Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02326


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Full Text
.
_

->-;-'
ANNO XXX. N. 15.
Por 3 mezes adiantados 4,000
Por 3 mezes Venados 4,500
----------*a-------

QUINTA FEIRA 19 DE JANEIRO DE 1854.
. Por Anuo adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
PERNAMBUCO
ENCARREGADOS DA SlBSCRIlM;AO\
CAMBIOS.
Recire, o pioprielario M. F. de Faria; Rio de Ja- Sobr Londres' 28 d. por 1PO0O firme.
' neiro, o Sr. JooPorcira Marlins; Babia, o Sr. F. Pars, 3iOa 345 re. por 1 f.
Duprad ; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Mon-
donea; Parabiba, o Sr. Jos Rodrigues da Costa; Na-
tal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Aracaly, o Sr.
Antonio de Lemos Braga; Cear, o Sr. Victoriano
AugustoBorgesjMaranhao, o Sr. Joaquim Marques
Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
. Lisboa, 9o por cont.
Rinde Janeiro, Je 1 1/2 a 2 por O/o de pr.
Ao;cs do banco 5 O/o do premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da i-muii.-iiilii.i de seguros ao par.
DiscoBto de letlras de lia 12 1/8 de rebate.
METAES.
Onoas liespnbolas. 28?500 a 2955000
Moedas de 65400 velhas. 16*5000
de 69400 novas. 165OOO
de 5000...... 95SOOO
Prala. Pataces brasilciros..... 155930
Pesos columnarios......155930
mexicanos....... 15800
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, Indos os {lias.
Caruar, Bonito e Garanhns nosdias 1 c 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex c Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas c sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas letras.
PREMIAR D,oJE.
Priniiira s 8 horas c 30 mkaMos da maullan.
Segunda s 8 horas e 54 milMilos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas c qnintasleiras.'
Itelaciio, tercas feiras e sabbados.
Fazouda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphos, segundas c quintas s 10 horas.
1.a vara do civel, segundase sextas aomeiodia.
2." vara do civel, quarlas e sablodos ao meio dia.
Os Tribunes de Juslica eslao fechados at o ulti-
mo de Janeiro.
KPIIEMERIDES.
Janeiro 6 Quarlo cresrente a 1 hora, 29 minutos
e 4 segundos da mauba.
14 Luachoia as 6 horas, 42 minutse
12-segundos da manha.
22 Quarlo ining'uanle ao 38 minnlos e
48 segundos da manha.
28 La nova as 2 horas, 34 minutos e
48 segundos da tarde.
DAS DA SEMANA.
16 Segunda. Ss. Berardo, Acrcio, o Otbon mm.
17. Terca. S. Anlao ab. ; Ss. Elcusippe c Lunila.
18 (.luana. A Cadeira de S. Pedro Ap. cm Roma-
19 Quinta. S. Canuto rei m. ; Ss. Audifas c A.
20 Sexta. S. Fabiao p. rn. ; S- Sebastiao m.
21 Sabbado. S. Ignez y. m. ; S. Petrocolo m.
22 Domingo. 3. depois de Reis. Ss. Vicente e
Anastacio mm.
PARTE OFFIGIAL.
G0VEBN0 DA PROVINCIA.
ruMllTir-T 4o di 17 de Janeiro da 188*.
omcio-Ao Exm. presidente di. Cear, remellen-
do puz vaccinieo que S. Ese. H">-, ,n e,r?"?""
o de iaver enviado o Esm. Sf. !*ro do moe-
rio, o officio que para ter esse de* o acompanhou
vao de S. Exc. de 28 de diuembro ultimo.
Dito-Ao Esm. presidenta do Espirito Santa, ac-
^h.t. os dous emulares que S, Exc.
- i*
J"
\ 'w
<
cusando recebidns os dous exempUres q
remetleu da colIeeSo dan lea daquela provincia,
promulgadas pal* respectiva assemblea legislativa na
su cssao ordinaria do anno prximo passado.
|)l__Ao marechal commandanle das armas, en-
viando por copia o aviso da reparlicjto da guerra de
;i de desjmliro ultimo, do qual consta que se conce-
,l.ii puMSeni ao lente do -2. hatalli.io de infamara
Joaquim Nonato Hyarinto, para o corpude guarni-
do flx de Goiaz, cm exercicio de ajudanle, e desle
pira a lileira daquelle batalhio ao lente ajudanle
Manoel Alve Perera da MollaIgual copia remel-
lea-se a thesouraria le fazend.i.
DitoAo mesmo, declarando que, segundo cons-
loi de viso doministerio da guerra de29 de dezem-
bro ultimo, foi indeferido o requerimcnlo em qiieo
alferes do 2. halalhao de infamara Gabriel de Sou-
za Guedcs, pedio pagamento da importancia do sold
eetspe correspondente ao lempo de licenca que ob-
leve, por constar dasufbrTnaci>esda thesouraria de fa-
zenda da provincia de S. Pedro do SnLe da conta-
dor ia geral da guerra, que essa licencaTora concedi-
da con vencimenlo desold someole.o qual Km pago.
DitoAo mesruo, enviando por copia o aviso da
repartirn da guerra de 23 de dezembro ultimo, uo
qual fo declarado, qoe se prorogou por 3 mezes, a
licenca que leve para ir a corle o 1. lenle quarlel
medre do 4. balalho de arlilharia a p, Caetano da
Silva Paranhos.Igual copia remelleo-se thesou-
raria de fazenda.
DitoAo mesmo, remetiendo copia ministerio da guerra de 3 do nrrenle, do qual consta
liaver-se concedido passagem par o 9. balalliAn de
infanlaria. ao 2. cadete da companhia de artfices
da*la provincia, Vieelile Kerreirade l.orena.
. DitoAo mesmo, communicando baver o Exm.
ministro da guerra, declarado em aviso de 3 do cor-
rele, que expedir ordem para que o major gradua-
do Cypriano da Rocha l.ima, remella com deslino ao
commandaulc do-2. balalho de infanlaria, a chave
do cofre e documentos que exislirem em seo poder
perlencenlesao mesmo balalho.
Dilo Ao mesmo, Iransuiitlindo por copia para o
seo conhecimeiito, o aviso de 4 do corrcnlc, do qual
consta que fra indeferido o requerimento, em que o
lenle coronel do estado-maior de segunda clave do
exercito, Jos Maria Ildefonso Jacome da Veiga Pes-
soa, pedia ser promovido ao posto de coronel por me-
recimenlo.
Dilo Ao inspector da thesouraria de fazenda,
transmiltiudo paraos convenientes exames, copia da
acta do eenselho administrativo para fornecimenlo do
arsenal de guerra de 12 do corrente.
Dito Ao mesmo, \nleirando-o de que, segundo
consta de viso da repartirn ita-imperio de 3 do cor-
rente, tora nomeado Carlos Augnsto I.ins de Souza
para o' lugar de guarda da ispeecao de saude do
porto dest provincia com o encmenlo de 1280 rs.
diarios. Igual communcaco se fez ao provedor da
saude. ,
Dito Ao inspector do arsenal de marinha,' cOrp/-
municando que foram enviados, com aviso da renr-
lieSoda marinha do 27 de dezembro almo, os'lilu-
los pasados a Francisco Jos da Costa e Francisco
Anloaio da Cruz, para mandadores, o primeiro da
omeina de carpinleiros e o segundo da de lanoeiros
daquelle arsenal, e recommendaiido que ordene ao
r _______i__L___...ula:i>M mt.ttiim litas tita 11:1
los necessarios, sem igreja nem outros editirios, e
mesmo sem eslar ainda demarcada na forma da ler,
rogar ao mesmo lempo a V. Exc. digne-se de lanzar
as islas do se,u patriotismo para esse estabele'ci-
mento de tanta ulilidade. abrindonovo crdito, alim
de que se possam fazer lodas as despeas uecessarias,
ao menos as mais urgentes, visto que da qaola con-
signada apenas resta a quanlia de (>8S75."> rs.. que
breve sera absorvida com o que se vai dispendendo.
Deus guarde a V. Exc. Palacio do governo de Pcr-
nambuco 18 d'e outubro de 1853.ilm. e Exm. Sr.
Luiz Pedrcira de Couto Ferraz, ministro o secretario
deestado dos negocios do imperio.Jos Bento da
Cunha Figuciredti.
i.' sccto.Rio de Janeiro.Ministerio dos ne-
gocios do imperio em 6 de dezembro de 1853.lllm.
e Exm. Sr.Attondendo ao que V. Exc. expe cm
seu oilirio n.'8l de 18 do ouluhrn ultimo, n'este data
expelo aviso ao ministerio da fazenda para quo soja
augmentado com a quautia de 1 cont de ris, ocre-
dito le "> cnnlosde ris, concedido por aviso de 15 de
jniiho para as despezas com a colonia militar dePi-
menleiras, no corrente exercicio: cumprindo que V.
Exc. caso iiilo seja suulcienle esse augmento, indique
o que he necessarin, com especificaco das obras,
que se lem de escrutar at o flm de julho prximo
futuro.
Dos guarde a V.EscLuiz Pedreira de Couto
Ferraz.Sr. presidente da provincia de Pernambu-
eo.Cumpra-s Palacio do governo de Peruambu-
co28 de dezembro-de 1853.Figueiredo.
EXTERIOR.
Lisboa 20 de dezembro de 1853.
O parlamento acaba de rennir-sc. A nacao, por
intermedio dos seus representantes, manifestou o
seu senlimcnto pela morte da soberana, receben o
u ramn i o do regente, e ouvio o discurso em que a
corda segurava a paz, a liberdade, e oprogresso dos
melhoramcntos materiaes. e administrativos, sob a
proteccAo dos corpos legislativos.
Nao fallar o favor divino a intenso lao pias. A
paz he o estado primitivo, o primeiro modo de existir
em que Dos consliluiu o homein. He tambem o be-
neficio com que o co mitiga a vehemencia da sua
justa colera pelos extravos, e crimesda humanidade.
lie o arco iris depois do diluvio, o documento da re-
conciliacao do Eterno com as creaturas, a existencia
do eco concedida a Ierra, quanto o pode causeutir a
imperfeico da nossa natureza.
A liberdade hb a primeira dadiva de Dos depois
da creaco. lie a cndilo essencialda humanidade.
He o primeiro dos meios indispensaveis para preen-
cher os fins da creador, e o motor de toda a activi-
dade humana. He o direito consagrado por Den* na
persona I idade da sa obra niais querida.
O aper.reicoamcnto tie um dos principaes inslinc-
los da natureza do iiomein, condiro imposta sua
existencia, ohrigacao deduzda dos fins do creador,
meio nico de os realisar, c objecto em que devemos
empregar as preciosas faculdades de que o Eterno nos
enriquecen.
A esta conformiilade com as leis da suprema sahe-
doria nao podo a Providencia negar o seu auxilio,
nem os representantes do paiz a sua coadjuva^ao,
porque a realidadedesses beneficios heaexecuraodos
principios de venlade, e de juslica, e o desenvolvi-
mento infallivel da poltica prosperiilade pela appli-
caeAo do pensamento do Eterno na crearan do ho-
mem existencia da sociedade, a conservaeo, e me-
lhorameuto.
He grave a cenjunctora para o parlamento, para o
regente,e para os ministros que merecem a sua confi-
anca.nao si'i pela qualidnde dos ohjeclos.que etigem o
emprego da sua intelligencia e actividade, mrs tam-
bem porque lodos os acoiltecimcutos conspjram para
referidos mandadores que solicilem us ditos ttulos na ^remover jis indefinidos pretextos alraz dos quaes por
.secretara do governo-
Dito A mandar desembarcar con brevidade de bordo da fs-
cuna nacional rremos, quarenla arrobas de plvora
grossa viuda da corle com deslino a Parahiba, pondo
S. ojc. a referida plvora a disposc,4o do inspector
do arsenal de marinha, alim de ser enviada para
aquella provincia na primeira opporlunidade. Ofi-
eiou-se ao mencionado inspector, para contratar com
o meslre de alguma embarcato mercante a remes-
s da plvora de que se trata.
Dito. Ao inspector da thesouraria provincial,
trammittindo copia- da relacao dos proprielaros da
ra d,i Aurora, alim deque nos termos do artigo 4.-
do regulameiito provincial de 24 de dezembro de
1852." faca intimar aos referidos proprieUrios as
quotas coniaque cada^im delles deve entrar para o
calcamenlo da mencionada ra, as quaes vo indica-
das em a snpradita relajo.
DitoAo commandanle superior da guarda nacio-
nal deste municipio, dizendo que, i vista de sua in-
formado dada sobreorequerimento de Candido Jo-
s Lisboa, resolveu dispensa-lo do servido activo da
mesma guarda nacional.
DitoAo mesmo, Iransmiltindo para seuconheci-
meuto e alim deque o faca colmar ao tejiente coro-
nel commandanle do batalliao de arlilharia da guar-
da nacional desle municipio, copia do aviso do mi-
nisterio da fazenda de 31 de dezembro ultimo, do
qul consta que fora indeferido o requerimento em
que o menciouado lenle coronel pedia isen;an de
direitos para os instrumentos que mandou vir para a
msica do meucionado batalhao.
----------*---------- m
lllm. eExm. Sr.Convindo dar lodo o impulso e
incremento colonia militar de Pimenteiras, que pe-
lo estado de grande alraso em que ainda se aeha nao
pode bem preencher o lim para que foi creada, he
de meu dever, dizendo V. Exe. que nell? apenas
existem tres casas de madeira, sem os aquartelamen-
i ren
tan
los arfbos procuran occultar-se a impercia.o des-
leixo, e a preguica dos estadistas.
Sflo na verdade importantes s questOes de melho-
ramento material, em que o paiz est j interessado,
e cujo adianlamento e suturan a altencjio publica es-
pera com anciedade. Naoselrata dos principios mais
seguros do direilo publico portuguez,em que urna re-
solurao menos conforme com a verdade se emenda
pela experiencia sem grande transtorno dos inlcrrcs-
sesdopaiz. Nao se trata de dilatar ou reprimir a
liberdade, cuja manutenrao he um axioma poli i ico
consagrado pelo boni senso de todos os poderes do
estado. Nao se trata finalmente do estril combale
de opiuioes acerca de urna questao poltica, cujo iu-
(eresse e vilalidadeestejammais ligados ao pundonor,
e capricho das particularidades do que prosperidade
do paii.
Os negocios pblicos leem hoje oulro carcter.
Onlra, e mui diversa he a sua natureza e as conse-
quencas. que d'um mo accordo podem resultar.
A v aran publica, a communicac.lo reciproca das
principaas povoacoes do reino, quer pelas estradas
ordinarias, quer pW caminhos de ferro, e a necessi-
dade de ligar este syslema com as linhs.que da Eu-
ropa deven i estender-se s nossas Ironteiras, a orga-
nisaeitn definitiva da fazenda publica em harmona
com essa mudanea, que altera quasi.seinpre, e limi-
tas vc7.es desequilibra momciilanearoeule a receila
publica, a inslrucrito do povo, principal fundamento
da paz, eda riviiUacno nos estados tonsttuciones, a
reforma administrativa, e municipal, que combinan-
do o estado da sciencia com a situaran do paiz, pro-
fundamente esliidada, preencha os fins salulares da
admioislracilo publica, e a adopcao franca, e deci-
dida d'um s\ slrina colonial em que as crearles hele;
rogenas, as entidades exticas, os osos barbaros, as
praliras illegaes, etoitos os abusos sejam substituidos
pela regularidade e precisao nos diversos ramos de
ser vico publico, e cm que a civdisacno se propague
segundo a conveniente disposico das respectivas co-
FOLHETIHI.
0 DOE DE ATHENAS. (*)
(Pelo marqaex de Foudrai.)
.SEG^O^OXME. .
i ?
I
!

0 .
I
Erim oilo horas da manha quando (iuglielmi
vollando do palacio, dirigio-sc para o aposento da
iillia.
F'lavia ainda no oratorio eslava com o Irage da
ves pera.
Ocorpo da donzella fatigado pela liquidaran
Eelo soiiino linha-se abatido, e sua cabera apoiada no
raro repousava aos ps do cruciGxo.
Os cabellos negligentemente alados rodeavam-lhe
0 semblante descorado, e a dr impressa em suas
feic/ies mimosas dava-lhe mais urna graca ao aspec-
to original pelo cunho profundo da p.iixo.
Guglielaii conlemplnu-a por alguns,instantes. A
ternura, a piedade e a.colora dispulavam entre si
seu coraeao... Mas essa orarlo, essa noilo passada
sem dormir, easa alleracito em suas feices e esse de-
sespero pintado em sua fronte paluda e hmida mo
eram por ventura os signaes evidentes da falta da li-
llia? So o amor poda causar tanta destruico.
A essa idea, um furor concentrado acendeu-se as
veas de Guglelmi, e um pensamento de morle alra-
vessou-lhe o cerebro como um relmpago. .
As entranhas Ihe eslremeceram e procurando en-
gaar a s mesmo, elle-disse coinsigo:
Qoemsabe! essa infeliz recusa C.errelieri por-
que o detesta!... Talvez seja o temor dessa unjan
que a alTIige assm... Que menince!... Mas ella sof-
fre, chora. Ilerdou da mi urna vonlad de ferro/..
A essa lembranca, um eslremecinenlo passu pelo
coraran de Guglelmi, o qual suITocou um suspiro.
Pouco depois o primeiro pensamento, o pensamen-
to de indignarlo edesanguc tornou a apresentar-
se-lhe ao espirito.
i- Todava, o duque m'o disse... elle o aflirma...
ellt' o assegura.
Eotao o furor do velho reanimou-se.
Que infame! a honra de minlia filha est em
suas mos !
L'm tremor convulsivo apodera-se de Guglelmi,
elle desva os olhos da filha, e diz com voz sombra :
Se ella persistir, mellior Ihe seria nilo ler oas-
>io.....
Nesse inslante Fias ia abra os olhos, e vista do
vellio assuslou-a. Nao lias ij dusida de qne elle esla-
va inleirdo de ludo.
Meu pai! disse a moca hrandamenle tentando
arvantnr-se, mas (ornando a calur no mesmo lugar.
Guglelmi procurou conslraugcr-se, e com voz fir-
me, disse-llie :
Venhu. minha filha, para marcarmos o dia de
ti>u casamento. O duque deseja que elle seja logo
celebrado, eCerrilieri s espera o leo asseulimento
1 tara apresenlar-se aqui.
A estas pal.ivr,s a moca e.tremeceu, e urna dor
pungente encubri--Ihe o olhar.
Glualielmi conliuuou :
Demais lemos de oceupar-nos de negocios gra-
;) Vide. Diario a. 14.
lonias, lornamlo-so ellicaz para todos o gozo dos di-
reitos garantidos pela lci, .--So os objectos de elevado
iiilercssc.que a sabedoria dos poderes do estado rum-
ore regular.
Um erro, um desvio da verdade dos principios eco-
nmicos pode trazer seria* conseqiiencias. prejudicar
valiosos inleresses, desamnar os espirilos dirigidos
para aquellas emprezas, atTaslardelas os capilaes,
diminuir o crdito, retardar os melhoramentos,.e a
diar o progresso da nossa cvilisacao. He preciso Ira-
balhar com juzo c prudencia? Edificar de modo que
que inauhOn nao empreguemos lempo c cabcdal pa-
ra desfazer a obra de boje. He misler apressar-nos
devagar. Nunca o felina lente leve mais competen-
te applir.iran. mas o frstina lente, que nao encobre
a ignavia e a somnolencia. Trabalhar de vagar, mas
Irabalhar sempre !
A Providencia dotou esta poca com circumslan-
cias favoraveis ao complemento das aspirarles de to-
dos, salisfaco tiestas necessidades ha tanto lempo
reclamadas. Nao peder allegar-se o desasocego pu-
blico, ponue o paiz goza da mais profunda paz. Nao
poder prelcilar-sc a accao nociva das paix&es pol-
ticas, porque nunca o governo receben maiores pro-
vas de hom senso publico. Nfln poder dizer-se que
o patriotismo 'do paiz neg a soa cooperado, porque
o governo enconlra a coadjuva^ao gerarr quando a
sollicita para as emprezas de reconhecida ulili-
dade.
Se a nossa siluacao interna est desassombrada dos
receios das lulas civis, forte pelo accordo da naro
com o governo, tranquilla pelo respeilo com que se
acatam os foros populares e pela conanra com que
o povo honra os quedirigem os seus deslinos, o esta-
do da Europa nao pode inspirar-nos lemor de que
as alterarnos polticas dos diflerenles paizes inlluam
na marcha dos nossos negocios.
A organisaco poltica das naces da Europa lem
duas faces importantes ; a primeira em retacan aos
seus inleresses internos, a segunda relativa situacao
geral da Europa. Nada temos com a primeira. Aca-
tamos a independencia alheia, como exigimos que
respeilem a nossa. Nao somos chamados a regular a
segunda, porque o nosso peso na b llanca poltica do
continente nlo he bastante para nos-alcanzar essa
preponderancia ; e aquella a que lemos direito e de
que o nosso abalimenlo nos espoliou, s a pederemos
conquistar pelo augmento da prosperidade nacional
e pelo nosso bom juizo.
A importancia poltica de Portugal est muito de-
cahida, e seguramente qoe nos incumbe levanla-la
ao pnlo m que temos direito de ser considerados
como naro martima, e rica de importanlissimas co-
lonias, mas nao ser imitando as alterarnos polticas
alheas, ou influindo nellas por urna areao impru-
dente e quasi estril, que pederemos conseguir esse
lim.
A importancia da nacao he como a das pessoas.
Deriva-s do seu estado de prosperidade : nasce da
sagaz applicaran das suas forjas ; e do exemplo moral
do procedimento dos pos os e dos governos. Quando
Portugal liver melhorado as suas finanzas, quando
poss|\r estradas e caminhos de ferro, quando man-
tiver a paz fomentadora da fortuna publica da in-
dustria, das artes, do crdito e da seguranca de to-
dos ; quando pelo augmento da sua marinha, pela
melhoramcnlo dos seus portes, pelo desenvOlvimento
da navegaran, pelo incremento do commercio e pelo
aproveitamenlo das colonias, merecer a atlenrao da
Enropa,. a sua preponderancia poltica crescer na
proporrjo do elevado valor da sua nova existencia.
Mas hoje qne apenas lemos encelado o caminho
da suda applicaro das torras publicas ao engran-
decimento do paiz, c que pela primeira vez repou-
samos das penosas lulas de tantos annos de combates
civis, nao podemos olhar para ascommores polti-
cas i'slianbas, c para as)repressAes violentas de al-
guns governos, senfln olmo para cxemplos cheos de
saudavel doutrina nasFiiossas perigriiiaces, docn-
mentos de ensino para os governos e para os povos,
porque das imprudencias de nos e oulro. iuuccm as
calamidades publicas!
Em quanto os difierentcs systemas do goveruo se
combalem vi porosa meu te, em quanl os diversos
principios reruara ou avanram com as alternativas,
que a providencia se digna marcar ainda s cousas
mais santas e justas, apros eemos nos o lempo, e a
boa disposietto de todos para desenvolver a cvilisa-
cao nos seus mais importantes pontos.
A cultura dos espirites e o desenvolvimenfo mate-
rial sao, a base da ventura dos estados, garanlem os
direitos de lodos, forlificam a moni, conservan! a
paz, desenvolvem as riquezas, e preservam de todos
os males inseparaveis da ignorancia e da barban-
dado.
Taes silo as considerado que a esla hora despon-
lam no espirito de lodos os Portuguezes, que amam
o seu paiz, ao'ver reunido o parlamento.e ao ler o
discurso do regente, em que cada urna das necessi-
dades publicas mais importantes foi conveniente-
mente al tendida.
A morte da soberana como que d mais forra a es-
te pensamento geral, porque a idea da terminaran
da vida concentra sempre o espirito do homsm as
mais serias cogitarles, maiurmente quando a sua ap-
plirao.ui se realisou uo Uircio, e em (3o verdes an-
uos.
Aquellos para qnem a monarchia he um symbolo
poltico, urna rrenra sincera, urna convicsao pro-
funda nao Ihe pedern levantar maior monumento
do que a felicidad? publica. S enio podero ex-
clamar como o distinclo escriptor romano : Nun-
quam libertas gratior extat, quam sub rege pi!
Aquellos para quem a monarchia he apenas um
fado poderoso, e omelhoramentu social um direilo
perfeilo superior a lodas as termas de governo, nao
.desprzaro a lico, que a mo inexoravel da sorle
Ibes deu nesse aconleciuienlo desastroso, e compre-
henderao que a rpida passagem du.homem neste
mundo deve deixar vesligios indeleveis de amor da
patria, e de aspiracoes grandes e nobres. De lodos
be o paiz! Que todos trabalhem para elle!,
(TJecoJtifao de Selembr.)
...... CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Hamburro 18 de ovembro de 1853.
" Apezar de que a diplomacia alTecla ainda oceu-
par-se da questao do Oriente, a guerra j principion,
e a arlilharia j fez nuvr.o seu poderoso brado nos
rampos da balalha. No Danubio o general turco, O-
mcr Pacha, lomando a inicialiva, alravessou rio,
e veio atacar os lussos. qjie nao poderam resistir ao
ou choque, e deixaram ttais de 1,200 homens no
campo do combale, abandonando a Dosicao aos Tur-
cos, que nidia -o l'ertificaraiii. O general russo, Prn-
cipe de Gortschakolf reliroo-se para Oltcnilza, onde
reuni novas forjas para atacar os Turcos. Espera-
se a todo o instante notlets a respeilo desse grave
arontecimenlo.
Na Asia-menor a primeira victoria tamben foi
dos Turcos, que expulsaran! os Russos da fortaleza
ves c tristes. Dcscobrio-se agora urna conspiraran
contra o duque.
Flavia eudireilou-se, e o pai proseguio:
Os chefes dos revoltosos Antonio de Adimari e
Marco Fisjjcohaldi eslao j presos.
(iuglielmi pronunciuu esle ullimo nome lenlanien-
le, elitando em Flavia um olhar escrutador ese-
vero.
Como o duque lem as provas evidentes de seu
crime, ellos sero condemnados e decapitados em
pnucos dias.
A estas palavras Flavia levanlou-se repentinamen-
te dos ps do crucilixo.
Esse espeelaeulo, minha filha, conliuuou Gu-
glelmi, estara pouco em harmona com os prazeres
do uoivailo ; por isso he misler apressarrao-nos.....
Que di zea? acrcscenlou elle com um sorriso amargo.
Emquanlo o velho pronunciava estas palavras,
Flavia approximou.se dello com um passo arrebata-
do e vacillanle.
Seu olhar eslava'espantado, seus labios (remulos,
e nma lvida pallidez se Ihe tinha espalliado sobre o
semblante.
Pondo a mo no braco do pai e aperlando-o com
um esforco convulsivo, ella dsse-lhe com voz som-
bra e entrecortada pelo desespero:
Meu pai!.....Marco.....esse Marco que Vine.
acaba de nnniear, eu o amo... minha vida est ligada
a sna...
Guglelmi leviui a mo ao punhal.
Se elle inorrer, morrerei lambem.....Meu pai!
E hincando os bracos em Ionio do pescoco do ve-
lho com o abandono de urna profunda dor', a mora
csmtinuon :
Tenha piedade de mim! minha falla he gran-
de, mas he involuntaria.....Jure-me salva-lo, meu
pai, e casarei amanlia com Cerrelieri Ilsdomin!..,
Os soluros suiroraram a voz da moca, Gugelm
ficou silencioso e immovel. .Todas as suas ideas esla-
vam Iransloriladas.
O desespero da lilha mauifesiado com lana vehe-
mencia o verdade, a confissan ingenua, que ella aca-
bava de fazer-lhe de seu amor, e o consentimento
espontaneo que Ihe ofierecia em paga da vida do
amante, ao passo que augmenlavamn odio que nu-
tria contra este, dcsarmavam-no para com a lilha.
A rabera de Flavia tinha cabido sobre o peilo do
pai.este nao a tlMia repellido.
A respiraran arquejanla/da mora, son semblante
desfigurado e supplicante, no qual eslavam pintados
ao ruesiuojempu o lemor c a dar, causaram-lbe urna
perturl.aeuo e um eslrcmccimenlo dcsconhecidos al
entao.
\ violencia de seu carador e a dureza da ambi-
cao curvavam debavj da mpressao abrazadora da
fronle da moca.
Broa lagrima correu pelo rosto austero do velho, c
lomando a cabera da filha as maos, elle deu-lhe o
beijo do perdao,
Casars com Cerrelieri. ceu salvarei a vida do
traidor... porem... nao tornars mais a v-lo, disse
elle.
Flavia nao ouvio as ultimas palavras... Ella linha
desmaiado.....
II
Depois de ler confiado a filha aos cuidados de Ca-
lliarina, Giialiclmi deu-se pressa a prevenir Cerre-
lieri de que Flavia restabelecida de sua indisposioAo
eslava prompta para receb-lo naquella mesma noi-
le, e que a ceremonia do casamento poda celebrar-
se nu dia segujnlc:
de Slufkall, e nella se fottjficaram.
Urna pessoa digna de t, e bem informada, que
veio de Vienna, passandf por Berlim, airma que
apezar do cuidado com que, nessas duas corles, todos
procuran) occullar a sual opiniao, he fcil de ver
que as svmpalhias sao pelos Turcos, do lado dos quaes
est o direilo.
Na ultima prolamarodo sullo elle aun unca
ao seu exercilo que vira em pessoa commanda-lo na
primavera, e diz-se quer eslabelecer a sua residen-
cia em Adriauoplc.
Nosjornaes francezes. -se lera o manifest do im-
perador Nicolao, assm como o severo desmentido
que a urna das suas proposiees deu o Monitor fran-
ccz.
Eis cm resumo o eslado da questao. Agora se ve
que a conferencia diplomtica de Vienna fezfaus-
se roule e que a Turqua nao eslava lo fraca
como se quera suppor.
Se o exercito turco he inferior em numero ao rus-
so, Ihe he superior em organisaco e disciplina, sen-
do o sen sorsico de vveres e administraran muito
mais bem eslabelecido.
Est claro que lendo perdido os Russos as primei-
ras batalbas. o amor proprio do czar se acha ulcera-
do, a sua honra engajada de manoira tal. que nao
admiltir transaceno alguma. Nesse caso reunir
elle lodas as suas Porras para brutalmente esmagar a
Turqua '.'
O que farao nosso caso a Franca e a Inglaterra?
A siluaeao he inminentemente grave : o seu corres-
pondente de Pars tratar provavelmente dessa ques-
tao com mais lucidez do que nos.
Basta sabor-so que a Turqua nao perecer, por-
que a sua independencia se acha garantida pela
Franca e Inglaterra : por falta de lempo, e por ser
mhilo extenso esse documento nao Ihe envi a tra-
ducro de um artigo doSr. de laiiueronnere pu-
blicado no jornal franrez o Cnnstitueionel de 16 de
nos enihrn, mu i lo apreciado lem sido, porque se sabe
que esse jornalista recebe impressoes das Tuillerias.
Occupar-nos-hemos nicamente-do que fara Alle-
manha.
Prmeramente diremos que as relac/es enlre os
governos inglez e austraco se acham extremamente
fras: aqudic aecusa a esle de nao ver e ouvir sean
o que Ihe permille o barao de Mesemlorll, embaxa-
dor russo em Vienna, que escolheu para presidente
do conseliio e ministro dos negocios estrangeirus, seu
cimbado o conde de-Buol-Scliaiiuslcin.
He fra .da dus ida que as sympalhias talvez im-
Kusas, do governo austraco, sao pelo imperador da
u-sia, mas os peohores da sua neutralidade sao a
Italia e a Hungra, que s aprnveitarao da primei-
ra opporlunidade para levantar o estandarte da sita
independencia.
Tambem he fra de duviila que o rei da Prussia,'
runliml do i-nperador Nicolao, muito desojara pro-
nunciar-s em seu favor. Mas sao penhores da sua
neutralidade o recejo que lem dos Francezes as
suas provincias Kheoanas, e o espirito da nacao os-
tensivamente favoravel causada Turqua. Pde-
se dizer, sem receio de se engaar, que o povo e o
exercilo prussia.no. nao seguiro o seu governo n'u-
ma guerra em favor dos Russos.
A Allemanha restar, pois, espectadora da lula
russo-turca, e a Russia encontrar os Francezes e In-
glezes ao lado dos Turcos. O campo est, aberto s
rellcxoes. e cada um pode expender as suas con; to-
da a facilidade. Os seus leilores porm querem fac-
Ins, e nao a minha opiniao.
Hoje ninguem falla, ninguem se oceupa de outra
cousa do que da quesUIn do Oriente: ludos os mais
negocios esto suspensos ou esquecidos, como fallar
a om hornera prenecupado de urna questao, e de nu-
tra cousa que nilo seja a mesma questao '.'
O facto mais nSlavel he o qoe leve lugar em Cas-
sel, onde o conde de Vsemburg, obi-iiihu do grao
duque esbordoou publicamente, a poni de que-
brar-lhe a cabera, e deixa-lo por Ierra, ao barao de
Hassenpflug, primeiro ministro de estado e anciae
respeilavcl. Os demcratas applaudiram a esse acn-
(ecimeulu porque o barao de Hassenpflug he conser-
vador, mas todos os humeas sensatos se couslerna-
ram. O grao-duque escreveu urna carta ao barao
vn. .Nao he crivel que o seuado fara essa conces-
so, porque os 11 ambursuczrs nao quereao ler den-
,(ro de casa um hospede, que talvez mais tarde Ihe
queira lomar os melhores quarlos.
O ministro austraco, presidente da dieta germ-
nica de Francforl, procurou presentir a opiniao da
confederado a respeilo da questao do Oriente, mas I
o minislre priissiano se oppoz a isso, dedarando que
o seu governo eslava resulvido a nao lomar ncnhm
emper.ho, alim de conservar loda a liberdade para
dellamsar quando e como mellior conviesse aos seus
inleresses e aos da Allemanha.
( .-/' quelqae citse mallteur he bom, dizem os Fran-
cezes : a questao do Oriente lem feilo, senao esque-
cer, ao menos dormitar os receios da insulliciencia da
collieila ilos cereaes, a qual he porm maior do que
se suppnha, egresas \ questao do Oriente, os es-
peculadores nao-lem podido torna-la mais grave.
Toda*, ia o pao est caro, c todos os vveres se acham
por preces muilo alies. Ser verdade que um mal
nunca vem s, e que depois do cholera, (eremos a
gaerra e talvez a fome'! Dos louvado esla nao se
realisar, mas a existencia ser cara.
Correu a noticia qne o general prussiano Rado-
soilo, amigo intimo do rei Frederico Guilherme, cu-
jas ideas philosophicas parllhava, morreu em Ber-
lim no dia If do corrente novembro : nao lie isso
verdade, mas o seu eslado he desesperado. Sibem
todos o importante papel que na Prussia e na Alle-
manha represenlou esse general, coja poltica como
ministro da guerra depois de 48, foi loda de provo-
carlo contra a Austria : lambem brilhou como ora-
dor no parlamento de Francfort em 1818.
A gazela de Cassel diz que o ministro dos Estados
Unidos,, o Sr. Brovsn, nao conseguio audiencia d'el-
rei da Prussia, se nao debaixo da eoudirao de se
apresenlar em grande costo me, e nao de casaca pio-
la, como (inha sido prescripto por circular do presi-
dente do governo da l.'niao a todos os seus agentes
diplomticos. Esla noticia preciar- 'uarentena.
A poltica dos Estados l."nidos coi ca a despertar
a altenean dos governos enropeus, pWa sua brula-
lidade selvagem, pela sua falla de respeilo ao direi-
lo das gentes e das formas de civilidade. He urna
poltica que se vai tornando invasora, vilenla e pi-
rtica, e nao tem outra norma senao o inleresse e a
propaganda demaggica. He moito de sentir seme-
Ihaiiie procedimento : se o presidente Perce nao ar-
repiar carreira, os Estados Unidos se arrepende-
rn da sua arrogancia, e se convencern que nao es-
io caso de impor a sua venlade ao mundo, sobre
quando essa vontade he absurda, eso movida
pelo inleresse.
P. S.As (> horas d tarde. Do meio dia para
c os despachos telegraphicos de Vienna sao tao fre-
qiicnles como contradictorios, porque uns do a vic-
toria aos Russos e outros aos Turcos as novas bala-
Ibas que dizem ler has do lugar. Nao ha que fiar
hoje as noticias telegraphicas, porque estando este
hoje disposi;3o do publico as mais das vezes nao
serve senao para especularnos de bourse. Esperemos
pois pelas noticias qne publicar qualquer dos go-
vernos da Allemanha ou da Franca.
O jornal de Francfort d agora a noticia deque o
conde de Ysenburg fra preso e recolhido a urna ca-
sa de alienados em I llenan, grao ducado de Badn, o
que explica o alternado por elle commettido.
Duas horas depois elle enviou Calharna a Flavia
para dizer-lhe que se prepararse para receber a visi-
ta do noivo.
Flavia eslava mais serena ; porm esse serenidade
era o ullimo paroxismo do desespero.
O sacrificio que ella impunba .a si mesma para
salvar a Marco appa%ce-lhe como urna inspirarn do
co, e Indas ia ella nao esl tranquillisada sobre a
sorte do amante.
O sangoc que. segundo a predcelo do adevinho,
deve esligmatisar seu futuro, ella o v por toda a
parte onde Marco esl em perigo, e sacrificfndo-se
para salva-lo, seule-se ao mo-nio lempo esmagada
debaixo do peso horrivel de um deslino cruel e ine-
vilavel.
Cerrelieri nao se fez esperar. Na hora ajustada el-
le balen porta de iuglielmi.
Cerrelieri Bisdomiui pertencia a essa aristocracia
mercante odiosa a lodos os partidos, sem neuhiim
respeilo, sem nenhuina consideraran. Sua riqueza
sendo em grande parle o resultado de nperares ini-
cuas, ou o prero da baixeza, s inspirava desprezn
e inveji.
Objecto de odio para os grandes c de escarneo pa-
ra o povo, elle vingava-se de uus e de oulros.por
medidas arbitrarias e crucis.
Era por instgalo desses hurguezes que o duque
de Alhenas enlregava-se sem recalo s suas inrliua-
es perversas e tyrannicas.
Comquaulo j n3o fosse mancebo, llisdomni'lnha
grande cuidado de sua pessoa ; seu goslo pelos pr
zeres, sua vida galante e dissoluta haviam-llie con-
servado um perfume de moridade posthuma favora-
vel primeira vista, e que nao dcxava de dar-lhe
boa presfiira.
Porm xaininaiidn-o mellior, dcscobriam-se as
deslruicOes que os excessos linliam feilo cm suas
feiroes.
Elle era de estatura meda, tinha as maos bem rel-
ias, o nariz grane, os olhos "apnrojimados um do
oulro e a phjsionomia salyrica.
Habituado a dominar pelariqueza.faza de boa von-
lad muitas liberalidades, mas desprezava iquelles
que as recebiam ; enervado a respeilo dos prazeres
da opulencia, procurava dislrahr seu ahorrecimenlo
pela irona e pelos dlos mordazes ; lendo passado a
mocidade enlre mercadores e mulheres, descontiava
de uns e de oulros, e nao poda viver seno rodeado
denegoeianlese de corlezos.
Cerrelieri diava os nobres porque era smente ri-
co, e vingava-se das mortilicarfies secretas que Ihe
causavam cmprcslando-lhes diuheiro com usura.
A mor parte de seus fundos eslava empregada cm
empreslmos consideraseis, e no trauco das modas
de ouro o das joias. Elle era sofreno de ganho, e o
mais astillo dos negociantes de Florenca.
Facilde Iratar-se no commercio h ibilual da vida,
tornava-se implacavel quando seu amor proprio ou
seu orgulbo achavam-seolicudidos.
Aavcrsaoque Flavia Ihe linha manifestado vinha
acresceolar urna especie de prcoecupaso amarga
paixao que ella Ihe inspirava, redobrando-lhe ao
mesmo lempo o desejo de possui-la.
Cerrelieri csgolou lodos os recursos da arle para
apresenlar-se noiva do urna manoira vantajosa.
Seu Irage, elegante e rico, compuiiha-se de um gi-
ban de velludo prelo, calenes escarale, sobreveste
da mesma cor e um cuto lambem prelo.
Um brrelo escarale Ihe cobria a cabera frisada
moda dus Romanos, e sapalos prelos mui ponludos
completavem esse irage elegante.
STERIOR.
S. PAULO.
26 de dezembro de 1853.
-
Se no mundo poltico Terse agitaeo e a geral cu-
riosiilade se prende aos successos eleloraes, dando
vida e animaean aoj crculos qne resplram poltica,
na ordem das distrac^oes se observa um verdadero
contraste.
A's distraernos e passatemposdeqtie ainda ha pou-
co se goza Va a capital, suhstituioa tibieza e mono-
tona propra da opuca.quc vai correndo. Os mezes
de novembro e marro san marcados pela inercia que
quasi sempre nos legam os escolsticos, que indo fe
rias levando comsigo a actividade do anno lectivo t
seus accessorios thealraes e bailarnos, deixam-nos
lambem em ferias de animaran c diverlimenlo.
Estamos, pois, na poca insonsa, em que se anda
cata de urna palestra para malar o lempo ingrato de
novidades. Anda lionlem vi goma o Cassuo l'aulis-
tano, cami nhando radiante, dando suas partidas men-
9aes, coucorridas pela alia aristocracia, como se que-,
ria dizer. A seu lado fulguniva o recreio acadmico,
dando que fazer a solhos e inores, em nada invejan-
do a seu emulo e competidor. Ambos nos deixaram:
o Costino morreu fome, ou foi atacado de urna
phlysica pecuniaria, deque nao escapar, segundo
altestam os mesmos socios, que- na ultima rcuniao Ihe
fizeram a necrologa devida ao- 6om servijo do ulli-
mo baile; o Recreio, senao j lem cor tlao de obilo,
o rerio he, que lambem foi furias, e sabe Dos se
voltar ou ir residir em Olirid.i.
Ainda nao he ludo : a companhia dramtica i,ue
enrlia algumas nuiles com mancas represcnla(es.l
se foi para o interior repetir o Pedro Cem, e Cora
Hereditaria. Nesla triste siluaeao mal vao os nossos
recursos recreativos, que se limitan] ao Classico Jar-
dim Botnico, essencialmente estacionario, com que
de Hassenpflug, e a fez publicar na gazela do esta- o nrcamcnlo provincial consom boa quilla (na opi-
lo, tosieiiiunbando-lbe o scnlimeiito que Ihe causen
lao odioso alternado, asseverando-lhe que elle se in-
cumba da sua punirao.. O aggressor poucos instan-
tes depois de haver commettido o crime fugio para
paiz estrangeiro.
O governo prussiano, cuja maior arobiro he ler
orna marinha mililar, faz lodos os esforcos para ob-
ler um porto no mar do norte. Al agora lem sido
baldadas as suas diligencias. Neste momento corre
que elle Irabalha para conseguir do senado de Ham-
burgo a concessao de urna parle do porto de Cuxha-
Para obedecer ao pai, Flavia linha-se deixado
adornar segundo as regras da etiqueta do lempo, pa-
ra semelhanles ceremonias.
A simplicdade da vida ordinaria, a ordem e a eco-
noinia dos coslumes florentinos cediam o lugar em
certas solemnidades ao luxo e profusao. Enlao a
opulencia desenvolva lodo o seu esplender.
Flavia linha-se prestado com a insensihilidade do
desespero aos cuidados que Calharna suspirando em-
pregra muilas vezes em seu vestuario por ordem de
pai.
O corpo esvelto da moca eslava coberlo de urna sa-
marra larga e comprida de velludo de seda cor de
rosa semeada de flores de prala, cujas mangas mui
largas junio dos hombros terminavam em ponas que
desciam al ao chao.
Um largo bordado de prala guarneca a samarra
em roda do pesclo, na extremidade das mangas e
na trabla.
Em sua cenlura delicada brilhava um cinto de ou-
ro e de pcrolas ffnas, cujas ponas prolongasam-so
al boira da samarra.
Seus lindos cabellos negros repartidos, e passados
de (ios de perolas cahiam-lhe pelos hombros, e sua
fronle virginaFestava ornada de urna fila de perolas,
cujo hrilliu e alvura nao cediam seno ao brilho e
alvura da pelie.
Assm ataviada a mora com os olhos baixos para
enrobrir os vesligios das lagrimas, leudo a pallidez
da dr impresa no rosto radiante de belleza,e o deses-
pero no coraro, drigio-se para o salao alim de es-
perar O linisu.
Vendo Flavia chegar, Guglelmi cxpcrmenlou
uir. mns imonlu de orgulho pateruo, n qual deu-se
pressa em reprimir. Depois approximaudo-sc della,
ds-o-lbo com r sigiiilralivo e mos-ando-lhe Bisdo-
iiiii que enlrava:
^ l.emlira -le de que elle deve ignorar ludo !.....
Nao ciiiupriri minha palavra senao' com essa con-
dicao.
Flavia s pude responder por um signal afllrmal-
vo; seus labios ar.Ionios e conlrahidos recosavam
fallar.
Bisdomini foi lago acompanhado dos prenles e
amigos convidados para a Testa do noiv.ido.
Terminados es rompimientos do ceslume. Flavia
m p e trmula, receben o annel nupcial das mns
de seu futuro esposo, e immediatamente depois che-
gar.un eiu'granib bandejas de prala precio-menle
lavradas, os presentes olVerecidos por esle sua noi-
va. Ira/idos por criados vestidos de ricas chlamvdes
ornadas com a firma de sen amo.
Cerrelieri eslava preoecupado. ,
Embriagado pela formosura da noiva, elle a con-
lemplava, e nao dcixou de reparar em seu abati-
inenln e tristeza.
Poslo que Guglelmi houvesse procurado dissipar
loda a interpretaran allribuindo a alteracao das fei-
roes da filha molestia recente, o espirit sagaz de
Cerrelieri nao vira as prolestacdes de seu col lega
senao urna razao do mais para recejar... O fri cons-
Irangimenlo de Flavia, a repnlsao involuntaria que
ella pareca experimentar cada vez que elle se ap-
proximava della, causasam-lhe um despeilo secre-
to, urna inquietaran vaga.
Cerrelieri possuia o ennhecmento dos negocios,
mas ignora va as delicadezas do romean ; suas paixes
rudo- e vilenlas coneordavain mellior com a disso-
luraiu dos coslumes piulada por Boccace, do que com
o e-pii dualismo de Danle e de Petrarca.
Para elle as impressoes lernas que craanav mu dn
nao de alguns, bem mal aprovelada),e ha urna cou-
sa que aqu se chama retraite, (requeulada pdos
mentios desocctipados.
Concebe Vmc. que em tal eslado de cousas l'orco-
samenle se ha de cahir no terreno da poltica, com a
al o vou enlreler por um momento. E pois que
e obriguci areferir>-lbe ludo que de bom por aqu
fosse orcorrendo, e que tenha cabido em dominio pu-
blico, cumpre aceitar as conseqiiencias da tarefa en-
celada e relatar o que for constando, dizendo-lhe a
verdade nua ecrua dos fados rcenles.
Consla-me qoe a chapa dos senadores j se es-
palliou pela provincia sem a inclusaodoSr. Jos Ma-
noel. Esperava-se que, vista do pronunciamento
em favor desle candidato, nova combinaran appare-
ceria que viesse applacar os auimos de algumas in-
fluencias, cuja especlaliva nao foi correspondida pelo
club formadnrda chapa. Alm de que, como o pre-
sidente foi quem apresenlou e volou pelo Sr. Jos
Manoel, di na minha humilde opiniao linha que al-
guma lransace,ao se faria. Fallou-se de nova chapa
com qualro nomesque cuiiciliasse as paxoes e am-
pliare a liberdade dos clelores. Todava nada se al-
tern, ou porque o presidente nao quizesse lomar
activa parte nesla espinhnsa questao, em que he f-
cil desfigurar seu procedimento. ou porque os que fi-
guraran) no club resolvessem que a chapa, j que
combinada eapprovada,de.via correr. Oque he ver-
dade he, que o partido nao he accorde na prsenle
eleiran: em fevereiro ver Vmc. se Soa mo pro-
pbela. t ja^ipc-
Dizem os entendidos e conhecedores do terreno,
que a entrada do Sr. Jos Manoel he muijjffiffovavel,
em visla da proteccao de seus numerosos |paigos des-
la provincia e da corl, onde tem eslreilas relaces.
Se assm he, mal esl a seguranza de um da Irinda-
de, que dever ser desalojado com a entrada daquel-
le senbor ; contamos que uo ser o cnnselheiro C.
v|p Campos, que, cqsao urna illuslracao do nosso paiz,'
nao deve ser plvidano pela provincia, mrmente por-
que na passada eleic/io ella Ihe significou sua adhe-
so. |
Resta por conseginle o problema quem ser o
podado '! O Sr. Nebas ou Silva .' He justamente a
questao em que me nao mello : esse lahyrinlho per-
tence aos senbores clelores, que procedern na me-.
Ihor forma de direilo. E ninguem comisse enfade:
teiihu obrigacllo de confiar-lhe eslas cousas ; e se es-
lis esse enllocado em laes aperturas, incluira em una
chapa monslro quanlo pretendeule se offerecesse: o
corpo eleitoral com ellos se houvesse.
A imprensa liberal lem feilo da villa da l.ore-
na o seu caslello para desconceituar o procedimento
do Sr. Josinn na presento quadra eleitoral, propalan-
do que se esrorca por galibar all a eleuo fnr^a
da violencia, para o que deleguU poderes a Jos Vi-
cente, delegado de polica. San noticias falsas que
me apie-n a desmentir : para que se reconhoea o
seu grao de veracdade limito-me a cnmmunicar-lhe
que o governo mandou retirar de l.orena um destaca-
mento de 8 praCBS que all permaneca, t|ueren(lo
evilar que alguem enxergasse nessa for?a urna- som-
bra de eoacro. Accresce qne Jos Vicente para
quem convergiam as suspeilas da opposcao, deu par-
le dcdocnle, retirando de si o prestigio de autorida-
de. Eis-aqui como o Sr. Josino atropello a liberda-
de de voto em Lorena. Veremos como retruca a im-
prcusa.
A prsenle sesso do jury lem-se tornado inlercs-
sanle pela natureza dos processos que snbiramjao tri-
bunal. Preudeu-se utlmamenle altenro -publica
aos Irabalhos juiliciarios de tal modo, que devo nar-
rar-lhe o que de mais importante se ha passadu.
Entremos, pois, no tribunal da consciencia, no tri-
bunal dos pares, onde se respira o ar puro da juslica.
sem esses miasmas da parcialidade e dos odios. He
verdade que esla inslituirao tem seus anlpaticos gra-
Uiitos ; uns juslficam suas indisposices allegando
que nao estamos a inda bastan temen lo ris Misados para
nutrir e conservar virtuosa esta sublime instituido.
Esles sao adversarios temporarios qne esp.eram a civi-
fisacao c suas reformas para aceitaren! esses grandes
Iribuu.aesquea liberdade. socrorrida pela inielligen-
cia, inventara para mais e mais garantir os cidados.
Outros desacredilam.o jury no' Brasil, com censura
continuada, que sua blandura c maguaiiimidade to-
ce-u a mais relaxada impunidad?. He men fraen
pensar, nem estes nem aquelles lem razao. Confev
sainos que o jury entre nos nao lem a mesma regu-
laridade c pe le cae que na l i raa-lirelanlia, onde as-1
cera, virara e se cuusliluio a mais bella c segura ins-
tflcao. Mas nem por isso devenios destruir o" que
be ja um grande hom, so porque em oulro paiz esse
bem be mais profundo e mais completo. A bonho-
lia do nosso jury, poslo que nao 18o extenso como
" quer fazer acreditar, existe, porque he mesmo ca-
rcter dos Brasileiros-essa brandura e compaixao que
inspira a desgrara e o infortunio d aecusado preso,
e preso em uossas cadeas lao immundas e horriveis,
que um cidado de bons e delicados hbitos, all en-
cerrado, nevilavelmenleenlouqueceria. Ah se con-
funden) os mais graves deudos com os mais insigni-
ficantes taccinerosos consumados hombream e dor-
mem no mesmo elido, e sob o mesmo ledo, com os
delinqueiilosdeii-n de armas prohibidas,c oulros sem
impoilancia nem gras idade. Ah a immoralidade
impera com o cortejo de seus mais nefandos' vicios e
horrendas crpulas ; a ociosdade proporciona mo-
mentos para projeclar novo deudos, novs crimes.
Ah a correccao he nenhuma, e, pelo contrario.mais
apliddo ganha o preso para renovar crimes. as ca-
deas que possumosa devassidao se inspira no pesa-
do ambiente que forra essas paredes pardacenlas do
eondemnadn. He paro lastimar que estojamos tao
alrazados nesle ramo do sersico da juslica publica,
isto he, falla absoluta de casas de correcto, dirigi-
das por esses systemas regulares e perfelos que lo
notaseis beneficios tem produzido em oulros paizes,
j torcendo os habilos perversos dos criminosos, j
diminuindoclararaenleo numero dos delirios..mas o
que he verdade he, que me ia iusensivelmenle apar-
tando do carcter noticioso, com minhas pe iones para
reforma das cadeas, necessidade em que todos com-
binan). Tratemos do jury.
Tres causas foram apresentadas consi'deraco do
tribunal, de incontestavel inleresse, ora, pela eiierm-
dade ^medoiiho do crime, ora pela jialureza c carc-
ter dos reos. Alm deslas Ires causas que molivaram
bullanles defezas e eloquenles acousarcs, nenhuma
attrahio a a Henean publica ; conssliam em uso de
armas prohibidas, rixas menos violen las, e nada mais.
coraeao resumiam-se nos prazeres do amor,* ou no
bom xito de urna especulado commercial.
Possuir Flavia, e possu-la exclusivamente por um
direito incontestavel, tal era para ,esse homem o
complemento da felir-idade no amor.
Elle eslava penivelmente distrahido e mui perto
de Flavia, quando um seu amigoeapproximaudo-se
dsse-lhe:
Cerrelieri que pensas da prisaa de Marco F'res-
cobaldi?
Pens, responden Cerrelieri, que Florenca se-
r brevemente livre de um fatuo e de um traidor.
Flavia ficou branca como urna acuceua, ergueu
depois a cabera, e laucando para Bisdomini um olhar
c heio de resenlimento e de desprezn, sabio daquelle
I ugar, e chegou-se para junio do pai dizendo:
Meu pai... eslou incommodada... Vmc. deve
estar satisfeilo de mim. Permilla-me que me relire.
' Eslas palavras foram pronunciadas com voz alte-
rad; os labios da filha de Guglelmi Iremiam, o ros-
t i de paludo lornoii-sc Ihe vivamente rubro, e seu
olhar inquieta e febril revelava urna visa emucao...
Guglelmi leve modo, e vendo-a assm prestes a
trahir-se levou-a para o seu quarlo.
Alguns instantes depois, elle vollon para o salao,
e annunciou s pessoas reunidas, que nina leve in-
d isposicad tinha obrhgado a lilha a relirar-se.
Pouco depois lodos se dispedram lendo sidoanles
convidados para a ceremonia nupcial, a qual devia
tur lugar no da seguate.
A fgida de Flavia esclarece!! a Bisdomini... Ella
o e-lias j !... ella amasa a Marco.
Algumas crcumslanrias ao principio desapercebi-
das soliaraiii-lho ao espirito. Sem embargo das pre-
cauteles lomadas por Gualliero, :i noticia do ataque
nocturno lao valerosamente repellido por Marro, li-
li ba-se espalh ado pelas salas da guarda nu velho pa-
lacio.
Alguns sal Hitos do hialino cucarregados do rou-
bo nao (juliana podido recusar a si mesmos o prazer
de Irocarem, talo obstante o perigo a que se expu-
nham, alguns ditos satyricos sobre um negocio que
nSo llies has ia rendido em paga de sua dedicarao se-
nao palavras liumilhantes.
Ccrreliere nao ignoi-ava os boatos que tinham cir-
culado a esse respeilo : o nome de Frescobaldi mis-
turado nessa av.'iitura nissleriosa da ra Guichar-
din, a indispos'n ;ao de Flavia annunciada no dia se-
gunde, suas heslaeoes, sua tristeza, e Rinfim esse
olhar, cuja exprssao 0 ferra como a monlidela de
nma vbora, ludo apparecia-lbe ao mesnin lempo e
ennrorria para doscohrir issp. segredo fatal...
Mas Cerrelieri quera a filha de (iuglielmi; ella
era forros-e rica, e negociante florentino nunca
linha renunciado a um bom negocio...
lu sorriso satnico se Ihe dessou pelos labios,
e elle disse comsigo :
Casarei rom el la, e Marco morrern I...
No dia seguinle M.ivia era mulher de Bisdomini.
III
. A peda de Marco ,vrescohaldi pronunciada pelo
espirita de vinganea, era mais diflleilde cousummar-
so do que seus ininiigos peusavain.
A indgnaao piible; i conlra o duque eslava em
seu auge. Tres grandc conspiraooes tiuhani-sc or-
ganisado sem se njustarem e sem que neulium laro
as unisse. Pela primeira. vez os Florentinos linliam
una vontade coinmum.
As conspiraciies tornaran) se permanentes. Muitas
vcies eram mallngtadas i^cla vigilancia, do duque,
Muito se incommodam os jurados em jnlgar de ar-
mas prohibidas, e alguns censuram o Dr. Enriado,
delegado de polica, por instaurar processos a lao in-
significantes faltas. Esta queixa he infundada, por-
que, nao lendo Teilo a le .criminal dislinccAo enlre
contravengo e deRclos. ou delicto policiaes e de
juslica, e mandando as autoridades policiaes que pre-
parem o processo para subir ao jury, o delegado nSo
pode geralmenle prescindir dessa ubrigaco que Ihe
corre da lelra da lei. Eu pens com aquelles que jnl-
aam neCcssarioto servieo publico, a epararao dos
deudos policiaes e de juslica propriamenle dita, e
nesla parle talvez fossesalular a reforma do cdigo.
Yol lemos -, sesso dn jury.
A opiniao publica alimenlas a curiosidade por con-
templar o cmbale judiciarin. que dever ia terminar
o ullimo acto de um bello drama romntico e vivo,
que leve seo proscenio uu lugar denominado Me-
ninos, na estrada de Sanios. Narrraemos fielmente
a historia do acontec ment, que tem seus rasgas bri-
Ihanlesde senlmenlo, dedicaran a valenta. Desta
historia v i-r-se-ha que as tres forcea humanas mais
poderosas e bellas deram combale. A-primeira, lie
o coraeao, o senlimenlo, e he ella que caracterisa es-
te drama romntico ; a segunda a forca roalerial
protegida pelo escudo da coragem e valenlia, be
ella que careclerisa este drama cavalleresco; a ler-
ceira, he a forra da discussao judiciaria que se alar-
gou no tribunal.
Tres grandes potencias conlriboiram assm, urna
para abrir a scena e o primeiro actodo drama ; ou-
Ira para a intriga e sustentado do inleresse, e final-
monte outra para produzir a peripecia. O corceo, a
espada c a intelligeneia Toram os gigantes prologonis-
las que figuraram em periodos varius em toda a ex- -
lensodesle interessanle acontecimenlo. Principie-
mos pelo senlimenlo, polo coraeao. O tribunal da re-
taban que ouea as palavras que se vo proferir ; el-
las sao firmes e verdadeiras ; elle que ltenla esta his-
toria, quo mais tarde urna appellao-ao levar a seu
seio : invocamos sua atlenrao. A causa he nobre,
sania e gloriosa.
II eurique Ebken, filho de Ilanover. viera para O
Brasil engajado para servir no exercilo imperial em
1827, enfileirado a um corpo de Allemaes, que lo
nfrzes foram nesses movimentos do Rio de Janei-
ro, em que alguns desses infelizes eslrangeiros fo-
ram murtladnse merlos. Ebken poremescapou a es- -
ses Irucidamenlos, e, depois de eslar algum lempo
na colonia suissa de Nova Friburgo, relirou-se para
S. Paulo, onde lem vivido por esparo de 16 annos.
Domiciliou-se nos Meninos cm urna venda e ran-
cho para Iropeiros. Eis o lugar que foi Ibealro da
lula.
Ebken lem 8 filhos e urna menina de 16 annos, qoe
he, por assm dizer, o fio melindroso que prende lo-
da esla complicada lea. Esta menina chama-se Ma- "
ria das Dores. Ella he bella lano' quanlo pode ser
urna menina crestada pelo sol, desfigurada de sua
primeira randura por esles hbiles rudesdo pobre de
nossas estradas, he urna belleza natural pela falta de
cullivo e desvello, he urna bella c mimosa flor arran-
cada do lenro pednculo pelo aquiln raivoso do in-
fortunio. Ingenua e sem cultivo, vivendo sob a ins-
piraraa de urna 'unta ignorancia, era bem fcil il-
ludi-la e arrasta-la mesmo ao desatino.
Maria das Dores era humilde e desconhecida co-
mo a Homila delicada que se levanta as mallas vir-
gens sobre a raiz vaslissima' de om tronco immeaso;
porem vejo feroz animal e esmagou com sua larga pa-
la. Era vzinho prximo de Henriquc, Antonio Jo-
s de Oliveira, pardavasco ja velho, feio e'at horri-
vel, bomem de mos hbitos e de geral desconcelo,
mas de urna coragem e valenta innegavel, que o
acreditaran) em toda a vizinhanca como um valenlao
lemivel e digno de respeilo. Pai de 4 lilhos, que
educou debaixo dos niesmds principios, heesla fami-
lia o terror daquclles lugares. L'm dos filhos de Oli-
I veira, Jos Bento, concebeu sinislros planos sobre a
Giba de Henrique, Maria das Dores, cuma noile, ce-
rno por Torca nissleriosa, a menina linha desappare-
cido do lar paterno, sem que- Henrique podesse sa-
ber como se tinha operado essa fuga. A sedcelo es-
lava ell'cduada. e Maria das Dores foi morar com o
seductor. \
Henrique fera pai, nao descarieo un mnmmilo.
Quasi lonco procura sua filha, abe que Maria das
Dores pernoilara em casa de Oliveira. Temendo a
colera e audacia desle homem. corre a casa do sub-
delegado de S. Bernardo, pedindo providencias. Es-
le Ihe diz : a Faja um requerimento. O subdele-
gado he prenle prximo de Oliveira Henrique nao
enconlrou quem Ihe lizesse um requerimento, e o5o
confiando na juslica da autoridade, prente do oUen-
sor de sua honra, deridio-se a ir cidade pedir pro-
videncia ao Dr. Enriado, que elle ja conhecia de no-
me, o qual satisfezaos pedidos de Henrique, e man-
dou o cscrivae com dous odiciaes d jusUca intimar a
Oliveira que entregasse a filha a seu pai. O seduc-
tor aprsenla a seduzida ao escrivdo, e Ihe pergunla:
qaeres ir para a casa de leu pai ? E como a me-
nina respomlesse pela negativa. Oliveira fallou o
esenvo deste modo : Agora Mara das Dore nao
sahe de minha casa nem forra.
O mandado do Dr. delegado nao foi cumprido e
Henrique ficou sam reparajo emjsoa digudade de
pai. E, eslranho a uossas les, acreditan que nada
mais linha a fazer c restava o pranlo e desolacao no
seo da familia. Eis terminado o 1. acto do drama ;
eis o papel que representa o senlimenlo e o coraro.
Alguns das depois da ameacada resistencia de Oli-
veira, fez pooso no rancho de Henrique urna tropa
que ia caminho de Minas, de que era dono Jos Cou-
tinho. () velho Henrique commnncou a desgrara. 4k
acontecida, e o resultado foi a sua ddr ser comparli- '^
Miada por Cootinhn, que desejando restituir a filha
perdida se dirigi a casa de Oliveira, acompanhado
por seu camarada Grvala, e ahi pedio que a menina
fosse entregue.
Oliveira respondeu : Henrique que venha buscar
algumas victimas eram sacrificadas ; mas urna nova
conjuraco sucredia conjuraran desroherta.
'A prisao de Marco e de Antonio de Adimari, "a
unlicia do perigo qne os ameacava inspiraram susto
na cidade. Todos linliam que temer por si mesmo,
porque Indos hnviain tomado parle directa ou indi-
rectamente nos projectos de res ella.
L'm movimeniu hostil manifestou-se logo por toda
a parte, uas ras, as pracas publicas e al as gro-
jas : umn aguardo uuearadra annunciava a tem-
pestade.
Pela primeira vez o duque comprchendeu que sua
popularidadc linha sido substituida peto resentimeu-
(o, que seus partidarios nao eram bstanles para de-
fend-lo, e que a exaliacao conlra elle era geral.
.Na.j achando-se asss forte para usar de rigor con-
tra os prisioneiros, elle jiilgou prudente retardar a
vinganea, appellou para seus alliadns, e emquanlo
esperava os reforcos que hasia pedido, decidio-se a
fazer smenle comparecer perante os juizes Marcu
Frescobaldi e Antonio de Adimari para seren inter-
rogados.
Antes de executar esla resolurao, Gualliero reu-
ni seu conselho intimo. Eaziam oilo diasque os.ac-
cusados eslavam incommunicaveis.
Selc horas da noile acabavam de dar, quando Gu
gliehui de Accesi, o podesl Baglione de Perouse e
Cerrelieri Bisdomiui chegaram ao velho palacio.
Baglione eslava inquieto, sua physionomia per-
turbada, suas faces fortemenle coradas e frebris, an-
nunciavam urna lula permamenle entre o desejo da
vinganea c o*medo .le seus Tnimigos.
Guglielmi tendo um ar imperliirbavel e o rosta
n|ais paludo ipic de ordinario, lomou lugar depois
de saudar o duque. Duas rugas, profundas gravadas
nu sua ironie, annunciavain a lempestade interior
que o aguasa.
Com os olhos filos no chao, Guglielmi esperava a
o-imiiiimicaco dn senbor, eiitrelaulo que Bisdomini
assenlado negligentemente junta delfe, em una alli-
ludede desusada familiarida le, lendo os cantos da
bocea levantados, o olhar sais rico e a physionomia
ebria de irona, pareria esperar com impaciencia o
momento de representar um papel activo no con-
selho.
Depois de cxpor-lhes o eslado dos negocios o de-
que pedio-lhes conselho sobre a sorte que devia re-
servar aos prisioneiros.
Os conselheiros linliam ouvido cm silencio.
Sn llislouiiiii lenlura iiiterrumper o duque; mas
sua mpcliiosidadc fui cuntida pel olhar imperioso
e altivo de Gualliero.
(Juando esle aeabou de fallar, posto que loctsse a
Guglielmi restamder como superior na idade, Bis-
domini lomou a nalas i a :
- Sepbor, disse elle ao duque, nao ha Iransico
possivel enlre aquel le que quercommandar e aquel-
les que nao querem obedecer ; em minha opiniao lie
preciso domar a insolencia pelo ".error. O eslado de
senbor he um estado inslita e violento, no qual
muguen! pode conservar-se sem ler atarea por au-
xiliar. O senbor est enflorado enlre o rodo eo des-
prezo, e quando o primeiro loma-se impotente, nao
he o desprezo que salva.
Desde muilo lempo os nobres prclendem por-sa
cima das leis ; he misler, cuitan, por meio de um
gratule cxemplu ensinar-lhes que a audacia nao po-
de valer a forja, e que a forra nao deixa-se vencer
pela forca.
Marco Frescobaldi e Anlonio de Adimari devem
perecer pela estrangulado, depois que as dores da
tortura Ibes houterem feito confessar os nomes de
seus cmplices. O terror applacar logo a efferves-
cencia publica.
O duque Gcuu silencise e conviduu por um sig-
nal a Guglielmi a lomar a palavra ; roas como este
pedissc-lhe que a cedesse ao seu collega, Baglione
exprimio-se uestes termos : i
Senbor, nao san da opiniao de Cerrelieri. Os
partidos extremos sao partidos desesperados. Se to-
marmos a inicialiva commeteremos ao mesmo lempo
dous errus, qur contenharaos os desconleutes pelo
terror, qur os irritemos pela violencia. Se um gol-
pe de estado sanguinario os suhmettcr -na apparen-
cia, seu odio obrar mais enrgicamente no mysle-
rio ; se pelo contrario seu resenlimento rebentar,
teremos augmentado sua forja pela nossa injuslica.
Vossa senhotfa seja generoso e deixe-os lutar no meio
dos cuidados que os cercam. Quanto mais se reflecte
em urna empre/a. mais leme-se po-In em execujao.
As coujiirarOes dideridas raras vezes se eflecluam.
Brevemente vossa senhoria leni os reforcos de seus
alijados : -por ora o partido mais prudente, ao meu.
ver, he desterrar como suspeilos os dous aecusados
e conliscar-lhcs os beus em proveilo do estado.
Somedopde raciocinar assim, inlerrompeu
Bisdomini.
Silencio Cerrelieri I exclamou o duque com
um mns menlo de colera.
Senhor, disse Guglielmi com ar calmo e seve-
ro, minba opiniao he conforme de Baglione...
A estas palavras, o duque lancou um olhar de sor-
preza sobre Guglielmi, lembrando-se dos. conselhos
que o valido Ihedera poucos diasantes...
Guglielmi percebendo isso, acrescentou :
O lempo e as circumsiancias decidero muilas
so/.esdas aeecs dos linroeiis sem mudar seus senti-
nieulos... a vunlade pode concenlrar o odio; mas nao
exlingui-lo...
Demais, disse Cerreliere com ar de zombara,.*.
prudencia he a virlude dos velhos...
E a insolencia, torauu Guglielmi com voz sur-
da, he a coragem dos covardes.
Bisdomini approximando-sedo sogro, disse-lhe em
voz baixa e em lom significativo :
. Sua experiencia deve ler-lhe ensiuado,que ha
insultas de familia queso setavam no sangue...
As desavencasde familraacabam-se em campo
cerrado, respondeu Guglieluii com os olhos inrflam-
mados.
0 mundo nao he asss grande j>ara a v ingan-
ca, tornou Bisdomini. .
.Galem-se exrlamou o duque com voz severa.
e laucando um olhar fulminante a Cerreliere. One
dizem os senbores 1 Esqueceram-sede que eslao em
minha procura e no meu palacio !
E recobrando um lom mais calmo continuou .-
Minha resoluco esla lomada. Amanhaa tarei
comparecer os aecusados nflb aqu em minha preseu-
ta, mas no I alacio da Juslica perante o podest, ou-
ves, Baglione 1 e perante o conselho do povo.
ITpodesl fez um signal de asseulimento e o duque
proseguio :
EsladccisSo far crema minha imparcialida-
de... talvez me achem magnnimo, acrescentou elle
com um.sorriso de mofa. He esle o partido nconse-
lliado pela prudencia: o nico que posso tomar no
eslado em que acham-se as cousas.
E depois vnltando-ee para o podesl, disse-lhe :
E lu, Btiglione (aze o leu dever I...
* (ContinuttT-se-lia.J
K>*
X
llirf lilil lilil*



2
DIARIO OE PERNAMBUCO QUINTA FEIRA 19 DE JANEIRO DE 1856.


sua filha que eu Ih'a entrego. Chegando Henrique,
rccebeu urna rutilada no alio da cabeca que o fez
lombar no chao lavado em sangue, coroecou a lula
em que Coulinho e Oliveira lomaran) parle. Foi
liorrivel o cmbale ; dispararam-se liros, golpearam-
se de espadas, e BaptisU. que se reuni ao eonlliclo,
receben urna bala de garrucha que Ihe despedacon a
roao. Oliveira sollreu doxe cutiladas e, resislio sem-
pre Eis o papel que desempenhou a forja mate-
rial, eis o eavalleiresco do drama que aticou as chara-
mas da, intriga e suslentou o inleresse.
A justica omnipotente loma conta do fado : Hen-
rique he preso; Jos Coulinho e Baptista fogem ;
liravat, e alguns enmarada que nao tqmaram par-
te no conflicto sao recolhidos cadeia, e pronuncia-
dos soben) i barra do tribunal. Oliveira escolhe u
l)r. JoAO Dabney de Avelar Brotcro, advogado de
prestigio e urna ilas flores que ornem o foro paulis-
tano, para aecusar a seus iuimigos. F-lo com todo
o briihanlismo de que he capaz n eximio advogado.
llenrique chamou em seu soccorro a voz altisonante
quem ja Ihe tenho Tallado. Tomou a cadeira da de-
feza e anda desta vez vimos ueste humera o germen
do genio que enche de nrgulho aos verdadeirs Bras-
leiros. Sua voz commoven ao jury, e o pobre velho
F.bken banhava de lagrimas o banco dos criminosos.
A seu lado orou o Dr. Padua Fleuri, formado esle
anno, joven de superior talento, e evidentemente mos-
trou a innocencia de Grvala, e o 5. annisla Candi-
do Xavier de Almeida, que envidon suas forjas para
conseguir a absolvilo de seu cliente.
O puvo concorreu em massa para observar O de-
lecho desta queslao ; as galeras eslavam apinhadas
le ciiladHos de todas as classes. O combate judicia-
rio eslava preparado ; tornou-se solemne, ja pelo nu-
mero de espectadores, ja pela presenta de 5 reos, 1
dos quaes era um pai, ja pela aecusagao que tinha de
ser enrgica e vehemente, pois eslava eucarregada a
advogado proveci, que tinha em sua frente Iresjo-
vensque agora coVnecam ; ja finalmente, porque era
urna causa de honra.
O interrogatorio de llenrique tinha commovido o
auditorio; cunluu com firmeza e seguranza lodo.o fac-
i, e esle era bem triste : tinha de Miar da fuga de
sua filha e de sua deshonra ; assim como era pai para
dever occultar, era igualmente reo para dever decla-
rar. Henrique, emquanlo orava seu patrono Vianna,
se desrazia em pranto ; nesse pranlo sem estroncio,
mas intimo e profundo, e Henrique mostrava ao ju-
ry 5 entiladas que tiutia recebido na lula em que s
fui aggredido. \
O jury absolveu a todos, eoSr. Dr.Broleroappel-
lou 1 e Henrique se conserva na cadeia" quasi louco.
Todos os dias os pequeos lilhos acompaohados de
sua mai sahem dos Meninos. <\uas leguas distante da
cidade para irem beijar a mSo do velho. O Sr. Dr.
Brotero, dizem lodos, procedeu menos bem quando
appellou : nAo se esperava isto de seu coragao gene-
roso. Mara das Dores, filha de llenrique, anda se
conserva em casa de Oliveira !
Tal foi a peripecia deste drama em que as tres po-
tencias : coracao, coragera e intelligencia desempe-
nharam os mais importante: papis.
Tinha mais a dizei-lhe, devendo dar conta de oa-
tros processosda presente sessao do jury. Porem de-
vo suspender aqni a continuaran da prsenle corres-
pondencia : o Maracana vai partir e nao desejo tra-
quear na assiduidade. Pelo Jusephina Ihe commu-
nicarei o qu houver de notavel, mas permita que
cu d daas palavras aos Srs. empregados o correio
da corle, coocluindo esta.
A mala do Maracana, anda foi um cabos, ane-
xar de minha advertencia do correio passado. Conti-
nuare! a conlar-lhe o que houver de irregular neslas
repartirles, onde ludo o zelo nao he excessivo, para
que o governo lance suas vistas sobre a marfadada
sorte das carta que da corte vem para aqui.
He intil inculpar os empregados daqui quando sr
descobrem os deleixos da reparticao do correio da
corle. Sem que elles nos communiquem, pila demo-
. ra da entrega e outros factos que nao escapam a nos-
sas vistas, iremos colligindoo bom zelo e acliiidade
que por ah se emprega no cerrar as malas.
(Caria particular.)
(Jornal do Commercio.)
------'-IPIOIW-
CORRESPONDENCIAS SO DIABIO DE
PERNAMBUCO.
PARAH1BA.
Maaaaafaape 14 de Janeiro de 1854.
O
A presteza com que Vrac. lem dado publicidadeas
duas primeiras cartas que Ihe dirig, .ne convence"de
que nao Ihe hito sido iudilercntes minhas rabiscadel-
las, e me animo a continuar a carreira encelada.
Enlrou esle novo anno de 1854 sb mo auspicios
para esle municipio, segundo meu fraco pensar; nao
tanto, por nao ter anda soccorrido-nos a Providen-
cia com alguma copiosa chuva, lao desejada e lo es-
perada, principalmente no dia 12 deste mez, confor-
ma o prognostico de um lunario perpetuo que aqu
ha, vinel", dizem, l da santa terrinha, e que por
alguns era considerado como infallivel, nao obstante
ja haver como agora claudicado por vezes, mesnio
acerca de cliuvas, como principalmente por ter rece-
bido em legado do anno Qndo urna cfila de sganos,
vinda dos brejos, e aqui chegados no expirar Jaquel
le mesmo anno.
Os laes sganos, ou que por taos querem passar em
numero de 50 pessoas, pouco mais ou menos, de am-
bos os sexos, e dediOerentes darles e condicoes, Ira-
zem quasi igual numero de aoimaes; j nao he pe-
quena a caravana: abarracaram-se prmeiramente
no engenho.Tapeeirica, onde se demoraran) por seis
a oilo'dia, e j estao tambera ha oitodias no engenho
< Inania; tanto d'all como d'aqui tem feito constan-
temente surtidas de arromba contra esla villa e seas
arrebaldes, usando sempre e com proveito de suas
cOltumadas meiguices, alicantinas e (raparas.
Nao tem faltado quem queira que Ihe digan) a bue-
ua-dicha, e bons cobres, al mesmo palaces lem ar-
recadado as sigapai, bem como fazendas, jotas, galli-
nlias, emfira ludo que valor tenha, em recompensa
de seos embstese mentiras: alguma cousa tem-lbes
dado tambem as suas agencias, pois ellas nao se es-
quecem de ir guardando o que encontram mal guar-
dado, mesmo no interior de qualquer casa, onde pe-
nelram sem .-, menor ceremonia, e v3o passando re-
vista geral senao encontram forte resistencia em seus
habitantes accompanhada de grande vigilancia; es-
tamos com duplcala de secca na Ierra.
Se eu entendesse alguma cousa do direilo criminal,
ou mesmo do lorio,'e livesse oran pequeuita jurisdic-
co policial, nao perdera lempo em cascavilhar al-
gum pretexto, fosse qual fosse, para quanlo antes li-
vrar este municipio de hospedes (ao incommodos e
prejodicias.
De urna casa particular na ra da Varzea, impro-
visoo-se, ha pnuco, um Iheatro publico, e j livemos
duas represeulares da machina de polyoramas e
phantasmaKoria a gaz: nao gostei desta especie de re-
presentarlo, por me ver s escuras durante o traba-
Iho da machina, e o que anda peior foi,por me alur-
direm os onvidos os meus companheros 'da platea
com repetidos e descompassados gritos; nao sei que
falta houve por l, que as vistas esliveram muito es-
curas na primeira noite, que foi a que assisli, dizem-
me que na segunda' noite houve mais claridude as
vidas, e tal enchenle que a" polica inteiveio a pedi-
do da platea, para impedir que maior fosse a com-
pressao entre os espectadores.
Joaqun) de tal ofiicial|c!e alfaiale, preso na cadeia
desla villa, por haver feilo conlusoes e um ferimento
em urna mulher, fugio da cadeia em pleno dia a 2
od 3 do crrenle, e dizem-me que a guarda e o car-
cereiro apenas liveram 24 boras de prisao, e nao fu-
ram e ero-serio processados, vislo estarera ha muito
em liberdade! 1! Tao frequentes lem sido as fgidas
de presos da cadeia desla villa oestes ltimos lem-
pos, que j vai passando como cousa muilo ordinaria
tal acoutecimenlo, lano que hontem foi que vim a
saber deste fado, e nem me souberam dizer com
certeza em que dia elle deu-se; desla vez por excep-
gao de regra o preso evadio-se sem a correnle; maior
anda foi o escndalo. Ao passo que vai-se repelin-
do este crkne a puni de montar seguramente a oilo
ou dez o numero dos presos fgidos por diversas ve-
zes s oeste* dous ltimos anuos, nao s o guarda
ainda nao reapondeu ao jury, e nem se quer um pro-
cesso se Ihe formulou; lana innocencia ainda nao
vi; e porque ser isto* Dicanl Mantuani.
Nao he mo presenlemeole o estado sanitario des-
te municipio, urna vez que nenhuma peste aqui do-
mina :. nao sei porm que mal acominelteu ao nosso
delegado e seus quatro primeiros supplentes, que
estando lodos em suas casas no termo, est em ejer-
cicio o quinto supplenle. Dos queira que tal mal fi-
que la pela polica smente e nao passe alera.
Como sei que Vmc. aprecia muito as noticias com-
merciaes nao quero deixar de*nformar-lhe que o as-
sucar branco esl a 1J|800, o mascavado a 1200, a
lila (semeseolha) de 5Jl200a 59400, a farinhade 20 a
22 patacas eo milho de 11 a 12 patacas por alqueire.
Quanlo a seguranza individual vamos indo em mar
de rosas, e quasi o mesmo pde-se dizer quanlo a
propriedade, pois i n consla do ferjmenlo feilo, ha
mais deum mez, pelo alfaiale em que cima fallei, e
das agencias dos sganos.
Nao devo ultimar esla sem avisa-Io de que breve-
mente chegar-lhe-hao asmaos, seno morrerera no
DHcadoara, Ir differenles correspondencias -
commumeados, que consla-me eslarem-se preparan-
do acerca deste nmnicipio, dizem-me que um he
geographico, outro histrico e ootro poliUco e reli-
gioso, e que seus autores tencionam vollar impren-
ta por differenles vezes; vai, pois, ser cantado em
prosa e verso, rimado e sollo, o nosso Mamanguape,
por seus dignos Jilhos em quem sobejam conhec-
inenlo e illustrago, cabe-me porm a gloria de os
haver lirado a lerreiro, e com islo eslou salisfeilo, en-
trelanlo qufero ir dizendo com S. Thom: No'n ere-
dam nst videro. Adeos.
passado, e assenlei entrar em mais alg-jmas particu-
laridades acerca da villa de Mamanguape e dos seus
suburbios.
Queiram, Srs. redactores, ter a bondade rir mais algumas lnhas, promeliendo-lhes nao fazer
memjao especial para evitar prolixidade.
A Irinta e seis milhas de distancia da cidade da
Parahiba para o sul, dentro de urna planicie extensa
camena esl situada a villa de Mamanguape, sendo
a primeira da provincia da Parahiba do norle, pelo
que respeila a populucflo, riqueza e commercio.
Posto que os limites das Ierras da villa de Maman-
guapa eslejam muito indeterminados, pde-se dizer
que a extenso do norle a sul he, pouco mais ou me-
nos, de quarenla e oto milhas, e de leste a oeste de
quarenta e cinco, confina asul com urna pequea
povn.iran denominada Jaguarema ; ao norte com os
Marcos, nlm do engenho Camaraluba ; ao leste com
a Baha da Traijao ; eao oeslo com a villa da Inde-
pendencia. A villa he muilcfarta de vveres; m-
nislra-lhc abundante e excellenleagua um ribeiro,
que nasce urna mlha ao norle, e, atravessando a
principal roa vai unir-se ao rio Mamanguape. Faz
pasmar que a villa de Mamanguape, a quem a nalo-
reza liberalisou tanto os seus dons, aprsenlo urna
agua de excellenle natureza, e torue-se pestfera
peta falla da necessaria limpeza.
Sera, pois, de grandermporlancia que as autori-
dades que teem a seus cargos a prnsperidade publica,
olhassem para os gravissimos damnos que causa lo
postlenla agua, que lano concorre para que esla
villa lorne-se um fecundo viveiro de enfermidades.
Sem duvda, Srs.redactores, nao basta o que tenho
dito, he misler afllrmar aos senhores da cmara mu-
nicipal da villa de Mamanguape, que nada contnbue
mais para o gozo de urna sade vigorosa do que o
uso de boas aguas, e que a agua impura desla villa
he indubitavelmenle a causa determinante da epide-
mia que grassa de continuo. Entre os illustres
membros da mesma cmara, que moram pouco dis-
tantes da villa, alguns ha que mui bem sabem, quel
algumas pessoas lavam no ribeiro animaos, roupa,
&c, &c, sem que o fiscal possa cumprr rom exac-
rao os seus deveres. Conhece-se quo a Ilustre c-
mara tem prestado e continua a prestar servicos ao
municipio, e por isso espera-se que, com urgencia,
trale de remediar quanlo antes t3o grande mal, a 11 en-
deudo que a agua he lurva c enm cheiro semi-pulr-
do, e por cunsequencia ha nella sempre urna exala-
cao d'araoniaco e gaz hydrogenio azolezado, que a
meu eulender he a causa das dysenteras belliosas e
podres, l'cbrqs intermitientes e remitientes que ap-
parecem em todo o decurso do anno.
Seria, pois, de grande importanciaVazer passar a
agua por aqueduclos para lornar-se pura. A villa de
Mamanguape, feudo j entrado na cathegoria das
primeiraa da provincia da Parahiba do norte, mere-
ce s;r engrandecida pelo que respeita a populaban,
commercio e riqneza. O commercio lem augmenta-
do rpidamente, e j he bastante consideravel, lendo
a villa 34 casas de negocio : comprehende, segundo
os ullimos censeamenlos, mais 4b 300 casas, tilo |-
pularao no municipio 29,600 almas. As ras da
villa sao extensas e largas, e as casas eslo sendo rec-
tilicadas e j tem alguns sobrados. A-villa deriva o
seu nomede um rio, que se denomina Mamanguape.
Esle rio nasce ao sul da cidade d'Ara, e passando
urna mlha ao leste desta villa, vai despejar na barra
entie duas povoacoes chamarlas Barra e Coqueiri-
nhos. Na distancia de urna mlha ao leste fica o por-
to ; a mar ueste lugar sobe 6 .'j, e quando muito 8
ps ; elle he de navegacao difficit por causa dos bai-
xos, e por elle s transitan) barraras, que de conti-
nuo chegam do norte, de Peroambuco e da capital.
Este rio lem 78 milhas de extenso e he abundante
em peies de muilas especies. Ao lesle da villa, lu-
gar mais elevado esl a igreja parochial; he edificio
mui apnucado e mesquinho ; erecta exctamenle no
anno de 1796 pelo virtuoso padre Joao Feo de Br-
(o lavares, segunda nformam pessoas fidedignas; a
igreja tem nova e espacosa sacrista e urna capella
recem-acabada do Santissimo Sacramento. Ao lado
lireito da matriz, na distancia de 50 bracas, est col-
locada a igreja de Nossa Senhnra do Kosario, sendo
eregida pelos pretos em 1781. No centro da villa
existe a )greja do Santissimo Corarode Jess, prin-
cipiada em 1810 e nao est acabada ; espera-se que
o Sr. padre Jos Filippe da Cunha, por ser zeloso do
que he concemenle ao culto divino, promova a con-
minaran da obra da mesma igreja, vislo j ler posta
a capella-mr em esladu deserem celebrados os actos
divinos.
O clima de Mamanguape hesado e apprasivel; os
mezes de novembro, dezembro e Janeiro sio os mais
quentes do anno ; esta oslaran a temperatura media
regula por 25 graos centgrados.
As exportares le Mamanguape no anno prximo
passado consistirn) em 112,255 arrobas de assucar,
1,972 saccas de laa, 6,098 couros salgados, 950 cou-
ros cortidos, 9,810 saccas de fariuha, 3,976 saccas de
milho, 100 paos de angico, 56 saccas de arroz, 19 cas-
cos d'aguardeote, feijo, azeite de mamona, carnau-
ba, fura outros gneros, excedendo o valor da expor-
tarlo a 350;000,000.
Por matares que sejam as vanlageos que olTerece
Mamanguape pela excellencia do clima, e peta fer-
lilidade do terreno, nada compensa o horror que
causa um cachopo que existe no meio da barra, que
lem sido causa de muilos naufragios. Nao ha bases
para calcular-so o prejuizo que tem soffrido os nego-
ciantes c os senhores de engenhos por causa dora-
chopo. Consta que a assemblca geral mandou dis-
pender 4:0X106000 rs. para a abertura da dita barra,
cuja somma foi extraviada para outras obras pu-
blicas.
Srs. redaclores, urna das curiosidades mais dignas
ilc --e ver no municipio de Mamanguape, he sem du-
vida urna gruta que existe no lugar chamado Cara
pucema, obra virgem aos olhos dos geographos.
la da Capunga.Que se communcasse ao engenhei-
ro cordeador para consignar a modificacSo na planta
geral.
Outro do presidente da commisso de hygicne
publica, devolviendo o diploma do Dr. Thomassin,
dizendo que sen acha elle revestido das formali-
dades exigidas pelo regnlamenlo, de 27 de 6eIembro
de 1851, e pedindo recommendasse acamara aos seus
liscaes toda a vigilancia para que o dilo Thomassin
nao conlinue a#xercer a arle de curar__Inleiranda,
e resolven-se que se cnlrcgasse o diploma ao seu do-
no, que o vejo pedir pessoifoiento, dizendo que par-
ta boje mesmo para a Europa.
Outro do director das obras publicas, remetiendo
de conformidade com a ordem do Exm. presidente
da provincia de 19 de novembro ultimo, urna copia
de parte da planta desla cidade, comprehendida en-
Ire a ponle do Recita e a Boa-Vista, com as modifi-
caccs approvadas pelo mesmo Exm. governo.In-
leirada, e mandou-se scicnlificar ao engenheiro cor-
deador, reinellendo-llie a planta.
Leu-se e mandou-se remeller commisso de edi-
ficarlo urna petrao vinda da presidencia da provin-
cia para ser informada, do Dr. Pedro Francisco de
Paula Cavalcant do Albuquerque, requerendo roo-
dficac,So da planta da cidade, ua parle que com-
prehende a ra do Capibaribe, de maneira que a di-
mensao do terreno que ah possue, concorde com o
projecto da ra com que confera ditu terreno, com
o que diz nao se oliendo a planta.
O Sr. \ creador Reg, fez o seguinlereqaerimenta,
que foi approvado: ,
Nao convindu que a obra da capella do renlite-
rio. deixe de continuar em razio dos damnns que tem
de soffrer durante o prximo invern, ltenlo esta-
do em que se acha, e nao havendo quota para sua
contnuarao, requeiro que para tal lira se peca ao
governo da provincia um cmpreslimo pelos cofres
provinciaes..
Sala das sesses" de Janeiro de 1854.O verea-
dor Reg. *
Passando a cmara a proceder a apuraran geral
dos votos para deputados desla provincia, verificou
que faltavam as aulhenticas de Iguarass e Cabrob,
e em consequencta resolveu offlctar ao Exm. presi-
dente da provincia, pedindo as perlencenles secre-
tara respecliva.
Foram apurados os votos doscollegios desta cida-
de, Olinda, Iguarass, Goianua e Pao d'Alho. e le-
vantou-se a sessao, sendo despachadas as pelires de
C. Slarr& Compaoha, de Francisco Pereira Dulra,
de Jos Gomes 'lavares, de Jos Cezar de Menezes,
de Jos Antonio de Albuquerque, de Jos Goncalves
Ferreira Costa, do Dr. Joaquim de Aquno Fonse-
ca, de Jos Antonio da Trindade Guedes, de Jos
Francisco da Cruz, de Joaquim Jos dos Santos, de
Manocl Jos Vieira, de Paulo Pereira Simes.
Eu, Joao Jos Ferreira de Aguiar, secretario
subscrevi.Declaro em lempo que a acta do colle-
gio de Iguarass foi entregue na ocrasiao em que se
comec,oua apuraran,Aguiar.Barao de Capiba-
ribe, presidente.farros Brrelo.Mamede.Ga-
meiro.Oliceirr.
HEP/ITICAO' HA POLICA.
Parte do dia 18 de Janeiro.
Illm. eExm.Sr.Participo a V. Exc. que das
partes hnje recetadas nesla repartirlo, consta le-
rem sido presos: minha ordem, Joaquim de Sania
Anna Coelho, Manoel Francisco do Nascimentn, e
Joaquim Ignacio de Mello, todos para averiguarles
polciaes ; a ordem do delegado supplenle do pri-
meiru dlstriclo deste termo, Eduardo Jos de Sania
Anua, em declararlo do motivo, e Francisco Clau-
dino de Almeida. por furto ; a ordem do subdelega-
do da fregoezia de S. Antonio, urna prela que recu-
sou dar o nomo, para correcro, e a parda Maria
Joanna, para averguar,ues polciaes, e os portugue-
ses Francisco Jos da Silva, e Joaquim Jos Duarte,
por desordena; ordem do subdelegado da freguezia
de S. Jos, Anlonio da Silva Gusmao Jnior, e seus
dous escravos Domingos c Antonio, por infraeces
das posturas municipaes, e aquellos dous por se op-
porem a prisao do infractor; e ordem do subdele-
gado da freguezia da Boa-Vista, o pardo Manoel da
Cruz, sem declararlo do motivo.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Peroambuco 18 de Janeiro de 1854.Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Benlo da Cunha e Fgueiredo,
presidente da provincia.O- desembargador Cae-
lano Jos da Silva Santiago, chete de polica in-
terino.
---------------------------------------------------------1______________
DI ABIO DE PERNAMBUCO.
Sao poucososobjectos que vislospela primeira vez
deixem de excitar a curinsidade e affectera a imagi-
nario, mormenle essas grutas que lano terror cau-
sam aos exploradores. Nao pude resislir au desejo
de examinar a mencionada gruta, que existe a 5 mi-
lhas ao sul da villa, de que lano ouvia fallar, nao
sendo-me possivcl colher a lal respeta) circumslan-
ciada informarlo, porque alguns iudividuus que fo-
ram no designio de receoseara gruta liveram receta
de urna voragem, de cobras e oncas.
Aos 23 dias do mez de marco de 1842, pelas oilo
boras da manbaa, drigi-me aoCarapucema, e depois
de algum Irabalho descobri a entrada da supra-men-
ronada gruta, que lem 12 pos de dimetro ; segui
pela escabrosa descida de 25 ps de fundo, munido
de um lampeo e um novello de barbanle, qu ser-
vin-me de gula, e achei-me no primeiro salao de nm
vasto e iuexlricavel labyrutho, em cuo lagar deli-
ve-me para examinar com altoncao as stalaclifs for-
madas de greda, lano no ledo, como no chao e os
pilares naturaes, que inculcara apparenlemenle sus-
ter a pesada abobada da gruta.
Confesso-llies. Srs. redactores, que a ausencia qua-
si tulalada luz do sol, o silencio, a solido, as corujas
e a profusSo de morcegos quo vi pruduziram-me na
alma grandesensacao. Conlinuei noexameda vasta
gruta, andando por salos e corredores, e sahi no ftm
de dia e meio sera ver o (im del la.
. Um dos objeclos que mais merecen a minha altan-
ero tai nm camarn) que vi lia distancia de meia le-
gua, pouco mais ou menos, da entrada da gruta para
o levante, lapada por urna fina parede de barro, em
a qual existe na parte media, urna abertura redonda
com dimetro de 4 a, 5 pnllegadas, cada salan tem
quatro aberturas ou corredores de 4 a 5 bracas de ex-
tenso. Sustem o tacto da gruta arcaras de barro e
seixos, e a abobada he cheia de aberturas, que tem
de dimetro externamente de 3a 4 pollegadas, o in-
ternamente de 12 a 16, cojos buracos servem para a
Iriiiismissao da luz para o inleriorda gruta.
Sao differenles as opinies a respeita da suprn-men-
rionada gruta : presumen) un ser obra dos Hollan-
dezes. serv udo-lbes de escondrijo quando tarara per-
seguidos ; outros dizem ser urna oseavaran artificiada
por formigas e outros insectos ; outros altribuem
acrao d'agua pela longa surreso do lempo ; e linal-
menle dizem outros que he urna casa suterranea de
remotos lempos feila para occultar simulacros de re-
ligides absurdas e vis.
O seu constante leilor e criado
Transcrevemos hoje a nossa correspondencia de
llamburgo, a qual s anle-honlera i larde nos foi
mandada do correio, com a declararlo de ler sido
para all remeltida pelo Sr! consnl inglez, n'essa
mesma occasiso. Heii que alrazada nao quizemos
'todava omilli-la para couservarmos o eucadeamen-
to dos faclpa occorrdos em cada pz.
Foram capturados peta capilo Francisco Antonio
de Souza Camisao, commandanle do destacamento
volante de Nazareth, os criminosos Benlo Alves Pra-
zim o Manoel Francisco de Barros, esta pronunciado
em crime de offensas pbysicas, e aquelle no de ten-
tativa de morle.
COMMIHDO.
Theatro de Santa Isabel.
No dia 17 livemos a repetido do melodrama sa-
cro, ese pode dizer que o espectculo eslava mui in-
leressan). nflo s quanlo esecurao, como em con-
sequencta das modificarOes o dos novos acrescimos
que sefizeram peca primitiva.
A sata eslava cheia e quasi lodosos camarotes oc-
cupados; e o enthusiasmo dos applausos que reina-
ran) durante lodo oespectaculo, he urna prova nao
equivoca do conlenlamenlo geral de que estavam
possuidos todos espedadores.
Com efleilo, o capricho nao pode exigir mais de
crianras de 9 a 14 anuos de idade. Todos os repre-
sentantes sao dotados de voz extensa e mui afinada ;
(razem os papis respectivos na pona da lingua, sqjJ
bresabindo eDtre todas una menina de' 9 annos pou?
co maisou menos, a qual, em virlude da graca e da
naturalidade. annuncia para o futuro um bello ta-
lento dramtico. Julgamos que o conservatorio se
deve reputar feliz por encontrar lao boas disposices
deque se podeaproveilar.
Entre os acrescimos que se lzcram nao podemo
deixar de tallar n'om bello grupo artstica e phanlas-
ticamente formado por toda a companhia, enlarada
por lindas fachas brancas e de cor carmizim, desde a
falda al o vrtice de urna montanha. Emfim, he
superior a todo o elogio um baile chinez peta mesma
companhia ; lodosos figurantes apparecem comple-
tamente caractersados, e a perfeila execusao ecom-
posicao respecliva he um novo documento da paci-
encia c do talento do Sr. De-Wecchv.
E oremos todos! Sua alma,
Como o corpo, nao perece
l. na patria vardadeira,
Onde eterna resplandece
A divina Magestade,
Para que viva entre os justos
Hoguemos n'ultima prece!
Oremos! que nos consol
Da sal va rao a espera ura .'
E a Providencia divina,
Cuja vista ludo alcanca,
Enxugueo pranlo dosorphaos.
Dando-Ibes vida em lioiianr.i.
/;. A. F.
Srs. redactoresApparecendo homens 13o calum-
niadores, lao vis, infames e aggressores de minha re-
putado, que upregoam o ter eu dito que desappro-
vava a marcha administrativa d Exm. presidente
do Cear, o Dr. Joaquim Villela de Castro Tavares, e
ao contraro apoiava a guerra que se Ihe fez na as-
semblca provincial, eu me apressoem declarar que
be falso n-exprmir-me contra a mesma adminislra-
ro do Exm. Dr. Villela, e provoco, desafio, e mes-
mo conjuro,-) esse infame que pretende marear meu
carcter com insnuacau lao maligna, que prove exu-
berantemente onde e'em que parle eu desapprovei a-
quella administraran de meu amigo Dr. Villela.
Jos Brasilino da Silva.
Srs. redaclores.Conslandn-me que o reverendo
Francisco Guedes Ferreira de Brlo, esquecidn dos
preceilos do Evangelhn, que muiln Ihe cumprr i a ob-
servar, traa de assoalhar por ah, que ha de publi-
car pela imprensa os meus feilos vergonzosos, eu o
provoco por meio d'esla, para que o faja quanlo an-
tes ; na certeza de que, se o nao fizer, nem por isso
se lvrar, de que eu Ihe aprsenle por este jornal a
r i irnica escandalosa, aftm de que o publico fique sa-
bendo quem he esse bnincin. que se arroga o direilo
de dar das santos nesla comarca, de dispor de ludo,
segundo seu talante, e al de ser o juiz da ennscien-
cia alheia I E para que o Sr. Ferreira de Brilo fique
sabendo do queme atho informado de suas gentile-
zas, lembrar-lhe-hei o negocio de Joe Carneiro; en-
lende, Sr. Guedes?... levanta a luva.
Rogo-Ibes, Srs. redactares, a publicidade d'estas
I i nbas as columnas do seu jornal, com o que muilo
obrigarao a seu venerador e ohrigado.
Manoel Carneiro de Albuquerque Laceria.
Depois de p'roceltasa (empestade,
Nocturna sombra e sibilante vento,
Tras a manhaa serena clardade,
Esperanca de porto e salvamento.
Senhores redactores. A preciosa leilura que
ftz da publicaran eni seu digno Diario, dos trabalhos
da esclarecida commisso sobre a reforma das alfan-
degas, me suscitan a lcmbranca dos versos que lo-
mei para epigraphe, do insigne poeta porluguez.
Com effeito, senhores redaclores, quando depois
do abandono, da obscuridade, do opprobro mesmo,
a que temsidu ralada em nosso paiz a classe agrcola,
a que por osculha de meus matares, e gosto espe-
cial perlenro, vejo n'uma sociedade urna commisso
de horneas esclarecidos de descrever com suas verda-
deras cores u oslado de nosso paiz, especialmente
dessa malfadada agricultura, indicando os metas de
remediar seu desfallecimenlo, e enllocando em sen
verdadeiro ponto de visla, sua posicau social, calcu-
lando, nao scomo sabio poltico, mas tambe.-n como
pbilosophoexperimentaes eeconi>mislas,seusrecursos.
demonstrando erros passados adminislrlivos, compa-
rados com outros pazes, tazendo-lhe as devidas ap-
licarles, ele. Nao posso pois, como digo, deixar -de
expandir na alma nesse vago de esperances, e o me-
nos lisongeiro, porque se nao gozam jados melhora-
mentos que se me antnlham ao menos sobre consolar-
me um futuro a meus descendentes, miliga-se igual-
mente.o pezar que me opprimia de ver urna dasclas-
ses mais nobres, mais independenles e mais susten-
tadoras do Estado tratada entre nos com loda a exe-
cracSo e desprezo, elevada poressa commisso aoseu
devido apreco, justificada em sua falencia, e bem
considerada por homens sabios em differenles pocas
epaizeselc.
Bem haja, pois, senhores redaclores, a qoem fez
a escolha de laes homens para urna seraelhaute tare-
fa, e mil heneaos a quem puzer em execurao suas in-
dicardes. Dos queira que nao fique emietlra mor-
a tao apreciaveis trabalhos, que posto se nao possam
considerar plenamente completas, com ludo lem
nao s solidas bases, como alguns ramos muilo bem
desenvolvidos, pelos quaes se pode com boa vonlade
e desenvolvunenlo, crear grandes melhoramentos, e
alentar a nossa defiohada e quasi exlincta agricul-
tura.
Por lano, senhores redactares, se julgarem dignos
lie seu prelo, essas toscas expressOesde reconhecido
agradecimento Ibes darn a devida publicidade, que
se nao como estimulo para a alimentaran de laes pro-
jectos, ao menos como unitivo a um sincero
Agricultor.
Srs. redactores.Ja de muito que Ibes desejo es-
crever, noticiando aquillo que de melhw appareces-
se, e sempre receiusoem ser o primeiro que fizesse
soar as oceurrencias desla villa de Mamanguape, oc-
cullaya-mc a espera que outro desse principio.porem
ja hoje que uo menos de duas correspondencias se
tem publicado a seu respeilo, animp-me a dizer al-
guma couza, rogaodo-lhes entretanto queira accom-
modar em um cantialio de seu Diario estas poncas
palavras.
Grande ecleuma, senhores redactares, tem provo-
cado por loda esta villa e seus arrebaldes, urna cor-
respondencia publicada em o seu Diario n. 4, e por
curiosidade indagando qual o molivo de lo grande
molim, disseram-me que era. por que o correspon-
dente era vez de noticiar metliodicamcnle todas oc-
eurrencias, fez tal miscellanea que o glorioso S.
Benedilo, esl se vendo abarbado, e eu nao compre-
hendendo o fraseado pedi a um meu vizinho impres-
tado o Diario em que vinha dita correspondencia,
alim de ver se podia decifrar tao difficil charada, e
depois de ler nma e umitas vezes," observei que na
verdade oSr. correspondente principiava a Iratar de
tartanas, depois de poucas palheladas. fallava na fes-
ta da Sr." do Rosario, e por lim concluio tamandoa
fallar d farinhas, de sorte que realmente o nosso S.
Benedilo, advogado dos pretinhos? ha muilos dias
queso seoceupaem arredar de si tanta quanlidade
de tarinha ; dhi a pouco appareciam outros, e di-
ziam-me que a cousa era muito diversa, era por que
tralava-se de saber quem seria o seu autor, e eu per-
gunlando-lhes quem indigitavam a.itor,responderam-
ineque flguns altribuiam ser esle ou aquelle,
finalmente lao grande divergencia apparece, que
ao fazer desta ainda n3o puderam formar um
PUBLICACAO a pedido.

Eleirao do glorioso Santo Amaro no anno
de 1854.
Joiz por eleirao, o Illm. Sr. lenenle-coronel Jos
Candido de Barros
Juiza, a [lima. Sra. D. Joaquina Amalia Rodrigues
Villar.
Escriy3o, o Illm. Sr. Manoel Caelano de Medeiros.
Escnvaa.alllma. Sra. D. rsula Candida de Aguiar,
filha do Illra. Sr. Dr. Joo Jos Ferreira de Aguiar,
Thesoureiro.oIllm.Sr.commendador Joaquim Fran-
cisco Pae Brrelo.
Juiz por devoco, o Illm. Sr. desembargador Jos
Tulles de Menezes.
Juiza, a Illma. Sra. D. Rila de Cassia Pereira Vianna.
Escnvao, o Illm. Sr. Dr. Clemente Jos Ferreira da
Costa.
Escrivaa, a Illma. Sr. D. rsula Candida da Rocha
Coelho Ciulra.
Montamos. Os Illms. senhores :
Major Thumaz Jos da Silva Gusmao.
Dr. Antonio Coelho de S e Albuquerque.
Dr..Augusta 'rederiro de Oliveira,
Manoel Rodrigues do Passo.
Manoel Coelho Cinlra.
Joao Pinlu dos Santos.
Antonio Jos Gomes do Correio.
Manoel l.uiz da Veiga.
Antonio Jos Pereira.
Francisco Mai-.ins Raposo.
Teenle-coronel Joao Pinto de 1.eraos Jnior.
Marianno de S e Albuquerque,
Francisco Soares da.siUa.
Gustavo Jos do Reg.
Augusto de S e Albuquerque.
Manoel Jos Martins da Costa.
Jos Francisco Martins de Almeida.
Jos da Silva NeVes.
MordomasAs Ulmas. senhoras:
D. Carolina Lins de Barros.
I). Cariota Maria do Reg Barros.
D. Virginia Amalia da Costa Carvalho.
D. Urbina Amelia da Costa Carvalho.
D. Clemenlina de Moraes Sarment,
. Antonia Felicia Branca.
D. Anna Benigna Nahucn.
Procurador geral, o padre meslre Francisco Rochael
de Unto Medeiros.
Procuradores.
Joao Francisco de Pauta Ribeiro. .
Joao Francisco dos Sanios.
... Juiz protector.
Jos Joaquim do Reg Barros.
COLOmUJAO.
C0RM0WCI.S.
PERMNBl'CO.
XdMBlS.
Srs. redactores. Li era tea eslnavel Diario n-
*, ama correapoiidencia de 17 do mez prximo
CAMABA MUNICIPAL DO RECITE.
1. SESSO ORDINARIA DE 7 DE JANEIRO
DE 1854.
Presidencia do Sr. bario de Capibaribe.
Presentes os Srs. Barros Barreta, Vianna, Dr. S
Pereira, Reg, Mamede, Oliveira e Gameiro, faltan-
do, por estar de liceura, o Sr. Reg e Albuquerque,
abrio-se a sessao, e foi lida e approvada a acta da
antecedente.
Foi lido o seguinle .
EXPEDIENTE.
Um olllcio do Exm. presidente da provincia,
transmillindo os exemplares de ns. 2 a 7 da Revista
Polytechnica, publicada em Hamburgo pelo Dr.
Schnii.il, alim de qno a cmara facilitasse a sua lei-
lura i quem possa ella iuteressar.Mandou-se acen-
sar a recepcao, dizendo seren os exemplares de us.
2 a t, e nao de 2.a 7, como diz o olllcio.
Outro do mamo, communicando ler expedido a
conveniente ordem para serem dispensados do servi-
ro da guarda nacional, contarme tai por esta cmara
requisitado, o offlcial-maior da secretaria desla c-
mara, Manoel Ferreira Accioli, e o guarda do ce-
milerio publico, Joaquim Bonifacio Pereira. In-
teirada.
Outro do mesmo, ronce leudo a autorisaco que a
cmara Ihe pedio para pagar a C. Slarr & Compa-
nhia, a quanlia de 261S6G0 rs., importancia de di-
versos objeclos taitas em sua fundicao para oserviro
do cemilerio e desla cmara__Inteirada, e mandou-
se pagar. ,
Outro do mesmo, communicando ter concedido
por portara de 20 de dezembro ultimo, 20 dias de
liceura. com o respeclivo ordenado ao juiz munici-
pal Manoel Clemcnlino Carneiro da Cunha, mar-
ca ndo-llie o prazo de 8 dias para entrar no gozo del-
ta.Inteirada.
Outro do mesmo, transmillindo para conhecimen-
lo d'esla eamara, e exerurao na parle que Ihe toca,
copia da resulucjio de 21 de dezembro ollimo, acer-
ca das mullas i que esli sugeilos os marchantes e
criadores que maodarem talhar rezes por sua cont.
Que se archivasse.
Onlro de mesmo, approvando a alleracOo que a
cumra propoz em 17 de dezembro ultimo, da plan-
SenAore redaclores: A cusi podemos adqui-
rir a poezia, que Ibes rogamos o obsequio de publi-
car, porque realmente he ella n'esse genero urna das
melliores que temos visto, nao s pela delicadeza das
expresses. comu pela naturalidade com que o auc-
Ihor reprsenla sua ideia.
He ella: producto de um nosso amigo, que a sua
modestia lera teito viver occullo; porm cuja capa-
eidade, reconhecida de quem o communica, nos asse-
gura urna esperanca de nossa patria.
Recita 17 de Janeiro de 1854.
K. B. F. de Lacerda. \
J. A. da Sitoa Mello.
No albura de Sr. J. A. C. da Silva, por occa-
slao' da morte de seu pal o Sr. Anelo For-
tunato da Silra.
Durum! sed levius fit palien lia
Quidguid corrigere est nefas.
(Horacio.)
Anjo da Morle! aqu diviso o raslo
Do leu perigrinar myslerioso!
Inda os gemidos de agona extrema
Vem resoar no corarao saudoso.
Morreu!... ludo in'o diz nesle recinto!
Prantos, suspiros, paludos semblantes,
Funreos creps, que revestem lodos,
Da dorrevellam golpes penetrantes.
All urna viuva inconsolavel
Embalde clama pelo exlincto esposo!
Alm seus fithos pelo pai dilecto.
Nos pelo amigo, em brado lastimoso!
Esposo! Pai! Amigo!... Embalde clamara!
Se escuta, nao.responde a Elernidade!
Natata campa, que sellara a morle.
Ai! n5o ecIioam vozes da saudade.'
Morreu Extincto para n* he ludo!
U involucro terrestre a lousa cerra,
fc so alma, subindo ao Deo3, que a chama,
Uos exilados socios se desterra!
Tudo nos rouba a morte impiedosa:'
Sao! a memoria do querido espuso.
Do pai dilecta, do prstenle amigo.
Inda nos resta ao coracao saudoso.
No myslico sacrario de nossa alma
I iiiardenius a reliquia preciosa.
E nos, amigos, nossa dor juntemos.
A dor de urna familia desdilosa.
Chorai infeliz esposa!
Chorai, lilhos na orphandade!
Choremos, que a dor he grande.'
as azas da piedade
Subam os nossos suspiros
Da mais pungente saudade,
juizo certo; porm o que posso aflianrar-lhcs he que
w conlinuarem com a mesma curiosa ndagaco, em
muilo breve terao de discutir estesenhor lo cubi-
cado.
0 correspondente ultimo s leve por lim censurar
o acto praticado pelo governo, por ler impedido o
embarque de tarinha nesta villa, porm se o Sr. cor-
respondente nao olhasso para este acto sement
com as vistas maleriaea, e sim allendesse a razSo
principal e philosopbica, eslou convencido de que
nao laucara mo da peona para aecusar o governo,
e sustentar urna opinio absurda, como passo a mos-
trar ; disse elle que esta prohibicao era prejudicial,
lano ao commercio como aot agricultores de man-
dioca, por isso que o mercado viva de continuo
abastecido, nao s de farinhas fabricadas no munici-
pio, como de grande quanlidade vinda d outros,
como bem, de Bananeiras, Brejo d'Ara etc. etc.,
al alii somos unnimes; porm tambem deve saber o
Sr. correspondente, que estes farinhas apenas che-
gam ao mercado, os nogocianles apossam-se deltas
por alto proco, e deixam de vender a retalho, vislo nao
haver medida alguma dada pela cmara municipal
a esse respeilo, (cando por conseguinte soOrendo a
pobreza mizeriase uecessidndes, alm do que obser-
vando as autoridades polciaes que a secca continua-
va furiosa, e indicios nenhnns de cliuvas haviam ap-
parecido, e recejando urna fome como esl de conti-
nuo succedendo, enlendeu com muito acert que
devia representar ao goveruo da provincia, que des-
se alguma medida, alim de verse os agricultores de
mandioca cegos pelo precinho- da tarinha, nao ficas-
sem desprevenidos, e depois nao se vissern forrados a
comprar este mesmo genero por dupUpado valor; e
elle em consequencta desta represenlacio.applicou as
medidas a seu alcan-e, para sustentaran e prosperj-
da de nossa.
O Sr. correspondente censurou beni o proceder
do Sr. subdelegado quando consentio o embarque de
tarinha au Sr. Basilio Chrislovo de Vasconcellos
Falcan, c Jos Coelho, e nao dos outros negociantes
que se achavara as inesmas circunstancias; desla
vez parece que o correspondente nao quiz dignamen-
te desempenhar a honrosa terete que a seus hombros
tomou de participar ao cerlo as uceurrencias deste
villa, porque se olhasse pela luneta da imparciali-
dade o proceder do Sr. subdelegado, o coronel Joo
Valentim Pinto de Vasconcellos, por cerlo nao qua-
lificara de injusto este seu acta, ainda que indirec-
tamente. He eerto que o supradito Sr. subdelegado
prohibi sem exclusao de ninguem por ordem do go-
verno da provincia o embarque de fariuha nesle por-
to, mas em virlude de urna ordem posterior, conse-
dendo que o mesmo subdelegado franqueasse o em-
barque daquclla tarinha, que nao fosse em detri-
mento do mercado : e ejle subdelegado homem pro-
bo a loda a prova,e exacto rumpr'utar Se seus deveres
nao fez mais do que 'dar ponloal evomro a esla no-
va ordem, concedendo a esle ou aquelle que primeiro
se apresentasse, permisso de embarque, e islo elle
obrou nao s com o sen sobrinhu Basilio, como com
oulros que se apresentaram. J v por lano o cor-
respondenle, que o embarque de tarinha do Sr. Ba-
silio nao he esle Achiles que o poz lo confuso. Eslra-
nha maneira de noticiar, he a do Sr. corresponden-
Este j vai um pouco enfadonha, e para nao mere-
cer o epilhelo de massanle, limilo-me a dizer mais
alguma consa acerca da poltica desta villa; por quau-
lodoseu estado moral e material o correspondente de
alguma maneira jsatisfs. He do lamen lar que esla
villa dolada de proporresque promettem um futuro
lisongeiro, aprsente hoje urna tace negra pelas dis-
sensoes polticas, occasionada por alguns genios e
egostas, e intrigantes, que derramando atrabilis e
o veneno de seus coracoes malvolos, lera convertido
esta villa, (antes regaco de paz e armona.) um char-
co de intrigas, quebrando -os mais estreilos tacos de
seus habitantes ; seria um nunca acabar se quizesse
desla vez mostrar exuberantemente lodas sentelhas
que ocetionaram l.io infeliz posicao ; aguardarei
para segundaoxasiao, urna 13o iuleressanle descrip-
c.o.
Saude, gordura e bons patacos be o que cordial-
mente Ihe desejo.
BEFL*OES A BEStEtTO DE C0L05ISAC0.
A iiuostdo sctemifica e de conveniencia de colo-
msaco tem ido tratada com tanta, intelligencia, e
sobretudo pelo Visconde d'Abrantes, que seria d'unw
insupportavd vaidade oceuparmos-no d'clla. Quan
to havemos escripto tem sido nicamente a respei-
to dos meios praticos da sua realisacao, em con-
sequencia da experiencia adquirida por um traba-
lho constante, e assiduo. Na persuacao de que ossa
importante queslao se approxima da" sua solucao,
julgamos til a reuniao n'um s artigo das ideias
por Hsemittidas.
He indispensavel demarcarem-se e dividircm-se
Ierras para serem e\postes venda: he incontesta-
vel que isso he. a base a mais segura, e o mclhor
systcma de colonisacao, e quo em quanlo isso se nao
fizer rarissimos serao os emigrantes quo iro ao
Brasil. Mas bastar isso 1 Teremos colonos logo
que o governo tenha trras promptas para lhes
vender?
Nao o eremos. 0 oflcrecimenlo de ierras por
precos mdicos nao ser sufficienle' para attrahir
colonos, e suppomos que nenhum l ir sraente
porque achara trras para comprar.
Talaremos de demonstrar a raso cm que nos fun-
ttamos.
Qual lie a gente que emigra da Allemanha, e da
Suissa? He aquella aquem faltemos meios do viver,
ou quesobrecarregada de familia nao tira das suas
pequeas piopriedades seno um producto insufi-
ciente para a sustentaco, enlrotimento, o educacao
da mesma, porque os camponezes, bem que poeo
abaslados, mas que tem um rendimenlo suflciente
para as mais urgentes necessidades da .vida, nao
deixam o sea paiz.
Essa gente pois, que dispoem de muilo pouco*
dtnbciro, emigra para onde Iho custa menos; ella
chega a Hamburgo, ou a Bremen na inlcnco de ir
para tal paiz, mas se no mesnio dia da partida do
navio, um cqrretor d'um quro navio, que se destina
para um differente porto Afee offerecc a passagem
por um peso menos por pejoa, aceite e economisa
esse peso, embora nao v paiSnde originariamem
te tencionava ir, Nao bo isto urna supposicao, he
um aconlecimento que se repele todos os dias, e
muilas vezes no mesmo dia..
He preciso pois ter em vsta, que a queslao de
dinheiro he a queslao principal para os emigrantes.
Oraadmiltido islo, que heMncontestavel, est claro
que nunca haver emigracao espontanea para o Bra-
sil, nem mesmo se se dercm trras gratuitamente, por-
que o preco das passagens, importa em mais do que
as dos Estados Unidos com a compra de trras ao
governo da Uniao. .
0 preco das passagens para os Estados Unidos he,
termo medio; de 32 tbalers prussianos: as trras
Icustam nos Estados Unidos I 1/4 pezb por geira.
Um emigrante pois que vai para os Estados Uni-
dos tem de pagar 32 ialers de passagem, e 14
tbalers por 1003JOO0 bracas quadradas de torras
por.conseqtiencia dispende 46 tbalers nicamente,
para se transportar, e comprar as tenas que vai
cultivar.
0 preco das passagens para o Brasil he do 56 tlia-
lers, termo medio. Logo o emigrante que tem por
menos dinheiro passagem, e trras nos Estados Uni-
dos, nao vai para o Brasil.
Tambem r.ao detxa de ontrar em linha de conta
o tempo da viagem, lano porque sendo mais longa
ha maior perigo, como porque quanlo mais depres-
sa se chega mais se adianto, e se aproveita. O
termo medio das viagens para os Estados Unidos be
de 35 dias, o das viagens para o Brasil he de 60
dias pelo menos.
Parece-nos evidente, que debaixo das condicoes
que viraos d'expcndcr, e que sao da maior exacti-
do, nao bastar que o Brasil offereca trras a
vender por mdicos precos para atlahir colonos,
sobretudo nos primeiros annos, nao havendo alli
aida urna grande populacao Alleraaae Suissa, que
excite os seus compatriotas a pjeleri-lo aos Estados
Unidos. E nem ser possivel esperar que o preco
das passagens para Brasil so iguale, nem ao me-
nos seapproxime ao das para os Estados Unidos,
porque navios sao obrigados, por lei, a embar-
car o dobro do que estes embarcam de comesliveis e
d'agua para cada passageiro.
A provincia do Rio Grande do Sul tem feito pa-
triticos esforcos para chamar colonos; mandou
um agento pra a Europa, offerecc 100,00 o bra-
cas quadradas de trras gratuitamente a cada fami-
lia, fornece-lhes os primeiros instrumentos o se-
mentes lamhcm gratuitamente, o os sustenta at que
tenham colindo de que subsistirem. Apezar de lo
das essas vantagens, apezar da incansavel activida-
dc do seu agente, s podo obter dentro de 15 me-
ses urnas trezentas pessoas. Os camponezes solli-
citados, c enthusiasmados pelos vantejosos olTereci-
menlos do agente, chegam a Hamburgo para seguir
para o Rio Grande do Sul, mas apenas os agentes
dos Estados Unidos Ihe offerecem passagem e trras
por menos dinheiro, do que elles tem de pagar s-
mente pela passagem, abandonam o agente do Rio
Grande, e vo para os Estados Unidos o que tem ar-
ruinado o pobre agente jue tendo fretado um navio
para 150 passageiros, ve-se obrigado a expedi-|0
com 60 ou 701.f)
( ) Ja quejbamos em agentes le colonisacao dire-
mos, que em fugar de serrn ules elles sao'prejudi-
ciacs a marcha da emigracao. Esses agenles que
lem le Mr a Europa, o u'elta residir sao obrigados
despezas extraordinarias, cujo. paEnmento sahirji
do rorro te quera os enviar, ou da magra bolsa dos
emigrantes.
Os agenles chegam i Europa onde sao obligados;
a recorrer aos especuladores do paiz, que so procu-
rara Urar grandes vantagens: romo para ser expe-
dido de colonos be iieressarin sei cidadao do paiz, e
depositar nina somma de 5 mil thalers prussian<>s,
os agentes sao obrigados a passar pelas exigencias
d eses especuladores.
Deve-se acoBselhar a quem lenrionar Iratar rom
emiaraiilcs do se dirigir a rasas respeilavcs de com-
mercio, cslahetecidas nos portes d'expedicito, sujei-
landn-as todava sanrrSo dos agentes d'o governo
do Brasil nos mesmos portas lauto para o alislameu-
lo, como para esculla dos navios, c.
Sem duvda nina casa de cnmmerciu tirar vanta-
gens d essas operacoes : mas romo ella tem a sua re-
putaran o o seu crdito a conservar, obrar cirrum-
perlamonlr, e nao lendo despezas de maior a tazer,
as r-xptilices fritas por ollas serao muito mai rom-
modas do que as fritas por agentes.
Nao he a mullido d'agenesou correctores d'emi-
grarao, que allrahir emigrantes ao Brasil: o qup
os allralur ser a rerleza de acharen) n'elle a rca-
lisarao das suas i-sporancas de melhnr fuluro, e a
certeza de que o governo tara religiosamente execu-
lar o que cora elles se Iratar.
0 que se deve concluir visla d'isio? Que nao
ser possivel obter. colonos para o Brasil,
Nao, nao s nao ser impossivol obter colonos
para o Brasil, como ser mesmo fcil enconlra-los,
mas ser necessario fazer sacrificios pecuniarios du-
rante alguns annos, e al que se ache estabelccido
no Brasil um tal numero d'AUemaese Suissos, que
contemos de sua sorte (o que ser infallivel atienta a
riqueza e fertilidad^ do sA brasileiro) excitem, e
animemos seus compatriotas a ir n'elle cslabele-
ccr-sc.
Esses sacrificios nao poder ser fcitos se nao pelo
governo: mas quaes serao elles?
He necessario que o governo pague a differenca,
que existe entre o prego das passagens para o Brasil,
e para os Estados Unidos, e que lhcs venda as ierras
a ra/.o d'um peso por geira, porque no Brasil nao
existorn as mesmasestradas, nemas mesmus facili-
dades de transportes econmicos, nem os 5 miUioes
de Allomaos que se encontra nos Estados Unidos.
Som quo o governo so decida a estes sacrificios,
intil ser demarcar o offerecer trras venda:
inuteis sero lodas as diligencias que se izerem pa-
ra chamar colonos, c ser melhor renuncir a ideia
de colonisacao.
_ Em negocio desla monta deve-se ser franco, e
dizer a verdade vcrdadeira.para desfazer iliuso :
Nao haver colonisafao no Brasil fora das con-
dicoes que acabamos de annunciar, isto he, sem sa-
crificios pecuniario.
Ora, se nem mesmo dando-se trras gratuitamen-
te como faz o Rio Grande, nao se podem obter co-
lonos, como he quo se obterao, tendo elles de com-
pra I-as 1 Bem sabemos que ha homens que urna
vez ar adorados d'um systema nao admittem obser-
vacf;. alguma, e respondem que se nao vo colonos
para o Rio Grande he porque as trras sao dadas
gratuitamente.
Nao he porm essa a razao, o nem poderla ser
por qu todos goslam do qu de graca : a razo he
a que j dissemos, islo be, que os colonos tem -por
menos dinheiro.passagem e ierras nos Estados Uni-
dos. Citaremos urna prova concludente para jus-
tificar a nossa opinjo.
O preconisado systema dos Estados Unidos de
vender as Ierras j usado no Brasjl. Na Provin-
cia de Santo Camarina existe a colonia de D. Fran-
cisca onde elle he praticado alli se encontram Ierras
demarcadas e venda. Tem isso attrabido colo-
nos para D. Francisca ? Nao ; apezar de ser essa
colonia dirigida por urna" sociedade cuja sede he
em Hamburgo, sendo directores d'ella os homens
mais respeitoveis e influentes d'essa cidade, apenas
para l tem ido uns 700 colonos, e a muitos d'el-
les a directora tem adiantado dinheiro.
Suppomos haver demonstrado da maneira a mais
incontestavel que nao basto demarcar trras, e ex-po-
las venda, para chamamos colonos.
At agora temos tratado da'questao principal,
isto he, da' demarcacao de tetras, porque, como j
dissemos he ella a baze do melhor systema de colo-
nisago : mas essa operacao he excesivamente lon-
ga e demorada, o sero precisos tolvez tres annos
para a sua preparacSo, no entretanto que alguma
cousa desde j se dever fazer, como meios auxilia-
dores d'esse systema principal, em quanlo nao poder
ser posto elle em execuijao.
0 melhor meio auxiliador ser o de contratos' de
parara, garanlindoo governo do Brasil a)s colonos
vender-lhes as trras de quo elles tiverem preciso no
lira de tres annos, razao de 15600 reis porgeira,
ou 143000 reis por 100 mil bracas quadradas,
embolsando aos fazendeiros engaadores a differenca
de preco da passagem para os Estados Unidos.
Debaixo d'estas condicoes estamos persuadidos
que he preciso animar e proteger os contratos de
parcena, mas o modelo, ou contando d'esse contra-
to deve ser previamente approvado pelo governo
imperial, que os dever remeller aos seus agentes
olliciaes, ordenando-lhes de declararem na occasio
da legalisacao dos mesmos contratos, que o gover-
no se. obriga a velar lia sua fiel execur-ao, e vender
trras aos colonos no lim de tres annos razao de
13600 reis porgeira, se antesdisso j nao as hou-
vercm expostes venda.
Estamos mesnio convencidos de que esses con-
tratos de parceria sero urna transico muito til
para o estobelecimento mais larde do systema. Ame-
ricano.
Recetamos que muito gente que falla Vfi systema
do colonisacao Norte-Americano, nao conbeca bem
esse systema, nem se- faca urna idia das modifica-
ces quo ser preciso fazer-lhe para o applicar ao
Brasil.
O terreno Norte-Americano atravessado em' to-
dos os sentidos por estradas de ferro, caminos, ca-
naes, o os navegados por vapores : vrajam-se cen-
tenas de legoas com facilidade, rapidez e rauta eco-
noma. Infelizmente nao pode o Brasil offerecer
ainda as mesmas vantagens.
Nos Estados Unidos sao os nacionaes que derri-
ban os mallose preparam as Ierras para a agricultu-
ra, vendendo-as enlao aos colonos. Sao os Ame-
ricanos que se acham sempre adiante, levados pelo
seu espirito emprehendedor, afouto c aventuroso
(go a-head)-
Os Brasileiros, cujas precisoes sao menores, gra-
cas bengnidade do seu clima, uo tem o mesmo
espirito de emprehensao, e lie de receiar que nao
sejamellesquederribemos matlos, e preparem o
solo para a agricultura. Provavclmente serao os
colonos que tero de fazer tudo.
He preciso attender a todas essas circumslancias,
para na iutroduzir lgeiramentc no Brasil um sys-
tema que seja incompalivpl com o carcter o usos
dos seus habitantes, a natureza do seu solo, c do seu
clima.
Antes d'introduzir o systema de colonisacao Nor-
te-Americano, sao precisas certas precauces, c urna
certa iransQo. Essa transico se encontrar na
introdcelo de colonos por contratos de parceria,
que sero por assim dizer, os pionneiros da grande
colonisacao.
O reconhecimento o verificacao das trras devo-
lutas he um acto excessivameotegrave, longo e dfii-
cil de eslabclccer : depois he preciso demarcar as
ierras. Feilo isto ser preciso abiir caminhosf e-
dificar casas, e derribar mattos, porque mallos vir-
gens, inaccessiveis por falta do caminaos, e de com-
municaces nao podem convir a colonos europeus
recem-desembarcados, e carecendo do producto in-
mediato das suas propriedades.
Ora como nao se poder esperar que os Brasileros
emprebendam o defrichamenio das trras, seria de
desejar que por contrates de parceria se introdu-
sissem alguns milbeiros de colonos, que se inciini-
bissem d'essa larefa sob a dreccao de pessoas intel-
ligentes que partilhariao com ellos o beneficio d'es-
sas oncraces.
Tudo nos acouselha pois de, longe do abandonar
os contratos de parceria, anima-los c protege-los,
nao como um systema de colonisacao, mas como a
nica iranzico para estabelece-la.
Quando o governo imperial intarvir nos contra-
tos do parceria, garantindo trras aos colnos, e
e assegurando-lhes de se cncarregar d'elles seos en-
gajadoros nao executarcm as" obrigaces dos mesmos
contratos, a questio tomar urna nova face, e os
declamadores carecerao de motivo para discorrer. .
Mas para que o governo tome essa resoliipo para
acudir de prompto as precizes do Brasil, he precizo
que elle tome o negocio debaixo da sua mais escru-
tadora inspecro. E' preciso a criaeo d'um mi-
nisterio de colonisacao c demarcacao de Ierras, ou
d'uma reparticao superior que se oceupe exclusiva-
mente, e a lodos os instantes do negocio de colo-
nisacao.
Em todo o caso he necessario que o govemo tome
a si a direccao absoluto, e exclusiva dos negocios de
colonisacao para nao ser elle coitproniuido pelo
procedimento isolado dos especuladores, quo obran-
do cada um na intencao de primar sobre o outro se
apresentaro cm campo armados de systemas diffe-
renies e oppostos.
A colonisacao do Brasil tem contra si dilTercntes
inimigos; .
1. A caresta das passagens, i. falla degradas,
e outros meios delocomofao, a difterenca de rcli-
gio, c d'idioma, que he "por assim dzerdesco-
nhecido alm dos Pirineos.
2. Adcscoulianca causada por algumas tentativas
desgranadas, pornaohavereni sidobem dirigidas.
3. A mullido d'agntes que vivem exclusivamente
d'aneariar emigrantes para o Estados Unidos.
4. A guerra que Ihe faz o governo prussiano, nio
por desaffecao ao Brasil, mas por estar persuadi-
do deque a emigracao, que realmente teu to-
mado proporges ajustadoras nos dous ullimos
annos, lie fatal, c contraria aos ulercsscs da
Prussia.
5. A inercia dos Brasileiros que acostumados corrt
bracos escravos, nao ousam ainda decidr-se re-
solutamente a entrar nos negocios de colonisacao.
Para vencer ludo islo be preciso a vontade supre^
ma do governo, porque so elle dispoe dos meios
poderosos que be necessario empregar d'uma ma-
neira complexa einteliigente.
Entre outras medidasa tomar indicaremos as que
nos parecem mais essenciaes, como a faciltdadade
do exercicio do culto, franqua de correspondencia
dos colonos, isenco de direitos de tudo que fr
para uso dcllos, sejo instrumentos,, movis Se. e
igualmente isenco de todooqualquer mpostoaos
navios que condusirem colonos Se.
Para facilitar o livre exercicio do cullo, os colo-
nos tero completo 1 bordado para orgauisar irman-
dades e [larochias como entenderem.
A d.reccao d'um pastor onde houverem mais de
oO colonos, ou no centro d differenles grupos que
que dentro de duas horas se posso reunir, pro-
duzra os melliores effeilos, pelos bons conselhos e
direcc.ao que este lites dar, exhortondo-os para se
bem conduzircm, ttabalharem etc. E como nos
primeiros annos nao ser possivel aos cojonos po-
derem retribuir aos pastores, dever faze-lo o go-
verno, dando-Ibes casa, c tudo o mais c pagando-
Ibes as despezas da viagem de.
Entre os favores a conceder nos navios deve ser
umd ellesa isenco dos direitos dos vveres restantes
a bordo a sua chegeda aos portas do Brasil. Os
uavios embarcara mais viveros do que sao realmen-
te necessajios para o consumo dos colonos durante
af viagem, porque a isso os forcam as leis dos portes
d onde sahm, e obriga-los a pagar direitos pelo ex-
cedente he um encargo que pesa sobre o preco da
passagem, e he por consequencia quera paga a mes-
ma que carrega com esse encargo.
Tambem me parece necessaria. a conslrucco de
eslalagens nos porios de desembarque, onde s aga-
salbein os aojnos a sua chegada, apodendo para is-
so servir de modelo urna que existe eqtBreraen. '
Urna das arguicoes contra o Brasil be eJEe quando '
os colonos cliegam aos portes licam na ra, ou sao
recolhidos em casas innundas onde devera dormir no
chao.
A guerra que por intermedio de sociedades j)h-
antropcas de colonisco faz o governo rasspiano,
he para arruinar a emigracao em geral, e sobretudo
a dos Estados-Unidos, onde so consideram perdidos
para a Allemanha os emigrantes que para l vo, e
se fundem na grande familia Iartkeo.
Mas como seie baldados seus esforcos tenha-se
por eerto," que se o Brasil adoptar um'systema de
colonisacao capaz de assegurar.o bem estar dos co-
lonos, e sobretudo se o governo se mostrar zeloso a
sua observaco, o governo prussiano aconselbar
o favorecer a emigracao para elle, mesmo por con-
tratos de parceria ( garantidos pelo governo brasi-
leiro) em juanto se preparam os meios deexecutar
o grande iystema, por que o governo prussiano es-,
t convencido de que o Brasil nao tara ainda por
muilos annos urna populago lao grande que os
Allemes se percam no meio'd'ella : elle pensa que
a maior parte dos que para l forem nao serao com-
pletamente perdidos para a Allemanha. As con-
sideracoes polticas entrarao por alguma cousa na
apreciacao dos governos germnicos quando elles
liycrem confianca no systema de colonisacao brasi-
leira-; nos Estados-Unidos os Allemes se republi- '
canisam, entretanto que no Brasil nao se deve recei-
ar isso, gracas a seu governo raonarchico.
Concluiremos finalmente recordando algumas
ideas queja temos expendido para acudir ao mais
apressado, islo he, se nao ser possivel ao governo
comprar, j algumas ierras em lugar bem situado
para divid-las e vende-las aos colonos, fazendo as-
sim em ponto limitado a experiencia do que pode- j
r produzir o systema Norte-Americano em grande
escala ?
Nao ser possivel a creaco d'uma sociedade,
subsidiada pelo goverao,, que se encarregHe d'isso se ]
o governo entender que nao convm faze-lo elle
mesmo ?
Resumo das medidas que nos parecem uteis:
1. Cemajlisar todos os negocios de coloiiisacao'
e do trras sob adireccao, de um ministerio, ou
de urna reparticao especial.
2. Crear inspectores encarregados de velar na
execurao dos contratos, e das colonias em geral.
3. Subsidiar o governo a einigracao por tres ou'
cinco annos. ~~ """*
4. Demarcar o dividir trras para as expar ven-
da, fazer caminhos etc.
5. Construir casas para escolas,.hospitees, e re-
sidencia dos pastores.
6. Isenco de direitos de tudo que foi para
uso dos colonos.
T. Isenco dos navios que Iransportorem colo-
nos de lodos os direitos e impostes, mesmo dos vi-
vei^rque restarem a bordo.
8. Ser livre a correspondencia dos colonos, lan-
o a recebida, comoaexpedkla.-
9. Impor aos concesionarios de caAinbosefer- -
ro, diligencias, e de navegacao a obrigacao de'
transportar os colonos, segundo o preco que o go-
verno ixar.
10. Interdzer aos cnsules a legalisaeio de-lodo
contrato de parceria que nao for autorrfaor peto
governo.
11. Para que alguem obtenba do governo a au-
torisaco de mandar contratar colonos ser preciso.
A. Submeller-lhe as condicoes remecidas.
B. Gozar de boa reputacao.
C. Provarquc estao tomadas todas as provideu-
cias, tanto no porto do desmbarque, como- na a- '
/citila |ia ia onde se destinara os colonos, paraque es-
tes sejam convenientemente alojados e manlidos.
12. Rcmumerar os pastores. *
13 Contratar ongengeiros geohraphos para me-
digao das trras.
14 Liberdade absoluto de cullo.
la. Construir estalagens nos portes dos desem-
barques. ^
16. Ningncra poder no Brasil ser agente de co-
lonisaco o encarregar-se de mandar contratar co-
lonos na Europa por cotila alheia, sem gozar de
boa reputacao, e sem depositar nos cofres do thcsoii-
ro urna cauco pelo menos de C;000SOO0 rs. em
apolices da divida publica, cujos juros entretanto
roceber. He islo o nico meio d fer agentes se-
rios, e cuja responsabilidade possa^ser efectiva.
EIS A MANEIRA POR QUE SE PROCEDE NOS
ESTADOS UNIDOS A RESPEITO DE TER- <
RAS DEVOLUTAS. (')
Depois de adquiridoo terreno e exlincto por com-
pra o direilo de occuaacao dos Indios, sao iracados
urna base e um meridiano, corlando-se em ngulos
rectos, o meridiano de norte a sul, e a base deteste
a oeste. Tanto esla baso, como omcridianj sao traca-
dos com o maior cuidado ; e devem ser medidos
duas vezes por meio de urna corronte ( chained) e
marcados de m modo que^eja permanente e du-
ravel.
Procedendo-seenlaoda baseedo meridiano de nor-
deste a noroeste, a de sueste a sudoeste, fica o ter-
reno demarcado em municipios (' ioicn;hf ) de 6
milhas quadradas. Os lmites dos toicnihips sao
tambem tragados o marcados com todo o cuidado.
Na (lomarcaoao de todas estas linbas os ngulos
sao representados por arvores,-se islo for convenien-
te, e se nao por marcos, ou pedras para este fim
expressamente plantado, no lim de cada milita para ,
os,angulos das serenes, e no fim de cada meia mi-
Iha para os de quartos de scegao. Onde houver al-
guma arroma (equcna distancia de alguns d'estes
ngulos, be marcada para indicar esse ngulo.
Depois do assim demarcado o loumspms, proce-
do-so medicad dos terrenos j concedidos par-
ticulares [prvale claisme ), e esto cm siriu con-
formidade com os limites especificados em laes coa-
cosses, sendo as linlias o os ngulos estabeeeidos e
marcados do mesmo modo que. os dos tmenthips.
Onde algum d'estes limites interromper a linba de
um lownships, he averiguada e marcada a distan-
cia que vai d'esla interrupcao ao mais prximo an- '
guio de seceo, a esla linha do township ; e se nao
ha tal interrupcao de mesmo mod^he marcada a
distancia cutre o ngulo do terreno particular e o
mais prximo no limite do township.
Assim disposto e demarcado o terreno particular,
o que lira livre ao township he subdividido em
seccoes de urna milha quadrada, ou 640 acres, por
meio de liuhas rectas tragadas dos ngulos de sec-
eo, dentro dos limites do township, aos ngulos
correspondentegp lado opposto, passando por cima
dos terrenos panfculares, que defakam o townsbip.
As linhas de limites da propriedade particular sao
(*) Este Irabalho foi-nos commnmcado por um
(lisliucto empregado do governo do Brasil nos Esta-
dso-Undos
V :

I.
T '-
A
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F* \
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>.-.



J
Clareadas, como as dos limites dos townships, com
arvores, estacas 011 martos (como no primeiro caso)
indicando as mhas o meias milbas. As linhas das
seccoes eorrendo de norte a sul devem corlar as qoe
correm de leste a oeste em arjgulos recto de milha
em milha ; e assim cada seceso (se nao houveV do
per meio terreno particular) deve ser exactamente
de urna milha quadrada-, Sao estas as linhas que
comecam por ser tragadas para a demarcacao de ter-
reno. As suMivises menores de um'qusrto de
seccao, de nielo quarto de seccao e de um quarto de
qnarto de seccao, se fzem do modo seguinte-. os
quartos de seccao tragando linhas rectas na super-
ficie do township de leste a oeste, e de norte a sul
dos marcos de meta milha nos limites das seccoes,
aos correspondentes marcos de meia milha do 'lado
opposto : os meios quartos de seccao tragando li-
nhas de nortea su! de pontos equidistantes ontre os
ngulos de seccao e os de meia milha, e os quartos
de seccao por linhas de leste a oeste de pontos tam-
bora equidistanest entn|os ngulos secgo o os de
meia mdha, e dividind*b meio quarto de seccao em
duas partes iguaes.
Divididos assim os townships em seccoes, sao es-
las numeradas de leste a oeste, e dp oeste a leste al-
ternada o consecutivamente, comecando pelo angu-
> nordeste ; e quando he um township incompleto,
ou contendo alguma propriedade particular conscr-
vam as seccoes rectangulares, ou a fraeco de algu-
masdellas, o misino numero que teriam so" o tow-
nship toase completo. Afim de executar esta medi-
da foram dadas recentemenlc iiistruccoes aos sur-
vevors geraes para comecarem a numerar jo das
propiedades particulares em cada township com o
numero 37, impedindo-se por este modo qualque
OUBIO DE PERNAMBCO QUINTA FEIRA 19 OE JANEIRO DE 1854.
i
0
y
confusao entre o numero d'eslas e os das" sccjoes
rectangulares.
Na raedicao das leras publicas, como cima fiea
dito, deve-se atlendcr a que os meridianos corram
direilo de norte a snl, e os paralellos do lest a oes-
te, de maneira qo estes cortem os meridianos em
ngulos reotos; dando-se sempre o devido desccr.fc i
variacao de meridiano magntico. Todas as linhas
sao medidas cqm meias corrertes do comprimento
de 3 poles ou perches de 16 1/2 ps cada urna ; ca-
da perche he dividido em 25 anneis iguaeWorman-
do aotodo 50 anneis, mas as provas cetelas to-
madas pelos agrimonsores no campo, sao sempre
especificados em correntes de sessenta c seis ps de
comprido e de eem annois cada urna. Os agrimen-
sores sao incumhiJos de marcar dentro dcada sec-
go e perto do seu ngulo, u'um arvore se for pos-
sivel, o numero da seccao, e sobre este o do towns-
hip. Tambem sao elles incumbidos de tomar nota
nos seus respectivos 1 i vres do campo (field-books)
dai situaco positiva de todas as minas, depsitos de
sal, tontos salinas, lugares proprios para moinhos,
^ correntes d'agua sobre que passam as linhas, suas
. ^. largura, e direccao; arvoredo, e carcter do mesmo,
prados etc. e a qualidade do solo ; ex'tensao e d-
f reccao de todas as linhas j demarcadas ; e descrip-
$ao do ngulo, e da respectiva arvore. Sendo os
,riosnavogaves sao descriptasas tortuosidadesde sua
margens ; verifica-se a sua largura em diversos
pontos de cada township pelo modo de medicao ac-
tual, ou pelo de medievo triangular, e se marca a
distancia que vai entre a interseceo da margem do
riocom a. raia de seccao ou do township, o mais
prximo ngulo de secgno.
( Os agrimensores geraes sao tambem incumbidos
de mandar tirar mappas, nos quaes todos os objec-
f tos coudos nos llvros de notas do campo ( lield
books) e nos diagramas dos townships sejam repre-
sentados eom clareza e nitidez. Os limites dos
townships sao indicados nos mappas com urna li-
nha preta e grossa.e os das sceles e as ma'rgens dos
rios com urna linha fina preta, quando j estojara
demarcadas etc. e quando nao, com urna linha de
pontos pretos. As linhas das subdivises que an-
da nao eslao marcadas sobre as trras se indican,
por tragos vennelhos e finos.
as regies mineraes requer-sc que sejam apon-
lados o carcter, posioo, direccao e profundidade
de todas as rochas, depsitos mineraes etc.; bem
como as elevaces ao longo das linhas das trras de-
marcadas, que devem ser averiguadas por observa-
goesbarometricas; oqueludodvevir especilicado nos
mappasdostownships.-Umaseriedctownships,con-
tahdo de nortea sul chama-se urna fileira(Range).A
aglomeracao de mais ou menos townships para for-
p> mar urna fileira o de mais ou menos fileiras para
foraar um condado depende das conveniencias. Os
townships sao designados ou ao norte ou ao sul da
linha de base ; e as fileiras ou ao leste ou ao este
do meridiano. Sao estes os caractersticos genri-
cos de nosso syslema de demarcado, e que he se-
juido em tolo o paiz conl a nica excepcao da
piaa, por causa das feicoes topographicas pe-
, pares de parte daquelle estado. All o terreno
mais elevado he as bordas dos rios, decaliindo,
gradualmente para traz em pantanos ou lagos.
^^ Para casos semelhantes foi adoptado o acto de 3
f*^*de marco de I8H, determinando que as trras que
coineeam as margens de rios, angras, bahas etc.,
sej\ demarcadas em lotes ou tratos de fio" Poe
ou peches de frente, e 465 de fundo com as for-
"*** \lim'tes 1ue Permi,lir a nalureza do paiz c
que parecer mis conveniente. Estas linhas sao
gmhnnte tragadas de modo que formem com a
margem do rio o ngulo mais aproximado possivel
ao recto.
lato, anda que bem adoptado regiao, para*
quefora autorisado, pelas razesj ditas, nao dar
os mesmo bons resultados em outra parte.
O prego de demarcagao varia de 3 a lOdollrrs
por milha, pagando o agrimensor contratado todas
as suas despezas, e os salarios e despezas dos seus
assislentes. Em geral fazem-se com elles contra-
tos para demareacaode un tracto especificado de ter-
reno de 500 milbas pouco mais ou menos. Os
agrimensores (depuly surveyors) prestam fianca
igual ao dobro da sOmraa que tem de vencer, e se
^^obrigam a executar completamente o trabalho, em
conformidade da le e das instrueges de Surveyor
geral. Feito o trabalho he elle submettido ao Sur-
veyor geral ; e sendo por elle aprovado, fazem-se
os mappas como ficadito, ficando o Surveyor ge-
ni eom urna copia para o archivo da sua reparti-
i cao. Outra com notas descriptivas das linhas, an-
* guio e terreno, he enviada ao registrador e recebe-
dor do Land District a que pertence o township ;
e urna lerceira, com copia das notas tomadas no
terreno e a relagao do agrimensor (deputy) sobre
execugao da demarcagao he enviada a esta reparti-
t Co- Esta reJagao' he examinada com cuidado e
comparada com os mappas; e verificada sua exac-
menca comegando pe-
fileiraHraugc) norte 1,
ao h! marcada a la-
gos nos quaes se devem
um apregoador, ou pessoa que declare em alta voz
os tratos ofterecidos, e um escrevenle que note osles
tratos e registre as compras que se cffecluarcm.
Os tratos sao offerecidos em meios quartos desee-
cao, comegando-se pelo meio quarto de leste do
quarto de nordeste da seccao n. 1, e ouorecendo-sc
em seguida consecutivamente cada meio quarto,
depois de urna pequea pausa entre um e oiitro
pregao. Todas as trras assim compradas devem
ser pagas no mesmo dia da compra ; o se alguem,
leudo comprado um trato, fallar a esta condicao,
as suas propostas nao se accitam mais em hasta
publica. As trras qne, tendo sido postas um lei-
lo publico, nao acham comprador 6 que acon-
tece sempre maior parte dellas, passam a ser ven-
didas em particular pelo prego mnimo de um dl-
lar e 25 centesimos por acre.
Quando qualquer pssoa deseja comprar trras
sujeitas venda particulai>diiige-sc por escripto ao
registrador, dscrevehdo-me a porgo de terreno
que quer possuir. Se esse trato esta devolulo, o
registrador assim o certifica por escripto, marcando
o prego por acre.
Isto chama-se em termo technico gao (an application). Dirige-secntio o inleres-
sado ao recebedor, paga'O prego do terreno, e cobra
recibo em duplcala, especificando o terreno com-
prado, o o dinliciro pelo mesmo recebido. Um
destes recibos he entregue ao cciiprador e o outro
ao registrador. Neste i-ecilx> poe o registrador mu
certificado, em que especifica igualmente o terreno,
e dwlara a somma recebida ; apresentado este cer-
tificado na reparticfio geral das ierras, passa-se ira-
mediatamente a devida patente.
O recebedor d conta urna vez por semana ao
secretario do tlicsotiro (ministro da fazenda) do di-
nheiro por elle receido e da somma existente em
seu poder. No m de cada mez d elle a esta re-
partigao una conta minuciosa do dinheiro recebido
e do que tem remettido, a quem e em que data.
O registrador nva igualmente no fin de cada mez
.iin extracto de lodos os certificados por ellepas-
sados e com esle a conta de dinhoiro arrecadado po-
lo recebedor. O registrador nuUiAi mappa o^tra'to
conijirado, eo registra n'uln liv^aue^consei-va
no archivo da sua repartir, e qi| fSn o titulo de
livro de tratos {trac^cokf 5 Este livro he
aberio em regular ordem
la sccgo i. township 1
leste etc. A rea de cada
pis ; e deixam-se os est .
regislar qualquer suhdiviscs de sccglo proporgo
que-so for vendendo, danot a dcscripeo do trato,
rea, prego, nome de comprador, data de compra
c o numero do certificado.! O lim desta pratica he
prevenir urna segunda venda do mesmo trato. O
recebedor faz smenle un registro numrico das
somuws receftdas. No Un de cada qiartel o re-
cebedor d as informagoes trimensaes, mostrando
todas as transaeges de sua rcparligao durante o
ifiariel, carregando em sen debito o dinheiro rece-
bido, o em seu crdito o seu ordenado, e commis-
ses, bem como os salarios e commissocs do regis-
trador, e as despezas accidentaes da rcpartigao.'e di-
nheiro que elle depositar, a disposigaq do goveruo,
com tanto que esse deposito conste .de um atiesta-
do do Ibesoureiro dos Estados Unidos. Esta foi a
pratica seguida at 30 de junho ultimo (1849).
De entao para c foram os recebedores cncarrega-
dos de depositar todo o dinheiro recebido por elles,
rcinellcndo-'se-lhes seus salarios, commisses tanto
delles com dos registradores em saques sobre os de-
positarios do governo.
Quando se recelienuiesla reparticao as mencio-
nadas informagoes trimensaes, sao ellas compara-
das urna com a outra, c nao liavendo divergencia
sao registradas as vendas no livro de tratos seme-
Ihante aos dos registradores. Os extractos sao
enimassados e encadernados, quando ha bstanles
para fazer um livro de grossura conveniente; os re-
cibos sao numerados em ordem alfabtica, cmmas-
sados c guardados em caixas proprias ; c os certifi-
cados sao remeKidos ao registrador (i-ecorder) dessa
reparticao, afim de poder elle passar as respectivas
patentes.
A parte deslas patentes que he commum a todos
he impressacm pergaminho lino preparado para es-
se effeito, e nos brancos deixados sao postos os no-
mes do comprador, e do districto em que se acham
as trras, a descripro do trato, a data etc. Estas
patentes sao passadas em nome dos Estados Uni-
dos da America ; sao assignadas pelo ou em no-
me do presidente, e pelo registrador ; selladas com
o sello desui rcparligao ; e regislradas'em livros de
500 paginas para esse lim feitos, com a parle im-
pressa nos pergaininhos. As paienies, registros
o certificados sao comparados escrupulosamente um
com os outros, remettendo-se depois as patentes pe-
lo correio enderegadas ao registrador do Uande Of-
fice do districto ein qne se acham as ierras para as
quaes foram passadas ; sao entao entregues aos
seus possuidores que na mesma occasio devem
sem apresentar os recibos em duplcala que lhc fo-
ram dados pelos recebedores do lugar onde se veri-
ficou a compra das mesmns trras.
Todas as operagoes do systema das trras sao
dirigidas c examinadas po/esta repartigao. Della
dimano todas as instruegaes. O maior cuidado se
tem alim de conservar a uniformidade de aegao e
decisao em todo o paiz. {Continuar-se-ha.)
nbulas, mes Ir Jos Severo Moreira Rios, equi-
pasen 9, carga plvora e mais seeros ; a Amo-
nio de Almeula Gomes. jPassazeiros, Joo Tho-
mazde Barccllos, Pampliilo Julio .la Costa Cirne.
dem7 das, ltale brasileiro .Voro Otmda, de 8j
toneladas, mestre Caslodio Jos Vianna, equipa-
KPin 7, carga varios gneros ; a Jos Jacome Tasso
Jnior.
Terra Nova33 dias, brisue inglez Talbnl, de 211
toneladas, capillo eorgo F. Alkins, equipagem
12. carga bacalliao ; a Scliramm Whatcly & Com-
panhia.
Navio* tahidos no mesmo dia.
BabiaEscuna Urasiteica Titania, capitao Antonio
hrancisco Kibeiro Padilha, carga varios genero.
ParahbaHiate brasileiro Ttes Irnmos, carga va-
rios generas. Passagciro, Jos da Cosa Silva.
Liverpool Brigtie .glcz Bella, capillo James
Brovvn, targa assucar.

EDITAES.
O Hlm. Sr. inspector da Iheaonraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 27 do correnle, manda fazer
publico, que nos dias 17. 18 e 19 de Janeiro prximo
vindouro, perante a junla da fazenda da mesma llie-
souraria, se ha de arrematar a quem por menos fi-
zcr a obra denominada do Tanquinbo na cidade de
boianna, avahada em 4:002$32O rs.
A arrematarlo ser feiu na fima dosarts. 2i e
27 da lei provincial n. 286 de^ de maio de 1851, o
sob as clausulas especiaes abaB copiadas.
As pessoas que se propozerW a osla arrematadlo
comparegam na sala das sessoes da mesma junta,os
das acuna declarados pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se maudou aflixar o prsenle e pu-
blicar peto Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 29 de dezembro Antonio Ferreira da Annunciaro.
Clausulas especiaes para aarremalamo.
1.a As obras- dos reparos a fazer-se no lugar do
lanquinhona cidade de (loianna, serao ejecuta-
das de conformidade com o orrameulo nesla dla
apresentado a approvacao do Exm. Sr. presidente da
H320.
as
segun-
praV" v'"' "" imPorla""a de reis 5:0023320.
2. No prazo de 30 dias serflo principiadas
obras, e concluidas no de seis mezes contados
do o regulamenio.
COMMERCIO.
fcfKACA O RECIPE 18 OE JANEIRO AS 3
HORAS DA TARDE.
CotagSes ofllciaes.
Cambio sobre Londres a 28 d. 60 d|v.
Dito sobre o Rio de Janeiro2 por cento de rebato e
15d|v. .
Descont de letras de 30 dias II e!2por cento
ao auno.
Assucar mascavado regulara 1950 e 19500 rs.
por arroba.
ALFANDEGA.
Rendimcnto do dia 1 a 17. .
dem do dia 18.....
1.56K)78>23
12ii9669
tido assim se
communica ao primeiro superinten-
a-
dente, fazendo-se ao agrimensor (deput)) pagamen-
to directo por um saque sobre o thesouro. 0 sala-
no do Surveyor geral he de dous mil dollars por
anuo aten do aluguel do seu escriptorio (Office),
material, lenha e salario de criados; e os seus es-
cnptoranosrecebemdegoo a 1500 dollars por
anuo, easvezestrabalban, alant0 ccm ^
vras, ou por mappa.
Odistricto de demarcagao abrange um ou mais
-stados; e cada estado he dividido em varios Land
llistncts, alim de poupar as pessoas que desoiem
comprar ierras a longaviagem que seriam obriga-
das a farer se Uvefem de ir repartigao central
Para cada um destes Lam Districis sao noraea-
dos ura registrador, o um recebedor. O registra-
dor tem a seu cargo os mappas, e o recebedor todo
o dinheiro proveniente de compras de trras. 0
salario de cada um be de 500 dollars, alem las
propinas e da porcentagem, o que tildo nao pode,
IKirem, segando a le, exceder a tres mil dollars
por ora anno para cada um.
O registrador d fianca de 10,000 dollars pelo
fiel cumprimenlo de seus deveres ; e o recebedor
de 30,000 a 150,000, segundo as rendas de re-
partieao. Depois de se terem remettido repart-
gao das trras (Land Office) os mappas, como lica
dito, podem todas as pessoas, que tenham feito es-
labdecimentos cm Ierras publicas nao reclamadas
com direito por onlro, o que tendo-as melhorado
desejem ahi hxar-sc, lomar posse definiliva de ura
quarto de secgao, ou 160 acres, pelo direito de pre-
eiiiplkiii: isto he, podem comprar o pelo trato prego
mnimo das ierras publicas Cxado pelo governo,
sem que lenha de ir a leilo publico.
Kemettidos os mappas, com disse, annuncia-se
cm nohe do presidente, pelo espago de 3 mezes,
que tea e taes trras serio postas venda em hasta
publica, em tal dia e tal lugar ; sendo o lugar o
l.and-Oflice previamente estabeleeido para o distric-
to onde se acham as torras situadas. J
Nestes leiles operam eonjunetanfcnte o registra-
, o recebedor, e geralmenie aida se admittem
168:3275892
Ditearregam hoje 19 de Janeiro.
Barca mgleza Bonita car van.
Barca inglcza fhonda oresto.
Barca ingleza Cruzader mercadorias.
Bnui.e sueco Se /mu laboado.
Escuna brasileira Linda gneros do paiz.
Importacao .
Brigue sueco Selma, vindodeGolhemburgo, con-
signadlo a Rolhe & Bidoolac, manireslou o seguinte :
497>.' duzias de taboas de prancliftes, 62 H ditas
cadeiras, 100 barris alcalrSo, 50 ditos pix, 1,513
barras de ferro ; aos consignatarios.
28 vergonteas, 20 dnzias eadeiras ; ao capillo.
Barca ingleza Bonita, vjnda de Liverpool, con-
signada a Johnstou Paler & C, manifestou o se-
giiinle :
340 toneladas carvo de pedra; aos raemos.
Hiate nacional Fortuna, vindo da Babia, consig-
nado a Antonio de Almeida Gomes C, manifes-
tou o seguinle :
2 caixoes charutos, 4 saceos tapioca, 4 duzias de
loros de Jacaranda, 20 saceos com caf e 1,000 cai-
xirthas charutos; aos consignatarios.
2 caixas papel, 836 caixinlias charutos; a Jos
Vicente de Lima.
200 caixnhas charutos ; a Manoel Alves Guerra.
10 caixas zap, 30 saccas caf, 3 cnixOes e 216
caixinlias charutos; a Alves Matheus.
21 saceos caf ; a Jos Joaquim Brandlo.
42 saceos caf, 54 fardos fumo, 1 caixilo e 1611
caixinlias charutos, 2 lalhas de louga, 120 eslrigos
decstoupa, e 1.075quartintias; a ordem.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do dia 1 a 17 18:390*253
dem do dia 18. ,......1:6925485
20:082)(738
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia la 17 .... .2:6208678
dem do dia 18.......1429028
2:762706
Exportacao'.
Marselha, brigue francez Conttanl, de 281 tone-
,--.' conduzio o seguinte : 3,500 saceos com
i /,ooo arrobas de assucar.
in?i"lia Ca,l,artoa. brigue nacional f alie, de 190
,'? conauz'o o seguinle : 250 barricas e 20
Tw -0m I'966 fobasc 12 libras de assucar,
!^7n^q.?e"'esle s.al d0 As,', medida geral. 16 cai-
\. o.? ^ar,roli,*? veUs de "rnaba. 23 arrobas
casca. l"e0S "e SOl!>' 3,90 C0C0S com
i/ranhib1' hiale naci.onal Tres Irmaos.d*30 tone-
itrc^ridi,oerra:,g-;^b-^--
RECEBEDORIA DE REnaS INTERNAS GE-
Rendimento1^ AMBD0O.
n.Hi -fONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do da 1 a 17 .irsosuir
dem do di. 18. .'!7: ; ; ; ; **}*
6885790
28:116>I04
movimeito do porto.
_ .Vacos entrados no dia 18.
Bau22da, luatehrasileiro Fortuna, de 61 to-
paga
a pnme ira
3." A importancia desta arremalacao sen. paga
na forma do regulamenio n. 286.
4. Para tudo mais que nao ealiver determinado
as prsenles clausulas, seguir-sAa o que determi-
na a le provincial n. 286 de 17 de maio de 1851.
Conforme.O secrelario,
Antonio Ferreira da Annunciacao.
O Hlm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia, manda fazer publico, que no
da 19 de Janeiro prximo vindouro, pcraule a un-
a da fazenda da mesma thesouraria, se ha de arre-
malar a quem por menos fizer, a obra dos concertos
27505000 de Serinl,3e,n'' avallada em
Aarrcmataco ser feila na forma dos arls. 24 e
l da le provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremalacao
comparegam ua sala das sessoes da mesma junla,
no da cima declarado, pelo meio dia, competen-
temente habilitadas.
E para constar se mandou afluar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
,1CX V e dezc",bro Je 1*53. O secretorio, An-
tonio Ferreira d'Annuuciaco.
Clausulas especiaes para a arremalacao.
i." Os concertos da cadeia da villa de SerinhSem
lar-se-uao de conformidade com o orcamento, ap-
provado pela directora em conselho e aprsenla-
do a approvajao do Exm. Sr. presidente da pro-
vincia, ua importancia de 2:7503000.
2.a O arrematante dar principio asomas no pra-
zo de um mez, edever conclui-las no de seis me-
zes. ambos contados na forma do artigo 31 da lei
n.286.
4. O arrematante seguir nos trabalhos ludo o
que. iiie for determinado pelo respectivo engenheiro,
nao so para boa execucao das obras, como em or-
dem de nao inutilisar ao mesmo lempo, para o servi-
co publico, todas os parles do edificio.
4.a O pagamento da importancia da arrematara
tera lugar em tres prestagoes iguaes! a primeira le-
pois de feila a melade da obra; a segunda depois da
entrega provisoriaje a lerceira na entrega definitiva.
J.' O prazo da responsabilidade ser de seis
mezes.
. 6." Para ludo o mais que nao se acha determina-
do as prsenles clausulas, nem no orgamento, se-
guir-se-ha o que dispe a lei provincial n. 286
Conforme. O secrelario Antonio Ferreira d'An-
nuuciaco.
. ~ O Hlm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sdeme da provincia de 22 do correnle, manda fa-
zer publico, que nos dias 7, 8 c 9 de fevereiro pro-
limo vindouro, perante junta da fazenda da mes-
ma thesouraria, se ha dcarremalar quem por me-
nos fizer, a obra do agude na Villa Bella da comar-
ca de i'ajeu de flores, avahada em 4:0048000 rs.
A arrematarlo sera feila na forma dos arls. 24 e
27 da le provincial n. 2S6 do 17 de maio de 1851,
esob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremata-
gao, comparegam na sala das sessoes da mesma iun-
a, nos das cima declarados pelo meio dia, compe
lenlemenle habeliladae.
E para constar se mandou affixar o presente *e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco, 24 de dezembro de 1853.O secrelario,
Antonio Ferreira d'Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arremalacao.
1. As obras desle agudo serlo feitas de confor-
mi.iade cora as plantos c orgamento. appresenlartos
nesta dala a approvaro do Em. presidente da pro-
vincia, na importancia de 4:0049000 rs.
2. Estas obras deverao principiar no prazo de
mezes, e serlo concluidas no de 10 mezes, acoular
conforme a le provincial n.286.
3. A importancia dajla arremalacao ser
cm (res prestarnos da mPieira seguinle : prn
dos dous quintos do valor total, quando livor con-
cluido amelade da obra ; a segunda iguala primei
re, depois de lavrerto o termo de recehimenio pro-
visorio ; a lerceira finalmente, de um quinto depo-
is do recehimenio definitivo.
4. O arrematante ser obrigadu acommuniegr a
reparlitao da obras publicas com antecedencia de
30 das, o da fixo em que tem de dar principio a
execugao das obras, assim como trabajar se-
guidamente durante 15 dias,aim de que possa o en-
genheiro enesrregado da obra assislir aos primeiro
Irabalhus. r
5.. Para todo o mais que naoestiver especificado
as presentes clausulas, seguir-se-ha o que determi-
na a le provincial n. 286, de 17 de maio de 1851.
tonrorme. O secretorio, Antonio Ferreira
d Annunciacao.
Olllm.Sr. inspector da thesouraria provincial,
em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda fazer publico qoe^no dia 19 de
Janeiro prximo vindouro, perante a junta da fa-
zenda da mesma thesouraria, vai novamenlc a pra-
ga para ser arrematada a quem por menos fizer, a
obra do concerlo da cadeia da villa do Cabo, ava-
llada em 8255000 rs,
A arremalsgao ser feila na forma dos arligos 2
"J?. da le' provincial n. 286 de 17 de maio de
nI, e sob as clausulas especiaes aiwixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalacao
comparegam na sala das sessoes da mesma junla.'no
dio cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou aunar o presente e
publicar peto Diario. Secrelaria da thesouraria
provincial de Pen.ambuco 15 dedezemhro de 1853.
O secretario, Antonio Ferreira ^Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arremalacao.
V- j >s da c*deia da villa do Cbo far-
se-hao de contormidade com o orgamenlo.approva-
do peto directora em coftelho, e presentado a ap-
provacao do Exm. Sr. presidente da provincia na
importancia de 8J5000 rs. *
', '* O arrcmalanledar.i principia as obras no prazo
de lo das, e devem conclui-las no de tres mezes,
ambos coulados de cuuformidade com o arliso 31
da le n. 286.
30 arrematante seguir na execucao ludo o que*
ib for prescriplo pelo engenheiro "respectivo, nao
so para boa execucao do Irahalho, como em ordem
de nao inutilisar ao mesmo tempimpara o serviro
publico todas as parles do edificio. -
4. O pagamento da importancia da arrematarlo
venlicar-se-ha em tinas preslaces iguaes : a pri-
meira depois de feitos dous terc-os da obra, ea
guma depois de lavrado o termo de recebimenlo.
o. N3o baver prazo de responsabilidade.
6. Para ludo o que nao se acha determinado as
prsenles clausulas, nm no remenlo,
ha o que dispe a lei n. 286.
, Conforme. O secretorio,
d'Annunciaii,
O lllm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, m cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 20 do correnle, manda fazer
publico, que no dia 26 de Janeiro prximo vindouro,
vai novaraente a piara para ser arrematada i quem
por menos fizer, a obra do melhorameiito do rio
de Ouianna, avaliada em 50:0005000.
A arremalacao ser feila na forma dos arts. 24 e
27 da le provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematarlo,
comparegam na sala das sessoes da mesma iu'nla
no da cima declarado, peto meio dia, comptten-
lemenle habilitadas.
E para constar se
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco, 17 de dezembro de 1853. O secretorio, An-
tonio Ferreira Clausulas especiaes para a arremalacao. .
1.a As obras do melhoramento do riode "Goianna
far-se-hao de conformidade com o orgame'nto, plan-
tas e perfis, approvados pela directora em conselbo,
e apreseolados a approvacao do Exm. Sr. presiden-
te da provincia, ua imporlancia de 50:6009000.
2.a O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de tres mezes e as concluir no de tres anuos,
ambos contados pela forma do arligo 31 da lei n.
286.
3. Durante a execugao dos trabalhos, o arrema-
tante ser obrigado a proporcionar transito as cano-
as e barcagas ou pelo canal novo ou pelo Irillio ac-
luaj do rio.
4.i. O arrematante seguir n execucao das obras,
a ordem do trabalho que Ihe for determinada pelo
engenheiro.
>" O arrematante ser obrigado a apresentar no
hm do primeiro anno, ao menos, a quarto parle das
obras prompla e oulm tanhi no lim do segundo an-
no. e fallando a qualquer dessas coudices pagar
urna multa de 1:0009000.
Conforme. O Secretario, Antonio Ferreira
d Annunclaido.
. ~~ O lllm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da resoluco da junta, manda
razer publico que no dia 9 de fevereiro prximo vin-
douru, vai novamenlc praga para ser arrematada
perante a mesma junla. a quem por menos lizer, a
obra do aterro e empedramento da primeira parle do
Sr,'!!.e!r lanS da estrada do norte, avaliada em
:968887 rs.
A arremalacao ser feila na forma dos arligos 24 e
27 da Jei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851, e
sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalarao,
comparegam na sala das sessoes da mesma jnnta.'no
da cima declarado, pelo meio dia, competenlemeu-
le habilitadas.
E para cOnslar se mandou afiliar o presente, e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de Peruambu-
co 9 de Janeiro de 1854. O secretario, *
Antonio Ferreira d'Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arrematadlo.
1.a Esla obra ser feila de conformidade rom o or-
camento approvado pela directora em conselho, e
nesla dala presentado a approvacao do Exm. Sr.
presidente da provinciana importancia de 28:0966887
2. O arrematante dr principio as obras no prazo
ue dous mezes, e os concluir no prazo do quinze
mezes, ambos contados de conformidade com o arligo
1 da le provincial n. 286.
'" ")e!de a entrega provisoria da obra al a entre-
ga definitiva, ser o arrematante obrigado a conservar
i estrada sempre em bom estado, para o que dever
(cr pelo menos dous guardas empregados constante-
mente neste servi<;o,e far immediatamente qualquer
reparo que Ihe for determinado pelo engenheiro.
4.a O pagamento desta obra ser, feilo em quatro
preslaces iguaes : a primeira depois de feilo o Ierro
das obras do lanco : a segunda depois de completa-
dos os dous lergos : a lerceira quando forcm recebi-
das provisoriamente : eaqunrla depois da entrega
delinliva, a qual lera lugar um auno depois do rece-
biincnto provisorio.
5. Para tudo o mais que nao estiver determinado
nas presentes clausulas, segoir-se-ha o que dispOe a
respcilo a lei provincial n. 286.
Conforme.O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciacao.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia de 3 do correnle, manda fazer publico,
que no dia 26 de Janeiro prximo vindouro, vai no-
\menle a praga para ser arrematada a quem por
menos fizer, a obra do acude de Paje de Flores,
avaliada em 3:1905000 rs.
A arrematagao ser feila na forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 287 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalacao,
compareoam na sala das sessOes da mesma lliesou-
raria no dia cima declarado, pelo meio dia, compe-
teiUemenle habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco, 14 de dezembro de 1853. O secretario,
Antonio Ferreira tfAnnuneiacXo.
Clausulas especiaes para- a arremalacao.
1. As obras deste agude serao feilas de confor-
midade com as plantas c orgamento apresentados a
approvaro do Exm. Sr. presidente da provincia na
imporlancia de 3:1905000 rs.
2.a Eslas obras_ deverao principiar no prazo de
dous mezes,. e serlo concluidas no de dez mezes, a
contar conforme a lei provincial n.286.
3.a A importancia desta arrematarlo ser paga
em tres preslares da maneira seguinle: a ori-
ineira dos dous quintos do valor total, quando lver
concluido a metadeda obra ; asegunda igual a pri-
meira. depois de lavrado o termo de recebimentp
provisorio ; a lerceira finalmente de umquiuto de-
pois do recebimenlo definitivo.
4." O arrematante ser obrigado a communicar a
repartigao das obras publicas com antecedencia de
30 dias o dia llxo, em que tem de dar principio a
execugao das obras, assim como Irabalhar seguida-
mente durante 15 dias, afim do que possa o enge-
nheiro encarregado da obra nssislir aos primeiros
tralialhos.
5.a Para tudo n mais que nao estiver especificado
lias presentes clausulas seguir-se-ha o que determi-
na a lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851.
Conforme.O secretario,
Antonio Ferreira a~Annunciacao.
O Hlm. Sr. inspector da thesouraria provincial
em cumprimenlo da resolugo datjunla da fazenda,
manda fazer publico, que no dia 26 de Janeiro pr-
ximo vindouro, perante a mesma junta, vai nova-
mente praca para ser arrematada a quem por me-
nos fizer, a obra do acude da povoago de Bezer-
ros, avaliada cm 3:844lo00 rs.
A arremataran ser frita na forma dos arts. 24 e
27 da lei, provincial n. 286 de 17 de maio de 1851.
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremata-
gao, comparegam na sala das sessoes da mesma jun-
la no dia cima declarado, pelo meio dia, compe-
tcnjemenle habeliladas.
E para constar se mandou aflixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secrelaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 24 de dezembro de 1853. O secretorio,
posicoes dos arls. 73, 74, 75 e 76 do regulamenio das
capitanas mandado executar pelo decreto n. 417 de
19 de maio de 1846, ficar sujeito as penas indicadas
no ultimo dos citados arligos, e para queso nao alle-
gue ignorancia, faz publico o prsenle annuncio. Ca-
pitana do porto de Pernamboco 16 d Janeiro de
1854.O capillo-lenente,
Flisiario Antonio dos Sanios.
A thesouraria provincial, cm cumprimenlo do
ordem do Exm. Sr. presidente da provincia de 10 do
correnle, tem de comprar os objeclos abaixo declara-
los para o corpo de polica.
Secretaria do corpo.
1 sinele d'armase seus pertences.
2 armarios para o archivo, llura 10 palmos, lat-
gura 7 ditos e 14 polegadas de fundo.
2 mesas com gavetas para escripia, comprimento 8
palmos, largura 5 ditos.
2 escrivainhas de metal.
12 eadeiras de palhinha.
Casa da ordem.
1 mesa grande com gavetas, comprimento 12 pal-
mos, largura 5 dilos. .
6eadeiras de palhinha.
6 mochos.
2 escrivainhas de metal.
Eslado-maior. <
1 mesa grande, comprimento 12 palmos, largura
C ditos,
1 dita pequea com gaveta comprimento 6 pal-
mos, largura 4 ditos.
2 marquezas de palhinha.
12 eadeiras de dita.
1 escrivaninlia de metal.
2 lanlernas de hronze.
1 lalha para agua.
1 pucaro de cobre.
Guarda do quarlel.
1 barra de madeira.
1 mesa pequea, comprimento 6 palmos, largura
* dilos.
1 larimba.
1 candieiro decobre.
1 lina para agua.
1 pucaro de cobre.
Repartigao do quarlel-meslre.
1 mesa com gaveta, comprimeuto 6 palmos, lar-
gura i dilos.
2 eadeiras de palhinha. .
1 marqueza dita.
2caixCes grandes para fardamento. comprimento
8 palmos, largura 4 dilos, altura 4 dilos.
1 escrivaninha de metal.
4 sarilhos de.i armas cada um.
Para cada companhia.
1 caixao grande para fardamento, comprimento 8
palmos, largura 4 ditos, llura 4 ditos.
2 mesas pequeas com gavetas comprimento 6
palmos, largura 4 ditos.
2 tamboreles.
2 linas para agua.
2 ps de ferro.
i cairinhos de mao.
2 pucaros de cobre.
2 barras de madeira.
2 sarilhos para 50 armas cada um.
2 candieiros de cobre.
1 barril para conduegao d'agua.
as pessoas a quem co'nvier vender taes objeclos, a-
presenlem suas propostas cm carias fechadas na se-
cretaria da mesma thesouraria, at 26 do correnle,
adverlindo que os objeclos de madeira, sero lodos
de amarello.
Secrelaria da lliesouraria provincial de Pcrnambu-
co 14 dejaueiro de 1854. O secrelario,
Antonio Ferreira da Annunciacao.
Real companhia de paquetes inglezes
a' vapor.
No dia 21 desle mez
espera-se do sul o va-
por Tltames, comman-
dante, Slrull, o qual
depois da demora do
costurar,seguir para a Europa: para passageiros
tratare com Adamson Howie & Companhia, ageules
da mesma; na ra do Trapiche Novo n. 42.
O Sr. director do Ijxeu desta cidade manda
fazer publico, que as matriculas do mesmo Ijceu
acham-se abertas.do dia 15 al o fim do correnle.
e no dia 3 de fevereiro vindouro tem de principiar
ostrabalhos. Directora do'lyceu 10 de Janeiro de
18o4. O amanuense, Hermenegildo Marcellinode
Miranda.
Para conbecimenlo de quem possa interessar,
se faz publico, que pelo capataz da eslaeo do Cupe,
foi remeltida a esta repartirn urna jangada de pes-
cara que alli tora tomada a uns individuos tuspei-
'.09 ; prevenindo-se que de hoje a 30 dias nao appa-
recendo dono, ser vendida na portado almoxarifado
Maiwel Fer nandes da Silva, subditos portuguez,
rclira-se para o Porto.
Oantigo professor de msica vocal,
o major
im ca-
sua boa
PARA O RIO DE JANEIRO
segu ate2(i do corrate mez, a novae ve-
fera e*cuna nacional Linda, pregada p
f _iJ A i _. "i Patricio Joe deSnuza, propoe-sea dar hgoeaem ca-
e loi rada, de cobre : para o resto da car*, mi particulares. Escusadohe tecer elogios a
ga, passageiros e etcra'vsa frete, trata,
sena ruada Cruz S, pr'imeyPaVdar.
-Para o Riode Janeiro vai jahir com
a maior brevidade ]>ossivel o lindo e vel-
leiio patacho nacional a Bom Jess n do
qual lie capitao Manoel Joaquim Lobato :
quem no mesmo quizer corregarou tr de
passagente embarcar escravos a frete,
dirija-se ao capitao, napraoa do commer-
cio, ou a Novaes & Companiia : na ra do
Trapiche n, 34, primeiro andar.
" Para Lisboa a barca porlugueza Gratidao pre-
tende sahir com brevidade : qum uella quizer car-
regar ou ir de passagem, para a que (em aceiados
enmmodos, enlenda-se com os consignatarios P. de
Aquino Konseca & Filho, na ra do Visado n. 19,
primeiro andar, ou com o capillo ra praga.
Ceara', Maranhao e Para'.
Segu empoucos dias o brigue escuna Laura, por
ler a maior parle dacarga prompla : retanle e
passageiros, para os quaes oflerece ptimo commudo,
Irata-se com o consignatario Jos Baptisla da Fon-
seca Jnior, na ra do Vigario n. 4, primeiro andar.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Segu nn dia 21 do correnle a escuna Hociedade
Feliz, capillo Joaquim AntonioG.dosSantos; ainda
pode receber carga a frete : a tratar com Caelaoo
Lyriaco da C. M., ao lado do Corpo Santo, toja de mas-
sames n. 25, ou com o capitao.
LEILAO'
O agento Borja Ge-
raldes, far no seu ar-,
inazem na ra do Col-
legio n. 14,, sexla-feira
20 do correnle as 10,l
huras do dia grande lei-
lo sem recusa de qual-
quer prec.o maior que
______ ofleregam de urna com-
pleta e elegante mobilia dejscarand com pedra, e
outra simples da mesma madeira: sofs, couslns-
mesas redondas, camas francezas de Jacaranda, ca,
dciras de brago dilas de bataneo, guarda vestidos,
guarda loura, amparadores, commodas, marquezas,
lavatorios loocadnres de pedra coro espelho e sem
elle 2 ricos pianos inglezes, quadros coloridos de ricas
estampas, dilos em fumo, candieiros inglezes, cande-
labros, vasos de porcelana para enteiles de sala, rico
Jogo de xadrez de charao e caixa de costura de ch-
rao ; e ao meio dia em ponto entrar em leillo um
lindo moleque de 5 annos de idade, e orna porro de
pedras marmores pequeas e grandes para consolse
mesas redondas, e outros muitos objeclos queseras
patentes na occasio do leilao.
AVISOS DIVERSOS.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Aos 20:0(%000.
De 19 a 21 docorrente deve correr no
Rio de Janeiro a roda da lotera' 40 do
Monte Pi, cujos bilhetes se acham a'
yenda.
Festa de Santo Amaro
' Domingo, 5 de fevereiro vindouro, ser a
resta domilagrsoSantoAmaro,aqualtencio- i
* na-se que neja de maneira a nao ler mais nada ti
9 a desejar nesle sentido ; porlanto os devotos $
9 se aguarden para esse dia eom suas esmolas,
J tendoemvislaaconlinuaclodeseusmilagres, <
cujos sao espantosos, sahindo em oulra occa- |
siao o programma da Testa.
seguir-se-
Antonio Ferreira
mandou affixar o presente e
tnlonio Ferreira (fAnnunciace.
Clausulas especiaes para a arremalacao.
1-"As obras deste agude, serlo feitas de confor-
midade com a planta e orcamento, approvados pe-
la directora em conselho, e appresenlados a appro-
vagao do Exm. Sr. presidente, importando em
3:84jH500 rs.
2. O arrematante dar comego as obras no pra-
zo de 30 dias e terminar no de seis mezes, conta-
dos segundo o art. 31 da lei n. 286.
3. O pagamento da imporlancia da arrematagao,
sera dividido em Ires parles, sendo urna do valor de
dous quintos, quando houver feilo melade da obra,
oulra igual a primeira quando entregar provisoria-
mente, e a lerceira. de um quinlo, depois de um
anno, na occasiaa da entrega definiliva.
4. Para ludo o mais qne nio estiver especificado
nas presentes clausulas, seguir-se-h o que deter-
mina a Ici u. 286.Conforme. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciacao.
O lllm. Sr. inspector da lliesouraria provincia
em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda fazer publico, que no dia 23de
fevereiro prximo vindouro, vai novamente a prara
para ser arrematada, a quem por menos lizer, a obra
dos concertos da cadeia da villa de Garanhuns, ava-
hada en. 2:24!5i0rs. A arremalacao ser feila na
forma dos arligos 24 e 27 da lei provincial n. 286
de 17 de maio de 1851, esob as clausulas especiaes
abano copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematarlo,
compareram na sala das sessoes da junla da fazenJa
da mesma lliesouraria, no dia cima declarado, pe-
to meio dia, competentemente habilitadas.
E para constarse mndou aflixar o presento e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernam-
boco 30 de dezembro de 1853. O secrelario.
Antonio Ferreira da Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arrematado.
1." Os concertos da cadeia da villa de Garanhuns,
lar-se-hao de contormidade com o orcamento appro-
vado pela directora em conselho, e apresentado a
Se 22199280 "" Sl"" presi "a ' 2. O arrematante dar principio' asobras no pra-
zo de dous mezes. e dever conclui-las no de seis
mezes. ambos contados na forma do arligo 31 da lei
n. 286.
3." O arremalanle seguir nos seus trabalhos ludo
o que ihe for determinado pelo respectivo engenhei-
ro, nao so para boa execucao das obras, como era
ordem de nao inulilisar ao mesmo lempo ara o ser-
vio publico lodvs as parles do edificio.
''.* pagamento da imporlancia da arrcmalaglo
lugar em tres prestarles iguaes ; a 1.a, depois,
a melade da obra ; a 2.", depois da entrega
ria ; o a 3., na entrega definiliva.
O prazo de responsabilidade ser de seis me-
6.a Para luda o que'nao estiver determinado nas
prsenles clausulas nem no orrameulo, seguir-se-ha
o que dispoe a respcilo a lei provincial n.286.
Conforme. O secretorio.
Antonio Ferreira da Annunciacao.
Joan Pinto de Lemos Jnior, negociante matricu-
lado, fidnlgo catalteiro, cavalleiro da imperial
ordem do Cruzeiro e lenle coronel coinman-
danlc do batathiia de artilharia da guarda na-
cional do municipio da llecife, por S. M. I. e
C. ele. etc.
Faz saber que achando-se organisado o conselho
de reviso da qualificagao da freguezia de S. Fr. Pe-
dro liiinralves do Recito, dar o mesmo conselho
principio a seus trabalhos no dia 30 do correnle na
igreja do Corpo Santo, das 9 horas da man lula as-3
da larde, por tanto pelo presente edill convida a lo-
dosos cidadlos residentes em dita parochin, para
comparecerem perante o mesmo conselho, afim de
serem qualilicados na conformidade da lei.
Epara que chegue ao conhecimenlo de todos
mandou allixar o presente nolugar do costume e pu-
blicar pela imprensa.
Freguezia de S. Fr. Pedro Goncalves do Recito,
10 de Janeiro de 1854. E eu Jos (tomes Leal J-
nior, secrelario do conselho o subscrevi.
Joao Pinto de Lentos Jnior.
DECLARACOES.
A capitana do porto desta provincia convida a
todos os possuidores de embarcagdes de qualquer qua-
lidade ou loto qne sejam, qnr sejam de uso publico.
quer de uso particular, assim como aos individuos
nellas empregados, para que solicitem as compelen-
tes licencas annuaes e matriculas al o dia 31 do cor-
renle mez, das quaes deverao andar munidos; pre-
venindo-os que dessa dala em diante todo c qualquer
do arsenal de inarinha, para salisfazer-se as despezas
que se houverem feilo. Secrelaria da capitana do
porto de Pernambuco 5 de Janeiro de 1854.No im-
pedimento do secrelarioyoiio Koberlo Auqusto da
Silva.
O arsenal de marinha admille os operarios se-
grales : Para a oflicina de carpinleiros, dous apren-
dizes de sexta classe. dous ditos de stima dita-; para
a de carpinas, dous mancebos de lerceira classe. 3 di-
los de quartn dila, dous aprendizes de quinta dita, e
um dito de decima dila ; para a de calafates, um
mancebo de lerceira classe e um aprendiz de decima
dila ; para a de polieiros, quatro aprendizes de nuna
classe : para a de pedreiros, om aprendiz de selima
classe, e vinle e dous srvenles livres. Secretaria da
mspecgao do arsenal de marinha de Pernambuco 3
de Janeiro de 1854.No impedimento do secretario,
Manoel Ambrozio da Conceicao Padilha.
O lllm. Sr. capillo do porto, para tornar effec-
livas as disposigoes do regulameulo das capitanas dos
portos, mandado por em execugao pelo decreto im-
perial de 19 de maio de 1846, manda, para conheci-
menlo dos inleressados, publicar os arligos seauintes
do mesmo regulamenio.
Art. II.NingOem poder dentro do lilloral do por-
Denis, alfaiate francez,
chegado ltimamente de Paris, em a honra de pre-
venir o publico, e principalmente aos seus fregue-
zes, que abri sua tonda na ra da Cadeia do Recito
n. 40, primeiro andar ,-*traballia de feitio, e tambem
da as fazenda a vontade dos freguezes, a precocom-
modo; irabatha no genero mais moderno em ludo
para Amazonas e parajes disfarces de toda a ouali-
dade para o carnaval. ^
No atorro da Boa-Vista, luja n. 3, abro-se urna
copislena de msica: as pe&oas que quizerem se
aproveilar, serlo servidas ccm promptidao e precus
razoaveis. Na mesma loja se espera brevemente da
Italia e do Rio do Janeiro um rico sorlimenlo de
msicas das mais modernas.
Srs. Redactores. A' visla do annuncio que sa-
ino no Diarto n. H, atacando o propriclario da ta-
berna da ra de Santo Amato, torgo-me a responder
da maneira seguinle: esse audaz anuuucianto que
contra minha pessoa procura meios, lim de perder-
me, he quera mereca um Dassaporte franco e gralis,
para a lina de Femando, porque lem procedido como
reo de polica, a visla do docuroftdo que se acha em
meu poder; esla alma meiquinna do malicioso ente,
tera dado torcosos passos, lim de perseguir o dito
proprielano da taberna da ni. de Saolo Amaro, um
propietario que s Ihe convm o seu socego. Sr. an-
nunnante, este homem quem o Sr. ataca com o seu
despula annuncio, tem urna alma grande, porissonao
Ihe responde como deve, senlo paleulearia lodo ooc-
corndo, e entao he que dava lugar ao publico aiuizar
qual dos dous era reo de polica ; o dono do esta-
belecimenlo da ra de Santo Amarse ouereceun
venda do dito seueslabelecimento, foi para relirar-se
para ora lugar Onde exislem menos ambiciosos dos
to, ou seja na parte reservada para logrdouro po- 1ue existem no lugar em que se acha, e ao mesmo
-..'f"'.."!!*--?_??rle.<,,ie. I^a'quer lenha aforado. I lempo parase ver livredealgunsmaos pagadores, que
do porto, o qual a nao dar sem ter examinado s po-
der ou nlo resultar dahi algum daino ao porto.
Art. 13. Ninguem poder fazer atorros ou obras
no lilloral do porlo. ou rios navegaveis.sem qoe lenha
obtido licenca da cmara municipal, e pela capitana
do porlo seja declarado, depois de feitos os devidos
exames, que nao prejudicam o bem estado do porto,
ou rios, ainda mesmo os eslabelecimenlos nacionaes
da marinha de guerra e os logradooros pblicos, sob
pena de demol can das obras, c mulla alem da indeni-
nisarao do damno que liver causado.
Arl. 14. Ninguem poder depositar madeiras nas
praias nem conservar nellas, ou nnsces por mais de
einco dias. ancoras, pesas de artilharia. amarras ou
outros quaesquer objeclos que embaracem o transito
e servidlo publica, ainda que lenha littnga da c-
mara municipal. E quando para o deposito e demo-
ra de taes objeclos der licenca o capillo do porto sem
prejuizoda sobredita servidlo, snse poder fazer da
batenle da preamar das aguas vivas para cima. Os
contraventores, alm da mulla a que forem sujeilos
pelas posturas da respectiva cmara muu'cipal, serlo
ohrigados a fazer escavar qualquer ara, que se acu-
mule em detrimento do porto.
Secrelaria da capitana do porto de Pernambuco 3
dejaueiro de 1853.No impedimento do secretario,
Manoel Ambrosio da Conceico Padillut.
O presidente da assembla geral do banco, por
convite da direccao do mesmo, convoca a assembla
geral para a reuuiao ordinaria io dia 31 de correnle
as 11 horas da manbaa, de conformidade com os ar-
ligos 18 e 25 dosfetatutos. Recito 16 de Janeiro de
1854.Pedro Francisco de Pauta Cacalcanti d'AI-
buqueri/ue, presidente../,? Bernardo Gatcao Al-
canforado, primeiro secretario.
Pela mesa do consolado provincial se faz pu-
blico, qoe no correte mez de Janeiro leve principio
a cobraura dos impostes abaixo declarado*, perten-
ec! les ao anno Gnanceiro de 1853 1854: imposto de
3 por cento, dito de casas de vender bilhetes e caute-
las de loteras de outras provincias, dito de casas de
modas, dito de casas de jogo de buhar.
^tf*0DE
j
(IIIMA RECITA PASTORIL.
SEXTA-FE1RA, 20 DE J.ANE1RO DE 185.
I.ugo depois de executada urna excellenleouverlu-
ra, subir scena o melo-drama simi-snero, dividido
em 5 quadros, -
A REYELACAO' DO NAT.AIICIO
DO
Era seguida haver mais um acto lodo preenchi-
do d'arielas cantadas pela mesma companhia.
Dar fim o divertimenlo com a excellenle dama
cbineza, composigao do Sr. De-Vecchv, intitulada,
AS DOZE CHINAS
EM SEIS BRHQl'EDOS.
Principiar s 8 huras.
AVISOS MARTIMOS
Para o Porto com presteza,
o novo e velleiro brigue portuguez Esperanto, pro-
cedente da Babia, vem a esle porlo receber a maior
parte do seu carregameuto, queseacha.prompla>e a-
penas lem pequeo v3o para diminuta carga a frcle.
Tambem ciflereee ptimos roiamodos para passagei-
ros : os pretndanles dirijam-i* ao escriptorio de Bal'
lar & Oliveira, ra da Cadeia Velha n. 12,
berna, e nao para refuglar-sc.porquc a sua conscien-
cia est livre desses mos feitos que se Ihe impoem ;
e assim pede-lhe com alguma energa, que nlo conti-
nu com esses atacantes anuncios, do contrario valer-
me-hei do direilo que a lei nos facolla, o apresenla-
rei por esta folha equivalente provas, das qes o
Sr. anaunriante nlo se agradar, ese continuar n3o
se Ihe dar satisfazlo alguma.porquanto elle nlo me-
rece, sendo voluvel.
De ordem do Sr. director das artes mecbanicas
e liberaes desta cidade, fago saber a lodos os socios
respeclivos. e a quem mais convier, que a sobredila
sociedade ha creado urna aula de inslruc5.n0 prima-
ria, e recebe graluitamenleem seu seio lodos aqoel-
les que-, por tolla de meios se nao applicam ao esludo
das disciplinas, que nas aulas creadas pela mesma
sociedade se ensinam, principalmente os de menor
idade. Secrelaria da sociedade das arles mecbanicas
e liheraesdesla cidade. 19 de Janeiro de 1854.
Silvano Josi de Santa-Anua.
Joao dos Sanios Ferreira Barros, director da so-
ciedade das artes raechanicase liberaes desla cidade
lendo em vista suspender qualquer juizo desfavora-
vel qu dessa corporaglo se possa formar, em nome
da respectiva direegao faz sciente ao respeitavel ou-
blicoque ja lendo-seorferccidoo socio o Sr. Jos
Vicente Ferreira Barros Jnior para ensinar na dila
sociedade pnmeiras letlras. quando em ontobro do
prximo passado anno de 1853. igual offereciment
recebeu a direcelo do Sr. Silvano Thomaz de Sooza
Jiagalhacs, allendendo cerno devia aos servigos pres-
tados a sociedade por aquelle socio, e recoohecendo-
Ihe nabililag&esnecessarias para reger essacadeira, a
direegao aceilouoseu ofi>recimento;niodeixandocom
tudo de agradecr ao Sr. Silvano Thomaz de Souza
Magalhaes o empenho e inleresse que loma pela so-
cieilade, lano mais qoanlo, nem os lacos de aseocia-
gao nem os da classe arlislica prendera o Sr. Silvano
a referida sociedade, o que prova exuberantemente o
fogo de acrysolado patriotismo que se nflamma em
seu corarao, peto qoe nao pode a sociedade deixarde
o elogiar e (ribular-lhe um voto de sincera gratidao.
Dhrectocia da sociedade das artes mechanicas e li-
beraes desla cidade 19 dejaueiro de 1851.
Joo dos Santos Ferreira Barros.
No pateo do Collegio n. 6, deseja-se fallar ao
Sr. J. B. V.
O Sr. bncbarel J. J. dos Santos Jnior, queira
fazer o favor de mandar buscar os carloes de visita
que mnndou firmar ha muilo lempo na loja do paleo
da Collegio n. 6.
lloga-se aos senhores que mandaram firmar
carlrsepapel no pateo doCollegio n. 6, que quei-
ram manda-tos buscar para nao torearen) que seja
preciso os chamar nests folha pelos seus nomes.
Desappareceu no dia 17 do correnle o escravo
sapaleiro, de nome Adriao, crioulo, com os sii-nues
seguinles: corpo e altura regalares, cor fula, olhos
oupados, hcicos grossos, em barba, com fallas de
denles, pesarossos, e um lalho mi pulso do braco di-
reilo ; reprsenla ler de idade 27 a 28 annos, e he
mailo ladino; levon jaqnela e camisa branca, calca
de quadro azul e chapeo prclo de pello: recomme-
da-se aos capilaes de campo a captura do dito escra-
vo ; e quem o pegar, leve-o Passagem da Magdale-
na, enlre as duas pontos, casa azul ao |h- da primeira
taberna, qne ser hem recompensado.
O Sr. Roberto Ferreira da Costa Sampaio, es-
hora.
Lendo a tolhlnha para esle preseule anno, uella
enconlrei entre os engeuhus do Xxfyo, os eogeahos
Massangano e Parala, dos herdeiros de Joaquim Au-
relio Pereira de Carvalhe, e como o mesmo ojo dei-
xasse herdeiros, dividas nem hypolhecas nos mea-
mos e sim a mim sua universal hrrdeira e testamen-
teira, por isso fago esta derlaraclo. Engenho Mas-
sangano do Cabo 9 de Janeiro de 1851.
D. Anna Rosa FalcSo de Crtalho.
Pedimos ao Sr. Santa Bom o especial favor de
tozer o papel de velha, e preencher o dito acto como
pede o autor; esperamos no Sr. Santa. Rosa fazer o
que pedimos, como um digno actor, pois que sempre
ter a seu lado estes que Ihe pedem ; eapromptamos
capellas epalmas.Seis assignantes do presepio.
O abaixo assignado faz sciente ao publico, qOe
deixou de ser caixeiro dos Srs. Anrorim Irma.os, desde
16 do correnle,Antonio Rodvigues Martins Fer-
reira.
' Oerece-se um rapaz portuguez pira caixeiro
de taberna ou outro qualquer estabeleciraeuto, para
o que tem bastante pralica : quem de sea presumo
se quizer ulilisar, drija-se a roa do Rangel n. 36.
J. Chardon, bacharel em bellas Ultras, doutor
em direito, formado na oniversidade de Pars, eusina
em sua casa, ra do Alecrim n. 4. a ler, escrever,
traduzr e fallar correctamente a lingos franceza, e
tambem d ligues particulares era caat de familia.
Desappareceu no dia 30 de dezembro do enge-
nho Verbut, a escrava Luiza, creoula, que represen-
ta ter 2-4annos, com ossignaes seguinles: altura re-
gular, cor fula, cabellos um tanto estirados, cheia do
corpo, denles aberlos a ferro, ps grossos, rosto re-
dondo, bastante fallante, e muilo desembarcada : a
pessoa que a pegar, teve>a roa Imperial o. 171, que
sera bem recompensado.
Hoga-se a alguns senhores qoe esto devendo -
na taberna da.rua do Collegio 11. 5, de vir quanlo
antes enlender-se com o abaixo assignado se nao ixjii-
zerem passar pelo desgoslo de verem seus nomes nes-
la folha.Paulo Jos Gomes.
Na toja de alfaiate, na ra Nova n. ^precisa-
se de ofiiciaes para toda obra.
Osabsixo assignados, como leslamenteiros do
fallecido J. W. Gordoo, ex-contrul dos Estados Uni-
dos, avisam a todas as pessoas que foren oidoras do
dito fallecido, hajam de apresentar aa suas contal uo
consulado americano, ao Sr. W. Lelly, dentro do
prazo de 30 dias da dala desle, para serem examina-
das e pagas, c nio o fazendo, os mesmo testamen-
leiros nao se responsabilisam mais por qoanlia algu-
ma. ,(. P. Youle. W. Lilley.
O padre Manuel Amando Brrelo, nao poden-
do, pela rapidez de sua viagem a Santa Calharina,
despedirle das pessoas de sua amizade, residentes
nesla praga, e em seus suburbios; mui grato a estas
pessoas Ibes oflerece naquella provincia os amiervi-
COse em outro qualquer lugar que liver de residir.
Quem precisar de um ptimo cgzi-
uheiro escravo, e cpie eu senlior se res-
ponsabilisa por elle: airija-se a nw-da
Manguei/an. 5. ^~
. ATTENCAO',
O aban assignado, desejando amigavelraeute li-
quidar sua con las com seus devedorea, roga a todas
aquellas pessoas que Ihe esiao devendo coutas atrasa-
das de gneros comprados em sua taberna da -roa da
Cadeia do (ecife n. 25, defrontedo becco Largo, que
queiram vir re.usar seus dbitos al o nmdocor-^
rento mez de Janeiro, c aquelles que por suas <
ciimslaucias nao possam lazw-j*Hw(i~*
liiuenlo ou Iralara r lempo certo de I..1 na
certeza deque aquelles qne nlo comparecerem para
um on(ro fim, se usar des termos da lei, no af-
tendndo apissua alguma.assim como serao publica-
dos seus nomes, tempn e quaulias, e para que nin-
guem censure lal proceder, ou alguma ignorancia, se
faz o presente aviso.
Manoel Jos do ftateimento Silva.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia : no becco da Bomba o. 3, sobrado.
Quem precisar de um bom feitor, quesabe po-'^
dar parreiras, eoxerlar e razer lodo servigo de um
sitio, pode procurar na roa do Vigario n. 15.
Precisa- de 4:0008000 rs. a premio, por lem-
po de 18mezes, dando-se as necessarias garantas:
qnem os quizer dar, aonuocie a sua morada para ser
procurado.
, Precisa-se de urna ama que saiba coziphare
razer lodo ervigo de urna casi: no largo do Terco n.
27, segundo andar.
Aluga>se unta escrata para ser oceupada em
serviro de casa e vender comer cozido na ra : na
Gamboa da Carino, no becco que Oca defronte da ra
das llores, casa da quina.
Pede-se aoSr. Joaquim Jos Marque* Jnior,
viudo ha pouco lempo do Maranhao, lenha abonda-
de de apparecer na ro Direito n. 89, segando an-
dar, queso precisa fallar, visto nao se saber a sua
morada.
Precisa-se de urna ama qne cozinhe c engom-
le com perfeigao para casa de pouca familia.: quem
esliver nestes circumstancias annuncic para er pro-
curada. r '
Antonio Guilherme Ararijo Silva, visto 6 estado
de sua saude, tem de retirar-se para tora da Ierra,
afim de Iratar-ae.
. JOAO PEDRO YOGELtt
fabricante de pianos, afinador e con-
serta com toda a perfeicao'.
Tendo chegado recentemente dos porlos da Euro-
pa,.de visitar s melhores rabrica de pianos, e tendo
ganho nellas lodos os couhecimentos e pratica de
conslrucgoes de modernos pianos : oflerece o seu
presumo ao respeitavel publico para qualquer
conservo e afmagoea com todo o esmero, tendo toda
a certeza que nada restar a desejar as pessoas qoe
o incumban) de qualquer trabalho, tanto em brevida-
de como em mdico; prego: na ra Nava nuaero|41,
primeiro andar.'
Prcisa-se de urna ama de leite, forra' ou cap-
tiva, sem filho : na roa Direito o. 8, segando *n-
Precisa-se alngar um sitio nos lugares seguin-
les :, Ponle de Ucha at Apipucos, Beberibe, ou
ao p do rio-Gapibaribe, tendo casa fresca e boa, po-
dendo-se aluBr por anno, ou mezes: a tratar na
ra da Cadeia Velha n. 54.
O Sr. Sebasliao Francisco Belem, tenha a bon-
dade vir ra do Queimado, loja do sobrado 11.29.
Jos Moreira Lopes.
Antonio Augusto de Sooza Piolo, por papel
passado e assignado pelo lllm. Sr. Francisco Carnei-
ro Machado Rios, daladode, 16 de dezembro de 53,
e a vencer do 1.- do. Janeiro do correnle em diante,
arrendou o sitio Maruim, no Pao Amarello : quem
no mesmo sitio quizer botar algum gado de criago,
entenda-se na Soledade 00 collegio Santo Anna. Per
esto annuncio respoode-se ao do mesmo lllm. Sr.
Carneiro, publicado rio Diario de 13 do corren le mez
e anno.
o~~.$0Pinl Regis rte &oaza' mbarca para o
K10 de Janeiro, a sua escrava Florioda, crioula, ida-
de 13 annos.
m rapaz portuguez-se oflerece para caixeiro
de laberoa deque tem moila pralica: quem precisar
dirija-se a ra da Concordia o. 26.
Quem liver carrogas de um bai em bom estado
on novas para vender, aunoncie, ou participe na
loja da ra do Caespo, da esquina que volla para S.
rrancisco ; quem tiver bois para as mesmas carroras
tambem se comprara.
Na ra do Rangel n. 48 precisa-se eomprar orna
boa negra que saiba vender na ra ; e tambem se
aluga urna on duas, pagando-sebem.
Roga-se aos herdeiros da tallecida Sra. D.
francisca Antonia Lins-, mandem buscar u pardo An-
tonio de Hollanda Gavalcar.li, islo sem demora, ou '
tratar algum negocio a seu respeito.
O Sr Jos Maria de Souza Rangel queira vir
com brevidade ra do Crespo n. 12, para dar solu-
rao do negocio de que se encarregou.
Attenrao attencao.
A nova fabrica de chocolate homeopalhico da roa
das lrinchciras, mudou-separa o pateo do Terco n-.*
22, ondeseeneontra o chocolate homeopalhico ap-
provado e appticado pelos senhores doulores da ho-
meopalhia, cha prelo e da India, caf mnilo. puro e
chocolate le ruginoso, dito de musgo, ililo de canella,
dito hespanhol fuio amargte enlre lino para regalo,
canella roiuda da Puxar em tovas, o um complet
sorlimenlo de gneros lano do paiz como eslrauge-
ros. Indo pt prego muilo commodn.
_O abaixo assignado declara que Joao da Silva
Vetlnzo deixou deser seo caixeiro desde o dia 13 do
correnle. Joo Tarares Cordeiro.
A pessoa que por engao levou da sacrista da
alriz da Boa-Vista no .lia domingo 15 do correnle.
ldanle em Olindn. lem carias das Alagoas.na pra- urna balinQembrnlhada dentro de um tengo desedai
erirbondde entrega-la na roa do Hospicio'
ca da Boa-Visla n. 13, primeiro andar.
PrecLa-se de urna mulher para tomar conta e
govcrnnr urna casa de homem solteiro, em -um enge-
nho distante desta cidade: quem estiver uestas cir-
cunstancias, dirija-se ao paleo do Carmo n. 17.
Chama-se a allenrao do Sr. fiscal do bairro do
RecirX para-um celebre Restauran! de Provence,que
existo na ra dos Tanoeiros, no primeiro andar "de
urna casa, e cujo cozinheiro entondeu qoe devia as-
pliixiar toda visinhanca ; que em vez de usar de
carvo serve-se de lenba. sem ler cozinha propria
com chamin para dar sabida a fumara, sahindo esta
por urna das portas da varanda, e defamando toda a
ra e casas contiguas ; acrescendo que alem do 11-
commodoquesolfrem os moradores da dita ra, es-
to ex postos a acordaren) espavoridos, no meio de um
incendio, como esleve prestes a acontecer na noitc
do da 17, as 10 1|2 horas ; que ateou-se o fogo ao
umbral da porta, (que serve de chamin; o que feliz-
mente sendo visto, foi logo extinto.
Um visinlio que no deseja morrer queimado.
Precisa-se de urna pessoa qoese queira encar-
regar da distribuir, do um peridico, paga-se bem:
no pateo doTergo u. 18, segundo andar.
Na ra do Apollo, segundo andar da casa n.
20, precisase de urna ama que tenha bom Ici le, para
encarregar-se da enaguo de um menino.
queira ler
sobrado n. 56, por cima do niazem de carvor'qe
ser na mesma casa gratificado o portador.
Aluga-se ama escrava, que entenda perfeila-
mente de engommar e fazer o servigo interno de
urna casa; como tambera um moleque de 12 a 15
anuos, proprio para o serviro de casa; prometle-sn
bom tralamenlo e nao se poe duvida ao pagameulo:
quem liver dirija-se ao consulado americano.
O padre Joao Jos da Costa Kibeiro abre a sua
aula de grammalica latina a 16 do correnle, na ra
do Queimado n. 37.
O abano assignado faz sciente ao publico que
pretende fazer urna viagem Europa, deisando seu
eslabelerimeulo no mesmo gyro, sob a gereocia de
seu mano Jo.lo Jacinlho de Medeiros Piltra, como
sen primeiro procurador.e em segundo lugar09Srs.
Franca & Irmo e Jo Vicente de Lima.
Antonio Jacinto de Medeiros nutra.
As pessoas que lem penbores na casa da ra
llireila 11. lll.so convidadas a tira-Ios no prazo do
10 dias.ese nao o fizercm serio vendidos para se lirar
o principal.
A pessoa que quizer arrendar osilio da cidade
de Oliuda, no paleo do Carmo: dirija-se a loja de li-
vros da praga da Independencia n. 6 e 8, que achara
com quem tratar.


V
=
DIARIO DE PERNAMBUCO, QLINTA FEIRA 19 DE JANEIRO DE 1854.

Na pactara da ra das Cruzes ti. 30, precisa-se
de un boro forneiro.
Precisa-se aluzar urna nina secca. para Iralar
) ao
Os abaixo assignadot rontinuam
a franquear a todas as classes em
geral os seus sortimentos de fazen- j
das por baixos precos, nao' me-
nos de urna peca ou urna duzia,
a dinheiro, u a prazo, conforme
se ajustar : no seu armazem da
praca do Corpo Santo, esquina da
na do Trapiche, n. 48. Ros-
tron Rooker & Companhia, nego-
ciantes inglezes. Os mesmo avi-
sao ao respeitavel publico qtje.abri-
ram no dia 5 do crvente mez a
; sua loja de fazedas da ra do Col-
legio e Passeio Publico n. 15, di-
rigida pelos senhores Jos Victori-
no dePaiva e Manoel Jos de Si-
queira Pitanga, para venderem
or atacado e a.retalho.
I


Precisa-se fallar com oSr. Francisco Ignacio da
Cmara Pimentel; na ra da Cadeia de Sanio An-
tonio n. 30, a negocio.
Joto Jos de Carvallio Moraes
faz cenle a qoem interesar possa, que desla dala
eni dianle, leroencarreeailn da arrecadacjloecobran-
ca de >oa can, ao tea filho JoSo los de Carvallm
Moraes Jnior, caoSr. Aolonin da Costa Kibeiro e
Mello, ao' quaes conferio os poderes para isso neces-
sarios.
Precisa-se de una anta : na ra do Hospicio,
cata n. 17.
Traspassa-se o arrendamcnlo da loja e primeiro
indar -da obrado da run do Collegio n. 18 : tra-
la-se na roa do Queimado, loja do sobrado amarello
n.'29.
Os socios do gabinete porlogez de leilura em
PernamJkeo, esli obligados a conservar em admi-
mtlrac.aVdaquetle estabelecimento as pessoas mais
respeilavei que lisjam entre' os seos socios; e depois
dos aeonteeiinentos do patacho poiluguez Arrogante
catarlo neste caso os Srs. Joaquim Baplista Moreira e
Miguel Jos Alve? A conserva-Ios a suciedade se
degradar e perder o respeito qne merocc aquella
instituido de moralidade e beni da liumauidade.
Precisa-se de um liomem de conduela regular,
para entinar a 4 meninos primeiras ledras, em uiu
engenho ilislanle desla cidade 10 leguas, aliauca-se
o bom (ratamente e paga correspondente ao sen
Iraballio : quem liver as habilidades precisas procu-
re na praca do Corpo Santo u. 6 escriplorio de M.
I. de Oliveira.
x arma qne cosinhe o
diario de uiWtessv." tratar confronte ao Rosario
de Sanlo-Anlonio n. 39 A.
Ao respeitavel publico.
O proprielario do hotel de Santo'Amaro de Jalisa-
ia, pretendeodo continuar com o seu estaheleciinen-
t, convida astyessoasque o Icm honrado con) as suas
presencas a comparecer, sempre que qui/.erem, con-
tando que serao servidos, com aquellapromplipito e
aceio como al aqui. O annunciante approveita este
ensejo para pedir desculpa a algons senhores, que no
dia da Testa de Santo Amaro au ficassem sufncien-
lemente salisfeitos, altendendo a grande e enexpera-
da affluencia de pessoas que houve em sua casa, tem
que fosse possivel deixar de recebe-las sem commel-
ler urna grosseria. O annunciante espera que esta
satisfarn desvanecer qualquer desgoslo que porven-
lur anda exista, e desta forma conta-sc j plena-
mente desculpado.
D-se 150}KX)0 rs. a juros sobre penhores de
ouro : quem quizer, dirija-se roa do Arago n. 8.
Pede-se.au Sr. Santa Rosa, de preencher o aclo
mai vov cerno pede, e de fazer a parle de velha, c
cantar ; espera hoje Cm amante da mii ro'rd.
Pergunta-se a quem compete, se
qualquer igreja, oratorio, ou mesmo ir-
mandade,pde mandar tirar esmolas pela
ra, untando o povo, sera licenra.
COMPRAS.
Compram-se ossos a peso : no ar-
mazem da illuminarao, no caes do Ra-
mos, travessa do Carioca.
Compra-He urna casa terrea sendo em roas fre-
quentadas : quem liver auuuiicie por este Diario,
ou dirija-se a roa da VirncSo o. 9.
Compram-se 2 sellios inglezes com seus perlen-
ces, e queeslejam em bom estado : na ra da Cruz
n. 34, primeiro andar.
FARINHA DE TRIESTE.
Primeira qualidade.
Tasto Irmos avisara aosiicus fregueze-, que leni
para vender farinha le Iris ebegada ltimamente
de Trieste, sendo a nica nova que daquella proce-
dencia existe no mercado.
FAMA
No aterro da Boa-Vista n. 8,
lem novo sortimento de queijos, presuntos do Portej-
linguicasde Lisboa, viuho super(or de todas as qua-
lidades, e lodos os mais gneros perlerfnles a mo-
ldados, de superior qualidade, e por .prego muito
commodo.
Em casa de Rothe & Bidoulac, vendem-
se cpttropianos de ptimo tonara preco
commodo, para fechar contas: na rua
do Trapichen. 12.
No escriptorio de Rothe e Bidoulac,
na rua do Trapiche n. 12, vende-se o se-
guinte:
Ferro inglez,
Dito imitacao.
Dito daSuecia.
Folha deFlandres.
Arados de ferro.
Machinas para assucar.
Ac de Milao.
Cobre em verguinha.
Fazedas baratissitnas, na nova loja da
rua do Crespo n. 14, de Dias & Lemos.
Corles de chitas francezas muilo finas de todas as
cores, de 12covados cada corte, com urna pequea
listra ao lado, fazenda do ultimo goslo a 28100 cor-
te; ditos de padrOes miudinhos, fazenda muito fina,
com 13 covados a 29300 o corle, ditos de cassa com
ramagem de cor, fazenda de muilo bom gusto, a 2)
cada corte, cassas francezas escuras, cor muilo fixa,
a 320 rs. a vara, chitas escuras, cores ixas, de diver-
sos padroes a 160 rs. o covado, algndflo enlranrado
mesclado, muilo cncorpado, fazenda de urna cor.
Vende-se graxa ingleza de verniz
preto, para limpar arreios de carro, he
lustroso c provn d'agua. e conserva mili-
to o couro : no anra'zem de C. J. Astley
A Companhia, na rua do Trapiche n. ."i.
f Deposito de vinho de cham-
iagne Chateau-Ay, primeira qua-
dade, de propriednde do condi
'A de Mareuil, rita da Cruz do'Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
W de toda a champagne vend-
is se a o6s000 rs. cada cai\a, acha-
i se nicamente em casa de L. Le-
comteFeron& Companhia. N. B.
W9 As caixas sao marcadas a fogo
$ Conde de Mareuil e os rtulos
(< das garrafas sao azues.
Vendem-selonas,brinzaO, brinse mcias lo-
nas da Russia: no armazem de N. O. Biebcr &
Companhia, na rua da Cruz n. ,4.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de a' 8 palmos de
bocea, as quaer acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
enlbarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vendem-*e relogios de ouro, .pa-
teo*! inglez, os melliores que tem vindo
a este mercado, e do mais acreditado
Vendem-se em casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na praca do Corpo Sanio n. 11, o seguinle:
vinho (leMarseiileeni caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em iiovellos ccarreleis, breu em barricas muilo
grandes, aro de milao sorlido, ferro inglez.
Vondcm-se pianos forlcs de superior qualida-
de, fabricados pelo incllior anlor hamburgus na
rua da Cruz n. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de .mora-
das e meias moendas para ngenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do nolle em Berln, empregado as co-
lonias nglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, achante a venda-, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber JjKompanliia, na rua da
Cruz, n. 4.
SANDS.
VENDAS
CONSULTORIO CENTRAL HO-
MEOPATHICO-
N. 11 Rua das Cruzes N. 11
Consultas todos os dias desde as 8 horas
da manha al as 2 horas da urde.
Visitas aos domicilios das 2 horas em'
dianle.
_ Na molestias agudas e graves as visitas
rserio feilas a qualquer hora do dia ou da
. unte.
As senhoras de parto, principalmente,
[ serio soccorridas com religiosa promp- A
[ lido. 2*
Dr. Sabino Olegario Lmdgero Pinho. v)
ATTENCAO, DWCO DEPOSITO NESTA
QDADE.
Paulo Gaignou, dentista, receben*agua denti-
friee do Dr. Pune, esta agua condecida como a me-
que tem apparecido, (c tem muilos elogios o
^ajulor.'l IcjnrrfiroTleoatftf^coiiservar a bocea
eheMstie piuuvar- das dores oc deotes: tira o
gost* desagradavel que d em geraf" bajrulo. al-'
- gifflus gotas desta n'um copo d agua sao siiflicien-
tes; Umbem te acliari p denlifrice exeellenle para
a eontervafo dos denles : n rua larga do Rosario
n. 36, segundo andar.
CAVAI.LOS DE TRATO.
Na travessa da na Bella n. 2, aceilain-se cavallos
para trato, pelo commodo preco e 160 mensaes, olle -
rceendo-se aos meamos iodo o cuidado em seus irata-
mentos ; Ismbem rebe-se para deter carros e ca-
briolis.
O abaixo assignado faz'scienle ao publico, que
detpedio de ana taberna, sita na roa do Codorniz u.
I, o seu caixeiro Domingos Alfonso Alves, pois que
por mnlivot particulares lhe noconvinha conserva-lo
em dita sua casa.
Antonio Pereira de Oliteira Main.
Furtaram no dia 10 do correnle mez um caval-
lo bastante apparelhado e com frente sberta, qualro
ps calcados, um pequeo achaque na modireila, a
cabeca acarneirada, um tomadura de sellim no lom-
bo : rega-se a Indas as auloridades policiaes que o
encontrar o manden) entregar narua de Apollo, na co-
cheira de Jos Pinto Ferreira, que serlo generosa-
roenle gratificadas.
' O. Clea Francisca da SHva Coutinho participa
aos senhores pas de familias, e principalmente aos
de taas alumnas, que no dia 12 do correnle princi-
pian! os trabalhos de sua aula particular, na rua Di-
reila, sobrado numero 43, segundo andar. A an-
nonciante acba-se habilitada com a licenra do Exm.
Sr. preridenle da provincia, em conformidade com
o dispotlo no arligo 38 do regulamenlo provincial de
12 de malo de 1851. Recebe alumnas pensionistas,
e meias pensionistas, e o casino de sua aula consta de
seguinle : lr, escrever, contar, grammalica nacio-
ual, arilhmetica, doutrina chrisla, labyrinlhar, c
ser, marcar, e bordar dedifferenles modos, msica
fazer flores. Protesta nos senhores pas de familias
que te qoizerem utilizar de seu presumo, que em-
. pregara todos osmeios que estiverem ao seu alcance
para corresponder fielmente aos seus desejos, e pao
se furtiri a trabalbo algum com as meninas confia-
das aos seus cuidados.
PUBLICO.
No armazem de fazedas bara-
tas, roa do Collegio n. 2,
vende-e um completo sortimento
de fazedas, Gnas e grossas, por
precos mais baixos do ^que emou-
tra qualquer parte; tanto em por-
eOes, como a retalho, afiiancndo-
se aos compradores um so preco
para todos : este estabelecimento
abro-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemas e suis-
sas.para vender fazedas mais em
conta do que se tem vendido, e por
isto offrecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida, a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham ( a' bem dos
seus interesses) comprar fazedas
baratas, no armazem da rua do
Collegio n. 2, de
Antonio Luir, dos Santos &Rolim.
prapria para o^ervico de campo,ja 180 rs.^ocovado; j fabricante de Liverpool: em casa de Rus-
bnm entramado de linho lodo amarello, propno pa- .. ... ,
ra calca e palitos a 580 rs. o covado; dito de cor, fa- sel Mellors ffl Companlna, na rua da
..^.J.. u^_!s_____^_t .!_ ...*. Ilulin a rinni.nlmA.. r J"_ J_ Ii ....".('.. __ Ti?
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_ a S = % ~
re s = o
2 El g ra re g a,^ 5 = 3
^ .
. Bichas.
Alugam-see vendem-se bichas : na praca da In-
dependencia confronte a roa das Cruzes n. 10.
l'recisa-se de um caixeiro que lenhn pratica de
negocio, ou metmosem pralica, com tanto que seja
henicomportadoc hbil, lamben, .precisa-se de um
pequeno dos chegados ha pouco : a Iralar cui Olinda
na padaria do Varad ouro.
Detappareceu do sitio do vsconde de Goianna,
na encruzilhada de Belem, na nuiie do dia lodo cor-
rete, um civallo melado sujo, pcqueno.clinas e cau-
da praias, capado, e com urna mi e pe calcados :
quem o restituir ser pago generosamente.
O Dr. Joaquim de Oliveira e Souza entina a
iradutir, fallar e escrever a libgua franceza : na rua
lo Aragip n. 4.
O abaixo assigna'do faz ver ao publico, que na
lata deste tem vendido a sua loja de cirguciro, sita
na rus larga do Rosario iiu2j,que gvrava sob a tirina
de Lisboa A Panasco, ao Sr. Jos Kibeiro da Costa,Pi-
cando este nhorbrisado aliquidacodoaelivoepa-
civo da mesiiia loja. Recifo'lG de Janeiro do 1854.
Joao Goneaites Lucos Lisboa.
Jos Ribeiro da Cosa faz ver ao publico que
tem comprado ao Sr. Joo Concalves Lucas Lisboa,
a loja de cirgueico sita na rua larga do Rosario u. 34,
r pelo presente declara que lem dado sociedade ao Sr.
Antonio Joaquim Panasco, tirando o gyrqria mesma
toja sobre a firma de Cosa & Panasco.
Precisa-te de amaima forra ou captiva, para
Mtinharem casa de familia ; lendo bnns costumes
paga-sebem : na rua da Cadeia de Sanio Antonio
b.23.
i RETRATOS PELOELECTROTYPO.
No aterro da Boa-Vista n. K,
terceiro andar.
A. Letlarle, tendo de se demorar pouco
lempo nesta cidade, avisa ao respeitavel pu-
blico qu quizer ulilitar-te de seu presumo,
de approveitaros poneos dias que tem de re-"*
sidir aqui os relralos terSo lirados com toda
a rapidez e perfeicao que se pode desejar,
; no estabelecimenloha retratos qoe seraoslram'
I as pessoas que quizaren) examinar : esl a-
berlo das 9 horas da rnanhSa at as ida tar-J
Pracisa-se de urna ama para o servieo interno e
externo de nma seuhora: na rua do Torres, pri-
meiro andar junio ao escriptorio dos Srs. Joao Finio
de Lemos & Filho,
ALSAWh.
Saliio a' luz a blhinha de algibeira,
con tendo ale'm do kalendario o regula-
mento dos emolumentos parochiaes, e o
almanak civil, administrativo, commer-
cial, agrcola e industrial ; augmentado
com 300 engenhos, are'm de outras noti-
cias estatisticas. O acressimo de trabalho
e dispendio nao permittiram ao edictor
vende-lo pelo antigo preco, e sim por
400 rs. ; vendendo-se nicamente na li-
vraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
No Passeio publico n. 13, vendem-se por prcra
commodo as obras completas de CamSes em 3 volu-
mes, e 5 ditos da Revista Popular, achaodo-sc uus e
outros em perfeilo estado.
Vende-so urna negrinha deidade de 7 annos ;
na rua da Praia, armazem n. 32.
Vende-se um moleque de idade 2 anuos, cri-
onlo: narua Direilan. 14.
Vende-se um moinho'de pedra em bom estado:
na rua do Kosario da Boa-Vista, taberna n. 60.
Na lojaamarella da rua do Crespo n. 4,
vendem-se a 700 rs. o covado.
Kelvinas para vestido de senhora, fazenda de urna
s cor, que inge tedalanziuhagros-de-napoles.
A 500 rs.
Vara de cambraia franceza de cores fixas e de goslo
novo, dilas de guarnieres e barras, e quadros miu-
dinhos.
A 640 rs.
Covado de barege de seda e la, fazenda chgada
ullimameute de Pars.
A 15$00 rs.
Corle de seda de quadros seocezes, com 15 cova-
dos.
A 9,000-rs.
Vestido do seda com capolinho, para meniuas e
meninos, lodos guarnecidos de ricas Irauras.
A 5,000 rs. ,
Capoli n hos de fil de cores, guarnecidos de branco.
A 5,000 rs.
Camisinhas c manguitos de cambraia, bordada a
agulha, fazenda que finge cambraia de linho, assim
como riquissiuios lencos de cambraia de linho bor-
dados para senhnra.e outras niuitas fazedas de seda
e linho por preco mais barato do que em oulra qual-
quer parte.
Vendem-se charutos verdadeiros de
Ha vana, sendo caixinhas de 100, a preco
de 5,000 r$. : na loja de quatro portas
aolado do arco de Santo Antonio n. 5.
Um negro.
Vende-se um negro mojo, propno para servieo de
campo : na rua da Cadeia do Recife n. 3.
Feijao mulatinho.
Vendem-se saccas mnito grandes com feijao mula-
tinho chegado do Aracati no hiale Ducidoso, carnau-
ba de primeira orle, courinlos muidos esola, ludo
por preco commodo e a dinheiro: na rua da Cruz
do Recife n. 33, asa do S Araujo.
Vende-se um preto crioulo para fra da pro-
vincia, de idade de 24 a 25 anuos, parece mais mo-
co, lem oflicio de lorneiro e fundidor: na Ponte
Velha, casa do Jos Carneiro, Francez.
Vendem-se 25 pipas com niel de furo, encasca-
do em barrisde quatro e cinco empipa: quem pre-
tender comprar dirija-se a casa do abaixo assignado
ou no trapiche do Cunda.
l.uiz Antonio Barbosa de Brilo.
Rape de Lisboa.
Chegaram neste vapor frascos de rape
de Lisboa, e vendem-se ]>elo diminuto
preco de 5,500 rs. : na loja da rua do
Crespo n. 4..
POTASSA E CAL.
Vende-se potassa da Russia e America-
na, superiores, e cal virgem de Lisboa,
tudo por preco mais commodo que em
outra qualquer parte : na rua do Trapi-
che n. 13, armazem de Bastos Irmaos.
DEPOSITO DE CAL E POTASSA.
Na rua de Apollo, armazem de'Leal
Reis, tem superior potassa da Russia, ch-
gada ltimamente, e da fabricada no Rio
de Janeiro, de qualidade bem conbecida,
assim como cal em pedia, cliegada no ul-
timo navio.
Rua do Queimado n. 23.
der fazedas, por isso que eslao resolvidos a vender
o reslo por lodo preco, assim como sejam : chapeos
prelos a carija 29000 rs., chales de la muilo supe-
rior a 18200 rs., lencos broncos para niao de senhora
a 120 rs., lila para cortinados a 400 rs. a vara, chitas
a 59000 a pe;a, pentes de alar cabello de tartaruga
de pinho a fiO rs. a duzia, grvalas de cassa branca
a200rs., los de linho a 10U0 rs.
Vende-se um excellentesilio no lugar da Pas-
sagem da Magdaleua, junto do sitio do Sr. Manoel
Ignacio de Oliveira, a raargem do rio Capibaribe.
lendo urna grande casa nova, com 70 palmos em
quadro, 4 salas estucadas, o urna dila de lelhava,
4 grandes quarlos, cuzinha, estribara e cocheira,
cora solio para dormida de escravos, lem o terreno
100 palmos de largura e 900 de fundo, com alguns
arvoredus de fruclos, cujo sitio ja ha ofierecimenlo de
KOOOOOOrs., de aluguel annual: a fallar com o cor-
rector geral Miguel Carnei.o.
Vende-se urna muala de 30 annos com ume
cria de 2 annos, muilo elegante ; a mulata engom-
ma, lava e he muilo criadeira de meninos; e urna
preta, crioula, de 20 anuos, com urna cria de 10 me-
zes ruito nutrida : na rua de Santa Rita n. 97.
. Vendem-se velas adamantinas, ame-
ricanas, em caixas de 50 libras, que dao
muito boa luz, igual a de espermacete a
5G0 rs. por libra.: em casa de Hoslion
Rooker & C. na praca do Corpo Santo,
esquina da rua do Trapiche u. 48.
Vendem-se duas moradas de casas terreas de
pdra e cal, sitas na rua dos Prazercs no bairro da
Boa Vista : a Iralar na rua do Livramenlo n. 16.
Vendem-se nove escravus, sendo Ires moleco-
tes de bonitas figuras, um dclles copeiro e tem prin-
cipios de marcineiro; nm mulato muito moco ; qua-
lro escravos de ledo servieo, mocos; eum dito de
servieo de campo: na rua Direila n. 3.
Vende-se urna escrava moca e sadia, vinda do
seria, ha poucos dias, sabe l'avarrom perfeifao c
tem principio de engommar: a tratar no escriplorio
do agente Oliveira.
Vendem-se cobertores de algoiiao grandes a 610
rs. e pequeos a 560 rs. : na rua do Crespo nume-
ro 12.
Xa loja de$ seis portas em frente do L-
vramento.
Corles de cassa chita a 19280, com 7 varas ; chilas
escuras a gOOO a peca, e 140,160,180 e 200 rs. o
covado, chilas largas francezas a 24.0 rs., chilas para
coberla a 200 rs., rambraias pinLidasde lindos gos-
{js a 295OO e25800rs.. lencos para mo, brancos e
lintadoa a 160 e pequeos para menino a 80 rs.
eoulras muilas fazedas mnjlo em cunta.
Estampas muito (mas.
Vende-se no pateo do Collegio 11. 6, ricas estampas
de varias cdadesestrangeiras,proprias para quadros,
porprefocoroiqod').
zenda mnito superior d puro linho e riqusimos
goslosal9600 avara; cobertores de a laudan lodos
brancos, da fabrica de Todos os Saulos da Babia, a
610 rs. cada um; meias de algodo mas, muito eu-
corpailas, a 240 rs. o par; alpacas prelas ede cores
muilo finas, a 800 rs. o covado; merino preto para
13800, 29IOO, 29800 e 392OO o covado: assim como
muilas nutras fazedas por, baixos procos, de ludo se
dao amostras, deixando seus competentes penhores.
Vinho Bordeaux.
Brunn Praeger & Companhia, rua da Cruz n. 10,
receberam ltimamente SI. Julien e M. margo!, em
caixas de urna duzia, que se recomniendam por suas
boas qualidades.
BOTICA
CENTRAL HOHEOPATIIICA
51 ruada Cadeia do Recife, 1. andar 51.
Dirigida pelo pbarmaceuUco approvado,
profeator em bomeopathla Sr. F.
de P. PiratRamoi.
Nesta botica se encontram os melliores e
mais acreditados medicamentos homopathi-
cos, qur em glbulos, qur em induras,
preparados com a mais escrupulosa exncli-
dao, pelo pharmaceulico approvado e profes-
sur em homopalhia Dr. Pires Ramos,'sob as
indicacoes do Sr. Dr. Sabino, com quem ha
pralicado ha 4 annos.lodas as rearas da pliar-
macia hemopalhica.
Os medicamenlos desla botica, cuja ofiiea-
cia lem sido verificada na longo pralica do
Sr. Dr. Sabino, e reconhecida por todas as
pessoas, que delles tem feilo uso, excrcem
urna grande vanlagem, sobre lodos os que
por ah se vendem, a qual consiste tanto na
promptidao dos seus ,e0eilos, como na qua-
lidade de se conservaren) muito lempo sem
soflrerem a menor alterarlo ; o que os tor-
na muito recommendaveis, principalmente
para o malo, onde nem sempre ha ficilida-
de da provisao de novos medicamenlos.
Exislem ca loicas de medicamentos em
tubos grandes de tino crvslal de dillerentcs
precos, desde I29OOO al 203OOO conforme o
numero dos medicamentos, suas djnami-
saees. e riqueza das caixas.
Cada vidro de Untura da quinta d y-
n.iini-acao........29000
Cada tubo de medicamento 19000
JV. B.Q Sr. Dr. Sabino Olegario Ludge-
ro Pinho se presla a dar esclarccimenlos a
todas as pessoas, que compraren) medica-
menlos nesta botica, na rua das Cruzes. n.
11.
Cadeia do Recife, n. 06.
Alendada Edwia Mjw.
Na roa de Apollo n. 6, armazem de Mr. Calmont
& Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
menlos de taixas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inctiras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para a rmar em madei-
ra de lodos os tamanhos enldelos os mais modernos,
machina horsontal para vapor com forca de
4 ca\allos, cocos, passadeiras de ferro eslanhado
para casa de purgar, por menos preco que os de ro-
bre, esco vens para navios, ferro da Suecia, e fa-
llas de (landres : tudo por barato preco.
Moinhos de vento
"ombnmhasilerepuxopara regar borlase baixas
de capim. na fundicao de 1). W. Ilowman: na rua
do Brum us. 6, 8 e 10.
Vende-se um resto de exemplares
da obra Raphael, paginas da juventu-
de por Lamartine, versao portugue-
za de D. Carlos Guido y Spano : na rua
do Trapiche n. 14, primeiro andar.
j Na rua da Cadeia do Recife n. (30, arma-
zem deUenrique Gibson,.
vendem-se relogios de ouro de sabouele, de patente
inglez, da melhor qualidade, e fabricados em Lon-
dres, por preco commodo.
A 3$200, e C$400.
Na loja de livros de Joao da Costa Honrado, no
largo do Collegio, vendem-se bilheles e mcios bilhe-
es da lotera da irrnandade de Nossa Senhora do Li-
vramenlo, que corre imprelerivclmenlc no dia 14 do
correnle.
Vende-se graxa de verniz para limpar arreio'
,.*k*A IntlrntnAnmiH .l'an.ta ||3 rila doTiap-
SALSA PARRILUA. .
Vicenle Jos de lcito, nico agente em Peroam-
buco de B. J. D. Sauds, chimieo americano, faz pu-
blico que lem chegado a- esta praca urna grande por-
cao de frascos de salsa parrilha de Sands, que sao
verdaderamente falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem araulelar os consu-
midores de lao precioso talismn, de cahir nesle
engao, tomando as funestas consequeneias que
sempre roslumam Irazer" os medicamentos falsifica-
dos c elalmrados pela mao daquellcs, que antepoem
seus interesses aos males e estragos da humanidade.
Porlanto pede, para que a publico se possa livrar
desta fraude c dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada c recentemente aqui- cliega-
da ; o annunciante faz ver que a verdadeira .se ven-
de uuicamenle cqa^sua botica, na rua da Conceirao
do Recife n. 61 ; e, alm do receiluario que acom-
panha cada frasco, lem embaixo da primeira pagina
seu nome impresso, e'se achara sua firnta em ma-
nuscripto sobre o invollorio impresso do mesmo
Traeos.
A 5.C00 o par.
Sapaloes de lustre para liomem, obra mnito boa, a
39600 rs. o par : no aterro;da Boa-Visla, loja de cal-
cado n. 58, junto ao selleirn.
A 800 rs. e 320.
Frascos grandes rom agua de Colonia, a 800 rs., c
sabonetes de amendoa. a 320 rs.: no aterro da Boa-
Visla n. 58.
A 2,800 para acabar.
Borzeguins gaspiados para senhora. a 29800 rs. o
par : no aterro da Boa-Visla,loja n. 58, junio aoseF-
leiro.
Vendem-se sacras com farelln, chegado ulli-,
mmenle da America, por barato preco: no caes do
Kamos 11.16, e na rua Jo Trapiche n. 8.
SSSSSS&: SSSiSSS
$ \endem-serelogiodeouro, pa (gf)
ji ten-te inglez, por commodo pre- i
y? co: na rua da Cruz n. 20, casa de Yr
0) L. Leconte Feron & Companhia. (j
=;53i'I.
tm. 1 "' a ft 5 'A =i
-,= 3 3-_
2.a* *c 3 3 5-5 I g-3" 5- R
1UiSl>2
3 2.' oS-ScO
c 3 a.
1 3 3 g S -"3 S =-= |g 68
nwmw
O c O =3
U3
= 02
-C C3 = Tm

!- Sil 'S- B 3
" Z a'Hl.5; i.5. 2.3
^^ _j Mt r3 ^ irl ^b fwi 77 a ^
3
-l'-B
-3srs3iissii
= 32rrv-i oei
jr-fn s* c a o n s _a
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
harrisde i-., 5. e 8.: no armazem da rua
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Nova es & Companhia, na
rua do Trapichen. 54.
No armazem de C.J. Astley & Com-
panhia, na rua do Trapiche 11. 3, ha
para vender o seguinte :
Bataneas decimaes de 600 libras.
Folha d ferro."
Ferro de verguinha.
Oleo de linhaca em liftas de 5 galoes.
Champagne, marca A. C.
Oleados para mesas.
Tapetes de la para forro de salas.
Copos e calix Je vidro ordinario.
Formasdeolha de ferro, pintadas, para
fabrica de assucar.
Cordo de linho alcatroado.
Palha da India para empalhar.
Ac de MilSo sorlido.
Carne devacca em salmoura.
Um sortimento de pregos.
Lonas da Russia.
Espingardas de caca.
Lazarinas e claunotes.
Na frente da igreja de Nossa Senhora do
Livramnto, loja de miudezas de F.
Alves Pinho,
chegou orna pequea porcao de crucifixos de madei-
ra linas envernisada com a imagem do Hedemptor, de
metal fino praleado e dourado,obras primorosas e ca-
caraclerislicas, e o mais perfeitas possivel, Jia nrti-
meulo em tamanhos a vonlade, pias para agua ben-
ta.quadriulios pequeos de diversos passosdo'Senhor,
Ierres engrazados em rame e de cuntas encarnadas
enlreineadas do veronicas,e outras reliquias proprias
para afervorar aos devotos : Irocam-se i>or pouca
cousa.
Na rua do aterro da Boa-Vista, loja n. 80, a-
lm do grande e variado sorlimeulo de gneros de
ciimesliveis,etiste um grande sortimento de mantei-
ga ingleza, principiando de 400a I9OOO rs. e deste
preco a subir segundo a qualidade.
Vende-se um preto crioulo, de idade 18 annos,
bonita figura, lem certidao de idade : a tratar na rua
Direila n. 76.
Conlinua-se a vender gomma do Aracaly de
superior qualidade em arrobas a 39 rs. e a libra a
100 rs. : no paleo do Carmo 11. 2.
Velas de espermacete-
Vendem-se velas de espermacete de superior qua-
lidade, de 6 em libra, vindas da America : na rua
do Trapiche Novo n. 8.
Charutos linos de S. Flix.
Na rua do Queimado, n. 19, tem che-
gados agora da Babia, os verdadeiros
charutos deS. Flix, da acreditada fabri-
ca de Brando, os quaes se vendem por
precos mais commodos do que em outra
parte.
Primas para rabeca,
a 40 rs. cada urna, muilo novas : na rua do Quei-
mado, loja n. 40.
Couro de lustre
de boa qualidade; vende-se por menos do que em
outra qualquer parte para liquidar cuntas : na rua da
Cruz u. 10.
Pianos.
Os amadores da msica acham continuadamente
cm casa de Brunn Praeger <$; Companhia. rua da Cruz
n. 10, um grande sorlimenlo de pianos fortes e forlcs
pianos,de differentes modellos, boa conslruccu c bel-
las vozes, que vendem por mdicos pcecos; assim co-
mo toda a qualidade de instrumentos para msica.
Obras de ouro,
como sejam : aderemos e mcios ditos, braceletes, brin-
cos, alfineles, bolOes, anneis. correles para relogios,
ele. etc., do mais moderno cosi : vendem-se na rua
da Cruz n. 10, casa de Brunn Praeger & Companhia.
(p) Os mais ricos e mais modernos cha-
9 na loja de madama Theard, por um preco
(Bk mais razovel de que em qualquer outra
gft parle.
ttSSSSS $S$SS 9
Dcpoiito da fabrica de Todo* os Santo* na Babia.
Vende-se, em casa doN. O. Bieber &C, na rua
da Cruz n. 4, algoda 'raneado d'aquella fabrica,
muilo proprin para saccosideassucar e roupa de es-
cravos, por prey,o cominillo.
de carro, lustroso e prova d'agua
che n. 3.
Vende-se um sitio no lugar dos Remedios, junto
a ponte do mesmo nome: a fallar rom Caelano da
Rocha Pereira. na rua das Aguas Verdes n. 16, ou
na rua de llorlas n. 23.
ANTIGU1DADE E SUPERIORIDADE ,
DA
SALSAPARRLHA DE BRISTOL
sobre
A SALSA PARRILUA DE SANDS.
Attencao'
A SALSA PARRILHA DE BRISTOL data des-
de 1832, e lem constantemente mantillo a sua re-
putaran sem necessidade de recorrer a pomposos
annuncios, de quejas preparares de mrito podem
dispensar-sc. O successo do Dr. BRISTOL tem
provocado infinitas invejas, e, entre outras, as dos
Srs. A. R. 1). Sands, de New-York, preparadores
e propietarios da salsa parrilha couhecida pelo no-
me de Sands. *
Esles senhores solicilaram a agencia de Salsa par-
rilha de Brislol. e como" nao o pedessem obler, fa-
bricaran urna imitacao de Bristol.
Eis-aqui a caria que os Srs. A. R. D. Sands es-
creveram ao Dr. Brislol no dia 20 de abril de 1812,
e que se acha em nosso poder:
Sr. Dr. C. C. Bristol.
Bfalo, &c
Nosso aprcciavel senhor.
Em todo o auno passado temos vendido quanti-
dades cousiderayeis do extracto de Salsa parrilha de
Vmo% e pelo que ouvimos dizer de suas tiriuder
quelles que a tem usado, julcamos que a venda da
dita medicina se augmentar muilissimo. Se Vine.
quizer fazer um convenio comnosco, eremos que
nos resultara muil vanlagem, tanto a nos como a
Vmc. Temos muito prazer que Vmc. nos responda
sobre este assumpto, e se Vine, vier a esta cidade
daqui a um mez, ou cousa scmclhante, teamos
muilo prazer era o verem nossa botica, rua d Fui-
Ion, n.79.
Ficam s ordens de Vmc. seus seguros servidores.
(Assignados) A. R. D, S.i.NDS.
CONCLUSAO'.
l.c A anlignidadc da salsa parrilha de Brislol he
claramente provada, pois que ella dala desde 1832,
e que a de Sands s apparcceu cm 1842, poca na
qual este droguista nao pode obler a'agencia do Dr.
Brislol.
2. A superioridade da salsa parrilha de Bristol
he inconleslavel: pois que nao obstante a concur-
rencia da de Sands, e de urna pnrro de outras pre-
parares, ella lem manlido a sua reputaco em qua-
si toda a America.
As numerosas experiencias feilas com o uso da
salsa parrilha em todas as enfermidades originadas
pela impureza dosangue, e o bom exilo oblido nes-
ta corle pelo Tiln. Sr. Dr. Sigaud, presidente da
academia imperial de medicina, pelo Ilustrado Sr.
Dr. Antonio Jos Peixoto em sua clnica, e em sua
afamada casa de saude na Gamboa, pelo Illm. Sr.
Dr. Saturnino de Oliveira, medico do exercilo, e
por varios outros mdicos, permittem hoje de pro-
clamar altamente as virtudes eflicazes da salsa par-
rilha de Bristol vende-sc a 53000 o vidro.
O deposito desta. salsa mudou-se para a bolica
franceza da rua da Cruz, em fenlo ao chafariz.
2-;" -,*S3 Jl3is
= sr" el" 3
1 o z. ~ -
B 3
TT11 o 'a 1 o re o^
MADAPOLAO' BOM, A 33200.
Vendem-se pecas de madapolao de boa qualidade,
com pouca avaria : na rua da Cadeia Velha n. 24,
primeiro andar.
Vendem-se cerca de 800 formas de folha de
ferro para fabrica de assucar, pintadas, _e que levam
tres arrobas cada urna : vendem-se muilo em conta
para fechar : na rua do Trapiche n. 3.
----Narua do Vi gario n. 9, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, lem
venda a superior flanella para forro desellius, ch-
gada recentemente da America.
Depsito deca de Lisboa,
Vendem-se barris com cal em pedra, ebegada no
hiale Lusitano, vindo ltimamente de Lisboa, e
potassa americana, a 200 rs. a libra : na rua da Ca-
deia do Recife, loja 11. 30.
Oleo de linhaca em botijas.
Vende-se a .13000 rs. cada urna botija, e por me-
nos sendo era porco : na rua da Cadeia do Recife n.
47, primeiro andar.
FAZEDAS BARATAS.
Vendem-se chilas finas de cores fixas a 120, 140,
80, 200, e 240 rs., irles de barra a 2400 e 38000
rs., cassas francezas de barra a 23200 e 2&800 rs. o
corle, chales de algodo a 1$280 rs., ditos de algodilo
e seda a 20000 rs., ditos de laa e seda a 39 e 4SO00
rs., ditos muilo finos a 53000 rs., lencos de seda para
senhoras a 28000 c 231O0 rs., manteletes prelos e de
cores com colleleesem elle a 123000 e 19000 rs.,
rambraias francezas padroes novos a 600 rs. a vara,
cambraiasabertns brancas e de cores a 33200 rs. o
corle, vestidos brancos de barra e bordados a 43000
rs., ditos d 1 e 2 habadosa 43500 rs., ditos de Ires
a cinco liabados a 53000 rs., e.oulras muilas fazedas
que se vendern baratas: na rua Nova,"loja nova n.
1(, de Jos l.uiz Pereira ^ Filho. "
Vende-se a tab^pna nova da Capunr
ga, situada na prpnedade do Sr. Joao
Simoes de Almctda, bem afreguezada pa-
ra aterra, pela sua boa localidade, ecom
um jogo de bolla que rende para aluguel
mensal: a tratar na mesma.
Cal de Lisboa.
Vendem-se barris com cal virgem de Lisboa, em
pedra, o 111 sis superior que lia e por mdico preco:
na rua de Apollo n. 8, armazem de assucar.
\ Charutos de Havana.
Vendem-se verdadeiros charutos de Havana por
preco mullo rommado : na ruada Cruz, armazem
n. 4.
ATTENCAO'.
Cunlia & Amorim, na rua da Cadeia do Recife n.
50, lem para vender palha de carnauba nova, coO-
ros de cabra bons, pennas de ema, e velas de car-
nauba, a 13300 o cento.
VINHO CHAMPAGNE.
Superior vinho de Bordeaux engarra-
fado ; vende-se em casa de Schafieitlin
& Companhia, rua da Cruz n. 08.
Vende-se arroz graudo do Mara-
nhao, e charutos de S. Flix, de boas qua-
lidades, epor precos commodos : na rua
da Cadeia do Recife n. 47 primeiro
andar.
POTASSA BBASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, ch-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons ell'eitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
V
= pi S
GUARDA NACIONAL.
Na praca da Independencia n. 17, ven-
de-se toda a qualidade de ohjectos para o far- .
lamento dos senhores oflicises da guarda na-
cional, assim como para primeira e segunda
liuha, ludo por muito commodo preco.
POTASSA.
Narua do Trapiche n. 14, primeiro andar,
vende-se o seguinte .-pasta de lyrio florentino, o
melhor arligoque se condece para impar Osdenles,
branquece-os e fortificar as gengivas, deixando bom
goslo na bocea e agradavel cheiro; agna de mel
para os cabellos, limpa a raspa, e d-lhe mgico
luslrc; agua de perolas, este mgico cosmtico para
sarar sardas, rugas, e embellezar o rosto, assim co-
mo a tintura imperial do Dr. Broun, esla prepara-
cao faz osebanos ruivosnu brancos.complelameiilc,
prelos e macios, sem damno dos mesnios, ludo' por
precos'commodos.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas da assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos: na rua do
Trapiche Novo n. 16.
Chapeos e manteletes.
Vendem-se chapeos de seda de cores, enfeilados,
proprios para meninas e meninos a 53 cada um ,
manteletes prelos e de cores com rolletes e sem ellcs;
Gr prejos commodos: na rua da Cadeia do Recife,
_a n-. 50.
Vende-se CARNE DE VACCA e de porco de
Hamburgo, em barris de 200 libras:
CHAMPAGNE de marca condecida e verdadei-
ra, havendo poucos algos de resto, que se venderlo
para Techar, a 243000 rs. ;
AC DE MILAO sorlido;
Cola da Baha.
Vende-se superior cola, por preco commodo: na
rua da Cadeia do Recife n. 47, primeiro andar.
Vendem-se na roa da Cruz n. 15, segando
andar, boas obras-de labynntho feilas no Araeily.
constando de loalhat, lencos, coeiros, rod
saia, etc.
Vende-se um negro bom canoeiro, e bastante
robusto : na praca da Boa-Vista n. 32.
Na rua da Cruz n. 15, segando andar, veu-
dem-se 179 pares de coturnos de couro .de lustre,
400 ditos brancos e 50 ditos de bolins ; tudo per
preco comiribdo.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundirlo' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSIT na
rua do Brum logo na entrada, e defi
te do Arsenal de Marinha ha
um grande sortimento de taichas
de fabrica nacional como estrauge
batidas, fundidas, grandes, pequea!
razas, e .fundas ; e em ambos os logares
iexistm quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres, de despez. O
precos sao' os mais commodos.
Vendem-se 6 livros de msicas modernas vio-
das do Rio de Janeiro, por preco commodo : para
ver e tratar, no Forte do Mallos 11.12; primeiro an-
dar.
Vende-se urna escrava, crioula, de idade de 25
annos, pouco mais on menos, com urna cria masculi-
na,de idade de 7 mezes; a qual. sabe cozinhar, lavar,
ensaboar e comprar na rua: quem a pretender, tl>-
rija-se loja de miudezas n. 22 da rua larga de Ro-
sario, qne achara com quem tralar.
Lacre prelo muilo fino de cores e ohreias -pre-
las lanto cm caitas como em pares : no paleo do Col-
legio, loja de livros; n. 6.
No antigo deposito da rua da Cadeia do Recife,
annazem u, 12, ha para vender muilo nova potassa
da Russia, americana e hrasileira, cm pequeos bar-
ris de 4 arrobas; a boa qualidade e precos mais ba-
ratos do que em oulra qualquer parle, se afliancatn
aos que prensaren) comprar. No mesmo deposito
tambem lia barris com cal de Lisboa em pedra, pr-
ximamente chegados.
Vende-sc a taberna da rua de Santo-Amaro 11.
28, bem afreguezada para a Ierra, a qual tem muito
boascomraodidades al para quem liver familia, pois
o dono a vende por que so retira: quem pretender po-
de comparecer na mesma, a qual tem poucos fun-
dos.
Vende-se .um esrravo crioulu, de bonita figura,
de idade 21 a 22 anuos pouco mais ou menos, proprin
para todo o servieo por ser bstanle robusto : no rua
da Cadeia do Kecife 11. 42.
Vende-se a verdadeira salsa parri-
lha de Sands: na botica franceza, da rua
da Cruz, em frente ao chafariz.
NO CONSULTOBIO HOMEOPATIIICO
do
DR. P. A. LOBO M0SC0Z0.
Vende-se a melhor de lodas as obras de medirina
nomopalhira tr' O .NOVO MANUAL DO DR.
G. II. J AI 111 _3S Iraduzido em porluguez pelo
Dr,P. A.Lobo Moscozo: quatro volumes encader-
naclos em dous. 20&000
O voltime contendo a pathogcncsla dos 144
medicamentos que 11O0 foram publicados sabir mui-
to breve, por estar muito adiautada sua impressao.
Diccionario dos termos de medicina, cirurgia, aualo-
. mia, pharmac.ia, etc. etc. eucadernado. SO00
Urna carleira de 2i tubos, dosmelbores e mais bem
preparados glbulos homcopalhicos com as duas
obras cima......... 403000
Urna dila de 36 tubos com as mesmas 4SJ000
Dita, dita .'e 18 lubos....... 508000
Dita de 144 com as dilas......1008000
C.arleirasde 24 tubos pequeos para algi-
beira. ......... 108000
Dilas.de48dilos......... 208000
Tubos avulsos de glbulos..... 18000
Vende-se urna boa taberna, sita em Fra de
Porlas, rua do Pilar, confrontando rom o becco Lar-
go, tem urna bonita armncilo c boa qualidade para se
fazer ptimo negocio ; uilo se duvjda dar prazo pes-
soa idnea ou que aprsente garanta ao importe
a quem convier este negocio procure na rua,da "
zal Velha, sobrado n. 112, lerceiroandar.
DAVID WILLIAM BOWMAN, engenheiro ma-
chinista e fundidor de ferro, mu respeilosameiilc
annuncia aos senhores proprielarios de engenhos,
fazendeiros, e ao respeilavel publico, que o seu esta-
belecimento de ferro movido por machina de vapor,
na rua do Brum passando o chafaiiz, contina em
eflectivo exercicio, eso acha completamente montado
com apparellios da primeira qualidade para a per-
feilo confeeca das maiores pecas de machinismo.
Habilitado para emprehender quaesquer obras da
sua arle, David Williara Bowman, deseja mais par-
ticularmente chamar a. attencao publica para as se-
grales, por ter deltas grande sorlimenlo ja' promp-
lo, em deposito na mesma fundirn, as quaes cons-
truidas cm sua fabrica podem competir com as fabri-
cadas cm paiz eslranaeiro, lauto em preco como em
qualidade de materias primas c mao de obra, 'a
saber:
Machinas de vapor da melhor conslrucaS.
Moendas de canna para engenhos de lodos os ta-
manhos, movidas a vapor por agua, nu animaes.
Rodas de agua, moinhos de vento eserras.
Manejos iudependeutes para cavallos.
Rodas denladas,
Aguilhes, brdftes e chumaceiras.
Cav Hies e parafusos de lodos os tamanhos.
Taitas, paros, crivos e bocas de fornalh.
Moinhos de mandioca, movidos a ma5 ou por'ani-
maes, e prensas para a dila.
Chapas de fogade tornos de farinha.
Canos de ferro, liirueiras de ferro e de bronze.
Bombas para cacimba e de repuxo, movidas a
mao, por onimaes ou vento.
Guindastes, guinchse macacos.
Prensas hydraulicas ede parafuso.
Kerrageus para navios, carros e obras publicas.
Columnas, varandas, grades o portoes.
Prensas de copiar carias e sellar.
Camas, carros de maOe arados de ferro, ele, etc.
Alm da superioridade das suas obras, ja' geral-
mcnle reconhecida. David Wiluam Bou man garante
amaisexaela conformidade cornos moldes e dse-'
r. los reme 1 idos pelos scuhores que se dignarem de
fazer-lhe encominendas, aproveilando a occa -ia pa-
ra agradecer aos seus numerosos amigos e freguezes
a preferencia com que tem sido por elles honrado,
e assegura-lhes que nao poupnra esforcosc diligen-
cias para continuar a merecer a sua confianza.
" OLEADOS INGLESES.
Venclm-se riquissimos oleados para
assoalhar salas, tanto emqualidade, com o
no escolliido gosto de desenlio : no ar-
mazem de fazedas de. Adamson Ilowi &
Companhia, na rua do Trapiche Novo
n. 42.
__ Vende-se pelo cusi urna collerco completa de
toda a legislaco hrasileira, desde 1808 al 1850, per-
feilamentc encadernada e nova: o proprielario
desle jornal dir quem a vende, e por que preco.
Vende-se um bonito molccole de 20 annos de
idade, bom uflicial de sapaleiro.cozinheiruehe muilo
Sen- hbil, sem vicio: na praca da Independencia 11. ;13,
toja de calcado.
TAPETES DE LAA, lano em peca como sollos.' c.r cabra, altura regular, corpo reforcfldo. ca-
para forrar salas, de bonitas cores o muilo em conta.
OLEADOS de cores para forrar corredores, etc.;
OLEO de linhaca em lalas de cinco galoes : em
casa de C. J. Aitlcy & Companhia, rua do Trapi-
che n. 3.
Na rua do Collegio n. 21, segundo
andar, vende-se por barato prec/j, on a
prazo, um sortimento de chapeos e ou-
tros objectos dtr chapeleiro, consistindo
em chapeos de massa, de seda de varias
qualidades, e a gomma lacre, chapeo
para padre, massas para ditos, bonetes
para guardas nacionaes, plumas pretas
para chapeos de senhora, fundos e lados
para chapeos, courinhos com setim, li-
vellas, litas para arrechos e debium,
trancas e outros muitos objectos de cha-
peleiro. '
Vestidos modernos.
Vendem-se vestidos de mursulina fina de cores
com barra, fazenda nova a 58 o corte; ditos de la
e seda e burge modernos a 98 o corte de 12 cova-
dos ; chilas e cassas francezas novas a 320 rs. o co-
vado e 640 rs. a vara; e outras muilas fazedas por
baratos precos: na roa da Cadeia do Recife, loja
o.50.
dos tenaos
anatoma ,
de medicina,
pharaaacla ,
an- I
11
I Diccionario
cntrela ,
etc. etc.
Sahio luz esla obra indispensavel a lodas ,
s pessoas que se dedican) ao esludo de
medicina. Vende-se por 48 rs., eiicaderna-
d<>, no consultorio do Dr. Moscozo, rua do
Collegio, n. 25, primeiro andar.
Na rua do Vigario n.' I, primeiro andar, ha
para vender, chegado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, o seguinle: saccas de farello muilo
novo, cera em arume e-em volas com bom sorli-
menlo de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em pe.lra, novissima.
4 Palitos e toalhas.
Vendem-se palitos de brim de linho de cores,
bem fcitos, a 3-3 e 48 cada um ; toalhas de panno
de linho do Porto, proprias para rosto a 800 rs. cada
nina c a 98 a duzia; c panno adamascad de duas
larguras e boa qualidade para toalhas de mesa a 28
a vara: na rua da Cadeia do Recife, loja 11. 50.
FUNDICAO' D'AURORA.
Na fundicao d'Aurora acha-se constantemente um
completo sorlimenlo de machinas de vapor, lano
d'aita como de baita-prcsso de modellos os mais
approvados. Tambem se apromplam de encoiiirnen-
da de qualquer forma que so possam desejar com a
maior presteza. Habis omciaes serflo mandados
para as ir assentar, e os fabricantes como Icm de
coslunie afiancam o perfeilo Ir.rbalho del las, c se res-
ponsabUisaro por quaiqner dcfeilo que possa ncllas
apparecer durante a primeira safra. Muilas machi-
nas de vapor construidas neste estabelecimento lem
estado em constante servieo nesla provincia 10, 12,
eat 16 annos, e apenas tem exigido mui insigiuli-
eaules reparos, e algumas al ucnbuns absolutamen-
te, accrescendo que o consummo do conbuslivcl he
mui inconsideravel. Os senhores de engenho, pois,
e oulras quaesquer pessoas que precisaren) de ma-
chinismo silo respeitosamenle convidados a visitar o
eslabcleciincnlo em Santo Amaro.
Na rua da Cadeia do Recife, loja n. 5, vendem-
se saccas com feija'o mulalinlm o mais novo que ha
110 mercado, a 128000 rs. cada urna.
Vende-se a parle de um sobrado de dons anda-
res em urna das melhores ras: quem quizer com-
prar aonuncie para ser procurado.
ESCRAVOS FGIDOS.
'.-
Dominio 15 do corrente.desappareceu um pre-
lo de nome Manoel.acode por IS'apoliao.nacor
lo, idade de 35 annos, baiio. cheio do corpo, t
la, ps grandes, bem fallante, levou.calca e .
nova de algodozinho trancado de listra azul I
miudinha, a camisa he de mangas curias e botn
berto na abertura ; este prelo he Iraballmder de na-
dara, andava com um panacum venciendo pto : 1^,
quera o pegar leve-o ao bairro da Boa-Visla padartaV^"^^
de Manoel Tayaresde Aquino, que ser recom-
pensado.
Detappareceu na noite de a para 10 do cqfrente
a escrava, cabra, de nome Filippa, de idade fintee
lautos annos; filha do Rio Grande do j^^H
da capital, a qual escrava foi aqu vendida lo Sr.
Jos Anlonio Bastos, em oulubro prximo
Sor ordem da senhora D. Senbornha tto
aplisla, viuva do finado Dr. Baplista, que, foi juiz
de direilo naquella cidade ; os signen so ot seguin- ^
bellos corridos e aparados, e falla de un denle na
frente : quem a pegar ou drlla der noticias, ser ge-
nerosamente gratificado, no aterro da Boa-Visla D.
45, ou na rua do Collegio 11.9.
Detappareceu em dezembro prximo passado, #
um cabra do nomo Elias, de idade de 28 anuos, pou-
co mais ou menos, eslatnra ordinaria, grosso do cor-
po, cabello carapinhado, feicOes regulares, cara lar-
ga, falla pausada, com urna cicatriz redonda na es-
padua direila, e outras antigs de castigos que le-
vou, consta estar no Barro Vermellio junio aos Afo-
sados : quem o apprehender, leve-o ao Dr. Lopes
Nelto, na la Nova, que ser recompensado.
Detappareceu no dia 14 de novembro do
passado o preto Raymundo, crioulo, (ilho rjo Ico, de
idade 25 annos, pouco mais ou menos, cor fula, cara
larga, beicos grossos, barba cerrada, estatura (guiar,
rendido de nma veriiha, pouco volumosa, he muilo-
ladino, e diz saber ler, .hemigo de sambas, onde dt-
verle-tt tocando flautn) ; w mencionado prelo foi
capturado em o engenho Tapacar d'onde tornou a
fuiiir no lim de 4 das : quem o pegar, queira levar
rua Direila o. 78, que dar-se-ha paga generla.
Aviso-
Fugio no dia 18 de dezembro prximo passado da
rua da Aurora n. 56,onde mora Domingos Anlunes
Villacii, o seu escravo crioulo de nome Lucio, officiai
de sapaleiro, eseus siguaessaoetseguinles: ida-
de 25 annos, baixo e muito grosso do corpo, rosto
redondo, pouca barba, ulhos grandes* bocea regular,
beicos grossos, bastante espadaudo, bracos e pernas
grossas, maos bastante calejadat do Irabalho, muito
regrista e civilisado, ps curtos e grossos, quando an-
da nao astenia a pUnla do p direilo no chao, e sim
de nma banda, por geito que lomuu ,e nao deia de
pnxar pela perna, he quebrado, e lem um escroto
bastante incbado, em razio doerysipelia que lita dii
continuadamente : trabalhava na escada do mesmo
sobrado, e como se julga Isr embarcado ou estar cnlio em alguma casa, Irabathando pelo seu oIBco;
por isso roga-se as auloridades policiaes on capiles
de cam|)ovou qualquer pessoa que o vir, o mande
capturar e levar a seu senhor, no referido sobrado,'
011 na rua Now, loja de movis 11.67, que ser bem
recompensado.
No dia 8 do correnle, detappareceu por velia
das 9 horas do dia, do engenlifCordeiro, o prelo
Agoslinho, de idade de t a annos, olio, e um
tanto magro, rosto pequeo, olhos avermelhadose
um pouco sbrauceiros, testa pequea, nariz um
tanto saliente na ponta,ventas largas.a bocea grande-,
beicos grossos e revirados, edr fulla e voz rouca, he
crioulo, lem as pernas longa* e finas, ps grandes e
quando anda lie muilo ligeiro, curva um tanto os
joelhos para a frente cnslume doserlao de onde vtio
o serlo he do Brejo da Madre de Dos, lendo sido
escravo do fallecido padre Cordero : pede-se alodas
as autoridades policiaes e mais capfles de campo a
captura do dito escravo e o lev em a seu senhor ao en-
genho Cordeiro, 00 na rua do Cabuga n. 6 que serao
generosameule recompensados.
I'cente Munlciro Borges.
Ao amaohecer do dia 9 do correnle, dcsappa-
reccu desle engenho, o meu escravo Daniel, pardo
de idade 25 a 26 annos, e cum os signaes seguinles
altura regular, pardo, muila barba, cabellos .da cabe-
ra um tanto pegados, falta de um dente na frente da
parte superior; ps um pouco npalheladot por ler si-
do cambado era pequeo, uhs signaes de rasaduras
nos calcanhares.levou calca c camisa de algodilo azul
e de listra, bem como urna jaquela tambem d'alge-
diloMe lislra, bala encarnada e camisa de bata a-
zul, e chapeo de palha ; consta que elle poucos dias
antes da fuga annunciava que ia procurar a pru-
Iccciide |>essoa, coja probidade me faz crer mo se prestara a semelhante aclo lao reprovado ; e
por isso previno a qualquer senhor a quem elle se
dirija deobstquiar-mc com o mandar capturar, cer-
lo de qoe alm de ser paga generosamente qualquer
despeza, fica-Ihe o eterno agradecimciitu. Engenho
Pereirinha 10 de Janeiro de 1854.
Filippe Benicio Alces Ferreira.
Ferm.iTn, M. T, de Farla. IK
V
: y *


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