozer
artde, a popuiaridado de vossa senhoria per-
o que |>ode ganliar agora lomando a rnicialiva.
epois de um loraeulo de silencio, o duque
j-Oure-ma.'..... Jabea haja m'raeio... ums
meo... be induz.r 8lab.li a lnilJar HngUilRcmi ,
acalar-nje...abmilbr- dlanle demim. SVIc-
gradaniks-se dianle de seus araira,lores he que elle
deiiari. .te ser periBOSo... e nao obslante ser nh|0o-
plio, o aspecto di fogueira otornar Iralavel. Vai
encarrcgo-le dessa negociaclo. Vou dar-le urna car-
ta para o prior, o qual te enlregari Ultw permj^,,
para er.lrares na prirto... I'oupa primeiro o amor
proprio de Ceceo, lnongea-o. falli,-lhe na minlia es-
liina, no meu desejo de seguir seus c.inselhos. Em-
fim, faze com que eu conceda-lhe a vida pelo prero
lie seu orgnlho... Mas, se resistir, pelo sangue de
meu pai! ba de morrer !
() Vidc Diario n. 15.
Afliirmar queafusao politicados dous paizes nao
pode partir seno da iniciativa d'uma democracia
illuslrada, e convicta da sua fon;.3, he repetir ape-
uas^uma verdade compreliensivel e vulgar. Es-
perar que o thvono parta a acro impulsiva, que o
povo se conlenha dentro dos limites da resistencia,
he realmente inverter o papel que as inslitucoes
modernas, c que os fados soejacs attribuem aos
dous pr'meipios. Entregar por ronsegumte ao dog-
ma monarchico os destinos d'um tao transcendente
problema, lie um paradoxo poltico, que quasi se
subtrabe s honras d'uni3 refulaeao seria.
Os jornaes hespanhoes fuera urna idea criada seu pesar, nessas lutas. o do que o sanguo dos ad-
ocerca da nossa situacao jiolilca. Se noscompra-
zemos de estar em quarentena, segundo a espressiva
phrase de Lamartine, no lazareto das revolucoes, he
que temos a esperanija de conseguir na regiao cons-
titucional, to alTaslados das violencias da autorida-
de, como das sbitas coleraMiopularcs, os mclbo-
rameiilos maleracs, e as enellcncias civilisadoras
que fundamentam as instituices liberaos, e conce-
demsdas o seu natural desenvolvimento.
Temos sido ardenlcinenlc calumniados, por ha-
vermos seguido com perseverando um systema uli),
e nem por isso abandonamos o nosso posto. Agui-
lhoar, o poder, para que ello administro com energa,
c emprebenda resoluto as reformascompativeis com
o seu proprio principio ; desvia-lo de lutas, que
poderam comprometter a sua existencia, e obriga-
lo resistencia, ,affaslaudo-o do progresso, eis a
que nos termos proposlo com decisao e coragom.
Nestas circumstancias, qualquer pensamenlo es-
tranho, de que servira senao de adiar longamen-
te todas as esperanzas do nosso futuro econmico ?
Nao desesperamos do paiz, a ponto do suppor-
mos imppssivel a sua regencraco sem que as qui-
nas de Portugal se liguem na mesma bandeira com
os leoes de Hespanha. Acreditamos, ao contrario,
que as duas civilisaces, parallelamente cultivadas,
se nao. poderao assirailar, sem que attinjam um
grao superior de prosperidade e progresso.
Se Portugal, no fim de lautos esforcos, de lan-
as glorias, de tanto sangue derramado, de tantas
convulsoes revolucionarias, se reconhecesse por si
so oipotenle para entrar no gremio das naques cul-
tas, e cstendesse suplicante a mao Hespanha, pa-
ra se salvar do abatimenlo, lavraria a sF proprio
una humlhante e ignominiosa sometica.
Se o ronsorcio poltico tem de fazer-se, ser qan-
noiivj e noiva se val ha m nao s pola'grandeza
que as faceoes lem pretendido inocular-lhe os- son-
timentos masquinhos de qualquer corrilho poltico.
Quando as probabilidades de urna guerra cslrangci-
ra assomaram, ha annos, no nosso horisonte, o go-
verno portuguez achou volta de si seus mais stre-
nuos inimigos polticos a pedir-lhe um lugar dchon-
ra para morrer pela patria!
as occasoes solemnes em que os partidos, nao
jnlgando conveniente limitadsiia. aeco espliera
legal, ou seiido-lhc vedadoTB Bminho, appella-
ram para a espada nos campdWe hatalha, nenhum
povo deu ainda tamaitas pravas de que enlrava, a
Bicao dos que gover-
p-a menos disposto a
acao podesse nasccr
[la de melhoramento
do
da sua genealoga histrica, mas tambem pela sua
superior situacao econmica.
Lopes pe \lfndonga
( Rewlufio de Setembro.)
f i* .
Nunca nos prczanios Tanto da qualidade de por-
uguezes, como uaquellas occasoes em que csla
najo briosa manifesur ao mundo civilsado, que
o seu bom senso lie igual grandeza das suas tra-
dicoes heroicas, o que o amor da palria he nos co-
rseos lusitanos mais im|)erioso do que a voz das
pxes polticas, dos inleresses das parcialidades,
e das invejas, e manejos da lula dos partidos.
A historia dos nossos lempos consliliicionacs
he rica desles exemplos de sisudeza, de cordura,
o de devoco civica, he ferlirem reclrdacoes bri-
Ihanlesde palrioiisme, c de abnegacao, lie final-
mente superior dos oulros povos, nao s jiela
tolerancia dos partidos depois das victorias da
guerra, como pelo seu commum accordo, c coad-
juvagio as emprezas de ulilidade publica, que s
a paz salie fomentar c produzir
Quando os outros povos sacrilicavam os reis
lberdade nos holocaustos sanguinolentos de Lon-
dres, edcParis, prociiravarnos nos a independencia,
ou a manumissao poltica na conciliaco dos ir.te-
resses do povo com as prescripcoes do nosso direito
publico,'e a arvoreda lberdade, queem toda a Eu-
ropa ci escora por entre o sacrificio doloroso de tan-
las vidas, plantou-se, e fiJrio entre nos ao som de
bymnos, e cancoes, e por entreas phalanges pa-
cificas de um povo desejoso de ser Kvre, mas nao
menos prezador da gloria, e repulacao do seu no me.
Quando o fusilaiuento dos prisioneiros excila-
va a nttoiicao de ttda a Europa pai-a o frenes vio
lento das paives polticas no reino visnbo, aliiaca-
vamos nos os nimgos com quem so combatera a
guerra da successao, e vozes generosas levantavam-
se no parlamento contra as indcmnisacocSi que os
flagel lava ni, e contra'o punhal do sicarios enfurec-
dos, quedeshonravam o partido liberal.
Tem sido longa, e trabalhosa a nossa organisar.ao
constitucional, mas ao acabar das mais renhidas lu-
las cleitoraes, no lim dos mais disputados cmbales
do parlamento, ao cabo das mais encarncadas pele-
jasda imprensa, o bom senso, e patriotismo do po
vo portuguez iriiimphou sempre das tentativas com
versarlos Ihe era caro, como sangue de seus proprios
irmaos. Nacao generosa na manifcslaro das suas
paixoes mais violentas, generosa na proclamando
dos seus dircitos, generosa na defeza dos seus inte-
resses, generosa ros combates, generosa o jnagna-
nima depois da victoria!
No remanso da paz, c quando a solicitude do
governo, e as aspirarles de todos os bomens sensa-
tos se colligavam para dar finalmente a este paiz o
seu quiuho nos melhoramentos materiacs, quo sao
a Terdadeira, c duravel gloria doste seculo, o espiri-
to publico nao poda fallar a s mesmo, e mostrar-
se menos desinteressado, e pattiola do que naqucllas
iwcas, em que a agilago e a desordem poderiam
desculpar sentimentos, que nao fossem sellados com
o legitimo cunhoda rcOexao, c da abnegacao ci-
vica
A paz, esta primeira e essencial condiejio de toda
a prosperidade, a ventura dos estados, he o balsamo
suave com que se curam as feridas da'patria: he o
calmante precioso com que.se mitiga a violencia dos
rancores polticos; he o sol bemfazqjo pela forca de
cujos tatos ve^etam as virtudes publicas c particu-
lares; he finalmente a arca santa em que os povos
se salvara do diluvio do males com que a providen-
cia os castiga as dissensoes, e discordias entre seus
proprios irmaos,
Mas a paz nos govenios coiistituconaes nao lie
o silencio dos tmulos. Nao carece da subservien-
cia estril para emprclieiider os melhoranienros uteis.
Nao exigeaabdicacao das crencas para felicitar o
paiz. Nao requer o predominio de urna opinio
poltica para salvara patria. Nao necessita de al-
ternar contra os direitos dos povos para os civilisar.
Nao precisa, que se obste manifeslaco do pen-
samenlo para rcalisar os seus dons, nem est depen-
den le da direccao de cerlas e determinadas pessoas
para produzir os seus fruclos. A paz publica vive
do respeito pelos direitos do todos, do patriotismo
do poro, c da Ilustrada c prudente accao dos que
governam.
A independencia dos caracteres, a firmeza ds
crencas, e a vehemencia c vigor em propaga-las, a
homenagera aos foros da nacao, a librrima mani-
feslaco do peiisamenio, ediscussao dos negocios
do estado, Ilustra o goveMto, e o paiz, concentra
a altencao geral as maisj'elevadas consideraces do
utilidade publica, fortilica os sentimentos nobros,
desenvolve as inspiraofls grandiosas, dcslroc as illu-
soes mais arreigadas, "ostabelece o dominio da razao
e da verdade, e prc|iara todos os homens para trium-
pharem nobremenlc das suas proprnis paixoes.
Debalde o espirito de faccao so cansar em
repetidos e virulentos eaforcos para sustentar vi-
vos OS rancores das lutas passadas; debalde a voz
interessadadeum falso palriolisr.io procurar ca-
lumniar as diligencias empregiidas para o bem
geral ; de balde a cegueira facciosa de alguns ho-
mens tentar affaslar as forjas do paiz da coope-
racao gloriosa para a sua futura prosperidade, por
que mais alto do que as vozes dos antagonistas de
tojas as reformas bradar a conscienca publica, o
senlimento racional do povo, e Os fados, que de-
vem resultar do c mcurso de lodos os bons portu-
guezes para que esta nacao goze dos melhoramen-
tos, que a Europa civilsada desfruta.
A civilisacao dos povos, as reformas das suas
instituices, a modificacao das sqas leis, o aperfei-
coamento do systema de adminstracao, o augmen-
to e facilidade das suas communicacoes por mar, o
por trra, o desenvolvimento do seu commercio, e
o fomento da riqueza nacional nao sao exclusivo
desta ou daquella parciadade, nem s consegucra
pela forca de algum elixir prodigioso, que a Provi-
dencia escondesse has algibeiras dos Dulcamaras po-
lticos. Esses beneficios devem ser o ponto a que
mirem os desejos, o estudo, o trabalho, e os esfor-
cos de todos os partidos, e nao perdeni a sua qua-
lidade salular por sahirera da mao dos hoiaens de es"
lado, que nao aprendern! em certa c determinada
escola, c que ao commungam comuosco no tem-
plo da nossa religiao polilica.
Este foi sempre a nossa conviccao, e por ella
moldamos o accento da uessa linguagem peranle o
paiz, mesmon'aqullaspocas'eraqueo amor de
Guglielmi lomou a caria para o prior e sabio. Mas
elle conhecia bstanle o carcter de seu mestre, e
nao podia esperar ser bem sceedido na negociado
que ia emprebender. .
IV
O palacio do podeslou palacio de justica he um
edilieio quadrado, de paredes prelas, e janellas raras
e irregulares.
Ncsse dia seo aspecto era ainda mais sombro e
mais lerrivel que de ordinario, e em suas paredes
via-sc piulado, segundo o costume, o retrato dos con-
tumaz pendurados pelos ps: a lei assim o orde-
nava.
Dii/.enins cavalleiros da guarda do duque oceupa-
vam as avenida* do palacio; o povo silencioso rudea-
va as portas, vinba ver o cortejo, os juizes e os ac-
cusados.
Esperando sua chegada, elle procurara oenelrar
aleaos peda grande oseada para melhor salisfazer
sua curio-idade inquieto, e contemplar ao mesmo
lempo o que So cansava de admirar, as armas e os
nome* dessa mullidlo de podesls, cuja dignidade
fugitiva mal iinha deisado vestigios nesse palacio.
Ponco depois appareceu o cortejo. Elle era prece-
dido por um mancebo, o qoal linda na mao urna
grande espada nua com a pona para diante, o de-
pois vinham Marco Krescobaldi e Antonio Adimari.
Marco lendn a cabera erguida e o olbar altivo,
mas rom a tristeza iinpressa no semblante, pareeia
desprezara morle antes do que aflVonta-la, emquan-
lo qu'seii companbeiro indilferente e curioso alba-
va em torno de si sorrindo aapovo. ,
Imniedialamenle api'is dos aecusados vinham os
qu.ilro juizes civis Irajando tongas logas de mangas
compridas forradas de hennina, e barretes de quatro
ponas4auibem prctos c com o mesmo forro.
Seguiam-se o jui dos maleficios c os qnalrn nola-
nin so l)iu.i i na, tos ao pode, |, em roda delle ; airas
(uto pageuu vinlc arebeiros lendo i sua frente um
cap i lo. "
O povo eslava calmo e respeiloso em face desse es-
pectculo. Aflbi>pre-s..o sempre prsenle dos senlen-
cas crois exvfularias lias prises que encerra \ a esse
palacio, o aspecto dessaa t ,1 >s iramensas lanas vezes
leslemuiilias das rormalid*lesrgidas e arbitrarias da
jusilla republicana infundan) respeito mnllidao.
Ue repente una grande mtilaro mauifcsla-sc no
meio della, a massa |iopular se abala, um grupo de
cavalleiros, de nobres e de partidarios de todas as
eiatses abre passauein, e apresenta-se dianle dos jui-
zes para defender os dous aecusados... Mas os juizes
j os linham aosolvidn. .
ElleSeram do numero dos conjurados, c o podes-
la intimidado loma cedido seus' inimigos.
Marco rereheu a milicia de sua alisolvicao com
urna sombra iiidlTereliC3. O boato da unio de Ela-
via com Cerrelieri nao linha lardado em espalbar-se
pela cidade, e ebegr pi is3o. Esse golpe fra mui-
lo pungente para Krescobaldi, porquama a causa da
sublime abnegacao da lilba de Guglielmi linha fica-
do sepultada no lar domestico.
A' dor siiccedcu a indigna(;ao ; quando elle cuida-
i na firmeza de carcter da moca, nao podia capa-
clar-e de que livessem oblido pela violencia o seu
ronseni iiiieuto a essa odios! unio.
Fui o inlcresse... a vaidade propria ao sangue
burgnc7, que corre-llie na veias, qile a determina-
ra, dizia elle conisiao em seu amargo despeilo. Bis-
domini be um dos aduladores do t\ raimo... brico...
Sem duvida o pai disse-lhe: Es-aqui a grandeza '
eis-aqui a riqueza !... Eu eslava nos Trros, e eni
vesperas de ser condemnado i morle... ella esque-
ceu-me, trabio-me!
E Marco dalia violentamente com a cabeca contra
os escudos e contra as armas de seus antepassados,
que cobriam as paredes sombras desse palacio soli-
tario, e casas grossas paredes, que ale enlo s ti-,
ndam retiido dexumores bellicosos, repetam como
um rbo sordo os'sohiros do mancebo...
Kepenlinamenle erguendo sua bolla cabera, cu-
jos cabellos eslavam em desorden^ "elle iperlou a
fronte com sua moardenle, edisse com urna voz
profundamoule rommovida :
Meu Dos! onde esl ella''como loma-la a
achar ? quem m'a reslilur Mas lat qual a conbe-
justica nos accarrotava a pe
navam, e ipiando o povo
acreditar, que dessa admini
qualquer tentativa desintei
real.
Sempre que nesse terapo qgoverno fo obligado
a preslar era palavras esteris, o sm projectos oc-
casionaes a sua homenagera aos grandes pcusamcii-
los de civilisacao da Europa cuija, lovantamos'logo
o nosso brado em favor da'verdade da doutriio, a-
liesa^di! cnsnados pela experiencia de que eram
fantasmagricas, oit interessdas aquellas supp'islas
tendencias de desenvolviraanHMnalerial: Nos sa-
bamos que os- governos repressores da lberdade
tremern dessas tentativas, porque receiam que a cul-
tura dos espirttos, as communicacoes rpidas, e
quaesquer Oulros meios civilisadores, augmentem e
fortalecam os sentimenlos de independencia, e de
lberdade, e Ibes proporcionem maioT facilidade no
Iriumpho, mas desciendo um pouco da conversao
dos Saulos, davamos francamente a nossa coopera-
cao aos nossos proprios inimigos, para que salvas-
sem a patria, se erar para tanto.
Nao alardeamos urna grande virlude: Imitava-
mos o paiz ; illustrava-nos a sua sabedoria ; inspi-,
rava-nos o seu patriotismo ; procuravamos ser or-
gao bel dos seus sentimentos. A virlude era do po-
%o; a manifeslaco cscripta he quo era nossa, nem
como o desejo vivissmo de sermos dignos da santa
causa da palria, mesmo no captiveiro poltico do
tantos annos'de sophisma- constitucional.
E tanlo eslava no coraco de todos este modo de
comprcheuder os .interesses do estado, tao portugueza
de lei era a desafieetada iinparcialidade com que a
nacao dava este tesiemunho de llustracao, e de sin-
cero desejo de melborar o seu deslino,- que em todas
as occasoes em que o governo tem convidado o paiz
a coadjuva-lo neste caminlio, nenhum homem im-
portante Ihe recusou ainda os seus servicos, nenhum
partido poltico, dos que podem com razo chai
mar-se assim, Hie negou a sua cooperaco.'
He de, todos esta ierra portugueza ; pcrlcnce a
todos lanzar a Sua podra no alicerec da publica pros-
jieridadc, c irabalhar no ediGcio da sua civilisacao,
e engrandec ment. Oanle da cruz, que alraves-
sava as fileiras de exercitos inimigos, curva\am-se
todos, unidos no pensainctito religioso da adoracao
do homem Dos : diante do estandarte do progresso
material do paiz, abatem as armas todos os conten-
dores, unidos tambem na idea elevado e brandiosa
da ventura de Portugal.
As crencas polticas ficam dep, e mais honradas
do que nunca ; a firmeza das conveces robustce-
se com a experiencia de que nao impedem o bem
publico estas ou a,qucllas jpinics polticas ; o pun-
donor dos partidos exalla-se felas intencoes patriti-
cas ; e continuada a luta indispensavel nos governos
de discussao, abre se-nos um campo neutro, em que,
confuiidlostodosna geral designago de portaguezes,
trahalhamos como irmaos no empenho de elevar o
paiz ao posto que lbe rkwe comnetir no mundo ci-
sivilisado !
He grande a intelligencia do povo, que sabe
comprehender estas verdades !'
He elevado o patriotismo das dos partidos, quo
assim. preslarcui culto s necessidades da patria.
(dem.)
"an
PER.'
Presidente da repablica, o general D. Jos'
Rufino Echaolqae, eleito en 1851.
Situacao geral do Per \Kr2. Trabalhos legislati-
vos. Modfieaces ministeraes.QueslOos exte-
riores. Negocios das i Id as Lobos. Relares do
Per com a Nova-Granada, Equador e Bolivia.
Tratado com o Brasil sobra a na vega ci do M ara-
non.Decreto de 13 de abril de 183? sobre aco-
lonisaco.Situacao material, commercio, orea-
mente e divida publica.Concluso.
Itepois de alguns annos, o Per nao tem cessado
de apresentar um contraste feliz com esses estados
turbulento*, cuja historia mais recente acabamos de
ver nos arligos precedentes, e os quaes. nao conten-
tes com a sqa propria anarebia, procurara imilar a
anarchia do veldo mundo. I.onge de seguir esle ex-
emplo, a repblica peruana parece ler entrado de
urna maneira definitiva n'uma estrada de paz e de
eslabelidade, e nella tem permanecido. Nao li por
que as condicoes polticas e sociaes sejam mui dille-
rentes nesta parle da America do Sul, do que sao
as repblicas visinhas, nSo he porque nao bajam os
meamos elementos de anarchia, o mesmo trabalho
de ambires pe.'soaes, de antagonismos locaes; mas
a necessidade da erdem lomou a dianleira, os hbi-
tos de regnlaridade lem creado raizes ; a tranquilli-
dade, hbilmente mantilla durante algons annos,
tem contribuido para o desenvolvimento dos inte-
resses, os quaes tambem se lornam urna garanlia de
socego medida que se v3o eslendendo. Assim que
*e anquire experiencia, lodos os mates librenla* a
um estado permanente de desordem, os desastres
das suerras civis, o exessso das pretences pessoaes,
tem acabado por cansar essas popularues, fazendo-
Ilies seutir o premio de um governo mais regular e
mais duradourn. Ilcsgraradainentc ainda be pe-
queo o nomero das repblicas sul-americanas que
bao colbido ete fruef, o nico til, de una expe-
riencia doloaesa de mais de viole annos de subleva-
res. O Per ao menos he contado boje entre esles
paizes, pouco numerosos, que, n'uma certa medida,
vivem vida ordenada e pacifica. Mostrramos o anno
passado, como se operara a transmissao regular do
poder presidencial do general Castilla.ao general
Echeuique, como fura rpidamente comprimida
urna sublevado, que arrebenlra na cidade de Are-
quipa depois da eleicao do novo presidente. Em
abono da verdade, be o anteo incidente grave que
por um momento perturbou a vida interior do Per
sob a nova presidencia. O anno de 1832 foi um pe-
riodo de paz, apezar das complicjroes exteriores que
vinham embaraear o governo e eram capazes de des-
pertar as paixoes, as ambices mal apagadas. Estes
incidentes, que lem o seu lugar na historia actual,
e alguns dos quaes estao longe de ebegar ao termo
nao impedirn) que o governo peruano continuasse
a obra de melhoramento interior que execula des-
de algum lempo, e que se cslende a lodos os ramos
da administradlo publica.
A vida interior 'do Per pode sor rpidamente re-
sumida no que loca obra polilica propiamente
dila dos poderes pblicos. Priineiramele o con-
gresso, que si se rene de dous em dous annos se-
gundo a eonslituisao peruana, e que se reunir em
1851, lerminavn ,a sua sessio no romero 152. Qual
era oblancodos seus Irabalhos? Em primeiro logar
votara o orea monto para o periodo bis-annu'al futuro;
alm dsso, discutir um projeclo de organisarjao das
municipalidades, que nao exislem boje no Per. A
cmara dos dcpu'.ados adoptara esta lei, mas o se-
nado repcllira-a. Fundava-se o senado na tenden-
cia que esles poderes locaes lem para se couslituircm
indepcndenles e se tornaren) um centro de aailacao
polilica. Estes molivos linham valor quando a Iran-
qnilldadc publica eslava incessanlemenle merc
do todas as paixoes turbulentas e provocadoras; e-
videiiteiriente ainda nao estn sem forja. Todava
nao be possivel que urna organisa^ao definitiva e
mui ampia da.vida local nao se torne urna condican
necessaria da existencia polilica do Per proporran
que a ordem geral for tomando consistencia por um
lado, e que por oulro a popularan e os interesses se
forem desenvolvendo. Oreslabelecimen|o das cor-
poraroes municjpaes com poderes moderados, con
atlrihuicos definitivas, de urna das prmeiras me-
didas que devem cootinuar a lixar a altencao do go-
verno, apezar da sorte poueo animadora da ultima
lei. O congresso peruano ha sido mais feliz sobre
oulros pontos, cliegou a resoltados menos negativos.
Ha niuto lempo, a necessidade de modificar a legis-
laco civil e criminal eslava plenamente demonstra-
da. O Per conliD>aava a ser regido pelas leis cha-
madas de Partida e dos Indios, islo be, leis bespa-
nholas em grande pa.rte abrogadas'na propria melro-
pole. As duas cmaras peruanas numeavanr urna
commissao mixta de senadores e de depotados para
rever um projeclo ja ba mulo tempo elaborado por
tima commissao de jurisconsultos: esle projeclo foi
definitivamente adoptado pelo congresso, desorle
que boje possue o Perirom novo cdigo civil adap-
tado os suas necessidade*, aos seus osos c coslumes.
Algum lempo anls, um cdigo de processo fra
igualmente promulgado. Neste momento o conselho
de estado ainda se oceupa com um cdigo de com-
mercio em harmona com os principios liberaes que
tendera a prevalecer no.Per desde alguus arrnos;
um cdigo criminal foi submetlido tambem ao tra-
balho de urna commissao ; por tanto be provavel
que dentro em pouco lempo possua o Per urna col-
lecedo completa de legislara. O congresso prxi-
mo concluir esta obra, na qual se procura inlrodu-
zir as disposisoes mais notaveis das Iegslac5cs es-
(rangeiras, mxime a da Granea, cin ludo que nao
violar (leonina maneira mui manifesta o carcter na-
cional ; deste facto lia de resultar mais facilidade pa-
ra aquellos quo pretenderen) estudar e pralicar as
leis iijiciunaes, e grande simplificaran na inslruccao
eno julgamenlo dos prqcessos, que al aqu absor-
viam fortunas nteiras e urna vida de homem. O
congresso sanecionara diversas lerV de inlcresse ge-
ral e anda um maior numero de les de inlcresse
particular, depuis que os seus Irabalhos foram con-
cluidos ; restava-lhe somente desapparecer par dous
annos, segundo a constitoico.
Tal lie a parle succinlamenle resumida do poder
legislativo nos seus ullimos Irabalhos. Quanloao po-
der execulivo, elle solivia em 1852 diversas modifi-
caroes. nao no seu chefe, he verdade, mas na com-
posico do ministerio. No primeiro momento da
2=
Um estremecimeulo agitou a filha de Guglielmi,
e nao escapou & Bisdomini.
Fingindo nm movimento de sollicitude, este che-
gou-se para Flavia e acrescenloc:
Mas, que lem voss agora?... Vosse leva mu-
lo tempo orando;., isso a fatiga.
Flavia conlinuava a guardar silencio; seus labios
coulraliido recusavam fallar. A preseuea de Cerre-
lieri inspirava llie ao mesmo tempo temor c rc-
pulsao.
O marido continuou:
Sua belleza est alterada por sso..... Ainda
honlem nnie vim v-la, e voss eslava encerrada
em seu oratorio.; isso he mo, minha rica.
E tomando om ar leviano, que dsfarcava mal o
sen despeilo: *
Por San-Pauto, meu padroeiro, nao se deve
enfadar a Dos, nem as suas crealuras, meu Ihesoa-
presidencaMe general Eclienique. por urna aecurou-
laco mui exlraordinaria de fuuceoes, o general Tor-
neo liirlia o litlo de ministro geral ; elle s forma-
va o gabinete peruauo. Dentro em pouco o general
Tnico, ao lornar-se lustro*da marinha e da
guerra, linha por collegaTU. errara como ministro
da inslruci-ao publica, da justica e dos negocios ec-
clesiasticos, M. Joaquim de Osma como ministro d
interior e das relares exteriores, o general Mendi-
huru como ministro das liiianras. Polo meiado de
1832 operava-se urna nova mudanca : o general Tor-
neo permaneca sempre no seu posto, mas M. Her-
rera lora substituido por M. Cliarun M. Osma poi-
M. Tirado, o general Mendiburii por M. Pierola.
Os Ires ministros deniissionarios foram encarregados
das lesacoes de Boma, de Madrid e de Londres. Es-
la modificarlo ministerial nao occasioora raadanca
alguma real na poltica geral O pensamenlo direc-
tor era o mesmo: era o qrfe linda encontrado a sua
expressao as prmeiras manifestares do novo pre-
sidente, e que consista em multiplicar as relarOe*
exteriores do PerjFem activar o movimento do seu
commercio e da sua industria, em chamar as emigra-
roes cslrangeiras, em firmar as financas, em desen-
volver as obras publicas. Aqu se aprosenlam dian-
le-de nos essas guandes quesles que se agitara no
Per e que abracara toda a sua existencia,* as sua,
relares inler nacin res eo seu desenvolvimento ma-
terial e interior.
Ao principio as que-le exteriores oceupara mui
ampio luaar na historia da repblica peruana em
1832, e sao de especie diversa. Foram ellas que oc-",
casonaram graves complicares. Urna das prmeiras
a nada menos tenda, do que a por em conlestaco a
soberana do Per, sobre urna porco do seu territo-
rio, sobre as ilhas Lobos. Besullou disso um inci-
dente diplomtico, nao sem gravdade, e o Per de
urna parle o a Inglaterra da oulra, e depois os Esta-
dos-Unidos. Entre os dvcisos depsitos de guano
que a repblica peruana possne no sen ltioral.exisle
ao norte de Callas cerlo numere de ilhas, especial-
mente a ilha chamada de Jtbot afuera, e a de Lobo*
de tierra. Eslas ilhas sao indicadas sobre todas as
Carlas que o governo peruano mandara levantar, des-
de que a exlraeco de guano lornou-se bastante im-
portante para o seu commercio; lodos os geographos
tem altrbuido a propriedade deltas ao Per, que nao
tem cessado com efleilo de exercer sobre ellas a sua
jursdirao. Todava d'uma data bastante recente,
um capilo da lnarinba mercantil britnica, e com
elle abions especuladores, pretendern) contestar a
propriedade da repblica peruaua. Estas pfcteuc.6es
por um momento llzeram grande bulla na cmara
dos communs. A imprensa ingleza, com raras ex-
repcOes, presl.iva-lhcs osen apoio. N'uma palavra,
se orcanisava urna especie de aglarao que pretenda
conslranger o gabinete de San Jamos a declarar as
ilhas Lobos p(opredade britnica. Seguio-se urna
Iroca de communicares enlro o encarregado de ne-
gocios do Per em Londres, Mr. Rivera c o governo
ingle/.. O pai lamento eslava munido de documen-
tos, dos quaes resullava que os prop os agentes bri-
tnicos em varas circumslancias linham reeonhecido
a propriedade da repblica americana. Emlini, de-
pois de maduro exame, lord: Derby, entao muislro,
para por termo a esta singular conteslaeSo, respon-
da a lodos os especuladores por via da seguinle de-
clarado : n O governo inglcz nao sabe a quem (euham
perlencido.al aqui as ilhas Lobos; o que sabe cer-
lamcnle he, que nunca perlenceram i Igglalerra, .e
que pelo contrario a Inglaterra sempre as reconlie-
cera como propriedade peruana.n Era impossivel ser
maj explcito e desconceiluar mais categricamente
urna especularlo audaciosa, que linha a extraordina-
ria pretenrso de se fazer proteger pela esquadra' bri-
tnica do ocano Pacifico. Todo se achava conclui-
do, e o zelo do cucarregado de negocios peruano, Mr.
Kvero, linha contribuido poderosamente para esse
desenlace favoravel.
Mas ao passo que a tempestado comecava-a appla-
car-se em Londres, ia arrebenlar nos Eslados Unidos,
a respelo da mesma quesISo, pelo mez de junho de
1852. Os Americanos tambem pretendiam que as
ilhas Lobos nao pertenciam ao Per,que couslituiam
urna propriedade publica. Os Americanos em par-
ticular achavam soberanamente escandaloso que des-
de cerlo numero de annos, a Inglaterra e os Eslados
Unidos bouvessem pago em exporlasOes de guano
sommas mui superiores ao algarismo que representa
a propria divida-peruana. Posto que houvesse pou-
ca relacao entre eslas duas ordens de fados, a exlrae-
co de guano e a divida do Per, ao menos quantn
s indurroes qne a cubica' americana quera tirar
delles, nem por isso deixa de ser verdadeiro qu9 esta
singular inlerprelacao do direilo internacional acha-
va grande favor em New-Vork, e nesta paMe o en-
carregado de negocios peruanos, Mr. Ygnaeio de Os-
ma, linha a sustentar um novo asadlo. Como sem-
pre acontece nos Eslados Unidos quando so traa de
ci, essa virgonMiura e adoravel, cujo aspecto embria- ro, e se voss o Importunar muilo, pode ser aue elle
o lempo os sentidos e o coraco!... | rejeite suas oracoes... ainJa quando o objeclo seja
slm, tal qual a vi pela primeira voz !... Flavia! Fla-
via onde ests-!... quem deu-te a coragem de re-
luinciar-me. de abandonar-mc, de reduzir-me ao de-
sespero 1 Nao sabias que minba vida era la ? teu
coraco fraco nunca le disse que as magoas do amor
sao mais dulorosas do que as torturas dos tjrannos?
Que a solidan de urna pobre alma que amou be mais
Tria e mais rida do que a pedra que (obre os luniii-
los?... Alas... que digo? continuou elleenchngandn
com arrebatomenlo duas lagrimas, que rorriam-lbe
pelas faces. Son por ventura um Covarde 1 e devo
por ultima desgrara envergoohar-me de mim mesmo?
Depois de pronunciar estas ultimas palavras, Mar-
co ergiicn rabera e olhou em lorno emsi.
Trophens de meus antepassados! lcmbra seus
deveres a uiu insensato, cxclamou elle com urna es-
pecie de transporte." Florenra I minha palria queri-
da! pordoa nuulia perliirbacao !... e recebe mcusju-
rainenlos!... Se uestes ito das nao feres livre de
leus oppressores, juro-te que esla espada corlar o
lio de meu destino!'
V
No mesmo (lia e hora em que Marco ia com seu
companbeiro para o palacio da jostiri, Calbarina en-
Irini no quarlo de Flavia, c achou-a entregue a urna
agilarao febril.
He boje, minba boa aa... exclamou a moja ao
\-la, he neste momento que o julgam Vai! corre,
nao pares! Nao te demores.c traze-me digo a noticia.
E a palavra lcou suspensa emseus labiosardeotes.
Lembra-te que lico entregue a urna angustia
mortal. Vai, nao lardes mais!
Dizeiido eslas palavras. Flavia empurrava Calba-
rina ale escoda. Ah ella encontrn o marido que
enlrava.
Era no dh seguinle ao do conselho. qne litera lu-
gar no palacio. A alleracao das foiroes de Flavia nao
escapou a Bisdomini.
Esl doenle disse-lhe elle ero tom secco e as-
sentando-se ao lado della.
Nao, senhor. respondeu a moca perturbada.
Sua pallidez desmcnlia snas palnvras. Um mo-
mento de silencio seguio eslas palavras, e Cerrelieri
foi quem primeiro o rompen.
Assim deve ser, lornuu elle com uro sorriso
significativo, as mulheresnao aoslam do tumulto, das
eondemnaroes e dos supplirios...
/
V
diziis deltas..;
Pronunclands^eisullimas palavras, Cerrelieri
lancou sobre Flaviaimi^olHrd0 escarneor4ioqual o
furor e o desdem mal se encorianiv ''
Flavia susleve esse olhar com dignidade; a oltn-
sa disperlou-lbe a coragem : Nao, disse ella comsigo
no I nodo d'nlma, nao sou culpada fierapte |)e0s
quando faco votos para que a vida de qm homem se-
,ia salva. E enrarandu a Bisdomini con altivez, dis-
se-lhe i i
~ Senhor, enlre Dcos e a relo ningiiein lem o
direilo de colloear-se nem mesin us juizes eosnl-
gozes..... r
A eslas palavras Cerrelieri approximok-se della, e
pegando-lde forlemenle do braco disse-llse com voz
conccnirada pela colera : >
~~ Mulher! eulrc ti e mim nem o proprlio Dos
pode collocar-sel'ora em diante 1 Icmbra-leN,isso I
Lm instante depois elle linda dexado o quartb).
., ~ 'i! Marco quanlo me cusas caro (fiisse
Mavia lomando a cadir na cadeira, e enlrcgandoVse
ao .lesa lento de una dor sem esperance. \
Poueo depois seu espirito dirigio-se novamende
para Jlarcn. O lempo, i medida que corria. aud-
mcnlava-lhe os receos, o rumor e o silencio assuslaA
ram-na laualrheiile, e cada lisiante tiesava-lhe mui-
lo no coraco.
A's vezes Flavia julgava ouvr na ra passos pre-
cipilados. gritos misturados com o som dos sinos;
ella via Marco errante, fugitivo e longe da patria..!
Itepois acclaniarocs e vivas retiiera uo ar, e anuun-
ciavamrlhe a lberdade do nobre filho deFlorcnca,
a gloria coorguldo da repblica 1 o salvador dos
Florentinos Essas ideas exaltadas succedam-se mui-
tas vezes, e a tembranra de Cerrelieri. de seu pai, do
partido odioso a que rile eslava ligado,e um alnsmo
de dores e de amargos desesperos abria-se diante del-
la... rerila no coraco, Flavia perda entao os senti-
dlas, e ficava iinmovelcomo urna estatua de marniore.
Salvo 1 absolvido disse Catdarina arque; inte e
ullocada pela celeridade de seu andur.
Elle est absolvido I Marrq absolvido! excla-
ma Flavia. Ah,! repele, repele anda essas palavras
tao doces aomcu rorarao 1 Quera .enmpreheuderia
nimba alegra !... V; disse ella tom,indo a oio boa jmiiber e ayplieando-a sobre o < oracao. SenJes
como elle bale f como salla de alegri j!
A re-piracau da moca eslava entrecortada, 'o cor-
po Ihe trema, seus juclhos curvavam debaixo do pe-
so da emocao...
Oh Marro dulairado querido de meu cora-
S3o !... estas livre!... e eu... raorta I
Dizendo esla ultima palavra, Flavia colirio o ros-
to com as raaos, e a cabera cahio-lhe sobre o peilo...
Depois, repentinamente com os olhoscheios de lagri-
mas, voltaodo-se para a imagera de Christo suspen-
sa sua cabeceira, disse:
Meu Dos! s vos podis medir o delirio que
me transporta... minha aleeria!... meu desespero 1...
E prostrando-se dianle da sania imagem licou co-
mo aniquilada.
Calbarina conlemplava-a. Em face dessa dor ella
nao sabia se lizera bem ou mal, daudo-lhe a noticia
da absolvilo do amante.
VI
A cirla do duque abrir as pnrtas da priso de
Slaiiilli a Gii-dielmi.
Havia urna hora qoe este ntlimn empregava de-
balde lodos os recursos de seu espirito para induzir
Cerco a fazer algumas coiicessocs a Guallierp.
O pbilosopho eslava inexoravel, e a dora de sepa -
; rarem-se approximava-se.
Meu amigo!... meu meslre !... Emfim qne de-
vo fazer para salvn-lo, disse-lhe Guglielmi com eflu-
so no momento de retrar-se.
Nada. Quando rhegar minha hora, innrrere
como um liomeiu, que resllue o que lbe empres-
taran).
Meu charo meslre!... quesera le'seus disc-
pulos sem sous eonselbos?
Minha melhor licito ser a ultima : morreudo.
com coragem c resignaeao eu Ibes ensinarei a viver.
O duque s espera de Vmc. urna palavra.....
urna nica pnlavra para p-lo em lberdade.
Guglielmi, essa palavra en nao a direi...a gen-
te nao vale senao aqui lio em que se estima'; taxei-
me livre e nio esrravo, isso s dependa de mim.
Todos conhecem a elevarlo de sua alma. O du-
que, comoj disse. osl prompto para rcstitui-lo aos
seus discpulos se Vine, consentir smenle em pro-
var que a accusaro, que. Ihe llzeram, he una ca-
lumnia.
Slabili ercueu os hombros, c disse, interrompendo
\a Guglielmi: .
\ De que serve discutir com gente que nao se
rc.O'lc s verdades mais evidente, ?
-- Pois bem!... ou^a-me... Tenho arranjado ludo
par livra-lo... Voltarei esla noile. A permissao que
obliVe pela influencia do duque, d-rrte enlraila na
prisas... Eu eiicarrcgo-me do mais...:yUma vez fra
desla iriasmorra, dous criados meus o esperaran com
cavallo-, c pouco depois Vmc. estar em seguranza
nos Alpes. r
Nunca procuro fazer que as colisas acontecam
como (tes pjo; aeeiln-as como ellas veem. Dahi resul-
ta que esou sempre cima dos ncoulecimcntos.....
Para que fugir.'J &dou ondc^i Providencia collocou-
nie ; procjfjrar Sublrabtr-me ;Wua vonlade seria of-
feiidla<: Nao dei motivos para me lirarem a vida ;
pormVse abusando da for^a, me n.ilarcm. a vcti-
ma se* mais agradavel aos olhos de Dos do que
0 al/o/.
Para que fallar na morle, meu meslre'.' Quan-
1 mais pens nisso, monos temo semelhaulo alten-
por mios sobre um canto de Ierra, j se organisa^m
expedces, e o qoe havia mais grave, he qoe eslas
evpcdices pareciam encontrar um apoio no governo
de Washington. Pela sua parle Mr. Osma reclama-
va contra estas tentativas em notas soccessivaa de 25
de junho e de tres de julho. Prolestava formalmen-
te contra orna declarado da secretario da estado da
Unio, Mr. Daniel Webster, qoe, n'uma entrevista
com os promotores deslas emprezas, se mostrara favo-
ravel a urna reivindcarao das ilhas Lobos. N'om
'Tspacho de 21 de agoslo, Mr. Daniel Webster, sem
qoe desse s suas palavras um seolidn bastante claro,
conlinuava a contestar o direito do Per. Por rneis
ameajador qoe esle negocio se lornasse, concluie-se
por om ajuste. A arcunlularao de pruvas e de ttu-
los ministrados pelo Per, a prudencia dos negocia-
dores, o precedepte da Inglaterra, as medidas enr-
gicas tomadas pelo presidente Echeoiqoe, para pro-
teger as ilhas ameacadas e defenderlas contra qual-
quer invasao, todo contribua para chamar o go-
verno americano a urna mais exacta appreciacio do
direilo internacional. O ministro da liuioem Li-
ma, Mr. Clay, reconbecia. em uome do sea goVerno,
a soberana do Per sobre as ilhas Lobos, e o succes-
sor de Mr. Webster, Mr. Evrelt, renovou ama de-
claraco semelhanle qoe po/ termo a esla difflculda- -
de, a qual, em virlude da sua gravdade, necessilra
de cortos preparativos de defeza da parta do governo
de Lima.
A destirara do Per he, que complicacSes desta na-
lreza nio fossem as nicas em IS52. Ootros inci-
dentes ao menos Uto graves e.talvez mais directamen-
te ameacadores, viesssem jootar-se sobre o proprio
continente sul-americano. O Peni como repblica
compenetrada de espirito de conservado, nao acecha
era muilo boas relafoes, ha cnusa de alguns annos,
com o Equador, Nova-Granada e Venezuela. J vis-
mosos teslemuios de ms disposi;oes desles ltimos
estados. A expedico de Flores em 1852 viera aggra-
var singularmente eslas desintelligencias. O* Peni
ora areusado de a'tcr favorecido, de ler sido cmpli-
ce, de sorte qa a partida de Flores era o signal de
um rompimeoto diplomtico, e que, malogrando-se a
evpedic.1o.um enviado equatoriano seapresenlavaem
Lima para exigir urna indemnisacao fabulosa. Es-
la exigencia fora naturalmente repellida. Ogoyer-
no peruano em essencia se couduzira com mulla pro-
dencia. Ao principio, para nao augmentar ainda
mais as complicarles acluaes, recosava receber no-
vamenle o general Flores depois da sua expedirn.
Enlrelanto, rj'um pensamenlo de paz* enviara M.
Sanz Guayaquil para se entender com os ministros
do general Urbina, e M. Tavara'a Bogla para rara I-
v'er todas asquesjoes pendentes enlrea Nova-Granada
e o Per. Desgracadameote M. Tavara assgnara om
tratado em virlude do qual o governo peruano era o-
brinadoa recusara competenteralficarao, Emcon-
,-equencia desla convenjao, o lter se obrigava a pa-
gar una quaulia bstanle consideravol pela sua par-
le da divida chamada per-colombiana, proveniente
de despezas communs por occasao da guerra da in-
dependencia. Como esla divida inda nao esl li-
quidada, como j tem dado lugar a mui tongas neg- *
ciasdes-, e a queslto foi subrbeltida poP lim ao arbi-
tramento do Chili, o governo peruano lundara-se em-
nao acejtar urna soluco precipitada. Depois um no-
vo enviado, M. Paz Soldn, fora subsltur M. Tava-
ra em Bogot, e por elle he que as negociar/es de-
viamer renovadas. Por oulro lado,' urna conveneao
definiliva rinha lugar recenlemenle eutre o ministro
das relceos exteriores de I.imae um ministro pleni- -
potenciarte do Equador, M. Moncayo : j vimos os
termos dest convencao.A questo consiste em saber,
se orna paz durado'ura senaria de lodo esse trabalho
de negocacOes sempre interrompdas e sempre reno-
vadas. A cousa he diflic, nio tanto por causa d
qaesloes que eslo cm jogn como em rizan das ten-
dencias to opposlas deslas diversas repblicas, ten-
dencias que ii)fallivelmenle devem alimentar om an-
tagonismo sunlo e ser om elemento permanente de
dvso e de luta. Como se v, estes estados se ator-
mentara reciprocamente cora reclamacoes incessan-
tes. O Per recebia igualmente de Venezuela ma
exigencia de oulro genero, acerca do pagamento da
quanlia do um mllio de piastras abonado oulr'ora
pela nacao peruana a Bolvar, e que este ao morrer
legou aos seos hdeiros e a diversos estabelecimen-
los de caridade da sua palria. O enviado peruano
em Bogot fora encarregado de ir concluroste nego-
cio em Caracas.
Emfim, para complelar este quadro singular, as re- *
lacgesdo Per com oulra repblica vizinba, a Boli-
via, nao eram moilo mais prosperas.e de repente ellas
se vao envenando de urna maneira singular. As in-
terminaveU diflerencas que subsslem sempre entre '
os dous paizes, procedero-em grande parle da posiea
reciproca em que se acham desde a sua formaco em
estados inilependenles. Por mais de urna vez temos
ldo occasao de apuntar o vicio da stuac.ao da Bali-
tado.....mas quem sabe 1 Vmc. pode ser desterrado,
oo penar milito tempo nos ferros...
Slabili olhou para Guglielmi, e sorrindo triste-
mente disse-lhe, inlerrompeudo-o:
O sabio espera sempre dos mos mais mal do
que recebe delles... isso os atormenta... a morle nao
pode estar longe...
Guglielmi linha mullos molivos para temer. Elle
lentou ainda determinar o mestre a reconciliar-se
com o duque ou a fugir, e para persbadi-lo coofes-
sou-lhe emfim, que sua vida eslava em perigo in-
minente.
Slabili encarou-o, e disse tranquillamenle :
Nao te alllijas, meu lilho, uuuca tive mdo,
nem da probeza, nem do desterro,-nem da prisao,
nem da mu te... S tenbolido mdo... de ter mdo...
Guglielmi despedio-s"delle com dor, entregndo-
se aos mais tristes presentimenlos, echeio de admi-
ra rao pelo nobre caracle#desso homem singular.
VII
Grandes preparativos lindara sido feilos ha cidade,
como de ordinario, para celebrar o dia de S. Joao.
Os Florentinos approveitaram essa occasao para
distrahirem-se das graves oecupares, que, desde al-
guns das, agilavam os espirilos.
Era urna della manhaa do mez de junho. O sol
brilhava com lodo i seu esplendor em um c^de
ail, _e iterramava sobre a Ierra esse calor doce e
penetrante, quedisperta.a vida da naliireza.-
As llores alegres c reconliecidas aliram com amor
suas enrollas, e cnvavam seus perfumes ao ente ge-
neroso, como o incens que se olterece a Dos em
accao de Erara* felos seus lieneflcio,.
O povo iuundava a prara. do velho palacio. Cera
torres em forma le fortalezas, feilas' de madeira leve
de papelillo e de cera cobriam a praca dos Priores.
Elias erm nucas e oMereciam vista em relevo
um grande nirncro de figuras de ouro e decores di-
verjas, que resplandecan) aos raios do sol.
llomeusescondidos as cavidades dessas lorie-, pu-
ndam em movimcnlo Ss pcrsonageiis rcpresenladas
fra, l'azendo-ldes execular (liflerenUs scenas.
Ora cavalleims armados romdatiam com tancas,
ora pees levavam o broquel correntio ; aqui militas
moras de mios dadas dausavam em roda, all Um
soldado cobria cora o escudo om archeiro, que dispa-
rava tima sella sobre o inimiso.
As altitudes as vezes jocosas dessas diversas persa
nagens e o impulso mais ou menos acertado, que se
Ibes dava, excitavam as acelamacOes, os applausos,
ou as gracolas c risadas dos espectadores.
Em faco da tribuna do palacio flurtuavain cem
bandeiras de ricos eslofos c cores variadas.presas en-
tre si por anneis passados as \arando-.
Ellas represcnlavain as principacs cdades tribu-
tarias de Florencia, come Pisa, Avezzo, Pisloia, Vol-
Ierra contra,.
Quando.osino deu o signal da ceremonia, os capi-
I3es do partido guelfo chamados em primeiro lugar,
pozeram-se cm marcha acompanhados pelos caval-
leiros florentinos, os embaixadores e os cavalleiros
eslrangeiros, todos debaixo da bandeira guelfa des-
rnrolad a. '
Elle, eram seguidos de um pagem montado em
un cavallo coberl" de um jaez brauco, que <)esoia
al o chao.
As bandeiras das outras cidades levadas por ho-
mens a cavallo ricamente vestidos, iam itepois segun-
do a importancia da cidade que representavam.
Quando o cortejo cliegou diante da imagera de San
Joao, cada um de joelhos depz sua oflerta aos ps
do sanio.
Por ultimo cliegaram as cem fortalezas, que foram
suspensas as paredes de igreja de San-Joo: mas,
como o espirito commrrcial mislurava-se em todos
os actos da vida do Florentinos, oito dias depois da
fcsla essas torres foram vendidas em leilao e em
proveilo do santo, segundo o costume.
Depois da ceremonia religiosa, os embaixadores
das cidades tributarias dirigirara-se em grande pom-
pa, a precedidos de msica, aos sehores da casa da
monta para fazerem-lhe presente de urna vela. Essa
vela ia em om carro puxado por dous bois, ornados
com as armas da casa da moda.
A sehores, facecia digna do carcter jovial dos Flo-
rentinos.
Todava os sehores da casa da moda receberam
a oflerta com prazer, rodeados de lodos os homens
da cidade apios para exercerem cantos pblicos, dos
syndicosda arte e dos cambistas, cada um lendo urna
vela de libra.
Os sehores reunidos ao cortejo, o qoal elevava-sc
ja i mais de qualcocenlas pessoas todas de vela na
man dirigiram-se emfim ao palacio, para fazer lam-
ben) uma ollera ao duque.
.Mas (inaltiero entregue a un) violento accesso do
colera, e nao pudendo mais ronter sen resenlimenla
conlra os Florentinos, mandn dizer pelo capilo sua gnarda,que eslava iudisposlo e que nao rrceberia -
a-oflerta.
I mnicdialanionle uma voz relinio no meio do cor- *
tejo:
Pois-bem vamos ofl>rece-hraos nossos anli-
aos priores '
Aos%ossos antgos seuhores 1
Eslas palavras foram repelidas por echo formida-
vol. Immediataiu(!nle as gaitas de folie, as matracas
e os lamlJre, aiiuunciaram a partida, e o cortejo se-
guidolda mullidao poz-se em marcha dirigindo-se
para o anligo palacio do juiz executor, onde Gual-
ticro havia laucado os anligos priores.
O povo f-los sabir e apresenlou-lhes a oflerla co-
mo se riles (onlinuassem a fazer parte da z?a/ia.
Depois levou-os tambem para augmentar o cortejo,
como era costume.
Os collegas, o podest, o capilo do povo e emfim
o executor foram convidados a seguir a mullidSo, e
lodos pozeram-se o caminho para percorrerem a c-
daie seguidos do povo ao som das matracas, dos p-
tenos e dos tambores.
Terminado o gyro, a multidao reconduzio osscnba-
res da casa da moda a seu palacio. Estes enlrega-
ram ao povo os cavallo? da Barbaria desuados s
corridas e dozo prisioneiros poslos em lberdade em
honra de S.in-Juao.
De uolc as testas, os diverlmenlos na pracas pu-
blicas e os banquetes sumpluosos enebiam" a ci-
dade.
Todos se alegravam em segredo do golpe que o
povo acabava de dar ua autoridade de Guantero.
(Confmtar-?e-/ivl


DIARIO DE PERNAMBUCO SEXTA FEIRA 20 DE JANEIRO DE 1854.

via, eneravada no interior do continente, quasi sem
saludas no Ocano Pacifico, e obrigada a fazer lodo
o seo commercio pelo porto peruano de Arica. O ni-
co meio do reparar semelhantes inconvenientes, fra
talvez organisar uma especie de Zolveren enlro as
duas repblicas; ma3a BoliviJresiste a esla inova-
rao, receiaodo cahir diante do Per, n'uma depen-
dencia commercial quo aeooduzra f.italinenle
dependencia poltica. Resulta desle facto uro esta-
do permanente de penuria, a Bolivia ser obrigada
a apparecer no Pacifico, o Peni a defender natu-
ralmente o seu territorio e a aproveilar-se da superio-
dade da sua situante. Por outro lado, toda a gente
leve lembrar-se que desde milito lempo a Bolivia
possne uma moeda, seno compllamenlc falsa, ao
menos mui alterada em seu quilate. Esta moeda tem
inundado o Per, he um elemento de desordem em
todas as Iransacroes. Por muilas vezes o governo
peruano tem reclamado contra semelhanle estarlo de
cousas, a Bolivia se ubrigara por um tratado a nao
runfiar mais esta especie de moeda falsa ; feas o que
lie certa he, que al hoje nao tem cessado de illudir
as suasobrigaces. Em oencluso, o gabinete de Li-
ma enviara i Paz em 1852 uro ministro plenipoten-
ciario, M. Paredes. Ora, os resultados desta missao
nao parecem dos mais favoraveis. Longe de fazer
ustica s exigencias do enviado peruano, o governo
ilRi'livia aecusou M. Paredes de prestar o seuapoio
as machinarles interiores dos partidos contra o gene-
ral Belzu, e pouco faltou para o expulsar. Desde
cuido as hostilidades havia muito lempo eminentes,
deviam alinal manifestar-se, e fui o que cord effeito
aconteceu. U gabinete de Lima enviou alguns na-
vios para assenhorear-se de Cobija, o nico porto-qu
a Bolivia possue no Ocano Pacifico. Hoje he lano
mais difiicil saber o que resultar desla circunstan-
cia, que, se o Per tem mais torcas navaes, a Bolivia
possue talvez melhores soldados em Ierra. N'uit^
palavra enconlrar-se-ha uma exposiro mais comple-
ta desta qucslo no qnadro dos negocios bloivia-
nos.
An lado deslas difliculdades, dcslas complicacCes
fcilas nicamente para embararar o progresso do
Per, a historia exterior desla repblica conten fe-
lizmente um aclo que pode ler conseqoencias mais
favoraveis e mais fecundas: he um tratado de aroi-
zade, de commercio e de limites com o Brasil,tra-
tado que regula ao mesmo lempo as cnndic,es da
navegado do rio das Amazonas ou Maranon, sobre
o qual cada um dos dous estados tem a sua parte de
soberana. Esla convncete, assignada em Lima
a 23 de oulubro de 1831, fora ratificada pelo Peni
no 1- de dezembro do mesmo anno, e pelo Brasil a
18 de margo do 1852. As eslipulaces principaes
determinara que os prodaclos respectivo- dos dous
paizes inlroduzidos pelas fronteirase pelos rios interio-
res nao pagarao oulros direilos mais do que aquelles
a que sao sujeitos os producios nacionaes em cada
estado. As duas partes contratantes devem entre-
gamma outra nilo s lodosos criminosos mediante
o visto da sentenca. pronunciada pelo tribunal com-
petente, assim como os desertores. A inlrodneco
dos negros escravosde um paiz no oulro he prohi-
bida. Os iodeginas que forem tirados por violencia,
devem ser restituidos. As fronleiras deverSo serfl-
xadas segando o principio do ui possidetis. A con-
vencao he valida por 6 annos, e subsistir depois na
falta de denunciarn sufficiente. Quanto navega-
ro do Maranon, he regulada por arligos supplomen-
lares apensos ao tratado, e que sao urna applicaco
do principio eslabelecido no artigo 2 da convencao
principal. Em virtude desle ultimo artigo de que
fallamos, os dous governos soobrigados a coadjuvar
com uma subvenrao pecuniaria o eslabelecimeulo da
navegaco a vapor desde a embocadura do Maranon
at a fronlcira pernana. As eslipulaces supple-
inenlares regulam as condijocs da empreza, o nume-
ro das vfageus, as obrigacOes a compendia ennees-
slonaria; agora resta a execuco. Logo veremos
a parle do Brasil nesta obra considera vel; quanto ao
Per, que se acharia por esle meio'em communica-
cao direcla cora o Atlntico, o qual vera as suas
regies centraes se abrirem ao commercio, aos capi-
taes, s popularles da Europa, este tratado ha sido
liara elle a occasio de alguns actos notaveis dicta-
dos pelo mesmo espirito, e ftompaohando um com-
plexo de esfor^ns destinados, desde alguns anuos, a
favorecer a colonisacao interior. Devemos lembrar-
nos que se (rata aqui da mais immensa baca fluvial
que existe no jnundo. (I Maranon, cuja -nascenra
quasi que chega cima das costas do Ocano Pacifi-
co, atravessa lodo o continente americano al o
Atlntico, e he navegavel at a eslenrao de mais de
4,000 kilmetros. O Per he senhor das nasceneas
do rio das Amazonas, de mais.de 200 leguas do seu
curso, de alguns dos seus principaes aflluenlef, taes
como o Ucayali, oHuallaga, estas regioes, cuja fe-
enndidade natural he inaudita, estao despovoadas.
Apenas algumas tribus selvageus os percorrem sem
oceupa-las. la) he o'lheatro que 1852 via abrir-se
as emprezas da colonisacao. Cerlaroenle nao he n'um
dia que se realisar esta obra; mas boje he permil-
tido prever o momento em que estas solidos se tor-
narao um campo fecundo para a aclividade hu-
mana.
O tratado com o Brasil regulava as condioes in-
ternaciooaes da abertura do Maranon navegaco.
ao commercio; restavaao Per, assim como di/i li-
nios, tirar dahi ascoosequencias interiores para 6 de-
senvolvimnto da colonisacao sobre o seu proprio
territorio. Como j se vio o anno passado, o gover-
no peruano tomou mais de uma medida para prote-
ger e activar a eroigraro: era mesmo um dos arligos
do programma do novo presidente. Todava, o acto
mais notavel neste sentido he um decreto de 15 de
abril de 1853, que tem principalmente por alvo tor-
. uar eOeclivas'as eslipulacoes do tratado de 23 de ou-
tnbro de 1851 e de favorecer as emigrarse* estran-
geira as regioes do Amazonas. Uma lei de \1 de
novembro de 1819 concede aos navios e aos ernpre-
hendedbres de colonisacao um premio de 30 piastras
por cada emigrado importado. O decreto de 15 de
abril acrescnta oulras vantagens em favor dos pro-
prios emigrados. Ao chegarem as costas peruanas,
os colonos sarao transportados, cusa do estado, pa-
ra o interior, nos territorios do Amazonas. Se lhes
faro eoncessOcs que variam de 4 a 80 heclares pelos
governos locaes. As cuncessoes superiores para fun-
dar colonias, aldeias, serao o objeclo de um contrato
entre o governo central e os concessionarios, e serh-
i*e serao feilas graluitamente. As Ierras cultivadas
r as casas edificadas sao exemptas de qnalqner con-
Iribuicao territorial. Os noves habitantes nao pa-
garte contribuido alguma pessoal durante 20 an-
uos; nao terso de pagar onus algum ao clero, o qual
ser retribuido pelo estado. Sao igualmente isen-
tos de qualquer laxa de sello de papel. Ha dspos-
S6*s anda mais liberaes: os emigrados lefo o direi-
to de formar corporales municipaes sem que os go-
veroadores da provincia se possam inlromeler emos
negocios da communa: os colonos elegero os seus
propriesjuizes. N'Uraa palavra, todo o territorio no-
vo est collocado sob a autoridade de um governador
nico revtslidode poderes bastante extensos para que
naosoram asdilaroes de um recurso ao governo de
Lima.
O decreto de 15 de abril de 1853 he animado do
espirito mais prudente e mais liberal ; he um psso
decisivo na estrada da colonisacao, c nao he o nico
tentado nesta direccSo, posto que sob forma diOe-
rento. O governo comprehendeu que nao bastava
ippeUar para as popularon pslrangeiras? assegurar-
Ihes vantagens, mas qae ainda era preciso aplainar
os obstculos peranle a industria, tornar mais facis
.as reanles do commercio, offererer agricultura es-
I mulos esahides, multiplicando ostrabalhos publ-
eos interiores. Fdl lambem neste pensamento que
em 1852 elle enrarregava ao sen represntenle em
Pars, M. Rivero, que contratasse alguns engenhei-
ros civis para vrem servir em Lima, ondvsob coja
direcc.Ao se devem executar diversa* eraprftas e for-
mar-te ao mesmo lempo engenheiros nacionaes. Co-
mo se sabe, ja ha um caminho de ferro de Lima
para o porto de Callao. Depois, em 1852, o governo
concedeu oulra linha frrea do porto de*Arica a Ta-
cna, que he o poni por onde se faz quasi todo o
commercio da Bolivia, c que esl em communicaco
com os deparlamentos peruanos de Moque&ua Puno
e Cusco. Este novo caminho de ferro deveri ler dez-
seis leguas de extenco, e o governo assegura duran-
te viole cinco annosojurode6por 100 aos accion-
las. A emissao das acres corne^ou em Londres.
Nao he esla a nica empreza deste genero que se
gil ; mas o governo nao obra mal em r devagari-
nho, afim de se nSo comprometter excessivamento,
tanto mais que, como se veri, as linancas do Per,
em que se achem em condiefies crticas, tem muilos
encargos sobre si, e he obrigado a satisfazer muilas
nutras necesidades urgentes, fazer, a construcc/io
d* eslridas ordinarias, o deseo.volvinnulo da mari-
nha, a eiccucSo de trabalhos de primeira oecessida-
de para o eslabelecimenlo de novas populacoes.
tumo quer que seja o progresso material do paiz,
he um dos objectos principaes da poltica do general
Echenique ; esle progresso, o governA peruano fo-
mcnla-o por meio da negociaran de tratados .inter-
naciouaes, assim como por via do medidas interio-
re, e os resultados lem correspondido a esle pensa-
mento intelligenle. O commercio peruano crescc in
scnsivelmente. Ate os ltimos anuos, o producto das
alfandegas nao linha excedido a dous milhes de
piastras ; em 1852, era de 3,083,114 piastras na mais
de 15 milhoes Je francos. O regulainento de com-
mercio c as (arifas rccentcmentc adoptadas, em vir-
tude das suas tendencias liberaes, tem contribuido
para este melhoramenlo. O goslo do luxo europeu, o
uso quasi geral dos objectos manufacturados da Fran-
ca* a facilidade e a rapidez das communjeaces entre
a America o o antigo mundo, ludo cncorre para
activar o commercio dn impui-tacan, e as exportarais
cresccm na niesma medida. Os arligos exportados sao
sempre a prata, o oUro, p cobre, o nitrato de soda,
cuja exlracrao annual he de meio milho de quin-
taes, as filas de alpaca e de vigunha, a cochenlla,
cuja cultura cometa a estender-se ( cuja qualidade
he reputada uma das melhores do mundo, e emlun
itcinia de ludo o guano. Sao estes os mais importan-
tes objectos de commercio com a Europa e os Esta-
dos-Unidos. Quaulo a propta- America do Sul, o
Per enva assucaivlabaco, ao Chile, donde tira tri-
go c faruhas^^Iriiecc particularmente a Bolivia
com agtHrfuentectm Irocfi, recebe dahi alguns me-
preciosos. Em ludo slo, o guano oAo lem ces-
sado de oceupar o pnmeiro lugar como arligo de com-
mercio, e os seus productos, em parle applicados ao
pagamento da'divida, vao sempre crescendo.' A ex-
portarn era de 120,000 toneladas em 1851; foi de
mais de 150,000 toneladas em 1852, e se prev um
augmento ainda maior. A Inglaterra por si s absor-
vc mais de 100,000 toneladas desle algarismo. Os Es-
tados-Unidos vem depois. A Franra consume se-
ment ,000 toneladas; pelo contrario, a Blgica
consume25 ou 30,000. Vc-se que golpe teria podido
drscarregar na repblica peruana a prelen^o dos
especuladores iuglezes e americanos, se ellos se bou-
vessem apoderado dos vastos depsitos de guano das
ilhas Lobos, que al aqui mal tem sido explorados.
O ornamento geral do Per, tal qual foi fixado pe-
lo ultimo congresso para o periodo his-annnal de
18511852, se elevava a 11,219,634 p. ou cerca do
Til iniilioes de francos por anno, que he coberla por
uma receita equivalenle, cima de alguns milhares
depiasiras. Os producios das alfandegas e do guano
sao a base principal das rendas peruanas, depois
vem a contribuirlo dos indgenas, a contribuirlo ler-
rilorial e as das patentes. Quanto as despezas,
maior lie a da guerra e da marinha, que se eleva or-
dinariamente a mais de dous milhes de piastras,
segundo as previsoes financeiras ; mas rata ilespcza
cresceu em 1852 em consecuencia das complicacoes
exteriores, que exigiram armamentos extraordina-
rios, de sorle qne sera dilcil precisar presentemen-
te alguma cousa a esle respeito. Emfim, o governo
peruano consagrou, desde alguns annos, quantias
bastante consideraveis ao incremento da marinha
militar. Mandou construir na Inglaterra uma fragata
de guerra a hlice, a Amazonas, e recenlemente an-
da lomava algumas medidas novas para conslruccao
de diversos navios a vapor. Por oulro lado, ao mes-
mo lempo que o governo se enlendia com o Brasil
cerca 8a navegajo a vapor, comprava dous peque-
nos navios a vapor para a uavegarao do Ucayali e da
Huallaga.
A fra estas despezas, algumas das qnaes, as da
guerra para 1852, especialmente, lem um carcter
temporario, um dos mais pesados encargos para o or-
i.-amenlo peruano, hea divida, a divida exterior e a
vida interior. A divida exterior se conpde, como se
sabe, de 6 por 100 e de 3 por 100, cuja maior parle
est na Inglaterra. As obrigacOes anglo peruanas
eram em 1852 o objeclo de orna conver3o. As que
pertencianv'i laxa de 6 por 100 foram convertidas na
Iaxade41[2. e serepunlia 118112 em novas obriga-
^oes para cada 100 em obrigacOes antigs, cujo total
era rcduzido, em consequencia da aTnorlisa^ao des-
les ltimos nnos, ao algarismo de 1,500,000 libras
esterlinas. Esta quantia he que foi convertida em
um novo fundo a 41|2, por meio de um emprestimo
de 2,000,000 libras esterlinas. Com effeito, o ca-
pital era augmentado, maso juro diminua, e alguns
meios mais'regulares de amorlisaco eram adoptados
pela inlroilu.-cao do sorleamenlo das ohrigac.cs. O
excedente do emprestimo era consagrado ao resgale
de uma parle mui onerosa da divida interna. As no-
vas obrigacOes de 2 por 100 de amortisaso que co-
mecara a funcciqnar em 1851, e a execuco desles
nnvos corrrprnmssos he garantida por uma appli-
cajo especial da nielado do producto da venda do
guano em Inglaterra. ,0 Per reservn para si odi-
reito de ivsgatar oque restar da divida depois d dez
annos. Os3por 100 foi igualmente o objecto de ou-
tra operarn.
Fixou-se nm fundo de amorlisaro de 1 < por 100
qae comer a funecionar em oulubro de 1852, que
lem por garanta a porco dos productos do guano
nao applicado s novas obrigacOes de 4 'i, ou autes.a
hypolheca recabe smenla sobre um quarlodesta ul-
tima porco. A coudicao do soteameulo he igual-
mente adoptada para as obr;gac.0es de 3 por 1O0.0
governo peruano reservn para si resgalar o que res-
lar deslas como das precedentes depois de 10 annos.
As amorlisasoes dos 3 ltimos annos dexaram o -3
por 100 no algarismo de 1,600,009 libras esterli-
nas. Quanto i divida interna, a consolidarlo come-
cada, ha muito lempo, vai sempre continuando.
Infelizmente parece dever subir" a um algarismo
muito mais elevado do que o que tora previsto ;
preseolemenle ja excede a 13 milhoes de pias-
tras. He certamenle um enorme encargo. O trata-
do que se prepara com a Hespanha vira augmentar
ainda mais o numero dos crditos contra o thesouro
peruano, e he difiicil saber como seria salisfeitosom
uma eslffcla economa e sem o em prego de lodos os
meos para multiplicar os recursos nacionaes. Re-
cenlemente di/ia-se em Lima que o total das obri-
gac,es provaveis de Per dentro em pouco se eleva-
ra a 60 ou "0 milhoes de piaslras, islo he, 300 ou
350 milhes do francos, com um juro de 4 milhes
de piaslras por anno. Ora, o budget total he de 7
milhoes pouco mais ou menos. He esla uma silua-
rSo que evidentemente chama toda a altencao do
governo peruano. Os productos do guano llie po-
dem offerecer um meio de alliviar esle peso, que
n'um momento dado poderia amearar a seguranza
financeira do paiz. O que dissemos do guano, po-
de-sedizerde lodosos elementos naluraes, de todos
os recursos cujo germen o Per possue.'
Perlence ao galerno fecundar estes elementos, pa-
ra senlar sobre esta base o futuro desla nascente re-
publica; perlence particularmente sua aclividade
prevenir ou superar eslas difficuldades, laes como o
anno de 1852 vio algumas. e que seriam capazes de
conservar suspensos os melhores projeclos, adiar ain-
da esle progresso esles melhoramenlosque j se dese-
nham na vida contempornea do Per.
(Annuaire des eux Mondes.)
--------fc-aoiai
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
quecia-me dizer que toda a guarda municipal de ca-
vallara acompanhou o prestito. Antes e depois des-
le acto tem-se celebrado exequias, ou pelo menos
cantado missas.'a que tem assislido varas Corpora-
ees. OrarOes fuflebres s se. lem recitado tres, aqu'
em Lisboa, o.nenliuma lem merecido o louvor de ver-
dailcirainciite. cloque ii lo.
Como S. M. falleceu sem ieslamcylo, seu augnsld
esposo nada ter da lierancaque toda se dever re-
partir pelos 7 lilhos que deixou. El-re vuvo man-
da distribuir tres conto3 de res em esmolas miudas
pelos indigentes que se apresonlarem com allestados
de seus respectivos parochos. A proclamarlo do rei
regente produzio um excellente effeito em todo o rei-
no. S. M. he geral e merecidamente bemquisto, pela
prolecrao que lem Bempre liberalisado s leltras, iis
sciencias, e s arles (.le que elle mesmo he esclareci-
do e liabil cultor) e pela sua allabilidade/ cora que
deixa penhorados, lodos quanlos lem a honra de llie
fallar. O joven rei, o Sr. D. Pedro V, he dolado das
raaiores virtudes, e dos dotes mais apreciaves em
um monarcha. Na idade de 16 annos tem uma ns-
trucrao mais vasta e variada que a maior parte dos
mancebos de 25 anuos,-graduados Drs. com applau"
so em qualquer das melhures universidades. A sua
modestia he igual sua graude comprchensao e dis-
tincla cultura. Se, camo he de esperar, o prestigio
daupreraa grandeza, ea adularn que costuirra ser
dellanseparavel, o nao olluscar e seduzir, ludo in-
duz a crer que vira a merecer o titulo de principe
perfeilu, lano ou mais que o Sr. D. Jo3o II. Con-
forme o aclo addicional caria, a regencia do Sr.
D.. Fernando lem de durar al 16 de setembro de
1855. Enlrclanto desde ja se vai manifestando, se
bem que ainda nao pela imprensa, o ...ojocto de um
cerlo partido que deseja encurtar esse prazo de 22
mezes.
Vai-se espalhando um rumor vago, sem autor cer-
lo, de que nao con vem ser menos corlez para com o
Sr. I). Pedro V, do, que se foi em 1834 para com a
Sr. D. Mara II, que foi pelas corles declarada maior
aos 15 annos. Lembra-se oque aconleceu com osSrs.
reis de Porlugal D. Aflonso V, e D. Sebaslao. Nem
esquece o exemolo do que se praticou com o actual
soberano desse imperio.N'umavpalavra existe um
plano formado para fazer declarar desdeja, ou deu-
tro de pouco lempo, maior e joven monarcha. .Duvi-
do que o levem vajite. S o consguirao no casn(que
nao parece provavei) de assim o querer o duque de
Saldanlia. .
A'imprensa lem-se moslrado muito comedida e re-
servada sobre esle ponto, hem como acerca da con-
veniencia ou nao conveniencia de uma viagem de S.
M. pard complemento da sua educaco.
O ministerio continua a resistir lodosos esforcoa
hoslis da opposico multi-color. p ministro do re-
no Rodrigo da Fonseca Magalhes, acaba de obler
um Iriumpho assignalado no Porto. O peridico
nacional, qoe o.accusara de concusslonario pela ce-
lebre concesso das comineadas a Brasileiros, foi
condemnado pelo jury. .Csperanca de honlem refe-
re a victoria em lom emphatico e jubiloso. O Portu-
gue: (peridico da opposcao progressista) dando con-
la da deciso dos jurados portuenses, renovaos seus
doeslos, confirma todas as accusares, ao obnoxio mi-
nistro, com inaudito furor.
Finalmente depois de mais de dous mezes de ex-
pectativa, o governo mandou querelar do jornal a
Xacao, pelo celebre protesto a favor dasprerogalivas
da Sania S, do qual falle a V. era algumas das mi-
abas anlccedenles cartas. Aquelle jornal, participan-
do ao publico a accasacao de uns cincoenta nme-
ros, rompe em fortissimas invectivas contra o minis-
terio ; n'uma violenta allusao nao poupa o mes-
mo irresponsavel regento !, AlUrraa que conjancta-
menlecom o agente responsavel vaoser processados
16 mil Porluguezes que assignaram aquella especie
de nroli-sjo de f calholica !
Apezardos rece ios manifestados pelo gabinete de
Madrid, que fez marchar tropas para as fronteras de
Portugal, o socego publico nao lem sido alterado em
nenhum ponto desle reino. Parece-me que janoli-
ciei a V. o assassinio do ex-guerrilheiro alamba, se-
tembrisla exallado. Foi vinganra de oulros assassi-
nios por elle commellidos. Entretanto o governo
mandou proceder com aclividade contra o matador.
No dia em que se deu sepultura o conde do Tava-
rede (que era governador civil de Lisboa) felleceu de
uma apoplexia o conde de Mesqaelella, armador mor,
eantigo fidalgo realista. No dia seguinle deu-sfe se-
pultara o visconde deMenezes.-um dos chamados re-
generadores e pas da patria, da memoravel poca de
IS20. Acaba de chegar a noticia da morle do ba-
ro da Venda da cruz (o Or. Miguis) nosso ministro
em Roma. Todos eslao anciosos por saber quem o
ir sobslitair. Ser o coijellieiro Bayard ? Ser o
bispo do Algarve ? Talvez possa annuuciar na minha
prxima caria a nomcaro definitiva.
O Dr. Lima Leilio, um dos mais doutos e aulori-
sados mdicos desle reino, e lente a escola medico-
crrgica de Lisboa, acaba do emprazar solemnemen-
te pela imprensa os mdicos o cirurgioes que assisli-
ram ao fatal parto de S. M, para publicarem o rela-
torio exacto e circomslancado d lodo o caso aconte-
cido e da operaso a que procederamsob pena de
serem havidos por assassinos (se bem que involun-
tarios) no caso de nao justificaren! plenamente 'ane-
ceasidade da exlracrao da crianra, tao pouco lempo
depois das primeirasdores !.
PERMftlCO.
sendo dous memhos, que no pdem votar nem ser
volados, e o terceiro......; qaem tal dira, o......
preslar-se a isso! Cauri sacra fames !
D'aqui conclua como nao saldr a qualicacao bem
fella e legal !
Joaquim Jos de Almeida, indiciado em crime de
morle, sendo remeltido de S. Vicente para esla cida-
de, evadio-se do poder da escolla, que era composta
de paisanos, e consla-me que o delegado dera ordem
para que fosse ella recolhida. '
O calor lem sido intenso nesles ltimos das, e a
mortaldade lem augmentado alguma cousa mais do
que era coslume.
Desejo-lhe dinheiro e saiidc. x.
(Carla ptaiicular.)
CMARA MUNICIPAL DO RECIFE.
2. SESSO ORDINARIA DE 9 DE JANEIRO
DE 1855.
Presidencia do Si: barao de Capibaribe.
Prsenles os Srs. Barros Brrelo, Vianna, Reg,
Dr. S Pereira, Mamcde, Oliveira e Gameiro, abri-
se a sessao, e foi lida e approvada a acia da ante-
cedente.
Foi lido o seguinle
EXPEDIENTE.
Um ollicio do vei'eador snpplenle, Bernardo Anto-
nio de Miranda,,dizendo que, por doenle nao poda
tomar parle nos trabalhos desla cmara o que feria
logo que melhorasse.Inteirada.
Oulro do bachare Francisco de Farias Lemos, de
24 de dezembro ultimo, dizendo ler assumido, na
mesma dada, o exercicio da primeira vara dojuizo
municipal, e a delegacia do primeiro dislricto desle
tormo, no impedimento dojuiz e delegado efiectivo.
Inteirada.
Outro do procurador, apresentando o bataneo da
receita e despezas municipaes do mez de dezembro
ultimo, e do cemiterio publico, ro trimestre de ou-
lubro ao dito rae? de dezembro.A' commisso de
polica. '
Oulro do fiscal de S. Antonio, dizendo ter-se-lhe
representado contra o mo cheiro que exala du fa-
brico de carvao animal de qoe nsam duas ret nncoes
existentes na ra da Concordia, o que elle fiscal ve-
rificara ipdo ses eslabelecimentos, e suppondo
que islo pode offender a salubrdade publica, trazia
ao conhecimenlo da cmara para providenciar.A'
commisso de saude publica.
Oulro do fiscal,do Recito daladode 7 do corrento,
participando que, por doent, nao podia comparecer
a sessao desse dia.Inteirada.
Outro do administrador do cemiterio, remetiendo
a reUcaodos preros dos carros fnebres qne condu-
zirrfm cadveres aquello eslabelecimenlo no mez de
dezembro ultimo, na importancia de 5540000 rs.
Ao procurador para arrecadar os por ceios.
capitel, c consta-nos que a commisso de hygiene le-
va eOeito esla medida.
OSr. !. lente Torrezno, comm,unante do Gua-
nabra, d noticias de ler chegado a Baha, no dia
15, o vapor francez L'Aienir, com 32 das de viagem
de Cabo Verde, d'onde viera a vela, por nao ler rece-
liido carvao. A machina do Avenir, segundo refere
o mesmo commandanle, he a hlice, e chegara alli
partida. Vinbam a bordo 50 e tontos passageiros, e
lodos atteslavam o bom tratamenlo que haviam re-
cebido do commandanle e dos ofBciaes, durante a
viagem. O vapor devia demorar-se ua Babia para
repararas avariassoffridas.
Chamamos a altencao dos leilores para es dous of-
ficos que seguem, e com cuja leilura se devem des-
engaar aquelles que lem dado ouvidos aos boato'
espalhados de dezembro para c, de que o governo
mandou de novo dar execuco a lei do censo.
Exm. e Rvm. Sr. Respondcndo ao ofllcio que
Ex. Rvm. me dirigi nesta dala, lenho a honra de
declarar-lhe em primeiro lugar que al esto mo-
mento nenhuma ordem recebi do governo imperial
para dar execuco au regulamenlo n. 798 de 18 de
junho de 1851, conhecido vulgarmente porLei do
censo ; e em segundo lugar que os boatos que co-
mo V. Ex. Rvm. refere em o citado ollicio circulara
deque (al regulamenlo vai ser agora posto em ex-
ecuco, silu oleiraraente falsos ; podendb, porlanlo.
V. Ex. Rvm. affirmar isto mesmo a todos os parochos,
afim de que riles asssim o manifestara a seus paro-
chianos iludidos Geos.guarde, etc.
Officio do Exm. Hispo Diocesano a que se refere
o cima.
Illm. e Exm. Sr.Consla-me que pessoas mal in-
tencionadas prali.iaia perturbar a paz e tran-
quillidaile de-la pfeincia, dizendo que o gover-
no mandou recenlemente por em vigor a lei do cen-
so. Rogo, perianto, a V. Ex. se digne providenciar
sobr este objeclo como melhor convier.
Dos guarde a V. Ex. Palacio da Soledade 19 de
Janeiro de 1854. Illm. eExm. Sr. conselheiro Pre-
sidente desla provincia, Joo, Bispo Diocesa no.
10 prc
fJbti
Lisboa 7 de dezembro de 1853.
Ja passaram Ires semanas depois do infausto acon-
lecimeolo que relalei a V. na minha precedente car-
la, e ainda al hoje nao se passou unt s dia em que
ou por uma circumslancia, ou por oulra, se nao le-
nha avivado a recordariio de 1.1o inesperada calaslro-
phe.
No dia 3 do corrcnle, se verificou a ceremonia mu-
nicipal da quebra dos escudos ; mas sem a pompa e
acompanhamento usados no lempo da anliga monar-
chia. O prestito, em yez de se corapr, como algum
dia dos altos funcionarios da magistratura, dos jui-
zes de lodas as varas da cidad, do senado da cma-
ra, da casa dos 24 efe, constava nicamente dos 3
juizes de direilo dos 3 bairros, dos 3 administrado-
res, dos vareadores d cmara, e dos seus empregados
da secrclaria. Precediam o prestito official uns 200
empregados pblicos, que voluntariamente concorre-
ram a este aclo, e uma deputacao do centro promo-
tor das classes laboriosas. A testa desla ia o famige-
rado Sampaio, principal redactor da Recoluco de
Setembro, e um despilares da actual siluaco po-
ltica, como um dos chefes dos progressistas alijados
do ministerio Saldauha-Rodrigo. Depois de quebra-
dos os escudos no terreiro do Pajo, na praca do Ro-
cn, e no largo da S ; ocorpo municipal assislio na
greja de S. Antonio, as exequias que a expensas suas
fez celebrar pela alma da fallecida soberana. I)o-
braram durante todo o dia, os sinos de todas as gro-
jas, e houve ai salvas fnebres das fortalezas e na-
vios de guerra, at que se concluiram os offlcioj. Es-
GOlABCA DE V4ZARETII
16 de Janeiro de 1854. *
Temos chegado a quadra mais penosa possiv el, para
esta localidade: -tendease disseminado a peste de be-
xigas pela cjdade, os nossos malulos, que com razo
consagram um verdadeiro horror a'semelhaute en-
fermidade, teem-se ausentado ; a feira acha-se re-
duzida de mais de melade do que era d'anles; e por
conseguale, leem os generes subido, quasi na mes-
ma razo.
A este mal vem junlar-se oulro nao menos consi-
deravela falla d'agua :Aqui ha s uma fonte de
servenlia publica, e esla- lem escassiado lano, que
j nao chega para os diversos misteres, de que se pre-
cisa : d'aqui vem, dizem-me, ter-sej prohibido, sob
pena de prsao, a lavagem de roupa em dila fonle.
Voltando as bexigas, cujnpre que diga, que sao
ellas de um carcter benigno, sendo que, se algumas
puncas vctimas leem feilo, he por mo trato, ou tal-
vez, por facilidades indesculpaveis.
No dia 9 do mez que vai correndo, falleceu na ca-
deia desla cidade o prelo Miguel Francisco Cardoso,
que alli jazia ha mais de um anno, sendo o sea maior
crim o ler levado uma punhalada; a trra lite seja
leve !
No da 4 do mesmo mez foi morio em resistencia
no lugar de Aldea, do segundo dislricto de Tracu-
nhem, o desertor Mathias Jos Rbeiro, feriudo antes
de morrer a Francisco Gomes dos Santos, que fazia
parte da palrulha que o ccrcou.
Nesse mesmo dty do 4, e no lugar de Rbeiro de
Pedras, um prelo escravo de Jos Nunes, assislindo
ao levantamento de um eleio, foi por este machuca-
do ; isto he, licou com uma pertia bstanle fractura-
da : o senhor querendo salva-lo, conduzo-o para
aqu, onde merreu logo depois de lhe terem feilo
amputarn: o operador foi um intitulado, sem titulo,
medico que aqui chegou nos das passados: ha quem
julgue que o prelo nao morreu, mas que soffre al-
guma syncope, por lhe terem ministrado duas onras
de ludano com vinho; pomn como fosse logo dado
a sepultura, licou sempre arranjado.
O destacamento volanle marchou nos dias passados
para Pedras de Fogo, onde demoron-se alguns das,
para effectuar algumas diligencias qtie se faziam ne-
cessarias. Dzem que em sua dggresso locara no
engenho Bonito, onde foram tratados a vela de libra,
como se rosluma dizer ; e que em seu regresso para
esta cidade prendeuaos desertores Pedro da Silva e
Antonio Francisco, e, apprchendeu seis fondos de
granadeiras.
Behto Alves Prasin, de quem lhefallei em umay
das minhas epstolas1 passadas, trata de interpor r
curso da pronuncia para o Dr.juz de direilo, seix'do
que para esse fim dra uma j^ptiflcarao era ca'mo
achava-se nessa capital no lempo, em que succedica u
crime de quo he acensado; bom modo esle da'jusli-
lcar a innocencia 1 Se pega a moda nao haverj mais
criminoso ; mxime, se a justificarlo fon dada ., reve_
lia da juslica ; tudonomundose v. /
Honlem leve lugar a insta liaran da junta rCs isora
da qualificacao desla fregar, in, g ^j ^i:omposta
assim: presidenle, Jnao Rufino do AbreuA vogaes,
Elsiario Gomes de Mello, Manoel Gomes PUiero,
Joao Vellio Brrelo Coulinho e Francisco Wier
Brrelo Cou/iuho: os Ires ltimos, nao quereod!
car pelo lempo que a lei determina, aliguaram.esca
>' a Ires sbgeilr, que deixaram em seus lugares.
tro do mesmo, remetiendo 7J)000 tjue pagou o
thesoureiro da irmandade do Espirito Santo, para
poder inhumar-se em uma das respectivas cata-
cumbas o cadver de Manoel Francisco Machado, a
que se refere a guia n. 6202 oblida gratuitamente.
Quo fosse remellida a importancia ao procurador.
Outro do v garlo dos A logad os, remetiendo omap-
pa dos baptisados d'aqnella fregueza, no semestre de
julho a dezembro do anuo prximo 'rindo.Que se
archivaste.
Oulro do fiscal de S. Jos, remetiendo os inappas
po gado morlo para consumo, as semanas de 12 a
18, de 19 a 25, e de 26 de dezembro ao 1- do cor-
rele, sendo ao lodo 1410 rezes, inclusive 202 pelos
particulares.Que se archvasse.
Mandou-se remetter commisso de edificarlo o
requermenlo de Fox hthers, requerendo modili-
cac|o no alinhamenlo da plaa da cidade, na parte
que coiiiprcliendc o terreno silo nos fundos do seu so-
brado da roa da Cadeia, onde pretende construir um
armazem; bem como a informarn do engenheiro
cordeador sobre a pelcao de Antonio Pedro das Ne-
ves, tambera acerca da mudanra de alinhamenlo do
mesmo lugar.
O Sr. vereador Reg, requereu que se nao remel-
tesse a S. Ex.c. o ollicio pedindo um emprestimo pa-
ra se acabar capella do cemiterio, conforme re-
querera na sessao passada, visto achar-se a sua exi-
gencia prevenida pela lei do orcamenlo- do anno
passado.
Continuou a apuraran dos votos e foram apuradas
as authenlicas de Nazarelh, Lmoeiro, Cabo, S. An-
tao, Serinhaem, Rio Formoso, Bonito, Aguas-Bellas
e Garanhuns.
Despacharam-se as pelic.es de Jos Jacintho Sil-
veira, e de Luiz Manoel Rodrigues Valenca, e le-
vanlnu-se a sessao.
Barao de Capibaribe, presidenle. Mamede.
Vianna.Gameiro.Oliveira.
--------WtOltil
REPARTICAO' DA POLICA.
Parte do dU 19 de Janeiro.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. quo das
parles hoje recebdas nesta repartico, consta to-
rera sido presos: ordem 3o delegado suppleote do
primeiro dislricto desle lermo, Filppe de Sena
Moura, paraaveriguacoes policiaes; ordem do sub-
delegado da fregueza de S. Fre Pedro Goncalves,
o preto Nicolao, escravo de Joaquim Francisco de
Alm, por haver dado uma bofetada, e o pardo Ma-
noel Jos, por ferimentos; ordem do subdelegado
da fregueza de S. Antonio, Joao Francisco de Pau-
la; a ordem do subdelegado da fregueza de S. Jos,
o preto Chrislovao, escravo de Joao Cavalcanl de
Albuquerque, por andar fgido, e Antonio Marlins
da Silva, por ebrio, e haver espancado sua propria
mai; e a ordem do subdelegado da fregueza dos
A logados, o prelo Manoel Flix, porsnspeila de ser
desertor. ,
Dos guarde a V. Exc. Secretoria da polica de
PernambucolO de Janeiro de 1854Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Bnlo da Cunha e Figueiredo,
presideute da provincia.U dosembargador Cize-
tano Jos da Silva Santiago, chele de polica in-
terino.
O vapor Guanabara Iruuxe-nos da Babia a cor-
respondencia de Lisboa, que deixamos transcripta
em lugar competente.
MOCADO.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
dalo
Chegpn honlem dos porlos do sul o vapor Guana-
bara, trazendo-nos jornacs do Ro. de Janeiro qoe
alcancam a 11 do corrente, da Baha a 15, e do Ma-
cei a 12.
Adanlando apenas um dia aos que nos vieran) pe-
to Lusilania, nada quasi encerrara os joroaes da cor-
te que lenha grande inleresse.
Coutiuuava-se a tratar alli da eleiclq ra preen-
cliimento-da vaga de um senador, pela rtrovincia do
Rio, e o partido conservador ou do governo apreseu-
tra como candidatos os Srs. consethsiro Euzebio de
Queiroz; visconde de Baependy, c veador Joao Pe-
reira Darrigue Faro.
Foram promovidos a segundos cirurgioes altores do
corpo desande do exercilo os Drs. Ayres de Oliveira
Ramos, Joaquim Jos de Araujo e Policarpo Anto-
nio Araponga do Amaral.
..Foram nomeados: para commandanle do vapor
Mag, que se esl construindo em l.ondrr*, o capi-
llo lenle Lourenro da Silva Araujo Amazonas;
para ofliciaes do mesrajo primeiro lenle Luiz da
CunhaMoreir; eos segundos ditos Joao Travassos da
Costa, ^oscEvangelista Cordeiro de Araujo Lima,
Augusto Nello. de Mendonca: commssaro, Francis-
co Alexandre, de Victoria; escrivlo, Jos Correia \
Fernandes; cirurgio, Dr. Emygdio Jos Barbosa.
Varios roubos se haviam commettido na corle, mas
de pouca consideracao.
O Jornal ito Commercio acensando carias de S.
Paulo com clata de Udo crreme,' diz ter-se proce-
dido alli eleico primaria para a vaga de um sena-
dor pela mesma provincia, sem que* Iranquillidade
publica fosse alterada. O partido da opposirno, se-
gralo havia annunciado, nao disputou a eleico em
nenhum dos collegios ondeos governislas seachavam
em maioria; e tal era o numero dos eleilores sabidos
drs fileiras d'estes, que nem possibilidade havia de
entrar na lisia trplice um nome da opposiro, em
/ora livesse olado'do governo 4.candidatos.
Na Baha tambera nao se descuidavam os ralo-
neros de incommodarcm os propretarios. No dia
14 do prsenle aroanhecea roubado o armazem de'fa-
zeodas dos Srs. Cropp l.eay & Companhia, na ra
Direila do Commercio, sendo o roubo avalado em
perto de4:600^000 rs. Na mesma occasiao foi rou-
bado o Sr. Aria n i. eslabelecido na sobredi la casa,
levado-lhe os ladroes cento e tantos mil ris.
I.r-se no Jornal da Baha :
A commisso de hygiene em o dia 13 do corra-
le vsitou as salgaderas, depsitos de couros, de os-
so e duas rehilaras. Todos esses eslabelecimen-
tos acham-se no fregueza do Pilar, e segundo somos
informados as salgadeiras e depsitos de couros e os-
sos, eslSo em pessimo estado. O cheiro incommo-
do que exhalam e oulras causas, acomelham a remo-

O contrato das carnes verdes.
. Nos quoque.... ,
Nova celeuma setovaola contra o contrato das car-
nes verdes, pobre decrepito, queja correo os seus5
sextos de idade, e vai declinando para o ocaso da
vida.O anno passado eramos conlraladoresopomo da
discordia; contra elles eram as vociferac/es, os
apodos, as invectivas, os sarcasmos mais pungentes,
as extravagancias e falsidades mais repugnantes ; ho-
je he contra a autoridade, que fez altera cues no con-
trato primitivo, e a palavra povo entra em ludo isto
comoPilatos no credo ; mas Plalos era governador
da Juda, e o pobre povo nao governa nem a sua pro-
pria casa.
Diz-se, mas diz-se raula mentira, muito falsida-
de, e mui la calumnia ; fallase, mas falla-sc muito
justamente quando ha menos em que fallar,' porque
lodos fallam menos de suas proprias vidas ; cadaum
reservado seu quinhao paia os oulros, e a vida de to-
do o mundo esta exposta. lingua do mundo todo por
nma compensado bem trivial, islo he, pela regra de
que ninguem v a trave nos seus olhos, mas en-
jerga uma aresla nos alheios. Se tudo quanto se diz
fosse verdade, muita gnl andara envergonhada do
que diz, porque tem consciencia do contrario, e nes-
se jogo de dize l,dreieu passa-se a vida ,
qae nao he oulra cousa mais do que um- episodio da
divina comedia de Danto.
Temos ouvido dizer lana cousa do contrato, que
muilo tememos nao acabeesse negocio como oschou-
tcos de Porlugal ; j ouvimos izer queem cerlo
dia. linha apparecido carne nos acougues que nao
pareca de bo, era carne de rato, de cachorro, ou....
quem sabe! de gente talvez ; acensarlo lerrivel que
vai bolir com o Sr. Virea, pessoa a quem muito res-
peitamos, de louge bem Atendido. Se a moda pe-
gasse, triste dos gordo* p*a boa arrobacao, e entao
onde se melteria o pai d pobreza Bem y&opoco
que a mentira tambara lem seus inconvenientes, e
que se a mentira pegasse, udariara todosassustados,
(emendo chegasse a sua vez.
Contra o contrato, porm, falla-so pela bocea pe-
quena ; hoje o escndalo he eontra as modificaces
de 13 de dezembro ultimo, attenlado inaudito con-
tra as garantas do poco, contra a liberdade, igualdade
efraterndade"; allentado igual ao de 2 de dezembro
de 1852 em Franca, que acabou com uma repblica
democrtica, universal, social e liberal. J se vio um
allentado semelhanle 1 qual ? o do golpe de astado
da Franca'! nao ; he o do golpe de estado de Per-
namliuco, e tudo no mez de dezembro, l e c, com
diuerenca de um anuo Em dezembro de 1852 cahe
a golpes de cemilarra uma repblica social, n'oulro
dezembro de 1853 oahem por Ierra por um golpe
de .de penna nos parece, a berdade, igoaldade
e fralernidadedosPernambncaoos !! '"T '
Com effeito, se ha despotismo atroz, he esle, que
nos oliriga a pagar 5'rs. de mais por libra de carne
durante o verSo, 5 rs. Mas o governo era obrigado
a fazer modificaces no contrato de 6 de junho de
1851, sempre que se desse algum dos casos fortuitos
previstos pelo mesmo contrato ; dous pareceres da
commisso, que o governo noraeou para esto efieifo,
ambos concordan! na necessidade,dessa5modlcarcs,
ea lei 311 de 13 de maio do anno prximo passado,
lambem o aulorisa debaixo de certas condroes, que
foram religiosamente guardadas ; quid inde f foi um
desaforo, um allentado e um golpe de estado, e te-
mos dito* *
Allentado, e attenlado inaudito 1 Tudo a favor
dos fornecedores, nada em bem do povo! quem ja-
mis ouvio dizer cousa que se assemelhasse no enligo
e no no\o mundo ? Oh! ni* omnes, qui Iransitisper
ciam .... Aqui n3o ha so attenlado, ha dr profun-
da, ha magua,, ha choro, e lagrimas de arrecentar
incipit lamenlalio Jeremas prophelrf... Cinco rs.
por libra de carne para os contraladores e nada par&i
o povo E o hospital do caridade '.' bagalella, o po-
vo nao necessita de hospilaes, basto carne barata i
cusa dos oulros,de quera trabalha,porque O povo he
soberano, e nao necessila (rabalhar ; assim o dizera
os grandes philnsophos como I). Quixnto, Gil Braz,
Fr. Gerundio. Palmrim de Inglaterra, e sobre lu-
do o famoso Panlagruel no seu tratado de economa
domestica.
Pois o gado custa dinheiro ? boa asneira ; nao lia
mais do qae apfeha-lo nos arrecifes e traze-lo para
as Cinco Pontos, onde bem se podia distribuir ao po-
co gratis; mas dizem que ha uma companhia, qae
lem empregado sdmmas avalladas uesse manejo, e
assenla que esse dinheiro deve ler um lucro por mo.
dco que seja ; mas nao enxerga todo o mundo, que
os socialistas nao admitiera juro do dinheiro, uem in-
teresse algara doscapitaes accumulados ? Pois enllo
a companhia devia conleutar-se com empregar o seu
dinheiro e o seu lempo, anda com algum prejuizo,
porque tudo isto est nos principios da ciencia eco-
nmica, que nao falla, segundo diz certa gente mui-
lo amiga do poro. *
Mas, de que povo? Ora, do povo miudo, porque
ha povo de todo lote como gado, isto he, miado e
gratulo, e o povo miudo ha que gosla de carne ba-
rata, eo gran lo que v laba. O povo miado lem
sea advogados e procuradores gratis, e o grado
paga' ludo islo a bom dinheiro ; o povo miudo faz o
que quer, e o grado vai para a cadeia peto que nao
quer ; o miudo nao trabalha, e o grado trabalha pa-
ra ludo*; o miudo come sempre ou deve comer, e o
grado uem sempre tem que comer; o miudo he so
berano, e o grado servo humilssmo,' pela, regra de
que nao ha amo sem criados ; o miudo lem guela e
barriga, o grado s deve ler barriga sem guela ; fi-
nalmente omitido he um cavado de estimaran, c o
gratulo um sendeiro, que s serve para caagalha, e
quando muito um qaarlo de ambas as sellas.
J houve quem dissesse que o povo era um ani-
mal insacavel, que todo elle era barriga ; ora, se
lodo elle he barriga, claro esl que uo lem bracos,
eeoiao nao pode trabalhar ; islo he mais claro que
um dia do vern ; mas se o povo he toda a gente, se-
gue-se que ninguem pode trabalhar, salvo os contra-
tadores das carnes verdes, que nao slo gente nem fa-
zem parle do povo; elles que trabalhem, que para
isto Ibes deu Dos bracos e borts bracos, e enlio de-
vem dar carne de graca, e boa carne e bem gorda ao
povo ; e osto estamos nos perfeilamente de accordo.
E se nao dcreni 1 Ora, o povo que a tome por sua
conta e risco, segando dizem os advogados e procu-
radores do povo, que para isto Iraballiam de graca
Cr alguem qae nos chacoteamos ? Esto engaa-
do, fallamos com toda a sinceridade do nosso coraco
comoparle interessada, porque somos povo, e bem
se v, que alguma cousa deve nos locar por casa
nessa distribuirlo graluita e popular. Viva o povo
o a liberdade, grilava uma mulher arremangada,
empalmando algamas pecas de fazenda de orna toja
abcrla a tiros de'bala na fechadura, nos aziagos das
de setembro de 1831; viva o povo e a liberdade sri-,
lavam os assassnos de 26 e 27 de julho de 1848, o
que deu causa a que uma commisso de 1,8 membrus
da assembla proviucial fosse ao vice-presidenle de
entlo pedir-lhe medidas de repressao. Eis ah essas
duas entidades, povo e liberdade, que bem maneja-
das ao um man.
O poco a que vem o povo ero quanto discusso
disparalada, einquanta polmica e desenvoltura, em
quanla qucslo ha, seja poltica ou econmica, seja
jurdica ou social'! pobre povo, verdadeira besU de
carga, ou biombo para occullar masellas, de que to-
do o mundo r alravez dos poros desse espantallio, ao
passo que ninguem faz caso de suas dores, nem de
seus tormentos, de sua tome, nem de sua nudez. O
povo I grto que ninguem entende, e que lodos fal-
fam; engrimanco, que no lem propor^Ocs nem no
corpo nem na alma; entidade que ninguem quer
ser, e que muita gente anecia de adorar ; dolo de
barro, a quem se acerato uma vela por dianle para
dar-lhe um ponta-p por delraz ; especie de Santo
Antonio, a quem ainarram ou afogam denlro da jar-
ra por qualquer negro que fuja ou galnho que se
perca ; eis-ahi o povo 1
Voltelos ainda ao attenlado de 13 de dezembro
ultimo, a esse decreto fulminante, que acabou com
as liberdades publicas desla cidade e suas vzinhan-
jas, desdeFra de Portas at o Poco da Panella, des-
de Santo Amaro al os Afogados. Se livessemos um
parlador sempiterno como Vctor Hugo, ouviriamos
a cada momento, buida de cada sepultura gritar
contra u t\ raimo, contra o despota que augmentou
o preco da carne, contra o acelerado que havia usur-
pado os direilos do povo, aniquilado suas liberdades
e sua fortuna, e invadido o sanctuario da igualdade
e da fralernidade. Com effeito, o Sr. Jos Benlo he
reo de um crime atroz, e deve acabar mal, segundo
dizem pessoas entendidas na materia, principalmen-
te os advogados e prod^radores do poco.
Se a esse enormealtenladoo dos cinco rs.jtvermos
de adiccionar outro, seno maior, ao menos de igual
gravidade, enlo, pobre do Sr. Jos Benlo onde ir
elle parar? Queris saber qual he esle segando al-
lentado 1 pois bem, vede e horrorisai-vos hurres-
co refeiens perdoou, uo dzemos bem, fez esmla
ou mimo, presento ou cousa que o valha, de 37 eoli-
tos de rBTle multas aos conlraladores. He verdade
que a somma montava pooco mais de sete con los;
mas qaem coala um cont acrescnta nm ponto, e
nao he nluito dizer-se 37 couloeoiianilo s so Ira lava
dsete e tanto; esft quanlia, porm, era muito di-
minuta, e nao podia servir de ponto de aecusasao;
ora veja, para tudo ha remedio, foram 37 enSosele,
e o povo tem razao no qae diz, seja verdade ou nao,
porque islo he arligo de consciencia onde ninguem
pode metiera rolo.
O certo be que o Sr. Jos Benlo, dzem por ahi,
metiera as algibeiras dos conlraladores mais de 200
con los em moedas de cinco ris; e que os laes con-
lraladores mandaram ludo islo para o banco de In-
glaterra, para onde pretenden) mudar-se logo que se
acabe o contrato; e islo tem seus visos de verdade,
porque nos consta que eslao aprendendo inglez. Se
os Americanos do norte chegara a perceber que o con-
trato he uma nova California, aqui temos ama guer-
ra como a do Mxico; o enlo nao he do Amazonas
que se trata, mas do Capibaribe, alias mais graduado
que aquelle grande rio, porque j he un baronato.
Que bella virtude lem o Sr. Jos Benlo: foi tocar no
contrato, e corncrou a chover ouro, ouro e mais ou-
ro, como Jpiter seduzindo a Danae; uma chuva de
ouro deve ser cousa muito bonito.
Seno foramos lo crdulos, como somas, nao acre-
ditaramos em taes feiliraras; mas forra he dar cr-
dito ao poco; diz-se, falla-se, rosna-se, e he mrsler
dizer e fallar como .odos, sjjb pena de passarmos por
mal avisados, ou por tolos, e Dos permita que tal
nos nao aconleca. Esto contrato, han de ve-lo, aiuda
tem de ir Roma crismarse comoSanto Padre, por-
que esto nome tem papeiras ,. pelo menos nao se
acha nokalendario. O cerlo he que entre o Sr. Jos
Bento, o contrato e o povo ha urna diabrora que nin-
guem entende; daqui a seis mezes veremos quera
ganha na testa ; por ora j sabemos qaem ha de per-
der, he o contrato se nao chover muita agua em Ja-
neiro e fevereiro em vez de ouro.
J veni os nossos leilores, que o contrato fui en-
carado por todas as suas taces, e que de qualquer la-
doqueseveja he um escndalo dos escndalos, se-
gundo diz o poco, e o povo diz sempre a verdade,
ainda quando mila por quantas juntas lem. Os
contraladores sao uns moustros, especie de rei Midas
enm suas orelhas de burro, que fazem ouro'de todo
quanto locara; e o Sr. Jos Bento? he o inimigo li-
gadal dp povo, que s cuida de hospitaes, como se
lodos fossemos uns leprosos, fra hospital, fra o
contrato, grita o povo em sua soberana, e nos dire-
mos flor n'ossa vez, que juizo nos d Dos, .e ainda
mais vergonlia para nao darmos o triste espectculo
de uro povb sem cosluraes aorado em.juiz de mo-
raldade. S. P. Q, II.
Nao tenhas, minha musa, tnedo dille
l'aiAatcndo de rijo, fogo tulle.
*
Srs. redactores. Adrede deixei de responder as
duaspalavrasde um amigo braslerb doSr. Joaquim
Baptista Moreira, publicadas no seu bem conceilua-
do Diario n. 8 de 11 do corrcnle, esperando que al-
guma cousa se dissesse acerca de minha segunda cor-
respondencia lambem alliapparecida, principalmen-
te por parte do dito Sr. Moreira, que devia pressu-
roso acudir em sua propria dele/a, para o que nao
lhe fallara recursos ililellectuaes por ser um dezmis
distioclos ornamentos desle foro. Mas, observando
que Dem q_lal amigo db Sr. Moreira vollou carga,
nem elle mesmo, qual oulro polyphemo nada se
quer mover, surgindo en lugar de ambos um exlra-
nlio, sob a assignalura P. L. no Diario n. 11 de 14
do andante mez, e outro no de honlem denominado
Jutus, isto he, a mesma obra em diversos vola-
mes, apresso-me, ainda que alquebrado c elieio das
molestias inseparaves da minba idade, a despregar
lodas essas correspondencias repregadas em falsas,
intormacoes, e oulraicontunteliasstgundo as expres-
les do primeiro d'aquelles correspondentes, ou
amigos.
Quanto seria digno para o Sr. Moreira dar um
publico testem'unho de ser'inexacla a creara, de al-
guns degenerados lusitanos, de S. S.* nao sedefen-
der por ser nimiamente estupido, como querem pro-
var com a parte do seu ollicio de 12 de abril de 1850
dirigido ao governo por tugue/., publicado na gazeta
dos Iribunaes de Lisboa n. 1210 de 13 de julho do
mesmo anno, e transcripto no Diario de Pernambu-
con. 11 do 14 do presento mez, em que S. S.' ro-
gava-lhe,que mandaste publicar o ntappa dos fal-
lecimentos dos subditos de sua nacao,para conheci-
menlo dos mesmos fallecidos, e outras quejandas
sandices ? quanto seria bello e sublime, ver o Sr.
Moreira soltar as lorneiras da sua eloquencia, e de-
monstrar que elle sabe defender a propria causa, sem
o auxilio dos amigalhes, do mesmo modo que ha
sempre defeza para os mais nefandos crmes, segun-
do o talento do patrono ? Em summa, nao ha re-
medio seno resignar-me anda desla vez a sua po-
derosa vontade consular, que asscnlou conservar sem-
pre e hermticamente engarrafada toda a sua saben-
ca, e nao laucar as suas perolas apomts, mxime
quando em seu soccorro aecudiram to intrpidos
athletas.
He sobremaneira deploravel, que era uma queslo
loda de Porluguezes com o respectivo cnsul o Sr. seu
amigobrasileirosejlembrasse decontraellesexcitar em
sua correspondencia paixes ruins.como querendo ex-
polos ao sacrificio para desaggravo de nao terem
cegamento testemunhado a sua. insensibilidade
para com os seus 428 patricios opprmidos e garro-
teados pelo desalmado Joao dos Sanios, a bordo do
patacho Arrogante, que aqui aporlou, procedente da
lha" de S. Miguel. Qual foi o fim do amigo do Sr.
Moreira, se nao por amor dclle iudispor e excitar
odios dos nacionaes contra meas patricios, quando
se arrbjou dizer, que offerecemos um espetaculo
a escandaloso em trra ettranha, menoscabrnosos
' autoridades brasileiras, perturbamos a traquili-
colesses focos de ofecejio para lugares apartados da | para o poto, bem enlendido.
imprecarlo, e de tamaito ultraje ?! Em que prali-
cou-se o conculcamenlo das leisdo Brasil, o menos-
cabo as suas autoridades, e a perturbacao do socego
publico?
Sabemos perfeitiroente, que estamos em um paiz
verdadeiramenle constitucional, o qual amae idola-
tra, e sobre maneira preza a liberdade. bem como na-
luralroenle odeia de morle .toda a oppressao e vio-
lencia conlra os direilos individuaes; logo o quepra-
[leamos nao foi um aclo reprovado e indigno, como
dsseo amigo do Sr. Moreira, e anles he publico e
notorio, que mereceu a approvaco eral dos nacio-
naes, que cheios de honra e dignidade a seu turno,
se conspiraran! nao s conlra aqoelle malvado capi-
15o do patacho Arrogante, se nao lambem contra
prioSr. Moreira,quea tudose mostou 13o indiflerente
e impassvel (qual um verdadeiro raussulmano) e nao
lite aprouve dar as providencias,que caban) em sua
aleada.Sim, buscamos essa auloridada porlugueza,
que por iofelicidade nossa aqui foicollocada para pro-
tegernos, e pedimos-lhe por bons modos quaesquer
providencias conlra os escandalosos lacios que occor-
ram, na firme persuasao de praticarmos o que sem-
pre foi permit ido em loda a parte a cidadjh de ama
nacao livre, e pelo contrario o qoe se tornou muito
estraiihavel foi essa mesma autoridade, longe de dar
as providencias necessarias'se apresentassevociferan-
do e barateando injurias aos seus patricios que qua-
lifico.u de canalha, quando bem vio e observou, que
nao era um pugllo ou lurba multa de lusitanos
amolinadores, laucos, intrigantes, insubordinados,
leimosos, degenerados e incejosos dasuaposieoelc,
como por elle repeli o tal seo amigo, mas sim para'
mais de 100 pessoas independenles e reconhecjda-
mente pacificas, negociantes e propretarios abasta-
dos, que alli concorreram, e com loda a calma e mo-
derarlo possiveis, exerceram um direilo chamado de
representacao ou pelcao, os quaes nao obstante te-
rem sido por elle tAo maltratados cora innmeras
injurias verbaes, ameacas de caceladas, e de repetir-
se a horrvel carnificina dos dias 26 e 27 de junho
de 1848, nao fizeram alarma algum, por que leem
mais a perder que o Sr. Moreira, e nunca lendo si-
do desordeiros na propria patria, sem duvda agora
o nao seriam em oulra eslrnnha, a qual em abono
da verdade seja dito, lo franca a generosa hosplla-
lulade lhes tere liberalisado, pelo qoe sabemos tri-
butar-lhe o mais acrisolado reconhecimento e verda-
deira eslima, rfcom maior sinceridade do que o Sr.
Moreira, que ntreos Brasileiros se ostento com um
estudado refalsamenlo, ao passo que na ausencia del-
les faz-lhes crua gaerra, e diz votar-lhes rancrfi- .
gadal.
Esles fados foram teslemunliadospor todos.que alli
appareceram e poderiam ser allestados pela propria
autoridade policial, chamada aquelle logar pelo Sr.
Moreira, sendo que es6 apenas leve de fazer conler
um irmao do mesmo Sr. Moreira, por elle mandado
confundir se enlre os seus patricios que presentes es-
lavam, para esbordoar os que mais desabafavam os
seus resenlimentos contra 13o ignobil proceder, coja,
provocarlo poderia ler sido devidamenle repellida,
visto como,os Porluguezes nunca foram nem hao de
ser escravos dessa raca de amoreras, verda-
deros parsitas queso vsam os proprosintereses.e
s querem os cobrts da najao, que lao indignamen-
te representara.....
Dizem os toes amigos do Sr. Moreira, que elle deu
as providencias necessarias, autos da imprensa bradar
em nome da huroanidade, e de havermos assim chi-
mado conlra o brbaro Iralamento dado aos nossos
patricios vindos a bordo do patacho Arroganle.sobre-
postos uns aos oulros, e quasi asphyxiados, pbisque
requerelia logo a capitana umavisloria, titila, ou
cousa que o vaina, para que foite competente aqui-
lalaia a capacidades aquelle voto, para commodo
de teas passageiros, e eOectvamente por essa razao
aqai desembarcou a quarla parfe delles, sloiie, 98
nicos que traziam patsaportes; que e qoe mais nao
lheera possivel fazer.comose lhe exigi, de ordenar o
deembarque do restante dos passageiros.o regresso do
navio para a lha de S. Miguel donde viera, pois alo
se haviam de rasgar os passaporles lacrados na refe-
rida ilha, cojos sellos somenle devero romper-ee uo
consulado do Rio de Janeiro, sendo a jurisdicio
consular, restricta certas estipolac/Jes dos tratados,
e as instrucc^es do seu governo, e para prnva cita o
tal primeiro defensor do Sr. Moreira o seguinle tre-
?ho de Wealhon elementos de direilo internacio-
nal( lomo I.- pag. 136 S II.) o Em as oacoei chris-
tesa jurisdicao dos consu^T, giros ageules do
commercio limita-se geralroente a decisao de litigios
em materia civil enlre os negociantes, os marinhei-
ros, e oulros cidadaos do estado residentes em paiz
estrangeiro, ao registr dos testamentos dos contra-
tos, e oulros actos celebrados peranle o consol, e a
ccmseryacfio dos bens dos seus compatriotas fallecidos
na airada ou denlro da jurisdcj :he sem duvida
toda essa tirada fielmente transcripta, uma verdadei-
ra divagado banal, insulsa e frivola qanto he pos-
sivel, como passamos a demostrar.
!. Menlc coro toda a impudencia o orgam doSr.
Moreira, quando diz quesveram 273 passageiros.
a bordo daquelle barqunho, por qae se como elle
mesmo allirma, aqui desembarcaran) 96, isto he
quarla parle, segundo b seu clcalo e doJP, L., he
conseqaenle e lgico que veram 392 individousfvis-
lo como lal he o producto de 98 multiplicado* por 4)
cujo numero accresccntando-se 44 da tripolarao
conforme a parle official da entrada do predito vaso,
e os que alli suicidaram-sc, e foram trucidados, pre-
faz exaclamen le os 428 que lanos dito, baverem sido
conduzidos, logo he preciso possuir-se um desfaea-
menlo e descaro a loda prova para lar) torpemenle '
dullerar-se a verdade. ,
2.- Teodo o Sr. Moreira sabido, que o tal vaso,
(cuja capacidade mandoucomplelamenle aquilatar,
como diz o seu orgam) era de 203 tonelladas de tola-
cao, e Irazia 273 passageiros, segundo afirma o dito
seu amigo no comero da sna correspondencia, ou
382 no meto delta, quando na realidade eram 428, e
eslava perfeilamente inteiradodo conteud das por-'
larias do sea governo de 19 de agosto de .1842, e 11
de ontubro de J853. alen de oulras que terminante-
mente ordenan) aos cnsules loda a vigilancia para
que os barcos vindos ao dislricto da sua jurisdirao
uo c^wflgzjmjriais de dous passageiros por cinco to-
nelladas, sob peuas rigorosas lie iambem conseqaen-
le e lgico que S. S. nao desconhcendo a arithme-
lica, esabendo dividir 203 tonelladas da lo laclo da-
qucllk navio por 5, para cada dous passageiros,
obleria logo, e logo a convicro de qtr ttfVaso uo
devia fer frazido da ilha deS. Miguel mais de 80 pas-
sageiros, nem a polica daquelle dar passaporle a nu-
mero superior, e por consegu nle que os de mais pas-
saporles eram illegaes, e bem assim que c uer fossem
273 ou 282 passageiros, como alternadamente dizem
os amigos do Sr. Moreira, (alias na realidade 428,)
prefaziam um completo excedente impnrlSvrt-a-lo-
nalegam do dito navio.
A visla desla inconcussa argumentarlo, nao resta a
mnima duvida, quo ao Sr. Moreira cabla a facolda-
dc providenciar a respeito do caso occorrido, novo
genero de piralaria, tanto mais quanto pelo artigo
156 do regulamenlo consular de Porlugal de 26 de
novembro de 1851, lhe he muilo commendado so-
bre isso o mais escrupuloso cuidado, e de mesmo mo-
do que elle nao dexaria esrapar nutro qoalquer cri-
minoso do seu paiz : logo S. S. podia tfr"_feilo de-
sembarcar aquelles passageiros, seus pllricios, que
vieran) perfeilamente opprimidoj, e ttarbaramenle
tratados, sem precisar requerer capitana do porto
urna celelterrima visloria quo diz ler havido, mas de
qne nao ha meio de obter uma cerldao, sem carregar
anda com responsabilidade alguma, e independente,-
menle de romper os passaporles do navio, queso de-
viam ser aberlos no consulado do Rio de Janeiro, e
deo fazer regressar para a ilha de San-Mignel,eo*o
calumniosamente dizem os laes seos amigos, que lhe
exigimos. Cu ropre aqui observar, que, segundo dv
se o P. em saa, correspondencia, o Sr. Moreira
naquella saniao dos seus.patricios no consulado,
inoslrou a algumas deesas pessoas as orden reserva-
das do seu governo, sobre essa especie, de cojo'pro-
cedimenl.o resulla qae elle revelan o segre-
do, que leve cquhecimenlo em razao do sen offi-
cio, e por isso perpelrou o crime previste pelo artigo
290 do cdigo penal de Portugal (decrete de 10 de
dezembro de 1852), alm de pretender desacreditar e
lanjar dest'arle ao governo, que representa o
sligma de contradictorio em suas dfsposicie*,
pois leudo baxado aquellas duas portaras cima ci-
tadas, expedisse particularmente a esse agenleoulras
em manfesta opposic.ao.
.S.- Se nlo he crvel, que na Uta de San-Miguel
mais de 80 passageiros do patacho Arrogante, com
203 tonelladas de lotaco, obtivessem passaporles, de
9

a dade publica, e desrespettamos impunimente ai
leis do paiz, que desde 1821 de So bom grado nos accordo coro, as citadas portarlas (de 19 de agoste de
lem hospedado, e enxido as algibeiras de muilos 1842, e 11 de oulubro de 1853), como permllio o
a de meas irmaot ?! Por ventura, pelo procedimen- Sr. Moreira que aqui desembarcassem os 98, isto
to que tivemos, tornarao-nos dignos de lo tremenda I he, 18 alm daquelle numero ? Por ventora para o
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DIARIO DE PERNAMBUCO SEXTA FEIRA 20 OE JANEIRO OE 1856.
desembarque dai]uelles80 passageiros que trouxeram
paasaportes, e dos 18 sem elles, fui preciso ao Sr. Mo-
reira eflecluar o rompimenlo dos sellos do lal barqui-
nho ? L)ar-se-iia o caso de que pelas laes ordena re-
servadas do governo pqruyuer.dirigidas ao dilo se-
nhor.eqne ellerooslrou aalgumaspessoas(comodisseo
P. L.) rossem esses individuos os nicos indicados pa-
ra aqui desembararem ? Onde vio ou descobrio o
Sr. Moreira, que dado mesmo o caso de terem os ou
Iro passaseiros daquelle barquinho passaporles para
o Rio, nao podessem aqoi desembarcar como qne-
rlam lodos'! Serio os passaporles dados para de-
monstrar em qoalquer ponto de chegada que aquel-
es em favor de quem silo passados, estao livres e nao
sao criminosos no da partida, ou valero semiente co-
mo os taes sellos, que deveriam romper-se in fall sol -
mente, no caso de ffectuar-se o desembarque da mino-
ra ou tolalidade dos passageiros, segundo altinnam
os taesorgosdo Sr. Moreira '! Sendo sobreinaneira
difllcil a satisfactoria resoluco,-mi cabal resposta a
estes quizilos, hebem visto que os tass amigos ou do-
res do Sr. Moreira cada vez estio comprometten-
mais a sus causa.
4.' Aindaamcsmo suppondo, que a .capitana do
porto'declarasse em o lal e\ame do barquinho, (ou
viso por elle mandado competentemente aquilatar)
qne elle comportava o numero de passageiros restan-
tes a bordo, lo he, 175 (a ser 273) ou 28* (a sera882)
em razo de terem aqui desembarcado 98, como al-
ternadamente affirma o amigo do Sr. Moreira. deve-
ria este Sr. cnsul seguir o alvitre daquella reparli-
r.ao, ou observar as preditas portaras do seu governo
que expresamente Me determraavam nao consentir
mais de dous passageiros por cada rinco tonelladas da
lolaco do novio que os ti ver conduzido ? Islo pos-
to para que o Sr. Moreira prevalece-so dessa coarc-
tadada supposta vistoria da capitana do. porto para
conhecer a carga dos passageiros, que devia compor-
tar aquello barquinho, quando o seu governo mins-
trou-Ihc ni meio muito fcil de por si mesmo ave-
riguar, e reconhecer essa capacidade, determinando
Por aquellas portaras, que navio algum admiltisse
mais de dous passageiros por cada 5 tonelladas,a me-
nos que S, S. ignore absolutamente a operadlo arilh-
melicPde dividir 203 tonelladas (lolaco do patacho
Arrogante) poro, para obter noquocienle um nume-
ro, que multiplicado po 2, dar 80 passageiros que
deveria comportar o predito barquinho ? Ora, que o
Sr. Moreira lem conhecimenlos de arthmetica, prin-
cipalmente as con tas de sommar e regra de juros,
le., nSo pode entrar em duvida, por que provado es-
ta pelos fados correles de que S. S. soubo bem faier
as contas da extermnr-lora, c fatal cmprea de Mos-
samedes, as quaes anda nao den, em urna palavra-
da boa applicacao das pingues herancas dos seus pa
tricios aqui fallecidos sem herdeiros e ab infstalo
dos quaes assim se lem mostrado mais amigalliSo qoa
dos que vivera, de continuo" o vem, e admirama su
gentileza ; logo se S. S. pralicou agora dvejsamcn-
le, i a elle incumbe explicar as razoes, que a issoo
moveram, e na verdade escapara ao alcance da minha
fracs intelligencia.
5.- Prosegue o orgao do Sr. Moreira, citando o
supradilo trecho de Wealon elementos de direilo
iniern acional tomo 1- pag. 136, 11,em que se a-
cha flxada a extensao da jurisdccao consular, talvez
para dar a entender que aquelle seu constiloinle ou
cliente nao podia exceder os limites deltas. Nem a
doutrina desse dislinclo escriptor he nova, 'por que
he a repetirlo do que todos os outros (eem dito sobre
tal assumpto, comoMalheus Uireto'das Gente* I*, 1
s I47,e 148, Water da mesmaobra annnlada porSII-
veslrePinheiroL.2, 3*,liv4, 75, Schmalz pag.
86, Belime philosophia de direilo t. 1, liv. 3, cap. 2,
pag. 310, Ferreira Borges, diccionario jurdico com-
dizendo uns que existe urna especie de compadresco
em favor de certas casas privilegiadas, que lem cer-
teza de adiar all dinheiro ; quando a outras he recu-
sado com as mesmas garantas, as mesmas seguran-
zas e as mesmas vanlagens; se isto he verdade para
que essa excluso"? para que esses favores? O fim da
crearan do banco fo a baixa do juro, para favorecer
com imparcialidade o commercio e a industria, dan-
do aos seus accionistas um beneficio razoavcl. Ter-
se-ha satisfeilo a esta especlaliva ? Existir por ven-
tura essa exclusao o esses favores?
lima administraran verdaderamente sabia, deve
ter em vista o interesse nacional, pis he para esse
lim que o banco obtem um juro de metade de seu
fundo em capital imaginario; deve proceder coma
rdlior imparcialidade; nao deve favorecer a nin-
gnem, deve cmlim prcencher o lim de sua creacao,
desgosle emiiora este ou aquelle collega; se he ver-
dade que aquellos fados exislem, o que anda du-
vidamos, parece que as cousas nao vao em boa mar-
cha, e muito convm que alguma cousa diga quem
esliver a pardas operarnos do banco, para desman-
char semelhantes ncrepaces. Seu constante leilor.
O ob!ervador.
rUBLlGACAO A PEDIDO.
S0J.ET0
Offerecido ao Sr. Joao dos Santos,
capitao' do patacho-Arrogante.
Horrivel proceder, atroz cruento
De am brbaro impostor algoz malvado!
Seus palrisios vender, tendo-os roubado
Por meio de illuses, ao patrio alent
Negra infamia, de um monslro vil, sdenlo
De ambicio e interesse reprovado,
Tu passars impune '.' Dos irado
Teu crime liado vingar atroz, cruento.
as paginas da historia pnrlusueza
Urna mancha deixaste, um sello eterno
Contra as mais doces leis da ualureza. ,
O remorso cruel, monstro do inferno,
Vivo le lia de singar tanta fereza,
Morto te ha de levar ao negro averno.
j.
carga bacalho ; a James Crablreo & Cnmpanhia.
Rio de Janeiro18 dios, patacho brasileiro llenri-
que, de 142 toneladas, capitao Joaquim Jos dos
Reis, equipagein 9, farga caf e mais gneros ; a
Manuel da Silva Santos. Passageiro, l.uiz Leite
I iu i maraes.
Buenos-As res26 das, hrigue hespanhol S. Miguel,
de 213 toneladas, capilao Mariano Ventosa, equi-
pagein 13, carga carne secca ; a Viuva Amorim &
Fillio.
Santos16 das, brigue hambnnznez Atalante, de
320 toneladas, capilao J. 1'. Wisemborg, equipa-
gem 14, em lastro; a N. O. Bieber & Corapaulifa.
Sacias-gaidas no mesmo dia.
Santa CatharinaBrigue brasileiro talle, capitao
Jos Pedro da Cunta Bilancourl, carga assucar e
sal. Passageiro, o padre Manuel Amaucio Brre-
lo e 5 sobrinhos.
MarselliaPolaca franceza Conslant, capilao Faur-
neau, carga assucar.
BahiaBrigue inglez Talbot; com a mesma carga
que trouxe. Suspendeu do lameiru.
EDITAES.
commercio;
l-RACA DO RECIFE 19 DE JANEIRO AS 3
DORAS DA TARDE.
ColaeOcs officiaes.
Cambio sobre Londres a 27 7(8 d. 60 d|v.
Descont de letras de 3 mezes 12 por cepto ao
anno.
Dito de ditas de 5 e 6 mezes11 por
Frete para o Canal901-e 5 por cenlo pi
* saceos.
ALFANDEGA.
Rendimcnto do dia 1 a 18. ,.
dem do dia 19 ." ....
anno.
car em
168:3278892
14:1t8S45t
mercial, verbo consol, c at a respeito acha-se um panhia.
182:4468343
Descarregam hoje 20 de Janeiro.
Barca ingleza Cruzader mercadorias.
Barca ingleza Bunita carvao.
Barca ingleza /(honda carvo e ferro.
Brigue sueco Selma taimado, nixe ealcalro.
Date Som Olinda vnho e fiassas.
Dale brasileiro Amelia ferro e charutos.
Brigue brasileiro Veremos pipas vasias e gne-
ros do paz.
Importacao
Hiale nacional Amelia, \indo da Bahia, manifes-
tou o seguinle :
14 volumes mercadorias, 1 caixa cortes de vest-
dos, 7 caxoes. 1528 caixinhas e10 barricas charutos,
74 fanlos fumu, TI) talhas hinca sidra.la, 150 copos,
100 garrafas e 196 ahtuidares de barro, 550 quarli-
nhas, 4 arrobase 24 libras rap, 1500 adas lenha,
2M betas de piassaba, 2 duzias toros de Jacaranda ; a
ordem.
4 quarlolas cal em pedra, I caixo charutos, 2
meias pipas lirio floreuliuo ; a Meurou & Coin-
I
excellenle artigo no peridico Panorama (que S. S.
necesariamente lera lido) de 1840, lomo 4, pag. 323,
nem para o caso vertente ha precisao de appllcar-se
mais do qne o direilo positivo, escripto e recebido pe-
la nacao, que representa o Sr. Moreira. Por esse di-
reilo j^constituido no paiz do Sr. Moreira, isto he,
pelo regulam julo consular de Portugal de 26 de no-
vembro de 1851, artigo 43, acha-se determinado o se-
guale : O consol ser o protector das vuvas, e de
todosossubdilos portuguezes naufragados, desvalidos,
oupresioneirosquechegarom ao seudistriClo.peloarl-
go37sediz: acoutecendo que qualquer nacionalcon)*^
mella qualquer accao, que desacredite o bm nome
portuguez everio respectivo empregado, consular
tomar as previdencias que lite parecerem adeqoadas,
emfira, pelo artigo 157 do mesmo regulamenlo est re-
commendado aos empreados consulares o mais es-
crupuloso cuidado acerca dos subditos de Sua Magos-
tado Fidelissima nao munidos de passaporles de au-
loridada portugueza, cuja disposico coincide com as
das portaras de 19 de agosto de 1842. e 11 de oulu-
bro de 1853; mas le ndosido perfeilameote nteirado
o Sr. cnsul Moreira que m ui los pairicios seus des.
volidos vieramsem passaporles da auloridade porlu-
gueza, opprimidos, voleotados em suas lberdades,
brbaramente tratados e quasi aspliysiados pelo de-
generado lusitano Joo dos Santos, e em numero mui-
to superior ao que comportava o barquinho que os
conduzio.faclo muito deshonroso ao nome portuguez.
finalmente que lodas aquellas victimas do caniba-
lismo de semelhante monstro enlre lagrimas e sulucos
pungentes,dejoelhose asmaos postas invocavam a
snaprotecsao consular, pediam e sopplicavam por
ludo quanto he sagrado, que os lirassem daquelle
verdadero inferno, e os Irouxessem para Ierra, senti-
mentos que bem ao vivo entao exprimimos ao Sr.
Moreira, esperando as providencias que elle devia
dar em observancia das referidas disposicocs.em hon-
ra da digndade nacional, S. S. nao poda recu-
sar-se a essas juslas c nicas rogativas, qpe se
lhe fazia, as quaes nao tendiam para concesser
de nm obsequio, ou de um favor, mas sim ao lel
desempeoho das funecoes do emprego que exer-
ce e haveudo-se mostrado i ludo nsensvel
a al inxoravel a ponto de nao negar
lodas providencias cabveis em.^ua jurisdicao
como de ir mesmo em pessoa a burdo daquelle bar-
quinho dizer ao malvado capilao Juo dos Santos,
quenaohavia mais lempo a perder, aspendesse a
.ancora e parlisse, eormtlestemunharim os catraieiros
que o conduziram, procedimentoJjnUj mais prfido
indigno e torpe quanto antes assegurara, sob sua pa-
lavra de honra; aos seas patricios all reunidos, que
ia fazer desembarcar aquella pobre genle : log he de
palpitante evidencia.queoSr. Moreira.dest'arte cous-
l itiiio-sc um empregado prevaricador .perpelrou os cri-
roes previstospelosarls. 15i, 225,227, 287,334, 330,
328do codigu penal de Portugal (decrelodelO dede-
.embrode 1852),islo lie,merece>erdcuil(ido,erundii-
zidoem charola para o Limoeiro.ou lugar mais dis-
pelo, se assim entender o governo portuguez,a quem
os subditos dessa naco vao recorrer implorando-lhe
proleecao, qne nao sabe dar-Mies am menino aqui seu
repreAatante. Sim, lie de crer, que'o paternal go-
verno de Soa Mageslade Fidelissima, nao ha de dei-
xir de a Hender aos justos clamores dos seus 'lillios,
de dar-lhcs umverdadeiro protector, livrando-osdes-
sa philanciosa crianca espalhou entro elles e
outros individua uma circular de 4 de Janeiro
de 1851 (que podemos dar-lhe toda a publicidede),
oflerecendo-separa oeste fro |nCBB,bMe do patro-
cinio de causas, o que exPreMrneme ,|loho proi.j.
ludo pelo arl 39 daquelle regulamenlo consular, (*) e
quitas mullas cousm referid* no novo melhodo, que
iremos pondo no olho da ra, segundo o trtaro em-
tico qua S. S. nos for mandando.
Nano lim ogo he desconceitnar, e miiiio meiios of-
fender a invulneravel pessoa do Sr. Moreira, porque
oprezamot, respeamos e somos seus fiis admirado-
res, mas sim, convencer ao .publico, que sabemos re-
pellir os injariosos epilhelos com que S. S. nos mi-
moseou de degenerados lusitanos, canalha, etc., os
quaes s podem caber aquellas que, se dzendo escu-
dados em alias protecoes.elc, etc.
Aoejinclnir este artigo, pedimos de novo ao Sr.
Moreira que appareca em sua propria defeza, pois
que islo lhe he mais propro o airoso, em logar de
prevalecer-se de to mosurgos, que s lera sabido
improperar, e cada vez compmmctter a sua m cau-
98, o que sobretodo anhelamos par dizermos e pro-
varmos o restante que cu lien a sua espera, e para
Lisboa va entregue e bons amigos seus.
Adeos,Sr. Moreira.sade e patacos para a sua va-
gem lhe desej, oseo patricio a amigo,
O telho portuguez.
Recite 18 de jaeeiro de 1854.
StnKores redactores. Tenho oavido qneixarem-
se algunas pessoas dos senhores directores do banco,
5 barricas graxa ; a Tasso & Irmo.
150 resmas papel ; a Manuel Alves Guerra Jnior.
2 caiMjles franjas de algodo ; a I. II. (iaensley.
1 caixinha 4 relogins de miro, 1 dita com 30 ditos
de prata dourada; a G. Belmont.
1 caixa latas com sopa de ervas, 189 caixinhas cha-
rulos ; a Polycarpo Jos l.ayne.
3 camastras mullios ; a N. O. Bieber & Companhia.
1 caixa penles de chifre, I dila mercaduras ; a I.
H.Dencker.
3 caixas cortes de vestidos ; a J. Keller & Com-
panhia.
6 volumes chitas; a James Ryder & Companhia.
2 caixas charutos; a Willers."
1 caixao charutos ; a Antonio Jos dos Santos
Vieira.
2 fardos fumo; a .Manuel da Silva Santos.
HialeJiasloDaJJ&jo Olinda, viudo da Bahia. con-
signado a Tasso & I rinao, manifest o seguinle :
100 barris vnho, I caixa folha de cobre, 200 cai-
xas massas, 30 barris azeite doce. 1585 caixinhas e 6
ca6es charutos, 15 acras caf, 50 barricas ara de
moldar, 3 saccas colla, 15 fardos tabaco, 2 caxoes
chapeos d baeta ; a ordem.
3 caixas bezerros ; a Manoel Joaquim Ramos c
Silva.
2 caixas lencos pintados, 1 pacole meias de laa ;
I. D. Gaensley.
1 caixa mercadorias ; a I. II. Dencker.
2 caixas charutos; a A. Willers.
100 caixinhas charutos ; a Manoel Aol
Santos Ionios. \
389 caixinhas charutos ; a Manoel Alves Guerra.
Vapor nacional Guanabara, viudo dos portos do
sol, manifestou o seguinle :
1 caixa ; a Bailar & Oliveira. I I
1 dita ;E. A.Lopes. W *$.
1 barrica e I barril; ao Baro de Beberibe..
1 caixote ; a Joaquim Ferreira Mondos Guima-
raes.
1 lata ; a Jos Candido de Barros.
1 embrulho ; a Octavano Souza l'ranca.
1 caixote; a Antonio Jos Gomes do Correio.
1 pacole ; a C. J. A si ley.
1 pacole ; a Antonio Joaquim Seve.
1 volume lypos ; a J. F. Barbosa.
Patacho nacional llenrique, viado do Rio de Ja-
neiro, consignado a Mfnoel da Silva Santos, manifes-
tou o segonte :
1 f caixas rap, 5 caixes chapeos, 3 ditas doce, 454
saccas caf, 8 barricas farinha > mandioca, 75 latas
cha, 24 barris toucinho. 92 rolos fumo. 300 caixas
sabo, 180 barris azeite doce, 50 barris e 90 meios
ditos manIciga, 40 barris vnho, 100 caixas passas,
2 caixas fazendas ; a ordem.
30 barris azeite doce ; a Joao da Silva Regadas.
2 caixas fazendas ; a Me. Calmont!
1 caixao mercadorias; a Manoel William.
56 saccas caf ; a Nnvaes 1 caixo chapeos ; a Ferreira & Araujo.
3 barricas farinha de mandioca ; a Jos Sapprity.
CONSULADO UEKAL
Kendimento do dia 1 a 18
dem do dia 19.
PI VERBAS PROVINCIAS. .
Rendmeutodo dia 1 a 18.....fi:7l
dem do da 19.......41
%:2299I7
Exportacao'.
Parahiha, himo Santa tuz, de 31 toneladas,
conduzio o seguinle ;284 volumes molhados.
Davre pelo Rio Grande do Norte, barca franceza
Jos, de 289 toneladas, conduzio o seguinle :3 ca-
xoes com 1,602 libras e meia de cobre \ el lio. 1,515
saceos com 3,575 arrobas de assucar, 137 ditos coro
714 arrobas e6 libras de algudflo, 283 eouros salgados
com 8,346 libras, 1 barrica caf, 1 caixa coro 24 li-
bras de doce.
Parahiba, hiale nacional Flor do Brasil, de 28 to-
neladas, conduzio o seguinle : 510 volumes mo-
lhados.
KECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Kendimento do dia 19..... 3639228
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia 1 a 18.....28:4I6$I04
dem do dia 19 .,.....2:2349753
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria provin-
cial, em cumplimento da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 22 do correnle, manda fa-
zer publico, que nos dias 7, 8 e 9 de fevereiro pr-
ximo vindouro, peranle junta da fazenda da mes-
na lliesouraria, se ha de ano.....I. ir quem por me-
nos lizer, a obra do acudo na Villa Bella da comar-
ca de Paje de Flores, a\ aliada em 4:OO4$0OO rs.
A arrematarlo ser fela na forma dos arts. 24 e
27 da le provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas esperiaes abaixo copiadas.
As pessoas quo se propuzerem a esta arremata-
cao, cumpa recan na sala dassessOes da mesma jun-
io, nos di.is cima declarado pelo meio dia, compe
tenlemenle habeHladas.
E para constar se mandn afiliar o presente
publicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernam-
buco, 24 de dezembro ci 1853,O secretario,
Antonio Ferreira d'Alinunciarao.
Clausulas esperiaes pura arremataciio.
1,a As obras deslc acude serao taitas de confor-
Nnidade com as plantas e orcamenlo, appresentades
testa data a approvacao doKxui. presidente da
vincia, na importancia de 4:0049000 rs.
2." Estas obras deverao principiar no prazo de 2
mezes, e sero concluidas mide 10 mezes, acontar
conforme a lei provincial n. 286.
3.' A importancia dcsla arrematarlo ser paga
em tres prestarles da raaueira seguinle : prime ira
dos dous quintos do valor total, quando liver con-
cluido amclade da obra ; a segunda igual a primei-
ra, depois de lavrado o termo de recebimento pro-
visorio ; a lerceira finalmente, de um quinlo depo-
is do recebimento definitivo.
4." O arrematante ser obrigado a coromunicar a
repartico da obras publicas com antecedencia de
30 dias, o dia liso em que lem de dar principio a
exec,uc5o das obras, assim cuino trabalhar se-
guidamente durante 15 das.afim de que possa o en-
genheiro encarregado da obra assistir aos primeiros
irabalhus.
5.a. I'.ira tu do o mais quo nao esliver especificado
as presentes clausulas, seguir-se-ba o que determi-
na a lei provincial ri. 286, de 17 de maio de 1851.
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira
d'Annuneiacao.
_ O IUm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 26 do correnle, manda fazer
publico, que no dia 26 de Janeiro prximo vindouro,
vai novamente a praca para ser arrematada a quem
por menos lizer, a obra do melhoramenlo do rio
de Goiaona, avaliada em 50:6009000.
A arrematado ser taita na forma dos arts. 24 t
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a* esta arremataciio,
comparecam na sala das sessoes da mesma junta
no oa' cima declarado, pelo meio dia, competen-
temente habilitadas.
E para constarse mandn affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernam-
bnco, 17 de dezembro de 1853. O secretario, An-
tonio Ferreira d' Annuneiacao.
Clausutas%speciaes para a arremataftio.
1.a As obras do inelhoramenlo do rio de Goianna
far-se-hao de conformidade com o orcamenlo. plan-
tas e per lis, approvudos pela directora em couselho,
e apreseuladns a approvacao do Exm. Sr. presiden-
te da provincia, na importancia de 50:6009000.
2.a O arrematante dura principio as obras no pra-
zo de tros mezes e as concluir no de (res annos,
ambos contados pela forma do artigo 31 da lei n.
286.
3.a Durante a execucao dos trabadlos, o arrema-
tante ser obrigado a proporcionar transito as cano-
as e liar cacas ou pelo canal novo ou pelo trillio ac-
tual do rio.
4.a O arrematante seguir n^ execucjio das obras,
a ordem do Irabalho qua '. t determinada pelo
engenheiro.
5.a O arrematante ser oM^rado a aprescnlar no
Uro do primeiro auno, ao menos, a quarta parte das
obras prompla o oulr-i tanto no lim do segundo an-
no, e faltando a qualquer* dessas eondires pagar'
uma multa de l:00agO0O.
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira
d'AnnunciacSo.
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da resoluco da junta, manda
fazer publico que no da de fevereiro prximo vin-
douro. vai novamente prara para ser arrematada
perante a mesma junta, a quem Pr menos lizer, a
obra do aterro e empedramenlo da primeira parte do
prjmemilanro da estrada do norte, avaliada em
.A arrematarlo ser taita na forma dos artigos 24 e
*2*J*t lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851, e
a.3. sob. as clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematarlo,
comparecam na sala das sessoes da mesma junta, no
dia cima declarado, pelo meio dia, competentemen-
te liaLilil.ul.i-.
E para constar so mandou allhar o presente, e pu-
blicar ueloDiario.
Secrevarfo'da lliesouraria provincial de Pernambu-
codejansjirodi-18.)}. O secretario, -
Antonio Ferreira d'Annunciarao.
tausulas esperiaes para a arrematara/).
1.a Esta obra ser fela de conformidade com o or-
namento approvado pela, directora em conselho, e
nesla data apresenlado a approvacao do Exm. Sr.
presidente da provinciana iniportancade28:096S887
ris.
2.a 0 arrematante dar principio as obras no prazo
de dous mezes, e os concluir no prazo de quinze
mezes, ambos contados de conformidade com o artigo
31 da lei provincial n. 286.
3.a Desde a entrega provisoria da obra at a entre-
ga definitiva, ser o arrematante obrigado a conservar
I a estrada sempre em bom estado, para o que dever
ler pelo menos dous guardas empregados constante-
mente neste senico.e fara immediatamenle qualquer
reparo que lhe for determinado pelo engenheiro.
4.a O pagamento desla obra ser feiio em quatro
preslac,es iguaes : a primeira depois de tailo o terco
das obras do lauco : a segunda depois de completa-
dos os dous lercos : a lerceira quando forem recebi-
das provisoriamente : e a quarta depois da entrega
tt definitiva, a qual ter lugar um anno depois do rece-
738| bmenlo provisorio.
5.a Para ludo o mais que nao esliver determinado
- as.presentes clausulas, sesuir-se-ha o que dispe a
speilo a lei provincial n. 286.
Conforme.O secretario,
Antonio Ferreira- d'Annunciaeo.
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria provincial,
em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia de 3 do correnle, manda fazer publico,
que no dia 26 de Janeiro prximo vindouro, vai mi-
samente a praca para ser arrematada a quem por
menos Gzer, a obra do acude de Paje de Flores,
avaliada em 3:1909000 rs.
A arrematado ser taita na forra dos arts. 24 e
27 da lei provincial n. 2157 de 17 dw maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematadlo,
comparecam na sala das sessoes da mesma lliesou-
raria no dia cima declarado, pelo meio dia, compe-
tentemente habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesonraria provincial de Pernam-
buco, 14 de dezembro de 1853. O secretario,
Antonio Ferreira Secretaria da lliesouraria provincial de Per-
nambuco, 24 de dezembro de .1853. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciarao.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
1.a As obras leste acuita, sero taitas de confor-
midade com a planta o orcamento, approvados pe-
la directora em conselho, e appresenlados a appro-
vacao do Exm. Sr. presidente, importando em
3:8149500 rs.
2.a O arrematante dar comec;o asaobras no pra-
zo de 30 dias c terminar no de seis iezes, conta-
dos segundo o art. 31 da lei n. 286.
3.a O pagamento da importancia da arrematarlo,
.ser dividido em tres parles, sendo uma,do valor de
dous quintos, quando houver feto metade da obra,
nutra igual a primeira quando entregar provisoria-
mente, e a lerceira. de um quinto, depois de um
anno, na occasiaa da entrega definitiva.
4.a Para ludo o mais que nao esliver especificado
as presentes clausulas, seguir-se-ba o que deter-
mina a lei u. 286.Contarme. O secretario,
Antonio Ferreira WAnnuneiacao.
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria provincia
em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda fazer publico, que no dia 23.1 o
fevereiro prximo vindouro, vai novamente a praea
para ser arrematada, a quem por menos fizer, a obra
dos colicortos da cinicia da villa de Garanhuns.ava-
liada em 2:2499240 rs. A arremalacao ser taita na
forma dos artigos 24 e 27 da lei provincial n. 286
de 17 de maio de 1851, o sob as clausulas especiaes
abaixo copiadas. .
As pessoas que se propozerem a esla arremataciio,
comparecam na sala das sessoes da junta da fazenda
da mesma lliesouraria, no dia cima declarado, pe-
lo meio dia, competentemente habilitadas.
E para constarse mandou afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernam-
buco 30 de dezembro de 1853. O secretario,
- Antonio Ferreira da Annunciaciio.
Clausulas especiaes para a arrematadlo.
1.a Os concerlos da cadea da villa de Garanhuns,
far-se-hao de conformidade com o orcamento appro-
vado pela directora em couselho, e a proseo lado a
approvacao do Exm. Sr. presidente, na importantla
de 2:249*280 rs.
2.a O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de dous mezes, e dever cdnclui-las no de seis
mezes, ambos contados na forma do artigo 31 da lei
n. 286.
3.a O arrematante seguir nos seus Irabalhos ludo
o que lhe tur determindmelo respectivo engenhei-
ro, nao s para boa exeaueao das obras, como em
ordem de nao inulilisar ao mesmo lempo para o ser-
vico publico lodss as partes do edificio.
4.a O pagamento da importancia da arromataciio
ter lugar em tros presla^oes iguaes ; a 1.a, depois,
de taita a metade da obra ; a 2.a, depois da entrega
provisoria ; e a 3.a, na entrega definitiva.
5.a 0 prazo de' responsabilidadesenide seis me-
zes. .
6.a' Para tdo o que nao esliver determinado as
presentes clausulas nem no orcamenlo, seguir-se-ha
o que dispe a respeito a lei provincial n.286.
Conforme. O secretario,
Antonio Ferreira da AnnunciaqSo.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, era cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, manda fazer publico, que no
dia 26 de janeru pruximo vindouro, vai novamente
a prac,a, perante a junta da fazenda da mesma the-
souraria, para serem arrematados a quem por menos
fizer, os Irabalhos da conservarlo da estrada da
Victoria,' as aliados em 5:5179600.
A arrematarSo ser taita por lempo de um anno, a
contar do da em que o arrematante lomar conta
da estrada, e sob as condic.oes abaixo.copiadas.
As pessoas que.se propozerem a esla arrematado,
comparecam na sala das sessoes da mesma junta, nd
dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habetadas. .
S para constar se mandn aflixar o presente e
publicar pelo Diario. -
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 17 de dezembro de 18a3. O secretario, A.
Ferreira d'Annunciarao.
Clausulas especiaes para a arremalacao.
1.a Os Irabalhos da conservaran permanen leda es-
trada da Victoria sero execgtedos de conformidade
com o orcamenlo approvadofela directora em con-
selho, e apresentado a approvacao do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, pelo lempo de um auno, e na
importancia de 5:5179600.
2.a O pagamento da importancia d'arrcmStacao
ser dividido em prestarnos mensaes de uma duod-
cima parte, vista do certificado passado pela di-
rectora das obras publicas.
3.a Para Indo o qu nao esliver determinado as
prsenles clausulas e no orcamenlo, seguir-se-ha o
que dispe a lei provincial n.286.Conforme. O
secretario, Antonio Ferreira d'Annunciarao.
O Illm. Sr. inspector da llicsauraria provin-
cial, em cumprimenlo da resoluciio da junta da fa-
zenda, manda fazer publico, que nodia 26 de Janei-
ro prximo vindouro,sao novamente a praca para se-
ren arrematadas a quem por menos fizer, as obras
neressarias a fazer-se junio ao acude de Caruar,
valladas em 1:9809000 rs.
A arremelacao ser taita na forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 286 i|e 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
A" pessoas qne se propozerem a esta arremalacao,
comparecam na sala das sesses da mesma junta, no
dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretara da thesonraria provincial de Pernambu-
co Irde dezembro de 1853.O secretario,
Antonio Ferreira da Annuneiacao.
Clausulas especiaes para a arremataciio.
' 1.a As obras necessarias a fazer-se junto ao acude
de Caruar para evilar-se as lillrncc.es. serSo execu-
tadas de conformidade como orcamento approvado
pela dii rotuna em conselho e apresentado a appro-
vacao do Exm. Sr. presidente da provincia na int
portanca de 1:9809000 rs.
2." As obras principiaro no prazo de um mez e
lerminaro no de dous, contados conforme o arl. 31
da lei n. 286.
3.a A importancia da arrematarlo sera paga em
duas preslacGes iguaes, sendo a primeira quando
houver tailo a metade das obras, e a segunda na occa-
siao do recebimento.
4.a Para ludo o mais que nao est especificado
as presen les clausulas, seguir-se-ha a lei n. 286.
Conforme.O recrelario,
Antonio Ferreira da AnnunciarSo.
' O Illm. Sr. inspector da thesouraria" provin-
cial, em cumprimenlo da resoluco da junta da fa-
zenda, manda fazer publico, que no dia 26 de Janei-
ro pruximo vindouro, vai novamente a praca para
ser arrematado a quem mais der. o rendimento do
imposto do dizimo do gado cavallar nos municipios
abaixo declarados:
l.imoeiro. avallado.....'lnwirlr por 589000
Brejo, por 509000'
Ba-VislaeEx,por^| 1989000
A arremalacao seri'lMta por lempo de tres anuos,
acontar do I. de judio de 185& 30 de jiuilio de
1856.
Os licitantes comparecam ra
DECLARACOES.
CORREIO GERAI..
As malas que deve conduiir o vapar Cuanabara
para os portos do norte, principiaim-se a fechar boje
(20) a 1 hora da tarde, a depois dessa* hora al o mo-
mento de lacrar, recebem-se correspondeycias como
porte duplo.
Carlas"seguras vindas do sul para os senhores :
Antonio Leonardo Mendnnra, Fr. Antonio de S.
Benlo'Nunes, JoscAITonso Moreira, Jos Gonealves
llellrau.
Pela subdelegada da polica de S. Jos do Re-
cita, se annuncia a apprehensaodc7 palaces : i-piem
scjulgar com direilo a elles, compreos na mesma
subdelegada para lhe seren entregues.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia de 17 do correnle, manda convidar aos
proprietar'ios abaixo mencionados enlregarein na
inosinu lliesouraria, no prazo de 30 dias, a contar do
dja da primeira puhcaco do presente, a importan-
cia das quotas com que devem entrar para o calca-
mento da ra da Aurora. Advertindo, que a falla da
entrega voluntaria, ser punida com o duplo das re-
feridas quotas, na forma do disposto no 2. do arl. 1.
da le provincial n. 297 de 5 de maio de 1852.
N. 62 Joao Jos de Carvalho Moraes 525868.")
60 Joao Vieira da Cunha 3885655
58 lierdeiros de Herculano Alves da
Silva 3885755
n .56 Thereza Gonratlves de Jesns Azevedo 4059930
5J Manoel Gonealves da Silva 3695221
52 Joanna Maria de Dos 3105925
c 50 Maiia Joaquina da Trindade 939276
a 48 Bernardo Duarle Brando 310992)
46 Viuvae herdeiros de Joaquim Jos
Lourenco da Costa 939276
a 44 Jos Jacintho da Silveira 1919326
42 dilo 2619952
a "40 Anlono de Azevedo Vilarouca 1369029
ic 38 Maria Theodora d'AssumpcSo 1169597
a 36 Dr. Joaquim Francisco de Miran-
da e oulros 1559426
34 Joan Vieira Lima 1949-326
32 Herdeiros de Jos llamos de Olir
vera 2029100
30 Joo Xavier Carneiro da Cunha 779730
28 dilo 779730
29 Templo dos inglezes 1:0588200
Reis 5:3609000
E para cooslarse mandou anisar o presetle e pu-
blicar pelo Diario. Secretaria da thesouraria pro-
vincial de PernambucO 19 de Janeiro de 1854. O
seorelarioAntonio Ferreira d''Annunciaco.
A capilania do porlo desla provincia convida a
todos os possuidores de embarcaces de qualquer qua-
lidadeou lote que sejam, qnr sejam de uso publico,
qur de uso particular, assim como aos individuos
nellas empregados, para que solicitara as competen-
tes licenras animaos o matriculas al o dia 31 do cr-
renle mez, das quaes deverao andar munidos ; pre-
venindo-os que dessa dalaem dianle todoe qualquer
que l.'.r encontrado sem que lenha satisfeilo as ilis-
p.isires dos arts. 73, 74, 75 e 76 do regulamenlo das
capitanas mandado execular pelo decreto 11. 447 de
19 de maio de 1816, tirar sujeito as penas indicadas
110 ultimo dusscilados artigos, e par que se nao allo-
gne ignorancia", faz publico o prsenle annuncio. Ca-
pitana do porlo de Pcrnambuco 16 de Janeiro de
1854.O capito-lciiente.
cenes ao auno fiuancero de 1853 1854: imposto de
3 por cento, dilo de casas de vender billieles e-caute-
las de loteras de oulras provincias, dilo de casas de
mudas, dilo de casas de jugo de bilhar.
t^SS?1*/
Qlim RECITA PASTORIL.
SEXTA-FEIRA, 20 DE JANEIRO DE 184.
Logo depois de execulada uma excellenle ouvertu-
ra, subir scena o melo-drama simi-sacro, dividido
em 5 quadros, #
4IIEVELVC\0 DO NATALICIO
.DO
1
Em seguida haver mais um acto lodo preenchi-
do d'arielas cauladas pela mesma companhia.
Dar lira o diverlmento com a excellenle dansa
chineza, composicao do Sr. De-Vecchy,'inttulada,
AS DOZE CHINAS
EM SEUS BRWOIEDOS.
Principiar s8 horas.
Caixa econmica de Pernambuco.
A direccaotem designado o dia'22 do
corrente para a priineira diwuuab dos es-
tatuto, e por'isso convida aos senhores
subscriptores"% comparecer nesse dia as
10 horas da man I uta, n ra do Trapiche
n. 17, onde podan tamban mandar ig-
ceber oprojecto dos mesmos estatutos.
Os senhores sacerdotes e religiosos,
que1qu7.ereffi celebrar por suliragio dos
irmos fallecidos, pdem comparecer to-
dos os dias uteis na matriz de S. Antonio
do Recife. O thesoureiro, Hemj(erio
Mu riel da Silva.
O desembargado!- Jeronymo Mar-
tiniano Figueira de Mello pede as pessoas
que lhe fallaran) para aforar terrenos
no seu sitio "la rua dos Pires, que ba-
jara de comparecer na casa de sua resi-
dencia, aitn deescolherem os lugares que
desejam e ellectuar-se o pagamento a-
diantado do primeiro anno de afora-
mento.
Cavalhadas na povoarao da Boa-Viagan.
Domingo, 22 do correnle. no lugar da Eoa-Viagetn,
junio i igreja, rorrer-se-hao cavalhadas bem organi-
sadas, com ludo que se usa em semelhantes diverli-
menlos.
AVISOS MARTIMOS
30:6509857
MOVTMENTO DO PORTO.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
i." As .abras desle acude serao feitas de confor-
midade com as plantas e ornamento apresentados a
approvacao do Exm. Sr. presideute da provincia na
importancia de 3:1905000 rs.

sala das sessoes da
mesma junta, no dia ci ma declarado, pelo meio dia,
com seus fiadores competentemente habilitados.
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pcrnam-
buco 17 de dezembro dc1853.-O secretario,
Antonio Ferreira da AnnunciarSo.
Illm. Sr. inspector da lliesouraria provincial,
em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda fazer publico, que no dia 10
de levereiro prximo vindouru, perante a junta da
fazenda d^hesma lliesouraria, vai novamente pra-
ca para ser arrematada a qncm por menos lizer a
obra dos.concerlos da cadea da villa do Pao d'Alho,
avaliada em 2:860$000 rs.
A arremata cao ser fela na forma dos arts. 24 e
27 da lei provincial 11. 286 de 17 de maio de 1851, c
sob as clausulas especiaes abaixo copiadas. .
As pessoas que se propozerem a esla arrematarlo,
comparecam na sala das sessoes da mesma junta nos
dias cima declarados, pelo meio dia, competente-
neule habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernambu-
co, U de Janeiro de 1854. O secretario, Antonio
Ferreira d'Annunciarao.
Clausulas especiaes para a arrematarSo.
1 .' As obras dos reparos da cadeia de villa de Pao
d'Alho serao feitas de conformidade com o plano e
orcamenlo, approvados pela directora em conselho,
e apresentados a approvacao do Exm. Sr. presidente,
na importancia de 2:S6O000 rs.
2.a Estas obras' deverao principiar no prazo d >a s. V'ra comec.arao no prazo de 30 dias o sa-
() Nao he permitlido ao empregado consular acei-
tar procurarlo as causasciveis ou criminaes.dospor-
tuguezes. que se Iratirem nos julios territoriies do
seu dislrklo, ele.
(Sota do oorrtsvonitnU).
Savias entrados no dia 19.
Rio-sle-Jaueiro e portos intermedios7 dias e 14 ho-
ras e do oltimo porlo 5 'j horas, vapor Cuunaba-
ra, de 500 toneladas, commandante o primeiro
lente Torreso, equipagem 47. Passageiros :
para esla provincia, Benjamn Jacintho Thomaz,
Hebrard- Paul Angust, Joo dos Santos Sarahyba,
Antonio Pinto d'Azevedo, Gio Baila Chcherole,
Deogralico i.assasue, sua senhora e uma irmaa, 4-
soldados, 21 presos de juslica, Thereza Maria de
Jess com dous escravos, Antonio Francisco Xa-
vier, o pardo forro de nome Joaquim, Jos Anlo-
no de Oliveira Feij, Clorinilo>Tiieodoro Pmen-
lel, r rancheo Gustavo de Oliveira Dantas. Luiz
Lucas Lorreia, Lrsulino Anlero d'Arrexellas llal-
v3o, r ranciscu,Ferreira d'Andrade, Joaquim Bap-
tisia dos Santos, Antonio Jos da Silva Braga,
Agoslinho Jos1 da Costa, Simia.. Trancisco Igna-
cio Machado,.Jos Joaquim de Mendonca, Manoel
Joaquim da Silva Leal, Joaquim da Silva Beeo,
Joaquina Mana do E.pirlo Santo, uma mulher
de un sentenciado ; para o Para, 4 officiaes do 11.-
batalhao de infamara. 59 pracas de pret do mes-
mo baialliao, 8 mnlheres e filhos das mesmas, o
alferes Jorge Eugenio de Locio Sylbz.
Baha17 das, liiate brasileiro Amelia, de 63 to-
neladas, mestre Joaquim Jos da Silveira, equi-
pagem 7, carga varios gneros ; a Novaes & Com-
panhia.
MnrTtrrrfrrit,. JrQijJ'Tihidif de New-Bedford ha 30
mezes, galera americana Monteiuma, capitao \V.
E. Tower, carga azeite de peixe. Veio refrescar
e segu para Newbedford.
Terra Nova45 das, barca ingleza Prospero, i
I 257 tonelada, capilao Jolm Tovdll, equipagem 14,
dous metes, e sero concluidas no de dez
contar conforme a lei provincial 11.286.
3.a A importancia desla arremalacao ser paga
em Ires preslarOes da maniraweguiute: a pri-
meira dos dous quintos do valor total, quando livor
concluido a melade da obra ; asegunda igual a pri-
meira, depois de lavrado o termo de recebimenln
provisorio ; a lerceira finalmente de um quinto de-
pois do recebiriiQiilu definitivo.
4.a O arrematante ser obrigado a commiuiicar a
reparlicao das obras publicas com antecedencia de
30 das o dia flxo, em que (era de dar principio a
execucio das obras, assim como Irabalhar seguida-
mente durante 15 dias, afim de que possa o enge-
nheiro encarregado .da obra assislir aos primeiros
Irabalhos.
5.a Para ludo o mais qne nao esliver especificado
as prsenles clausulas seguir-se-ha o que determi-
na a lei provincial 11. 286 de 17 de maio.de 1851-
Conforme.O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciaeo.
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria provincial
em cumprimenlo da resoluco da junta da fazenda,
manda fazer publico, que no da 26 de Janeiro pr-
ximo vindouro, perante a mesma junta, vai liosa-
mente praca para ser arrematada a quem por me-
nos fizer, a obr do acude da povoaejio de Bezer-
ros, avaliada em 3:844&500 rs.
A arremalacao ser bola na forma dos arls. 24 e
27 da lei, provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremata-
ciio, comparecam na sala das sessoes da mesma jun-
ta no dia cima declarado, pelo meio dia, compe-
tentemente habetadas.
E para constar se mandou aflUar o prsenle e
publicar pelo Otario.
rao concluidas no de 4 mezes,ambos contados de con-
formidade rom oque dispoc o art. 31 do regulamen-
lo das obras publica-.
3.a A. importancia da arrematarSo sera paga em
tres prestares sendo, a primeira de dous quinlos pa-
gos quando o arrematante houver feito metade das
obras ; a segunda igual a primeira, paga no lim das
obras, depuis d recebimento provisorio, e a ultima
paga depois do anno de respousabelidade e entrega
definitiva. .
4.a Para ludo u que nao esliver determinado as
presentes clausulas ou no orcamenlo, seguir-se-ha as
disposices da lei n. 286 de 19.de maio de 1851.
Conforme o secretario, Antonio Ferreira d'Annun-
ciarao.
Joo Pinto de temos Jnior, negociante matricu-
lado, /dalgo catalleiro, caralleiro da imperial
ordem do Cruzeiro e lenle coronel comman-
.daitle do balalhSo de arlilluiria da guarda na-
cional do municipio da Recife, por S. Al. /. e
C. etc. etc.
Faz saber que aehando-se organisado o conselho
de reviso da qualilicacao da freguezia de S. Fr. Pe-
dro Gonealves do Recife, dar o mesmo conselho
principio a seus Irabalhos no dia 30 do correnle na
igreja do Corpo Santo, das 9 horas da manh.ia as 3
da tarde, por tanto pelo prsenle edtal convida a to-
dos os cidados residentes em dita parochia, para
enmparecerem peanle, o mesmo conselho, aliui de
screm qualiliradns na conformidade da lei.
E para que chegue- ao conhecimento de lodos
mandou aflixar o gresente no lugar docosluroe e. pu-
blicar pela imprensa.
Freguezia de S. Fr. Pedro Gonealves do Recife,
10 de Janeiro de 1854. Eeu Jos Gomes Leal J-
nior, secretario do conselho o sunscrevi.
Joo Pinto de Lmos Jnior.
miliario Antonio dos .Santos.
A thesonraria provincial, em cumprimenlo do
ordem do Exm. Sr. presidente da provincia de 10 do
crrenle, tem de comprar orobjcclos abaixo declara-
dos para o corpo de polica.
Secretaria do corpo.
1 sinete d'armase seus pertences.
2 armarios para o archivo, altura 10 palmos, lar-
gura 7 ditos e 11 pulegadas de fundo.
2 mesas com .gavetas para escripia, comprimen lo 8
palmos, larzura 5 ditos.
2 escrivaninhas de metal.
12cadeiras de palhinha.
Casa da ordem.
1 mesa grande com gavetas, comprimenU) 12 pal-
mos, largura 5 ditos.
ti radeiras de palhinha.
6 mochos.
2 escrivaninhas de metal.
Eslado-maior. .
1 mesa grande, cumprimenlo 12 palmos, largura
C ditos,
1 dita pequea com gaveta comprimen lo 6 pal-
mos, largura 4 ditos.
2 marquezas de palhinha.
12 cadeiras de dita.
1 escrivaninha de metal.
2 Linternas de bronze.
1 lalha para agua.
1 pucaro de cobre.
Guarda do quarlel.
1 barra de madeira. ,
1 mesa pequea, comprimenlo 6 palmos, largura
4 ditos.
1 tarimba.
1 can.lie iro de cobre.
1 lina para agua. *
1 pucaro de cobre.
Reparlicao do quai lel-meslre.
1 mesa com gavera, comprimenlo 6 palmos lar-
gura 4 dilos.
2 cadeiras de palhinha.
1 marquezadila.
Jcaisoes grandes para fardamento. comprimenlo
8 palmos, largura i dilos, altura 4 dilos.
1 escrivaninha de metal.
4 sarilhus de'iO armas cada nm.
Para cada companhia.
1 caixao grande para fardamento, comprimenlo 8
palmos, largura 4 dilos, altura 4 ditos.
2 mesas pequeas com gavetas comprimenlo 6
palmos, largura 4 dilos.
2 lamborelcs. ,
2 tinas para agua.
2 ps de ferro.
2 carrnhos de m3o.
2 pucaros de cobre.
2 barras de madeira.
2 sarilhos para 50 armas cada um.
2 candieiros de cobre. ,
1 barril para conduceao d'agpa.
As pessoas a quem convier vender laes objectos, a-
presentein suas proposlas era carias fechadas na se-
cretara da mesma thesouraria, al 26 do correnle,
adverlindo que os objectos de. madeira, serao lodos
de amarello.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernambu-
co 14 de Janeiro de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira da Annuneiacao.
Real companhia de paquetes inglezes
a'vapor.
No dia 21 deste mez
espera-se.do sul o va-
por Thames, comman-
dante Strull. o qual
depois da demora do
coslume, seguir para a Europa: para passageiros
trata-se com Adamson llosvie & Companhia, agentes
da mesma; na rua do Trapiche Novo n. 42.
OrSr. director do lyceu d.sta cidade manda
fazer publico, que as matriculas do mesmo lyceu
acham-se aberias do dia 15 ate o fim do corrente,
e nodia 3 de fevereiro vindouro lem de principiar
os Irabalhos. Directora do lyceu 10 de Janeiro de
1854. O amanuense, Hermenegildo Marcellino de
Miranda.
' Para conhecimento de quem possa inleressar,
se faz publico, que pelo capataz da eslacao do Cupe,
foi remetlida a esla repartirn uma jangada de pes-
cara que all fora lomada a uns individuos_suspei-
bis; prevenindo-se que de hoje a 30 dias nao appa-
rerendo dono, ser vendida na portado almoxarifado
do arsenal de marinha, para salisfazer-se as despezas
que se houverem feito. Secretaria da capitana do
porto de Pcrnambuco 5 de Janeiro de 1854.No im-
pedimento do secretarioJoo Roberto Augusto da
Silca.
O arsenal de marinha admilte os operarios se-
guinles: Para a oflicina de carpinteiros, dous 'iriren-
dizes de sexta ctasse. dou dilos de stima dita ; para
a de car pinas, dbus mancebos de lerceira rlasse, 3 di-
tos de quarln dila, dous aprendizes de|uinta dita, e
nm dito de decima dita ; para a de calafates, -um
mancebo de lerceira classe e ura aprendiz de decima
dila ; para a de polieiros, quatro aprendizes de nona
classe : para a de pedreiros, nm aprendiz de stima
classe, e viole o dous serventes livres. Secretaria da
inspeccao do arsenal de marinha de Periiambuca 3
de Janeiro de 1854.No impedimento do secretario,
Manoel Ambrozioda Conceirao Padilha. '
O Illm. Sr. capilao do porlo, para tornar eflec-
livas as disposires do regulamenlo das capitanas dos
portos, mandado por em execucao pelo decreto im-
perial de 19 de maio de 1846, manila, para conheci-
mento tes interessados, publicar os artigos seguiules
do mesmo regulamenlo.
Arl. 11. Ningnem poder denlro do lilloral do por-
lo, ou seja na parle reservada para togradeuro pu-
blico, ou seja na parle que qualquer lenha aforado,
construir embarradlo de coberta, 011 fazer cavas para
as fabricar encalhadas, sem que, depois da brenca da
respectiva cmara municipal, oblenha a do capilao
do porto, o qual a nao dar sem ter examinado se po-
der ou uo resultar dahi algum .himno ao porto.
Art. 13. Ningnem poder fazer aterres ou obras
no litiorrT do porto, ou ros navegaveis,sem que lenha
btido licenra da cmara municipal, e pela capilania
do porlo seja declarado, depois de feilos os devidos
exames, que nao prejudicam o bem estado do porto,
ou ros, ainda mesmo os estabelecimenlos nacionaes
da marinha de guerra e os logradouros pblicos, sob
pena de demulicao das obras, e mulla alera da indem-
nisac.io do .laninn que liver causado.
Arl. 14. Ninguem poder depositar maderas as
praias nem conservar nellas, ou nos caes por mais de
cinco dias, ancoratMC^as de artilharia, amarras 011
oulros quaesquer objeclos que embaracen! o transito
e sers (15o publica, anda que lenha licenca da c-
mara municipal. E quando para o deposito e demo-
ra de laes objectos-der licenca o capilao do porlo sem
prejuizo da .sobredta sers id Do, s se poder fazer da
hlenle da preamar das aguas vivas para cima. Os
contraventores, alm da mulla a que forem sujeitos
pelas-posturas da respectiva cmara municipal, sero
obrigadns a fazer escavar qualquer aria, que se acu-
mule cm detrimento do porto.
Secretaria da capitana do.porto de Pernambuco 3
de Janeiro de 1853.No impedimento do secretario,
Manoel Ambrosio da Conceirao Padilha.
Pela mesa do consulado provincial se faz po-
blico, que 110 correnle mez de Janeiro leve principio
Para o Porto om presteza,
o novo e velleiro brigue portuguez Esperanca, pro-
cedente da Bahia, sem a esle porto receber a maior
parte do seu carregamenlo, que se odia prompla e a-
penas tem pequeo vao para diminuta carga a (rete.
Tambem olleroce ptimos rnmmodos para passagei-
ros : os prelendentes dirijam-se ao escriptorio de Bai-
lar & Oliveira, rua daXadeia Velha n. 12.
PARA O RIO DE JANEIRO
segu at 2G do corrente mez0a nova e ve-
fera escuna nacional Linda, pregada
e forrada de cobre : para o resto da car-
ga, passageiros c escravos a frete, trata,
se na rua da Cruz n. 28, primeiro andar.
Para Lisboa a barca portugueza Gratidao pre-
tendesahir com brevidade : quera uella quizercar-
regarou ir de passasem, para o que lem aceiados
commodos, cntenda-se com os consignatarios P. de
Aquino Fonseca & Filho, na rua d Vigario n. 19,
primeiro andar, ou com o capilao r.a praca. ,
Ceara', Maranliao e Para'-
Segu empoucodias o brigue escuna Laura, por
ler a maior parte dacarga prompla : o restante e
passageiros, para os quaes oflerece ptimo comraodo,
Irala-ce com o consignatario Jos Baptisla -da Fon-
seca Jnior, na ruado Vigario n.4, primeiro andar.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Segu na dia 21 do corrente a escuna Sociedade
Feliz, capilao Joaquim Antonio G.dosSanlos; ainda
pode receber carga a frete : a tratar com Caetano
Cyriaco da C. M., ao lado do Corpo Sanio, lojade mas-
sames n. 25, ou com o capitn.
Para o*Aracaty segu com brevidade* o hiale
Parahibano ; recebe carga c passageiros : trata-se
com Caetano Ciraco da C. M. ao lado do Corpo San-
to, loja de massames n. 25.
LEILAO
O agente Borja 1 eral-
des far leilao no seu ar-
inazem, na rua do Colle-
gio n. 14, quinla-feira,
as 10 1|2 horas do dia,
grande leilao sem recusa
de qualquer preco maior
que oll'erecain, de uma
corirpleta e elegante mo-
bilia de Jacaranda com pedra, e mitra simples da mes-
ma madeira, safas, consolos,- mesas redondas, camas
francezas de Jacaranda, ditas de amarello, cadeiras
de bracos, dilas de balanco, guarda-vestidos, guarda-
louca, apparadores, commodas, marquezas, lavato-
rios, toucadores de pedra com cspelho e sem elle, 2
ricos pianos inglezes, quadros coloridos de ticas es-
lampas, ditos em Tumo, candicirosjnglezes, candela-
bros, vasos de porcelana para en/eiles de sala, rico
jogo de xadrez de charo e caixa de cortina de cha-
rao ; e ao meio dia em poni entrar em leilao um
lindo moleque de5annos de idade. Suma por^o de
pedras marmore pequeas e grandes para consolos e
mesas redondas, e oulros muilos objectos, que serSo
patentes na uccasio do Kilao.
AVISOS DIVERSOS.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO-
Aos 20:00>-000.
De 19 a 21 do corrente deve correr no
Rio de Janeiro a roda da lotera 40 do
Monte Pi, cujo bilhetes se acham a'
venda.
Roulx).
O abaixo assgnado lendo sido roubado de um
balui de-folha de Flandres, em 23 de selembro,
e annunciado em 28, 29 e 30 do mesmo mez,
e como ainda nao fosse descoberlo, e a reno
fosse feilo no interior da loja, pelo corredor da es-
cada, e dMconlia-se ter sido uma negra, escrava dos
moradores do sobrado da mesma loja, ero que lem
SALA DE DANSA DE JOS DEr
VECCHI E LUIZ CANTARELLI.
Acha-se aberla todas as segundas, quartas e
9 sextas-reiras, desde as 7 horas da larde at as 4
S 9; tambem leccionam em collegios e casas par- S6
n liculares : rua da Cadei de Sanio Antonio u. @
16, primeiro andar. $
$998$fe98:Se;ie&0999$
Precisa-se fallar com o Sr. Frederco Crestino
Elster, a negocio de seu interesse: na rua do Livra-
menlo, loja n. 2.
D. Helena Perpetua da Silveira, moradora ac-
tualmente nesta cidade, avisa a qnem convier, que se
nao faca negocio ou transarco alguma com as letras
sacadas pelo Sr. Manoel Caetano Soares Carneiro
Monteiro, e aceitas pelos Srs. Joaquim Cayalcanli de
Albuquerque e Antonio Alves Vianna, as quaes se-
acham em poder de seo genro o Sr. Francisco Anto-
nio de Souza Azevedo, visto que dilas letras lhe per-
lencem.
Matriz de Santo Antonio.
Moje 20 do correnle he a Testa do Senhor S. Sebas-
liao advogadoda pesie, eestarn veneracao dos-fiis,
al domingo 22, dia que encerrar, com uma ladai-
nhu as 7 horas da noile.
Em dezembro do anno de 1852 desappareceu
ou furtaram do segundo andar de nm sobrado, na rua *
de Borlas, que tica antes de chegar. ao becco de S.
Pedro, urnas insignias masnicas de cavalleiro Rosa
Cruz, talvez as mais ricas que tenham viudo a esta
cidade : lem um rico avcntal e eordao bordados de
011ro, com uma cruz de pedras bastante grande. Esta
obra perteneeu ao finado cnmmendador Joaquim Au-
relio Pereira de CarvUlio, o qual fez della presente
ao abafxo assgnado, e que pagar a quem as possoir
a quanlia pela qual as lenha comprado. '
Jos Rabetlo Padilha.
9 Ama secca.
Krecisa-se de uma ama para cozinhar fazer o
s servido interno de casa de duas pessoas de fami-
lia : na rua Direila, sobrado n. 64, segundo andar.
Criado. -,
Precisa-sc de uma pessoa que d fiador a sua con-
duela, para fazer as compras diarias de uma casa de
pequea familia, e ir a mandados a rua etc. : na ruu
Direila, sobrado n. 61. segundo andar.
Cobranras as Alagoas.
Urna pessoa que mora na provincia das Alagoas,
se offerece para promover qualquer cobranra, tanto
amgavel como judicial, por ler as habilitadles pre-
cisas : quem precisar, dirija-se rua da Praia n. 64.
Gabinete portuguez de leitura.
Sur ordem da directora se convoca a assemblca
il para o dia 29 do correnle, pelas 10 horas da
manha, ser ordem do dia: 1. leitura do relalorio,
2. eleico da commissao de exame de contas, 3. elei-
co do novo conselho deliberativo.
Loteria de Nossa Senhora do Rosario.
Os bilhetes desla loteria estila) venda us lugares
do coslume; as rodas andana no dia 11 de fevereiro
com lodo e qualquer numero de bilhetes que ficar
por vender e s se vendem al o dia 10.O thesou-
reiroSilvestre Pereira da Silva OuimarSes.
Roga-se ao Sr. Veralo deFreilas Tasares o fa-
vor de apparecer na rua Direila, sobradan. 64, se-
gundo andar.
Domingo, 22 do correnle, saldr da rua do
Crespo, as 6 horas da manha, o mnibus Peroara-
bucanana, direcen de Apipucos ; quera quizer go-
zar dos excellenles banhos do ameno Capibaribe, so
comprar hiHiele de entrada no escriptorio de Claudio
Dubeux, na rua das Larangeiras n. 18 ; o dilo m-
nibus regressa para o Recife as 7 horas da noite do
mesmo da; estas viagens continuara lodos os do-
mingos e dias sanios, nao havendo alteracSo, a qual
ser annundada : adverte-seqe, quem nao esliver
as horas marcadas para a partida, perde a. importan-
cia do bilhele, e esse nao ter mais valor.
Offerece-se um Itomem de boa conduela para
feilor ou para bolieiro, ou para qualquer oolroservi-
do : na Passagem da Magdalena, a fallar com Eduar-
do, empregado na ponte. -
Precisa-ce fallar como Sr. Jos AITunso dn Reg
Barros: no aterro da Boa-Visla n. 77, a negocio...
Francisco Antonio do Palle.
O abaixo assgnado, tendo recebido do Sr. An-
tonio Augusto de Souza Pinto a quanlia de 1005000
rs. para ter osen gado no sitio Maroim, exlranhou,
leudo os annuncios publicados nos Diarios de 9, 10
elido correnle mez cm nome da professora do col-
lego da Soledade, e por isso no -Diario de 13 fez ver
que riciihum negocio linha feilo com a referida pro-
fessora. Como porm no Diario de 17 o mesmo Sr.
Souza Pinto affirma que arrendou o sitio Maroim, o
abaixo assgnado declara, que essa paga foi smenle
para ler o seu gado por lempo de om auno, a contar
taberna o abaixo assgnado: e como a negra j sabio
do sobrado em companhia da sua senhora, para nu-
tra casa nsta cidade ou de Olinda, aonde j foi a
sua morada; a qual lem os signaes seguiules: altu-
ra regular, cheia do corpo, cor preta, caraolha do' do 1. de Janeiro corrente, aoultimode dezembro des-
a cobranza dos imposlos abaixo declarado;, perleu-
olho direilo, tem tratos com um tal Joaquim Coqoei-
ro, o qual ja morn em Goianna, e que pela concur-
rencia q.e a tal preta linha em sua casa, fra esla
corrida, porm nada se achoo, por aviso que o dito
Coqneiru leve, ej se acha por esle motivo fra'da
cidade; assim, pede-se us autoridades ou pessoas do
novo a qtiem for oflerecido algum dos objectos,.qne
vao abaixo declarados, o apprehendam. Os objectos
sao os s'eauinles: 1 Irancelim com uma medalha, 6
anneloes, 1 par de chapas de hiincos, 1 lis ella de pra-
ta de arreata, 1'par de luvasdeseda preta compridas
para senhora, I dito de lusas de pellica para meni-
na, frpar de sapafcs de senhora de setm branco, 1
dito de panno de menina, 1 l preto de senhora, 1
coeiro de casemira cor de cinza bordado, 2 camisi-
nhas de menino de 61o e de cambraia, 3 calcr-
nhas de menina, 2 lencos brancos, 2 frascos de agua
de Colonia, 2 varas de cambraia e I par de meias de
seda preta. Qnem apprehendcr ser gratificado por
Jos Antonio da Cunha.
Sabcn todos que a irmaudade de Nossa Senhora
do l.ivratnenlo, para manter o crdito de sua loteria,
vio-se na dura necessidade de ficar com o crescido
numero de 363 bilhetes, e a tanto se compromeileu,
s para, evitar uma segunda transferencia, fazendo
que correase a lotera, comaeffectivamente correu
110 dia 14 do correnle, segundo sob promessa since-
ra so has ia annunciado.
Exlraltida a lotera, quiz o mo fado, que pouquis-
simus fo-sem os bilhetes premiados, de maneira que
Eor ultimo, deduzidos os ridiculos premios, que cou-
e em sorle a algum dos muilos bilhele, com que se
ficou a irmandade, ainda veio ella a soflrer o prejui-
zo da quanlia de 1:1203000!
Com esta perda, pois, que a ninguem he oceulta,
fira fora de duvida que desta vez bem diminuto ou
quasi nenhum foi o beneficio, que a irmandade do
l.ivramenlo auferio da lotera, e rujo produelo pre-
tenden nao s npplicar ao acabamenlo da obra da
decoraco do templo, como principalmente solurio
de algn* de seus empenhas para isloconlrahidos.
Esta occurrcncia, porlanlo, que bera se pode cha-
mar um caso meramente fortuito, porque sbre-
selo independente ta vontade, e previso da irman-
dade, tambem dever servir de um motivo allendi-
vel para seus credores, a quem se pede desculpa, e
mais um pouco de paciencia e demora, al que a ir-
mandade fazendo valer todas as consideradles ex-
pendidas anle o Exm. Sr. presidente, lhe rrqneira
nova eoncessan para fazer exlrahir os dous trros da
lotera, que aind lite reslam.
Kecife 19 de Janeiro de 1851.Joao Ilaplisla Fer-
nandes, jdiz. Jorge Avels to Naseimento, .vice
juiz. Paulino Baptisla Fernandes, secretario.
francisco de Paula Marlins, procurador geral.An-
tonio Mauricio llc/erra.proenr.olor .lo patrimonio.-
Albino de Jess Bandeira, definidor. Joao Baptisla
Correia.Thomaz Correa Peres. Manoel Fernan-
les Chaves.Manoel EslesHo do Naseimento. Jos
Francisco Bcnto.Pedro de_Alcntara. Manuel do
Curmo Aibeiro, thesoureiro.
Os abaixo 8ssgnados, como leslamenteiros do
fallecido, J. W. Gordon, ex-consol dos Elados L'ni-
dos, as i-fio a todas as pessoas que forem credores do
dito fallecido, hajan de apresentar.as suas conlas no
consulado americano, ao Sr. W. Lelle), dentro do
prazo de 30 dias da dala deste, pura serem examina-
das e pagas, e nao o fazendo, os mesmos leslamentei-
ros nao se responsabelisam mais por quanlia alguma.
A. P. Youle.tf. llley.
Precisa-se de um caixero que enlenda de phar-
macia : na botica da rua do Bangel n. 61.
O COSMOPOLITA.
Saho hojeo 1- numero desle peridico de alia
transcendencia, o qual allastando'sc do campo mera-
mente poli'ieo proclama e desenvulve em sua vida
jnrnalislica uma missao social-politico-litlerana.
Esle 1- numero na parle social-poliliea conlcm um
bem elaborado programma e um artigo sobre o pata-
cho Arrogante, de uma lgica vigorosa ; ena parte
Iliteraria um interessante romance traduzido pela
redaccao. Acha-se exposlo venda na rua do Crespo,
loja d lis res do Sr. Autoniu Domioges
le anno ;-e pede ao mesmo Si^ Souza Pinto, para
melUor esclarecimenlo desle negocio, que publique
Lo teor do recibo, que o abaixo assgnado lhe passou.
Francisco Carneiro Machado Ros.
Os directores da festa do glorioso S. Goucalo de
Ajuarante da freguezia da Varzea, fazem sciente a
todos os devotos e mais' pessoas amantes do mesmo
santo, que na madrugada do da 21 do correnle tem
de ser arvorado o mislico pendo do mesmo glorioso
santo, sahindo o mesmo do egenho S- Joo, e ao che-
gar cruz do mesmo corredor encontrar-se-ha o anjn
e seu prestito com os pastores, e por meio de dialogo
far o mesmo paranimpho ver, qual o fim de lano
regosijo; terminado este, todos se reunirao percor-
rendo lodos os arredores, cantando hymnos e hosan-
nas, fiudos estes, ser a bandeira arvrada. Haver
no da 21 vespera solemne. No dia 22 haver fes la c
Te-Ueum, sendo pregadores os religiosos carmelitas,
da festa o Rvm. Fr. Candido de Santa-Isabel Cunha,
do Te-Ueum o Rvm. Fr. Manoel de Sania Clara
dos Anjos. Na larde do mesmo dia haver cavalha-
das, e terminado o Te-Deum lrar-se-ha a bandeira,
entoando-se novos hvrarios e hosannas, concluidos
estes subirao Ires bales areos.
. Precis-se de um pequeo para caixeiro," cs-
Iraogeiro ou filho do mallo, ou fra da provincia: na
rua larga do Rosario, paitara n. 48.
O abaixo assgnado vende a sua taberna, sita
no becco da Lingoela n. 3, para a liquidarlo da mes-
ma, e promette fazer lodo negocio com o comptador
que a pretender; a qual tem poneos fundo. E ap-
proveila ao mesmo lempo para pedir, que lodas as
pessoas que lhe sao devedoras tenham a bondade de
vir saldar as suas contas at o fim do corrente mez.,
para tambem poder pagar a quem deve ; e tudas as
pessoas que assim o nao fiztrem lerao de ver os seus
nomes por este Diario.Manoel Margues de Abrco.
C. STARRsW:.
rcspeiltisamenle annnncam que no sen extenso es-
tahelecimenlo eni Sanio Amaro, continua a fabricar
com a maior perfeeo c promplidao.loda a qualidade
de macinismo para o oso da agricultura, navega-
cao e manufactura, e que para maior commodo de
seus numerosos freguezes e do pnblco em geral, tem
aborto em um dos grandes armazens do Sr. Mesqui-
la na rua do Baum, atraz do arsenal de marinha,
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dito seu eslabelecimento.
All achanto os compradores nm completo sorti-
meiiio de moendas de caona, com lodos os roelho-
ramenlos (alsuns delles novos e originara) de que a
experiencia de muilos annos tem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de baixa e alta prsalo,
lasas de lodo tamaito, tanto batidas rom o fundidas,
carros de mo e ditos para condozir formas de asan-
car, machinas para moer mandioca, prensas para di-
to, tornos de ferro balido para farinha, arados de
-ferro da mais approvada ronstrucro, fundos para
alambiques, crivos e perlas para fornalhas, e uma
inliiiidade de obras de ferro, que seria enfadoohn
enumerar. No mesmo deposito exisle uma pessoa
inlellgeiilc c habilitada para receber todas as en-
rommendas, etc., etc., que os aun 11 ociantes contan-
do com a capacidade de suas ofneinas e machmismo,
e neriria de seos officiaes, se comprometan a fazer
execular, com a maior presteza, perleiro, c exarla
rrmformidade com osmodetos ou desenlios, e i nstruc-
dies que lhe forem foruecidas .


DIARIO DE PERNAMBCO, SEXTA FEIRA 20 DE JANEIRO DE 1854.
Sala d burbeiro.
AulouioBarboza de Barros faz sriente ao respeila-
vol publico,'que lein aberto urna ma de barbeiro, na
ra da Cruz do Recite n. B, prinieiro andar, aonde
so achara sempre prnmplo a servir seos frcguezes
o raais pessoas que dosoufyeslimB^c quizerem nlili-
sar, assim como venden ajuga bichas do llerahnrso,
applica ventosas, limpa e chumba denles, tanto a
" prate como a onro: o preco das barbas c cabellos he
o mesmo que as tojas.
AVISO JURDICO.
A segunda ediccao dos,primcrt)s elementos para
ticos do foro civil, maisbom corrigida e acrecenta-
da, nao s a respeito do que alteruu a lei da refor-
ma, como acerca dos despachos, in terlorut orias e di-
linitivas dos julgadores ; obra essa lao inlcressante
as ptlcipiantes em pratica que Ibes servir de o
conductor: na praca da Independencia n. 6 e8.
28
RA DAS CRUZES
_ No consultorio do professnr liomopallia &j
(iosset Bimont, acham-se venda as obras 7Z
segniiles: iffl
Segunda edicrao dos elementos de lio- ft*
rocopalhia ; revisla consideravelmeiilo X
augmentada, e redigida de proposito para ($j
os principiantes que quizerem de boa f Z*
experimentar a nova medecina. 6S000 *^
Tratamenlo horaopalhico das u)
molestias venreas, para cada iim 'Sm
poder curar-se a si mesmo. ..... 1J0OO V9
Pathogenesia dos medicamentos (&)
homopathicos brasileiros eposo-
Iggia huniopathica, ou adminia- %9
tracao das dnses..........39000 Si
OBRAS M FRANCEZ.
Diccionario completo de mede- w;
cina................10S000 *
Organon da arte le curar. 79000 ^
Tratamenlo das molestias chro- (ff
nicas...............1SJ000 Zfc
Novo manual completo do Dr. '&'
Jahr............r. U50OO ($
Memorial do medico homopa- r
Iha.............t. 3000 W
Medicamentos. ($)
l"ma carleira con os 24 princi- i/t;.
paes medicamentos (tubos grandes)
e a segunda ediccao dosElementos &
de homopalhia.......20SO00 /a
Urna carleira com os 24 princi- W
paes medicamentos ..... 10*100 (
(iraude sorlimento do carteiras L
d todos os la maullos por preros
commodiisimos.
i tubo de glbulos avulsos 300
1 frasco de ,4' onca de tintura a
escollia......... 19000
Manuel Fernandes da Silva, subditos porlugnez,
. rclira-se para ol'orlo.
O antigo protessor'de msica vocal, o raajor
Patricio Jos de Souza, propoe-se a dar 1 i roes em ca-
sas particulares. Escusado lie tecer elogios a sua boa
moral, e ao seu merecimentu artstico : quein, pois,
d sen presumo se quizer utilisar, dirija-se ra do
Cabugu, sobrado u. 0, segundo andar, a quatquer
llora.
Leudo a folhinha para este presente anuo, nelia
enconlrei entre os engenlios do Cabo, os engenhos
Massangano e Paraizo, dos herdeiros de Joaquim Au-
relio Pereira de Carvalbo, e como o inesmo nao dei-
xasse herdeiros, dividas neni li\ pothecas uos mes-
mos e sini a mim sua universal herdeira e tosame
leira, por isso teco esta declararan. Engenhu Mas-
sangano do Cabo 9 d Janeiro de 1854.
D. Auna Rosa Falcaode Carcalho.
O abaixo assignado, faz scienle ao publico, qhe
deixou deser caixeiro dos Srs. Amoriiu Irmiios, desde
16 do correute,Antonio Rodrigues Martins Fer-
rtira.
, Offerece-se um rapaz porluguez para cixeiro
de taberna ououtro qualqtier cslabelecimculn, para
o que tem bastante pralica : queru de seu' presumo
se quizer utilisar, dirija-se a ra do Rangel n. 36.
* J. Churdn, bacharel em bellas leltras, doulor
em direito, formado n universidade'de Paris, ensina
em sua casa, ra do Alecrn) n. 4. a 1er, escrever,
traduzir e fallar correctamente a lingua francezaf, e
lambem da lices parliculares. em casas de familia.
Desippaceceu 110 dia DO d dezembro do enge-
nlio Verbule, a escrava Luiza, creoula, que represen-
ta ter 24 annos, com ossignaes seguintes: altura re'
guiar, coi lula, cabellos um tanto estirados, cheia do
corpo, denles aberlosaberro, pes grossos, rosto re-
dondo, bastante fallante, e muito desembarazada : a
pessoa que a pegar, leve-a ra Imperial 11,171, que
ser bem recompensado.
Hoga-se aalguns senhores que eslao devondo-
na taberna da ra do Cullegio 11. 5, de vr quanlo
antes enlender-sc com o abaixo assignado se nao qui-
zerem passar pelo desgasto de verem seus iiuiues nes-
la folha.Paulo Jo Gome.
Na toja deaifaiale, na ra Nova n. 60, precisa-
se de olliciaes para toda obra.
. ATTENCAO',
O abaixo assignado, desejando amigavelmente li-
quidar suas conlas com seus devedores, roga a todas
aquellas pessoas que lhe eslao devendo cotilas atrasa-
das de gneros comprados ciutl* taberna da ra da
Cadeia do Recife n. 23, defrnntedo beccoLargo, que
queiram vir realisar seus dbitos at o tiro do cor-
rente mez de Janeiro, e aquellcs que por suas cir-
rdmslancias nao possam lazer, se lhe far algum aba-
tmenlo ou tratarlo um lempo cerlo de fazer; na
certeza de que aquelles que nao comparecerem para
um outro um, se usar dos termos da lei, nao at-
tendendo a pessoa alguma.assim como serao publica-
dos seus nome, tempo,e quanlias, e fiara que nin-
guem censure tal proceder, ou al*uroa ignorancia, se
faz o presente aviso.
ManoelJose do Sascimenlo Silva.
Precisa-sa do 4:0009000 rs. a premio, por lem-
po de 18mezes, dando-se as necessarias garantas:
qnem of quizer daf, annuncie a sua morada para ser
procurado.
Aluga-se urna escrava para ser ominada em
servieo de casa e vender comer cozido na ra : na
Camboa do Carmo, no becco que Oca defroule da ra
'das Flores, casa da quina.
Precisa-se de urna ama que cozinlie "c engora-
me com perfeicao para casa de pouca familia: quem
estiver neslas ctrCumsJancias annuncie para ser pro-
curada.
Antonio (iuilherme Araujo Silva, visto o estado
de sua ande, tem de retirar-se para fra da talra,
al'uo de tralar-sc.
. JOAO PEDRO V0fiEIE
fabricante de pianos, afinador e con-
serta com toda a perfeicao'. '
leudo ehegado recentcmenlc dos portes da Euro-
pa, de visitar s melhnres fabricas de pianos, e tendo
ganho nellas lodos os cotihecimnto e pratica de
ennslrtieroes de modernos panos : oflereee o seu
preslinio ao respeitavel publico para qualqucr
conservo e aliuacocs com todo o esmero, lndo toda
a certeza que nada restar a desejar as pessoas que
o incumban) de qualquer Iraballio, lantoem brevida-
rie como em modiwr preco: na ra Nova uu;-jeroi I,
lrimeiro andar.
Precsale de urna ama de ieite, larra ou cap-
tiva, sem lillio : na ra Direila o. 8, segundo an-
dar.
Prectsa-se alhgar um silio nos lugares segun-
Ics: Poule de lcha at Apipucps, Beberibe, ou
ao p dorio Capibaribe, leudo casa fresca e boa, po-
deudo-se alosar por anuo, ou mezes : a tratar na
ra da Cadeia Velha n. 34.
O Sr. Sebastiao Francisco Boleto, lenlia a. bon-
dade *ir ra do Queiinado, loja do sobrado n. 29.
Jos Moreira J.npes.
Quem tiver carrocas de um boi em bom estado'
noves para vender, annuncie, ou participe na
loja da ra do Caespo, da>esquina que votla para S.
Francisco ; quem tiver bois para as mesmas carrocas
lambem se compran).
Na ra do Raugcl n. 48 precisa-se comprar urna
boa negra que saiba vender, na ra ; e lambem se
aluga urna ou duas, pagaudo-sc bcm.
Roga-se aos herdeiros da fallecida Sra. D.
Francisca Antonia I.ins, mandein buscar o pardo A 0-
1onio de Hollando Cavalranli, islo seni demora, oo>
Iralar algara negocio a sen respeilo.
* @@S:$@@@3
9 O medico 1. de Aimeida mudou a sua resi- 5
9 dencia para a ra da Cruz n. 18, primeiro an- ;,;
B dar, onde fui o escriptorio do Sr. Saporili.
Na padaria da ra das Cruzes n. 30, precisa-sc
de um bom lurneiro.
Precisase atugar urna ama secca, para tratar
de um menino : na praca da Independencia, 11. 22.
AVISO AO COMMERCIO.
Os abaixo assignado contintiarn
a franquear a todas as classes em
geral os seus sortimentos de fa/.en-
das por baixos preros, nao' me-
nos de urna peca 011 urna duzia,
i a dinheiro, oti a pra/.o, conforme
te justar : no sen armazem da
prara do Corpo Santo, esquina da
rita do Trapiche, n. 48. Ros-
tron Uooker A Companhia, nego-
ciantes inglezes. Os mesmOs avi-
san ao respeitavel publico queabri-
ram no dia 5 do coia-erite mez a
fu loja de fazendas da ra do Col-
egio e Passeio Publico n. 15, di-
rigida pelos senhores Jos Victori-
no de Paira eWanoel Jos de Si-
quera Pitanga, para venderem
x>r atacado e a retalho.
Precisa-se fallar com oSr. Francisco Ignacio da
Cmara Pimenlel; na ra da Cadeia de Santo An-
tonio n. 30, a negocio.
Traspassa-seo arrendamenloda loja e primeiro
andar do sobrado da ra do Collego n. 18 : Ira-
ta-se na ra do Queimado, loja do sobrado amarello
n. 29.
Os socios do gabinete portugiiez do Icilura em
Pernanibuco, cstao obrigados a conservar em admi-
nislracao daquelle estabelecimcnlo as pessoas mais
respeilaveis que hajam entre os seus socios; e depois
"dos aconlecimentos do patacho portuguez Arrogante
cstarao nesle caso os Srs. Joaquim Baplisla Moreira c
Miguel Jos Alves? A conserva-Ios a suciedade se
degradar e perder o respeilo que merece aquella
instituirlo de moralidade e bem da hmanidade.
Denis,. alfaiate francez,
ehegado ullimamente.de Paris, tem a honra de pre-
venir ao publico, e principalmente aos seus fregue-
zes, que abri sua leuda na ra da Cadeia do Recife
n. 10, primeiro andar ; Irabalha de Teito, o lambem
da as fazendas a \ontade dos freguezes, a prero.com-
modo ; Irabalha no genero mais moderno cn ludo
para Amazonas e pandos ilisfarces de loda a qual-
dade para o carnaval.
No pateo do Collegio u. 6, deseja-so fallar ao
Sr. J. B. V.
O Sr. bacharel J. J. dos Santos Junior, quera
fazer o favor de mandar buscar os carteles de visila
que mandou firmar ha muit lempo na lo/a do pateo
do Collegio u. C.
Roga-so aos senhores que mandaran) firmar
cariarse papel 110 paleo do Collegio 11. 0, que quei-
ram manda-Ios buscar para nao forraren) que seja
preciso os chamar nesla folha pelos seus uomes.
OSr. Roberto Ferreira da Cosa Sampaio.es-
ludanleem Olinda, tem cartas das Alagoas, na pra-
ca da Roa-Vista n. 13, primeiro andar.
Precisa-se de urna mulhcr para lomar conla c
governar urna casa do homem solteiro, em um euae-
nh distante dcslacidade: quem estiver neslas cir-
cumslancias, dirija-se ao pateo do Carmo n. 17.
Na roa do Apollo, segundo andar da casa n.
20, precisase de urna ama que tnha bom leile, para
encarregar-se da crear-ao de um menino.
COMPRAS.
Compram-se ossos a peso : no ar-
mazem da'illuminaco, no caes do Ka-
mos.'travess do Carioca.
Compra-se una casa terrea sendo cm roas fre-
qucniadas: qnem tiver annuncie por este Diario,
ou dirija-se a ra da Viracao n. 9.
Compra-se urna escrava moca? que lenha boa
ligura, com habilidades principalmente de coziuha
eengommado: na. ra da Malriz da Boa-villa 11.
Compra-se papel de Diario a 120 rs. a libra :
na botica da ra do Kangel n. 64. 1
Compram-se 2 sellnsinalezes com seus perlen-
ces, e que eslejam em bom estado : na ra da Cruz
n. 34, primeiro andar.
VENDAS
\ CONSULTORIO CENTRAL HO-
1 MEOPATH1CO. S
N. 1 i Ra das Cruzes N. 11
Consultas lodos os dias desde as 8 horas (t
da" manhaa at as 2 horas da larde. W
Visilas nos domicilios das 2 horas* cm (S
diaute. W
as molestias agudas e grave? as visitas fgl
serao felas a qualquer hora uo dia uu da &
iiuilc. W
As senhores de parto, nrincpalmenle, W
serao soccorridas com religiosa promp- (&,
lido. t V/
. Dr. Sabino Olegario tudgero Pinito. (i
ATrENc.^0, vmico DEPOSITO NESTA
CIDADE.
Paulo Gaignou, dentista-, receben agua denti-
frice do Dr. Pierre, esta agua conherida como a mc-
Ihor que tem apparecido, (e tem minios elogios o
seu autor,} tem a propredade de conservar a bocea
cheirosae preservar das dores de denles: tira o
gosto desagradavel que d em geral o charuto, al-
gumas gotas desta n um copo d'agua sao surficicn-
tes; lambem se achara p dentifrice excellerite para
a conservaraa dos denles : na ra larga do Rosario
n. 36, segundo andar.
,
Furlaram no dalo do correute mez umea val-
lo bastante apparelhado e com frente aberla, qualro
pos calcados, um pequeo achaque na milo direila, a
cabeca acarneirada, urna lomadura de sellm no lom-
bo: rega-se a todas as autoridades pnliciaes que o
encontrar o mandem entregar na ra de Apollo,na co-
cheira de Jos Piolo Ferreira, que serao generosa-
menle gratificadas-,
D. Cica FranSta da Silva Coulinho participa
aos senhores pais de familias, c principalmente aos
de suas alumnas, que no dia 12 do correnle princi-
piam os trabalhos de sua aula particular, na ra Di-
reila, sobrado numero 43, segundo andar. A n-
nunciante acha-se habilitada com alcenja do Exm.
Sr. presidente da provincia, em conformidade com
o dspusto no arliao 38 do rgulamento provincial de
12 demaio de 1831.. Recebe alumnas pensionistas,
e meis pensionistas, eoensino de sua aula consta de
seguiule : l;r, escrever, contar, grammatica nacio-
nal, arithmetica, doutrina chrislaa, lah\rnlliar, co-
zer, marcar, e bordar de diflerenlrs nimios, musir o
fazer flores. Protesta aos senhores pais dM familias
que se quzerem utilizar de seu presumo, quo em-
pregaru todos osmeos que esliverero ao seu alcance
para corresponder liclmenle aos seus desejos, c nao
se furlar a Irabalho algum com as meninas confia-
das aos seus cuidados.
;g:-3S@8
Attenrao attenr;ao.
A nova fabrica de'chocolate homopaliilco da ra
das Trinclieiras, mudou-se para o pateo do Terco 11.
22, ondeseenrontra o chocolate homopalhico ap-
provado e applicado pelos senhores doulores da I10-
inopalhia, cha prelo e da India, caf muito paro e
rhocolale (erruuinosa, dito de mu-go, dilo de canella,
dito hespanhol lino amargo c en Ir (no para regalo,
canella miuda da Puxar em favas, -e um completo
sorlimento de gneros lano do paiz como eslrangei-
ro, ludo por prero muito coinmodo.
O abaixo assignado declara que J0S0 da Silva
Vellozo deixou deser seu cixeiro desde o dia 13 dq
correute. jq0 Tataret Cordeiro.
Aluga-se urna escrava, que enleuda perfeila-
mente de engommar e fazer o servico interno de
urna casa; como lambem um moleqe de 12 a 15
unos, proprio para o servico de casa; promelte-se
bom Iralamerilo e no se poe duvida ao pagameulo:
quem tiver dirija-se ao consulado americano.
) padre J0S0 Jos da Cotia Ribero abre a sua
anta de grammatica latina a 16 do correntc, na ra
do Queimado n. 37.
Precisa-se de um homem de conduela regular,
liara minar a 4 meninos primeiras lellras. em um
cimento distante desla ridade 10 leguas, alianca-se
o boro Iralameuto e paga correspondente ao seu
irabalho : quem tiver as habilidades precisas procu-
e*R?';j,.d0 "-^P0 sn'' n. 0 escriplono de M.
ILde Otiveira.
AO PIBLICO;
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
rende-se um completo sorlimento
de fazendas, finas e grossas, por
preros mais baixos-do queemou-
tra qualquer parte, tanto em por-
rxles.como a retalho, aliancandos
se aos compradores un s preci?
para todos : este estabelecimento
ahrio-se de combtnac.ao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaus e suis-
sas, para renderfazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
Jsto oil'erecendo elle maiores va-
tagens doque outtx) qualquer ; o
pi-oprietario.^este'importante es-
ta belecimenWreon vida a' todos os
seus pahicios, e ao publico em ge-
ral, para que venliam (a' bem dos
'seus nteresses) comprar fazendas
baratas, no armazem da rita do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
Bichas.
Alugam-se c vendem-se bichas : na prac,a da In-
dependencia confronle a ra das Cruzes n". 10.
O Dr. Joaquim de Olveira e Souza ensina a
traduzir. fallar e escrever a lingua franceza : na ra
do Arago 11. '1. .
Ao respeitavel publico.
O proprielariodo hotel de Sanio Amaro de .lal.ua-
l(lo, pretendendo continuar com o seu eslabeleclmen-
lo, convida as pessoas que o lem honrado com as suas
presentas a comparecer, sempre que quzerem,' ron-
lando que serijo servidos com aquella promptipaoe
aceiu como al aqui. O annuncinnle approveila esle
etisejo para pedir desculpa a alsuns senhores, que uu
dia da fcsla de Santo Amaro no ficassein' suiricien-
temenle salisfeitos, altendendo a grande 'e enexpera-
da alllueucia de pessoas que liouvc em sua c.-isa, sem
que fosse possivel deixar de recebe-las sem ctmmel-
ler urna grosseria. O annuncianle espera que esta
salisfarSo desvanecer qualquer dcsgoslo que porven-
lura anda exista, e desla forma conla-so j plena-
mente desculpado.
D-se 130^000 rs. a juros sobre pculiores de
ouro : quem quizer, dirija-se ra do Araaiio 11.8.
c ,, ALHANAK.
Saino a Itu a lolliinba de algibeira,
contendo alera do kalendario o rgula-
mento dos emolumentos paroebiaes, e o
almanak civil, administrativo, commer-
cial, agrcola e industrial ; augmentado
com 500 engenhos, alein de outras noti-
cias estatlsticas. O acressimo de irabalho
e dispendio nao permittiram ao edictor
vende-lo pelo antigo preco, e sim por
400 rs. ; vendendo-se nicamente na li-
vraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
No Pasjeio publico n. 13, vendem-se por preco
coinmodo as obras cmplelas de Camoes em3 volu-
mes, e 5 ditos da Revista Popular, achando-se uus e
oulros em perfeito estado.
Vende-se um moleque de idade 22 anuos, cri-
oulo: na ra Direila n. 14.
Vende-se um rooinho depedra em bom eslado-
na ra do Rosario da Boa-Vista, taberna n. 60.
Na lojaamarella da ra do Crespo n. i,
vtmdm-se a 700 rs. o covado.
Kelvinas para vestido de senhora, fazenda de urna
so cor, que linge sedalanzlnbagros-dc-napoles.
A 500 rs.
\ ara de cambraia francesa de cores finas c de goslo
novo, ditas de guarnieses e barras, e quadros nriu-
diuhos.
A 6i0 !-s.
Covado de barege de seda e laa, azenda chegada
ullimameute de Paris.
A 13000 rs'.
Corle de seda de quadros escocezes, com 15 coVa-
dos.
A 0,000 rs.
Vestido de seda com capolinho, para meftiuas e
meuiuos, lodos guarnecidos de ricas rreSica.
A 5,000 rs.
Capotnhos de fil de cores, guarnccidWbranco.
A,3,000 rs.
Camisiiihas e manzuilos de cambraia, bordada a
agulha, fazenda que lince cambraia de lioho, assim
como riquissimos leneos"de cambraia d liiilio bor-
dados para senbora.e outras niuilas fazendas de seda
e linho por preco mais barato ,1o que em onlra oual-
qner parle.
Vendem-se charutos verdadeiros de
Havaua. sendo caixinhas de 100, a preco
de 5,000 rs. : na loja de quafjro portas
aobido do arco de Santo Antonio n. 3.
Feijao mulatinho.
\ endem-se saccas muilo grandes com reijiio mula-
tinho ehegado do A nica 1 i no riiale Dueidoio, carnau-
ba de primeira sar\f, courinhos miuJos esola, ludo
por preco comraodo e a dinheiro: na ra da Cruz
do Recife 11. 33, casa do S Araujo.
Vende-se a taberna nova da Capim-
ga, situada na propredade do Sr. Joao
Simpes deAlmeida, bem afreguezada pa-
ra aterra, pela sua boa localidad, ecom
um jogo de bolla que rende para alitguel
ni 1-usaI: a tratar n mesma.
Oa martyraa pernambacanoa, victimas da 11-
berdade, as dual revoluco'es ensaladas em
1710 c 1817, por um laso pernambucauo ( o
padre Joaquim Dias Martins.)
Acaba de sabir a luz a primeira parle dcslc m-
porlante e curioso Irabalho, al boje indito. He a
binsrapliia de todos os poriiambucauos preemnen-
ts que entraran), ou de qualquer modo se compro-
metieran) na revolurjio dos mscales, e na da pre-
tendida repblica de 4817 escripias as aceftes
de taes homens no silencio do calimete, por um'pa-
dro dos nnssos dias, e que anda honlem couliecemos
lodos na congregado do oratorio de S. Fitippe e-
ry, como um dos ullmos, e mais estimaveis mem-
bros dessa veneravel casa. O padre Joaquim Dias
deixa-nos ver esses caracteres luz severa com que
os encara, desenhando-os a grandes traeos ;. e lerao
elles sem duvida um grande mereciinenlo para a
posteridade, quandoos houvcr de julgar serene :__
o dcsalinliii do historiador.
io ha familia em Pernambuco a quem esle pe-
quenodiccionarip hislorico no diga respeilo de mais
mi menos perto, e a quem por isso no inleresse vi-
vamenle : conten mais de 600 arlgos,
Acha-se a venda no pateo do Collegio, ofllcina de
encadernaro.
. ROB LAFFECTEUR.
O nico auloritado por dcimo do comelho real
_ e decreto imperial.
Os mdicos dos hospitaes recommendam o arrobe
LalTecleuv, como sendo o nico autorisado pelo go-
vernoe pela Real Sociedad de Medicina. Esle me-
dicamento d'um goslo agradavel, e fcil a tomar
em secreto, est em uso na marinha real desd* mais
de 60 annos; cura radicalmente em pouco lempo,
com pouca despeza, sem mercurio, as afleerOcs da
pellc, impingens, as consequencias das sarnas, ul-
ceraste os accidentes dos partos, da Idade crilica e
da acrimonia hereditaria dos humores; coiivm aos
calharrosi da bexiga, as conlracr,0(s, c fraqueza
dos orgos, precedida do abuso das nseerfies ou de
sondas. Como anti-sypbililieo, o arrobe cura em
pouco lempo os fluxos rcenles ou rebeldes, que vol-
vem incessanles sem couseqaencia do emprego da cc-
paiba, da cubeba, ou das iujecrocs que represen-
tam o virus sem ueutralisa-lo. o" arrobe I.anccteuv
be especialmente recommendado-conlra as doemas
inveteradas ou rebeldes ao mercurio cao iodurto
de polas)0. Vende-se ero Lisboa, na bolira de Bar-
ral, e de Antonio Feliciano Alvos de Azcvedo, pra-
ca de D. Pedro n. 88, onde araba de cheaar una
grande porraode garraas grandes e pequeas,' viu-
das directamente de Paris, de casa do Sr. Boi
Laflecteuv 12, rue*icliev a Paris. Os formularios
L'm negro.
Vende-se um negro moro, proprio para sen ico de
campo : na ru da Cadeia do Recite n. 3.
Vendem-se velas adamantinas ame-
ricanas, em caixas de 30 libras, que dio
muito boa luz, igual a de espermaecte a
300 rs. por libra :*em casa de Rostron
Rooker S C. na praca do Corpo Santo,
esquina da rita do Trapiche n. 48.
Vendem-se duas -moradas de casas terreas de-
edra e cal, silas na-ra dos l'razeres no bairro da
na.Viste: a Iraternn ra do l.i\ramento n. 1(1.
Vendem-se nove escravos, sendo Ires moleco-
les do bonitas licuras, um dclles copciro e lem prin-
cipios de raarcineiro; um mualo niuilomoco; qua-
lro escravos de lodo servido, mocos; eum dito de
servijode campo: ra ra Direila u. 3.
Vende-se urna escrava moca e sadia, vinda do
teriao. ha pooros dias, sabe lavarcom perfeicao e
sem principio de engommar: a Iralar no escriplorio
do agente Oliveira.
FARIJHA DE TRIESTE.
Primeira qunlidade.
Tasso Irmos avisan.) aos seus frecuezer., que tem
para vender farinha de trigo chegada ltimamente
de Trieste, sendo a nica nova que daquella proce-
dencia existe no mercado.
Fazendas baratissimas, na nova loja da
ra do. Crespo n. 14, de Dias &Lemos.
Corles de cliias francezas muilo finas de todas as
cores, de 12 covados cada corle, com urna pequea
lislra ao lado, fazenda do ultimo gosto a 29100 o cor-
te; ditos de padrees miudinhos, fazenda muilo fina,
com 13 covados a 9300 o corte, ditos de cassa com
ramagem de cor, fazenda de muilo bom goslo, a 29
cada corle, cassas francezas escuras, cor muito fixa,
a 320 rs. a vara, chitas escuras, cores tixas, de diver-
sos padrees a 160 rs. o covado, algndao eplranrado
mesclado, muilo encorpado, fazenda deumascor,
prapria para o servico decampo, a 180 rs. o covado;
brim entranradn de linho lodo amarello, proprio pa-
ra calcae palitos a 'iStl rs. o covado; dilo de cor, fa-
zenda muilo superior da puro linho e riquissimos
cosi a 19600 a vara; cobertores de algodo todos
brancos, da fabrica de Todos os Sanios da Baha, a
610 rs. cada nm; meias de algodilo cruas, muilo en-
corpadas. a 210 rs. o par; alpacas prelas e de cores
muilo finas, a 800 rs. o covado; merino prelo para
18H00. 29W0, 23800 39200 o covado: assim como
militas outras fazendas por liaixos procos, de ludo se
dio amostras, dcixando saus competentes pcnbores.
VinhoRordeaux.
Brunn Praegcr & Companhia, na da Crnz 11. 10,
receberam ltimamente SI. Julien e M. margol, em
caixas de urna'duzia, que se recommendam por suas
boas qualidades.
BOTICA
CENTRAL HOJIEOPATHIGA
51 ra da Cadeia do Recife, I. andar 51.
Dirigida pelo pharmacentlco approvado,
a professor em homeopathia Dr. F.
de P. Pire* Ramea.
Picsla botica se encnlram os mclhores e
mais acreditados medicamentos homopathi-
cos, qur em glbulos, qur em tinturas,
preparados coma mais .escrupulosa exacli-
do, pelo pharmaceulico approvado c profes-
sor em homopalbia Dr. Pires Ramos, sob as
indicarOes do Sr. Dr. Sabino, com quem ha
pralicado ha 1 annos.todas as regras da phar-
tnacia boniopalbica.
Os meilicameiilos desla botica, cuja effica-
eia lem sido verificada na lonco pralica do
r*r. Dr. Sabino, e reconbecida |ior todas as
pessoas, que delles lem feito uso, exercem
urna crande vanlagera, sobre todos os que
por alii se venden), a qual consiste lano 11a
promplido dos seus .elleilos, como na qua-
lidade de se conservaren! muito lempo sem
sonreren) a menor allcracao ; o que os ter-
na muilo recojrimendaveis, principalmente
para o malo, onde ncm sempre ha facilida-
de da provisao de novos medicamentos.
Exislem carleitas de medicamentos em
tobos crandr-s de uiio crvstal de dill'erenles
preco, desde 129000 al 1209000 conforme o
numero dos medicamentos, suas dvnami-
Sjisoes, e riqueza das caixas.
Cadavidrode tintura da.quinlad}-
namisaco........2000
Cada lubo de medicamento 19000
N. B.O Sr. Dr. Sabino Olegario Ludgc-
ro Pinlio se presla a dar esclarecimenlos a
tedas as pessoas, que comprarem medica-
mentos nesla botica, na ra das Cruzes. 11.
Vende-se grasa ingleza de verniz
ireto, para limpar arreios de carro, he
ustroso e prova d'agua# e conserva mili-
to o couro : no armazem de C. J. Astlev
Deposito de vinho de cham-"'
(^ pague Chateau-Ay, primeira <|ua-
^ idude, de propiiedade do condi
A de Mareuil, ra da Cruz do Re-
" cite 11. 20: este vinho, o melhor
\il de toda a champagne vende-
(^ se a 56$000 i-s. cadacaixa, acha-
" se nicamente em casa de L. Le-
9 comte Feron i Companhia. N. R.
$9 As caixas sao marcadas a fogo
\$) Conde de Mareuil e os rtulos
(gh das garrafas sao azues.
RETRATOS PELOELECTROTVPO.
No aterro da Roa-Vista n. 4,
terceiro andar.
A. I.ellarte, tendo de se demorar pouco
tempu ueste ridade, avisa ao respeitavel pu-
blico qne quizer ulilisar-se de jcu presumo,
de approveilar os poacosdias que lem de re-
sidir aqu' os retratos sero tirados com toda
a rapidez e perfeicao que se pode desejar,
no esfabclecimantoha retrates que semoslram
as pessoas que quzerem examinar : est a-
berlo das 9 horas da manhaa al as 4 da lar-
de.
Precisa-se de urna ama para o servico interno e
axlerno de urna senhora : na ra do Torres, pri-
meiro andar junio ao escriplorio dos Srs. Joao Pinto
deLemosi Filho.
dam-se gratis cm casa do asente Silva, na praca do
D. Pedro 11. 82. No Porte, em casa de Joaqnim
Araujo; na Babia, Lima & Irmiios; em Peniam-
biico, Soum; Rio.de Janeiro, Rocha tv. Filhos, el
f Moreira, loja de drogas; Villa-Nova, Jnao Pereira
I de Magates Leite; Rio-Grande, Francisco .le Pau-
la Coulo & C.
ARADOS DE FERRO.
^ Na fimdicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara-
dos de/erro de superior qualidade.
Vendem-se os doussobradinhos sitos
na ra do Codorniz ns. 12 e 14: quem
os pretender queira dirijir-se a ra lar-
gado Rosario, Joja q, 10.
Vendem-se i coroas de ouro, e2 resplandores de
oure, 2 de puta e uina baudeira de ouro rravada
com diamaulR, 1 relogio de ouro paleulc ir.glez, 1
rancelim e 1 vara de prala, com uina imagem de
ouro: quem quizer comprar laes obras, dirija-se a
ra do Livramento 11. *: todas estas obras sao novas
e de muito bom goslo.
1 ~ Vcl"lese moleque de idade 18 anuos, 1 dilo
de 11 annos, 1 pardinho escuro oplimo para paaem, 2
prelas com habilidades e 1 iiegrinlia: na ra da Glo-
ria n. 7.
Vende-se feijilo mulalinho bom, em sacras ; no
armazem la ra da Praia n. M: 110 mesmo armazem
vende-se boas travs de iS palmos de coinpriiuenlo
da mellinr qualidilde que pode haver. .
Vende-se na loja de 1'errasens de Thomaz Fer-
nan.lesda Cunha, na rna da Cadeia do Recite n. li.
saccascom feijSo hranco cheaado recenlemeule do
l'urlo,'assim como machados para carpinloiro, se-
guros, e raspilhas para tauoeiros do melhor autor,
lio inglez fino e mais cheio, muilo proprio para coser
saceos e para fogueleiros, c outras mais ferragens,
judo por prero mais coinmodo possivel; e na mesma
loja se faz preciso saber se existe nesla ridade ou
provincia Custodio Jos Fernandes, natural da fre-
guezia de Senla Mara da Torre, consclho de Amo-
res, arechispado dtr Braga, '
IjAMOIS PAILHETi; .i CO.MPA- #
I MHA.
Conlinua-se a vender no deposito geral da
9 rita da Cruz n. 52, o cxccllenlc e bem ron- #
9 ceiluado rap areia prcla da fabrica de C-ati-
lots Pailhete @i grandes c pequenasporroesjIaWo preco eslabe- G
@ leeido. st
Vende-se m casa de S. P. Johns-
ton & Companhia, na ra da Senzala No-
va n. 42.
Vinho do Porto, superior qualidade, en-
garrafado.
Vinho Chery, em barris de quai'to.
Sellins para montara, de homem e se-
nhora.
Vaquetas de lustre para coberta de carros.
Relogios de uro patente inglez.
*
rri
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, c:
barris de 4., 5. f. 8.: no armazem-da na
dc-Azeite de Peise n. 4, ou a tratar no
escriptorio de Novaes S Companhia, na
ra do Trapichen. 54.
>. No armazem de C. J. Astley & Com-
panhia, na na do Trapiche n. 5, ha
para vender o se'guinte :
B'alancas decimaes de 600 libras.
Folha de ferro.
Ferro deverguinha.
Oleo de linhaca em latas de 3 gales.
Champagne, marca A. C.
Oleados para mesas.
Tapetes de la para forro de salas.
Copos e.calix de vidi-oordinario.
Formas de folha de feno, pintadas, para
fabrica deassucar.
Cordao de linho alcatroado.
Palha da India para empalhar.
Ac de Milao sortdo.
Carne de vacca em salmoura.
Um sorlimento de pregos.
Lonas da Russia. '
Espingardas de caca.
La/.arinas e clavinotes.
Na frente da igrej de Nossa Senhora do
LivramentOj loja de. miudezas de F.
AI ves Pinito, ^^
cliecou uina pcqtien9B(ao de crucifixos de madei-
ra finas emernisada coma imagem lio Itedemplor, de
metal lino plateado e UuraAoIaa- primbrosase ra-
caraclerislicas, e ornar peflfcs possivel,. ha sonli-
{. metilo em lainanliJM'VonladKpias para acua he-
ios veau- f,'nuadriiilius peqneata dedftersos passosdoSenhor,
tercos encrazailos em araaw. e de conlas encarnadas
enlremeadasde vcronicas.e outras reliquias proprias
para afervorar aos devotos : trucam-sc ]>or pouca
cousa.
Na ra do aterro da Boa-Visla, loja 11. 80, a-
lm do grande e variado sorlimento de gneros de
comesliveis.cxisle um grande sorlimento de manlei-
ga ingleza, principiando de 011 a 19000 rs. e deste
prejo a subir segundo a qualidade.
Continua-se a vender gumma do Aracaly de
superior qualidade em arrobas a 39 rs..a.,a libra a
100 rs. : no paleo do Carmo 11.2.
Velas de espermacete.
\ endem-se velas de espermacete de superior qua-
lidade, de etn libra', viudas da America : na ra
'do Trapiche Novo n.8. *
CJiarutos unos de-S. Flix.
Na ra do Queimado, n. 19, tem che-
gados agota da Rahia, os verdadeiros
charutos deS. Flix, da acreditada fabri-
ca de Rrandao, os quaes se veiidem por
procos mais commodos do que em outra
parte.
Primas para nmeca,
a 40 rs. cada tima, muito novas : na ra do (Juei-
mado, loja n.49.
Couro de lust-e
de boa qualidade; vende-se por menos do qne em
outra qualquer parte para liquidar cotilas : na ra da
Cruz 11. lo.
w. t f SALSA PARR1LHA.
\ cente Jos de Brilo, nico agente em Pernam-
buco de B. J. 1). Snds, rhimirn americano, faz pu-|
blico que tem ehegado a esla praja urna grande por-
raode irascos de salsa parrilia de Sands, que sflo
rerdadeiramcnle falsificados, c preparados no Ri
de Janeiro, pelo que se devem acanlelar os consu-
midores de lao precioso talismn, de cahir nesle
engano, tomando as funestas consequencias que
w sempre coslumam Irazer os medicamenlos falsifica-
e do mais acrpdtarl* d'" c.cahor,ulos Pe''," c uo indis att euiiaa* es mleressesaos males e estragos da hmanidade.
Portante pede, para que o publico se possa livrar
desla fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recentmente aqui chega-
da ; d annuncianle faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na ra da Couceisao
do Recite n. 61 ; e, alm do receluaro que acom-
panha cada frasco, tem embaixo da primeira pagina
seu nome impresso, e se achara sita firma em ina-
nuscripto sobre o iuvollorio impresso do mesmo
traeos.
Vendem-se saccas com farello, ehegado nlli-
maincule da America, por barato prero: o caes do
Ramos n. 16, e na ra do Trapiche" 11.8.
Vendem-se lonas, hrinza5, brioso meias .
as da Russia : 110 armazem de N. O. Biebcr $
Companhia, na ra da Cruz n. 4.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Rowmann, na ra do Rrum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de o a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se.a venda, por
preco cominodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em canx
sem despeza ao comprador.
VendenMe. relogios de ouro, pa-
tente inglez, o* melliores que tem vindo
a este mercado,
fabricante de Liverpool: em casa de Rus^
sel Mellors & Companhia, na ra da
Cadeia do Recife, n. 56.
Afeada de Edwta Maw.
Na ra de A pollo n. 6, armazem de Me. Calmont
& Companhia, acha-se constantemente lious sorti-
mentos ile laixas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas nclitas todas de ferro pa-
ra animaes, agoa. ele, ditas para a rmar em niadei-
ra de lodos os tamaitos e modelos os mais modernos,
machina horisoulal para vapor com forra de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro estnhado
para casa de purgar, por menos proc,o que os de co-
bre, esco veris para navios, ferro da Suecia, c te-
llias ilc flandres : ludo por barato preco.
Moinhos de vento
'ombombasderepuxopara regar hortase baixas
ducapim, nafiindicao de l). \V. Bowman: na rna
do Rrum ns. (i, 8e 10.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem deHenrique Gibson,
yendem-se relogios de ouro de sahonete, de patente
inglez, da melhor qualidade, e fabricados em Lon-
dres, por preco com modo.
A 3|200, e $400.
Na loja de livros de Joao da Costa Honrado, no
jargo do Collegio, vendem-se bilheles e meios bilhc-
es da lotera da irmandade de Nossa Senhora do Li-
vramento, que corre imprelerivelmente no dia 14 do
crrente.
Vende-se graxa de verniz para limpar arreios
de carro, lustroso e prova d'agua ; na ra do Trapi-
che n.3.
Vende-se um silio no lugar dos Remedios, junto
a ponte do mesmo nome': a fallar com Caetano da
Rocha Pereira. na ra das Aguas Verdes n. 16, ou
na rna de Uorlas n. 23.
AMTIGUIDDE E SUPERiyRIDADE
SALSAPARRILHA DE RRISTOL
sobre
A SALSA PARRILHA DE SANDS.
Attcncao'
A SALSA PARRILHA E BRIST/H. dala des-
de 183, e tem constantemente mantillo a sua re-
putariio sem necessidade de recorrer a pomposos
aniiunrins, de que as preparacoes de metilo podem
dispensar-se. O successo do Br. BRISTOL tem
provocadp infinitas invejas, e, entre outras, as dos
Srs. A. R. I). Sands, de New-York, preparadores
e proprietarios da salsa parrilha coiihectda pelo
me de Sands. ^^^
Estes sdores soMMim a agencia de Salsa par-
rilha deUristol, c# 't'jlo o podessem obter, fa-
liricaram una iimtap^te Pristo).
Eis-aqui a carU'quTos Srs. A. R. 1). Sands es-
creveram ao Dr. Brisiul no dia. 20 de abril de 1812,
e que se acha em nosso jioder:
r Sr."-XJr_7L C. Bristol.
Bfalo, c^c.
Nosso apreciavel seDhor.
Em todo o anno paasado tenias vendido t/uanti-
dades considerareis do extracto de Salsa parrilha de
Vme.. e pelo que onviin^ dizerde suas tirtudM
aquelles que a lem usado, julgamos que a venda d1
dita meilicina -e aiiiinientar muitissimo. Se- Vmc-
quizer fazer um convenio comnosro, eremos quem
nos resultara milita vantagem, tanto a nos como a
Vmc. Temos muito prazer que. Vrac. nos'fffepoida
sobre este assumpto, c se Vmc. vier a esla cidade
daqui a um mez, ou cousa semelhante. teriatfco
muilo prazer em o verem nossa botica, ra dc^jfcV2
V endem-se em casa de Me. Calmont 4 Com-
panhia, na praca do Corpo Santn. 11, o segointe:
vinho dcMarseilleem caixas de 3a 6 duzias, linhas
em novellos ecarreteis, breu em, barricas muito
grandes, ajo de milaosorlido, ferro ingle?.
Vendem-se pianos fortes de superior qualida-
de, fabricados pelo melhor uulor hamburgecz na
ra da Cruz n. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala novan. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os taman los, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Rerlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollaxidezas, com gran-
de vantagem para o mellioramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Rieber & Companhia, "na ra r
Cruz, n. 4.'

endem-se relogios d ouro; pa
ingle/., por coinmodo pre-
a ra da Cruz n. 20, casa de I
& Companhia.
rquf;
I.. Leconte Feron
ton, n.79.
Ficam is ordens de Vmc. seus seguros servidores.
(Assigoados) A. R. H. SaNDS,
CONCLUSAO'.
1.c A anliguidade dasalsa parrilha
claramente provada, pois que ella da
e que a de Sands s appareceu em i:
Su al este droguista nao pode obter a ag
ristol.
& c A superioridade da salsa parrilha d
he incontestavcl; pois que nao obstante
rencia da de Sands, e de urna pnrro de outras pre-
para res, ella tem mantidoasna reputaro em qua-
si teda a America.
As numerosas experiencias feitas com o uso da
salsa parrilha m tedas as enfennidades originadas
pela impureza do sanguc, e o bom cxilo obtido nes-
la corle pelo Illui. Sr. Dr. Sigaud, presidente da
academia imperial de medieina, pete Ilustrado Sr.
Dr. Antonio Jos Peixolo cm sua clnica, c em sua
afamada casa de saude oa Gamboa, pelo lllin. Sr.
Dr. Saturnino de Oliveira, medico do exercito, e
por varios outros mdicos, permittem boje de pro-
clamar admente as virtudes efiieazes da salsa par-
rilha de Bristol vende-se a 3000 o vidro.
O deposito desla salsa tnudou-se para a botica
franceza ila ra da Cruz, cm frente ao chafariz.
POTASSA.
No antigo deposito da ra da Cadeia do Recite
armazem n. 12, ha para vender muito nova pola:
da Russia, jmei icana e hrasilejra, em pequeos
ris de 4 arrobas; a Ima qualidade e preros mais b,
ralos do que em outra qualquer parle, se afr
aos que precisaren) comprar. No mesmo
lambem ha barris com cal de Lisboa em pedral
ximamnle chegadfts.
Vende-se a verdadeira salsa parri-
lha de Sands: na botica franceza, da ra
da Cruz, cm frente ao chafariz-
NO CONSULTORIO HOMEOPATHICO
do
MADAPOLAO' BufL A 33200.
'Vendero-se pecas de madapolao de boa qualidade,
com pouca a v aria : na ra da Cadeia Velha a. 24,
primeiro andar.
Vedem-se cerca de 800 formas de Folha de
ferro para fabrica de assucar, piuladas, e que levam
Ires arrobas cada nma : vendem-se muilo em conta
para fechar : na ra do Trapiche o. 3.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, -violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes% modiuhas, tudo modernissimo
ehegado do Rio. de Janeiro.
Na rita do Vigario n. 19, primeiro andar, tem
venda a superior flanella para forro desellis, che-
gada rccenlemenle da America.
Deposito de cal de Lisboa,
Vendem-se barris com cal em pedra, chegada uo
hiato Lusitano, vindo ltimamente de Lisboa, e
potassa americana, a 200 rs. a libra : na ra da Ca-
deia do Perito, loja n. 501
Oleo de linhaca em botijas.
Vende-se a 53000 r. cada urna botija, e por me-
nos sendo em porrao : na ra da'Cadeia do Recite 11.
47, primeiro andar.
Cal de Lisboa.
Vendem-se barris com cal virgem de Lisboa, em
pedra, o mtis superior que ha e por "mdico prero:
na ra de Apollo n. 8, armazem de assucar.
Charutos de Ilavana.
Vendem-se verdadeiros charutos de Havana por
preco muilo commado : na ruada Cruz,- armaze
11. 4.
mVIDWILLlAM 'UBWWfflVTBHinilgrro ma-
chiiiisla e fundidor de ferro, mili respetosamente
DR.4. A. LOBO
Vende-se a melhor de todas as obras
M0SG0Z0.
de medicina
liomopalbica ssr O NOVO MANUAL DO PR.
G. II. JAHR .3 Iraditzido em porluguez pelo
Dr. P. A. Lobo Moscozo: qualro voluntes encader-
nados em dous. 203000
O. volunte contendo a palhogenesia dos 144
medicamenlos que nao forain publicados saldr mui-
lo breve, por eslar muilo adiaulada sua impressao.
Diccionario dos iQnnos de medicina, cirurgia, analo-
mia, pharmaria. ele. etc. encaderuado. 'i000
Urna carleira de 2i tubos, dosmelhores c mais bem
preparados glbulos homopalhicQjl com as duas
aos senhores proprietarios de engenhos,
, e ao respeilavel publico, que o seu esla-
to de ferro movido por machina de vapor,
Brum passando o rbafaiiz, contina em
axercicio. ese acha completamente montado
rljrj)ellios da primeira qualidade para a per-
lena corif4c.a0 das maiores pecas de machinismo.
llailAdo para einpreliender quaesquer obras da
su^WeSPavid Williatti Bowman, deseja mais par-
tii-irRrrnientc chamar J aencao publica pra as se-
guidns, por terdellas grande sorlimento ja' promp-
lo, em deposito na mesma fundicao, as quaes cons-
truidas em sita fabrica podem competir com as fabri-
cadas em paiz estrangeiro, lantoem preco como era
qualidade de materias primas e roao de obra, a
saber:
Machinas de vapor da mellmr rouslruca.
Moeudas de caima para enaenhos de todos os ta-
maitos, movidas a vapor por asna, ou animaos. .
Rodas de agua^luoinhos devento c senas.
Manejos i ndepltfeutes para cavallos.
Rodas dentadas^
Aguillies, bronzes e chumaceiras.
Cav ilhoes e para fosos de lodos os'tamanbos.
Taixas, paroe crivos e bocas de fornallia.
Moinhos de mandioca, movidos a maO ou por ani-
maes, e prensas para a dila.
Chapas de foga c tontos de farinha.
Canos de ferro, torneiras de ferro e de brome.
Bombas para cacimba e de repuxo, movidas a
mao, por animaes ou vento.
Guindastes, guinchse macacos.
Prensas hidrulicas ede parafuso.
navios, carros e obras publicas,
grades c portees,
sellar,
'aradosde. ferto, etc., ele.
ni dasnperlorida* das*ja obras, ja' geral-
heeida, l^yid WtJHi|Boinan garante
a maisexarta conformidade coai os moldes e dese-
nliosreineltidos pelos seiibore*/se diguarem de
fazerbe encommeudas. aprovlUH ia6 pa-
ra agradecer aos seus numerosos a3 e freudezes
a preferencia com qne tem sido por1 lea honrado,
e as^esura-llies qne nao ponpara cias para continuar afcerecer a sua conflanc.
OLEADOS INGLEZES.
Vendem-se riquissimos oleados para
assoalhar salas, tanto emqualidade, com o
no escolhido gosto de desenlio : no ar-
mazem de fazendas de Adamson How jS
Companhia, na na do Trapiche Nevo
ni 42- V
ATTENCAO*.
Cunha & Amorim, na na da Cadeia do Recife n
50, tem para vender pallia de carnauba nova, cou-
ros de cabra bons, peona de orna, e velas de car-
nauba, a 1*500 o cento.
VINHO CHAMPAGNE.
Superior vinho de'Bordeaux engarra-
fado ; vende-se em casa de Schameitlin
& Companhia, ra da Cruz n. 38.
Vende-se arroz graudo do Mara-
nho, e charutos deS. Flix, de boas qua-
lidades, epor precos commodos : na ra.
da Cadeia do Recife n. 47 primeiro
andar.
POTASSA BRASILEIRA.
Vend%-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che- |
gada recentmente, recommen-
da-se aos senhores de engenljo os
seus bons elleitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 2J), ar- i
mazem de. L. Leconte Feron 4j
Companhia.
-Narua do Trapiclie n. 14, primairo andar,
vende-se o aeguinte:pasta de Ijrio floreillino, o
melhor artigo que se conhece para limpar o* denles,
branquece* e fortificar as gengras, deixando bom
goslo na bocea e agradavel cheiro; aemi de mel
para os cabellos, limpa a caspa, e d-ll)e manico
lustre; aeua de perolas, este mgico cosmtico para
sarar sardas, rugas, eembellezar o rosto, assim co-
nloa tintura imperial do Dr. Brown, da prepara-
cao faz os cabellos ruivosou brancos.coroplelamenle,
prelos c macios, semdamno dos inesmos, ludo por
precos commodos.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos: na ra do
Trapiche Novo n. 16.
Chapeos e manteletes.
Vendem-se chapeos de seda de cores. enAlados,
proprios. para meninas e meninos 5 cada nm
mauteleles prelos e de cores com colleles e sem Ues;
i"' Pre50S con>nwdo,: ua rua ua Gadeia do Recife!
Vende-ae CARNE DE VACGA ede pon de
ilamhurgo. em barris de 200 libras;
CHAMPAGNE de marca conhecida e verdadei-
ra, liavendo poneos gigos de resto, que se venderio
para techar, a 248000 rs. :
AC DEMILAO.norlido;
TAPETES DE LAA, lauto em pera romo mitos.
Pam xTCS1;*' ^ boni,a cres mton conla.
Mi: j ecoresPara torrar corredores, te.;
OLEO de Imhaca em latas de cinco cales: em
rilis- 'py & ComPanhi>> rua do Trapi-
Na rua do Collegio n. 21, segundo
andaf, vende-se por barato preco, da a
prazo, um sortimento. de chapeos e ou-
tros objectos de chapeleiro, consistiudo
em chapeos de massa, de seda de varias
qualidades, e a gomma lacre, chapeo
para padre, massas para ditos, bonetes
para guardas-nacionaes, plumas p*tas
para chapeos desenlila, fundos e lados
para cjiapeos, courinhos com setim, -
vellas, utas para arrochos e debim,
trancas e outros muitos objectos de clia-
peleiro.
Vestidos modernos.
Vendem:se vestidos de mursulina fina de cores
com baa, fazenda nova a 55 o corte; ditos de 15a
e seda e bnrge modernos a'0 o corle de 12 cova-
dos; chites e cassas fraucezas novas a 320 rs. o co-
vado e 640 rs. a vara; e outras militas fazendas por
baratos precos: na rua da Cadeia do Recite, loja
n. jO.
I Diccionario doa tenaos da
cirargia anatoaaia ,
I o..
Sabio luz esla obra indispensavel a (odaa |
s pessoas que se dedcam ao esludo de
medicina. Vende-se por 4 rs., encaden-1
do. no consultorio do Dr. Moscozo, rua do |
Collegio. n. 25, primeiro andar.
Punios.
obras cima
L'ma dila de ;lti luhos com as mesmas "."i
Dila, dila 'te s tubos.......
Dila de l'i'i com as ditas......
, Carteiras de -l'i tubos pequeos para algi-
beira .
Os amadores da msica aelian continuadamente | U'I|IS de48dSto. .......
cm casa de RrunuPracger&Companhia. ruadaCrus\ J"no* avulsos de glbulos .
Vende-se.urna boa taberna, sita
n. 10, un grande sorlimento de pianos fortes e futios
pianos,,le. diflerenles modellos, boa conslrucrito e bel-
las vozes, que vendeni por mdicos precos; assim co-
mo loda a qualidade de instrumentos para msica.
Obras de ouro,
como sejam : adereces e meios ditos? bracelete-, brin-
cos, atiiictes, boloes, aunis, correles para relogios,
etc. etc., do mais moderno uoslo : vendem-se na rua
da Cruz 11. 10, casa de Brunn Praeger & Companhia.
40SOOO
4)3000
50SOOO
1008000
lO-IKKI
209000
19000
Fra de
Os mais ricos c mais modernos cha-
peos de senhoras se encnlram sempre
na loja de madama Tlieard, por um preco
mais razovel de que em qualquer outra
parle.
1
w
Depoiito da fabrica de Todo oa Santo> na Babia.
Vende-se, em casa doN. O. Biebcr & C, na rua
da Cruz n. 4, algodaO (raneado d'aquclla fabrica,
muilo proprio para saceos de assucar c roupa de es-
cravos, por prero coinmodo.
. Vende-se um prelo crioulo para fra da pro-
vincia, de idade de 2i a A">.1uuos, parece mais mo-
ro, lem oflicio ile lurneiro e fundidor: ua Ponte
Velha.casa do Jos Carneiro, Francez.
Vendem-se 25 pipas cmn iftei.de furo, cn'easra-
do em barris de qualro e cinco em pipa: quem prc-
lender comprar dirija-se a casa do abaixo assigoadu
uu no trapiche do Cunha.
t"; Antonia Barbosa de, Brilo.
Portas, rua do Pilar, confrontando com o becro Lar-
go, tem urna bonita arinaeao c boa qualidade para se
fazer oplimo negocio ; nilo se duvida dar prazo a pes-
soa idnea 011 que aprsenle garanta ao importe :
a quem ronvier esle negocio procuse na rua da Sen-
zala Velha, Militado n.112, terceiro andar.
Rua do Queimado n. 23.
tiuimaraes & Azevedo, j eslao enfadados- de ven-
der fazendas, por isso que eslao resolvidos o vender
o reslo por lodo preco, assim como sejam : chapeos
prelos a rarija 28000 rs., chales de laa muito supe-
rior a 1-9200 rs., lencos brancos para mi de senhora
a 120 rs.. lil para cortinados a 400 rs. a vara, cila.
a 9000 a peca, penlcs de alar cabello de tartaruga
do pinito a tliti rs. a duzia, grvalas de cassa branca
a200 rs., los de linho a I9OOO rs.
Veude-sfl um excedente sitio no lugar da Pas-
sasem da Magdalena, junio do sitio do Sr. Mauoel
Ignacio de Oliveira, a tnargcm do rio Capibaribe.
leudo una grande casa nova, com 70 palmos em
quadro, 4 salas estucadas, c urna dila de telliavaa,
4 grandes qttarlos, ruzinlia, estribara e cocheira,
com solao para dormida de escravos, lem o terreno
100 palmos de larcura e 900 de fundo, com alguna
rvoredos de frurlos, cujo silio ja ha oile oriniento de
(iOO-jOOO rs.. de alusuel annual: a fallar com o cor-
rector geral Mitiuel Carneiro.
Vende-se nina muala de :10 anuos con) ume
cria de 2 annos, muilo elegante ; a muala engom-
ina, lava e he muilo cria,leira de meninos; e urna
prela, crioula,do20 anuos, rom urna cria de 10 nie-
zes muilo nulrida : na rua de Santa Rila 11. 97.
Na rua do Vigario n. la, primeiro andar, ha
para vender, ehegado de Lisboa presentemente F-u
barca Olimpia, o seguinte: saccas de farello mnito
novo, cera etn srume e em velas com bom sorli-
mento de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em pedra, novissima.
Palitos e toa] has-
Vendem-se palitos do brim de linho d corea,
bem fcilos, a 38 4 cada um ; loalbas de patino''
(te linho do Porte, proprias para rosto a 800 rs. rada
urna e a'9s n duzia; o panno adamascado de duas
larguras e boa qualidade para loalbas de mesa a 2
avara: na rua da Cadeia do Recife, loja n. 50.'
FUNDICAO' D'AURORA.
Na fundisao d'Aurora acha-se constantemente nm
completo sortimento de machinas de vapor; Unto
d'alta como de baii presso do modellos os raais
approvados. Tambcm se apromplam de encoaunen-
da de qualquer forma que se possam desejar com a
maior presteza. Habis omciaes serao mandados
para as ir assenlar, e os fabricantes como tem de
coslume afianram o perfeito Irabalho dellas, e se res-
ponsabilisam por qualqner defeito que possa nellas
apparecer durante a primeira satra. Muitas machi-
nas de vapor construidas ueste eslabelccimciilo teto
estado em constaute senico nesta provincia 10, 12,
ealo 16 annos, e apenas teq: exigido mu i insignifi-
cantes reparos, e algumas al neuhuns absolutamen-
te, accresceudo que o ronsummo do. conbuslivel he
nim tucousiderajeJ. Os senhores de engenho, pois,
e outras quaesquer pessoas que precisaren de ma-
chinismo sao respeitosamete convidados a vigilar o
estabelecimento era Santo Amaro.
Cola ta Baha.
\ ende-se superior cote, por preco commodo:-oa
rua da Cadeia de Recife n. 47, primeiro andar.
Vendem-se na rua da Cruz n. 15, segando
andar, boas obras de labynnlho feitas no Aracalv,
constando de loalbas, lencos, coaros, rodas de
sata, ele.
Vende-se um negra bem canoeiro, e bastante
robusto : na praca da#oa-Visla u. ;i2.
Na rua da Onz n. 15, segundo andar, veu-
denMe 179 pares de colurj
400 JUlos brancos
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'AurortL
Amaro, e tanibem
-- *^e-.... omwi, cu-
te col mao. de couro de lustre,
50 ditos'de bolins ; ludo por
Vende-se pelo, costo urna colleccao com flela de
loda ategislarao brasileira, desde 1808 al 1850, per-
feitameute encadernada e nova: o proprielario
desle jornal dir quem a vende, e por que prero.
Vende-se urna' escrava. crioula, de idade de 25
anuos, pouco mais un menos, coni urna cria masculi-
na,de idade d,e 7 mezes; aqual sabe coziuhar, lavar,
ensahoar e comprar na rua: quem. a pretender, di-
rija-se i loja de miudezasn. 22 da rua larga do Ro-
sario, que achina com quem Iralar.
POTASSA E GAL.
Vende-se potassa'ca Kussia e America-
na, superiores, e cal virgem de Lisboa,
tudo por preco mais commodo que em
outra qualquer parte : na rua do Trapi-
che n. 13, armazem ile Bastos Irmaos.
ti Santo
PSITO na
rua do Brum logo na entrada,
) Arsenal de Matinh ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batida, fundidas, grandes, pequeas,
rasas, e fundas ^ e em ambos o logares
e\istem qSinaastes, para carregar ca-
noiis, ou carro livres de despeza. Os
precos sao' os mais commoffo,
. i >'pndem-se 6 livres de msicas modernas vin-
das do H10 de Janeiro, por preco commodo : para
ver e Iralar, no Poeto do Mallos n. 12, primeiro an-
dar.
f.acrc prelo muito fino de cures e obreias pre-
las lano em caixas como ero pares : no paleo do Col-
legio, luja de livros, n. 6.
Vende-se tmgrandesitio naeslrada dos Atje-
los, quati defronleda igreja, o qual lem tnutas ar-
vores de fructas, trras de planlacOes, liaiita para
capim, e casa de vivanda, com bastantes commo-
dos : quem o pretender dirija-e ao mesmo silio a
entender-se com o Sr. Antonio Manoel ite Montes
.Mosquita Pimenlel, ou a rua do Crespo. 11. 13, no
escriptorio do padre Antonio da Cunha e biguei-
redo.
ESCRAVOS FGIDOS.
. DEPOSITO DE GAL E POTASSA.
. Na rua de Apollo, armazem de Leal
Res, tem'superior potassa da Russia, che-
gada ltimamente, e da fabricada no Bio
de Janeiro, c <,ual,dade bem conhecida, ^r^^TC^^^^^^^
assinicomo cal em pedra," chegada no til- -a-roa Direila n. 78, q:e dar-se-ha paga generosa.
No dia 8 do correnle, desappareccu por volla
Desapparcceu nodia lide novemhru do ann
passado o prelo Kaj mundo, crioulo, filho do Fc, de
idade 2. anuos, pouco mais ou menos, edr fula, cara
larca, lieicos arossos, barba cerrada, estatura regular, '
rendido de una verillra, pouco volnmosa, he milo
ladino, c diz saber ler, he amigo de sambas, onde di-
verle-sc locando flautim ; o mencionado prelo foi
tuno navio.
Vendem-seeoberlores de algodao grandes a CIO
rs. c pequeos a 560 tt. : na rua do Crespo nume-
ro 12.
Na loja das seis portas em frente do Li-
vramento.
Corles de cassa chite a 1$280, com 7 varas ; chitas
escuras a 55O0O a pe$a, c 110, ICO. 180 e 200 rs." o
covado, chitas largas francezas a 2i0 rs., chites para
coberla a 200 rs., cambraias pintadas de lindos gos-
lus a 2C.VH) e2800rs.. lencos para mu, brancos e
pinlados a IG0 e pequeos para menino a 80 rs. ;
eoutras umitas fazendas muito en; conla.
Estampas muito (inas.
Vende-sc no paleo do Collegio n. 6, ricas estampas
de varias cidadescsirangeiras, proprias para quadros,
por preco commodo.
das 9 horas do da, do engenho Cordeiro, o prelo
Aaosim'io, de idade de 19 a 20 annos, alio, e nm
lano magro, roste pequeo, olhus avermpIJiados e
um pouco sobrauceiros, testa peqiiena. nariz tur.
lauto saliente na po.nta.venlas larsas.a hoce crande,
betcos grossos e revirados, cor fulla c ro rauca, lie
crioulo, lem as pernas tongas c linas, ps grandes e
quando anda he muilo liseiro. curva um lano
jocllius para a frente coslume doserlao de onde v
oserlao he do Brejo da Madre de Dos, leudo si,
esrravo do fallecido padre Cordeiro : pedo-se a Iwlas
as autoridades policiaes e inais eapilaes de campo "a
captura do dito escravo e o leven) a seu senlior ao e* 1-
genho Cordeiro, ou na rua do Cabuga 11. ti que ?e'.oe
geiiernsamcnte recompensados.
I cente Monteiro Barga .
Pern,: Typ, de M, P. de Tarta.
BI PW
.


Full Text
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