Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:02324


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Full Text
miO XXX. N. 13.
Por 3 meaes/adiantados 4,000.
Por 3 mece vencidos 4,500-
t

DIARIO
TERCA FEiRA 17 DE JANEIRO Df 1854.
Por Auno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
KKCARRECADOS I).V SI BSClUM:AO\
Recito, o proprietarin M. F. de Paria: Rio neiro, o Sr. Joan Petara Maiiins; Baliia, o Sr. F.
Ittiprad ; Macei, o Si;. Joaquim Bernardo de Mcn-
djoura; Parahiba, o Sr. Josliodrfues da Costa; Na-
tal, n Sr. Joaquim Ignacio Peioirn; Aracaty, o Sr.
Antonio Je Lomos Brafa ; Ueara, o Sr. Victoriano
MgUSo-Borgps;Maranhao, o Siflliiaqiiim Marques
Rodrigues ; Para, o Sr. lusjfoojlos Ram-is.
UKi_________________
Sobre Londres 28.1.
I'aris, ItiO.i 345 rs. ;por t.
Lisboa, 95 porrelo:
Bi de Janeiro, de' I'^g a 2 por O o di
Arenes do banco 3 O o de-pwnin.
ila companhia de BekerilK' ao pan 'j''
" ila romi.anliia de sogujfe; ao par.
pr.
Disoluto de letiras de H aslJ 1/8 de relate.
METAES.
Ouro. Oncas hospanholas. 289500 a 29^000
Moedas de 6400 volitas. .. 169000
de63>400 novas. 169000
de49000...... 99000
Pala. Palacoes lirasileiros..... 19930
Pesos coluranarios...... 19936
mexicanos......19800
PARTIDAS dos cdfktuBos.
linda, todos os dias.
Cruar, Bonito e Garanbuns nos dias 1 o 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna c Parahiba, segundas o sextas feiras.
Victoria, c Natal, as quintas feiras.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira as 6 huras c 54 mininos da nianha.
Segunda s 7 horas o 18 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commerco, segundas e qnintasfeiras.
Relacao, tercas feiras e sabbados.
l'a/.enda, toreas c sextas feiras s 10 horas.
.Iiii/.o de Orphos, segundas e quintas as 10 horas.
1 .* vara do rivel, segundase sextas ao meio dia.
2." rara do civel, liarlas e sabbados ao meio dia.
Os Tribunues de Juslica esli fechados at o ulti-
mo de Janeiro'.
EPIIF.MERIDES.
Janeiro 6 Quarto creseente a 1 hora, 29 minutos
e 4 segundos da manhaa. ,
. 14 l.ua rheia as i; horas, 42 minutse
12 segundos 'da manhaa.
22 Quario minguante'ao 38 minutos o
48 segundos da manhaa.
28 La nova as 2 horas, 34 minutos e
48 segundos da tarde.
PARTE 0FF1CIAL.
tao orgaoisadns, e aulorisairSWaraoalslameiilo ,!o9
cornetas qae devein ler os biBhoes, e outr sim de-
clarando que os rummandaflR* dos cornos tosejara
receber em dinheiro, afim de aogmenla-lo com suas
conlnboirflese fardarem as suas pracas com elegan-
DIASJ>A SEMANA.
16 Segunda. Ss. Berardo, Acurcio, e Othon inin.
17 Terca. S. Anto ab. ; Ss. Eleusippe e I.unila.
18 Quarta. A Cadeira de S. Podro Ap. em Boma.
19 Quinta. S. Canuto rei ni. ; Ss. Audifaso A.
20 Sexta. S. Fahiao p. m. ; S. Sebastao m.
21 Sbbado. S. Ighez y. m. ;-S. Petrncolo m.
22 Domingo. 3. depois de Res. -Ss. Vicente c
An.isiacio min.
ar para o servico
olliciaes da segunda
ras baldiitaeoes para
No alitamcn(o dos
al leve V. Exc. regu*
cU7a Ici do 19 de
ta e asseio, o que livor de se lh% d,
dos mesmos cornos, lando de significar i V. Exc.
que neiihuma duvida hovera na nomeaeo do chefe
do elado-maior e ajirdanles,;to",n quC V. Exc.pro-
ponlia pessoa idnea, c escol
elasse dotxcrrilocun as nei
exercerem aquellos lugar
cmela para a guarda na
lar-se pelos arls. 29, ;!l,:i;
selcinlirii de 1850, os \cnciin>tliis.des d-capitel es-
lao marcados por aviso da data desla, mas erao pa-
gos, piando os cura (enliam melado de su forra
armada c rardada,;jn forma no ntt, 7!) da citada le.
E, finalmente, quitado os corpos neoessitarem de
corrame c os comraandanles preliram receber em
dinheiro a sua importancia, VrExc. participar
este ministerio, declarando ao mesmo lempo o ne>-
mero de pracas fardadas que liveratalhitn. alim
de se manijar por a sua disposico na respectiva Ihe-
sonraria, a q.-.anlia que o governo imperial ariiilrar
para seinellianle despeza.
Dos guarde a V. ExcJos Tltomaz Sabuco de
JrtM/o.Sr. presidenle da provincia de Pernanibu-
coCuippra-scPalacio dogoverno le Pernambu-
co -21 de dezembro de WoXFigueircdo.
EXTERIOR.
GOVERNO DA PROVINCIA.
ExpedleaKe 4o Ua 13 de Janeiro de 1854.
(Mielo Ao Exm. roarrclial eommandanle das
armas, rccomrtiendamln a expedir" de suas ordens,
afir le que o facollaiivo encarroado do hospital rc-
gimeulal desla'cidade remella com urgencia ao pre-
sidente da commisso de liygicnc publica un mappa
eslalislico iIm afl'occoes que, durante o auno Jimio,
reinaram no mesnio hospital, com declai aran ila mor-
lalidade e observacSts clnicas. Nesle sentido of-
ticioB-se mutatis mundis ao inspeclor do arsenal de
marinua, a adminidrarao do lalnmonio dos or-
pdios, a dminislracj.dos eslaiilecimealos de ca-
o director do arsenal le guerra, e coininu-
;ou-*e ao presidenle da mencionada coinmisso.
Rilo Ao mesmo. diiendo, qnanlo a primeira
re do oftlcio com que S. Exc. envieu os deus que
ivolie, Armados pelo eommandanle do quario ba-
latliao de artitharia a p, que ne.la dala recommen-
da ao engenhko encarregado das obras militares a
f rompa oxecurao da ordem, que.lhs expediu em 19
de deiembro ultimo, para mandar fazer os concerlos
necessarios ao qoerlel da ciliado de Olinda, e quanln
a secnnda parlo, quepde S. Exc. expedir suas or-
dens para seren transportadas era canoas, no caso
de njo poderem andar, as prac.-s do mencionado ba-
lalliio que Torero remellidas para o liospilalregimen-
tal on delle tiverem alta.Kez-se a recomincudacJio
de ajae se Ira la.
Dita Ao mesroo, declarando que pude mandar
a esta capital, o segando cirurgiao do corpo
aade do eicrcito Franeiscotiom;aives lo Mores,
lo estar concluida a commissio em que elle se acha-
na villa do l.imoeiro.
Dito Ao .inspector da Iheiooraria de lzenda,
para mandar fornecer ao capito qnarlel-mcslre da
guarda nacional deilo monicipio, Domingos Alves
Jlallious, ctirco resmas de papel branen de machina,
tasenlas peonas de palo e 2i laps linos, para os Ira-
_blhos ila revisflo da qualificaco da mesma guarda
nacional.Gommuoicou-sc ao respeclivo comman-
nle superior. ,
lo Ao riesembargador chefe de polica, inlei-
rando-o de haver Irausmitlido a Ihesijuraria provin-
cia!, as conln das despezas feilas no mez de dezem-
bro ultimo, com o alstenlo dos presos pobres das ra-
deiaado Cabo e Brejo, am de que oslando as rctV
ridas coutas nos termos lgaos, sojam pagas couforrne
S.S. roquisiloo.
Dito Ao juiz relalor da jimia ilc juslica, Irans-
mitlindo para ser relalodo -" --niaia) mesma jim-
ia, o processo verbal reilo,ao soldado Anldlfo Cardo-
so doqoarto balalho de arlilhrUi-ai p. Parlici-
pou-se xo marechat eommandanle das armas.
1 Dito Ao inspector do arsenal de marinha, in-
leirando-u de haver aulorisado o inspeclor da Ihe-
sanraria da fazenda para mandar pasar a Antonio
Jaeintho Borges a quanlia de 96-5000 rs., em quese-
gundo aconta que Smc. remellen, importoua enn-
duccao da bagagem do quarto balalho de arlilliaria
a pii deala cidade para a de Ulinda.
DitoAo director do arsenal de guerra, para for-
necer ao desembarcador chcfo de polica qualro cu-
bo e duas jarras de mariera. e bem assim duas.p.'s
1' r"7".(*Q ervljoda liiODCza da.cadeia dcsla
cidade. Cbinmauicou-se ao inesmo descmliar-
gador.
Dito Ao mesmo, recommcndaudo qae mande
fornecer com brevidade o lencnlc-coronel eomman-
danle do segundo balalbilo da guarda nacional desle
municipio 120 armas, e hem assim os objeclos de que
(rala portara que se llic expedio em 23 de novem-
hro lliroo. Communicou-se ao eommandanle su-
perior da mesma guarda nacional.
DitoAo inspeclor da Ihesouraria provincial, apr
provando a arremalacao que Tez Jos A niobio Soares >lue J>or sso es ueiermiiiauo a conservar as con-
da pintura e alcairuameiiiii da poni da Boa- e&s'cs feilas Russia pelos tratados precedentes ;
23 i
O Ghbe de Loiuhos publica o texto da nova
proposla ao divn por intermedio do internuncio
da Austria em Consianiinopla, no dia 23 de no-
vembro.
Os jomaos inglezes inserem parles tclegraphi-
cas das quaes so colhc.quc os minislros do sultao
ngeitaram ainda novamonie esta nota.
Lis como a este respeito se expressa o G obe :
Participam-nos de ConsMpinepia que no dia
3 cliegou um convioespecial de Vienna com a no-
licia, oiin|Mirianlo'proposta que Mr.de Bruckcom-
municim ao ministro dosnogocios eslrangeiros.
Esta nota he, do theorseguiote :
Oiiu|)er3dor.da Russia pedo que p rito e clero
gregos conliDuein gozaudo dos seusprivilegios sob a
proleccao dosultoo.
Declara, mi obstante, que nao quer violen-
lar nema independencia, nem osdireilos soberanos
do sulio, o que nao dcs<.-ja interVir nos negocios in-
lernosdo imperio nttomano.
.Tudo que a Russia quer be a ejnteza da con-
seivaeo do toti /uo religioso, relativamente ab
rilo grego. lito he, urna perfeila igaaldade de Im-
munidades entro os gregos e as.outras conununhoes
chrislas subditas da Porta,; 0 porlaulo a posse, pa-
ra a igreja greca, das vanlagcs concedidas j s
lilas comuiunhKM, bem como a paflicipaco as
que de futuro se outorgarem.
-Sobre esta liase est disposto o galiincle de S.
IVlersburgo a iciirnar as negoeiacoes immediala o
directamente com o imperio ottooiano, julgando
que o local para estas negoeiacoes podgjila'r-su con-
viiiientemenle em Bneharcst. '.">"
i\o cnknio o imperador da Russia, apezar la
dcclaraijao de guerra da sublime Porta, annunciou
a sua ihtenco de nada mudar na sua altittide, o
ordenou s suas tropas .que continucni na defensiva.
.- 0 gabinete de \iomia, perfeitamenle confiado
cmqucS- M. o sulto,.por sua paite, nada desoja
lano como asuntar o termo mais prompto possivel
ao derramamcnlo dCsanguei que j principiou c
determinado a conserv
Vbtaeom o abale de 30 por cenlo, sendo fiador Bar-
Uiolemeo FrancistOideSouza.Iimal acerca da obra
do^exIoUncoda tirada da Escada. arrematada por
> deSie Albuquerque com o abale de 2
poreenlo, sendo fiador Jo.lo do S c' Albuquerque.
Dito Ao mesmo, recommcndaudo em vista de
ua informarlo, que depois de prestada fianca idnea,
mando -jjmr. entregar a mesa rgednrada irmanda-
de de Nossa Senhorada Saiide da maitiz do Poco da
1, o cont de res que pela lei provincial lo
orsamenlo vigente foi volado para eopiinuatao da
olu-a da referida matriz.
ilo Ao diQeclor das obras publicas, inteiran-
Smc. remelleu, do maladouro publico desla cidade,
e bem assim o programma las arcommodai.-es con-
dcaea necessarias para o msmo maladouro, e pro-
ve, indo-o deque acaba do rerommendar acamara
municipal a cxccueilo de semelbanie obra!Fez-se a
rernmmciidaco de que se traa.
Portara Ao agente da companhia das barcas de
vapor, para mandar dar passasem para o Para 10 Dr.
Manocl Pereir da Silva e sun mulber como passa-
CH-os de esUdo, caso hajam vagas no vapor que se
capen dosul.
Dita Nomeando de conformidade com a propos-
la Jo desembaraador chef de polica, a Palricio
Jos Kliciro de"Vasconcellos para o cargo do primoi-
ro suppleute do subdelegado da frecuezia de Na-
zarelli. Cvmmunicoii-sc ao referido desembar-
gador.
Jinislerio dos-negocios da juslica. Itio de Janeiro
em 7 de uovembro de 18.M.
Illtn. e Exin. Sr. Em respijslaao oflicio de V-
Bxc. n..f63, dalada de 18 de outubro tiliiniu, dando
contado estado da guarda nacional dessa provincia,
e pedimlo a nomeac;lo de nm ebefe do eslado-mainr,
"iodanle de prjmeira liulia para os cbrpos.que es-
0
rOLHETIM.
EDEATHEHAS.(*)
10 "uramea da Fodra.)
XV
A queda da ponle de U r..-- j
.partodas familia, AtvClll'err'lmou Ju Pel>
O povo eslava auilado : a '
apodertmdo-se lesse acolec mJ'^1 -C a ,Rnori"":'.
. segundos interessessl.w p ^' 'nnieniavam-
;plorar aapaixOes human;,6 0,,ne- ha"
den Lio bella occasia" "" ,seu ?r"-
linlia una alia viiiganca qi.e ronsnm,r ,,
as amanheceu o da. mandnu 11111 emisMr;' e"
ao convenio de Son-Francisco com a ordci.i "
ao superior que fosse a palacio. O religioso i-, '',""
dozido 110 gobinote do duque, a ronferencia |u, ""
a.eoobjeclodaeolrcvisla ficou semillado ,,, '
profundo mvslerio. m
Tendo a eitervesreiicia dos espirilos provocado no-
medidas de vigilancia da parle de (uallicro, os
ados julgaram prudente dilTerr a execuro de
eu projeclo por mais alguns dias.
Ugwlo d >s Florelilinoa (elacliocalhiceachava ali-
veniojiascircumslancias mais graves como as mais
!X' !?,"i""l?,,e' jovialidade naluraes do po-
Hias satyras burlescas e chistes as cousas mais
"""'.!n0'- induccoe, as queixas mis-
ITd d.?r Cm li"!rim;,, S,,,PruC e -
"SfJl Tt' '" Pas'" I 9 ^mbeleiros
dmam, rindo-se :. A genio do hairro de San-Fre-
diafto eumprio sua m .- ,.,_, ,
lirias do oiilro mundo n
OaandoCalharim voltou par. junl0 (,e ,.lavia d
da saluda de Marcos. ac ,ou-a em pO uo mesmo
la.jar.M que lrcirahal.il a Ui.li, deix.ido. Sem mo-
vimenlo, tendo os olbot filos no ebflo. um braco
apoiado na cadeira em qoe eslivera o amante, c o o-
Ire inerlc e pendente; dir-se-l,a ,-, cslalu(1 de
aaarmere.
Cathnrina empurrou-a levemenle; mM s mo(,a
pareca ler perdido o movimenlo. A ida lomhroii-
llie em vilo a necessidade de reponso depois das emo-
T'J Wv Diario a. U, ~
com|arando as suas mencies com as do imperador
da Russia, abriga a esperanza deque as negocia-
ries, piiiccdidas por um armislico, nao poderao
deixar do conduzir a una sincera reconciliaeao.
< Assignado De Buol $1 harreeslein
Eis-aqui a opinin do jornal inglez Morning-
Post certa da nova pilase em que ha entrado a
qucsio o Oriente. 'Esta fo'ha lem relacoes in-
timas com algifent do gabinete britnico, e por isso
as suas dei'laracoes leem.dobrada importancia.
He mili coiivenienle csludar sob osen vimla-
deir poni de vista a ujji.ua phaso em que cntrou
a quesjo turco-russa", e Ilustrar as diversas inler-
prelaeoes falsas de que tem siiio objeclo. A mu-
danza oslensiva"la polilica da Austria, operada lao
repentinamonte, he o fucto mais grave |uc ha oc-
corrido n'esles ltimos dias. O resultado desla qiu-
dani;a foi o asseniiniento do gabinete do Vienna a
um protocolo das qualro potencias, cuja primeira
consequencia foi enviar-sc para ConslaBtinopia urna
nota colleeliva, propondo aju'sbr os negocios por
meio Je urna 'conferencia, qual assislam plenipo-
tenciarios da Turqua e da Russia, sabendo-sc as"
bases sobre que o sulio acceita a paz. Conseguin-
do islo emprehender-se-ho negoeiacoes', com o mes-
mo lini, na corte de S. Petersbrgo". Ignoramos o
coltteudo dos documentos diplomticos que forain
recentwnenteox|Hxh'dos, pormjulgamos acertar de-
inindo o protocolo como.iinia simples resoluco das
qualro poteucias, convidando, os estados lielligeran-
les a nina conferencia europea para a accommodaeo
dos negocios do Orienie e a ola dirigida para
Eonsiantiuopla como o primeiro acto do convi-
te, que se seguio assignatura do prolocoto.
Nao nos parece que as potencias tenham pen-
sado nem concertado medidas ulteriores, para/acaso
.Oes da noi'.o, e o perigo qae corra, se o pai acor-
dando, ichassc-a em um quarto, cuja "mirada Iheera
. prohibida... Havia pcnnaiieceu immovel. '
Muha mita .' torne a si 1 .lissc-lbe Calharina
com (oda,a ellusil de urna mili, Esse oslado faz-lhe
mal, r..:<|ue seria do seuhor Mario se Vmc. viesse
a morrer ?... laria com que o malassem. Ello be
tilo bravo e Ifio amoroso!
Ao ooine de Marco a cabera doFlavia inclinou-se
sobre o hombro da aia, e as lagrimas Ihe relienlaram
dosolho...... Calharina aproveitaudo-se desse mo-
menl, lomou-a nnj bracos sem que ella fizesse a me-
nor resislencia, e levou-a para o seu aposento, onde
a moca cabio logo em urna proslrarao assusladdra.
Asmiillieres tcm nina coragem parle, urna cora-
aem qoe d'pende, iiilu do-ponlo de honra, nem da.
vaidade que acompanha o successo, nem dasaspira-
coes da amhico 011 da gloria. A coragem de urna
mullier. modesla e sublime em si mesma como a ab-
neaarau donde dimana, nao se mimifosla seno lias
grande trises da vida, e vein da inlclligencia, da
eiiiibOidade e da clevarao da alma.
Nascida q'uasi sempre do enlhusjasmo pelo bem, a
raem do una mullier he lano mais digna de ad-
li **' por 1lr",, cm vcz ,le lera fer-a por auxi-
lutiV0'"""a 'lo 1"""e," liePe'0contrario obrigada a
essk .'"" rr!"lneza natural ao sexo. Mus quamlo
como ^:""8i">" ffasil cabe, envida real aperta-a
creal..r.lin-ue,n,eucircul0 frio. miladn cfatal,
emlie t?,*"' a Cum,, um" nr- e ** '' P^a
sos, ella s,lfril,'l' qu,e ,para PrnV!,r SC1IS fr|""o amar-
c podo r- ," r I' e&"M rt0 P"0- curva ""{a
ll.e a culiscienriaf PWa' e do >ual ,Pen ,esla-
Tal era o csludo de cu..-. ....
amante. Vla dePc"s da sal,l(,a ,l0
Ella nao lornou a adiar
de nao serum liom succolidos os seus esforcos ; [iop-
que ainda piando nao tivessempor dever, at corlo
ponto, iiiaulcraacliialdivisaolerrilorialda Europa.de-
vcmcslombrar-nosdeque Imlas teem, cm vitiudedos
Halados de 1841, .1 implcita e solemne obrigaco
do sustentar a independencia e inlcgridade do im-
perio turco. Temia-se que, a Austria, por sralido
Russia negasse a sua anuuencia, (uo podia col-
loca-la cm antagonismo directo com aquella poten-
cia. Parece com tudo, pelos ltimos actos do ga-
binete aje Vienna, que a Austria approva o proceder
das potencias occidentacs, e consento at cm ligarle
a ellas ii'um esforro supremo, que tonda sqjMafe
paTlca dos negocios do Oriento. *** "
Muilas vozes tomos dito que todas as tentativas
em favor da paz sio allanienlo dignas de elogio :
sen limos, comtudo, estar convencidos da inefica-
cia de somelliajitos tentativas.
A unica conclusao possivel da questo do Or
nento be um, ou varios tratados, que hao de ajus-
tar-sc n'uma conferciicia. Mas quando bao de fir-
inar-sc essestratodos ? Quando se retiir a con-
ferencia ? Sobre esles pontos sao ntui arriscados
quaesquc clculos.
Os Russos eslo boje bastante buniilbados pa-
ra sentircm toda a amargura e arrependimento que
nasce d'uma derrota. Qual seja a opiniao dos Tur-
cos revlla-o a doclaracao feita tr Abdul Medjid ao
general Baraguay deHilliers.
Toda a convenco amigavel he irapossivel sm
que a Russia renancie ahstlutamcnte s suas pre-
teneoes, eevacue immoiliatameic as.principados.
A Porla exigo-o. E as potencias occideniaes nao
podem consentir que a Turqua se contente com
menos sem atrai;oar a sua lionra e os interesses da
sua alliada.
Derrotada a Russia nao pode submetler-sc
evacuaco inmediata dos principados, nem abando-
nar todas as suas pretencoes sem padecer na sua
dignidade o influencia um golpe terrivel; lie Ion-
cura pensar que a Russia^se resigne a tanto' sendo
como lie urna grande potencia, e estando disposla a
entrar n'uma lula desesperada. Nos |ior consequen-
cia nao |iodemos prognosticar mais que a esterilida-
de e inutiliiladc d'esta nova tentativa de negociaco.
Entrnta-ito elicitanio-nos pelo fado da Austria' se
unir s patencias occidentoes. 0 seu .orocedinien-
to poder causar e^tranheza, e talvcz exeroa certa in-
fluencia cm S. Pelersburgo.
. Nao lie ccrtamenlc proverbial a sinceridade da
diplomacia austraca : porm nos esperamos que o
joven imperador se considerar obrgado pelo facto
actual a perseverar no futuro em urna polilica que
lao auspiciosa pode ser aos seus interesses. Nao
nos dcixemos illndir pelos votos de paz que a im-
previso est senipre disposta a proferir. 0 res-
lalderiracnlo d'uma paz to intil como crimino-
samente infringida, nao lie'trahalbo to fcil como
se suppi"ie e antes que |n,ssainos realsa-la, como tao
aidcnlemento descjaoKJS, tememos tor que prcsci-
ttar surcessos serios como nunca talvez agitassem
Europa, {Inprcnsa e 'Lei.)
---------a>~. .
O Jornal dos Debales publicou os dons H-
guintes documentos que* certifica foram assignados
em Vienna no la 5 le dezembro |ielos represen-
tantes da Austria, da Franca, da Oa-Bretanha e
da Prussia:
N. l.ProtocoUo.
Os abai;;os assignatfos, reiirescniauts d*Aus-
tna, da Franca, da C.raa-Brctanha o da Pruisia,
conformando-se com as nslTiiecocs das suas corles,
reuniram-se em conferencia cora o fim de buscar os
meios de desvanecer as difficuldades suscitadas ontre
a corte Ha Ruga e a Sublime Porta.
As prprcoes rjue esla f|ueslao lomou, c a
guerra que rebentou entro os dous imperios, apesar
dos esforcos dos seus alliados, tem sido para a Eu-
ropa inteiraohjecto dos mais serios cuidados; em
consequencia disto, S. S. M. M. o impera]or da Aus-
tria, o imperador dos Franco, a rainha do Rci-
no-Utiido da Gra-Bretanba o da Irlanda, e o rei da
I russia, igualmente, persuadidos da necessidade d
prein termo a estas Iwstidades, que se nao jio-
denam prolongar sem aftectar os interesses dos seus
proprios estados, resolveram oflerecer os seus Imns
ofhcioss duas altas partes belligerants, com a es-
jieranca de i|ue nao juorero incorrer na roiponsa-
bihdade de urna conflagraco, quando a troca de
explicacoes leaos [iodo todava evita-la, tornando a
collocar as suas relacoes n'um p de paz e de ba
intelligenc-ia.
As segurancas dadps varias \ezcs por S. M. o
imperador da Russia excluem, por parte deste au-
gusto soberano, idea de atacar a integridade do
imperio otomano. A xislenoia Turqua "nos
limites que os tratados lhe tem assignalado, cliegou
a sor urna das condioocs necessarias do equilibrio
europeu, c os plenipotenciarios abaixo assicnados
consignam com sulisface que a guerra felual nao
podet o;casionar as deinarcacdes tenitoraes dos
dous imperios, n<>aTOcac. estado de possessao que o lempo consagrou no Ori-
ente, o que be igualmente necessric atranquillida-
do do toilas as ou tras potencias.
S. M. o Unperdor da Russia nao se liinitou
a estes segurancas, u fez declarar que a sua inten-
eao nao tinha sillo nunca a de rpra PortaobrigacOes
noras.ou que nao eslivessom estricta mente conformes
coin os tratados de Kutchuck Kaiuanlji e de Andri-
nojiolis, tratados em que a Su Mime Porte prontetteti
proteger cm toda a extensio dos seos oslados o cul-
to christo, o as suas igrejas. A corte da Russia
accrescenlou, que ao reclamar do governo oltomano
11111 testemunho de sua fidelidade aos seus compro-
missos anteriores, nao havia tratado em forma
.(urna df^jMip a autoridade do slteo sobre
seus stil)8itonMBiri>, e que o seu nico obj.
linllfisido', pedir cxjilicacucs que'evilemlodoo a
mico emotivo lo-m inlclligencia coni una poieri-
cia amiga e vizmlia.
" Os senlimentes manifestados pela sublime por-
U^uranic as ultimas iiegociac^o, manifestam jwr
Wlro nWo;. qne'so abavn tUtiio^i a rocouliecr to-
dos as suas obrigacoes, o g ter errt'conla, dentro da
csplicra da aeco dos seus diretes soberanos, p in-
teresse que S. M. o imperador da Russia toma por
um culto qtto be o seu, c o da; Vuaioria dos seus
povos.
" Nesle estado de consas, o^dliaixo assignados
c convencidos deque o inoiafchais prompto, e
mais seguro de coBiegiirr o'obM. desejado pelas
suas cortes seria fazer collectivamale una conimti-
nicacao sublime porta para Ihenauifeslar o desojo
das potencias de contribuiem con a sua inlcrven-
co amigavel para o rcstebelecimlo da paz, e eol-
loca-ln no caso de manifestar asAndicpcscom que
se acha desposto a tratar.
" Tal lio o objecto di nota '(Rcctiva adjunta,
dirigida ao ministro dos negOTM-estrangciros do
sultao, e das inslruccoes identintransinitlidas ao
mesmo tempo pelas cortil da AusKa, da Franca,
da tira-Brclanha, e da Prussia aas seus represen
tantesem Constentinopla.
N. 1 nota co/fentwa.
" Os abaixo assignados, reprfcnlaiites da Aus-
tria, da Franca, Graa-Brelanba, ada Prussia, reu-
nidos na conferencia de Vieuua, raciberam instruc-
eoescoin o objecto de declarar qu> seus respecti-
vos governo contemplan! com prwuuilo desgosto o
principio das hostilidades entre a Russia e a Porta,
e desejam vivamente, inlervindo entro as potencia
belligerants, evitar qualqtier nova eBTuzao de san-
guc, por termo aura oslado de cousas, q formalmente a paz da Europa.
" Tendo a Russia dado aeguranca de que se
arbava disposta a,trater, e nao duvidndo. os abaixo
assignados de'que a Porte est auiriiada -'do mesmo
espirito, pedem em nonie dos sens respectivos go-
vernos ser informados das condij6os com'quc o go-
vernp oltomano consenliria em negociar um trata-
do de paz. Idcui.
li-
ns mi-
autoridade le um pai nw1,|U,!,*i si P50 .
ama nniOomais lemivel ,^o?' '', "P""" *
A casM ideas oppressoras vini,
branca cruel das ultimas prtJ*f d'u"^ '-
lem mai, odio a me., pai. 'loquean^*'"00-" e
ella comsgo amargamenle... nS0^n'"rf" m,.m-, """
he vira jamis da filh. de qS^T**L.
lo seguir se deslino!... O meu se.a breVe, lei f n"!
do.., pois sinlo-me morrer. ""me 1111-
Caiu efleilo Flavia linba urna febro ardenle r
Ibarina afflicla passou o reslo da noile junto 'di."
A cada .nslanle julgava ver ebegar aglielmi, e o
ireava-se maior afllicmn. ""
l l'alavras de amnr e de desespero, e o nomc de
Maco escopayam-se dos labios da moc, durante o
delirio, c podiam descobrir osegredo de seu cora.no.
nnZn oap*r nen'? M,,i "2 Um *eetaien(o
profundo, e Ciilhanna aproveilou-se delle para pre-
venir o amo da indisposicao da lilha. F
tnlrca.ie todo ts suas crois inquietaces, Gugliel-
mi mamlou Beppo A casa de seu amigo c'couselhei-
Fl'avin000 Para r,edit-|,,e 1ue ^'sse ver
daSsiodrr^nii8CPPO Bn*-^ **
emanliaa dous religiosos de San-Francisco
nliam-se eilo annunciar em casa delle, e algu
nulos depois sahiram lodos jnnlos.
Ao sabir. Ceceo havia dilo em voz baixa ao
joven discpulo Marccllo:
A dos!... se eu nao vollar antes de auoilecer,
so nos tornaremos a ver no co 1
Depois elle seguir os religiosos, e nao lomara
mais a apparecer...
Essa noticia assuslou Guglielmi. Os frades le San-
Fraiieisco-erain inquisidores, () o Slabili. linha sido
aecusado de nigromancia.
I'hilosopho, aslrologo'e poeta, elle illustrava a pa-
na pelos seus conl.ecimentos; mas seu amor arden-
te pela liberdadc allrahira-lbe o odio de Gualliero
Ka vespera, junto da ponte fjUI, este julgra reco-
O Vedis sabido de Malla rfo dia 12, entroit
no porto de Marselba a 15, Irazcndo promenores
sobre o combate naval, c a entrada de varios navios
inglezes e francezes no mar Negro. 0 vapor Rlr-
co Taif, foi o pie levou a Conslaoiinopla a noti-
cia do desastre de" Siiiopc cuja coricluso ho havia.
|iresonc.iado, por ter partido durante o combate. Ao
atravessara linha inimiga havia recelado alguns ti-
ros que lhe causaram alguns estragos, e morte
bordo: porm, a raniduz dasuai ca reir Ibe pro-
uorcionou o escapar do perigo. Um vatio russo
tinha ido 1 pique.
A' partida do Taif pelejavam os Turcos com va-
lor desesperado. As bateras da cidade sustenla-
vam o fogo das fragatas. Os projeclis russos
cabiam siinultancamentesobre aesquadra otlomana,
esobre os baluartes da praca, e linliam j produ-
zido incendio em dous pontos da povoaco.
Sabondo destas' graves noticias,' os almirantes
Dundas c Hamcliu, e seus vic-almiantes, se a-
ptesenlaram em Pera aos embaixadores de seus
respectivos paizes. 0 Caradot, que os transpor-
tou de Beic}s aPcra, baviaseguirsegundose dizia, le
Constanlinopla [fara Marselba, com pregos |ue con-
linliam o resultado da conferencia dos almirantes
com os embaixadores ; porm esta ultima noticia
Larece de confirmaco, pois parece que segundo el-
la, o Carador devuria cbe'gar a Marcelha, primoiro
que o Verlis.
O Caradoc, que he o navio mais ligeiroda es-
qua.lra ingloza, tem feito por varias vezes cm
dias a vagem Je Constanlinopla a Marselba, e n\f
dia 15 nao so havia ainda apresentadodianie desle
ulti mo porto. Deve suppor-se que antes de o man-
daren! sabir os embaixadores esperariam recoher
notiias completas do acontecimento de Sinope.
Dous vapores, um inglez, o Rctribuitimr. o ou-
trofrancez, Mogador, se havia m separado das.es-
quarlras, com medicamentos, para ircm a Sinope
.sc-correr os feridos. Dz-sc tombem .que o Fury
da marinha ingleza, e urna concia franeeza, ba-
viam sido enviados para A'arna, para Iransportarcm
a Constanlinopla os cnsules das duas nacoes, que
se acliam as provincias do Danubio.
Os iwrioclicos de Malta, rocebidos em Marselba
pelo Vedis, dizcm que o general cm chefe do e\ei-
ciio.turco iw Asia se apoderara das duas importan-
tes jiosieoesdo Asgar e Djcrnick, que doniuam os
dosfiladoiros qur^conduzem aAljiska. Asseveram
lambem queoi Circassianosbaviam alcancado duas
victorias conlni os Russos. Zahlala foi tomado por
Shamil, dcpois.de urn combale mortifero de :JG
horas, o o forte de Kabetti foi lambem ganhado
por um dos officiaes d'aquellc befe, Damcl-Beys
que seguio dalli o Seu caminho para irvana.Os
Turcos esperaviun um levaniamcnto em m.ssa do,
Circassianos, v. para o coadjuvarem baviam feilo
desembarcar, por tres trgalas, una grande |uanl-
dade de material sobre a cosa de Abasio, na ensca-
da de Vardan, s ordens de Mustafa Racha.
(Diario do Governo de Lisboa.)
Guerra'de Madrid.
ntou a guerra em Madrid. Nao ,foi nem
hida de lord Palmerston do ministerio, nem
qucsio do ricnte. Como a de Troya^ eome-
C'Oii por cansa do urna mulher |ue eremos nao se
chamava Helena, nem lhe leu origcm por causa
da sua formiisura. A palria de Cervanles da as-
sumplo para novos romances.
O que he verdade he que all nao se combate
COm os 11 minlms. mas joga-sc. coni plvora llalla^,
Bem aproveilado o.sangue que se derrama por estas
ninharias.
SE o caso.
.0 emliaixador de 'Franca, em lo lo passado",
deu um bajjc por ocesiao do anniversario natalieio
da imperatriz Eugenia. Achava-sc entrada do
.|lo, reunido' com algumas pessoas, o duque le
Alta, piando se aniuniciou ruad. Sonl, mulher
do ministro los #stados-lnidos. Parece que o
duque ridiculiiara sua figura e loilete. Achava-
se na reunio m (ilhu deSlr. Soul, que o duque
nao conhucia, o qual, tomando a defeza de sua mai,
leu liarte a seu pai do que havia occorrido. Mr.
Soul naquclla mesma noile provocou varias vezes
oduqued'Alva.e no da segunte desafioii-o por es-
cr.pto. Diz-sc que o duque se negara ao repto de
aceordo coma grandeza, e pie escrevera a Mr. Sou-
l una carta em que lhe dizia nao ter tido nunca
intenco le offender a sua senhora.
Tudo isto consta, das correspondencias publica-
das nos-jornaes inglezes caigas. Apublicacu
lestes fados avivou a desintalligencia, c produzio
um ducllo entre o filbo do Mr. Soul e o duque
d'Alva, que teve lugar, no dia 14Primeiro
duelo.
-Nesse mesmo diadiz-.se que M. Soul escrevera
a M. Tourgot emliaixador do Franca, cstranhando-
llie nao ter elle tomado parte n'um faci que tinha
acontecido em sua casa, e indicando-lhe que sabia
ter-s lan.bem alli criticado sua mulher- O minis-
tro de Franca nao respondeu, c o dos Estados Uni-
dos escreveu outra vez mandando a caria pelo seu
Jropiio secretario. Quando Mr. Tourgot receben
ja cai;ta estiva de visite com o cnsul le Franja cm
Santander. Mr. Tourgot teve algumas explicaeoes
cqm o secretario, que Ibe levava a carta, as (mes
lomou parte o cnsul. Ocaso qtclie daqui nascer;m
mais doisduelos, unido cnsul como secretario M.
Prri, coutrodo Mr. Tourgot cap M. Soul. Se-
gundo e terceiro duelo.
M. Soul pedio dois dias de esperapara so exer-
cilar no nanejo da pistola. A' urna dia 17, detraz das laipas das portes le Bilbau ver-
fico-seo duelo entre elle e Mr. Tourgot. Este
ficoii ferido na perna direita, e' i baila nao se' lem
ludido oxlrabir. No da 18 acliava-se liastanlo
lenlo, porque no dia 17, s duas horas,, linha-
lhe (onieeado a febre.'ea baila ibha corrido para a
virilha.
Do duelo do cousul.e do secretario nii senos
diz qual foro o" seu resultado. Tanibem se devia
realisar no mesmo dia 17.
Ainda aqu nao lica o caso.
Lord Hwdcn o o conde Esterhazy foram os
padrinhosnomeadosporMr. Tourgot. Diz-se que
quamlo o lord soubera qual era o seu companlwiro,
dissera que o senta porque o conde tinha pouco
animo (U apeu de casur). Houvc rjuem'fosse le-
var o mexerico ao conde que desaliou o lord.
Quarto duelo.
0 general Calier julgou dever desaggravar a
honra franeeza, c desaliou Mr. Soul. Quinto
duelo. i
Diz-se que por este motivo Mr. Soul dove es-
perar muitogdueUos.
Parece que o governo, o corpo diplomtico, c
putras pessoas notaveis procuravam evitar o duelo
entro os ministros c Inglaterra e Austria.
E enlao, nao be urna boa colheita ? Ab
Cervantes, Cervantes, o que tu nao sejas vivo
h0JeI Kevolufao de Setembro.
*
INTERIOR.
ARANA'.
Paranagua' 6 de dezembro de 1853.
Vou dizer-lbe agora alguma cousa sobre os candi-
datos senatoria dcpulaco geral.
Para marchar em regra ueste materia dir-lhe-hei
primeiro quantos sao os collegios elcilon.es da pro-
vincia, e qual o numero deelelores. Cinco sao es-
sescollpgms e 13i 09 eleilores, a saber :
Collegios.
Cnriliba .
l'aranagu.
Castro .
f.apa. .
Guarapuava
/ileiloret.
Total 131
iiliecr a voz l slabili.nas palavras amea;adoras do
eiliceiro, e alcor do desejo da vinganea, ancioso por
livrar-se de um immigo perigoao, o" duque linba-o
dcimiiciailo pessoalmenle a inquiscao, como man-
iendo relacoes coin espirites internaes. e comomem-
bro da seila dos i'alerini. 4
Os cloilores quo tem de eleger o deputado eslo
leilos; por conseguinto pode-se aventurar algumas
palavras sobre a sorle los prclenilentes.
O numero dclles he prodigioso ; al o Dr. Agosli-
nlio Hachado de Oliveira, le Sanios, que esleve Oes-
te provincia no lempo da lula de S. Jos dos Piibaes,
aspira a essa honra, e diz na circular que dirigi aos
oledores que a quando queiram podem lambem in-
clui-lo na hsla trplice, porque tem a idade le-
ga. b
Os candidatos que tem e-.peranra <|c ver sem de-
sejos coreados siio o Dr. Jesuno Marcondes de Oli-
veira c S.. filho desla provincia ede familia abasla-
*, e os Drs. Antonio Francisco de Azevedo, juiz de
iroilo da comarca, e Antonio Candido Ferreira de
Ahrja, juiz municipal de Coritiba, irmn lo depu-
lado Jos Malinas, e, como elle, genio docommen-
dadnr Manoe^ Antonio tiui'maries.
Os dous primeiros eram candidatos' opposicionis-
las'a-semhla provincial de S.Taulo, c o ultimo
foi deputado.gnvernila :i mesma assemblca.
Qual serjpreferido? pois que o deputado heum
s<; ? Hnc ojjR hic labore*!. O Dr. Antonio Can-
dido, al o prsenle nico candidato saquarema, ra-
ciocina desle modo : o numero dos eleilores saqua-
remas he superior ao dos luzias, e poisserei cu o*.-
colliidn.il O Dr. Je-iiiuo pensa quo, sendo elle o un-
co lilliu da1 proviiicia^yaaMapresciila aossulTragios
dos clcnnres, ser 0"rflPllnlnf mesmn porque o nn--
mero dos eleilores Jj norte, aos quaes est ligado,
lie superior aos do sul, que se resumeni nos 'ilj de
Paranagu, Anlonina, Morreles eliuaraluba, com
que conla o Dr. Amonio Candido ; e peis capacte-
se que Iriumpitar. O Dr. .Vzevedo conla com votos
em (orlos os collegios, onde tem amigos particulares,
e tamben, este seguro da victoria.
A' vista destas esperances contradictorias; s quaes
se vem ligar urna queslao, vilal para a eleico, que
se dbale enlrc nnrlistas e sulislas, quereo'do esles
que a capitel seja Parauagu, e aquelles que seja Co?
riliba, quem sera o escothido da provincia Repi-
to hic labor til. Se se dvdirem os norlistas, que
possuem 88 eleilores, pode ser que unidos venram os
sulislas; mas se estes dividirem-se lambem," se os
eleilores de Anlonina e Morreles nilo concordarem
com os de Paranagu e Guaratoba, se entre esles
mesmos houver divergencia de opiniao, entilo todos
os clculos selraiiilornaiao ; e isla he talvez prova-
vel.
!S"o meio de todas eslas dilliculdades o espirito
mais rceclido embaraca-se, e enlroga-se, cobio o
fatalista, ao lempo, esperando delle a solucao do pro-
blema. NHosea dos|mais refleclidos, e por rsso, com
razo maior, sinlo-me impossibilitedo de aventurar
qualquer juizo sobre o desfecho da lula.
Terminando eslas observao/ies resla-mo apenas pe-
dir desculpa ao don lores a que me lenho referido, se
por ventura Ihes emprestei peusameiitos; potsoem-
prealimo, se o ha, resalla do que lenlio ouviilo a
seus mais estrenuos defensores. 9
Se ha dilliculdades na eleico do deputado, nao
ha menos acerca da eleico senatorial, para a qual
nem sequer eslao feilos os eleilores.
O numero dos prelendeiiles nite derjvde ser con-
sideravel: al o Sr. Conidio Ferrra Franra achuu-
je aulorisado. nao se porque razas-,, a reclamar a
honra de ser incluido na lisia trplice de urna pro-
vincia' onde nao tem talvez qualro condecidos e a fa-
vor da qual nada portento poder fazer. Se o pre-
6lent, como aciedito, nfio tomar a peilo proteger
lao e-dranla candiilalura, ella naufragar sem re-
medio.
O candidato que mais vulto faz he o barflo de An-
lonina. nao s pelas numerosas relacoes que lem,
como peloinleresse que lomou pela separacao da co-
marca, e porqu espera-se que, sonlando-se'iio se-
nado, continuar a promover o sen mellioramenlo
por lodosos meios a sen alcance. Tamben) be elle o
nico candidato bem pronunciado.
O. cooselheiro Brrelo Pedroso pretenda apresen-
lar-se candidato, e pelo menos possnia ttulos que
juslilicassem sua prlenco; vislo -orno proleueu
constantemente na cmara dos depulados a adopeao
do projeclo de le vipdo do sonado que nosilava'os
foros de provincia ; mas. em suas ultimas carias,
desiste completamente da candidatura.
Ha lambem quem se lombrc do desembargador
Agoslindo Ermelino de I.eao, residente em Pernam-
btteo, que por mullos aunosencrceu aquios lugares
de juiz ile lira o juiz de liroilo, homcm muilo res-
peltavel c que deison comarca sauhidesaue ainda
se nao apagaran. Ao menos cornos votosdos seus
sinceros amigos de outr'era pode elle contar.
la anda candidatos propriamcnlc proiiicaos, e
consta que as influencias luzias de Coriliba resolve-
ram, de unnime e espontaneo aceordo, appresen-
lar aos votos de seus co-religionario ocouselheiro
Bernardo de Souza Franco.
Nada ha. porm, de fixo sobre este assompto ; nao
se sabe o que dir o presidenle a este respeito, nem
sealgom dos ministro da cora se a presentar can-
didato. Digo-lhe s o que so pensa nesle momen-
to, e m reservo para narrar-I be o que cun o tempo
for occorrendo.
Como vai esla carta ja algum tanto tonga resnmirei
o que me reste a dizer.
Carla; vindasda Lapa nuliciam a chegada de urna
ordem do inspeclor da ihesouraria de S. Paulo, para
que se elTeclue a mudanca immedala o provisoria
do registe do Ro Negro para Sorocaba. llalli pro-
vinba a nossa principal renda provincial; pois o im-
posto que ah pagavam os aumaescheizava, segundo
a lei do orcaajeulo, a 100:0009 annuas. Esla mu-
danca he umljplo de lespeilo, que em defihilva em
nada ulilisar a S. Paulo," visto qne o regislo do Rio
Negro ha de estabelerer-se. nao pudendo nos" pres-
cindir delle. Se os negocenles tiverem ainda de pa-
sar imposto em Sorocaba, o resultado que se pode
presumir heo^iniqulamenlo dcommerco de bes-
las, o quo ser urna veruaileira calamidade, que de-
ve, se possivel fr, ser remediada polo governo geral.
He esla a primeira difliculdadc com que vai luter o
Exm. Sr. Zacaras.
Consla-me que em Coriliba honre lima reunio
poltica com o (111 de estabelecer uoi ccnlro para o
parldo liberal, na qual depois deponga discpsso ua-
da se resolven.
Nossa cidade teve lugarm fado nolavel e assom-
hroso. O colleclor Luiz de Oliveira Franco, indo le
Coriliba para o Campo Largo, desappareceu, sem
que al boje se saiba ao certo o seu fun. SuppOe-se
pie fugira por se achar alcancado com a fazena na-
lonal. Era casado, c consta que sua senhora se acha
por esse fado quasi louca.
Em Anlonina huve, em 24de nnvembro, reunio
do jury ; mas, por motivos que dcixo de avahar, nao
Irabalhou.
AAqui cliegou no Legalidadc o.cdefo do polica o
TJr. Antonio Manoel Fernandos Jnior,'que j subi
para Coriliba em' companhia dn juiz de direjto.
Carta particular.)
Jornal do Commirco.)
Manoel Jansen Ferreira, da Comarca de Pastos
Bous, para a de Alcntara, no Maranho.
(oncalo da Silva Porte, da comarca de Alcntara,
para a le Pastos Bons.
Foram nomeados :
Juiz municipal da segunda varada corle, o ba-
charr-l Jos Carlos Pere-"ra de Almcida Torres.
dem, da lerceira vara dte, Manoel Jos Caetano
dos Santos.
Juiz municipal e orphos do termo de Pilangui,
em Minas Geraes, o bacharel Cdristovao de Barro
Lima Monte Razo.
_ Idcui, de Formigas, na mesma provincia, Vieenlo
Justiiiiano Bezerra.
Majores-ajudaiilos-d'ordens dncommando superior
la guarda nacional dos municipios Porlo Feliz, Capivary, S. Roqne cPrapra, da pro-
vincia de S. Paulo, Francisco (lonralves de Oliveira
Machado; e Joaquim Ferreira Barbosa.
Capilao-quarll-meslre da mcsmaguardauacional,
Marcelino Jos Brochado.
Capiteo-secrelaro-geral dito, dito, Messias los
Correa. "
Commandanle superior da guarda nacional domu-
nicipio de liberaba, da provincia de Minas Geraes,
Jo3o Quinlino Teixeira. ',
Commandanle superior da guarda nacional do mu-
nicipio da villa de Caldas, da mesma provincia, Au-
gusto Jos Kbeiro.
Chefe doeslado-maior da mesma guarda nacioual,
Thcolono Jos Ferreira Basfbs.
Tenenle coronel-rommandanle do primeiro bala-
lho de infantera da mesma guarda nacioual, Sabi-
no llueiin de Ppiva.
Tenenle-coronel commandanle do segundo bala-
lho da mesma guarda nacional, Bonifacio JosMon- .
teiro.
, I. de Janeiro
Por decretos de .10 de-dezembro ullmo :
Teve merc do uso da beca honoraria o juiz de d-
reito, Andr Corsno Pinlb Chichorro da Gama, em
altencao aos bous servicos por elle prestados nos lu-
gares da magistratura que tem exercido, e ltima-
mente no de chete de polica da provincia la Baha.
F.01 aceita a desistencia qae fez Manoel Hibeiro Ro-
drigues da Silva, do oflicio de escrivo do iuizo da
prpvcdoria da cidade da Cachoeira, da provincia da
Baha.
Foram nomeados :
Majores ajudanles d'ordens do commando superior
da guarda nacional da comarca da capital da provin-
cia do Para, o actual capito'secretario geral Jos
.Mara Piolo Guimaracs, o Antonio Facundo de Cas-*
tro Menezes.
Capito secretario geral do mesmo commando, o ti.
lenle do balalho do arlilliaria Kavmundo Alves
da Cunda.
Major commandanle daseceao do balalho da re-
serva do commando superior da guarda nacional do
municipio da capilal eSocoorro da provincia de Ser-
gipe, ocapitao Joaquim. Jos Fulgencio Carlos de
Castro.
Foram Teformades nos mesmos poslosi'**
O coronel chefe da exncla legio te guarda naci-
onal do municipio de Alcntara, da provincia doMa-
ranliao, Jeroiiymo Jos de Vivciros.
O tenenle-coronel commandanle do extinelo3. ba-
lalho de nfanlaria da guarda nacional do munici-
pio deMaranna, da provincia de Minas Geraes, Jos
Cela no Gomes.
O tenenle-coronel commandanle do exlincto bala-
Ihqo de infamara iteviIladeMnlamr, da provincia da- Parahiba lo
IVorle, Lua do Reno Toscano de Brito.
O major do exlincto 1. balalho de infantaria da
guarda nacional do municipio de Ilapicurii-merim,
te proviucia do Maranho, Jos Fortunato Madail.
1 Diario ao fio.l
Temosa viste folbas de Porlo-Aegre alelo, e do
do correle. Nenlinm aconteci-
(*) Durante o secuto nono ebegaram d'Asia lla-
lla um pequeo numero de sectarios, cuio dogma
religioso era um manicheismo modificado, e que
eram designados pelo noma de l'aterini. Dous secu-
tes depois esses Paterini pcnelraram no meo-dia da
Franca, e formaran as seilas dos Albigenses o Vn-
dense*, que cuslaram aos Francezes tenia crueldadc
e sangue.
Como acontece sempre, a perseguioSo augmentou
o numera dos dissidenles, e a Ilalio vio-se invadida
por elles. Para resislir a essa mulldao de hereges, o
papa Gregorio IX por urna bulla encarregou multas
ordena religiosas le obrar contra esses Paterini com
Indo o rigor das leis cannicas as provincias eccle-
Hiaslieen. Fre Joao de Salerne, dominicano, foi en-
viado Flnrenca, bem como Bernardo, conego flo-
rcnlrno, com essa misso, e mais larde Urbano IX,
regulando esse negocio, condn a Toscana aos reli-
giosos de San-Francisco.
Elles orlificaram seu eslabelecimenlo dando-lhe
formas novas, e obliveram do governo da repblica
prisiies e execulorcs. Julgavam, condemnavam a pe-
nas afllicliva*; e impunham grandes multas, Tal foi
o origem da ioquisicao em Florcnca,
XVI
Siihinilo da casa de Goglielmi, Marco nao se en-
gaara : os homens que romlavam ah eram com ef-
leilo algnns dos seus companheiros.
Elles passavam 11a ponte velha quaBdoouvram ao
tonge um Unido de armas, e quasi no mesmo instan-
te avistaran, do outVo lado da porte dous homensar-
mados, que caminhiivam com ar agitado.
Que dir agor unsso amo ; perguntou ornis
moco ao seu compai ihero sem reparar que eram ob-
servados.
Essa he boa! r espondeu o oulro com um lcen-
le germnico decidic lo. Dir o quo quizer. A moca
nao deixar por isso delirar as mSos desseendem-
ninhado seuhor Mai co, que fez-me presente lole
arranhao... veja com. .elle verte sangue! parece urna
pipa que transborda. ..
Elle patena a costa da mo pela fronte... e depois
sacudmdo o sangue, de que eslava cheia. acres-
cenlou:
Eis-aqui o que s e ganha em Irabalhar para os
oulros!...
be-
jn
Os Aligheri apressan im o passo ; mas quamlo c
garam a casa de Guglio Imi, os combalenles Cav
desappnrociito. Suspeil ando Marco empenhado em
urna avenlura amorosa, seus amigos limilaram-se a
roudar ra na para via iarem ua seguraura de-seu
diere: Toi assim que Ma reo cncontrau-os. "
Os receios concebidos por Gugliel.ni sobre a sorel
e talvez sobre a vida de I Slabili impiinham-lhe o de-
ver de pedir sua graca pela intercessao de Guallie-
ro; mas elle tema peni, ir-se sem salvar o amigo.
Bem que as npiniocs p olilicas de (iuclielmi difle-
nsseui das de Ceceo, seu amor pela tcienek e sua
admiraco pelo caractei c petos conhecmenlos do
amigo, o linham sempra arraslado para elle. A^im
apezar da inimizade qu a o laque nutria contra o
pnilosoplio Ooreniino, Guglielmi conlinunva sua
amizade intima com elle .
Comojdissemos, Ga glielmi amava a lberdade,
e todas as vezes quo seu inleresse nao se achava em
lula com os acootecimei dos ou com as cousas, elle
recobraya essa altivez $05 nbria (lo commtml enlrc os
llorenlinos.
Coiou ellos, Guglielmi nao podia vivor esclavo, i-
tim, sabia viver livre. O corarlo batia-lhe invnlnu-
lariamenle quando achava-se cm face do hornera que
linha sabido conservar sua iudepedencia debaixo do
dominio de um tvraimo.
Mas para nao perder o valnenlo de que gozava,
suas visitas a Ceceo linham-se tornado rara e se-
cretes.
A penas Guglielmi sonbe da quedada ponte de la
Caraia, o do euenreeramento le Ceceo, foi ter com o
duque; mas a porte de Gualliero eslava fechada
mesmo para seus vallidos.
Guglielmi rerommendou ao capillo da guarda que
fizesse saber ,i sua senlioria que se linda apresenddo
en. palacio para receber suas ordens.
Pensativo descontente clhj dirgio-se para a ca-
sa. Aopassar por liante do palacio do Podesla, en-
contrn Lorenzo Guherli, escultor, o qn saba da-
lo, e nao o linha visto ha aleum lempo. As preorcu-
paijqes pollicas oceupavam as horas vagas, que elle
rosloniava dar ns bellas arles.
Apenas Guglielmi avisten Guiborli, rorreo a elle.
Lorenzo pareca eslar muilo animado. Elles troca-
rain algumas palavras. de alleico, c Guglielmi ob-
servando a agitarao do amigo, pergiinlou-llic a causa.
Que mizeravel!... como vingar-me!... excla-
mou o escultor, onde acha-Jo ? que cobarde'
Le isto, amigo, e dize-me se um homem honrado
pode defender-se de semelhanles torpezas, publica-
mente... dianle dos magistrados!...
Guglielmi lomou o papel que Guberli lhe apre-
senlava, c passou-o pela visla.
Era urna denuncia contra Lorenzo adiada na ves-
pera no inmourro da calhedral.
Guiberli gozava da eslima publica por causa de
seu carcter c de seus tlenlos; inlluenle pela sua ri-
(|iieza. ello linha sido designado para fazer parle dos
doze homens bons.
A nveja lo despenada, e o artista calumniado e
ofiendido em sua honra por urna denuncia secreta
Atormadeum governo, seja qual (or o espirite
que tenba dictado, nao lem arantiaa de securanca,
quando nao he acompanhada de urna boa Ic'is-
laca. B
A repblica de Florenca, na qual prosperavam,
desde os primeiros lempos do renascraenlo, o roiri-
mercio. as arles e as ciencias, fi a) 0 secuto deze-
sele destituida de luas leis e aspirando sempre lber-
dade, nao fez mais do que agilar-seenlrea anarch
e a IvraiiHia.
Enlregue violencia dos partidos, ella linha por
de
BIO DE JANEIRO.,
29 de dezembro de 1853
Por llnelos de 7 do crreme mez -.
Foram removid os por o bavcrrm pedido os juie
ilireilo : *
renovada- e mudadas pelo vencedor.. Aparcialidade
e as inspirares da colera subslituinm a cquidade e
a justiea.
.Vi. principio do secuto qunlorzo' c debaixo da in-
lluenciu do parldo guelfo, foi insumido cargo de
execulor da ordeps da communidade. Esto cargo e
o de capito do povo complelavam a forja legal, e
linham por fim proteger o povo miudo contra os
grandes: eis aqu cerno se exercia essa proleccao.
Foram enllocadas no palco da casa do execulor e
nos pilares das igrejas, caxas chamadas tamburro
destina/lasa receberas denuncias.
.Aquello que quera ler parte na multa resultante
dr ronriemnaco, depona na cai.xa amelado de urna
nioedii 0 cobre, e se essa enndemnacnse effecln-iva,
ia .iprcsenlar secrdamenloa oulra melado ao magis-
Irado cncarresade da execuraoila lei.
%jia aecusacOes mysleriosas eram piirlicularmenlc
dirigidas contra os homens eminentes pelo-seume-
recimenlo, por suas dignidades ou por sua riqueza,
fin grande denunciado era s por esse fado con-
demnado como Gibelino.
Se pelo cop(rrio, o que aconteca raras vezes, a
denuncia caba sobre um homem do povo, estatuto
dizia:
Contra popolare intamburrato non procedelur
Imi occasione offitii in quo fueril, etc.
O plebeo uesse caso nao podia excrcer nenhura
cargo publico antes de ler-se justificado dos fados
deque era acensado.
Guiberli era plebeo. Assim, qualquer mizeravel
poda emovalhar impunemente a rputaco le um
homem honrado, o muilas vezes aconteca que um
verdadeiro criminoso lemendo ser denunciado dava-
se pressa n denunciar logo seus juizes.
>"T lw." he.umil ** "leu amigo, dsse Gu-
glielmi depois de ler a denuncia coniaaM'iuiberli....
Mas que ha no palacio?... O povo est alniiiido* pa-
ra ah I '
Acabam de condemnar o infeliz Malavia, res-
ponden Guiberli ; elle foi julgado cmplice em urna
ronspiracaoconlraodiiqoe... Fallara cm miras pes-
soas presas: Pagolodi Marrada Smao de Montea
rappoli foram poslos debaixo te searedo esla ma-
nhaa, sem dnvda nessa occasio he iie julgaram
a proposito terminar o negocio do notario.
Guglielmi senlio-se vivamente .Hendido sabendo
pela voz publica das prisfles que acabavan de ser
feilas; o no Musido consultado nem advertido em
semelbanie .circumslaucia era um sjgnal de des-
graca.
-30-
.. -f#a
Rio Grande al 2rd
menlo polilico digno de menco linha1 oreorrido na
provincia.
Pela frontera do Chuy, linham entrado cerca de
pessoas com familias que emiscavam do Estado
Oriental. Pelo Jaguarao entraram lambem 'alguns
officiaes.
Sobre a linda do Chuv havia urna forja de 15(5 co-
lorados, commandada pelo coronel Barrios. D. Ber-
nardino Olid, commandanle geral do deparlamcnio
doMm.is, acompanhava aquella torca.
' O Sr. general Caldwell iavia chesado de Porlo-
Alegre ao Rio Grande e seguido para o Chuv.
Carlas de Pirahy Grande annuncia'm que" Dionv-
sio coronel se refugiara no nosso territorio no dia ti,
aprosentando-se com 3 pracas ao coronel Propicio,
c.ommandante-geral dofronlcira de Bag. Aecrescen-
la a Carla que lodos esses emigrados se achavam co-
berlos de farrapes.
' Ka Rj" r,rf"ule appareccram 6:0008 em notes fal-
sas te 10 o 205 da 1. e 6.a serie, que se dizia terem
viudo de Montevideo.
8 de Janeiro da 1854.
Pelo paquete inglez Lusilania recebemos folbas
e cartas do Montevideo al, e de Buenos Ayrc al
o primeiro do correnle.
Depois da dispersao das torcas que o coronel La-
mas reunir em San Jos, dispersan que j annuii-
ciamos, juteava-se acabaila a reaccio blanca no es-
lado oriental, porque de eilo nao exista cm campo
um so caudilho daquelle partido. Todos qnanios ha-
viam pegado em armas linham sido balidos pelas
torcas do governo provisorio. Resida, porm, um
diere blanco, Lucas Moreno, tora do paix, c esse au-
xiliado, segundo se affirnia. peto general Lrquiza,
passou o Lruguay, c veto tentar novamente asocie
das armas na canipanha oriental.
Nessa pequea guerra appareceram allernativas, -
mas atmal foi derrolado Moreno no da ;10 do mez
passailo, pelas torcas do coronel Flores no Passo do
Barrios, costa das Vaccas.
Este ultimo recontro pOo termo, na opiniio de
quasi todas as pessoas bem inlormadas.a rearcaoiblaii-
ca, mas nao assegura a ordem e a Iranquilli'dade em
11111 paz cuja siluacilo lio realmente lamenlavcl. O
Coumer de la Plata do primeiro do correnle, des-
crevendo-a, diz:
O anno te 1853 fecha-se para 1 repnblica orien-
tal lo Lruguay sobre urna guerra civil, oeste Densa-
mente lanja um veo sombro sobre o anuo que co-'
meca no momento em que escrevemos ; por qtlanto
nao podemos ser da opiniao daqueties que vim na
evlorminacao de um ou de oalro' partido o lim das
provacoes dolorosas por que ba .tantos annocpesia
Alontevido. Para nos peto conlrlirio esse exlcani-
mo he a conlinuaco de commocoes, cujo resollado
Dos eso Dos, sabe qual ser.
cdigo una reunio informe de leis incesantemente Circulavam no palacio olsumas parllcularida-
de sebVe essa conjuraca ? perguntou GuailBlmi
ao amigo.
Fallavam em novas denuncias, uns pretendan!
mesmo que haviam unto chamados a juizo malvolos
aecusados d terem minado a ponte de la Caraia :
oulros diziam que Marco Frescobaldi linha-se ba-
tido com a gente do duque .1 porta do palacio... O
queeusei beque Pielro, o notario, depois de ler re-
sistido tao valerosamente tortura, vai pagar pelos
oulros. '
Que pena lhe impozeram 1
Como elle nada confesin e nao poderam pro-
varo delicio polilico deque he aecusado, os juizes
condemiiaram-no por criino de concussau e de par-,
cialidade, quando exercia o cargo le regulador das
contal. Segundo a scnlcnca, deve ler o braco cor
lado. .
Nesse inclnenlo o demonio do odio tu ilion nos
odos de Guglielmi, o qmlcuidou logo na lr, que
essa condemnaeoia causar a seus immigos.
A imasem altiva e desdenhosa de Marco Fresco-
baldi apresenlau-se dianlo delle e lodo o sedimen-
to do bu manida,le exnguio-se em seu corarSo.
Ei-lo, pois, fura de estado, liase elle" arrecian-
do urna commiseraro desmentida por um sorriso m-
perceptivel, de fazer esgrirqancos para servir as in-
trigas de seu partido eos interesses deseas protec-
tores. .
Enganas-te, Guglielmi, tornou Lournzo com
r severo, a seu pedido os uizes consentiram em
commular a pena ; assim em vez da ma. lera o pe>
corlado.
i:o leve rubor cabrio a fronte pallda c calva le
Guslielnii: seu pemaniento tinha sido ndevinhado.
.Mudando de conversarn, elle dsse:
E qual ser tua resoluco a respeilo de (eu ne-
gocio "!
Miaba resoluco ? respondeu Guibefli crgnen-
do a cabera com uobre altivez, vello para o meu
slado e (ico livre.
Mas, nao cuides nsso, Lorenzo; o governo de
de homens probos co-
Florenca iver boas leis.
Florenca (em necessidade
iiio In.
_ Ouando o governo de
nao Idu fallaran pessoas de >em a se servijo. Por
ora o nico homem livre aqu he o'artista, e esse
homem sou eu. AdeosGuglielmi.
Lournzo ia j camiqbanilo quando voltou e disse:
Ah !... se queros ver o roerle I o das portas 1B1
baptisterio le San-Joo. pHssfl'per rasa amanhaa
hem cedo; pois vou vasa-las. r .
i'Continuar-se-hi.j
*._ 1
\
'nimint*



r
i
i
(luerra civil nos departamentos, urna lula surda
Montevideo contra o governo provisorio, a silua-
tlinanceira desastrosa, o estado sem crdito, Dina
ida de 50 millu.es de pesos, urna alfandega que
ende pouco, e urna capital que se despovoa, eis-
riluacu da repblica oriental nesta derradeira
hora do anuo de 185.1.
Jiesla triste situaco todos, todos sem exrcpQilo de
partidos, blancos, colorados e indiflerenlos, pedem
esperan) a consolidaran da pai do governo brasi-
lero. Nao ha senao urna voz l a prolcc$io, a pro-
teceo brasilea!
Alos eslrangciros a invocara. O proprio Cour-
ritr de la Piala, orgilo dos inleresses francezes, rc-
rerindo-se n noticia que coiria em Montevideo, de
que o governo brasleiro prestara um apoio eflicaz
ao governo regular que offcrecesse penhores do fmu-
ro, accrescenla:
Seja como for, esta noticia foi acolbida com pra-
zer; os conservadreseos constilucionaes e mesmo os
residenles eslrangeiros consideran! a intei-vein-ao
hrasileira como o nico meio.de sabir dos pericos e
das catMtroplt.es em que a ambicio e o egosmo lau-
caran) este paiz: emlim be a nica labuade salvacao
O governo provisorio, orgonisado pelo coronel Flo-
re, governo essencialnieiite de lnta, isto lie, violen-
to, lomou aquellas medidas excepcionaes e censura-
veis que tem contra si opinio da inmensa materia
do partido colorado. Nenbuma duvida bava do
le o mesin governo revogaria essas medidas.
Entre ellas citaremos a do sequestro dos bens dos
senhores (uro, Berro, Dionizio coronel. Lamas, Mo-
reno, Jobo Carvalho, Alanazio Auuirre. Iturriaga,
Barrios, Olid Barba!, a deportaran do Sr. 1). Ma-
noel Herrera y (Ibes, que lao relevantes serviros
iwreslou causa da defensa.
O general Rivera, que so acha anda em Cerro
Largo, exigi um empreslimo toreado do eslrangei-
ros residentes nquelledepartamento. Aquellos que
iiHoquizeram sujeitar-se a este acto arbitrario toram
expulsos da repblica, e esta medida inqualilicavel
lz em alarma a todos os eslraugeros eslabeiecdos
lio estado oriental.
Os encarregados de negocios de Franca, Ilespanba
e Buenos-Ayres, a cujas uaciws perlencem os depor-
tados, protestaran) enrgicamente coulra esta viola-
cao do drcto das gentes.
O vapor ,irgttUiHa,i linba de Liverpool, perdeu-
seaosahr de Montevideo para Buenos-Avres na min-
ia das Egoas.
A provincia de Buenos-Avres eon*erva-se Iran-
!cilla e nenhum receio havia do que a paz publica
osse perturbada. -
Palerroo, oDU/ora habilacjlo lgubre e residencia
de Rosas, Iranstormou-se em passeo publico, ao
qual concorre ludo quanto ha de elegante em Bue-
nos-Avies.
Foram entercados naquella capilat os assassnosC-
riaco Coolnho e Leandro Alen, execulores e com-
{tices das degollarles de Buenos-Avres noe anuos de
BM> e 18*2.
Das provincias do interior a noticia importaule he
a da eleico do general Urquiza, para presidente da
ta>nfedetaeSo.
Em S. Joo, Catamarca e Tncuman, continuavam
os regalos locaes a guerrearem-se por interesses pes-
toaese influencias de familias.
ftw via dt Montevideo ha datas de Valparaizo al
. 29 de novemb o
A repblica chilena coHinuava a gozar da mas
perfeita Iranquilldade.
A navegacao a vapor pelo Estreito de Magalhaes,
como cpnlinuacao da linba de Liverpool ao Rio de
Janeiro, era questeo resolvida.
Ogoternoconsedeu aos emprezariosa subvenrao
de 60,000 peso porarjno. que era a quanlia pedida.
A prmeira viagem deve effectaar-se dentro de 10
inezes da dat#do contrato.
Do Per anuuncia-se queo general Betzu. presi-
dente deBolivia, invadir o territorio peruano com
urna divisao de 2,000 horaens, entrando no dia 30 de
oulubro ero Zepila. Sabeudo, porm, queo general
peruano Pezet, que se achava ero Pomos, ia sobre
elle, relirao-se apressadamenle regressando a Boli-
via pelo estreito de Tiquin.
Em consequencia desla invasilo declarouo governo
^lernano a guerra ao governo da Bolivia. e dizia-se
em Lima no dia 18 de novembro.que a 2.5 partira o
general Echenique, presidente da repblica, para a
campanlia .lini de pdr-se frenle do exercitu que
tem de vjugar aquella oflensa.
DIARIO DE PERNAMBUCO TERfA FEIR& II DE JANEIRO DE 1856.
r
PERMHCO.
Contrato das carnes verdes.
IldurSo das pessoas que mataran, rezet, hedanle
a mulla de IflfiOO re. por cabera, na cnnfnrmi-
dade do art. 9: do controlo das carnes verdes, e
resoluro da presidencia deH de dezembro pr-
ximo pastado, sendo dilas mullas dos diat 9 a 15
do corrale me: de Janeiro da 185!,

5. -2.
a W
l ~.

I
. 3
SI E
B
! 21 n-
S
a
Joaqun) Mara Noguera, Cvpnano Bazilo (lonral-
ves. Joo Baplisln de Olivtira Monlaury e Augusto
Aetlode Mendouca.
O Sr. c<> minen dador Jos Mara do Amaral, ex-
encarregado de negocios do Brasil em l'aris, lu des-
pachado miuislro resdeule junio repblica orien-
tal do Uruguay.
OSr. ebefe de divisa Jos Joaquim Rapuzo foi
Humeado para commaudar a eslaco naval da Baha,
em substituido ao capitn de mar e guerra Joto
Mara WandenkolR, que passou a commaudar a des-
la provincia. Foraiu mais Horneados: o caplao-te-
nenlo Francisco IVrcira Pinto, commandanle da
crvela Bahiana, em sulisliluicao ao capilo de mar
e guerra Francisco Mauoel Barroso, que leve seis
inezes de liceura para residir em Montevideo; o ca-
pito-lencule Jos Mara lialliardo, commandanle
do brisuc Capibaribe ; o capilo-lencnto Viclorno
Jos Barboza de Lomba, commandanle do vapor
Golphinlio ; o capito-lenenle JoSo Carlos Tavares,
commandanle da corveta fiuterpe, em substi|uic,1o
ao capilao-lenenlc Jos Maria Rodrigues, qoedes-
embarcoo ponjocnle; > primciro-lenenle Anlonio
Marauno de Azevedo, para seguir na crvela Ba-
hiana com a companbia do aspiranlesrem viagem de
nstruccao; o primeiro-lciiente llellin Carlos de Car-
valho, commandanle do vapor llecife.
O Sr. Joaquim Joflo Brusco de Olveira, foi apo-
senlado no lugar de 1. esrripUirario da contadura ge-
ral da guerra, com o ordenado correspondente aos
annos de serviro.
Por decrplo do ) de dezembro prximo, foi pro-
movido a 2. cirnrgiao-alferes do corpo de saude do
exercilo o r. Lauriudo MartiH Neves.
Foi Horneada pelo Sr. ministro da marinlia urna
commissilo coraposla dos Srs. chele de esquadra re-
formado Alvim. e chefes du divisan Pedro Ferreira
de Olveira. c Marques Lisboa, par o fim de reve-
rem a labella das comedorias dos ofliciaes do rnari-
nha.
A polica da corle apprehendeua bordo da escuna
Salante Maria, que all ebegara procedeulc desla
provincia, "r prelos quo na mesma am escondidos.
Na capital do imperio fa/ia-se lambem sentir, co-
mo oulr'ora enlre no, a excessiva caresta da carne
verde, em consequencia de nm monopolio que se or-
ganisara para o suppriniento desse cnelo de prmei-
ra necessidade ; mas crescendo o clamor da popula-
cao, leve o Sr. ministro do imperio, de accordo com
oelicCe de polica, de tomar prumptas providencias
a respeilo, e lambem succediilas foram eslas que ja
a carne se acliavaa 120 rs. a libra.
No dia 2(1 do passado, pols2 horas da larde, sui-
cidou-se com um tiro de pistola sobre o peilo, F'ran-
cisco de Andrade Villares, nalucal de Portugal, de
26 annos de idade, o guarda Tvro da casados Srs.
Ferreira Netto & C, da cidado de Santos. Villares
acliava-se na corle hospedado em casa de seu palro,
e diza-se que si por motivos alheios ao commercio
ensua posicio. pecuniaria, fura levado quelle aclu
de desespralo.
No dia 211 cplelir.ir.ini os lypographos da corle urna
reunan para o iim de insinuaron urna sociedade de-
nominada Tgpogrupliica Fluminense; recilaram-
se nessa qccasiSo varios discursos, c clegeu-se a com-
mssao que deve preparar os estatutos.
Tinha apparecido a febre amarella na villa de U-
batuba da provincia de S. Paulo, e corra o boato
que ja se achava lambem em Sanios.
Em oulro lugar oflerecemos aos leilores as allimas
oliciasde Buenos-Ayrcs e Montevideo, assim como
das iiossasprovincias do Rio Graiidedo Sul e Paran..
.Na Babia linba sido exonerado do commando do
corpo de policio o majorD.Jos Ballhazar da Silvera,
nomeado para o substituir o major AlexandreUomes
de Argulo Fcrrlo.
No dia 9 do corrent liaviamcomparecido perante
o jure municipal da 1.a vara da capital, Joo da Cos-
ta Jnior, Jos Gomes Villarinhn, Jos Manuel de
Azevedo eoutros, implicados no rrime das sedulas
falsas ltimamente descolarlas. Depois de interro-
gados pelo juiz, foram esses individuos recolhidos a
prisao finque %a viII"da Barra soflria a populacho a falta e ca-
resta dos gneros alimenticios, e ao mesmo lempo os
estragos das cmaras dcsangue, q.u: em menos de um
me'z flzeram mais de 30 victimas. Como unieo len-
livo haviam all cabido abundantes cliuvas, e por el-
las se esperava a cparacflo dos elletos da secca.
Li'-sc no Correio Mercantil:
a Em \ rinde dasordensdo governo da provincia,
lem a companhia Bomlm de elTecluar do pr-
senle mez em dianle as duas viagens mensaes u cida-
de de Valencia, qne he obruada pelo arl. 2 do con-
trato- celebrado entre ella co mesmo governo em
mar{o de 1818.
O Jrna\ da Baha de M ilo correnle, d a seguin-
le nnlicia:
Asseveram-nos que urna barca ingleza, que hon-
lem enlrou nesle porto, encontrara aute-lioniein is 5
horas da larde, aliri da llapoam, o vapor francez
Lacenir, que seeucamiiilia vela.e que suppe-s
que fura olirgado arr.arrar-se niulo' por causa de
grande temporal.
A ser exacta esla noticia, levemos boje ve-lo
Tundeado na Babia.
Consla-iios lerem-se feilo no interior da provincia
asseguinlesprisOes: de Jos Amaro, pronunciado
em crme de tentativa de morle, a TequisicSo do de-
O
M
verdes, Tomos procurado para defender mo s os n-,
lercsscs e condsOcs lo me-nio contrato como as pea-
seas ilnscnnlraladores cuvolloslias lerrvej aecusa-
coea lo Liberal.' Acedamos com repugnancia seme-
Ibanle defeza, ptf que vimos logo que para desem-
pcnba-la cumpria estudar a materia debaixo de todas
as vistas, ja nomo um negocio econmico, ou como
una quesl.lo pollira, que poda all'eclar n Iranquil-
ldade publica. Era inislor esclarecer a popularlo
dcsvairaila por iijas errneas, por principios falsos,
e por acerbas o infundadas recrinitac,iics. O Libe-
ral cutao tralava so da execui;lio do conlralo, mas
em que orcasiao '. qnando os cnnlratadores se van)
a bracos com todas as lilliculiladcs la psima esla-
cio, e com a falla qnas absoluta de gados.
Urna vez enipcnbados nessa lerea, nao nos lmi-
lamos aos inleresses do conlralo, ero a honra dos
conlraladores, fomoa mais adianto, c profundamos
a malcra como qom desejava sabe-la a fundo no
inlercsc de todo 0 paiz. EnUlo procuramos ouvir
a minios praliros dos nossos serles, indagiimiw cs-
pecialmenle a nalureza do solo, e.dcsuas produc-
cics, do clima c das eslacoes, suas Htcra^fies por ef-
feilo das seccas, recursos des criadores, vanlagens
dos refazeilores de gados, commercio desse genero
importante, IransnrcSes dos alravessadorcs, dislan-
cas, pocas proprias desse commercio, arcllenles
Casnees, molestias do gados, e iillimanienle lugares
proprios para logradouros pblicos, paslos c agua-
das, c ludo quanto podia concorrer para completo
conhecimenlo dcsle negocio.
Nao nos conlcnlnmos s com islo, examinamos os
livros e assenlos da companhia, seos contratos com
os boaderos, precos por espado de ilous annos as
feiras duranle as diversas esl.icis, entramos nos de-
lalhcs da malanca. da venda c da carne sobrante,
do consumo, dia por dia, e das altcracoes de todos
esses manejos ; indagamos a causa de todas essas al-
leeanies, de canlios e prejuiziw, e no fim des-e rigo-
roso ex.ime enlriunos na exposcao dos fac'liis com
profundo ronhecimento da malcra. Alii e-la urna
serie de arlgos publicados no Diario de l'ernambu-
co durante os mezesde junlio, jullio e. agosto do a-^
no prximo passado. Sao pois esses artigus os que o
/./>e?ivi/#bamoii btm elaboratla* no seu numero de 5
do actual. A muitas pessoa*, inimgas do conlralo,
ou\ unas dizer, que iguoravam ludo aquillo que se
dizia no Diario de Pernambuco, e que lnliam mu-
dado de upiiian vsla de semelliautes provas.
O nosso fim nao foi s defender os inleresses do
conlralo, mas esclarecer o paiz e a antoridade sobre
um negocio de tanta monto, e o (hemos com plena
consciencia do que diziamos, e com a conviecn pro-
funda de lodos os argumentos deque nos servamos.
Sentimos dentro d'alma que o governo nos nao tives-
sc^ ouv ido a semelliante respeilo, porque liria evi-
lado miiitos dissabores, muilas duvidas, e murta de-
mora na solucao de um negocio de inslanlaiiea ur-
gencia. Mas em fnn o governo em sua sabedoria re-
corren a oulras fonles, que julgou mais idneas, e
numeoii urna coininis-ao composla de pessoas mu
conspicuas para da.r o seu parecer acerca de varios
quisilos, que offereceu a sua nicdjUacao e juizo.
Sentimos lambem dizer que a coTnmissiio nao sals-
fez as vistas do governo, e que ella Tnesma nao se
julgou habilitada para entrar na questao como de-
va ; e de todo o seu parecer, alm de mostrar-se in-
feusa ao conlralo e aos con tratadores, apenas se de-
duz urna idea cardeal, islo be, a necessjdade de la-
zer algumas modilicacOes nos preces das carnes, cs-
labeleceudo garantas mais eOicazes para o fielcum-
primenlo do conlralo ; visto que Seria pouco pruden-
te (contina a mesma commissao) rescindi-lo desde
ja, o no lempo em que se d a falla e caresta do
gado, sem dar lempo a que medidas fossem tomadas
por aquel-es que se queram dedicar ao fnrnecimen-.
lo do galio preciso para o consumo da cidade. O pa-
recer em separado de tres Miembros mui disliiiclus
da mesma commissao. lambem se expressa nos mea-
mos tormos, concordando na necessidade das niodi-
ficaefles do contrato de 6 de junho porserem dejus-
lica.
E. porm desde fevcreironviam os contratadores
dirigido aopresideoteda provincia suas reclama;Ces
exigindnas modificacOesnecessariaspara o fiel eumpri-
mento do .conlralo, vsla das immensas diBculda-
des com queja lutavau); c quando esperavam promp-
lasalisfago de urna obrigacao que o governo se
nao podia furlar, foi o negocio alie -lo ;i assembla
provincial por deleixo inqualilicavel de qncm se de-
va mostrar mas zeloso no cumprmenlo de seus de-
veres. Os conlraladores. longe de dirgirem as-
sembla provincial urna queixa, como deviara, re-
quereram pura e simplesmenie a resciso do contra-
to por falla de cumplimento de parle do governo.
Anda assim assembla provincial nao julgou pru-
denledecrelar a rescsao pedida,quiz antea que o go-
verno emendasse o sen erro, 'autorisandn-o de novo
pela le ii. 311 de 13 de maiode 1853.a adoptar todas
as medidas, que julgasso convenientes acerca do con-
trato das carnes venjes, podondo rescindir o mesuro
conlralo se cnlendesse queo bem publico assim o exi-
ga. Maspara que o governo nao pndesse rescindir o
conlralo de propria auloridade, fez depender a resci-
soda expressa renuncia doscontraladorcs aqualquer
indemnisacan, seja a que titulo fosse. assim cmoda
oliriiMcfiii do rescindirem o contrato celebrado com a
cmara municipal a respeilo dos acougucs mesma
pcrteucenles.
Enlrclanto apesar de inauditos esf.ircos de parle
# --------- ">!. .Vj .. j--1 i- -i -. i w .,, j a -------. ^-.-a-.. ^j 'uv-- um ir;
legado do Rio Formoso, -ellecluando-se a diligencia | "os conlraladores deramse faifas do numero marca-
em Barrros; doManoel Francisco Coelho, faci-1 '" *" Te7ei mor,as Pra o consumo em diversos das
>1"J.
uoroso condecido pelo appellido de l.indon. e que lia
qualro annos assassinara um fillio de Maria Impe-
rial, capluradu por urna palmilla do delegado de
ser i nbaem ; de Manoel Mesquila da Cosa, suspei-
lo como criminoso de morle no Brejo de Baixo de Ta-
quaritinga, i ordem do delegado de Caruar; de
Anaslacio Jos Barbosa, suspeilo de 1er parte na
morle de Anna Joaqun, feita ha um anno no lugar
de Campo Novo, a ordem do subdelegado da Rapo-
sa ; de Jos Joaquim do Nascimenlo, por selbe
altribuir urna morle no lugar de San Benedicto, a
ordem do delegado de Caruar; de Pedro Ferrei-
ra da Rocha, que jnlga-se ler assassnadosua mulher
Luiza Maria do Rosario, no lugar Aldeia Velhasla
comarca do Brejo em 1858, a ordem do mesran dele-
gado;de Manoel Machado da Rocha, por le as-
sassnado sua mulher de nome Florinda no lugar de
Jiindi em Panelas, no anno de 1850, a ordem do
mesmo; de Manoel Ferreira do Sacramento, cri-
minoso em Angelim, comarca do Porto Calvo, e
Manoel Pcreira da Silva, por tentativa de morle no
l> lacho Grande em Caruar, e que j;i esl seudo pro-
cessado, a ordem do mesmu. ,
as malas do engeuho Perera em Barreiros, foi
deslruido um quilombo de 12 escravos fgidos, os
qnaes sendo entregues a seus senhores foram severa-
mente castigados. .
REPJURTICAQ' DA POLICA.
Parto do 41a 16 de Janeiro.
Hlm, e Exm. Sr ."-Participo a V.. Exc. que dos
liarles han tem e hnje recebidas nesla repartcao.
cansa Urem sido' presos: a roinha ordem, o fraeez
Joo Baplisla, e o pardo Joio Pinto de Campos, por
tinga, resullamloambos sahirem feridos; a ordem do
subdelegado da freguezia de S. Fre Pedro Gonral-
ves, o pardo Jos Ricardo Pires, e o prolo Mauel,
cscravo de .Manoel do Nascimenlo, para averiguares
policiaes, o pardo Joo Antonio Soares, por suspeas,
a o imperial marinbeirn Manoel Jos,por desonlem.
nqualoppoiido-sea prisao resullouferir na cabeca ao
cabo da pafrulba; a ordem do subdelegado da fregue-
zia da Boa:Visla, Cosme Jos dos liis de Alcntara,e
o preto escravo Luiz, semdcclr.icodomolivo,n pre-
lo Fstncsco escravo de Vicente Jos de Brilo, Filip-.
pa da Silva, e Manoel Ferreira Duarle, todos sem
declaradlo do motivo ; e a oidem do subdelegado da
freguozia dos Afogados, Flix Jos do Sacramento e
relix Jos Seralim, lambem sem declaracao do rao-
livo, e o preio Manoel. escravo de Francisco Jos Ra-
|>ozo, para ser castigado.
Heos guarde a V. Exc. Secretaria d polica de
Pernambuco 16 de Janeiro de 1854___Illru. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Bento da Cunha e Figueiredo,
presMente da prvinpia.-M)- desembargador Cae-
lanoJofda Silc Santiaijo, chefe de polica in-
terino. .
netafSndot criminosos capturados na comarca de
Pojen, desde o t- de dezembro de 1853.
Manoel Jos de Araujo, crme de norte resis-
loucja. seqiaz de Jote Antonio, capturado no Cur-
ral do* Bois, provincia da Baha.
Joaqoim Carlos Peixolo de Alinear, sequaz de
Jos Aiiloniu. capturado. dem.
Jas. Claudioo da Silva, sequaz de Jos Flix, cap-
turado, i.leni
Jos Filippe d Santiago, sequaz d Frei Caelann,
capturado, dem.
Malueus Jos Rodrigues da Silva, por soltura de
presos na cadea de Tacaral, capturado, dem.
Amaro Jos Gomes, sequaz de Francisco Firmo de
Si, capturado no silio do mesmo com urna grana-
deira.
Manoel de Souza Leal, fazenda Grande.anl&a Flo-
resta, com um clavnole, estoque, vadio. para re-
crula.
Jos Barbosa dos Sanios, idem, por entregar a cri-
minoras um desertor que ronduzia para me sr en-
Iregue, o qual desertor arha-se j capturado.
Jos Paulo de Souza, dem, idem.
Manoel Filippe de Santiago, preso pelo suhdelega-
" de Incazeira, rrime de morle n lugar Mimoso,
tormo de Caruar.
Jos Fihppe Franklin, idem, idem.
O contrato das carnes verdes.
Somos chamados a lerreiro por urna provocacao
inesperada, lano mais sensivel quaulo parle de pes-
soa, que por sua moderac/m e criterio linba dado i
imprensa da nossa^rovincia. urna cerla direccao que
proinellia um futuro lisongeiro para todos aquelies
que pensam e cuidam nos negocios do paiz." Com
elieilonos ultroos inezes do auno, oue lndon, a im-
prensa da opposirao era um modelo'de moderacio e
de assisada discusso ; que motivo, pois, sobrveio
para_umn guerra lao desabrida ?
No somos ocamjieo, uem queremos se-lo, daad-
ministraciJo doBxm.Sr. couselheiro Jos Beuto da
Cunha Figueiredo, actual presidente desla provincia,
nein S. Exc. neccssita do apoio da nossa fraca pen-
na.podendo dispdr de lodosos recursosdesua inlelli-
gencia e do poder; mas nao podemos dexar de lo-
mar por. nossa conlaa defeza de um acto da presiderBl
ca, em que livemos grande parte, ou em quo- iulerT
viemos directamente com a nossa pessoa. Esse aclo,
atrozmente censurado pelo Liberal em diversos arli-
gos publicados al boje, be o contrato das carnes
verdes, ou as nidificar/es fetasao conlralo de 6 de
junho cia, com dala de 13 de dezembro do anno proxima-
maine-ile luido.
Ejm *", 'hrimento assim se explica o Liberal
do da 3 do correnle mez : A'cerca do contrato das
carnes acha-se forthada contra oSr. Jos Beiilo urna
opuiuio esmagadora, e que alias se basea no proprio
acto do contrato. Depois do que se deu o anuo pas-
sado a semelbanle respeilo, depois das bravatas do
Sr. Jos Bento, lie inconcebivel o displante com que
dos mezesde marco"e abril, moldando essas fallas ao
numero de 901) e lanos rezes.palo que foram mulla-
dos, apesar de nao haver dependido delles sementan-
tes falta, oo antes procederera le torca maor prec-
somenle quallcada no .contrato de 6 de junho de
1851, .como razao sullicenle para niodificacOes das
clausulas do referido conlralo'. Ora se as mullas fos-
sem justas e legitimas, be evidente que os contrata-
dores nenhum dreito lnliam as modilicacoes pedi-
das, por que estas s podiam ler lugar em virlude
do fado de forca maior ; mas se a commissao em seus
dous pareceres reconheceu esscdir'eito como ficapro-
failii, e se a mesma le de 13 de mao lambem o reco-
nheccu.a nao seren vaas as palavras do seu artigo 1-,
claro esl queambas (commissao e lei) admillem o fac-
i de forra maior, c por consequencia as mulla nao
deviam ler lagar.
Levada esla queslo a tola judieara, os conlrala-
dores esperaran) em vao pelo resultado da commissao
nomeada para dar o sen parecer sobro as modifica-
Coes do conlralo, de cujo parecer s se veio a ler co-
nhccimento em principio do mez de sclembr. Foi
enlao que elles lizerain a sua prmeira proposla ao
governo, que foi por assim dizer rpelHda, ou subsli-
luida por urna contra proposta do mesmo governo,
algumas de cujas clausulas nao toram lambem acei-
tas petos conlraladores, dando estes por escriplo as
razies porque assim procedan). Depois de algara
lempo o governo aprcsenlou segunda proposla ou
niodiljcacao da prmeira, e sobro esla foi que seesla-
heleceu urna discusso enlre o Sr. presidente o os
conlraladores.
Infelizmente, depois de algumas reunioes nao se
noderam entender, nem o governo ncm os conlrala-
dores, e o Sr. presidente aulorisou nesle caso ao Sr.
secretario da provincia para tralar com a companhia
sobre a base das clausulas ja oderecidas. Mas algu-
mas renniOcs houveram sem o menor resullado. al
que se lembrou a companhia de ofierecer nina ler-
ccira pessoa, a quem aulorisou plenamenle para de-
cidir esto negocio com o governo, cuja pessoa foi be-
nignamente acolhda pelo Exm. Sr. presidenle, que
com ella tralou, discuti e concluio sobre a citada
base as modilicacoes publicadas com dala de 13 de
dezembro ultimo Essa pessoa, a qncm a redaeco
do Liberal condece pcrfelamente, lomos nos.
I l'im ti n uar<-se-ha.)
nesla provincia, que n5o perde occasiao dos sacrifi-
car, ja em 'erra, j no m&rl
Bem recente esla o sacrificio daquelles desgranados
que levoii a Mossamedes por elle Iludidos, j depois
de ler avisos do desgranado estado daquella colonia,
e agora o fe/., sacrfficiiiido pelo mar no patacho Ar-
rugante, sem allencao as leis do paiz, nem s vislo-
rias da capitana. Nao hastavam lanos males causados
peloSr. Morena eseu cbauceller (!!!), para maisavil-
lar os desgranados Porluguezes que leem a desven-
tura de ler taes curadores, appareccm os seus defen-
sores appcllidando-os de lurbii lentos, desordeiros o o
mais que llie veio ao besluulo Com que, Sr. .Mui-
r, ,-r. Sligucl Jos e senhores defciisures, us Porlu-
guezes que imploraran soccorro para lanos infelizes
sao ludo aquillo que Vmcs. Ibes approuve chamar!'
se sao, quaes osbons sobre, que o Sr. cnsul he man-
dado vigiar e prestara uxilio'? Quando estes preslam
ao Sr. Morena soccorro, quando coulrbucm |ira as
suas exigencias clurmam-se Porluguezes honrados, e
quando snppcam, quando implu/am providencias
pura soccorro dos seus compalriolas sao pugvlo de re-
voltosos?! Ab! Sr. Moreira! Tudo quaiilo lomos
i Ii lo c bu ii vermes snlTrido do Sr. cpnsul e seus de-
fensores, nos lhe perdnariamos de bom grado, mas
nao podemos ser tao generosos, quanlo ao dize-
rem que os Porluguezes em Pernambuco, nesse fa-
tal dia, menoscabaran) as autoridades brasileras,
pcrlurharam a ordem e Iranquilliilade publica, des-
respeitoram impunemente as leis do paiz! O Sr. cn-
sul inexpereiile nao pesa a injuria que irroga al aos
Porluguezes credores de prolecco! Qual a aulori-
dade ollendida I Q.uaes as leis do paiz oOendidas? !
OSr. Moreira,seulguma demonslracao pacifica hou-
ve, a ella se deve como aquelle que nao providen-
ciando, na I (ra la va al com mearas, chegando a
consentir que seus irmos mslurando-se com os pel-
cionarios fallassem em saugrias fortes, e na repetirao
de desaslrosos aconlecimenlos que a prudencia man-
da calar.
Seria bom, permilla-noso Sr. cnsul Joaquim Bap-
lisla Moreira I lie lembremos, que a sua defeza me-
llmr assenlara sobre um.i nianireslaran sua e uao
annnvma. Nilo se cnvergonlie o Sr. Moreira de sa-
bir em sua eleza'para que possamus ouvir delle
mesmo a verdade do quanto occorreo, para, ou nos
coqveucenuus ou o rcbalerraos com documentos que
exslem em nosso poder.
Para que nega o Sr. Moreira a cerlido dessa vis-
loria Porvenlura o requermentu que para iaso le
lhe fez, foi no meio de insultos, to por alziim cona-
llia, nan foi pelo ronlrario, assignado por >:a nego-
ciante seu amigo 1 Para que foge a dar ccrlidBo dos
nomes dos passageiros desembarcados nesla provin-
cia ? Quem nao v que o Sr. Moreira nao deseja jus-
tificar-se perante a populacao desta provincia, mas
sim, que a favor delle se escrevam trivialidades, ba-
nalidades, que uno eslao em armona com os docu-
mentos que possuimos? Diga-nos o Sr. Moreira por
sua boudade, com quem foi feilo o engajamenlo da
passageira arrancada do lupanarda Sr.^ China Cam-
pia''. Qnem engajou a passageira que se acha em
casa da prostilula-foncana na ra das Trincheiras ?
Quem engajou aquella oulraque foi arrancada da ca-
sa do laloeiro do aterro da Bova-Vista e que
se acha em casa de V. S., lalvez para dahi sabir ca-
sada, como foi a prmeira, sendo que o mrito desse
casamento se deve aos Porluguezes que concorreram
com b pequeo dol, a V. S. a gloria por adqnerjr
oepilheludo S. Goncalo das Hias ? Diga-nos mais,
Sr. Moreira. ( perdoe-nos a imperlinncia) porque
motivo fez prender o passageiro Sebasliao Botellio de
Souza Paio Arruda, que veio com passaporle, e de-
pois de preso e solt, para que tem andado, com elle
de Herodes para Plalos, e sendo assim lao rigoroso
para uns, deixou passar pela malha, oulrosque vie-
ran sem passaporle? Talvez diga porque eslava doi-
do: e prisao do arsenal he casa de doidos ? E, se he
casa de doidos, porque nao manda V. S. lambem
para U a passageira Anna Julia Abranches, que an-
da pelas mas no estado de completa loucura, motiva-
da pelos mos Iratos recebdos a bordo, enlre os
quaes foi o de _lbe aperlarem a garganta com urna
corda, para divertimentn na festa do Nepluno.quan-
du pussiiram a liuha :' Para que, Sr. cnsul, V. S.
que he 13o humano o lao caridoso, deixou ir Joo dos
Sanios, sem pelo-menos deixaraquialguma cousa pa-
ra suflragar quelle qne a bordo se laucn ao mar,
l)3o pudendo sobrevver a lauta avillacau e padeci-
menlo.e dos dous que pelo mesmo motivo morreram,
um no rancho dos marinbeiros e oulro no poro do
navio,e ambos laucados ao mar comsaccos'de sal aos
ps depois damea nole? Nislo, Sr.consol,beque
devia consistir a sua defeza, e nao as inexactides e
pala unes dos seus amigos, visto como palavras nap
adubam sopas. la-me esqaecendo, Sr. cnsul, de
dar razao porque dssemos que os correspondentes
seus aroigalliacos ((reliados a V. S. por dous lados,
fallavam verdade em alguma das colisas que disse-
ram, e vem a ser que V. S. fra a bordo depois da
visloria, e nao aclmu quem quizesse vir para Ierra,
senio um meninu que liao veio por nao consentir n
mii. Seria, Sr. cnsul, por ventura, esse o menino
nasrdo as vesperas de fondear aqu o patacho," que
dessraeadamenle as primeiras vu/.cs que oiivio. foi a
do piedoso Joo dos Santos, exigindo da mi a passa-
gem de mais 20 patacoes pelo peso que lhe razia o
embrin ? Saibam lodos, saiba o Sr. cnsul, que
quando elle foi a bordo e propoz a sallada de algnem
para Ierra, accinliram quasi todos com Irouxa debai-
xo dos so va eos. pro-les a desembarcaren!, oque yen-
do S. S.mais zangado do que Poliphemo quando lhe
furaram o nicoollin, maudou ao piedoso Joan dus
Sanios qao sem dcinorn spspendesse e partisse. A
lirova desta asserna esl em nosso p'oder escripia e
assignada pelos remeiros.da calraia que o conduzira a
bordo. Ora, Sr. cnsul, eis-ah os tpicos d'onde de-
ve partir a sua defeza, outros lhe ofTereceremos
quando voltarmos carga, respondendo ao seu defen-
sor P L, marca esla que se coslumava por na cidade
do Porto aos amigos do alheio,
O cura da minia trra.
esto hr. calcou debaixo de seus ps toda a sorle de
COBRESIWWIA.
AGRICILTIM.
Da fabricacao' do assucar.
IntroduccSa.
O prego baixo do assucar do Brasil ha Iguns annos,
o grande atraso na fabricacao desle genero, devido
em parle nao s ao lastimoso eslado Sa lavoura, como
lambem iienhuma animarlo da parto d'aquelles, a
quem incumba promover o adianlamcnlo d'umain-
dustria, principal fonle de riqueza do imperio, e a
crise preparada a este ramo de commercio, sao ra-- 'la, qual conslitue lioje sua maior prodcelo.
cero em concurrencia, onde sua pequea quantida-
de. sua inferioridade e seu cusi o prvam daquella
vantagem. Em um paiz, que leudo por suas insli-
tuicoes lbenles a marchar na va do progresso e'dos
iellioraineiilos praliros, em uro paiz como o nosso
lodo agrcola, undo os producios do solo abundan),
para cuja producijjio'paga o lavrador de mais direi-
los desde o clarificador al o mas pequeo prego de
raixo, em um paiz onde o comprador impoeai prero
no genero indgena, levando em conla ao vendedr
us (lucilos, a liberdade de commercio, o nico rgi-
men cm harmona com a Justina, deveria substituir a
reguliimenlns inda coloniaes.
Estas medidas de anliga dala c anda nfelizmenlc
em praljra enlre usesiao ero conlradiccao, sao, co-
mo diz um economista celebre, incompaliveis com As
tendencias liberaes da civilisaro, o prejudiciaes ao
desenvolvinicnlo da agricultura e industria na-
cional.
He um preccilo de economa poltica, quando os
direilns diiniiuein, o consummo dos gneros aug-
menta, e quando aquellos sao moderados, rendem
mais vexam menos.Depois que a Inglaterra di-
iiiiiinio os direilns ue imperial.io. d" sorle que boje
se observa una baixa cunsideravel delles, o consum-
mo dos gneros lem sido maior, c por exemplo de
300 kilogranimns de assucar se obleve cnni menos
sacrificio, do que os 200 milhes antes da lei ; e em
1851 se elevou a :i:i milhes de kilogrammos, fra
15 milhes de assucar comido no mel, de que se faz
usoem grande quanlidadc na tiran-Brelanha.
At 1831 exista nos Estados-Unidos, segundo Mr.
Burean (I) uin.dircilo de proteccAo concedido ao as-
sucar da Liiiziana, por que esto nao se preslava bem
a ser refinado, e depoisd'abolirao dcsle dreito de 30
por cenlo sobre o assucar de Cuba, o indgena melho-
roti-se, iiovos apparelhos fnlroduziram se e boje j
se faz em Nova-Orleans assucar direc lamen le refi-
nado.
Nos sahmos do rgimen colonial o mais absoluto
para a independencia a mais completo, como diz M.
U. Say (2.\ (levemos pois lambem reformar eslas leis
c rcgulamentos, que sservem de por embaraeds o
commercio c alrazar a industria a qual com'o a ci-
vilisaro esl mais prxima a recuar. se se no a-
vanea.
0_ assucar he pois, segundo a expresso de nm pu-
blcista, osyinbolo da civilisaro e para* com-
parar o grao ilella em urna nar.m.se deveria pergun-
tar a quautidade de assucar consummida.
Animar |iois .i produccan da paiz, prolegeri ev-
porlaro, e'facililar os meius, para que ella possa cir-
cular sem embarai.o em lodos os mercados estrangei-
ros, de que sen consumo augmento no exterior.
eisos priuripius econmicos, quo desejo ver pratica-
d ese ni nossa Ierra.
O Brasil anda que separado da Europa por duas
mil leguas, nao deve ficar quedo na marcha de pro-
gresso da industria, quando as sciencias e. as arles
cultivadas no mundo civiisailo.lem dadopoca pre-
sente o noiiKi feicoamentos; e tanto mas anda, quando so eslu-
daui os meios, de que aquelle imperio pedera dis-
pdr, dev idos s a nalureza de seu solo frtil, c de seu
clima ameno.
Tenha a elasse agrcola mais uniao, ella faz a
forjae facilitar o descnvolvimento desle vasto
quadro do progresso aberlo pelas sciencias e pelas ar-
les, as quaes tanto honran) e illuslram a liomani-
dade.
Este manual, lalvez o nico qne existe em pnrtu-
4uez, seryimlo de relatorio sobre a industria saecba-
rina, ser posamelfor einbranca, que de paiz es-
Irangciro posso ofierecer a meus palririos propriela-
rios de ensenlius e aos mcslres do fazer assucar de
meu paiz, onde |>assamot resolver aquelies a
Irilhar o 'camnho do progresso de urna industria
consideravel, realisando-se assim meus votos para es-
to desenvolntenlo, nica gloria por mim ambicio-
nada.
Pars 15 de Janeiro de 1853.
Historia e descripcao da canna d'assucar.
Diversas sao as opuies sobre a palrra vrerdadera
da canna : alguhs escriptores prelendem ter sido el-
la transportada das ilba oulros como Francisco Xirrffnes (3) dzem, que a ca-
na era natural as margeos do rio da Prata c nos ar-
rebaldes do Rio de Janeiro, quando os porluguezes
all chegaram.
Oulros hslorographos sustentan) ler sido levada
do interior da Asia, talvez da China, para a Cicla
pela poca das cruzadas. Tamhem anda, segundo
a opinio de outros, fra a canna introduzida pelo
infante 1). Henriquc pelos annosde 1420 da Cicilia
na lh i da Madera, onde oasce bem ; e al a descor-
berla da America daquella ilha e das Canarias vinha
assucar consumido enlao na Europa.
Humboldl na sua obra sobre a America (4) dizque
a cultura da canna as Indias orienlaes, na China
as ilhas do mar do sul era da mas remota antigui-
dade, e quo os llcspanhoes a inlroduziram das Cana-
rias do Sao Domingos, donde successvamenle se
propagou de Cuba cao reino da Nova Ilespanba,
sendo segundo aopniao de Oviedo (5) Pedro de Ali-
enca o primeiru introductor pelos anuos de 1520 nos
arrebolles da cidade da Conceiean dala Vesa da-
quella Iba. ,
Esla opinio, de que os llespanhoes c os porlugue-
zes planlaram a canna as ilhas Canarias e da Madei-
ra. donde depois Iransporlaram-na para a Nova Iles-
panba e o Brasil, diz n padre Labal (6) ser falsa, re-
futando a de Ranvof. de Jetme e de oulros. eapoia-
se na de Tilomas (age, iuglezque viajou na Nova
Ilespanba em 1G2, que os selyagens de Gundelupe
lhe iroxeram enlre oulras frjiclas a canna, e na de
V. Ximenes,,que cncontrou caimas as margeos do
rio da Prata, de urna altura consideravel, e ero a de
Jean de Lery, que em 1556 indo do Rio, de Janeire
reunir-se ao commaudar le Vjllegagnnn, o qualdra
o nome fortaleza, que existe naquella baha, vir-
alli pqj loda a parte abnndancia de canna. Jean de
Lery W sua Hisloire tcl'.4mert/ue, diz, que a can-
na nasco espontneamente na ilha de Sao Vicente.
Nao ha, segunde Labal, noticia aiguma,-que prova
ter sido a canna introduzida em qualquer parle na
America.
Depois ila descoberla do Brasil, se levoa pelos an-
nos de 1506 pouco maisuu menos,.desle paiz para a
ilha de Sao Domingos .i canna, c mais, larde nossa
patria fornecen sement para muilas oulras ilhas do
golfo do Mxico, ecolonias na'America.
Esto parle do inundo, apezar das divergencias de
opinio sobre i canna, he considerada sua patria,
pelo vigore perseveranca devegelacao desla plan-
JUMO DE FHAIBUGO.
Pelo vapor inglcz Luzitvta, chegado honlcm do
sul, recebemos joruaes do Rio-,|e.jai.ciro-alc 10 do
orrenle, e da Baha ot 14.
ir.O.!llm.nO-Va'?0.l,i,vi" Pr alli occorrido, que
Irouxesse altercSo a Iranquilldade publica .
No da 0 do indicado mez chegr.P corle proce-
da? t c!a *.? SapT.. Para""'- coiidiiziSdo a
bordo o Sr. consellieiro \ cenle Pires ,l, MnUa ch3.
nado pelo governo para lhe confiar a presidencia do
Ccara. r
Haviam sido nomeados: secrclario da presidencia
aoMtp^anto obacharel Jos,, Marlins VhE"
sub-dir6r Ja colonia militar de Pimenteins destT
proviacia, o Icaenle retormado Joio Marinho Ca-
valcanli de Albuquerque; ofliciaes da administra-
cao do correio da Babia, os praticanles da irresmi
Dioao Alves Ferreira da Rucha e Francisco Candido
de Fara.
Por decreto de 31 de dezembro prximo pifado
foram promovidos a segundos-leneales os uarda-
marmhas JoSo Alfr^gjCabral Freir. Luiz
FJorLl, .Manuel Carado d
uiD) Roe
Alvares
da Bocha, Jos Moreira da
Cosa Lima, Joaqun. Rodrigues de Souza Aranhajcou coro (Jas
heumpadrau de ignomna.quevola onomedo actual
administrador publica execraro. Bem averiguado
e explicado o prdccdimenlo do Sr. Jos Benlo nesle
negocio, encon(ra-se um cvnsmo, de que nao ha
exemplo nos anqaes da provincia. O contrato das
carnes verdes ser objeclo de nossas mais seriasflnda-
garOes. i
No l.ilirral de lambem do correnle, emontra-
inos ainda oulro trecho, que conven) copiar pira tor-
nar bem patento o fim da redacro, ei-lo : Esto-
van) as cansas oeste p, quando de sbito apparece
um novo cunt.ilo modificando o prmeiro. ecelebra-
do enlre b Sr. conselbeirn Jos lientoe a compauhia
conlrabidora. Lemo-locom allencao, c ficamos ma-
rnviHiadosdcssa peca extraordinaria, onde a presiden-
cia parece nao ler ldoem vistos seiiclo o beneficio
(tos cuntraladores, e em nada o bem da popularan.
V. anda mais nos maravilhamos, quando vimos'que
S. Exc. linba per/loado mulla imposta aos conlrala-
dores pela scnlenca arbitral, e cuja execucJioj esla-
va suhmellida ao poder judicial, o.......tt I o-
tes no publico fallam ein coHCUssSo, peita, soborno,
ele. ; mas nos recuamos anta um juizo 13o desfavo-
rinel ; nao queremos manchar o carcter do Sr. Jos
Benlo, e nos conservamos estticos beira de urna
din da, que se nos aprbsenta como um horrivel pre-
cipicio. He-nos por (lemais rcpugnanle iulerprelar
por lal moiluopiorcdimenlude S. Exc.,cdesejaramos
na verdade, que algum amigo do Sr. presidenle nos
lirasse de runa ene pczadello, que nos incommoda.
expljcando-nof airosamento esse procedimento que.
segundo aexplicaro vulgar, lie inqualilicavel. Q
uegociu he de tanta gnividade quo compre seja dis-
cutido com toda a calma.
Eis-ah o que dase o Liberal nos don arlgos ci-
tados ; e coja quanlo se telilla oceupado at lioje com
o conlralo das carnes verdes, ainda nao dsse mais,
nem lano, do que Bca fielmente copiado. lie, pois,
do nosso dever esclarecer esse negocio com a calina
que deseja a'rcdacrao do Liberal, e os Taremos por
conservar, salvo seniwre urna provocac^to drecla,
que por cerlo nao esperamos, ltenlas delicadeza du
chefe daquella redacrao.
O anuu prximo passado, quando o liberal ala-
Senhores redactores. Nao he sem alguma ra-
zan que os senhores Joaquim Baplisla Moreira e seu
vice-consul tem dito nao qurercm prodiizir cm seu
favor deteza alguma acerca das oceurrencas com os
inrclizes passageiros do patacho Arrogante, e sem
duvida que Ibes suppumos razio, visio como esiao
elles consejos de sua crminalidade pelo pouco'que
se importaran) na applicacao de medidas tendentes a
dar liiiiivo a crueis padccimenlos de que eram vic-
limas, grande numera de seus compalriolas, que ton-
cados ao purao acauhadu e minando desse celebre
patacho, a bordo do qual se praticaram as mais ver-
gonhosas scenas de prosliluico e de canibalismo:
|>orquan(o difitcil, senao iinpossivel julgamos a defe-
zadesses senhores, a nao sor a maneira porque o ha
feilo alguem que nao conhecemos, cm duas corres-
pondencias publicadas por esla follia em 11 do cr-
renle, a que passamos a responder.
O prmeiro defensor do Sr. Moreira appareceu em
publico. Diario a. 11 do correnle. em lugar de de-
Meza com trivialidades, chufas picantes, e al com
mentiras c*eja-ii04licito aexpressao.) 0 segundoami-
galhai-o do Sr. Moreir. no Diario de 11 do correnle,
em taita de cabcdal e al de bom senso. seguio o mes-
mo trillin do pruneiro. archades ambo, a em vez de
lazer a defeza .lo Sr. Moreira ardiO-Uio una qunliii-
cada saiyra. O primeiro. Diario d 11 do correnle,
nao podeiido atenuar a increpara,) que se lhe fazia
ila ralla de^assaporlesdos passageiros qne foram pa-
ran Kio, diz que o sen amigo cnsul nao podia pro-
videnciar porque ata lacrados para aquello porto.
ira. quem nao sabe que os pasaportes de qualquer
passageiro veein ero sua carleira, e que nao veem
nem vao lacrados, c quando o rossem, o Sr. Moreira
linlia o meio de saber qaaes iam legalnienle na con-
tormidade do artigo 56 do rcgulameiiln consular de
l.i de dezembro de 1852?
Nao contento coro esta lirada de mo gasto, conti-
nua om defeza a inculir ao publicp que a vistura da
capilamado porto, (visloria ,i0 q,. Sr. cnsul lie-
ga cerlido, d que ha documento) fra qife podia se-
guir viagem, e o mesmo diz o defensor l". L. desem-
zes stiflicientes para indicar a meus colimas pro-
prielarios de eugenhos, senao um meio completo, ao
menos o melliur caminboa Irilhar, e a dar-Ibes al-
guns consclhos para com pouca difilculdade, e menor
sacrificio, poJerem roelborar a industria indgena.
Todos os inelhorainculos inlroduzdos no fabrico
do assucar de bclarraba na Europa podem serappl-
cados ao da canna. O augmento progresivo da i>ro-
dnecao de assucar desla raiz na Franca por exemplo,
mide animalmente suas 1338 fabricas produzem boje
70 milbocs de kilugrammos, safra qusi igual a e\-
porlai;p desle genero do Brasil (75 milhes de klog.)
a com esperanra.le continuar; pois que de 1.- de se-
lembro a 31 de dezembro do anuo lindo. j haviam
ellas enviado ao mercado 62:35;552 kilog.-um aug-
menlo sobre a colheila anterior pela mesma poca
de 21,711,010 kilo;., sem todava a haver concluido,
sao provas ainda bem fortes do adantamento,em que
se acha esto ramo de industria, c moslram a neces-
sidade de convencercm-se meus compalriolas de ama
reforma immedala no fabrico de assucar de'canna.
Bem sei que lio mas tocil iiveular, do que fazer
adoptar nvencoes modernas ; por sso, procurarei
chamar mais. a allencao de meus collegas, no decur-
so desle opsculo, para aquelies apparelhos, que me
parecein mais apios a ser introduzidos no paiz, onde
temos muito que fazer, mullo que melhorar. c ainda
milito mas que aperfeijoar.
Trala-sc pois de urna das mais ricas e mas bellas
proiluccoesdo nosso slo, ella deve ser animada por
lodo ps meios possiveis, deve ser lirada da rotna,
do indiflerenlismo de nossos agricultor es e fabrican-
tes de assucar.
au tratarei da parte agrcola da canna e dos uten-
silios empregados u'um e n'oulro bomispherin, in-
da que a lavoura de nosso paiz, os instrumentos e
os vehculos de transporto em uso demonstren), quan-
to precisamos de pdr termo perda de lempo e de
bracos.
as suas forras o contrate das ctrnes
barcaudo a (piarla parle dos passageiros, sem que nos
dgase a esta vistura so proceden depois da porro
que ra ricou ou antes. De qualquer modo que fosse,
o defendido cnsul foi nessn dc.cao recriminado. Sup-
pondo que foi depois, he cmplice o Sr. cnsul, por-
que dizendo que fra a burdo o nin'sucm qui/. vir, o
que nao he verdade, deixou o cnsul seguir o navio
com numero superior de passageiros aquello designa-
do na visloria da capilania ,l porto. Ora. o cnsul
dorendido. nao precisava de visloria do norte, porque
a ledo seu paiz lem designado o numero das pes-
soas correspondente as toneladas do navio, e esta lei
devia ser a buscla de que se devia servir o Sr. cn-
sul c nao devslorias; se porm cunilava na visloria,
so ret)uereu para- seu governo, coiio consenlo que
contra o juizo (tolla seguissem para o Bio mais passa-
geiros do que deviam? Daqui se deprchende quo o
cnsul calcando a le, calcou igualmente a visloria, e
por consequencia he duplica.lamento criininu-u. Pa-
rece que o Sr. cnsul Joaquim Baplisla Moreira, por
mao todo tero algum rcseuliineolo do* pnrlug,ue5
Occupar-me-hei umcamenle da parte industriosa,
desde i. momento flachegada da canna aos muinlios.
at a ultima operafao do fabrico de assucir ; ajun-
larei lambem um melhodo de fazer cirvao animal
lo necessaro nesta indusira.eindicare, part aquel-
ies que nao forcm proprieaiins de eugenhos, e qui-
zerem ser relitiaovires, ma maneira de Iralar o assu-
car bruto ; e concluire esto pequeo traballio com
algumas observarles sobre o mesmo objeclo.
Influido pois delas ideas, possuindo o cuulieci-
inenlo de nnr.i paiz e a pralica de mais de 11 anuos
como proprietario de engeuho, arliando-m de novo
ha 18 inezes no centro da indo-siria na Europa,donde
se transmuten! seus ratos para lodos os paizes transa-
tlnticos, deveria ppr lano ser indfierento ao
eslado favoravel do progresso europea e ao infeliz-
mente atrasado de meu paiz? De cerUiqoe nao. A
fabricacao de assucar do Brasil, donando .anda mal-
la a desejar foi por mim escolhidn 'para as minhas
viagens e em meus estados ser o objeclo de minha
maor allencao. FV-liz do mim, se algum dia se po-
rtean dizer, que cooperei para o tcclhor.imeuto desla
industria, e quea nao passei sobre esla Ierra, sem
pagar meu Iribulo sociedade.
Lemhrando-me pois do amigo proverbio, para ser
boro oflieial he preciso 1er sido, boro soldado, e para
ser bom conlrameslre na industria he misler ler sido
obreiro, e rnliiusiasmado pelo dito de um celebre
escriplor francez de nossos das (Lamartine;, que
para ser til lie preciso descer, resolvi-mc a ir
esludur a pralica do fabrico de assucar de belarraha,
nao s as fabricas de Allemaoha ede Franca, onde
esto industria lem feilo os maiores progressos, como
lamben) depois a Iheoria em um curso, e boje acho,
que posso coro mais certeza formular ludo quanto vi,
Ii e aprend, grabas 4 bniuladcde alguns amigos fran-
cezes e alenles, e dedicar a meus patricios uro pe-
queuo compendio ou manual do fabrcame ito assu-
car, un qunl aprescn|ando-lhcs nm quadro da mar-
cha progressiva dos melhorainentos introduzidos. os
propretaros do cnsenhns,convencendo-so das vanla-
gens, podero guiar-se na cscolba de novos appare-
lhos o do suas funeces.
Os esforfus dos lavradores nao podero ser corea-
dos de um feliz resultado, se lambem da parle do
governo nao bou ver alguma animacao, se a agricul-
tura do paiz iijo foro objeclo de sua solicilude par-
licular,|seiu sacrificio e coiii certo limite de interven-
cao. Um genero de proiluci;5o indgena, principal
base de riqueza publica, sobre-carregado em seu paiz
de um direlode 11 por cenlo, alm de cerlos vexa-
mes na exportagao, nao poden lular em mercado
cstrangeiro, onde oulros da. magma especie appare-
Sabe-se, que foram os liespanlmes c porluguezes os
primeiros, que ensinaram a fazer assucar de canna,
aprendeiuh; dos indgenas, e transportando o segredo
s Canarias e Madeiras, e depois as colonias da A-
roerca, quando comeraram a cvilisar-se.
O lenle Miguel Valleslero de Calalunlia fra na
opinio do Oviedo o primeiro que ensinara a fazer
assucar de canna na ilha do S. Domingos.
Conclue Labal do que leu c vio,que a caima he ori-
ginaria da America, e que esta aprendeu s dos In-
dios orienlaes o prncessu da fabricacao datando islo de
1.580.
O nome botnico de canna he saccliarum oficina-
rum da fzniilia das gramiuaceas (7) da elasse Iran-
dra dy&inia. lia muilas variedades de canna. A
crioula que parece ser mais anliga de todas, o mais
pequea, por ronse&uintc a menos apreciada, he boje
como se sabe principalmente na Babia) sua cultura
despiezada enlre nos. \ deOlahili transportada des-
la ilha para asMxnlilhas. peto secuto KVI1 he a mas
desenvolvida, e contera por isso mais assucar, e nas-
ce bem em todos os terrenos, amadurece mas de
pressa, d maior numero de socas.
Una torcera variedadehe a da canna roxa (sacch.
violaccnm'f assim chamada pela su cor, ou lambem
canna de Balavia, donde foi Iransplanlada para a
America pela poca de 1782, ou ainda canna de Gui-
Ilnniboldl viuda da cosa d'Afriea, e preferida
em Caracas para a fabricacao de agurdenle como
mas conveniente. He a menos rendosa em assucar,
enibor.i limito caldosa ; uasce porm melbor ero ter-
renos seceos e magros, e amadurece lambem mais de
pressa. A cnna imperial, pelo caracterstico de
suas lolhas, he oulra varedade boa. As duasmelho-
res qualidades sao a do Olahti ede Salangore segan-
do Wrac.
O caldo da canna marca de 9 a 14 do aremetro de
Beoom, eontendo 93 por cenlo de liquido segundo
as anal v ses cliimcas, assim como 15 a 22 por cenlo
de assucar crvslali,avel (8). A calmase multiplica
entre nos porolbos ou corlada em pedacosde 2 a 3
palmos, que se depositan! uas covas fcils por arado
ou enxada.
as ilhas orienlaes, segundo Bruce (9) a caima se
reproduz por sement ; o que na America nao se v,
e isso serve de prova de nao ser ella indgena.
Em Cuba, segundo Humboldl, um hcelar de ter-
reno d termo medio 12 metros cbicos de caldo ou
10 12 por cenlo ou 1,500 kilogrammos de assucar
hrulu : de sorle que tima caballera de torra ou
1,335, 17 melres quadradns produz animalmente
2.000 arrobas hespanholas ou 25.000 kilogr.: e nos
terrenos regados, ou cm que se plantaram antes ra-
zes tuberosas. produeco be de.2,6GO a 5.540 kilog.
de assucar blanco e quebrado; por heclar ; em fer-
lildade regular 1.13) a 1,500 kilog. do mosmo as-
sucar.
Em S. Domingos se calcula o producto de um qua-
drado de Ierra (carrean) igual a 3,403 loesa ou
12.900 mclros qnadradosde 40 a 60 quinlaes, o que
prefaz lambem l.'.MM) kilog. por heclar. us terre-
nos, poreln, regados on em que cultivaran! railes ou
plantos (uberosas, como batatas, inhumes, etc., a
produccao animal he do 3 a 4,000 arrobas por cabal-
lera ou de 2,100 I lWOO kilog. de assucar por hec-
lar ; e por um cscravo se obtem termo medio 833
kilog. de assucar.
Em Bengala a produccao be de 4,050 i 5,700 klog.
de assucar por heclar.
Na Jamaica, se calcula porum heclar 1,760 kilng.
de assucar bruto; < pur um preco animalmente um
lingshead de assucar ou 711 kilog. segundo M. Wi-
ilimo're rilado ainda por Humboldl.
Em Java um heclar de Ierra planladaproduz 1,445
kilog. de assucar purgado, c nos trpicos a produc-
cao regular be, segundo o mesmo Ilustre viajante,de
1,900 kilug. por heclar.
Em Bengala, Jamaica e Mallaca a produccao com-
mum he de 2 toneladas de assucar secco por acre;
anda que bajam casos frrqucnlcs de 3 toneladas (1).
Em Cuba um numero menor de escravos do que
em Jamaica d mais assucar do que nesla ultima ; e
dos documentos adiados cm 1.K0O a ferllidade das
Ierras era de 160 a 180 arrobas hespanholas em cir-
cumslancias felizes ; 6100 arrobas de assucar branco
e mascavado em lolalidade na ilha por cabeca de es-
cravo'2.
Destes dados e ve que a producto nm Bengala
he mulo maior do quenas Aulilbas, c entretanto o
jornal do Irabalhailor livre he alli quasi tres vezo
menor do que n pagu es* Cuba a uro prelo escravo;
e por conseguale o assucar he muilo mais barato all,
do que nesla colonia hespanhola. Alli nasmargensdo
Oanges 6 libras de caldo dRo I libra de assucar crys-
lalisido. quando na Jamaica sao necessarias 7 para
a mesma qjianlidade de assucar. e ainda segundo o
mesmu celebre escrplur, cuja opinio lie de muito
valor, o caldo da canna em Bengala conten 17 por
cculo de partesaccharina. em quanlo a Jamaica ape-
nas appresenta 12 por cenlo.
Tamaito pois por urna larefa na Baha (3; a pro-
duccao media de 21) p.Tes do assucar de 3 arrobas
ou 60 arrobas iguaes a 880, 80 kilogrammos, e guar-
dadas as proporcoes, lerJKnos tambero segundo o cal-
cglo feilo cima por iinMieclar 2,398 klog de as-
sucar.
Os terrenos mas fjvonivcs a esto cultura sao os
menos secees, oSsargito-vegelacs (massap) os
saldes; todava ella orescc bem em Ierras areenlas,
una vez. que o solo seja sollo e nao extremamente
rido. A poca da plantara, a influencia mais ou
menos forte da estocan, o (ralamente, que levo a
planto, o lempo do corle, sao motivos suflicienles pa-
ra favorecer mais 011 menos a bumladc ca caima.
Composi^ao da canna, anahjse de Mr. Dapwj.
Agua........72,0
Assucar.......17.8
Cellutosa.......9,8
Saes. .-...... o,4
100,0
Dos moinh'is e da maneira de espremer a canna.
A canna he moida ou passa Ja por menlas movi-
das por vento, por agua, por ananaes e por vapor.
A forca molriz de maior economa e de'maior re-ul-
lado he sem conlradiccao a de agua, depois desla a
de vapor nos lugsres, onde o combustivel he de fcil
transporte e commodo preco.
As moendas sao ou vertiraes 011 horizontaes. A-
quellas anda pelo melhodo anliga, espremendo mal
as raimas e sendo mais mperfelas, deveriam ser ba-
ni.das do fabrico de assucar. As horizontaes pelo
contrario sao mas leves e pruduzem mclhor effeilo.
Algumas ha que espremem melbor a canna do que
oulras; isto depende da forcea da vclocidade do mo-
tor e da circunferencia dos tambores.
Oviedo (4) citado lambem por Humboldl, dizque
Concalo de Velosa foi quem consinti cm S. Do-
mingos os primeiros moinhos ou cyliudros para moer
a canna. esobre as margeos do rio'Ngua, para cujo
Irabalhn trainera das Illa* Canarias obreiros; e pela
era de 1535 ja se conlar.im all mais do30 engenhus,
inultos dosquaes eraiu manobrados por cen escravos
e movidos por agua 'trapiches ou molinos d'agua)
e que s de nossos das comcaram a ser. introduzi-
dos em Cuba, iuveneio trazda pelos refugiados do
Cabo francez.
Que a caima nao lie cnnvenicnteineule esprenid.i,
deve convencer-se o fabricante das experiencias fei-
las. e da comparaivo dos methodos deexlrahir o cal-
do de belerraba. M. Mayen chimico de grandes co-
nhecimeutos, diz, que da canna se extrae apenas 5 a
6 por cenlo de assucar, em vez d 15 a 18 por cenlo,
eontendo 90 por cenlo de caldo, enlrelanlo se sabe,
que da bclarraba se lem lirado al 8 por cenlo de as-
sucar (5) e75 a 95 por cenlo de caldo.
as Indias occldenlaes 1,6) as moendas nao espre-
meiu mais de 60 por cenlo de caldo do peso da canna
e muilas al 50 a 55 por cenlo. As de 4 cylndros
chegam a dar 70 a 75 pur cenloe muilas. vezes ainda
mas, conforme a pre'ilo e o oslado dos parifusos.
O caldo de belerraba marcando apenas 4 a 6.
Beaum e oda canna9 a 14. B., aquello curoposlo
de lanas substancias heterogneas, e esle quasi sen -
(o, tem entretanto a fabricacao europea chegado ao
ponto de obler-se mas assucar d'aquclla raiz,' ilo-que
us d'este gramneo.
Das experiencias feilas na Europa cora bagaco im-
porladose lem concluido, que no baguen secco lcain
20 a 3f por'ccntu de assucar. Esta quaulidada n.lu
ho 13o insignificante para se dexar desapercebida. 30
por cenlo em urna safra de 10,000 arrobas ou de
2.500 paes de assucar, nao sao bagatelas, que se ex-
poem as chammas.
Alguns roelhoramenlos foram Drnpostos. ajunlan-
do-se aosjl cv lin,Ims mais um ou dous. aquecidos in-
teriormente |Kir vapor, do qual algumas golas caldu-
do sobre o bagaco antes de receber a lerceira e qnar-
la presse dos 4 e 5 cytiidrus.exlrahiii-se mas caldo.
As duas casas de fnndii;(> coiihecidas na Franca de
Mrs. Nilus no Havre cV Oerosne o Cail em Pars, fo-
ram as primeiras a a presentar estas moendas. Na
exposcao uniyersal.de Londres appareceram diver,
sos moinhos n'este sentido tollos tainhem na Grfa-
Brelnha.
Na Inglaterra ltimamente sefi/.eraro experiencias
com urna prensa inventada por Mr. Bessemer. De
seu resultado meus patricios melbor salieran; porque
um deslesexeinplares me consto ter sido remedido
para Baha. Eslou todava persuadido, que poden-
dorse substituir aosystcma de moeinlas at lioje ro-
nbecido, oulros instrumentos 011 mesmo cylindros
mais aperfeicoados, os quaes, sem nutilisar o baea-
50, possa 111 extrahir mais caldo da canna, (eremos ob-
tido um augmento consideravel no producto do cal-
do, comparativamente aoque se tira da betarrata.
Enlre as diversas nioeoilas em uso na Baha algu-
mas ha, que provatn liem esla dillerenja de reudi-
niento susceplivel de inelbotar-se. depcudeule toda-
va da pressao e vclocidade dos cylndros.'
_ As moendas de qiuli.i rylindrs, que menflonei,
sao preferiveis: porque sem augmentor, nem dimi-
nuir a forja do motor, dzem renderlO a 75 por cen-
ia de caldo. As do cinco sao todava mais pesadas,
sem oflerecerem maior vanlagem do que aquellas. '
Os moinhos de vento, nos lugares onde este roolor
he cerio, podem ser adioiltdos.massemprecom o soc-
corro de urna machina de vapor ou de. oulro qual-
quer roolor, para suhsli(u-lo quando fallar o vento,
izem que na ilha de Barbados sao ellos frequenles
para moer a canna.
O que fica dito basta para mosirar-se. que existo
urna distancia unmensa enlre o progresso 110 fabrica
do assucar de belarraha e o de canna, e serve de pro-
va para convencer nietiscollegasproprielarios do en-
genlios de assucar da necessidade urgente de refor-
mar seu syslema, e de ouvir os conselhos que anu
Ihes dott. ^
Os estercos pois tem muitas vezes lirado difilcuila-
des, que ao principio parecan) insuperaveis.
A canna he como a belarraha. tratada autos de sua
tnteira maturdade, mas rendosa em assocar. Sendo
o assucar daquella raz o mesmo que o da canna, o
Iralamcnlod.i caldo ser lambem o mesmo.
Asoperaces n fabrico de assucar se reduzera a
duasprificpaesas mechauicase as cliimcas.
Defecaro.
Cliama-se defecar, depurar, ou limpar o caldo de
Icio fixo I.BslaPle/"fie. obre o qual gvri um t
de balanca e ffVdai}''o sobre f.
Quando o caldXsc.'c7',.M,mclerdrnenle limpo, se
faz torcer a maim"8 '': que suspende acaldcira
e se fecha com ascIrSP" (especie de registro) a
aberlura do fogo, e gyT^'.'dn-se o braco da balanca
para o lugar do oulro clal'lca<'or" Qu-e se acha e-
chendo de caldo fri, eslevt,"11""1" o logar do pri-
meiro, e abrindo-sede nova "apa' i dii-se prlu-
cipio a nova ifefeca^ao. I ''' v^^
Esla operacilo emburase nao faja comanla ligei-
reza, quanla se deseja, he todava melbor obque, se
o clatifiraitoreslevesse fixo, como usualmenle Se"Stti_
contra nos nossos engcnlios.
Os clarificadores de forma cylindrca, pequnos e
de fundo chalo sao prefer veis ; porqao com.naaica-
se melbor o calor ao lquido.'
O uso de pnres he reprovadn, porque fazemlo de-
morar o caldo fri, facilita a fermenlaro desle liqoi-
do. Assim lambem devero ser elles om preferen-
cia redondos e de mlal, quando ero um engeuho,seu
emprego seja absolutamente necessaro; c ueste caso
he conveniente de aqurcer-sc a caldeira ou o parol a
urna temperatura de 50. a 60. C. (1) antes de passar
o caldo para o clarificador.
Esle calor preveniriaa fermenlacaocom a demora
do cosimenlo, o quesera prejudicial o liquido, que
no principio he verdeado e depois se vai tomando
escuro e coro algurfla espuma, augmentandn-se a-
proporcan do tem^,trazondo superlfle inuitil
pedaros de bagaco, pallia, etc., o que indica um co-
meeo de alleracao. Muila lmpeza pois as moen-
das e pouca demora de caldo fri prvam fermen-
tarn ; be o esencial para ama boa defeca rito. V
O Sr. Dr. DI. Stoil (do Berln) que alguns aanos
a esla parle leiu-se oceupado de melhoramenlos da-
micos e industriosos noTabrco ,;0 assucar. acaba de
expr venda um reactivo denominadoArcano
de queja se fez uso na Jamaica as possessdes de
lord Hovvard de Walden, em Surnao e emCevISo.
Eu mesmo assisli a tima experiencia cm peqoeiio, e
a defecarlo me parecen boa.
Seu emprego he da maneira segnintc : Urna cerla
portan desle reactivo (Arcano) plveriSsdo se junto
ao caldo fro ao sabir da moenda, para previnira
fermeuteco. lao frequenle no< engonhos, e quu--
cen lo-sc e meclieiido-sc com urna p, para quo- se
dissolva mais depressa no caldo, ajiiofa-se-llie enlao
o leile de cal, e depois de ferver um poneo luda esle
liquido, apaga-seo fogoe se dexa preciplar.
Quetendo porem empregar-se o Arcano so no ac-
lo da limpa do caldo, enlao se lnca ua caWera de-
pois do leile de cal o antes de ferve..
Segando o exposto de lord Hovvard re Walden
urna porc.au de assucar de suas possessoes assim f-.
bricado l'ei-veu.lida no mercado de Londres por 30
shillngs p.Cwl.. (2)' e nutra por 15 shillings p
Lwt., e o feilo pelo anlgo syslema sem Arcano a ra-
zao de 23 shillngs 6 d. sCm os direitos)assim
lambem sun avaria no transporto fra menor por
aquelle novo melhodo. Resta a meus cullegas fazer
a mesma experiencia; pois um deposito desle reacti-
vo ja deve existima Baha, segundo as informaces
que tive.
Evaporado.
A evaporac-o reduz o caldo a um grao menos a-
quoso, e separa delltt certas materias dissolvidas, as
quaes vem superficie como espuma branca, tur-
na o calilo mais coiiscnlrado.
Isto se faz por qualro diderentes metbodos de
aparellios ; em laixosa fogo n, em cahjeir i ar
livre, no vacuo c em apparelbo a effeilo tripulo.
A descripcao dos laixos fogo n omitlirei aqui,
porque sao conhecidos entre nos ; todava uas pou-
cas o rarisshnas fabricas, onde ainda na Europa se
encontram sao de cobre, e cada um sobre seu fogo
ecobcriosde madeia co"m urna rhamine para dar
passagem ao vapor desenvolvido na evaporacao do
caldo.
0 raeHiodo mais usado a evaporarlo em cal-
deiras de vapor a; ar livre.
O numero de laixos ou caldeiras depende da fotv
ca da fabrica. I,:ma caldeira fig. 8, que rjodew
ser maior ou menor segundo a vonjade, tf.m sobre
o fundo no interior cm forma de serpentina dez a
do/e vollas de tubos conductores do vapor os quaes
lem I e meia poleg^da de dimetro pouco maisott
menos.

E
"
cannaa arcao.de separar desle liquido por meio de
calor (de 70 a 80 e.) e d leile de cal as materias es-
Iranhas, da sorle que fique om composto de quasi as-
sucar eagua. Esta he a prmeira peraeSo chirraca,
com que se principia a fabricarlo de assucar. A de-
fecacao se faz na Europa em caldeiras ou clarificado-
res mais pequeos do que os geralmenle em pralica
na Babia, osqnaesou ia aquecidos a fogo oi a va-
por. A defecacaoa fogo n coirt quanlo se pos-
sa razer melbor do que a vapor, temincouveiricnles,
por onde se prefere o segundo melhudo.
O fogo immediato 10 fundo do clarificador nao pe
de ser regalado nesla operarn, como o vapor, que
lechada a lorneira, abanada fica a fevura.
A figura I. indica um syslema, que pode ser adop-
tado por aquelies prupriclariusque quizerem conser-
var os clarificadores a rugo n, a he o clarificador sus-
penso por Iros correntos e uin parafuso c, que passa
por urna manivella ou descer o clarificador, o he o cinzero.Ah o uo es-
(\) Voltee sur la callare de la raime sucre el
sur la fabneatinn en misione: par B. Dureaii
ingeiiieur.ii.Pars.1852.
(>) Hisloire des retalian* rommerciales entre la
Frunce et le Ibsl par II. Say. Varis, 183. In-8.
m rrancisco Simeiies. lie la naluraleza y virtu-
des de los arboles, plantos y anmales de la Nucva-
Isspana, en especial de la provincia de Mxico de
que se aprovecha la medecna. En Mxico, 161.5
vtl /.ssaipohhqncsur la Soucelle-EspagM ; bar
le liaron de IlumbuU. Pars, 1811. 2 vol! gr.
., E /-hJsl'}lre'u!lurelleei Hnralc des Indes, ilet
el ler e fe, me de la grande mer Orean. Iraduilo .le
^it^^a^n^t^ba^ddc
(7) De (odas as plaas que conten este precioso
K.'^llle"c',n"i,-'Vn:,"rM del,0i8 '''J "m
a bearraba, fle/a c,c/a, L.) que uestes ltimos an-
uos lem feilo grandes progressos na fabricacao do
acucar, tm I ,VT um boticario em Berln, Margraf, I ces e ullimamente
descubr., assucar nesla raz, o Napoleo, em 1812,
deu um grande impulso a esla industria, prohibilo
a imporlacao dos producios d'ullra mar. D'eniao para
case lem leilo, pode-se dizer, animalmente graudes
nielboramcnlosna fabricacao e sua cultura, ale lem
sulo .le ulilidade para as Ierras e para os agriculto-
res europeos.
(8) Nos nao oblemos islo, devido aos meos
pouco aperfeicnadosde espremer n canna.
(9) Bruce's Tratis, ele.
I.eonard
anda
(I) The practica! sucar plander; b\
Wray, esq. Loniton, 185S. I val. in-8.
(21 Ffsai politiqni sur file de Cuba par le liaron
de Hamboldl.l'aris. 1826.2 yol. n-fv.
(3) ma larefa9011 bracas quadradas ou 3,G00
varas quadradas. 011 3,672 metras quadrados.
Pma vara porliiguezaa I metro, 01 r.
ma arrobaa 11 kilog., 68 c.
I na libraa 0. G e.
Lu lieelar medida frsricoza) 1 10,090 mclros qua-
drados ou 2.471.113 arres.
I'10 are a 100 metros quadrados.
Ii acre (maleza.'a 4,850 yards quadrados 011
0,ll)!07l heclar.
lina arroba hespanhola}a 25 libras ou11 kilos.
500.
Urna libraa I6qneas- Permutarme o leilor de ajunlar aqu una obscr-
vaeao,que he digno de censura, que ato boje un
tciihamos em Iodo o Brasil ojn syslema geral de me-
didas, de sorle que o rummercio interior muilo soflre
com esta rrcgularidod*. Sera muilo de dcsejar.que
o syslema niclrico francez nao s de pesos, como
lambem de medidas fosse, .1 exemplolfc oulras na-
porlugueza, adoptado enlre
nos.
Tossam eslas palavras nao ser toncadas ao vento.
(4) L'histoire nadomile el genrale, eleObra
ja citada.
(5) 10 por cenlo de assucar ji houveram casos.
As fabricas franeczas tomam como termo medio u
rendimento de assucar de 5 a 6 por rento nos 2 i 3
primeiros inezes da colheila, e de 3 i i por cenlo no
meio dia da safra.
(C) Wray, Tht praclkai tugar planttr, tic, -
Urna cpula com una abertura a, serve de con-
duzir o vagor do caldo por meio da chammin 6.
O caldo com que seenclu; esta caldeira -por meio
de urna lorneira, nao deve ehegar at a boira para
nao transbordar, e principia a tener no momento
emquese abrir lorneira do vapor. Quando a
fervura grande c se reccia transbordainenlo, faz-se.
uso de um pouco de sebo or gordura.
Algumas vezes acha-se o caldo alterado, e quando
esla alleracao de natureza a nao deteriorar o cal-
do sao boni dividir aquelle em diversas operaco*,
islo e, em cada meladura urna porcao. 0 caldo de
canna muilo verde, conjendo mgnos assucar e maior
iiiinntidade de substancias orgnicas, faf retardar
lambem o cozimenu>, jirincipalmenuj-jiao estando
bem limpo, es vezes ncm mesmo crislallisa; por-,
isso se deve baniro mo costume de se cortar a can-
11:1 iiiuitn cimo do 0M10.
Os lachos de ferro a fogo nu lem mullos Inconve-
nieuies; e por isso seU emprego se, acha cxiiuctp
das fabricas' de lielarraba. A focilidade de se quei-
ittar, caranielisando logo o assucar, a maior despera
de conifiuslivcl, a fnc[iiencia de arranca-Ios o dejio-
\o assenlo, a facilidajle de se furar o a radiar, pou-
ca limpeza, porque se enferrujam de pressa, colo-
rando o caldo, a pouca conduetbilidade do calor; c
por isso esquentando-se mais lentamente, e adqui-
ruido; una temperatura mais elevada, decompoem
o caldo, a irregularidadede suas oiierjnoes pela mis-
tura de caldo de-um jiara oulro laixo, c demora
por tonto do cozimento, evaporaudo menos depressa,
a adherencia da cal ilo fundo e nos lados dos me*-
mus, creando coma achaca o. outras impurezas urna
codea dura, que impede lambem a trnsmssao do
calor, tudo isto finalmente concorre para s despre?ar
similhanle emprego, e se adoptar o de caldeiras a
vaporaarlivre, c. Os laixos de cobre*- quan-
to se esqiientem mais depressa o nucios conbustivel
queimem lem ludav ia saiuda os inconvenientes do
fogonu.
As caldeiras a ar livre sao ordinariamente de co-
bre; mas pdenlo ser lambem de folas de ferro
e enlao seu cusi seta muilo menor.
0 melbor expcdiifnle :1 bncar-se mao quando se
.leitba queimado o ci^ldo, he fazer-se parar a o,per.v
po, raspar o lacbe principiar do novo. Eslo
inconveniente nao sb cncontra as caldeiras aqueci-
das por vapor; ponqu o caldo be regulado volita-
rle. As vezes a qunlidadc do caldo mesmo cancorre
para qtieiniar-s qtilando por exemplo a caima esla-
va passada ou estragada, ou miando lia excessu do
cal, &e. Cunvcm ;i unlar aqui, que quando o calilo
lie de m,i qttaliil.nle, e senao queira iuutilisa-k>-pa-
ra me!, lie bom que o mestre de assucar einpregue
sua aclividade em evtipora-lo com moderac.o, m.--
xemlo-o sempre, para nao deixar queimar; isto be
nos laxos de ferro a fogo n.
A descripcao do syslema de caldeira uo vacuo ou
a etteito duplo, Hatorei na conccntraco ou cozi-
mento do caldo.
Evaporado o calilo por esto inolho5o as caldeiras
de vapor ou ainda mesmo nos laixos 1(6 de seu Vo-
lunte pouco mais ou menos, ou de 22 a 26 B. o
que so v com um aremetro de Beaum em um pe-
queo vaso de folha, fig. 0) ebeio de camu, no
qual se inlroduz o instrumento; separa aoperaoaw.
fechaudo-se a torneira do vapor, e abrindo-se do
csgolar, e o caldo cahindV sobro um petfueqi) ralo
para receber algum corpo eslranho, que |Ossa.acliar-
sc nquelle, vai ter nos filtros, os quaes devero es-
tar por baixo das-aldciras, sendo possivcl, ([uanlo
n5o.se fizer uso do a^parelho j (rescripto fig. -1 .
Em 3Iagdeburgo nao s na evaporacao do caldo,
como na do mel, se cosluma. filtrar a prmeira \ex
a 10 ou 12 o caldo debeterraba. A camia porn
nao sendo tao impura romo-aquella raiz, julgq ijih-.
alillrarodepoisda evaporaeo sera melhor; por-
que o caldo ja soirreu urna pequea filtracao, 'sa-
hindoda caldeira de defaoio, c mesilfo porque Sen-
do mais cmeeniradn menos snjeilo estar a deterio-
ra r-se na liliracao que segu.
Filiraciio.
Por molo da liliraro por carvao animal so ,,[,.
tem nm caldo transparente, |ar; ^afo u ,.arv,n.
de mais a propriedade de reter na passaiTcm do li-
quido a cal em dissohirao, as materias albuminosas,
mesmo urna pequea porrao de assucar, a qual de-
pois se aproveilan; de ncutralsar o caldo quando-
conlenha ai id", livrcs, ede facilitar a granularo do
assucar.
Esla operacao como os fabricantes de assucar nV
meu paiz se convencero algum dia, lie a principal
cm lodo o fabrico de' assucar, c sem ella pode-se
dizer, que com dluieuldade seoblerj vanlagens
le produelo. O carvao animal porFanlo nao s de-
colora o caldo, como sendo um reactivo alcalino le-
va comsigo os saesdsselvdos no caldo; os quaes
poderiam privar o assucar de cristallisar-sc.
0 caldo filtrado pelo carvao animal eonserva-se
melhor, sera alterar-* n'uma temperatura mais ele-
vada; dovendo a filiracao ser, em quanip o caldo
.
V
\
(1) Lm lliermnmelro urandi; de > l| 5 palmos
com nina escall 1 ceiircsimnl bem dislincto, marcando
ll2 grao dever i estar mao do caldeirciro paM exa-
minar o calor de seu caldo.
(3) Quintal ingtez igual a 3 arrobase \\i nossas.
A
/
*w.
r-
J ,


DIARIO DE PERNAMBUCO TERCA FElRft 17 DE JANEIRO DE 1856.
i
>
se acha quelite; porque, fazendo-seiiais do pres6a,
.se loma' mais perfoila, principaVrfciiu na segunda
vez quando elle est mais concmirado. Por conse-
guinle o caldo assim filtrado ro so queima nos lai-
cos a fugo iiii com aquella fy-ilidade, eonio su nao
tivesse soffrido esla opcraci; o quo aceouleco to
frcquentemcnaj onlro ruis, luncando-se muiUis vezes
a culpa ao'assonto dor tahiis.
O loilor coimn&r-su-lia, quo un simples coador
de algodao nao podo reler a passagem do tantas im-
' .nOPars e malcras cslranlu-s conlidasno caldo da
cauna.
De 1812 por consellio p experiencias do Mr. Cli.
Derosne be que su principiou o empregar o carvao
animal na Franca Je preferencia o de lenlia.
-Antes de radiante convem desorever-se aqu os
liltrosjpais econmicos, aprescr.tando iim dcsunho
tiestas apparclhos e da moneira de funectonar.
> V figura. 10 inoslra dislinctamcnte o que he um
filtro, o, he um cilyudro do folha do ferro de 1/8
de polegada de grossura pouco mais ou menos,
tando 3 1/2 ti 4 palmos ile dimetro, *2 i/2 3
viras de altura.
Para se*enciiero filtro se deposita primeiramentc
no fundo do cylindro a o ralo de ferro ft (cm dous
simicirculos) e que nao asseula utas sini sobre po-
.^Jnonos ps, dixando um vacuo de 6 polegadas, e
depois se. estendo por toda a superficie e. daqucllc
um panno de sacco hrtmido. tendo-so/) cuidad de
etteosta-lo beiu as parejos do cylinjro, sem deixar
pasar carvao. por eiifte as juntas.
Para tade do filtro, e depois lia vendo do velho por cco-
liuiuia, se acaba deeucbcr com este, at 2 a 3 pal-
mos Jo beico___Iluiimiece-st! com agua quenlo
um pouco o lillro, para farililnr'n passagem do cal-
do, o qual sai com torga Ja tonieira. e' para nio
fazer buraco sobre o carvao, se Jeita por baixo della
um panno de sacco, e depois sobro isto um ralo de
metal.
Outros fazem passai pelos liliros urna porcao de
agua fervendo, qual Ura-se, levando conuige
carvao fino c oulras impurezas: osle methodo me
parece preferivcl. 0 pequeo tubo d esl^m com-
inunicacao como o interior Jo filtro desJeo fundoe
lorneira f para esgotar, ate a inaior altura do liqui-
do, e sqa utilidade he de dar passagom ao ir co-
udo no carvao, quando entra o caldo a Jescer. O
buraco c fechado com una chave Jo ferro he um
parafusoede2 a 2 1/2 palmos de dimetro, por
onde possa entrar um homein, serve para limpar
o interior, t) caldo que entra por cima Jo filtro,
atravessa toda esta, columna Je carvao e vai sabir
pela tornara f. Conym fazeNse a liltracao queli-
te, e conservar-se os filtros com ceno calor, para o
que so forra-o com tahuas (I). O que sahe primeiro
pela lorneira be agua contija no carvao e turva,
depois pituco a pouco se tornando mais doce, appa-
receocaldo.
* A duraco de um filtro deve depender entre nos
de sua forra decolorante 2); elle poder servir 24
lloras e mesmo mais.'ao fabricante compele exami-
nar seu estado, c quando sean o possa utilisar
mais, so fara a lavagem, passando-se agua intente,
qnaiaz expulsar o resto Jo caldo, que vai per-
dendoem Jocura incidida Je sua sahiJa.
Esta agua de lavagem, que serve para outros fil-
tros, so aprovita depois, laneando-se em porcOes
nas calJeiras Je evaporar, c se renpva enlao o
filtro.
Noto aqui, quo todas as vezes, que se vjuilar
sobrea parte superior do lillro urna quantiJaile tle
espuma eotrs impurezas, se tratar de lira-las,
logo que a operacao der lugar.
Fazcndo-so uso Je segunda filtracao, senjo a
primoira Jcpois de evaporado o caldo a 15 ou y?
o a segunda a 25, ou 28 B. cntao se empregar
um filtro novo, que dopois podo sem inconveniente
servir para a 1. filirncao. Este caldo assim
limpo evapora-se com milito mais faciliJaJe, e me-
nos Jposito deixa nas calJeiras.
C Conlin uar-se. 'ia.)
COMMERCIO.
PRACADO RECIFE IB l)E JANEIRO AS 3
HORAS DA TARDE.
ColagGcs officiaes.
Cambio sobre Londres a 28 ti. 60 d|v.
Descont de letras do 3 mezes12 1(2 por rento ao
auno.
^ Al.FANDEGA.
Kendimentn do da 1 a 15.....137:5923770
dem do dia 16.......8:127533
145:720:l:i
Desearrcgam lioje 17 de Janeiro.
Barca inglesa Cruzader mercaduras.
Barca inglcza {honda iilcm.
Brigue nglcz Belle hacathno.
Barca francezaJos rnldcirasde ferro.
Brigue hamhurguez_ Ilerriett Molly barras
do ferro.
Hiale nacional Parahibano gneros do paiz.
Importacao .
Vapor nacional Imperador, vindo Ifcs portas do
uorlc, inanirestou o seguinlc : .
T csixa e 80 tnixiulins; a Novaos & Companliia.
17 barris inanleiga ;' a l.uiz Antonio de Siquelra.
1 sacca ;" a Antonio Cintra Silva.
CONSULADO OERAL.
Rendimeuto do- dia lili l680S3(i
dem do dia 16........I:l9it(i6
I6:874332
IMVERSAS PROVINCIAS.
Rciidimeiitotlodia a ti.....2:()(ili;ISS
dem do dia 16.......1718194
2373382
Expc
lortacao'.
Haba, escuna nacional 'Jitama, de 60 loticladas,
condoli o segainie :370 barricas Itacallo, 100
saceos farellos. 4 caixas fazcnda<, 1 dila marcas. 30
barris e 20 mcios diltn manteiga, 14 rolos salsa pat-
rulla, 17 saceos cera de carnauba, 20 caixas velas de
dila.
BECEBEDORIA. DE HENDAS INTERNAS CE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Renimeulo do dia 16..... 9373210
CONSULADO PROVINCIAL.
Itc.'idimenlo do dia 1 a li
dem do dia 16 ,
20:0748770
4:I39506
24:2118176
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da Ihesnuraria provin-
Tial, em comprimenlo da ordem do Exm. Sr. pr-
ndente ta proviucia, manda fazer publico, que no
'ia 26 de Janeiro prxima viudouro, vai novamente
praja, peranlc a junta da faZeinla da mesma llte-
ouraria, para ttcremarrrmti latn- a quem por menos
Mr, os Iruhallios da 'conservado da 'estrada da
Victoria, avallados em 3:3178600.
A arrematartio sera feila por lempo de um anuo, a
*0 dia em que o arrematante tomar conla
y Si?,' 80'< "*co,ll''5'tes abaixo copiaJas.
* que se propozerem a esta arremataran,
""nMla das sessoes da mesma junta,'no
I"?, -r^fado, pe' meio dia, competente-
inenle lia brilladas.
?, p" ?'n" ?* w'i'lou afllsar o prsenle e
publicar pelo Diario. ,
h ^TndP t^uT"?'" nr buc 17 de ttezembro de ly. 0 Mcreiark) A
ferreira fJununciarSo. u ,ecreu,rH,.> A-
Clautuln etpeciaet vara n ....__, -.
1.. OstralMilhos-lacon^t^p m'Xl. es
.rada da doria sera., execu, J7"ZZ^\X
com oorsame.Ho approvado pria direcloria cm '-
sclho, e apresenlado a approvat-ao do K\m Sr
sitente da provincia, pelo lempo de nm ,'.. ,,,'
imporUiidc3:3l78CO0.
4.a Pagamento da importancia d'arrcialaro
ser dividido em prelaces meiinaes de unta dumle-
(1) Eslcs filtros poilcm cutre nos Limbem ser fcns
de madeira, onde esla for mais barata do que o fer-
ro; mas deverao, acabada a safra, conservar, asma
deulroal a nova faluiraro.
A madeira secando, nao m abrir as jimias, por
onde poder passar a calilos como tambeni embeber-
,e-ba desle, em pura pcrtla.
Mr. Paven itivcnlou um inslriimenlo-o tic
cima parle, \i-la do certificado passado pela di-
recloria das obras publicas.
3." l'ara ludoo que nao estiver determinado nas
prsenles clausulas e no orcnmenlo, sesuir-se-ba o
que dispe a lei provincial 286.Conforme. O
secretario, Antonio Ferreira 'Amiitnriaro.
- O Illm. Sr. inspector da llicotiraria provin-
cial, cm runipi'melo da rcsolurtl da junta da fa-
zeinla, manila fazer publico, que nodia 2 de Janei-
ro prximo vindouro.vAo novamcnle 11 praia para se-
ren arrematadas a quem por menos fuer, as obras
necessarias a fazer-se jualo 110 ajude de Caruar,
avaliatlas em l:980g00t) rs.
A arremetacao ser feila na forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 2S6 de 17 tic maio to 1831,
e sobas clausulasespeciaes abaixo copiadas.
" As pesoas que se propozerem a esla anemalarao,
coinparcram na sala das sessoes ila mesma jimia, no
dia cima declarado, pelo meio dia, coinpeleiile-
menle babililadas.
E para conslar se mandn afiliar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secrelariada lliesoiiraria provincial de Vernambu-
co 17 Je tlezembro de 1833.O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciarao.
Clausulas especiacx para a arremalaru.
1. As obra neccsaria a fazer-su junio 110 acude
de Caruar para vitar-se as til 1:-aeoe-, nerita execu-
ladas de conformidade como orramenlo pprovudo
pela direcloria em consellio eapfesenlado a appro-
vaco do Exm. Sr. nresidcnle da proviucia na im-
portancia tle 1:9808000 rs.
2. As obras principiarao no prazo tle um moz e
lerminarao no de dous, contados conforme o arl. 31
da lei 11. 286.
3.' A importancia da arremalaco spr pasa em
tinas preslaces iguaes, sondo 11 "primoira quando
linuvcr feilo a niel,ale das obras,ease^uuda na occa-
siodo recebimento.
4.n l'ara ludo o mais que nao esla especificado
nas prsenles clausulas, seguir-se-ba a lei n. 286.
Conforme.O secretario,
Antonio Ferreira d Anunciar~io.
O Illm. Sr. inspector da Ihesowaria- provin-
cial, em cumpriinenlo da rcsoltictio da junta da fa-
zeuda, manila fazer publjro, que no di26 de Janei-
ro prximo viudouro. vai novamcnle a prara para
ser arrematado a quem mais der. o lentlim'enln do
mposio dodiziiuodo gado avallar nos municipios
iihaixo declarados: ,
l.imoeiro; avallado animalmente por 388000
Brcjo. por 303OOO
Boa-V isla e Ex, por 1988000
A arremalaco. ser feila por lempo do (res annos,
acontar do 1. dc.julbo de 1853 i 30 de junto de
1856.
Os licuantes comparocam na sala das sessoes da
mesma junla, no dia cima declarado, pelo meio dia,
com scus fiadores compclenlcmcnle habilitados.
E para constar se m mdou jillkar o prsenle o pu-
blica-/ pelo Diario.
Sccrclaritt da Ibesournria provincial de rernam-
buco 17 de dezembro do 833.(I secretario,
Antonio F'erreira da Annunciarao.
O Ili.-ri. Sr. inspector da lliesnuraria provin-
cial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr. pre-
itleule da provincia de 22 do rorrele, manda fa-
zer publico, que nos dias 7, 8 c 9 de feverciro pr-
ximo viudouro, peranle junla da fazenda da mes-
ma lltesouraria, se ha de arrematar quem por me-
nos zer, a obra do acude na Villa Bella da comar-
ca do Pajp de Flores, avaliada em 4:0048000 rs.
! A arremalaco ser feila na forma dos arls. 24 e
27 da le provincial n. 286 de 17,dc majo de 1851,'
esob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremata-
can, coinparccain na sala tls sessoes da mc-ma jen-
la, nos dia cima declarados pelo meio dia, compe
tenlemenle babeiilarfas.
E para constar se mandn ailiiar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de I'ernam-
buco, 21 de dezembro ne 18)3.<) secrclai.o. -
Antonio Ferreira u?Annunciarao.
Clausulas eupeciaes para a arremalaco.
1," As obras desle acude set-o fcilas de confor-
midade com as plaas e 01 ramelo, appresculados
uesta dala a approvaco dojExm. prcsidenle da pro-
vincia, na importancia de 4:0018000 rs.
2." Estas obras deveio principiar no prazo de 2
mezes, o sero concluidas 110 de 10 mezes, acontar
conforme a lei provincial h. 286. ,
3. A importancia desla arremalaco ser pasa
em tres preslacocs da maneira seguinle : i prime ira
dos dous quintos do valor total, quando liver con-
cluido itmelatje da obra ; a segunda igual a primei-
ra, depois tle lavrado o lermo de recebimcnlo pro-
visorio ; terrena fiualmenle, de um (uiulo depo-
is to rcccbimeiilu de'uiiiivo.
4." G arrem'alanle ser obrigado a contmunicar a
reparlicao da obras publicas com antecedencia de
30 dias, o tlia fjxo em que (cm de dar. principio a
execuco das obras, assim como trabalbar se-
guidamenle durante 15 dias.aliio M iic possa o an-
genheiro encarregado da obra assislir aos primeiros
Irabalhns.
5.a. Tara lodo o mais que naoeslivcr especificado
nas prsenles clausulas, seguir-se-ba o que determi-
na a-lei provincial n. 286, de 17 de maio de 1831.
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira
d'Aiinunr.iacSo.
O Illm. Sr. inspector da lltesouraria provincial,
em cumprimento da ordem do Exm. Sr. prcsidenle
da provincia, 0181111* fajar publico quc.no dia 19 de
Janeiro prximo vindouro, peraul a junla da fa-
zenda da mesma Ihesouraria, vai novamcnle a pra-
ca part ser arrematada a quem por menos fizer, a
obra do concert da cadeia da villa do Cabo, ata-
liada cm 8233000 rs,
A arremataran ser feila na forma dos arligos 24
e 27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de
1851, esob as clausulas especiaes abaixo copiadas.'
As pessoas que se propozerem a esta arremataran
rompareram na sala das sessoes da mesma junla, no
dia cima declarado,' pelo meio dia, competente-
mente habilitadas,
E para constar se mandn aflixar o presente e
publicar pelo Diario. Secretoria da ihesouraria
provincial de I'cn,ainbuco tdedezembro de 1853.
O secretorio, Antonio Ferreira d'Annunciarao.
Clausulas especiaes para a arrematarilo.
1. Os Irabalbosda cadeia da villa do Cabo far-
se-bo de coiilbnn,*ade com o. orramenlo approva-
do pela direcloria cm conseibo, e apresenlado a ap-
provae.io to Exm. Sr. presidente da provincia na
imporlancia de 823801X1 rs.
2. 0 arremalanledar principio as obras no prazo
de 15 dia, e dever conclui-las no de Ires mezes,
ambos contados de couformidade com o'arligo 31
da. lei 11.286.
3 O arrematante seguir na execucao ludo o que
Ibe for prescriplo pelo eiuzenlteiro respeclivo. nao
s para boa execucao do" Iraballio, como cm ordem
tle nao inntilisar ao mesmo lempo para o serviro
publico todas as parles do edificio.
4.0 pagamento la importancia da arrcmalac/lo
verilicar-sc-ba em duas preslacocs iguaes : a pri-
meira depois de fcilos dous torcos da obra, e a se-
gunda depois de lavrado o tormo de recebimento.
5. Nito haver prazo de rcspunsabilidade.
6. Para ludo o que nito k acha determinado nas
prsenles clausulas, nem no orramenlo, seguir-se-
ba o que dispe a lei 11. 286.
Conforme. O secrelario, Antonio Ferreira
-'tyyQCita,
,ti. Sr. inspector da lltesouraria provin-
mprimenlo da ordeiii do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 26 do crlenle, manda fazer
publico, que no dia 26 de Janeiro prximo vindouro,
vai novamenle .1 praca para ser arrematada n quem
por menos lizer; a ultra do mellioritmcuto do rio
de Goianna, avallada em 50:600301X1.
A arremalaco ser feila na forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 tle maio de 1831,
e sol as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalaco,
comparecam na sala das sessoes da mesma junla
no dia cima declarado, polo meio dia, competen-
temente habilitadas.
E para conslar se mandn aflixar *o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secrelariada Ihesouraria provincial do Pcrnam-
buco, 17 do dezembro de 1833. ,0 secretorio, An-
tonio Ferreira Clausula especiaet para a arremalaco.
l. As obras do melhoramenlo do rio de Coianna
far-se-hito de conformidade com o orramenlo, pla-
as e per fia, approvados pela directora em rouselbo,
e aprsenla lo a appruvac.io do Exm. Sr. presiden-
te I provincia, na imporlancia de 50:0008000.
2.' O arrematante dar principio as obras no pra-
2. No prazo de 30 dias serio principiadas as
obras, c concluidas no de seis mezes miados segun-
do o rcgulamenlo. .
3.' A imporlancia desla arremalaco ser paga
na forma do reaulamenlo n. 286.
4." Para ludo mais que mo csivcr determinado
nas prsenles clausulas, eauir-sc-ha o que determi-
na a le provincial 11. 286 do 17 de maio de 1831.
Conforme.O secrelario,
Antonio Ferreira da Annunciarao.
O Illm. Sr. nspecldi- da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimento da resoliicao da junla, manda
fazer publico que no dia 9 de feverciro prximo vin-
douro. vai novamenle praca para ser 'arrematada
peranle a mcsjna junla, a quem por menos fizer, a
obra do aterro e eiupctlrameiilo da primeira parle do
primeiro lauco da eslrada do norle, avaliada em
28:0965887 r-\
A arremalaco ser.i feila na forma dos arligos 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1831, e
sol as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalaco,
comparecain na sala das sessoes da mesma junla,'no
dia cima declarado, pelo meio dia, competculemeii-
lc babililadas.
E pata constar se mandn aullar o prsenle, e pu-
blicar pelo Diario.
Secretoria, ta lltesouraria provincial de Peruambu-
co 9 dojaneiftxlc 18.54. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciarilo.
Clausulas especiaes para a arrematarlo.
1." Esto obra sera feila de conformidade com o or-
camenlo approvado pela direcloria cm conselbo, c
nesla dala apresenlado a approvaco do Exm. Sr.
presidente da provinciana imporlancia dc28:096>887
res.
-.a II arrematadle dalo principioasoltras no prazo
de dous mezes, e os concluir 110 prazo de quinze
mezes. ambos entilados de conformidade com o artigo
31 da lei provincial n. 286.
"'* ".c*dc a entrega provisoria da obra al a enlre-
ga definitiva, sera o arrematante obrigado a conservar
11 eslrada sempre cm bom esttMo, para o que devora
ler pelo menos dous guardas einpregados constante-
mente neslcservico.e far inmediatamente qualquer
reparo que llw-fordeterminado pelo eneenheiro.
4.a O pagamento desla obra ser feilo em qualro
prostaces Isaac* : a primeira depois de feilo o lerco
das bras do lauco : segnnoV depois de complela-
dos os dous tercos : a terceira quando forem recebi-
das provisoriamente : eaquarto depo? da entrega
delimliva, a qual lera lugar um auno depois do rece-
bimento provisorio. ,
3. Para ludo o mais que nao esllver dclei minado
nas presentes clausulas, seguir-se-ba o que dispe a
respeilo a lei provincial n. 286.
Conforme.O secretario,
Antonio Ferreira it Annunciarao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimento da ordem lo Exm. Sr. pres-
deme la provincia, manila tozer publico, que no
lia 19 de Janeiro prximo vindouro, peranle a joli-
to da la/cnda da mesma Ihesouraria, se ha le arre-
malar a quem por menos lizer, n obra dos cnucerlos
o5Jan *'" v'"a (,c S"crnliem, avadada em
A arremalaco ser feila na forma dos arls. 24 c
27 da lei provincial n. 286 de 17 le malo de 1851,
e sol as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalaco
comparecam na ala das sessoes da mesma junta,
no dia cima declarado, pelo meio dio, compelen-
leme.de habilitad*.
E-para constar se mandou afiliar o presentee
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco, 11 de dezembro de 1833. O secrelario, An-
tonio Ferreira fAimnnciartto.
Clausulas especiaes pura a arremataran.
1.a Os concerlos da cadeia da villa de Serinbaem
tar-se-hao de conformidade com o orramenlo, ap-
provado pela direcloria citi coiiselho'e aprsenla-,
do a aftprnvarno lo Exm. Sr. prcsidenlo da pro-
vincia, un importancia de 2:7305000.
2. O arrematante dar principio as,obi as no pra-
zo de um mez, e dever conclui-las no de seis me-
zes. ambos contados na forma do artigo 31 da lei
n.286.
4.ti O arrematante seguir nos Irabnlbos ludo o
que Ibe for determinado pelo respeclivo engeubciro,
nao so para boa evecueiln das obras, como 'cm or-
dem de nao inntilisar ao mesmo lempo, para o servi-
co publico, todas as parles do edificio.
4.' O pagamento da imporlancia da arremalaco
lera lugar em Ires pres(at;cs iguaes: a primeira de-
pois de feila a Melada da obra ; a segunda depois da
entrega provisoria;e a terceira na entrega definitiva.
5. O prazo da responsabilidade ser de seis
mezes.
6." Para ludo o mais q'nc nao se acha determina-
do nas presentes clausulas, tem no ornamento, sc-
auir-se-ha oque dispe'a le provincial n. 2SG.
Conforme. o secrelario Amonio Ferreira tf.ln-
nunriaeuo.'
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
em cumprimento la ordem do Exm. Sr. piesidente
da provincia de 3 do correle, manda fazer publico,
quo no dia26 tle Janeiro prximo viudouro, vai no-
vamenle n praca para ser arrematada a quem por
menos lizer, a obra lo nrude de Paje de Flores,
avaliada em 3:1908000 rs.
A arremalaco ser feila na Pinna los arls. 24
27 da lei provincial n. 287 de 17 de maio de 1851,
e Spb as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematarilo,
comparecam na sala das si-sses la mesma Ihesou-
racia lio dia cima declarado, pelo meio dia, rompe-
lenlemenle habilitadas.
E para constar sa mandou aflixar o pressute c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria. provincial le Pernam-
buco, 14 de dezembro de 1S:|. O secretario,
,, Antonio Ferreira U'Aiinuntiarilo.
Clausula* especiaes para a arrematara.
l. As obras desleajude serao feilas de confor-
midade com-as plaas e orcamenlo apresenlados a
approvaco doExm. Sr. presidente da provincia na
importancia de 3:1908000rs.
2." Estas obras deverao principiar no prazo de
dous mezes, e sero concluidas no de dez mezes, a
contar conforme a lei provincial n. 286.
3.' A importancia desla arremalaco ser paga
cm Ires preslacocs da maneira seguiiie: aflki-
meira tos dous quintos to valor loiat, quando liver
coucluido a melado da obra ; a segunda igual a pri-
meira, depois le lavrado o tormo de recebimento
provisorjp ; a lerreira .finalmente de um quinto de-
pois do recebimento lefiniiiv.
4.a O arrematante ser obrigado a commiinicar a
reparlicao las obras publicas com antecedencia de
30 dias o dia IKo, em que tem de dar principio a
execucao das obras, nssiin como trabalbar Felpuda-
mente durante 15 tlias, alim le que possa o ence-
nbeiro encarregado da obra assislir aos nrimeiros
trabadlos.
5.a 'Para ludo o mais que nao
o tle Ires mezes e as concluir no de tres anuos, 1 tulra igual a primeira piando entre
ambos contados pela forma do artigo 31 da lei n.
286.
3. Unanle a execucao dos Irabalbos, o arrema-
tante ser obrigado a proporcionar Iransilo as cano-
as o barcadas ou pelo canal novo ou pelo Irilho ac-
lu.il to rio.
4. O arrematante seguir na execucao das obras,
a ordem lo Irabalbo que Ibe Tur determinada pelo
eiigeubeiro.
S* O arrematante ser obrigado a apresenlar no
fin do primeiro anuo, ao menos, a quarla parlo ibis
obras prompta e nitro lano no liu do segundo au-
no, e fallando a qualquer dessas coiidiites pagar
una mulla de 1:0008000.
Conforme. o sccrclaiio, Antonio Ferreira
a Annniii-iarao.
estiver especificado
nas presentes clausulas seguir-se-ba o que determi-
na a lei provincial 11. 286 de 17 de maio de 1851.
Conforme.O secrelario, ,
Antonio Ferreira d'Annunciarao.
O Illm. Sr. inspector da lltesouraria provincial
em cumprimento da-resolui;o da junta da fazenda,
manda fazer publico, que no dia 26 de Janeiro pr-
ximo viudouro, peranle a mesma junla, vai nova-
menle itraja para ser arrematada a quem por me-
nos lizer, a obra lo acude da povoaco de Bezer-
ros, avaliada cm 3:8443300 rs.
A arremalaco ser feila na forma los arls. 24 e
27 la lei. provincial n. 286 le 17 de maio de 1851.
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas qne se propozerem a esla arremata-
cao, comparecam na sala das sessoes da mesma jun-
ta no dia cima declarado, (telo meio lia, compe-
tentemente baliclilailas.
E para conslar se man.iau aflixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial le Per-
nambuco, 24 de dezembro de 1853. O secrelario,
Antonio Ferreira d'Annunciaro.
Clausulas especiaes para a arremalaco.
I. As obras desle acude, sero fcilas de confor-
midade com a planta e orcaraenlo, approvados pe-
la directora em conselbo, e appresenlados a appro-
vaco do Exm. Sr. presidenta, importando em
3:8148500 rs.
2." O arrematante dar enmeco as obras no pra-
zo de 30 dias o lerminar no de seis mezes, conta-
dos segundo o arl. 31 da lei 11. 286.
3." O pagamento da importancia da arremalaco.
ser dividido em Iresparles, sendo urna do valor de
dous quintos, quando houver feilo nielarte da obra,
tr piovisuria-
de feila a melade da obra ; a 2.a, depois tja entrega
provisoria ; c a '.i.', na entrega definitiva.
3. O prazo de responsabilidade ser de seis me-
zes.
6a Para todo o que na estiver determinado nas
prsenlos clausulas nem no orramenlo, seguir-se-ha
o que dispe a respeilo a le provincial n.286.
Conformo. O secretario.
Antonio Ferreira da Annunciarao.
Illm. Sr. inspector la Ihesouraria provincial,
em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presideute
daprovinri, manda fazer publico, que 110 lia 16
tl%evereiri prximo vindouro, peranle 1 junta ta
fazenda ta mesma Ihesouraria, vai novamcnle ,', pra-
ca para ser arrematada a quem p%r', menos (izer a
obra tos concerlos la cadeia da villa Ib Pao d'Albo,
avaliada em 2:8008000 rs. .:
_A arremalaco sera feila na forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio tle 1851, c
sob as clausulas especiaes abaixo copiad,*.
As pessoas que se propozerem a esla arremalaco,
comparecam na sala das sessoes da mesma jntanos
dias cima declarados, pelo meio dia, compelenle-
menlc babililadas.
E para constar se mandn aflixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da ihesouraria provincial de Pernamlm-
cit. Hile Janeiro de 1854. Osccrclaiio, Antonio
Ferreira d'Annunciarao.
Clausulas especiaes para a arremalaco.
_ 1." As obras dos reparos da cadeia de villa de Pao
d'Albo serao fcilas le conformidade cum o plano e
orcamenlo, approvados pe directora em conselbo,
e a presen lados a approvarao do Exm. Sr. prcsidenle,
na importancia de 2:8608000 rs.
2." As obras comcr,arao no prazo de 30 dias e se-
ro concluidas no tle 4 inezea.ainbos contados de con-
formidade com oque dispe* arl. 31 lo rcgulamen-
lo das obras publicas.
3." A importancia da arremalaco sera paga em
Ires preslacocs sendo, a primeira de dous quintos pa-
gos auando o arrematante houver feilo melade las
obras; a segunda igual a primeira, paga no fin das
obras, depois do recebimcnlo previsorio, e a ultima
paga depois Jp auno de responsabelidade e entrega
definitiva.
4. Para ludo o que nao esliver determinado nas
prsenles clausulas ou no orcamento, seguir-se-ba as
rtlsposiroes da lei n. 286 tic 19 de m|io de 1851.
Conforme o secrelario, Antonio Ferreira d'Annun-
ctaro.
cinco dias, ancoras, pecas de arlilharia. amarras 011
uulros quaesquer nbjeclus que embaracen! o Iransilo
e servido publica, anda que lenha lirenea da c-
mara municipal. E quando paraoTleposilo e demo-
ra de laes objecin der Retoca o enpito do porto sem
prejuizu da sobredita servido, s se poder fazer da
balele da pleamar tasaguas vivas para cima.- Os
conlravenlores, aban da mulla a que forem sujeilos
pelas posturas da rcspecliva cmara municipal, sero
nbrigatlos a fazer escavar qualquer-arca, que se acu-
mule cm detrimento do purlo.
Secretaria da eapitania do porto de Pcrnambuco 3
de Janeiro tle 1853.No impedimento do secrelario,
Manoel Ambrosio da Conctelo Pudilka.
O consellm de qualifienejfo da freguezia de S.
Jos taz a sua quarla sessilo no dia 16 do correle
mez as horas estaltclccidas ; e dabi cm liante conti-
nuar os seus Irabalbo.
DECLASA^OES.
menle, e a terceira, de um quinto, depois le um
anuo, na occasiaa ta entrega detiniliva.
4. Para ludo o mais que nao esliver especificado
nas prsenles clausulas, seguir-se-ba o que delcr-
inina a lei n. 286.Conforme. O secretario,
Antonio Ferreira ti'' Annui/ciarao.
O Illm. Sr. inspector da, llipsoiiraria provincia
0111 cumpriinenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda fazer pabtiru, que no lia 23de
Tevereir-o prximo vjndn'.iro, vai no\amonio a praca
para ser airemalatla, a quem por meos li/.er, a obra
dos concerlos da cadeia da villa (Ib tisranbuns, ava-
hada em 2:2408210rs. A arremalaco ser feila na
forma dos arligos 21 c 27 la lei provincial 11. 286
tic 17 de maio de.
...... /.. ..." i"'"nn:ia ue 2/ un crrente, manila lazer "' iuctih uiwim.11111, > um aciinn ucci
opara medir a forca decolorante do P!,,),"r"-qe nos das 17, 18 c 19 de Janeiro prximo ^o meio dia, cninpcleiilemeule habilitadas.
carvao, apcrreiroado por .Mr. Collardcanmecnico,
sao lous tunos, de metal de cerca dous pahnoscineio,
cuja nase se une, alistando-so em ngulo ti propor-
eao, queso pro ooga : estos dous tubos, scn.elban-
les a dous oculre ,le ver ao tonge, tem n'eslas las
melade duas lentes, c na parte exlcror cm cada
a dividida em centmetros, que se
1851, esob as clausulas especiaes
,(abaixo copiadas. *
. O Illm. Sr. inspector da Ihosnuiaiin. provin- As pessoas que se propozerem a esla arremalaco,
aal. emciimi,ri.n.,i ^ i.,.v. .1. 1?.... j.. presi- comparecam na sala das sessoes da junla la ta/.cnla
denle .l,i
cm cumprimento da ordem do Exm. Sr.
A Ihesouraria provincial, em cumprimento do
ordem do Exm. Sr. presidente da provincia de 10 do
corren'e, rcm de comprar os objeclos abaixo declara-
tlos para o corpo de po'lici.a.
Secretaria do corpo.
1 sitete (Taraiase seus perlcncest
2 arlhorios para o archivo, altura 10 palmos, lar-
gura 7 ditos e 14 polegadas de fundo.
2 mesas com gavetas para escripia, comprimenlo 8
palmos, largura 5 dilos.
2 esrrivamnbas de metal. *
I2radeiras de pnlhiuha.
Casa da ordem.
1 mesa grande com gavetas, comprimenlo 12 pal-
mos, largura .ditos.
(icadeiras de palbinba.
6 morbos.
2 cscrvauinbas le metal.
Estado-manir.
1 mesa grande, comprimenlo 12 palmos, largara
C dilos,
1 dita pequea com gaveta coniprrmeuto 6 pal-
mos, largura 4 dilos.
2 marquezas de palbinba.
12 cadenas de dila.
1 escrivaninba le metal.
2 lanlernas de bronze.
1 lalha para agua.
1 pucaro de cobre.
(inania do quarlel.
1 barra de madeira.
1 mesa pequea, comprimenlo 6 palmos, largura
4 ditos.
I I ai i tuba. .
1 ramlieiro de cobre.
1 lina para agua.
1 poca rod cobre.
liepartiro do quarlel-mestrc.
, 1 mesa com gaveta, comprimenlo 6 palmos lar-
gura i ditos.
2 radeiras de palhinba..
1 marqueza lita.
2raixics grandes para fardamenlo. comprimenlo
8 palmos, largura 4 ditos, altura \ ditos.
1 escrivaninba de metal.
4 sarilhos de 50 armas rada um.
Para cada compaubia.
1 caixao srande para fardamenlo, comprimenlo 8
palmos, largura 4 ditos, altura 4 dilos.
2 mesas pequeas com gavetas comprimenlo 6
palmos, largura4 ditos.
2 lamlinreles.
2 tinas para agua.
2 ps de ferro.
2 ca 1 -Hilos de mito.
2 pucaro- de cobre.
2 barras de madeira.
2 sarilhos para 30 armas cada im.
2 candieiros de cobre. j
1 barril para comlurcao d'agna.
As pessoas a quem cvnvier vender lacs objeclos, a-
presentem suas proposlas cm cartas fechadas na se-
cretaria da mesma Ihesouraria, at 26 do correte,
advcrlntlo que os objeclos de madeira, srao todos
de. amar ello.
Secretoria da Ihesouraria provincial de Pcrnambu-
co 11 de Janeiro de 1854. O secrelario,
Antonio Ferreira da Annunciarao.
Conselbo administrativo.
O conselbo administrativo faz publico, cm cum-
plimento lo arl. 22 do regulamentodeUde dezem-
bro de 1852, que formo aceilas as propostas le Joa-
quim-Jos Dtas Pcreira e Antonio Percira le Ulivei-
ra Hamos, para fornecerem : o primeiro 55 esleirs
de pal ba de carnauba, x 200 rs. ; o segundo 59 gr-
valas de sola de lustre, a 360 rs.; ,50 bonetes para
recrulas, n 1s300rs. : 9 ditos para a ravallaria, a
1?*20rs. ; 962 pares de clchelos grandes, por 185
rs.; 3 bandas de laa, a 3j)0(X) rs. ; 4 pecas de fila pa-
ra silbas, a 3950O rs. ; e avisa aos referidos vendedo-
res, que devem recolber ao arsenal de guerra os su-
praditos objeclos, no lia 17 do correnle mez.
Secretarla do conselbo administrativo para forne-
cimento lo arsenal de guerra 14 de Janeiro do 1854.
Bernardo Percira do Carmo Jnior, vogal e se-
cretario.
Rea! companhia de paquetes inglezes
a' vapor.
No dia 21 desle mez
espera-se do sul o va-
por Thames, comman-
dantc Slfiill. o qual
depois la demora do
cnstunip,seguir para a Europa: (Jara passageiros
Irala-se com Adamsnn Ilowie & Compaubia, agenles
da mesma ; na ra lo Trapiche Novo n. 42.
O Sr. director do lyceu desla cftiade manda
fazer publico, que as matriculas lo mesmo Ijceu
acham-se aberlas do da 13 ato o lim do correnle,
e no dia .'i de feverciro vindouro tem de principiar
w Irabalbos. Directora do Ivceu 10 de Janeiro de
1854. O amanuense, Hermenegildo Martellina de
Miranda. _
Paquetes fiancezes a vapor, entre Haise-
llia e Rio de Janeiro.
O paquete a hlice
l.'Acenir. destinado
a sabir le Marsclba
para a Babia e Bio de
Janeiro,espera-se ues-
te porto.
Passagem para o llio do Janeiro, cmara de r
200 francos, cmara de proa 130 francos.^
Passagem para a Baha, cmara'de r 100 francos,
cmara de proa 73 francos,
A comida e osvinbos eslo comprelien Julos ues-
tes prefos.
tfucm pretender dirijs-se ao escriplorio de N. O.
Bieber & C." ra da Cruz 11. 4.
Para conbccimcnlo de quem possa inleressar,
se faz publico, que pelo capataz da estacan do Cupe,
foi remetila a es{i reparlicao urna jangada de pes-
cara que all Tora tomada a mis individuos suspei-
!os; |trcvenindo-se que de boje a 30 dias nao appa-
recendo dono, ser vendida na portado almoxarifado
do arsenal de niarinba, para salisfazer-se as despezas
que se Itottverem feilo. Secretoria da capitana do
porto de Pcrnambuco 5 de Janeiro de 1854.No im-
pedimento do secretarioJoo Haberlo Augusto da
Mica.
O arsenal de marinba admita Os operarios se-
gundes s Para a oflicina de carpinlciros, dous apren-
dizes de sexta classe. tlous dilos de stima dila ;*para '
a dcrari'inas, dous manoelios de lerreira classe, 3 (li-
les !c piarla dila, dous aprendizeS.de qoinla dita, e
um dito Je decinu lila ; tara a d calafates, 11111
niauiebo.de terceira classe e nm aprendiz le dcima
dita ; para a le polie'uos. qualro apreiitlzes de nona
classe : para a de pedreros, um aprendiz de Stima
classe, e viole o dous srvenles livres. Sttc.rctana da
itispocco do arsenal de marinba de l'ernanibuco 3
tle Janeiro de 1834.No impeditueulodo secrelario,
Mtiniie.1 Ambraziotla ConceieaO Padilka.
THEATRO DES. ISABEL.
OlARTA RECITA PASTORIL,
EM
BENEFICIO DA COMPANHIA JUVENIL
THAUENSE ELTEUPINA.
Hoje terca-feir 17 de Janeiro de I8U.
.1 jigo depois de execulada una excellenleouvertu-
ra, subir secna o melo-drama simi-sacro, dividido
em 5 qnadros,
A REVELACAO' DO NATALICIO
DO
Em seguida baver mais um aclo todo preeoebi-
do d'arielas cantadas pela mesma companhia.
Dar lim o tlive lmenlo roma exccllenlc dansa
cblneza, composicao do Sr. De-Vecchy, intitulada,
AS DOZE CHINAS
EM SEIS BRI^l'EDOS.
He este o divertimenlo que a companhia juvenil
olterecc aojlluslrado publico desla cidade, de quem
espera a sua philantropica prolccco, em um acloque
turnar a mesma companhia eternamente grata.
AVISOS MARTIMOS
Para o Rio He Janeiro vai aliir com
a inaior brevidade poisuel o lindo e vel-
leivo patacho nacional Bom Jess n'd
(jual lie. capitao Manoel Joaquim Lobato :
((iiem 110 mesmo quizer corregarou ir de
passafjpm'e embarcar oseravo a frele,
uirija-e ao capitao, na praca do cQuimer-
cio.wt a Novaesi Companiia : na rita do
Trapiche n. ."i, primeiro andar.
Para Lisboa a barca portugueza Gralidio pre-
tende sabir com brevidade: quem nrlla quizer Car-
regar ou ir de passagem, para o que tem acetados
commodos, enlcnda-se com os consignatarios P. de
Atilinto Fouseca S Filho, na ra do Vigario n. 19,
primeiro andar, ou com o capitao ra praca.
Ceara*, Maranhao e Para'.
Segu empoiicos dias o briguc escuna Laura, por
ler a matar parle dacarga prompta : o restante e
passageiros, para os quaes oflerece ptimo cominodo,
Irala-se com o consignatario Jos Baplisla da Fon-
seca Jnior, na ra do Vigario n. 4, primeiro andar.
Para a Baha sabe na presente semana escuna
nacional Tamega, m recebe carga iniurta. e para a
qual Irala-se com os consignatarios Novaes & Com-
panhia, na roa do Trapiche 11. 31, primeiro andar.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Segu na da Ido correnle a escuna Snciedade
Feliz, capitao Joaquim Antonio (i. dos Sanios; anda
podo receber carga a frele: a tratar cora Caelano
Cyriaco da C. M., ao lado do Corpo Santo, toja de mis-
sames n. 5,'OU COin O capitn. .
LEILO'ES.
Tasso & Irmao, fazem leililo do 143 barricas
com farinha primeira qualtdade avahada, descarre-
gadas do brigue nacional Sorle, ebegado ullimamen-
le de Trieste : terca-feira 17 do correnle as ti horas
la maullan, defronte da escadinh 1 da alfandega.
C. J. Aslley & C., far.lo leililo por inlcrvcn-
Ciio do agento Olivcira, de um perfeiln snrlimeulo
do bzendas guissaa, allemaas e franeczas, (odas pro-
prias para esle mercado : quarla-feira 18 da corren-
le is 10 lloras da manlia, no seu arma/.ein rna do
Trapiche Novo.
I O agento Borja Ge-
raldes, far no sen ar-
mazem na ra do Col-
legio u. 14. quinla-fera
19 do correnle as 10!4.
horas do da grande tri-
lito sem recusa de qual-
quer prejo inaior que
_ oll'erecam de nina com-
pleta e elegante mobilia de Jacaranda com podra, e
nutra simples da mesma madeira : sotas, co.nslos,
mesas redondas, camas francezas de Jacaranda, ca-
Iciras do braco lilas guarda tonca, apparadores, commodns, marqueza,
lavatorios tomadores de pedia com escribo e sem
elle 2 ricos pianos inglezes, quadros coloridos de ricas
eslampas, ditos em fumo, candieiros inglezes, cande-
labros, vasos de porcelana para en lei les de sata, rico
jogo de xadrez de cbaro e caita de costura de dia-
rio ; e ao meio dia em ponto entrara em leilao um
lindo moleque de 5 annos le idade, e urna piircan de
pedras marmores pequeas e grandes para cornados e
mesas redondas, e outros mu i los objeclos que serio
patentes na ocrashio do lcibo.
AVISOS DIVERSOS.
Precisa-se alugar urna prcta escrava qne co-zinhe
e engomme.sendo que nao lenha vicios, nao se duv-
la dar dous ou Ires mezes adiantados, caso agrade :
aqnem etnvier este negocio dirija-se a prara la In-
dependencia loja n. li eS.qucabi se dir quemo faz.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Resumo da extraccao dos premios da (i. lo-
tera concedida para hs obras que te-
nham por lim melhorur o estado sani-
tario da capital e mais povoaces do
imperio, extrahida em 51 de dezembro
de 1855.
i ti. 207........
1825. .-......
5802.........
4725......
1825, 275!) 5505
5097, 5752,582!) .
1121 ,'220r, 2092
2955 5249 fegf
4547, 5058 5198
5005........
97, 178, 588,589
1
1
,1
0
10
20
20:000*
10:000$
4:000$
2:000$
1:000$
400$
029 804 , 40 .
1140, 1855 , 1997 ,
2V90, 5517 , 5705 ,
5912. 4025, 4544 ,
4501 4425 , 4475 ,
455!)..... .... 2O0s
00 n 184, 5)5, 05 k 705,
728, 772, 817. 858, 985,1151,1299*1517,

1004, 1090, 1925 ,
. 2127, 2HU, 2245 ,
2504, 2490 . 2584 ,
2580 2002 , 2(i78 ,
2702 2778 , 2790 ,
' 2804, 2955, 5225 ,
5551 5580 , 5597 ,
5458 5491 , 5504 ,
5705. 5884 , 4097 ,
4174, 4202, 4524 .
4440 4489 . 45G2 ,
4025 4859 , 4915 .
5001 5150, 5251 .
5':7(i. 5488, 5550 ,
5629 505!). 5085 .
5814, 5955. 5992 . 1 oo.s
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lili ffl -.*/. 1
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Plano da lotera de Nossa Seuhora do
Rosario.
Pira a cxlr*C(5o da primeira quarta parle la quar-
la lotera a tavordas obras da igreja de Nossa Seohe-
ra do Rosario da Boa-Vista, concedida por lei pro-
vincial n. 92 le 8 de maio de 1811.
1.000 bilheles a .... 900 16:000tf)00
!2porcentopara as &.
liras da igrej* l:9OSsK)0
4,000 verbas de sello 6008000
2:.'ii03000
- 13:1808000
1 premio de . ..... 4:0009000
1 , ..... 2*0080011 ..... KOry.HH) .
1
1 ..... 400900(1
1 ..... 2008000
:t KMisooo :(K)o(i(Ki
4 11 008000 OOSOiH)
10 2080IK 2008000
18 n l:Wt) ItteOIHI I809UU 451KW riooaao 3.1808000
1,310 premios
a provincia de 27 to correnle, manda fazer
vonlade. Seu empreiio \
augmenta e se encarta
he da maneira seguinte:
lua pono de dous lquidos d mesma oriiiem,
mas decolorado* por duas quididades le carvao ani-
mal, se mlroduz em cada um dos lubos.c pelos dous
orificios da parle interior contra a luz do dia se
procura a reunir as ditas superlicies, e lonuuido'-sc
um d'aquellrs lquidos por base, prolonga 011 minueo tubo do outro immcdiato, al enconlrar
conlra o reii la clardatle una perleita homo-
geueidade de cor, e eulo lendo-se 11 c.-.-tilla de um
a oulro tubo, se ver a iifferenea indicada pelo nu-
mero de centmetros, lt.i mesma maneira se proce-
de para comparar 3 ou mais lquidos, tomaitdseo-
uin p*r liase priinjllyi,
5l"J?:*e1h',e arrematar aqun
Z,?.,,"^"""niada do Tanquinbo na cidade de
Goianna, avahada em 1:0028320 rs.
A..emala.;ilUfcrirei|!1 na r,i-Ila ,|osarls. .2i e
sob as rta(.M.I.iscspoeiae. abata,, opiadas.
As nessnas que se prop7.cren, a'ela tmmrta&0
ta mesilla thcSotir.iria, no tlia t'triina declarado, pe-
ada mesma thc- E para conslarse ntaudou allivaro prsenle e pu
em por menos Ti- Itlifrpelo Diario.
comparecam na sala tas 80cs da mesma
das acuna declarados pelo lueio dia
mente habilitailas.
junla,nos
ctmpcleule-
E para.constar se mandou auixar o presente pu-
blicar telo Oiario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de I'ernam-
buco 29 tle dezembro de 1853. O secretar
Antonio Ferreiradt,initUncura'o.
Clausulas especiaes para, arrematarao.
i. As obras dos reparos a fazer-se Mo locar do
Tanquiuho na cidade de (ioiannn, serao ejecuta-
das de conformidade com o orcamenlo nesla (tala
apresenlado i appriivaro lo Esni. Sr. presidenta da
1 provincia, na imporlancia de res 4:OOs|3'iO.
Secretaria da .Ihesouraria provincial de l'e. ,iain-
buco 30 de dezeiiibro de I8"t3. O secrelario.
Antonio Ferreira da Annunciarilo.
Clausulas espetiact para a arremalai-ao.
1.aOs concerlos da cadeia da villa de tiaranliuns,
far-sc-ho de conformidade cora o orcamenlo appro-
vado pela direcloria em Conselbo, e apresenlado a
approvaco do Exm. Sr. presidenta, na importancia
de 2:2198280 rs.
2.a O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de dous mezes, e deVer COliclui-tas no le seis
mezes, ambos contados na furnia do arligp 31 da le
n. 286.
3.a U arrematante secuir nos scus Irabalbos ludo
o que Ibe for determinado pelo respeclivo eugenliei-
ro, nao s para boa cxecucilo das obras, romo em
ordem le nao inulilsar ao mesmo Icnrpu para o ser-
vico publico todas as parles do edificio.
4. O pagamento da importancia da arrematadlo,
lera lugar em tres preslacocs igUaes; al,*, depois
- O Illm. r. capitn do porlo, para lornar eOcc- 2#00 nremioS.
s as ilispiisices do re^uiaiiicnlti das rapilanas dos ] '
os, mandado por em execucao peta decreto im- I Precisa-se de
O Illm. Sr. rapil
Uvas
porta:
pcritil de. 19 de maio de Iftiti. iniHitlii, para conheci-
ntenlc .dos inleressatlus, publicar os arligos segurles
do mesmo reaulamenlo.
Arl. ll.iN'inguem poder dentro do ttoral do por-
to. 011 seja na parte reservada para logradouro pu-
blico, 011 seja na parle que qualquer lenha aforado,
construir eiubarcacao de coberta. ou fazer cavas pora
as fabricar eiicalhatias, sem que. depoi* da uceara ta
rcspecliva cmara municipal, olitcnha 1 do capitn
do purln. o qual a iiiu dar sem ler examinado se po-
der ou nao resultar dabi alguin daino ao porlo.
' Arl. 13. Miigucm poder fazer Hierros 011 obras
no liltoral do porlo. 011 ros navcgiives.sem que lenha
oblido licenra da cmara municipal, e peta capitana
do porlo seja declarado, depois de foilos os devidos
exanics, que nito prejudicam o bom estado do porto,
ou rio*, anda mesmo osVstabefocimenlos nacioiaes
damarinha de guerra c Rs logra.louros pblicos, sol
peiuyle dcmiillcao das obras, o multa almda indem-
uisacno ilu damiio que liver causailo.
Arl. 11. Niniiueni poder deiiosilnr madeirns nas
priuas nem conservar ncllas, ou oos caes por mais de i dirijs-se a ra daConcordin u. 2(i.
um homem de ronducln regular,
para Onainnr a -1 meninos primeiras lellras. em um
engeuho 'listante desla cidade \p temas, altanra-SS
11 bom Iratainenlo e paga corresponilrule ao seu
trabalho : quem liver as habilidades precisas procu-
re na praca do Corpo Sanio n. 0 escriplorio de M.
I. de Olivcira.
'Antonio Augusto de Sonza Pinlo.-nor papel
passado c as,i2iiiido pelo Illm. Sr. Francisco Caniei-
ro Machado Kins, datado de I ti de dezembro de .VI,
e a vencer do !. de Janeiro do correnle 'ludanle,
arrendou o silo Afuruim, no Pao Amarello : quem
im ini'siuo blo qniztr botar ataiiin gado de criacao,
rnlcndii-sc na Soiedade no collegio Sania Auna. Por
esle aniiuneo responde-se ao do mesmo Illm. Sr.
Carneiro, publicado no Diario de 13 do correnlcinez
e" auno.
Joao Piulo llegis de Souz.i. embarra para o
Rio de Janeiro, a sua escrava Florinda, criolita, ida-
de 13 annos.
L'm rapaz porluguez se oflerece para raixeiro
lelaberna leque lem molla pralica: quem prtchgr
2.6G0 brancos
4,000
Fcam sujeilos os premios niaiores de nm conlo de
reisaosoito por cunto para o tbrsonro na forma da
lei.Approvo. Palacio lo soverno de Pcrnambuco
29 de oulnbro le 1852.Ilibeiro.
Conforme. O ofllcial maior.
Joat/uim Pires Machado ParleWa.
Os bilheles desla (olera acham-se ;i venda nos lu-
gares sesunles-: praja da Boa-Vista, leja do Sr. Pe-
dro Ignacio Baplisla ; praca loja lo Sr. Fortunato ; largo do Livranienin, bolica
doSr. Cliasas; ra do()ueiinado, loja lo thesourci-
ro ; e.no Kecile, loja do Sr. Uoninsos Teixeira Bas-
tos ; as rodas andam tui.ldia 11 de fevereirn com lo-
do c qualquer numero de bilheles que icarein por
vender, e s se veiulem al y 'la 10.Olliesonreiro,
Silvestre Pereira da Silca Cnimariics.
As pessoas que lem penliores na casa da ra
llireila 11. til. sao convidadas a lira-Ios 110 prazo de
10 dias.c se nao o lizerem serao vendidos para se tirar
o principal.
Da fabrica de caldeireirn di rua do Brum n.
28 auseiitoa-se desde ojlia 15 do correnle, o escra-
voAnlJiio de nacaoAngico, oflical de fnnleiro ,
vidraceiro, lem urna belide no olho esqiierdo, he alloe
regrista e de rosto talhado : quem o penar ou dr
iieiicia. dirja-se a mesma fabrica que ser recom-
pensado.
A pessoa que quizer arrendar o silo da cidade
de Oliqda, no paleo do Carmo: dirija-se a loja de li-
vros da praca da Independencia n. 6 e 8, qu'u achara
com quem tratar.
O abaixo assignado faz ver so Illm. Sr. I)r.
Filippe Carneiro de Olinda Campillo, que o seu es-
cravo de nome Victorino, cabra, de idade de 22 li-
nos, que se achata para vender na casa decommissao
na rua Dreila n. 3, fallecen 110 dia 14 do correnle as
3 horas da madrugada, de bexigas.
Jos da Fonseca Silca.
Pede-se aoSr. lisia I da freguezia du Pliso, que:
ra tan;ar suas vistas para o lugar lo CurdeirQ, onde
na exluusao de mais de 20 bracas ao Inngo da mar-
sem do ro se cortaram nltimaninlc erandes arvo-
res. as quaes cabidas para dentro do leito do mesmo
einliararan seu curso e navcsacao,coin iiiconimodn e
perico dos que andam embarcados. "m que cottu-
ma passar por all cm canoa.
Perguula-seaoSr. fiscal da freguezia lo Poco,
como he que delerminando a lei A I de oulubro de
1828 no art. II que as cmaras facaui repr no nli-
go entallo as sercides e ramulios pblicos, nao con-
senlimlo de maneira alguma que se usurpem, tapem,
estreitem.on mudem arbitrariamente, lolijra S. S.
que no lugar do Cordeirose eslejam corlando a mar- j
gem do rio as arvnres que abrigam as pessoas que all
vo b ihhar-se, sendo alm disso os respectivos porlos
13o obslrnidos com os galbos e ramos das mesillas,
que militas familias acham-se presentemente privadas
do gozo des-e innocente prazer,
Precisa-se de urna ama para casa de punca fa-
milia : na rua das Triochciras n. 50, segundo andar.
O abaixo assignailo taz sciente ao publico que
prelende fazer urna vtagem Europa, ileixiimlo seu
eslijbelecimeulo no mesmo gvro, sob a gerencia de
seu mano Jolo Jaciulho de'Medeiros huir, romo
seo primeiro procurador.e em segundo lugar aos Sis.
Franca & Irmao e Jos Jacinlho de Rima. .
Antonio Jacinlho de Medeiros Dnlra.
Pede-ss ao Sr. Jos Marques Jnior, viudo lia
pouco lempo de MacaubSo. lenha n bondttde de ap-
parecer na rua Direla 11.89, que se precisa fallar,
visto nao se saber a sua morada.
Aluga-se um sobrado de um andar : na Iraves-
sa da rna dos Otiarlcis 11. 33, a tratar na rua dasCru-
zes.20.
Precisa-se de urna ama que sai lia engummar e
cozinliar, c fazer o mais sen ico de casa, mas que se-
ja de meia idade e boa conducta : 111 rna da Koda
n. 52.
Quem liver carrucas do um boi em bom estado
011 novas para vender, annuucie, ou participe na
loja da rua do Caespo, da esquina que volta para S.
Francisco ; quem tiver bois para as mesillas carrocas
lambem sccompram.
Precisa-se alugar um prelo de boa conduela,
paraJptlo o.serviro le una casa de punca familia, pa-
gano por da, semana, 011 mez, conforme convier :
1 na rua Nova, taberna 11. 65.
-ecisa-se de uiua ama forra 011 capliva. para
' comprar na rua e cuziubar : na rua .Nova, loja nu-
mcru 5.
jfa ruadlo Rangi-I 11.48 precisa-so comprar nina
boa ueara que saiba \ en ler na rua; e Iniuhcm se
; aluga nina uu duas, p ^ i
Precisa-se tle um felnr para silio : na rua lar-
ga lo osario n. 22, segundo andar.
Estopara alugar o segundoandarjdosobrado
n. 27 da rua lo Vigario : quem pretender, dirija-se
ao armazem do mesmo.
Precisa-se de um menino de 12 a 1'. anuos;, pa-
ra caxeiro de (ahorna, cmhora au lenlia ortica !
na rua de S. Gonralo n. 25,
(Jiiem precisapile urna purcao de barricas va-
sias, odre ellas de farinha, bacallio e maulcua,
q lerendo comprar, dirija-se rua da Cruz n- 49,
relnacao de assucar ; e mais urna porco d garra-
fas vasias.
Aluga-se una escrava, que enfeuda perfila-
mente le engummar e fazer o serviro interno de
urna casa; como tambem um moleque de 12-a 15
anuos, proprio para o serTico decas; proinelle-se
bom tralamento e nose pe duvida ao pagameulu :
quem liver dirija-se ao consulado americano.
O padre Joao Jos da Coila Ribciro abre a sua
aula de grammalira latina a 16 do crrenlo, na rua
to (.lueimado 11. 37.
Precisa-se tle orna ama de leile, forra 00 cap-
liva, nao leudo filhos: no aterro da Boa Vista n. 1(1.
O abaixo assisnado, faz publico que a matricu-
la il'aula de laliin da freauezia tle S. Jos do Recite,
acha-se liberta do dia 15 do correnle cm dianle, e
qne no dia 3 de fevereiro,vindouro principiarao os
irabalbos.O professor,Manoel Francisco Coclh.
Jra'spassa-se pela quantia de 150JOO rs.. o en-
gajtimenta (fiima prela, a qual tem tima cria de :'.
mezes e lem milito Imm taita: a pessoa que pretender
dirija-se prara da Boa-Vista 11.10.-
Os martjrres pernambucc^ao, victimas' da U-
{erdade, mas duas revolaco'o easaiadss em
710 c 2817, por um luso perna:nZiucana ( o
padre Joaquina Dias BSartla.)
Acaba de sabir a lu a primeira parle desle im-
portante c curioso trabalho, al buje indito, lie a
hiograpliia de lodos .< peruaniliucauos preemiuen-
les que entraram, ou de qualquer modoso compro-
metleram na revoluro dos mscales, c na da pre-
tendida repblica de 1817, escripias as accoes
de taes homens no' silencio do cabineU*, por um pa-
dre dosnossos dias, eque anda honlcm coiiliccenias
todos 11a concregai;ao do oralorio de S. Filippe Nc-
rv, como um dos ltimos, c mais esniaveis mem-
bros dessa v'eneravel rasa. O padre Joaquim Das
dcixa-nos ver esses caracteres luz severa com quo
os encara, desenbando-os a grandes (reos ; e lero
riles em duvda um grande mcrcrimenlo para a
postcrtlade, quando os houver da julgar serene :
o tlcsalinlio de historiador.
fio ha familia em Pernambueo a quem esle' pe-
queo diccionario histrico nao diga respeilo de mais
ou menos perto, e a quem por isso nao interesse vi-
vamente : contem mais tle 600 arligos.
Acha-se a venda no paleo do Collegio, oflicina de
encadernacao.
ROB LAFFECTEL'R.
O nico utorisado por decisao^ do conselbo real
e decreto imperial.
Os mdicos dos huspitaes recommendam o arrobo
I.aflecteuv, como sendo o nico utorisado pelo go-
vernoe pela Real Sociedndc de Medicino. Este me-
dicamento d'um gosto agratlavel, e fcil a lomar
em secreta, esl em uso na marinba real desde mais
de 60 anuos; cura rail clmenle em pouco lempo,
com ponen lespeza, sem mercurio, as ?ffecroes da
pcllc, impingeos, as consecuencias das sarnas, ul-
ceras, e os accidentes los partos, da idade critica o
da acrimonia hereditaria ios humores; convm aos
calbitrros, da bexiga, as coutraeces. e i fraqueza
dos orgaos, precedida do abuso das ingcccOes ou (le
sondas. Como anti-sv pliilitico, o arrolte cura cm
pouco lempo os fluxos recentes ou rebeldes, quo vot-
vem ncessanles sem consequoncia do emprego da co-
paiba, da eubeba, ou tas injeccoes que represen-
tain o virus sem neiitralisa-lo. O' arrobe hatlectenv
he cspccialiuenle recommcudado conlra as doeucas
invelcrailas ou rebeldes 10 mercurio e ao iodureto
de potasio. Vende-so em Lisboa, na bolica de Bar-
ral, e de Antonio Feliciano Aires de Azevedo, pra-
ca de 1). Pedro n. 88, onde acaba do chegar urna
grande porco de garrafas grandes e pequeas,, vin-
das directamente de Paris, de casa do Sr. Boyvcau-
I.anccleuv 12, roe Richev Par.. Os formularios '
tam-se gratis cm casa lo agente Silva, na praca le
1). Podro n. 82. No Porto, em casa de Joaquim
Aranjo; na Babia, Lima & Iranios; em Pernain-
huco, S011111; Rio de Janeiro, Rucha (,\ Filhos, el
Moreira, loja de drogas; Villa-.Nova. Joao Pereira
de algales I.cile; Rio-randc, Francisco de Pao-
la Couto &. C.
C. STARR&C.
resneilusamente annunciam que no seo extenso o-
talielecmenlo cm Santo Amaro, continua a fubrirac
rom a maior perfeicao e proniplitao,toda a qualidade
c'c marliinismo para o uso da agricultura, navega-
cao e manufactura, e que para maior commoda de
seus numerosos freguezes e do publico em geral, tem
aborto em um dos grandes armazens do Sr. Mesqui-
ta na rua do Brum, atraz do arsenal de uiariuha,
um
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dito seu cslabulecmenlo.
All achanta os compratlores Um completo sorli-
mcnlo de moendjs de canna, com lodosos mellui-
r.nnenios algniis delles novos coriginacs; de que a
experiencia de miiilos anuos lem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de haixa -valla pressSo,
taixns de lodo laiuanho. Ututo batidas 1 dm o fundidas,
carros de mu o dilos para conduzir formas ita ,-ksu-
car, mar binas para moer mandioca, prensas para di-
to, fomos le ferro balido para farinha,' arados dn
ferro da mais approvada roiisInirCSo, finidns paia
alambiques, rrivos e p.-rlas para forn.ilfcus, e urna
iiifuiidade de obras de ferro, que seria iTifadonlin
enumerar. o mesmo deposito e\isle tuna pessoa
inielligcnle e habilitada para receber I odas, aseo-
commendas, elr* etc., que os annunciautes conlan-
docoin a capacidadede sus ofllcinas o loacbiisnio,
erica de sebs oluriaes, se comprotnettm a fazer
'1 a maior presteza, perfeco, c exacta
eom osmodelos ou desodlos, e inslruc-
forem fornecidas-
;} incro andar, c ahironlniaaevcrccr sua'pro- Sala de barbeiro.
' 1 aueri,Ptra, do dia PJu [,r,"cu,rdl0 a ,|,;1I!- i Antonio Bari.ozaTde Barros faz sciente au respe***.
iocomT; n r f taca d TL 1' vcl ',ublico- I"1' < *** m;1 >* "" "rbriro. na
^^ se achara semprc prompta a servir a sc.is froSUeZ
o>as pessoas que de seu presumo se qusrrem ulil-
sr, assim cnino vende o aluga bishas de ilanibnigo,
applica ventosas, limpa e chuinha denles, lano a
prata coino a ouro; o preco das barbas c rabellos lie
Precisa-sede una ama para o servijo inleeno
e extenip t>,\ urna casa de pouca lamilla, que nao le-
nha vicio, c se tle a conhercr; na rua Augusta 11. 17.
leudo apparcrdu no Diario 11. tle 10 do cor-
renle, na parlicpacilu ollical do Sr. deseinbamador 0 mesmo que nas tajas,
rhefc de polica, ler sitio preso Anloiiio Pereira da 1A6K' l'WI" *
Parias pelo subdelegado le Jliiribeca, por lentaliva; ,
de morie, decRro ao publico, que scinelhante parli- entraiirauor tle eabclldS da <-asa imperial,
cipacSo nada tem com o abaixo assignado de igual | avis/ ao'resteitavel pobliro desla cidade, taz rolla-
iitime. conimercanle hem conliecdo nesla prara, li- | res, pulseiras, brincos, tinqnis, frrenles para relon
Uto lo linatlo Sr. l.uiz Pereira de l'arias, e morador kos, giboias. cordn, liaiejns, tambem se faz flu-
11a ll'ta-Visla, rua do Sebo n. 27. res de cabellos, o qualquer obres que desoja j' j-
Antonio Pereira de Furias, I Ierro da Boa-Vista, 11.38.

,>*-
-K
1 Hiinaliilii ,
-_- .
JWV-


If
jjfcrua dagCruies n. 40. taberna do Campos,
i as melhorcs e mar*- modernas bixas
hamburguesas, e aluga.sc, lano por junio, como a
cumio, por presos razoaveis.
AVISO XO COMMEL-
Os abaixo assignados continuam
a franquear a todas as classes em
geral os seus sortimentos de fazen-
das por baixos presos nao' me-
nos de umu pe a tiinheiro, ou a prazo, conforme
se ajii.s(ar : no seu armazem da
j praia- do Corpo Santo, esquina da
H ra do Trapiche, n. 48. Ros-
tron Rooker & Companhia, nego-
ciantes iuglezes. Os meamos avi-
sto ao respeitavel publico que abri-
r m no dia 5 do crvente mez a
sua leja de fazendas da rua do Col-
legio e Passeio Publico n. 15, di-
rigida pelos senhores Jos Victori-
no de Paiva e Manoel Jos de Si-
queira Pitanga, para vendern
por atacado e a retalho. t
DIARIO DE PERNAMBUCO TERQA FE1RA 17 DE JANEIRO DE 1856.
Prccisa-se Tallar com o Sr. Francisco Ignacio da
(.amara Pimenlel; na rua da Cadeia de Santo An-
tonio n. 30, a negocio.
JoSo Jos de Carvalho Moraes
faz cente a quem inleressar possa, que desla dala
cni (liante, lera encarroado da arrecadaeo e cobran-
za de sua casa, ao scu filho Joao Jos de Carvalho
Mores Jnior, eaoSr. Antonio da Cosa Ribeiro c
Mello,aos quaes .una-rio os poderes para isso neces-
sarios.
Precsa-sc de urna ama : na rua do Hospicio.
casa n. 17.
1 Traspassa-se o arrendamenlo da-leja e primeiro
audar do sobrado da rua do Collegio n. 18 : tra-
la-se ua rua do Queiinado, loja do sobrado amarello
u. -29.
Madama Routier, modista franceza,
roa Nova, n. 58,
tem a honra de annunciar ao rcspeilavel publico,
que acaba de receber de Franca nm lindosortimenlo
de chapeos de seda do altimo goslo, manteletes pre-
los e de cores, nyneirns de cambraia coro mangas
bordadas, preparadas para veslir-se por baiso de pa-
lid, chales prelos, camisinlias para senhora, man-
gnilos bordados, manas prelas de seda a imitarn de
blonde, vestuarios de seda para meninas, dilos para
meninos, espartilhos, leques, erosdenaples .prelo
inulto lino, selim marn prelo, chamalole prelo, en-
iremeio bordado, calcas bordadas para meninas, cor-
tes de babados de vestidos de diversos desenlies, um
sortimenlo de plumas para chapeos e toncados, vesti-
dos de blonde para noivas, llores de laraigeira, ca-
pillas muilo Dnas, ricos chapeos, de fellro para mon-
tana, chapeos de palha da Italia muito fino, lindos
chapeoslnhos de seda para meninas, lencos de mSo,
lencinhos de seda para pescoco de senhora, bicos de
blonde verdadeiros, e de differentes larguras ; na
raesma casa faZem-se vestidos de baile c casamento,
enfeites para cabeca, chapeos, e em geral as modas
com mais perfeirSo de que minen, e preco muito ba-
rato.
AlugS-se urna ama que tenha muilo bom leile,
sendo forra ou capliva, e sem filho : quem esliver
neslas circunstancias, dirija-se ao palco du Hospital
do Paraizo, sobrado n. 26.
Os socios do gabinete portuguez de Icilura em
l'ernambuco, eslao obrigados a conservar em admi-
ntstrtcilo daquelle estabelecinicnlo as pessoas mais
respettaveis que hajam cutre os seus socios; e depois
dos aconlecimcnlos do patacho portuguez Irrogante
estar*) nesle caso os Srs. Joaquim Baplista Mmclra e
Miguel Jos Alves? A conserva-Ios a sociedade se
degradar, e perder o respeiln que merece aquella
mslituicao de moralidade e bem da humauidade.
Preeisa-se de nm cozinheiro ferro ou caplivo, e
tambera urna preta para engommar. c para o servico
iulerno de urna casi; dirija-se i rua|do Trapichen. 8.
Pommateau, noalerroda Boa-Visla n. 16, avi-
sa aosamaulcsde cachimbo, que recebeu ullimamcn-
le Tumo novn da primeira qualidade, a que'tambera
lem por vender cachimbos de lodos os goslos.
jO r. Joaquim de Uliveira e Souza entina a
Iraduzir, fallar e escrever a lingua franceza : na rua
do Aragiio n.4.
Anima dos premios da primeira parle da sexta lo-
tera da igreja de \. s. do Lio-amento detla
cidade, e.rlrahida em 14.de Janeiro de 185.
1 N. 3590. .".........(1:0X10
3:0008
800
rOSg
2009
1008
50
203
m
1-299. ".......
-29693949.......
2122.........
28:150.-........
2680303614021-220 .
1MC 9772674215-2195*
130720032018.....
347114.25290913571684;
331 535 65 381 3396 (
10652565280717851286
238.........}
394835703151 250 812}
13271820-2610251727*3 (
783361 '(2120I0I26621
2811266-27803198110*'
O abaixo assignado faz ver ao publico, que na
dala deslc lem vendido a sua loja de cirgueiro, sita
na rua largado Rosario n. 2i.quet>\rava sob a firma
de Lisboa & l'anasco. ao Sr. Jos Ribeiro da Cosa, li-
cando estosenhorobriaado adiquldacSo do activo epa-
civo da mesma loja. Reci fe 16 de Janeiro do 1854___
Joo (onrale.es Lteos Lisboa.
Jns Ribeiro da Costa faz ver ao publico que
lem compradojio Sr. Joao Goitoalves Lucas Lisboa.
a loja decirguro sila na rua larga do Rosario n.24,
e pelo prsenle declara que lem (fado sociedade an Sr.
Antonio Joaquim Pamsco, licando o gvro da mesma
loja sobre-a firma de Cosa (i l'anasco."
Precisa-so alugarunin escrava que cozirihc o
diario de.urna casa : a Iralar confronle ao Rosario
de Santo-Antouio n. 39 A'.
Precisa-se de tima ama forra ou capliva, para
cozinharem casa de familia ; leudo bous cosliimcs
paga-sebem: na rua da Cadeia de Sanio Antonio
n. 21.
| RETRATOS PELOELECTROTYPO.
No aterro da Boa-Vista n. 4,
terceiro andar.
A. Lellarie, leudo de se demorar* pouco
; lempo nesla cidade, avisa ao respeilavel pu-
1 blico que quizer utilisar-se do seu presumo, w
de approveilar os poneos dis que lem de re- *|
sidir aqui os retratos serao lirados com toda fg
a rapidez c perfeicilo que se pode desejar, fs
nb estabelccimenln ha retratos que se moslram **
I as pessoas que quizerem examinar: est a- m
: berlo das 9 horas da manhaa at as ida lar- M
; de.
Vende-se urna casa terrea com 2 salas. 3 quar-
tos, cozinha tora, quintal murado, na rua dos Pesca-
dores n. 6 : os prctendenles prncurcm na rua Au-
gusta, cara terrea n. 60, para ajuslar.
Hipe de Lisboa.
Chegaram ueste vapor irascos de rape
de Lisboa, e vendem-se pelo diminuto
preco de 3,5Q0 vs. : na loja da rua do
Ctespo ii- H-.
POTASSA E CAL.
Vende-se potastii da Russia e America-
na, superiores, e'cal virgen de Lisboa,
tudo por preco mais commodo que em
outra qualqiier parte : na rua do Trapi-
chen, lo, armazem de Bastos limaos.
DEPOSITO DE CAL E POTASSA.
Na rua de Apollo, armzcm de Leal
Res, tem superior potassa da Russia, clie-
gada ltimamente, e da fabricada no Rio
de Janeiro, deqnatidade bem conliecida,
assimcomo cal em pedra, chegada no ul-
timo navio.
FARLNTIA DE TRIESTE.
Primeira qualidade.
lasso Irmaos avisam aos seus fregueze', que lem
J-
para vender Carinba de trigo chegada"uliimameie
ile I ricsle, sendo .Tnica nova que daquella proce-
dencia existe no mercado.
Vende-se um Icrrcno foreiro a marinlia, enn-
lendo qualro frentes, c situado no hairro de Santo
Antonio desla cidade : a Iralar com Manoel Luiz da
veiga, que dir quem vende.
Hoje 17 do corrente ailia-se alicrla
a loja da rua doQucimadon. 5, naquales-
tarao expostas a venda, as bellas pecliin-
chas, asques se venderao por menos do
sen valor, para acabar, adveite-se que o
sortunento lie completo, e qiialquer pre-
tendente deve vr munido dos competen-
tes cobres.
FAMA.
No aterro da Boa-Vista n. 8,
lem novo sorlimenlo de querjos,'presuulos do' Porlo,
linguiras de Lisboa, vinlio superior de todas as qua-
lidades, e lodos os mate ceneros perlcurcntes a mo-
^^S!^S^^mS^7S^^^% commodo" SUPerr qUal,li",e' e Por Prcc- muit0
Em casa de Rotlie & Bidoulac. vendem-
se qu;tvo pianos de optirhb tom* a oreco
Precisa-sc de um caixeiro que lenha pralica de r-nrmnAr,____ c i V'CT>"
egocio,oumesmosempralica,com tanlo que seja commQdo, para fechar contas: na rtia
imcomporladoe hbil; lamhem precisa-sede um do Trapichen. 12.
negocio
bem cor..,.
pequeo dos cheadus ha pouco : a Iralar em Olinda
na padaria doVaradnuro.
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) serSo feilas a qualqiier hora do dia ou da (
bvile.
'Aa senhoras de parlo, principalmente, '
i serao soccorridas com religiosa promp- (
lido. j
i7r. Sabino Olegario Ludgero Pinha. {
----------',------------------------.. "w 'i .......II. HK KHilUUil
na> encruzilhada de Bclem, na nuile do da 15do cor-
renlo, nm ca> alio melado sujo, pequeno.clinase cau-
da prelas, capa lo. e com urna mao e p calcados:
,quem o resliluir ser' pago generosamente.
O abaixo assignado. deixnu de ser caixeiro doSr.
Manoel Antonio Vieira, desde b dia 16 docnrrentei
mez, e muilo 1 he agradece a delicadeza com que foi'
tratado durante o lempo que esleve em sua casa.
Se algoem se julgar credor do annoucianle aprsen-
le suasconlas para serem pagas.
ios Francisco da Silta.
O prelo Domingos de naeao Coneo, fgido no
da 15 do^urrenlc, tem os signaes segiiintes; baixo,
magro, inalii Tallador e reprsenla lr 30annos, lie
oflicial deTunileiro c vidroceiro da fabrica da rua do
Brum n.28: quem o pega^ou derdelle noticia, di-
rija-se a mesma fabrica, que ser recompensado.
O abaixo assignado faz sciente ao -publico, que
despediode sua taberna, sila na rua do Codorniz n.
I.oscu caixeiro l)omingosAironsuAlves, pois que
por motivos particularesjllie uaoconvinha couserva-lo
em dita sua casa.
Antonio Pereira de Oliceira Tkia.
Dominio 15 docorrcnte.desappareceu um pre-
lo de nome Manuel.acode por >"apoliao,na;aoRebol-
ly, idade de 3iannos, baixo, cheio do corpo, cor ful-
la, ps grande bem fallante, levou calca e camisa
nova.de alodlozinliotrancado de lislra azul muilo
miudinha, a camisa he de mansas curias e bolso co-
bcrlo na aberluca ; e~le pelo he IrabaHindor de pa-
daria, andava oui um panacum Vendendo pao :
quem o pegar lvelo ao hairro da Boa-Visla-padaria
de Manoel lavares de Aquino, que ser recom-
pensado.
Aluaa-sc ou.vende-se urna escrava perfeila en-
gommadeira, e propria para lodo serviro de urna ra-
sa : quem a prelendctvdirija-se rua do Seve pri-
meira casa lerrea eom aniso.
ATTENCAO, UMCO DEPOSITO NESTA
CIDADE.
Paulo (iaignou, denlisla recebu agua denli-
frice do Dr. Pierre, esta agua conliecida como a me-
Ihor que lem appareeido, (e lem muilos elogios o
seu autor,) lem a propriedade d conservar a bocea
clieirosae preservar das dores de denles: tira o
, kimm.
4 0 Saliio a' luz a blhinha de algibeira,
gusto desagradavel que di em aeral o charuto, al- contendo alm do kaleudario o repula-
uuruas gotas desla n um copo d'aaua sao sufiicien- iiihmIi, Ana un,nln>. i "'
les; lambem se achara p diilirrice exceUenle para T dos emolumentos parochiaes, e o
a conservado dos dentes : na rua "
i. 36, segundo andar.
O abaixo assignado. mudou sua aula do primei-
ra* lellras para o largo do Terco n. 26, e ahi seoffe-
. rece para o ensino da iuslrucijo primaria aos pas de
familia que quizerem Ihe confiar a educado de seus
liihos. Recebe lambem pensionistas e roeios pensio-
nistas, mediante urna pagarazoavcli prometiendo es-
forcar-se quanlo em si couber, alim de bem desem-
l>enliar loardua missao.
Simplicio da Cruz llibeiro.
. Manoel Joaquim Ramos e Silva convida os
credores do Sr. Francisco Mamcde de Almeida J-
nior para apresenlarem seus titulo?, ou conlas do
que o raesiuo Mamede Ibes he devedor, no prazo de
8 dias contados da. dala desle annoncio, alim de co-
iihecer-je a quanlo monla seu debito, e tralar-se da
maneira de fazer seu pagamento.
Na rua das I.arangeiras n. 22, toja, loma-se
conla de roupa para lavar e en|ommar, por preco
commodo.
Precisa-e de um bom feitor : no silio da Ca-
pella da Casa Forte.
. Furlaram no dia 10 do rorrenle mez um caval-
,lo bastante appaielliado e com frente aberla, qualro
ps calcados, um pequeo achaque nn m1o direila, a
cabera acarneirada, urna tomadura de sellim no tom-
bo : rsga-ae a todas as autoridades policiaca que o
encontrar o mandem enlregar naruadeApollo.na co-
cheira de Jos Pinto Ferreira, que serao generosa-r
mente gratificadas
J>. Qea Francisca da Silva Conlinho parlicipa
aos senhores pas de familias, e principalmente aos
de anas alumnas, que uo dia 12 do crrenle princi-
pian! o trabalhos desuaaola particular, na rua Di-
reila, sobrado numero 43, segundo andar. A an-
ininciaiite acha-se habilitada com alicenca do Exm.
Sr. presidente da provincia, em couformidade com
o disposto no artigo 38 do regulamenlo provincial de
12 de mato de 1851. Recebe alumnas pensionistas,
e meias pensionistas, eo eusino de sua aula consta de
seguate : ler, escrever, contar, grommalica nacio-
nal, arilhmelica, doutrina chrUlaa, labyrinlhar, co-
zer, marcar, e bordar de difieren"?s modos, msica o
fazer flores. Protesta aos senhores pais de familias
que se quizerem utilizar de seu presumo, que em-
pregar lodos osmeios que esliverero ao seu alcance
para corresponder fielmente aos seus desejos,.e nao
se furlar a trabalho alguna com as meninas confia-
das aos seus cuidados.
AO PIBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rua do Collegio n. 2,
.vende-te um completo sortimento
de fazendas, lina e. grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanlo em pov-
vfiez, como a retalho, afliancando-
se aos compradores um s prero
para todos : este estabelecimento
ahrio-se de combinaco com a
maior parte das catas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, e por
isto olFerecendo elle maores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietario deste importante es-
tabelecimento convida a' lodos os
seus patricios, e ao publico m pe-
ral, para que venham (a' bem dos
teus iuterestes) comprar fazendas
baratas, no armazem da rua do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos &Rolim.
Bichas.
Alagam-secvendera-se bichas: na prara da In-
dependencia confronte a roa das Cruzes n. 10,
. Na rua estreila do Horario n. 7, se dir quem
d.-i dinheiro a joros com penhores de oaro.
Os Srs. Dr. Ileroavlo Duarle BrandOo Jnior,
t'jelano fiaspar LopesViHas Boas, e Rufino Gomes
d,Fonceca, e a Sr. D. Thereza Francisca Vimos,
tem carias na praca da Boa-Visla sobrado n. 10,
COMPRAS.
----------1------------------------------------------
Compram-se ossos a peso ; no ar-
mazem da tl\iminarao, no caes do Ra-
mos, travessa do Carioca.
Compram-se os Diarios de Pernambuco ns-
199, 249, 287 e 292 de 5 de selembro, 5 de novem-
bro, 20 e 26 de dezombro de 1853 : na ruu do Tra-
piche n. 48, esquina da praja do Corpo Sauto.
VENDAS
i panana ao varaimuro. No escriptorio de Rothee Ridoulac,
Desappareceu do silio do visconde de tioianna, na rua do Trapiche n. 12,> vende-seose-
i encruzilhada de Belem, na nuile do dia 15do cor- puinte:
Ferro inglez, ,
Dito imitacao.
Dito daSuecia.
Folha de Flndres.
Arados de ferro.
Machinas paira assucar.
Ac de Milao. '
Cobre em verguinha.
Fazendas' baratissimas, na nova loja da
rua do Crespo n. .14, de Dias & Lemos.
Cortes de chitas francezas muilo finas de lodas as
cores, de 12covados cada corte, com urna pequea
lislra ao lado, fazemla'dii ullinmcosi a 29100 o cor-
le; dilos de padrees miudinlios, fazenda inuilofina,
com Ucovados a 2S300- o corte, dilos de cassa com
ramagem de cor, fazenda de muito bom gusto, a J
cada corle, cassas francezas escuras, cor muilo (xa,
a 320 rs. a vara, chitas escuras, cores fixas, de diver-
sos padrees a 160 rs. o covado, algndno enlranjado
mesclado, mdiloencorpado, fazenda de urna sp cor.
prapria para o servico de campo, a 180 rs. o covado;'
brim enlranrado de linho lodo amarello, proprio pa-
ra cal^a e parUs a ISO rs. o covado; dito de cor, fa-
zenda muilo superior da puro linho e riquissimos
gestos a 1JJ600 avara; cobertores de algodii lodos
hrancos. da fabrica de Todos os Sanios da Babia, a
650 rs. cada um; meias de algodo ernas, muilo en-
corpadas, a 240 rs. o par; alpacas pretas e de cores
muilo finas, a 800 rs. o covado; merino prelo para
1S800.'2J>WO, -29800 e 3200 o covado: assim como
muilasoulras fazendas por baixos precos, de ludo se
dlo amostras, deixando .seus competentes penhores.
Com pequeo toque di: a varia a 2$, 2,y00
e jjOOO!
Na loja da roa do Queimado n. 17, ao p da boti-
ca vende-se madapoln com um pequeo loque de
ovara a 2, 29100 c a.;iji000, sendo fazenda lina,
lencos de seda d cores pelo diminuto preco de 1
cada um, e oulras fazendas por preco mais barato
do que em outra parle.
Cid de Lisboa.
Vendcm-se barris com cal virgem de Lisboa, em
pedra, o msis superior que ha e por inndico preco:
na rua d Apollo n. 8, armazem de assucar.
Vinlioflordea.v.
Brirnn Praeger & Companhia, rua da Cruz n. 10,
receberam ullimamenlc St. Julien e M. margol, em
caixas de ama duzia, que se recommendam. por suas
boas qualidades.
O se-
ra----- ~ ... --.,.. ,. .._U(i ziatr ^(iiii* ii_-II-
les; lambem se achara p denriirire exceUenle para ~ i -;'"",""":""" f"'""-",ac8 l" "
a larga do Rosario a,manak civil, administrativo, commer-
cial, agrcola e industrial ; augmentado
com 5Q0 eigenhos, alm de outras noti
cas estatisticas. O acreuimo de trabalho
e dispendio nao permittirain ao edictoi
veiide-lo pelo antigO preco; e sim por
400 ib. ; vendendo-sc nicamente na li-
vraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
- vende-so no armazem de James
Halliday, na na da Cruz* n. 2,
guinte:
Sellins inglezes.
Dtos ditos elsticos.
Siliioes para montara de senhora.
Caberadas de couro branco.
Lantcrnas para carro e cabriole!.
Arreios para dito de 1 e 2 cavallos. ,
Molas para dito, de 5 folhas.
ivospata dito, de patente.
Candelabros de bronze de "5, 4 e ."> luzes.
v ende-se pelo cusi urna colleero complela de
loda a legislacao brasileira, desde 1808 al 1850, per-
felamente cncadernada e nova: o proprielario
desle jornal dir quem a vende, e por que preco. -
Vende-se um bonito molecole de 20 aunos di
idade, bom oflicial de sapaleiro.cozinheiroelie muilo
hbil, sem vicio: ua praca da Independencia n. :!;!,
loja de calcado.
' Vende-se um negro bom canoeiro, e bastante
robusto : na prca da Boa-Visla n. 32.
Na rua da Cadeia do Recito, loja n. 5, vendem-
se saccas com feijao mulatinho o mais novo que ha
no mercado,.a 12&000 rs. cada urna.
Vende-se urna escrava moca, engomma liso,
cose, c cozinha o diario de urna casa : quem a pre-
tender dirija-se a rua de Santa-Isabel n. 13.
. Vende-se a liarle de um sobrado de dous anda-
res em urna das uielhores ras : quem quizer com-
prar annncie para ser procurado.
Vende-se um prelocrioulo. de idade 18 anuos,
bonila figura, lem cerlido de idade : a Iralar na rua
Direila n. 76.
Vende-se urna boa taberna, sita em Fon de
Portas, rua do Pilar, cnnfrouiaudu com o becco Lar-
go, lem urna bonila armado e boa qualidade para se
fazer oplimo negocio; nao se duvida dar prazo a pes-
soa idnea ou que aprsenle garanta ao importo :
a quem convier esle negocio procure na rua da Seu-
zala Velha, sobrado o. 112, terceiro audar.
Vende-se a taberna nova da Calin-
ga, situada na propriedade'do Sr. Joao
Simoes de Almeida, bem afreguezada pa-
ra aterra, pela sua boa localidade.e'com
um jogo de bolla que rende para aluguel
mensa!: a tratar na mesma.
Continua-se a vender gomma do Ararat\ de
superior qnalidadeem arrobas a 3 rs. e a libra a
100 rs.: -no paleo do Carmo n.2.
Vende-se a taberna da ni a de Santo-Amaro n.
a, Dem afresuezada para atorra, a qual.lem muilo
boas commodidadcs al para quem liver familia, pois
o dono a vende por que se rclira: quem pretender po-
de comparecer na mesma, a qual tem poucos fun-
dos. #
a ~" yeMe".Tim escravo ionio, de bonila figura,
de idade 21 a 22 annos pouco mais ou menos, proprio
para todo o serv.c.o.por ser bastante robusto : na rua
da Cadeia do Recito n. 42.
Na frente da igreja de Nossa Senhora do
Livramento, loja de miudezas de F.
Alves Pinho,
chegou urna pequea porcaode crueifixos de madei-
ra, faia envernisada com a imagem do Redemptor, de
metal finopraleado e dourado.ohras primorosas e'ca-
caraclerislicas, e o mais perfeilas possivel, ha sorti-
menlo em tamaitos a vonlade, pas para agua hen-
ta.quadrinhos pequeos de diversos passosdoSenbor,
tercos engrazados em rame e de conlas encarnadas
entremetidas de veronicas,e oulras reliquias proprias
para afervorar aos devotos : Irocanvse por nouca
cousa.
. ,N* rua 'lo atorro da Boa-Visla, loja n. 80, a-
lem do grande c variado sorlimenlo de gneros de
comestveis.exsle um grande sorlimenlo de mante-
ga ingleza, principiando de 400a 11*000 rs. e desle
orejo a subir segundo a qualidade.
BOTICA.
CENTRAL HOIIEOPATHICA i
51 rua da Cadeia do fecife, 1. andar 51. P
Hir(lda pelopbarmacentlco approvado, i.
profestor em homeopathla Sr. F. -:;
le P. Prea Ramos.
Nesla bolica se enconlram os mclhores e
maisacrcdilados meilicamenliis homopalhi- Bw
eos, quer em glbulos, qur cin tinturas, (
preparados com a mais escrupulosa Cxacli- S
lao, pelo pharmacculico approvado c orles- ES
sur coi homcopalhia Dr. Pires Ramos.'sob as S
indicajiies do Sr. r. sabino, com qneo ha 8
praIicado ha 4 annns.Iodtis as regras da phar-
maria homcopalbica.
Os medicamentos desla holica, cuja efllca-
cia lem sido verificada na tonga pralica do
Sr. Dr. Sabino, e reconliecida por 'lodas as '
pessoas, quedelles lem feilo uso, exercem
urna grande vaulagem, sobre lodos os que
por all se vendem, a qual consisto ianlo ua
prnmplido dos seus .elfeilos, como na qua-
lidade de se conservaren! muilo lempo sem
soflrerem a menor alleracSo ; o que os tor-
na muilo recommendaveis, principalmente
para o malo, onde nem sempre ha facilida-
de da provisto de novos medicamentos.
Exislem carleiras de rfledicamenlos cm
tubos grandes de lino crystal de difl'erenlcs
precos, desdo 128000 alI20SO conforme o
numero dos medicamentos, suas djnami-
sacoes, e riqueza das caixas.
Cada % idrii de tintura daquinladv-
namisaco \ o000
Caita Inlio ile medicamento 1-iMKl
N. B.O St. Dr. Sabino Olegario I.udge-
ro Piuho so presto a dar esclarccimenlos a
Ictlas as pessoas, que compraren) medica-
mentos nesta botica, na rua das Cruzes. n.
ViNHO DO PORTO MUITO PINO.
Vende-se superior vinho do Porto, .em
barris de A., 5. e 8. : no armazem da rua
do Azcite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes, & Companjiia, na
rua do Trapichen. 54.-
No armazen de C. J. Astley Si Com-
panhia, na rua do Trapiche n. ha
para vender o seguinte :
Balancas decimaes de (iOO libras.
Folha de ferro.
Ferro de verguinha.
Oleo de linhaca em latas de galocs.
Champagne, marca A. C.
Oleados tiara mesas.
Tapetes dela para forro desalas.
Copos e calix de vidroordinario.
Formas de folha de ferro, pintadas, para
fabrica de assucar.
Cordao de liidto alcatroado.
Palha da Jndia para empalliar.
A^o de Milao sortido.
Carne devacca em salmoura.
Um sortimento de pregos.
Lonas da Russia.
Espingardas de'caca.
Lazarinas e clavinotes.
Grande sortimento de pannos linos e
' casemiras.
Vende-se panno fino prelo superior a 23800,
lOOO, 39500, e 68300 rs, o covado, dito azul proprio
para fardas .le guarda nacional a 3#200 rs.. casemi-
ras. pretas muilo finas a<7000, JJjDOO c lljOOO rs.,
lilas selim muito superiores a 149000 rs. o corle,
ditas de cores, padroes novos a .iSOOO rs., selim pre-
lo macu muito superior a SJOOO, 3*300 e 43300 rs.
0 covado, corles de rolletes de fuslo de cores a 800
e 18200 rs., dilos de purgurOo de seda a 28000 rs.,
alpacas finas a 610,720, 1JJ000, e 18200 rs. o covado.
superior princez. a 800 rs. o covado. dila muilo fina
a .160 ni., merino muito fino a :(8000 rs. o covado, e
oulras mullas fazendas que se venderao baratos: rm
na Nova, loja nova n. 16, de Jos l.piz Pereira iv
1 libo-
Espirito a 1 $600 rs. a caada,
\ende-sc na rua do Collegio n. 12. '
\ olas de espermacete-
Vondem-se velas de cspermacelc de superior qua-
lidade, de 6 em libra, viudas da America : na rua
do 1 rapichc Novo n. 8.
iarutos linos de S. Feli.v.
Na rua do Queiinado, n. 19, tem che-
gados agorada Babia, os verdadeiros
charutos deS. Flix, da acreditada fald-
ea de Bramido, os quacs se vendem pro-
precos mais couimodos do "que1 em outra
parle..
Primas para ra beca,
a 40 rs. cada urna, muilo novas : na rua do Uuci-
mado, loja n. 49.
Couro de lustre'
de boa qualidade; vende-se por menos do qneem
outra qualquer parto para liquidar conlas : na rua da
Cruz n. 10.
Vende-se um carro novn de 4 rodas, para nm
e dous cavallos; para ver c Iralar, na cocleira da
rua Nova por baixo da casa da cmara municipal. .
Pianos.
Os amadores da msica achai conliniiadamenle
cm casa de Brunu Praeger & Companhia, rua da Cruz
ii. 10, um grande sorlimenlo de pianos fortes o forles
pianos.de dillerentesmodellos. boa conslrucctlo e bel-
las vosea, que vendem por mdicos precos;'assim co-
mo luda a qualidade de instrumentos para msica.
Obras deouro,
como sejam: aderecos e rfieios ditos, braceletes, brin-
cos, alfiueles, luiloes, aunis, correles para relogios.
ele. ele, do mais moderno costo : vendem-se iia rua
da Cruz n. 10, casadeBruun Praeger & Companhia.
^ Vende-se graHa ingleza de verni/.
ircto, para lirnpar arreios de Carro, he
ttstroso e prova d'agua, e conserva mili-
to o coui-o : no armazem de Cr i. Asdey
.\ Companhia, na rua do Trapiche n. 3.
(g?7 Os mais ricos e mais modernos cha- (JJ
A peos de senhoras se cnconlram sempre (%
**S na loja de madama Thcard, por nm preco J?
(^ mais razovel de que em qualquer oulra (&
1 IWlC' <$>
Deponitr da fabrica de Todos os Sontoa na Babia.
Vende-se, cm casa de N. O. Biebcr &C, da rua
da Cruz n. 4, algoda trancado d'aquclla rubrica,
muito proprio para saceos de assucar c roupa de cs-
craves, por preco commodo.
Vendcm-se tonas, brinza, brins e meias lo-
nas da Russia: no armazem de N. O. llieber
Companhia, na rua da Cruz n. 4.
Tabeas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e co.m promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vendem-se relogios de ouro, pa-
tente inglez, os melhores que tem viudo
a este mercado, e do mais acreditado
fabricante de Liverpool.- em casa de Rus-
sel Mellors & Companhia, na rua da
Cadeia do Recife, n. 50.
Agenda de EiSwlu Maw.
Na rua le Apollo n. 6, armazem de Me. Calmonl
S; Companhia, acha-se coiislanlemcnlc bons sorli-
menlos de laixas de ferro ruado ebalido, lano ra-
sa como fundas, moendas Deliras lodas de ferro pa-
ra animaes, agoa. ele, ditas pava a rmar em madei-
ra de lodos os tamanhose modelos os mais modernos,
machina horisontal para vapor com torca de
4 cavallos, reos, passadeiras de ferro cslanhado
para casa de purgar, por menos prego que os de co-
bre, esco vens para navios, ferro da Suecia, e fo-
lhas de flaudres ; tudo por barato proco.
Moinhcs de vento
ombombasdcrepuvipara regar hortase bailas
decapim. aafundicaOde U. VV. Bowman:na rua
do Brum us. 6, 8 e 10.
* Vende-se um resto de exemplares
da obra Raphael, paginas da juventu-
de por Lamartine, versao portugue-
za de l). Carlos Tjuido y Spano : na rita
do Trapiche n. 14, primeiro andar.
Vende-se una escrava de nato Angola : oa
riuda Senzala Nova n.22.'
Na" rua da Cadeia do Recife n. 00, arma-
zem deHenrique.Gibson,
vendcm-se relogios de ouro de sabonele, de pifenle
iii2lez, da mellior qualidade, e fabricados em Lon-
dres, por prego commodo.
A S200, e (i.s-400.
Na loja de.livTOS de Joao da Cosa llourado. no
larso do Collegio, vendem-se bilheles e meios bilhe-
cs da loleria da irmandade de Noss's Senhora do l.i-
vramenlo, que corre imprelerivelmenlc no dia.14 do
correhte. '
Vende-se srasa de verniz para lirnpar arreios
de carro, lustroso e prova d'agua ; na rua do Trapi-
che n. .1.
Vendem-se com pouco uso os livros scguinles;.
Historia- Sacra, Palala; Plrtedri. Saluslius, Vrsi-
lii Rudei. Huralii Carmina, Tilo l.ivius.Epislola Ci-
ceronis, CiccriMiis Oraliones. Ordo verborum Salus-
tii, Hislory of Kome {por Ualdimilbs), dita de dita
(por Thomaz Morclli, Thonison Ihe Soasos, Vccar
o Wakeeld, Jonhsoii Pails Milln, Breves Noces
de Potica (por Vcllcz), Historia Sagrada (por Ber-
nardino), colleccocs de problema : no atorro da Boa-
Vista, loja de ourives n. 68.
ANTJGlDADE E SCPEMIORIDADE
l)A
SALSAPARRILHA DE BR1STOL
sohre
A SALSA PARIULHA DE SAXDS.
Attcncao'
A SALSA PARKILHA DE BRISTOL dala des-
de 18:12, c lem eoiislanlemcotc manlido a sua re-
putarao sem neressidailc de recorrer a pomposos
aiinuucins, de que s prepafacoes do mrito podem
dispensar-se. O successo do i.)r. BRISTOL tem
provocado'infinitas ovejas, e, cutre oulras, as dos
Srs. A. R. D. Samls, de New-York, preparadores
e propricutrios da salsa parrillta conliecida peto no-
mo de Samls.
Esles^nhores solicilaram a agracia de Salsa par-
rillia de Brislol, ecomo nao o padessem ohler, fa-
bricaram urna imilaen de Brislol.
Eis-aqui a caria que os Srs. A. R. D. Sands es-
creveram ao l)r. Brislol no dia 20 de abril de 1812,
e que se acha cm nosso poder: .
Sr. br. C. C. Brislol.
Bfalo, &e.
Nosso aprcciavel senhor. '
Em lodo o auno passado tomo-.; vendido quanti-
dades consideraveis do extracto d Salsa parrillta le
Vine., e pelo quc.ou\inios dizerde suas ciiludes
quellcs que a lem usado, julgamos que a venda da
dila medicina se augincnti.i i/lu*.';..<'mo. Se Vmd.
quizer fazer um cbrenio comn.isr.i, eremos que
nos resultara muila vanlagcui, tanto a nos como i
Vmc. Temos muilo pra/.cr que Vnic. nos responda
sobre esle assumpto, e se Vmc. vier a esla cidade
daqui a um mez, ou cousa semellianle, teriahro*
muito prazer em overem nossa botica, rua de Ful-
ton, n. 71).
1- ieatn s ordens de Vine.seus seguros servidores.
(Assianados) A. R. J). SrtNDS.
CONCLSAO'.
1. A anliguidade da salsa parrillta de Brislol he
claramente provada^ pois que ella dala desde 1832,
eqoe a. de Sands s appareceu em 1842, poca na
qual esto droguista niio |iddc ohler a agencia do Dr.
Brislol.
2.Asuperioridade da salsa parrilha du. Brislol
lie inronteslavel; pois que niio obstante i concur-
rencia da de Sands, ede urna porciio do nutras pre-
paragoes, ella lem manlido a sita repulacao em iiua-.
si loda a America.
As numerosas experiencias Teilas com o uso da
salsa parrilha em lodas as enfermidades originadas
pela impureza dosaiiauc, c o. bom cxilo oblido nes-
la crte pelo Illm. Sr. Dr. Sigaud, presidcnle I;
academia imperial de medicina, pelo Ilustrado Sr.
Dr. Antonio Jos Peixoto em sua clnica, e em sua
afamada casa de saude na liamboa, pelo Illm. Sr..
Dr. Saturnino de Oliveira, medico do cxercllo, ei
por varios oulros mediros, permillem boje de pro-
clamar altnmenle as virtudes cflicazes da salsa par- -
rilha de Brislol vende-sc a 55000 o vidrq.
O deposito desta salsa mudou-se para a botc: i
fraucezada rua da Cruz, em fenle ao chafariz.
Vende-sc a verdadeira salsa parri-
lha de Sands: na botica franceza, da rua
da Cruz, em frente ao chafariz.
NO CONSULTORIO HOMEOPATIHCO
t DR. P. A. LOBft MOSCOZft.
Vende-sc a mellior de lodas as obras de medicina
noinbpalhica tey- O NOVO MAM A I, DO DR.
ti. II. JAI1U ^St Iradzido em pnrluguc/. pelo
Dr. P. A.Loho Moscozo: qualro volumrs encade
nados cm dous. ^OJOOO
0 4. voliune conlemlo a palhogenesia. diis 144
medicamentos queno foram publicados sahir mui-
lo breve, por eslar muilo adianlada sua impressilo.
Diccionario dos tormos de medicina, cirurgia, anato-
ma, pharmacia-. ele. ele. ene-ademado. 45000
lima carteira de 24 luhos. dusnielhorcs c mais hem
preparados glbulos homopalhicos com as duas
obras cima '. lONKK)
Urna dila de ;tfi tubos rom as niesmas 45ctXK)
Dila; dito <> 48 tubos........ "Ki^KK)
Dila de 144 com as dilas ... IOO.3OOO
Carteira- de 21 liihos pcqueiios para algi-
beira....... ..... 105000
Ditas de 48 dilos......... feOOO
Tubos avulsos de glbulos ... 19000
Veiidcm-sccni casa de Me. Calmonl & Com-
panhia, na praca do Corpo Santn. II, o scgiiinlc:
vinho dcMarscillcciii caixas de :t a 6 du/.ias, linhas
cm novel lo- ccarrclcis, hreu em barricas uiuito
grandes, ac de milao sorlido, forro inglez.
Vcndem-se pianos fortes de superior qualida-
de, fabricados pelo mellior autor hamburgvcz ua
rua da Cruz n. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimcnlo continua a ha-
ver um completo sor.timento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de Ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
AOS SBNIIORES DE ENGLN'HQ.
O aveano' da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em "Berlin, empregado as co-
lonias injjlezas e hollandezas, com gran-
de vantagem pai-a o rtlelhoi-amento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com O methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa *de
. 0. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz, n. 4. .
Deposito de vinho de cham-
(agite Chateau-Ay, primeira qua-
idade, de propriedade do condi
de Maruil, rua da Cruz do Re-
c'l'e n.-"20: este vinho, o mellior
de toda a champagne, vende-
se a 56s000 rs. cada caixa, acha-
se nicamente emeasa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N, B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Maix uil e os rtulos
das garrafas sao azues.'
Oleo Essencial,
para impedir a cabida de cabelle, faze-lo crescer
e lirnpar a caspa, a 500 rs. cada vidrinho : ua rua
do Itanuel botica n. 8.
Charutos superiores.
^ Na rua Nova n. 2 loja deAugus- S
fe to Colombiez, vendem-se superfinos
charutos daBahia.por muito bata-
% lo preco.
Charutos de IIa\itn,i.
Yciidem-se verdadeiros charutos de Havana ppr,
preco muito conunado : na ruada Cruz, irma/.cni
n. 4. ,

DAVID WTI.UAM BOWMAN, ennenliciro ma-
chinisla e fundidur de ferro, mu respcilosamente
aununcia aos senhores prupriclarios de cngenhiis,
fazendeiros, c ao respojlavel publico, que o sc esla-
belcciincnlo de ferro movido por machina de vapor,
na rua do Brum passando o chafaiiz, contina cm
efleclivo excrcirio. ese acha completamente montado
com apparelhos da primeira qualidade para a per-
feila confeccaodas titaiores pecas de niachiuismo.
Habililado para cmprchemlcr quaesquer obras da
sua arle, David William Bowman, desoja maispar-
ticularmcnle chamar a allen;a6 publica para as sc-
guinles, por ler dellas srande sortimenlo ja' promn-
| to,em deposilo na nicsina fundicao, as quaes cons-
truidas ion sua fjlirica podem conipclir coiri as fabri-
cadas em paiz.cslransciro, lano em "preco como em
qualidade de materias primas e ma de obra, a
saber:
.Machinas de apor da mellior roiis!rne.a8.
Moendas de caima para engenhos de lodosos ta-
maitos, movidas a vapor por agua, ouauimacs.
Bodas de aSua", nioinhos de vcnlo e serras.
jVla;iejos indcpciidenlcs para cavallos.
Rodas dentadas.
Asuilbcs, bronzes e chumaceiras.
C.avilhcse parafusos de lodos os tamaitos.
Taixas, pare?, crivose bocas de forualha.
Mniihos de mandioca, movidos a.ma5 ou porani-
maes, e prensas para a dila.
Chapas de fugaoc tornos dcfarrnba.
Canos de ferro, lornciras de ferro c de bronze.
Bombas para cacimba e
cnlo.


(fi
<$
SANDS.
SALSA PARR1LUA.
Viccnle Jos de Riilo, nico agente cm Pernam-
buco de B. J. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que tom chegado a esla piruja nina grande por-
jo de frascos de salsa parrilha de Sands, que sao
verdadeiramcnle falsificados, c preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem icaulelar os consu-
midores de lao precioso talismn, de cahir ncsle
engao, lomando as funestas consecuencias que
sempre coslumam lraz?r os medicairienlos falsifica-
dos e Maltorailos pela mao daquelles, que anlepoem
seus interesses aos males c estragos da humauidade.
Porlanlo pede, para que o_ publico se possa livrar
desla fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recenlemenlc aqui chega-
da ; o annuneianle faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em -na hplira, na" rua da Cnnceicflo
do Recite n, 61 ; e, aln do receiluario que acom-
panha cada frasco, lem embaixo da primeira pagina
seu nome impresso, e se achara sua firma cm 111,1-
nuscriplo sobre o invollorjo impresso do mesmo
traeos. I
Barricas vastas.
Vcndom-se 400 barricas vasias que foram de tari-
ana de Irigo : na padaria n. 48 da rua larga do Ru-
sario.
A 5,600 o par.
Sapatocsdc lustre para homein, obra muilo boa, a
3S eado 11. 58, junio ao slleirn.
A 800 rs. e 320..
Frascos grandes com agua de Colonia, a 800 rs., c
alinete- de amendoa, a 30 rs. : 110 aterro da Boa-
Vista n. 58. ( t
A 2,800 para acabar; Borzeguins gaspiados para senhora. a2E600rs. o
par : no alerro da Boa-Visla,loja n. 58, junto aosel-
leiro.
Vendem-se saccas com farello, chegado ulti-
mamenlc da America, por barato preco: no Ses do
Ramos 11.16, e na roa do Trapiche n. 8.
Vendem-se relogios de ouro, p.
ten-te inglez, por commodo pre-
co: na rua da Cruz 11. 20, casa de
L. Leconte Feron & Companhia.

GUAltA NACIONAL
Na praca da Independencia n. 17, ven-
de-se toda a qualidade de objecin para o fr-
damelo dos senhores officTaes da guarda na-
cional, assim como para primeira e segunda
Imlia, ludo por muilo commodo pieen.
POTASSA.
No anligo deposito da rua da Cadeia lo Roe
armazem n. 12, ha para vender muilo nova pot
da Russia, americana e brasileira, em pequeos
ris de 4 arrobas; a boa qualidade e precos mai
ralos do que em oulra qualquer parle, se alliin
aos que precisarem comprar. No mesmo depi
lambem ha barris com cal de Lisboa cm pedra,
Ornamento chegjdos.
1 fe ,
assa
bar-
ba-
cam
isilo
pro-
movidas a
defll-se 1/9 na.es de coturnos de couro de lustre
400 ditos brancos : 50 ditos de hotins ; ludo por
prero commodo.
s28
RA tiS CRVZS.
No consultorio do pufessor InMcopalha
Gossel Bimonl, acham-s^venda as obras
segoiules:
Segunda ediccao dos elemenl(5-le ho-
mopalhia ; revista consiileravelrniote
augmentada, e redigida os principlantes qi:o quizerem ''de boa f
experimentara nova medecina. 68000
Tratamento Itoniopalliico das
moleslias venreas, para cada um
poder curar-se a si mesmo. '. .
Palhogenesia dos medicamentos
houfcipathicos hrasleiros eposo-
logia homeopalliica, 011 adminis-
Iraco das doses..........
OBRAS -EM FRANCEZ.
Diccionario completo de mede-
cina ......,..........
rganon da arle de curar. .
Ira lamen lo das molestias chro-
nicas...............
Novo manual completo do Br.
Jahr................
Memorial do medico homopa-
tha.............
Medicamentos.
Urna carleira com os 24 princi-
pies medicamentos ;iubos grandes)
e a segunda ediccao losElementos
de .'lomopalhia. ^ 20S000
Urna carleira com os -J4 princi-
pis medicamentos ...... lOJOOO ]
(rande sorlimenlo de carleiras
de tuilos os lamanhos por precos
commodimmot.
linho de. glbulos avnlsos 500-i
I frasco de ;. oni;a de tintura a
c9col|'a.........i&ooor.
e de repuso,
man-, por animaes ou vch*lo.
Guindastes, guinchse macacos.
Prensas Itydraulicas ede parafuso.
Ferragens para navios, carrose obras publicas..
Columnas, varaiidas, gradt e purles.
I'rensi.s de copiar cariase sellar.
Camas, carros de inad carados de ferro, etc., etc.'
Alera da superioridade das suas obras, ja' geral-
'mcnlc rcconhecilla, David William Bowmau garanto
a mais exacta couformidade com os moldes e deso-
dlos remet idos petos senhores que se diguarem de
fazcr-lhe encommcpdas, aproveilando a orc.-u-iao pa-
ra agradecer aos seus numerosos omisos e freaucv.es
preferencia com que lem sido-por cllcs honrado.
e asscgura-llies qu'c nao poupara esfon.ose diligen-
cias para continuar a n^recera sua conlanija.
OLEADOS' INGLEZES.
Vendem-se riquissimos oleados para
assoalliar salas, tanto emqiialidade, com b
no escolliido gosto de desenlio : no ar-
mazem de fazendas de Adamson Ilowie &
Companhia, na rua. do Trapiche .Novo
11. 42.
@ POTASSA lUtASILERA.
|^j) Vende-se superior potassa, fa-
^ bricada no Kio de Janeiro, che-
^j gada recentemente, recommen-
ia da-se aos senhores de engenho os
seus bons ell'eitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz 11. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
S
ATIENCAO'.
_ Cunha & Amorim, na rua da Cadeia do Recife n.
50, tem para vender palha de carnauba nova, cou-
ros de cabra bons, peanas de- croa, c'velas de car-
nauba, a I35OO o cenfo.
VINHO CHAMPAGNE.
Superior vinho de Bordeaux engarra-
fado ; vende-se em casa de Schafheitlin
Vende-se arroz erando do Mara-
nhao, e charutos de S. Flix, de boas qua-
lidades, epor precos commodos : na rua
da Cadeia do Recife n. 47
andar.
FUNDICAO DAUHORA.
Na fundicao d'Aurora achare censlanlemenle un
completo sorlimenlo de machinas de vapor, lauto
I alto como de baua pressao de modllos os maii
approvados. rambera se apromplam de encommen-
d.t de quelqucr forma que se possam desejar cora a
maior presteza. Habis omciaes serio mandados
para as ir assenlar, c os fabricaiiles corno tem de
roslume afiancam o perfeito trabalho dellas, e se -es-
ponsahilisam por qualquer deferto que posa* nella
ajipareccr durante a primeira salra. Muifas machi-
nas de vapor conslruidas ueste eslbelccimenlo tem
estado em constante servico nesla provincia 10, 1
eate 16 anuos, e apenas tem exigido mui insignifi-
cantes reparos, c algumas ato nenhun absolutamen-
te, accrcsccndo que o consummo do Vonbuslivel he
mu inconsntoravcl. Os senhores deengenuo, pois,
c outras quaesquer pessoas que precisarem de ma-
cliiiusmosaorcspeilosamcnle convidados a visitero
eslbelccimenlo em Santo Amaro. 1
ESCRAVOS FGIDOS.

primeiro
MAUAEOI.AO' BOM. A 3-5200.
Vendcm-se pocas de madapolao de boa qualidade,
cora nouca avaria : na rua da Cadeia Velha n. 524,
priirreifo andar.
Vcndem-se cerca de 800 formas de folha de
ferro para fabrica de assucar, pintadas, eque levara
tres arrobas cada urna : vendem-se muito em conla
para fechar : na rua da Trapiche n. 3.
. Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar,' tem para vender diversas, mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam,quadrilhas, valsas* redowas, sclio
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Bio de Janeiro.
LOTERA DO RIO DE* JANEIRO.
Aos 20:000,000
Na casa feliz dos qualro cantos da roa do Queima-
do n. -20, vendcm-se os muilo feli/es bilheles, meios,
(piarlos oilavos e vigsimos da sexta loleria do Esta-
do Sanitario, cuja lista devo chcgar'no dia 16; ael-
las, que es!3o 110 resto. '
- Na rua do Vinario D. 19, primeiro andar, tem
i venda a superior flanella para forro dcscllius, che-
gada recenlemenlc da America.
Deposito de cal de Lisboa,
Vchdem-se barris com cal cm pedra, chegada 110
ljale Lusitano, viudo ullimamenlc de Lisboa, c
polassa americana, a 200 rs. a'libra : na rua da Ca-
deia do Recito, loja n. 50.
Oleo de linhaca em botijas.
Vende-se a 5J}000 rs. rada lima botija, e por me-
nos sendo em porciio : na rua da Cadeia do liedle n.
47, primeiro andar.
Espirito de ">( jra'os a 1^200
>. > 40 If500
vende-se narestilacoda praia di". Santa-
Rita..
Barateiro na rua do Qemado
n. 50.
I.oja nova de Antonio Augusto &' Carvalho Mari-
nbo. vendem-sc lemjos de seda a 1S200 rs., capoli-
nhosde seda para senhoras, 11111 bora sorlimenlo de
corles de cambraia de barra a 29500 rs., ditas sem
barra aiiJAOOrs., lindascanihraias francezas do co-
res muito finas, corle te rairhraia de seda com ha-
hados, c oulras militas fazendas que se vende por pc-
eo commodo.
ROA 1)0 QUEIMADO JV'. 5.
Vcndem-se capoles de panno azul.forrados do rte-
la a 48000 rs., cassa chito a 320 rs. a vara, brreles
de seda pretas para padre a 500 rs., grvalas de selim
cora mola a l&OOO rs., corles de cambraia le cor pa-
ra vestidos a -2?)000 rs., cortes de brim bordados para
collelc a 28000 rs. mantelete* de seda com um pe-
queo loque de mofo a 6S00O rs., manas de seda a
8000 rs., chales de 13a a 18600, bonetes com pala
bordados para homens e meninos pelo barato prcc,o
de 160 rs. cada um ; e oulras raliilas fazendas por
baixos precos para acabar.
.FAZENDAS BARATAS,
Vcndein-sc chitas finas de cotes fixas a 120, 110,
181), 200, e.210 rs., corles de barra a 28100 -e 3-5000
rs., cassas francezas de barra a 28200 c 28800 rs. o
corle, chales dealgodao a 18280 rs., dilos de algodSo
e seda a 28000 rs.. dilos de laa c seda a 3 c -43000
rs.. ditos omito linos a 58000 rs., lenijos de seda pora
senhoras a 28000 c28100 rs., manteletes prelos e de I
cores cora collelee sera elle a 128000 e 158000 rs.,
rcambraias francezas pndres novos a 600 rs. a vara,
cambraias .iberias brancas e de ciires a 33200 rs. o
corte, vestidos brancos de barra c bordados a 48000
rs., dilos do 1 e 2 b.ihadosa 48>O0rs., ditos de Iros
a cinco babados a 58000 rs., oulras militas fazendas
queso vendern baratas: na rua Nova, loja nova n.
16, de Jos l.ulz Pereira \ Filho.
Vende-se a taberna sita na rua de S. Francisco
n. 68 : a Iralar na mesma.
Na rua do Trapiche n. 14, primeiro andar,
vende-se o seguinte :pasta de lyrio florentino, o
inelhor acligoque se conlicce para impar os denles,
branqiiece-ns e tonificar as acnsivas, deixando hora
gosto na bocea e agradavel chepo; agua de niel
para os cabellos, liinpa caspa, e di-lhe mgico
luslre; asna d pcrolas,. sto mgico cosmtica para
sarar sardiis, riias, e cmbellezar o ro.-lo, assim ro-
mo a tintura imperial do Dr. lirown. esla prepara-
cao faz os cabellos ruivosnu brancos.complclamenle,
prelos e rnaeios, sera daino dos mesinos, ludo por
presos commodos.
Vendem-se pregos^mericanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, c alvaiade de zinco, superior quali-
dade, por precos commodos : na rua do
Trapiche Novo n. I (i...
Diccionario
cirursi ,
etc. etc.
dos termos
anafrica ,
da medicina, a
pharmacia ,
Sabio a luz esto obra indispensavet a lodas
as pessoas qiie se dedicara ao esludo de
medicina. Vende-se por 48 rs., encadenia-
chi, no consultorio do Dr. Moscozo, rua do
Collegio, n.2., primeiro andar.
Ausentou-se de casa de seu senhor no dia 11 do
correle, urna preta do norne Esperanca de nneo
liengiiella, representa IcrJrinU e lanos unos, etem
os signaes wguinles : alia retornada de lodo re
liem feila de ps c miios, cosas largas e liza,
lauto barriguda, oque nao moslra quaiido Iras o 1
tido sollo, lem u rosto abocetado c mais I
o corpo, oque indica ler lido frialdode mor
por Irr o branco dos olhos amarelaro, e cora i
escuras, cabellos cortados de pouco* cogote i^
de navrtllia, lem andar moderado, fallas muito j
tas, mostra um aspecto sisinlo e de resjieito,
um lano presa squando diz sim, ou senhor,]
vestido d'algodo azul claro, camisas da alga!
niio ou madapolao panno da Costa j surrad.i
mais alguina roupa, o pode ler mudad^^H
porem'qnem examinar a pequea Iroia ha ih
o la I vesliilo azul, sendo que nao o lenha
anda sem labnleiro ; esla preta foi de
vendida uo Recife a Antonio Hicardo i
por esle a Umbelina da SiUa Oueiroz, constaiii
lado fugida limito lempo em poder desta senlt
que foi adiada acantonada com um mulato ftra des-
flf praca : rosa-se por lano as autoridades poliriacs e
fapilaes de camin, e mais pessoas que-por acaso a
encontraren) leva-la ou mandar ao Recife.na roa *
Marlyrios 11. 36 taberna, ou recolhe-la cadeii
laculailc: o portador que a levar seni generusan
recompensado.
_AnsBiitou-se a 8 do corrento o prelo, JooHena-
cao Mulaiisuc, que reprsenla ler 50 annos, a qual
he conhecido por Joao Novo, lem aliara e corpo re-
gulares, pouca barba, falla de cabellos no centre da
calieca, era um dos lados sobre as eos tollas umlohi-
ulio do lamaiiho de um limito, he rendido da verilha
direila e usa de fonda : quem o pegar leve-o a praca
da Boa-Visla sobrado n. 10, ser geerosara
lineado.
i generosamente gra-
C1ia|)e'os e manteletes.
Vcndom-se chapos de seda de cores, enfeilados,
proprios para meninas c meninos a 58 cada im-
niaiitclelcs pelos e de cores con rlleles -
ior precos commodos:'na rua da Cadei,. _
aja 11. 50. \t^mmmtt0
Vciide-se CARNE 1)E VACCA e de porco Hanihnro. pin barris de 200 libras;
CHAMDAtj.SE demarca conliecida e verdadei-
ra, haveitdo poneos cigos de resto, que se venderilo
para ferliar, a 218000 rs. ;
AC DE MII.AOsorlido;
TAPETES DE LAA, lano em pera romo sollos,
para torrar salas, da bonitos cores e muilo em conta.
OLEADOS de cores para Torrar corredores, ele.;
OI.EO de linhaca em latas de cinco galOcs : em
casa de C. J. Astley ( Companhia, rua do Trapi-
cho n. 3.
Na rua do Collegio n. 2i, segundo
andar, vende-se per barato preco, ou a
prazo, um sortimento de chapeos e ou-
tros objectos 'de chapeleiro, consistindo
em chapeos de niassa, de seda de varjas
qualidade*, e a gomma lacre, chapeo
para padre, massas para ditos, bonetes
para guardas nacionaes, plumas pretas
para chapeos de senhora, fundos e lados
para chapeos, courinhos com setira, fr-
vellas, fitas para arrocltos e debtum,
trsMicaf) e outros muitos objectos de cha-
peleiro.
Yeslidos modernos.
Vendem-se vestidos de mursulina lina d<- cores
rom barra, fazenda nova a "o o corle; dilos de 13a
e seda e barege modernos a 1>8 o corle de 12 cova-
dos; chitas e cassas francezas novas a 320 rs. o co-
vado e 610 rs. a vara; e nutras umitas fazeudas por
har ios piceos: na ruada Cadeia do Recite, loja
n. 50.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
para vender, chegado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, o seauinle: saccas ale farello muilo
novo, cera cm anime e cm velas com bem sorli-
menlo de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em pedra. novissima.
Vende-so pora pagamento dos credores do ca-
sal do fallecido Manuel Luiz da Veiga, a cusa de so-
brado com alguns viveiros de peixe, na cidade nova
do Sanio Amarrado : a Iralar com Manoel Luiz da
Veiga. .
Vende-so um armazem de sal, na rua Imperial
11. 63 : a Iralar ua mesma rua 11. 53.
Paulse toahas.
Vcndem-se palilsr ,|0 brim de linho de cores,
bem feilos, .1 38 e 45} cada um ; loalhas to panno
de linho do Porlo, proprias para rosta a 800 rs. cada
una caJ8a duzia; c panno adamascado do duas
larguras e boa qualidade para loalhas de mesa a 2
a varjy 113 rua da Cadeia do Recife, loja u. 50.
Co!a da Babia.
Vende-se superior cola, por preco commodo: na
rua da Cadeia do Recito 11. i", primeiro andar.
Vendem-se na rua da Cruz n. 15, segundo
andar, boas obras de labynnlho feilas 110 Araralv,
constando de loalhas, lencos, coeiro, rodas de
sai, ele.
~ No dia 12 lo corrcnle desappareceu da rua do
Queimado n. 1, um escravo por iioraac^oaquiui, c(j-
oulo, alio, cheio do corpo, ps chatos, cir retinta ;
levouccroula dealgodao da Ierra, camisa dealgodao
azul, echapeo de couro., podo lerdo idade pouco
mais 011 menos 20 anuos : quera o enlregar na rua
doQueimaao n. 1, a Gaspar Antonio Vieira Guima-
raesiX Companhia, no a Justino da Molla Silveira, a
quem perlence, no Bom Jardim, ser recompensado.
Desappareceu na noile de 9 para 10do corrcnle.
a escrava, cabra, de norqe Filippa, de idade vinlee
lanos annos, (Iba do Rio Grande do Norte, mesmo
ta capital, a qual escrava foi aqu vendida peto Sr.
Jos Antonio Bastos, em oulubro prximo passado,
por ordem da senhora D. Senlinrnha de Almeida
llaptista, viuva do finado Dr. Baplista, que foijuiz
de direilo naqnella cidade ; os shjnites silo os segra-
les : crtr cara, altura regular, corpo retorcad, ca-
bellos corridos e aparados, e falta do un lente na
rrenle : quem a pegar ou della ler noticias, ser,
ocrosamente gratificado, no alerro da Boa-Vista n.
45, ou na roa do Collegio 11. 9. .
Desappareceu em'dezembro prximo passado,
um cabra de nome Elias, de idade de 28 annos, pon- "
co mais ou menos, estatura ordinaria, jrosso do cor-
po, cabello carapinhado, feicoes regulares, cara lar-
ga, falla pausada, com una cicatriz redonda 11.
p.idua direila, e puteas antigs de casligos que le-
vou, consla eslar no Barro Vermelho junto aos Afo-
sados : quem o apprehender, leve-o ao Dr. Lopes.
N'ello, na loa Nova, que ser recompensado.
Desappareceu no dia i de noverabro do anno.
passado o prelo Raymundo, crioulo, fillio do Ico, de
idade 25 airaos, pouco mais o'u menos, cor fula, cara
larca, beicos grossos, barba cerrada, estatura regular,
rendido de urna verilha, pouco volumosa, he muito
ladino, e diz saber ler, he amigo de sambas,- onde di- '
verle-so tocando flaulim ; o mencionado prelo tai
capturado cm o engenho Tapacar d'onde lornou 1 '
fuair no fim de 4 (lias : quera o pegar, queifa levar
ti rua Direila n. 78, qaedar-se-ha paga generosa.
l'ugio do engenho S. Jos, a 13 de oulubro de
1853, a escravaCalhariiia, crionla, que reprsenla ler
35 annos de idade, cor preta, alia, secca, rosto coin-
fprido, tesla canteada, nariz chalo, beicos grossos, ps
grandes, e lem as costas da mo direila urna cicatriz
de feritla: quema apprehender c leva-la ao dito en-
genho, receber a gralincacaodc 505)000" rs. de scu
senhor Francisco Joaquim da Rocha b'alcao.
Aviso.
Fugio no dia 18 de dezcmbfo proiimo passado da
rua da Aurora n. 56, onde inora Dominaos Antones
\ iliaca, o seu escravo crioulo de nomo Lucio, oflicial
le sapaleiro, e seus signaes sao os seguales : ida-
de 25 anuos, baiso muilo grosso do corpo, roslo
redondo, pouca liarba, olhos graudese bocea regalar,
beicos grossos, bstanle espadaudo/4)rac.os e pernas
grossas, mitos bstanle calejadas do Irabalho. muito
regrisla etivilisado, ps curios e grossos, quando an-
da nao assenla a planta do p direilo no chao, a sim
ile una banda, por cciloque ioiuou e nao detxa de
plisar pela perita, he quebrado, e lem um escroto
bstanle incitado, em rulo do ervspelia que Iho d
ronlinuadanienle : Irabalhava na" esesda do mesmo
sobrado, e como se julga I embarcado o eslar ec-
culiocni olgunjacasa, IraballiMido pelo seu licio;
por isso roga:se as autoridades policiaes ou capiles
'le campo, ou qualquer pessoa que o vr, o mande
capturar e levar a seu senhor, 110 referido sobrado,
hiu na rua Nova, loja de movis 11.67, qnc ser befti
recompensado.
Gratiica-se generosamente .
a quem der noticia ou>apprehender um cabra ja
idoso, baixo, pintando os cabello*, olhos peque-
nos c fundos, nariz chato, bocea grande, roslo chu-
pado, ps regulares, mas de ledos arrebados, cha-
iii.-t-se Ambrosio, sabe malar boi, elem fgido oulras
vezes e esercid,. o olficio de corlador (jm Goianna,
l'edras de. Fogo eoulras povoaroes ; fufiodoense-
nhu Terra Nova, e para ahi dever ser comluzjdo
porquera quizer receber. a gralificaco que se uljcTe-
,e, ou ,i rua Nova 11.12, tefronte da Cnnclcao.
Na noile do dia lido rorrenle, fugio do lugar
de Sania Anua, ulna pela, criolita, de nome Mara,
cora'idade de 16 anuos, altura resular, corpo secco ,
bem preta, e cabello enriado, estando a lala e o.
lisso rapado a navallia, tlenles alvos, e hem p
eitla : levou vestido um vestido velho deriscada rozo
,. panno da Costa, ese suppfieqne fosse para o Heci-
fe, ou Casa Forte : roga-so as autoridades policiaes a
sua .-ipprchousao, e as pessoas particulares seraoge-
nerosaincnto recompensadas, levando-a ao segundo
andar do sobrado n. 22, da rua das Cruzes.
Gratilicacao de ."lOSOOO rs.
Em dias do mez de selembro donniio passado fi-
Eio do engenho Aarlieum, propriedade do capitflo tir-
hano Ramos da Silva Vasconctllos, um escravo, cri-
oulo, fula e bem avcrmelhado, de nome Claudio, alta
hora reforcado, representa |f r 20 anuos, lera um sig-
nal de cicatriz bem saliente no pescoca le um lalho
que deu querendo desolar-se na cadeia de Nazarelh -.
foi do Sr. Jos de Seahra do engeoho Cha dcCoquei-
ro, e foi visto depois da Tusa em S. Caclano da Ra-
posa, c em Bezerrosj na fazenda do Sr. vigario An-
tonio Jorge, dizendo dirigir-se para o engenho do Sr.
Jos Pedro, das Lagos : quem o pegar leve-o aodilo
eneenlto A'ralirum, a entregar a scu senhor. ou a rua
Nova n. 12, defronte da Conceicao dos militares, que
receber 5050(10 rs. de gralicaeso, atem do pagamento
razoavel das despezas.
Peni.i-Ty). *e *W. T. to rarla.~IM<7~
>v
W


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