Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02325


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Full Text
ANNO XXX. N. 14.
Por 3 mezes adiantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500
MMMC*
QUABTA FElRfl 18 DE JANEIRO DE 1854.
Por Anno adianlado 15,000
Porte franco para o subscriptor-
V
ENCVRREGADOS DA SV/BSCRIPCAO*.
Rea fe, o proprietario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joao Pereira Marti ns; Baliia, o Sr. V.
Duprad ; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
duira; Parahiba, o Sr. Jos Rodrigues da Cosa; Na-
tal, oSr. Joaquim Ignacio Pereira; Aracaty, o Sr.
Antonio do Lemos Braga; Cea ni, n Sr. Victoriano
Augusto Boges; Maranho, o Sr. Joaquim Marques
Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 28 d. por 15000 lirme.
Pars, 340 a 345 rs. por 1 f.
Lisboa, 95 por cunto.
Rio de Janeiro, de I 1/2 a'2 por O/o de pr
Acees do banco 5 O/o de premio.
da companbia de Beberibe .ao par.
da comwmbia de seguros ao par. '
Jsconto de letlras de lia 12 1/8 de rebate.
METAES.
Ouro. Oneas bespanbolas. 28500 a 299000
169000
105000
99000
19930
19930
19800
Moedas de 09400 velhas.
de 69400-novas.
de 49000. .
Prata. Palaces brasileiros .
Pesos columnarios. .
- mexicanos .. .
PARTIDAS DOS CORREIOS.
OUnda, lodos o* das.
Caraar, Bonito e fiaranliun nos dias 1 c 15.
Villa Bella, Boa-Vista, ExoOrieuvy, a 13 c 28-
Goianna e Parahiba, segundas e sextas feiras.
A doria, o Natal, as i| u i na- feiras.
'PREMIAR DESHOJE.
Primeira as 7 horas e 42 mkiuios da
Segunda s 8 horas c t minutos da
manha.
larde.
AUDIENCIAS.
Tribuna^ do Commercio, segundas e qninlasfeiras.
Helarn, tercas feiras sabbados.
Fa/.enda, tencas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas e quinias s 10 horas.
1 .* vara do civcl, segundase sextas ao meio da.
2.* vara do civol, quartas e sabbados ao meio dia.
Os Tribuales de Justina esto fechados al o ulti-
mo de Janeiro.
EPIIEMERIDES.
Janeiro C Quarto creseeiite a 1 hora, 29 minutos
c 4 segundos da manha.
I i La eheia as (i lioras, 42 minutos e
12 segundos da manha.
. 22 Quurlu miiiguante ao 38 minnlos e
48 segundos da manha.
28 La nova as 2 horas, 34 minutos e
48 segundos da tarde.
das Da semana.
10 Segunda. Ss. Bcrardo, Acurcio, o. Othou fflm-
17 Terca. S. Anio.ab. ; Ss. EJeusippe e Lunila.
18 Quarla. A Cadeira de S. Pedro Ap. cm Roma.
19 Quinta. S. Canuto rci m. ; Ss. Audifas e A.
20 Sexta. S. Fabio p. m. ; S. Sebstio ni.
21 Sabbado. S. Ignez y. m. ; S. Pelroeolo ni.
22 Domingo. 3. depois de Beis. Ss. Vicente e
Anastacio mu.
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PARTE OFFICIAL.
ministerio da Justina.
Senhor! A seceso dMuslira do couselho de esta-
do lem a honra de levita Augusta presencia de Vus-
a Mageslade Imperial o parecer que Ihe cumpre
dar sohre o apresamente proeewado e aludo em primeira instancia pelo au-
*'w'jfejl da marraba.
jtf parlo do Rio de Janeiro, no dia 10 de
jMlM de WW, o cter Xarceja, com dous suardas
da alfandega. para cruzar e visitar os navios e por-
to onde houee snspeila da so fazer contrabando,
enlrou na emaada das Palmas no dia >'< do dilo me/.,
e d'ahi seguio para a eiiseada dos Dous Rio*, por
constar que se achava um navio nesse lugar; era
cooi eu'eilo o bergaulm Tolerante que eslava des-
carregando cera e ontros gneros naquelle lugar. Na
visita que Hie rlzeram os dous suardas, conheceu-se
al por conussio do proprio inestre, que esse ber-
gantn) denominado Flora, quando perlencia a stib-
dilos do* Estados-ruidos', alera das mercaduras que
por contrabando eslava^ desembarcando, linlia Ira-
zidoda Coila d'Africa quinlientirs ecincoenta e lan-
o negros. Nao podendo os guardas proceder ap-
prehensao do berganlim pela resistencia do meslre,
que logo mandn deslruir alguns dos indicios do cr-
ate pediram auxilio a crvela portugueza Irit, e a
ni vapor de guerra inglez : e assim couseguiram
apresar esse navio, enliio abandonado peto meslre c
trpola(jta, por lites ler um foguete laucado de Ierra
annunciado a vnlla dos apprehensores.
Depois dos exames e averiguaciies a que procedeu
o juiz municipal da segunda vara sobre esla presa.
Cal esla jiilgada boa pelo jury. Appdiando o pro-
prietario do navio para a relaeo, julgnu esla que o
auditor geral da inariiilia era o cumpetenle para lo-
mar cnnliecimcnto deste apresamrnlo, por se adiar
pendente o processo quando se publicou a lei do i de
siembro' de 1850. Correndo o processo na audito-
ria geral da marrana, concedcu-sc visla dos aulos ao
prearieUrio lo berganlim. As principaesrazoes em
que elle funda a sua reclamara, sao as seguinles :
Comquanlo, diz elle, as disposic ies da le cilad.i,
easdo regulamenlo quea acompaiilia. devajn regu-
q'l!!-''"!'.>i..*P-*"-l ?'"^"-^"jiy-^""'^" exequtur portara, oa leUra apostlica do
lilAencarregado de negocios, pala qual depz a 1).
abb}de geral eleilo peta dita casa:' e o mesmo au-
gaslo sf ubor, nuvndo o parecer do conselbeirn pro-
turadnr da cora, a quein este negocio fni cora vista;
ha por hein ndeflerir o dilo rcqueriraenlo, porque
essa jirelenrao esl prejudicadl; I.-, pelo breve do
sanlissimo padre, que inandou reunir nova'junla ca-
pitular para eleger o abliade geral, roncedCndo a V.
Exc. a autorisacao necessaria para convocaeo da mes-
ma junta e execucito do referido breve, no qual Coi
concedido beneplcito em 2i 'lemoslo ullimo: >.-,
porque em de junho de 1852, o governo imperial
concedeu exequtur tila ledra apostlica do en-
carregndo interino de negocios da Sania S, cuja
competencia a rongreaaru siipplicanle rccontieceu,
reqiierendo-lbe o breve de sanaeo :|0s nullidailes da
. una |
da coi
mida
5
1 la*.
presa ante dessa legislai;ao, nflo podem edlirTlo
determinar materia da criminalid.ide e bases do
julgamento, os quaes devem ser resolvidos pela legs-
lacio auterior. A legislarlo anterior be a de 7 de
Miembro de 1831, e foi ella que servio de base tf
processo e a pronuncia : esta legislac.io sconsid-
rou criminosos os importadores di cscravos no Itra-
sil, e denivlo quem sejam importadores classilica,
em primeiro lugar, o commandaule,. meslre, ou
conlra-mestre do navio, e depois os que scienlemcn-
le eooco-rem para a importaran.
Nio lelo. porem, elle, proprietario do berganlim
Tolerante, concorrido para o que elle chama sup-
Klo crme de importado de africanos ; estando
ocenle como se vi da senlcnca de pronuncia ;
na impondo uem a citada lei de 1831 uein o codito
criminal pena alguma ao proprietario do navio apre-
tada por te empregar no trafico de esclavos d.i Costa
da frica, quando elle neuliuina parle liulia neslc
te. nilo cabendo-lhe por essa legislacao a pena
parda do navio anda quando elle fosse rriininn-
; coriclaeque nao lie em virlude dessa legislacao,
qe elle deve perder a sua propriedade.
Tamben niio pode ser, diz elle, em virlude do di-
tilo convencional: porque a conveneao de -I-i de
novembro de 1826, que condernu crime de pirata-
la o commercio de escravos da Costa da frica, e
loda as raais disposcOes addicioaaes a esla conyen-
io cessaram desde a notificacao feila em 1845 pe-
lo governo do Brasil ao da lira i-Brelnnlia. e era por
ene direito convencional que os na os apprebendi-
los com escVnvos eram perdidos para scus donos.
Reconlieee cum' tudo o proprietario do berganlim
Toleraiio, quo licou subsislindo a artigo primitivo
da citada convenrflo, e que por elle est o governo
brasileiro obrigado a tratar como piralaria o trafico
de cscravos ; mas este trafico, diz elle, nao lie pira-
laria propriamenle dita, punivel pelo direito das
genio, be soiucnle equiparado nene artigo a pira-
laria por mera licrao do direito he urna piralaria lo
da convencional e municipal, que s pode ser rejiri-
lida e castigada por leis eipressas. Como po
as que erara applicaveis i presa cm que>lao niio
puaham apena da perda do navio, espera elle que
a Hie fara joslicn, revogandu-se a senlenc.a appel^"
o allendeu o auditor geral da marinba a seme-
mantes allegai;des, que tambera Ihe foram presentes,
e jnlgou twa presa. Nem oulro devia ser ojulga-
RMtUo villa das prova do trafico de escravos em
qaeseempregou o berganlim Tolerante, edasdis-
ic/ies da lei de 4 de selembro de 1830, que aquel-
la magistrado devia em tudo cumprir, e nao na par-
e smenle relativa forma do processo, como pre-
da o reclamante. Quando, porm, fosse admissi-
sl a mtelligencia que elle d a essa lei, ainda as-
sim So melhoraria a sua prelenro.
direito convencional qile obrigou as alias parles
lonlratanlcs a considerar o trauco de escravos como
liara, nao fez senSo subordinar nesla parte, que
he que Ticuii em vigor depois da noli licitan do tra-
tado de I82U a perseguirn desle crme aosprinci-
aasa do direito das gentes, segundo os quaes perten-
* a cada governo regulir as penas mais ou menos
aflliclivas, mais ou menos infamantes ronlfa pira-
les. Foi, porm, necessaria, quanlo aos navios apre-
sados por se empregarem nesse trafico pirtico, tima
estipuiajaa especial para que elles nao perlences-
son ans captores, mas sim aos scus respectivos go-
vernos ; estipularan que a experiencia inoslrou sec,
menos efllcaz, do que o principio de direito das gen-
tes qui ella havli alterad, oque foi consignada no
rl. 5. da lei de X de aetembro de I8">0.
NSo licarnm, pois, como presume o reclamante, o
navios assim apprebrndidos isenlos, desde I8j al
18)0 do procediiueiilo que cunlra navios pirata se
devia ler. je os propietarios de navios piratas fos-
ee idmillidos a- prnvareni a sua innocencia para
Ibes seren entregues laes navios, prnedcr-se-hia
cunlra n artigo primeira da citVa contenc3o, e alen-
r-sB-liia o trafico por elle prescripl, porque pela
fuga 'comoordinariamente aconteca esca.navaa Iri-
polaro ao justo e bem merecido cattigo ; pida en-
trega do navios aos seua. armadores nao se faria se
salo reconimeiidar-lhes que os empregassem de novo
nasa piralaria.
lo duvida a seceso que entre os armadores al-
aaaa hoavesse como o do berganlim Tolerante, que
per baratara do patrio tivesse que lamentar o
empregii do seu navio no Irslico de escravos da Cos-
frica ; mas esles raros ejemplos de innocen-
o podem deslruir os principios do direito uni-
qe adjudica aos captores o* navios piratas,
que se reslilua somenle o'qu por eUes lenlia
**o, como acontece na .piralaria de que se
rOiHETIM.
0 DUQUE DE ATHENAS. (*)
(Pal* aaar^i a, p0dras.)
XVH .
la noiledesse mesmodia domliomen pararam
diaate da casa de liuglielmi. (Imlevava um capoli-
nh i hespanhola e um brrele preto ornado de plu-
mas da mesma crtr. O outro embocado em um gran-
de capole pardo linha a cabera cubera com um cba-
pn de abas largas, que oeriillava-llie parte do rosto.
Este dea Ires pancadas ; porta, a quaiabno-se lo-
go; o primeiro enlrou, o oulro licou wfr.i.
qua
e l'ni
roudavam
reoar-se a moitos bomens armados,
a entrada da rua linichardini.
Bem como acontece mullas vezes quelles que fa-
1 o mal lomam sobro si grandes respnnsabilida-
i tiiialtero linha necessidade d ser approvado
wiado pela opioiao de um oulro; elle tinba ne-
ed awociar Ciuglielmi a sna vinganj.
" wm o sabia, c, apezar de seus receios e
um secretos contra o duque, nflo licou admira-
inrto ourio war osignal convencionado. Elle
i-sejda poltrona, em que eslava meditando
m de seo amigo Ceceo, c foi ter com o du-
tialencontrouenlrada de seu gabinete de
liero lirou em 'silencio o chapo e o capole,
lance um olbar cm lor0 ,ie ji para cerlifiear-se de
qmsno poda ferouv.do. e depoisdirigiiidn-se a (iu-
slieim, pronuncioo esla PaiavraS C01 w concpn.
iraili:
-r Ascoosis nao van bem.t o rigor pode fazer-
meienlior dos rlorenlin.w. 0| Bubres con4prain
iizemqueconlam com urna parte do povo: porni
" 5 gabam-ie disio para tonarem-se mais
lurtes aos ollios daquelles. que orocoram seduzir
Aatonio de Adimari e Marco I'Vescobaldi eslao
fenle dos revoltosos.
Pronunciando este nome por um movimenlo n-
valualario, Gsalliero apertou convulvamcnle o
braca do valido favorito.
trata, com a resliluic.o da liberdade aos escravos
apresados. Demais, niio bavia navio negreiro que
nao simulasse um commercio licito por meio de des-
pachos legaes. e ontros papis deanlc-mao prepara-
dos para desl'arte livrarera-se os armadores, seno
da perda do navio, ao menos da criminalidade no
caso de apresamenlo.
A questao que se teria podido suscitar respeilo
dos navios assim apresados desde a notificacao de
18i alea publicaeao daleide ideselembrodei8j0,
seria se elles deviam pertcncer ao governo como per-
mitliam estipulacOes que haviam cessado, ou os cap-
tores como quer o direito das gentes universal, que
em consequeucia do irt. I.- da citada conveneao li-
cou sendo, depois da cessacao das ditas oslipulaecs,
a nica reara a seguir ueste pon'o, que nada lem de
commumeom as penas fulminadas pelas leis de cada
paiz, contra piratas. Esta queslao. porm, foi deci-
dida, pela lei de i de selembro a respeito dos pre-
sos cu jos processos, como n de qoe se trata, ainda es-
tivessem pendentes, mandando que fossem elles re-
partidos pelos apresadores.
Parece porlauto ;i seceflo que a con firmaran da sen-
lenca do auditor geral da marinha. ser mais um
dos aclos com que V. M. I. lem sabido pr termo a
urna piralaria lo funesta e calamitosa para o Brasil.
Sala das conferencias da seccao de ju5l:ea do con-
selbo de eslado, em 12 de dezerabro de 1853.Cae-
lano Mara Lopes Gama. VUcondede branles.
Paulino Jos Soares deSouza. Como parece, Paco,
17 de dezembro de 1833. Com a rubrica de S. M. o
imperador.JosThnmaz Nabuco de Aranjo.Cum-
pra-se. Paco, 2t de dezembro de 1853___Jos Thu-
maz Nabuco de Aranjo. Conforme, Antonio Alces
de Miranda I 'arejao, ndicial maior interino.
Primeira seccao. Ministerio dos negocios da jus-
lica. Rio de Janeiro, em 23 de dezembro de 1853.
Exm. e Rvm. Sr. Foi presente a S. M. o Im-
perador, o requcrimenlo da conarogacao Benedictina
desle imperio, por seu procurador Kr. Mauoel da
Conceicao Monte, em a qual pede ; I.*, licenca para
impetrar directamente da Sania S o breve, que nes-
la corle Ihe denegara o encarregado inlerino dos ne-
gocios do sanlissimo padre, para licarcm sanadas as
irregularidades bavidas na eleicao, que procedeu a
casa capitular da Baha em 1851: 2.\ que so nao
eleicao, ecuja auloridade neste negocio toifo espiri-
tual era urna necessidade i vista da urgencia das
circunstancias em que se achnii a ordera, duvidjsa
como be e nao reconhecida a legilimidade do sen
ebefe, V. E\c. far sentir ;i dita congregaran es|a
itecisao do governo imperial, afim de que o visitador
I." aaiaeotna chelerecunhecido eiiiqiiaulnseno cele-
bra o capilulo e scnfto procede eleicao do gcncrala-
lo, devendo V.Esc. informar sobre a execuco.
Dos guarde a V. Esc /.)e VV.oma: Xauuco de
Araujo. Sr. arcebispo da Babia.
Minislerin dos negocios da jusli'cH.Rio do Janei-
neiro, em 22 de dezembro do 1853.
3." seccao.Illm. e.Exm.Sr.-aKecobi o .offieio de
V. Evc ile 28 de oulnbro prximo passado, fub~o
qual remeden umonicio.dojiiiz dedireilo da comar-
ca do Principe Imperial, eoolrode "V. Esc. aquel-
le datado de 15, e este de 28 do referido mez de ou-
lnbro, o orimeiro propondo, c o segundo resolvendo
as duas duvidas segrales, suscitadapelo dito juizde
direito respeitu do. sorleio dos 48 jurados que de-
viam servir na segunda sessiio indiciara do lermo do
Principe Imperial no anno correnle : 1.'duvida
jwrwihaiyndo o piiz de direito que no sorlio dos48
jurados, l>uvc irregularilade de sabir sorleiado sem
necessidade, contra o preccilo do arl. 289 do cdigo
do processo criminal, quem servio na ultima sessiio
pi-OTtrha, poder.i ev ollieio ou pels reclamaeao ilojor-
leiado, proceder logo a novo sorleio de oulro jurado
que substilua quem aprsenla seinelhaiilo exrep-
Co, ou devera esperar pela reunan do jury, para
vista dos jurados que fallarem fazer o sorleio e dia-
mntenlos de supplenlos ? 2.' duvida9b jurado
asim sorleiado e que tem isencSo da lef^para nao
comparecer, nao far oulloo sorleio dos 48, pelo ar-
gumento de que sii 47 sao os que se podem considerar
regularmente rorleiados'!
Decidi V. Exc, quanlo a primeira duvidaque
logo que ojuiz de direito coiihece a irregularidadede
que trata, poder edever ex-ollcio. ou por va da
reclamaeao do jurado sorleiado fazer novo sorleio,
afim de substituir seu nome por oulro qoe niio er-
visse ,n i mi a no jury nos termos do arligo 289 -lo cdi-
go do processo criminal, e 336 do regulamento de
31 de Janeiro de 1842. doulrina essa confirmada pe-
la generatidade das palavras para providenciar como
conciertlo final do arl. 331 do dilo regulamento da lei
da reforma : quanlo i segundaque o vicio ou irre-
aulardade bavida no sorleio do jurado queja servio,
nao airela essencialmenlc o sorleio e organisarilo do
tribunal, e lauto que, na forma do arl. 107 da "le de
3 de dezembro de 1841, podenibaversessao urna vez
que cnmpareeam 30 jurados.
S. M. o Imperador quera foi esle negocio presen-
te, liouve por bem noapprovar a decisaode V.Exc.
quanlo a primeira duvida, vislo como essa dccisilo
importarla a repeticao do sorleio de urna geral, o
qual s lem lugar urna s vez para a convocado da
sesao judiciaria, comal solemnidades do arl. 325 do
cegnlainenlo n.120 de 31-de Janeiro de 1842. e ao
depois subsidiariamente, e s quando lie esgolada a
urna especial dos snpplentes, nos termos do artigo 6.
do decreio n..G93 de 31 de agoslo de 1850. sendo que
I. a palavras lliiaea dn arl. 331 do regulamento n.
120, cm as quaes V. Exc. se funda referem-se evi-
ileiilemenles providencias dos arls. 345 e 440 do
mesmn regnlamenlo : 2. somenle seria cabivel a de-
cs, de V. Exc. so a reclamaran do arado qu* ja
servio cm butra sessiio sohreviesse no aclo do sorleio,
o niio sendo elle ainda lindo.
Merecen porem a approvarHn do mesino auauslo
senbor a soluciio por V. Exc. dada 2.duvida; por
quanlo he bem obvioque naoaflrclam o acln do sor-
leio porque se uao referem elle as quesles pessoaes
ilesleou daquellejurado. Para que se previno a re-
pel ra de laes fados, manda S. M. o Imperador que
V. Exc. advirtaao juiz de.direito que o dilo fado
provein de se nao observar as dUpo-ices do arls.
333 e 334 do regulamenlon. 120, cuja execuco se
Ihe rerom icinla.
Dos guarde a V. Exc.Jo ThnmazSalmeo de
Araujo.Sr. vice-presidenleda provincia de Piauby.
--------su--------
Minislerin dos negocios da justic.a.Rio de Janei-
ro, em 22 de dezembro de 1853.
Illm. e Exnr.Sr.Em raaposla ao av i-o de V.Etc,
datado de 20 ile mez prximo passado, relativo du-
vida que no thesouro se suscitou sobre o pagamento
dn gratificaran du cunean l.our.-nco Vieira de Souza
Meirelles ; enmpre-me significar a V. Exc: que a
doulrina da ojpem desle ministerio, n. 110 de 10
de abril de 1849, nao comprebende as licenca! de re-
sidencia dos beneficios eempregos ecclesiaslicos, por
quanlo a lei de 24 de oulubro de 1832, art. 93,
em a qual a dita ordem se funda, traa expressa-
menln dos einpregados eivls. sendo que, conforme
esla inlelligencj: lem sido concedidas as ditas liccn-
eas por este niinislerio antes e depois da mencionada
ordem : releva porm observar especial e relativa
menle ao dilo coneco. qu durante a licenca que
Ihe foi concedida smeflk Ihe he devida a congrua e
nao a aiMlilicacao vista do decreto n. 697 de 10 de
selembro de 1850, pelo qual se regulam os venci-
inentos dos monsenhores e megos da imperial ca-
pella.
Dos guarde a -V. ExcJote Tkomaz Nabuco de
AraujoSr. Visconde do Paran. .
3. Scttao. Ministerio dos negocios da juslica,
em 30 de dezembro de 1853.
Illm. e Exm. Sr. Em resposta ao ollieio. quo a
esta secretaria de estado dirigi o 1.-supplenle do
juizo municipal de S. Jos dos Angicos dessa provin-
cia, em dala de 5 de selembro ullimo, ponderando
que, naquelle lermo, s lia um escrivao do crime e
civel, que serve juntamente peranle a delegada e
juizo municipal, o qual he sen sohrinbo legitimo ; e
solicitando saberse-pode chamar para eserever com
elle o escrivao do subdelegado, ou nomear quem in-
terinamente exerca esle lugar ha S. M. o impera-
dor por bem mandar declarar a V. Exc, que pesie o
dilo juiz a 'licipall.-supplenle nomear um escrivao
inlerino. durante o impedimento proveniente da di-
ta incoinpaiibilulade, sendo que a lodos os juzes he
commuin essa faculdade nos casos de urgencia e im-
pedimentos. Oque V. Exc. far constar ao referido
juiz municipal supplenle.
Dos guarde a V. Etc.Jos Thomaz Nabuco de
Araujo. Sr. presidenta da provincia do Rio Gran-
de do Norte.
*
Ministerio dos negocios de juslica.Rio de Janei-
ro, em 30 de dezembro de 1853.
Foi prsenle a S. M. o imperador o incluso re-
querimenlo de Joaquim Manuel Danlas, e sua mu-
Iher D. Florisna Vieira Danlas, emo qual scqueixa
oulro o juiz municipal de Campos, Jos Mauoel da
Costa Bastos, por haver defiendo stm appelaco e
sem aggravo de denegaran desta.ao requeriiiienlo de
Joao Rodrigues lioulart, pedindo vcslnria para em
consequeucia ser constituida ou reslabelecida as
Ierras da fazenda, Marapa dos supplicanles urna
cerlidao de transito temporaria e medanle indemui-
sacao, afim de poder conduzir as madeiras que com-
prara a Antonio Pereira de Lima, proprietario do
sitio liiiiirnphc.as quaesjpor oulro modo nao podiam
ser transportadas : e manda o momo augusto se-
nbor remeller o dito requerimento seceso jle justi-
ca do conselbo de eslado para consultar com o.seu
parecer, sendo V. Exm. relator, sobre elle, e especi-
almente sobre a queslao em que se rinda, a saber ;
seas servidoes de transito e aqueducto, que pelo di-
reito civil podem ser exi idas no caso ile absoluta
necessidade pelo proprietario visinho, csISn derroga-
das pela consliliiic do imperio, art. 179 !j22, ese
considerara como desappropriaco no sentido da
mesma couslttuic,ao e das leis prosleriores que regu-
lara esla ulalerja.
Dos guarde a V.ExcSr. Paulino Jos Soares
de Souza.
MINISTERIO DA FAZENDA.
Decreto m. 298 de 17 dezembro de 1853.
Explica o artigo 78 do decreto n. 736 de 20 de
nocembro de 1850.
Allendendo ao que me represenlou o vice-presi-
denle da provincia do Rio de Janeiro; e em cuufor-
nidade de minlia imperial resolurjto de 17 do cor-
rete mez, lomada sobre consulta "da seccao de fa-
zenda do conselbo de estado: bei por bem declarar
1U0 jurisdieco privativa, que pelo artigo 4.- da le
ii. 242 de 29 do "novembro de 1841 compele ao juiz
de direito da capital da provincia do Rio de Janeiro,
para conhocer dos feilos da fazenda, subsista e con-
tinuara a ser excrcida a reipeilo dos taitos da fazen-
da paovincial.enlendendo-se a exlinccao determina-
da pelo artigo 78 do decreto n. 736 de 20 de novem-
bro de 1850 limitada smenle parle relativa ao co-
ulier imenlo dos feilos da fazenda geral, que sao os
que devem correr peranle o juizo dos feilos da corle.
O visconde de Paran, const-lheiro de estado, se-
nador do imperio, presidente do conselbo de minis-
tros, ministro e secretario de estado dos negocios da
fazenda, e presidenta do tribunal do thesouro nacio-
nal, assim o lenha entendido e faca execular.
Palacio do Rio de Janeiro, em "l7 de dezembro de
1853, Iriaesimo-segundo da independencia e do im-
perio. Cora a rubrica de S. M. o Imperador.Fu-
conde do Paran.
Expediente do da 39.
A' Ihesourariada Parahiba.em resposta aoseu of-
fieio do21 de novembro ullimo. que leodo circular
do primeiro de maiode|18l7 determinado que depois
da exlinccao das eaixas de substituto de notas as
Ihesonrariasdas provincias, e de recolludos aos cofres
geraes deslasSSs saldos daquellas.conlinue por ellas a
"lila substituirlo, he claro que aos Ihesoureiros e
seusfiois incumbe o ewrmec recebimento de tacs o-
las; sendo para notar que- naquella Ihesouraria nao
ossem taes funeconarios os encarrega.los desse mis-
tar ; e por couseguinle os responsaveis pelas falsas
que recebessem, do mesmo moilo que o sao porquaes-
quer dinheiros pblicos a seu cargo: curaprindo
que assim se observe, e que, no caso de duvida da
parle do Ibesourciro, ou de quaesquer ontros encar-
regados do recebimenio de rendas pblicas, se le-
nham em vista as disposices das portaras de 23 de
mam e 7 de junho de 1845.
A' Ihesouraria do Para, qu?, vendo-se dos do-
cumentos queacompanham o ollieio do presidenta de
3 de oulubro de 1851, quea fazenda denominada
N. S. do Crelosita no rio de Araragv, que per-
tenceu aos Jesutas, e como lal devera estarencorpo-
rada ao dominio do estado, fra em 1820 concedida
pelo governo de successao-provisional da mesma pro-
vincia por caria de doaeao a Luiz Jos de Araujo
Pereira, quando aquelle goveruo nao linha aulorida-
de para isso, nem a dita fazenda se poda considerar
I como terreno inculto para ser concedido a titulo de
esmaria, informe cirrumslanciadamenle tudo quan-
lo constar a respeilo desla e de oulras dnacoes de fa-
<} Vi4e Mario n. 13,
O primeiro, couiinuou elle, dirigio-se aos Sieu-
nenses para pedir-Ibes soccorro, asseverandu-lhes que
lodos os partidos eslo disponas para derribar meo
governo. Marco fez urna excurso para ajustar-se
com as lamillas nobres descontentes, que niuram cm
seus castalios nos Apenninos..... Eis-alii as informa-
Cfies que' recebi esta manbaa de Francesco Brunel-
leschi, o qual as recebra de um Siennense.
Essas infornTaces, senbor, podem leva-loa
golpe de esla que meditamos, e sm o qpal vow
senboria nao poder livrar-se de seus inimigos;
mis quera he csse Siennense'.'.., Francesco sempre
fui um (leiiiinriador.
Que importa! interrompeu vivamente o du-
que. Quem rnmuiauda os bonicos deve saber tirar
partido de seus vicios e de suas virtudes. Confiando
seu sesredo a Francesco, esse Siennense julgava fal-
lar cora um dos conjurados, e nao linha inleiico de
Irahir seos amigos. J mandei prender e subieller
* torturaalgumas pessoas suspeilas...'
Como, senbor!.'.. lao grandes noticias, e seu
amigo gnorava ludo!
C~J**' u.uiieni. com imj gcslo de colera, eslou desconlen-
e ue rr. Ha minios das promellesle-me a raao de
la "una para Bisdomin, e nao ouro fallar mais des-
se "f-"c......Cerretieri esl Irisle e offendido ao mes-
mo lempo pela tua (rica... Qlle deve. pensar de lu-
do isso ... lie precia,, que me des urna explicacao...
Mnnor. disse Acccsi um potico embaracado,
nimba filia lem andado incoramodada, e eu espera-
va que ella se reslabidcccssc para
Eia !... Ouye-mo, Guglielri'.'lua lilba encana-
le... zumba dei nos... es m verdadero pai de come-
dia, lornou o duque com um sorriso mofador
Os olbos pendrantes de t.uglitjmi ficaram fajs.
:ando. *
Elle encarou o duque Om inslanle, e depois pro-
curando disfar^ar a emocao cora a voz, disse:'
Senbor, nao se' deve aecusar essa moca sem
provas! *
As palavras de Guglielmi nao oflenderamoduque
pois nao couvinba a esl cgaslar-se como seu valido!
Ablandando a voz, Guallier lornou :
Amigo, la filba ama, o amor dcsculpa ludaa
seus ulbos... e se a.vgiasses melhor, deverias saber
ju que Marco Frescobaldi passou uma parle da noi-
le de liontem em tua casa,., *
zendas idnticas perlencentes a Jesutas ; e oulro
sim, que determine ao procurador fiscal respectivo.
que pi omova as accoes necesarias para que as so-
breilias fazendas voltam ao diminio do estado : dan-
do de ludo cnnls minuciosa ao lliesourn.
A' de S. Pedro do Sul, declarando que devcr.i
considerar como provisoria a lularao dos ofllcios de
juslica e benelirios ecclesiasli:os, remellida com o
seu ollieio n. 454, de 16 de julio de 1851 ; e porque
no processo da referida hilar se nao proceden s
informaces e exames requeriros pelns decretas de
20 de Janeiro de 1832 e 10 de rbril de 1834, deve o
procurador fiscal daquella Ihcsiuraria fazer proceder
a nova talaran, promovendo o evado cumpriinento
dos citados decretos, e da ordem dfl directora geral
do contanrsosn de 11 de jullio de 1851.
A' de S. Pauto, declaran lo, ero resposta ao seu
oIRcio de 26 de novembro tilMiO, que o contador
da mesma Ihesouraria niio tero direito quinta parle
do ordenado do inspector que rquereu, e' Ihe foi
abonada desde 23 de maio do crreme anno, al que
o delegado do thesouro nae.inil, deixoii de exercer
as ftinrroes de inspeclor interino da dita Ihesouraria,
vislo nao ler aquelle funreinnario, durante o referido
lempo ejercido oulras funrrCes Hniio as do sen pro-
prio liigari pelo qiiedever o mencionada contador
repr quanlo por seraelliante lituto receben.
Circular as thesouraria, declarando que de-
vem considerar como provisor as. as lotaces dos oli-
ciqs de juslica c beneficios ecclesiaslicos que lem
sido remedidas ao thesouro sem os competentes pro-
cessos, os quaes cumpre que sejim enviados ao mes-
mo thesouro, afim de screm examinados e approva-
dos, quando se achcm regularmente feilos.
21 -
Circular s Ibesourarias, determinando que ns
mesas lo consulado e de rendas, se d aos meslrcs
dos barros de cabotagem.uma via aborta do manifes-
t da carga, ou de certificado de c em lastro, reves-
tida ilas mesmas formalidades da via que se liies en-
trega fechada, e sellada com di-eceao ao porta do seu
destino, afim de poderem mostrar, se neCessario fr,
assim no alta mar, como em qualquer oulro porta,
que por ventura demanden!, qual he a cerga que le-
vam a seu bordo, ou que esima levam.
23 -
Ao administrador da recel>edoria]de municipio.
para que fique na inlelligenciade que he permillido
a Irino Kv anacusia do Souza. na qualidade de pre-
sidenleMas companbias de navegaran e commercio
uBlielmi Broa paludo... A palavra morreu-lhe
nos labios.descorados e ti mulos. Depois de aiguus
instantes elle disse:
Vossa senboria pode adirmar o que acaba de
dizer?
Pela espada de mea pai! sim. eu fo aflirmo !
respondeu o duque animado por uma alegra feroz
vendo a colera pintada no semblante de ijugletm.
Eslou bem cerlo disso.....foi niinha polica secreta
que me iufnrmou.
(uglielmi nao disse mais uma palavra 4 porm sua
perturbaran e sen aspecto ameaeador expriman!
bstanle seu pensamenlo.
Reparando na violencia das empees dn valido,
(iialliero adevinhou quantos nrojeetos fiineslos e
enieis se Ihe volviam no cerebro, e julaando que era
chegado o momenlo de preparar sua vinganra. coif
tinuou: *
Guglielmi, lodo o escndalo he intil, toda a
violencia contra tui lilha seria fra de lempo .- se
Ihe lancasses em rosto sua deshonra, leu inimigo se
alegrara com isso... Porm resta-le a vinganca, e o
traidor l a oflerece s mos cheias...
Nesse momenlo ouvio-se um leve rumor do lado
da porta, que communiciva cora o interior da casa...
t.ualliero poz a raao no puohal... Guglielmi susle-
ve-o, e applicou o ouvido...
Ao cabo de um inslanle, elle disse com voz baixa
c alterada:
companinas de navegaca
do Amazonas, imperial companbia do navegaran e
vapor e estrada de ferro de Pelropli ; companbia
Fluminense de Trasportes, de Diques Floculantes, e
de Iluminarn a gaz, arrecadar o imposta do sello
dos seus I lulos na conformidide do S 3.- do arl. 08
do regulamento 11. 681 de II de julhode 1850. fi-
cando o mesmo presidente obrigado a enlrar naquel-
la rrparlico nos primtifss dez dias.de cada mez o
producto da laxa arrecadada no antecedente.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expedante de da 14 de Janeiro de 1854.
Ofilcio Ao E\ 111. hispo diocesano, rom mu mean-
do que j se acha na Ihesouraria de fazenda desla
provincia a ordem do tribunal do thesouro nacional,
sb n. 163 ile 19 de dezembro ultimo, mandando pir
a disposcao de S. Exc. Rvm. no evercicio trrenle,
a quanlia de9:000$ para concert di seminario epis-
copal de Olinda.
Dte Ao inspeclor da Ihesouraria de fazenda,
inleirnndo-n de haver concedido bita 'lias de licenca
rom ordenado ao juiz municipal do Rio Forra
Serinhem, hachare! Gaspar de Menezes VasrornTel-
los de Drummond. Fizeram-se asnecessarias com-
miiniraciVes a respeilo.
Dito Ao mesmo, auliu 'isawlo-o. avista do reque-
rimento que devolve do capilao Jos Antonio de ()-
veira Boldho, e da informacao do marechal com-
mandanle das ai mas, a mandar indemnisar o suppli-
caule da quanlia de 72, que elle dispendeu coma
passagem de sua familia da provincia da Baha para
esla, no vapor Imperador.
Dilo Ao piesidenle do couselho administrativo,
di'zendo ficar inleirado de haver o vogal secretario
daquelle conselbo, renunciado no da 11 deste mez o
restante da licenca que Ihe fiira concedida por porta-
ra de'16 de dezembro ultimo, entrando logo no ex-
ercicio do seu emprego. Communicou-se a Ihesou-
raria de fazenda. *
Dito Ao cliefe de polica, declarando haver
Iransmillido a Ihesouraria provincial para pagar, es-
tando nos termos legaes, a conla que S. S. remellen
das despezas feilas com o sustenta dos presos pobres
da cadeiada comarca de Santo AnUta, nos mezes de-
corridos de oulubro a dezembro do anuo prximo
liml o.
Dilo Ao mesmo, inteirando-o de haver expedi-
do as convenientes ordens. niio s para que sejam
transportados para.a Parahiba no primeiro vaporque
se espera do sul, os presos de juslica Manoel Chareta
Machado, Manoel Ferrara do Nascimento, Joao Jo-
s Goncalves e Manoel Camello.de Brilo, mas tam-
ben! para que o commandanle do corpo de polica
mande apcesentar a S. S. no dia em que partir para
o norte o referido vapor, qualro praras de pret para
escoltarem os mencionados presos, sendo que a res-
peito dos oulros de nomes Anlonio Francisco Barbo-
sa e Anlonio Bernardo do Monta j em 20 de dezem-
bro ullimo se expedirn as convenientes ordens.
Foram expedidas as ordens de que se trata.
Dilo Ao capitao do porto, dizendo ficar inleira-
do, de que o secretario daquolla capitana adund-
se com parle de doenle, nomeou para fazer as suas
vezes a Joao I.ins Cavalcanli Albuquerque que fui
por Smc. aceita.
Dita Ao inspector da Ihesouraria provincial,
Iransmillindo por copia a carta e conla queremetlcu
o minislro brasileiro em Portugal, e bem assim oco-
nhecimenlo dos livros viudos a bordo do naviu Jos,
com destino a bibliolheca publica|desla cidade, afim
de que mande salisfazer a importancia de semelhan-
le cn'commenda, logo que Ihe sejam apresen tadas
duas letras sacadas sobre aquella Ihesouraria ordem
de Malhens Jos Vieira, sendo urna de i. 200.0.0 o
oulra de 212.3.2.
Dito Ao presidente c membrosda commissSo do
lazareto. A' vista da informaeao por S. mes.'dada
era olliciode 31 dedezembro prximo passado, acer-
ca do local mais proprio para o estahelecimeiilo de
um lazareto na ilha do Pina, lenho a dizer-llies que
me enviem o plano c orsamenlo de um edificio com
car fora por um a porta, elles podero enlrar por ou-
tra. Em lodo o cuso sabern raanler por meio de
seos amigos um foco de revolta sempre ardenle no
meio de Florenra... Se quer lomar meu couselho,
senbor, cerlifique-se bem da realidade dos fados qu
Ihe foram commumeados, e depois bata..... bala de
rijo,! Bem confiera os inconvenientes de um grande
rigor hoje em face da eflerveseencia publica. Porm
raras vezes sabe o que pode quem sabe querer : o
sucressn be q< uisi sempre menos o premio- da sabe-
tull lilil ll-I -itjnaln 1 j___+*- '*-
as accommodacoes nepessarias c das de mais obras
precisas para o dilo eslaheleemento no local indica-
do, devendo Vmes. ouvir a esse respeilo o parecer da
commisso de hygicne publica.
dem do da I6._
Ofilcio Ao inspector da Ihesouraria de fazenda,
(ransmilliudo, para os convenientes exornes, copia da
acia do ccnisellio administrativo ,1c II do cor-
rente.
Dilo Ao mesmo, communiriido haver. em vis-
la de sua informaran, concedido eo segundoesrriplu-
rario da conladnria daquella Ihesouraria. I'nibelino
Gudes de Mello, os 40 dias de licenca que elle re-
queren para tratar de sua sade.
Dito jAo director do arsenal de guerra, remet-
iendo uma letlra de 8229000 rs., do saque de Delin-
ques Elluy, sobre Tasso Irmans, para pagamento i|o
porlG e grades de ferro, que Smc. mandou spromp-
lar na rundicodeC. Slarr & Companbia. para a ca-
deira da capital do Ciar, e recommendando que in-
forme sobre o destinoqne leve o rtenlo portan, vi^
lo que ainda nao foi rcmellido para aquella provin-
cia.
Dito xVo director das obras publicas, approvan-
do a deliberaran que tomou, de comprar para a obra
da ponte provisoria do Recita, os objeelos constantes
da relaeo que Smc. rcmetleu. Commanieou-se a
Ihesouraria provincial.
Portara Ao agente da companbia das barcas de
vapor, para fazer dar passagem para .1 corle, por con-
la dnvgoverno, ao soldado do primeiro liaialhao de
mi a iiiara, Jos Guedes dos Sanios.
Dita Conredendo a demissao qne pedio Manoel
Jos Martin* Ribero do lugar de oicial dieta da se-
gunda, seccao da respectiva secretariaenomeando pa-
ra o mencionado lugar ao bacharel Luiz Salazar
Moscoso da Veiga Pessoa. Fizeram-se as necessa-
rias romimiuieacocs.
INTERIOR.
S. PAULO.
30 de dezembro de 1863.
Ja deve estar de posse da correspondencia que
itele na mala dn Maracanaa, em que cumpreheadi
oque por aqui ocenrria de maior nota:v esta np-
pendiculo para que Vmc. continu" a estar era dia com
os negocios dcsta. Alem de que na presente quadra
ha muilo officioso que se incumbe de propalar algu-
mas eousaa que retraan a verdades, e que me obr-
gam a seguir pista os aconlecmentas, para que niio
corra a revelia o crdito da correspondencia <\e S.
I aulo, que s receia compromelter-se com a verdad.
Sbese posilvamentequea tabreamarcllaromera
o seu remado de anniquilamenlo na villa de Ubatu-
ba, sendo pmvavel que se eslenda as circumv/.-
nhancasdessa povoscao, pela ausencia de medidas
que mallas vidas poupariam, empregadasem lempo*.
i-1rerni crar'reS0 uessa* medidas he que assenta a
didiculdade. Se na corle, em face do governo, no
meio de vastas recursos, temos observado mais quere-
I.1 que meios preventivos desse llacello, faca idea o
qne sera la por 1,'baluba e oulros lugares da mari-
nba, onde os habitantes, logo que lobrigam a epide-
mia, vao-se dando pressa de fugir c desamnarar os
enfermos.
Aps a noticia quo acabo de co:ninunicar-l!ie ba-
^ xnu uma portara do presidente da provincia, orde-
nando que o delegado de Uhatnba reeebessc uma
quola para empregar 110 soccorro .dos doentes, sendo
encarregado de pagar mdicos, receilas e dieta. Pa-
rece que o governo nao se limitar a estas providen-
cias; o que cumpre fazer em lacscasos he evitar que
a epiucmia se ramifique.
Corre, ni ocrasin om que escrevo, qae ji a tabre
esla na cidade de Santos, conlando-se o Sr. Annun-
ciado no numero dos iloeules. Vou dando quarenlc-
na a esta boato, pois que nada de positivo rae clie-
gou ao conhecimeimS. Alm de que, seja* por igno-
rancia de facultativos, seja pelo terror da amarella,
ou tendencia para exagerar, o certa he que em San-
Ios (odas as molestias tem l'eicus de tabre amarella.
Ja por mais de uma vez sobem d'ahi noticias que o
llagello esla malaiulo liorrivelmenta, sendo cerlo que
um ou outro caso he caractarisadf amarello. Isto
lem dado lugar a um gracejo. Os Sanlislas querem
que a ridade de Sanios seja um H'm de Janeiro em
miniatura ; para que esta Ihese pasa* como verdadei-
ra cumpre que se diga quea tabre amarella esl la-
vrando naquella cidade, e que all ha da genuina.
ranquillisem-se pois os-nossos campon'wt; podem
subir a serra de Sanios sem recejo da amarella; po-
derao encontrar muita-cuusa venta, amarella nao.
Consta que se lera as proximidades de Iguape
um combate entre um vapor e um brigue. Por pes-
soa fidedigna, vinda ueste momento de Santos, me
tai referido o segninta. Ahtumas pessoas de Iguape
avsinram, ,1 distancia calculavel de3 leguas, os rom-
palentes; perceberam distinclameatao eslampidodns
liros, evram ir a piqueo brigue apos de mais de
nina Jiora de lirntaio. O vapor lotnou a direccao do
sul. Al a oecasio era que escrevo nao bouv com-
niniiiraeau nllirial, mas sou levado a crer que se deu
csse combate, pois que a pessoa que me transmitlio a
noticia merece f.
Na capital pouco ha de nolavel; Os presos lera
ulliraamenle redobrado ile estarces para se evadrem
Os da pristi forte eram era numero de 30 e lanos,
alguns rondemnados morte. Se nao esian hoje go-
zando do ar fresco da liberdade. nao he porque a ca-
deia publica seja bem vigiada : os 6raco* de Morpho
andam sempre oceunados; seno fugirara he porque
a nalureza nao os mimnseou com uma rajada- de
agua e noite tempestuosa, para que se rompesse a taz
da mina Uta bem acabada. Depois deste tacto eva-
dio-se ainda nma correnle que conduzia agua para a
radeia. Ordinariamente esles gales sSoconduzidos
por um ou dous guardas, ligurinhas muto rnos.quc
a pequeo esforro dos conduzidos vao por Ierra. Ac-
cresce qne os guardas Iransjgem com os gales, e os
conduzcm as vendas para beber. Nestas occasides se
vao evadindn com loda a frescura, como aconleceu
ha poneos dias. ,
Resiain 40 horas para se dar o combate eleito-
ral. O excrcilo governisla lem descansado dentro
de tandas, fundado na ausencia do inimigo.
Chegou a capital o commendador Queiroz Tel-
les, deixando a eleirao em Jundiahv; o que faz acre-
dilar-se que empenba loda a sua influencia na can-
diilalura do Sr. Jos Manoel, seu genrn.
Ha milita gente queaanirma que este senhor sem
duvida alguma entrar na lisia trplice. Todavia po-
derei estar illuilido ; mas o que lie real he que ha
quasi geral disposcao na provincia a eu favor. Ac-
rresce que a famili dos Prados lie eslreilamenle re-
lacionada, e goza de lo lo o nres|'o; *e ella nozr
XMI1
Gualliero linha sido bem informado. Os descon-
lenles na\ iam-sasseaurado do concurso de rauilos
lidalgos gibelinos, que habilavam o valle do Arno e
oaicasleHos dos Apenninos.
^sses genlishoincns linhara s suas ordens uma ra-
ra robusta de monlnnhczes sempre promptns para
combaler em visla do saque.
Os senhnres de Versiglia, de l.nuigiaiii. de Bug-
doria que da :audaoia. A aclividade e .1 resolueao sa-1 giano e de Sanla-Crnres esperavara o iiriraeiro Slfi-
berao vencer :is dimculdades. Vossa senboria roslu- nal para correr ao soccorro dos Gibelinos de Floren-'
Nao be nada... he Catharina que entra no quar-
lo de.....
O desgracado nao leve a tarca de pronunciar o no-
me de sua filba. Osolhos fecharam-se-lhe, elle pas-
sou a mao pela fronle e lornou:
Vossa senboria j lem um plano formado?
Anles de lomar um partido, quiz ronsultar-le.
Muilas combinarOes lera alravessado raen pensamen-
lo. A primeira e a mais prudente seria apoderares-
le dos dops conspiradores, e fa/.-los comparecer era
juizo anles de prender os oulros. O medo os forrar
a fugir, essa fgida os rlassilicar no numero dos
criminosos, e eu me livrarei ddles sem correr o ris-
co de. um movimenlo popular em seu favor.
Guglielmi abanou a cabeca em signa! de desap-
provacilo, e o duque reparando nisso, acrescentou :
Pois bem, qual he a tua opinio?
_ Entrega-Ios amorta, senbor... Ernquanlo elles
viverem vossa senboria eslsr em perlgo: so,os lan-
ma appcllar ara os cidados. quando o raso o exi-
ge; pois bem. be preciso convocar sem demora am-
ntala mesmo., pelos ofliciacs de juslica, us conjura-
dos, cojos n unes ihe so condecidos,'e dar ao mes-
mo lempo ordens para que as. tropas de fra appro-
ximera-sc d a cidade. O pretexto dessa convocacao
sera lomar n parecer dos cidados sobre um negocio
de estallo importante; mas o fin real ser prnde-
los e eiilre-aa-los murta... Desejaria que vossa se-
nboria tivesse evitado o mal prevendo-o; porm j
que elle es l feilo cumpre ir ao encontr delta e sal-
var-nos.
Ben 1, Guglielmi, responden o duque apertan-
do-lhe a mo. Eu j linha cuidado nisso; mas lu me
precedes! .e pela tua resolucao.....Ali! acrescentou
l.ualliiM. 1 percorremlu o quarlo com um olhar es-
pantado e lerrivel. EUes que se acaulelem bei de
esmuga-l '..., i.luanio a Marco... sua cabera nao me
basta..-
Se nhor, interrompeu Guglielmi. esse negocio
mecoiripele. 1
Mas la filha
S' ;r dentro de dous dias a mulher de Itisdo-
mini, u 11 seu corpo ser separado de sua alma
esle pu irhal! ,
/kdeos, Guglielini, al amanliaa. Vou
ordens para asconvocacfies.
O d uque sahio da casa cora fl* mesmas prcraii-
Cops. ]ue linha lomailo para enlrar, e alguns instan-
tes de .pois chegou ao velho palacio.
Vai corre!... minha boaaia! salva-o sal-
va-o se nao queres ver-me mnrrer de dr disse
com voz concentrada e trmula a lilha de Gugliel-
mi a Catharina.
A porta abrio-se novamente com precaucao, e lor-
nou ,i fechar-se brandamente.
por
lar as
ra. Elles desejafam inuiio medirem-se rom o lyran-
110 |irolerlor de seus iniraigos, e salisfazer esse odio
hereditario, que os pais legavam aos lilbos rom a mis-
sao de Tingar as ofiensas de familia.
Muitas vezes perdida a orgem da inimizade no
curso do lempo, a lula nao deixava por isso, de con-
tinuar, c o sangue lavava-se no-sangue.
O descnnleiitamenlo dos Florentinos contra o du-
que de Alhenas eslava em seu auge. Os bons cida-
dos indignados de ver a mageslade ((o eslado aniqui-
lada, as insliluiroes publicas deslruidas, s leis me-
noscabadas, e a corrupejio Substituida aos bons cos-
lumes s esperavam urna occasio para sacudir um
jugo tan vergonhoso.
A pumpa real, de que o duque rodeava-s oflen-
dia os Florentinos, nflo acostumados a essa especie de
de espectculos, elles julgavam ver sua ignominia
nesse apparato de corle, nessas escoltas de salelliles
armados, e mal liiihain anda ao senhor que haviam :
tomado ha pouco, o espeito que exiga sua posieo.
Uma revolla geral ia rebemar sem que a prisa de
Paglo de MarracCi e de Smao de Monle-Rap|H>Ii
viesse por um momenlo desconcertar os conjurados.
O duque tinba sua disposcao, nao s sua guarda
e seus partidarios, mas tambera tarcas asss conside-
raveis nos airabaldes de l-'huvnra. "
Toda a demonstracao hostil loria sido impruden-
te no momento ero que dispertada sua desconlianca
elle dava orden para reuuir suas tropas, dobrar os
poslos de guarda, e rodear sua pessoa de novas pre-
cauces.
O projecto do descontantes foi ainda adiado.
A ferida de Marco nao Uvera conseqaencias. Seu
espirito corajoso pareca ler adquirido nova energa
i approxiruticao do perigo. Mas a lerobranca de Fia-
fazer valer sua influencia, seus amigos, ser diflicil
niio conseguir a entrada do seu candidato.
Consla-me alm de ludo que dessa corle harecom-
meiidacao sincera em sen favor'; qu ah conla ami-
gos, e amigos poderosos, que dispoea) de influencia
e relac/es de amizade e parentesco eni muitos pontos
desla provincia. Ora, sendo a eleicao lvre e espon-
tanea, como est liquido, he de crer que alcancar-j
feliz xito. *
Uma das qualidades que resalta ans olbos de lo-
dos, e que sobresalte ueste candidalo, he seu desinle-
resse, e a dedicaran que revela pelos inleresses de
S. Paulo, e sejamos francos, a provincia de S. Pau-
lo precisa de bomens que se interessem realmente
pelo seu pmgresso ; queipucnando pela felicidade
de nossa IcrraWe Icmbrem que aqui lem familia c
inleresses, que, com as uossas, clamara por um ho-
rnera que collocando-sc cima das contingencias de
partidos, trate seriamente da felicidade de seus pa-
tricios. Eo Sr. Jos Manoel nao he um desle, 10-
mens?
A imprensa alaca por lodos os meios o prn-
denlo da provincia; o ullimo numero do Ypiranga
se revesle de una linguagem violeulissima. moles-
tando al o privado da individuo que governa. He
talo delirio que revelam os arligos do Ypirangatjur
os proprios opposicioiiistaslaneam sobreesseperidico
ciliares de reprovaeflo.
He nm amargor ser hoje presidente de S. Paulo,
quando o proprio partido governisla se desune e ar-
-vora o estandarte da guerra. Quandp seremos uni-
dos para poupnr oesperlaculo ridiculo que oflerece-
mosaos oulros? Quando haver.i um cenlro, sob cu-
jas bandeiras se deve marchar? Que significa esta
anarebia.
Mas que lenho eu com estas eousas, quando a mala
do Joscphina, vai fechar-se'? At oulra vez.
/Carta particular.)
'Jornal do Commei'cio.)
xk. i-
CORRESPONDENCIA DO DIARIO SE
PERNAMBUCO.
Farablba 13 de jaaelro de 1863.
Tenho eslado uestes das basta ule apprehensivo rom
o receio de que algum especulador descubra era mim
eir de raca Africana, anda que nasca ella do meu
vigsimo avd, 011 trigsima av, eproponha l pela
California, ou onde melhor Ihe convier, uraa acc.lo
de escravidiin, nnmeie por l' mesmo um cuasdor ni
litem, c quando for n'qm bello dia, depois ae tran-
sitar em julgado a -enlennv iocumba aqai a algum
advocado de execular urna precaloria, que sem mais
apprllo, nem aggravo, me ponha,gob dominio e posse
do tal csperlalban peromnia sircula, reduzindo-me
de pessoa a cum.i, o que, como sabe, importa urna
baixa redonda em meus diritos polticos e civis,
dous dos melhores possoidos do homem em um paiz
coiislitiicionul, onde nao se pode reduzir escracidao
pessoa lvre, nem ainda lenta-lo impunemente.
Nilo se persuada de que esle men.rereo be filho
de pnico terror nervoso, a que niio sou muilo su-
jeilo, pois lenho liga pe.la, que he solidajJie sim fi-
Ifio dos fados, capazes deconvenf er ao jpis temoso
sceptico. Uc lempos a lempos surgemrpenlnamen-
le nesla provincia mis espoliados proprielarios,e Ira-
tam de arrcbanMr (.nln sci sea palaara he parla-
mentar de mais ) lem escravos, qu
como, divagam em uma e mais ge*
liberdade milla. As vezes alaum c
bargos lgeirezados arrebanli
Iros os esforcos sao inulcis, pi
ao direito em seu favor, alias
glalcrr.i soiibesse da lal es|ieeui_
nunca duvidosa philaiitropia, par}, pir esle miindi-
11I10 cruzeiros'tcrreslres'para piliai os piratas de no-
va especie.
>'ao Ihe digo mais nada alai reipeilo, porque tem
o costuras de estampar tinta no seu e\!e,ne O/ario,
e eu nao quero provoraref, que ne. lornaln lai-
brado.
Depois da ganga o que hoje est raais em moda
nesla ridade, he um a nao de qualro palmos e meio
crayeiros, que por mais de uma meniraa tem sido
desojado para boneci. Tem excitado a admiraran
publica a ponln de me fazer invej, e ler meus de-
sejosde rurolher para ter iguaes ovarcs, a que elle,
apreciador da populariilade, se presta com compla-
cencia. Os ile-enlia lores a carvao Ihe lem lirado o re-
trato cm quasi todas as paredes limpas, lendo o cui-
dado, como um grande pintor de cujo nome me nao
record, de eserever as qualro ledras > ailo para
evitar dovidas. Quem vir algumas frentes de casas
desla cidade, julgur que a nossa ful hi 11 ha inudou pa-
ra Janeiro a noile de S. Barlholomeu.
Tomara v-lo desenliado i cavallo ; como o lenho
visto em corpo e alma. Posso asseverar-lb, que ain-
da nao enconlrei ura simile, o que he raro, para des-
crever aquella abobora cavalganle.
Dizem-me qne elle, depois de salisfazer a curio-
dade do bello sexo, para o qual lis muilo allencio-
10, desla-provincia pretende seguir para a corle.
N.lo sei ainda qual o paiz qie leve a distincta hon-
ra de servir de patria aquelle aborta, se me permit-
iera assim cbama-lo.
Os Ihuggs nada leeni apresenlado da novo, que
baja chegado ao meu cuiihecimeulo. Os permutantes
dos animaos alheios continuaran!, depois da fesla, na
especularan.
Estamos soffrendo grande falta de farinha, c tem
dado Irinla editas patacas por alqeire. D'aqui v
a injusca com que lem sido censurada a prohibirn
da exportaran daquelle genero. Em Mamanguape,
pnrexenmlo, pode ser bailo o preeo da farinha, por-
que aos exportadores que leem comprado grande por-
cao desse genero, muilo inleressa conserva-lo nesse
eslado, para, sombra da abundancia-no mercado,
poderem fazer a rxpotrtaeSo sem erabararo.
Essa grande abiin lancia. por elles promovida, que
allegara, he a que tem causado a escassez nos oulros
mercado?; escassez que lem de ir em augmento com
a coniiiuaeo doverflo e de nlcancar aquelle termo,
logo que se esgoteni seus depsitos. Se urna provi-
dencia mais vigorosa nao apparecer, muilo lera que
soflrer a classe pobre, sacrificada ao inleressa de meia
diizia. *
O nosso commercio conlina na mesma, e nenbu-
ma alleracao lera solTrido.
Nm Pilar as bexigas tem ceifido com desembararo;.
o governo da provincia mandn para all o Dr. Vi-
tal em commisso de curar e dislriburgraluilamen-
te medicamentos pelos pobres, que. a falla de recur-
sos, lem firuccido maior numero de victimas a se-
nhora Parca.
Sempre que o governo loma esse ioteresse petas
cidados, he digno de elogios.
A negaran dos nossos bomens do interior vacci-
na he causa deque, apezar da solicilude do governo
imperial, de lempos a lempos no interior se desen-
volvaessa lerrivel epidemia, que lanas victimas faz,
muilas das quaes succuiubeni anles ao abundono e
erradoIralamento, do quea violencia da enfermi-
dade.
O calor lem eslado exressivo e insopportave!, e se
o invern nao apparecer quanto antes, multo tare-
mos a solTrer nao s pela fume, como lambem pela
pesie,que coma calma deve desenvolver-se.
Nada mais occorre que seja digno dr mesao, e por
isso vejo-rae obrigado a fazer poni aqui.
Saude e quanlo he bom Ihe desejo ; faca oulro
lano coman, que nao cusa, principalmente agora
que as cousas mais necessarias vida esli em un
valor do ouro.
ITOAMBICO.
m te saber o
s gozando de
pe em-
pias era 011-
leem, alm
es. Se a Di-
',lfe o he, em sita
via, sem abalar soa rc-soluc^o generosa, perturbava-
Ibe conslanlemenle os sentidos.
O amor que ella Ihe inspirava era nesses mohien-
tas de espera e de anciedade o supplicio de seu pen-
samenlo, e tornava ainda mais pungentes os tormen-
tas e combates que linha de supporlar.
Marco acabava de entrar em casa muilo sentido,
echamando rom lodos os seus votas a execuco da
arcao projeclada como nm meio deallaslar a inagera
que perlurbava-lhe a razao.
lie que me servem. dizia elle comsigo, os suc-
cessos, a gloria, a lama'.' Que valem essas romas com-
paradas com un olliar de Flavia com um desses
olbares, que esto para mira cima slnsapplausns, da
riqueza, da vida e da posteridade Quando leio cm
seus olbos sua ternura, e quando sua voz doce c me-
lodiosa embriaga-me alma como uma msica ce-
lesta, aclio que minha felicidade he completa... Ah!
felicidade suprema Flavia querida! amante adora-
da Dara a vida para tninar-le a ver anda, para
derramar em leu coracao lodos os ihcsouros de um
amor cxlremoso, lodas as delicias embriagadoras de
uma alma que s vive de tua vida, que languece em
voluptuosidades amargas, leme, deseja, deseja e de-
sespera.
Uma pancada dada na porta interrompeu*a; tris-
te rellcxoesde Frescobaldi.
Era j alta imite. Um vago lemor apodera-se de
Marco. Trazem-lhe lilvez a noticia da priso le al-
gum seu raigo, ou de uraa denuncia.
Pouco depois Catharina apresenla-se dianle delta,
pallida, assuslada esem respirarlo.
Que ha de novo? pergunla-lhe Marro espanta-
do. Flavia esla em perigo?
Sim, porque ella leme pelo senhor... responde
COMARCA DO BOMTO
13 de Janeiro de 1863.
Vou continuar na tarefa, deque ha muilo me eu-
carreguevu de Ihe dar noticias deslas lalilules. das
quaes ha bem lempo Ihe nao fallo, nflo s porque an-
dei lambem passamlo minhas fastas, como porque o
termmetro das novidadrs ha eslado abalxo de zero.
Hoje, porm. que j m*e ado recolhido aos lares
patrios, vou dar signal de mira, para que fique cerlo
de que n rirlute auclorttate mihi comwapor
Vmc. continuo no antigo posta, e lambem para lirar-
llie o susto em que o melti, quando na ultima Ihe
fallei do acahamenlo da minha misso ; devendo por-
tanlo crer que. se assim me exprim, foi em relaeo
ao anno que deixou de perlenccr ao presente, efse
esgueirou l para a lisia do passado. Tive delta algu-
mas saudades, porque, se nao nnslegoo grandes cou-
sas, ao menos nos nao deixou mal algum a exceptu
da alia dos procos de alguns gneros alimenticios ;
e pelo contrario, foi no senhor de 53 que apparece-
ram essas promesas de vias frreas, lelegraphos
elelricos, carros-Maya, vapores cosleiros, inglezes,
francezes, lusitanos, gregos italianos, navegacao do
Amazonas, &c, &c, &c. O auno que findou s se
lornou mo para os criminosos, porque, a fallar ver-
dad, durante os ltimos doze mezes elles foram bs-
tanle perseguidos. Tambem nao foi dos melhores
para b rei da China, dp quem lia bem lempo nao hei
lido notas, e para os discpulos de Mohomet, que
embora a protercao da Franca e da velha Albion vao
levando no costado as balas do imperador Nicolao,
que talvez lisongeado por esses planos de conquistas
Iracados por Pedro Grande, qur coraprometler a
pa. do seu continente pretexta da,jtia /e ortho-
do.ra. e de sustentar uma lula, onde sem duvida o
levnu o imprudente principe de Menschikoff, que
aflirmam estar caldos pela tomada do sen fulmi-
nante, em cujo successo nao leem os agoreiros bons
futuro?.
S he digo que c no meu beslanlo os senbores
Inglezes nao lem mostrado com a Rassia essa valen-
ta que arrntam ante as nares iracas. Animaram
os horpens do alcorao ; os meleram na alnada e ain-
da eslo eom meios termos, consntandn-os com se-
nhora diplomacia qae al hoje nada fez. E j l se
foram alguns vasos turcos, e Osman-Pach pelas cus-
as. Eslao fazendo como-os mdicos, que s vezes se
pem com remedies pallialivos, alimentando com
esperaucas de melboras o pobre doenle, que enlre-
lanto soITre os elleitos da molestia, qne o vai a cada
momento levando sepultura, mas com a dilTerenca
que os mdicos, a quem jamis rdicularisarei. por-
que emendo prestara importantes serviros a huraa-
nidade, a excepcao de um ou uiro, que nao coiihe-
ce a ciencia de sna profisso, e por quem nao devera
ser aquilatados os oulros, entietem o enfermo com
es,as iironiMsas para os nflo desengaar, e com om
lim utl, e quelles, aonde vai ler a applieacao fazem
lervezCom m f, com o proposito, ou de juslilicarem
seu procedimenlo 011 de ganbarem no jogo para que
caininhaa philan'.ropia... Emfim vejamos o que re-
sulla da entrada das foi cas de Franca" e Inglaterra
no mar Negro onoli me tangeredo* senhor de lo-
das as Rnssias. que tem de ver nesse passodas duas
umcasus belliconlra os padrinho, conforme dis-
te o homem da Ierra classica dos fros. Cerlamente
ha de ficar Y me. boqui-aberlo \endo-me fallar com
tanto sansfacon e decidindo com tanta earae-
dfacidade (nao sei se he novo o lermo, se he. consta-
ta na inovacao) um negocio que j tem causado a
retirada de dous ahalisados estadistas, como Lord
Palmersloo e Fua-eflendi ; aquelle do gabinete de S.
James, o esle do da Sublime Porta, e queem lira-
do o somnos caberas que, se adiando mais ou me-
nos nelle comprometilas, esludam ummeio de ficar
bem com lodos, ainda que m ullimo caso se irn
unir ao mais forle, porquanlo sempre o Traco esl de.
peior condii.ao. Porm, meu amigo, nao tenho li-
berdade de pensar e emittir meu fraco juizo as
quesloes que se agilam o nosso mondo "* Creio'quc
sim, e com tanto mais razo quanlo, a nao ser esse-
0 recurso para a esterilidade de assumpto, a prsen-
le epstola seria de pouco esparo, o qne nao faria
honra a minha penna que lambem se deve mostrar
grande como todas as cousas de 51, tanta mais
quanlo
Assim he que os hroes potentes mandam
Seus nomes immorlal posteridade__
Deixemos o que se passa as margens dn Danubio,
e vollemos os olhos para as do ameno Ipojuca (Ca-
ruaru). de quem Ihe dou noticia por intermedio do
prestante compadre que d'alli abri a nova era com
a seguime carta :Que baja do talizes restas e me-
lhores airaos. Kogo-lhe qde quando se dirigir ao
nosso amigo que rerebe e publica as nossas carias,
Ihe de de minha parle felicilaroes pelo matar volume
do seu jornal, com que saudou a chegda do sucres-
sor do finado 53, pois nao posso deixar de ver no no-
vo frmalo do Diaria de Pernambuco o zeta do seu
proprolario, que desl'arte procura por seu turno
acompanhar o progresso que se vai manifestando em
ludo que be desle secuta. O lamanbo. com que es-
sa folha agora se aprsenla, he um bom presagio
para o anno em qne estaraos, que sendo presi-
dido pelo sol, n3o pode deixar de ser de esperancs,
como j prophetisou om almanak que li. Se eu
fosse Pvrrho, a quem cbamoii um escriplor pintor
infeliz c philosophn eslravagante, dir-lhe-hia qoe
por aqui nada lem havidn de nulavel, porque esse
senhor pensava que entre o morrer e vi ver nao ha-
via dilTerenca, e que se elle correudeum cao que
Ihe quera bejar as pernas ebro os denles, nao foi por-
que tivesse medo, e nem tao pouco porque julgasse
que n5o ere a mesma cousa estar elle mordido ousao
nas porque o Aomem com difteuldade deixeerto's
hbitos.! Eu, porm. que nao von com o sceptico,
e antes eslou com o Cogitode Pascal, refiro-lhe
que, nao obstante uma crenra ditado, ou cousa que
n valha que dizo Callado era bom homemdous
Callados medanle 27 churinadas (!!) deram pss-
saporle desla para a melhor na noile do dia 27 do
passado no lugar denominadoOlbod'Agua do Mel-
lo (Allinbo) ao infeliz Anlonio Claudino Sobral. Os
assassinos. que foram Francisco de Almeida Callado
e Jos Rodrigues Callado moradores naquelle mesmo
districio, ainua nao eslao presos, entretanto que a
polica anda cala ddles ; e o nosso promotor Dr.
.liento, que muilo solicitase lem mosliado na captara
dos laes hroe* da fama, j se pz em cima do sub-
l.alharina. O senirar duque sabio agora l de casa-
elle sabe ludo..... disse Indo a meu amo.....Pobre
moca !
Expliea-te !
A pobre moca navio ludo. Meu imo sbe que
o senhor una-a,-e que passou a noile cm sua casa...
Elle esl furioso Ambos juraram vinsar-se. O se-
nhor ser preso araanhaa bem cedo, e provavelmenle
decapitado mies de anoilecer; porque elles tem a
vonlade decidida e o coracao ebeio deodio... Santa-
Calharna, minha padroeira! salvai-o! Senhor he
preciso partir. Minha joven ama lli'o conjara! Iteli-
re-sef do conlrario esla perdido!
Ao nomo de seus iniraigos, a indiguacao encheu o
coracao de Marro.
Niio, nao hei de partir, disse elle, aOronlo .0
odio delles. Aqui os espero Occulla minha resoiu-
Cao la ama... Consola-lhe>a alma! Irata-a como a
filba de las enlranhas: dize-lhe que seja qual for a
distancia que vai separar-nos, meu coracao jamis a
deixar Que meu pensamenlo a seguir de tange,
rom lodo o poder do amor! Adeos vai!
(avilada! Que sera ddia se o prenderem! O
senhor refleclo bastante antas de lomar essa resolu-
cao? Ah! o senhor iaoconhere a raiva de seus ini-
raigos !
Saberei applara-los pelo medo.
. Cuidado, senhor, sua corageni o perturba. Sua
prudencia vai ralbar agora.
Nao lemas nada ; os grandes successos sao dc-
vdos energa do carcter mais do que s combina-
Ces da razSo.
Mas... senhor, lembre-sc que expondo-se aos
golpes de seus inimigos, nao dispfle s de uma vida!
Minha boa Catharina, essa moca nao rae ama-
ra se eu fosse um eovarde. e s um covards d cos-
tas ao inimigo. A nusillanimidade que foge dianle
do perigo diz adeo" gloria, ese amo a gloria, Ca-
marina, he porque amo a Flavia Vai, nao lardes
mais, e nao a dexes um inslanle Temo ludo por el-
la do resenlimento de seu,pai.
Odia vinbaamanheeendnquando (iuglielmi foi ao
palacio. Apenas o avistou, o duque dirigo-.sc para
rile, o dissc-lhe :
Marco e Antora eslao presos; mas difleri ,1
1. Careen i!e*alauns dias... Nao tenho bas-
ronvocarSo. _
lanos provas, eas pessoas denunciadas andam j
por duzenlas... As declarac,oes dos arcusadus, dan-
ilo-me novos esclarecimenlos, vao justificar as medi-
das de rigor, que serao brevemente empregadas.....
Mas esperemos alguns dias.
Cuidado, senhor! n aclividade (rnmpha das
ilifliculdades pela intrepidez mesmo que as all'ronla.
Ese quer tomar meu cooselho...
Nao le inquietes... Se vou esperar, he para fe-
rr melhor!
FIM DO PRIMEIRO \pLUME.


- -**-*---.--..afc^.5s


delegado para instaurar o processo, e de quando em
vez vai lembrantoa encareeragtm dos etcurecedoret.
lenta) postado do Dr. Behto pelo que vai obrando,
e pelo cuidado que loma em desejar ver soh caberla
"tehut esse* conlratadores de colonos para a eler-
ijjdade, aonde ninguem chega por seu oslo, igo-
Ihe. compadre, que se eu fosse delegado esses gallo
nao etcacacariam por muilo lempo no terreiro de
linda jursdicgilo. O nosso Calando audou tazendn
un tour de promenadepor rasa dos criminosos,
e me dizem que embirrounter /iosum qudam
Momochamado Antonio Ferro atlach do ramoso
Xico Alieserh quem poder as cordas.j livcram__
ambo poretues late, Cackoeira ambo o Ferro
alm dessas6da Caclioeira, donde he indgena, lein
mais urna em Terra Vermelha; oulra em ijacail,
pela qual esla pronunciado ; a victima d'alli chama-
va-e Manuel Sirooes. a d'aqui Manuel Jos Verssi-
", e so a memoria me nao falda, est elle indiciado
m ootra no Quipap. Nove morles !! irra!
Compadre, basta por hojo ;
Peja a Dos que nao o mate
Pos gadanhns do tal Xico,
E do seufidus Acle.
1 inha que direr-lhe deste,-por antiteze Bonito,
as o nosso crrelo est a partir e eu quero appro-
? a por1,,e ^ raPr de dous ps as vetes por
ralla de vonlade, nico combutlicel que move a
machina bpede deixa de locar neste porto, segnindo
logo de Caruar para a capital___Au revoir X.
(Carla pai ticular.'
aUPAllTICAO DA POLICA.
Parta do dia 17 de Janeiro.
Uta. e Exra. Sr.Participo a V. .Exc. que das
partes hnje recebidas nesla repartido, consta te-
tera sido presos: a roinha ordem, fos Ignacio
dos Sanios, por furlo de ewravos; ordem do
DIARIO DE PERNAMBUCO QUARTA FEIRA 18 UE JANEIRO OE 1854.
qualqner sentimeoto palriolico para nao lastimar esse
inquaflcavel deleito, e lanca-lo sobre aquelles que
(ajera consistir o patriotismo em palavrasde arrehi-
que e em protestos de gente enamorada. Como, pois,
Tazer um crlme daquillu que em conceiln de qual-
quer hornera, que ame de vera9 o sen paiz. he um
acto meritorio, e digno dos maiores elogios f
Veja agora o Liberal: da alglbeira dos forneccdo,-
res taram arrancados pelo novo convenio 2:00000
r*. mensaes nara o hospital Pedro II, entretanto lu-
do se fez f m hendido dos mesinos fornecedures e na-
da em bem da populadlo '. Calculuu o Liberal
todo o ridiculo de semeldante accusacilo ? Pode ne-
Kar a entrada do dinheiro para o cofre do .hospital,
pode negar que esse dinheiro pcrlencia antes ao con-
Irato ? Para que fallar assim, sem conhecimenlo da
maleria, alirando a esmo golpes de malar, que po-
dem reverter sobre sua propria cabeca* O noy con-
venio foi 15o combinada, tan meditado, 13o leal e
francamente discutido, que he ura dos actos da pre-
sidencia, que faz honra ao actual administrador ; e
se mi* (ivessenios do lodos os seus aclos o mesmo co-
ndccimento, e a mesma consciencia que temos da-
quelle, nao leamos a menor duvda de os defender
com toda a convicgoo cora que defendemos o de que
nosoccupamos.
Contina o mesmo Liberal no periodo ja cilado :'
o E anda man nos raaravilhamos, quando vimos que
b.Eic. linda ^errfoorfo a multa imposta aos conlra-
ladores pela sentenca arbitral, e cuja execuc.lo i es-
lava siibmellida ao poder judicial. Sabe o Liberal,
e deve sabe-lomelhorque ningnem, que as causas
civeis cnlre partes poda haver composc.1o em qual-
quer estado do processo, anda mesmo no acto de exe-
cugao. a que de cerlo anda nao linda chegado o das
mullas por estar pendente una appellacao. Convie-
rain as parles, o parte he o presidente da provincia
como conlralador em nomo da le, poslo que o en-
ligo conlralo o liyesse feto lambem juiz as causa
."";------."" r.'T'.^T uu """"es; mas porque era jniz, um dos defeilos
subdelegado da freguezia de S. Fre Pedro Goncal- do conlralo de6 de jiinho, nao delxava de ser parte
ves, o marujo inglez, que recusuu dar o nome. por Sabe, porm, o Liberal, a Ijoco de que foi feila esta
ebrio; i ordem do subdelegado da rreguezia de S. c"mP'Co? Tem estudado essa questao, como de-
Aalonio, MaOoel I.ourenco Cezar, para correcgao, e vl8' pa,ra della fallar dom inleiro conhecimenlo de
\toSZ Doa.idah"edea ord^d0^^, *? 'T "*'"o ****** a fazeras suas recla-
nguagoes policiaca, e a ordem do subdelegado da magOesem fevererodoannoproxmopassado.dizen-
iregnezia da Boa-Visla, o preto eKravo Manoel Cae- do haver chegado o caso fortuilo de cca, previ.lo
Uno, e o pardo Antonio Felit de Camino,' ambos ? Uimo perio.lo do artigo 4. do conlralo de 6 de
sem declarago do motivo. junho, fundando-se na falta de gado nH feiras, e so-
ltaos guarde a V. Etc. Secretaria da oolicia de bre ,odo por,e liaverem lomado nlransilaveis todos
Pernambuco 17 de ianeirode 18oi -IilnT F,m n n0,50S 8er.,Ses porJ?IU >olutad,aW e de pastos.
Sr conselheiro nZili r T ?'nossos arligos publicados no O/ario de Pernam-
sr. consellielro Jos Benlo da Cnnha e Figueiredo, buco de junho e julho explicara perfeitamenle esse
presidente da provincia.O desembargador Cae- "
tono Jotda Silca Santiago, chefo de polica in-
terino.
O Illin. Sr. desembargador chefe de polica inte-
rino da provincia, manda fater publico, que segundo
ihe fora participado pelo delegado do lermo de Gara-
nbuns, em oflicio de 5 do crrenle, aeda-se recolhi-
docadeia d'aquelle termo, como fgido, o prelo
Salvador de dade de 50 annos, alio, secco do corpo,
barbado, com dous dedos da mo direila aleijados,
ani chalo, com tainos no rosto, e todos os denles
da (rente, o qual declarou ser escravo de Antonio de
Paula, morador nesla cidade.
Secretaria da polica de Pernambuco 17 de Janeiro
da 1854.O prmeiro amanuense,
Jos Xavier Faustino Ramo/.
O Illm. Sr. desembargador chete de polica inte-
rino da provincia, manda fazer publico, que de um
oflicio que Ihe dirigi em dala de 31 de dezemhro
lindo o delegado do termo de Garanhuns, consta ler
..-----------------, ----- >-----------......~.^..,.i mu- un em, nao ior seguida uo uso destes
do capturad. reco.hida a cadeia d'aque.le errao,\ T^^A^ S'SS eujo I 55T? e P^88 P"a_."junclamenu, melhor
por andar fgida, a prela Filippa, croula, que re-
presenu ler a idade de 32 annos, baita e grossa do
eorpo, aleijada de om dedo da mao esquerda, nariz
chalo, labios grqssos, com TalU de um denle na Treu-
le. ps e raaos pequeos; a q^l declarou andar f-
gida ha 5 mezes e ser escrava de um porluguez de no-
me Joaquim de Muura, residente na villa de S. Jo3o.
.Secretaria da polica de Pernambuco 17 de Janeiro
de 1854.O prmeiro amanuense,
Jote Xavier Faustino Ramos.
O 11 lio* Si. desembargador chefe de polica' inte-
rino da provincia, manda fater publico, para conhe-
cimenlo deqnem possa interessar, que por oflicio de
10 de detembro Ando, Ihe fora commanieado pelo
Sr. chefe de polica da provincia do MaraohSo, qoe
cadeia da villa de Itapicur-meirim d'aquella pro-
vincia, fora recolhido um prelo de nome Joao, criou-
lo, de idade 30 annos pouco mais uu menos, de esla-
lara baixa, cabellos caraplnhos, nariz chalo, bocea
regular com falla de denles do lado decima, olhos
amarellacos, com urna cqalrt na lesla, pouca bar-
ba, o qual declarou andar fgido ha 12 annos, e ser
acravo de um Francisco Antonio da Silva, morador
na fazenda denominada Barro Vermelho desla pro-
vincia.
Secretaria da polica de Pernambnco 17 de jaueiro
de 1854.O prmeiro amanuense,
___________ Jote Antier Fautlino Ramos.
DIARIO DE PERNAWCO.
Terminamos hoje a publicarlo do Manual do fa-
brieanle de assucar, obra publicada em Pars pelo
distinto Bahiauo o Sr. Dr. Francisco Mcraiz Brrelo
de Aragap, qne sendo agricultor na sua provincia, e
achando-se na Europa, leve occasiao de estudar pra-
ticamenle os processosque all se empregam no fa-
brico do assucar, e combinando-os com o de sua pa-
tria publicou o referido manual, qoe he digno de
awlido pelos proprielarios dexeogehhos, ltenlos
os ensinos proveilosos que cncerra.
COHHIMCADO.
crismes alera de fracos' nadaro sobre o superflcio sen^em^g-. 11 6, o vapor dilectamente dos gene-
do niel, que sera entao em quantidade ; se elle se radores, e na cpula A desee [Mr um tubo {fio. 11
prolongou de mais, do que era neeessario torna-se '
o caldo grosso viscoso, o o assucar 'se misturando
com o mel nao purgar bem. O uso do sacchora-
ntaiito de Bgau me* para marcar o grao, de que se
cosluma a tomar de 40 a 42 pesado ainda quente,
e sendo da boa qualidade, bemlimpo, etc., o assu-
car, e do icrmoraelro para cjnbecer-sc do calor,
que nao dover exceder de 80 a 88.- C. sendo lam-
bem de boa qualidade, nao se desprezar, cora
quanlo osles dous dados nao possam servir de base
geral para tedas as qualidades do caldo, visto ; tam-
bera o estado desle.
Para o fabricante marchar com mais acert a ex-
periencia de algumas safras com o emprego fetos
instrumentos c dos meios mais usados,c mais cropy-
ricos ou provas de assucar lie que poder melhor
guia-lo. He portento cssencial, que seAlescreva
aqu differenles maneiras de conliecer-se o ponto
do assucar, isto he, do estado de sua completa con-
centracao para crislallisar-se.
A prova do lio he quando o mostr de assucar,
passando o dedo polegar sobre as costes da espu-
madeira, que foi anteriormente moltida no melado,
unindo o ndex com aquelle e lorcendo-os um pou-
co entre si, e depois afastando-o?, se formar um lio
assas longo, que se quebra, vokando-se na parte su-
perior em forma de anzol, se diz, que o assucar
est no ponto exigido de concenlrasao.
Quando porem este fio se prolonga de mais e se
nao quebra nunft, entao o assucar foi cozido de
mais.
A oulra prova de sopro se faz, mergufliando-se
una expumadeira no melado quente, dando-se com
ella algumas voltas no tV e assoprando-se ligeira-
mente contra o concavo da mesma. espumadeira, e
salando algumas boinas leves ou pequeos boles
As formas de barro principalmente novas deve-1 quer purgado com calda, e quer pelas machinas,
._, ^..wiwuniwiiB 1/10.1 ij rao antes de ser empregadas, ficar algum tempo so secca ou em balcoes, permitlindo olempo, ou em
a columna passando por k a l para alimentar a dentro da agua para nao absorver depois o assu- estufa, que he um grande quaru: claro com anellas
segunda caldeira ; assim a oulra ; e depois o vapor car; o que ser em pura perda para o proprieterio. sobre o lelo, soalhado, aquecido por lubos de ferro
vai lerao condensador, que semelhanle aoi fij. Um alternan Schutzenhar. invnntn .,m. ,. m <. r,H JLu.. .....T ..
negocio de maneira a nao restar a menor duvida so-
bre o direilo, que tinham os rorneceilores asmodiQca
gOes necesarias em ordem a reparar-se os efleitos de
urna Torca maor.e habilita-losacumprir ocontralo
em um prejuizo cerlo e inlVllivel. Quem contestn
o que entao dissemos ninguem ; pois era occasiau
opporluna paraquenos desmenlissem.
O diritoportante, que tinham osfornecedoress
inodilicagoes do contrato primitivo foi plenamente re-
condecido pela coramissao em seus dous pareceres, ao
mesmo lempo que a assembla provincial aolorisan-
do de novo o governo da provincia para adoptar to-
das as providencias, que julgassc convenientes, acer-
ca do contrato para o forneeimenln das carnes ver-
des, lez dependentequalquer arbitrio da condigno da
expressa renuncia por parle dos fornecedores a qual-
qner indemnisag3o, seja a que Ululo fosse. Pergon-
la-se: poda o presidente da provincia fazer qual-
quer modiflearJo no conlralo primitivo sem admillir
o caso de forga maiur, aflm de habilitaros contrata-
dores a compriromesmo conlralo sem um prejuizo
cerlo e jnfallivel* n5o ; nem alguempoder afirmar o
contrario. Logo, ou o presidente nao devia fazer mo
-----------------^, ------..,; a j 11.. ^m mlKmau jcnmzenuacn invoniou urna qua-
U, o a agua resulteuleda-pnmeira vai ler aos re- lidade de ormas de madeira, c que em alguns lu-
generadores. 0 vacuc neste apparelho he fcito por
una macliina de vapor, que pe em movimenlo a
bomba d'ar. A caldeira de (ziuhar, por conse-
grante essa terceira est em comraunicaco com um
condensador, e coze perianto no vacuo a 50* fe-, e
o ponto lip mais fraco U caldo he liltrado por es-
te melbodo 2 vezesde 10 a 15.-, de 15 a 25 pa-
ra obter-so assucar dinclameute. Este apparelho,
eujo nome deefata triplo,muito bem llic ca-
be, be como se v muito econmico comparativa-
mente aos j conheridos, nao s em agua, co-
mo tambera em^ombcstivel, cuja despez, dizem os
fabricantes, ser de metade, produzindo o mesmo re-
sultado, seu preco, poim, be muito maior ainda do
que o de vacuo ullimimcnlo descriplo.
Compararlos os qulro dilferentes melhodos de
apparelhos, o a fogo nu conhecido entre nos, o do
caldeiras a vapor a ai livre, o do vacuo e o a ef-
feito triplo (1) e coihecendo a possibilidade de
nossos fabricantes de assucar, e o grao de iutelli-
gencia de nossos trablhadores, n segundo a expe-
riencia que lenho do fabrico com lodos estes syste-
mas em pralica, aconielharei a preferencia do sys-
tema de caldeiras de por a ar livre, embota gaste
mais combustivel. .
0 leitor pela doscrifco e figura das mesmas cal-
deiras se convencer dita verdade. Suq emprego
he anda na Franca ) tambem muilo mais fre-
quenle do que o dos oulrosdous ltimos descriplos.
0 systema de caldeiras a vapor, qualquer que se-
ja, comparado com o amigo em uso entre nos, he
o mais econmico de combuslivel, de braco e de
--------------------------------- r^^-..VJ wv.ww .uuao (TlASIiVIllKAr ||t IH1IJUMO l'l. (
transparentes, que se assucaram depois, conservan- lempo (3), dando resultado melhor
lodo.
Com urna caldeira ou regenerador de
do-se com corla consistencia por algum lempo, o
ponto do assucar esl bom. A bondade desta pro- iiu
va defiende tambem dahumidade maior ou menor quecem-se diversos vasos, e isto he "sufliciente para
do local : e quando em dias hmidos o sombros todas as operaces, erapregando-se urna s pessa
estas provas nao possam ser bem apercebidas dever- para alimentar o fogo, as terneiras c
se-ha entao altender a bulla da fervora, que le para fazer chegar o cakl
servir.de prota mais-segura. Esta segunda pro- suppriro alguns bracos.
vTdo sopro indica o caldo mais concentrado do
que a priineira, e menos do que a torceira.
A lerceira prova tambem em uso, c mais usada
na refindria, he a prova na'agua. Deixa-se cahir al-
gumas gotas de melado quente em um vaso com
agua fria, e quando ellas se formam redondas de-
baixo d'agua, que se nao agarram aos dedos no to-
car, se diz, que o assucar esl convenientemente
concentrado.
A experiencia do meslrc de assucar portento, em
diversos cozimentos he que deve regular o ponto do
assucar que esta fazendo.
0 thermometro e o aremetro, como disse, nao
sero de muita utilidade, se a pratica do mestre,
como cousa especial, nao for seguida do uso dcstes
--------------------------------- ...-.^^~_ iii^ii iinimi, <_iii VMJ
caso erara nao s injustas como Ilegitimas as mulla-.
Ainda outra razo poderosa se d para provar que
a accommodagao sobre as mulls impostas aos forne-
cedoresfoi um aclo neeessario,e doqual nao era pos-
svel pi*scindir-se. Segundo a lei de 13 de maio do
anno prximo passado nenlr.i'ma modificaran poderia
ser feila sem a expressa renuncia dos contratadores a
qualquer indemnisacjlo. seja, a que litlo Tosse. A
mesma commissao naneada para dar o sea parecer
acerca do contrato, moslra-se appredensva a esle
respcilo quando diz O aclual conlralo, apezar das
fallas em que lem incurrido, julga-se com direilo
indemnisago, e ninguem pode prever qual ser o
resultado desla pretengao O que devia fazer o
presidente neste caso 1 negar-se s modificarnos pe-
didas? Seria expr-se urna contingencia perigosa
no actual verao, quando o invern linda sido UTo es-
casso. O faiuro provar se o presidente andou dh
nao bem arifado, se obrou com demasiada pru-
dencia.
Agora permutamos nos : er alguem de boa f que
osfornecedoretrenunciasseni o direilo s reclama-
g6es sobre prejuizos, perdas e damnos nos casos fbi'-
luilosja havidos, e que podessem dar-se para o fu-
luro sem um equivalente 1 E qual era esse equiva-
lente no conceilo dos fornecedores eram as mullas
que elles sempre julgaram injustas e Ilegitimas por
lerem rerahido sobre fallas independenles do seu ar-
bitrio e de sua vontade, ou que foram elteilo de urna
forga maior. Consentir pois o pagamento das mul-
tas era confessar a injustiga de suas reclamagoes? e
tornarem-se contradiclorios e fallace*. Alm deque,
a que Ululo cederiara elles o direilo as mullas dos
mordanles por cada rez, que estes matassem fra du
contrato ? A quanlo podem alcangaressas multas du-
rante os 7 mezes do novo convenio f A mais de 12
conlos de reis, que valem muilo mais que as preten-
didas mullas do conlralo, que nao alcaogam a oito
conlos.
Donde lirn o Liberal a idea de que ainda haviam
pendentes algumas multas contra os fornecedores no
valor de 20 e lanos conlos de ris 1 quem foi o en-
gragado, que Ihe imbuliosemelhante carpeUui? es-
onsane-seo Liberal que para escrever sobre negocio
de tanta monta convem Indar a materia a fundo,
examinaros tactos, e iris fontcslimpas para nao dar
niii copia de si. Se o Liberal nao quz examinar ura
fado, como o das mullas, que se acha consignado em
documentos pblicos, como poder sabor do fundo
de lodo esse negocio, era que levamos metes para
conhece-lo em lodos os seus minuciosos detalhes 1
Por ora nos contrahimos aos dous prraeiros arti-
gos do Liberal: mais adiante entraremos na analyse
do novo convenio, em queotioerol se mostrou mui
O contrato das carnes verdes.
Proseguindo na tareta do nosso nrimeiro rtico
publicado no Diario de 17do aclual, combaremos ', T"cTem\em ^"Liberal mostroumui
desta vet pela discuto havida enlreo Se f ^id,f 8"as1for5as capacidade. Res-
te ea pessoa encarregada pela cormianhia acerca das l,e"a,no" 'mente a redaccao do Liberal, e'deseja-
.nodiOcagoes, que esta pedia, e dasilausulas o7con- T^d? i?!' Tilainl* "**. "' E.I.
digotaofferecidas pelo governo. A discussao foi ca- i f direilo fazcndoTipposicao a primeiraautorida-
m, amtada, franca e leal, como devia se-lo enlre '..' :!"!JCr!?.0."?0!1.0' mas desejaramos em honra
pessoas de er
te nJo eslava__
dos fornecedores, ..........v,,^,,, roler
desvanecer com provas evidentes, e com argumentos i,- !-. -----7:'"." """" m ""'
mpontestaves, houveram concess.,es de parte a parte Pl"l'ca. he urna questao de tacto fcil de averi-
obrea base da proposta do aoverno, e ahoal viemos uar de.deciaire /8o eshiounSoda nossa par-
' ""viremos o Liberal, e Ihe responderemos, se
i um accordo,a que s presidio a boa f.
Mas, diz o Liberal de 5 do actual Poze* no
P*ib{ico fallam em conausao, peila, suborno, etc.
Pois bem, o chefe da redagao do Liberal nos couhe-
..^""0* COm fraD1u<"M: julga-noscapatesde
corameltermos um aclo de torpeza concorrendo para.
semelhanle infamia ? Prescindamos da probidade do
actual presidente da provincia, para nos inconlesla-
redacco do Liberal que fossemos instru-
meiilo de lana baixeza ? O cerlo he, que o novo con-
cite ,,ao leve oulro agente seno nos, Tomos nos que
ratamo como Sr. presidente, ludo se fet, mal ou
bem, entre m ambos; se houve peta ou soborno,
lomos nos os que peitamos e subornamos; ora bem o
cdefedaredacgaodojoerafpesoubem essa argi-
g*. quando a Ungou a esmo sobre o aclo do novd con-
A?n,L^" ma,*-Jula a redaegaodo Liberal, ain-
^,SP^?e,"idui,"," nm c"> reprovado ou
^rerseja'ttaF',Ca-,,0S,naJaS,a'^a^
ln'.T, ehqUe ? redaccSo d0 Liberal he """o -
brl-ill. ."^ Para 'be'eceruma discussao so-
a^te^^meB^'l' ebem .M"le prever "ue "a-
SZl.? Ji aCt0 P^8 ^"nravel debaixo
devirtas econmicas, mas qualHca-lo de torpeza
sem oulra rarto mais que o fallalorio do publico he'
= credulida..e. ou cousa que nao qaeremoVal !
tedLl,- *.rta<*M.o Liberal na*nossa palavra
ii^-m P,4bem- n V""1 'd ".-" nao houve a raenur'
dSlfeqUerr- l,r,e!"'e"le,leu em .toda essa
U^" degrandemoderagao, alitamenlo, e
de^ejo de acertar; era lodAila urna nica idea lixa
sobresahia no ammp do presidente.e era aquinhoar
custa do conlralo o hospital Pedro 11, e juramosou
ZJ2S0' T ns-abra'""PraterJe corneen!
I a ^"il APrecl0U ^cgao do Liberal em to-
da i suaexlengaoessa nobre idea? Vejamos.
Diz o Liberal de 5 do correnle a Eslavam as
cousas neste pe quando de sbito appareco um ov
conlralo modifiwndo o prmeiro. Lemo-lo cora ,!
lengao, e (leamos maravillados dessa pera extraor-
dinaria onrfe a prudencia parece *no ler li-
do em vistas mimo o beneficio dos contratadores e
em nada o bem da populara. ut^mtmmL
liem sa argmrao infundada, medio lodo o alcance
If^Th?! arCabU ? ''""quo nao foi muilo fe
I z noachado, se acin que era um-guipe mortal ;
ira faci bem patente, e de que na he possivel du-
Mdar-se, vem desmenlirsemelhaiileaccusacn
iunlm H^n.t,''-^"'f Perle,ici.am P' wnlrafo de (i de
mq iqu,Iesscm ma,ir "ad0 f"ra d0 ,nmo con-
i. aI ove mc*em que essas multas etrederam
n?o paU4ram1,"e' P"bem' Pel^.nvT
hDHa?PeTrn Vl"e,""'S mU"a9 P"" C0fre d >"0
Sa de fil^''1 lre5 se^,lma, batirn, a
qoe andar., tuno por ^wSSuf^ ^ %?"
menos mensalme,le. OrT^'"u P"",00 'Amntf
de um. obra de pouca mon'lTtn 1 P de '""S"'
da populara 1 Dissers nl an,es em bem
SrTr^de'nte o.S^l ZT^ "* "" "0
nos a abragaraos com lodo o e^u^Z??' ^
gao pernambucano. Ser a reJlccu 1 V'm f0"-
nos pernambucana loque n, ?En^ua mo^'i"*"
rae por sua dignidade'acredilaraoXe nn0P """
Com eOeilo, be urna vergonda para Pern'amdnco
que urna c.dade como a do Recita cora 120 mOwZ'
tardes pelo menos, indubitavelmenle a segunda lo
imperio, ea nmea que lera .compandadoo mo ,-
ment ascendente e progressivo da corte, nao tend
orna casa de candade, e que o sen hospital se ache
~r'cu..Pr0p0rC,e9 U, m,e,qain"a5 em *"
Sdfc "J '" am" vcr0Dha' repelimos, que om
edifico comegado em bem da popularao narche
*? de **u en um cidade, onde se fez rpida.
mf.e"'eun,'l'e?'ro,'eonde se projeclam obra? de
. grande magn.lude. He misie? tarado ue
o que disser fr digno de urna resposta. J/tut.
AfiBlClITliV.
c mais acer-
_ o mecanismo
para fazer chegar o caldo e o vapor, onde se quizer,
Pelo systema de fazer assucar directamente se
ganha mais, do que por*aquelle indirecto, isto he
de assucar bruto : os despezas de transporte, ava
rio, etc., contribuem para perda.
Qualquer que seja o systema do caldeiras. de-
resultado, e evita porlanto a fermenlacao.
- i -------------- c- i"~- |------" ~ ( i^nti <
Um allemo Schulzenbacii inveniou urna qua-
ares se fazem de forro, e eslao muito em uso na
Franca.
A figura 10 represente nao s estas formas, co-
mo lambem a maneira de as collocar, a he um
jrande cocho de modeira forrado de zinco (por ser
mais borato do quo o cobre) sobre o qol estao
postas5 formas b, b..... una sobre oulra: pelo
buraco e, c,... salmo niel, que o assucar vai pur-
gando ; d, d,... sao alcas por onde se pega urna
fofma. No fundo da forma ha um tecido de ra-
me ou mesmo de Hie, o qual nao assentando no
fundo, deixa um espaco de meia polegada pouco
mais ou menos para recebor o mel, que devera cor-
rer pelos buracos no cocho a. Estas formas tem
um dos quatro lados mais baixo para se poder in-
troduzir a calda de purgaco, quando se queira
usar della, sem ser preciso fazer desc-la.
Querendo fazer-se eseorrer aind> melhor estas
caixas, depois de bem crislollisado o assucar, prin-
cipalmente o do segundo producto, se as enlloca da
maneira indicada na figura 20; a, a, a,... sao
as formas encostadas urna a oulra, 6, sao ban-
cos, sobre os quaes ellas se acham, c, c, bicas so-
bre ellas, as quaes recebeni o mel, d recipionle das
bicas.
L'sando-se das formas altas de barro ou de ma-
deire, como se conhece*.no nosso paiz, ser bom
depois de cheios os pes, e que o assucar cominear
esfriar n-echer com um faca de pao primeiramenie
o centro da superficie, depois a circumferencia,
trazendo a massa ao meio fiara que os cristaes, que
se formam, esfriando as paredes da forma, vio pa-
ra o centro e se unam com todo o assucar, c facili-
tem a regularidade da crislallisacao.
Achando-se suficientemente fros os pes' de as-
sucar, se os transporta para a casa de purgar, des-
arrolha-se as formas e as vezes so fura o assucar
por bai\o, para facilitar a sabida do niel, conser-
vando- a temperatura da Visa alguma cousa ele-
vada.
Estas formas ou caixas tem 2 palmos e meio
quadrados pouco mais ou menos de superficie 11
1/2 de altura. *
' 1'wgofSo.
Chama-se purgar o assucar, fazer sahir o mel,
^----.,----^-------j. -J-""" .nraiaj. lie- ..Ki.n.i-.-e pillear U IlMIBr, lUZOrSUIlll' O mel
vem as operaces sejuir-se immediatamente urna que se acha unido aos cristaes, o qual taz comsi
depoisMa outra o mais breve possivel, para que nao go as ultimas impurezas, por meto de um corpo
baja demora de caldo, base essencial para um bom hmido. Os meios mais em pralica nos paizes mais
productores de assucar sao tres, o do btrro, o da
-,, ,.v.ru,a iiioimiwt;. piiiiiuciuies ue assucar sao tres, o no iitrro, oda
Depois de cozido c melado a ponto de passa-lo calda de assucar e o das, machinas centrfugas, por
bacas. COniO fien lliln. sp Oa fabricacao do assucar.
Voncentraco ou cosimenlo.
Depois de filtrado o caldo, se reparte? havendo
grande ponjao delle, e sendo a forca da fabrica
grande, em duas, ou mais caldeiras ; as quaes ou
sao a fogo nu, ou a ar livre (fig. 8) ou no vacuo.
O caldo para esta operarn tem chegaDo a una con-
centracao de 30 a 32.- do aremetro de Beaum,
caqui se principia a exigir do mestre de assucar a
maior attengao ; por quauto coziubandorse o caldo
em temperatura mais elevada, mais depressa se
aproxima o termo da operaco, e por conseginle
com muilo facilidade se queima o assucar, e da
boa-ou m concentracao depende a quantidade e
belleza do assucar, he pois ainda aqui neeessario e
essencial, que o cozimento se faga o mais rpida-
mente possivel.
A maneira de cozer-se o caldo, qualquer que se-
ja o systema de taixos ou caldeiras he sempre a
rnesma ; cxigmdo porm os laixos a fogo un mui-
lo mais allencao, por seren elles, como j mostrei,
mais susccptiveis de queimar, e de nao se poder re-
gular o calor. No systema de ca'ldeiras a vapor,
assim como no vacuo nao se cspiie o assucar a este
inconveniente.
O caldo pois filtrado segunda vez, se for preciso,
uu mesmo urna s, passa para a caldeira de vapor
a ar livre (1), na qual, abenas logo as torneiras do
<.apor, comeca o liquido a ferrar, e de vez emquan-
do o taixeiro examina o estado do cozimento. Se
o caldo ferverde mais, se empregara um pouco de
cebo ou gordura,* como nos laixos .j descriplos ; e
por isso se nao oncher muito, apenas 2/3 ou 1/2
do sua copacidode; nao (iorqiie se concentra me-
IbOr e mois depressa- o caldo, corno porque previne
o irasnbordomcnio, etc. Algumas vezes por causa
do excesso do cal nao Cerr bem o caldo, ou como
secostuma a dizer entre nos fica retido ; este
inconveniente desapparecer com o uso do carrito
animal ; e polo contrario fene com muita espuma
ja por falta daquella, j por falte de limpeza.
lie caimas de rogado s-, faz lambem mo assucar,
raeo e *e 111^100 nao crislallisa, ou como se cos-
luma a duer uo coalha ; be poraue terre-
nos novos e queimados eslao cheios de substancias
mutto nuinnvas para a canno.principalmentedepo-
tassa, nociva a cnslpllisaco.
Acliando-sc o caldo convenientemente concentra-
do, isto he, quando o mestre de assucar achar, que
esta no ponto o queso examina por diversos modos,
se fecha a tornara do vapor, intercepiondo-se
assim a commumeagao do calor, cessa immediata-
mente de ferver o caldo. Se o cozimento he con-
cluido antes de tempo, achando-se o caldo ainda
cru como se diz em linguagem techniea, os
(I) Tralare primeiramenie das caldeiras 1 ar li-
Fran?"i0in-ua? n. deparlamen(o do norte da
dos ,f. p0ls ,fareincccssvamentea descringao
dos do vacuo, e das de effeilo triplo. ^
tbr as' tanio 2*te Pr ser novo, vi em pencas
mrtcas, ionio na AUemanJia como na Franca;
guia-lo.. O mestre pois naodever despresjr lodos
esses meios indicados, para coiivencer-se da bonda-
de de seu trabalho, e pola sua primeira tempera-
be que elle dever regular as oulras, sendo o caldo
da mesma canna, para fazer todo assucar de urna
s mialidade, cousa muito necessaria.
Conhecido pelas differenles provas o ponto exigi-
do do melado pelo mestre de assucar, pra-se a ope-
rago, fechando-se a torncira^le vapor, e abrindo-se
a de despejo, como se praticou na evaporagao,- e o
assucar vai ahir por meio de bicas as bacias para
esfriar e depois serrepartido. Seas caldeiras esli-
verem menos elevadas do quo as bicas, entao se fa-
r uso de um syphao, como j foi descriplo /tj.2.)
Antes de passar a descrever a operaco seguinte
da crislallisacao, direi alguma cousa sobre o outro
systema de apparelhos no vacuo, esobre o mais mo-
derno em algumas fabricas j em pralica.
0 systema de cozinhar no vacuo ou de cffeito du-
plo esl bascado na menor pressao athmospherica
sobre o caldo ; a qal influe muito sobre o cozi-
mento. O caldo pois cozido em um espaco, onde
pressao do ar he mais rara mais baixa de.er ser
a temperatura, e menor porcao de mel dever dar o,
assucar assim fabricado. A fig. 11, indica um
apparelho, eujo vacuo he feto por meio de bombas
da machina do vapor.
Um inglez Heward foi o prmeiro inventor dcs-
te systema, e depois delle outros successivamenie o
aperfeicoaram, at chegar ao estado prsenle.
Para fazer chegar o caldo filtrado a caldeira a en-
contrar no vacuo, fcha-se a vlvula a que faz o
vacuo em communicago com aHomba da machi-
na de vapor, e depois a lorneira b para privar a
entrada de ar, e em seguida se abre g quo as-
pira o caldo por meio do vacuo, e c lorneira de va-
por que communica por tubos com o fundo da cal-
deira e ao mesmo lempo tambem d tomeira de vol-
ta de agua ao regenerador. Cheia a caldeira abai-
xo do orificio p, o que se pode ver pelo mesmo fe-
chado porum vidro grosso com outro do lado op-
posto e refleclido por urna luz, se dlxa cozinhar.
percehendo-se inmediatamente a fervura, que co-
meca a desenvolver-se no interior da caldeira.onde
a temperatura ser elevada de 70 a 75.- indicados
por um thermometro s fixo em communicafo com
o interior do apparelho. Quando o caldo ferve de
mais,.se deita umN pouco de sebo ou gordura pela
qual se abre e fecha-se immediaia-
0 cebo be aspirado e o caldo se aplana. As ve-
zes porem passa algum caldo pelo tubo m colum-
na /, que esl em communicacao com a bomba da
caldeira de vapor, que Ihe tira oar por meio do lu-
lio j, e agua proveniente da condensaco do vapor;
se observa pelo pequeo lubo de vidro ', quando
ha grande quontidodede caldo e pela tomeira l se
o tira, K he o conductor de agua condensada no
apparelho para o regenerador. 0 barmetro /
mafca a altara do vacuo na caldeira, devendo re-
gular na escalla de 21 a 22 polegadas de ozougue,
o he una abertura redonda, por onde pode entrar
una pessoa para hmpar o interior, o qual se ach
hermticamente fechado com urna chave e um pa-
rafuzo, q he um orificio, por onde se tira um pou-
co de melado para se examinar a prova com o cha-
ve, r he urna tomeira para Hmpar e esgotar a ogua
da columna. ,
Tanto neste systema de cozinhar no vacuo como
no outro das caldeiras a vapor a ar livre fig. 8), o
processo da conceuiragao com suas provas he o mes-
mo. Para se fazer sahir o melado j jando, se
pralica da maneira seguinte. Se fecha a vlvu-
la do vacuo, abre-se 6 para entrar ar, fecha-se e,
d c fazendo-se girar e abre-so a lorneira n para des-
pejar todo o melado, quo corre por urna bica pos-
la por baixo da lorneira, conduziudo o assucar pa-
as resfriadeiras. Evacuada a caldeira, se abre de
nova a tomeira f que lambem contem vapor, mas
em commuuicago com o interior da caldeira, para
dissolver o resto de assucar, que bouver e escorrer
com mais fccilidadc. Esta pequen operago cha-
mam os fabricantes francezes degrassar__Ja-
var. Este systema de apparelho no vacuo be plt-
fenvel ao outro a ar livre, por exigir menos- com-
bustivel c cozinhar mais depressa ; porem sen cus-
i he muilo maior.
0 outro systema de apparelho mais moderno e
em uso em algumas fabricas desde 1850 chama-
do de Titehbein seu inventor na Allemanha e na
Franca, apparelho a effcilo triplo ( tripleeffal) 11-
troduzido e modificado por Mrs. Cail e C* (1),
inventa* nos Estados-Unidos por Mr. K Rjllieux
dttde 1843 e com feliz execucao desde. 18iG.
6te apparelho composto de tres caldeiras cylin-
dneas da conliguracao do urna locomotiva de ea-
minho de ferr de oito dtlcz pes do romprido sobre
Ires a tres e meio de dimetro, em cuja parle infe-
rior lera urna grande quantidade de tubos de vapor.
Urna deltas recebe o caldo depois de filtrado, e prin-
cipia a evapora-lo de urna para oulra por si mes-
mo, c vai acabar de concentrar na lerceira. 0 va-
por, que sene na primeira cadeira he aquelle, que
ja servio na machina.de vapor.e a segunda trabalha
com o desenvolvido do cajdo da primeira, assim
como a lerceira, de serle que a primeira caldeira
pode ser considerada como o regenerador das. oulras.
As figuras 11 a, b, c, apprcsenlam estes appare-
lhos, cuja marcha he a seguinte ; A caldeira a re-
cebe por meio do tubo o caldo, e por ra do e o
conduz de urna para oulra caldeira, assim tambem
da segunda para a lerceira. Esta primeira caldei-
ra recebe pelo grande tubo/, eujo seguimenlo se ob-
s bacias, eoiuo fica dito, segue-se a operago in-
mediata cenhecida sob o nome de crislallisagao.
CrislallisaQo.
Tem lugar esla operago; quando o melado co-
mega a assucarar, esfriando de 50 55 C- as ba-
cas, sahindo, bem entendido tudo a contento < e
isto primeramente no fundo das bacias, depois pe-
los lados, e afina! se cobro a superficie de urna co-
dea, que sondo de bom assucar, he forte, brilhante
* secca. Nao be ms mecher-se com una espuma-
deira um pouco o assucar de tempo em tempo, paJ
ra reunir inelhor os cristaes, sem ser preciso bater-
se, como fie uso enlre nos.
Quanlo mais lentamente esfriar o assucar, tanto
maiores serao os cristaes e mais depressa escorrer
o mel depois. Quando o melado he do diflicil cris-
tellisago, costuma-se a Hlroduzir urna pequea
porgao de bom assucar cristallisado para facilita-Ib.
lsio tambera se pralica s vezes no fabrico do mel
am assucar.
As fig. 12 n 13 apresentam, entre diversas
formas de resfriadeiras que vi, urna muilo pratica-
vel. Una caldeira de metal a com um bico, sos-
tida por um eixo sobre um cavallete b, pode ser mo-
vida, como se v na fig. 13, e despejar o assucar
depois de fri c lem mexido, para ser repartido.
Alguns fabricantes usam de resfriadeiras com bu-
racos no fundo, que se acham arrolhados antes do
so encher, e depois de fro o assucar, se abrem para
Lpor^stes orificios largar algum mel. Outros pre-
ferern caldeiras ou bacias aquecidas brandamnte
por vapor, principalmente para o assucar feilo no
vacuo : porque o assucar, que sahe quente da cal-
deira, dizem elles, adiando um deposito muito fro,
nao cristallisaria to bem. Aqui, proporgao que
for esfriando o assucar, he a occasiao 'do mestre
nome -Turbinas. 0 emprego do barro tem in-
convenientes, que principalmente em nosso paiz sao
ainda mais frequeutes. 0 barro nao pedendo ser
sempre bem limpo de partes eslranbas, que vao co-
lorar o assucar, e sent de rea, a qu*l deixa pas-
sar a agua pelo assucar e dissolve em lugar de pur-
gar, fermentaoassucare o mel, dando-lhesum cerlo
cheiro ; alem do trabalho do transporte, prepara-
co-e lavagem, sem vir em linlia de couta o estrago,
que se faz no terreno da barreira etc. O methodo
de purgar com calda he, como se ver, muito mais
ventajoso, sem deteriorar o mel, que sem incon-
veniente poder depois ser tratado e nem dissolvo o
assucar, Escorrido, portante o assucar, o qual
aendo de boa qualidade de ordinario pode ser de-
sarrolhado depois de 24 horas, para deixar sahir o
mel, so d principio purgago (1) cora calda de
assucar, visto achar-se abandonada a pralica do
barro pelas razes expendidas ; e aqui de novo ajun-
to minha fraca voz, para pedir aos nossos fabrican-
tes, que convecendo-se ^d'esta verdade, sigara este
conselho.
Raspa-se primeiramenie a cara da forma
obra de 2 pollegadas, endireita-se-a, de sorte que
forme urna superficie igual, e depois do assucar
raspado se faz com agua fria urna massa, a qual se
espalha sobre o pao para cobrir toda a circumferen-
cia. Poucasioras depois se acha a forma na par-
to superior j seca, e enlo lem principio a purga-
gao do calda de bom asacar da maneira seguinte:
Urna porr-ao de assucar de boa qualidade ( que pode-
r ser do mesmo da cera Uos pes ) e outra de me-
lhor e bem alvo se mistura com um poqpo d'agua
fria limpa, para fazer urna calda tambem fria de
30 32. B.
Preparadas as superficies dos paes, so molha-as
com vapor, e onde se espalha o assucar, conser-
vando este local urna temperatura de 40 C. pouco
mais ou menos, e por alguns dias, al que estoja .0
assucar secco para ser cnsaecado (1) e poslo a
venda.
A pmgago do assucar com espirito de vinho nao
est em uso, por ser dispendiosa, c deixr cerlo
cheiro alcoolico, inda que aquelle tenha a proprie-
dade de nao dissolv ir o assucar.
Tratatntnlo do mel.
O mel escurrido das formas ou das turbinas, re-
sultado da purgago com calda, deve ser logo re-
cozinhado para melhor rendimento, principalmente
no nosso paiz, onde o cima (juente, a humidade c
o mo trato deste produelo sobre tudo poderri facili-
tar a fermentago. Na Europa cosluma-se guar-
da-lo, qnando j ha grande porga nas4circumstau-
cias, ou cavas grandes e frescas. Ou se --'ai mistu-
rando este mel de primeiro furo com o caldo da
caima, eoncorrefido islo para urna boa cristallisa-
go, como praticam alguns fabricantes, ou, coim
he preferivel, trata-se por si s em caldeira, rar
isto destinada. Esta o|*racao nao offerecc diflicul-
dade ; o mel misturada com ugua, evaporado c fil-
trado, se concentra, seguiudo-se o mesmo processo
do assucar j descriplo.
A temperatura da casa de purgar para o assucar
de mel, dever ser mais elevada, do quo no primei-
ro producto : um calor duplo facilitara a cristali-
sago c depois a purgago. Este assucar assim fei-
to he depositado ein grandes cisternas ou em vasos
para cristallisar, ondefica 6 e mais mezes, e depois
passado as turbinas, ou fri e cristallisado em for-
mas de deSchulzembach para escorrer. Para se pas-
sar este assucar assim preparado e cscorrido das
formas jara as machinas de purgar, se pralica tam-
bem da mesma maneira como no primeiro produe-
lo, fazendo-se passar por um ralo ou coador mctal-
lico ( fig. 24 ), cujosburacos tem apenas 1/2 pol-
legada de dimetro, pira quebrar os torrees, e me-
lhor purgar as turbinas ; porem depositando-se
previamente estes paes em urna caldeira descoberta
aquecida por vapor a 60 C. com um fundo falso,
e com um pouco de agua quente, de sorte que os
cristaes se unam melhor, e se lome tud urna mas-
sa mais ligada e uniformo : havendo o cuidado de
mecber o conteudo da caldeira,' para completar o
processo. Depois disto fcito tem lugar enlo a dis-
tribuicao, por meio do coador raettalleo, em urna
resfriadira donde se tira para as turbinas.
Fica bem entendido, que esle segundo producto
da canna nunca poder ser lo bom como o primeiro,
porque traz orhsigco maior porgao de parles hetero-
gneas e por isso menos limpo. Desta mes/na ma-
neira s procede com o terreiro producto al que o
mel nao d mais assucar.
Para urna boa crislallisacao do mel he bom mis-
turar as resfriadeiras ou cisternas, quando se vai
-------- -------, ,.,t0,l, ., mu.,,. i..c|wiuija.-. a apameles uos paes, so moldo-as
,. estudar seu producto, se convm apertar mais ou com esta calda por meio de um caneco, ou, fazen-
r. diminuir o pomo, augmentar ou nao a quantidade do uso das caixas de Schuztenbarh, de un mon-
de leite de cal. silia JErr.at.mnlvwMneah i. Ja_ mi_../..
Esta operago deve-lhe servir de base para as nu-
tras.
Aconselbaria, como principio de boa ordem era
um engenho, de ter todos os vasos medidas; muito .
particularmente a bada de esfriar, e desla sorte um *ver ser feila
proprietario com facilidade e em um momento co-
rnados que nao liverem.uma cor bem prela, nSo
sao bons; aquelles pelo contrario bem pesados,
adhenndo na parte quebrada ao chegar o beico h-
mido, sao os preferidos.
Seria urna grande despeza para o fabricante de
assucar, se serlo podesse usar do carvo por muilo
tempo, depois.de ter servido na rabrieagab. Em
consequencia disto se queima de novo o carvu
que j nao colora e esta operago tem o nome de
revivificaco e lugar ou no mesmos fornos,da mes-
ma maneira como se procedeu na primeira, ou em
oulros recommendados por Mrs. Payen, Olio, etc.,
as suas obras, os>quaes omilto aqui por me pare-
cerem mais dispendiosos no nosso paiz.
Antes porem de ser ntroduzido o carvao as pa-
nellas, de\er ser lavado. Ha para islo diversos
apparelhos. Descreverei os seguimos : urna bica
cnica ou cylindrica, assas larga ccomprida, con-
tem um parafuzo de Archimedes, que faz subir o
carvoperaumaparlodebaixoparacima,ea agua ca-
hindoem sentido inverso,lava-o,sahindo de outroia-
doocarvo.queseespalha sobre as chapas de ferro dos
tornos de Mr. Payen, ele., ou se introdoz as pa-
nellas assim mesmo para ser reqeimado, cuja
operago no interior dos fornos se observa, como -
j ficou dito.
A figura 27 represonta outro apparelho (1) mui-
to simples para a lavagem em pequea quantidade,
o be um tonel ou barril no qual se acba iniroduzi-
da urna bica b que recebe agua da lorneira e, o car-
vao se deposita em 6, e med^ndo-se com urna p,
vai tlvando-se e cahindo rllundo do barril, e a
agua que bouver de mais, vai esgoiando peto outro
lado na altara do nivel da bica d.
Neste processo de reviTiflcaeao do carvao ha na-
turalmente alguma perda, a qual Begund Mr.
Payen (2) be de 4 a 5 O/o por cada reviviB.aeo,
que poder ter lugar muitas vezes.
Befinaria.
Fabricando-se o assucar segundo os metbodos e
pelos exposlos, e usando-so principalmente por di-
versas vezes da filtraco por carvao animal, por
exemploa I4,24,e28. B. poder-se-haobterafflucar-
refinado, todava ajuntarei ultima parte deste ma-
nual o methodo de retinar para aquelles que, nao
sendo proprielarios de engenhos, qnizerem cstebe-
leccr urna raimara.
O fim (la ratinaria he appresenlar 110 commercio
assucar limpo de todas as materias estranhas.
Feilas diversasescolhasdo assucar destinado aser
refinado, se dissolve em urna caldeira, semelhanle
que se usa para Hmpar ou defecar, em quantidade
de agua sufliciente a chegar urna calda'de 30 a 32
B. e depois se aquece, misturando-so neste liquido
urna porgao de sangue.
Em urna caldeira de 250 caadas potreo mais ou
menos, obra de nm balde (urna caada) de sangue
ser bastante. Ou entao dissolve-se' o assucar em
umacaldeiraavappr, (comomelde assucarrefinado,
seo ha)depoisdaquclle ser bem quebrado emuma por -
cao de calda, que marque 30 a 32.- B., e depois
engrossa-se este assucar e se deposita as formas
despejar o assucar de 1 como j ficou dite),"um (% 19) levando cada urna 6 p^go^^br*l-
pouco de assucar cristallisado.. Isto nao s he fa- da nlroduzida, como j expliquei com um eobri-
voravel a urna boa cristallisagao, como tambem se
faz uso em mellados menos reos ; porque um corpo
mais solido dentro do liquido a cristallisar-so\bz
adherir ao redor d'aquelle as mojleculas do assucaT
cristallisavel ; por outra a cristallisagao se comple-
ta mais depressa. Porcxemplo para o assucar-can-
di sabe-se, que se pendura as formas alguns cris-
tas de boa quaUdde atados com linhas, e o assu-
car se. crislallisa em tomo d'elles : o mesmo phe-
nomeno acontece pois com o mel, que deixa no
fundo do vaso cristaes e nao coaita por cima.
Outro systema de extrahir do mel mais assucar
foi descoberto ha muilo pouco lempo por Mr. Du-
brunfaut em Franca. Por meio de urna soluco de
sulphureto de bariumno mel se obtem um pre-
cipitado de saccharato de barita, libertado depois o
assucar pelo acido sulphuroso,' evaporado, o mela-
do se cozinlia, filira, etc., o o producto final be de
bom assucar. *
Com quanlo este reactivo seja ilm veneno muito
poderoso; todava os processos chimicoso extrahem
todo, sem deixar inconveniente ; mas o estado al-
terado do mel enj nosso paiz, proveniente em gran-
de parte, como disse, da purgaco de barro, o pre-
go elevado deste reactivo e a pegligencia de nossos
operarios fazem crer, nao poder-so introduzir este
tetr-i Purgado assim o assucar em 4 a 0, dias,
so deixam escorrer as formas, inclinando-as, e om
outra igual porgao de assucar, tal qual coroprou,
se mistura em agua limpa, ou naquella provenien-
Tfcda lavagem dos filtros, com urna caldeira a va-
por, para dissolver todo esto assucar, e depois se
deita o sangue, c se continua a operaco defecan-
do-se como licou exposto. Alguns lmhem ajun-
iam urna porcao de carvao fino a esle sangue, o
qual ser entao. menor e obra de duaspombas
de carvao animal (3). Mechido todo este liquido
com urna p, se deixa ferver, abriiido-se s tornei-
ras do vapor. Ferve durante 3 minutos e se para
a operaco e a espuma abaixando-se comeca a fen-
der-se, tirar-se-ha enlo toda e depeja-se metade do
caldo sobre os filtros desacco (4) e depois com
o resto se continua a mesma operago, que appre-
sentar ainda o mesmo phenomen..
Estes, que vao receber este caldo assim limpo,
sao caixoes de cerlo tamanho forrados com um
grande saceodealgodao trancado, sobre o qual se
deposita a impureza do caldo, qual destes fil-
tros passa logo aos grandes de carvao animal, cu-
ja forma demonstra a fig. 10. O residuo deste
sacco se aproveia para esiruiqar as terras.
Esta operaco'assim concluida, secomega a co-
.r-----------,-------------,.... ^l ,-.- iiHiuuuii esie *w "iKiayau assim concluida, so comeca
novo systema, anda que seu resultado final deva zinharo.caldo, que devera sahir bem filtrado. O
ser de grande vanlagem ;pois por elle sextralic 34 cozimento se faz ou em caldeira de vacuo, oom j
0/0 de assucar do me.l da lietarraha. foi iWrini ,lurin ,..,___^,,___-. A*
(1) Muilo modernamente aperfeignaram os Srs. Cail
e t. esle systema, mudando a posieso de horzootc
a vertical, coja Tantagem tem sido re'conhecida pelos
tabncaules. r
nhecendo a capacidade destes utencilios, saberia o
numero de caadas de assucar ou de pes obtdo
em certa quantidade de caldo. Urna regra de ma-
deira com urna escala graduada, como as que se
usam nos tanques de mel entre nos indicara a
quantidade de assucar comido no vaso.
Fri o melado convenientemente, o que dura cerca
de 12 horas, se principia a reparticao do assucar,
limpando-se antes a surwrficie deste de toda a espu^
ma, que cosluma a ajuntr-se, chamada entre nos
muldura a qual se approveila depois. Sobre as
resfriadeiras se engancha um pequeo apparelho
fig. 14, por nome canap, que pode ser de ferro
ou de madeira; he urna especie de trempe, que se
ajusta beira das resfriadeiras para sobre ella des-
cancar a repartideira de cobre fig. lft, a qual se
encho de assucar. Com esta repartideira, assim
descripta, que priva de parda de assuear pelo chao,
um s bomem reparte o assucar as formas, se nao
se quer usar das machinas centrifugas, tendo-se o
cuidado de nao ench-las de urna vez, para melhor
cristallisagao do assucar. Esla operago chama-se
unaronda.Convm para urna boa cristallisa-
gao, que o quarto ou local, em quo se acham as res-
friadeiras e mesmo depois a casa de purgar antes
desta operago, conserve certa calor; porque facili-
ta a Cristallisagao e a sahida do'mel.
A temperatura pois dever set de 30 a 20 C-
Dilferentes sao as formas, segundo qualidade
de producto, que se qur appresenlar no commer-
cio. Para assucar bruto, que heaquelle' que nao
foi purgado, apenas escorrido o mel, se usa tam-
bem de uns laboleiros de zinco ( fig. 13) de
tres palmos de comprimento sobre meio de altura,
os quaes seenche de assucar em duas rondas,
e para que o assucar nao se adhira as pare-
des e melhor se desapegue no aventar, se unta com
um pincel urna dissoluco de giz em agua no in-
terior destes laboleiros, antes de se dor principio a
repartigoo do assucar.
A figuro 17 representa urna armaco de madeira
com reparliges, sobre as quaes se acham deposita-
dos os taboleiros de zinco para receber o assucar.
Quando o assucar se tem cristallisado nestasfr-
mas ou taboleiros assim collocados, o que ter lugar
10 a 12 horas depois de cheios, seos transporta
para outro local da casa de purgar, onde a tempe-
ratura lambem he elevada, e se deita cada taboleiro
contra urna das quatro ponas pata melhor escorrer.
A figura 18 mais dislinclamento far o leitor
comprebender; a,a, sao as formasencaixadas sobre
um dos ngulos no fundo da bica 6, 6, para eseor-
rer o mel: e, c, sao tubos redondos conductores do
niel para o deposito d, d, parafusos do ferro para
unir a armogo de madeira e, e. Este mel, de
primeiro furo, pode como novo, ser depois tratado
para assucar.
Os pes escorridos no andar inferior da armaco
se depositara sobre o de cima para acabarde eseorrer
e dar lugar aos que forem vindo.
Achando-se depois os pes. convenienteunente es-
corridos, se os faz passar para a estufa, ouja dcs-
cripcao farei em lugar competente.
(1) Omillpaqui a descripgUo doMystemada co-
lumna de l.emberque ; como j existem dous ejem-
plos na Babia, porque delle s apenas ha sjpi em
r ranga, segundo me consta.
(-) A Franca, que tem 338 fabricas de as mear de
belarrana, conla no departamento do norte, ende ha
maior numero, 114, ea mor parta deslas usa das
caldeiras a vapor a ar livre.
(3) M. Payen edimico, de quem live a ho ura de
ser discpulo, comparando os dflerenles me Ihodos,
u que ,e "ra |,clu vapor 33 01 ">' de Mr s"-
bre o velho de laixos a foao nu e sem empre w> de
carvao animal, e que sendo a qualidade melbor,, lam-
bem valera l| 10 mai.
O assucar de Havana fabricado nos appareil ios de
iierosne e Cail com o nome 110 commercio de / 'loret
Deromeio Havre vale mais 6 frs. sobre 100 kil.:
do que o eommnm daquelle paiz feilo pelo mel Iwdo
O/o de assucar do mel da betarraba.
_- --' ~ ..v uvi-mwwii uc um um- Em conclusao direi, que a boa gra do assucar
silio fig. 21, conhecido sob o nome de cabriola censista na fortaleza dos cristaes solados, limpos
por causa de sua forma oxterior, e o qual he nes- seceos, sem cheiro e sobre ludo baui escorrido. O
tas formas muito pralcavel. A quantidade de cal- assucar do Brasil contem em geralferio ohtro.prin-
da o sua frequencia em cada forma depende da hon- cipalmenle depois de guardado; o que denota sua
nade ia nilenr n nunrai* A ...rmi.!.. tunnuln J- 'nferioridade
Ha hoje dous melhodos de conhecer a bondade
do*assucar pela quantidade cristallisavel comida em
urna porcao dada. 0 primeiro menos dispendioso
he o de Mr. Payen, e o segundo de Mr. Soleil (2)
por ineigrie um apparelho ptico. Segundo aquel-
le se pratica da maneira seguinte : Se desligam os
cristaes de urna porgao de assucar, sem todava
quehra-los, e depois se pesa lOgrammos della, e
se mistura com 10 centi metros cbicos de alchol
anhydroemum frasquinho graduado. Agita-se o
liquido, para perder agua hygroscopico do assucar;
se decanta,' e se Ihe ajunta 50 cent, cbicos de
urna dissolugao de alebol a 85.- Gaylssac, inca-
paz de dissolver o assucar, com 50 gr. de assucar-
candi pulverisado, e cerca 5 O/o de acido actico,
para decorapor o saccharato de cal e libertar o assu-
car, isto he, a cal unir-sc-h ao acido, para for-
mar acetado de cal, deixando livre o assucar. Ajun-*
ta-sc ura excesso de assucar-eandi, ou melhor ain-
da em p preparado anteriormente^ depois se rene
a dissoluco (50 cen.) com o assucar a ser exami-
nado, e agita-se por vezes (5 e 6 minutos) e se co-
in tudo sobre um filtro de papel de laboratorio, e
lava-se bem cora urna porcao de alebool *95.-, e
o residuo seccar-se-ha em correnle de ar e so pesar.
8e os 10 gr. derem u final 9 gr.' se dir, que o
assucar contiuha 90 O/o de assucar cristallisavel. '
Fabrkac.ao de carv&o animal.
Representando b carvao animal um papel muito
essencial no fabrico do assucar, he neeessario des-
crever-se aqui o methodo mais econmico aos pro-
prielarios de engenhos de prepara-lo, embora cou-
veriha a muitos delles comprar antes o carvao, que
houverem de precisar.
A esculla dos ossos comrorre para a bondade da
carbonisagao. Os melhores sao aquelles que offere
dade de assucar o purgar. A segunda" purgaco de-
Vera ser feila da inesma maneira; mas o assucar
para esta segunda calda dever ter sido purgado e
de boa qualidade. A purgago por este methodo
nao tem nenhum dos inconvenientes do barro, be
do mais fcil execugo e de menor duragao, o as-
sucar uo perdendo tanto em seu peso' e nem se
fermentando, nao adquire mo cliero, assim como
o mel, que pelo barro cresceem volunte pela grande
quantidade d'agua, altera-se e priva-se por oonse-
guinte de cristalisar, quando tratado para assucar.
Urna s purgaco calda de assucar bom refinado
he mullas vezes sufficiento paraobter resultado, sera
recorrer-se a urna segunda.
Purgados c bem escorridos os paes de assucar,
se os transporta, nao s este, como tambem os de
assucar bruto, para ser aventados, e depois para a
estufa 011 para os balcoes, havendo sol.
Aqui cabe a descriprao do ttm mecanismo muito
simples c ulil para quebrar os paes e poupar tantos
bragos e lempo. 0 fundo d'este moinho ftg. 22 he
composto de urna coliecgao de pequeas laminas de
ago sbrenoslas, como era um moinho de caf ou
milho : cnlra as quaes o pao de assucar vai, que-
brando-se, cahir na parle inferior do apparelho a.
He lo simples este mecanismo, que nao exige
maior explicago, para ser comprehendido.
Antes de ir adianto, descreverei o meio de Osar
das machinas centrifugas ou Turbinas.
A descoberta ou- para melhor dizer a data da* a-
dopgo d'esie mecanismo para a purgago de assu-
car he como so sabe, muilo recento ( 1849). Hoje
seu emprego esl' generalisado na Inglaterra, na
Franca, na Blgica e em algumas fabricas da Alle-
manha, Dilferentes em forma (2), e em proco, mas
funecionaudo da mesma maneira, ofTcrecem todava
grandes vantagens na purgago do assucar.
A figura 23 representa urna d'essas machinas vis-
ta vertical mente.
Os ossos quebrados sao introduzidos em vosos de quecer todos estes quarios.
ro (poncllos) ou mesmo de harro 18) mm unnnr- i_..i j_ ,.... -.
ferro (pancllas) ou mesmo de barro (3) que suppor-
.._.. v..vW..uu-oy .iu iiiai3uc.fi/diioucu |>i'i mi sin a uc uiiupa i ueDaixo alea ultima, que
mais ou menos de sua capacidade, e se communica lambem ser coberta, dentro de um torno, como os
a velocidade machina, principiando lentamente e grandes de padaria, e depois com um pouco de bar-
augmentando em proporgao. O assucar pela forga ro so'lapa as juntas dos vasos, para que o fogo
foi descripta, durante esta concentragao 15 a' 90
minutos', onde o thermometro marcar, cerca W
C* descendo depois a 70 a medida que fr concen-
irando-se ou em caldeira a ar livre, fig. 8.
processo durante este cozimento he o mesmo, que
mtprimeiro fabricq\ como j fica dito, assim tam-
bem as provas. Concluido o cozimento do assucar,
e evacuada a caldeira pela tomeira n (fig. II) em
urna bica em communicago com a baca,'que de-
ver ser aquecida por vapor brandamnte, dous hc-
mens vo mecbende-o, desde que vai cahindo
na mesma bacia.at acabar, entaede novo se abre
a lorneira fe se nlroduz vapor na caldeira, para
limpa-la, eeste vapor dssolvendo o resto de assu-
car, que ser apanhado separadamente, limpa todo
o interior da caldeira, e se continua depois a opera-
go como a out a.
Fri o assucar (50 a 55-) eem estado mais'ex-
pesso, que se acha na baria, onde os 2 individuos
mechem continuamente, at nao haver nella mais,
se reparte-o com umcanap*^- (fig. 14) e re^
partideiras {fig. 15) como no fabrico do assucar,
em pequeas formas.Este trabalho occupw 4
pessoas, ficando urna para raecher durante a repar-
ticao, outra para repartir, e duas para encher as
formas. O assucar repartido as formas anterior-
mente ai-ruinadas una ouhvi e sustidas de distan-
cia em distancia por urna forma 'toda massiga e
pesada e collocada sobre a parte mais larga, com a
mais fina para cima fig. 28, mechido por um
dos homeus com urna faca, passando-a primeira-
nieute pelo centro da cara do pao, o depois pelos la-
dos, para que os cristaes nao formen cora e o niel
se nao ajume no meio do assucar, o islo duas ou
tres vezes. As foanas nao devero ser cheias de
urna vez; mas sirn em duas rondas.
Doze lioras depois achando-se fros os paos, se
os leva por meio de apparelhos e moiloes aos ten-
daes, que na Europa sat ordinariamente forrados
de zinco, e no segundo e mais andares da fabrica,
e se desarrolham aos paes para escorrer o mel, que
vai ao deposito geral, para ser de nov tratado.
Esla casa de purgar he tambem aquecida no in-
; ......:----- "ii- wm ue purgar ne lanincm aquecida no m-
cem superficie mais regular, por tanto os dacanella verno por tubos de vapor, que tendo j sido emnre-
sao bons, pelo conirano os da cabega, ele. gados pela machina, de novohe aproveilado para ac
centrifuga se espalha todo contra as paredes metal
licas da machina, o se adherindo ellas, deixa pas-
sar o niel por entre o tecido de rame. Para fa-
tilitar a purgaco, se deita, quando o primeiro
mel j tenha sabido, por meio de um caneco ou bor-
rifador urna porcao de calda de assucar de boa qua-
lidade, iiiareandp 30 a 32 graos-B. preparada co-
mo ja foi dito. Quanlo melhor for o assucar da cal-
Ja, lano mais alvo ser o produelo nos turbinas :
assim tambem tanto mais le upo so demorar a pur-
gaco, tanto mais braneo ser o assucar. ?jo cur-
to espaco de 10 a 20 minutos se purga o assucar,
que pelo melliodo conhecido entre nos exigira 30
40 dias. O mel resultado desta operaco nao se
deteriora, como o que se obtem nos nossos enge-
nhos, e por tanto pode ser mesmo logo sem incon-
veniente tratado : o firande espaco de casa, que oc-
I- nao penetre oos ossos. Sobre os crivos do forno
ig. 25 se deposita o combuslive|.necessario, feicha-
c barrea-se bem a ppria de ferro (ig. 26, de-
ando-Se queimar por espago de 6 a 10 horas, se-
gundo a qualidade do combustivel e a capacidade
do forno. O fogo labora deniro, passando por to-
das as panellas, sahindo depois em fumaca pelos
canaes da cha'min a a...
0 pequeo postigo dsobreagrande porla/^.26)o
qual se abre vontade, serve paro por elle se ver a
marcha do processo interior. <
Queimados es ossos, deixa-se esfriar um pouco o
forno, abrindo-se una torneira sobre o tacto do
mesmo,ese lira-ospara sereui quebradospor meio de
um moinho de laminas de ac ou msmo de*pedra,
e segundo a gra, que se quer de carvao animal!
Passa-se assim quebrado em cylindros horizontacs
-----r_.,........., ., rassa-se assim quemado em cv indios linrbmii es
ciipan. as formas as casas de purgar, o qual po- dl. grade ou pamio melallico de dKnS Sm
dena servir para oulros ubcelos, como casa do is- -.: ....:/.. ____ .."eremes aimeu
'. .---------- C .->" -l"' I'"
dena servir para oulros objectos, como casa do dis-
lillacao, relinaria, ele, a grande perda de assucar e
mel, que se encontra sobre os lendaes, sao vantagens
olferecidas por este systema de purgar. Pode-so a-
juntar at 3 vezes a calda para melbor resultado.
O assucar escorrido, quer por si s (bruto),
(I) A temperatura da casa de pursar dever ser
menos elevada, do que no quarto nu local da re-
parligao. Ella deve pois diminuir, e bastar ficarcm
17 a 20
_ (2) O doulor Ed Slollc, de quem jri live occa-
siilo dfr fallar nesla obra, inlroduzin nesla* machinas
mcllioi-amrnlns; applicando-lhes duas mollas, como
as de carruaacns, com que suavisa o frolamento do
pio, o que tazia usar Uo depressa os bronzes em
algumas. Era Lille vi um modelo mnilo mais
pequeo, que facilita o trabalho, e canda o lempo
perdido as sraudes no carregar e descarregar. O
cusi desiu, era tambem omito menor.
ges, especie de penetras, principiando pelo mais
fino, e concluindo com o mais grosso. Cada qua-
lidade decarvio, que vai sahindo, seapanha par-
te ; servindo para o assuear s aquelle mais grosso
de una a duas linhas de dimetro wuco mais ou
menos, e o manjfino proveita-se para as fabricas
de graxa, ele, e assim .concluido o trabalho he
ensaccado e exposto ao consummo. Os ossos que
(I) Digo --ensaccado c nao eucaixado -, por-
que he preferivel aquelle a esle mclliodo.
("2) V. Analvsc das sibstancias sacedariferes ;
moyen de proprets ontiques de leur dissolulion^
r T. Clcrgel. (Exlrail des Annale el chimie el de
phy/ique; 3. serie. T. XVI. Pars, I&52. )
(3) As pancllas le Nag ( Caclioeira) sao boas pa-
ra esle flm, nao sendo leudadas. A resistencia do
barro no fogo, a barateza. destas pancllas se fazem
recommendar.
V-
O assucar depois de fri e christallisado, do 12 a
24 horas, se faz passar prmeiramente por um ralo .
oucoadorn,eta.lico/ir.24a,assa,olal, e depois tem tem o fogo, e arrumadas uma^bre a outra dal- he furaaS m^J
se despejo ass.m preparado no interior da- turbi- em columna de cinco, de sorte que o fundo da su- UL; .^ 0 T, n. ? '
naanaoonehondo.se todava mais do 2/3 pouco perior sirva de tampa debaixo4 ate a ultimo, que ^6 SfcdZt nTl^^T ""'^
""" "" ~ J- .....iJ-*- tambera ser coberta. deniro de >n tamo. cnJ < Z?2 K.JTa ^1^ \* ,ma"u,ra
seguinte. Kaspa-se da cara das formas (como se
praticou com a purgago do assucar bruto, p. 54),
que devero ser de boa qualidade, com um instru-
mento, (ig. 29 de tres faces e triangular, urna por-
cao de assucar, oba de polegada e meia, e fazen-
do-se com este asstar e agua fria urna ealda de 30
a 32. B se despeja-a sobre a parte raspada dos
paeps, cora um caneco, tendo sido a cara anterior-
mente preparada e igualada com urna especie de
colher, fig. 30. Algumas horas depois (6 a 8) os
paens receben)'a primeira purgago coma calda,
n. 2, qucTfcver ser feita, como ja disse, com as-
sucar de boa qualidade, c que raleona pouco mel.
No dia inmediato seda a 2. purgaco com a calda
n 1, <|ii>" foi preparada com assucar refinado, pur-
gado de mnilo boa qualidade. Se o assucar exi-
gir, dar-se-ha urna terceira cquarta purgasao com
n. 1, ordinarimiente duas a tres sao sufhcientcs,
havendo sempreo cuidado de endircitar a superficie
do assucar. Deixa-se escorrer os paens sobre os
tendaes e depois de 6 a8 dias, se,avena alguns,
jara exominar-sc o estado, que, endo o desejado,
se passa a outra operaco, inclinando-se cada forma
sobre a beira de ura caixo, para isto destinado, e
com o instrumento do fig. 49, se raspa e limpa-se
a carado assucar, e depois se aventara os paens, e
r
(1) Lehrbrh der Nalronal- Praxis der landwrLs-
chaflhccu Oewerbe, von l)r. Julius Olio. Brauus-
chweiR, 1853.
(2) Prcis d* chimio indiistriellc ; par A. l'avcn
2. d. Pars, I85l.
(311 Como sera dilcil suardar-se o.sangue sem
pulnlicar-se, aleuiis fadricanles mjsluram no com
duas partes de carvao animal para cnlao suarda-lo
(Payen.)
(4) Nao se empregando, carvao misturado com o
sangue uesta operaco nao sao entao precisos os fil-
tros de sacco, poder despejar-so o caldo da caldei-
ra os filtros araiides de carvao ; e segiflr-se o Ira-
balhe.
\
w^.i


*>
se corta cora um outro gmecanismo, fiq. 31, as
ponas que irazer corasigo anda abjura mel (I
lins conservando a forma da ponta do pao; e o
asaucar cortado vai cahindo em ura caxo, que se
acha por baixo do mecanismo. A simplcidade do
mecanismo nao exige outra explicaco, mais do que
fepreseittada na fiq. 31.Isto feilo se cobre ca-
ri pao com um cariucho do papel e se os cxpoem
por i horas ao ar, para depois os depositar as
estufas, as quaes sao uifi pouco dfferentcs das ja
descripUis. lira local aquecido por vapor cheio de
praleleiras feilas de liras linas de madeira, sobie as
quaes se depositan! os paens o arranjados de sorle,
que um pao nao toque e >m a ponta ao da parte su-
perior, eis urna estufa-. Este quarto, que lie maior
ou menor, segundo (uquulflnrtl^I jSLcare a tor-
il da fahric da casa, teyfoo era cada ura urna porta, por nd<
se introdiiieni os paens. O calor devora vir gra-
dualmente: ; porque aquecido o assucar bruscamen-
te, podar fcilmente dissolver-se. As paredes ex-
teriores .fiesta estufa devero ser grossas, para mc-
Ibor coiiservaco do calor. Ura iermoraetro posto
o interiorle cada audar, por delraz de urna vidra-
?, m.arear o grao de temperatura, quo nao exee-
deravde 40 a 45 c; do contrario sen io ella exces-
iv a, encardir.o assucar dissolvendo-o em mel.
tftmserva-se o assucar na estufa al que batendo-se
^^So pao, .sedeixa perceber ura spm, signal do bem
aecco, e seno lira todava os paens, em quanlo
nao esfriar a estufa. A muJanra repentina de at-
mosphera far fender-se os paens. Algumas estu-
fas costumam a ter na parte superior do telhado um
ventilador, >ara renovar o ar interior. A corrale
de ar nao he m para o assucar; porque leva roin-
sigo a huniidade desenvolvida a medida, que vo
secando os paens. Concluido- este irabalho, se tira
os paens para um quarto bem asseiado para pesar-
se, erabrulbar-sc em papel, e expedr-se ao com-
mcreio.
Esto meibodo exposto lie prefer ve] ao de purga-
ijau com barro, a qual exigir cortamente mais de
, SO das, entretanto que o cora a calda apenas 10
a ii.
- O mel olitido e os fragmentos de assucar se trata
de novo da mesraa maneira ja conliecida, smenlc
conceber-se-lia, que este assucar, segundo producto,
ser de qualidade infeiior; e por consegu uto mais
lempo levar seu fabrico e mesr.10 maior rtumero de
purgarlo, etc.
A fabricacao do assucarcandi que ajuulo
aqui se faz da nianeira seguinte:
O assucar candt, aquello que apparece no con-
sumrooem crslesmais ou menos grandes e.'jem
desenvolvidos, tem varias cores, segundo a qualida-
des, todava dellas ha trespr ncipiaes; branca trans-
parente, amarella cordepalhae cor de licor. O
caldo se eozinlia da raesma maneira, como se fosse
para rafinar, apenas dever o grao de calor ser
maior, ese reparte quentcsera bater-se.
Quando se concentra em caldeira de vacuo, se
deve anda coznhar um pouco na de ar livre, para
onde se passoii o melado d'aquolla, c depois entao
se reparte immediatamente o assucar era vasos de
forma cnica, como urna panella.de cobre ou lato
que tem de dimetro 2 a 2 1|2 palmos e de pro-
fundidae um a um c meio. Esta va silba lem 4
s 5 ordens do furos excesivamente finos, por onde
se passaolinlias com algumscristes isoladosde assucar
candi, para melhor facilitara crisUilisacu ; e para
que' a calda nao passe por entre os furos na occa-
siao do enche-ras, s unta exteriormente um pon-
to de barro ou goinma, afim de tapar estes bu-
racos. 4O assucar herepartido, com as repartidei-
ras conhecidas e j descriptas, dentro das estufas,
onde se acharo depositados os vasos sobre as prate-
leiras, aquecido o local, sem todava haver corrente
doar.
"Chiosos vasos, fecha-se a estufa, o nao se
abre, seno no lira de 6 a 8 das (concorrendo
lodo favoravelmenie), para examinar-se) se a cris-
ullisacao est concluida, se a codea do assucar est
completamente assucarada, dic.
jertiGcado o fabricante de seu irabalho despeja
lodo o mel, que nao nristallisou, deilando-se os
vasos obliquamenle, Tdcpois se tira todos os paens
assim formados, passando o exterior das vasilhas
por ura instante em agua fervendo, para que os
paens se desapeguen dos vasos, cujas Iinhas foram
antes cortadas^ e ^etxa secar depois, conduzindo-
se lodo o assucar para um quarto, onde se faz a
escolba o se encalva para o cohsummo.
Segundo Mr. Payven a producto de assucar em
todo o mundo be de 933 milhoes de kilogram-
roos. O consumo em toda a Europa monta para
210,4009000 de habitantes a 068 milhoes de
kiI- ,
Producao annual. '
Milhoes de kilog- (2).
Bengala.' China, Siam..... 100
Coloniasinglezas...... 220
hespanholas....... 235
hoHandezas....... 80
suecas e dinamarquesa.-. 10
francezas. 80
...... 60
1
par
. 1
caldeira
ultima
regener:
20 cavados,,
para a madn
dos os aci
DIARIO DE PERNAMBUCO QUARTA FEIM 18 DE JANEIRO DE 1854.

vapor ar livro
peraco ....
dor de torca de cerca
para servir tambem
ia e raoenda, com to-
rios de installatjao .
750,000
2:000,000
Res 4:0508000
Coin esu pequea reforma, cuja despeza pode.i
chegardc-4Ja 5 cornos doris, ter un: proprie-
tario os meaos necessarios do produzir bom assucar,
e 110 6n> iia'safra o capital ser eoberlo/ Fica pois
entendidos que o temo anligo de laxos ser tam-
bem mais pe<[ueno, os quaes com preferencia de-
vero tej fogo separado, como j licou dito.
Obserjvei anda que os clarificadores devero ser
muito iais pequeos do que os nossps, podero
conter 114 da capacidade dos acluaes, e assim tam-
bem far-se-ha desaparece os parocs de caldo fro,
cujo nico lira he de facilitar a formenlaco. Nos
laxos a fogo nu deve o caldo passar alm da liuha
do fogo, para nao caramclisar o assucar, o que o
colora. Nossos inestres de assucar era geral nao W
abservam esta regia.
De todas as oporaroes do assucar a defecaco o
a conceulracao sao as queexigem cuidado mais se-
rio. Da primeira defiende, j um bom resultado
do assucar ; da segunda direi, que os laixos i fogo
nu devem nao queimar o fazer a operaco o mais
rpido possivcl. A evaporaco nao apresentando
diliculdado, podo ser feila em caldeira outaixo a fo-
go nu, r -11 a eoncentraco em una a vapor. Quan-
do porcm nao queira .0 proprietario ou fabricante
mudar do systema, preferiVcl ser, que o laixo de
ponto ou de eoncenlraco seja em fogo separado ;
de sorto que possa ser regulado a vonlade.
Roconimcndo aqui que as casas de caldeira sejo
bem areijadas, tenho janollas correspondan les para
quo o ar circule. O calor e o* vapor desenvolver
.liumidado naquella atmospliera, o quo faz retardar
o cozjmcnto do caldo, e, como so sube, lie muito
prejudicial. -
A casa 011 quarto de ropartico do assucar, ao
sabir dos laixos, deveter unta temperatura uniforme,
para facilitar a crislalisaco, dever ser mais quen-
le do que as casas de purgar onde o ar de-
ve ser entao rauilo mais fresco para facilitar a purga-
rlo do assucar.
De reunioesi peridicas de lavradores do associa-
Qes agrcolas, industriosas e coinmerciaes, que de-
vero ser inlrodiizidas cutre nos, ondo se comnnini-
quem as ideas novas, se disculam os systemas des-
tes diversos ramos c se estudem o progresso das ci-
encias e das arles, animando scus autores introdulo-
res com premios, mencocs, etc.,hequeso deveesperar
todos os mellipramenlos da agricultura, industria e
commercio, base da riqueza do estado. Nao se
deve tudo exigir do governo, cuja inlervencao e pro-
teceo uestes ramos,- devem ter um limite, alm
do qual miisdamno ellas laara do que benificio,
sobre-carregando-se df. -nais os cofres pblicos, e ve-
xando a populacao com mais impostes ; exemplos
desla verdade temos mais de urna vez presenciado
mesmo em nosso paiz.
(Do manual do fabricante de assucar offe-
redb aos Srs. de engenho da Baha pelo S.
F. M. B. de Arayao).
)
(3))

c
Franca
Brasil
Luisiana......
Russia. Allemanha, Italia e Blgica.
Total
Mr. Payen appresenta um calculo do
140
75
60(4)
33(5)
953
custo
COMMERCIO.
HAtAUO RECIPE. 17 l)E JANEIRO AS 3
IJORAS DA TARDE.
ColacOes olliriaes. ^
Cambio sobre Londres a 28 d. 60 div.
ALFANOEGA.
Rcnilimenlo .lo ilia I a Iti. .145:7209303
dem do da 17 -. 10:357-5>120
MOVIMENTO DO PORTO.
Xacios entrados no din 16.
Calho de Lima75 dias, barca americana Ohio, ca-
pitAo Terry, carga anaii.i; a o 1 -apilo. Veio re-
frescar e seiiiie para Liverpool.
Go licmburK35 dia,!irisne sueco Selma, de3!8 to-
neladas, capitao C. F. Wallaiuler, pquipaaem 13,
rama ferro, taboado e mais gneros ; a Rutli Bi-
doiilae.
Rio do Jaiipir.i22 dias, escuna buMIera Linda,
de 153 tonelada, capitn Jos'Ignacio Pntenla,
equipa? 11, carga varios gneros; a Eduardo
Kerreira Bailar.
Monlevidco e portos intermedios12 dias, vapor in-
gle Lusitania, coniinandanle James Brow. Pas-
sageiros para esta provincia, Manoel Tliemnteo prinieiro janeo da estrada do norte, avallada em
2.' No prazo de 30 dias seriio principiada as
obras, e concluidas no de seis mezes miados segun-
do o regu lamento.
3. A importancia tiesta arremataeao ser paga
na forma do regulamenlo n. 286.
4.a Para tudo mais que nao esliver determinado
as presentes clausulas, leguir-se-ha o que determi-
na a lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851.
Conforme.O secretario,
Antonio Ferrt.ira da .tnnunciaro.
_ O Illm. Sr. inspector da lliesonraria provin-,
c.ial, em ciimprimenloda resolucan ila junta, manda'
faztr publico que no dia 9 de fevereiro oroximo vin-
douro. vai novamenle praca para ser arrematada
perantea mesma junta, a quem por menos lizer, a
obra do aterro c empedramento da primeira parle do
Barboza, llermano Melutens. Seglo para Liver-
pool, condiizindo desta provincia o passageiro
Jolin II. Robilliard.
Sacio* saludos no mesmo dia.
Rio Grande do NorteLancha brasileira Feliz das
Ondas, mcslre Bernardo Jos da Cosa, em lastro.
Rio de Janeiro e portos intermediosVapor brasi-
leira Imperador, commandanle o capilao-tenente
Gervasio Mancebo. Alera los passageiros que
IroiiKc. leva a seu bordo: Francisco Apntegario
Leal, Vicente Ignacio I'ereira e 1 criado, Jos Ca-
landrino de Azevedo. Filippe Honorato da Conha
Menencia. David da Costa Marbado, Jos Joaquim
de I'inliO .'.liMi.lonca, Lote Antonio Rodrigues de
Almeida, limhelino Gue.les de Mello, Francisco
Jos da Silva Porto e 1 criado, Joo Joaquim Al-
ves, Caslriciano Marques de Guuveia e 1 escravo,
Eugenio Tisscl, 1 soldado e I escravo a entregar.
Xadoi entrados no aia 17.
Rio de Janeiro36 dias, escuna brasiieira l'eremot,
de 101 toneladas, capilao Joaquim Jos Alves das
Neves, equipagem 8, carga varios genero* ; a Jos
Baptista da Kunsrca Jnior. Passageiro, Francisco
de Oliveira Colmaraes.
Colinguiba8 dias, hi.-ile brasileira S. Joaquim, de
41 toneladas, ineslre Placido Jos de SanfAnna,
equipagem 7, carga assucar ; a Schramm Wliate-
ly & Compaubia. Passageiro, Antonio Jos da
Silva.
Babia5 dias e meio. barca inglcza Itanger. de 304
toneladas, capitn Charles Kiikby. equipagem 14,
em lastro ; a Scliramm Wlialelv Companliia.
dem8 dias. brigue sardo llosa', de 178 lo.iela.las,
cnpilan Jos l'ilaluga, equipagem i), oui lastro ; a
Schramm Whalely & Compaubia.
Jdeini) dias, brigue porluguez Esperanca. de 229
toneladas, capito Antonio Jos Das Branquinbo,
equipagem II, eni lastro ; a Baltar Liverpool27 dias, hju-ra inaleza Bonito, de 340
toneladas, capitao ^V. O. Tawr, equipagem 13,
carga canan de pedra ; a Johnstoo l'aler & Com-
paubia.
Nati sahido no mesmo dia.
MarselhaBarra franceza Paquete de Santiago,
capitao Bousson, carga assucar.
EDITAES.
do assucar bruto de betarraha c do da canna nas
colonias francezas, que julgo til de transcrever
aqui.
Beneficio, deduzidas as despezas, direilose valor
do mel e carvao animal no assucar de betrraba por
iOOkil.: 10 fr.'50 c. (6).
Cusi pelo anligo systema nas colonias posto om
Franca o assucar, comprehenddas todas as despe-
sas 00 kil por 2 3 fr. 50 c. (7).
O euslo nas colonias sem beneficio he de 35 fr.
por 100 kil., e pelo systema moderno, isto lie,
applicao de carvao etc. se calcula em lugar de
100 kil. distando- 35 fr., 140 fr. cuslando 40
fr., o que o beneficio liquido he de 12 fr. 50 c.
Termo medio daproduccao de assucar em dif-
ferentes paizes, segundo o mesmo autor.
1 hectar 15 mezes 1 auno.
Martinica, cannas -2,50(1 2,000
Guadelupc 3,000 2,500
Bourbon > 5,000 4,007
Brasil 7,500 6,000 #
Franca belarrabas 1,500 2,400
A protloccao de belarraba em ura hectar de trra
varia de 35 a 45,000 kil. ; o a despeza feila he de,
mo medio, 420 fr. por hectar.
Observaces.
Para um proprietario, que nao queira ou nao
possa.fazer urna raudanpa radical em sua casa de
, appresente aqui una conta de preco dos
auparemos na actuff dade e das reformas indispon-
is, que a meu ver, poderiam melhorar econ-
micamente o amigo sistema em uso entre nos.
4 filtros de 3 metros de altu-
ra 2WWXM0
1 raontc-jus
. 16:078S223
Deicarregam hoje 18 de Janeiro.
Barca ingleza Cruzader mercadoi ias.
Barca inglcza Mondaidem.
Escuna brasileira Linda gneros do pa.z.
Brigue sueco Selma taboado.
Importacao .
Barca ingteza Cruzader, vimla de. Liverpool,
consignada a C. J. Asiley & C, maitifestou o se-
guinte :
50 barr- maolena ; a J. Teixeira Bastos.
2 caixas lecidos de seda. 21 dilas ditos de algo-
do, 1 fardo panno ; a A. C. de Abren.
1 caita miudezas, 2i dilas legjdns de algodao, 2
dilas algotlao ; a R. Royle,
110 barris manleisa,' KKJ ditos cinzti, i ditos a-
iiardenle, 6 caixas espirilof, 16 dilas vinho, 20
barriScerveja, 6 botijas passas. 12 presunto-', 3 cai-
tas queijos, i.lilas biscoilos, 2 embruios Inurinlio,
1 fardo cabos miada-, I'caixa e 1 emtirulho lerra-
meutas : a ordem. -
15 voluntes cabos, 19 gigos looca, 1 caixa amos-
tras, 300 fogareiros, 1 babu dito, 100 cbapas tle
fogo, 15 saceos lampos, 23 barricas ferro de engom-
mar, 10 ditas gunzos, 84 .lilas e 3 caixas ferragens,
10 ditas machados, 30 llarricas correntes. 1 caixa li-
mis, 140 pesos de Trro, 81 barris pregos, .10 feives
ps, 1 fardo lecidos de la algodao. Ii caixas le-
cidos ile linho; a James Ilalliday.
5 volornes lecidos de algodo, 2caixas ditos; a L.
Antonio de Siqueira.
4 macacos para prensa de algodo, 1 pacole per-
tenecs da mesma ; a J. R. I.asserrc & C.
30 barris ceneja, 9 barricas o 1 caixa ferragens,
2 barricas e 3 caixas vidros, 4 b.irricas ferro de en-
gommar, 60 pacoles ps, 6 caixas clupos de sol de
algodao, 35 ditas fio, 1 barrica rutilara, 2 caixas
objeelos particulares, 45 gigos louca; a E. IJ.
Wyall.
06 barricas cerveja, 37 caixas lecidos de algodao,
26 fardos ditos, 1 caixa caudieiros, 1 dita louca, 1
embrulbo roupa, 2 caixas tecidos de linho, 70 bar-,
ricas louca, 2 ditas amostras ; a C. J. Asllev &. C.
1 caia bicos de algodao, 2 dilas fio de dilo : a
Feidel Pinto & C.
1 fardo lecidos de algodao, 50 barris manteiga ; a
Jonston Pater & C.
, 1 caixa lis ros ; a Amorim Innilns.
50 caixas queijos, 1 dita chapeos de sol; a F. G,
de Oliveira.
8 fardos lecidos de 15a, 18 caixas ditos do algodao ;
a James Crablree & C.
19.200 pitafas, 14 fardds lecidos de algodao ; a
N. O. Biebe. & C.
50 chapas de ferro, 4 saceos laixas, 36 chapas e 1
pedaco de zinco, 5 toneladas de ierro. 3 toneladas
e 13 quinlaes inglezes de carvao tle pedra, 5,000 li-
jullos ; a C. Slarr & C.
36 lardos lecidos de algodo, 31 caixas ditos dilo,
2 dilas ditos de seda e algodo; a James Rvder & C.
20 caixas lecidos de algodao, 18 fardo ditos dilo,
1 caixa ignnra-se, 1 dita meias de algodao, 4 fardos
lecidos de linho ; a Fox Brothers. -
5 caixas lecidos de linho e algodo ; a Rosas Braga
&' C.
30 fardos e 61 caixas lecidos de algodo, 3 fardos
dilos de 13a, 4 caixas camisas de algodao ; a Ilenrv
dibsoii.
43 caitas 8 fardos tecidss de algodo ; a Russell
Mel lora & C
1 caixa Unta ; a Rosron Rooker & C.
1 barril oleo de linhaca. 1 dito azeile de peite. 10
barricas cerveja, 1 dita vinho, 1 dila agurdente, 3
caitas queijos, 1 dita mostarda, 1 dila biscoilos, 20
presuntos, 1 barrira conservan, 1 caixa urna cancer-
leira ; a John Caroll Irr.
aM.
O Illm. Sr. insoeclor da thesouraria provin-
cial, em cuinprinientcr da ordem do Fxm. Sr. pre-
sidente da provincia do 22 do correle, manda fa-
zer publico, que nos dias 7, 8 e 9 de fevereiro pr-
ximo vindouro, perantea junta da fazenda da mes-
ma thesouraria, se ha dearrematar quem por me-
nos lizer, a obra .lo acude na Villa Bella ta comar-
ca de Paje de Flores, avaliada em 4:004000 rs.
A arremataeao ser feila na forma dos arls. 24 e
27 da le provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
esob as clausulas esperiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremata-
dlo, comparceam na sala dasscsOes da mesma un-
a, nof|ias r.ma declarados pelo meio dia, compe
ternemente babeliladas.
E para constar se mandou aflixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco, 24 dedezembro oe 1853.O secretario.
Antonio Ferreira tAnnuneiacao.
Clausulas especiaet para a arremataeao.
1, As obras .leste acude sero feilas de confefr-
midade com as plantas e orcamento, appresenlados
nesla dala a approvarao do Eim. presidente da pro-
vincia, na importancia de 4*0i.50t)0rs.
2. Estas, obras devero principiar no prazo de 2
mezes, c serao concluidas no de 10 mezes, acontar
conforme a le\ provincial n. 286.
3. A importancia desla arremataeao ser paga
em Ires preslarOcs da maneira seguinte : prime ira
dos dous quintos do valor total, quando iiver con-
cluido ametade da obra ; a segunda igual a gkei-
ra, depois de lavrado o termo de recebimenlj^ro-
yisorio ; a terceira finalmente, de um quinto depo-
is do rcrehimciitii tlefinilivo.
4." O arrematante ser obrigado a communicar a
reparcao da obras publicas com antecedencia tle
30 dias, o dia .fixo em que teni de dar principio a
execucao das obras, assim como Irabalbar se-
guidamente durante 15 dias.afim de que possa o en-
genbeiro encarregado da obra assistir aos primeiros
(rabalhos.
5.". Para lodo o mais c.uennestiver especificado
nas prsenles clausulas, seguir-se-ha o que determi-
na a lei provincial 11. 286, de 17 de'maio de 1851.
Conforme. O secretaria Antonio Ferreira
d .lnnunrtariu. m
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
em cumprimentoda nri%m do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda razer publico que.no dia 19 tle
Janeiro prximo vindouro, perante a junta d fa-
zenda da mesma thesouraria, vai novamenle a pra-
c,a para ser arrematada a quem por menos fizer, 9
obra to concert da cadeia da villa do Cano, ava*
liada em8259000 rs,
A arremataeao ser feila na forma dos rticos 24
e27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio- de
18jI, esob as clausulasespeciaes abaixo copiadas.
As pessoas quo se propozerem a esla arreinalacJo
comparer,am na sala das sessoes da mesma junla.'no
dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presente e
publicar pelo Diario. Secretaria da thesouraria
provincial de Pernambuco 15 dedezembro de 1853.
O secretario, ^lonio Ferreira a"Annuneiacao.
Clausulas especiaes para a arremataeao.
1.0* rabalhos da cadeia d villa do Cabo far-
sc-hao de couformidade com o orcamento approva-
do pela direcloria em conselho, e apresenlado ap-
provac-ao do Etm. Sr. presidente da provincia na
importancia de 8259000 rs.
2-O rremataiilednr principio asobras.no prazo
i I.i das, e dever conclu|-las no tle Ires mees.
o arligo 31
800,000
500,000


1
, (!) Nao qirerendo fazer-se uso deste mecanismo
fiq. 3*,.alguns fabricantes adoptaram outro dis-
tribuido da maneira seguinte.
Um ou mais tubos eslo em communicacao com
a bomba de ar de ma machina de vapor e sobre
osles tubos horizontalmeote oolocados achom-se
tantas torneiras quantos paens se quer acabar de
purgar, esobre ellasse encaixa o fundo de cada pao
nasua formatendoentreo bico da forma ca lornera
uma:iel de gom> clstica, para feichar aperdadear.
Faz-smarchar o processo, e o ai exlrhe o resto do
iiw .po houver nas ponas dos paens, sem precisar
coma-Ios. .
tste methodo vi om praticn, dando em pouco
lempo mnito bom resultado,
no paiz rm med'0' sem conlar o que se consomm
proauccao em augmento prodigioso.
undo Mr. Dureati o nono passado 1,400 cn-
SL^T?12SS,^,l,"-*O'*00'Ofw dc k i'o'n-ammosVa.m-
^ in^i^L ^Rri!?de ?"r'c "Todujrao de no-
vos apparollios (pg.14, oftrii sitatla.) -
du^rJCCO aUculj" progresso da in-
fi' A Cran-Brelauha couiainiinj,,
Sr? ^.n' ,o,,eU'1^-30.339,900 kil.
Ik.1 3oO,000 355..17!).00f|
1853 380,000 ^,S
can 1"^l'rovam?l?,ITeitos da diminu
cao progrewiva dos direil.js, segundo a lei de
1816 proposta por lord John Russell, a qual em 5 de
juiho de 1854 os equiparara com os que pagam as
colonias ingtoas, isto he. 10' shillingspor qnintal ou
Cwt-112 libras, ou 50 kil og. 79. Una tonelada
igual a 20 quinlaes ou 1,01 5 kil. 91.
1 caixa bicos de algodo, 20 dilas queijos
J. Ramos e Silva.
2 fardos lonas 1 caita lecidos de linho, 10 dilas
dilos de algodao, 2 ditas objeelos para escriptorio;
1 Adamsou Mowie & C.
1 caixa lecidos de algodao; a Barroca & Caslro.
2 saceos amostras ; a diversos.
Escuna nacional l'eremos, viuda do Rio de Janei-
ro,' consignada a Jos Baplisla da Fonseca Jnior,
roanifeslou o seguinte :
84 pipas vasias, 5 caixes chapeos, I volumearma-
c,ftes para sellins, 1 caixo cha, 4 barricas fariuha,
200 folhasbolachinhas; a ordem,
5 caixoles charape; a Manuel Alves Guerra J-
nior, j
20 barris plvora para o arsenal de guerra.
Escuna nacional- Linda, vinda do Rio de Janeiro,
consignada a Baltar & Oliveira, roanifestou o se-
guinte :
7 barricas farinha de mandioca, A caites chapeos,
90 saccas e 1 barrica caf, 25 rolos de fumo. 40 bar-
ris manteiga, 350 caixas macos, 15 barris azeitc do-
ce ; a-ordem. .
Iliale nacional .V. ioaquim, vindo de Cotinguiba,
consignad.! a Schramm \ Companhia, manifeslou 0
seguinte :
262 saceos assucar ; aos inesmos.
9 barricas assucar ; a Manoel I loarle Rodrigues.
CONSULADO GERAL.
UantlimeuMpo dia 1 a 16 16:8748532
da 17........1:5159721
de
ambos contados de couformidade com
da lei n. 286.
3 O arremalanlo seguir na execucao tudo o que
llie fnr presenpto pelo engcoheiro respectivo, nao
so para boa etm-urflo do Irabalho, como em ordem
de nao inulilisar ao mesmo lempo para o serviro
publico lodas as parles do edificio.
4. O pagamento da ihiporlanria da arremataeao
verilicar-se-ha em duas preslat;oes iguaes : a pri-
meira depois do feilos dous tercos da obra, e a se-
gunda depois de lavrado o termo de recebimento.
o. N3o baver prazo de responsabilidade.
6. Para tudo o que nao se acha determinado cas
presentes clausulas, nem no orcamento, seauir-se-
ha ti que dispe a li n. 286.
Conforme O secretario, Antonio Ferreira
aAnnuneiacao,
. O Illm. Sr. inspector da thesourariaprovin-
cial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 26 do corrente, manda lazcr
poblico, que no diafde Janeiro prximo vindouro.
vai novamenle a pr?R para ser arrematada 1 quem
por menos' lizer, a obra do melhorameulo do rio
de (toanna, avaliada em 50-.6003000.
A arremataeao ser feila na forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 286 tle 17 de maio de 1851,
e 60b as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremataeao,
compareijam na sala das sessoes da mesma junta
110 dil cima declarado, pelo meio dia, competen-
temente habilitadas.
E para constar se mandou aflixar
publicar pelo Diario.
Secretaria da (hesouraria provincial de Pernam-
buco, 17 de dezembro tle 1853. O secretario, An-
tonia Ferreira dAnnuneiacao.
Clausulas especiaet para a arremataeao.
l. As Obras do inelhoramenlo do rio de 'Goianna
far-se-luto de conformitlade com o orcameiilo, plan-
tas e perfis, approvados pela direcloria em conselho,
o aprsenla los a approvarao do Exm. Sr. presiden-
te da provincia, na importancia tle 50:6009000.
2." 0 arremtente dar principio as obras 410 pra-
zo de Ires mezes e as concluir no.de lies anuos,
ambos contados pela forma do arligo 31 da lei n.
286.
8.a Durante a execucao dos (rabalhos, o arrema-
tante ser obrigado a proporcionar transito as cano-
as e bar cacas ou pelo canal novo ou pelo Irilho ac-
tual do rio.
4. O arrematante seguir na execucao das
o presente e
dem do da 17.
18:3905253
o ax .P,VERSAS PROVINCIAS.
Rendmentiid.i dia < a II,.....2:2379:182
dem do dia 17.......383*296
2:6209678
Exportacao",
Gibraltar,barca franceza Paquete Santiago,.
(70 toneladas, cbhuiizio o seguiule: 4,010 sact
de
saceos
com 20,050 arrobas de assucar.
Liverpool pela Paralaba, brigue inglez Bella, tle
322 toneladas, conduzo o seguinte : 80 toneladas
de lastro d rea e pedra.
Ki-CEBEOORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
A RAES DE PERNAMBUCO
28:0!l(9887 r.
A ari emalacn aera feila na furnia dos arligos 24 e
27 da lei provincial n. 286 tle 17 de maio de 1851", e
sob as clausulas cs\>eriaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla uyemalarao,
compare(;am na sala dassessficsda'mcsma junta," no
dia cima declarado, pelo meio dia, compeleulemeri-
le habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o prsenle, e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernambu-
co 9 de Janeiro de 1854. Osecreiario,
Antonio Ferreira d'Annunciarao.
Clausulas especiaes para a arremataran.
1.a Esla obra ser feila de conformidade com o or-
namente approvado pela direcloria em conselho, c
nesla dala apresentado a' approvarao do Exm. Sr.
presidente da provincia ua iniporl.-iiiciade28:096a887
res.
2.a O arrematante dar principio as obras no prazo
de dous mezes, e os concluir no prazo de qoinze
mezes, ambos contados de conformidade com o arligo
31 ta lei provincial n. 286.
3.a Desde a entrega provisoria da c.hra al a entre-
ga defniliva, ser o arrematante obrisado a conservar
a estilada sempre em bom estado, para o que dever
ter pelo menos dous guardas euipregados conslante-
mente nesleservico.e far immedialaraenle qualqucr
reparo que lile fnr determinado pelo engenheiro.
4.a O pagamente desta obra ser feilo em qualro
pres!ac,6es iguaes : a primeira depois de feilo o lerr,o
das obras do lanco : a segunda depois de completa-
dos os dous tercos: a terceira quando forero recei-
das provisoiianienle : e a quarta depois da entrega
definitiva, qual lera lugar om anuo depois do rece-
bimento provisorio.
3." Para ludo o mais que nao esliver determinado
nas prsenles clausulas, segnir-se-ha o que dispe a
respeilo a lei provincial n. 286.
Conforme.O secretario,
Antonio Ferreira d''Annunciaco.
O Illm. Sr. inspector da. thesouraria provin-
cial, em cumprimento da orden) do Etm. Sr. presi-
dente da provincia, manda fazer publico, que no
dia 19 de Janeiro prximo vindouro, perante a jun-
ta da fazenda da mesma thesouraria, se ha de arre-
malar a quem por menos fizer, a obra dos rncenos
da cadeia da. villa de Serinhem, avaliada em
2:7509000.
A arremataeao ser feila na forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e soB as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremataeao
comparceam na sala das sessoes da mesma junta,
no dia cima declarado, peto meio dia, competen-
temente habilitadas.
E para constar se mandou aflitar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretara da thesouraria provincia! de Pernam-
huco, 17 de dezembro dc 1853. O secretario, An-
tonio Ferreira ctAnnuneiacao.
Clausulas especiaes para a arremataeao.
1. Os concerlos da cadeia da villa de Serinhem
far-se-hao de conformidade com o 1 remenlo, ap-
provado pela direcloria em conselho e apresenta-
do a ap|iro\a..o do Etm. Sr. presidente da pro-
vinci^im importancia tle 2:7509000.
2. O arrematante dar principio asobias no pra-
zo de um mez, e dever couclui-las no de seis me-
zes. ambos contados na forma do arligo 31 da lei
n.286.
4." O arrematante seguir nos Irabalhos tudo o
que llie for determinado pelo respectivo engenheiro,
nao para boa o verilean das obras, como em or-
dem de nao inulilisar ao mesmo lempo, para o servi-
eo publico, todas as parles to edificio.
4.a O pagaaento da importancia ta arrematarn
lera lugar em Ires preslaees iguaes: a primeira de-
pois de feita a melade da obra ; a segunda depois da
entrega provisoria; e a terceira na cutrega definitiva.
5.a O prazo da responsabilidade ser de seis
mezes.
6.a J'ara ludo o mais que nao se acha determina-
do has presentes clajsulas, nem no orcamenln, se-
guir-se-ha o que dispoe a lei provincial u. 286.
Conforme. O secretario Antonio Ferreira d'An-
nuneiacao.
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria provincial,
em cumprimento ta ordem do Exm. Sr. presidente
i da provincia de ido corrente, manda fazer publico,
I que no dia26 tle Janeiro prximo vindouro, vai no-
' vairteiite a praca para ser arrematada a oueaft por
menos lizer, a obra do anule de Peje de Flores,
avaliada em 3:I90*)00 rs.
A ai remf.lac ui sera feila na l'nriua dos arls. 21 e
27 da lei provincial n. 287 de 17 "o maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremataeao,
comparecani na sala das sessoes da mesma thesou-
raria no dia cima declarado., pelo meio dia, compe-
tentemente habilitadas. (
E para conslar se mandou aflixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco, 14 dedezembro de 1853. O secretario,
Antonio Ferreira Clausula! especiaes para a arremataeao.
1. As ulnas de-te acude serao feilas de coffer-
riiidade com as plantes e orcamenlo apresentados a
appiovacio do Exm. Sr. presidente da provincia na
importancia de 3:1909000 rs.
2.a Eslas obras devero principiar no prazo de
dous mezes, e sero concluidas no de dez mezes, a
contar conforme a lei provincial n. 286.
3.a A importancia desla arremataeao ser paga
em Ires preslaees da maneira seguinte: a nri-
meira tos dous quintes do valor total, quando tiver
concluido a melade da obra ; asegunda igual a pri-
meira, depois de lavrado o termo de recebimento
provisorio ; a terceira finalmente de umquiulo de-
pois do recebimento definitivo.
4." O arrematante ser obrigado a communicar a
reparlieao das obras publicas com antecedencia de
30 dias o dia fixo, em que tem tle dar principio a
execucao das 'obras, assim como Irabalbar seguida-
mente durante 15 dias, afim de que possa o enge-
nheiro encarregado da obra assistir dos primeiros
trahalhos. .
5. Para tudo o mais que nao esliver especificado
nas presentes clausulas seguir-se-ha o que determi-
na a lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851.
. Conforme.O secretario, .
Antonio Ferreira O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial
em cumprimento da resolucan da junta da fazenda,
manda fazer publico, que nb dia 26 de Janeiro pr-
ximo vindouro, perante a mesma junte, vai nova-
menle praea para ser arrematada a quem por me-
nos lizer, a obra 'do acude da povoae,2o de Bezer-
ros, avaliada em 3:8446500 rs.
A arremataeao ser feila ua forma dos arls. 24 e
27 da lei. provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que 6e propozerem a esla arremata-
eao, comparecam na sala das sessoes da mesma jun-
ta no dia cima declarado, pelo meio dia,'. compe-
tentemente babeliladas.
E para constar se mandou allixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 24 de dezembro de 1853. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciaco.
Clausulas especiaes para a arremataeao.
L As obras desle aeude, sero feilas de confor-
midade com a planta e orcamento, approvados pe-
la directora em conselho, e appresenlados' a appro-
varao do "Exm. Sr. presidente, importando cm
3:8149500 rs.
2.a O arremtente dar comeeo as obras no pra-
zo de 30 dias e terminar no de seis mezes, conta-
dos segundo oarl. 31 da lei n. 286.
3. O pgameulo da importancia da arrematarn.
ser dividido em tres parles, sendo urna do valor de
dous q o i ni os, q ua nd n houver feilo melade da obra,
outra igual a primeira quando entregar provisoria-
mente, e a terceira. de um quinto, depois dc um
auno, na occasiaa da entrega definitiva.
. 4." Para tudo o mais que nao esliver especificado
nas presentes clausulas, seguir-se-ha o que deter-
mina a lei n. 286.Conforme. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annuneiacao.
de feila a melade da obra ; a 2.a, depois da entrega
provisoria ; e (i 3.a, na entrega definitiva. .
, 5.a O prazo tle responsabilidade ser de seis me-
zes,
6.a Para ludo o que nao esliver determinado nas
prsenles clausulas nem no ureameiUo, seguir-se-ha
o que dispoe a respeilo a lei provincial n.286.
Conforme. O secretario.
Antonio Ferreira da Annuneiacao.
Illm. Sr. inspector ta thesouraria provincial,
em ruin primen lo da ordem do Etm. Sr. presidente
da provincia, manda fazer publico, que no dia .16
de fevereiro prximo vindouro, perante a jimia da
fazenda da mesma Ihesoiiraria, vai novamenle n pra-
ca para ser arremalada a quem por menos lizer a
obra dos concerlos da cadeia da villa do Pao d'AIho,
avaliada ern 2:8609000 rs.
A arremataeao sera feila na forma dos arls. 21 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851, c
sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremataeao,
comparecam na sala das sessoes da mesma junte nos
dias cima declarados, pelo meio dia, competente-
mente habituadas,
E para conslar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernambu-
co, J l de Janeiro de 1851. O secrclario, Antonio
Ferreira a'Annunciarao.
Clausulas especiaes para a arremataeao.
1.a As obras tos reparos da cadeia de villa de Pao
d'AIho serao feilas de conformidade como planeo
orcamenlo. approvados pela direcloria em conselho,-
e apresenlados a approvacao do Exm. Sr. presidente,
na importancia tle 2:8608000 rs.
2.a As obraj comer arito no prazo de 30 dias e se-
rn concluidas no de 4 mezes.amhos ron lados tic con-
formidade com o que dispoe o arl. 31 do regulamen-
lo das obras publicas.
3.a A importancia da arremataeao sera paga em
Ires preslaees sendo, a primeira de dous quintos pa-
gos quando o arremtente houver feilo melade das
obras; a segunda igual a -primeira, paga no lim das
obras, depois do recebimento provisorio, e a ultima
paga depnisdo anuo de responsabelidatte e entrega
definitiva.
- 4." Para ludo o que n3o esliver determinado nas_
prsenles clausulas ou no Oreameuto, seguir-se-ha as
dis|insir.-ies da lei n. 286 de 19 de. maio de 1851.
Conforme o secretario, Antonio Ferreira ciarao.
Joao Pinto de Lemas Jnior, negociante matricu-
lado, /dalgo cacalleiro, cacalleiroda imperial
ordem do Cruzeiro e lente coronel comman-
danle do. batalhao de artilharia da guarda na-
cional do municipio da fecife, por S. M. I. e
C. etc. etc.
Faz saber que acliando-se erganisado o conselho
de revino ta qualilicncao da freguezia de S. Fr. 9z-
dro Gnncalves do Recite, tiara o mesmo conselho
principio a seus Irabalhos no dia 30 do corrente na
igreja do Corpn Santo, tas 9 horas da manhaa as 3
ta lard, porianlo pelo presente edita) convida a lo-
dos os cidados residentes em dila parochia, para
comparecerem (perante o mesmo conselho, afim d
serem qualificados na conformidade da lei.
E para que ebegue ao conhecimenlo de lodos
mandou allixar o presente nolugar docostume e pu-
blicar pela imprensa.
Freguezia de S. Fr. Pedro Gongalves do Recite,
10 de Janeiro de 1854. E eu Jos Gomes Leal J-
nior, secretario do conselho o.subnrcvi.
J no lilloral do porto, cu ros uavegaveis.sem que lenha
oblido licenca da cmara municipal, c pela capitana
to porto seja declarado, depois de feilos os devidos
exames, que nao prejudicam o hem eslado do porto,
ou ros, aintla mesmo os cslabelecimenlos nacionaes
da marinha de guerra c os lograduoros pblicos, sob
pena itedemolieodas obras, e mulla atenida indem-
uisac.iu do damno que Iiver causado.
Arl. 14. Ninguem poder depositar madeiras nas
praias nem conservar nellas, ou nos caes por mais de
cinco dias, ancoras, pecas de artilharia. amarras ou
nu I rus quaesquer .objeelos que embaracein o Iransilo
c servido publica, anda que lenha licenca da c-
mara municipal. E quando para o deposito e demo-
ra de tees objeelos der licenca o capitao to porto sem
prejuizo da sohredita servido, s. se peder fazer da
Latente da preamar das aguas vivas para cima. Os
contraventores, alm da mulla a que forem sujeilos
pelasposluras da respectiva cmara municipal, sero
obrigailns a fazer escavar qualquer a'ra, que se acu-
mule em detrimento do porte.
Secretaria da capitana do porte de Pernambuco 3
de Janeiro de 1853.No impedimento do secretario,
Manoel Ambrosio da Conceicao Padilha.
. QIKTA RECITA PASTORIL.
Amanha'a 19 de Janeiro de 1854.
Logodcpoisde exceulada urna excedenteouverlu-
ra, subir scena o melo-drama simi-sacro, dividido
em 5 quadros,
A REVELADO' DO NATALICIO
DO
. DECLARADO EV
CORREIO GEBAL.
Carlas seguras viudas do sul para o4 senhores ;
Jos Teixeira Campos, Antonio Henriqnes Rodri-
gues, II. Izi.lora Senhoriiiha Lopes, padre Jovenete
Verssimo dos Alijos, Guilherme Frederico de Souza
Carvalho, Joaquim Antonio de Faria Barboza, Joan
Alves Ferreira, JoSo Antonio da Costa, Ur. Jos Ig-
nacio Coimhra, Luiz Jos da ('.osla Amorim.
Jm seguida haver misnm aclo todo preeuchi-
do d'arielas cantadas pela mesma compaubia.
Dar fimo divertfmenlo com a excediente dansa
cliiueza, composirao do Sr. De-Vecchv, intitulada,
AS DOZE CHINAS
EM SEUS BIUMIUIIOS.
Principiar s 8 horas.
AVISOS MARTIMOS^
A capitana do porto testa provincia convida a
lodos os possu i dores tle emba carnes de qualquer qua-
lidade ou lote que sejam, quer sejam de uso publico,
quer de uso particular, assim como aos individuos ; AquinoJFonseca & Filho, na ra do Vigario n. 19,
Para o Rio de Janeiro vai sanir com
a maior brevidade possivel o lindo e vel-
leiro patacho nacional Bom Jess do
qual lie capitao Manoel Joaquim Lobato :
quem no mesmo quizer corregarou ir d
passagem e embajxar ajeravos a frete,
dirij-se ao capitao, na pracK do commer-
cio, ou a XovaesiSi Companhia : na ra do
Trapiche, n. 54, primeiro andar.
Para Lisboa a barca porlugueza Gratidao pre-
tende sabir, com brevidade : quem nella quizer car-
regar ou ir tle passagem. para o que tem aceiados
commodos, enlcuda-se com os consignatarios P. de
*^UlU&tt*!S& '
Benilime'ivto do dja-17
8601600
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia 1116
dem do dia 17
*:awai-6
J:61(teti0
26:8219036
engenheiro.
. O arremtenle ser obrigado a apresenlar no
lim do primeiro auno, ao menos, a quarla parle das
obras prompla e oulm lano no lim do segundo an-
uo, e fallando a qualquer dessas condicoes pagar
urna mulla tle 1:00O|!OU0.
Contermc. O secretario, Antonio Ferreira
O Illm. Sr. inspector da Ihpsouraua provin-
cial, em cumprimeulo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 27 do corrente, manda fazer
publico, que nos das 17,18 e 19 de Janeiro prximo
vindouro, perante a junla da fazenda da mesma the-
souraria, se ha tle arrematar a quem por menos fi-
zer a obra denominada do Tanquinbo na cidade de
Goianna, avahada em 4:0028320 rs.
A arremalaeao ser feita na fauna tlosarls. 25 e
27 da lei provincial n. 286 tle 17 dc maio de 1851, e
sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremataeao
comparecam na sala tas sessoes da mesma junta,os
dias cima declarados pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para conslar se mandou allixar o presente e' pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria ta thesouraria provincial de Pernam-
buco 29 de dezembro tle 1853. O secrelario,
Antonio Ferreira da Annuneiacao.
Clausulas especiaes para arremataeao.
1. As obras dos reparos a fezer-se no lugar do
Tanquinho na cidade de Goianna, serao- executa-
das de conformitlade com o oreamento nesla dala
apresentado npprnvacan do Exm. Sr. presidente da
provincia, na importancia de res 4:0029320.
. presidente
Ida provincia, manda fazer publico, que no dia 23de
feve'cirn prolimo vindpuro, v ai novamenle a praea
para ser arremalada, a quem pur menos lizer, a obra
dos concerlos da cadeia da villa dc liaranliims, ava-
liada em 2:2198210 rs. A arremalaeao sera feila na
forma dos arligos 21 e 27 ta lei provincial n. 286
de 17 dc maio tte 1851, esob as clausulas especiaes
abaixo Copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematarn,
emu p.irecam na sala das sessoes da junla da fazenda
da mesma thesouraria, no dia cima declarado, pe-
lo meio da, competentemente habilitadas. *
E para constarse mandou allixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secrelara da lliesouraria provincial de Pernam-
buco 30 de dezembro tle 1853. O secrelario.
Antonio Ferreira da Annuneiacao.
Clausulas especiaes para a arrematado.
1. Os concerlos da ca.leia da villa de Garanhuns,
far-se-hao de couformidade com o oreamento appro-
pcla direcloria em conselho, e apresentado a
vatio
approv.ic.aodo Exm, Sr. presidente, iia imporlaucla
de 2:2193280 rs. !
2.' O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de dous mezes, e dever conclu-las no tte seis
mezes, ambos contados na forma do arligo 31 'da lei
n. 286. *
3. O arrematante seguir nos seus Irabalhos ludo
o que II.e ter determinado pelo respeclivo engenhei-
ro. nao so para boa exccut;ao tas obras, como em
ordem de nao inulilisar ao mesmo lempo para oser-
veo publico todas as parles do edificio.
4." O pagamento da importancia da arremataeao,
lera logar era Ires preslaees iguaes; al.3, depois
nellas empregados. para que snlicilem as competen-
tes lirr neas aun'uaes c matriculas al o dia 111 do cor-
rele mez, das quaes devero andar munidos; pre-
\ onindo-os que dessa date em dianle todo e qualquer
que fr encontrada sem que lenha satisfeilo as dis-
posieOes dos arls. 73, 74, 75 e 76 do regulamenlo das
capitanas mandado ejecutar pelo decreto u. 147 de
19 de maio de 1816, ficar'sujeilo as penas indicadas
no ultimo tos citados arligos, e para que se nao alle-
gue' ignorancia, faz publico o presente annuncio. Ca-
pilania do porte de Pernambuco 16 de Janeiro do
1854.O capilo-tenente,
EMsiario Antonio dos Santos.
A thesouraria provincial, ero cumprimento do
ordem do Exm. Sr. presidente da provincia de 10 do
corrente, lem de comprar os objeelos abaixo declara-
dos para o corpo de polica.
Secretaria do corpo.
1 sinete .1'armase seus pertences.
1 anuarios para o archivo, altura 10 palmos,, lar-
gura 7dilos e (4 polcadas de fondo.
2 mesas com gavetas para escripia, conipi miento 8
palmos, largura 5 ditos.
2 cscriv aninhas de metal.
12caderas de palhinba.
Casa da ordem.
1 mesa grande com gavetas, coiiipriiiiclilo 12 pal-
mos, largura 5 dilos. .
lir.uleiras de p.ilhinha.
6 moctios.
2 escrivaninhas de metal.
Estado-maior.
1 mesa grande,- cumprimento 12 palmos, largura
6 dilos,
1 dita pequea com gaveuM, imprmenlo 6 pal-
mos, largura 4 ditos.
2 marquezas de pallliuha..
12 cadeirasde dila.
1 escrivaninha tle metal.
2 lanternas de bronze.
1 lalha para agua.
1 pucaro de cobre.
Guarda do quartel.
1 barra de madeira.
1 mesa- pequea, comprimento 6 palmus, largura
4 dilos.
1 larimba.
1 candieiro decobre.
1 lina para agua.
1 pucaro de cobre.
Reparlieao do quartel-meslre.
1 mesa com gaveta, comprimento 6 palmos, lar-
gura 4 dilos.
2 cadeiras de palhirtha.
1 marquezadila.
2caixties grandes para Tardamente, comprimento
8 palmos, largura 4 dilos, altura 4 dilos.
1 escrivaninha tle metal.
s.irilhos de."O armas cada um. '
Para cada companhia.
1 caixao grande para Tardamente, comp imeuto 8
palmos, largura 4 ditos, altura 4 dilos.
2 mesas pequeas com gavetas comprimento 6
.palmos, largura 4 dilos.
2 lamboretes.
2 tinas para ajina.
2 ps tle ferro.
2 carinhos de mo.
2 pucaros de cobre.
2 barras de madeira. '
2 sarilhos para JO armas cada um.
2 candieiros de cobre.
1 barril para conduceSo d'agua.
.\s pessoas a quem convier vender taes objeelos, a-
presentem suas propostes em carias lechadas na se-
cretaria da mesma Ihesouraia, at 26 do corrente,'
advci-tiiido que os objeelos de madeira, serao todos
de amarello.
Secretaria da Ihesonraria provincial* de Pernambu-
co 14 de Janeiro de 1854. O secret jrio,
Antonio Ferreira da Ai munciacao.
Real companhia de paquet es inglezes
a' vapor
No d ia 21 desle mez
espera-s e do sul o va
por Tin imes, Comman-
danle '.slriill, o qual
depois da demora do
costume, seguir para a Europa: pi ira passageiros
trata-se com Adamson Howie a Comp anhia, agentes
da mesma; na ra do Trapiche Novo n. 42.
O Sr. director do lyceu desta cidade manda
fazer publico, que as matriculas d. mesmo Ivceu
acliam-seaabertas do dia 15 al o lim do corrute,
lie no dia 3 de fevereiro vindouro tero de principiar
os Irabalhos. Direcloria do Ivceu 10 de Janeiro de
1851. O amanuense, Hermenegildo .Marcellinode
Miranda.
Para conhecimenlo de quem po. na inlercssar,
se faz publico, que pelo capataz da est ...;m do.Cupe,
fui remellla a esla repartirn una ja ngada de pes-
cara que all ftira lomada a uns indiv iduos suspei-
tos ; prevenindo-se que de hoje o :|0 chas nao appa-
recen.lo dono, ser vendida na porta.lo almoxarifado
do arsenal de marinha, parasalisl'azer-se s despezas
que se bouverem feilo. Secretaria >.1a capitana do
porte tle I'ernamb.ico 5 de Janeiro de 1854.No im-
pedimento do secretorio,/ot7o llobet -lo Augusto da
Silva.
O arsenal de marinha admiti os operarios se-
guinles : Para a ollicina dy carpinteii os, dous apren-
dizes de sexta classo. dous ditos de se lima dila ; para
a de car pinas, dous mancebos de lerc.;ira classe, 3 di-
los de quarla dila, dous aprendizes t\s quinte dila. e
um dito dc decima dita ; para a mancebo de terceira classe e um aprendiz de dcima
dita ; para a de polieiros, quatro aprendizes tle nona
classe : para a de pedreiros, um aprendiz de stima
classe, o vinle e dous serventes livres. Secretaria da
inspeccao do arsenal de marinha ele Pernambuco 3
de Janeiro de 1854.No impedime uto do secrelario,
Manoel Ambrozioda Conceirao Padilha.
O Illm. Sr. capitao do porte, paratloraar eflec-
livas at dispusices do regulamenlo dos capitanas dos
portos, mandado por em execuea.v pelo decreto im-
perial de 19 de maio de 1846. manda, para conheci-
menlo dos interessados, publicar t* arligos seguiutes
do mesmo regulamenlo.
Arl. 11. Ninguem poder dentro do litloral do por-
to, ou seja na parte reservada para logradouro pu-
blico, ou seja na parle que qualquer lenha aforado,
construir emba cacao tle coberla, ou fazer cavas para
as fabricar encalhadas, sem que, depois da liceng da
respectiva cmara municipal, obtenha a to capitao
do porte, o qual a nao dar sem ler examinado se po-
der ou nao resultar dabi algum damno ao porto.
Arl* 13. NiVeni poder Tazer. atorros ou obras
primeiro andar, ou com o capitn ra praca.
Ceara', Maranhao e Para'.
Segu empouros dias o brigue escuna Laura, por
ler a maior parle dackrga prompla : o rstenle e
passageiros. para os quaes ollerece oplimo commudo,
Irala-se com o consignalario Jos Baplisla da Fon-
seca Jnior, na ra do Vigario n. 4, primeiro andar.
Para a Babia sahe na prsenle semana a escuna
nacional Tamega, s recebe carga miada, e para a
qual trala-se com os consignatarios Novaes & Com-
panhia, na ra do Trapiche u. Mi, primeiro andar.
PARA. O 1UO DE JANEIRO.
Segu na dia 21 do corrente a escuna Sociedade
Feliz, capilao Joaquim Antonio G.dosSautos; ainda
pode receber carga a frete : a Iratar com Caetano
Cvriacoda ('.. M., ao lado do Corpo Santo, ioja de mas-
sames n. 25, ou com o capitn.
Pa r a o R i o de Janei ro ,
segu em poucostdias a nova c veleira es-
atma nacional a Linda, pregada eibrra-
da de cobre: para o resto da carga, pas-
sageiros e escravos a frote, trata-se na ra
da Cruz n. 28, primeiro andar.
LEILO'ES.
C. J. Asllev & C.. farao leilao por inlerven-
cao do agente Oliveira, de um perfeilo torilmente
de fazendas suissas. alternaos e francezas, lodas pro-
arias para este mercado : quarla-feira 18 do correo-
te s 10 horas da manhaa, no seu armazem ruado
.Trapiche Novo.
O agente Borja Ge-
ral.les, far no sen ar-
mazem na ra do Col-
legio u. 14|, sexla-fera
20 do correlo as O.'
horas do dia grande lei-
lao sem recusa de qual-
quer preco maior que
oll'ereeam de urna com-
pleta e elegante mobilia de jrcarandi com pedra, e
outra simples da mesma madeira : sofs, cooslns-
mesas redondas, camas francezas de Jacaranda, ca,
deiras de braco dilas de halauco, guarda vestidos,
guarda louca, apparadores, commodas, marquezas,
lavatorios oucidnres de pedra com espelho e,scm
elle 2 ricos pianos inglezes, quadros coloridos de ricas
eslampas, dilos em fumo, candieiros inglezes, cande-
labros, vasos de porcelana para enfeiles tle sala, rico
jugo de xadrez de chanto e caixa de costura de cha-
rao ; e ao meio dia em ponto entrar em leilao um
lindo moleque de 5 annos de dade, e orna porcode
pedras marmores pequeas e grandes para consolse
mesas redondas, e oulros milites objeelos que serao
patentes na occasio do leilao.
" AVISOS DIVERSOS.
LOTERA DO RIO DE*.!ANtlRO.
Aos 20:000s000.
De 19 a 21 do corrente deve correr no
Rio de Janeiro a roda da lotera 40 do
Monte Pi, cujos bilhetes se achain a'
venda. .'
Quem precisar de um ptimo cozi-
nheiro escravo, e que seu senhdr se ra-
ponsabiiisa pur elle: dirija-sc ra da
Mangueira n. -*
ATTENCAOV
O abaixo assignado, desejando amigavcimenle li-
quidar suas cuntas com seus devedores, roga a lodas
aquellas pessoas que llie eslo .devendo cotilas atrasa-
das tle gneros comprados em sua taberna da ra da
Cadeia to Recite n. 25, defronledo beceoLaVgo, que
queiram vir realisar seus dbitos al o finido cor-
rente mez de Janeiro, e aquelles que por suas cir-
ci-.mslancias nao pos-ain lazer, se Ihefani algum aba-
lmenlo ou tratarao um lempo certo tK-fazer; na
certeza de que aquelles que nao comparecerem para
um oulro lim, se usar dos termos da lei, nao at-
tendendo a pessoa alscma,assim como serao publica-
dos seos nomes, lempo e qnaulias, e para que nin-
guem censure tal proceder, ou alguma ignorancia, s
faz o presente aviso.
Manoel Jos do Xascimento Sitea.
Prccisa-se tle urna ama para casa dc pnuca fa-
milia : no boceo da Bomba n. 2, sobrado.
Quem precisar de ma bom feilor, que sahe po-
dar parreiras, cnxerlar ^Bzer lodo serviro de um
i silio, pii.li' procurar na roa do Vigario n. 15.
Precisa-sa de 4:0005000 rs. a premio, por lem-
pode 18meze, dando-se as necessarias garantas:
qnem os quizer dar, annuucie a sua morada para ser
procurado.
I'recisa-sc de urna ama que -a i ha ruzn liare
fazer lodo serviro de urna rasa : no largo do Tcrjo n.
27, segundo andar.
Aluga-se urna escrava para ser oretipada em
servit;ode casa c vender comer cozido na ra : ua
Cambo-i do I'.armo, no neceo que fica defrniilc da ra
das flores, casa da quina. ,
Pe.te-se ao Sr. Joaquim Jos Marques Jnior,
vindo ha pouco lempo do Maranhao, telilla a honda-
de dc appareccr na ra Direila n. 89, segundo an-
dar.'quc se precisa-fallar, visto nao se saber a sua
morada.
No dia 8 do corrente, de9apparcceu por volta
tas 9 horas do dia, do engenho Cordeiro, o prelo
Agoslto'io, dc i.lade de 19 a 20 anuos, alio, e um
tanto magro, rosto pequeo, olhos avrrmelhados e
um pouco sobranceiros, teste pequea, nariz um
tanto saliente na pona.venias largas,a bocea grande,
beieos grossos e revirados, cor fulla e voz rojica, he
crioulo, lem as pernas tengas e linas, ps grandes e
quando anda he muito ligeiro, curva um lano os'
joclhus para a frente costme doserlo de onde veio,
o serbio he do Brejo da Madre de lieos, leudo sido
escravo do fallecido padre Cordeiro : pede-se a todas
as autoridades policiaes e mais capiaes de campo a
captura do dilo escravo e o lev em a seu scnlior ao en-
genho Cordeiro, ou na ra do Cabuga o. 0 que sero
generosamente recompensados.
I cenle Monteiro Borges.
Precisa-se de una ama que cozinhe o engom-
le courpereieao para casa de pouca familia : qoem
esliver nestas circumstancias aununcie para ser pro-
curada.
Antonio Guilherme Araujo Silva, viste o estado
de sua saude, lem de relirar-se para fra da Ierra,
afim de iraiar-se.
JOAO PEDRO VOGELEV
fabricante de pianos, afinador, e
serta com toda a perfeicao'.
Tendo chegado recenlemente dos portes da Euro-
pa, de visitar s raelhores fabricas de pianos, e tendo
ganho nellas todos os coufiecimento* e pratica de
c.in-lrucriies de modernos pianos : offerece o sea
presumo ao respeilavel publico para qualquer
conservo e alinares com lodo o esmero, leudo toda
a certeza que nada restar a desejar as pessoas que .
o inciimham de qualqqer traballiu, lauto em brevida-
de como cm mdico preso : na ra da Croz n. 17.
primeiro andar.
Os mnibus ns.|l e2,rcebm passageiros daqu
para o A pioncos a <) rs., e signantes a 2O8O0O rs.
Precisa-se de urna ama de leilc, forra ou cap- ,
tiva, sem filho : na ra uireita n. 8, segundo an-
dar.
' Offerece-se para alugar una casa terrea com
grande quintal murado e cacimba, sita no principio
do paleo da malriz dos A fugados, propria para assis-
tir familia, ou muilos rapazes, que auizerem ver a
testa de Nossa Scnhora da Paz dos Afogados, e mu-
las funeces, que tem de serem representadas no pa-
teo da mesma malriz : a casa Merece ptima vis-
la para ver-se lodas as funccOes sem precisar delta
sabir: a Iratar nos Afosados com o fogueleiro, que
mora na casa que faz quina para o becco do Quiabo.
Precisa-se atusar om sitio nos "lugares .sigui-
les : Ponte de L'choa al Apipucos, Beberibe, ou
ao p to rio Capibaribe, leudo casa fresca e boa, po-
dendo-se alugar por anuo, ou mezes: a Iratar na
ra da Cadeia Velha n. 54.
O Sr. Sebaslio Francisco Belem, leaha -a bon-
dode vir i ra do Queimado, toja do sobrado n. 29.
Jos Mortira Lopes.
Srs. redac.lores.'-'Sio era de minhas intene&esres-
ponder ao annuncio inserido no acreditado Diario
ns. 10, 11 e 12 do presente mez, como porm o'o-
tor do dilo annuncio que nao assicnou. diz que o
dono que oul'ora fui da dita taberna, a pretende
comprar, quereudo por esse molivo capacitar a algu-
mas pessoas, que o seu* annuncio he verfladeiro, con-
forme o declara e monslar que nada deve, e se acha
desempeuhada a sua taberna na sua prosnpopeia.Nao
acresecnta .no mesma annuncio, que todo n negocio
faz, em compensadlo da amizade que existia e ainda
existe entre o comprador e vendedor. *
O abaixo assignado em alto e bom som, diz que se-
melhante amizade nunca leve e nem quer ler. em
raztu tos netsimos proeedimeqtos qua lem praUcado
o annunciante com o abaixo assignado, muito prin-
cipalmente depois que Ihe venden a taberna, e sobre
ludo cinbecendo o< seus mos feilos que lem prati-
cado com onlras pessoas, segundo se faz publico na
subdelegara de S. Jos do Recite, assim como ao
quartel general, do crime perpetrado n guarda da
cadeia desla cidade, estando de guarda oSr. cadete
Saboia, e oulro sim ua subdelegada de S. An-
tonio urna lacada que dea em um AllemSo, e'oulros
muilos mais acoulecimenlos que por de cenca
calla.
Ora, vista de lo pessimos procediraenlos do tal
annunciante, quem qtierer seniellianle amizade. O
publico jusliceiro ajuize no seu sabio pensar ae aquel-
te annuncio tle vender a taberna da ma de S. Ama-
ro n. 28. nao be dar provas de que o tal annunciante
pretende ausenlar-sc, em razao de conhecer que
os seus mos feilos pralicadoa o fazem reo de poli-:
ca, e merecedor de se Ihe dar um pasaporte franco
o gratis para a Iba de Fernando, e por isso quer com
anieciparito vender taberna e penliores ; por esta vez
basta, e se continuar tornar o annunciante.
Jos1 Soares da Silta Pimentel.
Ao amanhecer do dia 9 do corrente, desappa-
rece deste engenbo, o meo escravo Daniel, pardo,
.le i.lade 25 a 26 annos, e com os signaes segninles :
altura regular, pardo, muila barba, cabellos da cabe-
ra um lano pegados, falta de um dente na frente da
parte soperior, ps um pouco apalhetados por ler s-
do cambado cm peqoeno, uns signaes d rasaduras
nos ralcanhares.levr.il calea ecamisa de algodo azOl
e de listra, bem como urna jaqueta tambem d'algo-
do de listra, bala encarnada e camisa de bala a-
zul, e chapeo de palba; consta que elle'poneos dias
antes da fuga annunciava que ia procurar pro-
lecco tte pessoa, cuja probidade me faz crer de que
nao se prestara a semelhante acto iao reprovado ; e
por isso previno a quateuer seuhor a qnem elle se
dirija de obsequiar-me com o mandar capturar, cer-
lo de que alm de ser paga generosamente qualquer
tlespeza, fica-lhe o eterno acradecimeo/o. Engenho
Pereirinha 10 de Janeiro de 1854.
Filippe Benicio Alees Ferreira.
Attenro attencao.
A nova fabrica de chocolate homop'alhlco da roa
das Trincheiras, modou-se para o pateo do Terco n.
22, ondeseenconlra o chocolate homopalhico ap-
provado e applicado pelos senhores doulores da ho-
mnpalhia, cha prelo e da India, caf muito poro e
chocolate lerruginoso, dilo de musgo, dito decanella,
dito hespanhol fino amargo e entre fino para regalo,
eanella miuda da Puxar em favas, e um completo
sortiinento de gneros lano do paiz como eslraogei-
ros. todo por preco muito commodo.
O abaixo assignado declara que Joo da Silva
Vellozo deixoudeser seu caixeiro desdeo dia 13do
corrente. Joao Tacares Cordeiro.
A pessoa que por engao levou da sacrista da
matriz da Uoa-Visla no dia dominga 15 do corrente,
urna balina embrolhada dentro de ura lenco de seda,
queira lera bondadeentrega-la na roa do Hospicio,
sobrado n.,Vi, por rima do armazem de carvao, quo
ser na mesma casa gratificado o portador.
Offerece-se um rapaz, brasileiro,com idadede 23
anuos, para caixeiro de engenho ou administrador :
a pessoa que precisar pode aununciar por'esta fo-
lln.
Francisco Apoligorio I.eal, nao podendo despe-
dir-sede todos os seus prolssores e amigos pela bre-
vidade de suaviagem, o faz pelo presente annuncio,
offerecendo-lhes o seu pequeo presumo na corte do
Kio de Janeiro, para onde foiestudar.
Aluga-se orna escrava, que enlenda perfeita-
mente de engommar e fazer o servico interno de
urna casa; como tambem um moleque de 12 15
annos, proprio para o servieo de casa; promette-se
bom Iralamento e nao se pe duvida ao pagamento:
quem Iiver dirija-se ao consulado americano.
O padre Joao Jos da Costa ltibeiro abre a sua
aula de grammatica latina a 16 do correte, na ra
do Queimado n. 37.
Prerisa-s de urna ama para casa de pouca fa-
milia : na roa das Trincheiras o. 50, segundo andar.
O abaixo assignado faz scienle ao publico que
pretende fazer urna viagem Europa, deixando seu
estabelecimeulo no mesmo gvro, sub a gerencia de
sen mano Jobo Jacinlho de Medeiros Dulra, romo
en primeiro prncur-ddor.e em segundo tn$ar aos Srs. >
Franca-& Irrao e Jos Vicente de Lima.
Antonio Jacinlho de Medeiros Outra.
Aluga-se uro sobrado de um andar: na traver-
sa da ra dos Quarlcis n. 33, a Iratar na roa dasCru-
zes n. 20.
Precisa-se de urna ama que saiba engommar e
coznhar, e fazer o mais servieo de casa, mas que se- m
ja de meia idade e boa conducta : na roa da Roda
n. 52.
As pessoas que lem penhorss na casa da ra
Uireita n. 111, sao convidadas a tira-Ios no prazo de
10 dias.e se nao o lizerem serao vendidos nart se tirar
o principal.
A pessoa que quizer arrendar o silio da cidade
de Oliuda, no paleo do Carreo: dirija-se a leja de li-
vros da praea da Independencia n. 6 e 8, que achara
com quem Iratar.
- O abaixo assignado faz ver ao Illm. r. Ur.
Fiiippe Carneiro de Olinda Compeli, que o sea es-
cravo de iiome Victorino, cabra, de idado tle 22 an- .
nos, qne se achavajiara vender na rasa decommiseio
na ra Direila n.A fallecen no da 14 do corrente as
3 lloras da madruPda, de bexigas.
Jos da Fonseca Mea.
Plano da lotera de Nossa Senhora do
Rosario.
Para a extraerlo da primeira quarla parte da quar-
la lotera a favor das obras da igreja de Nossa Senho-
ra do Rosario da Boa-Visla, concedida por le pro-
vincial n. 92 de 8 de maio de 1841.
5,000 bilhetes a
12 por cenlopara as
obras da igreja .
4,000 verbas de seilo
t premio de
,1 r.
1
1
1
3
4
10
18
1300
1,340 premios
laooo
1:9203000
6O0S00O
16:00091)00
' V
1009001)
508000
2O5O0O
108000
41000
2:5208000
"
13:4809000
4:000j(000
2:00050o1,
8O0S000
1003000
L>008000
3008000
2t 8000
2008000
180800 .
5:200800 13.180JiOOO
2.660 brancos
4,000
l'ic-im sujeilos os premios maiores de um conlo tle
rcis aos oilo por cenlo para o Ihesouro na forma da'
lei.Approvo. Palacio do governo tic Pernambuco
29 tte ool ubro de 1853.ltibeiro.
Conforme. O oillci.-il maior,
Joaquim Pires Machado PortcHa.
Os bilheles desla lolrra acham-se venda nos lu-
gares segninles : iraca da Boa-Vista, loja do Sr. Pe-
dro Ignacio Baplisla ; praca da Independencia,
loja do Sr. Fortunato ; largo do l.ivramentn, botica
do Sr. Cliagas ; ra do Queimado, loja do Ihesourei-
ro ; e no Recite, loja do Sr. Domingos Teixeira Bas-
tos ; as rodas audam no ;dia 11 oe fevereiro com lo-
do e qualquer numero dc bilhetes que ficarem por
vender, c s se vendem al o .lia 10.O Ihesoureiro,
Sikestre Pereira da Sika Gnimaraes.
Sala de barbeiro.
Antonio Barboza de Barros faz sciente ao respeita-
vel publico, que lem afearte urna sala de barbeiro, na
ruada Cruz do Recite 62, primeiro audar, aonde
se achara sempre prnmplo a servir a seus freguezes
e mais pessoas que de seu presumo se quizerem ulili-
sar, assim como vende e aluga bichas tte Hamburgo,
applica ventosas, limpa e chumba denles, tantea
prala como a oui; o preco das barbas e cabellos he
o mesmo que naalojas.
AVISO JURDICO.
A segunda ediccao dos primeiros elementos para
ticos do toro civil, mais bem .-orriaida e acrescenla-
da, nao s a respeilo do que alterou a lei da refor-
ma, como acerca dos despachos, i 11 lerloculoras e d-
finilivas tlus julgadores : obra essa lo iiileressante
aos principiantes em pratica que Ihes servir de fio
conductor : na praea da Independencia 11.6 e8^



Na potara da la das Cruzes n. 30, precisa-se
de uro bom forneiro.
Precisa-se alugar urna ama secca, para Iralar
DIARIO DE PERNAMBUCO, QLARTA FEIRA 18 DE JANEIRO DE 1854.

AVISO AO ClMMKRCIO.
Os abaixo assignados continuam
a iranqueai- a tudas as classes'em
geral os seus sortimentos de fazen-
das por baixos precos, nao' me-
nos de urna pega, ou uma dzia,
a dinlieiro, ou a prazo, conforme
se ajustar : no seu armazem da
praca do Corpo Santo, esquina da
ra do Trapiche, n. 48. Ros-
tron Kooker & Gompanhia, nego-
ciantes inglezes. Os mesmos avi-
so ao respeitavel publico que abri-
ram no dia 5 do corrente mez a
sua loja defazendas da rua do Col-
legio ePasseio Publico n. 15, di-
rigida pelos senhores Jos Victori-
po de Pa^ra e Manoel Jos de Si-
| qneira Pitanga, para renderem
~ Of atacado e a retalho.
Precisare Tallar com o Sr. Francisco leado da
Cmara Pimenlel; na rua da Cadeia de Sanio An-
tonio n. 30, a negocio.
- Joao Jos de Carvallio Moraes
laz srienlea fuorn interessar possa, que desla dala
em diante, lem encarregado da arreradarito e robran-
ea de sua casa, ao seu lillio Joao Jos de Carvallio
Moraes Jnior, eaoSr. Antonio da Cosa Kiheiro e
Mello, aos'quaes con ferio os poderes, para isso neces-
sarios.
~r Precsa-se de urna ama : na raa do Hospicio,
casa-n. 17.
Traspassa-se o arrendamenlo da toja e primeiro
andar- do sobrado da rua do Collegio n. 18 : (ra-
ta-se na rua do Qucimado, loja do sobrado amarello
a. 29.
Madama Routier, modista franceza,
raa Nova, n. 58,
Ipm a honra de anuunriar ao respeitavel pablico,
que acaba de receber de Franja nm lindo sorlimenlo
de chapeos de seda do nltimo goslo. lianleletes pre-
til e de cores, romeirns de cambraia com mangas
bordadas, preparadas para veslir-se por haixo de pa-
ulo, chales pretos, camisinhas para senhora, man-
guitos bordados, manas prelas de seda a imilaro de
blonde, vestuarios de seda para meninas, ditos para
meninos, esparlilhos, leques, grosdenaples prelo
muilo fino, selim macan prelo, chamalote prelo, en-
tremeto bordado, cairas bordadas para meninas, cr^
les de babados de vestidos de diversos desenlio-, um
.sorlimenlo de plumas para chapeos e loucaos, vesti-
dos de blonde para noivas. (lores de larangeira, c-
filas muilo finas, ricos chapeos de fellro para mon-
ria, chapeos de palha da Italia muitn finos, lindos
peosinhos de seda para meninas, teneos de mao,
cinhos de seda para pescoco de senhora, bicos de
londe verdaderos, e do diflerentes larguras ; na
mesma casa fazem-se vestidos de baile e casamento,
onfeiles para caneca, chapeos, e em geral as modas
com luais perfcico de que nunca, e pi eco muilo ba-
rato.
Os socios do gabinete porluguez de leilura em
l'ernamburo. eslo obligados a Conservar em admi-
nistraran daquelle estabelecimento as pessoas roais
respeilaveis que hajam entre os seus socios; e depois
dos-arou ler mentes do patacho portuguez Arrogante
eslarao neste caso os Srs. Joaquim Baplista Mnreira c
Miguel Jos Alves!' A conserva-Ios a suciedade se
degradar e perder o respeilo que merece aquella
instiluirao de moralidadee bemda liumanidade.
I'ommalcau, no aterro da Boa-Vista n. 16, avi-
sa aosamanlesde cachimbo, que recebeu ullimamen-
le fumo novo da primeira qualidade, e que lambem
lem por vender cachimbos de Indos os gostos.
A CONSULTORIO CENTRAL llT
MEOPATHICO-
N 11 Ruadas Cruzes N. II
Consultas todos os das desde as 8 horas
da manhaa al as 2 horas da urde. --
i Visitas aos domicilios das'-2 horas em fei
dianle.
as molestias acudas o graves as visitas ?*
I serao Teilas a qualquer hora do dia uu da A
noile. g?
As senhoras de parlo, principalmente, V)
i serao soccorridas com religiosa proinp-
tido. 2g
($9 Dr. Sabino Olegario Ldgero Pinho.
<$S sssssssss $
ATTENCAO, MCO DEPOSIT NESTA
CIDADE.
Paulo Gaignou, dentista recebeu agua denti-
frice do Dr. Pierre, esla agua conhecida como a me-
llior que lem apparecido, ( c lem muilos elogios o
seu anlor.) lem a propriedade de conservar a bocea
clieirosa e preservar das'dores de denles: tira .o
oslo desagradavel que d em geral o charuto, al-
gunas gotas desla n um copo d'agua sao suficien-
tes; tambera se achara poden ti Trice en-cllen le para
a eonservacao dos denles^ na rua' larga do Rosario
n. 36, segundo andar.
Manoel Joaquim Ramos e Silva convida'os
credores do Sr. Francisco Mameile de Almeida J-
nior para apresentarem seus ttulos, ou conlas do
que a mesmo Mamede lies he elevador, no prazo de
8 das contados da dala deste annuncio, alim de co-
nlieccr-se a quanto monta seu debito, e Iralar-se da
maneira de fazer sea pagamento.
' Na rua das l.aranceiras n. 22, toja, toma-se
cunta de roupa para lavar e engommar, por preco
cora modo.
cavallos de trato.
Na travesa da rua Bella n. 2, aceilam-se cavallos
para (ralo, pelo commodo preco de I6?f mensaes, oe-
recendo-se aos mesmos todo o cuidado em seus Irala-
mentue ; lambem rebe-se para deter carros e ca-
briolis. ;
O abatxo asignado Taz scicnte ao publico, que
despedio de sua laberna. sita na rua do Codorniz, n.
I.oseu caixeiro Domingos AITonso Alves, pois que
por motivos particulares Ihe noconvinha conservado
em dita sua casa.
Antonio Pcreira de Oliveira Maia.
Furlaram no dia 10 do correnle mez um caval-
? lo bastante pparelhado ecom frenle aherla, qualro
ps calcados, um pequeo achaque mi mo direita, a
cabera aesrneirada, uma tomadura de sellim no lom-
ho : rega-sc a todas as auloridades pnliciaes que o
encontrar o mandem entregar narua de Apollo,na co-
clieira de Jos Pinto Ferreira, que serao generosa-
mente gi alineadas.
D. Clea Francisca da Silva Coiitiiilio participa
aos senhores pais d Tamlias, e principalmente aos
de suas almnas, que no dia 12 do correnle princi-
pian) os trabalhos de sua aula particular, narua Di-
reita. lirado numero 43, segundo andar. A an-
nunciante acha-se habilitada com a licenca do Exrp.
Sr. presidente da provincia, em coiiTormidade com
o aispuslo no artigo 38 do regulaaenlo provincial de
12 de mato de 1851. Recebe alonas pensiouislas.
e nielas pensionistas, e o.eusino de sua aula consla de
seguinle : lr, escrever, contar, grammatica nacio-
nal, arilhmelica, doutrina christa, labyrinlhar, co-
zer, marcar, e bordar de diQerentrs modos, msica o
fazer flores. I'rolesta aos senliores pais de familias
que se quizerem utilizar de seo presumo, que em-
prestar todos os meios que estiverm ao seu alcance
para corresponder fiebiiente aos seus desejos, e nao
se furlani a Irabalho algum com as meninas confia-
das aos seus cuidados.
AO PIBLICO,
' No aimazem de fazendas bara-
tas, roa do Ctegio n. 2,
rende-se um completo srtimento
de fazendas, inas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retalho, aflianqandc-
se aos compradores um preco
para todos : este estabelecimeno
abrio-se de combinacao com a
mator parte das ingle/as, frant-ezas, allemasc suix-
sas, para vender fazendas mais em
conta do fjue se tem vendido, e por
i^o otferecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietario deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venliam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da rua do
Collegio n. '2, de
Antonio Luiz dos Sanios &Rolim.
O Dr. Joaquim de Oliveira e Souza ensina a
Iradnzir, fallar e escrever a lingua franceza : na rua
do Aragao n. V
O abaiio assignado fa ver ao publico, que na
data desle lem vendido a sua loja de cirgueiro, sila
na rua larga do Rosario n. 2'f.quegyrava sob a firma
d Lisboa i\ l'anasco, aoSr. Jos Ri'beiro da Cosla.fi-
cmto esle senhurobrigado a liquidneo do activo epa-
civoda mesma loja. Reclfe 16 de Janeiro de 1834.
JmVi Uoncalces laicos l4*boa.
Jos I libe i m da Costa f;w. ver ao puhliro que
ieni comprado aoSr. ,loao (ioncalves Lucas Lisboa,
a loja de rireueiro sila na rua larga do Rosario n. 24,
e pelo prsenle declara que lem dado suciedade an Sr.
Anlnnio Joaquim l'anasco, ficando o gyro da mesma
toja sobre a lirma ile Cosa ; Panasco.
, Precisa-se alugar una escrava que rozinlic o
diario de una casa : a tralar confronte a Rosario
de Snnln-Anlonio n. 39 A.
Precisa-se de uma ama forra ou captiva, para
cozinharem casa de Tamilia ; leudo luxis coslumes
paga-sebem : na rua da Cadeia de Sanio Antonio
n. 23.
^RETRATOS PELOELECTROTYPO. I
|| No aterro da Boa-Vista n. i, i
terceiro andar! I
A. hollarle, leudo de s demorar pouco I
lempo nesla cnlade, avisa ao respeilavel pu- 1
IlllCO (Uin nui/pr nlii;..,r r .1 .!_ .j.-'. ff
... .----- ""."" i u^peiirtiiri lili-
Mico que qmzer nlilisar-se de seu uresliino,
de approveilar os poucosdias que tem de re-
sidir aqu os retratos sera.) lirados com InRa
aiapuiez e perfeielo que se pdedesejar,
no eslabelccimeulolia retratos que semoslram
as pessoas que quizerem examinar : esl a-
nerlo das 0 horas da manliaa atias 4 da lar-
de
Prerisa-se de uma ama para o serviro interno c
externo de tima senhora : na rua do Ti.rres, pri-
meiro andar junto ao escriplorio dos Srs. Joo Piulo
de l.emos &' Filho.
Precisa-se alugar uma preta escrava que cozinhe
e enaomnie.seud.i que nao tenhaTicios, noe duvi-
aquem convier esle negocio dirija-se a praca da In-
dependencia loja n. 6 e.que ah se dir quem o faz.
Precisa-se de um homem de conducta regular,
para cnsinar a 4 meninos primeiras lellras. ein um
engenho distante desla cidade 10 leguas, afianra-se
o bom (mmenlo c paga correspondenle ao" seu
Irabalho : quem ti ver as habilidades precisas procu-
re na praca do Corpo Sanio n. 6 escriplorio de M.
I. de Ohvtsira.
Antonio Augusto de Souza Pinto, por pa*l
passado e assjgnae pelo Illm. Sr. Francisco Carnei-
ro Machado Ros, dalado de 16 de dezembrode 53,
e a vencer do !. de Janeiro (toforrenle em dianle.
arrendou o sitio Maruim, no Pao Amarello : quem
no mesmo silio quizer bolar algum sado de rriaco,
enlenda-se na Soledade no collegio Sania Anna. Por
esle anuuncio responde-se ao do mesmo Illm. Sr.
Carneiro, publicado no Diario de 13docorrenlemez
e anno.
*Z~J?I?nl< ReS's,lc Souza, embarca para o
Kio de Janeiro, a sua escrava Florinda, crioula, ida-
de 13 anuo.-.
Um rapaz porluguez se oflerece para caixeiro
de lalierna de que lem muila pralica: quem precisar
dinja-sea rua da Concordia n. 26.
& Ignacio Firmo Xavier.. Dr. em medicina,
muduu sua residencia para a rua larga do Ro-
OS sano oulr ora dosuuarleis, sobrado n. 22, pri- &
i meiro andar,aWrnnliia-aexercer sua pro- 6V
lisso. para o dAie pode ser procurado a qual-
quer hora do dia e da noile. tanto para den- 2?
m tro como para tora da cidade. 52
$@@S>@@ @@@@
Quem liver carrosas de um boi em bom estado
nn novas para vender, annuncie, ou pSrlicipe na
loja da rua do Caespo, da e-quina qile volla para S.
Francisco ; quem liver bois para as mesmasxarrcas
lambem se comprara.
Precisa-se alugar um prelo de boa conducta:
para lodopserviro de nina casa de pouca .aniilia, pa-
gando por dia, semana, ou mez, conforme convier
na rua Nova, laberna n. 65. '
Na rua do Rausel n. 48 precisa-se comprar urna
boa negra que niba vender na rua; c lambem se
aluga urea ou duas, pagandu-se bem.
Precisa-se de um feilor para sitio: na rua lar-
ga do Rosario n.22,%esundo andar.
Roga-se aos| herdeiros da fallecida Sra. I).
francisca Antonia Luis, mandem buscar o pardo All-
omo de Hollanda Cavalcanli, islo sera demora, ou
tratar algum neawio a seu respeilo.
O Sr Jos Mara de Souza Rangel queira vir
com brevidade rua dp Crespo n. 12, para dar solu-
cilo do negocio de que se encarregou.
Erncido Schrainm embarca para Sergipe o es-
cravo Florentino, porordemdoseusenliur Henrique
vvinlcr. ^
Ao illuslre corpo eleitral pernambu-
cano.
Uorado por vs, Srs. eleitores, coi um lusar
naassemblea de nojsa heroica provincia, cumpro
um dever maniTeslando-vos meu profundo reconhe-
cimenlo pela subida consideraran que acabis de pres-
lar-me; consideracao, que lauto mais me obnga,
quanto eu me arhava ausente de vos, nuando ra'a
conrerules. Muilo inhbil, pelas minh'as aplides
mlellecluaes, paraoceupar a cadeira que m desli-
nasles, subr.mi-me os maiscordeacs desejos de Iraba-
Iliar na prosperidade de nossa provincia, de corres-
ponder vossa subida generosidade. Sirvam esls
qualro linhas, Srs. eleilores. como penhor de minha
aralidao para comvosco. Rccife 16 de Janeiro de
i.Aprtgto Jutliniano da Sitia GuimarSes.
COMPRAS.
Compram-se ossos a peso : no ar*.
mazem da illuminacao, no caes do Ra-
mos, travessa do Carioca. -
Compra-se ama casa lerrea sendo em ras fre-
qucnladas : quem livor annuncie por esle Diario,
ou dirija-se a rua da Viracho o. 9.
Compram-se 2 sellins inglezes com seus perten-
ces, e qtieeslejam em bom estado : na rua da Cruz
n..)i, primeiro andar.
VENDAS
'
Bit
Alasam-see.vemlem-M! Bichas: na praca da* In-
dependencia confronte a rua das Cruzes n. 10.
Na rua eslreila do Rosario n. 7, se dir quem
d dinheiro a juros com penhores de ouro.
Precisa-sede um caixeiruque lenlia pralica de
negocio, oa mesmo sem pralica, com lano que seja
hem comportado e hbil, lambem precisa-se de um
pequeo dos chegadus ha pouco : a tralar em Olinda
na pidaria do Varadmirn.
Desappareceu do sitio do rconde de Coianna,
na encruztlhada de Belem, na nuite do dia lodo cor-
renle, nm cavado melado sajo, ptqueno.clinas e cau-
da prelas, capado, e com urna mao e p calcados:
Q.aemo restituir ser pago gencrosamenlo.
cl ALMANAk. *
Saino a luz a folliinba d algibeira,
contendo alem do kalendario o regula-
mento dos emelumentos paroebiaes, e o
almanak civil, administrativo, commer-
cial, agrcola e industrial ; augmentado
com OOipiigenlio; alem d/j ontras noti-
cias estatistieas. O acressimo de traballio
e dispendio nao permittiram ao edictor
yende-Io pelo autigo pre(s-o, e sm por
400 rs. ; vi-ndendo-se nicamente a li-
vraria n. e 8 da j)iaca da Indepen-
dencia .
No Passeio publico n. 13, vendein-se por preco
commodo as obras completos de Camoes em 3 vol-
mes. e S ditos da Revista Popular, achando-se uus e
outros em pereilo eslado.
Vende-se uma negrinha deidade de 7 anuos :
na rua da Praia, armazem n. 32.
Vende-se um moleque de idade 22 anuos, cri-
oulo: na rua Direila n. 1 i.
rurD;ia%"TU.lerrame,'la 1,ara 00theS: "a
,T dJ^un'm1nl''> depedra em bom eslado:
na rua do Rosario da Boa-Visla, laberna n. 60.
M lojaamarea da rua do Crespo ti. 4,
vendem-se a 700 rs. o covado.
Kelvinas para vestido de senhora, fazenda de uma
so cor, que unge sedaUnzinliagros-de-naooles.
A 500 rs.
Vara de cambraia Tranceca de cores fixas e de costo
novo, ditas de guarnieses c barras, e quadros miu-
dinhos.
A GVOrs.
Covado de barege de seda e la, fazenda chesada
tHlimametile de Pars.
A I!'>s%Q ,.s.
Corle de seda de quadros escoreze, rom 15 rova-
dos.
A 9,000 rs.
- 'Vestido de seda com c-ipolinhn, para meninas a
meninos, Indos guarnecidos de ricas Iranras
A 3,000 rs.
CapOnllOi de fil de cores, guarnecidos debranro.
A 3,000 i-s.
Camisinhas e mansuitos de cambraia, bordada a
agulha. fazenda que finge cambraia de linho, asim
como riqmssimos Uncos de cambraia de. linho bor-
dados para senhora.eoulras muilas Tazendas de seda
e linho por preco mais barato do que em oulra qual-
quer parle.
* Vendem-se charutos vetdadeiros de
Havana, sendo cai.vinhas de 100, a preco
de 5,000 rs. : na loja de quatro portas
aolado do arco de Sanio Antonio n. 3.
Um negro.
..aro moco, pro].....
a rua da Cadeia do Recito n. 3.
Feijao mulatinlio.
Vendem-se. saccas moito grandes com feijao njnlfl-
linho chegado do Aracali no hiato Duridom. mrnaii-
ba de primeira sorle, courinhos iniudos esnla, ludo
por preco commodo e a dinlieiro: nn rua da Cruz
do Recite ii. 33, asa do S Aranjo.
Vende-se um prelo crenlo para Tora da pro-
vincia, de idade de 24 a 25 anuos, parece mais mo-
co, lem ofilcio de lorneiro p Tundidor: na Ponle
Velha. casa do Jos Carneiro, Francez.
Vendem-se 25 pipas rom mel de Turo, enfasca-
do em harris de qualro e cinco em pipa: quem pre-
lender comprar dirija-se a casa do abaixo assignado
ou noi trapiche do Cunha.
f-ui; intonio flarbotn de Brilo.
Vende-se um nearo mneorproprio para serviro de
eampF: ni..... '- "-*-------- -
Vende-se una casa terrea cora 2salas, 3 quar-
los, connha tora, quintal murado, na rua dos Pesca-
dores n. 6 : os pretendenie- procuren! na rua> Au-
gusto, cara terrea n. 60, para ajustar.
"Rape de Lisboa.
Cliegaram'este vapor irascos de rape
de Lisboa-, e* vendem-se pelo diminuto
preco de 5.500 rs. : na loja da rua do.
Ciespo u. 44
POTASSA E CAL.
Vende-se potassa da Russia e America-
na, superiores, e cal virgem de Lisboa,
tudo por preco mais commodo que em
outra qualquer parte : a roa do Trapi-
chen. 15, armazem de Bastos limaos.
DEPOSITO DE CAL E POTASSA.
Na rua de Apollo, armazem de Leal
liis, lem superior potassa da Russia, che-
gada ltimamente, e da fabricada no Ri
de Janeiro, de qualidade bem conhecida,
assimeomo cal em pedra, ehegada oii-
timo navio.
FAR1NHA DE TRIESTE.
Primeira qualidade.
Tassolrmos avisara aos seus fregueze?. qne lem
Ia" yem|er Tarinha de trian ehegada nlliniamenle
delnesle, sendo a nica nova que daquella proce-
dencia existo no mercado.
Vende-se um terreno' foreiro n marinha, con-
tondo qualro frenle, e siluado no bairrn de Sanio
Antonio desla cidade : a Iralar com Manoel Luiz da
Veiga, que dir quem vende.
FAMA.
No aterro da Boa-Vista n. 8,
tem novo sorlimenlo de qaeijos, presunlos do Porto,
linguicas de Lisboa, vinho superior de todas as qua-
lidades, e lodos os mais gneros perleucenles a mo-
Ihados, de superior qualidade, e por preco muilo
commodo.
Em casa de Rothe' & Bidoulac, veudem-'
se rjur.tro pianos de ptimo tom a preco
commodo* para fechar contas:
do Trapichen. 12.,
No escriplorio de Rothe e Bidoulac,
na rua do Irapiche n. 12, vende-se o se- Vende-se, cm casa de N. 0. Bieher &C, na rua
na rua
Espirito a f/GOO rs. a caada,
vende-se na rua do Collegio n. 12.
Velas de espermacete.
\'endem-se velas de espermaceti: de superior qua-
lidade, de ti em libra, viudas da America : na rua
do Trapiche Novo n. 8.
Charutos finos de S. Flix
Na ruadoQuemado,ii. 10, tem che-
gados agora da Bahia, os verdadeiros
charutos deS. Flix, da acreditada fabri-
ca de Brando, os quaes se vendem por
precos mais commodos do que em outra
parte.
Pri mas pa ifa ra beca,
a JO rs. cada uma, muilo novas : na rua do Quci-
mado, toja u.49. ,
Couro de lustre*
de boa qurflidade; vende-se por menos do queem
oulra qualquer parle para liquidar conlas : na rjia da
Cruz n. 10.
Pianos.
Os amadores da msica aciiam cnnlinuadamenle
em casa de Bruiiu Praeger &Cnmpanhia, rua da Cruz
n. 10, um grande sorlimenlo de pianos fortes e torlcs
pianos.de difierenlesinodellos, boa conslruccjtoebel-
las vozes, que vendem por mdicos precos; assim co-
mo toda a qualidade de instrumentos para msica.
Obras le ouro,
como sejam: adereces e meios ditos,'braceletes, brin-
cos, alfineles, bolOes. anneis. correles para relugios,
ele. ele., do mais moderno sosto : vendem-se na rua
da Cruz n. 10, casa de Brunn Praeger & Companhia.
Vende-se graxa ingleza de verniz
ireto, para limpar arreios de carro, he
ustroso e proya d'agua. e conserva mul-
to o couro : no, armazem de C. .1. Astlev
& Companhia, na rua do Trapiche n. 5.
'.y) Os mais ricos e mais modernos cha- (p^
!e% peo de senhoras se enconlratn sempre />?,
na loja de madama Theard, por um preco *
mais razovcl de que cm qualquer .oiilra
parle.
Sepoiito da fabrica
on Santos na Baha.
gniite:
Ferro ingle/..
Dito imitacao.
Di lo daSuecia.
Folha deFlandres.
Arados de ferro.
Machinas para assucar.
Ac de Milao.
Cobre em verguinha.
tazendas baratissimas, na nova loja da
rua do Crespo n. 11, dtvDias & Lemos.
Corles de Ma francezas milito finas d todas as
cores, de ti covados cada corle, com urea pequea
lislra ao lado, fazenda do ultimo costo a 251U o cor-
lo; ditos de padroe- iniudiiihos, fazenda muilo fina,
com 13 covados a 2&.(00 o corle, dilos de cassa com
ramaaem de cor. fazenda de muito bom goslo, a 25
cada "corle, cassas francezas escuras, cor nimio lixa,
a 320 rs. a vara, chitos escuras, cores fixas, de diver-
sos padrn aitiOrs. o covado, algodlo enlrancado
mesclado, rr.uilo encorpado, Tazarais de uma s cor,
prapria para o serviro de rampo, a 180 rs. o covado;
brim enlrancado de linho lodo nmnrello, proprio pa-
ra caica e palitos a 180 rs. o covado; dilo zenda muilo superior da puro linho e riquissinios
guslos a 1tiO0 avara; cobertores de algudao lodos
branca, da fabrica de Todos o Sanios da Babia, a
t>iO rs. cada um; meis de alaodao cruas, muilo en-
corpadas. a 2i0 rs. o par; alpacas prefas e de cores
muilo finas, a 800 rs. o covado; merino prelo para
18800. 28500, 2800 e 38200 o covado: assim como
nimias nutras fazendas por baixos precos, de ludo se
dao amo-Iras, dcixando seus competentes peniores.
Vinho Bordeaux.
Brunn Praeger & Companhia, rua da Cruz n. 10,
receberam ltimamente Si. Julien e M. margol, em
calas de uma duua, que se rccommeiidam por suas
boas qualidades.
BOTICA
CENTRAL iOliEl'AQ
51 rua dn Cadeia do Red fe, 1. andar 31.
Dirigida pelo pbarmaceuUco apprcvado,
professor em bomeopatbia Xlr. F.
de P. Pire Ramos.
Nesla bolica se enconlram os mclhorcs e
mais acreditados medicamentos liomopalhi-
cos, qur em gluhulos. qur cm tinturas,
preparados com a mais escrupulosa exacli-
diio, pela pharmaeeulico approvado c nrofes-
sor em homopalhia Dr. Pires Hamos,'sob as
iinlicacJes do Sr. Dr. Sabino, com quem )ia
pralicado lia 4 anr.os.lodas as regras da phar-
macia l|omopalhica.
Os medicamenlos desla botica, cuia efiiea-
cia lem sido verificada na tonga pralica do
Sr. Dr. Sabino, e reconhecida por todas as
pessoas, que delleslem feilo uso. exercem
uma grande vanlfeem, sobre lodos o- por-ahi se vendem, a qual consiste lano Ua S
promptidfiodosseu effeitos, como na qua- S
lidaile de se conservarem muilo lempo sem >
soflrerem a menor allerarao ; o que os tor-
na muito recoinmendnvcis, principalmenlc
para o malo, onde nem sempre ha facilida-
de da provisao de novos medicamentos.
Exislem carleiras de medicamenlos em
lubos graades de lino cryslal de diflerenles
precos, desde 123000 ale 1208000 conforme o
numero dos medicamentos, suas dynami-
sacoes, e riqueza das caixas.
Cada vidro de tintura da quinla dv-
namisaco.......". fKjooo
Cada lubode medicamento I3OOO
S, B.O Sr. Dr. Sabino Olegario Ludge-
ro Pinho se prpsla a dar e*clarerimeiitos a
todas as pessoas, que comprnrem medica-
mentos nesla bolica, na la das Cruzes. n.
da Cruz 11. 4, algodaO trancado d'nqnella fabrica,
muito proprio para sarcosde assucar e roupa de es-
cravos, por prei;o commodo.
Vendem-se lonas, brin/a, lirin- e meias lo-
nas da Russia : no armazem de N. O. Biebcr &
Companhia, na rua da Cruz n. 4.
Tabeas para engenhos.
Na fundicao' de fen-o de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
|do o chafariz continua haver um
completo srtimento de tai\as de ferro
fundido e batido de ."> a 8 palmos de
bocea, as tpiaes acham-se a venda, por
prero commodo e com promptido' :
embarcam-se ou can-egam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vepdem-se relogios de ouro, pa-
tente inglez, os melhores qite tem vindo
a este mercado, e do mais acreditado
fabricante de Liverpool: em casa Bus-
sel Mellors & Companhia, na rua dt;
Cadeia do Recife, n. 56.
Aseada de Edirln Marv.
Na rua de Apollon. 6, armazem de Me. Calmont
& Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
mentos de taixas de ferro -coado e batido, lano ra-
sa como fondas, moendas ineliras todas de ierro pa-
ra animaes, agoa, ele, ditas para a rmar era madei-
ra de iodos os taiuanhos e modelos osfhais modernas,
machina liorisonlal para vapor com forca de
4 cavallos, cucos, passadeiras de ferro eslnhado
para casa de purgar, por menos pree que os de co-
bre, esco veos para navios, ferro da Suecia, e to-
ldas do flandres ; tudo por barato preco.
Moinhos de vento
ar^ -ombombasderepuxopara regar borlase baixas
*fcy decapini. na fundicao de II. W. Bowman:na rua
do Brum ns. 6,8e 10.
Vende-se um resto de exemplares
da obia Baphael, paginas da juventu-
de por Lamartine, veitao portugtre-
za re D. Carlos Guido v Spano : na rua
do Trapiche n. 14, primeiro andar.
Vende-se orna escrava de nacao Angola : na
rua da Senzala Nova n. 22.
Na rua da Cadeia do Becife n. CO, arma-
zem de Henrique (jibson,
vendem-se relogios de ouro de snhonele, de patento
inslez. da mellen- qualidade, e fabricados em Lon-
dres, por preco commodo.
A 5#200, e fi.siOO.
Na loja de livros de Joiio da Cosa Dourado. no
largo do Odelo, vendem-se bilheles c meios bilhe-
es da loleria da irmandade de Nossa Senhora do Li-
\ [.amento, que corre imprelerivelmenle no dia 14 do
correnle.
Vende-se graxa de verniz para limpar arreios
j de carro, lustroso e prova d'agua ; na rua do Trapi-
che n. 3. ,
L Vende-se um silio no lugar dos Remedios, junio
a ponle do mesmo nome.: a fallar com detono da
Bocha Pcreira, na rua das Aguas Verdes n. 16, ou
na rua de Uorlas n. 23.
ANTIG1DADE E SCPERIORIDADE
SALSAPA.BRILHA DE BRISTOL
sobre
A SALSA PARRiLHA DE SWDS.
Attcncao'
A SALSA PARRILHA DE BRISTOL data des-
de 1832, e tem constantemente mantillo a sua re-
putacao sem necessidade de recorrer a pomposos
annuncios, de que as prenarares de mrito podem
dispensar-se. O successo do Dr. BRISTOL lem
Vende-se a verdadeira salsa parri-
Iha de Sands: na botica franceza, da rua
da Cruz, em frente ao chafariz.
NO CONSULTORIO HOMEOPATIIICO
DR. IV A. LOBO H0SC0Z0.
\ ende-se a melhor de todas as obras de medicina
iiomopalhira uy O NOVO MANUAL DO DR.
. H. JAIIR ^ss Iradii/.ido em porluguez pelo
Dr. P. A .'Lobo aloscdzo : qualro volumcs encader-
oados em dous. 203000
O 4. volume ronlendoa palliogeuesia dos 144
medicamenlos que n?o foram publicados saldr mui-
lo breve, por estar milito adianlad sua impresso.
Diccionario dos tormos de medicina, cirurgia, 'anato-
ma, pharmaria. ele. ele. encaderuado. 4JKKX
Uma carleira de tubos, dosmelhores e mais bem
preparado, glbulos homcopalhicos com as duas
obras cima......... 40?i|00
Uma dila de 36 tubos com as mesmas 4500
Dito, dila/c 48 lubos....... 500000
Dila de 1 i com s ditos...... 100J000
Carleirasde 24lubo$ pequeos para alei-
heira. .......... 105000
Dilas de 48 dilos......... 205000
Tubos avulsos de glbulos..... 13000
Vendem-se em casa de Me. Calmont & Con
panilla, na praca do Corpo Sanio n. 11, o seguinle:
vinho de Marscillgcm caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em no vello- o cairelis, breu cm barricas muilo
grandes, ac de milaosorlido, ferro inglez.
Vendem-se pianos fortes de superior qualida-
de, fabricados pelo melhor autor hamburgus na
roa da Cruz n. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo srtimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolje em lierlin, erapregado as cqj-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem p;u.-a o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo nt> idioma portuguez, em casa de
. O. Bieher & Companhia, na rua da
Cruz, n. 4.
Cal de Lisboa.
Vendem-se barr com cal virgem Je Lisboaaem
pedra, o msis superior que ha e por nodico preco:
na rua de Apollo n. 8, armazem de asucar.
Charutos superiores
Na rua Nova n 2, loja delugus- S
to Colombiez, vendem-se supjrlino g
charutos da Bahia, por muitc liara- fe
to preco.
5-C

g@3)@ @g
- Charutos de Havana. .
Vendem-se verdadeiros.charutos de llavnna por
preco muilo coiumado : na ruada Cruz, armazem
0.4.
Na roa da Cruz n. 13, segundo andar, veu-
dem-se 179 pares de catnruot de couro de loslre,
400 dilos brancos e 50 ditos de botios ; lodo por
preco commodo.
Deposito de vinho* 4e cham-
iagne Chateau-Av,*primeira t|ua-
idade, de propriedade do condi
de Mareuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vende-
se a 36-000 rs. cada caixa,'acha-
se nicamente em casa de L. Le^
comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rotunos
das garrafas sao azues.
i
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barrisdeA., 5. e 8.: no armazem da rua
do Azeite de Peixe h. 1 i, ou a tratar no
escriptorio de Novaes & Companhia, na
rua do Trapichen. 54.
No armazem de C. J.Astley c\. Com-
panhia, na rua do Trapiche n. o, ha
para vender o seguinle :
Balancas decimaes de (500 libras.
Folha de'irro.
Ferro de verguinha.
Oleo de lindara em latas de 3 gloes.
Champagne, marca A. C.
Oleados para mesas.
Tapetes de laa para forro desalas.
Copos e'calix de vidro ordinario.
Formas deolha de ferro, pintudas, para
fabrica de assucar.
Cordao de linho alcatroado.
Palha da India para etnpalhar.
Ac de Milao soi-tido.
Carne devacca cm salmn ra.
Um srtimento de pregos.
Lonas da Russia.
Espingardas de caca.
Lazarinas e clavinotes.
Grande srtimento de pannos finse
casemiras.
Vende-se panno fino prelo superior a -i*S0fl,
S00O, 59500, e ttsaon rs, <> covado. dilo azul proprio
para fardas de guarda nacional a :fts200 rs., casemi-
ras prelas milito linas a 7MMK, 0^000 e ll-SHKI rs..
ditas selim muito superiores a li$000 rs. o corle,
dilas ilo cures, pailroes novos a .VfNXI rs., selim pre-
lo niar.iu muilo superior a :tj0UO, :f-->VM> ( i-s.iOO rs.
o covado, corles de colleles de Tu-tao de cores a StKi
c IS200 rs., ditos de surgiirao de seda a 2000 rs.,
alpacas finas a li'iO, 720, 1^000, e lJfiOO rs. o covado.
superior prinrez a 800 rs. o covado. dita jnoilo fina
a 360 rs., merino muito lino a 35001) rs. o covado, e
entras muilas fazendas que se vendero baratas: na
rua Nova, loja nova n. 16, de Jos Luiz Pereira &
filho- #
Na frente da groja de Nossa Senhora do
Livramento, loja de miudezas de F.
Alves Pinho,
chesou uma pequea porjiio de crucifivos de madei-
ra Tinas envernisada com a imagem do Hedemptor, de
melal fmoprateado e dourado.oiiras primorosas e ca-
caraclerislicas, e o mais perfeilas pe-sivel. ha srti-
mento em laman hos a volitado, pias para asna ben-
la.quadrinhos pequeos de diversos passos do Senhor,
torcos engrazadoi-, em rame c de conlas encarnadas
en horneada* ,le veronicas.e oulras reliquias proprias
para afervorar ios devotos : Irucam-se por pouca
cousa.
Na rua do ajerro da Boa-Visla, loja 11. 80, a-
lm do grande e variado sorlimenlo de gneros de
comesliveis,e*isle um Grande sorlimenlo de manlei-
ga ingleza, principiando de 400 a 1JJ00O rs. c desle
pre^o 11 subir segundo a qualidade.
Vende-se 11 m prelo rrioulo, de idade 18 annos,
bonita figura, ter.i rerlid.lo de idade : a Iralar na rua
Direila n. 76.
- Conlnua-i;e a vender gomma do Ararais d
superior qualidade em arrobas a 3$ rs. e a I i lira a
100 rs.: no paO.-o do Carmo n. 2,
SAMS.
SALSA PARRILHA.
V cenle Jos de Brito, nico agento em Pernam-
huco de B. J. D. Sands, chinaco americano, faz pu-
blico que (em chegado a esla praca.uma grande por-
cao de frascos de salsa parrilha de Sands, que sao
verdaderamente falsificados, e preparados no Bio
de Janeiro, peto que se devem araule.lar os consu-
midores de lilo precioso talismn, decahir ncsle
engao, lomando as funestos consequenc'ias que
sempre.coslumam Irazcr os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mito daquelles, que antepoeni
-eiujilere--es aos males e estragos da liumanidade.
l'orwilo.pedc, para que o publicse possa livrar
(iesla fraude c disliugua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recen teniente' aqu ehega-
da ; o annuncianle faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente cm sua botica, na rua da ConceicAo
do Becife n. 61 ; e, alem do receiluario que acom-
panlia cada frasco, lem embado da primeira pagina
seu nome impresso, e se achara sua firma eni ma-
nuscriplo sobre o invollorio impresso do mesmo
Traeos.
A o,600 o par.
Sapnldesde lustre para homem, obra muilo boa, a
3g600 rs. o par : no alerro^la Boa-Visla, loja de cal-
cado n-58, junio aopelleiro.
A 800 rs- e 320.'
Frascos anudes rom agito de Colonia, a 800 rs., e
sabonetas de amendoa, a EO rs.: no aterro da Boa-
Visla 11.58.
A 2,800 para acabar.
, Borzeguins gaspiados para senhora. a 29800 rs. o
par : no atorro da Boa-Vista,toja n. 58, juulo aosel-
leiro.
Vendem-se saccas rom Tardo, chegado lti-
mamente da America, por barato prego: 110 caes do
Hamos n. 16, e na rua do Trapiche 11.8.
Vendem-se relogios de ouro, pa
ten-te inglez, por commodo pro-
co: na rua da Cruzn. 20, casa de
L. Leconte Feron & Companhia.
DAVID WILMAM BOWMAN, eneenheiro raa-
chinisla e Tundidor de Trro, mu respeitosameie
adnuncia aos senhores proprietarios de engcnhol,
Tazcndeiros, e ao respeitavel publico, aue o seu esla-
belecimcnlo de ferro movido por machina de vapor,
na rua do Brum passando o chaTaiiz, contina em
elTecUvo eicrcicio, ese acha completamente montado
com apparclhos da primeira qualidade para a per-
Teila conl'eccao das maiores llecas de machinismo.
Habilitado para empreheridr quaesquer obras da
sua arle, David William Boivman, deseja roais par-
ticularmente chamar a atictica publica para as se-
guinles, por tordellas grande sorlimenlo ja' promp-
to, em deposito na mesma fundicao. as quaes cons-
truidas em sua Tabrica podeun competir com as fabri-
cadas em paiz eslrangeiro, lauto em preco como em
qualidade de materias primas e mao de obra, a
saber: ,
Machinas de vapor da melhor rnuslrucafi. ,
Moendas de caima para engenhos de lodos os l-
mannos, movidas a^apor por agua, ou animaes.
Bodas de agua, moinhos de vento e serras.
Manejos indcpendenbs para cavallos.
Bodas dentadas.
AguilhOes, bronzes e chumaceiras.
Ca\ i llioes e para Tusos detodos os lamanhos.
Taixas. parns, crivos e bocas de Tornalha.
Moinhos de mandioca, movidos a mao ou por ani-
ma es, e prensas para a dita.
Chapas de foga c tornos de Tarinha.
_ Canos de Trro, torneiras de Trro e de brouze.
" Bombas para cacimba e de repuxo, movidas a
ma, por animaes 00 vento.
Guindastes, guinchse macacos.
Prensas bv draulicas ede paraTuso.
Fcrragenspara navios, carros e obras publicas.
Columnas, varandas, grades e portees.
Prensas de copiar cartas e sellar.
Camas, carros de maOearadosde ferro, etc.. ele.
Alem da superioridade das snas obras, ja' geral-
menle reconhecida, David William Bowraau garanto
a mais exacto cOnformidade com os moldes e dese-
nhos remellidos pelos senliores que se dignaren) de
Tazer-lhe encommendas, aprovcitando a occasiao pa-
ra agradecer aos seus numerosos amigse Treguezes
a preTerenria com que lem sido por elles honrado,
e assegura-lhes qjie naOpoupara es forense diligen-
cias para continuar a merecer a sua confianza.
OLEADOS INGLEZES.
Vendem-se rieptissimos oleados para
assoalhar salas, tanto emquadade, com o
no escolhido gosto de desenlio : no ar-
mazem defazendas de AdamsonHoyie &
Companhia, na rua do Trapiche Novo
n. 42.
28
RIJA DAS CRUZES.
No consultorio do profesor homopalha i
C'issel Bimonl, acham-se venda as obra*
segrales:
Sgunda edirro dos elementos de ho-
mopalhia ; revisto consideravelmeute
augmentada, e redigida de proposito para
os principiantes que quizerejn de boa f
experimentar a nova medeeina. 6|000
Tratomenln homopalhiro bis
molestias venreas, para cada um
poder curin>**j| sjjjjesmo.....1J000
PaJiiSiicsa dos medr,ameiilos
lo***
7>
provocado infinitas imejas. e, entre oulras, as dos
Srs. A. R. I). Sands, de New-Vork, preparadores
e proprietarios la salsa parrilha conhecida pelo no-
me de Sands.
Estes senliores solicitaran) a agencia de Salsa par-
rilha de Brislol, c como nao o podessein obter, fa-
bricaram urna imitaran de Bristul.
Eis-aqui a caria que os Srs. A. R\ D. Sands es-
creverain ao Dr. Bristol no dia 20 de abril de 1812,
c que se acha em no-so poder:
Sr. Dr. C.C. Bristol.
Bfalo, &C
Nosso apreeiavel senher.
Km indo o anno passado temos vendido quanti-
dades consideraeis do extracto de Salsa parrilha de
Vmc, c pelo que ouvimos dizer de suas virtudes
quclles que a lem usado, julgamos qne a venda da
dila medicina se augmentar muil-mmo. Se Vmc,
quizer fazer um convenio comnosco, eremos qui-
nos resultara muila'vantagem, lano a nos como si
Vmc. Temos muito prazer que Vine, nos respouds
sobre esle assumplo. e se Vine, vier a esta cidade
daqui a um mez, ou cousa seinelhaule. leriamot.
muilo prazer em o verem nossa botica, rua de Ful'
ton, n. 79.
Ficam s ordens de Vmc. seos segnros servidores.
(Assignados) A. Bi D. SaNDS.
CONCLSAO'.
1.e A antiguidade da salsa parrilha de Bristol he
claramente provada, pois que ella dala desde 18.12.,
eque a de Sands. s appareceu cm JW2, poca nj.
qual este droguista nao pode obter a agencia do Dr..
Bristol..
2. A superioridade da salsa parrilha de Brisl!
he iuconlestavel: pois que nao obslanle a concur -
rencia da de Sands,- e de uma porcao de oulras pn v
paracoes, ella lem mantillo u sua reputarlo em que i-
si toda a America.
As numerosas experiencias feilas cora o' uso i\
salsa parrilha em todas as euTermidadcs originad: is
pela impureza dosansuc, e o bom exilo oblido ne-1-
la corle pelo Illm. Sr. I>r. Sieaml,. presidente < la
acaileniia imperial de medicina, pelo illusirado S r.
Dr. Antonio Jos Peixolo em sua cliniea, e em BU'a
afamada casa de sando na Ciiiiboa, pelo Illm. Sr-..
Dr. Saturnino de Oliveira, medico do excrcito, t
por varios outroa mdicos, pormiltem hoje ilc pro-
clamar allamenle as virtudes olliouzes da salsa par-
rilha de Brislol vende-se a 5$000 o vidro.
O deposito desla salsa inudnu-se para a bolica
franceza da rua da Cruz, em Trente ao chafariz.
GUAKDA NACIONAL.
2 Na praca da Independencia n. 17, ven- ^
gg de-se Inda a qualidade d-ohjeclos para o lar- jS
M damenlo dos senliores ofilciacs da guarda na- 'M
cional, assim como para primeira e segunda w
jjjlinha, ludo pur muilo commodo preco.
POTASSA.
No anligo deposito da rua da Cadeia o Biioife ,
armazem n. 12, ha para vender muilo nova rtassa
da Bussia, americana e brasileira, era piiqueno s har-
ris de i arrobas; a boa qualidade e precos mais ba-
ratos do que em oulra qualquer parto, se affinnram
aos que precisaren) comprar. No mismo dimosilo
tambera ha baris com cal de Lisboa eni pedr a. pr-
ximamente chegados.
Vende-se a laberna da rua de Sanln-Au inro n.
8, bem aTrceuezada para a Ierra, a qual lem limito
boas rommodidades al para quem'liver Tamili 1, pois
0 dono a vende por que se relira: qu em prelen. ler po-
de comparecer ua mesma, a qual lera poucu s fun-
dos.
Vende-se um cravn crioulo. de bonito figura,
de idade 21 a 22 anuos pouco mais ou neuo-, | iroprio
para lodo o serviro por ser baslante robusto : pa rua
da Cadeia du Recito n. 12,
m
MADAPOLAO" BOM, A 38200.
\endem-sc pe?as de madapoln de boa qualidade,
com pouca avaria : na rua da Cadeia Velha n. 2t,
primeiro andar.
. Vendem-se cerca de 800 formas de folha de
ferro para fabrica de assucar, pintadas, c que levam
tres arrobas cada uma : vendem-se muilo em conta
para fechar : na rea de Trapiche n. 3.
Na rua do Vigario n. 19, primei*
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
&cjam, fjuaarilhas, valsas, redowas, schc-
tickes, modinhas tudo uiodernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, tem
venda a superior flanella para forro desellius, ehe-
gada recenlemenle da America.
Deposito de cal de Lisboa,
Vendem-se'barris com cal cm pedra, ehegada no
hiate Lusitano, vindo ltimamente de Lisboa, e
polas-a americana, a 200 rs. a libra : na rua da Ca-
deia do Becife, loja n. 50.
Oleo de linhaca 9m botijas.
Vende-se a 5cl)00 rs. cada uma botija, c por me-
nos sendo em poreo : na rua da Cadeia do Becife n.
~, primeiro andar.
Espirito de 5(i gra'os a 4200
40 1$500
vende-se na restilaco da pria de Santa-
Kita.
Barateiro .na rua do Queimado
n. 50.
Loja nova de Anlnnio Augusto & Oirvnilio Mari-
nho, vendem-se lciu;s le setla a l.^^-M) rs., cupoh-
nhosric sedti par senlinras, um hom sorliunlu de
corles de cambraia de barra a ^5() rs., dilas sem
barra a i.^DO r>.. lindas eambraas fraticezas de <>
res muito Ro, cric* bados, e unirs muilas fateudas que se vende por pre-
co commodo.
* BLA DO QUEIMADO N. 5.
Vendem-se capoles de panno azul,Torrados de hac-
ia a OOO rs., cassa chila a 330 rs. a vara, brreles
de seda pelo- para padre a 500 rs.. aravalas de selim
rom mola a 1?000 rs., corles de cambraia de edr ja-
ra vestidos a ^KHI rs., corles de brim bordados para
collcle a --000 rs. maiiteleles de seda rom um pe-
queo loque de mofo a tiKXIO rs.. manas de seda a
(ifJKMI rs.. (hale de laa a I(i00, bonetes com pala
bordados para homens o meninos pelo baralo o eco
de 1 lid rs. cada 11111 ; mitras muilas fazendas por
balsos precos para acabar.
FZLNDAS BARATAS.
Veiidem-sc chilas fuias decores fuas a 120, 150,
180, 200, e 250 rs., corles de barra a 2i00 e 3.*O0(
rs.. cassas francezas de barra a 2J200 e 2S800 rs. o
rrle, chales dealgodclo a 152SO rs., dilos de alcodao
e seda a 2$000 rs., dilos de laac seda a 3$ c -ihiu
rs., dilus'muilo linos a 53000 rs., lencos de seda para
senhoras a 2$000 cS)5O0 rs., manteletes prelns e de
cores com colleleesera elle a t2>t)00 e l^OOO rs.,
camhraias francezas padrOes novos a 600 rs. a vara,
rambraiasaherlas brancas e de cores a 38200 rs. o
corle, vestido- brancos de barra e bordados a 'iSIlOO
fs., dilos de i e 2 Ixbadosa f5Q0rs., dilos d.e Ires
a cinco babados a 5^000 rs., e nutras muilas Tazendas'
quesc vcuderao'Iiaralas: na na Nova, loja nova n.
I(, de Jo- l.ujz Pereira i^ Filho.
Vende-se uma Ima taberna, sila em Fra de
Portas, rua do Pilar, conTronlando com o becco l.ar-
so, tem uma honila armarno e boa qualidade para se
Tazer ptimo necocio ; nao se duvida dar prazo a pes-
soa idnea ou que aprsenle garanta ao importe
a quem convier esle negocio procure na rua da Sen-
zala Velha, sobrado 11.112, terceiro andar.
Vende-se a taberna nova da Capnu-
ga, situada na propriedade do Sr. Joiio
Simoes de Alenla, bem al'regue7.ada pa-
ra aterra^pela sua boa localidadc, ecom
um jogo de bolla cue rende para aluguel,
monsal:a tratar na mesma.
POTASSA BRASILEIRA. ($-,
i Vende-se superior potassa, fa- &
bricada no Bio de Janeiro, che- (
gada recentemente, recommen-
, da-se aos senhores de engenho os ^
X se,is bons ell'eitos ja' experimen- W
*g tados : na rua da Cruz 11. 20, ar- W1
w) mazem de L. Leconte Feron & ($
'#) Companhia. '&
ATTENCAO".
Cunha & Amorim, na rua da Cadeia do Recito n.
50, lem para vender palha de carnauba nova, cou-
ros ile cabra bons, pennas de cma, e velas de car-
nauba, a I950O o cento.
VINHO CHAMPAGNE.
Superior vinho de Bordeaux engarra-
fado ; vende-se em casa de Schallieitlin
& Companhia, ru da Cruz n. 58.
Vende-se arroz graudo do MaraT
nhao, e charutos de S. Flix, de boas qua-
lidades, e por precos commodos : na rua
da Cadeia do Recife n. 47 primeiro
andar.
Na roa do Trapiche n. 11, primeiro andar,
vende-se o seguinle :pasta- de lyrio florentino, o
melhor arligoque se'conhece para limpar os deules,
branquece-os e fortificar as gengivas, deixando bom
goslo na bocea e agradavel cheiro; agua de mel
para os cabellos, limpa a caspa, e dii-lhe mgico
luslre; agua de perolas, ste mgico cosmtico para
sarar sardas, rucas, e embellezar o roslo, assim co-
mo a tintura imperial do Dr. Brown, esla prepara-
cao faz os cabellos ruivos ou branros,completamente,
pretos e macios, sem damno dos mesmos, ludo por
prejos commodos.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos : na rua do
Trapiche Novo n. 16.
"liomoplhicos brasileiros e"pW-
lpf losia lioniopalhira, 011 adminis-' ,
Iraco das doses..........3J000
JZ OBRAS EM FRANCEZ. .
^ cia................
]? Oreanon da arte de curar. .
(p9 Tratamento das molestias chro-
A nic"...............
^7 Novo manual completo do Dr.
g) Jahr................
SL Memorial do medico homopa-
\W Iba................
!$ Medicamentos.'
* Ima carleira com os 2i princi-
VJ paes mediamentns (tubos grande)
^) e a segunda ediccao dosElementos
, A Uc "oineopalhia.......208000
Wf Cma carleira eom os 24 princi-
(ffj paos niedieamenlos.....I09OOO
Zl Grande sorlimenlo de carleiras
*9 de tudos os lamanhos por precos
/A commodissimot.
* 1 lubo de glbulos avulsos 500=
<$ es""' ....... .# 18000
FUNDICAO' D AURORA.
Na fundicao d'Aurora acha-se conslanlemente nm
completo sorlimenlo de machinas de vapor, tonto
d'alta como de baiva pressao de modellos os mais
approvados. Tambera se apromplam de encommen-
da de qualquer Trma que se possam desejar eom a
maior presteza. Habis omciaes serao mandados
para as ir assentar, e os fabricantes como tem de
coslume alianram o peri'eilo trabalho dallas, e se res-
ponsahilisam por qualqner detoilo que possa netlas
apparecer durante a primeira salra. Muilas machi-
nas di vapor construidas nesle estabelecimento tem
eslado em constante servico nesla provincia 10, 12,
eal 16 annos-, e apenas tem eiieido mui insiguili-^
cantes reparos, e algumas at nenhuns absolutamen-
te, accrescendo que o consummo do conbuslivel he
mui inconsideravel. Os senhores de engenho, pois,
e oulras quaesquer pessoas que precisaren! de. ma-
chinismo sao respeilosamcute convidados a visitar o
estabelecimento em Santo Amaro.
Vende-se no armazem de James
Halliday, na rua da Cruz n. 2, o *e-
guinte:
Sellins inglezes.
Dtos ditos elsticos.
Silhoes para montara de senhora.
Cabecadas de couro branco.
Lanternas para carro e cabriolet.
Arreios |ra dito de 1 e 2 cavallos.
Molas para dito, d 5 folhas.
Evos para dito,.de patente.
Candelabi-s de bronze de 5, K e 5 luzes.
Vende-se pelo cusi nina collecco completa de
toda a legislacao brasileira, desde 1808 al 1850, per-
Teilainenle enradernada e nova: o proprielaro
deste jornal dir quera a vende, e por que preco.
Vende-se um bonita inolecole de 20 .anno* de
idnde, bom odicial de sapateile, cozinbeireahe iuilo
hbil, sem vicio: ua praca da Independencia n. .'El,
loja de calcado.
Vende-se um negro bom canoeiro, e bastante
robusto : na praca da Boa-Visla n. 32.
Na rua da Cadeia do Recito, toja n. 5, vendem-
se sanas eom feijao miilalinho o mais qovo que-ha
no mercado, a 128000 rs. cada una.
Vende-se a parte de um sobrado de doos anda-
res em uma das melhores ras : quem qnizer com-
prar annuncie para ser procurado.
ESCRAVOS FGIDOS.
Diccionario
cirarfla ,
etc. etc.
dos ti
anatoma
de medicina,
pharmacia ,-1
Sabio luz esla obra indispensavel a todas j
as pessojis que se dedicam ao esludo de
medicina. Vende-se por 48 rs.. encaderua-
do, no consultorio do Dr. Moscozo, roa do
Collegio. n. 25, primeiro andar.
Chapeos e manteletes.
Vendem-se chapeos de seda de cores, enfeiladbs,
proprios para meninas e nieninns 3 53 cada um ,
manteletes pretos e de cores com rlleles e sem elles;
por precos commodos: na rua da Cadeia do Recito,
loja n. 50.
Vende-se CARNE HE VACCA e de porco de
Hamhunio, em barris de 200 libras;
CHAMPAGNE demarra conhecida c verdadei-
ra, hnveudo poneos uigos de reste, que se vendern
para fechar, a 248000 rs. ;
A(,X> DE Mll.AOsorlido;
TAPETES DE LAA, lano em peca como sollos,
para forfar salas, de bonilas cores e muilo em conla.
OLEADOS de cores para Torrar corredores, elc.fi
OI.EO de buhara em latas de cinco galoes : em
casa de C. J. Astlev & Companhia, rua do Trapi-
che o. 3.
Na rua do Collegio n. 21, segundo
andar, vende-se por barato preco, ou a
prazo, um srtimento de chapeos ou-
tros objectos de chapeleiro, consistiudo
em chapeos de massa, de seda de varias
qualidades, e a gomma lacre, chapeo
para padre, mascas para ditos, bonetes
para guardas nacionaes, plumas prefas
para chapeos de senhora, fundos e lados
para chapeos, courinhos com selim, fi-
vellas, fitas para arrochos e debium,
trancas e outros muitos objerlos de cha-
peleiro.
Vestidos modernos.
Vendem-se vestidos de mursuliiia lina de cores
com barra, Tazenda nova a 5.">ocrle; dilos de 15a
e seda e barge modernos a !8 o corte de 12 cova-
dos; cintas e cassas francezas novas a 320 rs. o co-
vado e (iO rs. a va/a; e oulras umitas fazendas por
baratos precos: na rua da Cadeia do Recito, loia
n. 50. ^
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
para vender, chegado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, o sesuinte: saccas de Tardo muito
novo, cera em grume e cm vela* cora bom srti-
mento de superior qualidade, meroViu doce c cal
de Lisboa cm podra, novissima.
Vende-se
sal do fallec
brado com a
de Sanio Amarinho : a Iralar "com Manoel Luiz da
Veiga.
O preto Domingos de nacao Congo, fgido 110
da 15 do corrente, lem os sionaes seguinles; baiso,
magro, mnilo rallador e representa ler 30 anno, he
oflicial de funileiro e vidraeeiro da fabrica da roa do
Brum n. 28: quem o pegar ou der delle noticia, -di-
rija-se a mesma fabrica, que ser recompensado.
Dominio 15 do correnle, Wsappareeeu un pre-
lo de nome Manuel.acode por MpbTiao.tiacaoIteiMil-
lo, idade de 35 annos, baito. chcio docorpo, cor ful-
la, ps grandes, bem fallante, levou calca e camisa
nova de alcoiblozinho trancado de lislra azol muilo
miudinha, a camisa he de mangas curias e bollo co-
berlo na abertura ;-este preto he Irabalhndordeca-
daria, andava com um panacum vendendo pflo :
quem o pegar leve-o 4o hairro la Roi-Visla padaria
de Manoel lavares de Aquino, que ser recom-
pensado.
Da fabrica de caldeireiro dama do Brum n.
28 ausenlou-se desde o dia 15 do correnle, o era-
vo Antonio de nacao Ansien, oflicial de funileiro ,
vidraeeiro, lem uma belide no olho esqurdo, be alloe
regrisla ede roslo lalhado : quem o pegar ou dr
noticia, dirija-se a mesma fabrica que ser recom-
pensado.
Desappareceu na noile do 9 para 10 do correnle
a escrava. cabra, de nome Filippa, de. idade vintee
lanos annos, lilha do Rio Grande do Norte, mesmo
da capital, a qual escrava fui aqiu vendida pelo' Sr.
Jos Anlnnio Bastes, em oulubro prximo patudo,
porordem da senhora D. Senhorinha do Almeida
Baplista, nuva do liuado Dr. Baplista, que foijiliz
de direilo naquella cidade ; os signees sao os seguin-
les : cor cabra, altura regular, corpo reforcado, ca-
bellos corridos e aparados, e falta de un denle na
frente : quem a pegar ou delta der noticias, ser ge-
nerosamente gratificado, no aterro da Boa-Visla 11.
45, ou na rua do Collegio n. 9.
Desappareceo em dezembro prximo passado,
um cabra de nome Elias, de idnde de 28 annos, pou-
co mais ou menos, estatura ordinaria, grosso do cor-
po, cabello rarapinhado, feicoes regulares, cara lar-
ga, Talla pausada, com uma cicatriz redonda na es-
pado.) direita. e oulras antigs de castigos que le-
vou, consl eslar no Barro Vermelho juuto aos Afo-
lados : quem o apprehender, leve-o ao Dr. Lopes
N'elto, na la Nova, que ser recompensado.
. Desappareceu 110 dia 14de novembro do anuo
passado_o preto Rav mundo, crionlo, filho do Ico, de
idade 25 annos. pouco mais on menos, edr fula'cara
larca, beicos grossos, barba cerrada, estatura regular,
rendido de uma veril ha, pouco volumosa, he muilo
ladino, e diz saber ler, he amigo de sambas, onde di-
verle-se locando flaulim ; o mencionado prelo toi
capturado em o engenho Tapacar d'onde lornou a"
fugir no fin de 4 dia : quem o pegar, queira levar
a rea Direila n. 78, que dar-se-ha paga generosa.
Fugio do engenho S. Jos. 1 13 de oulubro de
1853, a escravaCalhariiia, crioula, que reprsenla ter
:o annos de idade, cor prela. alta, secca, rosto coni-
prido, testa canteada, nariz chalo, beicos grossos, ps
grandes, e lem as cosas da mo direila sima cicatriz
de ferida: quem a apprehender o leva-la ao dilo en-
genho, receber a gratificaeao de 509000 rs. de seu
ssnhor Francisco Joaquim da Rocha Kalco.
Aviso-
Fugio no dia 18 de dezembro prximo passado da
rua da Aurora n. 56, onde mora Domingos Aniones
Villncn, o seu escravo crioulo de nome Lacio, oflicial
ile sapnleiro, eseus sianaes silo os seguinles :__ida-
de 25 annos, baixo e inuity grosso do corpo, reto
redondo, pouca barba, olhos grandese liocci regular,
henos grossos, bastante espadalo, bracos e peruas
grossas, niSos bstanle calejadas do Irabalho, mnilo
regrisla e civilisado, ps curios e grossos, qwnde an-
da nao assenla a planta do p direilo nocho, e iim
de uma banda, por geilo que lornou e So deixa do
pinar pela perna, be quebrado, e lem um, escroto
bastante incitado, em rz9o do ervuipeil que ihe d
eonliniiaclamente : Irabalhava n esrada do mesmo
sobrado, e como se julga ter embarcado ou eslar oe-
culio em vlguma casa.'lr.iliall'.'m,'o pelo seu officio;
lir isso roga-se as autoridades polieiae ou capilat-
decampo, 011 qualquer |iesso que o vir, o mande
aplurar e levar a seu senhor, no referido snhrado,
ou na rua Nova, teja de movis 11. b, que ser bem
retonipensado.
C.rati/ica-se generosamente
a quem (ie'r noticia 011 apprehender um cabra ja
ido-o Imito, piulando os cabellos, olhos peqe-
nos e fundos, nariz chalo, hoce? grande, rento errn^
pulo, ps reculares, mas de dedos arrebitdo, cha-'
nii-se ..imbrosio. sabenialar boi, e lem fgido oulras
ve.'s e exerri.lu o officio de corlador em Coianna,
pP,|rs de Fogo c outra povnaroes ; fuaiodoenge-
2f5i5SSSSS= SEseS-SaSS?
OratthcacHO de oO.S'OOO rs.
Em dias do mez de setemhr do anno passado fu-
gio do engenho Aarlicum, propriedade do rapiao Vr-
banii Ramos da SUva Vasroncellos, nm esrravo, cri-
oulo, fu|j|o bem avcrmelhado, de nome Claudio, alto
bem reforcado, reprsenla trr 20 annos. lem um ig-
ual de cicatriz bem saliente no pescoco de nm lalho
que deu querendo degolar-sc na cadeia de Nazareth ;
foi do Sr. Jos deSeahrado engenho Clia ricCoquei-
ro, e toi visto depois da fuga cm S Caelano da Ra-
posa, c em Bezerros, na fazenda do Sr. vigario An-
tonio Jorge, dizendo dirigir-se para o engenho do Sr.
Jos Pedro, das Lages : quem o pegar leve-o ao dilo
engenho Aratitom, a entregar a seu senhor. ou a rua
Nova n. 42, defronte da Conreicao dos militares, que
receber 509000 rs. de gralieaca, alem do pagamento
razoavel dasdespezas.'
Peni.iTyp. M. r. de Farto, UM.
Palitos e toalhas.
Vendem-se palitos de brim de linho de cores,
bem teilos, a 3j) e 4 cada um ; loalhas de panno
de linho do Porte, proprias para roslo SO" r''- a
uma e a 9.3 a duzia; c-panno'adamascado .le duas
larguras c boa qualidade para loalli.i de mesa a 2p
a vara: na rua da Cadeia do Recite, toja n. ".
Gola da Babia.
Vende-se superior rola, por preco commodo: na
rua da Caileia do Recite n. 17, primeiro andar.
Vendem-se na rua 'te Cruzo. 15, segundo
andar, boas obras de labvrmttio feilas no Aracaiy,
constando de loalhas, lencos, coeiros, rodas de
^''.eto. .<--
__Vende-se a laberna sila nroa de a. francisco
D.fiS : a Iralar na mes-na.
\
4JK-


Full Text
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